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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: Ignarus em 02 de Agosto de 2010, 19:02

Título: APRENDENDO UM PUCO SOBRE REUNIÕES ESPÍRITA
Enviado por: Ignarus em 02 de Agosto de 2010, 19:02
Aprendendo um pouco mais sobre as Reuniões Espíritas.

Textos retidos do Livro “O Consolador” – F.C. Xavier / Emmanuel


372 – Como deveremos entender a sessão espírita?

A sessão espírita deveria ser, em toda parte, uma cópia fiel do cenáculo
fraterno, simples e humilde do Tiberíades, onde o Evangelho do Senhor fosse
refletido em espírito e verdade, sem qualquer convenção do mundo
, de modo
que, entrelaçados todos os pensamentos na mesma finalidade amorosa e
 sincera, pudesse a assembleia constituir aquela reunião de dois ou mais
corações em nome do Cristo, onde o esforço dos discípulos será sempre
santificado pela presença do seu amor.

373 – Como deve ser conduzida uma sessão espírita, de sua abertura ao
encerramento?

– Nesse sentido, há que considerar a excelência da codificação kardequiana;
contudo, será sempre útil a lembrança de que as reuniões doutrinárias devem
observar o máximo de simplicidade
, como as assembleias humildes e
sinceras do Cristianismo primitivo, abstendo-se de qualquer expressão
que apele mais para os sentidos materiais do que para a alma profunda
,
a grande esquecida de todos os tempos da Humanidade.

374 – Nas sessões, os dirigentes e os médiuns têm uma tarefa definida e
diferente entre si?

Nas reuniões doutrinárias, os papéis do orientador e do instrumento mediúnico
 devem estar sempre identificados na mesma expressão de fraternidade
e
de amor, acima de tudo; mas, existem características a assinalar, para que os
serviços espirituais produzam os mais elevados efeitos, salientando-se
que os dirigentes das sessões devem ser o raciocínio e a lógica, enquanto
o médium  deve representar a fonte de água pura do sentimento
. É por isso
que, nas reuniões  onde os orientadores não cogitam da lógica e onde os médiuns
não possuem fé e desprendimento, a boa tarefa é impossível, porque a confusão
natural estabelecerá a esterilidade no campo dos corações.

375 – Os agrupamentos espiritistas podem ser organizados sem a
contribuição dos médiuns?

– Nas reuniões doutrinárias, os médiuns são úteis, mas não indispensáveis,
porque somos obrigados a ponderar que todos os homens são médiuns, ainda
 mesmo sem tarefas definidas, nesse particular, podendo cada qual sentir e
 interpretar, no plano intuitivo, a palavra amorosa e sábia de seus guias espirituais,
 no imo da consciência.

376 – Há estudiosos da Doutrina que se afastam das reuniões, quando as
mesmas não apresentam fenômenos. Como se deve proceder para com eles?

Os que assim procedem testemunham, por si mesmo, plena inabilitação
para o verdadeiro trabalho do Espiritismo sincero
. Se preferirem as emoções
transitórias dos nervos ao serviço da autoiluminação, é melhor que se afastem
temporariamente dos estudos sérios da Doutrina, antes de assumirem qualquer
compromisso. A compreensão do Espiritismo ainda não está bastante desenvolvida
em seu mundo interior e é justo que prossigam em experiências para alcançá-la.

O êxito dos esforços do plano espiritual em favor do Cristianismo redivivo
não depende da quantidade de homens que o busquem, mas da qualidade dos
trabalhos que militam em suas fileiras.


continua...
Título: Re: APRENDENDO UM PUCO SOBRE REUNIÕES ESPÍRITA
Enviado por: Ignarus em 02 de Agosto de 2010, 19:05
continuação.

378 – Por que motivo a doutrinação e a evangelização nas reuniões
espiritistas beneficiam igualmente os desencarnados, se a estes seria mais
justo o aproveitamento das lições recebidas no plano espiritual?

Grande número de almas desencarnadas nas ilusões da vida física,
guardadas quase que integralmente no íntimo, conservam-se,
por algum tempo, incapazes de aprender as vibrações do plano espiritual
superior,
sendo conduzidas por seus guias e amigos redimidos às reuniões
 fraternas do espiritismo evangélico, onde, sob as vistas amoráveis desses
mesmos mentores do plano invisível, se processam os dispositivos da lei de
cooperação e benefícios mútuos, que rege os fenômenos da vida nos dois planos.

379 – Como deverá agir o estudioso para identificar as entidades que se
comunicam?

Os Espíritos que se revelam, através das organizações mediúnicas, devem
ser identificados por suas ideias e pela essência espiritual de suas palavras.

Determinados médiuns com tarefas especializadas podem ser auxiliares
preciosos à identificação pessoal, seja no fenômeno literário, nas equações da
ciência, ou satisfazendo a certos requisitos da investigação; todavia, essa não é a
regra geral, salientando –se que as entidades espirituais, muitas vezes, não
encontram senão um material deficiente que as obriga tão só ao indispensável,
 no que se refereà comunicação.

Devemos entender, contudo, que a linguagem do Espírito é universal, pelos
fios invisíveis do pensamento, o que, aliás, não invalida a necessidade de
 um estudo atento acerca de todas as ideias lançadas nas mensagens,
 guardando-se muito cuidado no capítulo dos nomes ilustres que porventura as
 subscrevem.


Nas manifestações de toda natureza, porém, o crente ou o estudioso do
problema da identificação não pode dispensar aquele sentido espiritual de
observação que lhe falará sempre no imo da consciência.

380 – É justo que o espiritista, depois de sofrer pela morte a separação de
um ente amado, provoque a comunicação dele nas sessões medianímicas?

O espiritista sincero deve buscar o conforto moral, em tais casos, na
própria fé que lhe deve edificar intimamente o coração.


Não é justo provocar ou forçar a comunicação com esse ou aquele
desencarnado.
Além de não conhecerdes as possibilidades de sua nova
condição na esfera espiritual, deveis atender ao problema dos vossos méritos.

O homem pode desejar isso ou aquilo, mas há uma Providência que dispõe
sobre o assunto, examinando o mérito de quem pede e a utilidade da concessão.

Qualquer comunicado com o Invisível deve ser espontâneo e o espiritista
cristão deve encontrar na sua fé o mais alto recurso de cessação do egoísmo
humano,
ponderando quanto à necessidade de repouso daqueles a quem amou
 e esperando a sua palavra direta, quando e como julguem os mentores
 espirituais conveniente e oportuna.

381 – Muita gente procura o Espiritismo, queixando-se
de perseguições do Invisível. Os que reclamam contra essas perturbações
estão,  de algum modo, abandonados de seus guias espirituais?

A proteção da Providência Divina estende a todas as criaturas.
A perseguição de entidades sofredoras e perturbadas justifica-se
no quadro das provações redentoras, mas os que reclamam contra o
assédio das forças inferiores dos planos adstritos ao orbe terrestre devem
 consultar o próprio coração antes de formularem as suas queixas, de modo
 a observar se o Espírito perturbador não está neles mesmos.

Há obsessores terríveis do homem, denominados “orgulho”, “vaidade”,
“preguiça”, “avareza”, “ignorância” ou “má vontade”, e convém examinar
se não se é vítima dessas energias perversoras que, muitas vezes, habitam
o coração da criatura, enceguecendo-a para a compreensão da luz de Deus
.
Contra esses elementos destruidores faz-se preciso um novo gênero de
preces, que se constitui de trabalho, fé, esforço e boa vontade.


Paz e Sabedoria!

Ignarus