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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: andreariovaldo em 19 de Junho de 2012, 14:05

Título: Centros Espíritas não têm donos
Enviado por: andreariovaldo em 19 de Junho de 2012, 14:05
Centro Espírita não tem dono, nem chefe. Devemos trabalhar em equipe e se houver autoridade, deve ser a autoridade moral, que não oprime nem humilha. Centros Espíritas conduzidos por chefes deveriam ser abandonados e as pessoas deveriam buscar outras casas onde o verdadeiro interesse seja a Doutrina e não a política ou a satisfação pessoal de alguns.

Há muito trabalho a fazer e não devemos nos apegar àqueles cujo interesse único é o de satisfazer seu ego, seu orgulho e sua sede de poder. Deixemos que esses mortos enterrem seus mortos e sigamos nós, entre os vivos, ou seja, entre aqueles que realmente querem trabalhar por um bem maior.

André Ariovaldo
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Título: Re: Centros Espíritas conduzidos por chefes deveriam ser abandonados
Enviado por: Danilo Henrique em 19 de Junho de 2012, 15:03
Abandonar seria a única solução?
Título: Re: Centros Espíritas conduzidos por chefes deveriam ser abandonados
Enviado por: andreariovaldo em 19 de Junho de 2012, 15:08
Abandonar seria a única solução?




eheheh - não, se você conseguir convencer os donos do centro a trabalhar em equipe e deixarem de dar ordens.
Título: Re: Centros Espíritas conduzidos por chefes deveriam ser abandonados
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 19 de Junho de 2012, 16:02
Caro André.
Minha experiência de vida, apesar de apenas 43 anos, é a de alguem que sempre batalhou por aquilo em que acreditava. Nunca tive medo de ter opinião, de expo-la e defende-la.
Concordo com você quando diz que devemos deixar os mortos enterrar seus mortos, mas não acho que abandonar a casa seja solução, até por que, você vai acabar saindo mesmo, mas nãoacho correto deixar conceitos errados serem propagados por omissão.
E digo isso por ter passado por situação semelhante.
Não gosto de desistencias, não desisto, mas não jogo pérolas aos porcos.
Título: Re: Centros Espíritas conduzidos por chefes deveriam ser abandonados
Enviado por: HamLacerda em 19 de Junho de 2012, 16:37
O maior problema dentro do espiritismo é essa mania de alguns adéptos querer fazer do espiritismo como eles gostariam que fosse:

Eles pensam: "Quando um centro não oferece condições pra "Eu" expor minha inteligência, (na maioria das vezes, pseudo-inteligencia) esse centro não me convém; quando o dirigente do centro não deixa "EU" ser o centro das atenções, esse centro não me convém; quando o Dirigente me proíbe de dar minhas opiniões pessoais, esse centro não me convém;  quando o dirigente me restringe, esse centro não me convém; quando as pessoas que frequentam o centro não "ME" agradam, esse Centro não me convém; quando os frequentadores são pessoas religiosos, quando fazem orações, rezam o pai nosso em voz alta, esse Centro não me convém, porque isso não "ME" agrada; quando os frequentadores são pessoas de idade, são pessoas que não conseguem entendem "MINHAS" palestras ultra-intelectuais sobre física quântica etc, esse centro não me convém; quando no centro só fala de amor, de caridade, perdão ect, esse centro não me convém; quando as pessoas não são como "EU" gostaria que fossem, esse centro não me convém etc etc etc...

Por esta razão que vemos tantas pessoas querer mudar o espiritismo e tentar fazer um espiritismo à sua maneira. Mas, infelizmente - pra elas - Kardec já havia pensado em tudo.











Revista Espírita 1868 » Dezembro » Constituição transitória do Espiritismo (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2phdmFzY3JpcHQ6UG9wVXBCdXNjYSgmcXVvdDtyb3RlaXJvJnF1b3Q7LDYyNTEsMSw4MDAsNjAwKTs=)



O chefe do Espiritismo

 

Mas quem será encarregado de manter o Espiritismo nesta via? Quem terá mesmo a força? Quem terá o tempo disponível e a perseverança para dedicar-se ao trabalho incessante que exige semelhante tarefa? Se o Espiritismo for entregue a si mesmo, sem guia, não é de temer que ele se desvie de sua rota? Que a malevolência, a que por muito tempo ainda estará exposto, não se esforce por lhe desnaturar o espírito? Com efeito, aqui está uma questão vital cuja solução é do maior interesse para o futuro da Doutrina.

A necessidade de uma direção central superior, guardiã vigilante da unidade progressiva e dos interesses gerais da Doutrina, é de tal modo evidente que já se inquietam por não ver ainda um condutor surgir no horizonte. Compreende-se que, sem uma autoridade moral capaz de centralizar os trabalhos, os estudos e as observações, de dar o impulso, de estimular o zelo, de defender o fraco, de amparar as coragens vacilantes, de ajudar com os conselhos da experiência, de fixar a opinião sobre os pontos incertos, o Espiritismo correria o risco de navegar à deriva. Não só essa direção é necessária, mas é preciso que ela tenha força e estabilidade suficientes para enfrentar as tempestades.

Aqueles que não querem qualquer autoridade não compreendem os verdadeiros interesses da Doutrina. Se alguns pensam poder dispensar qualquer direção, a maioria, aqueles que não creem em sua infalibilidade e não têm uma confiança absoluta em suas próprias luzes, sentem necessidade de um apoio, de um guia, mesmo que fosse apenas para ajudá-los a avançar com mais firmeza e segurança (Vide Revista de abril de 1866: O Espiritismo independente).

Estabelecida a necessidade de uma direção, de quem o chefe receberia os poderes? Será ele aclamado pela universalidade dos adeptos disseminados pelo mundo inteiro? É uma coisa impraticável. Se ele se impuser por sua autoridade privada, será aceito por uns, rejeitado por outros e vinte pretendentes podem surgir erguendo bandeira contra bandeira; seria ao mesmo tempo o despotismo e a anarquia. Semelhante ato seria próprio de um ambicioso, e ninguém seria menos adequado que um ambicioso, e por isto mesmo orgulhoso, para dirigir uma doutrina baseada na abnegação, no devotamento, no desinteresse e na humildade; colocado fora do princípio fundamental da Doutrina, ele não poderia senão falsear-lhe o espírito. É o que inevitavelmente aconteceria se ele não tivesse previamente tomado medidas eficazes para evitar esse inconveniente.

Admitamos, entretanto, que um homem reúna todas as qualidades requeridas para o desempenho de seu mandado, e que chegue à direção superior por uma via qualquer: os homens se sucedem, mas não se assemelham; depois de um homem bom pode vir um mau; com o indivíduo pode mudar o espírito da direção; sem maus propósitos, ele pode ter pontos de vista mais ou menos justos; se quiser fazer prevalecer suas ideias pessoais, ele pode deturpar a Doutrina, suscitar divisões, e as mesmas dificuldades renovar-se-ão a cada mudança. É preciso não perder de vista que o Espiritismo ainda não está na plenitude de sua força do ponto de vista da organização. Ele é uma criança que apenas começa a andar. Importa, pois, sobretudo no começo, premuni-lo contra as dificuldades do caminho.

Mas, perguntarão, um dos messias anunciados que devem tomar parte na regeneração, não estará à testa do Espiritismo? É provável, mas como eles não trarão na testa uma marca para se fazerem reconhecer, e como só se afirmarão por seus atos, e não serão reconhecidos como tais pela maioria senão depois de sua morte, conforme o que tiverem feito durante a vida; como, além disto, não haverá messias perpétuos, é preciso prever todas as eventualidades. Sabemos que sua missão será múltipla; que haverá messias em todos os degraus da escada e nos diversos ramos da economia social, onde cada um exercerá sua influência em proveito das ideias novas, conforme a especialidade de sua posição; todos trabalharão, pois, para o estabelecimento da Doutrina, seja numa parte, seja noutra, uns como chefes de Estado, outros como legisladores, como magistrados, cientistas, literatos, oradores, industriais etc.; cada um dará provas de si mesmo no seu ramo, desde o proletário até o soberano, sem que nada além das suas obras o distingam do comum dos homens. Se um deles deve tomar parte na direção administrativa do Espiritismo, é provável que providencialmente seja colocado em condições de aí chegar pelos meios legais que forem adotados. Circunstâncias aparentemente fortuitas para lá o conduzirão, sem desígnio premeditado de sua parte, sem que ele tenha consciência da missão (Revista Espírita: “Os messias do Espiritismo”, fevereiro e março de 1868).

Em semelhante caso, o pior de todos os chefes seria aquele que se desse por eleito de Deus. Como não é racional admitir que Deus confie tais missões a ambiciosos ou orgulhosos, as virtudes características de um verdadeiro messias devem ser, antes de tudo, a simplicidade, a humildade, a modéstia, numa palavra, o mais completo desinteresse material e moral. Ora, apenas pretensão de ser messias já seria a negação dessas qualidades essenciais, pois ela provaria, naquele que se prevalecesse de semelhante título, ou uma tola presunção, se fosse de boa-fé, ou uma notável impostura. Não faltarão intrigantes, pseudoespíritas que se queiram elevar pelo orgulho, pela ambição ou pela cupidez; outros que alardearão pretensas revelações, com a ajuda das quais procurarão pôr-se em relevo e fascinar as imaginações muito crédulas. É preciso prever, também, que sob falsas aparências, indivíduos poderiam tentar apoderar-se do leme com a segunda intenção de afundar o barco, desviando-o de sua rota. Ele não naufragará, mas poderia experimentar desagradáveis atrasos que é preciso evitar. Eis aí, sem contestação, os maiores escolhos de que o Espiritismo se deve guardar; quanto mais consistência ele toma, mais embustes lhe criarão os seus adversários.

Portanto, é dever de todos os espíritas sinceros desviar as manobras da intriga que podem ser urdidas tanto nos menores quanto nos maiores centros. Eles deverão logo de saída repudiar do modo mais absoluto quem quer que pessoalmente se apresentasse como um messias, quer como chefe do Espiritismo, quer como simples apóstolo da Doutrina. Conhece-se a árvore pelo seu fruto. Esperai, pois, que ela tenha dado frutos antes de julgar se é boa, e olhai ainda se os frutos não estão bichados. (O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. XXI, nº 9: “Caracteres do verdadeiro profeta”).

Alguém com quem conversávamos a esse respeito, propunha o seguinte expediente: fazer designar os candidatos pelos próprios Espíritos em cada grupo ou sociedade espírita. Além deste meio não evitar todos os inconvenientes, haveria outros especiais nesse modo de proceder, que a experiência já demonstrou e que seria supérfluo aqui relembrar. Não se deve perder de vista que a missão dos Espíritos é de instruir-nos, de melhorar-nos, mas não de tirar a iniciativa do nosso livre-arbítrio. Eles nos sugerem pensamentos, ajudam-nos com seus conselhos, sobretudo no que concerne às questões morais, mas deixam ao nosso arbítrio o cuidado da execução das coisas materiais que eles não têm a missão de nos poupar. Em seu mundo, eles têm atribuições que não são as daqui debaixo; pedir-lhes o que está fora de suas atribuições, é expor-se às trapaças dos Espíritos levianos. Que os homens se contentem em serem assistidos e protegidos por bons Espíritos, mas que não descarreguem sobre eles a responsabilidade que incumbe aos encarnados.

Ademais, esse meio suscitaria mais embaraços do que se pensa, pela dificuldade de fazer todos os grupos participarem dessa eleição; seria uma complicação nas engrenagens, e quanto mais simplificadas forem as engrenagens, tanto menos susceptíveis elas serão de desorganizar-se.

O problema é, pois, constituir uma direção central, em condições de força e de estabilidade que a ponham ao abrigo das flutuações; que respondam a todas as necessidades da causa e que oponham uma barreira absoluta às manobras da intriga e da ambição. Tal é o objetivo do plano, do qual vamos dar um rápido esboço.
Título: Re: Centros Espíritas conduzidos por chefes deveriam ser abandonados
Enviado por: Sr.91 em 19 de Junho de 2012, 17:39
Eu sou muito jovem no meio espirita, mas tenho presenciado na casa que frequento coisas semelhantes. Eu compreendo que esses autoritarismos não impedem da mensagem ser propagada, apesar de causar certos danos que a longo prazo percebe-se. Tudo na vida é providencial, e esses rumos no movimento espirita serve para despertar a mente das pessoas a buscarem dentro de si mesmas as soluções de seus problemas; não acreditar que o presidente/chefe de centro poderá resolve-los uma vez que espiritismo não faz milagres e nem prosélitos.
Acredito tambem que o amor pode ser encotrado em casas assim existentes, apesar de acontecimentos assim serem frutos da falta de estudo e de encarar muitas vezes o espiritismo como algo alcançável facilmente. Kardec ja nos alertava.. ele  mesmo demorou a acreditar, e mesmo tenho codificado não se insentava dos estudos.
Título: Re: Centros Espíritas conduzidos por chefes deveriam ser abandonados
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 19 de Junho de 2012, 18:23
Caros Ham e Viajante.
Muito bem feitas suas colocações, acho que pode ser por ai tambem.
Normalmente quando acusamos alguem de fazer algo equivocado, é por que essa pessoa nos impede te que cometamos esse erro, ou seja, queriamos nós ser a "autoridade" na casa espirita, queriamos nós ter a exclusividade das atenções.
E muitas vezes isso nada mais é do que rebeldia da nossa parte, incapacidade de aceitar a autoridade constituida, orgulho puro.
Entretanto, esses erros acontecem realmente e existem nas casas irmãos, normalmente dirigentes que acham que são donos da casa, contando com a subserviência dos frequentadores e trabalhadores.
Da minha parte,acho que cada trabalhador precisa fazer sua parte, respeitando as regras existentes, e quando julgar necessário questioná-las, confrontá-las ate se for preciso para que possam ser debatidas e tornadas mais racionais para que não esqueçamos nunca dce uma regrinha igualmente básica: o bom senso.
Título: Re: Centros Espíritas conduzidos por chefes deveriam ser abandonados
Enviado por: Paulo Cortez em 19 de Junho de 2012, 18:32
O único comentário que consigo fazer é sobre a admirável amplitude de visão de Kardec!
Até hoje como leitor, não consegui encontrar ninguém como Kardec, que tinha o dom especial de perceber "tudo" e transformar em esclarecimento aos que dificilmente perceberiam as mesmas coisas.
Prova está no post do HamLacerda.
Título: Re: Centros Espíritas conduzidos por chefes deveriam ser abandonados
Enviado por: Luzceano em 19 de Junho de 2012, 20:27
Concordo com o que o pessoal tem falado; não devemos abandonar o centro espirita por causa do presidente.

E acrecento que tampouco devemos estar em um centro espirita por causa de alguem.
Por que na grande maioria dos centros sempre vai haver um atrito um conflito de ideias porque isso ainda esta em nossa naturaza de baixa evolução não existe centro perfeito e nem trabalhadores perfeitos.
O que eu sei e que nos devemos sempre buscar entrar no trabalho do centro com a intenção de servir para ir de encontro a Jesus
Devemos buscar ser humildes e aceitar as ordens de nossos superiores
Como dizia Jesus; quem quiser ser o primeiro, que seja o escravo de vocês.
 Porque até o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente.
Título: Re: Centros Espíritas não têm donos
Enviado por: Marcos W. Silva em 20 de Junho de 2012, 03:58
Só a título de conhecimento, aqui no Mato Grosso, no interior, há ainda alguns centros espíritas fundados e mantidos pelo seu "dono". Em Goias também no interior há outro tanto.


Criticar o "dono" é fácil... ;D duro é: pagar água; energia;
zeladora;
 material da sopa;
 insumos;
consertar fechaduras;
tolerar xilique de médium;
providenciar...; viabilizar...; incentivar...;
fazer palestra de última hora ( quando o "Dr fulano" não vem );
limpar o terreno;
extintor de incêndio; etc,etc,etc... ah! e tem de ser com amor... ufa... :P

Com o surgimento das Associações Espíritas esse modelo tem sido quase que esquecido.

 Porém, para avaliar pessoas e atitudes na casa espírita devemos, primeiro, verificar se estamos sendo coerentes, imparciais, verdadeiros e qual o real motivo nos impulsiona.

abraços.
Título: Re: Centros Espíritas não têm donos
Enviado por: Antonio Renato em 20 de Junho de 2012, 04:32
É isso aí meu nobre irmão Marcos W.Silva,como diria os manos cariocas,matou a pau,criticar é
fácil,arregaçar as mangas ,hum!!!!!Aí o bicho pega.Os éticos,os céticos e os intelectuais,logo
se manifestam em discursos até mesmo poéticos,quando dizem:Esse centro não deveria ser
assim,o seu dirigente é muito autoritário se acha o dono,etc...mas não sugere mudanças,não
adere nem se agrupam nos trabalhos que se faz necessário a casa,portanto,deixemos de
lado o tom um tanto quanto hipócrita,e vamos vê de uma outra forma.
Fiquem na paz.
Título: Re: Centros Espíritas não têm donos
Enviado por: zarthur em 20 de Junho de 2012, 10:52
Mas o que o Andreariovaldo fez não foi uma crítica, amigos.
Ele faz um alerta, até mesmo direto, a este tipo de administração que não valoriza a colaboração.
Tudo tem que vir com a assinatura do Presidente.
Tudo bem, quando seus colaboradores são pessoas maduras e que visam a Causa Espírita e não a Casa Espírita.
Mas e quanto aos recém chegados, supermotivados para o trabalho e que são desestimulados por aquele tipo de atitude? Talvez essa experiência os afaste por tempo indeterminado, do que poderia ser sua tábua de salvação.

Talvez que um presidente que não seja tão dinâmico, mas também não feche as portas da Casa Espírita aos demais, fosse preferível.

Título: Re: Centros Espíritas não têm donos
Enviado por: Vitor Santos em 20 de Junho de 2012, 11:08
As associações espíritas não são representantes da doutrina espirita, em termos teóricos, mas em termos práticos são a imagem do espiritismo para quem as frequenta ou lá se desloca. Devem preocupar-se com o exemplo que dão, mas isso é da responsabilidade de quem lá trabalha, não de quem lá vai usufruir dos trabalhos.

Contudo, em organizações não lucrativas, de natureza associativa, não é fácil encontrar o equilíbrio entre a iniciativa e o excesso de autoridade. Se a pessoa tem iniciativa, mas não é um pouco autoritária, muitas vezes não consegue levar para a frente a iniciativa.

Se não fossem as pessoas com iniciativa não havia centros. 

O que eu posso dizer dos centros que frequentei (não são queixas, nem criticas, é exactamente o que senti e digo-o a titulo de sugestão construtiva, dentro das minhas limitações e imperfeições, mas de boa fé - se estou enganado, estou convencido que assim é ), foi o seguinte:

1) Fazia falta ter um horário em que houvesse um espaço de diálogo. As palestras são importantíssimas, os cursos são importantes, mas mais diálogo faz falta.

2) Os cursos de espiritismo são demasiado extensos e tratam as pessoas que já sabem muita coisa, como as pessoas que chegam ali sem nenhuma informação. Como o tempo é escasso, a pessoa que já tem alguma instrução sobre o assunto sente que está a perder tempo e deixa o curso. Devia existir um inquérito, uma espécie de exame, que permitisse averiguar o nível de conhecimentos de quem ali chega sobre espiritismo, que dispensasse o cursos básico. Há quem chegue aos centros depois de conhecer bem a codificação, porque nem todos se interessam por espiritismo por se julgarem obsediados.

3) As pessoas que ali chegam que vão na expectativa de resolver os problemas que julgam ser de natureza espiritual, olham para a associação como uma salvação. Como se as pessoas que lá estão fossem uma espécie de médicos do espírito. É preciso explicar às pessoas que as associações nada podem fazer para resolver os problemas espirituais das pessoas. Que os espíritos que eventualmente as atormentam (se se tratar de um problema espiritual) vão ser doutrinados e o seu problema vai passar. Ora, mesmo que a pessoa se consiga auto-aperfeiçoar, ninguém lhe pode garantir isso, nem deixar no ar essa possibilidade. Tanto quanto tenho ouvido, os espíritos sofredores não são evocados. os que lá aparecem não são necessariamente relacionados com as pessoas que lá se apresentam com problemas.

4) As pessoas dos centros podiam dar um conhecimento mais prático sobre o funcionamento do centro, explicando como funcionam as reuniões mediúnicas, para desmistificar o que se passa nas mesmas, de modo a não deixar passar para o imaginário colectivo ideias tontas.

5) Há a tendência para diagnosticar todos os problemas como sendo espirituais (obssessões), e nem sempre será o caso.

bem hajam
Título: Re: Centros Espíritas não têm donos
Enviado por: Luzceano em 20 de Junho de 2012, 12:44
Só a título de conhecimento, aqui no Mato Grosso, no interior, há ainda alguns centros espíritas fundados e mantidos pelo seu "dono". Em Goias também no interior há outro tanto.


Criticar o "dono" é fácil... ;D duro é: pagar água; energia;
zeladora;
 material da sopa;
 insumos;
consertar fechaduras;
tolerar xilique de médium;
providenciar...; viabilizar...; incentivar...;
fazer palestra de última hora ( quando o "Dr fulano" não vem );
limpar o terreno;
extintor de incêndio; etc,etc,etc... ah! e tem de ser com amor... ufa... :P

Com o surgimento das Associações Espíritas esse modelo tem sido quase que esquecido.

 Porém, para avaliar pessoas e atitudes na casa espírita devemos, primeiro, verificar se estamos sendo coerentes, imparciais, verdadeiros e qual o real motivo nos impulsiona.

abraços.
A meu amigo Marcos concordo ta ai uma resposta bem realista nao é facil ter que tolerar xilique de médium e acrecento xilique de frequentador que quer tudo perfeitinho mas colocar a mão na massa que é bom nada, so quem paga todas essas contas e mais as de sua casa e familia sabe como é isso.
Título: Re: Centros Espíritas não têm donos
Enviado por: Danilo Henrique em 20 de Junho de 2012, 12:59
Citar
2) Os cursos de espiritismo são demasiado extensos e tratam as pessoas que já sabem muita coisa, como as pessoas que chegam ali sem nenhuma informação. Como o tempo é escasso, a pessoa que já tem alguma instrução sobre o assunto sente que está a perder tempo e deixa o curso. Devia existir um inquérito, uma espécie de exame, que permitisse averiguar o nível de conhecimentos de quem ali chega sobre espiritismo, que dispensasse o cursos básico. Há quem chegue aos centros depois de conhecer bem a codificação, porque nem todos se interessam por espiritismo por se julgarem obsediados.

Vitor, concordo com suas sugestões (sou sincero, até dei um pontinho positivo), mas sobre o trecho que citei, deixe-me falar sobre o meu caso pessoal.
Estou no 2° ano do curso de educação mediúnica. Você tem razão, 4 anos de curso, como é o meu caso, é uma eternidade, só um pouco menor que a faculdade. No caso, a que eu fiz, durou 5 anos.
Antes de iniciar o curso, fiz questão de ler todo o pentateuco.
Eu poderia ter ficado, até hoje, entediado de ouvir tantas coisas que já eram do meu conhecimento e desistido do curso ou ter solicitado pular etapas.
Mas a verdade, é que o contato com instrutores mais experientes, outros alunos, e com o ambiente da casa espírita somaram muito no meu aprendizado.
Nesse período, fui estimulado a novas leituras, e conforme eu via novamente aquilo que já sabia, novos questionamentos foram surgindo. Vários assuntos da vida cotidiana, ciência e sociedade, foram discutidos à luz da doutrina.
Sem contar que muita coisa que passou desapercebida na leitura das obras de Kardec foram relembradas. Tem também, claro, o prazer de socializar com pessoas que estão na mesma faixa de crença, e conviver com elas, ambientando-me a casa. Lá, aos poucos, vou me sentindo cada vez menos como um "estranho". Veja também a questão humana que é envolvida. Se eu começo a trabalhar na casa, sem nenhuma ambientação, e sem tecer os laços de harmonia e simpatia com os outros trabalhadores, mas apenas porque já possuo o "conhecimento" suficiente, talvez não seja um bom caminho.
Faltou mencionar o principal: a experiência prática, das aulas de educação mediúnica, sob a supervisão dos instrutores experientes, que os livros não podem proporcionar.
Enfim, se eu olhar por esse lado, não pesa nada na balança o tédio que passei, inevitavelmente, em alguns (muitos) momentos. Creio que o curso agrega etapas de aprendizagem quais eu não devo pular.

Por isso, talvez visto sobre outra perspectiva, o longo tempo de curso seja um valioso filtro, para separar os pretensiosos em conhecimento, daqueles que possuem boa vontade e firme desejo de servir na seara. Depende apenas dos olhos com que estas circunstâncias são vistas.

Conhecimento apenas não basta. É necessário que ele seja polido com a experiência, à prática, o esforço, a dificuldade, e a boa vontade.

Abraços!


Título: Re: Centros Espíritas não têm donos
Enviado por: Vitor Santos em 20 de Junho de 2012, 14:13
Olá Danilo

Julgo que compreendo a sua posição, e vejo que é fundamentada numa experiência pessoal já de muito tempo. Estou de acordo que a convivência é muito importante e é muito diferente do que estudar sozinho. Os teus argumentos são muito pertinentes.

No meu caso, comecei a frequentar o curso básico de espiritismo, mas o centro espirita é muito longe de minha casa. Acabei por desistir e nunca o fiz.  Foi, talvez, falta de paciência da minha parte. Mas a realidade é que eu já conhecia a codificação relativamente bem. Cada vez que a releio descubro coisas novas. Mas não me sentia a aprender nada no curso básico e fazia um esforço muito grande para lá ir. Aprendi muito mais nas palestras do Evangelho do que no curso.

Se uma pessoa já não tiver as raízes do espiritismo no coração, podem dar-lhe anos e anos de formação, que ela dificilmente aprende. É algo que vem de dentro e não apenas da aprendizagem convencional.

Já sou aprendiz de espiritismo há mais de 12 anos. Nunca larguei a doutrina. Isso não se deve a curso nenhum. Comecei por ler o Novo Testamento, da Bíblia, depois encontrei o Livro dos Espíritos, depois o resto da codificação. Nunca mais larguei esses livros. A minha fé tem altos e baixos, mas está sempre presente. Nunca mais se desvaneceu completamente. Não só sei, pela leitura, mas sinto, no meu coração que a doutrina espirita é a mesma mensagem do que a mensagem de Jesus, apenas explicada de forma mais clara, para pessoas de outro tempo. Já não sei viver sem o espiritismo.           

Citar
Por isso, talvez visto sobre outra perspectiva, o longo tempo de curso seja um valioso filtro, para separar os pretensiosos em conhecimento, daqueles que possuem boa vontade e firme desejo de servir na seara. Depende apenas dos olhos com que estas circunstâncias são vistas.

Uma pessoa que frequenta um centro espirita não tem de servir em seara nenhuma. Isso é uma opção pessoal de cada um e que não se pode forçar. Como é que sabes quem é que é pretensioso e quem não é? Isso parece um julgamento moral ou de intenção, à partida. Se alguém vai para uma Associação Espirita perder tempo para se divertir, ou para ser pretensioso (não sei muito bem o que queres dizer com isso, mas imagino que seja para satisfazer uma curiosidade superficial, sem levar a sério a questão), é porque não bate bem da cabeça, ou não tem mais o que fazer. 

Compreendo isso aplicado a uma pessoa que é médium ostensivo, mas eu não sou e muitos espíritas não o são. Kardec também não o era. O conhecimento que dão nas Associações deve ser dado de boa vontade e gratuitamente, sem condições, a não ser a disciplina e a educação.  Se a ideia é captar trabalhadores e sócios para a Associação, então é uma gratuitidade simulada, de certa forma.

Se a ideia da Associação é prestar informação sobre a doutrina espirita, de que interessa a intenção de quem lá está a aprender? Se é para servir ou não? Desde que as pessoas sejam bem educadas e disciplinadas, de forma a não causarem transtornos, cabe-lhes a elas mesmo definir o que vão ou não fazer com o conhecimento, ou não? Penso que o interesse dos espíritas não é dar o peixe, mas ensinar a pescar, não?

As pessoas que marcam, nas associações, são aquelas que sabem prestar serviços com amor ao próximo, desinteressadamente. São essas que atraem as pessoas e que as motivam para virem a ser trabalhadores e/ou sócios, pelo próprio exemplo.   

Mas as associações são obras de quem as cria e mantém. São esses que sabem o que querem delas e que têm o direito de definir como devem ser as coisas, porque são eles que se esforçam pelas associações.

O que eu estou a dizer é uma opinião pessoal, o meu sentir pessoal, fruto da minha própria experiência, pois não me acho no direito de criticar ninguém. Estou apenas a pensar alto, sempre a titulo de contribuição positiva e de sugestão e não de critica.

bem hajas     
Título: Re: Centros Espíritas não têm donos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 20 de Junho de 2012, 14:36
Bom dia meus irmãos.
Sem muito tempo para ler posts muito longo com a seriedade e o respeito que eles merecem, atrevo-me a fazer algumas ponderações de minha experiência e entendimento.
Critica, pela crítica, não serve para nada, quem critica é por que sabe fazer melhor, portanto deve dar sua contribuição com sugestões a trabalho.
Devemos sim trabalhar na casa com humildade, respeitando normas e hierarquia, questionando quando julgar oportuno e necessário.
E quanto ao estudo, em minha opinião não pode parar nunca, ao contrário. 4 anos, 3 anos, isso é pouco, estudo a 12 e sempre quero estudar mais, só o evangelho são 4 anos e quer saber, não sei nada sobre ele. Preciso estudar muito mais.
O estudo é continuo e imprescindivel.
Título: Re: Centros Espíritas não têm donos
Enviado por: Danilo Henrique em 20 de Junho de 2012, 15:06
Vitor, obrigado por ter dado tanta atenção ao meu post.
Como viu, eu apenas analisei o caso da minha perspectiva pessoal, no intuito de dar alguma contribuição. Bem possível que hajam mesmo equívocos no meu modo de ver a questão. A verdade é que não tenho como opinar sobre quanto tempo deve durar um curso de espiritismo. Isto escapa, e muito, da minha competência atual.
O que porém, afirmo com mais convicção, é que a desistência de um curso pode se dar por vários motivos, quais muitos nos escapam a análise, e nenhum deve ser visto de modo a se fazer qualquer julgamento. Também não temo falhar em dizer que o curso de preparação não deve ser, necessariamente, o único caminho para se tornar um trabalhador qualificado (Chico Xavier não fez curso nenhum!). Apenas sustento, por enquanto, que a dispensa dos ensinos da casa espírita, em certos casos, pode não ser tão boa quanto a repetição desses ensinos.

Abraços!

Título: Re: Centros Espíritas não têm donos
Enviado por: zarthur em 20 de Junho de 2012, 15:16
Vitor Santos: Comecei por ler o Novo Testamento, da Bíblia, depois encontrei o Livro dos Espíritos, depois o resto da codificação. Nunca mais larguei esses livros. A minha fé tem altos e baixos, mas está sempre presente. Nunca mais se desvaneceu completamente. Não só sei, pela leitura, mas sinto, no meu coração que a doutrina espirita é a mesma mensagem do que a mensagem de Jesus, apenas explicada de forma mais clara, para pessoas de outro tempo. Já não sei viver sem o espiritismo.

Chega a ser comovente e estimulante a sinceridade de suas palavras, caro Vitor.
Antes este sentimento estivesse também no coração de todos nós.

 
Título: Re: Centros Espíritas não têm donos
Enviado por: Antonio Renato em 20 de Junho de 2012, 17:44
Meus irmãos Vitor e Danilo,por mais que se diga e que se estude,nunca chegaremos a certeza
de somos sabedores de tudo,sem precisar citar nome,mas foi dito:" O que eu sei é que nada sei".
O Espiritismo é uma Doutrina de bases filosóficas,e o aprendizado dela nunca será completado,
pelo menos nessa nossa orbe,cursos serão ministrados,para os que buscam eles para melhor
se embasar,os que não o fazem,mas por serem autos-didatas,em pesquisas,leituras e estudos
individuais,não orientados,conseguem ter esse relativo conhecimento,no final,com toda a cer-
-teza,todos saem ganhando,e o espiritismo mais fortalecidos e melhor aceito como verdadeiro consolador.As casas espíritas existem para melhor orientar aos que buscam conhecimento da  nossa Doutrina,algumas têm regras rígidas,com dirigentes também rígidos,e alguns até extra-
-polam nas suas funções,essa foi a temática do tópico inicial,mas os centros espíritas que assim funcionam,não lhe tira deles o seu real propósito, que é o aprendizado sobre o espiritismo.Quem não se enquadra nas regras destes,e não conseguem nem mesmo através de sugestões  de ideias,modificar aquela situação,deve procurar outro centro,sem nenhum constrangimento,o que
não deve é simplesmente criticar.Aos que criticam,pré-supõe-se ter melhor conhecimento,mas
na verdade é um ledo engano,esses que o fazem é para se fazer autoridade neste ou em outro assunto,exaltando tão somente o seu próprio ego, faltando-lhe assim a humildade tão neces-
-sária ao seu crescimento e progresso espiritual. 
Título: Re: Centros Espíritas não têm donos
Enviado por: Mourarego em 20 de Junho de 2012, 17:51
Mano Antonio.
Tenho de relembrar-lhe que a crítica é um dos braços da filosofia.
Sendo assim, a doutrina espírita, que é por definição filosófica de berço, se nutre das críticas, e se fortalece com elas.
Assim sendo, a casa espírita deve ter suas ações, e posturas sempre sob o alvo da crítica e estas deve sempre estar atrelada ao que ensinam as obras básicas.
Sem a crítica, não se exercita o intelecto em sua produção arrazoada e por conseguinte, se fica a mercê de tantas invencionices.
Criticar, com base, corretamente, e sob a devida constatação doutrinária, é fortificar-se a casa espírita.
Abraços,
Moura
Título: Re: Centros Espíritas não têm donos
Enviado por: Danilo Henrique em 20 de Junho de 2012, 18:15
Moura, no meu ver, existem críticas construtivas e críticas destrutivas.
Parece que você se refere às críticas construtivas, e o Antônio deve se referir àquelas que são destrutivas e malidicentes.

Abraços!
Título: Re: Centros Espíritas não têm donos
Enviado por: Mourarego em 20 de Junho de 2012, 18:20
Danilo, o tópico não trata disso, mas sim e no andamento em que estamos, (fora do tópico), sobre a crítica.
Todos o campos da da crítica, inclusive o das destrutivas, estão enredados pela Filosofia mano.
Abração,
Moura
Título: Re: Centros Espíritas não têm donos
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 20 de Junho de 2012, 19:40
crítica
crí-ti-ca
crítica sf (de crítico) 1 Apreciação minuciosa. 2 Apreciação desfavorável. 3 Censura, maledicência. 4 Discussão para elucidar fatos e textos. 5 Exame do valor dos documentos. 6 Arte ou faculdade de julgar o mérito das obras científicas, literárias e artísticas. 7 Juízo fundamentado acerca de obra científica, literária ou artística. 8 Filos Parte da Filosofia que estuda os critérios. 9 Conjunto dos críticos; sua opinião. C. pessoal: a em que se trata mais do autor que da obra.f.
Não sei se essas definições que achei na internet são "perfeitas", mas dentro do que entendo as de número 1 e 8 se adequam ao tema.
Se tomarmos por critica, um questionamento, dentro da definição número 1, com certeza é muito bem vinda e, mais do que isso necessária, tal como citou o mano Moura, lembrando a definição 8.
Entretanto, critica com o intuito de menosprezar, definição 2, normalmente demonstra mais um desvio de conduta de quem a pratica, do que propriamente uma ação correta.
Devemos ter isso emmente quando nos referirmos a alguma casa ou dirigente espirita.
Título: Re: Centros Espíritas não têm donos
Enviado por: zarthur em 20 de Junho de 2012, 20:41
Existe enorme diferença entre o Espírito Crítico, que devemos cultivar, pois consiste em discernir, avaliar, para reter como filtro do aprendizado e da verdade.
Mas existe também a criatura que tem o espírito da crítica. Este raramente realiza algo, e se desculpa na ocupação da crítica.
Título: Re: Centros Espíritas não têm donos
Enviado por: Antonio Renato em 20 de Junho de 2012, 21:41
Mano Moura,nordestino como eu.Não posso deixar de concordar com a vossa pessoa,no que diz respeito a crítica sendo ela um dos braços da filosofia.Sendo então a Doutrina Espírita funda-
-mentada na filosofia,se nutre das críticas e se fortalece com ela.Como também que as casas espíritas têm as suas ações e posturas, sujeitas às críticas.Entretanto,elas não devem ser
levianas,pois como bem frisou o mano Danilo,existem duas formas de críticas que se possa entender,mas elas devem ser bem vistas para que se possa aceitá-las.
Título: Re: Centros Espíritas não têm donos
Enviado por: Mourarego em 23 de Junho de 2012, 17:36
Correto mano Antonio!
As críticas fundamentadas quer na hipocrisia, na falta de senso, no diz que me disse, são em geral levianas e tendenciosas, e note-se que mesmo não sendo especialmente danosas, demonstram mais o caráter e a elevação de quem as faça.
Abração,
Moura