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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Auto-Conhecimento => Tópico iniciado por: Danilo Henrique em 04 de Dezembro de 2014, 17:56

Título: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Danilo Henrique em 04 de Dezembro de 2014, 17:56
O conflito da busca espiritual

O ser humano que, pela aquisição e compreensão de valores morais e intelectuais, opta pela busca da sua elevação espiritual, estará em regra coagido a viver uma vida de conflitos.
Todo ser humano possui conflitos, mas o ser humano que almeja conquistas espirituais sofrerá uma espécie de conflito comum, gerado pelo desejo de fazer as coisas da forma correta, e contrariado pela inexorável realidade de nem sempre conseguir.
Mas todo e qualquer conflito só existe por uma razão: pelo fato da mente estar desajustada da realidade, e no entanto, ajustada à ilusão criada pela voz do próprio pensamento, guiada por apegos materiais, sentimentais e morais.
Pode-se dizer que a realidade da vida humana é um Espírito encarnado vivenciando provas de conteúdo espiritual, e que a ilusão, isto é, a realidade criada pela mente, é um ser humano vivendo uma vida com objetivos materiais (ser, estar e fazer as coisas da vida humana).

Quando o ser humano idealiza para si mesmo “ser” alguma coisa, ele está se prendendo a um conceito que existe apenas no seu mundo mental, e não a uma verdade absoluta.  Este é antes de tudo um apego de natureza moral. Pois ele declara “saber” que conhece a forma correta de se viver. É a partir dessa declaração da mente que Deus concederá ao Espírito a vivência de  provas, criando fatos que contradizem à declaração da mente e mostrando que o Espírito não é onisciente, e logo, que ele não tem o poder de “saber” qual a forma correta de se viver. E Deus faz isso justamente criando fatos onde o ser humano não consegue atingir ou alcançar  as coisas que ele planeja.
O conflito é, portanto, uma prova para o Espírito. Ele não é um caminho natural para se atingir o resultado (Evolução espiritual), pois o resultado pode ser algo completamente diferente daquilo que a mente afirma.

O que é importante se saber sobre esse tipo de conflito, é onde justamente entra o livre-arbítrio moral do ser eterno. Ele, o conflito, pode ser atenuado, ou alimentado. Quando ele é atenuado, um progresso real pode estar acontecendo. Mas quando ele é alimentado, gera-se sofrimento. E o sofrimento é o indicador de que o Espírito está respondendo de forma errada às questões da prova que ele está fazendo na vida humana. Lembrando que vida humana, não foi criada para se fazer nada além de provas. Esse é o sentido da vida humana. Passar por vivencias de acontecimentos criados pela Inteligência Maior, para provar que aprendeu aquilo que estudou no plano Espiritual.
É devido à esse gênero de sofrimento que Espíritas, Católicos, Evangélicos, e religiosos de toda ordem sofrem nos umbrais e nas trevas, pela necessidade de expurgar toda a carga de conflitos existenciais alimentado pela própria ação individualista, quer dizer, pelo ato egoísta de escolher servir ao Ego, ao invés de amar a Deus sobre todas as coisas.

Para escapar da força obsessiva do ego, ou seja, escapar das complicações que são criadas pela visão individualista do mundo, um dos caminhos é a busca de verdades universais. Isto é, a busca das verdades que revelem a visão de Deus sobre o mundo (de cima para baixo) e não a visão humana da espiritualidade (de baixo para cima).
Ao se entrar em contato com a “visão de Deus” do mundo, o ser humanizado terá armas para combater as sugestões do ego, que foram criadas com o objetivo de tentar o Espírito.

Seria impossível para o Espírito provar que aprendeu aquilo que estudou na vida Espiritual, se ele não fosse tentado a agir de forma contrária. A tentação, portanto, não é a ação de uma força maligna. A tentação é a ação amorosa de Deus, dando ao Espírito a oportunidade de passar pela prova eu ele pediu. Em outras palavras, quando um Espírito dito “obsessor” nos sugere um pensamento, ele assim faz porque Deus permitiu que ele o fizesse, para o nosso bem (você já agradeceu a Deus pelos obsessores hoje?).
Os obsessores, ou Espíritos “maus” mais inteligentes e perigosos, não são aqueles que induzem o ser encarnado a fazer alguma coisa “errada”. São aqueles que, quando este faz, lhe sugere a culpa, mostrando-lhe de forma exagerada o mal que causou. Ou seja, ataca-o na sua maior fraqueza, que é o desejo de “ser bom”.

Pergunta-se: de que forma a aquisição de verdades universais, isto é, a visão de Deus do mundo, ajuda a combater a ação do ego? Mostrando ao ego que o que ele diz, e tenta lhe convencer, para tentar o Espírito a permanecer na ilusão, não está de acordo com a realidade.
As verdades universais, que é a visão de Deus do mundo, não serão perfeitamente compreendidas em nenhuma doutrina ou religião isoladamente. Pois a função da religião não é fornecer instrução definitiva para a vitória espiritual, mas sim, criar uma prova, isto é, um “caminho” pelo qual, ao fim deste, ele terá de universalizar a sua crença.
As verdades universais, ou seja, aquelas que são capazes de combater a ação do ego, portanto, não são as verdades relativas de doutrinas e religiões humanas. Mas sim, os ensinamentos dos grandes mestres espirituais da humanidade.

Vejamos um exemplo. O individuo humano tem todos os pertences da sua casa roubada. A partir desse acontecimento, ele tem duas alternativas, a serem escolhidas com o uso do seu livre-arbítrio moral: revoltar-se com o acontecimento, culpando o ladrão, culpando o governo ou a polícia, culpando alguém que deixou o cadeado aberto, ou amar a Deus sobre todas as coisas, dizendo: fui roubado, graças a Deus!
No primeiro caso, quando o indivíduo sofre, é por não estar ajustado à realidade do universo. Mas por estar preso à realidade do mundo mental, que invoca do direito de ter as coisas.

Contudo, um dos mestres da humanidade afirma: Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam;
Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.

Quando o indivíduo ouviu o ego e acreditou no seu direito de ter as coisas, e logo, “possuiu” (com o coração) as coisas que tinha dentro de casa, ele foi roubado. Se ele possuísse apenas aquilo que leva no coração, nenhum ladrão jamais poderia lhe roubar. 
Outra realidade que esse indivíduo não está ajustado, é que nada é por acaso. Tudo na vida são vicissitudes criadas com a finalidade de levar o Espírito á perfeição (questão 132 LE).
O fato de ser roubado, portanto foi fatal. Só aconteceu porque ele precisava e merecia. Se não tivesse que acontecer, Deus não teria permitido.
Logo, ele não foi roubado. Ser roubado é ilusão. Porque ele é espírito, e não ser humano. E Espírito não possui nada para se roubar. Na realidade, ele vivenciou uma dramatização criada por Deus, para provar se era capaz de amá-lo acima de tudo, ou amar a si acima de tudo. 

Percebam que responder às questões da prova humana de forma correta não depende da aquisição de mais conhecimento ou valores intelectuais. Mas simplesmente, da vontade ou do livre-arbítrio de se viver servindo à Deus, ou de se viver servindo ao ego.
Os conhecimentos adquiridos ao longo da vida, sejam científicos, ou espirituais, são instrumentos de provação. Tanto podem ajudar, como podem atrapalhar. E na maioria das vezes atrapalham, pois quanto mais verdades o ego acumula, mais provas ele está sujeito. Maior será a quantidade de tentações a serem experimentadas, pois essas mesmas verdades estarão lhe induzindo a formar novos conceitos individualistas.
Saber bem, é na realidade, não saber de nada. Não amontoar verdades sobre verdades, sistemas sobre sistemas, que não vão levar o ser humano a lugar nenhum, senão à ilusão de saber alguma coisa.
O Espírito não vem adquirir aqui na Terra os conhecimentos necessários para a sua evolução. Esses conhecimentos já foram adquiridos antes da sua vida carnal. Ele vêm para colocar em prática o que já aprendeu.

 
[continua]....
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Danilo Henrique em 04 de Dezembro de 2014, 18:20
Quem deseja conseguir resultados reais, no sentido de progresso espiritual, deve portanto, pensar seriamente sobre a decisão de viver uma vida pautada pelas verdades ensinadas pelos mestres (Sou um Espírito passando por provas, e meu objetivo é aproximar-se de Deus), ou viver com as verdades criadas pela mente (Sou um ser humano, e vivo para lutar pelos objetivos materiais da vida). O ser humano que se diz espiritualista precisa compreender que não dá para ser os dois, e é a tentativa de viver as duas coisas simultaneamente a causa de todos os conflitos da busca espiritual, e o que caracteriza uma hipocrisia do Espírito encarnado. Lembrando o que Cristo ensina: Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.

Alguns amigos que leem esse texto poderiam me dizer: Mas Danilo, tudo isso que você disse também trás uma situação conflituosa. 
E é verdade. Quando pensamos dessa forma, eu diria que o conflito se fortalece ainda mais. Pois quando o ser humano desperta conscientemente para a realidade de que não consegue os resultados que deseja, porque a sua vontade é viver com as próprias verdades, e não com as verdades dos mestres, ele compreende que a causa do conflito é a sua própria hipocrisia. E enxergar essa hipocrisia é uma importantíssima etapa do autoconhecimento. Sem enxergar o que verdadeiramente se passa dentro de si, a vida segue tropeçando nas mesmas pedras, caindo nos mesmos buracos, e a reforma íntima não acontece.
 
Há uma réplica previsível para esse texto. Há egos que para se defenderem do autoconhecimento, afirmam que a evolução é lenta. Não se pode atingir um estado de santidade de um dia para o outro, e que por isso, é "normal" viver em cima do muro. Quem assim afirma, é porque possui um “conceito” de Espírito evoluído e logo, não está compreendendo a mensagem.
A questão não é tornar-se aquilo que o ser humano “acha” que é um Espírito evoluído. Quem diz isso, é porque imagina um outro ser humano que ele julga ser evoluído (exemplo: Chico Xavier), e imagina uma enorme distância entre esse missionário, e o restante dos meros mortais. Essa distância pode de fato ser muito grande, mas ela não deve ser levada em consideração, pois não é pelo tamanho das obras que se deve julgar o mérito de uma missão. Mas pela dignidade que a missão é cumprida, seja ela grande ou pequena, de acordo com o grau evolutivo em que cada um se encontra. O lavrador que prepara bem um pequeno pedaço de terra é tão bem sucedido, aos olhos de Deus, quanto o arquiteto que constrói uma cidade. O que Deus quer portanto de cada um dos seus filhos, não é que cada um deles resolvam os problemas do mundo. Mas que cada Espírito adquira o aprendizado que lhe compete adquirir, de acordo com a vida que cada um escolheu.
 
A questão é portanto, aproveitar a chance da atual encarnação. Ou seja, passar, da melhor maneira possível, pelas vicissitudes da vida com amor à Deus. Isto não se relaciona com atos e realizações humanas. Os atos e realizações humanas são parte da obra de Deus. Deus se encarrega de fazer funcionar a engrenagem da vida. O ser humanizado apenas cumpre às suas ordens (questão 132 LE) e nisso, encontra um meio de progredir.

Apesar desse texto parecer uma “oferta”, ele não é uma oferta. Quero deixar isso bem claro. Ele também não tem a finalidade de ofender, denigrir nem acusar ninguém, afinal, tudo esta no seu devido lugar, caminhando conforme a vontade de Deus que é soberana, e se impõe sobre a vontade humana. A única coisa que esse texto mostra, é que a causa do conflito da busca espiritual é a hipocrisia humana, e que reconhecer essa hipocrisia é um grande passo para uma reforma íntima consistente. E também, que não é "normal" viver em cima do muro. Mas sim, um grande perigo para a encarnação.
 
Há outra solução para escapar dessa hipocrisia. Abandonar todo esse “mundo de informações” de vida espiritual. Deixá-lo de lado e viver a sua própria vida material sem empecilhos, em busca dos objetivos materiais que de fato se acredita que lhe darão a felicidade. Não vejo absolutamente nenhum mal nisso, afinal, Deus nos deu o livre-arbítrio, e logo, temos o direito de seguir pelo caminho que queremos. Ele não poderia jamais acusar um filho seu optar por um caminho que ele tem o direito de escolher. Seria esse caminho, talvez, mais digno e mais proveitoso para a felicidade. O fato de eu afirmar isso, mostra, portanto, que não tenho a menor preocupação com o destino que cada um quer seguir. Mas apenas em falar a verdade sem rodeios, conforme os ensinamentos dos Mestres, isto é, sem as distorções que são causadas pela razão humana, mal educada pelo orgulho e egoísmo, como diz o Livro dos Espíritos.       

Sejam Felizes! Abraços!
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Antonio Renato em 04 de Dezembro de 2014, 23:08
Meu irmão Danilo,muito bom esse texto ele nos remete a uma reflexão.Os conflitos sempre
existirão no espírito encarnado,até mesmo como uma prova pelas decisões que ele poderá
tomar mediante a situação em que possa se encontrar.O que gera os conflitos são sempre
às incertezas da vida,ou seja dos caminhos que se possa seguir.O orgulho,a vaídade e o
egoismo serão sempre um impercilho para que se possa resolver os conflitos,quando se
tem uma mente liberta,facilmente se consegue dominar esses conflitos,ou melhor,eles não
existem para essas mentes.Assim eu penso.
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Vitor Santos em 06 de Dezembro de 2014, 15:11
Olá amigo Danillo

Do meu ponto de vista, a busca espiritual é, numa primeira fase, a obtenção de evidências que sejam suficientes para nos convencer (e basta que nos convençam a nós próprios) que somos espiritos imortais e não apenas corpos de carne mortais. Antes de passar esta primeira fase, a nossa fé é essencialmente superstição.

Podemos dizer que existem imensos textos com ensinamentos, uns mais antigos outros mais modernos, que nos trazem o conhecimento espiritual. Que foram escritos com base em ensinamentos de espiritos ou de profetas - homens e mulheres especiais inspirados  (diferentes do homem comum, que não possui capacidades extra-sensoriais anómalas nem outros recursos especiais). Todavia, para o tal homem comum, acreditar no que diz nesses textos depende na crença do que dizem os homens. Ora, num mundo cheio de aldrabões, qual é o critério que nos permite distinguir, nos citados textos, o que será a realidade da vida e de tudo, no universo, uma vez que tantos textos nos apontam realidades diferentes e, por vezes, mesmo opostas e incompativeis? - Todos os que defendem este ou aquele texto nos dizem que é "a verdade"... E muitos até ficam ofendidos, senão mesmos irados, quando alguém coloca isso em dúvida.

Assim, amigo Danillo, antes de avançar para explicações mais complexas e detalhadas, pergunto: onde estão as evidências e/ou como podemos confirmar que é aquilo que o amigo diz se aproxima mais da realidade do que os outros que não dizem o mesmo, e daqueles que nos dizem coisas que são incompativeis com a sua conversa? Esta é uma questão essencial, se o conhecimento espiritual é importante para influenciar a forma como vivemos, se decidirmos aceitá-lo como modelo da realidade. Se é indeferente ter ou não ter conhecimento espiritual, então estamos todos a perder tempo.


 

O homem encarnado, aqui na Terra, que eu saiba, a menos que se suicide, não consegue cortar a forte associação ao corpo de carne mortal, nem mudar a sociedade humana da Terra. Para sobreviver, o homem tem que se dedicar a determinadas actividades que têm por objetivo resolver problemas materiais. A menos que se torne num eremita, ou num sem abrigo (sem tecto), o homem não vive apenas com base na sua própria vontade. Tem de estar socialmente integrado, para conseguir ter trabalho, para conseguir as condições necessárias para realizar o trabalho. Como viver negando:

Citar
Sou um ser humano, e vivo para lutar pelos objetivos materiais da vida

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/auto-conhecimento/o-conflito-da-busca-espiritual/?action=post;num_replies=2#ixzz3L7z3ZGm4

Parece-me uma exigência demasiado radical viver sem ter objetivos materiais, pois, ainda que transitóriamente, estamos ligados de forma indissociável a um corpo de carne, que é material, que tem necessidades materiais.

Então, a proposta do espiritualista (daquele que já passou a primeira fase e que tem fortes razões para ter como verdade, com um grau de certeza suficiente, que ele mesmo é um espirito imortal) será aceitar a sua condição de espirito encarnado, e definir para si mesmo qual a melhor forma de conciliar/ equilibrar as duas realidades: a de espirito imortal - que é permanente - com o facto de estar ligado à carne, que, embora transitório, não deixa de ser uma realidade que me parece impossivel ignorar. Pode ser dificil atingir o equilibrio, mas não há outra solução, que eu seja capaz de discernir. O problema pode ser considerar-se apenas um corpo de carne mortal, e nada mais.

O que Jesus queria dizer, quando falava de agradar a Deus ou a Mamon, imagino que falava do dilema entre se considerar apenas um corpo de carne mortal e se considerar um espirito imortal associado a um corpo de carne mortal. Agradar a Deus tem a haver com a nossa relação com o próximo, aqui na Terra. Com a aceitação do principio de que todos somos espiritos igualmente importantes. Segundo a DE, o progresso do espirito é obrigatório, não é facultativo, portanto existirão mecanismos que o obrigarão a interiorizar a igualdade entre os espiritos. A partir daí não há mais conflitos. O homem que compreende isso, pode ser Presidente da Republica, mas nunca pensa que é mais do que o mais simples cidadão. Compreende que apenas tem uma missão diferente, de momento.

Não é necessário vestir "lençóis" de cor laranja, ou batinas de padre, ou ser uma pessoa que está sempre em transe para cumprir a vontade divina. Nem sequer é preciso querer fazê-lo, porque senão quiser, vai ser dobrado até querer. Ninguém escapa, queira ou não queira.

Bem haja   


       


 

             
 


Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: lconforjr em 11 de Dezembro de 2014, 19:03
Re: O conflito da busca espiritual

      Referencia resp #3 em: 061214, 15:11, de Vitor Santos

      Conf: amigo Vitor, sem tempo, me atenho apenas ao trecho de sua resposta q cito a seguir:

      Vitor disse: Do meu ponto de vista, a busca espiritual é, numa primeira fase, a obtenção de evidências que sejam suficientes para nos convencer (e basta que nos convençam a nós próprios) que somos espiritos imortais e não apenas corpos de carne mortais. Antes de passar esta primeira fase, a nossa fé é essencialmente superstição.

      Conf: o amigo pode nunca encontrar o q o convença acerca disso, pois sabe q, convencer-se, não depende de sua vontade, mas daquilo q já existe em vc, q a vida lhe fez compreender, seja essa compreensão correta ou incorreta. Qtos milhões são materialistas?! E, para estes, a fé, sem dúvida, é apenas superstição, ou tolice ou fuga de uma realidade opressiva.

      Vitor:... existem imensos textos com ensinamentos..., que nos trazem o conhecimento espiritual... Todavia, para o homem comum, acreditar no que diz nesses textos depende na crença do que dizem os homens. Ora, num mundo cheio de aldrabões, qual é o critério que nos permite distinguir, nos citados textos, o que será a realidade da vida e de tudo, no universo, uma vez que tantos textos nos apontam realidades diferentes e, por vezes, mesmo opostas e incompativeis?

      Conf: exato, amigo. Vc deve saber q há religiões para as quais Deus é amor e justiça, eqto há quem afirme q é ódio e vingança.

      Vitor: Todos os que defendem este ou aquele texto nos dizem que é "a verdade"...

      Conf: sim, mas devemos nos lembrar que outros, sábios e buscadores da verdade, não se ofenderam, nem disseram q o q diziam era a verdade; apenas aconselharam: “Veja vc mesmo! Tenha sua própria experiência!”.

      Aí, meu amigo Vitor, poderão estar as evidencias a q vc se refere
mas, mesmo assim, muitos duvidarão da própria experiência pessoal!

     Assim, Vitor, se vc decidir encontrar algo q lhe valha como modelo da realidade, não espere q outros lhe mostrem esse modelo; poderão, qdo muito, apontar-lhe o caminho. Como disseram ”Veja vc mesmo! Tenha sua própria experiência!”. Eqto não tiver essa experiência pessoal, continuará duvidando e, é possível q, mesmo q a tenha continue duvidando.

      Vitor:O homem encarnado, aqui na Terra, que eu saiba, a menos que se suicide, não consegue cortar a forte associação ao corpo de carne mortal, nem mudar a sociedade humana da Terra.

      Conf: pois é, meu amigo, vc escreveu bem: “que eu saiba”, pois outros sabem q essa possibilidade existe e já foi conquistads por muitos outros.

      Vitor: Não é necessário vestir "lençóis" de cor laranja, ou batinas de padre, ou ser uma pessoa que está sempre em transe para cumprir a vontade divina. Nem sequer é preciso querer fazê-lo, porque senão quiser, vai ser dobrado até querer. Ninguém escapa, queira ou não queira.

      Conf: meu jovem, e qual é a vontade divina? E quem lhe assegura q, se não quiser cumpri-la, vai ser dobrado até querer? E qual será a causa q leva uns a querer e outros a não querer? Se, conforme as crenças, aquele q a cumpre será mais feliz, e se temos a liberdade de escolher, pq escolheríamos não a cumprir, q é o mesmo q escolher sofrer?
........
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Danilo Henrique em 12 de Dezembro de 2014, 17:16
Olá Vitor.
Em minha réplica, vou citar somente alguns trechos do seu texto. Não quer dizer que não lio restante, mas é que sobre esses trechos que o comentário estarão direcionados.

Ora, num mundo cheio de aldrabões, qual é o critério que nos permite distinguir, nos citados textos, o que será a realidade da vida e de tudo, no universo, uma vez que tantos textos nos apontam realidades diferentes e, por vezes, mesmo opostas e incompativeis?  - Todos os que defendem este ou aquele texto nos dizem que é "a verdade"... E muitos até ficam ofendidos, senão mesmos irados, quando alguém coloca isso em dúvida.

O problema já começa quando você preocupa-se em encontrar uma resposta para a vida, quando a sua preocupação deveria ser sua própria felicidade.
O critério a ser utilizado é moldado por essa questão essencial: ser feliz. Só vale a pena viver, se for para viver feliz. Só vale a pena ter vida após à morte, se houver nessa vida a esperança da felicidade.
Se você tem a felicidade verdadeira (e não a felicidade das coisas passageiras), você pode abrir mão completamente da obrigação de se achar respostas para a vida. O fato de procurarmos, é porque no entanto, não somos felizes como gostaríamos.
Não adianta. Qualquer iniciativa filosófica que se queira implantar no sentido de encontrar respostas para a vida, sem que seja pela busca da felicidade, é perda de tempo. É uma proposta vazia e sem finalidade.
Cristo disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. No entanto, ele não chama qualquer pessoa, como se estivesse ofertando uma sabedoria da "verdade universal". Ele diz: Vinde a mim vós que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
Cristo não chamou ninguém pela curiosidade, pela filosofia, ou pela ciência. Chamou aqueles que desejam ser felizes. Que desejam encontrar para a vida um sentido mais lógico que o suicídio.

É uma questão de fé, e a fé não se alicerça na razão. A fé é do Espírito, a razão é do ser humano. Nada que é espiritual pode se alicerçar no que é humano, porque o mundo espiritual é o mundo primário, verdadeiro e que a tudo sobrevive, e o mundo humano, é o mundo secundário, ilusório, e que poderia deixar de existir sem alterar o primeiro.
 
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Assim, amigo Danillo, antes de avançar para explicações mais complexas e detalhadas, pergunto: onde estão as evidências e/ou como podemos confirmar que é aquilo que o amigo diz se aproxima mais da realidade do que os outros que não dizem o mesmo, e daqueles que nos dizem coisas que são incompativeis com a sua conversa?


Pegue o que eu digo.
Pegue os ensinamentos dos mestres.
Compare.
Se estiver de acordo, o que eu digo é bom, e está próximo da realidade.
Se não estiver de acordo, jogue fora.
No entanto, a avaliação é sua. Não me responsabilize por estar discursando o que para mim, foi algo bom, já que você possui juízo suficiente para acatar ou não. Não devo, não quero e principalmente, não posso implantar nenhuma verdade na mente de ninguém. As mentes que leem é que devem fazer a sua própria análise, o seu próprio debate interno, e montar o seu próprio quebra-cabeça.   
 
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Esta é uma questão essencial, se o conhecimento espiritual é importante para influenciar a forma como vivemos, se decidirmos aceitá-lo como modelo da realidade. Se é indeferente ter ou não ter conhecimento espiritual, então estamos todos a perder tempo.

O conhecimento espiritual não é importante para influenciar a forma que vivemos.
Antes, vamos definir o "viver".
Viver não é executar ações materiais. Viver é estar situado no contínuo processo de interação entre o EU (espírito), e a mente. A mente é que cria a vida, portanto, é nela que está a vida.
Viver é também, em outras palavras, vivenciar as ações e as sensações do mundo mental.
O conhecimento humano são as verdades guardadas na mente e eles tem uma finalidade: Dar ao Espírito a possibilidade de executar uma prova. Antes de encarnar, o Espírito escolhe o seu gênero de provações que viverá, ou seja, escolhe o "tipo de mente" onde vai encarnar. As verdades criadas pela mente é que geram a prova, e elas estão todas direta ou indiretamente associadas ao gênero de provação escolhido.
Meu amigo, na vida, você não deve provar ser um bom profissional, ser um bom aluno, ser um bom pai, ser um bom filho, ser um bom religioso. Na vida, você só precisa provar uma coisa: que é capaz de Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo sobre a si mesmo.
Assim sendo, o Espírito tem sempre duas opção, para qualquer prova que ele venha a enfrentar na vida: amar a si mesmo sobre todas as coisas, vivendo a realidade do ego, ou amar a Deus sobre todas as coisas (e assim amar o próximo), vivendo a realidade dos ensinamentos dos mestres. Isso independente do conhecimento, já que esta livre escolha se aplica, em essência, sobretudo, e propriamente, na forma de lhe dar com o conhecimento que são as "verdades" declaradas pela mente.
No entanto, não estamos perdendo tempo como você sugere. Pois o conhecimento espiritual tem a finalidade de propor um determinado caminho. E como qualquer caminho, ele deverá caminhado de qualquer jeito. Não adianta querer rejeitá-lo, ou tentar muda-lo. Essas escolha já foi feita na escolha das provas. 
Além do mais, Deus nos põe em contato com estes conhecimentos, para nos dar a oportunidade de interioriza-los. A interiorização do conhecimento é que gera os frutos, e não o conhecimento em si. Já que este, é sempre uma visão imperfeita da realidade, por causa da limitação do raciocínio humano à sua natureza egoísta. O egoísmo distorce a verdade (mais ou menos). Ele não necessariamente a invalida, ou a torna mentira.

Na realidade, depois que todas essas coisas estiverem interiorizadas, você poderá sem problemas esquecê-las todas, sem nenhum prejuízo para o seu progresso espiritual. Aliás, seria até melhor que as esquecessem, pois estaria livre da tentação de "possuir" tais conhecimentos. O possuir, seja qual for, é o que impede o Espírito de aproximar-se de Deus
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Danilo Henrique em 12 de Dezembro de 2014, 18:36
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O homem encarnado, aqui na Terra, que eu saiba, a menos que se suicide, não consegue cortar a forte associação ao corpo de carne mortal, nem mudar a sociedade humana da Terra.


Foi por isso que eu redefini o termo "viver". Para você, viver é executar ações materiais.
Em qual momento eu disse que se deve abandonar os projetos materiais da vida? Eu jamais disse isso, embora seja assim que os meus amigos insistam em entender. Eu falei que para quem quer aproveitar a oportunidade da encarnação, não se deve viver para eles. Ou seja, não se deve ligar-se sentimentalmente a esses projetos. Isso é algo muito complicado de se entender, porque para quem acredita-se ser humano, acha que quando deseja ou precisa de alguma coisa, acha que é ele mesmo que está desejando ou precisando. Quando na verdade é a mente que está.
Mesmo que você quisesse abandonar os projetos materiais, não conseguiria. A sua mente sempre vai te impulsionar a busca-los e é dessa forma que ela trabalha para criar a sua prova.
Logo, dedicar-se a projetos materiais não é ato do Espírito. É ato de uma mente que executa as ordens de Deus. (questão 132).

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Para sobreviver, o homem tem que se dedicar a determinadas actividades que têm por objetivo resolver problemas materiais.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje

É Deus quem lhe dá o pão, e não é "você" (ser humano) quem o conquista com o trabalho. Deus ordena que você trabalhe e em seguida, lhe dá o pão que é o fruto do seu trabalho, para lhe dar a ideia (falsa) de que é você quem está conquistando o pão. Ele faz isso para lhe dar a oportunidade de escolher dizer: "Graças a mim", ou "Graças a Deus".
Deus não faz "parceria" com seres humanos para executar a sua obra (alimentar corpos humanos). Para que Espíritos executem suas provas, corpos precisam ser alimentados e Deus não pergunta a ninguém se quer comer ou morrer de fome.
Se no entanto, for o gênero de morte de um Espírito morrer de fome, não importa o quanto ele tente e busque, não conseguirá alimento nenhum. 

Exatamente por isso, que o que o mestre ensina não é fazer ou deixar de fazer alguma coisa materialmente. Mas simplesmente não se preocupar com o aquilo que Ele vai lhe dar hoje, amanhã ou depois, já que é Ele quem vai lhe dar e não você (ser humano) quem vai conquistar. "Não te inquieteis com o dia de amanhã (...)"


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A menos que se torne num eremita, ou num sem abrigo (sem tecto), o homem não vive apenas com base na sua própria vontade. Tem de estar socialmente integrado, para conseguir ter trabalho, para conseguir as condições necessárias para realizar o trabalho. Como viver negando:
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Sou um ser humano, e vivo para lutar pelos objetivos materiais da vida

Eu não falei em negar. Falei em não amar. Não amar os objetivos materiais da vida. Porque não dá para amar (servir) os objetivos da vida ao mesmo tempo que se ama (serve) a Deus. 

Além disso, há outra coisa que você não me compreende.
Quando falo nos objetivos materiais da vida, não estou apenas falando de riqueza de bens materiais. Vamos pegar o seu exemplo de se transformar em um eremita.
Se isso (tornar-se um eremita) for para você um objetivo de vida, algo que lhe dê prazer, fama, você não estará buscando a elevação espiritual, mas sim, a autossatisfação.
Não vamos esquecer que "sucesso" para um não é sucesso" para outro. Portanto, isso é relativo a mente que executa determinada prova.
Os objetivos materiais na vida são, portanto, tudo o que se acredita que deve buscar para ser feliz na encarnação. O que se pode dizer que é a satisfação da mente, ou do ego. Enquanto que os objetivos espirituais do Espírito encarnado é viver para a reforma íntima. Isto é, aproveitando cada oportunidade que Deus concede para amar ao próximo e a Deus acima de todas as coisas.

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Parece-me uma exigência demasiado radical viver sem ter objetivos materiais, pois, ainda que transitóriamente, estamos ligados de forma indissociável a um corpo de carne, que é material, que tem necessidades materiais.

Você está ligado a um corpo de carne material, mas você não é um ser material. Você é espírito e a realidade é que você não tem nenhuma necessidade material. 
O problema não é na ligação, que de fato existe. Mas sim a identificação. Aceitar como realidade o que é ilusão.
Você declara que é sua necessidade ter supridos os anseios materiais do ser humano que você está encarnado. Mas Deus não está preocupado com essa necessidade do humano Vitor Santos. Mas sim, com a sua verdadeira necessidade de sofrer uma vicissitude da vida, para executar uma provação, e assim ter a oportunidade de aproximar-se Dele. 


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Então, a proposta do espiritualista (daquele que já passou a primeira fase e que tem fortes razões para ter como verdade, com um grau de certeza suficiente, que ele mesmo é um espirito imortal) será aceitar a sua condição de espirito encarnado, e definir para si mesmo qual a melhor forma de conciliar/ equilibrar as duas realidades: a de espirito imortal - que é permanente - com o facto de estar ligado à carne, que, embora transitório, não deixa de ser uma realidade que me parece impossivel ignorar. Pode ser dificil atingir o equilibrio, mas não há outra solução, que eu seja capaz de discernir. O problema pode ser considerar-se apenas um corpo de carne mortal, e nada mais.

Você é livre para tentar fazer isso, mas não foi essa a recomendação do mestre. A recomendação foi: Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.

Aliás, essa é o ponto fundamental da discussão, e o tema do tópico. A tentativa de tentar conciliar (sentimentalmente) as duas coisas será causa de conflitos intermináveis.
Isso por uma razão muito simples: Não importa qual encarnação nesse planeta o Espírito venha fazer, ele sempre será colocado diante desse impasse. Pois a toda nova encarnação, haverá um novo ego com desejos e pretensões materialistas. Ou seja, toda encarnação existirá o mesmo impasse que ocorre na encarnação atual, e em uma delas será necessário decidir definitivamente o próprio destino. Seguir o caminho do viver pelos objetivos materiais da vida, ou do viver pela busca da elevação espiritual.
Essa evolução lenta, gradativa e natural que vocês acreditam, pela aquisição de "conhecimentos e aprendizados humanos" não existe. A todo momento, a vida está fazendo a seguinte pergunta: E ai? Qual dos dois caminhos você quer seguir?
E quando você escolhe "os dois", está se enganando e automaticamente escolhendo o caminho da perdição. 
Não é minha ideia causar mal estar ou "pressão" nas pessoas. Já que estou ciente de que converso com egos humanos, estou simplesmente repetindo as verdades espirituais que estes egos querem negar. E eles tem todo o direito de negar, já que possuem o livre arbítrio. 

Abraços!
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Renato.Oliv em 12 de Dezembro de 2014, 19:41
Somos, todos, sem distinção, crianças espirituais e, por sinal, muito levadas e desobedientes.

Se nos fosse possível levantar as últimas 20 encarnações, com certeza choraríamos de doer, com tanta sombra em nossa história.

Os Espíritos Superiores são os nossos educadores. Enquanto mundo de provas e expiações, nosso mundo se caracteriza como um jardim de infância.

Temos sim um conflito na busca espiritual, pois insistimos em manter e alimentar ruínas, sombras e desolações, dentro de nós mesmos.

Quando, nós encarnados, pararmos finalmente para analisar, de verdade, sem desculpismos, sem cinismo, sem hipocrisia, enfim de verdade, decididos a mudar, que estamos aqui transitoriamente, que todo dia conta em nosso "currículo espiritual" e fica registrado, que nós somos os nossos piores inimigos, aí sim começaremos a vislumbrar o caminho espiritual.

Só seremos de fato 100% espiritualizados, podendo servir a Deus de verdade, quando nos livrarmos de toda a lama que ainda temos em nosso Espírito e Perispírito; para tal ainda falta muito. Mas, não desanimemos, pois como sabemos é possível nos limpar mais rapidamente, no entanto, só depende de nós mesmos.
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Amós Ribeiro em 12 de Dezembro de 2014, 20:09
Não acredito que a matéria traga algum empecilho para evolução espiritual. A verdadeira virtude encontra-se nas ações e não nas palavras. Para mim o que aproxima o homem de Deus é o amor e não seu status social.
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Vitor Santos em 12 de Dezembro de 2014, 23:42
Ola amigo Danilo

Depois deste debate fica mais ou menos demonstrado que temos formas bem diferentes de olhar o mundo e a vida. Isso não tem problema nenhum. E uma das diferenças  é que o amigo fala como quem tem certeza absoluta do que diz. Eu falo como quem tem dúvidas, eu não acredito em certezas absolutas. Para nos entendermos teríamos de construir uma plaforma comum de linguagem.Mas há uma coisa extremamente irritante no seu discurso. O amigo fala por si e fala pelos outros, como se estivesse a ler a mente alheia. Garanto-lhe que você não é capaz de fazer isso, pois eu sei o que vai na minha mente e não coincide com o que voce diz, a maior parte das vezes. Por mais que nos esforcemos não conseguimos vestir a pele uns dos outros. Com isso não estou a dizer que deve mudar de atitude mas a explicar a forma como essa atitude é interpretada por mim. O amigo parece-me ser um religioso. Eu não sou religioso. Digo isto porque são os religiosos que usualmente assumem que conhecem a verdade com um grande grau de certeza.

Amigo Amos

Se considerarmos o status social o dinheiro e as coisas que possuímos, este parece ser um entrave. Se considerarmos o status social a categoria profissional da pessoa e se entendermos que, como espíritos e como pessoas, fora da missao profissional, somos igualmente importantes, apenas vemos o outro como alguém que tem outra missão, porque o desenrolar da vida assim determinou, não vejo entraves. Um general e um soldado,, por exemplo, fora do âmbito profissional, deviam considerar-se iguais. Mas, na prática, a nossa sociedade vê o general como alguém mais importante, não por ser general, mas porque ganha muito mais, e o dinheiro e as coisas que ele possui são mais do que as do soldado. Se o soldado for herdeiro de um pai muito rico, esbate-se a diferença entre ele e o general, para a sociedade.

Na minha forma de ver, o amor ao próximo advém de nos considerarmos espíritos e pessoas igualmente importantes, independentemente das missões profissionais, de ser mais ou menos mediático, etc. Um bom pai da a mesma importancia aos vários filhos. E os bons filhos, desse pai veem-se como igualmente importantes, do ponto de vista pessoal e espiritual. Entre um bom pai e os filhos há amor, entre os bons filhos há amor, os bons filhos amam um bom pai. Estas analogias são sempre limitadas, e podem sempre ser interpretadas mais ou menos à letra. Mas, de momento, a minha fluência na escrita é pouca, e não sou capaz de explicar melhor o que quero dizer.

A tendencia para a desigualdade e quase uma lei natural. E verifica-se que as sociedades, ainda que à partida considerassem todos social e financeiramente iguais, rapidamente se ajustam, ficando o numero de pobres e de ricos distribuidos segundo uma curva de Gauss.

Bem hajam
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Dezembro de 2014, 00:40
Acredito que,
que fique claro que é o meu ponto de vista,
que toda aquele que busca adquirir os valores morais e intelectuais
o fazem justamente para a conquista da paz

O próprio Cristo nos garante assim

Logo uma vez em poder de tais valores
não enfrentará conflitos
pois é senhor de tais recursos e isto o coloca adiante

Conflito encontrará aquele que planta as sementes da ignorância e da ignominia,
e se o fizer perpetuamente, perpetuamente será o que colherá.

Penso assim
O mais
lendo o texto inicial
o vejo como uma grande exposição de confusão e uma vasta distorções de valores.
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Dezembro de 2014, 00:42
Não acredito que a matéria traga algum empecilho para evolução espiritual. A verdadeira virtude encontra-se nas ações e não nas palavras. Para mim o que aproxima o homem de Deus é o amor e não seu status social.

Gosto desta observação
direta e objetiva

Pois que encontramos muitos vencedores nesta mesma matéria que hora habitamos
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Amós Ribeiro em 13 de Dezembro de 2014, 00:43
O entrave irmão Vitor, acredito não está diretamente na matéria por assim dizer, mas no apego exagerado dela. Pois sem à matéria nem aqui estaríamos, precisamos de nossos corpos materiais para interagir no plano fisico. Muitos pensam q para agradar a Deus tem que viver uma vida de miséria total. Penso q a verdeira espiritualidade está no equilibrio, em uma mente que trilha o caminho do amor e da paz sem preconceito e repressão.

Quando penso em bens materiais, penso coletivamente. Todos os seres merecem ter sua necessidades básicas supridas para que vivamos em um mundo mais justo e feliz. O contrario para mim é egoismo e vaidade, pensar q bens materiais ou status nos coloca acima dos outros.
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Danilo Henrique em 13 de Dezembro de 2014, 01:33
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Depois deste debate fica mais ou menos demonstrado que temos formas bem diferentes de olhar o mundo e a vida. Isso não tem problema nenhum. E uma das diferenças  é que o amigo fala como quem tem certeza absoluta do que diz. Eu falo como quem tem dúvidas, eu não acredito em certezas absolutas. Para nos entendermos teríamos de construir uma plaforma comum de linguagem.Mas há uma coisa extremamente irritante no seu discurso. O amigo fala por si e fala pelos outros, como se estivesse a ler a mente alheia. Garanto-lhe que você não é capaz de fazer isso, pois eu sei o que vai na minha mente e não coincide com o que voce diz, a maior parte das vezes. Por mais que nos esforcemos não conseguimos vestir a pele uns dos outros. Com isso não estou a dizer que deve mudar de atitude mas a explicar a forma como essa atitude é interpretada por mim. O amigo parece-me ser um religioso. Eu não sou religioso. Digo isto porque são os religiosos que usualmente assumem que conhecem a verdade com um grande grau de certeza.

Vitor, deixa-me explicar os equívocos que comete, a começar por dizer que tenho certeza absoluta do que eu digo. Se existe uma certeza absoluta que eu tenho, é a certeza absoluta de que eu nada sei. Se lhe pareceu que eu sei do que estou falando, é porque sua mente fugiu ao seu controle e procurou julgar e analisar as intenções do meu discurso. Isso ocorre quando por trás da leitura há a intencionalidade, que é um impulso da mente humanizada. Se não existisse intencionalidade você conseguiria manter-se indiferente e insensível à forma do discurso, e não teria errado em supor que eu sei do que estou falando.
Você é um buscador de verdades. E o buscador de verdades é aquele que constrói raciocínios, erguendo-os como um edifício, pedra sobre pedra. Se o que espera de mim, é alguém para te ajudar a montar esse "edifício", não espere. Minha função é justamente outra. Fazer de tudo para desmontá-lo e fazê-lo desabar. Para que você um dia, quem sabe, desista de ser um buscador de verdades, e possa usar isso para o próprio benefício. Mas não falo para te dar conselho algum, pois se esse não for o seu caminho, e se você não tiver que adquirir essa compreensão, fique tranquilo, que nada disso será aceito pela sua mente. Eu não estou preocupado com quem vai ler o texto. Se é o Vitor, o João, o Amaral, tanto faz. Eu apenas jogo a rede. Deus é quem leva os peixes. Deus faz o leitor certo encontrar o texto certo no lugar e no tempo certo. Seja agora ou daqui 50 anos.
Então não me espanta o seu incômodo, pois você está em busca debates construtivos, e eu definitivamente não estou aqui para fazer nada construtivo. Mas sim, desconstruir as verdades da mente, mostrando que não são verdades "Espirituais", mas verdades "humanas", e portanto, egoístas e hipócritas. Mesmo aquelas que são ditas com intenção de ajudar o próximo.
Não faço isso para acusar nem ofender ninguém, até porque, jamais poderei ofender alguém sem que a mente da pessoa ofendida aceite a ofensa. Mas para mostrar a máscara, a qual cada um tem a livre opção de tentar despi-la ou mantê-la.

Você também se incomoda por eu falar por mim e pelos outros. Você não entende de que falo dessa maneira generalizada, porque não estou a falar de um ou outro indivíduo, mas da natureza humana. Aqui no fórum somos todos Espíritos encarnados em seres humanos, e estes apontamentos se aplicam a todos, sem exceção. Especialmente a mim, que sou o primeiro a ler e ouvir e isso implica para mim em uma prova muito arriscada.

Você terá quantas oportunidades quiser para ler e reler os textos, sem se deixar ser traído pela intencionalidade, isto é, o desejo de alcançar algum resultado. Somente a partir daí, algum sentido essas coisas poderão fazer para ti. Não que eu queira que façam. Mas porque Deus fará com que façam, se tiver que fazer. Abraço!







Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Danilo Henrique em 13 de Dezembro de 2014, 02:00
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Somos, todos, sem distinção, crianças espirituais e, por sinal, muito levadas e desobedientes.

Concordo, mas com outras palavras. Somos Espíritos em faixa de "provas e expiações", demasiado presos ao individualismo. E quando a mente nos propõe a agir com individualismo, temos a tendência de aceitar as proposições da mente e esquecer-se de Deus. Mas isso mudará com a chegada do mundo de regeneração, onde a maioria dos Espíritos encarnados viverão para se transformar, ao invés de viverem para transformar o mundo de acordo com aquilo que ele ACHA que é certo.


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Os Espíritos Superiores são os nossos educadores. Enquanto mundo de provas e expiações, nosso mundo se caracteriza como um jardim de infância.

Exatamente. Mas se somos aprendizes, e queremos alcançar alguma coisa, é preciso saber o que precisa ser aprendido. E o que precisa ser aprendido nesse mundo é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. E mais importante ainda: entender o significado disso. Quando se aprender o que fazer, e como fazer,  teremos superado a etapa espiritual do individualismo, e estaremos prontos para avançar para o aprendizado de outras virtudes ainda desconhecidas e incompreensíveis.

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Temos sim um conflito na busca espiritual, pois insistimos em manter e alimentar ruínas, sombras e desolações, dentro de nós mesmos.

Quando, nós encarnados, pararmos finalmente para analisar, de verdade, sem desculpismos, sem cinismo, sem hipocrisia, enfim de verdade, decididos a mudar, que estamos aqui transitoriamente, que todo dia conta em nosso "currículo espiritual" e fica registrado, que nós somos os nossos piores inimigos, aí sim começaremos a vislumbrar o caminho espiritual.

Só seremos de fato 100% espiritualizados, podendo servir a Deus de verdade, quando nos livrarmos de toda a lama que ainda temos em nosso Espírito e Perispírito; para tal ainda falta muito. Mas, não desanimemos, pois como sabemos é possível nos limpar mais rapidamente, no entanto, só depende de nós mesmos.

Esse é o espírito da coisa. Mas falta saber: como fazer isso? Como realizar a reforma íntima? Como escapar das armadilhas da mente humana, que é materialista, e não deixará jamais de sê-lo. No mundo de provas e expiações, os homens são provados no sentido de mostrarem que querem se reformar. Mas querer a reforma não é fazê-la. No mundo de regeneração, será ensinado aos homens o como fazer. Abraços!
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Danilo Henrique em 13 de Dezembro de 2014, 02:24
Sobre viver com dúvidas.

Enquanto o ser humanizado tiver "dúvidas", e a necessidade de saná-las, ele dificilmente conseguirá algum progresso espiritual. No melhor caso, ele caminhará lentamente, quase se arrastando.
Porque enquanto estiver buscando a resposta da sua dúvida, estará deixando de fazer o que precisa ser feito, que é a reforma dos sentimentos e emoções em todas as situações da vida.
Enquanto o ser humanizado se intriga com a sua dúvida, o Espírito encarnado está deixando de emanar amor para o universo. Está deixando de fazer o que ele se propôs a fazer antes de encarnar.
Com isso quero dizer que se deve desistir do conhecimento e esquecer as dúvidas? Claro que não.
Mas buscar saná-las, sem a pretensão de se querer descobrir alguma coisa. Pois esse intento nunca será alcançado.
Agindo dessa forma, uma hora, as dúvidas vão se calar. As respostas, ainda que pobres, serão suficientes. A mente não vai mais incomodar e o caminho ficará livre para a observação da vida e interiorização do aprendizado.
Todas as questões essenciais para o progresso espiritual estão nos ensinamentos dos mestres. Basta a compreensão de alguns deles. Não é necessário nenhum acervo cultural. Nenhuma descoberta genial. Nenhuma teoria complexa. Os mandamentos são simples, e diretos. É uma questão de aceitá-los, ou não.
Quem tem a dúvida, e quem quer fazer com que o Espírito fique preso nos emaranhados do conhecimento, é o Ego.
Toda vez que a mente aceita alguma coisa como "verdade", o que é um sinal de apego,  o ego trata de criar uma dúvida e a necessidade de outra "verdade" maior e melhor.
É por viver preso à força obsessiva do ego, que o ser humano vive com dúvidas sobre dúvidas, na tentativa inútil de alcançar uma verdade que ele simplesmente não pode atingir nessa vida.
Quem está preso ao mundo das dúvidas, não deve se preocupar em sair dele. Deve continuar a buscar as respostas, como eu fiz durante um bom tempo da minha vida. Mas já seria um enorme benefício ao menos saber que o conhecimento não levará a lugar nenhum. No melhor caso, à negação do próprio conhecimento. A razão levar à negação da própria razão. Esse é o melhor resultado que os amigos poderão alcançar com o intelecto humano. Não quero que acreditem em mim. Vivam e observem por si mesmos. abraços!



 



 
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Amós Ribeiro em 13 de Dezembro de 2014, 10:53
Meu irmão Danilo como é possível sanar as duvidas sem conhecimento?
Será que estão corretos, certos lideres religiosos ao dizerem que só a fé é necessária? 
Será que devemos aceitar tudo sem analise?
 
Veja o que disse um dos mestre, O Buda:
"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque esta escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o."
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Vitor Santos em 13 de Dezembro de 2014, 14:05
Olá amigo Danillo

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Você terá quantas oportunidades quiser para ler e reler os textos, sem se deixar ser traído pela intencionalidade, isto é, o desejo de alcançar algum resultado. Somente a partir daí, algum sentido essas coisas poderão fazer para ti. Não que eu queira que façam. Mas porque Deus fará com que façam, se tiver que fazer. Abraço!


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/auto-conhecimento/o-conflito-da-busca-espiritual/#ixzz3Lmhlmurd

Todos nós agimos para alcançar um resultado. Eu não tenho acesso ao espirito imortal que tenho esperança de ser, tenho acesso à mente. O comando inteligente do espirito é uma das componentes que nos influência, o corpo de carne é outra, tanto através dos sentidos como através das sensações internas do corpo de carne. O primeiro resultado a alcançar é suportar esta vida com coragem, paciência e resignação, de forma a não desanimar e acabar com a experiência através do suicidio, no extremo.

O segundo objetivo é saber o que sou, o que é tudo isto onde vivemos (o universo). Só dessa forma poderei saber qual é a melhor forma de viver.

Se o que quer dizer é que a obsessão por encontrar um resultado nos afasta dele, bem como a obsessão, baseada no medo, de que algum resultado que não queremos nos aproxima dele, eu concordo. Viktor Frankl explica-nos isso. Por isso a busca da felicidade não deve ser a causa da nossa vida, pois se for, afastamo-nos da felicidade. Esta é última só existe como consequência de uma acção que não tem como objetivo o desejo egoista de ser feliz. 

Se o amigo não tem qualquer objetivo, se não visa nenhum resultado, é, talvez, uma espécie marioneta comandada. Agora se é comandada por Deus ou por outra entidade qualquer, isso já não sei, e você pode pensar que sabe e afinal não saber...

Bem haja
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: lconforjr em 13 de Dezembro de 2014, 19:44
 
      Sem dúvida, existe sério conflito na busca espiritual, como diz o Danilo. E, tb sem dúvida, esse conflito é causado pela vida e pelo mundo q, conforme a doutrina, Deus nos deu!

      Aí é q estão os atrativos q nos prendem à matéria, aos vícios, às imperfeições; a busca espiritual é trocar o certo pelo incerto, é escolher ou aquela porta estreita q apenas nos acena com promessas e suposições, ou a porta larga q, embora cheia de sofrimentos, tem à nossa frente, bem à vista de todos, aquelas coisas q, acreditamos, nos farão mais felizes!

      Assim, para muitos, a busca espiritual é um sério risco q muitos não querem correr. E tudo isso vem exatamente da vida q o Criador criou para suas criaturas.

      Quem poderá apresentar alternativa para o q coloquei?
.......................
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Antonio Renato em 14 de Dezembro de 2014, 00:37
Meus irmãos o que gera os conflitos em nós são as incertezas do porvir,vivemos em um círculo
constante em que morre o corpo físico,renasce novamente em uma nova vida,isto acontece um
mesmo espírito que não morre,mas não há certeza do que vai  acontecer nessa nova vida.Para
mim a evolução é uma lei,o espírito tem vidas sucessivas em corpos diferentes,pois deles irá
necessitar para a sua própria evolução. 
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Danilo Henrique em 15 de Dezembro de 2014, 20:31
Caro Amós Ribeiro,

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Meu irmão Danilo como é possível sanar as duvidas sem conhecimento?

Não estou a falar de vida mental. Estou a falar de vida espiritual.
Se a dúvida está apenas na mente, ela pode ser sanada ou não, com o conhecimento, o que é indiferente, pois mais conhecimento ou menos conhecimento não vai fazer um espírito se tornar mais evoluído. Mas se a dúvida atinge o coração, ou seja, se você necessita sanar a dúvida para caminhar, a sua fé está comprometida. Você está trocando a entrega e confiança absoluta a Deus, pela tentativa de ser Deus, isto é, saber aquilo o que ele sabe, assim como ensina a gênese bíblica no simbolismo do pecado original. Você vai achar que estou exagerando, mas não estou. A partir do momento que se escolhe buscar a Deus através da instrução pelo conhecimento, nunca se alcançará nada. Apenas um novo conhecimento que gerará uma nova dúvida. Isso gera um 'Ad infinitum' no qual, mesmo que a sua intenção inicial seja apenas se sentir um pouco mais instruído, o caminho que se está tomando é aquele onde você será tentado a adquirir cada vez mais conhecimento e cederá a está tentação e é nisto que está o desejo (consciente ou inconsciente) de ser Deus.
Não estou dizendo que se deve parar de adquirir o conhecimento. Estou dizendo que se deve não acreditar em nenhum conhecimento que a mente afirma, isto é, não tomá-los como "verdade". Você sabe que caiu na tentação de aceitar uma verdade, quando vive conforme aquilo que está verdade diz. Embora você declare intelectualmente que é uma verdade relativa, para a sua alma e o seu coração, não é relativa, e sim absoluta, porque se vive exatamente de acordo com o que ela declara. (atenção: estou usado as expressões "você" e "sua" por pura força de expressão. Não estou falando da sua pessoa)

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Será que estão corretos, certos lideres religiosos ao dizerem que só a fé é necessária?

Sim, estão certos. Mas depende de qual fé você está falando. Se você está se referindo à "Fé em Deus", apenas isso basta para o progresso espiritual e nenhum conhecimento mundano será necessário.
"Fé em Deus" é diferente de "crença" em Deus. Crença em Deus é viver com a ideia (mental) que existe um Deus. Fé em Deus é viver a realidade de Deus.
Para entender isso, uma vez me queixei para uma entidade que eu não tinha fé. Ela me orientou, dizendo assim: "Então viva sem fé, com fé". Na época achei absurda a resposta, mas depois, me lembrei de uma época que eu orava assim: "Deus, não acredito no senhor. Me traga algum sinal para que eu acredite". Ou seja: Para que eu me ocupasse dessa oração, eu já tinha fé. Contudo, a mente declarava a mim mesmo que eu não tinha. Essa é a grande dificuldade de se entender esses ensinamentos dos mestres. Conseguir diferenciar, separar, discriminar, o que é vivência espiritual, e o que é vivência mental.
Fé no Espiritismo, Fé no catolicismo, fé no budismo, fé na vida, fé em si mesmo, não tem nada a ver com fé em Deus.
Fé em Deus é a entrega e confiança absoluta no "desconhecido" que está por trás de tudo o que é conhecido. 
Enquanto que, quando a mente simplesmente declara que acredita em um Deus assim e assado, que faz isso e aquilo, isso não é a fé. Mas pode ser simplesmente um sinal de apego a uma ideia específica, que é egóica e individualista (o "meu" Deus).

Citar
Será que devemos aceitar tudo sem analise?

O problema não é aceitar ou deixar de aceitar com a mente. Porque aquilo que você aceita ou não aceita com a mente não é fruto do seu livre arbítrio. Mas fruto do gênero de provações que o seu Espírito solicitou antes de encarnar. Ou seja, você adquire as "crenças", "ideias" e "verdades", conforme a vida que o seu espírito escolheu antes de encarnar. O problema é aceitar com o coração, e isso sim é fruto do livre arbítrio.
E o que estou a falar é totalmente o oposto. Não se deve aceitar nada como verdade. Mas para cada verdade que tiver, ter para ela (dentro de si, sentimentalmente) uma nota de rodapé dizendo:  Contudo eu não sei. Deus é que sabe.

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Veja o que disse um dos mestre, O Buda:
"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque esta escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

A análise e o raciocínio pode ser muito benéfico para a busca espiritual e é por isso que o mestre recomenda aos seus discípulos. Aliás, é pela análise e pelo raciocínio que muitas vezes, tento demonstrar diversas coisas aos amigos.
Mas isso, de longe, significa que a análise e o raciocínio possam fazer com que o ser humanizado chegue a um conhecimento que o faça agir no sentido de alcançar a libertação da consciência. Outra será a fonte dessa ação, que não é o conhecimento.

Para você conseguir entender isso, observe a seguinte figura:

Um homem muito esperto disse a um jovem que se ele corresse por uma certa calçada, no fim do caminho ele encontraria a cura da sua doença. O jovem que queria muito se curar decidiu experimentar e começou a correr.
O jovem corria, corria, corria, e nada acontecia.
Uma hora, cansado de tanto correr, ele avista o homem e diz: Não consigo chegar a lugar nenhum.
O homem responde: Mas é claro que não. A calçada dá uma volta na praça. Você estava até agora correndo em círculos.
O jovem retruca: Então como é que você diz que no fim do caminho, eu encontro a cura, se eu nunca vou chegar?
O homem responde: A corrida acelerou o seu metabolismo, fortaleceu os seus ossos e o seu coração. Sua doença não existe mais.

Exatamente é assim a nossa jornada pela vida humana, no que se refere à busca do conhecimento. Com a diferença que haverá um livre arbítrio moral, no sentido de aproveitar ou não aproveitar essa corrida (que seria correr com fé em Deus, ou correr desejando chegar a algum lugar). Ela, a busca, nunca chegará a lugar nenhum, mas deixará benefícios para o Espírito, que vai evoluir intelectualmente.
Mas evoluir intelectualmente, não é tornar-se um ser humano mais intelectual. O conhecimento do Espírito não tem nada a ver com o conhecimento humano. O conhecimento do Espírito é voltado para uma única ciência: A ciência do progresso Espiritual. Em outras palavras, ao fim dessa atual encarnação, você poderá tranquilamente jogar fora todos os conhecimentos "mundanos" que adquiriu, e eles de nada vão te servir, e ficar apenas com os conhecimentos Espirituais que o Espírito adquiriu nessa jornada. Estes "conhecimentos" é que vão te ser úteis para as próximas encarnações, e não os conhecimentos que você adquiriu na Terra. 

Abraços!
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Danilo Henrique em 16 de Dezembro de 2014, 00:10
Amigos, ainda no assunto do conhecimento, há algo do qual as vezes, vocês parecem se esquecer:
Os últimos na Terra serão os primeiros no reino dos céus.
O ultimo na terra são aqueles seres humanos desprezados. Aqueles que ninguém dá atenção, porque não tem nada a oferecer. É aquela faxineira do centro Espírita, que passa desapercebida, sob os aplausos direcionados ao palestrante.
Não em regra absoluta, mas em geral, estes são os Espíritos que estão mais próximos da libertação, porque são aqueles que tiveram a maturidade e a coragem de escolher uma vida que os ajudasse a exercer o desprendimento. 
Não em regra absoluta, mas em geral, estes são os Espíritos encarnados nos seres humanos mais simples e que possuem menos conhecimento. 
Se esses Espíritos estão em uma etapa mais avançada do caminho, muito mais próximos do objetivo, o que lhes faz (os amigos) pensar que os conhecimentos adquiridos nessa vida serão úteis para o progresso espiritual? Se é justamente a falta desses conhecimentos, o que mais ajuda esses Espíritos a terem uma excelente oportunidade de sucesso Espiritual?

Conhecimento não é tesouro, nem virtude, e nem sinal de progresso. Conhecimento é carma. É prova. Observem e Reflitam.

Abraços!
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Danilo Henrique em 16 de Dezembro de 2014, 01:17
Olá Vitor Santos. A conversa está cada vez mais interessante...

Citar
Todos nós agimos para alcançar um resultado. Eu não tenho acesso ao espirito imortal que tenho esperança de ser, tenho acesso à mente.

Vou interromper o seu raciocínio só um pouco, para lhe chamar atenção de um coisa que acabaste de falar.
Você diz que não tem acesso ao espírito imortal. Quem acessa e o que é acessado?
Você diz que tem acesso à mente. Quem acessa e o que é acessado?

Se o objeto a ser acessado em ambas as assertivas é o Espírito ou a mente, então eu pergunto: se você não é Espírito, se você não é mente, então quem é você?

Veja a confusão de identidade. Você, acredita piamente ser o Vitor Santos que a sua mente diz que você é.
Embora eu concorde com você que de fato, não é possível "ter acesso" ao Espírito, o correto nesse caso, seria você dizer: Eu não tenho acesso a mim. Eu não sei quem sou . Eu só sei que vivo como se eu fosse o Vitor Santos.

Veja, é você quem está dizendo, e você diz distraidamente, como se estivesse dizendo algo normal, sem se questionar. Não porque você é inabilidoso, ou porque não queira.  Mas porque você está fortemente ligado a essa identidade, condicionado a ela, e assim, incapaz de enxergar as coisas por outro perspectiva que não seja a partir de uma perspectiva individualista.

Não posso deixar de reparar nisso, pois é isso o que ocorre quando se acostuma-se a conversar com egos.
Desculpe por interromper, vamos prosseguir: 

Citar
O comando inteligente do espirito é uma das componentes que nos influência, o corpo de carne é outra, tanto através dos sentidos como através das sensações internas do corpo de carne.


Não existe corpo, sem uma mente que possa lhe dizer que ele está ali e te pertence. Nessa mesma linha, a mente lhe informa que há um Espírito agindo em você, e contudo, isso não é mais que uma declaração da mente que ocorre devido ao seu aprendizado humano na Terra. Isso para você entender que todas as ideias formadas são apenas com projeções mentais. No mundo real, elas não funcionam da forma que você imagina porque a sua mente não foi criada para desbravar o universo, mas para que você tivesse a chance de viver uma encarnação dentro da ilusão da matéria, e receber a sua chance de aproximar-se de Deus.

Citar
O primeiro resultado a alcançar é suportar esta vida com coragem, paciência e resignação, de forma a não desanimar e acabar com a experiência através do suicidio, no extremo.

Aqui eu vou concordar contigo. Temos que suportar a vida, ou seja, passar pelas vicissitudes da vida que já estão determinadas para se passar, sem murmurar. E isso só é possível amando a Deus sobre tudo (amando a oportunidade da encarnação) e amando ao próximo. Seria muito simples, se não tivesse uma mente para atrapalhar, e é nisso que está a prova. Não adianta querer que as coisas sejam diferentes. Tudo já está devidamente pronto e organizado no universo, e tudo o que se precisa fazer é dizer "sim" ou "não" para Deus, a cada minuto da existência.


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O segundo objetivo é saber o que sou, o que é tudo isto onde vivemos (o universo). Só dessa forma poderei saber qual é a melhor forma de viver.

Só existe uma maneira de você "saber" quem você é. É "sabendo" o que você não é.
Cada informação declarada pela mente sobre a sua identidade "Vitor Santos" que você conseguir destruir, estará se aproximando de descobrir o que é.
Um exemplo: Você costuma dizer assim: Sou homem. Destrua isso, e você dará um passo para descobrir-se.
Portanto, todos os seus anseios de homem, suas ideias de homem, suas necessidades de homens, são mentiras, porque você não é homem.
Mas você não vai declarar que é algo diferente de homem. Você vai simplesmente dizer "não sei".
Faça isso com todos os papéis que você assume na vida. Profissão, sexo, família, religião, vida social etc...
O mais legal desse processo, é que você não vai descobrir nada. Vai apenas esvaziar-se e entregar-se ao desconhecido.
Eu queria que você soubesse a maravilhosa sensação de leveza que esse esvaziamento causa. Mas é claro que nem tudo são "flores" nesse caminho.

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Se o que quer dizer é que a obsessão por encontrar um resultado nos afasta dele, bem como a obsessão, baseada no medo, de que algum resultado que não queremos nos aproxima dele, eu concordo. Viktor Frankl explica-nos isso. Por isso a busca da felicidade não deve ser a causa da nossa vida, pois se for, afastamo-nos da felicidade. Esta é última só existe como consequência de uma acção que não tem como objetivo o desejo egoista de ser feliz. 

Não me refiro à declarações da mente tais como: "Quero alcançar esse resultado". Isso é apenas prova. Carma.
Me refiro ao sentimento que o Espírito emana para o universo. Ao "desejo".
O desejo será a causa do sofrimento quando ele não for alcançado. E o sofrimento é um indicador de inferioridade.
 

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Se o amigo não tem qualquer objetivo, se não visa nenhum resultado, é, talvez, uma espécie marioneta comandada.


Embora você afirme, com base nas suas ideias, que EU sou uma marionete comandada, eu não me sinto assim. Eu jamais poderia me sentir uma marionete, pois:
Eu não tenho braços
Eu não tenho pernas
Eu não tenho corpo
Eu não tenho um 'cérebro'
Eu não sou uma mente
Enfim, Eu não sou um ser humano (que anda, fala, pensa, como bebe, caga, dorme, etc)

Eu sou um Espírito, sem cor, sem sexo e sem idade, que veio da eternidade, e estou me aventurando em um ser humano que deram o nome de Danilo Henrique. E apesar de Deus fazer esse Danilo (não eu) de marionete, e jogá-lo para lá e para cá, e ordenar ele fazer isso e aquilo, eu assisto a isso tudo com total liberdade, e tenho o livre arbítrio de me apegar sentimentalmente as coisas que esse Danilo faz e sofre, ou amar à Deus acima de todas as coisas sendo feliz em simplesmente apreciar a vida. Eu sou luz, e sendo luz, não há como eu me sentir uma marionete.
Logo, você, que acredita ser o Vitor Santos e assim de toda forma, é o Vitor Santos, equivoca-se ao supor que eu sou uma coisa, sem sequer entender primeiramente o que eu sou de fato. Atribuindo a mim uma identidade que eu não possuo, mas que é apenas reflexo de uma identidade que você atribui a si mesmo.

Abraços!

Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Vagner Figueiredo em 16 de Dezembro de 2014, 23:58
Nossa, ler isso foi incrível. Um grande citação, com certeza.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque esta escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o." - Buda
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Maxwell Carvalho em 17 de Dezembro de 2014, 01:21

Os últimos na Terra serão os primeiros no reino dos céus.

Abraços!


Uma questão importante que deve-se ater aqui que o progresso espiritual é complexo conforme suas obras. Somente a deus cabe decidir as provas e expiações necessárias para o aperfeiçoamento do espírito. Não é pelo o fato que uma faxineira por ser humilde será exaltada. Não se sabe por que essa pessoa teve que assumir essa condição. Muito menos um rico! Mas que podemos dizer que a exaltação ou progresso para o aperfeiçoamento espiritual está em si mesmo segundo os valores espirituais e da contribuição que você fez para os irmãos.

Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Vitor Santos em 17 de Dezembro de 2014, 10:46
Olá amigo Danillo

Na minha perspectiva, o "eu" que eu me sinto é o espirito imortal que eu sou. E depois da morte do corpo de carne estou convencido que continuo a ser o mesmo "eu". A diferença é que esse "eu" que eu sou, enquanto encarnado, está sob umas condições, na erraticidade estará sobre outras condições diferentes. Percepcionará o universo e a si mesmo de uma outra forma, terá acesso a memórias de encarnações anteriores, etc.. Desenvolvendo:   

Fazendo uma analogia com as coisas que conhecemos: se eu colocar um saco preto na cabeça de uma pessoa que ela não consegue tirar, ela vê a realidade diferente do que via antes de eu lhe colocar o saco. Todavia é a mesma pessoa, mas desta feita com uma grande limitação sensorial. Não consegue fazer as mesmas coisas que faria antes, não se sente nem age como antes. Ao encarnar, é como se fosse colocado sobre o espirito "um saco preto". E a nossa mente só vê dentro do saco, embora o espirito continue a percepcionar o universo de uma forma mais completa, mas inconsciente, talvez. A nossa mente esquece, mas, em principio, o espirito não se esquece. A parte do meu "eu" que eu conheço está limitada à minha mente que depende do meu cérebro. Não está ligada directamente às percepções do espirito que eu sou. Mas o "eu" é sempre o mesmo, com as potencialidades mais desenvolvidas à medida que evolui.   

Concordo consigo quando diz que o normal é as pessoas se verem como um corpo de carne e não como um espirito imortal. Mesmo que digam, da boca para fora, que se sentem espiritos imortais.

Para pessoas como eu, sem capacidades mediúnicas  ostensivas, ou outras capacidades, sem conhecimento e prática de técnicas que proporcionem estados anómalos de consciência, a realidade percepcionada é a de que sou um corpo de carne. Do ponto de vista da percepção é como se o "eu" fosse apenas esse corpo de carne e nada mais.

E não creio que haja alguém encarnado capaz de se alhear permanentemente da sua situação de encarnado. Isto porque para sobreviver, no mundo, encarnado, em regra, é necessário dedicar-se ao trabalho que permite satisfazer as necessidades materiais do corpo de carne, concentrando a atenção na matéria. Caso contrário ele morre.

Exceptua-se, claro está, o caso de nós termos herdado bens que permitam o sustento, ou de termos alguém que nos sustenta, mas isso não é a norma. Não acredito que, sem recorrer ao suicidio, nos consigamos desembaraçar das necessidades materiais. Elas não são uma ilusão, nem uma criação do espirito, elas são reais.

O corpo de carne pode doer, por exemplo, com fome. Mas o espirito imortal não necessita de alimento material, todavia a dor é sentida como se o espirito imortal tivesse fome, porque a ligação entre ambos, enquanto existe, é fortissima e inevitável. Ainda que eu conseguisse arranjar uma técnica para não sentir dor, teria de propocionar alimento ao corpo de carne, pois ele necessita da energia e das substâncias de que se alimenta para se ir reconstruindo. 

A esperança de que sou um espirito imortal, transitóriamente associado a um corpo de carne (na prática eu sou apenas um espirito imortal, porque essa é a constante,o corpo é como uma roupa que se veste e depois despe, não é permanente), não resulta da minha percepção, enquanto encarnado. Eu olho para mim e para os outros e eu não vejo espiritos, eu vejo corpos de carne. Essa esperança resulta da crença que existem fenómenos anómalos (paranormais) que se podem explicar com base na ideia de que sou um espirito imortal e num exercicio de abstracção e de imaginação. O que nós pensamos e dizemos é uma comunicação do nosso "eu", mas filtrada pelo cérebro. È isso que eu chamo mente.   

Face ao exposto, eu não consigo enquadrar as suas ideias dentro do meu quadro conceptual. Nem sequer compreendê-las, no sentido de entender a lógica e a base em que assentam as mesmas. Você diz que se baseia nos mestres espirituais, em geral. Mas isso é uma resposta muito vaga, até porque os mestres espirituais não disseram todos o mesmo. Quando muito poderia ser o que é consensual a todos os mestres espirituais. O minimo multiplo comum. Que eu saiba, não existe um documento que contenha essa sintese de ensinamentos comuns. Assim, você está a dizer para as pessoas lerem todas as palavras dos mestres espirituais e só após isso podem compreender o que o amigo diz. Em resumo, na prática, quer dizer: não há contestação possivel. 

Bem haja
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: lconforjr em 18 de Dezembro de 2014, 19:09

      O amigo Danilo lembrou, em uma de suas mensagens neste mesmo tópico, algo sobre uma sábia recomendação do Buda acerca dos cuidados que devemos ter qdo lemos ou estudamos o que as religiões nos transmitem:

      "Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque esta escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

      Semelhante e, no meu modo de entender, mais incisivo, o Buda era ao responder a quem o inquiria sobre o q era essa luz que ele havia atingido: "Essa pergunta é irrelevante e não leva a nada! Venha e tenha sua própria experiencia, q vc compreenderá!"
...............

Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Danilo Henrique em 26 de Dezembro de 2014, 05:44
Olá amigo Danillo

Na minha perspectiva, o "eu" que eu me sinto é o espirito imortal que eu sou. E depois da morte do corpo de carne estou convencido que continuo a ser o mesmo "eu". A diferença é que esse "eu" que eu sou, enquanto encarnado, está sob umas condições, na erraticidade estará sobre outras condições diferentes. Percepcionará o universo e a si mesmo de uma outra forma, terá acesso a memórias de encarnações anteriores, etc.. Desenvolvendo:   

Fazendo uma analogia com as coisas que conhecemos: se eu colocar um saco preto na cabeça de uma pessoa que ela não consegue tirar, ela vê a realidade diferente do que via antes de eu lhe colocar o saco. Todavia é a mesma pessoa, mas desta feita com uma grande limitação sensorial. Não consegue fazer as mesmas coisas que faria antes, não se sente nem age como antes. Ao encarnar, é como se fosse colocado sobre o espirito "um saco preto". E a nossa mente só vê dentro do saco, embora o espirito continue a percepcionar o universo de uma forma mais completa, mas inconsciente, talvez. A nossa mente esquece, mas, em principio, o espirito não se esquece. A parte do meu "eu" que eu conheço está limitada à minha mente que depende do meu cérebro. Não está ligada directamente às percepções do espirito que eu sou. Mas o "eu" é sempre o mesmo, com as potencialidades mais desenvolvidas à medida que evolui.   

Compreendi perfeitamente o seu entendimento da questão, porque é o mesmo entendimento que eu tinha no passado.
Eu imaginava que o "eu" atual é um "eu" inferior ao "eu" real, e que após o desencarne, eu seria esse mesmo "eu" com capacidades e memórias ampliadas.
No entanto, fui obrigado a abandonar essa concepção como real e absoluta, depois que eu comecei a observar esse "eu" atual manifestando-se pela voz do pensamento. Ao me separar dele, observei uma outra realidade e percebi que ele não é assim tão "eu" quanto achava.

Ao observá-lo atentamente, vi que esse "eu" observado era nada mais que um aglomerado de desejos. E dessa forma consegui reconhecê-lo como Ego.
Somente a prática lhe dará essa convicção. E a prática consiste justamente na criação da dupla personalidade, deixando de ser o pensamento, e passando a ser o observador do pensamento. Isso é a própria meditação em curso e esse é um dos segredos da reforma íntima.

Diante do exposto, você poderia perguntar: Como é que você sabe que você é de fato esse observador, e se ele também não é apenas uma criação mental?
Qualquer ideia que eu tentar dissecar sobre o eu observador será uma criação mental. E desse ponto de vista o eu observador não tem desejos, emoções, conceitos, ideias, nem nada que o defina. Para a vida humana, ele é neutro. Ele é, se quiser, um "nada" que apenas observa. Do ponto de vista da realidade, ele é o Espirito imortal. Está agindo e fazendo escolhas sentimentais, em cima daquilo que observa, e realizando a sua prova.   

No mais, o que você disse num todo não está incorreto. É justamente o que ocorre (ampliação de memória, sentidos, capacidades), quando partimos dessa vida para o mundo das formas sutis (colônias espirituais ou mundo dos devas). Você continua sendo o mesmo eu, o mesmo aglomerado de desejos, mas algo modificado devido uma maior liberdade relativa do estado de consciência. Mas apesar disso, o ser que se encontra nessa situação, ainda continua vivendo uma vida humana. O seu ego ainda não morreu. Ele ainda não está na erraticidade pura, mas está terminando de se despojar da materialidade (humanismo) que está sujeito.
Depois que reencontra sua verdadeira identidade Espiritual, a identidade do ego atual morre, é destruída, para que uma nova seja criada. Assim, esvai-se todas as cargas de emoções, desejos, anseios, e ligações sentimentais da vida mundana. Porque elas não são mais necessárias. A prova acabou e o ser voltou a ser Espírito.
O livro dos Espíritos é claro ao dizer que no seu estado normal, o Espírito é liberto da materialidade.

   
Paz,
Amor,
Abraços!!!


Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Vitor Santos em 26 de Dezembro de 2014, 09:58
Olá amigo Danillo

Espero
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Amós Ribeiro em 27 de Dezembro de 2014, 10:48
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Semelhante e, no meu modo de entender, mais incisivo, o Buda era ao responder a quem o inquiria sobre o q era essa luz que ele havia atingido: "Essa pergunta é irrelevante e não leva a nada! Venha e tenha sua própria experiencia, q vc compreenderá!"

Sem duvidas meu irmão lconforjr, a experiencia pessoal é o melhor meio de compreensão.

Abç. 
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Vitor Santos em 27 de Dezembro de 2014, 17:14
Amigo Danillo

Espero que tenha passado um bom Natal e que o ano de 2015 lhe seja muito favorável.

Amigo, eu não entendi o que quer dizer. Penso que estamos de acordo no que toca a considerar duas fases para os espiritos. Uma em que estão associados ao corpo de carne, outra em que não estão associados ao corpo de carne.

Fixemo-nos na fase espirito encarnado.

O amigo diz que, a partir de uma determinada altura, se sente simultaneamente como dois observadores, dois "eu's", um eu que corresponde ao "eu" sentido por toda a gente e um outro que é um observador passivo que se apresenta como se fosse uma pessoa a observar outra, de fora, friamente, sem qualquer emoção, sem tomar qualquer posição, sem se envolver de forma nenhuma?

O Danillo que escreve neste fórum, é claramente influenciado emocionalmente, por vezes até mostra alguma irritação (não estou a tentar ofendê⁻lo, mas a expressar o meu ponto de vista, que é uma perspectiva pessoal, limitada e que até pode ser uma visão muito distorcida da realidade que eu deveria observar, se não fosse limitado). Parece estar definitivamente envolvido no debate. Se o amigo é simultaneamente esses dois "eu's" (a expressão não é muito feliz, mas não encontrei melhor), mencionados no paragrafo anterior, isso não parece ser um factor de diferenciação em relação aos outros "eu's" que intervêem no fórum.

Assim, a resposta a questão que eu coloquei acima parece-me ser que o Danillo, normalmente é um "eu" como o de toda a gente. Se o amigo se torna nesse observador passivo, que apenas observa sem se envolver, de forma nenhuma, sendo apenas esse observador ou os dois observadores em simultaneo. Isso provavelmente ocorre em estado alterado de consciência provocado pela meditação, ou de outra foram qualquer.

Enfim, pode descrever como e quando se apercebe desse duplo "eu" e em que condições?

Bem haja
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Danilo Henrique em 28 de Dezembro de 2014, 02:15
Olá Vitor Santos

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Amigo Danillo

Espero que tenha passado um bom Natal e que o ano de 2015 lhe seja muito favorável.

Amigo, eu não entendi o que quer dizer. Penso que estamos de acordo no que toca a considerar duas fases para os espiritos. Uma em que estão associados ao corpo de carne, outra em que não estão associados ao corpo de carne.

Fixemo-nos na fase espirito encarnado.

O amigo diz que, a partir de uma determinada altura, se sente simultaneamente como dois observadores, dois "eu's", um eu que corresponde ao "eu" sentido por toda a gente e um outro que é um observador passivo que se apresenta como se fosse uma pessoa a observar outra, de fora, friamente, sem qualquer emoção, sem tomar qualquer posição, sem se envolver de forma nenhuma?

Vamos corrigir alguns detalhes.
Eu não possuo duas personalidades apresentáveis ao mundo. Eu possuo apenas uma. Se eu tivesse duas, seriam dois egos. A minha personalidade apresentável é esta com quem tu interages e conhece exatamente da forma que vês. Esta é a personalidade transitória e perecível a qual estou preso e um dia irei me libertar.
Essa personalidade não é um ser à parte. Ela é apenas uma simulação de vida. Mas ela não vive verdadeiramente, porque ela morre. Tudo o que morre e deixa de existir não é real. Só o que é imutável e indestrutível é real.

Essa personalidade, com vontade, desejos, intenções, é o instrumento da prova humana. Assim, ela morre, ou deixa de existir, assim que termina a prova. Tu acreditas que ao fim da encarnação o corpo material morre. Não é apenas o corpo material que morre, mas todo o ser material. E o ser material é muito mais que o corpo material.

É importante então destacar que apenas à essa personalidade você foi apresentado, e apenas ela você conhece. A outra, você nunca foi apresentado, quero dizer, você nunca a percebeu. É apenas através de seus ego que os seres humanos interagem. Nenhum ego é capaz de conhecer um Espírito. Isto está no Livro dos Espíritos, na para que o Espírito da verdade elucida: para vós, o Espírito é como se fosse nada.

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O Danillo que escreve neste fórum, é claramente influenciado emocionalmente, por vezes até mostra alguma irritação (não estou a tentar ofendê⁻lo, mas a expressar o meu ponto de vista, que é uma perspectiva pessoal, limitada e que até pode ser uma visão muito distorcida da realidade que eu deveria observar, se não fosse limitado). Parece estar definitivamente envolvido no debate.

Você está correto nessa observação, e isso ajuda a esclarecer o que eu acabei de dizer. O Danilo com quem você interage é o ego com desejos e intenções materialistas, que entra no fórum com desejos e intenções materialista, que se envolve em debates porque ama os debates, que sente-se feliz e satisfeito quando é compreendido e contrariado quando é mal compreendido, e que, veja só, sente um "gelo" no coração quando vê uma nova resposta na página inicial do fórum, por não saber o que dessa discussão poderá surgir e como ela poderá frustrar as suas mais obscuras intenções. É por isso que já afirmei tantas vezes que o tempo do qual me ocupo aqui é uma prova para mim. Para provar se sou ou não capaz de amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a mim mesmo. 

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Se o amigo é simultaneamente esses dois "eu's" (a expressão não é muito feliz, mas não encontrei melhor), mencionados no paragrafo anterior, isso não parece ser um factor de diferenciação em relação aos outros "eu's" que intervêem no fórum.

Aqui houve um erro de entendimento. Eu não sou as duas coisas. Sou um Espírito que está voluntariamente preso a ilusão de ser um ego que não existe no mundo real mas apenas no mundo das formas transitórias. E essa diferenciação não existe. Somos egos falando com egos, e ambos estão servindo exatamente para a mesma coisa: criar uma realidade ilusória para dar a todos a oportunidade de progresso.
Você enxergou a hipótese dessa "diferenciação", porque ainda está tentando desvendar "a verdade" em que consiste minhas palavras, e supõe que para expor essa verdade eu necessite de algum tipo de autoridade. Minhas palavras consistem na "minha verdade", que eu exponho, simplesmente porque meu ego quer expor. E meu ego quer expor, porque por trás disso tudo há um propósito, como tudo na vida existe devido a um propósito.   
De forma alguma exponho a "minha verdade" para que você torne ela a "sua verdade". Mas para abrir mentes. Desenvolver e transmitir ideias, que podem, ou não, ser efetivas no caminho daqueles que as analisam, se tiverem que ser ou não por determinação de Deus, isto é, a depender somente de como os egos que recebem tais palavras a decodificam e interpretam. A depender do que Deus determinar como caminho ou provação para estes egos.
Mesmo que você aceitasse tudo o que eu dissesse, você aceitaria da sua forma e já seria outra verdade. Jamais poderei transmitir minha verdade, porque ela particular do meu ego, do caminho que eu estou percorrendo na provação.
 
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Assim, a resposta a questão que eu coloquei acima parece-me ser que o Danillo, normalmente é um "eu" como o de toda a gente. Se o amigo se torna nesse observador passivo, que apenas observa sem se envolver, de forma nenhuma, sendo apenas esse observador ou os dois observadores em simultaneo.

Apenas para continuar esclarecendo. Sim, o Danilo é um eu como toda a gente.
Entretanto, eu não me torno em observador. Eu sou esse observador desde o início da encarnação. Não se trata de uma transformação, mas de uma ilusão. Estou permanentemente iludido de ser o ego, até mesmo quando eu digo que observei alguma coisa. Como a minha mente não pode tomar consciência desse estado, que é o meu "eu" verdadeiro, o único caminho pelo qual eu não me perderei em paradoxos, é afirmando que eu não sou nada do que eu penso que sou. Se para a mente humana, o Espírito é um "nada", é dessa forma que, enquanto preso ao ego, devo conceber minha natureza. Como um "nada".
Essa ilusão pode, naturalmente, sofrer afrouxamentos. E portanto, em horas do dia menos lúcidas meu pensamento estará ligado ao Danilo, e suas tarefas mundanas. Em horas mais lúcidas, meus pensamentos estará ligado ao ser imortal que sou. Não significa, portanto, que me libertei da ilusão e depois retornei. A ilusão só termina ao fim da encarnação. Significa que o laço que aperta a ilusão se afrouxou, mas continua sendo ilusão. 

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Isso provavelmente ocorre em estado alterado de consciência provocado pela meditação, ou de outra foram qualquer.

Se foi o pensamento que disse, foi o ego que disse. Isso deve estar fora de dúvida. Acho que todos os textos acima explicaram melhor o que eu quis dizer.


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Enfim, pode descrever como e quando se apercebe desse duplo "eu" e em que condições?

Quando se afrouxa o laço da ilusão. Ou se quiser, quando o "Espírito" decide agir de forma mais incisiva na prova que está executando - e que ele quer ser bem sucedido. Quando isso acontece, a mente consegue observar a mente, e não apenas continuar agir acreditando em si mesma. É uma diferente etapa de vivência mental, de transformação íntima. Não significa que outros métodos ou "formas de vivência" sejam incapazes de promover mudanças no ser. Aliás, jamais falei sobre esta ser uma forma absoluta e indispensável para a evolução espiritual. É um caminho, e como todo caminho, tem os que devem caminhar por ele, assim como os que não podem, como também os que não precisam. 

Abraços!

Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Amós Ribeiro em 28 de Dezembro de 2014, 23:27

Boa noite meus caros irmãos,

Eu não sei se os irmãos perceberam, mas parece-me que essas infinitas discussões não chegará a lugar algum, as vezes penso ser perca de tempo e desperdício de energia.   
Se for esse o tipo de inteligencia irrelevante, eu posso compreender.

Eu espero o dia crucial em que tantas inteligencias e sabedorias saiam só das palavras e discussões, e que se manifestem em ações(o meio pratico para liberdade e cura) para o bem de todos.

Abraços
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Danilo Henrique em 29 de Dezembro de 2014, 16:25

Boa noite meus caros irmãos,

Eu não sei se os irmãos perceberam, mas parece-me que essas infinitas discussões não chegará a lugar algum, as vezes penso ser perca de tempo e desperdício de energia.   
Se for esse o tipo de inteligencia irrelevante, eu posso compreender.

Eu espero o dia crucial em que tantas inteligencias e sabedorias saiam só das palavras e discussões, e que se manifestem em ações(o meio pratico para liberdade e cura) para o bem de todos.

Abraços

Seguindo fiel à proposta do tópico, que se chama: O conflito da busca espiritual

O que seria "ação" ? Estamos a falar apenas de "ação humana"?
O Espírito age independente do que o corpo esteja fazendo. Seja num trabalho físico, ou em um diálogo. Em ambas as ocasiões, ele está recebendo a oportunidade de elevação, escolhendo entra amar à Deus ou amar ao seu ego. Em outras palavras, as pessoas ocupadas de trabalhos ditos 'concretos', com o pensamento de resolver os problemas da vida humana, estão sujeitas à mesma possibilidade de fracasso espiritual.

Eu, dentro das limitações do meu raciocínio humano, também possuo uma recomendação curiosamente contrária a esta. Eu diria aos Espíritos encarnados que tanto se esforçam em buscar elevação espiritual através de trabalhos de natureza espírita: Pare o trabalho. Pare o estudo. Nada será alcançado através deles. A vida externa é uma ilusão. Somente a vida interna existe, e somente as intenções colocadas nos atos é que valem.

Observe que apesar do trabalho, do estudo e do conhecimento, a vida está sendo vivida com uma infinidade de apegos materiais, sentimentais e morais no dia a dia longe das aparências de "bondade" e "santidade" praticadas dentro da igreja e do centro Espírita. Estes apegos são os geradores de sofrimento, que é o indicador  de inferioridade do Espírito. Os ensinamentos dos mestres são guias de desapego, e contudo, a grande maioria dos seres humanos "seguem" os ensinamentos de modo a desapegar-se o mínimo possível das amarras da sua vida humana. Desse modo, apenas imaginam que estão seguindo um modelo de "ser humano bondoso", quando estão apenas fazendo o que "acha certo". Essa é a hipocrisia natural do homem. Usar a religião para se satisfazer, e não para se libertar.

Cristo deixa muito claro quem são os seus verdadeiros seguidores: Se alguém deseja seguir-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e venha após mim. Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por minha causa e pelo Evangelho, salva-la-á!

Portanto, quem deseja seguir a Cristo deve negar a si mesmo e perder a sua vida. Não colocando em primeiro lugar aquilo que o pensamento ou o ego dita como verdade, mas submetendo-se inteiramente à vontade de Deus. Não querendo "salvar" a própria vida, mas entregando à vida (em intenção) nas mãos de Deus, para que ele faça dela o que deve ser feito. Quem ainda não negou a si mesmo, não é seguidor de Cristo. É apenas um aventureiro de doutrinas humanas que ditam regras, obrigações e necessidades, de ordem humana. Porque foi a prova "humana" que solicitou antes de encarnar.
 
Deus não depende da vontade ou do livre-arbítrio "humano" para executar os seus desígnios. Muito menos dos seus conhecimentos, porque somente Ele é o único que sabe a verdade. Quem precisa do trabalho é o Espírito encarnado que pediu um determinado gênero provação antes de encarnar, e que através desse trabalho passará por vivências onde terá a oportunidade de escolher entre Deus, ou o seu ego. O trabalho é apenas uma ferramenta da prova que ele necessita passar, e sendo uma prova, ele não é real. O único que trabalha verdadeiramente é Deus. Embora os Espíritos humanizados queiram assumir o controle das coisas, e obra-las conforme o próprio desejo, é o Pai que trabalha e que sempre trabalhou, como revela e ensina o evangelho.

Por isso eu recomendaria (embora isso não tenha nenhuma valor, é apenas uma ideia), que as pessoas bem esclarecidas, e que desejam aproveitar a chance da encarnação, parassem o trabalho e dedicassem mais tempo ao mergulho no mundo das obscuras intenções individualistas. Não porque ele, o trabalho, não tenha que ser feito, mas porque é necessário parar de acreditar que o trabalho em si vai levar a alcançar alguma coisa. Pois o simples fato de trabalhar porque "acha" certo, porque "acha" bom, porque "acha" recompensador, porque "acha" útil, não libertará o Espírito dos apegos e desejos da vida material, que é o seu verdadeiro objetivo. O que libertará o Espírito dos apegos e desejos, é o ato sincero de querer livrar-se deles, e fazê-lo através da reforma íntima, e não enganando-se com atos externos e com a aparência de boa mulher ou bom homem. 

Abraços! 
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: psi em 29 de Dezembro de 2014, 21:30
...Por isso eu recomendaria (embora isso não tenha nenhuma valor, é apenas uma ideia), que as pessoas bem esclarecidas, e que desejam aproveitar a chance da encarnação, parassem o trabalho e dedicassem mais tempo ao mergulho no mundo das obscuras intenções individualistas. Não porque ele, o trabalho, não tenha que ser feito, mas porque é necessário parar de acreditar que o trabalho em si vai levar a alcançar alguma coisa. Pois o simples fato de trabalhar porque "acha" certo, porque "acha" bom, porque "acha" recompensador, porque "acha" útil, não libertará o Espírito dos apegos e desejos da vida material, que é o seu verdadeiro objetivo. O que libertará o Espírito dos apegos e desejos, é o ato sincero de querer livrar-se deles, e fazê-lo através da reforma íntima, e não enganando-se com atos externos e com a aparência de boa mulher ou bom homem. 


Os apegos da vida material estão diretamente relacionados ao egoísmo. Quer se libertar dos grilhões do egoísmo? Desenvolva e pratique o amor e a caridade, porque ambos são incompatíveis entre si, o desenvolvimento de um anula o outro. E para isso é preciso trabalhar, e muito, praticando atos sinceros e verdadeiros voltados para o bem do semelhante.

Aliás, para aqueles que se entregam à vida contemplativa, sem trabalhar em benefício do semelhante, os Espíritos superiores deixaram um recado:

657-LE- Os homens que se entregam à vida contemplativa, não fazendo nenhum mal e só pensando em Deus, têm algum mérito aos seus olhos?
_ Não, pois se não fazem o mal, também não fazem o bem e são inúteis. Aliás, não fazer o bem já é um mal. Aquele que se consome na meditação e na contemplação nada faz de meritório aos olhos de Deus, porque sua vida é toda pessoal e inútil para a Humanidade. Deus lhe pedirá contas do bem que não tenha feito.


E não adianta dizer que quando fazemos o bem não fazemos uso do nosso livre-arbítrio, pois se esses atos não emanassem do nosso livre-arbítrio não teria porque Deus nos pedir contas do bem que não tenhamos feito.

Sobre a prece, os Espíritos superiores também nos deixam um ensinamento:

661-LE- Pode-se pedir eficazmente a Deus o perdão das faltas?
_ ...As boas ações são a melhor prece, porque os atos valem mais do que as palavras.   



Enfim, o amor e a caridade necessitam ser trabalhados através de atos sinceros e verdadeiros voltados para o bem do semelhante. É assim que aos poucos nos livramos do egoísmo e dos apegos da vida material.

Um abraço


PSI
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Amós Ribeiro em 30 de Dezembro de 2014, 01:20
Olá Danilo,

Grandes mistérios são revelados em coisas simples.

Veja um exemplo: Um bom escultor ao esculpir um pedra bruta fará dela uma bela obra de arte, Mas para isso será necessário o trabalho.
Assim também vejo o espirito do homem na brutalidade, que ao trabalharem a si mesmo encontrará a essência divina herdada de nosso pai celestial.

Acredito que assim como no interior de um pedra bruta pode estar oculta uma bela obra de arte, assim também estar o sagrado no interior do ser humano, E sem trabalho nunca chegaremos a ele.
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: VLRC em 30 de Dezembro de 2014, 18:37

Por isso eu recomendaria (embora isso não tenha nenhuma valor, é apenas uma ideia), que as pessoas bem esclarecidas, e que desejam aproveitar a chance da encarnação, parassem o trabalho e dedicassem mais tempo ao mergulho no mundo das obscuras intenções individualistas. Não porque ele, o trabalho, não tenha que ser feito, mas porque é necessário parar de acreditar que o trabalho em si vai levar a alcançar alguma coisa. Pois o simples fato de trabalhar porque "acha" certo, porque "acha" bom, porque "acha" recompensador, porque "acha" útil, não libertará o Espírito dos apegos e desejos da vida material, que é o seu verdadeiro objetivo. O que libertará o Espírito dos apegos e desejos, é o ato sincero de querer livrar-se deles, e fazê-lo através da reforma íntima, e não enganando-se com atos externos e com a aparência de boa mulher ou bom homem. 
Abraços!


Boa tarde,
Mas não é o amigo que sempre versou sobre a inexistência do livre-arbítrio no ser encarnado, não compreendo agora como recomenda  que pessoas bem esclarecidas parem o trabalho que desenvolvem em beneficio de seres encarnados e desencarnados que passam por dificuldades se isso segundo vc não depende da vontade delas e sim da vontade de Deus,como sempre deixaste claro em seus posts.

Quanto a mim o que penso é que temos sim que ter tempo para  meditar em Deus, tempo para reflexão,tempo de silenciar ,de buscar o reino de Deus que Jesus deixou claro estar dentro de nós ,mas nunca deixando de obrar em beneficio do próximo esteja esse encarnado ou não pois esse é um dos caminhos que vai com o tempo nos modificando,trazendo sentimentos nobres, desenvolvendo nossa sensibilidade e nossa vontade sincera de ajudar todos sem esperar nada em troca.

Assim penso

VLRC


Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Vitor Santos em 31 de Dezembro de 2014, 10:09
Olá amigo Amós

Pode suceder que muitos debates, aqui no forum, lhe possam parecer inúteis para o bem comum. E provavelmente terá razão, em muitos casos. Mas não vejo a razão para que nos preocupemos com isso, na medida em que estamos num fórum de discussão. O tempo que os outros gastam a escrever o que classificamos de inutilidades não é da nossa conta, na minha opinião. O melhor que podemos fazer é abandonar o tópico que não nos interessa.

A sua atitude parece ser um grito a mandar calar as outras pessoas. A mandar essas pessoas fazer algo de mais útil. Esse grito não me parece errado, desde que seja virado para si mesmo. A boa moral e um conjunto de regras para aplicarmos a nós mesmos. E é com o nosso bom exemplo que podemos ajudar outros a compreender que devem empregar bem o tempo delas, não é fazendo julgamentos morais e condenações aos mesmos.

Este é o comentário de resposta ao seu post que aponta a inutilidade dos posts de todas ou algumas pessoas. E não pretende ser uma forma de lhe dizer o que deve fazer, mas uma forma de exprimir o que pensei quando o li, pois inúmeras vezes tenho agradecido a quem faz o mesmo comigo. Se o amigo pensa de modo diferente peco-lhe que ignore este post.

Desejo um excelente ano de 2015 ao amigo e a todos os seus.

Bem haja sempre.
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Amós Ribeiro em 01 de Janeiro de 2015, 11:10
Olá Vitor Santos,

É verdade o amigo tem razão. Mas não estou a gritar, o que acho estranho em alguns debates é a longa discussão onde nenhuma das partes  chegam a um acordo ou conclusão.

Mas como disse o amigo, o problema não é de nossa conta.

Um abraço, e feliz 2015
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Danilo Henrique em 01 de Janeiro de 2015, 19:27
Olá VLRC,

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Mas não é o amigo que sempre versou sobre a inexistência do livre-arbítrio no ser encarnado, não compreendo agora como recomenda  que pessoas bem esclarecidas parem o trabalho que desenvolvem em beneficio de seres encarnados e desencarnados que passam por dificuldades se isso segundo vc não depende da vontade delas e sim da vontade de Deus,como sempre deixaste claro em seus posts.

Eu compreendo o seu não compreender, e eu já escrevo certas coisas com a ideia de que ficarão mal compreendidas. Se eu for explicar tudo, os textos ficam enormes e acabam virando livros.
Eu não sou ninguém para dizer o que cada um deve fazer ou deixar de fazer, nem com relação a mim mesmo, porque Deus é o Senhor do universo e ele dará a cada um a destinação necessária.
O que fiz, vou lançar uma ideia, que é a antítese, ou o contraponto, da ideia de que devemos abandonar as reflexões da vida para servir à Deus apenas com trabalho físico. De nada adiantara fazer isso, se as intenções dessas ações ainda estiverem presas às quatro âncoras do ego:a busca do "ganhar" e o medo do "perder"; a busca do "prazer" e o medo do "desprazer"; a busca da "fama" e o medo da "infâmia", e a busca do "elogio" e o medo da "crítica". O trabalho, seja qual for, coloca tudo isso em prova para o Espírito.
Deus quer a iluminação do Espírito, e não o fruto do seu trabalho material. Deus não precisa de ninguém para matar a fome de outro ser humano. Ele criou a fome (através da mente humana que "percebe" a fome) e ele tiraria a fome se quisesse apenas agindo na mente de quem a sente. Deus não precisa de ninguém para transferir energias para outro ser humano. Ele é Deus, fonte de toda energia do universo, e não depende de médiuns para que ela chegue a quem mereça recebê-la. Os trabalhadores da religião dão ao fruto do próprio trabalho um valor que só existe em suas mentes. Dizem aos quatro ventos que Deus é onipotente, mas se vangloriam dos resultados que conseguem - Por quê? E dizem: "Graças a Deus", mas não atribuem nenhum mérito à Ele, mas sim a própria suposta liberdade de decidir se outro ser humano receberá ou não um benefício. Quanto engano, quanta ilusão, e quanta hipocrisia. E quanta falta de estudo sério da codificação.
Depois, Estou a falar de intenção e não de ação. Se o trabalho é feito, é porque Deus determinou que será feito. Deixar de trabalhar, ou aumentar a quantidade de trabalho, não é o que vai determinar o êxito do Espírito. E sim, a sua vivência interior do acontecimento, que mesmo sendo bem intencionada exteriormente, pode ser profundamente egoísta no íntimo, como geralmente o é. Porque não existe "santo" nesse Planeta, com raras exceções. O restante, quase todos são escravos de uma mente egoísta, que seja o que for que faz, faz apenas para si mesmo. Porque ainda não alcançaram a iluminação.   



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Quanto a mim o que penso é que temos sim que ter tempo para  meditar em Deus, tempo para reflexão,tempo de silenciar ,de buscar o reino de Deus que Jesus deixou claro estar dentro de nós ,mas nunca deixando de obrar em beneficio do próximo esteja esse encarnado ou não pois esse é um dos caminhos que vai com o tempo nos modificando,trazendo sentimentos nobres, desenvolvendo nossa sensibilidade e nossa vontade sincera de ajudar todos sem esperar nada em troca.


Apenas, e somente apenas, se a justiça de Deus determinar que o próximo merece o seu auxílio.
Se você impõe que ele deva ser ajudado, sem sequer pensar na justiça de Deus para com ele, você não o está ajudando (em intenção). E sim, apenas "usando ele" para se promover. "Usando ele" para escalar os degraus que você deseja subir. Usando ele para satisfazer à sua verdade absoluta de que todos os seres humanos em dificuldades devem ser auxiliados. Verdade essa que não é a verdade de Deus, pois nem sempre Ele auxilia seres humanos em dificuldade, posto que Ele mesmo é muitas vezes o criador destas dificuldades.
Novamente, não estou falando de ação, mas sim de intenção. Materialmente, acaber-se-á sendo feito a vontade de Deus, independente dos achismos humanos. Mas o Espírito encarnado tem uma escolha a fazer: Amar a Deus, dizendo "Louvado seja" para tudo o que acontece, ou amar à sua própria verdade.

Abraços!
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: VLRC em 01 de Janeiro de 2015, 20:58
Olá VLRC,

Eu compreendo o seu não compreender, e eu já escrevo certas coisas com a ideia de que ficarão mal compreendidas. Se eu for explicar tudo, os textos ficam enormes e acabam virando livros.
Eu não sou ninguém para dizer o que cada um deve fazer ou deixar de fazer, nem com relação a mim mesmo, porque Deus é o Senhor do universo e ele dará a cada um a destinação necessária.
O que fiz, vou lançar uma ideia, que é a antítese, ou o contraponto, da ideia de que devemos abandonar as reflexões da vida para servir à Deus apenas com trabalho físico. De nada adiantara fazer isso, se as intenções dessas ações ainda estiverem presas às quatro âncoras do ego:a busca do "ganhar" e o medo do "perder"; a busca do "prazer" e o medo do "desprazer"; a busca da "fama" e o medo da "infâmia", e a busca do "elogio" e o medo da "crítica". O trabalho, seja qual for, coloca tudo isso em prova para o Espírito.

Deus quer a iluminação do Espírito, e não o fruto do seu trabalho material. Deus não precisa de ninguém para matar a fome de outro ser humano. Ele criou a fome (através da mente humana que "percebe" a fome) e ele tiraria a fome se quisesse apenas agindo na mente de quem a sente. Deus não precisa de ninguém para transferir energias para outro ser humano. Ele é Deus, fonte de toda energia do universo, e não depende de médiuns para que ela chegue a quem mereça recebê-la. Os trabalhadores da religião dão ao fruto do próprio trabalho um valor que só existe em suas mentes. Dizem aos quatro ventos que Deus é onipotente, mas se vangloriam dos resultados que conseguem - Por quê? E dizem: "Graças a Deus", mas não atribuem nenhum mérito à Ele, mas sim a própria suposta liberdade de decidir se outro ser humano receberá ou não um benefício. Quanto engano, quanta ilusão, e quanta hipocrisia. E quanta falta de estudo sério da codificação.
Depois, Estou a falar de intenção e não de ação. Se o trabalho é feito, é porque Deus determinou que será feito. Deixar de trabalhar, ou aumentar a quantidade de trabalho, não é o que vai determinar o êxito do Espírito. E sim, a sua vivência interior do acontecimento, que mesmo sendo bem intencionada exteriormente, pode ser profundamente egoísta no íntimo, como geralmente o é. Porque não existe "santo" nesse Planeta, com raras exceções. O restante, quase todos são escravos de uma mente egoísta, que seja o que for que faz, faz apenas para si mesmo. Porque ainda não alcançaram a iluminação.   



Agora compreendi sua colocação mas continuo achando não ser as sua recomendação de abandonar o trabalho a  melhor eu não sou ninguém para dizer o que cada um deve fazer ou deixar de fazer mas recomendaria que todos continuassem seus trabalhos onde o amor de Deus os colocou sem se preocupar com recompensas,tendo intenções sinceras e o principal Amar a Deus sobre todas as coisas.

Danilo somos todos espíritos em evolução e ao meu ver até espíritos puros não sabem tudo pois onisciência só Deus a possuí vc fala muito em iluminação ,qual o seu conceito de iluminação e ao seu ver como consegui-la ?
Vc conhece algum ser encarnado na terra atualmente iluminado?



Apenas, e somente apenas, se a justiça de Deus determinar que o próximo merece o seu auxílio.
Se você impõe que ele deva ser ajudado, sem sequer pensar na justiça de Deus para com ele, você não o está ajudando (em intenção). E sim, apenas "usando ele" para se promover. "Usando ele" para escalar os degraus que você deseja subir. Usando ele para satisfazer à sua verdade absoluta de que todos os seres humanos em dificuldades devem ser auxiliados. Verdade essa que não é a verdade de Deus, pois nem sempre Ele auxilia seres humanos em dificuldade, posto que Ele mesmo é muitas vezes o criador destas dificuldades.
Novamente, não estou falando de ação, mas sim de intenção. Materialmente, acaber-se-á sendo feito a vontade de Deus, independente dos achismos humanos. Mas o Espírito encarnado tem uma escolha a fazer: Amar a Deus, dizendo "Louvado seja" para tudo o que acontece, ou amar à sua própria verdade.

Abraços!


Aqui discordo quando fala que Deus cria dificuldades ha meu ver é o próprio ser que cria essas dificuldades por atos e pensamentos milenares que se chocam com a lei de amor de Deus e o resultado é dor e sofrimento e mesmo sendo o causador de seus infortúnios o ser nunca esta só em suas dificuldades, sabemos da existência de seres que o acompanham desde o nascimento velam por eles os incitam ao bem esperando apenas uma mudança de comportamento um arrependimento sincero para poder auxilia-los.

e no fim concordo contigo devemos Amar a Deus, dizendo "Louvado seja" para tudo o que acontece e não amar à sua própria verdade.

Abç
VLRC
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Danilo Henrique em 02 de Janeiro de 2015, 00:02
VLRC

Se o que pareceu que eu disse foi que o "certo" as pessoas pararem de trabalhar, lamento ter me expressado mal de modo a parecer que eu disse isso. Embora isso seja apenas uma ideia egoica minha, eu desejaria que todas as pessoas conseguissem a iluminação através do trabalho de auxilio ao próximo. Mas isso não condiz com a realidade, porque cada Espírito, antes de encarnar, já traçou o seu caminho. E cada caminho tem a sua utilidade específica. O livro dos Espíritos em nenhuma parta fala sobre a necessidade de realizar "trabalhos materiais" para se alcançar a Deus. E sim fazer o bem e a caridade, que é um ato Espiritual, e não um ato material.
Eu tinha inserido isso na resposta que eu dei ao post do amigo PSI, mas foi da vontade de Deus que a mensagem não fosse postada, porque houve queda de energia aqui em casa e eu perdi a inspiração para reescrever tudo de novo =/

Citar
qual o seu conceito de iluminação e ao seu ver como consegui-la ?

Iluminação é o fim do processo de reforma íntima, para o nosso nível de estágio evolutivo. É quando o ser encarnado prova que deixou de ser escravo da mente e passa a ser senhor da mente, vivendo a felicidade incondicional na Terra pela prática do amor. É quando o Espírito renasce na carne, ou seja, encontra a sua identidade que estava oculta sob a identidade falsa do ego. Não é o fim do processo evolutivo (tornar-se Espírito puro). É início de uma nova etapa evolutiva, para ir em busca de outras virtudes ainda incompreensíveis em mundos mais adiantados.
Para conseguir a iluminação, há muitos caminhos e estou a falar apenas de um deles. Mas todos os caminhos tem o mesmo requisito: conhecer a si mesmo. Sabendo (conscientemente ou não), que a sua essência não é humana, e sim espiritual. E assim, tornar-se liberto de apegos, desejos e obrigações impostos pelo sistema humano de vida.
Os apegos, desejos e paixões do "sistema humano de vida" impedem a prática do amor.
 
Abraços!
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: VLRC em 03 de Janeiro de 2015, 16:26

Citar
qual o seu conceito de iluminação e ao seu ver como consegui-la ?

Iluminação é o fim do processo de reforma íntima, para o nosso nível de estágio evolutivo. É quando o ser encarnado prova que deixou de ser escravo da mente e passa a ser senhor da mente, vivendo a felicidade incondicional na Terra pela prática do amor. É quando o Espírito renasce na carne, ou seja, encontra a sua identidade que estava oculta sob a identidade falsa do ego. Não é o fim do processo evolutivo (tornar-se Espírito puro). É início de uma nova etapa evolutiva, para ir em busca de outras virtudes ainda incompreensíveis em mundos mais adiantados.
Para conseguir a iluminação, há muitos caminhos e estou a falar apenas de um deles. Mas todos os caminhos tem o mesmo requisito: conhecer a si mesmo. Sabendo (conscientemente ou não), que a sua essência não é humana, e sim espiritual. E assim, tornar-se liberto de apegos, desejos e obrigações impostos pelo sistema humano de vida.
Os apegos, desejos e paixões do "sistema humano de vida" impedem a prática do amor.
 
Abraços!
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Bom tarde Danilo
Esta iluminação que vc se refere então seria em um nível de potencia que pode ser atingida por seres que estão encarnados no planeta terra mas é uma potencia (iluminação)ainda muito distante do que podemos atingir quanto mais próximos chegarmos de espíritos puros.

Como seria esse novo estagio evolutivo, não haveria mais necessidade de reencarnar na terra nem ficar em zonas
astrais próximas a esta ?

Eu penso que ha sim pessoas que atingiram esse nível de iluminação que vc se refere e isso não é questão religiosa nem filosófica vide Francisco de Assis,Buda, Chico Xavier,Gandhi etc, mas ha meu ver eles já vieram com uma bagagem espiritual ampla de varias encarnações que tiveram eu não acredito que uma pessoa possa de um momento pra outro num start se iluminar se desapegar facilmente como num passe de magica.

Abraço
VLRC
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Vitor Santos em 04 de Janeiro de 2015, 17:50
Olá amigo VLRC

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Aqui discordo quando fala que Deus cria dificuldades ha meu ver é o próprio ser que cria essas dificuldades por atos e pensamentos milenares que se chocam com a lei de amor de Deus e o resultado é dor e sofrimento e mesmo sendo o causador de seus infortúnios o ser nunca esta só em suas dificuldades, sabemos da existência de seres que o acompanham desde o nascimento velam por eles os incitam ao bem esperando apenas uma mudança de comportamento um arrependimento sincero para poder auxilia-los.

e no fim concordo contigo devemos Amar a Deus, dizendo "Louvado seja" para tudo o que acontece e não amar à sua própria verdade.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/auto-conhecimento/o-conflito-da-busca-espiritual/30/#ixzz3NsHIsAgk

Amigo, concordo que Deus não cria dificuldades com excepção da criação dos espiritos, se Se é que Deus os cria simples e ignorantes e/ou permite que eles existam, e se Deus não os criou com todos os conhecimentos e todas as potencialidades desenvolvidas (se não os criou logo espiritos puros), era uma consequência inevitável que os espiritos errariam. Os erros só se podem considerar imputáveis se resultam de ações intencionais e conscientes. E sobretudo em mundos como a Terra.

Para exigir responsabilidade às pessoas elas têm de ser informadas da lei, mas aqui na Terra ninguém pode garantir a ninguém o que é possivel e impossivel, em assuntos como os espirituais.

Não creio que nenhum documento, seja a Biblia, seja a Codificação, seja o que for, sejam a palavra de Deus. Ninguém na Terra comunica ou comunicou com Deus para saber qual a vontade dele, na minha óptica.

Bem haja
   

       
 
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: VLRC em 04 de Janeiro de 2015, 20:20


Olá amigo VLRC

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Aqui discordo quando fala que Deus cria dificuldades ha meu ver é o próprio ser que cria essas dificuldades por atos e pensamentos milenares que se chocam com a lei de amor de Deus e o resultado é dor e sofrimento e mesmo sendo o causador de seus infortúnios o ser nunca esta só em suas dificuldades, sabemos da existência de seres que o acompanham desde o nascimento velam por eles os incitam ao bem esperando apenas uma mudança de comportamento um arrependimento sincero para poder auxilia-los.

e no fim concordo contigo devemos Amar a Deus, dizendo "Louvado seja" para tudo o que acontece e não amar à sua própria verdade.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/auto-conhecimento/o-conflito-da-busca-espiritual/30/#ixzz3NsHIsAgk

Amigo, concordo que Deus não cria dificuldades com excepção da criação dos espiritos, se Se é que Deus os cria simples e ignorantes e/ou permite que eles existam, e se Deus não os criou com todos os conhecimentos e todas as potencialidades desenvolvidas (se não os criou logo espiritos puros), era uma consequência inevitável que os espiritos errariam. Os erros só se podem considerar imputáveis se resultam de ações intencionais e conscientes. E sobretudo em mundos como a Terra.

Para exigir responsabilidade às pessoas elas têm de ser informadas da lei, mas aqui na Terra ninguém pode garantir a ninguém o que é possivel e impossivel, em assuntos como os espirituais.

Não creio que nenhum documento, seja a Biblia, seja a Codificação, seja o que for, sejam a palavra de Deus. Ninguém na Terra comunica ou comunicou com Deus para saber qual a vontade dele, na minha óptica.

Bem haja
   

       
 
Boa tarde Vitor concordo com o amigo por isso eu disse ha meu ver e não afirmei que assim era, nestes assuntos o que nós podemos é dar nossa opinião pessoal, quanto a se comunicar com Deus acredito que Jesus como espirito puro foi um mensageiro de Deus aqui na terra.

E como aqui falamos em opiniões pessoais a minha neste caso se  equivale a do LE921

921. Concebe-se que o homem seja feliz na Terra quando a Humanidade estiver transformada, mas, enquanto isso não se verifica, pode cada um gozar de uma felicidade relativa?

      — O homem é, na maioria das vezes, o artífice de sua própria infelicidade. Praticando a lei de Deus, ele pode poupar-se a muitos males e gozar de uma felicidade tão grande quanto o comporta a sua existência num plano grosseiro.
Abraço


VLRC



Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Danilo Henrique em 04 de Janeiro de 2015, 22:29
VLRC, obrigado pelos comentários.
Receio que você não tenha lido a mensagem inicial do tópico, mas sem problemas por enquanto.
Citar
Esta iluminação que vc se refere então seria em um nível de potencia que pode ser atingida por seres que estão encarnados no planeta terra mas é uma potencia (iluminação)ainda muito distante do que podemos atingir quanto mais próximos chegarmos de espíritos puros.
Esse seu comentário demonstra a sua não compreensão do texto inicial, e isso exige uma explicação minuciosa, então peço paciência.

Vejamos bem. Há uma série de "tarefas" a serem cumpridas em uma única encarnação que foram planejadas pelo Espírito na erraticidade. Podemos cumprir com 5%, 10%, delas, dando um passinho de formiga, ou solucionar de uma vez todas as questões pendentes, aproveitando ao máximo a chance da encarnação, evitando muitos "retornos" e quem sabe até adquirindo mérito para encarnar em mundos mais evoluídos.

Os Espíritas, conforme seus atuais conhecimentos, tendem a imaginar que quando conseguem por exemplo, cumprir 20% daquilo que foi proposto antes da encarnação, ele sobe um degrauzinho de vinte centímetros na subida da evolução. Ou ganha "vinte pontos" de evolução.
Ou a figura que quiserem imaginar. E assim, pensam que de pouquinho em pouquinho, vão chegar a algum lugar.

O que muitos não tem ciência, é que 80% do que não foi cumprido será cobrado como trabalho adicional nas próximas existências. 
Não só isso. Há um elemento dificultador, chamado Ego. Cada encarnação é um novo ego.
Sabendo-se que o Ego é o conjunto de verdades do ser humanizado que gera os desejos, apegos e paixões, isso significa que nova encarnação haverá um novo gênero de paixões, desejos e tentações a serem superados.

Visto desse ponto de vista, percebemos que a vida do Espírito não é um progresso contínuo. A cada morte e nascimento de um novo ego, um novo desafio é criado. O que o Espírito realiza não é "progressos à prazo". O progresso espiritual não é algo assim dado "gratuitamente".
O que o Espirito realiza são "tentativas". Tentativas de se viver uma vida inteira de amor à Deus e ao próximo. Se esses Espíritos que costumam aproveitar 5% ou 10% do potencial evolutivo de uma encarnação conquistaram algum progresso real, foi pela constatação de que todas as tentativas, até o momento presente, foram fracassadas.
Cada nova encarnação, nesses casos é um verdadeiro recomeço, como se nenhum progresso verdadeiro tenha sido conquistado.

O que os Espíritos andam nos informando, é que já estamos muitos de nós há mais de 6000 anos realizando essas tentativas nesse planeta, e o número de "tentativas" nesse mundo está se esgotanto. Por isso todas essas informações trazidas com o intuito de se valorizar o máximo possível a chance da atual encarnação

A questão, portanto, não é alcançar a libertação de uma hora para outra, pois isso é impossível em um único gênero de vida. A questão é aproveitar ao melhor possivel a chance da atual encarnação, libertando-se de tudo o que é proposto a ser resolvido na vida atual que em outras palavras, é libertar-se de todos os apegos, desejos e paixões propostos pelo gênero de provação da vida atual, ou se não for possível, pelomenos, 80%, 90% deles.

Quanto à essa desafio, que tem aparência de ser "ousado", o Livro dos Espíritos nos dá esse recado:
909.0 homem poderia sempre vencer as suas más tendências pelos seus próprios esforços?
      — Sim, e às vezes com pouco esforço; o que lhe falta é a vontade. Ah!, como são poucos os que se esforçam!

911. Não existem paixões de tal maneira vivas e irresistíveis que a vontade seja impotente para as superar?
      — Há muitas pessoas que dizem: “Eu quero!”, mas a vontade está apenas nos seus lábios. Elas querem mas estão muito satisfeitas de que assim não seja. Quando o homem julga que não pode superar suas paixões, é que o seu Espírito nelas se compraz, por conseqüência de sua própria inferioridade.


Ocorreu que alguns aprendizados da Terra lhe levaram a crer que demorará muito ainda para se libertar dos vícios e paixões dessa vida, e você abraçou essa ideia.
Os que afirmam incapazes de se libertar de suas impurezas, é porque assim preferem que permaneça. Esses Espíritas que dizem: "Vou levar mais 100 encarnações para curar esse defeito", é porque ele, nas entrelinhas está "pedindo" mais 100 encarnações para usufruir desse defeito.

Eu diria igualmente para os que imaginam que a evolução ocorre apenas à custo de muito trabalho material, e que é necessário acumular um trilhão de bônus-horas para adquirir uma virtude, é porque não quer essa virtude.
E assim, entretendo-se no trabalho material, esquece-se do trabalho espiritual que é realizado na intimidade da consciência, que se fosse visto com prioridade, economizaria alguns séculos para o Espírito.

Mas atenção. Não é aqui a minha intenção fazer oferta, apresentar solução alguma, ou "pressionar" Espíritos encarnados a dar saltos evolutivos, até porque isso não existe. Estou desenvolvendo um tópico chamado "O conflito da busca espiritual", e fazendo o aprofundamento do assunto.

Minha intenção é simplesmente dissipar a ilusão de seres humanos que acreditam que estão buscando algo "espiritual" e chamar-lhes a atenção para a realidade de que o que estão a buscar é "sucesso material".
Assim, consegue-se vislumbrar que tudo é uma questão de vontade. E "desejar" a evolução espiritual não implica necessariamente em ter vontade de evoluir, ou seja, de exercitar o desapego dos bens terrestres e se desvincilhar de desejos, posses e paixões da vida humana. E reconhecer isso em si mesmo (que no fundo, não existe vontade de ser uma pessoa totalmente virtuosa) é um avanço, pois o ego cria a ideia de "desejo de evolução espiritual" e usa essa ideia contra o Espírito, para fazê-lo caminhar em falso, como quem sobe uma escada rolante girando ao contrário.

Abraços!
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Vitor Santos em 04 de Janeiro de 2015, 23:10
Olá amigo VLRC

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Boa tarde Vitor concordo com o amigo por isso eu disse ha meu ver e não afirmei que assim era, nestes assuntos o que nós podemos é dar nossa opinião pessoal, quanto a se comunicar com Deus acredito que Jesus como espirito puro foi um mensageiro de Deus aqui na terra.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/auto-conhecimento/o-conflito-da-busca-espiritual/30/#ixzz3NtSx4lxt

Ninguém na Terra tem capacidade para determinar de que categoria de espiritos, em termos de desenvolvimento espiritual. Jesus de Nazaré, a acreditar nos espiritos da Codificação que dizem que Jesus foi o espirito mais elevado que encarnou na Terra. Ora a avaliação faz-se de cima para baixo e não de baixo para cima.

Também creio que ninguém aqui na Terra tem capacidade para avaliar o nivel espiritual de outra pessoa. Isto porque, que eu saiba, ninguém se consegue colocar na pele de outrem. Para avaliar outros espiritos encarnados, aqui na Terra, é necessário ter em linha de conta todas as condições que influenciam o comportamento da pessoa, desde o corpo de carne,  a familia e o local onde nasceu, passando pela educação, pela interação com as pessoas com que conviveu, etc., etc.

Eu não acredito que pessoas que tiveram condições muito desfavoráveis estejam em pé de igualdade com pessoas que tiveram condições favoráveis. Uma pessoa nascida no seio de uma familia boa, generosa, sã, não está em pé de igualdade com uma pessoa que tenha nascido entre criminosos perigosos.

Eu também não acredito que as pessoas que são bem sucedidas, nos vários aspetos da vida, a avaliar pelo respetivo comportamento e história conhecida, sejam pessoas de maior nivel moral, na medida em que entre as melhores pessoas que eu conheço, do meu ponto de vista limitado, pois como eu já disse, não podemos avaliar as pessoas sem estar na pele delas, algumas têm vidas de grande sofrimento.

Conheço uma mulher fantástica que vive numa cadeira de rodas há anos, porque caiu e fez um hematoma perigoso, que vive numa casa com poucas condições, que é das melhores pessoas que eu conheço. A familia dela é a melhor familia que conheço, pois aquela casa transborda amor por todo o lado.

O que posso dizer de Jesus, a avaliar pelo Novo Testamento, é que foi um homem revolucionário, inovador, fantástico, completamente fora do comum. Todavia não creio em milagres, nem que o corpo de carne de Jesus tivesse sido gerado sem um ato sexual, ao contrário de todos nós.

Nós temos de nos colocar no contexto daquelas terras e daquela época. Temos de ver que muitas das palavras de Jesus têm um significado dificil de determinar, o que, aliás, dá origem a inumeras interpretações diferentes. O que tinha significado para os judeus de então não é necessáriamente o que tem significado para os homens de hoje. Temos de entender que apareceram mais homens a dizer que eram o Messias, pois o antigo Testamento profetizava isso. E que a história biblica de Jesus (já que pouco ou nada se conhece do Jesus histórico) pode ter sido deturpada, de modo a cumprir as profecias. 

Para além disso temos de colocar o homem terreno e o planeta Terra no devido lugar. De certeza que Deus não criou tudo isto apenas a pensar num dos incontáveis planetas e nos homens encarnados na Terra. Nós somos muito egocentricos enquanto pessoas e enquanto habitantes do mesmo planeta. Teria de ser um espirito puro a encarnar aqui? - Eu nada posso assegurar, nem sei dizer qual era o nivel espiritual de Jesus. Apenas que deve ser incomparavelmente mais elevado do que o homem comum da Terra.

Mas o que me parece é que os homens querem ser importantes ao ponto de merecer que um espirito puro encarnasse aqui ou que Jesus fosse "o filho" preferido de Deus. Trata-se de enaltecer os homens, sobretudo os religiosos, e não própriamente Jesus de Nazaré, cujos ensinamentos ainda hoje são ideiais utópicos, neste mundo onde vivemos.

Parece-me também que Jesus estabeleceu um alvo demasiado distante para o homem da Terra. Jesus não conhecia os homens? Não sabia que eles não eram capazes de chegar tão longe, enquanto encarnados na Terra? A prova é que, mais de 2000 anos volvidos, o homem terreno pouco se aproximou do alvo (amar o próximo como a si mesmo, ou como ama os entes queridos mais próximos).

Bem haja       
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: VLRC em 05 de Janeiro de 2015, 14:03
Olá amigo VLRC

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Boa tarde Vitor concordo com o amigo por isso eu disse ha meu ver e não afirmei que assim era, nestes assuntos o que nós podemos é dar nossa opinião pessoal, quanto a se comunicar com Deus acredito que Jesus como espirito puro foi um mensageiro de Deus aqui na terra.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/auto-conhecimento/o-conflito-da-busca-espiritual/30/#ixzz3NtSx4lxt

Ninguém na Terra tem capacidade para determinar de que categoria de espiritos, em termos de desenvolvimento espiritual. Jesus de Nazaré, a acreditar nos espiritos da Codificação que dizem que Jesus foi o espirito mais elevado que encarnou na Terra. Ora a avaliação faz-se de cima para baixo e não de baixo para cima.

Também creio que ninguém aqui na Terra tem capacidade para avaliar o nivel espiritual de outra pessoa. Isto porque, que eu saiba, ninguém se consegue colocar na pele de outrem. Para avaliar outros espiritos encarnados, aqui na Terra, é necessário ter em linha de conta todas as condições que influenciam o comportamento da pessoa, desde o corpo de carne,  a familia e o local onde nasceu, passando pela educação, pela interação com as pessoas com que conviveu, etc., etc.

Eu não acredito que pessoas que tiveram condições muito desfavoráveis estejam em pé de igualdade com pessoas que tiveram condições favoráveis. Uma pessoa nascida no seio de uma familia boa, generosa, sã, não está em pé de igualdade com uma pessoa que tenha nascido entre criminosos perigosos.

Eu também não acredito que as pessoas que são bem sucedidas, nos vários aspetos da vida, a avaliar pelo respetivo comportamento e história conhecida, sejam pessoas de maior nivel moral, na medida em que entre as melhores pessoas que eu conheço, do meu ponto de vista limitado, pois como eu já disse, não podemos avaliar as pessoas sem estar na pele delas, algumas têm vidas de grande sofrimento.

Conheço uma mulher fantástica que vive numa cadeira de rodas há anos, porque caiu e fez um hematoma perigoso, que vive numa casa com poucas condições, que é das melhores pessoas que eu conheço. A familia dela é a melhor familia que conheço, pois aquela casa transborda amor por todo o lado.

O que posso dizer de Jesus, a avaliar pelo Novo Testamento, é que foi um homem revolucionário, inovador, fantástico, completamente fora do comum. Todavia não creio em milagres, nem que o corpo de carne de Jesus tivesse sido gerado sem um ato sexual, ao contrário de todos nós.

Nós temos de nos colocar no contexto daquelas terras e daquela época. Temos de ver que muitas das palavras de Jesus têm um significado dificil de determinar, o que, aliás, dá origem a inumeras interpretações diferentes. O que tinha significado para os judeus de então não é necessáriamente o que tem significado para os homens de hoje. Temos de entender que apareceram mais homens a dizer que eram o Messias, pois o antigo Testamento profetizava isso. E que a história biblica de Jesus (já que pouco ou nada se conhece do Jesus histórico) pode ter sido deturpada, de modo a cumprir as profecias. 

Para além disso temos de colocar o homem terreno e o planeta Terra no devido lugar. De certeza que Deus não criou tudo isto apenas a pensar num dos incontáveis planetas e nos homens encarnados na Terra. Nós somos muito egocentricos enquanto pessoas e enquanto habitantes do mesmo planeta. Teria de ser um espirito puro a encarnar aqui? - Eu nada posso assegurar, nem sei dizer qual era o nivel espiritual de Jesus. Apenas que deve ser incomparavelmente mais elevado do que o homem comum da Terra.

Mas o que me parece é que os homens querem ser importantes ao ponto de merecer que um espirito puro encarnasse aqui ou que Jesus fosse "o filho" preferido de Deus. Trata-se de enaltecer os homens, sobretudo os religiosos, e não própriamente Jesus de Nazaré, cujos ensinamentos ainda hoje são ideiais utópicos, neste mundo onde vivemos.

Parece-me também que Jesus estabeleceu um alvo demasiado distante para o homem da Terra. Jesus não conhecia os homens? Não sabia que eles não eram capazes de chegar tão longe, enquanto encarnados na Terra? A prova é que, mais de 2000 anos volvidos, o homem terreno pouco se aproximou do alvo (amar o próximo como a si mesmo, ou como ama os entes queridos mais próximos).

Bem haja       

Quanto a Jesus ser um espirito puro,se seu corpo foi fluídico ou carnal se houve uma queda espiritual ,se Maria concebeu Jesus normalmente como no modelo terreno ou não isso é tudo questão de fé todos temos nossa opiniões pessoais baseadas na filosofia ou religião que simpatizamos e são assuntos que passam longe da ciência humana pois esta não os atinge em profundidade por não ter meios para tal.

Eu  neste caso fico de novo com o LE:
625. Qual o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para lhe servir de guia e de modelo?
— Vede Jesus.

Quanto ao evangelho este foi semente lançada a mais de 2000 anos e é lei certa pro futuro.Quando o nosso planeta estiver de fato regenerado o evangelho sera naturalmente vivido.

Abraço

VLRC
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Danilo Henrique em 09 de Janeiro de 2015, 19:01
Resposta ao amigo PSI,

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Os apegos da vida material estão diretamente relacionados ao egoísmo. Quer se libertar dos grilhões do egoísmo? Desenvolva e pratique o amor e a caridade, porque ambos são incompatíveis entre si, o desenvolvimento de um anula o outro. E para isso é preciso trabalhar, e muito, praticando atos sinceros e verdadeiros voltados para o bem do semelhante.

Onde você leu isso? No livro dos Espíritos? Desculpe-me caro PSI. Você leu enquanto sonhava que era um ser humano, e por causa desse sonho, leu coisas não existem e que não estão escritas no livro. Experimente despertar desse sonho, e leia novamente o livro sem interpretá-lo com os seus aprendizados da terra.

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Aliás, para aqueles que se entregam à vida contemplativa, sem trabalhar em benefício do semelhante, os Espíritos superiores deixaram um recado:

Os Espíritos Superiores deixaram esse recado apenas para você, que o interpretou da forma que quis, depois de ter lido e esquecido as outras 656 questões que vieram anteriormente. Para mim não. Para mim ele deixou um outro recado, que é viver sem queixa as vicissitudes da vida, amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. E isso não tem nada a ver com "trabalhar em benefício do próximo", o que é apenas ilusão.
Algumas perguntas: Você sabe o que é benéfico para o próximo? Você sabe se ele deve comer ou passar fome? Sabe se ele deve ter emprego ou se o melhor é ele ficar desempregado? Sabe, enfim, qual o seu merecimento segundo a justiça de Deus, e qual a experiência que ele deve sofrer? Não, e mesmo assim, afirma e enche a boca para dizer que "trabalha em benefício do próximo".
A má notícia é que você não é "Deus". E portanto, não lhe foi dado o direito de "trabalhar em benefício do próximo". Mas apenas de cumprir as ordens Dele (Deus), pela influência recebida por Espíritos que te guiam no caminho da encarnação. O seu livro arbítrio, ou a prova para o seu orgulho, está em dizer "graças a Deus" ou dizer "graças a mim". Ou dizer "graças à nós dois" o que é algo completamente sem nexo. Coisa a qual só cabe a você decidir e eu não tenho nada a ver com isso.

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657-LE- Os homens que se entregam à vida contemplativa, não fazendo nenhum mal e só pensando em Deus, têm algum mérito aos seus olhos?
_ Não, pois se não fazem o mal, também não fazem o bem e são inúteis. Aliás, não fazer o bem já é um mal. Aquele que se consome na meditação e na contemplação nada faz de meritório aos olhos de Deus, porque sua vida é toda pessoal e inútil para a Humanidade. Deus lhe pedirá contas do bem que não tenha feito.

Que bem? Aquele que você quer para si mesmo?
Que mal? Aquele que você não quer para si mesmo?
Não são verdades absolutas. São verdades relativas à individualidade.
Mas como na hora de ler a questão, você que sonhando ser um "ser humano" se esqueceu ou ignorou as verdades "espirituais" ensinadas nas questões anteriores, interpretou a questão como se o seu bem e o seu mal fosse absolutos e valessem para todos, e assim, acreditou que a questão orienta o Espírito a fazer alguma coisa humana para alcançar à Deus.

Segundo o seu raciocínio também, Deus é o ser mais inútil à humanidade que existe. Já que ele destrói essa mesma humanidade construída com tanto "suor" (Lei de destruição), para dar lugar à outras humanidades.
E Deus também, segundo o seu raciocínio, é um ser inútil para o mundo. Já que esse mesmo mundo que um dia chegará em um patamar máximo, será destruído por Ele para dar lugar a outros mundos. Quem utiliza esse raciocínio de "utilidade", é porque acredita em "construção de mundos" e "construção de humanidades".  Pobres iludidos!Nada disso existe. A única coisa que existe realmente é "evolução de Espíritos".
Apenas Deus é útil, porque cria a oportunidade de elevação para o Espírito.
Já os Espíritos de todas as escalas (incluído os seres humanos que não sabem que são Espíritos), de acordo com a doutrina, são os agentes da vontade de Deus.

A vida contemplativa verdadeira e benéfica para o Espírito é aquela ensinada por Cristo no sermão do monte, e nada impede de se viver essa vida enquanto se trabalha. Desde que não se julgue ou diga que estão "errados" os que não trabalham por qualquer motivo. Pois senão assim, deixa evidente que está apenas fazendo algo, porque "acha certo". Não existe virtude nisso. Existe apenas apego moral ("eu sei"). Isso não é culto a Deus. É culto ao ego.

E apesar do Espírito, com esse ato, estar desperdiçando a chance da encarnação, Deus utiliza esse trabalho para fazer a sua justiça, para aqueles que merecem os frutos materiais de tal trabalho.

E quanto ao trabalhador, esse receberá a recompensa do seu trabalho? Certamente que sim. Receberá uma recompensa ilusória, em um mundo fluidico ilusório pós-desencarne. Pode ser essa recompensa uma "lote" no "Nosso Lar", pode ser a chance de reencontrar o "pai" ou a "mãe". Pode ser qualquer coisa humanamente prazerosa. Pois ele encontrará após a morte aquilo que acredita. Mas depois, receberá a notícia de que deve retornar à Terra, para refazer o trabalho íntimo mal feito como descreve um dos ensinamentos de Krishna, em um de seus dialogos com Udhava. E, assim, o homem goza no céu até esgotar o tempo dos méritos de suas boas ações. Então, ao esgotarem-se os frutos dos méritos, contra a sua vontade, regride ou cai, empurrado pelo tempo (pensado).

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E não adianta dizer que quando fazemos o bem não fazemos uso do nosso livre-arbítrio, pois se esses atos não emanassem do nosso livre-arbítrio não teria porque Deus nos pedir contas do bem que não tenhamos feito.

É ótimo você colocar com as suas palavras o que entendeu do meu texto. Porque isso mostra que você não entendeu nada. Apenas interpretou com suas verdades. Não se esvaziou antes de ler.
Eu jamais disse uma sandice dessa: "quando fazemos o bem não fazemos uso do nosso livre-arbítrio".
Porque já expliquei que "bem" e "mal" são conceitos humanos que devem ser destruídos. Porque são conceitos relativos e conceitos "relativos" (humanos) são imprestáveis para o mérito da questão. Mas o que estamos em busca é conceitos universalistas. Coisas que valham para todos, logo, que estejam fora da ilusão criada pela mente encarnada.
A maioria dos atos humanos amanam do livre arbítrio do Espírito. Porque não existe determinismo na vida material, a não ser nos acontecimentos de grande importância para o Espírito, ou para a missão que ele executa.
O problema é que você não compreende o que é o livre arbítrio do Espírito. Acha que livre arbítrio é o poder sobre as coisas materiais e sobre os fatos. Esse é livre arbítrio que não existe. 
Deus cria o acontecimento de acordo com o sentimento do Espírito, isto é, de acordo com a "reposta sentimental" que ele dá à prova que está executando.
Esse acontecimento não é bom, mal, certo ou errado. Esse acontecimento é perfeito e justo. Porque ele não servirá apenas para esse Espírito. Mas para todos que estão ao seu redor. Sejam encarnados ou desencarnados.
Tenho um tópico nesse fórum chamado Uma outra compreensão da lei de causa e efeito, onde eu explico a lei do karma universal. É o desconhecimento desse mecanismo de "criação de provas" utilizado por Deus, que faz tão deficiente a compreensão da não existência do livre arbítrio de atos humanos.
 
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Sobre a prece, os Espíritos superiores também nos deixam um ensinamento:

661-LE- Pode-se pedir eficazmente a Deus o perdão das faltas?
_ ...As boas ações são a melhor prece, porque os atos valem mais do que as palavras.   

Após ler essa questão, fui no índice do Livro dos Espíritos ver se eu encontrava alguma "lista definitiva de exemplos de boas ações a serem praticadas". Não achei nada.
Também olhei em volta do livro e vi se tinha algum anexo desse tipo, também nada encontrei.
Fui no capítulo "O bem e o mal" ver se tinha lá essa lista, também não encontrei nada que destruísse a relatividade desses conceitos. Isso me dá a convicção que ao falar de "boa ação" o Espírito da Verdade não falou sobre ato humano, mas sim de ato espiritual. O que não tem nada a ver com a livre escolha de realizar "trabalho em benefício do semelhante" pregado por ti. Embora nada impeça que se façam boas escolhas morais durante um trabalho em benefício do semelhante, que é não se ensoberbecer desse trabalho.   


Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Danilo Henrique em 09 de Janeiro de 2015, 19:04
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Enfim, o amor e a caridade necessitam ser trabalhados através de atos sinceros e verdadeiros voltados para o bem do semelhante. É assim que aos poucos nos livramos do egoísmo e dos apegos da vida material.

Amor e caridade não precisam ser "trabalhados" através de atos. Em qual parte da doutrina foi dito isso?
O mestre disse: "O Espírito está pronto. A carne é que é fraca". (Mateus 26:41)
O Espírito está pronto. Ele recebeu gratuitamente os talentos para serem usados durante a encarnação, que é o talento do amor. O problema é a carne ser fraca. É a fraqueza da carne que é o apego ao ego ("eu tenho", "eu amo", eu sei") que deve ser aniquilado, e não o talento de amar a ser aprendido. Esse o ser encarnado já possui e não sabe. E na maioria das vezes quando se "pensa" que pratica, e o "desenvolve", não faz nada porque o faz apenas para interesse próprio.

Não estou acusando ninguém a não ser que alguém se "sinta acusado" o que é apenas sinal de má vontade de compreender. Todos os seres humanos agem através de alguma espécie individualismo. É a sua natureza. E o Espírito que encarna nesse ser humano, em contato com o egoísmo, realiza uma prova.

Não existem coisas "puras" e "santas" na vida humana. Nem mesmo esse meu texto. A não ser no sonho de seres humanos que buscam evolução espiritual, sem saberem que são Espíritos.

Mas quem sou eu para falar isso? Esse discurso não é meu, é de Paulo.

Qual é logo a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão?
Muita, em toda a maneira, porque, primeiramente, as palavras de Deus lhe foram confiadas.
Pois quê? Se alguns foram incrédulos, a sua incredulidade aniquilará a fidelidade de Deus?
De maneira nenhuma; sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso; como está escrito:Para que sejas justificado em tuas palavras,E venças quando fores julgado.
E, se a nossa injustiça for causa da justiça de Deus, que diremos? Porventura será Deus injusto, trazendo ira sobre nós? (Falo como homem. )
De maneira nenhuma; de outro modo, como julgará Deus o mundo?
Mas, se pela minha mentira abundou mais a verdade de Deus para glória sua, por que sou eu ainda julgado também como pecador?
E por que não dizemos (como somos blasfemados, e como alguns dizem que dizemos): Façamos males, para que venham bens? A condenação desses é justa.
Pois quê? Somos nós mais excelentes? De maneira nenhuma, pois já dantes demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado;
Como está escrito:Não há um justo, nem um sequer.
Não há ninguém que entenda;Não há ninguém que busque a Deus.
Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis.Não há quem faça o bem, não há nem um só.
A sua garganta é um sepulcro aberto;Com as suas línguas tratam enganosamente;Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios;
Cuja boca está cheia de maldição e amargura.
Os seus pés são ligeiros para derramar sangue.
Em seus caminhos há destruição e miséria;
E não conheceram o caminho da paz.
Não há temor de Deus diante de seus olhos.
Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus.
Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado.
Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas;
Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença.
Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;
Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.
Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus;
Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.
Onde está logo a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não; mas pela lei da fé.
Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei.
É porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente,
Visto que Deus é um só, que justifica pela fé a circuncisão, e por meio da fé a incircuncisão.
Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.


Romanos 3:1-31
 
Abraço!
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: psi em 11 de Janeiro de 2015, 15:10
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657-LE- Os homens que se entregam à vida contemplativa, não fazendo nenhum mal e só pensando em Deus, têm algum mérito aos seus olhos?
_ Não, pois se não fazem o mal, também não fazem o bem e são inúteis. Aliás, não fazer o bem já é um mal. Aquele que se consome na meditação e na contemplação nada faz de meritório aos olhos de Deus, porque sua vida é toda pessoal e inútil para a Humanidade. Deus lhe pedirá contas do bem que não tenha feito
.

...Que bem? Aquele que você quer para si mesmo?...

Sim, o bem que quero para mim é o mesmo que quero para os meus semelhantes. Aliás, isso está na questão 886 do LE:

886- LE- ...Amar ao próximo é fazer-lhe todo o bem possível que desejaríamos que nos fosse feito. Tal é o sentido das palavras de Jesus: "Amai-vos uns aos outros, como irmãos."

Mas afinal, por que Deus vai nos pedir contas do bem que não tenhamos feito se, segundo o amigo, todos os nossos atos provêm de Deus? Afinal, somos ou não somos robozinhos?

Um abraço


PSI


Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Norizonte da Rosa em 11 de Janeiro de 2015, 17:10
Olá Danilo, achei bastante interessante teu post 48; mas diante de tudo o que você escreve fico pensando: como é que ocorre essa evolução do Espírito?

A evolução ocorre, isso não se pode negar; mas se a maioria dos encarnados (arriscaria a dizer, pois não sei o que passa na cabeça dos outros, apenas deduzo pelo que vai pela minha) se entende como um humano e alguns, inclusive, nem admitem que têm Espíritos imortais. Resta então um grande grupo de Espiritualista da mais variadas nuances e poucos deles, penso eu, com essa ideia de que são Espíritos com corpos humanos e não o contrário. Como imaginar que essa evolução do Espírito ocorra, por menor que seja essa evolução, se nos encaramos como humanos que temos um Espírito e vivemos como humanos?

 
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Vitor Santos em 12 de Janeiro de 2015, 09:24
Olá amigo VLRC

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Quanto a Jesus ser um espirito puro,se seu corpo foi fluídico ou carnal se houve uma queda espiritual ,se Maria concebeu Jesus normalmente como no modelo terreno ou não isso é tudo questão de fé todos temos nossa opiniões pessoais baseadas na filosofia ou religião que simpatizamos e são assuntos que passam longe da ciência humana pois esta não os atinge em profundidade por não ter meios para tal.

Concordo com o amigo, ou seja, que todo esse tipo de afirmações, indicadas na parte do seu post acima mencionado, é uma questão de fé. E a fé é cega. Foi isso que eu disse ou quis dizer. Todo o conhecimento que é apenas baseado na crença em palavras, sejam elas de alguém que se diz ou que os outros dizem ser profeta (via revelações de origem divina ou não), ou ser médium (via espiritos ou não), ou ser sábio ou lider religioso, não tendo qualquer correspondência com evidências confiáveis, é dogmático.

Se alguém nos diz, por exemplo, que as respetivas palavras correspondem à palavra de Deus, eu não creio nisso, a menos que apresente evidências confiáveis que fundamentem o que dizem, o que não é fácil, talvez nem possivel, aos encarnados.

Creio que todas as palavras escritas ou ditas, aqui na Terra, foram escritas ou ditas por pessoas, aleguem essas pessoas que estavam sob a influência de Espiritos, sob a influência de Anjos ou sob a influência direta de Deus. Não é a palavra de Deus que está em questão, que é duvidosa, é a palavras das pessoas que dizem falar em nome de Deus!

Se Deus é a causa primeira de todas as coisas, pelo menos indiretamente tudo teve origem Nele. Mas há tanta gente que diz coisas tão diferentes e, por vezes, incompativel e incoerente com o que os outros dizem, alegando todas essas pessoas que estão a repetir a palavra de Deus...

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Eu  neste caso fico de novo com o LE:
625. Qual o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para lhe servir de guia e de modelo?
— Vede Jesus.

Eu admiro imenso Jesus de Nazaré. Todavia as palavras dele ainda hoje são utópicas. Conhece alguém que coloque os outros em pé de igualdade com os respetivos entes queridos? - Pode haver quem diga que o faz, mas que o faça realmente, não conheço. E se assim é nos dias de hoje, há mais de 2000 anos, então ...

Não chega nem adianta nada dizer que Jesus é o Guia e o Modelo a seguir.

Primeiro é necessário entender bem os ensinamentos de Jesus, depois é preciso querer e ser capaz de os seguir. Na história da humanidade as palavras de Jesus foram muitas vezes a justificação para grandes atrocidades, embora, na minha opinião, Jesus apelasse inequivocamente à não violência e à não vingança entre os homens. A interpretação dos homens sobre os ensinamentos de Jesus são variadissimas. E as palavras dos Evangelhos não são sequer as palavras de Jesus. São as interpretações que aqueles que escreveram o Novo Testamento inferiram das informações que outros lhe passaram. Não se trata de uma narração de uma história vivida pelo escritor. 

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Quanto ao evangelho este foi semente lançada a mais de 2000 anos e é lei certa pro futuro.Quando o nosso planeta estiver de fato regenerado o evangelho sera naturalmente vivido.

Este planeta não é nosso. É um globo emprestado para vivermos a nossa vida carnal. Os espiritos nele encarnados hoje não são os que estiveram encarnados nele ontem. Não há "O nosso globo" e o "globo dos outros". Penso que o objetivo da encrnação tem a haver connosco mesmos, e não com a melhoria do globo onde encarnamos. Essa melhoria (ou pioria) é uma consequência do comportamento dos habitantes da Terra, a cada momento. mas não faz sentido como causa espiritual. Não somos nós que definimos quem encarna aqui, imagino... [/b]Se Deus quisesse que neste globo só encarnassem bons espiritos, Ele poderia, decerto, concretizar essa vontade, se é Todo Poderoso...[/b]

O objetivo realmente importante parece ser cada um melhorar-se a si mesmo, em todos os aspetos. A melhoria dos outros cabe aos outros. A melhoria do todo é uma consequência dos espiritos que habitam a Terra, a cada momento. E não são sempre os mesmos espiritos que habitam a Terra, ou, pelo menos, não temos dados que nos permitam retirar essa conclusão.

Bem haja
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Gabri-El em 16 de Janeiro de 2015, 21:45
Qualquer reflexão que dirige a mente para o Autoconhecimento é sempre nobre.

Todo conflito está no âmbito da mente. Mente é ego; ego é a identidade pessoal sobreposta ao verdadeiro Ser.  O ego é ilusório; o Ser é a única Realidade. A mente é pessoal; o Ser é impessoal e eterno.

A mente se identifica com isto e com aquilo do  universo fenomenal, por isso sofre o conflito. Pelo Autoconhecimento a mente identifica-se com o Ser. Quando a mente se firma na realidade do Ser, o conflito cessa e apenas a Consciência de Ser permanece, impassível e compassiva.

A assertiva: "Eis que o Reino de Deus está dentro de vós", expressa a pura verdade do Ser.

Enquanto o indivíduo humano não descobrir a verdade de si mesmo, o sofrimento persistirá. Se a ideia de separatividade não for transcendida, o império do ego continuará.
Somente a verdade do Ser, descoberta pelo Autoconhecimento, libertará as creaturas humanas das ondas do conflito, individual e coletivo.

Fraternalmente
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Gabri-El em 17 de Janeiro de 2015, 00:36
A Busca espiritual é realizada pela mente. A mente, na forma de eu pessoal, é o buscador.
O Ser, é Aquilo que é buscado. O Ser e Deus são UM.

A Busca é gradativa, mas pode ser acelerada. O conhecimento essencial é o de Si mesmo. Se a mente está empenhada neste conhecimento, a Busca se torna acelerada. Quando a mente se dispersa em outros conhecimentos relativos à fenomenologia, a Busca é lenta. Se está atraída pela erudição em detrimento do Autoconhecimento, cria obstáculos para a verdade simples e direta do Ser.

O conflito existe na Busca por causa da queima das tendências mentais.
Espírito é Fogo. Quando as tendências mentais estão sendo consumidas por este Fogo, a fim de emergir a flamejante Consciência Espiritual, a mente que ainda está identificada às formas e aos conceitos, entra em conflito.

A Essência do Universo é Puro Fogo, e Isto é o Ser. Toda a Energia-Matéria se transmuta nessa Forja Divina. Só a Essência é Eterna. O Universo em todos os seus níveis de vibração, é transitório.

Fraternalmente
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Gabri-El em 17 de Janeiro de 2015, 01:05
Na Busca espiritual a mente necessita ser purificada e por fim transcendida.
A purificação ocorre pelo Autoconhecimento e pela aquisição de virtudes.
Para ser constante na Busca, a mente - eu pessoal - precisa ser dedicada, humilde, devotada, repleta de aspiração e de entrega à Verdade, dentre outras virtudes.
Essas virtudes são encontradas no Coração, que é como uma "antecâmara" do Ser. Portanto, a mente deve-se dirigir ao Coração.

O Ser transcende todos os pares de opostos. Não é virtuoso nem vicioso; não é bondoso nem maldoso; não é luminoso nem trevoso; não é puro nem impuro. Quando o eu pessoal purificado já percebe claramente essa realidade, está pronto para se sacrificar no Ser.

Fraternalmente
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: lconforjr em 25 de Janeiro de 2015, 17:33
Re: O conflito da busca espiritual

      Ref resp #52 em: 120115, 09:24 de Vitor Santos.

      Conf: Olá amigo Vitor, vc está coberto de razão em dizer o que tem dito em suas mensagens/respostas. Tudo é suposição, fé, crença, dificilmente convicção; como diz o sábio Paulo: “fé é crer naquilo q não se vê!”. Logo fé é apenas suposição, sugestão vinda de relatos de fatos ou de leituras e até mesmo de nossa suposição particular ou de experiencias pessoais.

      E de nada adianta discutir sobre o assunto, pq fé não vem de palavras; pode vir de uma total confiança que podemos ter naquele q as profere; mas, sempre será uma coisa vaga, uma correnteza na qual não sentimos o fundo do rio com os nossos pés, uma coisa nunca completa ou concreta.

      Sem dúvida, muitos ensinamentos contidos nos evangelhos, nas escrituras, não só nas cristãs, têm, pelo nosso modo de julgar, muita sabedoria e nos ajudam a seguir uma vida mais livre de culpas, de remorsos, de sofrimentos.

      Mas, mesmo aí, há muita coisa confusa, obscura e mesmo incoerente e contraditória. Segui-los ou não depende de nossa confiança neles. Mas, para muitos, para multidões, essa confiança não existe. Os q os seguem o fazem na esperança de que representem a verdade e que nos levem, num futuro, a dias melhores e, no final, a uma felicidade sem mácula. Mas, como vc tem dito, tudo não passa de palavras e mais palavras.

      Mesmo q alguém passe por uma experiência pessoal q o torne convencido de q o q os ensinamentos dizem seja a verdade, se esse, bem raciocinar, verá q nem essa experiência prova a realidade das coisas. Nossa mente, nossa interpretação das coisas, tantas vezes não passam de ilusões q nos enganam e podem nos trazer ou felicidade ou infelicidade, decepções ou alegrias.

      Pq tantos seguem religiões sem mesmo estarem convencidos de que o que elas nos transmitem seja a verdade? Sem dúvida, isso se deve ao fato de que todos sofrem e que um dia, conforme as promessas dessas religiões, segui-las nos levará a cessação desses sofrimentos, q seremos compensados e q seremos todos felizes.

................
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Danilo Henrique em 26 de Janeiro de 2015, 13:55
Olá Danilo, achei bastante interessante teu post 48; mas diante de tudo o que você escreve fico pensando: como é que ocorre essa evolução do Espírito?

A evolução ocorre, isso não se pode negar; mas se a maioria dos encarnados (arriscaria a dizer, pois não sei o que passa na cabeça dos outros, apenas deduzo pelo que vai pela minha) se entende como um humano e alguns, inclusive, nem admitem que têm Espíritos imortais. Resta então um grande grupo de Espiritualista da mais variadas nuances e poucos deles, penso eu, com essa ideia de que são Espíritos com corpos humanos e não o contrário. Como imaginar que essa evolução do Espírito ocorra, por menor que seja essa evolução, se nos encaramos como humanos que temos um Espírito e vivemos como humanos?

Em outras palavras caro Norizonte, como ocorre a evolução da maioria dos seres humanos, já que estes, durante a encarnação, não se apercebem conscientemente da realidade e vivem acreditando na ilusão.
Se quer imaginar como isso ocorre, imagine Espíritos realizando inúmeras tentativas de interiorizar o modo correto de se viver, através de experiências que lhes mostram, a custa de muitas lutas, que eles não são donos do universo e que não são donos de si mesmos, no sentido humano de dizer. Ao invés de lhes abrir os olhos à força (do Espírito), Deus lhe dá as experiências para que ele mesmo perceba (com a inteligência do Espírito) algo "errado" no modo humano de viver e agir, e a partir disso, trabalhar para não se comprometer (sentimentalmente) a esse sistema de vida. Mas apenas vivê-lo observando a tudo com a consciência limpa, amparado em Deus e com a vista direcionada para a sua verdadeira vida espiritual.
Falo da etapa do mundo de provas e expiações. Nessa etapa, o Espírito não tem a obrigação de agir como um mestre. Ele não precisa reformar-se por completo. O trabalho para alcançar isso é feito no mundo de regeneração.
No mundo de provas e expiações, o Espírito precisa apenas provar que quer reformar-se. Mas isso só é possível através de um gradual processo de despertamento interior.
Portanto, a evolução ocorre para espiritualistas e não-espiritualistas, sem dúvida, se você entender isso no sentido de que a experiência das sucessivas vidas humanas lhes dão um "material de estudo", um "acervo", para o espírito raciocinar um modo de escapar do ciclo de encarnações (terrenas). Mas no sentido de causar uma mudança interior desses Espíritos, de modo despoluir a sujeira que guardam no âmago do ser, eu diria, com base no que tenho ouvido, que uma boa parte da humanidade caminha à passos de tartaruga manca. 

Abraços!
 
   
Título: Re: O conflito da busca espiritual
Enviado por: Artur Lamim em 23 de Junho de 2015, 14:59
Bom dia, queridos irmãos! Espero que estejam com Deus!

Eu estou passando por uma fase na qual me deixa muito confuso e por vezes desanimado.
De uns tempos (mais ou menos uns 8 meses) pra cá eu venho ficando descontente com meu emprego, relacionamento e alguns pontos da vida.

Eu sempre fui muito extrovertido e de bem com a vida, e hoje aos 22 anos, parei com a faculdade de comércio exterior, pois algo me dizia que não era isso que eu deveria fazer para a vida. Eu escutei e fiz o que achei que deveria ter sido feito.

No meu antigo emprego eu me sentia muito pressionado em troca de resultados, e isso me deixou meio desanimado. Bem antes da pressão começar, eu sempre sentia que deveria fazer algo maior, talvez porque meu pai sempre me falava (quando pequeno) que eu deveria fazer aquilo que me faz feliz, pra não chegar na velhice e ser infeliz. O real problema de tudo é que em todo projeto, emprego, coisa nova que tendo a iniciar, eu penso se vou ser feliz com aquilo, se quando for velho vou ser realizado, se não haverá pressão para resultados e isso está me deixando sem opções de mercado de trabalho e/ou cursos para formação.

Gostaria de alguns conselhos de vocês sobre como prosseguir em fases como esta.

Agradeço desde já!