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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: Felipa em 12 de Fevereiro de 2012, 16:30

Título: Um texto para minha própria reflexão
Enviado por: Felipa em 12 de Fevereiro de 2012, 16:30

Um Texto Para Minha Própria Reflexão
 
   Certo dia, ao conversar com um espírita, homem experiente, de boa formação cultural, bom pai e esposo, íntegro, muito caridoso, honesto e de boa-fé, disse-lhe:
 - "O meu Deus é diferente do seu".
   Ele contrapôs, de imediato, e me disse:
 - "Não! Meu Deus é o mesmo teu."
   Parei por ali, porque vi que não havia entendido. Ri e mudei de assunto.
   Dia desses, lendo o livro de Pedro Granja -  “Afinal quem somos?” -  prefaciado por Monteiro Lobato, em l947, encontrei nesse prefácio, entre outras afirmativas, que bem poderiam ser tomadas como as de um materialista, a seguinte: "Quem diz que Deus é bom e misericordioso torna-o antropomórfico, porque estes atributos são da condição humana e Deus não é humano."    
   Percebi que, em l947, sua visão era muito além de seu tempo. Não poderia ser diferente: Monteiro Lobato foi um ser pensante. Estava muito além de nós, pobres mortais.
   Na certa, Monteiro Lobato me diria também: "...o meu Deus é diferente do teu...". Eu não o entenderia, talvez.
   Mas hoje penso que o entendo.
   Quando me deparei com a física moderna e li sobre a mecânica quântica; quando entendi as diferentes freqüências existentes; quando procurei saber sobre os deslocamentos das moléculas atômicas e de seus elétrons; quando a mecânica quântica coloca como parte integrante de todo processo, o observador, que somos nada mais do que nós próprios; quando li sobre a existência de um mundo onde as moléculas desaparecem para ressurgirem com nova carga de elétrons, vindas não se sabe de onde, para modificarem uma estrutura; quando me disseram que o que está aí, parecendo ser material, não é nada mais nada menos do que energia condensada, foi que aceitei melhor a possibilidade da existência de um mundo invisível, ainda desconhecido, em outra "dimensão".
   Tudo que nos cerca existe trabalhando em freqüências diferentes, mas todas baseadas na velocidade da luz, que é aproximadamente 300.000 km.s-1, seja o espectro das diferentes cores, sons, luz, ondas  eletromagnéticas, de rádio, micro-ondas, telefone celular, televisão, tomógrafos, raios X, etc.,etc.
   Bem, ficando por aí, para não complicar muito, quando li o “Livro de Ouro da Evolução”, de Carl Zimmer, fiquei perturbado pela comprovação de que um dia fui nada mais do que um ser que andava pelas águas doces e salgadas, unicelular, uma pobre "ameba", um errante, para me transformar neste complexo de células, aparentemente tão iguais, mas tão diferentes nas suas diferentes e especializadas funções vitais.
   Como isso aconteceu? Quem me  construiu que me faça entender, quem sabe, um dia. Não sei o que é, mas acredito que seja uma Inteligência Superior . . .
   . . . um Grande Arquiteto.
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Autor: Jorge Saes  -  Torres, RS
http://www.cele.org.br
Título: Re: Um texto para minha própria reflexão
Enviado por: zarthur em 13 de Fevereiro de 2012, 01:25
Queridos; a poucos dias ouvi uma crítica aos espíritas e para ser mais exato, esta crítica vinha do blog do editor chefe da revista Superinteressante, e consistia em afirmar que o espiritismo era arrogante em suas posturas e ridículo em outras... onde se viu, criaturas que mal conhecem a física Newtoniana quererem apoias postulados espíritistas em física quantica, quando até mesmos os físicos sabem que uma boa parte daquele material é teórico-conceitual, e que outra parte simplesmente está ali, porque não têm respostas.
A ficha realmente caiu, naquele instante. rsrsrs

Mas gostaria de trazer uma ideia quanto ao antropomorfismo divino. Os Evangélicos e Católicos, quando questionados sobre a Justiça de Deus, que ao bel prazer de não se sabe quem, faz nascer tolos e idiotas a uns, sábios e prudentes a outros, ricos ou pobres, perfeitos ou mutilados... etc
Mas como?!!! se a alma, como afirmam o Vaticano e o Edir Macedo, é criada por Deus no momento da fecundação, ou do nascimento.... sei lá! como o Criador faz aquelas escolhas?
A lógica conduz a duas respostas possíveis: ou é totalmente aleatório e neste caso o criador é um sujeito muito bonachão e está pouco ligando para o destino de seus filhos, ou, existem razões para tais acontecimentos.
Mas querem saber, quando acuados, o que estes dogmáticos irmãos respondem sobre este assunto?
Simplesmente: a nossa justiça, ou razão, são valores humanos, e Deus está acima destes julgamentos.
Em outras palavras, é exatamente o que o "texto para minha própria reflexão" propõe. Se Deus for justo, misericordioso ou sábio, deverá também ter um corpo, pois estará na condição antropomorfizada.
Certa feita, quando eu proferia uma palestra numa Casa Espírita muito conceituada, alguém fez a seguinte observação: "o homem tem experiencias que o pp Deus gostaria de experimentar, mas não pode. Dizia o parvo que Deus jamais sorriu, pois não tem boca. Jamais chorou, pois não tem sentimentos ou lágrimas, e outras coisas que prefiro não dizer...
A única resposta que pude lhe dar, e depois pensando nela vi que era absolutamente correta, foi:
 - meu caro confrade, tudo o que existe no Universo, mas tudo mesmo, foi criado por Deus e Deus conhece a essência de todas as coisas. Se alguém chora, Deus criou o sentimento. Se alguém sorri, a alegria ou o humor fazem parte da sua criação. Até mesmo o mal, o vício e as paixões, são elementos que compõem os mecanismos da evolução e portanto sempre estiveram nas conjecturas divinas.
Eita! Deus antropomórfico, tche!