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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: new em 31 de Dezembro de 2012, 17:16

Título: Os Falsos Profetas da Erraticidade
Enviado por: new em 31 de Dezembro de 2012, 17:16
Os falsos profetas não se encontram unicamente entre
os encarnados. Há-os também, e em muito maior número,
entre os Espíritos orgulhosos que, aparentando amor e caridade,
semeiam a desunião e retardam a obra de emancipação
da Humanidade, lançando-lhe de través seus sistemas
absurdos, depois de terem feito que seus médiuns os
aceitem. E, para melhor fascinarem aqueles a quem desejam
iludir, para darem mais peso às suas teorias, se apropriam
sem escrúpulo de nomes que só com muito respeito
os homens pronunciam.

São eles que espalham o fermento dos antagonismos
entre os grupos, que os impelem a isolarem-se uns dos
outros e a olharem-se com prevenção. Isso por si só bastaria
para os desmascarar, pois, procedendo assim, são os
primeiros a dar o mais formal desmentido às suas pretensões.
Cegos, portanto, são os homens que se deixam cair
em tão grosseiro embuste.

Mas, há muitos outros meios de serem reconhecidos.
Espíritos da categoria em que eles dizem achar-se têm de
ser não só muito bons, como também eminentemente
racionais. Pois bem: passai-lhes os sistemas pelo crivo da
razão e do bom-senso e vede o que restará.

Convinde, pois,
comigo, em que, todas as vezes que um Espírito indica,
como remédio aos males da Humanidade ou como meio de
conseguir-se a sua transformação, coisas utópicas e impraticáveis,
medidas pueris e ridículas; quando formula um
sistema que as mais rudimentares noções da Ciência contradizem,
não pode ser senão um Espírito ignorante e
mentiroso.


Por outro lado, crede que, se nem sempre os indivíduos
apreciam a verdade, esta é apreciada sempre pelo bom-
senso das massas, constituindo isso mais um critério. Se
dois princípios se contradizem, achareis a medida do valor
intrínseco de ambos, verificando qual dos dois encontra mais
ecos e simpatias. Fora, com efeito, ilógico admitir-se que uma
doutrina cujo número de adeptos diminua progressivamente
seja mais verdadeira do que outra que veja o dos seus em
contínuo aumento.

Querendo que a verdade chegue a todos,
Deus não a confina num círculo acanhado: fá-la surgir em
diferentes pontos, a fim de que por toda a parte a luz esteja
ao lado das trevas.

Repeli sem condescendência todos esses Espíritos que
se apresentam como conselheiros exclusivos, pregando a
separação e o insulamento. São quase sempre Espíritos vaidosos
e medíocres, que procuram impor-se a homens fracos
e crédulos, prodigalizando-lhes exagerados louvores, a
fim de os fascinar e de tê-los dominados.


São, geralmente,
Espíritos sequiosos de poder e que, déspotas públicos ou
nos lares, quando vivos,
ainda querem vítimas para tiranizar
depois de terem morrido. Em geral, desconfiai das comunicações
que trazem um caráter de misticismo e de singularidade,
ou que prescrevem cerimônias e atos extravagantes.
Há sempre, nesses casos, motivo legítimo de suspeição.

Estai certos, igualmente, de que quando uma verdade
tem de ser revelada aos homens, é, por assim dizer, comunicada
instantaneamente a todos os grupos sérios, que dispõem
de médiuns também sérios, e não a tais ou quais,
com exclusão dos outros. Nenhum médium é perfeito, se
está obsidiado; e há manifesta obsessão quando um médium
só é apto a receber comunicações de determinado
Espírito, por mais alto que este procure colocar-se.

Conseguintemente, todo médium e todo grupo que considerem
privilégio seu receber as comunicações que obtêm e
que, por outro lado, se submetem a práticas que tendem
para a superstição, indubitavelmente se acham presas de
uma obsessão bem caracterizada, sobretudo quando o Espírito
dominador se pavoneia (se enfeita) com um nome que todos,
encarnados e desencarnados, devem honrar e respeitar
e
não permitir, seja declinado a todo propósito.
É incontestável que, submetendo ao crivo da razão e
da lógica todos os dados e todas as comunicações dos Espíritos,
fácil se torna rejeitar a absurdidade e o erro.

Pode um médium ser fascinado, e iludido um grupo; mas, a verificação
severa a que procedam os outros grupos, a ciência
adquirida, a alta autoridade moral dos diretores de grupos,
as comunicações que os principais médiuns recebam, com
um cunho de lógica e de autenticidade dos melhores Espíritos,
justiçarão rapidamente esses ditados mentirosos e
astuciosos, emanados de uma turba de Espíritos
mistificadores ou maus
. –

Erasto, discípulo de São Paulo. (Paris, 1862.)


***********************************

Destaquei em negrito os trechos que julguei mais partinentes.
Seria o nosso tempo isento de tais turbas de Espíritos desencarnados mistificadores?
Título: Re: Os Falsos Profetas da Erraticidade
Enviado por: Vitor Santos em 31 de Dezembro de 2012, 20:36
Olá amigo New

Citar
E, para melhor fascinarem aqueles a quem desejam
iludir, para darem mais peso às suas teorias, se apropriam
sem escrúpulo de nomes que só com muito respeito
os homens pronunciam.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/artigos-espiritas/os-falsos-profetas-da-erraticidade/?action=post;num_replies=0#ixzz2Gf7mMSw5

Conclusão: os nomes dos espíritos não interessam, são as mensagens que interessam. A não ser que sejam comunicações de carácter e interesse particular.

Citar
São eles que espalham o fermento dos antagonismos
entre os grupos, que os impelem a isolarem-se uns dos
outros e a olharem-se com prevenção. Isso por si só bastaria
para os desmascarar, pois, procedendo assim, são os
primeiros a dar o mais formal desmentido às suas pretensões.
Cegos, portanto, são os homens que se deixam cair
em tão grosseiro embuste.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/artigos-espiritas/os-falsos-profetas-da-erraticidade/?action=post;num_replies=0#ixzz2Gf8g38j1


Conclusão: Eles aproveitam-se da crendice. Da falta de espírito critico. Da falta de cepticismo cientifico. Eles aproveitam-se da máxima: crer mesmo sem ver, ao contrário de S.Tomé. Crenças não se discutem, aceitam-se. As pessoas convertem-se, não aprendem. O que aprendem são os rituais.

Citar
Se dois princípios se contradizem, achareis a medida do valor
intrínseco de ambos, verificando qual dos dois encontra mais
ecos e simpatias. Fora, com efeito, ilógico admitir-se que uma
doutrina cujo número de adeptos diminua progressivamente
seja mais verdadeira do que outra que veja o dos seus em
contínuo aumento.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/artigos-espiritas/os-falsos-profetas-da-erraticidade/?action=post;num_replies=0#ixzz2GfAwRBw1

Isto é discutível. O autor não tem em atenção as técnicas modernas de marketing, pois nesse tempo não seriam tão eficientes.

Se a mensagem chega via mediúnica a todo o lado, isso será, de facto, uma garantia. Mas, pelos vistos, a produção mediúnica e espirita brasileira é muitíssimo superior à conhecida no resto do mundo. Poucos médiuns produzem grandes quantidades de informação, em poucos locais. Ou não são "a  verdade", ou essa "democraticidade" da mensagem mediúnica, por toda a parte, em todos os extractos sociais, parece não ser a realidade dos dias de hoje (?).

bem haja 
Título: Re: Os Falsos Profetas da Erraticidade
Enviado por: new em 01 de Janeiro de 2013, 05:29
Oi Vitor, feliz ano novo.

Obrigado pela contribuição.

Permita-me fazer alguns acrescimos aos seus comentário:

A titularidade da comunicação espírita não importa, salvo os devidos casos que você citou. Mas também, não é importante também o nome do médium. Kardec não idolatrou nenhum médium. Vemos na Revista Espírita que ele até reconhecia as qualidades de certos médiuns. Mas não vemos em absoluto nenhuma manisfestação de santidade a nenhum médium, nem mesmo ao(s) que recebia(m) as mensagens do Espírito de Verdade. Certamente não havia na Sociedade Pariense de Estudos Espírita, quadros dos médiuns pindurados nas paredes.

O que aconteceu completamente diferente no Brasil. Acredito que seja a influência da tradição católica vivenciada pelos primeiros espíritas, que necessitam santificar pessoas e por consequinte,  personificar a Doutrina.


Lembro também, que Espiritos mistificadores, não apenas tomam nomes respeitáveis para assinar, como médiuns que possuem o respeito da sociedade, sobretudo se são famosos, se camuflando de ante mão, de possíveis críticas.


É, os brasileiros acreditam que o Brasil realmente é abençoado por Deus e bonito por natureza, o que dá a entender que o resto do mundo foi esquecido pelo Criador, mas a realidade é que temos o triplo de homicídios do que os EUA.

O historiador Antonio Marcos Villa sempre se queixa desse conceito errado que os brasileiros possuem, de que aqui tudo é melhor, maior e mais bonito, citando que toda essa história começou com a publicação do livro "Porque me ufano de meu País".


O bom senso diz que não pode ser apenas o Brasil, agraciado de receber as maiores pérolas do mundo espiritual.
Título: Re: Os Falsos Profetas da Erraticidade
Enviado por: Vitor Santos em 01 de Janeiro de 2013, 11:46
Olá amigo New

Retribuo os votos de um feliz ano de 2013. Que ocorra tudo o que for melhor para si, para os que mais ama e para todos, neste novo ano.

Há dois fenómenos distintos. Um é a homenagem simbólica às pessoas que prestaram um bom serviço à sociedade e/ou a uma causa, como as estátuas da via pública, ou os retratos em paredes de acesso público. Outra é prestar culto religioso a essas pessoas, como se os espíritos que elas são ficassem à nossa disposição, depois da morte dos respectivos corpos de carne, para nos servir. Todavia não é fácil a pessoa libertar-se da superstição. Até os ateus materialistas são supersticiosos (vão à procura do mesmo número para apostar na lotaria, por exemplo, lêem os signos, etc.).   

Assim, os retratos nas paredes dos centros espíritas podem ser encarados de várias formas. Mas compreendo a necessidade de dar um sinal de "não ritualismo", para que não hajam confusões. Imagino que será essa a sua preocupação, talvez.

O exercício da mediunidade é uma tarefa em que o médium é apenas um instrumento que se presta a servir de intermediário dos espíritos. Todavia o que me parece é que não é propriamente um acto altruísta, pois o primeiro beneficiário parece ser o próprio médium. Ele necessita de exercer tanto ou mais quanto os outros, encarnados ou desencarnados, que necessitam dos serviços dele. É uma relação em que se dá e se recebe. O altruísmo é uma acção em que só se dá, é dar por dar.

Digo isso, porque estou convencido de que a opção pelo não exercício da mediunidade, quando o espírito se comprometeu a usar essa ferramenta, antes de encarnar, pode trazer problemas de natureza psicológica, ou psiquiátrica, para além da recusa de evolução espiritual que a actividade lhe poderia proporcionar. Mas não estou certo da veracidade desta hipótese. Isso não seria uma violação do livre arbítrio, se pensarmos que essa decisão foi tomada antes de encarnar, mediante a escolha de um corpo de carne com essas características. E ser dotado de um corpo assim tem consequências.     

Com isso não quero dizer que uma pessoa não possa exercer actividade como médium de uma forma generosa e elevada. A mediunidade é uma ferramenta, que pode ser usada de uma forma mais generosa ou menos generosa, como todas as ferramentas de que a vida nos dotou. De qualquer modo a generosidade está em oferecer o tempo à prática mediúnica e não em realizar feitos que não dependem do médium. Se alguém auxilia alguém, alguém esse encarnado ou desencarnado, são os espíritos que o fazem. Se aquele médium não quiser ou não puder servir, o mesmo espírito poderá manifestar-se por intermédio de outros, como quem troca de ferramenta. 

bem haja
Título: Re: Os Falsos Profetas da Erraticidade
Enviado por: EsoEstudos em 01 de Janeiro de 2013, 19:39
Trechos de "O Livro dos Médiuns"

Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influên-cia dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade
é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilé-gio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que
dela não possuam alguns rudimentos. Pode, pois, dizer-se
que todos são, mais ou menos, médiuns. Todavia, usual-mente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade
mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efei-tos patentes, de certa intensidade, o que então depende de
uma organização mais ou menos sensitiva. É de notar-se,
além disso, que essa faculdade não se revela, da mesma
maneira, em todos.


Os médiuns involuntáriosou naturaissão aqueles
cuja influência se exerce a seu mau grado. Nenhuma cons-ciência têm do poder que possuem e, muitas vezes, o que
de anormal se passa em torno deles não se lhes afigura de
modo algum extraordinário. Isso faz parte deles, exatamente
como se dá com as pessoas que, sem o suspeitarem, são
dotadas de dupla vista. São muito dignos de observação
esses indivíduos e ninguém deve descuidar-se de recolher e
estudar os fatos deste gênero que lhe cheguem ao conheci-mento. Manifestam-se em todas as idades e, freqüentemen-te, em crianças ainda muito novas. (Veja-se acima, o capítulo
V, Das manifestações físicas espontâneas.)
Tal faculdade não constitui, em si mesma, indício de
um estado patológico, porquanto não é incompatível com
uma saúde perfeita. Se sofre aquele que a possui, esse so-frimento é devido a uma causa estranha, donde se segue
que os meios terapêuticos são impotentes para fazê-la de-saparecer. Nalguns casos, pode ser conseqüente de uma
certa fraqueza orgânica, porém, nunca é causa eficiente.
Não seria, pois, razoável tirar dela um motivo de inquieta-ção, do ponto de vista higiênico. Só poderia acarretar in-conveniente, se aquele que a possui abusasse dela, depois
de se haver tornado médium facultativo, porque então se
verificaria nele uma emissão demasiado abundante de flui-do vital e, por conseguinte, enfraquecimento dos órgãos
.


É possível que o indivíduo que nasce com mediunidade naturalmente evidente possa sofrer pelo deserto desse tipo de tarefa?

Ao que parece o contrário é que pode se dar, por emissão intensa de fluidos. Claro que as consequências de ordem moral são sempre e sempre inevitáveis, tanto no que concerne aos acertos como aos desacertos.
Título: Re: Os Falsos Profetas da Erraticidade
Enviado por: new em 02 de Janeiro de 2013, 02:47
Olá amigos,


Vitor, é essa a preocupação mesmo. Quadros na parede é também uma figura de linguagem, apesar de já ter visto imagens de médiuns em corredores de Centro Espírita. Esse não é o problema. O problema é que ao elevar o homem ao nível dos santos, tudo o que venha dele é inquestionável. Aceito sem nenhuma resalva. Uma espécia infabilidade papal.

E sobre os Espíritos que encarnam com tal oportundade de ser o intermediário entre os dois mundos, acredito que uma ocupação útil, de serviços prestados ao próximo, sempre motivados pela verdadeira caridade cristã, pode substituir o exercício mais lembrado da mediunidade. Uma pessoa que presta serviços ao próximo, não está também suscetível de receber boas intuições dos bons Espíritos afim de melhor servir e assim por em prática sua mediunidade?

Eu acredito que sim.

Quanto ao que escreveu sobre o papel do médium e totalmente pertinente.


Eso, acredito, baseado no texto,  que só quando o médium abusa dessa faculdade é que pode ser prejudicial.


Abraços.
Título: Re: Os Falsos Profetas da Erraticidade
Enviado por: antevazin em 02 de Janeiro de 2013, 15:43
Os falsos profetas só existem, tanto encarnados como desencarnados, por que nós humanos e principalmente nós brasileiros gostamos de agua com açucar, e isso não se dá só no ambito espiritual.

Abraços.
Título: Re: Os Falsos Profetas da Erraticidade
Enviado por: Mourarego em 02 de Janeiro de 2013, 15:50
também se dá mano antevazin,
avalie que há entre as classes os Espíritos Brincalhões estes adoram uma aguinha co aççúcar encontrando ali grandes seguidores com os quais se divertem!
abraços,
moura
Os falsos profetas só existem, tanto encarnados como desencarnados, por que nós humanos e principalmente nós brasileiros gostamos de agua com açucar, e isso não se dá só no ambito espiritual.

Abraços.
Título: Re: Os Falsos Profetas da Erraticidade
Enviado por: antevazin em 02 de Janeiro de 2013, 16:04
também se dá mano antevazin,
avalie que há entre as classes os Espíritos Brincalhões estes adoram uma aguinha co aççúcar encontrando ali grandes seguidores com os quais se divertem!
abraços,
moura

Não me expressei direito Moura, o que quis dizer é que o ser humano gosta do caminho largo em todos os aspectos da vida, não só espiritualmente mas tambem no trabalho, educação, politica, etc. Quando toca no assunto morte e vida após a morte não pode ser diferente, é muito mais fácil aceitar-mos que a vida espiritual tem tudo que temos aqui com algumas vantagens.

Abraços.
Título: Re: Os Falsos Profetas da Erraticidade
Enviado por: Mourarego em 02 de Janeiro de 2013, 16:17
sim mano Antevazin, concordo mas ainda há um senão; no campo das vantagens sabemos que se existem não o são para todos visto que todos somos diferentes e em variados graus, entende?
abração,
moura
Título: Re: Os Falsos Profetas da Erraticidade
Enviado por: antevazin em 02 de Janeiro de 2013, 16:33
Entendo Moura.
Segundo pesquisas os espiritas somam 15 milhões, a grande maioria não se declararia espiritas se não houvesse autores espirituais agua com açucar e para ninguem dizer que estou criticando, eu confesso que as vezes a tentação de aceitar estas tais "verdades" ronda-me bem de perto, igual lobo no cercado de ovelhas, a codificação é a cerca que estou levantando entre mim e este lobo, parece bem eficiente, espero que com o tempo e estudo este e outro lobo que se chama dúvidas, sumam da minha vista.

Abraços.
Título: Re: Os Falsos Profetas da Erraticidade
Enviado por: new em 02 de Janeiro de 2013, 20:29
Até porque antevazin, os falsos profetas da erraticidade parecem tão bonzinhos, falam de amor, Jesus, assim como Erasto adverte. E mais, se não se utilizam de um nome de um desencarnado respeitável, se esconde sob o nome de um médium que todos tedem a ter grande consideração.

Essa fala boazinha, cheia de flores nos desconcerta e abre a guarda, a fim de aceitar os mais absurdos conceitos e sistemas. Como lugares circunscritos para a felicidade ou desgraça. O que fez surgir um novo paradigma no MEB, que foi inaugurado (eu acho, pelo menos ouvi primeiramente dele) por Alírio de Cerqueira Filho: "Existe inferno, mas é temporário".

E assim, vão tentando descaracterizar a Doutrina que prega a libertação dos velhos e errados sistemas religiosos.
Título: Re: Os Falsos Profetas da Erraticidade
Enviado por: EsoEstudos em 02 de Janeiro de 2013, 20:49

Lembro-me de ter feito um paralelo algo jocoso tempos atrás, aqui mesmo (neste FE), diante de um debate desse jaez.

Uma nota falsa de um dólar, se entrar no meio circulante e jamais for flagrada em sua falsidade, terá todo o seu tempo de vida útil como uma nota verdadeira...

Fico imaginando um Espírito que deseja alimentar sua vaidade e, para isso, passa décadas seguidas transmitindo as mais preciosas comunicações, sem jamais ensinar nada contrário à regra de amor universal...

Lá pelas tantas, alguém consegue reunir elementos que demonstram que esse Espírito não é de ordem superior, mas sim, e tão somente, um aprendiz vaidoso que repete os ensinos que busca de fontes elevadas...

Ora, como bem destacado pelo Vitor, o que importa é o ensinamento...
Título: Re: Os Falsos Profetas da Erraticidade
Enviado por: filhodobino em 02 de Janeiro de 2013, 21:15

Lembro-me de ter feito um paralelo algo jocoso tempos atrás, aqui mesmo (neste FE), diante de um debate desse jaez.

Uma nota falsa de um dólar, se entrar no meio circulante e jamais for flagrada em sua falsidade, terá todo o seu tempo de vida útil como uma nota verdadeira...

Fico imaginando um Espírito que deseja alimentar sua vaidade e, para isso, passa décadas seguidas transmitindo as mais preciosas comunicações, sem jamais ensinar nada contrário à regra de amor universal...

Lá pelas tantas, alguém consegue reunir elementos que demonstram que esse Espírito não é de ordem superior, mas sim, e tão somente, um aprendiz vaidoso que repete os ensinos que busca de fontes elevadas...

Ora, como bem destacado pelo Vitor, o que importa é o ensinamento...

Então amado,
É exato nesse jaez (palavra bonita de plagear, com sua vênia), que encontro paz de espírito para prosseguir em meus estudos comparados, e me causa espécie me sentir um seguidor...

Então tomo por base, o pensamento Cristico, e o que estabelece a codificação, comparo, e espero os meus enganos me sejam clareados pela ação caritativa de meu anjo protetor...

Exemplo:
Evangelho Segundo o Espiritismo.
Pág.: 152. –
CAPÍTULO VIII

10. Os judeus haviam desprezado os verdadeiros mandamentos de Deus para se aferrarem à prática dos regulamentos que os homens tinham estatuído e da rígida observância desses regulamentos faziam casos de consciência.
A substância, muito simples, acabara por desaparecer debaixo da complicação da forma.
Como fosse muito mais fácil praticar atos exteriores, do que se reformar moralmente, lavar as mãos do que expurgar o coração, iludiram-se a si próprios os homens, tendo-se como quites para com Deus, por se conformarem com aquelas práticas, conservando-se tais quais eram, visto se lhes ter ensinado que Deus não exigia mais do que isso.
Dai o haver dito o profeta:
É em vão que este povo me honra de lábios, ensinando máximas e ordenações humanas.
Verificou-se o mesmo com a doutrina moral do Cristo, que acabou por ser atirada para segundo plano, donde resulta que muitos cristãos, a exemplo dos antigos judeus, consideram mais garantidos à salvação por meio das práticas exteriores, do que pelas da moral.
E a essas adições, feitas pelos homens à lei de Deus, que Jesus alude, quando diz: Arrancada será toda planta que meu Pai celestial não plantou.
O objetivo da religião é conduzir a Deus o homem.
Ora, este não chega a Deus senão quando se torna perfeito.
Logo, toda religião que não torna melhor o homem, não alcança o seu objetivo.
Toda aquela em que o homem julgue poder apoiar-se para fazer o mal, ou é falsa, ou está falseada em seu principio.
Tal o resultado que dão as em que a forma sobreleva ao fundo.
Nula é a crença na eficácia dos sinais exteriores, se não obsta a que se cometam assassínios, adultérios, espoliações, que se levantem calúnias, que se causem danos ao próximo, seja no que for.
Semelhantes religiões fazem supersticiosos, hipócritas, fanáticos; não, porém, homens de bem.
Não basta se tenham as aparências da pureza; acima de tudo, é preciso ter a do coração.

Saúde e Paz!
Título: Re: Os Falsos Profetas da Erraticidade
Enviado por: Claudemir dos Santos em 03 de Janeiro de 2013, 14:27
Se tivermos um pouco de simplicidade e humildade nós poderemos tirar alguma coisa boa das lições vindas de irmãos inferiores,mas infelizmente nós ainda veneramos e damos crédito somente aos espiritos que achamos ser superiores ou santos,é o nosso orgulho que ainda fala mais alto,mais em breve as grandes verdades serão reveladas e então nós teremos uma grande surpresa naquilo que tomamos como verdade,e ai nós entenderemos o verdadeiro sentido da sabedoria de Deus que faz as coisas de maneira que confunda os orgulhosos. Abraços e muita paz.
Título: Re: Os Falsos Profetas da Erraticidade
Enviado por: Mourarego em 03 de Janeiro de 2013, 14:38
Mano Claudemir, o amigo não está de todo errado mas, façamos a distinção:
dos Espíritos Inferiores, o único bem que possamos amealhar do que falam, é aquilo que consigamos conseguir, não do que falem mas do que a situação em que estejam os permite falar, Assim tratamos não com a fala deles mas sim daquilo que por exercício intelectual possamos estar aptos a fazer.
Lembro que em OLM os Espíritos Superiores e mesmo o codificador, dizem que por motivo de treino de uma faculdade medianímica, qualquer um pode usá-los se tiver a prudência de não se associar a eles.
Já, se tratamos com Espíritos Superiores, mesmo que sejam a nós, sempre aprenderemos mais, porque estes já "andaram" mais e nos estão a frente, por isso os chamamos de superiores.
Lembro mais uma vez que devamos ter o máximo de calma e prudência antes de escrevermos um post e por prudência temos  a de mergulharmos na obra básica para fundamentar nosso raciocínio.
abraços,
Moura