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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: Ignarus em 12 de Outubro de 2010, 20:20

Título: Aceitação sem questionamento é perigoso
Enviado por: Ignarus em 12 de Outubro de 2010, 20:20
ACEITAÇÃO SEM QUESTIONAMENTOS É PERIGOSO

Certo ferroviário de extinta Companhia de Estradas de Ferro, após muitos anos de trabalho, resolveu se aposentar, cabendo a ele ensinar suas tarefas ao seu substituto. No primeiro dia de treinamento, o futuro aposentado entregou ao funcionário contratado para substituí-lo um martelo, explicando-lhe que o seu serviço consistia em bater com o mesmo nas rodas dos trens que chegassem à estação. O novo contratado perguntou por que deveria assim proceder. O ferroviário, nervoso, respondeu-lhe irado: "Ora essa: há mais de trinta anos que eu venho fazendo isso todos os dias e ainda não sei, e você, que apenas acaba de chegar, já quer saber?"
(Logicamente, a pancada na roda era para verificar, através do som produzido, se ela estava trincada).

De maneira semelhante ao ferroviário, alguns médiuns e dirigentes de centros espíritas vêm assim procedendo: adotando práticas que são perigosos desvios doutrinários. Muito embora alguns deles sejam possuidores de ilibado caráter, são desconhecedores da Doutrina Espírita e incapazes de discernir o certo do errado. Acatam cegamente as determinações dos espíritos comunicantes, sem qualquer questionamento se elas são ou não condizentes com a Doutrina dos Espíritos.

Com o desencarne, o espírito não se torna sábio, nem santo ou demônio, de uma hora para outra, como pensam alguns. Ele continua sendo o mesmo que era antes, apenas mudando de dimensão, tendo a mesma personalidade, os mesmos sentimentos, as mesmas simpatias e antipatias, os mesmos conhecimentos e as mesmas necessidades, de acordo com o seu grau de evolução. Portanto, o espírito, ao se comunicar através do médium, transmite os conceitos que possui.

Por isso, é necessário estudar, analisar e passar pelo crivo da razão toda e qualquer orientação antes de levá-la a sério, verificando se ela não conflita com a Doutrina Espírita e nem a compromete. O espírito Erasto, discípulo de Paulo, recomenda que é preferível duvidarmos de nove verdades do que acreditarmos em uma única mentira. Os Espíritos Superiores não se ofendem quando questionados; ao contrário, eles se alegram com a nossa precaução doutrinária, ao passo que os espíritos inferiores, estes sim, se ofendem e se aborrecem.

A pretexto de atualização da Doutrina, quantas obras psicografadas por espíritos, com pareceres conflitantes com a Codificação Kardequiana, estão sendo editadas, gerando confusão entre os adeptos do Espiritismo! O que é mais lamentável ainda é que algumas dessas obras são recomendadas, e até mesmo adotadas, por dirigentes espíritas menos avisados, que, por ignorância, ingenuidade, ou mesmo por envolvimento obsessivo, se deixam conduzir, comprometendo sobremaneira o Cristianismo Redivivo!

São bem oportunas as palavras do espírito Emmanuel, quando afirma:
"Compreendemos, com Allan Kardec, que, na Doutrina Espírita, foi pronunciada a primeira palavra, mas, em face do caráter progressivo dos seus postulados, ninguém poderá dizer a última. Na Doutrina Espírita, não se dirá que Allan Kardec foi ultrapassado, de vez que nossos princípios avançam com o fluxo evolutivo da própria vida e, à maneira do edifício que para crescer não prescinde do alicerce, a Doutrina Espírita não fugirá das diretrizes primeiras, a fim de ampliar-se em construções mais elevadas."

Sabemos que a Doutrina codificada por Kardec é o alicerce sólido, indestrutível, feito para sustentar um número infinito de andares, mas é necessário ter o cuidado de que os andares a serem construídos sobre esse alicerce sejam da mesma qualidade, estrutura e robustez, para suportarem os que forem construídos acima, caso contrário comprometerão todo o edifício. Toda e qualquer prática fora dos preceitos doutrinários é um andar fragilizado, que, com o tempo, ruirá. Compete a nós, espíritas conscientes, a grande responsabilidade de preservar a pureza do Cristianismo Redivivo, e, de forma alguma, a pretexto de tolerância cristã, usar de condescendência para com as deturpações que invadem o Espiritismo!

Ary Lex, em seu livro "Pureza Doutrinária", alerta-nos:
"É urgente e fundamental que todos aqueles que tiveram a ventura de entender o Espiritismo lutem, dia a dia, pela manutenção da pureza doutrinária. Que não se omitam. Que não se escondam atrás de um comodismo preguiçoso, alegando que, cada qual tem o direito de adotar a prática que quiser, e que cada qual vive a religião de acordo com seu grau de evolução intelectual. Realmente, não temos o direito de apontar o dedo ameaçador à face dos profitentes de outras religiões e cultos. Eles têm o direito de ter a religião que quiserem e adotar os cultos que bem entenderem. O que não se pode permitir é que, em nome do Espiritismo, se pratiquem atos totalmente condenados pela Doutrina.

Amados, não deis crédito a qualquer espírito: antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo afora." (S. João, 1 Epístola, Cap. IV, v. 1)
Título: Re: ACEITAÇÃO SEM QUESTIONAMENTOS É PERIGOSO
Enviado por: Beckman em 13 de Outubro de 2010, 22:59
Tive a oportunidade de ler esse e outro texto de suas pesquisas. Suas colocoções se alinham ao meu sentimento, muito embora, não textualizaria com a excelência que lhe parece nata. O senso, a lógica e o sentimento também são elementos que dão sustentabilidade, embora, de natureza imateriais, também podem evidenciar a fé raciocinada com base nas obras de Kardec. Há alguns meses (não salvei o endereço da net) descobrí um site português que defendia a ostentação a Doutrina de Kardec e não Espiritismo, na oportunidade momentâneamente alinhei-me também com essa idéia, mas, suas palavras e linha de raciocínio abragem mais aprofundadamente a questão. Se possível e se o Sr. tiver a disponibilidade de me indicar mais textos de sua autoria nesse sentido, continuo grato e satisfeito.
Título: Re: ACEITAÇÃO SEM QUESTIONAMENTOS É PERIGOSO
Enviado por: CrisHenriques em 16 de Março de 2013, 22:25
ACEITAÇÃO SEM QUESTIONAMENTOS É PERIGOSO

Certo ferroviário de extinta Companhia de Estradas de Ferro, após muitos anos de trabalho, resolveu se aposentar, cabendo a ele ensinar suas tarefas ao seu substituto. No primeiro dia de treinamento, o futuro aposentado entregou ao funcionário contratado para substituí-lo um martelo, explicando-lhe que o seu serviço consistia em bater com o mesmo nas rodas dos trens que chegassem à estação. O novo contratado perguntou por que deveria assim proceder. O ferroviário, nervoso, respondeu-lhe irado: "Ora essa: há mais de trinta anos que eu venho fazendo isso todos os dias e ainda não sei, e você, que apenas acaba de chegar, já quer saber?"
(Logicamente, a pancada na roda era para verificar, através do som produzido, se ela estava trincada).

De maneira semelhante ao ferroviário, alguns médiuns e dirigentes de centros espíritas vêm assim procedendo: adotando práticas que são perigosos desvios doutrinários. Muito embora alguns deles sejam possuidores de ilibado caráter, são desconhecedores da Doutrina Espírita e incapazes de discernir o certo do errado. Acatam cegamente as determinações dos espíritos comunicantes, sem qualquer questionamento se elas são ou não condizentes com a Doutrina dos Espíritos.

Com o desencarne, o espírito não se torna sábio, nem santo ou demônio, de uma hora para outra, como pensam alguns. Ele continua sendo o mesmo que era antes, apenas mudando de dimensão, tendo a mesma personalidade, os mesmos sentimentos, as mesmas simpatias e antipatias, os mesmos conhecimentos e as mesmas necessidades, de acordo com o seu grau de evolução. Portanto, o espírito, ao se comunicar através do médium, transmite os conceitos que possui.

Por isso, é necessário estudar, analisar e passar pelo crivo da razão toda e qualquer orientação antes de levá-la a sério, verificando se ela não conflita com a Doutrina Espírita e nem a compromete. O espírito Erasto, discípulo de Paulo, recomenda que é preferível duvidarmos de nove verdades do que acreditarmos em uma única mentira. Os Espíritos Superiores não se ofendem quando questionados; ao contrário, eles se alegram com a nossa precaução doutrinária, ao passo que os espíritos inferiores, estes sim, se ofendem e se aborrecem.

A pretexto de atualização da Doutrina, quantas obras psicografadas por espíritos, com pareceres conflitantes com a Codificação Kardequiana, estão sendo editadas, gerando confusão entre os adeptos do Espiritismo! O que é mais lamentável ainda é que algumas dessas obras são recomendadas, e até mesmo adotadas, por dirigentes espíritas menos avisados, que, por ignorância, ingenuidade, ou mesmo por envolvimento obsessivo, se deixam conduzir, comprometendo sobremaneira o Cristianismo Redivivo!

São bem oportunas as palavras do espírito Emmanuel, quando afirma:
"Compreendemos, com Allan Kardec, que, na Doutrina Espírita, foi pronunciada a primeira palavra, mas, em face do caráter progressivo dos seus postulados, ninguém poderá dizer a última. Na Doutrina Espírita, não se dirá que Allan Kardec foi ultrapassado, de vez que nossos princípios avançam com o fluxo evolutivo da própria vida e, à maneira do edifício que para crescer não prescinde do alicerce, a Doutrina Espírita não fugirá das diretrizes primeiras, a fim de ampliar-se em construções mais elevadas."

Sabemos que a Doutrina codificada por Kardec é o alicerce sólido, indestrutível, feito para sustentar um número infinito de andares, mas é necessário ter o cuidado de que os andares a serem construídos sobre esse alicerce sejam da mesma qualidade, estrutura e robustez, para suportarem os que forem construídos acima, caso contrário comprometerão todo o edifício. Toda e qualquer prática fora dos preceitos doutrinários é um andar fragilizado, que, com o tempo, ruirá. Compete a nós, espíritas conscientes, a grande responsabilidade de preservar a pureza do Cristianismo Redivivo, e, de forma alguma, a pretexto de tolerância cristã, usar de condescendência para com as deturpações que invadem o Espiritismo!

Ary Lex, em seu livro "Pureza Doutrinária", alerta-nos:
"É urgente e fundamental que todos aqueles que tiveram a ventura de entender o Espiritismo lutem, dia a dia, pela manutenção da pureza doutrinária. Que não se omitam. Que não se escondam atrás de um comodismo preguiçoso, alegando que, cada qual tem o direito de adotar a prática que quiser, e que cada qual vive a religião de acordo com seu grau de evolução intelectual. Realmente, não temos o direito de apontar o dedo ameaçador à face dos profitentes de outras religiões e cultos. Eles têm o direito de ter a religião que quiserem e adotar os cultos que bem entenderem. O que não se pode permitir é que, em nome do Espiritismo, se pratiquem atos totalmente condenados pela Doutrina.

Amados, não deis crédito a qualquer espírito: antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo afora." (S. João, 1 Epístola, Cap. IV, v. 1)

Olá Ignar.

De acordo com a DE, com o Pentateuco e com as Obras Complementares de Kardec devemos pesquisar e instruirmo-nos, portanto questionar é bom para o nosso desenvolvimento espiritual.
Excelente reflexão.

Abraço de Luz,

Cris Henriques