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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: HelenaBeatriz em 01 de Fevereiro de 2012, 16:42

Título: As mediúnicas e os espíritos comunicantes (Alamar Regis)
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Fevereiro de 2012, 16:42
As mediúnicas e os espíritos comunicantes
 
Não temos dúvidas de que a Caridade é uma recomendação básica do Espiritismo. Não essa “caridade” equivocada, que muitos espíritas confundem como esmola, encerrando a sua prática na tarefa de dar sopa para pobre, levar farnéis para pobres e todo esse tipo de atividade que, em que pese ser válida também, está mais caracterizada como esmola e não como Caridade, na profundidade do entendimento do que ela realmente é, em toda a sua abrangência.

Dar um conselho a alguém é uma forma de Caridade, dar atenção a uma pessoa que está em desespero, conversando com ela e aliviando os seus sofrimentos é uma forma de Caridade... da mesma forma que atender a um espírito sofredor, dando a ele as orientações necessárias para a sua consolação. Tudo isto é Caridade, ninguém pode ter dúvidas.
Vamos fazer uma análise de uma prática que ocorre no Espiritismo, que é a reunião mediúnica, que hoje não existe tanto, porque muitos espíritas determinaram que a moda do “espiritismo sem espíritos”.

Felizmente, ainda bem, muitos espíritas ainda realizam mediúnicas em seus centros, em que pese uma vez só por semana, ou, em alguns casos, duas ou três vezes.
O que eu quero convidar você a considerar é o seguinte:
Você, caso seja uma pessoa privilegiada a participar de mediúnicas, já que são pouquíssimos os espíritas que têm esta experiência, já percebeu que a maioria das sessões ocupa o tempo quase todo para atender a espíritos sofredores?
Se não se atentou a isto, ainda, procure verificar. Se a mediúnica é de uma hora, por exemplo, pelo menos cinqüenta minutos são dedicados a atendimento a sofredores.

Quando há intercâmbio com espíritos orientadores, que são amigos, naquele tipo que não é considerado espírito sofredor, isto ocorre sempre nos últimos minutos e registramos até casos de dirigentes interromperem diálogos com espíritos bons sob a argumentação do “devido ao adiantar da hora”, dentro daquela burocracia excessiva, praticada em nome da disciplina, que diz que a reunião TEM que ser encerrada rigorosamente em cima da hora cheia, não permitindo que ultrapasse ao menos um, dois ou três minutos. Tudo isto em nome da disciplina.
Em princípio já é um equívoco terrível o excesso de rigor na hora de encerrar a reunião. Não se pode determinar que TEM que ser encerrada rigorosamente às 21 horas, ou seja, 21:00:00. O bom senso deve prevalecer e as pessoas devem estimar que o encerramento dar-se-á mais ou menos às 21 horas, que é totalmente diferente.
Podem ser três ou cinco minutos antes ou até três, quatro, cinco, seis ou até dez minutos depois, sem problema nenhum.

Obviamente não queremos dizer que esta flexibilidade deva ser praticada de forma abusiva, só queremos sugerir que ela deva existir, quando as circunstâncias do momento convidar os participantes a isto.

Aí alguns defensores radicais da tal “disciplina” costumam querer justificar:
- “Espiritismo sem disciplina não é espiritismo. Tem que ter hora para iniciar e hora para terminar, que devem ser obedecidos. Não podemos fazer com que a casa vire bagunça”.
Existe esse tipo de figura, extremista por natureza, que só consegue ver como intenção de bagunça todo e qualquer tipo de proposta que venha a convidar os espíritas a raciocinarem e a não se submeterem aos mesmismos e a submissão radical das formalidades. Vai existir sempre esse tipo de gente.

- “Os espíritos tem os seus compromissos e temos que respeitá-los”.
Que nível de espíritos seriam esses? Será que um médico, encarnado, deixaria um paciente sangrando, necessitando de atendimento urgente, por submissão rigorosa a horário? Como os espíritos bons deixariam?

- “Não é que queiramos ser radicais, é que existem pessoas que tem que tomar ônibus e voltarem cedo para casa”.
Meu Deus dos Céus, será que uma pessoa perderá o seu ônibus, sem passar nenhum outro depois, só porque sairá do centro três, cinco ou dez minutos depois?

Por outro lado, o que custa o dirigente do trabalho, caso ocorra uma necessidade especial de passar do horário aprazado, dar um avisozinho rápido:
- “Caso alguém aqui tenha que sair exatamente às 21 horas, por favor, pode sair, sem problemas, porque o grupo que puder ficar vai permanecer por mais alguns minutos, devido a uma necessidade especial que surgiu na noite de hoje.”

Pronto. Qual é o problema?
Alguns alegam que os mentores da casa não ficam satisfeitos com essa falta de “disciplina”.
Meu amigo e minha amiga. Se eu participar de um centro espírita que tenha um mentor tão radical desse jeito, tão desprovido de bom senso, tão extremista, incapaz de entender uma necessidade excepcional que possa ocorrer, na maioria das vezes até em benefício da casa ou da melhor orientação de alguém, tenham a santa paciência, mas eu, Alamar, vou dar-lhe um belo de um esporro, para que ele aprenda a ser mentor.
- “Desculpe, meu amigo, mas você é um despreparado. Diga ao companheiro lá, administrador da Colônia Espiritual onde você vive, que é tão despreparado quanto você, porque para designar um espírito como você para ser mentor de centro espírita, deve ser muito desqualificado. Vá se preparar melhor, aprenda o que é bom senso, para um dia, talvez, você exercer a tarefa de mentor de centro espírita”.

Pronto, o espírita deve aprender a se relacionar com os espíritos desse jeito.
Mas o questionamento deste artigo não é nem esse rigor excessivo, esse entendimento equivocado do que seja disciplina e essa falta de bom senso muito praticada em nosso meio, é com respeito ao tipo de espíritos com os quais conversamos, quando ocupados a grande maior parte do tempo em atendimento a espíritos sofredores.

Por que isto acontece?
Repito o que eu disse no começo: Sabemos e reconhecemos muito bem que o espiritismo é uma doutrina de Caridade, e que atender um ou outro espírito sofredor é também uma forma de Caridade. Mas será que, por causa deste entendimento, temos que ocupar a reunião mediúnica quase toda com atendimento a sofredores?
Vejamos Allan Kardec, já que o nosso movimento costuma afirmar que a base que devemos seguir é ele.
Kardec, a partir do momento em que se envolveu com essa “coisa” que, depois, deu o nome de Espiritismo, viveu o tempo todo, até os dias próximos à sua desencarnação, em 31 de março de 1869, a realizar mediúnicas o tempo todo, conforme ele mesmo nos relata na Revista Espírita, que é a maior fonte que temos para conhecê-lo bem.
A Revista Espírita traz relatos mês a mês, de toda a vida de Kardec, quando ele fala sobre todas as comunicações que eram feitas, e é aí que eu quero pedir a sua observação e pedir para que você me responda:
Quantas vezes você vê Allan Kardec abrindo sessão mediúnica com objetivo de atender a espíritos sofredores?
O que ele fazia era exatamente o contrário do que a maioria das casas espíritas fazem:
 
1) Ele evocava espíritos, sempre evocou espíritos e nunca deixou de evocar espíritos. No entanto a evocação de espíritos é proibida na maioria dos centros espíritas.
2) Ele conversava abertamente e naturalmente com os espíritos, cara a cara com o médium, sem ficar com os olhos fechados, sem ficar com a mão no rosto, estabelecendo os diálogos do mesmo modo como conversamos entre encarnados. As nossas práticas exigem posturas cheias de formalidades, como se o intercâmbio mediúnico exigisse isto.
3) Ele nunca tratou espírito nenhum, nem mesmo o Espírito de Verdade, com deferência especial, como se fosse santo ou até um Deus, embora nunca abrisse mão do indispensável respeito e consideração a todos; muito pelo contrário, os encarava como uma pessoa qualquer, perguntava o que lhe vinha na cabeça, não encerrava questão nenhuma que pudesse deixar dúvidas, porque replicava muito, pedia melhores esclarecimentos, dizia que não entendeu, quando de fato não entendia alguma coisa e ficava absolutamente a vontade, nas reuniões. No entanto, nas nossas mediúnicas quando estamos diante daqueles que são identificados como “mentores da casa”, há uma deferência toda especial, todo mundo tem que ficar em silêncio absoluto, não se pergunta nada a eles, não há troca de idéias, recomenda-se, aos outros, muito cuidado na hora que tiver que formular alguma pergunta a esses espíritos, enfim, é um procedimento que não dá para entender o porquê.

 
Título: Re: As mediúnicas e os espíritos comunicantes (Alamar Regis)
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Fevereiro de 2012, 16:44
Continuação...

É hora de repensarmos as mediúnicas
 
O Alamar não está querendo inventar nada e nem abrir a tal “polêmica”, essa coisa que muitos espíritas inseguros resolveram entender como coisa demoníaca, obsessiva ou perturbadora; está querendo, pelo menos, que o movimento espírita se disponha a praticar um espiritismo conforme Kardec sugeriu e fez como exemplo, porque vivenciou o tempo todo conforme relato aqui.
Que sejam atendidos alguns sofredores em algumas mediúnicas, vá lá que se pratique, pelas razões já explicadas aqui, mas objetivar as mediúnicas apenas para esta finalidade é um entendimento absolutamente equivocado.
Modifiquemos o estilo de se fazer mediúnicas, conversemos com os espíritos amigos, convidemos a espíritos bons e qualificados a se fazerem presentes para troca de idéias, sem medos, paremos com esse sofisma de querer ritualizar demais a reunião, ficar medindo palavras, proibindo sorrisos e manifestações bem humoradas, posto que sala mediúnica não é sala de necrotério e nem capela de velório.

Que sejam diferenciadas as reuniões mediúnicas: Mediúnica de desobsessão, com atendimento a sofredores e mediúnica de estudos, intercâmbio, experimentação e troca de idéias com espíritos mais elevados. Por que esse segundo modelo não é praticado, ou melhor, é praticado por pouquíssimas casas espíritas?
Sinceramente, mas sinceramente mesmo, você, que é espírita até mesmo com mais dez anos de doutrina, tem visto quantos centros espíritas que fazem reuniões conforme o segundo modelo que eu sugiro? Sinceramente, de novo, no centro em que você freqüenta isto é praticado?

Nesta oportunidade sugiro que leiam o extraordinário artigo escrito pelo pesquisador Paulo Neto, de Belo Horizonte, um dos maiores estudiosos da profundidade espírita da atualidade, uma cultura doutrinária impressionante, matéria esta que disponibilizei na seção de Artigos do Paulo Neto, no site da Rede Visão, www.redevisao.net (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5yZWRldmlzYW8ubmV0) .
Agora, para os que pretendem fazer espiritismo sem Kardec, não há necessidade de ler nada e que prossigam fazendo o espiritismo à moda da casa ou conforme a cabeça das lideranças equivocadas, pra ver para onde vai.
   
 
Abração
              Alamar Régis Carvalho
         www.redevisao.net (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5yZWRldmlzYW8ubmV0)
         www.alamarregis.com (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hbGFtYXJyZWdpcy5jb20=)
Título: Re: As mediúnicas e os espíritos comunicantes (Alamar Regis)
Enviado por: Mourarego em 01 de Fevereiro de 2012, 18:15
Desta vez, com já o fez em muitas outras meu mano Alamar vai bem no nervo exposto, acerta mesmo em tudo o que diz.
Quanto ao texto do Paulo Neto, sobre evocação convido a todos que o estudem com afinco e vão ver que muitas das barreiras que alguns ainda tem contra a evocação, mesmo a de maus Espíritos, irão cair.
Todo o texto leva a outorga de Kardec que ali é secundado pelos Espíritos Superiores.
Este é, dentro dos artigos que o mano Paulo já escreveu tocando exclusivamente em tema de doutrina, um dos melhores que já tive a oportunidade de ler.
Abraços,
Moura
Título: Re: As mediúnicas e os espíritos comunicantes (Alamar Regis)
Enviado por: hcancela em 01 de Fevereiro de 2012, 18:41
Olá amigos(as)

É isso aí Helena, Paulo, Alamar, Moura, etc.

Bom texto, daqueles que eu gostaria de saber escrever :-*


Abração
Título: Re: As mediúnicas e os espíritos comunicantes (Alamar Regis)
Enviado por: Mourarego em 01 de Fevereiro de 2012, 18:51
Mano Cancela você chegou a ler o artigo do Paulo Neto?
Abração,
Moura
Título: Re: As mediúnicas e os espíritos comunicantes (Alamar Regis)
Enviado por: hcancela em 01 de Fevereiro de 2012, 18:57
Mano Cancela você chegou a ler o artigo do Paulo Neto?
Abração,
Moura
Não Moura.Li só este, mas como falou dele pensei que ele tinha escrito algo parecido a este e se assim foi gostei dele.Lembro de ter lido algo do dito Paulo e me pareceu na altura um pouco controverso não lembro qual. Sory amigo, mas de textos um pouco provocadores são ao meu jeito, claro que provocação Inteligente e com objetivos de estudo.
Já agora se tiver algo dele(Paulo) que valha a pena mande, ok.

Abraços
Título: Re: As mediúnicas e os espíritos comunicantes (Alamar Regis)
Enviado por: Mourarego em 01 de Fevereiro de 2012, 19:27
Então mano Cancela, volte ao texto do Alamar e clique onde ele indica  para ler o artigo do Paulo Neto.
É, como já disse um dos melhores que ele já escreveu sobre a doutrina.
abração,
Moura
Título: Re: As mediúnicas e os espíritos comunicantes (Alamar Regis)
Enviado por: Mourarego em 01 de Fevereiro de 2012, 19:32
Mano Cancela e os que quiserem ler o artigo, eu baixei e vou deixar para download .
Abraços,
Moura
Título: Re: As mediúnicas e os espíritos comunicantes (Alamar Regis)
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Fevereiro de 2012, 20:08
A mim
gostei 'deste" texto do Sr. Alamar

Vamos dizer que ele soube escolher a arma, fez curso de tiros e acertou o alvo.
(neste texto)

Quanto ao Sr. Paulo Neto Sobrinho

Dos poucos estudiosos que se pode confiar
tanto em artigos de estudo como em apresentação de pesquisa.

Além de trabalhar com ajuda de inúmeros colegas buscando o mesmo fim.

Paulo Sobrinho tem uma característica rara em pesquisadores espírita
o conteúdo que apresenta fala por si só.
Título: Re: As mediúnicas e os espíritos comunicantes (Alamar Regis)
Enviado por: hcancela em 01 de Fevereiro de 2012, 20:18
Então mano Cancela, volte ao texto do Alamar e clique onde ele indica  para ler o artigo do Paulo Neto.
É, como já disse um dos melhores que ele já escreveu sobre a doutrina.
abração,
Moura
Está bom Moura, mas não gosto de links, mas o DOC em baixo é bem melhor,tá. Não se zangue  amigo, que eu hoje estou assim naqueles dias de distracção pura.
Abraçãooooooo
Título: Re: As mediúnicas e os espíritos comunicantes (Alamar Regis)
Enviado por: Firmino de Souza em 01 de Fevereiro de 2012, 20:27
Muito bom esse artigo, e lerei mais tarde o do Paulo Neto. è um banho de água fria para alguns espíritas que estão praticando o espiritismo sem os espiritos

Domingo assisti a uma palestra no centro que frequento aqui no Rio. O expositor era João Ascenso. Muito boa palestra que tratava esse tema e tambem relatava a má preparação dos medins para uma sessão mediúnica.

Abs
Título: Re: As mediúnicas e os espíritos comunicantes (Alamar Regis)
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Fevereiro de 2012, 21:16
...que tratava esse tema e tambem relatava a má preparação dos medins para uma sessão mediúnica.

Podemos amprofundar mais este apontamento e ampliar a responsabilidade também para a;
" a má preparação de quem prepara os Médiuns "

Ou quem sabe o mal  interesse.

Título: Re: As mediúnicas e os espíritos comunicantes (Alamar Regis)
Enviado por: Mourarego em 02 de Fevereiro de 2012, 14:00
A má preparação dos ditos "professores" da casa espírita é o foco de todos os males seguintes mano Moisés!
Na verdade, quando falo em má preparação indico também os componentes de vaidade e achismo que estes trazem já que não têm suas aulas vistoriadas pela direção dos CEs.
Abração,
Moura
Título: Re: As mediúnicas e os espíritos comunicantes (Alamar Regis)
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Fevereiro de 2012, 15:18
Moura

A DE liberta, proclamam todos.
a de se enriquecer a mediunidade, digo ,os recursos mediúnicos comprometendo-nos em conjunto,
num trabalho coletivo e com objetivos fraternos.

A sintonia de gupo é de suma importãncia.

Título: Re: As mediúnicas e os espíritos comunicantes (Alamar Regis)
Enviado por: Mourarego em 02 de Fevereiro de 2012, 15:25
Concordo ipsis literis contigo mano Moisés!
Por esta razão, a de ser um eterno cético ( no bom sentido), é que não quis aceitar os convites para integrar grupos de TCI.
É que estando sempre vestido de investigador, eu quebraria a harmonia ou a comunhão de pensamentos que deve haver nesses grupos.
abraços,
Moura
Título: Re: As mediúnicas e os espíritos comunicantes (Alamar Regis)
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Fevereiro de 2012, 15:38
Verdade

Por isto a quesão de afinidade
mesmo no meio espírita e com espíritas devemos nos conhecer para não
atrapalharmos as intenções alheias.

Os Grupos são até certo ponto idoneos, e ao meu ver assim deve ser sempre,
cabendo unicamente a Doutrina, ao copro doutrinária afunção diretora e de diretriz.

Uma amigo me dizia as vezes não entender tamanha distãncia entre so Grupos e Centros Espíritas
Disse-lhe, segundo minha opinião, que os cumpinzeiros também são assim
blocos de almagama de barros endurecidos e fechados, mas que na hora certa, no momento certo, assimiliariamos outros comportamentos.

Olhando a FEESP , com opinião, interrogo intimammente que, em plena São Paulo e com um contigente imenso de voluntários deveria ser dividida em uns 20 grupos altamente fortalecidos, do que submisso a administrações de simpatia.

Opiniões
Título: Re: As mediúnicas e os espíritos comunicantes (Alamar Regis)
Enviado por: zarthur em 08 de Fevereiro de 2012, 18:21
O Espiritismo à Moda da Casa

A Evocação Da Alma Desencarnada

Assim como para os Evangélicos os textos bíblicos são mais sagrados que o próprio Deus, para muitos espíritas kardec é maior que a própria Doutrina Espírita.
Não se esforçam para compreender que, tendo em vista os objetivos divinos, a missão é sempre mais importante que o missionário; e que a mensagem é maior que o mensageiro.
Alcançaram tal nível de admiração e fidelidade pelo Codificador, que acabaram por se tornar, inconscientemente, em detratores do Espiritismo, trazendo imenso prejuízo e perturbação para as fileiras de seus trabalhadores.
Essa idiossincrasia pode ser explicada por lapsos estruturais na formação da personalidade, a se expressarem através da inflexibilidade e intransigência conceitual, raiando pelo fanatismo sectarista.
Mas deixemos por agora essas considerações às quais retornaremos mais adiante.

Bastaria a estes companheiros uma abordagem racional e calma, para compreenderem a finalidade e o contexto em que operava Allan Kardec quando dos primeiros movimentos na consolidação das bases doutrinárias, a lhe exigirem postura e estratégia peculiar, em tudo diferente daquela orientação pela qual deve operar seus seguidores, nos dias de hoje.
Se no esboço da tarefa urge a implantação e a disseminação segura e compreensível dos postulados espiritistas, o que lhe conferirá credibilidade será exatamente a sua origem, não advinda de um homem, de uma só inteligência, mas das entidades espirituais que com ele colaboravam.
Reuniões sérias, com a participação das melhores cabeças da época, que a tudo investigava e analisava, favorecer-lhe-iam com a crítica isenta, e este era o objetivo a ser alcançado por Kardec,
Mas o meio para se alcançar tal objetivo seria providenciado pela intervenção constante e generosa que a presença dos espíritos benfeitores não regateava em oferecer.
As evocações se sucediam sob a direção enérgica e prudente do devotado missionário de Lião. Florescia uma nova era para a humanidade.
Mas a expansão daqueles conhecimentos que afrontavam os dogmas e as estruturas da religião hegemônica tinha como escopo o progresso moral do homem, visava a alma da criatura, e não apenas abrilhantar seu acervo intelectual.
Chegados os dias tormentosos pelos quais deverá o Espiritismo testemunhar seu valor, auxiliando, esclarecendo e amparando aos que se mostrem indecisos e desanimados,  reconhecer-se-á que aquelas verdades, isoladamente, pouco produzirão, se não respaldadas pelo lenitivo consolador apenas encontrável nas palavras de Jesus.
Uma coisa é a pujança e o destemor do intelecto nos momentos de segurança e conforto; outra coisa é a fragilidade e o medo perante a enfermidade, a pobreza e a senectude desamparada.
O fanal seguro para os dias sombrios que a todos atingirão, está na combinação tranqüila da razão com o sentimento; da Doutrina Espírita com o Evangelho e, por que não dizer, de Kardec com Jesus.
Alguns estudiosos do Espiritismo, hoje gozando aqueles dias bonançosos da saúde ou da abastança, insistem em se conservarem apartados do movimento espírita brasileiro (MEB), o qual rotulam como herdeiro de um acentuado “ranço catolicista”.
Formam numa corporação compacta e elitista onde os questionamentos abeiram à frivolidade.
Cunham expressões pejorativas, para nomear as atividades da casa espírita, insinuando que ali se pratica um “Espiritismo à moda da casa”.

- Anátema! Proferem sentenciosos:
Kardec sempre se serviu das evocações e o ignaro MEB através de seu mais digno representante, Emmanuel, o renega por afirmar:
   
- Não somos dos que aconselham a evocação direta e pessoal, em caso algum. - Se essa evocação é passível de êxito, sua exeqüibilidade somente pode ser examinada no plano espiritual. Daí a necessidade de sermos espontâneos, porquanto, no complexo dos fenômenos espiritistas, a solução de muitas incógnitas espera o avanço moral dos aprendizes sinceros da Doutrina.

De fato existe um capítulo completo sobre Evocações em, O Livro dos Médiuns. O que, todavia nossos apressados companheiros se esquecem é que Kardec ainda trabalhava na estruturação de um corpo doutrinário e na divulgação metódica da Nova Revelação, o Espiritismo, cuja fundamentação se encontrava nos ensinamentos dos Espíritos, e não do próprio Kardec.
Eis a importância crucial das Evocações... mas e hoje?

Ultrapassada a fase da implantação da Doutrina e sua divulgação, uma geração posterior colherá os frutos daquele ingente esforço, refletindo sobre seus ensinamentos e abrigando-os na intimidade, para assim transformar o conhecimento que sensibiliza a mente na virtude que engrandece o espírito.
Evocar espíritos? Para quê?
Se as obras subsidiárias de autores espirituais respeitáveis abarrotam as prateleiras das livrarias, se a mídia televisiva se encarrega de trazer ao grande público essa novidade chamada Espiritismo; até os filmes, com sua narrativa dinâmica, embora as vezes imprecisa, ilustram o tema da Vida após a Morte, então, para quê as evocações?

Não quero partir para o terreno sáfaro da ironia que o questionamento comporta, quando no antigo testamento as evocações se prendiam às questões vulgares do dia-a-dia; sobre os rendimentos financeiros, ou um matrimônio com retorno social, em fim, transformando os mortos em adivinhos ou quiromantes invisíveis.
Não! A razão pela qual se insiste em afirmar que o espiritismo praticado sob a orientação da Federação Espírita e de suas coligadas é equivocado e religioso, vai mais além que o simples interesse corriqueiro e material.
Envolve aspectos complexos da personalidade humana, que passam pela falta de empatia com a moral filosófica-religiosa da Doutrina, e alcançam, em alguns destes confrades, o desejo de contestar lideranças buscando a evidência pessoal. As razões são de ordem sutil, pois que em certos casos se relacionam com acontecimentos traumatizantes de vidas passadas.
As vítimas das torturas nas masmorras da Inquisição, ou das Cruzadas na Idade Média, ou ainda das perseguições religiosas movidas contra os pioneiros das ciências, registram em seu espírito marcas indeléveis que as predisporão a um extremado antagonismo contra o pensamento religioso de todas as épocas; e o Espiritismo ainda abraça um sensível apelo religioso por enfatizar a necessidade da renovação moral do ser, pela prática dos ensinamentos evangélicos.
Aqui se deve abrir um parêntesis para esclarecimento oportuno e necessário sobre o que devemos entender por ensinamentos evangélicos.
Estes ensinamentos, trazidos ao planeta há dois mil anos por intermédio de Jesus, são na verdade arquétipos de uma moral universal, momentaneamente revestidos de uma roupagem típica da cultura ocidental, Encontramo-lo nos ensinamentos do Buda, de Fo hi, no Bramanismo, em Confúcio, Lao tze, e tantos outros reveladores que a Providência Divina trouxe ao ambiente planetário, segundo os costumes de cada povo.
Por falta deste entendimento trazido pelas obras de Emmanuel e André Luiz, as quais são repudiadas, antes de lidas e conhecidas, por estes companheiros. todo um arsenal de invectivas e falácias municiarão os argumentos contra o chamado “espiritismo à moda da casa”.
Concluindo, peço desculpas a aqueles que foram alvos dessas minhas observações, às vezes injustas ou cáusticas, mas valem pela intenção sincera de preservar a integridade da Rocha dos Séculos, âncora salvacionista em que se constitui o Espiritismo Cristão Kardecista.
José Arthur





 
Título: Re: As mediúnicas e os espíritos comunicantes (Alamar Regis)
Enviado por: Gisella em 08 de Fevereiro de 2012, 19:25
Olá, amigos....

Realmente, como disse o Mano Moura, o Alamar enfiou o dedo no nervo exposto!!! Ainda bem!!!

Infelizmente, mas minhas muitas andanças por aí e, por isso participado de muitas "mediúnicas", posso assinar em baixo esse texto do Alamar e o do Paulo Neto...

Muitas Casas Espíritas estão vivendo um Espiritismo sem Espíritos, cortando pela metade o horário do trabalho mediúnico, outras dizendo que os Espíritos podem fazer tudo sem a ajuda do médium... enfim...

Aí perguntamos: o que fazem os dirigentes dessas casas com a avalanche de pessoas necessitando equilibrarem sua mediunidade?? Mandam pro estudo... ok !!! E depois??

Para que teríamos, ainda, tantas pessoas precisando exercer a mediunidade se esta já não é mais necessária??

Onde as pesquisas?? Com raras exceções - e eu tive o privilégio de participar de um grupo de pesquisas - muitos mantêm a bandeira de Kardec, servindo ao próximo, ao Espírito necessitado (ou sofredor), ao obsessor (que também precisa de ajuda), ao obsediado e, finalmente, oportunizando aos Espíritos Amigos trazerem informações necessárias e, muitas vezes, verdadeiros puxões de orelha, para que fiquemos alertas e façamos a coisa certa...

Abração a todos,

Gisella  ;)
Título: Re: As mediúnicas e os espíritos comunicantes (Alamar Regis)
Enviado por: zarthur em 08 de Fevereiro de 2012, 20:42
Caros amigos;
interessante observar que o fato de se estudar Kardec, melhor dizendo, a Doutrina, através das obras codificadas por AKardec, não é suficiente para nos mostrar o melhor roteiro de vida.
Enquanto Kardec enfatiza a necessidade do "amai-vos e instruí-vos", vê-se claramente que o "instruí-vos" atrai e seduz os espíritos vaidosos, porque assim, diante dos menos afortunados pela inteligencia podem-se expressar com segurança e impor idéiasa personalistas. São os tais a que Kardec costumava rotular como "espíritos de sistema".
Hoje o Espiritismo, pela sua liberalidade, possibilita a aqueles que sabem melhor jogar com as palavras, encontrarem destaque e assim terem seus nomes comentados... viram personalidades.
Notem que muitas das vezes suas ideias são pobres, embora originais, e encontram os aplausos daqueles que se sentem mais confortáveis quando estão deste lado, o da zombaria, do sarcasmo e do auto-elogio.
Quando os reality- shows e os noticiários infamantes ganham espaço na midia e nos lares mais simples, isto é forte indicativa de falta de instrução de um povo. Ali, buscam-se as emoções mais fortes atendendo a instintos que ha muito deviam estar sepultados.
Assim também, os artigos espíritas que atacam instituições tradicionais, contestam lideranças em busca da própria notoriedade, também encontram espaço entre os espíritas que, preferem permanecer nas trincheiras da discórdia, quando deveriam procurar a oficina do trabalho, visando o progresso de seus confrades.
Uma meia duzia de adjetivos mais fortes, algumas frases bem concatenadas, e toda essa pobreza de idéias alcança repercussão, e infla o ego desses autores irresponsáveis.

Irmãos de Doutrina, despertemos enquanto há tempo.

Releguemos estes irmãos, inconscientemente detratores, ao esquecimento que merecem.
abraços
Arthur
Título: Re: As mediúnicas e os espíritos comunicantes (Alamar Regis)
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Fevereiro de 2012, 21:42
Alguns comentários realmente eu confesso que não tenho condições de entender...

Mas convenhamos

Kardec deixa-nos claro que o assunto abordado no Espiritismo não é novo
diz claramente que o Espiritismo é a luz que mais brilha

Também não estamos em um palco onde tudo passou a existir pós Espiritismo...
e fomos aqui colocados como num reality Show.

Não vejo assim
o trânsito é livre
não somos de hoje