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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: Mourarego em 22 de Julho de 2005, 17:31

Título: NAÇÕES IRMÃS - MESMO ENTENDIMENTO
Enviado por: Mourarego em 22 de Julho de 2005, 17:31
NAÇÕES IRMÃS
MESMO ENTENDIMENTO
   
Moura Rêgo

Meus amigos, este artigo traduz o que poucos estão a colocar acerca e com acerto, sobre a doutrina, na vontade de fortificarem o conhecimento doutrinário correto, sem enxertias dessa ou daquela obra alienígena às que conheçamos como obras básicas.
Quando afirmamos isso, de muitos nos chegam os apupos, acostando-nos a alcunha de ortodoxos, esquecidos de que o próprio codificador afirma que a ortodoxia espírita é prática salutar e válida, que defende o conteúdo doutrinário de intrusão alienígena a ele.
Trata-se então de uma resposta desse amigo de vocês, ao confrade português, em cujo fórum modero as seções e introduzo o Estudo sistemático da obra O Livro dos Médiuns.
Ficam então, nestas páginas, o artigo deste confrade que se apelida de Peregrino, e a minha resposta a ele.
Muita paz.



Jesus e dos demais mensageiros de Deus face ao Livro dos espíritos



   O que responderam os Espíritos a Kardec nos itens 625 e seguintes?


 - «Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo? –
Vede Jesus.

Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque, sendo ele o mais puro de quantos têm aparecido na Terra, o Espírito Divino o animava. Quanto aos que, pretendendo instruir o homem na lei de Deus, o têm transviado, ensinando-lhes falsos princípios, isso aconteceu por haverem deixado que os dominassem sentimentos demasiado terrenos e por terem confundido as leis que regulam as condições da vida da alma, com as que regem a vida do corpo. Muitos hão apresentado como leis divinas simples leis humanas estatuídas para servir às paixões e dominar os homens».

 - « Só por Jesus foram reveladas as leis divinas e naturais? Antes do seu aparecimento, o conhecimento dessas leis só por intuição os homens o tiveram?

 - Já não dissemos que elas estão escritas por toda parte? Desde os séculos mais longínquos, todos os que meditaram sobre a sabedoria hão podido compreendê-las e ensiná-las. Pelos ensinos, mesmo incompletos, que espalharam, prepararam o terreno para receber a semente. Estando as leis divinas escritas no livro da Natureza, possível foi ao homem conhecê-las, logo que as quis procurar. Por isso é que os preceitos que consagram foram, desde todos os tempos, proclamados pelos homens de bem; e também por isso é que elementos delas se encontram, se bem que incompletos ou adulterados pela ignorância, na doutrina moral de todos os povos saídos da barbárie.”

 - «Uma vez que Jesus ensinou as verdadeiras leis de Deus, qual a utilidade do ensino que os Espíritos dão? Terão que nos ensinar mais alguma coisa? – Jesus empregava amiúde, na sua linguagem, alegorias e parábolas, porque falava de conformidade com os tempos e os lugares. Faz-se mister agora que a verdade se torne inteligível para todo mundo. Muito necessário é que aquelas leis sejam explicadas e desenvolvidas, tão poucos são os que as compreendem e ainda menos os que as praticam. A nossa missão consiste em abrir os olhos e os ouvidos a todos, confundindo os orgulhosos e desmascarando os hipócritas: os que vestem a capa da virtude e da religião, a fim de ocultarem suas torpezas. O ensino dos Espíritos tem que ser claro e sem equívocos, para que ninguém possa pretextar ignorância e para que todos o possam julgar e apreciar com a razão. Estamos incumbidos de preparar o reino do bem que Jesus anunciou. Daí a necessidade de que a ninguém seja possível interpretar a lei de Deus ao sabor de suas paixões, nem falsear o sentido de uma lei toda de amor e de caridade.”

 - « Por que a verdade não foi sempre posta ao alcance de toda gente? - Importa que cada coisa venha a seu tempo. A verdade é como a luz: o homem precisa habituar-se a ela, pouco a pouco; do contrário, fica deslumbrado. Jamais permitiu Deus que o homem recebesse comunicações tão completas e instrutivas como as que hoje lhe são dadas. Havia, como sabeis, na antigüidade alguns indivíduos possuidores do que eles próprios consideravam uma ciência sagrada e da qual faziam mistério para os que, aos seus olhos, eram tidos por profanos. Pelo que conheceis das leis que regem estes fenômenos, deveis compreender que esses indivíduos apenas recebiam algumas verdades esparsas, dentro de um conjunto equívoco e, na maioria dos casos, emblemático. Entretanto, para o estudioso, não há nenhum sistema antigo de filosofia, nenhuma tradição, nenhuma religião, que seja desprezível, pois em tudo há germens de grandes verdades que, se bem pareçam contraditórias entre si, dispersas que se acham em meio de acessórios sem fundamento, facilmente coordenáveis se vos apresentam, graças à explicação que o Espiritismo dá de uma imensidade de coisas que até agora se vos afiguraram sem razão alguma e cuja realidade está hoje irrecusavelmente demonstrada. Não desprezeis, portanto, os objetos de estudo que esses materiais oferecem. Ricos eles são de tais objetos e podem contribuir grandemente para vossa instrução.”

   Para bem entender estas respostas, é necessário ler a introdução do livro «A Génese» em que Kardec desenvolve o lugar de Jesus e dos demais mensageiros de Deus na evolução da Humanidade. E se Jesus é consagrado pelos espíritos, com ele, também são os demais grande vultos da Espiritualidade alicerçada no Amor, e todas as correntes espirituais têm seu lugar nos planos divinos.



Amigos meus,

A ti peregrino, dirijo meus mais sinceros parabéns, nunca estivemos tão concordes como neste tópico.
A questão de preponderante importância, no entanto meu mano, é que muitos dentre os movimentos espíritas, quer no Brasil quer em Portugal, povos religiosos e católicos por excelência, é o querer trocar de uma para outra religião, ou mesmo inserir numa visão a que esta está distanciada anos luz. Ora digo isso não para retirar Jesus ou o Pai do contexto Espírita, isso seria uma sandice das maiores. Há mesmos movimentos que tentam isso o que é facilmente explicável: Sem Jesus ou Deus dentre os ditamos da obra inteiriça dos Espíritos, sobraria somente o homem Allan Kardec, ao homem é fácil se combater as idéias com meia dúzia de palavras empoladas ou bonitas, com pensamentos pretensamente  inteligentes mas desfigurados pela óptica míope e sem embasamento doutrinário. São como digo, as querências interiores que muitos de nós as temos, e dela não conseguimos nos libertar e a doutrina é por si mesmo libertária.
Herculano Pires nos diz que Espiritismo não se faz com palavras empoladas, que demonstram mais erudição haurida de viciosos componentes da vaidade e do orgulho. Estes levam ao ridículo a doutrina frente a inteligência do nosso hoje, vejam o que ele mesmo escreve: "(...) Precisamos de expositores didáticos, servidos por bom conhecimento doutrinário, arduamente adquirido em estudos e pesquisas. Expor os temas fundamentais da Doutrina, não é falar bonito, com tropos pretensa¬mente literários, que só servem para estufar vaidade, à maneira da oratória bacharelesca do século passado. Esse palavrório vazio e presunçoso não constrói nada e só serve para ridicularizar o Espiritismo ante a mentalidade positiva e analítica do nosso tempo."

Estas palavras, do sábio estudioso brasileiro, demonstram e corroboram o que venho de afirmar de longa data por aqui. E o faço não num arroubo de prepotência, mas pela responsabilidade de divulgador da doutrina que o sou nessas terras brasileiras, e em meus escritos para outras partes do mundo. Não me encastelo num saber total que não possuo, sou mesmo, à minha visão, um estudante relapso, posto que estou por aqui, neste mundo de provas e expiações pela enézima vez, o que demonstra que não aprendi bem a lição dada anteriormente, mas nesta, trato de me acertar os passos, para que não me seja necessária nova repetência e em matéria tão simples.
É neste jaez que escrevo o produto do meu estudo e vivenciar, e olhem que no Brasil ando muito, visito muitas casas espíritas falando em algumas delas, tiro do pouco tempo que me resta, ficando por vezes a dever à própria família, o tempo que lhes poderia dar e que me é de responsabilidade como marido e pai, para estar envidando maiores esforços em divulgar por meio de estudo sério e grave das obras básicas, o fortalecimento e unificação do pensamento Espírita, tomei a mim esse trabalho por considerá-lo importante para todos e para eu mesmo. Neste "Mea Culpa" tento     expor-me a mim, como sou , sem capas, armadilhas ou máscaras, sendo eu o que sou mesmo, espírito falho e falido mas que nesta encarnação propôs-se a se melhorar e como tenho a todos como meus irmãos, por vezes falo duro, não uma dureza de sentimentos, mas como um sino a dobrar para acordar àqueles que ainda dormitem, tanto na tarefa de se modificarem, quanto na natureza dos estudos e trabalho que devam evidenciar para que se mudem a eles próprios pois esta é mesmo a nossa única missão nesta terra.
Meu mano Peregrino, a literatura dita "subsidiária", que não o é em essência, vem por atrapalhar mais do que ajudar em certas vezes, e é neste campo fértil à nossas querências interiores, que vamos nos lustrando do brilho do ouro do tolo, palavras e expressões, que não fazendo parte do cenário dos estudos espíritas vem por insistência de alguns sendo ditas como  que se saíssem da boca do próprio codificador, vejam estas expressões: Desdobramento, ruptura áurica, viagem astral, corpo astral, governador da terra, chakras e outras que nos chagam pos tais livros, oriundas de um sem número de locais e filosofias, que se bem posam aparentam, uma certa proximidade para com a doutrina, dela se afastam quilometricamente, levando o leitor desavisado, a entendê-las como doutrinárias, não o são. Isso tudo contribui para esse “desaprendizado” da doutrina fazendo com que essas pessoas passem a ver o Espiritismo tal como uma religião, ou pior, como uma forma de salvação, que a ele não se achega, nem o lustra.
Assim meu amigo, reitero os votos de parabéns ditos ao começo deste, e a alegria de
tê-los podido ler.
Abraços,
Moura
Título: Re: NAÇÕES IRMÃS - MESMO ENTENDIMENTO
Enviado por: filhodobino em 27 de Agosto de 2010, 16:26
Mano Moura,
Irmão Peregrino,
Estamos caminhando para a alteridade, Congratulações a todos!
Em breve estará bem compreendida, e todos se beneficiarão.
Saúde e Paz!