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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: Carlos A. em 27 de Fevereiro de 2006, 19:31

Título: Espiritismo Cientifico
Enviado por: Carlos A. em 27 de Fevereiro de 2006, 19:31
“N ão tenho nenhuma filosofia, apenas o desejo de descobrir fatos e verdades” – afirmou o jornalista Guy Playfair que escreve para o Journal Light, do College of Psychic Studies, de Londres, Inglaterra, onde vem difundindo o Espiritismo científico. Em entrevista concedida à
Suzuko Hashizume, membro do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas (IBPP), publicada no jornal Folha Espírita,
afirmou que conheceu Francisco Cândido Xavier, Arigó e Hernani Guimarães Andrade, este, à época, Presidente do IBPP, “único que conheci, a fazer pesquisas sérias sobre o assunto”.
Em sua admiração por Hernani Guimarães Andrade declarou: “Ele foi, sem exageros, a pessoa que mais influenciou a minha vida. Aliás, ele a transformou. Se não tivesse encontrado com ele, estaria ainda traduzindo
manuais de instrução de tratores ou tirando fotos de garotas de Ipanema, para a Associated Press”. E acrescentou: “Tudo que consegui na área de pesquisa psi foi inspirado por ele. O IBPP é o melhor grupo de pesquisadores que conheci até hoje. O arquivo é sem igual e tudo feito sem financiamentos”. Perguntado se conhecia as obras de Allan Kardec, declarou que leu “O Livro  dos Médiuns” e “O Livro dos Espíritos”,
acrescentando: “Confesso que não sou seu admirador incondicional, pois o acho um pouco seco e didático, mas admiro as pesquisas que ele fez – foi um dos primeiros a pesquisar casos de poltergeist. Admiro igualmente a dedicação dos espíritas brasileiros às obras de caridade e o contraste
com os Spiritualists ingleses, que parecem
mais interessados em fazer ostentação de
seus talentos! O Spiritualism é muito
egocêntrico, mas o Espiritismo é, como
Kardec disse, o Cristianismo redivivo. Que
diferença!”
Com relação à figura de Chico Xavier,
afirmou que conheceu o médium e “tive a
impressão de estar diante de um verdadeiro
santo. Fiz uma palestra, no ano passado
sobre ele, The Medium of the Century, para
a Society for Psychical Research, mostrando
que nenhum outro esteve em tanta evidência
e fez tanto bem para os pobres”.
Declarou que leu toda a série de livros de
André Luiz e que possui “Parnaso de Além
Túmulo” autografado por Chico Xavier, sua
leitura freqüente. “Meu livro favorito dele é
‘E a Vida Continua’. Deveria ser filmado!”
Indagado se as pesquisas psi, que conheceu
no Brasil e na Inglaterra, deram-lhe
a certeza da sobrevivência e da reencarnação
dos seres vivos, declarou: “Terminei,
agora, um livro sobre reencarnação, encomendado
pela Druze Cultural Foundation, com o título New Clothes for Old Souls, no
qual frisei que, embora não possamos comprovar
a reencarnação, é indiscutível que
Ian Stevenson, Hernani Guimarães
Andrade, Haraldsson e Antonia Mills, entre
outros, descobriram evidências para a
continuação de consciência, que considero
comprovada.
*
O jornalista Guy Lyon Playfair esteve
no Brasil, alguns anos, a partir de 1961, exercendo
sua atividade profissional, quando
se interessou pela grande quantidade e
qualidade das ocorrências paranormais
verificadas no país. Realizou uma longa e
cuidadosa investigação, escrevendo um livro
“A Força Desconhecida”, com o subtítulo
“Pesquisa de Fenômenos Parapsíquicos
no País Mais Psíquico do Mundo”,
publicado pela Editora Record. Nele, relata
mensagens psicografadas, casos de reencarnação,
cirurgia psíquica, poltergeist e
fotografia Kirlian. Narra os trabalhos dos
médiuns Carmine Mirabelli, Arigó, Chico
Xavier e outros, tendo sido, ele próprio,
operado duas vezes, no Rio de Janeiro, pelo
médium Edivaldo Oliveira Silva. Transcreve
opiniões de brasileiros cultos, inclusive
um chefe de polícia e um professor universitário.
Descreve, ainda, o mais raro de todos
os fenômenos psíquicos – a materialização
integral. Focaliza, também, fraudes
e mistificações, mostrando a seriedade
do seu trabalho e seu desejo de revelar um
fenômeno que não pode continuar a ser
ignorado e sim observado com fria
objetividade.
Vale destacar a referência feita por Guy
Playfair na introdução do livro “A Força
Desconhecida” (The Flying Cow, no original):
“Na verdade, dentre todos os países
do mundo, o Brasil é o mais interessado
nos fenômenos psíquicos; uma terra onde
nada pode surpreender a ninguém. Considera-
se, por exemplo, perfeitamente normal sair à noite com o intuito exclusivo de entrar
em comunicação com os espíritos, pedir-lhes
assistência em tempos de dificuldades emocionais
ou orgânicas ou apenas verificar se
eles estão vivos, passam bem e não precisam
de nada daqui de baixo.
(...) O Brasil se tornou famoso nestes últimos
anos como ‘a terra dos fenômenos parapsíquicos’,
título que vem se juntar aos que
já possui graças ao café, ao futebol, ao carnaval
e às castanhas-do-pará. Podia ser de
grande utilidade para os turistas a colocação
de cartazes à entrada do Aeroporto de Congonhas,
em São Paulo, dizendo, por exemplo:
‘Atenção! Estão entrando numa Zona
de Poltergeist e materializações duas vezes
por noite’ ou, simplesmente: ‘Bem-vindos à
capital da percepção extra-sensorial’.”
A íntegra da entrevista pode ser lida no
número de dezembro de Folha Espírita cujo
exemplar deve ser solicitado à FE Editora
Jornalística Ltda., Av. Pedro Severino Jr., 325
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