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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Auto-Conhecimento => Tópico iniciado por: HelenaBeatriz em 04 de Outubro de 2009, 11:56

Título: A INVEJA
Enviado por: HelenaBeatriz em 04 de Outubro de 2009, 11:56
Inveja
 
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Inveja
 


Não há nada a nos censurar por apreciarmos os feitos das pessoas e/ou por a eles aspirarmos; o único problema é que não podemos nos comparar e querer tomar como modelo o padrão vivencial do outro.

Se tivermos o hábito de investigar nossos comportamentos autodestrutivos e fizermos uma análise desses antecedentes históricos em nossa vida, poderemos, cada vez mais, compreender o porquê de permanecermos presos em certas áreas prejudiciais à nossa alegria de viver.

Esses comportamentos infelizes a que nos referimos não são apenas as atitudes evidentemente desastrosas, mas os diminutos atos cotidianos que podem passar como aceitáveis e completamente admissíveis. Entretanto, tais atos são os grandes perturbadores de nossa paz interior.

Muitos indivíduos não se preocupam em estudar as raízes de seus comportamentos rotineiros, porque acreditam que, para despender um enorme sacrifício. Sendo assim, preferem permanecer apegados aos antigos costumes, utilizando-se dos preconceitos e de crenças distorcidas, sem se darem conta de que estes são as matrizes de seus pontos vulneráveis.

Para afastar todo e qualquer anseio de transformação interior, utilizam-se de um processo psicológico denominado “racionalização” – artifício criado para desviar a atenção dos “verdadeiros motivos” das atitudes e ações – para se verem livres das “crises de consciência”, procurando assim justificar os fatos inadequados de suas vidas.

Somente alteraremos nossos atos e atitudes doentias quando tomarmos plena consciência de que são eles as raízes de nossas perturbações emocionais e dos inúteis desgastes energéticos. É examinando nosso dia-a-dia à luz das escolhas que fizemos ou que deixamos de fazer é que veremos com clareza que somos, na atualidade, a “soma integral” de nossas opções diante da vida.

Os indivíduos que possuem o hábito da critica destrutiva estão, em verdade, dissimulando outras emoções, talvez a inveja ou mesmo o despeito. Existem posturas efetuadas tão costumeiramente e que se tornam tão imperceptíveis que poderíamos denominá-las “atitudes crônicas”.

A inveja é definida como sendo o desejo de possuir e de ser o que os outros são, podendo tornar-se uma atitude crônica na vida de uma criatura. É uma forma de cobiça, um desgosto em face da constatação da felicidade e superioridade de outrem.

Observar a criatura sendo, tendo, criando e realizando provoca uma espécie de dor no invejoso, por ele não ser, não ter, não criar e não realizar. A inveja leva, por conseqüência, à maledicência, que tem por base ressaltar os equívocos e difamar; assim é a estratégia do depreciador: “Se eu não posso subir, tento rebaixar os outros; assim, compenso meu complexo de inferioridade”.

A inveja nasce quase sempre por nos compararmos constantemente com os outros. Nessa comparação, o homem desconhece o fato de sua singularidade, possuidor de expressões íntimas completamente diferente das dos outros seres.

É verdade, porém, que possuímos algumas semelhanças e características comuns com outros homens, mas, em essência, somos almas criadas em diferentes épocas pelas mãos do Criador e, por isso, passamos por experiências distintas e trazemos na própria intimidade missões peculiares.

Anormalidade, normalidade, sobre naturalidade e paranormalidade são de fato catalogações da incompreensão humana alicerçadas sobre as chamadas comparações.

A ausência do amadurecimento espiritual faz com que rotulemos, de forma humilhante e pretensiosa, os credos religiosos, a heterogeneidade das raças, os costumes de determinados povos, as tendências sexuais diferentes, os movimentos sociais inovadores, as decisões, o comportamento, o sucesso dos outras e muitas coisas ainda. Tudo isso ocorre porque não conseguimos digerir com ponderação a grandeza do processo evolutivo agindo de forma diversificada sob as leis da Natureza.

O autêntico impulso natural quer que sejamos simplesmente nós mesmos. Não faz parte dos impulsos inatos da alma humana a pretensão de nos considerarmos melhor que as outras pessoas. O que devemos fazer é admirar-nos como somos, é respeitar nossas diferenças e reconhecer nossos valores.

O extraordinário educador Rivail questiona os Mensageiros do amor: “Os Espíritos inferiores compreendem a felicidade do justo?”. E eles respondem com notável orientação: “... isso lhes é suplício, porque compreendem que estão dela privados por sua culpa...”
A inveja é o extremo oposto da admiração. É uma ferramenta cômoda que usamos sempre que não queremos assumir a responsabilidade por nossa vida. Ela nos faz censurar e apontar as supostas falhas das pessoas, distraindo-nos a mente do necessário desenvolvimento de nossas potencialidades interiores. Em vez de nos esforçarmos para crescer e progredir, denegrimos os outros para compensar nossa indolência e ociosidade.

Não há nada a nos censurar por apreciarmos os feitos das pessoas e/ou por a eles aspirarmos; o único problema é que não podemos nos comparar e querer tomar como modelo o padrão vivencial do outro.

A inveja e a censura nascem da auto-rejeição que fazemos conosco, justamente por não acreditarmos em nossos potenciais evolutivos e por procurarmos fora de nós as explicações de como deveremos sentir, pensar, falar , fazer e agir, ora dando uma importância desmedida aos outros, ora tentando convencê-los a todo custo de nossas verdades.

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O invejoso é inseguro e supersensível, irritadiço e desconfiado, observador minucioso e detetive da vida alheia até a exaustão, sempre armado e alerta contra tudo e todos.

Faz o gênero de superior, quando, em realidade, se sente inferiorizado; por isso, quase sempre deixa transparecer um ar de sarcasmo e ironia em seu olhar, para ocultar dos outros seu precário contato com a felicidade.

A inveja sempre foi uma emoção sutilmente disfarçada em nossa sociedade, assumindo aspectos ignorados pela própria criatura humana. As atitudes de rivalidade, antagonismo e hostilidade dissimulam muito bem a inveja, ou seja, a própria “prepotência da competição”, que tem como origem todo um séqüito de antigas frustrações e fracassos não resolvidos e interiorizados.

Acreditamos que, apesar de a inveja e o ciúme possuírem definições diferentes, quase sempre não são diferenciadas ou corretamente percebidos por nós.

As convenções religiosas nos ensinaram que jamais deveríamos sentir inveja, pelo fato de ela se encontrar ligada à ganância e à cobiça dos bens alheios. Em relação ao ciúme, os padrões estabeleceram que ele estaria, exclusivamente, ligado ao amor.
É por isso que passamos a acreditar que ele é aceitável e perfeitamente admissível em nossas atitudes pessoais.

Analisando as origens atávicas e inatas da evolução humana, podemos afirmar que a emoção da inveja não é uma necessidade aprendida.
Não foi adquirida por experiência nem por força da socialização, mas é uma reação instintiva e natural, comum a qualquer criatura do reino animal.

O agrado e carinho a um cão pode provocar agressividade e irritação em outro, por despeito.

Nos adultos essas manifestações podem ser disfarçadas e transformadas em atos simulados de menosprezo ou de indiferença.

Já as crianças, por serem ingênuas e naturais, mordem, batem, empurram, choram e agridem.

A inveja entre irmãos é perfeitamente normal. Em muitas ocasiões, ela surge com a chegada de um irmão recém-nascido, que passa a obter, no ambiente familiar, toda atenção e carinho.

Ela vem à tona também nas comparações de toda espécie, feitas pelos amigos e parentes, sobre a aparência física privilegiada de um deles.

 Muitas vezes, a inveja manifesta-se em razão da forma de tratamento e relacionamento entre pais e filhos. Por mais que os pais se esforcem para tratá-los com igualdade, não o conseguem, pois cada criança é uma alma completamente diferente da outra.

 Em vista disso, o modo de tratar é consequentemente desigual, nem poderia ser de outra maneira, mas os filhos se sentem indignados com isso.

A emoção da inveja no adulto é produto das atitudes internas de indivíduos de idade psicológica bem inferior à idade cronológica, os quais, embora ocupem corpos desenvolvidos, são verdadeiras almas de crianças mimadas, impotentes e inseguras, que querem chamar a atenção dos maiores no lar.

O Mestre de Lyon interroga as Vozes do Céu: “Será possível e já terá existido a igualdade absoluta das riquezas? E elas, com muita sabedoria, informam: “...Há, no entanto, homens que julgam ser esse o remédio aos males da sociedade (...) São sistemáticos esses tais, ou ambiciosos cheios de inveja...”

A necessidade de poder e de prestígio desmedidos que encontramos em inúmeros homens públicos nas áreas religiosa, política, profissional, esportiva, filantrópica, de lazer e outras tantas, deriva de uma “aspiração de dominar” ou de um “sentimento de onipotência”, com o que tentam contrabalançar emocionalmente o complexo de inferioridade que desenvolveram na fase infantil.

Encontramos esses indivíduos, aos quais os Espíritos se reportam na questão acima, nas lutas partidárias, em que, só aparentemente, buscam a igualdade dos “direitos humanos”, prometem a “valorização da educação”, asseguram a melhoria da “saúde da população” e a “divisão de terras e rendas”.

Sem ideais alicerçados na busca sincera de uma sociedade equânime e feliz, procuram, na realidade, compensar suas emoções de inveja mal elaboradas e guardadas desde a infância, difícil e carente, vivida no mesmo ambiente de indivíduos ricos e prósperos.

Tanto é verdade que a maioria desses “defensores do povo”, quando alcança os cumes sociais e do poder, esquece-se completamente das suas propostas de justiça e igualdade.

Eis alguns sintomas interiorizados de inveja que podemos considerar como dissimulados e negados:
-         perseguições gratuitas e acusações sem lógica ou fantasiadas;
-         inclinações superlativas à elegância e ao refinamento, com aversão à grosseria;
-         insatisfação permanente, nunca se contentando com nada;
-         manifestação de temperamento teatral e pedantismo nas atitudes;
-         elogios afetados e amores declarados exageradamente;
-         animação competitiva que leva às raias da agressividade;

O caráter invejoso conduz o indivíduo a uma imitação perpétua à originalidade e criação dos outros e, como conseqüência lógica, à frustração.

Isso acarreta uma sensação crônica de insatisfação, escassez, imperfeição e perda, além de estimular sempre uma crescente dor moral e prejudicar o crescimento espiritual das almas em evolução.  
Espírito: HAMMED
Médium: Francisco do Espírito Santo Neto – As dores da alma.


Título: Re: A INVEJA
Enviado por: Blue soft em 05 de Outubro de 2009, 04:23
           Helena querida,
sabe que, não uso essa palavra, não sei me parece tão sem razão,
não sei nem se esta é a palavra certa, mas sei lá é tão esquisito,
sempre digo que há palavras que não entram no meu dicionário:
burro, não conheço pessoas que possam ser comparadas a este
animal, feio, não consigo niguém que eu possa dizer que não tem
alguma beleza e inveja,essa eu não consigo definir bem, parece
sem razão, não consigo entender, acham este ponto estranho em
mim, mas não sei dizer, olho e tento entender porque dizem que esta
ou aquela pessoa é invejosa, mas não entendo porque é um ponto de
vista, vejo uma coisa de uma maneira e você de outra, não tem como dizer
que a minha maneira é a certa, sei lá, você deve entender bem, mas eu não
consigo, sou incapaz de entender essa lógica, para mim é ilógico.


                    Carinhos,


                     Blue Soft


P.S. Amiga querida, se puder me fazer compreender lhe serei grata. 
Título: Re: A INVEJA
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Outubro de 2009, 11:25
Blue querida, a inveja é um dos 7 "pecados" capitais...segundo a ICAR. Mas para nós, espiritistas, é um dos grandes causadores de dores na alma. Quando nosso espírito está doente ele transforma o que poderia ser uma virtude em um motivo a mais para suas dores, seus sofrimentos.

A origem etimológica de "pecar" significa errar o alvo.

Segundo o espírito Eugênia todos nós possuimos esses "pecados" em gérmen, pois fazem parte de um conjunto de elementos para nossa defesa e evolução, enquanto pertercermos a este mundo de Provas e expiações e talvez até o de Regeneração. Eles nos acompanham desde o início.

Mas, se prestarmos atenção, Blue, tais "pecados", ou seja, tais características, só passam a adquirir morbidade, a serem realmente patológicas, quando seu equilíbrio se rompe.
Assim até uma virtude pode errar o alvo, pode errar a dose, e se transformar em um erro, um pecado.

Vejamos:
Ter uma boa imagem de si mesmo, amar-se é um dos mandamentos do Mestre. Mas seu exagero para cima seria a egolatria, a vaidade excessiva, que levaria ao orgulho. Mas até este orgulho, se bem conduzido, poderia nos alavancar em muitos momentos, mas, mal conduzido, nos traz dissabores, nos conduzindo a um mundo de ilusões, geradoras de dores na alma, grandes sofrimentos para nossos espíritos.
Ser generoso é uma virtude, certo? Mas se exagerarmos seremos perdulários, gastadores sem critério.
Ser benevolente é uma virtude, mas seu exagero nos levaria à frouxidão.
Assim, ser previdente é uma virtude, mas seu exagero nos levaria à avareza, que, dentre uma infinidade de males que acarreta-nos, também denotaria falta de confiança em nossa capacidade de produzirmos mais.

A inveja seria a deturpação de uma virtude: a admiração. Quando admiramos buscamos exaltar o objeto de nossa admiração e tentamos seguir-lhe o exemplo. Mas o invejoso, de forma mórbida, não aceita o triunfo do outro, quer que ele decresça, quer diminuí-lo, ao invés de subir até o outro. Tudo isso denota falta de autoconfiança, no fundo se despreza, se sente incapaz de conseguir, sofre de minusvalia.

O espírito Hammed, num de seus muitos livros, fala-nos algo muito significativo: a maioria dos espíritos "maus" precisam muito mais de tratamento médico-psicoterápico que propriamente de castigo.

O invejoso está com a alma doente, não consegue admirar, pois sua insegurança lhe grita que é um ser incapaz de conseguir, portanto só lhe resta o prazer de diminuir o outro.

É dessa forma, amiga, que vejo os "pecados" da humanidade. São desequilíbrios espirituais.
Bjs,
Helena
Título: Re: A INVEJA
Enviado por: Blue soft em 05 de Outubro de 2009, 13:53
            Helena querida,
muito obrigada, tenho essa dificuldade
em compreender algumas coisas.




                       Carinhos,



                          Blue Soft