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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: Sonia em 18 de Outubro de 2009, 17:07

Título: Vida em plenitude pede cuidado com o ambiente
Enviado por: Sonia em 18 de Outubro de 2009, 17:07
                     “Não há vida em plenitude onde falte cuidado com o meio ambiente” 
                                                                                                           
                                                                                                           ORSON PETER CARRARA
                                                                                                           orsonpeter@yahoo.com.br
                                                                                                           Matão, São Paulo (Brasil)

 
Uma abordagem de temas como sustentabilidade, preocupações
e iniciativas ambientais e os pontos de convergência entre a Doutrina Espírita e a Ciência Ecológica, pelo conhecido
jornalista, autor do livro Espiritismo e Ecologia.
 
      André Trigueiro (foto), espírita desde 1987, editor-chefe do programa semanal Cidades e Soluções (Globo News) e comentarista da Rádio CBN (860 Kwz), jornalista com pós-graduação em Gestão Ambiental, criador e professor do curso de Jornalismo Ambiental da PUC/RJ, autor de vários livros, palestrante espírita e desde 1996 atuando como repórter e apresentador do Jornal das Dez, da Globo News – canal de TV a cabo, em que também produziu, roteirizou e apresentou programas especiais ligados à temática socioambiental, nasceu e reside no Rio de Janeiro. Pela FEB lançou recentemente, na Bienal do Rio, o livro Espiritismo e Ecologia,   tema   principal da   presente entrevista.
 
O Consolador: Como surgiu a motivação para lançamento de seu livro Espiritismo e Ecologia, pela FEB? Trace um perfil da obra.   
 
Desde 2004 venho fazendo palestras e seminários em casas espíritas sobre este assunto. O primeiro convite foi do saudoso amigo Luis Antonio Millecco, que sugeriu o  tema "Ecologia e Paz". Foi o ponto de partida de um trabalho que desde então vem despertando muita curiosidade de minha parte, e uma enorme satisfação de reconhecer os muitos pontos de convergência entre a Doutrina Espírita e a ciência ecológica.       
 
O Consolador: Comente sobre os programas produzidos e exibidos pela mídia com sua participação e envolvendo o tema em referência.
 
Meu trabalho se desdobra na TV, no rádio, na internet, nos livros e eventuais artigos que escrevo para a mídia impressa. Dos meus 21 anos de profissão como jornalista, os últimos 17 têm sido consagrados ao estudo dos assuntos da sustentabilidade. Entendo que a função social do jornalista se resolve em duas frentes: denunciar o que está errado e sinalizar rumo e perspectiva para a sociedade. Sinto-me privilegiado de fazer o que gosto e ainda por cima me sentir útil.       
 
 
 
 
O Consolador: A civilização, como ocorrência natural da sociedade, nos impõe falsas necessidades, consequentemente mais consumo, mais descartes e resíduos. Como traçar uma linha divisória entre Civilização-Progresso e Evolução? Ou essas três coisas se completam com a maturidade do senso moral?   
 
Vivemos um momento singular da História e precisamos nos dar conta disso. Experimentamos um impasse civilizatório de grandes proporções, que nos obriga a realizar escolhas determinantes do futuro da nossa espécie neste planeta. Múltiplas crises (ética, moral, social, econômica e ambiental) se inter-relacionam e demandam a capacidade de enxergarmos sistemicamente. Tanto a Ecologia quanto o Espiritismo preconizam um olhar sistêmico sobre a realidade que nos cerca. Esta é uma das questões que eu abordo no livro.

O Consolador: No Centro Espírita também há atendimentos envolvendo a dependência química? Como a instituição tem tratado a questão?
 
Quanto aos centros espíritas, é preciso que haja pessoas habilitadas para tratar da questão. Esse foi um dos propósitos do curso que ministramos no ano de 2004. Como dissemos, existe um vácuo no movimento espírita, e consequentemente nos centros espíritas, de pessoas preparadas para o mister. Conheço uma ou outra casa que consegue realizar um trabalho pertinente. Já participei de um grupo de desobsessão que atendia muito a Espíritos que desencarnaram pela via das drogas. Era um grupo de médiuns que conheciam e estudaram a problemática das drogas. Além do que era preciso uma preparação fisico-orgânica, moral e espiritual ajustadas, pois, segundo estes médiuns, as vibrações desses Espíritos são muitas vezes insuportáveis na mente e no organismo do médium. Em razão de dificuldades gerais o grupo não conseguiu seguir adiante. Os centros carecem de uma direção nesse tipo de atendimento aos usuários e seus familiares.
 
O Consolador: Viver num planeta sustentável não seria uma utopia tendo em vista que a evolução se dá em nível consciencial?   
 
São processos complementares. Fazer bom uso dos recursos naturais é uma questão ética. Saber cuidar do espaço criado por Deus para nos acolher e abrigar é uma questão moral. Tudo está relacionado. Não dá para separar a humanidade do planeta. A própria doutrina nos esclarece que em cada um dos mundos habitados as criaturas são constituídas dos próprios elementos que emprestam forma aos planetas. É uma ligação visceral. Somos feitos de água, de terra e de ar. Se contaminamos a água, se degradamos o solo, se poluímos o ar,  todos perecemos. Não há vida em plenitude onde falte cuidado com o meio ambiente.     
 
O Consolador: Diante de tais raciocínios, a integração homem-natureza não seria uma consequência natural do estágio em que nos encontramos no planeta?   

 
Exatamente por isso as práticas sustentáveis que os espíritas possam incorporar à rotina são muito bem-vindas, porque condizem com novos padrões éticos de respeito à vida e aos demais seres do universo.     
 
O Consolador: A evolução tecnológica está acontecendo de forma acelerada. Mas, sem o despertar da consciência, essa tecnologia não se tornou instrumento de perturbação nas questões ambientais?   
 
Os maiores incentivadores da evolução tecnológica são as indústrias bélicas. Isso, por si, revela o estágio moral em que nos encontramos enquanto espécie. Mas a crise ambiental tem determinado investimentos crescentes e importantes em outras direções. Entendo que a construção da paz seja tarefa de séculos. Estamos caminhando.   
 
O Consolador: Allan Kardec assevera que a educação integral é a chave do progresso moral. Encontramos, todavia, desafios gigantescos se opondo a essa assertiva. Como conscientizar os meios de comunicação que transitam na contramão dessa máxima?   
 
Na era da comunicação digital, on-line, via internet, cada um tem o direito de ser sua própria mídia. Existem blogs nos Estados Unidos com mais de um milhão de acessos por dia. Graças ao twitter, a população do Irã venceu a censura e protestou nas ruas do país contra a fraude nas eleições. Os meios de comunicação convencionais estão passando por um gigantesco processo de transformação. Cada pessoa pode hoje ser provedora de conteúdo e disputar uma fatia do mercado. Cabe fazer isso com responsabilidade.         
 
O Consolador: O consumismo voraz está diretamente associado a um estado de inquietação muitas vezes provocado por uma avalanche de "facilidades" promovida por uma política que impõe a todo custo um crescimento econômico insustentável. Qual o papel da mídia nesse processo?
 
Esse é um assunto que aparece no livro. Nosso desafio é o de reformular os valores prevalentes da sociedade de consumo, redirecionando as estratégias de marketing em novas direções. Não há paz na sociedade de consumo. E o consumismo não é sustentável. É relativamente simples demonstrar essas impossibilidades. Cabe-nos, portanto, descobrir de forma criativa e inteligente como fazer a roda da economia girar sem que as pessoas sejam reféns de novas campanhas publicitárias que remetam ao consumo do não necessário. Repensar os atuais meios de produção e de consumo é tarefa inadiável e urgente.         
 
O Consolador: Como você percebe o nível de conscientização entre os espíritas?   
 
Uma das razões pelas quais decidi escrever o livro foi acelerar o processo de conscientização ambiental no meio espírita. Do meu ponto de vista, sem a pretensão da verdade, creio que poderíamos estar bem melhores.     
 
O Consolador: Que citações ou contribuições da literatura espírita, desde Kardec e específicas, podem ser apresentadas ou estudadas com referência ao tema?   
 
Há inúmeras citações no livro que aludem a partes das obras básicas ou de autores encarnados e desencarnados que, depois de Kardec, abordaram os assuntos ambientais com precisão. "A Gênese", alguns capítulos de O Livro dos Espíritos (especialmente os que revelam as leis morais de Conservação e de Destruição), Joanna de Ângelis, André Luiz, Carlos Torres Pastorino, Jorge Andréa dos Santos, enfim, são muitos os autores citados. O Espiritismo tem muito o que dizer quando o assunto é meio ambiente.     
 
O Consolador: Como os espíritas podem contribuir para a construção de um mundo sustentável?   
 
Oferecemos no livro algumas alternativas. Inclusive nas práticas rotineiras dos centros espíritas, há como promover ajustes importantes em favor da sustentabilidade. O livro disponibiliza eco-dicas para as instituições espíritas além de um pequeno dicionário ambiental com 140 verbetes que serão extremamente úteis para quem começa a se interessar pelo assunto.
 
Fonte:    http://www.oconsolador.com.br/ano3/129/entrevista.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5vY29uc29sYWRvci5jb20uYnIvYW5vMy8xMjkvZW50cmV2aXN0YS5odG1s)               
 
Nota da USE Regional Jaú:
 
André Trigueiro estará amanhã dia 19 segunda-feira a partir das 18:30, na Livraria Cultura - Conjunto Nacional - Av. Paulista nº 2073
Título: Re: VIDA EM PLENITUDE PEDE CUIDADO COM O MEIO AMBIENTE
Enviado por: dOM JORGE em 21 de Junho de 2012, 22:29
                                                                      VIVA JESUS!




          Boa-noite! queridos irmãos.



               A PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE

 
            “ O mundo tornou-se perigoso porque os homens aprenderam a dominar a Natureza antes de se dominarem. “  Albert Schweitzer.
            O dia Mundial do Ambiente é celebrado em 5 de junho e foi criado pela Assembléia Geral das Nações Unidas pela Resolução XXVII, de 15 de dezembro de 1972.
            Vivemos em um mundo maravilhoso que se chama planeta Terra.
            É a nossa casa planetária onde milhares de seres vivem  e desenvolvem as suas potencialidades. Todos os seres viventes, inclusive o ser humano.
            No entanto é preciso saber usar os bens que ela nos proporciona.
            Allan Kardec indagou aos Mentores Espirituais: ‘ O uso dos bens da Terra é um direito de todos os homens?”. E eles responderam:
            - Esse direito é conseqüente da necessidade de viver. Deus não imporia um dever sem dar ao homem o meio de cumpri-lo”  (1)
            Sobre isso já fizemos nossa reflexão (2):
            “Todos os seres vivos possuem o instinto de conservação, qualquer que seja o grau de inteligência, pois a vida é necessária ao aperfeiçoamento dos seres. Por isso a Terra produz de modo a proporcionar o necessário aos que a habitam, visto que só o necessário é útil. O supérfluo nunca o é.
            O homem ainda não aprendeu a retirar do solo apenas o que lhe é necessário. Sua ganância, traduzida pelo desejo do lucro fácil, leva-o a dilapidar o patrimônio do qual o Senhor da Vida permitiu-lhe o usufruto. Destrói sem maiores preocupações florestas imensas, polui as fontes e os rios, contamina os mares. Isso em nome do progresso que, na verdade, mascara a sanha egoística de pessoas e grupos que colocam os próprios interesses acima do bem estar da própria humanidade.”
            No entanto, já observando as graves conseqüências do desrespeito à Natureza, o perigo de se romper a cadeia ecológica: mineral-vegetal-animal, providencias já estão sendo tomadas pelos Órgãos Governamentais, no âmbito local, regional e internacional.
            Nesse sentido será realizada a Conferência Rio + 20, na cidade do Rio de Janeiro no mês de junho de 2012.
            A cidade será então sede da conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável.
            Serão debatidos temas sobe a contribuição da “economia verde” para o desenvolvimento sustentável e a eliminação da pobreza, com foco sobre a questão da estrutura da governança internacional na área do desenvolvimento sustentável.
            Sobre isso já pudemos também meditar:
            “ AO  lado da abundância, no supérfluo , falta o necessário à massa humana dos marginalizados na sociedade. Nela encontramos a carência, a doença, a falta de habitação a escassez de vestuário, a ausência de instrução e o trabalho sub-humano. Essa massa contrasta com a minoria que detém o poder econômico. Tal é a situação em muitas parte do planeta, no chamado terceiro Mundo.
            Também o Brasil ainda apresenta esse aspecto social, na periferia dos grandes centros urbanos e nas regiões socioeconômicas menos desenvolvidas.
            Embora a civilização amplie as necessidades, ela também aumenta as fontes de trabalho e os meios de viver. A Ciência e a Tecnologia vêm aumentando progressivamente  a  produção dos bens e à medida que se aplique a justiça social a ninguém faltará o necessário.
            A Natureza não pode ser responsável pelos defeitos da organização social, nem pelos efeitos da ambição e do egoísmo. (2)
            Assim, muito importante que na Conferência Rio + 20 os temas do desenvolvimento sustentável sejam devidamente debatidos, mas sobretudo que eles sejam aplicados, pelos cidadãos e pelos órgãos governamentais em todos os seus níveis
            “ O uso dos bens da terra é um direito de todos”. (1)
Bibliografia:
(1)   O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, Ed. FEB
(2)   O Espiritismo e a Política para a Nova Sociedade, Paiva, Aylton, Ed. Casa dos Espíritas, Lins.
 
Aylton Paiva






                                                                                        PAZ, MUITA PAZ!