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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: HelenaBeatriz em 28 de Dezembro de 2009, 21:06

Título: A desinteligência do finge que não vê (Alamar Regis)
Enviado por: HelenaBeatriz em 28 de Dezembro de 2009, 21:06
A desinteligência do finge que não vê

A questão da evasão nos centros espíritas

 

“A fé só é inabalável, quando ela é capaz de encarar a razão, face a face, em qualquer época da humanidade”. Allan Kardec.

 

"Quando um determinado assunto está em discussão e há diversidades de opiniões, aquele que se aborrecer, se irritar e partir para a ofensa, com certeza é o que está sem a razão”. Este é o pensamento de Allan Kardec, colocado no livro “Viagem Espírita”.

 

Existem várias maneiras da gente identificar quem são aqueles comprometidos com o grande problema que enfrenta o movimento espírita, aqueles que praticam a intolerância, a prepotência, a presunção de serem os únicos conhecedores da doutrina, que tanto denunciamos em nossos artigos: Os que fogem do assunto, sob a vaga e frágil argumentação de que devemos nos ocupar com “coisas mais importantes”, envolvidos que estão na máscara da evolução espiritual de aparência, invariavelmente comprometidos seriamente com toda essa problemática que está fazendo tão mal ao Espiritismo.

Quem verdadeiramente tem conhecimento de causa, domina o assunto colocado em discussão, jamais foge de debater com quem quer que seja, assim como Kardec enfrentou o cético, o crítico e o padre, e enfrentaria qualquer um que se oferecesse para debater com ele, já que ele não se admitia, ridiculamente, travestido do manto da hipocrisia que finge essa superioridade espiritual, de fachada, que sempre se acha acima de tudo e de todos.

Difamar o articulista, o autor de livros, o médium que psicografa ou o palestrante que tem a coragem de trazer estes assuntos à baila, é uma das atitudes comuns naqueles sepulcros caiados que estão nas lideranças de algumas instituições espíritas, na mesma condição de cegos que se dispõem a guiar cegos.
(http://www.redevisao.net/fotoemail/cegoguiacego.jpg)

A direção de centro espírita que opta pelo expediente de proibir livros, proibir que palestrantes queridos pelo público façam palestras em sua casa, utilizar de expedientes de denegrir imagens de confrades junto aos freqüentadores da casa, está no mesmo nível dos governantes que abusam do seu poder e até recorrem às forças armadas do seu país para calar a imprensa, fechando emissoras de televisão, jornais e rádios, já que não têm base moral nenhuma para enfrentá-los com o instrumento da razão.

É preciso que os espíritas aprendam a identificar essas criaturas e que parem com essas manias de acharem que pessoas, pelo fato de estarem na direção de centros espíritas, necessariamente entendem mais de Espiritismo do que elas, conhecem mais a doutrina, tem afinidades especiais com os espíritos e, sobretudo, tenham base moral para apontar dedo pra quem quer que seja.

Muito pelo contrário, uma das coisas mais fáceis do mundo é alguém participar da diretoria de um centro (principalmente quando há pouca movimentação financeira), porque as pessoas mais qualificadas geralmente dizem que não têm tempo para se dedicarem à casa o quanto gostariam, vão saindo pela tangente e aí a direção termina sendo preenchida por “qualquer um”.

OBS.: Quando a instituição costuma aparecer na mídia, quando tem muita movimentação financeira, doações altamente GENERO$A$ ou oferece condições para dirigentes aparecerem na imprensa, aí a disputa por cargos é enorme e tem gente que até briga sério para fazer parte da diretoria, sem se importar com outros afazeres, com filhos estudando e com nada. Por que será, hem? Quem sabe?

É bom que se saiba que esse universo de “qualquer um” é constituído por pessoas que tem os mesmos problemas de qualquer um de nós, mulheres com conflitos terríveis em casa, com seus maridos e seus filhos, homens presunçosos e prepotentes, pessoas carregadas de traumas, pessoas frustradas, autoritárias, ciumentas, invejosas... enfim, com todas as imperfeições.

(http://www.redevisao.net/fotoemail/hugochavesrei.jpg)
Título: Re: A desinteligência do finge que não vê (Alamar Regis)
Enviado por: HelenaBeatriz em 28 de Dezembro de 2009, 21:09
Continuação...

Há pessoas que quando assumem a direção de um colégio, por exemplo, sentem-se na necessidade de ter que DAR ORDENS para os professores daquela escola, exercerem o seu rigor com os alunos e com todos, incessantemente, colocar-se na sua cadeira da sala da direção como se fossem majestades.

Tentam justificar esse tipo de comportamento como se fosse a preservação da disciplina, da ordem e da autoridade que tem que ser colocada, para não virar bagunça. Mas na verdade esse tipo de argumentação é apenas uma máscara para esconder frustrações e inferioridades espirituais que precisam de algo para dizer a si mesmo: “Eu mando, em alguma coisa”, “Eu mando em alguém”, “Eu tenho autoridade”, “Eu dou ordens”, “Muitas pessoas obedecem a mim”... e por aí vai.

A Psicologia tem estudos profundos em cima desse tipo de pessoas e consegue identificar muito bem a suas causas e os seus efeitos.

No centro espírita acontece exatamente a mesma coisa, e com agravantes.

O médico arrogante, com esse mesmo tipo de problema, por exemplo, pelo menos tem que ter a formação em Medicina para poder assumir a direção do hospital e sair dando ordens aos outros médicos, aos enfermeiros, aos funcionários e até descarregando em cima dos pacientes, (é um imbecil também, mas pelo menos fez um curso superior) mas o dirigente de centro espírita não precisa ter formação nenhuma, não precisa ter currículo, não precisa ter competência, não precisa ter habilitação nem qualificação nenhuma. Basta que tenha “humildade” da boca para fora, bondade de aparência, do tipo que saia dizendo “muita paz” pra todo mundo, diga que o silêncio é uma prece, concorde com tudo que os eternos donos da casa fazem, seja submisso a esses caciques e pronto. Estará na direção.

- “Eu nunca li o livro XYZ, mas já que todo mundo aqui no meu centro diz que é anti doutrinário e que é contrário à doutrina, eu, necessariamente, tenho que também sair dizendo pra todo mundo que ele é anti doutrinário”.

- “Estão dizendo que o famoso médium Fulano escreveu um livro com pontos polêmicos e que anda fazendo citações polêmicas nas suas palestras, eu tenho também que sair falando mal dele, mesmo sem ter lido nenhum livro dele, só porque ESTÃO DIZENDO”.

Gente que é assim, não tem sustentação moral e nem equilíbrio para estar a frente de instituições que representam uma doutrina do nível elevado, como é a doutrina espírita. É muita responsabilidade, gente, assumir cargo de direção em um centro.

É por isto que sugiro sempre:

 

Vamos reagir contra os despreparados dirigentes espíritas!!!!

Pelo bem do Espiritismo!

 

Não aceite, em hipótese alguma, que a direção do centro onde você freqüenta, determine que nunca mais fará palestra na casa, aquele expositor que você e todos os demais freqüentadores da casa adoram, gostam da sua didática e do seu estilo de comunicação e nem fiquem calados quando proibirem livros do autor A ou do autor B na livraria.

Primeiro porque ela não tem conhecimento e nem nível de discernimento especial, acima do seu e dos demais freqüentadores, para determinar o que é e o que não é Espiritismo, para fazer todo mundo de idiota, impondo a sua “otoridade” sem ter que dar satisfação a ninguém.

(Quero deixar bem claro que eu, como expositor, não me preocupo com este tipo de problema porque, em que pese alguns dirigentes não quererem ouvir falar no Alamar, nem pintado de ouro, a quantidade de convites para palestras que recebo é enorme. Eu que não consigo dar conta, o quanto gostaria. Falar nisso, não consigo nem saber mais o que é fazer uma palestra e não ver o público aplaudir de pé. Desculpem, mas não sou adepto da falsa humildade).

Gente! Quando o expositor é ruim, é anti didático, daquele tipo de dá sono, porque é sem graça demais, vive falando besteiras nas suas palestras, não tem conteúdo, colocações contraditórias à doutrina e não tem condições de ocupar a tribuna de um centro, não precisa a diretoria da casa arbitrar o seu afastamento não, o próprio povo não agüentará e ele, automaticamente, terá que se afastar porque não tem quem agüenta.
Título: Re: A desinteligência do finge que não vê (Alamar Regis)
Enviado por: HelenaBeatriz em 28 de Dezembro de 2009, 21:12
Final...

(http://www.redevisao.net/fotoemail/estevaocamolesi.jpg)Agora vejamos um expositor, como o extraordinário Estêvão Camolesi, (foto ao lado esquerdo, tá careca agora). Um dos maiores expositores espíritas do mundo, com um conteúdo extraordinário, uma didática de primeira e uma oratória maravilhosa, ser boicotado do jeito que é em um grande número de centros espíritas do Brasil. Isto é uma vergonha!!! como diz o Boris Casoy.(http://www.redevisao.net/fotoemail/boriscasoy2.jpg)

Falar em Estêvão Camolesi, hoje ele é vereador, em São Bernardo do Campo, SP, com excelente votação. Ministra curso em grandes empresas e é queridíssimo pelos que o assistem.

Ele fala naquele estilo parecido com o Divaldo, coisa que muitos espíritas odeiam.

Falar nisto, eu gostaria de saber: por que muitos espíritas chegam a ter tanta raiva de pessoas, a ponto até de odiar, só pelo fato de adotarem um determinado tipo de oratória?

O que é que o bom senso recomenda como sendo relevante, a forma ou o conteúdo?

É claro que cópia tem valor de cópia e original tem valor de original, mas é preciso que estabeleçamos limites, em determinadas situações.

Divaldo, para mim, é um ídolo, é um professor, é um mestre com quem aprendi muito e, pra variar, é meu querido amigo com quem tenho uma excelente relação e estamos sempre em contato; todavia o Estêvão, que adota a mesma oratória dele, tem conteúdo próprio e um conteúdo de primeira qualidade, que tem agradado a platéias gigantescas e onde quer que ele fale, é sempre aplaudido de pé.

Por que essa raiva? O que justifica essa raiva?

Queiram ou não, espírita que tem esse tipo de comportamento é um energúmeno, principalmente quando investido no cargo de dirigente de centro, precisa conhecer mais a doutrina e ler o Evangelho 3 vezes por dia, ou 30 vezes, pra ver se equilibra.

Eu espero que todos entendam esta minha luta contra essa coisa horrorosa que vem acontecendo no movimento espírita, desde os tempos de Kardec, e que não acaba nunca, exatamente por causa de um sério problema que existe dentro disto, que é a porcaria da falsa humildade. Ninguém quer falar nada, todo mundo se cala, todo mundo quer dar uma de bonzinho e de evoluidinho, com essa conversa boba de que não devemos falar das coisas ruins e, por conta dessa omissão, os falsos profetas, os hipócritas e os aproveitadores se aproveitam, já que não são incomodados e podem agir a vontade.

Experimente deixar a privada da sua casa entupida, porque não devemos nos importar com porcarias, pra ver como vai ficar o seu lar.

Gente. Em casa que não é limpa, as baratas, as moscas e os ratos aproveitam para fazer seus ninhos e de lá não sairão. É o que está acontecendo em nosso movimento espírita, onde ninguém quer limpar nada, ninguém quer varrer, ninguém quer espanar e as pragas vão se acomodando.

É preciso rever esses conceitos malucos, pelo bem da nossa Doutrina.

Mas, pra nós aqui, estes meus artigos estão surtindo um efeito que você não tem idéia, haja vista a quantidade de retornos que eu recebo, de tudo quanto é canto, até da Europa, de gente que ta criando coragem para abrir a boca e estão promovendo mudanças mesmo, mas mudanças bastante interessantes.

Para a reflexão de todos.

Beijão a todos e FELIZ ANO NOVO.

Alamar Régis Carvalho

alamar@redevisao.net

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