Forum Espirita

GERAL => O que é o espiritismo => Reencarnação => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 25 de Fevereiro de 2011, 19:07

Título: Reencarnação de animais
Enviado por: dOM JORGE em 25 de Fevereiro de 2011, 19:07
                                         VIVA JESUS!


     Bom-dia! queridos irmãos.           
A reencarnação dos animais – Parte 1 de 2
..
P: Existe um planejamento reencarnatório para os animais?

R: Sim. O Espírito da Verdade disse que os animais não são simples máquinas, como supomos. Por isso são tratados de modo especial e não sem qualquer planejamento. Quando se trata de animais superiores, como por exemplo, os mamíferos, há um planejamento padrão, além de um outro quase individualizado. Quando se refere a animais de escalas evolutivas anteriores (insetos, por exemplo) são tratados de modo padronizado, somente por métodos pré-estabelecidos, mas mesmo assim há planejamento para cada espécie.

A partir de um determinado patamar evolutivo, os animais passam a ser tratados de modo mais individual, pois já atingiram certo grau de independência e estão mais livres de padrões, utilizam mais o seu livre-arbítrio. Por serem mais independentes, são preparados para reencarnação de modo particular, em alas compartilhadas com um menor número de indivíduos se comparados com animais que se encontram em fases evolutivas anteriores, que são preparados de modo padronizado para todo o grupo.

P: Eles podem reencarnar na mesma família onde eram queridos?

R: Os animais, principalmente os domésticos, aprendem conosco, que somos, além de irmãos, seus professores. Durante o tempo em que permanecem conosco, passam por várias experiências, como encarnados e, quando já for o suficiente, provavelmente ele reencarnará em outra família e em outra localidade onde aprenderá coisas que não podemos oferecer. Mas em geral retornam várias vezes ao mesmo lar.

Os animais cumprem alguns roteiros padronizados de aprendizado, além de outros mais particularizados e, desde que passem à contento, seguem para outra fase evolutiva e de aprendizado em companhia de pessoas diferentes que podem oferecer outras novas experiências a eles. O fato de serem queridos é importante, mas não é o fator determinante para que retornem ao mesmo lar.

P: Para a reencarnação, qual o critério de escolha da família para onde devem ir os animais?

R: Quando os animais que vivem em maior proximidade dos seres humanos desencarnam, eles são imediatamente, na maioria das vezes, encaminhados à reencarnação. Para alguns grupos de animais existem condições pré-estabelecidas e padronizadas, mas, para outros, há condições particulares, individualizadas. Para tanto há cronogramas particulares de roteiros de aprendizado que devem ser seguidos sob orientação de Espíritos encarregados disto. Espíritos de elevada categoria elaboram os projetos que são colocados em prática por Espíritos subordinados que se encontram mais próximos dos animais. Eles, então, organizam os animais ou os espíritos deles, para esta ou aquela atividade relacionada aos nossos irmãos, até completar o aprendizado em determinado grupo humano. Existem vários planos para um mesmo animal ou grupos de animais que podem ser substituídos um por outro a qualquer momento, segundo a determinação destes grupos espirituais de maior hierarquia, que decidem sobre os caminhos que deverão seguir os animais sob sua responsabilidade. Em geral, o plano original é mantido na medida do possível e somente é substituído em situações que obriguem a isso para preservar a vida do animal.

P: É possível um animalzinho reencarnar no mesmo lar?

R: Sim, é possível e ocorre com frequência, pois o aprendizado não se interrompe com a desencarnação do animal. Como retornam na primeira oportunidade, continuam praticamente do ponto onde pararam. A vida não é interrompida com a morte do corpo físico, pois do mesmo modo como nosso Espírito evolui pela reencarnação, os animais também reencarnam para reiniciar sua jornada interrompida temporariamente. No Mundo Espiritual os Espíritos encarregados da evolucão deles os encaminham às famílias ou aos locais onde deverão prosseguir com seu aprendizado, que, em geral, se repete várias vezes, podendo ser, também, por um curto período, dependendo da necessidade.

P: Fale um pouco sobre o tempo necessário para o animal reencarnar após ter desencarnado.

R: Ao desencarnarmos, ou quando desencarna um animal, alguns ajustes são necessários ao nosso Espírito e ao nosso corpo espiritual antes de retornarmos ao mundo físico. Quando desencarnamos de forma violenta, por exemplo, podem ocorrer lesões em nossos corpos espirituais que precisam ser reparadas antes do retorno. Os animais considerados inferiores passam por tratamentos preparatórios padronizados rápidos e, portanto, o retorno também é rápido. Animais superiores passam por tratamentos quase individualizados e mais demorados. O tempo varia de espécie para espécie animal, em função do seu grau de evolução e das condições, que são variáveis, mas sempre este período é relativamente curto, se comparado ao tempo que decorre para uma reencarnação humana. Minutos, horas, dias, meses, anos. Isso, como dissemos, ficará dentro de uma variante na dependência da necessidade evolutiva. Para se ter uma ideia, a preparação de um cão está em torno de dois a três dias (alguns animais domésticos podem permanecer no plano espiritual por mais tempo ou por tempo indeterminado, se estiverem sob a tutela e responsabilidade de algum Espírito amigo que queira cuidar dele) antes de ser enviado para o mundo físico na forma de um embrião, que irá se adaptar ao útero materno e se desenvolverá durante o período de gestação, que no caso dos cães é de cerca de 60 dias. O tempo que permanecem no plano espiritual, chamado de erraticidade, é curto, pois não dispõem de muito para avançarem na evolução espiritual. Eles não podem se dar ao luxo de desperdícios de tempo. Quanto mais rápido retornam ao físico, mais experiências adquirem para evoluir.

(Respostas por Marcel Benedeti - Do site Comunidade Espírita)


                              PAZ, MUITA PAZ!

Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: dOM JORGE em 25 de Fevereiro de 2011, 19:14
                                       VIVA JESUS!


     Boa-tarde! queridos irmãos.
            A reencarnação dos animais – Parte 2
P: Gostaria que fossem comentados os processos reencarnatórios dos animais e suas diferenças entre nós, humanos.

R: Nos livros de André Luiz encontramos relatos sobre a preparação para a reencarnação de pessoas e, curiosamente, ele perguntou ao seu mentor se para os animais os processos reencarnatórios seriam diferentes. Como resposta foi dito que para os animais as condições e os processos são idênticos aos dos humanos. Não há razão para ficarmos surpresos com isso, porque reencarnamos infinitas vezes como animais e depois como seres humanos. A única diferença que existe entre os processos reencarnatórios dos animais e os nossos é somente a forma do corpo e o tratamento individual, que é uma constante para os seres humanos, mas que para os animais nem sempre é assim.

Quando retornamos ao mundo espiritual, nosso corpo espiritual, que é composto por células espirituais, se contrai. Elas se comprimem umas contra as outras e se fundem. Ao se fundirem, adquirem formas cada vez mais simples e tornam formas mínimas (miniaturização do corpo espiritual), podendo chegar a ter o forma de umas poucas células, quando estão prontas a retornarem ao plano físico. Quando atinge o ponto adequado de miniaturização, este corpo espiritual é conectado ao corpo físico da mãe ou do instrumento gerador físico (ovo, por exemplo) no qual o processo de miniaturização se inverte e as células começam a se descontrair e dão a forma ao corpo em que se desenvolverão. O novo embrião, resultante desta descontração de corpos celulares, passa por fases de desenvolvimento celular inversa ao que passou na etapa de miniaturização e se torna um novo corpo. Este, ao envelhecer, perde a vitalidade e é abandonado, no momento da morte, pelo Espírito que volta ao Mundo Espiritual para reiniciar o processo reencarnatório. Todo esse procedimento ocorre também conosco.

P: O animal pode desencarnar e retornar no mesmo círculo da sua família animal?

R: Os seres humanos são os principais professores dos animais (animais domésticos), que pelo exemplo aprendem o que precisarão saber quando atingirem a fase de Humanidade. Neste convívio, nos afinizamos mais com este ou com aquele Espírito que está sob nossa responsabilidade neste aprendizado como animais. Muitas vezes estes convivem e retornam para completar seu aprendizado conosco por várias reencarnações seguidas, criando laços de amizade mais fortes. Em se tratando de reencontrar com os humanos com quem conviveu, podemos dizer que, quando o Espírito desse animal terminou sua fase de aprendizado conosco, em geral ele passa ao convívio de outra família ou em outro lugar, na reencarnação seguinte. Mas, se se criou um vínculo de amizade, é provável que, mesmo estando com outra família e em outro local, acabemos nos encontrando. Quando os animais estão em fases mais primitivas (selvagens), o aprendizado principal está no contato com outros Espíritos que se encontram no mesmo nível evolutivo (outros animais selvagens). São os membros da família animal. O aprendizado pode ocorrer nesta ou naquela família animal, sem prejuízo do aprendizado, porque ele é simultâneo dentro da mesma família. Os laços entre eles não são tão fortes quanto os que se formam ao nosso encontro, pois estão como membros de uma mesma família, em um mesmo nível. O encontro deles teria a finalidade de troca de experiências, enquanto que o convívio conosco traz um aprendizado mais rápido e eficaz para a entrada futura no plano da Humanidade. Os Espíritos deste nível de aprendizado (animais) podem retornar juntos em uma mesma família ou não. Quando em fase selvagem, o importante é o aprendizado dentro de sua comunidade, enquanto para os animais domésticos o mais importante é o aprendizado entre eles e nós.

P: Gostaria de saber qual a diferença no processo de reencarnação de um animal de grande porte (baleia, elefante) para um animal menor (gato, gafanhoto).

R: O tamanho não é o principal parâmetro em que se baseiam os Espíritos para proceder à reencarnação, mas sim o grau de evolução em que se encontram. No entanto, na maioria das vezes a evolução determina aos Espíritos encarnados na fase animal que recebam corpos mais elaborados e complexos e, consequentemente, maiores. Os insetos, que são animais pequenos, estão em fases anteriores, em que necessitam permanecer em grupos nos quais recebem tratamenntos coletivos padronizados para reencarnarem (referência aos “corpos coletivos”). Mas o tamanho pode ter alguma influência, pois o tempo necessário para a miniaturização do perispírito dos animais de maior tamanho pode ser mais demorado do que a de um menor. Quanto maior o número de células espirituais do corpo espiritual, que precisam se contrair e se fundir umas às outras, tanto maior será o tempo necessário; em inseto, por exemplo, que não possui grande individualidade, cujo retorno ao mundo físico é preparado de modo coletivo, retorna em questão de segundos para cá. Animais maiores, mais evoluídos e com necessidades individuais, precisam de mais tempo e se demoram mais na outra dimensão. Basicamente o tempo e as diferenças nas preparações pré-reencarnatórias estão em função do tamanho e da individualidade dos processos.

P: No livro Todos os Animais Merecem o Céu, você cita que os animais ao serem tratados para reencarnarem, se miniaturizam-se até ter a forma de mórula. O que significa isso?

R: Mórula é o nome que se dá a uma das fases de desenvolvimento do embrião em que ele adquire a forma de uma amora. Por ser microscópico é chamado de mórula, que significa pequena amora. Assim que o espermatozóide se encontra com o óvulo, uma série de divisões celulares começam a acontecer e o óvulo fecundado começa a se segmentar e se divide inicialmente em duas partes, depois em quatro, depois em oito, em dezesseis, trinta e dois e assim por diante, à medida que o embrião se desenvolve e começa a ganhar formas mais definidas de um feto. Conforme seu desenvolvimento continua, este começa a se tornar maior e mais parecido com o que se tornará quando nascer (um animal de uma determinada espécie) e por fim o nascimento. Depois de nascido, o desenvolvimento físico continua até se tornar adulto. Se hipoteticamente vier a falecer nesta fase, o seu espírito se desligará do corpo físico e retornará ao mundo espiritual levando consigo o corpo espiritual, que possui as células perispirituais idênticas às do corpo físico. Uma vez na outra dimensão, o animal é levado aos locais onde será preparado para a reencarnação. Em uma das câmaras, o corpo perispiritual começa a se contrair-se e as células começam a se fundir-se, tornando-se compactadas. Fundem-se até adquirirem a aparência de um embrião em estágio inicial de formação, ou seja, em forma de mórula. Neste ponto cessa a preparação para o reencarne, pois é o momento em que o espírito em forma de mórula é implantado no corpo materno para iniciar seu desenvolvimento embrionário e se tornar feto e nascer novamente no mundo físico.

(Respostas por Marcel Benedeti - Do site Comunidade Espírita)


                                     PAZ, MUITA PAZ!

Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: jsoranz em 28 de Fevereiro de 2011, 14:01
Ola amigo.

Voce tem alguma informação a respeito da nivel evolutivo de cada especie.
Tipo uma piramide do mais primitivo ate o mais evoluido!
Título: Reencarnação de animais
Enviado por: Hrodrick em 23 de Janeiro de 2017, 13:48
Olá a todos!
Primeiro gostaria de dizer que abri este tópico novo, pois não consegui localizar nenhum outro pelo sistema de buscas do site com referência no assunto em questão. Achei muito confuso e sempre localiza um monte de coisas que não me servem.

Bom,  eu tenho muitas dúvidas quanto à reencarnação dos animais, principalmente os domésticos.

Sou pai de 5 gatinhas e infelizmente uma veio a falecer há alguns dias atrás,  com uma doença no fígado que a matou em 3 dias após a doença ser constatada,  pois foi quanto ela começou a demonstrar sintomas. Foi uma morte sofrida para um animalzinho que não fazIa mal algum a alguém, era aparentemente saudável e vivia em harmonia comigo, esposa e as outras gatinhas. Não consigo me conformar com a forma que ela morreu.
Nós amamos muito todas elas, fizemos o que pudemos pra salvá-la,  mas infelizmente minha gatinha se foi dessa forma triste e inesperada.  Sofri muito no dia e sofro ainda, tanto as imagens e lembranças boas e das últimas cenas horríveis não param de me assombrar,  não consigo não-pensar nela,  é inevitável e doloroso.

Andei pesquisando a respeito da morte e reencarnação de animais pela internet e achei muitas controvérsias,  muito achismo e me deixou mais confuso ainda.
Portanto, se alguém puder me dar uma luz a respeito da dúvidas que irei postar abaixo,  eu agradeço muito de coração.
Eu li que geralmente o animal reencarna rápido,  as vezes quase que simultaneamente. Li também que o animal pode ficar rondando pela casa que vivia com a família.

As minhas dúvidas são essas:
- O processo de reencarnação se dá como a dos humanos? A alma do animal passa a se configurar no corpo material desde a fecundação?

- Mas a dúvida principal é : Pode a alma de um animal passar a habitar o corpo de um outro, posteriormente ao nascimento deste último?
Li um caso do Chico Xavier a respeito de sua cachorrinha chamada Boneca, que logo após a sua morte,  um casal de amigos deu a ele uma cachorrinha e que deu a entender que era a própria Boneca que havia reencarnado neste novo ser.  Fiquei confuso se isso foi meses após a morte da Boneca ou foi logo nos dias após está morte?   
Pq ficou parecendo que a alma da boneca reencarnou em uma cachorrinha que já havia nascido!?

Eu fico muito na esperança que minha gatinha que tinha apenas 3 anos possa voltar a reintegrar sua família que tanto a ama, e se falhamos de alguma forma com ela,  ou deixamos a desejar em relação à qualquer coisa,  eu gostaria muito que me dessem a chance de cuidar de novo dela,  mesmo que venha doentinha,  deficiente,  que seja, mas gostaria muito que pudesse novamente criar ela,  pois foi muito pouco tempo que ela passou conosco e realmente sentimos muito a sua falta,  sua presença, carinho...Ela era muito apegada à gente, ela era medrosa em relação à outras pessoas estranhas,  ela se escondia se alguém diferente entrasse na minha casa. Fora o pânico que ela tinha de sair de casa pra ir a qualquer canto ( veterinário por exemplo).  Ficava desesperada tadinha, como se fôssemos abandoná-la.

Desde já agradeço a todos que puderem sanar minhas dúvidas.

Título: Reencarnação de animais
Enviado por: Diegas em 24 de Janeiro de 2017, 09:46
Olá, Hrodrick


'...Andei pesquisando a respeito da morte e reencarnação de animais pela internet e achei muitas controvérsias,  muito achismo e me deixou mais confuso ainda...'

Recomendo a leitura do livro supracitado 'Todos os animais merecem o céu'.

Citar
'...As minhas dúvidas são essas:

- O processo de reencarnação se dá como a dos humanos? A alma do animal passa a se configurar no corpo material desde a fecundação?...'

Vide as respostas que dão abertura ao tópico, fornecidas por Marcel Benedeti



Citar
- Mas a dúvida principal é : Pode a alma de um animal passar a habitar o corpo de um outro, posteriormente ao nascimento deste último?
Li um caso do Chico Xavier a respeito de sua cachorrinha chamada Boneca, que logo após a sua morte,  um casal de amigos deu a ele uma cachorrinha e que deu a entender que era a própria Boneca que havia reencarnado neste novo ser.  Fiquei confuso se isso foi meses após a morte da Boneca ou foi logo nos dias após está morte?   


Eis a história da 'Boneca':

Citar
'...Chico Xavier tinha uma cachorra de nome Boneca, que sempre esperava por ele, fazendo grande festa ao avistá-lo. Pulava em seu colo, lambia-lhe o rosto como se o beijasse.

O Chico então dizia:

- Ah Boneca, estou com muitas pulgas !!!!

Imediatamente ela começava a coçar o peito dele com o focinho. Boneca morreu velha e doente. Chico sentiu muito a sua partida.

Envolveu-a no mais belo xale que ganhara e enterrou-a no fundo do quintal, não sem antes derramar muitas lágrimas.

Um casal de amigos, que a tudo assistiu, na primeira visita de Chico a São Paulo, ofertou-lhe uma cachorrinha idêntica à sua saudosa Boneca.

A filhotinha, muito nova ainda, estava envolta num cobertor, e os presentes a pegavam no colo, sem contudo desalinhá-la de sua manta.

A cachorrinha recebia afagos de cada um.

A conversa corria quando Chico entrou na sala e alguém colocou em seus braços a pequena cachorra. Ela, sentindo-se no colo de Chico, começou a se agitar e a lambê-lo.

- Ah Boneca, estou cheio de pulgas !!! Disse Chico.

A filhotinha começou então a caçar-lhe as pulgas, e parte dos presentes, que conheceram a Boneca, exclamaram:

- Chico, a Boneca está aqui, é a Boneca, Chico!!

Emocionados perguntamos como isso poderia acontecer.

Chico respondeu:

- Quando nós amamos o nosso animal e dedicamos a ele sentimentos sinceros, ao partir, os espíritos amigos o trazem de volta para que não sintamos sua falta. É, Boneca está aqui, sim, e ela está ensinando a esta filhota os hábitos que me eram agradáveis.

Ou seja, Xico disponha da mediunidade de vidência e notou que os amigos espirituais trouxeram de volta o espírito da cachorra 'Boneca', a qual do plano espiritual começou a ensinar a outra cachorrinha os hábitos que lhe eram agradáveis.

Em resposta a sua principal dúvida:

- Não há a mínima possibilidade da alma de um animal passar a habitar o corpo de um outro, posteriormente ao nascimento deste último.



Abç
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: HamLacerda em 24 de Janeiro de 2017, 13:26
Essa crença de que os animais reencarnam imediatamente é bem questionável. Alguns espíritas utilizaram a questão 600 para afirmar e insistir nisso. Mas nem a doutrina e nem a questão 600 diz que os animais reencarnam imediatamente. A questão 600 diz que depois da morte os animais são classificados e UTILIZADOS quase imediatamente para uma tarefa, um trabalho etc. Em nenhum lugar diz que os animais reencarnam imediatamente. É impossível usar essa questão para negar a existência de espíritos de animais no mundo espiritual.


600. Sobrevivendo ao corpo em que habitou, a alma do animal vem a achar-se, depois da morte, num estado de erraticidade, como a do homem?

“Fica numa espécie de erraticidade, pois que não mais se acha unida ao corpo, mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e obra por sua livre vontade. De idêntica faculdade não dispõe o dos animais. A consciência de si mesmo é o que constitui o principal atributo do Espírito. O do animal, depois da morte, é classificado pelos Espíritos a quem incumbe essa tarefa e utilizado quase imediatamente; não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras criaturas.”


Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Amil El Afar em 24 de Janeiro de 2017, 21:48
De fato, pelo que avançou a ciência espírita segundo o método de pesquisa de Allan Kardec, não existem animais errantes.

Essa crença de que os animais reencarnam imediatamente é bem questionável. Alguns espíritas utilizaram a questão 600 para afirmar e insistir nisso. Mas nem a doutrina e nem a questão 600 diz que os animais reencarnam imediatamente. A questão 600 diz que depois da morte os animais são classificados e UTILIZADOS quase imediatamente para uma tarefa, um trabalho etc. Em nenhum lugar diz que os animais reencarnam imediatamente.


600. Sobrevivendo ao corpo em que habitou, a alma do animal vem a achar-se, depois da morte, num estado de erraticidade, como a do homem?

“Fica numa espécie de erraticidade, pois que não mais se acha unida ao corpo, mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e obra por sua livre vontade. De idêntica faculdade não dispõe o dos animais. A consciência de si mesmo é o que constitui o principal atributo do Espírito. O do animal, depois da morte, é classificado pelos Espíritos a quem incumbe essa tarefa e utilizado quase imediatamente; não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras criaturas.”
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: HamLacerda em 25 de Janeiro de 2017, 01:12
De fato, pelo que avançou a ciência espírita segundo o método de pesquisa de Allan Kardec, não existem animais errantes.


Desconheço esse método que concluiu isso. E me parece bem estranho essa pesquisa porque há uma clara contradição com a questão 600, logo acima citada por mim, pois ela afirma que os animais estão numa espécie de erraticidade. Obviamente diferente da erraticidade de espíritos humanos, pois os animais possuem uma forma de comunicação diferente. Mas de forma alguma ela afirma que não existem animais errantes.

E pelo que eu sei, Kardec só começou a estudar esse assunto a sério poucos anos antes de sua morte, e sem nenhuma conclusão absoluta, mas com uma forte convicção de que os animais existem no mundo espiritual devido as várias manifestações de espíritos de animais em diversos centros da época enviadas à ele. E me admira um espírita hoje não acreditar nisso.


Veja o que ele diz em 1865

Questões e Problemas
MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO DOS ANIMAIS

"Os fatos deste gênero ainda não são bastante numerosos, nem suficientemente provados para deles deduzir-se uma teoria afirmativa ou negativa. A questão do princípio e do fim do Espírito dos animais apenas começa a destrinchar, e o fato de que se trata a ela se liga essencialmente. Se não for uma ilusão, pelo menos constata o vínculo de afinidade existente entre o Espírito dos animais, ou, melhor, de certos animais e o do homem."

"Não é por meio de sistemas que se poderá resolver esta grave questão, mas pelos fatos. Se o deve ser um dia, só o Espiritismo, criando a psicologia experimental, poderá lhe fornecer os meios. "

"vê-se que a questão ainda está pouco adiantada, e que não se deve apressar a sua solução."


O que eu disse acima, sobre a questão 600 falar que os animais não reencarnam imediatamente, foi porque muitos espíritas usaram essa questão para negar a existência de animais no mundo espirital, dizendo que eles reencarnam imediatamente. Mas essa questão não diz isso, diz que os animais são utilizados quase que imediatamente, e não que reencarnam quase que imediatamente.

Existe uma grande diferença entre "utilizar" e "reencarnar", porque é bem sabido que os animais tem um grande papel nos fenômenos naturais, no desenvolvimento da vida orgânica e em diversos outros aspectos da vida humana. Obviamente que assim que eles desencarnam vão desempenhar esses trabalhos.

Um estudo da obra completa mostra que os animais vivem no mundo espiritual, mas não exatamente muito acima da atmosfera terrestre, como os espíritos humanos. Talvez seja esse tipo de erraticidade que os espíritos disseram na questão 600. Eles vivem mais perto da terra desempenhando trabalhos de diversa ordens. O espírito de um cão, por exemplo, pode muito bem continuar com o trabalho de proteger o lar que ele deixou.. enfim.
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Amil El Afar em 25 de Janeiro de 2017, 12:35
Caro, amigo. Sugiro uma leitura atenta ao artigo por você citado, extrair partes convenientes não é algo interessante para a compreensão, mas o farei para completar partes do texto que você não selecionou:

No final, onde Kardec se expressa, ele diz:

"Um fato importante a constatar é que, entre os seres do mundo espiritual, jamais se fez menção de que existissem Espíritos de animais. Disso pareceria resultar que aqueles não conservam a sua individualidade após a morte e, por outro lado, que a pequena galga, que se teria manifestado, pareceria provar o contrário.

De acordo com isto, vê-se que a questão ainda está pouco adiantada, e não se deve forçar a sua solução. Tendo sido lida a carta acima na Sociedade de Paris, a respeito foi dada a seguinte comunicação."

Logo em seguida a comunicação dada, sobre o assunto, observe este ponto:

"Assim, a manifestação pode dar-se, mas é passageira, porque o animal, para subir um degrau, necessita de um trabalho latente que aniquile, para todos, qualquer sinal exterior de vida. Esse estado é a crisálida espiritual onde se elabora a alma, perispírito informe, não tendo nenhuma figura reprodutiva de traços, quebrando-se num estado de maturidade, para deixar escapar, nas correntes que a arrastam, os germes de almas que aí eclodem. Assim, ser-nos-ia difícil falar-vos dos Espíritos de animais no espaço, pois não existem, ou antes, sua passagem é tão rápida que é como se fosse nula, e no estado de crisálida eles não poderiam ser descritos."

Tudo bem, até aqui? Veja que no fim no texto o espírito ainda justifica por que animais não podem se manisfestar via mediúnica:

"Para ter a possibilidade de exprimir-se, como faria o Espírito de um homem, ele necessitaria de ideias, de conhecimentos e de um desenvolvimento que ele não tem nem pode ter. Tende, pois, como certo, que nem o cão, o gato, o burro, o cavalo ou o elefante podem manifestar-se por via mediúnica."

Bom, agora feita as observações no artigo por você citado, que corroboram que não há existem animais errantes, vou citar(ainda usando o artigo) o método que você desconhece, Kardec é mesmo desconhecido, seu método de trabalho não foi desenvolvido no Brasil, mas como disse no artigo faz referência ao método de pesquisa, veja:

"OBSERVAÇÃO: Estas últimas reflexões do Espírito foram motivadas pela citação, feita na sessão, de pessoas que pretendiam ter recebido comunicações de diversos animais. Como explicação do fato precitado, sua teoria é racional, e no fundo ela está em concordância com a que hoje prevalece nas instruções dadas na maior parte dos centros. Quando tivermos reunido documentos suficientes, resumi-los-emos num corpo de doutrina metódico, que será submetido ao controle universal. Até lá são apenas balizas postas no caminho, para clareá-lo."

Os estudos espíritas de hoje em dia falham por não utilizarem o método de pesquisa de Allan Kardec, o controle universal do ensino dos espíritos. O que temos hoje são opiniões isoladas, opinião isolada não faz doutrina, pelo menos não deveria fazer. Pelo colocado no artigo o assunto merece pesquisa, mas depois de Kardec, até o ponto onde ele foi no assunto, desconheço algum trabalho que seguisse o seu método para lhe dar continuidade, se você conhecer me indica, por favor.

abraços.

De fato, pelo que avançou a ciência espírita segundo o método de pesquisa de Allan Kardec, não existem animais errantes.


Desconheço esse método que concluiu isso. E me parece bem estranho essa pesquisa porque há uma clara contradição com a questão 600, logo acima citada por mim, pois ela afirma que os animais estão numa espécie de erraticidade. Obviamente diferente da erraticidade de espíritos humanos, pois os animais possuem uma forma de comunicação diferente. Mas de forma alguma ela afirma que não existem animais errantes.

E pelo que eu sei, Kardec só começou a estudar esse assunto a sério poucos anos antes de sua morte, e sem nenhuma conclusão absoluta, mas com uma forte convicção de que os animais existem no mundo espiritual devido as várias manifestações de espíritos de animais em diversos centros da época enviadas à ele. E me admira um espírita hoje não acreditar nisso.


Veja o que ele diz em 1865

Questões e Problemas
MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO DOS ANIMAIS

"Os fatos deste gênero ainda não são bastante numerosos, nem suficientemente provados para deles deduzir-se uma teoria afirmativa ou negativa. A questão do princípio e do fim do Espírito dos animais apenas começa a destrinchar, e o fato de que se trata a ela se liga essencialmente. Se não for uma ilusão, pelo menos constata o vínculo de afinidade existente entre o Espírito dos animais, ou, melhor, de certos animais e o do homem."

"Não é por meio de sistemas que se poderá resolver esta grave questão, mas pelos fatos. Se o deve ser um dia, só o Espiritismo, criando a psicologia experimental, poderá lhe fornecer os meios. "

"vê-se que a questão ainda está pouco adiantada, e que não se deve apressar a sua solução."


O que eu disse acima, sobre a questão 600 falar que os animais não reencarnam imediatamente, foi porque muitos espíritas usaram essa questão para negar a existência de animais no mundo espirital, dizendo que eles reencarnam imediatamente. Mas essa questão não diz isso, diz que os animais são utilizados quase que imediatamente, e não que reencarnam quase que imediatamente.

Existe uma grande diferença entre "utilizar" e "reencarnar", porque é bem sabido que os animais tem um grande papel nos fenômenos naturais, no desenvolvimento da vida orgânica e em diversos outros aspectos da vida humana. Obviamente que assim que eles desencarnam vão desempenhar esses trabalhos.

Um estudo da obra completa mostra que os animais vivem no mundo espiritual, mas não exatamente muito acima da atmosfera terrestre, como os espíritos humanos. Talvez seja esse tipo de erraticidade que os espíritos disseram na questão 600. Eles vivem mais perto da terra desempenhando trabalhos de diversa ordens. O espírito de um cão, por exemplo, pode muito bem continuar com o trabalho de proteger o lar que ele deixou.. enfim.
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: HamLacerda em 25 de Janeiro de 2017, 16:46
Caro, amigo. Sugiro uma leitura atenta ao artigo por você citado, extrair partes convenientes não é algo interessante para a compreensão, mas o farei para completar partes do texto que você não selecionou:

No final, onde Kardec se expressa, ele diz:

"Um fato importante a constatar é que, entre os seres do mundo espiritual, jamais se fez menção de que existissem Espíritos de animais. Disso pareceria resultar que aqueles não conservam a sua individualidade após a morte e, por outro lado, que a pequena galga, que se teria manifestado, pareceria provar o contrário.

De acordo com isto, vê-se que a questão ainda está pouco adiantada, e não se deve forçar a sua solução. Tendo sido lida a carta acima na Sociedade de Paris, a respeito foi dada a seguinte comunicação."

Sim, isso completa o que eu disse e vai contra o que você disse acima, de que "De fato, pelo que avançou a ciência espírita segundo o método de pesquisa de Allan Kardec, não existem animais errantes". Se a conclusão sua é que não existem animais errantes, por que kardec jogou um balde de água fria no assunto e trouxe a discussão para o ponto inicial em vez de ter encerrado? Ele disse que nem a ausência de menção dos espíritos sobre a existência de espíritos de animais no mundo espirital e nem a manifestação da pequena galga encerra a  discussão. Logo, qualquer um que usar essas questões para encerrar o assunto, tanto para uma coisa ou outra, está apenas tentando impor sistemas. 


Logo em seguida a comunicação dada, sobre o assunto, observe este ponto:

Assim, ser-nos-ia difícil falar-vos dos Espíritos de animais no espaço, pois não existem, ou antes, sua passagem é tão rápida que é como se fosse nula, e no estado de crisálida eles não poderiam ser descritos."

Essa comunicação não é válida para corroborar qualquer coisa, primeiro porque ela nem foi assinada, e depois porque Kardec aprovou apenas o final - como já fez em outras comunicações bem questionáveis, que ele aproveitava um parágrafo ou outro a titulo de instrução.

Aliás, qual a opinião do amigo sobre esse trecho dessa comunicação?:

"Mas tudo não se limita apenas em crer no progresso incessante do Espírito, embrião na matéria, desenvolvendo-se ao passar pela peneira do mineral, do vegetal, do animal, para chegar à humanimalidade, onde começa a ensaiar-se sozinha a alma que se reencarnará, orgulhosa de sua tarefa, na humanidade."

Geralmente, pelo que tenho visto aqui nas discussões sobre este assunto, quem acredita que não existem animais no mundo espiritual também não acredita que existe espírito no mineral. Qual a opinião do amigo?



Tudo bem, até aqui? Veja que no fim no texto o espírito ainda justifica por que animais não podem se manisfestar via mediúnica:

"Para ter a possibilidade de exprimir-se, como faria o Espírito de um homem, ele necessitaria de ideias, de conhecimentos e de um desenvolvimento que ele não tem nem pode ter. Tende, pois, como certo, que nem o cão, o gato, o burro, o cavalo ou o elefante podem manifestar-se por via mediúnica."

Sim, exatamente, e toda essa discussão, que havia iniciado em outras noites, como o espírito falou, girou em torno dessa questão, da comunicação de animais por vias mediúnicas, que na época era uma discussão bem polêmica. Na época acreditava que os papagaios tinham uma linguagem igual a dos humanos, que a jumenta de Balaão, citado na bíblia, falou por vias mediúnicas, que a metempsicose existia, emfim. Isso criava uma crença de que os animais podiam comunicar por vias mediúnicas. Toda essas afirmações desse espírito gira em torno de desmistificar isso. Assim como em vários textos na codificação. Por isso que ele foi tão enfático nessas afirmações, como Erasto, no Livro dos Médiuns.

Mas mesmo considerando essa comunicação desprovida de qualquer dúvida, ainda podemos questionar se o espírito, ao afirmar que não existem animais no espaço, se esse "espaço" se referia à espécie de erraticidade afirmada na questão 600, ou se ele estava se referindo a mesma erraticidade dos espíritos humanos. Pois a questão 600 deixou claro que os animais tem sua própria erraticidade.


Bom, agora feita as observações no artigo por você citado, que corroboram que não há existem animais errantes, vou citar(ainda usando o artigo) o método que você desconhece, Kardec é mesmo desconhecido, seu método de trabalho não foi desenvolvido no Brasil, mas como disse no artigo faz referência ao método de pesquisa, veja:

"OBSERVAÇÃO: Estas últimas reflexões do Espírito foram motivadas pela citação, feita na sessão, de pessoas que pretendiam ter recebido comunicações de diversos animais. Como explicação do fato precitado, sua teoria é racional, e no fundo ela está em concordância com a que hoje prevalece nas instruções dadas na maior parte dos centros. Quando tivermos reunido documentos suficientes, resumi-los-emos num corpo de doutrina metódico, que será submetido ao controle universal. Até lá são apenas balizas postas no caminho, para clareá-lo."

Amigo, esse parágrafo final dessa comunicação desse espírito, como mostrei acima, diz respeito somente sobre a comunicação de animais por vias mediúnicas. Veja o que Kardec disse aqui: "de pessoas que pretendiam ter recebido comunicações de diversos animais. Foi a respeito disso que kardec disse que a teoria do espírito, que deu a comunicação acima, é racional, e que está hoje em concordância com o que prevalece nas instruções dadas na maior parte dos centros. Obviamente, pois hoje ninguém acredita que os animais podem comunicar por vias mediúnicas. Em nenhum momento ele aprovou toda a comunicação.

Esse artigo é muito usado aqui no fórum para negar a existência de animais no mundo espiritual, e ainda continuam fazendo essa confusão com as palavras de Kardec.



Os estudos espíritas de hoje em dia falham por não utilizarem o método de pesquisa de Allan Kardec, o controle universal do ensino dos espíritos. O que temos hoje são opiniões isoladas, opinião isolada não faz doutrina, pelo menos não deveria fazer. Pelo colocado no artigo o assunto merece pesquisa, mas depois de Kardec, até o ponto onde ele foi no assunto, desconheço algum trabalho que seguisse o seu método para lhe dar continuidade, se você conhecer me indica, por favor.


Sim, esse método existiu e as provas são muito sólidas para corroborar a existência de animais no mundo espiritual e foi constatado que Kardec tinha razão ao dizer essas palavras:" A questão do princípio e do fim do Espírito dos animais apenas começa a destrinchar"

Herculano Pires, no livro Educação para a Morte, compilou naquela época diversos casos de manifestações de animais em diversos centros, mostrando que essa questão passou pelo controle Universal, como pode vê aqui:



As pesquisas parapsicológicas provaram a existência da percepção extra-sensorial nos animais. Nas pesquisas espíritas,mais antigas e mais profundas, as manifestações físicas de animais foram amplamente verificadas. Animais domésticos mortos foram materializados, comprovando a sua sobrevivência ao fenômeno da morte. Em São Paulo, no famoso Grupo Espírita de Odilon Negrão, deu-se a manifestação ectoplásmica inesperada de um cachorro de raça, pertencente à família de um amigo. Três médiuns de materializações participaram da reunião: D. Hilda Negrão, o Dr. Urbano de Assis Xavier, cirurgião-dentista, e o Dr. Luis Parigote de Sousa, médico. Nenhum dos presentes pensava no cachorro, que morrera na Fazenda da família, em São Manuel. Foram os espíritos controladores do trabalho que anunciaram a presença do animal, pelo fenômeno de voz-direta (a voz do espírito vibrando no ar, sem intermediário mediúnico).

O Dr. Antônio, presente, foi quem reconheceu o animal, que, materializando-se, dirigiu-se a ele, festejando-o. O prof. Ernesto Bozzano, famoso cientista e pesquisador espírita de Milão (Itália), verificou e estudou vários casos dessa natureza. Os anais das Sociedades de pesquisas Psíquicas da Inglaterra e dos Estados Unidos registram numerosas dessas ocorrências espontâneas. Conan Doyle, o famoso escritor e historiador inglês, médico e pesquisador  psíquico, obteve fotografias de fenômenos semelhantes. Kardec foi o primeiro a constatar essa realidade, hoje na pauta das pesquisas parapsicológicas. John Gunter, famoso repórter e ensaísta alemão, em seu livro Nestes Tempos Tumultuosos, nas vésperas da II Guerra Mundial, relata curiosa manifestação de um cachorro de raça, de grande porte, que assombrava um Hotel de Luxo da Baviera. A manifestação se deu na sua frente, na escadaria do Hotel. Esses fatos puseram por terra as teorias cartesianas sobre o animal-máquina, movido apenas por instintos, e as doutrinas religiosas que atribuem alma exclusivamente aos seres humanos. Esse antropocentrismo, bem ao gosto da vaidade dos homens, já foi também abalado pelas pesquisas da Psicologia Animal e pelas pesquisas parapsicológicas. Com isso, reafirma-se o princípio espírita da evolução geral dos seres através das espécies, sustentadas por Roussell Wallace, o cientista inglês que se opôs ao materialismo das teorias de Darwin. Resultados de pesquisas e fatos espontâneos demonstram que a lógica da natureza é superior à lógica pretensiosa dos homens.

Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Amil El Afar em 25 de Janeiro de 2017, 19:53
Amigo, respeito seu ponto de vista, mas quando você diz que a mensagem do artigo não é válida porque não está assinada só mostra que Kardec continua ignorado pelos espíritas, lamento, infelizmente.


Caro, amigo. Sugiro uma leitura atenta ao artigo por você citado, extrair partes convenientes não é algo interessante para a compreensão, mas o farei para completar partes do texto que você não selecionou:

No final, onde Kardec se expressa, ele diz:

"Um fato importante a constatar é que, entre os seres do mundo espiritual, jamais se fez menção de que existissem Espíritos de animais. Disso pareceria resultar que aqueles não conservam a sua individualidade após a morte e, por outro lado, que a pequena galga, que se teria manifestado, pareceria provar o contrário.

De acordo com isto, vê-se que a questão ainda está pouco adiantada, e não se deve forçar a sua solução. Tendo sido lida a carta acima na Sociedade de Paris, a respeito foi dada a seguinte comunicação."

Sim, isso completa o que eu disse e vai contra o que você disse acima, de que "De fato, pelo que avançou a ciência espírita segundo o método de pesquisa de Allan Kardec, não existem animais errantes". Pois que kardec jogou um balde de água fria no assunto e trouxe a discussão para o ponto inicial, ou seja, ele disse que nem a ausência de menção dos espíritos sobre a existência de espíritos de animais no mundo espirital e nem a manifestação da pequena galga encerrou a  discussão. Logo, usar qualquer questão anterior a esse artigo, não prova nem uma coisa e nem outra. 


Logo em seguida a comunicação dada, sobre o assunto, observe este ponto:

Assim, ser-nos-ia difícil falar-vos dos Espíritos de animais no espaço, pois não existem, ou antes, sua passagem é tão rápida que é como se fosse nula, e no estado de crisálida eles não poderiam ser descritos."

Essa comunicação não é válida para corroborar qualquer coisa, primeiro porque ele nem foi assinada e depois Kardec utilizou apenas o final.

Aliás, qual a opinião do amigo sobre esse trecho dessa comunicação desse espírito? :

"Mas tudo não se limita apenas em crer no progresso incessante do Espírito, embrião na matéria, desenvolvendo-se ao passar pela peneira do mineral, do vegetal, do animal, para chegar à humanimalidade, onde começa a ensaiar-se sozinha a alma que se reencarnará, orgulhosa de sua tarefa, na humanidade."

Geralmente, pelo que tenho visto aqui nas discussões sobre este assunto, quem acredita que não existem animais no mundo espiritual também não acredita que existe espírito no mineral. Qual a opinião do amigo?



Tudo bem, até aqui? Veja que no fim no texto o espírito ainda justifica por que animais não podem se manisfestar via mediúnica:

"Para ter a possibilidade de exprimir-se, como faria o Espírito de um homem, ele necessitaria de ideias, de conhecimentos e de um desenvolvimento que ele não tem nem pode ter. Tende, pois, como certo, que nem o cão, o gato, o burro, o cavalo ou o elefante podem manifestar-se por via mediúnica."

Sim, exatamente, e toda essa discussão, que havia iniciado em outras noites, como o espírito falou, girou em torno dessa questão, da comunicação de animais por vias mediúnicas, que na época era uma discussão bem polêmica. Na época acreditava que os papagaios tinham uma linguagem igual a dos humanos, que a jumenta de Balaão, citado na bíblia, falou por vias mediúnicas, que a metempsicose existia, emfim. Isso criava uma crença de que os animais podiam comunicar por vias mediúnicas. Toda essas afirmações desse espírito gira em torno de desmistificar isso. Assim como em vários textos na codificação. Por isso que ele foi tão enfático nessas afirmações, como Erasto, no Livro dos Médiuns.

Mas mesmo considerando essa comunicação desprovida de qualquer dúvida, ainda podemos questionar se o espírito, ao afirmar que não existem animais no espaço, se esse "espaço" se referia à espécie de erraticidade afirmada na questão 600, ou se ele estava se referindo a mesma erraticidade dos espíritos humanos. Pois a questão 600 deixou claro que os animais tem sua própria erraticidade.


Bom, agora feita as observações no artigo por você citado, que corroboram que não há existem animais errantes, vou citar(ainda usando o artigo) o método que você desconhece, Kardec é mesmo desconhecido, seu método de trabalho não foi desenvolvido no Brasil, mas como disse no artigo faz referência ao método de pesquisa, veja:

"OBSERVAÇÃO: Estas últimas reflexões do Espírito foram motivadas pela citação, feita na sessão, de pessoas que pretendiam ter recebido comunicações de diversos animais. Como explicação do fato precitado, sua teoria é racional, e no fundo ela está em concordância com a que hoje prevalece nas instruções dadas na maior parte dos centros. Quando tivermos reunido documentos suficientes, resumi-los-emos num corpo de doutrina metódico, que será submetido ao controle universal. Até lá são apenas balizas postas no caminho, para clareá-lo."

Amigo, esse parágrafo final, como mostrei acima, diz respeito somente sobre a comunicação de animais por vias mediúnicas. Veja o que Kardec disse aqui: "de pessoas que pretendiam ter recebido comunicações de diversos animais. Foi a respeito disso que kardec disse que a teoria do espírito, que deu a comunicação acima, é racional, e que está hoje em concordância com o que prevalece nas instruções dadas na maior parte dos centros. Obviamente, pois hoje ninguém acredita que os animais podem comunicar por vias mediúnicas.

Esse artigo é muito usado aqui no fórum para negar a existência de animais no mundo espiritual, e ainda continuam fazendo essa confusão com as palavras de Kardec.



Os estudos espíritas de hoje em dia falham por não utilizarem o método de pesquisa de Allan Kardec, o controle universal do ensino dos espíritos. O que temos hoje são opiniões isoladas, opinião isolada não faz doutrina, pelo menos não deveria fazer. Pelo colocado no artigo o assunto merece pesquisa, mas depois de Kardec, até o ponto onde ele foi no assunto, desconheço algum trabalho que seguisse o seu método para lhe dar continuidade, se você conhecer me indica, por favor.


Sim, esse método existiu e as provas são muito sólidas para corroborar a existência de animais no mundo espiritual e foi constatado que Kardec tinha razão ao dizer essas palavras:" A questão do princípio e do fim do Espírito dos animais apenas começa a destrinchar"

Herculano Pires, no livro Educação para a Morte, compilou naquela época diversos casos de manifestações de animais em diversos centros, mostrando que essa questão passou pelo controle Universal, como pode vê aqui:



As pesquisas parapsicológicas provaram a existência da percepção extra-sensorial nos animais. Nas pesquisas espíritas,mais antigas e mais profundas, as manifestações físicas de animais foram amplamente verificadas. Animais domésticos mortos foram materializados, comprovando a sua sobrevivência ao fenômeno da morte. Em São Paulo, no famoso Grupo Espíritade Odilon Negrão, deu-se a manifestação ectoplásmicainesperada de um cachorro de raça, pertencente à família de umamigo. Três médiuns de materializações participaram da reunião: D. Hilda Negrão, o Dr. Urbano de Assis Xavier, cirurgião-dentista, e o Dr. Luis Parigote de Sousa, médico. Nenhum dos presentes pensava no cachorro, que morrera na Fazenda dafamília, em São Manuel. Foram os espíritos controladores do trabalho que anunciaram a presença do animal, pelo fenômenode voz-direta (a voz do espírito vibrando no ar, semintermediário mediúnico).

O Dr. Antônio, presente, foi quem reconheceu o animal, que, materializando-se, dirigiu-se a ele, festejando-o. O prof. Ernesto Bozzano, famoso cientista e pesquisador espírita de Milão (Itália), verificou e estudou vários casos dessa natureza. Os anais das Sociedades de pesquisas Psíquicas da Inglaterra e dos Estados Unidos registram numerosas dessas ocorrências espontâneas. Conan Doyle, ofamoso escritor e historiador inglês, médico e pesquisador  psíquico, obteve fotografias de fenômenos semelhantes. Kardec foi o primeiro a constatar essa realidade, hoje na pauta das pesquisas parapsicológicas. John Gunter, famoso repórter e ensaísta alemão, em seu livro Nestes Tempos Tumultuosos, nas vésperas da II Guerra Mundial, relata curiosa manifestação de um cachorro de raça, de grande porte, que assombrava um Hotel de Luxo da Baviera. A manifestação se deu na sua frente, na escadaria do Hotel. Esses fatos puseram por terra as teorias cartesianas sobre o animal-máquina, movido apenas por instintos, e as doutrinas religiosas que atribuem alma exclusivamente aos seres humanos. Esse antropocentrismo, bem ao gosto da vaidade dos homens, já foi também abalado pelas pesquisas da Psicologia Animal e pelas pesquisas parapsicológicas. Com isso, reafirma-se o princípio espírita da evolução geral dos seres através das espécies, sustentadas por Roussell Wallace, o cientista inglês que se opôs ao materialismo das teorias de Darwin. Resultados de pesquisas e fatos espontâneos demonstram que a lógica da natureza é superior àlógica pretensiosa dos homens.
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: HamLacerda em 25 de Janeiro de 2017, 20:58
Amigo, respeito seu ponto de vista, mas quando você diz que a mensagem do artigo não é válida porque não está assinada só mostra que Kardec continua ignorado pelos espíritas, lamento, infelizmente.


Ok, mas por favor, nos diga por que você acha que eu deveria acreditar cegamente nessa comunicação? Isso também não parece mostrar que Kardec continua sendo ignorado pelos espíritas? Pois, afinal de contas, não foi ele e os espíritos que nos aconselharam a duvidar das comunicações dos espíritos?

Se a mensagem estivesse assina por São Luis, Fenelon ou o Espírito da Verdade, tudo bem, eu poderia mudar de ideia, mas não sabemos quem foi o espírito que ditou essa mensagem.

A mensagem apresenta vários pontos questionáveis e contraditórios com a opinião de vários espíritos e de várias questões bases da doutrina. Aliás, enquanto numa mensagem acima kardec aconselhava prudência, como aqui: "Os fatos deste gênero ainda não são bastante numerosos, nem suficientemente provados para deles deduzir-se uma teoria afirmativa ou negativa", o espírito já encerrou o assunto com afirmações bem grandes que "NÃO EXISTEM ESPÍRITO DE ANIMAIS". Fim de papo.

Outro ponto é que se na questão 600, questões base da doutrina, diz que os animais estão numa espécie de erraticidade, como conciliar isso com as afirmações desse espírito? Ou acredita no Livro dos Espíritos ou acredita nesse espírito.

E sobre isso aqui, o que dizer?

"Mas tudo não se limita apenas em crer no progresso incessante do Espírito, embrião na matéria, desenvolvendo-se ao passar pela peneira do mineral, do vegetal, do animal, para chegar à humanimalidade".

Temos um forte desejo para acreditar em comunicações que afirmem nosso ponto de vista. Se o mesmo espírito tivesse dito que existem animais no mundo espirital, certamente seria você quem estaria duvidando das palavras dele.

Um abraço



Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Diegas em 26 de Janeiro de 2017, 12:27
Olá !

Da Revista Espirita (1865):


Citar
'...A manifestação pode, pois, ocorrer, mas ela é passageira (...) Ser-nos-ia, pois, difícil vos falar dos Espíritos de animais do espaço, ele não existe, ou antes sua passagem é tão rápida que é como nula, e que no estado de crisálida, não poderiam ser descritos...'


Traduzindo:

Ser-nos-ia, pois difícil vos falar das manifestações mediúnicas dos Espiritos de animais. Importante saber que essas manifestações (mediúnicas) de animais praticamente não existem, são rápidas, como se fossem nulas. É o tipo de manifestação que torna-se de difícil descrição por meio das palavras e com o atual o conhecimento que dispõem a Humanidade. Tratam-se de espiritos que apresentam perispiritos disformes e desprovidos da inteligência humana, que se encontram um degrau abaixo da escada evolutiva em relação ao homem, mas que também, encontram-se em processo evolutivo.



Abç
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Alexandre 1857 em 26 de Janeiro de 2017, 12:28
Essa crença de que os animais reencarnam imediatamente é bem questionável. Alguns espíritas utilizaram a questão 600 para afirmar e insistir nisso. Mas nem a doutrina e nem a questão 600 diz que os animais reencarnam imediatamente. A questão 600 diz que depois da morte os animais são classificados e UTILIZADOS quase imediatamente para uma tarefa, um trabalho etc. Em nenhum lugar diz que os animais reencarnam imediatamente. É impossível usar essa questão para negar a existência de espíritos de animais no mundo espiritual.



Em qual versão de O Livro dos Espíritos contém a complementação: "quase imediatamente para uma tarefa, um trabalho etc.".

Em que momento as afirmativas: "não é um Espírito errante" e "Não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras criaturas." causam dupla interpretação?


Quando se fala da vida dos animais no mundo espiritual, por que não utilizam apenas André Luiz e suas teorias pessoais? Isso é uma questão de honestidade com a Doutrina Espírita.
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Alexandre 1857 em 26 de Janeiro de 2017, 12:46
Olá !

Da Revista Espirita (1865):


Citar
'...A manifestação pode, pois, ocorrer, mas ela é passageira (...) Ser-nos-ia, pois, difícil vos falar dos Espíritos de animais do espaço, ele não existe, ou antes sua passagem é tão rápida que é como nula, e que no estado de crisálida, não poderiam ser descritos...'


Traduzindo:

Ser-nos-ia, pois difícil vos falar das manifestações mediúnicas dos Espiritos de animais. Importante saber que essas manifestações (mediúnicas) de animais praticamente não existem, são rápidas, como se fossem nulas. É o tipo de manifestação que torna-se de difícil descrição por meio das palavras e com o atual o conhecimento que dispõem a Humanidade. Tratam-se de espiritos que apresentam perispiritos disformes e desprovidos da inteligência humana, que se encontram um degrau abaixo da escada evolutiva em relação ao homem, mas que também, encontram-se em processo evolutivo.

Abç

Kardec não quis dizer isso. Kardec quis dizer o que exatamente disse. Se não agrada a doutrina pessoal de quem quer que seja, Kardec simplesmente deve ser descartado.

Ele disse que quase não existe esse tipo de comunicação porque extamente não existe vida errante para esse tipo primitivo de espírito.

Apenas um degrau abaixo da escada evolutiva em relação ao homem? Como você afirma isso?

Os animais não possuem linguagem, apenas comunicação, como poderiam falar com os homens através da mediunidade? E qual o ensinamento que seres "um degrau abaixo" na evolução poderiam nos dar?

Os filmes onde animais falam e dão lição de moral tem influenciado demais essas teorias extravagantes.

Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Amil El Afar em 26 de Janeiro de 2017, 12:57

Infelizmente opiniões pessoais(sistemas) fazem doutrina, mas o controle universal do ensino dos espíritos, este não é aplicado.


Olá !

Da Revista Espirita (1865):


Citar
'...A manifestação pode, pois, ocorrer, mas ela é passageira (...) Ser-nos-ia, pois, difícil vos falar dos Espíritos de animais do espaço, ele não existe, ou antes sua passagem é tão rápida que é como nula, e que no estado de crisálida, não poderiam ser descritos...'


Traduzindo:

Ser-nos-ia, pois difícil vos falar das manifestações mediúnicas dos Espiritos de animais. Importante saber que essas manifestações (mediúnicas) de animais praticamente não existem, são rápidas, como se fossem nulas. É o tipo de manifestação que torna-se de difícil descrição por meio das palavras e com o atual o conhecimento que dispõem a Humanidade. Tratam-se de espiritos que apresentam perispiritos disformes e desprovidos da inteligência humana, que se encontram um degrau abaixo da escada evolutiva em relação ao homem, mas que também, encontram-se em processo evolutivo.

Abç

Kardec não quis dizer isso. Kardec quis dizer o que exatamente disse. Se não agrada a doutrina pessoal de quem quer que seja, Kardec simplesmente deve ser descartado.

Ele disse que quase não existe esse tipo de comunicação porque extamente não existe vida errante para esse tipo primitivo de espírito.

Apenas um degrau abaixo da escada evolutiva em relação ao homem? Como você afirma isso?

Os animais não possuem linguagem, apenas comunicação, como poderiam falar com os homens através da mediunidade? E qual o ensinamento que seres "um degrau abaixo" na evolução poderiam nos dar?

Os filmes onde animais falam e dão lição de moral tem influenciado demais essas teorias extravagantes.
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Alexandre 1857 em 26 de Janeiro de 2017, 13:07

Infelizmente opiniões pessoais(sistemas) fazem doutrina, mas o controle universal do ensino dos espíritos, este não é aplicado.


Infelizmente. Por isso que eu insisto que separem as doutrinas. Animais vivendo da vida espírita não faz parte da Doutrina Espírita,  pertence à doutrina de André Luiz.

Essa distinção é importantíssima.
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Amil El Afar em 26 de Janeiro de 2017, 13:15

Ainda sobre a questão relativa a animais errantes, os amigos leitores já consideraram as aparições de animais e outras manifestações semelhantes, como efeitos produzidos a partir de criações fluídicas? Cito um exemplo que consta em A Gênese, Capítulo XIV, item 14:

"Por análogo efeito, o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos que ele esteja habituado a usar. Um avarento manuseará ouro, um militar trará suas armas e seu uniforme, um fumante o seu cachimbo, um lavrador a sua charrua e seus bois, uma mulher velha a sua roca. Para o Espírito, que é, também ele, fluídico, esses objetos fluídicos são tão reais, como o eram, no estado material, para o homem vivo; mas, pela razão de serem criações do pensamento, a existência deles é tão fugitiva quanto a deste"

A referência também está no artigo da Revista Espírita de 1868 em Junho - Fotografia do pensamento.

Um médium ou um pesquisador menos criterioso ao se deparar com a aparição de um lavrador, com carroça e seus bois, poderia apressadamente supor que há bois errantes no mundo espiritual.

Kardec como sempre é ignorado.


Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Alexandre 1857 em 26 de Janeiro de 2017, 13:17
Olá !

Da Revista Espirita (1865):


Citar
'...A manifestação pode, pois, ocorrer, mas ela é passageira (...) Ser-nos-ia, pois, difícil vos falar dos Espíritos de animais do espaço, ele não existe, ou antes sua passagem é tão rápida que é como nula, e que no estado de crisálida, não poderiam ser descritos...'


Traduzindo:

É o tipo de manifestação que torna-se de difícil descrição por meio das palavras e com o atual o conhecimento que dispõem a Humanidade. .


Abç

Não somo nós que devemos evoluir para entender o animais, mas exatamento o contrário!


Revista Espírita 1865

Compreendeis bem? Talvez eu precisasse explicar-me
melhor, mas, para terminar esta noite, e não vos deixar supor o
impossível, eu vos asseguro que o que é do domínio da inteligência
animal não pode ser reproduzido pela inteligência humana, isto é,
que o animal, seja qual for, não pode expressar seu pensamento
pela linguagem humana; suas idéias são apenas rudimentares. Para
ter a possibilidade de exprimir-se, como faria o Espírito de um
homem, precisaria de idéias, conhecimentos e um desenvolvimento
que não tem, que não pode ter. Tende, pois, como certo, que nem
o cão, nem o gato, nem o burro, nem o cavalo, nem o elefante
podem manifestar-se por via mediúnica. Só os Espíritos chegados
ao grau da Humanidade podem fazê-lo, e ainda em razão de seu
adiantamento, porquanto o Espírito de um selvagem não vos
poderá falar como o de um homem civilizado.
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Diegas em 26 de Janeiro de 2017, 13:18
Olá, Amil El Afar


Citar
'...Kardec não quis dizer isso. Kardec quis dizer o que exatamente disse. Se não agrada a doutrina pessoal de quem quer que seja, Kardec simplesmente deve ser descartado.

Ficar discutindo quem é mais Kardec é bobagem !

De todo modo, não foi Kardec quem as disse/escreveu.

Trata-se de uma mensagem psicografada pelo médium Sr. E. Vézy, e segue o complemento:


Citar
'...Compreendeis-me bem? Sem dúvida, eu teria necessidade de explicar-me melhor, mas para terminar esta noite, e não vos fazer supor o impossível, vos asseguro que o que é do domínio da inteligência animal não pode se reproduzir pela inteligência humana, quer dizer que o animal, qualquer que seja, não pode dar seu pensamento pela linguagem humana; suas idéias não são senão rudimentares; para ter a possibilidade de se exprimir como o faria o Espírito de um homem, lhe seriam necessárias idéias, conhecimentos e um desenvolvimento que não tem, que não pode ter. Tende, pois, por certo que nem cão, gato, asno, cavalo ou elefante não podem se manifestar por via medianímica. Só os Espíritos chegados ao grau de humanidade podem fazê-lo, e ainda em razão de seu adianta-mento, porque o Espíritos de um selvagem não poderá vos falar como o de um homem civilizado.


E, a participação de kardec com a seguinte nota:


Citar
'...Nota. Estas últimas reflexões do Espírito foram motivadas pela citação feita na sessão de pessoas que tinham pretendido ter recebido comunicações de diversos animais. Como explicação do fato precitado, sua teoria é racional e concorda, pelo fundo, com a que prevalece hoje nas instruções dadas na maioria dos centros. Quando tivermos reunidos todos os documentos suficientes, nós os resumiremos em um corpo de doutrina metódico, que será submetido ao controle universal; até lá não são senão balizas colocadas sobre o caminho para clareá-lo...'



Abç
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Diegas em 26 de Janeiro de 2017, 13:31
Olá, Alexandre 1857

Citar
Não somo nós que devemos evoluir para entender o animais, mas exatamento o contrário![/b]


Exato, concordamos.

Por isso, ter escrito que os espiritos dos animais encontram-se um degrau abaixo na escada evolutiva em relação aos homens. Porém, fiz a seguinte observação: a Humanidade ainda necessita evoluir muito (cientifica, moral e espiritualmente) na compreensão do Perispirito.


Abç
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Alexandre 1857 em 26 de Janeiro de 2017, 13:41
Só um degrau abaixo, não acha pouco? Se bem que muitos homens não ficam muito abaixo mesmo!
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Alexandre 1857 em 26 de Janeiro de 2017, 13:45
Olá, Amil El Afar


Citar
'...Kardec não quis dizer isso. Kardec quis dizer o que exatamente disse. Se não agrada a doutrina pessoal de quem quer que seja, Kardec simplesmente deve ser descartado.

Ficar discutindo quem é mais Kardec é bobagem !

De todo modo, não foi Kardec quem as disse/escreveu.

Abç


 E o que foi que eu disse?
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: HamLacerda em 26 de Janeiro de 2017, 15:02
Em qual versão de O Livro dos Espíritos contém a complementação: "quase imediatamente para uma tarefa, um trabalho etc.".

Em todas as versões:

Tanto espíritos humanos como os espíritos de animais tem o seu papel na natureza.


538. Formam categoria especial no mundo espírita os Espíritos que presidem aos fenômenos da Natureza? Serão seres à parte, ou Espíritos que foram encarnados como nós?

“Que foram ou que o serão.”

a) – Pertencem esses Espíritos às ordens superiores ou às inferiores da hierarquia espírita?

“Isso é conforme seja mais ou menos material, mais ou menos inteligente o papel que desempenhem. Uns mandam, outros executam. Os que executam coisas materiais são sempre de ordem inferior, assim entre os Espíritos, como entre os homens.”

539. A produção de certos fenômenos, das tempestades, por exemplo, é obra de um só Espírito, ou muitos se reúnem, formando grandes massas, para produzi-los?

“Reúnem-se em massas inumeráveis.”

540. Os Espíritos que exercem ação nos fenômenos da Natureza operam com conhecimento de causa, usando do livre-arbítrio, ou por efeito de instintivo ou irrefletido impulso?

“Uns sim, outros não. Estabeleçamos uma comparação. Considera essas miríades de animais que, pouco a pouco, fazem emergir do mar ilhas e arquipélagos. Julgas que não há aí um fim providencial e que essa transformação da superfície do globo não seja necessária à harmonia geral? Entretanto, são animais de ínfima ordem que executam essas obras, provendo às suas necessidades e sem suspeitarem de que são instrumentos de Deus. Pois bem: do mesmo modo, os Espíritos mais atrasados oferecem utilidade ao conjunto. Enquanto se ensaiam para a vida, antes que tenham plena consciência de seus atos e estejam no gozo do livre-arbítrio, atuam em certos fenômenos, de que inconscientemente se constituem os agentes. Primeiramente, executam. Mais tarde, quando suas inteligências já houverem alcançado um certo desenvolvimento, ordenarão e dirigirão as coisas do mundo material. Depois, poderão dirigir as do mundo moral. É assim que tudo serve, que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou pelo átomo. Admirável lei de harmonia, que o vosso acanhado espírito ainda não pode apreender em seu conjunto!”



E aqui fica mais evidente:

2. ─ Esse Espírito chama-se Hettani. Como tem um nome, se jamais encarnou?

─ É uma ficção. O espírito não preside, de maneira particular, à formação das flores. O espírito elementar, antes de passar à série animal, dirige sua ação fluídica para a criação vegetal. Esse ainda não encarnou; não age senão sob a direção de inteligências mais elevadas, que já viveram o bastante para adquirir o conhecimento necessário à sua missão. Foi um desses que se comunicou. Ele vos fez uma mistura poética da ação de duas classes de Espíritos que atuam na criação vegetal.

Se espíritos muito mais inferiores que os espíritos de animais habitam o mundo espiritual, pois que ainda não encarnaram, e tem o seu trabalho de dirigir a ação fluídica para a criaçaõ vegetal, obviamente que os animais tem o  mesmo privilégio.


Em que momento as afirmativas: "não é um Espírito errante" e "Não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras criaturas." causam dupla interpretação?

Eu faço a mesma pergunta, porque gostaria de entender o por quê de você achar que espíritos errantes, e espíritos de animais no mundo espiritual, são duas coisas contraditórias?

Espírito errante é um espírito que espera por uma nova encarnação, é um ser que pensa e obra por sua livre vontade. Essa é a única definição para espíritos errantes dada pelos espíritos. Um animal não aguarda por uma nova encarnação, logo ele não é um espírito errante. Eles não tem livre-arbitrio tão desenvolvido para decidirem o que fazer.  Quem faz esse trabalho para eles são os espíritos.

Se quer defender melhor seu argumento, use a palavra erraticidade. Procure defender que os animais não ficam em nenhuma espécie de erraticidade, e você terá um  argumento mais sólido do que dizer q os animais não são espíritos errantes para afirmar que eles não habitam o mundo espirital.

"Não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras criaturas."

Obviamente, pois se eles tivessem tempo de relacionar com outras criaturas - os espíritos -  (suponho que você esteja se referindo aos espíritos e não criaturas animais) eles teriam um pensamento igual ao dos espíritos humanos e teriam a mesma liberdade ir irem em qualquer lugar. Imagina uma reunião espiritual em um centro espírita e uma manada de espíritos de animais selvagens passando.

Obviamente que a resposta dada pelos espírito é genérica e foi usada apenas para instrução, porque não há nenhuma afirmação de que são todos os animais que não podem entrar em relação com outras criaturas.


Quando se fala da vida dos animais no mundo espiritual, por que não utilizam apenas André Luiz e suas teorias pessoais? Isso é uma questão de honestidade com a Doutrina Espírita.

Todo espírita acredita que são 100% honestos com a Doutrina Espírita...

Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: HamLacerda em 26 de Janeiro de 2017, 15:15

Ainda sobre a questão relativa a animais errantes, os amigos leitores já consideraram as aparições de animais e outras manifestações semelhantes, como efeitos produzidos a partir de criações fluídicas? Cito um exemplo que consta em A Gênese, Capítulo XIV, item 14:

"Por análogo efeito, o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos que ele esteja habituado a usar. Um avarento manuseará ouro, um militar trará suas armas e seu uniforme, um fumante o seu cachimbo, um lavrador a sua charrua e seus bois, uma mulher velha a sua roca. Para o Espírito, que é, também ele, fluídico, esses objetos fluídicos são tão reais, como o eram, no estado material, para o homem vivo; mas, pela razão de serem criações do pensamento, a existência deles é tão fugitiva quanto a deste"

A referência também está no artigo da Revista Espírita de 1868 em Junho - Fotografia do pensamento.

Um médium ou um pesquisador menos criterioso ao se deparar com a aparição de um lavrador, com carroça e seus bois, poderia apressadamente supor que há bois errantes no mundo espiritual.

Kardec como sempre é ignorado.




E por que a possibilidade de uma coisa negaria a existência de outra coisa?

O fato de haver aparições de animais através de criações fluídicas nega a existência de animais no mundo espiritual?

Nos explique melhor como se dá isso.

Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: HamLacerda em 26 de Janeiro de 2017, 15:28


Não somo nós que devemos evoluir para entender o animais, mas exatamento o contrário!


Revista Espírita 1865

Compreendeis bem? Talvez eu precisasse explicar-me
melhor, mas, para terminar esta noite, e não vos deixar supor o
impossível, eu vos asseguro que o que é do domínio da inteligência
animal não pode ser reproduzido pela inteligência humana, isto é,
que o animal, seja qual for, não pode expressar seu pensamento
pela linguagem humana; suas idéias são apenas rudimentares. Para
ter a possibilidade de exprimir-se, como faria o Espírito de um
homem, precisaria de idéias, conhecimentos e um desenvolvimento
que não tem, que não pode ter. Tende, pois, como certo, que nem
o cão, nem o gato, nem o burro, nem o cavalo, nem o elefante
podem manifestar-se por via mediúnica. Só os Espíritos chegados
ao grau da Humanidade podem fazê-lo, e ainda em razão de seu
adiantamento, porquanto o Espírito de um selvagem não vos
poderá falar como o de um homem civilizado.

Mas pode usar essa comunicação para defender ou negar alguma coisa?

Quem foi o espírito que se comunicou?
Essa comunicação é 100% segura? está libre de qualquer dúvida, de qualquer questionamento?

Aliás, me diz se você acredita nesse ponto da mensagem desse espírito:

"Mas tudo não se limita apenas em crer no progresso incessante do Espírito, embrião na matéria, desenvolvendo-se ao passar pela peneira do mineral, do vegetal, do animal, para chegar à humanimalidade, onde começa a ensaiar-se sozinha a alma que se reencarnará, orgulhosa de sua tarefa, na humanidade."

Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Diegas em 26 de Janeiro de 2017, 16:04
Olá, Alexandre 1857

Só um degrau abaixo, não acha pouco? Se bem que muitos homens não ficam muito abaixo mesmo!


Depende da distância que o amigo imagina haver entre os degraus.

A distância evolutiva a que me refiro existir entre o reino animal e o reino hominal é a mesma que distancia um vegetal de um animal.

Talvez, vc nem imagina o fundo de verdade que se esconde por detrás dessas suas palavras 'Se bem que muitos homens não ficam muito abaixo mesmo!' ou, no dito popular, "aquele individuo é um animal !' por que, realmente, deixando de lado as aparências sociais (que tanto confundem os menos observadores), há homens recém-saídos da animalidade, ombreando-nos, que ingressaram recentemente no reino hominal - agem mais por instinto do que a razão !



Abç
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Diegas em 26 de Janeiro de 2017, 16:17
Olá, Hamlacerda


'...Aliás, me diz se você acredita nesse ponto da mensagem desse espírito:

"Mas tudo não se limita apenas em crer no progresso incessante do Espírito, embrião na matéria, desenvolvendo-se ao passar pela peneira do mineral, do vegetal, do animal, para chegar à humanimalidade, onde começa a ensaiar-se sozinha a alma que se reencarnará, orgulhosa de sua tarefa, na humanidade."

Concordo em quase tudo que defende neste debate, porém penso haver um ajuizamento precipitado quando denigre o conteúdo da mensagem comunicada ou coloca em duvida a moral do espirito comunicante. Que importância há no nome do espirito quando a mensagem se revela de bom conteúdo ? Por acaso, far-se-á alguma diferença ou a mensagem modificará, caso descubra que a assinatura foi Paulo, Tadeu ou Manoel ?



Abç
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Alexandre 1857 em 26 de Janeiro de 2017, 16:21
Em qual versão de O Livro dos Espíritos contém a complementação: "quase imediatamente para uma tarefa, um trabalho etc.".

Em todas as versões:

Tanto espíritos humanos como os espíritos de animais tem o seu papel na natureza.


Errado, bem errado na verdade. Eu vou mostrar.





E aqui fica mais evidente:

2. ─ Esse Espírito chama-se Hettani. Como tem um nome, se jamais encarnou?

─ É uma ficção. O espírito não preside, de maneira particular, à formação das flores. O espírito elementar, antes de passar à série animal, dirige sua ação fluídica para a criação vegetal. Esse ainda não encarnou; não age senão sob a direção de inteligências mais elevadas, que já viveram o bastante para adquirir o conhecimento necessário à sua missão. Foi um desses que se comunicou. Ele vos fez uma mistura poética da ação de duas classes de Espíritos que atuam na criação vegetal.

Se espíritos muito mais inferiores que os espíritos de animais habitam o mundo espiritual, pois que ainda não encarnaram, e tem o seu trabalho de dirigir a ação fluídica para a criaçaõ vegetal, obviamente que os animais tem o  mesmo privilégio.


Você suprimiu trechos importantes desta comunicação e não entendeu nada.

3. Não tendo ainda vivido, mesmo na vida animal,
como esse Espírito pode ser tão poético?
Resp. – Relede.


São Luís manda reler. Kardec também ficou confuso. Vamos reler?

2. Esse Espírito diz chamar-se Hettani. Como poderá
ter um nome, se jamais encarnou?

Resp. – É uma ficção. O Espírito não preside, de
maneira particular, à formação das flores. Antes de passar pela série
animal, o Espírito elementar dirige sua ação fluídica para a criação
dos vegetais. Este ainda não encarnou e somente age sob a direção
de inteligências mais elevadas, que já viveram o bastante para
adquirir a ciência necessária à sua missão. Foi um desses que se
comunicou. Ele vos fez uma mistura poética da ação de duas
classes de Espíritos que atuam na criação vegeta
l.


São Luís fala claramente de dois seres distintos, o Espírito elementar que dirige fluidos para a criação dos vegetais e estes Espíritos elementares que nunca encarnaram estão sob a direção de Espíritos mais inteligentes que já viveram bastante, e que não são espíritos de animais, e foi este que se comunicou.

4. Assim, o Espírito que se comunicou não é o que
habita e anima a flor?

Resp. – Não, não. Já vo-lo disse muito claramente: ele
guia.

5. Esse Espírito que nos falou esteve encarnado?

Resp. – Esteve.



A última resposta acaba com a dúvida. Relede.
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: HamLacerda em 26 de Janeiro de 2017, 17:28

São Luís fala claramente de dois seres distintos, o Espírito elementar que dirige fluidos para a criação dos vegetais e estes Espíritos elementares que nunca encarnaram estão sob a direção de Espíritos mais inteligentes que já viveram bastante, e que não são espíritos de animais, e foi este que se comunicou.

A questão não é quem se comunicou. Não adianta insistir nisso. Isso está claro que o espírito que se comunicou foi um espírito adiantado, e não o espírito elementar, como julgou Kardec. Achei que isso fosse evidente e por isso postei apenas as partes que respondem o que você me perguntou acima, sobre "Em qual versão de O Livro dos Espíritos contém a complementação: "quase imediatamente para uma tarefa, um trabalho etc.".

A questão é sobre onde há menções na doutrina sobre espíritos de animais que tem trabalhos no mundo espiritual. Eu respondi essa pergunta com as questões do livro dos Espíritos, onde fala da influência de seres inferiores e sem livre-arbítrio (o que leva a crê que são espíritos de animais) que tem um papel importante nos fenômenos naturais. E citei o artigo "perguntas sobre o gênio das flores", onde São Luis esclarece Kardec sobre uma comunicação de um espírito que se dizia presidir a criação das flores e revela a existência de seres inferiores aos espíritos de animais no mundo espiritual e que tem um papel importante na natureza.

Essas questões mostra que existem espíritos inferiores aos espíritos humanos vivendo em algum lugar no mundo espiritual, e que eles tem o seu papel na natureza. OK até aqui?. Acho que estamos entendidos sobre isso porque as questões estão muito claras.

As perguntas que lhe faço, são:

Onde esses espíritos habitam, se ainda não encarnaram?

Por que eles podem ter um trabalho na natureza e os espíritos de amimias, muito mais adiantados do que eles, não podem?

Por que eles não encarnam imediatamente?
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Alexandre 1857 em 26 de Janeiro de 2017, 18:29
Antes de tudo, você concorda que em nenhum momento foi falado dos espíritos dos animais, tanto na comunicação em questão, quanto no capítulo Da Intervenção dos Espíritos no Mundo Corporal de O Livro dos Espíritos?

E que sua fala é apenas baseada em induções? Portanto, uma especulação?

os animais são classificados e UTILIZADOS quase imediatamente para uma tarefa, um trabalho etc.

Quais seriam as tarefas e trabalhos? A comunicação que você se utilizou para tentar provar, acabamos de concordar que não se trata de espíritos de animais.

O que o OLE diz é que o seguinte;

A vida inteligente lhe permanece em estado latente

Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: HamLacerda em 26 de Janeiro de 2017, 18:45
Antes de tudo, você concorda que em nenhum momento foi falado dos espíritos dos animais, tanto na comunicação em questão, quanto no capítulo Da Intervenção dos Espíritos no Mundo Corporal de O Livro dos Espíritos?

E que sua fala é apenas baseada em induções? Portanto, uma especulação?

os animais são classificados e UTILIZADOS quase imediatamente para uma tarefa, um trabalho etc.

Quais seriam as tarefas e trabalhos? A comunicação que você se utilizou para tentar provar, acabamos de concordar que não se trata de espíritos de animais.

O que o OLE diz é que o seguinte;

A vida inteligente lhe permanece em estado latente



E qual a diferença que existe entre espíritos de animais, e espíritos inferiores aos espíritos de animais, no tema que estamos discutindo, que é a existência de espíritos de animais no mundo espiritual?

Por acaso o espirito de animais perderam a sua condição de existirem no mundo espiritual depois que se tornaram mais adiantados?

Porque São Luis deixa claro que os espíritos elementares são espíritos inferiores aos espíritos de animais e que  eles existem no mundo espiritual.

Então a lógica seria outra? ou seja, quanto mais um ser avança, menos direito ele tem de existir no mundo espiritual?

Pode existir seres inferiores no mundo espiritual, mas seres intermediários, como os espíritos dos animais, são barrados?

É isso que vocês querem dizer ao negar a existência dos espíritos de animais no mundo espiritual? porque foi essa a conclusão da qual chegamos.

Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: HamLacerda em 26 de Janeiro de 2017, 19:29
Olá, Hamlacerda


'...Aliás, me diz se você acredita nesse ponto da mensagem desse espírito:

"Mas tudo não se limita apenas em crer no progresso incessante do Espírito, embrião na matéria, desenvolvendo-se ao passar pela peneira do mineral, do vegetal, do animal, para chegar à humanimalidade, onde começa a ensaiar-se sozinha a alma que se reencarnará, orgulhosa de sua tarefa, na humanidade."

Concordo em quase tudo que defende neste debate, porém penso haver um ajuizamento precipitado quando denigre o conteúdo da mensagem comunicada ou coloca em duvida a moral do espirito comunicante. Que importância há no nome do espirito quando a mensagem se revela de bom conteúdo ? Por acaso, far-se-á alguma diferença ou a mensagem modificará, caso descubra que a assinatura foi Paulo, Tadeu ou Manoel ?



Abç


Eu não estou colocando em dúvida a moral do espírito comunicante, amigo Diegas. O problema é usar trechos dessa mensagem como forma de negar alguma coisa e não concordar com outros trechos. Ou seja, eles usam a parte que convêm para negar a existência de animais no mundo espiritual, e quando eu peço para darem a opinião sobre o trecho do qual o espírito fala da passagem do espírito no mineral, eles se esquivam de responder porque não acreditam nessa parte.

Outra coisa é que Kardec tinha o costume de avaliar qualquer mensagem de qualquer espírito, tanto de espíritos superiores como de espíritos imperfeitos. Ele publicava toda a comunicação do espírito e usava apenas alguns trechos como instrução do assunto que ele estudava, como no caso do espírito Baltazar, o espírito gastronômico, Charlet, dentre vários outros que não me lembro no momento.

Sinceramente, eu não consigo vê nessa mensagem palavras de um espírito da codificação. Mas se alguém consegue, pelo menos seja coerente e aceite tudo que ele disse, caso aceite apenas um trecho, então admita que essa comunicação não pode ser usada para afirmar nem uma coisa nem outra.

Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Hrodrick em 27 de Janeiro de 2017, 01:18
boa noite amigos!
Agradeço a todos,  Diegas,  Amil,  Ham, Alexandre e se esqueci de alguém,  sinta-se incluído,  pois a lentidão do meu cel não me permite voltar neste momento páginas pra trás  ;D

Não imaginei que resultaria em uma discussão boa e sadia!

Quanto a esses seres elementares,  não seriam alguma classe de espíritos em transição entre o espirito animal e espírito hominidio?
quanto ao "nunca ter reencarnado, pode ser que o Espírito quis dizer que nunca reencarnou na condição de espírito elementar. Não seria isso?

um abraço a todos e muito obrigado a todos pelas ricas informações!

****edit****

viajei,  confundi com seres elementais!
vou acompanhar o desfecho, se é que terá um rsrs


Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Diegas em 27 de Janeiro de 2017, 09:44
Olá, HamLacerda


'...O problema é usar trechos dessa mensagem como forma de negar alguma coisa e não concordar com outros trechos. Ou seja, eles usam a parte que convêm para negar a existência de animais no mundo espiritual, e quando eu peço para darem a opinião sobre o trecho do qual o espírito fala da passagem do espírito no mineral, eles se esquivam de responder porque não acreditam nessa parte...'


Infelizmente, é muito corriqueiro verificar esse tipo de comportamento neste forum. Há os que parecem ter preguiça em debater de forma sadia/educada, trocar opiniões sem ofender instrutores, instituições e/ou respeitar os que se opõem às suas opiniões. Preferem encerrar qualquer discussão antes mesmo que ela inicie. Tem até os que não se envergonham de se apropriarem dos textos da codificação e do próprio Kardec para legitimarem aquilo que consideram 'a interpretação mais correta'. Muitas vezes, saem a defender o indefensável, por mais lógico ou racional que se demonstre o contrário.  Nestes tipos de situações, quando dá-se o imbrolio, e prevalece o emocional sobre o racional, sempre sugiro o fechamento do forum e que todos procurem algo para se coçarem, e uma boa sugestão é cada qual procurarem a leitura dos livros de preferencia.

Este debate começou com o tema 'reencarnação de animais' e daqui a pouco, não duvido, estaremos a comentar sobre os maiores times de futebol da historia mundial !

Vide, por exemplo, que o assunto da mensagem psicografada na revista Espirita de 1865 - a qual transcrevemos parte - já foi desvirtuada pelos foristas. O assunto é 'Mensagens mediúnicas dos animais' e já encontraram um jeitinho de alinharem a opiniões de que ali está codificado que não há, de maneira alguma, animais errantes (desencarnados). O assunto é João, mas disvirtuam de tal maneira, com tamanha audácia, que acaba em Maria, ou seja, se puderem  trocam até o genero do individuo.

Como vc mesmo escreveu 'Kardec tinha o costume de avaliar as mensagem de qualquer espírito, tanto de espíritos superiores como de espíritos imperfeitos', por isso, lançar aquela nota no final da mensagem psicografada, com a observação de que ela contém um fundo bem racional, que vai ao encontro da DE, mas que se aguardasse outras comunicações para maior aprofundamento do assunto.



Abç
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Diegas em 27 de Janeiro de 2017, 10:06
Agradeço a todos...'


Nós que agradecemos a sua participação ao revelar o seu carinho e amizade pelos animais.


Já que mencionamos a Revista Espirita de 1865, vide a história que nela se encontra documentada:

Citar
"..... Parece-me, caro senhor, que tocamos numa época onde devem se cumprir incríveis coisas. Não sei que pensar de um fenômeno, dos mais estranhos, que vem ainda de ter lugar em minha casa. Nos tempos de ceticismo em que vivemos, não ousaria disso falar a alguém, de medo de que não se me tome por um alucinado; mas, com o risco, caro se-nhor, de levar sobre vossos lábios o sorriso da dúvida, quero vos contar o fato; fútil em aparência, no fundo, é talvez mais sério do que se o poderia crer.
"Agonizante meu pobre filho, falecido em Boulogne-sur-Mer, onde continuava seus estudos, tivera de um de seus amigos uma encantadora cadelinha que havíamos educado com cuidado extremo. Ela era, em sua espécie, a mais adorável criaturinha que fosse possível imaginar. Nós a amávamos como se ama tudo aquilo que é belo e bom. Ela nos compreendia pelo gesto, nos compreendia pelo olhar. A expressão de seus olhos era tal que parecia que iria responder quando se lhe dirigia a palavra.
"Depois do decesso de seu jovem dono a pequena Mika (era seu nome) me foi conduzida a Dieppe, e, segundo seu hábito, ela dormia quentemente coberta aos meus pés, sobre minha cama. No inverno, quando o frio maltratava muito, ela se levantava, fazia ouvir um pequeno gemido de uma extrema doçura, o que era a sua maneira habitual de formular um pedido, e compreendendo o que ela desejava, permitia-lhe vir se colocar ao meu lado. Ela se estendia, então, à vontade entre dois lençóis, seu pequeno focinho so-bre meu pescoço que ela gostava por travesseiro, e se entregava ao sono, como os felizes da Terra, recebendo meu calor, me comunicando o seu, o que não me incomodava de resto. Comigo a pobre pequena passava felizes dias. Mil coisas doces não lhe faltavam; mas, em setembro último, caiu doente e morreu, apesar dos cuidados do veterinário a quem eu a confiara. Falamos freqüentemente dela, minha mulher e eu, e a lamentávamos quase como um filho amado, tanto ela havia sabido, por sua doçura, sua inteligência, sua fiel amizade, cativar a nossa afeição.
"Ultimamente, pelo meio da noite, estando deitado mas não dormindo, ouvi partir do pé de minha cama esse pequeno gemido que produzia a minha pequena cadelinha quando desejava alguma coisa. Fui de tal modo tocado com isso, que estendi os braços fora da cama para atraí-la para mim, e acreditei em verdade que iria sentir suas carícias. Ao levantar-me de manhã, contei o fato à minha mulher que me disse: "Ouvi a mesma voz, não uma única vez, mas duas. Ela parecia partir da porta de meu quarto. Meu primeiro pensamento foi de que a nossa pobre cadelinha não estava morta, e que escapando da casa do veterinário, que dela tinha se apropriado por sua gentileza, procurava entrar em nossa casa."
"Minha pobre filha doente, que tinha sua pequena cama no quarto de dormir de sua mãe, afirma tê-la ouvido igualmente. Somente lhe pareceu que o som da voz partia, não da porta de entrada, mas da própria cama de sua mãe, que está muito perto dessa porta.
"É preciso vos dizer, caro senhor, que o quarto de dormir de minha mulher está situado acima do meu. Esses sons estranhos provêm da rua como minha mulher o crê, ela que não partilha minhas convicções espíritas? É impossível. Partidos da rua, esses sons tão brandos não teriam podido ferir meu ouvido, sou de tal modo atacado de surdez, que, mesmo no silêncio da noite, não posso ouvir o barulho de uma pesada carroça que passe. Não ouço mesmo a grande voz do trovão em tempo de tempestade. De um outro lado, o som de voz partido da rua, como explicar a ilusão de minha mulher e de minha filha que acreditaram tê-lo ouvido, como vindo de um ponto inteiramente oposto, da porta de entra-da para minha mulher, da cama desta para minha filha?
"Eu vos confesso, caro senhor, que esses fatos, embora se relacionem a um ser privado de razão, me fazem refletir singularmente. Que pensa r disso? Não ouso nada decidir e não tenho o ócio de me estender longamente sobre esse assunto; mas me pergunto se o princípio imaterial, que deve sobreviver nos animais, como no homem, não adquiriria, num certo grau, a faculdade de comunicação como a alma humana. Quem sabe? conhecemos todos os segredos da Natureza? Evidentemente não. Quem explicará as leis das afinidades? quem explicará as leis repulsivas? ninguém. Se a afeição, que é do domínio do sentimento, como o sentimento é do domínio da alma, possui em si uma força atrativa. Que haveria de espantoso que um pobre animalzinho no estado imaterial se sinta arrastado ali onde sua afeição o leva? Mas o som de voz, dir-se-á, como admiti-lo, se se fez ouvir uma vez, duas vezes, por que não todos os dias? Essa objeção pode parecer séria; no entanto, seria irracional pensar que esse som não possa se produzir fora de certas combinações de fluidos, os quais reunidos agissem em um sentido qualquer, como se produzem em química certos efervescentes, certas explosões, em conseqüência da mistura de tais ou tais matérias? Que essa hipótese pareça fundada ou não, não a discuto, direi somente que ela pode estar nas coisas possíveis, e sem ir mais adiante, acrescentarei que constato um fato apoiado num tríplice testemunho, e que se esse fato se produziu, foi porque pôde se produzir. Além disso, esperemos que o tempo nos esclareça, não tardaremos talvez a ouvir falar de fenômenos da mesma natureza."


E, Kardec:

Citar
Nosso honrado correspondente age sabiamente ao não decidir a questão; de um único fato que não é ainda senão uma probabilidade, não tira uma conclusão absoluta; ele constata, observa, à espera de que a luz se faça. Assim o quer a prudência. Os fatos desse gênero não são ainda nem bastante numerosos, nem bastante averiguados para deles deduzir uma teoria afirmativa ou negativa. A questão do princípio e do fim dos princípios dos animais começa somente a se esclarecer, e o fato de que se trata a ela se liga essencialmente. Se isso não é uma ilusão, constata pelo menos o laço de afinidade que existe entre o Espírito dos animais, ou melhor de certos animais e o do homem. Parece, de resto, positivamente provado que há animais que vêem os Espíritos e por eles são impressionados; disso temos narrado vários exemplos na Revista, entre outros o do Espírito e o pequeno cão, no número de junho de 1860. Se os animais vêem os Espíritos, isso não é evidentemente pelos olhos do corpo; eles têm, pois, também uma espécie de visão espiritual...'



Abç
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Diegas em 27 de Janeiro de 2017, 13:48
'...Quanto a esses seres elementares,  não seriam alguma classe de espíritos em transição entre o espirito animal e espírito hominidio?

Tudo transita no Universo em direção a Perfeição. Portanto, nenhum espirito ou ser vivente, esteja encarnado ou desencarnado e, em qualquer estágio que situe, encontra-se livre de evoluir. Por maior que seja o Tempo que um Espirito demande ou  resista ao Bem, não tem como opor-se à força que o arrasta para a Luz. Este processo lembra os insetos voadores que se aproximam, em voluteios infinitos, arrastados e impressionados com a luz de uma lampada.

Os elementais são 'embriões de espiritos' ligados às forças da Natureza; agem, geralmente em grupos, conhecidos vulgarmente como gnomos, ondinas, silfos e salamandras. Seres que agem com os elementos do planeta Terra: minerais, águas, ar e fogo (daí o apelido 'elementais').


Citar
quanto ao "nunca ter reencarnado, pode ser que o Espírito quis dizer que nunca reencarnou na condição de espírito elementar. Não seria isso?

Realmente, esses espiritos ligados a Natureza nunca encarnaram como elementais, mas seguindo a linha evolutiva de todo Espirito (do átomo ao Arcanjo), encarnarão no reino animal,  numa nova etapa evolutiva.


Abç
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Amil El Afar em 27 de Janeiro de 2017, 14:15
Olá Ham, destaquei a parte em negrito do seu comentário. O que destaquei parece não ser razoável com o que está dito no final da questão 600.

"O do animal, depois da morte, é classificado pelos Espíritos a quem incumbe essa tarefa e utilizado quase imediatamente; não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras criaturas"

Se a resposta à questão afirma que não lhe é dado tempo para entrar em contato com outras criaturas, como você afirma que seriam "utilizados" para desempenhar tarefas, seu exemplo, do cão junto ao lar?

Já que o seu problema está no entendimento da palavra - utilizado -, veja que a resposta em O Livro dos Médiuns apesar de usar a palavra utilizado lhe dá o sentido.

" O Livro dos Médiuns - Segunda parte - Das manifestações espíritas

Capítulo XXV - Das evocações » Evocações dos animais

283. Evocação dos animais

36ª Pode evocar-se o Espírito de um animal?

"Depois da morte do animal, o princípio inteligente que nele havia se acha em estado latente e é logo utilizado, por certos Espíritos incumbidos disso, para animar novos seres, em os quais continua ele a obra de sua elaboração. Assim, no mundo dos Espíritos, não há, errantes, Espíritos de animais, porém unicamente Espíritos humanos."

Acho que está resolvido o sentido da palavra utilizado da questão 600.

abraços


De fato, pelo que avançou a ciência espírita segundo o método de pesquisa de Allan Kardec, não existem animais errantes.


Desconheço esse método que concluiu isso. E me parece bem estranho essa pesquisa porque há uma clara contradição com a questão 600, logo acima citada por mim, pois ela afirma que os animais estão numa espécie de erraticidade. Obviamente diferente da erraticidade de espíritos humanos, pois os animais possuem uma forma de comunicação diferente. Mas de forma alguma ela afirma que não existem animais errantes.

E pelo que eu sei, Kardec só começou a estudar esse assunto a sério poucos anos antes de sua morte, e sem nenhuma conclusão absoluta, mas com uma forte convicção de que os animais existem no mundo espiritual devido as várias manifestações de espíritos de animais em diversos centros da época enviadas à ele. E me admira um espírita hoje não acreditar nisso.


Veja o que ele diz em 1865

Questões e Problemas
MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO DOS ANIMAIS

"Os fatos deste gênero ainda não são bastante numerosos, nem suficientemente provados para deles deduzir-se uma teoria afirmativa ou negativa. A questão do princípio e do fim do Espírito dos animais apenas começa a destrinchar, e o fato de que se trata a ela se liga essencialmente. Se não for uma ilusão, pelo menos constata o vínculo de afinidade existente entre o Espírito dos animais, ou, melhor, de certos animais e o do homem."

"Não é por meio de sistemas que se poderá resolver esta grave questão, mas pelos fatos. Se o deve ser um dia, só o Espiritismo, criando a psicologia experimental, poderá lhe fornecer os meios. "

"vê-se que a questão ainda está pouco adiantada, e que não se deve apressar a sua solução."


O que eu disse acima, sobre a questão 600 falar que os animais não reencarnam imediatamente, foi porque muitos espíritas usaram essa questão para negar a existência de animais no mundo espirital, dizendo que eles reencarnam imediatamente. Mas essa questão não diz isso, diz que os animais são utilizados quase que imediatamente, e não que reencarnam quase que imediatamente.

Existe uma grande diferença entre "utilizar" e "reencarnar", porque é bem sabido que os animais tem um grande papel nos fenômenos naturais, no desenvolvimento da vida orgânica e em diversos outros aspectos da vida humana. Obviamente que assim que eles desencarnam vão desempenhar esses trabalhos.

Um estudo da obra completa mostra que os animais vivem no mundo espiritual, mas não exatamente muito acima da atmosfera terrestre, como os espíritos humanos. Talvez seja esse tipo de erraticidade que os espíritos disseram na questão 600. Eles vivem mais perto da terra desempenhando trabalhos de diversa ordens. O espírito de um cão, por exemplo, pode muito bem continuar com o trabalho de proteger o lar que ele deixou.. enfim
.
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Diegas em 27 de Janeiro de 2017, 17:11
Olá, Amil El Afar



" O Livro dos Médiuns - Segunda parte - Das manifestações espíritas

Capítulo XXV - Das evocações » Evocações dos animais

283. Evocação dos animais

36ª Pode evocar-se o Espírito de um animal?

"Depois da morte do animal, o princípio inteligente que nele havia se acha em estado latente e é logo utilizado, por certos Espíritos incumbidos disso, para animar novos seres, em os quais continua ele a obra de sua elaboração. Assim, no mundo dos Espíritos, não há, errantes, Espíritos de animais, porém unicamente Espíritos humanos."

Permita-me observar:


Em todo o Livro dos Mediuns, a Espiritualidade utilizou a expressão 'Espirito errante' para referir-se ao Espirito humano desencarnado. Tomando-se, com esse tipo de expressão, todo o cuidado para diferenciarem um Espirito humano dos demais seres da criação. Em momento algum, leremos que um Espirito errante trata-se de outro tipo de criatura.

Portanto:

Erraticidade: local dos Espiritos errantes
Espirito errante = homem


E a questão que o amigo trouxe para a leitura encontra-se no meu livro, tradução de Maria Lucia Alcantara de Carvalho, 1.ª edição, 2010, desta forma:


Citar
Evocação dos animais

36. Pode-se evocar o Espírito de um animal?

“Depois da morte do animal, o princípio inteligente, que nele estava, encontra-se em estado latente; ele é, logo utilizado, por certos Espíritos encarregados disso, para animar novos seres, nos quais ele continua a obra de sua elaboração. Assim, no mundo dos Espíritos, não há Espíritos de animais errantes, mas apenas Espíritos humanos. Isto responde à vossa pergunta.”


Friso: não há Espiritos de animais ERRANTES !!



Abç


Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Diegas em 27 de Janeiro de 2017, 17:23
Olá !


Em relação à discussão sobre o tempo de utilização/reencarnação dos animais, lemos numa das respostas que dá abertura ao tópico:

Citar
P: Fale um pouco sobre o tempo necessário para o animal reencarnar após ter desencarnado.

R: Ao desencarnarmos, ou quando desencarna um animal, alguns ajustes são necessários ao nosso Espírito e ao nosso corpo espiritual antes de retornarmos ao mundo físico. Quando desencarnamos de forma violenta, por exemplo, podem ocorrer lesões em nossos corpos espirituais que precisam ser reparadas antes do retorno. Os animais considerados inferiores passam por tratamentos preparatórios padronizados rápidos e, portanto, o retorno também é rápido. Animais superiores passam por tratamentos quase individualizados e mais demorados. O tempo varia de espécie para espécie animal, em função do seu grau de evolução e das condições, que são variáveis, mas sempre este período é relativamente curto, se comparado ao tempo que decorre para uma reencarnação humana. Minutos, horas, dias, meses, anos. Isso, como dissemos, ficará dentro de uma variante na dependência da necessidade evolutiva. Para se ter uma ideia, a preparação de um cão está em torno de dois a três dias (alguns animais domésticos podem permanecer no plano espiritual por mais tempo ou por tempo indeterminado, se estiverem sob a tutela e responsabilidade de algum Espírito amigo que queira cuidar dele) antes de ser enviado para o mundo físico na forma de um embrião, que irá se adaptar ao útero materno e se desenvolverá durante o período de gestação, que no caso dos cães é de cerca de 60 dias. O tempo que permanecem no plano espiritual, chamado de erraticidade, é curto, pois não dispõem de muito para avançarem na evolução espiritual. Eles não podem se dar ao luxo de desperdícios de tempo. Quanto mais rápido retornam ao físico, mais experiências adquirem para evoluir.

Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: HamLacerda em 27 de Janeiro de 2017, 20:23


283. Evocação dos animais

36ª Pode evocar-se o Espírito de um animal?

"Depois da morte do animal, o princípio inteligente que nele havia se acha em estado latente e é logo utilizado, por certos Espíritos incumbidos disso, para animar novos seres, em os quais continua ele a obra de sua elaboração. Assim, no mundo dos Espíritos, não há, errantes, Espíritos de animais, porém unicamente Espíritos humanos."

Acho que está resolvido o sentido da palavra utilizado da questão 600.

abraços



E também fica resolvido que esse texto se refere a Evocação dos animais, e por isso a afirmação de que no mundo dos Espíritos, não há espíritos de animais errantes, pois não existem animais errantes.


A palavra errantes, como estão fazendo confusão aqui, não é a qualidade de existir no mundo espiritual. A única definição que temos na doutrina de espíritos errantes é que são seres que esperam por uma nova encarnação, é um ser que pensa e obra por sua livre vontade. Logo, os animais não são seres errantes.

O espírito estava esclarecendo esse ponto para não confundir um tipo de erraticidade com outro (e evitar de dar força ao misticismo da época de que os animais podem se comunicar) pois os animais, como afirma a questão 600, tem a sua própria espécie de erraticidade.

Nesse caso não há confusão, a palavra erraticidade se refere à existência no mundo espiritual. Se é curta ou mais ou menos longa, vai depender do grau de superioridade de cada espírito animal, pois não há linha que separa o espírito dos animais mais superiores do espírito dos seres humano mais inferiores. E e o espírito, obviamente, não entrou nesse detalhe porque o assunto se tratava de uma polêmica sobre comunicações de animais por médiuns. Se ele tivesse que explicar isso seria um desvio de assunto.

Qual espírita, com o conhecimento que possui na doutrina, teria coragem de afirmar que as primeiras raças de seres humanos, classificadas pela ciência, eram mesmo de espíritos humanos?

Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Hrodrick em 30 de Janeiro de 2017, 10:58
'...Quanto a esses seres elementares,  não seriam alguma classe de espíritos em transição entre o espirito animal e espírito hominidio?

Tudo transita no Universo em direção a Perfeição. Portanto, nenhum espirito ou ser vivente, esteja encarnado ou desencarnado e, em qualquer estágio que situe, encontra-se livre de evoluir. Por maior que seja o Tempo que um Espirito demande ou  resista ao Bem, não tem como opor-se à força que o arrasta para a Luz. Este processo lembra os insetos voadores que se aproximam, em voluteios infinitos, arrastados e impressionados com a luz de uma lampada.

Os elementais são 'embriões de espiritos' ligados às forças da Natureza; agem, geralmente em grupos, conhecidos vulgarmente como gnomos, ondinas, silfos e salamandras. Seres que agem com os elementos do planeta Terra: minerais, águas, ar e fogo (daí o apelido 'elementais').


Citar
quanto ao "nunca ter reencarnado, pode ser que o Espírito quis dizer que nunca reencarnou na condição de espírito elementar. Não seria isso?

Realmente, esses espiritos ligados a Natureza nunca encarnaram como elementais, mas seguindo a linha evolutiva de todo Espirito (do átomo ao Arcanjo), encarnarão no reino animal,  numa nova etapa evolutiva.


Abç

Entendi!
há muitos anos atrás eu e um amigo estávamos fazendo trilha na pedra da gávea,  que fica no Rio de Janeiro, e vimos uma criatura que chamamos de duende por estar ali no meio da mata, devem ser dessa classe de seres pela aparência diferente dos animais e dos humanos.
Mas não era macaco, esquilo,  mico, nada disso, mão tinha nem como confundir.

Um abraço!!

Um abraço! 
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Hrodrick em 30 de Janeiro de 2017, 11:09
Olá !


Em relação à discussão sobre o tempo de utilização/reencarnação dos animais, lemos numa das respostas que dá abertura ao tópico:

Citar
P: Fale um pouco sobre o tempo necessário para o animal reencarnar após ter desencarnado.

R: Ao desencarnarmos, ou quando desencarna um animal, alguns ajustes são necessários ao nosso Espírito e ao nosso corpo espiritual antes de retornarmos ao mundo físico. Quando desencarnamos de forma violenta, por exemplo, podem ocorrer lesões em nossos corpos espirituais que precisam ser reparadas antes do retorno. Os animais considerados inferiores passam por tratamentos preparatórios padronizados rápidos e, portanto, o retorno também é rápido. Animais superiores passam por tratamentos quase individualizados e mais demorados. O tempo varia de espécie para espécie animal, em função do seu grau de evolução e das condições, que são variáveis, mas sempre este período é relativamente curto, se comparado ao tempo que decorre para uma reencarnação humana. Minutos, horas, dias, meses, anos. Isso, como dissemos, ficará dentro de uma variante na dependência da necessidade evolutiva. Para se ter uma ideia, a preparação de um cão está em torno de dois a três dias (alguns animais domésticos podem permanecer no plano espiritual por mais tempo ou por tempo indeterminado, se estiverem sob a tutela e responsabilidade de algum Espírito amigo que queira cuidar dele) antes de ser enviado para o mundo físico na forma de um embrião, que irá se adaptar ao útero materno e se desenvolverá durante o período de gestação, que no caso dos cães é de cerca de 60 dias. O tempo que permanecem no plano espiritual, chamado de erraticidade, é curto, pois não dispõem de muito para avançarem na evolução espiritual. Eles não podem se dar ao luxo de desperdícios de tempo. Quanto mais rápido retornam ao físico, mais experiências adquirem para evoluir.

Bom,  se um cão leva em média 3 dias para ser preparado para reencarnar ( isso se contarmos a partir do momento do seu desencarne ), gato também deve ter um período de tempo similar.
Espero que minha gata esteja a caminho e volte pro meu lar em breve!   ;D
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Diegas em 31 de Janeiro de 2017, 10:01
Olá, Hrodrick


'... e vimos uma criatura que chamamos de duende por estar ali no meio da mata, devem ser dessa classe de seres pela aparência diferente dos animais e dos humanos.
Mas não era macaco, esquilo,  mico, nada disso, mão tinha nem como confundir...'

As lendas decalcadas do folclore de todas as raças terrenas têm mencionado a existência desses espíritos poderosos como gênios, fadas, gigantes ou criaturas fabulosas, que dominam o vento, a chuva, o trovão, o raio ou oceano!

Na realidade, os gnomos são a classe dos elementais que apresentam caracteristicas perispirituais quase-humanas, espécie de 'embriões de mente humana', e numa nova etapa, encarnarão nas matas - ambiente que lhe é familiar. As demais classes de elementais (silfos, salamandras e ondinas) encontram-se mais afastadas dos homens e próximas dos animais.


No livro "Nosso Lar", capitulo "Cidadão de Nosso Lar":

Citar
"...Não só o homem pode receber fluidos e emiti-los. As forças naturais fazem o mesmo, nos reinos diversos em que se subdividem. Para o caso do nosso enfermo precisamos das árvores. Elas nos auxiliarão eficazmente." Narcisa chamou alguém com expressão que eu não podia compreender. Daí a momentos, oito entidades espirituais atendiam-lhe ao apelo. Imensamente surpreendido, vi-a indagar da existência de mangueiras e eucaliptos, Devidamente informada pelos amigos que me eram totalmente estranhos, a enfermeira explicou:

"- São servidores comuns do reino vegetal, os irmãos que nos atenderam...'

Na obra "Os Mensageiros", capítulo "Entre as Arvores":

Citar
"...Vocês, possivelmente, ignoram que muitos irmãos se preparam para o mérito de nova encarnação no mundo, prestando serviços nos reinos inferiores. O trabalho com o Senhor é uma escola viva em toda parte..."



Abç
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: HamLacerda em 01 de Fevereiro de 2017, 14:38

Os elementais são 'embriões de espiritos' ligados às forças da Natureza; agem, geralmente em grupos, conhecidos vulgarmente como gnomos, ondinas, silfos e salamandras. Seres que agem com os elementos do planeta Terra: minerais, águas, ar e fogo (daí o apelido 'elementais').


Olá, amigo Diegas

Só para esclarecer alguns pontos.

O termo "Elemental" ou "Elementais" surgiu com a escola teosófica de Mme. Blavastsky, e não se trata dos mesmos seres "elementares" de que trata a Doutrina Espírita.

Os seres elementais ou elemental, são fábulas, lendas, seres folclóricos, criados pela imaginação popular. Esses seres não existem, nem no mundo espiritual e nem no mundo físico.  Porém, essas lendas e crenças se originaram nas manifestações espíritas. O que existe, na verdade, são espíritos da nona ordem, ou seja, espíritos brincalhões, batedores etc, já bastante adiantados, que assumem temporariamente essas formas (gnomos, fadas. silfos, saci etc) com o propósito de divertimento mesmo.

Veja o que Kardec diz aqui:

Citar
Revista Espírita 1864 » Maio

[...] Uma simples reflexão deveria dizer-lhe que deve acontecer o mesmo com todas aquelas que deixam a Terra. As almas ou Espíritos assim espalhados na imensidade constituem o mundo invisível que nos cerca e em cujo meio vivemos, de modo que esse mundo não é composto de seres fantásticos, de gnomos, de duendes, de demônios chifrudos com pés bifurcados, mas dos mesmos seres que formaram a Humanidade terrena. Que há nisso de absurdo? O mundo visível e o invisível assim se acham em contato perpétuo, daí resultando uma incessante reação de um sobre o outro. Daí decorre uma porção de fenômenos que entram na ordem dos fatos naturais. O Espiritismo moderno não os descobriu nem os inventou. Ele os estudou melhor e melhor os observou. Ele procurou as suas leis e, por isso mesmo, as subtraiu da ordem dos fatos maravilhosos.


Já os seres elementares ou espíritos elementares, de que trata a doutrina, são espíritos bem simples, primários, são os seres mais básicos da criação.

A palavra elementar na doutrina, tem o mesmo significado que damos a ela nos dicionários, veja aqui:


elementar
e·le·men·tar
adj m+f
1 Que é da natureza do elemento ou que serve de elemento: Molécula elementar.
2 Relativo às primeiras noções de uma arte ou de uma ciência; primeiro, rudimentar, simples: Gramática elementar.
3 Básico, essencial, fundamental.


Portanto, os espíritos elementares são espíritos simples, sem nenhuma característica animal e nem humana, são os espíritos que dão vida às plantas, que dirigem sua ação fluídica sob ordem de espíritos mais adiantados, são os seres mais simples que existe neste mundo. Eles agem somente sob inteligências mais elevadas, pois não possuem inteligência e nem livre-arbítrio. São seres bem elementares, bem básicos.


As lendas decalcadas do folclore de todas as raças terrenas têm mencionado a existência desses espíritos poderosos como gênios, fadas, gigantes ou criaturas fabulosas, que dominam o vento, a chuva, o trovão, o raio ou oceano!

Todos os espíritos participam dos fenômenos da natureza, até mesmo os espíritos elementares, mas os espíritos não criam esses fenômenos, eles apenas dirigem e controlam.

Na realidade, os gnomos são a classe dos elementais que apresentam caracteristicas perispirituais quase-humanas, espécie de 'embriões de mente humana', e numa nova etapa, encarnarão nas matas - ambiente que lhe é familiar. As demais classes de elementais (silfos, salamandras e ondinas) encontram-se mais afastadas dos homens e próximas dos animais.


Veja o que a doutrina diz, amigo Diegas. Kardec é bem claro sobre a classe e o caráter de lenda desses espíritos:



Revista Espírita 1869 » Janeiro » Processo das envenenadoras de Marselha

Se Joye tivesse sido espírita, de início já teria olhado como uma profanação fazer intervirem os Espíritos em semelhantes circunstâncias. Ele teria sabido, além disso, que os Espíritos não estão às ordens de ninguém, e que eles não vêm nem em obediência a voz de comando, nem pela influência de qualquer sinal cabalístico; que os Espíritos são as almas dos homens que viveram na Terra ou em outros mundos, nossos pais, nossos amigos, nossos contemporâneos ou nossos antepassados; que eles foram homens como nós, e que depois de nossa morte seremos Espíritos como eles; que os gnomos, duendes, trasgos, demônios, são criações de pura fantasia e só existem na imaginação; que os Espíritos são livres, mais livres que quando estavam encarnados, e que pretender submetê-los aos nossos caprichos e à nossa vontade, fazê-los agir e falar conforme nosso desejo, para o nosso divertimento ou por nosso interesse, é uma ideia quimérica; que eles vêm quando [...]




Revista Espírita 1864 » Maio


Contudo, aos olhos de muita gente a filosofia espírita contém um erro grave, e esse erro se exprime numa só palavra. Esta palavra alma, mesmo para os incrédulos, tem algo de respeitável e imponente. Ao contrário, o vocábulo Espírito neles desperta as ideias fantásticas das lendas, dos contos de fadas, dos fogos-fátuos, de lobisomens, etc. Eles admitem de boa mente que se possa crer na alma, posto eles mesmos não creiam, mas não podem compreender que, com bom-senso, se possa crer nos Espíritos. Daí uma prevenção que os faz olhar esta ciência como pueril e indigna de sua atenção. Julgando-a pela etiqueta, creem-na inseparável da magia e da feitiçaria.




Revista Espírita 1864 » Maio

[...] Uma simples reflexão deveria dizer-lhe que deve acontecer o mesmo com todas aquelas que deixam a Terra. As almas ou Espíritos assim espalhados na imensidade constituem o mundo invisível que nos cerca e em cujo meio vivemos, de modo que esse mundo não é composto de seres fantásticos, de gnomos, de duendes, de demônios chifrudos com pés bifurcados, mas dos mesmos seres que formaram a Humanidade terrena. Que há nisso de absurdo? O mundo visível e o invisível assim se acham em contato perpétuo, daí resultando uma incessante reação de um sobre o outro. Daí decorre uma porção de fenômenos que entram na ordem dos fatos naturais. O Espiritismo moderno não os descobriu nem os inventou. Ele os estudou melhor e melhor os observou. Ele procurou as suas leis e, por isso mesmo, as subtraiu da ordem dos fatos maravilhosos.






Revista Espírita 1858 » Novembro » Conversas familiares de além-túmulo » O Dr. Muhr

NOTA: Em vida ele acreditava nos Espíritos e em sua manifestação. Apenas os chamava de gnomos, ao passo que agora prefere a denominação genérica de Espíritos.





Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas » Vocabulário Espírita » GNOMO


GNOMO – do gr. gnomon, conhecedor, hábil, de gnoskein, conhecer. Gênios inteli­gentes que se supunha habitassem o interior da Terra. Pelas qualidades que se lhes atri­buem, pertencem à ordem dos Espíritos imperfeitos e à classe dos Espíritos levianos.


Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas » Vocabulário Espírita » SÍLFIDES, SILFOS



SlLFIDES, SILFOS – Segundo a mitologia da Idade Média; os silfos eram gênios do ar, como os gnomos o eram da terra e as ondinas das águas. Eram representados sob a forma humana semivaporosa, com traços graciosos: as asas transparentes eram o em­blema da rapidez com que percorriam os espaços; era-lhes atribuído o poder de se torna­rem visíveis ou invisíveis, à sua vontade; seu caráter era brando e benevolente. "Nem fazeis uma idéia da multidão de silfos leves que tendes as vossas ordens. Continuamente ocupados em captar os vossos pensamentos, apenas pronunciais uma palavra eles a apanham e vão repeti-Ia em vosso redor. Sua leveza é tão grande que percorrem mil pas­sos por segundo. São os silfos de Paracelso e de Gabalis”. (A. Martin).

A crença nos silfos evidentemente se originou nas manifestações espíritas. São Espí­ritos de ordem inferior, levianos mas benévolos.





Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Diegas em 01 de Fevereiro de 2017, 17:36
'...Os seres elementais ou elemental, são fábulas, lendas, seres folclóricos, criados pela imaginação popular. Esses seres não existem, nem no mundo espiritual e nem no mundo físico...'


Bem...

Então, o equivoco deve ser de toda a nova geração de espiritas !

 Além de já ter transcrito trechos de dois livros de André Luiz, trago:


- J.Herculano Pires, no livro 'O centro espirita'


Citar
“... os fisiólogos gregos sabiam disso, e quando Tales de Mileto se referia aos deuses que enchiam o mundo, em todas as suas dimensões, afirmava o princípio espírita de que a estrutura planetária, em seus mínimos detalhes, é controlada pelos Espíritos incumbidos da manutenção da Terra, desde os simples elementais (ainda em evolução para a condição humana), até os Espíritos Superiores, próximos da Angelitude, que supervisionam e orientam as atividades telúricas”.


- E, no livro 'Atualidade do Pensamento Espírita', pelo Espírito de Vianna de Carvalho, psicografia de Divaldo Pereira Franco:

Citar
"O Espiritismo ensina que os Espíritos governam o clima da Terra utilizando para isso Entidades - os elementais da Teosofia - as quais, segundo algumas fontes, habitam os bosques, os campos naturais e as florestas virgens. Haverá alguma relação entre desmatamento, seca e elementais? Em caso afirmativo, para onde vão esses Espíritos quando se dá o desmatamento?"

R. : "Todo desrespeito à vida é crime que se comete contra si mesmo. Aquele que é direcionado à Natureza constitui um gravame terrível, que se transforma em motivo de sofrimento, enfermidade e angústia, para quantos se levantam para destruir, particularmente dominados pela perversidade, pelo egoísmo, pelo vandalismo, pelos interesses pecuniários ...
Naturalmente, essas Entidades, que são orientadas pelos Espíritos Superiores, como ainda não dispõem de discernimento, porque não adquiriram a faculdade de pensar, são encaminhadas a outras experiências evolutivas, de forma que não se lhes interrompa o processo de desenvolvimento".

Os elementais encontram-se em toda parte: na superfície da terra, na atmosfera, nas águas, nas profundidades da sub-crosta, junto ao elemento ígneo. Invisíveis aos olhares humanos, executam infatigável e obscuramente um trabalho imenso, nos mais variados aspectos, nos reinos da Natureza, junto aos minerais, aos vegetais, aos animais e aos homens.

A forma desses seres é muito variada, mas quase sempre aproximada da forma humana. O rosto é pouco visível, ofuscado quase sempre pelo resplendor energético colorido que o envolve. Os Centros de Força que, no ser humano são separados, nos elementais se juntam, se confundem, se somam, formando um núcleo global refulgente, do qual fluem inúmeras correntes e ondulações de energias coloridas tomando formas de asas, braços, cabeças...
Os elementais naturais formam agrupamentos inumeráveis compreendendo seres de vida própria, porém essencialmente instintiva que vão desde os micróbios, de duração brevíssima, até os chamados Espíritos da Natureza, que são agrupados nos Reinos, sob os nomes de Gnomos (elementais da terra), Silfos (elementais do ar), Ondinas (elementais das águas) e Salamandras (elementais do fogo) e todos eles interessam aos trabalhos mediúnicos do Espiritismo.

Os Gnomos cuidam das florestas - matas - dos desertos - regiões geladas, protegem os animais e produzem fenômenos naturais sob a supervisão de Espíritos.
As Ondinas, cuidam dos mares - das águas e fenômenos naturais ligados as águas.
Os Silfos, dos ventos - furacões .
As Salamandras, a tudo que se relacione com fenômenos naturais ligados ao fogo.



Abç
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: HamLacerda em 01 de Fevereiro de 2017, 21:25

Bem...

Então, o equivoco deve ser de toda a nova geração de espiritas !

Além de já ter transcrito trechos de dois livros de André Luiz...

Esses trechos que você transcreveu de André Luiz não me parece falar disso. Veja bem:


Citar
"...Não só o homem pode receber fluidos e emiti-los. As forças naturais fazem o mesmo, nos reinos diversos em que se subdividem. Para o caso do nosso enfermo precisamos das árvores. Elas nos auxiliarão eficazmente." Narcisa chamou alguém com expressão que eu não podia compreender. Daí a momentos, oito entidades espirituais atendiam-lhe ao apelo. Imensamente surpreendido, vi-a indagar da existência de mangueiras e eucaliptos, Devidamente informada pelos amigos que me eram totalmente estranhos, a enfermeira explicou:

"- São servidores comuns do reino vegetal, os irmãos que nos atenderam...'

Vou comentar as frases principais para evitar qualquer mal entendido:

"Narcisa chamou alguém com expressão que eu não podia compreender"

Narcisa chama André Luis para ir até as florestas procurar medicamentos naturais para tratar a enferma. Chegando na floresta, Narcisa chamou alguém, ou seja, um espírito que dirige os trabalhos no reino vegetal. Esse espírito tinha uma expressão diferente da humana, mas era um espírito humano. Podemos dizer que era um índio bem primitivo do mundo espiritual. Como era um espírito que encarnou poucas vezes, seu perispírito estava em processo de definição das formas humanas. Por isso que André Luiz achou difícil compreender a expressão desse espírito.

"Daí a momentos, oito entidades espirituais atendiam-lhe ao apelo.".

Oito espíritos de indios, digamos assim, que dirigia os trabalhos no reino vegetal, atenderam ao apelo de Narcisa.

"Imensamente surpreendido, vi-a indagar da existência de mangueiras e eucaliptos"

Narcisa então indaga as oito entidades se nessa floresta tinha mangueira e eucaliptos, para tratar a enferma.

"- São servidores comuns do reino vegetal, os irmãos que nos atenderam..."

Aqui Narcisa não está dizendo que foi atendida por arvores, ou por seres vegetais. Ela se refere aos espíritos de "índios" que habitam as florestas e que dirigem os espíritos do reino vegetal, como as árvores.


Sobre J.Herculano Pires e Divaldo Franco, é só tirar o caráter alegórico e vamos entender da mesma forma.



Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: psi em 01 de Fevereiro de 2017, 21:46
Como os espíritos podem dar ao seu períspirito a forma e aparência que desejarem, ocorre que, embora a aparência humana seja a padrão, há espíritos que, por sua própria vontade ou sugestionados por outros, adquirem formas e aparências diversas da forma humana. A médium Yvonne Pereira, em um dos seus momentos de desprendimento, foi conduzida pelo seu instrutor espiritual Charles para que pudesse observar um grupo de espíritos da classe dos levianos ou zombeteiros, cuja narrativa da médium transcrevo abaixo:




Foi uma dessas falanges estranhas, surpreendentes, extravagantes, que nosso instrutor espiritual Charles nos levou a conhecer e examinar durante certo desprendimento sob a ação letárgica na noite de 18 de março de 1958.

Eu me vi rodeada de seres disformes, extravagantes, feios, grotescos, repulsivos. Davam saltos altíssimos como se fossem acrobatas, cabriolavam, faziam piruetas de todos os modos, caminhavam sobre as mãos, com os pés voltados para cima, quais palhaços no picadeiro de um circo de diversões. Riam-se às gargalhadas, puxavam-se os respectivos cabelos, aos berros, cuspiam-se reciprocamente, quais moleques que brigassem. Vestiam-se grotescamente como carnavalescos fantasiados. Dançavam desagradavelmente com ares de provocação, mostrando na fisionomia trejeitos e esgares. Acreditamos mesmo que tais falanges influenciam, durante o carnaval, os incautos que se deixam arrastar pelas paixões de Momo, impelindo-os a excessos lamentáveis, comuns por essa época do ano, e, através dos quais, eles próprios se locupletam de todos os gozos e desmandos materiais, valendo-se das vibrações viciadas e contaminadas dos adeptos de Momo, aos quais se agarram.

Mostrava-se uma dessas criaturas excessivamente alta, roliça, qual tronco de árvore. De certa altura, saíam os braços, que mais pareciam longas tiras de cipó, e que se moviam em reviravoltas, como os tentáculos de um polvo, distribuindo chicotadas em torno de si. Do corpo roliço desciam, então, as pernas, varas finíssimas, com enormes sapatos pretos, quais pequenas canoas. Os traços fisionômicos eram desenhados quase no ápice do rolo, isto é, do inacreditável corpo.  Não havia pescoço e ombros e nem roupas, mas o chapéu lá estava, completando a monstruosidade. Essa horrível entidade se fazia acompanhar de outra que se diria o seu contraste, excessivamente pequena, rotunda, com um rosto de dimensões desproporcionadas para o tamanho do corpo, faces gordíssimas, como se o infeliz vivesse eternamente soprando alguma coisa, chapéu com abas enormes, botas, esporas e chicote, tudo desconforme e impressionante pela fealdade e desarmonia. Dentre as duas não se saberia qual a mais desagradável e chocante, mas é certo que tais arremedos humanos causavam mal-estar insuportável, não tanto pela grosseria da forma, mas pelas influências nocivas que suas mentes, desajustadas da harmonia da Criação, deixavam irradiar.

Outra entidade do grupo que acabamos de descrever, medindo cerca de um metro e meio de altura, usando sapatos grotescos, muito grandes, calçados em pés trocados, um paletó demasiadamente grande para o volume do corpo, mostrava a particularidade de bigodes tão extensos que se arrastavam pelo chão, até uma distância de aproximadamente três ou quatro metros. Ela os exibia provocantemente, qual palhaço, soprando-os de quando em vez, e aquela ridícula metragem de bigodes, então se levantava no ar, ondulante, para se enrolar depois, tomando a posição natural dos bigodes humanos. Não nos foi possível conter o riso diante desse infeliz mistificador, que nos afigurou mais leviano e cômico do que mau. Porém, incontinenti, Charles nos repreendeu e, segurando nossa mão, disse num murmúrio: _ Rir-se é aplaudir seus atos e, portanto, afinar-se com eles. Será necessário ao médium, como ao espírito, diante deles, o domínio de toda e qualquer impressão ou emoção.

Alguns outros pareciam aleijados, pois se mostravam com pernas e braços tortos, bocas retorcidas em esgares e carantonhas chocantes, olhar estrábico.

Charles explicitou: _ O períspirito é um corpo sutil, impressionável, registrando em suas potencialidades até as ondulações dos mais suaves pensamentos. Agindo sobre esse envoltório, o pensamento e a vontade farão dele o que desejarem, visto que o pensamento e a vontade criam, conservam e modificam, servindo-se das poderosas forças que lhe são naturais. Dedicadas ao exercício contínuo de tantas ações desarmoniosas, essas entidades tanto se fazem de feias e desagradáveis, deformando voluntariamente o períspirito no intuito de infelicitarem o próximo, mistificando-o até a obsessão através do pavor e da alucinação que infundem, que, depois, quando percebem a inconveniência de assim se deterem, porque prejudicam a si próprias, já não conseguem forças para se refazerem e voltarem ao natural. Não é em vão que se abusa das leis gerais da Criação, e, por isso mesmo, esses infelizes assim permanecerão, contundidos pela mente. E, tais como se encontram, serão encaminhados para a reencarnação.   

(Devassando o Invisível- Yvonne A. Pereira)
 




Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: psi em 01 de Fevereiro de 2017, 21:58
Sobre a convivência de espíritos de animais e Espíritos, trago os seguintes textos:


...Sabe-se que não há espíritos de animais errantes no mundo invisível e que, consequentemente, não pode haver aparições de animais, salvo o caso em que um Espírito fizesse surgir uma aparência desse gênero, com um objetivo determinado, o que não passaria, sempre, de uma aparência, e não o espírito real de tal ou qual animal...
(Allan Kardec- RE de 1861) 


...O pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos dos quais tem o hábito de se servir; um avarento manejará o ouro, um militar terá suas armas e seu uniforme, um fumante, seu cachimbo, um trabalhador, seu arado e seus bois...
(cap. XIV- A Gênese)


Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: HamLacerda em 02 de Fevereiro de 2017, 00:21
Sobre a convivência de espíritos de animais e Espíritos, trago os seguintes textos:


...Sabe-se que não há espíritos de animais errantes no mundo invisível e que, consequentemente, não pode haver aparições de animais, salvo o caso em que um Espírito fizesse surgir uma aparência desse gênero, com um objetivo determinado, o que não passaria, sempre, de uma aparência, e não o espírito real de tal ou qual animal...
(Allan Kardec- RE de 1861) 

Amigo PSI, esse parágrafo perde toda a importância quando estudamos a cronologia desse assunto dos animais na doutrina espírita. Essas palavras de Kardec foram dita em 1861. Depois disso a opinião dele mudou bastante.

Na Revista Espírita de maio 1865, no artigo manifestação do espirito dos animais, ele já não tinha tanta certeza como em 1861, e trouxe a discussão para o ponto inicial. Veja:


Nosso honrado correspondente faz bem em não considerar definitivamente resolvida a questão. De um fato único, que além disso não passa de uma probabilidade, ele não tira uma conclusão absoluta. Ele constata e observa, esperando que a luz se faça. Assim o quer a prudência. Os fatos deste gênero não são ainda bastante numerosos nem suficientemente comprovados para deles deduzir-se uma teoria afirmativa ou negativa. A questão do princípio e do fim do Espírito dos animais apenas começa a surgir, e o fato de que se trata a ela se liga essencialmente. Se não for uma ilusão, pelo menos constata o elo de afinidade que existe entre o Espírito dos animais, ou melhor, de certos animais e o do homem. Aliás, parece positivamente provado que há animais que veem os Espíritos e com estes se impressionam. Temos relatado vários exemplos na Revista, entre outros o do Espírito e o cãozinho, no número de junho de 1860. Se os animais veem os Espíritos, evidentemente não é pelos olhos do corpo. Então, também eles têm uma espécie de visão espiritual.

Até agora a Ciência apenas constatou as relações fisiológicas entre o homem e os animais. Ela nos mostra, no físico, todos os elos da cadeia de seres sem solução de continuidade. Entretanto, entre o princípio espiritual dos dois Espíritos havia um abismo. Se os fatos psicológicos, melhor observados, vêm lançar uma ponte sobre esse abismo, será um novo passo para a unidade da escala dos seres e da criação. Não é por meio de sistemas que se poderá resolver esta grave questão, mas pelos fatos. Se deve sê-lo um dia, o Espiritismo, criando a psicologia experimental, é o único que lhe poderá fornecer os meios. Em todo o caso, se existem pontos de contacto entre a alma animal e a alma humana, este não pode ser, no caso da alma animal, senão da parte dos mais adiantados. Um fato importante a constatar é que, entre os seres do mundo espiritual, jamais se fez menção de que existissem Espíritos de animais. Disso pareceria resultar que aqueles não conservam a sua individualidade após a morte e, por outro lado, que a pequena galga, que se teria manifestado, pareceria provar o contrário.

De acordo com isto, vê-se que a questão ainda está pouco adiantada, e não se deve forçar a sua solução. Tendo sido lida a carta acima na Sociedade de Paris, a respeito foi dada a seguinte comunicação.

 


Na revista Espírita de setembro, do mesmo ano, no artigo Alucinação nos animais (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2lwZWFrLm5ldC9zaXRlL2VzdHVkb19qYW5lbGFfY29udGV1ZG8ucGhwP29yaWdlbT01ODI4JmFtcDsmYW1wO2lkaW9tYT0x), Kardec já afirmava os pontos de contatos entre a alma dos animais e do home e já afirmava que os animais tem a sua parte espiritual, pois que sonham. Se sonham, seu espírito está em algum lugar:

[...]É certo que o cão sonha; nós o vemos, por vezes, durante o sono, fazer movimentos que simulam a corrida; gemer ou manifestar contentamento. Seu pensamento está, pois, ativo, livre e independente do instinto propriamente dito. O que faz ele? O que vê? Em que pensa nos seus sonhos? É o que, infelizmente, não nos pode dizer; mas o fato aí está.


Aqui ele diz :

"Até agora nós nos tínhamos pouco preocupado com o princípio inteligente dos animais, e ainda menos com sua afinidade com a espécie humana, a não ser do ponto de vista exclusivo do organismo material. Hoje procura-se conciliar seu estado e seu destino com a justiça de Deus; mas a esse respeito apenas foram construídos sistemas mais ou menos lógicos, que nem sempre estão de acordo com os fatos. Se a questão ficou tanto tempo indefinida, é que nos faltavam, como para muitas outras, elementos necessários à sua compreensão. O Espiritismo, que dá a chave de tantos fenômenos não compreendidos, mal observados ou despercebidos, não pode deixar de facilitar a solução desse grave problema, ao qual não dedicamos toda a atenção que ele merece, porque é uma solução de continuidade nos anéis da cadeia que liga todos os seres e no conjunto harmonioso da criação."

E aqui.

"Um outro motivo tinha feito adiar a solução relativa aos animais. Essa questão toca em preconceitos longamente arraigados, e que teria sido imprudente atacar de frente, razão pela qual os Espíritos não o fizeram."

Leia o artigo completo e tire suas conclusões. Vou deixar o link aqui (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2lwZWFrLm5ldC9zaXRlL2VzdHVkb19qYW5lbGFfY29udGV1ZG8ucGhwP29yaWdlbT01ODI4JmFtcDsmYW1wO2lkaW9tYT0x)





...O pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos dos quais tem o hábito de se servir; um avarento manejará o ouro, um militar terá suas armas e seu uniforme, um fumante, seu cachimbo, um trabalhador, seu arado e seus bois...
(cap. XIV- A Gênese)[/b]



Amigo PSI, a existência de uma coisa não é a negação de outra coisa.

O fato de haver aparições de animais através de criações fluídicas não nega a existência de animais na erraticidade.

Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: psi em 02 de Fevereiro de 2017, 03:04
Sobre a convivência de espíritos de animais e Espíritos, trago os seguintes textos:


...Sabe-se que não há espíritos de animais errantes no mundo invisível e que, consequentemente, não pode haver aparições de animais, salvo o caso em que um Espírito fizesse surgir uma aparência desse gênero, com um objetivo determinado, o que não passaria, sempre, de uma aparência, e não o espírito real de tal ou qual animal...
(Allan Kardec- RE de 1861) 

Amigo PSI, esse parágrafo perde toda a importância quando estudamos a cronologia desse assunto dos animais na doutrina espírita. Essas palavras de Kardec foram dita em 1861. Depois disso a opinião dele mudou bastante.

Na Revista Espírita de maio 1865, no artigo manifestação do espirito dos animais, ele já não tinha tanta certeza como em 1861, e trouxe a discussão para o ponto inicial. Veja:


Nosso honrado correspondente faz bem em não considerar definitivamente resolvida a questão. De um fato único, que além disso não passa de uma probabilidade, ele não tira uma conclusão absoluta. Ele constata e observa, esperando que a luz se faça. Assim o quer a prudência. Os fatos deste gênero não são ainda bastante numerosos nem suficientemente comprovados para deles deduzir-se uma teoria afirmativa ou negativa. A questão do princípio e do fim do Espírito dos animais apenas começa a surgir, e o fato de que se trata a ela se liga essencialmente. Se não for uma ilusão, pelo menos constata o elo de afinidade que existe entre o Espírito dos animais, ou melhor, de certos animais e o do homem. Aliás, parece positivamente provado que há animais que veem os Espíritos e com estes se impressionam. Temos relatado vários exemplos na Revista, entre outros o do Espírito e o cãozinho, no número de junho de 1860. Se os animais veem os Espíritos, evidentemente não é pelos olhos do corpo. Então, também eles têm uma espécie de visão espiritual.

Até agora a Ciência apenas constatou as relações fisiológicas entre o homem e os animais. Ela nos mostra, no físico, todos os elos da cadeia de seres sem solução de continuidade. Entretanto, entre o princípio espiritual dos dois Espíritos havia um abismo. Se os fatos psicológicos, melhor observados, vêm lançar uma ponte sobre esse abismo, será um novo passo para a unidade da escala dos seres e da criação. Não é por meio de sistemas que se poderá resolver esta grave questão, mas pelos fatos. Se deve sê-lo um dia, o Espiritismo, criando a psicologia experimental, é o único que lhe poderá fornecer os meios. Em todo o caso, se existem pontos de contacto entre a alma animal e a alma humana, este não pode ser, no caso da alma animal, senão da parte dos mais adiantados. Um fato importante a constatar é que, entre os seres do mundo espiritual, jamais se fez menção de que existissem Espíritos de animais. Disso pareceria resultar que aqueles não conservam a sua individualidade após a morte e, por outro lado, que a pequena galga, que se teria manifestado, pareceria provar o contrário.

De acordo com isto, vê-se que a questão ainda está pouco adiantada, e não se deve forçar a sua solução. Tendo sido lida a carta acima na Sociedade de Paris, a respeito foi dada a seguinte comunicação.

 


Na revista Espírita de setembro, do mesmo ano, no artigo Alucinação nos animais (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2lwZWFrLm5ldC9zaXRlL2VzdHVkb19qYW5lbGFfY29udGV1ZG8ucGhwP29yaWdlbT01ODI4JmFtcDsmYW1wO2lkaW9tYT0x), Kardec já afirmava os pontos de contatos entre a alma dos animais e do home e já afirmava que os animais tem a sua parte espiritual, pois que sonham. Se sonham, seu espírito está em algum lugar:

[...]É certo que o cão sonha; nós o vemos, por vezes, durante o sono, fazer movimentos que simulam a corrida; gemer ou manifestar contentamento. Seu pensamento está, pois, ativo, livre e independente do instinto propriamente dito. O que faz ele? O que vê? Em que pensa nos seus sonhos? É o que, infelizmente, não nos pode dizer; mas o fato aí está.


Aqui ele diz :

"Até agora nós nos tínhamos pouco preocupado com o princípio inteligente dos animais, e ainda menos com sua afinidade com a espécie humana, a não ser do ponto de vista exclusivo do organismo material. Hoje procura-se conciliar seu estado e seu destino com a justiça de Deus; mas a esse respeito apenas foram construídos sistemas mais ou menos lógicos, que nem sempre estão de acordo com os fatos. Se a questão ficou tanto tempo indefinida, é que nos faltavam, como para muitas outras, elementos necessários à sua compreensão. O Espiritismo, que dá a chave de tantos fenômenos não compreendidos, mal observados ou despercebidos, não pode deixar de facilitar a solução desse grave problema, ao qual não dedicamos toda a atenção que ele merece, porque é uma solução de continuidade nos anéis da cadeia que liga todos os seres e no conjunto harmonioso da criação."

E aqui.

"Um outro motivo tinha feito adiar a solução relativa aos animais. Essa questão toca em preconceitos longamente arraigados, e que teria sido imprudente atacar de frente, razão pela qual os Espíritos não o fizeram."

Leia o artigo completo e tire suas conclusões. Vou deixar o link aqui (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2lwZWFrLm5ldC9zaXRlL2VzdHVkb19qYW5lbGFfY29udGV1ZG8ucGhwP29yaWdlbT01ODI4JmFtcDsmYW1wO2lkaW9tYT0x)





...O pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos dos quais tem o hábito de se servir; um avarento manejará o ouro, um militar terá suas armas e seu uniforme, um fumante, seu cachimbo, um trabalhador, seu arado e seus bois...
(cap. XIV- A Gênese)[/b]



Amigo PSI, a existência de uma coisa não é a negação de outra coisa.

O fato de haver aparições de animais através de criações fluídicas não nega a existência de animais na erraticidade.





Olá Ham

Em nenhum dos textos que o amigo postou eu li algo sobre a convivência de Espíritos com espíritos de animais na dimensão espiritual. Portanto, não vi nenhuma mudança de opinião de Kardec em relação ao que ele afirmou de forma categórica em 1861.

As ideoplastias podem confundir Espíritos desavisados. Bois, cavalos, cachorros, etc. criados fluidicamente pelos Espíritos e que se movimentam ao lado de seus donos pelo princípio da psicocinesia podem, para quem desconhece o fenômeno, dar a impressão de que se está realmente diante dos espíritos daqueles animais. Isso sem falar de Espíritos que de forma voluntária ou sugestionada por outros Espíritos, adquirem a aparência de animais, no fenômeno conhecido como zoantropia, que o amigo bem conhece. Há relatos de Espíritos que, em zonas trevosas, e sob o domínio de outros Espíritos malignos, assumem formas animalescas, como de cavalos, e se põem a puxar carroças.

Um abraço.


PSI
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Diegas em 02 de Fevereiro de 2017, 10:13

'...Esse espírito tinha uma expressão diferente da humana, mas era um espírito humano...'


Vc deu um 'jeitinho brasileiro' - as oito entidades eram humanas, mas não tão humanas !!!
 

Sendo assim, por que será de Kardec não ter codificado a existencia desses Espiritos quase-humanos ? (cuidado com a resposta por que tem pegadinha)

---------

Citar
Sobre J.Herculano Pires e Divaldo Franco, é só tirar o caráter alegórico e vamos entender da mesma forma.


Carater alegórico ???


Todavia, vc esquece que há várias comunicações mediúnicas sobre o assunto Elementais, provenientes de lugares, mediuns e Espiritos diferentes !! Não creio que, também, o amigo quererá enquadrá-las como alegóricas !




Abç


Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Diegas em 02 de Fevereiro de 2017, 10:32
Olá, Psi


Como os espíritos podem dar ao seu períspirito a forma e aparência que desejarem, ocorre que, embora a aparência humana seja a padrão, há espíritos que, por sua própria vontade ou sugestionados por outros, adquirem formas e aparências diversas da forma humana...'


Há uma grande distinção entre 'ideoplastia perispiritual' e Elementais.


Ideoplastia perispiritual - possibilidade de alguns Espíritos errantes (raciocinam) dar a aparência perispiritual, plastificar o perispirito de modo que desejarem. Porém, entre os Espiritos errantes há aqueles que nada podem.


Elementais - Espiritos quase-humanos (não raciocinam) ligados às forças da Natureza. Por isso, não poderem ser confundidos com os Espiritos errantes que podem desfigurar a sua anatomia perispiritual.



Abç

Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: HamLacerda em 02 de Fevereiro de 2017, 17:41


Olá Ham

Em nenhum dos textos que o amigo postou eu li algo sobre a convivência de Espíritos com espíritos de animais na dimensão espiritual. Portanto, não vi nenhuma mudança de opinião de Kardec em relação ao que ele afirmou de forma categórica em 1861.

O amigo não deve ter lido atentamente.

No primeiro artigo, Manifestação do Espírito dos Animais, de maio de 1865, ou seja, quatro anos após o que você postou, um correspondente enviou à Kardec um caso de uma manifestação do espírito da cadela do seu filho, chamada Mika. Depois de um tempo da morte do seu dono, a pequena cadela também morreu. Um tempo depois de ter morrido, ele, a mulher e a filha ouvem os latidos dela por toda a casa.

Numa investigação rápida nesse parágrafo notamos:

- O espírito da cadela não estava ali sozinha, pois devia está acompanhada por espíritos, uma vez que a comunicação seria enviada à kardec. Disso infere que o espírito dela estava na convivência com outros espíritos no plano espiritual. Mesmo que ela não estivesse na companhia de outros espíritos, isso não descarta a possibilidade do fato. A não ser que ela estivesse numa dimensão diferente, tanto da nossa como da espiritual. O que eu acho improvável.

- A cadela apareceu um tempo depois da sua morte. No artigo não especifica se foi um dia, uma semana, um mês etc.. Só diz pouco tempo depois. Entretanto aqui está o detalhe que o amigo não percebeu. Se essa cadela veio à casa pouco tempo depois de ter morrido, onde estava seu espírito durante esse tempo? Obviamente que estava na erraticidade. Durante um dia, dois, uma semana, um mês, isso não importa. O que importa é que esse fenômeno, negado por Kardec em 1861, no artigo que você postou, mostra que ele estava errado. Ele disse que o espírito de animais não podem se manifestar, e disse que não existem animais errantes. Essa comunicação prova que ele estava errado nos dois pontos.

Claro que kardec percebeu esses detalhes



No outro artigo, setembro de 1985, Alucinação dos animais nos sintomas da raiva, Kardec concorda que os animais superiores tem uma visão espiritual e que podem vê espíritos.

Citar
Esse fenômeno, minuciosamente observado pelo autor da memória, como se vê, parece denotar que nesse momento o cão é atormentado pela visão de algo invisível para nós. É uma visão real ou uma criação fantástica de sua imaginação, por outras palavras, uma alucinação? Se for uma alucinação, certamente não é pelos olhos do corpo que ele vê, pois não são objetos reais; se forem seres fluídicos ou Espíritos, como não produzem, também, nenhuma impressão sobre os sentidos da visão, é, pois, por uma espécie de visão espiritual que ele os percebe. Num caso como no outro, ele gozaria de uma faculdade, até certo ponto análoga à que possui o homem.


Depois de constatar diversos casos de alucinação de animais, dos movimentos que os animais fazem quando estão dormindo, dos gemidos etc, ele afirma que o cão sonha.

Citar
É certo que o cão sonha; nós o vemos, por vezes, durante o sono, fazer movimentos que simulam a corrida; gemer ou manifestar contentamento. Seu pensamento está, pois, ativo, livre e independente do instinto propriamente dito. O que faz ele? O que vê? Em que pensa nos seus sonhos? É o que, infelizmente, não nos pode dizer; mas o fato aí está.

Kardec estava querendo dizer que se o cão tem uma visão espiritual, se pode vê espíritos durante seu estado normal, como durante o sono, nos sonhos, obviamente que também pode vê depois que morre e conviver com os espíritos na erraticidade, já que seu espírito vaga durante os sonhos.

E aqui, sobre a visão espiritual, ele fala:

Citar
Num caso como no outro, ele gozaria de uma faculdade, até certo ponto análoga à que possui o homem

Depois de chegar a esse conclusão, Kardec começa toda a sua explicação do por que a doutrina negou essa qualidade aos animais:

Citar
Até agora nós nos tínhamos pouco preocupado com o princípio inteligente dos animais, e ainda menos com sua afinidade com a espécie humana, a não ser do ponto de vista exclusivo do organismo material. Hoje procura-se conciliar seu estado e seu destino com a justiça de Deus; mas a esse respeito apenas foram construídos sistemas mais ou menos lógicos, que nem sempre estão de acordo com os fatos. Se a questão ficou tanto tempo indefinida, é que nos faltavam, como para muitas outras, elementos necessários à sua compreensão. O Espiritismo, que dá a chave de tantos fenômenos não compreendidos, mal observados ou despercebidos, não pode deixar de facilitar a solução desse grave problema, ao qual não dedicamos toda a atenção que ele merece, porque é uma solução de continuidade nos anéis da cadeia que liga todos os seres e no conjunto harmonioso da criação.

Por que, pois, o Espiritismo não solucionou imediatamente a questão? Seria o mesmo que perguntar a um professor de Física por que ele não ensina aos alunos, desde a primeira lição, as leis da eletricidade e da óptica. Ele começa pelos princípios fundamentais da Ciência, pelos que devem servir de base para a compreensão dos outros princípios, e reserva para mais tarde a explicação das leis subsequentes. Assim procedem os grandes Espíritos que dirigem o Movimento Espírita; em boa lógica, eles começam pelo começo e esperam que estejamos instruídos num ponto, antes de abordar outro. Ora, qual devia ser o ponto de partida de seu ensino? A alma humana. Cabe-nos convencer de sua existência e de sua imortalidade. Cabe a nós dar a conhecer seus verdadeiros atributos e o destino que, de saída, era preciso a ela ligar. Numa palavra, precisávamos compreender nossa alma, antes de procurar compreender a dos animais. O Espiritismo já nos ensinou bastante sobre a alma e suas faculdades; cada dia mais nos ensina e lança luz sobre algum ponto novo. Mas quanto ainda resta a explorar!



Segue os artigos completos

Revista Espírita 1865 » Maio » Manifestação do espírito dos animais (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2lwZWFrLm5ldC9zaXRlL2VzdHVkb19qYW5lbGFfY29udGV1ZG8ucGhwP29yaWdlbT01NzY4JmFtcDsmYW1wO2lkaW9tYT0x)

 Revista Espírita 1865 » Setembro » Alucinação nos animais  (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2lwZWFrLm5ldC9zaXRlL2VzdHVkb19qYW5lbGFfY29udGV1ZG8ucGhwP29yaWdlbT01ODI4JmFtcDsmYW1wO2lkaW9tYT0x)





As ideoplastias podem confundir Espíritos desavisados. Bois, cavalos, cachorros, etc. criados fluidicamente pelos Espíritos e que se movimentam ao lado de seus donos pelo princípio da psicocinesia podem, para quem desconhece o fenômeno, dar a impressão de que se está realmente diante dos espíritos daqueles animais. Isso sem falar de Espíritos que de forma voluntária ou sugestionada por outros Espíritos, adquirem a aparência de animais, no fenômeno conhecido como zoantropia, que o amigo bem conhece. Há relatos de Espíritos que, em zonas trevosas, e sob o domínio de outros Espíritos malignos, assumem formas animalescas, como de cavalos, e se põem a puxar carroças.

Um abraço.


PSI

Amigo PSI, repito, a existência de uma coisa não é a negação de outra. Esses textos, sobre aparições fluídicas, não tem a menor validade para esse assunto.



Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: HamLacerda em 02 de Fevereiro de 2017, 18:18

'...Esse espírito tinha uma expressão diferente da humana, mas era um espírito humano...'


Vc deu um 'jeitinho brasileiro' - as oito entidades eram humanas, mas não tão humanas !!!
 

Sendo assim, por que será de Kardec não ter codificado a existencia desses Espiritos quase-humanos ? (cuidado com a resposta por que tem pegadinha)

Amigo, ficou claro que são espíritos humanos pelo contexto.

Sobre André Luis ter ficado impressionado com a expressão desses espíritos e dizer que não podia compreender sua expressão, isso é comum em qualquer livro de história. Muitos livros antigos e historiadores usam essas mesmas palavras de André Luiz para referir aos povos antigos.

No caso desses espíritos, não me pareceu ser um espírito antigo, mas de espíritos novos, ou seja, que encarnaram na espécie humana poucas vezes. Dai terem expressões um pouco diferentes, como os povos primitivos de diversos grupos étnicos terem expressão menos humana do que os povos mais modernos.

 
Sendo assim, por que será de Kardec não ter codificado a existencia desses Espiritos quase-humanos ? (cuidado com a resposta por que tem pegadinha)[/color]


Mas a doutrina diz, amigo. você é que não deve ter percebido.

Quando a doutrina fala que os espíritos também tem infância, significa que aqueles que saíram da fase animal para encarnar na fase humana, são mais novos do que os espíritos que já encarnaram diversas vezes em corpos humanos.

Quanto menos um espírito encarna em corpos humanos, menos humanos eles são, obviamente, pois a qualidade de humano é apenas física, e não espiritual. No mundo espiritual eles ainda estão formando a sua fisionomia humana no seu perispírito, como os primeiros homens estavam formando a sua fisionomia humana em seus corpos físicos.
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: psi em 02 de Fevereiro de 2017, 21:36
Amigo PSI, repito, a existência de uma coisa não é a negação de outra. Esses textos, sobre aparições fluídicas, não tem a menor validade para esse assunto.


Amigo Ham, então vamos ao que tem validade para esse assunto:

600.(OLE)- Sobrevivendo ao corpo em que habitou, a alma do animal vem a achar-se, depois da morte, num estado de erraticidade, como a do homem?
-Fica numa espécie de erraticidade, pois que não mais se acha unida ao corpo, mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e obra por sua livre vontade. De idêntica faculdade não dispõe o dos animais. A consciência de si mesmo é o que constitui o principal atributo do Espírito. O do animal, depois da morte, é classificado pelos Espíritos a quem incumbe essa tarefa e utilizado quase imediatamente. Não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras criaturas.



A resposta dos espíritos superiores é bem clara. No plano espiritual animais não convivem com outras criaturas. Então, como explicar as obras mediúnicas em que  animais convivem com Espíritos? As ideoplastias e o processo de zoantropia podem esclarecer essas dúvidas.

Um abraço


PSI
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: HamLacerda em 02 de Fevereiro de 2017, 23:49
Amigo PSI, repito, a existência de uma coisa não é a negação de outra. Esses textos, sobre aparições fluídicas, não tem a menor validade para esse assunto.


Amigo Ham, então vamos ao que tem validade para esse assunto:

600.(OLE)- Sobrevivendo ao corpo em que habitou, a alma do animal vem a achar-se, depois da morte, num estado de erraticidade, como a do homem?
-Fica numa espécie de erraticidade, pois que não mais se acha unida ao corpo, mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e obra por sua livre vontade. De idêntica faculdade não dispõe o dos animais. A consciência de si mesmo é o que constitui o principal atributo do Espírito. O do animal, depois da morte, é classificado pelos Espíritos a quem incumbe essa tarefa e utilizado quase imediatamente. Não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras criaturas.



A resposta dos espíritos superiores é bem clara. No plano espiritual animais não convivem com outras criaturas. Então, como explicar as obras mediúnicas em que  animais convivem com Espíritos? As ideoplastias e o processo de zoantropia podem esclarecer essas dúvidas.

Um abraço


PSI

Amigo PSI, essa resposta está longe de ser uma resposta clara se examinarmos ela minuciosamente.

- No livro dos médiuns ela foi usada no capítulo XXV, das evocações, evocações dos animais. Por se tratar da evocação dos animais - neste assunto que estamos discutindo, que é a existência e a relação dos espíritos dos animais no mundo espiritual, ela não tem o crédito que teria uma questão que fosse examinada exclusivamente sobre esse tema particular. Quero dizer com isso que os espíritos deram uma explicação para o que eles julgaram necessário, porque o assunto era sobre a evocação dos animais, e não sobre o que estamos discutindo aqui. Por isso que não houve a preocupação de ter que complementar ou desenvolver detalhes que ia aparecendo na explicação, ou seja, se se tratava de todos os animais ou apenas dos animais inferiores? Esses detalhes não interessava para a questão sobre a evocação dos animais, que eles estavam discutindo.

Se essa questão (600) estivesse tratando apenas da existência de animais no mundo espiritual e a relação deles com outras criaturas, ainda ai haveria muitas dúvidas que os espíritos deixariam sem desenvolvimento e sem explicar as discrepâncias causada com outras questões, como por exemplo:

1 - Os espíritos humanos não encarnam imediatamente porque eles precisam esperar pelas condições favoráveis, isto é, que uma mulher venha a engravidar. Obviamente que com os animais acontece a mesma coisa. Se não houver relação sexual entre os animais, não há encarnação de animais. Isso fica cada vez mais difícil quando o grau aumenta, ou seja, nas espécies superiores. As mais inferiores reproduzem mais que as mais superiores, portanto, infere-se que algumas espécies de animais não podem reencarnar imediatamente se não houver condições pra isso. Onde esperam esses espíritos desses animais?

Isso mostra que quando o espírito disse que os animais são "imediatamente utilizado pelos espíritos" ele estava falando de modo geral, sem entrar em questões sobre os animais superiores ou de outros tipos de casos.

2 - Durante o sono os espíritos desprendem do corpo e voltam para o mundo dos espíritos, embora ligados ao corpo. Kardec disse que os animais também sonham. Se os animais sonham, durante o sono eles ficam no corpo ou saem do corpo?

Veja o que Kardec diz no artigo que eu lhe mostrei acima. Lembrando que esse artigo é posterior a questão 600:


É certo que o cão sonha; nós o vemos, por vezes, durante o sono, fazer movimentos que simulam a corrida; gemer ou manifestar contentamento. Seu pensamento está, pois, ativo, livre e independente do instinto propriamente dito. O que faz ele? O que vê? Em que pensa nos seus sonhos? É o que, infelizmente, não nos pode dizer; mas o fato aí está

Aqui não há duvidas de que Kardec estava dizendo que o cão, durante o sono, desprende do corpo e vive a vida espiritual. Tanto é que ele disse que "o fato ai está". O fato que ele se referiu foi a manifestação do cão que havia morrido e tempo depois voltou à casa do seu dono.

Como pode vê, amigo PSI, essa questão está longe de ser clara. 


Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: psi em 03 de Fevereiro de 2017, 02:07
...Se essa questão (600) estivesse tratando apenas da existência de animais no mundo espiritual e a relação deles com outras criaturas, ainda ai haveria muitas dúvidas que os espíritos deixariam sem desenvolvimento e sem explicar as discrepâncias causada com outras questões, como por exemplo:

1 - Os espíritos humanos não encarnam imediatamente porque eles precisam esperar pelas condições favoráveis, isto é, que uma mulher venha a engravidar. Obviamente que com os animais acontece a mesma coisa. Se não houver relação sexual entre os animais, não há encarnação de animais. Isso fica cada vez mais difícil quando o grau aumenta, ou seja, nas espécies superiores. As mais inferiores reproduzem mais que as mais superiores, portanto, infere-se que algumas espécies de animais não podem reencarnar imediatamente se não houver condições pra isso. Onde esperam esses espíritos desses animais?

Isso mostra que quando o espírito disse que os animais são "imediatamente utilizado pelos espíritos" ele estava falando de modo geral, sem entrar em questões sobre os animais superiores ou de outros tipos de casos.

2 - Durante o sono os espíritos desprendem do corpo e voltam para o mundo dos espíritos, embora ligados ao corpo. Kardec disse que os animais também sonham. Se os animais sonham, durante o sono eles ficam no corpo ou saem do corpo?

Veja o que Kardec diz no artigo que eu lhe mostrei acima. Lembrando que esse artigo é posterior a questão 600:


É certo que o cão sonha; nós o vemos, por vezes, durante o sono, fazer movimentos que simulam a corrida; gemer ou manifestar contentamento. Seu pensamento está, pois, ativo, livre e independente do instinto propriamente dito. O que faz ele? O que vê? Em que pensa nos seus sonhos? É o que, infelizmente, não nos pode dizer; mas o fato aí está



Amigo Ham, mas onde estão as discrepâncias?

1- Os Espíritos superiores não disseram que os animais são imediatamente utilizados, mas sim quase imediatamente. Esse "quase" é o tempo necessário para que essas condições que o amigo suscita estejam estabelecidas. Diferentemente de um Espírito que pode esperar décadas ou séculos para reencarnar, o espírito de um animal, reencarna assim que haja um corpo para a ele se ligar e assim continuar o seu aprendizado.
Classificado por espécie, o espírito do animal fica em um local específico sob a tutela de Espíritos responsáveis por sua guarda aguardando a reencarnação. Lembro ao amigo que é preciso levar em conta no fator tempo, a relatividade que o mesmo tem para os Espíritos. Um "quase imediatamente" para quem tem a vida eterna diante de si, pode durar meses ou anos.

2- Meu cão muitas das vezes se contorce e late enquanto dorme. Isso não quer dizer que ele está desdobrado e convivendo com outras criaturas no plano espiritual. Pode estar simplesmente se lembrando de algo que ocorreu no transcorrer do dia.


Um abraço


PSI       
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: HamLacerda em 03 de Fevereiro de 2017, 19:06


Amigo Ham, mas onde estão as discrepâncias?

1- Os Espíritos superiores não disseram que os animais são imediatamente utilizados, mas sim quase imediatamente. Esse "quase" é o tempo necessário para que essas condições que o amigo suscita estejam estabelecidas. Diferentemente de um Espírito que pode esperar décadas ou séculos para reencarnar, o espírito de um animal, reencarna assim que haja um corpo para a ele se ligar e assim continuar o seu aprendizado.
Classificado por espécie, o espírito do animal fica em um local específico sob a tutela de Espíritos responsáveis por sua guarda aguardando a reencarnação. Lembro ao amigo que é preciso levar em conta no fator tempo, a relatividade que o mesmo tem para os Espíritos. Um "quase imediatamente" para quem tem a vida eterna diante de si, pode durar meses ou anos.

Olá amigo PSI

A questão que eu estou insistindo desde o início é provar que a doutrina não nega a existência de espírito de animais no mundo espiritual e nem a relação deles com outras criaturas. Isso ficou tecnicamente provado que ela não nega nem uma coisa e nem outra, como o amigo mesmo notou a partir do desenvolvimento ao qual chegamos.

Agora em relação ao tempo e o tipo de relação com essas criaturas, é apenas  exercício de imaginação que cada um tem o direito de fazer pra tirar suas próprias conclusões. O amigo, por exemplo, já chegou à conclusão de que esse tempo e essa relação com outras criaturas se dá muito rápido, e dentro disso elimina qualquer outra possibilidade.

Mas isso ainda deixa uma lacuna enorme para mais exames e mais desenvolvimento.


Vamos começara pelo tempo.

O tempo no mundo espiritual é diferente do nosso. Isso nós estamos de acordo. Quase imediatamente pode significar um mês ou um ano. Ainda assim, é tempo maior do que muitos relacionamentos.

Existem muito mais espíritos desencarnados do que encarnados. Esses espíritos que não estão encarnados, estão na erraticidade esperando por uma chance de encarnar. Enquanto não houver condições, ou vontade, no caso dos espíritos humanos, as encarnações podem demorar muito tempo.. meses, anos ou séculos.

No caso dos animais não é diferente, porque há mais animais no mundo do que seres humanos. Esses espíritos de animais, que não estão encarnados, também devem esperar por uma chance de encarnar, como já dissemos acima. Que dure apenas um mês ou um ano, se prefere assim, o amigo tem que concordar que é tempo suficiente para relacionar com outras criaturas. Muitos casamentos duram muito menos do que isso.

Como o amigo disse, eles esperam em algum lugar onde há espíritos dedicados à esse trabalho. Mas aqui surge um problema bem curioso. Se eles esperam em um lugar específico no mundo espiritual, então haveria um local circunscrito próprio para os animais, para que eles possam aguardar por uma nova encarnação assim que deixam o corpo? Isso não faz o menor sentido amigo.

Outra coisa é que se os espíritos que estão responsáveis pela encarnação dos animais fossem tão eficientes a ponto de encarnar todos esses animais em um tempo "quase que imediatamente", teria que haver uma demanda muito maior de animais na terra para que todos esses espíritos de animais pudessem encarnar tão rápido, ou quase imediatamente. Acontece que não há essa demanda. E ainda há outro problema, porque a demanda está subordinada com a taxa de fecundidade e de nascimento. E isso não está sob o controle dos espíritos. Os animais tem seus instintos, suas épocas certas de acasalamento, existe o problema da castração, no caso de animais domésticos, e uma série de outros problemas que impossibilita que a demanda de espíritos esperando por uma nova encarnação encarnem quase que imediatamente sem dar tempo de relacionar com outras criaturas. Isso seria praticamente impossível em todos as espécies. Disso infere-se que a espera no mundo espiritual por uma nova encarnação é muito maior nos animais superiores do que nos inferiores.

Logo, esse quase imediatamente me parece bem claro que o espírito não estava falando de todos os casos, porque a questão era sobre a evocações de animais.

Agora vamos falar do problema das relações com outras criaturas.

Bem, se o amigo mesmo disse que os espíritos dos animais ficam  em um local específico sob a tutela de Espíritos responsáveis por sua guarda aguardando para serem encarnados, não há duvidas de que existe uma relação de espíritos de animais com espíritos humanos aqui, isso está claro, porque enquanto eles aguardam, eles estão sob a tutela de outros espíritos que cuidam deles, ou seja, estão se relacionando uns com outros. Aqui surge milhares de questionamentos, como por ex, se o espírito de um cão, enquanto aguarda por uma encarnação, está sob a tutela de espíritos humanos, esses espíritos humanos estão impedidos de dar um passeio com um desses espíritos de animais que estão sob a tutela deles, ou é como uma prisão onde os espíritos dos animais não podem sair?

Se, por ex, eles quisessem levar o espírito do cão para fazer uma visita à casa onde o cão era cuidado, eles podem ou não podem? Tempo eles tem, como o amigo mesmo disse.


Como pode vê amigo, cada vez que examinamos e desenvolvemos mais essa questão, mas discrepante fica a afirmação do espírito, provando que o que ele disse não se aplica a todos os casos.




2- Meu cão muitas das vezes se contorce e late enquanto dorme. Isso não quer dizer que ele está desdobrado e convivendo com outras criaturas no plano espiritual. Pode estar simplesmente se lembrando de algo que ocorreu no transcorrer do dia.


Um abraço


PSI       


Kardec chegou a conclusão de que o cão sonha depois de ter examinado diversos casos. Ou seja, não é simplesmente o fato do cão fazer esses gestos que comprovam que ele sonha. Há diversos fatores que corroboram com isso, como os casos de alucinações, a visão espiritual etc.



Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: HamLacerda em 06 de Abril de 2017, 16:06
Lendo a primeira edição do livro dos Espíritos encontrei mais uma questão que corrobora com a existência de espíritos de animais no mundo espiritual:

— Os animais seriam, acaso, encarnação duma ordem inferior de Espíritos que constitui no Mundo Espírita categoria à parte?

«Sim, e eles não podem exceder a um certo grau de perfeição.»
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: lconforjr em 17 de Abril de 2017, 18:11
Não entendo porq muitos estranham encontrar espíritos de animais no mundo espiritual, se eles são filhos de Deus como nós!
.
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: lconforjr em 20 de Abril de 2017, 20:38
Re: Reencarnação de animais
Ref resp #61 em: 19/04/17, às 18:51, de Alexandre1857

Conf (msg anterior): Não entendo porq muitos estranham encontrar espíritos de animais no mundo espiritual, se eles são filhos de Deus como nós!


Conf (msg atual): Segundo a filosofia espírita, qdo perdem o corpo material, eles tb estão lá, do mesmo modo que nós!

E pelo fato de o amigo Alexandre não os ter encontrado é óbvio que isso não significa que não estejam lá.

E como dizer que seria bastante fantasioso encontra-los lá? Será que existe um mudo espiritual para o PI dos homens e um mundo espiritual para o PI dos animais?!


Alexandre escreveu: E os animais maiores? E as baleias? Acaso seria suficiente a lagoa artificial da Jerusalém celestial?


Conf: meu querido amigo Alex, estamos falando dos espíritos dos animais, não da matéria que constituem seu corpos qdo encarnados.
.
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: Kazaoka em 21 de Abril de 2017, 02:56
A maioria de nós, quando desencarnamos vamos para o plano espiritual. E plano espiritual não é sinônimo de outro mundo. Plano espiritual não é, senão, o próprio ambiente terrestre visto e percebido com nossas percepções de Espíritos. Então é natural que todas as nossas percepções como Espíritos relate sobre tudo que é próprio deste mundo. Não é o mundo que muda, mas apenas o plano vibratório no qual nos movemos após nosso desenlace do corpo físico. Portanto, tudo o que os Espíritos relatam sobre o plano espiritual, na verdade, são relatos da natureza terrestre porém, vistos ou percebidos com as percepções de Espírito.
O que confunde o entendimento sobre os relatos dos Espíritos em relação à natureza espiritual é que nós mesmos confundimos plano espiritual com mundos superiores ou inferiores. Quando desencarnamos ficamos por aqui mesmo, e continuamos convivendo e percebendo as coisas próprias deste nosso mundo.
Título: Re: Reencarnação de animais
Enviado por: dOM JORGE em 03 de Janeiro de 2018, 19:45
                                                              VIVA JESUS!





             Boa-tarde! queridos irmãos.




                   Os Animais e a Reencarnação

 

Ernesto Bozzano, uma das maiores expressões do Espiritismo, publicou o livro “Os Animais têm Alma?” no qual relata cerca de 130 casos de manifestações metapsíquicas em animais. Gabriel Delanne e Herculano Pires, entre outros autores espíritas, também publicaram livros sobre o assunto, de onde se pode concluir que existe nos animais algo mais que o mero invólucro físico. Esse algo a mais já é sabido por aqueles que têm um animal de estimação. Independente mesmo de sua natureza, que pode ser doméstica como os cães, ou selvagem como os leões, todos têm espaço na vida e no coração de seus criadores.

No XI capítulo de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec aprofunda o estudo sobre a divisão dos reinos mineral, vegetal e animal. De acordo com o codificador, tal divisão sob o ponto de vista moral não deve ser estabelecida em três níveis, mas em quatro. Os grupos,

então, ficam assim divididos: minerais, compostos de matéria sem vida; plantas, que são dotadas de vitalidade; animais, possuidores de força vital e inteligência instintiva limitada, que os torna conscientes de sua existência e de sua individualidade e o homem, que seria o responsável pelo quarto grau, uma vez que reúne características dos animais e das plantas. Sendo assim, o domínio que o homem tem diante de outras classes deve-se à sua inteligência que, segundo Kardec, “lhe dá a consciência do seu futuro, a perfeição das coisas extra materiais e o conhecimento de Deus”.

A partir desse conceito, Kardec discute pontualmente sobre a essência da alma dos animais. É o que diz a questão 598 — “A alma dos animais conserva depois da morte sua individualidade e a consciência de si mesma? Resp.: Sua individualidade, sim; não, porém, a consciência do seu eu. A vida inteligente permanece em estado latente”. De acordo com a definição dos grupos acima, proposta pela Doutrina Espírita, verifica-se que os animais, além de agirem por seus instintos, também se demonstram livres em determinadas ações. A liberdade de ação que possuem, ainda que limitada, evidencia a presença de um princípio inteligente, que sobrevive à morte do corpo e, como todo ser vivo, reencarna para atingir um novo estágio de evolução. Nesse sentido, a reencarnação é uma consequência da bênção de Deus aos seus filhos, ou seja, a todos os seres vivos — sem distinção — para que evoluam e atinjam a perfeição.

Esse princípio inteligente, contudo, não pode ser comparado à alma humana, pois, apesar de preservar sua individualidade após a morte, ela não conserva a consciência. Essa

é a principal distinção entre os seres humanos e os animais. Depois de desligar-se do corpo, a alma animal (princípio inteligente), tão logo que desencarna, é, pelos espíritos responsáveis por essa tarefa, classificada a reencarnar quase que imediatamente.

Esse princípio não possui livre-arbítrio para escolher em qual espécie quer reencarnar, mas segue uma lei progressiva de evolução, porém, involuntária e definida por forças divinas.

O processo se repete sucessivamente, e o espírito animal vai de estágio em estágio até se tornar próximo dos humanos, como podemos observar, por exemplo, no princípio primitivo que são os macacos. Diante da percepção da individualidade e da natureza anímica dos animais, podemos concluir que as vibrações do amor e do carinho são sentidas por eles tanto em vida quanto no momento da morte. Por isso, mais do que nunca, nos conscientizemos de que é importante cuidar bem dos animais, sejam de estimação ou não.

 

___________

Bibliografia

 

KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro: CELD, 2011.

BENEDET, Marcel. Os Animais conforme o Espiritismo. São Paulo: Editora Mundo Maior, 2012.








                                                                                               PAZ, MUITA PAZ!