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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Auto-Conhecimento => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 18 de Fevereiro de 2011, 19:46

Título: A origem da faculdade mediúnica
Enviado por: dOM JORGE em 18 de Fevereiro de 2011, 19:46
                                        VIVA JESUS!


       Boa-tarde! queridos irmãos.             
 
A ORIGEM DA FACULDADE MEDIÚNICAÀ semelhança de Charles Richet que conceituou a mediunidade como o "sexto sentido", Allan Kardec colocou-a em pé de igualdade com os outros atributos humanos, reconhecendo nela uma função orgânica, ordinária, natural, fisiológica, inerente a todos os seres humanos, embora em gradações muito diferentes.

Qual a sua origem? Qual a sua relação com o processo evolutivo que atinge a todos os seres do globo? As opiniões não são convergentes. Ernesto Bozzano defendia a tese de que as faculdades supranormais não são e não podem ser levadas a cargo da evolução da espécie, sendo assim sentidos da personalidade humana que deverão aflorar após a desencarnação. Não teriam, então, uma função definida para a vida física, já que apenas no ambiente espiritual elas deveriam emergir.

Pesquisadores materialistas, como Amadou e Vassiliev, colocam-na à conta de uma função em extinção. As faculdades paranormais seriam resíduos de faculdades atávicas que se foram atrofiando por obra da seleção natural, visto se haverem tornado inúteis à ulterior evolução biológica da espécie. O pensamento, todavia, que vem ao encontro da posição assumida pelo benfeitor André Luiz foi expresso por J. B. Rhine. Acreditava o pai da parapsicologia que as faculdades paranormais representam outros tantos germes de sentidos novos destinados a evoluir nos séculos, até emergirem e se fixarem na espécie.

Ao examinar a questão, no livro "Evolução em Dois Mundos", André Luiz informa-nos que a faculdade mediúnica vem sofrendo através dos milênios paciente desabrochar, acompanhando o Espírito eterno em seu processo evolutivo. É, portanto, uma função do Espírito que se projeta no corpo a cada nova existência, sendo continuamente aprimorada.

A MEDIUNIDADE E O ORGANISMO

A base orgânica da mediunidade é indiscutível: "A faculdade propriamente dita é orgânica." (O Livro dos Médiuns, cap. XX.)

Quais seriam as regiões do corpo responsáveis por esse sentido? Em que setores da economia biológica vamos identificá-lo? O quadro abaixo sintetiza as principais características biológicas da mediunidade:

 
 1. Aptidão ao desdobramento perispiritual:

Uma maior facilidade ao desdobramento do corpo perispiritual é característica comum em quase todos os tipos de médiuns. Em relação à evolução do processo, André Luiz tece comentários no livro "Mecanismos da Mediunidade", sintetizados abaixo:

Em se iniciando a criatura na produção do pensamento contínuo, o sono adquiriu para ela uma importância que a consciência em processo evolutivo até aí não conhecera.

Usado instintivamente pelo elemento espiritual como recurso reparador das células físicas, semelhante estado fisiológico carreou possibilidades novas de realização.

Amadurecido para pensar e mentalizar, o homem começou a exercitar o desprendimento parcial do corpo sutil durante o sono, dando os primeiros passos na conquista do desdobramento do estado do sono.

Afastava-se do corpo mantendo-se ligado a ele por finos laços fluídicos magnéticos, levemente dilatados nos plexos e bem consistentes ao ligar-se à fossa rombóide.

Com o prosseguir evolutivo, as mentes mais afeitas à meditação e reflexão e que demonstrassem capacidades mediúnicas mais evidentes, pela comunhão menos estreita entre as células do corpo físico e do corpo espiritual, passaram do desdobramento durante o sono ao desprendimento durante a vigília, inaugurando no planeta a mediunidade sonambúlica, que está na base de quase todos os fenômenos mediúnicos.

2. Larga desarticulação das forças anímicas:

Na mediunidade de efeitos físicos haverá mobilização de elementos biológicos que André Luiz denomina de "recursos periféricos do citoplasma", que ao lado do fluido vital exteriorizado vai dar origem ao ectoplasma da terminologia científica.

André Luiz identifica nos medianeiros de todas as modalidades uma "comunhão menos estreita entre as células do corpo físico e do corpo espiritual", o que certamente facilitaria o desdobramento, que é o passo inicial na maioria dos fenômenos mediúnicos.

Sendo menos densos os elos de ligação entre os implementos físicos e espirituais, mais facilmente o medianeiro poderá exteriorizar para fora de sua individualidade as energias necessárias ao intercâmbio.

Em "Nos Domínios da Mediunidade", André Luiz colabora nessa idéia ao dizer: "Raios ectoplásmicos são raios peculiares a todos os seres vivos e é ainda na base deles que se efetuam todos os processos de materialização mediúnica, porquanto os sensitivos encarnados que os favorecem libertam essas energias com mais facilidade."

Na obra kardequiana vamos encontrar elementos que fortalecem o pensamento do autor espiritual:

"O Livro dos Médiuns", item 15:

"O Espírito tira dessas pessoas, como de uma fonte, um fluido animal de que necessita."

"O Livro dos Médiuns", item 75:

"Em algumas pessoas há uma espécie de emanação desse fluido, em conseqüência de condições especiais de sua organização, e é disso propriamente falando que resultam os médiuns de efeitos físicos."

"O Livro dos Médiuns", item 98:

"As naturezas impressionáveis, as pessoas cujos nervos vibram à menor emoção, à mais leve sensação, são as mais aptas a se tornarem excelentes médiuns de efeitos físicos. Com efeito seu sistema nervoso, quase inteiramente desprovido do invólucro refratário que isola esse sistema na maioria dos encarnados, torna-os apropriados ao desenvolvimento desses diversos fenômenos."

"O fluido vital, apanágio exclusivo dos encarnados, deve obrigatoriamente impregnar o espírito agente."

Em "Mecanismos da Mediunidade", André Luiz reforça a tese ao dizer: "Se a personalidade encarnada acusa possibilidade de larga desarticulação das próprias forças anímicas, encontramos aí a mediunidade de efeitos físicos."

3. Sistema nervoso:

O principal sistema responsável pela faculdade mediúnica é o nervoso, principalmente o cérebro.

Dr. Nubor Facure, professor titular de Neurologia na Unicamp, examinando o papel do cérebro no fenômeno, esclarece: "O fenômeno mediúnico se processa no cérebro do médium e sempre com a participação deste. É um processo de automatismo complexo, realizado através do cérebro sob a atuação de entidades espirituais que sintonizam com o médium. Dispomos no nosso cérebro de centros de atividades automáticas para as diversas atividades motoras que nos permitem, por exemplo, falar fluentemente, escrever rapidamente, pintar ou dedilhar um instrumento musical. Essas áreas expressam suas atividades com pouca participação da consciência. Desde que o médium possa destacar seu foco de consciência, o Espírito comunicante pode se ocupar dos núcleos de atividade automática do cérebro do médium e fazer transcorrer por ali conceitos da sua mensagem."



                  Ricardo Baesso de Oliveira



                                       PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A ORIGEM DA FACULDADE MEDIÚNICA
Enviado por: dOM JORGE em 18 de Julho de 2011, 11:20
                                         VIVA JESUS!


     Bom-dia! queridos irmãos.

             O Poder do Pensamento
 


Inspiração, intuição e telepatia


Como ocorrem estes fenômenos? Sua existência demonstra que a pessoa é médium?



Por Edvaldo Kulcheski


No momento em que exerce sua faculdade, o médium pode permanecer no estado normal ou ficar num estado mais ou menos acentuado de crise (transe mediúnico).

Conforme o tipo de faculdade que possui, permanece com as percepções normais ou seu estado de percepção pode se tornar muito mais sensível. Quando no estado normal, é inspirativo ou intuitivo. Quando no estado de crise adquire a forma de sonambulismo ou de êxtase.

Na inspiração e na intuição recebem o pensamento do espírito e posteriormente, com seu modo característico, transmitem a mensagem.

O sonambulismo natural é o estado de independência do espírito em que as suas faculdades adquirem maior amplitude. A alma tem percepções que no estado normal se acham embotadas.

O estado de êxtase é um sonambulismo mais apurado. A alma do estático ainda é mais independente.

Nos estados de sonambulismo e de êxtase, a própria alma do médium pode comunicar-se, constituindo isto o fenômeno chamado animismo.

Na inspiração, a intervenção espiritual é bem menos perceptível, mais discreta; é um modo de o homem receber ajuda aparente do plano superior. São apenas idéias ou sugestões mentais desprovidas de sentimentos.

A intuição é semelhante a inspiração, porém, a intervenção espiritual é bem mais acentuada; o espírito comunicante transmite suas idéias ou sugestões mentais carregadas de sentimentos ao encarnado que, entendendo-as, interpreta-as e as enuncia com suas próprias palavras.

Tanto na inspiração como na intuição o que ocorre é a transmissão do pensamento, portanto, se efetuam o processo de comunicação telepática.


Telepatia e Mediunidade

Na telepatia processada exclusivamente entre os encarnados, uma vontade ativa transmite os seus pensamentos e outra vontade deliberadamente passiva recebe os pensamentos emitidos, o que constitui num processo de transmissão mental diretamente de encarnado para encarnado. Mas no caso da inspiração e da intuição telepática, além de o médium deixar-se “inspirar” por outro espírito desencarnado, ele também assenhoreia-se dos seus problemas venturosos ou aflitivos, assim como, às vezes, recepciona mensagem espiritual educativa que ultrapassa o seu entendimento ou concepção comum que tem a vida.

Na telepatia entre encarnados, um cérebro ativo envia ondas concêntricas que são captadas por outro cérebro receptor passivo, por que ambos sintonizam-se na mesma faixa vibratória de transmissão mental.

Na inspiração e, principalmente, na intuição, efetua-se o “ajuste perispiritual” entre o perispírito do médium e o desencarnado, em que o primeiro recebe diretamente a mensagem que deve transferir para o mundo material.

No caso de pura telepatia entre encarnados, o fenômeno é subordinado exclusivamente aos acontecimentos do mundo físico, enquanto que, no intercâmbio telepático inspirativo e intuitivo com os espíritos desencarnados, os médiuns captam notícias inéditas do Além, fazem previsões acertadas e muitas vezes expõem assuntos que, além de transcender aos seus próprios conhecimentos, ainda ultrapassam a concepção habitual dos freqüentadores das sessões espíritas.

Na inspiração, o médium não se afasta do corpo, precisa apenas sintonizar-se mentalmente com o espírito para receber telepaticamente a influência e transmiti-la, sem se afastar do corpo. É totalmente consciente, ocorrendo a assimilação de correntes mentais que o espírito envia ao encarnado, ou seja, são apenas idéias ou sugestões mentais desprovidas de sentimentos.

É simplesmente uma influência telepática com plena consciência do médium, nada provando a origem mediúnica, mas reconhece-se que é uma influência estranha quando o assunto tratado está fora das cogitações do médium ou mesmo contrária a seus pontos de vista.

Na intuição o médium também não se afasta do corpo, mas tem de sintonizar-se mentalmente a harmonizar-se vibratoriamente com o espírito para receber telepaticamente a influência estranha e posteriormente transmiti-la.

Duas pessoas sintonizadas mentalmente estarão, evidentemente, com as mentes perfeitamente entrosadas e havendo entre elas harmonia vibratória, se estabelecerá entre elas uma ponte magnética vinculando-as, imantando-as profundamente.

Os pensamentos e as sensações diferentes que o médium sente, deve-se ao jato de força mental e força vibratória que o espírito lança sobre o sistema nervoso do encarnado, ou seja, as idéias ou sugestões mentais vem carregadas de sentimentos, sensações etc.

O médium recebe as idéias, interpreta-as e dá-lhes forma com suas próprias palavras.

Não raro o comunicante imprime maior vigor à ação telepática pondo a mão no cérebro material, caracterizando aí a chamada mediunidade intuitiva.

As incorporações caracterizam-se pelo fato de o espírito do médium afastar-se do corpo (ao qual fica unido por um cordão fluídico) e entrar num estado de sonolência ou transe.



Fonte: Trecho do artigo " Inspiração, Intuição e Telepatia", publicado no portal Revista Cristã de Espiritismo.


                                                            PAZ, MUITA PAZ!