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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: Jorge Murta em 11 de Setembro de 2012, 14:19

Título: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Jorge Murta em 11 de Setembro de 2012, 14:19
Ah! A caridade. Palavra tão falada pelos espíritas e tão pouco praticada em toda sua extensão pelos mesmos. Grande parte dos espíritas, até por serem da classe média ou da classe média alta, - ou alguém conhece algum centro espírita frequentado por pessoas da classe D ou E, de chinelos de dedo? – tem praticado a caridade do dar e não a caridade do dar-se, por ser a primeira, embora tenha o seu mérito, ser a mais facil para eles e o dar-se, nem sempre ser tão facil e envolver certos preconceitos e atavismos dos quais ainda não se libertou. Em outras palavras, percebe-se nos centros espíritas e nos proprios espiritas, muita caridade material nem sempre acompanhada da caridade moral.

E quem diz que a caridade moral é a mais dificil de ser praticada é um espírito que se comunicou nas paginas de O Evangelho Segundo o Espiritismo, chamado de Irmã Rosalia. Em certo momento ele diz:

            “(...) Quero que compreendais bem o que deve ser a caridade moral, que todos podem praticar, que materialmente nada custa, e que não obstante é a mais difícil de se por em prática.

            A caridade moral consiste em vos suportardes uns aos outros, o que menos fazeis nesse mundo inferior, em que estais momentaneamente encarnados. Há um grande mérito, acreditai, em saber calar para que outro mais tolo possa falar: isso é também uma forma de caridade. Saber fazer-se de surdo, quando uma palavra irônica escapa de uma boca habituada a caçoar; não ver o sorriso desdenhoso com que vos recebem pessoas que, muitas vezes erradamente, se julgam superiores a vós, quando na vida espírita, a única verdadeira, está às vezes muito abaixo: eis um merecimento que não é de humildade, mas de caridade, pois não se incomodar com as faltas alheias é caridade moral.

            Essa caridade, entretanto, não deve impedir que se pratique a outra. Pelo contrário: pensai, sobretudo, que não deveis desprezar o vosso semelhante;(...)”

Mas, a questão é que os espíritas, que deveriam praticar mais a caridade moral, já que elegeram a caridade como sua bandeira e se auto-elegeram como os caridosos por excelência, são os que menos praticam a caridade moral, ou seja, não são compreensivos, indulgentes, nem verdadeiramente brandos e nem pacíficos, principalmente quando estão despidos de suas capas de espíritas e longe das testemunhas do centro espírita que freqüentam e os conhecem. E quando perante outro espírita, que tenha idéias próprias, mormente se for a respeito da própria doutrina, do movimento espírita ou sobre algum médium ou espírito famoso do qual o primeiro espírita seja idolatra, este deixa cair a sua máscara, e mostra toda sua não caridade moral e espicaça envernizadamente o companheiro espírita dizendo:

“Irmão, você precisa de Evangelho”. Ou
“Irmão, você precisa comparecer urgente na desobsessão, pois você está obsidiado”.

Engraçado. Ter idéias próprias agora virou sinal de estar obsidiado. Ter idéias firmes e certas é sinônimo de precisar de evangelização. E chamar o outro de obsidiado é sinal de que? De caridade não é e muito menos de caridade moral. E se não é de caridade moral é mais sinal ainda de que quem chamou o outro de obsidiado é quem precisa de evangelho urgente, pois o louco nunca se acha  louco, para ele é sempre o outro que é louco.

Aliás, eu diria mais. Um espírita que diz que o outro precisa de Evangelho e de ser desobsidiado precisa de Doutrina, de estudar mais a doutrina..

Como exemplo do que digo, temos que nos casos recentes do casal Nardoni e do goleiro Bruno, ambos os casos envolvendo crimes de homicídio com requintes de crueldade, alguns espíritas, se manifestaram no sentido do “não julgueis” aos acusados e em um velho jargão do “oremos pelos assassinos”. Até aí, tudo estaria bem e no pleno direito de liberdade de opinião, que assiste a todos, porém esse mesmo direito não se verifica quando outros espíritas, indignados com a barbaridade dos crimes, advogaram a punição exemplar dos culpados e foram desrespeitados por aqueles primeiros no direito de opinar diferentemente deles.

Mas, o que chama a atenção é uma postura até hipócrita desses alguns espíritas que defendem o “não julgar” e o “oremos por eles”, pois não observam os próprios conselhos quando se apressam em julgar os espíritas ortodoxos quando estes criticam ou questionam algum posicionamento de Emmanuel e André Luiz. Onde está o discurso do “não julgueis”? Só vale para fazer papel de bonzinho perante quem não os conhece, mas para não julgar os ortodoxos não vale? Onde está a mesma compreensão e bondade desses alguns espíritas em relação a outros espíritas que “ousam” pensar diferente e fora do quadrado dos primeiros?

E essa postura, desses alguns espíritas vai até mesmo contra o que eles mesmo pregam, pois repetem ensinamentos de Jesus – que conhecem apenas na superfície e não em profundidade – pois, o mesmo diz “seja o vosso falar, sim sim, não não”. Incoerente, não?

Em relação aos envolvidos em crimes hediondos, dizem:
"Sejamos tolerantes com eles, meus irmãos!!! Não podemos faltar com a caridade a eles. Precisamos aprender a entender essas coisas. Lembre que Jesus ensinou-nos a amar os nossos inimigos!"

Engraçado, devemos amar os nossos inimigos, mas sermos rigorosos e cruéis com os próprios espíritas. Onde está o bom senso?

Agora, vejamos o outro lado:
Quando um outro espírita simplesmente questiona que a existência de colônias ou algo que Emmanuel ou André Luiz falaram, aí aparecem outros espíritas com todos os mísseis contra ele, atacando-o de forma implacável, chamando-o de louco, herege discriminando-o, incentivando os outros a se afastarem dele, como se fosse praticante de crime hediondo, só por pensar diferente.

Se você, que é um dos elementos que constituem esse universo de contradição espírita, quiser contra argumentar, alegando que eu estou dando o exemplo da agressão aqui, reflita também, porque eu, pelo menos, não ando me dizendo puro, doutrinariamente perfeito, praticante de falas mansas, do "Muita Paz, meu irmão" e de toda essa postura "santificada" que alguns tentam se mostrar. Muito pelo contrário, identifico-me para todos como eu realmente sou. Então eu posso falar o que quero.

Quem não pode é o espírita que se acha o máximo conhecedor da Doutrina, o defensor da pureza, da moralidade, da decência e da coerência, porque, se for puro mesmo, verdadeiramente, deve ser o primeiro a dar o exemplo.

Quem é puro, não ataca ninguém, não critica ninguém, não aponta dedo para ninguém e para concluir repito: podem achar a vontade que se deva não julgar e orar pelos criminosos, mas respeitem o direito dos outros de pensarem diferentemente e discordem na base das idéias, dos argumentos; mas uma sanha doentia contra os ortodoxos, em que sobram incompreensão, acusações e julgamentos em tópicos repetitivos sobre e contra eles é falta do que fazer e uma tremenda falta de coerência com o que alguns espíritas fazem em relação a tão apregoada caridade que eles mesmos dizem ter e ser tão necessária, pois fora dela não há salvação.

Então, se não são compreensivos, bondosos e sobretudo caridosos, para com opiniões diferentes de outros espíritas, não estão “salvos”.

É  muita incoerência...

Resumindo está  tudo nessa frase tirada de um texto do Alamar Regis:

"Engraçado, devemos amar os nossos inimigos, mas sermos rigorosos e cruéis com os próprios espíritas. Onde está o bom senso?"

Pois é amigo,onde esta o BOM SENSO?...eu acho que esse tal bom senso está doente ou inexiste na maioria das pessoas que agem assim"

Caridade, enfim, é, como o nome diz, querer bem a alguém, ser caro a alguém, por diversas formas. E o agente da caridade pode ser uma pessoa ou uma instituição. E como já diria Paulo de Tarso: “A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa; não è temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; - não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre. ”

Infelizmente, os espíritas, ditos cristãos, que na maioria deles idolatram médiuns e espíritos, principalmente se tem renomes, perderam o hábito de debaterem com profundidade, com bom senso e ficaram apenas na superficialidade e não admitem terem seus pontos de vistas questionados, e passaram a ver todos os ortodoxos como vilões instrumentados pelas trevas a serem combatidos ou então como trolls. E eles que agem dessa maneira, como guardiões implacaveis contra a ortodoxia, é que são bons e compreensivo. .

Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Ronaldo São Romão Sanches em 11 de Setembro de 2012, 18:51
Jorge boa tarde
O texto é seu?
Como o texto não está assinado, vc poderia dizer quem é o autor?

abraço
Ronaldo
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Jorge Murta em 11 de Setembro de 2012, 18:58
Sim, Ronaldo

o texto é meu, resultado da fusão e reedição de outros 2 textos também de minha autoria, com algumas citações de frases e pensamentos de Alamar Regis.
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Jefferson P. L. em 11 de Setembro de 2012, 20:48
O egoísmo e suas coadjuvantes ou variantes, vaidade e orgulho, são os vícios mais difíceis que enfrentamos nesse mundo. O autoconhecimento é nossa poderosa ferramenta para combatê-los.

Observemo-nos, é necessário!

Abraços fraternos.
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Danilo Henrique em 11 de Setembro de 2012, 22:04
Bom, mais um artigo com a finalidade de avaliar, criticar e medir a atitude dos outros.
Vê-se que quando um discurso é carente da palavra mais enobrecedora e construtiva, visando a instrução e a motivação do proceder mais virtuoso, ele está na forma da crítica, que sinceramente, eu acho que não serve para nada.
Fico a pensar qual é o seareiro que, ao ler um artigo como esse, despertar-se-á em vontade íntima de reformar tais aspectos de sua personalidade. Vejo, no máximo, a possibilidade de instalar a culpa, censurar ou medir a atitude alheia. Enfim, ainda não consigo ver no que estas observações podem acrescentar na vida de alguém.


Abraços!
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: wender100%espirita em 11 de Setembro de 2012, 22:12
bem jorge,concordo com vc os espiritas tem muito que evoluir do lado moral mesmo, que atire a primeira pedra quem ja galgou esse caminho,agora vc achar que os centros espiritas são frequentados por classes mais favorecidas tipo A e B, descordo completamente,não tem nada ver status social com frequencia em casas espiritas e vc disse que não conhece centros espiritas onde frequentam classe D e E?prazer pertenço a essa classe e nosso centro e muito humilde sem luxo mesmo, muita paz e luz a todos!!!
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Jorge Murta em 11 de Setembro de 2012, 22:21
Bom, mais um artigo com a finalidade de avaliar, criticar e medir a atitude dos outros.
Vê-se que quando um discurso é carente da palavra mais enobrecedora e construtiva, visando a instrução e a motivação do proceder mais virtuoso, ele está na forma da crítica, que sinceramente, eu acho que não serve para nada.
Fico a pensar qual é o seareiro que, ao ler um artigo como esse, despertar-se-á em vontade íntima de reformar tais aspectos de sua personalidade. Vejo, no máximo, a possibilidade de instalar a culpa, censurar ou medir a atitude alheia. Enfim, ainda não consigo ver no que estas observações podem acrescentar na vida de alguém.


Abraços!

Bom, Danilo
Parece-me que sua atitude confirma o que eu disse no meu texto, pois você, um espírita tido como religioso e avesso à ortodoxia, com essa atitude de nada ver de bom ou verdadeiro no que eu disse (e nem sequer tentou), pelo menos é o que me parece, poderia, para me desmentir agir caridosamente e me ajudar a ver onde erro. Essa sim, seria a verdadeira atitude de um espírita.

Mas, parafraseando uma amiga sua, que disse em outro tópico:

"O seu comentário não reflete sinceridade mas uma crítica ofensiva, fazendo insinuações e julgamentos acerca da minha conduta

Enxergamos o mundo de acordo com o que existe dentro de nós.

Sou responsável pelo o que escrevo não pelo o que você lê, ou melhor sou responsável pelo o que posto, não pelo o que você entende.

O texto foi de utilidade para muitas pessoas, isso para mim basta.

Fique em paz.
abraços"

Jorge Murta

Por que voce nao criticou o topico acima, de onde tirei a frase? Heiin?
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Jorge Murta em 11 de Setembro de 2012, 22:51
No Livro dos Espiritos, parte III, das Leis Morais está o seguinte:

CAPÍTULO XII
DA PERFEIÇÃO MORAL
 
As virtudes e os vícios
 
904. Incorrerá em culpa aquele que sonda as chagas da sociedade e as expõe em público?
 
“Depende do sentimento que o mova. Se o escritor apenas visa produzir escândalo, não faz mais do que proporcionar a si mesmo um gozo pessoal, apresentando quadros que constituem antes mau do que bom exemplo. O Espírito aprecia isso, mas pode vir a ser punido por essa espécie de prazer que encontra em revelar o mal.”
 
a) - Como, em tal caso, julgar da pureza das intenções e da sinceridade do escritor?
 
“Nem sempre há nisso utilidade. Se ele escrever boas coisas, aproveitai-as. Se proceder mal, é uma questão de consciência que lhe diz respeito, exclusivamente. Demais, se o escritor tem empenho em provar a sua sinceridade, apóie o que disser nos exemplos que dê.”
 

A pergunta é: quem poderá dizer que o que eu disse antes é mentira? Que nao é assim? Quem irá negar, que mesmo que fosse inverdade o que eu disse, que o que escrevi não é questao de consciencia minha, e quem poderá julgar, finalmente da pureza e snceridade das minhas intenções?
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Mourarego em 11 de Setembro de 2012, 23:37
Mano Danilo, desculpe-me
parece que o amigo não focou bem no âmago do texto.
Aliás, o que não se deve fazer é avaliar pessoas, mas atos, ações, atitudes, falas, tudo que esteja ao nosso derredor, a isso todos devemos avaliar, pois que sem esta avaliação não se pode dizer que alguém saiba o que acontece e que possa se dirigir por um bom caminho, sempre.
abraços,
Moura

Bom, mais um artigo com a finalidade de avaliar, criticar e medir a atitude dos outros.
Vê-se que quando um discurso é carente da palavra mais enobrecedora e construtiva, visando a instrução e a motivação do proceder mais virtuoso, ele está na forma da crítica, que sinceramente, eu acho que não serve para nada.
Fico a pensar qual é o seareiro que, ao ler um artigo como esse, despertar-se-á em vontade íntima de reformar tais aspectos de sua personalidade. Vejo, no máximo, a possibilidade de instalar a culpa, censurar ou medir a atitude alheia. Enfim, ainda não consigo ver no que estas observações podem acrescentar na vida de alguém.


Abraços!

Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Michel Michels em 12 de Setembro de 2012, 03:31
interessante a análise, tanto do Alamar que é criticado por alguns irmãos, quanto do autor.

Na minha opinião nos espíritas na maioria (tirando os missionários) somos os mais endurecidos que precisaram de uma doutrina lógica, coerente, que explique tudo tim tim por tim tim, para que nos convençamos e iniciemos nosso crescimento espiritual/reforma íntima.

Alguns irmãos face todo o narrado se desacorçoam (como dizem na minha terra), é natural que ainda usemos subterfúgios, e nos melindremos, frente aos embates.

Gostamos de dar opinião, julgar, e querer que nossos pensamentos preponderem, é o homem velho.

Feliz daqueles que conseguem colher no dia-a-dia estes avisos salutares, e buscar as modificações possíveis.

A pergunta que fica após o desencarne é uma só: que fizeste pelo teu irmão e por ti próprio, sem subterfúgios, sem demagogias, a nossa consciência aí está a nos chamar quando quisermos consultar, ou dar ouvido aos seus conselhos.

É a sutil diferença de sabermos separar o que é ensino espírita (obras de Allan Kardec como base e após amigo há bastante discussão pra saber o que se enquadra ou não se enquadra), vivência do espiritismo e movimento espírita (as práticas do Espiritismo na vida íntima, social, e em especial na casa espírita), e de compreendermos que cada um está num grau de observação da doutrina, podendo contribuir limitadamente, sem estarem isentos de erros no processo.

E acho que a assinatura do autor do texto elucida bem:  "Estou cada vez mais convencido de que as pessoas só acreditam naquilo que querem e naquilo que podem"

Somos seres limitados com uma Doutrina que muito contribui, consola, incentiva, esclarece, ficando a cada um, segundo as suas obras, pois nosso íntimo ainda estamos conhecendo.
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: cezar21 em 12 de Setembro de 2012, 12:40
Prezados

É inegável que o texto postado pelo irmão Jorge, traz ensinamentos importantes, em consonancia a Doutrina e os ensinos das mais diversas Religiões sérias. A questão é o quanto todos nós estamos pondo em prática o que tanto teorizamos. Vejo o teorizar, e agora falo de minha experiencia pessoal, como uma etapa crucial para o Praticar, esse bem mais difícil e penoso! É a velha dicotomia fundamental entre ação X reação, pois para agir posso planejar (por exemplo dar esmolas em praça pública), mas penso que é na reação que se conhece o Homem (por exemplo quando somos ofendidos seriamente, como reagimos de imediato?); eu ainda reajo mal a certas provocações, o que me mostra que estou caminhando, sou imperfeito, portanto, sem direito a julgar, a atirar pedras, mas mesmo assim sou tentado a fazê-lo!
É notório que temos divergencias as  mais diversas, inclusive sobre questões doutrinárias, de minha parte sou ainda egoista e divirjo e entro em controvérsias, tantas vezes, mas penso que a divergencia podemos considerar como um componente necessário do processo de aprender a viver em comum, que considero uma verdadeira arte.
Penso que temos que aprender a conviver e isso é essencial, como é essencial é respeitar as opiniões divergentes e tentar enxergar nelas ,mais uma fonte de aprendizado e de crescimento interior.
Fundamental respeitar a diversas opiniões e evitar qualquer tipo de julgamento, mas isso é um também tipo ideal, um aprendizado ou melhor: um processo de aprendizado  .

Saudações espiritualistas
Cezar
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Danilo Henrique em 12 de Setembro de 2012, 13:16
Mano Danilo, desculpe-me
parece que o amigo não focou bem no âmago do texto.
Aliás, o que não se deve fazer é avaliar pessoas, mas atos, ações, atitudes, falas, tudo que esteja ao nosso derredor, a isso todos devemos avaliar, pois que sem esta avaliação não se pode dizer que alguém saiba o que acontece e que possa se dirigir por um bom caminho, sempre.
abraços,
Moura

Abraços!



Mano Moura, respeito sua opinião, mas discordo dela.
O empreendedor que mede, observa e avalia o mercado do seu empreendimento, e o contexto em que está inserido, adquire visão que o capacita para tomada de decisões no seu negócio.
O técnico que avalia e mede a equipe adversária, é capaz de desenhar melhor a sua estratégia de jogo.

Como vê, não sou contra a visão, o discernimento e a análise crítica. Não prego a ingenuidade.

Mas em um tratado de moral, onde lhe damos com a realidade do Espírito, observe o amigo, que ao avaliar, medir, parametrizar, censurar ou reprovar a atitude alheia, isso atesta apenas uma coisa: a ignorância de si mesmo. Em psicologia, há um enunciado que afirma que aquilo que reprovamos ou censuramos no próximo, é exatamente o que reprovamos em nós mesmos. Sabedores também que somos de que cada individualidade conduz sua própria realidade, sempre muito específica e complexa, e que cada espírito encontra no estágio evolutivo que lhe é próprio; em tais críticas, adentramos em terrenos muito desconhecidos, e nossa análise será sempre superficial e preconceituosa. Antes de desbravar o mundo íntimo do próximo, é necessário conhecer o seu próprio.

Considero, firmemente, que o único método capaz de operar construtivamente em favor do crescimento espiritual do próximo - que é o que estamos mais preocupados, quero crer - é a instrução com amor. Nenhuma crítica ou análise sintética pode substituir isso.

Abraços!






Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 12 de Setembro de 2012, 13:24
Bom dia meus queridos.
Aqui no sul, tem um comentarista que usa uma expressão bem interessante: "a banca paga, a banca recebe". Tambem podemos usar o dito popular que diz que "vento que venta cá, venta lá".
Tenho uma visão um pouco diferente do nosso irmão Jorge, e particularmente acho que a ortodoxia, por vezes pode nos limitar o campo de visão. Acho, alias que é isso que atrapalha as religiões, impedindo-as de progredir.
Mas acho o texto realmente muito bom, embora um pouco extenso.
Realmente, nosso irmão relata uma verdade que reputo como inquestionável, acabei de citar, em outro post, que conheço inumeros espiritas arrogantes, que se acham donos da verdade.
Mas tambem conheço muitos que colocam em prática essa caridade de deixar o arrogante, ser arrogante.
Isso vale para ortodoxos e não ortodoxos, posto que como citei antes, a ortodoxia pode nos impedir de efetuar análises mais amplas e responsáveis sobre determinados temas, impedindo, por vezes que alcancemos avanços importantes, pela simples rejeição peremptória de algo.
Alias, meus caros, a rejeição feita da DE pela massa de crentes das diversas religiões, deve-se exatamente a ortodoxia, portanto aos ortodoxos, se não quiserem parecer hipócritas, não podem praticar para com os não ortodoxos, aquilo que criticam neles.
Resumindo, como sustenta nosso querido Moura, debatemos idéias, sem tentarmos nos impor, posto que a verdade meus caros, ainda esta muito longe do nosso nivel evolutivo.
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Danilo Henrique em 12 de Setembro de 2012, 13:33
Bom, mais um artigo com a finalidade de avaliar, criticar e medir a atitude dos outros.
Vê-se que quando um discurso é carente da palavra mais enobrecedora e construtiva, visando a instrução e a motivação do proceder mais virtuoso, ele está na forma da crítica, que sinceramente, eu acho que não serve para nada.
Fico a pensar qual é o seareiro que, ao ler um artigo como esse, despertar-se-á em vontade íntima de reformar tais aspectos de sua personalidade. Vejo, no máximo, a possibilidade de instalar a culpa, censurar ou medir a atitude alheia. Enfim, ainda não consigo ver no que estas observações podem acrescentar na vida de alguém.


Abraços!

Bom, Danilo
Parece-me que sua atitude confirma o que eu disse no meu texto, pois você, um espírita tido como religioso e avesso à ortodoxia, com essa atitude de nada ver de bom ou verdadeiro no que eu disse (e nem sequer tentou), pelo menos é o que me parece, poderia, para me desmentir agir caridosamente e me ajudar a ver onde erro. Essa sim, seria a verdadeira atitude de um espírita.

Mas, parafraseando uma amiga sua, que disse em outro tópico:

"O seu comentário não reflete sinceridade mas uma crítica ofensiva, fazendo insinuações e julgamentos acerca da minha conduta

Enxergamos o mundo de acordo com o que existe dentro de nós.

Sou responsável pelo o que escrevo não pelo o que você lê, ou melhor sou responsável pelo o que posto, não pelo o que você entende.

O texto foi de utilidade para muitas pessoas, isso para mim basta.

Fique em paz.
abraços"

Jorge Murta

Por que voce nao criticou o topico acima, de onde tirei a frase? Heiin?

Jorge Murta, permita-me esquivar-me dessa sutileza.
Leia novamente o meu comentário, e note que em nenhum momento eu afirmo que você erra.
Destaco novamente estas frases: "sinceramente, eu acho que não serve para nada."
"Enfim, ainda não consigo ver no que estas observações podem acrescentar na vida de alguém."
Logo, eu apenas emiti uma opinião pessoal sobre o artigo.
Uma vez já explicado no que se embasa minha opinião, eu é quem necessito de elucidações maiores, para compreender a que visa esta ideia. Para qual finalidade ela está direcionada.

Abraços!



Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Jorge Murta em 12 de Setembro de 2012, 14:32
Danilo, você falou em "opinião". E o que é uma "opinião"? È um FATO que realmente ocorreu ou é apenas uma "opinião"?

"Se alguém me pergunta pelo meu nome, só tenho que dizê-lo tal qual eu me chamo realmente, como consta de minha certidão de nascimento, de minha carteira de identidade, pois isso é um fato que não admite opinião.

Não posso pensar ou achar, julgar ou acreditar, que me chamo assim ou assado: sei que meu nome é exatamente aquele conjunto de fonemas ou sons, aquele conjunto de letras ou palavras, que expressa minha identidade pessoal.

Não opina, mas revela um fato, quem declina o próprio nome. Eu também não estou opinando, ao revelar meu endereço, meu telefone. São fatos, só tenho que informar esses dados reportá-los num ato de informação.

Todavia, se me perguntarem aquela bobagem: “De onde foi que seu pai tirou esse nome para lhe dar?”, já haverá espaço para um ato de opinião. Posso saber exatamente como foi à mecânica da escolha de meu nome por meus pais, como posso ignorar redondamente, tanto quanto posso apenas conjeturar a respeito. No caso de não saber exatamente, então fabricarei uma resposta opinativa, dizendo que, segundo acho, foi assim ou assado.

Eis a diferença entre fato e opinião, entre opinião e informação.

Informação é quando se revela um fato, algo que aconteceu realmente, independente de nós. Existe e pronto. Só cabe-nos informar a respeito.

Já a opinião leva há um pouco de nos mesmos, sob a forma de julgamento nosso, geralmente um juízo de valor e é por isso que nos afeta tanto quando vemos uma querida opinião que expendemos, ser esmerilhada sem dó pelos outros.

Se me perguntarem – “que horas são?” - o certo é limitar-me a informar o que me revela o mostrador do relógio que tenho ao pulso, sem mudar nada. O relógio reporta um fato, devo passar essa informação ao outro sem influir no dado, pois isso é informação. Todavia, se opto dizer – sem olhar para o relógio – que ACHO que ainda é cedo, ou tarde, ou que são tantas horas, pois não faz cinco minutos olhei para o relógio e era mais ou menos isso etc. estou fugindo ao fato, recusando-me a acessar e produzir uma informação, para fazer um mero exercício de opinião, a qual poderá refletir meu mau humor, meu desinteresse pela necessidade do interlocutor de apurar a marcha do tempo, minha irritação por um fato puramente irrelevante, que nada tem a ver.

Opiniões podem conter doses de preconceito, emoção, má vontade, alienação, muita coisa alheia, estranha aos fatos, expressando nesse caso o que em língua inglesa se chama “desinformação”.

E o que procurei passar aqui foram apenas fatos que vejo cotidianamente, ao longo de 30 anos de espiritismo e não apenas de literaturas espiritualistas. Quando falei que não via nos centros espiritas, frequentadores das classes D e E, realmente eu não via e não vejo, pois falei de Centros Espíritas que existem em certos bairros do Rio de Janeiro, como a Tijuca, por exemplo. Mas, a questão é, se o que narrei no todo, retrata um fato ou não. É só uma questão de vivência (fatos) no espiritismo e não apenas de gosto ou opiniões.




Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 12 de Setembro de 2012, 14:59
"Já a opinião leva há um pouco de nos mesmos, sob a forma de julgamento nosso, geralmente um juízo de valor e é por isso que nos afeta tanto quando vemos uma querida opinião que expendemos, ser esmerilhada sem dó pelos outros."
Meu caro Jorge, seme permite uma observação, e aqui vai uma opinião, o que faz doer, não é ver a opinião ser esmirilhada, como você falou. O que faz doer é a possibilidade de que, em sendo a outra opinião mais correta, nosso orgulho seja atingido.
Minhas opiniões só poderão ser esmirilhadas, se não tiverem base, seja ela qual for.
No momento em que emito opinião com uma base sólida, ela pode ser questionada, contraditada, mas jamais esmirilhada.

"Opiniões podem conter doses de preconceito, emoção, má vontade, alienação, muita coisa alheia, estranha aos fatos, expressando nesse caso o que em língua inglesa se chama “desinformação."
Da mesma forma meu querido, emitimos opinião sobre o que conhecemos, nossa opinião reflete o nosso entendimento sobre os fatos, contra os quais digo, não há argumentos.
Com certeza podem conter todos esses desvios, posto que refletem nosso interior repleto de imperfeição.
E ai voltamos a questão da caridade moral.
Para mim a caridade moral, é perceber que cada um de nós está em um nível próprio de evolução, ou progresso se preferir, com muito conhecimento sobre muitas coisas, mas uma maior ainda ignorância, sobre a maior parte de tudo.
Vou repetir o que ja escrevi varias vezes aqui, citando Paulo Freire: "não existe saber mais ou saber menos, existem saberes diferentes".
Você citou a questão 904, sugiro ir mais adiante, na 919, cuja resposta, na minha opinião, resume muito bem essa discussão.
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Jorge Murta em 12 de Setembro de 2012, 15:26
Sim, meu caro Gustavo

tem razão , concordo com você quanto a questão 919-a, principalmente na parte em que diz-se:


“O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual. Mas, direis, como há de alguém julgar-se a si mesmo? Não está aí a ilusão do amor-próprio para atenuar as faltas e torná-las desculpáveis? O avarento se considera apenas econômico e previdente; o orgulhosos julga que em si só há dignidade. Isto é muito real, mas tendes um meio de verificação que não pode iludir-vos. Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa. Se a censurais noutrem, não na poderia ter por legítima quando fordes o seu autor, pois que Deus não usa de duas medidas na aplicação de Sua justiça. Procurai também saber o que dela pensam os vossos semelhantes e não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, porquanto esses nenhum interesse têm em mascarar a verdade e Deus muitas vezes os coloca a vosso lado como um espelho, a fim de que sejais advertidos com mais franqueza do que o faria um amigo. Perscrute, conseguintemente, a sua consciência aquele que se sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extirpar de si os maus pendores, como do seu jardim arranca as ervas daninhas; dê balanço no seu dia moral para, a exemplo do comerciante, avaliar suas perdas e seus lucros e eu vos asseguro que a conta destes será mais avultada que a daquelas. Se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem receio o despertar na outra vida."

Como vê não é toda opinião que acho "esmerilhavel". As suas, por exemplo,  tenho notado que são sempre - ou procuram ser - embasadas na doutrina e no bom senso e não em um antagonismo pessoal disfarçado de respeito humano. Admiro suas posições equilibradas mesmo quando há discordancias de algo que eu diga.

Obrigado.
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: hcancela em 12 de Setembro de 2012, 15:38
Olá amigos(as)


Compreendo todas as opiniões mas, numa forma geral vem um pouco ao encontro que eu tenho conversado com algumas pessoas mais ou menos parecido com este tema.

Creio(minha opinião) que o Espiritismo se esta a tornar condescendente em relação ao que se passa no Mundo e nomeadamente em relação ao que as pessoas fazem de bem ou não.

Quando falamos que fulano ou Sicrano fez mal, aparece logo quem venha dizer que devemos ser tolerantes etc e tal. Pergunto!... Quem disse que aceitar ou compreender, é ser conivente? Se alguém comete um assassínio é um assassino; ponto final.Não pode viver em sociedade tem de viver fora dela,e as prisões estão aí para isso, pelo menos até haver algo melhor, mas como será óbvio isto é condenar o acto e não o espirito imortal que merece e tem direito a se melhorar e nas prisões deveriam ter condições para se ( ensinar) a quem quiser ser ensinado e viver em sociedade. Se alguém é um safado, é um safado mesmo.Ponto final.

Creio que gostamos muito dar uma de bonzinhos, coisa que não o somos, e hoje com um complexo de culpa muito grande toleramos tudo e a todos especialmente de passar a mão pela cabeça como se nada se passa-se e isto e relação ao Políticos ainda mais hoje em dia. Temos a mania de dizer que é o nosso Karma, que somos como eles, que são o nosso espelho,e deixamos andar tudo aceitando e nada fazemos. Desde quando que através de muitos anos de trabalho, desconto para a Segurança Social, e agora uns (safados) vêm dizer me que a dita cuja está falida , e ok, sou espirita passei a ser bonzinho e aceito tudo.

O ESE nos ensina que não podemos ter as mesmas manifestações de afecto por alguém que nos quer fazer mal, por outra que nos quer fazer bem, dizendo também que é natural, não devemos é desejando-lhes mal.

Vamos é deixar de ser inertes em nossas acções, porque se os bons nada fizerem os maus governam como querem. Martin Luther king dizia e muito bem; Não são os maus que me preocupam, mas sim o silêncio dos bons e neste aspecto temos muito aprender.

Não falo com isto que devemos apontar as pessoas pelo seus erros, porque na realidade não somos nada nem ninguém para o fazermos a mais,em nada se aprende com isto, mas se podermos explicar a elas que aquilo que fizeram é uma safadeza, meus amigos(as) tem de ser mostrando o outro lado.Para mim um bom amigo está sempre do lado, desde que o amigo escute, e se não quiser escutar, tem todo o direito de fazer o que quiser, mas que vá sózinho, se o acto for errado como será óbvio.kkkkkkk ;)

Aqui no forum uma das normas é; critique ideias e não pessoas, ora meus caros a onde está a dificuldade de perceber isto e colocar em nossas vidas. Lembram Jesus quando chamava de hipócritas aos Fariseus pela sua postura exterior. :-*

Saudações fraternas


Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 12 de Setembro de 2012, 15:43
Obrigado pela generosidade meu caro Jorge.
Alias, muitobem colocada essa parte da resposta, são as diferenças que nos ensinam a crescer.
Tenho um exemplo muito próximo, sou casado com uma evangélica, cuja familia é formada de lideranças importantes da sua comunidade religiosa.
E posso te garantir meu amigo, que foi nessa aparente dificuldade que muito aprendi no que diz respeito a respeitar o próximo e principalmente os conceitos do próximo.
As opiniões são emitidas com base no que conhecemos, e não conhecemos tudo, alias não sei nem se conhecemos alguma coisa.. rsrsrs.
Outro dia em um almoço familiar, meu sogro citou um conceito próprio das igrejas evangélicas sobre espiritismo ser "coisa do demônio". Mantive a serenidade, sei que ele não teve a intenção de ofender a mim ou a quem quer que seja, até por que ele não sabia.
É ai que entra o que eu digo, ele soube que eu sou espirita, e não me "condenou", ao contrário continua me tratando com o mesmo respeito e carinho de sempre, assim como todos os demais membros da familia que sabem disso.
Ainda que eu possa considerar conceitos como "o arrebatamento da igreja", algo absurdo e, como você diz "esmirilhavel", não faço, por que entendo que como eu, eles tambem irão despertar em algum momento, para a verdade.
Mas acredito que só consegui o respeito de todos, pela minha conduta, e ai voltamos ao texto inicial, naquilo com o que concordo com seus argumentos, eu os respeito, e respeitá-los acima de tudo, tambem é não tentar "convertê-los".
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Danilo Henrique em 12 de Setembro de 2012, 16:00
Caro Murta, por que tanto deténs se minha atitude de opinar está coerente? Isso não nos levará a nada. Considere argumentar sobre a ideia que ela expressa, e isso tornará o diálogo bem mais interessante. Eu gosto de debater ideias, e apenas isso.
Sou dos que pensam que as críticas direcionadas a grupos generalizados nada acrescentam, já que a Doutrina prega o foco no mundo interno. Nesse está todo o terreno a ser trabalhado. O que ocorre no lado externo na vida, ocorre de modo perfeitamente coerente com os desígnios de Deus. As pessoas vis e ignorantes existem para que por nós sejam amadas e instruídas. O conhecimento da verdade implica no conhecimento de si mesmo. O conhecimento de si mesmo implica na consciência do dever. A consciência do dever implica no seu cumprimento. Então a preocupação do Espírita não deve ser a atitude do vizinho, ou daquele dirigente, ou daquele instituição. Mas simplesmente, agir conforme suas possibilidades. Dar testemunho e exemplo ao próximo pelas próprias atitudes. Para mim, medir, avaliar ou criticar a atitude dos outros, quando estas pessoas não pedem para ser medidas, avaliadas ou criticadas, é o que suscita as discórdias. Necessário lembrar que não falo da sua pessoa. Falo do seu texto, que expressa essa ideia.
O livro "Renovando Atitudes", de Hammed, aborda com profundidade esse tema.
Este tratado de psicologia, ajuda-nos a compreender, especialmente, que cada pessoa encontra-se em um estágio, em um degrau. Para que superem esta ou aquela deficiência moral, não basta-lhes simples intercurso da vontade. É necessário que adquiram maior acervo experimental. Logo, censurar ou reprovar alguém por cometer essa ou aquela atitude é como censurar o botão de rosa, por não ter ainda desabrochado.
É por tais ideias estarem em aparente contradição, que eu manifestei minha opinião sobre o seu artigo, que reconheço ser desagradável de ser ouvida. Falar o que acredito ser certo, sendo totalmente agradável, é qualidade que ainda não adquiri, e peço desculpas por esse defeito.

Abraços!









Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: hcancela em 12 de Setembro de 2012, 16:14
Obrigado pela generosidade meu caro Jorge.
Alias, muitobem colocada essa parte da resposta, são as diferenças que nos ensinam a crescer.
Tenho um exemplo muito próximo, sou casado com uma evangélica, cuja familia é formada de lideranças importantes da sua comunidade religiosa.
E posso te garantir meu amigo, que foi nessa aparente dificuldade que muito aprendi no que diz respeito a respeitar o próximo e principalmente os conceitos do próximo.
As opiniões são emitidas com base no que conhecemos, e não conhecemos tudo, alias não sei nem se conhecemos alguma coisa.. rsrsrs.
Outro dia em um almoço familiar, meu sogro citou um conceito próprio das igrejas evangélicas sobre espiritismo ser "coisa do demônio". Mantive a serenidade, sei que ele não teve a intenção de ofender a mim ou a quem quer que seja, até por que ele não sabia.
É ai que entra o que eu digo, ele soube que eu sou espirita, e não me "condenou", ao contrário continua me tratando com o mesmo respeito e carinho de sempre, assim como todos os demais membros da familia que sabem disso.
Ainda que eu possa considerar conceitos como "o arrebatamento da igreja", algo absurdo e, como você diz "esmirilhavel", não faço, por que entendo que como eu, eles tambem irão despertar em algum momento, para a verdade.
Mas acredito que só consegui o respeito de todos, pela minha conduta, e ai voltamos ao texto inicial, naquilo com o que concordo com seus argumentos, eu os respeito, e respeitá-los acima de tudo, tambem é não tentar "convertê-los".
Olá Gustavo, estou a citar apenas para colocar a minha ideia e não contra sua opinião.

Se eu, e salvo algumas excepções por que de facto há alturas que o melhor é estar calado, mas neste caso, ao estar num almoço de amigos, familiares ou até de negócios, e todos soubessem que eu era Espirita, e me dissessem que aquilo em que eu acredito como ideologia de vida era Coisa do Demónio ou outros nomes tais, tenho a certeza que seja quem for , teria de me explicar e muito bem o porquê de tais afirmações, porque acredito que muita vez um basta na altura certa estamos ser bem caridosos. Há momentos para tudo na vida; o de aceitar com respeito e o de se defender com altivez.

O melhor que temos de fazer ao Espiritismo é o defender, explicando como ele é..Um maravilhoso roteiro de vida, e se alguém que disser que é coisa de Demónio, vai ter de se (haver) ;D comigo, e não falo em defender o Espiritismo neste aspecto, porque Ele se defende a Ele mesmo, mas porque atacam a minha Inteligência e aqui vão ter de me explicar porque na realidade sou assim tão burro o porquê acreditar em coisas do dito cujo. Acreditem amigos(as) que respeito muito os Burros são lindos e em vias de extinção.kkkkkk

Abraços fraternos
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Jorge Murta em 12 de Setembro de 2012, 16:20
Caro Murta, por que tanto deténs se minha atitude de opinar está coerente? Isso não nos levará a nada. Considere argumentar sobre a ideia que ela expressa, e isso tornará o diálogo bem mais interessante. Eu gosto de debater ideias, e apenas isso.

O livro "Renovando Atitudes", de Hammed, aborda com profundidade esse tema.

Este tratado de psicologia, ajuda-nos a compreender, especialmente, que cada pessoa encontra-se em um estágio, em um degrau. Para que superem esta ou aquela deficiência moral, não basta-lhes simples intercurso da vontade. É necessário que adquiram maior acervo experimental. Logo, censurar ou reprovar alguém por cometer essa ou aquela atitude é como censurar o botão de rosa, por não ter ainda desabrochado.

É por tais ideias estarem em aparente contradição, que eu manifestei minha opinião sobre o seu artigo, que reconheço ser desagradável de ser ouvida. Falar o que acredito ser certo, sendo totalmente agradável, é qualidade que ainda não adquiri, e peço desculpas por esse defeito.

Abraços!

Meu caro Danilo, então estou em um dilema pois se dou razão a você, sou obrigado a discordar de Kardec, na questão 909, pois lembro que na questão 909 de " o Livro dos Espíritos" está : "0 homem poderia sempre vencer as suas más tendências pelos seus próprios esforços? — Sim, e às vezes com pouco esforço; o que lhe falta é a vontade. Ah!, como são poucos os que se esforçam!" e voce me disse que "(...) Para que superem esta ou aquela deficiência moral, não basta-lhes simples intercurso da vontade."

Consideremos argumentar sobre a ideia que essa discrepância expressa, e isso tornará o diálogo bem mais interessante. Eu gosto de debater ideias, e apenas isso.


Abraços!
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Danilo Henrique em 12 de Setembro de 2012, 16:45
Caro Murta, por que tanto deténs se minha atitude de opinar está coerente? Isso não nos levará a nada. Considere argumentar sobre a ideia que ela expressa, e isso tornará o diálogo bem mais interessante. Eu gosto de debater ideias, e apenas isso.

O livro "Renovando Atitudes", de Hammed, aborda com profundidade esse tema.

Este tratado de psicologia, ajuda-nos a compreender, especialmente, que cada pessoa encontra-se em um estágio, em um degrau. Para que superem esta ou aquela deficiência moral, não basta-lhes simples intercurso da vontade. É necessário que adquiram maior acervo experimental. Logo, censurar ou reprovar alguém por cometer essa ou aquela atitude é como censurar o botão de rosa, por não ter ainda desabrochado.

É por tais ideias estarem em aparente contradição, que eu manifestei minha opinião sobre o seu artigo, que reconheço ser desagradável de ser ouvida. Falar o que acredito ser certo, sendo totalmente agradável, é qualidade que ainda não adquiri, e peço desculpas por esse defeito.

Abraços!

Meu caro Danilo, então estou em um dilema pois se dou razão a você, sou obrigado a discordar de Kardec, na questão 909, pois lembro que na questão 909 de " o Livro dos Espíritos" está : "0 homem poderia sempre vencer as suas más tendências pelos seus próprios esforços? — Sim, e às vezes com pouco esforço; o que lhe falta é a vontade. Ah!, como são poucos os que se esforçam!" e voce me disse que "(...) Para que superem esta ou aquela deficiência moral, não basta-lhes simples intercurso da vontade."

Consideremos argumentar sobre a ideia que essa discrepância expressa, e isso tornará o diálogo bem mais interessante. Eu gosto de debater ideias, e apenas isso.


Abraços!

Não há dilema na minha interpretação Jorge. Kardec questiona a possibilidade de vencer as más tendências, e essa possibilidade é indiscutível. Mas nós sabemos que a vontade de subir a escada é uma coisa, e outra coisa é a realidade de que ela deve ser subida um degrau por vez. Assim, não há nada de incoerente, quando eu afirmo que o espírito pode necessitar de experiências para superar algumas deficiências morais, uma vez que a evolução é gradativa.

Abraços!
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 12 de Setembro de 2012, 16:53
Mano Hcancela, em primeiro lugar quero deixar claro que ele não sabia que sou espirita, alias naquele almoço poucas pessoas sabiam.
Ademais, como o amigo citou, as vezes, muitas vezes, o melhor é calar e ao inves de convecer, ou tentar, com argumentos, façamos com atos, gestos.
Todos nós temos nossas dificuldades para entender certas posições que as pessoas apresentam em determinados temas, entretanto, temos de observar que elas podem ter a mesma dificuldade, com relação ao nosso entendimento.
Sou respeitado não por que levanto a bandeira do espiritismo, mas por que dou a eles o respeito que a sua bandeira evangélica merece, ainda que discordando de muitos conceitos.
Alem do que meu caro explicar em poucos minutos, conceitos que eu mesmo levei uma década para conseguir compreender, é absolutamente impossivel e pode parecer afronta.
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Antonio Renato em 12 de Setembro de 2012, 16:53
Meu nobre irmão Jorge,você está correto em dizer que a opinião modifica e agride, e até mesmo
distorcem os fatos.Na constatação da verdade,o que se vê geralmente nos centros espíritas que
fazem o estudo da doutrina,baseada nas codificações de Kardec,são pessoas em geral de classe
mais favorecida por assim dizer,que em muitas vezes por serem até mesmo mais intelectualizados,se colocam como uma elite de pensadores e formadores de opinião,inibindo
assim a presença das classes menos favorecida,ao que você chamou de "C"e "D",pois estes,
o pensamento que teem é que o centro espírita não os aceitam por não fazer parte desta elite.
Fique na paz.
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Danilo Henrique em 12 de Setembro de 2012, 16:55
Obrigado pela generosidade meu caro Jorge.
Alias, muitobem colocada essa parte da resposta, são as diferenças que nos ensinam a crescer.
Tenho um exemplo muito próximo, sou casado com uma evangélica, cuja familia é formada de lideranças importantes da sua comunidade religiosa.
E posso te garantir meu amigo, que foi nessa aparente dificuldade que muito aprendi no que diz respeito a respeitar o próximo e principalmente os conceitos do próximo.
As opiniões são emitidas com base no que conhecemos, e não conhecemos tudo, alias não sei nem se conhecemos alguma coisa.. rsrsrs.
Outro dia em um almoço familiar, meu sogro citou um conceito próprio das igrejas evangélicas sobre espiritismo ser "coisa do demônio". Mantive a serenidade, sei que ele não teve a intenção de ofender a mim ou a quem quer que seja, até por que ele não sabia.
É ai que entra o que eu digo, ele soube que eu sou espirita, e não me "condenou", ao contrário continua me tratando com o mesmo respeito e carinho de sempre, assim como todos os demais membros da familia que sabem disso.
Ainda que eu possa considerar conceitos como "o arrebatamento da igreja", algo absurdo e, como você diz "esmirilhavel", não faço, por que entendo que como eu, eles tambem irão despertar em algum momento, para a verdade.
Mas acredito que só consegui o respeito de todos, pela minha conduta, e ai voltamos ao texto inicial, naquilo com o que concordo com seus argumentos, eu os respeito, e respeitá-los acima de tudo, tambem é não tentar "convertê-los".
Olá Gustavo, estou a citar apenas para colocar a minha ideia e não contra sua opinião.

Se eu, e salvo algumas excepções por que de facto há alturas que o melhor é estar calado, mas neste caso, ao estar num almoço de amigos, familiares ou até de negócios, e todos soubessem que eu era Espirita, e me dissessem que aquilo em que eu acredito como ideologia de vida era Coisa do Demónio ou outros nomes tais, tenho a certeza que seja quem for , teria de me explicar e muito bem o porquê de tais afirmações, porque acredito que muita vez um basta na altura certa estamos ser bem caridosos. Há momentos para tudo na vida; o de aceitar com respeito e o de se defender com altivez.

O melhor que temos de fazer ao Espiritismo é o defender, explicando como ele é..Um maravilhoso roteiro de vida, e se alguém que disser que é coisa de Demónio, vai ter de se (haver) ;D comigo, e não falo em defender o Espiritismo neste aspecto, porque Ele se defende a Ele mesmo, mas porque atacam a minha Inteligência e aqui vão ter de me explicar porque na realidade sou assim tão burro o porquê acreditar em coisas do dito cujo. Acreditem amigos(as) que respeito muito os Burros são lindos e em vias de extinção.kkkkkk

Abraços fraternos

Hcancela, Kardec diz que o melhor método de persuasão é o exemplo, fazendo a pessoa se perguntar: "como que os ensinamentos do demônio o tornou uma pessoa tão melhor?". Mas para isso, é preciso que melhoremos de fato.
Até nisso, vemos que todos os nossos esforços devem estar voltados para o auto-conhecimento. Mas auto-conhecimento não é desprezo do mundo externo. Mas sim, usá-lo de laboratório para o nosso auto-aperfeiçoamento. Esse é o sentido da vida. A única finalidade com que devemos nos preocupar, além de colaborar na obra do universo.

abraços!
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: hcancela em 12 de Setembro de 2012, 17:17
Olá amigos(as)

Perceberam tudo ao contrário... :-*

Reparem ; o que eu quero dizer é que se alguém(saiba ou não que eu sou espirita) diz que o Espiritismo é coisa do Demónio eu com certeza que iria perguntar porque diz isso, do tipo....ai é, mas porquê, me explica isso, porque sempre gosto de ouvir quais os argumentos, e como sabem aí era um bom motivo para uma conversa , e se por alguma forma o diálogo fosse um tanto fanático, eu próprio acabava a conversa. Creio que não podemos dizer o quer que seja sem argumentos ,eles até podem sem razoáveis daí os querer conhecer.
Podemos e na minha opinião, questionar o quer que seja, desde que se faça com o devido respeito,e se por vezes as pessoas não gostarem aí sim a gente acaba a conversa, porque há diálogos que nem vale a pena defender, tal e qual aqui acontece neste forum.Há alturas nos tópicos que os textos é só para render o peixe e a nada se chega e neste ponto concordo plenamente. O calado é o melhor.


Obs: Aqui para nós que ninguém nos ouve ou lê!... Dá um gozo gostoso perguntar e sem que ninguém saiba o que somos, o porque de tais afirmações; assim do tipo de quem não quer a coisa. ;D

Aquele abraço
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: hcancela em 12 de Setembro de 2012, 17:30
Obrigado pela generosidade meu caro Jorge.
Alias, muitobem colocada essa parte da resposta, são as diferenças que nos ensinam a crescer.
Tenho um exemplo muito próximo, sou casado com uma evangélica, cuja familia é formada de lideranças importantes da sua comunidade religiosa.
E posso te garantir meu amigo, que foi nessa aparente dificuldade que muito aprendi no que diz respeito a respeitar o próximo e principalmente os conceitos do próximo.
As opiniões são emitidas com base no que conhecemos, e não conhecemos tudo, alias não sei nem se conhecemos alguma coisa.. rsrsrs.
Outro dia em um almoço familiar, meu sogro citou um conceito próprio das igrejas evangélicas sobre espiritismo ser "coisa do demônio". Mantive a serenidade, sei que ele não teve a intenção de ofender a mim ou a quem quer que seja, até por que ele não sabia.
É ai que entra o que eu digo, ele soube que eu sou espirita, e não me "condenou", ao contrário continua me tratando com o mesmo respeito e carinho de sempre, assim como todos os demais membros da familia que sabem disso.
Ainda que eu possa considerar conceitos como "o arrebatamento da igreja", algo absurdo e, como você diz "esmirilhavel", não faço, por que entendo que como eu, eles tambem irão despertar em algum momento, para a verdade.
Mas acredito que só consegui o respeito de todos, pela minha conduta, e ai voltamos ao texto inicial, naquilo com o que concordo com seus argumentos, eu os respeito, e respeitá-los acima de tudo, tambem é não tentar "convertê-los".
Olá Gustavo, estou a citar apenas para colocar a minha ideia e não contra sua opinião.

Se eu, e salvo algumas excepções por que de facto há alturas que o melhor é estar calado, mas neste caso, ao estar num almoço de amigos, familiares ou até de negócios, e todos soubessem que eu era Espirita, e me dissessem que aquilo em que eu acredito como ideologia de vida era Coisa do Demónio ou outros nomes tais, tenho a certeza que seja quem for , teria de me explicar e muito bem o porquê de tais afirmações, porque acredito que muita vez um basta na altura certa estamos ser bem caridosos. Há momentos para tudo na vida; o de aceitar com respeito e o de se defender com altivez.

O melhor que temos de fazer ao Espiritismo é o defender, explicando como ele é..Um maravilhoso roteiro de vida, e se alguém que disser que é coisa de Demónio, vai ter de se (haver) ;D comigo, e não falo em defender o Espiritismo neste aspecto, porque Ele se defende a Ele mesmo, mas porque atacam a minha Inteligência e aqui vão ter de me explicar porque na realidade sou assim tão burro o porquê acreditar em coisas do dito cujo. Acreditem amigos(as) que respeito muito os Burros são lindos e em vias de extinção.kkkkkk

Abraços fraternos

Hcancela, Kardec diz que o melhor método de persuasão é o exemplo, fazendo a pessoa se perguntar: "como que os ensinamentos do demônio o tornou uma pessoa tão melhor?". Mas para isso, é preciso que melhoremos de fato.
Até nisso, vemos que todos os nossos esforços devem estar voltados para o auto-conhecimento. Mas auto-conhecimento não é desprezo do mundo externo. Mas sim, usá-lo de laboratório para o nosso auto-aperfeiçoamento. Esse é o sentido da vida. A única finalidade com que devemos nos preocupar, além de colaborar na obra do universo.

abraços!
Olá Danilo

"como que os ensinamentos do demônio o tornou uma pessoa tão melhor?
Este é apenas um dos argumentos que faço como pergunta ás pessoas que dizem isso.
Se o Espiritismo é coisa do Demónio e ajuda tanta gente, o dito cujo deve ser coisa boa ou então está doido da cabeça, porque maltrata as pessoas, e depois as ajuda.kkkkkkkk
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Mourarego em 12 de Setembro de 2012, 17:45
Mano Murta,
foi escudado nesta questão que você colocou, que cunhei o bordão: "Sem vontade não se faz nem xixi".
Abraços,
Moura
Caro Murta, por que tanto deténs se minha atitude de opinar está coerente? Isso não nos levará a nada. Considere argumentar sobre a ideia que ela expressa, e isso tornará o diálogo bem mais interessante. Eu gosto de debater ideias, e apenas isso.

O livro "Renovando Atitudes", de Hammed, aborda com profundidade esse tema.

Este tratado de psicologia, ajuda-nos a compreender, especialmente, que cada pessoa encontra-se em um estágio, em um degrau. Para que superem esta ou aquela deficiência moral, não basta-lhes simples intercurso da vontade. É necessário que adquiram maior acervo experimental. Logo, censurar ou reprovar alguém por cometer essa ou aquela atitude é como censurar o botão de rosa, por não ter ainda desabrochado.

É por tais ideias estarem em aparente contradição, que eu manifestei minha opinião sobre o seu artigo, que reconheço ser desagradável de ser ouvida. Falar o que acredito ser certo, sendo totalmente agradável, é qualidade que ainda não adquiri, e peço desculpas por esse defeito.

Abraços!

Meu caro Danilo, então estou em um dilema pois se dou razão a você, sou obrigado a discordar de Kardec, na questão 909, pois lembro que na questão 909 de " o Livro dos Espíritos" está : "0 homem poderia sempre vencer as suas más tendências pelos seus próprios esforços? — Sim, e às vezes com pouco esforço; o que lhe falta é a vontade. Ah!, como são poucos os que se esforçam!" e voce me disse que "(...) Para que superem esta ou aquela deficiência moral, não basta-lhes simples intercurso da vontade."

Consideremos argumentar sobre a ideia que essa discrepância expressa, e isso tornará o diálogo bem mais interessante. Eu gosto de debater ideias, e apenas isso.


Abraços!

Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Danilo Henrique em 12 de Setembro de 2012, 18:16
Olá amigos(as)

Perceberam tudo ao contrário... :-*

Reparem ; o que eu quero dizer é que se alguém(saiba ou não que eu sou espirita) diz que o Espiritismo é coisa do Demónio eu com certeza que iria perguntar porque diz isso, do tipo....ai é, mas porquê, me explica isso, porque sempre gosto de ouvir quais os argumentos, e como sabem aí era um bom motivo para uma conversa , e se por alguma forma o diálogo fosse um tanto fanático, eu próprio acabava a conversa. Creio que não podemos dizer o quer que seja sem argumentos ,eles até podem sem razoáveis daí os querer conhecer.
Podemos e na minha opinião, questionar o quer que seja, desde que se faça com o devido respeito,e se por vezes as pessoas não gostarem aí sim a gente acaba a conversa, porque há diálogos que nem vale a pena defender, tal e qual aqui acontece neste forum.Há alturas nos tópicos que os textos é só para render o peixe e a nada se chega e neste ponto concordo plenamente. O calado é o melhor.


Obs: Aqui para nós que ninguém nos ouve ou lê!... Dá um gozo gostoso perguntar e sem que ninguém saiba o que somos, o porque de tais afirmações; assim do tipo de quem não quer a coisa. ;D

Aquele abraço

Hcancela, nesse caso, concordo plenamente.
É necessário ter a reposta certa na hora certa. O espírita, na minha opinião, tem sim essa responsabilidade.
Se a conversa acaba em discórdia, isso não é um problema das religiões, mas das pessoas, que perdem o equilíbrio em discuti-las.
No meu curso, ao ouvir uma pregação de que devemos ser discretos e tolerantes quando alguém falar mal do espiritismo, eu questionei: "Isso não quer dizer que não tenhamos que saber responder a uma provocação ou crítica". Mas foi retrucado algo como: "Nem assim...o melhor é evitar a discussão". Senti-me mal interpretado, como você agora. Não... penso que deve ser nem muito lá, nem muito cá.
Acho que temos sim que defender a doutrina. Mas com discrição e equilíbrio emocional.

Abraços!
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Mastomisto em 12 de Setembro de 2012, 22:52
Boa noite a todos,
Podemos acabar com essa segregação de uma vez por todas! Vamos prestar atenção nas partes em destaque!
ESE:
II. Autoridade da doutrina espírita
Controle universal do ensino dos espíritos
Se a Doutrina Espírita fosse de concepção puramente humana, não ofereceria por penhor senão as luzes daquele que a houvesse concebido. Ora, ninguém, neste mundo, poderia alimentar fundadamente a pretensão de possuir, com exclusividade, a verdade absoluta.Se os Espíritos que a revelaram se houvessem manifestado a um só homem, nada lhe garantiria a origem, porquanto fora mister acreditar, sob palavra, naquele que dissesse ter recebido deles o ensino. Admitida, de sua parte, sinceridade perfeita, quando muito poderia ele convencer as pessoas de suas relações; conseguiria sectários, mas nunca chegaria a congregar todo o mundo.
Quis Deus que a nova revelação chegasse aos homens por mais rápido caminho e mais autêntico. Incumbiu, pois, os Espíritos de levá-la de um pólo a outro, manifestando-se por toda a parte, sem conferir a ninguém o privilégio de lhes ouvir a palavra. Um homem pode ser ludibriado, pode enganar-se a si mesmo; já não será assim, quando milhões de criaturas vêem e ouvem a mesma coisa. Constitui isso uma garantia para cada um e para todos. Ao demais, pode fazer-se que desapareça um homem; mas não se pode fazer que desapareçam as coletividades; podem queimar-se os livros, mas não se podem queimar os Espíritos. Ora, queimassem-se todos os livros e a fonte da doutrina não deixaria de conservar-se inexaurível, pela razão mesma de não estar na Terra, de surgir em todos os lugares e de poderem todos dessedentar-se nela. Faltem os homens para difundi-la: haverá sempre os Espíritos, cuja atuação a todos atinge e aos quais ninguém pode atingir.
São, pois, os próprios Espíritos que fazem a propagação, com o auxílio dos inúmeros médiuns que, também eles, os Espíritos, vão suscitando de todos os lados. Se tivesse havido unicamente um intérprete, por mais favorecido que fosse, o Espiritismo mal seria conhecido. Qualquer que fosse a classe a que pertencesse, tal intérprete houvera sido objeto das prevenções de muita gente e nem todas as nações o teriam aceitado, ao passo que os Espíritos se comunicam em todos os pontos da Terra, a todos os povos, a todas as seitas, a todos os partidos, e todos os aceitam. O Espiritismo não tem nacionalidade e não faz parte de nenhum culto existente; nenhuma classe social o impõe, visto que qualquer pessoa pode receber instruções de seus parentes e amigos de além-túmulo. Cumpre seja assim, para que ele possa conduzir todos os homens à fraternidade. Se não se mantivesse em terreno neutro, alimentaria as dissensões, em vez de apaziguá-las.
Nessa universalidade do ensino dos Espíritos reside a força do Espiritismo e, também, a causa de sua tão rápida propagação. Enquanto a palavra de um só homem, mesmo com o concurso da imprensa, levaria séculos para chegar ao conhecimento de todos, milhares de vozes se fazem ouvir simultaneamente em todos os recantos do planeta, proclamando os mesmos princípios e transmitindo-os aos mais ignorantes, como aos mais doutos, a fim de que não haja deserdados. É uma vantagem de que não gozara ainda nenhuma das doutrinas surgidas até hoje. Se o Espiritismo, portanto, é uma verdade, não teme o malquerer dos homens, nem as revoluções morais, nem as subversões físicas do globo, porque nada disso pode atingir os Espíritos.
Não é essa, porém, a única vantagem que lhe decorre da sua excepcional posição. Ela lhe faculta inatacável garantia contra todos os cismas que pudessem provir, seja da ambição de alguns, seja das contradições de certos Espíritos. Tais contradições, não há negar, são um escolho; mas que traz consigo o remédio, ao lado do mal.
Sabe-se que os Espíritos, em virtude da diferença entre as suas capacidades, longe se acham de estar, individualmente considerados, na posse de toda a verdade; que nem a todos é dado penetrar certos mistérios; que o saber de cada um deles é proporcional à sua depuração; que os Espíritos vulgares mais não sabem do que muitos homens; que entre eles, como entre estes, há presunçosos e sofômanos, que julgam saber o que ignoram; sistemáticos, que tomam por verdades as suas idéias; enfim, que só os Espíritos da categoria mais elevada, os que já estão completamente desmaterializados, se encontram despidos das idéias e preconceitos terrenos; mas, também é sabido que os Espíritos enganadores não escrupulizam em tomar nomes que lhes não pertencem, para impingirem suas utopias. Daí resulta que, com relação a tudo o que seja fora do âmbito do ensino exclusivamente moral, as revelações que cada um possa receber terão caráter individual, sem cunho de autenticidade; que devem ser consideradas opiniões pessoais de tal ou qual Espírito e que imprudente fora aceitá-las e propagá-las levianamente como verdades absolutas.
O primeiro exame comprobativo é, pois, sem contradita, o da razão, ao qual cumpre se submeta, sem exceção, tudo o que venha dos Espíritos. Toda teoria em manifesta contradição com o bom senso, com uma lógica rigorosa e com os dados positivos já adquiridos, deve ser rejeitada, por mais respeitável que seja o nome que traga como assinatura. Incompleto, porém, ficará esse exame em muitos casos, por efeito da falta de luzes de certas pessoas e das tendências de não poucas a tomar as próprias opiniões como juizes únicos da verdade. Assim sendo, que hão de fazer aqueles que não depositam confiança absoluta em si mesmos? Buscar o parecer da maioria e tomar por guia a opinião desta. De tal modo é que se deve proceder em face do que digam os Espíritos, que são os primeiros a nos fornecer os meios de consegui-lo.
A concordância no que ensinem os Espíritos é, pois, a melhor comprovação. Importa, no entanto, que ela se dê em determinadas condições. A mais fraca de todas ocorre quando um médium, a sós, interroga muitos Espíritos acerca de um ponto duvidoso. É evidente que, se ele estiver sob o império de uma obsessão, ou lidando com um Espírito mistificador, este lhe pode dizer a mesma coisa sob diferentes nomes. Tampouco garantia alguma suficiente haverá na conformidade que apresente o que se possa obter por diversos médiuns, num mesmo centro, porque podem estar todos sob a mesma influência.
Uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos: a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares.
Vê-se bem que não se trata aqui das comunicações referentes a interesses secundários, mas do que respeita aos princípios mesmos da doutrina. Prova a experiência que, quando um principio novo tem de ser enunciado, isso se dá espontaneamente em diversos pontos ao mesmo tempo e de modo idêntico, senão quanto à forma, quanto ao fundo.

Continua...
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Mastomisto em 12 de Setembro de 2012, 22:53
Se, portanto, aprouver a um Espírito formular um sistema excêntrico, baseado unicamente nas suas idéias e com exclusão da verdade, pode ter-se a certeza de que tal sistema conservar-se-á circunscrito e cairá, diante das instruções dadas de todas as partes, conforme os múltiplos exemplos que já se conhecem. Foi essa unanimidade que pôs por terra todos os sistemas parciais que surgiram na origem do Espiritismo, quando cada um explicava à sua maneira os fenômenos, e antes que se conhecessem as leis que regem as relações entre o mundo visível e o mundo invisível.
Essa a base em que nos apoiamos, quando formulamos um principio da doutrina. Não é porque esteja de acordo com as nossas idéias que o temos por verdadeiro. Não nos arvoramos, absolutamente, em árbitro supremo da verdade e a ninguém dizemos: "Crede em tal coisa, porque somos nós que vo-lo dizemos." A nossa opinião não passa, aos nossos próprios olhos, de uma opinião pessoal, que pode ser verdadeira ou falsa, visto não nos considerarmos mais infalível do que qualquer outro. Também não é porque um principio nos foi ensinado que, para nós, ele exprime a verdade, mas porque recebeu a sanção da concordância.
Na posição em que nos encontramos, a receber comunicações de perto de mil centros espiritas sérios, disseminados pelos mais diversos pontos da Terra, achamo-nos em condições de observar sobre que principio se estabelece a concordância. Essa observação é que nos tem guiado até hoje e é a que nos guiará em novos campos que o Espiritismo terá de explorar. Porque, estudando atentamente as comunicações vindas tanto da França como do estrangeiro, reconhecemos, pela natureza toda especial das revelações, que ele tende a entrar por um novo caminho e que lhe chegou o momento de dar um passo para diante. Essas revelações, feitas muitas vezes com palavras veladas, hão freqüentemente passado despercebidas a muitos dos que as obtiveram. Outros julgaram-se os únicos a possui-las. Tomadas insuladamente, elas, para nós, nenhum valor teriam; somente a coincidência lhes imprime gravidade. Depois, chegado o momento de serem entregues à publicidade, cada um se lembrará de haver obtido instruções no mesmo sentido. Esse movimento geral, que observamos e estudamos, com a assistência dos nossos guias espirituais, é que nos auxilia a julgar da oportunidade de fazermos ou não alguma coisa
Essa verificação universal constitui uma garantia para a unidade futura do Espiritismo e anulará todas as teorias contraditórias. Aí é que, no porvir, se encontrará o critério da verdade. O que deu lugar ao êxito da doutrina exposta em O Livro dos Espíritos e em O Livro dos Médiuns foi que em toda a parte todos receberam diretamente dos Espíritos a confirmação do que esses livros contêm. Se de todos os lados tivessem vindo os Espíritos contradizê-la, já de há muito haveriam aquelas obras experimentado a sorte de todas as concepções fantásticas. Nem mesmo o apoio da imprensa as salvaria do naufrágio, ao passo que, privadas como se viram desse apoio, não deixaram elas de abrir caminho e de avançar celeremente. E que tiveram o dos Espíritos, cuja boa vontade não só compensou, como também sobrepujou o malquerer dos homens. Assim sucederá a todas as idéias que, emanando quer dos Espíritos, quer dos homens, não possam suportar a prova desse confronto, cuja força a ninguém é lícito contestar.
Suponhamos praza a alguns Espíritos ditar, sob qualquer título, um livro em sentido contrário; suponhamos mesmo que, com intenção hostil, objetivando desacreditar a doutrina, a malevolência suscitasse comunicações apócrifas; que influência poderiam exercer tais escritos, desde que de todos os lados os desmentissem os Espíritos? E com a adesão destes que se deve garantir aquele que queira lançar, em seu nome, um sistema qualquer. Do sistema de um só ao de todos, medeia a distancia que vai da unidade ao infinito. Que poderão conseguir os argumentos dos detratores, sobre a opinião das massas, quando milhões de vozes amigas, provindas do Espaço, se façam ouvir em todos os recantos do Universo e no seio das famílias, a infirmá-los? A esse respeito já não foi a teoria confirmada pela experiência? Que é feito das inúmeras publicações que traziam a pretensão de arrasar o Espiritismo? Qual a que, sequer, lhe retardou a marcha? Até agora, não se considera a questão desse ponto de vista, sem contestação um dos mais graves. Cada um contou consigo, sem contar com os Espíritos.
O princípio da concordância é também uma garantia contra as alterações que poderiam sujeitar o Espiritismo às seitas que se propusessem apoderar-se dele em proveito próprio e acomodá-lo a vontade. Quem quer que tentasse desviá-lo do seu providencial objetivo, malsucedido se veria, pela razão muito simples de que os Espíritos, em virtude da universalidade de seus ensinos, farão cair por terra qualquer modificação que se divorcie da verdade.
De tudo isso ressalta uma verdade capital: a de que aquele que quisesse opor-se à corrente de idéias estabelecida e sancionada poderia, é certo, causar uma pequena perturbação local e momentânea; nunca, porém, dominar o conjunto, mesmo no presente, nem, ainda menos, no futuro.
Também ressalta que as instruções dadas pelos Espíritos sobre os pontos ainda não elucidados da Doutrina não constituirão lei, enquanto essas instruções permanecerem insuladas; que elas não devem, por conseguinte, ser aceitas senão sob todas as reservas e a título de esclarecimento.
Daí a necessidade da maior prudência em dar-lhes publicidade; e, caso se julgue conveniente publicá-las, importa não as apresentar senão como opiniões individuais, mais ou menos prováveis, porém, carecendo sempre de confirmação. Essa confirmação é que se precisa aguardar, antes de apresentar um princípio como verdade absoluta, a menos se queira ser acusado de leviandade ou de credulidade irrefletida.
Com extrema sabedoria procedem os Espíritos superiores em suas revelações. Não atacam as grandes questões da Doutrina senão gradualmente, à medida que a inteligência se mostra apta a compreender verdade de ordem mais elevada e quando as circunstâncias se revelam propicias à emissão de uma idéia nova. Por isso é que logo de principio não disseram tudo, e tudo ainda hoje não disseram, jamais cedendo à impaciência dos muito afoitos, que querem os frutos antes de estarem maduros. Fora, pois, supérfluo pretender adiantar-se ao tempo que a Providência assinou para cada coisa, porque, então, os Espíritos verdadeiramente sérios negariam o seu concurso. Os Espíritos levianos, pouco se preocupando com a verdade, a tudo respondem; daí vem que, sobre todas as questões prematuras, há sempre respostas contraditórias.
Os princípios acima não resultam de uma teoria pessoal: são conseqüência forçada das condições em que os Espíritos se manifestam. E evidente que, se um Espírito diz uma coisa de um lado, enquanto milhões de outros dizem o contrário algures, a presunção de verdade não pode estar com aquele que é o único ou quase o único de tal parecer. Ora, pretender alguém ter razão contra todos seria tão ilógico da parte dos Espíritos, quanto da parte dos homens. Os Espíritos verdadeiramente ponderados, se não se sentem suficientemente esclarecidos sobre uma questão, nunca a resolvem de modo absoluto; declaram que apenas a tratam do seu ponto de vista e aconselham que se aguarde a confirmação.
Por grande, bela e justa que seja uma idéia, impossível é que desde o primeiro momento congregue todas as opiniões. Os conflitos que daí decorrem são conseqüência inevitável do movimento que se opera; eles são mesmo necessários para maior realce da verdade e convém se produzam desde logo, para que as idéias falsas prontamente sejam postas de lado. Os espíritas que a esse respeito alimentassem qualquer temor podem ficar perfeitamente tranqüilos: todas as pretensões insuladas cairão, pela força mesma das coisas, diante do enorme e poderoso critério da concordância universal.
Não será à opinião de um homem que se aliarão os outros, mas à voz unânime dos Espíritos; não será um homem,nem nós, nem qualquer outro que fundará a ortodoxia espírita; tampouco será um Espírito que se venha impor a quem quer que seja: será a universalidade dos Espíritos que se comunicam em toda a Terra, por ordem e eus. Esse o caráter essencial da Doutrina Espírita; essa a sua força, a sua autoridade.

Continua...
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Mastomisto em 12 de Setembro de 2012, 22:56
[/color]Quis Deus que a sua lei assentasse em base inamovível e por isso não lhe deu por fundamento a cabeça frágil de um só.
Diante de tão poderoso areópago, onde não se conhecem corrilhos, nem rivalidades ciosas, nem seitas, nem nações, é que virão quebrar-se todas as oposições, todas as ambições, todas as pretensões à supremacia individual; é que nos quebraríamos nós mesmos, se quiséssemos substituir os seus decretos soberanos pelas nossas próprias idéias. Só Ele decidirá todas as questões litigiosas, imporá silêncio às dissidências e dará razão a quem a tenha. Diante desse imponente acordo de todas as vozes do Céu, que pode a opinião de um homem ou de um Espírito? menos do que a gota d’água que se perde no oceano, menos do que a voz da criança que a tempestade abafa.
A opinião universal, eis o juiz supremo, o que se pronuncia em última instância. Formam-na todas as opiniões individuais. Se uma destas é verdadeira, apenas tem na balança o seu peso relativo. Se é falsa, não pode prevalecer sobre todas as demais. Nesse imenso concurso, as individualidades se apagam, o que constitui novo insucesso para o orgulho humano.
Já se desenha o harmonioso conjunto. Este século não passará sem que ele resplandeça em todo o seu brilho, de modo a dissipar todas as incertezas, porquanto daqui até lá potentes vozes terão recebido a missão de se fazerem ouvir, para congregar os homens sob a mesma bandeira, uma vez que o campo se ache suficientemente lavrado. Enquanto isso se não dá, aquele que flutue entre dois sistemas opostos pode observar em que sentido se forma a opinião geral; essa será a indicação certa do sentido em que se pronuncia a maioria dos Espíritos, nos diversos pontos em que se comunicam, e um sinal não menos certo de qual dos dois sistemas prevalecerá."


Se não conseguirmos entender essas palavras, não conseguiremos nos entender.
Um abraço fraterno.
Título: Re: Espíritas X Espíritas
Enviado por: Mourarego em 13 de Setembro de 2012, 16:24
Amigo Matomisto,
você sabe de que classe são, e pertencem os únicos Espíritos que podem propagar as idéias Espíritas em forma de dourina?
Se não sabe, aprenda pois está no mesmo ponto que o amigo trouxe: São eles os Espíritos Superiores.
A vista disso nada mais tenho a dizer.
Abraços,
Moura