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Autor Tópico: O DIA DE FINADOS PARA O ESPÍRITA  (Lida 2689 vezes)
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Marianna
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« em: 13 de Outubro de 2009, 21:04 »




Data em que muitos visitam os cemitérios para prestar homenagens aos seus entes desencarnados.

É interessante discorrer sobre questionamentos com os quais de vez em quando somos colhidos por parte de conhecidos, curiosos ou interessados em se iniciar nos assuntos relativos à espiritualidade.

De vez em quando alguém pergunta "por que o espírita não vai ao cemitério" (no dia de finados, mais especificamente). Cabe aqui, portanto, um esclarecimento útil.

Primeiro: - Nenhum espírita, em virtude de ideologia religiosa, ou limitação de qualquer tipo imposta pela doutrina, "não pode" ir ao cemitério em qualquer época. Efetivamente conheço muitos, simpatizantes, ou espiritualistas convictos, que narram de suas visitas a túmulos de parentes ou conhecidos.

Segundo: - O que ocorre mais amiúde é que, em detendo o espírita a tranqüila convicção de que seu ente querido não mais se demora por estas bandas, tendo demandado estâncias outras, mais ricas, de vida, guarda a consciência clara de que tudo o que ficou na sepultura foi a "roupagem gasta", e não mais, portanto, a pessoa com quem compartilhou experiências e afeto.

Terceiro: - Isto não implica em que o espírita sincero condene ou critique o posicionamento dos demais semelhantes que, de todo o coração, prestam com sinceridade as suas homenagens aos seus afeiçoados que se anteciparam na viagem deste para o outro lado da vida. Aliás, reza no próprio conhecimento da doutrina que muitos desencarnados visitam, efetivamente, os cemitérios por ocasião da data, em consideração às demonstração de amor com que ali são distinguidos. E muitos outros ainda, afeitos aos costumes dentro dos quais desenvolveram suas experiências na matéria, conferem ainda subida importância a este gesto, ressentindo-se, de fato, daqueles que não o prestem nas datas de molde a serem lembrados.

Vistas estas considerações, é sensata a conclusão de que jamais cabe padrão algum de conduta no que toca ao sagrado universo íntimo humano. Cada agrupamento familiar terreno é único e peculiar, e ninguém melhor do que os seus componentes para estarem inteirados do que atinge ou não atinge mais de perto a cada um; o que convém ou o que não convém em matéria de sentimento e dedicação, cujos estágios e características se multiplicam ao infinito correspondente do número de habitantes do vasto universo humano.

Efetivamente, somos do lado de "lá" o que fomos aqui. É dever comezinho não só do espírita, quanto de qualquer pessoa que se diga civilizada, respeitar a diversidade dos caminhos escolhidos que, destarte, haverão de conduzir a cada ser, no tempo certo, ao mesmo ponto de encontro comum na intimidade das luzes divinas.

Questão de temperamento, de agrupamento humano, de fé e de hábitos, o ir ou não ir ao cemitério, de vez que é na sinceridade do gesto, e não no gesto em si, que se vislumbra a verdadeira homenagem aos desencarnados, de forma que, amor pelos mesmos, podemos dirigir-lhes tanto do recesso abençoado do nosso recanto de meditação no lar, quanto do ambiente de qualquer templo religioso, ou ainda diariamente, no movimento tumultuado das ruas, ou também no cemitério, a qualquer dia do ano.

De forma que aqueles que partiram nos amando de todo o coração haverão de valorizar e entender a nossa melhor intenção ao seu respeito, seja de onde for que se irradie, colhendo-os de pronto, pela linguagem instantânea do coração e do pensamento. Os que foram afeitos aos hábitos costumeiros do dia de finados, na medida de suas possibilidades espirituais após a transição lá estarão, junto à sepultura física, colhendo com sincera afeição os votos de paz e as preces que lhes estejam sendo dirigidas.

Os provenientes dos lares espiritualistas na Terra receberão as mesmas demonstrações de amor a qualquer tempo, em qualquer data que faça emergir naqueles que ficaram para trás no aprendizado físico as gratas lembranças com que são evocados.

O importante é que espíritas e não espíritas têm em comum, em relação aos seus amados que já se foram, à qualquer época, a linguagem inconfundível do amor entre as almas. Enxerguemos acima dos horizontes das limitações de visão humanas para alcançarmos com clareza a compreensão de que é assunto individual a forma como celebramos o nosso afeto para com os nossos entes queridos, e que o fator da sinceridade e da intenção é o que de fato conta, na hora da certeza de que nossas preces e votos de paz serão bem recebidos por aqueles que prosseguem nos amando de igual forma na continuidade pura e simples da vida, que a todos aguarda para além das portas da sepultura, sob as bênçãos de Jesus.

Christina Nunes.


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« Responder #1 em: 18 de Outubro de 2009, 16:45 »



HISTÓRIA DO DIA DE FINADOS

O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.

É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.

Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio.

No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava.

Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos.

Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de "Todos os Santos".

O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados.

O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.


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« Responder #2 em: 20 de Outubro de 2009, 23:38 »


 

Pergunta ·   Estamos nos aproximando do dia 2 de novembro, que é considerado um dia dedicado aos mortos, aos finados. O respeito da legislação vigente chega inclusive a declarar a data como feriado nacional, no intuito de que as pessoas possam prestar suas homenagens ao parentes e conhecidos já desencarnados. Os espíritas são naturalmente questionados a respeito do assunto. Como a Doutrina Espírita encara este tema?

Resposta Realmente o tema desperta algumas dúvidas. Mesmo alguns companheiros espíritas perguntam se devem ou não ir aos cemitérios no dia 2 de novembro, se isto é importante ou não. Antes de tudo, lembremos que o respeito instintivo do homem pelos desencarnados, os chamados mortos, é uma conseqüência natural da intuição que as pessoas têm da vida futura. Não faria nenhum sentido o respeito ou as homenagens aos mortos se no fundo o homem não acreditasse que aqueles seres queridos continuassem vivendo de alguma forma. É um fato curioso que mesmo aqueles que se dizem materialistas ou ateus nutrem este respeito pelos mortos.

Embora o culto aos mortos ou antepassados seja de todos os tempos, Leon Denis nos diz que o estabelecimento de uma data específica para a comemoração dos mortos é uma iniciativa dos druidas, antigo povo que viveu na região que hoje é a França. Os druidas, um povo que acreditava na continuação da existência depois da morte, se reuniam nos lares, não nos cemitérios, no primeiro dia de novembro, para homenagear e evocar os mortos.

A noção de imortalidade que a maioria das pessoas tem, no entanto, ainda é confusa, fazendo com que as multidões se encaminhem para os cemitérios, como se o cemitério fosse a morada eterna daqueles que pereceram. O Espiritismo ensina o respeito aos desencarnados como um dever de fraternidade, mas mostra que as expressões de carinho não precisam ser realizadas no cemitério, nem é necessário haver um dia especial para que tais lembranças ou homenagens sejam realizadas.

Pergunta  ·    Mas para os espíritos desencarnados o dia 2 de novembro têm alguma coisa mais solene, mais importante? Eles se preparam para visitar os que vão orar sobre os túmulos?

Resposta É preciso entender que nossa comunicação com os desencarnados é realizada através do pensamento. As preces, as orações, são vibrações do pensamento que alcançam os espíritos. Nossos entes queridos desencarnados são sensíveis ao nosso pensamento. Se existe entre eles e nós o sentimento de verdadeira afeição, se existe esse laço de sintonia, eles percebem nossos sentimentos e nossas preces, independente de ser dia de finados ou não.

Esse é o aspecto consolador da Doutrina Espírita: a certeza de que nossos queridos desencarnados, nossos pais, filhos, parentes e amigos, continuam vivos e continuam em relação conosco através do pensamento. Não podemos privar de sua presença física, mas o sentimento verdadeiro nos une e eles estão em relação conosco, conforme as condições espirituais em que se encontrem. Realizaram a grande viagem de retorno à pátria espiritual antes de nós, nos precederam na jornada de retorno, mas continuam vivos e atuantes.

Um amigo incrédulo uma vez nos falou: "Só vou continuar vivo na lembrança das pessoas". Não é verdade. Continuamos tão vivos após a morte quanto estamos vivos agora. Apenas não dispomos mais deste corpo de carne, pesado e grosseiro.

Então, os espíritos atendem sim aos chamados do pensamento daqueles que visitam os túmulos. No dia 2 de novembro, portanto, como nos informam os amigos espirituais, o movimento nos cemitérios, no plano espiritual, é muito maior, porque é muito maior o número de pessoas que evocam, pelas preces e pelos sentimentos, os desencarnados.

Pergunta  ·   E se estes desencarnados pudessem se tornar visíveis, como eles se mostrariam?

Resposta Com a forma que tinham quando estavam encarnados, para que pudessem ser reconhecidos. Não é raro que o espírito quando desencarne sofra ou provoque alterações na sua aparência, ou seja no seu corpo espiritual. Espíritos que estão em equilíbrio mental e emocional podem se apresentar com uma aparência mais jovem do que tinham quando estavam encarnados, enquanto outros podem inclusive adotar a aparência que tinham em outra encarnação. Por outro lado, espíritos que estão em desequilíbrio podem ter uma aparência muito diferente da que tinham no corpo, pois o corpo espiritual mostra o verdadeiro estado interior do espírito.

Pergunta ·   E quanto aos espíritos esquecidos, cujos túmulos não são visitados? Como se sentem?

Resposta Isto depende muito do estado do espírito. Muitos já reconhecem que a visita aos túmulos não é fundamental para se sentirem amados. Outros, no entanto, comparecem aos cemitérios na esperança de encontrar alguém que ainda se lembre deles e se entristecem quando se vêem sozinhos.

Pergunta ·   A visita ao túmulo traz mais satisfação ao desencarnado do que uma prece feita em sua intenção?

Resposta Visitar o túmulo é a exteriorização da lembrança que se tem do espírito querido, é uma forma de manifestar a saudade, o respeito e o carinho. Desde que realizada com boa intenção, sem ser apenas um compromisso social ou protocolar, desde que não se prenda a manifestações de desespero, de cobranças, de acusações, como ocorre em muitas situações, a visitação ao túmulo não é condenável.

Apenas é desnecessária, pois a entidade espiritual não se encontra no cemitério, e pode ser lembrada e homenageada através da prece em qualquer lugar. A prece ditada pelo coração, pelo sentimento, santifica a lembrança, e é sempre recebida com prazer e alegria pelo desencarnado.

Pergunta ·   No ambiente espiritual dos cemitérios comparecem apenas os espíritos cujos corpos foram lá enterrados?

Resposta Não. Segundo as narrativas, o ambiente espiritual dos cemitérios fica bastante tumultuado no chamado Dia de Finados. E isto ocorre por vários motivos. Primeiro, como já dissemos, pela própria quantidade de pessoas que visitam os túmulos. Cada um de nós levamos nossas companhias espirituais, somos acompanhados pelos espíritos familiares. Depois, porque muitos espíritos que estão vagando desocupados e curiosos do plano espiritual também acorrem aos cemitérios, atraídos pelo movimento da multidão, tal como ocorre entre os encarnados. Alguns comparecem respeitosos enquanto outros se entregam à galhofa e à zombaria.

Pergunta ·   E existem espíritos que permanecem fixado no ambiente do cemitério depois de sua desencarnação?

Resposta Sim, embora esta não seja um ocorrência comum. Além disso, devemos nos lembrar que nos cemitérios, bem como em qualquer lugar, existem equipes espirituais trabalhando para auxiliar, dentro do possível, os que estão em sofrimento.

Pergunta ·    Os espíritos ligam alguma importância ao tratamento que é dado ao seu túmulo? As flores, os enfeites, as velas, os mausoléus, influenciam no estado espiritual do desencarnado?

Resposta Não. Somente os espíritos ainda muito ligados às manifestações materiais poderiam se importar com o estado do seu túmulo, e mesmos estes em pouco tempo percebem a inutilidade, em termos espirituais, de tais arranjos. O carinho com que são cuidados os túmulos só tem algum sentido para os encarnados, que devem se precaver para não criarem um estranho tipo de culto. Não devemos converter as necrópoles vazias em "salas de visita do além", como diz Richard Simonetti. Há locais mais indicados para nos lembrarmos daqueles que partiram.

Pergunta ·    E que tipo de local seria este?

Resposta: O lar! Nossos entes familiares que já desencarnaram podem ser lembrados na própria intimidade e no aconchego de nosso lar, ao invés da frieza dos cemitérios e catacumbas. Eles sempre preferirão receber nossa mensagem de saudade e carinho envolvida nas vibrações do ambiente familiar. Qualquer que seja a situação espiritual em que eles se encontrem, serão alcançados pelo nosso pensamento. Por isso, devemos nos esforçar para, sempre que lembrarmos deles, que nosso pensamento seja de saudade equilibrada, de desejo de paz e bem-estar, de apoio e afeto, e nunca de desespero, de acusação, de culpa, de remorso.

Pergunta ·   Mas a tristeza é natural, não?

Resposta Sim, mas não permitamos que a saudade se converta em angústia, em depressão. Usemos os recursos da confiança irrestrita em Deus, da certeza de Sua justiça e sua bondade. Deus é Amor, e onde haja a expressão do amor, a presença divina se faz. Vamos permitir que essa presença acalme nosso coração e tranqüilize nosso pensamento, compreendendo que os afetos verdadeiros não são destruídos pela morte física, não são encerrados na sepultura.

Dois motivos portanto para não cultivarmos a tristeza: sentimos saudades, e não estamos mortos; nossos amados não estão mortos, e sentem saudades.

Se formos capazes de orar, com serenidade e confiança, envolvendo a saudade com a esperança, sentiremos a presença deles entre nós, envolvendo nossos corações em alegria e paz.

Equipe do CVDEE.



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« Responder #3 em: 22 de Outubro de 2009, 23:55 »




Como a Doutrina Espírita vê o dia de finados?

O dia de finados está relacionado com a morte. Logo, para falarmos de finados, temos que falar da morte.

A Doutrina Espírita nos mostra que somos Espíritos eternos e imortais. Quando encarnados, temos o corpo físico, o corpo espiritual (o perispírito) e o Espírito. Quando desencarnados, temos o corpo espiritual e o Espírito.

A vontade, a inteligência, as emoções, estão no Espírito.

Logo percebemos que a morte como comumente escutamos, não existe. Ninguém morre, no sentido de acabar, pois o Espírito, conforme dissemos no início é eterno e imortal.

A morte então é uma passagem do plano físico para o plano espiritual, para um descortinar de uma nova existência, mais pulsante, mais bela.

Para isso, é preciso que desenvolvamos nossas qualidades morais, de acordo com os ensinamentos de Jesus.

Embora tenhamos um grande desenvolvimento intelectual, a morte ainda não é bem entendida para a maioria de nós, mesmo os espiritualistas e os espíritas.

Em que sentido falamos isso ? No sentido do apego. Embora já tenhamos alguns conceitos bem delineados em nossa mente, o coração não responde adequadamente a estes conceitos.

O resultado é que temos visto uma enorme quantidade de espíritos desencarnados expressarem suas dificuldades na vida de além túmulo, com relação as saudades de seus entes queridos, realidade que não é diferente para nós que estamos encarnados. Por nosso apego em demasia, criamos situações extremamente desconfortantes, onde entramos em grande desequilíbrio nos momentos de separação.

Não queremos aqui dizer que aquele que compreende a morte não possa sofrer, mas sofrer resignadamente, acreditando antes de tudo em Deus, em sua infinita Misericórdia e vontade.

É preciso modificar a nossa idéia acerca da vida, que não se resume a vida material, mas essencialmente a vida espiritual.

É preciso desenvolver a nossa fé em Deus, é preciso sedimentarmos esta fé, eu diria, e termos absoluta certeza que as nossas preocupações são normalmente infundadas, pois acima de nós estará sempre nosso PAI.

Nossos filhos, nossos pais, são empréstimos que Deus em sua profunda misericórdia nos concede, para que possamos nos desenvolver cada vez mais os nossos instintos, transformando-os em sentimentos para que mais tarde possamos este sentimento enobrecido se torne aquele AMOR que Jesus exemplificou para todos nós.

Além do mais, o nosso desequilíbrio, seja neste ou no plano espiritual, perturba diretamente aqueles que dizemos amar.

Que amor então é esse, que em vez de pacificar, que em vez de fazer o bem, acaba prejudicando?

O dia de finados deve ser visto então como mais um dia em que devemos elevar nosso pensamento a Deus, orando fervorosamente por aqueles que já partiram, para que esta prece, feita sempre de coração, possa ser o bálsamo, possa ser o refrigério, para aqueles que nós amamos e já partiram para a pátria espiritual.

Aliás, a prece está entre os maiores bens que podemos fazer em benefício daqueles que já partiram.

Se quem partiu está na condição de sofrimento ou de perturbação, a prece será de grande benefício.

Se quem partiu está consciente, lúcido de sua realidade espiritual, da mesma forma, a prece chegará como um bálsamo ao coração de quem amamos, pela lembrança e pelo carinho.

Logo, se somos ligados pelos pensamentos, e o podemos fazer mais fortemente através da prece, podemos entender que não é necessário o nosso deslocamento no dia de finados até o cemitério, para transmitirmos os nossos melhores sentimentos.

Não vai aqui nenhuma condenação, pois cada um está dentro do seu campo de entendimento, mas como espíritas, podemos vibrar positivamente de onde estivermos.

Busquemos então desenvolver cada vez mais a nossa fé raciocinada, aquietando nosso coração com a certeza que ninguém neste universo está desamparado, que Deus protege a cada um de seus filhos, para que evitemos o engano de nos sentirmos insubstituíveis.

Mais do que sabermos, é preciso que sintamos. Deus não pode estar somente em nossas mentes, apenas em um conjunto de definições.

Quando a preocupação com um ente que já partiu apertar, lembremos antes de tudo que Deus olha por ele.

Temos visto muitas vezes nas sessões de desobsessão, relatos pungentes, principalmente de mães, que ficam desesperadas por não poderem cuidar mais de seus filhos. Na verdade não percebem que quanto maior o desespero, menor a condição de ajudarmos e sermos ajudados.

Confiemos sempre em Deus. O PAI sabe o que faz, onde Suas leis são perfeitas.

Estes são os apontamentos que temos acerca do dia de finados. Que Deus abençoe a todos nós.

Carlos Alberto.
Núcleo de Caridade Espírita Irmão Joé,
Bairro da Piedade.
Rio de Janeiro.


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« Responder #4 em: 24 de Outubro de 2009, 05:24 »

 
 
É chegado novamente o dia de finados. Com ele repete-se o ritual no cemitério.

Some-se a isto as dúvidas e anseios do povo. Principalmente inquirindo aos Espíritas, o que fazer. Isso é certo ou é errado?

Digo sempre que a Doutrina Espírita é libertária, não veio para defender este ou aquele procedimento em detrimento de outros, pois seria fazer um novo paradigma em substituição ao existente.

O Espiritismo na verdade esclarece-nos quanto aos aspectos mais profundos do entendimento existencial.

Considera com muita propriedade que no túmulo não há mais nada, nem corpo às vezes dependendo da data do enterro.

Em verdade, sabemos que os Espíritos de nossos entes queridos e amigos, assim como todos os espíritos, estão à nossa volta com os quais nos acotovelamos.

Cabe a nós outros, nos libertarmos dos atavismos e sabedores das verdades novas, assimilarmos de acordo com a nossa própria possibilidade. Consciente de que se a ciência descobriu novos medicamentos para velhos males cabe-nos tomá-los ou persistir no sofrimento.

Sabemos que toda forma de pensamento em relação a encarnados ou desencarnados e mesmo ao ente Divino são evocações. A prece é, pois uma evocação.

Por esta razão aconselhamos se faça preces aos nossos entes queridos, já desencarnados, pelo pensamento a Deus que os favoreça. Esta é muito apreciada e sentida pelos Espíritos desencarnados, dependendo sempre da sinceridade e bons sentimentos de quem a profere.

Sempre virão ao nosso encontro os espíritos dos nossos parentes e amigos desencarnados?

- Não!

Isto depende das possibilidades dos desencarnados, e se querem vir, muitas vezes nossos sentimentos que passam desapercebidos aqui na nossa vida de relação não são sinceros, e o Espírito não se interessa por essa hipocrisia, vem muito mais pelo pensamento puro.

Sabemos que tudo o que se faz no cemitério, não passa em muitos casos de demonstração de posses materiais. Seja para demonstrar para a sociedade uma atitude de respeito, às vezes desprovida até de sinceridade.

Portanto, todos são livres para exercerem o que acham que devem, sendo de coração aberto e sincero numa demonstração de amor.

Acredito que maior respeito e melhor efeito teriam para o desencarnado evocá-lo para nossa casa numa atitude de recolhimento da prece sincera e entre familiares queridos que com sua presença pudessem reforçar a comunhão dos pensamentos de efeito maior para o desencarnado.

Onde você preferiria ser convidado para uma recepção: ao cemitério ou a uma casa bem arejada pelos bons sentimentos de amor?

Eu também entendo que as pessoas precisam dessas marcas como história do povo e da humanidade. Aprecio muito ir ao Cemitério da Saudade, aqui na minha cidade e ver aqueles túmulos suntuosos de família de imigrantes italianos, com lápides que contam um pouco da história. Tudo bem, mas precisaria ser em data marcada pelo comércio e aquele cortejo mais fúnebre do que de amor?

Que tal aprender a referendar os nossos mortos em nossa casa recolhidos com a família e em prece proferida com sentimento?

Aproveitar a oportunidade de amor e carinho entre os que ainda estão encarnados para mostrar a harmonia e a fraternidade dos descendentes que possibilitam um sentimento mais elevado ao desencarnado.

Preciso ainda lembrar que muitos Espíritos no mundo espiritual não ligam a mínima para certos fatos que a nós enche de orgulho.

Depois você gostaria de estar sendo lembrado por todo o sempre de suas feridas e de seus sofrimentos. Isto seria uma atitude de incentivar bom ânimo? Não!

Então vamos lembrar nossas almas queridas pelos bons momentos passados juntos pelos carinhos, enfim pela boa vivencia.

Luiz Gonzaga Scalzitti


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« Responder #5 em: 25 de Outubro de 2009, 04:54 »




No México, o Dia de finados é uma celebração de origem indígena, que honra os defuntos no dia 2 de novembro. Começa no dia 1 de novembro e coincide com as tradições católicas do Dia dos Fiéis Defuntos e o Dia de Todos os Santos. Além do México, também é celebrada em outros países da América Central e em algumas regiões dos Estados Unidos, onde a população mexicana é grande. A UNESCO declarou-a como Patrimônio da Humanidade.

As origens da celebração no México são anteriores à chegada dos espanhóis. Há relatos que os astecas, maias, purépechas, náuatles e totonacas praticavam este culto. Os rituais que celebram a vida dos ancestrais se realizavam nestas civilizações pelo menos há três mil anos. Na era pré-hispânica era comum a prática de conservar os crânios como troféus, e mostrá-los durante os rituais que celebravam a morte e o renascimento.

O festival que se tornou o Dia dos Mortos era comemorado no nono mês do calendário solar asteca, por volta do início de agosto, e era celebrado por um mês completo. As festividades eram presididas pela deusa Mictecacíhuatl, conhecida como a "Dama da Morte" (do espanhol: Dama de la Muerte) - atualmente relacionada à La Catrina, personagem de José Guadalupe Posada - e esposa de Mictlantecuhtli, senhor do reino dos mortos. As festividades eram dedicadas às crianças e aos parentes falecidos.

É uma das festas mexicanas mais animadas, pois, segundo dizem, os mortos vêm visitar seus parentes. Ela é festejada com comida, bolos, festa, música e doces, os preferidos das crianças são as caveirinhas de açúcar.

A celebração no mundo pré-hispânico:

Para os antigos mexicanos, a morte não tinha as mesmas conotações da religião católica, na qual as idéias de inferno e paraíso servem para castigar ou premiar. Pelo contrário, eles acreditavam que os caminhos destinados às almas dos mortos era definido pelo tipo de morte que tiveram, e não pelo seu comportamento em vida.

Desta forma, as direções que os mortos poderiam tomar são:

O Tlalocan, o paraíso de Tláloc, deus da chuva. A este lugar iam aqueles que morriam em situações relacionadas com água: os afogados, os que morriam atingidos por raios, os que morriam por doenças como a gota ou hidropsia, sarna ou pústula, bem como as crianças sacrificadas ao deus. O Tlalocan era um lugar de descanso e abundância. Embora os mortos fossem geralmente cremados, os predestinados ao Tlalocan eram enterrados, como as sementes, para germinar.

O Omeyocan. paraíso do sol, governado por Huitzilopochtli, o deus da guerra. Neste lugar chegavam apenas os mortos em combate, os escravos que eram sacrificados e as mulheres que morriam no parto. Estas mulheres eram comparadas a guerreiros, que já haviam combatido uma grande batalha - a de dar à luz - e as enterravam no pátio do palácio, para que pudessem acompanhar o sol desde o nascente até o poente. Sua morte provocava tristeza e alegria, já que, graças à sua coragem, o sol as levava como companheiras. Dentro da tradição centro-americana, o fato de habitar o Omeyocan era uma honra.

O Omeyocan era um lugar de eterno gozo, no qual se celebrava o sol acompanhado com música, cantos e bailes. Os mortos que iam ao Omeyocan, depois de quatro anos, voltavam ao mundo, encarnados em aves de penas coloridas e bonitas.

Morrer na guerra era considerado como a melhor das mortes pelos astecas. Por incrível que pareça, dentro da morte havia um sentimento de esperança, pois ela oferecia a possibilidade de acompanhar o sol no seu nascimento diário e voltar encarnado em pássaro.

Oferenda asteca do Dia dos mortos:

O Mictlan, destinado a quem morria de morte natural. Este lugar era habitado por Mictlantecuhtli e Mictecacíhuatl, senhor e senhora da morte. Era um lugar muito escuro, sem janelas, de onde era impossível sair.

O caminho para o Mictlan era tortuoso e difícil, pois para lá chegar, as almas deviam caminhar por diferentes lugares durante quatro anos. Ao longo deste tempo, as almas chegavam ao Chignahuamictlán, onde descansavam ou desapareciam as almas dos mortos. Para percorrer este caminho, o difunto era enterrado com um cão, o qual o ajudaria a cruzar um rio e chegar perante Mictlantecuhtli, a quem deveria entregar, como oferenda, trouxas de gravetos e jarras de perfume, algodão, fios coloridos e cobertores. Aqueles que iam ai Mictlan recebiam quatro flechas e quatro trouxas de fios de algodão.

Por sua vez, as crianças mortas tinham um lugar especial, chamado Chichihuacuauhco, onde se encontrava uma árvore da qual os ramos pingavam leite para as alimentar. As crianças que chegavam lá voltariam à Terra quando sua raça fosse destruída. Desta forma, da morte nasceria a vida.

Os enterros pré-hispânicos eram acompanhados de oferendas que continham dois tipos de objetos: os que o morto havia utilizado em vida, e os que poderiam precisar em sua viagem ao submundo. Assim, a elaboração de objetos funerários era muito diversificada: instrumentos musicais de barro, como ocarinas, flautas, tímpanos e chocalhos em forma de caveiras; esculturas que representavam os deuses mortuários, crânios de diversos materiais (pedra, jade, cristal)), braseiros, incensários e urnas.

As datas em honra aos mortos eram, e são, muito importantes, tanto que lhes dedicavam dois meses. Durante o mês chamado Tlaxochimaco, era realizada a celebração chamada Miccailhuitntli ou festa dos pequenos mortos, por volta de 16 de julho. Esta festa começava quando se cortava no bosque a árvore chamada xócotl, a qual descascavam e punham flores para enfeite. Todos participavam da celebração e faziam oferendas à árvore durante vinte dias.

No décimo mês do calendário, celebrava-se a Ueymicailhuitl, ou festa dos grandes mortos. Esta celebração era feita por volta de 5 de agosto, quando diziam cair o xócotl. Nesta festa realizavam procissões que culminavam com vigílias ao redor da árvore. Acostumava-se realizar sacrifícios humanos e grandes banquetes. Depois, punham uma estatueta de caruru na copa da árvore e dançavam, vestidos com penas e guizos. No fim da festa, os jovens subiam na árvore para tirarem a estatueta, derrubavam-na e assim terminava a celebração. Nesta festa, as pessoas costumavam colocar altares com oferendas para recordarem seus mortos, o que é o antecedente do atual altar dos mortos.

Wikipédia.


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« Responder #6 em: 26 de Outubro de 2009, 19:50 »




ESPECIAL DIA DE FINADOS

Formas diferentes de ver a morte
Significado da morte e dos rituais varia conforme a doutrina praticada

O próximo domingo, dia 2, é marcado no calendário como o Dia dos Finados. Na data, milhares de pessoas vão até o cemitério reverenciar seus entes queridos, deixando flores sobre seus túmulos e fazendo orações. Outro ritual é participar de missas, cultos ou encontros para lembrar os mortos, principalmente aqueles que estão longe do local onde seus entes queridos estão enterrados.

Porém, o significado da morte difere entre as religiões e crenças. O jornal Semanal conversou com representantes de algumas das principais religiões de Três de Maio, a Católica e a Evangélica de Confissão Luterana, e a doutrina espírita, para saber o significado da morte e o Dia dos Finados para cada uma delas.

IGREJA EVANGÉLICA

“A morte é o último inimigo que temos de combater”

Para a Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, há duas formas de encarar a morte, segundo o pastor da Comunidade São Paulo, de Três de Maio, Erni Drehmer. O primeiro olhar analisa as conseqüências para os familiares. “A morte traz dor, sofrimento, despedida e, como resultado, insegurança. Fica para os familiares e amigos um questionamento sobre a própria vida e a própria morte. Martinho Lutero dizia: ‘A morte é o último inimigo que a gente tem que combater’. É um inimigo com o qual a gente luta e, aparentemente, perde a batalha.”

A outra visão é encarar a morte com naturalidade, parte do ciclo da vida. “Assim como se nasce, se morre também um dia. A Bíblia está cheia de exemplos disso, e deveríamos estar conscientes e preparados para essa realidade”, resume. Uma das crenças do cristianismo é a ressurreição. “Significa que cremos que um dia Deus vai nos ressuscitar. Como? De que jeito? Que corpo teremos? Aonde vamos? São perguntas para as quais, evidentemente, não temos resposta. É, decididamente, um passo de fé.”

História de amor e fidelidade

Conforme o pastor, quando nascemos se inicia uma história de amor e fidelidade de Deus para conosco, e que não termina com a nossa morte. O que continua mesmo, segundo ele, é a certeza da presença de Deus, tanto em vida como depois da morte. “Isso não responde a todas as nossas perguntas, e muito menos soluciona os nossos medos e as nossas angústias diante da morte. Mas é uma convicção de fé.”

Cemitério e celebrações

Com relação ao significado das flores, coroas e cruzes, colocadas nos túmulos, o pastor da Igreja Luterana explica que são símbolos de vida. “Nós cremos que a vida, através de Jesus Cristo, supera a morte. Mesmo essa pessoa estando morta, ela vive para Deus.” A coroa, segundo o pastor, deveria ser um testemunho de fé de que ali, naquele túmulo, tem alguém que está nas mãos de Deus. “Por sua fidelidade e confiança em Deus, é recompensado com a coroa da vida”, explica.

Os cultos realizados após uma semana ou um mês são para orar pela família, não pela pessoa falecida. “A pessoa está morta, está nas mãos de Deus. Para ela, então, nós não precisamos e nem podemos fazer mais nada. Pela família, podemos rezar, que significa o apoio, a solidariedade, o carinho. A gente insiste muito em dizer assim: faça o que você puder fazer pelas pessoas enquanto estão aí. Ou seja, trate-as com carinho, respeito... enfim, procure viver e curtir a vida enquanto você vive com a pessoa, porque depois você não pode fazer nada por ela. Não adianta levar toneladas de flores e acender centenas de velas. Você pode até fazer isso como uma expressão de luto, mas você não vai mudar uma decisão de Deus”, finaliza.

IGREJA CATÓLICA

“A vida é uma passagem”

Na visão da Igreja Católica, por meio do padre Afonso Werle, de Três de Maio, a vida do ser humano é mortal, apenas passageira. “Todos somos passantes, peregrinos pelas estradas deste mundo, e temos nossa existência terrena para viver”, afirma. Em outras palavras, o processo de transformação chamado “morte” é algo natural e faz parte da vida. Porém, conforme Afonso, na fé cristã se diz que a morte é vital, por não ser o fim nem o cessar da vida. “A morte é a passagem para a dimensão da eternidade.”

O sentido de visitar os cemitérios, levar flores, acender velas, rezar ou verter lágrimas de saudade, expressa a esperança da vida, na Igreja Católica. “Deus, em seu amor, é capaz de nos fazer viver para além desta breve existência terrena. Então, o cemitério é lugar da esperança. Esperança de que estas pessoas que enterramos já estão na dimensão da eternidade, participando da comunhão, do amor de Deus, e da vida em plenitude.”
Esperança da ressurreição

“Assim como rezamos na oração do Creio, temos a ressurreição não pelo poder humano, mas uma opção de fé, de dizer porque Cristo Jesus ressuscitou, este será o caminho para nós, porque o poder e o amor de Deus nos dão a vida eterna e a ressurreição, não porque seja conquista e mérito nosso”, explica. Ele diz que a fé cristã não vê a morte como desespero, como angústia, mas sim como esperança da ressurreição daquele que se foi. “Há a tristeza, porque é separação. Pessoas que estavam conosco já não estarão mais, fisicamente como antes, mas também vemos a morte como esperança.”

Valorização da vida

As celebrações na hora da despedida têm várias significações. Uma é agradecer a vida de quem parte, lembrando a dignidade de cada pessoa. “A Igreja acompanha não só quem sempre veio à igreja, mas toda pessoa, para dizer que cada ser humano tem uma dignidade até o último momento”, explica. O outro significado é encorajar os familiares e renovar o desejo de valorizar a própria vida. “A celebração quer fazer esse olhar de esperança da vida que continua, e que a gente valorize e seja promotor da vida em todos os sentidos.”

DOUTRINA ESPÍRITA

"O verdadeiro espírita não teme a morte"

“Para a doutrina espírita, nascemos simples e ignorantes. Partimos do mesmo ponto, sujeitos à lei do progresso, portanto, vida material é esta atual encarnação, a que estamos vivendo; e vida espiritual é a alma (espírito), que é eterna e sobrevive ao corpo físico”, explica Maria Izabel Miranda Loro, da diretoria da Sociedade Espírita Chico Xavier de Três de Maio.

Segundo Maria Izabel, como somos espíritos encarnados em um corpo físico, a morte é o desprendimento total do espírito do corpo físico em conseqüência da ruptura do laço fluídico, que prende ou liga um ao outro, quando então há o falecimento. “Na verdade, os termos confundem-se, pois nunca morremos.”

Ela explica que o espírita não teme a morte, porque a vida deixa de ser uma hipótese para ser realidade. “Continuamos espíritos individualizados e sujeitos ao progresso, mesmo na ausência da vestimenta física (corpo).”

Para o espiritismo, a melhor forma de expressar o sentimento de perda de um ente querido é através da resignação, que é o consentimento do coração. “Entregamos nossas dores a Deus, tendo fé, confiando, crendo na continuidade da vida, tendo a certeza do reencontro”, acrescenta.

Conforme a doutrina espírita, as orações são bálsamos. “É uma alegria para os que partiram saberem que são lembrados, porém as lágrimas em excesso lhes causam perturbação, ansiedade e aflição. Choramos a perda de entes queridos, com toda a certeza. Externalizar a dor é fundamental para que a pessoa possa retomar a sua caminhada, mantendo a lembrança com carinho”, declara.

Na visão espírita, o espírito é sensível à lembrança, e às lamentações, é à inconformi-dade daqueles que amou na terra. “Ele vê nesse excesso de dor uma falta de fé no futuro e de confiança em Deus. Lamentar o fim da vida corpórea é lamentar que ele seja feliz. A vida após a morte nos oferece suprema consolação, pois temos a esperança do reencontro”, afirma. Uma explicação racional para as causas de tudo é que o homem que sofre descobre que depende de si para não sofrer mais, e que de acordo com sua semeadura terá boa ou má colheita.

“Trabalhe, portanto, para sua felicidade, entendendo quem é, de onde veio e para onde vai”,
Contudo, mesmo para os espíritas é difícil estar preparados para lidar com a morte, com a perda em si. “Uma das maiores dores que experimentamos é a perda temporariamente de alguém que muito amamos.

Todavia, enfrentaremos essa prova algum dia, queiramos encará-la ou não. Temos de preparar as nossas forças e coragem, pois se é natural chorarmos de saudade num dado período, já o não é tanto caso prolonguemos o nosso luto indefinidamente, revoltando-nos contra Deus e vendo esse desenlace como um castigo. A misericórdia divina é sábia, porque sempre, ao lado de uma dor, ela nos oferece o consolo, nos convida a nos modificarmos, a nos melhorarmos.

Exemplos não nos faltam, mães que perderam seus filhos passam a trabalhar em prol de outros jovens”. Maria Isabel cita o exemplo da Diza Gonzaga, que fundou o Projeto Vida Urgente, que leva o nome de seu filho Thiago, falecido em um acidente de trânsito. Diza fez da sua dor uma forma de salvar outras vidas.

Jornal Semanal.


 
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« Responder #7 em: 27 de Outubro de 2009, 22:50 »




O culto aos mortos é uma prática das mais antigas e fundamentada em quase todas as religiões, pois esteve inicialmente ligada aos cultos agrários e da fertilidade, onde acreditavam que, como as sementes, os mortos eram sepultados com vistas à ressurreição, o retorno à vida que deveria surgir de algo oculto e misterioso. Com essa crença, os antigos festejavam o dia dos mortos junto aos túmulos, com banquetes e alegria, costume ainda usado em certas culturas do planeta.

Retrocedendo no tempo, encontra-se na História, o registro de que a filosofia dos druidas, na antiga Gália, deu origem às novas escolas espiritualistas, dentre elas a Doutrina Espírita, pois também cultuava o sentido da infinidade da vida, as existências progressivas da alma e a pluralidade dos mundos habitados; além do mais, a raça gaulesa tinha conhecimento dos mistérios do nascimento e da morte.

Assim, a comemoração dos mortos foi de iniciativa gaulesa, pois comemoravam a Festa dos Espíritos, não nos cemitérios – os gauleses não honravam os cadáveres – mas sim, em cada habitação, onde evocavam as almas dos defuntos.

Entretanto, um nevoeiro denso caiu sobre a terra das Gálias, através da mão brutal de Roma que expulsou os druidas e introduziu o Cristianismo eclesiástico da época, que também foi combatido pelos bárbaros, sobrevindo uma noite de dez séculos, chamada Idade Média, que obscureceu o espiritualismo e fez eclodir a superstição e o fanatismo no ser humano.

Foi somente no século X que a Igreja Católica instituiu oficialmente o dia dos mortos em 02 de novembro. Atualmente, esta data transcendeu o lado religioso, passando mais para o lado emotivo e comercial, quando ocorre grande comercialização de flores e velas e a preocupação maior com a conservação dos túmulos, os quais, muitas vezes, ficam o ano inteiro esquecidos e abandonados.

Entre os sentimentos internos e as práticas externas, entre os conhecimentos novos da espiritualidade e o comodismo da prática exterior, o Homem procurou o lado mais cômodo para si, arraigando-o ao formalismo material e desprezou a realidade espiritual, razão que fez Jesus assim se expressar aos escribas e fariseus da sua época:

“sois semelhantes aos sepulcros caiados (pintados de cal), que por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos de cadáveres e de toda espécie de podridão” (Mateus 23:27).

O Espírito, ao desligar-se do corpo físico, conserva a mesma personalidade, os mesmos defeitos e qualidades, méritos e deméritos, não havendo assim com a morte física qualquer transformação do Espírito, somente a transformação vibratória da sua nova vivência.

Agora questionamos, o dia 02 de novembro será consagrado aos mortos que se foram, ou aos que ficaram na carne? Existem duas categorias de mortos, os assim considerados por ter deixado a vestimenta carnal e os que ainda continuam vivendo encarnados, mas mortos para a vida espiritual, pois somente vivenciam a vida animal.

Para o mundo, mortos são os que despiram a carne; para Jesus, são os que vivem imersos na matéria, alheios à vida primitiva que é a espiritual.

É o que explica aquele célebre ensinamento evangélica, em que a pessoa prontificou-se a seguir o Mestre, mas antes queria enterrar seu pai que havia falecido, e Jesus conclamou:

“Deixai aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos, tu, porém, vai anunciar o Reino de Deus”.

Assim, com a fé que as religiões pregam com respeito a vida futura e com a certeza advinda pela Doutrina Espírita, pode-se afirmar que os mortos são realmente os que habitam a crosta terrestre, enraizados na matéria e nos vícios, e não os vivos que povoam o Mundo Espiritual, ficando assim designados: mortos-vivos, os que habitam os páramos da Luz; vivos-mortos, os que se acham inumados na carne.

No entanto, esse culto de visitação aos túmulos, essas manifestações de choro e desespero junto aos sepulcros dos mortos, denotam ainda um instinto confuso da imortalidade da alma, mesmo naqueles que se elegem como cristão.

Todavia, se a morte bate à tua porta, aceite-a como algo natural, como um dos ciclos de uma vida (material ou espiritual) que se cumpre, não esquecendo que os corpos são criações do próprio homem, por isso são mortais.

Sentenciados à morte estão todos os homens, no entanto, destinados à imortalidade, logo, morrer, é assumir a imortalidade que permanece no corpo físico ou fora dele, e bem afirma o padre Leonardo Boff, “os mortos são apenas invisíveis, mas não ausentes”.

Tudo no Universo e na Natureza acontece na base de ciclos e, segundo o preclaro Pietro Ubaldi, “tudo que começa tem fim e tudo o que tem fim, recomeça, como também, tudo que nasce, morre, e tudo que morre, renasce”.

Acrescentamos ainda que a existência física, por mais longa que seja, é sempre tempo breve na contagem eterna e, por isso, deve-se viver de tal maneira que possamos desencarnar a qualquer instante, sem aflições e sem desequilíbrio, lembrando, que contrário de morte não é vida, mas sim, nascimento, e em Eclesiastes 7:1, confirma-se: “é melhor o dia da morte do que o dia do nascimento”.

Encaminhando para o encerramento, registramos a passagem evangélica em que Maria de Magdala, ao visitar o túmulo do Mestre querido, surpresa, encontrou-o vazio, e saindo do recinto, encontrou-O nimbado de claridade, dizendo: Maria, sou eu. Assim, demonstrou que não devemos procurar os mortos nas sepulturas, mas sim, os vivos, pois a morte do corpo físico não consegue destruir a vida.

Por fim, Emmanuel afirma:

“Da morte podemos escapar, mas da vida, ninguém fugirá jamais”.

João Demétrio Loricchio.

 

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« Responder #8 em: 28 de Outubro de 2009, 01:26 »




320 Os Espíritos são sensíveis à saudade daqueles que amaram e que ficaram na Terra?

– Muito mais do que podeis supor; se são felizes, essa lembrança aumenta sua felicidade; se são infelizes, essa lembrança é para eles um alívio.

321 O dia da comemoração dos mortos tem algo de solene para os Espíritos? Eles se preparam para visitar os que vão orar nas suas sepulturas?

– Os Espíritos atendem ao chamado do pensamento tanto nesse dia quanto em qualquer outro.

321.a Esse dia é para eles um encontro junto às suas sepulturas?

– Eles estão aí num maior número nesse dia, porque há mais pessoas que os chamam. Mas cada um deles vem apenas pelos seus amigos e não pela multidão de indiferentes.

321 b Sob que forma comparecem e como seriam vistos, se pudessem se tornar visíveis?
– Sob a forma pela qual os conhecemos quando encarnados.

322 Os Espíritos esquecidos, cujos túmulos ninguém visita, também aí comparecem apesar disso? Lamentam não ver nenhum amigo que se lembre deles?

– Que lhes importa a Terra? Eles somente se prendem a ela pelo coração. Se aí não há amor, não há mais nada que retenha o Espírito: tem todo o universo para si.

323 A visita ao túmulo dá mais satisfação ao Espírito do que uma prece feita para ele?

– A visita ao túmulo é uma maneira de mostrar que se pensa no Espírito ausente: é a imagem. Já vos disse, a prece é que santifica o ato da lembrança; pouco importa o lugar, quando se ora com o coração.

324 Os Espíritos das pessoas às quais se erguem estátuas ou monumentos assistem à inauguração e as vêem com prazer?

– Muitos comparecem a essas solenidades quando podem, mas são menos sensíveis às homenagens que lhes prestam do que à lembrança.

325 De onde surge, para certas pessoas, o desejo de ser enterradas num lugar em vez de outro? Revêem esse lugar com maior satisfação após sua morte? Essa importância dada a uma coisa material é um sinal de inferioridade do Espírito?

– A afeição do Espírito por determinados lugares é inferioridade moral. Que diferença há entre um pedaço de terra em vez de outro para um Espírito elevado? Ele não sabe que se unirá aos que ama, mesmo estando os seus ossos separados?

325 a A reunião dos restos mortais de todos os membros de uma família num mesmo lugar deve ser considerada como uma coisa fútil?

– Não. É um costume piedoso e um testemunho de simpatia por quem se amou. Essa reunião pouco importa aos Espíritos, mas é útil aos homens: as lembranças ficam concentradas num só lugar.

326 A alma, ao entrar na vida espiritual, é sensível às homenagens prestadas aos seus despojos mortais?

– Quando o Espírito já atingiu um certo grau de perfeição, não possui mais vaidade terrestre e compreende a futilidade de todas as coisas. Porém, ficai sabendo, há Espíritos que, no primeiro momento de seu desencarne, sentem um grande prazer pelas homenagens que lhes prestam, ou se aborrecem com a falta de atenção ao seu corpo físico; isso porque ainda conservam alguns preconceitos da Terra.

327 O Espírito assiste ao enterro de seu corpo?

– Ele o assiste muito freqüentemente; mas, algumas vezes, se ainda estiver perturbado, não se dá conta do que se passa.

327 a Ele fica lisonjeado com a concorrência de assistentes ao seu enterro?

– Mais ou menos, de acordo com o sentimento que eles tenham.

328 O Espírito daquele que acaba de morrer assiste às reuniões de seus herdeiros?

– Quase sempre; isso lhe é permitido para sua própria instrução e para castigo dos culpados. O Espírito julga nessa hora o valor das manifestações honrosas que lhe faziam. Todos os sentimentos dos herdeiros se tornam claros como são de fato, e a decepção que sente ao ver a cobiça daqueles que partilham seus bens o esclarece quanto a esses sentimentos. Porém, a vez deles chegará igualmente.

329 O respeito instintivo que o homem, em todos os tempos e em todos os povos, tem pelos mortos é o efeito da intuição de uma vida futura?

– É a conseqüência natural dessa intuição; sem isso, esse respeito não teria sentido.


E agora uma prece para fechar
este tópico:

Ó meu Deus!
Ó Tu que perdoas os pecados!
Tu que concedes dádivas e afastas aflições!
       
Suplico-Te, verdadeiramente,
que perdoes os pecados
dos que abandonaram as vestes físicas
e ascenderam ao mundo espiritual.

Ó meu Senhor!
Purifica-os das transgressões;
as tristezas, desvanesce-lhes e
transforma sua escuridão em luz.

Permite que entrem no jardim da felicidade,
purifiquem-se com a água mais
límpida e, no mais sublime monte,
contemplem Teus esplendores.

Desconheço a fonte.



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« Responder #9 em: 28 de Outubro de 2009, 21:46 »



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« Responder #10 em: 31 de Outubro de 2009, 01:54 »




ORAÇÃO PARA O DIA DE FINADOS

Psicografada por
Chico Xavier

"Senhor, rogo as Tuas bençãos de luz para os meus
entes queridos que vivem no mundo espiritual.

Que minhas palavras e pensamentos dirigidos
a êles possam ajudá-los, a fim de continuarem na vida espiritual
trabalhando pelo bem onde estiverem.

Espero com resignação o momento de me reunir a êles na Pátria Espiritual,
pois sei que é temporária a nossa separação.

Mas, quando tiverem a Tua permissão,
que possam vir ao meu encontro para enxugar
minhas lágrimas de saudade".




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« Responder #11 em: 02 de Novembro de 2009, 03:12 »





DIAMANTE DA MORTE


Não se acabaram com a destruição dos corpos aqueles que consideramos mortos.


Mergulharam na terra conduzindo propósitos superiores, quais alunos ingressando em abençoada escola com vistas a um futuro promissor.


Despediram-se do currículo, na posição que preferiram,  levando a escolaridade conforme o aproveitamento que se permitiram.


Desapareceram da vida objetiva, sem dúvida, mais vivem em outra dimensão vibratória, examinam agora as oportunidades que tiveram, os valores que fazem contadores e que são inalienáveis.


Nossos mortos vivem, não nos desesperemos se a saudade nos aflige ante a ausência deles, estão ausentes só no corpo físico.


Pensando neles envolve-os na prece de luz, na prece benéfica.


Esteja como estejam, receberão os nossos pensamentos e deles retirarão precioso conteúdo que os reconfortará valiosamente.


Assim, recolhe os teus mortos com ternura e amor, desejando ser-lhes útil, não os atormente com o seu amor.


Conjecturando em tono de suas vidas, traz ao seu pensamento o que fizeram de bom, as suas horas alegres, as evocações nos momentos felizes e eles vão captar e receber de forma salutar

 

Leon Deni.




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