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GERAL => Audiovisuais => Áudio => Tópico iniciado por: Marccello em 19 de Julho de 2010, 03:32

Título: Ação e Reação
Enviado por: Marccello em 19 de Julho de 2010, 03:32

SKANK – Mil Acasos

http://www.youtube.com/watch?v=-lot2ThOGCg (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PS1sb3QyVGhPR0Nn)[youtube=425,350][/youtube]

Uma coisa que aprendi nos meus estudos foi que não existe acaso em nossas vidas. Tudo existe um motivo. Não nos encontramos com pessoas por acaso, não acontecem coisas desagradáveis conosco por acaso, não acontecem coisas ótimas conosco por acaso. Quase tudo vai acontecendo de acordo com nossas práticas em vidas passadas. Se praticamos o bem encontraremos pessoas e acontecimentos para o bem, se agredimos ou praticamos coisas para o mal – encontraremos pessoas e acasos que nos farão pagar pelo que fizemos no passado. Essa é a lei da ação e reação!

Que possamos suportar todos os acasos ruins para quitar nossos débitos e curtir todos os bons acasos como recompensa de nossas próprias boas ações !

Nessa música do Skank com certeza libera uma energia de um ótimo acaso !

joanadarc.wordpress

Muita paz. :)
Título: Re: Ação e Reação
Enviado por: Conforti em 21 de Julho de 2010, 14:16

          Olá, jovem engenheiro Marcello.

          O que o amigo quer dizer com a expressão “Ação e Reação”? Refere-se à “lei da física”: “A cada ação corresponde uma reação de mesma intensidade  em sentido oposto”? Ou à “lei”, citada na codificação, que assegura que sofreremos as conseqüências, boas ou más, das ações que praticamos?
Título: Re: Ação e Reação
Enviado por: Marccello em 22 de Julho de 2010, 03:53
Boa noite Grande Amigo Coronel!

Obrigado pelo "jovem" nem tanto! :D

Muito boa sua colocação...

"Para se designarem coisas novas são precisos termos novos. Assim o exige a clareza da linguagem, para evitar a confusão inerente à variedade de sentidos das mesmas palavras." L.E - Introdução.

Vamos evitar ambiguidades:

Para todo efeito existe uma causa e não há causa sem efeito. Essa máxima vulgarizada nas obras do mestre como um princípio, foi transformada em  lei  por espíritos pós-codificação,   isto é, a partir deste axioma se torna, facilmente, dedutível a lei implícita. A Lei de causa e efeito, ensinada por alguns espíritos tem um caráter moral e também  físico; ao agirmos no universo, cada ato tem uma consequência, cada gesto, cada pensamento se reflete no universo micro e macro cósmico. O fato de refletir não traz a ideia de uma reação imediata e  implacável, por exemplo, quando alguém deseja um mal,  o objeto receptor , não tem a obrigação de devolver o mal na mesma moeda, desta forma, uma ação pode desencadear infinitas possibilidades de consequências.

Confunde-se a 3ª Lei de Newton, que é uma restrita lei física, já que as leis de Newton não valem nos limites quânticos nem relativísticos, com o princípio de causa e efeito. Define Newton, em sua obra Principia, o princípio da Ação e reação:

"A qualquer ação se opõe uma ação igual, ou ainda, as ações mútuas de dois corpos são sempre iguais e se exercem em sentidos opostos."

O princípio de causa e efeito, ensinado pelos espíritos, diz que quando há abuso do livre-arbítrio, a causa e o efeito estão na pessoa; quando se faz o bem, a causa está em na
pessoa, e o efeito também. Quando afirma-se: Aquilo que plantar, isso mesmo irá colher. O
que significa colher? Sofrer as consequências do ato, sendo este bom ou mau. Sabemos da
misericórdia Divina que perdoa e ensina, não sendo necessário que uma pessoa que matou
tenha que morrer nas mesmas circunstâncias. Mesmo se fosse, não seria uma aplicação da lei de ação e reação, sendo a lei de Talião, proclamada por Moisés, mais próxima deste princípio.

Sendo assim:

A Lei de causa e efeito é totalmente conforme o Espiritismo, já a lei de ação e reação está  totalmente disforme aos  princípios que o Espiritismo veio proclamar. Fujamos dos modismos e abracemos a simplicidade, para, desta forma, errarmos menos.

Obrigado amigo Coronel... muito pertinente seu comentário...

Grande abraço! ;)

Muita paz. :)
Título: Re: Ação e Reação
Enviado por: Conforti em 24 de Julho de 2010, 04:13
          Olá, amigo Marcello,

O amigo já fez uma análise mais profunda acerca da lei de causa e efeito, ou seja, da realidade do livre-arbitrio?

          Uma boa noite.
Título: Re: Ação e Reação
Enviado por: Marccello em 24 de Julho de 2010, 13:52
         
O amigo já fez uma análise mais profunda acerca da lei de causa e efeito, ou seja, da realidade do livre-arbitrio?
         

Bom dia amigo Coronel!

Ainda não...
Mas gostaríamos muito que o amigo, se fosse possível, nos beneficia-se com mais este estudo à luz da Doutrina Espírita...

Agradeceríamos muito sua participação...

Grande abraço! ;)

Muita paz. :)
Título: Re: Ação e Reação
Enviado por: Conforti em 24 de Julho de 2010, 17:23
 

         Amigo Marcello   (ref # 4)

          Sobre o chamado livre-arbítrio sugiro que vc dê uma olhada nas respostas constantes do tópico “Estranhezas no Livro dos Espíritos”; há muita coisa lá. Depois, se possível, me diga alguma coisa.

          Um abraço.
Título: Re: Ação e Reação
Enviado por: Marccello em 26 de Julho de 2010, 01:33
Boa noite amigo Coronel!

Lembrando que na medida do possível tento não alimentar debates ... prefiro a tarefa da divulgação...


Quanto ao tópico “Estranhezas no Livro dos Espíritos”...livre-arbítrio

(ref. #143 ):
863 Os costumes sociais não obrigam o homem a seguir determinado caminho em vez de outro, e ele não está submetido ao controle da opinião geral na escolha de suas ocupações? O que se chama de respeito humano não é um obstáculo ao exercício do livre-arbítrio?

– São os homens que fazem os costumes sociais e não Deus. Se a eles se submetem, é porque lhes convêm, e isso é ainda um ato de seu livre-arbítrio, uma vez que, se quisessem, poderiam libertar-se deles; então, por que se lamentar? Não são os costumes sociais que devem acusar, mas seu tolo amor-próprio, que os leva a preferir morrer de fome a abandoná-lo. Ninguém levará em conta esse sacrifício feito à opinião pública, enquanto Deus levará em conta o sacrifício que fizerem à sua vaidade. (...)

Penso que poderíamos acrescentar:

"Nada te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo.”Jesus- João, 3:7."

"Não há, pois, duvidar de que sob o nome de ressurreição o principio do reencarnação era ponto de uma dos crenças fundamentais dos judeus, ponto que Jesus e os profetas confirmaram de modo formal; donde se segue que negar a reencarnação é negar as palavras do Cristo.” E.S.E.Cap. IV, 16."

Surgem, aqui e ali, aqueles que negam o livre arbítrio, alegando que a pessoa no mundo é tão independente, quanto o pássaro no alçapão.
E, justificando a assertiva, mencionam a junção compulsória do espírito ao veiculo carnal, os constrangimentos da parentela, as convenções sociais, as preocupações incessantes na preservação da energia corpórea, as imposições do trabalho e a obediência natural aos regulamentos constituídos para a garantia da ordem terrestre, esquecendo-se de que não há escola sem disciplina.

Certamente, todos os patrimônios da civilização foram erigidos pelas criaturas que usaram a própria liberdade na exaltação do bem, no entanto, para fixar as realidades do livre arbítrio examinemos o reverso do quadro.

Reflitamos, ainda que superficialmente, em nossos irmãos menos felizes, para recolher-lhes a dolorosa lição.

Pensemos no desencanto daqueles que amontoaram moedas, por longo tempo, acumulando o suor dos semelhantes, em louvor da própria avareza, e sentem a aproximaçãoda morte, sem migalha de luz que lhes mitigue as aflições nas trevas...

Imaginemos o suplício dos que trocaram veneráveis encargos por fantasiosos enganos, a despertarem no crepúsculo da existência, qual se fossem arremessados, sem perceber a secura asfixiante de escabroso deserto.

Ponderemos a tortura dos que abusaram da inteligência, reconhecendo, à margem da sepultura, os deprimentes resultados do desprezo com que espezinharam, a dignidade humana...

Consideremos o martírio dos que desvirtuaram a fé religiosa, anulando-se no isolamento improdutivo, ao repararem, no término da estância terrestre, que apenas disputaram a esterilidade do coração.

Meditemos no remorso dos que se renderam à delinqüência, hipnotizados pela falsa adoração a si mesmos, acordando abatidos e segregados no fundo das penitenciárias de sofrimento.

Ninguém pode negar que todos eles, imanizados ao cativeiro da angústia, eram livres... Conquanto os empeços do aprendizado na experiência física, eram livres para construir e educar, entender e servir.

Eis porque a Doutrina Espírita fulge, da atualidade, diante da mente humana, auxiliando-nos a descobrir os Estatutos Divinos, funcionando em nós próprios, no foro da consciência, a fim de aprendermos, que a liberdade de fazer o que se quer está condicionada à liberdade de fazer o que se deve.

Estudemos os princípios da reencarnação, na lei de causa e efeito, à luz da justiça e da misericórdia de Deus e perceberemos que mesmo encarcerados agora em constringentes obrigações, estamos intimamente livres para aceitar com respeito e humildade as determinações da vida, edificando o espírito de trabalho e compreensão naqueles que nos observam e nos rodeiam, marchando, gradativamente, para a nossa emancipação integral, desde hoje.

Emmanuel, psicografia de Chico Xavier.
Livro da Esperança.

Muita paz. :)