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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Auto-Conhecimento => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 18 de Fevereiro de 2011, 19:58

Título: A ORIGEM DA FACULDADE MEDIÚNICA
Enviado por: dOM JORGE em 18 de Fevereiro de 2011, 19:58
                                VIVA JESUS!


       Boa-tarde! queridos irmãos.
             4. Epífise:     ( continuação )
O papel da epífise ou glândula pineal passou a ser valorizado com os estudos do autor André Luiz.

A epífise é uma glândula de forma piriforme, com as dimensões de uma ervilha mediana que repousa sobre o teto do mesencéfalo.

A glândula pineal foi bastante conhecida dos antigos. A Escola de Alexandria participou ativamente dos estudos da pineal que se achavam ligados a questões religiosas. Os gregos conheciam-na como conarium, e os latinos como pinealis, semelhantes a uma pinha. Esses povos em suas dissertações localizavam na pineal o centro da vida.

Mais tarde, os trabalhos sobre a glândula pineal se enriqueceram com os estudos de De Graff, Stenon e Descartes, que em 1677 fez uma minuciosa descrição da glândula, atribuindo-lhe papel relevante. Para ele, "a alma seria o misterioso hóspede da glândula pineal".

No início do século XIX, embriologistas relacionaram a pineal ao 3º olho de alguns lacertídeos da Nova Zelândia e passaram a considerá-la como órgão vestigial abandonado pela natureza, o que atrasou em muito os estudos sobre a pineal.

Em 1954 vários estudiosos publicaram um livro com o somatório crítico de toda a literatura existente sobre a glândula, chegando a algumas conclusões:

A glândula pineal deixou de ser o órgão sensorial e passou a ser uma glândula de secreção endócrina.

A glândula pineal teria influência sobre o amadurecimento das glândulas sexuais (ovários e testículos); quando atuante, a pineal inibiria o desenvolvimento dessas glândulas; quando inativa (após os 14 anos mais ou menos), permitiria o desenvolvimento dos ovários e testículos, ocorrendo assim o aflorar da sexualidade.

Seu hormônio (melatonina) favoreceria o sono, diminuiria crises convulsivas, sendo por isso conhecida como a glândula da tranqüilidade.

Atuaria ainda como reguladora das funções da tireóide, do pâncreas e das supra-renais.

Seria ainda uma reguladora global do sistema nervoso central.

Em "Missionários da Luz", cap. I e II, André Luiz, estudando um médium psicógrafo com o instrutor Alexandre, observa a epífise do médium a emitir intensa luminosidade azulada, ao que o instrutor esclarece:

"No exercício mediúnico de qualquer modalidade, a pineal desempenha o papel mais importante."

André Luiz observa:

"Reconheci que a glândula pineal do médium expelia luminosidade cada vez mais intensa... a glândula minúscula transformara-se em núcleo radiante e ao redor seus raios formavam um lótus de pétalas sublimes. Examinei atentamente os demais encarnados e observei que em todos a pineal apresentava notas de luminosidade, mas em nenhum brilhava como no médium em serviço. Alexandre esclarece: é na pineal que reside o sentido novo dos homens, entretanto, na grande maioria, a potência divina dorme embrionária."

Em "Evolução em Dois Mundos", o autor explica a evolução da pineal, que deixou de ser olho exterior, como era nos lacertídeos na Nova Zelândia, para fazer parte do cérebro, relacionada à emoções mais sutis.

Em "Missionários da Luz", André Luiz esclarece:

"Não se trata de um órgão morto segundo as velhas suposições, é a glândula da vida mental. Ela acorda no organismo do homem, na puberdade, as forças criadoras, e em seguida continua a funcionar como o mais avançado laboratório de elementos da criatura terrestre.

Aos 14 anos aproximadamente, a glândula reajusta-se ao concerto orgânico e reabre seus maravilhosos mundos de sensações e impressões da esfera emocional. Entrega-se a criatura à recapitulação da sexualidade, examinando o inventário de suas paixões vividas em outras épocas, que reaparecem sob fortes impulsos. Ela preside aos fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de elevada expressão no corpo etéreo. Desata de certo modo os laços divinos da Natureza, os quais ligam as existências umas às outras, na seqüência de lutas pelo aprimoramento da alma e deixa entrever a grandeza das faculdades criadoras de que a criatura se acha investida."

Observamos, então, que a pineal apresenta particularidades e funções que transcendem o posicionamento da ciência oficial.

Ela domina o campo da sexualidade, estabelece relações com o mundo espiritual, via mediunidade, transformando energia mental em estímulo nervoso e mantém contato entre o Espírito e o corpo, através do centro coronário, além de presidir aos fenômenos da emotividade.

André Luiz acrescenta:

"Segregando delicadas energias psíquicas, ela conserva todo o sistema endócrino. Ligada à mente, através de princípios eletromagnéticos do campo vital, comanda as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade. As redes nervosas constituem-lhe fios telegráficos para ordens imediatas a todos os departamentos celulares e sob sua direção efetuam-se os suprimentos de energia a todos os órgãos."

 

O CIRCUITO MEDIÚNICO

Esclarecendo quanto ao mecanismo íntimo do fenômeno mediúnico, Kardec reproduz o pensamento de um de seus guias:

"Nossas comunicações com os espíritos encarnados se realizam unicamente pela irradiação do nosso pensamento."  (O Livro dos Médiuns, cap. XIX.)

A comunicação mediúnica é, em síntese, um processo de transferência de conteúdos mentais da dimensão espiritual para a física. A participação direta do médium e dos assistentes é indiscutível em todas as variedades mediúnicas. O desdobramento do médium quase sempre precede a captação da onda mental do Espírito comunicante.

                Ricardo Baesso de Oliveira


                                       PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A ORIGEM DA FACULDADE MEDIÚNICA
Enviado por: Mourarego em 18 de Fevereiro de 2011, 20:04
Acerca da glandula pineal este link  desvenda as invenções que se diz por ai.
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/iso-jorge/da-glandula-pineal.html
Abraços,
Moura