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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: Victor Passos em 01 de Fevereiro de 2009, 11:36

Título: Casas mortas, casas vivas
Enviado por: Victor Passos em 01 de Fevereiro de 2009, 11:36
Casas mortas, casas vivas


        Sua casa é viva ou morta? A pergunta soa estranha, com certeza. E você logo responderá que casa é algo inanimado.

        A casa é feita de pedras, tijolos, madeira, portanto, não tem vida.

        Entretanto, casas existem que são mortas. Você as adentra e sente em todos os cômodos a inexistência de vida. Sim, dentro delas habitam pessoas, famílias inteiras.

        Mas são aquelas casas em que quase tudo é proibido. Tudo tem que estar tão arrumado, ajeitado, sempre, que não se pode sentar no sofá porque se está arriscando sujar o revestimento novo e caro.

        Casas em que o quarto das crianças é impecável. Todos os bichinhos de pelúcia, por ordem de cor e tamanho, repousam nas prateleiras.

        Essas casas são frias. Pequenas ou imensas, carecem do calor da descontração, da luz da liberdade e da iluminada possibilidade de dentro delas se respirar, cantar, viver.

        Por isso mesmo parecem mortas.

        As casas vivas já demonstram, desde o jardim, que nelas existe vibração e alegria.

        No gramado, a bola quieta fala da existência de muitos folguedos. A bicicleta, meio deitada, perto da garagem, diz que pernas infantis até há pouco a movimentaram com vigor.

        Em todos os cômodos se reflete a vida. No sofá, um ursinho de pelúcia denuncia a presença de um pequenino irrequieto que carrega a sua preciosidade por todos os cantos.

        Na saleta, livros, cadernos e lápis dizem dos estudos que se repetem durante horas. O dicionário aberto, um marcador de páginas assinalando uma mensagem preciosa falam de pesquisa e leitura atenciosa.

        A cozinha exala a mensagem de que ali, a qualquer momento, pode chegar alguém e se servir de um copo d’água, um café, um pedaço de pão.

        Os quartos traduzem a presença dos moradores. Cores alegres nas cortinas, janelas abertas para que o sol entre em abundância.

        Os travesseiros um pouco desajeitados deixam notar que as crianças os jogam, vez ou outra, umas contra as outras, em alegres brincadeiras.

        Enfim, as casas vivas são aquelas em que as pessoas podem viver com liberdade. O que não quer dizer com desordem.

        As casas vivas são aquelas nas quais os seus moradores já descobriram que elas foram feitas para morar, mas sobretudo para se viver.

* * *

        O desapego às coisas terrenas inicia nas pequeninas coisas. Se estabelecemos, em nosso lar, rígidas regras de comportamento para que tudo esteja sempre impecável, como se pessoas ali não vivessem, estamos demonstrando que o mais importante são as coisas, não as pessoas.

        Manter o asseio, a ordem é correto. Escravizar-se a detalhes, temer por estragos significa exagerado apego a coisas que, em última análise, somente existem em função das pessoas.

        Transforme sua casa, pequena, de madeira, uma mansão, num lugar agradável de se retornar, de se viver, de se conviver com a família, os amigos, os amores.

        Coloque sinais de vida em todos os aposentos. Disponha flores nas janelas para que quem passe, possa dizer: Esta é uma casa viva. É um lar.

Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 12, ed. Fep.
Em 31.03.2008.
Título: Re: Casas mortas, casas vivas
Enviado por: Geraldo Magela Vieira d em 15 de Agosto de 2010, 16:20
 A nossa casa reflete a nossa alma. Se ligeira, altaneira, sonhadora, reservada, venerada e/ou com o nome de lar, esssa é a nossa morada. Sem apêgo aos apelos da coisas finitas, transformemos nossos ambientes em oásis de plenitude , harmonia e lugar de oração. Em assim sendo, manteremos o caminho irradiando a Paz do Mestre Jesus Cristo.
Título: Re: Casas mortas, casas vivas
Enviado por: Victor Passos em 15 de Agosto de 2010, 22:21
Ola muita paz
Amigo Geraldo


A Escola do Coração

Livro: Seara dos Médiuns
Emmanuel & Waldo Vieira

          O lar, na essência, é academia da alma.

          Dentro dele, todos os sentimentos funcionam por matérias educativas.

          A responsabilidade governa.

          A afeição inspira.

          O dever obriga.

          O trabalho soluciona.

          A necessidade propõe.

          A cooperação resolve.

          O desafio provoca.

          A bondade auxilia.

          A ingratidão espanca.

          O perdão balsamiza.

          A doença corrige.

          O cuidado preserva.

          A renúncia liberta.

          A ilusão ensombra.

          A dor ilumina.

          A exigência destrói.

          A humildade refunde.

          A luta renova.

          A experiência edifica.

          Todas as disciplinas referentes ao aprimoramento do cérebro são facilmente encontradas nas universidades da Terra, mas a família é a escola do coração, erguendo entes amados à condição de professores do espírito.

          E somente nela conseguimos compreender que as diversas posições afetivas, que adotamos na esfera convencional, são apenas caminhos para a verdadeira fraternidade que nos irmana a todos, no amor puro, em sagrada união, diante de Deus.


 
Título: Re: Casas mortas, casas vivas
Enviado por: Geraldo Magela Vieira d em 15 de Agosto de 2010, 22:53
 Saudações. Muito obrigado pela resposta. Dentro dos limites podemos ampliar os gestos de amor e compreensão. Eu tive grandes problemas com a minha família. Hoje eu aprendi o valor da conteção e da oração feita com o verdadeiro sentido que ela deve ter. Pedir a permissão para entrar no momento certo e na porta certa. Em casa os problemas diminuem, ou mesmo somem, com a prática da oração . Pedir misericórdia ao Altíssimo e agradecer pelas provas que devemos passar, executando os Seus desígnios.