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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Auto-Conhecimento => Tópico iniciado por: HamLacerda em 30 de Maio de 2011, 22:38

Título: Como explicar "o medo" depois desta notícia?
Enviado por: HamLacerda em 30 de Maio de 2011, 22:38
Encontrei esta notícia na net e achei, no mínimo, curioso do ponto de vista espírita. Na verdade, não me lembro de ter lido algo sobre o assunto na codificação. Resolvi postar aqui para ver o que vcs acham.

Para facilitar para quem não entende inglês, encontrei a mesma notícia neste blog (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2Jsb2dzLmVzdGFkYW8uY29tLmJyL2hlcnRvbi1lc2NvYmFyL21lZG8tZGUtbmFvLXRlci1tZWRvLw==), de um biólogo do Jornal Estadão. Como ele deixou tudo bem explicado, resolvi postar o seu artigo, em vez de postar o artigo original que se encontra no link no final da notícia.


Citar

Medo de Não ter Medo

(http://blogs.estadao.com.br/herton-escobar/files/2010/12/SMs-amygdala-damage-1024x767.jpg)
Imagine como seria bom não ter medo de nada. Viver a vida tranquilamente, sem qualquer tipo de temor … de bandidos, sequestradores, aranhas, cobras, aviões ou seja lá o que for que meta medo em você.

Imaginou?

A princípio, parece um bom negócio. Mas não se deixe enganar: o medo é absolutamente essencial à nossa sobrevivência! Imagine se você, que vive na selva de pedra da cidade, não tivesse medo de um bandido armado que entrasse na sua casa ou que te abordasse na rua. As chances de você fazer uma bobagem e levar um tiro seriam muito maiores. Ou imagine se você entrasse numa selva de verdade e saísse acariciando cobras e tigres por aí, achando tudo muito bonitinho … as chances de levar uma picada, ou uma mordida, ou morrer certamente seriam muito maiores.

(Antes de continuar, é preciso fazer uma distinção entre bravura, conhecimento e ausência de medo. Um índio da Amazônia não se assusta com uma aranha ou uma cobra, mas isso não significa que ele não sinta medo. Ele simplesmente conviveu o suficiente com esses animais para saber lidar com eles. Ele sabe como eles se comportam, quais são venenosos ou não, quais são agressivos ou não, etc. Ele sabe que uma tarântula no chão da floresta não vai de repente pular na sua cara para tentar matá-lo, por exemplo.  É só não mexer com ela que tudo bem … Assim como um policial que enfrenta um bandido e um bombeiro que entra num prédio em chamas também sente medo. A diferença é que eles foram treinados para enfrentar esse tipo de situação, e por isso conseguem controlar o medo instintivo que normalmente paralisaria outras pessoas numa situação semelhante.)

Por que estou falando disso? Por causa de um estudo muito curioso publicado na revista Current Biology. Nele, os cientistas relatam o caso de uma paciente que teve as amígdalas totalmente destruídas por uma doença (não as amígdalas da garganta, mas as do cérebro). As amígdalas cerebrais são estruturas internas parecidas com ameixas que estão diretamente envolvidas na geração das sensações de medo e atenção que nos permitem evitar situações de perigo, sair correndo delas quando possível ou até enfrentá-las, quando necessário. Isso ocorre por meio da liberação de neurotransmissores no sistema nervoso, que induzem a liberação de adrenalina na corrente sanguínea, ordenam o coração a bater mais forte, aceleram a respiração, aumentam nosso estado de alerta e várias outras reações fisiológicas que nos preparam para uma situação imediata de “lutar ou correr”.

“A amígdala está constantemente analisando todas as informações que passam pelo nosso cérebro, vindas dos diferentes sensores (visão, audição, olfato, etc), tentando identificar qualquer coisa que possa ameaçar nossa sobrevivência”, explica o pesquisador Justin Feinstein, da Universidade de Iowa. “Quando detecta algum perigo, ela comanda uma cascata de respostas fisiológicas que nos impelem a manter distância do perigo, aumentando, assim, nossas chances de sobrevivência.”

A paciente descrita no estudo é uma mulher de 44 anos, identificada pela sigla SM. Ela sente felicidade, tristeza, preocupação, é inteligente, social, dá risada quando vê alguma coisa engraçada … mas não sente medo. Pode enrolar uma cobra no pescoço dela ou mostrar o filme mais aterrorizante de todos os tempos que não adianta. Nada! Medo zero. De resto, tudo normal.

Os resultados não são exatamente uma novidade. Já faz tempo que os cientistas conhecem a relação entre as amígdalas cerebrais e o medo, com base principalmente em experimentos com animais. Mas confirmam de maneira contundente em seres humanos que sem amígdalas, de fato, não há medo. E que outras sensações, aparentemente, não são afetadas.

O mais incrível, para mim, é imaginar (ou melhor, saber) que uma sensação tão instintiva quanto o medo pode estar tão intimamente ligada a uma estrutura física … uma peça de uma máquina sem a qual ela não funciona. Muitos dos nossos medos mais básicos são realmente instintivos, no sentido de que nascemos com eles embutidos no nosso cérebro. Crianças têm um medo natural de coisas rastejantes e cheias de pernas, mesmo que nunca tenham sido picadas por uma delas, porque a evolução nos adaptou para isso ao longo dos milhões e milhões de anos que convivemos com animais peçonhentos na natureza. Está escrito no nosso DNA! E certamente no DNA da senhora SM também. Ela tem o software do medo, mas falta-lhe o hardware (as amígdalas) para fazê-lo funcionar. “É inacreditável que ela ainda esteja viva”, diz o pesquisador Feinstein.

Casos extremos como o dela são raros e ideais para a identificação de funções relacionadas a estruturas específicas do cérebro. Afinal, não há como induzir ou mesmo simular esse tipo de lesão em alguém só para fazer um estudo científico. Conhecer melhor a maneira como o cérebro processa o medo pode ser útil para o tratamento de pacientes com stress pós-traumático, por exemplo. Nesse caso, as pessoas são vítimas de um outro extremo, em que sentem um medo incontrolável, induzido por algum evento traumático sério, tipo sequestro ou situações de guerra (muito comum entre soldados). Mesmo estando em casa, longe do campo de batalha, eles sentem um medo constante de que o inimigo está à espreita, ou que uma bomba vai explodir … O medo é tão intenso que supera completamente a razão.

Algo parecido com a fobia. Lembro-me de uma chefe minha que não podia nem ver uma foto de rato no computador que já ficava morrendo de medo e nojo. Não consegui nem olhar para a imagem! Mar por que?? É óbvio que aquilo é apenas uma foto, que o rato não está lá nem vai sair criar vida no computador e pular em cima dela. Mas não tem jeito. O medo é mais forte do que a razão.

Mais uma vez, fico me perguntando se somos nós que mandamos no cérebro ou se é ele quem manda na gente. Se é que é possível separar uma coisa da outra.


fonte: http://blogs.estadao.com.br/herton-escobar/medo-de-nao-ter-medo

Fonte original: http://www.cell.com/current-biology/abstract/S0960-9822%2810%2901508-3

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Título: Re: Como explicar "o medo" depois desta notícia?
Enviado por: Mirina em 31 de Maio de 2011, 04:40
Hamilton,

bem interessante o texto.

Medo é desencadeado pelo instinto de conservação, auto proteção ou proteção da espécie!
Instinto é uma inteligencia não raciocinada.  Logo, se estamos nesta caminhada evolutiva buscando a inteligencia através da razão, e por conseguinte o aprimoramento moral, devemos por força da evolução aprender a dominar o medo!
Mas....sempre deveremos estar alertas para nossa intuição, esta consequencia de nossa conexão com Deus.

Esta é minha opinião,

Abs,
Mirina
Título: Re: Como explicar "o medo" depois desta notícia?
Enviado por: Hebe M C em 31 de Maio de 2011, 11:47
Bom dia,
Além de ser um mecanismo que provém do instinto de sobrevivência, o medo pode ser gerado por situações traumáticas anteriores ao evento atual.
Por exemplo, uma criança na infância caiu de um lugar que para ela considerava alto, sentiu dor, a partir daí estabelece uma memória traumática e mais tarde pode vir a desenvolver o medo de altura, ou de viajar de avião por exemplo.
Qualquer situação que a reporte a essa situação, seja admirar uma vista de um mirante, ou apoiar em uma janela de um andar alto de um edifício, automaticamente o alerta é dado em seu cérebro, inclusive com reações físicas, como tonteira, sudorese, tremores, projetando uma situação futura ( queda) em detrimento de um fato ocorrido no passado.
Pode-se atribuir o medo também ao egoísmo, são os medos das perdas de um amor, ou de um ente querido, ou de posses materiais, muito comuns em nosso mundo de Provas e Expiações.
As situações traumáticas nem  sempre se estabelece o TEPT, depende da capacidade de resiliência do indivíduo.
Pessoas que passaram por situações traumáticas em conjunto, como por exemplo, desastres naturais, tem reações diferentes, umas se entregam, outras se tornam extremamente ativas, umas se queixam de suas perdas, outras agradecem por estarem vivos e se tomam de ânimo para ajuda e reconstrução.

Para superar o medo ou a fobia, muitas pessoas têm buscado a psicoterapia que confere significativos resultados de superação.

“A psicoterapia busca dissecar e trabalhar as associações estabelecidas entre eventos traumáticos e os respectivos sistemas de crenças que geram os comportamentos fóbicos. Os efeitos terapêuticos são em boa parte, decorrentes do ‘aprendizado de extinção’, que estabelece novas e saudáveis respostas mediante o estimulo que causava medo”, explica Julio Peres.( psicólogo e neuro-cientista - USP )

Trata-se de um processo ativo de aprendizado pelo qual o indivíduo organiza sua cognição com experiências gradativas de enfrentamento consciente, gerando uma nova associação saudável em detrimento da anterior.

Um abs
Hebe
 
Título: Re: Como explicar "o medo" depois desta notícia?
Enviado por: EsoEstudos em 31 de Maio de 2011, 12:49

Quanto à base fisiológica dos fenômenos psíquicos, tampouco estranheza deve causar.

O setor final da barra de direção é uma rosca infinita à qual se junta a engrenagem que movimenta as rodas dianteiras do veículo. Quem gira o volante é o motorista, mas quem transmite a ação para o mecanismo das rodas é o setor da barra de direção. Por simples comodidade podemos dizer que a rosca infinita da barra é "responsável" pela movimentação direcional das rodas dianteiras.

Pessoas com o cérebro cortado entre os hemisférios (cirurgia que era feita nos casos incontroláveis de epilepsia) têm percepção fisiológica confusa, conquanto o fenômeno psíquico continue perfeito. Se der a ver uma maçã e na boca colocar uma pera, não saberá distinguir o sabor.
Título: Re: Como explicar "o medo" depois desta notícia?
Enviado por: Hebe M C em 31 de Maio de 2011, 13:28
O cérebro é um orgão físico.
Sabemos que uma pessoa com desorganização cerebral ou na loucura são expiações.
O Espírito é são, mas seu corpo físico não permite uma interação perfeita com o mundo exterior.
A alma não faz parte do corpo físico, ela o utiliza como veículo entre o mundo interior e exterior.
No LE vemos o exemplo dado sobre o cego. Ele não vê, mas seu espírito é são, o mesmo acontece com a função cerebral.
Um abs
Hebe
Título: Re: Como explicar "o medo" depois desta notícia?
Enviado por: Luz Serena em 31 de Maio de 2011, 14:14
Abraços de Luz serena:
bom dia Irmãos:

encontrei este texto ,li e reli, pois também me interesso por superar os meus medos, e encontrar a origem dos mesmos.
espero que vos ajude a entender que se deve ter medo, embora doseado, o que só acontece com a evolução e serenidade.

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O medo
<p>Não existe nada mais aterrador, nem mais indesejado do que o medo. Tudo aquilo que nos ameaça, que nos coloca em perigo de vida, de adquirir uma doença, de perder um emprego, de não conseguir atingir uma meta, de perder um amor, ou um bem, ou uma companhia querida, ou um parente, tudo isso redunda em medo. Que é aquela estranha sensação de que podemos ou vamos perder algo. Um bem, um conforto, uma vitória, uma viagem, um imóvel, enfim, algo de valor, que nos agrada ou que necessitamos. Medo. É uma sensação de que vamos perder ou de que podemos perder um bem. É uma forte desconfiança de que não vai dar certo, ou de que não somos capazes, ou de que vão nos tirar algo de valor.</p>
<p>Temos medo de perder. Temos  medo de não conseguir, de não sermos capazes, de nos faltar forças ou meios. Acima de tudo o medo é uma sensação de que vamos perder algo de qualquer tipo, substância ou qualidade.</p>
<p>O medo tolhe, freia, incapacita, impossibilita. O medo pode gerar pânico, timidez, fobias, agressão. O medo diminui a nossa capacidade de realizar, de fazer, de atingir, de transformar em  realidade a meta, o sonho, a realidade sobre a qual temos controle e podemos certamente atingir. Ele diminui nossa capacidade de empreender, de conseguir, pois enfraquece nossas forças com a desconfiança de que não conseguiremos chegar ao ponto imaginado ou planejado. O medo amarra, tolhe, diminui as possibilidades de sucesso. Resumindo, o medo é um sentimento que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa ou de ser atingido por alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente.</p>
<p>O medo também é conhecido por ansiedade, pois nela o individuo teme antecipadamente o encontro com a situação ou objeto que lhe causa medo.</p>
<p>Todos nascemos com apenas dois medos: O medo do barulho e o medo de cair. Todos os demais adquirimos ao longo da vida, em situações nas quais nos achamos incapazes de lutar e superar os obstáculos.  Observe bem o que foi dito: ... situações que nos achamos incapazes de superar.</p>
<p>Portanto, o medo, na maioria das vezes, é criado por nossa insegurança e desconfiança dos nossos próprios valores. Achamos que não vamos conseguir, que não teremos meios ou força para atingir aquela meta e, com isso, começamos a dar existência aos nossos medos. O medo é um dos mais perniciosos enganos cultivados por muitas pessoas quando aprisionam a vontade e a capacidade humana, justamente nos momentos em que elas são mais necessárias. A partir do momento em que não confiamos que as coisas darão certo, com certeza, não darão certo. Quando temos medo, e aceitamos esse medo como algo provável, como algo insuperável, e sobre o qual nada poderemos fazer, assim será. Mas se voce se recusa a se amedrontar – o medo voce o provoca em si mesmo – e busca com calma e serenidade uma solução, e acredita que conseguirá um  final feliz, você conseguirá. Por que a fé determina isso, por que a fé remove montanhas, por que para a fé, diz a Palavra de Deus, nada é impossível.</p>
<p>Temos outra alternativa: Quando não acredita em você mesmo. Então, você já está derrotado. Vamos, descarte o medo. Sorria e tenha fé. Voce vai conseguir, de uma forma ou de outra. Se você cultivou confiança em si mesmo, você terá mais força e sua atuação será melhor, o que tornará mais viável a sua vitória.</p>
<p>Quando você mantém o sentimento do medo na sua mente, você dá existência a ele, ao medo. Quando voce o afasta com decisão da sua mente, voce o aniquila e o seu espaço é ocupado pela convicção da vitória. O medo paralisa as pessoas; a fé e a confiança em si mesmo potencializa a força da vitória.</p>
<p>Observem algumas partidas de futebol e veja o que acontece com alguns times quando jogam no seu próprio campo. O time rende mais, atua melhor, quase sempre consegue a vitória. Por que acontece isso? O campo é igual, as regras são as mesmas, no entanto, o time rende muito melhor no seu próprio campo e muitas vezes ganha a grande maioria das partidas, ficando até mesmo dezenas de partidas sem perder. Qual a diferença, o que acontece para o rendimento ser melhor no seu próprio campo? Simplesmente, a presença de sua própria torcida em grande maioria no estádio, muda toda a situação. “Mas, a torcida não joga”, dirá você, “a torcida não entra em campo!” Mas incentiva, anima, grita, empurra o time para frente! E aí está a diferença. No jogo da vida, seja o seu maior torcedor, acredite em voce mesmo, tenha fé nas suas qualidades! Parta para o ataque! Não tenha medo!!</p>
<p>E a vitória será sua.</p>
   
Título: Re: Como explicar "o medo" depois desta notícia?
Enviado por: Hebe M C em 31 de Maio de 2011, 14:29
Bom dia borboletabranca,
Encontrei este texto de um monge budista muito bom sobre o medo.

O MEDO E A AUSÊNCIA DO MEDO

http://www.stum.com.br/tb05344

Para viver a ausência do medo, é preciso viver o medo. A essência da covardia é não reconhecer a realidade do medo. O medo pode assumir muitas formas. De fato, sabemos que não podemos viver para sempre. Sabemos que vamos morrer, por isso temos medo. Ficamos petrificados com a morte. Em outro nível, ficamos com medo de não conseguir fazer frente às exigências que o mundo nos faz. Esse medo se manifesta como um sentimento de inadequação. Sentimos que a carga da nossa existência é muito pesada e ao nos confrontarmos com o resto do mundo ela parece mais pesada ainda. Então há um medo inesperado, ou pânico, que surge quando novas situações acontecem de repente em nossa vida. Quando sentimos que não podemos lidar com elas, damos um pulo ou nos contraímos. Às vezes o medo se manifesta como uma inquietação: rabiscamos numa folha de papel, brincamos com os dedos, nos mexemos impacientemente na cadeira. Sentimos que temos que nos movimentar o tempo todo, como os componentes do motor de um carro. Os pistões sobem e descem, sobem e descem. Enquanto estão se movendo, nos sentimos seguros, mas por outro lado temos medo de morrer enquanto os pistões se mexem.

São inúmeras as estratégias que costumamos usar para esquecer o medo. Algumas pessoas tomam tranqüilizantes, outras fazem ioga. Algumas pessoas assistem à televisão, ou lêem uma revista ou vão ao bar e tomam uma cerveja. Do ponto de vista do covarde, o tédio deveria ser evitado, por que quando estamos entediados começamos a ficar ansiosos. Estamos mais perto do medo. A diversão deveria ser estimulada e qualquer pensamento sobre a morte evitado. Então a covardia está tentando viver nossas vidas como se a morte não existisse. Houve períodos na história em que muitas pessoas procuraram a poção da longa vida. Se tal coisa existisse, a maior parte das pessoas a achariam horrível. Se tivessem que viver neste mundo por milhares de anos sem morrer, provavelmente iriam se suicidar muito antes de completar o seu milésimo aniversário. Mesmo se você pudesse viver para sempre, seria incapaz de evitar a realidade da morte e do sofrimento ao seu redor.

É preciso admitir que o medo existe. Temos de perceber o medo e nos reconciliarmos com ele. Devemos observar como nos movemos, como conversamos, como nos comportamos, como roemos as unhas, como, às vezes, colocamos nossas mãos nos bolsos sem necessidade. Então descobriremos como o medo pode ser manifestado na forma de inquietação. Devemos enfrentar o fato de que o medo ronda nossa vida, sempre, em tudo o que fazemos.

Por outro lado, admitir o medo não é motivo para a depressão ou desencorajamento.
Se temos esse medo, temos também capacidade de sentir a ausência do medo.
A verdadeira ausência do medo não é a supressão do medo, mas sim o ato de ir além dele, superá-lo.
Essa superação começa pelo exame do nosso medo: nossa ansiedade, nervosismo, preocupação, e inquietação. Se olharmos para nosso medo, se olharmos por baixo da sua aparência, a primeira coisa que encontramos é tristeza, mais que o nervosismo. O nervosismo está rodando como uma manivela, vibrando, o tempo todo.
Quando diminuímos a velocidade, quando relaxamos em relação ao medo, encontramos a tristeza, que é calma e gentil. A tristeza machuca você no coração, e o seu corpo produz uma lágrima.
Antes de chorar, há um sentimento em seu peito, e, depois disso, você produz lágrimas em seus olhos. Você está a ponto de criar a chuva ou uma cachoeira em seus olhos e você se sente triste e sozinho e, talvez, romântico ao mesmo tempo.

Este é o primeiro indício da ausência do medo, o primeiro sinal da verdadeira atividade do guerreiro.
Você pode pensar que, quando sentir a ausência do medo, você ouvirá a abertura da Quinta Sinfonia de Beethoven, ou verá uma grande explosão no céu, mas não é assim que acontece. Na tradição de Shambhala, para descobrir a ausência do medo, é preciso trabalhar com a suavidade do coração.

O nascimento do guerreiro é como o nascimento dos primeiros chifres de uma rena. A princípio, os chifres são muito suaves e com uma consistência semelhante à da borracha, e exibem alguns fios de cabelo em sua superfície. Ainda não são propriamente chifres. Então, à medida que a rena cresce, os chifres se fortalecem, se desenvolvem. A ausência do medo, no começo, é como aqueles chifres ainda por se formar. Eles se parecem com chifres, mas você não pode lutar muito bem com eles. Quando os primeiros chifres de uma rena crescem, ela não sabe o que fazer com eles. A rena se sente desajeitada de ter aquelas coisas moles e granulosas na cabeça. Mas então começa a perceber que ela deve ter chifres: aqueles chifres algo natural de uma rena. Da mesma forma, quando um ser humano começa a abrir seu coração para buscar a superação do medo, ele pode se sentir extremamente desajeitado e cheio de dúvidas sobre como se relacionar com esse tipo de ausência do medo. Mas, então, à medida que sente cada vez mais essa tristeza, você percebe que seres humanos precisam ser ternos e francos. Então não precisa mais se sentir tímido ou embaraçado em ser gentil. De fato, sua suavidade começa a se tornar envolvente. Você vai querer se abrir para as pessoas e se comunicar com elas.

Quando a ternura evolui nessa direção, você finalmente tem condições de apreciar o mundo ao seu redor. A sua percepção das coisas se torna algo muito interessante.
Você já está tão terno e receptivo que não pode deixar de se abrir ao que acontece ao seu redor. Quando você vê o vermelho, o verde, o amarelo ou o preto, você reage a essas cores do fundo do seu coração. Quando vê alguém chorando ou rindo, ou assustado, você também responde da mesma forma. Nesse ponto, seu nível inicial de ausência do medo está se desenvolvendo. Quando você começa a sentir-se confortável sendo uma pessoa gentil e decente, seus chifres de rena começam a se tornar chifres verdadeiros.
As situações se tornam muito reais, bem reais, e por outro lado, bem comuns. O medo se transforma em ausência de medo de uma forma natural, muito simples, e bem direta.

Este texto, escrito pelo mestre budista Chögyam Trungpa, é um convite para encararmos os nossos medos de uma forma serena e suave. E crescer com eles.
www.cca.org.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5jY2Eub3JnLmJy)
Título: Re: Como explicar "o medo" depois desta notícia?
Enviado por: Mirina em 31 de Maio de 2011, 15:41
Olá, meninas. Bom dia!

O que me chamou a atenção na notícia foi o fato da senhora ter perdido uma parte do cérebro no qual os neurociêntistas dizem ser esta a parte responsável pelo medo.

Mas o que sabemos é que o medo continua com o espírito, mesmo ao desencarnar. O que coloca esta notícia em dúvida.

Então fica a pergunta:

O medo é uma sensação física ou espiritual?

Uma rápida olhada no LE vejam o que eu achei:

75 É exato dizer que os dons instintivos diminuem à medida que aumentam os intelectuais?

– Não; o instinto sempre existe, mas o homem o despreza. O instinto também pode conduzir ao bem. Ele nos guia, quase sempre, mais seguramente do que a razão. Nunca se engana.


Bom, são muitas discordâncias que vamos encontrar se essa notícia for mesmo verdade.

Hamilton,

o instinto é uma inteligencia não raciocinada que tem por objetivo prover nossas necessidades físicas como alimentação, reprodução e conservação da espécie.   Os mecanismos que desencadeiam o medo são puramente biológicos e mecânicos e agem pelo automatismo.
Já os medos que acometem o espirito são de ordem moral e dizem respeito as emoções as quais ele esta vulneravel.  Medo de solidão, medo de não ser amado entre outros.  Acredito que sejam mecanismos de ordens diferentes, um age involuntariamente sobre nós e quase nunca erra, o outro depende de nosso relacionamento com o mundo e com nossa natureza intima e pede uma elaboração mais racional, e portanto, mais sujeita a erros.

Mirina
Título: Re: Como explicar "o medo" depois desta notícia?
Enviado por: Hebe M C em 31 de Maio de 2011, 16:24
Hamilton,
Os homens primitivos agiam muito mais pelo instinto do que pelo racional.
O desconhecido os ameaçava, a medida que o homem foi adquirindo a inteligência e o racional, passou a ter explicação para uma série de fenômenos que não conhecia antes que atribuiam a Deuses , castigos e punições.
Também existem situações de reações diversas.
Por exemplo:
Um bater de porta no meio da noite pode desencadear um medo absurdo de ladrões ou Espíritos, enquanto que para outros basta investigar se não foi o vento que ocasionou a batida da porta.
Acredito que o medo provém muito da insegurança e ignorância, por outro lado é também um instrumento de defesa ou de impulso para uma determinada ação.
O medo pertence a natureza humana, o desiquilíbrio, as fobias é que têm que ser visto.
Existe relatos de fobias curadas através de terapia transpessoal.
Todos sabem que as fobias só são curadas através da ativação da memória que faz a pessoa reviver e entender a natureza do trauma.
Um abs
Hebe
Um abs
Hebe
Título: Re: Como explicar "o medo" depois desta notícia?
Enviado por: Hebe M C em 31 de Maio de 2011, 16:46
Trouxe aqui uma matéria bem interessante .
MEDO: INSTINTO OU PATOLOGIA?
(matéria publicada na Folha Espírita em 2003)

A Folha Espírita entrevistou a Dra Maria Julia Peres, psiquiatra e criadora da Terapia Reestruturativa Vivencial Peres – TRVPeres e o Dr. Jaider Rodrigues de Paulo (AME-MG).

O medo é uma emoção presente em quase todos os seres da natureza, representada por um conjunto de sentimentos que se manifestam com grande inquietação e angústia diante de um perigo real ou imaginário de um fato desencadeante de ameaça, pavor, susto, perdas e dor profunda (física ou mental), entre outros.

Ele é expressado nos seres humanos por reações corporais como o susto, olhar espantado, boca seca, taquicardia e sudorese, entre outros, traduzindo o incômodo físico e mental que provoca. Sua presença excessiva é um dos grandes fatores de angústia para o ser. “O medo, em si, não constitui uma patologia e sim, um comportamento de cautela para maior segurança do indivíduo. Ele é racional, perfeitamente controlável, não interfere nas atividades diárias, nem desencadeia sintomas físicos, psicossomáticos”, declara a psiquiatra e especialista em terapia regressiva Maria Júlia Peres, criadora da Terapia Reestruturativa Vivencial Peres – TRVPeres. “Ele é ontológico na raça humana, uma reação emocional a um agente externo, o qual é percebido como agressor à integridade física do indivíduo”, completa o psiquiatra Jaider Rodrigues de Paulo, da Associação Médico-Espírita de Minas Gerais (AME-MG). Para a ciência psíquica, segundo ele, um dos diferenciais com a ansiedade é o fato de ele ter um objeto real e ela nem sempre. “O medo se caracteriza a partir de uma vivência objetiva, como, por exemplo, de animais, altura e escuro, entre outros. A ansiedade expressaria mais os fantasmas internos”, completa.

De acordo com Jaider, o medo se origina de quatro vertentes. A primeira seria criada pelo instinto de conservação, evitando que o indivíduo se exponha a perigos desnecessários. “Se a pessoa sentisse dor e não tivesse a presença do medo, provavelmente não aprenderia a evitar novos fatos semelhantes, que a levaríam a senti-la, ou seja, não fixaria o aprendizado”, aponta. Este é um fator positivo do medo, segundo o médico. “Dentro deste pensamento, temos, também, o medo do desconhecido, como da imensidão do mar e do cosmo, ou quando viajamos para algum local sem referências”, lembra.

A segunda vertente, de acordo com Jaider, seria fruto do complexo de culpa, originado de atos que julgamos delituosos, em vidas passadas ou nesta própria. “É quando o culpado instala em sua intimidade o tribunal da consciência, o pior de todos, criando o seu inferno particular, despertando este sicário de todos nós, o medo”, informa. A terceira vertente seria fruto dos sofrimentos atrozes que experimentamos nas zonas inferiores da erraticidade, quando brinquedos de inteligências perversas. “Nesses casos, seriam os egressos do suicídio, do homicídio, os viciados de toda sorte, os quais não fazem nenhum movimento para a sua redenção. A mente destas pessoas é povoada de imagens apavorantes que, mesmo depois de serem resgatadas pelas mãos dos obreiros do senhor, continuam como cruéis prolongamentos daqueles momentos infelizes que a reencarnação não consegue abafar”, declara. “Deparando-se com situações que guardam ressonância com este passado, podem despertá-lo, criando campo mental propício para a emersão no presente, daquelas situações pretéritas traumatizantes. São pessoas que aportam a uma nova reencarnação trazendo, em sua estrutura psíquica atual, o temor constante, o qual, muitas vezes, dirige seus atos”, completa.

Mas o medo pode ser conseqüência de educação equivocada, quando os familiares, no intuito de controlar as suas crianças, criam em suas mentes figuras de monstros, como de assombração, bicho-papão e demônios, sem saberem que estão formando clichês mentais torturantes, que podem perturbá-las. “O indivíduo, quando vive sob o guante do medo, é uma pessoa basicamente insegura, assustada e raivosa. Estes sentimentos podem torná-la agressiva, retraída, aparentemente pouco responsável e, às vezes, paradoxalmente temerária”, diz.

Continua...
Título: Re: Como explicar "o medo" depois desta notícia?
Enviado por: Hebe M C em 31 de Maio de 2011, 16:47
Continuação.

Fobia: transtorno neurótico
A fobia é um transtorno neurótico, relacionado ao estresse, que apresenta reações somatoformes (antes chamadas de psicossomáticas) e está caracterizada na CID 10 (Classificação Internacional das Doenças, itens F40 a F48). Segundo a psiquiatra Maria Júlia Peres, criadora do Instituto Nacional de Pesquisa e Terapia Vivencial Peres, de São Paulo (SP), ela é um medo patológico, exagerado, persistente e irracional, que ocorre em relação, entre outros, a objetos (facas, objetos pontiagudos etc), atividades ou situações (sair ou viajar sozinho, medo de multidões, altura, lugares fechados, lugares públicos e de ser foco de atenção etc), coisas específicas (animais e insetos), forças naturais (tempestades, relâmpagos, enchentes, terremotos etc), “hospitalares” (sangue, injeção, cirurgia, ferimentos, vômitos etc) e situacionais (elevadores, túneis, aeroportos etc), entre outros. A literatura médica cita mais de 500 modalidades de fobias.

Entre as reações apresentadas estão os sintomas de ansiedade, que se apresentam antes e durante o aparecimento da situação temida. São eles as palpitações (aumento da freqüência cardíaca), sudorese, tremor; dificuldade para respirar, náusea ou desconforto abdominal, desequilíbrio, tontura, atordoação, medo de morrer. “Pelo menos três dos itens citados devem aparecer no verdadeiro diagnóstico de fobia. O paciente apresenta angústia marcante, causada pelo sintoma, e evita situações fóbicas, que o levam à ansiedade, que ele próprio reconhece que são excessivas e irracionais, como medo das imagens do objeto fóbico e das situações que aparecem em televisão, revistas e outros”, afirma Maria Júlia.

Origem
As fobias são classificadas de várias formas e por várias correntes. Para os chamados “comportamentalistas”, segundo a psiquiatra, são condutas adquiridas em experiências traumáticas ampliadas por reações excessivas, desencadeadas por estímulos que as cercam ou pela insegurança devido à ausência da mãe. Elas podem surgir em qualquer época da vida, em que tenha havido um evento doloroso, que tivesse sido marcante para o paciente. Para os “psicanalistas”, acrescenta, o mecanismo causal da fobia é um conflito intrapsíquico inconsciente não resolvido, geralmente de origem edipica (menino que deseja sexualmente a mãe, mas teme a punição do pai, na forma de castração – vide Freud em O Pequeno Hans). Neste caso, o paciente tem medo das suas pulsões e as substituiu por um objeto. Por não poder assumi-las e por negar sua realidade, desloca suas angústias para um objeto simbólico (no exemplo freudiano do Pequeno Hans, ele desloca o medo de punição do seu pai para o medo de um objeto externo, passando a ter fobia de cavalos. Assim, a evitação de cavalos permitia a evitação da ansiedade causada pelo conflito intrapsíquico, a raiva do pai). Pode surgir também em qualquer época da vida.

Para os “neurobiologistas”, a fobia tem origem em anormalidades neuroquímicas, que ocorrem no transtorno de ansiedade. Envolvem os sistemas Gaba, noradrenérgico e serotoninérgico. As áreas cerebrais do lobo frontal e do sistema línbico estão envolvidas nesta fisiopatologia e há evidências de que os fatores genéticos têm influência na origem destes problemas, ocorrendo em cerca de 20% de parentes de primeiro grau, principalmente de sexo feminino. A concordância para gêmeos monozigóticos é de 50% contra 15% para os dizigóticos.

TRVPeres
Na visão dos “terapeutas em TRVPeres”, a fobia pode aparecer em vários períodos da vida atual e em suposta vida passada. Em geral, são resultantes do contato do paciente com algum fato marcante ocorrido em algum período do seu passado, que ficou reprimido em sua mente inconsciente e bloqueado pela consciente. Com este bloqueio consciente a fobia se torna irracional e se manifesta com atitudes evitativas em relação ao objeto ou situação causadores da mesma. “Assim, um paciente que tem fobia em dirigir carro, pode ter sofrido um acidente de automóvel enquanto estava no útero materno. Outro pode ter fobia de galinha, porque, quando criança, foi atacado quando tentou pegá-la para brincar”, conta Maria Júlia.

“Um paciente obeso, com fobia de solidão e de ser rejeitado, em suas vivências reestruturativas em seções de TRVPeres, relatou ter lembrança, que reconstruiu e vivenciou da cela de uma prisão durante muitos anos, de ter desencarnado solitário, triste, abandonado e faminto. No momento mais traumático dessa sua experiência vivencial, elaborou uma decisão, com padrões negativos e repetitivos de comportamento que, supostamente, o levaram as suas fobias atuais. Esta decisão foi a de ‘nunca mais passar fome´, daí a razão de sua obesidade”, lembra. “Estou sozinho e abandonado” e “minha vida é terrivelmente triste” foram a razão da fobia de solidão e rejeição. Porém, segundo ela, o paciente elaborou uma redecisão que, com a prática concreta, reestruturou sua vida para uma situação adaptativa ao seu momento atual.

Especialistas recomendam tratamento
O tratamento básico do medo, segundo o psiquiatra Jaider Rodrigues de Paulo, é a psicoterapia em suas várias correntes, principalmente, se forem voltadas para o resgate da dignidade humana. “A propósito, a hipnoterapia ericsoniana e a terapia de vivências passadas estariam bem indicadas, principalmente quando há um sintoma claro desencadeante de um quadro específico, como, por exemplo, o medo de altura, de animais, de locais fechados e de viagem”, informa.

“A real terapia do medo, no entanto, em um processo terapêutico bem orientado, é o esforço de transformação interior, pois só ele é capaz de nos proporcionar a paz íntima, imunizando-nos contra os males internos e externos. Somente a busca sincera do real sentido da vida e a integração com este, no cotidiano, serão capazes de libertar o indivíduo dos equívocos da existência, das ilusões e adentrá-lo na intimidade de si mesmo, buscando o Deus interior, o único capaz de libertá-lo em definitivo das ameaças do existir”, completa.

Geralmente, segundo a psiquiatra Maria Júlia Peres, as fobias têm cura. “Mas isso vai depender da etiologia de sua modalidade, do tipo de personalidade de seu portador, do tempo em que ela está instalada no paciente e da existência concomitante de outras enfermidades no paciente”, avalia. “Elas devem ser tratadas, mas cada caso é um caso e não se deve generalizar um tratamento global para todas elas e sim, encaminhar o paciente para um terapeuta experiente para fazer, se for indicado, uma psicoterapia adequada e receitar uma complementação medicamentosa, se for necessário”, complementa.

Paralelamente ao tratamento, a psiquiatra também recomenda práticas que considera úteis, como, por exemplo, o relaxamento, a meditação e o yoga, distrações saudáveis e prática comedida e inteligente da religiosidade. E deve-se evitar programas de TV e filmes “pesados” que contenham violência, filmes de guerra e crimes.

Título: Re: Como explicar "o medo" depois desta notícia?
Enviado por: Walter Schmidt Silva em 31 de Maio de 2011, 16:49
Boa Tarde !!

Eu acredito que a questão nesse caso é uma limitação física do corpo da Sra. SM, assim como temos tantas outras limitações como a perda de membros ou má formação do cérebro. Quem “sente” é o espírito, mas precisamos de um corpo saudável para que o períspirito possa receber todas as sensações que estamos sentido, caso alguma coisa esteja errada, nossas sensações serão erradas também. Como no caso da Sra. SM.
O fato de termos limitações em nosso corpo físico nessa encarnação não quer dizer que o sempre teremos. As emoções e sentimentos são do espírito, quando nossa irmã voltar a pátria espiritual, com certeza ela terá o "sentimento" de medo mesmo porque essa limitação que hoje ela apresenta deixará de existir.
Claro que não estamos levando em conta os danos que essa lesão ou qualquer outra possa provocar no períspirito e quanto tempo será necessário para reparação desse dano, mas sabemos que os problemas físicos que nosso corpo apresenta são questões materiais e passageiras.
Apenas mais uma opinião sobre o assunto ...

Grande abraço a todos.
Título: Re: Como explicar "o medo" depois desta notícia?
Enviado por: Hebe M C em 31 de Maio de 2011, 17:02
Oi Walter ,
A Sra M sofreu danos no corpo físico e não no perispírito, que apenas tem a função de transmitir ao espírito as sensações do mundo material.
Poderia explicar melhor os danos nos perispírito, aos quais você se refere?
Título: Re: Como explicar "o medo" depois desta notícia?
Enviado por: Walter Schmidt Silva em 01 de Junho de 2011, 18:37
Boa Tarde Hebe.

Concordo com você, no caso da Sra. SM foi apenas no corpo físico o problema.
E eu me expressei mal quando disse que esse problema da Sra. SM refletiu no períspirito. O que gostaria de referenciar é que temos que cuidar muito bem de nosso corpo físico porque podemos causar danos em nosso períspirito por consequência de atos que prejudicam o nosso corpo físico.
Mas no caso dela, não foi ela quem causou a lesão no cérebro e sim um doença ...
Abraços.
Título: Re: Como explicar "o medo" depois desta notícia?
Enviado por: Hebe M C em 01 de Junho de 2011, 21:48
Bem Walter,
Toda vez que toco neste assunto, parece que mexo num vespeiro.  :D
Portanto aceite ou não, mas coloco aqui o que eu entendi lendo e estudando a DE.
Quem modela o perispírito é o Espírito de acordo com seu adiantamento moral.
Não há memória no perispírito carregando lesões de vidas anteriores.
Estão falando em lesões do perispirito , sei porque li e estudei André Luis, que assim colocou a sua compreensão e opinião sobre assunto, assim como encontramos referências em outras obras.
Mas a DE diz que por ocasião de aparições o Espírito pode modelar seu corpo ainda com ferimentos, porque assim se sente, mas não há exatamente esta lesão. Aos poucos quando toma conhecimento de seu estado já não se mostra desta forma.
Então quem comanda sempre é o espírito e não  perispírito, certo?
Essa é a minha compreensão, e não faz parte do assunto do tópico, foi só um esclarecimento do que eu penso a respeito.
Um abs
Hebe
Título: Re: Como explicar "o medo" depois desta notícia?
Enviado por: Walter Schmidt Silva em 02 de Junho de 2011, 12:16
Hebe.

Sempre que falamos de assuntos interessantes parece um vespeiro porque às vezes temos entendimentos diferentes sobre o assunto, e como você falou muito bem, cada pessoa tem um nível diferente de evolução.
Também entendo parecido com você, mas o tempo de reparação que se leva para apagar as marcas no períspirito pode ser comparado ao tempo que precisamos para chegar a essa evolução moral que você está falando, onde teremos o entendimento de quem comanda tudo é o espírito.

Abraços e me desculpe por sair um pouco do foco do tópico, essa não foi a minha intenção, mas acho muito importante não perdemos as oportunidades para uma conversa produtiva !!!

Grande abraço.
Título: Re: Como explicar "o medo" depois desta notícia?
Enviado por: Hebe M C em 02 de Junho de 2011, 12:28
Walter,
Não tem problema o desvio momentâneo do tópico, sempre de alguma forma complementa o estudo.
Apenas não existe lesão no perispírito, tudo está na consciência do Espírito e não no perispírito propriamente dito.
O Espírito por estar com danos apenas morais e não físicos  e se vê desta forma.
Mas vamos continuar no tema, que é o medo, fator este de grande importância de estudo.
Um abs
Hebe
Título: Re: Como explicar "o medo" depois desta notícia?
Enviado por: Conforti em 06 de Junho de 2011, 17:10
          Amigos   (ref #0)
          Hamilton Lacerda trouxe texto que cito
          “Imagine como seria bom... viver a vida tranquilamente, sem qualquer tipo de temor”.
          Cel: e isso não é, de modo algum, impossível! Com a eliminação do ego... nosso relacionamento com o mundo se torna livre de quaisquer receios... Observem que o espírito não tem medos pois, até como diz a DE, nada que procede de um ser perfeito, pode ser imperfeito, certo? Logo, sendo o medo imperfeição, pois proveniente da ignorância, o espírito, “em si mesmo, espirito”, nenhum medo possui. Quem tem medo é o espírito “encarnado”, pois vê o mundo interpretando a vida através dos “olhos” do ego, que destorce a realidade. E o ego é criado, inconsciente e psicologicamente, com tudo aquilo que não é o simples espírito, isto é, a área fisiológica (organismo, corpo humano, cérebro). Logo, modificada a estrutura cerebral, haverá, consequentemente, modificações no comportamento do homem, já que o cérebro é que comanda o corpo em todas suas mais variadas funções...
          Cito o texto do Hamilton:
          “A amígdala está constantemente analisando todas as informações que passam pelo nosso cérebro, vindas dos diferentes sensores (visão, audição, olfato, etc), tentando identificar qualquer coisa que possa ameaçar nos”.
          Cel: percebam que esse papel da amígadala se confunde exatamente com o papel do ego, que tudo filtra, tentando nos livrar de todos os problemas, de que natureza forem. Assim, o ego, que é em nos o que nos relaciona com o mundo, é suspeito, não confiável, pois é enormemente parcial (sempre a nosso favor). Por ser ele que nos relaciona com o mundo, dizemos que temos visão destorcida da realidade de quem somos e do que somos (“Conhecei-vos a vós mesmos, e sereis deuses”). Suprimido o ego, fica suprimida a visão destorcedora e vemos o mundo, a vida, e a nós mesmos, como somos e o que somos, na realidade (“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará!”). 
          Hamilton:
          “O mais incrível é imaginar (saber) que uma sensação tão instintiva quanto o medo pode estar tão intimamente ligada a uma estrutura física … Muitos dos nossos medos mais básicos são realmente instintivos, no sentido de que nascemos com eles embutidos no nosso cérebro”.
          Cel: amigos, todos os medos, sejam ditos instintivos ou não, vêm exatamente de nossa ignorância, sejamos criancinhas inocentes ou homens feitos. Finda a ignorância, pela morte do ego, os medos se vão. Isso, evidentemente, não significando que nos deixaremos picar por cobras, ou nos colocar em situação de perigo à nossa integridade física ou psicológica, pois o medo acabou, mas não acabaram conhecimentos e sabedoria.
          Aí está mais uma confirmação, ou comprovação, de que não nos moldamos a nós próprios, e, sim, que são as experiências da vida que nos moldam, a cada instante... Entre essas influências moldadoras estão, é evidente, a genética, desde os mais remotos ancestrais (DNA etc) e todas as influências com que, por intermédio deles (ancestrais) e de todas as causas e efeitos anteriores ao momento atual, as experiências da vida nos constroem. Reflitam, portanto: nós mesmos construímos nosso futuro, ou são todas as mais variadas experiências pelas quais passamos na vida que o constroem?
          Hamilton:
          “... O medo é mais forte do que a razão”.
          Cel: essa é uma verdade absoluta, pois não é a razão que nos comanda, mas o ego, essa fábrica de ilusões. Podemos mesmo dizer: razão, raciocínio são produtos do ego condicionado. Todas as nossas escolhas, decisões e atos, são, depois de pesados os prós e os contras (sempre a nosso favor), determinados pelo ego (nunca pelo espírito).
          Hamilton:
          “... me perguntando se somos nós que mandamos no cérebro ou se é ele quem manda na gente”.
           Cel: pergunta inteligente, q denota boa observação e atenção... Afinal, o que é o cérebro senão a maquinaria, o aparelho, o meio de a mente individual se manifestar perante o mundo, certo? E, como é o cérebro que nos comanda é o ego que nos comada, pois a mente individua/eu condicionado nada mais é que o ego.
          Hamilton:
          “Então fica a pergunta: “O medo é uma sensação física ou espiritual?”.
          Cel: nunca espiritual! O espírito não tem medos! O medo está na ignorância do ego; podemos dizer, então, que é uma sensação psicológica do homem encarnado. (Numa simples equação demonstrativa: espírito puro e perfeito + organismo animal, cérebro = homem imperfeito, pois que se expressa pelo ego; homem imperfeito – ego = espírito perfeito).
          Abraços.