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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Auto-Conhecimento => Tópico iniciado por: raphael reys em 08 de Setembro de 2015, 12:24

Título: o expurgo
Enviado por: raphael reys em 08 de Setembro de 2015, 12:24
A medida do mérito

Raphael Reys

No capítulo terceiro da carta do Apostolo Paulo aos Coríntios, podemos observar alguns preceitos. Que o mérito adquirido na jornada espiritual e o de tomar a ação.
Construindo ou ajuntando.
Fundar uma base doutrinária como construtor. Quem ensina ou propaga um sistema, estabelece a estrutura do pilar. A edificação e demais ajuntamentos, caberá aos que sucederem.
Uns plantam, outros regam!
Encontramos esse mesma medida na filosofia de Sócrates. Implantar uma semente doutrinária ou filosófica. Não medindo ou avaliando os resultados.
Diz ainda a carta paulina que nenhum outro fundamento será construído sobre a base feita. O que for colocado sobre a estrutura, seja de qualquer qualidade ou propósitos, a obra será manifesta.
O dia a mostrará e a obra será evidenciada.
Se o que foi feito sobre a fundação prevalecer, esse que colocou receberá o galardão, pelo que ajuntou. Se a obra falhar em resultado, quem o edificou, mesmo assim, receberá a glória.
Somos todos santuários do Criador e a centelha divina habita em nós.
Outra consideração contida na carta, nos fala sobre a sabedoria que buscamos, quando edificamos ou ajuntamos. Que ninguém engane a si mesmo como sendo sábio.
A sabedoria é adquirida pelos prudentes, que adotam o caminho do meio.
O que se requer do dispensador é que cada um em seu propósito seja o fiel da balança
Título: Pequenos males
Enviado por: raphael reys em 20 de Novembro de 2015, 08:12
pequenos males

 Raphael Reys

Relata-nos o apóstolo Paulo:
Mesmo que o corpo vá se gastando, o nosso espírito vai se renovando dia a dia. E essa pequena e passageira aflição que sofremos vai nos trazer uma glória enorme e eterna, muito mais do que o sofrimento.
A transitoriedade do que vemos, faz com que fixemos os nossos sentidos apenas no que é sensorialmente visível e manifesto. Daí a atenção demasiada e explícita que nos toma a dor.
Os sofrimentos...
A certeza da glória, para a qual fomos por Deus criado, vem das reminiscências extraídas da memória formada na nossa origem divina. O mundo espiritual de onde viemos.
Conforme as afirmações paulinas, a função da vida é fazer com que o que é mortal desapareça. São as purgações produzidas pela dor e pelo sofrimento que nos elevam com o que de almas somos.
Sintetiza o propagador:
Vive-se pela fé.
Depois da tempestade, vem a bonança e a função das quedas e fazer com que as águas do rio criem força. O filósofo Sêneca diz:
Os pequenos males nos preparam para os males maiores.
O sofrimento e a sensação penosa são tão intensos quando expressos no homem. Mesmo um ser divino como Jesus, estando encarnado no físico e ao passar pelo sofrimento disse:
Pai afasta de mim este cálice.
A instrumentalidade/função do sofrimento é promover a adaptabilidade/instrumentalidade. Logo em seguida ao seu lamento, Jesus disse, compreendendo a ação retificadora:
Pai perdoe porque eles não sabem o que fazem.

                       

             

Título: A letra morta
Enviado por: raphael reys em 24 de Novembro de 2015, 08:19
Letra morta

Raphael Reys

Paulo, em sua carta à comunidade de Romanos, relata:
Mas, agora, estamos livres da lei, para aquilo que estávamos retidos e, assim, sirvamos de novidade de espírito e não na velhice da letra...
Diz a sabedoria popular que meia palavra basta.
Mais à frente, na mesma carta doutrinária, o apóstolo faz outra alusão:
Eu não conhecia a concupiscência, se a lei não dissesse. Não cobiçarás.
Daí a malignidade da ação. Só existe quando vinculado a uma lei, norma doutrinária ou religiosa.
A lei é espiritual, a carne escrava do atávico e dependente da alma com os seus atributos. Daí a observação seguinte, na mesma missiva  citada:
Faço o que não quero, mas, assim mesmo, faço.
O bem e mal andam junto. O eterno combate do Eu contra o eu no tabuleiro do campo de Kuruchetra.
Nenhuma condenação há para os que usam a carne ou o espírito. Ambos são instrumentos da Vontade Divina.
A letra da lei é morta. Quem quase sempre se perde nos labirintos tortuosos e acabam por encontrar o Minotauro do preconceito.
Para que uma ou mais ações se cumpram nesse mundo de provas e expiações, as duas partes no homem devem estar em comum acordo. Nada de radicalidade talibanica.
Em acordo e com compreensão, não necessariamente em harmonia.
Na busca da junção entre essas partes supostamente antagônicas o caminheiro costuma se perder. A ação deletéria é uma função primordial e operacional da alma que instrumenta as realidades divinas.
Não há inocentes sob o sol. Quem é filho, necessariamente é também herdeiro. Somos todos os filhos das estrelas.
Buscando a suposta verdade e em se tomando como norte as teologias religiosas, a letra usada é a letra morta.
Sócrates, o mestre de todos os filósofos, relata:
Muitos são os que impunham tirsos, mas poucos os bacantes.
O mundo globalizado está palmilhado de escolas e agremiações sofísticas que vestem inverdades coloridas, roupagens e nos induzem a erros lamentáveis de interpretação.
Procure as resposta dentro do forno alquímico do seu próprio coração.
Título: A dor da incerteza
Enviado por: raphael reys em 02 de Dezembro de 2015, 07:49
A dor da incerteza                           

Raphael Reys

A alma é uma parcela do próprio Deus e ao nos trazer o sopro da vida, encontra a opacidade da carne e o peso da matéria para lhe turvar. Mas mesmo obscurecida tenta se elevar até o princípio original.
Entretanto, a hora que se nos apresenta mais importante é a do padecer. Sofrimento, crucificação do Eu. Aí, estaremos nela e é por ela, que encontraremos nossa realização.  Todas as sendas que nos surge, na verdade é uma só. Será sempre a trilha. O caminho do andante, nesse vale de incertezas e lágrimas.

O homem, atormentado pela incerteza, vê diante de si, dez razões para duvidar:

A consideração sobre a dor e o prazer – as formas da natureza humana e a diversidade dos temperamentos – a diferença das sensações – as coisas que parecem diferentes – as instituições, as leis, e os dogmas – a mistura e a confusão em que se encontram as coisas – as distancias e as posições – as diferenças de qualidade e quantidade – ao contínuo, o estranho, e o raro – as comparações entre as coisas.

A alma, entretanto é um agrupamento fugidio de átomos. Feita para as ideias. Tudo o que ocorre o é segundo a natureza universal.
Sendo a última forma de manifestação de Deus e, estando na matéria, mesmo dispersa, obscurecida, abismada é uma expressão múltipla do Criador.
A paixão é tudo o que o corpo lhe determina e no seu calor, arrasta o homem para uma doutrina paralela, porem dominante:
Nenhum homem pode ser fiel a várias doutrinas simultaneamente; ou a história da filosofia passa a ser o romance de um trapaceiro.
Ao buscar respostas intelectuais, para as suas dúvidas existenciais e filosóficas, o ser humano se enche do intelecto, vampirizando o seu ego.
Pensando buscar a compreensão e a sua liberdade, como filho das estrelas; ele se torna um ser cheio de respostas, porém desprovido da sensibilidade que emana do coração, puro e simples.
As paixões e o intelecto, sem a compreensão gerada pela incondicionalidade, frutos da doutrina Crística, turvam o repouso e a paz da alma. Condenando-a assim a encher indefinidamente um tonel sem fundo.
A virtude, este remédio divino, tem duplo aspecto, um intelectual e o outro moral. Filha dos bons costumes. Nenhuma virtude nasce naturalmente e a felicidade não é a soma de sensações, antes uma atitude da vontade.
Nos os modernos, somos anões que se apoiam nas costas de gigantes; somos trabalhadores da ciência atual que, pelo fato de nos apoiar-nos em verdades adquiridas, vemos melhor e mais longe que os nossos predecessores.
                                                   


                                                                                                       
Título: Desavisadamente
Enviado por: raphael reys em 31 de Dezembro de 2015, 19:46
Desavisadamente

Raphael Reys

Atormentado, ante a constante necessidade em se guiar nos caminhos da vida, através do seu pensamento seletivo e desejo codificado; o homem moderno cai na reflexão de Píndaro:
Alçar ao caminho mais alto sem se importar com o método usado.
Bombardeado pelo sofismo das palavras e a lavagem cerebral, impostos pelas religiões marqueteiras e pela mídia marrom.  Sempre a serviço escravo dos grandes trustes produtores de marcas e incentivadores de consumo exagerado.
Quase sempre termina com o seu ego arruinado.
Sem o alento de uma vida espiritual que é substituída pelo chumbo do preconceito, imposto pelas religiões dogmáticas. É levado a buscar e adquirir a virtude, como se a mesma fosse um contexto didático.
Virtude é muito mais uma consequência do que outra coisa.
Ao longo do processo civilizatório, o ego vem sendo estimulado, tão somente a se contemplar no espelho de Narciso. Como um bobo andarilho da Idade Média.
Demasiadamente exposto às intempéries da estrada percorrida, sem usar a relatividade das manifestações e o caminho do meio.
Enche o seu furado barril das emoções com o etílico e o exógeno, buscando compensar os clarões, sugeridos pelo lado divino da alma.  Na vida, a única experiência válida é o que se pode captar, sentir e usar o lado mágico proporcionado pelos momentos vividos.
No beco sem saída passa a usar o escape do deus-dará. Empurrar os seus sentimentos com a barriga e clamar pela Lei Gerson. Buscando em só levar vantagem.
Quando leva mesmo é chumbo grosso na alma/instrumento.
Foge pela tangente tentando escapar do monstro que ele mesmo construiu e agora reina no primeiro portal dos porões do seu inconsciente. Um gigante Dite que o impedirá de passar para o bosque florido do Espírito que reside em seu interior.
Um paciente psiquiátrico; disfarçado de cidadão de bem. Falso humilde e caridoso que esconde na pele de lobo a tirania adquirida, pelo uso inconsequente da liberdade.

Título: o expurgo
Enviado por: raphael reys em 08 de Janeiro de 2016, 07:39
O expurgo

“Se os espelhos mostrassem, ao lado do que somos, o que devíamos ser, sem dúvida todos quebrados e moídos”
Jaime Brunm
       
O homem moderno se encontra premido pela emoção predominantemente negativa que o domina e o direciona. Fatalmente correrá atrás de um prazer aparente, ou a um caminho que o levará a tal.
Direcionado pelo pensamento que bebe com o seu dinheiro e bebe porque quer e pode pagar, pois que ninguém tem nada com isso; se chafurda de álcool. Inebria, pensando em expulsar pequenos camundongos que lhe incomodam.
Estes, entretanto, seguindo a lei da doutrina cármica, andarão por lugares sombrios e, ao retornar, já serão muitos e maiores. São filhos pródigos, ao contrário...
O homem começa a beber por esporte, depois bebe em sociedade. Logo não poderá mais parar, pois criaram o hábito inconsciente e o modismo de esconder de si mesmo as verdades. A sua régua de critérios subjetivos o levará a achar razões para que beba.
Só verá em sua volta pessoas que, como ele, também bebe, ou certamente o fazem escondido. É a ótica do próprio vício, vistos pelos óculos cor-de-rosa.
Os tentáculos do polvo que ele criou e alimentou em seu inconsciente lhe enlaçarão, proporcionando razões múltiplas, subjetivas e seletivas. Impulsionando ao aparente prazer. Bebe alegando poder pagar por isto, entretanto, dilapida o patrimônio que também é da sua família.
Cedo ou tarde assinará notinhas, a qual jamais pagará aos infelizes donos de bar.
Se posta em lugares da moda, em barzinhos. Sentado sempre aonde poderá ser visto como um cidadão que se diverte justa e socialmente. Em detrimento dos miseráveis que passam pela rua e o vêem como numa vitrine de consumidores emocionais.
Esta sua exposição servirá para ajudar algum infeliz que, no momento, premido por não ter o que comer optará pelo crime.
Quem bebe e se expõe pode ser a gota que falta para desencadear, nos oprimidos, a prática dos males cruéis que assolam a sociedade. Será sempre e daí para frente, um modelo a fazer propaganda gratuita de bebidas e bares.
Discutir sabores e preferências, extraídos da insalubridade do seu paladar já viciado e do seu consciente entorpecido.
Quando os camundongos voltarem, já agigantados, descobrirá ter sido apenas um joguete de uma propaganda subliminar, a qual ajudou a empurrá-lo a uma corrida de encher um barril sem fundo. Aí as leis que regem o seu inconsciente já estarão enfermas. Aí, beberá para esquecer que bebe.
A função da alma é ser veículo de comédias e tragédias, não só as comédias ou a suas falsas roupagens, com os seus coloridos pavônicos. As tragédias e as dores, oriundas da nossa insensatez e degraus da nossa adaptabilidade. Deverão ser vistas de cara limpas, pois são frutos do nosso livre arbítrio.
As falácias são filhas das mentiras que contamos para viver, para enganar os que nos rodeiam encobrir os crimes dos nossos familiares. Em detrimento dos outros, como nós, somos filhos do mesmo Pai e, consequentemente, têm os mesmos direitos.
O apóstolo Paulo, na carta aos Romanos, nos diz:
De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.
                                 

 
Título: Re: o expurgo
Enviado por: Antonio Renato em 08 de Janeiro de 2016, 14:30
Na verdade o espírito já traz em si, mesmo que latente, vícios que o acompanharão durante
a sua vida enquanto encarnado, ele não cria novos vícios, pois já os tem, apenas permite
que estes o domine, levando então a vários estágios.
Título: Re: o expurgo
Enviado por: raphael reys em 08 de Janeiro de 2016, 16:43
Caro Irmão Antônio Renato... Obrigado pelas considerações. O bem da verdade quem mesmo traz é a alma, corpo instrumental. O espírito é a parte divina em nós, Constrói a individualidade. A alma constrói a personalidade, o verdadeiro corpo de impacto.
Título: Re: o expurgo
Enviado por: raphael reys em 08 de Janeiro de 2016, 16:59
Antônio Renato. Vou completar a minha resposta, sobre a diferença de alma e espírito. Me permita irmão...

Muito se fala em espírito e alma quando se trata de temas transcendentais, como se os mesmos fossem sinônimos. Na verdade, ao longo da história, nunca se tratou verdadeiramente de se convencionar uma referência devida a cada termo.
Diz o Dicionário Aurélio: Espírito é a parte imaterial do ser, parte incorpórea, inteligente. E a alma: Princípio de vida, preceito de unificação (o termo unificação, nos dá uma idéia mais precisa da fusão das duas partes) As duas balizas são usadas, portanto, como sinônimos.
A literatura iniciática, estruturada em suas escolas de estudo, nas fraternidades, e que ao longo do processo civilizatório cuidou do lado divino do homem, na sua busca evolutiva, no refinamento moral e filosófico e dos métodos para tal, dão conotações distintas às duas.
O espírito é a centelha divina, que saiu do seio do Criador.  Foi por ele construído e sendo eterna em essência parte para as grandes jornadas cósmicas, operando em diversos planos da criação: vestindo roupagens-almas e corpos físicos, mesmo etéreos, propiciando assim às almas-instrumento a evolução, a oportunidade de servir de instrumento ao Eterno.
É o exercício da ação construtiva, criativa e redentora.
Ele, o espírito, é um ato de puro amor de Deus-Pai por si mesmo, na sua forma mais incondicional. Através da fagulha criada (e já revestida do Divino Espírito Santo), o Pai obra a criação.
Elas, as chispas, são os seus filhos amados.
A alma é um instrumento vibracional, artificial, plástico, adaptável. É o Carro de Combate, um aríete para romper obstáculos, um veículo que busca na ação, a adaptação, as tomadas de posição, e para isso, usando o atributo divino que lhe foi confiado, o livre arbítrio.
Busca a compreensão através do discernimento, do uso da razão, do jogo dos pares contrários, da ilusão dos sentidos físicos, da superação dos opostos, tragédias e comédias. Constrói o seu código doutrinário. É a busca da evolução.
Ela, a alma, é o veículo-ator que expressa à sabedoria divina em ação objetiva, nos diversos palcos de vidas. Diz o aforismo que: Eu estou em você, mas você não está em mim Uma clara alusão à presença divina no corpo físico, através da alma.
Ela tem em si o divino, mas não habita a consciência Suprema; é apenas um veículo, o sopro, o alento insuflado no corpo físico, trazendo a energia quente de vida.
O corpo físico, os instintos atávicos, a alma com a sua mente e consciência, os condicionamentos, o resultados das adaptações, o jogo dor-prazer, a busca da alma gêmea... A ilusão dos opostos. A busca dos contrários, a se completarem.
A alma, em sua jornada evolutiva, tenta modificar o organismo através de séculos, em suas sucessivas passagens pelas trilhas terrestres. Daí a nossa sensibilidade emocional, psíquica, ser proporcional ao nosso adiantamento moral e filosófico. Daí as nossas reminiscências.
Na nossa vivência como encarnados, transitamos em meio a uma multidão invisível de almas, de naturezas várias, a nos observar, a analisar as nossas falácias, mesquinharias, a compará-las, a medir os nossos anseios. Participam da nossa vida pelo pensamento influem mesmo, nas alegrias e tristezas que nos ocorrem.
Sofrem e amam com a nossa jornada, se evoluem e se perdem, ao acompanhar e se sugerir com as nossas decisões. Buscam-se coisas distantes de uma doutrina Crística, não há calor, só irrealizações.
O perispírito, este corpo tênue que nos envolve imediatamente acima da epiderme, é o responsável pelo nosso centro nervoso, são partículas de antimatéria que se sustentam e se transmutam pela alma. As suas partículas promovem uma variedade enorme de percepções.
O períspirito é energia de ação e reação, este invólucro do corpo, uma forma inorgânica e sensível que se expressa via pensamento, sempre no presente, a registrar a nossa evolução.
Os materialistas não aceitam a antimatéria, mas não conseguem queimar ou excluir o que lhes incomoda.
O ser encarnado possui vários plexos. O nervoso perfeito universo em miniatura são as emoções os desejos, a vida, o nascimento e a morte. A consciência e o nosso viver nos envolvem nos nossos próprios pensamentos. Vivemos e somos atraídos, isto é o peso que dura tanto na vida quanto na morte.
Diariamente, nos encontramos com a nossa individualidade, formamos o estado onírico, os sonhos, e somos jogados na tela da vida. A terra move e absorve os nossos lamentos e alegrias! Os corpos físicos são partículas atômicas.  A alma é o veículo sangüíneo do espírito, a sede dos sentimentos.
A individualidade usa a personalidade de forma transitória, como uma roupagem.
O espírito é uma centelha vinda do Criador! Do pai! Somos um segmento inseparável da alma divina, um pequeno pedaço que contém o micro e o macrocosmo. Somos a imagem e semelhança de Deus. E pôr Ele foi criado, num exercício de puro amor.
Lançados na aventura da vida, numa grande jornada, uma sístole e uma diástole cósmica. Somos a expressão da vontade divina.

Título: Re: o expurgo
Enviado por: raphael reys em 09 de Janeiro de 2016, 07:39
Irmão inconforjr. Buscando responder as sua perguntas no tópico.
O homem vem passando por transformações, as quais em grande parte escapam a sua compreensão imediata. A sua objetividade, com seus múltiplos sentidos físicos e psicológicos, só percebe, ou entende, as impressões para as quais está habituada; ou para as quais foi codificada para entendê-las. Através do que lhe vem do inconsciente.
O seu lado espiritual, místico, as impressões que lhe ocorrem sem explicações aparente, raramente são buscadas ou trazidas à percepção imediata, dita racional. Quando procura as coisas do espírito o faz pelo medo, pela lavagem cerebral, através de muletas psicológicas, as quais, quase sempre, foram vendidas ou impostas, de fora para dentro.
As religiões, cujas missões seriam esclarecer-nos e capacitar-nos, são ou se constituem em um poder político, meramente temporal, fugindo assim das suas obrigações. Isso a história nos mostra ao longo das civilizações.
Ao buscar a Deus e os seus mistérios, que escapam do seu imediato, ele mesmo, ao se organizar para tal, se desestrutura, pois voltam os seus códigos do viver em sociedade, de maneira como comentada pelo escritor Guimarães Rosa; ‘Pula do fogo para a frigideira’.
Organizado politicamente para ser joguete nas mãos do sistema que lhe venderá apenas mais preconceitos, módulos neurotizantes de uma doutrina puramente humana, revestida de emocionalidades novas. Incurso, portanto, na Lei da Vitima.
Cedo ou tarde ele chegará a uma encruzilhada em busca de razões e não as encontrando, torna-se-a um filho do pânico! Esse mal que assola a nós, os modernos. Fechado dentro da sua seletividade, filho do sofismo político, das religiões cheias de mistérios ocultos.
Assustados, vemos os que nos cercam se inebriando, se encharcando de químicas. Atormentado ante o crescimento da prostituição infantil. A média geral dos adultos se torna criminosos habituais, a tolerância aparente com as falácias, com o fruto desconcertante da sua libido programada pela mídia, condicionado pela propaganda - O homem está alimentado pelo negativismo predominante dos seus pensamentos compulsivos.
O pânico nos tornou um barril de pólvora pronto a explodir! Estamos cercados de crimes e criminosos. Quem não é criminoso habitual ou comparsa dos sistemas dominantes, se tornou uma vítima potencial, ou se isolou numa torre de marfim!
O espiritual que avidamente almejamos, está dentro de nós mesmos. Basta calarmos a nossa seletividade e veremos o Deus através e por meio dos nossos próprios sentimentos. As pequenas manifestações de fraternidade, que às vezes sentimos, é a voz si lente do nosso anjo guardião, que luta e sofre para nos incutir as diminutas pérolas crísticas pelo canal do nosso sentimento.
Aquiete-se e o seu Mestre lhe falará.
Título: Re: o expurgo
Enviado por: lconforjr em 09 de Janeiro de 2016, 16:04
Re: o expurgo

      Ref resp #9 em: 09 01 16, às 07:39, de Raphael Reys

      Raphael escreveu: Irmão inconforjr. Buscando responder as sua perguntas no tópico....

      Conf: olá,amigo Rapha, por favor, se puder indique a qual msg minha está se referindo, pois não encontro neste tópico quais perguntas que fiz.

      De qualquer modo, lhe sou grato por explicar as causas de muitos dos problemas dos homens, mas, meu amigo, essas são apenas causas materiais; pergunto quais são as causas espirituais?
...........
Título: Re: o expurgo
Enviado por: raphael reys em 10 de Janeiro de 2016, 07:34
Irmão inconforjr...
Colei a resposta na publicação errada, certamente.
Entretanto, O espiritual que avidamente almejamos, está dentro de nós mesmos. Basta calarmos a nossa seletividade e veremos o Deus através e por meio dos nossos próprios sentimentos.


Título: Re: o expurgo
Enviado por: raphael reys em 14 de Janeiro de 2016, 07:19

Uma reflexão doutrinária

Raphael Reys

Em suas atentas considerações doutrinárias, Paulo, o apóstolo catequista, falando sobre suas próprias dores e loucura natural, relata:
Não me tomem por louco; ao contrário, aceitem-me como eu sou para que possa, por minha vez, glorificar-me um pouco.
Completa o seu pensamento, quando observa: Sem falar no resto, minha obsessão de cada dia. Justificando, assim, os seus males, dores e incertezas da alma no seu natural.
Exemplifica: Se é preciso glorificar, glorifiquem a minha fraqueza. E conclui a sua linha de pensamento: Mas, se disso me abstenho para não fazerem de mim uma idéia superior aos que vêem em mim ou o que ouviram dizer.
Repassando em consideração seu infortúnio, alega que ao lamentar as suas sensações desagradáveis, em uma prece ao Senhor, onde declinou: Basta-lhe a minha graça; pois, o poder, se manifesta na fragilidade.
Relata ainda que por sermos filhos das estrelas, somos também seus herdeiros na dor e na glória. Em uma carta particular a Rufo, bispo de Tortosa, um amigo e confidente, o apóstolo relata uma prece que fez ao Criador, declinando suas emocionalidades e fragilidades: Senhor, a minha alma voltou-se para o chão...
Cedeu ao peso ingente do lastro emotivo e atávico. Orando, assim, demonstra-nos a fragilidade dos atributos da alma, que serve ao homem como instrumento de aprendizado e adaptações.
Nesse mundo doido, palco de provas e expiações, cada um convive com a sua dor e segue na jornada individual a ser percorrida. Ou seja, cada pessoa com sua serventia e sua sentença.
A luz do Espírito, que se encontra nas citadas cartas, dá vida ao que há de divino em nós, ajudando-nos a compreender os desejos do ego.








Título: Re: o expurgo
Enviado por: lconforjr em 14 de Janeiro de 2016, 17:19
Re: o expurgo

      Ref resp #11 em: 10 01 16, 07:34, de Raphael

      Rapha disse:... o espiritual que avidamente almejamos, está dentro de nós mesmos. Basta calarmos a nossa seletividade e veremos o Deus através e por meio dos nossos próprios sentimentos.

      Conf: meu irmão, e de que nos vale que o espiritual esteja dentro de nós mesmos, se não temos ciência de onde ele está ocultado, nem a senha para acessá-lo? E se vc já o acessou e se espiritualizou, porq é que ainda continua neste mundo de sofrimentos, a que Deus o condenou? Vc não erra mais, meu amigo? Observe que, só neste pequeno planeta azul, cerca de 7 bilhões de irmãos nossos ainda não conseguiram acessá-lo, pois que o mundo continua sendo esse abismo escuro de perversidades, perversões, exploração do homem pelo homem, assassinatos, corrupção, ignorância do espiritual, e consequentes sofrimentos desesperadores!

      Abç.
..............
Título: Re: o expurgo
Enviado por: raphael reys em 15 de Janeiro de 2016, 08:47
Prezado Irmão inconforjr... Veja que as manifestações que ocorrem em vida, são para instrumentar a presença divina, por nosso intermédio. Somos atualizadores das realidades do Criador, ao sofrermos a ação, boa ou má. Ambas necessárias. Vou dissertar mais um pouco. Vamos pensar juntos...

Para que se cumprisse à vontade divina, em se propiciar à ação do espírito puro vindo de uma origem celestial, e para manifestar-se no nosso mundo de aprendizado.
Usando corpos físicos, para construir metas evolutivas, os poderes espirituais superiores criaram, obedecendo às determinações do Criador; o princípio vital.
Personalidades-almas, veículos artificiais, temporais, instrumentos intermediário, exóticos, flexíveis, aptos a expressarem a ação do lado divino, no mundo das manifestações físicas e trinas.
Este Espírito-Centelha    Imortal, conectado a Fonte Primeira, veste este instrumento chamado de alma, para vivenciar rotas de aprendizado e superação pela ação.
Na verdade, o espírito constrói a sua Individualidade através de experiências físicas, sensoriais, e da sua transcedentalidade como viajante do cosmo.
A alma constrói a sua Personalidade Operacional.
Ela será usada, através do corpo físico, um verdadeiro veículo de combate. São caminhos de pares contrários, dor e prazer, alegrias e tristezas. Bipolaridades. Insufladas no corpo físico, este princípio doa-lhe vida quente, ativa, dinâmica.
Atributos impostos para que se processem no instrumento a mecânica da ação. Ela a personalidade-alma, um ator clássico, no palco da evolução.
O Espírito comparando-se a esta personalidade é de natureza diferenciada, mas não antagônicas. Coexistem em missão no nosso imo. Habitam a mesma unidade operacional.
É o incomensurável palco de manifestações da vida ativa, da transformação. Fazemos parte do jogo dos pares contrários, que se completam.
Ao se retirar os grilhões que o prendiam ao catre pela perna, Sócrates, esfregando o local do contato que a bem pouco doía, disse aos seus discípulos que o observavam:
Que coisa esquisita parece senhores, isso a que os homens chamam prazer. Notável sua relação com o considerado seu contrário, a dor.
Somo felizes instrumentos.
A nossa missão como veículos é atualizar a Vontade divina que se manifesta para ser interpretada sensorialmente.
Cada qual com o seu cada qual, cada um com a sua roupagem, personalidade e individualidade de Espírito.

                         
Título: Re: o expurgo
Enviado por: lconforjr em 16 de Janeiro de 2016, 18:27
Re: o expurgo

      Ref resp #14 em: 15 01 16, às 08:47, de Raphael

      Bom-dia, prezado irmão e amigo Rapha; por tudo que vc tem dito noutras e nessa última resposta, lhe pergunto:

      - onde estão o amor, a justiça e a sabedoria que conferimos a Deus, nessa sua afirmação de que Deus nos faz sofrer as ações boas ou más devido a ambas serem necessárias? E porq são necessários esses sofrimentos que, de tão terríveis q podem ser, levam, a cada  ano, de 20 milhões a 40 milhões de irmãos a escolherem fugir da vida pelo suicídio?!

      -E porq chamar este mundo de “mundo de aprendizado”? O que é q temos de aprender se tb somos deuses e segmentos inseparáveis de Deus?

      - porq temos de sofrer desesperadamente para aprender, q, como disse acima, milhões de irmãos se suicidam por não suportar esses sofrimentos q Deus nos impõe?

      - esse é o método mais sábio, mais misericordioso, mais justo que a Suprema Sabedoria criou e continua criando? É esse o método que o Criador usa de modo frequente e mais eficiente para q aprendamos: fazer que todos sofram desesperadamente, insuportavelmente? 

      - se não há sofrimentos não há evolução?!

      - para q construir “metas evolutivas”, se somos segmentos de inseparáveis de Deus?

      - temos que evoluir para quê?

      - se Deus é o próprio Todo Poder, como explicar que Ele necessite de poderes espirituais inferiores aos dEle para q se cumpram Seus desígnios?! 

      - se somos conectados a Deus, porq temos de passar por todas as dores, tristezas, misérias, tragédias e desgraças do mundo para construirmos a nossa individualidade/personalidade?

      - e, por último, como dizer que “somos felizes instrumentos de Deus" se, só neste pequeno planeta, cerca de 7 bilhões de instrumentos de Deus, estão cumprindo sentença determinada por Ele e que implicam em fazer sofrer desesperadamente?           
.................
Título: Re: o expurgo
Enviado por: raphael reys em 17 de Janeiro de 2016, 08:41
Irmão inconforjr...

Tudo que se manifesta é dual em composição. Haverá sempre duas polaridades. Bem, mal, dor prazer. Deus é o Criador, somos os filhos nos quais a divindade busca se atualizar em ações. Dado a essa bipolaridade a manifestação se expressa, ora em uma, ora em outra, conforme os caminhos que escolhemos.
O homem conduz a sua existência terrena, em busca da sua evolução; agindo como se houvera adquirido a certeza plena do que faz como senhor dos seus atos.
A sua alma-instrumento, entretanto, é como um carro de combate, guiada por um cocheiro (o intelecto) e arrastada por dois cavalos alados. No dizer dos sábios gregos da Antiguidade, um corcel representa a coragem, o outro a concupiscência.
Não há nada de mágico na jornada evolutiva!
Sobre os objetivos, reflexiona Aristóteles: um para conduzir a vida eterna, outro, para a felicidade temporal.
Ao guiar o veiculo usando às rédeas (o seu livre arbítrio), forma-se na mente a confusão se as idéias são feitas para os homens, ou se os homens são feitos para as idéias.
Na busca que faz em direção à divindade, procuramos entender se a tão propagada virtude é um dom natural, se pode ser tratada com definições; ou ser assimilada, por métodos didáticos (e qual a fonte metodológica), ou se ela é o resultado do uso da razão, que assim seria utilizada então, para se conduzir o veículo.
A tão almejada virtude mais parece ser uma retidão do espírito, ou seria uma reminiscência, atributo da alma imortal?  Não se deve confiar plenamente na razão, pois a mesma tende a ser passional.
Ou a citada razão é o equilíbrio aplicado no uso das faculdades inerentes, e a virtude o uso do necessariamente útil, ou é a própria razão? Tudo depende da alma, e essa, depende da razão.
Segundo Blanquest o que predomina é: as forças pervertidas do ego e as aspirações da alma.
Já Teognis nos adverte: bebe, come e vive com aqueles cujo poder é grande. Dos bons aprenderás o bem, com os maus, se com eles te mesclar, perderás o que tens de bom.
Na investigação de um método, usando a filosofia ou a religiosidade sem preconceitos ou dogmas, ou um simples e não apelativo sistema doutrinário. Encontraremos aquele feliz dia de verão.
Toda alma é imortal, porque aquilo que move a si mesmo é imortal. Esse ícone é, portanto fonte e início do movimento de si mesmo. É um princípio divino.
E onde afinal está o nosso ego? A mesma dúvida teve o escritor Jorge Luiz Borges quando escreveu: Se o ego é uma ilha ou se é um poema.



Título: Re: o expurgo
Enviado por: lconforjr em 17 de Janeiro de 2016, 22:10
Re: o expurgo

      Ref resp #16 em: 17 01 16, às 08:41, de Raphael

      Olá, Rapha, vamos continuar.

      Rapha disse: Tudo que se manifesta é dual em composição. Haverá sempre duas polaridades. Bem, mal, dor prazer. Deus é o Criador, somos os filhos nos quais a divindade busca se atualizar em ações. Dado a essa bipolaridade a manifestação se expressa, ora em uma, ora em outra, conforme os caminhos que escolhemos.

      Conf: sem dúvida; tudo, na vida, que se manifesta aos nossos sentidos é dual! Somente conseguimos nos expressar e entender por meio do dualismo: bom-mau; bem-mal; erro-acerto; cheiroso-fétido; claro-escuro; grande-pequeno; humilde-orgulhoso; solidário-egoísta; honesto-desonesto, Deus-diabo, material-espiritual etc. Esse é um dos atributos que o Criador nos deu!

      Mas, meu amigo, o Deus das religiões está sempre desatualizado??! O que é isso, para vc, um Deus, Criador de todas as coisas, necessitando sempre ser atualizado? Ou entendi mal o que vc disse? E tem de se atualizar por ações de seus imperfeitos e bem-amados filhos!!

      Rapha: O homem conduz a sua existência terrena, em busca da sua evolução; agindo como se houvera adquirido a certeza plena do que faz como senhor dos seus atos.

      Luis: e porq precisamos evoluir se, como vc sempre diz, somos segmentos conectados e inseparáveis de Deus? Os segmentos daquele que é amor, justiça sabedoria, enfim perfeição, são o oposto exato do ser a que estão conectados, absolutamente presos como partes Dele! Ele, amor, justiça sabedoria, perfeição; nós, desamor, injustiça, ignorância, imperfeição!! Sendo assim, qual a diferença entre sermos ou não ligados a Ele?!

      Rapha: A sua alma-instrumento, entretanto, é como um carro de combate, guiada por um cocheiro (o intelecto) e arrastada por dois cavalos alados. No dizer dos sábios gregos da Antiguidade, um corcel representa a coragem, o outro a concupiscência.

      Conf: de novo tenho de perguntar: e quem foi que colocou em nós essas duas qualidades: a coragem e a concupiscência? Sem dúvida, que foi o próprio Criador, pois nós não temos autonomia para isso: não adquirimos coragem porq queremos adquiri-la, e não somos nós, mas a escola do bem e do mal que é a vida que Deus nos deu, que nos faz ser concupiscentes.

      Rapha: Sobre os objetivos, reflexiona Aristóteles: um para conduzir a vida eterna, outro, para a felicidade temporal.

      Conf: exato; e eu os chamo de “regras de salvação” e “regras de bem sobreviver/conviver”. Infelizmente, muitos ainda não entenderam isso e continuam misturando umas com as outras!

      Rapha: Ao guiar o veiculo usando às rédeas (o seu livre arbítrio), forma-se na mente a confusão se as ideias são feitas para os homens, ou se os homens são feitos para as ideias.

      Conf: meu amigo Rapha, temos realmente essa faculdade, a liberdade de escolher? Gostaria que vc me citasse uma escolha que tenha feito, em toda sua vida, uma única que seja, que vc estivesse realmente “livre” para escolher? Que de nada, de absolutamente nada vc tivesse dependido para escolher!! Nenhuma de nossas escolhas é livre! Todas, das mais simples às mais complexas, estão absolutamente "presas"!

      Rapha: Ou a citada razão é o equilíbrio aplicado no uso das faculdades inerentes, e a virtude o uso do necessariamente útil, ou é a própria razão? Tudo depende da alma, e essa, depende da razão.

      Conf: explicação incompleta, aleijada, pois se tudo depende da alma e esta depende da razão, de que é que depende a razão?!

      Rapha: Segundo Blanquest o que predomina é: as forças pervertidas do ego e as aspirações da alma.

      Conf: concordo! Mas, se todo efeito tem sua causa, verdade inquestionável, qual é a causa de ser assim: de possuirmos um ego pervertido? E mesmo existindo em nós essas elevadas aspirações?

      Rapha: Na investigação de um método, usando a filosofia ou a religiosidade sem preconceitos ou dogmas, ou um simples e não apelativo sistema doutrinário. Encontraremos aquele feliz dia de verão.

      Conf: e porq o mundo continua sendo escuros dias de profundo, terrível e indesejável inverno?!

      Rapha: Toda alma é imortal, porque aquilo que move a si mesmo é imortal. Esse ícone é, portanto fonte e início do movimento de si mesmo. É um princípio divino.

      Conf: mas, amigo, se a alma possui um princípio divino, porq tantas vezes se comporta como quem possui princípios diabólicos?

      Rapha: E onde afinal está o nosso ego? A mesma dúvida teve o escritor Jorge Luiz Borges quando escreveu: Se o ego é uma ilha ou se é um poema.

      Conf: o ego, meu amigo, está numa criação psicológica nossa, e resvala para o egoísmo “naturalmente”, portanto por vontade de Deus, pois nasce do “natural” e inevitável encontro da “natureza” que o Criador nos deu, com a “natureza” que o Criador deu ao mundo! E, sendo assim, porq a doutrina espírita chama o egoísmo de "a mair chaga da humanidade, o pai de todos os males" se ele nada mais é que um sentimento "natural" aos humanos e não humanos, dado pelo Criador??!!

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Título: Re: o expurgo
Enviado por: raphael reys em 18 de Janeiro de 2016, 07:52
Prezado irmão inconforjr...

As coisas divinas são realidades que carecem de almas e suas emoções e sentimentos, para atualizar o que vem da individualidade do Espírito, através da centelha que nos une a Deus. Como tudo é composto de duas polaridades, necessárias a manifestação, as almas em missão formam a personalidade. O Espírito e o divino absorve e constrói a individualidade.
Veja que o Criador é uno em essência, bipolar por constituição e trino em manifestação.
Veja essa minha observação refletiva em seguida>

Balzac nos relata ter observado três mundos. O natural, o espiritual e o divino. Os seres humanos se movem para lá e para cá no natural, que não é fixo em sua essência nem em suas propriedades.
O Divino é fixo em suas propriedades e em essência. Os três são manifestos em ação, palavra e prece.
O instinto deseja obras; o abstrato volta-se para as idéias, o especialista vê o fim. Aspira a Deus, que interiormente percebe ou contempla.
Há três planos de consciência, a saber: O objetivo e o subjetivo, o subconsciente ou psíquico, e o Cósmico. Há uma estreita inter-relação dos três. Um emana do outro e se movem para cima e para baixo.
O Cósmico é uma derivação do Todo. O físico, objetivo e subjetivo o é do psíquico, entretanto é no mundo material, físico; que é feita a tomada de consciência.
O laboratório é a vida onde certamente o ser expressa os atributos que por Deus lhe foi conferido e confiado.
O homem, na sua eterna busca do conhecimento, trilha caminhos inusitados. Mergulha da sombra para a abstração pura e simples e, às vezes, descobre no seu intuitivo o caminho da compreensão.
Sendo a alma um veículo onde se expressa à ação, torna-se a mesma um instrumento feliz. Instrumento de tragédias e comedias. Entretanto, como tem as rédeas do seu livre arbítrio, pratica a sua vontade, os seus impulsos e as suas metas preconizadas.
Pode e deve; no fim de sua jornada evolutiva e como fruto das suas ações conscientes e deliberadas, alcançarem à luz.
O ser em missão nesse plano com a sua percepção interpretam, usando a consciência objetiva e subjetiva, as diversas formas de manifestações da mente Divina, na matéria. E ele na verdade, o grande espectador dos três mundos.
                                                   
Título: Re: o expurgo
Enviado por: raphael reys em 20 de Janeiro de 2016, 13:31
Caros Irmãos...

A ATRÍZ.

Raphael Reys

A alma é uma privilegiada atriz. Atuando em atos de comédias e tragédias, pelos cenários da vida. Traz consigo a ligação com o mundo superior, feita através do Espírito.
Guia o seu carro de combate, habitualmente com as rédeas frouxas, desestimulada em buscar um objetivo transcendental, espiritual. Deixa que o antolhado corcel negro da parelha arraste o conjunto. Os seus distorcidos emocionais e camuflados sentimentos vão à garupa.
O ser humano habitualmente é um adutor, Maria-vai-com-as-outras. Papel carbono de modelos inspirados e aprovados pelo seu ego. Palhaço das perdidas ilusões. Vive a sufocar os seus sentimentos simples e puros, gerados pelo forno alquímico do seu coração.
Usa quase somente, os seus instintos de preservação como veículo de ação e reação. E sendo esse atributo naturalmente seletivo, acaba por buscar somente os fatos considerados bons e prazerosos. Sai das brasas para a frigideira. Corre atrás da Lei Gerson em só buscar vantagem e cedo ou tarde prevalece o dito do proverbio árabe:
De tanto ir à fonte, um dia o cântaro quebra.
Sendo composta de duas polaridades contrárias e trinas em sua manifestação, tanto as coisas boas como as insalubres são de igual importância.
Um sábio pensador inglês, exercitando o seu pensamento refletivo, afiançou que o ato de um vil e a bondade de um santo tem o mesmo peso para a eternidade.
Não é o fim da existência e sim a retirada do culto ao ego, este governador tirano que criamos e mantemos pela força insufladora dos nossos pensamentos. Produtor de um lastro passional e trágico.
É negativo e inútil o exercício de gratificação. A doutrina cristã sugere:
Eu não me gabarei de mim mesmo a não ser das coisas que mostram as minhas fraquezas
Aprende desde cedo na vida a viver enganando o próximo, que como ele é parte integrante do grande todo. Mau ator vive representando para uma plateia de desavisados que, como ele repete sempre o mesmo refrão.
Se no nosso coração exista inveja, amargura ou egoísmo; se nos manifestamos pelas disputas com os nossos análogos, o nosso princípio é apenas uma cobiça.
Se lutarmos com o próximo, nossos atos são na verdade mecanismos que impulsiona o nosso saber maior apenas para as coisas do prazer. Quando a sabedoria assim se manifesta, ela é como uma neblina passageira.
Ao encerrar a sua função no mundo/palco, vai carregando consigo a sombra do seu próprio pensamento e vai parar nas barras do Tribunal de Osíris. A alma quando deixa o vaso físico, carrega consigo as virtudes humanas e divinas. Meio a meio.
Troca os atributos nobres que recebeu memória, vontade e entendimento, pelos tentáculos das reminiscências do seu inconsciente quixotesco. Formatado por mecanismos de guerra psicológica.
Logo se deparam com os monstros, criados por ele mesmo. Filhos do seu próprio desejo e memória seletiva. Fica desesperado quando se encontra com as câmaras de retificação dos Quintos.
Sócrates diz que Deus é inocente...
Somos senhores, construtores e executores do nosso destino. Diz a sabedoria do sertanejo que:
O que dá para a árvore dá também para o machado.