Forum Espirita

GERAL => Psicologia & Espiritismo => Auto-Conhecimento => Tópico iniciado por: Anton Kiudero em 04 de Fevereiro de 2011, 13:43

Título: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: Anton Kiudero em 04 de Fevereiro de 2011, 13:43
A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA

Objetivo do trabalho

O objetivo deste trabalho é entendermos o caminho crístico que leva a Deus e com isso entendermos também aquilo que é chamado de ‘consciência crística’.

Podemos definir consciência crística como o conjunto de valores sobre as coisas deste mundo que Cristo possuía. Aquele que alcança a ‘consciência crística’, ou seja, que possui os mesmo valores que ele possuía passa, então, a ver as coisas sob o mesmo prisma que ele via.

Por isso, o objetivo deste trabalho é estabelecer esse prisma nos mais diversos aspectos da vida humana. Estabelecidas estas bases, o ser humanizado pode, então, promover a sua mudança, ou seja, entender as situações da vida como Cristo entendia.

Este estudo nem seria necessário, pois se Cristo é o amor em ação, o Verbo, bastaria apenas ao ser humanizado trocar todas as múltiplas interpretações que têm das coisas do mundo pelo amor. Se ele ao invés de ver bom e mau ou certo e errado nos acontecimentos da vida e visse apenas amor, já teria alcançado a mesma visão que Cristo tinha das coisas.

Viver com a consciência crística é viver com o amor. O problema é que os seres humanizados não conhecem o amor que Cristo pregou. Mas, por que o ser humanizado não conhece o amor que Cristo pregou?

O amor crístico é algo universal. Ele é vivenciado dentro de verdades universais. Estas verdades não estão presentes na visão humana das coisas porque os seres humanizados vivem um mundo relativo, ou seja, vivem um mundo que é regido por valores individuais e transitórios que são fundamentados pelo egoísmo, no amor a si mesmo acima de tudo.

Sendo assim, o que precisamos fazer é destruir as idéias humanas sobre o amor de Cristo. Na verdade, Cristo nos ensinou o que é amar através de ensinamentos, mas os seres humanizados interpretam estes ensinamentos a partir de suas próprias verdades que, como já disse, são individuais, transitórias e fundamentadas no amor a si mesmo acima de tudo.

Em resumo, o objetivo deste estudo é desmistificar os ensinamentos de Cristo como conhecidos pelos seres humanizados. Falo em desmistificar porque cada ser humanizado interpretando o amor crístico por seus valores criou mitos que são formados por falsas verdades. Fez isso porque, coadunando a verdade universal com suas próprias verdades, ou seja, dizendo que ele está ‘certo’, cada ser humanizado eliminou a necessidade de sua própria mudança.

Coadunando a verdade universal com suas próprias verdades, cada ser humanizado coloca Cristo ao seu próprio serviço, coloca os ensinamentos como elementos para corroborar a sua própria intenção. Transformou o amor crístico em algo humanitário e não universal. Transformou algo que é fundamentado principalmente no doar-se em alguma coisa onde acima de tudo possa receber individualmente, ganhar.

Alterando o sentido dos ensinamentos crísticos, o ser humanizado transformou Cristo em um ser mágico que possa auxiliá-lo a alcançar seus desejos. Os reis da antiguidade tinham sempre ao seu serviço um grupo de mágicos. Estes homens eram utilizados pelo rei nos momentos onde ele precisava de ajuda para alcançar seus objetivos individuais, Fazendo ‘poções mágicas’, previsões de futuro ou agradando aos deuses, os mágicos eram considerados como elementos importantes para que o rei alcançasse seus propósitos individuais. Foi isso que a humanidade fez com Cristo, seus ensinamentos e amor.

O ser humanizado transformou Cristo num mago da corte onde ele é o rei e seus ensinamentos e amor como instrumentos da sua vitória individual. Dentro dessa visão, Cristo, então, ficou incumbido de fazer mágicas (milagres) para que o rei humano possa alcançar suas vontades, ganhar sempre...

Repare. Ninguém vai a Cristo perguntando o que quer que seja feito por ele; todos vão a ele pedindo que realize o que cada um quer. Por isso afirmo que Cristo para o mundo humano passou a ser o mágico da corte onde o ser humanizado é o rei.

Por isso o objetivo deste trabalho é desmascarar esta visão. Isso é preciso porque não foi esta a missão de Cristo. Ele não veio a este mundo para servir ao ser humano, mas sim a Deus. É através do seu serviço a Deus que Cristo serve ao ser humano.

Nesta missão ele serve ao ser humano, mas não como instrumento para alcançar o que cada um quer ou gosta, mas para mostrar o caminho para se chegar a Deus. Ele não veio para fazer o que cada ser humanizado quer, mas para ensiná-lo a respeitar a vontade de Deus (‘seja feita a Vossa vontade assim na Terra como no céu’).

É preciso mudar muita coisa a respeito da compreensão que o ser humanizado tem de Cristo. Por exemplo: a passividade e candura de Cristo. Onde está a passividade em quem pega o chicote para meter nas costas daqueles que estão contra a lei de Deus? Onde está a candura naquele que diz aos seus apóstolos: ‘vermes, até quando vou ter que agüentar vocês’? Ou ainda naquele que chama os que pensam diferente dele de hipócritas?

São essas coisas que precisamos desmistificar. Cristo foi cândido sim, mas com uma candura espiritual. Isso quer dizer que ele é cândido com o espírito no mundo espiritual, mas não com o ser humano no mundo material. Para o ser humano, vendo-se sem misticismo as passagens bíblicas, podemos afirmar que ele não era cândido, pois brigou, ofendeu e bateu em diversos seres humanizados. Fez isso não por maldade ou porque não tinha amor por eles, mas porque sabia que esta era a forma necessária para auxiliar estes seres a reencontrar-se com Deus.

Cristo não poderia estar ao lado da humanidade, ou seja, a serviço de suas vontades e desejos individualistas ou do seu amor a si próprio porque ele sabia que esta forma amar separa o ser do Todo. Por isso ele não poderia ter vindo para servir à humanidade como os seres humanizados interpretam este serviço. Aliás, na verdade, ele veio para destruir a humanidade que o ser vive e que o afasta do Todo.

Ele não veio destruir a humanidade fisicamente, acabar com o mundo, mas sim no sentido da visão humana sobre as coisas do mundo, a visão que premia o individual em detrimento do Todo. Ele veio fazer isso porque sabe que apenas quando o ser universal destruir a humanidade que toma quando vem à carne pode vivenciar a plenitude de sua própria espiritualidade.

É neste sentido que este trabalho pretende desmistificar os ensinamentos de Cristo. Não estamos aqui para acabar com Cristo, dizer que ele nunca existiu, mas sim para retirar da compreensão de seus ensinamentos os valores que o ser humano atribui (valores que premiam o bem individual) e devolver a eles o sentido do caminho para a união ao Todo.

Jesus Cristo aconteceu na matéria carnal. Os fatos que a humanidade conhece através da bíblia quase todos são realidades, mas a interpretação que a humanidade dá aos ensinamentos dele é falsa. É a respeito dessa falsidade que se pauta este trabalho.

É sobre este aspecto que realizaremos este trabalho. Vamos ler diversos versículos dos chamados evangelhos canônicos e mostrar o que realmente Cristo ensinou e o que o ser humanizado entende que ele ensinou.
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: Anton Kiudero em 04 de Fevereiro de 2011, 13:53
Cegueira espiritual

Jesus soube que tinham expulsado o homem da casa de oração. Quando o encontrou perguntou: - Você crê no Filho do Homem?
Senhor, quem é o Filho do Homem para que eu creia nele? - respondeu.
Você o está vendo! Sou eu, eu que estou falando com você! - disse Jesus.
Senhor, eu creio! - disse o homem e se ajoelhou diante dele.
Jesus então afirmou: - Eu vim a este mundo a fim de julgar, para que os cegos vejam e para que os que vêem se tornem cegos.
Alguns fariseus que estavam com ele ouviram isso e perguntaram: - Isso quer dizer que nós também somos cegos?
Se vocês fossem cegos, não seriam culpados! - respondeu Jesus. Mas como dizem que podem ver, então ainda são culpados.


O que quis dizer Cristo quando afirma que “quem é cego vê e quem vê é cego”?

Como é que um ser humanizado vê? Com os olhos da carne. O que ele vê? As coisas materiais. Então, como disse Cristo para os fariseus, o ser humanizado é culpado, pois é cego e acha que pode ver.

Tudo o que os seres humanizados dizem ver, não existe. O ato material, a carne, os elementos do mundo material não existem da maneira como vocês as vêem.

Os atos que acontecem na sua vida (nascimento, casamento, passeios, tristezas) não existem. As coisas materiais que o cercam, daqui a pouco serão destruídas, acabarão. Por isso não são reais... Para existir de verdade, qualquer elemento precisa ser eterno.

Por isso, como disse Cristo, você é cego, pois acredita nas coisas que vê, nas coisas que não são reais, que deixarão de existir um dia.

Quem enxerga mesmo é aquele que não vê as coisas da matéria. Não estamos aqui falando em perfurar os olhos para deixar de ver. Aquele que alcança a visão espiritual e com isso deixa de ser cego, é aquele que deixa de vivenciar as coisas (objetos, pessoas e acontecimentos) materiais pelos valores humanos que são aplicados a elas.

Aquele que possui a visão espiritual é quem vivencia a essência das coisas e não os valores materiais dela. A essência não é caracterizada não por elementos materiais, mas por um sentimento. É ela que dá a visão (compreensão) das coisas para quem possui a capacidade espiritual de enxergar. Portanto, esta capacidade é conferida a quem, apesar de receber via olhos uma visão, não se apega a esta imagem, mas vivencia a essência daquele acontecimento.

A essência é aquilo do que cada ato ou elemento é composto. É o que gera tal ou qual acontecimento ou o que faz determinado objeto ou pessoa ser de tal forma. Quem não vê o acontecimento material, mas sim a sua essência, não pode ser considerado como cego pelos irmãos universais, pois enxerga apenas as coisas espirituais.

É isso que Cristo quis dizer: todos aqueles que são cegos, afirmam enxergar, ou seja, afirmam que estão vendo um acontecimento. Já aqueles que se libertam da visão do mundo de formas e penetram na essência do acontecimento, estes podem ser considerados como aqueles que sabem ver...

Por que Cristo afirma isso? Qual a forma que um cego material (aquele que não possui a percepção da visão) enxerga? Pelo sentimento: ele sente as coisas. Quando um cego material percebe as coisas, ele sente o sentimento que está por trás das palavras que ouve, enquanto quem tem a visão prende-se exclusivamente na forma e não consegue interpenetrar na essência.

Aquele que enxerga observa apenas as coisas materiais envolvidas no acontecimento. Acha que por estar percebendo as formas pode saber o que está acontecendo, mas na verdade é cego, porque não vê a essência, que é a Realidade do momento.

Aquele que se prende as percepções visuais não enxerga o que realmente está acontecendo ali porque a verdade não tem nada a ver com a movimentação das formas, mas sim com os sentimentos com os quais são vivenciados os atos.

Nos sentimentos com que se convive durante as ações encontra-se a realidade do mundo de vocês. Não importa se a mão se levante, mas sim se isto está sendo vivenciado com amor ou não. A mão levantar-se por si só não diz nada, mas sim o sentimento que é sentido durante a execução desta ação.

Quer um exemplo? Existem muitas mãos que se levantam e até promovem ações que parecem carinhosas, mas, quantas destas ações são vividas com falsidades? Quantos destes carinhos querem realmente trair?

Lembram-se do beijo de Judas? O ato de beijar é o símbolo máximo do amor para os humanos, mas naquele caso, esta ação nada teve de amorosa, ou pelo menos é isso que os humanos pensam deste acontecimento.

NOTA: A respeito do ato de Judas, o amigo espiritual já tinha ensinado que tudo aquilo foi amor sim, pois foi através daquela ação que o destino de Jesus Cristo aconteceu. Na verdade tudo já estava pré-programado e fazia parte de um grande ensinamento.

É isso que você tem que olhar: o sentimento com que vivencia os acontecimentos que você ou outra pessoa pratica e não as formas do mundo externo. Ou melhor: não olhar nada. A tudo que acontecer reaja apenas com amor, entenda a partir do amor a Deus e a todos.

Para Cristo o cego é culpado: por que? Porque ao prender-se ao mundo das formas, vivencia (enxerga) os acontecimentos com outro sentimento que não o amor.

Para se alcançar a Perfeita visão dos acontecimentos, não basta apenas libertar-se do mundo de formas. É preciso compreender que a essência dos acontecimentos é dada por cada um através de sua escolha sentimental.

Além de cego, o ser humanizado que acredita na percepção visual é culpado, pois deixou de cumprir os dois mandamentos que o mestre ensinou: amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Quer um exemplo? Aquele que vê maldade em tudo. Aquele que afirma que “tem certeza” de tudo o que está acontecendo (conhece os motivos pelos quais o ato foi praticado) e participa destes acontecimentos aplicando a eles uma essência maldosa.

Este é um cego espiritual, pois se prende à percepção visual, mas também é culpado, porque não amou. Ele acha que enxerga muito bem,, mas acaba  vendo coisas que não existem.

A maldade do outro jamais está nele, mas na essência com que cada um cria a percepção do acontecimento. Mesmo que o outro vivencie aquele acontecimento escolhendo a maldade, se quem o recebe alterar esta essência e amar, a maldade se extinguirá.

São os seres humanizados que vivenciam os acontecimentos sem amar que criam uma essência negativa para um acontecimento. Nada do que ocorre no Universo pode ser considerado negativo, pois tudo é emanação de Deus, que apenas ama.

Quem não vigia suas próprias percepções e a essência que é aplicada a cada uma delas, além de cego é culpado. Isto porque não está vivenciando a Realidade: está imaginando uma situação que não está ocorrendo.

Esta imaginação, no entanto, não é errada. Trata-se de uma intuição que o plano espiritual, obedecendo a Causa Primária, dá ao ser humanizado como provação, ou seja, como instrumento da reforma íntima.

Quando um ser humanizado percebe determinada essência em um acontecimento que não seja o amor universal e incondicional, trata-se de algo que ele, antes da encarnação, alcançou a compreensão que não deveria sentir. A partir desta compreensão, pediu, então, este gênero de provas para provar que aprendeu a lição quando ainda na erraticidade.

A partir deste pedido de gênero de provas, Deus emana, durante a encarnação deste ser, um acontecimento e determinado pensamento (compreensão) naquele momento. Estes pensamentos, que se transformam naquilo que é visto (compreendido) geram, então, a oportunidade da reforma, ou seja, da mudança da essência.

Aquilo que o ser humanizado vê, portanto, é o que deve deixar de existir, ou melhor, deve ser substituído pelo amor. Por isso Cristo diz que o ser humanizado que não faz isso é culpado.

Continua...
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: Anton Kiudero em 04 de Fevereiro de 2011, 14:03
Continuação

O ser humanizado não é culpado pela ação que protagoniza ou pela essência que aplica na compreensão da situação, mas sim por não ter aproveitado a oportunidade para reformar-se, não ter aproveitado a situação para deixar de ver maldade e amar incondicionalmente a tudo e a todos...

Justamente por não aproveitar esta oportunidade é que Deus precisa novamente emanar esta compreensão, ou seja, conceder uma nova compreensão. Isto acontecerá porque Deus é Justo, ou seja, dá sempre a cada um o que ele precisa para a evolução espiritual.

Sendo assim, este ser continuará recebendo percepções (acontecimentos e essência) dentro dos mesmos padrões, até que um dia consiga promover a reforma íntima e ponha em prática o amor incondicional. Se não conseguir, viverá a existência carnal inteira “vendo” maldade nos outros e terá, futuramente, que reencarnar novamente para fazer esta mesma provação.

O ser humanizado que é considerado um cego espiritual acredita que tem o direito de julgar os outros e de apontar seus erros. Por este motivo ele é intuído para cada vez mais apontar erros, afundando-se cada vez mais em um mundo negativo, amargo, até chegar uma grande dor que o fará buscar o amor para poder ser feliz.

Quando, pela dor, ele entender que apenas o amor a todos e a tudo pode levar à felicidade, a sua “visão” sobre os elementos do mundo (acontecimentos, objetos, pessoas) começará a mudar. Muitos passam por momentos assim, mas, infelizmente, quando a dor vai embora, novamente se esquecem dos momentos ruins e começam outra vez a julgar e a acusar tudo e a todos.

Este é o cego que Cristo diz que é culpado: aquele que quer ver os atos dos outros para julgá-los.

Não existe ato certo ou errado: todos estão certos e estão errados ao mesmo tempo. Todos estão certos porque para quem os faz estão certos e todos estão errados porque para os outros sempre estarão errados.

Para se alcançar à visão espiritual, então, é necessário não ver o ato isto é,  não julgá-lo. Ë preciso concordar com tudo que todos fazem, pois para quem está fazendo está certo e para quem está vendo, não deve existir certo ou errado.

Esta é a primeira coisa que Cristo que nos fala neste trecho, mas ele também afirmou: “Eu vim para dar a luz para aqueles que não enxergam as coisas”. Vamos compreender isso agora...

Cristo é a luz, é o caminho para se alcançar as coisas do Pai e é o amor. Desta forma só quando o ser humanizado “enxergar” amor em tudo, sem prender-se às formas ou essências geradas por sua mente e que são criadas por Deus de acordo com a provação de cada ser, alcançará a verdadeira visão, a visão espiritual.

Mas, o ser humanizado acha que quem vive desta forma é “bobo” e que será “pisado”, pois não terá o direito de apontar os erros dos outros. Para esta observação eu pergunto: já tentou fazer? Não? Então como é que sabe que vai acontecer desta forma? Lembre-se, o mundo não é o que você compreende, mas a essência que aplica às coisas...

Se você viver com amor, Deus só colocará na sua frente pessoas que irão agir amorosamente. No entanto, se Ele colocar outras que não estejam amando, isso não será percebido por você, já que estará amando...

Os acontecimentos são aquilo que você percebe. Aplicando uma essência amorosa a eles, o que os outros chamam de bobeira ou de ser pisado, será compreendido por você como amor, será vivenciado como um ato amoroso...

Aqueles que não amam podem sentir-se ofendidos ou prejudicados, mas você não. Por isso, para você, estes acontecimentos não estarão ocorrendo.

Mesmo que aconteça de você “perder” algum elemento material (objeto ou posição), lembre-se do que Cristo disse: os últimos serão os primeiros. Se você acha que quem é feito de “bobo” fica para último, então, serão os bobos os primeiros a entrar no Reino do Céu. Já aqueles que são espertos, que ganham, serão os últimos, pois se imaginam os primeiros na Terra...

Os que não se sentem “pisados” não reagem porque tem boa visão espiritual. Mas, a humanidade pensa ao contrário destes...

Quando alguém aparentemente está perdendo, está sendo “passado para trás”, é acusado de “estar cego”, de “não enxergar nada que está acontecendo à sua volta”. Mas o cego não é ele e sim quem está enxergando demais. Enxergar demais é cegueira.

Então, Cristo deixa bem claro neste texto as seguintes lições: não podemos ficar olhando os atos, apontando erros dos outros, porque quanto mais agirmos desta forma, mais Deus vai apontar nossos erros também. Aliás, ele disse isso em outro ensinamento: pelo mesmo valor que julgar, serás julgado...

O ser humanizado precisa compreender que se alguém fala mal dele, é porque ele fala mal dos outros. Na hora em que deixar de falar mal dos outros, a compreensão que se tem do que os outros falam mudará e com isso, a visão perfeita será alcançada.

Na verdade, a pessoa que Cristo aponta neste texto como cego é aquela que possui visão muito apurada das coisas. É aquela que gosta de apontar o defeito em tudo que os outros fazem.

Se você acha que vai conseguir fazer uma coisa perfeita, que seja considerada como certa por todos, esqueça, porque isso não existe. Sempre existirão pessoas que apontarão defeitos no que você faz.

Isto acontece não por maldade ou por imperfeição dos outros, mas para testar se você é cego ou se tem boa visão. Por isso o cego, ou seja, o que enxerga espiritualmente, não vê nada errado em lugar algum.

O cego, o que tem a visão espiritual, não vê sujeira, não vê coisa velha, quebrada, não vê amarrotado ou passado, sujo ou limpo. Ele ama tudo que lhe aparece na frente e por isso não se deixa contaminar pela percepção visual e seus próprios conceitos de certo. Quem tem a visão espiritual ama tudo conforme Deus coloca em sua frente e agradece ao Pai por assim ter feito.

Quem tem apenas a visão material, enxerga tudo de todos, mas não enxerga nada de si mesmo, pois nunca se considera errado. Não importa o que faça, terá sempre desculpas e os outros é que sempre “estarão agindo com sentimentos negativos (maldade, preguiça, etc.)”.

É preciso que o ser humanizado deixe que os outros vão continuar agindo assim até a hora em que cada um fizer a sua própria mudança e deixar de esperar a mudança deles.

Aos que imaginam que são capazes de compreender o mundo, pergunto: quando você vai mudar? Ou você é o único certo, o perfeito? Pergunto isso porque cada um “nasceu” para realizar a sua reforma íntima e não para reformar os outros ou o mundo. Por isso, não espere que os outros façam as coisas iguais a você.

É preciso aprender a abrir mão das “verdades” (conceitos) que cada um possui: esta é a reforma íntima que aproxima o ser do Senhor. Aquele que enxerga só consegue ver (ter compreensão) porque possui verdades. Estas verdades lhe fazem achar que sabe e que o que sabe está sempre certo. Cego!

Cristo ensinou: os olhos são a luz do espírito. Ensinou mais: se o seu olho lhe faz pecar, arranque-o, pois é preferível entrar no Reino do Céu com um olho do que ir para o inferno com os dois. Estes mesmos ensinamentos estão presentes neste texto onde Cristo falou do cego espiritual.

O que tem a visão espiritual, então, é aquele que não vê nada, não sabe de nada. Este só enxerga Deus agindo na sua frente, só vivencia a emanação do Pai. Por isso, só ama...

Tendo esta compreensão o ser universal sabe que a essência de tudo o que lhe acontece é o Amor de Deus em ação. É o seu Pai lhe dando uma oportunidade de reformar-se (mudar de visão das coisas) e assim, aproximar-se Dele.

Isso é o que Cristo, aquele que amou Deus porque amou todos os acontecimentos de sua encarnação, mesmo os que são considerados como sofrimentos pela humanidade, ensinou nesta história.
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: Anton Kiudero em 04 de Fevereiro de 2011, 15:22
A fé e o medo

Os apóstolos estavam num barco com Cristo. Durante a travessia veio um vento muito forte que criou grandes ondas que ameaçavam a estabilidade do barco. Os apóstolos ficaram com medo e pediram ajuda a Cristo. Depois de ordenar ao vento para parar, o mestre pergunta aos seus seguidores: ‘Porque vocês são assim tão medrosos? Vocês ainda não têm fé?

A partir das palavras de Cristo, podemos entender que sua mensagem é: quem tem fé não tem medo... Pergunto: o que é fé? O que é a fé que Cristo ensina e que pode acabar com o medo? A entrega com confiança total em Deus...

Quem se entrega com fé a Deus, ou seja, com confiança total, de que precisa ter medo? Quem está ligado a Deus não tem medo de nada, porque tem o próprio Deus ao seu lado.

Qual o problema da onda que sacode o barco? Ele virar e os ocupantes morrerem? Mas, todo ser humano não vai morrer um dia? Qual o problema de morrer hoje ou amanhã? Além do mais, o que é mais importante: continuar vivo e afastado de Deus ou estar vivo ou morto em comunhão com Ele?

O ser humanizado tem medo porque está afastado de Deus. Por que imagina que Deus tem que estar ao serviço do interesse do ser (neste caso, permanecer vivo). Mas, como Cristo ensina, Deus tem um propósito para tudo.

O medo do ser humanizado não altera jamais o propósito de Deus. Se estiver nos propósitos Dele o barco afundar, em que o medo pode mudar este acontecimento?

Os propósitos de Deus não são jamais alterados pelo que o ser humanizado quer, pensa ou sente. Quantas vezes o ser humano pratica determinada atitudes sem medo algum de consequências e estas acabam sendo funestas? Não é o medo ou a ausência dele que determina o resultado de uma ação, mas os desígnios de Deus, que são insondáveis.

Não se deve ter medo, pois ele denota apenas a falta de confiança em Deus. Se o destino depende apenas dos Seus desígnios, aquele que se entrega com confiança a Deus vive este desígnio em paz, mas aquele que assim não faz, o vivencia com medo.

Para não ter medo, o ser humanizado precisa caminhar na sua vida com a certeza que todos os seus passos estão contados por Deus, que fazem parte do plano maior que Ele tem para cada um. Caminhar com a consciência de que todos os seus caminhos estão delineados por Deus.

Quando o Pai delineia este caminho, o que O move é a chamada lei da causa e efeito. Ou seja, cada passo do ser humanizado na vida humana é construído como efeito de um passo anterior. Além disso, a construção deste caminho por Deus tem apenas um destino a ser alcançado: a evolução do ser universal, a evolução espiritual. É fundamentado nestas duas premissas que advém a confiança na entrega que faz existir a fé que acaba com o medo.

Sendo assim, quem tem fé não tem medo nem se preocupa com os acontecimentos, mas sim com a base sentimental com a qual vivencia os acontecimentos da vida. Vivenciando cada acontecimento com fé, o ser humanizado tem a certeza que o seu caminhar é justo (perfeito efeito gerado por uma causa) e que o levará à elevação espiritual.

Essa deve ser a preocupação do ser humanizado: neste momento estou vivenciando este acontecimento com entrega total confiante em Deus ou estou vivenciando-o com medo, com esperança de uma satisfação individual, com cobiça, etc.? Quando o ser humanizado se preocupa em vivenciar cada momento com fé sente-se ao lado de Deus e por isso não tem medo.

Aliás, na própria Bíblia está escrito: se Deus é a seu favor, quem pode ser contra? Se o ser humanizado sentir-se ao lado de Deus nada temerá. Mesmo que o barco sucumba nas ondas, o ser humanizado saberá que aquilo fez parte do caminho delineado por Deus para ele no sentido de levá-lo à elevação espiritual.

Mas, o ser humanizado continua rezando a Deus para salvá-lo, para livrá-lo daquilo que o Senhor programou para ele como o caminho para sua glória. Este é o ser que ao invés de entregar-se a Deus, O exila no céu e coloca-O a serviço de sua vontade individual ao invés de confiar nos Seus planos.
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: filhodobino em 04 de Fevereiro de 2011, 16:03
Amado irmão Anton,
Gostei de sua preleção...
Concordo com quase tudo...
Senão veja:

João 9;
35 Soube Jesus que o haviam expulsado; e achando-o perguntou-lhe: Crês tu no Filho do homem?
36 Respondeu ele: Quem é, senhor, para que nele creia?
37 Disse-lhe Jesus: Já o viste, e é ele quem fala contigo.
38 Disse o homem: Creio, Senhor! E o adorou.
39 Prosseguiu então Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos.
40 Alguns fariseus que ali estavam com ele, ouvindo isso, perguntaram-lhe: Porventura somos nós também cegos?
41 Respondeu-lhes Jesus: Se fosseis cegos, não teríeis pecado; mas como agora dizeis: Nós vemos, permanece o vosso pecado.

Penso que a mensagem Crística, veio infundir no psiquismo humano o conceito de que individualizar-se como sabemos até então, é diferente do individuar-se, mas ambos acabam com a Mensagem Crística sendo a  mesma coisa desde que o individualizar seja assumir consigo mesmo o dever de amar ao próximo, desejar ao próximo, explicar ao próximo tudo dentro da conformidade em que gostaríamos a nós mesmos fossemos amados, explicados e desejados. Que o interesse coletivo é anterior e priorizado em relação ao nosso próprio interesse...
Que as leis naturais, não são prerrogativas de atendimento ao interesse pessoal, mas coletivo.
Que a ganância e o egoísmo pessoal, é crime de lesa natureza, pois que peca contra o próprio espírito que anima o indivíduo ganancioso e egoísta.

Até aqui vejo concordância...
seguindo sua proposta de que o ser que transcende, deve transcender porque tudo é ilusão e acaba...
Sim concordo que tudo é ilusão e se acaba, mas, unicamente para quem transcende...
Mas nem todos os nossos irmão transcendem ao mesmo tempo, então para eles não pode acabar nem a ilusão nem tudo, posto que ainda precisarão vivenciar na ilusão, até que o amadurecimento lhes propicie condições de transcendência, de outro modo seria transcendência impositiva, contrária ao amor e justiça plena de Deus e de suas leis imutáveis.
Então importa que os que transcenderam dêem exemplo indutivo ao invés de impor soluções indutivas...
Saúde e Paz!
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: Anton Kiudero em 04 de Fevereiro de 2011, 16:06
Os dois alicerces

Quem ouve esses meus ensinamentos e lhes obedece é como um homem sábio que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes e o vento soprou com força contra aquela casa. Porém ela não caiu porque havia sido construída sobre a rocha.

Quem ouve esses meus ensinamentos e não lhes obedece é como um homem sem juízo que construiu a sua casa na areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes e o vento soprou com força contra aquela casa. Ela caiu e sua destruição foi completa.


Cristo neste trecho deixa bem claro: este ensinamento dá segurança. A vida vivenciada com a consciência crística é uma existência segura. O que é uma vida segura?

É uma vida vivenciada com paz, tranquilidade, sem altos e baixos, sem sobressaltos, sem medo. Principalmente sem medo...

No início de sua missão Cristo diz que veio anunciar a boa nova. Qual será a boa nova que Cristo veio trazer? Vamos tentar entender isso porque é fundamental para compreensão da consciência crística.

Antes de Cristo, os profetas pregavam uma relação com Deus fundamentada no medo. Tenha medo de Deus... As pessoas daquele tempo vivam desta forma, ou seja, deixavam de fazer muitas coisas porque tinham medo da reação de Deus. Na sua mensagem Cristo falou da consciência amorosa, ou seja, deixar de fazer por amor a si e ao próximo. Se isso é verdade, a boa nova trazida por Cristo, então, é a nova base da relação com Deus: a relação amorosa.

A boa nova trazida por Cristo é uma nova forma de relacionar-se com o Senhor: a entrega com confiança total por amor. Por isso a boa nova traz consigo o fim do medo.

É sobre isso que Cristo fala quando está nos dizendo da casa construída sobre pedra. Aquele que vive com a consciência crística, ou seja, aquele que coloca nas coisas os mesmos valores que Cristo colocava, não tem medo de nada, pois ama e se sente amado por Deus.

Esse é o alicerce que pode lhe levar à elevação espiritual.  Se você alicerça a sua vida numa relação fundamentada no individualismo, tem medo de Deus. Neste caso, sua casa é construída na areia e qualquer vendaval lhe tirará tudo o que tem na vida.

Quem não se relaciona com Deus no amor, acorda de manhã feliz, mas quando encontrar o primeiro ser humano que o contrariar por qualquer mínimo motivo, perderá esta felicidade. Por que isso acontece? Porque ele não acordou com Deus, mas consigo mesmo. Acordou numa relação entre ele e ele mesmo. Acordou preso aos seus desejos e vontades e projetou todo aquele dia para se satisfazer.

Existe uma coisa que é muito importante perceber: as pessoas não têm mais tempo para Deus. Elas acordam de manhã sem lembrar-se de Deus. Essa pessoa tem que viver com medo, pois com certeza a casa deles vai cair, já que é construída sem alicerce. O dia dessas pessoas é construído sem um alicerce firme. O planejamento delas para este dia foi construído sem um alicerce seguro.

Para que o ser humanizado possa alicerçar a felicidade no seu dia, para que ele coloque uma base sólida para o seu bem-estar naquele dia, é preciso que acordar com Deus. ‘Bom dia, Deus, estou desperto. O que o Senhor quer para mim hoje?’ É preciso que em todos os seus planejamentos não se esqueça de dizer: se Deus quiser...   

Para que o ser humano tenha sua paz, felicidade e tranquilidade no dia a dia é preciso que ele coloque Deus na sua vida. Viver uma relação constante de amor com o Senhor. Ao invés de programar aonde ir sozinho, sempre dizer: se Deus me levar, irei... Além do mais, quem vive assim vive a realidade, ou será que ainda não perceberam que qualquer coisa que programem, por mais seguro que estejam da realização da programação, está sujeito a não se realizar?

Este é o ensinamento de Cristo nesta passagem. Mas, para alcançá-lo é preciso desmistificar o poder que o ser humano quer ter: o poder de agir independente da vontade de Deus. É preciso deixar de colocar Cristo como um ser que vai fazer dar certo tudo o que o ser humanizado quer.

Ao invés de imaginar que Deus ajudará a fazer o que quer, o ser humanizado deve viver com a certeza que Deus fará o que quiser do seu dia. Essa mudança de forma de vivenciar a vida, que é pequena, é valiosa para se alcançar a consciência crística. Quem vive pedindo a Deus para que lhe ajude a fazer aquilo que ele quer, vive a sua relação como Senhor de uma forma condicionada. Este vive medrosamente e sem tranquilidade, pois está sempre com medo de Deus não fazê-lo fazer o que quer.

Esse é o início de tudo para quem quer possuir a consciência crística: a mudança na forma de viver a vida. Aquele que possui a consciência crística vive com Deus ao seu lado; não convivendo com um Deus escravo de suas vontades e sim com um Pai amoroso e companheiro que constrói a caminhada do ser humanizado objetivando a glória total.

O ser humanizado sai de casa e pega a estrada para ir a outro lugar, mas ele não sabe se vai chegar. Só quem pode saber se isso acontecerá é Deus. Possuindo a consciência crística este ser viajará com Deus na condução durante o caminho e não sofrerá se não chegar; não possuindo, se frustrará com o Senhor porque Deus não o ajudou a realizar seus planos.

Para isso é importante viver a cada momento o que está acontecendo. No momento que pegar a estrada, viver apenas aquilo. A cada quilômetro, viver o quilômetro, até chegar ou não ao destino. Este vive com Deus cada momento, pois o Pai em sua vida é o momento que ele está vivenciando. Já aquele que está desatento do momento, ou seja, antes de pegar a estrada já se imagina chegando ao destino, não convive com Deus, pois não está vivenciando-O a cada momento.

Viver com Deus é não projetar futuros. O ser humanizado não vive o agora onde Deus está, porque está preso ao passado ou ao futuro. É preciso viver cada segundo a cada segundo para poder se conviver com Deus.

Ter a consciência crística é viver com Deus a cada segundo numa relação amorosa e de fé. Isso traz segurança para a vida, pois não importa o que aconteça, será Deus amando-o. Não importa se chegar ou não, louvará a Deus. Agora, se o ser humanizado dirigir sozinho para chegar, ele terá medo de não chegar.

Quem vive sem a consciência crística tem sempre medo das tempestades que varrem os planos individuais de cada um para a vida. Quem tem a consciência crística, ou seja, vive uma relação de entrega com confiança a Deus não tem este medo. O medo morre no momento exato que há a entrega. Acaba no momento em que se diz: Senhor faça de mim instrumento de vossa vontade.

Mas, o problema é que as pessoas não têm mais tempo para Deus porque estão presas a uma multidão de desejos que sonham realizar. Preferem continuar sonhando em realizar seus desejos para poder dizer o quanto são poderosas, o quanto são capazes. Para poder se ligar a Deus é preciso abrir mão do falso poder de realização que o ser humanizado possui.

A entrega a Deus que falamos aqui não foi captada por aqueles que leram este trecho na Bíblia porque eles foram colocados à disposição dos desejos dos seres humanizados. Por isso existe a interpretação que a casa sólida representa a conquista dos desejos humanos do ser. Pobre ser, que pouco conquista daquilo que sonha, mas continua imaginando que Deus está ao seu serviço...
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: Anton Kiudero em 04 de Fevereiro de 2011, 19:12
Acendendo a lamparina

Vocês são a luz para o mundo todo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. Ninguém acende uma lamparina para pôr debaixo de um cesto. Ao contrário, ela é colocada no lugar próprio para que ilumine os que estão na casa. Assim também a luz de vocês deve brilhar para que os outros vejam as coisas boas que vocês fazem e louvem o Pai que está no céu.

Muitos imaginam que conseguir a consciência crística é como fazer um seguro que os protegerá de todas as mazelas do mundo. Que os afastará das situações de constrangimento, de dor, de humilhação. Enganam-se: ninguém acende uma lamparina para pôr debaixo de um cesto.

O ser humanizado que alcança a consciência crística ama universalmente, incondicionalmente. Este ser deve ser colocado no lugar próprio para que ilumine os que estão na casa, ou seja, devem ser expostos a situações onde derramem este amor sobre os outros.

Para aquele que tem cobiça, nada melhor do que receber o amor. Para aquele que tem ódio, nada melhor do que receber o amor em troca do seu ódio. O amor é o único antídoto para aquele que sente prazer em humilhar, constranger ou causar dor.

É por isso que aquele que alcança a consciência crística (é uma cidade construída sobre um monte) precisa continuar a vivenciar situações que, sob o prisma humano, denotem sofrimento e miséria. Mantendo a sua relação amorosa com Deus e exercitando a entrega com confiança ao Pai, este ser transmite àqueles que ainda estão apegados aos prazeres mundanos (satisfação de vontades) o caminho para alcançar o reino dos céus.

Aliás, fica difícil se imaginar de onde venha a compreensão que a união a Deus protege contra as mazelas do mundo. É só reparar nos acontecimentos da vida de Jesus, dos apóstolos e dos primeiros cristãos. Se a imagem corrente de hoje fosse real, esses deveriam ter uma existência muito diferente da que tiveram, não?
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: Anton Kiudero em 05 de Fevereiro de 2011, 10:44
A Pedra de Roseta

Gostaria de começar esta conversa falando dos fundamentos de onde surgiram os textos que são conhecidos como "bem-aventuranças".

O objetivo primordial é tentar lhes ensinar a aprender a entender não só este ensinamento, mas todos os ensinamentos de Cristo. Isto porque, depois que aprenderem a compreender os ensinamentos em essência ficará fácil compreender este e outros textos do Novo Testamento. Portanto, vamos lá!

Quem ensinou as "bem-aventuranças"? Jesus, o Cristo.

Não existe um Jesus Cristo. Naqueles tempos não existiam sobrenomes. Jesus era conhecido como Jesus de Nazaré porque nasceu na cidade deste nome ou ainda como Jesus, filho de José. Jesus Cristo, portanto, não é um nome.

Mas, por que este adendo foi colocado ao nome de Jesus? Porque ele foi reconhecido como o messias, o prometido. Portanto, Jesus Cristo quer dizer "Jesus, o prometido".

Por que prometido? Porque no velho testamento os profetas, falando em nome de Deus, prometem à humanidade que um dia viria o "filho de Deus" que libertaria o povo do Senhor da opressão.

Quem é o filho do Senhor? O espírito que se reconhece como tal. Como já disse anteriormente, Todos somos filhos de Deus, mas não nos reconhecemos como tal. Para que possamos fazer jus a este título é preciso que nos reconheçamos como seres espirituais e não humanos. Para isso é preciso que o espírito esteja de posse de sua consciência espiritual e não ligado a egos humanizados.

Portanto, o espírito que foi prometido pelos profetas seria um que estivesse ligado à sua consciência primária e não a um ego humano. Sendo assim, Jesus não poderia ser este espírito, pois ele era um ego humano.

Por isso afirmo: Jesus era um espírito ligado a um ego humanizado que em determinado momento ligou-se a um espírito puro (ligado à sua consciência espiritual). Daí o nome: Jesus, o Cristo.

Resumindo, então, posso dizer que as bem-aventuranças, assim como todos os ensinamentos do Novo Testamento, são transmissões realizadas por um médium (Jesus) influenciado por um espírito superior (o Cristo).

Esta é a origem dos ensinamentos. Tudo que está no Novo Testamento foi passado à humanidade através de um médium guiado por um espírito de posse da sua consciência espiritual. Por isso afirmo que todo ensinamento atribuído a Jesus Cristo tem origem em um espírito de posse da sua consciência espiritual.

O que quer dizer um espírito de posse da sua consciência espiritual? Já falamos disso também: São os espíritos que estão livres da ação do individualismo que surgem pela formação da idéia do "eu".

Poderíamos dizer que os espíritos que existem a partir das realidades formadas por sua consciência plena - ou primária como Krishna fala - são os universalistas. Eles são individualidades do Universo, mas vivem em perfeita comunhão com o Todo e por isso deixam de ser individualistas.

Existindo a partir desta consciência eles estão livres do egoísmo que se expressa através das posses, paixões e desejos. O espírito quando existindo a partir das realidades formadas por uma consciência primária está tão perfeitamente interligado ao Todo que nada mais possui nem deseja.

Agora dá para entender aquilo que está no Novo Testamento e é atribuído a Jesus, o Cristo: ensinamentos universalistas (não individualistas) de um espírito superior transmitidos por um ego humano.

Agora que já entendemos a origem dos ensinamentos do Novo Testamento, pergunto: qual a essência que está embutida em cada um deles? Para sabermos isso é preciso compreender qual foi a missão de Cristo ao transmitir através de Jesus os ensinamentos universalistas.

Esta missão foi deixada bem clara na Bíblia: transmitir a "boa nova do Reino do Céu". O objetivo de Cristo durante aquela missão foi trazer à humanidade a boa notícia do Reino do Céu.

Mas, qual é esta boa notícia? Cristo informou à humanidade que aqueles que praticarem determinada coisa estarão sentados ao lado direito de Deus. Esta visão é bem dogmática e, por isso, muitas vezes ininteligível para os seres humanizados de diversas crenças. Por isso, vamos passar esta informação para nossas palavras, para palavras do universalismo e do espiritualismo.

A boa notícia que aquele espírito ligado à sua consciência primária trouxe através de um ego humano foi que o fim das encarnações para provas e expiações pode ser alcançado por quem seguir determinados ensinamentos. Isso é, numa linguagem mais moderna, o mesmo que foi dito ao povo de então quando foi afirmado que há um caminho para se estar sentado ao lado direito de Deus.

Partindo dessa premissa, podemos afirmar que aqueles que estão do lado esquerdo são os que ainda se encontram presos ao ciclo de encarnações. Quem se alinha ao lado direito é aquele que passa a viver no Reino do Céu, ou seja, não reencarna mais, pelo menos para provas e expiações.

Essa é a boa notícia do Reino do Céu que um espírito de posse de sua consciência espiritual revelou através de um ego humano. Ele ensinou que qualquer espírito pode encerrar o ciclo de encarnações cumprindo alguma coisa.

Mas, o que é preciso cumprir para estar ao lado direito de Deus? Cristo deixou isso muito claro: amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Com isso a boa notícia estava então solidificada: qualquer um que durante a sua encarnação amar a Deus acima de qualquer coisa e ao próximo como a si mesmo, no desencarne alcançará a ressurreição, ou seja, a libertação da consciência humana.

Esta é a boa notícia do Reino do Céu. Todos que amarem a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, não mais encarnarão e libertar-se-ão da ligação a egos humanizados.

Ao dizer isso eu estou criando para vocês uma "pedra de roseta": um código para que vocês possam decodificar todos os ensinamentos do Novo Testamento. Não importa que palavras estejam na sua Bíblia, o que está embutido nelas é um caminho para a libertação do ciclo de encarnações para provas e expiações. Este caminho é composto pelo amor a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Quando Cristo fala do cego espiritual, ele fala daquele que não ama a Deus sobre todas as coisas e nem ao próximo como a si mesmo. Quando fala que não se deve julgar, diz que não julgar é amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Quando diz que você deve conviver com o seu inimigo, está dizendo que viver assim é amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Veja: sem entender isso, sem colocar esta essência que decodifica o ensinamento, nós criaremos uma multiplicidade de intenções para os ensinamentos de Cristo, enquanto ele não teve nenhuma outra intenção a não ser trazer a boa notícia do Reino do Céu, a não ser dizer a cada um o que é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Cristo não quer que você tenha visão espiritual, não julgue ou que conviva com o seu inimigo. Não é isso que ele quer que você faça... Na verdade ele fala estas coisas porque elas são expressões do amor a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, que é o mote de seus ensinamentos.

Como é amar a Deus? Se não sabemos como é Deus. Como amá-lo então? Deus seria a vida? Qual a sua forma de agir e como Ele nos ama?

Para o primeiro questionamento (como é amar a Deus) a resposta é simples: seguir os ensinamentos do Novo Testamento. Se a essência da missão deste espírito ligado à sua consciência espiritual foi ensinar a amar a Deus acima de todas as coisas, fazer isso é seguir aquilo que ele ensinou.

Cristo ensina: por que vocês se preocupam com o que vão vestir ou comer amanhã? A partir daí pergunto: o que é amar a Deus? Não se preocupar com o que vai comer e vestir amanhã. O mestre deixou um ensinamento que lhe orienta para que quando alguém lhe peça a túnica você dê o manto também. A partir daí, o que é amar a Deus? É dar além do que lhe pedem... Ele diz: se um soldado estrangeiro (seu inimigo) lhe mandar carregar um peso por um quilômetro, carregue por dois. Lendo isso podemos compreender que amar a Deus é fazer pelos nossos inimigos além do que eles esperam...

Continua...
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: Anton Kiudero em 05 de Fevereiro de 2011, 10:46
Continuação

Compreendeu? Para saber o que é amar a Deus é só você pegar o ensinamento e entendê-lo. Por isso afirmei que estou passando a vocês uma "pedra de roseta", um código para compreender o que é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, o que, em essência, é o que está por trás de todos os ensinamentos do Novo Testamento.

Como ensinou o Espírito da Verdade (pergunta 14 de O Livro dos Espíritos), não perca tempo criando sistemas que se transformarão em labirintos dos quais não conseguirá sair. Não importa que assunto esteja sendo abordado em qualquer ensinamento da Bíblia, o que sempre será mostrado é apenas um caminho que reflita o amor a Deus sobre todas as coisas ao próximo como a si mesmo.

Amar a Deus é mais do que se entregar à vida. À vida você não pode deixar de se entregar, porque na verdade está totalmente entregue a ela. Você acha que domina a vida, mas na verdade ela lhe leva, ou seja, acontece o que ela quer e não o que você deseja. Portanto, você não tem consciência disso, mas já está totalmente entregue a ela.

A partir desta simples constatação, eu diria que amar a Deus não é entregar-se à vida, mas ter consciência de que você é um barquinho sem leme e vela que o mar leva para onde quer. Esta é a primeira posição daquele que ama a Deus sobre todas as coisas, mas existe outra: é preciso não sofrer por causa deste não comando da existência.

Muitos até alcançam a idéia de que a vida é uma emanação divina, mas sofrem com a consciência da perda do controle. Como podem, então, dizer que amam a Deus, já que o amor para existir necessita da felicidade?

Veja que eu não falei em buscar a Deus ou ter vontade Dele... Eu falei em amar a Deus. São coisas completamente diferentes.

A partir daí você poderia me perguntar então: por que precisa amar a Deus? Eu respondo: não precisa.

Veja uma coisa... Cristo diz: eu sou o caminho e não a realização. O amar a Deus, portanto, é o caminho para a evolução espiritual e não a realização. Deixe-me tentar explicar...

Deus é o Universo, é tudo que existe. Quando você ama a Deus, ama o universal, o Universo, o Todo. É isso que Cristo ensinou. Ele não disse que se deve amar a Deus, mas amar-se a Tudo.

Mas, por que amar ao Universo, a Tudo, é um caminho para a elevação espiritual? Porque acaba com o egoísmo, o individualismo. Quem ama o Todo universal não ama a si mesmo prioritariamente. Portanto, amar a Deus é um caminho para destruir o egoísmo...

Seria muita prepotência de Deus dizer: só quando Me amar conseguirá elevar-se... Esta não pode ser a postura de alguém que prega a humildade. Além do mais, um amor fundamentado no ganhar alguma coisa não é amor, mas bajulação.

Na verdade, o sentido do mandamento que constitui a boa nova não é amar a Deus, um espírito, um ser, mas sim amar o universal acima do individual. Isso, todos os mestres falaram...

Vamos além? Por que você não pode ser individual no Universo? Porque ele fere os outros. O egoísmo de cada um fere o próximo e com isso não se realiza o segundo item da boa nova: amar ao próximo como a si mesmo.

Então veja, a elevação não se consegue entregando-se a um deus que seja uma individualidade, uma imagem ou uma idéia, mas universalizando-se. Isso é elevação espiritual.

Portanto, a boa notícia do Reino do Céu é de que se pode por fim ao ciclo de encarnações humanas. Mas, para que isso se torne realidade, é preciso que o espírito preso a este ciclo caminhe paulatinamente para a universalização, ou seja, para o amor ao Todo acima de suas próprias posses, paixões e desejos. Este é um bom resumo para quem quer entender os ensinamentos do Novo testamento.

Universalizar-se não é identificar-se com o universal, com o Universo, ao invés do individual, ego. Universalizar-se é integrar-se. Identificar-se é você se ver dentro do Universo; integrar-se é você ser ele.

Tem uma figura que foi feita anteriormente que bem define isso. O Universo é como um quebra cabeça, onde cada espírito é como se fosse uma de suas peças.

Identificar-se, é saber que é uma parte do quebra cabeça, saber que é uma peça que o compõe. Mas, isso não lhe faz integrar-se a ele, ou seja, não lhe faz compreender que sozinho você não vale nada. Universalizar-se é ter a plena consciência de que você, peça que compõe o todo, sozinho nada vale e assumir o seu posto fazendo com que o Todo valha alguma coisa.

Integrar-se é ter a consciência de ser uma peça, mas também é saber que a peça sozinha nada forma. É preciso que cada peça perca seu individualismo e assuma seu posto junto às outras para que a figura que surja da fusão tenha sentido.

Identificar-se é saber apenas que é uma peça do todo, mas ainda possuir individualismo. Integrar-se, é anular o individualismo para que o bem coletivo sobreponha ao individual.

No tocante a Deus, existem diferenças de culturas que transformam a realidade. Para os ocidentais, Deus virou uma pessoa, uma individualidade. Vocês, como ocidentais que são, foram criados com a idéia de um Deus "homem", espírito, quando ele é mais do que isso: Ele é tudo...

Por isso para os ocidentais é difícil desvencilhar-se dessa idéia. Mas, tem que ir tentando paulatinamente libertando-se dela. No entanto, durante este processo de mudança de cultura você não deve lastimar-se quando errar (não conseguir viver o Deus Tudo). Quando não conseguir alterar sua visão sobre Deus, não deve sofrer, porque, afinal de contas, se Deus é tudo, Ele é o próprio erro ou aquilo que você chama de "errado".

Como fazer algo que não sabe? A resposta é: deixando de fazer o que você sabe que está fazendo...

Por exemplo: você não vai aprender a amar, mas deve desaprender de ter raiva, de achar que o carinho é amor, de que o sentimento de mãe pelo filho é amor... Na verdade todo trabalho de elevação espiritual é de destruição e não de construção.

Sendo assim, posso dizer que a elevação espiritual não se caracteriza por aprender a amar, mas deixar de fazer algo que se conhece. Quando isso for conseguido, o amor surgirá naturalmente.

Na verdade o espírito já ama, pois o amor é a única coisa real no Universo. No entanto, por estar preso ilusoriamente a um ego humanizado ele acha que está abraçando, que está tendo raiva, que está sofrendo. Tudo isso ele acha que está fazendo enquanto realmente está amando...

Portanto, é preciso deixar de achar essas coisas para poder ver o amar que já faz.
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: Anton Kiudero em 05 de Fevereiro de 2011, 10:51
As Bem Aventuranças

Acho que agora podemos ver as bem-aventuranças, não?

Felizes os que sabem que são espiritualmente pobres, pois o Reino do céu é deles.

Dentro do que falei hoje, quem são os felizes? Quem são os espiritualmente pobres? Aqueles que sabem que tudo é Deus. Aqueles que divinizam tudo o que acontece. Ele é pobre espiritualmente porque tem a consciência que tudo é muito mais potente que ele. Tudo é muito mais rico em divindade. Esses não reencarnarão: continuarão vivendo no Reino do Céu.

Felizes os que choram, pois Deus os consolará.

Felizes os que choram, ou seja, os que divinizam o choro. O choro é parte da vida. Ele não é algo fora da vida, mas um elemento que faz parte da vida e, portanto, é uma emanação de Deus e por isso é divino. Se eu divinizo o meu choro, eu me sinto consolado por Deus. Eu choro, mas por dentro estou em contato com a divindade.

Felizes os humildes, porque receberão o que deus tem prometido.

Quem é humilde? É aquele que não possui as coisas. Por que ele vive assim? Porque sabe que tudo é de Deus. Para isso ele precisa divinizar tudo. Aquele que age assim receberá tudo o que deus tem para lhe dar, que é a felicidade incondicional.

Felizes os que têm fome e sede de fazer a vontade de Deus, pois ele os deixará completamente satisfeitos.

Felizes aqueles que tornam divinos tudo aquilo que ele vivencia, pois Deus os deixará completamente satisfeitos, não importando o que o ego diz que está acontecendo. Infeliz é aquele que diviniza o que o ego afirma que está acontecendo. Estes não receberão satisfação de Deus...

Sabe o que é divinizar aquilo que o ego diz que está acontecendo? É acreditar como real e verdadeiro tudo o que o ego diz que sabe, que conhece, que está "certo" ou "errado"...

Felizes os que têm misericórdia dos outros, pois Deus terá misericórdia deles também.
Felizes os que divinizam o que os outros fazem, pois Deus o divinizará também...
Felizes os que têm coração puro, pois eles verão a Deus.


Felizes os que só vivem um mundo de emanações de Deus, um mundo divino, pois eles verão Deus. Não lá em cima, mas aqui, ao seu lado.

Quando você diviniza as coisas, passa a ver Deus nelas.

Felizes os que trabalham pela paz entre as pessoas, pois Deus os tratará como seus filhos.

A paz é o desarmamento. As armas que cada um usa para acabar com a paz são os conceitos humanos que determinam valores não divinos para as coisas, pois eles são fruto do egoísmo, do individualismo, que é característica primária dos egos humanos.

Portanto, felizes são os que trabalham para tornar tudo divino, superando as suas próprias armas, libertando dos seus conceitos.

Felizes os que sofrem perseguição por fazerem a vontade de Deus, pois o Reino do Céu é deles.

Felizes aqueles que, por viverem de uma forma divina com as coisas, são caluniados, chamados de bobo, criticados, acusados. Isto porque estes viverão um mundo à parte onde a glória de Deus estará sempre presente.

Não foi isso que aconteceu com todos aqueles nos quais vocês reconhecem santidade? Veja o Chico - Xavier ou de Assis - e me diga se eles não viviam um mundo à parte, um mundo onde tudo era emanação divina? Se isso é verdade, porque não seguem o exemplo deles?

Pronto: está aí o estudo das bem-aventuranças que me foi pedido no início de nossa conversa de hoje. Mas, não fique por aqui...

Agora pegue qualquer outro ensinamento do Novo Testamento e veja se não é este o ensinamento de Cristo. O mestre veio trazer a boa-notícia do Reino do Céu e disse que o caminho para se retornar à pátria espiritual é a prática do amor.

Este ensinamento até muitos já deveriam ter alcançado, mas nunca entenderam o que é amar. Amar é isso: é divinizar tudo, todos e qualquer coisa que aconteça.

Esta é a pedra de roseta que pode lhe levar a aprender a ser cristão, ou seja, a seguir o caminho a luz e a vida que leva a Deus.

Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: dim-dim em 05 de Fevereiro de 2011, 11:58
As Bem Aventuranças

(...)
Quando você diviniza as coisas, passa a ver Deus nelas.
(...)
Este ensinamento até muitos já deveriam ter alcançado, mas nunca entenderam o que é amar. Amar é isso: é divinizar tudo, todos e qualquer coisa que aconteça.
(...)


Permita-me, amigo A. Kiudero, deixar um poema neste seu tópico que bem elucida o que é amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

O poema simplesmente corrobora o tópico, ou vice versa...


" Alberto Caeiro (Fernando Pessoa) "

Se às vezes digo que as flores sorriem
E se eu disser que os rios cantam,
Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores
E cantos no correr dos rios...
É porque assim faço mais sentir aos homens falsos
A existência verdadeiramente real das flores e dos rios.

Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes
À sua estupidez de sentidos...
Não concordo comigo mas absolvo-me,
Porque só sou essa coisa séria, um intérprete da Natureza,
Porque há homens que não percebem a sua linguagem,
Por ela não ser linguagem nenhuma.

Adeus a todos.
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: filhodobino em 05 de Fevereiro de 2011, 12:31
Queridos e amados irmãos...
Caro amigo Anton,
Permita oferecer um pitaco da forma como penso e vejo o Cristo em mim...

Toda idéia Crística que faço, é alicerçada em praticidade e simplicidade como Ele mesmo exemplificou...

Tomo as catástrofes como exemplo, pois é tema atual...

Prevenção e socorro devem ser os artigos de interesse em quem liga importância à variedade de indivíduos e diferenças sendo iguladas pelo pensamento Crístico consubstanciado em Alteridade, lutando pelos que não têem voz nem vez, mas de maneira lógica, pacífica e com as ferramentas que temos às mãos, à vezes só um teclado...

exemplo:
Deus nada faz inútil e mesmo sem se amarem os diferentes já terão estabelecido entre si ligações tais, que, posteriormente com certeza se reencontrarão e se acertarão entre si.

Por isso é que Jesus toma a infância como emblema dessa pureza, do mesmo modo que a tomou como o da humildade.

Então amados Irmãos,
Não é este fato, comum a toda humanidade, uma prova da evolução naturalmente assistida?

A fé em Deus não pode e não deve ser algo que nos faz duvidar de seu comando supremo...
O ordenamento natural da vida na matéria é a impermanencia, as diferenças e os diferentes, procurando em conjunto aprender entre si...

Se... a todo acidente, ao invés de estarmos prevenidos no socorro às vítimas e aos sobreviventes, agindo rápida e eficazmente, ficarmos a levantar teorias de destruição, que é elemento natural desde que o mundo é mundo...
Acabamos de ver o tornado ocorrer na Austrália, que poderia ter levado à morte centenas de pessoas... Nenhum ferido... milhares de casas destruídas e danificadas...

Encarar naturalmente e vigilância quanto aos riscos e agir antes...
Aplicando e exigindo aplicação dos meios que já dispomos, para evitar perdas dolorosas e preservar vidas, deve ser na minha opinião o princípio norteador de nossas ações frente a tudo que já sabemos sobre a lei de destruição...
Lamentações é o que mais assistimos, precisamos de atos práticos na prevenção, isto é amar...

Possuir fé, cultura, conhecimento e usá-los somente na adoração e ou fantasiar o amor ao próximo em poemas e sutilezas desprovidas de praticidade, não me parece uma idéia Crística, Posto que Ele desceu até nós e nos exemplificou como viver e como morrer, e mais como vencer e não temer a morte...

Meus respeitos a todos os meus amados irmãos, é só uma idéia...
Saúde e Paz!

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/lei-de-destruicao/msg187439/#new#ixzz1D5PrRIuY
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: dim-dim em 05 de Fevereiro de 2011, 12:52
Queridos e amados irmãos...
Caro amigo Anton,
Permita oferecer um pitaco da forma como penso e vejo o Cristo em mim...

Possuir fé, cultura, conhecimento e usá-los somente na adoração e ou fantasiar o amor ao próximo em poemas e sutilezas desprovidas de praticidade, não me parece uma idéia Crística, Posto que Ele desceu até nós e nos exemplificou como viver e como morrer, e mais como vencer e não temer a morte...

Meus respeitos a todos os meus amados irmãos, é só uma idéia...
Saúde e Paz!


"A. Kardec" - (LE)

(...) Estando as leis divinas escritas no livro da natureza, o homem pôde conhecê-las quando as quis procurar. Eis por que os preceitos que consagram foram proclamados em todos os tempos pelos homens de bem e é por isso, também, que se encontram seus elementos na doutrina moral de todos os povos saídos da barbárie, embora incompletos ou alterados pela ignorância e pela superstição.


Adeus
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: Anton Kiudero em 05 de Fevereiro de 2011, 13:20
As leis de Deus

Num sábado, Jesus e os discípulos atravessavam uma plantação de trigo. Enquanto caminhavam, os discípulos colhiam espigas. Então os fariseus perguntaram a Jesus:

- Porque é que os seus discípulos estão fazendo o que a nossa Lei proíbe fazer no sábado?

Jesus respondeu:

- Vocês não leram o que Davi fez quando ele e os seus companheiros não tinham comido e ficaram com fome? Ele entrou na casa de Deus, no tempo do Grande Sacerdote Abiatar, comeu os pães oferecidos a Deus e deu também aos seus companheiros. No entanto, é contra nossa Lei alguém comer desses pães, a não ser os sacerdotes.

E Jesus terminou:

- O sábado foi feito para servir as pessoas e não as pessoas para servirem o sábado. Portanto, o Filho do Homem tem autoridade até mesmo sobre o sábado.


Toda religião possui um código de normas ou leis que os seres humanos adeptos a ela devem seguir. Este código prescreve sempre atos que estes seres humanizados devem ou não praticar. Ensinam ainda que quando ele pratica estas leis ganha as benesses de Deus e quando não, recebe o castigo pelo ato contrário a elas.

A lei religiosa, portanto, contempla um Deus juiz, que julga todos os atos dos seres humanos. Busca, pela coerção e pelo medo, afastar os adeptos da religião do pecado ou do erro aos olhos de Deus. Entretanto, Cristo nos ensinou um Deus diferente: o do amor.

Pelos ensinamentos de Cristo aprendemos que Deus não é um juiz, mas a Justiça: Ele não julga, mas promove o que é justo. Dentro dessa nova visão de Deus temos que entender que Sua lei não pode ser coercitiva. Foi isso que Cristo ensinou ao afirmar que não veio para quebrar a lei, mas dar a ela o seu real sentido.

As religiões transformaram os ensinamentos dos mestres em leis coercitivas, que devem ser seguidas a qualquer custo. No entanto, Cristo nos pediu que as seguíssemos por amor ao Pai e não pelo temor da Sua Justiça.

As leis de Deus Não podem conter uma proibição, mas devem levar à compreensão do sofrimento que pode se causar ao agir de determinada forma. De nada adianta se decretar normas legais proibindo os atos, pois enquanto não houver no espírito a consciência de que não deve praticar o ato por amor, ele continuará praticando.

Toda lei busca bloquear a prática de atos que possam causar sofrimento a outrem, mas elas causam sofrimento a quem se submete a elas. Isto ocorre porque não existe uma consciência do sofrimento que se pode causar com a prática do ato, mas apenas o medo da pena.

Para se alcançar à consciência necessária para a não prática, o espírito tem que viver com o amor universal. Apenas a compaixão pelos outros e por si mesmo pode levar o ser a não praticar atos que firam outros.

A lei deve estabelecer os parâmetros da felicidade e não a proibição de atos. Todos os códigos legais devem se submeter a este preceito. Ao invés de proibir atos, a lei precisa estabelecer a forma de existir que leve à felicidade universal. Ao invés de dizer “não mate”, por exemplo, um código legal deveria afirmar: ame para não matar.

É o caso da lei em pauta nesse ensinamento. Ela versa sobre o mandamento trazido por Moisés que afirma que se deve guardar o sábado para Deus. Para cumpri-la, os espíritos não podem praticar nenhum trabalho físico. Se a não ação guarda o sábado para Deus, a ação seria guardar o sábado para o homem.

Existem algumas religiões, mesmo nos dias de hoje, que seguem ao pé da letra este código de Moisés. Seus adeptos são proibidos de praticar qualquer trabalho neste dia em nome de se dedicarem a Deus. Quem segue essa lei não age por amor a Deus, mas com medo da pena que Ele possa impor por desrespeitar este dia.

Agindo desta forma estão sofrendo porque ainda existe o desejo de fazer “trabalhos” que não podem ser realizados. De nada adianta ao ser humanizado praticar a lei desta forma, pois Cristo nos ensinou que a vida espiritual deve sempre contemplar o amor universal. Apenas quando isto não ocorre é que existe o “pecado”.

Deus não quer que o espírito na carne sofra e por isto não poderia exigir o cumprimento da lei à força. O Pai espera que o filho alcance a consciência do não fazer pelo amor universal. Isto fica muito claro quando, mais uma vez, Jesus avisa: “Se vocês soubessem o que as Escrituras Sagradas querem dizer quando afirmam: Eu quero que sejam bondosos e não que me ofereçam sacrifícios de animais, vocês não condenariam os que não têm culpa”.

Aquele que não cumpre a lei escrita, mas mantém a sua alegria, não causa sofrimento a outros, conserva a igualdade entre todos e vive no amor universal. Estes não devem ser punidos pelos atos que praticam, mesmo que o texto legal contemple uma norma que não o permita.

De nada adianta o espírito na carne oferecer seu sacrifício (o desejo não contemplado): ele será considerado praticante do ato, espiritualmente falando. Aquele que cumpre o código legal pela coerção pode não praticar o ato, mas sentimentalmente (intenção) o praticou: ele queria fazer, mas não o faz por medo.

Continua...
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: Anton Kiudero em 05 de Fevereiro de 2011, 13:24
Continuação

Isto Cristo nos mostra em dois exemplos. No primeiro ele relata uma passagem da vida do rei Davi. A Bíblia nos conta que Davi, em campanha com seus soldados contra os inimigos de Israel, só achou alimentos para si e para eles dentro do templo sagrado. Entretanto, comer deste alimento era considerado pelos judeus como crime ás leis de Deus.

Davi tinha, portanto, duas opções: perder a batalha gerando sofrimento aos seus ou comer deste pão. Ele não vacilou e comeu e distribuiu o pão para os seus subordinados. Com isto conseguiu que os soldados se alimentassem e pudessem enfrentar o inimigo, trazendo a felicidade para os judeus.

Ao agir desta forma, Davi preservou o bem maior: a felicidade. Nenhuma lei pode priorizar um bem menor contra um bem maior. Toda lei tem que priorizar a coletividade e não atender a reclames da minoria. Com a consciência do sofrimento que poderia causar aos israelitas, Davi comeu o pão e foi agraciado por Deus, mesmo assim, com a vitória. Se ali tivesse havido um erro, certamente Deus não promoveria a vitória.

Quando comeu os pães, Davi estava sendo bondoso e não se preocupando com as ofertas em sacrifício a Deus. Se ele não comesse o pão, ofereceria toda Israel em sacrifício a uma lei e não a Deus.

Para poder se alcançar o cumprimento da lei com o amor universal, é necessário que o ser humanizado compreenda a intenção do legislador. Toda lei é promulgada com uma intenção e essa será sempre preservar a felicidade do todo universal. Vamos, como exemplo, entender a intenção da lei do sábado, que apesar de não seguida, faz parte de diversas religiões.

A primeira compreensão é quanto ao próprio sábado. Quando Moisés trouxe a lei esse dia não existia. O nome sábado só nasceu depois da vinda de Cristo quando foi estipulado o calendário como conhecido agora.

Moisés afirmou que o dia a ser guardado para Deus era o sétimo, ou seja, o “shabat”. Desta forma, o que deve ser guardado para Deus não é o dia de sábado, mas o sétimo dia. Este dia poderá ser qualquer um da semana, dependendo do dia que se inicie a contagem.

Não existe lei divina nenhuma que afirme que o domingo é o primeiro dia para se contar. Quem criou a “semana” foi que estabeleceu o início no domingo e, dessa forma, criou o sábado como o sétimo dia. O sétimo dia pode ser, portanto, qualquer dia da semana.

Este sétimo dia deve ser guardado para Deus, mas o que é “guardar para Deus”? Segundo a tradição (conceito) é não praticar trabalhos materiais. O texto completo da lei afirma que não deve haver “trabalhos materiais” porque Deus descansou no sétimo dia após haver criado tudo que existe em seis dias. Esta visão quebra as leis de Deus. A primeira das leis de Deus, instituída quando da expulsão de Adão e Eva do paraíso é a lei do trabalho. Se guardar o dia para Deus é não trabalhar, esta lei estaria quebrando uma lei anterior.

Entendendo a Boa Nova de Cristo, o amor universal, chegamos à conclusão que Deus é a alegria, a compaixão e a igualdade. Guardar o sétimo dia é praticar essas essências divinas. É isso que o Pai está fazendo desde que criou tudo. Não se poderia imaginar o Supremo Arquiteto do universo descansando.

Portanto, a intenção do legislador ao escrever esse texto legal é avisar aos seres que eles devem praticar o amor universal. O ser, por mais que viva no individualismo, deve ter um dia onde sua felicidade independa dos conceitos.

Caso o seu trabalho físico necessite ser exercido por mais de seis dias ininterruptos, trabalhe, mas especialmente no sétimo dia o faça com toda felicidade. Não o pratique por obrigação, por dever, mas o faça com o sentimento de estar agradando a Deus. Não importa qual seja este trabalho, faça-o por Deus e não por dever.

Aliás, não trabalhe dessa maneira apenas no sétimo dia, mas em todos os outros. Essa forma de agir deveria ser uma constância na existência dos seres, mas enquanto isso não for verdade, esforce-se para pelo menos agir dessa forma uma vez a cada sete dias.

Do seu trabalho depende a felicidade de outros, por isso não pare de trabalhar. Dessa forma você não estará guardando esse dia para Deus, mas para você mesmo. Quando da paralisação do seu trabalho ocorrer sofrimento para outros, você estará premiando seus conceitos e não se entregando a Deus.

Parando o trabalho físico desequilibra a balança universal, quer para se colocar em posição superior ou inferior. Não o paralise, pois estará descumprindo o amor universal.

Isto é guardar o dia para Deus. A prática do amor universal no dia a dia é dedicar a sua vida a Deus. Por este motivo, Jesus não encontrava pecado nos atos dos seus discípulos. Se eles não comessem, teriam infelicidades.

Por semear a felicidade os fariseus, religiosos adeptos ao pé da letra das normas, queriam condenar Jesus, mas o Mestre conhecia a verdade universal.

“O sábado foi feito para servir as pessoas e não as pessoas para servirem o sábado. Portanto, o Filho do Homem tem autoridade até mesmo sobre o sábado”.

As leis só podem servir as pessoas, ou seja, lhes promoverem a felicidade: sempre que elas difundirem sentimentos negativos estarão servindo aos conceitos. Por isto o ser humano tem autoridade sobre todas as leis, desde que não fira o amor universal.
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Fevereiro de 2011, 14:28
Olá, Anton!!

Que ótimo e longo texto, amigo, para nossa reflexão!

Será necessário relê-lo muitas vezes para avaliarmos com profundidade.

Citar
Quem ouve esses meus ensinamentos e lhes obedece é como um homem sábio que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes e o vento soprou com força contra aquela casa. Porém ela não caiu porque havia sido construída sobre a rocha.
Quem ouve esses meus ensinamentos e não lhes obedece é como um homem sem juízo que construiu a sua casa na areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes e o vento soprou com força contra aquela casa. Ela caiu e sua destruição foi completa.
Cristo neste trecho deixa bem claro: este ensinamento dá segurança. A vida vivenciada com a consciência crística é uma existência segura. O que é uma vida segura?

A consciência crística nos dá segurança à medida que percebemos que tudo é ilusório, que tudo já está passando, mesmo no exato momento em que está acontecendo, porque só acontece porque estava dentro de uma programação, dentro de um encadeamento de fatos e idéias onde presente, passado e futuro já não existem de per si. 
A consciência pacificada, resultante desta conscientização, nos dá a dimensão do caminho que construímos e desconstruimos a cada instante rumo a uma felicidade plena onde o amor cósmico, desapegado, fará parte do nosso cotidiano.


Vou relendo aos poucos.

Obrigada por compartilhá-lo e estar pronto a discuti-lo.
Com carinho,
Helena
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: filhodobino em 05 de Fevereiro de 2011, 14:42
É vero...
Congratulo-me em Cristo, pela nobreza com que meus amados irmãos desenvolvem seus raciocínios, o que torna capaz de servir de alimento espiritual a todos que têm fome de saber...
Saúde e Paz!
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: Felipa em 05 de Fevereiro de 2011, 20:34
Amigo!!

ainda não consegui ler todo o conteudo
 Analise se seria isso;

A consciencia cristica existe dentro de cada ser , basta reconhecer e  e desenvolve-la para encontrar o divino que existe em cada um de nós, aceitando que o que acontece é  uma manifestação do nosso  livre arbitrio, devemos  viver no amor,  na união, na compaixão e no perdão, pois estes são os nossos pilares da evolução, principalmente pelos momentos criticos que estamos atrevessando  devemos perdoar sempre e respeitar as diferenças.

paz e luz
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: Anton Kiudero em 05 de Fevereiro de 2011, 20:58
Analise se seria isso;
A consciencia cristica existe dentro de cada ser , basta reconhecer e  e desenvolve-la para encontrar o divino que existe em cada um de nós, aceitando que o que acontece é  uma manifestação do nosso  livre arbitrio, devemos  viver no amor,  na união, na compaixão e no perdão, pois estes são os nossos pilares da evolução, principalmente pelos momentos criticos que estamos atrevessando  devemos perdoar sempre e respeitar as diferenças.

Desculpe Maria, mas voce esta tentando compreender a consciencia cristica com os elementos da consciencia humana e isto so vai lhe complicar. 
A consciencia cristica não se desenvolve, não se encontra divino algum em lugar algum e tampouco existe qualquer sombra de livre arbitrio nesta alteração.
Ao contrario, basta desconstruir a maneira com que vivenciamos o mundo e os seus eventos, sem julgamentos de especie alguma, sem apegar-se e sem sofrer ou alegrar-se, compreendendo que tudo o que percebemos são atos de Deus.
Tampouco existe algo ou alguem a ser perdoado, pois se devemos perdoar a algo ou alguem isto sucede a algum julgamento que fizemos de alguma ação de Deus. Alias somente devemos solicitar perdão por nossos julgamentos erroneos das ações de Deus. E perdoar-nos a cada passo.

A consciencia cristica é a compreensão intima de que nada e nem ninguem pode nos atingir se isto não for da vontade do Pai. E consequentemente abandonar todos os medos humanos e os julgamentos humanos, vivendo 24 horas por dia na felicidade incondicional ou bem aventurança. É simples assim,sem muitos palavrorios.
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: filhodobino em 05 de Fevereiro de 2011, 20:59
Amigo!!

ainda não consegui ler todo o conteudo
 Analise se seria isso;

A consciencia cristica existe dentro de cada ser , basta reconhecer e  e desenvolve-la para encontrar o divino que existe em cada um de nós, aceitando que o que acontece é  uma manifestação do nosso  livre arbitrio, devemos  viver no amor,  na união, na compaixão e no perdão, pois estes são os nossos pilares da evolução, principalmente pelos momentos criticos que estamos atrevessando  devemos perdoar sempre e respeitar as diferenças.

paz e luz

Prezada amiga,
Se diriges a mim esta pergunta...
Eu a responderia dizendo, que nada basta por sí...
A consciência Crística é um achado que encontramos quando buscando em verdade nosso desejo de progredir, aí a coisa se individua de tal modo que cada um assimila o amor como melhor entender, e particularmente eu penso que o melhor meio de iniciar a busca pelo verdadeiro amor é o estudo dos preceitos Crísticos agregados à quaisquer religiões ou a nenhuma, de conformidade com o que sentis em seu coração...
As descobertas com Cristo são brandas e sucessivas e permitem reflexões livres de fenômenos.
Saúde e Paz!
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: filhodobino em 05 de Fevereiro de 2011, 21:35
Amigo!!

ainda não consegui ler todo o conteudo
 Analise se seria isso;

A consciencia cristica existe dentro de cada ser , basta reconhecer e  e desenvolve-la para encontrar o divino que existe em cada um de nós, aceitando que o que acontece é  uma manifestação do nosso  livre arbitrio, devemos  viver no amor,  na união, na compaixão e no perdão, pois estes são os nossos pilares da evolução, principalmente pelos momentos criticos que estamos atrevessando  devemos perdoar sempre e respeitar as diferenças.

paz e luz

Prezada amiga,
Se diriges a mim esta pergunta...
Eu a responderia dizendo, que nada basta por sí...
A consciência Crística é um achado que encontramos quando buscando em verdade nosso desejo de progredir, aí a coisa se individua de tal modo que cada um assimila o amor como melhor entender, e particularmente eu penso que o melhor meio de iniciar a busca pelo verdadeiro amor é o estudo dos preceitos Crísticos agregados à quaisquer religiões ou a nenhuma, de conformidade com o que sentis em seu coração...
As descobertas com Cristo são brandas e sucessivas e permitem reflexões livres de fenômenos.
Saúde e Paz!

Prezada amiga,
Prezaria acrescentar...

“ Nihil est in intellectu quod non prius fuerit in sensu" -

Nada existe no intelecto que não tenha estado antes nos sentidos...
conf. Leibiniz Nouvcaus Essais- Sur'Entendement humain, livro II, cap. I - séc.2, em resposta a Locke.
A fórmula era escolástica originalmente cf. Duns Scotus-S.U.Porphril. p. 3...

Trocando em miúdos...
Sentir como Jesus sentia, pode ser assimilado pela razão, em se tendo vontade persistente e esmero no estudo e compreensão de seus postulados, comparando ou não, com quaisquer religiões...
Eu particularmente penso que a partir de dado tempo de estudo, pela minha compreensão de que somos produto de uma evolução naturalmente assistida, podemos assimilar melhor e mais claro, quando dotados de intuição natural...
Mas como diz Yung, tudo no consciente é como se fosse...
Saúde e Paz!
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: dim-dim em 05 de Fevereiro de 2011, 22:01
Que falta ao crer para culminar em saber?

Falta o mais apertado de todos os caminhos, falta a mais estreita de todas as portas — falta que o homem passe pelo “fundo da agulha”, despojando-se de tudo que ele tem e ficando só com aquilo que ele é. “Quem quiser ser meu discípulo renuncie a tudo que tem.”

Esse desnudo SER, livre de todas as impurezas do TER, é que é o passo mortífero que leva à vida eterna.

Todo homem que passa por essa morte mística entra na vida eterna.
Todo homem que se recusa a passar por essa morte mística cai vítima da morte eterna...
(O Sermão da Montanha - Huberto Rohden )

--
O que conquista é superior ao que é conquistado. Portanto a natureza física é mais débil que os poderes da inteligência e da vontade. De forma similar, se estudamos a natureza interna, ali também encontramos a constante luta entre a mente superior e a mente inferior; entre a inteligência e vontade superiores e a inteligência e vontade inferiores; entre o homem espiritual, real e divino e o homem aparente ou animal. A mente, inteligência e vontade inferiores, o homem aparente ou animal, obedecem às necessidades físicas e sensoriais do corpo, como um escravo obedece à seu amo. Em troca, a mente, inteligência e vontade superiores, o espiritual, real e divino no homem tentam vencer a natureza inferior e estabelecer seu domínio sobre ela. É claro que não vemos esta luta nos animais inferiores nem nas pessoas que vivem como eles. Quando começa este combate deixamos de ser puramente animais e nos tornamos humanos e morais. Ser humanos e morais, no entanto, não significa ser perfeitamente espirituais. Fazemos uma distinção entre o plano moral e o plano espiritual.

O plano moral é a etapa intermediária. O homem moral é em parte animal e em parte espiritual. No homem moral há um constante combate entre a natureza animal e a natureza espiritual. O homem moral se esforça por subjugar o animal que leva dentro e nessa luta exerce uma vigilância constante sobre sua mente para impedir que a natureza inferior estenda sua influência sobre ele. Até onde seja possível, deve evitar as tentações, porque ainda não é suficientemente forte para vencer suas influências. Seu anelo deve ser o de elevar-se até aquele plano superior que está além das tentações. Esta luta só cessará quando a natureza animal for vencida por completo, quando o homem animal tenha se transformado em espiritual e divino. Uma vez alcançada essa etapa já não haverá lugar para as tentações. Enquanto combate com a natureza animal, o homem é moral; quando a submeteu por completo, é espiritual. O homem moral pode ser tentado pelas atrações animais, em troca o homem verdadeiramente espiritual está além de todas as tentações, está além das tendências inferiores e as propensões animais que molestam ao homem moral.

No homem realmente espiritual este tipo de luta terminou para sempre. Então o espírito verdadeiro ou a natureza divina do homem reina em toda sua glória e brilha como o sol refulgente por cima das nuvens do egoísmo e das imperfeições. Todos os seres do universo, incluindo aos anjos ou personificações dos poderes superiores do Espírito, se inclinam diante do vitorioso conquistador e soberano da natureza. Esse estado é o que foi alcançado por Buddha e Cristo. O Príncipe Gautama ou Sakya Muni, se converteu em Buddha e Jesus de Nazaré se converteu em Cristo quando cada um realizou deste modo a Consciência Divina. (S. Abhed.)

“O Ser é o Senhor do Ser. Quem senão Ele poderia ser o Senhor?” “Conquistar-se a si mesmo é melhor que conquistar aos demais; nem sequer um deus poderia converter em derrota a vitória de quem se conquistou a si mesmo e sempre vive controlando-se.”
(Dha.)


Adeus
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: Anton Kiudero em 06 de Fevereiro de 2011, 10:26
Podemos dizer, apenas para descomplicar tudo o que foi pensado e escrito pelos seres humanos nos ultimos milenios:

Todos nos podemos sem qualquer esforço alcançar a consciencia cristica que consiste em amar a Deus acima de tudo e a todos os irmãos do universo como a si mesmo. E com isto viver em absoluta felicidade sempre.

Mas para amar a Deus não é preciso saber quem é Deus e para amar ao proximo tampouco é preciso saber quem é o proximo e quão proximo se encontra.

Basta nada julgar, nada classificar, e sem que o perceba a visão de mundo do ser transforma-se de uma visão individualista para uma visão universalista. Ao inves de ver o universo centrado no ego passa a ver ao ego como particula do universo.

Seja feliz, agora e sempre, incondicionalmente. Se em algum momento não se sentir plenamente feliz, se algo lhe incomoda, pare e observe a si mesmo e veja que o que o faz sentir-se desconfortavel é apenas fruto de sua imaginação. Não existe no universo real e portanto a sua felicidade não pode depender de coisas transitorias, efemeras e ilusorias.

Esta é a essencia da mensagem de Cristo que nos tempos atuais denominou-se de reforma intima. Então faça a sua, acorde e viva.
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Fevereiro de 2011, 15:02

Citar
Mas para amar a Deus não é preciso saber quem é Deus e para amar ao proximo tampouco é preciso saber quem é o proximo e quão proximo se encontra.
Basta nada julgar, nada classificar, e sem que o perceba a visão de mundo do ser transforma-se de uma visão individualista para uma visão universalista. Ao inves de ver o universo centrado no ego passa a ver ao ego como particula do universo.

Não precisamos saber quem é Deus, mas senti-lo dentro de nós. Nada acontece por acaso, ou Deus não existiria com todo seu poder, não seria onisciente e onipotente.
Também acredito, Anton, que nada de bom ou ruim existe no universo real, pois tudo passa pela nossa falível fixação em julgar e portanto a nossa felicidade não pode depender de coisas transitórias, efêmeras, ilusórias peneiradas pelo nosso julgar constante e compulsivo.
O Mestre disse: "Há necessidade de escândalos!" E tudo o que nos acontece de "ruim" faz parte de um projeto maior para todos. São as ilusões do escândalo que levam a um objetivo maior já estabelecido.
Nem um fio de cabelo nosso cai sem que Ele saiba e consinta! Então Deus tudo sabe e tudo pode.


Continuo lendo aos pouquinhos.


Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: Hebe M C em 06 de Fevereiro de 2011, 16:03
O texto do Tópico trata-se de uma excelente releitura do NT.
Parabéns Anton pelo tópico.

Um abço Hebe
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: Anton Kiudero em 07 de Abril de 2012, 18:14
Após um ano de intervalo, prosseguimos com o estudo da Consciencia Cristica:

Jesus e Nicodemus


Para compreensão da mensagem de Cristo precisamos entender o que quer dizer "líder dos judeus, do partido dos fariseus". Partido não era político porque a política em Israel era a religião. Os fariseus eram um grupo de pessoas que acreditavam na religião a partir de determinadas verdades. Desta forma, o partido dos fariseus era na verdade um segmento religioso composto por determinadas verdades dentro do judaísmo.

Todos os grupos religiosos daquela época baseavam-se nos ensinamentos de Moisés, mas cada um deles tinha uma forma de professar a sua crença, de entender os ensinamentos. É como hoje: existem diversas religiões que se dizem cristãs, mas cada uma tem um caminho para chegar a Cristo. É desta forma que existiam os fariseus e os outros grupos "políticos".


Para os espíritas esse ensinamento de Jesus Cristo é a prova da reencarnação. Para eles o ensinamento do Mestre de que “é preciso nascer de novo” quer dizer que "todos devem reencarnar". A partir dos diversos “nascimentos” o espírito alcançaria a pureza necessária para chegar ao reino do céu.

Essa é uma verdade universal, mas esse ensinamento em si não quer dizer isso. Aqui não pode haver uma afirmação de Cristo relacionada a reencarnação se olharmos para quem o mestre estava falando.

Os fariseus acreditavam na reencarnação e, portanto, Cristo não precisava ensinar para um mestre desse grupo sobre a existência dessa verdade universal. Dessa forma, o ensinamento do Mestre deve ir além, ou seja, ensinar ao Mestre o que ele ainda não sabia.


A pergunta de Nicodemos reforça nossa tese. Os fariseus conheciam a reencarnação, mas não tinham a compreensão da técnica desse processo. A pergunta do mestre dos fariseus revela que ele compreendeu nos ensinamentos de Cristo a afirmação da comprovação da reencarnação e quer saber como se dá esse processo.

Quando o espírito está preso aos conhecimentos materiais é necessário que existam comparações nesses conhecimentos para o entendimento das técnicas espirituais. Sem essa base material, não há como compreender a técnica espiritual.

O povo da época de Nicodemos nada conhecia sobre a fecundação, gestação e funcionamento do corpo como um todo. Assim, o mestre fariseu está pedindo a Cristo explicações sobre o processo técnico do retorno do homem velho à barriga da mãe.

O mestre não dá essa explicação, mas afirma que é preciso nascer da “água e do espírito” para ver o reino do céu. A resposta de Jesus Cristo ensina ao mestre fariseu que não é pela reencarnação (volta à barriga da mãe) que o espírito pode ver o reino do céu, mas sim pelo renascimento a partir do “espírito e da água”.

Dessa forma, só se pode entrar no reino do céu (felicidade) quando se renascer da "água e do espírito". A reencarnação não é o caminho, mas o renascimento.

Nascer do espírito é compreender a vida carnal a partir de valores espirituais. O ser humano se vê como carne, vê o mundo como matéria, compreende os objetos, pessoas e acontecimentos desse mundo a partir de valores materiais. Imagina-se capaz de reinar absoluto sobre o mundo.

A esse processo foi dado o nome de reforma íntima. Renascer é matar o homem velho (ser humano) e renascer na forma de um homem novo, que possua a compreensão da sua existência dentro da integração com o todo universal. Apenas reencarnar não garante essa transformação.

Cada vez que o ser reencarna se transforma em um ser humano, pois ao longo da infância e juventude aprende a compreender a sua existência sob o prisma material. Na verdade, a reencarnação é apenas uma nova oportunidade que Deus dá ao espírito para que ele faça o renascimento.

Foi isso que Jesus Cristo ensinou ao mestre dos fariseus. A crença de Nicodemus achava que apenas a reencarnação constante já era uma garantia da elevação espiritual. O Mestre, ao não contradizer Nicodemos, concordou com a reencarnação, mas afiançou que o reino do céu só seria alcançado por aquele que, nas suas reencarnações, conseguisse o renascimento.

Em outro ensinamento, Jesus Cristo afirmou que apenas quando o ser humano for como uma criança entrará no reino do céu. Este outro ensinamento explica o que é renascer em vida: transformar-se em uma criança. Dessa forma, precisamos conhecer as diferenças entre um homem velho e uma criança para entender o renascimento.

A criança não entenda nada da vida material. Não imagina saber o que outra pessoa está pensando, mas o homem velho sabe. O homem velho tem certeza absoluta dos motivos que o levou a agir de determinada forma. Acredita conhecer as verdades individuais das pessoas. Uma criança acata os acontecimentos da vida, mas o homem velho se imagina em condições de brigar contra tudo e todos, inclusive ele mesmo.

É isso que Jesus ensinou a Nicodemos. Não adianta renascer constantemente, pois só quando o espírito abandonar as suas certezas, as suas verdades, aquilo que diz para si mesmo que tem certeza do que está acontecendo, é que irá ver o reino do céu. Ou seja, conhecerá a verdade das coisas.

Continua...
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: Anton Kiudero em 07 de Abril de 2012, 18:16
Continuação

O reino do céu não é um espaço físico, mas pode ser representado por um conjunto de essências que se aplica às coisas materiais. A essência de um objeto, pessoa ou acontecimento é a sua função. Todas as coisas existentes possuem uma função universal ou essência universal.

Essa função é determinada por Deus, mas o ser humano, o ser universal que se acredita potente, não compreende essa essência. Por isso, imagina-se com o poder de determinar a essência de cada uma delas. Desta forma ele cria a essência individual. Dependendo da interpretação que cada ser faz do objeto, acontecimento ou pessoa, as coisas possuem essências diversas.

O reino do céu é o conjunto de essências que universaliza as pessoas, objetos e acontecimentos, ou seja, espelha a essência universal enquanto que o “inferno” caracteriza-se pelo conjunto individualizado de essências que o ser humano aplica às coisas.

Aplicando o reino do céu a uma casa ela se transforma em um abrigo. A sua casa fará parte do reino do céu quando ela for um abrigo dado por Deus. Enquanto houver a compreensão individual (minha casa), ela precisará ser individualizada. Pintura, decoração e asseio individualizarão a casa separando-a do resto do universo.

O seu irmão universal (outro espírito) só será o seu irmão quando você alcançar o reino do céu. Enquanto você estiver preso na visão material (individualista) os demais seres humanos serão capazes de lhe ofender, de lhe machucar, de não fazer as coisas da forma que quer.

É deste renascimento que Jesus está falando. É preciso que o ser humano renasça (abra mão do seu ilusório poder de determinar a essência das coisas) para encontrar Jesus. Renascer para o mundo espiritual e abandonando o mundo material.

É este renascer que todos os espíritos um dia (alguma encarnação) terão que fazer. Terão que mudar a forma de ver as coisas. Entender a essência universal das pessoas, objetos e acontecimentos e não “ver” mais a essência individual. Cada coisa acontece ou existe por um motivo determinado pelo Pai e, na hora que o ser entender essa essência, compreenderá a verdade universal.

Dentro desta nova visão, ao invés de acusar o outro de praticar algo, o ser compreenderá que o entendimento é apenas uma essência que o ele próprio colocou no acontecimento. O ato praticado pelo próximo possui uma essência universal que é dada por Deus. Pela magnitude de Suas propriedades o entendimento perfeito da essência escapa ao ser.

O renascimento, alteração da compreensão das essências dos acontecimentos, não é mudar o que “acha”, mas declarar-se incompetente para poder atribuir qualquer essência a eles. A partir dessa impotência, o ser pode receber de Deus a perfeita compreensão.

Isto é que Cristo ensinou com a frase “precisa nascer de novo”. Cada ser humano precisa abandonar as verdades que tem, as verdades falsas. A capacidade de gerar verdades nunca levou o ser à felicidade universal. Você está aí, velho, com muitos anos de vida, e vem agindo da mesma forma todos estes anos, mas, será que conseguiu ver o reino do céu (ser feliz incondicionalmente)? Por que não?

Porque não se mudou por dentro, porque não abandonou o falso poder de atribuir essência às coisas. Apesar de estar buscando a felicidade, as pessoas e as coisas continuam o ferindo. Não espere as coisas mudarem-se: mude as coisas dentro de você.

Enquanto a essência do carro for determinada pelos seus conceitos de beleza, o carro “feio” que você possui não lhe trará felicidade. Quando penetrar na função universal de um carro (meio de transporte) qualquer um lhe trará felicidade. Para isso é preciso mudar a essência e não o carro.

Até hoje todos os ensinamentos que a espiritualidade trouxe ao planeta foram no sentido da mudança interna de cada um, mas o ser humano, que se imagina perfeito, utilizou esses ensinamentos para mudar os outros. Quando alguém pratica um ato que você entende como fruto de uma soberba, essa compreensão é apenas sua. A essência da pessoa é outra, mas você, por ter seus desejos individuais feridos, atribuiu esse valor à pessoa.

Essa será a diferença do mundo atual para o novo. As pessoas não virarão "santos" (praticarão atos “bons”), mas cada um continuará sendo o que é. Aquele que verá os acontecimentos é que se mudará. Não mais haverá a acusação, pois haverá a compreensão de que tudo no universo é Perfeito, Justo e Amoroso. A essência “boa” ou “má” das coisas depende de cada um, por isso são individualistas.

Mantendo a sua essência individualista é impossível viver em um mundo melhor. Essa essência lhe faz apontar erros nos outros e, por isso, a vida será composta sempre por motivos para ser infeliz. Entretanto, quem disse que você pode determinar o que é “certo” ou “errado”? Quem lhe deu o poder determinar uma essência que tenha que ser seguida por todos no universo?

Compreendendo a sua impotência de determinar a ação universal que resulte na elevação espiritual (felicidade incondicional) o ser não atirará a primeira pedra que começará uma guerra. Quando o ser humano vê o outro como errado, a acusação é como atirar a primeira pedra. Pela lei da ação e reação (Deus dá a cada um de acordo com as suas obras) expõe-se a receber uma pedrada. Aí existe a guerra.

A alteração da compreensão da essência das coisas com a impotência de determinar o que está acontecendo leva ao fim do julgamento, crítica e punição. Ao invés de atirar pedras no irmão, o ser buscará ajudá-lo. A única ajuda que um ser pode dar ao próximo é amá-lo.

Isto é o nascer de novo. É ressurgir do espírito e da água que purifica das impurezas (essência individuais). Nascer novamente nessa mesma existência, pois o abandono das convicções que possui transformará o ser humano em um novo homem. Suas ações e compreensões serão diferentes do que foi até então.

Por isso Cristo disse: vai ser preciso nascer de novo para se ver o reino do céu. Nascer agora como espírito. Não importa a idade cronológica da matéria, mas vai nascer para ser espírito santo, filho de Deus, irmão de Jesus. Viverá em uma grande comunidade (universo), em uma grande festa chamada amor. Este é o novo mundo.


Neste trecho Cristo fala da Causa Primária das coisas. O vento sopra, você ouve o barulho, mas não sabe de onde vem nem para onde vai: a sua vida não é assim? Você anda (se locomove), faz barulho (grita e sofre muito), mas não sabe de onde veio nem o que vai acontecer depois. O que nasce do espírito, o que nasce da água que purifica, sabe para onde vai, como o vento também: para onde Deus mandar.

Continua...

Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: Anton Kiudero em 07 de Abril de 2012, 18:18
Continuação

Enquanto o ser imaginar-se como o comandante do navio (corpo humano) que usa, encontrará rochedos pela frente. Baterá em cada um deles porque não possui o mapa da região que está andando. Este mapa é o seu livro da vida. Você não sabe o que está escrito nele, o que lhe espera amanhã, hoje antes de acabar esta leitura, como quer comandar alguma coisa?

O vento vem não sabe de onde e vai não sabe para onde. Você vê tudo isso acontecer com a sua vida, mas acha que existe fenômeno climático material que determina a direção para onde o vento irá. Quando o vento causa destruições, acusa os fenômenos climáticos materiais de ter sido o causador das destruições.

Entretanto, o vento é “soprado” por Deus. É o Senhor do universo que determina a direção e a intensidade da tempestade.

Que Deus injusto o que deixou acontecer tempestades na sua vida. Entretanto, Ele não deixou: fez acontecer. É Deus quem empurra o vento de um lugar para outro, pois Ele é a Causa Primária de todas as coisas. Da mesma forma tudo que acontece com você Ele não deixa, mas faz acontecer daquela forma. É Deus quem empurra você de um lugar para o outro, de um pensamento para outro.

Você hoje pode estar na glória hoje, mas amanhã, sem nenhum controle da situação, chegará ao no fundo do poço. Se tivesse tanto controle da sua vida nunca sairia da glória. Mas os poços (situações que Deus comanda e as quais são atribuídas essências individualistas) estão aí para você cair.

Cristo disse aos professores da lei que eles são cegos por acham que podem ver. Enquanto você achar que pode determinar a essência das coisas será cego. Por isso não vê o buraco do poço e cai nele indo para o fundo. Se tivesse a visão espiritual (essência universal) não cairia nele. A impotência de determinar a essência das coisas é como se dar a volta nos poços da vida.

É isso que Cristo quis dizer: o vento sabe de onde vem e para onde vai porque é empurrado por Deus. Ao não buscar um determinado caminho, o vento caminha dentro da realidade universal. Na hora que você for espírito saberá de onde vem e para onde vai porque será empurrado por Deus e não mais pelo seu "eu".


A afirmação de Jesus a Nicodemos (“o senhor é um professor da lei e não sabe disso”) é importante. Os ensinamentos abordados nesse texto estão escritos nos textos sagrados de todas as religiões. Todos os Mestres da humanidade chamam os seres a seguirem Deus, submeterem-se a Ele. Nenhum ensinamento afirma que Deus deve submeter-se ou seguir você. Por que então os religiosos não fazem o que o Mestre da sua religião fala? Porque àqueles que se dizem professores dessa lei não ensinam dessa forma.

Eles querem dirigir a religião como se fossem capazes de fazer isso sozinho. Eles mandam você submeter-se a Deus, glorificar o Pai, mas se acham capazes de dirigir a vida deles e, principalmente, a religião que é de Deus. Por isso Jesus pergunta: o senhor que é mestre não entende isso?

Na Bíblia Sagrada existe uma série de posturas de religiosos da época que Jesus “condenou”. Infelizmente, muitos dirigentes de religiões que se dizem cristãs não observaram esse texto. Através dessas “condenações”, Jesus Cristo conclama os dirigentes religiosos a fugirem do individualismo e penetrarem na realidade universal: Deus e Sua ação.

Mas, Cristo vai mais além: "nós falamos aquilo que sabemos e contamos o que temos visto". Os Mestres enviados por Deus não individualizam a essência dos acontecimentos, mas se submetem constantemente aos desígnios de Deus para se universalizar.

Pegue qualquer mensagem de Buda, de Maomé, ou de qualquer mensageiro de Deus e veja se o renascimento aqui comentado não está ensinado dessa forma. Vamos analisar, por exemplo, uma mensagem de Emmanuel:


Continua...
Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: Anton Kiudero em 07 de Abril de 2012, 18:19
Continuação

Continue fiel à universalidade. Não abandone a hora que você tem que mostrar para Deus o que veio fazer aqui. É nesta hora que tem mostrar o que aprendeu: é o seu trabalho. O que você veio fazer, ou seja, trabalhar, é amar as coisas que acontecem na sua vida. Os componentes do amor universal são essência de todas as coisas.

Mas, você abandona o trabalho, ou seja, o amor, e perde a oportunidade que Deus está lhe dando para provar que aprendeu a viver no mundo Dele. Perde esta oportunidade reagindo individualmente, não aceitando as situações que o destino lhe traz.


É assim que você reza? Ou você quer na sua oração mostrar para Deus tudo de mal que estão fazendo para você? O espírito ora ao Pai pedindo a proteção para aqueles que lhe trazem problemas, mas você, que também é espírito mas não se vê como, é capaz disso?

Não, reza para você mesmo. Ora falando com o Pai para mostrar quanta injustiça acontece diariamente com você, como é vítima. Pede o socorro para você e não para o outro.


O comentário à última frase (“se nenhuma iniciativa...”) é desnecessário: ela espelha o ensinamento “renascimento” objeto desse estudo.

Relembrando a citação de Cristo que deu origem à análise do texto ("nós falamos tudo") fica provado que os mensageiros de Deus sempre ensinaram o mesmo ensinamento, nunca esconderam a verdade. Cada um ao seu modo, na sua linguagem, expressou a mesma verdade. A interpretação (essência) dos ensinamentos é que mudam.

Para se compreender um ensinamento de um Mestre da humanidade é preciso aplicar a ela a essência de Quem o enviou. Enquanto o ser aplicar a essência individualista alcançará uma interpretação individualista, que não refletirá a essência universal. Os Mestres escreveram certo, os professores da lei é que não souberam ler: Deus escreve certo por linhas certas, você é que lê torto.

O ensinamento do renascimento (alteração da essência das pessoas, acontecimentos e objetos) está nos ensinamentos da doutrina espírita, mas será que os professores da lei dessa doutrina ensinam a visão que estamos tendo do texto?

Como Cristo disse, os professores da lei "não querem aceitar a nossa mensagem". Muitas autoridades religiosas são capazes de abrir mãos de todas as coisas materiais de sua vida para servirem a Deus, mas não estão dispostos a abandonarem a si mesmo. Por isso ensinam o que foi transmitido pelos Mestres a partir de suas verdades. Tudo aquilo que eles acham “certo” e “errado” também será considerado dessa forma pelo ensinamento.

No entanto Cristo ensina que não devemos julgar nada nem ninguém, pois esse é um atributo específico de Deus. Quando os professores da lei das religiões aceitarem a verdade do renascimento, poderão alcançar a visão universalista de todos os ensinamentos. Até lá, cada Mestre será individualizado assim como os seus ensinamentos.

Os professores da lei precisam abdicar do "poder" que imaginam que cada religião tenha sobre uma massa de pessoas para poder devolver o comando das coisas a Deus. Por isso Cristo ensinou que o templo de Deus é dentro de cada um. Apesar disso os professores da lei condicionam a religação com o Pai ao momento que estão dentro da igreja, sob o poder da religião.

Esse texto não deve ser entendido como uma crítica, principalmente às religiões. Todas são perfeitas, pois são criações de Deus (ação universalista). Na verdade é um ensinamento para os professores da lei que existem em todas elas. Como Jesus ensinou: “nós falamos aquilo que sabemos e contamos o que temos visto, mas vocês não querem aceitar a nossa mensagem”.


Vamos relembrar: Cristo está falando com Nicodemos, que é um mestre, um líder de religião. Neste trecho ele deixa bem claro que não é o que o mestre "acha" que deve ser levado em consideração ("ninguém subiu ao céu"), mas sim a essência dos ensinamentos que são trazidos ("a não ser o Filho do Homem, que desceu do céu"). Como Filho do Homem não podemos entender só Jesus, mas todos aqueles que vêm ao planeta para trazer mensagens para o homem em nome de Deus.


Esse trecho do ensinamento requererá já a prática do desprendimento de essências individualistas para ser compreendido. Vamos começar a análise pelo trecho "levantou numa estaca a serpente de bronze no deserto, também o Filho do Homem tem que ser levantado". O que quis dizer Jesus aí?

Quando Moisés pegou com uma estaca (um pedaço de madeira) a cobra, a ergueu do chão sobre ela. Da mesma forma Jesus foi crucificado. Ele foi preso à cruz no chão e posteriormente foi levantado sobre ela. Nesse trecho Jesus fala da crucificação, ou seja, do seu “sofrimento”.

Ao fazer a comparação, Jesus Cristo afirmou que teria que passar pela crucificação para que todo aquele que acreditasse nele conseguisse a vida eterna. Acreditasse em que? Em que a crucificação de Jesus pode contribuir para a elevação espiritual do ser?

Continua...

Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: Anton Kiudero em 07 de Abril de 2012, 18:20
Continuação

Cristo foi o espírito mais elevado que já vestiu a roupagem densa nesse planeta. Por isso é citado muitas vezes como o Rei dos Reis. No entanto, todo esse poder espiritual do Mestre não foi o suficiente para uma “existência tranqüila”. Ele passou por situações de sofrimento como qualquer outro ser que tenha encarnado.

Essa exemplificação é o instrumento da elevação. Nenhum espírito vem á matéria carnal para viver “tranqüilamente”, ou seja, passar apenas por aquilo que gostaria. Há necessidade da existência das situações que contrariem os desejos do ser.

Compreendemos a “crucificação” como “sofrimento de Cristo”, mas será que esse sofrimento existiu? Jesus Cristo conhecia o seu “destino” e isso deixou bem claro por diversas vezes. Sabia-o porquê tinha a lembrança de todo o planejamento feito antes da encarnação com o propósito de exemplificar a vida terrestre.

Ele próprio participou da elaboração do “livro da vida” que iria vivenciar e, por isso, conhecia o propósito de cada situação. Conhecendo a verdade dos fatos, a necessidade universal dos acontecimentos, será que ele iria querer outra vida? A resposta negativa a essa pergunta nos leva a compreender que não havia desejos para serem insatisfeitos e gerarem sofrimentos.

Portanto, Cristo não sofreu durante todo o processo de sua “paixão”. Foi traído, caluniado, injustiçado, humilhado e não sentiu nenhum desses sentimentos. Manteve sempre mais alto o amor a Deus e ao próximo e isso manteve a sua felicidade de estar representando uma existência humana.

Dentro dessa consciência é que Cristo afirmou a Nicodemos que aquele que cresse nele alcançaria o reino do céu. Crer em Jesus é acreditar no que ele acreditava. Saber que sua existência não pode ser vivenciada apenas por situações prazerosas. Que o objetivo de estar na carne é passar por situações de sofrimento compreendendo a ação universal.

Só aqueles que passarem pela suas crucificações, crendo em Jesus, ou seja, usando o amor a Deus e ao próximo, terão a vida eterna.


No texto anterior ficou claro que o ensinamento: todos devem passar por sofrimentos crendo em Cristo para ter a vida eterna. Assim, as situações de vida deixaram de ser realidade e se transformaram em provações para os seres.

Mas, quem será o instrumento desta prova? Quem Deus nos dará para mudarmos ("salvar o mundo”)? "O seu único Filho", foi a resposta. Mas quem é o filho único de Deus? Será Jesus como alguns apregoam?

Se Jesus é o filho único de Deus, todos nós somos filhos de quem? Se Jesus é o filho único de Deus, somos filhos de chocadeira, obras de inseminação artificial? Não, todos somos filhos de Deus. O amor do Pai por cada um é tão grande que Ele nos trata como se fôssemos únicos.

A atenção, o amor, o carinho, a justiça de Deus por cada um de nós é a mesma que um pai tem por um filho único e não aquela atenção que um pai de família muito grande consegue dar aos filhos. Portanto, para Deus somos como filho único Dele. O termo único indica a individualidade que cada um tem para Deus. Para o Pai cada filho é único, possui uma individualidade própria que Ele respeita.

Porque você ainda não se vê como filho único de Deus? Porque ainda acha que existe uma família universal muito grande e que o Pai não consegue atender a todos. Ao acreditar dessa forma podem acontecer injustiças. Essa visão faz parte da essência individualista que é aplicada aos ensinamentos de Deus.

Se você não esquecer as coisas velhas (matéria) e renascer (buscar a essência), não encontrará esta verdade e ainda continuará se sentido como filho esquecido do Pai. Para compreender o ensinamento de Jesus a Nicodemos cada um tem que ver o outro e a si mesmo como filho único de Deus. O filho único de Deus não pode ser entendido como Jesus porque em diversos momentos nos evangelhos o próprio mestre fala em Pai nosso e chama os outros seres de irmãos.

Assim sendo o instrumento que causará a situação de sofrimento como prova para que você aja crendo em Jesus, com amor, é um espírito, um ser humano, um filho de Deus. Ele será o instrumento de Deus para a sua elevação, causando as suas situações de sofrimento. Essas situações caracterizam-se por ações que contraria o seu desejo, a sua compreensão individualista.

Todo aquele que faz alguma coisa que você acha “errado”, “feio”, “mal”, é um filho único de Deus que foi enviado para lhe salvar. Ele não age contrariamente ao que você quer para julgá-lo, mas para salvá-lo. Se todos agissem dentro dos seus padrões você não poderia dar o testemunho de Jesus e não conseguiria a vida eterna.

Se você crer no próximo, naquele que está ao seu lado naquele momento como instrumento de Deus, você vive a vida eterna. Aquele que você julga e acusa, é enviado de Deus para salvar o mundo, o seu mundo, você mesmo.

Entretanto você continua achando que pode emitir pareceres sobre os outros, ou seja, criar essências diversas para os seus irmãos que não filho de Deus, instrumento do Pai. Ele mandou seu filho, um para cada um, em cada momento, para que todos possam alcançar a vida eterna através de todos.

É vendo no próximo o filho de Deus, reagindo às atitudes dele com amor sempre, que você alcançará o reino do céu. Seu irmão de caminhada sobre o planeta não está aqui para que você se ache capaz de julgá-lo, de apontar essências diferentes nele. E nem ele está aqui para julgar você.

Deus mandou cada filho único com o objetivo de salvar o mundo. Mas, o que é esta salvação? O amor. Todos estão aqui para salvar o mundo aprendendo a não julgar e sim a amar os outros, apesar do sofrimento (a crucificação) que um possa trazer ao outro.


O que é o julgamento que você tanto já ouviu falar que Deus faz ao final de cada encarnação? Na verdade este julgamento não é mais do que um balanço de sua vida, uma procura de momentos onde você viveu no amor e quando viveu fora dele. Desta forma, aquele que viver no amor ("crê no Filho"), não será julgado. Portanto, se você quer fugir desta etapa da sua existência, viva na carne somente no amor, pois, como Jesus afirmou a Nicodemos, não será julgado.

Entretanto, não será só quem agir com amor que não será julgado: "quem não crê já está julgado". Aquele que agir fora do amor também não passará por um julgamento, porque ele já estará julgado. O julgamento celestial não é como você imagina (juiz, acusador, defensor e testemunhas). É um auto julgamento: quem usa amor passa porque crê, quem não usa não passa porque já está julgado.

Continua...

Título: Re: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA
Enviado por: Anton Kiudero em 07 de Abril de 2012, 18:21
Continuação

O juiz que julga aquele que não crê é ele mesmo. Não existe um Deus, como se imagina, que vai pegar você e por castigo mandá-lo para o umbral ou para o inferno: é você mesmo que procurará este caminho.

O seu caminho depois da carne é aquilo que escolheu durante a vida material. Se você possui conceitos, após o desencarne irá procurar aquilo que gostava de praticar quando estava vivo. Não será necessário que Deus o mande conviver com semelhantes por punição. Não existe este Deus punitivo que decreta sentenças de "culpado" e ordena a prisão imediata do réu.

O Universo é livre: você pode ir para onde quiser, mas sempre procurará aqueles que lhe são iguais para estar. Você sempre ouviu falar das lendas que são criadas para os que morrem.
Cansou de ouvir dizer que aqueles que não agem direito são jogados no fogo do inferno, mas isto é mentira, é lenda: o espírito vai com os próprios “pés” dele para lá.

Não precisa ninguém mandar ir: ele vai porque gosta daquele ambiente e se sente "em casa" com as "pessoas" que lá estão. O Deus que o manda para o “inferno” é punitivo, mas o Deus do Universo é Amor. O Deus do Universo deixa você ir para onde quer. Esse é o seu livre arbítrio, a sua própria escolha, de acordo com as suas preferências.

O "livre arbítrio" é a prova maior do amor de Deus pelos seus filhos. Deus é tão bom que deixa você ir pelo caminho individualista se é o que deseja. Como um bom Pai permanece sempre atento para no primeiro sofrimento estender a mão. Mas esse sofrimento só será alcançado com a consciência de que está no caminho contrário ao Universo

Assim, se você gosta de criticar o próximo, quando sair da carne procurará juntar-se aos seus iguais. Encontrará um “local” onde se reúnem todos que gostam de fazer a mesma coisa. No entanto, Deus providenciará para que você seja criticado pelos demais. Se você gosta de humilhar, encontrará aqueles que humilham e ali será humilhado.

O grupo que você se juntará não será escolha de Deus, mas das suas preferências. O que eles farão à você não será um castigo, mas um auxílio do Pai para que você compreenda o que fez ao próximo e peça perdão. Não há punição, mas um Amor Sublime.


Aí está o amor: a luz é o amor, o universalismo. Todos sabem, mas preferem a escuridão, o individualismo. Porque agem assim? Porque preferem a escuridão?

Porque é mais fácil, traz mais comodidade. É mais fácil apontar os erros dos outros do que encontrar seus próprios. É mais fácil e cômodo assumir a posição de vítima, de sofredor, de pobre coitado, do que assumir a posição de estar contrário ao Pai, de que Deus é justo e se aconteceu é porque você merecia. É isto que Jesus quer dizer quando afirma que a luz veio ao mundo, o amor veio ao mundo, mas todos preferem a escuridão porque andar no vale das sombras é mais fácil.

Andar no seu vale das sombras internos, criar verdades falsas que tragam uma aparente felicidade é mais fácil. Estas verdades falsas, verdades próprias, individuais, são como se fossem lâmpadas de iluminação artificial que acendem quando não encontram a luz do sol, de Deus. Entretanto, o novo mundo está trazendo o “racionamento” e esta luz artificial terá que ser apagada.

À luz do sol seu individualismo fica mais gritante. Quando começou a ler esse texto e recebeu a informação de que tudo que lhe acontece é merecido, o que é individualismo seu fica mais fácil de ser constatado.

Antes você ainda tinha dúvidas se era individualismo ou se era verdade universal. Quando compreende que tudo que acontece é gerado por Deus, seus conceitos foram expostos à luz do sol, à verdade de Deus. Agora compete a você seguir em frente na busca do amor e continuar andando na luz.

Tenha a certeza que depois que entendeu Deus como Causa Primária de todas as coisas, agindo com Inteligência Suprema, Justiça Perfeita e amor Sublime, as suas verdades nunca mais servirão de luz para guiá-lo. Essas lanternas que foram acessas durante toda a sua vida ("eu acho") possuem agora pouca luminosidade. Comparadas à luminosidade do sol, as suas verdades viraram penumbras.

A luz veio ao mundo, o amor veio ao mundo e é isto que estamos falando desde o início de nossa conversa: vamos trazer Jesus de volta, a luz de volta, o amor. Está na hora de você apagar as luzes artificiais que criou para poder descobrir a porta verdadeira que leva à luz de Deus.


Não é esse o ensinamento desse texto? A luz mostra que você obedece a Deus naquilo que faz. Obedecendo cumpre a lei que é amar a Deus, a si e ao próximo. Estar na luz é ter amor por Deus, por si e pelos outros. Não há outra luz: qualquer outra luminosidade é artificial que você acende para poder se mexer na escuridão que vive.

Você acha que está desesperado, mas este sentimento é uma luz falsa que acendeu quando não quis aceitar o amor como verdade. Como busca outras verdades encontra a luz falsa do desespero.

Quando universalizar as suas compreensões descobrirá que não há outra verdade. Aí descobrirá a luz de Deus: o Amor Sublime.

A luz natural acaba com o desespero porque tira a incerteza do amanhã. Você pode me dizer o que vai acontecer na sua vida amanhã? Eu sei: o que Deus quiser. Se agir com amor dentro dos acontecimentos que Deus me der o meu dia será de amor: tudo me trará felicidade.

Enquanto você quiser determinar o que irá acontecer amanhã, estará acendendo uma luz artificial. Enquanto quiser saber o que o outro está fazendo, estará acendendo uma luz artificial e não a luz de Deus. Quando quiser ver a luz basta acender o amor.