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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: Mourarego em 25 de Novembro de 2012, 21:32

Título: conversando abertamente
Enviado por: Mourarego em 25 de Novembro de 2012, 21:32
Em anexo está o artigo que lhes prometi enviar.
abraços e espero que gostem e compareçam com suas postagens a respeito do mesmo.
Moura
Título: Re: conversando abertamente
Enviado por: Vitor Santos em 25 de Novembro de 2012, 22:22
Olá amigo Moura Rego

A imagem que as pessoas têm de Jesus é aquela que é apresentada nos Evangelhos, mas carregada de misticismo, que faz parte da cultura ocidental. Todavia, penso que ninguém que tenha lido os evangelhos imagina Jesus de Nazaré como um espírito tímido, para vir com falsas modéstias. Ou como um espírito capaz de lançar enigmas sobre a identidade dele, quando esteve encarnado na Terra, pela última vez. Muito menos como um espírito mentiroso.

Assim, eu não posso admitir que o espírito "A Verdade" fosse o mesmo que animou o corpo de Jesus de Nazaré. Se o fosse, ou se apresentava mesmo como Jesus de Nazaré, sem qualquer possibilidade de confusão, e não como "A Verdade", caso fosse relevante a entidade dele ser revelada, ou escolheria uma identidade que não se pudesse identificar, de forma nenhuma, com Jesus de Nazaré, se a intenção fosse omitir a identidade.

Podemos admitir a hipótese de o espírito de Jesus de Nazaré se tivesse apresentado como tal a Allan Kardec, e este último tivesse receio de dizer isso em público. Mas, como o amigo bem esclareceu, ao ir buscar as obras póstumas, nas suas notas pessoais Kardec não iria estar a disfarçar a identidade de Jesus, como seu mentor.

Com tudo isto, não quer dizer que o espírito "A Verdade" não estivesse presente em Israel, quando Jesus encarnou na Terra, sem, contudo, ser Jesus. Podia estar encarnado ou ser espírito.

Na realidade ninguém pode dar certezas a ninguém sobre este assunto. Mas a razão parece apontar que o espírito "A verdade" não seria o mesmo que animou o corpo de Jesus de Nazaré. Todavia a obra escrita pela mão de Allan Kardec não é melhor nem pior por o espírito "A verdade" ser ou não Jesus de Nazaré. Isso parece-me irrelevante para a validade da doutrina espirita.                   

bem haja
Título: Re: conversando abertamente
Enviado por: lineu em 26 de Novembro de 2012, 00:25
Abaixo, uma opinião sobre a matéria deste tópico.

O espírito que animou o Mestre Jesus durante a sua encarnação preexiste à existência da Terra. E subsiste. E é o que responde perante Deus pelo progresso deste planeta.

O Mestre Jesus foi um homem mortal como todos os seres humanos. Morreu. E, assim, deixou de existir materialmente.

Obviamente, o espírito que animou o Mestre Jesus tem uma identidade celestial que, desde a sua origem, o identifica no plano espiritual.

O nome Jesus, portanto, foi um nome transitório que identificou tal espírito, como homem, durante a sua breve existência material neste mundo.

Parece ser errado, pois, afirmar que o Espírito Verdade é Jesus...

Mas é verossímil a afirmativa de que o espírito que se identificou como Espírito Verdade na obra da codificação da doutrina espírita foi o espírito que animou o Mestre Jesus na Terra.
Título: Re: conversando abertamente
Enviado por: HamLacerda em 26 de Novembro de 2012, 01:43
Mais uma vez deixo a recomendação de dois artigos, escrito por Paulo Neto, que aborda esse assunto de maneira bastante completa, com informações das mais importantes que existe dentro da Doutrina sobre o tema, algumas informações de outras fontes fora da Doutrina para comparação, e também informações muito interessantes que consta em Obra Póstumas, que não foram citadas no artigo acima, como por exemplo, a parte do qual Kardec fez questão de lembrar as informações que os espíritos revelaram à ele no início de sua missão:

“[...]  Nossa ação, sobretudo a do  Espírito de Verdade, é constante ao teu derredor e tal que não a podes negar.   [...] Com esta obra, o edifício  começa a se livrar dos seus andaimes e já se lhe pode a cúpula a desenhar-se  no horizonte”. (Obras Póstumas, p. 341) (grifo nosso).


E aqui, ao se referi a Jesus como a grade alma do Mestre de todos nós, do qual protege Kardec.

[...] Ao te escolherem, os Espíritos conheciam a solidez das tuas convicções e sabiam que a tua fé, qual muro de aço, resistiria a todos os ataques. Entretanto, amigo, se a tua coragem ainda não desfaleceu sob a tarefa tão pesada que aceitaste, fica sabendo bem que foste feliz até ao presente, mas que é chegada a hora das dificuldades. Sim, caro Mestre, prepara-se a grande batalha; o fanatismo e a intolerância, exacerbados pelo bom êxito da tua propaganda, vão atacar-te e aos teus com armas envenenadas. Prepara-te para a luta. Tenho, porém, fé em ti, como tens fé em nós, e sei que a tua fé é das que transportam montanhas e fazem caminhar por sobre as águas. Coragem, pois, e que a tua obra se complete. Conta conosco e conta, sobretudo, com a grande alma do Mestre de todos nós, que te protege de modo tão particular. (Obras Póstumas, p. 340-341). (grifo nosso).
 




Segue o link dos artigos:

https://docs.google.com/file/d/0B_yvvYfAobNeVDE2b0RGQy1oWG8/edit

https://docs.google.com/file/d/0B_yvvYfAobNec3BuaFVTU3RHUTQ/edit




Algumas coisas que irão encontrar nos artigos:


Esta comunicação, que se Encontra no Livro dos Médiuns e assinada por Jesus de Nazaré, e podemos encontrar a mesma comunicação, no Evangelho Segundo o Espiritismo, resumida e assinada pelo Espirito da Verdade:

Citar
O Livro dos Médiuns - Capítulo XXXI - Dissertações espíritas » Acerca do Espiritismo

Venho, eu, vosso Salvador e vosso juiz; venho, como outrora, aos filhos transviados de Israel; venho trazer a verdade e dissipar as trevas. Escutai-me. O Espiritismo, como outrora a minha palavra, tem que lembrar aos materialistas que acima deles reina a imutável verdade: o Deus bom, o Deus grande, que faz germinar a planta e que levanta as ondas. Revelei a Doutrina Divina; como o ceifeiro, atei em feixes o bem esparso na Humanidade e disse: Vinde a mim, vós todos que sofreis!

Mas, ingratos, os homens se desviaram do caminho reto e largo que conduz ao reino de meu Pai e se perderam nas ásperas veredas da impiedade. Meu Pai não quer aniquilar a raça humana; quer, não mais por meio de profetas, não mais por meio de apóstolos, porem, que, ajudando-vos uns aos outros, mortos e vivos, isto é, mortos segundo a carne, porquanto a morte não existe, vos socorrais e que a voz dos que já não existem ainda se faça ouvir, clamando-vos: Orai e crede! por isso que a morte é a ressurreição, e a vida - a prova escolhida, durante a qual, cultivadas, as vossas virtudes têm que crescer e desenvolver-se como o cedro.

Crede nas vozes que vos respondem: são as próprias almas dos que evocais. Só muito raramente me comunico. Meus amigos, os que hão assistido à minha vida e à minha morte são os intérpretes divinos das vontades de meu Pai.

Homens fracos, que acreditais no erro das vossas inteligências obscuras, não apagueis o facho que a clemência divina vos coloca nas mãos, para vos clarear a estrada e reconduzir-vos, filhos perdidos, ao regaço de vosso Pai.

Em verdade vos digo: crede na diversidade, na multiplicidade dos Espíritos que vos cercam. Estou infinitamente tocado de compaixão pelas vossas misérias, pela vossa imensa fraqueza, para deixar de estender mão protetora aos infelizes transviados que, vendo o céu, caem no abismo do erro. Crede, amai, compreendei as verdades que vos são reveladas; não mistureis o joio com o bom grão, os sistemas com as verdades.

Espíritas! amai-vos, eis o primeiro ensino; instruí-vos, eis o segundo. Todas as verdades se encontram no Cristianismo; são de origem humana os erros que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, que julgais o nada, vos clamam vozes: Irmãos! nada perece; Jesus-Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade.

NOTA. Esta comunicação, obtida por um dos melhores médiuns da Sociedade Espírita de Paris, foi assinada com um nome que o respeito nos não permite reproduzir, senão sob todas as reservas, tão grande seria o insigne favor da sua autenticidade e porque dele se há muitas vezes abusado demais, em comunicações evidentemente apócrifas. Esse nome é o de Jesus de Nazaré. De modo algum duvidamos de que ele possa manifestar-se; mas, se os Espíritos verdadeiramente superiores não o fazem, senão em circunstâncias excepcionais, a razão nos inibe de acreditar que o Espírito por excelência puro responda ao chamado do primeiro que apareça. Em todo caso, haveria profanação, no se lhe atribuir uma linguagem indigna dele.

Por estas considerações, é que nos temos abstido sempre de publicar o que traga esse nome. E julgamos que ninguém será circunspecto em excesso no tocante a publicações deste gênero, que apenas para o amor-próprio têm autenticidade e cujo menor inconveniente é fornecer armas aos adversários do Espiritismo.

Como já dissemos, quanto mais elevados são os Espíritos na hierarquia, com tanto mais desconfiança devem os seus nomes ser acolhidos nos ditados. Fora mister ser dotado de bem grande dose de orgulho, para poder alguém vangloriar-se de ter o privilégio das comunicações por eles dadas e considerar-se digno de com eles confabular, como com os que lhe são iguais.

Na comunicação acima apenas uma coisa reconhecemos: é a superioridade incontestável da linguagem e das idéias, deixando que cada um julgue por si mesmo se aquele de quem ela traz o nome não a renegaria
.





A mesma comunicação, com a diferença que agora consta com a assinatura do Espírito da Verdade:

Citar
O Evangelho segundo o Espiritismo » Capítulo VI - O Cristo consolador » Instruções dos Espíritos » Advento do Espírito de Verdade


5. Venho, como outrora, entre os filhos transviados de Israel, trazer a verdade e dissipar as trevas. Escutai-me. O Espiritismo, como outrora a minha palavra, deve lembrar aos incrédulos que acima deles reina a imutável verdade: o Deus bom, o Deus grande, que faz germinem as plantas e se levantem as ondas. Revelei a doutrina divinal. Como um ceifeiro, reuni em feixes o bem esparso na Humanidade e disse: “Vinde a mim, todos vós que sofreis.”

Mas os homens ingratos se desviaram do caminho reto e largo que conduz ao reino de meu Pai e enveredaram pelas ásperas sendas da impiedade. Meu Pai não quer aniquilar a raça humana; quer que, ajudando-vos uns aos outros, mortos e vivos, isto é, mortos segundo a carne, porquanto não existe a morte, vos socorrais mutuamente, e que se faça ouvir não mais a voz dos profetas e dos apóstolos, mas a dos que já não estão mais no corpo, a clamar: Orai e crede! pois a morte é a ressurreição, e a vida a prova escolhida, durante a qual as virtudes que houverdes cultivado crescerão e se desenvolverão como o cedro.

Homens fracos, que compreendeis as trevas das vossas inteligências, não afasteis o facho que a clemência divina vos coloca nas mãos para vos clarear o caminho e reconduzir-vos, filhos perdidos, ao regaço de vosso Pai.

Sinto-me por demais tomado de compaixão pelas vossas misérias, pela vossa fraqueza imensa, para deixar de estender mão socorredora aos infelizes transviados que, vendo o céu, caem nos abismos do erro. Crede, amai, meditai sobre as coisas que vos são reveladas; não mistureis o joio com a boa semente, as utopias com as verdades.

Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam: “Irmãos! nada perece. Jesus-Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade.”– O Espírito de Verdade. (Paris, 1860.)







Só uma nota. Não estou postando estes artigos com o propósito de refutar nem A e nem B, estou postando somente para que as pessoas, ao ler um artigo, possam também ver o outro lado e julgar por comparação.



Hamlacerda
Título: Re: conversando abertamente
Enviado por: Mourarego em 26 de Novembro de 2012, 15:18
Hamilton, volto a discordar.
Novamente o amigo leu apressadamente e mesmo em apenas um trecho deixou de notar algo de importância:
Vejamos: "Conta conosco e conta, sobretudo, com a grande alma do Mestre de todos nós, que te protege de modo tão particular."

Ou ainda: "sobretudo a do  Espírito de Verdade, é constante ao teu derredor"

Na primeira, há a menção "mestre de todos nós, logo, trata o Espírito, de figura outra e singular, mas não do Espírito familiar de Kardec pois esta indicação está na segunda colocação, entre aspas, que excertei da tua postagem.
Espero ter sido mais claro.
Abraços,
Moura
 

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/artigos-espiritas/conversando-abertamente/?action=post;num_replies=3#ixzz2DLGzMzFV

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Título: Re: conversando abertamente
Enviado por: Zé Ninguém em 26 de Novembro de 2012, 16:31
Esta comunicação, que se Encontra no Livro dos Médiuns e assinada por Jesus de Nazaré, e podemos encontrar a mesma comunicação, no Evangelho Segundo o Espiritismo, resumida e assinada pelo Espirito da Verdade:
Olá Ham,
Apesar de já ter lido muitas vezes as mensagens nunca tinha feito a ligação entre elas.
Como um mesmo texto pode ter autorias distintas? Se o mesmo texto foi assinado pelo Espírito da Verdade e simultaneamente por Jesus então creio que não há muito mais o que se discutir.
Parabéns ao amigo Paulo Neto pelo estudo desenvolvido.
paz e luz!
Título: Re: conversando abertamente
Enviado por: Mourarego em 26 de Novembro de 2012, 16:57
Na verdade as duas mensagens mereceram do codificador, notas que alguns tentam jogar para debaixo do tapete.
Mas basta uma leitura mais atenta para ser demovido de qualquer idéias estapafúrdia.

Pra tal, as duas eu as coloco abaixo:
"Filhos da minha fé, cristãos da minha doutrina esquecida sob as ondas interesseiras da filosofia dos materialistas, segui-me pelo caminho da Judéia, segui a paixão de minha vida, contemplai agora os inimigos, vede os meus sofrimentos, os meus tormentos e o meu sangue derramado pela minha fé.
Filhos espiritualistas da minha nova doutrina, estais prontos a suportar, a enfrentar as ondas da adversidade, os sarcasmos de vossos inimigos. A fé avança sem cessar seguindo a vossa estrela, que vos levará ao caminho da felicidade eterna, como a estrela conduziu pela fé os magos do Oriente à manjedoura. Sejam quais forem as vossas adversidades, sejam quais forem as vossas penas e as lágrimas que derramardes nessa esfera de exílio, tende coragem, persuadi-vos de que a alegria que vos inundará no mundo dos Espíritos estará muito acima dos tormentos da vossa existência passageira.
O vale de lágrimas é um vale que deve desaparecer para dar lugar à brilhante morada da alegria, da fraternidade e da união, à qual, por vossa obediência à santa revelação, chegareis. A vida, meus caros irmãos, nesta esfera terrestre, inteiramente preparatória, não pode durar mais que o tempo necessário para se viver bem preparado para essa vida que não poderá jamais passar. Amai-vos, amai-vos como eu vos amei, irmãos! Eu vos abençôo; no céu vos espero.
JESUS

Destas brilhantes e luminosas regiões em que o pensamento humano mal pode chegar, o eco de vossas palavras e das minhas veio tocar o meu coração.
Oh! De que alegria me sinto inundado em vos vendo, vós, os continuadores da minha doutrina. Não, nada se aproxima do testemunho dos vossos bons pensamentos! Vós vedes, filhos, a idéia regeneradora lançada por mim outrora no mundo, perseguida, retida um momento sob a pressão dos tiranos, como vai agora, sem obstáculos, esclarecendo os caminhos da humanidade, tão longo tempo mergulhada nas trevas.
Todo sacrifício grande e desinteressado, meus filhos, cedo ou tarde produz os seus frutos. Meu martírio vo-lo provou; meu sangue derramado por minha doutrina salvará a humanidade e apagará as faltas os grandes culpados!
Sede benditos, vós que hoje tomais lugar na família regenerada! Ide, coragem, filhos!
JESUS

Agora a nota do codificador:
"Observação - Não há nada de mau, sem dúvida, nessas duas comunicações. Mas o Cristo teve algum dia essa linguagem pretensiosa, enfática e empolada? Compare-se ambas com a que inserimos atrás, assinada com o mesmo nome, e se verá de que lado está o unho de autenticidade.
Todas essas comunicações foram obtidas no mesmo círculo. Observa-se no estilo um ar familiar, torneios de frases semelhantes, as mesmas expressões freqüentemente repetidas, como por exemplo: ide, de, filhos, etc., de onde se pode concluir ser o mesmo Espírito que ditou a todas sob nomes diferentes. Nesse círculo, que é entretanto muito consciencioso, mas um tanto crédulo demais, não se faziam evocações nem perguntas, tudo se esperava das comunicações espontâneas, e vemos que isso não é uma garantia de identidade. Com perguntas um tanto exigentes e dispostas com lógica facilmente teriam colocado esse Espírito no seu lugar. Mas ele sabia que nada tinha a temer, desde que nada lhe perguntavam, aceitando sem controle e de olhos fechados tudo o que ele dizia."

abraços,
Moura
Título: Re: conversando abertamente
Enviado por: Mourarego em 26 de Novembro de 2012, 17:04
Gostaria imensamente de pedir aos amigos que se lembrassem de que este tópico é para que se fale não de comunicação alguma, mas sim do escrito postado.
Por favor, limitem-se ao tema do tópico.
Abraços,
Moura
Título: Re: conversando abertamente
Enviado por: HamLacerda em 26 de Novembro de 2012, 17:12
Só faltou dizer - e eu acredito que não tenha sido por falta de atenção uma vez que a questão é de extrema clareza - que essa mensagem, sobre estas notas referindo as comunicações empoladas, se refere às comunicações apócrifas, e do qual, não sei por qual razão, postou a mensagem e não postou a fonte, ou seja, o título do capítulo.


Kardec ainda foi bastante claro porque as mensagens que eu postei são do meio do livro, enquanto essa faz parte das comunicação apócrifas, no final do livro, e portanto à frente das comunicação citadas, porque diz ele: "Compare-se ambas com a que inserimos atrás, assinada com o mesmo nome, e se verá de que lado está o cunho de autenticidade."




O Livro dos Médiuns - Acerca do Espiritismo - PÁGINA 541






O Livro dos Médiuns - Comunicações apócrifas -  PÁGINA 564




É nesta comunicação que Kardec deu a seguinte nota: "Compare-se ambas com a que inserimos atrás, assinada com o mesmo nome, e se verá de que lado está o cunho de autenticidade."

E note que Kardec, ao pedir para comparar as duas comunicações, diz serem assinadas com o mesmo nome, sendo que na comunicação acima está assinada pelo Espirito da Verdade, e abaixo, a apócrifa, assinada pelo suposto Jesus. Logo, Kardec estava dizendo com isso que Jesus e o Espírito da Verdade são o mesmo.







Hamlacerda

Título: Re: conversando abertamente
Enviado por: Mourarego em 27 de Novembro de 2012, 13:29
Hamilton.
não se faça de desentendido mano...
SE fui buscar logo em comunicações Apócrifas e trouxe exatamente as duas consideradas apócrifas, veja-se que a que o amigo elenca como segundo exemplo e que vem em seu segundo exemplo, é uma delas, logo, a que se salva, e que por isso não a coloquei é a que também é nominada, no mesmo título em que peguei as duas que trouxe, mas que segundo Kardec, detém a verdade, esta vem assinada por A Verdade.
Não sei se o amigo faz apenas por vontade de ser diferente, porém se não consegue ver as coisas, que não ataque aos que assim vêem.

Moura
Título: Re: conversando abertamente
Enviado por: HamLacerda em 27 de Novembro de 2012, 15:17
As coisas estão esticando....

Então, se as duas apócrifas foram assinadas pelo suposto Jesus, e Kardec disse que ambas estavam assinada com o mesmo nome da que foi inserida atrás, e que comparássemos para ver qual tinha o cunho de autenticidade, sendo que as que foram inseridas atrás não tem nenhuma assinada com o nome de Jesus, somente pelo Espírito da Verdade, qual foi, então, a mensagem que Kardec estava se referindo que foi inserida atrás com o nome de Jesus, e que tem o cunho de autenticidade, se as mensagens que constam atrás, repito, não tem nenhuma com o nome de Jesus, apenas assinadas pelo Espirito da Verdade?



Outra coisa. Se tem duas mensagens iguais, uma que está no Livro dos Médiuns, do qual Kardec diz que foi assinada com um nome que o respeito nos não permite reproduzir, senão sob todas as reservas, e diz ele que esse nome é o de Jesus de Nazaré. E no Evangelho Segundo o Espiritismo encontra a mesma mensagem, com as mesmas palavras, com a diferença que está assinada com o nome do Espirito da Verdade, quer dizer, então, que Kardec usou uma mensagem apócrifa e colocou a assinatura do Espírito da Verdade? Ou será que Kardec usou a mensagem verdadeira para dar um exemplo de mensagem apócrifa? Ou, por fim, será que Kardec confundiu os nomes?







Título: Re: conversando abertamente
Enviado por: Mourarego em 28 de Novembro de 2012, 15:58
Hamilton, já a começo da escrita psicografica encontramos disparidades, o que evidencia duas entidades diferentes.
Acaso o amigo acredita que um termos ou mais, escritos em duas mensagens sejam o bastante para dar crédito a que provenham os dois textos da mesma figura?
Muita calma nesta hora mano!

O amigo não prestou atenção numa coisa simples: falamos de dois Espíritos da mesma classe ou seja da classe dos superiores, onde já há, intensa comunhão de pensamentos, tendentes mesmo à unidade que existe na classe dos Puros.
abraços,
Moura
Título: Re: conversando abertamente
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 28 de Novembro de 2012, 17:22
Moura

Uma pergunta

Zéfiro se apresenta como a verdade?

é isso?
Título: Re: conversando abertamente
Enviado por: Mourarego em 28 de Novembro de 2012, 17:28
Não amigo Moisés, lamento se lhe dei a entender assim.
Zéfiro é sempre Zéfiro e nem era da classe dos Superiores, sendo porém um Espírito de grande saber e seriedade, no  dizer de Kardec.
Foi Zéfiro quem primeiro deu ao codificador a notícia de sua missão.
abraços,
Moura
Título: Re: conversando abertamente
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 28 de Novembro de 2012, 17:35
Não não
não me deu a entender

eu apenas perguntei

valeu

só isso
Título: Re: conversando abertamente
Enviado por: Mourarego em 29 de Novembro de 2012, 14:44
Vou tentar colocar aqui tanto a comunicação atribuída a jesus de Nazaré, quanto o todo teor da nota de Kardec para que grifando em cor vermelha mostre a que  kardec quis demonstrar

"Sou eu que venho, o teu salvador e o teu juiz. Venho como outrora entre os filhos transviados de Israel. Venho trazer a verdade e dissipar as trevas. Ouvi-me. O Espiritismo, como outrora a minha palavra, deve lembrar aos materialistas que acima deles reina a verdade imutável: o Deus bom, o Deus Poderoso que faz germinar as plantas e levanta as ondas. Revelei
a divina doutrina. Como um ceifeiro liguei em feixes o bem esparso pela humanidade e disse: vinde a mim, vós todos que sofreis!
Mas os homens ingratos se desviaram do caminho reto e largo que conduz ao reino de meu Pai e se perderam nos ásperos atalhos da impiedade. Meu Pai não quer aniquilar a raça humana. Quer, não mais através dos profetas, não mais por meio dos apóstolos, mas que vos ajudeis uns aos outros, mortos e vivos, ou seja, mortos segundo a carne, porque a morte não existe, que vos socorrais mutuamente e que a voz dos que não mais existem se faça ouvir ainda para clamar: orai e crede! Porque a morte é a ressurreição, e a vida a prova escolhida, durante a qual as vossas virtudes cultivadas devem crescer e se desenvolver como o cedro.
Crede nas vozes que vos respondem: são as próprias almas daqueles que evocais. Só raramente me comunico. Meus amigos, os que assistiram à minha vida e à morte são os intérpretes divinos dos desígnios de meu Pai.
Homens fracos, que acreditais no engano de vossas inteligências obscuras, não apagueis a chama que a clemência
divina colocou em vossas mãos para clarear o caminho e vos levar, filhos extraviados, regaço de vosso Pai.
Eu vos digo, em verdade, crede na diversidade, na multiplicidade dos Espíritos. Estou bastante tocado de compaixão pelas vossas misérias, pela vossa imensa fraqueza, para não estender a mão protetora aos infelizes transviados que, vendo o céu, caem no abismo do erro. Crede, amai, compreendei as verdades que vos são reveladas. Não mistureis o joio com o bom trigo, os sistemas com as verdades.
Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo. Todas as verdades se encontram no Cristianismo. Os erros que nele se enraizaram são de origem humana. E eis que do além-túmulo, que julgais vazio, as vozes clamam: Irmãos! Nada perece, Jesus Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade.
Observação - Este comunicação, obtida por um dos melhores médiuns da Sociedade Espírita de Paris, foi assinada por um nome que o respeito só nos permitiria reproduzir com absoluta reserva, tão grande seria a insigne graça de sua autenticidade, e porque já muito se abusou desse nome em comunicações
evidentemente apócrifas. Esse nome é o de Jesus de Nazaré. Não duvidamos absolutamente que ele possa manifestar-se. Mas se os Espíritos verdadeiramente superiores só o fazem em circunstâncias excepcionais, a razão nos impede aceitar que o Espírito puro por excelência responda a qualquer apelo. Haveria pelo menos profanação em lhe atribuirmos uma linguagem indigna dele.
É por essas considerações que temos sempre evitado publicar tudo o que traz o seu nome. Acreditamos que nunca seríamos demasiado cuidadosos no tocante a publicações dessa espécie, que só têm autenticidade para o amor-próprio dos interessados e cujo menor inconveniente é o de fornecer armas aos adversários do Espiritismo.
Como temos dito, quanto mais elevados são os Espíritos, mais desconfiança se deve ter da assinatura dos seus nomes. Seria necessária uma grande dose de orgulho para alguém se vangloriar de ter o privilégio de suas comunicações, julgando-se digno de conversar com ele como se fosse com os seus iguais. Na comunicação acima constatamos apenas a incontestável superioridade da linguagem e dos pensamentos, deixando a cada um o cuidado de apreciar se aquele de quem ela traz o nome a rejeitaria ou não."

abraços,
Moura