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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: Victor Passos em 30 de Novembro de 2011, 10:07

Título: As razões explicativas do Camelo e Agulha
Enviado por: Victor Passos em 30 de Novembro de 2011, 10:07
Ola muita paz
Amigos e Amigas


As razões explicativas do Camelo e Agulha

Mateus 19:23-30

23 Jesus, pois, disse a seus discípulos: "Em verdade vos digo que um rico entrará com dificuldade no reino dos céus.
24 Novamente vos digo:  mais fácil é um camelo passar pelo buraco de uma agulha, que um rico entrar no reino de Deus!
25 Ouvindo isso, os discípulos muito se chocaram e perguntaram: "quem pode, então, salvar-se"?
26 Olhando-os, porém, Jesus disse-lhes: "Aos  homens isso é impossível, mas a Deus tudo é possível".
27 Respondendo, então, Pedro disse-lhe: "Eis que nós abandonamos  tudo e te seguimos; que, pois, será para nós”?
28 Mas Jesus disse-lhes: "Em verdade vos digo, que vós, que me seguistes na reencarnação, cada vez que o Filho do Homem se sentar no trono de sua glória, sentareis também vós sobre doze tronos, discriminando as doze tribos de Israel.
29 E todo que tenha abandonado casas ou irmãos ou irmãs ou pai ou mãe ou esposa ou filhos ou campos por causa do meu nome, receberá o cêntuplo e participará da vida imanente.
30 Muitos primeiros, porém, serão últimos, e últimos serão primeiros".

Marcos 10:23-31

23 Olhando em torno, disse Jesus a seus discípulos: "Como entrarão com dificuldade no reino dos céus os que têm  riquezas"!
24 Os discípulos porém se horrorizaram com as palavras dele. Mas respondendo Jesus disse-lhes: "Filhos, como é difícil entrar no reino de Deus!
25 É mais fácil um camelo passar  pelo buraco de uma agulha, que um rico entrar no reino de Deus".
26 Eles se chocaram terrivelmente, dizendo uns aos: “E quem poderá salvar-se”?
27 Olhando-os, Jesus disse: "Aos homens isso é impossível, mas não a Deus, pois tudo é possível a Deus".
28 Começou Pedro a dizer-lhe: "Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”.
29 Disse Jesus;  "Em  verdade vos digo, ninguém que tenha deixado casa ou irmãos ou irmãs ou mãe ou pai ou filhos ou terras, por minha causa e por causa da Boa-Nova,
30 que não receba agora, nesta oportunidade, o cêntuplo de casas e irmãos e irmãs e mães e  filhos e campos, com perseguições, e no eon vindouro a vida  imanente.
31 Muitos primeiros, porém, serão últimos, e últimos serão primeiros".

Lucas18:24-30

24 Vendo, então, Jesus que ele se tornara triste, disse: "Como dificilmente os que têm  riquezas entrarão no reino de Deus!
25 Pois é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, que um rico entrar no reino de Deus".
26 Disseram, então, os ouvintes: "E quem pode salvar-se”?
27 Ele disse: "O impossível entre os homens é possível para Deus".
28 Disse Pedro, então: "Eis que deixamos nossas coisas e te seguimos”...
29 Então ele disse-lhes: "Em verdade vos digo que ninguém há que abandone casa ou esposa ou irmãos ou país ou filhos por causa do reino de Deus,
30 que não receba muito mais nesta oportunidade e a vida imanente no eon vindouro”.

    Muita tinta tem corrido acerca desta parabola, e tantos solicitos parafraseantes, as entendem de forma, personalizada, como se trata-se de algo com mistério, ou procuram projetar a sua ideia , mas apenas colidem numa situação, em situação alguma Deus condenaria ninguém à impossibilidade de evolução, de oportunidade de reparação, ou não existisse a reencarnação.
   Logo é preciso fazer jus e tentar perceber esta asservativa de enorme profundidade.
   Tem aparecido muitas sugestões sobre o significado reflexivo  ‘o camelo e a agulha’.
    Alguns sugerem que pode ter havido uma losa ( erro textual), visto que uma simples vogal pode fazer a diferença entre ‘camelon e camilon’ sendo esta cordel, no grego. Esta hipótese está fora de questão porque seria possível um cordel passar pelo buraco duma agulha larga.

   Outros sugerem que o buraco da agulha se refere a uma das duas portas estreitas da entrada na cidade de Jerusalém.
   Sinceramente essas portas são bastante largas para um camelo passar,  porém tem o senão de serem portas demasiado pesadas para movimentar, então recortaram nelas uma mais pequena e estreita para o movimento normal das pessoas.  ( recortaram nas próprias portas outra mais pequena)   

   Esta porta estreita, pelo seu formato, terá sido referida por Jesus como o ‘buraco da agu-lha’. Mas, também esta ideia não tem muito suporte. Além disso, a porta pequena jamais foi referida pelos israelitas como o ‘buraco’ duma agulha. Esta teoria não apareceu antes do nono século.
   
    Os guias turísticos de Israel referindo-se ao buraco, colocam-no em comparação com as vigias estreitas, que aparecem em forma de agulha, como tem na frontaria da porta dourada, onde estão quatro dessas vigias em forma de agulha, semelhantes a  mura¬lhas de um castelo.

     A impressão recolhida no semblante dos discípulos foi de horror. Justamente eles pensavam que os ricos entrariam muito mais facilmente: que não consegue um homem com dinheiro? Então Jesus resolve aprofundar o espanto e chocá-los, para que jamais esqueçam a lição, e faz uma comparação que os deixa boquiabertos: "é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, que um rico entrar no reino dos céus".
    Teofilacto, no século 11°, em seus comentários evangélicos (Patrol. Graeca vol. 123) sugere que, em lugar de kámelos, "camelo", devia ler-se cámilos, "cabo", "corda grossa", aceitando a hipótese já lançada por Cirilo de Alexandria, em sua obra "Contra Julianum", cap. 6.º. Mas isso nada resolve.   

    Além do que a expressão de Jesus encontra eco nos escritos rabínicos: "ninguém sonha com uma palmeira de ouro, nem com um elefante a passar pelo buraco de uma agulha" (Rabbi Raba, cfr. Strack e Billerbeck, vol. I, pág. 828).
  Ora, na época de Jesus os camelos eram comuns à vida quotidiana, ao passo que os elefantes constituíam recordações vagas de séculos atrás, por ocasião das guerras macedônicas. E o mesmo Jesus utiliza outra comparação com o camelo:

"vós, que coais um mosquito e engolis um camelo"
                                                                                                    (Mat. 23: 24).
     
    A exclamação cheia de ternura, com que Jesus se dirige a seus discípulos, chamando-os "meus filhos" (tékna) parece querer abrandar o choque traumático que lhes causara.
   Na expressão "os que têm riquezas", o substantivo empregado é chrêmata, que engloba bens móveis e imóveis, ao passo que ktêmata exprime apenas os imóveis.
    No vers. 24 alguns códices trazem "Filhos, como é difícil aos que confiam nas riquezas entrar no reino dos céus".
    Esse adendo, na opinião dos hermeneutas, é glosa antiga, para justificar os ricos que não queriam desfazer-se de suas riquezas, mas cuja amizade interessava ao clero. Knabenbauer (Cursus Sacrae Scripturae Paris, 1894, pág. 271) esclarece muito atiladamente:
        (si glossa est, apte et opportune addebatur; neque enim opes incursat, sed eos qui ultra modus iis inhaerent), isto é, "se é uma glosa (Anotação que explica o sentido de uma palavra ou de um texto; comentário, interpretação.), foi acrescentada adequada e oportunamente; pois não condena as riquezas, mas aqueles que a elas se apegam além da medida".
      O trauma leva os discípulos (Lucas diz "os ouvintes") a interrogar-se entre si: "e quem poderá salvar-se"?
       Realmente todos os seres humanos têm posses, embora as de alguns seja constituída de alguns trapos para cobrir a nudez. Há então clara distinção entre pobreza efetiva e pobreza afetiva. A primeira, por maior que seja, talvez a posse de simples lata velha para beber água, pode envolver apego que provoque briga se alguém lha quiser tirar: enquanto a segunda, mesmo que se possuam bens em quantidade, é mantida com a psicologia do mero gerente ou mordomo, sem nenhum apego afetivo em relação a ela.

Conclusão

    A essência da parabola , é a de causar mais espanto e reflexão entre os seus seguidores, o Pai nunca, em circunstância alguma impediria os ricos de terem a oportunidade de entrar no Reino de Deus, e a exaltação é feita aos excessos que o rico possa cometer pela riqueza , dando o mote de que realmente a prova da riqueza é muito dificil, porque o facilitismo, como foi dito não sinónimo de partilha isenta, mas um campo minado para quem detem a riqueza. Mas daí a dizer que mesmo falhando, não terá nova oportunidade de revitalização dos seus valores , é um engano.
     Nesta parabola, temos os primeiros comentários feitos por Jesus, enquanto se afastava o jovem rico, triste e preocupado (stygnasas, "de sobrecenho carregado") com a luta íntima que nele se travara entre a vontade incontrolável de seguir o Mestre, e o apego descontrolado a seus bens entre o amor ao Espírito e o amor à matéria.

  Marcos anota que Jesus "olhou em torno de si" (periblepsámenos), observando com penetração psicológica o efeito que nos discípulos causara a cena, e o que produziriam suas palavras. E disse: "Como os ricos entram com dificuldade no reino dos céus!" O advérbio dyskólôs, "dificilmente", é usado apenas aqui nos três sinópticos.

  Todos nós somos seres que falhamos e estamos em cumprimento da renovação, que nuns é mais lenta e noutros mais rapida.

Bibliografia

Sabedoria do Evangelho de Carlos Torres Pastorinho
Cursus Sacrae Scripturae Paris, 1894, pág. 271
Cirilo de Alexandria, em sua obra "Contra Julianum", cap. 6.º.
Teofilacto, no século 11°, em seus comentários evangélicos (Patrol. Graeca vol. 123)
(Rabbi Raba, cfr. Strack e Billerbeck, vol. I, pág. 828).

Evangelho segundo Espiritismo de Allan Kardec

Victor Kossi Agbanou, Le discours eschatologique de Matthieu 24-25: tradition et réaction, Paris, Lecoffre, 1983, 228pp., dans la série "Etudes bibliques. Nouvelle série" vol.2, br.orig., 3 cachets (dont un petit cachet sur les tranches inférieures), bon état,
Johann Nepomuk Alber, Institutiones hermeneuticae Scripturae Veteris Testamenti


Victor Passos
Título: Re: As razões explicativas do Camelo e Agulha
Enviado por: hcancela em 30 de Novembro de 2011, 18:17
Olá amigos(as)

Tenho em ideia que Camelo ou Kamilo, era uma espécie de corda fina que se usava naquele tempo, no entanto também já tinha ouvido esta explicação de vigias sim. As duas me parecem aceitáveis, mas sempre com restrições porque as traduções sempre tiveram algum desvio do original.
 

Saudações fraternas
Título: Re: As razões explicativas do Camelo e Agulha
Enviado por: Victor Passos em 30 de Novembro de 2011, 18:42
Ola bom Amigo Cancela
Muita paz

  Antes demais, acho que mais que a forma  o que importa é o conteudo e esse é registar que Deus não coloca entraves mesmo aos que detem a riqueza como prova , pois mesmo que eles falhem sempre terão como todos o  temos a oportunidade pela reencarnação de reparar ou corrigir  a fragilidade, se tiver cometido falha.
 Também importa reforçar que todos somos materialistas, apesar de em situações diferentes.

abraço fraterno

Victor Passos
Título: Re: As razões explicativas do Camelo e Agulha
Enviado por: Conforti em 30 de Novembro de 2011, 22:27
      Amigos,

      Me permitam discordar; a lição de Jesus nada tem a ver com buraco da agulha ou com camelo; essas palavras são apenas alegorias ou metáforas ou simbolos conhecidos por todos, pois todos daquele tempo sabiam q o buraco da agulha, porta ou o q seja, dificultava a passagem de camelos; foi apenas uma comparação q Jesus usou para falar da dificuldade de entrarem no céu para aqueles q têm riquezas; a essencia dessa lição é a "dificuldade" pois, em geral, os ricos se apegam demasiadamente a suas riquezas e esse é o problema: se julgam mais do q os demais, mais poderosos, mais donos de seu "nariz", superiores, pois com o dinheiro, ou prestígio advindos do fato de serem ricos, podem ter muitos benefícios e conquistar tudo aquilo q o dinheiro pode lhes trazer, enqto os pobres, estão impossibilitados de conseguir muitas coisas. Essa a dificuldade: o terrivel apego ao dinheiro! 
Título: Re: As razões explicativas do Camelo e Agulha
Enviado por: Felipa em 01 de Dezembro de 2011, 01:04
Olá Victor 


Jesus disse; "é mais fácil passar um camelo pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus". ou seja : Aqueles que vencem aqui na Terra encontram uma enorme dificuldade para assimilar os valores espirituais.

"Todo aquele que se eleva será rebaixado, e todo aquele que se rebaixa será relevado". É a mensagem que Jesus nos deixa de forma clara para não deixar dúvidas. Não lutemos, pois, com o foco nas conquistas materiais. O nosso foco são as conquistas espirituais, "porque onde estiver o nosso tesouro, aí estará também o nosso coração".


Na questão 909 de O Livro dos Espíritos nos é dito que podemos vencer nossas más tendências através de esforços insignificantes. E é exatamente este esforço insignificante que nos falta para galgarmos degraus importantes em nossa escala evolutiva.
O Espiritismo tem nos mostrado que os grandes no mundo dos Espíritos foram justamente os pequenos aqui na Terra.
Título: Re: As razões explicativas do Camelo e Agulha
Enviado por: Victor Passos em 02 de Dezembro de 2011, 13:21
OLa muita paz e harmonia
Amiga e bons Amigos


Os ricos e o reino 


A afirmação de Jesus de que seria mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico se salvar tem gerado muitas controversas sobre o assunto, até o entendimento de alguns de que seria necessário despojar-se da riqueza para poder entrar no reino dos céus.

O Espiritismo nos ensina que o reino    do céu está dentro de cada um de nós, é um estado de consciência.

O Irmão Saulo, pseudônimo de José Herculano Pires, escreve elucidativa página que extraímos do Livro de sua parceria com Francisco Cândido Xavier e Espíritos Diversos, intitulado DIÁLOGO DOS VIVOS, cuja página tem o título que dá nome à nossa colaboração de hoje.

Escreve ele: A condenação de Jesus aos ricos, tão clara no Evangelho de Lucas, não se refere à fortuna. Se Jesus considerasse o dinheiro como maldição não diria ao moço rico que o distribuísse aos pobres. A riqueza individual e familiar é uma forma de acumulação com vistas ao futuro da coletividade. Kardec examinou suficientemente esse problema e deixou evidente o papel social da riqueza. Mas justamente por isso ela se torna, como dizem constantemente os Espíritos, uma das provas mais perigosas para o Espírito encarnado.

Podemos compará-la à saúde. O homem são e forte em geral se embriaga com sua condição e se afasta dos problemas do espírito. Esquece o que é e que terá de voltar ao plano espiritual. A prova da saúde é tão perigosa como a da fortuna. Mas ambas têm por finalidade adestrar o Espírito na luta com as ilusões, com as fascinações da vida. É nessa luta que o Espírito desenvolve os seus poderes internos, a sua capacidade de superar a matéria, de dominá-la como o nadador domina a água.

A parábola do jovem rico põe a nu a situação do Espírito diante da prova. O jovem queria a salvação e procurava seguir os preceitos da lei para atingi-la. Sua consciência o advertia de que ele não estava fazendo o necessário. Mas quando Jesus lhe disse que libertasse dos seus bens e os revertesse em favor dos pobres, ele não teve coragem de fazê-lo. Vender as suas propriedades e distribuir o dinheiro aos necessitados não é apenas dar esmolas. A maior esmola é a que se faz em forma de auxílio e estímulo ao trabalho. As propriedades inúteis do jovem rico podiam ser transformadas em recursos de produção, beneficiando os pobres.

A acumulação da fortuna implica o dever do seu bom emprego em favor da coletividade. Quem não a usa nesse sentido, mas apenas em benefício do seu orgulho e da sua vaidade pessoal, está colocando-se na situação do camelo que não pode passar pelo fundo da agulha. A vida terrena passa breve e o rico egoísta logo se verá diante da porta estreita do Reino sem poder franqueá-la. Quando os homens forem capazes de enfrentar a prova da riqueza para vencer o egoísmo, a miséria desaparecerá do mundo.

A porta do Reino de Deus é estreita, porque só as almas puras, aliviadas da carga da ambição e do orgulho, devem passar por ela. O rico egoísta, apegado aos seus haveres, não consegue entrar, pois não se dispõe a largar os seus fardos do lado de fora. Terá de voltar muitas vezes à Terra, aos reinos dos homens, para aprender que a riqueza material só o ajudará quando ele souber trocar as suas moedas de metal por atos de amor. 
Título: Re: As razões explicativas do Camelo e Agulha
Enviado por: Anton Kiudero em 06 de Dezembro de 2011, 18:18
É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus.

Essas palavras de Jesus são citadas, muitas vezes, por quem quer condenar os ricos, mas para compreendê-las, é preciso interpretá-las pelo ponto de vista do Cristo, que também afirmou que são felizes (bem-aventurados) os pobres de espírito.

O que caracteriza o rico do qual Jesus fala? Os muitos sentimentos e desejos de que esta possuido. O corpo astral, ou corpo do desejo, é inchado no rico por causa da sua avidez, e é isto que o impede de passar pela porta do Reino de Deus. O camelo, porém, tem um corpo astral muito pequeno, ínfimo e por isso, Jesus diz que ele pode passar pelo buraco de uma agulha. Como se satisfaz com pouco, o camelo é capaz de atravessar o deserto e, nas condições em que todos sucumbem, ele resiste e prossegue o seu caminho. Essa a explicação das palavras de Jesus.

Aqueles que possuem muitos desejos e precisam monopolizar, criam manchas enormes no seu corpo astral. Portanto preste atenção a seus desejos e cobiças, para poder passar pela porta estreita que é a porta do Reino de Deus.

Seja magrinho como um camelo....

E fiquem sempre em Deus,
Anton