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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: Maria Nazar em 28 de Agosto de 2009, 18:28

Título: Artigos Para Sua Leitura
Enviado por: Maria Nazar em 28 de Agosto de 2009, 18:28
Infância e Família           

Escrito por Dra. Maria Júlia Pereira de Moraes     


O cuidado com a saúde mental da criança é tão importante quanto o que devemos ter com a saúde física, pois tem por objetivo preparar e proteger o seu espírito para que se desenvolva e se mantenha em condições sadias e normais, nos planos físico e psico-sócio-espiritual.

Um dos princípios da Declaração dos Direitos da Criança, elaborada em Assembléia Geral das Nações Unidas, diz que “A criança, para o desabrochar harmonioso de sua personalidade, tem necessidade de amor e de compreensão, dispensados principalmente pelos pais, proporcionando-lhe atmosfera de afeição e segurança”.

O Espiritismo vem ampliar essa orientação com numerosos e bem fundamentados argumentos, conscientizando os pais de suas responsabilidades para com os filhos, especialmente na infância e adolescência, pois muitos seres que nascem em determinados lares são criaturas com as quais foram assumidos compromissos reencarnatórios de reajustes ou resgates. Daí a profunda necessidade de compreensão dos pais de que a proteção à criança não deve ser feita apenas no campo material (saúde, alimentação, educação, vestuário, habitação etc.), mas que, de igual ou maior importância é a orientação moral e espiritual, dando ao menor o apoio afetivo, a confiança, a compreensão e o equilíbrio emocional, baseados na ternura e na firmeza que só podem ser adquiridos pelo desenvolvimento de um dos mais preciosos sentimentos que enobrecem a alma humana: o amor.

Na criança, as doenças do espírito, isto é, as perturbações em seu desenvolvimento espiritual provocam grande variedade de sofrimentos corporais e psíquicos, tanto nela própria quanto em seus pais, por vê-la sofrer. Existe um processo de identificação dos pais com suas crianças, de forma que os mesmos participam de seus êxitos e fracassos, se aquecem aos reflexos de sua glória e se deprimem com suas derrotas. Vivenciam o sofrimento da criança como se fosse o seu próprio.

Assim, são freqüentes as manifestações de angústia, como birra, inapetência, tiques nervosos, agitações, alterações do sono, cólera, desobediência, medo e até distúrbios orgânicos, como cólica, sudorese noturna, vômito, prisão de ventre, diarréia, suores frios e muitos outros. “Os sofrimentos corporais, de origem psicológica, mostram que o espírito e o corpo estão intimamente unidos um ao outro”, diz o prof. Pedro de Alcântara, e, continua, “para bem assistir o corpo, é preciso bem assistir o espírito e vice-versa”.

A criança, de um modo geral, terá maior serenidade e seu desenvolvimento psicológico será tanto mais equilibrado, quanto menos estiver exposta a sofrimentos desnecessários nos seus primeiros anos de vida e quanto mais adequadamente for sendo habituada aos sofrimentos inevitáveis que a vida irá lhe impor. Entra aqui o desempenho marcante da família, principalmente dos pais, contribuindo com a sua presença carinhosa para combater a angústia de seus filhos, colaborando para a sua higiene mental, tão importante quanto as suas diversas modalidades de higiene física.

Alertando os pais para que protejam a saúde mental da criança, aqui são mencionadas as principais formas de sofrimento a que ela costuma ser submetida, às vezes inadvertidamente por inexperiência de seus progenitores, que são as seguintes:

Desconforto físico

É determinado por fome, frio, febre, calor, sede, dor, excesso ou escassez de roupas, de luz, de ventilação, de umidade, de ruído, vestuários incômodos (apertados, engomados, muito grandes ou muito pequenos), fraldas molhadas trazendo conseqüências psicológicas tanto mais graves, quanto maior for a ausência dos pais e quanto menor o relacionamento entre pais e filhos. O espírita deve ser alertado em não desviar excessivamente o seu tempo aos serviços profissionais e trabalhos assistenciais de seus núcleos religiosos, faltando à caridade maior, que, mais do que isso, é o seu dever: proporcionar sua presença amiga à companhia de seus filhos, com quem assumiu compromissos anteriores, com grande responsabilidade no trabalho educacional e afetivo.

 

 Sofrimento reencarnatório

Muitos casos de agressividade e desajustes da criança no lar, de distúrbios orgânicos e psicológicos, são reflexos de problemas e desequilíbrios em reencarnações anteriores, que devem ser encarados com paciência e compreensão. Diz-nos Emmanuel, em Na Era do Espírito, que “as criaturas que enganamos no terreno afetivo em outras existências, habitualmente retornam até nós como “filhos-problemas”, reclamando-nos carinho e atenção constantes para o reajuste emocional que demandam; frustrações, conflitos, vinculações extremadas e aversões congênitas de hoje, são frutos dos desequilíbrios afetivos de ontem a nos pedirem trabalho e restauração”.

Mais uma vez, notamos que os pais espíritas são freqüentemente advertidos pelos ensinamentos da própria doutrina, pelas entidades espirituais orientadoras, pelas mensagens dos desencarnados sobre o seu dever, às vezes árduo, difícil, repleto de obstáculos e sacrifícios de prestarem assistência espiritual aos seus filhos, evitando-lhes a carência afetiva e procurando compreender seus problemas reencarnatórios. A omissão dos pais nesse sentido origina sofrimentos dolorosos, atuais ou futuros, e esse tempo perdido só poderá ser recuperado através de trabalhos mais penosos e situações mais difíceis que as de agora, pois a infância é tão rápida que, constantemente, observamos lamentações de desperdício de tempo dos pais que deixaram de prestar a seus filhos o auxílio de que necessitavam nos seus primeiros anos de vida.

Aqui repetimos com o Dr. Freitas Nobre, em seu trabalho Problemas de Delinqüência Juvenil, que “é indispensável à criança a assistência e o carinho do adulto, na ocasião em que a sua personalidade se desponta, com suas recordações atávicas e suas reminiscências, as influências do meio familiar e social, num complexo de elementos atuantes sobre a sua personalidade em formação”.

Os desajustamentos na área da sociabilidade observados nos jovens, refletem, geralmente, a inadeqüação dos padrões educativos e afetivos familiares na primeira infância, principalmente, já que a família é a primeira unidade grupal através da qual a criança é submetida a fatores socialmente determinados pelo grupo social, capaz de influenciar na sua conduta dentro desse grupo.

 

 Distúrbios de comportamento

O conhecimento desse tema é de relevante importância, por auxiliar no preparo e proteção da criança, para desenvolvê-la e mantê-la em condições de saúde normal, tanto no plano psíquico-espiritual, moral, como no orgânico, social e intelectual.

Diz André Luiz, em Conduta Espírita, que “a orientação da criança é a profilaxia do futuro” e que “educar é sublimar a humanidade”. Mas, como educá-la e orientá-la se as suas reações reflexas ou voluntárias, adquiridas ou não, são, às vezes, tão contraditórias? Alguns autores, pelos estudos da hipnose e mediunidade, psicologia profunda e neurofisiologia admitem que a alma, tal como o átomo, longe de ser uma estrutura simples, é um sistema dinâmico formado por múltiplos elementos, que, por assim dizer, gravitam em torno de um núcleo central. Daí a necessidade da criança ser um contínuo motivo para estudo cuidadoso e adequado, tal como multiplicidade de fenômenos ambientais e reencarnatórios que podem contribuir para alterar a sua conduta normal, levando-a àquilo que chamamos de distúrbios de conduta ou de comportamento.

Entendemos por conduta normal da criança o conjunto de atitudes que correspondam ao seu grau de desenvolvimento, em coerência com suas condições ambientais de vida. Desde que apresente reações de comportamento não compatíveis com seu ambiente social e faixa etária, pode ser incluída entre as crianças que sofrem distúrbios de conduta. Dentre os distúrbios de conduta originados por reações emotivas aos fatores ambientais, podemos auxiliar muito o restabelecimento do pequeno paciente procurando corrigir-lhe os erros educativos e as perturbações do equilíbrio familiar, proporcionando-lhe melhores condições sócio-econômicas e espirituais, tentando diminuir os traumas psicológicos a que constantemente está submetido. No Espiritismo, com freqüência, somos solicitados a opinar em casos como esses.

Cabe-nos aqui grande responsabilidade de estudo, de trabalho e, além disso, real conscientização do que seja o nosso dever no desempenho eficiente de orientar e encaminhar a criança, à qual estamos ligados na vida presente por fatores reencarnatórios. Faz-se necessário, portanto, diante desses casos, analisar a sua etiologia, (carência afetiva, carência psico-social, carência sensorial), estudar as suas origens, dentro das quais as mais importantes são as seguintes:

 

Erros Educativos

Podem ser determinados por técnicas alimentares errôneas (excesso de agrados, ruídos e promessas para a criança comer); ameaças com castigos físicos e agressões, uso abusivo de programas excitantes de televisão, educação sexual errônea ou ausente, assim como o excesso de manifestações afetuosas; atendimento incoerente a todos os caprichos da criança ou atenção deficiente às suas necessidades orgânicas e emocionais. São problemas relativamente fáceis de serem corrigidos, desde que os pais se conscientizem de sua responsabilidade em mudar de atitudes para com os seus filhos. E quem é perfeito, perguntaríamos? Se estamos em um mundo de expiações e provas é para executarmos tentativas de reforma íntima, de mudanças de conduta interior que venham a nos beneficiar e refletir positivamente sobre nossos filhos e sobre todos os que nos cercam.

 

Perturbações do equilíbrio familiar

Podem ser causadas por excesso de autoridade ou de indulgência; desigualdades no julgamento dos pais das atitudes da criança; preferência dos pais por determinado filho; humilhação por tentativas frustradas; exigência de perfeccionismo em seus afazeres; hostilidade, rejeição ou superproteção pelos próprios pais ou avós ou quaisquer familiares etc. A desarmonia conjugal, as discussões freqüentes em presença da criança e a ausência contínua dos pais no lar levam o filho à carência afetiva, que refletirá sobre ele, mais tarde, sob a forma de distúrbios de conduta de maior ou menor gravidade, que podem aparecer a curto ou longo prazo.

A família pode ser vista como um grupo de personalidades interatuantes que se sustentam e alteram através dessas interações. O “clima emocional” ou “tônica emocional” do lar e o modo como os pais aceitam a criança e agem em relação a ela são fundamentais para seu desenvolvimento psíquico. Muitas vezes, a criança, dentro do lar, assume o papel de “bode expiatório” da família, o que acarreta um prejuízo ou atraso no seu desenvolvimento. É bastante comum as crianças absorverem toda a tensão e conflitos familiares e terminarem manifestando algum distúrbio somático ou de conduta como forma de expressão sintomática da tensão familiar existente. Outras vezes, as crianças são tomadas, pelos pais, como elo de aproximação entre eles ou como peça na concretização de uma separação, nos casos em que os pais não vivenciam uma relação sadia e harmoniosa, o que logicamente também comprometerá o desenvolvimento emocional da criança.

Criança em idade escolar que não freqüenta a escola, não se alimenta e vive em ambiente anti-higiênico; que convive com marginais e viciados; que se vê desprezada ou rejeitada por motivos raciais, sociais e econômicos, revoltando-se contra a sociedade em que vive, torna-se instrumento fácil da delinqüência infanto-juvenil. Aqui, as atividades assistenciais, educacionais, sanitárias e evangelizadoras, desenvolvidas por núcleos civis e religiosos, podem favorecer bastante a recuperação do menor.

 

Traumas psicológicos

Este é também um problema delicado e de difícil solução. É freqüente em filhos de pais separados, de mães solteiras, pais muito enérgicos ou muito condescendentes, pais ou mães viciados e de má conduta. Esses problemas precisam ser contornados com muita habilidade para que a criança possa minimizar as conseqüências futuras nos distúrbios de conduta. Recomenda-se a terapia familiar (psicológica e religiosa). Incluem-se aqui, ainda, os traumas produzidos por moléstias graves, acidentes, cirurgias, agressões sexuais etc. Também neste campo, a orientação espírita mostra a razão de ser das ocorrências atuais, o seu correlacionamento com vidas passadas, auxiliando o preparo psicológico da criança para enfrentar os problemas com menos angústia e agressividade; auxilia os pais a abordá-los com maior compreensão e equilíbrio.

 

Fatores espirituais

Estes fatores acarretam problemas que podem apresentar, entre outros, alguns dos sintomas já referidos. É muito importante que os espíritas sejam orientados sobre esses assuntos para que não venham a atribuir todos os distúrbios de conduta às causas espirituais, principalmente as mediúnicas e obsessivas, confundindo-as com fenômenos de outra natureza, como a das etiologias citadas, prejudicando ou retardando o tratamento psicoterápico indispensável e adequado, que, quando feito inicialmente, tem muito mais possibilidades de ter êxito.

Para finalizar, cito a opinião do Dr. Alberto Lyra, em seu trabalho apresentado ao V Congresso Brasileiro de Jornalistas e Escritores Espíritas: “Seria necessário, sempre que possível, que os pacientes que procuram as curas espirituais, com a problemática em estudo, fossem submetidos a exame psiquiátrico e controles médicos especializados antes de lhes ser atribuído o fenômeno mediúnico ou a terapia espiritual. Dessa maneira, seriam evitados tratamentos espirituais indevidos baseados na interpretação errônea de sintomatologia clínica dos pacientes atribuídas à origem mediúnica, quando na realidade seriam de origem psiquiátrica”. Diz, ainda, este psiquiatra que o “ideal, ainda longínqüo, seria que houvesse maior número de psiquiatras espíritas, para que todos os pacientes estivessem sob duplo controle: o psiquiátrico e o mediúnico”.

 
Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 58.

Título: Re: Artigos Para Sua Leitura
Enviado por: Maria Nazar em 28 de Agosto de 2009, 18:44
O que é viagem astral?           


Escrito por Victor Rebelo e Luiz Zahar      

 
O que é Viagem Astral? As experiências fora do corpo são perigosas? Ouça uma entrevista com Victor Rebelo e leia o artigo do Dr. Luiz Zahar sobre o tema!

Viagem Astral é perigosa?

  Precisamos acabar de uma vez por todas com o tabu que existe em torno da questão, com responsabilidade e um estudo aprofundado

 Por Dr. Luiz Otavio Zahar

 De vez em quando, recebo mensagens de amigos da Internet me perguntando se é perigoso realizar viagens astrais. Há poucos dias, inclusive, uma pessoa que soube do meu interesse pelo tema, foi curta e grossa - “Já lhe disseram que você pode morrer fazendo viagens astrais, não é?”.

Já, já me disseram sim. Já me disseram todo tipo de coisa a respeito. Que seres das trevas poderiam cortar o meu cordão de prata com uma “tesoura” extra-física; que quando meu corpo estivesse “vazio”, uma outra alma poderia invadi-lo; que poderia sofrer paradas cardíacas, e por aí vai. O que eu tenho a dizer é o seguinte: faço viagens astrais desde que nasci, já que todos nós saímos do corpo quando estamos adormecidos, e que há mais ou menos trinta anos que estudo e pratico viagens astrais conscientes ou semiconscientes. É claro que um dia eu vou morrer, e se morrer dormindo, só posso considerar que foi uma benção de Deus.

Todos os animais têm um corpo físico e um corpo espiritual. Quando dormem, seus corpos espirituais deixam seus casulos físicos e permanecem por algumas horas no plano espiritual. Segundo vários pesquisadores, e também este que lhe fala, isto acontece para que este nosso corpo bioenergético possa captar de forma mais plena as energias que o mantém saudável. Vamos pensar um pouco. Por que dormimos?

Se tudo fosse uma questão de reposição bioquímica, quando nossos corpos estivessem cansados, bastaria uma lauta refeição e estaríamos recarregados.

Mas não é isso que acontece. Todo o nosso corpo relaxa e somos tomados por uma inconsciência que dura algumas horas. Pode ter certeza que se o sono não fosse tão importante, já estaria banido de nossa existência pelo caminho da seleção natural, pois enquanto dormimos, estamos desprotegidos à mercê dos predadores da natureza. Logo, dormir é fundamental. Existe alguma coisa no sono que é insubstituível, e esta é a razão porque dormimos.

Muito bem, todos dormimos à noite, e durante o sono o nosso espírito abandona a nossa “casca” física. Isto acontece com todos nós, do primeiro ao último dia de nossas vidas. A viagem astral nada mais é do que se manter consciente e transferir para o corpo espiritual (corpo astral ou perispírito) a nossa consciência. É o que o pesquisador Waldo Vieira chama de consciência contínua: um estado que, segundo ele, será o futuro de toda humanidade. Ou seja, durante o sono transferimos a consciência para o corpo espiritual, continuando despertos, e ao acordar, retornamos a consciência ao corpo físico. Tudo muito simples, não é?

 

Espíritos obsessores

E os seres das trevas? Bem, meu amigo, se você sair numa noite escura (digo, sair fisicamente mesmo) e for para um local ermo e desconhecido, estará pedindo para sofrer um assalto. Seres bons e “ruins” existem no plano físico e no plano espiritual. Para você se conservar à distância do chamado baixo-astral, só existe um jeito: procure levar uma vida ética, ecológica; evite os maus pensamentos e os maus sentimentos, afaste-se da ganância, cobiça, ira, vaidade; procure se preocupar com o seu próximo e ser uma pessoa útil à sua sociedade.

Você pode ter certeza de que uma aura pura afasta todos os seres trevosos que possam existir no baixo-astral. Sobre a possibilidade de ter o corpo invadido por outro espírito, isto é um grande engano. Mesmo estando com as nossas consciências afastadas dos nossos corpos físicos, em momento algum perdemos o contato com o mesmo: é o que os místicos chamam de cordão de prata. Qualquer coisa que aconteça com o nosso corpo físico, imediatamente somos tragados de volta para o mesmo.

Tanto pode ser uma presença próxima aos nossos corpos, quanto o vento fazendo barulho na janela. Este é um sistema de segurança do corpo criado pela evolução para a proteção de nossos corpos físicos contra o ataque de predadores. Por isso, fique tranqüilo, seu corpo está bem protegido.

E a possibilidade de morrer, ela existe? Claro! Você pode morrer dormindo, tomando banho, regando o jardim, indo para o trabalho ou executando qualquer tarefa do seu dia a dia. A morte não é privilégio dos viajantes astrais. Muito pelo contrário, a mortalidade durante o sono é de uma freqüência baixíssima. Morre-se muito mais em vigília do que durante o sono.Durma tranquilo!

Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 21

 
Título: Re: Artigos Para Sua Leitura
Enviado por: Maria Nazar em 29 de Agosto de 2009, 16:46
O Céu e o Inferno           
   
 
Em entrevista realizada via internet, no canal IRC# Espiritismo, Deise Bianchini nos fala sobre o céu e o inferno segundo a concepção da doutrina espírita.
 
 
Como fazer para garantir o “céu” dentro de nós?
Deise Bianchini – Tanto o céu como o inferno são estados de espírito em que nos colocamos quando ainda encarnados. Podemos usufruir desse céu maravilhoso que tantos esperam após a morte. Caridade, humildade e amor são os caminhos que nos levam ao Pai e que trazem seu mundo para dentro de nós.

 

Como são os espíritos que tendem a deter a marcha das coisas?

Deise Bianchini – São espíritos ainda atrasados moralmente, que se comprazem com o sofrimento dos outros, não estão preocupados com sua evolução ou ainda não aprenderam que isso ocorrerá. Procuram nos prejudicar por todos os meios e influências. Ainda não têm conhecimento do amor ou do perdão. Levam a vida procurando vingança. Quando a Terra também evoluir, esses não se encontrarão mais entre nós, mas com certeza chegarão lá também, pois chances não faltam.

 

De que forma espíritos elevados como Jesus sentem nossos sofrimentos e angústias? Isso não atrapalha sua felicidade?

Deise Bianchini – É como acontece com nossos filhos. Quando esperneiam para tomar vacina ou choram diante do dentista e seu aparelho, nós não os furtamos a essas visitas, pois sabemos que esses sofrimentos são momentâneos e que só lhes farão bem. Os bons espíritos que nos acompanham também se penalizam de nós, mas sabem que só assim poderemos crescer, andando com nossas próprias pernas e tendo nossos méritos a cada vitória alcançada. Eles nos mostram o caminho e nos amparam.

 

Se a Terra está evoluindo, os espíritos ditos maus não deverão ir para um outro mundo de igual progresso da Terra atual?

Deise Bianchini – Não gosto muito desse termo “mau”. Sempre procuro utilizar infelizes ou pouco esclarecidos. Procuro entender que a maldade não é inerente a eles, mas um estado em que se encontram. Portanto, se apesar de todas as chances de aprendizado ainda estão teimosos e se mantendo no mesmo estágio evolutivo, deverão reencarnar em mundos inferiores, onde estarão aptos a recomeçar e enfrentar todas as dificuldades que se apresentarem.

 

As regiões umbralinas podem ser consideradas como uma espécie de purgatório?

Deise Bianchini – O Livro dos Espíritos nos coloca que o purgatório não é um lugar determinado, mas o estado dos espíritos imperfeitos que estão em expiação. Quase sempre é sobre a Terra mesmo. Normalmente, na literatura, o Umbral é colocado como um local de extremo sofrimento, mas nunca ouvi ou li comentários de expiação ali.

 

Reencarnar em mundos inferiores não seria uma espécie de regressão para o espírito?

Deise Bianchini – Não, pois o espírito não regride. Ele conserva o aprendizado, mas deve aliar o aprendizado moral a tudo que aprendeu. Ele pode estacionar, mas nunca regredir. Mesmo em mundos inferiores, o espírito conserva sua condição hominal e, portanto, não ocorrem quaisquer regressões. Por mundos inferiores podemos também entender aqueles mais tecnologicamente primitivos, onde as dificuldades de manutenção da vida corpórea encontram-se muito maiores, devido à pouca ciência.

 

Você não acha que a duração dos sofrimentos humanos será eterna, uma vez que sempre existem novas criaturas ignorantes sendo criadas e que, por isso, podem se inclinar ao mal?

Deise Bianchini – O sofrimento só será eterno enquanto o homem não aprender a lei do amor. Não aprendemos apenas pela dor e sempre teremos os missionários a nos acompanhar e nos auxiliar em nossa evolução. Com certeza podem se inclinar ao mal, mas como saber? Nascemos simples e ignorantes, depois acumulamos nossas experiências. Espero sinceramente que não precise ser assim.

 

Não trazemos alguma bagagem de outras encarnações?

Deise Bianchini – Sim, nós trazemos a bagagem dos conhecimentos adquiridos. Essas lembranças estão temporariamente escondidas, mas agem sobre nós como uma intuição e influenciam nessa vida sim. Temos tanta facilidade para determinadas coisas e para outras não. São os aprendizados que já realizamos que estão retornando a nós, de uma forma inconsciente.

 

De que maneira uma vida anterior de duras expiações pode influenciar nossa atual encarnação?

Deise Bianchini – Nada ocorre sem uma causa, tudo é um aprendizado em nossas vidas ou débitos que estão sendo quitados. Uma dura vida anterior com certeza elevou nosso aprendizado moral e agora podemos colher seus frutos, terminar o que apenas começamos a quitar.

 

Existe o mal que os espíritos praticam contra terceiros, mas existe um outro mal que é praticado contra eles mesmos, que é o caso do vício ou, por exemplo, o materialismo do egoísta. Existe uma diferenciação para esses dois tipos de males praticados ou, independentemente dos males cometidos, todos carregam a mesma pena?

Deise Bianchini – Não, nem todos carregam a mesma pena. “Muito será pedido a quem muito foi dado”. Aquele que tiver consciência de suas atitudes e, mesmo assim, proceder no erro será muito mais culpado que o ignorante que praticar o mesmo ato. Isso vale para tudo, para nós mesmos, com os vícios, ou em relação aos outros.

 

Entrevista realizada pelo canal IRC#Espiritismo e publicada na Revista Cristã de Espiritismo, edição 14.
Título: Re: Artigos Para Sua Leitura
Enviado por: Maria Nazar em 29 de Agosto de 2009, 16:51
O que é Karma?           

Escrito por Por Dalton Roque      
 

Karma ou carma, tanto faz, é princípio ou Lei Cósmica máxima que abrange todas as outras leis e consiste nos princípios multidimensionais, temporais e atemporais de ação e reação.

É princípio motivador da evolução das consciências aplicando o método "dor corretiva ou recompensa". Se aplica em todos os lugares (espaço), todos os tempos (temporalidade) e todas as dimensões (multidimensionalidade).

É método autoregulador, motivado e registrado pelas próprias consciências que o veiculam em seus registros akáshicos ou memória integral ou memória consciencial. Temos uma memória que não é física e não depende do cérebro ou neurônios, embora necessite destes para se manifestar nesta dimensão densa, mas mesmo despido do corpo de carne a possuímos em qualquer dimensão que nos despontarmos.

Esta memória tem o registro de todas nossas vivências em todas épocas e dimensões e tem e faz parte do registro do Todo ou memória do Cosmos ou até mesmo se preferir memória de Deus. Ela conhece todos os princípios e leis cósmicas e universais e sabe o que é certo ou errado e onde e quando acertamos ou erramos e quanto "devemos" para quitar em forma de aprendizado prático, sadio, corretor e consciencialmente didático.

Quem melhor para nos "anotar" que nossa própria consciência? Os erros e desvios e prejuízos espúrios ou acidentais a outros seres em qualquer reino (mineral, vegetal e animal) estão de forma justa, perfeita e ponderada levando-se em consideração todas as variáveis intervenientes entre os atenuantes e agravantes indescritíveis a um ser humano comum como "Juiz Cósmico".

Tenho e temos que ter cuidado com a interpretação indevida de: "Juiz Cósmico", "anotar" e "devemos" entre outras. Não há vingança, não há o que temer, não há julgamento e não há maldade. As leis são automáticas e autoreguladoras, e o princípio é impessoal, justo, perfeito e sem emocionalismos desequilibrados.

É uma das coisas mais complexas e avançadas de se interpretar em nosso nível evolutivo, mas funciona e já podemos até com certa facilidade abordar o básico: todo mal aplicado voltará em sentido contrário assim como todo o bem. É um princípio meramente matemático.

Incentivamos o arrependimento e a vontade profunda, sincera, cirúrgica e viceral de melhorar-se e retificar o erro, sem alimentar autopunições e incentivo de consciência de culpa, algo totalmente patológico, negativo e anti-produtivo.


Título: Re: Artigos Para Sua Leitura
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Agosto de 2009, 17:18
Muito bons os artigos, Nazaré! Obrigada por compartilhá-los conosco, amiga.
O primeiro então, gostei demais, me falou muito... ;)
Bjs!! :-*
Helena
Título: Re: Artigos Para Sua Leitura
Enviado por: Maria Nazar em 30 de Agosto de 2009, 19:25
  Que bom que gostou Helena!

  Postarei um sobre Depressão, um dos grandes males do nosso século.

  É esperado para 2020, ser a Depressão a segunda causa de afastamento de trabalho, perdendo somente para as doenças cardiovasculares.

  É um assunto para pensar com muito carinho.

  Bjs,
  Nazaré
Título: Re: Artigos Para Sua Leitura
Enviado por: Maria Nazar em 30 de Agosto de 2009, 19:30
DEPRESSÃO

Por Maria Thereza Carreço Oliveira

    A depressão é um mal-estar muito presente na civilização, neste fim de século. Grave é aquele processo depressivo que afeta, de diferentes maneiras, o humor, o pensamento, as funções corporais e o comportamento de uma pessoa. Na depressão, muitas vezes, o pensamento se torna negativo em relação a si mesmo, ao presente e ao futuro. As pessoas deprimidas podem ter dificuldades para se concentrar e memorizar e com freqüência têm problemas para tomar decisões. À medida em que a depressão vai se tornando mais grave, pode ocorrer o sentimento de menosprezo e desespero. As pessoas que pensam que a vida não vale mais a pena ser vivida apresentam com freqüência idéias suicidas.

O que pode causar a depressão?

Alguns boletins médicos apresentam como possíveis causas:

- Dificuldades numa relação; - Preocupações financeiras; - Estresse; - "Perdas" de entes queridos; - Herança genética - alguns pesquisadores acreditam que pessoas com suscetibilidade genética podem tornar-se mais vulneráveis à depressão; - Fatores fisiológicos ou bioquímicos - que hoje se constitui em interessante área de pesquisa.

Acredita-se que a depressão seja causada por um desequilíbrio entre substâncias químicas cerebrais (neurotransmissores). Outros fatores fisiológicos seriam algumas doenças, vários remédios e também o álcool e outras substâncias das quais as pessoas abusam.

Numa avaliação social, Dr. Washington Loyello, professor adjunto de Psiquiatria da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, opina:

- "A valorização exacerbada do dinheiro e das posições sociais somada ao incessante apelo ao consumismo faz com que o homem ocidental sofra uma série de tensões e frustrações que podem acabar culminando com o aparecimento de algum distúrbio mental". Para o psiquiatra, "no sistema capitalista, onde a criação artificial de necessidades funciona como força motriz, o homem é espicaçado através da propaganda a um consumo desnecessário de bens, o que o leva a envidar esforços cada vez maiores a fim de obtê-los. Evidentemente que a conquista desse objetivo gera um imenso desgaste, enquanto seu fracasso acarreta uma enorme gama de frustrações. Não há então uma solução de satisfação. Somos sempre arremessados em extremos insatisfatórios". Ainda assinala o médico, em adição aos aspectos competitivos da sociedade e da criação de necessidades, estão as reais situações de dificuldades. "Há pessoas que não têm como comer ou dormir direito, não dispõem de um mínimo de condições de sobrevida". E para Loyello, ansiedade e depressão seriam as conseqüências mais comuns e ilustrativas do caos pós-moderno.

Outro psiquiatra - Dr. Eustáquio Portela Nunes, nos dá sua opinião, dentro do contexto social:

"A depressão é, para este final de século o que a histeria foi para seu início. Esse fato se deve às vertiginosas transformações operadas no período. A depressão resulta da ausência e esperança, da incerteza em relação ao que está por vir. Entre os deprimidos é onde ocorre o maior número de suicídios. O homem paga um alto tributo por ser o único animal que se angustia, uma sensação essencialmente ligada ao medo do futuro. É o único ser vivo na natureza que sabe que vai morrer e chega um momento, geralmente na idade média da vida, em que o presente cobra do passado os sonhos irrealizados e é nessa fase que a depressão encontra terreno fértil para se instalar".

"Outro aspecto da depressão, uma sensação de perda de pontos de apoio, é semelhante à experimentada com a morte de entes queridos. A perda está vinculada a idéias de diminuição, subtração, desvalorização, que produzem um sentimento de tristeza, desânimo e desinteresse pela vida", analisa Dr. Washington Loyello.

As estatísticas apontam a quarta década da vida como a época mais propícia ao surgimento do mal, embora outros dados já indiquem uma alteração na saúde mental de jovens na faixa etária entre 15 e 24 anos -- a taxa de suicídio triplicou nos últimos 20 anos, segundo a Associação Mundial de Psiquiatria. "O amplo espectro de sintomas da depressão compreende tristeza, diminuição da vontade, sentimento exagerado de culpa, perda de perspectiva, desejo de fuga da vida, redução da mobilidade e da capacidade cognitiva, além de insônia ou hiperssonia".

Esses aspectos são abordagens psicossociais que a comunidade médica apresenta dentro de seu campo de ação. E o aspecto espiritual, seria relevante, no caso da depressão? Sem dúvida, e a Doutrina Espírita nos coloca alguns pontos que, refletidos, leva-nos a considerar não somente os aspectos psicofísicos e sociais. O princípio doutrinário da reencarnação nos permite raciocinar sobre a imensa bagagem da qual o espírito imortal é portador. Ora, essa bagagem tem conteúdo positivo e negativo que foi acumulado ao longo das vidas sucessivas. O espírito registra todo o seu quadro comportamental através do perispírito, que o intermedeia ao corpo físico. Muitas seqüelas graves que se apresentam como doença no corpo são resultados de distúrbios comportamentais que se apresentaram no passado remoto ou recente. A depressão pode ser um quadro desses, agravado pelos agentes externos. O corpo físico somatiza desequilíbrios do espírito. Há, ainda, o assédio espiritual de outros seres, já desencarnados, que a Doutrina Espírita caracteriza como processo obsessivo, influenciando aquele que já se encontra predisposto às influenciações dessa natureza. Ou seja, o processo depressivo indica um espírito angustiado, que ainda não conseguiu achar um denominador comum nas suas ações, um espírito que se debate nas suas emoções sobre as quais perdeu o controle.

Joanna de Ângelis, através da psicografia de Divaldo Pereira Franco, assim se expressa:

"Ao lado das diversificadas patologias desesperadoras do momento os fenômenos psicológicos de desequilíbrio alastram-se incontroláveis. A mole humana passou a sofrer o efeito desses sofrimentos que se generalizaram. A doença, todavia, é resultado do desequilíbrio energético do corpo em razão da fragilidade emocional do espírito que o aciona. Os vírus, as bactérias e os demais microorganismos devastadores não são os responsáveis pela presença da doença, porquanto eles se nutrem das células quando se instalam nas áreas em que a energia se debilita. Causam fraqueza física e mental, favorecendo o surgimento da doença, por falta da restauração da energia mantenedora da saúde. Os medicamentos matam os invasores, mas não restituem o equilíbrio como se deseja, se a fonte conservadora não irradia a força que sustenta o corpo. Momentaneamente, com a morte dos micróbios, a pessoa parece recuperada, ressurgindo, porém, a situação em outro quadro patológico mais tarde. A conduta moral e mental dos homens, quando cultiva as emoções da irritabilidade, do ódio, do ciúme, do rancor, das dissipações, impregna o organismo, o sistema nervoso, com vibrações deletérias que bloqueiam áreas por onde se espraia a energia saudável, abrindo campo para a instalação das enfermidades, graças à proliferação dos agentes viróticos degenerativos que ali se instalam." (Plenitude - Alvorada Editora) A medicina tradicional recomenda o tratamento com medicamentos capazes de contornar rapidamente os sintomas e mais o acompanhamento psicoterápico. A Doutrina Espírita vai além, considerando que o significado da vida é muito mais amplo que conquistas sociais.

Ainda utilizamos Joana de Ângelis que traduz o pensamento espírita:

"O Espiritismo vem conclamando o homem para o respeito a Deus, a si mesmo, ao próximo, a todas as expressões vivas ou no que lhe constituem o ambiente em que está localizado, para aprender e ser feliz, assim adquirindo a sua plenitude. Considerando a problemática humana, existente no próprio indivíduo - o desconhecimento de si mesmo e tendo em vista os urgentes fatores que desencadeiam o sofrimento, arrastando multidões à sandice, ao desalento, à alucinação, às fugas inglórias pelo suicídio e pelos vícios, propõe que o homem conheça a si próprio a fim de se trabalhar. Quase sempre as terapias tradicionais removem os sintomas sem alcançarem as causas profundas das enfermidades. A cura sempre provém da força da própria vida, quando canalizada corretamente". Adquirir uma consciência responsável é meta nossa, na presente encarnação, o que nos facilitaria a educação do pensamento e a disciplina dos hábitos. Educar o pensamento é direcioná-lo de forma positiva, edificante, firmando-o em propósitos saudáveis.

Um processo de autocura inclui, segundo ainda Joanna de Ângelis na mesma obra:

1) Observar o pensamento para que irradie energias positivas: - desejar a saúde. - concentrar na saúde. - visualizar a saúde.

2) Manter sintonia mental com Deus, fonte do poder.

3) Cuidar do aspecto físico: descanso, dieta, higiene, ordem nas atividades.

4) Canalização dos pensamentos e das emoções para o amor, a compaixão, a justiça, a equanimidade e a paz.

A obsessão é estudada em profundidade pelo Espiritismo - fatores causais - e a Casa Espírita propõe métodos corretos para atender os que se acham envolvidos. O amor seria o primeiro medicamento para a terapia antiobsessiva. A mediunidade é grande oportunidade para identificar e curar obsessões e, devidamente educada, aplicada em finalidades relevantes. A desobsessão é terapia especializada da Casa Espírita mas o processo implica em reforma moral do obsidiado. O deprimido precisa curar a alma, a fim de que se instale a alegria, a paz, a saúde integral. É uma luta longa, mas o esforço para levá-la a termo construirá bases morais sólidas, naquele que se dispõe a realizar.

"Se os médicos são malsucedidos, tratando da maior parte das moléstias, é que tratam do corpo, sem tratarem da alma. Ora, não se achando o todo em bom estado, impossível é que uma parte dele passe bem".
Título: Re: Artigos Para Sua Leitura
Enviado por: Maria Nazar em 30 de Agosto de 2009, 19:44
   Li este artigo no Portal Terra, e apesar da notícia já ter passado um tempinho, foi há dois anos atrás, é bem atual.

    Fala do benefício da musicoterapia, que sou uma fiel defensora.

    A boa múscia cala fundo, e como nos faz bem!

    Abraços,

    Nazaré

Com Mozart, elefanta supera perda de companheira
29 de junho de 2006 • 12h59 •

A música de Mozart permitiu que Suma, uma elefanta de 45 anos, superasse a dor causada pela morte de sua companheira Patna, com quem conviveu os últimos dez anos no zoológico de Zagreb, na Croácia.
Nas recentes cerimônias em comemoração do 81º aniversário do zôo da capital croata, a direção comprovou que a música clássica fazia maravilhas por Suma, conforme explicou o diretor Mladen Anic.

"Organizamos um concerto diante da área onde Suma se encontrava. No início, ela estava nervosa e, inclusive, jogava pedras na direção dos participantes. Mas, com os primeiros compassos da música de Mozart, ela se acalmou, fechou os olhos e ouviu atentamente", disse ele. "Foi fascinante. Compreendemos na mesma hora a reação", completou. Segundo Anic, após a reação do animal, foi ordenada a instalação de um sistema de som na "casinha" de Suma.

A elefanta, que mal comia desde o falecimento de Patna, em maio passado, e estava muito deprimida, recobrou o apetite e passou a apreciar o som de Mozart, Vivaldi, Bach e Shubert.


http://www.youtube.com/watch?v=df-eLzao63I (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWRmLWVMemFvNjNJ)
Título: Re: Artigos Para Sua Leitura
Enviado por: HelenaBeatriz em 16 de Setembro de 2009, 20:45
 Filosofia e Espiritualidade (Adenauer Novaes)

(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:cNNfnf_BNc_kQM:http://www.versatilnews.com.br/chique/imagens/Adenauer_Novaes.jpg)


......No livro O Céu e o Inferno, em 1865, na primeira parte do capítulo III, Allan Kardec chama o espiritismo de ciência psicológica, colocando que só seria possível o ser humano identi ficar-se com a vida espiritual após seus progressos.

Em 1868, em A Gênese, escrevendo sobre o Caráter da Revelação Espírita, Allan Kardec afirma que “O perispírito representa importantíssimo papel no organismo e numa multidão de afecções, que se ligam à fisiologia, assim como à psicologia”. Aqui Allan Kardec defende a vinculação do perispírito aos processos psicológicos. Tema que trato em meu livro Psicologia do Espírito.

Faço este levantamento no intuito de mostrar que, muito provavelmente, os estudiosos da
psicologia nascente, após a metade do século XIX, preocuparam-se em estabelecer distinções entre os fenômenos mediúnicos e os psicológicos, então atribuídos ao inconsciente. Pode -se perceber, em certo sentido, que os equívocos cometidos por eles se devem à tendência dogmática, como reação típica, às teses espiritualistas, e por que não dizer, espíritas. Na vã tentativa de negar os processos mediúnicos e os princípios espirituais nascentes, criaram uma ciência que se afastou da alma. A psicologia, pensada como um saber sobre a natureza essencial do ser humano, tornou-se ciência do comportamento. Essa
alternativa se deve, em parte, à necessidade de opor-se ao espiritismo .

O aparelho psíquico humano possui uma demanda necessária de crescimento quanto a sua
complexidade. Segue o desejo do Espírito, que necessita de um implemento cada vez mais
complexo em seu processo de aquisição contínuo das leis de Deus. Ele é moldável e suas
estruturas se alteram a partir das experiências do ser em evolução. A psiquê ou aparelho
psíquico não é uma individualidade à parte e independente do Espírito, mas possui um processo de desenvolvimento autônomo e outro de acordo com a vontade do Espírito. É um órgão que tem seu próprio automatismo. A mente ou psiquê, une as sensações e lhes oferece um símbolo como resposta ou conseqüência. Assim como o corpo físico evoluiu ao longo da história, o mesmo ocorreu com a psiquê, que tem se modificado a serviço do Espírito. Seria inadmissível pensar numa psiquê rígida, que não acompanhasse flexivelmente as transformações do Espírito.

O pensamento é uma forma de manifestação da psiquê, que obedece a vontade do Espírito, do qual recebe um sentido ordenador. Ele é gerado automaticamente na psiquê, sendo-lhe subproduto. Há limites para a psiquê, porém ela é como uma semente em crescimento, que, pouco a pouco, vai se transformando numa árvore forte e firme , a serviço da vida.

Os processos psíquicos executados na psiquê ocorrem de tríplice forma : automáticos, isto é, sem a intenção do Espírito e, portanto inconscientes à personalidade, visto que ela é um órgão; conscientes em relação ao Espírito; e, comandados pelo ego, ou conscientes à personalidade. Difícil é saber separar tais eventos na psiquê, devido a seu caráter de ser um todo indivisível.
A psicologia experimental (Wundt) começou com a preocupação sobre o que era consciente, isto é, o processo de tomada de consciência de um estímulo orgânico, através da introspecção. O estruturalismo, que sucedeu a Wundt, perdeu-se em observar apenas o sistema nervoso, confundindo-o com a mente.

O funcionalismo se preocupou como funcionamento da mente, isto é, em entender como
os processos mentais se realizam. Ele deu origem aos testes psicológicos e aos psicométricos. As idéias evolucionistas de Darwin fomentaram as pesquisas em animais, por conta da certeza de que a mente humana era produto da evolução de uma mente inferior. Aos poucos a psicologia foi se aproximando timidamente do aparelho psíquico, porém sem alcançar sua natureza perispiritual.

Por mais que se alcance uma compreensão maior a respeito do mundo e de si mesmo, ficará
ainda e sempre o limite dos paradigmas que constroem os sistemas do conhecimento. Os limites do pensar, da linguagem, do sistema teórico e os decorrentes do fato de o espírito não ser o Criador, sempre estarão entre o ser e a realidade. A psiquê evoluirá a serviço do Espírito até que este prescinda dela e isso demandará muito tempo na evolução.

A evolução do espírito atravessa fases e dimensões de acordo com o ângulo de análise. Pode-se concebê-la a partir das experiências vivenciadas e da capacidade do aparelho psíquico para fornecer os paradigmas das leis de Deus ao Espírito. A seguir uma síntese dessas fases, de acordo com o grau de consciência do ser encarnado.

1. Psiquê primitiva inconsciente – consolidação da consciência de si, em processo de separação da natureza para a construção do ego. Formação de grupos tribais para a consciência coletiva e confirmação do saber sobre a natureza . Psiquê com amplo campo inconsciente, imprevisível, amorfa, obscura, extremamente moldável e flexível, hetero-centrada, contemplativa, ignorante, dotada de extrema capacidade simbólica e limitadíssimo campo da consciência, sem ego.

2. Psiquê consciente projetiva – descoberta do mundo como projeção de si mesmo.
Desenvolvimento da filosofia pré-medieval. Definição do campo da consciência, diferenciação do ego e não ego, estruturação do ego-função. Formação de símbolos mais duradouros, percepção do outro, início da identidade, consciência do mundo e consciência da inferioridade. Consciência de Deus projetada em objetos externos.

3. Psiquê desperta para o divino – consciência de Deus em si mesmo. Predomínio da teologia
filosófica. Período que culmina com o racionalismo . Início da consciência da existência de De us como causa primeira, espaço psíquico para a percepção de Deus, divinização do medo.

4. Psiquê racional auto-consciente – consolidação do ego em relação ao Self. Ego-identidade sobrepondo-se ao ego-função. Racionalismo enraizado na consciência. Iluminismo positivista na consciência coletiva. Ciência empírica tecnológica em apoio à racionalidade e à espiritualidade. Autoexplicação, consciência da organicidade, domínio do tempo e do espaço, percepção do inconsciente, consolidação do ego-identidade.

5. Psiquê autônoma – processo pleno de espiritualização e desenraizamento dos limites
corporais e espirituais mais próximos da terra. Ampliação do domínio do espírito e a superação do mundo terreno e material. Entrada na vida espiritual mais ampla, sem os medos e limites.
Espiritualismo como forma de convivência social. Absorção integral das teses espíritas. Consciência do Eu divino, identidade com o Self e total autodeterminação.
Nosso pensar, enquanto espíritos vinculados ao planeta terra e regiões vizinhas, é c ondicionado a determinados paradigmas e possui limites de acordo com a evolução dos que aqui vivem. O sistema psíquico da terra abarca tudo que signifique o modo como as coisas funcionam nela. Seriam os princípios gerais do modo como as coisas ocorrem. Alguns pressupostos podem ser vistos através da observação sobre:
a) como as coisas funcionam através de trocas energéticas;
b) a dualidade como
forma de percepção da realidade (a mente vê entre polaridades);
 c) como prevalece a vitória do mais
apto dentro do sistema;
 d) como as regras, normas ou leis existem em intervalos ou níveis diversos;
 e) como nos diferentes níveis as coisas podem ser reduzidas a polaridades simples (sistema binário).
A história da evolução humana é também a do desenvolvimento coletivo e da ampliação da
diferenciação entre o espírito e a psiquê, enquanto órgão funcional de manifestação. À medida que o espírito evolui, ele molda seu aparelho perispiritual (psiquê) o qual, cada vez mais o capacita a outras possibilidades de aquisição das leis de Deus. A história da evolução espiritual e anímica é a mesma da criação do aparelho psíquico. Além das faculdades intelectuais que o Espírito adquire em suas experiências, constrói uma psiquê cada vez mais equipada para possibilidades de aprendizagem maiores.

As idéias dos filósofos, as quais ampliavam as possibilidades da psiquê em atender às exigências do Espírito surgidas nas mais diversas épocas, seguiam, também, um processo supra-arquetípico. Esse processo tem sido chamado de Plano Divino. Claro que todos os processos do universo fazem parte dele, porém, aquele ao qual estou me referindo é um dos que se encontram entre o automatismo psíquico e o determinismo divino. As individualidades que as geraram seguiam, sem o saber, um molde arquetípico superior, portanto pensaram e elaboraram suas idéias seguindo um modelo coletivo maior do que o social.
Tal molde não implica um determinismo criativo, nem tampouco uma anulação da originalidade. Parece que não se pode pensar fora de certos limites, os quais não pertencem à individualidade nem à coletividade. São limites estabelecidos por leis que, por enquanto, são desconhecidas do Espírito. O livre -arbítrio é limitado por alguma instância superior. Trata -se de um processo supra-arquetípico, pois não se encontra no inconsciente coletivo, mas nas estruturas suprahumanas e espirituais do universo que estão diretamente conectados aos arquétipos do inconsciente coletivo.
São determinantes ultrapsíquicos, os quais se encontram conectados à psiquê e, ao mesmo
tempo, são externos a ela. O supra-arquétipo ocorre em paralelo ao arquétipo e parecem guardar uma relação interdependente entre si. Um interfere no outro. Eles se retro-alimentam.
Os arquétipos são estruturas a priori à formação do corpo humano e modificáveis ao longo do processo de evolução do Espírito, sendo-lhe instrumentos para a canalização do impulso criador inato.
Não são imutáveis, mas imprescindíveis à aquisição das leis de Deus. São elementos estruturais da psiquê, construídos no contato do Espírito com a matéria e com tudo o mais que lhe seja externo.
Formam-se no perispírito e à medida que este vai sendo gerado. Condicionam o Espírito a dirigir sua vontade a partir de tendências padronizadas, de acordo com as experiências milenares da humanidade.
São determinantes estruturais dos sentimentos, pensamentos e ações humanos.
O conhecimento das teses propostas pelo espiritismo traz novas possibilidades de ampliação da psiquê para que o Espírito continue seu processo de capacitação em sua evolução infinita. Ele detém a visão ampla da própria existência, incluindo a vida espiritual como dimensão. Quanto mais a psiquê estiver em contato com essa dimensão, sem alienar o ego da vida material, maior capacitação terá para atender às necessidades do Espírito.

O Espírito não está na matéria, seja ela orgânica ou exclusivamente perispiritual, pois estes são estados vibracionais. Em sua evolução, deve-se perceber como é autônomo em relação ao universo, e, tudo que nele vier a experimentar, a realizar, a construir, autoconhecer-se, autodeterminar-se, cada vez mais o aproximará do que desconhecia, portanto, de si mesmo e de Deus.

Sempre estará diante do incognoscível. Enquanto estiver submetido aos limites da linguagem e do pensamento se sentirá inferior e pobre. As explicações teológicas, metafísicas, racionais, empiristas, dentre outras, correspondem a estágios de desenvolvimento espiritual do ser humano e são reflexos das condições estruturais da psiquê perispiritual. Deve o ser humano, encarnado ou desencarnado, alcançar sua mais íntima essência, que, sem dúvida nenhuma, é o que existe de mais belo na natureza, o amor.
Título: Re: Artigos Para Sua Leitura
Enviado por: HelenaBeatriz em 13 de Dezembro de 2009, 10:27
OS BENS TERRENOS E OS ESPIRITUAIS

 

"Paz e graça a todos. Que a as luzes do entendimento vos envolva. A mensagem de hoje fala acerca do apego aos bens terrenos.
As casas religiosas estão cheias dos que, sob o pretexto de dar a Deus, procuram a fortuna, o enriquecimento fácil.
Algumas, numa atitude indigna, usam o nome de Deus como propaganda de sua banca de apostas, denominação justa que se pode dar a esses mercadores vis.

No entanto, Jesus há dois mil anos já deixou entre vós a mensagem de que Seu Reino não é deste mundo. O reino do qual Ele fala tem como moeda a bondade, o amor, a benevolência, a fraternidade e todas as virtudes que dignificam o Espírito. Neste Reino o que vale é o sentimento sincero do amor ao próximo, na prática verdadeira da caridade, única e absoluta via de salvação. Não penseis, porém, que é a caridade que vos envaidece quando vos encheis de orgulho na divulgação do bem que fazeis. Não penseis que praticais a caridade quando, por desencargo de consciência, depositais nas mãos dos miseráveis algumas moedas, que muitas vezes é simplesmente lançada ao chão.

Observai bem vossas vidas. Em vosso desmesurado egoísmo achais muito pouco o que possuís, pois vossas almas sedentas do supérfluo não se contentam apenas com o necessário. Vossas vidas são cheias de benefícios, vossos problemas são migalhas frente ao sofrimento desses a quem lançais vossas moedas, pois freqüentemente deitam suas cabeças nas duras calçadas das vias públicas e mesmo quando possuem um leito para deitar em suas choupanas, são desprovidos das boas condições com que ora vos aquinhoa a vida.

Caríssimos! Cuideis para que não vos percais em vossos constantes desejos de possuir o que julgais muito necessário. Com freqüência o que buscais como essencial para vossa felicidade, configura-se em verdadeira desgraça mais à frente. Isto porque tendes uma idéia bastante distorcida do que é a vida e tudo o que envolve o processo de edificação do Espírito.

Os bens materiais são uma grande ferramenta de evolução se souberdes aproveitar a oportunidade. Tendo o conhecimento da verdadeira vida, certamente compreendereis que a verdadeira propriedade, porém, é aquela que se consegue aprimorando o Espírito. Deixai de lado vosso egoísmo e orgulho e analisai se não podeis fazer mais, bem mais do que fazeis. Minimizar o sofrimento no mundo através de boas obras é dever de todos. Não vos esqueçais de que sois irmãos, filhos do mesmo Pai e que da forma mesma como agirdes na vida, ela agirá convosco, fazendo valer as suas leis que são justas e imutáveis. Fazei o bem e não esperais reconhecimento.

Eis tudo.

Deus vos abençoe os gestos de sincera comiseração e beneficência".

João

Espírito: João
Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec - São Luís - MA -