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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: Marianna em 15 de Fevereiro de 2019, 23:43

Título: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 15 de Fevereiro de 2019, 23:43

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Mitologia, Kardec e Maria - uma reflexão sobre natureza biológica de Jesus.

Os evangelhos de Lucas e Mateus descrevem que Maria manteve-se “virgem” e que Jesus hipoteticamente fora concebido pelo "Espírito Santo", ou seja, a concepção de Maria acontecera de forma "sobrenatural", sem a participação do esposo, conquanto já fosse recém-casada com José à época.

A crença na virgindade de Maria e a suposta “fecundação divina” nada mais é senão uma “fotocópia” rudimentar, diríamos, uma imitação burlesca, dos mitos pagãos organizados pelas castas sacerdotais ancestrais.

A explicação desses pormenores históricos é indispensável ao espírita, para preservar-lhe contra as deturpações místicas impostas por longos anos pela tradicional instituição “unificadora” do Brasil.

Até porque pesquisas e estudos sobre a fábula mitológica, bem como da História das Religiões, comprovam de maneira categórica a origem da alegoria do nascimento virginal.

Indubitavelmente o Evangelho sofreu a influência da mitologia grega. Por isso, devemos separar o mito helênico do que é ensinamento moral.

A rigor, foi exatamente por isso que Allan Kardec, ao publicar “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, transcreveu tão somente o ensino moral de Jesus.

Historicamente, a “virgindade” de Maria embrenhou-se de tal forma no imaginário coletivo dos cristãos que se incorporou ao seu nome. É verdade! A “virgem Maria” transformou o filho Jesus em vulto mitológico, e nada melhor para exaltar o “homem-deus” do que situá-lo como filho de uma “virgem”.

Por falar nisso, Allan Kardec fez oportuno ensaio comparativo a respeito das teorias do pecado original e da virgindade de Maria, situando a mãe de Jesus como virgem, não do ponto de vista biológico, mas sob o enfoque espiritual. [1]

Em conformidade com determinadas narrativas do Evangelho, Maria teria recebido a visita lendária de um “anjo” de nome Gabriel, o qual anunciou à jovem sua “fecundação” através da intervenção do "Espírito Santo".

Ora, a Doutrina Espírita nos convida a desenvolver uma fé raciocinada, analisando sensatamente as narrativas do Evangelho.

Ante os dilemas interpretativos dos conceitos literais escritos pelos apóstolos, o Codificador advertiu que a religião deve caminhar em consonância com a ciência, de modo que a primeira não ignore a última, e vice-versa.

Cá para nós, qual seria a desonra de Maria sobre a maternidade segundo as leis biológicas?

Teria ela traído José e se “corrompido moralmente” conforme já ouvimos de alguns?
O que pensar da oblata suprema de Jesus no Calvário se seu corpo fosse um sortilégio “quintessenciado”?

Seria uma representação ridícula! Será que dá para conceber o Cristo (MODELO) imune de dor, em face do seu corpo ser energeticamente “sutilizado”, enquanto os primeiros cristãos mergulhados na carne seriam devorados pelas feras nas arenas romanas?

Não paira nenhuma dúvida de que Maria foi um Espírito muito elevado moralmente, razão pela qual recebeu a missão sublime de gestar o “MODELO e Guia” da humanidade.

Porém, Jesus foi ridiculamente transformado numa figura mitológica e, sendo um “ídolo deificado”, não poderia ter nascido do “pecado original” das tradições adâmicas.

O fato de Jesus ter sido concebido de forma “milagrosa” contradiz as vias naturais de reprodução humana, e para a Doutrina dos Espíritos esta é uma questão de elevadíssima importância, uma vez que a fecundação biológica é uma decorrência das Leis Naturais.

Em resumo, reafirmamos que a fecundação de Maria se deu por vias decididamente normais, através da respeitosa comunhão sexual com seu esposo, tal como ocorre entre todos os casais equilibrados da Terra.

Em face disso, Kardec apresenta Jesus como o MODELO mais perfeito para a evolução humana; logo, o seu corpo deveria ter a mesma constituição biológica daqueles aos quais ele deveria servir de MODELO, e seu testemunho basear-se na subordinação às leis naturais.

Ah!, dizem que a ciência pode gerar um humano através da fertilização in vitro ou outros métodos não uterinos. Ora, ainda que o perispirito de Jesus seja o mais puro da Terra, Ele não derrogaria as leis de reprodução.

Portanto, Jesus não poderia aparentar estar biologicamente encarnado, senão o período da manjedoura até a cruz teria sido um simulacro de um ilusionista amador ou uma caricata encenação teatral.

Sob o ponto de vista da lógica kardeciana, a humanização de Jesus torna os cristãos mais esperançosos na autotransformação moral, pois leva seus seguidores a serem mais disciplinados e conscienciosos.

Do contrário, a “deificação de Jesus” faz do “MODELO e Guia” uma entidade inalcançável, e assim torna suas lições inexecutáveis, pois são atos próprios à vida de um “extraterrestre” ou do próprio “Deus” (para os místicos).

A concordância com o “Jesus mitológico” abre precedentes para outros entendimentos igualmente lendários a respeito da vida e do legado do Mestre de Nazaré, mas infelizmente, apesar de serem ideias extravagantes, acabam sendo admitidas como verdadeiras a partir da aceitação de premissas ingênuas.

Como analisamos, o Espiritismo alerta para uma visão da natureza biológica de Jesus, desmistifica a virgindade de Maria, mostrando sua grandeza maternal.

A legítima literatura espírita juntamente com os ensinamentos recebidos dos espíritos superiores (durante a Codificação) garante que Deus jamais quebraria a harmonia das leis da natureza.

Por que haveria Jesus de desrespeitar a lei de reprodução biológica?

Referência bibliográfica:

[1]  KARDEC, Allan. Revista Espírita, janeiro de 1862, Brasília: Ed. Edicel. 2002[ /font]

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 16 de Fevereiro de 2019, 02:49

(https://3.bp.blogspot.com/-yxiCTSYDp-Q/VmofGWQOFAI/AAAAAAAAIl0/7OzoIFI8Gtw/s1600/fidelidade%2Bespirita.jpg)

Centros Espiritas Surreais

É muita imaturidade um dirigente de Centro Espírita nutrir acirrada hierarquia administrativa, considerando que o Espiritismo não admite hierarquia com ranços sacerdotais.

É incabível tal dirigente inflexível no exercício do cargo desconectado dos encargos assumidos. Em face dessas incoerências aparecem nas instituições as censuráveis “ilhas de isolamento” entre os grupos de trabalhadores.

Tal situação se instala por ausência de fraternidade e insuficiente estudo das obras da Codificação e isso resulta nas inconvenientes interpretações doutrinárias. Em verdade, se adotamos o Espiritismo por opção religiosa não podemos negar lealdade aos Benfeitores Espirituais.

Todavia, por ausência dessa lealdade doutrinária são difundidas confusões conceituais, sempre impostas e sustentadas por dirigentes inábeis, o que também tem mantido isoladas diversas casas espíritas, transformando-as em ilhas desérticas da efetiva fraternidade.

A prática de teorias e postulados extravagantes, desarmonizados com a simplicidade e pureza dos labores espíritas, danificam o objetivo da Casa Espírita e desorientam seus frequentadores.

Quem identifica e compreende essa situação deve trabalhar para modificá-la.

A via mais segura, para a transformação desse cenário, é a do esclarecimento, do estudo, do convencimento pela razão e pelo amor, sem intransigências.

Elencaremos aqui neste texto, à guisa de ilustração, algumas práticas não ajustadas com o Espiritismo que, por isso, devem ser arguidas sem tréguas.

Lembrando aos contemporizadores que é nas menores concessões que se desestrutura o edifício doutrinário e se danifica a programação da Terceira Revelação.

Em razão disso, tornam-se imprescindíveis providências fraternas e seguras por parte dos espíritas ajuizados (os não omissos), contra ideologias impostas por dirigentes autoritários, arrogantes e intolerantes aos objetivos da fraternidade na casa espírita.

Dizem os Benfeitores (especialmente Emmanuel) que são raros os centros espíritas que podem exercer a mediunidade como deve ser exercida.

Seria muito melhor e mais prudente, que os grupos espíritas imaturos, autoritários e descompromissados com a lealdade kardeciana intensificassem as reuniões de estudo sistemático, meditação e comentários coerentes para busca de decisões acertadas, eximindo-se de arriscado intercâmbio com as forças do além.

A prática mediúnica sem uma reforçada base cultural e moral será, inevitavelmente, um mergulho no despenhadeiro das sombras.

Um leitor informou-me que há “Centros Espíritas” que recomendam aplicações de “luzes coloridas” (cromoterapias), (pasmem!!!) visando “higienizar” auras e curar: “azias”, “cálculos renais”, “comichões”, “dores de dente”, “gripes”, “soluços”, “verminoses”, “frieiras”...

Outros leitores disseram-me que existe casa espírita recomendando a terapia do carvão (“carvão terapia”) para neutralizar "maus-olhados". Segundo a recomendação, para eficácia da tora de carvão a mesma deve ser colocada debaixo da cama e a família ficará imune ao grande flagelo da sociedade – a monstruosidade do "olho comprido".

Ah! Expuseram-me também que em tal instituição “Espírita” também se "engarrafam e arrolham" literalmente os obsessores.

Leitores do DF escreveram para mim e avisaram-me que nas terras candangas há uma terapia desobsessiva “infalível” e poderosíssima conhecida por “desobsessão por corrente magnética”, com as mais “avançadas” e científicas técnicas exorcistas de aplicação dos tais “choques anímicos”.

Disseram-me que aplicam-se outros peculiares tratamentos desobsessivos tal como as “piramideterapias”, as “gatoterapias” (?!) É verdade! Eu mesmo conheci uma pessoa que mantinha cinco gatos dentro de casa, para que tais felinos pudessem “atrair" as energias negativas da “inveja”.

Revelaram-me sobre as terapias dos cristais (cristalterapias), exalta-se a “avançadíssima” técnica desobsessiva da extravagante apometria e mais um monte de terapias surreais.

Afiançaram-me que se aplicam passes magnéticos nas paredes dos centros para "descontaminá-las" e ainda há evocações de "ET’s" para um possível “contato imediato”(!?)

Outro leitor escreveu-me relatando que existem dirigentes que promovem cerimônias de “casamentos”, “crismas”, “batizados”e “velórios” tudo isso no salão de reuniões públicas, além dos sempre "justificados" jogos de azar como as rifas e tômbolas.

Promovem-se festivais da caridade, usam-se tribunas para a propaganda político-partidária. Isso, para não registrar aqui com maiores detalhes as bizarras técnicas das aplicações de passes com “bocejos”, “toques”, “ofegações”, “choques anímicos” (será o “descarrego”?), “estalação dos dedos”...

Para que sejam evitadas determinadas posturas de dirigentes autoritários (“donos” dos Centros Espiritas), que promovem confusões e tais terapias desobsessivas ineficazes em nome do Espiritismo, é urgente que sejam convidados a estudar as obras da Codificação.

É imperioso entender que a prática de lealdade aos projetos e programações espiritas é processo de aprendizagem, com responsabilidade nas bases da Codificação e da dignidade cristã, sem quaisquer laivos de fanatismo, tendente a impossibilitar discussão sadia em torno dessas questões inacreditáveis. Vigilância e bom senso não fazem mal a ninguém.

Persistamos com Jesus e Kardec, sem receios de nada e de ninguém!


Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 16 de Fevereiro de 2019, 14:08

(https://4.bp.blogspot.com/-pEwkcVRAiss/Vli9gevgHMI/AAAAAAAAIi8/92hG0yghCKk/s1600/aaaamuilhes%2Bdo%2Bevangelho.jpg)

Jesus, Espiritismo E As Operárias Divinas Do Criador

A primeira das congregações cristãs surgiu na Galileia, e era composta principalmente de mulheres simples, do povo. Tais sustentáculos do Evangelho socorriam os mendigos, pedintes, coxos, aleijados.

Na crise do Calvário, as mulheres galileias tiveram posição destacada ao pé da cruz. A “Casa do caminho” contou com a colaboração fundamental delas.

Portanto, elas não foram simples coadjuvantes das passagens que marcaram os tempos apostólicos. Foram as testemunhas de momentos-chave daqueles tempos em que as mulheres eram tratadas como seres de “segunda classe”, porém o Cristo as tratava com respeito incondicional.

No primeiro prodígio público do Mestre , nas bodas de Caná, é descrita a pujante fé exercida por Maria de Nazaré ao instruir os servos a obedecerem ao seu Filho amado: “Fazei tudo quanto Ele vos disser”.

Logo, as talhas de água foram enchidas, e o Senhor transformou a água em vinho atendendo ao pedido de ajuda de Maria para servir aos convidados do casamento.

Junto à mulher de Samaria o Mestre comprova sua reverência a todas as mulheres, sem distinção de nacionalidade ou formação religiosa. Após marchar sob um sol causticante, o divino Carpinteiro parou para descansar e abater a sede. Iniciou uma conversa com aquela samaritana à beira do poço de Jacó e solicitou um pouco d’água.

Gradualmente, ao longo da conversa, a samaritana assumiu um testemunho da divindade daquele homem, primeiro chamando-o “judeu”, depois de “Senhor”, então “profeta” e por fim de “Messias”.

Ressalte-se que os judeus consideravam os samaritanos mais abomináveis do que quaisquer outros gentios e evitavam ter contato social com eles. Além do mais, nessa ocorrência, o Divino Rabi além de abandonar as tradições judaicas declarou pela primeira vez para a mulher que era o Cristo.

O excelso Galileu informou que tinha a “água viva” e os que bebessem dela jamais teriam sede. Assombrada, a samaritana fez outras indagações. O príncipe da Paz , então, revelou a desventura dela e seu atual relacionamento “impuro”.

Embora ela pudesse ter-se sentido envergonhada, percebeu, porém, que Jesus lhe falou com benignidade, porquanto respondeu, absorta: “Senhor, vejo que és profeta”. Ela, então, deixando o pote de água foi até a cidade e anunciou: “Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o Cristo?”

Jesus sempre atento às mulheres conhecia os detalhes da vida delas.

Além disso, Ele as respeitava independentemente da condição moral de cada uma. Tal como ocorreu noutro episódio com a mulher adúltera. Embora os escribas e fariseus persistissem em provocar Jesus e a humilhar a adúltera, o Mestre, por compaixão da mulher caída, lançou a sentença aos acusadores: Aquele que de entre vós estiver sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.

Condenando-se a si mesmos, os acusadores, um a um, afastaram-se humilhados, deixando apenas a frágil mulher diante do Governador da Terra que perguntou-lhe:

“Onde estão aqueles teus acusadores?
Ninguém te condenou?
E ela disse: Ninguém, Senhor!.

E disse-lhe Jesus:
Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais”

Como observamos Jesus tratava as mulheres com compaixão e respeito, a despeito das suas histórias. Noutro episódio demonstrou empatia consolando a convertida de Magdala quando a encontrou em lágrimas no jardim do sepulcro.

Narra o evangelista: “No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro”

Ao ver que a pedra havia sido removida, Maria correu para procurar ajuda e para alertar os apóstolos de que o corpo de Jesus desaparecera. Ela encontrou Pedro e João, que correram ao sepulcro e somente encontraram as roupas de sepultamento. Então, os dois apóstolos partiram, deixando Maria sozinha no jardim da sepultura.

Madalena estava chorando no jardim que ficava junto à catacumba: a ideia de não saber o que havia acontecido com o corpo do Crucificado pode tê-la deixado desolada. Embora o Mestre lhe tenha aparecido e falado com ela, a princípio ela não O reconheceu.

Mas então “disse-lhe Jesus: Maria!”

Neste instante algo fez com que ela soubesse que se tratava de Filho de Deus. O reconhecimento foi instantâneo. Seus olhos em lágrimas brilharam de alegria. Depois de testemunhar o Senhor “ressuscitado”, foi pedido a Maria que testificasse aos apóstolos que Ele estava vivo.

Madalena obedeceu. Embora os discípulos tenham se mostrado céticos a princípio o testemunho da convertida de Magdala deve ter tido algum impacto. Mais tarde, os discípulos estavam reunidos para falar dos acontecimentos daquele dia, provavelmente ponderando o testemunho de Madalena , quando “chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco”.

Historicamente o patriarcalismo ancestral tem dominado a trajetória do Cristianismo. Os donos da Igreja entronizaram um Deus “Pai” e não Mãe, um Criador e não Criadora, exaltaram os 12 apóstolos e não as apóstolas, exaltaram o filho de Deus e não filha.

Mas sem sombra de dúvida que foram as mulheres que não só participaram, como protagonizaram boa parte dos momentos decisivos da Boa Nova.

Recordemos Maria Salomé (esposa de Zebedeu), Maria [esposa de Cléofas], Maria (mãe de João Marcos), Maria e sua irmã Marta (irmãs de Lázaro) Lídia (mãe de Silas), Joana de Cusa, Loíde (avó de Timóteo) Eunice (mãe de Timóteo), Priscila (esposa de Áquila) Lídia (viúva digna e generosa) Suzana dentre outras que trabalharam nos “bastidores”.

Prosseguindo no tempo, vamos identificar a força das mulheres no protagonismo da Terceira Revelação.

Foram elas, as irmãs Fox, Florence Cook, Amália Domingo y Soler, Elisabeth D'Espérance, Eusápia Paladino, Roger, Plainemaison que colaboraram intensamente para a propagação da imortalidade.

Allan Kardec teve incondicional apoio moral de sua consorte Amélie Gabrielle Boudet, estudou as arrebatadoras mediunidades das irmãs Julie Baudin e Caroline Baudin, Ruth Celine Japhet, Aline Carlotti e Ermance Dufaux.

Para quem desconhece, saibamos que as irmãs Baudin psicografaram a quase totalidade das questões de O Livro dos Espíritos nas reuniões familiares dirigidas por seus pais e gerenciadas pelo mestre de Lyon.

A senhorita Ruth Celine Japhet foi a medianeira responsável pela revisão completa do texto, incluindo adições do livro pioneiro do Paracleto. A jovem Aline Carlotti  era membro do grupo de médiuns através do qual Kardec referendou as questões mais espinhosas do Livro dos Espíritos, fazendo uso da Concordância dos Ensinos dos Espíritos.

Afinal, não poderíamos deixar de bancar uma justa homenagem às personagens espirituais (populares entre os brasileiros), a saber: Maria Dolores, Meimei, Auta de Souza, ministra Veneranda, Sheila, Maria João de Deus (mãe de Chico Xavier), Joana de Angelis, irmã Rosália, Maria Dolores.

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 16 de Fevereiro de 2019, 20:58

(https://2.bp.blogspot.com/--2ZdCSV8qrQ/V2QLFdVGYKI/AAAAAAAAJRI/-7I-SyoGWEEb3MqW41HBWT5gj5oXIxukwCLcB/s1600/aevo%25C3%25A7u%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg)

Na Planta, A Inteligência Dormita; No Animal, Sonha; Só No Homem Desperta


O cálculo do biólogo Ernst Mayr, da Universidade Harvard, sobre a possibilidade de a natureza produzir seres inteligentes pelos processos evolutivos conhecidos é quase uma sugestão de que os seres humanos são mesmo produtos “sobrenaturais”. De 30 milhões de espécies vivas atualmente e de cerca de 50 bilhões de outras espécies vivas ou que já viveram e desapareceram, somente o homo sapiens desenvolveu inteligência superior.

Sabe-se que o homo sapiens surgiu na África Oriental entre 190.000 e 160.000 anos atrás, depois se espalhou para o leste do Mediterrâneo em torno de 100.000 a 60.000 anos atrás, e pode ter chegado na China há 80.000 anos.

Atualmente os seres humanos estão distribuídos por toda a Terra.

O  homo erectus, uma pré espécie crucial na evolução do ser humano atual (homo sapiens), parece ter evoluído em solo africano há cerca de 1,8 milhões de anos, migrando posteriormente para a Ásia e depois para a Europa.

Porém, foi há apenas 6.000 ou 8.000 anos que alguns homens abandonaram por fim a vida selvagem e deram-se à árdua agricultura, que tornou possível o aparecimento das primeiras aldeias sedentárias no Oriente Médio.

Os primórdios de nossa civilização urbana remontam aos mais primitivos sítios neolíticos, em Jericó, por volta de 6000 a.C. e em Jarmo, no Iraque, por volta de  4500 a.C.

Hoje, como explicar que nós, homo “erectus/sapiens”, tenhamos cérebros capazes de teoremas, teorias científicas e seriados de TV, num mundo em que nenhuma outra espécie foi muito além dos grunhidos e das ferramentas de pau e pedra?

Analistas materialistas argumentam que o fator causador da inteligência humana se restringe à incapacidade dos bebês. Para os acadêmicos devaneadores, os nenéns indefesos motivaram a evolução da inteligência, afinal, não há nenhuma outra espécie de bebês tão “incapazes” como os humanos. Dizem!

Em verdade, a Terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana. O período da humanização começa, geralmente, em mundos ainda inferiores à Terra.

Isso entretanto não constitui regra absoluta, pois pode suceder que um Espírito, desde o seu início humano, esteja apto a viver na Terra. Não é frequente o caso; constitui antes uma exceção. Nos seres inferiores, cuja totalidade estamos longe de conhecer, é que o princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco e se ensaia para a vida.

É, de certo modo, um trabalho preparatório, como o da germinação, por efeito do qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito. Entra então no período da humanização, começando a ter consciência do seu futuro, capacidade de distinguir o bem do mal e a responsabilidade dos seus atos.

Em verdade, o princípio inteligente consumiu, desde os vírus e as bactérias das primeiras horas do protoplasma na Terra, mais ou menos quinze milhões de séculos [1 bilhão e meio de anos], a fim de que pudesse, como ser pensante, embora em fase embrionária da razão, lançar as suas primeiras emissões de pensamento contínuo (inteligência humana) para os Espaços Cósmicos.” [1]

Diz-se que a força anímica no mineral é atração, no vegetal é sensação, no animal é instinto, no homem é razão e no anjo é divindade.

Nessa direção caminha Leon Denis quando propõe a sua versão romântica da evolução proferindo: que o princípio inteligente dorme na pedra, sonha na planta, agita-se no animal e desperta no homem. Ou seja: Na planta, a inteligência dormita; no animal, sonha; só no homem acorda, conhece-se, possui-se e torna-se consciente.

A inteligência é o atributo essencial do Espírito, em razão do qual toma ele conhecimento de sua própria existência e exerce atividades voluntárias e livres.

Quando o Espírito atinge o grau de humanização, sua inteligência adquire desenvolvimento superior, como o surgimento da razão e do senso moral, que lhe facultam a capacidade de conceber e reconhecer a existência de Deus.

Sendo a inteligência, em sua plenitude, a faculdade de pensar e agir racional e deliberadamente, os atos inteligentes são conscientes, voluntários, livres e calculados. São, além disso, suscetíveis de variações, porque a inteligência, variável e individual por excelência, é suscetível de progresso.

É bem verdade que o patinho, logo que rompe a casca do ovo que o mantinha encerrado, se vê próximo a um córrego ou a um lago, por instinto corre alegremente para ele e lança-se na água, nadando imediatamente com perfeição.

Onde aprendeu o pato a nadar?

São igualmente instintivos o ato do castor, que constrói sua casa com terra, água e galhos de árvores; o ato dos pássaros, que constroem com perfeição seus ninhos; o ato da aranha, que tece com precisão sua teia.

Veem-se já aí alguns dos caracteres do instinto: é algo inato, perfeito e específico, ou seja, surge espontaneamente, sem prévia aprendizagem, em todos os indivíduos de uma mesma espécie e leva a atos completos, acabados, perfeitos, desde a primeira vez que são realizados.

Descrevem os Espíritos que a inteligência humana, se comparada entre alguns homens e certos animais, em muitas vezes é superior nesses animais. Por isso, é difícil estabelecer uma linha de demarcação em alguns casos.

Porém, ainda assim o homem é um Ser à parte, que desce às vezes muito baixo [irracionalidade] ou pode elevar-se muito alto. “É bem verdade que o instinto domina a maioria dos animais; mas há os que agem por uma vontade determinada, ou seja, percebemos que há uma certa inteligência animal, ainda que limitada.” [2]

Na questão 593 de O Livro dos Espíritos, os benfeitores espirituais esclarecem que nos animais há mais do que simplesmente instintos. Há neles certa inteligência incipiente ou limitada.

E para não deixar dúvidas, na pergunta 597, informam que essa inteligência capaz de, em pequeno grau, atenuar o determinismo biológico, dando-lhes um pouco de liberdade de ação e expressão de vontade íntima, sobrevivendo ao corpo físico.

Não é ainda propriamente um Espírito, alma humana encarnada, mas o princípio inteligente que faz parte da cadeia evolutiva referida na questão 540. [3]

A inteligência é uma propriedade comum, um ponto de contato entre a alma dos animais e a do homem. Porém os animais só possuem a inteligência da vida material. No homem, a inteligência proporciona a vida moral.

O princípio inteligente que constitui a Alma com a natureza específica de que são dotados provém do elemento inteligente universal. Emanam de um único princípio a inteligência do homem e a dos animais.

Porém, no homem passou por uma elaboração que a coloca acima da que existe no animal.

Somente com a cooperação do Espiritismo poderá a ciência definir a sede da inteligência humana, não nos complexos nervosos ou glandulares do corpo perecível, mas no espírito imortal.

Os valores intelectivos representam a soma de muitas experiências, em várias vidas do Espírito, no plano material e espiritual.

Uma inteligência profunda significa um imenso acervo de lutas planetárias e extrafísicas.

Atingida essa posição, se o homem guarda consigo uma expressão idêntica de progresso espiritual, pelo sentimento, então estará apto a elevar-se a novas esferas do Infinito, para a conquista de sua perfeição.

Referências bibliográficas:

[1] XAVIER, Francisco Cândido. Evolução em dois mundos, ditado pelo Espírito André Luiz, cap. VI , Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2012
[2] Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001, perg. 592
[3] Idem questão 593, 597, 540.

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 17 de Fevereiro de 2019, 03:02

(https://3.bp.blogspot.com/_PfGa2w2TFsg/SjTzp5Z54zI/AAAAAAAAAZI/nPCrFKkRSv8/s320/97+-+Braque,+Cesta+de+frutas,+1908.jpg)

Doutrina Dos Espíritos Sem Jesus Não Faz Sentido

Mais uma vez levantamos a questão sobre o surradíssimo realejo dos que intentam banir o Cristo da Doutrina Espírita, para transformá-la - pasmem! - numa espécie de academia de "doutores antimísticos".

Volto ao tema, porque tais confrades têm se colocado como vítimas da pecha de afugentadores do Mestre Maior das hostes doutrinárias. Trôpegos, cavalgam, suspirando a falácia de que peregrinam o calvário da xenofobia contra eles.

É evidente que há um estranho movimento de alguns confrades, para expulsar Jesus do Espiritismo ou, pelo menos, reduzi-lo a mera figura de segundo escalão no ideário espírita, iniciativa infeliz que esbarra na firme convicção do próprio Kardec, que o reconhece como a figura mais importante da Humanidade.

Os discípulos de Angeli Torterolli (aquele que insultou várias vezes Bezerra de Menezes no século XIX, na famigerada luta entre "místicos e científicos"), nos dias de hoje, alguns desenterram ossos e relembram-lhe o nome como uma das figuras mais expressivas(?!) e desconhecidas do movimento espírita brasileiro.

Tais coveiros criticam Chico Xavier, a FEB e Emmanuel (na afirmação de que, por ter sido o Padre Manuel da Nóbrega, estava trazendo influência católica) para o Espiritismo e, - acreditem! - afirmam que o "Kardec brasileiro" era mariólatra e nunca abandonou sua simpatia pelo catolicismo.(?!)

Achincalham, até, a figura do pioneiríssimo Olympio Teles de Menezes, alcunhando-o de espiritólico, pois, que conciliava os princípios espíritas com algumas crenças católicas.

As trevas são poderosas?

Claro! Atualmente, essas tropas, disfarçadas de espíritas, infiltradas no movimento doutrinário brasileiro, querem separar a parte científica, filosófica e religiosa da Doutrina, afirmando que o Espiritismo não é religião, ou seja, estão querendo colocar Jesus como coadjuvante do projeto do Espiritismo.

As hordas das regiões densas são poderosas e se "organizam", uma vez que têm, como meta, a retirada de Jesus dos estudos espíritas. Se conseguirem retirar o Cristo da Doutrina Espírita, a casa espírita se transforma em escola de fantoches da ilusão, vira circo mesmo, vira comédia!

Se abolirmos os estudos evangélicos do projeto espírita, vira negócio estranho, lembrava nosso velho Chico.

Sejamos lúcidos e francos: Sem Jesus, o Espiritismo deteriora e acaba! Fazendo coro com as sábias palavras de Chico Xavier, relembramos que o Mestre Jesus está na nossa experiência cotidiana.

Tanto é verdade, que em nossas agruras e dissabores pungentes, o primeiro nome de que nos lembramos, capaz de nos proporcionar alívio e reconforto, é JESUS. (...)

No filosofismo desses obsedados, usa-se o reforço de palavras ocas, através de arranjos de definições e conceitos que sempre giram em torno de um mesmo eixo, qual rosca-sem-fim, e sem avanços efetivos.

Confrades esses, encabrestados por astutos cavaleiros das brumas umbralinas, atestam que Kardec escreveu o Evangelho para apaziguar os teólogos, tentando uma aproximação com a Igreja (!)

Nesse desenfreado galope de raciocínio, desrespeitam a seriedade do ínclito Druida de Lyon. Arremessam, na estribaria, o caráter ilibado de Kardec e a firmeza de suas convicções. O bom senso nos sussurra, obviamente, que os teólogos ortodoxos não ficaram satisfeitos com o terceiro livro do Pentateuco Kardeciano.

Pensam que é só isso?
Não, tem mais!

Então, vejamos: apregoam, esses vanguardeiros da arrogância, que é necessário atualizar e contextualizar o pensamento do Codificador. Que os centros espíritas precisam se transformar em centros de cultura espírita, sem as amarras do religiosismo decrépito e ultrapassado.

São, inequivocamente, androides das trevas que espalham as esdrúxulas ideias: "Jesus é somente o emergir de um arquétipo plasmado no inconsciente coletivo".

Nesse arroubo de supremo reducionismo, atestam que, de tudo quanto a civilização cristã reteve de Jesus, nesses dois milênios, muito mais há de mito.

Enxovalham nossas mentes com afirmativa do tipo: -"Nosso Jesus não é o mítico Governador do Planeta, aquele que vive, entre "Anjos e Tronos", na bela ficção literária de Humberto de Campos" e, ainda, regurgitam outras pérolas frasais como: -"Nosso Jesus, inteiramente homem, não evoluiu em linha reta" e, mais ainda, cacarejam: -"Jesus não criou nenhuma nova moral. Apenas interpretou, adequadamente, aquela que sempre esteve no coração do homem por todos os tempos e lugares.!

Que talento, hein! Tratam, o mais supremo dos homens como um "João ninguém".

Em que pese nossas palavras mais contundentes no texto, temos a dúlcida energia para afirmar que Jesus é o Governador espiritual do planeta e de todos os espíritos que nele se encontram. Suas faculdades morais e espirituais jamais poderemos definir em nossa paupérrima linguagem humana.

Ele foi a manifestação do amor de Deus, a personificação de sua bondade.

Para o célebre pedagogo e gênio de Lyon, o Cristo foi "Espírito superior da ordem mais elevada, Messias, Espírito Puro, Enviado de Deus, é Diretor angélico do orbe e Síntese do amor divino".

Sua lição, acima de editos e espadas, decretos e encíclicas, sobe sempre e cresce cada vez mais, na acústica profunda da audição humana, preparando os homens e a vida para a soberania do Amor Universal.

Embora seja Ele o centro de polêmicas e cogitações infindáveis, Jesus, para nós espíritas, foi, é, e sempre será a síntese da Ciência, da Filosofia e da Religião. Concretamente, a Doutrina dos Espíritos sem Jesus, não faz sentido.


Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 17 de Fevereiro de 2019, 03:04

(https://4.bp.blogspot.com/_0V4h4UP8sRw/S0PHt0_HvuI/AAAAAAAAAfU/rVWRofyq4QI/s320/catastrofes.jpg)

No Mundo Teremos Aflições?

Chama-nos atenção a sequência de catástrofes naturais que têm ocorrido no Brasil.

São as "tempestades que se reúnem num conselho de deuses, feitas de ventos, de chuvas e raios”, que se espalham nos Estados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e de São Paulo, inundando lares, desmoronando sonhos e destruindo vidas.

São circunstâncias em que as pessoas precisam estar dispostas a ajudar, pois estão jungidas pela tragédia para ocuparem as ambulâncias unidas pela solidariedade dolorida.

Devido aos estrugidos da natureza, irrompem, em várias localidades da Terra, grupos de fanáticos que criam seitas e cultos estranhos, que abandonam emprego e família, à espera do “juízo final".

No Japão, vários "gurus" preveem o "final do mundo". Nos Estados Unidos, 55 milhões de americanos acham que falta pouco para o mundo acabar. Para esses, as tempestades, que têm destruído várias regiões do planeta, são anjos enviados para punir os homens, anunciando o "grande final” (!?...).

Não é confortador o aparecimento de pregoeiros dessas bizarras crenças, que se multiplicam mundo afora, obscurecidos na razão pela expectativa de uma "nova era". Até mesmo no meio espírita, têm surgido livros que induzem leitores ao pânico ou à hipnose catastrofista “do quanto pior melhor”...!

Os terremotos, os furações, as inundações, as erupções vulcânicas e outras catástrofes naturais são parte inevitável do pulsar da natureza. Sabe-se, no mundo acadêmico, que poluição de veículos automotores no Velho Continente mata mais do que acidentes de trânsito.

Percebe-se o vigor da expansão do consumo das drogas, a banalização do comportamento sexual veiculado por revistas, jornais, televisão, cinema, teatro, vídeo cassete, TV a cabo, internet, etc.

Discute-se a legalização das drogas, cita-se o desemprego estrutural, comenta-se a ruptura da ordem, especula-se sobre a sombria previsão da drástica redução do manancial de água potável para daqui a quatro décadas, etc.

Acerca disso, alguns estudiosos preveem conflitos mundiais, tendo como nexo causal a corrida pelo controle do líquido precioso.

Os rios estão secando na Amazônia, onde existem 12% de água doce da Terra. Entretanto, na maioria dos casos, as tempestades têm por objetivo o restabelecimento do equilíbrio e da harmonia das forças físicas da natureza.

Os pessimistas insistem sempre em considerar que a maneira negativa e sombria de perceber as coisas do mundo é uma maneira realista de viver.

Os preceitos espíritas indicam que a atual geração desaparecerá, gradativamente, e uma nova lhe sucederá, naturalmente, ou seja, uma parte dos espíritos que encarnavam na Terra não mais tornará a encarnar.

Em cada criança que nascer, em vez de um espírito inclinado ao mal, que antes nela encarnaria, virá um espírito mais adiantado e propenso ao bem.

Por mais difícil que seja o inevitável processo da seleção final dos valores éticos da sociedade, não podemos esquecer que Jesus é o Caminho que nos induz aos iluminados conceitos da Verdade, onde recebemos as gloriosas sementes da sabedoria, que dominarão os séculos vindouros, preparando nossa vida social para as culminâncias do amor universal no respeito pleno da vida do Planeta.

Enquanto as penosas cenas televisivas das tragédias naturais nos acicatam as retinas, as forças espirituais reúnem-se para a grande reconstrução do porvir.

Lembremo-nos de que, na luta dolorosa das civilizações, Ele, O Cristo, é a luz do princípio e em Suas mãos repousa o ordenamento da natureza terrena.

Por isso, o Mestre advertiu:
"Nesse mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo - Eu venci o mundo”.

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 17 de Fevereiro de 2019, 03:06

(https://2.bp.blogspot.com/_PfGa2w2TFsg/SjP-yZT7dnI/AAAAAAAAARY/2f8IoQlPC7g/s320/97+-+C%C3%A9zanne,+A+casa+de+P%C3%A8re+Lacroix+em+Auvers,+1873.jpg)

A Propósito Da Experiência De Quase Morte, Uma Pequena Reflexão


O enredo da teledramaturgia América, que foi exibida no ano 2005, na Rede Globo, escrita por Glória Perez, abordou o assunto de vida após a morte e colocou em cena pessoa que teve contato com os mortos, após passar um período de coma, no fenômeno conhecido como Experiência de Quase Morte (EQM).

Debates sobre Espiritismo com profissionais do ramo, especialistas em terapia intensiva, espírita e biógrafos de Chico Xavier, estiveram com o elenco da novela.(1)

O assunto tem despertado atenção de pesquisadores. Em 1975, um médico norte-americano, Raymond Moody Jr. trouxe ao conhecimento do grande público, uma coletânea de relatos de EQM, através de sua obra "Life after Life" (Vida depois da Vida) (2)

Os pacientes trazem todos os sintomas de morte clínica. As vítimas flutuam sobre o seu corpo físico, acompanham os acontecimentos e percebem que possuem um outro corpo, e que sua consciência acompanha este novo corpo, de natureza espiritual.

Encontram-se com seus familiares e amigos já falecidos, com imensa alegria.

Todos lhe dizem das tarefas desenvolvidas no mundo espiritual, da necessidade de continuar trabalhando, evoluindo, estudando. Que os laços familiares não se rompem, pelo contrário, se fortalecem, através do amor e do perdão.

Nesse momento não importam as facilidades materiais, a riqueza, o poder, as posições sociais, apenas interessa o bem e o conhecimento que existe em cada pessoa, independente de suas crenças religiosas ou filosóficas.

Em entrevista concedida à "Revista de Espiritismo", Divaldo Franco afirma: "Essas mortes aparentes sempre ocorreram, principalmente no passado quando os estados catalépticos eram dificilmente diagnosticados.

A técnica de diagnóstico da morte era muito empírica, normalmente através da respiração e dos batimentos cardíacos.

Hoje, graças ao eletroencefalógrafo, pode-se detectar com maior profundidade o momento da paragem cardíaca definitiva e da morte real.

No entanto, mesmo nesses casos, estudados por Edith Fiore, Elizabeth Kubler-Ross ou Raymond Moody Jr, há sempre o retorno à atividade do coração e consequentemente do cérebro, oferecendo evidências de que no momento da aparente morte da consciência, o ser consciente continua pensando".(3)

Para os materialistas não existe, óbvio, a vida após a morte.

A propósito disso o Correio Braziliense de 20/09/94, estampa um texto curioso sobre o tema intitulado Cientistas Desmistificam a Volta do Além, (sic) -os pesquisadores da clínica universitária Rudolfo Virchow, de Berlim, descobriram uma nítida vinculação entre as alucinações de síncope e as EQM e verificaram a "exatidão das suas intuições e hipóteses" com um grupo de 42(quarenta e duas pessoas) "jovens e sadias".

As cobaias humanas foram privadas de todos os sentidos por tempo máximo de 22 segundos. Ao voltarem a si relataram experiências muito similares aos dos fenômenos de quase morte.(4) O assunto também vem sendo estudado pelos americanos desde 1977, quando foi fundada, nos EUA, a Associação para o Estudo Científico dos Fenômenos de Morte Iminente.

Segundo os pesquisadores materialistas as alucinações são causadas por problemas de ordens variadas seja, farmacológica, fisiológica, neurológica e psicológica.

Aliás, sobre a explicação psicológica para a EQM como uma síndrome determinada pelo medo da morte cai quando observamos que crianças que não têm esses medos e não tem ainda um conhecimento cultural sobre a morte, têm experiências semelhantes aos adultos.

É interessante colocar que as pessoas descrevem suas experiências como algo vívido e real e que marcaram suas vidas para sempre e não simplesmente uma reação passageira a uma situação estressante.

Para o Espiritismo não existe a morte, pois o Espírito é imortal e sobrevive à decomposição do corpo físico. A morte (ou desencarnação) apenas é um estágio final de um processo evolutivo, nesta vida.

Só o corpo morre. Kardec estudou esse corpo espiritual e denominou-o de perispírito que tem sido estudado por vários especialistas e pesquisadores, porém por falta de instrumentos e equipamentos de laboratório ainda estamos muito longe de conhecer a sua estrutura de funcionamento.

O mestre lionês refere ao desdobramento ou nas chamadas viagens astrais (segundo algumas definições espiritualistas) o perispírito se desprende do corpo como no sono, no transe hipnótico, desmaios, coma etc...

Nesse processo o perispírito pode atravessar paredes e outros obstáculos materiais e muitas vezes apresentam fenômenos conhecidos como bilocação, bi corporeidade, exteriorização do duplo etc...

A saída do perispírito do corpo é atualmente cientificamente comprovada.

Nos Estados Unidos da América do Norte se usa a sigla OBES, ou seja, out of body experience (experiência fora do corpo). O Dr Gleen Gabbard psiquiatra da Faculdade de Psiquiatria Menninger no Estado do Kansas conta uma de suas anotações em que um homem desdobrado assistiu a uma reunião de pessoas que queriam matá-lo e graças a isso conseguiu mudar de rota no retorno à casa e surpreendeu os seus perseguidores mandando comunicar os detalhes do plano à polícia e escapou ileso.

Entre nós, espíritas, a imortalidade já é a Lei da Vida. Entretanto, claro, devemos acompanhar atentamente o debate dos cientistas contemporâneos a respeito do assunto.

Em nossos dias, várias escolas como a psicologia transpessoal, baseam-se em experiências transcendental e se pautam no argumento da imortalidade.

São vários profissionais da área de saúde mental que publicam livros relatando experiências de morte provisória. Há, sem dúvida, atualmente, um movimento holístico buscando uma interpretação global do homem.

Os ventos das revelações espíritas sopram firmes e forte e os laboratórios científicos da academia humana passam a considerar a possibilidade do ser imortal.

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 17 de Fevereiro de 2019, 03:08

De Onde Surge A Maldade?

(https://3.bp.blogspot.com/-rmjU3r9QMfA/VS2M6gXPLgI/AAAAAAAAHbU/Kizs-2_yrFo/s1600/maldade.jpg)

O significado do termo maldade tem conexão com a qualidade daquele ou daquilo que é mau, com a ação maligna, a iniquidade e a crueldade.

Mas por que alguns têm atrativo pela perversidade?

O tema sempre inquietou os pensadores dos mais diversos campos do saber e da ação humana: filosofia, ciência, arte, religião. Historicamente, segundo alguns modelos previsíveis, os males humanos pareciam não mais destinados a preocupar os pensadores, pois que a maldade parecia ser circunscrita.

Para alguns estudiosos o “holocausto”, durante a Segunda Grande Guerra, reacendeu-se o debate sobre os limites da barbárie, da perversidade humana, lançando no universo intelectual europeu e mundial uma onda de pessimismo e ceticismo.

Hanna Arendt, filósofa judia, que estudou as questões do mal, escreveu o livro “Eichmann em Jerusalém”, que analisa o julgamento do verdugo nazista, mentor da morte de milhares de pessoas.

Tendo como referencial o “caso Eichmann”, a autora justifica que o mal pode tornar-se banal e difundir-se pela sociedade como um fungo, porém apenas em sua superfície. Para Arendt, as raízes do mal não estão definitivamente instaladas no coração do homem e por não conseguirem penetrá-lo profundamente a ponto de fazer nele morada, podem ser extirpadas.

Para muitos, o mal seria mais forte que o bem, e que os Espíritos do mal estariam conseguindo sobrepujar os Benfeitores espirituais, frustrando lhes os desígnios superiores.

Em que pese a antiga tradição de tais assertivas, elas são insustentáveis e falsas; diríamos mesmo absurdas. Admitir o triunfo do maligno a prejuízo da humanidade é o mesmo que negar ao Senhor da Vida os atributos da onisciência e da onipotência, sem os quais não poderia ser o Senhor da Vida.

O mal não advém dos Estatutos do Todo-Poderoso como concebem alguns incautos, especialmente aqueles que vivem distanciados do entendimento da Boa Nova. O mal é transitório, não tem raízes.

Para o Espiritismo o mal é criação do próprio homem e não tem existência senão temporária, transitória, pois no arranjo maior da Vida não tem sentido a permanência do mal.

No capítulo em que trata da escala espírita, o Codificador, ao situar os Espíritos imperfeitos na terceira ordem, traça como seus caracteres gerais “Predominância da matéria sobre o Espírito. Propensão para o mal. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as paixões que lhes são consequentes.”. [1]

A humanidade vem nos últimos anos passando por transformações viscerais. A influência do materialismo sobre as questões e a vida social cresce consideravelmente. Os valores morais estão sendo corrompidos com assombrosa velocidade.

Nunca o mundo precisou tanto dos ensinos espíritas como nestes tempos atuais.

Vivenciamos instantes em que se aguça a revolta nos corações em face da imposições de ideologias falidas, e nos vendavais da tecnologia somos remetidos aos acirramentos das superatividades e isolamentos, estabelecendo-se níveis de revoltas sociais inaceitáveis.

Obviamente não há como se desconhecer a luta pela subsistência. Há as enfermidades, as insatisfações, os conflitos emocionais, os desenganos. As imperfeições próprias daqueles com os quais convivemos. Enfim, as variadas vicissitudes da existência.

Nessa autêntica desordem, usando e abusando do livre arbítrio, cada qual vai colhendo vitórias ou amargando derrotas, segundo o grau de experiência conquistada. Uns riem hoje, para chorarem amanhã, e outros que agora se exaltam, serão humilhados depois.

Devemos interrogar a própria consciência, passando em revista os atos cotidianos, para a identificação dos desvios dos deveres que deveriam ter sido cumpridos e dos motivos alheios de queixa por conta dos nossos atos.

Revisemos periodicamente nossas quedas e deslizes no campo moral, ativando a memória para nos lembrarmos dos tantos espinhos que já trazemos cravados na "carne do espírito"[2], tal como ensina Paulo de Tarso. Estes espinhos nos lembrarão a nossa condição de enfermos em estágio de longa recuperação, necessitados de cautela.

O mal não é invencível, pelo contrário.

Não conseguiremos nos livrar das consequências advindas dos males que praticamos. O mal que nasce em nós nos impregna e temporariamente passa a fazer parte de nossa personalidade.

Paulo de Tarso, na sua carta aos romanos, tece comentários sobre as lutas que se deve travar para combater o mal em nós mesmos, em frase já célebre: "Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço"[3].

O mal a que se refere Paulo em suas epístolas é o mal trivial que subsiste em nós e é alimentado por nossa vontade. E que, em certa medida, nos proporciona prazer pelo torpor de consciência.

A escuridão é somente ausência da luz. Não é real. Só Deus é Vida; somente o Bem é a finalidade da vida.

Para que possamos vislumbrar um mundo sem angústias e nem problemas sociais, livres das misérias econômicas e políticas, apelemos para o amor incondicional, que possui os recursos eficazes para a conciliação, o perdão, a transformação moral, fomentando o bem para o progresso, o que concorre para enriquecer nossa sensibilidade, aprimorar nosso caráter, fazer que se nos desabrochem novas faculdades, o que vale dizer, se dilatem nossos gozos e aumente nossa felicidade.

Em suma, o mal deriva do coração humano e a batalha do bem contra o mal, tema de incontáveis livros e filmes, deve ser travada nos domínios dos nossos próprios corações, acima de tudo.

Referências bibliográficas:

[1] Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, pergunta 89, RJ: Ed. FEB, 2000
[2] II Coríntios 12:7
[3] Rom 7:19

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 17 de Fevereiro de 2019, 03:12

(https://1.bp.blogspot.com/-wIqdlbOkCzQ/WWUkjly9uiI/AAAAAAAAMv0/_lqH2HFnk-oZU5yah2lb2oQO45ldFSP1wCLcBGAs/s1600/VELA%25C3%2587%25C3%2583O0000001.jpg)

O Espírita no velório, cerimônia do “até já”,
“até logo”, “nos veremos em breve”

Certa vez, um confrade segredou-me que não permitirá velórios no sepultamento de seus familiares mais próximos, porque é totalmente contra tal tradição mortuária.

Não vê lógica doutrinária nesse tipo de cerimonial. Crê que após constatada a desencarnação, em no máximo algumas poucas horas, deveriam ser feitos os preparativos para o sepultamento, sem rituais religiosos.

Busquei esclarecê-lo de que velório ou “velação” não é necessariamente um ritual religioso”, portanto não está associado a religiões, até porque seu início dá-se quando a pessoa está doente e precisa de ser velada, cuidada, vigiada.

Pois é! A origem da palavra velar que dá origem a velório vem do latim "vigilare", que dá significado de vigilância. E mais: o termo velar não se refere às "velas", flores, missas, cultos, mas (repito) ao verbo "velar" (de cuidar, zelar).

O dicionarista define o verbo velar como "ficar acordado ao lado de (alguém)", "ficar acordado durante (um tempo)" e ainda "manter-se de guarda, vigia" dentre outras definições.

O termo tem uma conotação exata se de fato as pessoas que vão "velar" o falecido, realmente o fazem com atitude de zelo, vigília, respeito e de despedida do corpo que serviu ao espírito durante a experiência que se encerra.

É evidente que velar o defunto é atitude respeitável.

No velório devemos orar respeitosamente ao amigo que se despoja do corpo físico, dirigindo-lhe por exemplo (como sugestão) a prece indicada por Allan Kardec contida no cap. XXVIII, item 59 do Evangelho Segundo o Espiritismo, intitulado “Pelos recém-falecidos”. [1]

Protocolarmente ou não, no velório nos solidarizamos com os parentes e amigos do “morto”, auxiliando no que for preciso, seja ofertando um abraço fraterno ou apenas a presença serena, numa empatia repleta de misericórdia, na base da paciência e do estímulo, da consolação e do amor, como nos instrui Emmanuel. [2]

Em contrapartida, em muitos casos essa celebração se desviou, e muito, do sentido ético, pois acima das emoções justificáveis por parte dos parentes e amigos, ostenta-se um funeral por despesas excessivas com coroas de flores, santinhos, escapulários, velas que podem ser usados em doações a instituições assistenciais, conforme instrui André Luiz.

Ouçamo-lo: Os espíritas devem dispensar, nos funerais, as honrarias materiais exageradas e as encenações, pois considerando que "nem todo Espírito se desliga prontamente do corpo", importa, porém, que lhe enviemos cargas mentais favoráveis de bênçãos e de paz, através da oração sincera, principalmente nos últimos momentos que antecedem ao enterramento ou à cremação. Oferenda de coroas e flores deve transformar-se "em donativos às instituições assistenciais, sem espírito sectário". [3]

Social, moral e espiritualmente, quando comparecemos a um velório exercemos abençoado dever de solidariedade, proporcionando consolação à família. Infelizmente, tendemos a fazê-lo por desencargo de consciência formal, com a presença física, ignorando o decoro espiritual, a exprimir-se no respeito pelo recinto e no esforço de auxiliar o desencarnado com pensamentos elevados.

Ora, o desencarnado precisa de vibrações de harmonia, que só se formam através da prece sincera e de ondas mentais positivas.

Em o livro Conduta Espírita, o Espírito André Luiz mais uma vez adverte-nos para "procedermos corretamente nos velórios, calando anedotário e galhofa em torno da pessoa desencarnada, tanto quanto cochichos impróprios ao pé do corpo inerte.

O recém-desencarnado pede, sem palavras, a caridade da prece ou do silêncio que o ajudem a refazer-se.

“É importante expulsar de nós quaisquer conversações ociosas, tratos comerciais ou comentários impróprios nos enterros a que comparecermos". Até porque a "solenidade mortuária é ato de respeito e dignidade humana". [4]

Deploravelmente, poucos se dão ao cuidado de conversar baixinho, principalmente no momento da remoção do cadáver do recinto para a “catacumba”, quando se amontoam maior número de pessoas.

Temos motivos de sobra para a moderação, cultivemos o silêncio, conversando, se necessário, em voz baixa, de forma edificante.

Podemos fazer referências ao finado com discrição, evitando pressioná-lo com lembranças e emoções passíveis de perturbá-lo, principalmente se forem trágicas as circunstâncias do seu falecimento.

Oremos em seu benefício, porque “morre-se” como “se vive”.

Se não conseguirmos manter semelhante comportamento, melhor será que nem compareçamos ou nos retiremos do ambiente, evitando alargar o estrepitoso coro de vozes e vibrações desrespeitosas que afligem o recém-desencarnado, até porque o “morrer” nem sempre é o “desencarnar”.

Referências bibliográficas:

[1]     Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XXVIII, item 59, RJ: Ed. FEB, 1939
[2]     Xavier, Francisco Cândido. Servidores no Além, SP: Editora – IDE, 1989
[3]     Vieira, Waldo. Conduta Espírita, RJ: Ed FEB, 1999
[4]     Idem

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 17 de Fevereiro de 2019, 03:14

(https://1.bp.blogspot.com/_PfGa2w2TFsg/Swvb6pxxjpI/AAAAAAAAAxs/KUSWhbzXPz4/s320/medo2.jpg)

O Espírita Ante À Síndrome Do Medo

Em uma situação de crise, seja de ordem econômica ou agravamento da insegurança pública, como sói ocorrer nos dias de hoje, as relações sociais, pessoais e familiares se alteram.

Diante desse quadro, é perfeitamente normal que sintamos medo. Na verdade, sentir medo nos leva à imobilização, pois essa fobia aumenta, consideravelmente, a incerteza do que uma atitude poderá causar.

Pensar que não conseguiremos enfrentar uma doença, nossos erros, a perda do emprego ou dos bens, a velhice, a solidão, a perda de um amor e assim por diante, amedronta-nos, causa-nos ansiedade e desconforto psicológico.

Se tivéssemos certeza do sucesso das atitudes a tomar, não teríamos medo de coisa alguma.

Não devemos, pois, desconsiderar nossos medos, mas, antes, valorizá-los como fonte de transformações a serem realizadas dentro de nós mesmos.

Quando usados como instrumento de coerção, controle e exercício do poder e de autoridade sobre os outros, compromete-se a consciência dos indivíduos, criando, neles, a necessidade de mentir. É quando professores e pais usam os medos e ameaças para limitarem seus alunos e filhos.

Contos e histórias infantis, que podem ser usados como armas para amedrontar e controlar as crianças, estão ajudando a realizar a tarefa da antipedagogia. É o antiensino. É a deseducação.

André Luiz ensina que “o corajoso suporta as dificuldades, superando-as. O temerário afronta os perigos sem ponderá-los.” É verdade! Há  atitudes que, frente aos medos, podem ser fruto da nossa irresponsabilidade.

Trata-se de um erro de percepção ou da nossa incapacidade de julgamento. Sem medir as consequências dos nossos atos, seja qual for a razão, enfrentamos a ameaça e o perigo, sem, antes, analisá-los.

Somos, muitas vezes, inconsequentes nos nossos atos, não avaliarmos a imprudência que cometemos. Exemplos comuns de irresponsabilidade são as atitudes impulsivas ou exibicionistas praticadas por quem não pensa em correr quaisquer riscos com tais atitudes. A morte e a vida lhe são indiferentes.

Por essas razões é preciso que aceitemos nossos próprios medos, a fim de darmos início ao nosso autoconhecimento. Consiste, isso, em admitir que temos medos. Admitir também que todos têm medos. É o primeiro e decisivo passo para iniciar o caminho que nos levará a superá-los e, consequentemente, a superação de si mesmo.

A instabilidade psíquica e emocional faz parte da rotina de todos.

É necessário ter “nervos de aço” para sobreviver nas grandes cidades modernas. Embora o medo seja um sentimento natural, a drástica realidade do cotidiano está transformando, em patologia crônica, um sentimento que é fundamental para nossa sobrevivência.

“Ninguém poderá dizer que toda enfermidade esteja vinculada aos processos de elaboração da vida mental, mas todos podem garantir que os processos de elaboração da vida mental guardam positiva influenciação sobre todas as doenças”.

O medo é normal quando é moderado. Quando excessivo, torna-se doença, passa a prejudicar a nossa vida.

“Toda emoção violenta sobre o corpo é semelhante a martelada forte sobre a engrenagem de máquina sensível, e toda aflição amimalhada é como ferrugem destruidora, prejudicando-lhe o funcionamento”.

O medo excessivo (fobias) é o mesmo que semear espinheiros magnéticos  e adubá-los no solo emotivo de nossa existência, é intoxicar, por conta própria, a tessitura da vestimenta corpórea, estragando os centros de nossa vida profunda e arrasando, consequentemente, sangue e nervos, glândulas e vísceras do corpo que Deus nos concede com vistas ao desenvolvimento de nossas faculdades para a Vida Eterna.

Para Sigmund Freud, uma emoção como o medo, por exemplo, “é uma preparação para enfrentar o perigo. É um estado biologicamente útil, já que, sem ele, a pessoa se acharia exposta a consequências graves.

Dele derivariam a fuga e a defesa ativa. Quando, porém, o desenvolvimento de certos estados vai além de determinados limites, passa a contrariar o objetivo biológico e dá lugar às formas patológicas”.

Os ansiosos (estressados) visitam, cinco vezes mais, médicos que uma pessoa normal. O sintoma crônico do medo está gerando problemas físicos e emocionais, tais como infarto do miocárdio, úlcera e insônia. Essa  síndrome repercute no organismo de várias maneiras. No cérebro, pode provocar insônia e depressão.

No coração, surgem as arritmias e a hipertensão. O sistema endócrino pode sofrer baixa taxa de açúcar no sangue e problemas com a tireoide; no sistema gastrointestinal, indigestão e colite. Portando, o stress do medo desenvolve a úlcera, a ansiedade, as tristezas e os pânicos.  “O medo [patológico] é um dos piores inimigos da criatura, por alojar-se na cidadela da alma, atacando as forças mais profundas”.

Para nós, estudiosos do Espiritismo, a solução para o medo é, sem dúvida, o exercício "da fé que remove montanhas”, mostrando-nos o rumo da vitória.

É, igualmente, a certeza da reencarnação, a convicção de que a vida terrena não é mais do que um longo dia perante a eternidade real da vida do Espírito. Somos seres pensantes e imortais e, ante essas verdades, podemos enriquecer a nossa atividade mental, indefinidamente, rumo aos objetivos superiores.

Podemos desenvolver recursos que nos conduzam a um relacionamento humano e social mais saudável, através do trabalho solidário e fraternal, aprendendo a entender as dores e angústias dos nossos companheiros, a ter compaixão, e, finalmente, "a amar o próximo como a nós mesmos”.

Fundamentalmente, a fé deve apoiar-se na razão, para não ser cega.

Por isso, fé não é um "dom" fornecido por Deus para alguém em especial, seja por essa ou aquela atitude exterior, mas sim o produto da nossa conquista pessoal na busca da compreensão do caminho correto, das verdades que permeiam a essência das nossas próprias vidas, por meio do conhecimento, da vivência da experiência, das reflexões pessoais e pelo esforço que fazemos em nos modificar para viver com mais amor, por entender que o amor é a causa da vida, e a vida é o efeito desse amor.

Na mensagem do Mestre, aprendemos a lição da coragem, do otimismo vivo, fatores psicológicos, esses, capazes de renovar nossos pendores, obstando que o medo, a depressão e a angústia se apossem de nossa mente.

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 17 de Fevereiro de 2019, 03:16

(https://3.bp.blogspot.com/_PfGa2w2TFsg/SjP7nUXQheI/AAAAAAAAAPw/_j1dE3LsWII/s400/97+-+Braque,+Frutas+sobre+a+toalha,+1925.jpg)

Mansuetude Não É Alienação

Estaremos vivenciando os princípios Espíritas, promovendo ou participando dos movimentos "democráticos" de greve na sociedade?

Alguns confrades (servidores públicos, leia-se professores) têm agido de maneira equivocada em participar de movimentos grevistas, insistentemente praticados em nosso País.

Com o intuito de ajudá-los a refletir melhor sobre esse comportamento, evocamos os oportunos argumentos de Chico Xavier: "fui operário de fábrica, trabalhava num filatório e era muito feliz" explicando que "os movimentos de protesto no Brasil impressionam.

Ainda que demorem as providências de recursos capazes de trazer ao nosso povo benefícios que penso serem justos, mas que não podem ser produtos de greve.(1)". (grifamos)

Quando uma sociedade é educada para tolerância recíproca para o respeito à autoridade, para o trabalho persistente, sem conflitos entre servidores e governo, empresários e trabalhadores se as pessoas se unissem para compreender a necessidade dos valores espirituais na vida de cada um ou de cada grupo social, seríamos um país venturoso e pacífico.

O médium mineiro elucida que "se os privilegiados pela inteligência compreendessem os problemas do nosso povo, nós teríamos encontrado ou estaríamos encontrando uma vida de muito progresso, cultura, alegria e, sobretudo PAZ!."

O extraordinário Espírito Emmanuel sedimenta suas advertências argumentando que "os regulamentos apaixonados, as greves, os decretos unilaterais, as ideologias revolucionárias, são cataplasmas inexpressivas, complicando a chaga da coletividade".(2) (grifamos)

Movimentos grevistas tendem a ser agressivos, apaixonados, delirantes, quase sempre apoiados nos pilares das teses materialistas. Em face disso, recorremos ao iluminado Mentor de Chico Xavier que admoesta ainda: "Todos os absurdos das teorias sociais decorrem da ignorância dos homens relativamente à necessidade de sua cristianização"(3).

E para despertar alguns confrades distraídos que incendeiam esses movimentos com objetivos declaradamente políticos, lembremo-nos que "o sincero discípulo de Jesus está investido de missão mais sublime, em face da tarefa política saturada de lutas materiais".(4)

Muitos podemos admirar política enquanto ciência, enquanto princípios, enquanto filosofia, mas que obrigatoriamente não precisamos envolver-nos em partidarismos políticos.

Pensamos ser justo lutar por nossa ação voluntária na Sociedade; seja na ação profissional; seja na ação de cidadania, sem trocar nossa dignidade por conveniências pessoais. Precisamos demonstrar maturidade nas concepções políticas. Até porque quem se evangeliza, quem cumpre deveres e cobra direitos sem afobamentos é um cidadão politicamente correto.

A problemática da greve é que ela é uma faca de dois gumes.

Todos os que participam de greve dizem que é um direito constitucional. É evidente que é uma prerrogativa constitucional, mas que se choca com outros direitos constitucionais.

Lembremos que "Toda criança tem direito à escola". Se o professor faz greve - porque é o seu direito - como fica o da criança que tem direito à escola? Torna-se, portanto, imperioso exercitarmos os códigos do Evangelho nos vários setores sociais sem fanatismos ideológicos, sem greves, sem violências, com paciência e humildade, até porque Jesus ensinou-nos a mansuetude (o que não é alienação).

A Terceira Revelação explica que temos um determinismo biológico, porém a maneira de agirmos no âmbito do limite que inicia no berço e culmina no túmulo é da nossa livre eleição, e podemos lograr a vitória espiritual com o esforço de querermos vencer a nós mesmos, movidos pela fé espírita cristã.

FONTES:1- Idem, ibdem2- XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador, pelo espírito Emmanuel, 6ª.ed. Rio de Janeiro: FEB, 1976, Pergunta n.º 573- Idem, ibdem, Pergunta n.º 574- Idem, ibdem, Pergunta n.º 60

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 17 de Fevereiro de 2019, 03:19
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O Opróbrio Do “Diz-Que-Diz”

Será que o veneno da língua [maledicência (1)] aproxima as pessoas fuxiqueiras?

Pesquisadores das universidades de Oklahoma e do Texas (EUA) afiançam que “amizades” mais duráveis partilham julgamentos negativos (intrigas) sobre coisas e pessoas em comum, por isso depreciam os outros ao redor.

Há grupos de “amigos” que tendem acolher as mesmas coisas e as mesmas pessoas fofoqueiras e rejeitar as pessoas miradas pelo grupo. Se alguém conhece um conluiado que faz restrições idênticas (afinidade moral) sobre o comportamento de outrem, as chances de se “gostarem” são grandes.

Quando se fala mal de algo ou de alguém para um cúmplice e este concorda com o que é dito, ambos sentem-se “melhores” e “avigorados”, pois ambos legitimam aquele sentimento ruim, e faz com que “percebam” mais força, e ganhem uma imensa “autoconfiança” para o mal.

O filósofo Platão admoestou: “Calarei os maldizentes continuando a viver bem; eis o melhor uso que podemos fazer da maledicência” (2).

O “diz-que-diz” é um componente incrustado e inflexível nas aglomerações sociais e nos ambientes profissionais. Quando um boato é maliciosamente produzido, apresenta em si cargas de perversidade, ausência de alteridade, falta de indulgência, vingança, “olho gordo”, “dor-de-cotovelo”.

Uma vez impregnado, mais cedo ou mais tarde, atingirá aos ouvidos dos figurantes abrangidos, provocando irreparáveis consequências que podem tanger a tolas rupturas de velhas afeições e até a demissão por justa causa, destruição de casamentos e de lares, aparecimento de rancores ferrenhos, por vezes chegando a culminar em assassinato ou suicídio de pessoas emocionalmente frágeis.

Funesta e destrutiva é a palavra na boca de quem alista falhas do próximo; tóxico perigoso é a demonstração condenatória a escoar nos beiços de quem fuxica; barro podre, exalando enxofre, é a oscilação desafinada das cordas vocais de quem recrimina; braseiro tenebroso, escondendo a verdade, é a intriga destrutiva.

"Ai do mundo por causa dos escândalos, porque é necessário que venham os escândalos, mas, ai daquele homem porque venham os escândalos.”. (3)

A maledicência é plantio improfícuo em solo apodrentado. Não há amparo se, por ensejo de ajuda, se ostentam as feridas de outrem à indiferença de quem ouve.

Paulo de Tarso advertiu: “a sua garganta é um sepulcro aberto; Com as suas línguas tratam enganosamente; Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios” (4).

Lutemos contra a maldição da fofoca supostamente inofensiva, mas que arrasa todos os confins por onde se propaga. As "palavras mal-intencionadas", maledicentes têm, quase sempre, adicionadas à sua substância, uma dose peculiar de condimento, de estilo estritamente particular, cujo "cozinheiro-mor" é o próprio responsável pelo seu repasse adiante.

Quem se afirme espírita não pode esquecer que os críticos do comportamento alheio acabam, quase sempre, praticando as mesmas ações recriminadas.

Deploramos o clima de comprovada invigilância admitida pelas aventuras do entusiasmo desapiedado dos caluniadores, com suas mentes doentias, sempre às voltas com a emissão ardente do fuxico generalizado.

Confrades que ficam “felizes” ante as dificuldades e eventuais deslizes do próximo.

Assestam a volúpia da fofoca, com acusações infames sobre fatos que ignoram, sempre em direção às aflições e lutas íntimas de pessoas que tentam se erguer de algum desacerto na caminhada.

Não é ficção! Há seres infaustos que se locupletam no mexerico exultante de verem alguém sofrendo uma prova mais difícil. Outros se valem do cansativo clichê "vamos orar por eles!", para aguçar as substâncias de suas falsidades. Esquece-se de que o falatório induz à fascinação, secundando o desequilíbrio.

Aos fuxiqueiros contumazes e rabugentos críticos dos erros de conduta do próximo recomendamos uma reflexão de que na viagem de mil quilômetros, como dizia Chico Xavier, não nos podemos considerar vitoriosos senão depois de chegarmos à meta almejada, porque nos dez últimos metros, a ponte que nos liga ao ponto de segurança pode estar caída e não atingiremos o local para onde nos dirigimos.

Enfim, a palavra constrói ou destrói facilmente e, em segundos, estabelece, por vezes, resultados gravíssimos para séculos. Por essa razão, “o algodão do silêncio é um dos melhores recursos para asfixiar a maledicência e fazer calar acusações indébitas”. (5)

Referências Bibliográficas:

(1) O termo maledicência significa fuxico, mexerico, mordacidade; é o ato ou aptidão para falar mal dos outros, cuja intenção é denegrir, difamar.
(2) Platão , disponível em http://pensador.uol.com.br/autor/platao/ a cessado em 6/5/2013
(3) Mateus 18:7
(4) Rom. 3 :13
(5) Franco, Divaldo Pereira. Lampadário Espírita, ditado pelo Espírito Joana de Angelis, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1974

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 17 de Fevereiro de 2019, 03:21

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Dicas Necessárias Para O Centro Espirita


Reunimos na formatação deste trabalho, à guisa de sugestões e subsídio, às atividades dos Centros Espíritas, algumas lições dos Mentores espirituais e, principalmente, as recomendações contidas no opúsculo “Orientação ao Centro Espírita”(1), publicado pela Federação Espírita Brasileira. Lembrando que, em função das realidades próprias de cada Centro Espírita, poder-se-á aceitá-las e/ou adotá-las, parcial ou totalmente, consoante suas conveniências e necessidades.

Cumpre-nos esclarecer, primeiramente, a diferença entre Doutrina Espírita e Movimento Espírita.

Doutrina Espírita é um conjunto de conhecimentos científicos, filosóficos e morais, além de uma estrutura metodológica e tem como base o estudo do Espírito e sua comunicação com o homem.

O Movimento Espírita, por sua vez, é o conjunto de ações e interações humanas vinculadas ao Espiritismo. Desenvolve-se através de atividades realizadas pelos Centros Espíritas, pelo movimento de unificação, pelas editoras, pelas instituições assistenciais, etc.

As nossas argumentações são destinadas aos dirigentes, aos médiuns, aos colaboradores e, também, aos que frequentam a Casa Espírita, para incentivá-los a algumas reflexões prático-didáticas (2) e colaborar nas suas diversas tarefas doutrinárias.

Uma instituição espírita só alcançará, plenamente, seus objetivos se as aspirações de cada trabalhador se consubstanciar num único objetivo, ou seja, no “amai-vos uns aos outros”, observadas a tolerância e a simplicidade de coração, como práticas de virtudes evangélicas.

Não podemos esquecer, porém, que todos nós estamos sujeitos às influências do mal.

Muitas vezes, a obsessão, o personalismo exagerado ou a ignorância de princípios fundamentais interferem na dinâmica do Centro e, para não ficarmos vulneráveis a essas sugestões, importa que vigiemos, sempre, nossas atitudes para com os nossos semelhantes, não confundindo liberdade, com deliberações particulares, com licença para praticar um “Espiritismo” exótico, e o que bem se entenda por Casa Espírita.

“Para busca da unidade de princípios, de fazer adeptos esclarecidos, capazes de espalhar as ideias espíritas” (3) é fundamental o Estudo Sistematizado da Doutrina, com programação, previamente, elaborada, com base na Codificação, recordando que “O que caracteriza um estudo sério é a continuidade que se lhe dá (...)” (4)

Emmanuel enfatiza que “a maior caridade que podemos ter para com a Doutrina Espírita é a sua própria divulgação”. (5) Sem proselitismos, claro! Daí a importância da reunião pública destinada a palestras ou conferências, para difusão do Espiritismo, no seu tríplice aspecto, através de explanações doutrinárias realizadas por integrantes do Centro, ou convidados, visando, neste caso, ao intercâmbio e à troca de experiência com outros grupos coirmãos.

Nesse sentido, ressalte-se que a tribuna espírita deve ser oferecida, apenas, a pessoas que tenham conduta moral-evangélica segura, razoável conhecimento doutrinário e capacidade de comunicação (sem exigência, do dom da oratória) a fim de que possa inspirar confiança e respeito aos frequentadores.

Essas providências são imprescindíveis para que não ocorram pregações de princípios estranhos aos projetos espíritas, ressaltando-se, aqui, que é dever do dirigente da reunião esclarecer o assunto ao publico, com fundamento doutrinário, se o expositor se equivocar com afirmações estranhas.

Nas páginas de “Conduta Espírita” (6), André Luiz dedica-nos espaço importante em profícuo comentário sobre os aplausos, que devem ser evitados após palestras.

Para não gerar desentendimentos e desequilíbrios vários, que a harmonia seja favorecida pelo silêncio. Até porque, uma palestra não é show ou espetáculo para entretenimento. Orador consciente não espera e nem necessita de elogios e bajulações.

Não permitir, que, da tribuna espírita, haja ataques ou censuras a outras religiões, bem como “Impedir (...) discussões de ordem política nos centros,”, [para que aí] não se transforme em palanque de propaganda política “(7).

Dessa maneira, repelir justificativas de políticos oportunistas que “pretextem defender os princípios doutrinários ou aliciar prestígio social para a Doutrina, em troca de votos ou solidariedade a partidos e candidatos.

O Espiritismo não pactua com interesses puramente terrenos “[8].

Outro assunto a ser observado é com relação à reunião de desobsessão que, impreterivelmente, deve ser privativa, visando o auxílio aos Espíritos desencarnados e aos encarnados, envolvidos em dramas de reajuste.

Outro detalhe importante, na defesa do Centro Espírita, contra as investidas das falanges de espíritos obsessores, é a oração, no início e no fim dos trabalhos.

Porém, devem ser evitadas, quanto possível, sessões sistematizadas de desobsessão, sem a presença de dirigentes moralizados e com suficiente conhecimento doutrinário.

Em que pese suas nuanças complexas, cada Templo Espírita deve e precisa possuir a sua equipe de servidores da desobsessão, destinada a socorrer as vítimas da desorientação espiritual”.(9) Infere-se, portanto, que desobsessão deve ser praticada no Templo Espírita, ao invés de ambientes outros, de caráter particular.

O Centro Espírita é local de trabalho onde nos reestruturamos, despojando-nos dos vícios, transformando-nos para o bem e não um lugar para entretenimento, nem clube recreativo, e, muito menos, lugar para se exercer o "compromisso" da semana, desobrigando-nos da "prática religiosa”.

Não admite, de forma alguma, paramentos, uniformes, e nem “imagens ou símbolos de qualquer natureza nas sessões” (10) para que seja assegurada a incolumidade da Fidelidade Doutrinária. Até porque, “os aparatos exteriores têm cristalizado a fé em todas as civilizações terrenas”. (11)

Nas suas instalações, não existem cerimônias à consagração de esponsais ou nascimentos e outras práticas estranhas ao Espiritismo, tais como velórios, colações de grau, etc.

Devem ser implementadas reuniões semanais, quinzenais ou mensais, com todos os trabalhadores que atuam nas diferentes atividades da Casa, a fim de se manter a unidade, tanto doutrinária quanto administrativa, e para que cada área de atuação obtenha os possíveis e melhores resultados.

A direção do Centro Espírita deverá incentivar campanha para a implantação do “Culto do Evangelho” nos lares dos frequentadores, principalmente nos dos recém-chegados, cabendo a uma equipe, devidamente preparada, prestar assistência e colaboração a esses cultos, em fase inicial, por meio de visitas programadas a essas famílias.

Diz o Evangelho: “Então, perguntar-lhe-ão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? - Quando foi que te vimos sem teto e te hospedamos; ou despido e te vestimos? - E quando foi que te soubemos doente ou preso e fomos visitar-te?


Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 17 de Fevereiro de 2019, 03:24

O Rei lhes responderá: Em verdade vos digo, todas as vezes que isso fizestes a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes.”(12)

Todo Centro Espírita deverá realizar serviço assistencial sem prejudicar sua finalidade essencial espírita, conjugando-se ajuda material com ajuda espiritual, e entendendo que toda e qualquer assistência material aos mais necessitados deva ser realizada sem prejuízo das atividades prioritárias do Centro, ou seja: tudo que diga respeito à nossa evolução moral e às necessidades dos nossos irmãos desencarnados.

Havendo instituições espíritas instaladas próximas umas da outras, interessante seria que, unidas no mesmo ideal, fizessem, previamente, um levantamento sobre as necessidades do meio, para, em seguida, estudarem a viabilidade, ou não, de promoverem obras assistenciais que atendam, dignamente, irmãos carentes naquela região.

É redundante dizer que é preferível fazer pouco, mas de boa qualidade, a se precipitar a maiores realizações dentro da improvisação e da imprevidência.

No que refere às obras de maior envergadura, poderão ser desmembradas do Centro, constituindo-se entidade com personalidade jurídica própria, sem perda de seu caráter espírita, filiada, ou não, ao Centro Espírita de origem.

E quanto aos Centros Espíritas recém-fundados e de pequeno porte, optarão por um serviço assistencial espírita eventual, sem criarem compromissos financeiros para o futuro, crescendo, segura e gradativamente, em suas formas de atuação, segundo os recursos humanos e financeiros disponíveis.

Os departamentos responsáveis pelos trabalhos assistenciais devem apresentar, periodicamente, relatórios estatísticos e financeiros e demonstrativos dos donativos e contribuições recebidos. A colaboração financeira, em espécie ou em serviços, que descaracterize, a qualquer título, o cunho espírita da obra, deve ser evitada.

Dessa forma, impõe-se uma rigorosa prudência na seleção dos meios de consecução dos recursos financeiros, evitando tômbolas, rifas, quermesses, bailes dançantes beneficentes ou outros meios desaconselháveis ante a Doutrina Espírita.

O Centro Espírita, mantenedor de serviço assistencial a necessitados e enfermos, inclusive com receituário e distribuição de medicamentos, deverá ter, como responsável por ele, médico habilitado, em pleno exercício da medicina.

A vivência do Evangelho é o objetivo a ser alcançado por toda a humanidade.

Por isso, em resumo, o Centro Espírita, basicamente, precisa promover, com vistas ao aprimoramento íntimo de seus frequentadores, o estudo metódico e sistemático e a explanação da Doutrina Espírita, no seu tríplice aspecto - científico, filosófico e religioso – consubstanciada na Codificação Kardequiana.

Deve promover a evangelização de crianças e incentivar e orientar os jovens para o estudo e prática da Doutrina e lhes favorecer a integração nas tarefas da Instituição.

Uma Casa Espírita precisa promover a divulgação da Doutrina, também, através dos livros já consagrados, selecionando as demais obras com responsabilidade; promover o estudo da mediunidade, visando oferecer orientação segura para as atividades mediúnicas; realizar atividades de assistência espiritual, mediante a utilização dos recursos oferecidos pela Doutrina, inclusive através de reuniões mediúnicas privativas de desobsessão; manter um trabalho de atendimento fraterno, através do diálogo, com orientação e esclarecimento às pessoas que buscam o Centro Espírita; promover o serviço de assistência social espírita, assegurando suas características beneficentes, preventivas e promocionais, conjugando ajuda material com ajuda espiritual, fazendo com que este serviço se desenvolva, concomitantemente, com o atendimento às necessidades de evangelização; incentivar e orientar a instituição sobre o Culto do Evangelho no Lar.

O Centro Espírita precisa manter organização própria, segundo as normas legais vigentes, compatível com a sua maior ou menor complexidade, e precisa estar estruturado de modo a atender às finalidades do Movimento Espírita; estimular o processo de trabalho em equipe; zelar para que as atividades exercidas em função do Movimento Espírita sejam gratuitas, vedada qualquer espécie de remuneração.

Deve possuir Atividades de Comunicação, a saber: promover a difusão do livro espírita; utilizar os meios de comunicação - inclusive jornais, revistas, boletins informativos e volantes de mensagens, rádio e televisão - na propagação da Doutrina Espírita e do Evangelho, de maneira condizente com os seus princípios.

A propósito da Evangelização da Infância, Allan Kardec, na pergunta 383, de “O Livro dos Espíritos”, pergunta: “Qual, para o espírito, a utilidade de passar pelo estado de infância?” Obteve a seguinte resposta: “Encarnado, com o objetivo de se aperfeiçoar, o Espírito, durante esse período, é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo.”(13)

Nesse sentido, todo Centro Espírita e outras Instituições Espíritas, que lidem com crianças, deverão promover a evangelização da infância, com o objetivo de educar e iluminar a mente infantil através das orientações kardecianas.

A Diretoria da Casa Espírita indicará, para as atividades de Evangelização da infância, um supervisor com experiência neste setor, que terá a incumbência de formar o grupo de evangelizadores. O trabalho de evangelização deverá funcionar semanalmente, com aulas ministradas no período ideal de uma hora, e poderá interromper as suas atividades por dois meses, se o considerar conveniente, a título de férias (janeiro e fevereiro, por exemplo).

As obras infantis da literatura espírita, de autores encarnados e desencarnados, devem estar, sempre, disponíveis às crianças, colaborando de modo efetivo na implantação essencial da Verdade Eterna. “O livro edificante vacina a mente infantil contra o mal.” (14)

Com relação à juventude, é fundamental que haja reuniões de Estudos Doutrinários e Atividades da Mocidade ou Juventude Espírita. Essa reunião deve congregar jovens, com idade aproximada de 13 a 25 anos, cujo objetivo é o estudo da Doutrina Espírita e atividades correlatas.

As reuniões da Mocidade, no Centro Espírita, são imperiosas na vida da Instituição, porquanto, além de oferecerem aos jovens condições adequadas de estudo e aprendizagem da Doutrina Espírita, já os familiarizam com as atividades do Centro, preparando-os para os encargos que deverão assumir no futuro.

É muito importante frisar que não deverá haver manifestação de Espíritos ou atividades mediúnicas nessas reuniões.

Os jovens que necessitarem de assistência, nesse sentido, serão encaminhados às reuniões destinadas a atendimentos dessa natureza. Somente deverão fazer parte dessas reuniões os jovens que já adquiriram maturidade psicológica e conhecimento suficiente sobre os mecanismos da mediunidade.

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 17 de Fevereiro de 2019, 03:26

Fontes:

[1] Orientação ao Centro Espírita  representa a Conclusão do Conselho Federativo Nacional, da FEB, por resolução unânime, nos dias 4 a 6 de julho de 1980, em sua sede, em Brasília (DF), publicado em 1980, pela editora da FEB. (Diploma esse elaborado após vários anos de consulta a todo o movimento nacional da Doutrina, resultando assim de conselho marcantemente democrático)

[2]  O Centro Espírita é uma escola de formação espiritual e moral segundo "Orientação ao Centro Espírita", de 1980, editado pela FEB.

Infere-se daí que também é consensual a convicção de que a Casa Espírita seja, ou deva ser, uma escola. Isto é, destinada a educar, formar e edificar almas, tendo por endereço pedagógico como educando todos os seus trabalhadores e frequentadores.

O Centro, exercendo a função básica de escola, leva o homem a trabalhar o seu mundo emocional, através do autodescobrimento, da reflexão. Dessa maneira é consensual a convicção de que o centro seja, ou deva ser, uma escola.

Isto é, destinado a educar, formar e edificar tendo por endereço pedagógico como educando todos os seus trabalhadores e frequentadores

[3]    Kardec, Allan.Obras Póstumas, RJ: Ed FEB, 1999 - Projeto 1868

[4]    Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 1980 – 50 ª edição, Introdução, VIII

[5]    Xavier, Francisco Cândido. Estude e Viva, ditado pelo Espírito Emmanuel, RJ: Ed. FEB, 1999, cap. 40

[6]    XAVIER, Francisco Cândido. VIEIRA, Valdo. Conduta Espírita. Pelo Espírito André Luiz,  Rio de Janeiro: FEB, 2001.

[7]    Idem
[8]    Idem

[9]   XAVIER, Francisco Cândido. VIEIRA, Valdo. Desobsessão. Pelo Espírito André Luiz,  Rio de janeiro: FEB,

[10]   XAVIER, Francisco Cândido. VIEIRA, Valdo. Conduta Espírita. Pelo Espírito André Luiz,  Rio de janeiro: FEB, 2001

[11]   idem

[12]     (MATEUS, 25:37 A 40.)

[13]    Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1997, perg. 383

[14]    Vieira, Waldo. Conduta Espírita, RJ: Ed. FEB, 7 ª edição 1979

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 17 de Fevereiro de 2019, 03:29

(https://2.bp.blogspot.com/_PfGa2w2TFsg/SjQ2aWMiQQI/AAAAAAAAAXk/MXoA0o5K41k/s320/99+-+Chagall,+M%C3%BAsica,+1952.JPG)

Acautelemo-Nos Contra O Escalracho
Das Práticas Estranhas No Centro Espírita

Sabemos, de sobejo, que devemos respeitar crenças, preconceitos, pontos de vista e normas de quaisquer pessoas que não leem pela nossa cartilha doutrinária. Porém, temos deveres intransferíveis para com a Doutrina Espírita.

É mister que lhe preservemos os princípios doutrinários com simplicidade e dedicação, sem intolerância, sem radicalismos, mas sem concessões indesejáveis.

A orientação, a experiência e a prática dos médiuns mais amadurecidos, como Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco, entre outros, têm nos demonstrado, sempre, a necessidade da vigilância com relação à preservação da pureza dos preceitos básicos da Doutrina Espírita.

Observamos, atônitos, as muitas discussões estéreis em torno de temas como: crianças índigo; se Chico é Kardec(?); ubaldismos, ramatisismos, cromoterapias, e tantos outros enfadonhos "ismos" e "pias", infiltrados no meio espírita.

Aceita-se o poder curador de cristais, sem a menor reflexão consciente.

Confiam, cegamente, nos efeitos das pomadas "mediunizadas", como se essa prática enganosa lhes fosse trazer algum benefício.

Promovem-se, nas tribunas, verdadeiros shows da própria imagem, shows esses protagonizados pelos ilustres oradores, que não abrem mão da vaidosa distinção do Dr. antes dos próprios nomes.

Criam-se associações com notáveis profissionais de pretensos "espíritas".

Muitos outros se projetam nos trabalhos assistenciais, para galgarem espaços na ribalta da política partidária. Não é de hoje o fenômeno das práticas exóticas nas hostes doutrinárias, fato esse que faz, realmente, a diferença.

Segundo algumas conveniências, propiciam as famosas "churrascadas espíritas", disfarçadas de almoço fraterno, em nome do Cristo(!?), pasmem!

Confeccionam rifas "beneficentes"; agendam desfiles de moda, "de caráter filantrópico", e, o que é pior, cobram taxas para o ingresso nos eventos espíritas, quais sejam: congressos, simpósios, seminários, e, por aí vai...

Há um impulso incontrolável para o universo místico de muitos idólatras, que, talvez, leram alguma "coisinha" aqui, e outra ali, sobre a Doutrina Espírita e se dizem seguidores convictos, quando, na realidade, nada mais são do que "espíritas de fachada".

Os Benfeitores nos advertem que cabe, a nós, a obrigação intransferível de defender os ensinamentos de Allan Kardec, seja pelo exemplo diário do amor fraterno, seja pela coragem do debate elevado.

Muitas pessoas têm escrito para o meu e-mail , insistindo no tema - apometria. Informo-lhes, frequentemente, que a teoria e a prática da técnica apométrica (e suas leis) estão em pleno desacordo com os princípios doutrinários codificados por Allan Kardec.

Jamais aconselharíamos incluir a apometria no corpo do Departamento Doutrinário e Mediúnico das Casas Espíritas.

Sobre essa estranhíssima prática, lamentavelmente, encruada por estas bandas do Centro-Oeste, indagamos aos experts, por que os Espíritos não nos revelaram tal proposta "terapêutica"(!), quando tiveram, à sua disposição, excelentes colaboradores médiuns, ao longo do século XX?

Não basta se afirmar "espírita", nem, tampouco, se dizer "médium de qualidade", se essa prática não for exercida conforme preceitua a Codificação Espírita.

Respaldados nos estudos sistemáticos que fazemos da Doutrina Espírita e não dispensamos, de forma alguma, esse hábito- esclarecemos, sempre, que a apometria não é Espiritismo, porquanto as suas práticas estão em total desacordo com as recomendações de "O Livro dos Médiuns".

Com essas bizarras práticas, abrem-se precedentes graves para a implantação de rituais e maneirismos, totalmente, inaceitáveis na prática espírita, que é, fundamentalmente, a doutrina da fé raciocinada.

Se a apometria é (como afirmam os cansativos discursos dos líderes dessa prática), mais eficiente que a reunião de desobsessão, por que a omissão dos Espíritos Superiores?

Por que eles se calaram sobre o assunto?
Curioso isso, não?

No mínimo, é esquisito. O silêncio dos Espíritos Superiores é, sem dúvida, um presságio de que tal prática é de mal agouro, e, por isso mesmo, ela é circunscrita a poucos grupos. Não conquistou a aceitação universal dos espíritos, razão pela qual não conta com a anuência das nossas Casas Espíritas sérias.

Percebemos que essas mistificações coletivas superlotam alguns Centros Espíritas, em que seus dirigentes vendem a ilusão da "terapia apométrica", como mestres da hipnose, fazendo com que esses centros se tornem um reduto de fanáticos e curadores de coisa nenhuma, o que é lastimável...

Por subidas razões, devemos estar atentos às impertinências desses ideólogos quixotescos, dos propagadores dessas terapias inócuas, que pensam revolucionar o mundo da "cura espiritual".


Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 17 de Fevereiro de 2019, 03:30

Até porque, a cura das obsessões não se consegue por um simples toque de mágica, de uma hora para outra, mas é, quase sempre, a longo prazo, não tão rápida como se imagina, dependendo de vários fatores, principalmente, da renovação íntima do paciente.

Como se não bastasse, ainda, entra em cena, no rol das bizarrices doutrnárias, uma tal "desobsessão por corrente magnética". Isso mesmo! Desobsessão(!?)

O uso de energia para afastar obsessores, sem a necessária transformação moral (Reforma Íntima), indispensável à libertação real dos envolvidos nos dramas obsessivos, contradiz os princípios básicos do Espiritismo, pois, o simples afastamento das entidades perseguidoras não resolve a obsessão.

O confrade Cauci de Sá Roriz lembra, na Revista O Espírita/DF, no artigo "Desobsessão por corrente magnética.

É possível?" que "a proposta da corrente magnética parte de uma base falsa, qual seja, a de que o Espiritismo exista para "atender, na prática desobsessiva, a um grande número de pessoas."

Por essas razões, preocupa-nos a introdução, na prática espírita, de mais esse enxerto estranho - a chamada desobsessão por corrente magnética - assunto que ainda mantém sob hipnose muitos espíritas incautos. Repetimos que, sobre o tema, os "Espíritos ainda não enviaram orientação a respeito, por isso, sejamos prudentes!" - recomenda Cauci.

O Cristianismo, com a pureza doutrinária do Evangelho e com a simplicidade de organização funcional dos primeiros núcleos cristãos, foi conquistando lenta e seguramente a sociedade de sua época.

Porém, com o tempo, sofreu um significativo desgaste ideológico. Corrompeu-se, por força das práticas estranhas ao projeto de Jesus.

Atualmente, apesar das advertências dos Espíritos e do próprio Allan Kardec, quanto aos períodos históricos e tendências do movimento, os espíritas insistem em cometer os mesmos erros do passado.

Confrades nossos, não conseguindo se adaptar ao Espiritismo, e, consequentemente, não compreendendo e não vivenciando suas verdades, vão, aos poucos, adaptando a doutrina às suas fantasias, aos seus limites morais, corrompendo os textos da Codificação, trazendo, para os centros espíritas, práticas dogmáticas de suas preferências místicas.

Falta-lhes, no mínimo, o estudo das obras básicas da Codificação Rivailina. Das duas, uma: ou Kardec está sendo colocado em segundo plano, preterido por outras obras não recomendáveis, ou está, totalmente, esquecido - o que é pior.

Mas como evitar esse processo? Como agir, ante os centros mal orientados, com dirigentes perturbados, com médiuns obsidiados, com oradores-estrelas?

Enfim, como agir, diante dos espíritas perturbados e pertubadores?
Seria interessante a prática do "lavo as maõs" ou a retórica filosófica do "laissez faire", "laissez aller", "laissez passer"?

Devemos deixar que os próprios grupos espíritas usem e abusem do livre arbítrio para, por fim, aprenderem a fazer escolhas corretas e adequadas às suas necessidades? Não nos esqueçamos de que os inimigos, em potencial, do Espiritismo estão mascarados entre os próprios espíritas.

Para encerrar nossas reflexões, atentemos para algumas admoestações de Vianna de Carvalho, através de Divaldo Franco, contidas no livro "Aos Espíritas": "O Espiritismo é a grande resposta para as questões perturbadoras do momento.

A sua correta prática é exigência destes dias turbulentos, pois os fantasmas do porvir ameaçam-no e distúrbios de comportamento apresentam-se com muita insistência, parecendo vencer as suas elevadas aquisições.

Por motivos óbvios, "o Espiritismo deve ser divulgado conforme foi apresentado por Allan Kardec, sem adaptações nem acomodações de conveniência em vãs tentativas de conseguir-se adeptos".

É a Doutrina que se fundamenta na razão, e, por isso mesmo, não se compadece com as extravagâncias daqueles que, por meio sub-reptício, em tentando fazer prosélitos, acabam por macular a pureza originária da nossa Doutrina Espírita.

Não faltam tentativas de enxertos de ideias e convenções, de práticas inconvenientes e de comportamentos que não encontram guarida na sua rígida contextura doutrinal que, se aceitos, conduzir-nos-iam a sérios problemas existenciais, não fosse a nossa convicção de que o Espiritismo veio para ficar, e que de nada valem essas investidas do mal.

Criar desvios doutrinários, atraindo incautos e ignorantes, causa, sem dúvida, perturbações que poderiam, indiscutivelmente, ser evitadas, se houvesse, por parte dos dirigentes, maior rigor na condução dos trabalhos de algumas Casas Espíritas.

Repetimos com Divaldo: "Qualquer enxerto, por mais delicado se apresente para ser aceito, fere-lhe a integridade porque ele [o Espiritsmo] é um bloco monolítico, que não dispõe de espaço para adaptações, nem acréscimos que difiram da sua estrutura básica."

Caríssimos irmãos de ideal, cremos ser indispensável a vigilância de cada espírita sincero, para que o escalracho seitista e sutil da invasão de teses estranhas não predomine no seu campo de ação, terminando por asfixiar a planta boa que é, e cuja mensagem dispensa as propostas reformadoras, caracterizadas pela precipitação e pelo desconhecimento dos seus ensinamentos"- como adverte Vianna de Carvalho.

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 17 de Fevereiro de 2019, 03:35

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O Espiritismo Ante O Merecimento E As Desigualdades

A economia do mundo atual está periclitante e não consegue se recuperar da debacle econômica de 2008, aliás, a maior das últimas 8 décadas. Tudo teve início nas quebras de grandes bancos nos EUA, deixando um rombo estimado em quase US$ 3 trilhões.

A crise de então se expandiu pelo planeta, provocando amplos cenários de desemprego e recessão. A rigor, as principais economias do mundo ainda não se recuperaram. Apesar de toda essa tempestade econômica, paradoxalmente o número de bilionários duplicou.

Os fatos demonstram que as crises econômicas têm o poder de concentrar renda e deixar os ricos mais ricos. Como resolver isso? Seguramente não será com as ideologias extremistas do igualitarismo. Quanto maior a desigualdade econômica num país, mais forte tende a ser a divisão ideológica entre os chamados grupos do “igualitarismo” e do “liberalismo”.

E a história sugere que a superconcentração de recursos redunda em algum tipo de desordem. Por isso, a desigualdade das riquezas é um dos problemas que preocupa muita gente. Mas, debalde se procurará resolver tal desigualdade levando em conta apenas a unicidade das existências.

Afinal, por que não são igualmente ricos todos os homens? Indagou Kardec aos Benfeitores que responderam: “Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar”. [1]

E mais, é fato matematicamente demonstrado que “a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente.

Por outra, se efetuada essa partilha, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões. Supondo ainda que seja possível e durável essa divisão, cada um teria somente com o que viver e o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade”. [2]

Ora, “se Deus concentra a riqueza em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades. Admitido isso, pergunta-se por que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la frutificar para o bem de todos”.

[3] Eis aí uma prova da Sabedoria e da Bondade Divina. Dando o livre-arbítrio ao homem, quer Deus que o mesmo chegue, por experiência própria, a distinguir o bem do mal e opte pelo bem, de livre vontade e por seus esforços.

Obviamente a harmonia da sociedade não virá por decretos, nem de parlamentos que caracterizam sua ação por uma força excessivamente passageira.

Os conceitos do Espiritismo defendem a meritocracia do ideário liberal, a liberdade individual e quem pugna por esses valores não deve ser tido como um reacionário. O princípio da improfícua ideologia igualitária sempre fascinou a mente revoltosa, porque parece ser mais “justa”, e atender melhor à parte mais desprotegida da humanidade. Irrisão!

Essa ideologia carrega consigo uma mancha execrável.

Não é capaz de respeitar o que é inerente ao ser humano, que é o livre arbítrio individual. Como não conseguirá jamais se estabelecer com a concordância dos cidadãos, precisa se impor à força para que os “mais iguais” (grupos artificiais) minoritários liderem e dirijam a “liberdade” do resto da população reprimida.

Reafirmamos que os adeptos do materialismo sonham com a igualdade irrestrita das criaturas, sem compreender que, recebendo os mesmos direitos de trabalho e de aquisição perante Deus [aceitem ou não!], os homens, por suas próprias ações, são profundamente desiguais entre si, em inteligência, virtude, compreensão e moralidade.

E consta nos anais da História que o “trabalho” , o “batente”, o “rala rala”, o “labor diário” para o ganha pão não é a credencial moral dos reivindicadores do princípio igualitário.

Sob o ponto de vista reencarnacionista, o Espiritismo ilustra os contras sensos das teorias radicais do igualitarismo e coopera na restauração do adequado caminho da evolução social. Emoldurando a ideologia igualitária nos apelos cristãos, não se deslumbra com as reformas exteriores, para rematar que a excepcional renovação considerável é a do homem interior, célula viva do organismo social de todos os tempos, justando pela intensificação dos movimentos educativos da criatura, à luz eterna do Evangelho do Cristo.

De acordo com a História sempre existiram, existem e deploravelmente existirão grupos de materialistas, ateus e rebeldes extremistas em número significativo, que são estrepitosos, violentos e constituem ameaça à liberdade do cidadão.

E quem se opõe à sua cartilha agressiva não pode ser considerada uma “maioria” alienada e muito menos cidadãos que se sentem ameaçados nas suas conquistas, construídas com trabalho e dignidade.

Ora, qualquer ideologia de princípios igualitários não pode perder de vista a sábia máxima do Cristo “a cada um segundo seus merecimentos”.

Cabe ressaltar ainda que os princípios contidos em o Livro dos Espíritos relativos às leis morais, e mesmo no Evangelho de Jesus, dão sustentação à fraternidade sem quaisquer pechas de ideologias igualitárias.

Será perda de tempo valer-se da retórica vazia de que o livro “Nosso Lar” descreve uma comunidade com as falácias socialistas igualitárias, não é verdade! Pois lá se reafirma a lógica da meritocracia em que o indivíduo é abonado pelas virtudes e talentos morais conquistados. Aliás, um exemplo para qualquer sociedade de hoje ou amanhã.

Referência bibliográfica:

[1] Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XVI, RJ: Ed. FEB
[2] Idem
[3] Idem

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 17 de Fevereiro de 2019, 05:07

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Isolamento Saudável

Define o dicionarista a “solidão” como um estado de quem se sente ou está só.

Para os psicólogos a solidão é uma “moléstia astuciosa” que nenhum instrumento médico consegue identificar, o que resulta, quase sempre , em determinados reflexos comportamentais , a saber: isolamento, inabalável esmorecimento, irreprimível indisposição, tristeza sem causa, baixa autoestima.

O psicólogo John Cachopo, após 6 anos de estudos com 2 mil pessoas, afirma que os solitários correm mais risco de falecer do que os outros. É que a solidão eleva a pressão arterial e, logo, aumenta também os riscos de infartos e derrames.

Além disso, o isolamento enfraquece o sistema imunológico e piora a qualidade do sono. Não ignoramos que hoje em dia muitas pessoas moram sozinhas e levam uma vida relativamente serena.

Não se pode dizer que são pessoas “doentes” se as mesmas se sintam bem nessa circunstância. Até porque, a sensação de isolamento pode estar presente em qualquer lugar ou situação, como numa festa com os amigos, no trabalho e até mesmo dentro de casa com a própria família.

Experimenta-se atualmente a sediciosa sensação de insulamento na multidão. Indivíduos cercados por pessoas em ônibus, metrôs, aviões, estádios, avenidas, ruas, contudo, nessa avalanche de gente avultam os solitários na multidão. E quanto mais são cercados de pessoas, de barulho, de tarefas, mais se agrava a sensação de que estão sozinhos.

Parece contraditório. Será a “tal solidão” a ausência de companhia?
Consistiria em fuga da civilização?

Há os que defendem que solidão seja a arte do encontro com o vazio existencial. Esse vazio é de mão dupla. Uma é o da existência, da busca de um significado metafísico; a outra é o da ausência, da perda de algo importante.

A liberdade é uma descoberta solitária e por isso muitos tentam evitá-la.

Garantem tais estudiosos que a solidão é boa, que ficar sozinho não é vergonhoso. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo.

Realmente há quem use a prodigiosa solidão como tempo de inspiração, análise e programação. Quando fazemos silêncio exterior, damos vazão ao mundo interno, intenso e palpitante.

Há tanta gente mergulhada em alaridos indigestos, dominada por conversas maledicentes ou pelo estrondo de risadas burlescas; há tanta gente rodeada de pessoas, mas com a alma amargurada, oprimida, oca. Lembremos que tudo tem o seu tempo determinado, conforme narra o Eclesiastes.

“Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar, tempo de colher, tempo de chorar e tempo de sorrir; tempo de falar e tempo de silenciar também.” [1] Então, por que temer a frutífera solidão? Se a vida nos oferece ocasiões de solidão, saibamos abrigá-la como um tesouro. Aproveitemos cada instante para meditações.

Obviamente o “isolamento absoluto” é contrário a lei da Natureza, somos seres sociais e por instinto buscamos a sociedade e devemos concorrer para o seu progresso, auxiliando-nos mutuamente.

Completamente isolados não dispomos de todas as faculdades. No isolamento incondicional ficamos brutalizados e morremos. Por essas razões é importante caracterizar as distintas solidões – aquela que significa fuga deliberada do convívio social daquela outra que nos abastece a alma.

A solidão com o serviço aos semelhantes gera a grandeza. A rocha que sustenta a planície costuma viver isolada e o Sol que alimenta o mundo inteiro brilha sozinho. Emmanuel ensina que “Jesus escalou o Calvário, de cruz aos ombros feridos e ninguém o seguiu na morte afrontosa, à exceção de dois malfeitores, constrangidos à punição, em obediência à justiça. [2]

Não esperemos pelos outros, na marcha de sacrifício e engrandecimento. “E não olvidemos que, pelo ministério da redenção que exerceu para todas as criaturas, o Divino Amigo dos Homens não somente viveu, lutou e sofreu sozinho, mas também foi perseguido e crucificado...” [3]

Referências bibliográficas;

[1] Eclesiastes 3:1-8
[2] Xavier, Francisco Cândido. Fonte Viva , ditado pelo Espírito Emmanuel, cap. 70, RJ: Ed. FEB, 1999
[3] Idem

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 18 de Fevereiro de 2019, 04:07

(https://4.bp.blogspot.com/-0u_o-MFWfn4/Wju-y2YUtNI/AAAAAAAANvA/KFRUCtxV-UoxQKQg3-MA6BtXhjpnEafrgCLcBGAs/s400/alzheimer.jpg)

“Alzheimer” - Delongado E Gradual Processo De Desencarnação

Antigamente a doença de Alzheimer era vulgarmente conhecida como “caduquice” e tratada como um estado de demência progressiva.

Caracterizada pela perda contínua das aptidões do indivíduo, como extermínio da memória, dificuldade na linguagem e no pensamento, ela afeta progressivamente as funções corticais do indivíduo, ocorrendo atrofia do cérebro e, por isso mesmo, as funções cognitivas e motoras são deterioradas irreversivelmente.

Embora ainda não tenha cura, o uso de medicamentos como Rivastigmina, Galantamina ou Donepezila, junto com terapia ocupacional (estímulos), podem auxiliar no controle dos sintomas e retardar a sua progressão, melhorando a qualidade de vida do paciente.

A “Alzheimer” é mais comum em idosos.

No estágio inicial (leve) podem surgir sintomas como: dificuldade para lembrar os acontecimentos mais recentes (a lembrança de situações antigas permanece normal), dificuldade para achar o caminho de casa, não saber o dia da semana, repetir as mesmas perguntas.

Na fase moderada, a pessoa apresenta incapacidade de fazer a higiene pessoal, anda sujo, tem dificuldade para ler e escrever, alterações do sono, troca do dia pela noite.

Na etapa avançada o doente não consegue memorizar nenhuma informação atual e nem antiga, não reconhece os familiares, os amigos e locais conhecidos, nem as coisas do ambiente (agnosia), perdem a coordenação para os mais simples movimentos úteis, como vestir uma roupa (apraxia).

Allan Kardec não fez referência à enfermidade, todavia cremos que o Espírito do enfermo permanece em estado parcial de “desdobramento”, pela impossibilidade de utilizar-se do cérebro que está em definhamento.

São pessoas comprometidas com graves crimes morais de existências passadas.

Certamente a rigidez de caráter (intolerância), a culpa, os processos obsessivos de subjugação, a depressão, o ódio e a mágoa realimentados a longo prazo podem ser matrizes admissíveis para a ocorrência do mal de Alzheimer.

Naturalmente, o empenho da família em moléstias desse tipo é de elevada importância, tanto em relação à melhoria da qualidade de vida do paciente quanto do ponto de vista das demandas espirituais, pois seguramente o grupo familiar está coligado às “contas do destino criadas pelo mesmo”, por isso o imperativo da reparação.

O tratamento espiritual é de essencial importância, inclusive para a família, pois os parentes sofrem muito com o gradual alheamento do ser querido, que passa por um processo lento, espesso, dolorido de perda de intercâmbio cognitivo com os familiares e amigos.

É como um delongado e gradual “processo de desencarnação”.

As presumíveis causas espirituais, como processos obsessivos e atitudes de intransigência moral, entre outras conforme mencionamos acima, recomendam a necessidade de ininterrupta diligência de esclarecimento espiritual, com leitura diária de páginas evangélico-doutrinárias e frequência, se possível semanal, à casa espírita para tratamento com passes e águas fluidificadas.

Nessas penosas conjunturas os familiares e ou cuidadores têm a chance de desenvolver suas potencialidades espirituais como a resignação, a tolerância, a aceitação, a vigilância irrestrita ao enfermo, a renúncia, a submissão, o amor, que inequivocamente são tesouros morais adquiridos pelos que se dedicarem aos portadores da doença de Alzheimer.

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 18 de Fevereiro de 2019, 22:47

(https://3.bp.blogspot.com/-1ooUY81ExOM/Vz9d21zrsnI/AAAAAAAAJLE/S23hSNeIccYBq0wRXH-6TlGD6P2FgPchACLcB/s1600/SEXISMO1.jpg)

Sexíssimo E Espiritismo

Nicola Thorp, uma britânica de 27 anos, foi contratada em regime temporário na empresa PwC, e seus empregadores disseram que ela teria de usar sapatos com salto de "5 a 10 centímetros" de altura.

Durante o período de estágio, Nicola se recusou a usar salto e reclamou que os funcionários masculinos não tinham obrigações equivalentes. Além do fator extenuante, é uma questão de sexíssimo, afirmou. Resultado: foi demitida.

Thorp disse que a empresa deveria refletir melhor a sociedade moderna, pois hoje em dia as mulheres podem ser elegantes e formais e usar sapatos sem salto. Na opinião de Frances O'Grady, secretária-geral da União de Sindicatos da Grã-Bretanha, TUC, um código de vestimenta que exige saltos altos "cheira a sexismo”.

O Sexíssimo é um neologismo oriundo do termo inglês sexism, que se refere ao conjunto de ações e ideias que privilegiam determinado gênero ou orientação sexual em detrimento de outro gênero (ou orientação sexual).

De maneira geral, o termo é usado como exclusão ou rebaixamento do gênero feminino. Trata de uma posição que pode ser praticada tanto por homens quanto por mulheres, portanto, o sexíssimo está presente intergêneros tanto quanto intergêneros.

Para a Psicologia, o sexíssimo é um ideário, construído social, cultural e politicamente, em que um gênero ou orientação sexual tenta se sobrepor ao outro. Em relação ao preconceito contra mulheres, diferencia-se do machismo por ser mais consciente e pretensamente racionalizado, ao passo que o machismo é muitas vezes um comportamento de imitação social.

O sexismo muitas vezes está ligado à misoginia, que por sua vez, sendo uma palavra que vem da junção de duas palavras gregas, miseó e gyné (ódio e mulher, simultaneamente), se enquadra para designar o desprezo ou ódio pelo gênero feminino e pela feminilidade, ou seja, as características ligadas às mulheres.

Está diretamente relacionada à violência contra a mulher, seja de forma física, verbal ou discriminatória, e possui como antônimo a filoginia que é o apreço e admiração pelas mulheres, e pode, em alguns casos, ser considerada como um preconceito benevolente.

É verdade!

Há pessoas que promovem atitudes sexistas contra seu próprio gênero. A forma como a cultura age no imaginário coletivo permite que seja possível encontrar mulheres que defendam que "lugar de mulher é na cozinha", ou homens afirmando que "marido que não procura trabalho é vagabundo", assim como há mulheres e homens que se contrapõem a tais ideários, indistintamente.

Apesar das discussões políticas, midiáticas e acadêmicas sobre igualdade de gênero travadas nas últimas décadas, muitas ideias sexistas ainda permeiam a cultura brasileira e explicam parte das diferenças sociais, econômicas, ocupacionais e comportamentais entre os gêneros.

Notemos as convenções das seguintes frases:

“homem pensa, todavia mulher sonha”;
“homem é herói, contudo mulher é mártir”;
 “homem é força, porém mulher é lágrima”;
“homem é livre, porém mulher é dependente”;
“homem é provedor, porém mulher é provida”;
“homem não chora, porém mulher é sentimento”;
“homem é cérebro, razão, mas mulher é coração, emoção”.


Ou frases mais poéticas como:

“homem é oceano, porém mulher é lago”;
“homem é águia, e voa, mas mulher é rouxinol, e canta”;
“homem tem consciência, no entanto mulher tem esperança”.
“homem domina o espaço, contudo mulher conquista a alma”.

Observemos nas frases acima que a poesia de Vitor Hugo está representada.

Alcança-se que há aí profunda associação à masculinidade fincada ao poder, saber e força. E que tudo o que se refere à mulher assinala-se pela fraqueza, subordinação e inferioridade.

Aparentemente, contrastes sexistas nesses moldes igualam homem e mulher, mas vistos com olhos críticos eles perpetram o desrespeito às diferenças, cravam a desigualdade entre os sexos e imprimem a injustiça nas relações entre homem e mulher.

A sociedade institui, regulariza e nutre papéis sociais identificados com os sexos e reveste as crianças nesse ideário como numa camisas-de-força. Estas não são abrigadas pelo que elas são, mas pelo que o adulto quer que elas sejam.

Daí a prática sexista, desde a infância.

Menino marcha com o pai, joga com o professor e associa-se a grupos de meninos. Menina vive com a mãe, brinca com a professora e convive com meninas.

Menino pega peso, menina lava prato.
Bota é para menino, menina usa sandália.
Menino é conquistador, menina é chorona.
Menino tem carrinho, menina ganha boneca.
Brinco e cabelo comprido são para ela, eles usam cabelo curto e usam armas para brincar.

Aí está: chegamos à raiz da violência, monopólio do homem, que vitimiza a ambos.

Se programas de educação não sexista forem implementados na Terra, avançaremos muito para que as diferenças entre homem e mulher não se transformem em desigualdades e em injustiças.

Os Benfeitores Espirituais, na época da Codificação, também denunciaram o sexíssimo, racismo, pena de morte, escravidão e qualquer outra forma de injustiça social e preconceito como sendo contrários às Leis Divinas, e recomendavam liberdade de pensamento, liberdade de consciência, igualdade de tolerância.

Observemos que Kardec arguiu os Espíritos se são iguais perante Deus o homem e a mulher e têm os mesmos direitos. Os Mentores afirmaram que Deus outorgou a ambos a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progredir.

O Codificador persistiu com os seres do além sobre a origem da desqualificação moral da mulher em alguns países.

Os Espíritos elucidaram que era do predomínio injusto e cruel que sobre ela assumiu o homem. É resultado do abuso da força sobre a fraqueza. Entre homens moralmente pouco adiantados, a força faz o direito. [1]

Apostilando ainda sobre o tema, o Codificador questionou sobre a razão da mulher ser mais frágil que a do homem, e foi aclarado pelos Benfeitores que justificaram que tal situação é para determinar funções especiais.

Para o homem, por ser o mais forte, os trabalhos rudes; para a mulher, os trabalhos leves; para ambos o dever de se ajudarem mutuamente a suportar as provas de uma vida cheia de amargor.

O professor lionês ainda cogitou se a fraqueza física da mulher a colocaria naturalmente sob a dependência do homem. Os Espíritos exemplificaram que Deus a uns deu a força, para protegerem o fraco e não para o escravizarem.

O Criador apropriou a organização de cada ser às funções que lhe cumpre desempenhar.

Tendo dado à mulher menor força física, deu-lhe ao mesmo tempo maior sensibilidade em relação com a delicadeza das funções maternais e com a fraqueza dos seres confiados aos seus cuidados. [2]

Ora, as funções a que a mulher é destinada pela Natureza tem importância tão grande quanto as deferidas ao homem, e maior até. É ela quem lhe dá as primeiras noções da vida.

Kardec garantiu que uma legislação, para ser perfeitamente justa, deve consagrar a igualdade dos direitos do homem e da mulher. Os Espíritos reforçaram que para ser equitativa, a lei humana deve realmente consagrar a igualdade dos direitos do homem e da mulher, porém não das funções.

Preciso é que cada um esteja no lugar que lhe compete. Ocupe-se do exterior o homem e do interior a mulher, cada um de acordo com a sua aptidão.

Os sexos, além disso, só existem na organização física. Visto que os Espíritos podem encarnar num e noutro, sob esse aspecto nenhuma diferença há entre eles. Devem, por conseguinte, gozar dos mesmos direitos. [3]

Referências bibliográficas:

[3] Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001, perg. 817 e 818
[4] Idem perg. 819 e 820
[5] Idem perg. 821 e 822

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 19 de Fevereiro de 2019, 03:44

(https://2.bp.blogspot.com/-pf5jDEkGPMI/VtHQS7gtNXI/AAAAAAAAI2c/I2NaDnTNOVA/s1600/sexismo.jpg)

Não Existem Sexos Opostos, Mas Complementares

Jackson Katz, mestre em educação pela Universidade Harvard e doutor em estudos culturais pela Universidade da Califórnia, foi um dos criadores, em 1993, do Mentors in Violence Prevention, um programa de prevenção contra o assédio e o abuso sexual nos Estados Unidos. Dedica praticamente todo o seu tempo ao combate à violência contra a mulher e a promover a igualdade entre os gêneros.

O método do treinamento Katz é focado nalguns objetivos como conscientizar as pessoas sobre os males de o sexíssimo mudar o conceito de masculinidade.

O fato de homens serem educados para serem dominantes sobre as mulheres, para serem abusivos na hora de conseguir o que querem é inaceitável. Urge mudança dos métodos de educação e socialização dos meninos para que no amanhã a violência contra a mulher desapareça.

Antecipando-se no tempo, Kardec já protegia a mulher contra os desvarios de sua época. Teve a cautela de deixa-las envoltas em uma capa de semi-anonimato, pois o preconceito contra elas ainda era colossal.

Basta notar que 129 operárias americanas foram queimadas vivas dentro de uma fábrica, pelo “crime” de reivindicarem salários iguais aos dos homens.

O fato ocorreu a apenas 41 dias do lançamento de O Livro dos Espíritos. E, além de mulheres, as médiuns estudadas por Kardec ainda eram jovens e paranormais (bruxas?). Um “banquete” para a mentalidade vitoriana do século XIX.

Na França do fim do século XIX a imprensa parisiense se agitava em um debate em torno da legalidade de diplomar ou não uma jovem bacharela de 20 anos que acabara de se graduar academicamente, tão-somente por causa da sua condição feminina.

O Codificador explana o fato: “Depois de terem reconhecido que ela tinha alma, lhe reconheceram o direito à conquista dos graus de ciência, o que já é alguma coisa.

E afirma que os direitos das mulheres não são concessões dos homens, como atestavam alguns intelectuais, mas resultado da própria Natureza, que não fez nenhum superior ao outro.

É com o mesmo objetivo que os Espíritos se encarnam nos sexos diferentes: aquele que foi homem poderá renascer mulher e vice-versa, a fim de realizar os deveres de cada uma dessas posições e sofrer-lhe as provas necessárias ao progresso”.

[1] Na questão 817 de O Livro dos Espíritos os Benfeitores atestam que “Deus outorgou a ambos [homem e mulher] a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progredir, sendo esse o maior sinal da igualdade entre ambos”.

[2] Não existem, portanto, diferenças entre o homem e a mulher senão no organismo material (que se extingue com a morte), dando por lei natural a igualdade de direitos, mas com funções diferentes, apropriadas às características intrínsecas de cada sexo.

Noutro lado do debate, observamos com pesar o movimento feminista onde a mulher moderna, de modo geral, indiferente aos seus deveres de mulher, embrenha-se nas ilusões políticas, na concorrência profissional, nas peçonhas filosóficas que invadiram os seus ideais.

Não são muitas as mulheres que se mantêm com humildade nos postos de serviço com Jesus, convictas da transitoriedade das posições humanas.

“A ideologia feminista dos tempos modernos, com as diversas bandeiras políticas e sociais, pode ser um veneno para a mulher desavisada dos seus grandes deveres espirituais na face da Terra.

Se existe um feminismo legítimo, esse deve ser o da reeducação da mulher para o lar, nunca para uma ação contraproducente fora dele. É que os problemas femininos não poderão ser solucionados pelos códigos do homem, mas somente à luz generosa e divina do Evangelho”[3]

A “era tecnológica pretende, na essência, construir uma civilização sem as mães, e isso é um erro muito grande, de modo que, criando dificuldades para a mulher e, especialmente, para a maternidade, estamos condenando a nós mesmos a muitas perturbações, porque a mulher sem apoio entra naturalmente em desespero, dando origem a determinadas teorias que não são aquelas do feminismo autêntico, aquele feminismo correto que prepara a mulher para a independência construtiva” [4]

A mulher deve reduzir o quanto lhe for possível o tempo gasto no trabalho profissional e se esforçar mais na tarefa da educação de seus filhos, preferindo ganhar um pouco menos em valores materiais e potencializar seus tesouros espirituais.

Sabemos que atualmente isso não é tarefa fácil, pois a sociedade se curvou ante o consumismo, a concorrência profissional, sequestrando a mulher do lar para enclausurá-la nas funções hodiernas, às vezes subalternas à sua grandeza e quase sempre estranhas à sua natureza.

No entanto, no desafio que se impõe à mulher, pensamos que é sua principal missão sensibilizar o mundo com uma atuação profissional mais humana, menos burocrática e mais efetiva em favor do semelhante, sem porém nunca esquecer a ternura do lar, invertendo os valores legítimos da alma.

A mulher deve conciliar o papel de mãe e esposa, muitas vezes deixado para segundo plano.

"Homem e mulher são iguais perante Deus e têm os mesmos direitos porque a ambos foi outorgada a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progredir."[5] Não existem sexos opostos, mas complementares. “O homem e a mulher, no instituto conjugal, são como o cérebro e o coração do organismo doméstico.

Ambos são portadores de uma responsabilidade igual no sagrado colégio da família; e, se a alma feminina sempre apresentou um coeficiente mais avançado de espiritualidade na vida, é que desde cedo o espírito masculino intoxicou as fontes da sua liberdade, através de todos os abusos, prejudicando a sua posição moral no decurso das existências numerosas, em múltiplas experiências seculares”.[6]

Referências bibliográficas:

[1] Kardec Allan. Revista Espirita / Janeiro 1866/ RJ: Ed FEB, 1972
[2] Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. Perg. 817 e seguintes, 9a. ed. de bolso. RJ: Ed FEB, 2005.
[3] Xavier Francisco Cândido. O Consolador, perg. 67, RJ: Ed. FEB, 2000
[4] Xavier, Francisco Cândido. A Terra e o Semeador, ditado pelo Espirito Emmanuel, SP: Ed. Ideal, 1975
[5] Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. Perg. 817 e seguintes, 9a. ed. de bolso. RJ: Ed FEB, 2005
[6] Xavier Francisco Cândido. O Consolador, perg. 67, RJ: Ed. FEB, 2000

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 19 de Fevereiro de 2019, 17:28

(https://4.bp.blogspot.com/-dWZQC4eP3NE/Vwacmp9r4VI/AAAAAAAAJCQ/yot6BrYM4WQf7bJydw9eDVExTtzRL2-Fg/s320/medita%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg)

Meditação, Educação E Labor

Ao orarmos, penetramos de alguma forma no universo da meditação. Com o exercício disciplinado dos pensamentos, podemos chegar aos melhores resultados de uma prece.

Contudo, o domínio dos pensamentos, considerando a cultura ocidental, é de terrível dificuldade.

Quase sempre nós ocidentais construímos pensamentos repletos de ideias vagas, ingênuas, sensuais, arremessamos censuras, mantemos anseios utilitaristas, entulhamos as descargas neurológicas que geram amplo consumo de energia física e mental.

Certamente a concentração (meditação) no ambiente adequado pode aliviar a tensão emocional e patrocinar um nível de estabilização e alívio psíquico que tende a refletir no bem-estar físico e espiritual.

Atraiu-nos a atenção a programação do Centro de Educação Infantil Lar de Crianças Ananda Marga, creche municipal localizada no bairro Jardim Peri Alto, na zona norte de São Paulo, administrada pela ONG Amurt-Amurtel, adotando uma linha pedagógica neo-humanista, que estimula o aluno a sentir-se como integrante da natureza que o acolhe.

Oferece aulas de yoga e meditação às cerca de 110 crianças matriculadas nessa instituição. Todos os alunos entre zero e três anos de idade realizam prática de relaxamento e massagem. Até os bebês do berçário passam pela técnica.

A proposta é sedutora, pois cremos que uma legítima educação é aquela em que os poderes espirituais regem a vida social. Por outro lado, recordo que no meu tempo de criança, a pureza delas era uma realidade mensurável.

A perspectiva da criança não ultrapassava os simples livros didáticos, um único humilde caderno e brinquedos baratos. Para repreendê-las e educá-las, às vezes bastava um olhar firme dos pais.

Porém, aquele imaginário infantil, de quietude e sonho ingênuo, desmoronou sob o impacto da era do sensualismo, da violência, do materialismo. Todo processo de educação constitui-se na base da formação de uma sociedade saudável.

A tarefa que nos cumpre realizar é a da educação das crianças pelo exemplo de total dignificação moral.

Nesse sentido, os postulados Espíritas são antídotos contra todos os venenosos ardis humanos, visto que aqueles que os conhecem têm consciência de que não poderão se eximir das suas responsabilidades sociais, sabendo que o futuro é uma decorrência do presente.

Deste modo, é urgente identificarmos no coração infantil o esboço da futura geração saudável. Como estamos tratando de educação, evidentemente a educação espírita deve ser mantida restrita aos centros espíritas (para os espíritas), ao lar e, sobretudo, desprovida da roupagem imprópria do sectarismo e do misticismo.

O núcleo familiar é o primeiro grupo social do qual participamos e recebemos, não somente herança genética ou de bens materiais, mas principalmente moral. A educação espírita aí tem um papel importantíssimo na formação do caráter do indivíduo, ou melhor, na formação da pessoa como um todo

No que reporta à prática meditativa de vínculos orientalistas adotada pela creche municipal de São Paulo, esta não contém conexões diretas com as finalidades espíritas.

Não constam nos cânones das Obras Básicas as técnicas para meditação e yoga, embora não haja rigorosa incompatibilidade com os princípios doutrinários, até porque todo e qualquer exercício que favoreça o equilíbrio espiritual deve ou pode ser estimulado.

Entretanto, não se deve confundir as irradiações mentais através da prece com a meditação mística, mormente aplicada pela yoga. Em razão disso, a Doutrina dos Espíritos recomenda que não se instale nos centros espíritas salas específicas para tais meditações (yoga, relaxamento, defumação com ervas, shantala, massagem indiana etc.

Não obstante haja instituições “espíritas” (não deveria haver) que promovem cursos para técnicas de meditação com base na cultura oriental, é necessário ter cuidado para que esses métodos não descaracterizem a proposta espíritas, até porque as crenças vinculadas às práticas de meditações místicas têm suas próprias instituições, destinadas aos seus adeptos, e certamente nada impede que os “espíritas” ajustados com essas propostas busquem os núcleos não espíritas adequados e aí meditem quando, como e quanto desejarem.

Finalmente, meditar é importante, sem sombra de dúvida, desde que não neutralize nossos afazeres do ganha pão, neutralizem nossos braços e mãos, nem nos faça abdicar dos convites dos Benfeitores Espirituais, uma vez que eles apontam a rota segura de uma meditação produtiva, que não nos hipnotiza com técnicas que centram atenções quase sempre exclusivas em nós mesmos.

Não podemos esquecer que Jesus nos conclamou a amar o próximo como a nós mesmos e não o oposto, ou seja, todo o amor, júbilo, contentamento que ansiamos para nós, devemos em condição de equidade ao nosso próximo.

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 20 de Fevereiro de 2019, 03:15

(https://storage.ning.com/topology/rest/1.0/file/get/884304525?profile=RESIZE_710x)

Reencarnação, uma verdade ainda negada.

Jessica Lima, de 23 anos, passou mal no dia 23 de dezembro de 2018 e foi socorrida na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Delmiro Gouveia (AL).

Segundo a direção do centro médico, a paciente sofreu diversas paradas cardíacas e, devido ao estado grave de saúde, foi transferida para o hospital de Palmeira dos Índios (AL), mas teve uma infecção generalizada e desencarnou.

Durante o velório na sala da casa da família alguns parentes tiraram o corpo do caixão e o colocaram em uma cama, em um dos quartos do imóvel. Eles acreditavam que a jovem iria ressuscitar.

Um médico e a polícia foram acionados para que o corpo fosse recolocado no caixão e enterrado. Após o sepultamento a família fez uma vigília no cemitério porque acreditava que Jéssica poderia ressuscitar a qualquer momento.

Parece até uma anedota, mas como se observa, ainda há “cristãos” que creem na lendária “ressurreição” do corpo físico. Porém, os espíritas sabemos que Jessica não ressuscitará, mas voltará futuramente à vida física pelas vias da reencarnação.

Sim!! E  foi Jesus que ensinou a Nicodemos que “era necessário nascer de novo”.

Infelizmente, ainda hoje, pastores e “bispos” evangélicos (ou protestantes), o clero católico, os reverendos anglicanos, líderes da igreja ortodoxa, teólogos “independentes” e outros religiosos recusam a reencarnação, quase sempre fundamentados especialmente no “versículo 27 do capítulo 9, da epístola atribuída a Paulo, dirigida aos hebreus, afirmando que: "aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo".

Pronto! Caso encerrado!

Ora, se em nossa trajetória evolutiva morremos uma única vez, logo, a reencarnação é uma falácia.

Será mesmo ?

Os negadores da reencarnação dogmatizaram a lição do “nascer de novo”, justificando a “ressurreição” da filha de Jairo,do filho da viúva de Naim e do Lázaro. A bem da verdade, as personagens “ressuscitadas” por Jesus sequer estavam mortas, tão-somente estavam acometidas de catalepsia patológica.

O Mestre assegurou que a verdade libertaria o homem, logicamente se a verdade (reencarnação) está sendo negada aos “cristãos”, fica evidente que os “sabichões” das escrituras não se encontram livres, ou o que é pior, estão ofuscados na mais absoluta estupidez.

Por conseguinte, são cegos que guiam cegos em direção ao despenhadeiro da ignorância tal como sucedeu no seio da família de Jessica.

Reflitamos: “Após a transfiguração de Jesus, no Monte Tabor, os três discípulos o interrogam:
Por que dizem os escribas ser preciso que antes volte Elias?

- Jesus lhes respondeu:
É Verdade que Elias há de vir e restabelecer todas as coisas:

- Mas, eu vos declaro que Elias já veio e eles não o conheceram e o trataram como lhes aprouve [João já havia sido decapitado]. É assim que farão sofrer o Filho do Homem.

Então os três discípulos compreenderam que fora de João Batista que ele falara.
”Aqui não há margens para simplórias divagações teológicas.

Os três discípulos compreenderam por si próprios que João Batista (filho de Isabel e primo de Jesus) era o profeta Elias reencarnado (isso mesmo! REENCARNADO!).

Ora, “a ideia de que João Batista era Elias e que os profetas podiam reviver na Terra se nos depara em muitas passagens dos Evangelhos. Se fosse errônea essa crença, Jesus não houvera deixado de a combater, como combateu tantas outras.

Longe disso, ele a sanciona com toda a sua autoridade e a põe por princípio e como condição necessária, quando diz: "Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo."

E insiste, acrescentando:
Não te admires de que eu te haja dito ser preciso nasças de novo.”

O livro dos Reis anota: “Era um homem vestido de pelos, e com os lombos cingidos dum cinto de couro. Então disse ele: É Elias.” O profeta Malaquias narra: “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor.”. O evangelista Lucas que registra: “Apareceu-lhe, então, um anjo do Senhor, em pé à direita do altar do incenso.

E Zacarias [progenitor de João Batista], vendo-o, ficou turbado, e o temor o assaltou.

Mas o anjo lhe disse:
Não temais, Zacarias; porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João;  irá adiante dele no espírito e poder de Elias [reencarnado].”

O jovem evangelista Marcos assinala:

“Então lhe perguntaram:
Por que dizem os escribas que é necessário que Elias venha primeiro?

Respondeu-lhes Jesus:
Na verdade Elias havia de vir primeiro, a restaurar todas as coisas; e como é que está escrito acerca do Filho do homem que ele deva padecer muito a ser aviltado? Digo-vos, porém, que Elias já veio, e fizeram-lhe tudo quanto quiseram, como dele está escrito.”

Mateus mais uma vez anota:
“E desde os dias de João, o Batista, até agora, o reino dos céus é tomado a força, e os violentos o tomam de assalto. Pois todos os profetas e a lei profetizaram até João. E, se quereis dar crédito, é este (João Batista) o Elias que havia de vir [pela reencarnação].

Quem tem ouvidos, ouça.” "E Jesus falou aos seus discípulos, dizendo:
Que dizem os homens que é o Filho do homem?

E eles responderam:
Uns dizem que é João Batista, outros que é Elias, outros ainda que é Jeremias ou algum dos profetas.".

Confirmação mais clara que as declarações de Jesus acima é impossível.

O Mestre, na sua excelsitude, sabia da reencanação antecedente do filho de Zacarias e Isabel, e explicou que as pessoas fizeram o que quiseram com Elias [Joao Batista], mas que não o reconheceram, e também não poderiam, pois o profeta Elias estava reencarnado no corpo de João Batista.

Enfim, não é tão difícil assim compreender a realidade da reencarnação; basta recorrer aos episódios sucedidos à época de Jesus, seja diante de Nicodemos, seja a confirmação do renascimento de Elias Joao Batista e até mesmo o evento do Cego de Nascença nas cercanias da piscina de Siloé.

Simples assim!!!

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 20 de Fevereiro de 2019, 22:29

(https://3.bp.blogspot.com/_PfGa2w2TFsg/SxwQqfmbKtI/AAAAAAAAAzE/cVVqSelbc38/s320/97+-+Portinari,+Mulher+do+pil%C3%A3o,+1945.jpg)

Força Da Palavra

Temos ciência do poder que uma expressão verbal exerce sobre nossas emoções.

Uma simples palavra, quando dita nas ocasiões “certas”, seja ela de estímulo ou de desestímulo, provoca indícios, em quem ouve, de que pode reagir, positivamente, e modificar a sua maneira de pensar sobre determinada circunstância da vida.

Por outro lado, a mera palavra pronunciada em momento “inadequado” pode ser motivo de grandes dores morais. Nós não estamos habituados a refletir, sensatamente, sobre a força atuante que as palavras têm.

A palavra, como uma articulação de sons provenientes de um determinado pensamento ligado a emoções e sentimentos específicos, serve como um detonador prático de tudo ligado a ela.

Muitas pessoas creem que o xingar é, “apenas”, uma resposta instintiva para algo doloroso e imprevisto como, por exemplo, bater a cabeça na quina do armário, uma topada inesperada em algum obstáculo ou, ainda, quando nos vemos diante de alguma frustração ou aborrecimento.

Esses são os momentos mais comuns de as pessoas apelarem para as expressões de baixo calão, e muitos pesquisadores acreditam que eles “ajudam” a aliviar o estresse e a dissipar energia, da mesma forma que o choro para as crianças.

Todos os povos e religiões antigas possuíam ou possuem palavras consideradas sagradas e outras malditas, palavras que apresentam um poder de carga vibratória, assumindo mesmo, em certos casos, uma irretroatividade da mensagem, uma vez proferidas.

Todos os idiomas possuem palavras obscenas, mas as que são consideradas como tal, o que elas significam, e o impacto que elas causam quando pronunciadas, mudam com o passar do tempo, assumindo novos sentidos.

Em muitas línguas, palavras que, antes, eram consideradas tabus se tornaram comuns e outras passaram a ser entendidas como obscenidades.

Um estudo da Escola de Psicologia, da Universidade de Keele, na Inglaterra, publicado pela revista especializada NeuroReport afirma que falar palavrão pode aliviar a dor física, posto que acelera o ritmo de batimentos cardíacos, o que pode diminuir a sensação de dor.(!?...)

Para comprovar essa estranha tese, o psicólogo Richard Stephens decidiu investigar o papel das expressões ofensivas na resposta do corpo à dor, e propôs, a 64 voluntários, que colocassem suas mãos em baldes de água, cheios de gelo, enquanto falavam um palavrão escolhido por eles próprios.

O batimento cardíaco dos voluntários foi medido durante a experiência e, realmente, mostrou-se mais acelerado quando eles falavam palavrões. Um estudo anterior, da Universidade de Norwich, tentou mostrar que o uso de palavrões ajuda a diminuir o estresse no ambiente de trabalho.

Para tais estudiosos, falar palavrões provoca, não apenas, uma resposta emocional, mas, também, uma resposta física. Para tais estudiosos, falar palavrões existe há séculos e é quase um fenômeno linguístico humano universal. (!?..) Afirmam que, no início da infância, o choro é uma forma aceitável de demonstrar as emoções e aliviar estresse e ansiedade.

Conforme as crianças crescem, principalmente os meninos, a sociedade ocidental os desencoraja a chorar, principalmente em público, mas elas, ainda, precisam de um escape para as emoções mais fortes, e é aí que apelam para os palavrões.

A sociedade considera que palavrão é coisa de homem e não de mulher. A impressão que se tem é a de que as mulheres, que falam palavrões e xingam, quebram mais tabus sociais do que os homens.

Elas, também, são mais julgadas e condenadas pelo uso de palavras obscenas. A sociedade, em geral, também, considera imorais as mulheres que falam palavrões e usam gírias. Estudos demonstram que o hemisfério esquerdo do cérebro é responsável pela linguagem.

O hemisfério direito cria o conteúdo emocional. O processamento da expressão verbal é uma "alta" função do cérebro e ocorre no córtex cerebral que possui áreas pré-motoras e motoras que controlam a fala e a escrita. A área de Wernicke processa e reconhece as palavras faladas.

O córtex pré-frontal controla a personalidade e o comportamento social adequado.

Por sua vez, as emoções e instintos são "baixas" funções do encéfalo e ocorrem no interior do cérebro. Muitos estudos sugerem que o cérebro processa os palavrões em regiões mais baixas, junto com as emoções e o instinto.

Cientistas concluíram que, em vez de processar um palavrão como uma série de fonemas, ou unidades sonoras que devem ser combinadas para formar uma palavra, o cérebro armazena os palavrões como unidades inteiras.

Portanto, o cérebro não precisa da ajuda do hemisfério esquerdo para processá-las. Falar palavrões envolve, especificamente, o sistema límbico, que, também, hospeda a memória, as emoções e os comportamentos primários e o gânglio basal, que tem grande participação no controle de impulsos e funções motoras.

Estudos com ressonância magnética mostraram que as partes mais altas e mais baixas do cérebro podem brigar entre si quando uma pessoa xinga ou fala palavrão.

“Por exemplo, cérebros de pessoas que se orgulham de ser educadas respondem a gírias e frases "ignorantes" da mesma forma que reagem a palavrões.

Além disso, em estudos em que as pessoas devem identificar a cor em que uma palavra é escrita (no lugar da palavra correta), os palavrões distraem os participantes e os atrapalham no reconhecimento da cor.

Dizem os especialistas, que conseguimos lembrar de palavrões quatro vezes mais do que de outras palavras. Falar palavrões, também, pode ser um sintoma de doença ou um resultado de danos a partes do cérebro.

”Para muitos estudiosos, a tendência por falar coisas obscenas (palavrões), por qualquer motivo, é um indício de distúrbio, tanto  psíquico quanto moral. Em verdade, teoricamente falando, a aparelhagem fonética do ser humano evoluiu em uma direção: a ideal para nosso aprimoramento espiritual.

Dos sons guturais emitidos por nossos antepassados hominídeos, passamos a uma grande gama de vocábulos, cujos significados intrínsecos ou explícitos são muito amplos.

Assim, uma oração, oriunda dos bons pensamentos e originada do mais elevado sentimento, é um instrumento para o bem, para a beleza e para a perfeição divina, atuante, em nós, no ambiente e em prol do interlocutor.

Contudo, uma maledicência, ou uma acusação, ou, ainda, um xingamento, ou mesmo um termo chulo, consubstanciam uma onda negativa de formas pensamento, que atuam em moto contínuo, alimentados pela mente e pelos sentimentos, vibratoriamente, similares.

Por isso, fujamos de palavrões! Que de nossa boca sejam, apenas, emitidas palavras voltadas ao bem e à paz.

Para esse objetivo, devemos intensificar o treinamento constante, pois que na vida social estamos viciados a lidar com nossa expressão verbal muito levianamente. Lembremos, porém, que sempre seremos responsáveis pelas consequências, diretas e indiretas, das palavras que proferimos a esmo.

Quem tem sede de se aprimorar, espiritualmente, deve analisar, com critério, o que verbaliza, diariamente. Espíritos elevados não se expressam de forma vulgar, pois fazem uso, unicamente, do verbo elevado.

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 21 de Fevereiro de 2019, 01:22

(https://2.bp.blogspot.com/-Aa3dEjob3p8/VxpksQ6H_KI/AAAAAAAAJF4/yTuO_tB8HnQ0_tOWFgGbyypBry_Ewc16QCLcB/s1600/suisui.jpg)

“Nascer, Morrer, Renascer...” Adolescência E Suicídio

A juventude é uma grande fase de descobertas, de experiência de novas emoções e sensações.

É compreensível, neste período de transição entre os estágios infantil e adulto, que o vendaval dos mais diversos anseios e pensamentos se torne presente na mente do jovem, erguendo opiniões, preconceitos, tabus e outros temas que eram tidos como certos e inalteráveis.

A estrada sedimentada com a presença dos pais até então vai se dissipando sob seus passos, estabelecendo que ele, depressa, construa os alicerces do seu próprio caminho.

Nesse contexto de deliberação e meditação, o jovem ingênuo ou o adolescente imaturo, que jamais teve um calçamento firme e estruturado por onde pudesse caminhar se desorienta e busca, em atitudes extremas, debelar sua perturbação e tédio com o mundo.

Diante do desafio de viver com as diferenças, pode brotar então a conduta suicida, que se consubstancia através de acenos psicológicos aos ensaios para a morte.

A depressão é, seguramente, o diagnóstico psiquiátrico mais notado em jovens que tentam o autoextermínio.

Desfalecimento, consumo de drogas, desarmonia no lar, desordens de conduta, fatos estressantes, violências físicas, sexuais ou psicológicas e causas fisiológicas podem ser avaliados como os fundamentais agentes geradores desse distúrbio.

Mesmo com o avanço significativo da ciência médica, algumas manifestações permanecem obscuras no campo da psicologia. A mente humana guarda mistérios ainda não desvendados.

Quase sempre o jovem que pensa em suicídio dá sinal dessa ideia através de um comportamento diferente no seu modo de viver, passando a buscar refúgio na solidão, isolando-se de tudo e de todos.

A maioria das tentativas e das realizações de suicídio entre jovens acontece sobretudo em lares desarmonizados, com famílias desestruturadas, ou procedentes de grupos familiares que apresentam herança de enfermidades somáticas e/ou mentais.

Os atos dos jovens buscando a auto eliminação podem ser formas desesperadas de pedir carinho, de chamar a atenção para si. Desse modo, a função da família deve funcionar como decidido antídoto contra o suicídio.

O autocídio é transgressão às leis de Deus, considerado dos mais graves que o ser humano pratica ante o seu Criador.

Muitas são as consequências para os que atentam contra a própria vida; são, porém, variáveis para cada espírito, pois há de se levar em conta os pretextos da opção pelo autoextermínio e as formas empregadas para praticá-lo.

Os espíritos de suicidas são enfáticos e unânimes em declarar a intensidade dos sofrimentos que experimentam, a agonia da situação em que se abalam, decorrentes do seu impensado gesto.

Como atitude de suprema rebeldia ante o Criador, ainda que com atenuantes ou agravantes, nenhum suicida se liberará do resultado sinistro da ação que praticou em face da desobediência às leis da Criação, e fatalmente uma nova reencarnação o esperará, seguramente em condições mais problemáticas do que aquela em que destruiu a si mesmo.

O suicídio é circundado de complexos e sutilezas imprevisíveis, cercado por circunstâncias e consequências gravíssimas, embora possam variar de grau e intensidade diante das ocorrências. As leis de Deus são incorruptíveis e ajuizadas, solicitando de cada um de nós o máximo bom senso para analisá-las e aprendê-las sem decompô-las através de nossos desejos e paixões.

Sob o ponto de vista espírita, recordamos que a obsessão espiritual igualmente se constitui numa das causas de jovens matarem-se. Quase sempre a perseguição espiritual exprime a desforra que um espírito exerce e que, com obstinação, se enraíza nas relações que o obsidiado manteve com o obsessor em vidas pregressas.

Portanto, a ideia recorrente de autocídio, que vez por outra surge na mente de muitos jovens, pode ser reflexo de experiências de encarnações antecedentes.

No debate, garantimos que o Espiritismo é um dos maiores preservativos contra o suicídio.

Quando o jovem consegue assimilar as lições dos Bons Espíritos, o suicídio deixa de fazer sentido para ele, mormente quando o adolescente reflete de forma madura a máxima “Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a lei”.

Sim! O moço perceberá que está diante de um Código Divino que encerra a transcendência da vida, sendo, portanto, o maior defensivo contra o suicídio.

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 21 de Fevereiro de 2019, 19:03

(https://4.bp.blogspot.com/-I9DID4T979s/V0XH7rkjHtI/AAAAAAAADdY/YFJhlQUF8oE-SVlZhBuP4ysvzGlWEedHgCLcB/s1600/eqm%2Blarl.jpg)

Experiência “Pré-Morte” Sanciona Imortalidade


Em 1998, durante uma regata, Lars Grael, iatista brasileiro, detentor de 2 medalhas olímpicas, teve 2 paradas cardíacas após sua perna direita ter sido decepada por uma lancha que o atropelou quando velejava em Vitória.

Ao ter a perna amputada e perder muito sangue, Grael teve paradas cardíacas e conheceu uma experiência de quase-morte.

Nas palavras do próprio Lars, “foi uma experiência muito difícil de descrever”.

O médico José Carlos Ramos de Oliveira, outro sobrevivente de parada cardíaca, endossa a sensação de Lars: “só quem passou por isso sabe o que é uma “experiência de quase morte”.

Outro caso foi o de Maria Aparecida Cavalcanti, radialista e professora universitária em São Paulo, que afirma ter passado por 3 “experiências de quase-morte”. O relato abaixo se refere à segunda dessas experiências, ocorrida depois de um desastre automobilístico em Santa Catarina, em 1994.

"No momento do acidente, eu me senti tragada por um ‘túnel de vento’. Fiquei flutuando no asfalto e vendo o carro capotar num barranco. Outro carro parou e 3 homens saíram dele. Um deles desceu o morro e disse: ‘Tem uma mulher morta ali’.

Era eu.

Não tive nenhum choque ao ver o corpo – apenas lamentei, em pensamento, o que tinha sofrido. Fora do corpo, conseguia enxergar em todas as direções ao mesmo tempo.

Então eu avistei 2 pessoas flutuando acima do morro. Uma delas era uma mulher morena. A outra, com silhueta de um homem alto, me pareceu conhecida – apesar de ser transparente.

A moça esticou o braço direito e disse, sem mexer a boca: ‘tenha calma; isso está na sua programação’. Essa frase funcionou para mim como uma senha.

Era como se eu resgatasse toda a minha memória. Deslizei em direção à dupla, mas lembrei que meu único filho de 12 anos estava sozinho num chalé sem vizinhos e sem telefone.

Alguém precisava resgatá-lo. Nesse mesmo instante, fui tragada de novo pelo túnel e voltei ao corpo. Daí senti uma dor horrível. Foi o único jeito de avisar a família sobre o acidente e resgatar meu filho."

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 22 de Fevereiro de 2019, 05:07

(https://3.bp.blogspot.com/-DBramf5vD_0/VvIFhTtq-aI/AAAAAAAAI-0/i2w-mrYQvgoc0xj1mKKxFQ8TMzHB2YJlA/s1600/palavrao.jpg)

“Palavrão” - Expressão Do Empobrecimento Moral

Filólogos divergem quanto à classificação das palavras de baixo calão e de suas acepções entre ofensivas ou populares.

Uma palavra de baixo calão (palavrão) é uma expressão que diz respeito ao grupo de gíria e, dentro desta, apresenta reles, impróprio, afrontoso, grosseiro, obsceno, agressivo ou depravado sob o ponto de vista de alguns conceitos religiosos ou estilos de

Uma simples palavra, quando proferida nas ocasiões “certas”, seja ela de estímulo ou de desestímulo, provoca indícios, em quem ouve, de que pode reagir, positivamente, e modificar a sua maneira de pensar sobre determinada circunstância da vida.

Por outro lado, a mera palavra pronunciada em momento “inadequado” pode ser motivo de grandes dores.

A recente publicidade das “escutas” telefônicas pela justiça brasileira tornou público múltiplos conteúdos constrangedores de algumas autoridades.

O que nos prendeu a atenção foram os diálogos mantidos através de um festival de palavrões totalmente inaceitáveis nos vocábulos de quaisquer representantes do povo (prefeitos, governadores, ministros).

Tais personagens que xingam (com palavrões) ignoram que estão transgredindo o artigo 140 do Código Penal.

O costume do “palavrão” carrega a sua influência, complexidade e contrassenso. Como expressão do empobrecimento moral a palavra depravada (palavrão) é interdita em todas as instâncias ajuizadas, mas em vez de evitá-las, como recomenda a elegância social, são usadas repetidamente.

As palavras de baixo calão são associadas à exaltação ou frustração e por vários outros pretextos nas diferentes circunstâncias de relação social. O uso do palavrão, ao invés de resolver crises emocionais, pode remeter às barras da justiça e ainda trucida a saúde espiritual do seu autor.

Qualquer palavra de baixo calão é um despautério verbal e é crime. Xingar denota descompostura nas interações pessoais e sanciona a restrição ética de quem xinga.

Muitas pessoas creem que o xingar é, “apenas”, uma resposta instintiva para algo doloroso e imprevisto como, por exemplo, bater a cabeça na quina do armário, uma topada inesperada em algum obstáculo ou ainda, quando nos vemos diante de alguma frustração ou aborrecimento.

Esses são os momentos mais comuns de as pessoas apelarem para as expressões de baixo calão, e muitos pesquisadores acreditam que eles “ajudam” a aliviar o estresse e a dissipar energia, da mesma forma que o choro para as crianças. Obviamente não aprovamos tal argumento que por si só é astucioso.

Que de nossa boca sejam, apenas, emitidas palavras voltadas ao bem, à harmonia e à paz.

Para esse imperativo, devemos intensificar a disciplina e o treinamento verbal constante, pois que na vida social estamos viciados a lidar com a expressão verbal muito levianamente. Lembremos, porém, que sempre seremos responsáveis pelas consequências, diretas e indiretas, das palavras que proferimos a esmo.

Pessoas sóbrias no trato com o próximo não se expressam de forma vulgar, pois fazem uso, unicamente, do verbo elevado. Portanto, extinguir o lixo mental é importante decisão para prosperarmos na ciência da boa conversação.

As palavras são os reflexos dos pensamentos; quando pensamos com bondade e compreensão, é isso que nossas palavras refletirão.

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 23 de Fevereiro de 2019, 18:10

(https://3.bp.blogspot.com/_PfGa2w2TFsg/SjQeG8l95BI/AAAAAAAAAVc/s8Ajf8KlUQI/s320/99+-+O%C2%B4Keeffe,+Flor+vermelha,+1919.jpg)

São Chegados Os Tempos?

São chegados os tempos? Para os que em nada creem, essas palavras não têm qualquer legitimidade e não lhes toca a consciência. Para a maioria dos crentes, elas apresentam qualquer coisa de místico e de sobrenatural, prenunciadoras da subversão das leis da Natureza.

Para Kardec, as duas posições são errôneas: "a primeira, porque envolve uma negação da Providência; a segunda, porque tais palavras não anunciam a perturbação das leis da Natureza, mas o cumprimento dessas leis."(1)

Inteligentemente consignado no Jornal O Imortal por Astolfo Olegário "O futuro a Deus pertence e nem mesmo Jesus se atreveu a precisá-lo. (...) "O advento do mundo de regeneração não se dá nem se completa em pouco tempo.

Que a transição de planeta de provas e expiações para regeneração já começou, não padece dúvida. Na Revista Espírita há inúmeras informações que o atestam. O equívoco é datar, é precisar, é fixar uma época em que tal processo estará concluído." (2)

A rigor, todas as leis da Natureza são obras eternas do Criador, não de uma vontade acidental e caprichosa, mas de uma vontade imutável. "Quando a Humanidade está madura para subir um degrau, pode dizer-se que são chegados os tempos marcados por Deus."(3)

A Terceira Revelação não inventa a renovação social; "a madureza da Humanidade é que fará dessa renovação uma necessidade. Pelo seu poder moralizador, por suas tendências progressistas, pela amplitude de suas vistas, pela generalidade das questões que abrange, o Espiritismo é mais apto do que qualquer outra doutrina, a secundar o movimento de regeneração; por isso, é ele contemporâneo desse movimento."(4)

A evolução dos mundos habitados ocorre no mesmo ritmo da dos seres que habitam em cada um deles. Os mundos habitados, segundo o Espiritismo, podem ser classificados como:

Mundos primitivos, destinados às primeiras encarnações do Espírito; Mundos de expiação e provas, onde domina o mal entre os Espíritos; Mundos de regeneração, nos quais os Espíritos ainda têm o que expiar; Mundos ditosos, onde o bem sobrepuja o mal e os Mundos celestes ou divinos, onde exclusivamente reina o bem.

Na condição de expiação e provas, a Terra viveu "Época de lutas amargas, desde os primeiros anos deste século,(*) a guerra se aninhou com caráter permanente em quase todas as regiões do planeta.

A Liga das Nações, o Tratado de Versalhes, bem como todos os pactos de segurança da paz, não têm sido senão fenômenos da própria guerra, que somente terminarão com o apogeu dessas lutas fratricidas, no processo de seleção final das expressões espirituais da vida terrestre."(5).

O Século XX, recentemente findo, foi, sem dúvida, o século mais sangrento de todos. Após a Segunda Guerra Mundial, já tivemos 160 conflitos bélicos e 40 milhões de mortos. Se contabilizarmos desde 1914, estes números sobem para 401 guerras e 187 milhões de mortos, aproximadamente.

Apesar de terroristas agirem em toda parte, tropas se confrontarem em muitas regiões, a economia se descontrolar, sistemas e valores entrarem em colapso, instituições tradicionais como a Igreja e a Família serem violentamente abaladas, teóricos pregarem o fim da História, não faltam as vozes otimistas que apregoam um porvir renovado sob a luz de uma nova era.

Não há como se desconhecer a violência que assola a Humanidade terrestre. Ela está presente no trânsito, destruindo vidas e mutilando corpos; na prostituição infanto-juvenil, sob o assédio dos malfeitores; na polícia, subvertendo suas obrigações patrióticas de proteger e auxiliar o povo, por interesses pessoais e mesquinhos...

... nas drogas, levando os jovens à dependência dessas substâncias alucinógenas; nas religiões, onde fanáticos insanos lutam e se aniquilam, disputando qual o "deus" mais forte e mais poderoso; no lar, pela intolerância dos pais para com os filhos e vice-versa, dispensando o diálogo fraterno, que, se houvesse, faria de suas vidas uma tranquila experiência de coabitar com amor.

Percebemos que há um grande número de pessoas aderindo às sugestões do mal, por simples ignorância.

Estas, serão renovadas no desdobramento de suas experiências, particularmente com a magna dor, em reencarnações regeneradoras. O problema maior está com aqueles em que o mal predomina nas entranhas de seus corações, o que constitui uma minoria. Estes, pela lei da seleção natural dos valores morais, serão expurgados do nosso convívio, assim que houver chegado a hora.

Temos a impressão de que os atos violentos, praticados por mentes insanas, banalizam-se no curso do tempo, mas, apesar de essa violência sufocar, confundir, assustar e cercear o homem na sua liberdade de ir e vir, nunca se assistiu, em todos os tempos, tantas pessoas boas e pacíficas, mobilizarem-se em prol de programas assistenciais aos irmãos menos afortunados, trabalhando voluntariamente por um mundo melhor e mais justo e com total desprendimento e espírito cristão.

É claro que não podemos desconsiderar os perigos reais que nos cercam: desastres nucleares; o buraco na camada de ozônio; o desmatamento desordenado de nossas florestas; a poluição das nossas límpidas águas, etc., mas se olharmos o momento em que vivemos sob a ótica da revelação espírita, teremos motivos suficientes para crer que o desespero e desesperança, consequentes do pessimismo que prevalece atualmente entre os homens, precisam ser substituídos pela ação eficaz.

A Terra está entrando em uma fase de transição para Mundo de regeneração, obedecendo às leis naturais de evolução. Mensagens da espiritualidade que nos vêm sendo transmitidas no movimento espírita, desde o final do Século XX, têm confirmado tal fato, e o homem não há como vetar os Decretos de Deus.

Percebe-se que, atualmente, tudo está se transformando muito rapidamente, trazendo mais conforto e melhor qualidade de vida ao habitante da Terra.

A dor física está, relativamente, sob controle; a longevidade ampliada; a automação da vida material está cada vez maior, em face da tecnologia fascinante, especialmente na área da comunicação e informática.

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 23 de Fevereiro de 2019, 18:13

Quando poderíamos imaginar, por exemplo, há 50 anos, o potencial da Internet?

Já no Século XIX, Kardec asseverava que: "A Humanidade tem realizado, até o presente, incontestáveis progressos. Os homens, com a sua inteligência, chegaram a resultados que jamais haviam alcançado, sob o ponto de vista das ciências, das artes e do bem-estar material."(6)

Neste Século XXI, o Planeta passa por um processo acelerado de transformação. É com muito otimismo que percebemos, no tecido social contemporâneo, a gestação de vários investimentos, envolvendo cientistas, filósofos, religiosos e educadores que se inclinam para a formulação de um mundo renovado. Busca-se um novo conceito do homem e um novo ideal de sociedade, alicerçados em paradigmas revolucionários da Nova Física.

Se atentarmos apenas para a Informática e para a Medicina, enquanto fatores de progresso humanos a benefício de toda a Humanidade, perceberemos que Deus autorizou aos Espíritos Protetores fazerem aportar, na Terra, os admiráveis avanços científicos que alcançamos."

O Espiritismo, na sua missão de Consolador, é o amparo do mundo neste século de declives da sua História; só ele pode, na sua feição de Cristianismo redivivo, salvar as religiões que se apagam entre os choques da força e da ambição, do egoísmo e do domínio, apontando ao homem os seus verdadeiros caminhos.

No seu manancial de esclarecimentos, poder-se-á beber a linfa cristalina das verdades consoladoras do Céu, preparando-se as almas para a nova era."(7)

A transição de uma categoria de mundo, para outra, não se processa sem abalos, pois toda mudança gera conflitos.
Há um momento em que o antigo e o novo se confrontam, estabelecendo a desordem e uma aparência de caos. "(...) a vulgarização universal do Espiritismo dará em resultado, necessariamente, uma elevação sensível do nível moral da atualidade."[8]

Fugindo-se da paranoia de datação do advento do Mundo de Regeneração, se quisermos atuar verdadeiramente, auxiliando o advento de um mundo melhor, tratemos de trabalhar incansavelmente pela divulgação das ideias espíritas, corrigindo as distorções (facilmente observadas) no rumo do movimento que abraçamos, a fim de que os condicionamentos adquiridos em outros arraiais religiosos não venham a contaminar nossa ação, pela também intromissão de atitudes dogmáticas e intolerantes."

Não é possível esperar a chegada do mundo de regeneração de braços cruzados.

Até porque, sem os devidos méritos evolutivos, boa parte de nós deverá retornar a esse mundo pelas portas da reencarnação. Se ainda quisermos encontrar aqui estoques razoáveis de água doce, ar puro, terra fértil, menos lixo e um clima estável - se os flagelos previstos pela queima crescente de petróleo, gás e carvão que agravam o efeito estufa - deveremos agir agora, sem perda de tempo."(9)

Para habitarmos um mundo regenerado, mister se faz que o mereçamos. Para tanto, urge que pratiquemos a caridade, não restrita apenas à esmola, mas que abranja todas as relações com os nossos semelhantes. Assim, perceberemos que a caridade é um ato de relação (doação total) para com os nossos semelhantes.

Desta forma, estaremos atendendo ao chamamento do Cristo, quando disse: "Amarás o senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este é o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. - Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos."(10) (*) Emmanuel faz referência ao Século XX.

FONTES(1) Kardec, Allan. A Gênese, RJ: Ed FEB, 2004, Sinais dos Tempos - 4ª pte.(itens 21 a 26) (Estudo 131 e 132)(2) Cf. Jornal o Imortal publicado em outubro de 2006(3) - Allan. A Gênese, RJ: Ed FEB, 2004, Sinais dos Tempos - 4ª pte.(itens 21 a 26) (Estudo 131 e 132)(4) Idem(5) Xavier, Francisco Cândido. A Caminho da Luz, RJ: Ed FEB 1987(6) Kardec, Allan. A Gênese, RJ: Ed FEB, 2004, cap XVII, item 5(7) Xavier, Francisco Cândido. A Caminho da Luz, RJ: Ed FEB 1987[8] Kardec, Allan. Obras Póstumas, 26ª Ed RJ, FEB 1978. As Aristocracias(9) Matéria publicada no Boletim SEI - Serviço Espírita de Informações 30/04/05(10) Cf. Mateus, 22, 34-40

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 24 de Fevereiro de 2019, 02:43

(https://2.bp.blogspot.com/-fcxSx3cEyI0/Vwz9Wie80sI/AAAAAAAAJDg/WzVwjdGaS5gam1Uw1Sd7o9e99K1IfdQugCLcB/s1600/nao%2Bdesistir.jpg)

O Cristão Não Se Atemoriza Ante Os Desafios Da Vida

Uma situação de crise econômica e agravamento da insegurança, como nos dias de hoje, alteram as relações sociais, sobretudo no trabalho. Há nessa conjuntura uma relação entre o social e o trabalho, e o sujeito na organização será afetado por isso, aumentando seu medo e sofrimento.

O maior temor de quem tem emprego hoje é perdê-lo. A demissão é traumática, sem dúvida.

O modelo de relação de trabalho atual é cruel. O sujeito que, dentro da organização, assiste a diversas demissões, vê vários de seus colegas serem "despedidos", e que tem medo de ser a próxima vítima, sabe que a falta de proteção é uma das causas dos seus medos e angústias.

Vivemos e continuamos a viver numa sociedade atemorizada.

O medo é um sentimento proveniente da incerteza diante dos desafios da vida. A sociedade promete demasiadamente ao indivíduo, entretanto não lhe proporciona segurança e vende ilusões sorrateiras.

A tecnologia materialista impele o homem a desejar ter cada vez mais, a consumir e adquirir bens materiais, esquecendo-se dos bens verdadeiros - os bens espirituais (que coincidentemente algumas “religiões” comercializam sem nenhum pudor).

Urge reagir a esta perspectiva de obter, de adquirir.

Porém, há os que desejam competir e temem fracassar. Vários deixam-se abater ante as extravagâncias de comportamento, dos gastos excessivos e do exibicionismo, esperando vencer a consternação do medo. Os desprevenidos descambam para a delinquência e para as devassidões.

Procuram possuir (sem poder) o que a sociedade oferece, sendo possuídos pela posse, gerando uma onda de violência urbana e de vícios pervertidos. O excesso da vida automatizada provocou carência de solidariedade humana, originando uma avalanche de incertezas e desconfianças.

O medo pode ser decorrente de grande choque moral nas profundezas do ser, como intenções maquiavélicas ou infidelidades conjugais. Tudo isso suscita a contemporânea consciência de culpa e os enigmas de relacionamento.

O receio de encarar os seus problemas e resolvê-los arremessa as pessoas a conectarem-se com outras mentes desencarnadas em desalinho que lhes inspiram e sugerem a fuga através das drogas, da bebida, do cigarro, do apelo erótico exagerado.

Irrompe-se o temor de não se sentir parte do grupo dos "vitoriosos", conduzindo os medrosos a chamar a atenção para si através do comportamento excêntrico, uso excessivo de tatuagens e de trajes espalhafatosos.

E o patético da síndrome do medo é quando alguém não se sente amado e busca desenfreadamente o amor a qualquer preço, em qualquer lugar. Como não consegue distinguir o legítimo amor, busca o abominável escambo (troca) de parceiros, a compensação dos desejos, aportando facilmente na licenciosidade, na prostituição escamoteada.

Confiemos plenamente na Inteligência Suprema que providencialmente administra a vida, sabendo que Ele, a Causa primeira de todas as coisas, é Soberanamente Bom e Justo, e que nos seus estatutos não há espaços para injustiças.

Certamente, agindo assim, ao olharmos para trás, teremos uma percepção diferente dos fatos que nos aconteceram e perceberemos que todas as experiências, boas ou más, cooperaram para o nosso bem, mediante as quais o ser progride sempre!

Através do trabalho solidário e fraternal, aprendemos a entender as dores e angústias dos nossos companheiros, a ter compaixão, e finalmente a amar verdadeiramente. O triunfo é sobre nós mesmos, e para consegui-lo é preciso lutar.

Portanto, oremos e peçamos orientação de Jesus; deixemos os receios e expulsemos o medo, para que possamos viver e agir com dignidade.


Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 25 de Fevereiro de 2019, 02:11

(https://3.bp.blogspot.com/-bMkVhucYcy0/V1hKnsEN5yI/AAAAAAAAJOk/vR4z2-giOKUlimk8j4fBtJ1QUv5bAVy1gCLcB/s1600/supera%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg)

A Ciência Do Esforço De Auto Superação


Não obstante todo nosso avanço no conhecimento científico, sociológico e filosófico, o que sabemos sobre pessoas portadoras de limitações físicas é insipiente e, ainda hoje, apinhado de vieses e preconceitos teóricos.

A sociedade tendo expectativas distorcidas quanto aos "deficientes físicos" , trata-os, quase sempre, como “coitadinhos” e dignos de comiseração.

Porém, é imperioso proporcionar ao portador de limitação física uma participação ativa no processo sócio-político-histórico-cultural da sociedade e os resultados admiráveis ocorrerão.

Observemos alguns grandes exemplos de auto superação:

Anaya Eliick, uma menina americana de sete anos que nasceu sem as mãos venceu um concurso de caligrafia nos Estados Unidos. Natural de Chesapeake, no Estado da Virgínia, Anaya não usa próteses e apoia o lápis nos braços para escrever.

Foi a vencedora entre 50 outros alunos que participaram do concurso nacional de caligrafia e levou para casa o prêmio na categoria “necessidades especiais”, que contempla estudantes com alguma deficiência física ou cognitiva.

Jessica Cox, outra americana, nascida sem os braços, por conta de uma enfermidade congênita, vem ganhando popularidade nos Estados Unidos como exemplo de superação. Ela se tornou a primeira pessoa a conduzir uma aeronave somente com os pés e conseguiu um brevê de piloto.

Cox não se entrega aos limites físicos e não se prende ao “não posso”, costuma dizer ante os desafios “ainda não consegui”.

Sob esse raciocínio, acredita que quando na limitação física não se pode fazer algo, mas pode-se buscar meios de superação a fim de vencer, quebrar limites, expandir, ampliar horizontes, levando a barreira limite para mais distante do ponto anterior.

A jovem Flávia Cristiane Fuga e Silva, brasileira, de 26 anos, portadora de paralisia cerebral, recebeu sua carteira de advogada, após cinco anos de faculdade e três exames da OAB-SP. Flávia praticamente não fala e se locomove com o auxílio de uma cadeira de rodas.

Foi aprovada no exame 133, da Ordem dos Advogados do Brasil, OAB/SP, realizado em agosto de 2007, em que 84,1% dos 17.871 candidatos foram reprovados. É uma façanha estupenda, sem dúvida.

Segundo o presidente da OAB, em São José dos Campos, Luiz Carlos Pêgas, "a aprovação de Flávia foi um marco. A OAB, em São Paulo, sempre defendeu os fisicamente limitados, mas não tinha advogados com paralisia cerebral.

Mais um extraordinário exemplo é Alisson Fernandes dos Santos, que defendeu dissertação de mestrado na Universidade Federal do Paraná UFPR (auxiliado por um intérprete).

Com problema congênito que lhe causou surdez profunda bilateral ele se comunica apenas via leitura labial.

Alisson concluiu o mestrado aos 32 anos. Formado em farmácia e bioquímica, pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), acabou de receber o título de mestre em ciências farmacêuticas com ênfase em análises clínicas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e é o primeiro aluno surdo a receber o título na instituição.

O orador e notório escritor espírita, Jerônimo Mendonça, foi um excelso modelo de auto superação em face dos limites físicos de que era portador.

Completamente paralítico por mais de três décadas, sem mover nem o pescoço, cego por mais de vinte anos, com artrite reumatóide que lhe produzia dores agudas no peito e em todo o corpo, era carregado por mãos amigas por todo o Brasil a fora para proferir palestras.

Acamado no leito ortopédico, depois de perder o movimento das pernas, dos braços e a visão, Jerônimo criou uma gráfica, escreveu 5 livros, gravou 2 LP’s (discos de vinil) e em 1983, fundou algumas instituições espíritas.

Era amigo de Roberto Carlos, amizade que induziu ao “Rei” a colaborar materialmente para que Jerônimo fundasse a mais importante obra assistencial de sua vida, o Lar Espírita Pouso do Amanhecer, em Ituiutaba, Minas Gerais, que atendia desde então 200 crianças carentes diariamente.

Como não citar Antônio Francisco Lisboa, "o aleijadinho", vítima de uma hanseníase deformante, mas isso não o impediu de insculpir diante da Igreja do Santuário do Senhor do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo/MG, 66 estátuas da via Crucis, em cedro-rosa e 12 estátuas dos profetas, em pedra-sabão, entre outras obras-primas do barroco brasileiro.

Os preceitos espíritas nos remetem a entender que somos sempre herdeiros de nós mesmos, motivo pelo qual é importante que nos esforcemos, a fim de irmos mais além dos limites e crescermos emocionalmente, amadurecendo conceitos e reflexões, aspirações e programas reencarnatórios, cuja materialização nos submetemos.

Em face disso e por força das leis que governam os destinos, cada criatura “normal” ou “deficiente física” está ou estará em luta consigo mesma, a seu modo, consoante seu quadro provacional, adquirindo a ciência do esforço, e dentro da grade dos sentidos fisiológicos e ou espirituais cada qual receberá gloriosas recompensas noutras oportunidades de trabalho para que em todas as ocasiões possa exemplificar os valores da auto superação.

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 26 de Fevereiro de 2019, 01:13


(https://1.bp.blogspot.com/-MPj8gcCJrmQ/Vv0wJGF4RpI/AAAAAAAAJAI/9AR6ER3CYKoF5cf7hGNYkzHtmLMi_udUg/s1600/ansiedade.jpg)

Inquietações

A ansiedade é o grande sintoma de características psicológicas que mostra a intersecção entre o físico e psíquico, uma vez que tem claros sintomas físicos, como taquicardia (batedeira), sudorese, tremores, tensão muscular, aumento das secreções, aumento da motilidade intestinal, cefaleia (dor de cabeça).

Quando recorrente e intensa, também é chamada de síndrome do pânico (crise ansiosa aguda). Toda essa excitação acontece decorrente de uma descarga de um neurotransmissor chamado noradrenalina, que é produzido nas suprarrenais, lócus cerúleos e núcleo amigdaloide.

A ansiedade, quando exorbita, torna-se causa de muitas enfermidades espirituais e decisões impulsivas, requerendo muitas vezes séculos para a devida reparação, sim, séculos! Jesus convidou-nos a vencer a preocupação exagerada, ou seja, a ansiedade doentia.

Pronuncia o Mestre: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal". [1] A pessoa ansiosa, no desejo de acelerar o que imagina ser formidável o que há de advir, conquanto na maioria das vezes seja apenas simples capricho, atrai também dores e desgostos sobre si mesma.

As ansiedades crônicas desenham itinerários íngremes e jamais edificam algo de útil na vida de alguém.

De tal modo que Emmanuel adverte: “se o homem nascesse para andar ansioso, seria dizer que veio ao mundo, não na categoria de trabalhador em tarefa santificante, mas por desesperado sem remissão.” [2]

Uma criatura que vive entregue ao pessimismo e aos maus pensamentos tem em volta de si uma atmosfera espiritual escura, da qual aproximam-se Espíritos doentios. A angústia, a tristeza e a desesperança aparecem, formando um quadro físico-psíquico deprimente, que pode ser modificado sob a orientação dos ensinos morais de Jesus. [3]

Ademais, a conduta mental e espiritual de alguém, quando cultiva os sentimentos da ansiedade, impregna o organismo físico e o SNC (sistema nervoso central) com frequências vibratórias infectadas que bloqueiam áreas por onde se espalha a energia vital, abrindo campo para a instalação dos múltiplos estados patológicos, em face da proliferação de agentes deletérios (microrganismos de origens psíquicas) degenerativos que se instalam.

Por isso, a disciplina mental e emocional surge como sustentáculo do edifício das lutas rotineiras sob o influxo da resignação indispensável diante dos embates vitais ao nosso crescimento espiritual.

Quando experimentamos uma sensação de angústia, de ansiedade indefinível ou de íntima satisfação, sem que lhe conheçamos a causa, não podemos simplesmente atribuí-la unicamente a uma disposição física, pois “é quase sempre efeito da comunicação em que inconscientemente entramos com os Espíritos, ou da que com eles tivemos durante o sono.” [4]

Nesse caso, o processo terapêutico advém da força espiritual quando canalizada de maneira correta sobre os alicerces da educação do pensamento e da disciplina salutar dos hábitos. É um embate sem tréguas, porém o esforço para levá-lo a termo construirá bases morais sólidas naquele que se predispõe a realizá-lo.

A ansiedade pertinaz como vimos pode ser um distúrbio associado à ocorrência da alteração da noradrenalina. Quando sua produção ou forma de produção se altera podendo ocasionar a ansiedade, entre outras patologias gravíssimas, torna-se uma porta escancarada.

O uso dos fármacos pode estabelecer a harmonia química cerebral, melhorando o humor do paciente, no entanto cuida simplesmente do efeito, pois os medicamentos não curam a ansiedade mórbida em suas intrínsecas causas; apenas restabelecem o trânsito das mensagens neuronais, melhorando o funcionamento neuroquímico do SNC (sistema nervoso central).

Se os médicos são malsucedidos tratando da maior parte das moléstias, é que tratam do corpo, sem tratarem da alma. Isso porque com Jesus os reflexos do passado serão apenas estímulos para nos entregarmos à lida renovadora e profícua, em prol das nossas existências porvindouras.

Sim, Jesus nos enviou como legado um dos mais poderosos medicamentos contra o desassossego mental-emocional: a Codificação espírita, cujos preceitos trazem à memória humana a certeza de que, apesar dos açoites aparentemente destruidores do destino, o homem precisa conservar-se de pé, denodadamente, marchando firme ao encontro dos supremos objetivos da vida, enfrentando serenamente os obstáculos como um instrumental necessário que Deus envia às suas criaturas.

Referências bibliográficas:

[1] Mt. 6:34;
[2] Xavier Francisco Cândido. Pão Nosso ditado pelo Espirito Emmanuel , cap. 8, RJ: Ed. FEB, 1999
[3] Kardec, Allan. Revista Espírita de maio de 1867, RJ: Ed FEB, 2000
[4] Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, questão 471, RJ: Ed. FEB, 1972


Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 02 de Março de 2019, 19:43

(https://2.bp.blogspot.com/-uGwIQFUhA7M/UwtzaUEyi6I/AAAAAAAAFDg/dfUvf0UHWIA/s1600/SAURNALIA.jpg)

Sob O Império De Momo
A “Carnis” Cobiça "Valles"
- É Carnaval!

A cada ano pessoas mergulham numa falsa felicidade de 3 dias de “folia” seguida de 362 dias de novas e reconstruídas aflições. Será lícito confundir “diversão” passageira com alegria real?

O carnaval é um desses delírios coletivos que costumam ser classificados como “extravasadores de energias reprimidas” – será mesmo?

Em verdade o entrudo representa o momento em que pessoas projetam o que há de mais irracional e de mais incivilizado em si mesmas. Há quem afirme ser o período do carnaval marcado pelo "adeus à carne", ou do latim "carne vale", dando origem à palavra.

Embora não haja unanimidade entre os estudiosos, a terminologia pode estar associada à ideia de encanto dos prazeres do corpo (carnal) marcado pela expressão "carnis valles", sendo que "carnis" em latim significa carne e "valles" significa prazeres.

Já foi no passado a comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias; foi reverência coletiva ao deus Dionísio, na Grécia clássica (bacanália); na velha Roma imolava-se nessas ocasiões uma vítima humana (saturnália); na Idade Média era uma comemoração adotada pela Igreja romana, no século VI.

Isso nos remete ao início do período da quaresma, uma pausa de 40 dias nos excessos cometidos durante o ano (mormente alimentação). Assim, em sua origem não era apenas um período de reflexão espiritual, como também uma época de privação de certos alimentos como a carne.

Em Roma, em homenagem ao Deus Saturno, carros alegóricos (a cavalo) desfilavam com homens e mulheres.

Eram os carrum navalis. O termo carnaval pode derivar das iniciais da frase: “carne nada vale”. Outra interpretação para a etimologia da palavra é a de que esta derive de currus navalis, expressão anterior ao Cristianismo e que significa carro naval.

Há muitos séculos o carnaval era marcado por grandes festas, em que se comia, bebia e participava de frenéticas celebrações e busca incessante dos prazeres. Prolongava-se por sete dias (de dezembro) nas ruas, praças e casas da antiga Roma.

Todas as atividades e negócios eram suspensos nesse período; os escravos ganhavam liberdade temporária para fazer o que quisessem e as restrições morais eram relaxadas. Um rei era eleito por brincadeira e comandava o cortejo pelas ruas (saturnalicius princeps).

O carnaval atual é modelado na sociedade da corte (vitoriana) do século XIX.

A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da homenagem a Momo para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas.

Um fato é incontestável: a cultura do carnaval estabelece tudo o que aguça o primarismo humano, volúpia, sensualidade e prazer. Não propomos quaisquer normas proibitivas ou restrição de anseios pessoais.

Até porque temos o livre arbítrio, e viver na Terra é fazer as escolhas pessoais. Sem medo de correr o risco de ser taxado de moralista, lembro que a Lei de Causa e Efeito preconiza a obrigatoriedade da colheita em tudo o que foi semeado livremente.

Para todas as situações da vida, lembremos sempre da recomendação de Paulo de Tarso: “Todas as coisas me são lícitas, porém nem todas me convém”. Há os que julgam que a participação nas festas de Momo nenhum mal acarreta à integridade fisiopsicoespiritual.

Divergimos desse ponto de vista. A Doutrina Espírita nada proíbe, nem nada obriga, nem censura o carnaval; mas igualmente, não endossa sua realização.

Sabe-se que durante a folia de Momo são perpetrados abusos de todos os tipos e, mormente, desregramentos da carga erótica de adolescentes, jovens, adultos e até velhos (mal resolvidos); há consumo exagerado de álcool e outras drogas, instalação da bestialidade generalizada, excessos esses que atraem espíritos vinculados ao deletério parasitismo magnético, semelhantes às hienas diante de carcaças deterioradas (carniças).

É verdade!

A Doutrina Espírita nem apoia nem condena o carnaval; todavia clarifica muitos aspectos ligados ao evento. Inobstante não dite regras coercitivas, cremos que o espírita deve ter completa ciência das implicações infelizes advindas desses festejos alucinantes.

Logicamente não precisa se condenar o carnaval, nem temer por acreditá-lo uma festa “diabólica”; não precisa evadir-se por receio de atração dos seus “encantos”, porém vigiar à distância da agitação. Se se aprecia o folguedo de Momo, deve-se ser um observador atento e equilibrado.

Não fossem os exageros, o carnaval, como festa de integração sociocultural, poderia se tornar um acontecimento compreensível, até porque não admitir isso é incorrer em erro de intolerância.

Há muita gente que busca fazer do carnaval um momento de esperança, oportunizando empregos, abrigando menores, e isso é muito valioso. Entretanto, o grande saldo da festa se resume em três palavras: violência, ilusão e sensualidade.

Particularmente, não vejo outro caminho que não seja o da “abstinência sincera das folias”.

O ideal seria o emprego do feriadão para a descoberta de si mesmo, entrosamento com os familiares, leitura de livros instrutivos, frequência a reuniões espíritas, participação em eventos educacionais, culturais ou mesmo o descanso, já que o ritmo frenético do dia a dia exige, cada vez mais, preparo e estrutura físico-psicológica para os embates pela sobrevivência.

Não há como “tapar o sol com a peneira” e ignorar que nesses períodos os foliões fascinados surgem de todos os antros para busca da perversão.

A efervescência momesca é episódio que satura em si a carga da barbárie e do primitivismo. Há os que aniquilam as finanças familiares para experimentar o momento efêmero de “desfrutar” dias de total paranoia.

Adolescentes, adultos e decrépitos se abandonam nas arapucas pegajosas das estéreis fanfarras.

Não percebem que bandos de malfeitores do além (obsessores) igualmente colonizam as “avenidas e ruas” num lúgubre show de bizarrices. Malfeitores das penumbras espirituais se acoplam aos histriões fantasiados pelos fios invisíveis do pensamento por causa dos entulhos lascivos que trazem na intimidade.

Todos estamos sob influências das entidades do além-túmulo. Muitas fantasias de expressões ridículas são inspiradas pelos espíritos que vivem em regiões penumbrosas do além.

Os espíritos excitam “nossos pensamentos e ações e essa influência é maior do que imaginamos porque, frequentemente, são eles [os espíritos] que nos conduzem”. Pode parecer assustador tal afirmativa, ainda mais que se tem tais espíritos à conta de “demônios”.

Os três dias de Momo, portanto, poderão se transformar em três séculos de penosas reparações. Será que vale a pena pagar preço tão elevado?

Os foliões incuráveis declaram que o carnaval é um extravasador de tensões, “liberando as energias”… Entretanto, no carnaval não são abrandadas as taxas de agressividade e nem as neuroses.

O que se observa é um somatório da bestialidade urbana e de desventura doméstica.

Após os festejos surgem as gravidezes indesejadas e a consequente proliferação de abortos, incidem graves acidentes de trânsito, acréscimo da criminalidade, estupros, suicídios, ampliação do consumo de várias substâncias estupefacientes, alcoólicos, assim como o surgimento de novos drogados, disseminação das enfermidades sexualmente transmissíveis (inclusive a AIDS).

Existem muitas outras formas de diversão, recreação ou entretenimento disponíveis ao homem contemporâneo, algumas verdadeiros meios de alegria salutar e aprimoramento (individual e coletivo), para nossa escolha.

Para os espíritas, merece reflexão a advertência de André Luiz: “Afastar-se de festas lamentáveis, como aquelas que assinalam a passagem do CARNAVAL, inclusive as que se destaquem pelos excessos de gula, desregramento ou manifestações exteriores espetaculares. A verdadeira alegria não foge da temperança.”. [grifamos]

Existem alguns centros espíritas que fecham suas portas nos feriados do carnaval por diversos pretextos inaceitáveis.

Repensemos o seguinte: uma pessoa com necessidades imediatas de atendimento fraterno ou dos recursos espirituais urgentes em caso de obsessão...

Seria lógico fazê-la esperar para ser atendida após as "cinzas", uma vez ocorrendo essa infelicidade em dia de feriado momesco?

Como nosso imperativo maior é a Lei de Evolução, um dia tudo isso, todas essas manifestações ruidosas que marcam nosso estágio de inferioridade desaparecerão da Terra.

Em seu lugar então predominarão a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real, com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade.

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 04 de Março de 2019, 04:54

(https://4.bp.blogspot.com/-x-BfXVZCfjo/VkXwJF3of0I/AAAAAAAAIfo/vRLmRRmPIlM/s200/aaaamorte%2Bfilhos.jpg)

Diante De Um Filho, Cujo Corpo Gélido
Jaz Deitado No Caixão


O que poderíamos explanar, evitando a redundância, perante o depoimento abaixo da escritora Graziela Gilioli?

Impossível não admirá-la, reverenciá-la. Num dos mais marcantes episódio de sua vida, ela declarou que durante os quase dois anos em que o seu filho caçula (à época com 14 anos) esteve internado no hospital com o diagnóstico de neurablastoma  aprendeu que o sofrimento pela “perda” de um filho é inevitável. Mas que se pode escolher de que jeito viver: nutrindo tristeza ou resignação construtiva.

Conquanto não se declare espírita demonstrou uma sabedoria espiritual e grandeza d’alma insólitas perante a desencarnação de seu filho.

Gilioti escreveu que tinha dois filhos e há doze anos eles se separaram por uma escolha do destino. Seu filho mais velho (hoje com 28 anos), vive aqui na Terra [encarnado] e o filho caçula vive num outro mundo [desencarnado] que ela “desconhece”.

Para Graziela, ante a própria percepção de eternidade, lá no “desconhecido” [além túmulo] não se contam os dias, por isso seu caçulinha permanece com 14 anos, para sempre.

Leiga (sob o ponto de vista espírita) Graziela descreve com excelsa clareza que somos tímidos em pensar na morte.

Acreditamos que se não tocarmos nesse assunto teremos paz e conforto, e é essa ilusão que nos impede de compreender a vida em sua plenitude. Na sua lucidez garante que em nada nos ajuda vivermos como se a morte fosse um engano ou um azar ou uma injustiça que atinge apenas alguns desafortunados.

Aceitar o próprio destino não é uma atitude passiva, é uma escolha, a chance de escolher como viver o que o destino nos oferece. Por que abrir mão disso? Professou.

A escritora recomenda-nos buscarmos sermos felizes, por escolha. Para ela, o ser feliz é uma decisão difícil [mormente diante da morte de um filho], mas nos ajuda a conviver com as dores mais profundas que nos acompanham durante a vida toda.

Diante de tantos prodígios que fazem nossa vida possível como não agradecer o que temos? É verdade!

A gratidão pela vida não deveria ser um pequeno detalhe no meio dos afazeres do dia a dia e sim a coisa mais importante de tudo. Aprender a viver com serenidade para aceitar com naturalidade as coisas que facilitam ou dificultam nossa vida pode ser um bom começo para descobrirmos o que importa na vida.

Revelo que lendo na íntegra o testemunho de Graziela Gilioli (vide link nas referências abaixo), meus olhos estiveram submersos nas fartas lágrimas que insistentemente brotaram das glândulas lacrimais.

Nesse “frisson” psicológico, minha garganta esmagou a respiração sob o impulso de uma consciência que sussurrava para mim mesmo, Jorge como agiria no momento do “adeus extremo” para um dos 5 filhos deitado no interior de um ataúde?

Obviamente a verdade espírita consola bastante nesses instantes cruciais, todavia, sei que a minha agonia terá o tamanho exato da dor daquele que neste exato instante está diante de um filho, cujo corpo gélido jaz deitado num caixão.

Todavia, embora sob o guante da saudade, importa eleger viver com dignidade, alimentando resignação diante da inabalável certeza da imortalidade.


Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 04 de Março de 2019, 04:59

(https://3.bp.blogspot.com/-3yk3sZIY7i8/Vi96fBrIr_I/AAAAAAAAIb8/MwhWTFd21VE/s1600/aeduca%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bfilhos.jpg)

Bancar As Cobiças Dos Filhos?

Atualmente paira sobre as famílias modernas uma grave ameaça em torno da cultura do prazer. O instituto familiar necessita de grande choque de modelo e, sobretudo, de muito apoio religioso para alcançar seu equilíbrio moral. Infelizmente, muitos pais querem que os filhos tenham prazer sem responsabilidade.

O estudo realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que a maioria das mães não resiste às solicitações dos filhos quando eles exigem a compra de brinquedos, roupas e doces.

A rigor, muitas crianças tem noção sobre quais astúcias utilizar para persuadir seus pais a comprarem o que elas querem. Muitas vezes, os rogos “ingênuos” aparecem em forma de pirraça, intimidação, choradeira, induzindo alguns pais à sujeição.

Contudo, ceder a todas as vontades dos filhos (no caso das compras) pode não apenas desequilibrar o orçamento familiar e levar os pais a contrair dívidas, porém também pode contribuir para instalar nas crianças uma série de comportamentos inadequados e tornar os filhos manipuladores e menos tolerantes à frustração, prejudicando seu desenvolvimento e suas relações sociais presentes e futuras.

Concordamos que uma das estratégias para evitar contendas com os filhos durante as compras pode ser combinar regras sobre o que poderá ou não ser comprado antes do passeio. Para que essa solução seja eficiente, a mãe deve ser clara e firme na hora do acordo.

Os filhos, quando crianças, registram em seu psiquismo todas as atitudes dos pais, tanto as boas quanto às más, manifestadas na intimidade do lar.

Por esta razão, os pais devem estar sempre atentos e, incansavelmente, buscando um diálogo franco com os filhos, sobretudo, amando-os, independentemente, de como se situam na escala evolutiva.

Devemos transmitir segurança aos filhos através do afeto e do carinho constantes. Afinal, todo ser humano necessita ser amado, gostado, mesmo tendo consciência de seus defeitos, dificuldades e de suas reais diferenças.

A regra é clara, ninguém em casa pode fazer aquilo que não se pode fazer na sociedade. É preciso impor a obrigação de que o filho faça isso, deste modo, cria-se a noção de que ele tem que participar da vida comunitária.

Um detalhe é muito importante: os espíritas sabem que a fase infantil, em sua primeira etapa (dos 0 aos 7 anos), é a mais importante para a educação, e não podemos relaxar na orientação dos filhos, nas grandes revelações da vida. Sob nenhuma hipótese, essa primeira etapa reencarnatória deve ser enfrentada com indiferença e ou insensibilidade.

Principalmente a mãe que “deve ser o expoente divino de toda a compreensão espiritual e de todos os sacrifícios pela paz da família. A mãe terrestre deve compreender, antes de tudo, que seus filhos, primeiramente, são filhos de Deus.

Desde a infância, deve prepará-los para o trabalho e para a luta que os espera.

Desde os primeiros anos, deve ensinar a criança a fugir do abismo da liberdade, controlando lhe as atitudes e concentrando-lhe as posições mentais, pois essa é a ocasião mais propícia à edificação das bases de uma vida.

Ensinará a tolerância mais pura, mas não desdenhará a energia quando seja necessária no processo da educação, reconhecida a heterogeneidade das tendências e a diversidade dos temperamentos.”

Para Emmanuel a mãe “não deve dar razão a qualquer queixa dos filhos, sem exame desapaixonado e meticuloso das questões, levantando-lhes os sentimentos para Deus, sem permitir que estacionem na futilidade ou nos prejuízos morais das situações transitórias do mundo.

Na hipótese de fracassarem todas as suas dedicações e renúncias, compete às mães incompreendidas entregar o fruto de seus labores a Deus, prescindindo de qualquer julgamento do mundo, pois que o Pai de Misericórdia saberá apreciar os seus sacrifícios e abençoará as suas penas, no instituto sagrado da vida familiar.”

Os filhos rebeldes são filhos de nossas próprias obras, em vidas anteriores, cuja Bondade de Deus, agora, concede a possibilidade de se unir a nós pelos laços da consanguinidade, dando-nos a estupenda chance de resgate, reparação e os serviços árduos da educação.

Dessa forma, diante dos filhos insurgentes e indisciplináveis, impenetráveis a todos os processos educativos, “os pais depois de movimentar todos os processos de amor e de energia no trabalho de orientação deles, é justo que esperem a manifestação da Providência Divina para o esclarecimento dos filhos incorrigíveis, compreendendo que essa manifestação deve chegar através de dores e de provas acerbas, de modo a semear-lhes, com êxito, o campo da compreensão e do sentimento.”

Os pais, após esgotar todos os recursos a bem dos filhos e depois da prática sincera de todos os processos amorosos e enérgicos pela sua formação espiritual, sem êxito algum, “devem entregá-los a Deus, de modo que sejam naturalmente trabalhados pelos processos tristes e violentos da educação do mundo.

A dor tem possibilidades desconhecidas para penetrar os espíritos, onde a linfa do amor não conseguiu brotar, não obstante o serviço inestimável do afeto paternal, humano.

Eis a razão pela qual, em certas circunstâncias da vida, faz-se mister que os pais estejam revestidos de suprema resignação, reconhecendo no sofrimento que persegue os filhos a manifestação de uma bondade superior, cujo buril oculto, constituído por sofrimentos, remodela e aperfeiçoa com vistas ao futuro espiritual.”

O Espiritismo não propõe soluções específicas, reprimindo ou regulamentando cada atitude, nem dita fórmulas mágicas de bom comportamento aos jovens. Prefere acatar, em toda sua amplitude, os dispositivos da lei divina, que asseguram, a todos, o direito de escolha (o livre-arbítrio) e a responsabilidade consequente de seus atos.

Por todas essas razões, precisamos aprender a servir e perdoar; socorrer e ajudar os filhos entre as paredes do lar, sustentando o equilíbrio dos corações que se nos associam à existência e, se nos entregarmos realmente no combate à deserção do bem, reconheceremos os prodígios que se obtêm dos pequenos sacrifícios em casa por bases da terapêutica do amor.

Em últimas instancias quando os filhos são rebeldes e incorrigíveis, impermeáveis a todos os processos educativos, "os pais, depois de movimentar todos os processos de amor e de energia no trabalho de orientação educativa dos filhos, sem descontinuidade da dedicação e do sacrifício, que esperem a manifestação da Providência Divina para o esclarecimento dos filhos incorrigíveis, compreendendo que essa manifestação deve chegar através de dores e de provas acerbas, de modo a semear-lhes, com êxito, o campo da compreensão e do sentimento
."
Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 04 de Março de 2019, 05:10

(https://2.bp.blogspot.com/_PfGa2w2TFsg/SjUGVVjF_ZI/AAAAAAAAAbw/gAlA_4IOc18/s320/97+-+Dal%C3%AD,+A+descoberta+da+Am%C3%A9rica,+1958.jpg)

Juventude E Os Dramas Existenciais

"Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra."

Sabemos que há problemas sociais horripilantes acontecendo, diariamente, na face da Terra e que nem nos chegam ao conhecimento.

Ao contrário, quando, através da mídia, assistimos aos programas de telejornalismo, sentimo-nos extremamente aterrorizados diante dos dramas, das tragédias e das dores acérrimas que irmãos nossos vivenciam.

Ao mesmo tempo, sentimo-nos impotentes, quanto a prestar solidariedade e socorro às vítimas, restando-nos rogar a Deus por elas.

Há 8 anos, constrangeu-nos ler a notícia, publicada no Jornal Correio Braziliense, de 28 de março de 2008, em que a mãe de uma adolescente fez denúncia sobre uma festa de orgia sexual, na qual sua filha, de apenas treze anos, aparece em cenas de plena atividade libidinosa, que foram filmadas e veiculadas na Internet.

O ambiente era de absoluto primarismo moral, em ritmo de festa, embalada por música funk e regada a refrigerante e vodka.

Isso aconteceu em horário escolar, na cidade de Luziânia, Município de Goiás, distante 58 km de Brasília. Conforme a reportagem, os envolvidos foram acusados de estupro presumido, porque a menina, embora tenha consentido, é menor de idade.

Ela teria praticado atos sexuais com seis colegas num interregno de duas horas. Enquanto isso, outras três meninas, partícipes da festa, protagonizaram cenas de strip-tease.

A agonia da mãe está expressa nos estertores verbais de seu desabafo: "Vamos embora deste lugar. Vejo hoje que nunca deveria ter saído da roça.

Vejo tudo isso como uma oportunidade perdida de vencermos na vida. Agora acabou."

Esse trágico episódio nos remete à filosofia do prazer que impulsiona a recondução do adolescente à era das cavernas, fazendo-o mergulhar nos subterrâneos das orgias e, aí, entregando-se à fuga da consciência e do raciocínio, pela busca do prazer alucinado do prazer imediato.

Para o fato é importante relembrar uma citação de André Luiz: "Se alguém errou na experiência sexual, consulte o próprio íntimo e verifique se você não teria incorrido no mesmo erro se tivesse oportunidade".

Luziânia é um pequeno município de gente tradicional, pacífica por natureza, que, lamentavelmente, a modernidade e os meios de comunicação ajudaram a fragmentar os valores regionais e a introduzir uma cultura estranha e alienante, sem fronteiras.

Valores como o amor, a liberdade, a justiça e a fraternidade, na prática, perderam o conteúdo essencial, deslustrando as conquistas sociológicas deste século.

A juventude está bem atônita, sem alicerces morais fortes, iludida, com influências extremamente sensualistas. Nas crônicas históricas, jamais um jovem teve contato tão intenso com mensagens erotizantes, como nos dias atuais, graças à Internet.

Em face disso, perambula sem norte, perdido, confundindo a liberdade com liberalidade ou libertinagem, rebaixando o verdadeiro sentido do amor.

Assim, aos poucos, esses jovens vão se afastando do seu equilíbrio e de sua paz interior.

Como resultante desse fenômeno crescem, assustadoramente, os distúrbios psicológicos da juventude contemporânea, o que explica, em parte, o crescente índice de prostituição e de abortos provocados.

O período da puberdade, que, normalmente vai dos doze aos catorze anos, é apinhado de surpresas.

O corpo sofre modificações hormonais muito rápidas, o que pode deixar alguns jovens à beira do pânico. Em o livro Missionários da Luz, André Luiz descreve: "a epífise é a glândula da vida mental.

Aos catorze anos, aproximadamente, torna-se de posição estacionária quanto a ação inibidora sexual, dando agora passagem para o desenvolvimento da sexualidade e das glândulas genitais.

Ela acorda no organismo, na puberdade, as forças criadoras mentais e, em seguida, continua a funcionar, como o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da criatura terrestre.

As glândulas genitais segregam os hormônios do sexo, mas a glândula pineal segrega "hormônios psíquicos" ou "unidades-força" que vão atuar, de maneira positiva, nas energias geradoras.

A glândula pineal reajusta-se ao concerto orgânico e reabre seus mundos maravilhosos de sensações e impressões na esfera emocional. Ela preside aos fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de elevada expressão no corpo etéreo.

Desata, de certo modo, os laços divinos da Natureza, os quais ligam as existências umas às outras, na sequência de lutas, pelo aprimoramento da alma, e deixa entrever a grandeza das faculdades criadoras de que a criatura se acha investida.”

O adolescente precisa entender que a mudança repentina que ocorre na sua organização íntima e, consequentemente, no seu corpo físico, especialmente no que diz respeito à função sexual, é a natureza ensaiando os primeiros passos para o seu autoconhecimento, para, em seguida, desenvolver a energia viva do amor consciente.

Precisa encarar essa experiência com muita seriedade, para não desencadear os agentes depressivos de quem busca, apenas, o prazer imediato, pois, na adolescência, as emoções se confundem, havendo significativas alternâncias de humor e sentimentos.

É nessa fase que o Espírito reassume sua verdadeira condição, apresentando, a partir daí, todos os seus defeitos e virtudes.

É o Espírito que retoma sua natureza e se mostra como ele era.

Euforia e tristeza se alternam sem razões aparentes que justifiquem o fato. Pode-se amar profundamente alguém, num dia, e passar a detestá-lo, na semana seguinte, por razões que a própria razão desconhece.

Emmanuel, na obra Vida e Sexo, elucida que na adolescência, a energia sexual, que é uma energia criadora, pode ser extravasada, ainda que parcialmente, através de outras atividades, já que não convém ao jovem assumir uma vida sexual plena, nessa fase de sua existência.

Isso devido a fatores sociais, econômicos, éticos e psicoemocionais "As atividades esportivas, artísticas e culturais de um modo geral podem contribuir positivamente para equilibrar os impulsos sexuais do adolescente.

A energia sexual nos seres primitivos, situados nos primeiros degraus da emoção e do raciocínio, e, ainda, em todas as criaturas que se demoram voluntariamente no nível dos brutos, a descarga de semelhante energia se opera inconsideradamente.

Isso, porém, lhes custa resultados angustiosos a lhes lastrearem longo tempo de fixação em existências menos felizes, nas quais a vida, muito a pouco e pouco, ensina a cada um que ninguém abusa de alguém sem carrear prejuízo a si mesmo.

Porém, que criatura alguma, no plano da razão, se utilizará dela, nas relações com outra criatura, sem consequências felizes ou infelizes, construtivas ou destrutivas, conforme a orientação que se lhe der."

É, ainda, Emmanuel que nos alerta: "conferir pretensa legitimidade às relações sexuais irresponsáveis seria tratar "consciências" qual se fossem "coisas", e se as próprias coisas, na condição de objetos, reclamam respeito, que se dirá do acatamento devido à consciência de cada um?"

A natureza não autoriza, a quem quer que seja, estabelecer liberdade indiscriminada para as relações sexuais, porque isso resultaria, unicamente, em licença ou devassidão.

Como já referimos, existe o mundo sexual dos Espíritos de evolução primária, inçado de ligações irresponsáveis, homens e mulheres, psiquicamente, não muito distantes da selva, remanescentes próximos da convivência com os brutos, que devem evitar arrastamentos no terreno da aventura, em matéria de sexo, sob pena de lesões n'alma e de difícil tratamento.

André Luiz adverte: "Não julgue os supostos desajustamentos ou falhas reconhecidas do sexo e sim respeite as manifestações sexuais do próximo, tanto quanto você pede respeito para aquelas que lhe caracterizam a existência, considerando que a comunhão sexual é sempre assunto íntimo".

É óbvio que é importante que o jovem exercite a viagem para dentro de si mesmo, a fim de que possa aprender a se conhecer e, em se conhecendo, aprender a se amar respeitosamente.

Um jovem sem Deus, que não concebe a importância da religiosidade e que não dá valor à família, fica muito vulnerável às sugestões do mal, e, consequentemente, desperdiça tempo valioso quanto ao seu crescimento espiritual.

Quaisquer que sejam as investidas na recondução do bem, se não aprender a administrar seus conflitos no seio da família, dificilmente saberá se ajustar na sociedade que o cerca.

Por essas razões, resta-nos exorar a Deus proteção e orar pelas mães, cujos filhos se encontram em desalinho, comprometidos com a ignorância e com a ilusão do sexo sem consciência.

Possam os adolescentes decifrar suas incógnitas íntimas, para, por fim, liberar o deus interno que existe em cada um deles, assim como, em cada um de nós.

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 04 de Março de 2019, 05:18

(https://3.bp.blogspot.com/-reFpGR1uuuw/WQjloQhoW4I/AAAAAAAAMMU/JBHTlOgLHD0fff7srQ7RPEl0Ma30VbrbACLcB/s1600/images%2Bmedinuias.jpg)

“Mediúnica” aberta ou fechada?

Um leitor levanta um tema conveniente para elucidarmos.

Descreve que frequenta várias casas com reuniões mediúnicas “abertas” (públicas). Acredita ser o modo correto. Embora com o passar dos anos tenha conhecido outras casas com as reuniões mediúnicas “fechadas” (privativas).

Em face dele ler muito e observar, analisar, colher opiniões, sobretudo as que escrevemos para o Movimento Espírita Brasileiro, resolveu fazer a seguinte afirmativa: a quantidade de pessoas que passam a frequentar as casas espíritas após assistirem a comunicações do além “abertas” ao público é mais expressiva.

Obviamente, sob o imperium da racionalidade espírita, não podemos concordar com a afirmativa desse nosso leitor, embora reconheçamos que ocorrem montões de convites às pessoas recém-chegadas ao centro para assistir e/ou frequentar as reuniões mediúnicas, o que representa uma extraordinária leviandade.

Aliás, isso seria transformar o grupo mediúnico numa estranha sala de espetáculos de picadeiro espiritual. As sessões mediúnicas devem merecer dos dirigentes espíritas uma maior atenção.

Não se compreende, pois, que uma sessão mediúnica, seja ela aberta a pessoas com pouca formação teórica do Espiritismo ou a curiosos e/ou a neófitos, contrariando as orientações dos Benfeitores.

Allan Kardec abordou o tema quando respondeu aos leitores que lhe propunham abrisse ao público as sessões da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, medida com a qual não concordava em absoluto.

Kardec sugere além disso grupos pequenos, em face das potências mentais heterogêneas que há nos “grupões”.

Uma reunião mediúnica “aberta ao público” é uma imponderação dispensável, porque tem acesso pessoas carregadas de anseios diversificados, que irão embaraçar, invariavelmente, o exercício espontâneo da mediunidade.

Os Instrutores do além afiançam que uma reunião mediúnica é um grave trabalho, que se desenvolve na estrutura perispirítica, e se a equipe é inábil, é compreensível que muitos embaraços psíquicos sucedam por negligência da mesma.

Em face disso, o intercâmbio com o além não deve ser aberto ao público porque, conforme proferimos acima, transformaria-se numa arena circense com feição especulativa, exibicionista, destituída de intuito elevado, costumes tais que ferem mortalmente os postulados reveladores da Doutrina Espírita.

Mesmo nas reuniões mediúnicas privativas deve-se manter um número ideal de membros, não excedente a 20 pessoas, para que se evitem essas perturbações naturais nos grupamentos massivos.

É óbvio que quaisquer argumentos utilizados para defender as reuniões mediúnicas "fechadas ao público" não isentam os grupos "fechados" das influências, pensamentos, desequilíbrios e desarmonias.

Contudo, isso é dificuldade moral do grupo e não da especificidade privativa da mesma.

Não podemos e nem devemos esquecer que o Espírito de Verdade nos recomenda: "Espiritas, amai-vos uns aos outros, eis o primeiro ensinamento, instrui-vos eis o segundo". 

Este alerta nos conscientiza do tamanho da responsabilidade que nos pesa sobre os ombros. Grupos mediúnicos sérios fazem reuniões periódicas de avaliação das atividades e assim todos os integrantes da equipe possam se afinizar e conversar, eliminando algum conflito doutrinário que possa haver entre si.

Ademais, para que não se abra espaço para a teatralização de “psicofonias” (quase sempre anímicas – “tipo Bezerra/Divaldo”) e “psicografias” em público, lembremos que não há médiuns especiais e ninguém é melhor que ninguém, devendo todos estarem abertos ao aprendizado permanente e seu devido aperfeiçoamento.

Dizem que Divaldo recebe Bezerra em público e Chico psicografava em público. Sim, é verdade, mas será que temos novos Chicos e Divaldos? Exceto os imitadores!

Ah!, para concluir nossos esclarecimentos, recomendamos que se algum confrade quiser frequentar uma reunião mediúnica para ouvir e instruir-se (ao vivo) as supostas “mensagens do além”, que trate de estudar as Obras codificadas por Allan Kardec.

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 04 de Março de 2019, 05:23

(https://3.bp.blogspot.com/_PfGa2w2TFsg/SjUPMEnPn2I/AAAAAAAAAeQ/VnnY7EMqack/s320/97+-+Dal%C3%AD,+Dal%C3%AD+em+contempla%C3%A7%C3%A3o,+1954.jpg)

Breves Comentários Sobre A Oração Dominical

Pai Nosso Que Estais No Céu...

Pai que está em todos os cantos e recantos do universo, pelo entendimento que és a inteligência primária causadora de todas as coisas

Santificado Seja O Vosso Nome...

Santificado pela tua bondade e misericórdia em conceder-nos a vida, como meio de aprendizado visando o mérito da evolução pessoal rumo a ti

Venha A Nós O Vosso Reino...

Reino de paz e felicidade que alcançaremos por meio do nosso merecimento e na medida em que nos reformamo-nos intimamente

Seja Feita A Vossa Vontade...

Vontade que está acima dos nossos desejos e paixões e que visa nossa eterna evolução como espíritos imortais, que somos pela tua vontade

Assim Na Terra Como No Céu...

Céu que aprendemos a cada dia que está dentro de nós, que depende exclusivamente de nossa boa vontade, que já podemos experimentar um pouco aqui nesse Planeta de Provas e Expiações e de forma crescente noutros círculos espirituais mais elevados, na proporção em que distinguirmos o bem do mal

O Pão Nosso De Cada Dia Nos Daí Hoje...

Pão para o nosso corpo material e o pão do conhecimento para nosso espírito, muitas vezes intuídos pelos teus prepostos, nossos anjos protetores, e pela existência das tuas leis naturais, imutáveis e perfeitas que nos induzem ao caminho do bem através do justo processo de Causa e Efeito

Perdoai As Nossas Dívidas...

Dívidas que adquirimos no passado, que possamos estar adquirindo agora ou que ainda venhamos a adquirir, pois sabemos da tua misericórdia, perfeição e compreensão infinitas

Assim Como Nós Perdoamos Os Nossos Devedores...

Perdão que estamos aprendendo lentamente, nas atribulações da vida, tentando colocar em prática a recomendação de Jesus para a amar os nossos inimigos

Não Nos Deixeis Cair Em Tentação...

Tentação que é produto das nossas paixões pelo apego a vida material, sujeitas ainda ao nosso orgulho e egoísmo, chagas que são nossa meta para eliminar

Mas Livrai-Nos Do Mal...

Mal ao qual ainda damos abertura, agasalhando-os em nossos pensamentos e atitudes pelo nosso livre-arbítrio, e até por meio de nossas baixas vibrações que permitem sintonia com as de irmãos menos esclarecidos.

Amém... Assim Seja...

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 04 de Março de 2019, 05:30

(https://4.bp.blogspot.com/-wqsnHL0lIkQ/WRh4EcVJvEI/AAAAAAAAMTU/sTBB3RWZvPUV_Ii-CZxeA9CaOC1KdBtZACLcB/s1600/deus.jpg)

Algumas ideias que Einstein fazia sobre Deus

"É"...Único

No século XIX Kardec indagou dos Espíritos, "Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?".

"Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá". Responderam os Espíritos

A nossa compreensão de Deus muda na mesma proporção em que a nossa percepção sobre a vida se amplia.

É uma tarefa difícil, quando o limitado tenta alcançar o Ilimitado, ou o finito entender o Infinito. Assim somos nós diante de Deus. As opiniões científicas ainda estão divididas quanto à origem do universo, mas há unanimidade num ponto, existe ordem no universo.

E "Sendo Deus a essência divina por excelência, unicamente os Espíritos que atingiram o mais alto grau de desmaterialização o podem perceber" Assinalamos aqui uma pequena digressão: é interessante notar que geralmente, nós imaginamos Deus como alguma coisa absolutamente externa. Pensamos em Deus como um ser ou algo separado de nós, advindo muitos conflitos.

Ora! Se o Todo-Poderoso também está dentro de nós, podemos mudar por nossa própria vontade. Mas se acreditamos que o Pai celestial está exclusivamente do lado externo, então supomos que só Ele pode nos mudar e não nos transformamos pela nossa própria vontade.

Achamo-nos então, constantemente, em presença da Divindade; nenhumas das nossas ações lhe podem subtrair ao olhar; o nosso pensamento está em contato ininterrupto com o seu pensamento, havendo, pois, razão para dizer-se que Deus vê os mais profundos refolhos do nosso coração.

Albert Einstein, físico alemão de origem judaica que dispensa apresentações "quando, em 1921, perguntado pelo rabino H. Goldstein, de New York, se acreditava em Deus, respondeu: "Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens"

Nesta mesma ocasião, muitos líderes religiosos diziam que a teoria da relatividade "encobre com um manto o horrível fantasma do ateísmo, e obscurece especulações, produzindo uma dúvida universal sobre Deus e sua criação".

Tese que discordamos integralmente, pois Einstein confessou a um assistente que no fundo, seu único interesse era descobrir se no instante da criação Deus teve escolha de fazer um universo diferente e, caso tenha tido opção, por que é que decidiu criar esse universo singular que conhecemos e não outro qualquer?

Dizia ainda, "Minha religião consiste em humilde admiração do espírito superior e ilimitado que se revela nos menores detalhes que podemos perceber em nossos espíritos frágeis e incertos.

Essa convicção, profundamente emocional na presença de um poder racionalmente superior, que se revela no incompreensível universo, é a ideias que faço de Deus".

Outros cientistas expunham que dá megaestrutura dos astros à infraestrutura subatômica, tudo está mergulhado na substância viva da mente de Deus.

O físico americano Paul Davies no seu livro intitulado Deus e a Nova Física afirma categoricamente que o universo foi desenhado por uma consciência cósmica.

O Universo, portanto, constituídos por esses milhões de sóis, regido por leis universais, imutáveis, completas, às quais acham-se sujeitas todas as criaturas, é a exteriorização do Pensamento Divino. Portanto, o Criador “É” Único...

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 04 de Março de 2019, 05:37

(https://4.bp.blogspot.com/_PfGa2w2TFsg/SjQYzd7gdbI/AAAAAAAAATM/-o-oAncAliY/s320/99+-+Tarsila,+O+mamoeiro,+1925.jpg)

Espiritismo Veio Para O Povo E Com Ele Dialogar

Quando pensamos nos milhares de espíritas de pouca cultura, humildes e materialmente pobres, porém verdadeiros vanguardeiros da Terceira Revelação; quando imaginamos que o edifício doutrinário se mantém firme em face do amor desses lídimos baluartes do Evangelho, impossível não nos entristecermos quando se trombeteia em nossas hostes os excesso de consagração das elites culturais.

"A presença do elitismo nas atividades doutrinárias vai expondo-nos a dogmatização dos conceitos espíritas na forma do Espiritismo para pobres, para ricos, para intelectuais, para incultos"

Chico Xavier já advertia em 1977, "É preciso fugir da tendência à ‘elitização’ no seio do movimento espírita, o Espiritismo veio para o povo. É indispensável que estudemo-lo junto com as massas mais humildes social e intelectualmente falando e deles nos aproximarmos.

Se não nos precavermos, daqui a pouco estaremos em nossas casas espíritas apenas falando e explicando o Evangelho de Cristo, às pessoas laureadas por títulos acadêmicos ou intelectuais." Acompanhamos com muita reserva o surgimento de várias associações de: jornalistas, psicólogos, pedagogos, escritores, magistrados, médicos.

Esse espírito corporativista é inaceitável sob a ótica cristã.

Aliás, corporações essas que promovem elegantes eventos (quase sempre cobrando-se taxas de inscrição) para aguçar a vaidade de alguns confrades que não perdem a oportunidade de atrair para si os holofotes da "fama".

Os eventos gratuitos devem ser realizados, obviamente, porém urge considerar que esses simpósios sejam estruturados sobre programação aberta a todos e de interesse da doutrina, não para ser uma ribalta de competição para intelectuais com titulação acadêmica, como um "passaporte" para traduzirem "melhor" os conceitos kardecianos.

Caso contrário, consigna o editorialista da Revista O Espírita, "Chico Xavier, Divaldo Franco, tanto quanto no passado Lèon Denis, que era caixeiro-viajante, não poderiam participar desses conclaves, sob pena de se sentirem desambientados e constrangidos, por não terem titulação conferida pelas universidades do mundo.

Para não falarmos do próprio Cristo, que não passou da condição de modesto carpinteiro". Sinceramente, não conseguimos compreender o Espiritismo, sem Jesus e sem Kardec para todos, com todos e ao alcance de todos, a fim de que o projeto da Terceira Revelação alcance os fins a que se propõe.

É ainda Chico Xavier que ensina: "Por mais respeitáveis os títulos acadêmicos que detenhamos, não hesitemos em nos confundir na multidão para aprender a viver, com ela, a grande mensagem."

Reenfatizamos as admoestações de Chico Xavier, "Precisamos conversar desapaixonadamente sobre o nosso movimento. É preciso que nós, os espíritas, compreendamos que não podemos nos distanciar do povo.

É preciso fugir da tendência à "elitização" no seio do movimento espírita. É necessário que os dirigentes espíritas, principalmente os ligados aos órgãos unificadores, compreendam e sintam que o Espiritismo veio para o povo e com ele dialogar.

É indispensável que estudemos a Doutrina Espírita junto com as massas, que amemos a todos os companheiros, mas sobretudo, aos espíritas mais humildes social e intelectualmente falando e deles nos aproximarmos com real espírito de compreensão e fraternidade.

Se não nos precavermos, daqui a pouco estaremos em nossas casas espíritas apenas falando e explicando o Evangelho de Cristo às pessoas laureadas por títulos acadêmicos ou intelectuais e confrades de posição social mais elevada.

Mais do que justo evitarmos isso, a "elitização" no Espiritismo, isto é, a formação do "espírito de cúpula", com evocação de infalibilidade, em nossas organizações".

Portanto, devemos buscar pela simplicidade doutrinária evitar tudo aquilo que lembre castas, discriminações, evidências individuais, privilégios injustificáveis, imunidades, prioridades.

Que repensemos as associações de profissionais A,B,C...

Aliás, amigo leitor, você conhece alguma associação espírita de carpinteiros, marceneiros, lavadeiras, passadeiras, garis, pedreiros, serventes?


Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 04 de Março de 2019, 05:47


(https://4.bp.blogspot.com/_PfGa2w2TFsg/SjPHOTaBV1I/AAAAAAAAAKo/6FsGFJQPB5Y/s320/97+-+Braque,+Garrafa,+jornal,+cachimbo+e+copo,+1913.jpg)

Manifestações De Fundo Umbandista No Meio Espírita

Para um bom entendimento, é FUNDAMENTAL a leitura atenta e a reflexão profunda sobre cada linha aqui escrita, antes de manifestação precipitada e formação de juízo de valor, a respeito do título deste artigo...

Lembrando que existe uma inteligência primária causadora de todas as coisas e que nada acontece por acaso... , pois como espíritas precisamos em primeiro lugar de sermos fiéis à Doutrina dos Espíritos, codificada por Allan Kardec, pois nos baseamos na fé raciocinada e por isso mesmo respeitamos profundamente todas as religiões.

O Espiritismo e a Umbanda não se confundem como doutrinas, apesar de ambas encontrarem consequências e direção filosófica e religiosa oriundas de mensagens mediúnicas, porém, ambas, são doutrinas absolutamente distintas e individualizadas, segundo seus fundamentos e práticas.

Muitos teimam em nominar a Doutrina Espírita de "mesa branca", contudo, qualquer adjetivação é inadequada quando se quer fazer referência à Terceira Revelação. Não existe Espiritismo de mesa branca, azul, amarela ou verde.

O Espiritismo dispensa qualquer expressão que se aproxime mais dos sentidos materiais que dos apelos do espírito, como: identificá-lo por gradações de cor, destacar títulos de progresso terrestre nas manifestações me diúnicas, expressões dogmáticas e, acima de tudo, entender que a Doutrina Espírita não se divide, posto que são os homens que se dividem em numerosas religiões.

Não é nossa intenção difundir conceitos radicalizados, desconsiderando outras práticas mediúnicas. Porém, sim, esclarecer o aspecto inexpugnável da Revelação Espírita.

Não vamos nos precipitar em definições apriorísticas e, muito menos, expressarmos a malícia para disseminar as cogitações aqui consignadas. Contudo, colimamos a busca da luz sublimada da fé raciocinada, como um impositivo da boa prática espírita.

Portanto, muito longe de posições policialescas, não transigiremos com os legítimos princípios doutrinários e evangélicos e, se muitos confrades incautos perseverarem na incompreensão, que cada médium cuide da sua decisão, até porque, Jesus afirmou que o trigo cresceria ao lado do joio em sua seara.

Considerando que são raros, ainda, os Centros Espíritas que se podem entregar à prática mediúnica com plena consciência da tarefa que têm em mãos, destarte, é aconselhável e prudente, segundo Emmanuel, "a intensificação das reuniões de estudos, a fim de que os centros não venham a cair no desânimo ou na incompreensão, por causa de um prematuro comércio com as energias do plano invisível."

As teses emmanuelinas explicam que nas Casas Espíritas os médiuns são úteis, mas não indispensáveis. Por falta de base moral, são muitos os que se afastam das reuniões, quando elas não apresentam fenômenos.

É óbvio que assim procedem por plena inabilitação para o legítimo trabalho do Espiritismo, razão pela qual, é melhor que se afastem, temporariamente, dos trabalhos mediúnicos, antes de assumirem qualquer compromisso.

O tema que apresentamos tem como alvo os médiuns contumazes que se deixam influenciar por entidades que se manifestam com trejeitos e linguagens extemporâneos (de pretos-velhos, de caboclos, de índios, de germânicos, etc.).

É óbvio que esse hábito não é conveniente, e é de se estranhar que estudiosos sinceros, continuem com esse comportamento.

Em face dessa teimosia, cabe-nos defender a fidelidade a Kardec, sem transigir um milímetro com os princípios espíritas.

A prática mediúnica não se constitui tão-somente da movimentação das energias psíquicas em suas expressões fenomênicas e mecânicas, porque exige o trabalho da vigilância e o sacrifício do coração, onde a luz da comprovação e da referência é a que nasce da consciência, do entendimento e da aplicação do Evangelho.

Segundo Emmanuel que acrescenta: "O primeiro inimigo do médium reside dentro dele mesmo, é o personalismo, é a ambição, a ignorância ou a rebeldia no voluntário desconhecimento dos seus deveres à luz do Evangelho.

O segundo inimigo encontra-se no próprio seio das organizações espiritistas, constituindo-se daquele que se convenceu quanto aos fenômenos, sem se converter ao Evangelho pelo coração, trazendo para as fileiras do Consolador os seus caprichos pessoais, opiniões cristalizadas no endurecimento do coração, sem reconhecer a realidade de suas deficiências e a exiguidade dos seus cabedais íntimos."

Um confrade nos indagou sobre qual opinião nutríamos a respeito da "incorporação" de pretos-velhos e caboclos nas casas de orientações espíritas.

Dissemos que Espíritos que se apresentam como caboclos e pretos-velhos nos terreiros possuem muito pouco ou quase nada de si mesmos para ensinar, em termos de moral espírita.

A rigor, duas são as formas pelas quais Espíritos de caboclos ou pretos-velhos podem entrar numa Casa Espírita: ou para receber ajuda, se ainda estiverem necessitados; ou para aprender coisas novas.

Obviamente, devemos ter respeito, atenção, carinho, amor, sincero desejo de ajudar, porém essa não é uma recomendação isolada para Espíritos de caboclos e pretos-velhos. Isso vale para toda comunicação mediúnica.

Afirma-se que a indumentária de "preto-velho" é, unicamente, o morfismo com que o espírito por trás daquele, utiliza-se naquele instante para que possa alcançar a seu objetivo.

Será mesmo? ... Que objetivo? ...

Dizem que por trás desses estereótipos (preto-velho, caboclo) podem estar "médicos", "filósofos", "poetas", etc., que apenas se utilizam de tais "vestes" para ensinarem melhor. Nada mais estranho do que se dar crédito a essas crenças.

Até porque, o pensamento é a linguagem, por excelência, no mundo espiritual e a forma e trejeitos no falar e agir são acessórios desnecessários. E o pior da história é que muitos confrades, que não estudam Kardec, creem que é sintoma de boa mediunidade ser instrumento de "preto-velho".

Ora, não há pretos-velhos, nem brancos-velhos, uma vez que todos são Espíritos. Por isso, devemos ter toda cautela com esses atavismos.

Ressaltamos que as tradições das práticas mediúnicas africanas e ameríndias não sofrem discriminação entre os espíritas estudiosos, nem consideramos os Espíritos de índios e negros como evoluídos, porém, ignorantes. Não há preconceito nas sessões espíritas.

Procura-se manter o respeito às entidades, à mediunidade e à Doutrina Espírita, buscando a coerência com a verdade que já identificamos nos preceitos kardecianos.

Em verdade, Espíritos que se mostram no Além, como antigos escravos africanos, ou como indígenas, podem falar normalmente, sem trejeitos. Por que não verbalizar em português, uma vez que o médium capta o pensamento da entidade e reveste-o com palavras?

Antropólogos se referem a certo "abrasileiramento" do Espiritismo, pelo fato de que, aqui, a população desfruta de uma "intimidade" em lidar com entidades de terreiros. Não podemos aceitar a ideia de um Espiritismo à brasileira.

Isso seria um pensamento extremamente sincrético, encharcado de várias práticas do catolicismo popular e das religiões afro-brasileiras.

Apesar de o Espiritismo ter sido difundido no Brasil, confrontando-se com uma cultura religiosa já consolidada, hegemônica e, portanto, conformadora nacional, não sofreu e nem poderia ter sofrido as interferências do catolicismo popular e das religiões de possessão de matriz afro-brasileiras.

Segundo pesquisadores, alguns adeptos do Espiritismo se posicionaram contra a pureza doutrinária e se aproximaram do mediunismo popular, fundando uma nova religião ao longo do século XX, ou seja: a Umbanda.

É demonstrar ignorância suprema afirmar que crenças como o Candomblé, a Quimbanda, a Umbanda sejam "ramificações" da Doutrina Espírita.

O Espiritismo não possui ramificações ou subdivisões. Seu corpo doutrinário está contido nas Obras Básicas codificadas por Allan Kardec.

Essas crenças, às quais nos referimos, possuem origens bastante distintas do Espiritismo, embora compartilhem alguns conceitos que são comuns não só ao Espiritismo, mas às várias correntes espiritualistas.

Não podemos nos acomodar com um Espiritismo "à moda da casa" que vários centros adotam, fugindo das lições de Allan Kardec.

A base teórica com que analisamos uma prática eminentemente Espírita tem, como pilotis, o material da Codificação, com o qual podemos separar as práticas espiritualistas estranhas das práticas eminentemente espíritas.

Nestas reflexões, não é nossa intenção nos posicionarmos quais "policiais ou fiscais" do Espiritismo, por não aceitarmos uma ou outra prática mediúnica nas Casas Espíritas, fora do projeto kardeciano.

Destacamos, apenas, que qualquer análise crítica construtiva é uma necessidade para a sã divulgação espírita e para um legítimo comportamento na manutenção dos fundamentos da Terceira Revelação.

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 04 de Março de 2019, 05:55


(https://3.bp.blogspot.com/-MVHHBheDfA0/T5AmFfDrDII/AAAAAAAAB3Q/SfSC6E77v5w/s1600/vv.jpg)

Espiritism0 - 155 Anos (Alguns Comentários)

Meio século após a Revolução Francesa, também no palco da grande demanda popular, o professor Rivail, com o aporte dos luminares Benfeitores do além, publicava o livro que apontaria o alvorecer de distinta, porém ampla revolução aos franceses e ao mundo.

Desta vez, uma insurreição intrínseca, sucessiva e silenciosa, por consubstanciar na intimidade de cada indivíduo.

Estava sendo oferecido à Humanidade O Livro dos Espíritos, numa clara manhã de primavera sob o pulsar da Estrela Maior, regente do sistema planetário, que alberga a humanidade.

Era o dia 18 de abril de 1857, no majestoso Palais Royal, na Rua de Rivoli, Galeria d' Orleans, número 13, exatamente na Livraria E. Dentu, que é publicado o primeiro livro espírita, contendo os excelsos postulados da Terceira Revelação. Ante este espetáculo transcendente surgia a Doutrina Codificada pelo gênio de Lyon, Allan Kardec.

O Livro dos Espíritos é acatado pelos estudiosos como a insigne literatura da mais avançada Filosofia que se tem notícia na História terrestre, pois aborda temas que raiam todas as províncias do conhecimento. Com o notável livro inaugura-se a Era do Espírito e da Fé Racional.

Um dos pontos culminantes da extraordinária obra espírita é o preceito da lei das vidas sucessivas (reencarnação), recomendando abonar a realidade de que não encarnamos uma só vez, mas, tantas e quantas forem necessárias a fim de nos tornarmos seres perfeitos e portadores das mais nobres qualidades intelectuais, morais e espirituais.

Cento e cinquenta e cinco anos se esvaíram, e nesta quadra em que a badalação na mídia, em especial no cinema e na televisão, se destaca como fator de publicidade doutrinária, constituindo em novo campo de disputa no espaço público, o Espiritismo vem alargando sua inserção social entre as camadas de classe sociais de todos os segmentos.

Doutrina de educação moral e de liberdade, propõe a revisão de modelos comportamentais, assumindo-se valores verdadeiros e imorredouros, como humildade, honestidade, dignidade, amor ao próximo e outras virtudes como sendo a fórmula revolucionária de melhoria progressiva da Humanidade.

Nesses 155 anos, quando muitos confrades e instituições se movimentam para comemorações ao longo de 2012, cabível advertir que não bastam as manifestações exteriores alusivas ao Espiritismo e as reuniões de congraçamento de grande número de pessoas.

Mais importante de tudo será o alcance em profundidade que essa mensagem de renovação e de esperança se dê em nós, para que movimente-nos a intimidade, impulsionando-nos no dia-a-dia para uma vivência em plena consonância com as proposições de Jesus.

Para esse mister torna-se imperioso mantermos o Espiritismo com a pureza essencial, aos moldes do Cristianismo nascente, sem permitir que sejam incorporadas práticas estranhas ao projeto dos Espíritos Superiores.

A unidade doutrinária foi a única e derradeira divisa de Allan Kardec, por ser a fortaleza intransponível do Espiritismo.

Para tornarmos o Espiritismo inexpugnável, urge munir-nos contra a infiltração nas fileiras espíritas de ideologias discutíveis, ligadas a movimentos incompatíveis com os sãos princípios e com as finalidades essenciais da Doutrina.

Por essa razão, e por não ser tarefa das mais fáceis, os chamados órgãos “unificadores” ainda encontram extremas dificuldades em realizar o ideal sonhado por Bezerra de Menezes na Pátria do Evangelho.

Isto porque as trevas são extremamente poderosas e organizadas, e assestam suas armas para destruir o projeto doutrinário, incrementando, por exemplo, a publicação de livros “espíritas” que jamais deveriam existir nas hostes doutrinárias.

Recordemos que por força dos interesses aristocráticos, financeiros e de poder pessoal, a mensagem do Cristo sofreu no decorrer dos séculos um desgaste irreparável.

A atual liderança do Movimento Espírita permanece claudicando, rejeitando e desviando o Projeto do Espiritismo, promovendo pomposos e ricos congressos não gratuitos, eventos em que “escritores” insignificantes (mascates de livros), expõem vergonhosamente seus livros via “noites de autógrafos”, mirando projetar seus “nomes” definitivamente na galeria da fama.

Infelizmente alguns líderes espíritas vão adequando a proposta doutrinária às suas ambições e prepotências, corrompendo os textos da codificação, escondendo o tirocínio histórico do mestre lionês e dos seus cooperadores, acarretando para as instituições espíritas comportamentos autoritários, contagiados caprichos e vaidades pessoais.

São seres dominados por um dissimulado ranço clerical, ciumentos, intolerantes, e quais vinhos acres e frutos deteriorados, contaminam os mais caros celeiros doutrinários.

Porém, tão estáveis são os fundamentos espíritas que, apesar desses desmandos pessoais, a Doutrina Espírita permanecerá com o homem, sem o homem e apesar do homem.

Anos se passaram de convite ao amor e à instrução à luz da Terceira Revelação.

Atualmente são milhões, em todos os quadrantes do Globo, aqueles que aceitam a convocação, penetram o conhecimento da vida em sua máxima amplitude e grandeza, e estão trabalhando proficuamente para a grande reforma moral, numa revolução silenciosa, porém constante, rendendo preito de gratidão ao Espiritismo, por tudo o que ele já fez e continua fazendo a cada dia pela humanidade.


Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 04 de Março de 2019, 06:00


(https://2.bp.blogspot.com/-jghmaBxw34w/Wbl7Geb--xI/AAAAAAAANFw/XFt8IrJfmZcCk7Zx2V57EiS5JaWb1jK4ACLcBGAs/s320/0000001etapaa.jpg)

Os sucessivos intervalos no desenvolvimento do Espiritismo

Anotamos aqui os sucessivos intervalos da macro programação do projeto da Terceira Revelação na Terra, conforme publicado na Revista Espírita do mês de dezembro de 1863. 

Alude-se sobre a primeira fase teria sido o da curiosidade , que podemos identificar no marco inicial do “moderno espiritualismo americano”, a partir de 1848, em Hydesville, no Estado de Nova Iorque, na residência dos Fox.

Aí os fenômenos curiosos deram início ao surto de uma grande invasão psíquica organizada que se propagou por toda a Terra. Constituindo-se na França de então, uma verdadeira coqueluche na sociedade parisiense - as mesas girantes.

O lance seguinte foi o filosófico em razão da publicação de O Livro dos Espíritos.

Como todas as ideias novas, o livro teve adversários tanto mais obstinados quanto maior era a ideia, porque nenhuma ideia grande pode estabelecer-se sem ferir interesses, daí ocorrer a terceira fase como a “ocasião da luta”.

Para Kardec o Espiritismo se tornaria crença geral e marcaria nova era na história da humanidade, porque está na Natureza e chegou o tempo em que ocuparia lugar entre os conhecimentos humanos.

Teria, por isso mesmo, que sustentar grandes lutas.

Nesta etapa identificamos o Auto de fé em Barcelona, envolvendo a queima de livros encomendados por Maurice Lachâtre, por ordem de autoridade eclesiástica (1861).

Daí para a frente, o clero inseriu os livros de Kardec no Index Prohibitorum e abriu campanha contra o Espiritismo.

Para  Kardec a etapa das lutas determinaria uma nova fase do Espiritismo e levaria ao quarto período, ou designadamente o período religioso. Nesta fase entronizamos o lançamento de O Evangelho Segundo o Espiritismo.

No Brasil, sem prejuízo dos demais aspectos da Doutrina, é inegável a inclinação religiosa da imensa maioria dos adeptos pelas consolações que o Evangelho Segundo o Espiritismo proporciona, dando à Fé uma nova dimensão, conciliando-a com a Razão.

É o Cristianismo, como expressão atualizada da Mensagem Eterna do Mestre, revivida no Consolador.

Depois viria o quinto período ou etapa intermediária, consequência natural do período religioso, e que mais tarde receberia sua denominação característica e que deverá levar o homem a um novo passo no conhecimento de si mesmo e do chamado mundo invisível, a evidenciar para materialistas e negativistas o princípio fundamental em torno do qual gira o nosso destino: Deus e a Imortalidade da alma.

Neste contexto, recordamos que ao tempo do Codificador os debates filosóficos e teológicos dedilhavam o mundo material e o mundo espiritual, mormente a ciência ainda não havia avançado o suficiente como nos tempos atuais.

Hoje falamos de um outro mundo, o “mundo virtual” com uma ciência voltada para o domínio do espectro do eletromagnetismo com a Tecnologia da Informação Cibernética , que possibilita ao homem a comunicação entre si com a velocidade do pensamento em qualquer ponto do planeta.

Assim, poderíamos chamá-lo de o período virtual (da Tecnologia) que corroboraria com  o viés científico da Doutrina. O sexto e derradeiro período seria o da regeneração social, que deverá abrir a era do espírito.

Para o mestre lionês, nessa época, todos os obstáculos à nova ordem de coisas determinadas por Deus para a transformação da Terra terão desaparecidos.

A geração que surgirá estará imbuída de ideias novas, estará em toda sua força e preparará o caminho da que há de inaugurar o triunfo definitivo da união, da paz e da fraternidade entre os homens, confundidos numa mesma crença, pela prática da lei de amor.
 
Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 04 de Março de 2019, 06:04

(https://2.bp.blogspot.com/-oJ8b2xd9Qvc/WeT_S5D_bGI/AAAAAAAANRY/lFGhhgbkPR8mbUz8qWRe-codLxMkWlv2wCLcBGAs/s1600/0000000000011.jpg)

Abrigar e conviver com todos

O conceito de “minorias sociais” é usado de forma genérica para fazer menção a grupos sociais diferenciados por suas características étnicas, religiosas, cor de pele, país de origem, situação econômica, entre outros.

Tais grupos estão associadas a condições sociais mais frágeis, razão pela qual sofrem discriminação e têm sido vítimas de extremas intolerâncias da chamada (maioria “normal”).

Não obstante haver no Brasil normas jurídicas que visam punir tal intransigência, mormente advindas dos grupos religiosos, é inadmissível qualquer intolerância no reduto espírita.

A nossa Carta Magna assegura a inviolabilidade da liberdade de consciência e de crença, a liberdade de expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.

Prevendo ainda que toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião.

Apesar da lei, há grupos, e aqui destacamos os grupos religiosos, promovendo o discurso do ódio, da violência, da discriminação contra os grupos LGBT, idosos, favelados, portadores de necessidades especiais, moradores de rua (quase sempre “invisíveis” aos olhos da sociedade, negros, indígenas, imigrantes e até mesmo contra as mulheres.

A Doutrina dos Espíritos entra no debate para reconhecer que uma civilização “normal” só é completa pelo seu desenvolvimento moral.

Em face disso, os Benfeitores expuseram a Kardec: “Credes que estais muito adiantados, porque tendes feito grandes descobertas e obtido maravilhosas invenções.

Todavia, não tereis verdadeiramente o direito de dizer-vos civilizados, senão quando de vossa sociedade houverdes banido os vícios que a desonram e quando viverdes como irmãos”.

Portanto, à medida que a sociedade se aperfeiçoa, faz cessar alguns dos males que gerou, males que desaparecerão com o progresso moral.

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 04 de Março de 2019, 22:18

(https://4.bp.blogspot.com/_PfGa2w2TFsg/S_11XkpiYVI/AAAAAAAABEg/WeU3ZJl4Dzk/s320/chico+xavier.jpg)

Ah! Que Saudade Do Chico Xavier!

(http://sl.glitter-graphics.net/pub/1096/1096813zyzl2b8xu0.gif)(http://sl.glitter-graphics.net/pub/1096/1096813zyzl2b8xu0.gif)

Podemos definir o Movimento Espírita como o conjunto de atividades, objetivando apresentar o Espiritismo ao alcance e a serviço de todos os homens, por intermédio do seu estudo, da sua prática e da sua difusão.

A base desse processo é o Centro Espírita.

Este deve promover atendimento fraternal a todos os que o procuram para obter orientação, esclarecimento, ajuda ou consolação, com base no Evangelho de Jesus à luz da Codificação kardequiana.

O Centro Espírita proporciona aos seus frequentadores a grande oportunidade de exercitar o aprimoramento íntimo, pela vivência do Evangelho em suas atividades.

A simplicidade na prática da caridade, a total ausência de imagens, paramentos, símbolos, rituais, sacramentos ou outras quaisquer manifestações exteriores, têm que ser as suas principais características.

É o marco fundamental do Movimento Espírita.

No Brasil, como está o Movimento Espírita?

Sobre isso, procuramos registrar, aqui, com a maior fidelidade possível, alguns argumentos de Chico Xavier conforme publicado no livro Estudos no Tempo.

As advertências do Chico são atuais e ecoam em nossa acústica doutrinária, convidando-nos a uma reflexão urgente e séria, em torno do Movimento Espírita, cuja missiologia é a de reviver o Cristianismo primitivo em sua simplicidade, e que tem na máxima, "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei", a sua expressão maior.

Não precisamos fazer um esforço descomunal para identificar, nas hostes espíritas, um ranço elitista abominável. Sobre isso, Chico avisa: "É preciso fugir da tendência à "elitização" no seio do movimento espírita.

É necessário que os dirigentes espíritas, principalmente os ligados aos órgãos unificadores, compreendam e sintam que o Espiritismo veio para o povo e com ele dialogar.

É indispensável que estudemos a Doutrina Espírita junto às massas, que amemos a todos os companheiros, mas, sobretudo, aos espíritas mais humildes, social e intelectualmente falando, e deles nos aproximarmos com real espírito de compreensão e fraternidade. "

A falta de simplicidade que se observa, principalmente nos "centrões", é algo trágico, e, se não abrirmos os olhos, segundo Chico, "daqui a pouco estaremos em nossas casas espíritas, apenas, falando e explicando o Evangelho de Cristo às pessoas laureadas por títulos acadêmicos ou intelectuais e confrades de posição social mais elevada.

Mais do que justo é que evitemos isso.

Repetiu várias vezes a "elitização" no Espiritismo, isto é, a formação do "espírito de cúpula", com evocação de infalibilidade, em nossas organizações."

Há um extravagante formalismo por parte daqueles que são responsáveis pelas casas espíritas.

Segundo Chico, "prioriza-se a preocupação com o patrimônio material ao invés do espiritual e doutrinário; é a preocupação de inverter o processo de maior difusão do Espiritismo, fazendo-o partir de cima para baixo, da elite intelectualizada para as massas, exigindo-se dos companheiros em dificuldades materiais ou espirituais uma elevação ou um crescimento, sem apoio dos que foram chamados pela Doutrina Espírita a fim de ampará-los na formação gradativa."

Nesse tópico, evocamos Allan Kardec, que deixou bem claro, na introdução ao Livro dos Espíritos, que o caminho da Nova Revelação será de baixo para cima, das massas para as elites, porque "quando as ideias espíritas forem aceitas pelas massas, os sábios se renderão à evidência."

Segundo Chico Xavier, "é indispensável manter o Espiritismo, qual foi entregue pelos mensageiros divinos a Allan Kardec, sem compromissos políticos, sem profissionalismo religioso, sem personalismos deprimentes, sem pruridos de conquista a poderes terrestres transitórios."

Estaremos no rumo certo se conseguirmos conduzir a ideia espírita ao coração da comunidade, envolvendo o conhecimento superior no trabalho, tão intenso quanto possível, do amor ao próximo.

"O serviço aos semelhantes fala sem palavras e, através dele, os sentimentos se comunicam entre si."

Em Brasília, existem centrões com, até, três mil médiuns e, paradoxalmente, nessas instituições, Kardec é um ilustre desconhecido. São centros que "vendem" ilusões de supostas curas desobsessivas com as mais estranhas terminologias.

Estão infinitamente distantes do conselho de velho Chico Xavier, que ensinou: "o diálogo entre grupos reduzidos de estudiosos sinceros, apresenta alto índice de rendimento para os companheiros que efetivamente se interessam pela divulgação dos princípios Kardequianos."

Para os que laboram no projeto "unificacionista", promovendo congressos e seminários com taxas para ingressos, evocamos o médium mineiro, que admoesta com todas as letras:

"Deveríamos refletir em unificação, em termos de família humana, evitando os excessos de consagração das elites culturais na Doutrina Espírita, embora necessitemos sustentá-las e cultivá-las com respeitosa atenção, mas nunca em detrimento dos nossos irmãos em Humanidade, que reclamem amparo, socorro, esclarecimento e rumo."

E acrescenta: "Não consigo entender o Espiritismo sem Jesus e sem Allan Kardec para todos, com todos e ao alcance de todos, a fim de que os nossos princípios alcancem os fins a que se propõem."

As federativas que promovem eventos excludentes, vão elitizando o Movimento Espírita e nos vão expondo a dogmatização dos conceitos espíritas na forma do Espiritismo para pobres, para ricos, para intelectuais, para incultos.

Nessas ocasiões, há companheiros que não perdem a oportunidade de atrair para si os holofotes da "fama". Os eventos gratuitos devem ter prioridade, obviamente.

Urge que esses simpósios sejam estruturados, visando uma programação aberta a todos e de interesse da Doutrina, não para ser uma ribalta de competição entre intelectuais com titulação acadêmica, como se fosse um "passaporte" para traduzirem "melhor" os conceitos Kardequianos.

Ah! Que saudade do Chico Xavier! ...Que saudade!


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Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 06 de Março de 2019, 03:59
(https://byrosi.files.wordpress.com/2010/07/451.gif?w=510)

Os Fins Não Justificam Os Meios

(http://sl.glitter-graphics.net/pub/1096/1096813zyzl2b8xu0.gif)(http://sl.glitter-graphics.net/pub/1096/1096813zyzl2b8xu0.gif)

Existe o conceito equivocado de que os fins justificam os meios, principalmente no que diz respeito à captação de recursos financeiros para manterem-se as várias atividades das Instituições Espíritas.

Com base nesse ponto de vista, centros, grupos ou órgãos espíritas têm lançado mão dos mais variados expedientes para conseguir uma receita financeira que atenda suas necessidades.



Enquanto muitos procedem com bom senso e equilíbrio, estruturando tarefas de acordo com as possibilidades do Centro Espírita, sabendo que os vizinhos e o público em geral não têm compromisso assumido com as nossas tarefas de benemerência, razão pela qual entendem que a manutenção destas diz respeito à própria Instituição, outros, no entanto, extrapolam todo e qualquer limite de senso crítico, contrariando até preceitos legais, como o caso de rifas, bingos, tômbolas e similares; ou, vencido algum empecilho legal, resta o desaconselhamento moral dessas práticas.

Também há aqueles que acabam transformando os recintos das Instituições num verdadeiro mercado, com ininterrupto apelo de comercialização de variados produtos.

Outros, ainda, mais "criativos", não titubeiam em apelar ao público em geral, promovendo, não a sã alegria, mas: Semana da Cerveja, Carnaval da Fraternidade, etc. Tudo em nome do Espiritismo e em "prol" do Movimento Espírita.

Torna-se imperioso insistir no mesmo ponto:
A finalidade do Movimento Espírita. Movimento Espírita é o resultado do labor dos homens e Espiritismo é a Doutrina dos Espíritos dirigida aos homens.

Logo, o Movimento Espírita deve estar para a divulgação da Doutrina Espírita, como a Codificação está para Allan Kardec. Ou seja, a finalidade precípua é difundir a mensagem espírita, laborando com base na Codificação e segundo os seus princípios.

Tanto é assim que, em nossas organizações, estatutariamente está disciplinado que o objetivo da Instituição é "estudo e prática da Doutrina Espírita, organizada por Allan Kardec."

Sem estudo não haverá prática condizente.

Para que o adepto do Espiritismo se integre realmente no espírito da Doutrina, exige-se-lhe aprofundamento intelectual e comportamento moral e social adequados.

Urge estudar a Codificação Espírita, comentá-la, difundi-la e vivenciá-la. Assim, é necessário critério, zelo e vigilância, para não se proceder equivocadamente.

Djalma Montenegro de Farias, Espírito, bem sintetiza a questão:
"O dinheiro que tanto faz falta para a materialização da Caridade, em nosso meio, representa algo, mas não é tudo, porque, se verdadeiramente fosse essencial, as Instituições que guardam importâncias vultosas nas Casas Bancárias dos principais países do mundo, estariam realizando prática abençoada do Evangelho pregado pelo Itinerante Galileu.

Cuidemos zelosamente da propaganda do Espiritismo, vivendo os postulados da fé, honrando o Templo Espírita e iluminando as almas que o buscam esfaimadas de pão espiritual, para não incidirmos no velho erro de que os objetivos nobres de socorro justificam os meios pouco elevados que têm sido utilizados".

Por isso, honrar o Espiritismo, consoante o mesmo autor espiritual "é preservá-lo contra os programas marginais, atraentes e aparentemente fraternistas, mas que nos desviam da rota legítima para as falsas veredas em que fulguram nomes pomposos e siglas variadas".


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Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 07 de Março de 2019, 02:35
       

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O Orador Sob A Ribalta Dos Palcos Espíritas

Aflige-nos saber que palestrantes espíritas oferecem insistentemente os seus nomes aos escaladores dos centros espíritas visando realizar palestras nas instituições doutrinárias existentes neste País.

Alguns carregam a agenda na mão e praticamente compelem a designação do retorno. Inclusive a que realize palestras nas comunidades espíritas de outros países.

Tais confrades “oferecidos” esquecem que, em nome de Jesus, toda palestra deve ser uma ferramenta sublime de disseminação do amor e da humildade e jamais de autopromoção.

O palestrante precisa fugir dos holofotes e de qualquer propósito de destaque pessoal, necessita “silenciar exibições de conhecimentos, usar simplicidade, evitar alarde, sensacionalismo.”

Todas as temáticas doutrinárias poderão malograr, caso o palestrante não se esforce humildemente para praticar o que prega.

O orador precisa falar sem dramaticidade, sem afetação, sem arrogância, sem empáfia, sem ostentação, pois, do contrário, o público mudará a atitude receptiva inicial e tornar-se-á refratário e até hostil ao final da palestra.

Por essa razão, é crucial falar sem imitação de gestos, voz, fraseado ou o estilo normalmente “divaldista”, mostrando-se simples e atencioso, vibrando simpatia e benevolência.

Aos palestrantes, candidatos ao estrelismo, importa que não “decorem simplesmente” quaisquer textos de livros espíritas para recitá-los, quais palradores, pois a expressão maquinal não agrada a quem ouve e, sobretudo, a Deus.

Os espíritos nos recomendam nas palestras o “governo das próprias emoções, sem azedume, sem nervosismo e sem momices”

Há palestrantes que são abusivamente "satíricos" (visando fazer gargalhar os ouvintes na platéia), outros não conseguem despir-se das ostentações, santificações, endeusamentos e euforia proselitista.

Alguns “deuses da tribuna” forçam palavras “mansas, melosas, piegas” que chegam a ficar pálidos em face do hercúleo esforço para demonstrar mansidão, outros carregam um eterno sorriso com dentes trincados (pressionando com força os de baixo com os de cima) na tentativa de demonstrar simpatia forçada.

Centro espirita não é circo, por isso tais atitudes precisam ser evitadas urgente.

Infelizmente, no insofreável desejo de chamar a atenção alheia, muitos oradores querem ser aplaudidos e venerados perante os outros.

Há oradores que fazem palestras nos centros espíritas, congressos, seminários e outros “encontrões”, que veneram espalhar autógrafos, Cd’s das suas palestas, locupletando-se de ovações que às vezes têm conferido auréola de quase oráculos sagrados.

Infelizmente tais arremedos de “deuses” da tribuna vão se iludindo, criando a efígie de intocáveis, "emissários da tranquilidade", "embaixadores do bem".

Não será impossível alguns centros “espíritas” edificarem altares em suas homenagens em futuro próximo.

Muitos palestrantes ficam submissos às imposições sociais quando buscam adesão (bajulações) dos outros, “quando permanecem na posição de permanentes escravos e pedintes do aplauso hipócrita e do verniz, da lisonja, condicionando-os a viver sem usufruir de liberdade de consciência, submetendo-os a ser manipulados pelos juízos e opiniões alheias.”

O orador deve reagir com todas as suas forças contra os “confetes” e lisonjas, para que a vaidade não lhe venha toldar o raciocínio e o próprio campo de ação.

E mais ainda, nunca deve julgar-se indispensável ou excepcional, criando exigências ou solicitando considerações especiais por que se considera um escolhido dos deuses para divulgar o Espiritismo.


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Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 09 de Março de 2019, 04:09

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Estranhos Movimentos Espíritas

O “movimento espírita” está indesejavelmente fracionado. Têm surgido várias correntes ideológicas estranhas e muitos reformadores (“progressistas”) interpretando Kardec equivocadamente.

Querem adaptar o Espiritismo aos seus pendores a invés de se adaptarem à Terceira Revelação.

Existem grupos (Ligas, Uniões etc.) alavancados na difusão das chamadas “campanhas do quilo” (atualmente bem arrefecidas) impondo ao movimento doutrinário práticas inspiradas nas supostas curas “desobsessivas” por corrente magnética e choques anímicos, apometrias e outras... contrariando o projeto dos Espíritos, segundo a Codificação.

Há um inusitado “movimento laico”, repudiando o aspecto religioso da Doutrina.

Aliás, o projeto de tal segmento é a extinção da pergunta 625 do Livro dos Espíritos. Têm aversão e não aceitam, nem com “reza braba”, a liderança de Jesus nos destinos do Planeta.

Tais títeres da ilusão e “laicos” não querem nem ouvir falar da tal CARIDADE. Desfraldam a bandeirola da retórica do “livre-pensamento”, utilizando o paradigma da “surrada dialética” almejando tumultuar o movimento espírita brasileiro.
 
Não há como deixar de citar o tal “movimento de unificação” liderado por algumas federativas (aqui fazemos ressalva à Federação Espírita do Paraná), propondo incompreensível hierarquização no movimento espírita, submetendo os espíritas à sua ordem quase sempre promovendo e comercializando livros de conteúdos estranhos e autores de reputação moral discutível, além de promoções de encontros “espíritas” não gratuitos.

Urge sejam  evitadas as apelações para comercializações de livros espíritas caros, agenciamentos de eventos doutrinários (não gratuitos), lotações de hotéis e centros de convenções  com seminários e congressos (não gratuitos).

Recordemos que o ideal de União (diferente de Unificação burocratizada) será projeto pouco produtivo enquanto ainda existir nos centros e federativas as "panelinhas", as bajulação e traições para conquistas de  cargos.

Cresce o chamado movimento de “amigos de Chico Xavier e sua obra”, objetivando supostamente a manter “acesa” na mente dos espíritas “a vida simples e as obras do médium mineiro”.

Será que o lúcido Chico Xavier aceitaria essas homenagens?

Duvidamos muito!. Também nesses movimentos difundem livros e informativos de conteúdos que merecem estudo e reflexão.

A Doutrina Espírita é pura e incorruptível, porém, o movimento espírita é suscetível dos mesmos graves prejuízos que dificultaram a ação do cristianismo tradicional, hoje bastante fracionado.

Como não se pode imaginar o espírita com duas condutas divergentes, a conduta do homem e a conduta do espírita, também não se pode imaginar o movimento espírita, ora acontecendo segundo os preceitos espíritas, ora segundo outros preceitos duvidosos, aceitos equivocadamente no seu contexto em nome da tolerância piegas.

Allan Kardec é único. Espiritismo também, por conseguinte. O mestre lionês sempre preconizou a unidade doutrinária.

Não há o menor espaço para compor com outras ideias que não sejam, ou convergentes e em uníssono com as suas, ou reflexos resplandecente destas. Unidade doutrinária foi a única e derradeira divisa de Allan Kardec, por ser a fortaleza inexpugnável do Espiritismo. Por isso, necessita ser o nosso lema, o nosso norte, a nossa bandeira.

Como conseguir?
O amor é a resposta.

Não há o amor quando se impõe teorias e práticas exóticas, ou não afinadas com a simplicidade e pureza dos trabalhos espíritas, comprometendo o projeto doutrinário. Quem compreende essa situação deve trabalhar para modificá-la.

A via mais segura, para isso, é o amor incondicional, o esclarecimento, o estudo, o convencimento pela razão e pela tolerância, jamais pelos melindres tacanhos.

Os espíritas não são proibidos de coisa alguma, mas sabendo que devem arcar com a responsabilidade de todos os atos, conscientes do desequilíbrio que possam praticar. Não podemos fingir que tudo está em ordem e harmônico às mil maravilhas ou que somos sublimes cristãos.

O Espiritismo não aceita “donos da verdade”, até porque a espiritualidade e Kardec ensinam que a Revelação Espírita é progressiva, não estando completa em parte alguma e nem precisamos fazer um esforço descomunal para nos cientificarmos de que são raros os centros espíritas que podem se dar ao luxo de praticar a mediunidade na sua mais pura acepção.
 
Em nome de um “Espiritismo plural”, consternamo-nos diante de alguns centros espíritas que propõem aplicações de luzes coloridas (cromoterapias) para higienizar auras humanas e curar (pasmem!): azia, cálculo renal, coceiras, dores de dente, gripes, soluços em crianças, verminose, frieiras.

Se não bastasse, recomenda-se até carvão terapia (?!) para neutralizar "maus-olhados".

Nesse sentido, segundo creem, é só colocar um pedaço de tora de carvão debaixo da cama e estaremos imunes do grande flagelo da humanidade - o "olho comprido". Não satisfeitos, ainda têm aqueles que “engarrafam” literalmente os obsessores.

Há as inusitadas piramideterapias, gatoterapia (?) sobre isso, conheço alguém que possui cinco gatos em casa para “atrair” as energias negativas, cristalterapias e mais uma infinidade de terapias bizarras, aplicam-se, até, passes magnéticos nas paredes dos centros para “descontaminá-las”.

Por falta de unidade doutrinária (repetimos) há dirigentes promovendo casamentos, crismas, batizados, além das sempre “justificadas” rifas e tômbolas nos centros, tribuna para a propaganda político-partidária, preces cantadas.

Isso, para não aprofundar nos inoportunos trabalhos de passes com bocejos, toques, ofegações, choques anímicos (?), estalação dos dedos, palmas, diagnósticos com uso de “vidência": sobre doenças e obsessões, etc.

Desconfiemos de movimentos que não cultivam a simplicidade e priorizam fenômenos mediúnicos, mandamentos, hierarquias. Ajudemos a proscrever os Movimentos centrados na autoridade, na opressão, na exclusão, na submissão, na discriminação, na desqualificação de quem não abraça o mesmo preceito.
 
O Cristo não tinha religião.

Nós é que, ao institucionalizar diferentes experiências espirituais, criamos as religiões. Já que criamos o movimento religioso avaliemos se a nossa doutrina é amorosa ou excludente, semeadoras de bênçãos ou ainda se ajoelha diante do poder do dinheiro.

Espírita-cristão deve ser o nome do nosso nome, ainda mesmo que respiremos em aflitivos combates íntimos. Espírita-cristão deve ser o claro objetivo de nossa instituição, ainda mesmo que, por isso, nos faltem as passageiras subvenções e honrarias terrestres.


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Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 10 de Março de 2019, 03:52


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"Quem tem medo de “fantasmas”?

O temor de “fantasmas” é uma atitude ingênua causada pela ausência de conhecimento a respeito da natureza etérea dos “mortos”. Sobre as suas aparições são mais frequentes do que se pensa e muitos creem que a preferência dos Espíritos [“fantasmas”] é pelos ambientes escuros, mas isso é um mito e um engano.

Ocorre, simplesmente, que a substância vaporosa dos períspiritos dos “fantasmas” é mais perceptível no escuro, tal como ocorre com as estrelas que só podem ser visualizadas à noite.

A claridade do dia, por exemplo,  ofusca a essência sutil que constituem os corpos dos “mortos”. Isto porque os tecidos perispirituais são compostos de energia semelhante à luz , portanto, o perispírito dos “fantasmas” não é, digamos, fosco, ao contrário, é dotado de grande diafaneidade para ser perceptível a olho nu, durante o dia.

O perispírito, no seu estado normal, é invisível; mas, como é formado de substância etérea, o Espírito, em certos casos, pode, por vontade própria, fazê-lo passar por uma modificação molecular que o torna momentaneamente visível. É assim que se produzem as aparições, que não se dão, do mesmo modo que outros fenômenos, fora das leis da Natureza.

Conforme o grau de condensação do fluido perispiritual, a aparição é às vezes vaga e vaporosa; de outra, mais nitidamente definida; em outras, enfim, com todas as aparências da matéria tangível. Pode mesmo chegar à tangibilidade real, ao ponto do observador se enganar com relação à natureza do ser que tem diante de si.

A pesquisadora Elizabeth Tucker, da Universidade Estadual de Binghamton, em Nova York, apresenta diversos relatos de aparições [Espíritos] em campus universitário. Conta-se que os fantasmas revelam o lado sombrio da ética.

Suas aparições são muitas vezes um lembrete de que a ética e a moral transcendem nossas vidas e que deslizes podem resultar em um pesado fardo espiritual. No entanto, as histórias de fantasmas também trazem esperança.

Ao sugerir a existência de uma vida após a morte, elas oferecem uma chance de estar em contato com aqueles que já morreram e, portanto, uma oportunidade de redenção - uma forma de reparar erros do passado.

A crença nos “fantasmas” é comum, pois baseia-se na percepção que temos na existência e sobrevivência dos Espíritos e na possibilidade de comunicar-se com eles. Deste modo, todo Ser espiritual que manifesta a sua presença sob várias circunstâncias é um Espírito que no senso comum é chamado de “fantasma”.

Comumente, pelo conhecimento vulgar, são imaginados sob uma aparência fúnebre, vindo de preferência à noite, e sobretudo nas noites mais sombrias, em horas fatais, em lugares sinistros, cobertos de lençóis ou bizarramente cobertos.

Todavia, os tais “fantasmas” assustadores, longe de serem atemorizantes, são, comumente, parentes ou amigos que se apresentam por simpatia, entretanto podem ser Espíritos infelizes que eventualmente são assistidos.

“Algumas vezes, são farsantes do mundo Espírita que se divertem às nossas custas e se riem do medo que causam; mas supondo-se mesmo que seja um mau Espírito, que mal poderia ele fazer, e não se teria cem vezes mais a temer de um bandido vivo que de um bandido morto e tornado Espírito!”

Todos que vemos um “fantasma” podemos conversar com ele, e é o que se deve fazer nesse caso, podendo perguntar-lhe quem é, o que deseja e o que se pode fazer por ele. Se o Espírito for infeliz e sofredor, o testemunho de comiseração o aliviará.

Se for um Espírito bondoso, pode acontecer que traga a intenção de dar bons conselhos. Tais  Espíritos [“fantasmas”] poderão responder, muitas vezes verbalizando mesmo, porém na maioria das vezes o fazem por transmissão de pensamentos.”

Os “fantasmas” afáveis, quando surgem, têm intenções elevadas ou, no mínimo para confortarem pessoas queridas que padecem com a desencarnação de entes queridos e ou com a dúvida sobre a continuação da vida post-mortem.

Oferecerem sugestões ou, ainda, solicitarem auxílio para si mesmos, “o que pode ser feito através de orações e boas ações, no sentido de corrigir ou compensar as transgressões do morto.

Mas os espíritos perversos também aparecem e estes, sim, têm o intuito de "assombrar" os encarnados movidos por sentimentos negativos.”

Os “fantasmas” , aliás, estão por toda parte e não temos a necessidade de vê-los para saber que podem estar ao nosso lado. “O Espírito [“fantasma”] que queira causar perturbação pode fazê-lo, e até com mais penhor, sem ser visto.

Ele não é perigoso por ser Espírito [“fantasma”], mas pela influência que pode exercer em nosso pensamento, desviando-nos do bem e impelindo-nos ao mal.”

Em resumo, não é lógico assustar-nos mesmo diante da “assombração de um morto”. Se raciocinarmos com calma compreenderemos que um “fantasma”, qualquer que seja, é menos perigoso do que certos espíritos encarnados que existem à sombra das leis humanas (marginais).


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Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 14 de Março de 2019, 02:21

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Perante os filhinhos que retornam para o além

Efetivamente, ninguém está preparado para receber a notícia de que o filho tem câncer, ainda mais quando se trata de uma criança. E nada é capaz de preparar um pai e uma mãe para ver essa criança perder a batalha.

Em Lancashire, na Inglaterra, o menino Charles Proctor, de 5 anos, pediu "desculpas" à mãe antes de falecer em seus braços. Ele tinha um tipo raro de câncer e desencarnou no colo de sua mãe, Amber Schofield.

No mês de novembro de 2018, Schofield, 24 anos, segurava o pequeno Charles no colo, quando ele deu seu último suspiro.

Em um post emocionado na página que criou no Facebook para contar a história do garoto e pedir ajuda financeira para que ele pudesse realizar um transplante nos Estados Unidos, ela relatou que, algumas horas antes de desencarnar, o menino disse a ela: "Mamãe, me desculpe por isso".

É dificílimo imaginar o tamanho da angústia pela qual passou Amber Schofield. Só quem viveu situações semelhantes pode descrever. Imaginemos a aflição da mãe ao ouvir o pedido de "desculpas" do filho, por uma situação da qual ele não tinha controle algum, apenas por vê-la sofrer.

Todavia, a dignidade que Schofield experimentou, sem revolta e com humildade, demonstrou o quanto ela estava preparada para a situação. Foi-se o corpo de Charles, não sua essência, o espírito imortal, que o corpo habitava. Há muitas pessoas que passam por experiência análoga, porém revoltam-se e blasfemam.

No século XIX, Allan Kardec inquiriu aos espíritos: "qual a utilidade das mortes prematuras?". E os Benfeitores responderam: que "a maioria das vezes servem como provação para os pais." Todavia, alguns insistem em dizer que é uma terrível tragédia ver uma vida, tão cheia de esperanças, ser ceifada prematuramente.

Pacifiquemos a consciência em vez de nos infelicitarmos quando for dos desígnios de Deus retirar um de nossos filhos deste planeta de provas e expiações.

Concebemos que muitas situações chamadas de infelicidade, segundo apressadas interpretações, cessam com a vida física e encontram a sua compensação na vida além-túmulo.

Há casos de desencarnações precoces que não estão inseridos no processo de consequências naturais das escolhas do passado delinquente e configuram sim, ações meritórias de Espíritos missionários que renascem para viverem poucos anos em contato com a carne em função de tarefas espirituais relevantes.

Sobre isso, o Espirito André Luiz escreveu o seguinte:
"Conhecemos grandes almas que renasceram na Terra por brevíssimo prazo, simplesmente com o objetivo de acordar corações queridos para a aquisição de valores morais, recobrando, logo após o serviço levado a efeito, a respectiva apresentação que lhes era costumeira." 

Emmanuel, com a nobre sensibilidade que lhe assinala o modo de ser, considera que “nenhum sofrimento, na Terra, será talvez comparável ao daquele coração que se debruça sobre outro coração regelado e querido que o ataúde transporta para o grande silêncio.”

E acentua, convincente: “Digam aqueles que já estreitaram de encontro ao peito um filhinho transfigurado em anjo da agonia.

Porém, ante aqueles que demandam a Vida na Espiritualidade, o comportamento do espírita é algo diferente, ou pelo menos deve ser diferente, variando contudo de pessoa a pessoa, com prevalência, evidentemente, de fatores ligados à fé e à emotividade. Chora, discreto, mas se fortalece na oração.

Na certeza da Imortalidade Gloriosa, reprime o pranto que desliza na fisionomia sofrida, porém busca na Esperança uma das virtudes evangélicas, o bálsamo para a saudade justa.

O Espírita sincero jamais se confia ao desespero.

“Não cede aos apelos da revolta, porque revolta é insubordinação ante a Vontade do Pai, que o espírita aprende a aceitar, paradoxal e estranhamente jubiloso, por dentro, vergado embora ao peso das mais agudas aflições.”

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Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 07 de Abril de 2019, 23:44

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Armadilhas Pornográficas Diante Dos “Cristãos” Distraídos

O termo pornográfico deriva do grego pornographos, que significa escritos sobre prostitutas, originalmente, referência à vida, costumes e hábitos das prostitutas e clientes.

Aurélio Buarque registra como uma das definições a figura, a fotografia, o filme, o espetáculo, a obra literária ou de arte, relativos à, ou que tratam de coisas ou assuntos obscenos ou licenciosos, capazes de motivar ou explorar o lado sexual do indivíduo.

No mundo cibernético diversas pessoas trafegam na internet (em média 9h diárias) atraídas pelas lascívias virtuais.

Sabemos que grande parte do conteúdo virtual é um poderoso convite ao apelo erótico. Somando uma coisa com outra o resultado é inequívoco: a humanidade nunca consumiu tanta pornografia como nos dias atuais.

E isso gera uma reação em cadeia.

Por causa disso, pesquisadores do IFOP - Instituto Francês de Opinião Pública - inquiriram a milhares de pessoas sobre seus hábitos pornográficos. Descobriram o óbvio: a maioria esmagadora (90%) dos homens e boa parte das mulheres (60%) veem filmes obscenos regularmente. E 53% dos casais afirmaram assistir a esses tipos de filmes juntos.

A pornografia é um assunto espaçoso, sensível e controverso. Muito já foi escrito sobre o tema, como se pode constatar rapidamente na busca pela internet. Basta recorrer a qualquer buscador o item “pornografia” ou “estudos sobre pornografia” e descobriremos uma avalancha de material disponível. No “Google”, por exemplo, citar o termo “pornography” estão hoje listados 73.100.000 resultados. Em “studies on pornography”, localizamos 12.400.000 resultados de links.

Um estudo realizado pela Universidade de Denver (EUA), pesquisadores confirmaram que das 1300 pessoas comprometidas afetivamente, pelo menos 45% delas assistiam a filmes pornográficos com o parceiro, sendo que 77% dos homens e 32% das mulheres contaram que também viam pornografia sozinhos.

Outros estudiosos da Universidade da Califórnia e do Tennessee (EUA) recrutaram 308 universitárias heterossexuais, entre 18 e 29 anos, para completarem um questionário online. Elas responderam questões sobre a qualidade do namoro, satisfação sexual e autoestima. O resultado mostrou uma relação entre felicidade, autoestima e filme pornográfico.

Quanto mais pornografia os namorados ou maridos viam, maior era a chance de ter um relacionamento infeliz. Quem reclamou sobre o vício exagerado do namorado em assistir a vídeos licenciosos mostrou autoestima mais baixa e insatisfação com o namoro e com a vida sexual.

A pornografia é o erotismo vazio de afeto.

Ultimamente com o uso de webcams, blogs, fotologs (criação de páginas de fotos), vídeo amadores, sex tapes (sexo em público) ou homemades (caseiros), qualquer pessoa pode vir a se tornar o próprio produtor e divulgador de pornografia na rede mundial de computadores.

A internet tem estabelecido grande influência entre os usuários, tornando possível que os consumidores de pornografia troquem informações entre si e possam identificar gêneros, estilos e gostos, fazendo com que compartilhem suas preferências e permitindo o encontro de fantasias.

Numa linguagem espírita diria que o UMBRAL nunca esteve tão presente e próximo da Terra. Com o Evangelho aprendemos que quando um casal se ama, os parceiros se apetecem e se reverenciam. A vida e experiência sexual entre ambos é respeitosa e prazerosa.

O amor entre os dois não está condicionado apenas à sexualidade, todavia vai muito mais além, incluindo amizade, companheirismo e cuidado pela satisfação de suas necessidades. Quando, porém, isso não ocorre e há a necessidade compulsiva de fantasias, autoerotismos e pornografias, esse casal é invigilante, encontra-se psicologicamente pervertido e não é venturoso.

Há um impressionante número de mulheres casadas que se queixam de solidão (no sentido de solidão sexual), em virtude de seus esposos serem contaminados e viciados na pornografia virtual.

E o inaceitável da situação é saber que muitos desses maridos consumidores de pornografias são “cristãos”, “bons espíritas”, pais de família exemplares e profissionais de proeminência.

Alguns desses “cristãos” justificam a utilização dessa pornografia virtual como uma espécie de "preliminar" e estimulante para aumentar o desejo na comunhão sexual com o cônjuge.

A rigor o que ocorre é que com o transcursar do tempo, muitos desses “cristãos” viciam-se nos sites e filmes pornográficos e começam a descuidar da esposa, preferindo satisfazer suas pulsões mediante a prática da masturbação.

Fica evidente que tais “cristãos” estão, perigosa e imaturamente, "compensando" suas frustrações, por duas razões possíveis: ou por não se sentirem mais atraídos sexualmente pelas suas esposas, ou por não as amarem mais e não terem a coragem de assumir tal sentimento.

Em face disso, estamos assistindo a uma verdadeira estupidificação generalizada dos que se descrevem “cristãos” de várias denominações e, segundo entendemos, uma das saídas para a necessitada cautela contra essas emboscadas pornográficas é o inabalável estado de oração alentado pela vigilância através de um processo pessoal de profunda transformação comportamental.


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Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 09 de Abril de 2019, 01:23


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Jesus É O Cardápio De Virtudes Para Todos Os Espíritas



Propaga-se colericamente nos meios de comunicação, mormente na Internet, e temos recebido diariamente mensagens  enfurecidas de condenações contra Chico Xavier, Divaldo Franco, Emmanuel, André Luiz, Joanna de Angelis,  FEB. Evoca-se com “tosse comprida” o imperativo do CUEE – Controle Universal dos Ensinos dos Espíritos. Tais iracundos juízes (maníacos antirrustenistas, antifebianos) impugnam a legitimidade dos temas abordados por Emmanuel, André Luiz, Joana de Angelis e outros tendo em vista as suas mensagens serem advindas de um único médium. Pasmem!  Os “cautelosos espíritas” vociferam citações do tipo, “não acolhemos nada fora da Codificação”. Hasteiam a flâmula de “Phd’s” do espiritismo (com minúsculas mesmo!), ou seja: certamente “kardequeologistas” com pós-graduação nas universidades das regiões subcrostais ou submundo do além.


Ora, que alcance teriam os ditados de André Luiz, Joanna de Angelis ou Emmanuel, com suas revelações, se elas fossem contraditadas, tanto pelos Benfeitores, quanto pela liderança espírita mundial?

O bom senso nos convida a raciocinar o seguinte:  se um Espírito assegura um conceito de um lado, enquanto milhões de pessoas dizem o contrário algures, a presunção da verdade não pode estar com aquele  (encarnado ou desencarnado), cuja opinião é única, contrariando as demais.

Isso é elementar, meu caro Watson! Como diria Sherlock Holmes.

Todas as pretensões isoladas cairão pela força das coisas, ante o grande e poderoso criterium de controle universal. Ora, pretender ser o único a ter razão, contra todos, seria tão ilógico advindo de um Espírito, quanto da parte de um encarnado, o que não é o caso em discussão, ou seja, não sucede rejeição na Terra das obras do Chico Xavier ou do Divaldo.

Em verdade as mensagens de André Luiz, Emmanuel, Joanna não caíram e nunca desmoronarão ante o movimento espírita mundial. No auge do desvario, recriam o Controle Universal dos Espíritos.

... E, para tais diplomados, essa é a única forma de se aceitar, com boa margem de segurança, os ensinamentos provenientes, sobretudo, das obras de Chico Xavier. (!?) Por que essa prevenção contra o “Maior Brasileiro da História”?

Recheiam suas fanfarrices dizendo que apesar de o Espiritismo ter sido introduzido no país por membros da “aristocracia dominante”, no século XIX, houve, desde o início, forte junção da Doutrina com as religiões, principalmente, a umbanda e o catolicismo.

Para os pós-graduados das cerrações, tanto os livros psicografados pelo Chico Xavier, quanto os do Divaldo Franco oferecem mensagens que nada adicionam e, até, contradizem o Espiritismo. 

Empapados de fértil imaginação e reduzidos de raciocínio, dizem que todo o processo mediúnico do extraordinário médium mineiro foi plasmado por um “misticismo” católico, que, imediatamente, os diretores da Federação Espírita Brasileira (FEB) aproveitaram.

Com tal misticismo, vislumbraram um meio de divulgar um Espiritismo que fosse aceito pela sociedade brasileira que, então, era católica em sua esmagadora maioria.

O que está escamoteado, sob essa necrotizante altercação, é, nada mais, nada menos, o aspecto , digamos, “religioso” do Espiritismo coordenado pela FEB e tonificado pelo “Mineiro do Século” na sua prática mediúnica.

Tais  vítimas da obsessão carecem decididamente entender que a concepção do Espiritismo como um convite à prática do Evangelho é, no mínimo, abarcar o Espiritismo na sua mais evidente missão.

A frequência com que tal discussão tem acontecido, no âmbito do movimento espírita, é azucrinante e  cansativa , estéril e alienante. Para os  tantãs, a postura religiosa , Xavieriana, tem um estilo cerceador sobre o desenvolvimento do Espiritismo, enquanto filosofia.(!?)

Meus Deus! Quanto pitiatismo!

Tais “progressistas” regurgitam que é urgente fugir do “Jesus Católico”, do religiosismo, do igrejismo enraizados nos centros espíritas. É preciso transformá-los em academias de kardequilogistas diplomados.

Oh! Irrisão!

É necessário que o visgo da insensatez desgrude da mente desses progressistas de coisa nenhuma e recordá-los que o Espiritismo sem Jesus pode alcançar as mais extravagantes expressões acadêmicas, porém não passará de atividade fadada a decompor-se, desintegrar-se, como todas as usurpações filosóficas da Terra.

Engulam ou não, Jesus Cristo é o magnífico cardápio de virtudes para todos os espíritas. Nada se compara ao excelso amor que o Cristo dispensa à Humanidade.

Não temos parâmetros para ajuizarmos a Sua ingente autoridade para a Terceira Revelação, até porque a Sua transcendente culminância se perde na tenebrosa neblina indevassável dos bilhões de anos de Seu labor.


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Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 11 de Abril de 2019, 00:03

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Acatemos a dor física como educadora da alma

Uma comovente batalha judicial dos pais de um bebê britânico em estado terminal acabou envolvendo até mesmo o Papa Francisco.

Trata-se de Charlie Gard que sofre de síndrome de miopatia mitocondrial, uma síndrome genética raríssima e incurável que provoca a perda da força muscular e danos cerebrais.

Ele nasceu em agosto de 2016 e, dois meses depois, precisou ser internado, onde permanece desde então, no Hospital Great Ormond Street, em Londres.

O serviço de saúde pública do Reino Unido (NHS) explicou que Charlie tem danos cerebrais irreversíveis, não se move, escuta ou enxerga, além de ter problemas no coração, fígado e rins. Seus pulmões apenas funcionam por aparelhos.

O NHS disse que os médicos chegaram a tentar um tratamento experimental trazido dos EUA, mas Charlie não apresentou melhora. Por isso, defende o desligamento dos aparelhos que o mantêm vivo.

Mas seus pais, Chris Gard e Connie Yates - e uma comunidade de apoiadores -, lutam contra a decisão do hospital e pedem permissão para levar o bebê aos Estados Unidos para receber o tratamento experimental diretamente.

No dia 27 de junho de 2017, entretanto, eles perderam a última instância do pedido na Justiça britânica, que avaliou que a busca pelo tratamento nos EUA apenas prolongaria o sofrimento do bebê sem oferecer possibilidade de cura.

A Corte Europeia de Direitos Humanos também concluiu que o tratamento "causaria danos significativos a Charlie", seguindo a opinião dos especialistas do hospital, e orientou pelo desligamento dos aparelhos.

No dia 02 de julho de 2017, após a decisão da Justiça britânica, o Papa Francisco pediu que os pais de Charlie possam "tratar de seu filho até o fim". O Vaticano disse que o papa estava acompanhando o caso "com carinho e tristeza".

O serviço de saúde pública do Reino Unido (NHS) não propõe a eutanásia, mas a ortotanásia [1].

Os pais de Charlie lutam pela distanásia, ou seja, desejam o prolongamento artificial do processo de tratamento, o que para os juízes e médicos tem trazido sofrimento para Charlie, e nessa situação a medicina não prevê possibilidades de melhoria ou de cura.

No Brasil, médicos revelam que eutanásia é prática habitual em UTI’s, e que apressar, sem dor ou sofrimento, a morte de um doente incurável é ato frequente e muitas vezes pouco discutido nas UTIs dos hospitais brasileiros.

[2] Nos Conselhos Regionais de Medicina, a tendência é de aceitação da eutanásia, exceto em casos esparsos de desentendimentos entre familiares, sobre a hora de cessar os tratamentos.

Médicos e especialistas em bioética defendem a ortotanásia, como no caso de Charlie Gard, que é o ato de retirar equipamentos ou medicações, de que se servem para prolongar a vida - Charlie hoje se encontra em estado terminal.

Ao retirar esses suportes de vida (equipamentos ou medicações), mantendo apenas a analgesia e tranquilizantes, espera-se que a natureza se encarregue de agenciar a fatalidade biológica (morte).

Charlie está sofrendo com intensidade?
Sim, está!

Mas toda dor tem a sua serventia.

Sob o ponto de vista espírita, aprendemos que a agonia física prolongada pode ter finalidade preciosa para a alma, e a moléstia incurável pode ser, em verdade, um bem. Nem sempre conhecemos as reflexões que o Espírito pode fazer nas convulsões da dor biológica e os tormentos que lhe podem ser poupados graças a um relâmpago de arrependimento.

Entendamos e acatemos a dor física, como instrutora das almas e, sem vacilações ou indagações descabidas, amparemos quantos lhes experimentam a presença constrangedora e educativa, lembrando sempre que a nós compete, tão-somente, o dever de servir, porquanto a Justiça, em última instância, pertence a Deus, que distribui conosco o alívio e a aflição, a enfermidade, a vida e a morte no momento oportuno.

O verdadeiro cristão porta-se, sempre, em favor da manutenção da vida e com respeito aos desígnios de Deus, buscando não só minorar os sofrimentos do próximo - sem eutanásias passivas, claro! - mas também confiar na justiça e na bondade divina, até porque nos Estatutos de Deus não há espaço para dores injustas.

Notas:

[1] Etimologicamente, a palavra "ortotanásia" significa "morte correta", onde orto = certo e thanatos = morte. A ortotanásia, ou "eutanásia passiva" pode ser definida como o não prolongamento artificial do processo natural de morte, onde o médico, sem provocar diretamente a morte do indivíduo, suspende os tratamentos extraordinários que apenas trariam mais desconforto e sofrimento ao doente, sem melhorias práticas.
 
[2] Associação de Medicina Intensiva Brasileira nega que a eutanásia seja frequente nas UTIs no Br.


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Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 20 de Abril de 2019, 03:27

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Oremos, Sabendo Que A Omissão É A Maior Inimiga Da Paz

Rui Barbosa dizia que a mais trágica ditadura de um país é a do judiciário, pois contra ela não há para onde recorrer. De fato, quando a “Carta Magna” é desrespeitada não há salvação.

Expunha o “Águia de Haia” que “de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”. (Grifei)

O atual panorama político do Brasil é preocupante para a paz.

Sob o guante dessa debilitada conjuntura, o brasileiro vem suportando, no limítrofe do suportável , os escombros de um projeto de um grupo de “salvadores da pátria” absolutamente cleptocrata. Festeja-se hoje a  gestão pública estouvada.

Governo que não se constrange ao nulificar a lei de responsabilidade fiscal. O “incomodado” e “acomodado” povo brasileiro está testemunhando o mais profundo colapso moral desde o “descobrimento” do País.

Refletindo os atuais noticiários e os manifestos populares contra a desmoralização judiciária e a corrupção generalizada, possuímos armas poderosas. Sim!

Empunhemos a arma da tolerância (sem omissão) e do amor (sem acomodação), até porque se não orarmos, se não exorarmos a intervenção amorosa de Jesus, possivelmente em pouco tempo, todos estaremos sob o tacão de chumbo da agourenta ditadura unipartidária RUBRA.

Nesse sentido, em face da ditadura e endeusada vocação “vermelha”, uma das consequências imediatas será a privação de liberdade. Sim, os cristãos e por consequência os espíritas seremos proibidos de praticar o Espiritismo. É verdade!

Hoje é proibida a prática espírita no mundo comunista da República Popular da China, da Coreia do Norte, da República Socialista do Vietname, da República Democrática Popular de Laos, e com extremas restrições em República de Cuba, e Venezuela.

Além dos supracitados, há alguns estados pluripartidários que atualmente possuem partidos comunistas no poder cerceando liberdades. Como o Chipre e o Nepal.

Em verdade os tradicionalmente radicais militantes políticos comunistas (ateus), não têm compromissos com o Evangelho, são hostis, erigem facções (suprapartidárias), aparelham (adornam) os poderes (executivo, legislativo e principalmente o judiciário) e conquistam foros de absoluto poder (cada vez mais possante e contraditório) sob as bênçãos sacrossanta das falcatruas e aniquilamento da ética já institucionalizadas.

Em nosso país, conquanto as rédeas do poder “democrático” conservam-se, desde os meados da década de 1980, nas mãos de alguns políticos que não têm nenhum escrúpulo e nem compromisso com a honra, não podemos jamais desanimar das virtudes, nem zombar da honestidade e muito menos nos envergonharmos de agir patrioticamente.

Por isso, não podemos silenciar diante da deterioração do judiciário e do patético panorama social, político e econômico que ora estamos amargando. Repetimos que o magnífico povo brasileiro é  o povo “incomodado” mais “acomodado” do mundo. Isso não é bom!

Nossa omissão pode ser catastrófica, pois toda omissão é criminosa, por isso é insensato cruzarmos os braços, sentarmos no sofá “deleitosamente”, acreditando que os “anjos celestiais” (Benfeitores) irão aprovisionar a solução que nos compete providenciar.

Não nos devemos permitir eximir de participar, seja pelas redes sociais, seja pelos manifestos populares pacíficos e outros legítimos mecanismos de pressão popular, a fim de cooperar com coragem, amor e ação no bem, visando uma Pátria livre e honrada, administrada com responsabilidade, auxiliando, com nossas orações, os que têm o compromisso político para construção de uma sociedade mais harmônica, organizada sob a bandeira da sagrada LIBERDADE.

Allan Kardec consultou os Espíritos sobre um universo de questões que sempre inquietaram o pensamento humano: Deus, alma, origem da vida, homem na condição de espírito imortal e pluri existencial, morte, problemas sociais e familiares, liberdade, sofrimento, destino e felicidade, entre outros.

O legado do Codificador impõe-nos a necessária e constante renovação íntima, e, forçosamente, uma nova mentalidade de cada "praticante espírita”, sobretudo daqueles que, ainda, exercitam um Espiritismo, apenas, nos limites dos fenômenos mediúnicos nos Centros Espíritas.

Outrossim, é necessária uma efetiva participação dos Espíritas nas discussões sobre as questões sociais que afligem a população brasileira, ainda que sem a absoluta necessidade de militância político e partidária.

Os filhos desta abençoada Nação não podem se ajoelhar diante da putrefação moral e da corrupção que sangra o pretenso “Coração” da suposta “Pátria do Evangelho”.

Urge implorar ao Governador do Planeta e rogar-Lhe que interceda a favor dos brasileiros incorruptíveis de hoje e das futuras gerações de brasileirinhos que haverão de reencarnar para a consubstanciação da moralização e da liberdade de consciência no Brasil.


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Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 22 de Abril de 2019, 03:47

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Direitos autorais nas hostes espíritas, uma vergonha!

Há instituições filantrópicas exigindo e cobrando atualmente por “direitos autorais” dos conteúdos e imagens de alguns ilustres figurões palestrantes “espíritas” que estavam sendo exibidos nalgumas tv’s (GRATUITAS) da Internet, razão pelo qual tais canais (GRATUITOS) correm o risco de encerramento das atividades.

Isto é uma vergonha! Como diria Boris Casoy.

Alegam que o pretexto da ação (cobrança dos direitos autorais), tem sido o uso INADEQUADO de conteúdos dos venerados oradores para arrecadação de dinheiro e monetização no YouTube.

Isto motivou a denúncia e a ação extrajudicial contra os canais (GRATUITOS). Pois que algumas das práticas de tais canais estariam ferindo o direito autoral.

Ora, cremos que a divulgação das ideias espíritas através das tv’s (GRATUITAS) não pode ficar condicionada à questão dos “direitos autorais”. Infelizmente esses portais têm esbarrado com a avareza dos vendilhões, que sob o jargão da suposta destinação dos lucros financeiros para obras filantrópicas, elevam a bandeira do famoso “direito autoral”, promovendo ameaças ridículas e antidoutrinárias através de intimidações extrajudiciais.

(Pasmem!)

O movimento espírita transformou-se num balcão de  negócios lucrativos, onde se comercializa (vídeos de palestras na internet por assinaturas), livros doutrinários, CDs, DVDs, refletindo a compulsiva cobiça de alguns líderes vendilhões “espíritas”.

Será que tal mesquinhez alcançará os Centros Espíritas?

Será que algum dia, em nome dos “direitos autorais”, os vendilhões “espíritas”  impetrarão mandados extrajudiciais proibindo exibição de vídeos das palestras dos "ban-ban-bans" e / ou  os empréstimos de livros contidos nas bibliotecas das humildes Casas Espíritas?

É urgente reconhecer que o mundo virtual tem sido admirável veículo de disseminação dos conteúdos revelados pelo mundo espiritual. Além disso, tem facilitado a democratização da apropriação do conhecimento espírita e a inserção social dos espíritas mais pobres.

É inaceitável a proibição das reproduções (GRATUITAS) da mensagem espírita pela Internet para fins específicos de informações e estudos. A Terceira Revelação não pode demorar-se à mercê dos vendilhões e nem dos ridículos interesses do mundo material.

Sem ferir os princípios da ética e do respeito aos “direitos autorais”, cremos que os vendilhões “espíritas” deveriam estimular e apoiar os divulgadores dos portais (Tv’s (GRATUITAS)  e bibliotecas espíritas virtuais) para o exercício do pleno direito da divulgação gratuita dos princípios doutrinários.

Até porque, inevitavelmente diversas mensagens (áudio, livros e vídeos) já foram e continuarão sendo publicados pelas redes sociais, e atualmente se encontram dispersos e disponíveis através da rede mundial de computadores, sendo inexecutável o controle jurídico desse cenário.

Em que pese existirem muitos espíritas excluídos do ambiente virtual, sobretudo aqueles mais pobres, que não possuem computador / internet, e os menos afeitos às tecnologias novas, a Doutrina dos Espíritos tem um colossal papel social e em tempo de Internet é um absurdo a exclusão dos acessos virtuais gratuitos para um enorme número de espíritas que não podem pagar inclusive para participarem dos festivos e luxuosos congressos espíritas e ou comprarem livros psicografados caríssimos.

Onde está o limite dessa exploração comercial da mensagem espírita?

Cremos que o Espiritismo não assenta com interesses comerciais e a publicação das mensagens do mundo espiritual não pode ser objeto de lucro financeiro, apenas moral. Isso não faz o menor sentido, já que na espiritualidade não precisamos desse artifício do mundo material, que tanto corrompe o homem encarnado.

Entendemos que é uma improbidade falar em direitos autorais quando se trata de uma mensagem espírita.

O autor de uma mensagem espírita deveria dispensar o negócio doutrinário, pois não precisa dele. Seu objetivo (mensagens espíritas) são a elevação e a educação, fatores essenciais à nossa evolução, e não há como colocar preço nisso.

Uma instituição espírita, por mais briosa que seja, por mais filantrópica consistam em as suas atividades, seu interesse não pode sobrepor aos objetivos doutrinários da divulgação correta e honesta do Espiritismo, sobretudo através da Internet, que pode proporcionar consolação aos corações e mentes atormentados.

Sabemos que urge encontrar-se um caminho apropriado de financiamento das ações espíritas nas instituições, considerando que muitos confrades resistem em cooperar na formação de um caixa para o trabalho de difusão, mas insistimos que o equilíbrio está no meio...nem tanto ao mar nem tanto a terra.

Até porque são nossos esforços de exemplificação de auto moralização, não nossa fama ou esplêndidas palavras na tribuna que auxiliarão na renovação do cenário terreno.

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Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 28 de Abril de 2019, 18:31

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Armadilhas Pornográficas Diante Dos “Cristãos” Distraídos

O termo pornográfico deriva do grego pornógrafos, que significa escritos sobre prostitutas, originalmente, referência à vida, costumes e hábitos das prostitutas e clientes.

Aurélio Buarque registra como uma das definições a figura, a fotografia, o filme, o espetáculo, a obra literária ou de arte, relativos à, ou que tratam de coisas ou assuntos obscenos ou licenciosos, capazes de motivar ou explorar o lado sexual do indivíduo.

No mundo cibernético diversas pessoas trafegam na internet (em média 9h diárias) atraídas pelas lascívias virtuais.

Sabemos que grande parte do conteúdo virtual é um poderoso convite ao apelo erótico. Somando uma coisa com outra o resultado é inequívoco: a humanidade nunca consumiu tanta pornografia como nos dias atuais.

E isso gera uma reação em cadeia.

Por causa disso, pesquisadores do IFOP - Instituto Francês de Opinião Pública - inquiriram a milhares de pessoas sobre seus hábitos pornográficos. Descobriram o óbvio: a maioria esmagadora (90%) dos homens e boa parte das mulheres (60%) veem filmes obscenos regularmente. E 53% dos casais afirmaram assistir a esses tipos de filmes juntos.

A pornografia é um assunto espaçoso, sensível e controverso. Muito já foi escrito sobre o tema, como se pode constatar rapidamente na busca pela internet. Basta recorrer a qualquer buscador o item “pornografia” ou “estudos sobre pornografia” e descobriremos uma avalancha de material disponível. No “Google”, por exemplo, citar o termo “pornography” estão hoje listados 73.100.000 resultados. Em “studies on pornography”, localizamos 12.400.000 resultados de links.

Um estudo realizado pela Universidade de Denver (EUA), pesquisadores confirmaram que das 1300 pessoas comprometidas afetivamente, pelo menos 45% delas assistiam a filmes pornográficos com o parceiro, sendo que 77% dos homens e 32% das mulheres contaram que também viam pornografia sozinhos.

Outros estudiosos da Universidade da Califórnia e do Tennessee (EUA) recrutaram 308 universitárias heterossexuais, entre 18 e 29 anos, para completarem um questionário online. Elas responderam questões sobre a qualidade do namoro, satisfação sexual e autoestima. O resultado mostrou uma relação entre felicidade, autoestima e filme pornográfico.

Quanto mais pornografia os namorados ou maridos viam, maior era a chance de ter um relacionamento infeliz. Quem reclamou sobre o vício exagerado do namorado em assistir a vídeos licenciosos mostrou autoestima mais baixa e insatisfação com o namoro e com a vida sexual.

A pornografia é o erotismo vazio de afeto.

Ultimamente com o uso de webcams, blogs, foto-logs (criação de páginas de fotos), vídeo amadores, sex tapes (sexo em público) ou homem ades (caseiros), qualquer pessoa pode vir a se tornar o próprio produtor e divulgador de pornografia na rede mundial de computadores.

A internet tem estabelecido grande influência entre os usuários, tornando possível que os consumidores de pornografia troquem informações entre si e possam identificar gêneros, estilos e gostos, fazendo com que compartilhem suas preferências e permitindo o encontro de fantasias.

Numa linguagem espírita diria que o UMBRAL nunca esteve tão presente e próximo da Terra. Com o Evangelho aprendemos que quando um casal se ama, os parceiros se apetecem e se reverenciam. A vida e experiência sexual entre ambos é respeitosa e prazerosa.

O amor entre os dois não está condicionado apenas à sexualidade, todavia vai muito mais além, incluindo amizade, companheirismo e cuidado pela satisfação de suas necessidades. Quando, porém, isso não ocorre e há a necessidade compulsiva de fantasias, autoerotismos e pornografias, esse casal é invigilante, encontra-se psicologicamente pervertido e não é venturoso.

Há um impressionante número de mulheres casadas que se queixam de solidão (no sentido de solidão sexual), em virtude de seus esposos serem contaminados e viciados na pornografia virtual.

E o inaceitável da situação é saber que muitos desses maridos consumidores de pornografias são “cristãos”, “bons espíritas”, pais de família exemplares e profissionais de proeminência.

Alguns desses “cristãos” justificam a utilização dessa pornografia virtual como uma espécie de "preliminar" e estimulante para aumentar o desejo na comunhão sexual com o cônjuge.

A rigor o que ocorre é que com o transcursar do tempo, muitos desses “cristãos” viciam-se nos sites e filmes pornográficos e começam a descuidar da esposa, preferindo satisfazer suas pulsões mediante a prática da masturbação.

Fica evidente que tais “cristãos” estão, perigosa e imaturamente, "compensando" suas frustrações, por duas razões possíveis: ou por não se sentirem mais atraídos sexualmente pelas suas esposas, ou por não as amarem mais e não terem a coragem de assumir tal sentimento.

Em face disso, estamos assistindo a uma verdadeira estupidificação generalizada dos que se descrevem “cristãos” de várias denominações e, segundo entendemos, uma das saídas para a necessitada cautela contra essas emboscadas pornográficas é o inabalável estado de oração alentado pela vigilância através de um processo pessoal de profunda transformação comportamental.


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Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 01 de Maio de 2019, 06:42

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Acatemos a dor física como educadora da alma

Uma comovente batalha judicial dos pais de um bebê britânico em estado terminal acabou envolvendo até mesmo o Papa Francisco. Trata-se de Charlie Gard que sofre de síndrome de miopatia mitocondrial, uma síndrome genética raríssima e incurável que provoca a perda da força muscular e danos cerebrais.

Ele nasceu em agosto de 2016 e, dois meses depois, precisou ser internado, onde permanece desde então, no Hospital Great Ormond Street, em Londres.

O serviço de saúde pública do Reino Unido (NHS) explicou que Charlie tem danos cerebrais irreversíveis, não se move, escuta ou enxerga, além de ter problemas no coração, fígado e rins. Seus pulmões apenas funcionam por aparelhos.

O NHS disse que os médicos chegaram a tentar um tratamento experimental trazido dos EUA, mas Charlie não apresentou melhora. Por isso, defende o desligamento dos aparelhos que o mantêm vivo.

Mas seus pais, Chris Gard e Connie Yates - e uma comunidade de apoiadores -, lutam contra a decisão do hospital e pedem permissão para levar o bebê aos Estados Unidos para receber o tratamento experimental diretamente.

No dia 27 de junho de 2017, entretanto, eles perderam a última instância do pedido na Justiça britânica, que avaliou que a busca pelo tratamento nos EUA apenas prolongaria o sofrimento do bebê sem oferecer possibilidade de cura.

A Corte Europeia de Direitos Humanos também concluiu que o tratamento "causaria danos significativos a Charlie", seguindo a opinião dos especialistas do hospital, e orientou pelo desligamento dos aparelhos.

No dia 02 de julho de 2017, após a decisão da Justiça britânica, o Papa Francisco pediu que os pais de Charlie possam "tratar de seu filho até o fim". O Vaticano disse que o papa estava acompanhando o caso "com carinho e tristeza".

O serviço de saúde pública do Reino Unido (NHS) não propõe a eutanásia, mas a ortotanásia [1].

Os pais de Charlie lutam pela distanásia, ou seja, desejam o prolongamento artificial do processo de tratamento, o que para os juízes e médicos tem trazido sofrimento para Charlie, e nessa situação a medicina não prevê possibilidades de melhoria ou de cura.

No Brasil, médicos revelam que eutanásia é prática habitual em UTI’s, e que apressar, sem dor ou sofrimento, a morte de um doente incurável é ato frequente e muitas vezes pouco discutido nas UTIs dos hospitais brasileiros.

[2] Nos Conselhos Regionais de Medicina, a tendência é de aceitação da eutanásia, exceto em casos esparsos de desentendimentos entre familiares, sobre a hora de cessar os tratamentos.

Médicos e especialistas em bioética defendem a ortotanásia, como no caso de Charlie Gard, que é o ato de retirar equipamentos ou medicações, de que se servem para prolongar a vida - Charlie hoje se encontra em estado terminal.

Ao retirar esses suportes de vida (equipamentos ou medicações), mantendo apenas a analgesia e tranquilizantes, espera-se que a natureza se encarregue de agenciar a fatalidade biológica (morte).

Charlie está sofrendo com intensidade?
Sim, está!

Mas toda dor tem a sua serventia.

Sob o ponto de vista espírita, aprendemos que a agonia física prolongada pode ter finalidade preciosa para a alma, e a moléstia incurável pode ser, em verdade, um bem. Nem sempre conhecemos as reflexões que o Espírito pode fazer nas convulsões da dor biológica e os tormentos que lhe podem ser poupados graças a um relâmpago de arrependimento.

Entendamos e acatemos a dor física, como instrutora das almas e, sem vacilações ou indagações descabidas, amparemos quantos lhes experimentam a presença constrangedora e educativa, lembrando sempre que a nós compete, tão-somente, o dever de servir, porquanto a Justiça, em última instância, pertence a Deus, que distribui conosco o alívio e a aflição, a enfermidade, a vida e a morte no momento oportuno.

O verdadeiro cristão porta-se, sempre, em favor da manutenção da vida e com respeito aos desígnios de Deus, buscando não só minorar os sofrimentos do próximo - sem eutanásias passivas, claro! - mas também confiar na justiça e na bondade divina, até porque nos Estatutos de Deus não há espaço para dores injustas.

Notas:
[1]Etimologicamente, a palavra "ortotanásia" significa "morte correta", onde orto = certo e thanatos = morte. A ortotanásia, ou "eutanásia passiva" pode ser definida como o não prolongamento artificial do processo natural de morte, onde o médico, sem provocar diretamente a morte do indivíduo, suspende os tratamentos extraordinários que apenas trariam mais desconforto e sofrimento ao doente, sem melhorias práticas.
[2]Associação de Medicina Intensiva Brasileira nega que a eutanásia seja frequente nas UTIs no Br.


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Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 13 de Maio de 2019, 18:30

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A doença não pode ser instrumento de punição

Os órgãos do corpo físico respondem a todos os estímulos (internos ou externos), determinando um encadeamento de reações, além dos estímulos físicos que impactam, através dos sentidos, as emoções ou sentimentos que também provocam reações.

Estas excitam ou bloqueiam os mecanismos de funcionamento. Em verdade, o processo de preservação e deterioração de qualquer órgão tem uma relação direta com as emoções e os sentimentos.

A cólera, a raiva, o temor, a ansiedade, a depressão, o desgosto, a aflição, assim como todas as emoções derivadas delas, sobrecarregam a economia saudável do corpo.

Há outros fatores emocionais que podem influenciar patologias físicas, como relacionamentos afetivos infelizes, penúria econômica, desigualdade de renda e estresse relacionado ao trabalho profissional.

Quando estamos tristes e depressivos por uma desilusão amorosa, ou quando estamos ansiosos e irritados por causa de dívidas, também desenvolvemos enfermidades.

Mens sana in corpore sano ("uma mente sã num corpo são") é uma célebre frase latina, proveniente da Sátira X do poeta romano Juvenal. Nós somos o que sentimos. René Descartes já dizia que somos aquilo que pensamos.

Quando as nossas emoções são reprimidas, elas acabam se constituindo na fonte de um conflito emocional crônico, segundo Sigmund Freud, que gerará distúrbios físicos ou psicológicos, se não forem aliviadas, mediante os canais fisiológicos competentes.

O estresse é como um conjunto de reações fisiológicas produzidas pelo nosso organismo para reagir e se adaptar às situações apresentadas no dia a dia.

O problema é que tais reações, psíquicas e orgânicas, podem provocar um desequilíbrio no nosso organismo caso ocorram de forma exagerada ou intensa, dependendo também do tempo de duração. Quanto mais durar o estresse, obviamente a ruína será maior.

Adquirimos doenças porque não conseguimos conviver em harmonia com o meio e com as pessoas ao nosso redor. Enfermamos porque mantemos antipatias, inimizades, desgostos, culpas, arrependimentos, ressentimentos, temores e frustrações que não queremos superar.

Por desconhecermos as nossas próprias emoções, muitas vezes desejamos ocultá-las dos outros, e de nós mesmos, mormente os pensamentos e os sentimentos egoísticos.

Cada doença, cada dor, cada sofrimento, cada frustração, cada sintoma traz uma mensagem única e exclusiva para nós e apenas para nós.

Quando estivermos prontos para abrigá-los e compreendermos o que elas querem nos dizer, estaremos aptos a andar firmes pelo caminho do nosso aperfeiçoamento espiritual que decisivamente passa pelas vias da nossa saúde moral.

Naturalmente, as nossas doenças são advertências da vida para que venhamos a ter mais consciência de nós mesmos e dos nossos compromissos na família, na natureza e na sociedade, governando-nos pela vida caridosa, solidária e amorosa.

Precisamos ter consciência de que doença e saúde são consequências das nossas livres escolhas através das emoções ou sentimentos, e tal responsabilidade não pode ser terceirizada. Além do quê, a doença não pode ser instrumento de punição.

Na verdade, deve ser um expediente de aprendizado, na sábia pedagogia divina, convidando-nos ao exercício do amor


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Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 13 de Maio de 2019, 18:34

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Internet, redes sociais e os pseudo médiuns, ambiciosos e mistificadores

Atualmente coexistimos com a volúpia da era digital e recebemos exageradas e detalhadas informações de dados pessoais que são fornecidos desadvertidamente aos bancos de dados virtuais e às diversas redes sociais da Internet.

Tal realidade cibernética tem sido um verdadeiro MANÁ para as tramóias “mediúnicas” dos pseudomédiuns, ambiciosos e mistificadores. É verdade!

De algum tempo para cá, venho recebendo e registrando considerável quantidade de insinuações advindas de pessoas honestas, porém indignadas, revelando-me as malandrices e ciladas “pseudopsicográficas” artificiosas provindo de alguns celebrizados pseudomédiuns nos territórios espíritas.

Por esta razão, utilizo-me deste alerta, a fim de prevenir os confrades desavisados do Movimento Espírita Brasileiro. Faço isso por causa dos protestos de inúmeras pessoas, que expressam recriminações ponderadas, como testemunhas que abalizam indícios sobre os atos ardiloso da “psicografia” censurável.

Divulgo aqui o alerta, avaliando os episódios irregulares (e cibernéticos) contra os ilegítimos artifícios “psedomediúnicos” de “pseudopsicografias” praticados por pseudomédiuns, ambiciosos e mistificadores.

Advirto que entre tais pseudomédiuns, ambiciosos e mistificadores existe os que oferecem livros “psicografados” para comercialização, alguns pseudomédiuns são proprietários de editoras inscritas  com próprio nome e há os que não têm sequer um emprego fixo.

Existem os pseudomédiuns “injuriados e caluniados” que permanecem reclamando contra ilusória “perseguição” provinda de investigadores probos.

Aliás, tais pseudomédiuns, ambiciosos e mistificadores (que deveriam estar nos cárceres), empregam os escudos protetores das ameaças judiciais contra os que o denunciam. 

Na verdade, sob delírio, os pseudomédiuns, ambiciosos e mistificadores não conseguem ultrapassar o estereótipo de atores de tragicomédias e vêm arremessando no lixo a mediunidade dos médiuns sinceros, iludindo pessoas de boa-fé, valendo-se sempre do embuste das informações “pseudopsicográficas” advindas das redes sociais.   

O clímax das suas armadilhas ocorre através de representações e mímicas de camufladas “pseudopsicografias” advindas das redes sociais, sempre armadas nos tablados para shows de prestidigitações teatrais ornamentadas nos impregnados palcos das incautas instituições “espíritas” (ou não espíritas).

A fartura dos subsídios de informações pessoais sobre a identificação do “morto” são previamente memorizados e esquadrinhados após serem extraídos das redes sociais da Internet.

O processo de memorização fica condicionada ao contexto de nomes, CPF, número do telefone, endereço, apelidos, sobrenome, alusão a times de futebol, preferências, gostos pessoais, frases e descrição de conduta de parentes e amigos que compõem um farto conjunto visivelmente transcrevidos das redes sociais (Facebook, WhatsApp, YouTube, Instagram, Twitter, LinkedIn, Pinterest, Google, Messenger, Snapchat) eis aí as fontes da paródia “pseudopsicográfica” dos pseudomédiuns , ambiciosos e mistificadores..

Nada é mais cruel do que pessoas em luto receberem falsas notícias dos seus “falecidos” através das embusteiras informações (arrancadas da Internet) considerando os ridículos números de CPF’s, endereços e números de telefones dos “finados”.

Como disse, tais informações são públicas e estão disponíveis nos bancos de dados virtuais.

Conquanto alguns se “refugiem” na enganação do consentimento das “entradas francas” para seus shows de falcatruas, não conseguem disfarçar os capciosos projetos de arrecadação financeira, através das vendas de livros “psicografados” de conteúdo doutrinário não-confiável.

Além disso recebem os generosos donativos destinados a hipotéticos fins de assistencialismo em nome de instituições, muitas vezes só de “fachada”, considerando que tais entidades não possuem inscrição estadual e nem CNPJ.

Por isso mesmo e por motivos óbvios, os recursos financeiros doados são depositados em conta corrente particular. Isso é crime fiscal.

Sobre os embustes dos pseudomédiuns, ambiciosos e mistificadores, sugiro aos leitores que propaguem os seus gritos de alerta. Divulguem para seus amigos e dirigentes espíritas a fim de não convidarem tais embusteiros para eventos “psicográficos” de faz-de-conta.

Até porque, os pseudomédiuns , ambiciosos e mistificadores cobiçam a fama, a popularidade e as vantagens pecuniárias.

Sem embargo, apesar deste alerta, se continuarem a convidá-los para o palco da psicografia de coisa nenhuma, eles prosseguirão com suas tapeações, iludindo, matando esperanças, destroçando os corações debilitados de mãezinhas e familiares sedentos de notícia do além para consolação de suas almas.

Este grito de alerta sobre as fraudes psicográficas dos pseudomédiuns , ambiciosos e mistificadores está devidamente amparado nas sugestões de Allan Kardec, portanto, prevaleço-me do crivo da razão doutrinária, da lógica, bem como dos conhecimentos estabelecidos pela Doutrina Espírita, que se apresentam como inadiável dever à minha consciência, visando às adequadas medidas de grito de advertência ao Movimento Espírita Brasileiro.

Não obstante os fatos supramencionados serem extremamente graves, por questão de JUSTIÇA é necessário separar o joio do trigo, urge, portanto, considerar o fato de que obviamente existem médiuns, em plena atividade mediúnica, exercendo suas tarefas com dignidade e compromisso com as diretrizes basilares e insuperáveis da Doutrina Espírita.

Porém, cabe destacar algumas características fundamentais destes médiuns psicógrafos honrados que podem ser convidados para suas casas espíritas.

Eles consentem as pesquisas científicas a qualquer momento, aliás, desejam ser pesquisados; São médiuns incorruptíveis e exercem suas atividades nas Casas Espíritas idôneas; eles exercem dignamente suas profissões, vivendo de seus proventos profissionais ou os que estão aposentados vivem de seus salários; eles mantêm as suas tarefas conforme vivenciou e exemplificou Chico Xavier no Grupo Espírita da Prece em Uberaba/MG, sendo este o maior médium de todos os tempos.

Chico Xavier efetuava o atendimento das pessoas que o buscavam, uma a uma, consolando e expressando de forma respeitosa os recados advindos da espiritualidade e após o atendimento, culminava a reunião psicografando as cartas consoladoras, trazendo os “falecidos” para a terra nas notícias fiéis que confirmavam a nossa imortalidade.


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Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 10 de Julho de 2019, 01:29

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Um Tesouro Renovável Que Não Se Pode Desperdiçar

A Terra abrange 1,4 bilhão de quilômetros cúbicos de água. A parte consumível corresponde a míseros 2,5% desse total. Só que 68,7% disso está nos polos, em forma de gelo, e 29,9% em lençóis subterrâneos.

Restam apenas 1,4 % estão sob a forma de água potável que se encontra no subsolo, num grande pré-sal aquático, pouco acessível. Porém, 0,26% do total planetário de H2O está disponível em rios, lagoas e represas para consumo imediato.

Entretanto, fontes de água de vários “esgotos a céu aberto” tais como a represa Billings, o Rio Tietê, a Lagoa Rodrigo de Freitas abrigam juntos cerca de 3,3 milhões de trilhões de litros, porém são águas, inobstante “doce”, porém impróprias para consumo humano.

O assombroso é que a “saúde” de diversos rios que são as principais fontes de água “doce” da Terra, está piorando. Metade dos mananciais do planeta está ameaçada pela poluição e pelo assoreamento.

A humanidade sempre tratou a água como um recurso inesgotável. Estamos descobrindo hoje que a água (embora renovável) está expirando. Viveremos a era da falta d’água consumível.

Em que pese o Brasil não utilizar nem 1% do seu potencial de água potável , ainda assim, metrópoles como São Paulo e Recife enfrentam colapso no abastecimento público.

Sim, o Brasil detém, sozinho, 16% do total das reservas de água para consumo humano do planeta, possui o maior rio e o maior aquífero subterrâneo do mundo, apresenta índices recorde de chuva, mas paradoxalmente as maiores cidades brasileiras sofrem racionamento de água.

Infelizmente o brasileiro é acostumado a uma conta de água barata e não faz muito esforço para evitar o desperdício. Tomando banho, por exemplo, com o chuveiro ligado durante 15 minutos, se joga literalmente no ralo 242 litros de água “doce”.

As maiores vilãs domésticas são as válvulas convencionais de descarga. Elas usam cerca de 40% de toda a água da casa.

Cada segundo que se utiliza a descarga do vaso sanitário são 2 litros de água que saem direto para o esgoto. Isso sem falar no desperdício de água daqueles que escovam os dentes, fazem barba, ensaboam louças com as torneiras totalmente abertas...

Isso é uma aberração imperdoável!

Uma previsão catastrófica marca o colapso da água (consumível) no mundo para daqui a 10 anos. No norte da África, 95% das reservas de água doce já são utilizadas hoje. Em 2025 a demanda pelo líquido na região vai ultrapassar a oferta.

Na Ásia Central, a exploração chega a 84% das reservas. Deverá ultrapassar os 100% em menos de 25 anos. Diante desse cenário, segundo os especialistas, “reuso” é a palavra-chave quando se fala em gestão de recursos hídricos.

Reciclar água representa não só alívio para as reservas do líquido como também para o bolso do consumidor. No caso brasileiro, o governo precisa levar a sério tal questão. Em países ricos e desprovidos de fontes naturais, como o Japão, a retirada de água fresca dos reservatórios é taxada pesadamente. Sai bem mais barato reutilizá-la.

Nesse contexto, ninguém entende tanto de seca quanto os israelenses. Eles moram em um deserto onde chove metade do que chove no sertão do Ceará e onde quase não há rios. A maior parte da água é coletada em lençóis subterrâneos.

O segredo dos hebreus tem duas causas básicas.

A primeira é o reuso, pois dois terços dos esgotos do país são reciclados. As águas residuais são tratadas para irrigar lavouras e jardins públicos, e também para revitalizar os rios. A segunda é a purificação racional da água do mar e dos depósitos salobros subterrâneos.

Os recursos "renováveis", de um modo geral, que se consomem e o impacto sobre o meio ambiente não podem ser relegados a questões de menor importância, principalmente, levando-se em consideração a utilização da água potável.

Certamente no futuro a sua posse (água consumível) pode ser o motivo mais explícito de confronto bélico planetário. É urgente que se crie uma mentalidade crítica, que permita estabelecer novos comportamentos com foco na sustentabilidade da vida humana.

A sociedade deve formatar novos modelos de convivência, lastreados na fraternidade, no amor à natureza e na economia de água.

Ao se desmatar as florestas, modificar cursos de rios, aterrar áreas alagadas e desestabilizar o clima, estamos destroçando as bases de uma rede de segurança ecológica extremamente sensível.

O meio ambiente em que renascemos, muitas vezes constitui a prova expiatória; com poderosas influências sobre nossa personalidade, destarte, faz-se indispensável que cooperemos na sua transformação para o bem, melhorando e elevando as condições materiais e morais de todos os que vivem em nossa zona de influência. Um dia, mais cedo ou mais tarde, todos responderemos por isso.

Ainda há tempo para a prática dos códigos evangélicos, condição única que determinará a grande transformação planetária do futuro. Há uma lição a tirar de tudo isso.

Em sociedade todos nós estamos condenados a viver conectados uns com os outros, por isso, é urgente sairmos dos discursos vazios, buscarmos na disciplina cotidiana, no respeito à natureza, no não desperdício de água, a fim de nos prepararmos para sobreviver com dignidade no planeta que hoje abriga nossas vidas físicas.

Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 26 de Julho de 2019, 05:06
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O Futuro Do Espiritismo Na Era Da Informática

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“Uma publicidade em larga escala, feita nos jornais de maior circulação, levaria ao mundo inteiro, até às localidades mais distantes, o conhecimento das idéias espíritas, despertaria o desejo de aprofundá-las e, multiplicando-lhes os adeptos, imporia silêncio aos detratores, que logo teriam de ceder, diante do ascendente da opinião geral.”

Divulgação em grande escala se consegue hoje através da Internet, conhecida como a maior rede de computadores do mundo, que permite trocar informações dos mais variados assuntos, enviar mensagens, conversar com milhões de pessoas ou apenas ler as informações de qualquer parte do planeta.

Em face disso, cremos que ela tem o papel mais importante na divulgação do Espiritismo contemporâneo, até porque “recordemos que o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade - a caridade da sua própria divulgação.”

Na era da cibernética, da robótica “vivemos épocas limítrofes na qual toda a antiga ordem das representações e dos saberes oscila para dar lugar a imaginários, modos de conhecimento e estilos de regulação social ainda poucos estabilizados. Vivemos um destes raros momentos em que, a partir de uma nova configuração técnica, quer dizer, de uma nova relação com o cosmos, um novo estilo de humanidade é inventado.”

Há quem compare um microcomputador ao médium, através do qual recebemos mensagens, sem que vejamos quem enviou a mensagem.

Com um grau de interferência infinitamente menor que o médium humano, transmitindo assim mais fielmente as mensagens. Razão pelo qual é importante analisar as “mensagens” que recebemos, pois se queremos conhecer a pessoa que nos escreve, necessitamos analisar o seu conteúdo.

Uma vez que se“a divulgação na internet deve ser livre, porém aqueles que querem divulgar o Espiritismo devem ter a consciência da responsabilidade, procurando sempre saber as finalidades da divulgação e as suas consequências, porque a Internet não é só livre, ela é abrangente.

Ela atinge proporções globais, colocando o Espiritismo face a face com outras realidades.

É fato que através do computador não se é possível receber um abraço fraterno, podemos, porém, receber uma palavra amiga.

Recordando que com o acelerado progresso tecnológico já é possível se obter comunicações audiovisuais o que sem dúvida vai aproximar ainda mais as pessoas.

Cada um de nós, do conforto de nossos lares, pode enviar uma palavra amiga, disponibilizar as atividades do seu centro, integrar-se em grupo de estudo e de discussão, ouvir palestras edificantes e até conversar face a face através do computador com pessoas que precisam ser reconfortadas.
 
O pessimista e crítico contumaz lembra da exclusão digital, o que é uma realidade, mas e no futuro? Cremos que no porvir ter internet em casa será tão comum quanto ter uma geladeira, uma televisão ou mesmo um telefone.

Existem inúmeros grupos de estudo e discussões sobre temas espíritas na Internet com um conteúdo magnífico.

Não há dúvida que este é um excelente caminho, especialmente pelo fato de atingir lugares, e até outros países, onde o Espiritismo ainda é quase desconhecido.

Cremos que os espíritas precisam se acostumar com isto, porque a próxima geração dominará esta linguagem e, se nós soubermos usá-la, temos um grande auxiliar do nosso trabalho, tanto para troca de ideias e textos como para pesquisa.

É importante lembrar que o Espiritismo é uma doutrina aberta aos avanços científicos, portanto, as transformações sociais, as mudanças no panorama dos conhecimentos gerais do homem não as podem estagnar, não as podem fechar-se em um pétreo corpo ortodoxo.

A rigor a Internet é um foro de discussão, de ligação entre todos que se dedicam ao estudo da doutrina, a pesquisa de suas novas fronteiras e a aplicação dos conhecimentos já firmados.

“A Internet elimina as barreiras físicas e estabelece a ligação que permite que as notícias corram rapidamente o mundo, que novas idéias sejam apresentadas e debatidas, que exemplos sejam conhecidos e seguidos, que resultados sejam checados e validados.

Nela estamos todos próximos, todos em condição de conhecer o que se passa nos vários cantos deste nosso mundo.”

Óbvio que nessa nova tecnologia de informação se corre o perigo de qualquer pessoa falar em nome do Espiritismo, deturpando os seus conceitos, contudo problemas surgem em qualquer veículo de difusão doutrinária.

Por mais que "instituíssemos" mecanismos de proteção, sempre haveria possibilidades de os ultrapassar. “Com o tempo as pessoas vão saber distinguir o joio do trigo. Não devemos ter medo da Internet, como a Inquisição teve medo dos livros.

Tal como Kardec devemos aprender a enfrentar as investidas, sempre com a intenção de procurar a verdade e de esclarecer.”
 
Precisamos confiar na força da mensagem virtual como meio poderoso de divulgação espírita. Cremos que em poucos anos a Internet vai ser a maior via de intercâmbio do movimento espírita. Por isso, Kardec já mencionava que “dois elementos hão de concorrer para o progresso do Espiritismo: o estabelecimento teórico da Doutrina e os meios de a popularizar.”
 
“Desde a popularização do rádio - inventado por Marconi, em 1895 e disseminado em grande parte do mundo até as décadas de 30 e 40 -, da TV - por John Baird, 1925, e disseminada no Brasil a partir dos anos 50 e da Internet, a partir da década de 90 – com a criação dos sistemas de rede (web)- creditada a Tim Berners Lee-, o nível de informação das pessoas aumentou consideravelmente. Mesmo aqueles considerados ignorantes na sociedade atual detêm um volume de informação muito maior que há algumas décadas.”

Em termos espíritas, isso pode proporcionar um aprofundamento sobre a Doutrina por parte daqueles que já se dizem adeptos e também atrair outros que têm alguma informação sobre o caráter conceitual do Espiritismo.

A Internet permitirá um contato mais rico com a monumental obra espírita. Onde se é possível elaborar cursos interativos, por exemplo, uma discussão da obra de André Luiz, apontando relevantes entre os deferentes textos, e com comentários feitos por autores reconhecidos.
 
Os livros de referência poderão ser disponibilizados em hipertexto, em versões de fácil consulta. Relatos específicos deverão ser colecionados e indexados para pesquisa rápida. Tudo isso poderá ser feito, de forma totalmente voluntária e colaborativa, usando para isso não apenas os recursos técnicos da rede, mas também a sua estrutura social, que foge de todos os parâmetros tradicionais.

Vai ser através da Internet que vão ser possíveis os estímulos de fraternidade entre as diversas instituições espíritas em nível mundial. “E é através da Internet que vai nascer um novo momento para o movimento, a diretriz dada por Ismael:  Se Paulo teve que ir de cidade em cidade divulgar a boa nova, hoje a Providência dá-nos a oportunidade de estarmos no conforto da nossa casa e espalhar a boa nova aos quatro cantos do planeta.”
 
Nosso irmão Divaldo expõe sua emoção ante a Internet quando diz: "comovo-me diante deste excelente recurso que diminui distância, ainda mais por sentir participando deste nosso convívio alguns benfeitores espirituais que estão a todos nos envolvendo em ondas de paz e vibrações de saúde, entre os quais os Espíritos Eurípedes Barsanulfo, Cairbar Schutel, Joanna de Ângelis e Vinícius, igualmente felizes, abençoando a tecnologia e a informática utilizadas para o bem”
 
É importante ressaltar o problema da credibilidade que poderá ser resolvido e atacado de inúmeras formas, seja através da tecnologia, seja através da divulgação. Mas também é imperioso refletir que: a ausência de informações claras da Doutrina Espírita na Internet, abre sem dúvida, espaço para que outros tipos de informação enganosas sejam espalhados pela rede.

Este é um risco muito maior do que qualquer outro que possa ser assumido através da livre publicação do material espírita. Nesse tópico ressalte-se que é tecnicamente possível disponibilizar toda literatura espírita em meios eletrônicos.
 
Diante disso, como garantir que o material postado seja legítimo?

Como evitar que surjam cópias falsas, ou apenas mal editadas, por aí? Ambas as questões são importantes e relevantes, para que possamos entender como aplicar a Internet corretamente ao ambiente espírita. Neste caso, a vigília equilibrada é fundamental, para atingir uma abordagem balanceada, que possa explorar plenamente a tecnologia que temos disponível, e concomitantemente se proteja os objetivos maiores do trabalho que está sendo desenvolvido em nome da Terceira Revelação. 
 
Fontes Diversas


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Título: Re: Artigos Jorge Hessen
Enviado por: Marianna em 17 de Agosto de 2019, 03:22

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"Casamento Religioso Espírita?"
O Que É Isso?
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Recentemente, confrades nos perguntaram se poderia e como seria realizado um casamento no centro espírita. Considerando que o assunto é de alta gravidade e de grande repercussão, deliberamos escrever o presente texto.

Lembrando aos consultantes, sem muitas delongas, que não existe um "casamento espírita" numa casa espírita.

O Espiritismo é uma doutrina filosófico-religiosa, com aspectos científicos e consequências éticas e morais, mas não se constitui numa estrutura clerical formalizada. Desta forma, diferente de outras correntes religiosas, não comporta em suas práticas nenhum cerimonial, rito, ou aspecto específico ligado ao casamento.

Ou seja, não há cerimônia de casamento religioso espírita.

"O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior".

Por muitas razões, não há espaço no universo doutrinário para a celebração de um "casamento religioso espírita", até porque, se o Espiritismo tem seu pilar religioso é, porém, destituído de rituais ou formas de culto exterior, tornando-se, portanto, incompatível com a celebração da cerimônia formal e ritualizada do casamento, que exige obrigatoriamente uma carga de formalidade na sua celebração.

Contudo "é inadmitida a realização de atos formais dentro da Doutrina Espírita" A rigor o casamento é contrato jurídico solene, eminentemente formal.

"Isto quer dizer que tal ato deve ser sempre acompanhado de fórmulas ou formalidades, até mesmo porque não há casamento sem cerimônia formal, ainda que variável quanto ao ritual seguido"

Muitos ingressam para as hostes do Espiritismo e logo se sentem tentados a enxertar os seus hábitos à realidade doutrinária. Há, por isso, os que pretendem ter um batismo espírita; há aqueles que aguardam ansiosamente por realizar um casamento espírita; e o que dizer de um confessionário "mediúnico"? e os paramentos especiais para os dirigentes dos centros?

Existem aqueles que forçam o caminho "legal".

É importante aguçarmos a vigília até porque "tentar utilizar o Poder Judiciário para chancelar a celebração de "casamento religioso espírita", como ato autêntico do Espiritismo, "seria violar a liberdade de crença protegida constitucionalmente dos adeptos do Espiritismo, ao impor ou chancelar pelas vias judiciais um ritual que não é admitido em hipótese alguma dentro do Espiritismo codificado por Allan Kardec."

Sobre isso, chega-nos informações que o Ministério Público da Bahia entende que casamento em centro espírita pode ter efeitos civis pois que "a negação de efeitos civis a casamento realizado em centro espírita violaria os valores constitucionais da dignidade da pessoa humana e da liberdade religiosa, aludindo que, como o Brasil é um Estado laico, não poderia recusar efeitos civis a casamentos celebrados por líderes de qualquer religião ou crença.

Mas, no Espiritismo mesmo tendo seus fundamentos religiosos (repetiremos isso mil vezes), não se admite a prática de rituais. Inexiste autoridade religiosa ou sacerdotal espírita. Portanto, "casamento religioso espírita" é um contrato jurídico inexistente. Com muita lógica o Poder Judiciário não autoriza o registro civil do mencionado "casamento espírita", sob o fundamento de que o presidente de um centro espírita não se constitui como uma autoridade religiosa.

A propósito! Um presidente de centro espírita pode ser investido na qualidade de autoridade religiosa ou sacerdotal espírita? Bem! Se segue a coerência dos postulados espíritas, não pode ser investido na qualidade de autoridade religiosa ou sacerdotal.

Não se pode falar em sacerdote ou autoridade religiosa no Movimento Espírita, já que a noção de autoridade supõe a existência de hierarquia religiosa entre seus adeptos ou entre as instituições espíritas, o que não é aceitável.

Por esse simples fato não se é possível realizar um casamento espírita, nem muito menos buscar o reconhecimento civil deste ato.

Precisamos, portanto, ser enfáticos e relembrar muitas vezes que não se admite no Espiritismo, sob nenhuma hipótese, a figura dessa autoridade religiosa ou sacerdotal espírita para validar uma cerimônia de casamento. Por isso mesmo não lhe pode ser atribuída validade civil exatamente por não ter o Espiritismo uma casta de sacerdotes, nem um celebrante investido de autoridade religiosa.

Precisamos admitir que não é possível ser espírita e, ao mesmo tempo, esposar princípios contrários ao Espiritismo. Vamos pela lógica: se o Espiritismo é uma Doutrina que não admite, por exemplo, o culto de imagens, e se alguém, apesar de ler e compreender a doutrina adora imagens e "crê no fogo do inferno e outros dogmas irreconciliáveis com o Espiritismo, evidentemente não é espírita. Quem assim ainda pensa pode ser simpatizante, mas não é adepto da doutrina"

Aos fatos supracitados, não queremos radicalizar e afirmar que o espírita não possa realizar uma reunião social fraterna para o evento.

Em lugar do sacerdote, terá um amigo que realizará uma prece em favor do casal e, em lugar da Igreja, utilizará os espaços do lar, ou um local adequado para reunir os amigos e familiares. Não deve, em hipótese alguma, utilizar as instalações do centro espírita.

Tudo é uma questão de lógica doutrinária.

Fontes Diversas.


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