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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: António Manuel Bento em 28 de Outubro de 2011, 21:05

Título: As Parábolas e os Ensinamentos de Jesus II
Enviado por: António Manuel Bento em 28 de Outubro de 2011, 21:05

Tal como referimos anteriormente, as parábolas de Jesus constituem uma parte expressiva e importante dos géneros discursivos nos Evangelhos. Ela são consideradas o meio por excelência através do qual Jesus transmitia os seus ensinamentos, pois eram simples e facilitavam a comunicação.
Distinção entre as Parábolas e outros géneros literários
Fazendo uma análise sucinta da linguagem utilizada nas parábolas, verifica-se que estas se podem distinguir de outros géneros literários também utilizados por Jesus:
a)   As Imagens – que se caracterizam por ser comparações directas. Ex: Mt.7:17 “Toda a árvore boa dá bons frutos, mas a árvore má dá frutos ruins”.
b)   As Hipérboles – que são imagens aumentadas e apresentam as ideias de forma deliberadamente exagerada. Ex: Mt.5:29 “Caso o teu olho direito te leve a pecar, arranca-o de ti…”.
c)   Os Paradoxos – que são pensamentos formulados de maneira oposta à opinião convencional, para despertar a atenção dos ouvintes. EX: Mc. 9:35 “Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos”.
d)   As Metáforas – nas quais as ideias são levadas para além do seu sentido original. Nelas comparam-se sempre dois elementos. Sugerem semelhança, mas são os ouvintes que chegam à conclusão por si próprios. Ex: Mt. 5.13:14 “Vós sois o sal da terra…Vós sois a luz do mundo…”.
e)   As Comparações – que mais não são do que metáforas mas com a utilização de partículas comparativas. Ex: Mt. 10:16 “Eis que vos envio como ovelhas entre lobos. Por isso, sede prudentes como as serpentes e sem malícia como as pombas”.
Como vimos, estes géneros literários foram também utilizados por Jesus, pelo que importa distingui-los das parábolas.
Análise da Linguagem Parabólica
Na análise da linguagem parabólica, os filólogos e exegetas costumam ainda subdividir em parábolas propriamente ditas, narrativas parabólicas, narrativas de exemplos e alegorias. Não vamos aprofundar esta caracterização, pois não cabe no âmbito deste trabalho. Sobre as alegorias já delas falámos anteriormente. Assim, quanto à linguagem das parábolas iremos apenas referir:
a)   Contêm formulas introdutórias variáveis – “Quando”…”Quem de entre vós”…”Se um homem”…”Um semeador saiu a sêmea”…
b)   O final das Parábolas também é variável – Terminam com um imperativo, uma pergunta ou uma sentença doutrinal.
c)   Geralmente não aparecem mais do que duas pessoas a falar ou agir ao mesmo tempo.
d)   Usa-se a repetição, sendo que a mensagem propriamente dita é vinculada no último exemplo dado.
e)   A linguagem utilizada nas parábolas é directa e por vezes contêm diálogos que a personagem trava consigo mesmo. A narrativa termina abruptamente, logo que esteja atingido o seu objectivo.
A parábola torna-se assim, um meio de Jesus fazer compreender uma lição espiritual. Porém, aqueles que não procuravam na parábola a ideia espiritual encerrada por detrás da história e apenas se prendiam à forma, não procurando alcançar o conteúdo, para estes a Doutrina conservava-se oculta.
Por isso, quando os discípulos perguntaram a Jesus, porque razão falava por parábolas, Ele respondeu:”Porque a vós é dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não lhes é dado isso”…” Por isso lhes falo por parábolas, porque vendo não vêem; e ouvindo não ouvem nem entendem”. (Mateus, 13:10 a 15)
As Parábolas nos Evangelhos Sinópticos e no Evangelho de João
A opinião de teólogos e exegetas diverge quanto ao número de parábolas narradas nos Evangelhos Sinópticos (Mateus, Marcos e Lucas). Isto acontece porque uns consideram como parábolas, narrativas que outros consideram alegorias. Diversos autores espíritas que se debruçaram sobre o tema consideram que as parábolas de Jesus contidas nos evangelhos sinópticos e no de João são quarenta e quatro distribuídas da seguinte forma: Vinte e duas em Mateus, Seis em Marcos, Trinta e Uma em Mateus e duas em João. Como se pode constatar, há parábolas de única, de dupla ou tripla tradição, conforme surjam em um em dois ou nos três evangelhos sinópticos. Quanto ao evangelho de João, por metodologia é estudado à parte, pois que, por ser completamente diferente dos sinópticos, apenas contem duas parábolas.
As Parábolas no Evangelho Gnóstico de Tomé
O Evangelho de Tomé, um dos importantes escritos descobertos em Nag-Hammadi está escrito em língua copta e é segundo Hermínio C. Miranda “a transcrição mais próxima da mensagem que o Cristo realmente trouxe à humanidade”. O texto está dividido em 114 partes (logias), quase todas elas afirmações atribuídas a Jesus ou aos discípulos. As parábolas também aparecem nos logia do Evangelho de Tomé, distribuídas da seguinte forma:
Parábola do Semeador – logia nº 9; Parábola do Grão de Mostarda – logia nº 20; Parábola do Assaltante da Casa – logias nºs 21 e 103; Parábola do Trigo e do Joio – logia nº 57; Parábola do Rico Insensato – logia nº 63; Parábola da Festa – logia nº 64, Parábola do Rendeiros Homicidas – logia nº 65; Parábola do Fermento – logia nº 96; Parábola da Ovelha Perdida – logia nº 107;Parábola do Tesouro Escondido – logia nº 109.
As Parábolas no Evangelho Segundo o Espiritismo
No Evangelho Segundo o Espiritismo vêm apenas referidas sete ou oito parábolas, conforme se entenda ou não, que “o Obolo da Viúva” também chamada Parábola da Viúva Pobre tem estrutura de parábola. As parábolas aparecem referenciadas da seguinte forma:
. Capitulo XI – Amar o Próximo Como a Si Mesmo
   . Parábola dos Credores e Devedores
. Capitulo XIII – Que a Mão Esquerda Não Saiba o que Faz a Direita
   . Parábola da Viúva Pobre (?!)
. Capitulo XV – Fora da Caridade Não Há Salvação
   . Parábola do Bom Samaritano
. Capitulo XVI - Servir a Deus e a Mamon
   . Parábola do Mau Rico
   . Parábola dos Talentos
. Capitulo XVII – Sede Perfeitos
   . Parábola do Semeador
. Capitulo XVIII – Muitos os Chamados, Poucos os Escolhidos
   . Parábola da Festa das Núpcias
. Capitulo XIX – A Fé que Transporta Montanhas
   . Parábola da Figueira Seca
Para além das parábolas que referenciámos, o capítulo XXIV do ESE, contém ainda uma explicação sobre a utilização das parábolas por Jesus, na transmissão de conhecimentos. 
Os pontos menos claros da Doutrina, que até mesmo aos apóstolos Jesus não clarificou, têm vindo a ser esclarecidos ao longo dos tempos. À medida que o Homem vem avançando moral e intelectualmente, a ciência e o espiritismo vêm revelando o seu verdadeiro sentido.
António Bento

Bibliografia:
Bíblia Sagrada, Soc. Bíblica de Portugal, Lisboa, 1997, Trad. João Ferreira de Almeida
COMTE, F., Dicionário Temático Larousse, Civilização Cristã, Circulo de Leitores, Lisboa, 1998
KARDEC, A., O Evangelho Segundo o Espiritismo, CEPC, Lisboa, 1987, 4ª ed.
MIRANDA, H. C., O Evangelho Gnóstico de Tomé, Ed. Lachâtre, S.P., 2007, 4ª ed.
SCHUTEL, C., Parábolas e Ensinos de Jesus, S.P.,1979,11ª ed.
WEGNER,U.,Exegese do Novo Testamento, Ed. Sinodal, 2005,4ªed.

Publicado na Revista Espírita Fraternidade - Outubro de 1011



Título: Re: As Parábolas e os Ensinamentos de Jesus II
Enviado por: Victor SIlva em 28 de Maio de 2012, 19:56
Na verdade o que é uma "parábola"? Uma "parábola" nada mais é que uma "história fictícia" contada com um propósito de ensinar uma lição moral. Por exemplo: A parábola do rico e lazaro, onde muitos usam para dizer que existe vida após a morte e que os espíritos ficam vagando por ai esperando a reencarnação. Se vc ler o texto da parábola do rico e lazaro que se encontra em Lucas cap.16 ver.19 ao 31 com atenção, vc entenderá que não é sobre um assunto de vida pós a morte que Jesus está falando. E a lição da parábola está no ver.31 onde é dito: "Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixaram persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos." Perceba que nesse texto, é dito que para alguém se comunicar com uma pessoa que está viva, a pessoa que está morta precisa ressuscitar. Jesus nem cita a "reencarnação" como muitos ainda acreditam. A bíblia não apoia a reencarnação, aceite a bíblia como ela é, pois no Salmo cap.6 ver.4 ao 5 é dito que na morte não há recordação de Deus! Eclesiastes cap.9 ver.5 ao 10 é dito que os motos não sabem coisa nenhuma, ou seja, estão inconscientes! Em Hebreus cap.9 ver.27 é dito que morremos somente uma vez! 1Timóteo cap.6 ver.16 é dito que somente Deus possui a imortalidade! sobre a questão de sermos imagem e semelhança de Deus como é dito em Gênesis cap.1 ver.27 não significa que somos imortais ou iguais a Deus em plenitude, lembre-se que o diabo quis ser igual a Deus, de acordo com Isaias cap.14 ver.12 ao 14 e por isso ele foi banido do céu por Deus como é mensionado em Apocalipse cap.12 ver.9.
O único que é igual a Deus é Jesus Cristo pois ele é o próprio Deus de acordo com Jeremias cap.10 ver.10 ao 16, João cap.1 ver.1 ao 3 e Colossenses cap.1 ver.15 ao 18. Aceite isso e não despreze a divindade do único Deus Altíssimo e Verdadeiro.
Que Deus abençoe a todos!
Título: Re: As Parábolas e os Ensinamentos de Jesus II
Enviado por: Mourarego em 28 de Maio de 2012, 21:18
Entretanto amigo Victor Silva,
ao pendermos para o estudo da Dourina dos Espíritos, avaliando esta assertiva "O único que é igual a Deus é Jesus Cristo pois ele é o próprio Deus", haveremos de entender nas palavras ditas pelos citados, por você, de parte da bíblia, estarem eivadas da visão que o credo daqueles impunha como correto, mas que sob a vestimenta doutrinária, fica apontado o erro já que sendo Deus o incriado, e Jesus produto de um nascimento comum a todos visto que não era um agênere, impossível a igualdade, (nem mesmo moral), entre creador e creatura.
Repare que num de seus ensinos disse o Rabi: "As doutrinas que vos prego e as verdades que vos digo não são minhas, mas do Pai, que mo as ensinou".
Nesta frase, Jesus deixa bem claro sua relação como Pai, sempre a seu lado destro, o que demonstra desde aqueles tempos, a submissão da creatura ante ao Creador.
Abraços,
Moura
Título: Re: As Parábolas e os Ensinamentos de Jesus II
Enviado por: Victor SIlva em 28 de Maio de 2012, 22:40
Bom, antes de tudo vc precisa entender uma coisa: Existem dois textos na
bíblia que falam sobre Jesus Cristo. Existem textos que falam de Jesus
Cristo humano e textos que falam de Jesus Cristo divino.

Quando vc estuda Cristologia, o que é Cristologia? é o estudo da pessoa
de Jesus Cristo. Quando vc ler um texto bíblico sobre Cristo vc deve fazer
uma pergunta: Esse texto fala do Cristo humano na condição de encarnado?
ou esse texto fala do Cristo divino? Respondendo essas perguntas, vc
evitará problemas, e evitará o que muitos fazem por ai, que é desmerecer
a sublime divindade de Jesus Cristo que é Deus no mais pleno sentido da
palavra de acordo com Jeremias cap.10 ver.10 ao 16, João cap.1 ver.1 ao 3
e Colossenses cap.1 ver.15 ao 18.

Jesus Cristo é divino humano, ou seja, ele é a plenitude. De acordo com
João cap.1 ver.1 ao 3 nada poderia ser feito sem ele, pois ele existe
desde a eternidade de acordo com Miqueias cap.5 ver.2

A trindade já existia desde o principio: Deus Pai, Deus filho e
Deus Espirito Santo, Eles são divinos e iguais em seu poder, propósito
e caráter de acordo com Mateus cap.28 ver.14, 2Corintios cap.13 ver.13 e
Efésios cap.4 ver.3 ao 6. então diante dessas afirmações bíblicas
Jesus Cristo não é criado e sim Deus no mais pleno sentido da palavra!
Título: Re: As Parábolas e os Ensinamentos de Jesus II
Enviado por: Mourarego em 28 de Maio de 2012, 22:45
Amigo Victor,
por favor, não venha discutir assuntos alienígenas ao tema do Fórum.
Não sei se o amigo ainda está em alguma outra denominação, mas creio que o amigo deve conhecer que num fórum Espírita,  estuda-se obrigatoriamente a doutrina.
portanto e como regra deste fórum todas as postagens haverão de ter como fundamentação a doutrina e não obra alienígena a ela.
abraços,
Moura
Título: Re: As Parábolas e os Ensinamentos de Jesus II
Enviado por: Victor SIlva em 28 de Maio de 2012, 23:15
portanto e como regra deste fórum todas as postagens haverão de ter como fundamentação a doutrina e não obra alienígena a ela.
Dizer que a bíblia é alienígena para o espiritismo é desmerecer até Deus, se é que vc acredita.
Amado, todas as outras religiões que existem pelo mundo são cópias e distorções da
verdadeira história que é a bíblia. Se vc diz ou não acredita na bíblia, o problema não é meu.

Agora deixo dois textos aqui pra todos observarem e se quiserem aceitar, Deus estará
de braços abertos para todos que aceitarem. Antes de citar os textos, quero deixar dito uma
coisa muito importante: Não estou aqui defendendo denominação nenhuma, nem opinião
de nenhum homem. Estou aqui para defender a bíblia - a palavra do Deus Altíssimo e Verdadeiro!

Isaias cap.8 ver.19 ao 20: "Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os advínhos, que
chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se
consultaram os mortos?
A lei a ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais serão salvos."

Gálatas cap.1 ver.8: "Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue um
evangelho que vá além do que vos temos pregado, que seja maldiçoado."

Que Deus os abençoe!