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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: Victor Passos em 12 de Fevereiro de 2013, 12:16

Título: Melindres Medicina e Espiritismo
Enviado por: Victor Passos em 12 de Fevereiro de 2013, 12:16
Melindres Medicina e Espiritismo

   Todos sabemos sem exceção, que a Doutrina Espirita, sempre teve oposição da classe medica, mesmo até nos primórdios aquando da sua preparação doutrinária, isto em todo o mundo.
  Não é difícil conceber a causa fundamental, pois o Espiritismo sendo uma Ciência que na sua profundidade abre perspetivas que não se esgotam para o desenvolvimento da Medicina, doando-lhe todo um lado ignorado da existência humana e das capacidades curativas de que ela necessita, pois que a medicina trata o efeito, mas não a causa.
  Esta repulsa, tem exemplos em Pasteur e mesmo Alan Kardec, que foram alvo de excomunhão científica.
   E ambos tem, uma relação na sua revelação que poderemos dizer de assimilação relacional, pois, Pasteur provou cientificamente, o mundo impercetível das bactérias microbiais, que dão resposta, pelo elo das viroses, à universalidade das enfermidades infecto-contagiosas, e indo mais longe, pois abre a porta da prevenção e cura para elas  e Allan Kardec desvendou e mostrou cientificamente o mundo incorpóreo dos espíritos que envolvem nossas vidas, obsidiando e desequilibrando, e a forma científica de prevenir e curar as influências.
  Reparem, que esses mundos se fazem presentes aqui, neste plano terreno, envolvendo todos nós, cada segundo do dia.
 No entanto todos sabemos que a Medicina, é uma organização de conceitos biológicos e nocionais e tudo que esteja fora da sua estrutura ou que possa mexer com a sua realidade, simplesmente hostilizam e fazem tudo para destituir do seu campo de interferência.
   È na verdade uma visão obtusa da ciência.
   As curas espiritas realizadas são vistas, como uma joia milagreira, o que não se traduz em verdade, pois como sabemos e somos os primeiros a dizer que milagres não existem.
 A lei de causa e efeito é vector de esclarecimento de todos estes equívocos, dentro da razão e bom senso e portanto penso que a Medicina devia ter outra postura, até porque o que importa não é a forma, mas a circunstância como dizia Kardec.
  O Espiritismo é uma mais valia para reforço de reconhecimento das patologias e forma de com a Medicina prevenir e superar barreiras que condicionam a cura.
  Existem recursos mediúnicos que são fonte inesgotável para reverter patologias diversas, compreendendo que os recursos em causa acolhem aos dois princípios da constituição humana, o material e o espiritual, logo por isso a mais-valia na conjugação das duas ações terapêuticas, operando cada uma no seu espaço exclusivo. E quanto mais nós aprofundarmos esta conceção, apesar da maior responsabilidade, a evolução espiritual será também uma fonte de grandeza. A espiritualização da Medicina, só a irá engrandecer, não só pela abundância do aprendizado, mas pela moralização do espirito, porque sem isso , não haverá crescimento moral, espiritual e intelectual.
  No entanto existe outra situação, que é necessário, ponderar com muito disciplina, é o trabalho dos médiuns na cura, sua disciplina e a filtragem que possam fazer, porque sabemos que os escolhos da mediunidade são imensos.
  Na realidade não podemos atirar médiuns para um trabalho de cura, só porque é útil, mas temos que implantar um trabalho de raiz, no qual a parte medica, deve também assimilar e associar o espaço de interação entre ambos.
  Os Espiritas sabem também, dos perigos da mediunidade, no que concerne a vaidade, ambição e o empolamento que pode gerar excessos e destruir tudo.
  Na verdade para se constituir uma equipa conjunta é criar estruturas no campo social, politico e espiritual.
   Existem outras preocupações também, que são geralmente sanadas, pelo trabalho silencioso dos espíritos de bem, pois sabemos e poderemos contar pelos dedos os médiuns de cura. Logo, é importante reativar os valores da doutrina nos médiuns, dentro dos Centros Espiritas de forma a consciencializar os mesmos da responsabilidade e da necessidade de estar sempre vigilantes.
    Problemas existem também, de médicos que, principalmente no espaço da psiquiatria, quando um doente lhe diz algo, como; “Vejo pessoas, falo com elas”…., fazem uma condução errada da terapia, olhando-os como loucos!? Infestando-os de medicação! Uma porque não querem assumir a presença espiritual e sua influência, ou porque a omissão lhes dá jeito, ou por temer perder clientela, inclusive a doentes que são frequentadores de Centros Espiritas, são convidados a sair, o que é uma falta de ética e respeito pelos valores da livre escolha.
    Este reflexo negativo em nada é benéfico para a ciência e por isso urge a necessidade de mudar comportamentos para melhorar a relação medicina convencional e espiritismo porque ao contrário do que muitos possam pensar ela é de suma para a Mundo.
    As oportunidades chegarão, mas é necessário que os espíritas tomem consciência da responsabilidade doutrinária e os médicos domarem os seus preconceitos, em relação aos problemas espirituais e em particular ao Espiritismo e à mediunidade curadora, pois está mais do que comprovada em sua realidade próspera em todo lado.
   O tempo neste plano é demasiado importante e nossas responsabilidades são testadas todos dias, façam prova de um comportamento espirita e demonstrem que a Doutrina, não é mera falácia, mas uma porta para a cura.

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Melindres Medicina e Espiritismo
Enviado por: Conforti em 12 de Fevereiro de 2013, 14:46
      Olá, amigo Victor

      Me atendo apenas a essa contenda entre medicina x espiritismo, melhor dizendo, ciência x espiritualismo, devemos compreender que é natural e normal; a ciência, nós sabemos, só aceita a existência real daquilo q é palpável, dotado de peso, forma, cor, cheiro, etc, as características q identificam os objetos materiais e suas reações fenomênicas (e mais alguma coisa, mas sempre com sérias restrições, relativas à ciência da saúde mental), enquanto o espiritualismo aceita o q é impalpável, imponderável, o etéreo, o invisível, o q não pode ser comprovado cientificamente de modo tão absoluto q traga, aos cientistas, a convicção de q se trata de realidade.

      Contudo, sabemos q, de um século para cá, essa contenda, de mais de três séculos, entre essas duas tradicionais adversárias, está sendo desfeita de tal modo q, devido a convincentes descobertas cientificas, ciência e religião, ou ciência e espiritualismo, já estão se dando as mãos.

      É isso q está acontecendo: a ciência, a partir da investigação do mundo das partículas microscópicas de matéria, começou a penetrar e já está trazendo revelações do q chamamos "transcendental, ou espiritual. Tanto q, está comprovando, para muitos cientistas de modo irrefutável (há quem não aceite, devido a q certas descobertas foram consideradas, de início, tão absurdas, q se chegou a dizer q "como a natureza pode ser tão absurda?!" e "a realidade está se mostrando mais estranha do q a ficção!"), q revelações trazidas de séculos ou milênios A.C, são realidades e não, como até há pouco tempo se pensava, sobretudo no Ocidente, crendices, superstições, e mesmo psicose. Mostrou q, somente agora, com seus sofisticados laboratórios e instrumentos de pesquisa de última geração, nossos cientistas estão chegando a conclusões semelhantes a que chegaram homens, há milênios atrás, apenas com o instrumento de pesquisa q é a mente.
.................................
Título: Re: Melindres Medicina e Espiritismo
Enviado por: Antonio Renato em 12 de Fevereiro de 2013, 23:32
Meu irmão Victor Passos,seja bem vindo novamente ao nosso convívio.Meus irmãos Victor e
Coronel,se me permitem um pitaco neste tópico:Acreditando que na verdade  a resistência
que a muito vem acontecendo pelo ceticismo da classe médica,está neles não aceitarem que
quem anima o nosso corpo físico é um espírito e por sua vez esse espírito sofre influência de
outro espírito,no caso o obsessor.No caso de aceitarem,estarão perdendo espaço ou mesmo
uma clientela de como citou o victor.Entretanto com bem citou o Coronel,esse medo se assim
possa chamar,está se desfazendo com as novas tecnologias de experimentos.É possível que
em algum tempo,venha acontecer da medicina tradicional venha trabalhar junto com a ciência
espírita para cura de diversas doenças inclusive às do psique.
Fiquem na paz.
Título: Re: Melindres Medicina e Espiritismo
Enviado por: Kazaoka em 13 de Fevereiro de 2013, 00:23
As colocações do Victor são bastante pertinentes e sem sombra de dúvidas é uma realidade em nosso cotidiano. No lado que se colocam os espiritualistas, dentre os quais estamos nós espíritas, a vaidade e o orgulho unidos a uma ignorância sobre a forças reais que atuam nos processos de curas espirituais e a sua natureza, são os empecilhos para o uso mais eficiente deste recurso terapêutico. Principalmente quando se faz uso da terapêutica espiritual dispensando a necessária evangelização tanto de quem aplica como daquele que recebe este tratamento.

Já, do lado da medicina ordinária a repulsa em relação ao tratamento espiritual está fortemente relacionado com o misticismo daqueles que a praticam. Não quero com isso dizer que temos toda responsabilidade por essa incompatibilidade mas, não podemos exigir de uma classe naturalmente positivista, uma postura que nos satisfaça se em nosso seio ainda impera aquilo que eles mais questionam.

Que cada uma faça a sua parte, que faça bem feito pelo conhecimento de causa e com a responsabilidade que suas atribuições exige. 
Título: Re: Melindres Medicina e Espiritismo
Enviado por: Victor Passos em 13 de Fevereiro de 2013, 12:51
Ola Bons Amigos Coronel , Renato e Kazaoka

Muita paz


    Espero que compreendam responder a todos num tópico, mas penso que estamos todos em sintonia.
    Amigos dou apoio hospitalar , em varias áreas, mais efetivamente na psiquiatria, e tenho tido tremendas dificuldades para poder ver nos enfermos, uma forma mais ativa, para a vida, tudo porque se ultrapassa os limites do bom senso para com tem problemas psíquicos, e do acorrentar doentes ao os colocar como autômatos, me fazem sentir que tanto se poderia fazer se não existissem melindres dos médicos, que nos entanto um ou outro lá vai falando comigo,  mas sempre muito pouco receptivos.
Aludem aos perigos do doente, mas buscam apenas o efeito e não combatem a causa e isso é que é mal.

Mas concordo com vocês Amigos, já se vai conseguindo aqui e ali que nos ouçam..

Muita paz e harmonia

Victor Passos
 
Título: Re: Melindres Medicina e Espiritismo
Enviado por: Tácito Pereira em 13 de Fevereiro de 2013, 13:21
Considero o debate entre Medicina e Espiritismo como algo muito importante para nossos entendimentos. É preciso lembrar que a resistência que havia na medicina e entre seus profissionais a respeito do Espiritismo vem reduzindo aos poucos, é claro não é do tamanho e nem na velocidade que gostaríamos, mas acredito ser um movimento que não terá retrocesso, tende a avançar.
Aos profissionais da medicina só aceitam aquilo que é cientificamente comprovado, mas aos poucos a ciência vem provando que alguns temas tratados na DE tem fundamento e que contribuem na melhora de alguns pacientes, é lógico que uma não substitue a outra, talvez possa se afirmar que uma poderá complementar a outra.
Nesse sentido considero muito importante o movimento dentro das Federações Espíritas das Associações Médicas Espíritas que abrem espaço para esse diálogo fraterno aonde diversos profissionais da área médica conseguem superar essa dicotomia.
Concordo com a reflexão que Victor Passos faz, talvez seja um caminho a ser seguido "espiritualização da medicina".

Abraços fraternos
Título: Re: Melindres Medicina e Espiritismo
Enviado por: Victor Passos em 13 de Fevereiro de 2013, 13:43
Ola muita paz e harmonia
Amigo Tacito Pereira

   Concordo plenamente que tem havido avanços, não é por acaso que existem já Grupos de Medicos espiritas, mas o problema está no foro interno das instituições que não gostam muito da nossa presença e digamos que também o problema não se cinge apenas ao pessoal medico, mas também ao despreparo de mediuns à altura das necessidades de apoio hospitalar...
  É um ato de apoio que requer muita humildade , responsabilidade e acima de tudo tolerância.
  Como digo o problema está no espaço em que atuamos, pois temnos que ter em consideração a questão de ética.

abraço fraterno
muita paz bom amigo

Victor Passos
Título: Re: Melindres Medicina e Espiritismo
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 13 de Fevereiro de 2013, 16:17
"No entanto todos sabemos que a Medicina, é uma organização de conceitos biológicos e nocionais e tudo que esteja fora da sua estrutura ou que possa mexer com a sua realidade, simplesmente hostilizam e fazem tudo para destituir do seu campo de interferência."
Meu caro Victor, não é apenas na área médica, ou religiosa, que somos refratários as novidades.
Sempre que nossos conceitos, em especial os mais arraigados, forem postos a prova, nossa primeira ação é rejeitá-los.
E, na maioria das vezes isso se deve ao fato de que não queremos pensar.
E vejo isso de forma muito clara em casa, minha esposa é de familia evangélica, e quando conversamos sobre certos temas, a resposta mais clara que recebo é: quem disse que eu quero saber mais do que isso?
Vivemos na era do conhecimento, quem o tem, detem o poder, assim sendo, qualquer conhecimento que afronte o detentor de poder, certamente colocará o poder na mão de quem detem esse novo conhecimento, por isso, se eu tenho conhecimento e lidero um grupo, qualquer novidade que ponha em risco minha liderança, através do meu conhecimento, é sumariamente rejeitada.
Infelizmente, ainda não somos suficientemente inteligentes, para buscar unir os conhecimentos diferentes, em busca de uma verdade solida e inquestionavel.
Título: Re: Melindres Medicina e Espiritismo
Enviado por: Conforti em 13 de Fevereiro de 2013, 22:34
      Kazaoka    (ref #3)

      Kazaoka escreveu: As colocações do Victor são bastante pertinentes e sem sombra de dúvidas é uma realidade em nosso cotidiano.

      Cel: está deixando de ser uma realidade de nosso cotidiano, meu jovem; isso está sendo superado pois, como disse em msg anterior, a ciência mesma está se encarregando de construir uma ponte entre ciência e espiritualismo. 

      Agora, qto ao q vc diz de “vaidade e orgulho”, suposição sua, amigo, apenas suposição, talvez mesmo inconscientemente exposta por influência de expressões contidas na doutrina q, por várias vezes, diz do orgulho dos espíritos encarnados, como no caso daqueles q não admitiriam inteligências ou seres superiores a eles.

      Kazaoka:... do lado da medicina ordinária a repulsa em relação ao tratamento espiritual está fortemente relacionado com o misticismo daqueles que a praticam.

      Cel: que é isso, distinto jovem, a q é q vc está chamando de misticismo, Kazaoka? Porq será q muitos entendem o misticismo como algo esquisito, suspeito, sem bases, produto até de ignorância e mesmo causador de riscos às crenças e aos homens? Para alguns, se o chamem de místico, lhes soa até como pejorativo, tal o desconhecimento do q seja misticismo. Vou trazer, da Wikipédia, seu significado como é conhecido no Ocidente e no Oriente. Por ser esse seu significado muitos, em particular os seguidores de crenças advindas do cristianismo, o consideram produto de mentes fantasiosas, pois q acreditam q a união pessoal com Deus, somente podo acontecer com Jesus, o Cristo. Para esses q o negam, é até mesmo absurdo de se falar de "salvação", se esta não vier daquilo q o Cristo pregou e do modo com as doutrinas cristãs o pregam. No entanto, o misticismo vem de séculos ou milênios antes de Cristo.

      “Misticismo é a busca da comunhão com a derradeira realidade, divindade, verdade
espiritual ou Deus, através da experiência direta ou intuitiva. É definido como um tipo de religião (não é religião!) que enfatiza a busca da percepção da Divina Presença. É o espiritualismo levado ao seu mais apurado e intenso grau de elevação. O "iniciado" que alcançou o "segredo" é chamado um "místico". Os antigos cristãos empregavam a palavra "contemplação" para designar a experiência dos místicos. O místico é aquele que aspira a uma união pessoal com o Ser Supremo”.
................................

Título: Re: Melindres Medicina e Espiritismo
Enviado por: Tácito Pereira em 13 de Fevereiro de 2013, 22:41

 "É um ato de apoio que requer muita humildade , responsabilidade e acima de tudo tolerância.
  Como digo o problema está no espaço em que atuamos, pois temnos que ter em consideração a questão de ética."


Concordo com o que escreveste. Mas, acho que não é somente nas Casas Espíritas que precisa de humildade, tolerância por parte dos mediuns, pois não tenho ainda nenhum exemplo nesse caso, mas acredito que esses comportamentos  devem partir também do profissional de medicina, pois alguns se acham que por serem doutores já sabem tudo e por não partir da ciência não cabe conhecimento, o que considero um absurdo.
Digo isso enquanto estudante de psicologia, pois encontro muita similaridades com a DE, mas reafirmo uma não substitue a outra.
Concordo contigo também Gutavo.


Abraços Fraternos

Título: Re: Melindres Medicina e Espiritismo
Enviado por: Victor Passos em 14 de Fevereiro de 2013, 09:48
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos

Ao definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral: biológico, psicológico e espiritual, pela OMS, estamos a fazer entender que apesar da credibilidade dada ao trabalho espiritual, a visão global da classe medica , ainda se mostra renitente à presença desta realidade.
Não digo que não tenha havido progressos e o futuro levará a que tal situação tenha que acontecer , mas falo também da distância entre os Grupos Espiritas de Médicos, criados como se de uma classe aparte se tratasse?!
Qualquer dia temos Grupo de Espiritas filosofos; Espiritas Comerciantes....enfim..
  Daí que o exemplo deve partir de quem se diz Espirita.
   "Conforme já tivemos oportunidade de expressar no artigo "O Espiritismo na Academia?" (Revista Internacional de Espiritismo, fevereiro 1994, pp. 20-22, e março 1994, pp. 41-43), dentro do contexto cultural ocidental, no qual estamos inseridos, desde o início do século passado, após a Revolução Francesa, tem havido uma luta ideológica que pode ser rotulada de materialismo x espiritualismo. Não vamos discutir sobre a origem desta luta e como ela está inserida na sociedade, suas conseqüências, etc., o que não caberia aqui.([1]) Mas esta luta tem-se travado nos vários segmentos da sociedade e da cultura; a ponto de não mais se perceber que ela existe, salvo no aspecto religioso, que costuma ser mais gritante. Do lado materialista a ideologia predominante é a que podemos chamar de positivista ou mecanicista, não necessariamente ligada à filosofia positivista, formulada por Auguste Comte, a partir de 1830, mas com muita coisa em comum. A ideologia (ou mentalidade) positivista essencialmente é de índole materialista, anticlerical, pretensamente racionalista, valorizando o "conhecimento objetivo", ou seja, o conhecimento apreendido pelos sentidos. Já do lado espiritualista, o principal representante tem sido a Igreja Católica Romana, seguida das diversas igrejas reformadas. No final do século passado houve uma "grande batalha" entre essas facções, que se traduziu num debate ideológico e em coisas mais "práticas", como disputas por cátedras, pelo controle de instituições culturais e acadêmicas, etc., visando ao controle do "saber oficial". Com a entrada de uma outra facção do lado materialista, o marxismo, depois da Revolução Russa de 1917, a balança pendeu para este lado, porém a guerra ainda não acabou, e estamos nela. Os leitores espíritas poderão ler, com a atenção voltada nesta direção, o extraordinário livro de Camille Flammarion, Deus na Natureza (Rio, Federação Espírita Brasileira), escrito no século passado, onde perceberão o debate deste com os positivistas. A Filosofia, as Ciências, as Artes, e a própria Religião, têm sido usadas como armas nesta luta. No caso das Ciências, têm sido utilizadas teorias científicas para justificar determinadas posições ideológicas. Por exemplo, a teoria de Darwin e Wallace, ou seja, a "Teoria da Seleção Natural", formulada para explicar a evolução biológica das espécies animais e vegetais, foi utilizada para explicar o desenvolvimento das sociedades humanas, sob o nome de "Darwinismo Social", justificando as desigualdades sociais, principalmente na Inglaterra e nos Estados Unidos, dos fins do século passado."


Enfim Amigos , não estou a combater pessoas, mas os factos com que lido no meu voluntariado.
É necessário debate, sincero , leal , não para fazer justificativas disto ou de aquilo,mas porque todos necessitamos de crescer...

abraço do coração

Victor Passos
Título: Re: Melindres Medicina e Espiritismo
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 14 de Fevereiro de 2013, 10:37
"Enfim Amigos , não estou a combater pessoas, mas os factos com que lido no meu voluntariado.
É necessário debate, sincero , leal , não para fazer justificativas disto ou de aquilo,mas porque todos necessitamos de crescer..."
Victor meu caro, simplesmente fantástica essa frase.
Essa é a grande questão que vemos, ninguem debate para efetuar um crescimento coletivo, debate-se para se ter razão.
Alguem já disse, e eu concordo, que para efetuar um aprendizado, é necessário desaprender alguma coisa.
Quer dizer, se eu quero crescer, preciso ouvir os argumentos dos outros com uma postura mais humilde e respeitosa. Ainda que possa continuar discordando do meu companheiro de debate, devo reconhecer que o argumento dele possui uma lógica, e é a compreensão dessa lógica que me fará crescer.
Título: Re: Melindres Medicina e Espiritismo
Enviado por: Victor Passos em 14 de Fevereiro de 2013, 21:28
Ola  muita paz e harmonia
Amigo Gustavo

   Meu bom Amigo, realmente como diz; " Alguém já disse, e eu concordo, que para efetuar um aprendizado, é necessário desaprender alguma coisa."

  Reforço;  "Tentar e falhar é, pelo menos, aprender. Não chegar a tentar é sofrer a inestimável perda do que poderia ter sido."


"Leva tempo para alguém ser bem sucedido porque o êxito não é mais do que a recompensa natural pelo tempo gasto em fazer algo direito."


Abraço fraterno

Victor Passos
Título: Re: Melindres Medicina e Espiritismo
Enviado por: Conforti em 14 de Fevereiro de 2013, 22:20
      Rettenmaier   (ref #11)

      Gustavo, vc escreveu: Alguém já disse, e eu concordo, que para efetuar um aprendizado, é necessário desaprender alguma coisa.

      Cel: e muitos sábios afirmam q, para "saber" o q nos interessa mais profundamente do q tudo o mais, é necessário "esquecer", apagar da mente, todo conhecimento já adquirido.
...........................................
Título: Re: Melindres Medicina e Espiritismo
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 14 de Fevereiro de 2013, 23:10
"Leva tempo para alguém ser bem sucedido porque o êxito não é mais do que a recompensa natural pelo tempo gasto em fazer algo direito."
Costumo dizer que é consequencia do trabalho correto e sério do individuo.
E não é possivel crescer sem desapego, ou desaprender aquilo que esta ultrapassado.
Título: Re: Melindres Medicina e Espiritismo
Enviado por: Kazaoka em 14 de Fevereiro de 2013, 23:58
     
      Cel: que é isso, distinto jovem, a q é q vc está chamando de misticismo, Kazaoka? Porq será q muitos entendem o misticismo como algo esquisito, suspeito, sem bases, produto até de ignorância e mesmo causador de riscos às crenças e aos homens? Para alguns, se o chamem de místico, lhes soa até como pejorativo, tal o desconhecimento do q seja misticismo. Vou trazer, da Wikipédia, seu significado como é conhecido no Ocidente e no Oriente. Por ser esse seu significado muitos, em particular os seguidores de crenças advindas do cristianismo, o consideram produto de mentes fantasiosas, pois q acreditam q a união pessoal com Deus, somente podo acontecer com Jesus, o Cristo. Para esses q o negam, é até mesmo absurdo de se falar de "salvação", se esta não vier daquilo q o Cristo pregou e do modo com as doutrinas cristãs o pregam. No entanto, o misticismo vem de séculos ou milênios antes de Cristo.


Coronel, no estudo Espírita a palavra misticismo está associada ao culto e à práticas em algumas CE que não estão em conformidade com o que a DE ensina. Aqui ela é empregada para dar referência ao que nós Espiritas chamamos de fantasioso. É mais ou menos a mesma coisa que acontece com a palavra porca quando utilizada no linguajar de uma loja de parafusos e quando esta mesma palavra é usada em uma criação de suínos.
Aqui estamos estudando DE e nem estamos fazendo alusão a outras doutrinas ou culturas como você quis sugestionar. Espero que tenha sido bem claro e convincente na explicação e eu, particularmente, me abstenho em entrar em discussão à respeito disso por ser um assunto que não tenho interesse em estar discutindo e, principalmente, porque está totalmente fora de contexto ao que se propõe o tópico.
Título: Re: Melindres Medicina e Espiritismo
Enviado por: Conforti em 21 de Fevereiro de 2013, 16:40
      Rettenmaier     (ref #14)

      Rettenmair colocou: "E não é possível crescer sem desapego, ou desaprender aquilo que esta ultrapassado".

      Se o amigo, na segunda frase, com o "ou desaprender" quis dizer "e sem desaprender aquilo q está ultrapassado", concordo cem por cento com vc; e realizar o desapego é dificílimo, pois os apegos estão vinculados àquelas coisas q, para nós, são, mesmo, a verdadeira razão de viver. Por isso é dificílimo; mas não é impossível!
..................................
Título: Re: Melindres Medicina e Espiritismo
Enviado por: Conforti em 16 de Março de 2013, 02:36
      Kazaoka    (ref #15)

      Cel: a língua portuguesa é mesmo estranha, pois vc entendeu q sugeri algo q não sugeri.

      Mas, veja: o q ocorre é q neste fórum estamos estudando a DE; todos, com certeza (é o que vemos em todos os tópicos), estão desejando compreendê-la melhor. Mas como compreender alguma coisa se não a compararmos com outras da mesma classe q existem ao derredor?! Será como, se vc, tendo de comprar um carro e, para isso, desejando escolher o q lhe ofereça mais vantagens, só olhasse um deles, sem ver os q estão por perto, sem lhes conhecer as qualidades, possibilidades, características, inovações, se ele lhe oferece, mesmo, mais vantagens. 

      E estudar outras doutrinas está em total acordo com a DE, q recomenda q comparemos a nossa com as outras.

      E veja, meu amigo, estudo doutrinas desde mais de sessenta anos atrás; procuro compreender seus conceitos e o q há de concordâncias e de discordâncias entre umas e outras. Essa é minha intenção, também, neste fórum, já lhe disse. Contudo, mesmo com seis décadas de estudo, ainda não compreendo certas questões da DE, do mesmo modo como vc e outros amigos, parece, estão entendendo. Por isso, muitas vezes, qdo vejo oportunidade em algum tópico, devido a alguma palavra ou conceito q alguém colocou, trago o assunto q desejo entender. Se abrisse tópico especial para aquele assunto, como me parece vc sugeriu, dificilmente alguém se interessará em lê-lo e responder (já constatei isso muitas vezes!) e isso talvez se deva ao fato de minhas perguntas sempre se referirem a "questões básicas", "muito conhecidas" e, talvez, "muito debatidas", questões, talvez consideradas "simples demais", ou consideradas de respostas "óbvias" e q, na doutrina, serão facilmente serão encontradas; mas, para um olhar mais atento, não são absolutamente "óbvias", nem "evidentes" e nem a doutrina tem as respostas.

      Veja um pequeno exemplo: à pergunta, “porq os homens são uns bons e outros maus”, a resposta por todos considerada “óbvia” e, conforme está na doutrina é: “porq têm livre-arbítrio e uns escolheram praticar o bem e, outros, o mal”. No entanto, meu jovem, vc há de concordar, essa não é uma resposta definitiva pois, de modo nenhum soluciona, ou termina, com a questão apresentada, já q podemos continuar perguntando: “e por que uns usam seu livre-arbítrio para o bem, e outros para o mal?” E, meu distinto jovem, a partir daqui, ninguém nem mesmo se aventura em dar mais qualquer tipo de resposta, entendeu? É isso!

     P.S.: Aliás, essa é uma pergunta q já lhe fiz várias vezes e não obtive resposta! E vou lhe trazer uma questão q, dentro do que diz a DE, não consigo entender, mas q, talvez, vc possa explicar: não há privilégios na criação; pela justiça divina, todos somos criador perfeitamente iguais, inclusive qto às faculdades intelectuais, certo? No entanto, a LE/124 diz: “Pois que há espíritos que, <desde o princípio>, seguem o caminho do bem absoluto e outros q, também, <desde o princípio>, sequem o caminho do mal absoluto, deve haver, sem dúvida, gradações entre esses dois extremos. não?” Resp: “Sim, certamente,...”. 

      Meu jovem, como entender isso, isso de espíritos perfeitamente iguais (pois “desde o princípio”) escolherem soluções desiguais, absolutamente desiguais, opostas?

      Deu para perceber a dificuldade de entender? Há muitas outras questões cujas respostas são incompreensíveis, incoerentes e mesmo contraditórias.
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