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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: Felipa em 01 de Maio de 2014, 17:22

Título: O trabalho é uma lei natural
Enviado por: Felipa em 01 de Maio de 2014, 17:22
TRABALHO: UMA LEI NATURAL

 "Se Deus houvesse isentado o homem do trabalho do corpo, seus membros estariam atrofiados; se o houvesse isentado do trabalho da inteligência, seu espírito teria permanecido na infância, no estado de instinto animal;por isso, lhe fez do trabalho uma necessidade e lhe disse: Procura e achará, trabalha e produzirás; dessa maneira, serás o filho das tuas obras, delas terás o mérito e serás recompensado segundo o que tiveres feito.”

“O Evangelho Segundo o Espiritismo” - Cap. XXV, item 3

Segundo Vera Meira Bestene , na conceituação genérica, trabalho é a “ocupação em alguma obra ou ministério; exercício material ou intelectual para fazer ou conseguir alguma coisa”. Nos mundos mais evoluídos e nos inferiores, a natureza do trabalho não é a mesma, pois que ela está diretamente ligada às necessidades de cada um, sendo a inatividade, a ociosidade, um verdadeiro suplício.

Cada vez mais estamos conscientes que estudar é preciso, trabalhar é necessário e amar ao próximo é o menor caminho para estar em Deus. A consciência do trabalho, da atividade constante em prol de nós mesmos e de outrem, é necessidade evolutiva e nos é oferecida em igualdade de condições, conforme nosso merecimento, conhecimento e responsabilidades assumidas nesta vida e em anteriores.

O trabalho está alicerçado em princípios morais, principalmente no amor, e, por isto mesmo, ao lado da oração, é um dos maiores antídotos contra o mal, pois que corrige imperfeições e disciplina a vontade. “A ociosidade é a casa do demônio” é a máxima popular que bem explica que quando nada se faz se faz muito mal, pois que aí estão o egoísmo, o pensamento deprimente, a negatividade e as tentações.

O trabalho, entretanto, longe de ser apenas aquele de ordem material, física, é também aquele que se desenvolve através de ações inteligentes, intelectuais, objetivando a cultura, a arte, o conhecimento, o desenvolvimento e a ciência. Podemos ver que a própria evolução material do homem está ligada diretamente ao trabalho.

Com o passar dos tempos e as reencarnações, as evoluções oriundas do trabalho intelectual geram melhoramento na forma de produzir, pois que ao homem cabe a missão de trabalhar pela melhoria do planeta. Assim, podemos dizer que o trabalho remunerado é a forma que o homem tem de modificar o meio em que vive e produzir a melhoria do todo em geral.

Acontece, porém, que com a evolução da humanidade, a questão da oportunidade de trabalho fica cada vez mais limitada, e não se processa mais assim tão simplesmente como no passado, em que as profissões eram passadas de pai para filho. Há marcos importantes, como o dia 1.º de Maio, Dia do Trabalho, ou o Dia da Abolição da Escravidão no Brasil, (em 13 de Maio de 1888) quando se comemora avanços na preservação dos direitos humanitários do homem. E então, deparamo-nos com o desemprego, a falta de oportunidade para a qualificação profissional, o subemprego, a marginalização do trabalhador, enfim problemas sociais graves que nos obrigam a repensar sobre as causas dessa dificuldade em usufruirmos com tranquilidade esta Lei Natural: a Lei do Trabalho!

Reportamo-nos à lei de Causa e Efeito e os motivos enumeram-se incontáveis à nossa frente. Porém precisamos nos fixar no presente e sempre que estivermos passando por situações semelhantes, nos questionemos sobre o que precisamos aprender com a situação que estamos vivenciando.Quem sabe, se aquele competente engenheiro que se encontra há meses desempregado, sem conseguir o mesmo tipo de oportunidade e o mesmo nível salarial compatível com sua capacidade, não esteja necessitando aprender outro tipo de atividade profissional ampliando assim suas capacidades latentes que até ele próprio desconhecia? Na essência o aprendizado seria aprender a lidar com as mudanças! E não um castigo de Deus, o referido desemprego!

A vida é um eterno aprendizado e nada acontece por acaso e para a infelicidade do próprio homem. Aquilo que é um mal aos nossos olhos, com certeza é um bem, um estímulo à evolução dele mesmo. E isso nos lembra o velho ditado popular: “Se a vida lhe oferecer um limão, esprema-o, coloque água e açúcar e faça uma limonada!”.

 
TRABALHO VOLUNTÁRIO

Há, entretanto, uma outra forma de trabalho, que não rende moeda,nem produz conforto maior, tampouco crescimento permanente da conjuntura econômica. Este é o trabalho-abnegação, o qual não produz troca ou remuneração, mas que redunda em crescimento de si mesmo no sentido moral e espiritual. Modernamente a este trabalho dá-se o nome de TRABALHO VOLUNTÁRIO.

No primeiro caso, o trabalho gerando crescimento material e progresso social, desenvolve uma melhora exterior da criatura, enquanto o segundo, o trabalho voluntário, ascende no sentido vertical da vida e modifica,transforma o homem de dentro para fora, superando a si mesmo como instrumento da misericórdia divina.

Jesus, nosso modelo de homem na Terra, nos infunde coragem, estimula o trabalho-serviço, o trabalho-redenção, fraternal, procurando manter a sociedade unida, acalentando os menos favorecidos, dando conforto aos necessitados de toda ordem. “Hão de se perguntar: Como gozar os frutos se não recebemos dinheiro pelo que produzimos?”

Emmanuel, no livro “Perante Jesus” nos fala do trabalho voluntário explicando–nos como nos chega a remuneração mais do que compensadora por trabalharmos pelo simples prazer de servir, desinteressadamente. Vera Meire Bestene menciona que quando o trabalho se transforma em prazer de servir surge o ponto mais importante da remuneração espiritual: Toda vez que a justiça divina nos procura no endereço exato para a execução da sentença que determinamos a nós próprios, segundo a lei de causa e efeito, se nos encontra a serviço do próximo, manda a justiça divina que seja suspensa
a execução, por tempo indeterminado.

As pessoas nem imaginam o bem que estão fazendo a si próprias quando se dedicam a realizar algum trabalho sem a respectiva recompensa financeira. O voluntariado é hoje uma verdadeira explosão, uma vez que está transformando hábitos, sobretudo quando realizado por jovens. É uma característica comum aos jovens a vontade de ajudar, de ser útil, de diminuir a dor alheia, praticando assim a solidariedade. O incentivo cabe aos mais velhos, exercê-lo.

As maravilhosas obras beneméritas e de caridade erguem-se no planeta, materializando pensamentos de bondade. Ao trabalho voluntário todos somos chamados, entretanto, aos que deixaram passar a oportunidade, conclamamos agora: Venha compor esta fileira. Deixe de lado as desculpas do “não tenho tempo”, “meus filhos são pequenos”, “meu marido é sistemático”, “quando aposentar vou ajudar vocês”, “minha família necessita de mim”. Não adie a tarefa do auxílio. É necessário se conscientizar da responsabilidade que temos em relação ao próximo. A firmeza de propósitos, o espírito de altruísmo precisam ser ativados. O maior beneficiado é sempre quem auxilia.

Emmanuel, no livro Pronto Socorro recomenda: “Não te esqueças do tempo e auxilia agora”. É tempo de agir, de aprender que o doar-se de forma absolutamente desinteressada, é semeadura de amor e libertação, pois que a justiça divina dá a cada um segundo o seu merecimento e o seguimento da máxima de Cristo “Ama o próximo como a ti mesmo” extirpando o egoísmo e a arbitrariedade o quanto antes de nosso comportamento.

O trabalho é e será o único meio de evolução do ser encarnado ou desencarnado e, sem trabalho, não há progresso, sem trabalho voluntário não há evolução espiritual e não há luz. A forma que cada um pode ser mais útil para o maior número de pessoas, é análise pessoal, mas nos cabe alertar a importância do auxílio, da cooperação de acordo com a capacidade e possibilidade de cada um, mas sempre há e haverá um trabalho, uma tarefa que diante da boa vontade e do amor, será sempre, simples, prazerosa e fácil.
Realiza o teu compromisso, por menos significante que te pareça, pois que esta será a base para grandes realizações futuras.

É tempo de agir, de aprender que o doar-se de forma absolutamente desinteressada, pois que a justiça divina dá a cada um segundo o seu merecimento e o seguimento da máxima de Cristo “Ama o próximo como a ti mesmo” .
Caminho da luz