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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: Mourarego em 18 de Outubro de 2010, 20:22

Título: Passagem de Emmanuel em “Emmanuel”
Enviado por: Mourarego em 18 de Outubro de 2010, 20:22
Passagem de Emmanuel em “Emmanuel”
E Em A Caminho da Luz.
Quem seria Este Emmanuel?


Moura Rêgo



Ainda Emmanuel, em "Emmanuel" sobre o Cristianismo (com letra maiúscula como ele usa).
 
1-"(...) A morte de todos os vossos ideais de concórdia, a falência dos vossos institutos pró-paz requerem a atenção acurada da Sociologia e esta somente poderá solucionar os problemas que vos assoberbam, cheios de complexidade e transcendência, com o estudo do Evangelho do Cristo, porém, não segundo os ditames da convenção social, que de há muitos séculos vem transformando o ideal de perfeição do Crucificado num acervo de exterioridades, que os homens adotaram por questão de esnobismo ou de acordo com os interesses da facção ou da personalidade.(...)
 
Desde o concílio ecumênico de Nicéia, o Cristianismo vem sendo deturpado pela influenciação dos sacerdotes dessa Igreja, deslumbrados com a visão dos poderes temporais sobre o mundo. Não valeu a missão sacrossanta do iluminado da Úmbria, tentando restabelecer a verdade e a doutrina de piedade e de amor do Crucificado para que se solucionasse o problema milenar da felicidade humana.
 
As castas, as seitas, as classes religiosas, a intolerância do clericismo constituíram enormes barreiras a abafarem a voz das realidades cristãs.  A moral católica falhou aos seus deveres e às suas finalidades. (...)"


2-"A Igreja Romana era culpada de semelhantes desvios. Dominando a ferro e fogo, aconchegada aos príncipes do mundo, não tratara de fundar o império espiritual dos corações à sua sombra acolhedora. Longe da exemplificação do Nazareno, amontoara todos os tesouros inúteis, intensificando as necessidades das massas sofredoras. Extorquia, antes de dar, conservando a ignorância em vez de espalhar a luz do conhecimento" (A Caminho da Luz)

Nota-se nesses escritos, nenhuma influência do jugo Jesuíta, mas ora, quem escreve é o tribuno romano, homem de palavras fortes mais inteligentes e justas.
Fica-nos, então, a impressão de haver dois Emmanuels, um que prima pela retidão e clareza de suas palavras, outro, que tristemente se esconde por trás de pomposas e empoladas palavras que mais das vezes nada querem dizer, a não ser dar um tom de louvação, que não se adorna a um Espírito em trabalho, mesmo que este seja, como ele mesmo faz questão de explicar, “com Jesus”.
Pena, fico mesmo entristecido, que um Emmanuel, não possa ter pelo menos deixado algumas “nódoas” benéficas no perispírito(¹) do outro Emmanuel, quem sabe, talvez tais “nódoas” que a doutrina afirma não existirem, o fariam lembrar-se do tempo da sua penada romana, onde as palavras traziam, uma tônica as vezes dura, mas sempre verdadeira.
    Muita paz.
Rio de Janeiro, 05.04.2006.

(¹)Há, nos escritos de Emmanuel e também em André Luiz, uma alusão a que possam existir, produto de más ações, nódoas no perispírito, do faltoso, fato que a doutrina codificada por Kardec não ensina e não aceita.


Título: Re: Passagem de Emmanuel em “Emmanuel”
Enviado por: belina em 18 de Outubro de 2010, 22:07
Não tinha visto Emmanuel por este prisma mas... de pensar!

Paz e Luz
Belina
Título: Re: Passagem de Emmanuel em “Emmanuel”
Enviado por: Cibele SAS em 18 de Outubro de 2010, 22:25
Oi mano Moura, saudações!  ;)
Veja se entendi: você encontrou contraste no estilo de linguagem entre um texto e outro, correto?
De Emmanuel, por enquanto, li apenas "Paulo e Estêvão", mas já estou com "Emmanuel" no gatilho pra começar, pois tentarei compreender as iniciativas cronológicas das peimeiras obras (a coerência das mensagens).
Mesmo antes de começar a ler A Codificação, tinha o hábito de ler mais de um livro ao mesmo tempo. Nem assinatura de revista eu faço porque não gosto de ler sempre sobre a mesma coisa  :P
Mas, claro, com a DE é diferente. Estou estudando. Ainda assim, preferi intercalar DE com obras de Chico.
Li "Nosso Lar" primeiro e depois passei para "Paulo e Estêvão".
Decidi por Emmanuel a André Luiz nesse começo, pois achei a obra do primeiro mais doutrinária em relação ao Cristianismo (não ao Espiritismo).
Estou fazendo muita bagunça no meu caminho de instrução?   ???
Abraços e obrigada por sua paciência
Título: Re: Passagem de Emmanuel em “Emmanuel”
Enviado por: Cibele SAS em 18 de Outubro de 2010, 22:32
Entendi também (me ajude) que na linguagem menos direta usada por Emmanuel, você encontrou semelhanças ao estilo de linguagem de imperador romano, o qual Emmanuel já afirmou ter vivido à época de Cristo ("Há dois mil anos"), é isso? E, nesse caso, você considera estranho o fato de "cacuetes" tão típicos da época do imperador tenham se manifestado também em sua linguagem como espírito, o que contraria a DE. É isso?

Título: Re: Passagem de Emmanuel em “Emmanuel”
Enviado por: Mourarego em 19 de Outubro de 2010, 22:08
Não Cibele, o Emanuel tribuno  nos mostra, por todas as suas mensagens, que ou não é o mesmo do Emmanuel tão conhecido, ou que, então, retrogradou à condição de jesuíta, indicando apenas melifluidades.
Eu gosto mais do tribuno. é mais verdadeiro e concorde com a qualidade do Espírito segundo a escala espírita (OLE)
Abraços,
Moura
Título: Re: Passagem de Emmanuel em “Emmanuel”
Enviado por: Cibele SAS em 20 de Outubro de 2010, 17:04
Oi Moura,
Qual obra então é a do tribuno e a do jesuíta?
Obrigada
Título: Re: Passagem de Emmanuel em “Emmanuel”
Enviado por: Mourarego em 20 de Outubro de 2010, 17:57
Amiga cibele, a mensagem a qual me refiro é a do tribuno, e serve de referência para qualquer pesquisa, dentro das obras atribuídas ao Emmanuel mentor de Chico.
Basta  confrontar-se a forma de escrever, a prudência nas afirmações o fulcro em que se fundam  seus comentários e o conteúdo da mensagem do primeiro, com as obras do segundo, que se verá que não são o mesmo.
abraços,
Moura
Título: Re: Passagem de Emmanuel em “Emmanuel”
Enviado por: Ricardo Silva em 22 de Dezembro de 2011, 13:46
Mourarego,
seria muito instrutivo que você nos desse um exemplo concreto do que chama de "outro Emmanuel".
Aqui em BH costumamos dizer que mineiro não é desconfiado, apenas deseja intensamente poder confiar!  :)
Saudações a todos!
Título: Re: Passagem de Emmanuel em “Emmanuel”
Enviado por: Mourarego em 22 de Dezembro de 2011, 14:05
Mano Ricardo,
a coisa já começa pela existência de dois Emmanuel.
Um deles, cobrador de impostos de roma, era home de palavras secas, nada melífluas, mas que se portava, dentro daquilo que lhe exigia o cargo.
O outro este sim, melífluo por natureza, expande suas opiniões (nesse caso, é ele mesmo quem o diz quando responde a uma inquirição. diz ele" o produto das minhas palavras é a minha opinião pessoal", isso em obra que está nas livrarias).
eu prefiro as comunicações atribuídas ao primeiro, que são duras porém justas e acertadas.
Nada tenho contra o segundo senão o vício humano que deve ter conservado do período ou períodos Jesuíticos pelos quais passou, pois a seu tempo, fazer das suas palavras quase sempre generalizações que atingem a todos quando na verdade iriam ou poderiam atingir penas a alguns.
O segundo tem as suas boas falas, e por isso mesmo, as tenho mesmo gravadas em minha voz. Esta a espécie de consciência de Justiça que carrego comigo, no entanto não deixo passar em branco erros ou vícios que são transmitido em suas páginas, pois que se sabe: o papel a tudo aceita.
Abraços,
Moura