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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: Amigo em 28 de Maio de 2009, 10:56

Título: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Amigo em 28 de Maio de 2009, 10:56
EM DEFESA DO ESPIRITISMO (*)

(*) Texto motivado pelo artigo de Carlos Baccelli na Revista Espiritismo e Ciência
n. 62, a propósito da suposta evolução de Jesus “em linha reta”.


Aprendizes em Espiritismo sabem que o primeiro critério da verdade é submeter as comunicações dos espíritos ao controle severo da razão, do bom-senso e da lógica. Só espíritos enganadores, que não podem senão perder com este exame sério, é que evitam a discussão e querem ser acreditados sob palavra. (O Que é o Espiritismo, 99.)

Emmanuel é um enganador? Fica desagradado com os que lhe questionam os ditados? Diz que estes “coaxam”, como sapos e rãs? Ora! É da essência mesma da proposta kardeciana de fé raciocinada que se façam análises dos informes espirituais. Ninguém se torna “agente das Trevas” por isto.

O Livro dos Médiuns preceitua que “o melhor deles é aquele que, simpatizando somente com os bons espíritos, tem sido o menos enganado”, assim como assegura que, “por muito bom que seja, um médium jamais é tão perfeito, que não possa ser atacado por algum lado fraco” (Cap. XX, 226, 9-10).

Chico Xavier aprova ser considerado exceção aos princípios da Doutrina que sempre amou e da qual figura como destacado adepto? Aceita que o considerem infalível e suponham inquestionável a sua obra?

Aprendizes em Espiritismo igualmente sabem que o segundo critério da verdade está na concordância, na universalidade do ensinamento espiritual, no fato de um princípio ser ensinado em vários lugares, por diferentes espíritos e médiuns estranhos uns aos outros, “e que não estejam sob a mesma influência”. (O Que é o Espiritismo, 99.)

A única expressão de universalidade deste ensino espiritual sempre foi a Obra de Kardec. Depois dela, tudo mais são opiniões isoladas. Na falta em que nos encontramos, desde 31/03/1869, de um foco legítimo de apuração e controle, tais opiniões devem sofrer detidas avaliações lógicas, firmemente amparadas nos ensinos codificados pelo mestre lionês.

Sobre o Cristo, o que diz a Doutrina? — lEsprit pur par excellence. Em seu idioma, assim Kardec definiu Jesus, na nota à dissertação IX do cap. XXXI de O Livro dos Médiuns: o Espírito puro por excelência. Portanto, de “superioridade intelectual e moral absoluta em relação aos espíritos das outras ordens” (O Livro dos Espíritos, 112).

Em Espiritismo, todos os seres têm um mesmo ponto de partida e um mesmo ponto de chegada (A Gênese, I, 30). Jesus não foi exceção. Mas quem poderia saber se cometeu erros na estrada evolutiva? E que importância afinal teria agora isto, se os que chegam ao grau supremo, mesmo passando pelo mal, são contemplados com idêntico olhar por Deus, que a todos ama igualmente? (O Livro dos Espíritos, 126.)

Possível é que o Mestre seja dos poucos que, “desde o princípio, seguiram o caminho do bem” (Ob. cit., 133, 124). Mas O Livro dos Espíritos chama isto de evolução “em linha reta”? O que nos autoriza a supor que esta expressão equivale ao que ali ensinou a Obra-Base? O que quer dizer: “desde o princípio”?

Cautela! Os termos usados em O Consolador pertencem aOs Quatro Evangelhos, de Roustaing: “avançar com passo firme e em linha reta para a perfeição” (Tomo III, 255). Este livro defende uma progressão espiritual que dispensaria a vida na matéria aos que só fazem o bem nos mundos fluídicos próprios à humanização da alma, chamados ad-hoc. A encarnação não passaria de castigo aos culpados que por lá faliram: seria a “queda”.

Todavia, a Doutrina Espírita ensina que têm necessidade de encarnação os que, “desde o princípio”, optaram pelo bem; todos são criados simples e ignorantes e se instruem mediante as lutas e tribulações da vida corporal; Deus, que é justo, não podia fazer felizes a alguns, sem penas e trabalhos, portanto, sem mérito (O Livro dos Espíritos, 133). Assim, “desde o princípio” não se refere só a mundos fluídicos, mas também corpóreos, quando o espírito começa a discernir o bem do mal e, no caso, passa a escolher sempre o primeiro. Diversamente, pois, do conceito rustenista da evolução em linha reta, que dispensa a vida na matéria, razão pela qual teria sido fluídico o corpo de Jesus, doutrina repelida por Kardec (A Gênese, XV, 66.)

Também se percebe afinidade com teses rustenistas quando se lê que, exceto Jesus, somos “espíritos que se resgatam ou aprendem nas experiências humanas, após as quedas do passado” (O Consolador, 243). As quedas pretéritas, assim atribuídas tanto aos que “aprendem” como aos que “se resgatam”, é uma generalização errônea, pois “a expiação serve sempre de prova, mas a prova nem sempre é uma expiação” (O Evangelho Segundo o Espiritismo. V, 9).

Portanto, nem todos os que aprendem em meio a provas têm erros a resgatar. Se O Consolador advoga que todos os têm, confirma as quedas que precipitariam na matéria os falidos. Isto mais se evidencia na idéia de O Consolador sobre a provação: é para o “rebelde” e “preguiçoso”, e a expiação, para o malfeitor que comete um crime (246). Quanto à expiação, vá; no entanto, considerando que é impossível chegar à perfeição sem provas, seríamos, de antemão, rebeldes e preguiçosos pelo simples fato de sofrê-las?

Outra prova do rustenismo de O Consolador está na pergunta sobre a queda do espírito. Diz que a alma é “colocada por Deus no caminho da vida como discípulo que termina os estudos básicos” (248). Como pode ser isto se O Livro dos Espíritos leciona que, em sua primeira encarnação, a alma “ensaia para a vida”? (190) Trata-se, pois, do início dos estudos básicos da alma, não de seu término; a menos que os haja iniciado alhures, nos mundos ad-hoc de Roustaing.

O Livro dos Espíritos preceitua que “é necessário rejeitar esta idéia de que dois espíritos, criados um para o outro, devem um dia fatalmente reunir-se na eternidade” (303-a). Mas O Consolador prega a existência de almas que teriam sido “criadas umas para as outras” (323); avança, e decreta que “o amor das almas gêmeas é aquele que o espírito sentirá um dia pela humanidade inteira” (326). A seguir, certifica que Jesus “enlaçou a humanidade inteira depois de realizar o amor supremo” (com sua alma-irmã?), mas considera “um paralelismo injustificável” condicionar o Mestre aos “meios humanos”, quando se cogita qual seria a alma gêmea de Jesus; ainda assim, apresenta-o como “a finalidade sagrada dos gloriosos destinos do espírito” (327). O paralelismo seria, de fato, injustificável se o Mestre não tivesse evoluído na matéria, em meios humanos (extraterrestres, no caso dele), mediante lutas e tribulações de vidas corporais...

Portanto, apenas o pressuposto rustenista da queda original do espírito na matéria, por castigo, explica estes ensinos de O Consolador. Como podem, portanto, ter base em Kardec? Se realmente foi Emmanuel quem tanto discordou da Codificação Espírita, não sei, mas é o nome dele, bem como o de Chico Xavier, que está na capa do livro.

Por fim, muito estranho é que se clame pela autoridade do mestre francês e se publiquem obras mediúnicas cujos conteúdos lhe subvertam acintosamente os princípios codificados... Extrema é a hora espírita neste mundo. Valha-nos O Espírito de Verdade!

(Sergio F.Aleixo- Presidente executivo da Ade-Rj)

Fonte://www.ade-rj.org.com.br/
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Vitor Santos em 28 de Maio de 2009, 18:04
Olá

Sem criticar obras que não li, concordo que ninguém poderá garantir que um médium seja sempre infalivel e que não possa ser enganado pelos espiritos. E também concordo que não devemos idolatrar ninguém.

bem hajam
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: HelenaBeatriz em 31 de Maio de 2009, 23:01

Boas questões as levantadas, Amigo....
Também parto da premissa que não devemos idolatrar ninguém.
É sempre bom questionar e  nenhum médium estaria isento de animismo. Tampouco os desencarnados, da mesma forma, estariam isentos de visões meramente opiniáticas, dentro do seu nível evolutivo.
Somos todos espíritos mais ou menos imperfeitos, em crescimento, mas ainda imperfeitos.
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Amigo em 02 de Junho de 2009, 07:33
Amigos veja através desse Matéria os cuidados que devemos ter em relação à novos modismo em relação ao Movimento espiritas.

ATITUDE DE AMOR


O que dizer do opúsculo Atitude de Amor, de Wanderley S. de Oliveira, pelos espíritos Cícero Pereira e “Ermance Dufaux”, trazendo instruções de “Bezerra de Menezes” e “Eurípedes Barsanulfo” para a chegada da “era da maioridade das idéias espíritas”...

Só mais um programa de subversão da ordem doutrinária kardeciana. A tática é das mais antigas — frases carregadas de chamadas moralizantes, que funcionam como “senha” cujo fim é ludibriar as inteligências menos afeitas aos conteúdos e alcances da Obra de Kardec. Assim, os absurdos introduzidos no texto podem ser acolhidos pelas almas desprevenidas, que de nada desconfiam porque ali só vêem exortações ao bem e ao amor, passando despercebida a grave e sintomática ausência da verdade.

O opúsculo elogia a “vitória” do “Pacto Áureo”, a reboque do Congresso Espírita Brasileiro de 1999, que lhe comemorou o cinqüentenário. Entretanto, critica o “labirinto de obrigações no ramerrão (rotina) do centro espírita”, e reclama da falta de “renovação” e “arejamento cultural” em nosso Movimento.

Flagrante incoerência esta! Pois o áureo golpe do presidente da Federação Espírita Brasileira à época, que se fez presidente também do novo Conselho Federativo Nacional, é que exatamente fomentou esta situação de extremo “institucionalismo” hoje lamentada, sob a inspiração constante do estatutário roustainguismo febiano, protegido pelo “Pacto” de 05/10/1949, “a bula papalina” que expandiu na nossa Seara “a primeira eclosão dos instintos vaticânicos”, como disse Herculano Pires.

Afirma-se no opúsculo em exame que Humberto Mariotti, Carlos Imbassahy, Deolindo Amorim, J. Herculano Pires e Cairbar Schutel, por exemplo, estavam presentes na tal palestra espiritual de “Bezerra de Menezes” (Atitude de Amor), assim como, entre outros cerca de cinco mil espíritos, lá se encontravam J.-B. Roustaing, Edgar Armond e até Alziro Zarur. Pura ficção! Não apenas porque Zarur mais não foi do que Roustaing no séc. 20, mas igualmente pela razão de que os cinco primeiros só se reuniriam aos demais para esclarecer a estes o que representa de fato o Espiritismo.

Não admira, pois, que Atitude de Amor advogue hoje exatamente as antigas teses dissolventes dos três últimos e de seus similares, defendendo que os centros espíritas deveriam formar “pólos de congraçamento ecumênico para os espíritas com diversidade de idéias”, “cooperativas de afeto cristão” onde imperaria “o regime do mais livre pluralismo de concepções acerca dos postulados espíritas”, “pluralismo filosófico e doutrinário”, que resultaria da “redução do institucionalismo na administração” dos centros. Em suma: engendrar uma nova LBV.

Isto se justificaria pela suposta necessidade urgente de os espíritas se habituarem a ter suas “certezas abaladas pelo conflito e pela permuta”, para que “ampliem a capacidade de enxergar com mais exatidão as questões que supõem ter sido esgotadas” e, desse estouvado modo, se livrem das “masmorras do autoritarismo institucional” e de “uma verdade exclusivista”, “atualizando conceitos”, “criando ensejos ecumênicos” e “uma atitude de alteridade”, o que conduzirá ao “ecumenismo” entre “as várias tendências da Seara”.

Combater o institucionalismo é uma coisa; tramar a morte lenta da Doutrina Espírita é outra muito diversa. Note-se que qualquer concepção passa a ser parte do próprio Espiritismo, à revelia da unidade doutrinária estabelecida pela Obra de Kardec. Mesmo os postulados fundamentais desta Obra deveriam ser submetidos, imaginem, a um “pluralismo de concepções”.

Na prática, então, tudo bem se entenderem que a reencarnação resulta de uma queda primordial do espírito; tudo bem se preconizarem que o tal Espírito Regenerador inspirará especialmente o Papa católico a fim de que os fenômenos mediúnicos deixem de ser “fatos isolados, estranhos à ordem comum”, conforme fazem os roustainguistas, por exemplo, pois, em nome do amor e da alteridade, isso passa a ser Espiritismo também; afinal, o que importa é ser pluralista e afetivo...

Como se o único jeito de cultivar estas duas incontestes virtudes fosse diluindo a identidade doutrinária kardeciana do Espiritismo. Como se as verdadeiras casas espíritas, que são orientadas pelo Evangelho de Jesus à luz da Obra de Kardec, não se tornassem por este fato em “cooperativas de afeto cristão”... Que injustiça!

Efeitos dessa bagunça ideológica fantasiada de Atitude de Amor foram as proposições antagônicas atribuídas a Eurípedes Barsanulfo, após pergunta que teria sido formulada por Ermance Dufaux, sobre a importância da assim chamada “pureza” doutrinária (preferimos “fidelidade” doutrinária).

Inicia-se dizendo que “toda doutrina precisa ter identidade, e quando se defende pureza, nesse sentido, é uma ação necessária e justa”; todavia, finaliza-se desqualificando essa mesma ação tão necessária e tão justa, porque a “pureza filosófica desune” e só “a pureza do coração sublima”...

Como se os que defendessem a “pureza” doutrinária jamais alcançassem por esta razão a graça da “paz interior” e do “coração sublimado”. A primeira excluiria forçosamente os demais. Tese, aliás, dominante no opúsculo, que almeja, assim, a paralisação de toda e qualquer atitude analítica, crítica, por constituir prática de desamor que acarreta esta punição: o silêncio no Além. Sim! Por tal razão seria interdita aos espíritos dos “puristas” a comunicação mediúnica. Pueril esta hipótese e, ao demais, falsa. Mas o tal Eurípedes decreta, ameaçador e generalizante:

“A condição das almas que conheceram o Espiritismo e galgaram a responsabilidade de formadores de opinião, detendo influência e poder de decisão, inteligência e visão ampliada, é a daquele servo da parábola dos talentos que enterrou o tesouro generoso concedido pelo Senhor, com medo das lutas que enfrentaria na ingente batalha consigo próprio”.

Todos os formadores de opinião, portanto, serão apenados pelo crime de bem conhecerem o Espiritismo sem se omitirem ante a responsabilidade de comunicá-lo aos menos esforçados ou menos evoluídos. Supõe-se, assim, que devem estes formadores de opinião lutar apenas contra si mesmos, amordaçados pelo medo de pecar.

Como se a simples exposição da verdade em meios adversos, a exemplo do próprio Jesus, não ensejasse as mesmas lutas aos seus discípulos, sobretudo contra o comodismo da falsa paz interior, permeada de nossos costumeiros subterfúgios conscienciais, filhos diletos da lei do menor esforço... Discernir a verdade exige muito trabalho e sensibilidade; confundi-la não exige nada. No final, os que não atentam para isto não conseguem ser santos, nem sequer sábios.

Atitude de Amor ainda coloca nos lábios de Eurípedes este absurdo conceitual, mas que é conseqüência da tese estapafúrdia que o opúsculo veicula:

“Imperioso que tomemos por base que Espiritismo é toda forma de interpretação que possibilite ao homem a sua espiritualização e melhora nos campos do bem, sem almejar confiná-lo aos estreitíssimos catres ideológicos”.

Qualquer proposta espiritualizante seria, então, Espiritismo. E este? Afinal é uma ideologia tão estreita assim? Sobre isto, dever-se-ia citar o Kardec integral, moralizante e doutrinário a um só tempo, porquanto as duas coisas são complementares na proposta espírita bem compreendida:

“[...] os adeptos de tal modo aproveitaram o que o Espiritismo até hoje ensinou, que nada mais tenham a fazer? [...] são tão perfeitos que de agora em diante seja supérfluo pregar-lhes a caridade, a humildade, a abnegação, numa palavra, a moral? Essa pretensão, por si só, provaria quanto ainda necessitam dessas lições elementares, que alguns consideram fastidiosas e pueris. É, entretanto, só com o auxílio dessas instruções, se as aproveitarem, que poderão elevar-se bastante para se tornarem dignos de receber um ensinamento superior. [...] uma ciência nova, que dá tantos resultados em menos de dez anos, não pode ser acusada de nulidade, porque toca em todas as questões vitais da humanidade e traz aos conhecimentos humanos um contingente que não é para desdenhar. Até que esses únicos pontos tenham recebido todas as aplicações de que são susceptíveis, e que os homens os tenham aproveitado, ainda se passará muito tempo, e os espíritas que os quiserem pôr em prática para si próprios e para o bem de todos não ficarão desocupados”. (Revista Espírita. O Que Ensina o Espiritismo. Agosto de 1865.)

Ante a lucidez destas ponderações do mestre lionês acerca de sua Obra, a que ficam reduzidas tão tresloucadas reivindicações de “renovação”, “atualização” e “arejamento”? Pois se está claro que sequer bem conhecemos e, menos ainda, executamos a própria Codificação...

Ao término da palestra do tal Bezerra para cerca de cinco mil espíritos, assegura-se muito sintomaticamente que “J.-B. Roustaing foi um dos mais procurados para o abraço afetivo e a palavra amiga, cercado por amigos da Itália (terra de P. Ubaldi) e da França”.

Ora! Este advogado francês foi o primeiro subversor da ordem doutrinária espírita. Acusou Kardec ferinamente de ostracismo, ignorância e infalibilidade. Ousou até chamá-lo de “senhor feudal” e “chefe de um espiritismo de fantasia”. Bem o sabem os que puderam ler o antigo prefácio de Os Quatro Evangelhos amputado pela FEB há décadas.

Ali, o Dr. Roustaing e seus enfurecidos discípulos proclamam não apenas o seu cismazinho particular como encontram tempo para incentivar os demais cismas, em nome exatamente deste tipo de proposta ecumênica que dissolveria o Espiritismo, e que agora é postulada por Atitude de Amor, em completo detrimento dos últimos esforços kardecianos de advertência contra as cisões na Doutrina. Kardec foi bem explícito quanto a isto e não há razão para desrespeitá-lo citando-o de forma manipulante:

“Para assegurar-se, no futuro, a UNIDADE, uma condição se faz indispensável: que todas as partes do conjunto da Doutrina sejam determinadas com PRECISÃO E CLAREZA, SEM QUE COISA ALGUMA FIQUE IMPRECISA. Para isso, procedemos de maneira que os nossos escritos não se prestem a interpretações contraditórias e cuidaremos de que assim aconteça sempre. [...] SEITAS PODERÃO FORMAR-SE AO LADO DA DOUTRINA, SEITAS QUE NÃO LHE ADOTEM OS PRINCÍPIOS OU TODOS OS PRINCÍPIOS, PORÉM NÃO DENTRO DA DOUTRINA, por efeito de interpretação dos textos. [...] Tomando a iniciativa da constituição do Espiritismo, usamos de um direito comum, o que todo homem tem de completar, como o entender, A OBRA QUE HAJA COMEÇADO e de ser JUIZ DA OPORTUNIDADE. Desde o instante em que cada um é livre de aderir ou não a essa obra, ninguém se pode queixar de sofrer uma pressão arbitrária. CRIAMOS A PALAVRA ESPIRITISMO, para atender às necessidades da causa; TEMOS, pois, O DIREITO DE LHE DETERMINAR AS APLICAÇÕES E DE DEFINIR AS QUALIDADES E AS CRENÇAS DO VERDADEIRO ESPÍRITA”. (Obras Póstumas. Segunda parte. Constituição do Espiritismo. II e X. Maiúsculo nosso.)

Posto isto, como falar em “regime de livre pluralismo de concepções acerca dos postulados espíritas”, ou “pluralismo filosófico e doutrinário”, ou “ecumenismo” entre “as várias tendências da Seara”? Acaso faltam à Obra de Kardec a clareza e a precisão necessárias para uma unificação de nossas idéias e práticas? Ou nós é que nos entregamos a insubmissões injustificáveis em nome de uma vaidade irrefreável?

Na verdade, tudo o que Atitude de Amor pretende dispensa qualquer ingerência de outras doutrinas ou de seus respectivos adeptos em nossa Seara Espírita, a qual já se esforça, sim, por praticar o “Fora da Caridade Não Há Salvação”, ainda que com as deficiências peculiares, aliás, a quaisquer outros movimentos (os ecumênicos, inclusive).

O perigo é que esta proposta pseudo-espírita aparece colocada nos lábios de Bezerra, Eurípedes e Ermance, mas Roustaing e Ramatis é que ali falam todo o tempo.

O Bezerra improvisado de Atitude de Amor não hesita sequer em elogiar a si mesmo: “Todos aqui, mormente os que se acostumaram À DOCILIDADE E TERNURA DE MEU CORAÇÃO [...]”. E ainda ousa assegurar que a “clareza e definição” de sua “fala” “são em obediência incondicional e servil a ordens maiores”, “em nome do Espírito Verdade”...

Para este Bezerra, tornar-se um tipo de salada mista new age salvaria o Movimento Espírita do “institucionalismo”. Completo equívoco. Uma coisa nada tem a ver com a outra. Para que chegue a “era da maioridade das idéias espíritas”, o comando do verdadeiro Bezerra é que deve ser obedecido, e este é em tudo oposto ao “pluralismo filosófico e doutrinário”, porquanto assim se exprime:

“Jesus nos trouxe a Verdade; Kardec, porém, nos trouxe a interpretação. KARDEQUIZAR É A LEGENDA DE AGORA! Kardequização da filosofia: discernimento; da fé: racionalidade. Kardequizemos para evoluir com acerto à frente do Cristo de Deus. Kardequizemo-nos na carteira de obrigações a que estamos transitoriamente jungidos: é a forma ideal de ascenção”. (Médium: Chico Xavier. “Kardec e Vida, Página aos Espíritas”.)

Na ocasião, o presidente da FEB roustainguista censurou o Espírito Bezerra de Menezes, afirmando que kardequizar seria sectarizar, exatamente neste tom ecumênico dissolvente de Atitude de Amor, que faz agora a propaganda de Roustaing ao mesmo tempo em que critica o institucionalismo da FEB... As criaturas voltaram-se contra o seu criador. Perigo maior à vista. Quando os “kardecistas” acomodados da FEB acordarem, talvez seja tarde demais, e já faça parte do passado a morna dicotomia “Kardec versus Roustaing” entendida apenas como “corpo físico versus corpo fluídico”, porque terá dado lugar a algo ainda pior: a transformação da FEB, que, bem ou mal, é a mais poderosa Casa Espírita do planeta, num frankeinstein elebevista. Que O Espírito de Verdade nos preserve de mais esta provação!
De nossa parte, só criticamos bem intencionadamente a falta de fidelidade a Kardec, expressa nas ações decorrentes da presença de Roustaing como norma estatutária da FEB. Se esta optasse clara e decididamente pelo primeiro, só nos restaria lutar juntos pela execução plena da Obra de Kardec, o que, por si só, dispensaria qualquer proposta marginal de indevida ingerência em nossa Seara.

O pluralismo deve ser cultivado no campo relacional do respeito mútuo, não propriamente na esteira da conceitualidade dos postulados, isto é, dos princípios espíritas, na qual nossa identidade doutrinária kardeciana desfila como diferença legítima e necessária, ali posta em movimento a duras penas pelo Gênio lionês, num regime, aliás, que prevê sua autocrítica, sem, contudo, tramar seu próprio suicídio.

“Ao invés de ser absorvido, o Espiritismo absorverá”, disse Kardec; um absorver, porém, seletivo, e não sincrético. Nossa identidade, portanto, deve ser sustentada em momentos e espaços apropriados, num clima de coerência, sobriedade e equilíbrio, o que seria impossível ao influxo de aventuras experimentais que logo degenerariam em confusão e desorientação generalizadas, culminando na desaparição do Espiritismo propriamente dito.

(Sergio F.Aleixo - Presidente executivo da Ade-Rj)

Fonte: www.ade-rj.org.br/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hZGUtcmoub3JnLmJyLw==)
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Jorge em 02 de Junho de 2009, 11:46
Olá amigos,

No caso do médium Chico Xavier eu diria que ele foi um instrumento tão precioso do Alto e supervisionado pelo ilustre espírito Emmanuel, que nenhum espírito de índole duvidosa teria qualquer tipo de autorização para se servir desse mesmo instrumento mediúnico!

Então, e na sequência deste facto, Chico deixou-nos uma vastíssima obra que, na minha opinião, não deixa margens para dúvidas, quanto à sua imaculada pureza!

É uma opinião!  :)

Abraços.
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Vitor Santos em 02 de Junho de 2009, 12:36
Olá Jorge

Parece-me que todos concordam que o Chico Xavier era uma pessoa exemplar, a todos os niveis. Nisso estou de acordo.

Mas o facto do Chico ser uma execelente pessoa, com um bom nivel espiritual, não faz dele Deus, nem um espirito puro. Aqui na terra não há ninguém perfeito, todos temos imperfeições. Só os espiritos puro já eliminiram as imperfeições. Deste modo, o Chico estava sujeito ao erro. Só a influência do corpo fisico, já é um grande obstáculo com que o nosso espirito se depara.

Mas lê a biografia do Chico e repara que o espirito Emmanuel mandou o Chico passar tudo no crivo da Codificação de Kardec e das palavras de Jesus. Foi o mentor do Chico que o disse, não fui eu. Acreditar em psicografias do Chico que sejam contraditórias com a codificação, é errado, segundo o próprio mentor do Chico. A não ser que alguém nos esteja a enganar, quando escreveu isso na biografia. Também pode acontecer.

Conclusão:

- Quem quiser ver o Chico Xavier com um espirito puro, infalivel, sem imperfeição nenhuma, pode ver. É uma forma legitima e respeitável de ver as coisas. Nada tenho a criticar. É uma questão de opinião pessoal.

- Eu, pessoalmente, não acredito em Super-Homens, a não ser aquele que a banda desenhada imortalizou. O ser mais perfeito que pisou a terra foi Jesus, mas será que podemos comparar o Chico a Jesus? A minha opinião é que o Chico era falivel e imperfeito, embora com um nivel de perfeição acima da média e estava aquém de Jesus. Certezas não tenho. Como é que seria capaz de avaliar o Chico e, mas dificil ainda, Jesus? A olhar de baixo ninguém consegue ver o que quem está em cima alcança.

- Não vejo que o Chico tenha sido mais fiável do que Kardec (nem menos). Se Kardec se humildou,  não confiou em si mesmo, porque se considerava um espirito imperfeito, e se esforçou tanto quanto pode para confirmar aquilo que os espiritos lhe diziam através dos médiuns. Que mal faz tentar confirmar com outras fontes independentes o que os espiritos disseram ao Chico? Isso só vai reforçar a credibilidade das obras do Chico, mas não garante que elas possam não ser verdadeiras. Aquelas que não passarem no crivo da certificação, não são declaradas falsas, mas colocadas também na prateleira das mensagens para confirmação.

- Será que o Chico se importa/ ofende com a certificação das suas obras, lá no além? De forma nenhuma, ele era um homem humilde, honestissimo e com grande senso moral, incapaz de se ofender por uma coisa dessas. É assim que o vejo. O que ele deve desejar é que nos aproximemos tanto quanto possivel da verdade , seja porque meios for, imagino eu.
(mas sobretudo deve estar interessado em que interiozemos a verdade, de forma a reagirmos automáticamente de acordo com ela, tal como os "Karatecas" interiorizam os golpes", pois a verdade só no papel não tem utilidade).

- O médium normalmente não é a pessoa adequada para interpretar o que os espiritos disseram ou escreveram pela mão dele, pois está envolvido na comunicação. O médium deve ser uma mero intermediário, que transmita com o máximo rigor possivel a mensagem dos espiritos. Nem ninguém interessado na publicação dos livros para angariar dinheiro para si próprio ou para a sua organização - nem que seja uma instituição de caridade - é adequado. Será que O Chico tinha algumas pessoas isentas e imparciais que faziam este papel (é uma pergunta, não é uma afirmação)? Isso já seria qualquer coisa...

Eu sei que sou um cabeça dura, que não acredita de forma cega em nada. Eu não acredito que o coração, por si só tenha capacidade para discernir. Só aliando a razão ao coração se pode discernir as coisas com a máxima aproximação à verdade, que é um ideal inantingivel, mas a ter sempre em vista.

bem hajas
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: aruanda em 02 de Junho de 2009, 14:09
Citar
O médium normalmente não é a pessoa adequada para interpretar o que os espiritos disseram ou escreveram pela mão dele, pois está envolvido na comunicação. O médium deve ser uma mero intermediário, que transmita com o máximo rigor possivel a mensagem dos espiritos.

Pegando só nesta frase...não concordo.

Repara , Vitor, o médium, enquanto "instrumento" pode realmente interferit de alguma forma, mesmo em pequenissimo grau.

No entanto, enquanto pessoa, ser humano, cidadão, porque não pode analisar uma comunicação dada por seu intermédio?
Se estiver devidamente equilibrado, pode inclusive , analisar onde se pode ter dado  a interferencia. mesmo que isso não aconteça,todos os médiuns deviam analisar suas comunicações para verem onde e de que forma estão  a dar sintonia mais ou menos positiva.
Sinceramente , acho um pouco descabido,pensar-se em médiuns como seres àparte.

por favor , vamos ser lucidos.
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Jorge em 02 de Junho de 2009, 14:59
Olá Vitor,

Ora vamos lá ver ...  :D
Permite-me comentar os teus raciocínios dentro das minhas limitações ...  :)

Parece-me que todos concordam que o Chico Xavier era uma pessoa exemplar, a todos os niveis. Nisso estou de acordo.

Concordo plenamente contigo!

Mas o facto do Chico ser uma execelente pessoa, com um bom nivel espiritual, não faz dele Deus, nem um espirito puro. Aqui na terra não há ninguém perfeito, todos temos imperfeições. Só os espiritos puro já eliminiram as imperfeições. Deste modo, o Chico estava sujeito ao erro. Só a influência do corpo fisico, já é um grande obstáculo com que o nosso espirito se depara.

Vitor, o bom nível espiritual de Chico consistiu no desempenho da árdua tarefa de executar as 3 condições essenciais para levar a bom porto a missão confiada por Emmanuel:
1ª - Disciplina
2ª - Disciplina
3ª - Disciplina
Nisso Chico foi irrepreensível! Por isso sempre teve Espíritos de Luz como autores dos seus livros psicografados! Chico foi o instrumento fiel do ALTO!

"Emmanuel, nos primórdios da mediunidade de Chico Xavier, deu-lhe duas orientações básicas para o trabalho que deveria desempenhar. Fora de qualquer uma delas, tudo seria malogrado. Eis a primeira.

- "Está você realmente disposto a trabalhar na mediunidade com Jesus?"

- Sim, se os bons espíritos não me abandonarem... -respondeu o médium.

- Não será você desamparado - disse-lhe Emmanuel - mas para isso é preciso que você trabalhe, estude e se esforce no bem.

- E o senhor acha que eu estou em condições de aceitar o compromisso? - tornou o Chico.

- Perfeitamente, desde que você procure respeitar os três pontos básicos para o Serviço... Porque o protetor se calasse o rapaz perguntou:

- Qual é o primeiro? A resposta veio firme:

- Disciplina.

- E o segundo?

- Disciplina.

- E o terceiro?

- Disciplina."


Mas lê a biografia do Chico e repara que o espirito Emmanuel mandou o Chico passar tudo no crivo da Codificação de Kardec e das palavras de Jesus. Foi o mentor do Chico que o disse, não fui eu. Acreditar em psicografias do Chico que sejam contraditórias com a codificação, é errado, segundo o próprio mentor do Chico. A não ser que alguém nos esteja a enganar, quando escreveu isso na biografia. Também pode acontecer.

Vitor, esta afirmação de Emmanuel, a meu ver, é só para consciencializar o Chico que todas as psicografias que ele viria a receber, já teriam elas também passado pelo crivo da razão do próprio Emmanuel !!! Aliás as entidades que se serviriam do aparelho mediúnico do Chico teriam de ter permissão de Emmanuel para tal!
Deste modo Emmanuel deixa o alerta de que não deveremos ter uma fé cega e sim analisar à luz da razão tudo o que recebemos e lemos!

"A segunda mais importante orientação de Emmanuel para o médium é assim relembrada: - "Lembro-me de que num dos primeiros contatos comigo, ele me preveniu que pretendia trabalhar ao meu lado, por tempo longo, mas que eu deveria, acima de tudo, procurar os ensinamentos de Jesus e as lições de Allan Kardec e, disse mais, que, se um dia, ele, Emmanuel, algo me aconselhasse que não estivesse de acordo com as palavras de Jesus e de Kardec, que eu devia permanecer com Jesus e Kardec, procurando esquecê-lo."

Conclusão:

- Quem quiser ver o Chico Xavier com um espirito puro, infalivel, sem imperfeição nenhuma, pode ver. É uma forma legitima e respeitável de ver as coisas. Nada tenho a criticar. É uma questão de opinião pessoal.

Mas ninguém, penso eu, viu (vê) o Chico como espírito puro, mas sim como um espírito cujo adiantamento espiritual permitiu que ele desempenhasse a tremenda / sublime tarefa que todos nós conhecemos!

- Eu, pessoalmente, não acredito em Super-Homens, a não ser aquele que a banda desenhada imortalizou. O ser mais perfeito que pisou a terra foi Jesus, mas será que podemos comparar o Chico a Jesus? A minha opinião é que o Chico era falivel e imperfeito, embora com um nivel de perfeição acima da média e estava aquém de Jesus. Certezas não tenho. Como é que seria capaz de avaliar o Chico e, mas dificil ainda, Jesus? A olhar de baixo ninguém consegue ver o que quem está em cima alcança.

Sem dúvida, Jesus foi o Ser mais perfeito que alguma vez a Terra conheceu !!!
Também pergunto, será que alguém quer fazer essa comparação???
Não está aqui em questão essa comparação! São dois seres que vieram em missão, mas não nos esqueçamos que Jesus é o governador espiritual do nosso planeta, enquanto que Chico era (é) um dos seus grandes servidores / missionários !!!

- Não vejo que o Chico tenha sido mais fiável do que Kardec (nem menos). Se Kardec se humildou,  não confiou em si mesmo, porque se considerava um espirito imperfeito, e se esforçou tanto quanto pode para confirmar aquilo que os espiritos lhe diziam através dos médiuns. Que mal faz tentar confirmar com outras fontes independentes o que os espiritos disseram ao Chico? Isso só vai reforçar a credibilidade das obras do Chico, mas não garante que elas possam não ser verdadeiras. Aquelas que não passarem no crivo da certificação, não são declaradas falsas, mas colocadas também na prateleira das mensagens para confirmação.

Chico e Kardec foram (são) dois grandes missionários do Cristianismo Redivivo!
Um complementa o outro! Kardec abriu caminhos ... Chico prosseguiu nesses caminhos ...

- Será que o Chico se importa/ ofende com a certificação das suas obras, lá no além? De forma nenhuma, ele era um homem humilde, honestissimo e com grande senso moral, incapaz de se ofender por uma coisa dessas. É assim que o vejo. O que ele deve desejar é que nos aproximemos tanto quanto possivel da verdade , seja porque meios for, imagino eu.
(mas sobretudo deve estar interessado em que interiozemos a verdade, de forma a reagirmos automáticamente de acordo com ela, tal como os "Karatecas" interiorizam os golpes", pois a verdade só no papel não tem utilidade).

A satisfação de Chico já foi conseguida plenamente! Foi um fiel instrumento dos Espíritos de Luz sob a super-visão de Jesus, porquanto adquiriu a tranquilidade de consciência de quem cumpriu uma tão árdua quão gratificante missão!!!  :)

O mesmo se poderá dizer de Kardec, o grande missionário e benfeitor da humanidade! :)

- O médium normalmente não é a pessoa adequada para interpretar o que os espiritos disseram ou escreveram pela mão dele, pois está envolvido na comunicação. O médium deve ser uma mero intermediário, que transmita com o máximo rigor possivel a mensagem dos espiritos. Nem ninguém interessado na publicação dos livros para angariar dinheiro para si próprio ou para a sua organização - nem que seja uma instituição de caridade - é adequado. Será que O Chico tinha algumas pessoas isentas e imparciais que faziam este papel (é uma pergunta, não é uma afirmação)? Isso já seria qualquer coisa...

Pelos frutos se conhece a árvore ...
Que belos frutos sairam da mão abençoada de Chico ...
Basta ler por exemplo o maravilhoso livro "Paulo e Estevão" para se perceber isto ...

Eu sei que sou um cabeça dura, que não acredita de forma cega em nada. Eu não acredito que o coração, por si só tenha capacidade para discernir. Só aliando a razão ao coração se pode discernir as coisas com a máxima aproximação à verdade, que é um ideal inantingivel, mas a ter sempre em vista.

Quem não o é, amigo Vitor?
Eu também só aceito aquilo que a razão/coração me permite aceitar!
Se um dos dois factores falhar, sigo novos rumos ...
Nas obras psicografadas pelo Chico, sempre estes dois factores estiveram conciliados!  :)

É apenas a minha humilde opinião!

bem hajas
[/quote]

Um grande abraço.
Jorge
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: HelenaBeatriz em 02 de Junho de 2009, 15:41
Olá, amigos!!

Concordo com o amigo Vitor. Somos todos aprendizes, espíritos imperfeitos, sujeitos a erros, portanto, não idolatro ninguém, como já afirmei anteriormente.


Espíritos encarnados de grande sabedoria conhecemos, sem dúvida...
Segundo alguns espíritos desencarnados, o homem mais evoluído, a seu ver, do século XX, foi Ghandi. Grande figura humana, sem dúvida! Mas também imperfeito, sujeito a erros, a equívocos.

Chico Xavier foi um grande exemplo de homem, de médium, candidato ao prêmio Nobel da Paz, mas ainda era imperfeito, obviamente.
 Os grandes e nobres amigos desencarnados que o nortearam, embora ainda mais evoluídos que ele, também eram, ainda, imperfeitos.

Jesus foi o único espírito perfeito que por aqui passou, segundo a espiritualidade. Mas não o vejo como um ser que busque ser idolatrado, está muito acima disso.

Esta é a minha visão, numa concepção da história do homem sobre a Terra. Pouco ou nada sei, mas do nada que sei...

Respeito, naturalmente, opiniões contrárias, uma vez que ninguém conhece a VERDADE, só Deus.

Bem hajam
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: procura em 02 de Junho de 2009, 16:42
Boa tarde

Já algumas vezes tenho tentado alertar para os extremismos (de certeza que também serei algumas vezes naquilo que escrevo), se seguirmos por essa ordem de ideias quem nos garante que Jesus é perfeito, provavelmente existirão entidades mais perfeitas antes de chegarmos a Deus.

Não podemos ser radiacais. Utilizemos Kardec para nos nortear na caminhada de aprender. Mas vamos evitar negar tudo o que eventualmente não tenha sido esmiuçado por Kardec.
Ainda somos uns "vermes" dentro da escala do conhecimento.


Isto é a minha simples opinião.


Bem Hajam

Muita Paz

Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Carlos Ribeiro em 02 de Junho de 2009, 17:26
Citar
Por essa ordem de ideias teremos que forçosamente colocar em questão até a própria doutrina espírita, uma vez que ninguém é perfeito e muito pelo contrário sujeitos a erros ...

Kardec não era perfeito ...
Chico Xavier não era perfeito ...
Os espíritos que o nortearam também eram imperfeitos ...

Vamos estudar o quê?

Olá Jorge. Por essa ordem de ideias, não estudavamos nem acreditavamos em nada. Nem nas psicografias de Chico nem na codificação. O melhor seria não acreditar em nada e duvidar de tudo (o nosso amigo Vitor Santos é especialista em adoptar esta filosofia).
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Carlos Ribeiro em 02 de Junho de 2009, 17:34
Citar
mas até prova em contrário...
- Jorge
Onde é que eu já li isto?  ;)
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: HelenaBeatriz em 02 de Junho de 2009, 22:02
Pelos vistos além do encontro de confraternização é necessário marcar um duelo entre espíritas Only-Kardec e espíritas All & Kardec ...  :D :D :D
Vai haver muito fogo cruzado, ai se vai ...  :D

It´s only a joke !!!
É verdade, Jorge...  Tremo só de imaginar este duelo! rsrs Quanta filosofia neste balaio de gatos!! rs :o ;) :) :-[

Bem, brincadeiras à parte, o próprio Kardec nos aconselhou a ler de tudo: pró e contra o espiritismo, para ficarmos bem embasados, suponho.
Um conselho semelhante nos deu Paulo: "ler de tudo e reter o melhor..."
Acho que o perigo, amigo, é fecharmos a questão.

Como naquele velho adágio: "A mente é como um pára-quedas só funciona se bem aberta..."


O ceticismo absoluto acaba sendo a própria negação do ceticismo, naquela base "Se duvido de tudo, também duvido que tenha dúvidas"... rs

Não é por aí, creio eu... Apenas a nossa porta mental não deve se fechar em nenhuma questão, uma vez que vivemos num mundo relativista, onde cada qual parece advir de uma determinada falange de espíritos, ou de estágios evolutivos diferenciados, com o objetivo de nos ajudarmos mutuamente. Certos espíritos seriam como os monitores nas escolas. Podem até nos dar aulas, mas não conhecem profundamente a questão, pois embora mais evoluídos que os alunos a quem ministram ensinamentos, também aqui estão para prosseguirem em seus estudos. Uma analogia meio fraca, mas foi a que me ocorreu.
Você não acha?

Bem haja!
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Vitor Santos em 02 de Junho de 2009, 23:42
Olá

Não há qualquer descriminação entre Kardec, Chico Xavier ou outros divulgadores, nas minhas palavras. Ao contrário acho que todas as mensagens devem ser tratadas da mesma forma, passadas pelo crivo da razão, do coração e da confirmação, conforme Kardec ensinou. Se quiserem chamar a isso fanatismo, chamem, pouco me importa, pois sei o que vai no meu coração e na minha cabeça (à parte as minhas limitações de espirito imaturo, ignorante e encarnado num corpo de carne, óbviamente).

O que parece que se passa é que as pessoas não acreditam que Kardec submeteu as suas mensagens à confirmação. Isso já é considerar que Kardec estava de má fé, pois ele disse que conferiu várias vezes a sua obra. Decerto que a confirmação tb não é perfeita, mas é importante. Quantos edificios cairiam se os engenheiros civis não confirmassem várias vezes os seus cálculos? Como não somos infaliveis, temos de conferir, quanto mais vezes, menor a probabilidade de errar, ou não?

Ou será que o Chico submeteu os perto de 500 livros que psicografou a uma confirmação semelhante á que Kardec utilizou e sou eu que não sei? Uma coisa é verdade, quem não confere as suas contas não tem que estar necessáriamente errado, até pode estar certo, mas tem grande probabilidade de errar. É só isso. Mas não se deve tomar como verdade coisas tão importantes sem conferir, isso é pensar que o erro é impossivel e algo irresponsável.

As diferença que eu vejo entre o Chico e kardec são as seguintes:

- Um já conferiu o que lhe disseram os espiritos, através do médiuns, com muitas outras pessoas e muitos outros espiritos. Não era perfeito, e conhecia-se a si mesmo. sabia que o erro era possivel. Por isso conferiru tanto quanto pôde.

- As mensagens do Chico ainda carecem de conferência (que eu saiba). Talvez eu esteja enganado. Deus queira que sim. Assim, é preciso submeter a conferência as obras dele. Isso não quer dizer que estão erradas, nem que não estão.

- Kardec não aproveitou narrativas literárias, apenas mensagens instrutivas. Ele procurava espirito elevados e não espiritos com um nivel de elevação próxima de nós, como André Luiz.  A mensagem que Kardec nos deixou, com as obras básicas, é sucinta, clara e objectiva, pois os espiritos elevados têm mais que fazer do que andar a ditar livros de romances, ou grande quantidade de livros para vender e fazer negócio. Já a mensagem do Chico contém coisas objectivas e claras, mas outras com linguagem complicada e nitidamente fascinada (Evolução em dois mundos é um exemplo bom)

Eu apenas escrevo aquilo em que acredito. Aceito as criticas, mas só com argumentos pertinentes posso mudar de opinião. Eu era capaz de apostar que, se o Chico estivesse aqui ele não se ofendia com as minhas palavras. Ele não jurou a ninguém que a obra dele era a verdade absoluta. Também não era a ele que competia conferir a sua obra.

eu não vejo mal nenhum em as pessoas gostarem do Chico (só quem for burro ou mal intencionado é que não gosta, pois era uma pessoa exemplar, a todos os niveis), nem em acreditarem plenamente na sua obra, sem quaisquer dúvidas.

Cada um tem o direito á sua opinião e a doutrina espirita ensina a não criticar, julgar ou condenar a crença alheia. A não ser que se trate de uma crença deliberadamente falsa e/ou possa prejudicar terceiros.

Por isso ninguém tem de justificar nem prestar contas aos outros das suas crenças e opiniões, se sinceras e com boa fé. Isso eu não tenho dúvidas que tenho, o que não quer dizer que as minhas crenças e opiniões estejam certas, pois isso já é outro fado.


Ainda reforço, não tenho intenção que ninguém deixe de ter as suas crenças e opiniões (nem que tivesse, as pessoas que estão a ler não são tolas, sabem pensar por si mesmas e mandavam-me passear). Quem diz que tudo o que está nos 500 livros do Chico é a verdade absoluta, não precisa de  justificar a sua crença. Nem ter medo de outras opiniões. Não vamos agora alinhar todos pela mesma opinião para sermos todos amiguinhos, quando não é isso em que cremos. Desde que não estejamos a prejudicar ninguém (se eu estou, peço que me ajudem a ver isso, por favor).

Citar
Repara , Vitor, o médium, enquanto "instrumento" pode realmente interferit de alguma forma, mesmo em pequenissimo grau.

No entanto, enquanto pessoa, ser humano, cidadão, porque não pode analisar uma comunicação dada por seu intermédio?
Se estiver devidamente equilibrado, pode inclusive , analisar onde se pode ter dado  a interferencia. mesmo que isso não aconteça,todos os médiuns deviam analisar suas comunicações para verem onde e de que forma estão  a dar sintonia mais ou menos positiva.
Sinceramente , acho um pouco descabido,pensar-se em médiuns como seres àparte.

por favor , vamos ser lucidos.


Olga eu não penso no médium como um ser à parte, estás enganada ou eu não me fiz entender. O que eu quero dizer é que não basta o médium, para receber a mensagem e para a conferir. Até nos trabalhos dos engenheiros civis é melhor dar as contas a outra pessoa para as conferir (se for possivel), quanto mais em coisas mais subjectivas e dificeis de conferir. Então no caso em que superam os conhecimentos do médium, mais razão de ser tem a submissão da obra a conferência alheia, variada e independente.

Para analisar uma obra de arte ou uma mensagem, não deve ser o mesmo o critico e o artista. É isso que quero dizer. O artista está muito envolvido na obra para ser o critico, não está isento. Assim pensou kardec e, por isso, submeteu as respostas dos espiritos à conferência de muitas outras pessoas e espiritos. Mas kardec tinha mais isenção, apesar de tudo, pois era um estudante atento, racional e critico, e não estava a fazer simultaneamente o papel de médium. Perdoa se erro, mas fazer de Kardec e de médium ao mesmo tempo, deve ser mas dificil e mais confuso.

A obra do médium, deve ser lida e estudada por ele mesmo. Até porque pode ter em vista a sua própria instrução também.  Olha eu quando tenho contas complicadas, se apanhar alguém que mas confira, não hesito em lhas entregar. Sei quem sou e da minha falibilidade. Já não tenho a ilusão das perfeições, já passei a idade disso. Se o Chico era um super-homem? Não sei, mas acho pouco provável...

Quem recebe uma mensagem de um espirito, que até pode ser um espirito sem intenção de fazer mal, mas que esteja tb equivocado, como nós encarnados podemos estar, nao há envolvimento com espiritos inferiores, mas com espiritos ignorantes, que dizem o que sabem, de boa fé, mas que podem estar errados, porque não? Não sei se foi o caso do Chico, mas se pode acontecer aos outros, porque não a ele? porque é que havemos de considerar que a obra dele não precisa de conferência? Isso não é dizer que há erro, mas agir de forma prudente. E mais, provavelmente há textos de vários niveis de credibilidade, na obra do Chico.

_______________________________________________________________

Por favor separem a obra do artista e não digam que eu estou a describilizar o artista, porque isso é injusto. Apenas estou a pensar que a obra ainda não foi suficientemente submetida à critica. Mais não se deve concluir das minhas palavras.

Eu tb posso dizer que há pessoas com uma fé cega nas psicografias e na infalibilidade do Chico (e que há muitos casos isso há, não tenho dúvida). Têm todo o direito disso, mas será que isso é o melhor caminho para nos aproximarmos da verdade? Não é isso fazer do Chico, o S. Francisco Cândido Xavier, à moda dos santos da igreja católica romana?

Eu vejo a doutrina espirita ensinada por Kardec num plano mais próximo da ciência do que vejo a obra do Chico. Claro que posso estar errado.

E esclareço que não tenho prazer nenhum em descobrir possiveis erros nas obras do Chico, pelo contrário, acho que o ideal é mesmo que eles não existam, ou sejam o menos possivel. Mas fé cega, de mim? Não contem

bem hajam
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Diegas em 03 de Junho de 2009, 03:46
'...Já a mensagem do Chico contém coisas objectivas e claras, mas outras com linguagem complicada e nitidamente fascinada (Evolução em dois mundos é um exemplo bom)

Olá, Vitor Santos.

Mensagem fascinada ?

Voce critica se os espiritos escrevem de forma romanceada, mas se eles se servem de uma linguagem mais técnica também são criticados. Seu negócio é criticar Francico Cândido Xavier com o 'grande' objetivo de salvaguardar a Doutrina Espírita !!

Citar
'...Talvez eu esteja enganado. Deus queira que sim...'

Tá sobrando humildade: Deus queira que sim...

Faria bem, não passariam vergonha os que assumem essa conduta de criticarem os mentores da Espiritualidade.





Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Amigo em 03 de Junho de 2009, 06:09
Faria bem, não passariam vergonha os que assumem essa conduta de criticarem os mentores da Espiritualidade.

- É conduta lógica de um verdadeiro espírita acreditar em tal afirmação?

onde andaria a razão e mais os mentores sao infalíveis de erro?

Acho que não né, tudo deve ser analisado e sem emoção ,se assim nao for, os mentores seriam Deuses e seus intermediarios Semi-Deuses
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: procura em 03 de Junho de 2009, 08:37
Bom dia

Se a EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS não é fidedigna, então que nos resta dentro do espiritismo, Allan Kardec??

Caro amigo Vitor, alem de Kardec quais são para si as obras que passaram pelo crivo da razão e que são fidedignas?

Nunca nos disse quais as obras dentro do espiritismo que aceitava como verdadeiras e que tivessem passado pelo crivo de Kardec. Como até Kardec vossê pom em duvida, por exemplo a questão 540 do LE, o que é para si fidedigno. 

Agradecia que nos indicasse quais são essa obras para também as podermos ler sem ficarmos fascinados.



Bem Haja


Muita Paz
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Anton Kiudero em 03 de Junho de 2009, 09:59
onde andaria a razão e mais os mentores sao infalíveis de erro?

Acho que não né, tudo deve ser analisado e sem emoção ,se assim nao for, os mentores seriam Deuses e seus intermediarios Semi-Deuses


Apenas algumas perguntas a procura de respostas...


Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Ces em 03 de Junho de 2009, 10:19
Enquanto estivermos na carne nunca teremos certeza de nada do que os espiritos nos passam e ensinam. Não acho assim tão importante ter certeza.

Isso revela falta de fé.

 Devemos ler de tudo um pouco..POrexemplo nós nem sabemos o que é o espírito, são tudo ideias humanas que nem de perto se assemelham à Realidade.

Quem daqui pode afirmar que tudo o que espíritos da codificação afirmaram é uma verdade incontestável?

Mas como bons humanos que somos queremos ter sempre a certeza, saber a Verdade..Pura ilusão nossa.

Muita Paz
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 03 de Junho de 2009, 15:16
Quando me lembro que já cuidei de uma pequena quantidade de gado, no interior da Bahia...
ficava pensando,
naqueles que no Pantanal ,
Brasil central,cuidavam de milhares e milhares de cabeças de gado...

E aí me ocorreu dos casos em que se era preciso, usar os bois como cevas para conter as piranhas nos Rios, onde erma preciso atravessar...

Será verdade! ?

Nos textos e nas atividades espíritas , pelo menos das que eu participo, ou melhor venho participando...Percebo que quando comparo-me com os intelectuais da Doutrina...me perco e me confundo...mas observo que nas atividas práticas que participo...é um local onde quem ali se encontra sou eu...e não o outro que não se encontra mas sabe que lá eu me encontro...

Bom...Sempre entendi que as piranhas posseum uma intelectualidade interessante...mas não possuo estudos em mim onde possa eu enfrentá-las em seus raciocínios...morderiam-me!.

Assim é com toda a riqueza que se toca...Até com o Espiritismo.

Ao atravessarmos alguma localidade para os devidos remanejamentos daquilo e com aquilo que tocamos...e para as finalidades que nos propomos segundo entendemos as necessidades de tal obra...
Saibamos nós que sempre será preciso saciar as inteligências ávidas de e por alimentos sem trabalho...digo...sem trabalho próprio...sem o produzir pessoal.

Longe de ser uma Boiadeiro de porte...

Mas vê-se assuntos que e devem ser colocados para aqueles que ...

Bom,

Não devemos desanimar nunca.



Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Vitor Santos em 03 de Junho de 2009, 15:54
Olá Moisés

As pessoas, por vezes, confundem capacidade intelectual com nivel de instrução. E não tem muito a haver. Pessoas com baixo nivel de instrução podem ser muito mais inteligentes do que muitos catedráticos, por exemplo.

Também há pseudo-intelectuais, que se apresentam de um forma muito polida, mas deixam transparecer orgulho e vaidade por todos os poros. Não é uma critica, pois não estou a nomear nem a pensar em ninguém em concreto, mas é um facto de que existem pessoas assim.

Os pseudo-intelectuais e os pseudo-sábios gostam de se apresentar com uma linguagem complexa, nada objectiva nem clara, porque eles têm medo de se abrir sinceramente com as outras pessoas, não se sentem seguros. E não gostam de dizer que é a opinião pessoal deles, mas o último grito da ciência ou do assunto que eles debatem, para que as outras pessoas tenham vergonha de os interpelar. É uma manobra muito comum neste planeta, infelizmente. E ás vezes colhe frutos, pois muitas pessoas vão nisso.

Há pessoas que são mesmo intelectuais, mas são mesmo sábias, objectivas, sinceras e humildes. Não desejam impor nada a ninguém, pois pensam que as outras pessoas são todas como eles e que gostam de aprender com base no seu próprio estudo. Referem sempre que é a opinião deles que manifestam e que a verdade absoluta não existe na terra. Procuram aprender com os argumentos das outras pessoas (apesar de algumas pessoas não merecerem o nosso tempo, pois não estão na onda de aceitar um debate sério, com argumentos pertinenetes, são pessoas desiquilibradas, que querem chamar a atenção e que os outros as elogiem. Para eles é aplicável a tal frase de Jesus: não dar pérolas a porcos -passem a expressão "porcos", pois está aqui em sentido simbólico e não para insultar ninguém).

Em resumo: os verdadeiros intelectuais não precisam de fingir que sabem, pois sabem mesmo. Quando se fala em "intelectualidade", há que separar o trigo do joio. No movimento espirita há pessoas com alto grau de instrução que nem por isso são menos humildes do que aqueles que têm nenhuma ou quase nenhuma instrução, porque a vida não lhes permitiu.

A mim foi permitido ter um grau de instrução já bonzito, porque o meu pai, que tinha apenas o ensino básico, lutou para dar aos filhos mais instrução do que a dele, pois tinha a noção da utilidade da instrução, sobretudo para ganhar o pão nosso de cada dia. Senão fosse o trabalho e o interesse dele eu tb teria o ensino básico, provavelmente. Por isso o mérito é meu (porque estudei para isso), mas mais ainda do meu pai, a quem estou muito agradecido por tudo o que tem feito por mim.

bem hajam
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 03 de Junho de 2009, 17:13


Olá Vitor Santos

Aceito as suas instruções, como uma aula precisa.

e sem adendo algum em suas palavras.

Abraços.
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Ivi em 03 de Junho de 2009, 19:38
Olá


... Que mal faz tentar confirmar com outras fontes independentes o que os espiritos disseram ao Chico? Isso só vai reforçar a credibilidade das obras do Chico, mas não garante que elas possam não ser verdadeiras. Aquelas que não passarem no crivo da certificação, não são declaradas falsas, mas colocadas também na prateleira das mensagens para confirmação.

- Será que o Chico se importa/ ofende com a certificação das suas obras, lá no além?


Aproveitando o 'gancho' deixado pelo Vitor, posso estender o 'crivo da certificação' de Chico também para os demais Joana D´Angelis, Bezerra de Menezes dentre outros ou estamos falando de 'personalidades' diferentes ?
Nesse caso, como se daria - hoje (na atualidade) - o crivo da certificação e/ou certificação de obras? Quais são os processos/passos ?

Abraço fraterno !
Ivi

Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Carlos Ribeiro em 03 de Junho de 2009, 20:37
Citar
Para analisar uma obra de arte ou uma mensagem, não deve ser o mesmo o critico e o artista. É isso que quero dizer. O artista está muito envolvido na obra para ser o critico, não está isento. Assim pensou kardec e, por isso, submeteu as respostas dos espiritos à conferência de muitas outras pessoas e espiritos.
- Vitor Santos
É muitas vezes afirmado que o que está na codificação tem "garantia" de ser verdade porque kardec se utilizou de vários médiuns e de vários espíritos e na universalidade e concordância entre as mensagens está a base da credibilidade da codificação.
Assim sendo, gostaria que me explicassem como é que no livro "A Gênese" estão lá mensagens ditadas pelo espírito Galileu que dizem que marte não tem satélites (o que é falso), e que aponta para uma teoria já desmentida pela ciência sobre o facto de a lua estar sempre com a mesm face voltada para a terra (veja-se o capitulo VI-os satélites, item 25).
Como fica a credibilidade da codificação e do espiritismo em si?
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Amigo em 03 de Junho de 2009, 21:03
Carlos como fica a integridade da doutrina Espírita nesse ponto?

-Integra,não foi o próprio codificador que afirmou se mostra-se em algum ponto quasquer o equivoco ela se modificaria? pois bem a editora Leon Dennis já atualizou alguns dados importantes atualizados em novas pesquisas sobre a Genesis

Basta lembrar que Camille era Astronomo e médium psicografico de Galileu,alguns espiritistas comparando o perfil de ambos com fontes bibiograficas sugerem que ambos era o mesmo espírito,nao está afastado de Animismo não.

http://www.leondenis.com.br/livraria/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5sZW9uZGVuaXMuY29tLmJyL2xpdnJhcmlhLw==)

por esse link se obtem a obra Genesis atualizada com novos dados cientificos
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Carlos Ribeiro em 03 de Junho de 2009, 21:17
Citar
Basta lembrar que Camille era Astronomo e médium psicografico de Galileu,alguns espiritistas comparando o perfil de ambos com fontes bibiograficas sugerem que ambos era o mesmo espírito,nao está afastado de Animismo não.
- Amigo
Isso significa que não se tratou de uma comunicação mediúnica, mas sim de animismo?
A editora Leon Denis está a "actualizar" a codificação, agora?   ???
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Amigo em 03 de Junho de 2009, 21:26
Carlos atualizar não significa alterar, mas complementar dando subsídio à novos dados cientificos
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Vitor Santos em 03 de Junho de 2009, 21:26
Olá Ivi

É muito dificil obter uma certificação isenta, sem demasiado peso da opinião pessoal. Nem sei, se no momento actual isso será possivel. A circulação informação é um factor positivo, mas também é um factor de contaminação mais rápida dos mitos sem fundamento.

Mas concordo que não é só as obras do Chico. Todas e quaisquer obras deviam ser conferidas e comparadas com aquelas que se tem como mais certas. As coisas que são comuns, estão saneadas automáticamente, relativamente às coisas que não são, temos de estudar o assunto e concluir se é a obra a certificar que está certa, ou se é a obra já mais conferida e comparada. De qualquer modo, havendo contradições, devemos ficar em alerta.

Eu pessoalmente não acho que o Kardec, o Chico, ou Divaldo ou outros estejam de má-fé. pelo contrário. Mas há uma diferença entre eles. Enquanto Kardec diz que fez uma confirmação e comparação das informações que lhe íam chegando do mundo espiritual, com as informações que íam chegando a outras pessoas e locais, os outros, que eu saiba, ainda não fizeram isso, pelo menos com o mesmo rigor. Eu acredito em Kardec e não tenho razões para duvidar que ele fez mesmo esse trabalho de sapa, que é confirmar e comparar ao máximo, para conseguir chegar a conclusões, mesmo assim, sujeitas a alguma margem de erro.

O que acontece é que o Espiritismo no mundo está muito dependente do povo brasileiro. Isso leva a que as fontes de informação sejam sempre as mesmas. Isso não é culpa do povo Brasileiro, mas falta de inciativa de outros povos do planeta. Talvez seja o que merecemos neste momento, só Deus sabe. se merecessemos muito se calhar estariamos num mundo mais avançado do que este. Entretanto muita gente vai tendo contacto com estas coisas. e só o facto das pessoas se interrogarem já é muito importante.

Kardec provavelmente tinha recursos financeiros para dedicar muito tempo à doutrina. Nem todos podemos fazer isso e nem todos teremos capacidades para isso. Os "Kardec's" são raros. E mesmo que apareçam é preciso que tenham disponibilidade  e outras condições para tal. Se Deus ainda não mandou outro kardec, para separar o trigo do joio, é porque ainda não é oportuno. A seu tempo haverá mais revelações da mesma qualidade (com muita confirmação, para evitar os erros humanos)

O mundo não é feito de super-homens, mas de pessoas comuns e são elas que têm de se elevar o suficiente para se tornarem isentas e para receber espiritos que sejam realmente bons e sábios. Mas o orgulho, e/ou a vaidade, e/ou o interesse financeiro, ou de outra natureza, têm-nos impedido de merecer a atenção dos espiritos que nos poderiam responder com mais ceteza. As reuniões nos Centros, salvo raras excepções, são reuniões de desobsessão e ajuda aos espiritos sofredores. Dão-nos conhecimentos, com certeza, mas não são reuniões com o objectivo de apurar a verdade dos livros. O que os espiritos dizem nessas reuniões tanto pode ser a verdade como uma visão completa retorcida da mesma. São faliveis como nós. Os mentores das casa espiritas, serão espiritos, talvez, já evoluidos, mas estão mais dedicados ao auxilio dos recém desencarnados, do que em ditar obras instrutivas. Para haver revelações a iniciativa parte dos espiritos, não nossa.

Também é sempre complicado analisar centenas e centenas de livros.  Esses livros não podem ser todos informação de espiritos muito elevados, pois não estou a ver espiritos elevados a ditar livros a granel (O carlos vai gozar comigo, mas eu dou-lhe esse direito - tudo é possivel até prova em contrário - brincar também é preciso). Eles condensariam mais a informação e remeter-nos-íam para a informação já existente, não estariam a duplicar informação nem a confundir as pessoas com assuntos que não trazem nenhuma utilidade à nossa vida.

Para já, na minha opinião e no meu caso pessoal, procuro, da maneira que sei e posso, confirmar tudo à luz da razão e do coração. A referência que me dá mais segurança é Kardec. Mas há principios que me fazem desconfiar, por exemplo:

- Se se trata de obras a defender a existência do inferno ou de purgatórios no além. O purgatório é aqui na terra, não é no além. No além vamos fazer as contas ao que fizémos, e se ainda nos virmos com cabeça, deitar as mãos à mesma, quando percebemos o que podiamos ter feito por nós mesmos e pelos que amamos na terra (isto porque ainda temos pessoas que amamos e outras não - um dia deixaremos de fazer diferenças e amaremos todos, imagino eu). Não acredito que os espiritos sejam maus na sua essência, alguns ainda são ignorantes e nós mais ainda, pois nem sequer nos lembramos do que já aprendemos em vidas anteriores (apesar que a nossa inteligência espiritual e o nossa sensibilidade moral se irem apurando de reencarnação para reencarnação e isso fazer grande diferença, também temos um corpo de carne a cuja influência não nos é possivel escapar. Um ser humano está ainda mais próximo talvez da cegueira espiritual do que da visão).

- Se há insinuações que não condizem com a bondade de Deus. Como é o caso daqueles que defendem que Deus e que os bons espiritos fazem o mal, para fazer prevalecer as regras da vida. Não compreendem a diferença entre a permissão de Deus com relação à nossa liberdade, necessária á aprendizagem, pois não somos máquinas, muito menos somos já pré- programadas, e a conivência de Deus no mal.  Somos nós que vamos escrevendo a nossa história, ninguém interfere na nossa liberdade de decisão enquanto estamos aqui na terra, a não serem os obsessores, encarnados e desencarnados, porque lhe damos ponta por onde eles pegarem. Não é nossa decisão, mas resultado da nossa imprevidência.
 

bem hajas
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: hcancela em 03 de Junho de 2009, 21:29
Olá amigos(as)

Sem de alguma forma ir contra qualquer ideia aqui formulada, deixo a minha singela
contribuição. Discurso de Camille Flammarion por ocasião da (morte) de KARDEC.

Com que direito, pois, pronunciaremos a palavra “impossível” diante dos fatos que
testemunhamos, sem podermos descobrir a causa única? A ciência fornece-nos dados
tão autorizados como os precedentes sobre os fenômenos da vida e sobre a força que nos
anima. Basta-nos considerar a circulação das existências.

Palavras minhas: Acreditamos ou não na reencarnação?Só nos cabe ser ou não racionais.


SAUDAÇÕES FRATERNAS
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: procura em 03 de Junho de 2009, 22:15
Boa noite amigo Carlos Ribeiro

A questão das luas de Marte já foi respondida dentro do forum depois de ter sido colocada a mesma questão. A formação da nossa lua não tem nada a ver com as luas de Marte. Se procurar no forum vai encontrar a resposta concreta a essa duvida.

Bem Haja
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: procura em 03 de Junho de 2009, 22:16
Bom dia amigo Vítor

Quando afirma que o livro Evolução em dois mundos é irreal, poderia indicar-nos alguma ou algumas passagens do livro e demonstrar de acordo com a codificação o porque de serem uma fascinação. Ou seja, concretamente indicar o porquê de estar em contradição com a codificação.
Todos aqui estamos para aprender. Ao dar-nos essas indicações seria bom para todos podermos discernir o porquê dessas contradições.

Fico a aguardar as suas explicações concretas, para nosso aperfeiçoamento.

Bem Haja

Muita Paz

Nota: Já agora continuo a pedir o favor de nos indicar quais os livros que para si já passaram o crivo da codificação.
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: procura em 03 de Junho de 2009, 22:25
Boa Noite amigo Carlos Ribeiro

Já encontrei a explicação.

Moises
Re: Espiritismo religião. Pra quê?
« Responder #78 em: 04 de Maio de 2009, 17:16

Outra crítica precipitada, na minha humilde opinião, é a de que Kardec teria afirmado que marte não teria satélities!...
Não é verdade, ele afirma que marte não deu origem a satélites, o que é bem diferente!...
Vejam mais isso que encontrei...
Só como curiosidade tá!?...

Durante a última oposição o telescópio orbital Hublle fez excelentes fotos. Marte tem dois satélites, Phobos e Deimos (do grego, Medo e Terror), irregulares e de pequenas dimensões, 27 e 15 km respectivamente, que mais parecem asteróides capturados pelo campo gravitacional do planeta.

Fobos: O mais próximo do planeta, tem diâmetro equatorial bem maior que o diâmetro polar. Seu período de translação ao redor do planeta é de 7h 40min, sendo o único satélite do sistema solar com período de translação menor do que a rotação do seu planeta. Isso se deve à grande proximidade do centro do planeta 9.400 Km.

Deimos: O mais afastado (23.500 Km do centro), tem período de translação de 30h 17min. Suas dimensões são cerca de metade de Fobos.

Ambos os satélites possuem uma forma bem irregular assemelhando-se a uma batata com dimensões em torno de 15 quilômetros.

Asteróides são um grupo numeroso de pequenos corpos (planetas menores) com órbitas situadas na grande maioria no Cinturão Principal de Asteróides, entre as órbitas de Marte e Júpiter,

Há alguma controvérsia quanto à classificação dos asteróides, cometas e luas. Há muitos satélites planetários que, provavelmente, se enquadrariam melhor como asteróides capturados. As pequenas luas de Marte,Deimos e Phobos, as oito luas externas de Jupiter. A lua mais externa de Saturno , Febe , e talvez algumas das luas de Urano e Netuno, recentemente descobertas, assemelham-se mais a asteróides do que às grandes luas.

Como podem ver Marte não deu origem a satélites, mas, teria capturado asteróides de um cinturão próximo ao seu campo gravitacional!

(Estas postagem foram colocadas pelo Participante do Fórum (Orkut);
Antonio José
Do Tópico;
Quais são as evidências em favor do espiritismo?
Da Comunidade;
Espiritismo)
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: procura em 03 de Junho de 2009, 22:36
Boa noite


Por muitas das coisas que vou lendo, em vez de defendermos a DE estamos a atacá-la dentro do próprio movimento.

Pomos constantemente tudo em causa, até as pedras basilares do espiritismo.

Queremos actualizar os escritos de Kardec, para ficarem mais "moderninhos". Com uns BUÈS e uns FIXES, em vez de palavras arcaicas para os nosso dias, ficaria mais entendivel, defendem muitos dos companheiros espiritas.

Por sua vez somos super materialistas, pondo tudo e todos em causa, por falta de provas, como fazem uma parte dos cientistas materialistas. Mas se reparar-mos, até a ciÊncia cada vez mais admite algo mais do que a matéria.

Fico aflito por ver dentro da DE ela ser atacada de uma forma sub-repticia, fascinando a pouco e pouco os bastidores usando  a bandeira da sua defesa.

Bem Hajam

Muita Paz
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Vitor Santos em 04 de Junho de 2009, 00:03
Olá amigo Cancela

Citar
Com que direito, pois, pronunciaremos a palavra “impossível” diante dos fatos que
testemunhamos, sem podermos descobrir a causa única? A ciência fornece-nos dados
tão autorizados como os precedentes sobre os fenômenos da vida e sobre a força que nos
anima. Basta-nos considerar a circulação das existências.


comigo não estrá a falar, pois até gozam comigo pela minha insistência em dizer:

- Tudo é possivel até prova em contrário!

Olá Procura


Citar
Quando afirma que o livro Evolução em dois mundos é irreal, poderia indicar-nos alguma ou algumas passagens do livro e demonstrar de acordo com a codificação o porque de serem uma fascinação. Ou seja, concretamente indicar o porquê de estar em contradição com a codificação. Todos aqui estamos para aprender. Ao dar-nos essas indicações seria bom para todos podermos discernir o porquê dessas contradições.

Fico a aguardar as suas explicações concretas, para nosso aperfeiçoamento.

Amigo eu não disse que a evolução em dois mundos é irreal, nem que é uma fascinação no sentido de fascinação do médium. Parece-me, realmente, um relato de um espirito fascinado com as novidades que está a aprender e não de um médium fascinado. Compare a linguagem simples, objectiva e clara das obras básicas com esta. É pelos frutos que se conhece a arvore. Mas há sempre o peso da opinião pessoal. Para além disso não sou um professor, mas um estudante de espiritismo.

Não me cabe decidir aquilo em que as outras pessoas devem acreditar, amigo, ou acha que eu sou algum sábio? Eu sou um Zé ninguém, um anonimo, como a maior parte dos companheiros  de encarnação, não me sinto nenhum sábio.

Mas gostava de deixar aqui uns pontos bem assentes:

- Eu não estou aqui a defender a bandeira do Allan Kardec, nem a bandeira do Chico xavier, do Divaldo, ou de outro qualquer. Estou a dizer o que penso e sinto sinceramente. E sou até repetitivo em dizer que aquilo que aqui escrevo é sempre uma opinião pessoal. Se você não acredita, não tenho culpa. Eu não tenho o direito à minha opinião porquê? Sei que a minha opinião não vale mais do que a sua nem do que a de ninguém. Mas será que devo mentir ou omitir a minha opinião, para ter aceitação social? Eu tenho aceitação na minha familia e nos meios em que me movimento profissionalmente, não dependo do fórum para me sentir aceite (pelo menos neste momento, nunca digo desta água não beberei, porque posso ficar pirado...).

Ou será que a minha opinião é assim tão forte que as massas a sigam que nem cordeiros? Não me faça rir, amigo  :D

Se o fazem não seguem o que digo, o que é contraditório com a teoria que eu sou aqui um lider de massas, pois eu sugiro sempre que cada estude e tire conclusões por si, não acreditando nada em ninguém de forma cega. Eu não creio que as pessoas se fiem assim tanto no que digo, nem ficaria satisfeito se assim fosse! Está a empolar apenas um opção pessoal. Que eu dê conta não costumo ser mal educado. Posso ser irritante, mesmo sem querer, mas a irritação é problema de quem a sofre. É um exercicio de paciência, até pode ser benéfico.

- Chico Xavier nunca referiu que tinha conferido e comparado todas as mensagens que recebeu com outras fontes completamente isentas, tanto do mundo espiritual, por via de outros médiuns, como no mundo dos encarnados deste planeta. Se disse, então seria muito útil se me pudesse fazer o favor de me explicar onde é que o Chico explica como fez isso, para eu ler. O Chico era uma pessoa humilde, semples, honesta, inteligente e nunca disse que as suas psicografias eram intocáveis, ou disse?. Foi ele que disse isso ou outras pessoas que o presumiram sem fundamento?

Mas kardec disse que conferiu e comparou tudo o que está nas obras básicas, e para dizer que é mentira já teriamos de chamar o codificador mentiroso. Eu não chamo O Chico nem o Divaldo nem ninguém de mentiroso, nem mal intencionado. Se me interpreta assim leu mal ou eu não me fiz entender. Se fui eu, peço desculpa, mas estou aqui a reafirmar isso, por isso já sabe o que penso. Se eles tiverem dito que as mensagens deles foram submetidas ao CUEE ou equivalente, não sou eu que vou dizer que eles mentem.

-A minha opinião não tem por objectivo ofender, nem criticar, nem deturpar coisa nenhuma. Se estou a prejudicar alguém sem querer digam-me, por favor (mas digam tb porquê, porque eu quero perceber a razão da critica e não apenas a critica...).

- Parte das coisas que as pessoas dizem por aí, a titulo de verdade, nem sequer é o que os espiritos disseram. É a interpretação que cada um faz daquilo que lê. Eu não consigo imaginar que o Chico Xavier esteja lá no além zangado comigo, será? será que eu tenho importância para ele, sequer, querer saber o que eu escrevo? Duvido, amigo. Era capaz de dizer isto na cara do Chico ou do Divaldo (embora a cara do Chico já não me esteja acessivel. É pena. E tb é pena que a cara do Kardec me estivesse tb acessivel. Tanto que eu poderia aprender na presença deles...  :)

Bem é melhor voltar á realidade, bem haja e, por favor, compreenda que não estou contra ninguém.

bem haja
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Diegas em 04 de Junho de 2009, 04:43
'...Fico aflito por ver dentro da DE ela ser atacada de uma forma sub-repticia, fascinando a pouco e pouco os bastidores usando  a bandeira da sua defesa...'

Olá, procura.

Voce já reparou como este tipo de assunto 'Em defesa do Espiritismo' e equivalentes, tem uma audiência constante e cativa ? Perceba que quase sempre é uma meia dúzia de foristas que aparecem, repentinamente, pipocam do nada. Até assusto-me com a persistencia deles. Quase não participam do forum, mas há predileção por este tema. Marcam presença, são assiduos. Parece tudo combinado, a imitar os espiritos batedores e zombeteiros. Tudo começa com um deles trazendo o pavio e o barril de polvora. Aos poucos aparecem os comparsas com a mesma índole psicologica. Uma coisa é certa: não se fazem de arrogantes, são todos muito inteligentes, tanto que rivalizam essa pretensa sabedoria com o da Espiritualidade.

O que eles pretendem ?

Diviidir, desagregar, não medem esforços para desmoralizar a credibilidade de alguns médiuns e mentores. Por detrás de alguns discursos subrepticios e manhosos, palavras e postagens bonitas, escondem essa sanha predatória. Riscam o fósforo, com o maior prazer, só para queimar a nós, os 'hereges' da Doutrina.


Abç
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: procura em 04 de Junho de 2009, 08:22
Bom dia amigos Vitor Santos

No meio desta troca de palavras e de opiniões diferentes muitas vezes, só queria que fazer-lhe ver que você constantemente coloca tudo de uma forma como se várias obras não fossem fidedignas, neste caso concreto a série de livros do André Luiz, que julgo serem obras aceites na doutrian como essenciais. Depois de por os livros em causa não especifica o que está incorrecto e em que é que contradizem a codificação.

Se dizemos que as obras não são fidedignas é porque encontramos coisas que vão contra a doutrina e a poem em causa.

Dou-lhe um exemplo, já foi focado aqui so livros de Bacelli, que eu pelo que li acho que têm muita coisa que não tem lógica, e indiquei algumas no tópico em questão. Por estar errado, mas referi aquilo que achava que estava mal.
Outro caso, Roustaing. Quem ler o Verbo e a carne de Herculano Pires consegue perceber o porque de ser uma mistificação.

Quanto a Ramatis, que é muito contestado dentro da doutrina ainda não cheguei a uma conclusão, provalmente porque não li muitas obras dele, ou porque não consigo ter discernimento para tal. Agora colocar em causa as obras e depois não dar uma razão lógia para tal não me parece a melhor maneira de colocar os assuntos. Por isso eu tenho insistido consigo para nos dizer quais as obras que considera fidedignas e o proque dos livrso de André Luiz não serem correctos. Podem naõ ser, mas se não consigo vislumbrar porque e quem assim afirma não explica o que está mal, então porque dizer que não são correctas.

Estou a ser sincero e a dizer o que penso. Não o quero magoar, nem quero ser dono da razão, pois sou ainda muito inculto em termos de espiritualidade.


Para mim este assunto fica encerrado.

Bem Haja

Muita Paz
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Haga em 04 de Junho de 2009, 09:25
Citar
Outro caso, Roustaing. Quem ler o Verbo e a carne de Herculano Pires consegue perceber o porque de ser uma mistificação.

Não conheço a obra de Roustaing  mas sei que existem informações de que Bezerra de menezes,Divaldo e outors q não recordo o nome, eram favoraveis a Roustaing..

Os argumentos contra de Herculano Pires ou mesmo de qualquer um de nós valem tanto como os argumentos contra Ramatis ou outro qualquer..Apenas opiniões pessoais de quem estudou, leu superficialmente ou nem leu. ;) O próprio Herculano pIres julgou Ramatis como um mistificador não foi?

Mesmo aqui no forum percebemos uma grande disparidade que existe na compreensão da doutrina espírita..Cada um entende como pode  ;) todos estão certos á sua maneira.
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Vitor Santos em 04 de Junho de 2009, 11:49
Olá Mahatma

Citar
Mesmo aqui no forum percebemos uma grande disparidade que existe na compreensão da doutrina espírita..Cada um entende como pode todos estão certos á sua maneira.

A vida é mesmo assim. Se todos simpatizassem com o amarelo, ou outra cor, era uma maçada ver as construções e os automóveis sempre da mesma cor. Mas pode haver unidade na diversidade, percebendo o que os une e não ligando muito ao que nos divide.

bem haja
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Jorge em 04 de Junho de 2009, 12:05
...Mas pode haver unidade na diversidade, percebendo o que os une e não ligando muito ao que nos divide.

Olá Vitor,

Gostei bastante dessa tua ilação!

Abraço.
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: procura em 04 de Junho de 2009, 12:22
Bom dia

Todos temos direito a ter opinião. Mas se estamos a querer defender o espiritismo, temos de saber o porque das opiniões que colocamos e qual a lógica que está subjacente.

Como afirmei, não consigo ainda emitir uma opinião sobre Ramatis por exemplo, porque não tenho dados suficientes para poder discernir sobre a sua validade no espiritismo ou não.

Agora julgo que não é correcto pormos as coisas em causa sem explicar-mos o porque da nossa opinião. Isto de opinar contra ou a favor só porque sim ou porque não, não julgo o mais correcto.

Cada um com a sua opinião, esta é a minha, e sempre foi assim que tentei ver o mundo que me rodeia, com todos os erros que cometi e cometerei, mas com uma lógica para a minha tomada de opinião.


Bem Hajam


Muita Paz
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Vitor Santos em 04 de Junho de 2009, 13:00
Olá

Citar
Se dizemos que as obras não são fidedignas é porque encontramos coisas que vão contra a doutrina e a poem em causa.

Não se trata apenas disso, amigo. Efectivamente, para tomarmos como válido um conhecimento, devemos passar tudo no crivo da razão e do coração, em simultaneo.  Mas ainda assim fica sempre a possibilidade de a nossa interpretação pessoal não ser correcta. Ainda que estejamos aqui a vida inteira a debater, não é fácil chegar a um consenso. Nem nas obras de kardec. Há interpretações radicalmente diferentes.

É preciso conferir e comparar, tanto quanto possivel, para garantir a redução da probabilidade de erro humano e até dos espiritos, que tb podem estar enganados.

O meu objectivo não é levar as pessoas a não ler ou a abandonar seja o que for. Nem dizer que esta ou aquela obra devem ser consideradas válidas ou inválidas. Cada um tem a sua opinião, pois, por vezes, compreendemos e sentimos de forma diferente aquilo que lemos. Mas que acredito que as coisas conferidas como Kardec fazia, reduz imenso a possibilidade de erro, e por isso, as obras escritas por ele são a referência mais segura (para mim!), acredito.

A nossa tentação é sempre criar clubes. Há o clube da codificação, o clube Chico Xavier, o clube Divaldo, o clube Ramatis, etc. Aqueles cuja compreensão e sensibilidade encaixa em determinados clubes, ou que tem o seu clube pelas razões similares às que levam as pessoas a apoiar clubes de futebol (tb pode acontecer), dificilmente mudam de clube, ou abarcam os conhecimentos de um clube que consideram rival. Isto é um disparate, pois transformar o espiritismo numa luta de clubes não nos leva a lado nenhum.

Deviamos ser todos do mesmo clube, mas há concepções da vida e das coisas do espirito muito diferentes, de clube para clube, embora haja decerto concepções comuns, em relação a determinadas coisas. E depois há outra fonte de erro, é que as pessoas dão uma palestra e apresentam a sua opinião pessoal, com a intenção de divulgar a doutrina. Depois há pessoas que não gostam de ir às fontes certificar-se se o palestrante interpretou bem as coisas. Gera-se um boato, que começa pequenino e pálido, mas que depois se agiganta. O melhor é cada um estudar e interpretar as coisas por si mesmo. Os palestrantes não são perfeitos nem podemos/devemos pedir/exigir que o sejam. Isso seria pedir o impossivel na terra: a perfeição.

Eu não me sinto na obrigação de lhe provar nada para justificar a minha opinião pessoal, mas até já me expliquei. Todas as obras são válidas, até prova em contrário. Ora eu não tenho provas em contrário de coisa nenhuma, neste âmbito, tenho o que me diz a razão e a minha sensibilidade, mais nada. Deste modo, como posso provar às outras pessoas que uma obra é válida ou inválida, se não tenho provas? Outra coisa é manifestar a minha opinião pessoal. Opiniões pessoais todos temos.  

Contudo aquelas que já foram mais submetidas a confirmação e análise de coerência, são mais fiáveis. A qualidade do médium é um factor que nos serve para não perder tempo com psicografias dos espiritos que estavam a gozar, ou completamente obcecados e iludidos. A partir daí, podemos ter um critério para escolher em que valerá a pena gastar o nosso tempo. Se o médium é uma pessoa indisciplinada, vaidosa, arrogante, egoista, não o devemos julgar, mas para a função de médium que visa receber obras instrutivas de caracter geral exige vários requisitos. Uma pessoa pode ter um verniz que lhe esconde os defeitos aos olhos dos outros. Mesmo as pessoas que se nos afiguram apropriadas, só Deus se o são mesmo. Mas os que mostram logo que não têm condições, é certo não nos podem trazer mensagens fiáveis.

Há pessoas que dão como garantia a qualidade do médium, que consideram intocável e absoluta. É outra opinião diversa da minha. É uma opinião respeitável, mas é uma opinião pessoal, como a minha. Kardec dizia que um só médium, num só local, é pouco para garantir a fiabilidade das mensagens, mesmo que se trate de um médium exemplar. É preciso eliminar ao máximo a possibilidade de erro humano. O erro humano não quer dizer que as pessoas andem para ai a inventar psicografias sem intervenção dos espiritos (mas tb pode acontecer - não é decerto o caso do Chico, nem do Divaldo, nem de Kardec), ou que enganem deliberadamente as outras pessoas. O perigo é que se podem enganar a si próprios, involuntáriamente. Por isso convém que pessoas e espiritos isentos e independentes tb analisem as obras sistemáticamente.

O problema é que os serviços que se prestam no âmbito do espiritismo deve ser uma actividade voluntária e gratuita. E é preciso muito tempo, muita paciência, muita dedicação, para dissecar as centenas obras que por aí andam, e ver se contradizem as que já tomámos como mais certas, e se isso acontecer, é preciso ainda interrogar-se qual será a versão mais fiável, a nova ou as antigas, já verificadas. Isso implica desempatar com mais confirmações e estudos. Poucos têm as condições e a disponibilidade de tempo e psicológica, para abarcar uma missão destas, como Kardec, fez. Ele tinha uma paciência de Jó, uma determinação férrea, muita instrução, humildade, honestidade, etc. E é preciso que apareçam pessoas com essa fibra.

Agora pegar nas obras e começar a fazer essa dissecação aqui, exigia a minha dedicação integral. De momento não posso. Para além disso não tenho as condições necessárias e suficientes para isso e tinha de haver muitas pessoas a fazer isso. Essas pessoas não podem ser clubistas, mas o máximo isentas e descomprometidas, com uma estrutura de pensamento aproximado à dos métodos cientificos (aos métodos da psicologia, por exemplo) e, em simultaneo, uma boa sensibilidade ao que diz o coração.

Quando tivermos um tema especifico, podemos analisar esse tema à luz das várias obras. Afirmações genéricas não nos levam a lado nenhum. :)

bem haja
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Jorge em 04 de Junho de 2009, 14:51
Mensagem de Emmanuel sobre Kardec


Lembrando o Codificador da Doutrina Espírita é imperioso estejamos alerta em nossos deveres fundamentais. Convençamos-nos de que é necessário:


Sentir Kardec;
 Estudar Kardec;
 Anotar Kardec;
 Meditar Kardec;
 Analisar Kardec;
 Comentar Kardec;
 Interpretar Kardec;
 Cultivar Kardec;
 Ensinar Kardec e
 Divulgar Kardec.


Que é preciso cristianizar a humanidade é afirmação que não padece dúvida; entretanto, cristianizar, na Doutrina Espírita, é raciocinar com a verdade e construir com o bem de todos, para que, em nome de Jesus, não venhamos a fazer sobre a Terra mais um sistema de fanatismo e de negação.



EMMANUEL



Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier
 "Reformador", março de 1961, FEB.
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Atlante em 04 de Junho de 2009, 16:29
Olá

Kardec e os Espíritos codificaram a doutrina à luz do conhecimento existente em 1850, nem mais, nem menos. Estamos em 2009. Vivemos 2 guerras mundiais que trouxeram, para além da barbárie, mais conhecimento, ao homem, que os 5 ou 10 milénios anteriores.
Que fazem nossos ilustres irmãos. Avaliam os conhecimentos transmitidos através da doutrina, em 1850, à luz dos conhecimentos que a humanidade detém hoje. E ficam muito admirados porque os espíritos, não falarem, em 1850, de coisas que hoje todo o mundo sabe que existem. Meu Deus.
Mas os Espíritos não fazem parte desta humanidade? Claro que fazem.
Como poderiam então transmitir, em 1850, conhecimento que superasse o conhecimento da humanidade onde estão inseridos? Impossível.

Claro que a obra de Kardec está correctíssima para aquele tempo.
Da mesma forma que as obras de André Luis estão correctissimas. Aqui só quem conhece profundamente o lado prático da doutrina poderá atestar. Os outros vão funcionando na crença do pode ser ou não.

Claro que se Kardec codificasse a doutrina nos dias de hoje muitas coisas seriam diferentes. Talvez nossos amigos, em vez de estarem discutindo coisas de lana caprina, estivessem contestando Kardec, como fazem com todos os outros.
Talvez o Livro dos Espíritos não se chamasse Livro dos Espíritos, mas livro das Almas, quem sabe.

O problema está em não procurarmos conhecer o homem. Fala-se de Kardec, mas muito poucos conhecem Kardec. Fala-se de Jesus, mas muito poucos conhecem Jesus.
Até já lhe chamam o meigo Jesus. Benditos sejam.

Atlante  
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Jorge em 04 de Junho de 2009, 17:12
...Claro que a obra de Kardec está correctíssima para aquele tempo.
Da mesma forma que as obras de André Luis estão correctissimas. Aqui só quem conhece profundamente o lado prático da doutrina poderá atestar. Os outros vão funcionando na crença do pode ser ou não ...

Olá amigo Atlante,

Obrigado pelo balão de oxigénio que nos trouxe ...  :)

Abraço.
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: SB em 04 de Junho de 2009, 17:56
Atlante...so um pequeno aparte...ou..uma curiosidade :d

Poderia ser hoje o livro das Almas sim senhor...e so para corroborar o que falaste, fica aqui entao uma curiosidade.

Quando surgiu o Livro do Espiritos, esse não era o nome que Allan Kardec lhe dera...

O nome do Livro dos Espiritos era antes de ser editado, Religião dos Espiritos  :D

Mas curiosamente, Allan Kardec percebeu que o nome RELIGIAO, não seria mt sugestivo e pouco aconselhado. Allan Kardec temia que a censura implicasse com o primeiro nome e também para que o leitor identificasse na obra um livro escrito pelos Espíritos, alem de imediato nao surgir a indução de uma nova religião...

Se ainda hoje em dia em relação ao termo religião há tanta complicação á volta dele, imaginem se Allan Kardec tivesse seguido com o primeiro nome do livro :D

Ninguem lia a Doutrina, ou por outra...haveria quem pensasse...é mais uma religião  ;)

Abraços
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Jorge em 04 de Junho de 2009, 18:02
Ninguem lia a Doutrina, ou por outra...haveria quem pensasse...é mais uma religião  ;)

Olá SB,

Bem visto, bem visto!

Felicidades.
Título: Re: EM DEFESA DO ESPIRITISMO
Enviado por: Vitor Santos em 04 de Junho de 2009, 18:23
Olá

Tens razão, tb gostei da exposição da Susana.

bem hajas