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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: HelenaBeatriz em 30 de Março de 2009, 17:30

Título: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Março de 2009, 17:30
Amigos
Postarei algumas belas mensagens do médium brasileiro, já bastante conhecido no eixo Rio-São Paulo e NE do Brasil, além do NE dos USA, através de sua sábia mentora Eugênia, dentre outros espíritos de escol.
Espero que apreciem.
HB



Hora de Exercitar a Fé.
Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.


Relaxa, amigo, e confia em Deus. A retração de forças e inspiração, que te parece prenúncio de morte e desgraça, pode ser, tão-só, o processo angustiante do enclausuramento na crisálida, em que a lagarta, sofrendo o parto doloroso e lento da metamorfose, prepara o despertar glorioso de si mesma, na transcendência da borboleta.



Imerso em situações difíceis, vendo-te na iminência de desesperar, recorda do Cristo e ora, em paz, nos recessos do teu ser. A Divina Providência nunca abandona Suas criaturas. A prece te conferirá refrigério à alma dorida e ainda te fará ver, por ótica diversa, o que te soava de todo perdido, estimulando-te vislumbrar alternativas diferentes de solução, onde só encontravas, pouco antes, desolação e miséria.



Revê, prezado companheiro, teus pontos de vista, voltados ao barro sujo e à lama escorregadia, e considera a possibilidade de fazeres, da poça pútrida que salpica imundície na barra de tuas calças, material fértil para a produção de magníficas obras de estatuária, na escultura magistral do espírito, que transforma podridões ocultas ou ostensivas em combustível à modificação íntima, à criação do impensável e à realização do que, até pouco, supunhas impossível.



Destarte, sorri, quando tudo se te afigura convidar-te à angústia e ao derrotismo, porquanto, provavelmente, estarás no ápice da crise – o ponto nevrálgico de transformação interior e mudança de rota –, conduzindo-te, no capítulo do problema que te aturde, com segurança e passo lépido, na direção do triunfo derradeiro e espetacular!...




(Texto recebido em 28 de outubro de 2008. Revisão de Delano Mothé



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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?


Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Março de 2009, 17:32
Angústia e Escuta do Coração.
Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.


O que diz agora teu coração, prezado amigo?



Ouve os revérberos do Infinito, nas entranhas profundas de teus sentimentos mais sagrados?



Não descures da atenção ao fundamental, porque tudo pode ser ignorado, menos a voz do Espírito.



O Senhor Jesus certa feita asseverou que todo pecado haveria de encontrar perdão, menos a blasfêmia contra o Espírito Santo, querendo dizer que o desperdício de oportunidade e bênção de agir, quando utilizadas em contraposição à Natureza Essencial de si mesmo, consiste numa perda irreparável, a não ser por séculos de indescritível sofrimento redentor.



Não desrespeites, pelo menoscabar, o que não pode ser negligenciado, por constituir a própria fonte de tua vida, ou estarás minguando tua energia vital e retornando ao pó d’onde vieste e para onde poderás voltar, a qualquer hora, ainda que permaneças asilado num corpo de carne, pois que aqui aludimos não à mortalidade do veículo orgânico de manifestação da personalidade no domínio material de Vida – uma fatalidade do bem, necessária às transformações profundas da alma –, mas à tragédia inenarrável de se perder o foco da própria consciência e das diretrizes e prioridades do coração, desorientando-se, por tempo indefinido e com padecimento crescente, no cipoal do tédio, do vício, do medo, do desespero, e, quiçá, das inúmeras formas, óbvias ou tácitas, de crime, loucura e suicídio.


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?


Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Março de 2009, 17:35
Breve Panegírico à Liberdade de Consciência e Ação.
Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.


Contenta-te, querido amigo, com as falas confortadoras de teu coração bom, ao te voltares à oculta dor que te segue afligindo, no imo d’alma. Se te segreda este amigo oculto – o cerne de teus sentimentos – que sigas em teu projeto audaz de alforria do espírito, ainda que sob apupos da multidão, a fim de que descortines nova era, para ti mesmo e teus irmãos em sofrimento, engendrando, com muito custo, circunstância em que possas, não apenas tu mesmo, mas eles também, viverem em paz e desfrutarem de uma mínima expressão de cidadania, respeitabilidade pública e espaço à própria individualidade, faze de tua voz, quase solitária, nesta campanha por ora ainda vanguardista, o canto audaz, heróico e sacrificial da cotovia apunhalada, que prossegue, conquanto ferida mortalmente, em seu canto mavioso, deleitando e alimentando a alma de quantos carecem de um mínimo alento de esperança e paz.



Mantém-te convicto de que, se fores além do necessário ou do suportável por tua natureza humana falível, neste espetáculo luzidio de idealismo e fé, coragem e determinação, aves altaneiras, de montanhas ignotas da Transcendência, descerão até ti, nutrindo-te a vocação e o ânimo, de molde a que possas te tornar um ícone de dignidade pessoal e militância humanista, laborando eficazmente por deixar um legado substancioso a uma humanidade mais feliz e cordata, em todos os seus segmentos sociais e expressões de ação.


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Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Março de 2009, 17:37
Estresse e Estresse.
Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.


Uma aluvião de problemas inunda sua alma. Solicitações, compromissos, necessidades prementes da vida material, carências emocionais, pressões psicológicas, sociais e familiares de toda ordem. O estresse, realmente, é altíssimo. Sua mente lhe parece uma panela de pressão no último momento antes de explodir.



Não se impressione, porém, com o que lhe acontece agora. Pense que uma certa dose de tensão é necessária para gerar propulsão ao progresso. Se não é cobrado, dificilmente o ser humano toma iniciativa de procurar a mudança, a melhoria contínua. O lado negativo do estresse, todavia, surge da reação patológica às pressões, com histeria, ansiedade, medos desproporcionais aos riscos enfrentados, dúvidas paralisantes. E, normalmente, toda essa descarga de reações doentias provém do desejo inconsciente de não sofrer problemas, que sutilmente se converte em rebeldia contra os “caprichos do destino” – ironicamente, pelo mecanismo da projeção psicológica, vendo-se[vêem-se] caprichos no destino e não na própria personalidade infantil que almejaria passar pelo mundo sem surpresas desagradáveis.



Corrija sua ótica, do desespero para a serenidade operosa. Sente-se a analisar seus problemas, e estabeleça uma estratégia sensata de abordagem e ataque a cada um deles. Não pretenda resolver todos a um só tempo, nem mesmo qualquer um deles de uma só vez. Se, aqui ou ali, surgir uma oportunidade de saldar de imediato uma parcela de suas questões, veja isso como um evento surpreendente, não como uma regra. Delineie um roteiro do que pode ser feito passo a passo. Problemáticas longamente constituídas não se dissipam da noite para o dia. E, depois (mas não menos importante), crie espaço para você e sua vida, entre as pugnas por solucionar suas pendências – é a trégua necessária, entre as batalhas, que sirva de respiradouro mental para sua psique cansada. Deve se dar tempo para o descanso, o lazer, a família, a meditação e a prece. Inviabilizar sua existência em qualquer um desses âmbitos capitais é sentenciar-se a uma completa impossibilidade por resolver outros pontos lacunosos de sua vida.



Estresse, sim, mas como esforço constante, decorrente de contrição na responsabilidade e na busca de cumprir, integralmente, todos os deveres que a alma impõe. Jamais, porém, o estresse como paranóia, como culpa, como consumição no remorso e na autoflagelação psicológica, no desespero e na revolta. Atitudes atormentadas não indicam consciência ante o dever, mas introdução à loucura.


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Março de 2009, 17:41
Os Oito Tipos Capitais de Amor.Benjamin Teixeira
pelo espírito Temístocles.


No campo do estudo da afetividade humana, importa considerarmos as várias tipificações emocionais, psicológicas e morais, que concernem a necessidades e níveis específicos de vinculação pelo sentimento. E, assim, em vista de favorecer uma completude maior de mapeamento, no âmbito do amor, estamos aqui subdividindo-lhe as categorias, indo um pouco além das clássicas storgè, philía, agápe e éros da Grécia Antiga, para adentrarmos uma perspectiva mais moderna e consentânea com as complexidades da vida social na organização e civilização pós-industriais.

Não temos, com isto, a pretensão de estabelecer uma taxionomia definitiva, nem mesmo completa, do intrincado universo emocional e afetivo humano. Mas pretendemos delinear algumas balizas mestras de classificação, a fim de que, distribuído o campo do sentimento e das relações interpessoais humanos em categorias distintas, possa-se aprofundá-los em toda sua polifacética manifestação.

O amor, de fato, constitui uma espécie de continuum, mas o dividi-lo em camadas, para estudá-lo a fundo, permite uma compreensão mais próxima de suas expressões.

1. Amor filial.

“Amar o próximo como a si mesmo”, asseverou-nos o Mestre Jesus, parafraseando e consolidando a assertiva de inúmeros sábios e luminares que O antecederam. Curioso notar a pré-condição precípua que subjaz nesta máxima suprema do Cristo: não pode haver amor verdadeiro ao próximo, sem um auto-amor de qualidade. Em outras palavras, a afetividade, por fazer parte da natureza humana, sempre haverá, mas terá desdobramentos doentios, se não se desenvolver a partir de uma muito bem lapidada auto-estima. A primeira experiência do ser humano é o ser amado, o receber afeto de seus pais, em oceanos de preocupação e benefícios que são ou pelo menos deveriam ser incondicionais. Quem não recebe amor, de modo irrestrito e largo, ou não o recebeu em algum momento de sua existência, quedar-se-á problemático psicologicamente, refletindo seu padrão neurótico em todos os relacionamentos em que se venha a envolver. Eis por que a psicologia contemporânea associa a etiologia da sociopatia à ausência do entretecimento de elos afetivos entre a criança e alguma criatura humana, nos primeiros momentos da infância. Embora alguém não se torne psicopata por traumas ou ausência de afetos de uma só existência (porque os que têm potencial ao amor amadurecido criam conexões afetivas até com gente problemática e em meio a circunstâncias mórbidas, como a dos maus-tratos sofridos em tenra idade, por exemplo), indubitavelmente, o ser amado nos primeiros anos de vida no domínio físico de existência é de axial relevância para o próprio equilíbrio e saúde emocional, quanto moral.
2. Amor fraternal.

O segundo grande e essencial tipo de amor a se experimentar é o fraternal, base do que poderíamos apresentar como o modelo ideal do amor em suas expressões mais puras e elevadas. Embora o afeto parental possa chegar às raias da angelitude, e o erótico contenha potenciais para desdobrar forças pujantes e abrasadoras do espírito, fomentando criatividade e trabalhos prolíferos no bem, o amor fraterno, em suas manifestações sagradas de incondicionalidade, como mais claro ficará, quando estudarmos sua feição universal (que julgamos de bom alvitre abordar à parte), é o padrão mais lídimo e nobre do amor entre as criaturas, na consciência plena de sua igualdade fundamental, enquanto seres em processo de evolução e/ou de sujeição perante o Criador (*1). Só Ele-Ela está em condições de velar com o mesmo espírito de superioridade dadivosa e protetora com que pais e mães, quanto guias espirituais e condutores de multidões, se colocam diante de seus irmãos em humanidade; somente Deus é Pai-Mãe plenamente, portanto. Por outro lado, apenas o amor fraternal gera energia contínua para o entretecimento dos fios de afetividade duradoura, o que de modo algum é possível sob o império absoluto de eros, vulcânico, mas basicamente provisório.
O arquétipo do fraterno, entretanto, tem sua face sombria (*2), e eis por que, amiúde, dá espaço a rivalidades dantescas e ódios seculares, que varam milênios, em busca do que não sabe exatamente, mas que é a transcendência de sua sanha primitiva para a excelsitude e sublimação do amor altruístico.

3. Amor amical.
É semelhante ao afeto fraternal, mas distingue-se dele substancialmente, não tanto pela natureza, mas pelo grau, sendo, assim, um afeto menos profundo, que se tem por companheiros de mesma faixa de idade, sem que se esteja no mesmo nível de entendimento e de sentimento, como ocorre entre irmãos do espírito. Há amigos que têm amor fraternal, e irmãos que mal conseguem vivenciar o amical um pelo outro, sentindo-se estranhos, alheios reciprocamente (*3). Logo, o amor fraternal, mais do que uma teia automática de vinculação afetiva entre irmãos biológicos, representa a força viva da afinidade operante e harmônica, que tece fios de integração e de realização entre aqueles que se consorciam num mesmo diapasão psíquico. Já o afeto amical pode, entre companheiros de mesma classe, ambiente de trabalho ou religioso, esboçar as balizas da sociabilidade indispensável ao bom convívio entre as criaturas, sem os arroubos, a profundidade, nem mesmo a durabilidade que somente o amor fraterno pode conferir a uma relação entre iguais. É o amical que favorece namoricos, além das paixões dos instintos; é o fraterno que cria as cadeias santas do matrimônio. É o amical que forma conhecidos, que mal se compreendem no elementar; é o fraterno que conjuga os irmãos em ideal, sempre empáticos um com o outro, até nas sutilezas mais fundas da própria alma.

4. Amor espelho.

No final da década passada, descobriu-se, em neurociências, o denominado “neurônio-espelho”, que possibilita os fenômenos de empatia e mesmo de aprendizado no domínio humano de existência. Graças a esta matriz neurológica, executa-se, então, o processo da repetição que viabiliza a cognição, constituindo o primeiro estágio nos níveis da aprendizagem.
O amor espelho está presente nos amores platônicos da adolescência, mas também na idealização de amigos, tanto quanto na visão quase idolátrica com que se estabelecem laços de veneração com figuras de mentores ou ídolos distantes, reais ou imaginários.

O fenômeno da projeção psicológica é sobejamente estudado no território da psicologia analítica, criada por Carl Gustav Jung, de modo que toda relação social e mesmo todo nível de percepção envolve, necessariamente, nos padrões mais elementares de sua própria funcionalidade, o impulso de ver algo de si mesmo no outro, sejam estratos obscuros ou camadas luminosas de si, sejam elementos prevalentes ou faixas de si que constituem percentuais diminutos na própria totalidade psíquica. Assim, somente se vê e, principalmente, só se compreende aquilo que exista de algum modo dentro de si.

5. Amor erótico.

O amor erótico é muito mais do que parece. Galvanizador da produtividade, fonte de inspiração e catalisador de processos evolutivos, é a força da “libido”, como denominou Sigmund Freud, em sua acepção mais ampla; ou de eros, como classicamente se costumou chamar esta potência do espírito, o grande motor de realizações prodigiosas e de feitos íntimos inacreditáveis. Assim, o amor criativo (digamos assim) não se circunscreve ao círculo estreito da afetividade romântico-sexual, nem tampouco precisa nela desembocar, para atingir as culminâncias de suas funções. A energia de elã psíquico pode aparecer em várias circunstâncias da existência, mesmo muito longe daquelas em que as pessoas possam se aperceber de estarem movimentando seus potenciais. Eis, então, que surgem cambiantes complexas de heteroerotismo e homoerotismo, sem quaisquer laivos de manifestações não só de contato sexual entre os envolvidos, mas mesmo de desejos ou fantasias eróticos (pelo menos, não no plano consciente da personalidade). Uma potência de coesão e fermentação entre indivíduos e coletividades, que faz com que pessoas e grupos humanos se enamorem de causas e se tornem afinados e unidos num mesmo grande impulso-motor de reflexão, transformação e realização.

6. Amor parental.

O amor parental se divide em seus dois pólos: o paternal e o maternal, e representa o sentimento de total transbordamento que se tem por filhos, levando o indivíduo que o vivencia a se dispor a sacrifícios e lhe conferindo o poder de renúncia a si mesmo, sendo ainda a matriz do anjo a se desenvolver celeremente, na câmara secreta do espírito, viajor do longo trajeto evolucional.

Sem o sentimento de amor incondicional, favorecido, inclusive, pelos instintos de defesa da espécie, jamais se terá como transcender o nível humano de consciência e galgar o seguinte: a angelitude. Com isto, se pode criar a metáfora de que, um dia, ter-se-á o amor que se dedica aos filhos, por toda a humanidade. O anjo vê todas as criaturas como filhos, e as ama não apenas estremecidamente como as mães, mas com a distância-liberdade que os pais maduros impingem ao seu relacionamento com os rebentos d’alma.

7. Amor espiritual.

É aquele que se tem por Deus e Seus representantes, responsável pelo sentimento de veneração e adoração, indispensável para o progresso íntimo, para a plenitude da alma, para a ação prolífera e alinhada com a própria consciência e as próprias intuições.

Algumas regiões da nossa neurofisiologia cerebral foram inclusive detectadas e têm sido estudadas como sendo as responsáveis pelas experiências do numinoso e espiritual, entre elas o lobo parietal esquerdo, que nos dá o sentimento (ou complexo) de identidade (tanto quanto a transcendência dele mesmo), e, outra, a área orbifrontal direita, que nos permite vivenciar os contatos paranormais com dimensões variadas da realidade (tanto no domínio físico de vida, como nas suas várias camadas do plano extrafísico de existência), ainda nos propiciando o trâmite dos mecanismos da intuição.
Sem a consciência de alteridade bem desenvolvida, e de uma Alteridade Superior, a idéia de um Algo Maior a que se dedicar e servir, é impossível ser humano plenamente. A realização completa de nossa condição humana vem do atendimento ao ideal, aos reclamos da própria consciência, ao seguimento da vocação e de um Desígnio Superior, todos eles intrinsecamente relacionados com a mística experiência de amar o Sublime.

8. Amor universal.
Raro de se conseguir em plena manifestação, quando no nível humano de consciência, existe, porém, nos rasgos (normalmente apenas traços) de piedade que toda pessoa sente, embora variem o objeto de sua solicitude e o próprio volume de afeto. Um amor que, em se prestando atenção, é isento de interesses embutidos de retribuição. Quem se compadece de quem quer que seja só desejaria que o objeto de sua compaixão não estivesse na situação de penúria ou miserabilidade (material ou moral) que lhe provoca os “apertos no peito”, ainda que este sentimento (ou mesmo apenas prurido de sentimento) seja tão frágil, embrionário ou bruxuleante, que não leve o indivíduo a mobilizar-se em função de socorrer a criatura que lhe toca a alma por dentro.

Na vaidosa cultura de nossos dias, é comum se deplorar esta que é a suma essência da espiritualidade humana, o gérmen de anjo que habita a intimidade de cada cidadão comum. Porque, se há, no amor parental, o elemento instintivo e até mesmo o vínculo da posse, quando não um inconsciente (ou nem tão inconsciente assim) desejo de recompensa futura; no amor-piedade, normalmente comparece o espírito em sua pura forma de afeto transbordante e incondicional, sem qualquer outra motivação, que não o amor em si mesmo.
Como acima falamos, antes de dar início a este esboço de classificação, o amor é um fenômeno único e monolítico, que tem um dégradé de expressões que nos permite chamá-lo de grande onda afetiva, um campo quântico de possibilidades infinitas, um continuum probabilístico, criativo, místico, que se manifesta mais do que imaginamos, em todos os aspectos da humana existência.

Somente pela plenipotência de sua vivência, lograr-se-á atingir a realização completa da própria alma. Diante desta sua importância capital, e, destarte, para favorecer o estudo, a compreensão e a expansão deste sublime recurso do espírito, é que procedemos a uma conceituação analítica, como esta, de um evento íntimo e inteiramente subjetivo que só pode ser corretamente compreendido por uma abordagem sintética e intuitiva. Mas, como falamos para uma sociedade tomada de mentes submetidas ao império da razão, isto é necessário, e, assim, damos cabo destas divisões de “tipos” de amor, como se isto fora possível, como “hipótese de trabalho”, inconcebível nos níveis mais altos de consciência. De futuro, quando houver domínio desta matéria, será possível dispensar tais expedientes propedêuticos, para que se vivam, integralmente, as maravilhas e o poder espetacular do amor, irrestrita, incondicional, impessoalmente.

(Texto recebido psicograficamente, pelo médium Benjamin Teixeira, na reunião mediúnica fechada do Salto Quântico, realizada no dia 30 de janeiro de 2007. Revisão de Delano Mothé.)

(*1) O autor espiritual usou a expressão “e/ou” em vez da conjunção “e”, porque todos os seres do universo estão sujeitos a Deus, mas nem todos estão em evolução, já que, conforme a hierarquia evolutiva espírita, existem espíritos que atingiram o ápice da escalada do desenvolvimento, que qualificamos como “relativamente perfeitos” (porque só Deus o é absolutamente) – estágio máximo de “iluminação” que, em outras correntes espiritualistas, recebe nomes diferentes, como no cristianismo clássico, em que é chamado de plano crístico, ou no budismo, em que é denominado de nível búdico de consciência.
(Nota do Médium)



(*2) Todos os demais igualmente têm, mas, neste, a malevolência é mais comum, por isso a referência destacada.



(*3) Porque quando há aversão intensa demais ou mesmo ódio, dá-se a presença, como há pouco dissemos, do amor fraterno, que é profundo, só que em sua polaridade invertida, negativa, destrutiva.



(Notas do Autor Espiritual)


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?


Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 31 de Março de 2009, 17:00
Diálogo sobre Ego e os Processos de sua Superação, na Direção da Transpessoalidade.
Benjamin Teixeira,
em diálogo com o espírito Eugênia.


(Benjamin) – Querida Eugênia, em nossa palestra para hoje, escolhemos, sob inspiração de sua equipe, tema que confronta ego e transpessoalidade, em pares de fatores psicológicos semelhantes, na função imediata, mas muito diferentes nas motivações profundas, como: a segurança da arrogância presunçosa e a convicção da fé sincera e bem fundamenta. Teria algo a nos falar a respeito? Quero dizer: o que nós, seres humanos, podemos fazer, no sentido de desenvolver a autoconfiança, sem resvalarmos para os desatinos do ego e suas mil armadilhas disfarçadas, como muito bem exarado no ditado bíblico: “Vaidade, vaidade – tudo não passa de vaidade”.



(Eugênia) – Comecemos de trás para frente. A vaidade, como todos os epifenômenos decorrentes do centro de processamento mental-emocional que se costuma denominar de ego, no domínio físico de vida, não vai deixar de existir, de modo completo, enquanto se for humano. O medo, a culpa, a raiva, o desânimo, entre outros, são sistemas de reação que indicam o mecanismo de cognição-associação-e-criação da mente racional-linear-analítica-operacional-espaço-temporal. O que se pode fazer, em relação a tais constructos-efeitos do ego, é evitar focá-los e alimentá-los, com atenção e com entrega a seus reclamos poucos judiciosos, embora normalmente minuciosa e exaustivamente justificados – por atuação de outro forte apêndice do ego, considerado, inclusive, na Psicologia terrena, corretamente, como um seu “mecanismo de defesa”: a racionalização. Assim, deve-se dirigir a mente, a atenção, para os elementos correlatos a cada fator funcional do ego, só que do sistema superior em complexidade (de pensamento) e elevação moral (de sentimentos) da Supraconsciência. Por exemplo, para o indivíduo superar a vaidade ou a culpa, deve se concentrar na responsabilidade. Para sobrepujar o medo, deve focar sua mente em trabalho, disciplina e prudência. Para vencer o desânimo, deve elaborar suas pendências relacionadas a alinhamento de sua rotina com a vocação pessoal e com práticas espiritual-religiosas que lhe favoreçam a conexão com o Plano Superior de Vida e a Própria Divindade.



Outro aspecto importante a se considerar: estas mudanças devem ser esperadas de molde a se processarem paulatinamente e não de forma brusca, porque a modificação repentina é, em termos genéricos e práticos, impossível – inobstante possa ocorrer esporadicamente, mas não sob controle do ego, a determinar que aconteça esta transformação radical, quando e como queira, visto que se trata de resultado de um fenômeno incubado no inconsciente, de lá eclodindo, no ritmo e tempo que lhe são próprios (da mente inconsciente e todos os seus obscuros e complicadíssimos meandros), semelhante ao salto quântico, da física de partículas subatômicas, que eclode, por efeito de um acúmulo gradativo de energia, até que se dê, efetivamente, a mudança abrupta de órbita do elétron, no interior do átomo, ao se atingir o patamar de carga (elétrica) relacionada à órbita para onde este elétron se dirigirá, de modo não-espaço-temporal, “saltando” para lá. Se o indivíduo teimar em querer gerar uma modificação drástica, em curto espaço de tempo, ao alvedrio de seu ego, engendrará, em verdade, um recalque, uma repressão, supressão ou fragmentação de seu psiquismo, de sorte que o trecho de sua mente que houver sido amputado e banido da operacionalidade consciente (egóica) imerge no inconsciente, de lá vindo a retornar em configuração degenerada, assomando-se, em tempo futuro indeterminado – todavia, provavelmente nas circunstâncias menos apropriadas –, em forma de sublevação interna do sistema autônomo do inconsciente, contra a mente de vigília, a mente consciente, em suma: o ego.




(Diálogo travado em 11 de janeiro de 2009. Revisão de Delano Mothé.)


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 31 de Março de 2009, 17:01
O Silêncio Significativo de Deus.
(Como enxergar a Luz do Plano Sublime.)
Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.


Deus se faz invisível, em sentido literal, para a criatura simples ou descrente, tanto quanto o Plano Sublime se mostra inaudível ao sensório vulgar dos encarnados e desencarnados em baixa freqüência mental, a fim de que os seres humanos sejam estimulados a germinar a semente de Espiritualidade Superior que habita em sua própria intimidade.

Desgraças, injustiças, pressões de todas as ordens, necessidades das mais prementes e dramáticas – tais quais se vêem, em larga medida e variada natureza, no orbe terráqueo – conclamam a criatura a se indignar, mobilizar-se, agir a serviço do próprio e do bem dos seus semelhantes, a começar dos mais amados.

O Ser Supremo do Universo jamais se prestaria a agir como ama-seca, mimando e atendendo a todo reclamo de pedinchões pueris, ainda que estes estejam convictos de que suas reivindicações são justas e seriíssimas (da perspectiva de quem sofre é sempre assim). Relega-os à frustração; deixa-os, se preferirem, até enlouquecerem na fúria bizarra e imatura do ateísmo, mas não os vicia, jamais, substituindo-os no que devem fazer por si mesmos. Se um pai ou um professor conscienciosos já agem assim, como supor que a Maior Inteligência do Cosmos procederia de modo mais primário?

Destarte, amigo, quando sentir um vácuo incompreensível, aparentemente cruel, entre suas necessidades e a assistência que esperava fosse prestada pela Divindade e Seus representantes, não estranhe. Deus nunca erra. A Divina Providência e Seus porta-vozes estão, através deste aparente descaso para com sua situação, dando um voto de crédito à sua própria capacidade de solucionar as pendências que o aturdem.

Ademais, no que tange ao quesito estrito da fé, em meio à amargura do momento crítico, há graça e milagres por toda parte, não havendo, em princípio, necessidade de que novos fenômenos extraordinários venham assombrar o coração devoto. O crente sincero consegue divisar, em cada particularidade aparentemente insignificante da existência, manifestações diretas da Graça Intérmina do Criador.

Lembremo-nos de Paulo, o apóstolo: “Desperta, ó tu, que dormes; levanta-te dentre os mortos, e o Cristo te iluminará”. Recordemos, outrossim, os grandes místicos e luminares orientais, que igualmente asseveraram, como precondição a adentrar o “nirvana” ou o “narodhi”, ser imprescindível iluminarmos as próprias consciências, no sentido de acordarmos (*) para um nível mais alto de entendimento do mundo e de hierarquia de valores e prioridades de vida. Poderíamos especificar, mais didaticamente: ninguém colhe o fruto da iluminação sem a semeadura de ação, muita ação, tanto dentro como fora de si mesmo – isto é: sem mobilização caritativa externamente, nem reflexão construtiva internamente, no correr de muito tempo, persistentemente.

A luz de solução para os dramas mais complexos da existência está em percebermos a Luz Divina já agora, dentro de nós mesmos e em torno de nossos passos. Se estivermos, portanto, exercitando a atentividade – para utilizar o termo oriental – ou a vigilância – fazendo uso do verbete bíblico –, auscultando a intuição e a voz da própria consciência, de modo a que alinhemos nossa conduta aos desígnios da Divina Providência, estaremos, progressivamente, fazendo-nos aptos a vislumbrar, diretamente, esta Luz Imarcescível.

Eis o motivo por que somente divisam seres luminosos os que já começaram a acender, ainda que mui simploriamente, a centelha sagrada no âmago de si próprios: uma questão muito lógica de sintonia, de se estar em uma faixa vibratória correlata. Isso implica dizer que quem quiser enxergar a Luz do Plano Sublime, mais nitidamente, deve empenhar-se por entrever esta luz em si mesmo, sobremaneira no que tange à prática do bem no dia-a-dia, esforçando-se por manifestar, no próprio comportamento, o quanto possível, a Bondade Infinita de Deus.


(Texto recebido psicofonicamente, na reunião mediúnica fechada de 21 de agosto de 2007. Revisão de Delano Mothé.)

(*) “Buda”, expressão utilizada, no Tibet, para “iluminado”, significa: “aquele que despertou”.
(Nota do Médium)


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 31 de Março de 2009, 17:01
Das Pequenas Coisas ao Paraíso.
Benjamin Teixeira
pelo espírito Irmã Brígida.

Renova, prezado(a) amigo(a), dia após dia, teus ideais de bom ânimo e boa vontade, a aplicar no serviço fraterno (*1) aos seus semelhantes. Há energias contrárias que pugnam por desconectar a humana criatura das fontes de Amor e Provisão que a todos sustentam. Em particular, dilata os recursos da vigilância, se te pões dedicado(a) a tarefa de representação da Luz na Terra, porque tudo farão por afastar-te da obra de socorro, como do padrão em que se te faz possível canalizar e potencializar, refletir e distribuir, as irradiações da Graça, em forma de sabedoria e amor a teus irmãos em humanidade.

Observa, principalmente, pequenos sinais nas atividades mínimas do dia-a-dia. Uma prece que foi encurtada e feita com menos fervor, um instante singelo de irritação e desânimo – tudo pode constituir porta para que o mal se instale no humano coração, como as aparentemente insignificantes frestas, num dique, que podem pôr milhares de toneladas de concreto abaixo, com a força-“fraca” da água.

Assim, reitera, diuturnamente, teus votos de devoção e mantém-te atento(a), continuamente, focado(a) no bem e na bondade. Este é ainda um mundo de batalha entre o bem e o mal, por mais que esta perspectiva-assertiva te incomode a visão filosófica de homem (mulher) instruído(a), por “pecar” em “maniqueísmo”. Sê prático(a) e preserva-te em guarda. O Inimigo (*2) ronda em torno do cristão, como um leão famélico à espreita da presa – disse o Apóstolo –, aguardando o momento propício a dar o golpe.

É esta uma ótica que se te afigura sombria e “medieval”? Pensa, então, em termos mais modernos, e visualiza o organismo são, sempre cercado de patógenos, preparados ao esforço de desagregação da sinergia orgânica, seja infiltrando-se no soma, seja já estando instalados no aparelho de carne, qual hóspede sinistro esperando oportunidade apropriada ao ataque mortal... ainda que suicida... porque os elementos daninhos morrem com o corpo que parasitam e lesam, até o túmulo.

Concentra-te no bem, a todo instante, de modo especial, reparando os pequeninos aspectos da jornada, os milagres “minúsculos” do cotidiano, fazendo, em contrapartida, os sacrifícios ínfimos que os “sustentam” em teu caminho existencial, porque o Senhor jamais te violentará o livre-arbítrio por te pôr ou não em sintonia com Seu Universo de abundância, plenitude e bem-aventurança, o que, modernamente, denomina-se felicidade.


(Texto psicografado em 26 de janeiro de 2009. Revisão de Delano Mothé.)

(*1) Não há redundância (embora aparente), porque existe serviço prestado sem o sentimento de fraternidade.
(Nota mediúnica, a partir de esclarecimento dado pela Autora Espiritual)

(*2) Irmã Brígida utilizou a palavra “Inimigo” para se referir ao Mal, de modo genérico, e não por partilhar da opinião corrente nos meios cristãos-ortodoxos de que haja uma entidade voltada eternamente para o mal, muito embora revele, na utilização do verbete, suas raízes católicas.
(Nota do Médium)


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 31 de Março de 2009, 17:02
Diálogo sobre Tédio, Sensação de Vazio, como Superação do Sistema Egóico de Consciência.
Benjamin Teixeira, em diálogo com o espírito Eugênia.

(Eugênia) – Creio que possamos começar com a carta a seu amigo de Maceió.

(Benjamin) – Que ótimo, Eugênia! Obrigado! Estava esperando que você atendesse ao pedido dele, no que concerne à consulta feita na semana passada, por meu intermédio.

(E) – Estamos considerando, antes que os elos do coração, os interesses coletivos. Ele nos merece uma atenção especial agora, porque está se dispondo a colaborar com nossa causa de ajudar milhares de pessoas a despertarem para a verdadeira vida.

(B) – Que bom que está vendo assim e que reconhece isso...

(E) – Conhecemos o fundo dos corações, meu filho.

(B) – E o que você teria a dizer-lhe sobre o fato de ele achar a vida dele sempre difícil e travada em todos os sentidos? Pediu-me perguntasse se há algum alerta que você, em nome da Espiritualidade Sublime, pudesse-lhe fazer, de molde a que, então, pudesse-se emendar e fazer os acontecimentos fluírem melhor na existência dele.

(E) – A pergunta veio muito a calhar. Mas creio que você mesmo tenha notado um ponto nevrálgico que constitui o busílis da questão, no transcurso da conversa que teve com seu companheiro de ideal. Ele mesmo fez questão de dizer que sente faltar algo em sua existência, que é essencial – falta esta que causa uma sensação de vazio impreenchível. Curiosamente, ele próprio já pressente a natureza desta falta: uma fome de caráter espiritual, uma busca pelo numinoso, pelo transcendental, que não pode mais ser procrastinada. O “milagre moral” a que ele foi submetido, após preleção nossa, invocando a Presença e Intercessão de Jesus, não foi ao acaso também (*1). Ele se está mostrando fértil a esta semeadura do Alto, quanto sequioso de que a Linfa Divinal lhe venha ao coração, irrigando-lhe a gleba árida do espírito, ressequido pelos duros embates e a canícula causticante, no deserto das relações profissionais humanas, quase sempre regidas por competitividade e agressividade exacerbadas, completamente desconectadas do sentimento de humanidade e respeito pelos interesses e necessidades alheios.

Falamos acima que esta busca de ordem transcendental ou espiritual, que lhe surge, palpitante e quase dolorosa, na forma de um tédio, uma modorra ou uma desmotivação profunda a viver, não pode mais ser adiada, por uma razão: o nosso irmão em Cristo encerrou o ciclo de amadurecimento psicológico do ego. Não no sentido de que deva solapar, de todo, as expressões emocionais e mental-operacionais, relacionadas à mente de vigília, ao núcleo decisório da personalidade que constitui o ego. Este centro deliberativo vai existir e deve subsistir sempre, enquanto se estiver insulado em corpos físicos e mesmo além deles, no domínio extrafísico de existência, enquanto se está no nível humano de consciência. Quando dizemos que ele “esgotou” o ciclo, queremos afirmar que o período evolutivo em que o ego precisa ter prevalência sobre outras funções da psique saturou-se para ele. Isso implica em dizer que, se ele não trafegar para atividades, tarefas, ocupações, vivências, interesses e valores de ordem transpessoal – ou seja: acima do plano pessoal (ou egóico) de consciência –, nada funcionará apropriadamente em sua existência, podendo mesmo haver processos de ruptura e difusão muito graves, como fracasso profissional, falência do matrimônio e de outros departamentos de sua vida pessoal, como a saúde física e o bem estar íntimo. Ele deve, portanto, dedicar-se a obras, ideais, causas – com que se afine, obviamente, que correspondam e atendam a esta sua premência de espiritualidade.

(B) – Isso significa dizer que esta aproximação com nossa instituição seria um caminho bom para ele?

(E) – Você se expressou bem ao colocar o artigo indefinido na sua interrogação: “um”, já que a nossa não é a única senda para Deus. Embora possa ser a preferencial para ele, em particular, conforme escalas de afinidade que somente ele pode aferir, já que a opção de vida será dele. A nossa Causa é uma boa alternativa, evidentemente, já que os encontros não são casuais, e ele chegou a nos consultar e se apresentar receptivo à nossa orientação. Todavia, qualquer doutrina ou tradição espiritual pode se fazer genuína rota para a Divindade, quando seguida com sinceridade e devoção. A questão toda é descobrir algum nível de paridade principiológica entre ele e esta opção ideológico-relígeo-filosófica, para que ele se sinta “em casa”. Neste sentido, creio que nossa escola de pensamento seja apropriada para ele, em considerando tratar-se de homem inteligente, instruído, viajado e moderno, pouco afeito a submeter-se a sistemas castradores das liberdades individuais e eivados de preconceitos anacrônicos. Nosso sistema, focado em lastrear cientificamente (ou pelo menos de modo racional) nossas proposições psicoespirituais e de apresentar um foco pragmático na administração da própria existência, em função de uma finalidade espiritual de felicidade, sem dúvida equipara-se, a nosso ver, em muito, com o perfil de personalidade que ele, como homem encaixado no modelo ianque do “self-made-man”, levando-o a se sentir bem à vontade.

(B) – Você poderia, querida Eugênia, detalhar algumas sugestões práticas para ele melhorar imediatamente esta relação com a fome de Espiritualidade? Como poderia ele aplacar um pouco esta fome?

(E) – Oração diária – indiscutivelmente, seria o primeiro tópico aventado e sugerido. Ele – nem ninguém – poderia sair de casa ou iniciar qualquer atividade, sem se dedicar a, no mínimo, 15 minutos de conversação-meditação com e/ou em torno da Figura de Deus ou de um de Seus Representantes, como Nosso Senhor Jesus ou Nossa Amantíssima Mãe e Senhora, Maria de Nazaré. Um segundo item seria aquele que você lhe propugnou providenciar, no diálogo fraterno que entabularam: a freqüência semanal a uma reunião semanal para culto espiritual. O terceiro é exatamente este que desencadeou e promoveu a autorização para que pudéssemos falar diretamente com ele: o fato de ele cooperar com a disseminação da Luz Espiritual, no âmbito mundo material de vida. Quem colabora com a Luz Divina é o primeiro a ser iluminado. A Lei de Justiça, neste universo do Ser Todo Amor e Perfeição, é indefectível, mormente quando se trata de matérias sagradas como a com que lidamos: divulgação de princípios humanístico-espirituais, com um respaldo moderno e palatável aos cidadãos mais esclarecidos das comunidades humanas de encarnados.

(B) – Amada Eugênia, nosso amigo esperava que você apontasse falhas morais ou deslizes de conduta para que ele os corrigisse.

(E) – (Risos) E você acha pouco o que indiquei? “Buscai primeiramente o Reino dos Céus e Sua Justiça, e todas as demais coisas se vos serão acrescentadas”, (*1) lecionou Nosso Mestre Maior. Os deslizes de conduta, sentimento ou pensamento ficam muito mais freqüentes e profundos, quando a criatura se mantém distanciada de seu Criador. Logo, refazendo a comunhão com a Origem de Todo Poder e Solução, o demais naturalmente será resolvido, porque toda problemática perde importância e força, no concerto dos vetores mentais que constituem a psique total – múltipla e mutante, por natureza; porque em processo de integração e evolução, contínuo.

(B) – Eugênia, você falou sobre nível egóico, passando ao nível transpessoal, como uma fase seguinte de evolução. Poderia falar algo sobre a dimensão anterior de consciência à egóica?

(E) – Sim. Ela pode ser denominada de “pré-egóica” ou “pré-pessoal”. Está no capítulo do que alguns psicólogos franceses denominaram de “participation mystique” (*2). É o patamar tribal de consciência. Os elementos constituintes de uma aldeia funcionam como se fossem parte de um corpo mental único. Podem agir, assim, com arroubos de auto-sacrifício que facilmente nos remetem em pensamento ao espírito de martírio e renúncia dos anjos; mas estas personalidades primitiva gravitam, em verdade, em torno do outro extremo do espectro evolucional: eles não cogitam de si mesmos, ao tomarem uma iniciativa de defesa do grupo em que sofram prejuízo pessoal, porque não têm consciência clara do “si-mesmo”. Já o ser que trafega para o plano “trans-racional” ou “transpessoal” de consciência, tem plena consciência de si, mas está disposto a sacrificar os próprios interesses, em função dos interesses de uma Causa Maior, ainda que seja relacionada a algumas poucas pessoas. O silvícola original (*3) que age, por impulso, na direção do bem comum, age como um inseto social (*4) operando no circuito complexo do funcionamento de seu grupo. Em contrapartida, o santo que entrega seu corpo, sua alma e sua vida, por um ideal, age como a mãe que se permite “vampirizar”, no seio exposto ao rebento, apesar de poder estar igualmente faminta, dando do que não tem a benefício do fardo precioso de seu coração: o filho-bebê. Sei que o elemento instintual ainda está presente, nesta analogia com a figura de mãe, mas peço desculpas pela limitação da metáfora, pela falta de outra que melhor represente os “instintos sublimes” de amor incondicional que nutre e move as almas dos seres realmente redimidos, que alcançaram um nível sobre-humano de consciência, o que, na doutrina budista, denomina-se de “bodhisatwas” – budas da compaixão, indivíduos iluminados, que renunciam ao regozijo pessoal de mergulhar no nirvana, definitivamente, para servir, sem intenção de retribuição, aos seres menos evoluídos da criação, favorecendo-lhes e acelerando-lhes a chegada ao mesmo porto excelso de ventura e bem-aventurança eternas.

(B) – Você autoriza prepararmos uma reunião mediúnica íntima, como prometemos a nosso irmão, de molde a que ele possa ter a bênção de sua visita, por meio da incorporação em minha muito limitada pessoa?

(E) – Não o considero limitado – não para este fim (risos); nem vejo minha visita como uma bênção – a não ser que me considere uma Representante de Maria Santíssima: Ela, sim, Fonte inexaurível do Amor Imaculado de Deus, que nos quer nutrir a todos, repletando-nos de paz e de felicidade, em todos os sentidos. Sim, autorizo a visita para o intercâmbio medianímico.

(B) – Agradecido, Eugênia.

(E) – Transformemos nossa gratidão em mobilização pelo bem comum. A Espiritualidade Sublime é regida por regras inamovíveis de prestar maior auxílio aos que mais socorros prestam a seus irmãos em humanidade. Desejosos, então, de maior atenção do Plano Superior de Vida, façamo-nos canais d’Ele para nossos semelhantes. Exorto-os todos, assim, a darem continuidade, sem desânimo, a projeto que encetaram, de expansão de nosso trabalho de divulgação em terras alagoanas. Que nosso prezado amigo medite na extensão de méritos que lhe serão atribuídos, pelo simples fato de favorecer que uma mensagem não catequética ou doutrinária de Espiritualidade e Humanismo chegue a milhares de corações sofridos e desesperados, dos dois lados da vida, e terá notícia da chuva de bênçãos e graças que atrairá para sua existência.

(B) – Mais algo a dizer, adorada Eugênia?

(E) – Não, satisfeita.


(Diálogo mediúnico travado em 11 de janeiro de 2009.)


(*1) Evangelho Canônico de Mateus, 6:33.

(*2) Se não me falha a memória, estudos sobre “psicologia primitiva”, levados a cabo por Levy Brull, grande psicólogo francês de meados do século passado.

(*3) Eugênia os distingue de autóctones componentes de tribos civilizadas da atualidade, às vezes bem inseridas no seio da cultura pós-moderna.

(*4) formigas, cupins, abelhas, vespas, etc.


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?


Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 31 de Março de 2009, 17:03
Caminho da Alma.
Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Escolha um caminho de sua alma e, depois, seja fiel a ele. Mesmo sob canícula candente, persista ainda assim. Somente quem persevera no ideal tem condições de receber a recompensa da realização pessoal.

A trilha da individuação – o conceito jungiano que significa, a grosso modo, o tornar-se a si mesmo – apresenta diversos percalços, como testes de fidelidade a si mesmo. Não conte com um caminho doirado, mas sim com uma vereda cheia de armadilhas, em pleno campo minado. Cuidado, todavia, para não confundir a dor necessária ao aprendizado com a dor decorrente do desvio. Para distingui-las, observe-se, acuradamente, e verifique onde está a sensação de paz.

Muitas vezes, vão lhe dizer que deve conduzir-se dessa ou daquela forma, que deveria ser mais rico, mais magro, mais culto, mais agressivo ou mais doce, mais isso mais aquilo. As opiniões externas, desencontradas, serão terrível fonte de frustração se as colocar como balizas de suas escolhas, e, pior: de seu juízo de valor. Decrete independência em assuntos de discernimento. Saia do jugo das ingerências alheias em sua alma.

Ah, querido amigo, você, todavia, se sente abalado, com a sensação de desamparo, de rejeição e de abandono em que as pessoas o deixam, ao olhá-lo com desdém ou reprovação, sobremaneira aquelas que mais ama ou admira. É, realmente, uma prova muito dura. Mas, por isso mesmo, constitui essa uma excelente oportunidade de amadurecimento psicológico, desenvolvendo auto-suficiência emocional, para não viver mendigando migalhas de afeto para se sentir bem consigo mesmo. Quando você perceber que lhe basta a auto-aprovação, a chancela de sua consciência, para quaisquer departamentos de sua existência, nesse instante, de fato, você se fará invencível, porque se terá vencido primeiramente.

Lógico que não falamos aqui da atitude teimosa, presunçosa e prepotente de quem acredita que possa passar por cima das sugestões de todas as pessoas, sentindo-se absolutamente seguro de suas introvisões. Todos cometemos erros de avaliação, e faz parte do ouvir a consciência, de ser lúcido e maduro estar aberto às percepções diferenciadas de outras pessoas que, muito freqüentemente, alertam-nos do que não nos havíamos apercebido antes. A questão não está em não se abrir à inteligência, à experiência e ao bom sendo alheios, como ferramentas salutares de crescimento interior, mas em colocá-las acima da própria capacidade de avaliar e decidir. Temos que ouvir os outros, analisar os dados, estudar o terreno, ponderar, e decidir por nós mesmos. Eis a postura madura de quem sabe o que faz.

Verifique se não está com alguma idéia extravagante ou mesmo completamente desprovida de lógica. Quando todos se posicionam contra nosso senso, a probabilidade de estarmos mergulhados num delírio, numa fantasia pessoal, é maior. Mas se, em última análise, chegar à conclusão de que realmente está na senda de sua consciência, simplesmente ignore a algazarra ensandecida dos que seguem ao seu lado. Lembre-se de que sempre haverá quem concorde com você, que o ame, que o aceite pelo que é e pelas suas escolhas de vida. Se os amigos de agora não o entendem, ainda que tenha que romper com eles, numa situação extrema, faça-o, mas não rompa com sua consciência. Quem não o aceita como é, não merece sua amizade, está sabotando seu processo evolutivo, está pretendo perpetrar, em você, a pior de todas as violências: lesá-lo em sua consciência, desalinhá-lo de seu centro, fazê-lo trair sua alma.

Nesses momentos escuros da alma, eleve seu pensamento a Deus. Não é fácil persistir no caminho do ideal, quando as pessoas mais queridas discordam de nossos posicionamentos. Esse, todavia, é dos mais importantes testes para o caráter, para a decisão de estar em busca do ideal. Se você passar dessa peneira seletiva que o Cosmo sempre faz uso para “escolher” seus “eleitos” (são os “eleitos” que se “escolhem” como tal), tudo fluirá mais facilmente depois – você terá galgado um nível bem mais alto de consciência, tornando-se menos vulnerável aos ataques mesquinhos de quem não é seu genuíno companheiro de evolução. E eis que novos amigos virão, novos corações, novos estímulos, e o tempo da tempestade terá passado, e o momento da paz e da prosperidade num plano mais alto de realização atingirá seu apogeu, conduzindo-o a um patamar de felicidade, segurança e paz que hoje sequer pode conceber.


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?


 
 
 
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Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 31 de Março de 2009, 17:04
Na Administração do Tempo.
Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Sua mente jaz embotada. A preocupação lhe cassou a criatividade e você “morfa”, angustiado, no tormento da inatividade. Se assim se sente, prezado amigo, ao reverso de permanecer parado, mesmo supondo-se sem nenhuma força para sair da inércia, mova-se e busque o bem que o iluminará: a ação correta. O trabalho é uma das bênçãos maiores da vida, a atrair forças construtivas na direção de quem lhe confia os esforços. Obviamente, não postulamos as atitudes extremadas, e é exatamente – aliás, tratamos disso a seguir – mas sim que se procure manter no espírito do movimento, na constante busca do progresso e da plenitude.

Há tempo para tudo. Se você não conseguiu fazer 100% do previsto, faça 70%, mas faça uma parte de tudo e não tudo de uma parte. O ser humano de hoje tem uma lamentável tendência de, com pensamento linear, só compreender o valor das coisas em sua integralidade. O espírito da totalidade não deve ser confundido com busca de perfeição. A busca da integração psicológica diz respeito a fazer um pouco de tudo, ainda que apenas um pouco, mas de tudo que realmente seja importante ao indivíduo.

Não se trata de abarcar o mundo com as pernas, como se fala na gíria popular. Não fazemos alusão ao aeronauta que quer se expert de jardinagem, culinária e computação gráfica ao mesmo tempo. Trata-se, aí, de uma mente imatura, impregnada de presunções tolas e uma cavalar dose de ignorância. Fazemos referência àquele indivíduo que abandona uma parte de seus sonhos em função de outra, daquele que renuncia à felicidade com a família e o casamento, para ter prosperidade no trabalho; da dona-de-casa que abdica de completar os estudos e ter uma carreira profissional, por supor que deve se dedicar integralmente aos entes queridos. No final das contas a frustração de um âmbito da psique contamina todo o cosmo mental, estragando tudo, e tornando completamente inútil o sacrifício que, aliás, não deveria ter acontecido desse o início. É o caso da mãe frustrada de tempo integral, que tiranize os filhos com o destempero emocional de uma pessoa infeliz. "Amar o próximo, como a si mesmo", já dizia Nosso Senhor. Se quisermos fazer bem aos outros, temos que cuidar de nós mesmos primeiramente. Trata-se de uma questão de responsabilidade e não de egoísmo. Se não estou bem, não posso fazer bem a ninguém.

Aprenda a conciliar as coisas. Nem sempre podemos ter tudo, mas devemos fazer todo esforço no sentido de darmos o máximo possível de nós mesmos, em cada área capital de nossas vidas, para que o peso da frustração não nos oprima.

Se você só tem uma hora livre, para ler, estudar Inglês e conversar com os filhos, dedique vinte minutos a cada função, mas faça das três, sem omitir nenhuma delas. Claro que, volta e meia, pode se devotar a mais uma função que outra de sua existência, sem prejuízo. O problema surge - e como é comum!... - quando se resolve, diariamente, negligenciar um campo, em prol de outro.

Repense suas atitudes de administração de seu tempo. Evite interrupções constantes no trabalho, telefonemas demorados e encontros viciosos, em que nada se acrescenta, e, quase sempre, muito se perde, como as rodinhas de bar, bem à moda brasileira.

Você é dono de seu tempo. As mesmas vinte quatro horas do homem mais ocupado e produtivo são as suas vinte e quatro horas diárias de oportunidades benfazejas de serviço, experiência e crescimento pessoal. Se lhe falta a mesma capacidade de aproveitar o quadro de horas que lhe é ofertado pela Divina Providência, cabe-lhe confeccionar uma estratégia mais adequada de administrar de seu tempo, disciplinar-se rigorosamente a ela e motivar-se ao dinamismo de quem quer extrair o máximo da vida.

Não se entregue ao torpor do desânimo. Você pode vencer, se quiser, e vai. Obedeça a si mesmo, nas determinações que se fizer de destino, trabalho, meta e aplicação, na certeza de que, pondo o córtex cerebral acima do cérebro límbico e do hipotálamo, ou seja: posicionando a razão, acima das emoções e das sensações (não para reprimi-las para reprimi-las, mas para dirigi-las), você criará fabulosos hábitos de vitória, vencendo, galhardamente, em todas as circunstâncias, triunfando no confronto com cada adversidade, convertendo-as em maravilhosos desafios à contínua transcendência de si, em busca da plenitude, da paz e da felicidade.



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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 31 de Março de 2009, 17:05
"Jogue suas Tranças, Rapunzel!..."
Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.


A história da donzela encastelada em torre-prisão, que faz seus cabelos crescerem ao infinito, a fim de poder, com eles, fazendo tranças gigantescas, permitir a subida de seu amado-salvador é um pouco a história de todos nós, que, aprisionados na torre de idéias absurdas, ilusões, medos e dúvidas, não nos deixamos ser visitados pelo Eu Superior. O ego, nessa fábula, é representado pela Rapunzel passiva e triste, que, todavia, mantém o ideal persistente de tecer longas tranças, para que seu libertador se aproxime. Numa situação aparentemente desesperadora, em que muitos desistiriam completamente de lutar, ela persiste, impertérrita, na espera do seu amado, mas numa espera laboriosa, mesmo que um labor aparentemente sem qualquer poder para resolver seu problema, mas que, no final da história, constituirá o meio por meio do qual tudo se solucionará.



Você, prezado amigo, cara amiga, tem que se abrir a essa luminosa possibilidade. Por se sentir encarapitado em uma torre de aparente impossibilidade de realizar seus ideais, sua meta maior e mais elevada de vida, não deduza daí que deva desistir de tudo. Continue tecendo, fio a fio, a suas tranças de segurança e busca, até que chegue o tempo em que as longas madeixas de sua alma alcancem o poço fundo de seu inconsciente, d'onde extraia a vitalidade perdida, a força malévola - invertida - da sombra psicológica, seu lado obscuro, trevoso, inferior, que precisa ser drenado, processado, elaborado, re-incorporado à sua consciência. Curioso notar que é de "baixo" que o salvador vem e não de "cima". Quem está em cima é ela (o eu racional, de vigília). De cima do poder decisório, de decidir pela sua derrota ou pela perseverança imorredoura. Ainda quanto à Luz vir "debaixo", de fato, como grandes místicos o disseram no passado e afirmam no presente, somente por meio da travessia da escuridão se pode chegar à luz. Somente por meio da integração do lado menos desejável do Si é que se chega à excelência d'Ele. O subconsciente e a superconsciência estão muito próximos. É por meio do equilíbrio das funções instintuais que mais clara e segura fica a intuição: ambas estão imersas no oceano sem fundo da inconsciência.



Observe-se, em particular, a metáfora de Rapunzel ter que esperar que os cabelos crescessem a pouco e pouco. Ninguém realiza grades feitos de um assalto. Somente com grande determinação, a pessoa pode suportar o adiamento indefinido das gratificações esperadas, de olho na meta que luze à distância.



Teça, prezado leitor, tranças de persistência, paciência, trabalho continuado, estudo de si próprio, e, sobremaneira, de grande dedicação aos seus sonhos mais subidos. Não que deva realizar fantasias megalomaníacas ou desejos bizarros, mas que persiga as sugestões mais sutis e profundas de paz que lhe advêm do fundo do coração. Nelas encontrará a verdade, a sua verdade pessoal. Nelas, descobrirá o caminho sinuoso e estreito, mas certeiro, que conduzi-lo-á à realização e à ventura. Não interessa a altura de sua torre de dificuldades e a dimensão das adversidades que a cercam. Simplesmente, aceite o seu chamado para que, quando seu príncipe chegar (a oportunidade de superação do atual padrão de consciência, para a solução de todas as pendências e o adentramento em um nível maior de satisfação e segurança) ele o encontre preparado, com as tranças feitas, a fim de lhe propiciar entrada no reduto de sua alma e tudo metamorfosear. Lembra-nos, essa fábula, a passagem evangélica das dez virgens loucas, em confronto com as dez virgens prudentes. Enquanto as virgens prudentes guardavam o seu óleo, para a chegada do noivo sagrado, as virgens loucas desperdiçavam-no, irrefletidamente, até que o noivo, ao encontrá-las, na calada da noite (a hora da transformação e das grandes oportunidades existenciais de realização chega quando menos se espera), estavam totalmente desprovidas do elemento indispensável às núpcias. Não perca tempo em circunvoluções desnecessárias. Pare, pense e concentre-se no essencial, um pouco todos os dias, mas sempre. Agindo assim, com tenacidade e denodo, em vez de se desesperar, rebelar-se ou apenas se enfastiar com o serviço tedioso mas necessário de todos os dias, você será premiado, quando menos esperar, com o ensejo divino de fazer e se tornar aquilo que deve, aquilo a que se sente propelido, aquilo a que veio à Terra, logrando a plenitude de sua felicidade e da paz. Lembre-se de Rapunzel e das virgens prudentes, e não seja como a bruxa rabugenta que desiste de esperar o príncipe, nem como as displicentes e irresponsáveis virgens loucas, que se esqueceram do que esperavam, desviando-se para frivolidades perigosas e destrutivas. Tenha sempre em mente que existe um propósito para tudo, mas que, como ser consciente, é você quem deve descobrir, imprimir e acrisolar o significado de sua existência, fazendo valer a finalidade divina do serviço que o trouxe ao mundo físico, para bem geral e para sua própria ventura.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 31 de Março de 2009, 17:06
Vertigem de Loucura.
Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.


Uma vertigem terrível de loucura se apodera de sua mente. Especula sobre razões prováveis, mas não sabe ao certo como detectar a origem. Seja qual for, porém, esteja certo de que Altas Inteligências velam por seu bem-estar, por seu progresso, por sua vitória acima de todas as dores que possa sofrer.



Não se preocupe com a angústia que se aloja em sua alma: ela é passageira. Uma das maiores ilusões instiladas pelos vetores da destrutividade é a da impotência ante uma perspectiva de decadência inevitável, progressiva e irreversível. A transitoriedade, todavia, é inerente às expressões do mal. Aconteça o que acontecer, esteja se sentindo como for, pode estar certo de que tudo se resolverá em tempo, a não ser que você desista, por estúpida preguiça de esperar e continuar tentando.



Tranqüilize-se, meu amigo. Os conteúdos mentais mefistofélicos estão em torno de você, mas podem ser transmutados. Dardos psíquicos lhe são enviados, e podem ser comutados em estímulos ao progresso, em todos os sentidos.



No enfrentamento dos momentos mais difíceis, porém, não se esqueça de que o Divino Amor nunca abandona Suas criaturas e que será somente pela abertura à fé que serão obtidas as maiores conquistas da felicidade, da paz e da vitória sobre a dor. Faça uma prece, por mais desconcentrado que esteja, por menos que acredite em seus efeitos, por mais que suponha não ter méritos para ser ouvido. Os milagres que a oração e a entrega a Deus podem fazer são intraduzíveis.



Talvez todo esse tormento que ora sofre tenha tido a gênese no falatório irrefletido sobre questões tenebrosas. Falar sobre o mal dá força ao mal. Os fenômenos arquetípicos são bem reais. Somente por meio de um acurado exame de tudo que se passa pela mente, pelos hábitos de fala e de comportamento, pode a pessoa se afastar de determinadas influências perigosamente destrutivas.



A princípio, agora, concentre-se em não dar atenção ao pânico que ameaça tomar conta de sua casa mental. Pense em perspectiva temporal mais ampla e recorde-se de que o que importa é o padrão de consciência novo, harmônico, que se desenvolve, e não um momento de efeitos do padrão antigo, que passará, inexoravelmente. Estratégia, planejamento, abstrair-se do instante presente e seguir adiante - é disso que se precisa.



Por outro lado, observe que o trabalho com a sombra psicológica é de capital importância para digerir conflitos emocionais e integrar aspectos desagregados e antagônicos das forças psíquicas. Não falar sobre o mal não significa não elaborar suas matrizes no interior da própria consciência. Existem como que “demônios” internos a serem acalmados, tendo espaço controlado para vazarem suas reclamações e suas energias. Uma espaço que constitua forma saudável e construtiva de manifestar uma força que, originalmente, surgiu para o bem e que, como tal, deve ser canalizada para o bem.



No mais é ter paciência, aprender com a experiência, e projetar novas condutas, que favoreçam o retorno ao estado de equilíbrio anterior, compreendendo, todavia, que o caos conduz a níveis mais complexos de organização. Como uma espécie de parto psíquico, elementos de dor surgem para congregar a nova realidade mental nascente. A dor é de um instante, ao passo que a alegria e o poder auferidos com a nova plataforma de consciência, é permanente. Asserene-se, então. Faça uma prece, cumpra deveres inadiáveis, relaxe, descanse, medite, seja bom com todos e deixe que o tempo, em nome de Deus faça o resto. Verá, logo passada a borrasca, que ganhou muito, mas muito mais mesmo, do que perdeu, no período angustiante da crise.


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 31 de Março de 2009, 17:08
Estudo sobre a Paixão.
Benjamin Teixeira
pelo espírito Anacleto.


Um jovem amigo pediu-me para conversar com o Grande Mentor. De fato, esse é hábito que não me apraz atender, mas Anacleto aceitou entabular a conversa, dizendo querer aproveitá-la para a coletividade, publicando-a, já que o tema era motivo de angústia para expressiva parcela da população.
Por meio da psicografia, conversamos com ele. Transcrevia as indagações do rapaz, e, logo em seguida, o mestre me transmitia sua resposta, que digitava ao computador.

Como sempre, Anacleto, em sua concisão sábia e direta, deu, em poucas palavras, uma fantástica lição de como lidar com as paixões, indicando os pontos principais, a saber: suas origens reais e os meios práticos de se lidar com a situação.

(Nota do Médium)

(Consulente) – Prezado Anacleto, estou extremamente angustiado, porque me apaixonei por uma jovem, e não sei como me conduzir.

(Anacleto) – Se sabe tratar-se de uma paixão tão-somente, e não de amor; se se sente perturbado, e não edificado, deve agir do modo como a razão determina se deva conduzir nessas situações: com ponderação e abstinência.

(C) – Não é tão fácil assim.

(A) – Oh, é sim. É uma questão de se querer.

(C) – E quando não se quer? Parece justamente ser esse o grande drama da paixão: passamos a desejar algo que nos é proibido.

(A) – Isso significa que as energias estão sendo direcionadas de modo errado. O estímulo deve ser transmutado para algo útil. Bom recordar-se do que disse Freud, o grande pai da Psicanálise: as maiores conquistas da civilização advieram da sublimação do excedente de energia sexual.

(C) – Muito fácil de se dizer. Dificílimo de se aplicar.

(A) – Não quando se pensa que o prazer momentâneo, se atendido, será seguido de sofrimentos arrasadores; que a concessão feita ao imediatismo trará terríveis marcas duradouras, e arrastará para fora da rota da felicidade o aventureiro que se lhe lance aos braços.

(C) – Em termos práticos, o que me sugere fazer?

(A) – Que se concentre em seus sonhos, em seus grandes projetos de vida, em seus ideais. Normalmente, quando alguém tem espaço para paixões ardentes, está com espaço mental ocioso, potencial criativo inutilizado, pedindo o calor da ação. O vazio da não-realização, por esse desperdício-negligência no campo do essencial, projetado, conduz o indivíduo, inconscientemente, a tentar compensá-lo por meio do arrebatamento da paixão. Eis por que, assim, constitui um simples desvio existencial entregar-se à fúria dos instintos e das emoções desgovernadas.

(C) – Como vou saber o que devo fazer?

(A) – Siga o seu coração, suas mais caras intuições, seus ideais mais elevados, e saberá claramente o que deve ser feito. Confie mais em si mesmo e saiba que veio ao mundo físico em cumprimento de uma delegação divina – ou não estaria aí, já que o Criador não faria qualquer coisa sem um propósito. Nenhum animal tem vacilações quanto a seu caminho. Você também pode saber. Ouvindo a voz da consciência, saberá exatamente do que se trata sua estada na Terra. A paz, a sensação de dever cumprido, de estar no caminho da verdade, farão o coroamento dessa descoberta. Siga-a, e será feliz.




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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 31 de Março de 2009, 17:09
A Forma Certa de Consultar, de Fazer Perguntas à Espiritualidade Superior.
(Registros da Mediunidade – 05.)
Benjamin Teixeira,
em diálogo com o espírito Eugênia.


Nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, foi celebrado novo aniversário da primeira aparição de Nossa Mãe Planetária, Maria Santíssima, à vidente francesa Bernadette Soubirous, em 1858 – o primeiro, após o sesquicentenário. Concluída minha “noite de sono” de 3h30, fiz 30 minutos de meditação, e dirigi-me ao computador, registrando conversa com a Mestra espiritual Eugênia, que foi a santa francesa, em sua última encarnação. A certa altura de nossa interação fraterna, disse Ela:



“Faça, de sua existência, um bailado constante de satisfação profunda. Não desista de seus sonhos, da busca de significado e propósito em sua vida – ou seja: ideais do coração e não ambições do ego, sonhos que constituam o desejo de servir à Humanidade e sentir pertencimento a uma Causa, a Algo Maior que o indivíduo isolado.”



Pouco depois, aditou o gênio santo:



“A realidade é feita de ambigüidades, complexidades, imprevisibilidades, mas também de alguns padrões fundamentais que subjazem a todo o processo, inamovíveis. Sustente-se neles, para que possa manter equilíbrio, estabilidade e, principalmente, coerência e consistência em suas realizações, em suas manifestações para o mundo das formas.”



A bondosa Eugênia discorreu sobre diversos assuntos, até que, inesperadamente, comecei a sentir que ela pretendia desfazer um comando que me houvera expedido dois dias antes – a sinergia psíquica em que vivemos mergulhados me permite, amiúde, perceber, antes que a preclara mestra verbalize, algumas de suas intenções, o que, sinceramente, creio só possível quando Ela mesma quer que eu note alguma coisa, porque, em contrário, pode, tranquilamente, bloquear minhas percepções, em função da gritante diferença de tônus vibratório e de elevação espiritual que, embora a fusão psíquica do mediunato, subsiste entre nós.



Foi quando entabulamos o trecho de diálogo que se segue. A grande orientadora desencarnada já havia discorrido sobre o tópico interessantíssimo, em outras ocasiões (em artigos registrados neste site, inclusive), bem como sobre os temas ventilados nos parágrafos exarados acima. Mas é incrível a forma policromática com que Ela torna a questões relevantes que precisam ser recicladas ou melhor fixadas.




(Benjamin) – Você está enigmática como nunca. Por que me parece que pode voltar atrás em tudo que me falou ontem?



(Eugênia) – Quando o quadro clínico de um paciente sofre alteração, o que acontece à terapêutica medicamentosa, prescrita pela autoridade médica que o assiste? Pois é: as drogas em processo de aplicação são ministradas em dosagens modificadas, ou mesmo substituídas por outras substâncias, em vista de certos efeitos curativos colimados.



(B) – Certo. Seria para agradecer, mas não consigo.



(E) – Agradeceria se eu lhe desse o gabarito da prova, antes de tentar resolver todas as questões propostas? Deveria lhe entregar, em mãos, uma lista com todas as respostas certas de um apanhado de exercícios evolutivos, antes mesmo que você começasse a estudar a matéria destinada aos exames da vida a que se submeterá?



(B) – Você é fantástica, sempre, Eugênia! Obrigado!



(E) – Não, não sou fantástica. Estou apenas cumprindo minha tarefa. Neste momento, o que o excita – levando-o a esta empolgada exclamação encomiástica – é ter começado a fazer, hoje, as perguntas certas.



(B) – Sim, sim... porque as indagações erradas...



(E) – ...provocam respostas evasivas ou provocativas, jamais conclusivas, da parte daqueles que estejam devidamente sintonizados com a missão de educar apropriadamente. Não podemos subtrair de nossos tutelados o esforço evolutivo que lhes é direito inalienável, garantido por Deus.




(Trechos de diálogo psicografado e comentários redigidos, respectivamente, em 11 e 12 de fevereiro de 2009. Revisão de Delano Mothé.)


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 31 de Março de 2009, 17:10
Diálogo sobre Superstições Populares, Transtornos Psicológicos e Distúrbios Afetivos.
(Sexta-Feira 13, fanatismo político e ideológico, o culto do ateísmo materialista, síndrome do pânico, TOC, paixão desgovernada, navegação compulsiva na internet.)
Benjamin Teixeira, em diálogo com o espírito Eugênia.


(Benjamin) – Querida Eugênia, posso lhe pedir para entabularmos um diálogo sobre a superstição da “sexta-feira 13”?

(Eugênia) – Sem dúvida que pode. É um tema interessante.

(B) – Mesmo? Pensei que pudesse ser fútil, uma curiosidade vã. Quase nem lhe perguntava.

(E) – Engana-se. As superstições populares constituem um dos desvios psíquicos da função devocional. Toda criatura tem necessidade inerente e inarredável à vivência religiosa. Cultos políticos e ideológicos são percebidos, por exemplo, com traços óbvios de fanatismo, para quem está fora de seu padrão hipnótico.

(B) – Isso leva um céptico a crer que toda devoção é fanatismo.

(E) – O fanatismo (de toda natureza, inclusive o pseudo-científico, como o culto do ateísmo materialista), a superstição, os comportamentos compulsivos, os desatinos da paixão são todos formas desviadas de manifestação deste impulso axial na criatura humana.

(B) – Aquela descoberta dos neuroteólogos de que teríamos redes neurais, estruturas no cérebro apenas para viver o contato com Deus seria uma prova física do que você nos afirma, não é, Eugênia?

(E) – Sim. A base neurofisiológica surgiu por influxo da matriz psíquica subjacente [conduzindo os processos de conformação genética do corpo – os genes não contêm toda informação para a constituição dos corpos, como cada vez mais ficará óbvio aos geneticistas, à medida que aprofundam suas pesquisas e não encontram o “centro deliberativo” dos processos embriogenéticos (*)], que, por sua vez, foi conformada pela tendência pré-existente à devoção no próprio centro de consciência, que denominamos de Espírito – o que todos somos, em última análise e primordial essência.

(B) – Quando você afirmou serem comportamentos compulsivos uma categoria de “desvio do impulso à devoção”, concluímos que os tratamentos psicofarmacológicos e terapias cognitivas são insuficientes ou incompletos. Estamos certos nesta afirmação?

(E) – Em sua esmagadora maioria, crises como “síndrome do pânico” e “transtornos obsessivo-compulsivos” (TOC) constituem fome visceral de Deus, tão grave e inadiável, profunda e inestancável, que eclode em ruptura psíquica, em patologias do comportamento. Os casos que não obtêm cura, nestas categorias de morbo mental, e, amiúde, sequer alívio, revelam-no mais claramente. Entretanto, mesmo naqueles, em que a terapia medicamentosa tem resultado na eliminação sintomatológica, os prejuízos auferidos, como efeitos colaterais, como conseqüências neurológicas à atuação das drogas ministradas, revelam que se está eliminando o efeito sem se remontar à verdadeira causa – constituindo, assim, lamentavelmente, tratamentos, muito mais paliativos que genuinamente curativos, com desperdício da força motriz à transcendência do nível egóico de consciência, que subjazia à crise psíquica.

(B) – Então, para aqueles que têm a superstição da “sexta-feira 13”, como qualquer outra, você recomenda procurem vivenciar uma experiência espiritual legítima, não é isso?

(E) – Sim. Bem como aqueles que portam distúrbios afetivos ou viciações psicológicas de todas as ordens, como a compulsão a navegar na realidade virtual da rede mundial de computadores. Nada há de errado em se pesquisar, estudar ou enriquecer o próprio cabedal de conhecimentos, auferindo-se todos os benefícios possíveis da grande massa de dados ofertadas pela “internet”. Todavia, a premência quase dolorosa com que alguns jovens e adultos abrem “janelas” na realidade virtual, sequiosas de tudo e de nada, sem saberem de fato “O Que” procuram, tomadas de curiosidade nervosa e uma angustiante sede de informações – amiúde representa um claro indício de que algo mais profundo, uma necessidade mais visceral não está sendo atendida, e, por mecanismo compensatório, no afã de gerar omeostase psicológica, o sistema autorregulador da mente estabelece recursos sucedâneos, como todos que enumeramos acima, incapazes de atenderem ao verdadeiro reclamo da alma, assim como a água do mar, que não é só imprópria a ser ingerida: basicamente, sequer mata a sede, aumentando-a, para aquele que cair na tentação de ingeri-la para eliminar o tormento da sede.

(B) – Magnífico, Eugênia. Muito obrigado. Você quer sugerir alguma prática religiosa ou espiritual?

(E) – Não. É de responsabilidade de cada criatura consciente pesquisar e encontrar suas próprias trilhas rumo ao Criador. Mas a necessidade de contactar o Divino, por qualquer meio, tradição espiritual ou religião (ainda que ortodoxa), é tal, que se pode ter como certo que a ausência de práticas oracionais (diárias) ou de freqüência a cultos religiosos (semanais) causa, inevitavelmente, distúrbios na psique humana, a começar pelo embotamento de suas faculdades, desde a lucidez e a memória, ao poder de concentração e a aptidão a descobrir ou engendrar soluções criativas para problemáticas vivenciadas ou descobertas no próprio caminho existencial.

(B) – Desculpe insistir; mas é porque esta dor costuma ser muito profunda e lacerante, gerando expressivas conseqüências destrutivas nas vidas de muitos. Pode-se dizer, a partir do que você afirmou, que o indivíduo deve começar por orar ou meditar em casa, diariamente, enquanto faz sua pesquisa do ambiente ou colégio de fé que mais o agrada?

(E) – Sim. É uma boa sugestão. Mas o engajamento a uma escola espiritual, tradicional ou moderna, cristã ou oriental, para assiduidade semanal a seus cultos coletivos, é de fundamental relevância. Não existe busca solitária do Divino – um dos mais ledos e bem acabados enganos elaborados pelo ego, para afastar a criatura de seu processo de ascese – porque o Amor é Deus. E o Amor foge da reclusão, sempre!

(B) – Obrigado, Eugênia.

(E) – Sempre às ordens, para os pedidos justos de orientação e aprendizado.

(Diálogo entabulado no dia 12 de fevereiro de 2009.)


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 31 de Março de 2009, 17:10
Exercitando o Músculo da Felicidade.
Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.


Quando tudo conspira a favor do bem-estar, é natural que você se sinta feliz, que trate todo mundo bem. Todavia, ao notar que algo está errado, percebendo que existe uma convergência de forças atuando para atrapalhar seu processo de sintonia com o Bem... então, surge ocasião propícia a que teste sua fé, a que experimente seus valores, a aplicação prática deles, o acerto de suas diretrizes existenciais, a adequação de sua ordem de metas...



Assim, defina que o padrão precípuo, que deve reger todos os demais, é estar bem, em profundidade, com respeito às suas mais profundas necessidades vocacionais e psicológicas, mantendo-se lúcido e feliz, apesar de o mundo parecer cair sobre sua cabeça. Com a determinação de se ajustar a este parâmetro superior de alegria serena e de satisfação duradoura, estará exercitando um músculo moral, projetando-se para um nível de maturidade psicológica substancialmente mais elevado.



As forças do mal querem abatê-lo. Não permita que elas logrem êxito, seja através de seus “amigos”, por inveja; seja mediante seus inimigos, por ódio. Ser absolutamente fiel às suas escolhas-capitais é o melhor a fazer, o diapasão psíquico mais subido a atingir e fixar, consolidando conquistas, para o bem daqueles mesmos que agora se fazem seus adversários. O propósito da existência deles em sua vida é exatamente testá-lo em suas fraquezas, desânimo e inconsistências, para que sejam estes substituídos por fortaleza, motivação, significado e propósito, que, então, fá-lo-ão inamovível em seus ideais, tornando-o, efetivamente, invencível, porque não se trata de uma invencibilidade pessoal, mas da “imbatibilidade” Divina, o Poder Maior, afinado com o Qual você será imperturbável e inexpugnável, em todos os sentidos.




(Texto recebido em 11 de fevereiro de 2009. Revisão de Delano Mothé.)


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 31 de Março de 2009, 17:11
Atacado.
Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.


No início de uma atividade voltada ao bem comum, uma série de dúvidas surge, mas o tempo se encarrega de elidi-las. A persistência é o meio pelo qual se pode atingir a excelência. Não tenha medo de adversidades eventuais, muito menos das já presentes, que, conhecidas, podem ser administradas racionalmente. Apenas invista esforços, na fidelidade ao seu ideal, cônscio de que somente seguindo a própria consciência é possível ser feliz.



Acusaram-no de louco, ao se revelar visionário e fazer experimentos inovadores. Apontaram-no como irresponsável, ao assumir riscos vultosos em uma área nova. Atacaram-no e ainda o fazem atualmente, por mero prazer de minar-lhe a auto-estima. Essas pessoas, na verdade, angustiam-se, ego inflado, por ver alguém que destoa do tatibitate da mediocridade de uma vida sem propósito, sem objetivos elevados. Precisam rebaixá-lo, para não se sentirem diminuídos. Como não querem se esforçar para crescer e admitir que você está à frente, imputam-lhe erros que não comete e falhas de caráter e personalidade que não porta.



Compreenda tudo isso como fenômenos psicossociais perfeitamente naturais. Indivíduos imaturos sempre gravitam em torno dos que se adiantam um pouco mais no carreiro evolutivo. Ficam em sua órbita, para obterem, de você, estímulos ao próprio crescimento íntimo. Alguns o admiram, por perceberem-no portando virtudes que ainda não carregam consigo. Aqueles que o vêem como igual, todavia, interpretam a sua conduta e maneira de ser, a partir da ótica distorcida deles, e é por isso que o enxergam vil. Não tendo ideal, não admitem, presunçosos, que outros possam agir com nobreza de propósitos. Não conseguindo sentir altruísmo, desconfiam de todos que apresentam essa qualidade. Não podendo dar nada de si para os outros, sem interesse pessoal implícito, não acreditam em nada que pareça ser genuinamente desinteressado. Assim, por observarem em você qualidades que não ostentam, sucumbem a ironia terrível: estão certos de que você lhes é moralmente inferior, por representar virtudes que não possuiria, ao passo que eles se vêem sinceros na baixeza em que estagiam e se refocilam, cheios de prazer.



Quando acontecerem os ataques gratuitos, ignore os delírios de quem lhe vem na retaguarda do progresso, e, muito embora fazendo uso de energia quando necessário, não perca o referencial de sua condição evolutiva privilegiada em relação a eles. Não se trata de narcisismo, mas sim de assumir a responsabilidade que lhe compete no círculo de relacionamentos interpessoais que entretém. Se você perde esse referencial e se imiscui nas mesquinharias de quem o apupa, melindrando-se por tudo e perdendo tempo com mágoas, estará agindo como a professora de primário que interrompesse a aula para se envolver com as disputas infantis de seus alunos, em nome da humildade de se sentir um igual a eles. Em nome do bem, estaria negligenciando seu dever.



Por fim, não perca tempo com pequenas tristezas, e concentre-se na alegria que pode desfrutar. É claro que ferem qualquer pessoa as atitudes ingratas, as injustiças, calúnias e deboches de quem zomba do seu melhor. Mas lembre-se de que existem, ao lado dessas almas infelizes, às vezes bem escondidas em meio à multidão, corações bons que gostam do seu, que reconhecem suas intenções benemerentes, que acreditam em seu ideal e sinceridade. Por que, então, ficar amargo e acabar sendo pouco simpático com os que lhe querem bem, em razão do que fez quem não lhe dá a menor importância?



A partir de hoje, priorize o melhor. Defenda-se na estrita medida do indispensável, e polarize suas atenções naquilo que for fundamental: dar prosseguimento ao seu trabalho no campo do bem, porque, em última análise, o bem que fizer, por si próprio, defendê-lo-á onde estiver, e você, em sintonia com a luz que distribui, far-se-á cada vez menos acessível às agressões gratuitas de quantos não o entendem e das forças de interesses contrários ao seu projeto de amor.


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 31 de Março de 2009, 17:12
Desejo de Ser Médium.
Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.


Você, querido amigo, que pretende desenvolver faculdades mediúnicas e que, com isso, supõe que teria meios de realizar-se mais espiritualmente, pense que, nem sempre, esse caminho é o melhor para se atingir a meta da excelência no conhecimento de si mesmo e do domínio do "eu animal", em prol da transcendência de si mesmo, rumo à ativação plena do "eu divino".



Grandes tradições espirituais da Humanidade chegam ao ponto de apresentá-la como forte empecilho à expansão do espírito, como o budismo e o hinduísmo, bem como a maior parte das doutrinas cristãs clássicas. Buda desautorizou com clareza a busca de ampliá-la, assim como as autoridades eclesiásticas e os "teólogos" hindus fizeram o mesmo, no correr de séculos.



Obviamente, não podemos endossar, em caráter absoluto, tais colocações. O próprio Jesus foi médium dotado de incríveis potenciais mediúnicos, e propôs a seus discípulos manifestassem as mesmas capacidades, dizendo que aqueles que não "expulsavam os demônios" não o faziam por causa da sua "pouca fé". O Cristo fez de seu ministério na Terra um circuito contínuo de pregações espirituais e manifestações fenomenológicas de caráter mediúnico (Canalizando o Próprio Criador - ou Seus Prepostos Diretos): curou enfermos, conversou com "daimons" (em grego, o idioma em que primeiro os Evangelhos foram escritos: significando "espíritos"), materializou os mortos: Moisés e Elias, no monte Tabor; e até realizou prodígios psíquicos inacessíveis à compreensão comum de agora, como falar a multidões gigantescas, por meio de métodos de comunicação mental direta, tornando telepatas os que não eram, fazendo-os ouvir suas preleções fabulosas por dentro, em termos íntimos, familiares, com riquíssimas imagens mentais, independentemente do que o vizinho ouvia, bem como todos os demais componentes da massa.



O combate da mediunidade, entre a classe eclesiástica, contra o fenômeno mediúnico tem, por outro lado, inconfessáveis interesses políticos na sua subjacência, já que permitir que as pessoas tenham um canal direto de contato com Deus e Seus Representantes retiraria a organização religiosa da condição de intermediária exclusiva entre o Criador e Seu "povo", o que ela pretende ser e do que é extremamente ciosa, por motivos óbvios. Não por acaso Jesus disse que templos de pedra não importavam e que, um dia, o "Pai" seria adorado "em espírito e verdade".



Buda que, muito embora alma de invulgar evolução, não deixou de revelar o lado fraco de sua humanidade, ao propor a mendicância como única fonte de sobrevivência digna e verdadeiramente espiritual, estava preocupado com o deslumbramento que os fenômenos mediúnicos e paranormais costumam gerar naqueles que se lhe tornam epicentros, assim como entre os que têm oportunidade de lhe presenciar, de perto, fazendo com que se reverta a ordem de prioridades, prestando-se atenção maior à superfície dos mecanismos fenomenológicos em si, esquecendo-se do essencial: a mensagem espiritual e a urgência de sua aplicação. Um mentor espiritual, por exemplo, pode transmitir belíssima comunicação mediúnica e, ao término, ao reverso de os que a assistiram cogitarem de aplicar o que foi proposto, como inadiável necessidade de progresso, podem ficar se atendo a detalhes dos mecanismos medianímicos, como quanto o médium foi ou não fiel às idéias do espírito ou como foi impressionante a clareza mental do intermediário das Alturas em comunicar os avisos do "além".
Todavia, se muito lhe fascina, ainda assim, a possibilidade de desdobrar suas faculdades psíquicas, vou-lhe sugerir algo de fundamental em tal matéria: o desenvolvimento da intuição, por meio dos sutis processos da inspiração.



Nem toda pessoa, na Terra, está apta a manifestar dotes psíquicos excepcionais, no sentido da ostensividade mediúnica, que não é tão comum quanto se pensa em alguns círculos espíritas. A intuição, todavia, é patrimônio comum da Humanidade. Todo ser humano possui, em maior ou menor grau, a capacidade de abstrair-se dos meandros estreitamente racionais, analíticos e fragmentário-seqüenciais de pensamento e apreender, de modo global e direto, objetos ou realidades observadas.



Falhas podem acontecer, no exercício desse mecanismo complexo e você cometerá muitas, assim como a criança pequenina que aprende a falar e diz suas asneiras lindas para quem as ouve, sobretudo os pais. Aceite sua condição de infante nas questões mais altas do espírito e permita-se errar e sorrir de seus erros, como riria de um filhinho que aprendesse a se comunicar em tenra idade.



E, para ter o referencial certo de conduta nesse empenho de se desenvolver psiquicamente, sem deixar de pôr em primeiro plano as questões do espírito, siga a "voz da consciência", a inspiração do ideal, do espírito de serviço, de amor, de crescimento constante em busca da paz e da verdade. Por esse intermédio, indubitavelmente, combatendo sua natureza animal, egoísta, materialista, hedonista, imediatista, em função de algo maior, que a tudo transcenda e que lhe indique e desdobre a filiação Divina, você estará se imunizando de sofrer os deslizes maiores no processo de desenvolvimento sutil das faculdades mediúnicas, de resvalar para os desvãos mais perigosos da jornada evolutiva, inflando o ego ao invés de colocá-lo a serviço do Eu Superior, da Espiritualidade e de Deus.



Não se esqueça, por fim, que a mais importante de todas as formas de mediunidade é a mediunidade do amor, do socorro ao semelhante, de serviço à humanidade, da paciência e da persistência em se colocar à disposição de quem precisa e prestar-se de canal para a felicidade das pessoas, disponha-se ou não de grande extensão de sensibilidade psíquica.



A mediunidade é recurso de comunicação e interação de valor neutro em si, podendo ser instrumento de perdição para quem as possui em larga medida, por não saber ou não ter estrutura interior para administrá-la, nos complexas e fortes intercâmbios com forças e agentes psíquicos perturbadores, por meio das brechas psicológicas de suas próprias falhas morais. Não por acaso, instituições psiquiátricas estão abarrotadas de muitos desses super-dotados tão invejados da mediunidade. Em vez de, no contato dramático com a realidade espiritual, perderem as dúvidas sobre a imortalidade de si mesmos e sobre a prevalência das questões da alma sobre as da matéria, esses gênios mediúnicos, normalmente, perdem a fé em si mesmos, a própria lucidez e sanidade mental, e se convertem em demônios de si próprios, aturdidos com pesadelos medonhos, na hipertrofia (que a mediunidade propicia na supersensibilidade que a caracteriza) de seus problemas e conflitos pendentes.



Em suma, a mediunidade não se glorifica pela amplitude fenomenológica de quem a possui, mas sim pela qualidade de sua sintonia, ao utilizá-la como meio de contato com as faixas mais altas de consciência, com os seres mais evoluídos da dimensão extra-física de existência, os mestres da humanidade que, a serviço de Deus, encaminham a Ele-Ela os homens e mulheres de boa vontade.


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 31 de Março de 2009, 17:13
Trágica e Milenar Perversão do Cristianismo.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Articule a esperança, um pouco todos os dias. Às vezes, o céu enegrecido demora um pouco para iluminar-se. Mas isso não quer dizer que a treva seja permanente. O perigo maior é a impressão de que não há perspectivas de melhora – um grande engodo psicológico que prega peças em muita gente, fazendo crer que situações estão fadadas ao total fracasso, quando, em verdade, são perfeitamente resolúveis.

Duvide sempre do desespero. Nunca acredite em vaticínios irremissivelmente trágicos. Por detrás de toda desgraça há sempre uma semente de renovação. Procure encontrar o gérmen de vida, em meio à morte da destruição, e descobrirá os elementos genéticos de uma nova fase de construção em sua existência.Pense duas vezes antes de se revoltar. Nunca creia totalmente nas insinuações do pessimismo. Pessimismo nada tem a ver com realismo. Existe uma ideologia falsa, que pervaga fortemente em algumas nações, entre elas o Brasil, de que tudo está cada vez pior. Isso é uma estultícia sem tamanho, e é de estranhar que justamente nos meios acadêmicos ela possua mais força. Dê uma rápida olhadela na História e verá como os otimistas sempre acertaram (da idéia de república grega aos inventos de Leonardo da Vinci), embora nem sempre no tempo e da forma como imaginavam que obteriam êxito em suas previsões; ao passo que os pessimistas, como Malthus e seus seguidores, têm, sucessivas vezes, caído em malogro.

Não obstante apresentar essas assertivas a respeito do pessimismo, há pessoas que ficam satisfeitas em comprovar sua filosofia de negatividade, em suas vidas, materializando, com mórbida satisfação, as ocorrências nefastas que profetizam. São almas infelizes, auto-atormentadas, e que sentem um prazer quase satânico em espalhar maus augúrios.

Não se filie a esse colégio. Prefira a felicidade. Não faz sentido procurar motivos para o desgosto. E, como a lei da vida é de se receber o que se procura, mil razões e complexos raciocínios, bem elaborados e fundamentados, surgem para respaldar as teses mais absurdamente disparatadas, mas negativas, dando a seus expoentes e seguidores a idéia clara de que estão certos, ‘inda mais por ser tão fácil ser negativo, num mundo onde ainda predomina a negatividade.

Reme contra a maré: não aceite ser manietado pelas forças hipnóticas da cultura materialista, pessimista e trágica que ainda prevalece nos dias que correm. Não aceite ser manipulado subliminarmente por interesses mesquinhos externos que não condizem, em absolutamente nada, com os seus. Seja livre, e autoproclame sua felicidade. Ninguém deve ter poder para roubar-lhe a alegria. Seja lúcido e pense por você mesmo, analisando as questões da ótica mais saudável que descobrir; e, com toda certeza, o prisma da negação não será daqueles mais recomendáveis.

Jesus pregou a felicidade, ao dizer que seu Evangelho era uma “boa nova”. A palavra felicidade – do latim: “fe licitas”, fé genuína, verdadeira – já revela o que dizemos. Exortações como “regozijai-vos”, “alegrai-vos”, “rejubilai-vos” enchem os textos sagrados do Novo Testamento, a perder-se de vista. O próprio Cristo propugnou, a todo momento, por uma vida de abundância. “Eu vim para que todos tenham vida e que a tenham em abundância” – e, quando fez referência a cada um tomar sua cruz e segui-l’O, muita gente esqueceu-se do essencial: a crucificação do Mestre foi um martírio que durou algumas horas, enquanto a “ressurreição” que a seguiu foi uma conquista de júbilo e plenitude para séculos e séculos sem-fim. Antes e depois das poucas horas de martirológio, Jesus propalou a idéia da alegria, da Vida, da vitória sobre a morte. Chamou a todos para seguirem-n’O rumo à ressurreição perene, e a multidão doentia se fixou nos horrores da cruz, a ponto de – perversão das perversões dos princípios cristãos – aporem o madeiro ignóbil como símbolo máximo das idéias d’Aquele que, em nenhum momento, pregou a dor ou o martírio: “Misericórdia quero e não sacrifício”.

Saia, imediatamente, do culto ou da submissão à dor. Jesus e as Forças Divinas que O representam e que Ele representa não querem de modo algum seu sofrimento. A dor é uma lição-estímulo que deve ser assimilada na medida exata e mínima a que nos modifiquemos para melhor e passemos à nova vivência de exultação, alegria, produtividade, transformação e vida. Qualquer conduta que fuja a esse princípio é uma lamentável deturpação dos conceitos originais propostos pelo Cristo, bem como pelos demais luminares da Humanidade. Buda, por exemplo, construiu toda sua magnífica doutrina em cima de um princípio basilar: lutar contra o sofrimento humano e eliminá-lo. E o que fizeram muitos de seus epígonos? e o que pensam milhões de reencarnacionistas por toda parte? Que o “carma” é um conjunto de padecimentos fatais que vêm como cobrança, no presente, por um passado ignominioso. Adulteraram completamente a razão de ser do mecanismo cósmico da Lei de Causa e Efeito, que é ensinar o que não foi compreendido, expandir a consciência e conduzir o indivíduo a um nível mais alto de percepção, de entendimento e de vida!… Ninguém está fadado a coisa alguma! Tudo pode ser alterado, conforme o comportamento e as disposições íntimas de cada alma. O objetivo das Forças de Deus é promover o progresso e a plenitude de todas as suas criaturas, e não fomentar “resgates” ou “cobranças” de “débitos”. É essa uma deplorável – permitimo-nos repetir – perversão dos conceitos que deveriam libertar a humanidade, e não oprimi-la. Sofre-se hoje de acordo com o que se fez sofrer ontem, mas apenas no limite do estritamente necessário para o próprio aprendizado, sendo que a pessoa pode simplesmente “pagar” a “dívida” com a ordem do Cosmos fazendo o bem, e não sofrendo o mal.

Paremos com esses raciocínios e idéias tacanhos, obscurantistas, medievais, sobre o Divino e Suas Leis. Compreendamos que o Criador é Infinita Bondade e não dá nem um pouco de importância aos pruridos humanos de revide ou mesmo a seus pouco dissimulados impulsos selváticos de vingança. Quem diz: “Ele(a) vai ver… vai pagar por isso…” pode se surpreender, pagando ele próprio, por estar presa de pensamentos tão subalternos. Deus não está preocupado em se imiscuir nas baixezas dos sentimentos vis de suas criaturas humanas. É hábito de nossa psique realizar o que se chama, em moderna psicologia, de projeção psicológica: vemos no Criador o que temos em nosso próprio coração, envilecendo-O, ao invés de nos sublimar. Já se disse outrora que Javé era sequioso pelo “sangue” dos “inimigos de Israel”. Hoje, uma versão moderna dessa “blasfêmia” inqualificável pervaga, através de toda sorte de pregação da dor, da fatalidade do castigo inexorável, como a indescritível estupidez de um inferno de sofrimento perene (os Evangelhos falam de “fogo eterno”, usando um termo grego que significa “de longa duração” e não perpétuo, conforme o vocábulo “eternidade” induz a crer) e mesmo os sutis desvirtuamentos do culto à “santidade” do sacrifício. Não há santidade alguma no sacrifício, porque ele é insano; e não pode haver santidade sem sanidade. As almas santas e angelicais, que se devotam ao extremo, fazem-no por amor, que as preenche de alegria e de êxtase, e não por espírito de sacrifício. Quem quer precipitar processos, parecendo o que não é ou tentando se converter no que não se coaduna com sua estrutura evolutiva, está tentando “arrebentar as portas do Céu”, e sofrerá cruéis decepções, assim como, na passagem evangélica do festim de núpcias, o convidado vestido inadequadamente é lançado “às trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes”.

Ai daqueles que pregam a dor, quando deveriam propalar a felicidade… que fazem “guerra santa” em nome do Ser Todo-Amor, ainda hoje. “Pagarão” alto com sua própria infelicidade, ao escolherem essa ótica de vida. Pensam que só os outros sofrerão, e não percebem como são, sub-repticiamente, tragados por um polvo sinistro e devorador, sendo arrastados para o interior macabro de sua garganta tétrica… Ai deles, porque, como disse Jesus, é necessário que haja o escândalo – o maior de todos: ir-se contra o princípio natural do prazer, da satisfação e da felicidade –, mas ai daqueles por quem vem o escândalo…


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 31 de Março de 2009, 17:14
Porta para o Céu.

Benjamin Teixeira

pelos espíritos Éverton e Eugênia.
Intróito do Médium:

Fiquei com as pálpebras edemaciadas, após 50 minutos de uma tocante comunicação (entre as 5h04 e 5h54 desta madrugada) do amigo de longa data que conheci ainda encarnado (morto em fevereiro de 1982), e que ingressou, há alguns anos, nas hostes de trabalhadores desencarnados de nossa Organização, logo que superado o período de refazimento necessário, depois de seu deslindamento do corpo físico.

O querido irmão do espírito veio se despedir do intercâmbio conosco, dizendo-se incurso na última fase preparatória à reencarnação, que, por motivos extraordinários (que não estou autorizado a relatar aqui), acontecerá com espaço de menos de 30 anos passados de seu recente desencarne.

Meu prezado irmão gêmeo do coração Wagner Mendes acompanhou a tudo, igualmente tocado, com a série de detalhes na manifestação mediúnica – os quais lamentavelmente não podem ser publicados, em vista da possibilidade de os parentes biológicos do comunicante (muitos deles encarnados ainda) se sentirem violados em sua privacidade.

Ao final de sua fala cheia de emoção e ternura, Éverton presenteou-nos com uma pérola de sabedoria que me pasmou (e a Wagner) – porque o conhecia mais como aluno (qual ele sempre fez questão de, muito modesto, apresentar-se a mim) do que como orientador. Saindo do longo transe, perguntei à estimadíssima Eugênia se poderia, de memória, reproduzir o que o comunicante me dissera, nesta peça de declaração final, antes da partida para o domínio material de vida – em considerando a profundidade didática e sucinta das colocações –, e a própria Mestra sugeriu secundar-me neste esforço, retocando as idéias do jovem do Além (Éverton desencarnou aos 19 anos), em alguns detalhes, conferindo-lhes brilho e impacto.

Confio, então, aos caros internautas, esta jóia rara de um coração nobre e puro, que deixará muita saudade nos que tiveram a honra de privar alguma ordem de contato com ele.

Irmão em Cristo,
Benjamin Teixeira
Aracaju, 21 de fevereiro de 2009.


“O Coração é o que importa.

A Ciência trouxe benefícios inegáveis ao mundo, mas construiu a bomba atômica e deu condições à humanidade de devastar os ecossistemas. A Ciência nos levou à beira do precipício, porque desconectada do Coração. Até para cumprir seu papel, a Ciência não dispensa o Coração.

Se você não sente, nenhuma prova será suficiente. Se você tem Coração, nenhuma prova será necessária.

Sei que há abusos desta prerrogativa: neuroses familiares, co-dependência, manipulação. A razão bem aplicada, lúcida e educada, salva-nos dos abusos, alforria-nos das hipnoses culturais. Mas depois de excetuados os sistemas de controle e de opressão da liberdade, somente o amor pode resgatar as criaturas do abismo, do vazio, do pesadelo inenarrável de não serem… por não sentirem… de parecerem não merecer existir ou sequer viver… por não poderem intuir um propósito para estar vivas.

Não foi isso que Jesus disse? Não foi o que nos ensinaram todos os Luminares de todos os tempos e culturas?

Chame-se de ideal, fé ou vocação – viva-se o Coração. Só o Coração é real, só o Coração é Porta genuína para Deus – a única Porta para o Céu.”


(Textos redigido e psicografado, respectivamente, em 21 de fevereiro de 2009. Revisão de Delano Mothé.)


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 31 de Março de 2009, 17:15
Afortunado.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Amiúde, você se sente tão desnorteado com tantas oportunidades de ser feliz, que acaba se frustrando. Seja o(a) jovem, com inúmeras alternativas para o concurso vestibular (definindo todo o seu futuro profissional numa época tão difícil da vida); seja o rapaz ou moçoila, à escolha de parceria para o casamento; ou ainda o homem ou a mulher de meia-idade, especulando sobre onde melhor aplicar seus investimentos, o fato é que não é nem um pouco simples fazer escolhas, muito menos escolhas certas, no universo de caminhos eventuais que se tem na complexa civilização em que vivemos.

Mesmo que implique renunciar a todas as outras múltiplas possibilidades, somente em exercendo o livre-arbítrio o ser humano se caracteriza como tal. Destarte, aquilo que a princípio pareceria um martírio – a perda de tudo de que se abdicou para se ficar com uma opção – constitui um exercício de poder: o poder de se construir e de se tornar plenamente humano, além de definir toda a realidade externa que se almeja.

Ainda que haja limitações para o emprego desse poder, quer fora de si, com os fatores e injunções do mundo exterior; quer no universo íntimo, com as estruturas psicológicas complexas da própria personalidade, certo é que, mesmo não sendo possível alterar, de todo, uma situação, o uso da liberdade e da faculdade decisória enseja, no mínimo, modificar a forma como se reage a uma conjuntura, favorecendo o melhor dentre o pior, em dada circunstância.

Sendo assim, não se lamente mais, meu amigo, por viver numa sociedade livre e com tantas oportunidades, saturado de informações e pressões para atingir a excelência. Sempre que se sentir tentado a se julgar infortunado, dentro desse quadro situacional multifacetado, recorde-se dos horrores, tão recentes historicamente, da escravidão, da ignorância e da limitação de idéias, escolhas e opções, até para os mais afortunados.

Vivemos uma era maravilhosa de oportunidades e possibilidades de se ser feliz. Só não é feliz quem não quer. O problema, basicamente, é de enfoque mental. Não fixe a mente no que não tem ou no que foge à sua capacidade ou natureza, nem tampouco se concentre no que não pode acontecer de imediato.

Viva no presente, tenha expectativas condizentes com seu arcabouço evolutivo, e, por fim, siga o próprio coração, com suas intuições de bem fazer e de se realizar. Curtindo cada singelo momento da existência e concretizando o que sua consciência lhe pede como chamado vocacional a serviço da coletividade e de Deus, tenha certeza: será feliz, muito feliz.


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Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 31 de Março de 2009, 17:17
A Felicidade segundo Eugênia.
(Resumo da filosofia de felicidade propalada pela Mestra Espiritual.)

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

A felicidade não é um direito seu: é seu dever ser feliz.

A sua angústia revela a dimensão da alegria que se está negando. Paradoxalmente, entretanto, a dor, em si, não é contraditória à felicidade, compondo-a, inclusive, como facilmente se percebe, nas experiências imprescindíveis da disciplina, do esforço, do trabalho pela conquista de metas e da capacidade de adiar gratificações – apanágios obrigatórios em personalidades realmente maduras. A alegria contínua – e, assim, desregrada e inconseqüente – constitui a política de vida que abarrota manicômios, presídios e clínicas de desintoxicação. A despeito destas assertivas, entrementes, a amargura profunda, a frustração da alma, o sofrimento sistemático, ininterrupto, denunciam a fuga de rota ao próprio destino, a quebra de Fluxo com a Vontade Divina para si.

Duma perspectiva mais analítica, pode-se dizer que a felicidade é o atendimento a todas as necessidades e aspirações do indivíduo, considerando-se a totalidade das dimensões constituintes de sua estrutura de ser, começando pelo âmbito físico até chegar ao domínio espiritual, atravessando-se, entre ambos, as esferas emocional e mental. Todavia, há uma hierarquia entre tais estratos da criatura humana, devendo-se colocar os valores do espírito em primeiro plano; em segundo, os intelectuais; depois, os emocionais; para somente então se averiguarem as premências fisiológicas do corpo – numa exata inversão da escala de prioridades que costuma imperar, no campo material de vida, na Terra dos dias que correm.

Felicidade não é facilidade, nem atendimento do ego e suas ambições (muito menos do sub-eu-animal e suas compulsões). Felicidade é a plena realização da vocação, do ideal, do espírito.

Felicidade não consiste em uma busca permanente de alegrias irresponsáveis, superficiais, físicas. Não está no campo das sensações, nem mesmo das emoções, mas tão-somente no dos sentimentos. Só há felicidade onde há coração. Só há felicidade no serviço, na solidariedade, no altruísmo, no desapego, na espiritualidade.

Pode até haver conflito, dificuldade e desafio, mas jamais perda de paz, de equilíbrio, de ponderação, nos circuitos da verdadeira bem-aventurança.

Da sábia expressão latina “fe licitas” (fé legítima), deduz-se que não se pode viver feliz, sem se cogitar em Deus e na relação pessoal de compromisso com Ele-Ela. Em contrapartida, a fé que não leva a um estado de ventura não pode ser genuína, representando mera crença, com risco permanente de degringolar em fanatismo.

Felicidade não é propriamente uma meta, mas um estado de espírito, vivenciado por quem está focado em seu propósito – de servir e viver por Algo Maior que o si-mesmo.


(Texto recebido em 9 de março de 2009. Revisão de Delano Mothé.)


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Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Abril de 2009, 10:34
Chorar por Ganhar?

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.


De inopino, você se descobre em meio a desafios aos quais não esperava mais ser exposto, experiências elementares de conflito interno e mesmo de atrito interpessoal. Dilemas tão rudimentares, que, francamente, você já supunha haver suplantado a fase de os estar sofrendo.

Por conta disso, culpa-se e aflige-se no processo de não-aceitação de sua fraqueza; e, na autoflagelação psicológica a que se confia, erroneamente, acaba criando um ciclo vicioso que perpetua, ironicamente, o erro que tanto o chocou ter cometido, como outros equívocos que encontram ocasião para ocorrer, pela rendição de guarda a que se entrega, loucamente.

Há uma falha de percepção figadal em que está incorrendo, prezado amigo. Conquistas conscienciais se dão muito a pouco e pouco, muito mais gradativamente do que a própria mente de vigília pode captar. Períodos de recaída representam estágios de reciclagem necessários à devida fixação dos conteúdos a serem incorporados às estruturas psíquicas do aprendiz – de tal sorte que, nos estudos pedagógicos da atual pedagogia terrena, chega-se a aventar a necessidade de cento e cinqüenta a duzentas repetições da exposição a uma informação, a fim de que esta, de fato, passe a fazer parte da consciência que a experiencia no nível do intelecto.

Alem do quê, precisamos considerar que a própria existência, toda a infra-estrutura da vida é montada de modo cíclico. Tudo retorna aos princípios, para revê-los de modo diferente, com mais amplitude e profundidade. Avançamos em espirais, não em linhas retilíneas. Descidas compõem o processo maior da subida, nas curvas largas da espiral. Quem não desce não pode obter empuxo para subir, no efeito turbo que é gerado pelo descer. O mesmo raciocínio que se pode aplicar a outras linhas de reflexão: quem não aceita a treva não pode entender a luz; quem não se concentra no eu, para lê-lo plenamente, não pode lançar-se ao universo, para apreendê-lo.

Aceite-se, assim, tranqüilamente, em suas aparentes desarmonias e incoerências. O ser humano, por mais que tente, não pode se evadir de sua condição de ente contraditório por inerência. Num contexto maior, entretanto, esteja certo: suas contradições e incoerências também têm sua razão de ser. Conforme hoje afirmam as Ciências do Caos, por detrás da desordem, oculta-se uma ordem implícita, em nível mais abrangente de complexidade e organização.

Você chora contemplando sua queda. Tolice. Se não há negligência, cair faz parte do processo saudável de crescimento. Ninguém aprende a andar, sem claudicar; nem se sabe de qualquer criatura que tenha se equilibrado sobre as duas rodas de uma bicicleta, sem haver se esborrachado inúmeras vezes no chão.

Corrija, então, tendências à omissão, à covardia, à procrastinação, à acomodação. Quanto aos demais desvios, fazem parte do processo de crescimento íntimo. Somente o parar, realmente, ou o avançar sobre a liberdade dos outros constituem erros essenciais.

Cair é bom: contém elementos de experiência que integram a maturidade psicológica, em suas expressões mais altas e puras. Vai chorar por estar ganhando?


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Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Abril de 2009, 10:35
Fraqueza e Vitória.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Condicione-se a pensar positivo. A Providência Divina quer fazer tudo por você, mas não pode lhe dar a decisão de emitir a onda mental certa. A vibração psíquica é sua: você faz dela o que quiser. Deus lhe prodigaliza bênçãos, e você pensa em desgraça a todo tempo. Deus lhe concede ensejo de crescimento, e você vê tragédia e limitação. Deus lhe ampara os gestos menos pensados, e você cogita de impossibilidade para realizar seus sonhos.

Tenha muito cuidado na hora de interpretar as situações de vida que lhe são ofertadas. Amiúde, os momentos de maior alegria são vistos como fonte de tristeza; assim como as maiores graças, compreendidas como imensas injustiças. Quando for avaliar uma situação nova, medite corretamente no que de fato quer entender da vida. Qualquer ilação pode ser feita, ao bel-prazer do observador. A opção é sua, pela perspectiva que toma. Tanto o positivo quanto o negativo têm elementos comprobatórios que os sustentem, em quaisquer contextos. Compete, portanto, a quem examina, a escolha da ótica a tomar.

Se você estiver, realmente, num mau momento, mais um motivo para se concentrar em fazer o seu melhor, porque será neles que desenvolverá sua capacidade de manter equilibrado, imperturbável mesmo, ante as maiores intempéries da existência.

Exercite a perseverança em seus ideais mais elevados. Cuidado com o hedonismo enganador. Você deve se concentrar em encontrar o fio de prumo da serenidade e mantê-lo firme nas mãos. O tempo lhe dirá como efetivamente é interessante manter-se na linha, mesmo quando a tempestade se faz em torno. O princípio do prazer é importante; resta, porém, saber, se de fato se quer o prazer da sensação passageira ou o da satisfação permanente. Uma boa dosagem dos dois deve se buscar, mas nunca o duradouro pode ser sacrificado pelo fugaz.

Por fim, pare de retomar o novelo de quedas do passado. Não interessa quantas vezes haja caído até ontem. O que importa é polarizar a atenção no agora, para que o futuro seja promissor em grandes oportunidades bem aproveitadas, com denodo, cuidado e persistência.

Você não pode estar bem, se não estiver em sintonia com sua alma. Estabeleça um regime de harmonia consigo mesmo, de acordo com suas predisposições próprias. E, em assunto tão complexo e sutil para o espírito, esteja atento à sinalização da paz no imo de seu coração, que indicará estar acertando. No mais, paciência com suas fraquezas, autoperdão para com antigos deslizes, mesmo os mais clamorosos, e olhar, fixo, no porvir ridente de possibilidades alvissareiras.

Você pode vencer, se quiser. Você nasceu para se vencer, para ser um triunfador de si mesmo. A falta de tom de hoje pode muito bem ser permutada pela segurança de amanhã. Cabe-lhe, tão-somente, definir, para si, o que verdadeiramente quer. Não dê mais trela às insinuações satânicas de que não se pode reformar a própria natureza. Todos podem. O ser humano é dotado desta especial faculdade – aliás, tão básica, que é o que lhe caracteriza a condição de humanidade –, denominada livre-arbítrio, com suas decorrências naturais, desenvolvidas por meio de seu uso: entre elas, a vontade e a razão. Não renuncie a escolher sua vida. Ou ela será escolhida de fora, mas, óbvio, não conforme seus interesses… Sabe lá Deus por que forças será você conduzido… sabe lá Deus para onde…


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Abril de 2009, 10:36
Quatro Opiniões sobre a Dor.

(Nova Assembléia – 04.)

Benjamin Teixeira,
por espíritos diversos.

Companheiro:
Tua luta, tua vida.
Não penses adotar postura acomodatícia, em meio aos torvelinhos da existência. De reversa maneira, compreende-te condecorado pelas Forças do Destino (que agem em Nome de Deus), sempre te vires guindado a posição de maior desafio, adversidade ou pressão.
Cogitar de renascimento sem dor, constrição e parto, é, no mínimo, ingênuo. Logo, silencia lamúrias excessivas e concentra-te no trabalho pelo bem comum. É no serviço ao próximo, de qualquer natureza, ainda que profissional ou familiar, que encontrarmos um ungüento adequado a nos balsamizar as dores e o elixir apropriado a nos curar as feridas da alma.

Gustavo Henrique.





Deixe de frescura, camarada: sofrimento é porta aberta à transformação e à cura. Basta que o diagnóstico seja apropriado, e que sigam as prescrições médicas, com critério. E quem – perguntaria você – seria esta autoridade segura em medicina do Espírito? Uma só: sua consciência, respaldada pela razão, condicionada pelo pragmatismo. Fontes externas de sabedoria, esclarecimento ou conforto, aqui ou ali, poderão aliviar em certa medida sua crise, mas, ainda assim, somente quando filtradas pelo seu próprio discernimento. Fatores externos de auxílio somente gozam de funcionalidade, ou de algum poder para tornar as pessoas mais felizes, quando chanceladas – ainda que inconscientemente – pelos crivos do psiquismo do próprio indivíduo que recebe a ajuda.

Roberto.





Não acredite em profetas do Apocalipse. Se a situação está crítica, a oportunidade de transformação íntima e de ruptura externa, com o que deva ser eliminado (leia-se: modificado para melhor, para não haver repressão de elementos da psique), é maior, no mínimo em potencial – aproveite-a, assim, com o máximo de cuidado e zelo. Padecimento de qualquer natureza constitui sempre, assim, às avessas, mas com muito mais eficácia que em outras ocasiões, uma Visita de Jesus.

Selma.




Sei que a dor carcome os tecidos de sua alma; mas o fenômeno da dor é inexorável. Você não tem como escapar dele, e ficar com o prazer e a alegria. Fuga à dor e fixação no prazer, como todos sabem, constitui a política de vida dos toxicômanos e criminosos. Cabe-lhe converter esta dificuldade que ora lhe azucrina a existência e lhe consome o sossego, em energia produtiva, em impulso criativo, para, paradoxalmente, converter-se em parapeito a uma vida muito mais feliz, rica, profunda e prenhe de realizações, em todos os sentidos.

Elvira




(Texto recebido em 18 de março de 2009.)


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Abril de 2009, 15:38
Estudo Sobre o Amor.
Benjamin Teixeira
pelo espírito Anacleto.

Qual o tema de estudo para hoje?

Amor.

Esse tema não está um pouquinho batido?

Já foi devidamente implantado na Terra?

Não.

Então não foi suficientemente ventilado, ou sua completa compreensão naturalmente teria se desdobrado em aplicação plena.

E o que gostaria de dizer?

Que o amor é vida.

Isso já foi dito outrora e alhures, em diversas ocasiões da História das Idéias Religiosas.

Mas não se compreendeu direito. Entendeu-se como expressão poética; e, na verdade, é uma afirmação literal. Se os seres humanos soubessem que o impulso vital e o amor se confundem, não seriam tão egoístas.

Isso ainda parece uma colocação por demais filosófica, distante da compreensão do homem comum.

Não se se compreender o amor como o ar que se respira. Não importa a crença, as definições ideológicas, os hábitos, os sonhos ou o caráter de alguém: todos têm que respirar. O amor assim se afigura para os impulsos da alma. Sem ele, a psique fenece, enlouquece, desequilibra-se.

O que, em termos práticos, você poderia aconselhar, à guisa de fazer essa respiração acontecer de modo mais inteiro, digamos assim?

Que cada um experimente realizar atos de bondade, ainda que sem vontade. As pessoas, na Terra, costumam esperar momentos de especial inspiração para agirem com amor, quando os piores momentos são os que mais lhes reclamam tal atitude. Elas pensam que têm um saco de amor que, quando vazio, faz-lhes sentirem-se mal, e, por isso, devem se recolher, para não lhe levarem mais do que já lhe roubaram. É justamente o contrário. O amor é uma caixa que mais se enche quando mais dela sai. Que cada um experimente ser gentil, quando pior estiver. Que experimente ser sinceramente generoso, terno, simpático, quando mais opresso estiver o coração, e se surpreenderá com os resultados. Que dê, quando mais precisa, e notará uma fonte inesgotável de energia dentro de si.


No início isso afigurar-se-á tão difícil que parecerá uma violência contra si. Se envidar esforços na assimilação da lição, entretanto, o aprendiz aprenderá a ter controle da casa emocional, e usufruirá da alegria ímpar de ser dono da própria casa mental, e, principalmente, de ter auto-suficiência afetiva, suprindo a si mesmo de todos os estímulos necessários para uma vida feliz, tranqüila e produtiva.

Ironicamente, quando o indivíduo age assim, de toda parte gestos de bondade e de carinho espontâneos vêm em sua direção, quando não mesmo acontecimentos que lhe revelam sorte e novas oportunidades favoráveis de crescimento e felicidade. Na verdade, esses favores do destino não são nem um pouco casuais: é que o discípulo da verdade entrou em sintonia com o Depósito Universal de Vida, fluindo em sua direção mananciais infinitos de energia e possibilidades.


Acha que algo mais em particular deva ser dito sobre esse tema?


Que existe uma atitude infantil generalizada, no planeta, em relação ao amor. Normalmente, as pessoas se sentem muito maduras por se trancarem em seus mundos particulares, escondendo-se da maldade e da mesquinharia alheias. Curiosamente, agem assim por serem elas mesmas dessa forma. Não fossem, e se dariam, independentemente de haver maldade e mesquinharia no mundo externo. É típico das almas nobres atitudes altruístas, desvestidas de todo interesse pessoal. A grande maioria dos habitantes do orbe terreno se sente decepcionada e injustiçada, presa em um mundo cruel com sua pessoa boa e bem intencionada, quando está nesse mundo por estarem em sintonia com ele. Não fosse isso e perceberia corações sofridos e imaturos e não maldade deliberada nas atitudes de seus pares evolutivos.



Agem esses infantes espirituais mascarados de adultos no corpo, como crianças porque cobram que os outros venham suprir-lhes as necessidades emocionais de afeto. Cobram que os outros façam por elas, o que elas mesmas devem fazer por si. Querem obter aprovação e incentivos que facilmente seriam dispensáveis quando o nível de auto-estima e auto-confiança estão em padrões razoáveis. Fazem um comércio nas relações interpessoais. Só ligo para Fulano, se ele me telefonar primeiro; Só vou dar flores a minha mulher, se ela for sempre boa comigo, sem perceberem que tais comportamentos gentis por parte dos outros seriam naturalmente provocados se a iniciativa de ser cortês e amável partisse deles. Amiúde, inclusive, passa-se do comércio para a tirania, quando não se obtém o esperado. Essa seria a bondade hipócrita, recheada de interesse subalterno, pessoal: Como você é capaz de se negar a fazer Faculdade de Medicina, depois de tudo que fiz por você?. Nesse caso, a mãezinha frustrada ou o paizinho sofrido deveriam eles mesmos fazer a faculdade de seus sonhos e não impor um destino a uma alma livre, que veio para sua tutela com o escopo de se desenvolver e não de se condicionada aos desejos pessoais de seus tutores biológicos.

Quem faz o cômputo do que dá, acaba ficando com nada. É um doce paradoxo, que premia as almas de escol, porque quanto mais desinteressado um espírito se faz de ser recompensado pelo bem que espalha, mais o bem vem em sua direção, potencializado e multiplicado de mil formas.



A cara zangada e séria do homem sisudo que se sente muito maduro, a carantonha de arrogância e prepotência da dama que se sente muito dona de si assemelham-se, na verdade, às caretinhas pueris da criancinha de tenra idade que faz biquinho e cruza os bracinhos quando não tem um capricho atendido. A carranca, quando não representa birra, constitui uma máscara fictícia a demonstrar poder artificial, para intimidar os inimigos potenciais, com a aparência de força - inimigos esses que enxerga em toda parte, em seus delírios fóbicos, acicatados pela mesma insegurança. Quem é forte não precisa ostentar sua força, confiante que está disso. Somente quem é muito inseguro de si é pomposo e arrogante. Os prepotentes do mundo são corações frágeis como casca de ovo.


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Abril de 2009, 15:39
Grandes Amores.
Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Seus amigos e irmãos, filhos e mentores são os seus grandes amores.

Não se iluda, supondo que relações movidas a atração sexual, puramente, sejam verdadeiras. Quando o amor se expressa em conúbio sexual, ótimo. Mas quando há sexo, sem o laço primordial do amor, existe apenas degradação e morte moral.

Aquele que o procura, sequioso de carinho;
Aquela que o vê como porto seguro;
Aquel’outro que dá suporte a seu coração;
Aquela mais que lhe dá estímulo a seguir...
Aqueles por quem se sente responsável, bem como os que cuidam de você sem intenções ocultas... esses são seus verdadeiros irmãos, seus grandes amores, aqueles que a Divina Providência enviou a seus caminhos, para lhe ensinarem a arte de amar e ser feliz, sem preconceitos, além de todas as barreiras, sejam biológicas, sociais, culturais ou etárias.

Ensaiando amor irrestrito uns com os outros, exercitamos o amor incondicional que um dia nos arrebatará para o Divino.

Encarnados ou desencarnados, seguimos todos juntos rumo a Deus, ansiando todos pelo amplexo definitivo que nos roubará para a eternidade...


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Abril de 2009, 15:40
Louco de Amor.
Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Ninguém morre fora de ora. Afora regimes de exceção, cada um desencarna no exato momento que deve, com pequenas alterações de data ou de circunstância.

Antes de reencarnar, precisos roteiros de trabalho são traçados, em minudências às vezes inconcebíveis à imaginação humana vulgar. Pais, irmãos biológicos, amigos, colegas de colégio e trabalho, afetos, grandes amores, desafetos, grandes decepções. Nos mínimos detalhes em alguns casos, pessoas, lugares, recursos são previstos, em cálculos espetaculares de probabilidade, num esquema fabuloso de acontecimentos que vem a ser desdobrado, à medida que o livre-arbítrio dos envolvidos entra em jogo, no momento da concretização dos projetos. Nesse instante, mais complexas intrincações ainda surgem, favorecendo a liberdade e a criação do engenho humana, em interação tanto com o próximo, como com as situações encontradiças na vida prática.

Não tenha medo de morrer. Não perca tempo com isso. Tenha medo de não viver, de não estar vivendo, agora, tudo que pode, tudo que deve. É da morte em vida que se deve temer. A morte do ideal, da fé, da esperança, da alegria de viver.

Geralmente, quem muito teme a morte, teme-a por ter uma forte intuição de não estar vivendo como deve, refletindo esse temor para um espectro fantasmagórico da morte. Quem vive plenamente a vida não teme o seu término, mesmo porque intui, ainda que não esteja disso convencido, que a vida prossegue, além das fronteiras de além-túmulo.

Seja prudente, seja moderado, não se exponha a riscos desnecessários, cuide do corpo, morada de sua alma, mas não se descure de viver com ousadia, coragem, disposição de se expor, lutar, sofrer mesmo pelo em que acredita, pelo que sente poder dar a vida. Se não encontrou algo por que dar a vida, provavelmente já a perdeu e não percebe.

Por fim, parabéns, prezado amigo, se você já agiu como louco por amor, se já se vulnerabilizou ao outro, se já se entregou sem reservas, se empenha todo o seu coração naquilo em que acredita. Os que assim agem, agem como Deus quer. No céu não há espaço para os certinhos demais (leia-se presunçosos), nem para aqueles que se sentem os eleitos do céu (leia-se loucos verdadeiros), mas para aqueles que, como os escolhidos de Jesus (entre a escória da prostituição e da ladroagem), sentem-se, em qualquer esfera de conduta e de experiência, sinceros, dedicados e prestativos, naquilo que podem, naquilo que são.

Seja racional, seja ponderado, seja cuidadoso, mas, acima de tudo, seja amor; e Deus, meu filho, onde estiver, com quem estiver, far-se-á com você.


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Abril de 2009, 15:41
Amor ou Temor.
Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Quem quer amor deve esquecer completamente os padrões do temor. O amor não se casa com o medo: são realidades psicológicas que se neutralizam reciprocamente.

Sendo assim, se você deseja estar em paz, e, com isto, constituir o alicerce da felicidade, esqueça seus receios. Quem vive o espírito da fé, da sintonia com o Eu Superior, do alinhamento com o Espírito vive em paz, confiante, sabendo que se amanhã surgir alguma circunstância, para a qual não esteja preparado, naturalmente os recursos e as possibilidades de ação e resolução surgirão.

Se você escolheu o caminho de Deus, o caminho da fé, o caminho da paz e da sabedoria, decida-se efetivamente neste sentido. Estabeleça-se, peremptoriamente, por estar vivenciando, em caráter contínuo, um estado de espírito de paz e de confiança na perfeita Providência Divina. Se a situação externamente lhe convida à consternação, mais um motivo para se decidir ainda mais resolutamente a estar tranqüilo. Desta forma, fortalecerá os músculos morais, se assim podemos dizer, da sua consciência, e você se fará cada vez mais imperturbável, cada vez mais seguro, cada vez mais inacessível aos assédios, assaltos e ataques do mal, sintonizado que estará com o Bem e Seus representantes. Decida-se pelo bem e ele será potencializado exponencialmente em sua existência.

A escolha será sempre sua. Faça o que está ao seu alcance, e será feliz, a partir do instante que se chama agora, porque só existe, como tempo, para a consciência, o eterno agora.


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Abril de 2009, 15:42
Amor Acima de Tudo.
Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Coloque o amor acima de todas as cogitações.

Quando aludo ao amor, porém, não faço referência à paixão enceguecida que aliena e enlouquece, mas ao impulso sagrado de realização e felicidade, que conduz cada criatura ao seu trajeto de ideal.

Não se deixe, prezado amigo, seduzir pelas limitações, dificuldades, tentações ou pressões do momento. Não se entregue a conveniências – concentre-se em sua consciência.

Às vezes, as humanas criaturas se deixam enovelar em medonhos carretéis de perturbação, pelo relaxamento do uso do bom senso, da prudência, da razão. A ousadia não se casa com temeridade, embora se assemelhem.

Se o seu coração anda vazio, se sua alma segue alquebrada, é hora de refletir acuradamente quanto à medida de que se afasta de sua missão, do propósito que o mantém na Terra.

Cuidado com os sofismas. Tudo que o afasta do bem, da felicidade, do sentimento de dever cumprido, do equilíbrio entre todos os departamentos de sua vida não pode ser de Deus. E tudo que o dignifica e plenifica como ser humano, fazendo-o mais tranqüilo, feliz, ativo e lúcido, isso, sem dúvida alguma, provém do Alto.


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Abril de 2009, 15:43
Nutrindo de Amor a Própria Alma (*1).
Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Retribua, na mesma moeda, o bem que você recebe – a dádiva de amor, de ternura, de acolhimento fraterno. E ainda que você não tenha recebido, dê. Só se recebe quando, primeiramente, se dá. Quem espera sempre a iniciativa de fora (alma imatura) viverá, eternamente, aguardando por aquilo que deveria começar a dar, de si mesmo.

Portanto, se algo lhe falta, tome a iniciativa de ofertar. Gere, em sua vida, o darma da felicidade, em vez de, pela omissão, acumular o carma da negligência, que, inexoravelmente, redunda em penúria e sofrimento (*). Se, destarte, você se sente angustiado ou triste, recorde-se, mantendo isto sempre em mente, que somente por meio do esforço contínuo em oferecer o de que se precisa, logra-se encontrar a abundância e a plenitude.

No nível humano de raciocínio, tendemos a concluir ser nosso direito e até dever cobrar dos outros o que nós mesmos somos responsáveis por engendrar em nossas existências. Para quem quer viver pelo espírito, entrementes, somente por essa lógica transcendente: começando pelo dar, poder-se-á, um dia, mais cedo ou mais tarde, e, geralmente, não só cedo, mas tarde ainda mais, receber, em largas medidas, talvez não de a quem se deu ou de quem se esperava a retribuição, mas, invariável e infalivelmente, de Deus, por todos os meios possíveis, entre os que imaginamos hoje e os que nos são por ora inconcebíveis, porque, como disse Jesus, em Evangelho de João, bem como no de Mateus, “a Deus nada é impossível”.

Gere a felicidade, na vida de outras pessoas; exercite, aproveitando a ocasião-exortação do dia das mães, o amor incondicional, e você será repletado, será alimentado pelas vibrações de seu próprio amor. Ainda que não receba de fora, terá, dentro de si, transbordando, aquilo que busca, e, destarte, paradoxalmente, tornar-se-á satisfeito em sua avidez de amor; e, mais ironicamente ainda, começará a receber o mesmo amor que faltava, de fora, até de onde não esperava, por não ter esperado de ninguém.

Viva este paradoxo, viva a felicidade de multiplicar, em vez de dividir o seu amor, porque, reforçando: somente em dando, receberemos.


(*1) (Mensagem recebida psicofonicamente pelo médium Benjamin Teixeira, ao final da palestra pública, que é realizada sempre no Centro de Convenções do Hotel Parque dos Coqueiros, Aracaju, Sergipe, às 19:30 h de domingos.)


(*2) Eugênia usa os conceitos de darma e carma, como antônimos um do outro, no sentido de programar um destino de bem-aventurança ou de infelicidade para si, respectivamente; ou, em outras palavras: um crédito ou um débito, na conta cármica de cada um, pelas escolhas corretas de atitude que seja levado a fazer, no uso apropriado das faculdades de discernimento e de livre-arbítrio.

(Nota do Médium)


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Abril de 2009, 15:44
Por que a Caridade e Não o Amor (*).
Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.


O amor, caro amigo, pode e é de sua natureza se manifestar espontaneamente, dos recessos do ser. Seja em sua forma familiar, íntima e pura, seja em suas expressões mais passionais de ordem sexual, de instinto de posse ou de luta pelo poder, o amor sempre se desdobra em caráter de energia, eclosão viva, alma!



A caridade, porém, que Jesus nos pediu tenhamos uns para com os outros, alude ao esforço de disciplina na prática do bem irrestrito, sem fazermos acepção de pessoas. Constitui uma determinação do espírito imortal, de molde a se preparar para os grandes vôos rumo à eternidade.



Não menospreze, assim, as formalidades do meio civilizado, que lhe soam falsas. A polidez na vida em sociedade, tanto quanto a prática auto-imposta da benemerência aos mais sofredores do mundo físico ou fora dele, são elementos indispensáveis para a elevação e o acondicionamento da psique, para os Altiplanos da Espiritualidade Superior. Se há a intenção sincera de se tornar melhor e dar o máximo de si à sociedade de que se é partícipe (e não de passar-se pelo que se não é, com o intuito de amealhar vantagens através disto), não há hipocrisia, e sim empenho evolutivo.



Eis por que consideramos extremamente apropriada a tradução bíblica, para os povos luso-fônicos, quando põe, na primeira carta a Coríntios de Paulo, em seu capítulo 13, a “caridade” ao lado da fé e da esperança, em lugar do vernáculo “amor”. Reflitamos sobre isto. É importante, além de se ser autêntico, empenhar-se genuinamente no processo de automelhora – isto também, paradoxalmente, é ser legítimo consigo mesmo, na medida em que se está respeitando o impulso imanente à transcendência, ínsito em toda criatura de Deus...



Um dia, prezado amigo, estará você em condições de manifestar, sem bordas, o oceano do amor incondicional, por qualquer criatura do universo. Entretanto, enquanto este Amor Divino não brotar fluente, transbordante e inesgotável do fundo de sua alma, esteja certo de que estará matriculado no longo curso do crescimento paulatino, mas constante, que se deve empreender na reforma e/ou reconstrução do próprio psiquismo, de dentro para fora...

(*) Nesta mensagem, a grande mestra da Espiritualidade, com seu brilho e sabedoria de sempre, de modo sucinto e didático como só ela sabe ser, rebate uma opinião minha, longamente acalentada e, inclusive, apresentada em público, inúmeras vezes. Claro que, agora, tive que rever meu ponto de vista, não só por respeito à autoridade intelecto-moral da mentora espiritual, mas por não encontrar contra-argumentos para suas colocações magníficas.



(Nota do Médium)


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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Abril de 2009, 16:07
A Glória das Libélulas Solitárias.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Bela dama sem cortejo, segue você, vida afora, qual lírio encantado sem colibri que a beije… Sente-se só, abandonada, angustiada pela sensação de desamparo e rejeição.

Todavia, pergunto-lhe: você deseja mesmo, de coração, sair da solidão? Quero dizer: pretende, verdadeiramente, deixar de viver sozinha, nas condições que lhe são apresentadas? É por falta de alternativas em seu caminho, ou porque tem padrões altos de exigência, que a protegem de eventuais experiências nefastas? Se você realmente quiser, sabe que pode ter o que almeja. Mas não talvez da forma que idealiza, e é essa a razão que a faz resistente à abertura.

De fato, não pretendo endossar sua escolha pelo isolamento, o que dificilmente você também consideraria desejável e saudável. Entretanto, sugiro a iniciativa pragmática de extrair o máximo de benefícios dessa sua situação extraordinária, dure muito ou pouco tempo.

Invista em você mesma. Não perca tempo em tristezas vãs. Comece cursos novos, desenvolva ignotas habilidades, ofícios ou funções. Realize seus sonhos de juventude, que, com pouquíssima probabilidade, teria tempo e oportunidade de concretizar, se estivesse acompanhada. Enfim, seja você mesma, em plenitude, a caminho da totalização de seu ser multidimensional.

Você não precisará permanecer sozinha por toda a vida. Será sempre opção sua manter ou não a condição de solidão provisória. Contudo, antes de buscar se completar com alguém, seja você totalmente. Você não precisa de complementos e sim de companhia. Quando assumir plena estatura de dignidade ante si própria, poderá, então, atrair o parceiro certo, à altura de suas necessidades e aspirações mais nobres. Enquanto isso não ocorrer – a realização essencial de se sentir autônoma, auto-suficiente e feliz consigo mesma, independentemente de qualquer coisa, situação ou pessoa que esteja ao seu lado –, atrairá sempre parceiros inadequados, sofrendo inutilmente e desperdiçando grandes oportunidades de aprendizado e crescimento.

A mulher fez grandes conquistas, no transcurso deste século, adquirindo liberdades d’antes inteiramente inimagináveis. Aproveite-as, sem buscar a fuga ilusória do Complexo de Cinderela (*), esperando que alguém – um macho da espécie – venha lhe tirar de sua torre de marfim.

Agora, porém, que o sexo fraco se converte em sexo forte, adaptando-se muito mais rapidamente às transformações da modernidade que o seu par oposto, cabe às mulheres se responsabilizarem muito mais que os homens, pelas mudanças condutoras à Nova Era de paz em que a Humanidade adentra. Isso porque é mais responsável quem se faz mais preparado, maduro e lúcido. E, na Terra, indubitavelmente, por ora, a maior parte do contingente feminino está mais receptiva aos ideais e paradigmas da nova civilização que surge do que a maioria do gênero masculino da espécie.

Com isso, mais do que uma mera sugestão de engajamento político-partidário ou um manifesto de militância feminista, proponho a todas as consciências hoje portadoras de corpos de mulher que valorizem sua invejável condição, já que está nas mãos do Feminino, em todas as suas acepções, a responsabilidade pela salvação e transmutação da espécie humana, em algo que em muito transcenderá as limitadas expressões de egolatria e materialismo dos dias que correm.

Assim, se você está sozinha, não se lamurie, qual lagarta que se rasteja, viscosa, no chão duro e frio. Seja, sim, muito pelo contrário, como a libélula que voa a velocidades superiores aos 60km horários, apesar de sua estrutura frágil e delicada. Em cotejo com os patos pesados, encharcados na lagoa do patriarcalismo e seus padrões anacrônicos de pensamento e conduta, que mal conseguem levantar vôo, carregados dos preconceitos e valores incompatíveis com os novos tempos, as libélulas, que não parecem, de modo algum, fazer frente a seus parceiros voadores, em porte e peso, são, sim, muito mais aptas a voar rápido, voar longe, voar alto… muito alto…

Aprisionaram-nos, por séculos de séculos, ao cativeiro da opressão. Agora, chegou a hora da revanche… a revanche do amor. Com a força da bondade, do devotamento, da intuição refinada e da capacidade relacional que tão bem desenvolvemos, em milênios de submissão forçada, seremos nós a salvar o planeta, zelando por nossos filhos, todos eles, sem distinção – filhos nossos que são os homens (e não nossos rivais), carecedores de nossa ajuda, de nosso benquerer, de nosso perdão…

Nenhuma “vingança” histórica seria mais bem urdida. Tentaram nos calar; bradaremos o grito da libertação humana!…

Pugnaram por nos sufocar; somos agora o ar que renova a espécie humana!…

Fizeram tudo por nos depreciar; tornamo-nos o maior patrimônio da Humanidade!…

Oprimiram-nos, no transcorrer de milênios ininterruptos – às vezes, até com a intenção de nos proteger –; agora, é a hora de retirarmos o jugo de ignorância e medo, orgulho e sanha assassina que a civilização do patriarcado criou, com todo o seu sistema de guerras, de confrontos, de violências ecológicas.

Chegou nossa vez, chegou a vez da Humanidade, chegou a vez do amor, chegou a vez das mães… chegou, enfim, a vez da mulher!…






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Tudo que sei é... o que é que era mesmo?


Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Abril de 2009, 16:13
Os Três Paradigmas da Escola Salto Quântico de Pensamento Espiritual.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Nossa Escola tem três grandes filtros principiológico-deontológicos, ou, se preferirem dizer, três paradigmas filosóficos ou três crivos conceituais:

1) Jesus e Sua Doutrina eterna de Amor e perdão, justiça e devotamento ao bem comum;

2) Kardec, com sua estrutura de abordagem científica do fenômeno mediúnico e paranormal;

3) Jung e os desdobramentos ulteriores da psicologia profunda, na condução dos processos de integração e transcendência da psique, na relação com ela mesma.

Com Jesus, obtemos o referencial absoluto de Bem, Verdade e Vida. Nele, auferimos propósito, finalidade, ideal, Espiritualidade!

Com Kardec, descobrimos e aplicamos o método experimental científico, em ajuste necessário de procedimentos ao nosso objeto de estudo (já que lidamos, na prática de comunicação entre dimensões de consciência diversas, com Inteligências livres e não com ratos em laboratório ou matéria inanimada, manipuláveis ao alvedrio do pesquisador), descortinando, para os olhares obstúpidos dos encarnados, o horizonte sem fim da imortalidade da alma.

Com Jung, recebemos a bênção do prodigioso insight da existência dos arquétipos, em suas funções, fusões, sínteses e interpenetrações complexas, na configuração singular e mutante de personalidades humanas e almas grupais, favorecendo a individuação, a excelência e a felicidade, com respeito à completude da psique humana, não só em sua multifacetada expressão de ser, como em sua potencialidade infinita, nas sementes do devir.

Isto é o Salto Quântico, um triângulo místico, com vértice máximo em Jesus, o Gênio Celeste do Orbe, enquanto os outros dois gênios humanos ficam na base, para, digamos, a solução de “problemas operacionais” das implicações profundíssimas de teleologia, que os ideais do Cristo Cósmico nos incitam.

Some-se a isso uma proposta vanguardista de sempre estar (ou lutar por estar) na linha de ponta da quebra de preconceitos de quaisquer ordens (que são a chaga que separa indivíduos e comunidades uns dos outros), com a incorporação de idéias, informações e invenções construtivas de todos os âmbitos do conhecimento

Por fim, zelamos pela manutenção do foco na aplicação imediata dos novos conceitos, o que nos confere um traço forte de pragmatismo “transcendental” (porque vamos além do mero utilitarismo do que funciona, mas não revela ética ou finalidade humana), tendo como escopo, invariavelmente, a realização completa dos potenciais humanos e a felicidade não só das criaturas, individualmente consideradas, mas da Humanidade inteira, como grande corpo civilizacional instalado em nosso planeta.


(Texto recebido em 20 de março de 2009. Revisão de Delano Mothé.)

Postado por Delano em: Eugênia
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 08 de Abril de 2009, 18:48
Ânimo à Matroca.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Recupera, prezado companheiro, o domínio sobre tua sombra, a fim de que não sejas por ela dominado, na insurreição dos potenciais degenerados que são próprios aos conteúdos recalcados, reprimidos no inconsciente profundo.

Revê teus pontos de vista, e considera que forças psíquicas compensatórias residem no universo obscuro da inconsciência; mas, paradoxalmente, com o intuito de propelirem a criatura à Luz, reconduzindo-a ao equilíbrio – e, deste, à transcendência –, e não com o propósito embutido de torturá-la na inoperância e no conflito íntimo.

Retorna às atividades que te vinculam à Luz Divina, ao sentimento de bem-aventurança, à intuição de dever cumprido. Reforça teu compromisso com a realização do bem, em todos os sentidos. Refaz teus planejamentos de solidariedade e desdobramento vocacional, para que as trevas jamais te sejam motivo à inércia e à lamúria, ao derrotismo ou à deserção, e sim constituam incentivo a que te lances, ‘inda mais audaz, em direção à maior e mais profunda ação no bem comum.

Supuseste-te em completa bancarrota moral e psicológica. Reavalia, entrementes, as conclusões a que chegaste, e renova as esperanças em Nosso Senhor Jesus e Sua Amantíssima Mãe, porquanto, se te esfalfas por servir ao semelhante, a despeito das condições adversas que encontras em torno e dentro de ti mesmo, tens o amparo do Cristo – fica certo disso –, Que te não faltará com o suprimento imprescindível de forças, inspiração e paz.

A intenção que aqui nos move, prezado amigo, foi-te deixar claro que podes, ainda que te julgues inapto, recomeçar atividades interrompidas, e desenvolveres aptidões que antes te pareciam inviáveis, em determinadas circunstâncias menos favoráveis à sua manifestação.

Se aguardas apenas situações de menor esforço, para a conquista do essencial, jamais poderás seguir, com segurança, rumo à auto-superação. Adentrar áreas de maior desafio e dificuldade, saindo das “zonas de conforto” – asseveram todos os consultores de carreira na contemporaneidade – revela-se uma necessidade inapelável para todo realizador do bem.

Destarte, não te confies a descanso demasiado ou a injustificáveis reclamações, tendo em vista que – lecionaram todos os sábios, de todas as culturas e épocas –, somente por meio da aplicação sistemática ao trabalho, ao aprendizado e à autotransformação, é possível lograr a realização máxima de seguir a própria sina; desenovelar, em teus dias, o mito pessoal que te define o programa de tarefas e funções, para certa existência; o desígnio divino para ti, em dado período de tempo, cujo fim é definido pela morte física ou pelo retorno ao plano material de existência (se a criatura estiver asilada em região extracorpórea de vida).

Se prestares atenção, o sentimento de estar “fora de rota” ou “fora de fluxo” costuma ocorrer com aqueles que se esquivam de se empenhar onde devem; ou que, se até já laboram onde e como deveriam, mostram-se arredios a se dedicarem na medida em que lhes exige a própria consciência.

Assim sendo, verifica onde estás te entregando ao descaso e à fuga da responsabilidade, para que a negligência não se converta em chaga na tua alma; e, daí, migre, transfundida em mapa de desgraças, à linha de teu futuro, qual um feixe de bombas-relógio em minas ocultas, acionadas nas rodovias do teu amanhã.

Vê que tua luz não sejam trevas, que teu ideal não seja vaidade, que tua luta pelo melhor não seja extravasão do ego, que tua aspiração espiritual não seja desejo de benefício pessoal, que teu cajado de pelejas no trabalho do bem não seja disfarce ao cetro de manobras do tirano oculto em ti mesmo, na busca de atender à conveniência e interesse personalistas.

Como saber se estás ou não no caminho do Bem? Ora, trabalha e serve cada vez mais, pondo tudo a serviço do Cristo, em todos os sentidos. E, quanto ao julgamento final, deixa para Ele o fazer, sem te impressionares com o que digam de ti, seja positivo ou negativo, procurando, tão-só, atender às demandas da tua consciência, minuto a minuto.

Em suma, nunca te impressiones com quem pareças ser, ainda que te digam ou que te reveles ao mundo um luminar. As aparências enganam, e só do Outro Lado da Vida saberás, de fato, quem é quem no Cenário e na Hierarquia da Luz. Este, ironicamente, o roteiro da total incerteza, constitui o mais seguro de todos os programas de trabalho. Sem foco em recompensas, sem atenção a expectativas ou esquemas humanos de avaliação, sem medo do amanhã, sem ansiedade pelo ontem, com investimento pleno num eterno hoje de absoluto comprometimento com o bem, em todos os níveis e no máximo alcance que possas dele realizar…

Ante estas considerações, concluímos nosso humilde ensaio, sobre a temática do esforço, na era do menor esforço, com o pensamento de Nosso Mestre Maior, que asseverou, draconiano, como a Voz da Verdade costuma ser ou parecer ser, para a perspectiva do mundo das mentiras: “Depois que fizerdes todas as coisas que vos houverem sido ordenadas, dizeis a vós mesmos: ‘somos servos sem nenhum valor especial, porque apenas realizamos o que deveríamos fazer’.” (*)

(Texto recebido em 23 de outubro de 2008. Revisão de Delano Mothé.)

(*) Lucas, 17:10.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Abril de 2009, 17:44
Resposta à Jovem Desesperada.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Anacleto.

Minha filha:

Recebemos a sua carta. O seu coração, palpitante de angústia, está sob nossa supervisão há muito tempo. Paciência. Dê tempo a si. Seja compreensiva com suas limitações e as dos outros. Não queira precipitar o carro à frente dos bois, como reza o adágio popular. Seja prática. Seja objetiva. O que for útil para você, viva. Se algo não for funcional, desde que seja ético largar, largue. Busque a espiritualidade, mas busque, primacialmente, a você mesma. Quem não se encontra não encontra nada. E encontrar-se é viver plenamente o que a consciência pede. É primeiramente saber, de fato, o que a consciência pede.

O seu coração me diz… fome! Eu, porém, respondo-lhe: vida! Não queira saciar-se, queira viver! Não é possível viver em função de saciar-se, mas sim de realizar-se. Há uma substancial diferença de perspectiva nessa proposta. Aplique-a, e verá estupenda transformação em seu destino. Não creia que, com isto, estou-lhe insinuando que não será saciada, mas justamente o contrário: que encontrará naturalmente a saciedade quando estiver realizada. Quando o essencial é atendido, tudo mais ocorre por natural conseqüência.

Quer um programa? Mas o melhor programa de vida é saber que se podem fazer, livremente, programas de vida. Ninguém para lhe apontar rumos, ninguém para lhe exigir nada; somente Deus para aceitá-la, em qualquer escolha que fizer. Evidentemente que certas escolhas não são sensatas. Mas isto não significa dizer que esteja impedida de tomar a rota delas; apenas, estará atada às conseqüências que lhes concernem.

Você se diz egoísta? Ótimo! Já percebeu o óbvio. Agora, caminhe para realizar outra obviedade, que você denunciou em sua carta: ser feliz. Seja feliz. Como? Só há um meio: amando. Teoria? Não, a mais profunda e real de todas as comprovações práticas, atestada por todos os luminares da Humanidade, em todas as épocas e culturas. Quando começar? Que tal agora? Por quem e por onde? Que tal onde está e com quem se encontra ao seu lado? Que mais? Tudo. Creia em seus sonhos e ouse-os viver. Insensato? Que tal uma dose de loucura santa, para não ficar com a loucura técnica… e improfícua?

Ah!… filha minha… Pudesse eu estreitá-la nos braços e falar do amor das almas libertas que acompanham os corações cativos na matéria. Mas este amor, que lhe consolaria muito por um momento, viciá-la-ia por todos os demais. Liberte-se do que pode receber: dê. Não aguarde: tome a iniciativa. Isto é mais prático e mais inteligente. Cansada? Lamentar-se esgota mais a mente do que avançar para nova experiência. Triste? Transforme a tristeza em estímulo à busca de felicidades mais concordes com sua natureza particular. Transfunda desgraça em graça; e limitação, em salto para a transcendência. Não crê que possa? Tente. Não deu certo? Tente de novo. Que lhe resta senão esperar e tentar? É o doce fatalismo que Deus impôs a todas as criaturas: impeli-las a usar a própria liberdade na direção da felicidade, ainda que não creiam, ainda que desistam, ainda que blasfemem.

Grite, blasfeme ou desista, pouco importa o que faça, de nada adiantará, porque, minha filha, mais cedo ou mais tarde – mais tarde se atrapalhar, mais cedo se colaborar –, é destino inexorável para você: a felicidade, a felicidade, a felicidade!…

Paternal,
Certo de seu êxito, antevendo-o,
Anacleto.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 17 de Abril de 2009, 13:57
A Mestra e a Sincronicidade.

(Registros da Mediunidade – 07.)

Benjamin Teixeira e o Espírito Eugênia.



Conversava com Eugênia, na madrugada passada, quando disse a Mestra, sem rodeios:

“– Em caráter de estudo, gostaria que o amigo abrisse o livro de André Luiz, psicografia de Chico Xavier, que é agora foco de estudos e leitura de Delano – sim, “Entre a Terra e o Céu” –, na página 214, lendo o último parágrafo que começa nesta página. Desejo provocar reflexão sobre curiosa situação de sincronicidade, apresentada de modo sutil, sem que os leitores de pronto percebam. Poderia verificar isso, por obséquio especialíssimo?”

Telefonei a Delano, acordando-o em plena calada da madrugada (o registro do meu celular acusa que o fiz às 3h15 - risos). Eugênia só pede a acordar alguém, quando o assunto é importante, e, então, nem A questiono. E os amigos, por sua vez, que me recebem estas ligações(apenas os muito íntimos), evidentemente, ficam muito felizes em participar de tais experiências de contato com o “Mundo Transcendente”. Sonolento, mas empolgado com a novidade interessante (nunca fizera isso com ele), Delano compulsou as páginas do livro em sua cabeceira (o meu exemplar, que faltava em minha biblioteca – risos – a doce experiência de propriedade comum entre os amigos-irmãos), e, com a voz empostada e aveludada (sem afetação) de sempre, meu querido “Dê” leu o trecho que se segue:

“O médico tornou, cismarento, à via pública, e, enquanto Evelina, rápida, corria até o armazém próximo para dar ciência ao genitor de quanto ocorria, Zulmira, presumindo-se a sós, abraçou-se ao doentinho e, chorando livremente, ciciou:

- Ó meu Deus, com tanto amor recebi o filho que me enviaste!… Não me deixes agora sem ele, Senhor!…”

- Percebo eventos que acontecem em sincronismo, mas não há propriamente sincronicidade, do que posso divisar… – balbuciei, ao fim da leitura de Delano, continuando em seguida: – Eugênia afirmou que era um exemplar sutil de sincronicidade, difícil de ser notado pelo leitor… Mas não estou vendo… Há relação de causa-e-efeito entre cada elo da sequência de acontecimentos, não concorda? Dê, você entendeu onde está a sincronicidade nisso?

Silêncio significativo do outro lado (Delano é sempre muito ponderado ao falar), e, logo mais, o amigo do outro lado da linha permutou algumas impressões comigo, em caráter mais de interrogação do que de conclusão. Passei então a considerar que Eugênia estivesse fazendo uso do termo “sincronicidade” em sentido amplo, na acepção utilizada por Jung, que considerava certos eventos psíquicos e mediúnicos inclusos nesta grande seara fenomenológica. Mas, mesmo assim, não conseguia devassar o sentido que a preceptora desencarnada imprimira na fala mediúnica que nos motivara a consulta ao clássico chiquista. Ao fim de poucos minutos, resolvi-me por voltar à sábia desencarnada, para solicitar mais esclarecimentos, dizendo-o ao interlocutor estimado. Desliguei o celular. A orientadora do Plano Sublime não se fez esperar:

“– Como lhe não ficou claro, posso ilustrar: vemos uma série de encadeamentos importantes entre pessoas e eventos; e, depois, na questão duzentos e setenta e sete de ‘O Livro dos Espíritos’, temos, por fim, a elucidação necessária ao caso em foco.”

Tomei imediatamente de um exemplar da obra principal do mestre lionês, e li o texto abaixo transcrito, quedando-me ainda mais confuso:

“O soldado que, após a batalha, encontra o seu general no mundo dos Espíritos, reconhece-o ainda como seu superior?

- O título não é nada; a superioridade real é tudo.”

Lancei, ato contínuo, à mestra:

- Eugênia, em vez de dirimir dúvidas, aumentei-as. Não faço a menor idéia da relação que haja entre o assunto e trecho da obra de Chico.

Aquela que foi Aspásia de Mileto, em seu nível transcendente de sabedoria, assombrando tanto pela profundidade como pelo didatismo, respondeu-me à interrogação aflitiva, com sua imperturbável serenidade, em meio a um largo sorriso, tentando, já com a expressão amigável, tranquilizar-me:

“ – É que, meu filho, em relação ao processo de cura, o médico pode estar ‘cismarento’ (como dito no texto de André Luiz), justamente por não ser dotado de poder algum sobre o processo, conforme a hipnose que a Academia de Medicina lhe confere. É uma situação similar à do general, empossado ao cargo de condutor da guerra, quando no plano físico de existência, e que pode chegar obstúpido neste lado da vida em que nos encontramos, sem qualquer solução para seus dramas de poder, que deseja perpetuar, ingloriamente.

“Quando o assunto é de ordem espiritual, uma autoridade no domínio material de consciência – no caso em foco, o médico – sente-se de todo impotente para solucionar o enigma. Desejo, com este imbricação de textos, remeter os amigos à percepção de que, no minúsculo excerto de história que lemos, a relação de causa e efeito não existe entre os eventos observados no plano físico de vida, porque a fonte de atuação entre estes eventos sincrônicos parte da verdadeira fonte de poder: a Espiritualidade Maior, que, inúmeras vezes, estabelece causa de ocorrências que, da ótica de encarnados, parecem casuais.

“Você poderia tornar ao contato telefônico com seu amigo e ler, assim, para ele, o que consideramos ‘sutil estudo sobre sincronicidade’?”

Liguei para Delano e o irmão do Espírito ficou satisfeitíssimo que lhe lesse o resultado não só da consulta a “O Livro dos Espíritos”, como também a resposta de Eugênia à minha imediata réplica ao “esclarecimento” que me confundiu (risos) da obra kardequiana.

No transcurso do dia, entretanto, algo extraordinário aconteceu, que mais nos veio impressionar a respeito da grandeza da Espiritualidade em nossas vidas. Uma graça imensa, que Delano aguardava acontecesse há muito tempo, para que Eugênia garantiu, há poucos dias, providenciaria solução breve, por meio de comunicação psicofônica, aconteceu… exatamente no dia reservado, na hagiografia católica, a cultuar-se a pessoa de Santa Bernadette Soubirous (16 de abril), última encarnação de Eugênia… Não “por acaso”, o tema que a mestra desencarnada provocou foi concretizado para Delano, que nunca recebera ligação no meio da madrugada para um estudo deste gênero: uma sincronicidade que, em verdade, indica atuação direta da Espiritualidade, em Nome de Deus, em nossas vidas.

(Texto redigido em 17 de abril de 2009.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Abril de 2009, 15:27
Encontrando a Voz da Felicidade.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eustáquio.





Onde está teu coração, aí reside tua felicidade.
Procura, com serenidade, critério e isenção de ânimos, onde vibra a voz do teu ideal mais alto, da onda de teu amor mais puro, e terás descoberto o caminho de tua bem-aventurança.

Assim, perquire, com perspicácia, pugnando por não te deixares seduzir pelas conveniências passageiras das paixões mesquinhas, onde se encontra a faixa de interesses, valores e conduta para te propiciares a paz, e, com isto, torna a voz de teu coração, com disciplina, inteligência e perseverança, um hábito, uma profissão, um lazer, um ideal de todos os dias.

Não te permitas enganar pelas vozes da lassidão, da pulsilanimidade e dos impulsos egóicos de possuir, dominar e destacar-se. És um espírito eterno, com fins previamente programados para estar no plano físico de vida, planejamento este concebido antes mesmo de tua atual encarnação. Portanto, age como tal: recobra ânimo, recompõe a postura psicológica, renova teu moral, e, trabalhando persistentemente por fazer teu melhor, releva deslizes teus e dos outros, seguindo, em paz. Deste modo, vencerás, e serás feliz.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 22 de Abril de 2009, 15:23
Utopia e Realidade.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Temístocles.

Não persiga a utopia – só a realidade existe.

Não ignore a utopia – só ela pode inspirar a melhoria da realidade.

Distinga uma de outra – é o caminho para a lucidez.

Aplique cada uma em sua esfera específica – é a rota da maturidade e da sabedoria.

Em suma: primeiro, enxergue o ideal; depois, perceba que ele é um farol para se navegar no oceano encapelado da realidade e não o próprio oceano, muito menos a embarcação utilizada para se vogar. Mais adiante, trate de mantê-lo continuamente em seu campo visual, para que ele cumpra a função que lhe é própria: orientar navios e barcos menores, e não ser um deles, sobre as águas da vida, as águas de suas escolhas, sobre o mar de infinitas possibilidades de escolhas potenciais.

Não se cobre demais aproximar-se do farol – normalmente, ele não constitui seu destino, mas um farol de cidades (padrões de consciência) que marginam a costa (trajeto evolutivo) por que você tem que trafegar, para atingir sua destinação última (o porto da eternidade). Portanto, divisar a utopia pode já constituir tudo que é necessário para você jornadear com segurança, em vez de se colocar na direção deste ideal – deste farol, em nossa analogia –, que pode estar instalado na menos pitoresca e satisfatória destinação a que você gostaria de chegar neste momento, ou mesmo, talvez ainda mais, em tempos futuros, quando mais esclarecido e humano for.

Como saber isso? (Ou seja: se o farol que você vê está na Cidade Última a que deve se dirigir, ou em outra, secundária, que apenas está no percurso para o seu derradeiro porto?) Consulte a carta náutica de sua consciência, avalie, pelo astrolábio de seus sentimentos e intuições mais elevados, o quanto de fato o farol de ideal que vislumbra corresponde ao que busca; e, então, você terá como concluir, com relativa segurança, para fins práticos no presente, quanto deve se preocupar em se direcionar a ele ou em trafegar paralelamente a ele, em busca de outros faróis… de patamares idílicos ainda indevassáveis à sua atual capacidade de percepção e cognição, mas que você pressente ou sabe existirem, pela consulta judiciosa dos mapas sob suas mãos, na condição de capitão da grande nau de sua existência…
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 23 de Abril de 2009, 18:14
O Profeta, a Rainha e o Sábio.
(Diálogo com o espírito Anacleto, sobre Nostradamus, Cleópatra e Confúcio, bem como sobre itens que favorecem sintonia com os mestres do Instituto Salto Quântico.)


Benjamin Teixeira,
em diálogo com o espírito Anacleto.

(O grande senador romano sentou-se à mesa, com elegância impecável. Fora grande filósofo na Grécia Antiga. Na Roma dos Césares, intentara, por todos os meios, deter a fúria fratricida-genocida da espécie humana – na bestialização e expansão deste embrutecimento das primeiras conquistas da civilização –, por meio de engenhosas manobras da diplomacia e da articulação das influências palacianas, em torno do “grande augusto”: Nero. Estava ali, sentado, para responder-nos as perguntas.)

(Benjamin) – Nobre Anacleto, por gentileza especial, poderia nos dizer alguma coisa sobre o que os componentes de nossa Escola de Pensamento – que guarda imensa afinidade com suas idéias defendidas, na condição de Sêneca, no Império Romano; quanto com as de Epicuro, na Grécia Antiga – devem fazer para fortalecer seus elos com nossa Organização e, principalmente, com o raio de sua influência pessoal, bem como com o de todos os mestres respeitáveis que a integram, no seu Plano Sublime de Vida?

(Anacleto) – Sim, primeiramente, devem estes discípulos-candidatos-da-Luz ouvir a voz de sua consciência. Observe que me referi à consciência, e não ao feixe de desejos e vontades do ego. Quando propugnei pela doutrina do prazer, muito mal-compreendido fui, por parecer haver esposado o hedonismo vulgar. Atender aos reclamos altos da alma constitui a única trilha possível à verdadeira felicidade.

Em segundo plano, devem laborar, constantemente, pela articulação de sua inteligência, estudando e se informando. A leitura e assistência, respectivamente, de nossos diários e semanários são recomendadas (*1).

Em terceiro, os que estiverem incursos em atividades de extensão, na assistência social ou no intercâmbio mediúnico, devem manter religiosa assiduidade aos compromissos.

Em quarto, respeito à hierarquia havida, já que nenhuma Organização do Domínio Superior subsiste sem a ordem que estabelece disciplina, assim como o estado de direito, muito palidamente, nas democracias modernas, esboça concretizar (*2).

Em quinto, e talvez devêssemos dizer primeiramente – assim invertendo a ordem de publicação, porque sabemos será a idéia que melhor ficará fixada, na memória dos que acessarem nosso discurso –, orar, meditar, refletir, longa e sistematicamente, todos os dias, sem qualquer espaço a tergiversações racionalizadoras da fuga. No bojo desta prática, aprovamos enfaticamente a realização do culto do livro sagrado, conforme a definição religiosa – ou ausência dela – de cada criatura, com horário pré-estipulado, para fomentar a interação com a dimensão extrafísica de vida, bem como para favorecer os circuitos sedimentadores do hábito, no interior da mente e na própria tessitura do cérebro físico. De preferência, sem dúvida, alvitramos os Evangelhos do Cristo (*3).

(B) – Ficamos todos muito honrados com sua disponibilidade em se comunicar conosco, esclarecendo-nos tanto. O senhor deseja nos sugerir algum tema em que julgue apropriado nos instruir?

(A) – Não. Preferiria que me interpelasse com suas próprias perguntas.

(B) – Creio que, pelo sistema de trabalho que mantenho com Eugênia e sua equipe, o senhor deva estar informado de que, às vezes, recebo, neste horário, esclarecimentos prévios da orientadora espiritual sobre a temática que será eventualmente ventilada na preleção, em função do que deduzimos das ilustrações audiovisuais pré-selecionadas. O senhor tem algo a dizer sobre as três figuras geniais de cujas biografias nos utilizaremos, parcialmente, como base a extrair lições à vida da criatura humana da atualidade, a fim de que possa ser mais completa e feliz? O filósofo chinês Confúcio, a rainha egípcia Cleópatra e o médico-profeta francês Nostradamus?

(A) – Nostradamus foi a encarnação da aplicação das próprias intuições à vida prática. É comum o ser humano ter idéias, sentimentos, ideais que nunca investe no cotidiano, no seu “modus operandi” existencial, por medo de errar, de sofrer conseqüências sociais (desde o ridículo até a morte), por não ter segurança da fonte das informações que recebe ou dos métodos de canalização ou percepção empregados, entre outros, numa série infindável de argumentos justificadores e defensores do ego. Michel de Nossa Senhora (*4) – nome que remete a vermo-lo como um guerreiro enviado por Maria (e de fato era) – seguiu a voz interior, da forma mais ousada (*5), numa das épocas mais perigosas para se fazê-lo, no ápice da atuação da Inquisição francesa.

Cleópatra, por sua vez, descendente de generais de Alexandre Magno, foi uma muito bem-acabada personificação do ego inflado à megalomania, e das conseqüências devastadoras do utilizar-se o poder, a cultura e a riqueza, para fins pessoais, com desinteresse por questões coletivas, não só para a própria criatura incauta, como para seus entes queridos e para a humanidade inteira, conforme o grau de influência alcançado pelo indivíduo (*6).

Por fim, Confúcio foi o exemplo magistral do sábio intimorato e consciente de suas responsabilidades para com os semelhantes – afastando-se da imagem de místico profundo, mas insulado em sua torre de saber intocável, como seu contemporâneo Lao Tsé, que, inclusive, criticou-o pela sua transparência exacerbada, na relação com seus contemporâneos. Um símbolo fortíssimo de um ser humano postulante à angelitude, pelo meio mais árduo, quão eficiente, de se fazê-lo: a disciplina severa dos que se submetem a um ideal, sem qualquer cálculo de interesse pessoal. O seu poder de influência, em termos culturais, filosóficos e espirituais, da China de seu tempo até a Ásia Oriental inteira dos dias que correm, apesar de passados vinte e cinco séculos de seu retorno à pátria espiritual, é prova inconteste do acerto de suas colocações, como filósofo, quanto de sua atuação social, como militante político informal (*7).

(B) – Muito agradecido, prezado Anacleto. Devo-lhe apresentar alguma questão de ordem pessoal, para nossa Organização, por exemplo?

(A) – Não.

(B) – Obrigado.

(A) – Sempre às ordens para as questões justas e sensatas.


(Diálogo mediúnico travado em 22 de fevereiro de 2009. Revisão de Delano Mothé.)

(*1) O Autor Espiritual refere-se às mensagens publicadas em nosso site, em todo dia útil; e, no que concerne a “semanários”, aludiu ao programa de TV e à palestra pública de domingos.

(*2) Leia-se mensagem com subtítulo: “Correspondência do Pe. Rafael – 22” e título: “Ego Gerando Falhas de Percepção; Respeito a Hierarquia; Aristocracia Intelecto-Moral do Plano Espiritual Superior”, postada neste site em 17 de fevereiro deste ano.

(*3) Procure informar-se sobre Culto do Evangelho Diário, em nosso site ou com nossos colaboradores. Algumas precondições metodológicas são necessárias, para que os melhores efeitos (mormente de desobsessão informal – fora de reuniões mediúnicas específicas, e, é claro, sem incorporações de entidades sofredoras ou malevolentes) sejam obtidos.

(*4) “Nostra Damus”, em latim, significa: Nossa Senhora.

(*5) A precognição de eventos futuros é sempre hipotética, não só porque o livre-arbítrio dos envolvidos num dado evento antevisto está em jogo, mas também porque a própria previsão tem como um de seus mais importantes fins exatamente promover que se evite aconteça o que é vaticinado – eis, inclusive, um dos sentidos de “premunição”: “prover com antecedência”.

(*6) Historiadores vêem Cleópatra como o vulto de suma influência que inspirou a mudança de rota da História de Roma Antiga, fazendo extinguir-se a República e dar-se início à era dos “Césares”, com Júlio César, seu amante, por meio da idéia que ela lhe conseguiu instilar, de se fazer um imperador “divino”, como eram considerados os monarcas egípcios, os faraós: “deuses”.

(*7) Confúcio desejava se fazer mentor de um governante (e não ascender à condição de governante propriamente), para que houvesse fomentação da prosperidade, da paz e da justiça, no seio da sociedade.

(Notas do Médium)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 29 de Abril de 2009, 15:35
Síntese Pragmática entre o Novo e o Tradicional.

(Aula com Eugênia – 03.)

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Abra o seu Evangelho clássico, na passagem do capítulo dezessete, versículos quatorze a vinte do Livro de Mateus. Em seguida, retorne para que eu lhe dê notícia do que pretendi dizer, com este trecho das anotações sinópticas do famigerado evangelista, a respeito de doutrina, de coerência filosófica ou principiológica e pragmatismo, visão científica e objetiva da realidade, entre flexibilidade e tradição. Como fazer a fusão, a conciliação entre o novo e o antigo, para que aproveitemos o melhor de cada circunstância, em função de sua originalidade, mas preservando o imprescindível respeito ao intemporal, que, em toda parte, se manifesta.

“O menino epiléptico

E, quando eles se reuniram ao povo, um homem aproximou-se deles e prostrou-se diante de Jesus, dizendo: ‘Senhor, tem piedade de meu filho, porque é lunático e sofre muito: ora cai no fogo, ora na água… Já o apresentei a teus discípulos, mas eles não o puderam curar.’ Respondeu Jesus: ‘Raça incrédula e perversa, até quando estarei convosco? Até quando hei de aturar-vos? Trazei-mo.’ Jesus ameaçou o demônio e este saiu do menino, que ficou curado na mesma hora.

Então os discípulos lhe perguntaram em particular: ‘Por que não pudemos nós expulsar este demônio?’ Jesus respondeu-lhes: ‘Por causa de vossa falta de fé. Em verdade vos digo: se tiverdes fé, como um grão de mostarda, direis a esta montanha: Transporta-te daqui para lá, e ela irá; e nada vos será impossível. Quanto a esta espécie de demônio, só se pode expulsar à força de oração e jejum’.”

Como o amigo pode notar, com facilidade e clareza (*), em considerando as duas ferramentas que o Cristo apresentou para realizações extraordinárias – oração e jejum –, podemos compreender que: tão-só quando se dedica o devido tempo, espaço mental e energia emocional às atividades de busca do Divino (Elemento Transcendente, Permanente, Sagrado, o Antigo, o Tradicional Intemporal a que aludi – a Oração), e, concomitantemente, quando se faz a impreterível aplicação às disciplinas consideradas como justas, necessárias e esperáveis (em determinada época, localidade ou cultura – isso é o novo que varia, o Jejum), um discípulo da verdade logra adquirir poder sobre si mesmo e sobre as forças contrárias à manifestação da vida em sua plenipotência, que favorecem, paradoxalmente, o crescimento, fortalecimento, aprofundamento, complexificação da própria vida, em última análise – ou, pelo menos, é para cumprir este fim que existe o mal, a destrutividade, o vazio: para que a criatura senciente busque, Acima de si, as Potências da Transpessoalidade, Representantes de Deus, que lhe viabilizem, por enxertia psíquica do Sublime em sua natureza limitada, a superação de obstáculos que, d’outra maneira, far-se-iam intransponíveis.

Assim, que façamos, de nossa humanidade, completa escuridão, a fim de que a Luz Divina faça-se, plenamente, através de nós, para o mundo, seja o nosso mundo pessoal ou o daqueles que cruzam destino e caminho conosco, de forma direta ou indireta. A escuridão não é podridão: é vácuo, lacuna psicológica de preconceitos e viciações egóicas, a ser preenchida com a Totalidade de Deus; é a força atrativa do que É, Plenamente, e que, por Sua Natureza Absoluta, dispensa quaisquer referenciais para Ser, portanto (muito pelo contrário: os referenciais do domínio do relativo impedem-Lhe a integral Epifania, conspurcando-A, com elementos residuais do que não-é – o não-Divino, o que pertence ao universo das criaturas, que é pervagado pelo Criador, sem que se O seja).

Logo, quanto maior nossa “ausência” (de ego), maior nosso potencial para canalizar, operacionalizar e gerir, no âmbito externo, quanto em nosso campo íntimo, a Força proveniente do Absoluto, que, em Sua generosidade infinita, concede-nos parcela de Seu Poder, para que desdobremos, paulatinamente, da subjacência para a ação, as sementes de divindade que portamos na interioridade de nós próprios.


(Texto recebido em 28 de abril de 2009. Revisão de Delano Mothé.)


(*) Eugênia, embora pareça caçoar, em verdade estimulava-me a inteligência. Não havia entendido, nem fácil nem claramente, o que Ela passou a esclarecer em seguida. Somente após a breve e profunda explicação da Mestra, é que, com esforço e estado meditativo, compreendi o que Ela pretendia dizer. Eugênia muita vez engana o observador, leitor ou ouvinte menos atento ou percuciente, com a simplicidade do vernáculo utilizado, como quando desbanca a complexa tese do panteísmo (presente em respeitabilíssimas tradições espirituais, sobremaneira do Oriente), no encerramento do penúltimo parágrafo de seu artigo, com a simples assertiva de que estamos em Deus sem sermos Deus, substituindo o panteísmo pela doutrina aparentemente semelhante, mas substancialmente diversa em suas complicadas e profundas implicações: o panenteísmo.

(Nota do Médium)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 02 de Maio de 2009, 11:52
Diálogo sobre a Vida Depois da Morte e as Influências do Mundo Espiritual sobre os Vivos.

Benjamin Teixeira
em diálogo com o espírito Eugênia.

Eugênia, nossos leitores desejariam saber como é o mundo espiritual. Quando morremos, para onde vamos? Outros autores desencarnados já falaram sobre isso, mas desejaríamos obter sua visão a respeito.

Sem dúvida, posso. O mundo espiritual constitui uma mera continuação das aflições, aspirações, bem como da vida intelectual, afetiva e moral de quem esteja no plano físico de vida e sofra o decesso do corpo. O organismo de carne é simplesmente um aparelho biológico para manifestação do ser pensante, em certa ordem de freqüência existencial, assim como a Física revela ser a dimensão material aquilo que está incluso num determinado espectro vibratório de elementos subatômicos. Desvencilhando-se do arcabouço animal, o indivíduo trafega para a dimensão espiritual condizente com seus gostos, afinidades, interesses e caráter. Assim, veremos viciados acoplarem-se a grupos de viciados, atormentados na outra dimensão em busca de “vasos vivos” (os encarnados que partilhem da mesma ordem de dependência), para dar continuidade às suas expansões de desequilíbrio. Os pervertidos e malévolos consorciam-se, de sua parte, com aqueles que se afinam com seu modo de ser, conjugando-se a planos mefistofélicos, azucrinando indivíduos e multidões de encarnados, com sua inspiração medonha, dando asas à sua compulsão de poder, ainda que aplicado no mal. Aqueles, todavia, detentores de relativos patrimônios de moralidade e de virtude, cumpridores de seus deveres profissionais, familiares e sociais, gravitam para circuitos de pensamento e sentimento que se coadunam, igualmente, com sua condição mais civilizada. Destarte, colônias, cidades, instituições, verdadeiras organizações avançadas para fins humanitários, científicos, filosóficos e religiosos estruturam-se na nossa dimensão de vida, oferecendo aparato comunitário àqueles que almejam aprimorar suas qualidades, bem como devotar-se às atividades do bem, inspirando, por exemplo, os encarnados que desejem contribuir para o progresso da humanidade ou apenas realizar o melhor pelos entes queridos sob sua responsabilidade.

Então, há sistemas avançados e outros retrógrados de organização humana na outra dimensão?

Sim, e os que estão em freqüências mais elevadas não podem ser acessados pelos que se insulam nos baixos domínios dos instintos primários de barbárie, egoísmo e primitivismo. Já os que se encontram nos círculos mais luminosos de consciência podem, sempre julguem necessário, descer aos estratos de vibração inferior, para, por exemplo, resgatar os que se arrependem ou socorrer almas ignorantes, ainda longe da nobreza, mas de boa índole, exploradas em suas fraquezas pelos arquivilões das regiões infernais do espírito em torno do orbe (que são chamados, em diversas religiões, de demônios), espíritos simples estes que careçam de inspiração para compreender o que se passa consigo, e, assim, possam, efetivamente, fazer uma escolha livre sobre onde pretendem estagiar no período “entrevidas” ou “intermissivo” (entre reencarnações). Com a intransponível barreira vibratória entre o plano do bem e o do mal, para os que se encontram nas freqüências inferiores, a Divina Providência protege aqueles que desejam ascender em Sua direção, como isola aqueles que se atormentam reciprocamente, até que o caldeirão do sofrimento íntimo se lhes afigure insuportável e, livremente, busquem o socorro do Alto, que nunca lhes faltará. O progresso não é obrigatório, embora, paradoxalmente, constitua uma fatalidade psíquica, já que toda criatura possui o impulso fundamental à transcendência. Como, quando e em que circunstâncias, porém, esta escalada aos patamares mais sublimes de pensamento e sentimento acontecerá, corre por conta do livre-arbítrio de cada criatura, o que implica dizer que muitos tomam, por boa-vontade e esforço próprio, um trajeto mais retilíneo e curto em direção a Deus, ao passo que outros preferem fazer voltas sinuosas na mesma jornada. Todos, entretanto, cedo ou tarde, dar-se-ão conta desta necessidade visceral de seus espíritos, e, saturando-se das paixões em que se consomem, despertarão para o desejo de sublimar-se e, por conseguinte, felicitar-se verdadeiramente.

Mais algo deseja dizer sobre isso?

Sim, que estas organizações, apesar de alojadas no nosso plano extrafísico de vida, interpenetram suas freqüências psíquicas com as dos encarnados, e que, pela escolha de objetivos e de valores, cada criatura reencarnada sofrerá influência de um ou de outro plano de consciência. Portanto, a disciplina interna, a opção por ideais nobres e o distanciamento possível que se possa estabelecer de tudo que seja ilícito, antiético ou vicioso favorece uma salvaguarda do indivíduo contra essas organizações da sombra, tanto quanto o desejo de ser útil e fazer o bem ao próximo, o cumprimento dos próprios deveres, o amor, a caridade, as práticas espirituais, como a meditação e a oração, aproximam a pessoa da influência benfazeja, protetora e inspiradora dos anjos “ocultos” da humanidade.

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 04 de Maio de 2009, 16:48
Como Tornar Sonhos Realidade.

Benjamin Teixeira,
em diálogo com o espírito Eugênia.

(Pergunta) (*) – Por que a maior parte das mulheres sonha com príncipes encantados, mas se casa com cafajestes?

(Resposta) – Responderei de forma sumária, mas considerando diversas perspectivas, todas pertinentes e necessárias à melhor compreensão da temática intrincada dos relacionamentos humanos:

1) Porque não são princesas do espírito. Só almas nobres têm o condão pleno de conduzir para si personalidades de padrão similar.

2) Porque não são vassalas, em se considerando “príncipe”, na acepção de homens psicologicamente altivos ou suficientemente narcisistas para agirem como aristocratas pernósticos, que julgam merecer o melhor do mundo, em detrimento de terceiros, e não por realizações e méritos pessoais e sim por capricho e desejo. Estes príncipes só se casam com mulheres que se submetam ao talante dos próprios caprichos. As caprichosas, por suas vez, deveriam procurar vassalos, para diminuir um pouco os conflitos em que se introduziriam, caso consigam estabelecer intimidade com um igual – o que, é claro, por lei do carma, acontece frequentemente, fazendo com que, “príncipes” e “princesas”, após a quebra do encanto inicial de arroubo passional, descubram-se “traídos e enganados”, por se verem enlaçados, respectivamente, a “sapos” e “bruxas”. Todavia, nesta  burlesca e trágica comédia do ego, cabe-nos indagar: Quem, realmente, enganou quem?

3) Porque não são integradas psicologicamente, de molde que projetam um ideal que não condiz com sua realidade. Em linguagem junguiana, idealizam na câmara elevada do Self, mas se sentem atraídas a envolverem-se, por meio da Sombra Psicológica.

4) Porque atraem o que precisam e não o que julgam merecer.  Evolutivamente o universo condiciona as relações entre parceiros por meio de paridades psíquicas, sejam especulares ou complementares. Por uma questão de equivalência vibratória, costumamos atrair os semelhantes, ainda que num nível inconsciente, bem longe do plano das obviedades superficiais. Se alguém é mesquinho, egoísta e manipulador não pode esperar atrair a seu caminho almas de estirpe elevada.

(Pergunta)  – Por que, na juventude, homens idealizam o sucesso no bem maior e acabam, com frequência, descambando, na maturidade e na velhice, para o fracasso, na mesquinharia do mal menor?

(Resposta) – Porque não souberam facear os desafios complexos atinentes a suportar o conflito das necessidades prementes de sobrevivência e a adversidade cruenta do domínio físico de existência na Terra, onde tudo pugna e rivaliza os verdadeiros valores do espírito, arrebentando, em pouco tempo, na maioria dos casos, a balança íntima do autogoverno, conforme os princípios e metas elevados da juventude. Raras são as criaturas no nosso planeta que mantêm, na senectude, a mesma altura de ideal que apresentavam na juventude. O que parece, no entanto, em primeiro exame, uma involução, constitui a revelação de inconsistência dos sonhos de juventude, fosse pela concepção inadequada ou incompleta dos ideais (desconectada da realidade), fosse pelo desconchecimento da própria natureza, em termos de limitações psico-morais e potenciais intelecto-emocionais legítimos – já que as primeiras tendem a ser minimizadas e os últimos a ser superestimados pelo entusiasmo juventil. Quando um jovem, por exemplo, por narcisismo, motivado pelo ego portanto, sonha em ser um grande homem, provavelmente sofrerá amargas decepções. Quando um jovem no corpo material, porém, é, em verdade, um ancião do espírito reencarnado, são substanciais as suas chances de manter um elevado diapasão de constância em seu caráter e na manutenção de seus ideais, quando não de melhoria progressiva dos mesmos, assim como de respeitável percentual de concretização do que idealizou no princípio de sua existência física.

(Pergunta)  –  Por que a maioria das pessoas é honesta, e o percentual maior delas mente, mesmo assim?

(Resposta) – Porque a mentira, como regra de conduta, a ser dosada com a exposição da verdade, de modo responsável e construtivo, no tecido corrompido de uma sociedade hipócrita e venal, constituída por uma maioria de personalidades de baixo padrão moral, ainda é um item obrigatório – de tal modo que os moralistas que negam esta necessidade, asseverando não mentirem em nenhuma circunstância, revelam ou severo distúrbio mental, ou, como amiúde se dá nestes casos, demonstram ser hipócritas cínicos e perigosos, que julgam conveniente mentir deslavadamente, sustentando mitos fantasiosos sobre si mesmos de grandeza e excelência morais sobre si mesmos, enquanto exigem sinceridade transparente e irresponsável dos outros, para melhor controlá-los, em função de seus interesses pessoais, em prejuízo do bem comum. A despeito disto, entrementes, quanto mais decente e lúcida uma pessoa, mais estreito é o uso da ferramenta suavizadora da mentira caridosa e polida, em situações delicadas, que fica confinada, destarte, a ocasiões específicas, em que o espírito de humanidade e respeito às fraquezas e limitações alheias manda ocultar uma verdade inconveniente ou inoportuna, que eventualmente possa prejudicar a si ou a terceiros, sejam entes queridos ou estranhos. Os indivíduos calculistas, oportunistas e sociopatas, é bem verdade, fazem uso deste artifício de sobrevivência social bem além do que se faz necessário, tornando-se manipuladores contumazes, tripudiando e manobrando a boa-fé alheia, fazendo-se mendazes (passando a acreditar nas próprias mentiras), e, por fim, enlouquecendo moral e psicologicamente, na roda-viva de invencionices perigosas, que lhes conduz a trágicos destinos, amiúde já na presente existência (por mais inteligentes que sejam na elaboração de fantasias persuasivas), com toda certeza padecendo amaras conseqüências após a desencarnação e em outras existências físicas. A punição, porém, começa com a implicação inexorável a este perfil psicológico: o não acreditarem em ninguém e desconfiarem até mesmo de si próprias.

(Pergunta) – Como encontrar o equilíbrio e a maturidade na decência e, ao mesmo tempo, ser realista e proteger-se da malícia e da maldade alheias?

(Resposta) – Sendo rigorosamente honesto consigo mesmo, em primeiro plano, conhecendo-se o bastante para não exagerar nas expectativas quanto ao próprio valor e ao destino de “grandeza” que se projete para si. E, em seguida (em termos de importância na aplicação dos princípios), não esperar muito dos outros, procurando, de reversa maneira, ser aquele que é fonte de solução, benefício, felicidade e paz, tanto para si, como para os outros, porque, assim, sofreremos menos com uma contingência natural do orbe – encontrar gente problemática ou perversa, no percurso da própria existência – e, ainda mais, atrairemos para perto de nós, paulatinamente, com o correr dos anos, criaturas semelhantes, ainda que raras, por uma questão de atração vibratória (iguais atraindo iguais para perto de si), uma espécie de magnetismo moral e espiritual irresistível. Este fator magentismo pessoal-espiritual é de tal modo dominante nas relações interpessoais, que, quando agimos com muita decência (sem ingenuidade), com os outros, ainda que não atraímos semelhantes a todo tempo (o que é impossível na Terra), fazemos com os que não estão no nosso patamar de maturidade psicológica e moral ajam em esfera mais alta de consciência e conduta para seu próprio padrão, demonstrando virtudes que, nas relações com terceiros, não denotam. Assim, numa situação extrema, almas santas costumam inspirar atos de bravura e altruísmo em criminosos, embora isso só possa acontecer pontualmente, porque se o convívio for forçado entre estes seres que compõe extremos opostos do espectro da dignidade humana, a psique do criminoso, em efeito contrarreativo compensatório aos momentos de nobreza que lhe não são naturais, tenderá a agir em padrão ainda mais baixo que o que lhe é peculiar, logo adiante ao ato de grandeza, prejudicando o próprio promotor de seu crescimento, o tal ser luminoso com quem está convivendo (a hagiografia é prenhe de exemplos do gênero, nos dois sentidos.)

(Pergunta)  – Onde está a escada para o encontro do verdadeiro amor e da realização pessoal completa?

(Resposta) – Dentro de nós mesmos – temos que recorrer a este axioma das tradições espirituais de todas as culturas e épocas, incluindo a nossa, a cristã (“O Reino dos Céus está dentro de vós”). No entanto, para colocar em termos mais pragmáticos, digamos que existem, basicamente, três itens definidores do sucesso pleno – ou seja: aquele que inclui a vitória íntima, a felicidade, a paz, o sentimento de dever cumprido, e não apenas o êxito profissional, material, social, externo:
1) Ouvir a própria consciência-intuição-coração-vocação. Sem se ouvir e seguir os aspectos mais genuínos e nobres de si mesmo, sem se respeitar a própria natureza psicológica, sem consideração elevada pelos ideais que inflamam o próprio espírito, impossível lograr-se a verdadeira realização pessoal, isto é, a que seja duradoura, profunda e completa.

2) Ser persistente. Somente pela perseverança pode o indivíduo alcançar os supinos desideratos a que colima, em função das energias contrárias ao impulso da vida, evolutivo, que esta flama íntima de ideal representa. As crises a serem suportadas, vividas e superadas; as adversidades, ataques e quedas a serem vivenciados e também passados para trás são de tal modo numerosos, intensos e variados em sua forma de expressão, que somente grandes almas atingem o ideal de transpor todas as barreiras encontradiças em seu destino, na direção da plena realização de seus potenciais, quando reencarnadas em nosso planeta, o que a psicografia de Chico Xavier, em nome do Espírito que se autocognominou André Luis denominou de “completistas”.

3) Confiança e contato sistemático com Deus, de forma direta ou indireta, por meios convencionais ou não. Alguém poderia dizer que existem elementos do mal que jamais auferem, na inspiração divina, impulso e diretriz para suas atitudes malevolentes. E nós dizemos, entrementes, em contrapartida, remetendo a um dos mais intrigantes paradoxos do universo, que somente em Deus algo pode ser feito, de molde que até os genocidas agem sob tutela divinal, tornando-se, por conseguinte (sem o saberem e também sem nenhum merecimento) agentes da punição e do estímulo à transformação – o que o mal é, em última análise, já que existe para fomentar as criaturas à busca do Bem, em todas as suas multifacetadas formas de expressão.


(Diálogo mediúnico travado em 3 de maio de 2009.)

(*) Em função de as perguntas haverem sido propostas pela própria Autora Espiritual, não me coloquei como o “indagador”, neste diálogo, como, via de regra, apresento-me, nestes ricos intercursos com a sábia mestra desencarnada.
(Nota do Médium)

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Maio de 2009, 14:09
Compromisso Fundamental.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Não prevarique com sua consciência. Concentre-se no essencial. Cuidado para não se distrair com as solicitações frenéticas do cotidiano e esquecer-se do fundamental.

Urgências podem ser emergenciais, sem ser prioritárias nem mesmo importantes. Pode-se precisar salvar, às pressas, alguma coisa, sacrificar-se por ela a saúde, a paz, a família e a felicidade, para tão-somente salvar-se o inimigo, e levá-lo para casa. Em medida extrema, para que, por exemplo, salvar um negócio, e perder o tempo de estar com a família? Perca alguns milhões, mas não perca a sua vida. Mesmo porque, em termos práticos, quanto acréscimo de bem-estar e de realização pessoal de fato agrega à sua existência salvaguardar mais uma bolada em dinheiro ou patrimônio? Que prazer satânico, tão fútil e fugaz, é esse por que vende sua alma ao mal?

Será que você precisa ler tanto mais, viajar tanto mais, trabalhar tanto mais, e regatear a segundo plano os assuntos de sua alma, como a busca de propósito e de significado para sua existência?
Claro que é fundamental a aquisição contínua de novas informações; evidente que o intercâmbio favorecido pelas viagens é enriquecedor; indiscutível que o trabalho enobrece o ser humano. Todavia, inadiável é a necessidade de equilibrar a distribuição do tempo, a fim de que se possa votar atenção a cada departamento de si, sem descurar de nenhum dos outros demais, trabalhando o conjunto, a totalidade, o ser que você é, que brota da sinergia das partes que lhe compõem. Se somente da sinergia de suas partes constitui-se o indivíduo que você é, imagine que prejuízo não representa descuidar-se de uma das fontes constituintes de sua essência humana.

A partir de hoje, seja inteiro, seja você mesmo, ainda que não corresponda a modelos culturalmente impostos de prosperidade e verdade. Porque, em última análise, nenhum sucesso pode ser maior que ser feliz, nenhuma verdade pode ser mais genuína que estar em paz.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Maio de 2009, 14:46
Lidando com as Decepções.

por Aline Rangel

“Decepções são um tipo dos dissabores que acometem pessoas, e só não se decepciona quem pode ver tudo perfeitamente, sem nunca se equivocar, o que não é humano.” (*1)
Aprender a lidar com decepções é capítulo fundamental para uma vida mais saudável e feliz. Como estabelecer vínculos, como investir nas relações interpessoais, sejam as afetivas, as profissionais, ou mesmo as familiares sem considerar que aqui ou ali, estaremos nos deparando com um traço, uma reação, um padrão de comportamento que não se encaixa com nossos modelos, com nossas expectativas… As pequenas decepções, por serem mais fáceis de ser contornadas, são muitas vezes desmerecidas, desconsideradas em seus conteúdos mais profundos, acumulando-se e transformando-se em grandes problemas de relacionamento… Importantíssimo refletirmos sobre o motivo de nossas atuais decepções… Seriam justas realmente, indicando relações abusivas, neuróticas, que precisam ser avaliadas ou mesmo rompidas? Ou exprimem o quanto estamos funcionando de maneira egoica, sentindo-nos frustrados por percebermos que os outros não nos atendem os caprichos?
Vale, assim, considerar que, antes de julgamentos e reações precipitadas, cabe observação criteriosa acerca do quanto se pode estar projetando no outro das próprias dificuldades, dos próprios conflitos, que nada têm a ver com os limites necessários a serem estabelecidos em nome de um vínculo mais maduro. As projeções, ou seja, o enxergar no outro uma característica negativa ou positiva que se porte em nível inconsciente, acontecem a todo momento e não poderia ser diferente. O conhecimento que normalmente portamos sobre nós mesmos carece em profundidade, o que faz com que vejamos fora aspectos que muito nos incomodariam se percebidos em nós mesmos, assustando-nos, entristecendo-nos, provocando surtos de raiva, ou reações de nojo, suspeita… Numa certa medida, a projeção tem uma função positiva, já que nos coloca em primeiro contato com estes conteúdos, mas é preciso superá-la para que assimilemos o que necessita ser modificado ou mesmo o que pede espaço para livre e produtiva manifestação.
As decepções nos trazem, portanto, valiosas lições. Seja porque estamos nos submetendo, sem perceber, a uma relação disfuncional e o fato de nos entristecermos profundamente com o que estamos vivendo já nos indique mais lucidez, ou porque se faça uma oportunidade de nos olharmos mais atentamente e perguntarmos: “Por que estou esperando que o outro realize por mim o que me cabe?” Ou ainda: “Por que isso me afetou tanto? É meu coração que está me alertando ou meu ego que exige reparação ou revide?” Vale nos posicionarmos de forma mais adulta e responsável com nossas expectativas! Aquilo que cobramos do outro pode estar (e normalmente está) muito longe do que nós mesmos podemos oferecer, como nos indica a mestra Eugênia em suas mensagens sobre o assunto.
Além disso, estamos também decepcionando corações que nos amam de verdade, sem nos darmos conta, sendo perdoados e aceitos com nossas deficiências… Por que então funcionar como juízes implacáveis, aguardando qualquer momento de deslize para desfiar um rosário de queixas mesquinhas, se precisamos tanto da compreensão de nossos semelhantes para nossas limitações? Sem dúvida, é importantíssimo criarmos limites claros em nossas relações para não sermos abusados em nossas demonstrações de afeto. Uma decepção mais séria e justa pode ser um aviso para que nos posicionemos, nos afastemos e construamos ligações melhores. Mas antes disso, cabe um olhar muito firme e sereno diante do espelho e a pergunta: “Quem, realmente, está me decepcionando agora?”


(*1) Extraído da mensagem “Dissabores” – Benjamin Teixeira, pelo espírito Anacleto, no livro “Sol de Esperança”.
(*2) Sugiro, enfaticamente, a leitura das mensagens “Toda Verdade” e “Dádivas Divinas em Embalagem Complexa”, ambas do espírito Eugênia, pela psicografia de Benjamin Teixeira, disponíveis no site, para os que desejarem aprofundar o tema.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 19 de Maio de 2009, 18:47
Súmula sobre a Fofoca.

(Registros da Mediunidade – 08.)

Benjamin Teixeira e o
espírito Eugênia.

Em viagem breve de dois dias, a pedido da Espiritualidade Amiga, à capital da República, visitando alguns velhos amigos, a serviço de nossa Causa de divulgação dos ideais espirituais, numa abordagem atual, levantei-me, acompanhado do estimadíssimo irmão em ideal Delano Mothé, para breve ducha quente, após 3h de sono minhas, 3h30 dele (igualmente workaholic, como eu; ou, conforme se diz atualmente, para diferenciar os compulsivos no trabalho dos vocacionados felizes no que fazem: “worklovers”), corridos nos preparativos para nos dirigir ao aeroporto.

 Em questão de poucos minutos, um quadro mental se me abriu à retentiva psíquica, e recebi, em linhas gerais, o conjunto de conceitos que se seguem, de nossa adorável mestra espiritual. Partilhei com o beletrista chefe do departamento editorial e de revisão de nossa Organização; e, compreendendo a importância do tema, em seu caráter universal e intemporal, solicitei da grande Preceptora que, se possível, ditasse Ela própria uma súmula da microaula que me foi lecionada. Segue-se o que Eugênia psicografou, na velocidade possível à digitação, antes mesmo que eu abandonasse o quarto de hotel em que estávamos hospedados.

A fofoca, no ser humano, é instintiva – é o que nos afirma a ciência humana, em seus últimos desdobramentos, os mesmos que revelam também a mentira e o estupro terem estofo em impulsos primordiais da psique humana. Todos constituíam recursos para a sobrevivência em comunidades primitivas, quando não se dispunham de recursos melhores que a ciência, o jornalismo, a psicologia e o estado de direito.  Logo, os que apelam para tais expedientes demonstram estar excessivamente sintonizados com os aspectos mais primitivos de si próprios e da espécie, distanciados das manifestações sublimes, tanto de si como do gênero humano.

Obviamente, aqui não aludimos à educação, que se utiliza de experiências alheias para a instrução eficaz (sem a intenção de depreciar e, quanto possível, sem citação de nomes, para não identificar personalidades ainda encarnadas, que possam ser constrangidas), nem fazemos qualquer referência à necessária quebra de sigilo, quando vidas correm risco e precisamos salvar pessoas, como é o caso de um assassino potencial que resolve confidenciar-se com um psicoterapeuta, dando claros indícios de que subtrairá a vida de alguém – este profissional tem o dever moral de comunicar às autoridades constituídas o risco de homicídio a ser perpetrado. O código de ética de psicanalistas, psiquiatras e psicólogos inclui este item melindroso de seu compromisso com o “segredo e privacidade alheios”.

Ao parar neste ponto, supus que a querida Mestra me estivesse suspendendo a escrita paranormal para não me provocar a perda do vôo. Só que, agora, em plena rota aérea de retorno a Aracaju, sede do QG de nosso Instituto, recebo d’Ela a notícia que não mais se estenderia na temática, nesta ocasião, pedindo que publicasse o conteúdo. Intuí que deveria apresentar um contexto para este material, e a ilustre Dama do Plano Sublime aquiesceu às minhas impressões íntimas, autorizando-me redigir esta página. Espero que o prezado leitor usufrua, tanto quanto imagino possível, pela riqueza envolvida na temática.


(Texto recebido e redigido, tanto em sua parte mediúnica, quanto na não-mediúnica, em 15 de maio de 2009.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 20 de Maio de 2009, 15:04
Recebendo a Ingratidão como Paga do Bem.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

O amigo que agora o despreza, sem que isso concorra para lhe abalar a fé na vida, na vitória final do bem, nem no gênero humano constitui crédito na sua conta cármica, a postular em sua causa, em qualquer tempo e lugar.

O beneficiário de ontem que lhe faz vista grossa, virando-lhe a face, em plena via pública, acintosamente, clama, sem o saber, pelo juízo dos Anjos, em seu favor, que lhe propelirão bênçãos em medida imprevisível por ora, em sua direção, se você não converter esta ocasião de teste em oportunidade de queda para si próprio.

Considere este mundo, para você que segue à frente, no carreiro evolutivo, em relação à média planetária, na condição de despenseiro da graça da esperança e da bênção do conhecimento, como uma jornada de constante desafio, exortando-o a gerar tração para Cima, tanto quanto tudo o atrai para as baixadas do primitivismo.

Se você está de fato na vanguarda, em relação ao padrão médio de desenvolvimento espiritual do globo, naturalmente tudo o arrastará para baixo; mas, também, fazendo sua parte, com critério e disciplina, receberá reforços especialíssimos das Potestades do Plano Sublime, que lhe não deixarão passar em branco as lágrimas vertidas na escuridão de sua alcova, nem lhe permitirão faltarem os suprimentos de motivação e recursos, para o reto cumprimento de seus deveres.

Releve, agora, o instante difícil que atravessa, com os que esquecem o bem que lhes fez outrora, e pense em Deus, como Ser Infinita Bondade, reforçando seus elos de compromisso com Ele-Ela, porque, enquanto cogita demais dos outros e suas limitações, esquece-se talvez do vínculo fundamental – com o Criador e Seu Absoluto de Provisão, Seu Infinito de Graça.
E, estando bem com este elo excelso, tudo mais, por conseguinte, ser-lhe-á arranjado, em tempo e da melhor forma, provavelmente bem superior à que ora julga ser possível acontecer e que lhe agradaria receber.


(Texto recebido em 19 de maio de 2009.)

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Maio de 2009, 19:56
Diálogo sobre Depressão (*).

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Eugênia, há uma pergunta recorrente de internautas, telespectadores e assistentes em nossas palestras, que gostaria de lhe retransmitir:
Qual a explicação espiritual para a depressão, também chamada transtorno bipolar ou unipolar (de acordo com a presença ou ausência, respectivamente, de oscilações maníacas)?

Um dos flagelos da modernidade, a depressão tem etiologia profunda, com suas raízes fincadas no solo da alma. Quem se sente desanimado, em caráter mais grave, sofre de séria patologia espiritual, aguardando atendimento adequado, que lhe aborde e avalie não só as questões de ordem médica ou psicológica, mas atinja o cerne da problemática, de natureza fundamentalmente espiritual.

No que tange à sua feição psicológica, pode a depressão ser oriunda de repressão grave e crônica da raiva continuada e intensa, que, depois de passar por seus trâmites (da depressão), poderá desembocar em disfunções orgânicas outras, como a artrite reumatóide ou as diversas manifestações cancerígenas.

Preferimos aqui considerar, todavia, para os fins que nos interessam – remontar às causas últimas e mais profundas do problema – que a gênese da depressão está associada à frustração severa da alma, com a obliteração de seus anseios naturais de realização e expansão de si. Toda vez que um ser humano reprime seus ímpetos espirituais de progresso, sufocando seu elã vocacional, relegando a esquecimento as mais lídimas expressões de seus sentimentos (no que diz respeito a relacionamentos interpessoais), estará se candidatando, a curto ou médio prazo, a desdobrar algum dos nível de depressão, os mais leves sequer diagnosticáveis como “depressão clínica”. Assim, a fuga para vícios variados, distrações diversas e interesses fúteis, podem dar extravazão à energia psíquica da frustração, sem que se chegue a desenvolver, propriamente, o quadro médico-psicológico da depressão.

Retornando à associação que fizemos acima, entre depressão e desânimo, gostaríamos de nos reportar às origens etimológicas da palavra desânimo, proveniente do verbete latino “anima”, que significa: alma. Assim, o desanimado estaria desconectado da própria alma, da essência de si mesmo. Portanto, se alguém quiser debelar, em caráter profundo e definitivo, o seu quadro depressivo, embora possa, em casos mais graves, apelar para o recurso medicamentoso (psicofármacos anti-depressivos, por prescrição psiquiátrica - sempre em caráter provisório e emergencial) e também possa fazer uso do concurso de psicoterapia apropriada a seu temperamento e definição religio-filosófica, deve, acima de tudo, conhecer-se em profundidade, e, com isso, descobrir que ordem de reclamos basilares de seu núcleo fundamental de ser estão sendo desprezados ou simplesmente não-percebidos, a ponto de a mente começar a colapsar, na implosão psíquica da depressão psicológica. E, com todo respeito que nos merecem a Psiquiatria e as inúmeras escolas de Psicologia na Terra, não se erradicará de modo profundo e duradouro, um quadro severo de depressão, sem se remontar a questionamentos de natureza espiritual e religiosa. Que se descubra qual a própria vocação, no sentido profissional, familiar e social, mas que não se esqueça de Deus e da forma de contato com a Divindade que o indivíduo deverá descobrir ou criar, para se realinhar com o sentido pessoal de paz e bem-aventurança.

Atualmente, a Neuroteologia, braço novo das neurociências, tem considerado a atividade religiosa, mística ou espiritual, como uma necessidade neurofisiológica do ser humano, havendo regiões específicas da fisiologia e mesmo da estrutura cerebral para a vivência do espiritual, bem denotando como o ser humano não será completo negligenciando esse capítulo constitutivo de sua própria natureza.

A freqüência assídua, ao menos semanal, a um culto religioso do próprio agrado, conforme predileções psicológicas e inclinações ideológicas ou culturais, deve ser transformada em hábito, de parte ao seguimento impreterível de uma disciplina diária de contato direto com Deus, pela forma preferencial da criatura, seja a meditação, seja a oração, seja uma cambiante entre as duas técnicas de comunhão com o Divino – o que achamos mais sensato, para o homem e a mulher modernos.

Por fim, que cada um procure descobrir uma forma de serviço ao próximo que lhe dê sentido a viver, seja associando tal espírito de solidariedade às próprias obrigações profissionais, exercendo atividades remuneradas com amor e desejo sincero de ser útil e ajudar, seja na vivência mais intensa e genuína dos laços afetivos com os entes amados, seja numa atividade voluntária, não-remunerada, caracterizando o que se pode chamar, tecnicamente, de “prática da caridade”. Vocação sem espírito de serviço é fantasia para os delírios narcísicos do ego, nada tendo a ver com a verdadeira expressão da Vontade de Deus, que sempre se manifesta através de sentimentos de amor ao próximo, do dever de servir, cuidar e amar os semelhantes, próximos ou distantes, amados ou desconhecidos.



(*) Melhor seria que disséssemos “consulta” e não “diálogo”, já que não houve desdobramento de raciocínios, no intercâmbio e interpenetração de idéias entre consultor e consultado, típico ao sistema dialético de pensamento; apenas tendo feito uma pergunta e Eugênia simplesmente tivesse discorrido sobre a temática sugerida. Preferimos manter esse título, porém, para incluir esse texto na categoria das mensagens provocadas abertamente à mentora espiritual e seus outros amigos do outro plano de vida.

(Nota do Médium)

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Maio de 2009, 19:59
Ante o Conhecimento Espírita.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eustáquio.

Abre escola, divulga livros, escreve artigos, dissemina esperança. Distende, sobre o mundo, a cultura espírita, leva a mensagem espiritual a toda parte.

Palavra falada, televisiona, eletrônica, onde existir mídia, meio de comunicação ou forma de interação entre almas, sê o fio condutor da verdade e do bem, num mundo à beira do colapso e da desordem, no confronto de civilizações.

Abre banca espírita no centro de um shoping-center; lança palavra de fé, em plena sala de aula; proclama tua convicção na imortalidade, no seio de conversa espontânea, entre amigos queridos. Onde encontrares meios, leva à criança, ao adulto e ao ancião a mensagem da vida imortal, porque há desesperados por toda parte, sem que nem tenham consciência disso, nos desvãos dos vícios destrutivos, dos apegos delirantes, da depressão e do vazio avassaladores.

Distribui em fotocópias aquela página iluminada, com teus colegas de trabalho; vaza palavra sincera de ânimo na reunião de negócios; e, onde puderes, com quem estiveres, sê o alento, quanto o êmulo de todos, conduzindo paz, força e esperança, quando não inspiração e felicidade.

Esta é tua missão, com o conhecimento espírita, ainda que sejas, tão-somente, um divulgador singelo de “pé de ouvido”, pois que, ainda assim, poderás mover montanhas de lodo moral, ao educares teus filhos, servires teus amigos, iluminares teus colegas de trabalho e, principalmente, apresentares ao mundo teu exemplo luminífero da fé, constituindo, em toda parte, uma presença de Luz em nome de Deus.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 26 de Maio de 2009, 11:30

Assistência Social; Evolução das Sociedades; Cultura Brasileira e Voluntariado.

(Entrevistando Benjamin Teixeira – 04.)

Wagner Mendes (*1) e
Benjamin Teixeira.

Hoje entrevistaremos Benjamin Teixeira, fundador e dirigente do Instituto Salto Quântico. Apresentador do programa mais antigo da TV brasileira dentro da temática espiritualista, exibido há mais de 15 anos (desde janeiro de 1994; atualmente, pela Aperipê TV, desde 1997), com dimensão nacional desde 1996 – por parabólicas analógicas, até 2000; por duas redes nacionais, entre 2001 e 2009 (TVE e CNT); e, agora, em emissão digital via satélite. Benjamin é escritor de 19 livros, faz palestras há 18 anos (incluindo visitas anuais aos EUA, desde 1996) e contacta o espírito Eugênia há 21, desde 1988, momento que ele marca como surgimento do Instituto como um todo. Além disso, realiza, com expressiva equipe de colaboradores, trabalho de assistência ao Bairro Santa Maria, com serviços gratuitamente disponibilizados à população, como acompanhamento pré-natal, entregas semanais de sopa e pão, atendimento médico e odontológico, cursos de dança (entre outros) e doações mensais de cestas básicas.. Mais informações podem ser obtidas no sítio eletrônico na internet: www.saltoquantico.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zYWx0b3F1YW50aWNvLmNvbS5icg==).
(EmContato) – Benjamin, as atividades de responsabilidade social realizadas pelas empresas, quer revelem sua intenção de ressarcirem-se perante a sociedade por malefícios a que sejam associadas, quer se apresentem apenas como marketing social, dizem respeito, em sua grande maioria, ao atendimento de necessidades básicas, como alimentação, moradia, educação e saúde. Na sua opinião, o conceito de responsabilidade social deveria ser mais amplo?
(Benjamin Teixeira) – Necessariamente, é mais amplo. Existe um conceito corrente, inclusive, uma velha crítica (muito bem fundamentada) aos processos de mera assistência social (principalmente os levados a efeito nos meios cristãos católicos, como na América Latina como um todo), que levou à lavra de uma alcunha de tom altamente pejorativo: “assistencialismo”. Por meio deste, a pessoa é apequenada com a mensagem subliminar de inferioridade e dependência da caridade dos “superiores’, que, então, têm a “generosidade” de socorrê-la. Isso é de uma indignidade ímpar (apesar da eventual boa intenção dos que o pratiquem), criando vícios de negligência (naquele que se sente inferior) e de narcisismo “onipotente” e, não raro, prenhe de favoritismos inconfessáveis (por parte de quem se coloca como superior – qual é comum observar-se na ‘”caridade eleitoreira”). Devemos, antes de tudo, visar a reintegração do indivíduo à cidadania, à sua plenitude como ser humano – dar-lhe liberdade de escolha, em todos os sentidos e departamentos de sua existência; e, para tanto, conferir-lhe poder para fazer suas escolhas. Tal não é possível quando não há acesso à instrução básica, nem à alimentação e assistência médica elementares, pois os pilares corpo-mente ficam comprometidos o bastante para relegarem a criatura a um permanente degredo social às baixas opções de realização profissional e crescimento pessoal. Em função disso, nosso trabalho social no Bairro Santa Maria possui vários departamentos de caráter educacional – a mães gestantes, a crianças –, que vão desde a cobertura de conceitos moral-espirituais basilares a princípios gerais de direito e profilática rudimentar nos cuidados com a higiene pessoal e alimentação caseira. De qualquer forma, não deixamos de oferecer o pão a quem tem fome agora, com a desculpa de que é mais importante educar, porque nos soa completamente hipócrita entregar-se a questão às mãos dos governantes, ou alegar-se que o busílis está em propiciar meios de o indivíduo resolver seu problema, visto que “não adianta” dar o peixe, e sim ensinar a pescar (a famosa máxima de Confúcio). É impossível ensinar a pescar se o aprendiz está de barriga vazia e mal consegue se manter de pé e atento ao que se lhe diz. Por óbvio, o grande sábio chinês concordaria conosco. No Brasil, todavia, temos o malfadado hábito de nos confiar à maledicência contra iniciativas beneméritas de instituições e pessoas, com os ares elegantes da pseudoconsciência política, transferindo a responsabilidade de um problema, que é de todos nós (se é que nos julgamos partícipes de uma sociedade), para governantes e empresários milionários. Se cada pessoa de classe média alimentasse alguém que se encontra em nível de miserabilidade material, não só nossa realidade social seria completamente diversa, como, por consequência do novo padrão de valores, já estaríamos elegendo governantes mais responsáveis, pela lei natural de reflexão que acontece, na relação povo-governo. Segundo disse o grande iluminista Robespierre: “Cada povo tem o governo que merece.” Faria uma correção-atualização do conceito: “Cada povo naturalmente produz representantes públicos em correspondência a seu perfil psicológico.” Ou seja: não se trata de nenhuma espécie de castigo místico ou divino, mas de resultado da lei de causa e efeito. Não podemos ter políticos honestos ou elites econômicas sábias e conscientes (aludindo-nos à média de seus componentes), se existe uma esmagadora maioria de elementos, nos contingentes populacionais, disposta a “levar vantagem” sobre os outros – como se diz no vernáculo pátrio (leia-se: beneficiar-se, ainda que prejudicando terceiros) –, a cada oportunidade que surja, desde a “cola escolar” às transgressões no trânsito, até as manifestações quase genocidas do desvio do erário público para fins de locupletação pessoal.
(EC) – Observa-se que até em animais há a noção de ajuda mútua, de solidariedade. Por que esse sentimento no ser humano não se expressa tão naturalmente?

(BT) – Conforme etólogos revelam claramente, em suas pesquisas muito bem documentadas, o apoio a outros elementos da espécie, no reino animal, restringe-se a limites muito estreitos, determinados pelos instintos. Há exceções honrosas, como é o caso dos denominados “insetos sociais”, quais abelhas, formigas, vespas e cupins, bem como de mamíferos de grande porte, qual o elefante. O caso dos insetos sociais, aliás, é motivo de deleite para os entomologistas, que, em Harvard, chegaram a criar curioso conceito: “tendência imanente à transcendência”, para explicar o fenômeno da dedicação, até o sacrifício (por parte dos componentes de uma colméia ou de um formigueiro, por exemplo), aos interesses reprodutivos de um único indivíduo, denominado de “rainha”: em verdade, uma mãe coletiva. E, no que concerne aos elefantes, notam-se manifestações de compaixão nem sempre encontradas em seres humanos. Mas são situações pontuais na natureza, porque a disposição de doar até a própria vida pela proteção da prole, em fêmeas paridas, é vista como, tão-só, imperativo genético de defesa da espécie, estando longe dos arroubos de afeto universal e desinteressado de que o ser humano é capaz.. Numa manada (de bois, búfalos etc.), indivíduos doentes, deficientes ou envelhecidos são simplesmente abandonados à própria sorte. Não há qualquer sentimento ou noção de piedade. Mesmo na espécie humana, em períodos remotos da história e da pré-história, tais condutas eram não só corriqueiras, como estabelecidas por convenção. A comunidade de Esparta, a famigerada cidade grega da Antiguidade, fazia uso de um precipício, d’onde se lançavam crianças que nasciam com deficiências congênitas ou anciães inválidos. A justificativa para semelhantes atos de barbaria inqualificável era de que os sacrificados constituíam fardo social, um peso para os cidadãos sãos, devendo, pois, ser alijados do seio da comunidade, a benefício geral. Foi Jesus e Seus seguidores que instituíram o espírito de caridade, em larga escala. Orfanatos, asilos para idosos, indigentes ou deficientes mentais e físicos, bem como hospitais e leprosários, etc. – tudo que diz respeito ao amparo ao semelhante em condições de penúria física, emocional, intelectual e moral –, surgiu e se foi disseminando, em quantidade e qualidade, no correr dos séculos, desde que o Cristo esteve entre nós, há dois milênios. Desta perspectiva de amplo horizonte temporal, temos uma noção mais clara do quanto avançamos, em relação a períodos históricos primitivos, a fases civilizatórias anteriores à atual, de nossa humanidade terrena. Mas, para que fundamentemos esta nossa argumentação, recordemo-nos dos circos romanos dos primeiros séculos de nosso calendário gregoriano: turbas gigantescas se reuniam para assistirem, como deleite supremo de momentos festivos, a espetáculos sangrentos, levados a cabo com seres humanos, entre os quais se destacam os ataques de feras esfaimadas a mártires cristãos e os célebres confrontos entre gladiadores até a morte. Compare-se isso à mesma alacridade encontrada nos nossos grandes estádios esportivos, em que se vêem, hoje, espetáculos de desporto de natureza infinitamente mais civilizada e pacífica. Passaram-se dezessete séculos de lá para cá. Indagamos, então, agora: como estaremos dentro de mais dezessete séculos?… Há um século e meio (bem mais próximo ainda, portanto), vivíamos em regime sócio-político-econômico escravocrata. Atualmente, na legislação pátria, o racismo constitui crime inafiançável, e um dos ministros mais respeitados do Tribunal máximo da República, o STF, é negro, tanto quanto a maior celebridade nacional, uma das criaturas mais amadas do país, é, por meio século, um futebolista igualmente negro. Como estará o país em mais um século e meio?…
(EC) – O que dizer a respeito de pessoas que utilizam o argumento de que já pagam impostos e de que a obrigação de oferecer assistência à população carente compete ao Estado, como justificativa para não realizarem trabalhos caritativos?

(BT) – Racionalização de seu desinteresse pelo próximo, mero pretexto para ocultar sua baixa consciência social, máscara para ocultarem o nível sofrível de maturidade espiritual que portam. Os proponentes desta opinião podem ser inteligentes, ocupar posições sociais de destaque, mas não são seres humanos desenvolvidos. Entre eles, normalmente vemos tiranos domésticos ou patrões-chefes carrascos, odiados por quase todos os indivíduos que os conhecem, e, às vezes, pelos mais íntimos, sem que eles mesmos se deem claramente conta disso.
(EC) – Após as grandes contribuições do bilionário Rockefeller às universidades, escolas e museus norte-americanos, passou a ser malvista, nos Estados Unidos, uma pessoa muito rica que não realiza vultosas doações. Haveria como trazer esse costume para a classe média brasileira, ainda que em menor escala?

(BT) – Podemos ousar dizer que John Davison Rockefeller Nixon (1839-1937) foi um dos maiores responsáveis pela constituição desta mentalidade de espírito solidário e de consciência social (que está profundamente impregnada na mentalidade norte-americana), mas não foi o único. Os nossos “irmãos do Norte” têm sólidas e antiquíssimas tradições de serviço voluntário e de espírito de grupo (por suas origens estóicas de calvinismo devoto), as quais nós, brasileiros, estamos muito longe de vivenciar, com vícios arraigados e cristalizados há séculos, provenientes da estrutura de poder nepotista que herdamos da península ibérica, com sua filosofia elitista, extrativista, escravagista e exploradora, em todos os sentidos, dos outros e da natureza, para fins pessoais e familiares. Das capitanias hereditárias à presente data, vemos um continuum deplorável, pois que muitos preservam a crença não declarada de que o Estado existe para que os mais sagazes adentrem-lhe a máquina, de molde a se beneficiarem e aos seus, em detrimento do bem comum. Isso, evidentemente, é da natureza humana. Mas a questão é que nós, latinos, de raízes católicas, e principalmente os brasileiros (que unimos o patrimonialismo lusitano ao comodismo indígena e ao ludismo negro), criamos uma psicosfera e sociosfera que favoreceram, em nossa cultura, as manifestações de tais tendências detestáveis do gênero humano: o ego e seus desatinos. Não só os muito ricos, nos EUA, partilham desta mentalidade ressaltada em sua indagação. Como aludimos, acima, na questão sobre governantes, também as elites econômicas retratam a base da sociedade. Entre 60 e 70% dos adolescentes ianques se dedicam a serviços voluntários (logo lá, onde todos começam a trabalhar cedo e a se preocuparem em fazer dinheiro e viver por conta própria ainda antes de se completar a maioridade), constituindo, inclusive, este dado, um elemento positivo no currículo escolar. No Brasil… bem, é impressionante, mas a nossa estatística é exatamente dez vezes inferior à dos norte-americanos: menos de 7% dos adolescentes brasileiros aplicam uma parte de seu tempo aos menos favorecidos da “sorte”.
(EC) – Costuma-se acusar a mídia de não divulgar as misérias que assolam nossa pátria, acrescentando-se que esse seria o motivo da perpetuação desses problemas. Você concorda com o posicionamento dos defensores dessa ideia?

(BT) – Tolice (desculpem-me a rudeza), se não má fé e cinismo. Ninguém que seja alfabetizado e tenha acesso à imprensa desconhece as cruentas injustiças que pervagam nosso tecido social, em todos os níveis, desde a vergonhosa distribuição de renda ao acesso desnivelado aos tribunais e demais meios de reivindicação dos próprios direitos.
(EC) – Benjamin, em nome da equipe da Revista EmContato, gostaria de agradecer a sua participação, que em muito contribuiu para o enriquecimento cultural de nossos leitores. Desejaria apresentar algum comentário adicional?

(BT) – Que busquemos a felicidade como nosso direito, mas também como nosso dever. É o lema de nossa Organização. E para fazer isso com qualidade, bom lastro no bom senso e pragmatismo, sugerimos conheçam o pensamento da mestra espiritual de nossa Instituição de ensino em massa, o Espírito Eugênia. Diálogos, dissertações, incorporações, programas de TV realizados sob sua inspiração – tudo pode ser facilmente acessado e consultado, gratuitamente, em nosso site na internet: www.saltoquantico.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zYWx0b3F1YW50aWNvLmNvbS5icg==). E, para os residentes em Aracaju, nosso convite a que compareçam às nossas palestras públicas de domingo, em que temos não só a participação do público presente, fazendo perguntas, como ilustrações cinematográficas comentadas com fins educativos, e, ao fim, a manifestação da Mentora desencarnada do Instituto, por intermédio de minhas faculdades mediúnicas, no habitual espetáculo de serenidade, profundidade, grandeza moral e sabedoria que lhe são peculiares (*2).

(*1) Wagner Mendes representa sua equipe universitária, responsável pela formulação das perguntas para esta entrevista.
(*2) As palestras domingueiras proferidas por Benjamin acontecem às 20h de domingos, no auditório da Sociedade Semear, Rua Vila Cristina, 148, Bairro São José. Cortesia garantida na primeira visita.
(Revisão de Delano Mothé)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 27 de Maio de 2009, 16:52
Reconciliando-se Consigo Próprio.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Procure se reconciliar consigo próprio. Não se pode perdoar ninguém sem antes não se ter feito as pazes consigo mesmo. Ódios cruentos, frequentemente ocultam sérios processos autodestrutivos, projetados e, assim, camuflados num espelhamento no outro. Autocorreção saudável, eficaz, em medidas exequíveis, em estratégia sustentável, sim, é caminho excelente e mesmo necessário ao processo de crescimento da alma. Prometer-se o impossível para a própria estrutura evolutiva, frustrar-se e render-se ao processo de autoflagelação psicológica, de fato, é de uma estultícia ímpar.

Não é fácil reconstruir a vida, após se sentir terrivelmente desaprovado por si próprio. Quando se comete um sério deslize, a sensação é de extrema infelicidade. Sendo assim, faça com que cada dia se assemelhe a uma volta na grande tapeçaria da existência. Você pode sofrer atrasos, ao desfazer nós já feitos, malfeitos, ou, se preferir, mudar o padrão do desenho, para incluir a alteração no conjunto. Mas pense desta forma: sempre há um jeito a se dar em qualquer problema. O fatalismo de quem se sente irremissivelmente perdido e condenado a castigos inapeláveis é uma imagem grosseira e anacrônica de como, de fato, as leis de justiça da Vida se desdobram.

As pessoas pensam, amiúde, de modo dramático, fechado, inflexível. É sempre possível ressarcir-se por erros que se tenham cometido, seja literalmente corrigindo o que foi feito equivocado, seja compensando-se pelo malfeito. Há quem fique deprimido ao pensar que, após ter feito algo de errado, não se tem como voltar atrás e apagar o ocorrido. Isso é verdade, mas a questão é que a pessoa está interpretando a situação de modo errado: deve mudar seus paradigmas. Além de só levar a remorsos destrutivos e completamente contraproducentes, esta ótica não corresponde a uma perspectiva acertada da vida. Abandone o modelo do corpo que se quebra e não se tem mais como remendar, a não ser de forma tosca, quase patética; use o modelo da conta bancária no negativo: você pode ter um saldo positivo, por nunca haver feito dívidas, mas também pode ter o mesmo saldo positivo, porque compensou antigos débitos, com o investimento de bons créditos. Ao banco, não interessa o quanto tenha se endividado, desde que, depois, haja se ressarcido dos débitos. O Cosmo, com suas leis indefectíveis, age da mesma maneira. Se você acha que incorreu em algum deslize, não se entristeça. Faça o que pode agora, para retornar ao caminho certo, e, quanto antes, elimine, de todo, o sentimento de culpa – este, sim, uma falta grave, já que põe a perder patrimônios preciosos de oportunidades de crescimento, realização e transformação.

Não perca mais tempo, prezado amigo, lamentando-se pelo que ocorreu no passado, seja recente ou remoto. O que importa é o que possa fazer agora por seu presente, em função de seu futuro, da sua e da felicidade de outras pessoas. Importa o quanto de bem pode fazer e não o quanto de mal pode se conscientizar de ter feito. Vire o jogo, vire a mesa, seja prático e busque a felicidade. Reconhecendo faltas, assumindo responsabilidades, mas de modo racional, funcional e, sobremaneira, esperançoso, olhos postos no futuro, porquanto é sempre possível vencer, e, em última análise, todos vencerão, mais cedo ou mais tarde – mais cedo para os que envidarem esforços de maneira mais adequada; mais tarde para quem escolher caminhos sinuosos –, mas sempre, sempre, ao fim, a vitória, a glória, a plenitude…

Sendo assim, por que não facilitar as coisas e antecipar o melhor?
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 02 de Junho de 2009, 15:11
Pagando Débitos Espirituais.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eustáquio.

Paga, feliz, teus débitos com a retaguarda. Podes até julgar retrógrado este pensamento de carma, como uma dívida a ser saldada; mas, em muitos aspectos, é uma idéia que facilita o entendimento do mecanismo complexo de compensação que rege os processos de encadeamento de eventos na existência humana.

Não adianta reclamar e se debater, como sabes. Assim, após tomadas providências práticas para a solução de qualquer pendência, cabe continuares operante e tranqüilo, aguardando que o tempo, em nome de Deus, pelos canais de tua auto-disciplina, cicatrize feridas e cure enfermidades crônicas da alma.

Estás abatido? Trabalha um pouco mais, a serviço da alegria geral.

Estás deprimido? Rende graças a Deus, e espalha amor por onde passares.

Estás te sentindo frágil e cansado? Faze ainda mais pelo bem comum, e cala tua fadiga, em trabalho de utilidade para os semelhantes.

Hoje ou amanhã, a tristeza se converterá em festa espiritual, tanto quanto a derrota em êxito, assim como a conta bancária “no vermelho” passa ao “azul”, desde que os depósitos sejam maiores que os saques por tempo bastante.

Se teu coração sangra, batendo com dificuldade, ora, sorri, e dá um pouco mais de ti mesmo. Quem ama, dá, mesmo que sem retribuições, e descobre a maior de todas as compensações: o amor de Deus, no imo do próprio peito, vibrando em forma de paz, sentimento de dever cumprido, de bondade e de estar sendo protegido e suprido em toda necessidade real, de qualquer natureza que seja por uma Fonte Suprema e Inesgotável de Amor e Providência.

Recorda-te da passagem de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, ínsita no item 9, do capítulo 14: “As grandes provas – escutai-me bem – são quase sempre o indício de um fim de sofrimento e de um aperfeiçoamento do espírito, desde que sejam aceitas por amor a Deus.”

Assim, aceita, abraça e acolhe, no teu íntimo, teu martírio oculto. Para muitos, podes parecer o que não és. Para ti e para Deus, entrementes, és o que deves ser: amor, trabalho e silêncio, em teu posto de serviço, a que custo seja, já que, por mais que haja incompreensão e loucura, em torno de teus passos, seguirás sempre oferecendo bênçãos de paz, esclarecimento e amparo, ainda que esquecido ou incompreendido pelos próprios beneficiários da véspera.

Lembra-te do Cristo olvidado, no alto da cruz mística, representação do suplício arquetípico de todo espírito em busca de ascese; e ora, em secreto, para o Criador Amantíssimo, que sempre te ouve:

“Pai, Pai: perdoa-os, porque não sabem o que fazem”.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 08 de Junho de 2009, 18:28
Paciência.

por Aline Rangel.

Em momentos de crise, de conturbação em torno de si, valiosíssimo exercitar a paciência. Não se trata de assumir postura passiva diante de acontecimentos funestos, muito menos de abrir mão da responsabilidade pela ação justa no bem voltado a si ou a outrem. Mas sim de reconhecer os limites que a experiência apresenta, considerando-os como peças também importantes do quebra-cabeça cuja paisagem é um aprendizado mais difícil. A paciência ensina a confiar e aguardar, quando as iniciativas possíveis já foram tomadas, quando os recursos disponíveis já foram devidamente utilizados.

Nada fácil perceber quando se faz imprescindível agir, de forma combativa ou defensiva, protegendo a si e ao outro numa situação de risco. Sutilíssima a linha divisória entre esperar o momento apropriado e ser negligente, deixando de fazer o que é necessário para que as coisas se resolvam da melhor forma. Como saber se o acerto está em parar? Como distinguir paciência de condescendência com os próprios erros? O que indica que não se está sendo irresponsável com faltas alheias, assumindo postura viciosa ao invés de educativa acerca do mal? Como alerta a mestra Eugênia, não há respostas prontas, acabadas para dramas complexos. Mas há pistas para se reconhecer o caminho de resolução. Primeiramente, vale considerar a necessidade de autoconhecimento, a fim de que sejam percebidos os mecanismos de controle do ego. Estes não primam pela solução de conflitos, mas sim por se estar com a razão. Se, diante da dificuldade, providências foram tomadas, pessoas de confiança foram consultadas, a intuição foi ouvida, entre outras iniciativas importantes, cabe aguardar confiante e pacientemente para que o melhor aconteça. Insistir em “resolver” certas pendências acaba por reforçar o pior, em si e no outro, já que não se tem aí o desejo sincero de mudança e crescimento, mas sim a necessidade de que as coisas aconteçam de acordo com caprichos pessoais.

Paciência é conquista daqueles que não se constrangem em aprender com os próprios erros, dos que se sentem à vontade em abrir mão do controle, dos que não se importam em adiar gratificações, de quem não se incomoda em pedir ajuda, daquele que ensaia colocar-se no lugar do outro e respeitar seu ritmo, dos que não desejam “ganhar”, mas sim vencer(a si mesmo, principalmente)… Ter paciência é compreendera vida em profundidade… Seus ciclos, suas ambigüidades, suas surpresas… Ser paciente é aprender a recomeçar, deixando de lado a vergonha e a culpa… É não ter medo de admitir o equívoco e se esforçar por um dia superá-lo, com dignidade… É confiar nas infinitas possibilidades de crescimento, fazendo o que se pode e deixando a Quem Pode o milagre da transformação.

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Junho de 2009, 15:05
No Momento Mais Doloroso.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia

Diante de dores acerbas, que o convidam ao desequilíbrio, considere-se convidado a desenvolver um nível mais alto de consciência, de maturidade psicológica. Se você consegue manter o fio de prumo do bom senso, da ponderação, em instante difícil, imagine o que não fará em momentos menos graves. É essa a hora de, definitivamente, dar um passo à frente, no seu processo de crescimento espiritual.

Quando uma provação intensa chega, não se lamente. Apenas, a Providência Divina achou-o apto a passar a uma nova fase de entendimento das coisas. Quando a dor é forte, estruturas conceptuais se quebram, e novos paradigmas têm oportunidade de ser vislumbrados, pela mente que se encarapita em um parâmetro mais amplo de observação e avaliação.

Aproveite a sua hora luminosa de transcendência. Dói um pouco, mas os benefícios serão tão maiores, por conseqüência do aprendizado, que você agradeceria o ensejo já de agora, caso pudesse dar uma rápida olhadela no futuro.

Você é feliz, amigo, mais do que pensa. E se seu momento agora é de dor, cabe a você, com sua conduta, mantendo a lucidez e tentando, a todo instante, extrair as lições que lhe são ministradas, transformar a tristeza em motivo de alegria, alegria em medida exponencial, pelo mérito de uma nova conquista moral que estará fazendo, na resistência, na serenidade, no comportamento reflexivo e justo.

Momento de dor não é ocasião para lamentação, e sim oportunidade para trabalho e crescimento. Faça isso, e as dores seguintes tornar-se-ão insignificantes, e enfrentá-las-á galhardamente, quase com um sorriso nos lábios, dono de si que se sentirá, antegozando a conquista dos novos poderes, méritos e capacidades que advirão da luta. Não faça isso, e as dores retornarão, redobradas, e seu desespero será cada vez maior, já que não terá aprendido a ter controle sobre si, nem a gerir as situações, tirando partido delas, para o bem e para o progresso.

Você tem alternativa? Pois é: justamente naquele instante em que você diria: “Está vendo? Não posso ser feliz!”… é exatamente o que mais lhe enseja a conquista da felicidade, em níveis mais altos de segurança, permanência e profundidade.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 16 de Junho de 2009, 22:05

Evolução do Ser Humano na Terra, nos Últimos 150 Anos.

(Consulta ao Espírito Eugênia – 01.)

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Questão 223 de “O Livro dos Espíritos”: A alma reencarna imediatamente após a separação do corpo?

Resposta: “Algumas vezes, reencarna imediatamente; mas, na maioria das vezes, só depois de intervalos mais ou menos longos. Nos mundos superiores, a reencarnação é quase sempre imediata. Sendo aí menos grosseira a matéria corporal, o Espírito encarnado goza de quase todas as suas faculdades de Espírito. Seu estado normal é o dos vossos sonâmbulos lúcidos.”


(Equipe Salto Quântico) (*1) – Quanto a um ponto específico da resposta acima transcrita (que afirma ser a matéria menos grosseira em mundos superiores), gostaríamos de saber se já ocorre essa “rarefação” da matéria na Terra, a ponto de se poder percebê-lo de forma concreta ou, pelo menos, especulativa.

(Espírito Eugênia) – Sim, apesar de corridos tão-só 150 anos, desde a recepção das respostas contidas em “O Livro dos Espíritos”. Só que não no sentido mais literal da expressão: “rarefação da matéria”; e sim, digamos, na acepção de complexificação na organização da parcela mais intrincada de matéria que há no globo: o cérebro humano. É bem sabida, nos meios neurocientíficos da atualidade, a propriedade do tecido neural, no sistema nervoso central, denominado “neuroplasticidade”. Há autores que, mais poeticamente, chegam a fazer alusão a uma “neuroescultura”, para explicitar a ideia de que o cérebro se modifica, substancialmente, em suas estruturas de corredores neuronais, de acordo com o uso que se lhe imponha. Com a quantidade e qualidade, altamente acrescentadas, de estímulos à vida mental, nas modernas sociedades ocidentais (*2), pode-se dizer, com muitos obviíssimos indicativos a respaldar nossa assertiva, que a mente humana deu vários saltos de nível, desde a publicação do livro base da Doutrina Espírita a esta data.

Isso fica evidenciado quando tocamos n’outro elemento da resposta espiritual à indagação do ínclito professor Kardec: o da comparação que se fez, na resposta, entre “sonâmbulos” da Terra e os padrões normais de um mundo superior, como equivalentes, porque poderia ser traduzida, em conceitos contemporâneos, na concepção de que o que era típico de gênios, há pouco mais de 15 decênios, constitui, hoje, moeda corrente das multidões, como a capacidade de arguir, discutir e o desejo de averiguar o valor de teses apresentadas como certas, ou, ao menos, como hipóteses iniciais de trabalho.

Neste sentido, amigo – e, por ora, apenas neste –, a modificação no coeficiente de sutilização da matéria (*3) em nosso orbe já se dá, e em nível expressivo de adiantamento. Sei que esta minha resposta pode soar metafórica demais, para alguns, só que me atenho mais ao propósito da indagação do companheiro (*4) e às intenções do Consultor desencarnado genial que foi abordado pelo Codificador do Espiritismo: apontarmos evidências claras de evolução humana no planeta terreno.


(Texto recebido em 13 de junho de 2009. Revisão de Delano Mothé.)

(*1 e *4) Delano Mothé, que, por provocação da própria Mestra espiritual, formulou a pergunta, em nome da Equipe Salto Quântico.
(Nota da Equipe)

(*2) Há um estudo curioso, publicado há década e meia, aproximadamente, e que, a posteriori, veio a ser citado exaustivamente, por outras fontes: de que a quantidade de informações contida numa única edição de domingo de um grande periódico diário – como o hoje colapsado financeiramente “The New York Times” – seria superior ao que um homem médio do século XVI obtinha de informações durante toda a sua existência. Na era da internet, das múltiplas opções de TV a cabo, das bibliotecas virtuais disponíveis, no mundo inteiro, tem-se uma ideia de como o raciocínio de Eugênia é válido e muito bem respaldado, a ponto de inúmeros autores, qual o celebérrimo, prestigiado e recém-desencarnado Peter Drucker, pai da moderna Escola de Administração e Negócios, chegarem a declarar, ao lado de um coro de vozes doutas e sumidades em todo o orbe, de diversos âmbitos da ciência, que havíamos adentrado a Era do Conhecimento.
(Nota do Médium)

(*3) Curiosamente, enquanto Benjamin recebia a resposta da ilustre Mestra à minha indagação, por meio da psicografia manuscrita – ao modo clássico, e não digitando ao computador, como lhe é mais habitual –, pensei comigo mesmo que havia utilizado o termo “rarefação” equivocadamente, e que, em vez deste, deveria ter dito “sutilização”, vocábulo que melhor traduziria a ideia que me vinha à mente. Eugênia, como costuma acontecer, brinca com nossos pensamentos, externando o que imaginamos que Ela não estivesse ouvindo.
(Nota do Consulente, Delano Mothé)


Observação:

Os magníficos artigos de Aline (sempre tão elogiados) – ela, que vejo como uma mentora espiritual encarnada de muitos – estarão sendo publicados, a partir desta semana, a pedido também de Eugênia, no Blog do Salto Quântico, facilmente acessável pelo ícone na coluna direita da interface de nosso site. Esclareceu-nos a Mestra espiritual que esta medida era aplicada para que o site fique reservado à Fala d’Ela e de seus Amigos Desencarnados, através deste Seu médium, ao passo que ao Blog estará confiada à missão de absorver as reflexões, ilações e debates dos estudiosos encarnados da Escola de Pensamento Espiritual-Cristão que é o Salto Quântico, conforme já vem ocorrendo, mas muito acanhadamente, desde o surgimento deste endereço virtual novo, há apenas seis meses. Ponderou, outrossim, a ínclita Professora do Domínio Excelso de Vida, que, se antes, na inexistência de uma outra página eletrônica na internet de nosso colégio de almas irmãs, justificava-se a providência de posicionar Aline, bem como, episodicamente, outros companheiros de ideal e seus escritos (mediúnicos ou inspirados), no campo de meu trabalho pessoal, na condição de porta-voz dos mestres da Espiritualidade, agora isto não faria mais sentido. Mais uma medida de mudança e transformação que Eugênia e Sua magistral Equipe desencarnada têm empreendido, no transcurso deste ano, dedicado às modificações estruturais em nossa Organização, como os amigos vêm notando, em vários sentidos e departamentos, simultaneamente, a começar da “cara e estrutura” novas deste sítio eletrônico.

Vale a pena que você acesse o – como sempre, brilhante – artigo de Aline desta semana, já publicado no blog do Salto Quântico, assim como aguarde as próximas consultas de Delano a Eugênia – o querido amigo foi incumbido (como dito na anotação dos asteriscos 1 e 4, acima) de, em nome da Equipe de nossa Instituição, dirigir a Eugênia, uma vez na semana, questões de interesse coletivo, a serem esclarecidas por suas famigeradas sabedoria e didática, bem típicas ao Plano Sublime de Vida a Que pertence.

Benjamin Teixeira.
Aracaju, madrugada de 16 de junho de 2009.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 23 de Junho de 2009, 11:09
Vivendo Plenamente.

por Aline Rangel.*

Os orientadores desencarnados responsáveis pelo corpo de idéias proposto pelo Salto  Quântico apresentam em diferentes mensagens estímulos a que vivamos mais plenamente, ou seja, mais sintonizados com o que nos pede a voz do coração, do ideal, da consciência em seu nível mais profundo. Importantíssimo reconhecer e distinguir tais apelos da alma!
 
Acostumados a atender às expectativas alheias ou mesmo internas de aceitação social, muito comum distanciarmo-nos do que nos faz inteiros, do que nos caracteriza como seres singulares…

Como saber se estamos investindo na realização de nossas aspirações verdadeiras? Como perceber que estamos no caminho da paz? Como diferenciar este processo da busca de sucesso, prestígio, poder, dinheiro por necessidades exclusivamente egóicas?

 A recomedação-alerta dos mentores é colocarmos o espiritual em primeiro lugar, dirigindo nossas conquistas e desejos pessoais ao bem coletivo. E isso não significa abrir mão das necessidades particulares, deixar de cuidar dos próprios interesses, mas sim de colocar como fonte de inspiração para os nossos mais importantes investimentos o bem que se pode fazer ao outro.

O que se quer dizer é que um profissional, por exemplo, pode desejar atingir o ápice em sua área de atuação unicamente para atender a um capricho do ego de se sentir melhor, ao passo que um outro pode colocar como inspiração para busca do prestígio a possibilidade de fazer ainda mais pelos que são beneficiados direta ou indiretamente por seu trabalho, além da satisfação de ser reconhecido por suas conquistas.

Cabe, portanto, façamos uma análise criteriosa de nossos investimentos atuais, observando o tipo de motivação que nos caracteriza as iniciativas.

E esse tipo de avaliação, um tanto delicada quando estamos tratando de certos departamentos de nossa vida, deve ser norteada por um conjunto de conceitos e valores com propósitos espirituais sempre revisto e ampliado, por orientações e conselhos de pessoas de confiança (sejam ou não íntimas), pela intuição, pela busca de inspiração nos momentos de prece, pela percepção cuidadosa do quanto estamos mais felizes, mais produtivos, mais serenos, mais otimistas (mesmo e principalmente nos momentos de crise).

Por fim, entrando em contato com nossas vozes internas, com nossos sonhos, nosso desejo de servir (ainda que seja tímido), importantíssimo nos perguntarmos: “Onde está meu coração?”


* Psicóloga, participa do Projeto Salto Quântico

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 24 de Junho de 2009, 23:34
Controle sobre Si – Mito e Verdade.

Benjamin Teixeira
pelos espíritos Eugênia e Marcos.

Em vez de pedir um esclarecimento mais peremptório a respeito da dificuldade em vencer certas limitações íntimas, importante considerar:

1) Determinadas modificações de vulto não se dão abruptamente. Os movimentos bruscos ou são impulsivos e provisórios, ou denotam últimos desdobramentos de processos antigos, que se vinham desenvolvendo na subliminaridade do inconsciente.

As mudanças substanciais ou, melhor dizendo, estruturais da personalidade não se podem improvisar. Nem sequer estão sujeitas às deliberações do ego, da mente consciente.

2) Assim, a postura em relação às iniciativas de automelhoria, de aprimoramento, deverá ser trabalhar para propiciar a ocorrência da transcendência, e não se cobrar por ela, como se fora um resultado devido à própria vontade, ao poder pessoal de decisão.

Ainda que altamente disciplinada a criatura, jamais logrará transformar-se ao talante de suas escolhas conscientes, por mais nobres ou elevadas. Poderá até se fragmentar, gerando distúrbios emocionais e psíquicos que Jung muito bem classificou como “problemas da Sombra” (psicológica).

Jamais se conseguirá dirigir a própria evolução, como quem faz um preparo culinário, seguindo uma receita. Que se labore por propiciar o terreno para a modificação expressiva, mas nunca se suponha poder determinar o momento de ela se dar, nem o modo.

Como muito bem disse um conhecido autor espiritual, através de prestigiado médium, a semeadura é nossa, mas a colheita pertence a Deus (*1).

Ninguém tem controle absoluto sobre si. As “fraternidades dos 12 passos”, como a Alcoólicos Anônimos e a Narcóticos Anônimos, enfatizam que ninguém supera um vício sozinho, mas, tão-somente, com o apoio de grupos afins e a interferência de um Poder Superior.

Seja responsável por si. Mas não deduza que responsabilidade implique controle. A gerência da mente humana é atividade por demais complexa e subjetiva para que possa ser realizada por uma mente humana – sem paradoxo.

Assim, deve a criatura labutar, persistente e sistematicamente, por favorecer certas ocorrências de mudança profunda do próprio psiquismo, sem, contudo, pretender saber quando, como e por que meio espocará este evento.

Não acredite no engodo da cultura racional, dominante nos dias que correm, de que se pode, pela força da vontade, controlar a própria mente. Seja mais humilde, lúcido e realista, e perceba que, lamentavelmente, pode-se fazer muito pouco sobre a própria psique, ou a maior parte das criaturas decentes e maduras seriam ases de autodisciplina.

 É lamúria recorrente e quase generalizada o não se lograr concretizar na existência a décima parte do que se tem como essencial, quando mesmo não se diz estar sendo levado a fazer, como o apóstolo Paulo corajosamente declarou por escrito, exatamente o que contraria os próprios princípios, valores ou prioridades existenciais (Romanos, 7:15,19 e 21) (*2).

A força da imaginação costuma ser o quadrado da força de vontade, como asseverou, acertadamente, Emile Coué, famoso especialista francês no poder da sugestão e da auto-sugestão, fazendo com que, ironicamente, quanto mais se lute contra uma tendência, mais ela se consolide no próprio arcabouço psicológico.

 Afirmou, outrossim, Jung que tudo que é combatido na psique se fortalece, a par de reconhecer a autonomia do inconsciente e suas personalidades espectrais, assim como o fizeram seus antecessores, sobremaneira Freud, personalidades virtuais estas por eles chamadas de arquétipos, neuroses ou complexos (*3). Deste modo, devem-se fazer negociações inteligentes com a oceânica e intrincada massa irracional do inconsciente, e nunca intentar submeter a fera bravia da própria natureza profunda.

Logo, trabalhe por gerar o melhor em sua vida, mas na convicção prévia de que você faz uma parte, e Deus, no mínimo, faz outra, se não a maior parte de tudo...

(Texto psicografado pelo médium Benjamin Teixeira. O espírito Marcos, no dia 7 de novembro, transmitiu a primeira versão do artigo; e o espírito Eugênia deu-lhe refinados complemento e acabamento, incluindo os estudos de psicologia junguiana e todas as citações de autores ilustres, na madrugada do dia 13 de novembro de 2006. Revisão de Delano Mothé.)

(*1) Mais ou menos nestas palavras falou o espírito Emmanuel, através da psicografia ímpar de Chico Xavier.

(*2) “Não entendo, absolutamente, o que faço: pois não faço o que quero; faço o que aborreço. (...) Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero. (...) Encontro, pois, em mim esta lei: quando quero fazer o bem, o que se me depara é o mal.” (Paulo de Tarso, “São Paulo”, o “Apóstolo dos Gentios”)

(*3) Eugênia utiliza de modo bastante livre os termos técnicos aqui citados, numa aplicação muito própria, inclusive por denominá-los, resumida e, no meu entender, sabiamente, de “personalidades espectrais” embutidas na mente humana, facilitando, com grande flexibilidade conceitual, o entendimento popular de tão obscura e complexa questão.

(Notas do Médium)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 25 de Junho de 2009, 15:45

Ensaios sobre a Verdade (*1).

(Nova Assembléia – 03.)


Benjamin Teixeira
por espíritos diversos.


Preâmbulo:

Mister se faz um esclarecimento a respeito da primeira entidade a participar desta assembléia, aquela que se apresentou sob a alcunha “Cibele”.

Fiz um espetacular desdobramento, no meio da tarde desta quarta-feira, 3 de dezembro, na cidade de Bethel, Connecticut, em que estou hospedado, neste circuito de palestras nos EUA, mais restrito a Bridgeport, onde ocorrerá o “Encontro Estados Unidos/Brasil do Pensamento Eugeniano”, no próximo domingo, 7 de dezembro – eu e um grupo de 6 amigos proferiremos palestras sobre temáticas variadas, sob a ótica da filosofia espírita de nossa “mestra da felicidade” (ao todo, partimos em número de 8, de Aracaju, para este instante memorável na história de nossa Organização).

A fim de terminar minhas disciplinas meditativo-oracionais do dia, preferi, para facilitar a concentração (e por estar muito desperto), deitar-me em decúbito dorsal. Delano, meu querido companheiro de existência e de ideal, laborava ao laptop, ajustado no seu colo. Mal comecei a me dirigir à Nossa Mãe Maior, em doce exoração de louvor e gratidão, senti-me tragado para fora do corpo, arrastado, suavemente, em linha imaginária que perfaria, aproximadamente, um ângulo de 45º com o chão. Meu perispírito, suspenso levemente no ar, volitou e, atravessando a parede do quarto do terceiro andar do confortabilíssimo casarão de amigos que nos recebem nesta terra de liberdade, fez uma volta completa de uns 5 metros de raio, retornando para o recinto, por uma janela lateral, de outra parede do quarto, lacrada, nesta época de frio enregelante, em que as edificações públicas e privadas permanecem “hermeticamente” fechadas, para que se viabilize apropriada calefação.

Pedi socorro a Delano, através de fala sussurrada, entre os dentes, por receio de romper o transe profundo. Imediatamente, por meio de outro canal mediúnico, Eugênia me orientou sugerir a meu companheiro que se sentasse diante de mim, de maneira que pudesse me dar suporte energético para a vivência mística invulgar.

Foi quando me surgiu figura diáfana e espetacularmente linda de mulher que, tocando-me no punho da mão direita, com três dedos da sua mão esquerda, como se me sustentasse sem peso, tornando-me progressivamente mais leve, arrebatou-me a uma freqüência mais alta de consciência e existência, atravessando, comigo, um túnel luminoso, de modo a conduzir-me, com a velocidade de um relâmpago, a uma dimensão excelsa, onde a louvabilíssima imagem de Maria Santíssima aparecia, impoluta e numinosa, à distância. Fiquei, então, sabendo que, como Eugênia, Cibele pertence à Falange dos servidores diretos de Maria, no Plano Sublime de Vida, canalizando-Lhe os informes e incitações ao progresso.

Parcialmente jungido ao corpo material, pude retratar a Delano o que era necessário, inclusive a fala transcendente de Cibele (toda em Inglês, mas inarticulada), que tratou de questões atinentes ao futuro de nossa Organização, bem como do movimento de disseminação das idéias espirituais, sobre o planeta – revelações, entrementes, que não estou autorizado a fazer nem aos envolvidos mais diretamente com nossa causa, quanto mais ao grande público.

Saindo do transe, partilhamos (Delano e eu) algumas confidências ternas acerca da magnífica experiência, quando, surpreso, verbalizei para Dê que Cibele estava de volta, e que a mestra espiritual Eugênia, à distância mais uma vez, pedira-me que eu psicografasse, prontamente, outra “assembléia”. Liguei o aparelho, e a tela luminosa viu digitados, em primeira mão, um escorço magistral, em Inglês, da própria Cibele.

Os luminosíssimos olhos azuis, incrivelmente amorosos, do majestoso e angelical Anjo da América eram-me uma constante, durante toda a recepção da lacônica e profunda declaração filosófica que se segue abaixo. Grande alma, participante das plêiades de gênios espirituais do orbe, responsáveis pelo desenvolvimento das idéias de liberdade em nossa civilização, Cibele foi uma das inspiradoras da Revolução Cultural conhecida como Iluminismo, conduzindo, diretamente, do próprio plano extrafísico de Vida, os enciclopedistas franceses. Hoje (e há mais de século e meio) atua sobre o campo de ação espiritual dos Estados Unidos, onde sua influência (e de seu grupo afim) é bem melhor recebida e goza de efeitos mais concretos, universais e duradouros.

Marcone Vieira, residente na América há 13 anos, ajudou-me corrigindo alguns aportuguesamentos que brotaram no texto (quase todos relacionados a uso de preposições). O escrito, ditado originalmente em Inglês, sofreu distorções, em decorrência da interferência do meu inconsciente – a mente do médium sempre interfere, involuntária e inconscientemente, em algum(ns) aspecto(s) da mensagem de que se faz porta-voz –, principalmente pelo fato de eu não ouvir continuamente o que a entidade comunicante deseja transmitir, havendo, conforme já descrevi alhures, “buracos” no discurso, que preciso preencher, intuitivamente, por mim mesmo, quando a psicografia não se dá de modo automático ou uma semi-incorporação não supre as tais brechas de inconsistência nas preleções espirituais. Ou seja: uso vários canais simultaneamente, em feixe, cada um compensando as faltas dos outros, embora seja eu, por fim, o tecelão a conferir integridade e coerência ao apanhado final. Exatamente nestas lacunas do comunicado é que as deturpações da tradução psíquica ocorrem mais largamente, sobremaneira num idioma em que o médium não desfruta de domínio, como é o meu caso, em relação ao Inglês.

Benjamin Teixeira.
Bethel, Connecticut, 4 de dezembro de 2008.


A Assembléia da Luz:

Only by tenacity and by listening to the heart’s voice, happiness’ voice, and individual vocation, we can achieve paradise, inside ourselves.
Only by the courageous jump of faith, we discover the path to illumination, to plenitude, since the re-incarnated state of consciousness.
Only by total self-giving, it’s possible to project the Superior Self toward Olympus, beyond all imagined kinds of bliss.
Only by God’s action or intervention, propitiated by solid habits of contrition, in the practice of meditation and of prayer, the creature finds its destiny of mythical and archetypical fulfillment in all possible meanings.

Cibele (*2).

Quebre suas especulações de verdade, e parta para um universo de conjecturas pragmáticas. Quando teorizamos excessivamente, provável haver a negligência, no campo da aplicação. Indispensável, para a realização de qualquer empreendimento, o planejamento apropriado, a preparação prévia e o acúmulo máximo possível de informações e conhecimento técnico, para o bom desdobramento da empresa idealizada. Todavia, somente pela ação disciplinada e persistente, logra-se, efetivamente, sua concretização, bem como, paradoxalmente, a visão necessária ao planejamento melhor, o preparo imprescindível, o conhecimento mais profundo e direto, que só a experiência pode ofertar, de modo a materializar-se, de fato, no domínio físico ou extrafísico de existência, o que laboriosamente arquitetávamos no plano das idéias.

Matheus de Antioquia.

Polemizar demais pode indicar uma mente viciada em protesto e pouco afeita ao trabalho. Observe aquele que critica, com suspeita acentuada, a obra dos outros. Quem vive devotado à realização do bem não tem tempo para se dedicar a tecer comentários minuciosos a respeito do mal em terceiros. E, quando percebe falhas nos semelhantes, apresenta-as, para si e para os outros, de maneira construtiva e estimulante, de molde a que todos, incluindo o próprio objeto da crítica, recebam, desta sua iniciativa, sugestões de meios práticos e de motivação psicológica, para se emendar, transcender-se e realizar, plenamente, o próprio ideal. Vemos fora o que temos em nós mesmos. Quem está focado no mal alheio revela o mal em si, e, quase sempre, distorce o que vê, quando tão-só não esteja projetando o que tem em sua própria interioridade e nem sequer existe no objeto de sua atenção invejosa e perversa.

Demétrius.

A base da inovação jaz na fermentação dos contrários, na combustão de conflitos engendrados no caos da total indefinição, da mixórdia de elementos em desalinho que tecem uma rede de complexidade e ambigüidade, em múltiplos sentidos. Não espere usufruir uma existência rica de experiências, realizações e mesmo de felicidade, sem um preço alto de confusão, atrito e divergências, dentro e fora de si mesmo. É exatamente da energia gerada pelos inumeráveis pares de pólos opostos da vida que surge o potencial para a transformação íntima e a edificação do melhor, no campo externo à alma.

Temístocles.

Meu (minha) filho(a): não tenha medo de facear seus defeitos e limitações. Somente por meio da percepção e reconhecimento honestos das próprias deficiências, pode-se candidatar a criatura à superação do seu estado de consciência atual, evoluindo. Quem se ilude, na auto-hipnose sinistra da presunção, ocultando os andrajos d’alma, colados, com lodo e sangue, na pele da consciência, sob o manto da pretensão de superioridade, viverá refém do ego e seus delírios perversos, consumido(a), perpetuamente, no fogo inestancável e devorador de toda forma de alegria que o orgulho constitui.

Ana Maria.

Você já ouviu a expressão: “condenado revel”? Pois é… à revelia de sua vontade, suas crenças, seu gostar ou não do que seja a ordem cosmogônica que rege todas as vidas e seres, você lhe padecerá as injunções. Não adianta dizer: “Não acredito nestas coisas”, ou: “Na minha religião, isso não existe”. Não há lugar, no universo, para se esconder do Universo. Assim, é melhor tomar prumo e nota do que seja essencial, ainda que muito incômodo e difícil de aceitar, num primeiro momento, para que sejam evitados desastres muito mais dolorosos, quem sabe incluindo a defenestração de toda uma existência, pela teimosia de não querer enxergar a verdade.

Roberto.

(Textos recebidos em 3 de dezembro de 2008. Revisão de Delano Mothé.)


(*1) Apesar de haver convocado esta assembléia, Eugênia, num rasgo de modéstia, declinou da oportunidade de se pronunciar, em campo que é de sua especial predileção.

(Nota do Médium)

(*2) Tradução livre do Médium:

Somente pela tenacidade e pela escuta da voz do coração, a voz da felicidade e da vocação personalíssima, podemos atingir o paraíso, por dentro de nós mesmos.
Apenas pelo corajoso salto da fé, descobrimos o caminho para a iluminação, para a plenitude, desde o estado reencarnado de consciência.
Tão-só pela entrega total de si, é possível propelir o Eu Superior na direção do Olimpo, além de todo tipo imaginável de bem-aventurança.
Tão-somente através da ação ou intervenção de Deus, propiciada por hábitos sólidos de contrição, na prática da meditação e da prece, a criatura encontra seu destino, de completude mítica e arquetípica, em todos os significados possíveis.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Julho de 2009, 15:01

 
A Professora Autocrítica e a Profissional Assustada.

(Diário do Médium Augusto – 01.)

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Eugênia.

Gorete era professora devotada se empenhou por ministrar a aula do dia, com qualidade e sentiu-se fluente e brilhante. Chegando à casa, porém, ao fazer seu exame de consciência, sentiu-se imbuída de remorsos, pela ordem de reflexões que lhe espocaram, conturbando-a.

Um médium amigo seu, dotado de raras e excepcionais faculdades mediúnicas, chamado Augusto, ligou-lhe, pouco mais de meia hora depois do ponto agudo da crise, e disse a ela que lhe mandara falar o guia espiritual, esclarecendo-a e confortando-a, num mesmo movimento:

“A amiga Gorete condenou-se por ter falado mais e mais ricamente, no ministério do professorado a que se dedica, julgando-se ‘egóica e exibida’ (risos). De modo algum! Se teve a consciência de que fazia um bom trabalho e que despertava a admiração dos alunos, isso indica, respectivamente: que é lúcida para avaliar quando uma aula foi dada com qualidade, e de que é sã emocionalmente, para desejar o melhor das pessoas a seu respeito e não pior. Isso é bem diferente de desejar humilhá-las e oprimi-las, para parecer superior.

Existe uma grande diferença entre ter autoestima e ser arrogante.
“A autoestima felicita-se, por cumprir uma boa tarefa e prestar um serviço aos semelhantes, atendendo-lhes as necessidades, confortando-os, fazendo-os mais felizes e ricos, em todos os sentidos. A arrogância deseja ferir, através de um talento considero pessoal e exclusivo, que não é posto a serviço do bem geral (ou não se tem a intenção de pôr a serviço do bem geral).”

Pouco depois, foi a vez de Augusto telefonar para um jovem que perdera a noite, insone, aturdida com sentimentos de desvalia pessoal, num surto provocado ao acompanhar forte repreensão que uma colega de trabalho sofrera, naquele dia. Lisandra – seu nome – recebeu a ligação do amigo intermediário sobre-excitada previamente, por lhe conhecer a facilidade para trafegar entre as duas dimensões de vida, e escutou-lhe, comovida, a descrição dos eventos da madrugada, que não era possível alguém saber (posto que não dissera nada a ninguém):

- Nossa querida Celeste pediu-me lhe dissesse: “O mal estar que lhe impediu a conciliação do sono deveu-se à provocação indireta do tomar nota do ocorrido com a colega de profissão, que sofreu severa repreensão, desencadeando-lhe complexos de rejeição e de abandono. Eis que, então, assomaram-se-lhe, madrugada adentro, recordações desagradáveis com relação a várias pessoas que lhe remetiam a estas impressões de desvalor pessoal.

Também lhe instilou a ansiedade  bloqueadora dos mecanismos do sono a sensação de ‘não ser boa o bastante’, para ser mantida no seio da instituição que lhe absorve os esforços de mulher de bem, cumpridora de seus deveres, empenhada em crescer e se melhorar, em todos os sentidos. Este sentimento, todavia, não tem base objetiva; ou seja: tem matrizes nos seus traumas do passado, neuroses do presente, mas sem correspondência factual, que justifique qualquer preocupação, quanto a perder o espaço na organização que a emprega.”

Incrível o detalhe de a Mestra Espiritual não lhe desrespeitar ou desautorizar a catarse dos maus sentimentos – fulcrando-os na geratriz das experiências passadas negativas – sem, contudo, reforçá-los, ao dizer faltos de lastro no presente, em termos diretos, concretos.

(Texto recebido em 1º de julho de 2009.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 02 de Julho de 2009, 15:51
Intolerância
Benjamin Teixeira pelo espírito Eugênia


A intolerância é uma das maiores chagas a atormentarem a espécie humana, desde suas expressões mais singelas, de ordem opiniática, às mais complexas, envolvendo vetores civilizacionais inteiros, amiúde conduzindo povos ao horror da guerra. Seja ela religiosa, de cunho político, étnico, sexual ou mesmo de natureza filosófica ou científica, tem, todavia, a mesma raiz: a pouca tolerância a respeito das próprias ambigüidades.



A mente humana é polidimensional. Diversos estratos da psique são completamente ignorados pelo indivíduo, de modo que, por existirem, embora de modo subliminar, e exigirem cidadania, se assim podemos dizer, no campo da luz da consciência, refletem-se, distorcidamente, nos mecanismos de projeção psicológica, tão estudados por pesquisadores da mente. O ódio, por exemplo, pelos aspectos feminis de si, como a intuição, a sensibilidade, os pendores artísticos e espirituais, pode ser espelhado em figura feminina externa, como a própria mãe ou a esposa e gerar, por conseqüência, uma repulsa por ela instintiva e, não raro, impetuosa e desmesurada..



A tolerância, portanto, não é uma questão de se converter os outros aos nossos pontos de vista, por mais pacíficos os métodos adotados, porque é exatamente esse o princípio desencadeador da intolerância. Não é ser gentil com o outro e continuar depreciando-o por dentro - isso é hipocrisia, ou, em melhor medida, diplomacia, mas nada tem a ver com tolerância ou muito menos com sentimento cristão ou espiritual.



Ser tolerante não é conviver com o outro apesar das diferenças, mas mesmo por causa delas, por representar a diferença um elemento altamente enriquecedor para a expansão e complexificação da consciência, cobrando-lhe a descoberta de conexões mais profundas e abrangentes entre elementos cognitivos e conceituais a princípio compreendidos como antagônicos e inconciliáveis.



Claro que não postulamos que se deva tolerar o intolerável, qual sejam: os comportamentos destrutivos. Polícia, presídios e exércitos existirão na Terra, por um bom tempo ainda, enquanto houver seres humanos sem condições de usar sua liberdade sem ferir os direitos alheios. Afora, todavia, o que fizer mal às criaturas, tudo deve ser recebido com condescendência. Deve-se lutar contra o pecado e não contra o pecador, como reza a tradição cristã.



Somente mentes imaturas não toleram a diferença. É traço típico de estruturas psíquicas mais amadurecidas e sábias a tolerância a toda forma de ambigüidade ou mesmo conflito, já que aprenderam a tolerar as próprias contradições interiores. Não é o conflito que tem que ser cessado: o conflito é promotor de progresso, propelindo quem lhe padece a encontrar um nível mais alto de consciência, pelo esgotamento do patamar em que se encontra e suas possibilidades de solucionar o dilema descoberto. Se há a eliminação do conflito, pura e simplesmente, sem a assimilação do seu conteúdo de incentivo à evolução, pára-se e perde-se a excelente oportunidade de crescimento que representa.



O proselitismo de toda ordem, toda forma de sectarismo, não só de ordem religiosa, mas em todas as áreas de atuação e conhecimento humanos, constituem um grande escolho ao processo de ascese da espécie, bem como dos indivíduos, a planos mais altos de excelência, felicidade e paz, senão mesmo um sério risco à sobrevivência da humanidade.



Todo povo realmente civilizado e todo indivíduo de fato instruído e maduro toleram, em larga medida. Intolerância é sinal de primitivismo, puerilidade e atraso intelecto-moral.



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 02 de Julho de 2009, 15:54
- Proposição Axiomática.
Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Há mistérios indevassáveis à mente humana, diante dos quais cabe desenvolver espírito de reverência, humildade, lucidez em admitir que não se pode apreender e entender tudo.

Por outro lado, pelo fato de se perceber um limite, não se deve renunciar a tentar superá-lo, pugnando valorosa e persistentemente por transcendê-lo.
A percepção de um enigma da Natureza exige estudo, expansão das capacidades de análise, para que se possa adentrar seu núcleo ontológico ou, ao menos, destrinchar a superfície de sua realidade fenomenológica – sua manifestação.
Todavia, mister buscar conhecer parte, obviamente, do princípio de que não se sabe. Por isso mesmo, cresce-se. As fronteiras do pensamento se alargam por, primeiramente, serem notadas.

 Se alguém presume não encontrar incógnitas, segue distorcendo realidades complexas e deturpando-as, na adaptação grosseira e simplista a seus quadros conceptuais estreitos, perdendo de enxergar o mundo como ele é, ou de melhorar sua visão a respeito dele, iludindo-se.

Espírito religioso e científico, dessa perspectiva, são indissociáveis.
O verdadeiro sentido de isenção científica está intrinsecamente relacionado a admitir que não se conhece alguma coisa e que, por isso, deve-se ser o mais imparcial possível na sua observação, para, no processo de sondagem, não se fazer projeção de pressupostos errôneos de verdade, baseados em experiências, conjecturas e dados anteriores, não necessariamente correlacionados ao com que se depara.

 Isso significa reconhecer que se está perante um segredo a ser desvendado, uma charada da Vida, e não um fato, uma certeza ou uma verdade. Não à toa disse Albert Einstein – unanimemente considerado o maior expoente científico do século XX – que o Mistério Último da Natureza, a Origem de Tudo, que chamamos de Deus, nunca seria de todo desvendado.

Se você é inteligente e informado, sensato e emocionalmente maduro, entenderá facilmente o que estamos dizendo. É típico das psiques amadurecidas enxergarem que não são tudo.
 O egocentrismo infantil já foi superado, e elas percebem, com clareza, haver muita coisa que transcende o estreito cosmo cognitivo de um indivíduo – embora, justamente por sobrepujar-lhe, seja indefinível.

A partir de hoje, quando se deslumbrar com a Ciência, sinta-se estimulado a ainda mais curvar-se ante a Grandeza do Infinito, porque, se o que já é de domínio do tacanho território do saber humano o impressiona, imagine o que não permanece velado nas dobras da eternidade, aguardando maior preparo dos observadores, para ser devassado.

Tecnologia, avanços científicos, conhecimento em larga medida serão das mais importantes ferramentas para incentivar, no ser humano, o progresso de suas faculdades e vivências místicas.
Quem muito sabe começa a notar que nada sabe, já disse o grande Sócrates.

 É da arrogância medíocre de intelectos pouco desenvolvidos a ilusão de supor poder-se dispensar a existência de um Ser Maior, por detrás do evidente, na subjacência de todos os processos, na origem de tudo que se pode cogitar e do que sequer se pode conceber.

Crer em Deus e ser feliz, por saber-se envolvido por Seu Infinito Amor, muito em breve, serão corolários naturais de avançado conhecimento científico.

 Não porque se venham a encontrar provas de Sua existência, no sentido ortodoxo do termo, mas pelo reconhecimento cabal de que a total ordem axiomática dessa proposição torna risível qualquer iniciativa de se tentar comprovar o que é auto-evidente por todos os ângulos de avaliação que um observador imparcial tome como perspectiva de análise.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: Anton Kiudero em 08 de Julho de 2009, 08:55
Abandonar Pai e Mãe, Posses e Prestígio
(O Teste Supremo do Interesse Pessoal)
Benjamin Teixeira pelo espírito Eugênia

Para alçar o vôo da liberdade suprema, você terá que abdicar de muitas comodidades caras a seu coração, incluindo a estima de afetos especiais.

“Em verdade vos declaro: ninguém há que tenha abandonado, por amor do Reino de Deus, sua casa, sua mulher, seus irmãos, seus pais ou seus filhos, que não receba muito mais neste mundo e no mundo vindouro a vida eterna.”
(Lucas, 18:29-30)


O maior teste para a “iluminação” é o do interesse pessoal. A esmagadora maioria dos que exclamam, empolgados, devotamento integral ao bem, correm, espavoridos, quando a pedra de toque dos seus interesses imediatos é atingida. E, dentre todas as questões de ordem pessoal, nada mais nobre, defensável e compreensível que os abalos sísmicos causados pelas crises com os afetos mais queridos ou antigos d’alma, nenhuma provação deixa tal princípio mais evidenciado que a disposição íntima a renunciar aos mais caros elos do coração, quando está sob ameaça o Ideal do Espírito.

Lembra-te da impressionante e dramática cena de Javé testando a fé de Abraão, ordenando-lhe matasse o próprio filho, Isaac em sacrifício a Ele, como prova de amor supremo em sua devoção e fé (sacrifício este suspenso, de última hora, pelo próprio Grande Guia do Povo Judeu) e verás, neste episódio bíblico dos mais impactantes e escandalosos, a metáfora (muito próxima da realidade) do que se passa na existência de toda criatura que adentra seriamente a candidatura para galgar planos mais altos de compreensão do mundo, de experimentação da Vida.

Quando chega a hora da Verdade, amigo, os laços de sangue se enfurecerão contra ti, qual se foras um vetor do mal, digno de todos os anátemas conjugados do mundo, sobremaneira se, bravamente, pões-te a dizer as verdades que ninguém deseja ouvir.

Recorda do que o Cristo sofreu, por lecionar as lições que ninguém aceitava receber; e, assim, ignora a fúria ensandecida dos que se debatem contra o inexorável: o despertar que cedo ou tarde lhes chegará, ainda que o retardem, alimentando-se, reciprocamente, em suas confidências enlouquecedoras, todos interessados em aplacar a fúria da consciência, anestesiando-se, hipnotizando-se por se convencerem, desesperadamente, que estão certos, em meio aos desatinos mais óbvios de ingratidão e injustiça a que se confiam, ensandecidos…

Raras são as criaturas que não sofrem o teste augusto da ira desatinada dos próprios parentes biológicos. Se já te chegou o momento supremo de observares os antigos afetos te virarem as costas, perdoa e segue. Compulsa a biografia de grandes personalidades devotadas ao bem comum e verifica a que distância deles ficaram os afetos consangüíneos, à medida que se lhes avançaram as obras benemerentes que as celebrizaram, e notarás, surpreendido, que é praticamente nula a presença dos companheiros de sangue ou dos amigos dos primeiros dias, nos momentos finais de glória dos santos e mártires da realização espiritual, em larga medida.

Pensa nos parentes do corpo e nos parceiros da infância e juventude – que te observam de longe, amiúde com desdém ou desconfiança, e apieda-te deles: não fazem a menor idéia do quanto de carma ajuntam para si mesmos (os que se colocam a serviço das trevas), testando-te o caráter e a vocação à renúncia, logo agora que mais te pões como Espelho dos Representantes do Altíssimo, a benefício de aluviões de criaturas. Lamentarão amargamente o desperdício da preciosa oportunidade de autossuperação que ora defenestram, e sofrerão o que, mesmo agora, magoado, jamais desejarias que passassem, pois que, ironicamente, agem como algozes de teus melhores propósitos e ideais, enquanto se sentem vítimas, já que o ego sempre encontra disfarces para o próprio tresvario, mormente para aquela que geraria tanta culpa que todos os recursos defensivos da racionalização são mobilizados, para encobri-la e desmenti-la, com miríades de justificativas e escusas de papelão.

E, principalmente, não pactues, jamais, em agir com subserviência para com o orgulho dos que te conheceram do berço, pois que, entre os íntimos dos primeiros anos de uma existência física, quase sempre persiste a mesma ilusão renitente de que o antigo conhecido jamais terá se tornado outra criatura que não aquela que imaginam ter conhecido, conforme ditam as mais antigas reminiscências a que têm acesso com a memória do cérebro físico em que alojam as embotadas mentes para as verdades eternas da alma… Mais uma vez, sobre isso, rememora a figura impoluta do Cristo e o que d’Ele disseram, incrédulos, os nazarenos que Lhe partilharam os tempos iniciais no corpo material, a ponto de impedi-l’O de realizar prodígios mais amplos na cidade “natal” – como reza o texto bíblico – e não te estranharás com o que fazem contigo: “Não é este o filho de José?” (Lucas, 4:22 ) “Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe?” (Mateus, 13:55 ). Foi exatamente nesta ocasião que o Cristo cunhou a célebre máxima: “Nenhum profeta é bem aceito na própria terra” (Lucas, 4:24) .

Eleva, neste instante, prezado irmão em ideal, teu diapasão de fé, e fita, além, o céu salpicado de estrelas. Além da noite escura, brilha, rutilante, o sol da esperança…

Por ora, podes te sentir crivado de mil dores ocultas… Sabe, contudo, de antemão, que ninguém jamais sofrerá em vão, sobremaneira no “campo do sangue” (Mateus, 27:8 ) das provações mais amargas do coração, pois que, cedo ou tarde, as chagas abertas na alma, pela ingratidão dos mais queridos de outrora, converter-se-ão em fendas de luz, a te permearem a psique aos mais preciosos tesouros do Espírito, que te abundarão a existência de bênçãos e graças, quiçá a benefício daqueles mesmos que hoje se te fazem crucificadores improvisados… mas que se distanciarão de ti, no futuro, justamente quando mais quererão estar contigo, novamente…

Por fim, recorda-te da Lição do Mestre, mais uma vez, e mantém em mente que se trata de uma pré-condição basilar do verdadeiro discípulo d’Ele, abandonar pai, mãe, quanto posses e posições do mundo material, sempre que os interesses eternos da alma estiverem em cheque, pois que o teste da priorização do essencial (sobre todos os projetos e desejos do ego) é princípio sagrado, dos mais importantes e universais, para que se possa ascender, de fato, ao nível dos seres que transcenderam o patamar humano de consciência.

Este, meu adorado filho, pode ser teu momento de sublimação, exatamente pelo injustificável, em todos os sentidos, de que se reveste a circunstância de insensibilidade dos que te foram dos maiores beneficiados de antanho…

Abraça, destarte, tua cruz invisível e segue: é o teu instante de maior condecoração moral, na íngreme subida do progresso espiritual, rumo aos páramos celestiais, a serviço do Reino da Luz, já de agora, em pleno domínio da cruz…

Quanto a eles, entretanto… Quem poderá divisar o que há por vir?

Apiedemo-nos deles e oremos…

(Texto recebido em 2 de julho de 2009.)

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 23 de Julho de 2009, 13:23

As Freiras Sombrias do Outro Lado e as Irmãs Luminosas do Plano de Cima. (*)


(Mensagens Mediúnicas Pessoais – 27.)

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Eugênia.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/Freiras.jpg)

Hoje, nossa cara companheira foi visitada por irmãs desencarnadas do Carmelo de Teresinha do Menino Jesus, que a concitaram a preces a Jesus, bem além do que lhe soou agradável. As religiosas pediram-lhe que prosseguisse para além do que lhe era palatável emocionalmente, por haver entidades (como lhe disseram) devotas do Cristo Verbo Divino, que não dispensavam esta ordem de procedimento oracional. Nossa querida amiga médium, todavia, de tal modo se sentiu coagida com a medida (pela falta que lhe fez orar para Nossa Senhora) que supôs que as irmãs provindas da circunscrição de responsabilidade da monja francesa fossem “freirinhas obsessoras”.



Diga-lhe que não foi muito lisonjeiro nem respeitoso ela nutrir esta ordem de impressões sobre nossas companheiras do serviço cristão (risos), mas que lhe compreendemos a angústia, em função das presenças extrafísicas na sala reservada às meditações, que de fato eram de religiosas aficcionadas, da pior forma, à psicosfera doentia dos conventos. Ou seja: havia os dois grupos, que se confundiam, para ela – o das freiras lúcidas e o das obnubiladas.

Com relação ao grupo problemático, Úrsula teve acesso a imagens de claustros mergulhados em escuridão, percebendo o frio do corpo e da alma que grassava nestes sinistros conventos, o desespero por sair sem poder, a dor da culpa e do total opróbrio social padecidos por estas pobres e desventuradas criaturas desencarnadas.

Informe-lhe, outrossim, que não é necessário também se culpar, por eu declará-la incursa nesta falta. Apenas dizer-lhe que nem sempre o que parece é, em se tratando de contatos, percepções ou comunicações mediúnicas.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/Teresinha.jpg)

(Teresa de Lisieux – Santa Teresinha do Menino Jesus)

Por fim, esclareça-lhe que as dores mais agudas que sentiu no peito, sufocando-a (sofreu muita dispneia), eram de todo relacionadas a esta ordem de aflição d’alma, diretamente refletida – como seria de se esperar – no chacra cardíaco, porquanto nossas padecidíssimas irmãs foram obrigadas a abandonar todos os afetos, inclusive os mais sagrados, como pais, irmãos, amigos de ideal e até mesmo as práticas da caridade, para se dedicarem a um “deus” abstrato, que em nada condizia com Aquele que deveriam reverenciar, na genuína experiência espiritual; vivência sã e equilibrada esta que elas, com estes tratamentos na casa de Úrsula, são preparadas a imergir, em breve reencarnação, que planejam, juntamente a seus Orientadores Espirituais…

Com esta última assertiva, respondemos a uma questão aguda que a colaboradora encarnada nos apresentou hoje, em particular, qual um mantra, de tanto que a reiterou: se haveria alguma utilidade em ela ser visitada por estas tão amargas e desencaminhadas servidoras do Senhor; se ela estaria, d’algum modo (e como seria isso), sendo útil a elas e à Causa do Bem em que investimos nossas melhores energias do ideal. Está, então, concedida, a resposta deprecada: muito útil está sendo! A parceira em ideal está auxiliando as tão dignas de compaixão serem resgatadas do fundo fosso moral e psíquico em que chafurdavam, há décadas algumas delas…

Amor sempre,

Eugênia.

Aracaju, 22 de julho de 2009.

(*) Nota da Equipe:

Todos os elementos desta mensagem mediúnica dirigida a Úrsula Rangel foram confirmados pela destinatária, item a item, sem qualquer falha, em magnífica prova da imortalidade da alma, porque o médium desconhecia-os todos. Nossa Equipe já presenciou o Espírito Eugênia, por meio de incorporação realizada por Benjamin Teixeira, dirigir-se a até 23 pessoas, num mesmo momento, em reuniões íntimas, e, diante de todos os presentes, tratar de assuntos íntimos de cada um deles a que o porta-voz da Mestra não tinha como ter acesso, levando muitos às lágrimas, na frente dos demais. É, como diz Benjamin: “a maravilha das maravilhas, o assombro dos assombros: Eles, os Bons Espíritos, existem e atuam em nossas vidas, em Nome de Deus, favorecendo-nos a felicidade e a paz, em todos os sentidos, na medida em que nosso livre-arbítrio autoriza ou, ao menos, não atrapalha”.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 28 de Julho de 2009, 21:29

Parentes Surtados.

(Competição, inveja, manipulação e perfídia no seio do lar – e até com amigos íntimos ou cônjuges – que ficam mais à mostra, quando a verdadeira conversão espiritual acontece em uma pessoa.)

Benjamin Teixeira,
em diálogo com o Espírito Eugênia.


(Benjamin Teixeira) – Queridíssima Eugênia, é muito comum antigos afetos de pessoas que ingressam em atividades espirituais darem as costas e se voltarem contra eles, acusando-os de fanáticos ou enlouquecidos. Não só entre os grandes gurus, mas entre pessoas que apenas se tornam adeptas fervorosas de alguma linha religiosa. É um fenômeno universal a ruptura quase generalizada que costuma acontecer, entre os “convertidos” de religiões e correntes espirituais de todas as tradições espirituais e seus antigos afetos, amigos e até cônjuges. Alguns pretendem reverter o quadro, e insistem, no desejo de partilhar sua fé e felicidade, sem sucesso. Teria algo a dizer sobre isso?

(Espírito Eugênia) – A despeito de haver casos de genuíno fanatismo e desequilíbrio – que não são difíceis de serem detectados – existem (e não raro) visíveis processos de ascese espiritual, que desencadeiam, naturalmente, no círculo de intimidade do que foi “despertado” para um nível mais alto de consciência, incompatibilidades inconciliáveis de natureza energética, consciencial, vibratória. Nas legítimas conversões espirituais – que podem ocorrer tanto repentinamente, como de modo paulatino, gerando conflitos graduais e cumulativos (estas conversões constituem metanóias, mudanças estruturais de personalidade e foco e não circunstanciais e emocionais, como alguns supõem ou como se afigura, amiúde, a um observador externo menos profundo e/ou atento), as prioridades de vida, os interesses, até as conversações são modificadas em sua substância. Logo, acontece uma quebra de afinidades muito profunda entre o “convertido” e seu círculo anterior de relacionamentos. E isso, vida afora, lamentavelmente, à medida que este indivíduo crescer mais rapidamente que os que estejam interligados à sua teia de relacionamentos interpessoais, haverá novas rupturas, traumáticas ou suaves. Os que tentam ir de encontro, ainda que bem intencionados, a este fenômeno psicológico e social automático, porque diz respeito a freqüências psíquicas, não lograrão resultados práticos, tal qual alguém que lutasse, aos socos, com um aparelho radiofônico, para que sintonizasse outra estação, depois que outrem lhe girou o dial. Ou seja: só pode haver êxito nesta tentativa de partilha, ainda que inteiramente honesta e amorosa, se houver receptividade de valores, sentimentos e ideias naqueles que são procurados ao resgate, para o patamar novo de pensamento e sentimento que lhes é apresentado.

(BT) – É assustador notar, por exemplo, o caso de Chico Xavier – que me parece um exemplo emblemático deste evento tão doloroso quanto comum. Parece que, por sinal, nos grandes líderes, o fenômeno tende a se acentuar. Ele morreu distanciado de toda a parentela biológica, apesar de haver sustentado e casado todas as irmãs e ajudado a criar inúmeros sobrinhos.

(EE) – Alhures, já falei sobre isso, n’outras palavras. Quem nasce e cresce no mesmo berço de um condutor de multidões do espírito tem enorme dificuldade para aceitar a “superioridade moral” de seu parente biológico. Eles vêem o ser humano, como se esta constatação lhes respaldasse a conduta de não-reonhecimento do outro lado – o verdadeiro, o superior: exatamente aquele que qualifica, como diferencial evolutivo, o indivíduo mais velho espiritualmente, com quem conviveram na infância – esquecidos de os santos não eram anjos, mas sim seres humanos realizando projetos sobrehumanos. Quando há ganhos monetários e sociais, como é o caso de líderes políticos ou econômicos, os problemas que surgem com os líderes espirituais são encobertos, em grande medida, sob a capa do interesse material-pessoal mal-dissimulado. Todavia, como estes ganhos ficam menos óbvios ou desaparecem, quando a liderança é de outro cunho, e, outrossim, na medida em que há uma expressão de maior autenticidade nas relações interpessoais dos seres mais amadurecidos no carreiro evolucional, os irmãos, filhos e pais consangüíneos tendem a se sentir feridos no seu orgulho, no ego (como se costuma dizer, na atualidade), e, imediatamente, desenvolvem processos de racionalização, para depreciar a figura do “irmão mais velho em evolução”, macomunando-se em conversações reciprocamente sustentadoras de suas teses defensivas, todos se sentindo vitimados pela postura assertiva daquele que, normalmente, não está preocupado em manipular as boas intenções e boa opinião de quem quer que seja a seu favor. Lembremo-nos de Jesus como a Voz da Verdade por excelência. É muito difícil ouvir a verdade, para os seres humanos. Não há verdades absolutas, no âmbito humano de consciência, mas estas criaturas que vêm em missão de guiar massas para Deus apresentam um, digamos, coeficiente muito maior de “verdade” em suas palavras, e isso tende a doer no emocional das pessoas, assim como muita luz fere as retinas acostumadas à escuridão. Como o julgar humano é imaturo, egocentrado, é naturalmente mais fácil dizer-se que é a fonte luminosa que está forte demais na irradição, e não que se esteja desacostumado ao grau de luminscência a que se foi exposto.

(A famosa gravura do martírio de São Sebastião – patrono da Cidade Maravilhosa, Rio de Janeiro. Seres muito à frente chocam, quanto os que estão na retaguarda da evolução, tratados, comumente, como marginais, da mesma sorte que criminosos comuns. O Cristo foi o exemplo máximo desta injustiça padrão. Seres plenamente introduzidos na vanguarda planetária são, nos dizeres de Eugênia, “os marginais da banda de cima da linha média evolutiva” do lugar e cultura para onde se dirigem e reencarnam, a fim de catalisar a evolução das comunidades humanas).

(BT) – E esta pessoa passa por arrogante e autoritária.

(EE) – Muito esperável e quase certo, ou não há o desnível de evolução a que nos referimos. Quem é orgulhoso verá aquele que se apresenta como censor de sua postura pretensiosa como alguém arrogante. Por outro lado, quando um líder espiritual começa a ser malvisto no seio doméstico, imediatamente uma figura que estava ofuscada pelo natural carisma do atualmente malvisto (quando não mais de uma pessoa) e que desejava ter poder e influência sobre a família como ele, aproveita-se da situação e acolhe os sentimentos de vitimização de todos os querelantes, unindo-se a eles em coro, potencializando o conflito, nutrindo-os na própria loucura, para melhor controlá-los depois. São personalidades vivamente autoritárias que, repentinamente, mostram-se solícitas, concordando com os desabafos que se lhe fazem (preferencialmente sobre aquela pessoa, é claro), traiçoeiramente, escondendo suas reais motivações (às vezes até de si próprios) de rivalizar a influência que o líder nato usufruía no círculo familiar – influência esta que invejava, mas que não tinha como suplantar, antes da crise.
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(Falso coitadinho – o hilário, manhoso e irresistivelmente fofo personagem “Gato de Botas” em Shrek, que se faz de “coitadinho”, em situações críticas, para obter o que deseja. Tática infantil muito eficiente na relação com figuras maternas humanas, disfarçada sob máscaras psicológicas e conceituais bem mais elaboradas, em personalidades ditas ou consideradas adultas.)

(BT) – Soube de um caso interessante, Eugênia, que bem retrata o que acabou de descrever. Um sujeito, que mantinha distância da família, até mesmo em considerando contatos virtuais, como por telefone, foi acusado de ter intenção de controlar a família, por parentes que não aceitaram sua discordância em alguns pontos de vista e escolhas de vida que fizeram.

(EE) – Porque são controladores ou estão sendo induzidos a assim pensar por gente interessada em manipulá-los. Observe-se, cautelosamente, de onde partem as acusações e facilmente se detectará que há agentes com um interesse pessoal em que esta opinião se prolifere. Também são pessoas dotadas de baixo grau de maturidade psicológica, porque entendem que discordância constitua ataque ou ofensa pessoais às escolhas feitas, o que é abissalmente distinto.

(BT) – Eugênia, como acompanhei o caso e para ser justo com os dois lados, acho que é importante revelar, de antemão, que a pessoa atualmente atacada, na minha opinião, cometeu alguns excessos, porque “perdeu a cabeça”, na hora das acusações mais absurdas, e exagerou nas proporções de sua fala.

(EE) – Sei disso, porque conheço o caso. Mas em que isso muda o panorama que apresentei? Estes excessos emocionais são típicos das interações familiares – isso é notório e universal. As pessoas naturalmente fazem descontos para o que ouvem em casa – também não é novidade para ninguém. Se alguém diz que algo que foi dito em determinado momento foi a causa do afastamento, aprofunde-se a análise, e ver-se-á que há outras razões, que o postulante, amiúde, esconde de si mesmo, porque é muito difícil facear as próprias culpas, que costumam reiterar-se século sobre século.

(BT) – Inveja, rivalidade, competição, mesquinharia, raiva pelo sucesso do outro, etc…

(EE) – Sem dúvida.

(BT) – Que a pessoa não admite em si, muito sinceramente…

(EE) – Sim, apesar de ser um fenômeno que podemos dizer tão natural como se terem nariz e olhos no rosto, quando se é ser humano. A competitividade entre irmãos – exaustivamente comprovada por pesquisadores do comportamento humano, embora sempre tenha sido autoevidente para qualquer observador ligeiramente lúcido das relações humanas – apenas varia em percentual de atuação, de grupo a grupo, de personalidade a personalidade, fazendo-se mais viva, sobremaneira, entre irmãos do mesmo sexo ou que apresentem preferências sexuais semelhantes. Quando alguém nega que rivalize seus irmãos, estará mentindo. E se estiver sendo sincero (o que não é incomum), o problema é mais grave: está mentindo para si próprio, o que se chama de mendacidade – o fenômeno psicológico do mentir para si mesmo com tanta eficácia que se perde a percepção da própria intenção de mentir.

Ninguém desce ao desequilíbrio de zonas infernais de consciência julgando que faz o mal. Os agentes da desagregação, em graus variados, e com raras exceções, sentem-se vítimas e não algozes. Não é por outra razão que as regiões de sofrimento, fora do domínio material de vida, como dentro dele, estão abarrotadas de sofredores. Quando a questão do interesse pessoal e do ego entram em jogo, as personalidades humanas costumam enlouquecer. É quando também desperdiçam suas mais preciosas oportunidades existenciais, às vezes precisando aguardar séculos por ocasião semelhante, que lhes permita ressarcirem-se por seus desvios de rota evolutiva.

(BT) – Nossa, Eugênia! Que grave… Mas, em considerando que uma pessoa destas tenha acesso a um texto como este, o que é mais provável aconteça?

(EE) – Que não se identifiquem na postura de quem está incorrendo na falta. Imediatamente tornarão ao processo de racionalização. O desculpismo, como um vício mental, entra, automaticamente, gerando justificativas que parecem plausíveis ao incauto e àqueles que o sustentam ou têm interesse em sustentar sua “loucura”. Quebrar estes padrões de percepção, porque se tornam filtros invisíveis ao próprio indivíduo, é muito difícil. Mesmo quando impressionantes fenômenos (como os que ocorriam em torno da pessoa e com a própria pessoa de um ser santo como Chico Xavier), endossando a origem superior dos argumentos do atacado, amigos e irmãos destrambelhados encontram sempre meios de perverter a interpretação dos fatos, e enxergar o líder demonizado como errado. O desespero destes atacantes por se verem certos, para não incorrerem na culpa, que lhes soa de tal modo demasiadamente dolorosa (tanto quanto a perspectiva de assumir sua covardia e preguiça, por enfrentar suas falhas e medos ocultos), que preferem criar ilusões bem urdidas que apresentem a figura do seu parente biológico mais evoluído como a parte equivocada na pendência, no conflito familiar.

(BT) –  Grande mestra, de fora, chega a soar, literalmente, um processo de alienação mental. É o que se diz no caso a que me referi. Todas as pessoas fora da parentela biológica notam o distúrbio que acometeu a família da pessoa, e, trágica, quão ironicamente, os familiares dele pensam exatamente isso dele.

(EE) – Confiemos estes casos corriqueiros – que sempre parecem únicos – à força do tempo. Nada é mais implacável que o tempo, para demonstrar onde está a razão ou quem estava sendo injusto. Jesus nos ofertou um excelente referencial para situações moral e psicologicamente intrincadas e melindrosas: “Conhece-se a árvore pelos frutos”. A pessoa a quem aludiu não está bem? Não está mais feliz, madura, realizada, produtiva e criativa? E o que acontece com os tais parentes que se sentem vitimados pela incompreensão? Como estão, em todos os sentidos considerando-se, mas principalmente no espiritual, psicológico? Estão mais felizes? Estão mais em paz? Não estariam sentindo um sinistro zumbido no íntimo de seus corações, que desejasse vir a tona, sem conseguir, porque a fúria em pretendem estar certo impede que que aflore à consciência? Sim, eles já notam isso… aqui ou ali… e solapam, de modos diversos, este chamado à razão e à justiça. Têm o direito de tomar esta vereda condenável, entretanto. Este é um universo livre, e a Divina Providência permite, até certa medida, que Suas criaturas se iludam, para que aprofundem as conseqüências de seus desvios (já que o ego, como há pouco demos a entender, satisfeito em seus caprichos, muito atrapalha, no início, a percepção do tamanho do próprio erro, da própria sensação de estar fora de rota), para que, por uma leitura própria, o indivíduo se redescubra.

(BT) – Isso pode levar séculos.

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(EE) – Sim. Comumente.

(BT) – E você, diante do caso, o que tem a dizer?

(EE) – Estou em paz. Estou com os filhos que estão comigo. Isso é um paradigma dos cristãos legítimos. O Cristo disse que mães e irmãos d’Ele eram os que cumpriam a Vontade do Pai. Tenho muitos espíritos que passei a ver como filhos, desde que vim à Terra, há alguns milênios. Dois deles assim tenho-os no coração, desde antes de vir à Terra – um deles, muito ativo comigo, permitindo-me salvar aluviões da beira do abismo, por mercê de Nossa Mãe Maior, libertando consciências, alertando para perigos sutis da estrada evolutiva, nesta civilização de complexidades e relatividades perigosas (e cínicas). Estou integrando à minha família muitos novos filhos, para ter tempo de lamentar os que “perco”, porque nunca foram meus. Todos os nossos filhos são filhos de Deus e não nossos – Kalil Gibran foi muito feliz em celebrizar o conceito, no plano físico de vida na Terra. Infelizmente, alguns supõem que nós –todos que compomos a comunidade dos guias espirituais da Terra – partilhemos de seus vícios emocionais de autocomiseração. Às vezes, nossos protegidos esperam que choremos com eles suas magoas e caprichos feridos: choram-nos sozinhos. Estamos a serviço do bem comum e não dos egos, em seus processos de encapsulamento perverso e parasita no orgulho pessoal. Mesmo quando muito amamos, podemos e devemos deslocar o amor (o que eu faço, por exemplo), perfeitamente, n’outro sentido, no sentido de corações de boa-índole e de boa-vontade que realmente desejem nos ouvir as exortações elucidativas a seu próprio benefício, até que, num futuro – seja próximo ou distante – os que se desencaminharam interessem-se em nos ouvir novamente. Qualquer líder espiritual – encarnado e desencarnado – que se acumplicie com os complexos de vítima de pessoas acrimoniosas e improdutivas na Causa do Bem, sobretudo quando se lançam contra obras do bem, não devem ser ouvidos: são psedo-sábios que representam forças inimigas do bem, e que, macabramente, acariciam aquele que se sente vítima, para mais e mais hipnotizá-lo em sua rede de manipulação, como o inseto que é fisgado no visco da teia da aranha, para ser mais facilmente devorado por sua sanha famélica.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/par10.JPG)

(Eugênia em sua encarnação como Cláudia Prócula – segundo versão do filme Paixão de Cristo, de Mel Gibson, na atuação impecável de Claudia Gerini, que me assombrou pela impressionante semelhança com as maneiras de Eugênia – esposa de Pôncio Pilatos, há milênios trabalhando e sofrendo pela redenção de milhares de criaturas confiadas pela Divina Providência às Suas mãos santas e sábias. Comentário de Benjamin Teixeira)

(BT) – No futuro, voltarem e a receber seu amor… talvez seja bem mais difícil!…

(EE) – Necessariamente sê-lo-á. Talvez sequer venham a ter, como hoje usufruem, a oportunidade de saber de minha existência e amor por eles.

(BT) – Tão lamentável!…

(EE) – Mas cada pessoa que assim se posicione tem este direito. Como lhe disse, nosso grupo de professores desencarnados está muito feliz com tudo. Os resultados são extremamente construtivos e compensatórios, quando consideramos a coletividade, e não estes casos pessoais, que estão, como a própria palavra que os qualifica indica, entregues a estas pessoas e suas escolhas de “felicidade”.

(BT) – Obrigado.

(EE) – Agradeçamos, tão-só, a Maria Santíssima, Nossa Mãe Todo-Amor, e a Seu Filho Sacrossanto, Nosso Senhor Jesus, pela oportunidade que nos concedem, em nome de Deus, de intercambiarmos idéias e sentimentos, a benefício mútuo, para melhor aproveitamento de nossas existências – não só as de vocês, que as usufruem no domínio da matéria densa, mas as de nós outros, que desfrutamos, no período intermissivo (entre encarnações), uma existência extrafísica, que possui ciclos semelhantes ao de uma reencarnação, no que concerne a cumprimento de tarefas, aprendizados específicos e educação-amadurecimento da personalidade, em vista dos interesses para a vida eterna do Espírito, não só do indivíduo, como da Humanidade inteira.

(Diálogo travado em 27 de julho de 2009.)

Ajude a santa e sábia mestra espiritual Eugênia a disseminar Suas ideias de sabedoria e amor, e, com isso, tornar o nosso mundo mais feliz e pacífico. Basta que encaminhe este arquivo a sua rede de e-mails. Para isso, utilize a ferramenta logo abaixo, com os dizeres: “Envie esta mensagem para seus amigos”.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 09 de Agosto de 2009, 13:29
PARABÉNS A TODOS OS PAPAIS PELO SEU DIA!!

Com carinho,
Helena Beatriz



Nascimento de Filhos Especiais – Desgraça ou Graça?

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/nas03.jpg)

(Dialogo com o Espírito Eugênia.)

Benjamin Teixeira
em dialogo com o Espírito Eugênia


(Espírito Eugênia) – Esperar previsibilidade, nos contextos complexíssimos da consciência, é tão risível como certas fábulas da carochinha de má qualidade, que sequer se prestam à interpretação simbólica de conteúdos do inconsciente profundo. Se, desde o âmbito infinitesimal das subpartículas atômicas, impera, hegemônico, o famigerado “princípio da incerteza”, assim alcunhado por Werner Karl Heisenberg, como poderemos esperar algo linear da intrincadíssima fusão de fatores, da superposição de bilhões de variáveis relacionadas aos tecidos de eventos na existência humana? Como supor que planejamentos possam vir a ser objetivamente cumpridos?

Devemos entender programações de tarefas ou planos para o futuro como diretrizes-mestras de ideal, conforme um dado conjunto de circunstâncias permita que se visualize o porvir, mas nunca como uma tabela de acontecimentos a serem precisamente desdobrados no espaço-tempo, quais cálculos matemáticos elementares de aritmética. Este tipo de expectativa simplista – a do controle da teia de ocorrências na própria e na vida dos entes amados – está fadada ao malogro, conduzindo o indivíduo à frustração e arrastando-o a negar ideais e uma abordagem fundamentada na fé e na esperança, por não encontrar suas metas alcançadas da forma como idealizou, partindo de premissas contidas n’outra conjuntura existencial.

(Benjamin Teixeira) – Sobre isso – o “imprevisível que nos frustra” –, querida Eugênia, há pais que sofrem um baque, com o nascimento de um filho especial. Teria algo a dizer sobre o assunto?

(EE) – Sim. Que não se deixem intimidar pelos eventos supervenientes da vida. Na mitologia grega, há uma figura curiosíssima e emblemática que me facilitará a transmissão de uma ideia por demais subjetiva e mística para ser abarcada, com segurança, pela ciência e razão humanas, no presente estágio de desenvolvimento da cultura e civilização terrenas. A figura lendária a que faço referência, de molde a melhor traduzir o complexo da situação analisada, é Caronte – o barqueiro condutor à outra margem do “rio” da Vida.

Não pretendo, com este conceito mitológico, entrar em pormenores de exegese, no que tange ao mundo espiritual e aos fenômenos mediúnicos. Interessa-me tomar, para o assunto em foco, uma perspectiva metafórica mais profunda: aquela que concerne não à morte do corpo e ao tráfego da consciência, livre da matéria, para outro domínio de existência, mas sim à leitura simbológica atinente à morte situacional de determinados ciclos existenciais, que demanda o pagamento de certo tributo psicológico ao indivíduo, a fim de que este possa deslindar-se de determinados atavios, de carga dispensável na própria estrutura psíquica, com o escopo de lhe favorecer o trânsito ao novo patamar de valores, percepção e interesses que constitui a fase de vida que alvorece.

Retornando ao capítulo do estudo da imprevisibilidade, que o amigo desejou “interromper” com sua pergunta, cabe-nos recordar o princípio das “propriedades emergentes”, que espocam espontaneamente, por força mesmo do fenômeno evolucional, no movimento de passagem a um nível mais alto de complexidade de organização dos seres e suas psiques (quando estes seres já portam o atributo da autopercepção). Ao percorrer, por exemplo, o trajeto do infinitamente pequeno, no estudo da realidade subatômica, para o domínio das estruturas materiais dentro do espectro da visão humana, precisamos abandonar todo um conjunto de leis da Física, denominadas, em conjunto, de Física Quântica, para aplicarem-se conceitos matemáticos bem menos elaborados, por sua vez, em grupo, chamados de Física Clássica ou newtoniana. Ou seja, quando se alcança o limite de “saturação” de uma experiência ou de “esgotamento” de aprendizado, numa determinada camada de profundidade da vida, imediatamente pululam os dolorosos processos de “parto psíquico” ou “parto evolutivo” que compelem a criatura, inarredavelmente, a nova faixa de consciência, engendrando maiores amplitude e aprofundamento da percuciência. Parto este que se apresenta, com lógica matemática, psicologicamente doloroso, tanto quanto o é fisicamente o processe de encarceramento da lagarta no claustro “pesadelo” da crisálida, para que, de seu atroz padecimento, ressurja, adiante, no sonho espetacular concretizado de sua metamorfose para a condição de borboleta!…

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/nas01.png)

Que ninguém se perca na autotortura psicológica de procurar motivos para a culpa, nem para o flagelo moral do sentimento de desvalia íntima, na busca de entender por que tal injunção (o nascimento de um filho especial) se tenha dado em sua existência. Lucubremos, de reversa maneira, que a Divina Providência envia anjos às figuras ousadas de herói, quando estes atingem o limite de suas forças e temem não encontrar meios para concretizar, plenamente, sua jornada feérica de realização pelo bem comum. Com esta assertiva, inclusive, combato a tese do exclusivismo da etiologia cármica, apontando como sofredora-criminosa-revel toda criança que renasce portadora de distúrbios físicos ou mentais. Embora estes casos existam (e mesmo constituam a maioria), há os que nestas condições ressurgem nos proscênios das existências físicas, para fazer germinarem as sementes mais profundas e adormecidas de qualidades morais e espirituais naqueles que lhes albergam, no ninho dos próprios corações… os pais, em particular, como é fácil concluir…

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/nas02.png)

(BT) – Obrigado!

(EE) – Agradeçamos, sempre, à Nossa Mãe Santíssima, Maria de Nazaré, a Ela tudo remetendo, em matéria de créditos e louvor, como Representante Máxima, para o Globo Terrestre, da Infinita Bondade de Deus, do Lado Maternal do Criador.


(Diálogo mediúnico travado em 2 de agosto de 2009. Revisão de Delano Mothé.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: MAROCHA em 09 de Agosto de 2009, 20:08
 Achei esse texto de grande valor , principalmente no dia de hoje: DIA DOS PAIS.
 Realmente são crianças, acima de tudo, especiais em todos os sentidos... por serem como são e pelo amor imenso que deveriam despertar em seus pais.
Considero mesmo que sejam "anjinhos" enviados a certas familias, para seu  crescimento e aprimoramento no amor.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Agosto de 2009, 13:52

Ferramenta de Redenção e Glória.

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Eugênia.

[Instrumento de tortura, mas também ferramenta utilizada na agricultura da Roma Antiga, o “tripalium” (formado de “três paus”) deu origem – conforme estudiosos afirmam, ao verbete em Português “trabalho” e sua foroma verbal “trabalhar”. Isso revela o quanto temos impregnações emocionais negativas em torno do conceito e como temos que reformá-lo, assim como a Autora Espiritual sugere, apontando para a ideia de “ócio criativo” proposta pelo sociólogo do trabalho, o italiano Domenico DeMasi (foto abaixo).]

Prossigamos fazendo o nosso melhor, todos os dias. O trabalho é nossa enxerga de redenção (*), nossa ferramenta para a lapidação da própria glória! Devotando-nos ao trabalho, tudo lograremos conseguir, em nome de Deus, a nosso e a benefício de nossos irmãos em humanidade. Não o trabalho mecânico tão-só, não a tarefa monótona, desempenhada sem pensar e sentir, e sim: o empenho profissional lúcido, a pragmática do labor nos momentos de lazer ao campo indicado pela própria vocação – então, teremos instrumentais suficientes para lapidar nossas almas e conduzir nossos destinos, na medida em que isso se faz possível, o que, basicamente, significa não mudar mas sim plenificar a sina que nos cabe, concretizar nosso projeto de vida, estejamos dentro ou fora de corpos físicos.

Porque, se nos colocamos, com disposição, na “roda da fortuna” da aplicação justa ao melhor – o que mais não poderemos fazer? A roda da fortuna é “a roda da fortuna da melhor realização em alinhamento com Deus e consigo mesmo”. Logo, inclui as práticas da oração, da meditação, do planejamento. Não nos é cabível qualquer ordem de relaxamento também no quesito intelecto-moral. Preguiça de fundo psicológico, de não fazer esforço por planejar tarefas e estudar estratégias de eficácia e eficiência, está inclusa no feixe de males que consideramos “ervas daninhas a serem extirpadas”.

Começou-se a ter a clara noção, na hodierna cultura do domínio material de vida de nosso planeta, de que não trabalhar é tão vicioso e letal quanto ingerir substâncias tóxicas ou venenosas ao organismo. Os dados coletados por grandes seguradoras são bastante reveladores: o alto índice de mortalidade nos dois anos subsequentes à “conquista” da aposentadoria, para aqueles que não se aplicam a outras atividades que lhes realizem evidencia que o ser humano foi projetado para ser útil, para produzir e se tornar instrumento de Deus, a serviço do bem comum, de seu semelhante, de si mesmo.

Liberte-se, amigo (a), de qualquer ilusão de “menor esforço”. Não se permita hipnotizar pela sanha sedutora das facilidades, da era da internet, do computador, dos eletrônicos, do controle remoto. Esta é uma era de abundância, mas também de aplicação multidimensional a novos campos de ação e, por conseguinte, de utilidade ao bem comum. E isso não é mau: é excelente! A máquina não veio liberar o ser humano do trabalho e sim dispensá-lo de serviços braçais, não-inteligentes e desumanos, para que possa se dedicar à produção de cultura, arte, solidariedade, misticismo, política, religião – atividades relacionadas a julgamento, criatividade e especulação filosófica.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/fer02.jpg)
[Domenico DeMasi (1938 - ). O autor de "O Ócio Criativo". Ele trabalha mais de 12 horas por dia e dorme apenas 4, mas é pai de uma das mais revolucionárias e práticas idéias sobre o trabalho na atualidade, que envolve a relativização da agenda profissional, em função do prazer e do aprendizado que se obtém através dele.
 Paradoxal a princípio, genial e didático logo se começa a estudá-lo, DeMasi é muito citado pelo Espírito Eugênia, pela originalidade e inteligência de que se reveste, bem traduzindo conceitos do Plano Sublime para o domínio físico de vida em nosso globo, ele próprio um mestre da Espiritualidade Superior reencarnado para ensinar as multidões a contextualizar melhor o que seja o trabalho em suas vidas.]

O Propósito da era das máquinas “inteligentes” – conforme delegação e autorização Divinas – jamais seria nos fazer resvalar para uma civilização de ócio. Isso constituiria a sentença de morte de nossa espécie sobre o orbe.
 O conceito recém celebrizado de “ócio criativo”, como caminho único para a excelência profissional é, igualmente, sintomático desta nova fase civilizacional que se inicia: só usufruirá de recursos para destacar-se em sua área de especialidade o profissional que se sentir ocupado em trabalhar, aprender e se divertir simultaneamente, porque logrará estar aplicado, com a energia de quem se sente apaixonado e não conta o passar das horas, enquanto os concorrentes não vocacionados ou não conseguirão atingir o mesmo teto de horas-trabalho-com-rendimento-ótimo, ou cairão esgotados, com a saúde arruinada.

Trabalho, trabalho, trabalho! Esta pode ser vista como a nossa grande meta, no que concerne a disciplina diária, a método de realização e transformação de nossas vidas, como uma tapeçaria em constante confecção, porque, seja o trabalho das preces e da meditação que nos conectam a Deus e Seus Representantes; seja o labor do intelecto, que nos impele a procurar nos atualizar, absorver sabedoria e aplicar-nos a pensar corretamente; seja a labuta emocional-física, que nos favorece a interação social e a aplicação do tempo a funções justas, no seio dos esquemas da cultura em vigor de organização do mercado de trabalho em que se está inserido, será sempre no trabalho e não no descanso excessivo ou no descaso irresponsável, que encontraremos meios para a consecução do extraordinário, e para a sensação íntima, intraduzível, intransferível e inapreciável de intuirmos estar fazendo o melhor ao nosso alcance e de estarmos cumprindo, plenamente, a missão que foi a nós designada pela Divina Providência.

(Texto recebido em 10 de agosto de 2009.)

(*) Eugênia utilizar um termo que significa cama rústica e pouco confortável indica como devemos entender o trabalho. Pode ser a mais ascética e mais nobre forma de descansar. O que o ditado popular no Nordeste reza: “Descansar carregando pedras”. Por outro lado, prosseguindo na escolha vocabular primorosa da parte da Autora Espiritual, o que de melhor nos pode redimir de culpas ou faltas pelo mal de antanho senão a prática sistemática do bem hoje… e para sempre?

(Nota do Médium)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 20 de Agosto de 2009, 13:56

Coro do Mal.

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Temístocles.

Século I.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/cor01.jpg)

“Como Ele ousa curar os enfermos e até ressuscitar os mortos?
Como Ele Se atreve a Se dizer Filho de Deus?
Como Ele Se digna a dizer-nos “hipócritas”, porque seguimos as tradições da nossa religião, da lei e dos costumes de nossa sociedade?
Crucifiquem-n’O!”

E Jesus foi morto na cruz.

Século XV.
(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/cor02.jpg)

“Como ela ousa vestir-se de homem e dirigir homens em campo de batalha?
Como ela se atreve a dizer que, mesmo assim, fala com os santos, se nossos sacerdotes não dialogam com os anjos?
Como ela se digna a se colocar como salvadora da pátria, se não consegue sequer seguir as normas sociais para uma mulher?
Queimem-na viva!”

E Joanna d’Arc foi morta na fogueira.

Século XIX.

“Como ela ousa dizer que, ignorante e simplória, confabula com a Própria Virgem Maria, em cima de uma lixeira?
Como ela se atreve a enfrentar as autoridades civis e eclesiásticas, quando recebeu ordem de se calar, insistindo em seu testemunho de ter visto Maria Santíssima?
Como ela, uma menina, se digna a manter seu testemunho, falando com uma Mulher do Céu, quando os homens ‘santos’ do mundo não falam com o Homem Divino no Céu?
Como a era das fogueiras se foi, torturem-na psicologicamente, tanto quanto puderem!”

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/cor03.jpg)

E, emocionalmente exaurida, Bernadette Soubirous morreu de câncer nos ossos, aos 36 anos inconclusos.

Ainda no século XIX.

“Como ele ousa afirmar que dialoga com o mundo espiritual, na era da vitória da ciência material?
Como ele se atreve a dizer que somos orgulhosos em vez de reconhecer que somos realmente superiores à ralé ignorante e manobrada pelos que ‘têm cérebro’?
Como ele se digna a persistir em dizer que estamos errados e ainda afirmar que vamos pagar por isso?
Ridicularizem-no, tanto quanto puderem!”

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/cor04.jpg)

E Kardec explodiu um aneurisma no cérebro, aos 65 anos, sendo sua obra varrida da França num espaço de meio século.


Século XX.

“Como ele ousa, mestiço, analfabeto e efeminado dizer-se canal do Seres Superiores?
Como ele se atreve a continuar impecavelmente reto, apesar de termos certeza de ele ser uma aberração?
Como ele se digna a nos calar com sua postura irrepreensível e santa, década sobre década, até o fim?
Já  que não há jeito, digam que é impossível mais alguém ser assim, e que só ele poderia aguentar tanta pressão, e esperemos que ele morra. O que ele representa morrerá com ele.”

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/cor05.jpg)

E Chico Xavier morreu sem sucessores, num movimento espírita com lideranças divididas e sem carisma.

Século XXI.

“Como ele ousa dizer que não importa ter ou não ter religião?
Como ele se atreve a se declarar publicamente gay, e ainda dizer que qualquer um pode se dedicar ao bem, e espalhar a mensagem do amor e da sabedoria?
Como ele se digna a, mesmo assim, continuar canalizando Seres Angelicais, insinuando que somos hipócritas, lembrando que Jesus disse o mesmo dos moralistas e religiosos como nós; que Joana D’Arc foi morta por sacerdotes de sua pátria, por ser mulher, gay e médium; que Kardec foi ridicularizado por ser racional até o fim e vanguardista sem medidas; e que Chico foi isolado de todos, para que não influenciasse ninguém mais a prosseguir em seu exemplo impoluto de homem inteiro e santo até o último momento; e, para completar, ainda se defende, quando atacamos sua obra, sem posar de santo (como os que encenam humildade e que podemos ridicularizar) e sem se preocupar em parecer arrogante (o que nos bloqueia a agressividade, porque ele simplesmente mostra nossos pontos fracos, sem vacilar), para proteger a Causa destes tais anjos que ele diz representar?
Como não há como calá-lo, e convencer toda gente de juízo que o ouve, demonizem-no…
Vamos dizer que ele é um canal do mal, como dissemos do Cristo. Taxemo-lo  de degenerado, como fizemos a Joana D’Arc. Ridicularizemo-lo, como fizemos a Kardec, e ainda vamos isolá-lo de todos, como fizemos a Chico, dizendo-o uma pessoa muito orgulhosa e perturbada, com um trabalho sem nenhuma importância que encolhe todos os dias, só não aos olhos dele, megalomaníaco e manipulador!
Assim, mantemos nosso controle sobre a massa de manobra que atende aos reclamos do ego e que perpetua o império do mais forte sobre o mais fraco, inclusive do mais astuto sobre o mais ingênuo, até nos ambientes religiosos e no reduto sagrado dos próprios lares.
Jamais compactuaremos com quem tenta libertar pessoas da manipulação da culpa por não se enquadrar nas expectativas da família, da sedução da vergonha por não se encaixar nos esquemas sociais, e de sugerir a todos que busquem ser felizes, em vez de ser escravos dos interesses de uma minoria mentirosa!…”


Você  quer participar deste coro?

(Texto recebido em 19 de agosto de 2009.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: Seareira em 22 de Agosto de 2009, 23:34
HelenaBeatriz

A partilha das mensagens do médium Benjamin Teixeira mostra o quanto é especial.
Eu não conhecia e diante do que li irei procurar para ter e poder desfrutar de tão enriquecedores esclarecimentos.

Um beijo enorme e muito grata
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 23 de Agosto de 2009, 00:59
Obrigada por suas generosas palavras, minha querida amiga Seareira!! Muito obrigada!

Conheci Benjamin em 2001, "por acaso"...
Sempre tive o hábito de madrugar... rs Pois bem, num domingo nublado resolvi ligar a TV às 6 h, sintonizei na TVE e comecei a ouvir um jovem rapaz, falando muito rápido, com muita propriedade, sobre temas bem interessantes. De repente percebi que falava de Kardec. Sentei-me e  redobrei a atenção.
Depois deste dia passei a buscá-lo o tempo inteiro, pois mudava seus dias, seus horários, à mercê da grade da emissora. Acompanhava-o tb pela internet, copiando suas msgs e distribuindo-as para amigos no CE que frequentava e no meu trabalho, entre aqueles que julgava apreciar as msgs espíritas.
Em 2003 quis conhecê-lo pessoamente e viajei até Aracaju. Fiz questão de cumprimentá-lo pelo brilhantismo da palestra... Sua notável memória e carisma me fascinaram.
Conversamos muito no final da mesma. Comprei alguns livros de sua autoria e li-os com muito carinho.
Enquanto aguardava na fila (o auditório estava lotado), ouvia de todos os circunstantes palavras elogiosas e grandes demonstrações de afeto e aprêço por aquele médium. Saí de lá muito feliz, amiga...
 Benjamin Teixeira é um homem de coragem, carisma e muita fé. Ao seu lado nos sentimos muito bem. Seu abraço fraterno, bem apertado, é de um amigo que conhecemos há muitos anos... é assim que nos sentimos ao seu lado.
Bjs e todo meu carinho,
Helena


Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 23 de Agosto de 2009, 18:06

Teste Máximo.


(Sobre Travessia de Crises Existenciais.)



Benjamin Teixeira
pelos Espíritos Irmã Brígida e Eugênia.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/tes01.jpg)

Segue em paz, na tua rota de amor. É possível que te sintas à beira do colapso nervoso, em função da imensidão de interesses que contrarias, de modo que até o inconsciente coletivo se volte contra ti, chispando-te as estruturas mentais com dardos psíquicos venenosos. Entretanto, recorda que há Potências Celestes que sustentam os passos dos condutores do povo ao Novo Sistema de Organização Social que está por vir.

As mentes de muitos, encarnados e desencarnados, procuram-te, entre a aflição e o desespero, e julgas soçobrar, exangue, como um náufrago que sucumbisse na luta contra o mar alto encapelado em que foi atirado. Relembra, todavia, companheiro, que quando tudo parece mais obscuro e sem solução, do fundo fosso de consunção que se te afigura abrir-se aos pés, surge a solução inesperada, a glória!…

Não há parto para a psique que aconteça sem dor. Para que as mais substanciais e profundas mudanças aconteçam, imprescindível que mergulhes nas águas ‘‘densas’’ da própria escuridão inconsciente. Seja o que for que te amarfanhe o coração, ainda que a ingratidão dos mais queridos afetos e a injustiça dos maiores beneficiários de antanho te aguilhoem a alma mil vezes ao dia, olha para Cima e espera. Deus jamais desampara. E, enquanto trabalhas, ininterruptamente, na disseminação dos benefícios de que te fazes portador, fica certo: o Senhor-Senhora age, por miríades de ocultos e miraculosos meios, na subliminaridade de cada texto da existência, propiciando-te que a crise da hora amarga que vives desfaça-se, qual bruma letal que se dissipasse à força da brisa abençoada do Poder do Criador; qual o vento místico que surgiu no cenáculo apostólico, no emblemático dia do Pentecostes…

Suporta, asssim, com serenidade e fé, a ‘‘noite escura da tua alma’’ – para utilizar os clássicos dizeres de São João da Cruz – e, quando menos esperares – talvez bem antes do que imaginas, quiçá melhor do que supões possível – estarás contemplando os albores de uma nova alvorada!… Como reza o sábio ditado popular, as trevas mais cerradas da madrugada são mensageiras caridosas dos primeiros raios de Sol do amanhecer.

Passado o período de teste e transformação do caráter (isso porque continuas sofrendo – reforçamos – enquanto te manténs fiel aos compromissos de serviço ao bem comum), descobrir-te-ás lapidado, amadurecido e fortalecido, de um tal modo, que exclamarás, prenhe de inaudita ventura e incomparável gratidão devocional:

“Obrigado, Senhor, pela hora amara que me enviaste e que me oportunizou o teste da perseverança em que me vejo aprovado! Porque não desisti de servir ao Bem, vê como estou, Senhor (!), vê como estou! Graças te dou, Senhor! Graças te dou (!), que nunca erras e sempre nos conduzes ao melhor, ainda que indispensável se faça, por vezes, atravessemos duras fases de profunda experimentaão de nossas almas!… Obrigado, Senhor! Obrigado! Sou feliz!”.

(Texto recebido em 23 de agosto de 2009.)





Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 27 de Agosto de 2009, 17:57

Mente Dividida em Compartimentos Psíquicos, no Transcurso do Programa de TV e o Nerd em Desdobramento, Consultado pelos Guias Espirituais.

(Registros da Mediunidade – 11.)

por Benjamin Teixeira.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/ner02.jpg)


Embora me constranja deveras, por motivos que não se precisa minudenciar, o Espírito Eugênia, mais uma vez, em nossa conversa íntima do dia, pediu-me tornasse a público, no mister de descrever uma de minhas experiências mediúnicas, que ela especificou, inslusive. Vejam a transcrição de parte de nosso diálogo de hoje, e, em seguida, segue exarada a tal narração do evento que se deu há aproximadamente dois meses.

“(Eugênia) – Você sabe como as pessoas apreciam este gênero de relato… e como é útil para elas, a fim de cogitarem sobre a complexidade e a maravilha do ‘Outro Lado da Vida’.

(Benjamin) – Sim, Eugênia, mas a questão é que, neste particular, eu estou sendo apresentado como o foco do fenômeno.

(Eugênia) – Não creio justo privar nossos amigos de tão importantes vivências suas, por pudores excessivos. O mais importante é o ideal, não é verdade? E se não se constrange em falar publicamente de suas faltas – que é a parte mais difícil do testemunho de fé – por que não revelar também as parcelas mais construtivas de sua psique e trabalho?”

Vencido nos meus argumentos de timidez e recato, eis-me aqui, mais uma vez, a vencer o escrúpulo pessoal e contar outra historieta que aconteceu em torno de minha pessoa.

Na sexta-feira 12 de junho deste ano, a bondosa e sábia Eugênia apareceu-me logo ao meu despertar, e conduziu, em pessoa, minhas orações primeiras. Dizia o que eu deveria visualizar, sugeria expressões mântricas, que eu acompanhava; e, principalmente: ejetava suas vibrações em minha direção, favorecendo-me uma subida vertiginosa das frequências mentais. Suspeitei de que algo solene ocorreria e, de fato, foi o que se deu. Logo estava eu ouvindo uma série de comandos de uma Figura Arcangélica que orienta, dos Planos mais altos de consciência da Terra, o Conselho de Anciães Sábios de que Eugênia faz parte – ou seja: Alguém bem acima da Mestra da Felicidade e Seus “Colegas”, digamos assim, e que misericordiosamente, houvera abaixado o máximo seu diapasão vibratório, para que houvesse uma justaposição de ondas psíquicas comigo, em meu padrão máximo de “aceleração espiritual”, por assim dizer. Determinou diretrizes para nossa organização e solicitou, sumariamente, uma reformulação completa do site na internet.

Nos dias seguintes, surpreendi-me com uma cascata de ideias que me sobreviveram à mente, de fonte desconhecida, a respeito do que deveria ser feito em nosso endereço corporativo na internet. Algo, de fato, impressionante para mim, porque conheço muito pouco do assunto, e, dentre as sugestões que me eram insufladas, muitas eu tinha que pedir que se pesquisasse como fazer, porque os próprios “meninos” peritos no assunto, em nossa Equipe, desconheciam como realizar.

O que mais me causou “espécie” – como diria o (polido e castiço, no Português) Espírito Gustavo Henrique – foi o que ocorreu no transcurso da gravação de um dos programas de TV das semanas seguintes. Estava anunciando a nova roupagem do site e que fora claríssima a atuação profunda dos Bons Espíritos, mesmo que não os tivesse visto ou ouvido nitidamente (nós, médiuns ostensivos, não estamos vendo e ouvindo os Espíritos o tempo inteiro), porque, em vez de outra pessoa da Equipe Salto Quântico, mais “letrada” em temas relacionados à internet, ter sido inspirada nas modificações, fui logo eu ser utilizado como Canal para imprimir as renovações estruturais de vulto em nosso sítio eletrônico do mundo virtual. Só que, ao me ouvir dizendo isso, veio-me imediatamente uma dúvida, que os Orientadores do Campo Excelso de Consciência gentilmente consideraram uma pergunta e imediatamente trataram de respondê-la, ali mesmo, enquanto continuava expondo diante das câmeras, para milhares de pessoas (apesar de, nos últimos meses, o programa não ser exibido ao vivo, por questões de agenda dos operadores na TV, gravo-o de “um só tapa”, como se fosse ao vivo, pela minha experiência neste sentido, de 15 anos consecutivos).



Primeiro, cabe-me dizer que é muito comum eu me ver transportado para ambientes diferentes, no decorrer da gravação do programa e mesmo de consultar os bons espíritos e até dialogar com eles, simultaneamente ao desdobramento das temáticas em processo de elucidação, sob influência dos sábios mestres espirituais, diante das câmeras. Mas, desta vez, achei que foi demais, comparável a apenas outro dia, de 2008, em que teci uma longa conversação “discutida”, com Eugênia, enquanto ela tratava, concomitantemente, por meu intermédio, perante os telespectadores (neste caso foi ao vivo a veiculação do programa.), de assuntos altamente complexos, episódio que narrarei, pelo que me diz Eugênia agora, n’outra ocasião. (Não tem jeito mesmo! Nasci para a exposição pública! – risos.)

A dúvida que espocou em minha tela mental foi: Como a Espiritualidade, fazendo uso de um encarnado com baixíssimo conhecimento na área (eu), poderia ter alvitrado melhorias operacionais significativas, conforme um sistema de computação-programação que se modifica a todo tempo, de acordo com iniciativas dos próprios encarnados e não dos desencarnados? Em suma: Eles, no Plano Sublime, podem até ter uma tecnologia mais avançada, mas desconhecem as características de nossa forma de reproduzir, pobremente inclusive, esta tecnologia aqui, no domínio material de existência, para que tenham informações suficientes a sugerir o que poderia ou não ser utilizado, no sentido de um incremento funcional e estético de proporções respeitáveis, em nosso sítio eletrônico. Ao configurar este pensamento, de imediato (tudo isso enquanto falava diante das câmeras), assisti – como se fora em um filme em três dimensões de que tomasse parte – à cena de um “nerd” brasileiro na parte final da casa de 20 anos ou, mais provavelmente, no início da faixa dos 30 de idade, sendo interrogado, fora do corpo, por um grupo de quatro especialistas em comunicação por internet, do outro âmbito de vida (o Espiritual), sobre o que poderia ou não ser feito de inovação de ponta em nosso site. Branco pálido, cabelo louro acinzentado, um tanto desgrenhado, óculos com lentes de grau avançado, queixo protuberante, respondia, visivelmente enfadado e quase irritadiço, às indagações que lhe eram feitas, de caráter operacional, pelos peritos do Além. Algo como: “De que forma podemos utilizar vídeos no site, em que medidas de qualidade, num ponto ótimo entre a excelência e a proporção de ‘peso’ que se faça universal no manuseio, conforme a tecnologia disponível à maior parte dos brasileiros (nosso principal público alvo)?” Sem pestanejar, e aborrecendo-se com o “óbvio” das “perguntas bobas”, ia o tal figura enfileirando todos os meios, procedimentos, alternativas disponíveis para cada questão, dados que os orientadores desencarnados registravam em minúcias. Hipnotizaram-no a supor-se em situação prosaica do cotidiano, como se estivesse respondendo a perguntas de um conjunto de curiosos, em solenidade social; e, por fim, providenciaram bloqueio específico, nos principais centros cerebrais da memória, para que não houvesse risco de qualquer resíduo mnemônico da experiência lhe vir à tona, quando ele acordasse no corpo material.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/ner01.jpg)
(Este rapaz lembra, vagamente, o que vi, na experiência psíquica, no transcurso da gravação do programa de TV.)

Voltei do transe dentro de um transe (ainda estava desenvolvendo o tema sobre que discursava ante as câmeras); e, de imediato, como se fosse um assunto resolvidíssimo para mim e de meu pleno conhecimento (acontecera tudo num átimo de segundo, no meio de minha fala), adicionei, à explanação temática, o informe novo, que acabara de receber, de como os Espíritos Guias obtiveram meios para inspirar as mudanças em nosso site.

É magnífico como a Vida é mais ampla e multidimensional do que imaginamos. Riqueza infinita, em todos os sentidos, a serviço de nosso processo evolucional, na expansão de nossa capacidade de entender, sentir, fazer e transformar, de dentro para fora, o nosso e o mundo de outras pessoas, que desejarem se fazer receptivas à enxertia sagrada de que se nos façamos canais, a bem da humanidade inteira, ainda que, diretamente, apenas um punhado de criaturas seja atingida por nosso raio de influência pessoal.

(Texto redigido em 26 de agosto de 2009.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: Haga em 27 de Agosto de 2009, 18:05
Interessante a qualidade mediunica de Benjamim Teixeira..O que se deu nesta situação será o mesmo que ubiquidade?
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 27 de Agosto de 2009, 19:09
Haga, talvez seja algo como uma bicorporeidade ...
http://www.comunidadeespirita.com.br/artigos/artigos2008/casos%20de%20bicorporeidade.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5jb211bmlkYWRlZXNwaXJpdGEuY29tLmJyL2FydGlnb3MvYXJ0aWdvczIwMDgvY2Fzb3MlMjBkZSUyMGJpY29ycG9yZWlkYWRlLmh0bQ==)

Certa vez li que Chico Xavier, Eurípedes Barsanulfo, dentre outros, tb possuíam esta capacidade. Isso é muito interessante, não é verdade?
http://www.garanhunsespirita.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=800 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nYXJhbmh1bnNlc3Bpcml0YS5jb20uYnIvbW9kdWxlcy5waHA/bmFtZT1OZXdzJmFtcDtmaWxlPWFydGljbGUmYW1wO3NpZD04MDA=)


Um abraço,
Helena
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Agosto de 2009, 16:47

O Surpreendente Esclarecimento de Eugênia sobre a Máxima Delirante de Louise Hay: “Os Aviões Também Precisam do Nosso Amor…”

(Registros da Mediunidade – 12.)


por Benjamin Teixeira.

Talvez não esteja sendo completamente fidedigno, na rememoração, porque isso aconteceu há muito mais de dez anos. Sintetizo, assim, o registro da ocorrência, em linhas gerais, para garantir a precisão das informações. Estava lendo a célebre autora norteamericana Louise Hay, com certo esforço, por sua fama de “água com açúcar”, quando me bati com uma sugestão sobre oração, de que deveríamos orar inclusive quando adentrássemos uma aeronave. Disse então a autora, justificando sua tese:

“Também os aviões precisam do nosso amor”.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/lui02.jpg)

Como é que é?! – bradei para dentro, sem acreditar que alguém que escrevera um livro e era bestseller internacional conseguira conceber e articular conceito tão absurdamente infantil e equivocado! Um tanto contrariado, por entender que eram tiradas como aquela, da parte de autores pouco racionais e instruídos que depunham horrivelmente contra a Causa do Espiritualismo de todas as procedências, culturas e épocas, fechei o livro imediatamente e nunca mais retornei à autora ianque, tomando-a, a partir dali, por uma lunática supersticiosa.

Anos depois, como me é muito típico na relação com Eugênia, aparece-me a mestra fazendo recapitulações do passado. Retirou, então, como se puxasse um arquivo do fichário, o tal instante gravado nas telas da memória e me perguntou-repreendeu, sumariamente:

“- Por que você reagiu daquela forma?”

Fiquei entre perplexo e curioso para saber o que Eugênia me diria sobre o assunto, em que, “in-dis-cu-ti-vel-men-te”, eu estaria certo. Prosseguiu Aquela que foi Aspásia de Mileto, fundadora de uma Escola de Filosofia na Grécia Antiga:

- Sabe que quando agrupamentos de pessoas se conformam, imediatamente se configuram, num nível de subliminaridade inacessível às percepções vulgares, uma espécie de “individualidade coletiva de mentes entrelaçadas”, ou uma espécie de “nível subjacente de psique partilhada”, ou uma “subdivisão provisória do inconsciente coletivo”, e até, se preferir ter uma visão mais esotérica, algo como uma temporária “superalma” ou “supermente”. Este fenômeno se dando, a partir da combinação das mentes constituintes de um certo vôo – passageiros e tripulantes – pode desenvolver traços malevolentes ou autodestrutivos que, com uma prece como a proposta pela autora ianque, que você desdenhou, “pelo avião”, ser pacificado e, eventualmente, impedir que uma tragédia fatal aconteça, por uma falha humana, digamos.”

Estava pasmo. Creio que o(a) leitor(a) deva também estar. Como fazemos prejulgamentos errôneos com facilidade!… Por intuição, Louise Hay, que sempre reconheci como uma alma que se iluminou, sinceramente, na luta contra um câncer e da limpeza de traumas de sua infância e adolescência, acertara. Apenas não soubera respaldar, com a clareza analítica de uma preceptora de Sócrates como Eugênia, naturalmente. E como há surpresas em todas as circunstâncias da vida, incluindo as que supomos completamente devassadas e compreendidas por nós, quando somos agraciados pela clemente interferência dos Mestres da Espiritualidade Sublime!…

(Texto redigido em 26 de agosto de 2009.)

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/lui01.jpg)

[Louise Hay, nascida em 1926, é conhecida como uma das criadoras do conceito "auto-ajuda", famosa pela publicação do livro: "Você Pode Curar a Si Mesmo", de 1984. Só  em ver a imagem dela, na pesquisa para constar neste artigo, imediatamente me emocionei (embora já a conhecesse). Louise Hay, hoje à altura dos seus 83 anos, é uma Enviada do Plano Sublime, reencarnada entre nós, ensinando-nos a amar e perdoar sempre. Estuprada sequenciadamente, até seus 15 anos, pelo padrasto, curou um câncer (decorrente de tanta mágoa, naturalmente incrustada em si, com os vários anos de abuso que sofreu), por meio do exercício da misericórdia por seu agressor da infância e juventude.]
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Setembro de 2009, 14:29

A Voz de Deus Fala.

(Para Dirimires Toda Dúvida, se a Voz que Ouves, Dentro ou Fora de Ti, de Outra Pessoa ou de Teu Coração, Provém de Deus ou Não.)

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/voz01.jpg)

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Eugênia.


Presta atenção, companheiro, porque há médiuns de Deus, por toda parte. Num folheto católico de orações, na propaganda dos irmãos protestantes, que te chega aos ouvidos; nos dizeres de um kardecista devoto, na fala mansa de uma criança que te procura o regaço, falando-te de paz e felicidade, na publicidade de um comercial de TV, no livro com que foste presenteado, no cartaz escondido no canto da muralha por que passas, distraidamente.

Nem sempre poderás aplicar tudo que te sugerem as vozes impressas ou radiofonadas, manuscritas ou televisadas, faladas diretamente a ti ou “tão-só” inspiradas na câmara de tua intuição. A interpretação é item necessário e, diríamos enfaticamente: vital. Mas por ser preciso adaptar o texto que se te chega a avaliar, não significa que não possa haver um subtexto, não só válido, como preciosíssimo!

Há muitos séculos, raiou um Pentecostes para a Humanidade Terrena. Só que, em princípio, as Vozes do Bem eram raras, tímidas e impregnadas de preconceitos, pelas limitações de cultura, circunstâncias materiais e, principalmente, pobreza de coração, aquilo que o egrégio psicólogo e psiquiatra suíço Carl Gustav Jung denominava de “função sentimento”, a que afasta o indivíduo são da barbárie. Os preconceitos étnicos, religiosos, sociais e sexuais faziam da Terra, em passado não tão remoto, um ambiente quase irrespirável para almas puras e sinceras.

Hoje, a despeito das enormes dificuldades que as minorias padecem, em praticamente toda parte, não se acendem mais fogueiras, não se torturam os dissidentes da moral estabelecida por norma, não se impedem que falem e ajam os que são tidos por adversários dos pontos de vista da maioria.

Na atualidade, os testes são outros, e somente a covardia e a falta de idealismo e autenticidade, de respeito por si próprio e carência de autoamor e amor pelo próximo justificam atitudes como (numa nação, como a brasileira, regida pelos princípios laicos de liberdade civil a ser quem se é) de um gay não assumir abertamente sua sexualidade diversa da maioria; de um médium que não revele destemidamente suas visões e pressentimentos, disseminando a bênção com que é agraciado (enquanto os charlatães campeiam nesta área, depondo contra a Causa da Espiritualidade no orbe), de uma pessoa bem intencionada não tomar a iniciativa de fazer o bem que lhe vem em mente, não importando o que pensem dela, de uma pessoa frustrada no casamento que não se divorcia ou não revolucione seu matrimônio para melhor (o que equivaleria a um novo consórcio matrimonial), de um jovem insatisfeito com sua disciplina de formação acadêmica que não mude de curso superior; de um profissional subaproveitado e insatisfeito que não comece carreira nova ou pelo menos não esteja tomando providências efetivas para que isso aconteça em tempo hábil.

Todos esses movimentos, é muito óbvio, devem ser desenvolvidos com cautela, respeitando-se noções básicas de racionalidade e bom senso. Mas, ainda assim, desdobrados com coragem, determinação e transparência, porque a voz da racionalização, típica dos medíocres vaidosos, que não querem admitir a própria covardia, preguiça e irresponsabilidade, aproxima-se de toda criatura audaz, com ares de prudência e lucidez, maturidade e experiência, alvitrando que ponha “os pés no chão” e deixe de “sonhar com o impossível”, para não “se expor demais”, a fim de não “sofra consequências nefastas”.

A contemporaneidade ainda é tangida, fortemente – como a mídia, a cultura de massa e as aspirações individuais de gente de toda origem, nível de instrução ou classe social denotam – pela aspiração de busca individual da felicidade, dentro de cânones de liberdade e democracia, com os corolários inexoráveis de respeito ao próximo, suas diferenças e direitos individuais (para que os próprios direitos, por conseguência, sejam igualmente respeitados). Com esta riqueza sem precedentes de valores humanísticos, delineou-se, sobre a Crosta, um desbordar de bons Canais, refletindo a Luz de Deus – um oceano de gente, consciente ou inconscientemente, operando como caixas de ressonância da Voz da Espiritualidade Sublime, para a Humanidade encarnada, quer se denomine tal fenômeno de “Advento do Espírito Santo”, influência da “Espiritualidade Superior” ou uma mudança coletiva que se processa no “nível de consciência do planeta”, é um fato: eles, os médiuns ou canais do Céu, espocam, em todos os quadrantes do orbe…

São cineastas inspirados, professores vocacionados, donas de casa devotas à  Causa da família integrada e harmônica, escritores e jornalistas prenhes de idéias subidas de Espiritualidade e transcendência, aplicadas a conceitos e esquemas pragmáticos, estudantes, aposentados, voluntários de todas as ordens, e até religiosos têm funcionado à guisa de profetas do Apocalipse, não como uma “Revelação” da Desgraça final, mas como um prenúncio do fim de um ciclo de desastres coletivos e frustrações individuais sem medidas, para o início de uma nova era de possibilidades de crescimento e transformação e realização do bem comum, em todos os sentidos…

Apesar desta nossa assertiva otimista, em termos comparativos com o passado de nossa civilização terrena, prenhe de abusos de toda ordem, atenta-te e reflete criteriosamente, caro(a) amigo(a), pois que há muita canga bruta, de permeio a gemas preciosas, a fim de que, como se diz no vernáculo, não compres “gato por lebre”.

Ouve, para a triagem judiciosa de todo o material que captas, como sugestões ou estímulo a isso ou aquilo, em todos os âmbitos de tua existência, um filtro infalível, um clichê da literatura dita de “autoajuda” ou de “Nova Era”, mas que teremos que utilizar, porque, simplesmente: é verdadeiro, como simples e universais são as grandes verdades eternas, pregadas pelos luminares de todas as culturas e épocas: o filtro do teu coração, pela voz da bondade, depois da voz da paz. Com a aplicação deste filtro, saberás o que fazer para distinguir o Bem do Mal, com eficiência.

Não apeles para teses abstrusas, para os raciocínios mirabolantes de teólogos, para teorias complicadas de autores pernósticos, que antes pretendem se promover a se salvarem, o que deveriam fazer, antes que se arrogassem a servir ao resgate de terceiros. Ouve, sobremaneira, teus impulsos ao crescimento pessoal, por meio destas duas vozes geminadas, que chamamos aqui de “coração” (bondade e paz), para que a pseudohumildade dos sofistas de plantão do “não saia da massa anônima, porque não toleramos a felicidade e a realização dos outros, já que  não as conquistamos nós mesmos” não te castre o impulso de servir, porque não há motivo para temermos o mal, se a motivação precípua é de ser útil ao próximo e de estar em paz com a própria consciência, em vez de inflamar-se de senso de autoimportância (o que seria proveniente do ego).

Assim, ainda hoje, agora mesmo, não só retoma a escuta de teus projetos de fazer o bem, conforme tua vocação e personalidade singulares, mas começa e prova a ti mesmo que estás em sintonia com o Bem Maior, dando um telefonema amistoso, fazendo a visita despretensiosa a enfermo carente, pondo a mão no ombro do anônimo que te pede socorro, no círculo de tuas atividades profissionais, tornando-te, em suma, dia e noite, onde estiveres, com quem estiveres, a Própria Presença da Bondade e do Serviço, do conforto, do esclarecimento, da providência de solução para o que te for possível envidar, abandonando, imediata e definitivamente ou quanto e quando possível, atitudes ou sistemas de pensamento e sentimento que te façam compor a parcela de problema, na tua própria e na existência de teus semelhantes.

Não esperes muito para fazer o Essencial. Não são necessários tratados de Direito Internacional, para que aconteça, continuamente, a hematose, função basilar para que estejas vivo no corpo de carne. Não se carece de um documento expedido por autoridade qualquer que seja, para que uma mãe intua a necessidade de mais leite de seu pequerrucho choramingas. Se queres o bem, torna-te o bem, e verás, naturalmente, o bem se multiplicar por toda parte, em teu caminho, porque, quanto mais atraíres os que te buscam ajuda, mais verás que podes realizar o “milagre da multiplicação dos pães e dos peixes” dos recursos de curar, servir, orientar, consolar, amar, porque não estarás só… Presenças Ocultas te sustentarão os passos, Forças Celestes te ampararão as mãos fatigadas na tarefa de servir, incansavelmente, e oferecer o substrato do amor, interminamente, a ti mesmo e a todos que a Divina Providência te agraciar com o ensejo inapreciável de auxiliar, estimular crescer e conquistar para a Esfera do Amor e da Sabedoria, que significam, n’outras palavras: a Vida, em Si Mesma, e o conhecimento aplicado a Ela.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/voz03.jpg)

Intuição, supraconsciência, voz de Deus, voz dos Guias Espirituais, voz da consciência, Eu Superior, seu Eu Sagrado… Não importa o nome que dês, nem como percebas a Fonte d’onde promana a inspiração para seguires fazendo o melhor pelo teu e pelo bem de teus semelhantes. Simplesmente, segue esta “voz”. Resumindo-a e decodificando-a, reitero o conceito d’outro modo, porquanto, para ser genuína, esta Voz deve obedecer, irrepreensivelmente encaixando-se, no filtro dúplice que apresentei acima: Bondade e Paz, ou a loucura te poderá estar visitando, em vestes de falácias bem urdidas, pela vaidade e insensatez humanas, que pervagam de discriminação, mesquinharia e anatematização recíprocas os círculos humanos de atividade e pensamento.

(Texto recebido em 29 de agosto de 2009.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Setembro de 2009, 21:01

Três Exemplos de Preconceito às Avessas – Quando a Liberdade e a Abertura ao Mundo Externo Constituem Expressões Vivas do Mal, pelo Tanto que nos Afastam do Bem.

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Eugênia.

Se vives, prezado companheiro, em regímen de mediunato, ou se, em medida menor de seriedade e comprometimento com o Bem Comum, dedicas tua vida a servir o próximo, em profissões de ajuda, como as da área de saúde, psicoterapia ou ensino, tendo que lidar, destarte, com energias, inspiração, ideias que trafegam ou são próprias de planos mais altos de consciência, a benefício dos que te buscam o socorro da direta atuação, resguarda-te.

Existem posturas discriminatórias do melhor que passam por modernidades “indiscutíveis”, capciosamente assim apresentadas por inteligentes estratégias de manipulação da cultura e da opinião públicas, para desarticular sagrados e fundamentais tarefas de sustentação do equilíbrio, bem como do progresso das comunidades humanas. Existe a preocupação com o gênero de alimentos que se ingere ou o quanto de sangue há ou não no que se come. Embora haja algum sentido nestes conceitos, há outras precauções muito mais graves, que são negligenciadas, larga e inescrupulosamente, na vida moderna, comprometendo, seriamente, o andamento de grandes projetos de vulto de caráter evolutivo.

Para ilustrar, apresento, neste artigo, três modalidades de preconceitos às avessas, que, embora sua revelação, sei, causarão estranheza a muitos, resguardarão os devotos sinceros da intromissão indevida de padrões mentais nocivos, sem que consumam energias preciosas em conflitos vãos contra o que lhes é sugerido, pela inspiração e pela intuição, ou diretamente pela Voz de seus Mestres Espirituais:

1. Recato no Toque.

Entre os povos latinos e entre os brasileiros em particular, há um abuso altamente vicioso neste particular. O aperto de mão é cabível, no início e ao fim de uma negociação, conversação, interação, ainda que em muitas das mais íntimas. O abraço, eclosão das mais preciosas de abertura e afeto do ser humano, deveria ser reservado a momentos especiais, para um transbordamento da fé, do ideal, da alegria, do amor. Afora isso, deveria estar restrito a amantes, no intercurso afetivo, ou a familiares muito chegados, em instantes de maior efusão emocional, porque o toque de corpo inteiro (ainda que não haja completamente o “encostar-se de corpo inteiro”) propicia uma permuta de energias por demais profunda e intensa. E cada criatura deve preservar seu eixo psíquico, para não se vulnerabilizar a influências externas, fazendo-se suceptível, além do que é, a intenções malevolentes ou a induções viciosas ou contraproducentes, para seu conjunto de compromissos-tarefas existenciais-evolutivos. O abraço é sagrado e, por isso mesmo, para que não seja banalizado, não deve ser utilizado de modo trivial.

Há profissionais, sem dúvida, que precisam laborar com o corpo, tanto seu, como de terceiros, tais como paramédicos, fisioterapeutas, massagistas, dançarinos. E são todas funções muito nobres, quão sacrificiais e desgastantes, por isso mesmo, para quem tenha um mínimo de sensibilidade, porque a pessoa se abre a uma saraivada de “colisões” psicoenergéticas com pessoas de personalidades e caracteres diversos ao seu, com freqüência e quantidade acima do habitual a um ser humano médio. Por esta razão, tais profissionais devem ser vocacionados e, além do que, trabalhar por descobrir e manter, com o máximo de zelo e disciplina, meios diários de “limpeza” e “rearmonização” de seus centros de força, de molde a não colapsarem ou descambarem para lamentáveis ordens de desequilíbrio, incluindo os orgânicos, como a morte que, sendo física, é a mais suave e menos comprometedora de todas as implicações possíveis a esta falta de escrúpulo e de atenção à renovação íntima.

Foi muito feliz a proposição de Freud de que cada hora-terapia se perfizesse em 50 minutos, para que o psicanalista lograsse tempo hábil para retornar a seu Centro, enquanto se “desligava” dos constructos de indução psíquica do paciente que sai do consultório, de modo a estar apto a atender o paciente que entra no consultório, para seu atendimento. E observe-se que o Pai da Psicanálise aludia a tão-só o ouvir-se o paciente, e não a tocá-lo, muito menos a abraçá-lo. Que de critérios de recato não devemos desenvolver, quando partes do corpo estão envolvidas, sendo elas representantes de parcelas do psiquismo e poderosas condutoras de energia mental, qual a fiação de eletricidade que transmite mais energia que o ar?

2. Responsabilidade com as Palavras.

No início do Evangelho de João – considerado o mais filosófico entre todos os sinópticos –, é dito: “No princípio, era o Verbo e o Verbo estava em Deus e o Verbo era Deus.”

Utilizam-se expressões superlativas mui facilmente, para descrever fenômenos corriqueiros ou de valor duvidoso, entre determinados segmentos da população, não à toa, mormente, entre os mais fúteis e insinceros.

Utilizar o verbo “amar” para descrever algo como agradável ou interessante, sendo que o Amor, conforme sagradas tradições Espirituais, tanto do Oriente como do Ocidente, corporifica a Própria Presença de Deus em nossas vidas, é, sem espaço a réplicas, quase sacrílego.

Algo similar se dá quando pessoas, por mesuras demasiadas, utilizam, no tratamento recíproco, expressões como “amado”, sem conferir ao particípio deste místico movimento d’alma a sua devida, profunda, ampla e impactante significação.

O que acontece, paulatinamente, com a persistência deste malfadado vício, é o que o significado e – pior ainda – os referenciais para a experiência mais preciosa entre todas vão sendo perdidos para a criatura, por tempo indefinido, que, igualmente, fica perdida de si mesma e da essência da Vida, por um espaço de tempo indeterminado.

Não por acaso, sentenciou Javé, o Guia de Israel, por meio de seu extraordinário médium Moisés, há três milênios, como mandamento, entre dez dos mais importantes a serem seguidos pelo “povo eleito”: “Não utilizeis o Nome do Senhor Vosso Deus em vão.”

3. Ser prudente com a Própria Exposição.

Em certa medida, trata-se de uma variação do primeiro princípio aqui ventilado.

No judaísmo, pedia-se guardasse-se o “sábado”. Nas tradições cristãs, surgiu o conceito de “Dominus dei” (“O dia do Senhor”), d’onde advém o verbete luso “domingo”, e os crentes eram convidados a suspender as atividades de subsistência, para se confiarem a serviços devocionais.

Sobre este preceito, Nosso Senhor Jesus muito bem asseverou, esclarecendo-o: o homem não foi feito para o sábado e sim o sábado para o homem. Em outras palavras, o Cristo nos fez perceber que o sábado constituía uma metáfora da necessidade de isolamento, para que o indivíduo tenha condições de acionar suas antenas perceptivas, afiná-las, incrementar-lhes poder de alcance, e ainda retemperar o conteúdo de impressões sutis colhidas por este meio, amadurecendo-lhe não só a essência, como os propósitos – que acabarão por se confundir uns na outra, não antes, porém, de longa meditação.

Portanto, o princípio da clausura (ou da vida no claustro), tão condenado na contemporaneidade, sobretudo em tradições por demais racionalistas, como a kardecista, explicita-se como necessária, inequivocamente. Não só porque o afastamento do burburinho social favorece a escuta das vozes interiores, como porque o distanciamento controlado da algazarra psíquica das multidões permite que se estabeleça um ritmo ótimo (que varia de criatura a criatura) de burilamento e fixação de valores íntimos que, d’outra maneira, na promiscuidade dos contínuos e numerosos contactos sociais, perder-se-iam, sabe-se lá Deus por quanto tempo…

Eis por que, então, na desconsideração de lei tão elementar de cuidado consigo mesmo e a própria espiritualidade, existências inteiras são perdidas na celeridade e barulho enlouquecedores da atualidade, sem que haja tempo e silêncio, espaço e oportunidade, de modo a que a Luz da Transcendência manifeste, para a alma em busca de plenitude, Seu domínio de “concretude”, de existência – uma experiência intransferivelmente pessoal.

 

Considerações Finais Sobre os Três Princípios:

Claro que, na contingência da organização social dos dias que correm, não se vai, para se superarem estes três grandes preconceitos travestidos de modernidade, evitar toda ordem de contatos mais efuzivos de companheiros mais expansivos, nem o palavreado monótono e vão que se faz obrigatório em certas situações de cortesia social, nem se vai escolher o insulamento monástico à moda medieval. Mas estes preceitos podem ser respeitados, conscienciosamente, em uma miríade de situações do cotidiano, quando lhes divisamos a importância, não só pelos efeitos altamente construtivos que podem ser auferidos por sua disciplinada observância, como pelos resultados devastadores que podem propiciar eclodam, na vida das criaturas que, incautas, lhes não conferem a devida atenção.

Não abrace por hábito, como uma alternativa ao “aperto de mão”. Não faça declarações de afeto que não sejam sinceras; e, quando as fizer, use as palavras na medida mais justa que seu domínio do vernáculo, quanto o conhecimento dos próprios sentimentos permitam. Por fim, modere sua presença em solenidades públicas, eventos sociais ou saídas e viagens a passeio e lazer, de acordo com suas necessidades de recolhimento íntimo e desenvolvimento de seu “Eu Completo”.

(Texto recebido em 29 de agosto de 2009.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: MAROCHA em 04 de Setembro de 2009, 01:15
  Boa noite Helena !

  Sem dúvida, ler as mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira, é perceber

uma luz intensa sobre as palavras tão sensatas,tão plenas de comprensão e de amor !

  É impressionante seu enfoque sobre as emoções humanas com suas culpas e equívocos,

   sua   visão sobre a sociedade, e seu leque de posicionamentos é de grande sensibilidade,

      uma visão moderna, tolerante, e uma absoluta rejeição a qualquer tipo de preconceito !

     Benjamin Teixeira ,sem dúvida, está em contato com espiritos de grande envergadura e

       e de muita luz !

         Abraços Helena 

 
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Setembro de 2009, 14:31
Oi, Marocha!
Obrigada pelo estímulo. Vc conhece as msgs do espírito Eugênia e as aprecia.
 Ela muito nos elucida mesmo!
Bjs!
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« Diálogo Mediúnico sobre Diversos. 
  Luz e Trevas. »
Plano Mais Alto de Ventura.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Dê, sem esperar nada em troca. Toda forma de comércio de amor é nefanda, porque afasta o indivíduo do verdadeiro sentido da generosidade – aquele que diz respeito a se haver transcendido toda idéia de separação entre o tu e o eu. Não se precisa sacrificar nada para dar ao outro, porque simplesmente se vê o outro como uma continuação de si.

Supere o princípio da separatividade. Veja além das divisões primárias entre o eu e o resto do universo.

Sim, você deve evitar posturas patológicas de dependência emocional de quem recebe – porque tornar o outro dependente não é amar verdadeiramente, tanto quanto aquel’outras situações igualmente mórbidas, dos complexos de inferioridade confirmados por rejeições masoquistamente sofridas, já que não se consegue entender valorização de si senão na forma de se dar a quem não retribui.

Todavia, se está certo de haver transposto a escala das morbidezes basilares do espírito, gravite, seguramente, para as expressões mais subidas da alma: aquelas que tangem à transpessoalidade e que, portanto, revelam estar você adentrando um novo nível de consciência.

Sim, eu sei, você não tem grandes ambições da alma – mas deveria ter. E, por outro lado, o progresso do espírito é inexorável, de modo que se você atingiu as culminâncias do estágio de aprendizado humano, em que tem que dar as primeiras inequívocas mostras de amor incondicional, nada lhe fará fugir de tais provações, muito embora possa falir fragorosamente em todas elas, mas com estipêndio altíssimo para seu espírito.

Agora, que busca afinidades além do tatibitate do cotidiano, que quer exprimir sua personalidade além dos grosseiros e primários interesses imediatos do ego, pense, com coração, em ir além de si, e, no universo infinito do Alter Ego, onde até a Divindade reside, entregue-se, relaxe e siga o fluxo: Deus estará com você, como Companheiro Invisível mas sempre Presente, auxiliando-o, amparando-o, sustentando-o.

Você pode vencer a dura expiação da ingratidão e da descompensação psicológica e energética, se quiser. A verdadeira e duradoura felicidade vem de um sentido de plena auto-suficiência, que só pode ser alcançada por meio do total desapego de entes queridos, circunstâncias e posses materiais. Sendo assim, essa dor que lhe parece cruciante, pode ser, sim, lancinante, mas lhe está capacitando a ser feliz num plano realmente seguro de bem-aventurança e paz, sem estar sujeito às oscilações e rupturas imprevisíveis dos compromissos interpessoais. Portanto, em vez de estar vivenciando uma tragédia pessoal, pode estar sendo agraciado pela Divina Bondade, no sentido de adentrar um plano mais profundo de felicidade e paz. Cabe a você, tão-somente, fazer a leitura de sua situação, de modo a encontrar a glória em vez da desgraça. A opção, como sempre, é sua.


Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 08 de Setembro de 2009, 13:38

Diálogo sobre o Anjo e o Gênio Interiores.

Benjamin Teixeira,
em diálogo com o Espírito Eugênia.


(Benjamin Teixeira) – Muita gente se maltrata com o badalado chavão do “New Tought” norteamericano, em efervescente “revival” nesta década, de que “todas as respostas estão dentro de você; existe um Cristo ou um Anjo dentro de você; existe um Gênio esperando ser despertado, etc”. E de que, em última análise, não há diferenças entre as pessoas… Esta falácia, facilmente reconhecível, após a mais breve leitura sobre as diferenças de caracteres e aptidões entre seres humanos, consome muitas vidas, levando gente de boa índole e boas intenções a se sentirem inferiorizadas por não revelarem este “deus” ou “deusa” interiores. Estou correto em entender este assunto assim? O que nos poderia falar sobre? Já conversamos sobre o tema n’outra ocasião. Mas intuo que devamos retornar à temática, porque, talvez, haja nuances diversas a serem trabalhadas nela. Estou acertando nas impressões?

(Espírito Eugênia) – Acertou nos dois sentidos. Sem dúvida, trata-se de uma falácia perigosa, porque frustra as almas mais jovens, e excita o orgulho nas mais velhas. As injustiças podem campear, como, por exemplo, alguém ter melhor resultado intelectual, em determinada tarefa, por portar cérebro, mente e espírito melhor talhados para tanto, e acusar os que não obtenham o mesmo rendimento de relaxados, preguiçosos, irresponsáveis.

Por outro lado, paradoxalmente, a assertiva que aqui relativizamos está certa em seus fundamentos. O próprio Jesus asseverou: “Em verdade vos digo, vós também sois deuses”. Mas ela é tão literal, quanto dizer-se que, na célula ovo-zigoto, no interior do útero de uma mulher fecundada, existe um homem ou uma mulher adulto(a). É frustrante e pode favorecer graves desvios de conduta dizer-se que, querendo, qualquer pessoa pode fazer qualquer coisa a qualquer momento. É claro que tudo é possível, com o auxílio de Deus – mas porque Ela-Ele sempre inspirará uma possibilidade, ainda que pareça impossível, a quem pode, de fato, realizar o que foi sugerido. Em outras palavras, cada qual deve buscar ouvir a voz de sua consciência, de suas intuições, do bom senso (a voz da ponderação profunda e isenta de paixões) e não do consenso (a opinião média de terceiros), para distinguir o que, de fato, é possível executar por si próprio do que é ditado pelo ego, que leva o indivíduo a pretender ser ou fazer o que foge à sua real condição evolutiva, em determinada época e lugar – isto é: o quanto esta pessoa tem de percentual despertado do gênio ou anjo interior que dormita na intimidade de toda criatura humana, em graus variados.

Por fim, não está no poder de ninguém determinar o momento deste despertar, tanto quanto seria absurdo uma criança, insuflada pela impaciência em atingir o amadurecimento do corpo, faça esforço mental para, de inopino, surgir adulta. O desejo e procurar por adquirir “poder de despertar o Eu Superior plenamente” indica uma ingerência do ego em assuntos do Espírito – ou do Self, ou do Atman; em última análise: de Deus à distância, em ressonância, na intimidade mais profunda da criatura, uma decisão-ritmo ditado por Ele-Ela e não de Sua criatura.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/agi02.jpg)

[Cena mais conhecida do clássico do cinema internacional, do sueco Ingmar Bergman (1918-2007), "O Sétimo Selo", rodado em 1956.]

(Diálogo travado em 1º de setembro de 2009.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Setembro de 2009, 13:46
Benjamin Teixeira,
em diálogo com o Espírito Eugênia.

(Benjamin Teixeira) – Eugênia, nesta madrugada, você me pediu entretecesse, com você, um diálogo sobre o “11 de Setembro”. Quer propor alguma abordagem específica?

(Espírito Eugênia) – Não. A visão interdisciplinar continuará sendo a melhor, em qualquer circunstância, evento, dado histórico, personalidade humana, fenômeno natural; em suma: qualquer coisa que se pretenda analisar.

(BT) – Certo. Todo ouvidos, como creio que nossos leitores também estarão.

(EE) – O simbolismo da data foi muito significativo. O primeiro ano do século e do milênio. O nono mês do ano, lembrando que o número nove sempre foi considerado místico, constituindo a trindade da trindade, que, por sua vez, representa a perfeição. O dia número 11, que constitui a unidade após a dezena, remetendo a outro início de ciclo, mas não um início sem passado, e sim um começo estruturado sobre algo previamente existente: o acúmulo de desatinos dos séculos e milênios transatos.

Por outro lado, cabe lembrar que o principal e mais emblemático foco de ataque terrorista, daquele fatídico dia, o “World Trade Center”, era, de fato, como o próprio nome revelava, um centro internacional de comércio, e não propriamente um símbolo com exclusivo caráter norteamericano. Vê-se, então, um vício e uma glória da contemporaneidade. O vício de se ter, como eixo, o comércio, os interesses materiais, com exclusão ou subvalorização de outros. E a glória: a globalidade, a interconectividade de todos os povos, nações e indivíduos que marca, de modo inequívoco, concreto (e não mais de maneira alegórica, filosófica ou poética, como no passado), o novo ciclo civilizacional que a humanidade da Terra adentra. Não é mais possível fugir-se (nem mesmo provisoriamente, como foi outrora), das consequências em escala planetária, de qualquer grande evento, em qualquer quadrante do orbe. Somos, mais do que em qualquer outra época, uma só família, uma só comunidade, uma “aldeia global”, para citar, novamente, o célebre conceito do filósofo, sociólogo e educador canadense Marshall McLuhan (1911-1980) – foto à direita –, cunhado, com certo ar psicodélico e surreal (de tão pouco crível pelas massas), há quatro decênios, e que hoje soa mais objetiva e precisa do que a linguagem binária, que começava a sair do campo ficcional, por aqueles dias, sendo laborada, freneticamente, em centros de “processamento de dados”, em gigantescos “mainframes” em ambientes isolados e condicionados, manietados por especialistas de jaleco e prancheta à mão, a observarem luzezinhas a piscarem, nervosamente, em sucessivas “geladeiras” enfileiradas, com enormes fitas magnéticas a girarem para um lado e para outro, velozmente.

(BT) – Naquele 11 de setembro de 2001, esperamos guerras de arrasamento global, uma terceira grande conflagração mundial – uma opinião que se fez coro de inúmeros especialistas de análise política internacional. Aguardamos o pior, e parece que estes vaticínios sombrios não se concretizaram.

(EE) – Porque outros, mais dantescos, estão em curso. Os ecossistemas que periclitam, as tecnologias beliconuclear e belicobiológica que se disseminam como vírus, entre povos de feição fundamentalista-xenofóbica. O ateísmo que se alastra, entre nações cultas, desesperando hordas infindáveis de adolescentes e adultos de todas as idades. O cerco da droga, que estrangula e seduz o desespero das multidões. O colapso do sistema previdenciário nos países mais desenvolvidos, cada vez mais longevos… e mais envelhecidos. O encolhimento assustador do mercado de trabalho, em toda parte, engendrando legiões intermináveis de jovens desempregados, com a absorção progressiva de funções braçais ou meramente técnicas que ocupavam milhões de braços, por máquinas várias vezes mais ágeis e eficientes que os seres humanos. O despreparado dos países pobres a adentrarem nesta nova realidade de organização pós-industrial da comunidade internacional. O despreparo dos próprios povos ditos “ricos e instruídos”, para viverem a nova segundo os princípios da nova cultura baseada em serviços, ciência, arte, religião, entretenimento e turismo, sem se conduzir à decadência que marcou a débâcle de outras civilizações do pretérito, como a romana e a babilônica, que implodiram nos excessos e degradação de “seus filhos”. Só que, hoje, há um particularidade perigosíssima para esta eventual bancarrota de nosso “establishment”: a o sistema de organização socioeconcômica-política é monolítico. A sua eventual falência não poderá ser, assim, localizada, como o foi em outras eras de nossa passagem pela Terra, mas desencadeará, como uma praga ou em efeito dominó, uma pulverização de instituições, ícones ou baluartes da paz e segurança sociais, fazendo o mundo inteiro desabar, com seus sistemas bancários, econômicos, sociais, culturais… morais…

(BT) – E o que você sugere, neste momento tão delicado e complexo da história humana?

(EE) – Acostumarem-se todos à complexidade – porque ela vai aumentar. É um fenômeno irreversível e inexorável: conhecimento gera mais conhecimento; avanço científico desemboca em ainda mais progresso científico; cultura fomenta cada vez mais amplo e profundo nível de arte, instrução acadêmica e correntes alternativas de pensamento.

(BT) – Mas isso implica dizer que devemos gerar mais alto nível de maturidade em indivíduos e povos.

(EE) – Exatamente. E pelo único meio que há: a educação de sua espiritualidade, latu sensu – o espírito de propósito, do serviço ao todo, à comunidade, a uma causa, à intemporalidade do gênero humano, a Deus, ao Amor – como se queira denominar o próprio ideal… mas, de qualquer forma, um ideal que confira razão para viver e aponte uma direção, e um sentindo humanístico. Importa destacar, todavia, que não é possível acontecer o fenômeno da maturidade psicológica em massa, sem uma disseminação, igualmente em grande escala, das ideias de imortalidade, espiritualidade e fé, sobre um alicerce de racionalidade, contemporaneidade, abertura ao novo, ao futuro, sem os dogmatismos, moralismos e opressões tão típicas à reacionária ala religiosa das sociedades hodiernas.

(BT) – Que sugere você, para isso? Afigura-se-me uma tarefa inexecutável, de tão intrincada!…

(EE) – A laicização das religiões ou dos movimentos espiritualistas de um modo geral. Um paradoxo que temos que enfrentar com intimorata coragem. Estamos realizando uma iniciativa neste sentido. Por isso, nos últimos meses, estamos lentamente delineando as bases e contornos conceituais (quanto organizacionais) de uma Igreja que não é uma Religião. Uma Igreja que não é um Templo, mas uma Escola. Uma Escola que não constitui, por outro lado, uma instituição de ensino tradicional. Ou seja: propugnamos pelo surgimento de algo completamente novo, que atenda à demanda do homem e da mulher da atualidade, que não aceitam nem o radicalismo misoneísta das religiões convencionais, nem o materialismo alienante das academias de ciência.

(BT) – Você propõe a abolição das religiões?

(EE) – Jamais! Isso seria uma utopia irresponsável e pueril. Já se postulou isso com o ritual de “coroamento” e “encarapitação” no altar mor da catedral de Notre Dame, de uma prostituta nua, representando a “déesse raison” (deusa razão), e vimos o que de caos se alastrou, por décadas sucessivas de barbárie, não só na França, como pela Europa inteira, com o horror que dizimou milhões de vidas (e de esperanças) das falanges napoleônicas.  Igualmente, nunca proporíamos que os laboratórios e centros de pesquisa fossem fechados, porque lá praticam aquela “vil ciência reducionista” tão condenada nos círculos esotéricos que pregam – embora com boa dose de acerto, o princípio holístico do protoparadigma às ciências denominado holográfico. Temos que, urgentemente, aprender a viver com a diferença, com todas as ordens de minorias, inclusive daquelas que, ironicamente, ainda constituem expressiva parcela da população: as dos que resistem ao fluxo irrefreável das correntezas da história e se apegam a antigos modelos de interpretação da realidade, inteiramente inadequados a fazer alguém mais lúcido ou feliz, na interação com o mundo de hoje. Sugiro, tão-só, que todos, religiosos ou não religiosos, componentes de grupos alternativos como o nosso ou adeptos da visão materialista tradicional dos redutos científicos ao modo dos séculos passados, trabalhemos no sentido de reconhecer a importância da Espiritualidade, como sendo a viga central da natureza humana, a fome mais visceral entre todas: a busca de significado, do sentido para viver. E este, indubitavelmente, não pode ser perfazer com a visão tosca, mesquinha e sufocante da morte como o fim da vida espiritual; da vida física como um acidente sem razão de ser; do universo como um evento casual que brotou do nada, sem nexo ou essência alguns.

(BT) – As pessoas carecem, então, gritantemente, de Deus.



(EE) – Sim. E tão mais quanto mais declararem que não estejam precisando. Uma expressão latina de forte impacto, bem traduz o perigo que disso decorre, uma contingência que foi denominada de “blasfeme absense fide” (a blasfêmia da falta de fé), que favoreceria toda ordem de intrusão psíquica destrutiva, na vida de indivíduos e coletividades inteiras, pela repressão inconsequente de uma necessidade humana basilar (Em outras ocasiões já falamos aqui que uma nova corrente das neurociências, denominada de neuroteologia, tem declarado, enfaticamente, a constituição neurofisiológica do cérebro humana, com o fito de vivenciar o culto ao Divino). Logo, não é praticável não se viver a Espiritualidade. Ela, não sendo reconhecida, será recalcada, e, como todo fenômeno supresso da vida psíquica de vigília, degenera no inconsciente, tomando feições teratológicas, voltando-se, obviamente, em primeira mão e máxima medida, contra aquele mesmo que pretendia debelar, de sua psique o que a constitui como estrutura fundamental, em forma de vício, tendência criminógena ou quiçá (e não raro), como enfermidade orgânica fatal. Coletivamente, a extinta União Soviética e a China, de meados do século transato, com seus sistemas totalitários-tirânicos de poder, tendo Stalin e Mao-Tse-tung, como modelos máximo de bestas humanas (20 e 70 milhões de patriotas executados, na sua conta de responsabilidade pessoal, respectivamente), após a decretação do ateísmo oficial, bem atestam a que níveis de degenerescência pode chegar o ser humano, individualmente e em grupo, pela desconexão com sua essencialidade espiritual, pelo desalinhamento em relação a seu núcleo de sentimentos e valores morais.

É por esta razão que todos as pessoas que portem convicções espirituais sinceras, de qualquer credo ou sem se sentirem pertencentes a nenhuma filiação de interpretação religiosa convencional, devem envidar todos os esforços que lhes estejam ao alcance, no sentido de salvar o globo de seu maior perigo: a espécie humana. Só que, obviamente, antes que alguma outra espécie pague o preço pelo desequilíbrio da nossa, será o próprio gênero humano que carpirá as consequências diabólicas (do latim: “diabolus” – separação) de seus hábitos ruinosos de alienação de sua condição de componente inextricável da teia da vida, e não como mandatário ou usufrutuário irresponsável da rede de sustentação da biosfera no orbe.

(BT) – Mais algo a dizer?

(EE) – Não. Oremos e disseminemos a paz, ao mínimo. Façamos o máximo de bem que nossos recursos e talentos pessoais possam atingir. E deixemos o demais ao encargo de Deus e dos Bons Espíritos que O-A representam no planeta.

(Diálogo mediúnico travado em 10 de setembro de 2009.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 13 de Setembro de 2009, 14:27

Diálogo sobre o Martírio dos Primeiros Cristãos e a Perda de Ideal, Viço e Entusiasmo dos Cristãos dos Dias Atuais.


Benjamin Teixeira,
pelo Espírito Eugênia.

(Benjamin Teixeira) – Eugênia, diante de narrações – escritas ou cinematografadas – do suplício dos cristãos dos primeiros tempos de nossa Era, é comum nos sentirmos muito inferiorizados, de abatermos a autoestima, de permeio ao estímulo à nossa fé. Sentimo-nos quase fraudes, ante o exemplo sublime que aqueles santos dos tempos primevos do cristianismo nos legaram. Teria você algo a dizer sobre isso?

(Espírito Eugênia) – Sim, meu filho. Vivíamos, então, uma era de ausência de relativismos. Havia a convicção quase geral de que existiam verdades últimas, e que elas poderiam ser alcançadas por alguns seres humanos excepcionais. O questionamento intelectual e moral, traço característico das culturas modernas, de alguns séculos a esta data, e muito mais depois que a educação em massa aconteceu nas nações mais desenvolvidas, trouxe o demônio da dúvida, da contradição, da incerteza, a assolar o espírito de fé e ideal dos devotos sinceros.

Houve tempo, no espocar dos primeiros albores da razão, como no período do Iluminismo francês (século XVIII, principalmente), que se pregava, com alguma segurança, que a dúvida constituía uma tentação a que se cedia, uma sedução das forças do mal, que envolviam mentes mais suceptíveis às manipulações de “Satanás”. Todavia, quando esta natureza de argumentação caiu completamente por terra, à medida que a ciência, conjugada à tecnologia, à indústria e à sociedade de consumo trouxeram benefícios em massa a milhões de criaturas, e que o conhecimento deixou de ser uma prerrogativa de raros indivíduos, privilegiados e doutos, a praga do ateísmo e do materialismo se alastrou, de permeio a uma natural e desejável, porque salutar, construtiva, estimulante ao progresso e à maturidade, tendência da mente mais esclarecida: o cepticismo – a predisposição a questionar, filtrar informações, submeter aos crivos da lógica e do bom senso (bom e correto, sereno e imparcial pensar) todo dado que chegue de fora da mente. Ser cético, todavia, não é ser um negador, um descrente, mas sim um pensador arguto, alguém que, por mais ponderado e lúcido, maduro e esclarecido, não tem pressa de formular conclusões a respeito de nada, porque sabe que a pressa corrompe os melhores métodos do pensar correto, dificultando a interpretação de eventos, quanto a coleta isenta de informações para o mapeamento do território submetido, em dada circunstância, à aventura exploratória do intelecto.

Havia, naqueles dias prístinos do Cristianismo primordial, grandes anjos que desceram, em pessoa, aos proscênios da reencarnação, para estabelecer as bases do Cristianismo nascente. Mas, em meio a eles, existia, outrossim, uma legião de almas ignorantes e de boa-fé, quase primitivas, que, de boa-mente, entregaram-se ao martírio, não por uma decisão lúcida de seus espíritos, mas por falta de lucidez para tomar uma decisão mais ponderada. O mérito ainda subsistia, para aquelas almas puras e devotas, que, desobedecendo a instintos primários de autoconservação, entregaram seus corpos ao suplício, por uma Causa justa, nobilíssima. Entretanto, a falta de acuidade mental que propiciasse acesso ao nível de processamento da dúvida, reservada, naquela época, aos indivíduos mais evoluídos, numa faixa diminuta de percentual, reencarnados na Terra, subtraía-lhes muito do crédito por sua ação heróica.

 Logo, o mérito deles não estaria tão distante, isoladamente considerado (ou seja: se pudéssemos retirá-los da graça inaudita de estarem participando daquele cenário e evento históricos ímpares), do de profissionais e pais de família da atualidade, que desobedecem ao comando do corpo por descanso e prazer, para que, em laborando além das próprias forças, adquirir mais bens ou benesses em serviços, para conforto e instrução, deleite e segurança dos filhos amados.

A analogia é um tanto forçada, porque, a despeito de quaisquer considerações que teçamos a respeito do verdadeiro fundo de intenções para seu martírio, aqueles que seguiram os gênios do plano sublime em missão, como os Apóstolos e primeiros pregadores do Cristianismo Primordial, à hecatombe cristã daqueles longínquos dias, partilharam de seus méritos, por colaborarem a compor, efetivamente, uma “massa crítica” de “fertilização psíquica” do solo do inconsciente coletivo do planeta, doando seu sangue, suor e lágrimas, quando não seus corpos por inteiro, como material a adubar e irrigar a gleba árida da “Anima Mundi” (“Alma do Mundo”) daqueles dias.

Os místicos estavam certos, embora isso cause repulsa espontânea (o que é justo e bom), nos homens e mulheres civilizados de hoje: a ideia de que era necessário, para a implantação do cristianismo no orbe, o sacrifício daqueles homes e mulheres devotos, entre eles, grandes Ases da Espiritualidade Sublime, que inspiravam e conduziam a Comunidade das Primeiras Igrejas a se confiarem, inermes e em êxtase, ao holocausto em nome de Jesus.

Atualmente, há outras fogueiras ardentes, quanto feras famélicas de diversa natureza – como já foi dito, alhures, por diversos autores espirituais (alguns por meio mediúnico como este). E o mais difícil, indubitavelmente, é submeter-se ao ridículo, a ser achincalhado em praça pública, a ser deplorado pelos próprios irmãos de fé, porque os verdadeiros mártires da atualidade não são sequer motivados e/ou apoiados, pelos seus confrades, a persistirem em suas obras do bem.

Quase sempre atacados pelos próprios coevos, em quesito de fé, são apresentados a escárnio público e submetidos a estratégias de descoroçoamento de tal modo bem elaboradas e tão persistentes no tempo, que somente as almas muito nobres e envelhecidas no carreiro dos séculos logram manter perseverança até o fim. Por outro lado, abundam, por todos os lados e de todas as fontes, toda ordem de estímulo, elogio, apoio e conforto, para quem não ousar fazer tanto, para quem não se expuser, para quem não se entregar ao ideal.

Agora, portanto, os heróis são vistos como palhaços, charlatães ou dementes irresponsáveis, não mais como modelos a serem seguidos, o que fomentava, e muito, o impulso de se sacrificar, de modo espetacular, em algumas personalidades mais egóicas que propriamente heróicas no âmbito moral-espiritual.

Esses leões metafóricos devoram expressiva fatia dos melhores cérebros e, de pasmar: também dos melhores corações encarnados na Terra. Não é para menos: quando a família, a religião, a ciência, os terapeutas, as autoridades constituídas, os afetos mais caros, a sociedade como um todo e os próprios companheiros de ideal gritam em coro: “Pare, louco-falso!, isso não é bom para você nem para ninguém! Você é um vaidoso fanático e hipócrita, doente e suspeito!”, não uma ou duas vezes, mas como um concerto orquestrado, no correr de décadas, somente almas muito temperadas, em sucessivas existências de provação e renúncia, logram suportar, mantendo-se ativas e entusiasmadas, felizes e amorosas até o fim.

Um momento de êxtase e coragem heróica, entregando o corpo a uma pira ardente, pode até ser resultado de um surto histérico – o que autores da atualidade diriam um surto psicótico ou maníaco (para alguém que padeça grave transtorno bipolar), mas a sistemática, consciente, deliberada persistência num caminho sacrificial, parecendo estar contra tudo e contra todos, inclusive o interesse pessoal, em favor de um ideal que é questionado, combatido e ridicularizado por miríades de vozes tidas por respeitáveis, é, de fato, uma glória inacessível à es-ma-ga-do-ra maioria dos encarnados na Terra. Por isso, hoje, os exemplos de renúncia e idealismo cristão rareiam, empobrecem e, progressivamente, parecem empalidecidos, ante os modelos idealizados d’outrora.

(Diálogo travado em 6 de setembro de 2009.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 17 de Setembro de 2009, 14:30

Carta Singela a Uma Mãe Amorosa.

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Eugênia.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/sin03.jpg)

(Santo Agostinho, perverso e pervertido, que cometeu, conforme seu livro “Confissões”, todos os pecados que um ser humano pode cometer, que se converteu por interferência de orações constantes e fervorosas de sua mãe, Santa Mônica, vindo a se tornar um dos mais importantes teólogos e patriarcas da História Cristã. Reza a lenda que Santa Mônica orou e chorava tanto em prece, pela sua conversão, que criou sulcos no rosto, por onde corriam suas lágrimas – símbolo máximo de mãe sacrificada pelo total-amor-devoção a seu rebento não só do corpo, mas também do coração.)

Ó, alma pura e santa, que vês nos outros o que tens em ti própria, enxergando anjos em toda parte, ativando, por isso mesmo, o melhor de todos, a todo tempo: Que os Anjos no Céu te observem amorosamente e velem por teu destino!

Ó, coração bom e sacrificado, que te pões nas trevas da vida, a edificar os faróis de esperança, apesar de poucos te haverem, na infância dorida, ofertado pequenas chamas de vela…

Ó, bem impoluto, que segues a pregar a virtude, em meio ao pecado a mancheias, que te vestes de pecadora, para salvares outros tantos – de fato pecadores, bem pecadores… –, e que te fazes empedernida, para adentrares a dureza dos corações menos dóceis…

Que os Anjos do Senhor te considerem o empenho e te repletem a estrada de flores, porque, se agora segues sobrecarregada e claudicante, por tantos anos de batalha solitária, mais e mais corações afins aproximam-te do teu (e mais outros virão em flux), para te socorrer, agindo eles qual Simão Cirineu, auxiliando-te a carregares tua cruz de disseminação do bem comum, numa era-ainda-selva de egoístas inveterados.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/sin01.jpg)

Não te aflijas, assim, temendo não cumprir integralmente, a tarefa que te foi cometida, por notares, humilde e modesta, a enormidade de tuas limitações humanas. Deus provê as necessidades reais de todas as Suas criaturas; mas, de modo particular, determina que o Plano Sublime conceda atenção especial àqueles que se fazem canais da Luz, da Verdade e do Amor para a Terra…

Destarte, vais vencer, galhardamente – tem isso como certo –, e estarás, antes do que pensas, observando frutos vivos desta vitória luzidia de teu ofício, na imensidão de companheiros transformados para a felicidade e a fraternidade universal, por teu gesto salvador de te dares plenamente ao bem de todos… a fim de salvares alguns que sejam…


(Texto recebido em 16 de setembro de 2009.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 19 de Setembro de 2009, 13:22

O Direito de Ser a Mestra do Lar.

(Outro – quarto – exemplo de preconceito às avessas.) (*1)

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Eugênia.


(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/lar01.jpg)


Nesta era de tanta reivindicação de direitos e liberdade para a mulher – o que é muito justo, bom e devido – cabe acentuar um direito que parece ser negado à sua condição feminil, nos círculos considerados mais modernos e desenvolvidos: o direito de se devotar, integralmente, ao ninho doméstico, aos rebentos do próprio coração, ao homem amado que lhe é filho mais velho, carente de atenção diferençada da que oferece aos pimpolhos.

Empregadas domésticas, amiúde, se fazem anjos em casas que se convertem em pandemônios, pela falta de amor com que crianças infelizes são geradas por pais desassisados. Se você prefere ser o anjo protetor de seus filhos e do reduto do sossego e da ternura mais cara de seu espírito – o que há de errado nisso?

Além de manter a economia familiar em movimento e todos os apetrechos funcionais do lar em boa eficiência, a amiga ainda pode dedicar-se, quando os meninos estiverem confiados a professores e instituições de ensino, a leituras, cursos (presenciais ou à distância), videoaulas que lhe melhorem o trato com as crianças, aprimorando-lhe a capacidade de conduzi-las à realização plena, sem ferir-lhes a personalidade, as características únicas e preciosas de que são portadoras para enriquecer o mundo.

Que bom que você  chegou até a concluir o nível superior! Isso, em vez de seu mais um argumento contrário à sua decisão existencial que parece estar na “contramão da história”! Em países nórdicos, já hoje, o mestrado é exigido para que se deem aulas nas classes do ensino fundamental (*2). E que função mais séria e espiritual poderia haver que ajudar na conformação saudável da personalidade e do caráter de espíritos que lhe foram confiados por Deus na condição de filhos muito amados? Como subestimar o sacerdócio-ciência-arte mais sagrado e complexo que existe: o de auxiliar espíritos eternos, de quem não se conhecem, de antemão, as necessidades, problemas, propensões e taras, e favorecer seu desenvolvimento, dentro de certos limites de bom senso e moralidade, mas que jamais castrem a originalidade e a espontaneidade, a liberdade e o direito de ser (ainda que ferindo nossas expectativas) – predicados com que nossos filhos nascem, como prerrogativas inalienáveis, diretamente concedidas pelo Criador?

Preste atenção a criança que pede asilo em seu coração, um pouco de carinho, de ternura, de atenção. Acaricie-lhe a fronte, enquanto fala com ela, beije-lhe a testa e ouça-a, fitando-a fundo nos olhos. Faça com que ela se sinta importante, presente, considerável. Faça com que ela viva a experiência de existir, de ocupar um lugar no concerto das coisas, de ter um encaixe no esquema do mundo. Isso é o que há de mais precioso a você transmitir a seus filhos, nada mais nada menos que o propósito axial de todas as psicoterapias criadas até a presente data: despertar, consolidar e ampliar a autoestima do indivíduo.

Se você fizer isso, notará a resposta em forma de vibração de amor; e o amor, que eleva a vida e fá-la frutificar, torná-la(o)-á feliz, ainda agora, e não numa pretensa outra vida ou depois da morte do corpo de carne.

Prepare o almoço ou o jantar com afeto e zelo pelos que lhe absorverão os valores nutritivos. Limpe a casa com a doçura da mãe realizada que higieniza o ambiente aconchegante, onde vivem os tesouros mais caros de seu coração. Arrume a mesa, a casa, o banheiro, o jardim e a roupa da família, como quem fizesse os preparativos para vestir uma rainha: sua vida, sua felicidade, sua glória de ser na Terra, de desfrutrar da oportunidade preciosíssima de uma encarnação, de interagir com seus entes queridos, de servi-los, de aprender com eles, de ensinar-lhes alguma coisa.

Depois, ao sair para comprar o pão e o leite do dia, sorria para os passantes, seja afável com a balconista, pague o valor estipulado pelo estabelecimento, com a gratidão de poder adquirir o alimento da noite, e distribua sorrisos, gestos de gentileza e amabilidade.

Se não lhe entenderem as intenções puras, passe adiante, e faça por outros. Seja você uma geratriz viva de bondade e serenidade, disseminando a paz e o bem por onde estiver, e se surpreenderá ao se notar, todo dia, ao final do dia, pondo as crianças a dormir, e beijando o cenho franzido do esposo estressado, que está você albergada num pedaço do paraíso, sem o mundo se dê conta. E, assim, em prece de gratidão e louvor a Deus, por tantas bênçãos em sua vida, feche os olhos bem aventurada, aguardando o transporte para o Céu, onde prosseguirá trabalhando, a serviço do bem comum, o bem que hoje você ainda não pode alcançar, por estar, andorinha feliz, cativa na célula da felicidade dos frutos do seu amor com o homem escolhido por seu coração.

(Texto recebido em 31 de agosto de 2009.)

Eu mesmo incluo estas duas imagens questionáveis em seu valor literal – mas ainda neste capítulo de interpretação respeitáveis, porque não só constituem direito no livre gozo do livre-arbítrio de cada qual, como também patamares de consciência, do espírito eterno em evolução: a mulher que se revolta com o serviço doméstico; e a que o usa como um artifício de sedução e controle do seu homem escolhido. A reflexão que propõe, menos óbvia na leitura das mesmas imagens, é que se faça a transformação do tédio de atividades rotineiras, cíclicas (por isso desesperadoramente circulares), invisíveis (ninguém costuma reconhecer o valor de sua dura realização), para a meditação, a oração e o prazer de vibrar amor em cada detalhe da ação em estado místico de reverência e doação ao próximo. Assim, voltando às imagens: do fastio rasteiro do ego que não se empolga com o que é repetitivo e não-reconhecido, para a paixão superior do espírito que transcende o fogo das paixões subalternas (representado na lareira que se apagou), pelo fogo sagrado do êxtase místico de conexão com faixas mais altas de consciências.

Inúmeros espíritos se santificaram na forja de ocupações tidas como subalternas, mecânicas e sem valor cultural, social ou econômico (aparentemente ou num nível mais superficial de análise). No hinduísmo, há a disciplina que sugere se pôr uma pessoa virtuosa para o preparo dos alimentos, para que energias de alta vibração (de amor) impregnem o que se ingere, favorecendo o processo de “iluminação”. Incontáveis doutrinas iniciativas trabalham a sublimação do banal, que representa uma metáfora da metanoia do espírito – a sua transubstanciação, a sua transmentalização, o seu salto de nível de manifestação de valores, sentimentos, conceitos (os que são da minha geração, recordar-se-ão do treinamento do protagonista de Karatê Kid, que bem exemplifica o que aqui falamos).

Atentemo-nos, para que não sejamos preconceituosos às avessas, como tão bem nos lecionou nossa Mestra Eugênia, nesta pérola chocante da revelação que segue na contramão das tendências de “emancipação feminina”, movimento este que desponta aqui ou ali, não como nova tendência, mas como alternativa possível e digna à escolha das jovens que se sintam vocacionadas ao serviço por excelência, que preferem se aplicar a uma das mais nobres funções entre todas: cuidar de crianças (de todas as idades, filhas biológicas ou não) e educá-las, confeccionando e mantendo, em torno delas, um ambiente acolhedor de afeto, ternura e perdão: o lar.

Ela mesma – a grande e impoluta mestra do Salto Quântico – teve, como ideal de sua última encarnação, ser, tão-só, uma empregada doméstica, devotando-se, no convento de Nerver em que desencarnou, aos mais “humildes” serviços de limpeza e enfermagem. Não por acaso Ela, que só queria ser a serva de todos, fez despencar, pela vibração excelsíssima de seu coração despojado de ego e prenhe de amor altruístico, a própria Rainha do Céu. Ela, que quis ser a servidora de todos, é, no plano astral superior, cultuada e reverenciada como uma rainha eterna…

Ah… os paradoxos do Espírito e da Eternidade, que confundem, magnificamente, o raciocínio tosco do ego humano…

Benjamin Teixeira.
Aracaju, 19 de setembro de 2009.


(*1) Eugênia faz remissão ao artigo “Três Exemplos de Preconceito às Avessas”. Curiosamente, no anterior, Eugênia mostrou mais sua face sábia, para os demasiadamente intelectualizados. Neste, ela fala com seu lado santa, para as almas sensíveis, que lhe puderem alcançar a grandeza de coração, nas proposições escandalosas para os vencedores do mundo, perdedores do Céu.

(*2) Na Finlândia, se não me engano, é assim.

(Notas do Médium)


Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Setembro de 2009, 19:15
Diálogo sobre o Movimento “New Thought” e Ensaio Introdutório sobre Outros Mestres de Outras Correntes Filosóficas.

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[Norman Vincent Peale (1898-1993) e Joseph Murphy (1898-1981).]

Um Breve Ensaio Biográfico-Bibliográfico, à Guisa de Intróito.

A pedido do Espírito Eugênia, começo por me confidenciar, historiando alguns tópicos de minha atual existência no plano material de vida.

No início de 1983, pouco depois de completar 12 anos (outubro de 1982), li, pela primeira vez, o Mito da Caverna de Platão. Uma experiência inesquecível e angustiante. Não só li uma: li duas, três, quatro vezes… e continuei sem entender. Envergonhei-me profundamente de mim mesmo, não disse a ninguém – sigilo absoluto: levaria aquele segredo comigo para o túmulo. Certamente, possuía algum grave distúrbio neurológico: seria muito pouco apenas ter pouca inteligência. As palavras eram claras – e eu, simplesmente, não conseguia decodificar aquela doutrina abstrusa, complexa, hermética, inacessível (foi assim que se me afigurou a metáfora utilizada pelo grande filósofo da antiguidade clássica, para descrever o embotado da reflexão do plano ideias no mundo das formas.)  Ficou tão evidente, para mim, que padecia algum  morbo no cérebro, que cheguei a falar com uma médica a que minha mãe levou, por causa das crises de asma que se me assomaram, na mesma época, no auge da ansiedade que me assolava. Riso escarninho de canto de boca da profissional de saúde, olhar compreensivo de minha mãe, que contemplava à cena das respostas irônicas da tal que seria (ou deveria ser) discípula de Hipócrates.

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[Platão (428(27)-347 a.C.), Aristóteles (384-322 a.C.) e Sócrates (469-399 a.C).]

Pouco mais tarde – no período que se estendeu entre os meus 14 e 17 anos –, alternei livros de Norman Vincent Peale e, principalmente, de Joseph Murphy (autores dos celebérrimos e clássicos: “O Poder do Pensameno Positivo” e “O Poder do Subconsciente”, respectivamente), por obras que sumariavam os pensamentos de Buda, Confúcio, Lao Tsé e outros sábios da Antiguidade Oriental. De permeio, lia alguma coisa, muito superficialmente embora, de clássicos da filosofia ocidental, como rudimentos de Sócrates e Aristóteles (além de Platão novamente), e da modernidade (sem me preocupar aqui com cronologia): Descartes (“O Discurso do Método” – com a mais bela argumentação da existência de Deus, a partir do estudo matemático da perfeição de uma esfera), Thomas More (“A Utopia”) e pitadas de Voltaire (impagável), Schopenhauer (misógino carismático), Immanuel Kant (com sua pontualidade e ordenação de vida perfeitas, como sua teoria), Herbert Spencer (rebelde brilhante), Francis Bacon (outro misógino, com ideias eróticas e esquizoides de submeter “a natureza à ciência, como é a mulher ao homem”) e… lamentavelmente… o gênio da desolação satânica, o francês Jean-Paul Sartre, em “O Ser e o Nada” de 1943 (entre outros, com menos profundidade ainda, como: Spinoza, Parmênides, Demócrito, etc.). Enquanto Gautama Buda lecionou, em sua máxima suprema, seis séculos antes de Cristo, que “somos o que pensamos”, Sartre riu-se, desdenhoso: “existimos pelo fazer”, uma forma disfarçada de dizer: “não somos nada”. Lendo em plena sala de aula (de matemática, no ensino médio), afundei qual pedra para o leito do rio… a rolar e rolar… sem rumo, ao sabor das correntezas da vida…

No início de 1987, março, dia 12, minha mente entrou com colapso, e me recolhi, mais uma vez, à minha fé em Maria Santíssima,  no correr de três meses sucessivos. Neste período, que mesclava pânico com desespero, depressão com amargura inenarráveis, rezava três rosários (nove terços) por dia e assistia à missa diariamente (às vezes duas num único dia), meditando e pedindo socorro a Nossa Mãe Maior, para não enlouquecer e ser arrastado a cometer suicídio – o que, depois, vir a saber tratar-se de uma estratégia obsessiva para suspender a oportunidade preciosíssima da encarnação que desfruto por misericórdia do Governo Oculto da Terra.
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[Sidhartha Gautama Buda (563-483 a.C.), Confúcio (551-479 a.C.), Lao-Tsé (Séc. VI a.C.).]

Em fevereiro de 1988, exatamente três anos depois de iniciada esta magnífica e difícil viagem de busca de sentido, de propósito para viver, da perseguição intensa da sabedoria, caiu-me às mãos, por intervenção de minha mãe biológica, Dorinha, “O Livro dos Espíritos”, obra basilar do educador francês que se ocultou no pseudônimo Allan Kardec; e, concomitantemente, pelas mãos de meu pai, Benjamin Sobrinho (indiretamente: fuçava a biblioteca particular dele – risos), quando me deparei com o extensíssimo compêndio que me causaria enorme impacto na visão de mundo: o revolucionário, à época, “A Terceira Onda”, de Alvin Toffler – dois grandes racionalistas-pragmáticos, que me ajudaram a descer os pés do campo das elucubrações demasiadamente abstratas, para, no campo da realidade, realizar o possível de meu espírito humano… e humanista. Um teia curiosa de sincronicidades envolveu minha leitura meditada das duas obras, porque o primeiro li no Carnaval de 1988; e, o segundo, no período de alistamento militar, também em 1988. As metáforas da folia e do quartel, para Kardec e Toffler, respectivamente, com seus gênios ímpares de elucidadores didáticos do complexo, marcaram, profundamente, esta luta de contrastes e o afã de lançar luz sobre as trevas que têm pautado minha presente encarnação, em todos os sentidos, desde o berço.

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[Voltaire (1694-1778), Schopenhauer (1798-1860), Immanuel Kant (1724-1804), Francis Bacon (1561-1626).]

Entrementes, voltando a 1987, por causa de meu colapso nervoso, sem ter professores ou conselheiros a quem recorrer para tirar minhas dúvidas tortuosas (os que ousei consultou, zombaram de meu esforço de ler tais obras e sumária e tão-somente me sugeririam que deixasse aquelas ideias de lado – como se fosse possível ignorar um conceito novo que questiona o estabelecido, em  nível mais alto de elaboração de raciocínios), imerso, como estava, em dilemas que me davam vertigens não só intelectuais, mas me provocavam assustadores “parafusos” emocionais, em área tão intrincada, como a que imbrica filosofia, paranormalidade e espiritualidade avançada. Resultado: traumatizei-me, com o devastador desta crise pré-suicida de 1987, vinculando, com raízes profundas em minh’alma, todo o mal-estar medonho que vivi, qual uma montanha-russa com passagem de ida sem volta ao inferno (como me senti), à onda do “New Thought” norteamericano, que me parecia, por aqueles dias, fazer crer que tudo seria possível não por ser devido, justo ou decente, mas por ter sido crido, alardeando, ao meu entender, um universo cínico, sem propósito e desprovido de Uma Ordem Supervisora. Sartre e Schopenhauer, sem dúvida, participaram disso, com grande peso…

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[Thomas More (1478-1535), Jean Paul Sartre (1905-1980), René Descartes (1596-1650), Herbert Spencer (1820-1903).]

No correr das duas décadas que se seguiram aos eventos aqui narrados, fui, paulatinamente, fazendo as pazes com esta corrente filosófica (em acepção ampla), lembrando, porém, as ressalvas trazidas à tona pelo Espírito Eugênia, no diálogo que se segue abaixo. A mestra da Espiritualidade Sublime reconhece a presença de charlatães e autores excessivamente simplistas, que ignoram a teia de complexidades da vida; e, principalmente, de supraordenamento, neste universo inteligente e concatenado por Grandes Gênios do Plano Excelso. Por fim, na palestra que proferi há algumas horas, a sábia desencarnada que me dirige as atividades como divulgador do Pensamento da Espiritualidade Sublime (por pura misericórdia d’Eles e nenhum louvor da minha parte), determinou endossasse, em nome d’Ela e de nossa Escola de Pensamento, um dos autores do “Novo Pensamento”, pela abordagem espiritual, ética, completa, multifacetada, transdisciplinar, apesar da simplicidade quase proverbial de que se reveste: a ianque toda-coração Louise Hay (1926 – ).

Amanhã, terça-feira, 22 de setembro, uma edição em vídeo aqui será postada (com comentários em áudio realizados por mim, sob condução inspirativa dos Bons Espíritos, por ocasião da conferência de ontem, que proferi aqui mesmo, na capital sergipana, Aracaju). Esta edição (que constitui um terço do filme “Você Pode Curar Sua Vida”) apresentará, aos amigos, esta grande dama do Domínio do Bem, reencarnada em missão na Terra, já na casa de seus oitenta ano de vida física muito bem vivida, em todos os sentidos – incluindo os trágicos lances que ela soube tão bem reverter para o seu e o benefício de milhões de pessoas, pelo mundo inteiro, que lhe seguem as proposições simples e salvadoras, qual se fora uma vovozinha amorosa e otimista, enérgica e pragmática. Por fim, hoje, como prometi na preleção noturna finda há poucas horas, trago a lume, em nome da Instituição, o diálogo que travei com a Mestra Espiritual Eugênia, a respeito da delicada temática, que já foi abordada em tom bem mais áspera, em ocasiões pretéritas.

Se algum dos amigos se empolgar com o vídeo e quiser encomendar o filme original ou livro de Louise Hay, pode entrar em contato com a equipe de atendimento ao público do Instituto Salto Quântico, que fará o link com nossa livraria, pelo telefone (79) 3041-4405 ou pelo e-mail perguntas@saltoquantico.com.br. Se não ou enquanto isso, aproveite o material gratuito que oferecemos a você, tanto de texto como de vídeo, em todo o conteúdo de 9 anos de existência de nosso site, 17 anos de palestras, 15 de programas de TV, 21 de existência do Instituto na crosta do orbe.
Irmão em Cristo, Jesus e Maria Cristos,
Benjamin Teixeira,
Aracaju, madrugada de 21 de setembro de 2009.

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[Allan Kardec (1804-1869), Alvin Toffler (1928 - ) e Louise Hay (1926 - )]

Abaixo o Diálogo com o Espírito Eugênia:
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Setembro de 2009, 19:17
CONTINUAÇÃO...

O Diálogo com o Espírito Eugênia:


Benjamin Teixeira,
em diálogo com o Espírito Eugênia.

(Benjamin Teixeira) – Eugênia, você nos poderia dizer alguma coisa, mais uma vez, sobre a linha filosófica do ”Novo Pensamento”, que eclodiu, nos EUA e no mundo inteiro, em novo “revival”, nesta década?

(Espírito Eugênia) – Sim. Que as pessoas procurem ser felizes. Este é o alicerce fundamental de nossa Escola de Pensamento – não é verdade? Observe-se que, basicamente, Jesus nos falou que “buscássemos o Reino dos Céus”, já que, com isso: “as demais coisas se nos seriam acrescentadas”. Na linha do New Thought, é dito que buscar o bem-estar é o basilar. Todas as correntes de psicologia dizem o mesmo: que a constituição da autoestima (fomentadora de intraduzível e intransferível sensação de bem-aventurança) é a “lapis philosophorum”, a pedra fundamental para a resolução de todos os transtornos da personalidade e mesmo do caráter (para os mais ousados, sobremaneira os reencarnacionistas); que as pessoas devem se afastar do estresse a fim de usfruírem maior qualidade de vida, etc.

Só que esta felicidade, para acontecer, é imprescindível que se alcancem certas precondições, que são infelizmente negligenciadas  por alguns autores desta nova “doutrina”, e que, por outro lado, as tradições religiosas e espirituais de todos os tempos e culturas asseveram enfaticamente serem essenciais para a consecução da plenitude, que poderiam ser sintetizadas nesta quaternidade:  desapego e solidariedade, perdão e gratidão – princípios que os bons representantes desta corrente contemporânea de filosofia comportamental compreendem como constituintes viscernais de seu cânone ideológico. Em outras palavras, estão-se dizendo aparentemente coisas novas, mas apenas as tintas são novas – o conteúdo permanece intocado. Afinal de contas, não foi Nosso Senhor – a Voz da Verdade para a Terra, Quem nos disse: “Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e a porta vos será aberta”? O lamentável, no entanto, é que não só não se concede, em esmagadora parte do material publicado dentro da literatura denominada de “autoajuda”, o devido destaque aos itens espirituais que resumimos acima, como sequer chegam a ser citados os limites principiológicos irretorquíveis que devemos considerar, sob pena de ou não lograrmos êxito no atingir nossos objetivos, por meio do empenho de viver o “pensamento positivo”; ou, em conseguindo alcançar nossas metas – o que, ironicamente, pode-se afigurar muito pior nas implicações - sofrermos graves conseqüências cármicas (n’outras palavras: de destino), decorrentes de nossa invasão do campo do que não nos era devido, porque não designado por Deus e Seus Representantes no Campo Sublime de Vida. E que limites-filtros do Bem são estes? Eis alguns:

1) Não se pode invadir o espaço do livre-arbítrio alheio; ninguém pode fazer uso de expedientes psíquicos para perpetrar ingerências no espaço mental d’outras pessoas, por melhores que sejam as intenções pretextadas.

2) Não se deve colocar os valores materiais acima dos espirituais; como fazer uso da lei de atração para acumular fortuna ou prestígio, sem dar o realce de-vi-do às questões do espírito, em detrimento das do ego, que devem estar submetidas às daquele e não o contrário.

3) E, principalmente: não somos, como indivíduos, o centro do universo; não estamos no planeta, encarnados ou desencarnados, para realizar desejos pessoais; e, sim: para atender a um propósito de serviço ao bem comum, para vivermos em função de um Todo-Maior - o que, paradoxalmente, nos conduz à verdadeira liberdade, à genuína felicidade. Obedecemos a uma Ordem Intrincada, de tal modo que devemos buscar esta Orientação Profunda, para que não ousemos desejar o que não é para  nós. N que isso signifique que estamos chegando a esta ilação por força da falta de fé ou pela crença preconceituosa de que não merecemos isso ou aquilo; mas porque, realmente, não nos foi designado, como missão, pela Divindade, desdobrar determinada atividade, desempenhar certa função, no concerto da sociedade, dos relacionamentos interpessoais que entretecemos, por Divina Vontade.


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(Precursor de todo o Movimento New Thought, Ralph Waldo Emerson, a cujas obras tive acesso apenas na casa de vinte anos, foi o Pai da denominada Escola Transcendentalista norteamericana do século XIX. Aqui, num ensaio fotográfico da juventude à velhice, longevo que foi, para uma época em que as pessoas, mesmo em nações ricas como já eram os E.U.A., viviam mal e muito pouco, de 1803 a 1882, quase 80 anos de prolífera existência no âmbito material de vida, portanto.)

Eis, portanto, enfeixadas, os motivos principais para as reservas que publicamos n’outras ocasiões, a respeito da temática, por escrito ou em pronunciamentos falados e/ou televisados.

O princípio da atração existe, o pensamento é a matriz de tudo. Contudo, existe outro óbvio a considerar: o princípio evolutivo, que também existe. Assim, nem tudo é acessível a qualquer um, porque nem toda consciência tem a mesma idade espiritual, e, por conseguinte, por diferenças idiossincráticas sutilíssimas e complexíssimas, fora do alcance, em muitas nuances, do poder de escrutínio humano da Terra dos dias que correm, nem todos nasceram com as mesmas delegações de responsabilidade. É por isso que, muitas vezes, quem mentaliza demais o que não é para si, pode, se merecer,  adoecer ou falir, em vez de atingir o seu objetivo e ter que pagar caro, a posteriori, por se arrogar a ser ou fazer o que lhe não era de incumbência pessoal.

Sumamente, ninguém imagine que exista algo fácil de ser conquistado, porque o estado de “fluxo” é decorrente, sim, da eliminação das amarras egoicas, bem como de todas as programações familiares e educacionais destrutivas e autodestrutivas. No entanto, parar por aí a reflexão em torno deste estado de alinhamento profundo (estado de fluxo) com o universo, é pecar por um simplismo leviano e perigosíssimo, por inspirar a viciosa suposição de que não é necessário trabalho, esforço, disciplina e sacrifício no adiar gratificações para que se realizem as conquistas, para que se desdobre a edificação do melhor, em qualquer departamento da existência, confundindo (e muito), mentes  mentes menos amadurecidas, favorecendo-lhes perdas irreparáveis de oportunidades de crescimento e realização pessoal.

Não se pode esquecer que o “estado de zona”, a excelência que flui das mãos, da boca, da mente de gênios e sumidades de determinadas áreas, é resultado de anos sucessivos (em verdade séculos consecutivos, em inúmeras reencarnações), de trabalho e empenho por expandir as próprias habilidades. Logo, dizer-se que não se faça esforço algum, porque quem realiza algo, no melhor nível de desempenho, não sente estar fazendo qualquer esforço quando o executa, é tão absurdo como dizer, a um iniciante no estudo de piano: “O seu problema de não tocar como aquele virtuose é que você se esforça muito, e ele, como nota, não parece realizar qualquer esforço para interpretar a peça”. Não por acaso, a par dos momentos em que parecem não fazer investimento algum de esforço, os grandes realizadores, de qualquer área do saber ou do agir humanos, dedicam horas incontáveis, em anos e décadas que dobram sobre si, submetendo-se a exaustiva disciplina de estudo, treinamento e trabalho… muito trabalho!!!

É tudo que, por ora, desejamos publicar em torno do assunto.

(Diálogo travado em 16 de setembro de 2009.)



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 23 de Setembro de 2009, 13:44

O Esbanjamento Generoso de Sabedoria da Mestra Santa.

(Registros da Mediunidade – 13.)
Benjamin/Eugênia0

- Tudo na vida deve ser feito, seguindo este padrão psicológico e diretriz filosofal: firmeza geminada a suavidade. Agir com a determinação do Espírito, mas com desapego às paixões do ego. Ser assertivo, objetivo e mesmo corajoso, quão necessário; mas sem os impulsos de controle do ego, sem o desejo desgovernado do Id, nem a censura do Superego. Tão-só e plenamente, a eficaz serenidade decidida do Eu Superior que deve irradiar seu alinhamento com o Cosmos para todas as camadas dimensionais do ser!…



Apesar de a revelação mediúnica de informes sobre as orações de outras pessoas já indicar fortemente tratar-se o Espírito comunicante de um Agente da Espiritualidade Superior, já que apenas os que estão em faixas altas de consciência, para os padrões da Terra, podem decodificar informações contidas em “textos” transmitidos nas freqüências psíquicas céleres da devoção, nada se compara à cascata de luz gerada pelos arroubos de insighths excelsos que Ela e Seus Amigos costumam ofertar, em seus ditados amorosos e sábios.

Oremos e espalhemos o amor. Somos vistos, em toda parte, a toda hora. Ainda que você  não veja ou não ouça diretamente seus Guias Espirituais ou Anjos de Guarda, posso-lhe garantir, com a mesma convicção com que sinto a firmeza do chão em que piso, que você está sendo ouvido(a) e amparado(a), sobremaneira quando recebe, após ou durante suas orações, insuflações de ideias que sugiram algo a fazer ou transformar.

-  Sugiro-lhe aplicar-se a desenvolver o sistema fundamental de orientação que será útil e fundamental a todos os departamentos e situações de sua existência: a bússola-radar da intuição, seja a intuição corpórea, a emocional, a mental ou a espiritual. Atendendo às impressões sutis destas quatro dimensões da intuição, o amigo terá roteiro seguro para todas as circunstâncias, minuto a minuto. Esta tarefa – que é tão fácil quanto difícil, dependendo de como se a aborde – constitui o desafio supremo da condição humana, de molde a que se trafegue do nível de percepções meramente operacional-egoico, para o transracional-espiritual, que, em sua plenitude, tipifica aqueles que galgaram o patamar angélico de consciência.

Bem… com esta, o que mais posso acrescentar? Seria mesmo sacrílego qualquer comentário adicional. Não concorda? Salve Eugênia e a Espiritualidade Amiga que Representa a Deus, Infinita Bondade, para todos nós e cada um, em particular.

(Texto redigido na madrugada de 23 de setembro de 2009.)



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Outubro de 2009, 14:03

Sincronicidades – Como Favorecer Coincidências Significativas em Nossas Vidas.


Benjamin Teixeira, pelos Espíritos
Gustavo Henrique e Eugênia.

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[Carl Gustav Jung, autor da obra basilar no tema, que inclusive cunhou a palavra que define o conceito, título deste livro fundamental sobre o assunto: “Sincronicity” (Sincronicidade), publicado em 1952, quando o célebre psiquiatra, psicanalista e psicólogo, profundo conhecedor de mitologia, contava 77 anos de idade.]

Lao Tsé chamou de TAO, o Caminho inominado e indefinível, por tão profundo, complexo e abstrato, para além de toda capacidade humana de entendimento. Nós poderíamos denominar de Fluxo – a Manifestação de Deus em Nossas Vidas, como perceptível aos nossos sentidos e poder de cognição. Carl Gustav Jung, o grande psiquiatra suíço, preferiu ater-se a um aspecto da expressão operacional do Divino, conforme captável pelo sensório físico e pelo sistema de processamento de informações do cérebro humano: os encadeamentos de significado em eventos sincrônicos, sem relação causal entre si, que ele nominou, tão-só: sincronicidade.

Um dos tópicos que mais chamam a atenção do vulgo, no capítulo dos temas Espirituais, despertando curiosidade vã, quão reflexões justas, confundido (até mesmo por Jung) com eventos psíquicos que melhor seriam compreendidos como pertencentes a outra categoria fenomenológica (em parte compreensíveis, inclusive, pela aplicação do princípio de causa e efeito, perfeitamente enquadrável na perspectiva espaço-temporal humana), a sincronicidade funciona, amiúde, qual um indicativo do quanto uma pessoa pode estar em sintonia com o padrão de necessidades evolutivas e espirituais que lhe são próprias, bem como com os Desígnios Divinos a seu respeito.

Ousando ser sumários no que jamais nos deveria receber tal ordem de abordagem, com o intuito de atingir determinada extensão de público que muito nos interessa servir (pois que os próprios experimentadores, com o tempo, tocarão o Infinito, Que, por Sua Vez, os enxertará com Seus Valores Eternos, a fim de que cheguem às ilações que aqui poderíamos apresentar previamente, mas que, ironicamente, não surtiriam efeito algum, pela falta de maturidade de expressivo percentual de nossos leitores), segue-se a sinopse tão almejada, para que atraiamos e potencializemos as ocorrências de sincronicidade, decodificando-as com maior cuidado, profundidade, qualidade e precisão – se é que podemos nos atrever, outrossim, a conjecturar objetividade, no campo de especulações de assunto tão difuso à ótica de mensuração do ser humano.

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[Pintura da Dinastia Qing onde Confúcio apresenta a Lao Zi o jovem Buda Gautama. (Wikipedia)]

Eis, então, alguns tópicos-dicas-práticas, para favorecer maior aprofundamento das vivências de comunhão com o Fluxo de Sincronicidades (autores encarnados tangenciam tais tópicos – de forma diversa e difusa, todavia – que aqui ousamos sintetizar):

1) Preservar práticas DIÁRIAS de oração e meditação, por pelo menos meia hora. A experiência de “estar em Fluxo” é, basicamente, o estar em alinhamento com padrões de consciência e condução inteligente de eventos que jazem em nível de consciência muito superior ao humano.

A meditação e/ou a prece favorecem a dinamização e permeabilização da psique para a captação dos conteúdos provenientes destas “esferas mentais superiores”, bem como a consolidação destes elos de sintonia e resultados positivos obtidos.

2) Manter contato com um grupo de atividade espiritual, de qualquer denominação religiosa ou ainda que de caráter laico, para a partilha da experiência acumulada na área e, principalmente, para a realização, em conjunto, de cultos de natureza espiritual.

Os grupos de afinidade conformam constructos psíquicos espectrais – se é que assim podemos dizer – ou, em outras palavras: “mentes coletivas”, as “egrégoras” dos esotéricos, que funcionam como alavancas espirituais para o alinhamento com o Alto.

Não por acaso, Jesus e todos os grandes luminares da humanidade sugeriam práticas “religiosas” em comum. Em Mateus, 18:20, asseverou o Cristo: “Onde dois ou mais estiverem juntos, em Meu Nome, Eu Me farei presente, no meio deles.”

3) Manter um diário que registre cada uma das experiências (ou ao menos as consideradas mais marcantes) – seja eletrônico ou convencional –, para que não só se tenha um mapeamento do ocorrido, no campo em que se deseja aprofundar domínio, mas também se possam acompanhar eventuais progressos ou variações de picos e vales nas vivências, fitando a extração de maiores valores (de cada sincronicidade). Com o tempo, descobrir-se-á uma tapeçaria de encadeamento significativo, quanto se decodificarão elementos simbólicos que antes pareciam:

(a) ou completamente desprovidos de sentido;
(b) ou desconexos do conjunto;
(c) ou abstrusos demais para que pudessem ser devassados.

Um mês, um ano ou dez anos passados imprimem a uma determinada vivência mediúnica, onírica, intuitiva ou de “coincidências significativas”, contornos de propósito que não poderiam ser detectados no momento da experiência, por falta de subsídios informacionais, matrizes conceituais e ferramentas perceptivas que o tempo nos confere e/ou nos faz desenvolver, de dentro para fora.

(Textos recebidos: do Espírito Gustavo Henrique, a matriz-base, em 3 de outubro; e do Espírito Eugênia, o complemento, em 11 de outubro de 2009.)

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/sinc03.jpg)
[Lao Tsé saindo da China, montado em seu búfalo – simboliza o total domínio de sua natureza animal (búfalo), por um lado, e a desvinculação de hipnoses de cultura, família e nacionalidade (China). O famoso símbolo do Yin-Yang, por trás da figura do ancião (sabedoria), montado (autodomínio), demonstra que atingiu a completude de uma condição angelical de consciência (ou búdica), apresentando em si os dois pares de opostos psicossexuais, como todos os pares polarizados da psique, além de representar, outrossim, seu canal de conexão-comunhão com o Divino  - a trilha sagrada que ele percorreu para alcançar este estado privilegiado de consciência: o mergulho e/ou alinhamento com o Sagrado Tao – o Caminho de Deus na Terra, ou o Fluxo, como diria o Espírito Eugênia.]
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: Haga em 17 de Outubro de 2009, 08:38
Para quem aprecia o trabalho de Benjamin Teixeira/Eugênia as palestras serão transmitidas ao vivo via internet aos domingos  as 18:45h horário de Brasília, 22:45h horário de Lisboa. Será possivel  ao vivo, a incorporação da Mestra Espiritual Eugênia.

A partir de 1 de Novembro serão às 21:45 de Lisboa devido a mudança de hora na Europa.

O endereço para a TV Salto Quantico é:


http://www.ustream.tv/channel/tvsaltoquantico (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy51c3RyZWFtLnR2L2NoYW5uZWwvdHZzYWx0b3F1YW50aWNv)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 28 de Outubro de 2009, 12:48
Orando à beira-mar

por Aline Rangel*

(https://craljq.bay.livefilestore.com/y1mrpyIf9uqxdaedqF0-INu86LgICCOXUmYk_NTduT_vvCuv5stErcohG2Z0xHrd-HtmbKppPqXHdG7JNpIw7Ty-F93n-I1Clg7QUN6xo8Oj05bHgvEQfjhpVNy6gWfVL2EpqoO8p0MfTI/C%C3%B3pia%20de%20EUA%20-%2006mar09%20-%20MIAMI%202%20079.jpg)

O dia era claro, quente e agradável. Vera andava a beira da praia, sentindo a brisa suave que tornava o sol mais acolhedor.
Tantos pensamentos a atordoavam que ela mal podia perceber o quanto estava encantadora aquela tarde, o quanto aquele despretensioso passeio podia trazer paz e conforto ao seu coração.
 Havia sido inspirada por sua mãe espiritual desencarnada, que a assistia do Plano Superior, a “dar uma volta”, “esfriar a cabeça”, “sozinha”…

 Não entendia muito bem o porquê de ter sentido aquela vontade de estar ali, mas estava chegando à conclusão que houvera sido uma boa idéia, já que não se lembrava da última vez que estivera em conversa íntima consigo.
Desde a adolescência deixara o hábito de escrever em diários, de sonhar acordada. Não havia mais tempo para divagações.
Curiosamente estava se sentindo bem por estar ali, “sem fazer nada”, como se aquele momento fosse especial… “Devia ser bobagem – ela pensava- apenas uma forma de justificar esta fugida de tudo, de todos… Menos de si mesma.”

Olhando o mar, pensou em como andava distante de si. Parecia-lhe piegas aquela sensação, todavia um fluxo de idéias teimava em chamar sua atenção para o quanto precisava cuidar-se, acolher-se, ter paciência consigo.
Alguma coisa mexia com ela, a ponto de fazer caírem algumas lágrimas.

Não havia desconforto, mas sim uma sensação de alívio, no início, transformando-se em ternura. Saiu como que de um transe e estranhou-se.
 O que estava acontecendo? Sempre tão forte, tão decidida, tão ocupada, tão competente, tão disciplinada, tão segura de si, tão, tão, tão… Cansada. Era isso.
Estava cansada e não percebia!
A alimentação, os exercícios, a rotina regrada lhe pareciam suficientes para dar conta de tantos compromissos.
Sentiu o quanto estava endurecida, enclausurada nas escolhas que pensara fossem suas.

O sol se punha e ela se lembrou da mãe ensinando-lhe a fazer uma oração à hora do Ângelus.
Que surpresa aquela recordação! Há quanto tempo não parava com alma para rezar.

 Fazia breve e automaticamente suas preces ao dormir (havia se habituado), avaliando, ao mesmo tempo, o que havia feito durante o dia e o que precisava programar para o outro. Quanta pressa!!!
Como conseguia viver assim? Riu de si, mesmo achando tudo aquilo muito estranho.
O que havia feito com seu coração nos últimos tempos?
Orgulhava-se de muitas coisas construídas, sim! Mas e aí?
 Estava meio confusa, quando se sentiu envolvida por um vento leve, que refrescava e aquecia ao mesmo tempo…
Rezou uma Ave-Maria, bastante sentida, enquanto era abraçada pela luz de sua mãe desencarnada.

Há muito sua mentora esperava por este momento de amor com uma filha tão cara ao seu coração. O dia foi escurecendo e Vera estava se sentindo outra… Apenas uma hora havia se passado, mas para ela era diferente.
O retorno à casa bem cuidada, de que ela pouco desfrutava, por sinal, seria lento. Ela não estava só, assim como você, leitor, não está. Abra seu coração ao amor! Existem almas bondosas que velam por você, cheias de misericórdia, aguardando, tão somente, que viva mais pleno, feliz, em paz…

* Psicóloga, faz parte do Projeto Salto Quântico.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 02 de Novembro de 2009, 19:58

Ego Jovem e Ego Velho.

Benjamin Teixeira,
pelo Espírito Temístocles.

Embora não se possam fazer generalizações, existem tendências, no campo de estudo da superação do ego, que merecem ser discriminadas, para que, detectadas, analisadas e melhor compreendidas, possam, por consequência, ser melhor gerenciadas pela consciência, favorecendo sua transcendência, para o reino do pleno espírito.

Existem exceções, para os padrões de valor e comportamento que apresentaremos, no intuito de explicitar nossos pontos de vista – e honrosíssimas são estas exceções, em muitos sentidos.
 Entrementes, de um modo geral, pessoas mais velhas (principal fator para definir a idade do ego é a idade do corpo), demonstram mais as características que aqui consideramos atinentes ao ego velho, mas também mulheres, em qualquer idade, e pessoas com maior nível de instrução.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/ego01.jpg)

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/ego02.jpg)

Assim, se unimos os três itens-premissas: ser mais velho, mulher e mais instruído, favorecemos a manifestação do “ego velho”, considerando que utilizamos a qualificação de “velho”, tanto na conotação construtiva – de mais amadurecido e senhor de si, tal qual visualizamos as figuras de um ancião sábio ou de uma anciã sábia –; como também usamos o verbete em sua acepção destrutiva – de inerte, vicioso e fossilizado, como imaginamos a velhice, na totalidade de sua decrepitude e decadência.

O ego jovem é afoito, ansioso, preocupado com tudo que diga respeito à autoafirmação, à vaidade e ao orgulho por ser quem é (normalmente por ser quem ele acreditar ser, mas que dificilmente será, de fato).
Contudo, é também cheio de vida, entusiasmo e vontade de realizar, aprender e crescer, em todos os sentidos (vencer, como ele entende, em verdade)– incluindo os que lhe não dizem respeito, como os espirituais, em que pretende agir, com o mesmo desabrido senso de autoconfiança e extroversão com que lida com as coisas materiais e propriamente humanas.

 Visualizemos um homem jovem, com 20 anos, que seja muito pouco dado a estudar e se instruir, seja do tipo dinâmico e atlético e, é claro, completamente dispersivo (portador de TDA talvez) e passional, e facilmente teremos noção do tipo de padrão psicológico a que fazemos alusão.

O ego velho é  crítico, medroso e suspeitoso demasiadamente. Quer segurança, comodidade e continuidade de eventos e circunstâncias, garantindo, com isso, o “status quo” que haja conquistado (ou suponha ter conquistado) na vida.
Pede que se seja malicioso, que não se acredite em ninguém, que se aproveitem os rendimentos dos tempos de bonança, para guardar para os maus tempos (que virão), em vez de aplicar em investimentos de expansão de negócios e realizações pessoais (o que faria um ego jovem bem orientado, em vez de consumir tudo que tenha ganhado, em celebrações intermináveis, como preferiria, naturalmente).

Tenhamos em mente a figura de uma senhora madura, de uns 70 anos, digamos, uma catedrática aposentada, com vários livros publicados, terapeuta observadora e treinada, grandes óculos com grossas lentes, fala mansa e pausada, com enorme quantidade de descendentes, não tanto por ter tido muitos filhos, mas porque todos os netos já nasceram, e talvez até alguns bisnetos, e se terá uma noção do psicotipo que aqui apresentamos.

Todo ser humano encarnado porta, em combinações e graduações variadas, por excelência idiossincráticas, certa dose de ambos; e a tendência é que, com o passar dos anos (e das sucessivas reencarnações), e com os acréscimos de instrução e treinamento, profissional ou acadêmico, espiritual ou psicológico, o indivíduo lentamente trafegue da predominância do ego jovem para a prevalência do ego velho, até que possa transcendê-lo na direção do Reino do Espírito… que, por sua vez, podemos dividir em espírito jovem e Espírito Velho, Deixaremos, no entanto, este tópico subsequente de nossa tese, para estudar n’outra ocasião.
(Alguém me perguntaria se, antes das duplas de ego existiria uma dupla de, conjecturemos: animal jovem e velho, mas isso também vamos relegar para elucidação posterior, em próximo ensaio sobre esta curiosa e esclarecedora temática, se nos for isso oportunizado pela Divina Providência).

A questão mais importante, todavia, é entender que estas divisões são, em certa medida, arbitrárias, e que o que buscamos é, tão-só, de acordo com a perspectiva de nossa mundividência, estabelecer critérios didáticos para a compreensão de assunto complexo e subjetivo demais para que dispense ferramentas pedagógicas simplificadoras (e, lamentavelmente, reducionistas, em um ou outro aspecto).

Curiosamente, ego jovem e velho constituem tese e antítese de uma mesma estrutura psicológica fundamental, que amadurece e caminha para a autotranscendência, quão (vai lá, vamos nos permitir este clichê) a lagarta que jornadeia no “mecanismo” de sua “deterioração”, no interior da crisálida, para, ao fim do processo metabólico da metamorfose, permitir o despontar da borboleta!
Ou seja: constituem, em sua sinergia de relações interpessoais, no seio das comunidades humanas, um motor de conflitos que gera propulsão para a evolução humana, não só no nível individual, mas também no coletivo.

Pais e filhos, gerações mais velhas e mais novas, têm encenado este drama evolucional, incontáveis vezes, a ponto de nos cansar, só em fazer a revisão histórica dos picos mais significativos, em que esta ordem de confronto-complementação (respectivamente: nível superficial e profundo em que for considerada) se deu.

Revoluções sócio-político-econômicas foram travadas entre segmentos sociais regidos por egos jovens (prenhes de moços trabalhadores), contra outros estratos populacionais (liderados, normalmente, pela elite, por anciães treinados e vividos).

Igualmente o que ocorreu e ocorre, com países (nas relações internacionais) e mesmo nas fases evolucionais da civilização (como um todo) podem ser compreendidos como pertencentes a uma ou outra camada de complexificação e acrisolamento psicológico do ego, mais ou menos intensa e claramente.

“Eles vão ver quem eu sou e quem manda aqui! Eles não valem nada e eu sou o máximo!” – grita o ego jovem, a plenos pulmões, para dentro de si mesmo.

“Fique quieto no seu canto, e se resguarde. Abra o olho para o que realmente importa.

Deixe que os tolos disputem os nacos de queijo: nós já temos mais que o bastante para sobreviver com segurança e abundância” – sussurra, com olhar astuto e evasivo, o ego velho, para os ouvidos inquietos de egos jovens, de quem o ancião ou anciã interiores [não necessariamente sábio(a)] julga ser mãe ou pai (biológico, é claro).

Quem estaria certo? Quem estaria errado? A resposta é: “ambos”, para as duas indagações! (risos).
O enigma deste paradoxo se dissolve, como já está exarado nas entrelinhas deste texto, que defende, subliminarmente, a tese evolucionista, quando se foca a mente no reconhecimento realista, pragmático e profundo (em seus desdobramentos no tecido da vida humana) de que o ego jovem, tanto quanto o velho têm seu momento próprio de se manifestar, e correspondem a períodos específicos de desenvolvimento da personalidade e de acrisolamento do caráter.

Cabe, por fim, em qualquer circunstância da vida, evitar os laivos negativos de ambos, e, quanto possível, avançar, com esta trajetória de burilamento da psique, na direção das vigas mestras de realização, paz e felicidade em suas manifestações mais plenas, por isso mesmo assentadas, inexoravelmente, no campo de atuação do Espírito, em suas duas fases distintas: espírito jovem e Espírito Velho, antes do definitivo e completo mergulho da consciência na etapa final (para nossa ótica humana) da Angelitude, que, intemporal, nunca envelhece, e nunca é jovem demais para se dividir em duas categorias, porque é eterna e, completa… na fusão absoluta de todos os pares psíquicos de opostos..

(Texto recebido em 20 de outubro de 2009.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Novembro de 2009, 14:58

Sinopses de Sabedoria – 01.

(Esforço, Contemplação, Fé e Trabalho, Inspiração e Realização.)

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/sin0101.jpg)


Benjamin Teixeira
pelo Espírito Temístocles.

Tome a rota da inspiração, ou só viverá de transpiração, ou, no outro extremo do espectro, de mera contemplação.

Não caia no conto do vigário de que somente o esforço é suficiente.
Há trabalhadores braçais, que dão o sangue e a vida, infatigavelmente, explorados por senhores inconscientes e desumanos, sem lograrem conquistar nada de vulto em suas vidas, amiúde perdendo existências inteiras em processo de escravidão disfarçada.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/sin0102.jpg)

O planejamento estratégico, nas empresas; a cultura e a introspecção nos indivíduos são universalmente reconhecidos como ferramentas axiais para que se atinjam objetivos mais altos ou, ao menos, resultados mais efetivos, em qualquer natureza de atividade.

Não acredite, por outro lado, no extremo oposto desta tese, que basta ter fé, com entusiasmo e constância, sem se empenhar, para que tudo aconteça.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/sin0103.jpg)

A voz da preguiça e o sofisma do menor-esforço, ainda hoje, cativam multidões de incautos, que, invigilantes, abrem guarda de suas mentes pouco amadurecidas moralmente, para aceitar ludíbrios óbvios, que visam aliciar os desprevenidos espirituais, para o culto da decadência dos costumes, bem como da vampirização psíquica contumaz.

Ouça a voz inaudível da intuição, procure divisar o que é inacessível ao sensório vulgar, sobremaneira no capítulo das ideias e, mormente, dos métodos apropriados de pensar, e perceberá – em princípio vagamente, errando e tateando nas trevas; mas, com o tempo, gradualmente ampliando a segurança nas leituras, que se farão, paulatinamente mais claras, como alguém que aprendesse outro idioma, nele se fazendo fluente – um novo domínio da realidade, mais sutil, mas não por isso menos concreto, tão-só mais profundo, mais complexo, mais ambíguo,  e, exatamente por estas razões, mais fundamental – ou seja: com maior potencial para, acessado, oportunizar, ao bom gerente da própria existência, soluções em cascata, já que constitui a matriz de que todas as outras questões e problemáticas enfrentadas, que dela derivam, por estarem em camadas mais periféricas da realidade, da organização dos princípios, dos acontecimentos e até da conduta de si e de terceiros.

(Texto recebido em 9 de novembro de 2009.)



Benjamin Teixeira,
Aracaju, 10 de novembro de 2009.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Novembro de 2009, 11:22

Fazendo-te Roteiro de Luz.


(Sinopses de Sabedoria – 02.)


Benjamin Teixeira
pelo Espírito Gustavo Henrique.


(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/rot01.jpg)

Torna, amigo, o teu dia a dia um roteiro permanente de Luz. Em vez de aguardares que terceiros se posicionem como doadores de força, benefício ou socorro a teu coração, sê aquele que toma a iniciativa de espargir o bem, por toda parte. Essa é, ironicamente, a forma mais segura de atraíres, para perto de ti, indivíduos que se converteram em geratrizes do bem onde estejam, quanto tu mesmo, por natural magnetismo que arrasta os semelhantes uns em direção de outros.

Não acalentes ilusões de facilidade, no campo das realizações da beneficência.

Entende que somente por meio de dedicação integral aos teus ideais de altruísmo, com persistência contínua e longânime, que suporte toda ordem de desafios e resistências, poderás vencer o mal e servir ao Cristo, com êxito e qualidade, porque te estarás transfundindo, paulatinamente, em artífice da fraternidade irrestrita, e, concomitante e paradoxalmente, obra viva de ti próprio, lapidada ao custo de suor e lágrimas que vertas, na inamovível determinação em fazer o melhor sempre!

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/rot02.jpg)

Se queres ser vanguardeiro do bem, não aguardes, por conseguinte, almofadas luxuosas e macias de comodidade, nem amortecedores avançados, que te imunizem dos solavancos cansativos e entontecedores das esburacadas estradas da Vida, quando estás na poeirenta e tediosa diligência da encarnação no planeta.

Por outro lado, fica sabendo que, fazendo da perseverança do serviço solidário a tua filosofia de vida, seguirás apoiado por Agentes do Domínio Sublime de Vida, que te ampararão os gestos de amor, no empreendimento de disseminar e potencializar o progresso e a felicidade gerais.

Serve, sem descanso, amigo, pois que não há missão mais honrosa que ser espelho da Luz Divina, na Terra tenebrosa dos dias que correm, servindo de farol, ainda que fugidio e embaçado, para os viajores desnorteados, nas tempestades e maremotos da existência humana no orbe.

Assim agindo, com disciplina e constância, podes não ser tudo que gostarias; mas põe-te certo: tornar-te-ás o melhor ao alcance de tuas condições presentes, em termos evolucionais, sentindo-te em Fluxo com as Correntezas da Vida, produzindo, aprendendo e crescendo, cada vez mais, na direção da sabedoria e do amor imorredouros que a todos nos preencherão os corações, na imortalidade sem-fim…

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/rot03.jpg)

(Texto recebido em 10 de novembro de 2009.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 14 de Novembro de 2009, 12:18

Na Norma do Senhor-Senhora.



(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/nor02.jpg)

(Sinopses de Sabedoria – 03.)

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Gustavo Henrique.

Põe, prezado amigo, tua existência inteira, em função do Senhor Jesus, da Senhora Maria, do Senhor-Senhora Deus, Senhora-Senhor Criadora. Alinha teus pensamentos, tua ação, teus sentimentos, teus ideais, no diapasão do Cristo – Amor – e estarás a serviço do que vieste fazer, na presente encarnação (ou período entre-encarnações – equivalente a outra existência, se estiveres desencarnado) que ora te beneficia, com bênçãos inaquilatáveis de oportunidade de refazimento, reerguimento e dignificação, ante o Governo Oculto do Mundo, tua consciência e teu histórico evolutivo.

É comum que as pessoas se norteiem por regras gramaticais, pela norma culta do idioma, pelos padrões conceituais do bom jornalismo, pelo espírito de bom senso e pragmatismo de rua, pelas noções de lógica irrestrita da ciência aplicada – muito bem! – tudo isso é bom e útil, construtivo e mesmo desejável e necessário, para o desenvolvimento de um crivo mínimo de civilidade e equilíbrio da mente bem educada e conduzida por princípios de harmonia e produtividade, para si e para o bem comum.

 Entretanto, será apenas com o Cristo e Sua Orientação sublime para o sacrifício e doação integrais de Si-mesmo, em função do bem comum (podes chamar isso também de padrão de consciência búdico da compaixão ou o da autoimolação do bodhsattva), que se encontrará a tão almeja plenitude de realização pessoal, ou iluminação, nirvana, narodhi (qual seja a forma por que se a nomine esta condição de “estado de graça”) perseguida, em vão, alhures, em toda parte…

Paradoxo dos paradoxos: é quando nos esquecemos de nós mesmos que nos encontramos plenamente.

 É quando nos fazemos Instrumentos de Inteligências mais altas que a nossa, que nos plenipontecializamos, em prol da coletividade. É quando se nos fazemos artífices do bem dos outros que lapidamos, em nós próprios, as mais impecáveis obras-primas de arte autopoiética (autocriadora) da psicologia amadurecida e bem estruturada.

Alerta para o fato de não estamos aqui nos referimos aqui ao fanatismo irresponsável ou à conduta do histrião religioso que pretende passar pelo que não é, ou ainda à hipocrisia sectarista-proselista de fundo comercial dos que compensam suas frustrações socioeconômicas em desvios de conduta no campo espiritual – estas criaturas desassisadas e inescrupulosas perfazem um universo sombrio e sinistro de submundo criminoso, camuflado com as vestes respeitáveis de ares pseudoespirituais.

É importante estarmos integrados, a despeito tudo, ao clima do bom senso e da norma geral de conduta ética e civilizada, devidamente integrados aos parâmetros de racionalidade e pragmatismo que vigem nas modernas sociedades democráticas.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/nor01.jpg)

Todavia, que este eficiente e indiscutivelmente positivo e humanizador sistema conceitual-comportamental seja coroado com a sumaessência da visão Espiritual-Cristã, dentro ou fora dos redutos religiosos – como nós outros, que compomos esta Escola de pensamento espiritualista, que nos colocamos à margem das definições religiofilosóficas convencionais – de molde a que encontremos recursos para potencializar, exponencialmente, o aproveitamento da oportunidade ímpar de estar encarnados ou, como os que estamos desencarnados, fazer igualmente nosso melhor, enquanto o Senhor-Senhora nos quiser onde estivermos, com quem estivermos, a serviço do que nos esteja sendo designado, pela bússola inconfundível da consciência-intuição-ideal.

(Texto recebido em 11 de novembro de 2009.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Novembro de 2009, 20:20

O Monstro de Aparência Delicada do Tédio



(http://1.bp.blogspot.com/_eyH4WGbR_Hs/STDT5ERWhVI/AAAAAAAAADA/qYAG3nbLL58/s320/que+tedio.jpg)

(Sinopses de Sabedoria – 04.)

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Gustavo Henrique.

Prezado companheiro em ideal:

Se o tédio te acossa a psique, quando te aplicas ao reto cumprimento de teus deveres, estás sob império de um dos testes mais insidiosos que atormentam almas nobres, em toda cultura e atividade, época e lugar: o fastio, que se infiltra, sorrateiro, nos tecidos da mente, insinuando – não por grandes dores ou provações espetaculares, mas tão-só pelo desânimo contumaz – que te dedicas a tarefa que não tem a importância que supões e que desperdiças tempo e energia com algo inútil ou despropositado.

Assim, estes agentes do tédio (sejam de fato inteligências desencarnadas que articulam tais expedientes visando a desviar os servidores da Luz de seus postos de serviço; sejam mesmo forças de teu próprio inconsciente, viciado em séculos de educação indevida, reencarnação sobre reencarnação, a te sabotar os intentos ainda bruxuleantes de te devotares ao supremo bem) subtraem-te forças, neutralizando-as quase que de todo, deixando-te à margem de tua senda de trabalho e realização pelo bem comum, à míngua da empolgação pelo fanal que te inspirava na véspera (ou nos anos pregressos), a observar a passagem monótona dos dias, sem acontecimentos de vulto, sem emoções, sem nada que se te afigure ao cumprimento de um grande destino…

Ah… a vaidade… a vaidade… Ah… o ego, o ego… Ah… que falta de Espírito, que tudo sabe suportar e transformar, pela persistência nos próprios propósitos, em função de sua fé e de seu impulso solidário inabaláveis…

Contemporiza, porém, prezado(a0 amigo(a), pois que toda personalidade de destaque, do pretérito ou dos dias atuais, no campo das realizações louváveis do espírito, da cultura, das artes ou das ciência, da filosofia ou da religião, do estadismo ou do jornalismo e comunicação de massa, atravessaram e atravessam crises desta natureza; e não só umaou duas vezes, e sim foram e são submetidas, várias vezes, a seus tentáculos vampirizantes.

Alerta-te, enquanto é tempo, e renova-te, no estuário inesgotável da prece, sorvendo-lhe as águas lustrais de Cima e banhando-te por dentro d’alma, escoimando-te das sujidades psicológicas e morais, a se te fixarem na epiderme da consciência eterna, que anseia, mais que tudo, pela liberdade do mergulho definitivo em Deus e Seus Fluxos de Perfeita Vontade… sua única e verdadeira felicidade…

Recolhendo-te em meditação e reflexão digna, na comunhão com os Seres do Alto, renovarás as forças exauridas do espírito, e poderás repaginar a feição, a tessitura e mesmo as estruturas do ideal que te absorve o coração e se constitui, para tua alma, o vértice fundamental da vontade de viver.

Por fim, repousa um pouco, não te leves muito a sério, toma ducha demorada, conversa com os amigos, assiste a um filme de teu agrado, sai rapidamente, a espairecer a mente, e torna depois a tuas ocupações de dever e amor puro, refeito(a) e tranqüilizado(a).





Benjamin Teixeira.
Madrugada de 15 de novembro de 2009.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 22 de Novembro de 2009, 16:08

O Delírio da Pressa.

(Sinopses de Sabedoria – 06.)

“Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, só uma é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que lhe não será tirada.”

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/pre03.jpg)

Jesus (Lucas, 10:41-42)


Benjamin Teixeira
pelo Espírito Gustavo Henrique.

Por que tanta correria, amigo(a)?

Para onde vais tão espavorido(a)?

Para que aceleras o veículo, que te transporta a casa de máquinas do corpo? Para dilacerá-la adiante e perderes a oportunidade sagrada de recomeço e regozijo, de aprendizado e crescimento que o organismo de carne te faculta?

Para que aumentar a carga de tarefas profissionais? Para acumulares rendimento maior, que te será subtraído pela próxima explosão de bolha financeira, enquanto teus filhos te consideram um(a) estranho(a)… e assim permanecerão, até o fim de tua existência, numa amargurada velhice, cheia de remorsos?

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/pre01.jpg)

Muda teu senso de importância e proporções, valores e hierarquia de prioridades. Precisas de tempo para ti, para a oração, para o recolhimento, para a vocação, para o “ócio criativo”, porque será nas atividades de predileção da alma que encontrarás a Porta do Céu – aquelas ocupações que te enchem de paz e sentimento de dever cumprido, fazendo-te sentir útil e solidário, mais humano, menos egoísta.

Por que adiar a visita ao tugúrio de pobreza (física ou moral), que uma “voz oculta” te sussurra deveres visitar, quanto antes?

Por que procrastinar o início daquele estudo que se te afigura essencial para a alma? O livro está lá, parado na tua estante, nos arquivos da biblioteca pública, nas prateleiras de uma livraria, ou, mais fácil ainda: em fontes confiáveis da rede mundial de computadores. O conhecimento seria dispensável? Em que medida agir com desprezo para com o conhecimento (ainda mais o que se intui fundamental para si) constitui desatino menor do que seria rasgar cédulas de dinheiro e lançar aos ares, em praça pública, em forma de papel picado, em noite de Carnaval?

Por que protelar mais a frequência ao templo de tua predileção ou maior afinidade? Por que deixar para depois a prática de oração e meditação que equivale a uma respiração do Espírito – algo em torno de que, portanto, não pode haver qualquer espaço a negociação, por se fazer visceral, vital, e, na sua ausência… letal, sendo a morte física a menos grave das consequências nefastas que se atraem sobre ti mesmo(a), caso te confies a esta ordem de negligência seriíssima?

Vê, amigo(a), que não sejas como a personagem da passagem evangélica, Marta. Nosso Senhor deixou bem claro onde estão as nossas verdadeiras prioridades. Esqueça a opinião do mundo sobre o que é ser um(a) “profissional responsável” ou um(a) “pai(mãe) de família cumpridor(a) de seus deveres”. Faze o que teu coração pede, sob a tutela de tua consciência, e, fica certo(a): ainda que o mundo desabe sobre ti, acusando-te de tudo que seja mais abominável… o Céu cantará hosanas contigo, porque estarás em sintonia de propósito com Aqueles que, dos Altiplanos da Espiritualidade Superior, focam o Ideal acima de tudo… e de todos…

(Texto recebido em 18 de novembro de 2009.)

(Vestimentas, em linguagem simbólica, constituem a “máscara social” que utilizamos, para cumprir nossas tarefas existenciais. Empregamos o verbete “máscara”, aqui, na acepção de “persona”, da terminologia junguiana, significando “programa de conduta socialmente aceitável” e não “falsidade”, como é mais comum no vernáculo. Cabe-nos esforçarmo-nos para que não percamos o “bonde da vida”, preocupados com coisas externas e fugazes, de somenos importância, quando cotejadas com os valores eternos do Espírito, base para a felicidade profunda e duradoura, nesta ou em qualquer outra vida, em corpos materiais ou fora deles.)

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Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 28 de Novembro de 2009, 17:35

A Potência Fundamental.

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Eugênia.

Faze agora, amigo(a) querido(a), de tua existência, uma permanente Escola de Amor, e todos os teus problemas, gradualmente, tomarão a rota de solução, de modos inesperados e surpreendentes, não só porque o Universo, em suas bases constitutivas, é tecido em fundamentos de imprevisibilidade, mas, outrossim, porque as matrizes de interpretação de tuas questões, bem como as geratrizes de resoluções para os problemas, em teus caminhos e no interior de tua própria psique, serão revolucionadas, de modo tão extraordinário, que, por ora, podemos garantir que se configurarão em arranjos situacionais e, principalmente, íntimos (de estados de espírito) de todo inconcebíveis para tuas percepções no presente, tal qual a criança e seus dramas de medo e ansiedade merece a gargalhada desdenhosa do adolescente em que se tornará, o sorriso sem-graça de saudosismo e inveja do adulto maduro em que se converterá, bem como, por fim, o riso plácido e indulgente, empático e solidário, do ancião(ã) sábio(a) em que se transfundirá, seja na existência atual ou em ocasiões porvindouras, dentro ou fora de implementos biológicos de manifestação.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/jesus_cristo-5955.jpg)
Cala, agora, a algaravia aparentemente incontornável e incontrolável do ego assustado e tenso, revoltado e ansioso, preocupado e “responsável”, vinculado a teu intelecto, cheio de teorias apocalípticas de pessimismo e “realismo”, que te delineiam, nos horizontes de perspectivas para o futuro, mórbidos quadros de possibilidades sinistras, e, abrindo a escuta sensível do coração, do espírito, da alma, como queiras denominar a Voz de Deus em teu mundo interior, ouve-me:

Queres saber o que de mais importante no mundo há? É aprender, viver e expandir o Amor.

Para que Jesus veio à Terra? Isso mesmo! Para exemplificar o Amor.

O que as psicoterapias de todos os gêneros de abordagem buscam, numa última instância? O autoamor, base do Amor.

O que Freud ensinou ser a equação axial da condição humana, denominando de “libido”, mas lhe conferindo conotação bem mais ampla, que tão-só sexualidade “estrito senso”, ao dizer que todos os patrimônios respeitáveis da civilização foram edificados pelos “excedentes” das forças criativas da psique? Exatamente! O Amor.

O que as indústrias, as instituições de comércio e serviço, as organizações de cultura e os centros de tecnologia e ciência fazem, em suas últimas consequências? Bem concluído, amigo(a)! Favorecem o Amor, servindo à humanidade, para que haja menos desconforto e mais deleite, mais interação e mais confraternização, entre os homens e as mulheres de boa vontade de todos os quadrantes do globo.

O que todos os luminares, bem como religiões e filosofias de todas as culturas e épocas, em seus desdobramentos mais profundos, disseram ser o essencial? Ótima inferência! O Amor.

E o que pessoas comuns, que atravessaram “Experiências de Quase-Morte”, asseveraram, ao atravessarem, momentaneamente, aquela linha limítrofe mística que divide os viventes no corpo dos viventes fora da matéria, e depois de terem feito contato com Luz Divina e/ou alguns de Seus Representantes Luminosos, ser a meta das metas da existência humana, o crivo fundamental através do qual todos seremos avaliados e mais ou menos nos tornaremos felizes? Pois é… mais uma vez e sempre: o Amor!

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/1213654159_leve2.jpg)
Não destruas, prezado(a) amigo(a), este manancial vivo em tua intimidade. Seja na manifestação singela de apreço pela obra de arte que te exibem; na caridade com o passante intempestivo, na via pública; na cortesia, sem máscaras, com o atendente em determinado estabelecimento comercial; no arroubo de ternura que teu bebê ou teu animalzinho de estimação te inspiram; no devotamento às causas, em que acreditas, ou na consagração à fé de tua escolha… vive, infatigável e entusiasticamente, o Amor, em todos os sentidos, formas e expressões de sentir, porque, em última análise, sem Amor, nada é possível, e, com Amor – que é Deus, como lecionou, em nome do Cristo, João Evangelista – tudo é executável, transformável e “plenipotenciável” (*).

(Texto recebido em 27 de novembro de 2009.)

(*) Neologismo cunhado pela Mestra desencarnada, que pretende dizer: a aptidão para tornar maximizáveis, aos últimos níveis de potencialidade, cada atributo íntimo do ser ou cada recurso externo de bênção que o agracie.
(Nota do Médium).
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Dezembro de 2009, 20:55
Benjamin Teixeira,
pelo Espírito Irmã Brígida.

Noite que se Precipita sobre tua Alma.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/Ghosts_by_Lady_Dementia.jpg)

A tua existência cobriu-se com a noite de trevas da desilusão, resistência e descompasso, em vários sentidos.

Olhas, entristecido, para o lado de fora, e só vês obscuridade e uivos sinistros, de toda parte… Até as estrelas se te afiguram invisíveis – elas também, ocultas por nimbos imperceptíveis na calada da madrugada…

A vida, porém, caro amigo, não é feita só de alegrias.

O tédio, o desânimo, o desencanto são notas constituintes da vida, como os silêncios, no interior das melodias, permitem ressoem, com significado e razão de ser, as notas que compõem a música.

Sê aquele que comunica sentido a viver, no exato instante em que a falta de propósito parece toldar a existência.

Sê o pirilampo solitário no meio da noite, a falar da esperança no novo dia, brindado com a cachoeira de luz do Astro-Rei.

Sê paz e amor, elemento tranquilizador e conciliador, onde estiveres, e te estarás convertendo em agente da Luz, a serviço do Senhor, porque Jesus se põe ao lado e sustenta aqueles que se fazem Seus Representantes no mundo, transmutando “PS” em “PS”: “posto de serviço” em “poste de sacrifício”, se assim se fizer necessário.

Importa não debandar do teu flanco de luta e resistência. Deus te vê o empenho heróico no bem, e te dará a paga justa – agora um tanto, e no porvir mais ainda –, a começar pela paz de consciência e pelo sentimento de dever cumprido que te enovelarão e acariciarão a alma, renovando-a para os dias melhores que virão, inexoravelmente.

(Texto recebido em 3 de dezembro de 2009.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Dezembro de 2009, 11:35
 
Na Continuidade do Serviço, Pouco Importando o que Esteja Acontecendo ou Venha a Acontecer.

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Eugênia.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/meditando-no-deserto.jpg)

Não esperes, prezado amigo, que responsabilidades de vulto, no concerto dos acontecimentos de expressão coletiva – afora mui raras situações de exceção – sejam confiadas a indivíduos que não só sejam almas envelhecidas, no carreiro evolucional, como tenham amadurecido a máquina orgânica (aqui aludindo, em particular, ao aparelho encefálico, que esteja com um arcabouço neuronal devidamente “esculpido” e “entretecido”, para as funções de maior complexidade a serem desempenhadas), de que faz uso, no transcurso da existência física, para a qual tenha sido definida a delegação de autoridade para o servir mais amplamente.

Seja no estadismo de brilho, no legislar com sabedoria, na criação de gêneros artísticos refinados, na condução de almas para Deus – em qualquer área onde é exigida a quintessência do poder humano de avaliar, compreender com amplitude e profundidade e conceber com sofisticação e complexidade, eis que vemos encarregadas pessoas que, além de serem espíritos de escol reencarnados, estagiam na casa de 60, 50 ou, no mínimo, 40 anos de vida física, deliberando a benefício de muitos.

Este princípio e de tão notado relevo, nos efeitos construtivos que são esperados de quem tem o interesse e o bem estar de grandes agrupamentos humanos em suas mãos, que podemos asseverar que melhor seria estar-se na casa de 70 e 80 anos de idade (mesmo quando se apresentem algumas limitações orgânicas), que na casa de 20 ou 30 anos (mormente se há uma excessiva presença de energia e passionalidade), para decidir e agir com proveito e segurança, em campos melindrosos de ação e saber, em prol da coletividade (hoje) e da humanidade (em sentido atemporal).

(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:8GX9b2fEOWhSpM:http://images.louvorcontinuo.multiply.com/image/2/photos/303/500x500/67%3Fet%3DJO34VpCuRiC5xX9XSAet7A%26nmid%3D94757628)

Faze hoje o pouco continuado dentro de teu alcance; apura-o um pouco, todos os dias; procura meios de potencializar o raio de influência de tua obra; mas que, acima de tudo, haja intenção sincera de alinhar-te e servir à Vontade de Deus, mais que aos caprichos do próprio ego aficionado em tamanho e quantidade, porque será em acrisolando a qualidade de tuas vibrações (leia-se: verdadeiras motivações), que, mais apropriadamente, estar-te-ás preparando, para eventuais tarefas de maior envergadura, que te aguardem de futuro.

E se, por um acaso, não te estiver destinada nenhuma missão agigantada, no concerto dos acontecimentos de massa, nem por isso te entristeças, porquanto pode ser este mal-estar um sorrateiro sussurro do ego, e certamente o será, se te permitires parar o bem que fazes, por não ter ele o tamanho que almejas.

Cabe-te o dever de fazer teu máximo a serviço do próximo, sempre, sobremaneira no quesito qualidade.
Deixa por conta de Deus e Seus Representantes o elemento de expansão do alcance da utilidade que prestas, assim como Jesus, no dia da primeira multiplicação dos víveres, como narrado nos Evangelhos sinópticos, que recebeu de Seus Apóstolos apenas dois peixes e cinco pães, e que, empós isso, fê-los desdobrarem-se em milhares, alimentando imensa multidão, contadas, conforme o relato bíblico, em cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças, até que sobrassem doze cestos cheios de restos.

Confia em Deus e segue.
 “Que serve, prossegue”, asseverou, com síntese e acerto ímpares, grande mensageiro da Luz, por intermédio das mãos límpidas de Chico Xavier.
 Segue esta flama, e viverás em abundância de trabalho, solidariedade e, principalmente, de paz de consciência.
O demais, francamente – caso estejas de fato em sintonia com o Alto – pouco te haverá de importar…


(Texto recebido em 9 de dezembro de 2009.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 17 de Dezembro de 2009, 11:15
ESTRANHA SURPRESA
por Aline Rangel.*

(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:HOEkG-t6B_rVeM:http://www.jornaldiariodonorte.com.br/site/edicoes/3011.jpg)(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:lRoWEwWTcxf0jM:http://images01.olx.com.br/ui/1/77/56/13927156_3.jpg)(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:MKWdK1cFp3Bc-M:http://images03.olx.com.br/ui/3/81/96/46507596_1.jpg)(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:w3FuqUwDkrhyYM:http://www.oamigodopovo.com/criancas07.jpg)


Mariana terminara de arrumar os presentes de Natal já de madrugada. Não acreditou quando viu o despertador do quarto marcando perto de quatro e meia. Nem sentiu a hora passar! Estava tão bem, realizada, que nem cansaço sentia! Nunca experimentara sensação parecida…
Era o primeiro ano como voluntária em conhecida instituição de apoio a crianças residentes em bairro muito pobre e violento da capital onde morava. Este havia sido um ano muito intenso e diferente… Atravessou uma crise existencial que, por muito pouco, não a tirou literalmente do eixo. Recebeu ajuda de uma colega de profissão (era médica) que gostava de “assuntos espirituais”, embora não se dissesse vinculada a nenhuma religião oficial, e de lá pra cá sua vida se modificava bastante. Viu-se em meio àqueles embrulhos tão emocionada! Era bom mesmo fazer algo pelo outro sem esperar nada em troca.

Mas nem tudo estava resolvido em sua vida… Acordou assustada com um telefonema anônimo, dizendo-lhe para ter cuidado. Estava sendo seguida, fotografada, vigiada há alguns meses. Ficou atônita, tentou saber mais alguma coisa, mas foi em vão… Ligou para uma amiga advogada, contou-lhe o acontecido e ficaram de acionar um conhecido do alto escalão da segurança pública. O que estaria acontecendo?  Logo agora que tudo parecia se mover mais tranquilamente, que finalmente voltava seus olhos para o outro mais necessitado, que se fazia mais receptiva a Deus e os “mistérios”  do além… “Por que não tinha um pouco de paz? Quem teria o interesse em persegui-la desta forma?”, perguntava-se intimamente. Ficou ansiosa, começou a chorar e sentir-se novamente sozinha. Dizia de si para consigo que estava embarcando uma ilusão mesmo. “Não era possível que existisse algo além do que podia ver, muito menos proteção e essas coisas que se dizem para pessoas frágeis que querem passar a responsabilidade das próprias vidas para algo superior…”

Em meio a um surto de desespero, seu telefone toca e ela, num sobressalto, atende sem ver o nome contato registrado no identificador de chamadas:

-Alô? Quem está falando? – Chorava e falava ao mesmo tempo.

-O que aconteceu, Mariana? É Lúcia! Estou ligando porque senti que precisava de ajuda! O que foi?

Mariana, bastante chorosa, falou do telefonema, do que sentiu na hora e depois, da sensação de insegurança, de desamparo, angústia… Estava triste, confusa, sem entender o que estava se passando. A amiga, sob inspiração de sua mentora desencarnada, começou a acalmá-la, dizendo-lhe aguardasse a atuação de seus amigos ligados à justiça.
As palavras vinham com muita força e serenidade e o coração de Mariana se tranquilizava, surpreendentemente… Não entendia bem o que estava reservado para ela, nem conseguia saber que outra providência tomar. Deixou-se estar ouvindo a voz de sua amiga querida, mais doce, um tanto diferente do habitual, até que se sentiu completamente bem. Combinaram de se encontrar mais tarde, após a conversa que teria com a advogada sobre as instruções para lidar com o estranho fato de ser ameaçada sem qualquer motivo aparente. Descartaram a possibilidade de trote, por conta da maneira como as informações foram passadas, mas sabiam que era algo absurdo.

Uma presença amorosa e familiar acompanhava tudo, envolvendo Mariana com energias calmantes e revitalizantes, já que houvera dormido pouco e precisaria estar bem e atenta para as orientações que receberia. O coração de sua avó desencarnada estava em paz, por conta dos avanços que sua pupila houvera feito no último ano. Tudo acabaria bem, ela sabia… E tudo ficaria muito melhor!

Até a próxima semana!


* Psicóloga e professora, faz parte do Projeto Salto Quântico
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Dezembro de 2009, 14:44
Guias Espirituais, Prática da Oração, Frequência a Atividades Religiosas.
(Diálogo com o Espírito Gustavo Henrique.)

Benjamin Teixeira/Espírito Gustavo Henrique.

(Benjamin Teixeira) – Querido Padre Gustavo, que bom que o senhor está aqui! Que saudade! Não nos víamos, assim, para conversar e escrever, a trabalhar, há muito tempo, não é?

(Espírito Gustavo Henrique) – Sim. A satisfação é partilhada por mim. Por gentileza, preserve o que lhe acabei de pedir. Gostaria de inverter o padrão da escrita de vocês, para distinguir, no sítio eletrônico, Eugênia de você – quero que minhas palavras surjam em itálico.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/gui02.jpg)
(Do Período Barroco: “Crucificação de São de Pedro”, Caravaggio, século XVII.)

(BT) – Claro que sim. À vontade.

(EGH) – Assim como Nosso Senhor que, ao ser copiado, por Pedro, no suplício da cruz, assistiu a Seu Apóstolo pedir que fosse crucificado de cabeça para baixo, para não ser comparado a Ele. Quero, com esta atitude, reverenciá-l’A, ante o público, em função da nota menos lisonjeira, que saiu a meu respeito, na opinião elevadíssima que faço de nossa preclara mestra (*).

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/gui03.jpg)
(O corpo que foi ocupado por Eugênia, no século XIX, em sua encarnação como Bernadette Soubirous, ainda hoje intacto, em extraordinária marca do Céu de sua inequívoca santidade.)

(BT) – Ah… sim! Acho que exageramos!… (risos)

(EGH) – Sim. Tanto você, como Roberto. Mas já estão perdoados. Quero apenas que a multidão não faça opinião errada do que penso de nossa Santa Bernadette, que venero como a Própria Pessoa de Maria Santíssima, já que, amiúde, uma se faz Canal da Outra, como se fossem Um-Só-Ser.

(BT) – Está bem. Obrigado.

(EGH) – Você me desejaria fazer alguma pergunta?

(BT) – Não me sai da mente a ideia de lhe perguntar sobre Guias Espirituais. É um justo desejo – creio eu, ao menos – das pessoas que partilham de nossa convicção, o de encontrarem meios de contactar seus Mestres Espirituais. O senhor nos poderia dizer alguma coisa a respeito?

(EGH) – Perfeitamente. Que encontrem, no recolhimento da prece, na meditação, na prática da caridade irrestrita, em nome de Deus, de Jesus ou de Maria, a vibração com que sintonizarão com seus anjos de guarda. Ninguém sintoniza a Luz, sem se iluminar. Logo, que, da câmara secreta do próprio coração – os sentimentos teem que ser sinceros, é claro – se busque o Divino,  e o Divino se manifestará, por intermédio de Seus Representantes: os Guias Espirituais, que se procura acolher, na intimidade do próprio coração. Fazer o bem, ter prazer em fazer o bem, condicionar-se a fazer o bem – isso atrai a presença e o alinhamento mental com os Mestres da Espiritualidade.

(BT) – Obrigado. Mas alguém poderá dizer: “Sim… já sei disso! Mas estou falando de ouvir mesmo, ver de fato o guia…”


Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Dezembro de 2009, 14:48
Continuação...

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/gui04.JPG)

(EGH) – Pois é este o grande problema. As pessoas querem primeiro ver e ouvir, antes de sentir, antes de se afinarem pelo coração. Se começarem a ver ou ouvir antes disso, não terão crivo adequado para filtrar a boa da má vibração, e facilmente se converterão em joguete de mãos inimigas – que as há, em grande número, na dimensão extracorpórea de vida, como na física. Quem busca fazer o bem, na máxima medida de suas possibilidades, tornando o serviço ao próximo um hábito, não só facilitará a sintonia com os grandes Mentores Espirituais, mas gozará do esforço d’Eles por se comunicarem consigo. Logo, que haveria de melhor, para alguém que quer intercambiar e conviver com a Luz, que tornar a Luz interessada em vir a seu encontro?

(BT) – Sem dúvida. Que mais?

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/gui05.jpg)

(EGH) – A prática do culto do Evangelho, diariamente. Já propusemos isso, alhures, inúmeras vezes. Esta tradição cristã, dos tempos primordias, perdeu-se em quase toda parte. No meio espírita convencional, por exemplo, propõe-se que se proceda a tal meditação em torno do Livro Sagrado, uma vez na semana – é insuficiente: precisamos consultar as Palavras de Jesus e procurar absorvê-las em profundidade, todos os dias de nossas vidas, dentro ou fora da matéria, até que elas se tornem parte de nossas almas. O horário pré-definido é importante, para que se usufrua do concurso dos Amigos Espirituais, que se programarão a estar com o meditador, assim como fazê-lo em voz alta, ainda que só, para que as entidades sofredoras do Nosso Plano de vida possam ser tratadas e socorridas (porque algumas não dispõem do recurso da captação telepática das leituras e orações havidas).

(BT) – Certo. Mais algo a dizer?

(EGH) – Sem sombra de dúvida, faz-se imprescindível unir-se a um grupo de busca de Deus, uma igreja, um centro espírita, um templo-escola como nossa Casa. Orar e meditar sozinho não é recomendável, sem o suporte de, pelo menos, uma atividade semanal de busca coletiva do Espiritual, em cultos, missas, prédicas espíritas ou aulas esotéricas, em que haja, além dos estudos em torno de temas universais, a prática da oração e/ou meditação em conjunto.

(BT) – Agradecido.

(EGH) – Sempre às ordens.

(Diálogo travado em 4 de agosto de 2009.)

(*) Palestra em áudio “Divertidas Complexidades do Mundo Espiritual”, postada neste site.

(Nota do Médium)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 19 de Dezembro de 2009, 14:00


 
O Delicado Ponto de Equilíbrio entre Ser Firme, sem Ser Grosseiro; entre Ser Amoroso e não Mimar um Ente Querido (e 12 dados checados e corretos, desconhecidos do médium).

(http://3.bp.blogspot.com/_pp1H6JNAycQ/SBclOTo4bMI/AAAAAAAACPc/elFuq1r6CF8/s400/q+dengo.jpg)

 

 

Em matéria de carácter mais preciso, a mensagem de cunho pessoal se segue, na tarde de hoje, à  nossa cara amiga (…), que nos merece atenção especial, pelo empenho a que se devota à nossa Causa Sacrossanta.

Que ela não se preocupe com seu paizinho (*1). O “velho” acordou, hoje, cheio de queixumes (*2), fazendo drama com a própria condição orgânica (*3) (bem masculino – risos). Na medida em que irritava nossa cara companheira (*4), pela óbvia manipulação que tentava exercer (*5), enquanto, da parte dele, nada realiza, no sentido de providenciar cuidados para com a saúde (*6), gerou, outrossim, indiretamente, culpa, em sua filha, nossa querida (…)(rs), não porque se tivesse ela impressionado com seu dramalhão “mexicano” (perdoe o uso do estereótipo), mas porque nossa irmã em ideal, neste quesito e com seu progenitor, completamente carecente de tolerância, pelo abusado das tiemosias e fixações envolvidas.

Estranhou-se,  outrossim, a prezada (…), com a inteira ausência de preocupação real com o quadro de saúde do paizinho. E isso também lhe fomentou cobrança íntima, pois que presumiu ser este sentimento (ou falta de sentimento) decorrente de indiferença, de desamor, de pobreza de piedade cristã . Tranquilize-se: a amiga se equivocou em sua autoavaliação. Tratava-se tal despreocupação de intuição (certeira), quanto à real contingência orgânica do velhinho amado.

(http://4.bp.blogspot.com/_K9hNP1nFCO4/Snyg8YBAjmI/AAAAAAAAAJE/9MF0PbXU6q8/s320/mimada.jpg)

Por outro lado, no que concerne à irritação íntima, oriunda da boa leitura que fez do “papelão” infantil de seu pai biológico, constitui reação natural (e inexorável – a não ser que pretendesse reprimir percepções e alienar-se de suas melhores intuições). Além do quê, reforça a desnecessidade de autocondenação o haver-se portado educada e mansamente, com ele, apesar de mais seca e menos amorosa – o que não só seria compreensível, como esperável e desejável, porquanto, ser-se afetuoso, em surto de birra ou de “dengo” manipulador de um “bebê”, faz, da “mãe” ou do “pai” que zela pela “criança”, cúmplice no processo de aprofundamento e dilatação do vício mental envolvido no tutelado e seu comportamento histrião.


Eugênia.
Aracaju, 18 de dezembro de 2009.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Dezembro de 2009, 21:34
Diálogo com o Espírito Eugênia, sobre a Condição de “Ultracompletista” (*) de Chico Xavier.

Benjamin Teixeira,
em diálogo com o Espírito Eugênia.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/chico_xavier_abre.jpg)


(Benjamin Teixeira) – Querida Eugênia, você nos poderia falar algo sobre o mediunato de Chico Xavier e as obras a ele relacionadas. Imaginamos que tenha sido concluída, com louros, a missão que lhe fora destinada… E, se sim, quando isso se deu? Ele ultrapassou a medida do completista?

(Espírito Eugênia) – Sim, o adorável médium mineiro impressionou seus mestres. Entretanto, isso era relativamente esperado, em vista da personalidade supinamente amadurecida do grande gênio da Luz. Suas atividades principais – aquelas que, se não fossem levadas a cabo, trariam complicações cármicas para ele e seu mentor espiritual, Emmanuel – encerraram-se por volta de 1970, quando o famigerado canal da Espiritualidade Sublime completou 60 anos, inteirando sua primeira centena de livros publicados e conseguindo autorização Superior a conceder entrevistas à televisão brasileira. Se Chico houvesse desencarnado por aqueles dias, teria sido recebido com glória no Plano Sublime.

Fazendo uso da metáfora da construção de um arranha-céu, foi nesta época que toda a estrutura do edifício ficou pronta, sem, todavia, detalhes de mobília, pisos decorativos ou outros acabamentos que não prejudicariam a funcionalidade do “prédio”, caso não fossem providenciados. Entre 1970 e 1990, Chico assimilou a missão de um outro grande predestinado que houvera se desviado e que trabalharia, em massa, com a divulgação pela televisão – já tratamos desta matéria em particular, em outro de nossos artigos aqui publicado. Não lhe era obrigatório fazê-lo, mas, a partir deste marco – o programa “Pinga Fogo” –, Chico se converteu em uma espécie de celebridade “or concur”, em terras pátrias, visitada por grandes políticos e artistas de renome, contatando redatores de telenovelas e acompanhando a produção de grandes títulos da televisão brasileira, como “A Viagem” (em sua primeira versão, de 1977, pela Rede Globo, que tornou a apresentá-la, em nova produção, de 1994 – desta vez, entrementes, sem a supervisão direta do grande médium, já muito doente, depois da virada do princípio da década de 90).

(Fotografia batida à época de construção do Empire State Building, inaugurado em 1931 – que foi, por 40 anos, a mais alta torre do mundo. O sistema norte-americano de engenharia civil, baseado em aço e não em concreto armado, como no Brasil, fica evidenciado.)

Aos 80 anos, quando a década de 1990 teve início, Chico Xavier poderia ter desencarnado com o acabamento brilhante do grande edifício, como quem houvesse instalado não só toda a mobília, mas também refrigeração de ar, em todos os seus andares, o que favorecia maior ainda funcionalidade à edificação, quanto lhe conferia, igualmente, maior potencial a agradar e propiciar a estada com conforto, comodidade e deleite em seu interior. A partir de 1990, porém, o canal do Plano Sublime de Vida permaneceu no domínio material de existência, por pura misericórdia pessoal para com seus assistidos (diretos ou indiretos) e em caráter de total “desnecessidade”, digamos assim, e seria como, dentro de nossa metáfora do grande espigão em construção, se a construtora resolvesse colocar obras de arte finíssimas e detalhes de decoração em cada cômodo da grande torre de pedra, para lhe dar um toque final de glória e brilho.

Cabe destacar que raros médiuns têm programação para desencarnar antes dos 80 anos de idade, sobremaneira quando se consideram os sobejos recursos medicamentosos e de cirurgia médica que a atual ciência gerontológica e geriátrica favoreçam. Realce-se, no entanto, que não se deve focar atenção só no tempo, em termos de extensão de anos, em dedicação ao serviço, mas também no sentido da qualidade de aplicação deste tempo à Causa de disseminação dos ideais da Espiritualidade, por meio do socorro prestado a encarnados ou desencarnados – através, por exemplo, respectivamente, de ministramento de passes ou de incorporações de entidades sofredoras, em sessões de desobsessão.

(BT) – Fantástico, Eugênia! Ele, então, a despeito das repreensões de Emmanuel, quanto ao desgaste excessivo de sua máquina orgânica, retornou como um “ultracompletista” – poderíamos dizer?


Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Dezembro de 2009, 21:37
Continuação

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/Old_timer_structural_worker.jpg)

(EE) – Sem dúvida alguma! Emmanuel (como deve se lembrar) deu tom de repreensão neste quesito, mas no que concerne a Chico lamentar-se de padecimentos mais intensos, fisicamente, por conta de seu desgaste exacerbado. Todavia, em nenhum momento, insinuou absolutamente nada a respeito da eventualidade de uma desencarnação precoce. Assim, o que ocorreu foi que Chico sofreu muito mais, no prolongamento voluntário de sua existência física última, mas completou além do que houvera planejado realizar, nesta sua reencarnação luminífera.

(Diálogo travado em 21 de dezembro de 2009.)

(*) Completista: conceito ínsito na literatura mediúnica de Chico Xavier, em particular na obra do Espírito André Luiz, que se aplica, como qualificação, àqueles raros indivíduos que logram realizar, no transcurso de uma existência, tudo que planificaram antes de reencarnar. Chico teria – mais extraordinário ainda – ultrapassado a condição desses ases da responsabilidade espiritual.
(Nota do Médium)


Última observação:

Uma linda reportagem sobre Chico Xavier, levada ao ar, em rede nacional de televisão, pelo programa Fantástico, da Globo, em agosto de 1991, teria sido, segundo o Espírito Eugênia, a despedida do “avatar brasileiro do século XX” à sua comunidade assistida de dimensões continentais. Tudo que aconteceu, nos onze anos seguintes, incluindo vários livros psicografados e publicados e milhares de pessoas atendidas, em suas reuniões públicas, nos períodos em que ele usufruiu de relativa saúde para tanto, correu como acréscimo excepcional de créditos na conta cármica (melhor seria dizer: dármica) do grande missionário da Espiritualidade Maior reencarnado entre nós até 2002.

Benjamin Teixeira.


Bônus:
Nossa equipe selecionou um vídeo, colhido da internet, com reportagem do Fantástico, realizada poucos dias depois do desencarne do médium de Emmanuel, em 30 de junho de 2002. Está agora exposto em nosso blog. Clique aqui para assisti-lo.


http://www.saltoquantico.blog.br/2009/12/reportagem-do-fantastico-sobre-o-desencarne-de-chico-xavier/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zYWx0b3F1YW50aWNvLmJsb2cuYnIvMjAwOS8xMi9yZXBvcnRhZ2VtLWRvLWZhbnRhc3RpY28tc29icmUtby1kZXNlbmNhcm5lLWRlLWNoaWNvLXhhdmllci8=)[/b]
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Dezembro de 2009, 21:44

O Derradeiro Natal.

(http://witchbel.files.wordpress.com/2008/12/renovacao-da-luz-interior.jpg)


Benjamin Teixeira
pelo Espírito Eugênia.

Faze, amigo(a), do Cristo Interior (Self, Anjo em semente) tua meta de realização íntima, ainda que em parcela infinitesimal de possibilidades de execução.

Distende, assim, todos os dias, o teu melhor, em forma de bondade, solidariedade, serviço fraterno, desinteressado e contínuo; e prova, com isso, das delícias intraduzíveis e intransferíveis do Paraíso: que podem, basicamente, ser resumidas e enfeixadas em prazer de servir ao próximo, abundante e incondicionalmente, seja consolando ou esclarecendo, estimulando ou curando, soerguendo ou nutrindo, vestindo ou resgatando, instruindo ou tratando (terapeuticamente), na escola multifacetada da vida humana, que se faz, para todos nós, espíritos em evolução, estágio longo e inexorável, a fim de que galguemos a angelitude – a introdução definitiva e plena no “Reino dos Céus” da genialidade santa dos que se fizeram canais impolutos e fidedignos do Criador, no amparo e condução de todas as criaturas, indistinta e universalmente…

Quando atingires a plenipotência desta recomendação, será, então, o teu último Natal: o nascimento derradeiro, porque verdadeiro, do Cristo Cósmico, portas adentro de tua alma, com reflexos diretos e perenes, em tua conduta e estado de espírito… para sempre!

(Mensagem recebida em 20 de dezembro de 2009.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 27 de Dezembro de 2009, 19:38

« Reconciliando-se Consigo Próprio.  
  Assistência Social; Evolução das Sociedades; Cultura Brasileira e Voluntariado. »
Notas sobre Complexos Materno e Paterno.


por Aline Rangel.

(http://www.saudelar.com/edicoes/2008/fevereiro/images/M.jpg)

Em Psicologia Junguiana, chama-se complexo o conteúdo inconsciente responsável pelas perturbações da consciência, ou, como define Sharp (*1), um grupo de ideias ou imagens carregadas emocionalmente. São, sempre, relativamente autônomos e, quando se constelam, ou seja, se ativam, fazem-se acompanhar pelo afeto.
Constituem produtos da consciência que se combinam com alguns elementos inatos, denominadas por Jung de imagens arquetípicas, para formar, de acordo com Stein (*2), o conjunto do complexo em seu todo. Em suas palavras:
“Os complexos são o que permanece na psique depois que ela digeriu experiência e a reconstruiu em objetos internos. Nos seres humanos, os complexos funcionam como o equivalente de instintos em outros animais; imagos, ou complexos, são, por assim dizer, instintos humanos construídos.”

Estruturalmente, os complexos são compostos de imagens associadas e memórias congeladas de momentos traumáticos que estão enterradas no inconsciente e não são facilmente acessíveis para recuperação pelo ego.
O complexo tem um núcleo dual: uma imagem ou traço psíquico do trauma originador e uma peça inata (arquetípica) que lhe está intimamente associada.
 Em termos gerais, os complexos são criados por traumas, sejam externos, provocados por colisões, ou internos.
Sharp, por outro lado, destaca que, para Jung, os complexos em si mesmos não têm de ser negativos, mas seus efeitos muitas vezes são. Isso quer dizer que não se deve confundir complexo com patologia ou neurose; antes, é um obstáculo que pode favorecer o crescimento e a realização.
Também não se está falando em algo que pode ou deva ser eliminado, mas sim desvendado e exposto à reflexão consciente do ego.

Kast (*3) afirma que os complexos são constelações específicas de lembranças de experiências e fantasias condensadas, ordenadas em torno de um tema básico semelhante e carregadas com uma fonte de emoção da mesma qualidade, aos quais reagimos e nos defendemos de modo estereotipado.
A autora ressalta que a formação de um complexo se dá a partir de uma interação difícil e que, uma vez instalado, este núcleo afetivo irá não só determinar interpretações de eventos similares, como também reforçar a si mesmo.
Ela chama a atenção para as “frases de complexo”, isto é, a tradução das expectativas futuras com base nas experiências do passado, e para o quanto as mesmas podem aniquilar a abertura do futuro e bloquear novas experiências.

Todas as pessoas têm complexos.
O inconsciente, como afirma Stein, é povoado por complexos.
 A importância deste tema, em parte, está no fato de que, quanto mais emoções estiverem atadas em nossos complexos, mais restrito se torna o livre-arbítrio, ou seja, quanto mais “forte” o complexo, menos expressão autônoma é conferida ao complexo do eu.
Kast afirma que complexo é um dos conceitos centrais da psicologia de Jung e destaca a importância da identificação dos complexos paterno e materno, originalmente positivos ou negativos, em homens ou mulheres em processo de análise, como fonte de características fundamentais da pessoa, além de suas dificuldades e possibilidades na vida.


Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 27 de Dezembro de 2009, 19:42
Continuação...

Antes de dar seguimento aos apontamentos acerca das características positivas e negativas dos complexos materno e paterno, vale, primeiramente, defini-los.

Sharp, de maneira bastante sintética, afirma que o Complexo Materno é o grupo de ideias carregadas de sentimento, associadas com a experiência e a imagem da mãe, e que o Complexo Paterno viria a ser este mesmo grupo relacionado à experiência e à imagem do pai.

 Os efeitos dos complexos são distintos em homens e mulheres e dificilmente aparecem de forma pura ou isolada.

Kast analisa seus efeitos, diferenciando os originalmente positivos dos originalmente negativos.
Complexos maternos originalmente positivos conferem ao eu o sentimento de ser suficientemente bom, em um mundo igualmente bom; um sentimento de direito à existência com plena satisfação de necessidades corporais e psíquicas. Um problema para estes casos é a dificuldade em aceitar a separação e o recomeço, além da introdução da agressão na vida. Se o mundo não cumpre sua função nutridora, a pessoa marcada por este complexo pode assumir atitude autodestrutiva, apegando-se demasiadamente à culpa e sendo vítima de depressão e doenças do medo.
Homens marcados por complexo paterno positivo são pragmáticos, hábeis, eficientes, mas de seu próprio medo sabem pouco. Mulheres marcadas por este mesmo complexo são fortes e sensatas no trato com a vida externa, mas não quando se refere ao próprio desenvolvimento.
Sua identidade é derivada do pai e do complexo paterno, não sendo, portanto, originais. Geralmente, se revelam alunas inteligentes, e os homens mais velhos se lhes afiguram bastante atraentes.

Sobre o complexo materno negativo, Kast afirma:
“Para o complexo materno originalmente negativo, é típico o sentimento vital de que o indivíduo deve lutar por tudo que seja absolutamente imprescindível.
No lugar de amor não exigente, de segurança, nutrição, proteção, interesse, atenção, tal como experienciados no complexo materno originalmente positivo, encontra-se o sentimento vital da solidão, do estar à mercê de alguém, o sentimento de não receber o suficiente para a vida, mas em demasia para morrer.”
Já o complexo paterno negativo é descrito pela autora em termos de dominância. Nos homens, a autora destaca, entre outras coisas, a opressão sofrida pelo filho na relação estabelecida com a figura paterna, com a consequente destruição da confiança no fazer particular, sendo negado ao filho seguir seu próprio caminho.
A isso acrescenta-se a necessidade de agradar ao pai, de precisar ser igual a ele para ser aceito.
São homens com grande necessidade de que outros homens o reconheçam.
Para as mulheres, a frase de complexo pode ser escrita como:
“No fundo, não valho nada.”
Tudo que a mulher marcada por este complexo faz é examinado criticamente, e ela se sente constantemente culpada. Também para as mulheres, os caminhos são definidos pelo pai, que não lhes deixa escolhas autônomas.

É importantíssimo enfatizar as possibilidades de crescimento a partir do reconhecimento destes componentes psíquicos, aprendendo a lidar com os aspectos da vida que aparecem, nos dizeres da autora, como “as mesmas dificuldades de sempre”.
 Isso evita que nos identifiquemos com a parte materna ou paterna sem sabermos, que invistamos em compensações que não nos satisfazem em profundidade.
Trabalhando nossas imagens maternas a paternas, também passamos a construir novas relações com nossos elementos contrassexuais, internamente, bem como potencialmente estabelecemos vínculos mais saudáveis com pessoas e experiências significativas.


(*1) SHARP, Daryl. Léxico Junguiano – Dicionário de termos e conceitos. São Paulo: Cultrix, 1991.(*2) STEIN, Murray. Jung – O Mapa da Alma. São Paulo, Cultrix.
(*3) KAST, Verena. Pais e filhas, mães e filhos – Caminhos para a auto-identidade a partir dos complexos materno e paterno. São Paulo. Ed. Loyola, 1997.
(Revisão de Delano Mothé)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 28 de Dezembro de 2009, 21:02
2010 está chegando!

por Aline Rangel.

(http://thumbs.dreamstime.com/thumb_416/1246978609k11new.jpg)


“Esperança, paz, felicidade, amor!”

Desejos de fim e de começo,

Que se repetem, se renovam,

Recriam o olhar para o futuro.

E o passado? Já não tem razão?

O que se foi parece perdido…

Tão cansativo lembrar!

E chorar e rir e sentir

O que virou história,

O que parece ter ido embora,

Mas está tão perto…

Ontem, hoje, amanhã,

Agora, sempre… Nunca? Será?

Uma aventura viver!

Sonhar, arriscar, dançar diferente.

Retornar, cantar, seguir adiante.

Amar os dias, saborear as noites,

Entardecer devagar, sentindo o horizonte…

Novo ciclo, nova vida, novas tentativas!

Caminhos que se abrem e se mostram

No Presente, na Magia, nas Surpresas

Divina Criação!
Até o próximo ano!
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 29 de Dezembro de 2009, 19:36


A Controvérsia das Câmaras de Energia de Cura.


(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/rei02.jpg)

(Mensagens Mediúnicas Pessoais – 29.)


Benjamin Teixeira em diálogo
com o Espírito Eugênia.


(Benjamin) – Eugênia, estou preocupado por você ter pedido a (…) que flexibilizasse o princípio da exclusividade na utilização de uma sala para aplicações de Reiki. Gostaria que você explicasse melhor seus motivos, porque vejo que ela tem também os dela, e sérios.

(Eugênia) – Muito ajuizada sua postulação. Nossa amiga merece esclarecimentos mais amplos. Diga, assim, à querida reikiana que os escrúpulos a que foi orientada são muito sérios, e que, quando lhe sugeri os relativizasse, tinha em vista um ascendente que os respeita.

Explicando-me melhor:

Os critérios de não-utilização de uma sala reikiana para outras funções concernem a manter-se em alto nível vibratório, sem interferências “mundanas” de outros usuários, o ambiente reservado à sagrada prática de canalização das Forças do Alto, pois que o reikiano é abalizado a higienizar psiquicamente o recinto, mas não o suficiente para contrabalançar um movimento que fosse superior ao dele mesmo e de seus clientes-atendidos.

Em nossa Casa, todavia, como trabalhamos em consórcio das duas dimensões de Vida (a física e a extrafísica), a estimada companheira ministra de energias curativas, em marcando horário para suas atividades, usufruirá da participação de técnicos de nosso Plano de Ação, no quesito das manobras psíquicas de cura e alinhamento com o Alto, que, então, se encarregarão deste serviço adicional de limpeza das emanações deletérias que eventualmente hajam sido dispersadas na câmara reikiana, desintegrando e removendo, em tempo, os núcleos menos saudáveis de concentração energética porventura encontrados no campo mental da saleta.

Tivéssemos edifício mais amplo, no domínio material de vida, para usufruto de nossa Instituição, que pudesse dispor de um espaço para exclusiva atividade reikiana de nossa tão devota companheira em ideal, cedê-lo-íamos de bom grado à amiga, como, por sinal, bem o demonstrou a postura da direção de encarnados. Não sendo isso possível, todavia, não faz sentido que a atividade de ministração de forças do Plano Sublime ou as outras tarefas benemerentes que estejam sendo desdobradas no ambiente – como a evangelização infantil, por exemplo – sejam (estas ou aquela) suspensas, porque as iniciativas do bem devem se somar e não se excluir reciprocamente.

Mãe e mestra de todos,
Eugênia.
Aracaju, 19 de setembro de 2009.

(Diálogo travado em 19 de setembro de 2009.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Janeiro de 2010, 12:45

Quebradores do Bem das Estruturas do Mal (Breve Conto).


(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/maewest.jpg)(Ela chegou a ter um show de teatro interditado, na ultravanguardista Nova York do início do século passado, considerada, pelas autoridades, uma corruptora da juventude, apenas por explicitar sua sensualidade nos palcos, como o fez mais tarde no cinema: Mae West.)

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Gustavo Henrique.

A jovem soluçava no colo de seu paizinho. Não haveria chance de ela se reparar, ante a sociedade, após o escândalo promovido pelo noivo que a descobrira no que ele considerou ato de adultério. O rapazola de moral frouxa havia viajado a plagas distantes e se metido em aventuras moralmente reprováveis, e, após envolver-se com problemas sérios, que lhe punham em risco de morte, retornou ao rincão natal.

Por aqueles dias, a mulher que assumisse compromisso com o noivo sumido mantinha-se a ele atado – por mais absurdo que isso soe atualmente –, e não poderia ser colocada em outra relação, ainda que não fosse consumada. Era este o caso. Joanita apenas começara novo vínculo de namoro, à moda daquela época, recebendo o pretendente em casa, na presença dos pais, a conversarem assuntos graves, diante dos “velhos” vigilantes, e só se dera a esta liberdade após 18 meses sem notícias do antigo noivo, que foi tido como morto, inclusive, por quase todos os conhecidos de infância, além dos próprios familiares.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/alfred-eisenstaedt-portrait-of-actress-katharine-hepburn-with-cigarette-in-hand.jpg)Graças a ela, principalmente, o uso de calças generalizou-se entre as mulheres. Katharine Hepburn sustentou, outrossim, com seu colega das telas Spencer Trace, uma relação extraconjugal (Trace era casado), com conhecimento do grande público, por um quarto de século.

Mas tão-só o fato de, após 27 meses de sua ausência, ter reencontrado a noiva nos primeiros movimentos de aproximação com outro candidato ao casório já fora o bastante para merecer o opróbrio público do indignado comprometido, porque, mesmo cansado de suas estroinices de adolescente perpétuo, o noivo fujão retornou às responsabilidades abandonadas, sem aceitar a pecha de desertor, isso fazendo a despeito de não apresentar uma explicação plausível e respeitável para seu desaparecimento por dois anos.

– Felizmente, estamos próximos de pôr fim a despautérios deste gênero. Não faz sentido algum a moça ficar com a reputação manchada e ter seu futuro comprometido, pelo desmazelo do antigo noivo, que, por sinal, ainda deixou claro não amá-la – disse respeitável mentor espiritual, indignado, para um pequeno grupo de preceptores desencarnados em processo de conclusão de curso para a condição de guias espirituais, assistindo a tudo, distante dali.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/Greta_Garbo_intro.jpg)Ela tentou ocultar, mas, além de referencial ímpar de beleza, Greta Garbo era gay, e sua forma estranha, mas estilosa, de andar, lançando os ombros e os quadris para a frente, enquanto encurvava o dorso e encolhia as nádegas, fez-se referencial de elegância feminina, durante praticamente todo o século XX, sobremaneira nas passarelas da moda, ainda hoje sendo vista com frequência, quase 90 anos depois de a grande diva aparecer, pela primeira vez, nas telas do cinema mudo – em 1924 –, em que fez sucesso, tanto quanto no cinema falado, em seu nascedouro.

Prosseguiu ele:

– Um consórcio com outras entidades do Plano Sublime estuda e planeja, para a pátria brasileira, uma série de providências, em conjunção com os condutores de outras nações da Terra, como a norte-americana, muito padecente, igualmente, dos descalabros do puritanismo hipócrita, no sentido de eliminar injustiças crassas, como esta, do tecido social no domínio físico de vida. Londres e Nova York receberão grande influxo de personalidades corajosas, que espocarão como celebridades do mundo artístico – para mais intensamente influenciarem seus contemporâneos –, algumas delas dadas a licenciosidades e indisciplinas (o que será necessário, por ora, nos primeiros momentos de maior ruptura com as convenções estabelecidas), a fim de que encerremos esta era de obscurantismo inaceitável. Nosso estimado professor Freud já se encontra nos anos iniciais de sua adultidade, e seus trabalhos, quando publicados, causarão frisson nos meios científicos.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Janeiro de 2010, 12:47
Continuação...

Somente Paris nos dispensa esforços de abertura dos valores e dos costumes. Mas podemos dizer que todas as demais metrópoles europeias ou do Novo Mundo carecem deste movimento internacional de superação de tabus que engessam a vitalidade e espontaneidade de indivíduos e coletividades inteiras. O que importa dizer é que conseguimos autorização para colocar o Brasil na linha de frente da ruptura desses paradigmas, de modo que a capital da República recém-proclamada, a prazenteira e provinciana Rio de Janeiro, será comparável, em decênios futuros, apenas à futura Los Angeles (*1), que receberá o maior cuidado deste projeto global de quebra de preconceitos, porquanto se fará a dirigente deste movimento, por meio de um veículo de massificação da cultura que está para ser inventado pelo professor Edison e alguns outros auxiliares (*2).

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/marlene_dietrich.jpg)Mais corajosa – embora bissexual e não homossexual, como sua contemporânea Garbo –, Marlene Dietrich foi uma quebradora de estruturas do tradicionalismo fossilizado, asfixiante da originalidade e brilho de cada criatura humana, numa postura muito mais agressiva e efetiva, como Mae West.)

– Como vai o mapeamento existencial dos grandes líderes deste movimento? – indagou um dos atentos discípulos.

– Em excelente adiantamento – não se fez esperar o mestre. – Um general prussiano, uma grande cortesã romana, um chefe de organização criminosa italiana redimido e um príncipe mimado, mas inamovível em seus propósitos, estão em vias de reencarnar, respectivamente na Alemanha, Suécia e, os dois últimos, nos Estados Unidos – os quatro, em corpos de mulher (*3). Serão grandes estrelas da nova arte de teatro registrado e reproduzido para milhões de expectadores (e não só milhares), em toda parte, mesmo nos rincões mais longínquos (e não apenas nos grandes centros, onde há atividades artísticas de vanguarda).

– Que bom! Reencarnarão na mesma geração? – interrogou um outro aprendiz, empolgando-se.

– Sim, no espaço de um decênio e meio, aproximadamente, a partir de meados desta década (*4).
– E os efeitos?

– Lamentavelmente, somente nos grandes conglomerados humanos sinais claros poderão ser sentidos, ainda na primeira metade do próximo século. Mas, com a descida da última expressiva leva de líderes deste movimento, principalmente uma antiga fundadora de cabaré e uma princesa europeia com vultoso carma a cumprir no quesito sexual, explodirão, dos próprios Estados Unidos da América, dois grandes movimentos de libertação: o feminista e o homossexual (*5) – a primeira personalidade nascendo como mulher e vindo a trabalhar com o teatro eletromecânico de multidões; a segunda, em corpo masculino, para se destacar graças a outra invenção, planejada a ser disseminada nas nações mais desenvolvidas do orbe, a partir da metade do século, em que a visão à distância será precariamente viabilizada por meios radiofônicos (*6).

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/mar.jpg)Primeiro nu artístico da Playboy, a “segunda Eva” – como chegou a ser chamada – foi considerada a mais famosa e influente atriz de cinema de todos os tempos, eclipsando as divas dos “anos de ouro de Hollywood” (das décadas de 1930 e 1940), estourando no período mais crítico da história da “Indústria dos Sonhos” (a década de 1950), ameaçada e em constante sangria de público, com o surgimento da televisão comercial, em larga escala, nos Estados Unidos. Dizia-se, à época, que todas as mulheres queriam ser como Marilyn, enquanto todos os homens desejavam Marilyn.

– Nossa! Quanto tempo de sofrimento em massa pela frente! – retorquiu o empolgado, que se desanimava…

– Sim, mas não há mudanças de vulto, em assuntos visceralmente cristalizados, quais os tabus sexuais, sem longo trabalho, que consome gerações inteiras. Esperamos que, até o raiar do próximo milênio, ao menos a temática feminina esteja relativamente resolvida, para nos concentrarmos na questão homossexual.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Janeiro de 2010, 12:52
Continuação...

– Quê? – surpreendeu-se um terceiro aluno, que se mantivera calado até então. – Não teremos uma libertação paralela de mulheres e homossexuais? Pensei que os temas e a libertação dos dois grupos seriam correlatos!
– Parecem, mas não são – respondeu, com segurança, o ilustre professor. – Principalmente porque, no que tange à homossexualidade, a ideia de ser considerada antibíblica (que não é) e de dizer respeito a um contingente populacional menor (de 10% da população, e não 50,9%, como o das mulheres), tanto quanto a possibilidade de ser ocultada (ainda que parcialmente), favorecerão uma resistência longa ao preconceito.

– Algo é programado para lá? Digo: para o fim do próximo século?

– Sim, vários grupos de entidades reencarnação no correr de todo o próximo século XX, que está para ter início. Cabe-nos aqui, todavia, para fins de nosso estudo, destacar apenas um destes projetos encarnatórios, que não será o mais célebre, mas bem representa acabada amostra do que está por vir. Dar-se-á tão-só na segunda metade do século XX. Renascerá, em pátria brasileira, um filósofo de nosso Plano, que se consorciará a um movimento religioso de vanguarda e, dentro dele, nos primeiros anos do século XXI, declarar-se-á publicamente pertencente ao amor sexual entre iguais, fazendo barulhenta cerimônia religiosa auto-oficiada.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/Liberace_fur.jpg)Logo após o surgimento das grandes redes de televisão norte-americanas, as maiores do mundo até hoje, ele já conseguia reunir – isso mesmo: nos anos 1950(!) – um público de mais de 40 milhões de pessoas, assistindo, ao vivo, a suas impressionantes execuções ao piano, cheias de estilo, vigor e entusiasmo. Liberace foi a segunda celebridade internacional a falecer reconhecidamente vitimado pela AIDS, após Rock Hudson, causando comoção nas comunidades gays do mundo inteiro.

– Auto-oficiada? – o silente se fazia mais falante…

– Sim. Como uma mensagem clara aos 10% de homossexuais na Humanidade, de que não devem esperar que nenhuma autoridade externa às suas próprias consciências venha endossar sua liberdade, seu direito de ser quem são e viverem felizes ao seu modo.

– 120 anos pela frente até isso… então… – disse o ex-entusiasmado, quase abatido.

– Não: muito mais – retornou, claro e firme, o mestre da Espiritualidade Sublime –, porque esta atitude do tal filósofo, futuro religioso, criará frisson neste particular. Para potencializar o efeito desencadeador da mudança, fá-lo-emos renascer na região mais conservadora do Brasil, ao lado de um outro grande jurisfilósofo, este de Roma Antiga, que reencarnará trinta anos aproximadamente antes, para, na condição de autoridade constituída do Direito, de perfil heterossexual, converter-se em grande agente de influência em todo o país, neste âmbito de “quebra de preconceitos”. Ambos nascerão na mesma província brasileira (*7), do Nordeste. Um na prática, outro na construção do endosso legal, serão grandes fomentadores da mudança.

– Sim… compreendo…

O professor continuou orientando seus alunos sequiosos de novos informes, a respeito da curiosa e palpitante temática, por longo tempo ainda, mas não nos compete aqui publicar o conteúdo posterior a este ponto.

(Texto recebido em 4 de janeiro de 2010).

(*1) A entidade de quem Gustavo Henrique reproduz a fala faz referência à área da região metropolitana da grande cidade do Oeste norte-americano, que se celebrizou como Hollywood.

(*2) O cinematógrafo.

(*3) Marlene Dietrich, Greta Garbo, Mae West e Katharine Hepburn – as duas primeiras, pela ousadia de insinuar, em várias situações públicas, sua bissexualidade; as duas últimas, pela postura libertadora em relação às mulheres heterossexuais – a primeira destas, na atitude sexual em si; a segunda, na forma de se vestir atrevida (as calças masculinas) e na influência que exerceu no movimento feminista como um todo.

(*4) Subentende-se, assim, que o diálogo ocorre no início dos anos 1890. Mary Jane West, a mais velha das quatro, renasceu em 1893; a mais nova, em 1907: Katharine Hepburn, cobrindo um espaço, portanto, de 14 anos – quase década e meia, conforme dito pelo Espírito.

(*5) O Espírito Eugênia – que supervisiona minhas atividades mediúnicas – esclareceu-me que a fala aqui reproduzida por Gustavo Henrique alude a Marilyn Monroe e Liberace, respectivamente.

(*6) Cinema e televisão.

(*7) Os Estados brasileiros, até o Império, denominavam-se “províncias”. Já era início da República. O Espírito pode ter se distraído, por força do hábito, ou ter usado a palavra “província” na acepção de ambiente provinciano ou de região.

(Notas do Médium)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Janeiro de 2010, 14:17
Diálogo sobre Influências Externas e sobre Influência que Exercemos sobre os Outros.


Benjamin Teixeira,
em diálogo com o Espírito Eugênia.

(http://www.cursosdemagia.com.br/athena4124.jpg)

(Benjamin Teixeira) – Eugênia, é você, quer conversar agora?

(Espírito Eugênia) – Sim.

(BT) – Você quer me dizer alguma coisa?

(EE) – Não. Quero que você me fale.

(BT) – Sim. Mas eu achei que você tinha algum propósito chamando-me até aqui.

(EE) – Sem dúvida. Que dia é hoje?

(BT) – O da abertura dos portos brasileiros às nações amigas, em 1808.

(EE) – Sim. E o que você acha que isso poderia significar?

(BT) – Desculpe. Você me pede que o faça simbolicamente, espiritualmente?

(EE) – Sim, com um toque de pragmatismo.

(BT) – Abrirmo-nos a todas as influências, para nos enriquecermos com todas elas.

(EE) – “Abrirmo-nos a influências” creio não seja o melhor, porque insinua que não serão filtradas, antes de serem introduzidas no universo psíquico interior. Digamos “abrirmo-nos a todas as fontes de informação”. Conferiremos, a posteriori, às informações havidas, eventualmente, o status de influência ou não, de acordo com nossa avaliação íntima, quanto qualidade do material recebido.

(BT) – Interessante.

(EE) – Algo mais acredita que esta data possa representar?

(BT) – Lembro-me de que foi uma tragédia para Portugal, para a família real portuguesa, para toda a corte e principalmente para o povo português, que foi abandonado às traças e às tropas de Napoleão, ter acontecido este traslado, em rota de fuga do famigerado “Corso”, para uma terra de ninguém como o Brasil daqueles dias, e de como isso beneficiou o país, acelerando o processo político de nossa independência, que aconteceu apenas 7 anos, após a saída da realeza e aristocracia portuguesas da minúscula capital da Colônia, elevada à condição de “Vice-Reinado”, a cidade maravilhosa com seus então risíveis 50 mil habitantes. Hoje comentava como Wagner, por exemplo, de quantos ganhos houve à época, com a presença da realeza de Portugal em terras tupiniquins, desde a fundação do “Banco do Brasil”, do “Jardim Botânico” à fundação da “Biblioteca Nacional” (se não me engano), entre outros…

(EE) – Ou seja…

(BT) – Sim… situações aparentemente desesperadoras podem se converter, sobremaneira quando gerada por “erros” de terceiros, como a postura desertora e covarde, irresponsável com seu povo, do rei português, em fomentadoras de grande progresso ou grande incentivo à nossa transformação íntima para melhor.

 
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Janeiro de 2010, 14:18
Continuação...

(EE) – Muito bem. Então, em vez de nos lamentar pelos equívocos em que outros incorrem na relação conosco, poderíamos nos sentir agradecidos, paradoxalmente – estou certa?

(BT) – Se bem aproveitados os estímulos (em vez de vê-los como ataques), na reação construtiva de fortalecimento íntimo e não de revide ou de lamúria, no complexo de vítima que nos subtrai forças, aumentando problemas e subtraindo meios de solução.

(EE) – Exatamente. E você, que acha mesmo do assunto?

(BT) – Não sei o que pretende que eu diga, minha diva…

(EE) – Diga: “minha dama”, porque isso indicará que estou representando sua alma (na acepção da psicologia junguiana, “anima”), sua condutora ao processo de integração psicológica e aproximação do Self, de sua identificação com Ele, após o despertar de muitos aspectos em potencial do anjo interior na sua intimidade que jazem, por ora, adormecidos.

(BT) – Mas o sentido não é o que importa? Quis dizer isso…

(EE) – Temos que ter cuidado com as palavras. Chamar alguém de “deus” ou “deusa” nunca é bom. O inconsciente ouve palavras e assimila conceitos, tanto de quem diz, como de quem ouve. Há um “deus”, na interioridade de cada um, mas com valor para definir rumos a si mesmo e não para outrem. Por outro lado, há Deus transcendente, “externo”, o(a) Criador(a), que não pode ser Substituído(a) por outro(a) “deus”(a), em figuras humanas. Quem quer ser “deus” (ou seja: definidor) dos outros é o ego e não o Self – o ser nobre dentro de nós. Isto é, devemos preservar e honrar, na máxima medida ao nosso alcance, o respeito ao livre-arbítrio e discernimento, uns dos outros, sempre. Isso é uma regra constante a ser aplicada em nosso universo de sentimentos, ainda que, pela conduta externa, em função mesmo de responsabilidades com que nos envolvemos (e nos comprometemos), possamos até parecer não estar nesta sintonia. Professores, magistrados, pais com seus filhos, sacerdotes são profissionais ou pessoas com funções sociais imprescindíveis ao bom funcionamento das comunidades humanas, que parecem ocupar o lugar de atuação divina na vida de seus semelhantes, e a Divina Providência o faz (propicia aconteça isso, quer que ocorra este evento) propositalmente, para que as criaturas se desenvolvam, no esforço de servirem-se umas às outras. Mas tais atividades de elevadíssima responsabilidade devem ser exercidas com o máximo sentido de reverência e respeito, no constante padrão de estar cônscio(a) de ser Espelho da Luz Divina e não portador de uma “luz-própria”, que é diabólica, quando implica se considerar com autoridade natural (e não por contingência de trabalho ou missão) para determinar, julgar ou fazer escolhas por seus irmãos em humanidade.

(Diálogo travado em 8 de janeiro de 2010).
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Janeiro de 2010, 14:22

Assembléia sobre Sofrer Críticas e Adversidades.

Benjamin Teixeira
por espíritos diversos.

(http://img354.imageshack.us/img354/5028/balancajusticadr2ox.jpg)

 
Siga seu coração. Quando as trevas se esbaterem em sua intimidade, remeta-se, em pensamento, à Fonte Inexaurível de inspiração, suprimento e socorro. Não há como errar (*), quando se respeitam os mais nobres sentimentos, valores, ideais, que se portem nas próprias estruturas da alma.

Irmã Delúzia

 Vê que te não suponhas indene à crítica – todos somos. Observa, porém, que te não habitues aos corriqueiros extremos viciosos em relação a ela: ou acreditar que toda censura feita à tua pessoa tenha fundamento, nos dramas dos complexos de inferioridade e culpa, ou que nunca porta fundamento, estando invariavelmente a padeceres a crítica injusta dos incompreendidos que vão à frente do comboio evolutivo planetário. Em vez de simplificares nos pólos de opostos alienantes, vê onde a crítica seja válida, não importando quais as intenções ou o caráter de quem critica, e aproveita-lhe as lições ou sugestões construtivas.

Gustavo Henrique

 
O problema não é cair – reza o ditado de sabedoria popular – e sim não se levantar. Acrescentaria: a questão não é possuir defeitos, mas como os administramos, nos movimentos simultâneos de: 1) educá-los; 2) transmutá-los; 3) aplicá-los construtivamente; ou não, sendo possível nenhum dos três anteriores: 4) contê-los.

Roberto Daniel

  O outro tem sempre razão, quando nos reclama, ataca ou suplica, porque se Deus o colocou em nosso caminho, simboliza o Senhor a nos cobrar o que o aprendizado ou a realização íntima devidos, de nossa parte, na atual quadro de nosso processo de ascensão espiritual, ainda que tão-só uma postura mais assertiva de defesa pessoal e afirmação dos próprios interesses, desde que justos e espirituais.

Elvira

Atemoriza-te, ante aqueles que te cercam os passos de tensão, desgaste e sofrimento, se o estresse esteja em nível reconhecidamente além do que se possa atribuir compreensível para os padrões razoáveis de respeito por ti próprio.

A grande indagação é: Por que estás permitindo que assim ajam contigo?   Por que estás atraindo tais circunstâncias infelizes, para teus caminhos? Por fim: Em que tudo isso pode te estar sendo útil? Por isso, digo: “atemoriza-te”, porquanto muita dor constitui sirene de alarme, seja pela fricção insuportável de estruturas psíquicas no universo interior, seja nas engrenagens da sincronicidade, a trazerem, para tua rota de vida, embates externos de vulto com terceiros. A sirene da evolução que chegou a dizer-te: “ou avanças agora ou avançarás adiante, só que com muito mais dor … dor crescente, de agora até quando te decidires a aceitar este chamado de Ordem Divina”.

Demétrius  

(Textos recebidos em 9 de janeiro de 2010.)

(*)De modo crasso.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Janeiro de 2010, 21:02

Diálogo com Anacleto sobre o Drama do Afeganistão e os Destinos da Terra.


Você nos poderia dizer algo sobre os horrores que estão ocorrendo no Afeganistão, em que o regime Taliban tem conduzido uma população faminta e analfabeta a morrer de fome e frio, a uma espécie de retorno a evos passados?
Até o equivalente aos circos romanos, com execuções assistidas por mais de 30.000 pessoas, têm surpreendentemente acontecido, conglomerados humanos esses que se formam pela proibição de toda sorte de entretenimento no país.
A ajuda internacional não pode chegar, por conta de um embargo diplomático e comercial motivado por a nação albergar um terrorista que destruiu duas embaixadas americanas e pelo fato de alojar, em seu território, por muito tempo, também, vasta produção de ópio. Isso sem falar na condição massacrante a que se tem submetido as mulheres.

Por que, num tempo de tanto progresso em tantos âmbitos da atividade e do saber humanos, vemos um retorno tão impressionante ao passado?

A Terra ainda é planeta de transição – espíritos de níveis evolutivos diversos estagiam nela, concomitantemente.
Alguns, entretanto, estavam em vias de perder oportunidade de reencarnar por aqui, já condenados ao expurgo para um orbe mais primitivo, por não conseguirem se compatibilizar com o novo padrão evolutivo em que o globo adentra. Intercessões numerosas, de respeitáveis entidades angélicas que compõem a direção dos destinos do planeta, para vários milhões de protegidos seus, fizeram surgir balizas mais largas para o processo de acomodação de tipos reencarnantes do plano físico.
Assim, não por decretação do Plano Superior, mas por uma permissão que de lá partiu, Forças das Trevas criaram um contexto de ruína para o país, favorecendo uma atmosfera de caos propícia a, como uma UTI evolutiva, gerando dores acerbas entre os que lá vivem, ensejar-se um progresso espiritual mais rápido desses grandes contingentes humanos que não teriam mais chances de estar na Terra.
Como se sabe, a dor é abençoada escola de transcendência. Nos períodos de maior crise e angústia, as consciências são forçadas a mudar seus parâmetros de pensar, sentir, agir e ser, transcendo-os, por imperativo de sobrevivência psicológica.
Saiba-se, porém, que destino tão cruel, para os padrões da Terra de hoje, como o encontrado por tantas almas no Afeganistão, é extremamente suave para o que esses pobres espíritos encontrariam no mundo primitivo para onde seriam desterradas desde já, não fora essa oportunidade preciosa.
Enquanto, no Afeganistão, são obrigadas a retroceder, parcialmente, à Idade Média, se fossem para o orbe que lhes receberia, teriam que retornar, não em parte, mas totalmente, a uma fase de evolução civilizacional equivalente ao que vocês denominam de Período da Pedra Lascada, ou seja: ao Paleolítico. Estão em casebres pobres, e têm difícil acesso a hospitais, mas poderiam estar em cavernas, buscando reinventar o fogo.

Uma informação dessas, de certa maneira, não estimula as pessoas a se acomodarem, e não buscarem auxiliar as pessoas que sofrem, por julgarem que merecem?

Para a perspectiva tosca de psiques primárias e egóicas, pode ser que sim.
Mas isso acontece por causa da visão narcisista de mundo que albergam em suas almas, e quaisquer atitudes que provenham desse tipo de prisma de observação adotado correm por conta, exclusivamente, de sua responsabilidade, por tratarem-se de escolha de ótica interpretativa que fizeram, no livre gozo de seu livre-arbítrio.
Quando apresentamos esses dados estamos dizendo o que leva Deus a permitir que tais coisas aconteçam.
Não falamos dos homens, falamos do Criador.
Como algumas pessoas facilmente se colocam na condição do Ser Supremo, ainda que inconscientemente, facilmente se acomodam, dizendo serem as coisas como devem ser. Deus permite que tais coisas ocorram, mas não as quer.
E o permitir inclui a sábia utilização para o bem do livre-arbítrio mal utilizado dos que estão fazendo o mal ou se omitindo de fazer o bem, pelo que serão responsabilizados e cobrados, pessoal e coletivamente.

Então, podemos fazer tudo que estiver ao nosso alcance para eliminar a dor do nosso semelhante, sem temer intervir nos desígnios divinos?

Exatamente. Se não for da Vontade de Deus que alguém seja beneficiado, todos os esforços nesse sentido redundarão improfícuos.
Mas o mérito da tentativa subsistirá para o idealista cheio de empenho em realizar o melhor.
Por outro lado, é justamente pelas boas ações dos homens de bem, quando não por complexas injunções sociais (como as determinações do progresso material que espalha riqueza por áreas inóspitas), que a Divina Providência altera contextos de sofrimento, convertendo desertos de dor em jardins de felicidade.
 Que cada um faça o máximo que estiver em seu alcance por fazer o bem. Cabe a Deus a tarefa de julgar quem deve ou não ser agraciado pelas benesses assim disseminadas.

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Janeiro de 2010, 21:04
Continuação...

Voltando à questão do Afeganistão, você pareceu deixar subentendido que esse pessoal reencarnado por lá está recebendo uma última chance, como se não fosse durar por muito tempo essa situação trágica. Implica dizer que estamos historicamente próximos de debelar a miséria do mundo terreno, não é isso? E, quanto aos que lá estão reencarnados, se não aproveitarem bem esse ensejo, o que lhes acontecerá?

Terão que se submeter à sina de degredados da Terra, para um planeta em fase de desenvolvimento civilizacional primitivo.
A intercessão das autoridades angélicas considera a probabilidade de êxito de um percentual daqueles que estão por lá reencarnados, mas não determina que se decidam pelo caminho do bem, do progresso.
Não há, portanto, ingerência no sagrado direito de livre-escolha do ser humano, ainda que isso implique a opção pela desgraça.

Por fim, no que tange à miséria desaparecer em breve do planeta, sim, a dedução foi acertada. Não passarão dois séculos sem que todos os rincões de miséria do orbe sejam de todo banidos dos mapas terrícolas. A própria organização sócio-econômica mundial, avançando, cada vez mais célere, para uma interdependência inextricável, fenômeno que se tem denominado, na imprensa e meios acadêmicos do plano físico, de globalização, propõe, irrefutavelmente, não ser possível a riqueza dos ricos sobreviver sem que a miséria dos pobres seja elidida.
Assim, por uma questão, primeiramente, de interesse dos poderosos, de preservação de seus patrimônios e comodidades, a miséria será extinta do planeta.
 Por outro lado, organismos internacionais de fins humanitários assumirão um poder de influência que por ora não se imagina, e terão poder de fogo incomparável ao que se vê hoje, ante a mídia e a opinião pública mundial, revertendo, em muito poucas décadas, o quadro deplorável de injustiças e disparidades gritantes atualmente em que a comunidade internacional se apresenta.
E, assim como a Europa, em poucos decênios, saiu da miséria do início do século XIX para a riqueza generalizada do século XX, todos os povos da Terra, ao final do século XXII, terão garantido bem mais que o necessário à vida digna.

É uma excelente notícia.

Mais uma vez, afirmo: não se trata sequer de uma profecia difusa, de caráter metafísico. Estou autorizado a falar nesses termos abertos, pelo cúpula governamental do planeta, justamente por constituir um retrato de uma necessidade dramática de sobrevivência da humanidade terrícola. Ou há melhor distribuição de renda, de oportunidades e de regalias do progresso material e tecno-científico por todos, ou o fim será certo para todos, igualmente. A tecnologia bélico-nuclear, bem como a bélico-biológica, entre outras, estão se disseminando incontrolavelmente.
 E, à medida que adentramos a Era da Informação, em que os povos pobres terão acesso, cada vez mais, às imagens de riqueza, conforto e prazeres dos povos ricos, será inexorável uma mudança na estrutura organizacional econômica dos povos, ou todos serão tragados por lutas fraticidas de proporções sem precedentes.
Falo isso, todavia, apenas em caráter de ilustração, porque os melhores analistas dos grandes centros de inteligência do globo têm plena consciência disso, de modo que, por uma questão de segurança das nações mais importantes, campanhas complexas de integração de todos à dignidade humana plena serão empreendidas (o que, inclusive, já começou, embora modestamente, nos últimos anos), de modo que esse cenário apocalíptico que insinuamos delinear para o futuro humano tem chances que podemos considerar próximas a zero de vir a acontecer.

Obrigado, Anacleto. Que sejamos inspirados a fazer o nosso melhor, no sentido de construir essa nova era.

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Janeiro de 2010, 21:05
Final...


Inspirados todos são, quando têm boa vontade de fazer o bem.
A questão de vocês, portanto, não é de serem ou não bem inspirados, mas de estarem dispostos a arregaçar as mangas e agir, persistentemente, no campo do ideal que cada um sentir inflamar o seu peito.
 E eis que a Terra, então, por esse movimento de indivíduos de propósitos humanitários, será gradativa, mas definitivamente, transformada em um Novo Eliseu, onde, como já disse outrora: as almas dos justos poderão aportar, para gozar as justas delícias do paraíso.
Mais ainda do que um movimento gradativo, será um processo cumulativo, que tem um teto definido para, em sendo atingido, desdobrar-se em uma guinada evolutiva gigantesca, de proporções internacionais.
Estudiosos dos movimentos sócio-culturais, no plano físico mesmo, já entenderam que isso acontece com o alcance de uma determinada massa crítica de pessoas modificadas internamente, algo em torno de 15% das populações, que, uma vez convertidas aos novos paradigmas, provocam a metanóia, a transmentalização, transformação de todo o restante da população, quase que instantaneamente.
Até se chegar, entrementes, a esses 15%, os progressos parecem irrisórios ou nulos, desanimando os caracteres mais tíbios.
 Assim se compreende que nenhum esforço, no sentido de mudar a face do planeta, ainda que pareça completamente estéril, é vão, porque, como as marteladas na pedra, que se partirá ao 100º golpe, compõe o volume de iniciativas que, por fim, desencadeará o grande processo final de transmutação do planeta.

Esse tempo não vai longe. E cabe, a cada um dos que desfrutam da excepcional oportunidade de estar reencarnado, nesse período crítico da história humana – algo pelo que também serão cobrados – fazer o seu máximo, dentro dos limites de suas possibilidades, e mesmo transcendo-as, para abreviar o espaço de tempo que os separa desse fase luminosa da História Humana na Terra.

(Diálogo entabulado entre o médium e o espírito, no dia 19 de março de 2001.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 17 de Janeiro de 2010, 18:35


Uma Questão de Inteligência
(*).

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/pensamentos.jpg)

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Roberto Daniel


Vê, prezado amigo, na caridade, o teu alicerce de vida.

Não te suponhas vítima da infelicidade alheia; considera-te responsável (porque convidado a esse contato) a debelar o infortúnio na existência do próximo, ainda que esse ensejo tenha-se revestido de profundas características de injustiça, ingratidão ou abuso.

O desespero tem muitas formas de se manifestar, e o ataque gratuito bem como o desatino completo da perversidade constituem as suas mais comuns modalidades.

Sim: defende-te, na medida justa. Todavia, após impor limites ao desditoso ofensor, apieda-te e serve-lhe, no sentido de sua cura e refazimento de forças, assim como na recondução dele a seu eixo de equilíbrio.

Caso tal alvitre se te afigure disparatado, visualiza a situação de um médico plantonista, num hospital psiquiátrico. Ainda seja ele uma sumidade, no trato com enfermos mentais, não entabula diálogo com um paciente em surto violento, nem se ofende por ter sido golpeado por ele. Em vez disso, invoca enfermeiros robustos, que o imobilizem e sedem, aguardando momento oportuno, após o sono reparador induzido, dando ocasião a que o doente seja recambiado a relativa normalidade, de modo a entretecer, novamente, uma conversação construtiva, de caráter terapêutico.

Lembra-te dessa analogia, quando te deparares, mais uma vez, com um agressor destemperado. Se, mais ainda, és pai (ou mãe) de família, professor, terapeuta ou sacerdote, essas experiências desagradáveis devem ser interpretadas como parcela indissociável do serviço que te propões realizar. Pensa, assim, nesta recomendação clássica, dos meios religiosos (que varia na nomenclatura, mas que, no fundo semântico, permanece a mesma coisa): “caridade”, “indulgência”, “tolerância”, “amar os inimigos” – não como um ditame absurdo, sacrificial ou suicida, e sim como uma exortação a se adotar uma perspectiva privilegiada para resolver problemas, ao invés de complicá-los; um incentivo a que se descortine o verdadeiro panorama da situação, indicando os focos etiológicos ou fatores legítimos na geração da circunstância infeliz.

Apela, destarte, para a lógica pragmática e resolutiva, relevando melindres ou caprichos feridos, para que não te vejas na condição patética do “cego-louco” “Dom Quixote de la Mancha”, pelejando contra moinhos de vento, quais se fossem temíveis dragões; nem utilizes, como se diz no popular, um canhão de alta potência para eliminares um mosquito.

Inteligência, meu chapa; tão-só uma questão de inteligência.
(Texto recebido em 11 de janeiro de 2010.)


(*) Uma face que pouco costuma aparecer em público, do Espírito Roberto Daniel, eclode, pujante, nesta mensagem: o sábio firme e direto, um tanto formal, mas preservando, inalterável, sua pitada de sarcasmo.

(Nota do Médium)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Janeiro de 2010, 19:19

Diálogo sobre o Carnaval.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

(http://lojadocarnaval.com.br/site/images/baile.jpg)


Eugênia, pode algo nos dizer sobre o carnaval?

Uma festa profana, que, todavia, tem raízes profundas de espiritualidade, lamentavelmente aviltadas pela incitação a excessos dos sentidos e a descalabros do comportamento.

Em que medida faz alusão a origens espirituais?

Como é sabido, na Grécia Antiga havia o culto a Dionísio, deus do vinho e dos prazeres sensuais, e, na Roma dos Césares, existiam as festividades sob inspiração de Bacco – d’onde vem o termo “bacanais” –, para apenas citar dois exemplos. Na Antiguidade, a fusão de espírito e sexualidade humanos era maior, e embora hoje devamos considerar que não haja contradição entre as duas forças capitais da alma, vê-se hoje, de reverso à proposta de fusão e síntese de forças, uma, na verdade, fixação patológica no físico, no sensorial, no sexual, em detrimento do espiritual, do transcendente, do moral.

O Carnaval é de todo negativo, então, considerando-se a liberação da libido de modo um tanto desregrado, além de todos os abusos de bebidas alcoólicas e outras drogas?

Não. Antes haja descarga das baixas paixões humanas desta forma que no desvario completo da guerra. A espiritualidade superior deliberou, há um certo tempo, agir em função de fomentar o sexo, para que os desajustes psíquicos do ser humano no planeta, que não são poucos, encontrem, nos instintos sexuais (que são bons, quando intrinsecamente considerados), um dreno para que um nível mínimo de harmonia e bem estar sociais sejam mantidos. Eis porque a Europa “travada” é “tarada” – para usar um trocadilho seu (*1), ao passo que os países latinos da América, que são “liberados” são também “cuca-fresca”, ainda fazendo uso de suas metáforas lingüísticas (*2). Os Estados Unidos, porém, com forte tradição puritana, justamente através de seus segmentos mais conservadores e moralistas, tem tomado iniciativas lamentáveis no campo da guerra e do desrespeito à soberania das nações, exatamente pelo mesmo motivo.

Obviamente, com isso, você não estaria propondo licenciosidade na conduta sexual humana – falo isso para não haver dúvidas em matéria tão delicada, na mente de nossos leitores.

Obviamente que não. Tanto é que, no início de nosso diálogo, lamentava os desvarios da sexualidade e outros abusos durante este período. Estamos focando, agora, tão-somente, o que poderia haver de positivo, em meio a essa grande orgia coletiva, que enlouquece parte do Brasil, por alguns dias.

O que você sugere seja feito, para aproveitar ou vivenciar o lado espiritual do carnaval?

Já é feito e aqui apenas vou estimular e endossar tais iniciativas: retiros espirituais, práticas meditativas mais demoradas e profundas, leituras de conteúdo espiritual, toda sorte de prática da caridade e do bem.
Cada um sabe o que deve fazer, desde terapia de grupo até uma prece singela, para ativar seu lado melhor. Enquanto legiões gigantescas de encarnados e desencarnados entregam-se a desatinos de toda ordem, criando um pólo de negatividade, em bolsões de mole humana nas grandes metrópoles, surge a oportunidade de concentrar-se no outro pólo, que fica mais facilmente encontrável neste período, um pólo de criatividade, positividade e espiritualidade. (*3)

Colocando-me no lugar daqueles que gostam do carnaval como uma “brincadeira saudável”, como dizem, para dançar, por exemplo. O que diria a eles?

Que, obviamente, é possível fazer isso, no carnaval, como quando se vai a boites, com a mesma intenção, mas, em muitos aspectos, equivale a levar livros para estudar, em meio a um estádio de futebol, em partida de decisão de campeonato, ou levar a criança para brincar, no parquinho do centro da cidade, à meia-noite, quando este está tomado por profissionais do sexo.
As pessoas devem contextualizar suas intenções, para não serem pegas por armadilhas perfeitamente previsíveis aos mais precavidos.
Por sinal, muita gente que diz desejar participar das festividades carnavalescas “apenas” em nome da “alegria” e da “brincadeira”, inconscientemente (quando não bem deliberadamente, mas sob a máscara do verniz social), desejam oportunizar-se ensejos a descalabros do sexo, da aventura ou da auto-destruição. Tão-somente não se dão conta disto, conscientemente, por desconhecimento profundo de si mesmas e suas intenções profundas, ou não desejam ou não acham conveniente revelar suas verdadeiras motivações em conversas públicas.





Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Janeiro de 2010, 19:20
Continuação...

Eugênia, eu, particularmente, gosto de, em família, sentar-me para assistir aos desfiles das escolas de samba do Sudeste brasileiro. Um verdadeiro espetáculo artístico. Sinceramente, não sinto apelos negativos quando os assisto, tanto é que faço questão de fazê-lo em família. Inclusive, sinto delicioso saudosismo, quando me confio a este culto, lembrando-me de entes queridos que, em décadas passadas, participavam conosco deste momento de elã familiar. O que você diria a mim sobre isso e a todos que compartilham comigo desta prática bem brasileira?

Que não há nada demais em apreciar a arte – muito pelo contrário, pois que denota sensibilidade e gosto apurado. Um corpo despido, por exemplo, e coberto de penachos multicolores, dançando ao som da percussão alegre, peculiar à musicalidade brasileira, pode constituir magistral imagem de escultura viva, entre cores, luzes e som… uma imagem feérica…

)Exatamente!… É assim que vejo!

A questão, porém, é saber se a jovem que desfila desnuda para milhares de expectadores pessoalmente e para milhões pela televisão fá-lo por ideal à arte ou por baixas intenções de volúpia sexual, no que me esquivo comentar mais minuciosa e profundamente. Portanto, o show invulgar e sem precedentes das escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo, algo sem paralelos no mundo inteiro e mesmo na história da humanidade, é, sem dúvida, uma maravilhosa obra da estesia humana, e pode ser apreciada com o mesmo olhar sofisticado com que se assiste a uma peça de bom nível na Broadway, em Nova York. Entrementes, para aqueles que por lá estão, no centro do burburinho, dos entrechoques energéticos e das voragens dos sentidos e das ilusões mais perigosas para o espírito, temos apenas que lamentar. São, involuntariamente, mártires do belo, sem, todavia, tragicamente, terem merecimentos diretos por isso, já que, amiúde, subalternas motivações de vaidade física ou grotescamente sensuais ocultam-se (muito mal) por detrás das aparências de cultura e arte. Sobre isso, aplicando aqui, grosseiramente, o pensamento de Jesus, afirmaríamos: “É necessário que haja o escândalo, mas ai daquele por quem vem o escândalo.”

Algo mais deseja dizer a respeito, Eugênia?

Não. Muito satisfeita.

(Texto recebido em 6 de fevereiro de 2005.)

(*1) e (*2) Eugênia faz alusão a figurações lingüísticas que eu mesmo uso em público quando abordo a temática, para dar um tom mais didático ao tema complexo.

(*3) Como enormes falanges de obsessores e vampiros de energia (desencarnados e encarnados) estão ocupadas com aqueles que se entregam aos desvarios da “carne” (por sinal as palavras “carne” e “carnaval” são vocábulos cognatos), e por aqueles mais dados a excessos dos instintos se deslocarem para esses grandes conglomerados humanos de “enlouquecidos”, nos dizeres de Eugênia, as demais parcelas das comunidades humanas ficam mais livres para pensar, com menos influências primitivas ou viciosas. Ou seja: enquanto muitos se desequilibram, prestam, involuntariamente, um favor a nós outros, que nos devotamos à busca do espírito: deixam-nos as psicosferas mais tranqüilas e abertas ao livre intercurso com a Espiritualidade Superior. Em cidades-refúgio como Aracaju, onde estamos, em que até uma lei municipal proíbe o uso de “carros de som”, no período carnavalesco, o clima é de paz, aconchego familiar e muita introspecção. O silêncio, no sentido físico, favorecendo o silêncio na acepção profunda do retorno ao mundo interior.

(Notas do Médium)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Janeiro de 2010, 19:24

Sobre o Carnaval.

por Aline Rangel.*

(http://territoriofeminino.blogtv.uol.com.br/img/Image/MulheresPossveis/2008/Janeiro/carnaval2.jpg)

Com a passagem do Carnaval, urge fazer uma reflexão acurada acerca do contato que temos estabelecido com os aspectos instintuais que portamos, manifestados coletivamente nos chamados “gritos carnavalescos”. Gritos da alma, podemos dizer, a clamar por atenção cuidadosa com os mais diversos elementos que compõem o humano em sua complexa e absolutamente fascinante conformação.
Não se trata aqui de julgar o gosto pela dita festa popular, nem tampouco de demonizá-la, o que seria um tanto superficial e improdutivo.
O que se pretende é discutir em torno de sua importância, na compreensão de nós mesmos, de nossas necessidades, do quanto atendemos às diferentes dimensões que nos constituem.

Interessantíssimo observar os variados traços característicos deste ritual coletivo de busca do prazer: fantasias, máscaras, cores vibrantes, música alta e agitada, coreografias, álcool e outras drogas, sexo fácil e sem compromisso, euforia… Máxima descontração… Verdadeiros transes coletivos, em que tudo é permitido… Será mesmo? As pessoas se escondem e se mostram, numa dança psicológica de contato com diferentes faces de si… Neste processo intenso e ao mesmo tempo fugaz, encontros e desencontros, alegria e vazio, liberdade e ilusão se misturam com os risos, os toques, as brincadeiras, os sustos… As fronteiras tornam-se frouxas e o que está reprimido tem um “lugar ao sol”, finalmente. Então, é preciso comemorar, viver como se não houvesse amanhã, conhecer no outro e em si o que não se mostraria, aquilo que, proibido, aparece no disfarce à tristeza e à solidão.

O fim a que nos propomos, nestas despretensiosas linhas, é destacar que o ser humano está em busca de significado, sempre… E o encontro com significados mais profundos se dá à medida que integramos os mais diferentes componentes psíquicos, dos menos desenvolvidos aos mais elaborados e complexos. A castração dos impulsos, a negação dos desejos, o preconceito com o prazer, a demonização do sexo, o desrespeito com a necessidade de experimentarmos estados alterados de consciência, a fuga do divino, do transcendente, fazem com que nos escondamos em meio à multidão e nos mostremos, para nós mesmos, tão distantes do que somos.
Vale, portanto, aproveitarmos o momento e nos perguntarmos o quanto temos permitido de brincadeira, de liberdade, de leveza, de prazer no dia-a-dia, sozinhos ou com quem amamos…
Temos ouvido cuidadosa e respeitosamente nosso lado animal em suas necessidades, sem preconceitos e castrações, mas sim com bom senso e maturidade? Como estamos buscando o sagrado, o divino, interna e externamente? Temos alimentado nossa alma e expressado nosso amor? Se não… Por que não agora?


(Revisão de Delano Mothé)
* Psicóloga clinica - Faz parte do Projeto Salto Quântico
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Janeiro de 2010, 15:28

Exaustos Canais do Bem.

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Temístocles.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/sparta2.gif)

Dificilmente, amigo, notarás médiuns com encargos perante a multidão que não demonstrem profundo abatimento ou grande grau de exaustão, em função das solicitações, pressões e conflitos inúmeros, de dimensão respeitável, que se lhes oneram aos ombros. Representantes de todas as Escolas de Pensamento religioso jazem, via de regra – quer partilhem das funções de canais clássicos entre os dois mundos ou não –, sob o peso de gigantesco maquinário de sustentação e transformação de forças psicológicas coletivas, porquanto a finalidade de sua tarefa é exatamente fermentar e fomentar a evolução das comunidades humanas.

É mesmo de estranhar encontrarmos genuínos porta-vozes do Céu em excelentes condições orgânicas na Terra – repetimos: se estiverem ocupando funções de vulto com o vulgo. Visualizemos, por um momento o que seja isso: um mecanismo psicoenergético poderoso e de repercussões para a massa populacional imensa, que está jungido a um único corpo de carne, qual uma ciclópica usina transformadora-canalizadora de energias, nutrientes e sementes espirituais, em prol do progresso do corpo social, e se compreenderá por que a biografia dos santos, na hagiografia católica, como o histórico dos médiuns mais célebres, nos anais kardecistas (como o adorável Chico Xavier) revelam um documentário clínico de pasmar.

Assim, oremos, vibremos bons votos de bem-estar, evitemos acrescentar percalços à rotina e economia mental já sobrecarregada destas criaturas e, precipuamente, empenhemo-nos em colaborar com estes agentes da Luz (embora humanos – eis dos mais significativos motivos, inclusive, para suas dores mais agudas), de modo a que eles possam trabalhar por mais tempo e com melhor qualidade, em considerando que, em sua esmagadora maioria, têm a obra que lhes foi delegada precariamente cumprida, por deficiência, omissão ou mesmo ataques gratuitos, amiúde daqueles mesmos que se comprometeram, antes de reencarnar, a lhes secundar os esforços de Canais do Bem e da Evolução Espiritual no mundo físico de Vida.

Estes estafetas do Alto, corporificados no domínio físico de existência, normalmente, dormem pouco e⁄ou mal. Seus plexos energéticos (ou chakras), continuamente submetidos a bombardeios psíquicos de vetores contrários ao progresso espiritual dos povos (provenientes de encarnados ou de desencarnados), ricocheteiam, inexoravelmente, tais desmazelos, em forma de disfunções de variada monta e natureza, aos órgãos que lhe são correlatos, no organismo material.
 A epífise (ou glândula pineal), supergalvanizada (e estressada), no constante e intenso trabalho de “antena psíquica” do intermediário entre Planos de Consciência, por sua vez também responsável pela gerência das demais glândulas do organismo, termina por ter comprometida esta função de maestro endocrinológico do vaso de carne, propiciando, indiretamente, o desencadear de desarranjos metabólicos, que vão da ciclotimia no humor a distúrbios do apetite, do sono, da sexualidade e mesmo das funções vegetativas, como os movimentos peristálticos e a liberação de enzimas no aparelho digestivo, bem como os ciclos e ritmos do sistema cardiorrespiratório.

Em suma: estes amigos do bem se convertem, eles próprios, na seara de seu psiquismo e na gleba de seus corpos materiais, praça de guerra, em que as falanges do bem encontram embate e tenazmente digladiam-se com as legiões do mal. Quem os vê, de fora, normalmente impecáveis cultores da disciplina (em uma enormidade de facetas e numa extensão de espaço mental que faria estupefactos os mais fleumáticos observadores), não faz a menor ideia do quanto vivem em permanente estado de batalha e vigilância, acostumados que estão a se manterem alinhados com a Luz, em meio ao caos e a treva, legítimos provocadores das geratrizes do amor e da generosidade, da paz e da prosperidade, dentro e fora deles, verdadeiros fulcros de atividade, direta ou indiretamente relacionados à sua atuação pessoal.

São, na mais plena e nobre acepção do vocábulo, generais de grande fibra e caráter, ainda que, externamente, afigurem-se adocicados, serenos e quase tolos, vendo (amiúde simulando não verem) e sofrendo o mal a mancheias, a tudo vertendo, com a bênção e graça divinas, em manancial de bem para muitos, drenando charcos de incompreensão e desânimo, fertilizando terrenos de indiferença e canalizando córregos bravios e destruidores na direção do deserto dos corações humanos, irrigando-os de ternura, carinho e sugestões vivas à esperança e à mobilização efetiva ao serviço de solidariedade e construção de um mundo melhor para todos!…

(Texto recebido em 19 de janeiro de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: Mourarego em 21 de Janeiro de 2010, 21:09
Esse papo de glandula pineal nunca foi provado há teorias e só.
como se vê o Espírito anda a ler muito na Internet...
Abraços,
Moura
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 22 de Janeiro de 2010, 11:51
Mano Moura, qual a verdade irrefutável?
Confiar na Ciência? O que a Ciência prova hoje, amanhã refuta...
Lembro-me dos primeiros anos de faculdade... Tudo aquilo que aprendi como ciência, como verdade, veio por terra anos depois! E o que era empírico virou ciência e o que era ciência foi desacreditado... Remédios milagrosos? Qual nada!!  viraram venenos mortais!
Freud tratou sua dependência em morfina com cocaína! Se achava curado...
Parodiando Sócrates: tudo o que sabemos é que nada sabemos, meu irmãozinho.
Um abração,
Helena
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 22 de Janeiro de 2010, 13:20
Entre a Besta e o Anjo
Dicas para Ativar a Supraconsciência


(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/bes02.jpg)

Benjamin Teixeira/ Espírito Eugênia.

Queres ativar a “casa das noções superiores do Espírito?”
Ou, n’outras palavras, planejas adejar para o campo complexo, sofisticado e subido da supraconsciência? Existem diversas técnicas, que podem ser aplicadas como disciplinas.

Nenhuma delas, isoladamente é bastante, mas afora o quesito fundamental das intenções nobres de serviço fraterno, de prestar utilidade ao bem comum, dos propósitos benevolentes de oferecer o melhor de si a pessoas e comunidades, ocupando o próprio tempo em atividades que sejam concernentes a tais funções nobilitantes d’alma, seguem-se, então, algumas dicas, para ativar as regiões mais novas – e por isso mais complexas do neo córtex cerebral, último apêndice evolucional do arcabouço neurofisiológico humano:

Oração – de qualidade, com a busca do melhor de si, em termos de sentimentos e motivações altruísticas, não importando a quem ou a quê seja dirigida.

Meditação – que permita sejam liberados nódulos de pensamento ou fragmentos de emoção em desalinho, até que o caos da pré-consciência (abarrotada de detritos do dia a dia) dê espaço aos influxos enriquecedores da inconsciência profunda, prenhe de conteúdos preciosos a serem decodificados e integrados às faixas conscientes da psique.

Massagem terapêutica – dada ou recebida, que se estenda para além do relaxamento físico, favorecendo estados meditativos que liberem endorfinas na corrente sanguínea, mas também blocos de ideias e sentimentos adormecidos, sob o tapete do tatibitate confuso e acelerado do cotidiano moderno, cheio de solicitações díspares e atordoantes, em sua miscelânea intraduzível de idiomas conceituais…

Ballet clássico ou outras atividades que exijam movimentos de sintonia fina - os movimentos delicados, suaves e de precisão dinamizam regiões recentes do neocórtex motor, em associação com áreas nobres da neurofisiologia, relacionadas ao raciocínio complexo, intuição e decisão (como constituem bons exemplos a cirurgia médica ou a prática da esgrima), favorecendo a potencialização da parte racional mais refinada do psiquismo humano – com naturais desdobramentos nos constructos e corredores neurais do cérebro, edificados e “lapidados” conforme a utilização sofisticada que se lhes vai imprimindo, com tais atividades intrincadas.

Ouvir música de qualidade - alguns clássicos e boa parcela da denominada estilística “New Age” prestam-se, com efeitos substanciais, a galvanizar campos superiores da mente, podendo, inclusive, desencadear estados alterados de consciência – como tão estudado e sabido: a música é utilizada, há decênios, para fins de relaxar e introduzir indivíduos na zona “alfa” de ciclagem cerebral, propiciando a criatividade, a associação e elaboração psicológica de nível mais apurado, incluindo a maior permeabilidade ao aprendizado (de fontes externas), ou à assimilação de conteúdos de natureza paranormal-mediúnica (oriundos de fontes intrapsíquicas, porque mesmo os de cunho espiritual-externo – os mediúnicos – não prescindem de ressonância com estruturas da natureza íntima do receptor, de molde a serem percebidos).

Cuidar de crianças, animais de estimação ou se dedicar à jardinagem - tudo que nos estimula as expressões de ternura, afeto, zelo e cuidado, propele-nos à sintonia com o Plano Sublime de consciência, podendo ser utilizado para nos fazer ascender na escala evolutiva dos Espíritos.
Não por acaso, a condição feminina favorece tanto a melhoria vibratória da consciência, o processo de ascese da alma.
 Ser mãe é gestar a própria divindade latente, incubando a semente da vida, fazendo-a medrar com os nutrientes das próprias entranhas, parindo o fruto gerado em sua intimidade e depois zelando por ele, anos a fio, sucessiva e incansavelmente, até que o rebento (do corpo e da alma) adquira relativa autonomia para se movimentar e agir, sem auxílio de terceiros – ela (a mãe) inclusa entre estes…

Por fim, em qualquer ocupação, circunstância e estado de espírito, procura o ponto melhor da sintonia do Bem, empenhando-te por oferecer dádivas de serviço apropriado, que alimentem o melhor também nos que fizerem uso deste serviço que estiveres prestando.



 


Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 22 de Janeiro de 2010, 13:26
Continuação...

Faz o que te propusemos, tracejando para ti uma agenda de compromissos que envolva as atividades acima enumeradas com que te sentiste mais afinado – ou outras similares, que te despertem o melhor –, e seja persistente no seguimento deste teu calendário. Estarás, ao realizar isso, seguindo a sugestão do lendário mitólogo do século XX, Joseph Campbell: “Descobre e segue tua bênção”, ou, como lecionou Nosso Senhor e Mestre Jesus: “Buscai o reino do céus e sua indefectível justiça, e o demais se vos acrescentará”.

Assim, paulatinamente, mas com segurança e continuidade, desenvolverás asas de anjo, portas adentro da própria alma, ainda que por fora envergues andrajos de ego e necessidade, carência e até certa torpeza, no lamentável estado de penúria e deformidade em que a maciça maioria das criaturas humanas da Terra se encontra, na escala de hibridização e transição, entre a besta e a divindade.

Não importando, todavia, este grau de feiúra moral ou deformidade psicológica que ainda te caracterize a consciência, no atual estágio evolutivo em que estagias, estar-te-ás, gradativa, mas magnificamente, pondo-te no trajeto de alquimia psíquica, entre o corcunda e a bela, da lenda de Notre Dame; entre o sapo e o príncipe, do mito teutônico; entre o centauro e a deusa, do panteão grego-clássico; entre o átomo e o arcanjo, da terminologia espiritista… entre o nada e o tudo, que nos é fim inexorável, no carreiro infindável dos séculos dos séculos de evolução que se seguirão, no mergulho espetacular da eternidade que nos aguarda.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 23 de Janeiro de 2010, 14:27
O Diálogo com o Espírito Eugênia.

Benjamin Teixeira, em diálogo com o Espírito Eugênia.

(Benjamin Teixeira) – Eugênia, você nos poderia dizer alguma coisa, mais uma vez, sobre a linha filosófica do “Novo Pensamento”, que eclodiu, nos EUA e no mundo inteiro, em novo “revival”, nesta década?

(Espírito Eugênia) – Sim. Que as pessoas procurem ser felizes. Este é o alicerce fundamental de nossa Escola de Pensamento – não é verdade? Observe-se que, basicamente, Jesus nos falou que “buscássemos o Reino dos Céus”, já que, com isso: “as demais coisas se nos seriam acrescentadas”. Na linha do New Thought, é dito que buscar o bem-estar é o basilar. Todas as correntes de psicologia dizem o mesmo: que a constituição da autoestima (fomentadora de intraduzível e intransferível sensação de bem-aventurança) é a “lapis philosophorum”, a pedra fundamental para a resolução de todos os transtornos da personalidade e mesmo do caráter (para os mais ousados, sobremaneira os reencarnacionistas); que as pessoas devem se afastar do estresse, a fim de usufruírem maior qualidade de vida, etc.

Todavia, para que se consiga essa felicidade-plenitude, conforme asseveram enfaticamente as tradições religiosas e espirituais de todos os tempos e culturas, é imprescindível se alcancem certas precondições (infelizmente negligenciadas por alguns autores desta nova “doutrina”), que poderiam ser sintetizadas nesta quaternidade: desapego e solidariedade, perdão e gratidão – princípios que os bons representantes desta corrente contemporânea de filosofia comportamental compreendem como constituintes viscerais de seu cânone ideológico. Em outras palavras, estão-se dizendo aparentemente coisas novas, mas apenas as tintas são novas – o conteúdo permanece intocado.

Afinal de contas, não foi Nosso Senhor, a Voz da Verdade para a Terra, Quem nos propôs: “Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e a porta vos será aberta”? O lamentável, no entanto, é que não só não se concede, em esmagadora parte do material publicado dentro da literatura denominada de “autoajuda”, o devido destaque aos itens espirituais que resumimos acima, como sequer chegam a ser citados os limites principiológicos irretorquíveis que devemos considerar, sob pena de não lograrmos êxito no atingir nossos objetivos, por meio do empenho de viver o “pensamento positivo”; ou, de outra sorte, em conseguindo alcançar nossas metas – o que, ironicamente, pode-se afigurar muito pior nas implicações –, sofrermos graves consequências cármicas (n’outras palavras: de destino), decorrentes de nossa invasão na esfera do que não nos era devido, porque não designado por Deus e Seus Representantes no Campo Sublime de Vida. E que limites-filtros do Bem são estes? Eis alguns:

1) Não se pode invadir o espaço do livre-arbítrio alheio – ninguém pode fazer uso de expedientes psíquicos para perpetrar ingerências no espaço mental d’outras pessoas, por melhores que sejam as intenções pretextadas.

2) Não se devem colocar os valores materiais acima dos espirituais, como fazer uso da lei de atração para acumular fortuna ou prestígio, sem dar o realce de-vi-do às questões do espírito, em detrimento das do ego, que devem estar submetidas às daquele e não o contrário.

3) E, principalmente: não somos, como indivíduos, o centro do universo; não estamos no planeta, encarnados ou desencarnados, para realizar desejos pessoais, e, sim, para atender a um propósito de serviço ao bem comum, para vivermos em função de um Todo-Maior – o que, paradoxalmente, nos conduz à verdadeira liberdade, à genuína felicidade. Obedecemos a uma Ordem Intrincada, de tal modo que devemos buscar esta Orientação Profunda, para que não ousemos desejar o que não é para nós. Isso não significa que estamos chegando a esta ilação por força da falta de fé ou pela crença preconceituosa de que não merecemos isso ou aquilo, mas porque, realmente, não nos foi designado, como missão, pela Inteligência Suprema, desdobrar determinada atividade, desempenhar certa função, no concerto da sociedade, dos relacionamentos interpessoais que entretecemos, por Divina Vontade.

Eis, portanto, enfeixados, os motivos principais para as reservas que publicamos n’outras ocasiões, a respeito da temática, por escrito ou em pronunciamentos falados e/ou televisados.

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 23 de Janeiro de 2010, 14:29
Continuação...


O princípio da atração existe, o pensamento é a matriz de tudo.
Contudo, há outro óbvio a considerar: o princípio evolutivo, que também existe.
 Assim, nem tudo é acessível a qualquer um, porque nem toda consciência tem a mesma idade espiritual, e, por conseguinte, por diferenças idiossincráticas sutilíssimas e complexíssimas, fora do alcance, em muitas nuances, do poder de escrutínio humano da Terra dos dias que correm, nem todos nasceram com as mesmas delegações de responsabilidade.
É por isso que, muitas vezes, quem mentaliza demais o que não é para si pode, em o merecendo, adoecer ou falir, em vez de atingir o seu objetivo, tendo que pagar caro, a posteriori, por se arrogar o direito de ser ou fazer o que lhe não era de incumbência pessoal.

Sumamente, ninguém imagine que exista algo fácil de ser conquistado, porque o estado de “fluxo” é decorrente, sim, da eliminação das amarras egoicas, bem como de todas as programações familiares e educacionais destrutivas e autodestrutivas.
No entanto, parar por aí a reflexão, em torno deste estado de alinhamento profundo (de fluxo) com o universo, é pecar por um simplismo leviano e perigosíssimo, ao inspirar a viciosa suposição de que não é necessário trabalho, esforço, disciplina e sacrifício no adiar gratificações, para que se realizem as conquistas, para que se desdobre a edificação do melhor, em qualquer departamento da existência, confundindo (e muito) mentes menos amadurecidas, favorecendo-lhes perdas irreparáveis de oportunidades de crescimento e realização pessoal.

Não se pode esquecer que o “estado de zona”, a excelência que flui das mãos, da boca, da mente de gênios e sumidades de determinadas áreas, é resultado de anos sucessivos (em verdade séculos consecutivos, em inúmeras reencarnações) de trabalho e empenho por expandir as próprias habilidades. Logo, dizer-se que não se faça esforço algum, em razão da ideia de que quem realiza algo, no melhor nível de desempenho, não sente estar fazendo qualquer esforço quando o executa, é tão absurdo como sugerir a um iniciante no estudo de piano:
“O seu problema de não tocar como aquele virtuose é que você se esforça muito, e ele, como nota, não parece realizar qualquer esforço para interpretar a peça”.
Não por acaso, a par dos momentos em que parecem não fazer investimento algum de esforço, os grandes realizadores, de qualquer área do saber ou do agir humanos, dedicam horas incontáveis, em anos e décadas que dobram sobre si, submetendo-se a exaustiva disciplina de estudo, treinamento e trabalho… muito trabalho!!!

É tudo que, por ora, desejamos publicar em torno do assunto.

(Diálogo travado em 16 de setembro de 2009.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 24 de Janeiro de 2010, 12:37

Necessidade da Disciplina do Lazer e Descanso.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/stress.jpg)

Benjamin Teixeira, em diálogo
com um espírito anônimo.

(Espírito Anônimo) – É (…) quem fala, Benjamin, avô de (…).

(Benjamin Teixeira) – Olá, (…)! Que alegria! Há quanto tempo não conversamos…

(EA) – Recíproca a alegria. Eu fiquei muito feliz que a houvesse chamado a ir ao cinema. Ela quase não ia hoje – você sabia?

(BT) – Danada!… Não! Nem suspeitei!…

(EA) – Chegou a planejar dizer isso a você, mas quando lembrou que tergiversou a vários convites, acanhou-se e resolveu fazer um esforçozinho maior… Na sala, porém, prometeu-se não repetir a dose, pelas dores “menstruais” e desconforto causadas por elas… “Mamin entenderia… que pena que eu vim… poderia estar na minha cama…”, pensamentos assim… Pois eu discordo. Depois de se medicar, nada como estar com amigos e desfocar a atenção com a companhia deles e um bom filme, em vez de ficar “curtindo” a dor em casa… E quero que ela saiba desta minha opinião.

São nestas coisas que fazem bem enorme a nossa Escola: ensina as pessoas a descansarem, a equilibrarem trabalho, lazer, família… As pessoas não costumam contrabalançar muito bem estas esferas de suas vidas.

(BT) – Que bom. Fico feliz de que, então, eu tenha contribuído para que ela saísse de casa.

(EA) – Vim me unir ao coro dos que agradecem por esta obra. Sei que não vai publicar isso, mas deveria, porque fica parecendo que somos uns mal-educados! Como se não estivéssemos gratos por tantos suicídios e vidas perdidas que foram recuperadas, por estes 16 anos de existência do programa…  Mas quero registrar mesmo assim.

(BT) – Ok. Vou pensar com carinho em suas palavras e talvez as traga a lume…

(EA) – Voltando a (…), no particular do excesso de trabalho, por exemplo, a não respeitar as estipulações que havia feito, no quesito de repouso e momentos de descontração. Por exemplo: o tempo dedicado a assistir TV, programas que a agradam ou a filmes (que ela havia estabelecido, em promessa a si própria, após uma repreensão desta, que fizemos há mais de um ano…) – ela não está atendendo quase nada do que se programou fazer. Vinha bem, até lá para novembro… Mas, chegando o fim do ano… e até agora… Nas últimas semanas, tem sido bem rebelde! Só aos encontros familiares obrigatórios ela não faltou, no período de festas de final de ano. Só que as festividades acabaram… e ela tornou ao seu moedor de carne… (sendo o “moedor” sua rotina de sobrecarga de tarefas e responsabilidades e “carne” seu juízo e sua saúde).

(BT) – Deseja dizer mais alguma coisa?

(EA) – Não, Benjamin – você está dispnéico. Como deseja que continue.

(BT) – Não vou publicar isso.

(EA) – Vai-lhe dar mais falta de ar não o fazer…

(BT) – Não entendi.

(EA) – Triste por não “cumprir sua tarefa” com os leitores do site… o compromisso com eles…

(BT) – Ah… (risos).

(EA) – Só que o compromisso é conosco e com Quem representamos…

(BT) – Obrigado…

(EA) – Pare um pouco para renovar o ar. Aguarde a crise passar…

(BT) – É difícil parar… a consciência reclama… Já passou a hora de publicar a mensagem… e repetimos a postagem da mensagem de texto dois dias… a do “Exaustos…”

(EA) – Pois é… conclua…

(BT) – Ok, você venceu (rs) – terei que parar mesmo agora, um pouco… Pode me aguardar?

(EA) – O tempo que precisar.

(BT) – Muito obrigado!

(EA) – Vai, homem! Quando normalizar a respiração, estarei aqui, com a Equipe – tranquilize-se, quanto a isso. Não se preocupe que não está nos “roubando tempo”. Estaremos ocupados, atendendo algumas entidades sofredoras, que foram trazidas a cá (da sala de cinema), para conduzirmos a postos avançados, em seguida.

(BT) – Embora sem vencer completamente a crise de falta de ar, decorrente de uma queda de pressão repentina, o avô de minha amiga disse haver recebido ordem superior para não prosseguir no diálogo e que apenas deveria publicar o artigo como agora está… inacabado… Mas gostei dele, ao relê-lo. Principalmente por mostrar que casas em que o trabalho espiritual sério de disciplinas de oração e cultos do Evangelho converte-se em “postos avançados” da Espiritualidade, para a prestação de socorro a desencarnados sofredores. Um estímulo a que todos convertam seus lares em colméias da Luz Divina, a serviço de sofredores anônimos, em grande cópia, tanto desencarnados, como de encarnados que lhes sofriam as influências deletérias e não mais estarão padecendo sua pressão mental.


(Diálogo travado na madrugada de 23 de janeiro de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Fevereiro de 2010, 12:18
Breve Reflexão.

por Aline Rangel*.

(http://tinotec.com.br/images/reflexao.jpg)


Diante da característica menos feliz daqueles que nos rodeiam, cabe a reflexão cuidadosa e sincera acerca do quanto temos a aprender com o que nos incomoda. Seja porque portamos tal elemento e não nos damos conta ou sequer conhecemos; seja porque precisamos atentar para o que já identificamos como comportamento ou traço prejudicial e que, pela disciplina, precisa ser evitado; seja porque aquela postura, aquela manifestação desagradável apresenta elementos importantes a serem considerados no desenvolvimento ou fortalecimento de pontos vulneráveis em  áreas específicas de nossa vida.

Aprender com o outro, sempre que possível! No pior ou no melhor, no que nos parece tão  óbvio ou nas surpresas encantadoras, no aparentemente conhecido ou naquilo que nos escapa compreensão… Inúmeras oportunidades ofertadas ao crescimento, ao aprimoramento do que já conquistamos, à assimilação de diferentes conceitos, valores, estratégias mais eficazes. O que nos causa espanto pode ser a chave da leveza de que necessitamos… O que nos provoca asco muitas vezes a “dica” para a libertação de duras angústias… O que nos desperta inveja… a pista de uma necessidade não atendida, mal interpretada, ou mesmo das negligências que nos atrasam os passos…

Então, coragem! Encarar o que preferimos não ver é difícil, sem dúvida! Mas é libertador, quando levado a sério como compromisso com a verdade pessoal; e não tão a sério quando relacionado ao ego e seus desejos caprichosos de superioridade ou acomodados de uma inferioridade preguiçosa. Como fazer? Pedindo ajuda, reforçando proteção e inspiração nas orações, lendo, pesquisando, mantendo-nos abertos ao novo, experimentando e exercitando novas condutas, colocando-nos à prova, negociando com a sombra… Fazendo o nosso melhor, com o outro e com nós mesmos, através do esforço contínuo pela sintonia com o Bem, modificamo-nos e encontramos os reais motivos de felicidade, guardados como preciosidades que são, no Amor…

Até a próxima semana!

* psicóloga clínica, médium do grupo Salto Quãntico

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Fevereiro de 2010, 13:20
Motivos de Gratidão.

por Aline Rangel.

(http://4.bp.blogspot.com/_GGk85-BtfTI/SxR5bJM9vLI/AAAAAAAAAIY/08sEp3a14hw/s320/gratid%C3%A3o.jpg)

Hoje é  dia de agradecer! É o momento de nos lembrarmos do quanto somos protegidos e amados, do quanto somos estimulados a ser melhores, do tanto que somos poupados nas experiências que nos parecem tão dolorosas. Viver é difícil, complexo, às vezes assustador… Mas é sempre precioso! E a convicção de que não estamos aqui por acaso, de que existe um propósito, um sentido para o que estamos passando é fundamental para que sejamos mais responsáveis com as oportunidades que recebemos, com o que construímos, com a participação que escolhemos ter na Criação.

Que tal abrirmos o coração e nos lembrarmos das pequenas coisas que nos podem fazer felizes? O cuidado diário do funcionário doméstico, o sorriso matinal do filho, o abraço do conjugue, a paciência do chefe consciencioso, a atenção generosa de um estranho na fila do supermercado, a gentileza do profissional que nos presta serviço, o bom dia do porteiro, o trabalho invisível dos que nos facilitam a vida moderna… E se for difícil encontrar no próprio cotidiano estas manifestações de cortesia, gentileza e bondade (*1), se a memória está abarrotada de situações menos felizes, que tal nos questionarmos acerca do quanto temos sido, nós mesmos, autores do descaso, da incompreensão, do desrespeito na nossa e na vida de outras pessoas?

Temos, sem dúvida alguma, muito mais por nos felicitar do que podemos supor. Ainda que atravessemos dores e dificuldades inimagináveis, os motivos de gratidão nos cercam os passos, mesmo os mais vacilantes, trazendo esperança e fé em dias melhores. Sejamos, por isso mesmo, aqueles que distribuem o amor e a fraternidade, ainda que em doses pequenas, fazendo-nos instrumentos do Bem (*2), partilhando a confiança de que, filhos do Amor, estamos, inevitavelmente, destinados à Felicidade e à Paz.



(*1) Recomendo, enfaticamente, a leitura da mensagem “Tríade Divina para a Felicidade.”, Benjamin Teixeira pelo Espírito Eugênia.
(*2) “Instrumentos Vivos do Bem ou do mal.”, por Delano Mothé, publicado aqui no Blog, é uma peça inspiradíssima que trata deste tema.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Fevereiro de 2010, 13:44

Diálogo com Eugênia sobre Suspensão da Recepção de Mensagens Mediúnicas Pessoais para Certas Pessoas ou Mesmo de Algumas Nunca Haverem Recebido Tais Recados Pessoais.

Benjamin Teixeira,
em diálogo com o Espírito Eugênia.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/Jesus2.jpg)


(Benjamin Teixeira) – Eugênia, você teria algo mais a dizer sobre a suspensão de mensagens mediúnicas pessoais, para alguns destinatários preferenciais; ou o porquê de algumas, mesmo estando próximas e se dedicando muito à nossa obra, nunca as terem recebido? (*1)

(Espírito Eugênia) – Compulse, por gentileza, o capítulo sétimo, versículos doze a dezenove do Evangelho de Lucas. Lá, notará a resposta que lhe propomos à questão dos fenômeno do correio mediúnico e seus destinatários. Fico agradecida se me puder colher a mensagem agora.

(BT) – Não entendi o que quis dizer da passagem.

(EE) – Explico-me. A viúva é o traço desesperado do ser humano. O jovem morto é o que dela se espera e que causa o choro de tantos, por não se ter: a autossuficiência dos aspectos psicológicos subdesenvolvidos nela – os masculinos – representados em a figura de seu filho. “Nosso Senhor Jesus” – ou a Visita de Deus, o vetor evolutivo em nossas vidas – não poderia chegar à existência dela e realizar o milagre da ressuscitação de seu masculino interior, de despertar do que estava inerte, se ela, primeiramente, não sofresse a ausência física de seu rebento. Logo, a metáfora evangélica nos chama a atenção para a importância de respeitarmos as dores e carências dos que convivem conosco, em algum nível, ou, se lhe cobrimos as deficiências, carências e frustrações, sem permitir que se desenvolvam e se façam autossuficientes e, principalmente, produtivos, assumimos grande dívida para com eles próprios e para com a Economia da Vida, que quer todos produtivos, úteis e senhores de si mesmos e de seus destinos, quais conscientes artífices de seu próprio futuro. Lembremos da lição inesquecível de Confúcio: “Não se dêem peixes; ensine-se a pescar.”

Mister se faz eduquemos o amor, para que não se converta ele em agente da destruição, com aparência adocicada – os tais “lobos em pele de cordeiro” de que Nosso Senhor pediu nos precatássemos. Exemplo extremo destas convincentes e sofismáticas [e, por que não dizer (?): sinistras] formas de amor é o afeto degenerado em mimo e vício que fazem alguns pais amolentarem o caráter e deformarem a personalidade de seus filhos.

(BT) – Notei, Eugênia, que os versículos que você ofereceu não coincidiram com o trecho do título temático da edição católica da Bíblia que utilizei para a consulta. Houve falha de filtragem mediúnica da minha parte ou você pretendia dizer alguma coisa que não compreendi, com esta “imprecisão”? Você poderia esclarecer este ponto?

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Fevereiro de 2010, 13:45
Continuação...

(EE) – Claro que posso esclarecer. A passagem é “aproximada”, mesmo porque as divisões de capítulos (digo com os títulos pré-estipulados pelas tradições católicas) é arbitrária. E como os Evangelhos podem ser vistos como um “continuum”, o você notar que sugeri adentrasse outro tema, indica, indiretamente, que desejava que você prosseguisse na leitura do “tema seguinte” (um, em verdade, constitui continuação do outro), caso pretendesse aprofundar o estudo em foco, embora em caráter secundário, por isso não estando completamente incluso na citação de trecho “em aberto”.

(BT) – E com relação ao trecho seguinte, então, que conclui com Jesus comentando como pouco importa se alguém é asceta como João ou liberal como Ele o era, que as “más línguas” falarão mal do mesmo jeito (*2).
Eu entendi que há uma sugestão a buscar o equilíbrio, entre os extremos opostos, com estar no ascetismo excessivo de João ou na licenciosidade dos “perdidos” que seguiam o Cristo. É apropriada esta minha interpretação?

(EE) – Sim, é uma das boas hipóteses de interpretação, embora não seja a única. Sugerir-lhe-ia, por exemplo (há outras, que não tangenciarei aqui, hoje, por não caber na temática que desdobramos), além do quesito equilíbrio (necessidade de se buscar e viver o), também o aspecto do dever de se amadurecer a personalidade espiritual, porque não só a postura escapista do segundo título indica puerilidade (o tal cotejo que o Mestre fez da postura d’Ele com a de João  Baptista), mas também a viúva, no capítulo anterior, em seu desespero, revela forte traço de infantilidade no caráter.
Temos que ser puros, como crianças, em nossas intenções e abertura ao novo, ao perdão, à generosidade; mas não infantis, no posicionamento caprichoso diante do mundo.
 Algumas pessoas, assim, julgam-se credoras de atenção especial de nossa parte, da Espiritualidade Amiga como um todo. Só isso indica já um distúrbio grave, no sentido de proporções, na avaliação que fazem de si mesmas e da vida, em sua complexidade e riqueza infinitas. A frustração de seu desejo por serem agraciadas com o correio direto, com o nosso Plano, faz-se, assim, de muito bom tom e mesmo imprescindível a que se sintam impelidas a refletirem em torno do essencial: o seu amadurecimento espiritual, o burilamento de seus caracteres, o desenvolvimento de suas personalidades.

(Diálogo travado na madrugada de 07 de janeiro de 2010.)

(*1) Sobre isso, impressionou-me muito quando interroguei, pessoalmente, poucas semanas antes do desencarne de Chico Xavier, a simpática figura de tio Pedro, um dos colaboradores mais íntimos do médium incomparável, que aparece em inúmeras fotos históricas de Uberaba, ao lado de Chico (nos últimos tempos segurando sua cabeça, pelo avançado de sua labirintite), sobre quantas mensagens pessoais ele havia recebido do médium inesquecível. Eis que ele me respondeu, para meu pasmo, que, em 43 anos de contato íntimo contínuo com Chico, NUNCA havia recebido sequer uma única missiva direta da Espiritualidade Sublime, por intermédio do “mineiro do século”.

(*2) Lucas, 7:31-35.

(Notas do Médium).
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 02 de Fevereiro de 2010, 11:38

A Visita de Aspásia.


Benjamin Teixeira
pelo Espírito Gustavo Henrique.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/anja2et.gif)

Nosso porta-voz pediu-nos socorro para uma de suas protegidas, e eis que, nesta ocasião, em vez de um dos enviados de nossa tão respeitável mestra Aspásia, Ela própria desceu à Crosta, para deliberar providências, em socorro à estimada colaboradora encarnada. Para dar suporte, “fechando” o ambiente a influências deletérias que pusessem a perder a empresa de nossa querida Felícia de Aquitânia, eu mesmo me encarreguei de dirigir uma equipe de “seguranças energéticos” que formaram barricadas psíquicas à intromissão de agentes das trevas, já que a barreira protetora na residência da prezada cooperadora encarnada jazia com várias infiltrações a forças nocivas do Astral, promovidas pela presença de um dos encarnados que com ela residia, seu pai biológico.

Antes da meia noite trinta minutos – o horário que a querida amiga reservava a esta ordem de confabulações espirituais conosco, em seu Culto do Evangelho individual – já me posicionava com quatro companheiros diligentes. Aos 15 minutos da madrugada do dia nascente, a amiga se postou, finalmente, ao Culto. Iniciada a prece, vimos um foco luminoso precipitar-se celeremente, e, em questão de segundos uma gigante esfera luminosa se fez no quarto da beneficiária, a princípio sem permitir que se divisasse coisa alguma, e, à medida que reduzia a sua luminescência, notou-se a silhueta espetacular de uma mulher-luz ao centro da bola de fogo espiritual, o vulto digníssimo de Cláudia Prócula que, com visível esforço de concentração, retraía suas vibrações para poder, de algum modo, entrar em sintonia com a psique da tutelada ergastulada em corpo físico. O término do processo de retração áurica ou “diminuição da frequência mental” coincidiu com a conclusão da prece inicial da jovem vivente no plano físico. O vulto luminoso de Aspásia, então, tocou-lhe a fronte, delicadamente, qual ninfa encantada, e passou a fazer uma espécie de entrelaçamento psíquico com a mente da moça, enquanto nos fazia um aceno elegante com a cabeça – a nós outros que não caíamos de joelhos por respeito a Ela Mesma, que jamais admitiria esta ordem de tratamento, em sua sinceríssima modéstia, legítima humildade. Em poucos segundos, ainda no meio da leitura em voz alta de página aberta ao acaso dos Evangelhos Clássicos, eis que a jovem, envolvida nas vibrações dulcíssimas de amor e acolhimento daquela que foi Bernadette Soubirous, prorrompeu em choro sentido, qual se extraísse das próprias entranhas sentimentos presos de há muito. Ato contínuo, ouviu-se uma voz encantadora de mulher que ressoava, terna e comovente, na sala inteira, vinda do Espírito Eugênia, mas sem que Ela movesse os lábios:

- Minha filha, por que tanta dor?

A cooperadora encarnada, muito embora não fosse dotada de mediunidade a ponto de ouvir nitidamente a voz de Aspásia, percebeu-Lhe a presença e o conteúdo geral de Sua indagação amorosa, e respondeu, entre soluços entrecortando a fala, em volume muito baixo, para que não vazasse além da porta do seu dormitório:

- Minha tão adorada Mãe (!), me perdoe! Não sou digna de Sua proteção! Por que fui chamada a trabalhar em Obra tão importante? Quem sou eu? Estou tão angustiada! Não deveria! Com tantas graças em minha vida! Sou uma ingrata e injusta com a Senhora!
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 02 de Fevereiro de 2010, 11:40
Continuação...



O coração de Aspásia, neste momento, parecia ter um Sol oculto a cintilar com a força de mil estrelas, que chispavam raios luminosos na direção do coração da jovem… os jorros de amor do Coração Santo da Enviada de Maria, que se compungia de profunda piedade pela filha do coração. Dois filetes de lágrimas rolavam pelas faces iridescentes da ninfa corporificada no pequeno compartimento, quando Ela disse:

- Minha amada filha, você se esqueceu de nossas lições? A felicidade não  é só um direito: é um dever ser feliz! Mais que um dever, constitui um carma, um desafio difícil de ser faceado e vencido, quando se está mergulhado no plano da matéria, em sintonia com os Círculos da Luz como você… Não deve desanimar… De-ve empenhar-se em encontrar meios criativos de se felicitar…

Como se ouvisse (sem ouvir), cada bloco de ideias da sábia de Mileto, a moça retorquiu:

- Pois é  isso, minha querida Mãe! Eis o problema! Parece que sou viciada em preocupação e depressão! Não consigo me libertar deste círculo vicioso!…

A voz aveludada de dama do Céu ressoou novamente no cubículo iluminado pela “luz do dia”… o Coração de Maria… irradiado, na presença de sua grande Emissária:

- Comece com pequenas iniciativas, milha querida. Vamos, pegue o telefone. Atenda ao convite que Benjamin lhe fez de ir ao cinema. Vai-lhe fazer bem. A fita que será exibida animá-la-á. Conheço o conteúdo da obra. Retornará a casa bem melhor, quando, amanhã à noite, houver assistido ao filme e retornar a este Culto, neste mesmo horário.

A conversa prolongou-se por mais alguns minutos, adentrando assuntos íntimos da amiga em ideal, que não cabem aqui ser minudenciados; e, após um quarto de hora concluso de visita, Aspásia fez novo aceno polido a todos e verbalizou, para mim (sem mover os lábios ainda), mais uma vez esguichando luz pelo chacra cardíaco, tocando-nos e comovendo-nos a todos:

- Padre Gustavo!

- Saudações, minha Mestra, minha Mãe! – respondi, tentando impedir, sem êxito, que minha voz não saísse embargada da garganta de meu psicossoma.

E, tornando a explodir Luz e desaparecendo dentro d’Ela, a Esfera Luminosa subiu qual um foguete misterioso… no rumo dos páramos celestiais…

Ó, Aspásia bendita! Ó Bernadette abençoada, rogai por todos nós ante Maria, a Mãe da Terra Inteira, para que seja feita a Sua Vontade… nossa Verdadeira Felicidade…

(Texto recebido em 31 de janeiro de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Fevereiro de 2010, 18:23
Diálogo sobre Artimanhas do Ser Humano e Possível Otimismo em Relação à nossa Espécie.

Benjamin Teixeira,
em diálogo com o Espírito Eugênia.

(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:1nnT5ZkJHt-DSM:http://tecnocientista.info/Imagens/applications/PhotoGalleryManager/images/gatinhos_filhotes_gatos_1.jpg)

(Benjamin Teixeira) – Querida Eugênia, na palestra da semana passada falei algo, sob Sua inspiração e de Seu Grupo de professores, sobre que gostaria de consultá-l’A: o fato de o ser humano ser “manhoso” por natureza. Você desejaria fazer algum apontamento a esse respeito?

(Espírito Eugênia) – Sim, meu filho; a provocação é inteligente e convém aproveitarmo-la, já que sempre estamos prontos, na condição de seres humanos, a condenar terceiros, mas muito tardos em perceber nossas próprias limitações. Dizemo-lo assim, porque, inclusive, você apresentou a assertiva em forma de indagação filosofal, que pode soar hilária, pelo tema, trágico pelas implicações de realismo sofrido que lhe subjazem: “Quem é manhoso?”
E respondeu você mesmo: “90% da humanidade”. Faríamos um ajuste na afirmativa: deveria ter afirmado “TODA a humanidade” – seria a nossa ressalva –, já que as artimanhas de justificar o que não se pode pretextar e de fugir à responsabilidade pelos próprios atos constituem um processo natural do ego, e raras criaturas na Terra estão dispostas a facear seus egos, plena e profundamente.
 E, como é demasiado doloroso admitir conscientemente que se frauda, para escapar das consequências pelo que se fez, as pessoas lançam seus autoengodos para o inconsciente. Eis então que surge o paradoxo segundo o qual indivíduos considerados exageradamente “desbocados” ou “estabanados” podem estar muito mais próximos da angelitude, ou da santidade, ou da iluminação – como se queira denominar o processo de transcendência do nível humano de consciência –, do que aquelas criaturas mais convencionais e cumpridoras da moral vigente, por uma razão muito simples: é conveniente e inteligente respeitar a moral dominante.
Em sua esmagadora maioria, as pessoas ditas “decentes”, que adotam determinado conjunto de comportamentos (por conveniência, não por consciência), mesmo aquelas que se dizem heróicas, na firmeza em segui-los até a morte, mudá-los-iam num piscar de olhos, se soubessem, sem espaço a dúvidas, que a maior parte da sociedade e a moral corrente das elites dominantes esperam algo diferente delas.
Por isso Jesus fez a ousadíssima afirmação de que meretrizes e homens públicos desonestos entrariam no “Reino dos Céus” antes que religiosos convencionais (representados na figura de Seus discípulos, a quem o Mestre se dirigira, neste episódio narrado nos Evangelhos)… Muito sério, hein? Isso nos deve inspirar profundas reflexões, para que nos ajustemos melhor, e encontremos um nível mais apropriado de compasso com nossas reais aspirações de felicidade.
Estariam essas personalidades atreitas à servidão, no que concerne ao interesse das massas espoliadoras delas mesmas? (Dissemos massas que exploram massas, porque as tais “elites” que definem a moral comum não existem de fato – utilizamos o conceito apenas para facilitar o entendimento de questão altamente complexa.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Fevereiro de 2010, 18:26
Continuação...

 É o conspiracionismo pueril do ego que se apraz com a ideia de senhores engravatados reunidos num palacete ocluso, para decidir os destinos da humanidade, muito embora, aqui ou ali, semelhantes fenômenos aconteçam, como no que tange a reuniões de cúpula internacionais, mas não no que se refere a questões morais, sociais, psicológicas, culturais e de costumes.) Ou deveríamos entender que nossa felicidade reside em atendermos à nossa verdadeira natureza, às aspirações mais altas de nosso espírito, de nosso ideal?

(http://images02.olx.pt/ui/1/11/86/8920586_1.jpg)

Para encerrar, importante destacar, neste mecanismo de autoludíbrio que se acumplicia com a conveniência da maioria, de modo covarde e preguiçoso, a função do inconsciente, pois que, de ordinário, é por força dos automatismos neuropsicológicos que os indivíduos agem, como podemos asseverar categoricamente, sem medo de errar, com base no que afirmam todas as escolas de psicologia e psicanálise, bem como a psiquiatria e as neurociências (mais ainda). Ou reconhecemos que nós mesmos e os demais irmãos em humanidade agimos em função dos vetores mentais imersos no próprio inconsciente, ou nos tornaremos, quais aqueles tidos como mais “experientes”, mas ignorantes em funcionamento da psique humana, cruel e irremissivelmente pessimistas e cínicos quanto à índole do ser humano e ao fatalismo autodestrutivo de seu destino.

Não negamos o realismo das conclusões e descobertas desses senhores mais amargos. A questão é que consideramos que, além do mal, existe também em semente a tendência à benevolência e à autotranscendência, que, com o passar dos séculos, mais e mais desperta-se na espécie humana em nosso orbe, como uma mui breve passada de olhos sobre nossa história o revela, em termos de infinitos ganhos sociais, jurídicos e mesmo de benefícios e benesses materiais que cobrem expressivo percentual das sociedades no globo.

Nos próximos decênios e, em particular, nos séculos vindouros, inclusive por necessidade de sobrevivência, assistiremos ao eclodir de um movimento de universalização das conquistas evolutivas sociais e pós-industriais, por toda a comunidade humana no orbe, assim como ao surgimento, por fim, de uma nova era de fraternidade e paz, bem-aventurança e serviço humanitário, pela Terra inteira, para todo o sempre, em sucessivos patamares de perfeição e ventura…

(Diálogo travado em 27 de dezembro de 2009.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Fevereiro de 2010, 22:12

O Milagre do Corpo Físico e a Bênção Ímpar de Estar Reencarnado(a).


(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/sinopse_14.jpg)


Benjamin Teixeira
pelo Espírito Eugênia.

Peça para viver o mais tempo puder, no aparelho fisiológico que ora o(a) alberga. O corpo é uma bênção celeste. Reencarnar é ser feliz, em muitos sentidos. Suspenda toda ordem de reclamação, a ele relacionada, como dizer que este mundo é “cão” ou um “vale de lágrimas”. Isso é quase mimo, uma pouco mascarada manifestação de infantilidade.

Disciplina, trabalho, esforço, decepção e adversidade são fenômenos naturais da existência humana, e não motivos para lamúria, muito menos para se cogitar em desistência da luta. A peleja do bem, num mundo onde o mal ainda campeia, deve ser estímulo adicional à realização do melhor, já que, em condições adversas, o merecimento das conquistas, ainda que pequenas e parciais, será ainda maior.

Viver menos de 90 anos na matéria é, hoje, um grande desperdício de oportunidade, não só porque é difícil obter-se a graça inaquilatável de um mecanismo biológico para encarnar, mas aqui em particular considerando as descobertas para a profilaxia, recursos medicamentosos e tratamentos fisioterápicos, quanto procedimentos cirúrgicos da atualidade.

Que se trabalhe, agora, para se viver este tempo adicional ofertado pela Medicina e Ciências Correlatas – quase uma segunda vida, dentro de uma mesma existência, como têm dito os especialistas – com qualidade: lucidez e produtividade no bem, até o fim das forças do corpo, esta maravilhosa máquina biológica, a serviço da humanidade e sua evolução.

Para atender-me a esta exortação, não precisa ficar paranóico(a). Siga, com relativa disciplina, as proposições de seus médicos, tenha mediano cuidado com a alimentação e a atividade física, e, principalmente, mantenha-se ocupado(a) e a serviço do bem comum, o máximo que puder, e terá você garantida longa e criativa estada na engrenagem carnal, que ora sustenta sua estada na crosta terrena.

Aja com este respeito reverente pelo animalzinho dócil que lhe serve de morada psíquica a seu espírito, para que, quando retornar ao mundo espiritual, possa dizer que essa encarnação, que ora desfruta, terá sido a mais fértil e transformadora de todo seu histórico evolutivo, uma vida-marco para você e todos que privaram de seu contato e influência pessoais.

(Texto recebido em 2 de fevereiro de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 07 de Fevereiro de 2010, 12:20
Herói Semideus, a Princesa Atormentada e a Deusa Irada. (Como temas da palestra deste domingo, 7, além da honrosíssima visita do Espírito Thérèse de Lisieux, Santa Teresinha do Menino Jesus.)

(Boletim de Expansão e Atividades do Instituto Salto Quântico – 31.)

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/poseidon9.jpg)

Benjamin Teixeira,
pelo Espírito Roberto Daniel.

Um jovem príncipe semideus enfrenta, adestra e cavalga a própria sombra psicológica, representada magníficamente num cavalo alado, com o auxílio das orientações de seu Self, simbolizado num ancião sábio.

Uma linda princesa – remetendo-nos à figura da “anima”, o feminino condutor da alma e do ideal, dentro de todos nós – é atormentada, todas as noites, em seus sonhos, sendo arrastada, em experiência fora do corpo, para um pântano do plano espiritual inferior, onde sofre a abordagem de sedução direta de um ser monstruoso, que não só metaforicamente tangencia a semente do mal dentro de cada criatura humana, mas também se refere às personalidades reais de gênios das trevas que tramam contra a felicidade de todas as criaturas viventes, encarnadas ou desencarnadas.

Por fim, uma deusa irada (retratando as forças degeneradas da mesma anima, que, quando não atendida em seus reclamos pelo incauto rebelde, convertem-se em autodestruição e tragédia, em todos os sentidos, além de aludir a inteligências malevolentes que azucrinam encarnadas e aqueles que se encontram já desenfaixados da matéria) que resolve se interpor à felicidade de um casal “perfeito” de enamorados, lançando terrível praga sobre todo um povo, por causa disso.

Estudos interessantíssimos de psicologia profunda, a partir de material colhido do pai de todos os grandes produtores de mitologia e efeitos especiais de Hollywood, em trechos especialmente selecionados daquela que foi considerada a obra prima deste patriarca da tecnologia de efeitos visuais: Ray Harryhausen.

Fazendo um acabamento complexo e pragmático das reflexões mitológicas e arquetípicas ventiladas, a apresentação documetal de curiosidades raras sobre duas personagens históricas fascinantes, dois homens geniais no estadismo e na esfera militar, que se notabilizaram por realizar o impossível: Alexandre, o Grande, e Genghis Khan, em uma abordagem, a dizer por baixo, controversa.

Além de tudo, na segunda parte de nossa reunião deste domingo, dedicada ao contacto com o Nosso Plano, a visita de Thérèse de Lisieux, Santa Teresinha do Menino Jesus.

(Artigo recebido por psicografia de Benjamin Teixeira, em 6 de fevereiro de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 09 de Fevereiro de 2010, 20:33

Reclamação, Acusação e Fofoca.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/Fofoca.jpg)

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Gustavo Henrique.

Permuta, amigo, teu discurso de reclamação, por ação efetiva no bem.

Podes ter razão sobre muita coisa do que falas, mas ficará mais claro que estás coberto de juízo em tuas avaliações, se provares, fazendo melhor.

Vê, querido amigo, que te não tornes parte do problema, em vez de te empenhares em colaborar com a solução de qualquer questão – o que faz todo homem e mulher lúcido(a), de bem e maduro(a). Profetas do Apocalipse, a protestarem contra tudo e todos, apontando falhas em realizações e criticando pessoas, temos aos montes. Os dizeres do Apóstolo Chico Xavier ainda ressoam em nossos ouvidos: “Temos que nos fazer estações terminais de toda fofoca, porque a fofoca também mata.”

Responsabilidade é contribuir para a edificação do bem, em qualquer circunstância. Mesmo ante comentários aparentemente desprovidos de importância ou maiores consequências, podemos cooperar com a constituição de um padrão melhor de pensamento, sentimento e atitude. Trata-se de processo contínuo de educação da alma e sua forma de enxergar o mundo e com ele interagir; processo este que, em nos dedicando a ele, o primeiro beneficado(a) seremos nós mesmos.

Logo, a partir de apontamentos prosaicos no cotidiano (porque a vida é conformada de segundos e não de anos apenas), poderemos construir o edifício de convicções e filtros de percepção que terão implicações altamente relevantes à nossa e à felicidade de todos que entretecem algum nível de relação conosco, direta ou indireta.

Se alguém se lamuria pelo clima, recordemos da alegria e bênção da tecnologia, ofertando-nos recursos de climatização dos ambientes, sejam refrigeradores, aquecedores ou tão-só o teto amigo que nos abriga das intempéries ou do sol inclemente.

Se alguém te acabrunha o moral, declarando misérias sobre a vida pública, nacional ou local, lembra dos inúmeros trabalhadores de bem que mantêm a roda viva do progresso e da produtividade das sociedades, em todos os seus departamentos, inclusive nos altos comandos da República.

Se alguém desavisado apresenta apontamentos menos lisonjeiros sobre a vida íntima de determinada dama, recordemos ao falante empolgado que talvez não haja plena verdade no informe que lhe foi passado; e, ainda que haja fidedignidade no relato, podemos não fazer ideia da dimensão de desafios e dificuldades que esta mesma dama terá faceado e ainda faceia, em outros setores de sua existência, quiçá salvando vidas da beira do suicídio, com enorme empenho solidário de auxílio fraterno.

Seja qual for a fala que nos chegue ou a tentação que tu mesmo tenhas de emitir juízos de valor sobre pessoas, situações e eventos, lembra do Cristo, no alto da Cruz, e torna ao foco de tua atenção, para ajuizares, então, se o assunto ainda importa ou como importa seja abordado. E se, ainda assim, compreenderes que certas colocações devam ser feitas (mesmo que menos doces), reveste-as de cuidado, zelo e construtividade, para que fomentem bem estar, aprendizado e estímulo à fraternidade naqueles que te honrarem com a escuta.

(Texto recebido em 8 de fevereiro de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Fevereiro de 2010, 20:27

Os Assustadores Alertas do Grande Mestre Espiritual Anacleto ao Movimento Espírita e para a Sociedade, Como um Todo.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/profeta.jpg)

“(…) Em todas as coisas nos apresentamos como ministros de Deus, por uma constância nas tribulações, nas misérias, nas angústias, nos açoites, nos cárceres, nos tumultos populares, nos trabalhos, nas vigílias, nas privações; pela pureza, pela ciência, pela longaminidade, pela bondade, pelo Espírito Santo, por uma caridade sincera, pela palavra da verdade, pelo poder de Deus; pelas armas da justiça ofensivas e defensivas, através da honra e da desonra, da boa e da má fama. Tidos por impostores, somos, no entanto, sinceros; por desconhecidos, somos bem conhecidos; por agonizantes, estamos com vida; por condenados e, no entanto, estamos livres da morte. Somos julgados tristes, nós que estamos sempre contentes; indigentes, porém enriquecendo a muitos; sem posses, nós que tudo possuímos!”

Paulo de Tarso (II Coríntios, 6:4-10)
Benjamin Teixeira
pelo Espírito Anacleto.

Fica em paz, caravaneiro da Luz. Nunca te abandonaremos. Não relegamos ao léu do desamparo aqueles que se fazem nossos fiéis despenseiros no Bem. Logo, pela tua perseverança, conquistaste nossa proteção, para que, a despeito de todos os ataques que sofres, de toda parte, de todos os lados, inclusive dos próprios que se dizem seguidores de Kardec e – blasfêmia das blasfêmias – canais da Espiritualidade Sublime, venças, e venças galhardamente!…

Segue, intimorato, tua jornada de autorredenção, resgatando, com ela, muitos dos que te acompanham, de perto ou de longe, nesta grande e histórica empreitada de disseminação da Luz Espiritual, para os novos tempos do início do Terceiro Milênio.

Não te amolente o caráter os dardos com te que alvejem os que não sintonizam com a tua e a mensagem que nos caracteriza a posição de divulgadores do Evangelho de Jesus, na versão do século XXI. Cada século porta seus próprios expoentes, com as abordagens peculiares a seu tempo. A ruptura que enfrentaste com o Movimento, provisória, porque necessária, era de molde a, antes de fugir aos ditames de tua consciência e perturbares os outros, com tua postura altiva e fiel às determinações de teus maiores, preservasses, como entendias, o bem de todos. Todavia, no momento em que te fica claro o reverso: de que não havia um “desrespeito” à Causa espírita, e sim uma renovação necessária, para que sejam absorvidos os valores essenciais da Nova Era, do novo século que se faz, agora, plenipotente, em seus valores evolutivos, possas conduzir a multidão de sofredores, em busca de socorro e esclarecimento de toda sorte, nos enigmas complexos que são e serão faceados d’agora por diante.

Observa, por exemplo, como a defesa à homossexualidade, que parecia tão herética e escandalosa, há 15 anos, quando iniciaste tua pregação neste sentido, corajosamente, diante das câmeras de televisão, numa capital provinciana do Nordeste brasileiro, hoje se faz voz comum de toda gente esclarecida e minimamente madura ou instruída. Há outros assuntos, porém, que te responsabilizas por disseminar, que ainda não são muito palatáveis ao gosto geral. É natural que assim seja, já que segues à frente, qual porta-voz dos carros-chefes evolutivos das comunidades humanas.

Recorda que outros elementos do passado e mesmo os obviamente santos, como Chico Xavier, foram atacados por “lideranças espíritas” de seu época, sobremaneira no início de suas tarefas, e, no final… qual mesmo o nome desta criaturas infelizes que preferiam, por vaidade e inveja, colocar-se contra os movimentos do progresso humano?

Seguir os novos costumes de liberdades individuais plenamente respeitadas, e de consideração aos novos informes da Ciência de modo algum podem constituir contradição com a Doutrina de Kardec, que reza, acima de tudo, que haja progresso e adaptação de sua deontologia e conceitos, conforme as descobertas do engenho humano, em cada geração.

Não te impressione, assim, a fala da retaguarda. Ela passa. Os velhos ícones do Movimento Espírita do século XX desencarnam, e novo ciclo tem início.
Muitos permanecerão fieis à antiga visão do século XX, como houve, na primeira metade do século XX, os que se mantiveram atreitos à moda clássica do Espiritismo do século XIX, e, durante todo o restante de suas encarnações, desperdiçarão a oportunidade de sintonizar com o futuro, com a evolução (diga-se, n’outras palavras), com a Espiritualidade – seja-se bem claro, porque eis o motivo de interação entre os dois mundos:
  
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Fevereiro de 2010, 20:29
Continuação...

Mudança, e mudança para melhor, adiantamento, burilamento e complexificação das ideias, dos costumes, principalmente do respeito ao próximo, da fraternidade, da caridade, do amor, que jamais poderiam existir plenamente sem respeito às minorias, sem lhes conceder o direito de cidadania, o direito de existirem, sem o sofisma e a hipocrisia da falsa caridade que diz amar, mas reprime, condena e persegue, denominando desequilibrados e obsediados aqueles que apenas não são conservadores ou se mostram mais honestos e transparentes em sua conduta, em vez de ocultarem quem realmente são, para não afrontarem as convenções vigentes…

A poeira da História se responsabilizará por relegar a inexorável ostracismo aqueles que se interpuserem contra os movimentos evolutivos. Ai daqueles que se colocam contra as Forças transformativas do Céu, em interação constante com a Terra, por meio dos que, pela mediunidade ostensiva ou tão-só pela inspiração, sintonizam-se com os novos valores do Paraíso na Terra.

Vê-se agora, muito nitidamente, em todos os setores da sociedade humana, dentro e fora dos rincões pátrios, o que acontece: legisladores, artistas, intelectuais de todas as ordens, políticos, juristas e alguns poucos religiosos (ainda muito poucos, lamentavelmente), fazerem eco a esta conclamação bendita do Céu, como tem sido na emblemática defesa da Causa Gay (somos forçados a voltar ao assunto tão sensível à maioria dos conversadores, porque representa muito bem todas as demais questões da vanguarda, menos dolorosas para os que se apegam ao passado).

Abominemos toda espécie de preconceito! Jesus conviveu com prostitutas, e disse que muito amavam (Lucas, 7:36-50), e que entrariam no Reino dos Céus antes de muitos de Seus discípulos (Mateus, 21:31). Chamou para formar Seu círculo mais íntimo de companheiros de ministério homens públicos, ignorantes e de má fama, como foram o empresário (dono de barca) Pedro, o cobrador de impostos e traidor da pátria, Levi (Mateus), e o feminino João Evangelista, que, como relata o texto evangélico, tinha a cabeça deitada no ombro de Jesus, no dia da “Santa Ceia”, fazendo-se ele, o que mais parecia emasculado, justamente o único entre todos os discípulos e apóstolos homens do Cristo, leal até o fim ao Mestre, ao lado das duas Santas Marias (Maria Santíssima e Madalena), aos Pés de Jesus até Sua “morte” – a coragem superior dos corações femininos… como sempre…

Abdiquemos, de uma vez por todas, deste apego ao passado que nos castra os vôos para a legítima solidariedade e compreensão mútua… Vivamos o perdão e o amor, de modo profundo e pleno, como somente quem não faz distinção entre pessoas pode viver. Esqueçamos classes sociais e divisões de raça ou de cultura, de sexo ou preferência sexual, de religião ou de política. Que, como disse Nosso Senhor Jesus, em Sua última prece-profecia, antes de expirar na cruz: sejamos todos Um!

Provemos que somos realmente alinhados com o Plano Sublime de consciência, com os grandes Mestres que dirigem a Terra, demonstrando sintonia com a vanguarda, porque só existe sintonia com o Céu, na vanguarda equilibrada dos que se abrem a todos, sem discriminações ou insensibilidades, mediocridades e mesquinharias bairristas, nacionalistas, étnicas, sexistas ou ideológicas.

Cuidemos para não sermos seduzidos pelos pseudossábios da dimensão extrafísica de vida, que incluem palavras sonoras e doces em seus textos e falas, como “caridade” e “amor”, para pregarem a divisão e sugerir que se observe com prevenção quem não partilha de nossos pontos de vista, sobremaneira – estejamos todos bem alerta para isso – quando nos insuflam desconfiança para com os que pregam a abertura das mentes e dos corações a aceitar paradigmas novos, conceitos diversos, assentados na mais legítima fraternidade e concórdia universais, porque as vozes que se levantarem contra os que apontam os caminhos evolutivos para a humanidade são, inequivocamente, provenientes das Forças da desagregação, do mal, e jamais poderiam ser oriundas de Deus ou das Potências que O-A representam, ainda que tenham discurso elaborado ou fala mansa e adocicada, quais, como asseverou Nosso Senhor Jesus, “lobos roubadores, vestidos em pele de cordeiro”.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Fevereiro de 2010, 20:32
Final...


Atentemo-nos, oremos e, principalmente: vigiemos, porque Jesus pediu que primeiro vigiássemos para depois orar. Ou seja: abramos os nossos olhos, porque o bem pode estar onde costumamos identificar o mal, se nosso ego, nossos preconceitos pessoais, familiares e de grupo, nossos interesses pessoais, materiais e emocionais são feridos… Atentemo-nos! Atentemo-nos, para não perdermos a sintonia com o Céu, ainda que a Terra nos aplauda! Para que este aplauso da maioria que precisa ser educada e conduzida, e não adulada, como os vaidosos covardes, que temem enfrentar a maioria e a cultura hegemônica?

Ai daqueles, por fim, que, em nome da Doutrina Espírita e da Doutrina Cristã como um todo, pregarem ideias retrógradas, como se fossem de Deus e do Cristo! E ai ainda mais daqueles que, para completar, não só não colaboram com a evolução planetária, como ainda depreciam a imagem dos que legitimamente trabalham pelo adiantamento das comunidades a quem servem, por estarem a serviço da quebra de tradicionalismos vãos, que nada mais são do que cristalizações malevolentes na preguiça arrogante dos que não querem mudar, porque não lhes convém mudar…

(Texto recebido em 14 de fevereiro de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 22 de Fevereiro de 2010, 14:33

Zonas Estercorárias da Vida.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/foto3.jpg)

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Eugênia.

Existem as zonas estercorárias – nossas e de nossos irmãos em humanidade – que precisam ser drenadas. O nosso passado arquimilenar na animalidade primitiva e selvagem, que nos exige laborioso serviço de drenagem, processamento e, por fim, aplicação judiciosa, por meio da canalização dos elementos deletérios extraídos, a outros ambientes psicossociais, onde os dejetos imprestáveis se possam converter em adubo fertilizante.

Isso não é tão simples de ser feito, mas constitui um dever inexorável de toda criatura, pouco importando se ela o faça conscientemente ou se apenas seja a isso compelida, em meio a contextos de obrigação inarredável ou sob efeito de argumentos diversos destes que apresentamos, em função de sua filosofia de vida também distinta da nossa. O fenômeno, em si, porém, é universal.

Esperar por facilidades contínuas, e viver em função do prazer constitui uma visão de hedonismo imaturo e autodestrutivo, que afasta a criatura da rota de seu dever a cumprir, em determinado quadro existencial, inviabilizando-lhe os mais importantes movimentos de elaboração evolutiva, retardando, com altíssimo custo para si própria, aprendizados e realizações que pesam em seu destino, como carma e pendência para a própria vida em que se encontra e para outras existências no porvir, dentro ou fora da matéria.

(Texto recebido em 19 de fevereiro de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Março de 2010, 14:27
A Tragédia da Treinadora com a Baleia Orca e Mais Duas Questões sobre o Recente Terremoto no Haiti.  



(Questões da Atualidade – 01)

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/orca.jpg)

Delano Mothé e Benjamin Teixeira,
em diálogo com o Espírito Eugênia.


(Delano Mothé) – Quanto ao caso da treinadora de baleia orca que foi morta por esta, numa apresentação pública, apesar de adestrada há muitos anos. Segundo a fonte na imprensa que eu consultei, o animal já havia dado sinais de agressividade antes. Você tem algo a dizer sobre isso? Há algum alerta ou lição embutidos nesta infeliz ocorrência?

(Espírito Eugênia) – Sim, há, meu querido, e muito grave. Quando lidamos com forças muito poderosas – aquelas que provêm “do fundo das águas do inconsciente”, personificadas em figura de uma besta ou animal de porte vultoso (o que nos remete, facilmente, ao símbolo da sombra psicológica e ao Id ou subpersonalidade animal, que todo ser humano possui, em sua interioridade psicológica), como a baleia orca – precisamos ouvir-lhe os sinais, e não só captá-los, como tomar providências em nossa conduta e rotina que se coadunem com os avisos que estes sinais contêm. “As neuroses convertem-se em doenças” avisou-nos Jung, mas também transfundem-se, por canalização destrutiva (já que não foram devidamente sublimadas, ou seja: canalizadas construtivamente, em tempo) em rupturas de casamentos que pareciam sólidos, na quebra da conduta íntegra de alguém que, repentinamente, passa a demonstrar postura viciosa ou mesmo delinquente, após longo tempo de elaboração dos fatores degenerativos, no fosso fundo da inconsciência, entre outros eventos desastrosos.

Dessarte, como a treinadora, o ego humano pode se sentir muito senhor da situação, sem estar de fato. Tantas anos de adestramento poderiam parecer dizer a ela que estava completamente segura, que nada tinha a temer. O ego é exacerbadamente focado no passado, no conhecido, no familiar, não admite mudanças, não percebe (e não quer admitir, para não se sentir sem controle sobre sua circunstância) que vivemos num tecido de eventos em constante fiação, em processo contínuo de ruptura e reconexão com outros faixas de consciência, acontecimento e transformação. E, com isso, erra, e erra feio, em seus prognósticos sobre as problemáticas vividas, bem como, por conseguinte, na reação a elas.

Paremos de aplicar velhas fórmulas a contingências novas, abramo-nos aos fluxos da vida, complexíssimos e imprevisíveis, celebremos o caos, e aceitemos seguir nossas intuições e a voz da própria consciência, que nos alertam sobre a necessidade de mudar rumos, caso o orgulho e a pretensão de controle do ego (mais uma vez) não nos ensurdeçam e encegueçam para o que, progressivamente, faz-se óbvio, a ponto de gritante.

(Delano Mothé) – Tenho duas questões sobre a tragédia do Haiti. Uma suscitada por seus comentários a respeito. Fiquei intrigado com sua afirmação de que havia espíritos recém-egressos de faixas pré-hominais de evolução, em meio às vítimas da tragédia, porque eu imaginava que esta ordem de espíritos não reencarnasse mais em nosso planeta, a esta altura da evolução da Terra. Poderia estender ou aprofundar um pouco mais este tema?   (Espírito Eugênia) – Sim, e estava certo em estranhar. O planeta terreno encontra-se em uma condição sui-gêneris, na escala de evolução dos mundos, em que várias faixas evolutivas ou diversas categorias de espíritos têm oportunidade de conviver uns com os outros, acotovelando-se como iguais (o que por um certo tempo é excelente, por propiciar riquíssimas permuta de valores para ganho geral, tanto de quem segue na retaguarda, estimulado a avançar; como para quem siga na vanguarda do adiantamento planetário, que encontra ensejo para testar e fixar suas conquistas evolutivas). Esta característica, porém, em função do avanço geral do orbe, terá que dar lugar a uma maior homogeneidade de padrão de consciência – se é que assim podemos nos exprimir – mormente para que não colapse a economia psíquica da Terra, inviabilizando sua sobrevivência e, consequentemente, seu adiantamento na hierarquia das civilizações humanas espalhadas pelo Universo. E este processo paulatino de transição, se acompanhado da perspectiva temporal terrena (de quem esteja encarnado), muito célere, se considerando um prisma histórico (ou o nosso ângulo de observação: o do domínio extrafísico de existência), já teve início, há um bom tempo, com o expurgo, primeiramente, de todas as entidades que estejam em estado de primitivismo pós-animal – isto é: muito próximo do nível dos símios superiores. Na próxima etapa de “higienização da psicosfera terrícola”, teremos uma “expulsão”, em larga escala, de entidades portadoras de tendências irrefreáveis ao crime. Por fim, concluir-se-á o processo de limpeza moral do globo, por meio do alijamento das personalidades de carácter vicioso.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Março de 2010, 14:39
Continuação...

Quem for portador, assim, de inclinações ao crime (de qualquer natureza) ou a se fazer viciado (em qualquer droga lícita ou ilícita, bem como a desenvolver comportamentos viciosos), prepare-se para a “queda de mundo” ou tome uma decisão férrea de se modificar, intimamente, de modo substancial.
A deportação das legiões primitivas teve começo à época de Kardec e está muito próxima de se encerrar. Neste século, assistiremos ao exílio dos criminosos, e se perfará na metade de tempo consumida para a retirada (mais suave) dos primitivos.
No vindouro, haverá a deportação em massa das mentes viciadas, que acontecerá quase que de um movimento só.
Como Benjamin internamente me pergunta, já respondo a ele e a todos os curiosos, sobre a extensão de tempo que demandará cada fase desta grande triagem planetária de entidades encarnadas na crosta: aproximadamente 180 anos, para o expurgo dos primitivos; 75-80 anos, para os criminosos, e uma única geração de 25-30 anos, para os viciados.

(Delano Mothé) – Já a outra questão me ocorreu, anteriormente a seus comentários. A presença de Zilda Arns lá, no Haiti, justamente no dia da tragédia, sendo inclusa no número das vítimas, sendo uma grande filantropa. Intuí que houvesse algum significado a ser decodificado. Estou certo? Você poderia nos dizer alguma coisa sobre isso?

(Espírito Eugênia) – Sim, deduziu bem. Zilda Arns foi martirizada e glorificada, num gênero de morte que favorece uma ascensão mais fácil aos planos sublimes de consciência: o do desencarne violento para alguém que não o merece. Ela subiu, qual seta, a esferas mais altas de Vida, d’onde dará continuidade, em breve tempo, às suas atividades missionárias de socorro às multidões, com um nível de influência muito maior, agora que está desenfaixada dos grosseiros implementos físicos de manifestação psíquica.
O contraste entre ela – um ser humano em vias de redenção final – e os primitivos encarnados, supliciados em massa, em torno dela, dão notícia, mais uma vez, de como o princípio de que os extremos se tocam é verdadeiro.

(Benjamin Teixeira) – Vem-me à mente, a partir do que você respondeu a Delano, que o contraste gritante de evolução entre Zilda e os primitivos lembra o tipo de planeta Terra que está deixando de existir, conforme sua assertiva e que o terremoto no Haiti marca, simbolicamente, este fim de ciclo.

(Espírito Eugênia) – Sim, bem pensado e apropriado. A tragédia no Haiti é emblemática e marca um ciclo novo para a humanidade, neste sentido das grandes disparidades evolutivas, da heterogeneidade quase caótica e “inadministrável” de mentes e almas que a Terra tem portado sobre sua crosta, nos últimos dois séculos, em particular – eis o porquê do espocar das mais sanguinárias guerras e tragédias de caráter coletivo de todos os tempos de existência do ser humano no planeta.

Por outro lado, cabe-nos lembrar que o auxílio maior de Deus, em certas situações mais sérias de necessidade e miséria, vem com uma escuridão maior, que propicia mais luz em seguida, qual uma pessoa que jaz muito enferma, em corpo de carne sem condições de melhoria orgânica. O decesso carnal, que pode soar uma tragédia, da ótica dos vivos na matéria, constitui, em seu caso, uma libertação de um aparelho biológico que não propiciava mais remendos. O mesmo se deu com o Haiti. Já era o mais pobre e desorganizado país das Américas. A quantidade de falhas era tão numerosa, grave e estrutural, que mais valeria ser zerado seu sistema civilizacional, para que pudesse ser reiniciado, após a concitação internacional a socorro, pelas vias da piedade fomentada em larga escala pela mídia. Outra metáfora que traduz o princípio que aqui apresentamos é o da edificação muito antiga e prenhe de falhas letais na estrutura, desde as vigas mestras de sustentação, à fiação e encanamento vencidos. Melhor se faz, em tais conjunturas, demolir o prédio e realizar edificação nova, a partir da remoção dos escombros do antigo. Sociedades, povos, como indivíduos, amiúde carecem desta ordem dramática de socorro, que lhes possa, realmente, favorecer progresso, bem estar e felicidade.

(Diálogo travado em 28 de fevereiro de 2010.)


Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 04 de Março de 2010, 12:49

A Maior das Caridades.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/chicoemmanuel.jpg)

(Chico Xavier e seu Guia Espiritual Emmanuel.)

Benjamin Teixeira,
pelo Espírito Irmão Lucas.


Retém, prezado amigo, a esperança, como tua grande mensageira de luz, nas trevas deste mundo, ainda tomado pelas forças bestiais da desagregação.

Coloca teu lampadário, no ponto mais alto da estrutura d’onde vives, para que as irradiações de paz e consolação beneficiem a muitos.

Renova teus ideais, com a Doutrina dos Espíritos, e distende-a, sem fronteiras, a todos os passantes do Plano Físico de Vida, que puderes atingir.

Revê teus pontos de vista, no que concerne aos excessos de escrúpulos, e não deixes mais passar aquelas oportunidades simples, aparentemente insignificantes, de disseminares a Luz do esclarecimento kardecista: a conversa sem importância, no corredor da firma onde trabalhas; a festinha infantil, em que as mães das crianças, amigas da aniversariante, aproveitam o ensejo do reencontro, para desabafarem suas questões íntimas; a reunião no colégio de teus filhos, entre pais e professores; a auxiliar doméstica, que te chega, em casa, com o rosto inchado de chorar; o chefe iracundo, que se te afigura tomado de cólera e desesperos ocultos… Sempre há oportunidade para se disseminar a Luz do Evangelho de Jesus, ‘inda mais quando desfrutas da benção da elucidação espiritista do Pensamento Augusto de Nosso Senhor. Porque até onde parece não haver espaço à conversação construtiva, um pouco de criatividade aplicada rapidamente engendra meios de espocar o diálogo edificante que semeie, ainda que muito modestamente, o espírito de fraternidade, perdão e serviço ao próximo e ao bem comum.

Recorda-te, por fim, mais uma vez, dos dizeres luminosos do grande benfeitor Emmanuel, por meio da pena mediúnica ímpar de Chico Xavier: que a maior caridade que se pode fazer a Doutrina Espírita é a sua mesma divulgação.

Faze-te, assim, esteio e farol de Luz, para os fatigados e desnorteados viajores do mundo, disposto a te tornares, como pediu o Cristo se fizessem seus discípulos: sal, fermento e luz do mundo.

Cogita, por fim, que se a caridade do socorro material conforta hoje e jaz inútil amanhã, a caridade espiritual da disseminação do princípio de solidariedade universal, respaldado na sólida convicção da imortalidade da alma humana e sua perfectibilidade, com o concurso de inumeráveis existências de aprendizado e crescimento, bem como o apoio das inteligências mais avançadas neste carreiro evolucional, por meio da comunicabilidade interdimensional, não só ilustra, pacifica e planifica, de pronto e definitivamente (se a informação é realmente incorporada a consciência), como ainda tornará desnecessária toda forma de caridade material, a longo prazo, porque os seres humanos passarão a se ver, genuinamente, como irmãos, perspectiva esta que debelará e varrerá da face do globo toda ordem de penúria, carência ou miséria materiais, tais quais as vemos, a mancheias, no século que corre, em praticamente toda a crosta.

(Texto recebido em 03 de março de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 08 de Março de 2010, 15:50
Iscas do Bem. (*)

por Aline Rangel.

(http://mob349.photobucket.com/albums/q369/happyblue_br/REFLEXAO/sentido-do-belo-e-do-bem.jpg?t=1243348600)


Lucas chegou à casa do avô cheio de novidades naquela noite. Estava eufórico com o que aprendera no colégio  sobre “o respeito às diferenças”, na aula de cidadania.
Matriculado em escola de excelente qualidade, o pequeno tinha acesso à educação privilegiada.
Marina, a nora de Dr. Pedro, era mãe cuidadosa e muito responsável. Escolheu para seu único filho um ambiente não propriamente dos mais caros, mas sim dos mais avançados em termos de modelo educacional.
 Sem prejuízo quanto aos conteúdos a serem transmitidos, havia a proposta de uma formação mais ampliada, que incluía aulas de cidadania, por exemplo, já nas primeiras séries.
Temas como preconceito, discriminação, liberdade, ética eram trabalhados desde cedo, além de serem realizadosprojetos para elaboração de emoções e sentimentos infantis relacionados à família, aos colegas, à própria imagem.
Ela e o marido estavam muito satisfeitos com os efeitos positivos da escolha, bastante visíveis no desenvolvimento do filho que fora esperado com muita ansiedade.
 Dr. Pedro não se envolvia com essas coisas… Havia problemas reais com os quais precisava lidar. O dinheiro, para ele, garantia educação primorosa, independentemente das “propostas pedagógicas”. A escola mais cara, obviamente, era amelhor!

-Vovô! Minha professora disse que homem pode casar com homem e mulher pode casar com mulher! E que eles têm filhos também! Não é legal?

Pedro ficou atônito. “Que idéias absurdas eram essas?
Não bastava seu estado de saúde (agora estava se sentindo enfermo), as preocupações com sua recuperação (agora estava convencido de estar muito mal mesmo!) e esse menino vêm com estes impropérios! Achou que iria relaxar com a visita e já estava se sentindo pior!”

- Marina, minha filha, que qualidade de escola é essa que fica colocando essas idéias na cabeça do meu neto? Não vê que isso pode fazer “mal” a ele? – E já ia saindo da sala, como costumava fazer em situações delicadas, quando foi abordado pelo neto mais uma vez, sem que a nora tivesse chance de elaborar qualquer resposta.

- Dr. Pedro, que coisa feia… Tenho histórias tão bonitas para contar! A vida é bem melhor do que você imagina! – Olhos fixos no horizonte, a criança quase reproduzia o pensamento da avó, ainda mais luminosa que antes por conta da afinidade de seus corações amigos. A última frase fez com que Pedro, assustado,parasse de andar e resmungar.
Júlia, o anjo que esteve ao seu lado por tão pouco tempo, falava exatamente isso quando discutiam sobre valores, preconceitos, posturas ultrapassadas…
Pesado silêncio se fez na sala e a própria Marina, mãe sensível e observadora atenciosa dos “repentes” do filho, estava surpresa com a estranha forma de se expressar do pequerrucho.


Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 08 de Março de 2010, 15:51
Continuação...



-Volte, querido Pedro! Vim aqui trazer um pouco de alegria ao seu coração! As coisas sempre podem melhorar! – Mais uma vez uma frase inteira de Júlia, na voz inocente e amorosa de um filho seu de outros tempos, amigo de sempre…

Sem saber o que se passava, Pedro, que menos se sentia Dr. naquele momento, retornou à sala, dirigindo-se ao neto com a voz embargada. Deu um abraço nele e sentiu suave brisa, envolvendo-o, pacificando-o… Estava quase emocionado… Na medida do possível para seu coração teimoso e endurecido, não pela vida, mas por seu orgulho.
 Chamou Lucas ao jardim e foram caminhar, enquanto ouvia as histórias um tanto escandalosas sobre homossexualidade, preconceito racial, discriminação com a mulher… Curiosamente, sentia-se mais relaxado, ainda que discordasse de quase tudo que ouvia. Era como se conversasse com a esposa desencarnada, única pessoa que ocupara lugar verdadeiramente especial em seu coração.

Pela primeira vez em tanto tempo, sentiu saudades dela, da sua voz, dos seus devaneios, das suas risadas, do seu bom-humor em momentos tão críticos… O neto lhe falava de fraternidade e ele se deixava contaminar por aquele otimismo infantil – para ele tão ingênuo! -  que lhe remetia, agora bem mais sutilmente, aos primeiros anos de convívio com seu amor…

Dr. Pedro estava sendo preparado para um encontro, durante o sono, com sua alma gêmea. Precisava estar em melhor padrão para ter contato breve com ela, sentir-lhe a presença e proteção e ser alertado sobre os desafios que enfrentaria ali em diante.

Era importantíssimo que aproveitasse bem os anos que teria pela frente, para que não se distanciassem ainda mais, inviabilizando definitivamente qualquer contato mais próximo.
 As oportunidades estavam se escasseando, mas a Misericórdia Divina permitia que as últimas “iscas” do bem fossem lançadas!
Júlia estava confiante e se derramava em sua direção, contaminando com o amor puro de seu coração sublimado. E as estrelas acompanhavam a dupla na demorada conversa, terapêutica, até que seus corações pudessem estar unidos mais tarde, em conversa salvadora e, quem sabe, libertadora…

Até a próxima semana!

(*) Esta narrativa dá continuidade à que foi publicada na semana passada, excepcionalmente na quarta-feira, aqui mesmo no Blog, com o título: “Encontro Especial.”
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Março de 2010, 13:05

A Desatenção que Parecia Desimportante.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/centauro.jpeg)

[O mais célebre e sábio entre os centauros (símbolo da integração completa do ser huamano - seu subeu animal e sua consciência espiritual), Quirão, mestre do herói Aquiles.]

(Correspondência do Padre Rafael – 26.)

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Gustavo Henrique.


Cada vez mais explícito, em sua definição como espírita e assumidíssimo como médium, diante de seus paroquianos, o padre Rafael se dirigiu a jovem colaborador da igreja sob sua responsabilidade, que lhe não respondera a um SMS de repreensão, por falta cometida em relação ao andamento da atividade que se daria à noite, na missa daquele domingo.
O rapaz era um dos responsáveis pela parafernália eletrônica nos bastidores da moderníssima missa, e, em vez de responder ao velhinho simpático, tratou de correr a resolver a questão, supondo-se acertadíssimo em sua postura. Vejamos os dizeres elucidativos do ancião sábio:

“Onório:

Deixei a nossa fala em meio, ontem, dando a entender houvesse concluído a conversa, porque era dia de realização de nossa missa, e não convinha eu estender a discussão, quando misteres mais altos relacionados a Nosso Senhor nos solicitavam a atenção e o respeito. Mas os Espíritos me pedem que volte à temática agora, em momento propício.

Você respondeu à minha cobrança pela sua resposta inexistente, em assunto tão sério como a operacionalidade do serviço a Nosso Senhor, que ma teria dado logo, mas que não o houvera feito por ter motivos para isso.
Ao colocar na condicional a sua postura negligente, transferindo a responsabilidade para terceiros e situações externas, apresentando razões para não ter feito o que, simplesmente, faz-se quase que automaticamente, parando tudo, sem pestanejar, estava, na verdade, desculpando-se, criando justificativas para não se ver incurso num erro grave de comunicação, como responder a uma bronca do chefe num assunto grave.

Quando a gente quer fazer alguma coisa, quando sabe que uma certa atitude é primária e não se pode evadir dela, faz, Onório.
Se estamos no meio de gente, pede-se licença às pessoas para atender a uma ligação, tranca-se ao banheiro para responder, pára-se o carro para digitar ou telefonar, etc. – só para iniciar as hipóteses de reações plausíveis do adulto respeitoso, que não deixa a outra pessoa com a resposta do silêncio, principalmente se, do outro lado, temos o chefe ou o professor ou o Canal da Espiritualidade para nós.

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Março de 2010, 13:07
Continuação...

Você pôde estar com pessoas, na casa de seu pai, você pôde dirigir o veículo para casa, você pôde atender à ligação de seu companheiro de condução de eletrônicos, mas você não pôde dar uma resposta curta a seu líder, ainda que fosse um simples:
“Vou resolver isso, Padre”.
Nas suas respostas, como aconteceu nos problemas que tivemos nos últimos dois anos, seu ego lutava para tentar se convencer (e me convencer) de que você estava certo, de que, mesmo sendo algo tão obviamente errado, era eu quem estava cobrando algo injusto, e não você quem tinha que pedir desculpas e sim eu.
Provavelmente, portanto, todos os episódios dos últimos dois anos estão sendo romanceados por sua mente do mesmo modo que este, em alguma medida, com desperdício das lições que poderiam ser aproveitadas para seu crescimento, para nosso crescimento. Conseguiu compreender agora, amigo?

Por favor, tente colocar fora o sentimento de ego em processo de competição com outro ego, porque não estou com ego aqui, Onório.
 Não tenho idade nem disposição para estar competindo com ninguém. Estou com meu Self e o sentimento de dever a cumprir. Não estou competindo com as pessoas que vão me ouvir, Onório, na condição de Representante de Deus. Isso não faz sentido algum para mim, para meu emocional, mesmo nos aspectos mais primitivos de minha mente.
Você não é meu rival, em nada.
 Tente não me ver assim, porque estaremos desperdiçando grandes oportunidades de conviver mais próximos, como tem acontecido ultimamente, tão distanciados que estamos um do outro, por este seu problema de estar em constante litígio com todas as figuras de homem com quem convive, incluindo-me.

Tornei, assim, ao assunto, porque este tipo de padrão de avaliação das coisas se estende a tudo e prejudica muito quem se agarra a ele.
 Lembre-se de que sua situação de vida (rapaz bonito, heterossexual rico e inteligente) em certa medida adoeceu-o (o que é muito compreensível) fazendo-o desenvolver um muito incrustado senso de excelência pessoal que não admite se enxergar cometendo erros – e isso é muito grave, perigosíssimo, podendo nos fazer perder existências inteiras, o que acontece com muita freqüência, na condição humana, ainda mais neste planeta tão pouco espiritual em que estamos encarnados.
 Mais uma vez vemos o padrão do ego, do orgulho e da fuga à responsabilidade pelos próprios atos (a culpa é sempre dos outros). E as implicações dele são devastadoras e profundas, em vários sentidos.

Tranquilo (embora surpreso com sua recidiva), precisando alertá-lo novamente, por você não ter demonstrado compreender ainda o ponto essencial da questão, pela natural cegueira que o ego induz, levando a observar com suspeita quem nos aponta em erro e a especular motivos escusos para nos estar criticando,

Esperando possa me ter compreendido agora,

Confiando-nos a Nosso Mestre e Senhor Jesus,

Rafael.

(Texto recebido em 2 de março de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Março de 2010, 13:16

A Ruptura Paradigmática Fundamental.


(Sopros de Sabedoria – 108.)

(http://fernandawulff.pbworks.com/f/1219888527/sociedade%5B1%5D.jpg)


Benjamin Teixeira
pelo espírito Anacleto (*).

A ruptura paradigmática fundamental não está no campo das revoluções científicas, filosóficas, ou mesmo na total renovação dos valores morais, sociais e espirituais: acontece com a criatura, no âmbito sutilíssimo da relação com sua própria identidade.

Esquecer-se de quem se é, para se tornar o que se pode ser: eis a chave da transformação axial.
Desconstruir a própria personalidade, para reformulá-la, conforme a potencialidade latente no inconsciente.
Olvidar exigências de papéis que se desempenhem, dos profissionais aos familiares e culturais (de nação, classe, sexo ou idade), avançando para os parâmetros imprevisíveis e fertilíssimos do desconhecido, os padrões ignotos das sementes adormecidas do pensar, sentir e agir, alojadas nas entranhas mais profundas do próprio psiquismo.

Observe-se esta precondição, assinalada ao fim da última sentença: “conforme potencialidade latente no inconsciente”, ao que se deve adicionar, para melhor clarear a difusa temática: em seus estratos mais nobres de germinação superior, de ordenação mais complexa da estrutura psicológica.
Ou seja: não uma expressão atabalhoada do que exista, subdesenvolvido, no inconsciente – muitos destes potenciais, inclusive, indesejáveis e mesmo perigosos –, mas a manifestação de conteúdos que condigam a esboços do ser mais lúcido, profundo, maduro e sábio em que se deve tornar, pelo processo evolutivo, e no que, paradoxalmente, ser-se-á compelido a se converter, ainda que outras subpersonalidades espectrais do inconsciente assumam, provisoriamente, o comando da individualidade, desviando-a de sua rota mais propícia de crescimento (apenas, fazendo o percurso evolucional mais sinuoso, demorado e doloroso).

Esta quebra de conceitos, de pressuposições de verdade, de estruturas de valores (e suas hierarquias de importância), não pode se dar em função de expectativas externas, por mais dignas ou acertadas, mas, sim, de acordo com necessidades de amadurecimento e realização subjacentes, no imo da própria criatura. No centro do ser, jaz o poder e a glória, para realizações prodigiosas, assim como, no âmago do átomo, reside o potencial gigantesco da energia nuclear.

(Texto recebido em 17 de março de 2008. Revisão de Delano Mothé.)

(*) Ele reencarnou como Epicuro e, mais tarde, como Sêneca; é mestre de Eugênia. Creio que não se precisa dizer mais nada a seu respeito, para facilmente se lhe compreender o porquê da profundidade e c
omplexidade de pensamento.
(Nota do Médium)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Março de 2010, 13:27
Onde e Como Ouvir a Voz de Deus.

(Sopros de Sabedoria – 109.)

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/voz01.jpg)


Benjamin Teixeira
pelo espírito Roberto.

Para ouvir a voz de Deus, procure, nesta ordem:

1) Sua própria consciência, desvestindo-a de preconceitos, desejos do eu-animal, caprichos de poder e posse do eu-egóico, submetendo-a, ainda, ao crivo da racionalidade e do pragmatismo, sob a inspiração de ideal do eu-espírito, para não delirar em fantasias escapistas de pseudomoral.

2) A voz dos seus guias espirituais, desencarnados ou encarnados, mestres do plano físico ou extrafísico de vida, como terapeutas lúcidos e líderes espirituais genuinamente esclarecidos. Para que seja legítimo o que lhe digam estes representantes do Altíssimo, deverão suas sugestões estar endossadas pelos recursos de avaliação e interpretação do primeiro item.

3) A opinião de amigos e irmãos do espírito, sejam componentes da parentela biológica ou não, sejam íntimos ou não. Peça que lhe falem com honestidade e não ocultem nenhum elemento crítico que porventura tenham a apresentar, em relação a seu comportamento ou a sua visão de mundo. Da mesma forma, para que possa dar crédito ao que estes próximos mais próximos lhe venham a dizer, deverá submeter seus pareceres ao filtro da ferramenta 1.

4) Estude, leia, pesquise, consulte profissionais das áreas diversas relacionadas ao tema de sua necessidade de resposta ou solução, em cada circunstância. Igualmente, para que sejam válidos, os resultados auferidos, nesta pesquisa de campo, precisam ser aprovados, primeiramente, pelo fator 1 desta lista de vozes prioritárias, representativas da Verdade para você.

Não há mais instrumentais relevantes a incluir neste nosso breviário do Essencial, neste capítulo axial de buscar ouvir e apreender a Vontade do Criador para si. Contudo, o amigo notará, principalmente no primeiro quesito, uma mastodôntica dificuldade para discernir preconceito de moralidade, dignidade de orgulho, espiritualidade de convenção religiosa; tanto quanto perceberá, em cada outro tópico (do 2 ao 4), desafios próprios e variados, que só os anos, a experiência, as quedas e retrocessos, seguidos de aprendizados e avanços em ainda maior medida, poderão clarear, gradativamente.

Ah… você se lembrou da “Palavra de Deus”, que muitos acreditam ser o texto da Bíblia? Está certíssimo que esta tenha origem divina, camarada, como inúmeras outras escrituras sagradas da humanidade igualmente a têm, quais o Bhagavad Gita e o Corão (no Oriente), ou livros mediúnicos sérios (no Ocidente).
Entrementes, lamento informar que Ela também está inclusa na questão 4; e, outrossim, precisa visceralmente ser peneirada pela 1. Prova dramática do acerto desta nossa aparentemente polêmica assertiva é a assombrosa quantidade de atrocidades que, no transcurso da história do Cristianismo, foi perpetrada, com base em trechos deste escrito espiritual que, fundamentalmente, prega o amor, o perdão, o serviço ao bem comum e a harmonia entre os seres humanos.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Março de 2010, 13:34
Provação e Ponderação.

(http://1.bp.blogspot.com/_RdpT3l1NYPo/SdgMYLv-7VI/AAAAAAAAAuM/Nn_U3jKEWCs/s400/paz2.gif)

Benjamin Teixeira
pelo espírito Gustavo Henrique.

Prezado irmão:

Exercita a confiança em Deus e faze-te um referencial da Luz, onde estiveres.

No momento da eclosão da raiva – no perigoso eclipse da razão em que muitos se deixam toldar –, sê o que pacifica, perdoa, compreende e se mobiliza a realizar o bem, em retribuição ao mal perpetrado.

Quando te atacarem injustamente, coloca-te como o abafador da energia negativa, se possível transmutando-a em positiva.

Em qualquer circunstância destrutiva ou menos feliz, converte-te no elemento que equilibra, balsamiza, cura e transforma.

Quando te for algo subtraído às posses ou às vantagens que te exornavam a personalidade, no plano ilusório das evanescentes contingências do mundo físico, agradece e louva a Deus, pela inalterável sabedoria de Seus desígnios, certamente te protegendo de experiência mais amarga adiante, ou, quiçá, julgando-te amadurecido para testes mais avançados, no trajeto da iluminação espiritual.

Por fim, ante os paroxismos da crise, resiste à tentação de te vitimizares, culpares os outros ou te entregares à revolta, por julgares injusto o que te acontece. Isso porque, quando sofres: ou estás cometendo uma falta a ser corrigida, que favorece a intromissão do erro alheio em teus caminhos, ou precisas da vivência da provação, como um estímulo a que descubras e desenvolvas outras virtudes, agora não tão óbvias, principalmente se ainda te encontras no ápice do pandemônio emocional.
Assume, inteiramente, a responsabilidade pelo que te sucede, e estarás te reintegrando ao poder de solucionar tua vida e definir teu destino.

(Texto recebido em 19 de fevereiro de 2008. Revisão de Delano Mothé.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Março de 2010, 15:24

Vida em Abundância.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/abundancia.jpg)


Benjamin Teixeira
pelo Espírito Eugênia.

Retoma, prezado companheiro, do ponto em que paraste, teus aprendizados e tarefas benfazejas, no serviço ao próximo, a teu ideal, ao bem comum.

A alegria deve ser teu norte constante e onde esperavas encontrar barreiras e adversidades intransponíveis, esforça-te, agora, por divisar amigos de jornada ou, no mínimo, mestres abençoados, colocando a mente no foco de tornar construtiva qualquer experiência, ainda as mais amaras, por uma razão óbvia: isso é prático, é atitude inteligente, constitui um caminho para descobrir soluções, e seres feliz, quanto possível.

A vida te põe em teste. Passa bem nesta prova, estimado amigo, para que saias desta experiência fortalecido e amadurecido, progredindo na ataraxia – fazendo-te inexpugnável e imperturbável, em qualquer situação – um ideal a atingir para te garantir segurança e paz, em teus projetos de ventura: na paradoxal senda de aceitar que a vida é imprevisível, incerta e complexa, mas que é exatamente neste contexto de caos que as forças que a compõem entram em ebulição de criatividade, motivação, inspiração… de novas ideias, caminhos, transformações, iniciativas, no fluxo infinito do rio da vida, rumo à maravilha do desconhecido, desconhecido que sempre será transformado em maravilha pela ótica do otimismo operoso e solidário, sedento de novos conhecimentos e experiências, de novos amigos, lugares, culturas, amores e superações, sempre para frente e para cima, sempre mais sereno e maduro, pacífico e feliz… pleno, numa palavra… até o mergulho espetacular na eternidade sem fim!…

(Texto recebido em 09 de março de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 23 de Março de 2010, 12:35

Rota Difícil, mas Necessária – Como Realmente Encontrar a Felicidade.


(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/emmanuel1.jpg)

(Estudando Emmanuel e Jesus – 03.)

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Irmão Lucas.

Gravitas, é bem verdade, com o coração coberto de chagas. Sangras para poderes ofertar, a teus entes queridos e a muitos estranhos, a quem apenas serves, o melhor de ti mesmo. Vertes sangue do próprio peito, para que outros possam passar pela vida, com um pouco menos de dores e carências.

Vês, na mídia, a propalação da felicidade de uma forma distorcida, focada em bens materiais, nas loucuras do sexo pelo sexo, no prestígio, na fama e no poder, sem propósitos nobres de serviço ao bem comum. Sabes qual é a felicidade que Deus pede às Suas criaturas, a única que lhes poderia solicitar – a verdadeira, a que está assentada no sentimento de dever cumprido (porque, de fato, cumprido), na paz de consciência, por estar sempre ofertando o que esteja no próprio alcance oferecer ao bem comum.

Contempla comigo este trecho do pensamento emmanuelino, e meditemos acuradamente:

“Vemos cônjuges que transfiguram conforto em pletora de luxo e dinheiro, desfazendo o matrimônio em facilidades loucas, como se afoga uma planta por excesso de adubo…” (*1)

O ínclito mentor fazia referência ao universo conjugal, mas distendamos o princípio para todas as áreas da Vida. O excesso corrompe, a saciedade degenera, a irrigação exagerada encharca e inunda, o adubo em demasia intoxica e mata. Em todos os sentidos, procuremos utilizar os favores da vida – sejam posses, sexo, dinheiro, posição social ou política – a favor de nossos ideais de amor, solidariedade, serviço fraterno, autoconhecimento contínuo e amadurecimento pessoal, e estaremos a serviço de nossa própria felicidade. Mas nos esqueçamos de que os talentos da vida é que existem para nós e não nós para eles, e a perversão do princípio nos conduzirá ao desespero, à decadência moral e à falência completa de nossos sonhos de vida, nossos projetos pessoais de felicidade, paz e realização do bem (incluindo, neste sinistro degringolar de destinos, amiúde e tragicamente, nossos próprios entes queridos), arrastando-nos rapidamente à morte moral em plena vida física e ao suicídio indireto, pelos desgovernos mais variados a que estaremos largamente nos entregando.

Por fim, vejamos esta outra fala do ilustre mestre espiritual, que nos encerre as reflexões do dia, com chave de ouro:

“Imaginemos a flor que, superestimando a própria beleza, resolvesse desligar-se da fronde, para produzir o fruto, sozinha. Certamente, seria do agrado para os olhos de alguém, por algumas horas, mas acabaria murchando decepcionada, porquanto, para alcançar as finalidades do seu destino, deve ser fiel ao tronco que a sustenta.” (*2)
 
Como é comum nos esquecermos de que fazemos parte de uma grande teia de interdependência. Sombremaneira, como é difícil ao ego humano admitir que existem Seres Superiores a ele mesmo, que lhe sustentam a existência e a razão de ser. O ego, com seus desatinados mecanismos de racionalização, peleja, sistemática e inteligentemente (embora com argumentos falaciosos e rasteiros), por nos convencer de que somos tudo, e de que tudo devemos retirar do mundo em nosso benefício pessoal e direto. No entanto, somente quando compreendemos que não passamos de mero nó, em gigante tapeçaria de significados cósmicos, podemos, legitimamente, dar início a uma contribuição substancial ao bem comum, não importando a dimensão de nossa influência ou a posição social que ocupemos, porque a qualidade da obra e, principalmente, as intenções do obreiro é que caracterizam a origem e os efeitos da inspiração que, sendo Superior, tudo rege, supervisiona e inspira para que o melhor aconteça com todos os envolvidos, a começar, obviamente, do trabalhador do bem que se Lhe oferece, devotadamente, como Canal ou Instrumento. Este padrão de consciência, em se fazendo estilo ou filosofia de vida, então, poderá introduzir o indivíduo numa trajetória de genuína (porque duradoura e bem fundamentada) felicidade.

(Texto recebido em 23 de março de 2010.)

(*1)(*2) Trechos respectivamente extraídos dos capítulos 51 e 49 do livro: “Encontro Marcado”, Emmanuel/Chico Xavier.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 26 de Março de 2010, 16:35

Divertida, Inusitada, Empolgante, Humana! – a Visão e o Convite da Nova Amiga Espiritual.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/marialuiza.jpg)
(Escolhi, na internet, uma imagem que se aproximasse da que vi de Irmã Maria Luíza, principalmente na última terça-feira – na psicografia o contato foi mais mental. Simpática e cheia de vida, é mulher de bem com a vida, grande mãe e emérita professora do Plano Superior de Vida. Benjamin Teixeira.)

Benjamin Teixeira,
pelo Espírito Maria Luíza.

Olá, prezados amigos e irmãs em ideal:

Meu nome é Luíza, Maria Luíza.

Sou uma das professoras da Casa – não dos tubarões grandes, sou peixe pequeno, mas quebro uns bons galhos (risos).

Estou muito feliz de poder participar, mais explicitamente, com o auxílio e cobertura da Mestra Eugênia e outros amigos, incluindo o medianeiro, deste trabalho de educação coletiva.

Em minha última existência física, fui nordestina, professora e mãe. Hoje, deste Plano de Vida, assumo condições de Guia Espiritual de uma família e de certo núcleo de atividades de socorro a crianças desvalidas.

Manifestei-me, psicofonicamente, pela primeira vez, em reunião mediúnica solene, na sede do Núcleo Central da Organização em Aracaju, e hoje faço a primeira psicografia, nesta feliz madrugada de quinta-feira, 25 de março.
Somos todos muito felizes em poder participar deste grande movimento de redenção das multidões que é o Instituto Salto Quântico. Satisfeitíssima com sua expansão, de que temos a honra de participar, apesar da pouca contribuição que podemos oferecer, pelas limitações de nossa própria condição evolutiva. Mas, do pouco que podemos ofertar, fazemos a oferta com pleno carinho, com todo coração.

Minha visita, por escrito, a vocês todos – saltoquantistas do Brasil e fora dele – é para para exortá-los, com muita ênfase, à visita às nossas palestras domingueiras (seja na aula presencial, gratuita, seja pela transmissão ao vivo, pela internet, aqui mesmo, em nosso site), levando, consigo, seus amigos, parentes e irmãos em ideal. O convite pode ser feito com carinho, ainda que repetido. O convite pode ser reiterado com um beijinho, um presente singelo (como uma flor), um mimo (qual um jantar à luz de velas), uma negociação para um cineminha depois da palestra, uma passada numa pizzaria, um passeio à beira mar… O convite pode ser feito com fé, debaixo de estado de oração, pedindo ajuda ao Guia Espiritual de seu lar e de seu ente querido, de modo que ele ajude você a tocar o coração do ente amado e fazê-lo estar conosco.

Imagine só que bênção não será (como a própria mestra Eugênia enunciou, em trecho de Culto do Evangelho desta semana, que será publicado no programa de TV do Instituto, neste sábado). Teremos, na reunião deste domingo, 28 de março, com entrada gratuita, no Centro de Convenções de Sergipe, em seu maior auditório, o Atalaia:

1) O Olhar e as Irradiações Diretas da Mãe de Nosso Senhor Jesus, curando nossas mazelas, físicas e espirituais. A cada dia que nos pomos sob o Olhar d’Ela, um pouco de nossas doenças vão-se embora com Este Olhar Sacrossanto. As pessoas têm um conceito falso de curas e ”milagres,’ como se eles devessem se dar instantaneamente – o que ocorre imediatamente, como “num passe de mágica”, é apenas um tipo de fenômeno miraculoso. Há curas milagrosas (e são as mais frequentes, porque também constituem um teste de paciência e persistência do devoto) que se dão aos poucos, mas totalmente fora das previsões da Ciência médica e psicológica (porque também há as transformações da alma, nos defeitos que tanto nos maltratam e que vão sendo diluídos e transformados aos pouquinhos…)

2) A visita da grande monja francesa, Santa Teresinha do Menino Jesus, que estará emanando luz de esclarecimento e paz a seus devotos, distribuindo graças, em forma de flores plasmadas no ambiente astral (que os videntes podem detectar) e bênçãos de pedidos atendidos – dos que forem a ela dirigidos.

3) A oportunidade de receber uma senha, à saída da sala de passes, para ser submetido(a) a um sorteio, e, quem sabe (?), conversar pessoalmente com a sábia Eugênia ou com nosso grande mestre Anacleto, por meio de incorporação realizada por Benjamin. Já pensou que beleza? Não é uma graça e tanto?

4)  A própria palestra do medianeiro, que está recheada de novidades, auxiliado que sempre está pela equipe competente do Instituto – não só de encarnados, como, mormente, dos brilhantes professores desencarnados, de diversas disciplinas do saber –, cheia de surpresas e novidades educativas, tornando a aula multidisciplinar um entretenimento para todos os gostos.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 26 de Março de 2010, 16:40
Continuação...


5) A visita de entes queridos desencarnados e dos Guias Espirituais (ou Anjos de Guarda) de expressivo percentual dos presentes (percentual este que tem sido dilatado, a cada semana, por determinação de nossa Aspásia-Bernadette Soubirous).
Na semana passada, por exemplo, mais da metade das pessoas presentes foram acompanhadas por parentes, cônjuges e amigos desencarnados ou por seu próprio Mentor Espiritual.
Vejam que maravilha poder se acostumar com este tipo de companhia, desenvolvendo laços de interação com o Nosso Lado da Vida – o da orientação e do consolo, em Nome de Deus e Nosso Senhor Jesus e Nossa Amantíssima Mãe, Maria Santíssima!?
A cada semana que se vai à reunião pública, mais estes fios de sintonia intuitiva com o Céu vão se estreitando e ficando mais fortalecidos… Não era tudo que você queria?

6) Livrar-se dos “carregos” da semana, das entidades sofredoras ou mesmo malévolas que estiverem “grudadas” em sua mente e em sua aura (mesmo que você não seja médium), oriundas de contatos com colegas, chefes, subalternos do trabalho ou mesmo com familiares e estranhos na rua e em outras solenidades sociais.
Por meio do passe, energias negativas e presenças indevidas são retiradas de seu corpo espiritual, que chamamos, no espiritismo, de perispírito.
Se você fica em casa, as entidades vampirescas ficam com você, perturbando seu bem estar e mesmo seu rendimento de trabalho e estudo, relacionamentos íntimos e até suas preces e momentos de lazer.

7) Colocar-se sob a cobertura do Plano Superior de Vida. Você pode dispensar isso – me diga???
Quem pode, hoje em dia, fazer pouco caso para com o auxílio que venha de Esferas mais altas de consciência?
 Com tanta confusão, com os perigos da modernidade, com tanto medo e paranóia, com tanta violência e depressão, com tanta droga e DST’s rondado nossos filhos, com o perigo de desemprego ou da falência, do divórcio e da solidão, da enfermidade e da morte precoce, em acidentes trágicos (nossa própria ou de nossos entes mais amados), etc.,etc.,etc…
 Você realmente acha que pode dispensar um socorro-suporte deste gênero??? Se a vida já é difícil com a Supervisão do Plano Sublime… imagine sem Ela?!

Sim, entendo. Você me diz que tem dúvidas, que não acredita “nestas coisas”. Que tem lá suas ressalvas à nossa abordagem…
Tudo bem! Então, faça o seguinte: adote a perspectiva científica: que é duvidar de modo metódico, estudando, observando, colhendo dados, para chegar a uma conclusão segura.
Na própria palestra (como acontece nos programas de TV também), toda semana pessoas oferecem testemunhos impressionantes de como o fenômeno mediúnico e espiritual é genuíno.

 Indivíduos de alto nível de instrução, inteligentes e lúcidos, bem sucedidas em suas carreiras e felizes em suas vidas familiares (não gente boba e manobrável, como, lamentavelmente, se vê por aí, em certos templos caça-níqueis) que sabem que Benjamin não tinha como obter certos dados de sua vida íntima, têm-nos devassados pelos Mestres Bondosos que ele incorpora ou psicografa, e que, com muito pudor e cuidado (para preservar a intimidade destes felizardos destinatários dos recados do Céu), demonstram que são independentes da mente do intermediário encarnado.

Neste mesmo site, no ícone “Provas da Imortalidade da Alma”, há uma quantidade enorme de gente decente dando seu depoimento – de como receberam psicografias ou psicofonias do nosso porta-voz que não podiam ter sido faladas ou escritas tão-só por uma mente imaginosa, mas sim por Inteligências livres de Outro Plano (como eu, que redijo esta a vocês), por portarem informações que somente elas, e mais ninguém tinham acesso, por se tratar de pensamentos e sentimentos muito íntimos, geralmente vinculados a instantes de oração (o que é outro elemento relevante na pesquisa psíquica do contato com nossa dimensão de Vida, porque indica que esta Fonte Espiritual de informação tem que ser do Bem, porque somente os Seres da Luz têm acesso às vibrações mais altas dos pensamentos e sentimentos em estado de prece).
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 26 de Março de 2010, 16:44
Continuação...


Então, amigo(a): aguardo sua vista lá, neste domingo.
A entrada é franca! Tente ir logo cedo. Os passes, embora não sejam obrigatórios, são superimportantes, para a tal limpeza de seu campo mental. Começam a ser ministrados às 18h45 (encerrando-se às 19h15).
Na saída da sala de passe, você já pode pegar sua senha (apenas se quiser, claro) para concorrer, por sorteio, a fazer consultas diretas aos grandes mestres da Espiritualidade Sublime (não eu, professora limitada, apenas desencarnada – risos), e esperar pela palestra de Benjamin, já secundado por estes sábios de Nosso Plano, que o utilizam para mostrar os caminhos mais rápidos e efetivos (ainda que alguns possam ser duros e contraculturais), para nossa felicidade.

E tente levar alguém seu ou mesmo alguém que não seja de seu círculo mais íntimo de queridos.
Se não o fizer, por seu próprio coração e sensibilidade, recorde-se de que Maria , em Pessoa, segundo palavras de Santa Bernadette Soubirous, nossa adorável Eugênia, pediu que tentássemos levar alguém mais, toda semana, às nossas palestras… Imagine! Um pedido da própria Mãe da Humanidade! Como negar isso???

Por outro lado, você pode morrer de vontade de levar alguém que ama muito e que, hoje e de há muito tempo, não dá a mínima para sua fé… Isso lhe dói p’ra valer, no coração - não é verdade?
Então, comece por chamar colegas de trabalho, conhecidos da vida social, gente que não é tão importante a seu coração; e, com isso, você vai acumulando créditos morais, como se investisse numa conta bancária cármica, para que você chegue a um saldo tal de merecimentos espirituais, com este esforço sistemático, que os Anjos de Deus, em vendo seu esforço de cooperar com a Causa d’Eles, Se mobilizem a tocar, um dia, o seu ente querido, e você realize seu sonho de chegar lá, na nossa reunião domingueira, acompanhado(a), pela pessoa mais amada ou as mais amadas que você quereria tanto que fosse(m) com você, quem sabe (?) até permanecendo em nosso Grupo!!!…

Tudo tem seu preço, porque este é um Universo de Justiça; Justiça Amorosa, mas, ainda assim: Justiça. Façamos por merecer as graças do Céu, portanto, e trabalhemos, em clima de labuta em campo de batalha, como grandes soldados-obreiros da Causa de Maria, com elegância, sem excessos (para não parecermos fanáticos proselitistas, que estamos longe de ser), mas com o entusiasmo próprio de quem sabe que está servindo à Mãe da Humanidade!…
Muitos dos encarnados de nosso “Colégio de Almas Irmãs” – como gosta de denominar a sábia Eugênia –, agem como se não acreditassem, de verdade, que a Espiritualidade Superior existe! (Um vício, na verdade, de todos os meios religiosos, mesmo o kardecista, e nossa Casa não foge muito a esta regra deplorável). Sinceramente, me responda: Você tem ainda alguma dúvida de que serve a Ela, a Grande Mestra Eugênia, e, por meio d’Ela, a ELA – Maria Santíssima, a Mãe Espiritual da Humanidade inteira? Se você diz: “Eu não! Quem sou eu?! Imagina!…
Sei que Elas existem, mas quem serve a Elas é Benjamin e alguns amigos próximos a ele!…” Isso não é humildade, minha querida, meu querido!
.

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 26 de Março de 2010, 16:45
Final...


É loucura! Você pode colaborar com a Causa, no mínimo levando gente para nossas preleções públicas, distribuindo mensagens pela sua rede de e-mails, imprimindo artigos mediúnicos e disseminando-os, doando DVD’s de presente (como o “Provas da Imortalidade da Alma”)… Você pode ajudar muito, ainda que com suas limitações.

Então??? O que está fazendo parado(a)? Dê aquele telefonema, leve seus colegas ou ex-colegas de faculdade, de colégio. Seus amigos de infância, os parentes com quem não tem contato há muito tempo… Agende, como disse acima, passeios e programinhas em família ou entre amigos, para depois da palestra, que acaba cedo, às 21h30… Lembre do horror que é ficar em casa no domingo à noite, logo no início da noite! Haja depressão! Que se tem a perder – diga a eles, bom argumento, não? – que tem alguém a perder, neste horário nacional da modorra, do tédio e do quase-pânico? (risos) Até a programação da TV pode ser vista depois… E… de seu empenho sistemático, numa semana levando um, n’outra semana ninguém, numa outra mais dois, você pode se surpreender com seu “trabalho de formiguinha” da Causa, e salvar um bocado de almas, no correr de um ano, de vários anos consecutivos, voltando para o Lado de Cá com uma ficha cármica cheia de pontos azuis: com gente que você conseguiu cooptar para as hostes de Nossa Senhora de Aracaju, a Rainha da Felicidade!!!…

Espero ter sido útil e agido como amiga, que não tenha parecido insistente ou “entrona” (risos). Mas… olhe bem – segue aí um conselho de mãe e avó: se pareci invasiva, é sinal de que seu ego só quer ganhar umas gracinhas de graça e não fazer nada em troca… e isso é mentalidade do umbral – você sabia? (Ui!… que frio na barriga que dá, não é?). Só que é a mais pura verdade! Não é à base do narcisismo egocêntrico da criança interior que a vida funciona, ouviu bem, camarada? (agora, virei vovó italiana – risos - mas falando coisas sérias… muito sérias!) A despeito de tudo isso que disse, se fui desagradável em algum momento, me perdoem!
 Não foi intenção ferir os brios de ninguém.  Muito pelo contrário!
A questão é que estou aqui!!! E, se vocês tivessem a perspectiva que nós temos de Cá… entenderiam o “nervoso” que a gente sente, principalmente em relação aos entes queridos, no afã de arrancar da loucura da vacilação e do relaxamento nas questões essenciais da eternidade, e passar entusiasmo para vocês, pela dimensão do mérito e da importância desta Causa, do quanto de graças atrai-se para si (para esta mesma vida física que vocês ora desfrutam), em colaborar com Ela e do quanto de demérito há em se fazer indiferente ou… pior ainda –  Deus os livre disso! – colocar-se contra à Própria Vontade de Deus!…

Tenho encontro marcado com vocês, neste domingo, à noite e por vários, se Deus quiser,
Sua nova amiga,

Maria Luíza, a “insistente do bem” (risos)
Aracaju, madrugada de 25 de março de 2010
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 31 de Março de 2010, 13:41

A Sina dos Caluniadores que se Sentem Vítimas.


(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/fofoca.jpg)

(Estudando Emmanuel e Jesus – 04.)

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Irmão Lucas.

Medita comigo, amigo, em torno desta pérola de inaudita beleza, do pensamento emmanuelino:

“A pedra que acidentalmente nos fira, será provavelmente a peça que sustentará a segurança da construção, e, porque nos haja trazido leve dissabor, isso não é motivo para arredá-la do serviço que deve prestar à coletividade.” (*1)

Costumamos adotar, inadvertidamente, a posição de “centro do universo”, por instigação do ego e o destrambelhamento e perversão das faculdades de percepção que lhe são bem peculiares.
E, por conta disso, tendemos a expender julgamentos sobre pessoas e situações, conforme o interesse e a conveniência de nossa comodidade ou de nossos amados diretos (quando conseguimos amar alguém de verdade).

Ainda fruindo da sabedoria do grande mestre, vejamos o que ele nos leciona:

“Reage contra quaisquer impressões de mágoa ou ressentimento, evita, quanto possível, as circunstâncias em que a tua posição de convalescente seja suscetível de queda, e guarda-te, no convívio de irmãos cujos laços de entendimento e de afinidade te garantam o equilíbrio que ainda não pudeste, de todo, recuperar.” (*2)

Eis a grande questão: muitos não se sentem obsedáveis, vulneráveis a más influências, tanto da dimensão extrafísica de vida, quanto de encarnados e suas mentes enfermiças. Esquecem-se de como caíram – e de como caíram feio – na véspera ou, querendo dizer mais claramente: há bem pouco tempo – e põe-se na posição de juízes do mundo e de sofredores que podem até ser mais doentes que eles, inobstante, amiúde, os criticados estejam em melhor posição que eles próprios, não desfrutando, quiçá, dos recursos socorristas a que o incauto caluniador tem acesso, desprezando-os, porém, por se julgar dispensado de reconsiderar suas opiniões, tidas como fechadas, certas e absolutas (longe de se darem conta do desatino de soberba obsessiva a que se confiam, com tal postura).

Há pessoas que se dão ao prazer de, no seio de instituições e famílias, grupos sociais ou empresas sérias, lançarem uns contra os outros, gravando uma fala menos amável aqui, passando adiante, irresponsavelmente e sem qualquer pudor ou ética, outra informação mais sigilosa ali, e pondo-se no vértice de tudo, mais uma vez, para avaliar e estabelecer as condenações, a seu modo, espalhando e utilizando o que consegue colher de todos, como munição para a disseminação da desarmonia, desagregando grupos, destruindo amizades sólidas, atassalhando reputações dignas, formando um rastro de miséria e desgraça empós seus passos…
Exploram capciosamente os preconceitos alheios, focam os ângulos menos dignos de pessoas digníssimas, divulgam instantes menos felizes de heróis da virtude, fazendo-se “trombetas do apocalipse”, vaticinando o fim de obras seriíssimas, obras que gozam do patrocínio do Mais Alto, e, delírio por excelência, imaginam estar cumprindo um serviço à verdade, por dar a ótica do pior a todos e a tudo, o tempo inteiro…

Mas vá alguém lhes perguntar o que faziam nos ambientes em que puseram, momentanemanete, organizações sérias em crise, e elas imediatamente dirão, lágrimas escorrendo-lhes pelas faces cínicas, olhar cândido quase convincente, quando não furiosas, indignadas por não terem sido tratadas como deveriam ou não terem encontrado o que queriam (é claro), que “estavam com a melhor das intenções, tentando dar o melhor de si próprias e ser amigas de todos… embora ninguém as tivesse compreendido… como sempre lhes costuma acontecer… pobres coitadas”… sem perceberem, alucianadas como seguem, em seu vício moral, que também a notícia da existência desta sua tendência mesquinha se propaga, rapidamente, de modo que, por onde chegam, passam a ser observadas com progressiva suspeição e asco, por tão deplorável inclinação malevolente.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 31 de Março de 2010, 13:43
Continuação...


Não percebem elas que sua motivação verdadeira é tudo controlarem e tudo tomarem para si (inclusive o afeto, o respeito e a admiração de terceiros), por meios escusos, crianças mimadas e de má índole que são, motivações estas que, evidentemente, dificilmente admitem para si próprias, lançando tais aspectos de si, no fundo fosso do inconsciente, onde degeneram e se tornam ainda mais destrutivos, surgindo, no nível consciente, aqui ou ali, mascarados de boas intenções (até para elas próprias), mas disseminando o mal… mais uma vez…

De fato, diríamos, de coração doído, mas não com o matiz de interpretação com que elas colorem a louca (porque inteiramente desconectada da realidade) imagem que fazem de si próprias: pobres e infortunadas criaturas…
 Não fazem ideia da nuvem de tragédias que amontoam sobre suas cabeças, que, cedo ou tarde, entornará como tempestade de desgraças, quer elas consigam admitir seu erro, quer não.
Muito pior a sequência de desgraças se demorarem a chegar, por se acumularem, principalmente se pretenderam ou pretendem atassalhar a reputação de caracteres dignos e a serviço do Plano Sublime de Vida, não importando a opinião que elas façam de tais pessoas.

Por lei indefectível de justiça e verdade, o pior de tudo e todos, gradativamente, começa a se voltar contra estes infelizes cultores da difamação, que nem se dão conta quanto, mesmo sendo honestas (da perspectiva humana atual), em meio aos dados verdadeiros (seja por peças pregadas pelo seu próprio inconsciente ou do que Jung denominou de “sombra psicológica”, seja por influências de agentes tenebrosos do domínio extrafísico de vida), inventam, distorcem ou tiram de contexto acontecimentos, deturpando-os completamente, portanto (o que equivale e mentir), para, no fundo, sentirem-se um pouco menos ruins do que se sentem, no mais profundo de si mesmos.

Entrementes, piorarão muito mais, porque, em vez de agradecer pelas mãos compassivas que se estenderam a auxiliar estas culturoras da calúnia (disfarçada de desabafo entre amigos), afundaram-nas na lama ou assim tentaram fazer, na primeira oportunidade que encontraram, surtadas, iradas, dizendo-se ultrajadas (porque não desfrutaram dos privilégios e benefícios que esperavam colher da relação que entreteceram com o benfeitor).

Ai destas criaturas injustas e cínicas, lobos em peles de cordeiro, nos dizeres de Nosso Senhor Jesus.
Não importa quão sejam fascinantes no verbo e como saibam seduzir a terceiros, e se de fato conseguiram cooptar, aqui ou ali, algumas pessoas para o lado sinistro de seus mentiras, depois de enlouquecerem a si mesmas, lutando, com todas as forças d’alma, para acreditar que não são tão medonhamente culpadas, pelo horror que fizeram a quem menos merecia: seus maiores benfeitores de ontem.
O tempo, no entanto, em nome de Deus,virá, implacável, fazer sua cobrança de justiça e verdade…

Eis por que, de nossa parte, só nos resta orar por estes azarados do azar autoescolhido… a sorte lhes terá dado as costas… por tempo indeterminado… porque a graça de Deus abandona mais firme, profunda e dolorosamente, aqueles que atacam, cruel e insandecidamente, as próprias fontes da graça divina, para eles mesmos.

Ai deles… ai deles… porque as obras de Deus prosseguem e crescem, sempre… não importanto o que façam ou digam… Enquanto eles…

(Texto recebido em 25 de março de 2010.)

(*1) e (*2): trechos extraídos, respectivamente, dos capítulos 57 e 56, do livro: “Encontro Marcado”, psicografia de Chico Xavier, autoria espiritual de Emmnauel.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: Fransé Castro em 31 de Março de 2010, 19:03
"NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL...
SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR ESPERIÊNCIA HUMANA"
(THEILARD CHARDIN)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 02 de Abril de 2010, 15:48
Obrigada, Franse, por sua participação, amigo!
Um abraço,
Helena
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(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/no.jpg)


Os Nós que Não Precisam… Nem Devem, às Vezes, Ser Desatados.




(Registros da Mediunidade – 16)

Benjamin Teixeira, em interação com o Espírito Anacleto.

Corro agora para arrumar-me à gravação do programa de TV. Para funções de vulto, perante a coletividade, sou mentalmente assistido, à distância ou mais de perto, conforme necessidades e peculiares do dia e da tarefa, pelo vulto venerando do sábio mestre espiritual Anacleto. Tentava desatar os nós de alguns fios de caixas amplificadoras, para ampliar o som que saía de meu laptop, a fim de tomar banho, com música relaxante de fundo, que me propiciasse, desde já, um estado meditativo, receptivo aos bons espíritos e sua sábia inspiração.

Foi quando ouvi a voz segura do grande Mestre da Espiritualidade Sublime, detendo-me o gesto de perder tempo desatando os nós dos fios, e pedindo que tão-só aproximasse as duas caixas de som do meu computador portátil, o que já propiciaria a funcionalidade desejada. Estes seres do Plano Sublime nunca perdem, por menor que seja a ensancha, uma oportunidade de educar, esclarecer e conduzir para a plenitude, todos nós, seus pupilos, protegidos, discípulos, na longa ascese evolucional, na direção do Divino. Eis a fala de Anaclceto, neste prosaico momento:

“Certos nós da vida não precisam ser desatados. Alguns sequer devem ser desatados. Compõem a teia de complexidade da existência, formada de redes, interconexões, imbricações e confusões aparentes, que não passam de paradoxos, a serem destrinchados n’outro nível, quando alcançamos um plano superior de consciência e cognição, que nos permitirá enxergar além dos limites estreitos da percepção presente, que não nos propicie divisar o quadro completo… uma grande tapeçaria, intrincada, mas apresentando, vista de cima e à distância, um claro desenho de significado, propósito e finalidade.

Carmas familiares, desafios profissionais, crises existenciais – todos eles nos parecem apontar para problemas que são circunstâncias do momento e não os legítimos caminhos para a solução, com isso consumindo-nos a atenção e os esforços, as energias, recursos e tempo disponíveis, na rota errada para resolver o imbróglio com que nos debatemos.

A resolução verdadeira está no centro da questão - no centro de nós mesmos: na aprendizagem embutida na vivência, e não no desfazimento imediato do problema externo, que pode, inclusive, sequer ser um problema, de fato, quando se modifica a ótica de observação do panorama e se volta a contemplá-lo, após feita a conquista de sabedoria que a experiência desagradável promoveu.”

Wow! Isso é que é um vovozão sábio, não é? Quanto esta sua visão panorâmica e profunda nos pode elucidar questões complicadas, e facilitar a vida, se a aplicarmos ao dia a dia. Agora… tenho que sair correndo do computador, se não perco a hora da gravação do programa de TV (risos).

(Ambos textos redigido e recebido em 26 de março de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Abril de 2010, 20:55
Chuva e Maus Pensamentos – Sobre Indisciplina Mediúnica.

(http://www.entrefatoseacasos.org/wp-content/uploads/2009/08/medium21.jpg)

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Gustavo Henrique.

Chovia, torrencialmente. Poucos médiuns no Centro, lamentavelmente. “Gripa; e eu não posso faltar ao trabalho amanhã” – pensou um colaborador dos que faltara.
 “Deus me livre: chego despenteada e molhada como um pinto recém saído da casca do ovo – é até um despudor. Não tenho os recursos de D.Fulana, que tem carro próprio e pode chegar até a porta do centro sem se ensopar toda!…”.
 E os remoques seguiam, variados, inúmeros, por parte dos partícipes da reunião mediúnica, incluindo o de considerar o trânsito mais caótico e lento em momentos de chuvarada.

Olhamos em torno, avaliando a equipe disponível no dia, e suspiramos, entristecidos, entreolhando-nos em confidências trocadas pelo olhar, inarticuladas pelas bocas. Uma quebra de um quarto na força-tarefa de médiuns e esclarecedores para aquele dia. Com algum esforço e criatividade, poderíamos atender a dois terços do programado para a noite, mas não mais que isso.

Pedi a Cagistério – que conduzia, de nossa dimensão, as atividades interdimensões de cura e orientação a desnorteados desencarnados – a palavra, para inspirar o diretor da reunião mediúnica a pedir mais disciplina e critério com as tarefas medianímicas, com mais firme compromisso com a Espiritualidade, não só a sofredora, mas também aquela dos professores, médicos e psicoterapeutas desencarnados, que mobilizavam providências socorristas importantes, desde várias horas antes da realização dos trabalhos, no tratamento de enfermos de nossa dimensão, contando com a colaboração dos encarnados.

O diretor encarnado, com fácil sintonia com meu diapasão psíquico, sem dificuldade, pôs-se a falar fluentemente, reproduzindo-me, em linhas gerais, com uma ou outra interpolação e raras extrações de conteúdo, o que gostaria de dizer à reduzida plateia de cooperadores irritadiços uns, enfadados outros, raríssimos com o devido estado de devoção e respeito devidos ao ambiente.

Só que, entre a assistência, a indisciplina a intemperança campeavam:

“Que acinte!” – pensou uma dama empolada. “Quem ele pensa que é para nos dar ‘sermão’, como se fôssemos crianças?”

“Que ab-sur-do!” – cogitou com seus botões, uma outra senhora, acadêmica desacostumada a ser repreendida – “Faço um esforço enorme para estar aqui, em meio a este escarcéu de chuva, e ainda tenho que ouvir broncas por ausentes”.

Notando a rebeldia grassando na sala, insuflei no porta-voz encarnado as seguintes palavras, aproximadamente:

“Talzez estejamos com opinião muito distorcida a respeito da Espiritualidade e do que sejam as relações com os que nos são Superiores, na Hierarquia dos Trabalhos do Bem. Tendemos a ser muito voluntariosos e displicentes com disciplinas basilares, e se não incorremos no deslize dos companheiros que faltaram, apenas por estar chovendo, muitos aqui se esquecem de obrigações ainda mais elementares, como a oração, o culto do evangelho, que nossa instituição pede sejam diários…”

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Abril de 2010, 20:56
Continuação...

As duas senhoras silenciaram, constrangidas, seus solilóquios prenhes de crítica. Logo adiante, insuflei no diretor, em quase completo fenômeno de psicofonia:

“- Por fim, é justo considerarmos que o pouco que fazemos, de doações financeiras a dedicação de tempo, é extremamente diminuto, em relação às nossas dívidas morais com a Causa do Bem, que saldamos aos poucos, por meio destas pequenas côdeas de participação, na Obra do Cristo, no sentido de estender auxílio a nossos irmãos em humanidade, sejam encarnados ou desencarnados.”

A parte propriamente dedicada às atividades mediúnicas teve início, e as luzes do local foram reduzidas. Mas, além dos faltantes da noite, pelo “horror da chuva”, tivemos que contar com mais cinco criaturas na sala, que resolveram entrar em crise existencial com as palavras firmes do nosso representante, em vez de começarem por aplicá-las ali mesmo, fazendo-se mais produtivas no serviço a prestar, saindo um pouco do próprio umbigo.

Em suma: o resultado da noite, em termos de ajuda prestada, por meios psicofônicos e energéticos a sofredores de nossa dimensão, na reunião mediúnica que deveria ser de desobsessão, mas que mais parecia uma reunião de desenvolvimento elementar da mediunidade,foi de metade do que havia sido planificado.

A despeito desta narrativa, ainda temos que agradecer a Deus pelo concurso limitado e prenhe de oscilações caprichosas de nossos amigos encarnados, porque muitos sequer conseguem manter-se fieis aos compromissos assumidos antes de encarnar, nos diversos segmentos do serviço a cumprir e simplesmente desertam das atividades de que faziam parte, com mil argumentos, fantasias e outras desculpas, para a fuga à responsabilidade (que sua consciência lhes acusa, entrementes). Menos de um terço de todos… menos de um terço dos cooperadores projetados a se engajarem em quase toda obra legítima do bem. É este o percentual médio de lealdade às próprias intuições e consciência.

Na Casa que visitávamos, felizmente, alguns começavam a retornar, após período relativamente longo afastadas, a fidelidade de outras era “à prova de bala”, mas urgia amadurecermos, pela extensão das tarefas. Mister se fazia acelerarmos a expansão do número de trabalhadores, porque logo teríamos uma duplicação de audiência nas palestras públicas da Instituição, e teríamos que estar preparados para esta nova aluvião de gente a trazer seus satélites mentais perturbadores do ambiente doméstico, profissional, social, ou mesmo atraídos por seus vícios pessoais.

Que Jesus, como fez a multiplicação dos pães e dos peixes, logre-nos fazer muito, com o pouco que detemos, para que demos conta do que nos foi confiado, bem antes de este século ter tido início, bem antes da descida aos proscênios físicos de nossos camaradas encapsulados em corpos físicos.

(Texto recebido em 1º de abril de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Abril de 2010, 21:09

Notas sobre Complexos Materno e Paterno.


(http://www.saudelar.com/edicoes/2008/fevereiro/images/M.jpg)

por Aline Rangel.

Em Psicologia Junguiana, chama-se complexo o conteúdo inconsciente responsável pelas perturbações da consciência, ou, como define Sharp (*1), um grupo de ideias ou imagens carregadas emocionalmente.
São, sempre, relativamente autônomos e, quando se constelam, ou seja, se ativam, fazem-se acompanhar pelo afeto.
 Constituem produtos da consciência que se combinam com alguns elementos inatos, denominadas por Jung de imagens arquetípicas, para formar, de acordo com Stein (*2), o conjunto do complexo em seu todo.
Em suas palavras: “Os complexos são o que permanece na psique depois que ela digeriu experiência e a reconstruiu em objetos internos.
Nos seres humanos, os complexos funcionam como o equivalente de instintos em outros animais; imagos, ou complexos, são, por assim dizer, instintos humanos construídos.”

Estruturalmente, os complexos são compostos de imagens associadas e memórias congeladas de momentos traumáticos que estão enterradas no inconsciente e não são facilmente acessíveis para recuperação pelo ego. O complexo tem um núcleo dual: uma imagem ou traço psíquico do trauma originador e uma peça inata (arquetípica) que lhe está intimamente associada.
 Em termos gerais, os complexos são criados por traumas, sejam externos, provocados por colisões, ou internos.
Sharp, por outro lado, destaca que, para Jung, os complexos em si mesmos não têm de ser negativos, mas seus efeitos muitas vezes são. Isso quer dizer que não se deve confundir complexo com patologia ou neurose; antes, é um obstáculo que pode favorecer o crescimento e a realização.
 Também não se está falando em algo que pode ou deva ser eliminado, mas sim desvendado e exposto à reflexão consciente do ego.

Kast (*3) afirma que os complexos são constelações específicas de lembranças de experiências e fantasias condensadas, ordenadas em torno de um tema básico semelhante e carregadas com uma fonte de emoção da mesma qualidade, aos quais reagimos e nos defendemos de modo estereotipado.
A autora ressalta que a formação de um complexo se dá a partir de uma interação difícil e que, uma vez instalado, este núcleo afetivo irá não só determinar interpretações de eventos similares, como também reforçar a si mesmo.
Ela chama a atenção para as “frases de complexo”, isto é, a tradução das expectativas futuras com base nas experiências do passado, e para o quanto as mesmas podem aniquilar a abertura do futuro e bloquear novas experiências.

Todas as pessoas têm complexos. O inconsciente, como afirma Stein, é povoado por complexos.
A importância deste tema, em parte, está no fato de que, quanto mais emoções estiverem atadas em nossos complexos, mais restrito se torna o livre-arbítrio, ou seja, quanto mais “forte” o complexo, menos expressão autônoma é conferida ao complexo do eu.
Kast afirma que complexo é um dos conceitos centrais da psicologia de Jung e destaca a importância da identificação dos complexos paterno e materno, originalmente positivos ou negativos, em homens ou mulheres em processo de análise, como fonte de características fundamentais da pessoa, além de suas dificuldades e possibilidades na vida.

Antes de dar seguimento aos apontamentos acerca das características positivas e negativas dos complexos materno e paterno, vale, primeiramente, defini-los.
Sharp, de maneira bastante sintética, afirma que o Complexo Materno é o grupo de ideias carregadas de sentimento, associadas com a experiência e a imagem da mãe, e que o Complexo Paterno viria a ser este mesmo grupo relacionado à experiência e à imagem do pai.
Os efeitos dos complexos são distintos em homens e mulheres e dificilmente aparecem de forma pura ou isolada.
 Kast analisa seus efeitos, diferenciando os originalmente positivos dos originalmente negativos.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Abril de 2010, 21:15
Continuação...

(http://www.clicrbs.com.br/blog/fotos/87161post_foto.jpg)

Complexos maternos originalmente positivos conferem ao eu o sentimento de ser suficientemente bom, em um mundo igualmente bom; um sentimento de direito à existência com plena satisfação de necessidades corporais e psíquicas.
Um problema para estes casos é a dificuldade em aceitar a separação e o recomeço, além da introdução da agressão na vida.
Se o mundo não cumpre sua função nutridora, a pessoa marcada por este complexo pode assumir atitude autodestrutiva, apegando-se demasiadamente à culpa e sendo vítima de depressão e doenças do medo.
Homens marcados por complexo paterno positivo são pragmáticos, hábeis, eficientes, mas de seu próprio medo sabem pouco.
Mulheres marcadas por este mesmo complexo são fortes e sensatas no trato com a vida externa, mas não quando se refere ao próprio desenvolvimento.
 Sua identidade é derivada do pai e do complexo paterno, não sendo, portanto, originais. Geralmente, se revelam alunas inteligentes, e os homens mais velhos se lhes afiguram bastante atraentes.

Sobre o complexo materno negativo, Kast afirma:
“Para o complexo materno originalmente negativo, é típico o sentimento vital de que o indivíduo deve lutar por tudo que seja absolutamente imprescindível.
 No lugar de amor não exigente, de segurança, nutrição, proteção, interesse, atenção, tal como experienciados no complexo materno originalmente positivo, encontra-se o sentimento vital da solidão, do estar à mercê de alguém, o sentimento de não receber o suficiente para a vida, mas em demasia para morrer.”
 Já o complexo paterno negativo é descrito pela autora em termos de dominância.
Nos homens, a autora destaca, entre outras coisas, a opressão sofrida pelo filho na relação estabelecida com a figura paterna, com a consequente destruição da confiança no fazer particular, sendo negado ao filho seguir seu próprio caminho.
 A isso acrescenta-se a necessidade de agradar ao pai, de precisar ser igual a ele para ser aceito.
São homens com grande necessidade de que outros homens o reconheçam. Para as mulheres, a frase de complexo pode ser escrita como:
 “No fundo, não valho nada.”
Tudo que a mulher marcada por este complexo faz é examinado criticamente, e ela se sente constantemente culpada. Também para as mulheres, os caminhos são definidos pelo pai, que não lhes deixa escolhas autônomas.

É importantíssimo enfatizar as possibilidades de crescimento a partir do reconhecimento destes componentes psíquicos, aprendendo a lidar com os aspectos da vida que aparecem, nos dizeres da autora, como “as mesmas dificuldades de sempre”.
Isso evita que nos identifiquemos com a parte materna ou paterna sem sabermos, que invistamos em compensações que não nos satisfazem em profundidade.
 Trabalhando nossas imagens maternas a paternas, também passamos a construir novas relações com nossos elementos contrassexuais, internamente, bem como potencialmente estabelecemos vínculos mais saudáveis com pessoas e experiências significativas.


(*1) SHARP, Daryl. Léxico Junguiano – Dicionário de termos e conceitos. São Paulo: Cultrix, 1991.

(*2) STEIN, Murray. Jung – O Mapa da Alma. São Paulo, Cultrix.

(*3) KAST, Verena. Pais e filhas, mães e filhos – Caminhos para a auto-identidade a partir dos complexos materno e paterno. São Paulo. Ed. Loyola, 1997.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Abril de 2010, 14:41

 
  Mais Barato.
Breves Palavras de Conforto.


(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/fuga.jpg)


Benjamin Teixeira
pelo Espírito Irmão Lucas.

Posso falar contigo um pouco, irmão em ideal?
Estas vergastadas medonhas que te parecem ameaçar com o total colapso da consciência são resultado das forças da retaguarda, que se lançam, furiosas, contra ti.

Se estás à frente e servindo contra interesses mesquinhos dos manipuladores contumazes de toda sorte, naturalíssimo esperar que sofresses embates semelhantes.

É bem verdade que o Senhor sabe proteger Seus pupilos dos “lobos roubadores”. Entrementes, não os torna indenes de tentações e quedas, porquanto os deslizes e as provocações das trevas compõem o aprendizado e o estímulo ao amadurecimento constante das criaturas.

Os médiuns se assustam, de ordinário, ao darem os primeiros passos de compromisso com o bem e de educação das próprias faculdades psíquicas, em disciplinas árduas e esforço constante de que declinam convite, dizendo-se incapazes do empenho luminífero, por “falta de evolução”. Arrepiam-se de pavor, só em perceber mentes assomando-se de seus corpos. Alguns se aterrorizam com menos, porque divisem, aqui ou ali, dentro de seus campos psicovisuais, um ou outro vulto. Às vezes, os meros sussurros de além-túmulo já as fazem surtar desabridamente. Tu, porém, etapa sobre etapa de abertura dos canais mediúnicos e das responsabilidade com o vulgo, sabedor das pressões ingentes que isso implica, ainda assim pedes mais, para que possas ser mais útil.

Fazes ideia, então, da extensão de simpatias no Plano Sublime que atrais em tua direção? Repousa, então, em paz. Pretendem calar-te, desmantelar-te o juízo, comprometerem-te o nome – tudo que puder impedir que faças o bem imenso que fazes a todos que entram em contato com os conceitos de que te fazes porta-voz. Mas ninguém tem força contra a Vontade de Deus, e se te pões a serviço do Criador(a), prezado companheiro, quem poderá estar contra tua pessoa?

Emenda agora tua postura de desesperança e esgotamento e relaxa: vais vencer – já estás vencendo. Porque Deus vela, de modo particular (se é que assim podemos nos exprimir) por aqueles que velam pelos interesses de muitos. Ou seja: as Leis da Vida protegem, de modo todo particular, aqueles que se fazem canais do bem para seus semelhantes, ainda mais quando em larga medida e qualidade – esclarecendo, confortando, apontando rumos de felicidade, de propósito para viver, de esclarecimento para os enigmas da existência, de sugestão de diretrizes de solução para problemas…

Tens noção da proporção do bem que estejas fazendo? É por isso que te surpreendes com a reação vulcânica do mal que te procura.

Não te assombres, contudo. Recolhe-te, tão-só, em prece, prossegue em teu trabalho de servir em nome de Deus, quanto possas, e deixa que o tempo se encarregue de tudo colocar em seu devido lugar. A paz e o amor te livrarão do mal, porque vives para Ele – o Amor –, e onde o Amor está presente, nada mais se pode contrapor…

(Texto recebido em 4 de abril de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Abril de 2010, 15:09
   
A Fusão das Três Grandes Disciplinas.

(Pedagogia, Psicologia e Orientação Espiritual integradas no plano extrafísico de vida.)

Benjamin Teixeira
pelo espírito Ana Augusta (*).

(http://www.acateral.com/images/Imagem1.jpg)

Na Espiritualidade, não distinguimos a função de ensinar da de tratar. Psicologia e Pedagogia andam de tal modo entrelaçadas, que não nos é possível diferençá-las. O professor ensina tratando, ao passo que o psicólogo trata ensinando.

É deste modo que, muito além das proposições metodológicas da atual psicopedagogia do mundo físico – que foca mais a questão das deficiências cognitivas dos alunos –, na nossa esfera de ação, o orientador religioso, o professor e o terapeuta agem em comum acordo, numa atividade interdisciplinar que, de um modo geral, educa plenamente o indivíduo, favorecendo-lhe a integração e amadurecimento psicológicos, rumo à plenitude espiritual na dinamização de suas potências adormecidas.

Há uma excessiva segmentação das disciplinas do saber, no presente momento, no domínio físico de vida, na Terra, que induz profissionais a enxergarem o ser humano de forma fragmentada, bloqueando-os de vislumbrarem-no em sua totalidade, em sua natureza orgânica e integrada.

O reducionismo que impera atualmente nas ciências precisa ser revisto, e, de fato, logo uma nova onda paradigmática questionará os pressupostos desta doutrina absurda, anticientífica. A felicidade não está em neurotransmissores, nem a inteligência, em sinapses. O ser humano é bem mais complexo, profundo e subjetivo do que pretendem fazer crer, ingenuamente, as atuais escolas de ciências, incluindo as biológicas. O futuro, porém, corrigirá as excentricidades da superficial perspectiva microscópica do fenômeno humano que hoje pervaga nas academias do orbe.


(Texto recebido em 29 de abril de 2007. Revisão de Delano Mothé.)

(*) Ana Augusta é respeitável matrona desencarnada que compõe as falanges de mestres espirituais do Salto Quântico.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Abril de 2010, 16:42

No Ápice da Vitória. (O martírio oculto da alma missionária.)

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/anjo.jpg)

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Eugênia.

Estás cansada, alma amiga. Conhecemos-te o coração. Os facultativos da mente e do corpo, em suas nomenclaturas novas, sempre criativas, diagnosticariam, caso te pudessem observar de perto o quadro sintomatológico e os desabafos sinceros, estares portando uma “síndrome de burnout”. Há três lustros, por-te-iam a pecha de inclusa nos quadros da ”depressão clínica”; e, em décadas passadas, dir-te-iam, eles mesmos, estares “estafada” ou padecente de grave processo de “stress”. Se voltássemos século e meio no tempo, estes mesmos peritos imputar-te-iam misteriosa “melancolia”.

Supõem-te, todavia, os que te observam de fora, a multidão que te acompanha, atenta (e sedenta de tua presença e qualquer coisa que digas), em galarim de vitória, jubilosa e feliz, na glória dos pináculos da fama e da realização triunfante, porque tua obra ao bem comum prospera, sem se darem conta dos tributos de dor psíquica de muitos – encarnados e desencarnados – que se repercutem em teu psiquismo sensível e pagas, todos os dias, atualmente parecendo ocorrer em quotas maiores que nunca; nem concebem os ôunus de persistência, com tantas deserções e espetáculos de injustiça e calúnia que contemplaste e sofreste, em torno de teus passos ou diretamente vinculados à tua pessoa e ao trabalho que ciosamente desdobras, em nome dos que te velam os passos de Mais Alto, um tormento de desgastes e tormentos, ano sobre ano, década sobre década…

Olhas para a frente e vês que estás apenas a meio caminho da trajetória a carpir, como destino a realizar, e sentes desfalecerem-te as forças… Não acreditas existir mais fonte alguma d’onde possas extrair ânimo a prosseguir, mesmo tudo pondo nas Mãos de Deus. Não seria a hora de voltar? Estariam, de modo sutil, planejando teu retorno, os teus Orientadores Desencarnados? Não, prezada alma boa, ainda não. Prossegue apenas fazendo isso: confiando tudo à Divina Providência, e continua fazendo tua parte, nos deveres que te cabem, ante o populacho que te foi delegado educar, e deixa que o Cristo faça o resto por ti.

Sabemos, coração de Deus, que sentes vertigens de saudade do Lugar d’Onde vieste e para Lá gostarias de voltar, quanto antes… Diz-nos, preocupada: “Não se trata de um capricho egoístico! Estou exânime: não tenho mais energia para suportar o peso da cruz que carrego! Como dar conta de encargos novos, adicionais, que me chegam?” Estamos cônscios, outrossim, de que não encontras mais motivações nas coisas do mundo, sejam posses, prestígio ou celebridade… e de que os laços que te prendem ao mundo físico se desfazem, rapidamente, sem que as pessoas que te circundem notem o espetáculo espiritual de iluminação progressiva que acompanhamos, de Cá.

Mas este processo, coração zeloso, é natural e era de se esperar. Não estranhes. Apenas não sabias que, tão célere e amplamente, ainda nesta mesma reencarnação que desfrutas, ver-te-ias tão desapegado das vaidades e apegos que tanto oneram a vida mental de teus semelhantes – o que observas, com piedade crescente.

Preservas, é bem verdade, o brio da alma nobre, que sabe o que veio fazer sobre a Terra, sem qualquer pretensão de superioridade ou de subjugação de terceiros, mas com muito sentido de compromisso e responsabilidade com o que faz e diz, amiúde se convertendo esta consciência de si e das próprias obrigações casada à total despreocupação com as convenções e as aparências, em cenas de firmeza e quase-fúria que lembram, vivamente, bem acabados processos de arrogância (mas também a “ira sagrada” dos tempos apostólicos e proféticos que tão fartamente o texto bíblico documenta, não só em Jesus – como no episódio do “Vendilhões no Templo”, em que o Cristo impunha chicote e fala grosso e alto, como em Seus predecessores e sucessores santificados de virtudes heróicas). Pouco te importas, é bem verdade, que te vejam como espírito orgulhoso. Preocupas-te, porém, se estás sendo, neste movimento, bem visto por nós. Quem te disse, entretanto, alma pré-santa, neste mundo de egos-inflados e semi-bestas, que é tal conduta reprovável ou que devas escoimar-te deste escudo protetor? É por meio dele que te impões à maldade dos viciosos e te defendes, bem como proteges da desagregação a obra parcial do Bem que te foi confiada pela Divindade, contra as forças lupinas do mal, vorazes por fazer desaparecerem, no mundo, os Projetos de Deus.

Descansa tua forças no regaço do meu coração, filho amado. Vem para tua mãe, por alguns momentos que seja, e repara as energias combalidas. Logo estarás sem condições de seguir e agir, em nosso nome e em Nome d’Aqueles que estão acima, muito acima de nós: os Anjos servidores dos Cristos Maria e Jesus.


(Texto recebido em 11 de abril de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 12 de Abril de 2010, 12:54
Servidores do Bem.

(http://1.bp.blogspot.com/_ZoMMgvT1hlE/RnvxuZXm8QI/AAAAAAAAABc/TVYNZ0khTXE/s400/caridade.png)(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:eXKh9hPb1qwc8M:http://eletrostars.blogtv.uol.com.br/img/Image/Eletrostars/2008/maro/paris_africa_opt.jpg)(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:tWSz4vkr9k4I4M:http://www.jota7.com/img/noticias/fotoescola_red3.jpg)(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:JwG6xMYYVScP-M:http://rebelheartbr.files.wordpress.com/2009/03/luzdivina.jpg)(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:YCm9a2XuAM-5YM:http://www.belasartes.br/bablog/wp-content/uploads/2009/09/mexa-se-21.jpg)(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:2hsE_3fI5-1PwM:http://farm3.static.flickr.com/2705/4309115357_da46536213.jpg)(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:hx2GlsnnmpFT_M:http://3.bp.blogspot.com/_TFaflqw9q-0/Rc8l2DMBIRI/AAAAAAAAAFk/ZtnLU8uWIAI/s400/Fazer%2Bo%2Bbem.bmp)(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:tHdkMRgamRVQSM:http://kizziqueiros.blog.terra.com.br/files/2009/05/dosedecarinho01.jpg)

por Aline Rangel.

Como servir mais e melhor?

Como se fazer representante do Amor?

Como trabalhar pelo ideal sem desanimar?

Como vencer as vacilações caprichosas do ego?

Como se fazer instrumento mais afinado dos Mentores?

Uma oração, um pedido, um consolo…

Um sorriso, um afago, um gesto amoroso

Uma palavra, um abraço, talvez aperto de mão…

Um prato de comida, um alimento do coração…

A presença fraterna nos momentos difíceis,

E nos felizes também!

O auxílio despretensioso e sincero,

A renúncia santificada e silente…

No voluntariado responsável, na doação generosa…

Na partilha do conhecimento libertador…

No alerta grave, firme e caridoso…

Em família, entre amigos, com a profissão,

Para um estranho, um carente, ou afeto mais caro…

Sempre é  tempo!

Por que esperar tanto? Por que adiar?

Por que fechar os olhos, cruzar os braços, trancar a porta?

Por que fingir que não é possível…

Felicidade é ação no Bem e paz na Consciência!

É ouvir o Coração e sintonizar a Bondade!

É oferecer o que se tem no esforço de crescimento!

É seguir a Misericórdia dos Anjos…

Que nos protegem, nos inspiram e nos esperam…

Servidores do Bem.

Até a próxima semana!

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: CAAC em 12 de Abril de 2010, 20:56
Excelente "apanhado" de obras psicografadas pelo espírita sergipano Benjamin Texeira. As palestras dele são ótimas, todos os domingos aqui em Aracaju e ele também administra uma grandiosa obra de assistência social. O site do seu pregrama "Salto Quântico" mostra inúmeros trabalhos do médium, com belas mensagens e entrevistas interessantes. Vale a pena conferir:

http://www.saltoquantico.com.br/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zYWx0b3F1YW50aWNvLmNvbS5ici8=)

Grande abraço,

Carlos
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 12 de Abril de 2010, 21:43
Oi, Carlos! Obrigada pelo retorno, amigo!!

Estive em Aracaju em 2004, quis conhecê-lo pessoalmente. Já assistia ao seu programa desde 2002. Um encanto de pessoa!!
A palestra, a qual assisti, foi no auditório do Hotel Parque dos Coqueiros. Estava repleto! Comprei alguns livros e pedi-lhe que os autografasse. Ficamos conversando um bom tempo.
Nossa, que memória prodigiosa! Acredita que disse-lhe meu nome logo que entrei, por acaso, mas 2 horas e meia depois, após longa fila de espera, ele, me chamando pelo nome, autografou os livros com um sorriso contagiante.

Um abraço,
Helena
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: CAAC em 13 de Abril de 2010, 03:54
É, Helena, ele é bem assim mesmo: uma capacidade intelectual altíssima e uma simpatia e humildade contagiantes. Além de, claro, ser um grande médium e pregador da Doutrina Espírita!

Um grande abraço,
Carlos
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 13 de Abril de 2010, 23:43
Concordo plenamente com vc, Carlos.
Um grande abraço,
Helena
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Material Putrefacto – O porquê das crises internas em Obras do Bem que crescem.


Benjamin Teixeira
pelo Espírito Irmão Lucas.

(http://www.mucajai.rr.gov.br/site/images/stories/construo%20de%20casas.jpg)

Acusações indébitas, suspeitas, vaidades e brios feridos, tudo isso é muito próprio acontecer, nas obras cristãs legítimas, em processo de expansão e consolidação, reequilibrando-se nos níveis mais altos de compromisso e responsabilidade a que foram chamadas a operar, como o arranha-céu que se erige, andar a andar, sob o ruído de grande pancadaria nos elementos que o constituem.

Do mesmo modo, os caracteres humanos, nas instituições do bem que crescem, na direção de seu destino, são testados, alguns tijolos se mostrando imprestáveis para a obra, por falta de rigidez a suportar o peso sobre si – e eis então que, por serem “tijolos vivos”, saem por si mesmos da tarefa, incapazes de resistir ao martelo da crítica (nem sempre justa) ou da corrigenda (quase sempre necessária).

Toda realização do Bem sofre crises periódicas em suas estruturas, e, de certa maneira, as obras de manutenção e reforma nunca cessam, de todo.

Oferta a tua parte, prezado amigo, sobremaneira se te sentes ou se de fato estás à frente dos demais envolvidos nas rusgas, pendengas e atritos, entre companheiros de trabalho benevolente, em meio à saraivada de projéteis vibratório-energéticos. Assume, para ti mesmo, a culpa pelo ocorrido (em termos filosóficos profundos, ao mínimo), como disse o Gautama Buda: “Se alguém me ataca, a culpa é minha, porque não fui apto a convencê-lo da sinceridade do meu amor”. E, nos dizeres lapidares de nosso mestre Emmanuel: “Imunizemos o grupo contra a perturbação, acentuando a nossa responsabilidade e aprendendo com o fracasso”. (*)

Fazes bem em agires sempre assim, estimado amigo, com sinceridade, pois realmente te julgas muito abaixo do valor moral que o ministério a ti confiado te exigiria. Não te enganas ao supor isso, consoante disse Nosso Senhor Jesus a este respeito: “Sede, pois, vós perfeitos, como perfeito é vosso Pai Celestial”.

Todavia, tranquiliza a tua consciência, quando algum “tijolo fofo” decide te alcunhar de adjetivos menos lisonjeiros, e mesmo chegue a se afastar da Obra pela qual te responsabilizaste, antes do iniciar desta tua presente reencarnação, porquanto louco está este companheiro, na cegueira sobre quem realmente seja, sobremaneira  se sente vítima ou se presume injustiçado por ti, quando estava apenas sofrendo processos educativos.

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 13 de Abril de 2010, 23:44
Continuação...

Oremos, então, pelo infame e infeliz desertor, que se faz caluniador, obsidiado e agente do mal, sem o perceber, pondo-se na rota da própria desgraça. Pois que, se aqui o “tijolo fofo” ao menos serviria para compor a argamassa do Edifício da Obra que te foi delegada, converter-se-á adiante, para onde ele se dirija, inadvertidamente, em lixo defenestrado, no esgoto da Vida, a compor as grandes massas de material putrefacto, para as futuras – sabe lá Deus quando e a que preço – transformações e realizações do porvir… nas máquinas de reciclagem espiritual-cármica do inferno, dentro ou fora do plano físico de existência…

Se és, pois, engenheiro ou mestre de obras, nesta construção espiritual, não podes, sob pena de não cumprires tua responsabilidade de trabalho, ter “pena” do “pobre ladrilho” comprimido entre os demais; apiedar-te do “coitado do prego” martelado até a completa compressão, no material de sustentação a que serve; nem pensar com lamúria na “infeliz luzinha” abandonada, solitária, no alto da sala a que presta de lâmpada ou sistema de iluminação mais complexo.

Sê firme na tua condução e, embora devas determinar a todos os operários da Obra moderação no uso da força (a fim de que não ocorra, aqui ou ali, o “empenamento” de vigas de sustentação, ou se venham a tornar inutilizáveis peças em boas condições, por falha no seu manuseio), entende, por outro lado, que certo percentual de erro na aplicação das técnicas de edificação é inexorável, e que, conquanto não vejas assim – por teu coração bondoso doer-se com a sina dos que incorrem neste percentual infeliz de erro –, ou não possas de pronto avaliar o conjunto da construção em andamento, compõem, tais “acidentes de percurso”, o que os peritos em planejamento e administração denominam de “custos operacionais”, previstos pelos “Donos desta Construtora Espiritual”, os Grandes Mestres do Plano Sublime de Vida, bem antes que tenhas recebido a designação de desceres ao plano físico de existência.

E, amigo, como sabemos que, em última análise, toda Edificação Espiritual está sob contínua Supervisão Divina, cesse de uma vez por todas de te culpares por esta pequena parcela de erro, que não escapa da Contabilidade Suprema, na convicção inabalável de que podes preservar e fortalecer: DEUS NUNCA ERRA. Isso implica dizer, então, que o refugo pelo qual te lamentas, supondo de tua responsabilidade haver sido ele lançado às lixeiras da Vida, era já material, desde sempre, destinado, pela perfeita Presciência Divina, aos importantes processos a que nos referimos acima: de reciclagens d’almas, nos infernos a que elas mesmas se condenaram, pelas escolhas indevidas que fizeram… regiões purgatoriais ou de pesadelo vivo, contínuo… por tempo indeterminado… dentro ou fora da matéria densa, já de agora… agora e depois… ou, pior ainda, bem depois: recebida toda a carga acumulada de desgraça, de uma vez só…

(Texto recebido em 04 de abril de 2010.)

(*) Excerto do capítulo 27, “Lutas na Equipe”, do livro “Rumo Certo”, autoria espiritual de Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Abril de 2010, 00:06

À Distância, Perdoa e Segue.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/distancia.jpg)

(Estudando Emmanuel e Jesus – 06.)

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Irmão Lucas.

Observa, prezado amigo, o pensamento de Emmanuel a te conduzir, hoje:

“Quanto maior a compreensão de um homem, mais alto é o débito dele para com a Humanidade; quanto mais sábio, mais rico para satisfazer aos impositivos de cooperação no progresso universal.” (*)

Faze-te o companheiro de todos, nas obras de Deus que conclamam às Alturas qualquer criatura, por meio do serviço fraterno, ofertado sem distinção de pessoas, e fica certo de que nada acontece à toa. O amigo estróina que te nega colaboração, em verdade pede-te socorro às avessas, e “troca os pés pelas mãos”, na hora de dizer: “admiro-te tanto que não sei como me dirigir a ti”.

Sim, eu sei, o companheiro foi frio, rude e inconsciente. Perdoa e segue – isso é a Terra. Não esperes condutas de anjos. Sem mantê-lo tão próximo, para não ensejares outros episódios de ataque gratuito, faze-te apenas o benfeitor oculto ou à distância, que conduz e inspira, sem precisar ombrear caminhos: isso é possível, como excelente alternativa a insistir numa aproximação que venha a se mostrar inexequível, pela grande diferença de níveis vibratórios, de valores, de consciência, um contato próximo que, nestas circunstâncias de tamanha disparidade, pode transfundir amizade em inimizade e, com isso, a ensancha de ele aprender contigo (quanto tu mesmo com ele, por reflexões como esta que agora tens ensejada), nesta encarnação, jaza arruinada, definitivamente, com grande prejuízo para compromissos assumidos, de parte a parte, nos planejamentos existenciais de ambos, antes da presente existência física que os dois desfrutam, inobstante um na condição de professor, outro na condição de pupilo.

É este ainda um mundo de provas e expiações, e não o globo de regeneração em que um dia se converterá a Terra. Logo, foi-te dado conviver com seres em nível sofrível de aprendizado espiritual, e tu mesmo permaneces matriculado nesta escola, quanto todos nós, em regímen de crescimento e apoio constantes e reciprocamente partilhados.

Não te galvanizes à ideia de imperturbabilidade, que ainda não te é uma conquista feita, mas não deixes de enxergar a distância abissal que há  entre ti e teus companheiros de marcha evolutiva, para que não exijas deles o que eles não te podem oferecer, e, de reversa maneira, possas conceder o que está em teu nível doar, ainda que com restrições feitas, por tua consciência, por tuas limitações, e por tuas condições físicas reais de auxílio a ofertar.


(Texto recebido em 14 de abril de 2010.)

(*) Excerto do capítulo 150 da obra “Vinha de Luz”, Chico Xavier/Emmanuel.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Abril de 2010, 00:15

Uma Conversa sobre Gratidão.

por Aline Rangel.

(http://4.bp.blogspot.com/_GGk85-BtfTI/SxR5bJM9vLI/AAAAAAAAAIY/08sEp3a14hw/s320/gratid%C3%A3o.jpg)

“Tenho sentido ou expressado gratidão por aqueles que me ajudam a crescer, a evoluir, a ser mais feliz?”
“Tenho pensado que não somente pessoas, mas também as experiências merecem meu reconhecimento pelo tanto que me fizeram avançar e ser mais pleno?”
“O quanto tenho agradecido a Deus e a Seus Representantes, nas figuras do  Cristo e de Seus Emissários, pela vida, pelas oportunidades que tenho tido para aprender pelo amor?”

Bem, essas são reflexões importantíssimas, freqüentemente reforçadas por Eugênia em suas falas pessoais ou coletivas, num estímulo a que nos percebamos num universo de abundância e não de escassez.
Agradecer, além de representar que reconhecemos os benefícios do que temos recebido, valorizando, portanto, a doação do outro, nos faz entrar em contato mais íntimo com o poder criativo, por ser uma expressão de amor genuíno.
Quando nos percebemos em meio a tantas graças diárias e voltamos nosso coração aos que nos protegem, encarnados ou desencarnados, emanando de nós próprios sentimentos de amor e amizade, de fraternidade, de desejo que o outro seja feliz, experimentamos duplicadas as bênçãos recebidas porque participamos do exercício de doação.
Sermos gratos faz bem!
A gratidão alimenta e fortalece o outro e a nós mesmos, lembrando-nos de que não estamos sós.

Que tal parar e pensar em pessoas (encarnadas ou desencarnadas) a quem tenhamos algo a agradecer e enviar-lhes nossos melhores sentimentos e desejos, através de uma oração, de um e-mail, de um torpedo, de um telefonema ou visita, da compra de um presentinho especial, de um abraço, de uma declaração de amor…
Sem deixar para amanhã ou daqui a pouco, sem economizar nos sentimentos e nas expressões de carinho…
E se estivermos num período de mais dificuldades, de crises e convivência conflituosa com personalidades mais difíceis, agradeçamos a Deus a chance de aprender, ainda que de forma dolorosa, rogando-Lhe nos ensine a enxergar que o amor é o remédio para todas as nossas feridas.
Não se trata de submissão ao sofrimento ou de valorização deste como único recurso educativo, mas de uma reflexão sincera acerca do quanto temos sido responsáveis pelas dores que nos maltratam o coração e do que já temos como instrumentos internos e externos para superarmos o que impede momentaneamente nossa felicidade.
Se conseguimos exercitar a gratidão nos momentos difíceis, focando o melhor, como nos alerta nossa Mestra Eugênia, conectamos nosso coração às forças da Vida que velam por nossa alegria e paz, hoje e sempre.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Abril de 2010, 00:22
Reflexões...

(http://4.bp.blogspot.com/_f9d9iLYragM/SsLNiC7rp5I/AAAAAAAAAMM/fXc0MrptAB4/S1600-R/plantarlogo.jpg)

Por Sergio Silva Santana

Declarar guerra aos elementos que constituem o lado tenebroso da personalidade não representa a melhor iniciativa no caminho de nossa sublimação.
 Ensinou-nos o grande Carl Gustav Jung que o ataque deliberado aos defeitos e às más inclinações, terá como lamentável consequência seu fortalecimento dentro de nós mesmos.

Assim, diante da impaciência sistemática procuremos desenvolver a tolerância com o apoio da prece e da meditação;
Se nos sentimos incomodados com a violência, procuremos canalizar a agressividade de forma saudável, através da prática de esportes, por exemplo;
Ao  nos depararmos com a indiferença, busquemos servir e amparar nossos irmãos em necessidade em mais larga medida.

Estejamos sempre focados na aquisição e no aprimoramento das virtudes. A espada simbólica trazida por Nosso Senhor Jesus não propõe um ataque ao outro, mas uma determinação em vencermos a nós mesmos.

Reflexão propiciada na palestra pública do Instituto Salto Quântico em 11 de Abril de 2010.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Abril de 2010, 00:27
Tempo de Abundância.

por Aline Rangel.

(http://www.temmais.com/UpLoad/Blog/cassiasalvajoli/Editor/abundancia_pascal.jpg)


Lidar com os momentos felizes nem sempre é fácil… Acostumados às tormentas como alertas de mudança, condicionados ao sofrimento como recurso imprescindível de aprendizado no bem, vinculados à dor como instrumento de melhoria íntima, é possível deixemos de extrair dos momentos de ventura os conteúdos renovadores que nos apontam novos caminhos de realização e paz.
Trata-se de um desafio aprendermos pelo amor, como nos esclarecem os Mestres maiores. Nos tempo de abundância de graças, em que os presentes divinos se fazem tão óbvios, é comum o relaxamento com as disciplinas fundamentais, na atitude infantil que enxerga a vida como eterno parque de diversões; ou ainda a manutenção da suspeita amargurada, que sempre espera o pior, mesmo das situações mais favoráveis, confundindo realidade com pessimismo e maturidade com negativismo.

Atravessando, portanto, fase enriquecida de dádivas, em que os desejos justos são claramente atendidos, em que os sonhos parecem realizar-se mais facilmente e os problemas encontram soluções quase imediatas, recordemos a necessidade de gratidão através da partilha!
 A bonança vivida com serviço ao próximo contamina corações e se alastra, confortando, fortalecendo, amparando os que se encontram encarcerados pela miséria em suas diversas manifestações – material, moral, espiritual… 
Mantenhamos o esforço de crescimento nos momentos de alegria, reforçando, assim, em nossos corações bem como no íntimo dos que se encontram sob nossa influência direta ou indireta, a convicção de que somos filhos do Amor, que nos quer criativos, produtivos e felizes em profundidade!
Dessa forma, até mesmo as circunstâncias difíceis, inevitáveis ainda para não estacionarmos em nosso processo evolutivo, mostrar-se-ão bem menos dolorosas, menos dramáticas, menos assustadoras, menos injustas…

Até a próxima semana!

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 19 de Abril de 2010, 16:16
Novos Rumos.
por Aline Rangel.

(http://www.documentarios.org/images/documentarios/experiencias_de_quase_morte.jpg)

Alguns dias intensos se passaram desde o mal-estar que levou Pedro às pressas ao melhor hospital da cidade. Ficou entre a vida e a morte, após um ataque cardíaco fortíssimo… Teve uma experiência fantástica de contato com uma luz branca intensíssima e extremamente amorosa, enquanto estava sendo atendido! Tentou descrever em detalhes por mais de uma vez, assim que recuperou a consciência, mas não foi levado a sério pelos familiares, que julgaram o estranho relato fruto da vivência traumática por que passou.

Na véspera do retorno a casa, foi visitado por um cardiologista renomado, que acabara de chegar de uma viagem de estudos nos EUA. Atraído pelas informações acerca do que Pedro houvera experimentado enquanto era socorrido, Dr. André foi conversar com a família, primeiramente, e depois com o próprio Pedro, a fim de estudar o caso em questão. Todos ficaram impressionados quando ouviram tão experiente profissional da medicina falar das Experiências de Quase Morte.

- Nossa, Dr. André! Não imaginávamos que papai pudesse estar falando de algo real! E ele está tão diferente… Achei que o susto por que passou houvesse provocado tudo isso… Que bom que todos nós estamos sendo esclarecidos a respeito de área de estudo tão interessante!

-Sem dúvida, minha querida! Sou um apaixonado por este campo de investigação! É importantíssimo que saibam tratar-se de tema pesquisado com bastante seriedade. Muitas pessoas passam pela experiência e não têm coragem de relatar… Fiquei muito interessado no que meu colega expôs a respeito do pai de vocês.

-E como devemos proceder com ele?

-Com os cuidados normais para um processo de recuperação deste nível, além de uma observação cuidadosa de como ele irá se portar, da sensibilidade que provavelmente será despertada. Sugiro também pesquisem sobre o assunto! Tenho umas indicações de leitura que os farão pasmar!

Pedro descansava após conversa muito confortadora com Dr. André. Ainda bem alguém entendia o que estava falando! Nunca experimentou paz como aquela… Queria tanto ficar lá… Por outro lado, aquelas cenas da sua vida, passando rapidamente, fizeram-lhe sentir um remorso, uma aperto no coração diferente de qualquer dor que já teve. Lembrou-se da esposa, do quanto a fez sofrer com seu desprezo, sua frieza… E o neto! Tão pequeno e tão inteligente, além de cuidadoso com ele. Seus subordinados eram tão maltratados… Os filhos, nem se comente… Alguma coisa dentro de seu coração mudou… O susto, as imagens confusas de seu corpo sendo cuidado pelos médicos, a percepção do que acontecia em outras alas do hospital, aquela sensação de ser levado em um túnel, de ver as pessoas que amava, as que dependiam dele e… Aquela luz! Como é possível algo assim? Como não mudar e ser feliz depois disso? Ao mesmo tempo, a sensação constrangedora de ter demorado tanto a entender o que é a vida.

O futuro de Pedro e sua família mostrava-se agora bem mais promissor! A intervenção durante meses de sua alma gêmea houvera funcionado e finalmente surgia a esperança de uma vida melhor e mais produtiva para todos os envolvidos. Compromissos muito sérios foram assumidos por aquela família e o tempo estava já escasso para se desdobrarem atividades significativas no Bem.

De longe, Júlia acompanhava os pensamentos de seu protegido e irradiava amor em sua direção. Muitos seriam salvos do desespero com o trabalho que iria, em breve, financiar e, mais tarde, de que iria participar pessoalmente. Um longo caminho estava sendo programado para que a encarnação de Pedro e Lucas fosse bem aproveitada, em função dos recursos que haviam sido empregados para que aquele grupo se reunisse. A doce figura feminina foi se afastando e sumindo em meio à luz muito branca… Mas sua energia amorosa ficou, contagiando a nova família que nascia…

Até a próxima semana!
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 26 de Abril de 2010, 21:55
Revendo Caminhos.

por Aline Rangel.

(http://fabiopereira.files.wordpress.com/2009/10/caminho-de-pincel.jpg)


Há períodos de dor, desespero e confusão.

Tanto cansaço, tanta amargura e apatia…

Tanta tristeza e culpa, tanto medo…

E paralisia…

E pessimismo…

E desconfiança…

Falta de fé.

Uma crise? Uma des-ilusão!

Um chamado, um presente, um convite!

Vida que se renova.

Ciclo que se finda,

Experiência que se esgota

Ou que se mostra sem razão…

É preciso dizer Adeus!

Virar a página, procurar outra porta…

Ou abrir uma janela?

Descobrir o mapa e ganhar novas rotas!

Os caminhos se criam, se transformam

Com nossos pés,

Nossa bagagem,

Nossos transportes,

Nosso olhar…

Mas não estamos sós!

Do alto e bem perto de nós

Setas Divinas alertam e conduzem

Ao precioso, verdadeiro e desconhecido

Caminho do Coração!




Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 27 de Abril de 2010, 13:47

Espelho Vivo da Luz do Céu, na Escuridão Fria da Terra.


(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/102706.jpg)

Benjamin Teixeira
pelos Espíritos Eugênia e Gustavo Henrique.

No trabalho, podes perceber o avolumar-se progressivo de energias contrárias à tua pessoa.

Em casa, o companheiro e os filhos podem se opor a teu modo de ser, sistemática, crescentemente…

Na vida social, teu modo de agir não é bem visto, e tratam-te como um estranho, um ser bizarro, uma aberração ou mesmo um ser abominável?

Ignora e segue, servindo e sendo útil aos que precisam de teus serviços, do que possas oferecer de bom e útil a todos que te procuram.

Enganadores contumazes, manipuladores da boa-fé alheia vêem-te, é lógico, como se fosses um deles, só que mais refinado e trincam os dentes por trás de ti, exalando as energias nocivas que lhe são características ao baixo diapasão de sentimentos. Não conseguem divisar a pureza de teu ideal, e, com isso, pugnam por silenciar-te o verbo transformador e felicitador de tantos que ouvem tuas palavras de bom ânimo e fé. E, quando descobrem ou apenas suspeitam que és sincero, mais ainda se enfurecem contra ti, por te não conseguirem igualar, tomados pela inveja medonha que o ego inflado inspira.

O preconceito te encontra o passo, em saraivadas assassinas de ódio? És negro, numa sociedade racista? Mulher, num grupo machista? Homossexual, num seio homofóbico (quase toda parte)?  Reivindica, amigo, as Forças do Alto, que virão, em teu encalço, estejas certo disso, e continua fazendo teu melhor, a despeito das rajadas de incompreensão e ira, desprezo ou desdém que te cerquem os passos, que te venham ao encalço, à socapa.

Segue, feliz, a teu modo, não importando o que os infelizes mesquinhos - que não vivem o próprio modo de ser (preocupados com a aprovação familiar ou social) -, pensem de ti ou de tua conduta, mesmo que divulguem inverdades sobre ti, no intuito mefistofélico de disseminar, entre outros, o mesmo asco que têm de ti, ainda que por motivos mentirosos, criados por eles próprios, os abjetos seres da lama, reencarnados pela última vez na Terra, em regímen de emergência (sem saberem que desperdiçam a última e preciosa oportunidade de acertarem o passo com o bem e permanecerem no orbe, em vez de serem deportados a um mundo primitivo)… Vê como andam ensandecidos… fazendo o mal… logo a ti, que te pões a serviço do bem, em larga escala… ou seja: pondo-se contra as Potências do Céu que zelam por ti… e quem quer estar com as Autoridades do Alto contra si mesmo?

Deplora-os e apieda-te deles, em prece. A hora deles chegará e, como fica claro, chegou, de há muito, sem que tenham disso se dado conta claramente, ao passo que tu estarás n’outra parte, como já hoje demonstras estar e ser: dono do próprio destino, realizando teus ideais, enquanto eles, pobres coitados, seguem com o fardo de sonhos despedaçados, transformados em pesadelos, porque desprezaram a consciência e o desejo sincero de servir, preocupados tão-só em receber, beneficiar-se, sem darem de si próprios – parasitas em que se convertem da vida e de tudo e todos que os cerca.

Suporta, ardorosamente, prezado irmão em ideal, o momento de maior labuta que atravessas, e faze teu melhor, ainda agora, distendendo fraternidade, estímulos, esclarecimento e conforto. Não te deixes intoxicar pelas vibrações e energias da repulsa e do menosprezo que os agentes das trevas despacham em tua direção. Testam-te a resistência, embora não cônscios disso, e se fazem, involuntariamente, colaboradores de tua evolução e de teu sucesso, como têm sido – estes agentes do mal -, nesta tua existência, quanto continuarão no além túmulo, porque, pelo teu perfil de personalidade e pertinácia de teu caráter, quanto mais te atacam, mais fazes pelo bem geral, explodindo em solidariedade e incentivos ao bem, por onde passas, por todas as formas, por todos os meios, exortando, para completar, outros a fazerem o mesmo, fazendo-te agente multiplicador das fontes promanadoras do Bem!…

Imagina, diante deste quadro, quantos Patrocínios das Zonas Superiores de Consciência atrais em tua direção, e tranquiliza-te: vencerás! Põe-te, com esta atitude de constante perseverança, na prática do bem, sem medidas, ao Lado de Deus e Seus Representantes Angelicais, que – nunca duvides – jamais relegarão a desamparo justamente aqueles que mais se fazem vetores especulares da Luz da bondade e da sabedoria do Céu, na escuridão fria do egoísmo e da maldade no planeta Terra…

(Texto recebido em 26 de abril de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 29 de Abril de 2010, 15:15
(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/Jardins.jpg)

Jardins Existenciais.

por Delado Mothé

Semeemos o Bem, pelas iniciativas lançadas no solo da vida, persistente, incansável, continuamente, entregando ao tempo e ao Divino Cultivador o milagre da germinação. Sem o trabalho constante de semeadura, jamais nos será possível a glória da florescência e da frutificação, por dentro e em torno de nossas almas.

Revolvamos a terra árida do próprio coração, abrindo-lhe sulcos e tornando-a dócil às boas obras, receptiva ao novo, à vida. O chão batido, enrijecido, ressequido, é estéril, impermeável que se faz a tudo que nele poderia prosperar, fadado à completa desertificação, à morte. O arejamento e permeabilização do terreno é que lhe possibilitam receber em seu ventre os elementos seminais do porvir verdejante de flores e frutos.

Saneemos nosso canteiro interior, livrando-o dos dejetos que precisam ser expelidos, porque não mais nos servem: aqueles que já perderam sua utilidade na busca de ideais mais apropriados às nossas necessidades atuais e, por isso, contaminam o ambiente mental, dificultando o medrar dos brotos e botões de nova paisagem existencial. No tempo oportuno, conforme lição de Nosso Senhor Jesus, é imprescindível ceifar o joio, a fim de que este não se sobreponha ao trigo, sufocando-lhe o crescimento e matando-lhe a função de alimentar a vida.

Fertilizemos a gleba de nossos impulsos benfazejos, com o adubo dos materiais putrefactos ou em decomposição encontradiços nos recônditos de nós próprios: as misérias, vícios e fixações psicoemocionais que costumam ser rejeitados, mas nos quais justamente jaz a riqueza dos nutrientes à transformação e renovação da lavoura. O que nos parece desprezível, repugnante ou inaceitável, no campo da própria alma, anuncia-nos, em verdade, como mensageiro de nossa sina à completude, a bendita fertilização da leira, por meio do húmus mesmo das defecções interiores mais deploráveis, que nos fermentam e fomentam os processos evolutivos, propiciando-nos a descoberta de cenários íntimos progressivamente mais vicejantes, luminescentes.

Por fim, irriguemos nossas plântulas de bem-aventurança, com o líquido sagrado do próprio suor e lágrimas, no esforço incessante de zelar por cada fase da maturação do botão de Anjo que anseia desabrochar pujante, do imo de nós mesmos, para que a flor da autoiluminação resplandeça gloriosa, refletindo a Luz dos Desígnios Celestiais.

No cerne de tudo, o Amor do Criador-Criadora, promovendo desenvolvimento e complexificação, plenitude e transcendência, “ad eternum”… A menor porção de terra, a mísera gota de chuva, a insignificante partícula de luz, a infinitesimal molécula de oxigênio, cada elemento da Criação traz em suas entranhas a Vida, em possibilidades infinitas de manifestação superior. Confiemos, pois, à Suprema Providência, que está no princípio e fim de todas as coisas, o espocar, a partir da sementeira de nosso trabalho devotado e perseverante no Bem, de exuberante jardim existencial – nosso contributo pessoal ao magnífico Mosaico do Divino Jardineiro, composto de personalíssimos canteiros, num espetáculo imponderável de sabores e cores, perfume e beleza, utilidade e felicidade.

(Texto redigido em março/abril de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 29 de Abril de 2010, 15:21
REFLEXÃO SEMANAL 84

Por Sergio Silva Santana

(http://2.bp.blogspot.com/_T1G6ZDmaWJY/SCtn0HG4ylI/AAAAAAAAAAk/Wtym4OG5gz4/s320/solidario.jpg)

Pouquíssimas pessoas realizam na área profissional, de onde extraem os recursos para o seu sustento, a atividade vocacional que venha a lhes conferir a tão almejada paz de consciência. Estaríamos então  fatalmente impossibilitados de alcançarmos o nosso ideal?

Se não nos-é  possível aliar o trabalho, que nos garante a subsistência, às nossas atividades vocacionais, que busquemos então realizá-las em nosso horário livre, em nossas horas dedicadas ao laser, para que assim possamos viabilizar a nossa realização plena.

Por outro lado, mesmo na esfera profissional em que atuamos e que sentimos não corresponder à nossa vocação, podemos transformá-la em campo de realizações sublimes através do serviço ao próximo na medida em que nos colocamos como embaixadores do bem com quem estivermos, onde estivermos, em qualquer situação.

Reflexão propiciada na palestra pública do Instituto Salto Quântico em 25 de Abril de 2010.

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Abril de 2010, 14:29
A Dor de Existir – Primeira Lição para a Felicidade.

Benjamin Teixeira
pelos Espíritos Eugênia e Temístocles.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/angel.jpg)

Existir dói. Esta é a primeira lição da felicidade.
O estado do ser é um ser incompleto, uma busca por uma completude inalcançável – seja no frêmito-premência pelo parceiro perfeito (que não existe), na perseguição da sabedoria (que é, por inerência, infinita), no anseio de iluminação (inatingível, em suas últimas consequências).

A condição humana é portadora de uma angústia imanente e inarredável, que deve ser faceada, ou, simplesmente, avoluma-se e pode, em última análise, destruir seu “portador” ou “padecedor”.
Toxicômanos e criminosos, de um modo geral, são ases na demonstração da validade deste princípio: geram voltagens muito maiores de sofrimento para si mesmos e para quem esteja em seu raio de influência, por muito pretenderem fugir dela (a dor intrínseca existencial) e vivenciar, em caráter contínuo e pleno, o prazer, que se lhes esvai entre os dedos d’alma… para precipitá-los nos abismos do inferno, em plena vida física… um pesadelo contínuo e terrificante, que se alonga e é potencializado, exponencialmente, no além-túmulo que os espreita e aguarda, para padecimentos muito maiores, na Divina Esperança de que se modifiquem, antes do decesso carnal… que avidamente buscam acelerar…

A criança de tenra idade padece pela perda do peito e da própria saída do útero materno – como reza a psicanálise freudiana –, o menino se angustia com a potência e extensão do seu falo (meninos de todas as idades).
 As outras escolas de psicanálise e psicologia não deixam por menos: o ego se incomoda com as posses e o nível de poder que porte, pelo receio de perdê-los, pela ânsia sôfrega em ampliá-los e pela comparação que faça entre tudo isso e aquilo que carreiam outros egos.
 E as Correntes de Pensamento espiritual de todas as culturas e épocas dão o acabamento final deste bem acabado modelo de tragédia grega, porque, segundo elas, o espírito humano aflige-se na busca de uma transcendência inalcançável, em termos humanos, em sua maior parte postulando ser rara tal conquista: apenas numa outra dimensão de consciência ou de vida, para alguns pouquíssimos e preciosos felizardos…

Pandemia de obesidade em nações ricas. Promiscuidade nos meios mais ilustrados. Síndrome do pânico, transtorno bipolar, insatisfação em todas as plagas e classes sociais…

Sonhos que se frustram. A imprevisibilidade de eventos a atrapalhar expectativas consideradas essenciais ou mesmo as assassinando sumariamente.

A mídia com seus modelos inatingíveis de ventura cria infernos particulares. Famílias e entes queridos pressionam componentes do seio doméstico, com exigências não raro tirânicas, desrespeitando a índole inata dos indivíduos.

E, em meio a tudo isso, um circo de horrores e ridículos: modelos de beleza anoréxicas, sorrindo maquiadas; velhotes inflados de músculos, esquecendo do conteúdo de seu crânio; sexagenárias vestindo-se como suas netas, tentando rivalizá-las em poder de sedução… o patético a casar-se com o trágico, elevando ainda mais a voltagem de frustração e amargura, em massas imensas de criaturas… aos milhões… que se sentem, quase todas, excluídas de quase tudo… como se houvesse incluídos nesses esquemas ultraperfeitos de metaperfeições inalcançáveis!…

Por toda parte: aflição, carência, desilusão e morte. A imagem sinistra e medieval do “vale de lágrimas” parece bem vívida e realista; e, em contrapartida, tola, romântica, impraticável ou absurda se afigura toda proposição de felicidade e realização humanas.

De nossa parte, podemos asseverar que isso será verdadeiro (a total inexequibilidade da felicidade humana) se pensarmos em termos de saciedade e materialidade.
Igualmente, se cogitarmos de facilidade e rapidez de resultados. Se (para aditarmos o pior) associamos a busca da felicidade a irresponsabilidade e falta de consciência, insensibilidade para com o próximo e perda do senso de função social, podemos ter como completamente certo que se descobrirá a rota para a desgraça, mais cedo ou mais tarde, provavelmente tanto cedo, quanto tarde!
 Lembrar que portamos sentimentos, valores e propósitos para viver, que somos partícipes de um tecido social, e que nele estamos ínsitos para servir e ser úteis – esta a chave para a verdadeira felicidade e talvez única via para ela.

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Abril de 2010, 14:31
Continuação...

Suporte, prezado amigo, esta dor do existir; e, em lugar de dela fugir, acostume-se a ela, não num sentido vulgar e simplista de conformação, mas de administração inteligente, sábia e, no mínimo, prática de sua inexorabilidade – a conformação seria abjeta e deplorável, amesquinhando-lhe a grandeza peculiar à condição de ser consciente, e subtraindo-lhe a oportunidade ímpar de vencer a própria circunstância, pois que nesta luta por minorar o sofrimento ou eliminá-lo de todo, engendrando o prazer e a satisfação, é que surgiram os gênios e líderes de todos os naipes e índoles, tempos e culturas: a partir de um diálogo ativo e resolutivo com a dor, e não de qualquer movimento de submissão a ela. Dessarte, discipline-se um tanto mais, conforme seus princípios, em função de suas metas fundamentais de espiritualidade e fé, não importando se de cunho religioso ou humanista.

Modere nesse processo, é claro. Não estamos aqui propugnando nenhum neoestoicismo, mas exatamente uma síntese entre a ingenuidade de um hedonismo consumista pós-industrial (que ilude com a velocidade-facilidade de parecer ter o mundo à distância de algumas tecladas ao computador) e uma austeridade ascética, castradora e retrógrada, de feições fundamentalistas (ui! – risos).
 Converse com amigos e interaja, com descontração e amor com seus familiares e correligionários de academia, artes, desporto, religião ou política. Dedique-se a atividades prazerosas; todavia, não se esqueça de que viver tem seu lado doloroso, e que esta parcela do existir, lamentavelmente, não é pequena, desimportante ou eliminável.
 Mais substancialmente ainda, somos compelidos a reconhecer sua natureza essencial nos arcabouços constitutivos da existência, por constituir tal elemento o polo negativo indispensável, para que a energia flua na direção do polo positivo.
E esta energia em fluxo é a vida em si mesma, ou você pode entender como a motivação para fazer as coisas e seguir adiante – se preferir ser mais prático e menos filosófico.

Que fazer então? Não só suportar o que é inevitável, mas aprender a se disciplinar, para que, tolerando situações ou atividades desconfortáveis, atinja fins agradáveis, que realizem – não é esta uma das vigas mestras da denominada “Inteligência Emocional”: a capacidade de adiar gratificações, que caracteriza os vitoriosos de todos os matizes? Aprender, sim, a diminuir a dor, a procurar caminhos inteligentes, criativos e inovadores que nos façam sofrer menos – isso é óbvio!
Mas jamais tentar, estúpida e ingloriamente, exterminar o fenômeno do sofrer, porque seria o equivalente a pretender eliminar a noite ou a morte na Natureza.

Experimente, sobremaneira, gerenciar seus processos dolorosos.
A mensagem da crucificação de Jesus é esta: a suspensão da condição humana entre a Terra (com que não nos afinamos completamente, porque não somos mais animais ou não apenas animais) e o Céu das abstrações, conceitos e idealizações – que não podemos ainda concretizar, ou que nunca talvez venhamos a ter condições de tornar realidade, pelo menos não tão brevemente…

Mas a cruz foi passageira (durou por volta de três horas – e, se considerarmos toda a “Paixão de Cristo”, nesta categoria fenomenológica, desde o momento em que Ele começou a ser torturado no palácio de Pôncio Pilatos, até o período em que o Mestre jazeu sepultado, teremos um dia e meio, dois no máximo), em cotejo com uma eternidade de Ressurreição: a mística vitória sobre a morte, não importando como seja esta interpretada, literalmente ou não.
A lição metafórica, por detrás deste símbolo espiritual, é que vencemos a dor, quando a aplicamos em nossos métodos de felicidade, quando a compreendemos como investimento para a aquisição de nossos projetos de vida, como ferramenta ou mesmo constructo para a edificação de nossas realizações – pessoais ou coletivas.

Jesus não foi o vencedor da morte, num sentido literal apenas.
 Ele nos legou um ensinamento-diretriz, para todos os dias, para os nossos dias inteiros: vencer a morte da dor, por meio da alegria de gerenciá-la, de maneira que ela se manifeste tão mais módica, construtiva e menos frequente quanto possível, a fim de que façamos, em consonância com este movimento, nossas conquistas internas ou externas, de foro íntimo ou de caráter social, espiritual, místico, o mais larga, profunda, duradoura e satisfatoriamente que pudermos.

(Texto recebido em 28 de abril de 2010.)


 
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Maio de 2010, 21:59
“Siga a Sua Felicidade” (*) – Trecho de famosa entrevista concedida à TV americana, por aquele que, segundo muitos estudiosos, é considerado o maior mitólogo de todos os tempos: Joseph Campbell. (Cortesia: Cultura)


http://www.saltoquantico.com.br/2010/05/01/joseph-campbell/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+SaltoQuantico+%28Instituto+Salto+Qu%C3%A2ntico%29&utm_content=Yahoo (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zYWx0b3F1YW50aWNvLmNvbS5ici8yMDEwLzA1LzAxL2pvc2VwaC1jYW1wYmVsbC8/dXRtX3NvdXJjZT1mZWVkYnVybmVyJmFtcDt1dG1fbWVkaXVtPWVtYWlsJmFtcDt1dG1fY2FtcGFpZ249RmVlZCUzQStTYWx0b1F1YW50aWNvKyUyOEluc3RpdHV0bytTYWx0bytRdSVDMyVBMm50aWNvJTI5JmFtcDt1dG1fY29udGVudD1ZYWhvbw==)!+Mail



(*) A palavra original em Inglês “bliss” pode ser traduzida como bem-aventurança ou, tão-só, bênção. O Espírito Eugênia, após afirmar ser Joseph Campbell “um de Nós” – ou seja: da faixa de evolução e da “Escola de Sabedoria” a que Ela pertence –, asseverou que a melhor forma de entender o que o egrégio mitólogo quis dizer é sintetizar os conceitos de felicidade e paz. Isto é: Campbell nos sugeria, enfaticamente, perseguíssemos um sentido de realização profunda, aquilo que nos fizesse mais humanos, mais plenos, mais satisfeitos com nós mesmos. Em suma: seguir a própria vocação.

As afinidades entre as ideias de Campbell e a filosofia da Mestra Espiritual Eugênia e Seus Amigos são bem óbvias, como o vanguardismo das proposições, o relativismo de época e cultura dos conceitos de ética e moral, o gosto pelo simbolismo místico que permeia a Vida e o foco na questão da busca da felicidade – neste sentido espiritual e completo que aqui apresentamos.

Sem dúvida alguma, fica claro, ainda que Ela não o afirmasse, que Campbell era, de fato, um d’Eles, que “desceu” ao plano físico na Terra, para cumprir significativa missão no progresso do pensamento humano. Bem atesta isso a influência que teve sobre George Lucas, o criador da série “Guerra nas Estrelas”, que foi seu discípulo e reproduziu, na famigerada saga cinematográfica, o que aprendeu com “Joe” (como o chamava, na intimidade), tornando-a o “mito ‘cientificamente’ construído” da virada do milênio, que não só se fez marco zero na indústria do cinema de grandes massas (os “blockbusters”), como alterou a forma de pensar e sentir o mundo de centenas de milhões de jovens (de todas as idades), pelo mundo inteiro, um fenômeno que já conta três décadas de existência.

(Nota de Benjamin Teixeira)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Maio de 2010, 15:33
Breve Fala ao Coração.

(http://www.olivroespirita.com.br/config/imagens_conteudo/produtos/imagensGRD/GRD_23_Falando%20ao%20Cora%C3%A7%C3%A3o%20Editora%20Auta%20de%20Souza.jpg)

por Aline Rangel.


Hoje é  dia de olhar para as próprias conquistas íntimas e parabenizar-se! Há quanto tempo não diz para si mesmo “Que bom que venci esta dificuldade!”,“Finalmente incorporei aquela iniciativa no meu quadro de disciplinas!”, “Graças a Deus estou mais atento(a) ao que me diz a intuição!”, ou ainda “Que ótimo haja conseguido vencer este preconceito e me sinta mais feliz e em paz!”.
 Observe, caro leitor, neste instante, os motivos que tem acumulado para felicitar-se e diga internamente o quanto se sente satisfeito consigo mesmo. Trata-se de estímulo importante ao processo de crescimento e indício de amadurecimento psicológico este reconhecimento sincero que oferecemos ao nosso coração.
Valorizar pequenas, mas constantes vitórias, ou mesmo alegrar-se quando obstáculo mais difícil foi superado é uma forma que temos de nos alimentar de esperança em nós mesmos e no quanto somos amparados e auxiliados pela Divina Providência em nosso processo evolutivo.

Vale destacar que não estamos falando aqui de nos percebermos melhor do que realmente somos ou mascararmos as dificuldades e torpezas que nos caracterizam a presente existência.
Também não se está propondo relaxar diante da modesta conquista, considerando-a muito mais do que verdadeiramente se mostra à nossa consciência.
Trata-se, tão somente, usar a crítica positiva a respeito das batalhas vencidas, recolhendo para si os instrumentos e estratégias que nos favoreceram mudanças importantes!
 Isso fazendo, estamos também nos sensibilizando para o olhar amoroso de cumplicidade para com aqueles que, perto de nós, melhoram os próprios passos. O estímulo e reconhecimento sinceros aos companheiros de jornada revelam o quanto já temos de nós mesmos a oferecer ao outro em sua caminhada…

E, se muito triste, você olha agora para própria jornada sem grandes nem pequenas vitórias a comemorar, ou mesmo se chega a conclusão que o que precisa ser feito supera e muito qualquer mudança que haja vivenciado nos últimos tempos, nada de desanimar! Encare este convite como um alerta a investir os esforços necessários ao que já pode ser modificado para que se torne uma pessoa mais produtiva e feliz.
Manter o otimismo e a esperança em momentos de “baixa” é muito meritório, além de mais funcional. Se consumimos a energia que já se mostra deficiente com culpas e remorsos paralisantes, sem nos movimentarmos na direção da resolução das pendências que se fazem urgentes, estamos perdendo tempo e recursos preciosos sobre os quais teremos de dar contas um dia. Estejamos munidos ou não de motivos de comemoração, arregacemos as mangas e nos coloquemos na rota da felicidade, com disciplina, com determinação, comprometidos com nossa melhoria para que nos tornemos um pouco todos os dias instrumentos mais afinados com a Criação.

Até a próxima semana!

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Maio de 2010, 15:27

O Chocante e Irretorquível Alerta do Espírito Anacleto, em Peça Espetacular de Defesa às Ideias de Vanguarda do Instituto Salto Quântico, Embasando-as em Kardec e no “Espírito da Verdade”. (Sobre contradições entre ditados de grandes médiuns, em áreas nevrálgicas dos princípios da Escola Salto Quântico, relacionadas a temáticas preconceituosas.)

(http://vivopelavida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/seneca.jpg)
(Quadro a óleo clássico de Sêneca – famigerado filósofo romano da Antiguidade –, uma das encarnações do Espírito Anacleto.)

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Anacleto.

Não precisaríamos buscar fundamento em Kardec, por que o teríamos em Jesus, que pediu aplicássemos a misericórdia e não o sacrifício, acusou religiosos conservadores de hipócritas e conviveu com a escória da espécie humana, elucidando que os sãos não precisavam de remédio, tanto no sentido literal, quanto no metafórico-irônico, grande gênio que naturalmente Ele era, enviando uma mensagem cifrada aos tempos futuros – os de agora –, que Lhe compreendem bem melhor os pareceres revolucionários, no combate a toda ordem de discriminação, numa era primitiva da história humana.
Resolvemos, todavia, procurar respaldo não somente na compilação clássica de Kardec, mas nos Próprios dizeres do Espírito Verdade, sobre o assunto, quando foi consultado pelo ínclito codificador exatamente a respeito da temática ora em foco.

Ser preconceituoso, nos dias que correm, ao menos de modo explícito, constitui um erro crasso, condenado por toda gente relativamente informada e inteligente. Condenarem-se a sexualidade de mulheres, a dignidade de negros ou a própria existência de homossexuais é considerado feio, deselegante, grosseiro e, na maior parte das ocasiões, ofensivo, repulsivo e até mesmo criminoso.

Mas há quem pretenda sustentar teses anacrônicas, ainda nesta data, inclusive em meios ditos seguidores de Allan Kardec. Condenam o divórcio. Deveriam reler “O Evangelho segundo o Espiritismo” – a mais religiosa das obras coligidas-redigidas por Kardec –, em artigo de sua própria autoria, item 5o do capítulo 22, apresentando o divórcio como necessidade humana inarredável.
 Dessarte, quem se opõe ao divórcio, nos tempos contemporâneos, não só apresenta um atestado indiscutível de desinformação e desatualização, como jamais se poderia dizer kardecista – palavra que, como a formação etimológica do verbete indica, significa seguidor de Kardec.

Pregam a virgindade obrigatória antes do casamento. Logo, não têm nenhum respeito pela instituição sacratíssima do matrimônio, que não é área para experimentações sexuais, e sim de consórcio de almas, para fins sérios de constituição de família ou de união de forças psíquicas, para realizações nobres, em função do bem comum.

Condenam a homossexualidade. Esquecem-se de que há quatro décadas a Ciência, em todos os seus departamentos, ligados ao estudo do comportamento humano (como a Psiquiatria, a Sexologia, as diversas Escolas de Psicanálise e Psicologia, a Antropologia, a Sociologia, etc.), retirou-a do rol das enfermidades psicológicas e/ou sociais e/ou morais, olvidando, ademais, a máxima expendida pelo próprio Kardec de que, no momento em que a Doutrina que ele codificou, com o auxílio da Espiritualidade Superior, entrasse em contradição com a Ciência, abandonasse-se o seu sistema de ideias, naquele ponto específico, e seguisse-se a Ciência.

Toda pessoa sensata e esclarecida atualiza-se, como também o sábio francês pedia fizesse-se com o conjunto de conceitos que ele deixou (denominado de “Doutrina Espírita” ou “Espiritismo”), em suas próprias palavras: em seus “andaimes”. A edificação maior viria no futuro, por previsão dele mesmo, documentada, quando possível fosse falar-se mais abertamente de assuntos que, à época, eram completamente proibitivos, como os relacionados às questões racistas, numa era de escravagismo, em inúmeras nações do globo.

O Espiritismo acompanharia o progresso das ideias, dos conhecimentos e dos costumes humanos, sem perder a sua intemporalidade, nos princípios de amor ao próximo e evolução sempre! Permitam-nos reiterar: foi o que o próprio Kardec, inspirado e apoiado em ditados mediúnicos do mais alto nível, declarou, categoricamente!

Mas alguns parecem pretender assassinar a vivacidade adaptável do legado kardecista, em sua suma essência: o poder de evoluir, o Centro de todas as suas proposições, inclusive base de toda sua cosmogonia e escatologia.

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Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Maio de 2010, 15:30
Continuação...

Nossa Escola de Pensamento, em nome da Espiritualidade Sublime, tem propalado algumas ideias que se mostram “escandalosas”, para alguns kardecistas mais conservadores, que, por sinal, cotejam textos de nossa lavra, publicada em pleno século XXI, para um público do século XXI, com os que foram redigidos, psicograficamente, inobstante por respeitáveis médiuns, em décadas distantes, para um público da primeira metade do século transato, como também os comparam com escritos psicografados mais recentes, de alguns médiuns desinformados dos últimos progressos da Ciência, que, por não serem responsáveis com o dever de estudar e atualizar-se continuamente, prosseguem sustentando teses obsoletas, em nome de nosso Plano de Ação.

Entrementes, confiante na possibilidade de reversão de quadros lamentáveis de prejuízo à Obra que não é dos homens, e que, conforme muito bem asseverou Léon Denis, prosperará, “com os homens, sem os homens, a despeito dos homens”, sugerimos maior reflexão, prudência e profundidade em opiniões publicadas (ou disseminadas, covardemente, à socapa, e não dos púlpitos, onde poderiam ser vaiadas nos tempos de hoje), a estes nossos confrades mais cristalizados nos conceitos passados, e lhes alvitramos, no mínimo, maior respeito às nossas exposições, que representam a Voz do Espírito da Verdade, para estas décadas primeiras do raiar do Terceiro Milênio – pouco importando o quanto incomodem tais revelações a quem quer que seja –, pois que rigorosamente cumprimos a tarefa de atualizar o Espiritismo, ao grau de adiantamento do Conhecimento Humano, no Plano Físico de hoje.
Vale consultemos, mais uma vez, a obra do “bom senso encarnado” – como Léon Dennis cognominou o sábio codificador do Espiritismo, Allan Kardec –, na pergunta de no 3, no item 301 de “O Livro dos Médiuns”, em resposta assinada pelo Espírito da Verdade, o Egrégio Gênio Celeste condutor da Codificação Espírita em todas as épocas, desde o tempo de Kardec (*1):

“Pergunta:
– Com que fim Espíritos sérios, junto de certas pessoas, parecem aceitar certas ideias e preconceitos que combatem junto de outras?

Resposta:
– ‘Cumpre nos façamos compreensíveis. Se alguém tem uma convicção bem firmada sobre uma doutrina, ainda que falsa, necessário é lhe tiremos essa convicção, mas pouco a pouco. Por isso é que muitas vezes nos servimos de seus termos e aparentamos abundar suas ideias: é para que não fique de súbito ofuscado e não deixe de se instruir conosco.

Aliás, não é de bom aviso atacar bruscamente os preconceitos. Esse o melhor meio de não se ser ouvido. Por essa razão é que os Espíritos muitas vezes falam no sentido da opinião dos que os ouvem: é para os trazer, pouco a pouco, à verdade. Apropriam sua linguagem às pessoas, como tu mesmo o farás, se fores um orador mais ou menos hábil. Daí o não falarem a um chinês ou a um maometano, como falarão a um francês ou a um cristão. É que têm a certeza de que seriam repelidos’.”

Por fim, nada mais lapidar, no sentido do respeito à espiral de evolução dialética, com que constructos conceituais são lentamente trazidos a lume, apesar das resistências dos mais refratários ao progresso das ideias humanas, do que a questão 801, do livro base do Pentateuco kardequiano, “O Livro dos Espíritos” (*2), com que encerramos este nosso breve ensaio:

“Pergunta:
– Por que os Espíritos não ensinaram, em todos os tempos, o que ensinam hoje?

Resposta:
– ‘Não ensinais às crianças o que ensinais aos adultos e não dais ao recém-nascido um alimento que ele não possa digerir. Cada coisa tem o seu tempo. Eles (os Espíritos Superiores) ensinaram muitas coisas que os homens não compreenderam ou desfiguraram, mas que podem compreender agora. Por meio de seus ensinos, mesmo incompletos, prepararam o terreno para receber a semente que hoje vai frutificar’.”

Cuidemos, amigos, para não repetirmos o erro de todas as épocas: anatematizar os que vão à frente – os carros chefes da evolução –, porque o preço em carma (para já agora e mais ainda para adiante) de quem acusa de infames os que se fazem Espelhos do Céu é alto demais para que se possa nominar…

(Textos respectivamente redigidos e compilados em 3 de maio de 2010.)

(*1) Servimo-nos, para este fim, da clássica tradução ao Português da obra kardequiana, levada a efeito por Guillon Ribeiro, com mais de cem anos de existência.

(*2) Já para este excerto, julgamos por bem utilizar a tradução nova de Evandro Noleto Bezerra.

(Notas do Autor Espiritual)



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Maio de 2010, 13:36
Aniversário Simultâneo de Abolição da Escravatura no Brasil e da Primeira Aparição de Maria Santíssima em Fátima, Portugal – Magnífico Diálogo com o Espírito Eugênia, sobre as Duas Relevantes Efemérides (*).
(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/Isabel_e_Maria.jpg)

(O olhar cândido do Ser do Plano Sublime, que reencarnou como a Princesa Isabel, assinando a famosa “Lei Áurea”, que aboliu a escravidão no Brasil, alforriando milhões de criaturas dos grilhões abomináveis da escravatura, por todo o país, mas que de que ela própria tinha plena consciência tratar-se da aceleração da perda do próprio trono, de que era regente, na ocasião, de seu pai, D.Pedro II, em viagem pela Europa. E o Outro Olhar – intraduzível em Imagens feitas pelo ser humano – de Maria Santíssima, o Anjo que Representa o Lado Maternal de Deus na Terra, encarnação do Amor de todas as Mães de todos os tempos…)

Benjamin Teixeira, em diálogo
com o Espírito Eugênia.


(Benjamin Teixeira) – Eugênia, boa noite!

(Espírito Eugênia) – Boa noite, meu filho.

(BT) – Hoje é dia 13 de maio, que marca duas datas históricas importantes. Sei que este assunto já foi ventilado, aqui no site, mas a data assinala eventos de tal magnitude, que acredito sempre tenham Você e Seus Amigos algo mais a dizer, componentes que são da Escola da Sabedoria.

(EE) – Obrigada pela deferência – indevida. Sou representante d’Eles; não um d’Eles (*1). Você alude à Abolição da Escravatura, em terras brasileiras, e à Primeira Aparição de Maria em Fátima, Portugal – estou certa?

(BT) – Sim, desculpe – não verbalizei os eventos a que aludi –; e a intenção é publicar nosso diálogo.

(EE) – Não há de que se desculpar. Estamos em parceria, posso complementá-lo, sem qualquer problema. Sim, filho, há algo sempre a ser dito sobre matérias tão relevantes para nossos espíritos eternos, em longa jornada evolutiva, rumo a Deus. As escravidões prosseguem, a mancheias, em nosso globo, de diversa forma e medida, e não só no disfarce social e econômico (bem acusado por grupos de militância negra), mas em níveis mais sutis, no campo das almas, dos preconceitos, dos vícios, das dependências afetivas, das prisões comportamentais. Em suma: os grilhões prosseguem nos pulsos dos espíritos – encarnados e desencarnados –, aos milhões… aos bilhões… entidades no corpo físico ou fora dele carecentes de lucidez, tanto no sentido intelectual-racional, quanto no intuicional-espiritual, em toda ordem de perda de liberdade e de poder de discernir e agir de moto próprio.

Com relação a Maria Santíssima, Sua Mensagem propalada em Fátima, como as de Lourdes ou Paris (*2), prossegue, em larga medida, ignorada pelo ser humano terrícola, pelo que compreendemos a necessidade, realmente, de tornarmos a estes assuntos, de modo a reavivá-los na memória dos que nos leem ou ouvem, para que se expandam os ideais que subjazem a estas duas Grandes Causas humanas, que, em verdade, se observadas em profundidade, constituem Uma-Só: a da Libertação de todas as consciências, de qualquer jugo, social, político, cultural, econômico, emocional ou espiritual. Precisamos ampliar o espectro de nossa percepção, para abarcar o conjunto de complexidades envolvidas nas temáticas que povoam a mídia, desde a questão ecológica à do terrorismo, a fim de que não fiquemos na superfície dos efeitos, sem remontarmos à raiz das causas de tantas ocorrências nefastas, simultâneas e devastadoras, e então possamos remover as problemáticas que combatemos, de modo efetivo.

E o problema da Humanidade terrena continua sendo, num sentido profundo ou em última instância de análise, basicamente espiritual. Se houvesse uma perspectiva de interdependência entre as criaturas, de respeito ao próximo e seus sentimentos, necessidades, opiniões e aspirações, todo gênero de escravidão disfarçada e perigo de extinção da espécie sobre o orbe – temas das duas efemérides lembradas neste 13 de maio, respectivamente – deixariam de existir.

Trabalhemos neste campo essencial de conscientização dos indivíduos à sua importância como seres geradores de energia espiritual, de dispersores de “fluidos deletérios”, de combatentes das concentrações nocivas de força mental destrutiva, por meio da prática da solidariedade e da bondade indiscriminadas, e teremos a base de solução para todas as questões da civilização.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Maio de 2010, 13:38
Continuação...

Sei que esta assertiva soa deveras simplista, para um leitor instruído médio, dos dias de hoje, mais acostumado aos debates infrutíferos de gabinete, de academia ou de comitês políticos – que primam pela busca de complicar os assuntos, por prismas variados e entrelaçados, conferindo-lhes um tom de insolubilidade, ante a complexidade inextricável detectada por suas tão (assim se comprazem em pensar) avantajadas inteligências –, mas portamos ótica exatamente reversa: a de que é simplória a sua visão (inclusive porque improdutiva, como qualquer outra abordagem que isole o elemento espiritual – essência da identidade humana), para solução de qualquer problema humano.

A despeito desta nossa ousada afirmativa, não estamos aqui para controverter e sim apresentar caminhos de solução. Todos os movimentos sociais e políticos bem-intencionados são válidos (e, obviamente, redundam, a médio e longo prazo, em grandes benefícios para todas as gentes), quando moldados na busca dos mesmos ideais de liberdade que aqui esposamos plenamente, os quais então tomam a feição de princípios democráticos e instituições jurídicas eficazes, bem como de uma maior e melhor distribuição de renda e oportunidades de ascensão social a todos os componentes do tecido comunitário – qualquer que seja a dimensão ou natureza desta comunidade. Todavia, em uma época de urgência ante a crise ecossistemática e do embate entre povos e civilizações altamente díspares, com poder bélico progressivamente aumentado, e buscando matrizes mais resolutivas e velozes na solução do contexto de tribulações imbricadas que vivemos, não podemos descurar da subliminaridade de todas as problemáticas humanas: enquanto não removermos a chaga do mito da separatividade, como propalado, nos últimos decênios, pelo prestigiado (e já desencarnado) físico David Bohm e uma plêiade respeitável de componentes da Comunidade científica internacional – a ideia de que “cada um está por si e Deus [se existisse] estaria contra todos” –, não teremos chances de sobreviver sobre a Crosta Terrestre. Esta úlcera conceitual, que, nos meios religiosos, é denominada de egoísmo, e que, nos ambientes intelectuais dever-se-ia denominar ESTUPIDEZ, precisa ser eliminada, de todo, do pano de fundo das conclusões, decisões e iniciativas de cada indivíduo, organização, sociedade ou nação.

Se lográssemos “desenquistar” essa pústula do tecido mental humano, teríamos uma substancial modificação no estado de espírito das criaturas – por si só, um fenômeno suficiente, se em larga escala, para modificar, inteiramente, os destinos desta humanidade.

Façamos, cada um de nós, a nossa parte, em pequenos gestos de ternura, bondade e firmeza amorosa, educativa e sincera (quando necessário), mas nos alforriemos, definitivamente, de toda a loucura do “espírito de divisão” – “diabolus” (separação), verbete latino d’onde proveio a palavra lusitana “diabo” e seus derivados, como “diabólico”, que de tal modo assola o gênero humano, que contaminou até os ambientes que jamais poderiam ostentá-lo: os religiosos, com partidários de crenças diversas entreolhando-se de soslaio, enquanto resmungam pragas reciprocamente.

Comecemos pela comunhão fundamental: a com o Criador, por meio do hábito da prece diária. Depois, tratemos de distender, em gestos (e sentimentos correlatos que lhes sustentem) de fraternidade, ternura, carinho pelos entes queridos, pelos colegas de trabalho ou escola, pelos correligionários políticos ou religiosos, pelos companheiros de desporto e lazer, pelos estranhos, por fim. Não excluamos ninguém de nossa grande decisão de ser fraternos, amistosos. Jesus disse a Seus Discípulos que era Amigo. Que sejamos amigos, verdadeiramente, uns dos outros, e veremos não uma humanidade perfeita surgir, do dia para a noite – impossibilidade de que os cínicos pessimistas e materialistas zombam –, mas sim uma humanidade companheira dela mesma, uma comunidade de amigos, a se darem as mãos não só por dever moral, mas também por dedução lógica e irretorquível da necessidade de sobrevivência, por partilharem o mesmo pedaço de terra flutuando pelo espaço sideral…

(Diálogo mediúnico travado em 13 de maio de 2010.)

(*1) Eugênia sempre nega pertencer a esta Comunidade de Numes Celestes que dirigem os processos de amadurecimento das ideias sobre o planeta. Mas, como já tive inúmeras evidências em contrário, declina da deferência de ser declarada integrante da Grande Plêiade, para não estimular culto à Sua Pessoa.

(*2) Eugênia alude, em ordem cronológica invertida, às aparições de Maria a Ela mesma (1858), reencarnada como Bernadette Soubirous, e a Santa Catarina Labouré (1830), já que eu havia mencionado a mais recente (1917), às crianças Lúcia, Santa Jacinta e Francisco, em Fátima, Portugal.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Maio de 2010, 21:34
  Reino dos Céus em Nós.
Benjamin Teixeira
pelo Espírito Irmão Lucas.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/new_jerusalem.jpg)

“Pois, ao que tem se lhe dará e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.” Jesus (Mateus, 13:12)

“Quanto mais tiveres: posses sem utilidades; títulos sem aplicação; conhecimento sem trabalho; objetos sem uso; e relações sem proveito; menos livre te reconhecerás para ser feliz.”

Que magníficas palavras de síntese e didatismo nos vêm do Mestre Emmanuel, neste excerto de hoje.


Observemos que, quanto mais tudo pretendemos fazer gravitar em torno da limitada esfera do “eu”, mais distantes nos faremos da Glória de Deus.

O Professor inesquecível não exclui de sua pontuação de itens concernentes às nossas pobres personalidades sequer a relação de amigos e conhecidos. Vejamos o que ele diz sobre isso, no mesmo artigo psicografado por Chico Xavier: “(…) que contes com legiões de amigos, buscando motivá-los para as obras da beneficência e da educação.”

E, por fim, notemos a conclusão lapidar, na simplicidade dos gênios do Plano Sublime, com que o Preceptor espiritual de Chico Xavier encerra suas reflexões: “Quanto mais dermos do que somos e temos, em apoio dos outros, mais livres nos tornamos para assimilar e esparzir a luz que nos anuncia o Reino de Deus.”

Que apliquemos o tesouro dos ensinos emmanuelinos, Embaixador de Jesus para o Brasil, no transcurso de praticamente todo o século XX, e façamos, de nossas próprias existências, dentro ou fora da matéria, refletores vivos da Luz Divina, por sentimentos, palavras e, principalmente, atitudes.

(Texto recebido em 16 de maio de 2010.)

Trechos citados do capítulo “Na Senda de Todos” do livro: “Mais Perto”, Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier.
(Nota do Médium)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Maio de 2010, 21:39
Em Nome do Bem.

por Aline Rangel.

(http://eletrostars.blogtv.com.pt/img/Image/Eletrostars/2008/maro/paris_africa_opt.jpg)

Faça a sua parte, ainda que pequena.

Singelas contribuições são poderosos instrumentos do Bem!

Manifestações simples de amor,

Exercícios contínuos de bondade,

Pequenos gestos de caridade,

Expressões modestas de doação,

Sincera…

Por que esperar?

O melhor se constrói aos poucos

O genuíno se mostra com a experiência.

O ideal serve de inspiração!

O pouco partilhado se faz banquete

Diante do nada… do outro…tão próximo…

O serviço  nos aguarda a disposição

Ainda que tímida…

Os Anjos nos esperam tão somente o possível

Mesmo que limitado…

A fraternidade aponta o caminho da Paz,

O coração aguarda paciente melhores escolhas,

E a consciência, desperta, estimula

O primeiro passo, medroso e vacilante,

Em direção à Fé-licidade!

Até a próxima semana!
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 24 de Maio de 2010, 17:43
(http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/aulas/1632/imagens/Iceberg_2.jpg)


por Sérgio Silva Santana

A gigantesca formação de gelo que denominamos ICEBERG nos fornece uma boa imagem do que vem a ser a nossa mente.
Assim como na imensa montanha gelada, a parte mais expressiva constituinte de nosso eu encontra-se submersa, sob as águas de nosso inconsciente. Entrar em contato com elementos que ali se encontram, transmutá-los para melhor e finalmente integrá-los ao extrato consciente de nosso ser, representa um desafio a que todos devemos abraçar objetivando o próprio crescimento, a paz e a felicidade.


Reflexão propiciada na palestra pública do Instituto Salto Quântico em 16 de Maio de 2010.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 24 de Maio de 2010, 17:48
Contemporizando Opiniões em Temas Já Expostos.

(http://www.rhcentral.com.br/blog/blogs/img_post/img31.jpg)

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Anacleto.

Posso adiantar que não podemos utilizar princípios fechados, para questões complexas, e, sobremaneira, para circunstâncias variadas.
 Por exemplo: a poligamia era um hábito imprescindível de sobrevivência das sociedades, em tempos e mais ainda em culturas de guerra, quando as populações femininas eram muito superiores, em termos numéricos, às masculinas. Numa época da humanidade em que a fome e as pragas já dizimavam populações inteiras, de tempos em tempos, não se poderia aditar o elemento “falta de procriadores” aos naturais redutores demográficos. (*1)

* * * * *

Um jovem mancebo nos procurou, confuso, com respeito à publicação de ontem (*2), aqui em nosso site, dizendo-se ainda sem a elucidação que buscava quanto à máxima de Jesus lá citada: de que mais terá aquele que já tem, enquanto será tirado de quem já não tem até mesmo o que parece ter. Trata-se apenas do princípio de previdência em movimento. Quem sabe acumular terá mais. Quem é disciplinado, quem busca, quem trabalha, naturalmente obtém mais da Vida.

Em contrapartida, os que são ociosos, displicentes ou irresponsáveis com seus compromissos, e que, por esta razão, evidentemente ostentam poucas conquistas na existência (em todos os sentidos), tendem a perder até o pouco que lhes está às mãos, exatamente pela falta das virtudes correlatas, essenciais, em seu espírito.

Emmanuel e Lucas não quiseram dar um caráter abrangente ao tema, que envolvesse posses materiais e realizações humanas, na área das artes, da ciência, da política, a fim de focar o princípio tão-só no âmbito espiritual. Visavam, com isso, a não distrair uma audiência muito seduzível por esses elementos de tentação, para conduzi-la ao campo do essencial: o Espírito e suas realizações eternas.

(Textos recebidos em 18 de maio de 2010.)


Artigos  sobre que o Mestre Espiritual Anacleto comenta neste escrito:

(*1) A Austeridade do Grande Sábio – A Controversa e Aparentemente Conservadora Fala da Sabedoria Intemporal.

(*2) Reino dos Céus em Nós.

(Nota da Equipe)


Observação do Médium:

Esta publicação constitui-se de extratos de conversações mais longas, entabuladas entre Anacleto e dois interlocutores encarnados. O próprio Preceptor do Plano Sublime sugeriu fossem trazidos a lume os trechos acima.



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 24 de Maio de 2010, 17:51
A Austeridade do Grande Sábio – A Controversa e Aparentemente Conservadora Fala da Sabedoria Intemporal.

Delano Mothé e Benjamin Teixeira,
em diálogo com o Espírito Anacleto.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/salomao-rainha-saba.jpg)

(Espírito Anacleto) – A castidade (mesmo que dentro de relacionamentos conjugais saudáveis – ou seja: a abstenção dos excessos), a contenção dos impulsos primitivos à promiscuidade indiscriminada do reino animal, o respeito ao direito de negativa do outro, pela consideração a seus sentimentos e escolhas pessoais, fizeram com que o estupro, a pedofilia e o incesto se convertessem em tabus internacionais, mas também em princípios criminógenos perfeitamente compreensíveis e igualmente considerados como generalizados e incontestáveis. Nesta época de acertadíssimo combate a preconceitos arquimilenares, libertando as almas da opressão e do obscurantismo medieval, importante não recairmos no outro extremo do espectro: desmerecer o valor dos fundamentos da sociedade, ou ela pode derruir sobre si mesma, implodindo-se pelos seus alicerces.

Adultério, traição de confiança, poligamia e outros itens menores de lesão moral a terceiros podem ser inclusos no mesmo âmbito principiológico do estupro ou do incesto, variando de grau, mas não de espécie. Estupro, por ser consensual, não perde seu caráter de estupro. Assim como a bigamia, o incesto ou a pedofilia, acontecendo sem reação da parte das vítimas, não deixam de ser atos hediondos, mesmo porque as vítimas podem se sentir sem alternativas, e, já acostumadas a abusos, acabarem por acatar uma indecência, como forma de não se desesperarem, em um contexto de muito baixa autoestima, de muita ausência de compensações psicológicas. Existem princípios universais de ética e responsabilidade que nos cabe respeitar, para não favorecermos a erosão dos mais estrategicamente relevantes pilares da civilização.

(Delano Mothé) – Desculpe-me, se eu estiver sendo inconveniente, mas me parece que os temas, muito complexos, foram simplificados demais.

(EA) – Não quero dizer que não existam casos de exceção, como, por exemplo: o da sexualidade infantil precoce, entre crianças mesmo praticada (sem que haja adultos ou adolescentes envolvidos). Por outro lado, não podemos afirmar que toda ordem de adultério seja condenável. Nosso Senhor Jesus, defendendo a mulher na iminência da lapidação (que se recusava envolver-se intimamente com o homem que não fora de sua escolha para o elo matrimonial, e sim de seu pai, para consorciar-se com aquele eleito por seu coração), igualmente descaracteriza a essência do adultério. Há casos de triangulações dolorosas que surgem, espontâneas, em períodos de transição entre casamentos que se esvaem para o fim e outras respeitáveis relações matrimoniais que têm início – tais triangulações, contudo, têm um cunho eminentemente transitório. Mas não podemos, por situações de exceção, estabelecer regras para a multidão, ou a indisciplina de massas ainda pouco afeitas ao respeito aos sentimentos alheios faria com que se rendessem a toda ordem de licenciosidades criminosas e dissipativas do lado melhor e mais nobre do ser humano.

(DM) – Perdoe-me, novamente, mas alguns pontos ainda me causam estranheza, como a associação (que considero perigosa) entre estupro e adultério, por exemplo.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 24 de Maio de 2010, 18:02
Continuação...

(EA) – Estou falando em princípio do agir correto, em gradações variadas de erro. Por isso disse que, em escala menor, poderíamos incluir no mesmo princípio ambos os delitos. Seria o mesmo que falarmos de cargas de eletricidade: a contida em uma pilha comum, de controle remoto doméstico, e aquela que move a casa de máquinas de uma grande usina hidrelétrica, termelétrica ou nuclear – estamos falando de eletricidade sempre, embora em níveis de manifestação bem diversos. Graus de culpabilidade no erro, assim como os de carga elétrica na analogia citada, variam.

(DM) – Pessoas que têm inclinação ao adultério, à bigamia, ao incesto, o que devem fazer?

(EA) – Exatamente o que fazem todas as criaturas que portam tendências ao homicídio ou ao suicídio. Estou utilizando – sei disso – metáforas exacerbadas, mas o faço em caráter didático. Quando exemplificamos com situações caricaturais, o vício ou a falha do pensar e sentir incorretos ficam mais óbvios. Isso equivale ao princípio do roubo, por exemplo. Existem pessoas que supõem haver diferença entre roubar milhões do erário público e furtar folhas de papel da empresa em que laboram. O erro é o mesmo. O grau do erro é que foi diverso. O padrão de consciência é o que interessa e define o caráter do indivíduo, e este padrão do crime do furto está presente nos dois atos, não importando o grau da queda. Não pretendo, com isso, de modo algum, nivelar todo tipo criminal, em uma só categoria de culpabilidade – reitero. Isso seria defenestrar séculos de estudo de penalogia, criminologia e psicologia criminal. Apenas assevero que o bem é o bem em toda forma e nível de expressão, e que o mal é mal, ainda que se apresente de modo inocente e inofensivo, assim como uma pequena frincha em um dique, que pode pô-lo abaixo, com milhares de toneladas de concreto despencadas, num arrasamento de inundação em tragédia de proporções inqualificáveis. Também não tenciono, com estas palavras, sugerir que os discípulos da verdade se façam paranoicos e tentem se fazer perfeitos, da noite para o dia. Mas que se disciplinem no capítulo do essencial, começando pelos pontos mais graves, aqueles indicados por sua consciência, sobremaneira no sentido de investir em fazer o bem e não tanto em conter o mal, que, gradativa e naturalmente, será assimilado, por transmutação, nas potências internas da mente para o bem.

(DM) – Como entender, por exemplo, o caso de Jung, que se declarou polígamo, publicamente?

(EA) – Falha humana de um ser humano, honesto e transparente, que ousou declarar, de público, sua fraqueza, numa era de hipocrisias generalizadas – um grande feito, sem dúvida! Entrementes, por lhe valorizarmos a coragem e transparência, não se segue que concordemos com a conduta que confessou ter em sua vida afetiva íntima. As relações humanas devem se expandir em amor e felicidade, fraternidade e solidariedade, indulgência e ternura, mas no sentido das mães e pais que têm muitos rebentos, e passam a ver muitos outros, não biológicos, como seus filhos também, e não propriamente dos macacos bonobos, que resolvem suas pendências relacionais através de cópulas improvisadas. Toda a civilização humana foi constituída à base da contenção dos desejos e impulsos bestiais, em favor do equilíbrio e do bem comuns. Esquecer este princípio axial é renunciar a viver em sociedade e retornar à selva, ou, o que pior seria: propelirmo-nos ao armagedon. Temos que abolir preconceitos, precisamos ver negros, mulheres e gays, idosos, estrangeiros ou deficientes (físicos ou mentais) como pessoas de valor igual a quem não porte qualquer ordem de característica tida (social, cultural ou convencionalmente) como inferior. Mas daí a abrirmos a comporta para a licenciosidade crassa reside um abismo semelhante ao que há entre a prática das incisões cirúrgicas salvadoras de um médico em seu paciente, na mesa de operações e o retalhamento perverso de um maníaco em sua vítima indefesa, no set do crime hediondo.

Com relação a Jung e os trabalhos com a sombra psicológica, importante reforçar a diferença entre fantasiar e fazer. A fantasia, como mecanismo catártico de liberação e de elaboração de conteúdos pouco integrados à psique é de suprema importância ao desenvolvimento psicológico e espiritual de um indivíduo.
O próprio mestre suíço asseverou, enfaticamente, que trabalhar com a sombra não é “cair na sombra” – ou seja: praticar, literalmente, o que ela sugere. Por outro lado, Jung, ao se referir à sua poligamia assumida, não a apresentou como um modelo a ser seguido ou uma virtude propalada, mas como um traço reconhecido de seu caráter que ele tinha dificuldade de valorar. Hoje, porém, compreende, perfeitamente, que se tratava de um aspecto a burilar em sua psique, sem desdouro algum ao edifício grandioso de sua obra lapidar de psicologia e psicanálise, legada ao gênero humano em sua última existência física.

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 24 de Maio de 2010, 18:05
Continuação...

(Benjamin Teixeira) – De minha parte, Anacleto, penso que, se a bigamia ou poligamia – e não a promiscuidade – fossem liberadas, muita gente que está sem parceiros afetivos teria oportunidade de vivenciar uma vida conjugal. Há uma certa disparidade de elementos disponíveis ao relacionamento, por motivos diversos, como a famosa “falta de homem no mercado”.

(EA) – Foco excessivo na questão romântico-sexual. Existe a sublimação e a realização de obras construtivas e de grande valor à sociedade que advêm exatamente da liberdade de não se estar envolvido num relacionamento conjugal, com todos os seus naturais dispêndios de tempo, energia e espaço mental. Freud mesmo chegou a afirmar que os maiores patrimônios da civilização eram devidos à sublimação dos excedentes da energia sexual.

Com isso, não estou proibindo – nem poderia –, nem dizendo que se deva proibir a existência da bigamia, por exemplo. Há minorias que têm tais características, que não são, nem de longe, as mais malevolentes da espécie.

Existem, por outro lado, preconceitos crassos, no quesito de relacionamento com menores de idade, para disfarce à homofobia, por exemplo. O delito de sexo com menores é, por quase toda parte, confundido com o crime da pedofilia, que constitui, além de crime, uma enfermidade grave da alma.
Em sociedades antigas, as relações extraconjugais eram punidas – as das mulheres, claro: os famosos casos de adultério, com as vergonhosas práticas de se “lavar a honra com sangue”, em que assassinos desatinados eram absolvidos por estarem movidos de possessividade declarada –, e isso nada tem a ver com moral e espiritualidade.
Pedofilia é fazer sexo com crianças, e o pedófilo precisa ter 16 anos ou mais.

Há prática sexual entre crianças que pode ser entendida como saudável, até certa medida. Já a relação entre um jovem de 21 anos com uma garota de 17 ou 16 anos é vista como perfeitamente compreensível, e acreditamos que seja, porque esta moça de 16 ou 17 anos já é uma adulta, biologicamente considerando-se.

Quando a mesma diferença de idade, no entanto, ocorre entre pessoas do mesmo sexo, fala-se logo em “abuso de menores”, e muito rapidamente se descamba para a aplicação da pecha de pedofilia, com franca adulteração de semântica, e uma adulteração muito mal-intencionada, capciosa, diríamos, por parte de quem conhece os verdadeiros significados das palavras, e por ignorância de muitos, que se deixam arrastar, pela onda da “caça às bruxas”, que libera o instinto bestial humano a linchar e depredar elementos tidos como perigosos para a tribo…  hoje convertida em grandes megalópoles…

(DM) – Escusando-me pela insistência: o público tem condições de assimilar tais propostas? Não são elevadas demais?

(EA) – Muito pelo contrário, precisam ser ventiladas com muito zelo e mesmo repetição, para que as distinções indispensáveis sejam feitas, nesta era de liberação generalizada. A onda de liberação é irrefreável, histórica, irreversível.

Temos apenas agora o dever de orientar a multidão, para que ela não entenda que vanguarda e bestialidade sejam conceitos equivalentes. Concordo com você que o trabalho é ingente e delicado. Há muitos conceitos complexos a serem elucidados, e tangenciamos apenas alguns, neste nosso diálogo, nesta era de desconstrução de mitos e crenças populares fossilizados. Precisamos transmitir ao populacho, acostumado a diálogos superficiais de folhetim televisivo, um domínio sobre conceitos e sobre discernimento de conceitos limítrofes muito fino… muito difícil de ser alcançado, por alguém antes da maturidade.


Mas é este exatamente o desafio que se nos apresenta na modernidade, neste novo século que se inicia plenamente, na segunda década do século XXI, esta de 2010. Por exemplo: menininhas mal saídas da infância, sem sequer portarem seus corpos formados, vestem-se sumariamente, de modo claro a acicatar os instintos selváticos de homens adultos e maduros, em festas populares regadas a álcool nas pré-carnavalescas e nas próprias festividades do Carnaval.

E ninguém, nem mesmo os pais que compraram as vestes e os “abadás”, autorizando-lhes a entrada nas festas, considera algo errado expor, antes do tempo e para estranhos, suas próprias filhinhas a uma iniciação sexual da pior natureza. O sexo é sagrado em todas as suas funções. É fisiológico, quanto espiritual. Só não é bestial, não no ser humano – pelo menos não deveria ser.

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 24 de Maio de 2010, 18:08
Continuação...

Há traços óbvios de quase pedofilia, nestas ocasiões televisadas e documentadas fartamente, que são amplamente aceitos e vistos, publicamente, por enormes massas populares, com estas meninas seminuas arrastando-se ou sendo bolinadas por homens perfeitamente adultos, sob efeito de drogas diversas – elas e eles.
Isso, realmente, demonstra um lamentável afrouxamento dos costumes, assertiva esta que, para não parecer moralista ou retrógrada, pode ser endossada pela opinião técnica de psicólogos da sexualidade humana, que lastrearão com ênfase e subscreverão, sem escrúpulos, a condenação que acabei de fazer à liberação generalizada da sexualidade humana que ora ocorre, nestes termos de leviandade e desrespeito aos sagrados patrimônios do sentimento, da dignidade e da estima por si próprio, sobretudo no que tange às mulheres em relação a si mesmas.

(DM) – Obrigado! Que cada um faça a melhor interpretação e aproveitamento de suas proposições…

(EA) – Exatamente. Que cada um aprenda a ouvir a voz do bom senso, dentro de si próprio, a voz da consciência, do sentimento de autoamor e autorrespeito, e certos excessos jamais acontecerão.
O que ocorre é que há pessoas jovens demais sendo lançadas a situações de risco muito complexas, como a que me referi acima, das festas públicas regadas a drogas lícitas e ilícitas, e sem o acompanhamento, de perto, consciencioso e extremamente atento, de pais ou responsáveis adultos.
Não pretendemos passar regras de conduta. Solicitamos, veementemente, que as pessoas retornem ao sentido de introspecção, de autoanálise, e que busquem o que realmente querem, o que de fato as faz felizes, e não simplesmente o desbragar-se no estouro da boiada, como se estivéssemos tratando com selvagens, seres irracionais, e não criaturas com potencial à angelitude, se não a grandes voos do gênio criativo humano, a espetaculares vivências de dignidade plenificante no seio das relações familiares, de qualquer gênero, sejam as formadas por laços tradicionais, sejam aquelas em que homossexuais ou amigos de vínculos não biológicos se reúnem para constituir suas pequenas aglomerações de amor, acolhimento e compromisso de apoio e proteção recíprocos, que podemos perfeitamente enquadrar na grande e sagrada categoria que submetemos ao rótulo de “lar”.
 Logo, a visão e o parecer aqui expendidos nada têm de preconceituosos ou anacrônicos; não pretendemos (nem ninguém poderá pretender, porque isso simplesmente seria vão) deter o movimento de liberação dos costumes.
Mesmo porque este movimento é saudável. É evolutivo. Aludimos, entrementes, aos critérios construtivos de um desenvolvimento. A metáfora da multiplicação celular de um organismo é muito clara para elucidar nosso ponto de vista. Células que se multiplicam demais consistem em núcleos cancerosos.
Há modernidades que não são realmente itens evolutivos (embora pareçam) e sim cânceres no seio das comunidades, que precisam ser extirpados (e o serão, em seu tempo – não se tenha disso a mínima dúvida, porque Deus vela). Por ora, todavia, como disse Nosso Senhor Jesus, é momento de o joio e o trigo crescerem juntos.
 Somente a posteriori teremos condições, com perspectiva histórica bastante, para fazer uma triagem segura, com respeito ao livre-arbítrio dos encarnados e as conclusões a que houverem chegado por sua própria experiência, nestes âmbitos tão intrincados da moral e da fé.

(Diálogo mediúnico travado em 28 de março de 2010.)



Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 27 de Maio de 2010, 20:32
Missão Grandiosa.

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Eugênia

(http://img.blogs.abril.com.br/1/humanopossivel/avatar/deusa-terra.gif)

Um dos paradigmas básicos da pós-modernidade, convertido, inopinadamente, em princípio de sobrevivência no mundo globalizado, é o “pensar globalmente, agir localizadamente”. Você já pensou em você mesmo como um agente de mudanças planetárias?
Já parou para refletir no fato de que, não importando a extensão de sua influência, é indubitável que você, como indivíduo isolado, é também elemento de uma vastíssima rede de relações que abarca toda a Terra e que, com isso, deve seguir diretrizes ecológicas em todos os níveis, inclusive no social?
Já lhe passou pela mente que você é responsável pelo planeta e pelos destinos da Humanidade?

Por mais absurda que essa hipótese pareça, representa uma gritante realidade, uma realidade de que, coletivamente, os habitantes de nosso mundo precisam se conscientizar, a fim de favorecer o processo crítico de transição planetária, do parto civilizacional que se opera, do qual depende a sobrevivência da Humanidade terrícola.

Nos anos que se seguiram aos horrores do nazismo e do holocausto, o povo alemão relutou em assumir responsabilidade coletiva pelos atos de seu líder.
E, no entanto, quem o havia encarapitado no poder? Se cada elemento do povo alemão reagisse, ou pelo menos uma expressiva maioria, como o Führer teria atingido o pináculo do poder?
Obviamente que não falamos do povo alemão em particular, mas da Humanidade como um todo, no nível evolutivo médio que ostenta em nosso orbe.
Tende-se sempre a transferir responsabilidade para fora, para os outros, para organismos sociais e instituições públicas, esquecendo-se de que são constituídos de indivíduos, de pessoas comuns.
 O argumento mais comum é famoso, bem expresso no ditado popular: “Uma andorinha só não faz verão”, mas pode conduzir toda uma revoada. Assim não fora, o que dizer de pessoas que cativam e arrastam multidões, como Martin Luther King Jr, Gandhi ou Nélson Mandela? Não foram, de certa maneira, andorinhas que fizeram o verão de um movimento, de uma revolução, ao atrair outras andorinhas para um certo caminho?

Você poderá não agir como um Gandhi ou como um Luther King; mas pode, respeitadas as proporções de suas condições pessoais, fazer com que pessoas, instituições e empresas ajam um pouco melhor, por sua influência direta ou indireta.

Não se intimide, nem se esconda por detrás do argumento pseudo-sábio, em verdade escapista e cômodo, de que não tem como agir contra as forças ingentes que dirigem os processos e acontecimentos planetários. Faça onda junto com as melhores ondas do momento. Contribua com o seu melhor, no que julgar melhor. Assim, estará fazendo o que deve e o que pode, e, como a criança que planta uma semente pequenina de carvalho, suas realizações tomarão vida própria, assumindo dimensões que talvez o surpreendam, se souber regá-las e adubá-las de modo adequado.

Assuma a responsabilidade completa pelo seu quinhão do planeta: todo ele. Somos todos moradores de um condomínio astrofísico: este corpo gigantesco suspenso no espaço que chamamos Terra. Mais que isso, não somos apenas condôminos da Terra: fazemos parte de suas entranhas, brotamos dela, dela nos nutrimos, e por ela somos influenciados. Então, é nosso dever impostergável assumirmos, coletiva e, sobretudo, individualmente (com o que o coletivo se forma), nossa plena responsabilidade pelo que acontece em nosso corpo espacial ciclópico, esta nave magnífica que Yuri Gagarin disse, pela primeira vez, ser azul.
Somos todos proprietários e, ao mesmo tempo, partículas da própria “propriedade”, que nos possui, misticamente. Somos seres vivos que pensam e a parte pensante do planeta. Somos a alma da Terra, o que sábios do passado denominavam de “Anima Mundi”.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 27 de Maio de 2010, 20:38
Continuação...

    É hora, prezado amigo, de você apresentar a sua contribuição específica ao mundo. Medite e peça inspiração a Deus e Seus Emissários.
Observe seus talentos, vocações, recursos.
Estude todas as possibilidades e trace um plano diretor de atividades, a ser re-avaliado periodicamente, e posto em prática imediata, enérgica e persistentemente. Não espere por ensejos propícios: crie suas próprias oportunidades.
Forme grupos e associe-se a instituições que se afinem com seu ideal.
 Mobilize-se e estimule outras pessoas. Apóie-se em companheiros de ideal, mas, sobremaneira, sustente-se e alimente-se, continuamente, nas Forças inexauríveis, interiores, de força, que pode acessar por meio da prece, da meditação e da reflexão.

    Se você fizer isso, então, de fato, pode-se considerar um homem ou mulher da nova civilização que surge, e se considerar um forte candidato à paz e à plenitude, à sensação de realização íntima e felicidade que tantos buscam em vão, mundo afora, sem encontrar.

    Este é um momento crítico da História planetária. Até mesmo a sobrevivência da espécie está em jogo.
 Este é um momento crítico da sua história como consciência pensante, conectada a um corpo biológico.
Miríades de espíritos gostariam de estar no seu lugar, com a oportunidade de poder participar, efetivamente, de momentos tão importantes da História Humana neste orbe. Menos de um terço, todavia, da Humanidade Terrícola real tem a oportunidade de portar corpos de carne, e você é um desses felizardos.

    Valorize sua oportunidade e faça o seu melhor, agora. Não escolher essa grande missão, estimulante e desafiadora, é optar pela frustração, pelo tédio e pela infelicidade. A escolha é sua.

    (Texto recebido em 04 de março de 2000.) (*)

    (*) Observe o detalhe da data – não foi falha de digitação. Foi realmente psicografada, sem correções, como recebida há mais de 10 anos., apesar de ser inédita. Que incrível atualidade, não?

     


 
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Maio de 2010, 14:23
(http://saltoquantico.blog.br/wp-content/images/Ave%20Maria.JPG)

(Boletim de Expansão e Atividades do Salto Quântico – 88.)

Como habitual, o Espírito Eugênia fará incorporação completa, no transcurso da palestra deste domingo, 30 de maio. A novidade, porém, é que, ao fim, Ela mesma receberá, por psicografia, enquanto incorporada em minha limitada pessoa, a Fala direta da Figura Excelsíssima de Maria de Nazaré, a Mãe Espiritual e Mística da Humanidade terrena, em comunhão psíquica que Eugênia estabelecerá, à distância, com o Ser Todo-Amor.

Neste processo, inexoravelmente, irradiações fortíssimas da Mãe de Jesus serão cascateadas sobre a plateia que se permitir o privilégio de estar presente. A entrada, como os amigos já devem saber, é franca, e estas nossas reuniões públicas, com palestras minhas e dos Orientadores Desencarnados, por intermédio de minha mediunidade, acontecem no Centro de Convenções de Sergipe, em seu maior auditório, o Atalaia, às 19h de domingos.

Há o Propósito, ao que tudo indica, de que Nossa Mãe Santíssima prossiga realizando a mesma Misericordiosa Graça, todas as semanas, a partir deste domingo, mas não podemos, evidentemente, garantir isso, por questões inúmeras, por demais complexas, no campo da interação interdimensional, que não nos é possível aqui minudenciar.

Já não fosse notícia bastante, o material produzido na palestra será televisionado não só para o canal 10 da Sky, como ainda terá exibição, no sábado, 5 de junho, por TV aberta, pela CNT Nordeste, de Salvador, e mais 27 municípios baianos.

Também neste domingo, será lançado, formalmente, em nossa reunião pública, a versão em Inglês do site de nossa Organização.

Dia, novamente, de arrastar a “patota” toda de parentes, amigos, conhecidos ou estranhos, para nosso Encontro Feliz com as Vibrações do Paraíso provisoriamente pendido sobre a Terra… Onde Maria Amantíssima Fala ou Está, ainda que “apenas” irradiada à distância, Milagres podem acontecer…

Seu irmão em Cristo,
Benjamin de Aguiar (*).
Aracaju, 27 de maio de 2010.

(*) Culminando um processo de profunda transformação íntima e de encerramento do ciclo de incubação, na prevalência de atividades no Estado de Sergipe, para a predominância de operações de nossa Organização em todo o Brasil, os Orientadores Espirituais pediram-me que me subscrevesse e me apresentasse, a partir de agora, como Benjamin de Aguiar – compreendendo-se que apenas utilizo outro dos meus três nomes de família, registrados em cartório, desde meu presente renascimento, em 1970 –, a fim de remeter, propositalmente, à metáfora das simbólicas iniciações em fases de maior responsabilidade de tradições espirituais cristãs e orientais, em que os iniciados chegam a mudar de prenome – o que, porém, não fiz (porque me não foi pedido), preservando, portanto, o meu “Benjamin”. Há outros dois simbolismos ocultos muito importantes nesta alteração… Primeiramente, Eugênia, de há muito (desde o início de 2003), assevera-me que a águia representa, como totem, o resultado de minha sinergia com a Mestra, que se fez plena, desde a virada deste último ano: eu, retratado no bico e nas garras da assertividade e decisão no plano físico; Ela, traduzida nas asas do Ser Transcendente que é, e no Olhar percuciente da famosa ave, que alude à Sua Sabedoria ímpar. O segundo elemento simbológico a se decodificar é que o nome “Aguiar” facilmente pode ser entendido como “a guiar”, ou “para guiar”, ou “com o fim de guiar”. A preposição “de”, entre meu prenome e o “Aguiar”, entrementes, foi preservada, para deixar claro que não se trata de “Benjamin a guiar”, e sim de “Benjamin que pertence” – como a preposição “de” significa – “a Alguém que Guia”… Eugênia. Ou seja, minha nova assinatura é um equivalente de “Benjamin de Eugênia”.

O fato de esta data “coincidir” com o debute de publicação de “A Princesa do Mediterrâneo”, meu primeiro livro publicado, já à época psicografado (pelo Espírito Gustavo Henrique) – um arroubo de biografia romanceada do Espírito Eugênia, em uma de suas mais brilhantes passagens pelo nosso orbe –, não pode, realmente, ser compreendido como obra do acaso…
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 07 de Junho de 2010, 23:36

Paciência.

(http://www.vontadedevencer.com/zero/wp-content/uploads/2009/08/imagen5paciencia.jpg)

por Aline Rangel.

Em momentos de crise, de conturbação em torno de si, valiosíssimo exercitar a paciência. Não se trata de assumir postura passiva diante de acontecimentos funestos, muito menos de abrir mão da responsabilidade pela ação justa no bem voltado a si ou a outrem. Mas sim de reconhecer os limites que a experiência apresenta, considerando-os como peças também importantes do quebra-cabeça cuja paisagem é um aprendizado mais difícil.
A paciência ensina a confiar e aguardar, quando as iniciativas possíveis já foram tomadas, quando os recursos disponíveis já foram devidamente utilizados.

Nada fácil perceber quando se faz imprescindível agir, de forma combativa ou defensiva, protegendo a si e ao outro numa situação de risco.
 Sutilíssima a linha divisória entre esperar o momento apropriado e ser negligente, deixando de fazer o que é necessário para que as coisas se resolvam da melhor forma.
Como saber se o acerto está em parar?
Como distinguir paciência de permissividade com os próprios erros?
O que indica que não se está sendo irresponsável com faltas alheias, assumindo postura viciosa ao invés de educativa acerca do mal?
Como alerta a mestra Eugênia, não há respostas prontas, acabadas para dramas complexos. Mas há pistas para se reconhecer o caminho de resolução.
Primeiramente, vale considerar a necessidade de autoconhecimento, a fim de que sejam percebidos os mecanismos de controle do ego.
Estes não primam pela solução de conflitos, mas sim por se estar com a razão.
Se, diante da dificuldade, providências foram tomadas, pessoas de confiança foram consultadas, a intuição foi ouvida, entre outras iniciativas importantes, cabe aguardar confiante e pacientemente, para que o melhor aconteça.
Insistir em “resolver” certas pendências acaba por reforçar o pior, em si e no outro, já que não se tem aí o desejo sincero de mudança e crescimento, mas sim a necessidade de que as coisas aconteçam de acordo com caprichos pessoais.

Paciência é conquista daqueles que não se constrangem em aprender com os próprios erros, dos que se sentem à vontade em abrir mão do controle, de quantos não se importam em adiar gratificações, de quem não se incomoda em pedir ajuda, daquele que ensaia colocar-se no lugar do outro e respeitar seu ritmo, dos que não desejam “ganhar”, mas sim vencer… a si mesmo, principalmente…

Ter paciência é compreender a vida em profundidade… seus ciclos, suas ambigüidades, suas surpresas…
Ser paciente é aprender a recomeçar, deixando de lado a vergonha e a culpa… É não ter medo de admitir o equívoco e se esforçar por um dia superá-lo, com dignidade… É confiar nas infinitas possibilidades de crescimento, fazendo o possível ao próprio alcance e entregando a Quem tudo pode o milagre da transformação.


(Revisão de Delano Mothé)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 13 de Junho de 2010, 14:20
  Quais Punhais pelas Costas.
Benjamin de Aguiar,
pelo Espírito Gustavo Henrique.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/2_o_retorno_de_persefone_frederic_leighton_1891.jpg)

Alfinetam-te pelas costas, e sangras, porque são tantas, tão frequentes e por tão longo tempo aplicadas tais minúsculas alfinetadas, que acabam por te ferirem profundamente o coração dadivoso, generoso e sensível, fazendo-te sangrar a alma, como, quase nestas palavras, reza “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de autoria e organização do ínclito Allan Kardec, no artigo sobre a paciência, subscrito, mediunicamente, por “Um Espírito Amigo” (*).

Revê teu ponto de vista, porém, e não te sintas cercado e marcado pela tragédia, mas apenas inserido n’uma melindrosa condição de, digamos, “estrangeirismo vibratório”, pouco cômoda para ambas as partes; e, naturalmente, bem pior para ti, que és o diferente, ‘inda mais o marginal da “banda de Cima”.

É natural que teus antagonistas se portem assim. Eles não são de onde vens, muito embora muitos se sintam pessoas muito especiais, ironicamente, mesmo no campo espiritual e moral. Como disse Jesus a Seus discípulos sinceros: “eles são do mundo e vós não sois do mundo”. Logo, não há como esperar interações muito harmônicas, sobremaneira no que concerne ao campo psíquico, que eles presumem que não notas, e percebes claramente: ou seja, os pensamentos e sentimentos ocultos que guardam sobre ti, e que te magoam o espírito.

Não te compreendem os intentos, alcunham-te de tudo que pretendem, conforme a projeção de suas neuroses, paixões e pretensões de superioridade, chegando, inclusive, ao disparate de duvidar de teu caráter. Apieda-te deles, pois – como orou o Mestre, do Alto da Cruz, na intenção de Seus Crucificadores: “Pai, perdoa-os, porque não sabem o que fazem…”

Cumpres um Mandato do Céu, em pleno domínio da matéria… Eles vivem vidas vazias, imersos exatamente no âmbito horizontal dos interesses sociais, econômicos, políticos, etc desta contingência tão fugaz que é a situação que circunda e é relacionada ao corpo material, tão efêmero!
Os corpos físicos de todos lentamente se consomem, na direção do túmulo, após o que todos darão contas do que fizeram da quota de tempo que lhes foi concedida, generosamente, pelo Criador. Agora mesmo, entretanto, já te colocas a serviço do Alto, enquanto eles se põem a serviço de interesses mesquinhos do próprio ego, tratando de assuntos passageiros, posses, posições e negócios, que ficarão para trás, logo mais, quando a morte os vier buscar, para a verdadeira vida… a qualquer hora… e não tão longe, na linha fatal do tempo, como eles preferem imaginar… é claro!

Tem compaixão deles, e ora. Sentir-te-ás melhor, quando notares que, no fundo, é isso que sentes: profunda tristeza por vê-los tomarem rotas tão infelizes para si próprios, e não mágoa pelo que pensam ou dizem de ti – não é verdade?
 Porque sabes que em nada alteram ou poderiam modificar em tua rota ou na dimensão e qualidade de tuas realizações, para Deus, porque ninguém pode contra o Criador… e sabes estar a serviço d’Ele-Ela. Quanto a eles… que cobertura têm?

Relaxa e pacifica tua alma. Está tudo bem. Perdoa, como sempre fazes, e prossegue em tua tarefa do Bem.

(Texto recebido em 13 de junho de 2010.)

(*) Item 7, capítulo IX de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Allan Kardec.
(Nota da Equipe).
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 13 de Junho de 2010, 14:31
Discutindo o Perdão.
por Aline Rangel.

(http://pbsena.files.wordpress.com/2010/03/37223_000sxw3d1.jpg)

“Procure reconciliar-se consigo próprio. Não se pode perdoar a ninguém, sem antes terem-se feito as pazes consigo mesmo.” Eugênia (*1)

Ao se falar em perdão, inúmeras questões delicadas se fazem inevitáveis… Confundido com aceitar um ataque sem defesa, concordar com comportamentos abusivos, apassivar-se diante de situação crítica, esquecer completamente o mal que se haja sofrido, o perdão acaba por se transformar em algo que se dá ao outro, injustamente, ou em atitude reservada, exclusivamente, aos que alcançaram a santidade. Alguém me fere ou prejudica gravemente, e eu, para ser considerada uma pessoa de bem, devo aceitar e esquecer o que aconteceu, independente do quanto tenha sido afetada, de que tipo de consequências hajam sido produzidas. Em nome da “moral e dos bons costumes”, ou mesmo de um dever “cristão”, cotas expressivas de raiva, decepção e mágoa se convertem em doenças graves, num processo autodestrutivo de punição por haver “perdoado” o que nem mesmo foi passível de compreensão.

Como distinguir, então, esse tipo de postura do perdão? Em diálogo publicado neste site, espíritos incógnitos discorrem sobre o tema, desmistificando-o.
Perdoar, segundo os orientadores desencarnados, não significa compactuar com o erro, nem gostar da pessoa responsável pelo mal; é um presente que se dá a si mesmo.

 É de essencial importância resolver esse tipo de pendência, não só em função das mazelas orgânicas que se podem sofrer, como afirmam os mentores desencarnados: “Existem dimensões muito mais profundas, emocionais, espirituais, da ausência do perdão, que podem gerar verdadeiros infernos na vida do indivíduo, como a incapacidade de se abrir, de confiar, de se vulnerabilizar nos relacionamentos interpessoais, de amar, de relaxar, de ser feliz” (*2).
Para tanto, imprescindível colocar limites claros para si, não se obrigando, por exemplo, a conviver com um desafeto. Outro aspecto fundamental é exercitar o desapego – indispensável para quem deseja se desligar de sentimentos menos felizes –, abrindo espaço para que o novo se faça presente na própria vida.
 O quanto estamos, realmente, disponíveis a abrir mão da mágoa, do ressentimento? Será que estamos dispostos a reconsiderar nossos pontos de vista, nossa “razão”? Será que desejamos mesmo liberar o outro e o próprio coração, para sermos felizes?

Ao fazer estas e outras tantas perguntas melindrosas, é provável deparar-se com uma grande surpresa… A dificuldade em aceitar a humanidade falível do outro tem a ver com esta mesma impossibilidade em relação a si mesmo. Importantíssimo olhar para si, cuidadosa e respeitosamente, encarar falhas e erros graves e disponibilizar-se à mudança, com paciência e bom senso.
 Não é preciso concordar com as posturas equivocadas do passado, muito menos gostar dos deslizes cometidos. Necessário é amar. E o amor não pede perfeição, mas sim confiança no futuro e abertura ao melhor.


(*1) “Reconciliando-se Consigo Próprio”, Benjamin Teixeira pelo espírito Eugênia.

(*2) “Diálogo Mediúnico 06 – Perdão”, Benjamin Teixeira por espíritos incógnitos.

(*3) Para os que desejarem aprofundar a compreensão do tema, sugiro também a mensagem: “Diálogo sobre Dificuldade no Auto-Perdão”, publicada em 05/12/2001 – Benjamin Teixeira pelo espírito Gustavo Henrique.

(Revisão de Delano Mothé)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Julho de 2010, 15:04
Tristeza na Hora da Alegria (*).

Benjamin Teixeira
pelo Espírito Eugênia

(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/Tchoubanoff.jpg)

Você está muito triste, porque esperava uma coisa da vida, e encontrou outra, inteiramente distinta. A alegria se empanou em seu coração e, com ela, também se foi a esperança e mesmo a crença na dignidade do ser humano, a começar pela própria dúvida sobre si mesmo.

Não radicalize, amigo. Há sempre uma esperança oculta por detrás das cortinas da melancolia, quando lembramos que Deus sempre nos reserva magníficas surpresas. Um ditado chinês diz, com grande acerto, que o melhor está sempre por vir. Não se trata de mera postulação de otimismo, e sim de uma verdade inconteste que se verifica, até mesmo, na análise escatológica do destino último de todos os seres da Criação: mergulhar na eternidade, em completa conexão com o Divino – a plenitude, a felicidade perfeita.

Claro que você não pode abandonar a estratégia, a busca de acerto e de melhoria constantes. A grande questão, entrementes, é não se entregar à ideia de que, se algo, em dado momento, não apresenta perspectivas de sucesso, está fadado a assim ficar para sempre. D’onde pode vir tão disparatada conclusão? Não está mais do que comprovado que situações aparentemente desesperadoras, totalmente perdidas – como se diria, considerando-as de fora –, acabam por se resolver das formas mais inesperadas, por fatores supervenientes que vêm como que do nada – um dos pseudônimos de Deus? Não espere milagres, mas também não se converta em um pessimista crônico, porque o pessimista é um crente fanático tão irracional quanto o crente ingênuo que supõe ver rosas onde nem mesmo espinhos há. Focar tão-só o pior é uma completa perversão da ótica lúcida. Deve-se primar pela isenção e não pelo negativismo. Todo negativismo sistemático é ideológico, na mais pejorativa acepção da palavra, porque a vida dá provas sobejas noutro sentido, desde o seu próprio surgimento improvável, sobre o caldo proteico da geologia primitiva do planeta.

Se você esgotou uma linha de raciocínio ou de ação, experimente outra. Talvez encontre, justamente na revolução de paradigmas ou metas, a grande resposta para seu problema. Não por acaso a vida nos põe em encurraladas de destino: para que saltemos, para que demos o salto quântico da mudança de parâmetros e vejamos além dos estreitos limites estabelecidos até o presente momento. O caos, nesse prisma, é, de fato, promotor de criatividade. É essa a função da desordem: forçar o indivíduo a buscar a ordem num nível mais complexo e profundo de cognição e percepção.

Como percebe, o momento mais desesperador pode ser o mais promissor. Só depende de você, de como irá encará-lo. Faça sua escolha e opte pelo melhor. Tenha a certeza de que se dará bem, se não ficar a se lamentar e partir para a ação, quanto antes, para além do esperado, inovando e crescendo sempre, sorrindo após a queda, curando as próprias feridas e as dos outros, transformando motivos de tragédia em trampolins para realidades mais altas e mais felizes, mais ricas e mais elevadas de consciência.

(Texto recebido em 22 de fevereiro de 2000.) (*)

(*) Preste atenção ao detalhe da data – não houve distração de nosso Pessoal. É uma inédita mensagem, psicografada há uma década.

Equipe Salto Quântico.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Julho de 2010, 20:53
Fênix – Voo do Espírito sobre as Cinzas do Ego.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/Fnx01.jpg)

por Delano Mothé

Duas mortes me assaltaram
de uma só vez:
e me violentaram a ingenuidade
e me sequestraram a inocência
no pouco que ainda me havia restado…
– Prelibar da verdadeira pureza.

Mais um luto
e desta vez duplo.
Não reluto
enterro tudo
e me des-iludo:
necessária é a chacina
ou a faxina!…
– Prenúncio de parto novo.

Declaro estado de calamidade privada
no que tenho de público.
A alteridade é inacessível ao ego:
‘causa mortis’ primeira
neste holocausto afetivo.
É que o ser idealista está disposto
a tantos óbitos quantas forem as imperfeições.
Inevitável algoz-redentor de si mesmo
na flama bendita de se integrar…
– Germinar do amor indistinto
entre os escombros do exclusivismo.

Queria talvez desejar a imperfeição
soprar as velas e me retirar deste velório
não me importar com o que jaz neste jazigo
mas a morte é fertilíssima semente:
dos seus frutos, quero o sumo todo;
da sua flor, o pólen que fertiliza o novo…
– Incubação e renascimento.

Atravessam-se vários cemitérios
até a imortalidade.
E a “filomortalidade” é a senha
sem a qual não se descerram
os portões dessas necrópoles…
– Transpondo a fisicidade
para o império do espírito
no esplendor da ressurreição.

Aqui jaz um poema
que não pretende
descansar em suas cinzas
mas alçar voo reticente…
muito além deste
ponto final.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/Fnx02.jpg)

(Poema composto originalmente em 13 de fevereiro de 1998, com as devidas adaptações e aprimoramentos conceituais, de 24 de junho de 2010, propiciados por nossa sagrada Escola Espiritual-Cristã de Sabedoria e Felicidade.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 09 de Julho de 2010, 13:20

O Silêncio de Deus.


(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/luz-de-deus.jpg)


Benjamin de Aguiar
pelo Espírito Anacleto.

O silêncio do Céu vale mais que todos os discursos e sentenças da Terra.

Não estranhe a não-resposta de Deus às suas questões, pedidos ou aflições.

A planta não floresce antes da hora, tanto quanto (pior ainda supor) um pé de grama jamais frutificará imensa jaca, em nenhuma época e lugar… por mais que se espere que ele “amadureça” ou “cresça”, por não ser de sua natureza produzir o fruto da frondosa árvore. Ou seja: você pode (e isso é mais do frequente neste planeta) estar cobrando de si ou de outras pessoas o que elas e você mesmo simplesmente não podem oferecer…

O nascimento antes da hora é aborto; tanto quanto “ajudar” a lagarta, que poderia melhor se dizer “arrancá-la”, invasivamente, em estado de metamorfose, da crisálida (que lhe serve de ninho à transformação), não acelera o voo da borboleta: mata-a.

Aceite os ciclos e fluxos da Vida. Fazendo sua parte, é evidente. Além de sua responsabilidade, todavia, complemente sua realização (para não sabotá-la), sendo resignado com o que lhe não é cometido, com o que foge à sua alçada de incumbências e possibilidades pessoais de ação.

(Texto recebido em 9 de julho de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Julho de 2010, 00:01
Mensagem do Espírito Eugênia para a Equipe de Caravaneiros Salto-Quantistas a Recife em julho de 2010 (*1).
(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/caravana.jpg)

Benjamin de Aguiar/pelo Espírito Eugênia

Meus muito amados Filhos, que se dispuseram a viajar a estas plagas, para nos secundar no empenho de disseminação da Voz da Verdade na Terra:

Os perigos enfrentados na estrada, as voltas que fizeram no percurso, a necessidade a que se sentiram impelidos: de orar mais – lembram as caravanas de peregrinos e missionários de outros tempos… longínquos tempos,  em que levas de almas nobres partiam da tranquilidade de seus lares, enfrentando feras bravias e famélicas, intempéries da Natureza, entre outros riscos de morte, como o de assaltantes e assassinos, raptores e sequestradores (*2), além de estupradores (que eram criminosos muito comuns por aqueles dias) e a facilidade de contraírem enfermidades debilitantes, mal-alimentados como eram, por aquele tempo, fosse por pura, subnutrição, inanição ou mesmo pelo ataque de víboras peçonhentas, para pregar a Palavra de Nosso Senhor…

Nesta era, todavia, têm apenas vocês que enfrentar algumas estatísticas desconfortáveis de probabilidade de acidentes de trânsito (que só acontecem na hora certa, com quem deles realmente precisam) e alguns quilômetros a mais em trajetos realizados confortavelmente acomodados em salas de estar móveis, climatizadas amiúde, deslizando sobre rodas (macias, com os pneus de borracha), dotadas de eficientes sistemas amortecedores, sobre rodovias pavimentadas, salas de “automovimentação” (que os poupa mesmo de sentir o odor desagradável da flatulência dos animais de tração das carruagens de antanho), salas dotadas de motores a combustão, que, por isso mesmo, vocês denominam de automóveis.

A despeito do que disse, seu mérito não é menor! Como afirmou Nosso Senhor e Mestre Jesus, os últimos serão os primeiros no Reino dos Céus, assim como, n’outra passagem bíblica, asseverou que os que chegaram a trabalhar na vinha do Senhor na última hora do dia, serão recompensados, na mesma maneira que os que chegaram à primeira hora – desde que, obviamente, hajam honrado, com devotamento e aplicação sistemáticos, com o devido sentido de reverência e disciplina, na sintonia dos sentimentos de solidariedade, fraternidade e desejo e dever de servir genuínos, do trabalho continuado, na expansão da Obra que não pertence a nenhum de nós, mas a Jesus e ao Conselho dos Cristos que dirige nosso planeta, dando aqui destaque à Nossa Mãe Maior, Maria Santíssima, o Buda remanescente no Orbe, que por aqui ficou, nas faixas mais altas de vibração da Terra, de acordo com a profecia d’Ele Mesmo, que afirmou não deixaria órfãos Seus discípulos e seguidores, mas os confiaria ao Espírito Santo de Deus, corroborando tal assertiva no ápice de Seu martírio na Cruz-Seta de Transcendência, ao Se dirigir a João Evangelista – representativo de toda a humanidade, naquele momento-clímax da história cristã: “Filho, eis aí tua Mãe”.

Avante, caravaneiros da fé! Vocês merecem ser chamados de filhos do Altíssimo, porque se dispuseram a fazer o que está ao seu alcance, embora parecendo pouco, diante do Gigantismo desta Obra, fazendo esforços e mesmo sacrifícios de sua rotina e comodidade, para hoje estarem aqui, a fim de panfletarem às ruas, num trabalho corpo ao corpo, como o faziam aqueles primeiros cristãos dos tempos primordiais de cristianismo, divulgando a Palavra do Cristo diretamente, e não às escondidas, em salas fechadas (quando não faustosas), como tão comumente hoje se dá com os que se dizem seguidores d’Aquele que, como Ele Mesmo asseverou, quando Encarnado na Crosta deste orbe: não tinha onde recostar a Própria Cabeça.
E, meus queridos filhos, como já foi dito, em nossas palestras, por meio inspirativo ou por psicofonia plena: fazer sacrifício é se sacralizar, como indica a formação etimológica do verbete, oriundo do grego “saccer” (sagrado).

Mamãe-mestra Eugênia está muito feliz com vocês, assim como o Conselho de nossos “sábios anciães”, dirigentes desta Organização, que vocês chamam, no plano físico, de “Instituto Salto Quântico”, que veio renovar o Espiritismo e o Cristianismo, para a linguagem e logística do século primeiro do Terceiro Milênio, atingindo, hoje, potencialmente, quase um terço dos lares brasileiros, por meio de nossas preleções televisadas.

Espírito Eugênia.
Recife, Pernambuco, 13 de julho de 2010.

(*1) Nossa própria mestra Espiritual Eugênia julgou apropriado publicar esta mensagem em nosso site (originalmente dirigida a tão-só 11 pessoas que partiram de Aracaju a Recife, em três veículos, numa viagem de 12 horas, para um percurso normalmente realizado em 8h, pelo estado calamitoso de Alagoas e suas enchentes do momento, perdendo três dias úteis de trabalho, inclusive alguns gerando problemas com suas respectivas chefias), em caráter de estímulo a todos que julgam estar fazendo pouco pela Causa, e que ou se abatem por isso, ou, pior ainda: deixam de fazer o pouco que podem, por não poderem fazer muito (o que não deixa de ser um muito mal camuflado impulso de vaidade). Este grupo não recebeu absolutamente nada financeiramente por isso. Muito pelo contrário: dois deles desgastaram seus veículos em rodovias comprometidas e ainda pagaram o combustível. Curioso era a pergunta de alguns, nas ruas da grande metrópole nordestina: “Vocês são funcionários dele?” ou o menos polido: “Quanto você recebeu dele para fazer isso?” Indagação respondida com sorrisos educados e amistosos.
(*2) Eugênia distingue o rapto de mulheres jovens e bonitas, para fins sexuais; do sequestro propriamente: de figuras endinheiradas ou politicamente importantes, para posterior negociação de somas vultosas, em troca de sua libertação.
(Notas do Médium)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 19 de Julho de 2010, 17:09
 
  Trabalho com a Sombra Psicológica.
Benjamin Teixeira
pelo Espírito Eugênia.

(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/luz_sombra.jpg)

A sombra psicológica – no sentido de conjunto dos elementos indesejáveis da própria personalidade, dos níveis mais primitivos às faixas mais elevadas de consciência – quando não reconhecida e, de alguma forma, vivida, ainda que apenas liberada, episodicamente, em situações de controle (normalmente quando a criatura se encontra sozinha), por uma válvula de escape que seja, cristaliza-se em enfermidade, explode em vícios, podendo, em casos extremos, degringolar para condutas criminosas, contra si ou terceiros, a começar dos entes mais amados.

Esta válvula de escape (que, em tese, apenas “desafogaria” a pressão da panela de pressão, sem aproveitar a energia-tensão do vapor, como as máquinas a vapor o faziam no passado) pode se converter em conduto para a canalização das energias originalmente destrutivas (quando em estado bruto, quais os impulsos à violência e à autoviolência), transformando-as, pelos mecanismos “digestivos” da própria psique, para as florações do que Freud denominava “sublimação”, mas que vemos, tão-só, como investimento consciencioso, ponderado e, principalmente, ético e espiritual, das forças galvânicas, obtidas por esta ordem de serviço autoterapêutico e de autotranscência.

Podemos também dizê-lo, de um modo mais metafórico ou poético, como um mínino de loucura íntima reconhecida, sistematicamente, por um método criado pelo próprio indivíduo, a que se submeta por disciplina, em caráter de cura das próprias mazelas emocionais e morais, com processamento racional pragmático, em função de gerar, com o resultado de tal empenho, uma amplificação ou melhoria da qualidade do bem a fazer, em todos os âmbitos da própria existência, a fim de que se adquira o máximo de lucidez exequível ao nível evolutivo em que se encontre, além de motivação, alegria e criatividade, com o fito de aplicá-las ao próprio e ao bem comum – caminho para a sabedoria, a felicidade plena e para a transcendência…

(Texto recebido em 15 de julho de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: CAAC em 19 de Julho de 2010, 19:05
Prezada Helena,

Também sou admirador do trabalho do médium Benjamin Teixeira, já li alguns de seus livros, leio artigos no site do Instituto Salto Quântico (www.saltoquantico.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zYWx0b3F1YW50aWNvLmNvbS5icg==)) e, quando posso, assisto às palestras dele aos domingos.

Muito valorosa essa sua colaboração aos participantes do Fórum, levando ao conhecimento de todos esses textos psicografados pelo Benjamim.

Abraços fraternais,

Carlos
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 22 de Julho de 2010, 13:53
Olá, Carlos! Obrigada pelo retorno,amigo!
Tb li alguns livros do seu conterrâneo, a quem muito admiro. Comprei lá mesmo, com ele autografando.
Fui até Aracaju conhecê-lo pessoalmente e fiquei muito feliz com nosso encontro.

A cidade é linda! Conheci algumas outras por perto, dentre elas São Cristóvão, antiga capital do estado. Um espetáculo!
 As tartarugas!! Os corais!!
Conhecer o nosso "Grand Cannyon", Canyon do Xingó, passear de barco, mergulhar nas águas do rio São Francisco, tb foram experiências gratificantes.
A Natureza nos lembra a cada instante a grandeza de Deus.

http://br.video.yahoo.com/watch/1574375/5326317 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2JyLnZpZGVvLnlhaG9vLmNvbS93YXRjaC8xNTc0Mzc1LzUzMjYzMTc=)

Com carinho,
Helena
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 22 de Julho de 2010, 14:00
O Retorno do Espírito da Verdade.

(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/Claudia_2.jpg)

Benjamin de Aguiar
pelo Espírito Eugênia.

Queridos Amigos e Irmãos em Ideal:

Completamos, no último domingo, o primeiro “Ciclo Búdico” de estupendas mensagens de sabedoria, amor e profundidade, constantes em forma de capítulos (conformados, por sua vez de quatro versículos cada, semanalmente) do Novo Evangelho redigido, diretamente, em público e ao vivo, pelos Cristos: Jesus, Maria, Gabriel, Sidharta Gauthama e Lao-Tsé.

Neste domingo, 25 de julho, teremos, mais uma vez, a Visita da Voz da Verdade para o planeta, Irradiada à distância, por meio de Seus Intermediários Celestes: Nosso Mestre e o Senhor Jesus, a nos grafar novo capítulo do Evangelho para o Terceiro Milênio, tangenciando as questões, necessidades, aspirações e dramas das mulheres e homens do século XXI.

A sabedoria d’Estes Seres Sublimes já seria bastante para Lhes atestar a Origem Excelsa. Entrementes, como lidamos, sistematicamente, com o cepticismo dos encarnados, exacerbadamente racionais, nesta época de cerebração excessiva e sentimento embotado, criamos a nova secção, em nosso sítio eletrônico da internet: “Curas e Salvamentos Extraordinários”, com a revelação surpreendente de um grupo de quase duas centenas de pessoas (partícipes de nossas reuniões mediúnicas) onde os milagres não são raros, mas a rotina, e em que, no transcurso de duas décadas de atividades, nenhum de seus componentes, a despeito das enfermidades degenerativas fatais e dos acidentes espetaculares que alguns sofreram, NINGUÉM DESENCARNOU! Intactos, felizes e plenos de vida e vontade de viver!

Todas as religiões e agrupamentos espirituais apresentam tal fenomenologia, mas de modo esporádico, com um ou outro de seus participantes, espaçados tais eventos, por longos períodos de ausência do miraculoso – eis por que a fé escasseia tanto em tais ambientes. Mas o que dizer de uma Instituição em que isso se dá com  TODOS OS SEUS INTEGRANTES, NO CORRER DE DUAS DÉCADAS SUCESSIVAS DE ATIVIDADES?

É o Signo do que acontece nesta Cidade, neste País, nesta Organização, filiada à arquimilenar Escola de Sabedoria, uma Instituição do Plano Sublime de Vida (responsável, deste a origem da civilização terrícola, pelo andamento das ideias, culturas e filosofias humanas), que escolheu esta Casa, para realizar o Milagre das Falas dos Cristos, para a atualidade materialona, desorientada e, em muitos aspectos: cínica e desesperada…

Eu mesma vim, novamente, convidá-los (porque, se tivessem “olhos de ver e ouvidos de ouvir”, perceberiam tratar-se de uma bênção inaudita para o Que nem precisaria haver qualquer ordem de convite), a estarem presentes (a entrada às nossas reuniões é GRATUITA) (*), pela relevância de estarmos participando de tão singular Evento Histórico em nosso orbe, debaixo da Cobertura das Energias e Vibrações dos mais Evoluídos Espíritos que reencarnaram no planeta, em todos os tempos (Jesus, Maria, Buda e Lao-Tsé) e d’Aquele que mais ficou conhecido como Arcanjo Gabriel, o Buda Maior ou Cristo Presidente do Conselho Búdico que dirige os destinos deste e de outros orbes desta constelação.

Como sempre, no transcurso de toda a histórica terrena, uma localidade sem importância para a definição de rumos do globo é escolhida a fincar as bases e as diretrizes-mestras de Uma Nova Era parar a humanidade…

Difícil de acreditar? O amigo tem as sessões de “Provas de Imortalidade da Alma” e a iniciante “Curas e Salvamentos Extraordinários”, para dirimir suas dúvidas. E, como disse o grande teólogo norte-americano Emmet Fox: se o pensamento racional se arroga ao direito de tudo duvidar, por que não duvidar também da própria dúvida?

Dê-se, prezado amigo, o direito de ser feliz… permita-se a oportunidade de encontrar a plenitude; ofereça-se o maior de todos os presentes que se poderia autorizar receber do Alto: uma razão para viver, um propósito por que lutar, uma Causa com que se engajar, que não será só sua, que não pertence a ninguém pessoalmente, e que, se tiver de ser diretamente vinculada a Alguém, teremos que dirigir nosso olhar para Cima e fitar o infinito estrelado sobre nossas cabeças e dizer, como o disseram os cristãos dos tempos imemoriais: “Ave Cristo!”… ou, como seria mais preciso dizer, agora que a humanidade está mais instruída e preparada a saber, exclamemos no plural: “Ave Cristos!”

Sua mãe e professora espiritual humílima,

Eugênia de Mileto Soubirous.

Estância, Sergipe, 22 de julho de 2010.

(*) As Reuniões Públicas do Instituto Salto Quântico começam às 18h45 (fuso de Aracaju, atualmente alinhado com Brasília), de domingos, no maior auditório (o Atalaia) do Centro de Convenções de Sergipe. Se você estiver fora de nosso estado ou do Brasil, veja, abaixo, nas instruções em letras de cor verde, como fazer para acompanhar, ao vivo, este evento fabuloso que acontece todas as semanas.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: CAAC em 22 de Julho de 2010, 22:29
Olá, Helena!
Fico feliz que você esteve em minha terrinha e gostou!
Até visitou os principais pontos turtísticos, incluindo o canyon de Xingó (muito legal o video que você fez do passeio).
E mais feliz ainda que você conheceu o Benjamin, que realmente é um dos expoentes sergipanos do espiritismo.
Apareça mais vezes, quando possível, e se precisar de algo daqui, é so dizer.

Um abraço fraternal,

Carlos
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 26 de Julho de 2010, 15:56
Obrigada, Carlos, por sua simpatia, amigo!
Carinhos,
Helena (http://lh4.ggpht.com/_SQ5F_xrAWhQ/ST1AdfnpBKI/AAAAAAAADas/BynY_mOANwk/s400/43.png)
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(Máximas de Sabedoria – 14)
No Amor

(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/criancas.jpg)

Benjamin de Aguiar
pelo Espírito Eugênia.

Perdoe-me o leitor mais culto e exigente, mas terei que reiterar o tão batido clichê, desgastado como conceito, tão pouco aplicado como sistema de vida, que seria solução para tudo e que continua constituindo, pela sua ausência como filosofia de vida, em indivíduos e comunidades, a origem de todos os problemas humanos:

O Amor é a essência da Vida!…

Ao calor de nossos corações amados: o Céu, a completude, o arrebatamento…

Na bondade: a poesia, o sentimento, o enlace, o resgate…

Na ternura: a libertação, a salvação, a evolução, em direção aos páramos celestiais…

Cálculos, equações, conflitos, projetos de vida… Tanto estresse, tanto empenho, tanta luta, por coisa alguma ou por tantas coisas que se acumulam, apodrecem e ficam… para trás, como poeira no tempo…

E, no entanto, a todo tempo, a felicidade e a realização dos próprios sonhos já estão disponíveis, no aqui e agora de toda criatura que “tenha olhos de ver e ouvidos de ouvir”, como disse tão bem Nosso Mestre e Senhor Jesus.

A felicidade e a realização estão, de acordo com cada momento e circunstância vividos, tão-só, mas sempre, e para sempre:

NO AMOR!

(Texto recebido em 19 de julho de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 29 de Julho de 2010, 13:35
(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/campo.jpg)

 

Passaporte para o Céu.


(Máximas de Sabedoria – 12)

Benjamin de Aguiar
pelo Espírito Temístocles.

Prezado Companheiro:

1) Torne sua vida uma estrada de amor.

2) O amor converta em doação e serviço ao próximo.

3) O serviço faça-o libertador – que ensine o autossuprimento, em vez de criar dependência.

4) Seguindo estas três sugestões sumárias, sua vida será mais que sua – será de Deus, não só por Criação, mas  no seu próprio movimento individual de agir, pensar e sentir, que estará em fluxo com as faixas mentais da sabedoria, da serenidade, da paz e da bem-aventurança… d’Ele-Ela, em última análise.

5) N’outras palavras, você terá adquirido um passaporte para o Céu, ainda que em plena vida física.

(Texto recebido em 17 de julho de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 31 de Julho de 2010, 15:15

Os Horrores Devastadores que a Descida de Nossa Senhora Pode Evitar (*).

(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/nuke.jpg)

(Registros da Mediunidade – 16)

por Benjamin Teixeira.

Querido Marcondes:

Você me fez chorar.

Acabei de me acordar, sentindo muito mal. Já sentia, antes de me recolher a repouso, forte pressão do inconsciente coletivo, que minha punha à beira do colapso nervoso – o que cheguei a comentar com dois amigos.

Do sono atormentado de que me levantei, a Espiritualidade Sublime me mostrava os motivos do Maria Cristo 2010, para Ela, Nossa Mãe Maior, tão misericordiosamente descer (e evitar acontecer, com Esta Sua descida), neste último domingo de agosto: explosões nucleares devastadoras, provocadas por acidentes, mas principalmente por movimentos terroristas, poderiam ser evitadas, com o sacrifício augusto de Nossa Mãe Santa em Se aproximar da crosta terrestre e Se Imiscuir no inconsciente coletivo, melhorando-lhe, com isso, o diapasão vibratório.

A sensação de sufocação foi tão grande que desceu para o corpo, e terminei por me medicar com três drogas (tenho autorização dos médicos encarnados que me supervisionam os quadros clínicos, a fazê-lo em emergências como esta): um anti-histamínico, um anti-inflamatório e um corticóde, ao mesmo tempo (!), de estômago vazio – para potencializar o efeito (para lhe dar uma idea de como me abalei com o que vi). Cenas dantescas de gente sendo “derretida” nas explosões nucleares, várias ligações de gente importante, entre grupos de acadêmicos ilustres nos Estados Unidos e influentes e agências de Inteligência e Segurança Internacionais (que não me eram citadas, mas que eu deduzo englobarem a CIA e o FBI norte-americanos) e eu a negociar, sem muito espaço a manobras e a convencimento, com um sinistro gênio das trevas (que era o verdadeiro incitador, nos bastidores “invisíveis” do domínio extra-físico de Vida, das iniciativas dos terroristas encarnados), dizendo-lhe do quanto ele não teria a ganhar com aquilo e como seria melhor tomar outra rota, mais amiga para com a humanidade, pelo menos mais diplomática: “Nós somos seus amigos! Pelo menos adie esta iniciativa! Você não terá como voltar atrás, depois de desencadear o processo!” – repetia reiteradas vezes, acompanhado por Amigos da Espiritualidade Superior, em um macarrônico Inglês, porque a entidade não conseguia se comunicava telepaticamente comigo e não conhecia Português.

Recordo-me de ter sido avisado por uma entidade do Bem que este gênio das trevas planejava um ataque orquestrado a nada menos que 40 alvos, sendo a Ucrânia e a Coréia do Norte seus primeiros alvos. Psicopata que se supunha benemérito, pretendia “varrer do globo” sociedades inteiras que ele julgava cânceres da civilização (de sua perspectiva, obviamente).

O alvos, todavia, me causavam surpresa, por fugirem às expectativas de qualquer analista primário de política internacional, mas que, mormente em relação ao primeiro, componente da antiga URSS, dava-me vertigens de horror, ao supor que facilmente a crise poderia degringolar para uma hecatombe nuclear de proporções apocalípticas, em função do poderio bélico-nuclear ainda ativos da Rússia e dos EUA, varrendo não pontualmente, como pretendia o tal gênio das trevas, partes selecionadas da comunidade humana no planeta, mas a humanidade inteira da Terra!

As cenas foram de tal modo reais e estava tão palpitante a “sensação de realismo mediúnico” (intuição típica de quando recebemos informações precisas, por meios psíquicos), que só não liguei o noticiário para confirmar o que vira, porque deduzi que já teriam me acordado com a notícia, antes de eu despertar, caso houvesse realmente ocorrido (no presente), o que me fez concluir, então, que a vivência tinha caráter premonitório. Nete caso, uma previsão antevista, para ser evitada.

Estava orando a Nossa Senhora há meia hora (com música, para facilitar a concentração dificultada no meu estado, após me medicar), quando tive o impulso de abrir seu e-mail. Claro que não concordo com suas palavras – são poéticas e superlativas, no seu carinho e confiança desmedidos em minha pessoa, apesar de você dizer em seu escrito, em certo momento, que “repetia a si mesmo, para acreditar no que dizia”, mais ou menos nestas palavras (não precisa acreditar: Maria Santíssima é Quem é Nossa Salvadora, em Nome dos Cristos de Deus) – mas, diante do horror que acabei de contemplar [assim como no ano passado Nossa Senhora sobre o orbe, gerando o magnífico fenômeno do Sol (descrito em vídeo em ícone do nosso site) desceu durante a crise nuclear da própria Coréia do Norte, citada nesta minha horrenda experiência fora do corpo], e das cenas tão reais que me segurei para não correr para o noticiário, a fim de ver se já haviam acontecido… estas suas palavras exageradas foram de grande conforto, como a droga que se põe sobre a úlcera aberta e que, intrinsecamente, é um tóxico, mas que, em certas circunstâncias e  medidas, tem efeito medicamentoso.

Seu amigo e irmão em ideal, muito deficiente como professor de Espiritualidade e Canal da Espiritualidade Amiga,

Pugnando sempre por me melhorar, porém,

Benjamin,

29 de julho de 2010.

(*) Este artigo foi originalmente uma resposta de Benjamin de Aguiar a poema que lhe foi redigido e enviado por Marcondes Barros, que está publicado agora em nosso blog. Para ler o poema-e-mail de Marcondes, clique aqui.
http://www.saltoquantico.blog.br/2010/07/carta-de-marcondes-barros-a-benjamin/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zYWx0b3F1YW50aWNvLmJsb2cuYnIvMjAxMC8wNy9jYXJ0YS1kZS1tYXJjb25kZXMtYmFycm9zLWEtYmVuamFtaW4v)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Agosto de 2010, 15:24
 

Alerta Grave aos Médiuns.


(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/espelho.jpg)

Benjamin de Aguiar
pelo Espírito Eugênia.


Recorda-te, sempre, prezado companheiro médium, que ser canal da Luz é também, potencialmente, ser instrumento das trevas. Com isso, vigia teus passos (teus pensamentos e sentimentos mais ocultos), em oração, mas também em vigilância, observando, com tua intuição, os elementos que te parecem surgir à mente, em desalinho com teu padrão de ética, espiritualidade e fé.

Faze, com rigor religioso, teus cultos diários do Evangelho, à hora certa (para que os benfeitores espirituais te acompanhem), à meia voz, ainda que estejas sozinho(a) (para que os sofredores desencarnados te ouçam), além de não te descurares das práticas oracionais que fazes isoladamente, no reduto de teu quarto, na intimidade de teu coração, para, dessarte, garantires um bom diapasão de teu psiquismo, frequências mentais em patamar o melhor possível, de molde a não fraquejares e estabeleceres fios de comunicação telepática com entidades malevolentes, viciosas e/ou parasitárias, arruinando-te o bem estar, o equilíbrio íntimo, a produtividade no trabalho ou nos estudos, a harmonia nas relações familiares e conjugais, e, quiçá, desencaminhando-te na rota da realização de tua missão na Terra, não importando que dimensão que tenha ela (ainda que te julgues muito insignificante, sempre és útil a alguém, geralmente a bem mais gente e bem mais do que imaginas).

Segue às reuniões mediúnicas, semanalmente, bem como às palestras-aulas que lhe são correlatas, para tratar as entidades menos felizes, que se te imantam ao psiquismo, portadoras de deformidades morais ou conceituais. Contudo, recorda-te de que não estás longe delas (sempre há o perigo, na condição humana, de cairmos nos erros que mais condenamos). Urge faças a higienização íntima, todos os dias, para que não venhas a soçobrar em mares bravios do inconsciente, semelhantes àquelas compulsões e cristalizações que notas nas sessões de intercâmbio, com a dimensão extrafísica de existência.

Atenta-te, sobremaneira, para as seduções sutis, do coração e da vaidade, que te exortam a menor atenção para com as responsabilidades e compromissos a que enlaçassaste, voluntariamente, o espírito, as induções que te levam a menoscabar ou ferir os sentimentos alheios. E, agindo com racionalidade e firmeza, põe-te na rota da disciplina impreterível, a serviço da Luz Divina, que deseja sempre o melhor para todos e não para alguns em particular.

Vivendo este constante estado de auto-observação e auto-análise (imprescindível a teu próprio bem estar e aproveitamento construtivo da presente encarnação que ora desfrutas), estar-te-ás pondo em regímen de maior segurança (afastando-te das trágicas consequências em que se enredam médiuns desencaminhados, quais: enfermidades mentais crônicas, vícios “incorrigíveis”, tendências criminógenas, moléstias graves e, amiúde, morte precoce), com relação ao delicado equipamento psíquico que portas na intimidade, a fim de que o ponhas a serviço do Bem e Seus Representantes, mesmo quando estiveres emprestando teu corpo à manifestação de sofredores desencarnados em reuniões de desobsessão (porque, em tais ocasiões, estar-te-ás fazendo o enfermeiro amigo da Espiritualidade Maior, que não dispõe das energias físicas que trazes no veículo de carne para auxiliar os desatinados do Além), e te farás, onde estiveres, interagindo com encarnados ou desencarnados, uma presença de Luz e paz, esperança e otimismo, equilíbrio e harmonia, esclarecimento e conforto, ainda que de modo tão sutil, que a muitos passe desapercebido; nunca, porém, para o Criador e Seus Emissários, porque te utilizarão, a todo momento, para disseminar a transformação da treva em luz humana, e da luz humana em Luz Divinal, mesmo que apenas por pequenos singelos gestos fraternos: um sorriso, uma palavra de esclarecimento, um silêncio à fofoca ou ao desdém em relação a outrem, um abraço caloroso em alguém desanimado… fazendo com que deixes, empós tua passagem, em toda parte, um perfume de bênçãos… um bafejo de graças…

(Texto recebido em 2 de agosto de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Agosto de 2010, 00:14

O Ridículo Revelador do Preconceito.

(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/menina-chorando.jpg)

Benjamin de Aguiar
pelo Espírito Gustavo Henrique.

Contra Idosos.
(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/velhinhos.jpg)

Observaram-te de través, por portares idade avançada, notando-te o andar cambaleante e a voz pausada – não sabem que, se não desencarnarem antes do tempo próprio, estarão em condições equivalentes ou piores que as que agora ostentas, tranquilamente, pois que, desde a juventude, soubeste respeitar os mais velhos e a condição de limitação que a senectude traz ao corpo físico. Não têm consciência, outrossim, que, em se aproximando de ti, teriam grandes oportunidades de aprendizado. Riem-se, portanto, em sua ignorância, de si próprios.

Contra Negros, Pobres e Feios.

(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/patinho.jpg)

Ignoraram tua presença, por portares a pele mais escura, vestes mais simples ou pouca beleza em tuas formas físicas, com total despudor para os princípios de civilidade, sem saberem que a indumentária ou classe social, tanto quanto a beleza que hoje se ostente, amanhã poderá ser impossível vincular à própria personalidade, como a esteira das reencarnações necessariamente trará a tal indivíduo se não a miséria e a fealdade crassa, a presença de mais melanina na epiderme, no próximo veículo carnal que utilize.


Contra Mulheres.

(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/mulher.jpg)

O chefe chauvinista e machista fez pouco caso de tuas colocações e contribuições, por apenas seres mulher? Pior para ele: está desatualizado, e logo perderá os melhores auxiliares, no mercado de trabalho: as profissionais femininas, que são capazes de “vestir a camisa” das empresas e organizações, com uma ardência apaixonada dificilmente encontrável em seus pares masculinos.

Contra Forasteiros.
(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/colagem2.jpg)

Chegas em certo rincão da República ou do exterior e te discriminam a fonética? Ri por dentro do patético a que a pessoa se confia, porquanto não só revela se fiar nas aparências do que se diz e não no conteúdo da fala, demonstrando pouca inteligência; como, principalmente, lembra-te de que tais reações a sotaque diverso costumam ocorrer em regiões onde houve ou ainda há muita imigração, de tal modo que as origens de quem desdenha, com imensa probabilidade, são tão estrangeiras como tu mesmo.

Contra Homossexuais Assumidos.

(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/garoto_machucado.jpg)

Zombaram-te à tua passagem, por estares de mãos dadas com alguém do mesmo sexo, revelando portarem terríveis frustrações na área sexual, se não da própria tendência homossexual reprimida, na vida afetiva infeliz que não conseguem realizar a contento; invejosos, no mínimo, de tua coragem invulgar em apresentares, publicamente, quem és, numa época de tanta hipocrisia, no campo da homossexualidade e da bissexualidade que, somadas, constituem mais da metade da população… escondida, na capa da cômoda falsidade ideológica da pseudo-heterossexualidade. Gostariam de portar tua coragem para se divorciarem, mudarem de profissão, religião ou de círculo de amigos… Por isso não admitem tua transparência e autenticidade, que mereciam aplauso e não apupos, disfarçando de falsos moralismos ou convenções religiosas ultrapassadas o que o Próprio Jesus condenou, até mesmo no que concerne a prostitutas confessas: o apedrejar terceiros por seus “pecados”… E quando não são pecados e sim acertos extraordinários, como é o caso de assumir a própria homossexualidade, defendida pela Ciência e pela Cultura em todos os seus estratos mais nobres? Que dizer destas pobres criaturas que se voltam contra o veloz jato das transformações sociais de nossos dias, em total descompasso com a modernidade? Quão incapazes e incompetentes não serão, por conseguinte, em diversas outras áreas de suas existências? Revelador sobre o quão pequenas e deficientes são, quando te menosprezam, pelo que te deveriam homenagear, se não portarem mau caráter, pelo gosto à hipocrisia da antiga cultura que camuflava gays, por interesses mesquinhos de se parecer o que não se  – o que seria ainda mais deplorável da parte delas…

Quem São os Preconceituosos.

(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/fariseus.jpg)

Seja qual for tua situação de desconforto, na vivência da discriminação, como agente passivo, conscientiza-te de que os preconceituosos são pessoas semienlouquecidas, que não notam como elas próprias são vítimas de escárnio e ataque, igualmente, da parte de outros grupos discriminatórios e cruéis, além de estarem projetando seus complexos de inferioridade e rejeição, para o plano externo, sem resolver o problema na raiz: sua própria psique, sem autoconhecimento e autoestima, carregando a alma em brasa, infelizes… rindo por fora, chorando e rangendo os dentes de inveja por dentro…

Atitude para com os Preconceituosos.

Assim, embora possas, aqui ou ali, exigir, com elegância e firmeza, o respeito que te é devido, como cidadão (com isso, inclusive, educando o mal-feitor e impondo-lhe limites ao abuso moral que perpetra), releva os remoques sem sentido que te lancem; e segue em paz, na coragem de seres quem realmente és, sem esconder tua origem ou natureza, tua felicidade e tua realização completa como ser humano, em processo de contínua construção de si mesmo…

(Texto recebido em 30 de julho de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Agosto de 2010, 13:45
Morrer Bem.

(http://www.portugalemgrande.com/files/images/P%C3%B4r%20de%20Sol%20-%20Zambujeira%20do%20Mat.preview.jpg)

Minha querida (…),

Dobram-se os anos e você não consegue esquivar-se de pensar na morte e nos cuidados que ela trás: enterrar ou cremar o corpo que fica? Quanto tempo aguardar entre a morte e a cremação? Quais as consequências desta para o Espírito que parte?

É compreensível a sua preocupação, mas se tranquilize. Antes de pensar em morrer bem, ocupe-se em viver bem. Dedique-se ao bem que está ao seu alcance fazer no momento presente, no local em que se encontra; seja motivo de alegria para aqueles que estão a sua volta, dê algo de si, do seu coração; seque uma lágrima, desperte um sorriso. Não espere a oportunidade ideal, que pode nunca chegar.

Ore, todos os dias, pelo menos um quarto de hora. Abra o seu coração e, percebendo ao seu redor a Bondade Divina, agradeça o sorriso da criança, o raio de sol que adentra pela janela, a flor que desabrocha no jardim e tantos outros pequenos mimos que a vida lhe oferece. Entregue à Divina Providência aquelas questões que, mesmo após muito esforçar-se, não conseguiu resolver. Fique à vontade para falar de suas fraquezas, das limitações que já consegue perceber em si, e para rogar forças a superar-se. Por fim, silencie, para escutar a Voz de Deus no imo do coração, a lhe responder a súplica que jamais passa despercebida.

Aproveite toda oportunidade de dividir com os outros as noções de espiritualidade que já conseguiu entesourar, ajudando-os a perceber que estamos cercados por seres bondosos e sábios, que, atuando em nome da Misericórdia Divina, nos assistem e amparam, visando sempre o nosso crescimento e felicidade.

E não se espante se, quando a morte chegar, convidando- o a renascer no outro lado da vida, sentir-se tranquilo e sereno, sem se importar com as dúvidas que ora lhe assaltam a paz.

Marcone Vieira
- Presidente do Núcleo do Salto Quântico nos Estados Unidos
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: hcancela em 05 de Agosto de 2010, 18:02
Olá amigos(as)


Heleninha amiga (gostou desta da Heleninha) ;D :D ;) :-* não é uma mensagem do Benjamim
, mas é uma bela mensagem e com ensinamentos, pode ser que alguém aqui venha aprender algo á cerca do que é Evangelizar, né.... :-*


 Evangelizar é instruir, é educar moral e espiritualmente, dando a conhecer o que acontece ao Espírito em sua trajetória rumo à evolução. Eis porque o Espiritismo e Evangelho têm que ser estudados juntos. O Espírito se instrui quanto ao seu destino e se educa, preparando melhor futuro para si e para o próximo. Instruir e educar na Doutrina Espírita não é catequizar, e sim evangelizar.


"Evangelizar é evangelizar-se" (Amélia Rodrigues).

O que é necessário para evangelizar "Amai-vos e Instruí-vos" (Allan Kardec).

O Espiritismo estudado instrui. Praticado, além de instruir, educa, porque faz o Espírito enxergar o seu futuro, não só na Terra, mas principalmente no mundo espiritual.

Os requisitos exigidos para um evangelizador espírita são os mesmos exigidos de um espírita: estudar, trabalhar, construir sua reforma íntima. O evangelizador espírita precisa estudar para ter bom conhecimento do Evangelho de Jesus e da Doutrina Espírita. Só assim terá segurança no seu trabalho.

Deve aprimorar todos os recursos necessários à sua tarefa, se quiser que as mensagens de suas aulas cheguem ao coração do evangelizando de maneira clara, agradável, participante, dinâmica e eficiente.

Deve aprimorar seus recursos intelectuais, morais e afetivos, porque sabe que a teoria, por mais brilhante que seja, sem afetividade não encontra ressonância no coração do evangelizando.

A boa vontade é outro requisito. Ela o faz reconhecer suas deficiências, levando-o a buscar os conhecimentos que lhe faltam. Boa vontade ensina ao evangelizador renunciar muitos lazeres em favor de seu trabalho. Boa vontade estimula o evangelizador a vencer qualquer empecilho, conscientizando-o do seu compromisso com Jesus. Boa vontade, enfim, é a alavanca que impulsiona o evangelizador ao aprimoramento da sua reforma íntima.

Ele sabe, então, que não é "vestir a túnica de evangelizador" somente uma vez por semana, naquele horário, mostrando-se aos olhos da classe com algumas virtudes aparentes, e sim viver 24 horas do dia tudo aquilo que estuda com seus pupilos. Sabe, ainda, que além dos evangelizandos encarnados, ele tem os evangelizandos desencarnados em suas aulas, aqueles que não tiveram oportunidade de conhecer o Evangelho do Mestre e a Doutrina Espírita quando na Terra.

"Evangelizar é evangelizar-se", é o que nos diz Amélia Rodrigues em um dos seus livros.


Comunicativo
Seu coração transbordava amor; era seu carisma que atraía para junto de si aqueles que o buscavam com vivo interesse.

Exemplo
Viveu o que ensinou, razão por que revolucionou a Lei Civil, trocando o "olho por olho" por "amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo".

(Do Livro "Evangelização: Compromisso com Jesus" - Dima Lourenço Marquez).


Continua
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: hcancela em 05 de Agosto de 2010, 18:03
Continuando




REQUISITOS ESSENCIAIS PARA SER UM EVANGELIZADOR ESPÍRITA:

1 - Ter como modelo o Mestre amado Jesus.

2 - Estudar a Doutrina Espírita e o Evangelho constantemente (conscientização da tarefa: necessidade de ser melhor).

3 - Ver nas crianças a sua própria família.

4 - Evangelizar por prazer, não por dever.

5 - Não exigir de imediato a transformação de uma criança ou jovem, respeitando sempre sua condição espiritual e capacidade.

6 - Estar consciente de que evangelizar é preparar uma semeadura e que a germinação, frutificação, colheita e multiplicação (resultados) correrão por conta das condições do solo (Espírito) que a recebeu ou receberá, bem como do tempo.

7 - Procurar se aproximar dos pais de seus evangelizandos (será mais fácil desta maneira conhecer-lhes os possíveis problemas e melhor agir no sentido de beneficiá-los).

8 - Analisar com atenção o problema de cada evangelizando.

9 - Transmitir com firmeza, segurança e amor, usando, na hora certa, um sorriso ou olhar significativo, valendo mais que cem palavras.

10 - Preparar suas aulas com carinho e antecedência, sem improvisação.

11 - Procurar tornar suas aulas atrativas e objetivas.

12 - Sentir a importância da pontualidade, dando o exemplo.

13 - Não faltar ao cumprimento do dever, mas quando isso se tornar necessário, avisar com antecedência à diretoria (assiduidade).

14 - Fazer esforço para se atualizar sempre, a fim de dar aos evangelizandos melhores conhecimentos doutrinários e gerais que venham ao encontro de seus interesses.

15 - Sempre permutar idéias com outros evangelizadores.

16 - Estar consciente de que o evangelizador deve ser o exemplo para os evangelizandos.

17 - Tratar a todos com igualdade, sem distinção de cor, sexo ou posição social.

18 - Conscientizar os evangelizandos da importância da ordem, da disciplina, da higiene ambiental e pessoal e dos cuidados devidos à alimentação, facilitando a vida e beneficiando a saúde.

19 - Esclarecer as crianças do dever de tratar bem aos animais, respeitar e preservar a natureza.

20 - Procurar sanar superstições, preconceitos e outras ideologias perniciosas, sem ferir a sensibilidade de cada um.

21 - Mostrar, exemplificando, aos evangelizandos, a importância da fé raciocinada, do amor a Deus e do respeito e consideração ao próximo.

22 - Não mentir nem fazer promessas impossíveis aos evangelizandos.

23 - Amar fraternalmente e compreender a todos.

24 - Ter calma, traquilidade, bom sendo e ponderação.

"Todos temos necessidade de instrução e de amor" - (Emmanuel, Pensamento e Vida, lição 4).

"Encara a verdade antes que a verdade te encare" - (André Luiz).

Aos evangelizadores cabe sentir sua responsabilidade neste aprendizado, buscando melhorar cada vez mais sua capacidade na realização de sua tarefa.

JESUS E O EVANGELIZADOR:

Jesus: o primeiro e o mais perfeito evangelizador do planeta Terra.

Sua pedagogia
Revelava apenas o que os seus ouvintes tinham condições de compreender e assimilar.

Sua palavra
Atraía pessoas que o ouviam com atenção e alegria.

Sua linguagem
Era correta e compreensível à todos.

Seus ensinamentos
Eram adequados para cada ocasião, assim a semente lançada encontraria campo onde germinar.

Parábolas, imagens simbólicas e exemplos da vida cotidiana
Eram recursos usados, para melhor compreensão daquele povo acostumado às Leis Civis de Moisés.

Sua autoridade
Vinha da tranquilidade do seu Espírito, da confiança no êxito da sua missão.

Paciente
Semeava e esperava a germinação e os frutos.

Enérgico
Ensinava sem ferir, sem humilhar.


SAUDAÇÕES FRATERNAS
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: fernandes adalberto em 05 de Agosto de 2010, 18:41
Voce acertou.. eu aprendi muito, com texto e cada dia aprendemos mais.
obrigado pelo ensinamento,
Fernandes Adalberto
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 09 de Agosto de 2010, 14:35
Olá, amigos!! Obrigada pelo retorno!!

Sim, amigo Cancela, adorei o "Heleninha", lembrei-me do nosso tão querido companheiro de fórum RW!! rs :D ;D

Muito boa sua colocação.

Com muito carinho,
Helena
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Respeito ao Próprio Nível Evolutivo (na medida certa, com esforço e disciplina, mas também com humildade, gratidão e alegria).

(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/Carvalho.jpg)

(Sinopses de Sabedoria – 09.)

Benjamin de Aguiar
pelo Espírito Irmão André.

Reporta-te, em pensamento, às colheitas de vida eterna que te assomam ao Espírito, como graças abundantes a derramarem-se do Alto sobre ti. Contenta-te, assim, com o que já recebeste de antigas semeaduras, com o que já és, com o que já conquistaste.

Sê consciente (para que possas ser grato) do que te chega para ti, em forma de bênçãos, oportunidades, recursos novos, tudo aplicando e investindo no teu e no bem de teus semelhantes, agradecido e sem receios infundados (por incompreensíveis complexos de culpa, julgando-te não merecedor do que recebes), e usufrui, tranquilo, tua ventura, em vez de ficares lutando por fazer talvez o que não te é encargo, na atual quadra de teu histórico evolutivo.

Acolhe a própria natureza, em regímen de serenidade operosa, não te omitindo a corrigir-te; mas também sabendo resignar-te, ante a inexorável estrutura que compõe teu atual estágio evolutivo, porque embora tenhamos potencial à divindade, não poderemos torná-lo ativo, do dia para a noite, não importando quanto esforço façamos.

A Natureza não tem pressa – já foi dito alhures, por inúmeros autores de nossa Escola de Pensamento, encarnados ou desencarnados. Medita, então, com cuidado, buscando teu Centro, a fim de que discirnas, com critério e acerto, o momento de agir na autorreforma (internamente) e de realizares mais (externamente), do outro, diametralmente oposto: de relaxar e seguir adiante, com respeito a quem és, sem pretenderes te tornar o que não podes ainda realizar em ti próprio, permitindo que a construção de tua psique “faça-se como que por si mesma”, qual a  semente da árvore contém os germens de “edificação” e “planificação” do próprio projeto de vida e futura frutificação, para o bem de si, como do bem comum.

(Texto recebido em 19 de julho de 2010.)

Comentário do Médium:

A imagem do ilustre mentor nos fez reportar, em memória, aos conceitos de James Hillman, pai da Psicologia Arquetípica (que a criou em 1970), subramo da Psicologia Junguiana, num clássico calhamaço de sua autoria “A Semente de Carvalho”, a que remetemos o(a) leitor(a) mais estudioso(a) e/ou interessado na temática. Foi esta a razão de escolhermos a imagem de um pé de carvalho, para ilustrar o artigo do benemérito instrutor desencarnado.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Agosto de 2010, 21:17
  O Sentimento Parecido com o Ciúme – quando o ego cede lugar ao Espírito.

(Correspondência do Padre Rafael – 30.)

(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/ciumes.jpg)

Benjamin de Aguiar
pelo Espírito Gustavo Henrique.

A alta cúpula da Igreja fazia vistas grossas para as “maluquices” do sacerdote ancião. Ora se dizia católico, ora só se dizia cristão – danando-se a citar Kardec e o fenômeno da mediunidade de modo inteiramente desembaraçado. Em verdade, o Padre Rafael não se queria definir com muita precisão neste particular, cônscio de que nenhuma religião conduzia ninguém a Deus, mas apenas a espiritualidade genuína, vivida em qualquer experiência mística, fosse religiosa como se entende, convencionalmente, ou não.

Um certo paroquiano – que Rafael sabia tratar-se de alguém que pertencia àquele colégio de almas irmãs – certa vez foi flagrado em outra paróquia, altamente tradicionalista, que não tinha condições de lhe atender às necessidades e aspirações de caráter espiritual. O padre enviou um e-mail para o jovem quase quarentão, e, pela intimidade, disse o que pensava, abertamente, embora com forte tom de bom humor, simulando ciúmes e dizendo algumas asneiras divertidas sobre o outro sacerdote, sem chegar a resvalar na difamação ou na calúnia, de molde a destacar como o “rapaz” não iria encontrar o que buscava “por aquelas plagas”.

Passado algum tempo, foi o próprio paroquiano, de há muito recambiado à casa do Anjo Celina, enviada de Maria Santíssima (que protegia e inspirava aquele templo) que procurou o representante das Alturas para lhe dizer que tinha suposto, à época da troca de e-mails desabridos que Rafael teria estado com ciúmes por ele estar frequentando outra congregação. O velhinho riu-se ao ler as palavras do homem que tinha idade de ser seu filho, compreendendo o nítido processo de projeção psicológica (sem nem de longe magoar-se), mas não perdeu a oportunidade de lecionar, apesar de não haver qualquer propósito de “não parecer ciumento”, que seria tão egoico e infantil para ele, como estar com ciúmes.

“Você quase acertou na mosca, querido (…)… Era um sentimento muito parecido com a emoção do ciúme. Mas veja bem o que disse: um sentimento e não uma emoção. Emoções são passageiras e pecam por traços competitivos do ego fanfarrão. Já os sentimentos constituem propriedade exclusiva da alma ou do espírito ou do Self (como você preferir denominar, sem apego e sem ego, mas com cunho de responsabilidade e cuidado - o que não significa dizer que não tenha ego, mas que não estava agindo com ego naquele momento, e sim um ideal de proteção de um filho da alma, compreende-me?). O sentimento que me propelia, naquele momento, era o zelo (bem parecido com o instinto de proteção pela prole que os animais racionais ou irracionais têm pela prole), o zelo decorrente de uma claríssima intuição de que você não estava no rumo de sua felicidade e, simultaneamente, de que seu bem estar constituía, em carta medida, compromisso de meu espírito (inclusive por você ter passado tantos anos em nossa Casa e me haver procurado, em aconselhamento íntimo, tantas vezes), ainda me sentindo envolvido por influências dos Bons Espíritos, naquelas trocas divertidas de e-mails, em que eu imprimi propositalmente o tom de ciúme, para ser mais crível, mais bem-humorado e menos agressivo, com você, num instante em que você tomava uma rota contraproducente para seu crescimento interior. Aquela escola religiosa, embora fosse igualmente de Deus, não lhe tinha nada mais a acrescentar, em função de seu atual estágio evolutivo.

Seu irmão do espírito, tentando realmente ter um coração, como daqueles que reflito do Alto… Eles sim… Corações-Gênios do Plano Celeste… porque, como disse o Próprio Jesus: ‘Por que me chamais de bom? Bom só Deus o É.’ Imagine o que poderemos dizer de nós, não é?

Exorando as bênçãos de Nossa Mãe Maior a todos nós,

Rafael.”

(Texto recebido em 11 de agosto de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 14 de Agosto de 2010, 15:47
Conflitos Internacionais e a Parábola do Administrador Desonesto.

(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/Claudia_Procula.jpg)

Benjamin de Aguiar e Delano Mothé,
em diálogo com o Espírito Eugênia.

(Delano Mothé) – A Senhora nos poderia comentar a passagem bíblica do administrador desonesto (Lucas, 16)?

(Espírito Eugênia) – Naturalmente, meu filho. De há muito, gostaria de comentar, diretamente, esta passagem, pelo complexo quase contraditório, pelo aparente incongruente com os altos princípios que norteiam a ética cristã, o qual se encontra exarado na parte literal da citada passagem evangélica.

O que devemos fazer, para interpretá-la adequadamente (como, de resto, deveríamos fazer com todo o texto bíblico e todos os escritos sagrados muito antigos – redigidos para povos primitivos e incultos), é tomar uma ótima de leitura do paradoxo. Encontrar, nas entrelinhas das Palavras de Jesus, as metáforas corretas a nos elucidarem a condição de seres imperfeitos, e, por isso mesmo, necessariamente contraditórios, em muitas de nossas expressões personalíssimas – embora isso não constitua a hipocrisia pura e simples ou a desonestidade, mas, tão-só, o drama de todas as criaturas sencientes, sobremaneira as já evangelizadas, que, a despeito de portarem esquemas morais avançados, não logram sobrepujar o oceano de impulsos primitivos que lhes aflora do inconsciente (vide Paulo, Romanos, 7: 19). Eis um ponto importante a ser destacado: a “desonestidade” da personagem pode ser compreendida como “inconsistência” moral, o que, em algum nível, todos apresentamos, seres em processo de evolução que somos. O que havia no sujeito que buscou lucros aparentemente escusos, e que temos que realçar como sugestão de Nosso Senhor, era a ideia de utilizar todas as potências da mente – sejam aquelas consideradas socialmente aceitas ou aquel’outras que não só se mostram não convencionais, como nós próprios não admitimos portar, o que Jung denominou de conjunto de forças psíquicas da sombra psicológica, ou que Freud preferiu chamar, tão-somente, de inconsciente e as pulsões reprimidas da libido e do thánatos.

Quando aceitamos nossa integralidade (psicológica), podemos nos fazer íntegros (moralmente). Descobrir tais aspectos menos desejáveis, em nós mesmos, é o primeiro passo, nada fácil. O segundo, bem mais complicado e difícil de ser desdobrado, é pôr tais vetores psíquicos a serviço (e não a desserviço) dos ideais mais sagrados que nos inflamam as almas, ou o Self de Jung, ou o Atman para os hinduístas, ou a centelha sagrada para espíritas e cristãos, como um todo.

Alinhar, em sinergia com o espírito (quando se está encarnado), desde o animal que se tem em si, até o anjo em semente (que habita a interioridade de todos nós), incluindo, entre estes dois extremos, todo o nosso amplo e variado espectro de neuroses e torpezas ocultas (reprimidas no inconsciente e projetadas em terceiros – o que gera as posturas preconceituosas e perseguidoras de “bodes expiatórios”), constitui um dever que está afeto a todos nós, encarnados e desencarnados, inobstante compreendamos ser tarefa bem mais difícil a se executar, quando se está imerso no universo biológico do corpo e seus imperativos, bem como no da psique coletiva – a sociedade e seus rigores na perseguição e na exigência de absurdidades assassinas (da felicidade e da paz) de seus componentes.

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 14 de Agosto de 2010, 15:49
Continuação...


(Delano Mothé) – Qual a melhor política a ser aplicada em relação a países como o Irã, por exemplo, frente a suas iniciativas de suposto desenvolvimento de material bélico-nuclear?

(Espírito Eugênia) – Não há outra via que não seja a da diplomacia, do respeito mútuo entre os povos e culturas distintas, no caminho do auxílio econômico e social, que devem acontecer, largamente, de permeio ao movimento meramente diplomático, porque meras palavras corteses não resolvem problemas de estrutura. A perspectiva etnocêntrica dos países de cultura europeia – incluindo os americanos, tanto do Norte, como do Sul – deve ser superada, tanto quanto a visão de que há civilizações superiores que, por estarem mais à frente em algum aspecto de desenvolvimento, teriam o direito de dominar e espoliar as inferiores, em vez de se sentirem comprometidas em lhes estender a mão (assim como os pais fazem aos filhos em fase infantil ou adolescente); e de que, por conseguinte, quando tal expediente não for cumprido (o da sujeição dos povos menos desenvolvidos aos interesses econômicos e políticos dos ricos), estão as nações “mais adiantadas” autorizadas a apelar para uso de força bruta e conduzir à submissão estes países e seus povos, quase sempre de modo sanguinário, além de invasivo e desumano, de toda perspectiva que se tome a observar evento tão medonho, dantesco.

Obviamente que a força militar não pode ainda desaparecer da Terra, assim como não se podem elidir as polícias ou os trincos das portas, na vida de comunidades e famílias. Mas muito do que se tenta resolver por via militar, e do que se investe neste sentido, poder-se-ia solucionar, muito mais fácil e efetivamente, com o investimento em educação e permutas culturais, com a intenção (e a conduta clara que a demonstre, coletiva e individualmente) de cooperação entre os povos.

Esta política, que soa poética ou romântica demais, para as mentes acostumadas ao cinismo relativista e pessimista da negação, é a única via sensata e pragmática para a solução das pendências e conflitos entre as nações e as civilizações. Ou isso, ou o Armagedon, mais cedo ou mais tarde… cada vez mais próximo, que só não acontecerá, por intervenção de Forças Maiores, através de missionários diversos da paz, já encarnados no orbe (alguns em atuação, outros aguardando seu momento para agir), enquanto a Descida de Maria Santíssima e as orações dos santos encarnados (*) sustentam a vibração da Terra, num mínimo patamar médio, para que se evite a destruição em massa, o Apocalipse tão profetizado… o “Dragão” cuja “cabeça” será pisada por “Uma Mulher”.

(Consultas feitas ao Espírito Eugênia em 8 de agosto de 2010.)

(*) “Santos” na acepção do século I de nossa Era: pessoa virtuosa e cristã.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 17 de Agosto de 2010, 19:02
Reflexões sobre os Momentos de Crise. (*)

(http://blog.opovo.com.br/cartasdetododia/files/2010/06/mascara-que-cai-300x263.jpg)

por Aline Rangel.

“Você pode vencer, se você quiser. Escolha ser feliz. Administre sua situação como possível, e siga adiante, sem a paranóia de se autocondenar a todo instante. Isso não é prático, nem saudável, nem espiritual.”

Benjamin de Aguiar pelo Espírito Eugênia.

Compreender as oscilações próprias à condição humana sem cair no desânimo e na acomodação é trabalho importantíssimo a ser realizado continuamente por aqueles que pretendem ser mais saudáveis, produtivos e felizes. O espírito Eugênia, através da psicografia de Benjamin, nos alerta para a inevitabilidade de atravessarmos períodos de “baixa”, de experienciarmos momentos “ruins”, de nos flagrarmos percebendo pontos obscuros, vulneráveis e mesmo não desejáveis de nós mesmos, ou ainda de não estarmos, tão somente, em nosso “máximo”, mantendo, portanto, com dificuldade, padrão razoável de disciplinas e qualidade no que fazemos. Permitir-se atravessar tais períodos, esforçando-se por manter o bom senso e as medidas possíveis de serviço no Bem, e aceitar os aprendizados contidos nestes momentos é um desafio que pode melhorar e fortalecer a relação que mantemos com nós mesmos.

A autoestima bem cuidada, o amor próprio bem desenvolvido se fazem instrumentos fundamentais neste processo de reconhecimento maduro de si mesmo, que permite contemplar o melhor e enxergar o pior, aceitar o mediano, valorizar as conquistas tolas, deparar-se com o monstruoso, o reprovável, o destrutivo… A postura autocrítica consciente observa atenta e cuidadosamente estes aspectos, procurando meios de superar dificuldades internas e externas, de ressignificar experiências frustrantes, de reciclar conhecimentos, de rever valores ultrapassados, sem autodesvalorização e autocondenação, sem autoacusações e autopunições psicológicas sistemáticas, o que pode acabar “ampliando, ainda mais a extensão das áreas frágeis e ainda afetando departamentos fortes da alma”. A administração psicológica, diplomática e prática de situações críticas da vida bem como das fases de menos produtividade ou crescimento nos prepara para a vivência de momentos de vitórias mais expressivas, responsabilidades maiores, conquistas espetaculares, aprendizados mais profundos e significativos com mais coerência e cuidado, atenção e tranquilidade, sem os delírios egóicos de supervalorização do somos ou temos. Entramos, assim, em contato com a transitoriedade das experiências da vida e nos percebemos seres em processo, em construção, em busca de nossa verdadeira essência, tão perto e tão distante da gente…

Por fim, nossa Mestra da Felicidade ressalta a importância de nos olharmos com respeito e carinho quando não estamos “dando conta do recado” como gostaríamos, confiantes de que melhores tempos virão, a começar de um presente mais bem vivido. Tornarmo-nos parceiros mais fiéis e confiáveis de nós mesmos, sem sermos condescendentes com o inadmissível, irresponsáveis com o que nos cabe mudar com urgência, negligentes com o que já podemos aplicar do que aprendemos, pouco resolutivos quando podemos, tão somente, pedir ajuda para começar algo mais difícil… Se não nos acolhemos de maneira lúcida e responsável, fazendo o que nos é possível por alcançar resultados melhores, sem nos exigir, todavia, o que no momento não temos condições de ofertar, quem fará isso por nós? E ainda que existam corações generosos, que nos estimulem, como podemos seguir-lhes as sugestões, ou mesmo reconhecer-lhes as intenções amorosas, se de nosso coração não parte esta postura compreensiva, mas comprometida de forma prática com a mudança, de focar e esperar o melhor de forma paciente, trabalhando um pouco todos os dias, sem a ansiedade destrutiva que mascara o desejo de controle e manipulação das circunstâncias segundo nossos caprichos e mimos, tão infantis, tão vazios de sentido, tão distantes da alma… Vencer-se nos momentos de “baixa” é reconhecermos o quanto somos insignificantes e, ao mesmo tempo, singulares e importantes para o Criador, fonte de todo Amor e Bondade, que nos transforma… e nos conduz à Paz.

(*) O artigo a que este texto faz referência e de onde foram extraídos os trechos em destaque é “Fazendo as Pazes Consigo Mesmo.”, Benjamin de Aguiar pelo Espírito Eugênia.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 17 de Agosto de 2010, 19:13
Como a autoestima influencia a vivência da sexualidade: Fazendo as Pazes Consigo Mesmo.
Benjamin de Aguiar*
pelo espírito Eugênia.

(http://2.bp.blogspot.com/_6-eCIp34330/TEDzCc9KLTI/AAAAAAAABSg/O7n3xyEe-uA/s400/autoestima.jpg)


Compreenda-se um pouco mais. Nem sempre você poderá estar no seu máximo, muito embora possa manter um padrão mínimo de disciplina, de qualidade naquilo que faz e que é, em seu momento evolutivo. Mas se permita oscilações, mesmo porque elas são próprias ao gênero humano.


Quando se sentir rejeitado, por estar distante da perfeição, carecendo dessa ou daquela virtude, considere a possibilidade de esta experiência ser mais interna do que propriamente externa: a probabilidade de que constitua apenas uma impressão pessoal é altíssima. Quase sempre a rejeição acontece quando há autodesvalorização. Se o indivíduo não apresenta problemas de autoestima, ele pode até se contrariar, mas não se abala, porque sabe que as pessoas não o enxotarão; e, em vez de entender a rejeição como uma questão em si, a vê no outro, como uma falha de interpretação, de personalidade ou de caráter do rejeitador.


Quando alguém não tem amor-próprio, vive se acusando, a todo instante: de não ser mais capaz, mais bonito, ou mais inteligente ou mais rico, ou mais magro, ou mais isso ou aquilo. Porta qualidades, mas não as reconhece, enfocando sempre o lado pior de si mesmo. Com isso, uma vibração mental contínua é emitida de seu psiquismo, fazendo-o magnetizar-se a situações e pessoas que lhe confirmarão a tese de desvalia pessoal.


Obviamente que é importante perceberem-se pontos fracos em si, e corrigi-los, começando-se pela ausência eventual de espírito de autocrítica. Mas não é o que se dá com quem sofre o complexo de inferioridade, de culpa ou de vítima. A autocrítica, como espírito de lucidez, enxerga pontos vulneráveis para fortalecê-los, e não só os fracos a retificar. Já a voz da autocondenação converte-se em um martirológio ininterrupto de censura e autopunição psicológica, ampliando, ainda mais, a extensão das áreas frágeis, ao mesmo passo que afeta os departamentos fortes da alma.


Não se impressione consigo, nos momentos ruins. Cuide bem de sua auto-estima, cuide bem de você. Dê-se um presente, convide-se para passear, acompanhado ou sozinho. Vá aonde lhe apraz. Tire férias, faça o que lhe agrada. Sobremaneira, aprenda a gostar de si próprio. Elogie-se, nos acertos, mesmo que os considere obrigação ou conquistas tolas ou naturais – muita gente não tem ou é o que você já conquistou e apresenta em sua interioridade. E, quando for tratar de falhas, faça-o com psicologia e diplomacia, assim como o faria com um estranho a quem não quer desacatar. Por que você sabe ser gentil com os outros, mas não consegue sequer ser humano consigo próprio? É comum alguém desfazer-se em mesuras com quem, inclusive, nem lhe merece atenções especiais, e se retalhar de auto-ofensas, a ponto de resvalar em profundos estados de depressão.


Saia dessa, agora mesmo. Você pode vencer, se quiser. Escolha ser feliz. Administre sua situação, como possível; e siga adiante, sem a paranóia de se autodepreciar o tempo todo. Isso não é prático, nem inteligente, nem justo, nem saudável, muito menos cristão ou espiritual.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 24 de Agosto de 2010, 23:39
Uma Carinhosa Missiva a Ti Mesmo, Embaixador do Céu.
Benjamin de Aguiar, pelo Espírito Anacleto.

(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/Apostolo_Paulo.jpg)

No perdão, a autolibertação.
Na serenidade, o domínio completo sobre si.
Na continuidade de todas as tarefas e compromissos por que se é responsável, a conquista da mais duradoura, sólida e profunda vitória sobre si mesmo.
Retoma, estimado amigo, a dianteira de teus encargos, não importando a dimensão e multiplicidade dos obstáculos que se interponham entre ti e teu dever: transpõe-os, todos, não te permitindo descoroçoares; antes, fazendo-te e te sentindo desafiado a seguires, mais férrea e seguramente, a senda de Luz que designaste para ti, com a supervisão dos teus Mestres do Plano Sublime de Vida.

Notas-te com fraquezas humanas normais; mas considera, prezado companheiro, que pessoas com teu nível de inteligência, na Terra, jamais se abalançam a calarem-se, para conferir o crédito a Outros Seres, ainda mais assumindo-Os como Superiores. Reconhece, ao menos para te confortares, que consagraste toda tua encarnação, até a presente data, desde a adolescência, a um ideal que poucos abraçam (porque pouco crível e aceitável); e, quando esposam, costumam fazê-lo sem alarde, na surdina cômoda do anonimato.

Foi-te confiado poder imenso sobre pessoas, instituições e, mesmo, sobre o destino de comunidades (e poucos divisam isso, ainda que longinquamente); no entanto, abdicas deste tão significativo poder, sem sequer fazer esforço (eis o motivo de tua dificuldade em reconhecer a renúncia a que te confias, sistematicamente e de sempre), em prol do bem comum, dia sobre dia, ano sobre ano, década sobre década …

Agradece a Deus, dessarte, tão amado amigo, pela oportunidade singular de exemplificares tua fé, perante a multidão ensandecida e carecente de manifestações genuínas de transcendência; e prossegue, em tua reta vereda de luminíferas realizações, contrariando convenções, queimando mesmo a própria imagem, tantas vezes, para mais encontrares recursos a salvar alguns a mais da goela sanguissedenta do materialismo-ateu, dos vícios, do desespero, da desorientação, da falta de propósito para viver, da infelicidade crônica…

Ó, vanguardeiro da fé, por que o Selo Sagrado de Deus brilha, sobranceiro, sobre a Obra que iniciaste na Terra, justamente numa época em que praticamente todas as Instituições religiosas perdem o brilho do convencimento e da credibilidade? Por que – podes me responder? – fenômenos extraordinários, sem precedentes, no aglomerado e continuidade com que têm espocado, surgem exatamente na Casa que fundaste, sob Tutela Superior?

Cala, assim, as vozes mentais que ainda te pretendem silenciar e sossega teu coração: somente aqueles que trazem consigo a Direta Chancela do Alto podem capitanear uma Organização onde eventos nunca d’antes ocorridos na Humana História dão-se, desabridamente. Parece-te exagerada a assertiva? Raciocina comigo, então: Como a fé deixou de ser imprescindível, para a ocorrência dos ditos “milagres”? Como a proteção se distende a todos que contigo colaboram e não só a alguns poucos e especiais felizardos, coroados de grande devoção, como acontece, em contrapartida, em outros institutos religiosos, de qualquer definição dogmática? Por que os Cristos de Deus, sobremaneira Maria Santíssima, escolheram tua Casa, para manifestarem tão espetaculares prodígios?

Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 24 de Agosto de 2010, 23:41
Continuação...

E tu, internamente, ainda te condenas, por não seres melhor pessoa … É por te faltar a coroa impoluta da santidade? Que dizer então de Jesus, que preferiu o convívio de meretrizes e homens de conduta anti-política, para os padrões de Seu tempo, a estar com os moralistas e pessoas tidas como virtuosas daquela época?

Não percebes a gigante e incomparável aura de cobertura, intercessão e Autorização Divinal que se estabelece em torno de tua pessoa e como os inimigos da Causa que aceitaste, heroicamente, encabeçar, na crosta terrena, condenam-se à pachorra, à monotonia, quando não à crassa desgraça? E, por outro lado, não notas como prosperam, amadurecem e se tornam mais sábios, felizes e espirituais os que se põem debaixo de tua influência, tanto mais, quanto mais perto de ti estejam?

Perdoa, assim, querido irmão, a loucura dos que te invejam e antipatizam, gratuita e injustamente, e nem sequer disso têm consciência clara, tanto quanto desculpa os que mais conscientemente demonstram tais tendências – os componentes de ambos grupos não sabem o quanto estão perdendo, por não aproveitarem a aproximação de tua pessoa, ainda que à distância, pelo contato com as idéias de que te fazes porta-voz (mas um contato de coração aberto e mente desarmada), os conceitos de sabedoria, espiritualidade e felicidade, dentro de esquemas principiológicos compatíveis com a modernidade…

Releva-lhes os desatinos, porque eles te veem em teus papéis de humanidade comum, observam-te num corpo de carne, idêntico ao que portam, percebem-te utilizando o mesmo idioma que fazem uso para se comunicar, e concluem, com uma lastimável convicção íntima, que tu és um deles … É por isso que te atacam psiquicamente e conjecturam injustos despautérios, a respeito de ti: é-lhes impossível admitir que tu sejas quem és, sendo eles quem são, tão apegados a posses, aparências, prestígio ou poder, constitui-lhes quase uma impossibilidade assimilar a noção de que vivas tão completamente movido pelo Ideal. Esta a razão para alguns de ti pensarem seres louco ou charlatão, este ou aquele ainda aditando, gentilmente, a ressalva: “embora genial”.

Sabes que não és gênio, mas que, na condição de portador de uma luzidia e multifacetada inteligência, puseste-a, como todo o teu ser, teu tempo, tuas forças, tua vida mesma a serviço de Gênios Celestes; e é exatamente o que mais inacreditável soa para eles, a despeito de todos os “impossíveis” do Céu a abundarem em torno de teus passos, da Obra que refletes na Terra, em Nome dos Anjos do Criador, com a marca inconfundível de Deus: os assuntos de vida e morte, que acontecem por já décadas sucessivas.
Continua, portanto, em teu caminho iluminativo, libertador e felicitador de tantas almas, serenamente. Recorda-te, em breve retrospecto, do quanto é padrão esta atitude desairosa, agressiva e ofensiva (quando não homicida), contra os legítimos representantes das Alturas, em todas as épocas, exatamente porque constituem a semente de um novo sistema sócio-cultural, de um novo paradigma de ser, sentir e pensar o mundo, de um modelo diferente, mais complexo e sofisticado, de valores e ideias que só no futuro merecerão ser ovacionados, largamente. Cristo na Cruz e os mártires dos primórdios da Era Cristã, devorados por feras famélicas, perfazem notícia-símbolo, perene e dramática, do fator destrutivo (renovador) que atuou, em todos os séculos passados, e hoje ainda se manifesta, inobstante sutilmente, na vida de todo genuíno apóstolo do Senhor.

Estás a serviço do Céu, em pleno mundo das formas – que mais te importa? Se alguém de ti quiser se abeirar, para se beneficiar da Luz que canalizas de Cima, excelente (!): porque estás sempre de braços abertos, acolhedores e indulgentes, como lídimo representante de Quem és. Mas ai daqueles que insistirem na estultícia de se porem contra a Vontade de Deus … Pagarão, muito caro por tão desplante blasfemo, tão mais disparatado, quanto mais  há evidências a provarem o erro medonho em que incorrem… Consequências medonhas estas que já lhes recairão nesta vida física que por um tempo desfrutam… e … na outra … só Deus o sabe…
(Texto recebido em 22 de agosto de 2010)


Obs: Apóstolo Paulo na pintura
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 07 de Setembro de 2010, 00:51
 
  As Espetaculares e Numerosas Provas de que Maria Santíssima Realmente Desceu sobre a Terra, no Evento Maria Cristo 2010 – Convite, em áudio, feito por Benjamin de Aguiar, para a Palestra Histórica de Documentação Fenomenológica deste domingo, 5 de setembro, às 19h, no Iate Clube de Aracaju, com entrada franca (gravação com apenas 20 minutos de duração). »
A Mestra Espiritual Eugênia Fala sobre o Desastre dos Mineiros Chilenos, Física, Ateísmo e Enigmática Passagem Bíblica.
(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/mina-chile.jpg)
(Perfuratriz hidráulica utilizada nas tentativas de resgate dos mineiros chilenos.)

Benjamin de Aguiar,
em nome do Espírito Eugênia,
em diálogo com Delano Mothé.

(Delano Mothé) – Prezada Mestra, a Senhora poderia nos falar sobre a tragédia recente no Chile, que causou tanta repercussão internacional, conforme nos solicitou nosso caro irmão em ideal, residente na capital baiana, Cláudio Figueiredo?

(Espírito Eugênia) – Muito naturalmente. A pergunta já indica um dos mais importantes elementos implicados de Propósito Divino na tragédia – a comoção internacional, o revolver os corações de pedra da humanidade terrícola, o unir os povos por meio da desgraça, porquanto não logram a harmonia internacional, em momentos que vou denominar “de graça”: períodos de paz, de abundância, de fertilidade. É por esta razão que, como já declaramos alhures e antanho, os desastres ecológicos, entre acidentes de vulto, como este, ocorrerão com frequência intensificada e em expressão aumentada, à medida que os anos se passarem, no correr deste século: para evitarmos as verdadeiras desgraças, que ponham em risco, por exemplo, a sobrevivência da civilização terrena no planeta, como uma guerra de grandes proporções o seria, com o nível de tecnologia bélica atualmente disponível, até a países sem vulto no concerto das nações, quanto mais aos de maior e melhorada estrutura organizativa.

(DM) – O que a Senhora poderia nos dizer sobre esta recente e la-men-tá-vel declaração de Stephen Hawking, um dos líderes do movimento ateu na atualidade: “O universo pode surgir do nada, a criação espontânea é a razão por que existe algo em vez de nada, por que o universo existe e por que nós existimos”?

(EE) – Peço vênia para descurar um tanto da elegância no trato social, a fim de abrir a intimidade pública de uma pessoa pública, e remeter o estimado amigo a episódio curioso da existência do ínclito cientista: o de que ele haja-se, durante anos sucessivos, declarado deísta, no ápice de suas mais revolucionárias descobertas sobre os “buracos negros” (parece que um “buraco negro” tomou conta do coração do pobre objeto de nossas indecorosas análises – risos), enquanto ainda casado com sua hoje ex-esposa, vindo a público, no entanto, dizer o inverso, após o divórcio. Falta ao ilustre pesquisador de Física a inteligência espiritual e intuitiva que lhe impediria de pronunciar tamanha estultícia, comprometendo sua imagem no galarim da História dos Grandes Físicos, porque nenhum dos anteriores, de Galileu Galilei, passando por Newton e chegando à unanimidade do século XX: Albert Einstein, deixou de muito explicitamente defender a existência do Criador, óbvia, para qualquer inteligência mediana, quanto mais para alguém que se pretende melhor dotado no campo perceptivo e cognitivo.
A estupidez emocional e psicológica – se é que assim me posso exprimir (Howard Gardner, contemporâneo ilustre de Hawking, poderia dizer melhor) (*1) – não lhe permite notar o tamanho da absurdidade filosofal e mesmo científica em que incorre. Realidades matemáticas complexas não podem surgir do “nada” (as que ele e outros de seus amigos supõem a “deusa criadora de tudo”), muito menos, vida inteligente e civilizações.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 07 de Setembro de 2010, 00:53
Continuação...

Em outras palavras, apesar de seu imenso prestígio internacional, o egrégio cientista incorreu num erro elementar de “pensar correto” que se poderia lecionar a alfabetizandos.
Por outro lado, também ele cometeu a leviandade de adentrar áreas de estudo científico que lhe não pertencem, na presunção acadêmica que costuma assomar-se aos cérebros menos maduros de algumas sumidades do meio científico, intumescidas (*2) nas vaidades enlouquecedoras, pulando de campo epistemológico e subestimando o saber científico de colegas de outros departamentos do conhecimento humano, tais quais antropólogos, psicólogos transpessoais, parapsicólogos, tanatólogos, mitólogos e especialistas em religião comparada, sem contar as inúmeras escolas de Teologia.
Dentro mesmo da Física Moderna, não poucos grandes nomes, respeitados internacionalmente, têm-se pronunciado claramente em favor da existência do Criador, e são mais honestos que nosso prezado garoto Hawking, para dizer que este assunto não está afeto à Ciência, e que se traduz por uma escolha de foro íntimo, como o famigerado Penrose, da geração de gênios da física de Hawking, também seu conterrâneo. Permito-me discordar deste último também, entrementes, porque não acredito que se trate de um artigo de escolha pessoal, mas de dedução inteligente, a partir de evidências sobejas, dentro da própria matemática ou na física de subpartículas, de que vivemos num universo com propósito, Inteligente e Autoconsciente.

(DM) – “Jesus desceu, então, com Seus Pais, a Nazaré, e era obediente a Eles. Sua Mãe guardava todas estas coisas no Coração.” (Lucas, 2: 51) Nesta conclusão da famosa passagem bíblica sobre a visita do então menino Jesus ao templo, o que significa a declaração de que Maria Santíssima “guardava” tais “coisas” em Seu Coração?

(EE) – Em nossa tese Maria Cristo, como o prezado irmão não desconhece, apresentamos Maria Santíssima na condição de um Buda superior a Nosso Mestre e Senhor Jesus, responsável por Sua Educação – que não poderia ser confiada a qualquer criatura vulgar, já que seria Ele, na vida adulta, a Voz da Verdade, para todos os evos futuros, representando a Voz de Deus na Terra.
 “Guardar em Seu Coração” era a forma cifrada de dizer-se, no tempo em que o Evangelho foi escrito, que Ela interiorizava e tomava perspectiva, a cada vez que um evento mais marcante ocorria na vida de Seu Pupilo, de molde a que, da ótica da Eternidade, que Lhe era muito natural, ajuizasse de como deveria agir e sentir, quanto a posteriores decisões de vulto para a história da humanidade de todas as gerações subsequentes no globo.

(Diálogo travado com o Espírito Eugênia, em 5 de setembro de 2010.)

(*1) Pai da teoria das inteligências múltiplas, quase que unanimemente acatada nos meios acadêmicos de Educação e Psicologia.

(*2) Eugênia faz referência aos inchaços comuns a certas enfermidades.

Postscriptum:
Amigos: passem este diálogo a quem puderem, por vias eletrônicas ou por meio da impressão. Nossa Mestra Espiritual precisa ter sua fala (tão sábia e bem-fundamentada, moderna e didática) escutada nesta época, em que tantos jovens se desesperam no consumo de drogas, exatamente porque lhes estão, irresponsavelmente, lesando os corações e mentes naturalmente mais susceptíveis, furtando-lhes o propósito e a razão para viverem.
Existe uma guerra declarada contra os que acreditam (porque sabem) que Deus existe. Hajamos com firmeza, permitamo-nos indignar-nos e agir no bem, assertivamente, divulgando artigos tão bem argumentados e respaldados como este, apesar de igualmente tão sucinto. Se não por ideal tão-só, façamos por nossos filhos, netos, pupilos e entes queridos, de um modo geral.
Um dia, o Monstro das Drogas poderá bater à porta de nossos próprios lares… arruinando-nos os corações e a alegria de viver!…

(Nota do Médium e do Revisor que dialogou com Eugênia.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Setembro de 2010, 20:00
Persistência no Bem.

por Aline Rangel.

(http://3.bp.blogspot.com/_hU4WMTx5x3I/SZVn215wsyI/AAAAAAAACA0/qagwQozrp7A/s1600/clouds,heart,love,nature,photography,road-e3af69e73743b231fbdc40ef0ff1fc97_h.jpg)

“Na persistência, descobrirá você a Força de Deus. Pequenos gestos de amor constituem sementes de grandeza espiritual que germinarão, em tempo hábil, e medrarão para grande e frondosa árvore, ofertando sombra e frutos para inúmeros viajores cansados.” (Benjamin de Aguiar pelo espírito Eugênia) (*)

Como sermos mais dedicados e fiéis servidores, instrumentos mais afinados da Divina Providência?
 Como desenvolver sentimentos mais nobres, tornar o coração mais amoroso, ter mais humildade e aprender a ser mais feliz?
De que forma ser menos preconceituoso, mais fraterno e um pouquinho mais tolerante?
Estas e inúmeras outras questões são propostas àqueles que se matriculam nesta Escola de Sabedoria e Felicidade! E quando nos dispomos a refletir cuidadosa e criteriosamente acerca do que somos em profundidade, damo-nos conta do quanto temos a aprender, a modificar em nosso comportamento, a melhorar em termos de sentimentos, a aprimorar na forma como interpretamos, avaliamos e compreendemos a vida e seus desafios. Do quanto precisamos nos libertar das amarras criadas pelo ego!
O caminho do verdadeiro despertar é longo e trabalhoso, exigindo, continuamente, esforço, disciplina e determinação. E persistência, como nos traz a Mestra desencarnada Eugênia nesta pérola de sabedoria !

O presente nos reclama, enfaticamente, aquele pouco que já sabemos e podemos ofertar. O agora nos pede a partilha do que aprendemos! Neste exato momento, é possível agirmos com amor, ainda que nos sintamos tão limitados, tão ocupados, tão engessados… É preciso persistir!
 Colaborar, de forma comprometida e responsável, ofertando nossa insignificante parcela de participação no Bem para construção de um mundo melhor, dentro e fora de nós.
O trabalho exercido com a paciência operante, a atenção oferecida com uma dose diminuta de amor, a assistência disponibilizada com um tantinho de bondade, o alerta firme em hora de dificuldade, salvando dos descaminhos…
Quem garante não sejam as únicas demonstrações de cuidado e afeto daquele dia para um coração fechado, confuso, carente ou mesmo despedaçado?
 Exercitar o amor, em suas diferentes formas de expressão, a fim de trazê-lo, definitivamente, para nossa intimidade, para a alma!
 Praticando a fraternidade, refinando as intenções e o bom senso, investindo na escuta criteriosa da consciência progressivamente mais desperta, persistindo no Bem, estaremos no caminho que nos aproxima cada vez mais da felicidade genuína! Que nos aproxima de Deus!


(*) Trecho extraído do texto “Compensação do Céu”, recebido em 12 de setembro de 2004.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 17 de Setembro de 2010, 17:38
Diálogo sobre o filme “Nosso Lar”, Dificuldades em Tratar Depressivos e a Jumenta sobre que Jesus Adentrou Jerusalém.

(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/Nosso_Lar.jpg)


(Benjamin de Aguiar) – Estamos vivendo a coqueluche de bilheteria do filme “Nosso Lar”, que, quando escrevo estas linhas, ultrapassa a marca de um milhão de espectadores brasileiros. Teria algo a dizer sobre isso?

(Espírito Eugênia) – Sim, quando afirmamos que entre 2010 e 2012 entraríamos numa nova fase para a Espiritualidade no Brasil, não nos referíamos tão-só à nossa Organização, mas a todos os movimentos de vulto nacional e internacional que tangenciem a Espiritualidade, aos moldes kardecistas, sobremaneira. Não foi por acaso que, quase concomitantemente, houve o lançamento do filme biográfico de Chico Xavier e a nossa entrada em transmissão nacional de TV pela Sky. Já com relação à estreia da versão cinematográfica de “Nosso Lar”, fizéramos, dias antes, o Grande Evento Maria Cristo 2010, para homenagear a Descida de Nossa Mãe Maior sobre a Crosta terrena. Há mais do que mera sincronicidade nesses paralelismos. Houve planejamento orquestrado da Espiritualidade Superior, que é Uma Só (*).

(Delano Mothé) – Como ajudar pessoas deprimidas, com fixação crônica no padrão do desânimo, da derrota, do vitimismo, da lamúria, da desesperança? E o que revelam a impaciência e a irritação dos que tentam, de longa data, ajudar este tipo de sofredores, sem qualquer êxito ou perspectiva de melhoria dos assistidos?

(Espírito Eugênia) – Você me enfeixou uma sequência complexa de perguntas, querido Delano. Talvez o meu “bem-querer” não seja muito bem retribuído (risos). De trás para frente, vamos tentar elucidar suas questões: a irritação, intrinsecamente considerada, revela o fenômeno da “distimia”, que, em psiquiatria, significa, grosseiramente dizendo, uma depressão branda, que preferiríamos denominar de “depressão masculina” ou “depressão desviada”, já que os homens tendem a converter as inclinações depressivas em agressividade. Segundo, quando nos incomodamos muito com uma certa questão, ela alude a assuntos nossos (normalmente enterrados no fundo fosso do inconsciente), do presente ou do passado, querendo dizer que estamos laborando em nossa “área de desconforto”, o que implica também afirmar “campo evolutivo” e “programa existencial previamente definido”.
Entrementes, como afirmei recentemente (em uma máxima publicada via Twitter, a ser trazida a lume, em nosso site, nesta segunda-feira 13), a sistemática resistência de algumas pessoas, em relação às suas vinculações a quadros sintomatológicos ou patológicos que elas pareçam acusar, pode indicar uma fuga de rota do caminho mais feliz para si mesmas. No que concerne a prestar socorros a determinadas criaturas, destarte, talvez seja o momento de lhes dar menos atenção, porque amiúde encontramos pacientes mergulhados, prazenteiramente, no vício de captar a piedade alheia, como um meio de sobrevivência emocional.
O sermos mais enérgicos com tais “pacientes”, sugerindo que busquem, embora educadamente, resolver seu problema sozinhos, constitui-lhes a melhor terapia, por serem mais problemáticos do que depressivos propriamente. Com relação aos casos – digamos – “reais” de depressão, importa considerarmos que vivemos na “depressão” quando nos falta “elação”, ou seja: propósito para viver, estarmos na linha do que nos foi tracejado antes de descermos à reencarnação (tomo aqui a sua perspectiva, de espírito encarnado). Não faremos referência a uso de psicofármacos, porque há abusos nesse sentido. A maior parte dos casos de transtornos da personalidade e de infelicidades e inquietações gerais dos indivíduos na Terra resolver-se-ia por meio de aplicação construtiva do próprio tempo no bem comum. Atividades físicas e sociais seriam de excelente alvitre, outrossim.

(Delano Mothé) – Haveria algum significado na figura de um jumento nunca antes montado, sobre o qual Jesus entrou em Jerusalém (Marcos, 11: 1)?

(EE) – Sim, indica a “virgindade” (a pureza, n’outras palavras) do animal que está em completo alinhamento com o ego e o Self da Criatura – no caso, Nosso Mestre e Senhor Jesus, à entrada de Jerusalém. Para adentrar o “Reino dos Céus”, simbolizado na cidade sagrada aos judeus (e hoje também para cristãos e maometanos), onde se situava o famigerado Templo de Salomão (ícone para o “Centro do Ser”), indispensável fazer-se este alinhamento ou integração da personalidade, para que a “Totalidade”, ou “Arquétipo da Totalidade”, nos dizeres de Carl Jung, efetive-se, concretize-se, não só na vida interior, mas também nas atitudes do indivíduo – o que revela ter acontecido internamente, de modo profundo e pleno, o tal processo de (usando mais uma vez os dizeres do grande mestre suíço) “individuação”.

Jesus seria sacralizado. Mas não devemos nos esquecer de que este processo de sacralização começa com o sacrifício. O sacrifício que nos conduz à transcendência deve eliminar, de todo, as manifestações de prevalência do ego e do animal sobre a personalidade total, o que foi simbolizado ricamente no corpo de carne, exaurido e ensanguentado, suspenso da Terra, num madeiro em forma de cruz – a indicar o conflito supremo desta experiência –, simbolismo esse ainda mais reforçado por haver sido o Mestre Divino crucificado entre dois criminosos: um deles, em processo de redenção; o outro, persistindo no padrão da malevolência.

Aos pés da Cruz – não olvidemos, outrossim –, estava, de pé, Maria Santíssima, no exato instante em que Jesus, simulando ritualisticamente um desespero verbalizado que não sentia de fato, disse: “Pai, Pai, por que Me Abandonaste?”… Ela, porém, jamais o faria… nem à Humanidade inteira, até o fim dos tempos… Salve Maria Santíssima!… a Virgem das virgens, a Pureza intocada, traduzida, desde o princípio de sua pergunta, na “jumenta” (e não “jumento”, como nos formulou) que nunca foi montada, e sobre Quem Jesus pôde adentrar e concluir, plenamente, Sua Missão sobre a Terra.

(Diálogo mediúnico travado em 12 de setembro de 2010.)

(*) Houve mera diferença de dias nas duas coincidências de Eventos, e sabemos que, da parte dos encarnados, não se buscou qualquer acerto por ajustar datas.


Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Setembro de 2010, 13:57
O Anjo da Morte e o Senhor do Mundo.

(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/Anjo_Morte_e_Jesus.jpg)

(Registros da Mediunidade – 17.)

Queridos Amigos e Admiradores da Escola da Sabedoria e da Felicidade, o Instituto Salto Quântico:

A Experiência Sigilosíssima


Deixaria esta experiência apenas entre os amigos mais íntimos, pelo seu caráter altamente sigiloso e delicado, mas os Mestres da Espiritualidade Sublime discordaram (pelos efeitos construtivos que poderia gerar em terceiros que com ela tivessem contato indireto, pela narração), e pediram-me relatasse publicamente a vivência parcial de EQM (“Experiência de Quase-Morte”) que sofri – ironicamente sem haver estado próximo à morte biológica –, no final da noite desta sexta-feira, 17 de setembro, no consultório odontológico de minha amiga-irmã Maisa Marante.

A Prece Dirigida ao Anjo da Morte…


Uma prece, quase sinistra, havia eu dirigido, ante meu consorte, Wagner de Aguiar, ao Anjo da Morte (responsável pela ceifa divina dos vivos no domínio físico), na noite anterior, de quinta-feira 16 de setembro… e eis que ocorre o espocar da resposta de Jesus, o Senhor da Luz, da Vida e da Morte para o nosso planeta… no dia posterior, ante dois queridos corações encarnados.

Portal Interdimensões e Fluxo de Médicos Desencarnados


Enquanto Maisa fazia um procedimento de rotina, recolocando, em caráter de emergência (por isso o horário inusual: quase meia noite), uma obturação que caíra (sem uso de qualquer droga, nem mesmo anestésica, dispensada para o simples da prática, e permanecendo completamente lúcido – por volta de meia noite estou no melhor de minhas condições vígeis de consciência), após a gravação do programa de TV que vai ao ar, em sua primeira exibição, neste sábado 18 (*), vi, por intermédio da psicovidência, um espécie de portal abrir-se sobre o teto do consultório, e, em seguida, grande fluxo de médicos da Espiritualidade Maior a descerem e conversarem a respeito de diversas partes de meu organismo (concentrando-se no abdômen), enquanto outros levavam a efeito rápidas operações, em alguns órgãos vitais dos meus dois corpos (o físico e o espiritual).

A “Out-of-body experience”

Foi quando, em lampejo velocíssimo (percebido por Maisa e meu outro irmão do espírito Delano Mothé – que estava na sala de atendimento, acompanhando-me – como um mero sacolejo forte do corpo material ou um espasmo muscular involuntário em músculos do soma inteiro), padeci uma saída e retorno do aparelho físico de manifestação, em átimos de segundo (para esta dimensão espaço-temporal), ou, como denominam os pesquisadores ianques, uma celeríssima “out-of-body experience”.

O Encontro Pessoal com o Senhor da Terra


É esta vivência dramática com a Luz e o Ser de Luz, incluindo o túnel descrito por outros que atravessaram vivências similares, que relatarei na palestra deste domingo, 19 de setembro, no Iate Clube de Aracaju (entrada franca). Depois da Descida da Senhora do Mundo (no Evento Maria Cristo 2010), uma célere subida aos Céus, para um encontro pessoal com o Senhor do Mundo… Extasiante…

Fala, ao Vivo, da Espiritualidade Superior

Completando o banquete luminoso que todos teremos o prazer de desfrutar no próximo domingo, teremos o deleite da Fala da Espiritualidade Sublime, em manifestação direta, como há várias semanas não acontece, ao vivo, respondendo a perguntas da plateia, incluindo as não verbalizadas (fisicamente).

Outro Salvamento Espetacular

Não poderíamos deixar de avisar, outrossim: mais um espetacular salvamento miraculoso, por Graça de Nossa Mãe Maior, Maria Santíssima, aconteceu com pai biológico (e seu motorista) de um dos frequentadores assíduos de nossas reuniões mediúnicas, nesta semana. O impressionante relato, com impactantes fotografias das ferragens, será também tema de nossa próxima preleção. Tente imaginar o que seja um senhor septuagenário sair incólume de uma colisão frontal, em alta velocidade com uma caçamba… Pois é… foi o que aconteceu… Aqui… na Casa onde todos os impossíveis ocorrem, onde todos os milagres da misericórdia infinita de Maria nos cobrem de bênçãos, todos os dias, de múltiplos modos.

A Bênção Direta, Irradiada à Distância, de Maria Santíssima


E, mais importante que tudo, ao final da reunião pública: a tocante, transformadora e vivificadora bênção de Maria Santíssima, por intermediação de Bernadette Soubirous, o adorável Espírito Eugênia, Guia Espiritual de nossa Instituição, para nós e todos os nossos entes queridos, presentes ou ausentes…

Para os que Estão Fora de Sergipe.

Os que não puderem comparecer presencialmente à nossa preleção singular de amanhã, poderão acompanhar, ao vivo, pelo nosso próprio site, só que com pagamento de pequeno valor, para manutenção dos equipamentos de transmissão. Reiterando: a entrada no salão do Iate Clube de Aracaju é gratuita. O mesmo, lamentavelmente, não acontecerá (a transmissão via internet), com relação à palestra que ministrarei em São Paulo capital, na próxima terça-feira 21, como em todas as terceiras terças-feiras de cada mês.


Seu irmão em Cristo, Jesus e Maria Cristo,
Professor e Canal muito limitado, mas trabalhando para me aprimorar e melhor servir a todos vocês em Nome d’Eles,
Benjamin de Aguiar,
Madrugada de 18 de setembro de 2010.



(*) Depois de transmitida pela Aperipê TV e pelo satélite Brasilsat, às 8h de sábados, o programa é exibido, em sua primeira metade (30 minutos), pela rede nacional de televisão CNT (e mais de 80 canais espalhados por todo o país), entre outras emissoras, não afiliadas à CNT, que também retransmitem graciosamente nosso sinal. E, agora, igualmente veiculado pela Comcast, canal 23, de Danbury, Connecticut, EUA (um pouco adiante, na íntegra). Outrossim, por inteiro é postado o programa em nosso site, na semana posterior à sua primeira veiculação pela emissora sergipana-matriz de nossa “rede de redes”, para a difusão da Fala da Espiritualidade Sublime sobre a Terra.
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: JosueNeto em 23 de Setembro de 2010, 04:12
Querida Helena,

          Que felicidade estar compartilhando as pérolas de sabedoria que o Espírito Eugênia e os demais mentores do Salto Quantico, nos trazem, através do Médium Benjamin Teixeira (Agora, chamado: Benjamin de Aguiar)

As palestras podem ser assistidas, todos os domingos, no mesmo horário, mas através do proprio site: http://www.saltoquantico.com.br/palestras-2/ .

Será uma benção estarmos juntos, virtualmente.

Grato e feliz,
Josué
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: Nanci Valladão de Mello em 15 de Outubro de 2010, 21:31
Boa tarde!
Se uma vez que acreditamos que somos reencarnacionistas,ha que então se pensar,analisar estudar até a nossa condição como tal e assim colocarmos a nosso favor esta Lei, ou seja sermos Inteligentes,para cada vez mais nos desapegarmos e simplificar também a nossa vida nesta encarnação!
Grata!
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 24 de Outubro de 2010, 14:07
Olá, Josué!! Obrigada, amigo, por seu retorno e contribuição!!

Olá, Nanci! Sim, através do desapego e da reforma íntima nos prepararemos melhor, amiga.

Com carinho,
Helena
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Máxima do Dia –

(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/Eugenia_125.jpg)

“Não desperte interesse excessivo em torno de si.
Procure se apequenar, para poder ter sossego e viver sua existência, na inteireza de suas características psicológicas singulares, sem percalços além dos inevitáveis.
O prazer de atrair inveja equivale ao prazer de ingerir comida putrefacta ou ao de injetarem-se drogas, que são venenos para o metabolismo.
 Busque simpatia, amor, amizade – não o ciúme ou a cobiça alheios.
Se você insistir neste vício-crueldade de incomodar, por prazer de ferir o ego e a autoestima de terceiros (para se sentir menos mal consigo próprio), mais cedo ou mais tarde (pior mais tarde – permita repetir meu jargão), pagará pelo preço cármico acumulado de sua estultícia emocional e espiritual.

Pense nos Anjos de Guarda dessas pessoas aborrecendo-se com você, pelo perigo de induzir os objetos de sua torpeza ‘inocente’ a posturas desesperadas (apesar da piedade que os Guias Espirituais tenham para com sua atitude mesquinha), e se sentirá menos à vontade com seus sentimentos menos nobres.
Quem tem mais qualquer coisa (seja talento íntimo ou recurso externo) tem-no para melhor servir ao semelhante, à comunidade de que é partícipe; e não para vanglória pessoal: a rota do abismo… nesta vida mesmo, depois da morte do corpo de carne… e nas próximas reencarnações!”
(Benjamin de Aguiar, pelo Espírito Eugênia)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: Cl em 24 de Outubro de 2010, 14:43
Helena,maravilhoso,ao ouvir tantas palavras divinas ,dá mais animo de fazermos a reforma íntima,de vivermos com mais pequenez como disse o espírito de Eugenia,no bom sentido claro,porque somos grandes quando queremos disfarçar nossa grandeza....Beijos e obrigada pelas lindas  e sábias mensagens...
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Outubro de 2010, 16:12
Obrigada, Cláudia pelo seu retorno e comentários!
Sim, precisamos fazer a reforma íntima... Isto é sine qua non, sabemos disso... Sem ela não cresceremos.
É difícil, bem difícil... Mas não podemos desanimar, né amiga?
Com carinho,
Helena
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Sincronicidades – Como Favorecer Coincidências Significativas em Nossas Vidas.

Benjamin Teixeira, pelos Espíritos
Gustavo Henrique e Eugênia.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/sinc01.jpg)
[Carl Gustav Jung, autor da obra basilar no tema, que inclusive cunhou a palavra que define o conceito, título deste livro fundamental sobre o assunto: “Sincronicity” (Sincronicidade), publicado em 1952, quando o célebre psiquiatra, psicanalista e psicólogo, profundo conhecedor de mitologia, contava 77 anos de idade.]


Lao Tsé chamou de TAO, o Caminho inominado e indefinível, por tão profundo, complexo e abstrato, para além de toda capacidade humana de entendimento.
 Nós poderíamos denominar de Fluxo – a Manifestação de Deus em Nossas Vidas, como perceptível aos nossos sentidos e poder de cognição. Carl Gustav Jung, o grande psiquiatra suíço, preferiu ater-se a um aspecto da expressão operacional do Divino, conforme captável pelo sensório físico e pelo sistema de processamento de informações do cérebro humano: os encadeamentos de significado em eventos sincrônicos, sem relação causal entre si, que ele nominou, tão-só: sincronicidade.

Um dos tópicos que mais chamam a atenção do vulgo, no capítulo dos temas Espirituais, despertando curiosidade vã, quão reflexões justas, confundido (até mesmo por Jung) com eventos psíquicos que melhor seriam compreendidos como pertencentes a outra categoria fenomenológica (em parte compreensíveis, inclusive, pela aplicação do princípio de causa e efeito, perfeitamente enquadrável na perspectiva espaço-temporal humana), a sincronicidade funciona, amiúde, qual um indicativo do quanto uma pessoa pode estar em sintonia com o padrão de necessidades evolutivas e espirituais que lhe são próprias, bem como com os Desígnios Divinos a seu respeito.

Ousando ser sumários no que jamais nos deveria receber tal ordem de abordagem, com o intuito de atingir determinada extensão de público que muito nos interessa servir (pois que os próprios experimentadores, com o tempo, tocarão o Infinito, Que, por Sua Vez, os enxertará com Seus Valores Eternos, a fim de que cheguem às ilações que aqui poderíamos apresentar previamente, mas que, ironicamente, não surtiriam efeito algum, pela falta de maturidade de expressivo percentual de nossos leitores), segue-se a sinopse tão almejada, para que atraiamos e potencializemos as ocorrências de sincronicidade, decodificando-as com maior cuidado, profundidade, qualidade e precisão – se é que podemos nos atrever, outrossim, a conjecturar objetividade, no campo de especulações de assunto tão difuso à ótica de mensuração do ser humano.

(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/sinc02.jpg)
[Pintura da Dinastia Qing onde Confúcio apresenta a Lao Zi o jovem Buda Gautama. (Wikipedia)]

Eis, então, alguns tópicos-dicas-práticas, para favorecer maior aprofundamento das vivências de comunhão com o Fluxo de Sincronicidades (autores encarnados tangenciam tais tópicos – de forma diversa e difusa, todavia – que aqui ousamos sintetizar):

1) Preservar práticas DIÁRIAS de oração e meditação, por pelo menos meia hora. A experiência de “estar em Fluxo” é, basicamente, o estar em alinhamento com padrões de consciência e condução inteligente de eventos que jazem em nível de consciência muito superior ao humano.

A meditação e/ou a prece favorecem a dinamização e permeabilização da psique para a captação dos conteúdos provenientes destas “esferas mentais superiores”, bem como a consolidação destes elos de sintonia e resultados positivos obtidos.

2) Manter contato com um grupo de atividade espiritual, de qualquer denominação religiosa ou ainda que de caráter laico, para a partilha da experiência acumulada na área e, principalmente, para a realização, em conjunto, de cultos de natureza espiritual.

Os grupos de afinidade conformam constructos psíquicos espectrais – se é que assim podemos dizer – ou, em outras palavras: “mentes coletivas”, as “egrégoras” dos esotéricos, que funcionam como alavancas espirituais para o alinhamento com o Alto.

Não por acaso, Jesus e todos os grandes luminares da humanidade sugeriam práticas “religiosas” em comum. Em Mateus, 18:20, asseverou o Cristo: “Onde dois ou mais estiverem juntos, em Meu Nome, Eu Me farei presente, no meio deles.”

3) Manter um diário que registre cada uma das experiências (ou ao menos as consideradas mais marcantes) – seja eletrônico ou convencional –, para que não só se tenha um mapeamento do ocorrido, no campo em que se deseja aprofundar domínio, mas também se possam acompanhar eventuais progressos ou variações de picos e vales nas vivências, fitando a extração de maiores valores (de cada sincronicidade). Com o tempo, descobrir-se-á uma tapeçaria de encadeamento significativo, quanto se decodificarão elementos simbólicos que antes pareciam:

(a) ou completamente desprovidos de sentido;
(b) ou desconexos do conjunto;
(c) ou abstrusos demais para que pudessem ser devassados.

Um mês, um ano ou dez anos passados imprimem a uma determinada vivência mediúnica, onírica, intuitiva ou de “coincidências significativas”, contornos de propósito que não poderiam ser detectados no momento da experiência, por falta de subsídios informacionais, matrizes conceituais e ferramentas perceptivas que o tempo nos confere e/ou nos faz desenvolver, de dentro para fora.

(Textos recebidos: do Espírito Gustavo Henrique, a matriz-base, em 3 de outubro; e do Espírito Eugênia, o complemento, em 11 de outubro de 2009.)
(http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/sinc03.jpg)
[Lao Tsé saindo da China, montado em seu búfalo – simboliza o total domínio de sua natureza animal (búfalo), por um lado, e a desvinculação de hipnoses de cultura, família e nacionalidade (China). O famoso símbolo do Yin-Yang, por trás da figura do ancião (sabedoria), montado (autodomínio), demonstra que atingiu a completude de uma condição angelical de consciência (ou búdica), apresentando em si os dois pares de opostos psicossexuais, como todos os pares polarizados da psique, além de representar, outrossim, seu canal de conexão-comunhão com o Divino  - a trilha sagrada que ele percorreu para alcançar este estado privilegiado de consciência: o mergulho e/ou alinhamento com o Sagrado Tao – o Caminho de Deus na Terra, ou o Fluxo, como diria o Espírito Eugênia.]
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 02 de Novembro de 2010, 12:18
O Ritual Patético do Dia de “Finados”.

(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/cemiterio.jpg)

(Comentários de Benjamin de Aguiar no Twitter – 03.)

Cultuam-se os mortos do corpo material, porque, comumente, não se está vivo no espírito, antes mesmo que o próprio organismo de matéria venha a se decompor. Normalmente, vive-se como zumbi, sem propósito, sem um ideal, sem respeitar a própria natureza ou vocações, prestando-se culto às convenções e à opinião alheia – da família, da classe social, profissional, etc. Em suma: sobrevivendo-se, em vez de se realizando.

Não queira estar no número destes mortos-vivos. Ser feliz é um dever premente e impostergável! Render culto à memória dos que se foram tem um aspecto nobre de lhes honrarmos o quanto fizeram por nós, foram importantes ou nos deixaram legados de transformação e realização. Mas isso se pode fazer em qualquer lugar e época; e, principalmente, deve ser festejado, para ser autêntico, e não lamuriado, como ocorre nesta data mórbida do calendário pátrio. É exatamente o contrário o que acontece nas infernais, primitivas e quase patéticas visitas, em cemitérios, a restos mortais de “finados”, como se eles se houvessem finado de fato… Nem parece que estamos no século XXI!

Mais ridículo ainda é o ar de severidade e contrição, com que as pessoas vão a estas casas da morte (para carpirem suas culpas, por tudo que não fizeram em vida pelo falecido e que imaginam estar purgando, com seu ar lúgubre na visita ritualística), como se estivessem cumprindo um rito espiritual legítimo, quando apenas demonstram o quanto estão perdidas de Si-Próprias, da Centelha Sagrada que habita sua intimidade, e que lhes diria, se tivessem, como disse Jesus: “ouvidos de ouvir”: “abra os ouvidos da mente, e ouvirá seus entes queridos, mais vivos que você mesmo, pobre mortal na matéria”. Como disse Paulo de Tarso, com muita felicidade: “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e o Cristo de iluminará.”

Benjamin de Aguiar.

(Texto redigido na madrugada de 2 de novembro de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 02 de Novembro de 2010, 12:58
Iraquianos se Agridem ante a Observação Omissa de Norte-Americanos – Revelações do site WikiLeaks.

(http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/imagens/terrorismo.jpg)

Delano Mothé em diálogo com o Espírito Eugênia.
(Médium: Benjamin de Aguiar)

(Delano Mothé) – A Senhora poderia fazer algum comentário a respeito das últimas revelações publicadas no site WikiLeaks (em 22/10/10), sobre abusos cometidos durante a guerra no Iraque, com a morte e tortura de milhares de civis iraquianos, perpetradas por seus próprios compatriotas?

(Espírito Eugênia) – A psicologia de massas bem trata do assunto, ao afirmar que, em conjunto, seres humanos costumam atuar em seus piores diapasões psicológicos, podendo, eventualmente, comportar-se como se fossem uma grande besta psíquica, um corpo coletivo monstruoso. Quando o regímen psicológico, no ambiente em que tais contingências sui generis ocorrem, é de guerra, mesmo que silenciosa e disfarçada, qual a invasão iraquiana pelo povo ianque, ainda mais acentuada se torna essa tendência infeliz. Foi sobre isso que quis saber?

(DM) – Sim. Chama-me a atenção o fato de os algozes terem sido as próprias milícias iraquianas!…

(EE) – Destaca-se o princípio que aqui expendemos em um grau maior de pureza, já que não houve o elemento xenofóbico, nem a reação nacionalista de defesa que justificassem tais surtos coletivos… ainda que pontuais, em suas manifestações mais dantescas. Isso porque alguns indivíduos funcionam como fios terra da “loucura” – ou seja: dos desajustes de auto-ódio de baixa autoestima – do inconsciente coletivo de determinada localidade ou povo. Estas pessoas de caráter mais duvidoso e psique mais frágil podem sozinhas perpetrar tais atrocidades ou desencadear um processo de surto coletivo de maior extensão. Era dever dos soldados ditos civilizados, da pátria considerada colonizadora e não invasora, deter tais impulsos teratológicos da conduta iraquiana, o que justifica, plenamente, a indignação internacional ante a observação negligente dos soldados norte-americanos.

(Diálogo travado em 24 de outubro de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 08 de Novembro de 2010, 20:41
Decifrando Enigmas Complexos.

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“A complexidade é a máscara da simplicidade, para a perspectiva de um novo nível de consciência.
 Em suma, em vez de se paralisar, quando encontrar um enigma, avance para a próxima etapa de entendimento das coisas.

No aprimoramento das percepções, que refina a cognição, está a solução para os mais intrincados problemas.
Na luz do conhecimento e no esforço por manter a inteligência e o discernimento despertos – em vez do automatismo da hipnose da rotina e dos vícios da cultura –, em busca de respostas lúcidas e criativas (isto é, que sejam pragmáticas e isentas de ideias preconcebidas), encontra-se o norte para a resolução de qualquer quebra-cabeças, com tempo, paciência e persistência, mas também com trabalho, concentração e estudo.”

Temístocles.

(Texto recebido pelo médium Benjamin de Aguiar, em 1º  de novembro de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 08 de Novembro de 2010, 20:44
Jardineiros da Própria Alma.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Há múltiplas possibilidades para um futuro feliz, e todas elas devem ser cogitadas, antes de se fazer a escolha pelos melhores caminhos. Obviamente, não podemos propor um universo de opções lineares, mas existe sempre a necessidade de alguma renúncia, a fim de que haja coerência, dentro das alternativas por que se decidiu.

Não pense que Deus lhe pede abdique de sua felicidade, mas sim, justamente ao contrário, que a encontre plenamente, pelo único meio que há: equilíbrio, ainda que dinâmico; disciplina, ainda que flexível; ordem, ainda que complexa. Outrossim, não se frustre pelas más escolhas de ontem. Você pode ressarcir-se por elas hoje, compensando-se naquilo em que ficou a lacuna. Se entrar no ciclo vicioso da culpa, tenderá a não sair dele nunca, criando situações progressivamente vexatórias e complicadas, enredadas em ciclos viciosos de problema e lamentação.

Sei que você quer se libertar de todas as peias, quer ser livre e feliz. E, exatamente para ser livre e feliz, precisa de disciplina. Ou certas regras – às vezes regrinhas simples, mas importantes – são respeitadas, ou se inviabiliza o bem-estar, o progresso, a paz e a ordem.

 Hoje, se você não pode conter completamente a gula, à mesa, descanse o aparelho digestivo ao jantar. Se quer repousar a mente, durante todo o dia, pelo menos leia por uma meia hora, que não vai fazer diferença no seu esgotamento, mas sim na sua consciência e no seu cabedal de cultura.

 Se não pode perdoar completamente um desafeto, seja gentil com algumas pessoas queridas, prodigalizando o seu amor. Se não pode ter uma fortuna guardada, para maior segurança no futuro, faça a poupança de alguns vinténs – ainda que isto lhe pareça completamente improfícuo.
Ou seja: pequenas iniciativas, esforços ínfimos, mas que contam muito, desde que constantes, desde que transformados em hábito, em estado de espírito.

Um sorriso largo, quando não se pode fazer um gesto de caridade, já vale, às vezes, muito mais que a generosidade praticada com o cenho carregado. O beijo na criança carente, ou um mero toque, um carinho na cabecinha, um aperto de mão, a conversa gentil com quem sofreria desprezo, o olhar de afeto aos que seriam vistos com asco pela multidão. Esses pequenos lances de amor, de virtude, de bondade podem fazer maravilhas na alma de quem recebe e, principalmente, na de quem os oferece. Experimente e verá.

Você, querido amigo, não precisa ser santo – e nem será, ainda que o queira, se não for o seu padrão evolutivo de agora –, mas pode dar de si o que constitui o seu melhor, sem dissimulações, sem encenações, sem exageros: apenas o seu melhor. Uma migalha de amizade aqui, uma gotícula de ternura ali, um gesto de generosidade acolá.

 Agindo assim, quando menos esperar, um oceano de amor estará vindo em sua direção, como efeito reverso desse universo de justiça indefectível. Quando menos esperar, naturalmente estará realizando até mesmo iniciativas mais ousadas de serviço e devotamento, quase sem esforço e sacrifício – ações que julgaria, no passado, inadequadas à sua natureza, elevadas demais para partirem espontaneamente de seu coração.

 É porque, afinal de contas, a evolução não é algo que aconteça sob controle de quem cresce, qual se dá com as plântulas, que se convertem em árvores frondosas, por efeito do tempo. Somos tão-somente jardineiros de nossa alma; podemos regar, adubar e podar, mas, no que tange, propriamente, ao desenvolvimento do cultivo de nossa psique, cabe-nos, simplesmente, esperar.

Devemos cuidar de nós próprios, irrigando bons pensamentos, fertilizando virtudes e boas iniciativas de bem fazer; todavia, em última análise, a melhoria efetiva de nós mesmos é obra de Deus, que, pela ação do tempo, transforma-nos, paulatinamente – sementinhas de deuses que somos –, em gigantescos semideuses de poder, conhecimento, verdade e amor, na longínqua angelitude que nos aguarda adiante, no trajeto evolucional…

(Texto recebido em 21 de abril de 2000. Revisão atual de Delano Mothé.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Novembro de 2010, 20:37
Exorcizando os Fantasmas do Passado.

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O passado nos assombra e assoma-se à consciência, qual figura fantasmagórica que se alevantasse do ambiente caliginoso e sinistro dos cemitérios, para nos atormentar. Deixemos que estas figuras venham à tona, aceitemo-las como são, e, como inconsistentes são (falei “fantasmas” e não Espíritos), tão infantis ou ridículas como parecem em filmes de terror infanto-juvenis, permitamos que elas se dissipem, sem nos perturbar, através do exercício de focarmos nossa atenção em assuntos do bem fazer ao semelhante, em qualquer sentido: profissional, familiar ou mesmo caritativo-espiritual.


(Texto recebido em 23 de novembro de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Novembro de 2010, 21:53

O Termômetro da Sintonia com Deus.

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Benjamin de Aguiar
pelo Espírito Eugênia.

Quando estamos felizes, estamos de bem com a vida, com nós mesmos e com os outros, em Fluxo com o Criador e os eventos da existência; e, por conta de nosso estado de espírito construtivo e dos fenômenos de sincronicidade que atraímos, por mérito de nossa escolha sábia, servimos melhor nossos semelhantes.

Ser feliz não é só uma meta: constitui um termômetro, pelo qual medimos nosso grau de alinhamento com a Divindade e averiguamos o quanto estamos em sintonia com nosso Centro (ou Self, Anjo Interior, Cristo Latente, Centelha Sagrada, Atman – conforme dizem os hinduístas –, ou como se queira chamar: o deus imanente na criatura, que reflete o Deus-Transcendente, o Criador-Criadora Propriamente), que entra em ressonância com a Vontade Divina e A representa para nós.

Eugênia (Espírito).

(Canalizada pelo médium Benjamin de Aguiar, em 20 de novembro de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Dezembro de 2010, 18:16
  A Melhor Expressão de Deus.

Benjamin de Aguiar,
pelo Espírito Eugênia.

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A misericórdia é o perfil com que melhor se apresenta a Natureza Divina. O Criador, obviamente, tem muitas faces; mas toda vez que se sentir confuso sobre a forma melhor de agir, ao refletir, com sua consciência: o que Deus espera de mim? O que mais digno ou justo, o que é o mais certo ou apropriado para esta ou aquela circunstãncia? É melhor, invariavelmente – salvo, obviamente, as situações de exceção, que intuirá, claramente, quando estiver sintonizado(a) com seu Centro – que tome a rota da compaixão, do sentimento de flexibilidade, compreensão e indulgência, não só para com os outros, mas também para consigo mesmo(a).

Indiscutivelmente, a disciplina, o trabalho e o esforço comporão sempre elementos indispensáveis das realizações de vulto, como das mais comezinhas relacionadas a crescimento íntimo e realizações externas. Todavia, não se esqueça, jamais, de incluir aqueles que caracterizam a Bondade Infinita de Deus – o Aspecto do Criador que mais recentemente pôde compreender e conceber a humanidade, antes tido como iracundo, temível e mesmo vingativo.

O ser humano costuma projetar-se em suas percepções, inclusive nos conceitos que formula da Origem de Tudo. Assim, se quiser integrar uma faixa evolutiva de vanguarda, na compreensão de Deus, veja uma Divindade Total, Completa, que inclua, evidentemente, os traços severos e implacáveis da vida, porque Ele-Ela assim permitiu que a existência fosse, com o propósito de estimular o desenvolvimento de Suas criaturas, por moto próprio, através dos aprendizados obtidos em crises e provações que jamais seriam assimiláveis d’outra forma. Contudo, mantenha em mente que somente o Amor pode traduzir, em Sua Melhor Expressão, Quem realmente, Deus É, e, diante desta verdade axial, torne-a paradigma de sua filosófica de vida, de sua política de relacionamento interpessoal, de seus métodos de planificação do próprio futuro.

[Texto recebido em 27 de novembro de 2010, 180º da primeira aparição de Maria Santíssima a Catarina Labouré – não por acaso hoje sobre isso falando, pois que Maria Santíssima representa para nossa cultura Ocidental este lado terno, doce, generoso e misericordioso do Criador; em suma: o Lado Mãe de Deus (palavras ainda da Autora Espiritual)]
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 07 de Dezembro de 2010, 11:47
WikiLeaks – Escândalos, Ética e Espiritualidade.

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Diálogo travado entre Delano Mothé e o Espírito Eugênia,
através da mediunidade de Benjamin de Aguiar.

(Delano Mothé) – Considerando os reiterados escândalos provocados pelas revelações do site WikiLeaks, que parâmetros ou critérios devem nortear as iniciativas de exposição da verdade, especialmente quando está implicada uma repercussão internacional?

(Eugênia) – O bom senso, sempre. Quanto à sua referência ao escândalo, remetamo-nos a nosso Senhor e Mestre Jesus, quando disse, nos Evangelhos Clássicos: “É necessário que haja o escândalo, mas ai daquele por quem vem o escândalo.” O importante, neste particular, é verificar os frutos da disseminação dos dados que estão sendo trazidos a lume – mais uma vez aqui nos reportando a Nosso Cristo da Verdade, quando asseverou que se reconhece a qualidade de uma árvore por seus frutos. Esta instituição, de certa maneira, está antecipando a vida num Mundo Superior, onde as verdades são expostas por inteiro e não publicadas “pelas metades” – como se diz vernacularmente –, conforme a conveniência de Governos, governantes e algumas elites que os patrocinam, tal qual ocorre num orbe de ainda substancial heterogeneidade evolutiva como a Terra dos dias que correm.

É nesse sentido que deve haver a ponderação, no instante de trazer a público um documento tido, por convenção oficial, como “secreto” ou “ultrassecreto”, para que a luz excessiva da informação não venha a queimar retinas, nem iniciar um incêndio de proporções imprevisíveis, ante o populacho, sempre inclinado às reações instintivas em efeito dominó, qual o “estouro da boiada”.

A atitude da organização supracitada, em si, porém, é meritória e sacrificial. Eis que seu representante máximo vive foragido permanentemente, corrido da sentença de morte óbvia, por vários poderosos inimigos simultâneos, em toda parte do globo. Se ele ainda não desencarnou, com tantos sistemas e agências de inteligência integrados, de diversas importantes nações, é sinal de que a Vontade Divina assinala ser necessário o seu trabalho – ao menos por enquanto.

Quando contrariamos as probabilidades matemáticas, vemos, quase sempre, uma piscadela do Lado Lúdico de Deus, a nos fazer pensar, provocando cócegas em nossos refratários e preguiçosos cérebros humanos.

(Diálogo entabulado no dia 5 de dezembro de 2010.)
Título: Re: Mensagens recebidas pelo médium Benjamin Teixeira
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Dezembro de 2010, 15:42
PAZ – Uma Fala do Arcanjo Búdico Gabriel (o Pai de Nosso Mestre e Senhor Jesus), intermediada pelo  Espírito Eugênia.

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Fiquemos em paz. Jesus, por Mim, disse: “a Minha Paz vos dou, a Minha Paz vos deixo – não vo-la dou como o mundo a dá”. Paz – o signo da Conexão com o Fluxo, o Tao, o Caminho, a Vontade de Deus… (*1)

Que haja alegria – mas que seja serena.
Que a tristeza surja – mas que se preserve calma e ativa.
Que a ira tenha oportunidade de eclodir – todavia, inalteravelmente construtiva e zelosa pelo que é responsável.

Eixo, Centro, Self, Supraconsciência – não importa como se denomine a Essência do Ser – o indivíduo deve aprender a sintonizá-l’O e se fazer Canal de Si-Mesmo, para que possa, por consequência, entrar em ressonância com Os que já São plenamente Si-Mesmos – ou seja, Espelhos de Deus, sem refrações: os Budas ou Cristos.

Que cada um, todavia, entenda que este é um processo complexo, de idas e vindas, quedas e soerguimentos, sucessivas autodescobertas e complicados momentos de integração psicológica e reescrita da própria autobiografia, de redefinição da  própria personalidade, de desvelamento profundo do caráter.

Somente assim, faceando-se completamente a própria escuridão, “descendo à mansão dos mortos”, “conscientizando-se das trevas interiores” (*2), haverá a ressurreição posterior, acontecerá a transcendência para a alma – a “iluminação”, relativa, contudo, ao grau de evolução em que cada um se encontre (*3).

Gabriel.

(Mensagem recebida na reunião solene da quinta-feira do Instituto Salto Quântico, de 9 de dezembro, com interme