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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: Ignarus em 06 de Outubro de 2010, 16:29

Título: A Caridade, Paulo e a Doutrina Espírita
Enviado por: Ignarus em 06 de Outubro de 2010, 16:29
A Caridade, Paulo e a Doutrina Espírita

O que é a caridade? Seria darmos esmolas, levarmos comida aos necessitados, comprarmos uma rifa beneficente? Fazer isso nos daria a consciência tranquila do dever cumprido como cristãos?

Paulo, nesta passagem, mostra aos cristãos de Corinto que a caridade é algo muito mais profundo e importante do que apenas darmos o que nos sobra aos carentes. Embora isto também seja um ato caritativo, mas não resume a grandiosidade desta virtude.


"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine".

Este trecho é um alerta a todos os que são oradores ou qualquer um que fale dos ensinos divinos. De nada adianta ser belo na palavra e pobre de ações. O exemplo de mudança íntima, de luta constante contra as imperfeições, deve fazer parte da vida dos que se dedicam a divulgar a mensagem cristã. Conheceremos se a árvore é boa pelos frutos, alertou Jesus. Caso contrário, a palavra será como o sino que tine, ou seja, fará muito barulho e chamará a atenção, mas não modificará os corações e inteligências a que é direcionada.

"E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria."

Ter conhecimento espiritual não faz do ser um indivíduo caridoso. É Jesus mesmo que se diz agradecido a Deus, por haver escondido os mistérios divinos dos sábios e os revelado aos simples (Mateus, cap. XI), referindo-se ao sentimento e à fé nos ensinamentos espirituais. A mediunidade e o entendimento das Leis do universo dão sim ao ser maior responsabilidade frente à vida, e de posse disso devem seus detentores modificar suas condutas e buscar a humildade.

A fé também não é sinônimo de caridade, pois sem obras é morta, segundo o apóstolo Tiago, em sua Epístola, cap. II, vers. 17. Com a afirmativa de que por mais fé que tivermos em Deus e em nossas próprias forças nada seremos se não tivermos a caridade, Paulo chama a atenção dos religiosos em geral. Muitos de nós acreditamos que a crença inabalável é porta aberta para ajuda do Alto. Porém, se não nos ajudarmos, praticando aquilo em que cremos através do bom exemplo, qual a vantagem de possuir fé?

Continua...
Título: Re: A Caridade, Paulo e a Doutrina Espírita
Enviado por: Ignarus em 06 de Outubro de 2010, 16:30
Continuação.

" E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria".

Dar esmolas e acabar com a necessidade material do próximo é muito importante. Mas preciso é alertar às pessoas que tudo depende da intenção. Se fizermos a doação material com o objetivo de aparecermos aos outros, ou então para aliviarmos nossa consciência, estaremos nos enganando. Além disso, corremos o risco de ajudar ao necessitado, mas humilhá-lo ao mesmo tempo, com um ar de superioridade que o ferirá. A doação desinteressada deve brotar da compreensão da Lei de Deus, tornando-nos irmãos de quem ajudamos e tendo como único fim o amparo e alívio do sofredor.

Ainda neste trecho, Paulo instrui de que nada adianta nos auto-flagelarmos, com o intuito de mostrarmos para quem nos vê que somos crentes em Deus. Mais importante que castigar o corpo, com privações e sofrimentos, é sufocar as más tendências, verdadeiras mães de nossas desgraças.

"A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; não trata com leviandade; não se ensoberbece".

O apóstolo mostra que a verdadeira caridade traz a resignação, que é o entendimento das dificuldades da vida como obstáculos a serem vencidos, objetivando o progresso espiritual. Alia a bondade para com todos, independente do momento, pois a vingança e o ódio corroem o sentimento e turbam os sentidos racionais, enquanto o perdão enobrece o ser. Diz ainda que a prudência deve fazer parte de quem busca a caridade, pois ser leviano traz consequências inesperadas, e o orgulho do homem pode contribuir para o afastamento de Deus.

"Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal. Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade".

Em um mundo onde o que mais vale é a satisfação pessoal, mesmo em detrimento da paz alheia, a caridade busca decência e fraternidade. O público precisa ser levado a refletir sobre de que adianta levarmos vantagem em tudo se alguém estiver sofrendo com isso? Com certeza, esta dor do próximo será revertida em desespero, rancor, violência, que mais cedo ou mais tarde, acabará voltando-se contra nós mesmos, nossos filhos ou amigos.
Irritar-se é a melhor forma de perdermos a razão, por isso a paciência e a sensatez fazem parte da caridade, levando o homem a pensar antes de agir. Assim, devemos lembrar ao assistente que a justiça irá se fazer mais presente em nossa sociedade, libertando os seres das mentiras e intrigas que envolvem interesses pessoais. É a verdade prevalecendo, e só ela pode nos libertar da ignorância, disse Jesus.

"Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta".

Tudo tem sua hora. Saber esperar é próprio da caridade. Quando o ser amplia sua visão além da vida material, vê no horizonte a luz necessária para manter-se animado e vivo. Busca na sabedoria cristã o esclarecimento para suas dúvidas, deixando de lado o desespero. É o caminho do equilíbrio proporcionado pela caridade.

"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade. Mas a maior destas é a caridade" ( Paulo, I Coríntios, cap. XIII, vers. 1 ao 13).

Mudança íntima, humildade, obras, exemplo, doação desinteressada, resignação, bondade, perdão, prudência, decência, razão, tranquilidade, sabedoria, justiça, amor ao próximo como a si mesmo. Agora é o momento de mostrar ao assistente o que verdadeiramente Paulo diz sobre o que é a caridade: um conjunto de atributos morais e intelectuais, que fará do Espírito ser dono de seu próprio destino.

A fé e a esperança, indispensáveis para uma existência sensata e confiante, são assessoras da caridade, que será o sentimento principal a ser buscado pelo homem de bem, libertando de seu egoísmo e encaminhando-o para o Reino de Deus.

"Todos os deveres do homem se encontram resumidos na máxima: Fora da caridade não há salvação (Allan Kardec, Evang. S. Esp., cap.XV, item 5).

 Diferente de outras religiões que colocam como essencial para a salvação (entenda-se liberdade com conhecimento) a frequência exclusiva em suas fileiras, a Doutrina Espírita mostra que o que interessa é a prática da caridade, seja ela feita em que religião for. Jesus nunca disse que esta ou aquela doutrina deveria ser seguida. Mas sim, resumiu a Lei e os profetas em: Amar a Deus sobre tudo e ao próximo como a si mesmo. Este é o lema do Espiritismo:

"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações". (Allan Kardec, E.S.E., XVII, 4).

Nem Paulo, nem Jesus e muito menos a Doutrina Espírita quer que sejamos santos. Os Espíritos superiores sabem de nossas limitações e os ensinamentos cristãos são exatamente para ajudar-nos a superá-los. O que se espera do verdadeiro espírita, ou cristão, que têm o mesmo sentido, é o esforço constante em analisar-se moralmente. E sempre que se perceber fora dos atributos que constituem a caridade, que erga a cabeça, recomece novamente o caminho, sem desesperos ou pressa, mas a passos firmes e corajosos.
 **************

Abçs
Título: Re: A Caridade, Paulo e a Doutrina Espírita
Enviado por: mecame em 06 de Outubro de 2010, 16:59
O amor é a chave para todos os mistérios. Nós chamamos de amor algo muito grande que não temos acesso, pois é muito grandioso, eterno, infinito e sublime. Não temos acesso a ao seu todo, mas dentro da nossa ignorância podemos compreender uma fagulha e até sentir esta fagulha tão microscópica deste sublimado sentimento que mantém a Existência viva. Paulo de Tarso disse que um dia veríamos como num espelho, porque hoje nós somos ainda crianças no espírito, mas assim como na terra eu era menino e fazia coisas de menino, pensava como menino e agia como menino, eu tornei-me homem e passei a fazer coisas de homem, pensar como homem e agir como homem, também um dia o meu espírito não será mais um espírito menino, então, eu conhecerei como sou conhecido e amarei como sou amado. A paz de Cristo a todos.

Título: Re: A Caridade, Paulo e a Doutrina Espírita
Enviado por: EmBuscaDaLuz em 06 de Outubro de 2010, 17:13
Maravilhosa sua postagem, meu amigo Ignarus...

As vezes pensamos estar fazendo caridade sem que o ato se revista do essencial: a transformação do nosso sentimento, o amor em ação!!!
Título: Re: A Caridade, Paulo e a Doutrina Espírita
Enviado por: Mourarego em 06 de Outubro de 2010, 18:35
DA REvista Espírita Fevereiro de 1862

A Caridade
Eu sou a Caridade; sim, a verdadeira Caridade; não me pareço em nada com a cari-dade da qual seguis as práticas. Aquela que usurpou meu nome, entre vós, é fantasiosa, caprichosa, exclusiva, orgulhosa, e venho vos premunir contra os defeitos que delustram, aos olhos de Deus, o mérito e o brilho de suas boas ações. Sede dóceis às lições que o Espírito de Verdade vos faz dar por minha voz; segui-me, meus fiéis: eu sou a Caridade.
Segui-me; conheço todos os infortúnios, todas as dores, todos os sofrimentos, todas as aflições que assediam a Humanidade. Eu sou a mãe dos órfãos, a filha dos velhos, a protetora e o sustento das viuvas; eu trato das feridas infectas; eu cuido de todas as en-fermidades; eu dou as vestes, o pão e um abrigo àqueles que não os têm. Eu subo aos mais miseráveis sótãos, na humilde choupana; bato à porta dos ricos e dos poderosos, porque, por toda a parte onde vive uma criatura humana, há sob a máscara da felicidade amargas e cruciantes dores. Oh! Quanto minha tarefa é grande! Não posso bastar para cumpri-la se não vierdes em minha ajuda; vinde a mim: eu sou a Caridade.
Eu não tenho preferência por ninguém; não digo jamais àqueles que têm necessida-de de mim: 'Tenho meus pobres, dirigi-vos para outra parte". Oh! Falsa caridade, quanto mal fazes! Amigos, nos devemos a todos; crede-me! não recuseis vossa assistência a ninguém; socorrei-vos uns aos outros com bastante desinteresse para não exigir nenhum reconhecimento da parte daqueles que tiverdes socorrido. A paz do coração e da consci-ência é a doce recompensa de minhas obras: eu sou a verdadeira Caridade.
Ninguém conhece, sobre a Terra, o número e a natureza de meus benefícios; só a falsa caridade fere e humilha aquele que ela alivia. Guardai-vos desse funesto desvio; as ações desse gênero não têm nenhum mérito junto a Deus, e atraem sobre vós sua cólera. Só ele deve saber e conhecer os impulsos generosos de vossos corações, quando vos fazeis os dispensadores de seus benefícios. Guardai-vos, pois, amigos, de dar publicida-de à prática da assistência mútua. Não mais lhe deis o nome de esmola; crede em mim: Eu sou a Caridade.
Tenho tantos infortúnios a aliviar que, freqüentemente, tenho os seios e as mãos va-zias; venho vos dizer que espero em vós. O Espiritismo tem por divisa: Amor e Caridade,
e todos os verdadeiros espíritas virão, no futuro, se ajustar a este sublime preceito pre-gado pelo Cristo, há dezoito séculos. Segui-me, pois, irmãos, e vos conduzirei no reino de Deus, nosso Pai. Eu sou a Caridade.
ADOLPHE, Bispo de Argélia.
Título: Re: A Caridade, Paulo e a Doutrina Espírita
Enviado por: filhodobino em 06 de Outubro de 2010, 18:40
Amados Irmãos,
É tudo muito bonito,  cor de rosa, com bolinhas da mesma cor...
Mas... sempre esse danado mas...
Caridade em essência tem que  começar conosco mesmos, como disse Aristóteles antes de Cristo e Paulo, mas que o Espiritismo nos aponta (pelo menos a mim)... como de certa forma egocêntrica...tribalista...
Reflitam no ppt...anexo.
Saúde e Paz!
Título: Re: A Caridade, Paulo e a Doutrina Espírita
Enviado por: Cibele SAS em 06 de Outubro de 2010, 18:58
Olá amigos, esse assunto me atormenta um pouco e gostaria de expor o que se passa...
Quando era mais jovem, eu via na TV (e até ouvia história de amigos) de engajamento de pessoas como voluntários. Pessoas que se dedicam a ajudar doentes, vítimas de desastres etc. Meu sentimento sempre foi de que eu não era capaz de fazer trabalho voluntário, que eu não saberia o que fazer para ajudar pessoas em estado tão extremo de necessidade.

Depois que comecei a me instruir na Doutrina Espírita, inevitavelmente me deparei com essa questão mais fortemente. Eu me identifico com a citação que o amigo Ignarus fez:

"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações". (Allan Kardec, E.S.E., XVII, 4).

Mas me assusto com esta outra:
"Todos os deveres do homem se encontram resumidos na máxima: Fora da caridade não há salvação (Allan Kardec, Evang. S. Esp., cap.XV, item 5).

Não me sinto com forças para me doar mais, pois vivo procurando forças para viver com saúde e disposição para me sustentar com as dificuldades de quem sofre do mal do século: a depressão. Vivo bem, dentro de uma “normalidade” convencional, me sinto feliz por todas as bênçãos que acontecem em minha vida. Alcancei um equilíbrio emocional, mas minha energia é pequena. Preciso dormir cedo para me recompor. Tenho um emprego que é importantíssimo pra mim, pois moro sozinha e me sustento. Posso dizer que, ao conhecer a Doutrina Espírita, passei a ver o mundo com outros olhos e entendo que servir o outro às vezes pode ser apenas dar-lhe uma orientação, uma palavra de conforto e eu passei a ver o quanto palavras de conforto fazem bem às pessoas.

Atualmente, mesmo com vontade de fazer um trabalho voluntário em um orfanato ou em um asilo de idosos, eu tenho receio de me desestruturar emocionalmente. Tenho colegas que hoje vão a um orfanato entregar presentes, mantimentos e fazer uma festa (e fazem isso com frequencia, não só porque está próximo ao dia das crianças). Me deu vontade de ir, mas me sinto triste só de pensar em ver cada olhinho de criança que já sofreu tanto e tenho receio de me desestruturar emocionalmente ou simplesmente de não ter energia para estar lá. Não sei se irão entender o que é sentir isso, é como se eu perdesse forças, energia mesmo... e preciso descansar e dormir para conseguir levantar da cama e ir trabalhar.

Fico com a impressão de que um dia me sentirei capaz de me doar mais e participar de um trabalho voluntário, mas que tenho algum nível de caridade em minhas atitudes, porque eu pratico diariamente a gentileza, a paciência e a tolerância. Por enquanto, é o pouco que eu posso fazer.

Acho que a Caridade ainda é muito mal compreendida pelos homens. Vejo pessoas indo a orfanatos e gritando com a mãe, ou tratando mal um trabalhador porque a empresa que ele trabalha não prestou um bom serviço (aquela cena do passageiro batendo na cara de uma atendente de companhia aérea me entristece profundamente)

Com minhas dificuldades de ir além, tenho pelo menos a consciência de que vivo o amor na relação com minha família, amigos e os irmãos que passam por minha vida por curtos ou longos períodos.
Obrigada pelos “ouvidos”.
Que a paz esteja em vocês.
Título: Re: A Caridade, Paulo e a Doutrina Espírita
Enviado por: mecame em 06 de Outubro de 2010, 19:06
Irmãozinho Moura , o texto que o irmão postou é extremamente lindo. Amei, irmãozinho. Muita luz. A paz de Cristo a todos.
Título: Re: A Caridade, Paulo e a Doutrina Espírita
Enviado por: mecame em 06 de Outubro de 2010, 19:14
Irmãzinha Cibele, pelo relato que você faz de sua vida, eu gostaria de te dizer que você é luz para este mundo e é sal para esta terra. Seus sentimentos são fundamentais, irmãzinha. O que você sente é de extrema importância. Muito mais é importante o sentimento e a boa vontade do que a caridade feita sem amor. Teus sentimentos te conduzirão e te levarão sempre pelo caminho certo. Sua vida e seu trabalho são fundamentais para você e são bênçãos permitidas por Deus. Não se torture por neste momento não poder trabalhar praticamente com a caridade, tudo tem o seu tempo. Sinto nas suas palavras a doçura de um espírito que ama e deseja amar ainda mais. Um espírito que deseja praticar o bem. Deus te abençoe sempre. Seus sentimentos são lindos. A paz de Cristo a todos.
Título: Re: A Caridade, Paulo e a Doutrina Espírita
Enviado por: filhodobino em 06 de Outubro de 2010, 19:39
Então Irmãos,
A Caridade, Paulo e a doutrina Espírita...
Primeira caridade: Gracias a la vida...(mercedes sosa-Elis Regina), para com vc mesmo...
Paulo, para ser perfeito após a imperfeição...
Doutrina Espírita: a melhor... trabalho voluntário no limite de nossas possibilidades, em grupo, em sociedade, cumprindo e exigindo dos nossos governantes ação social...
Não se descurando principalmente dos seus e de vocês primeiro... nem do seu próximo que trabalha na caridade com o que tem... eu hoje só tenho para meu próximo, este teclado este fórum...para agir em caridade, além da minha boca e dos meus ouvidos em casa.
Saúde e Paz!
Título: Re: A Caridade, Paulo e a Doutrina Espírita
Enviado por: Ignarus em 08 de Outubro de 2010, 00:06
"Pedro e João iam subindo ao templo para rezar à hora nona. Nisto levavam um homem que era coxo de nascença e que punham todos os dias à porta do templo, chamada Formosa, para que pedisse esmolas aos que entravam no templo. Quando ele viu que Pedro e João iam entrando no tem polo, implorou a eles uma esmola. Pedro fitou os olhos, como trambém João, e lhe disse: 'Olha para nós'. E ele olhou com atenção, esperando receber deles alguma coisa. Pedro, porém, disse: 'Não tenho nem ouro nem prata, mas o que tenho, eu te dou: em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!'. E, tomando-o pela mão direita, levantou-o. Imediatamente os pés e os tornozelos se lhe firmaram. De um salto, pôs-se de pé e andava. Entrou com eles no templo, caminhando, saltando e louvando a Deus, Todo o povo o viu andar e louvar a Deus." - Atos 3:1-9

A caridade é o treinamento para se amar ao próximo. A verdadeira só pode ser aquela em que trocamos de lugar com o necessitado de qualquer ordem sentindo suas necessidades e doando o que temos a fim de amenizar, ao menos, o sofrimento. Muitos reclamam que nada tem para dar, no entanto, quem não tem uma palavra, uma oração, um abraço,? quem não tem um tempo para ficar simplesmente calado fazendo companhia para alguém em aflição?

Temos que ter algo material para dar para demonstrar nosso amor, nosso afeto, nosso interesse, nossa vontade em ajudar além da nosso boa vontade?

Mas tem uns que não tem tempo, outros não tem a palavra, uns não são capazes de abraçar, outros nem de andar. Mas alguns amam e ajudam a si mesmo e seus familiares, isso é muito importante, necessário e louvável, mas lembremos da assertiva que nos ensia o valaor do amor a quem nos ama.

Talvez, não tenhamos a capacidade de fazer levantar e andar os coxos das pernas, mas podemos apenas com um olhar fazer com que se levante os coxos da alma que vivem caídos no pessimismo, na depressão, na descrença, no ódio, no fanatismo, na desilusão  e etc...

Basta darmos o que temos! sejamos mudos, surdos, cegos, paralíticos, miseráveis materialmente e até ignorantes. Todos temos algo a dar, pois que, somos filhos de Deus herdeiros da Justiça, da Bondade e da Sabedoria.

Fora da Caridade não há Salvação! para os que se acham impossibilitados de praticá-la seja lá qual for o motivo!

Abçs
Título: Re: A Caridade, Paulo e a Doutrina Espírita
Enviado por: Ignarus em 08 de Outubro de 2010, 16:17
Amigos, não podemos esquecer que existem, nototiamente, dois tipos de comportamento diante da caridade:

1- os que tentam praticar a caridade ajudando a todos quanto possível, dando o que tem.

2- aqueles outros que sem atentarem para as suas potenciliadades, ficam na espera de uma ação caridosa que os liberte e que o possibilite para a pratica do bem.

Uns não ficam contando suas agruras diante das dificuldades e fazem o que podem e dão o que tem, afinal, todos tem algo que outro necessite. Pois assim é a Lei Divina.

Outros, esperam sentados à beira do caminho que uma fada madrina lhes apareça com uma varinha de condão e os tranformem de sapos em príncipes encantados e perfeitos para então caminharem e agirem. Tola ilusão de covardes e preguiçosos.

Nunca esqueçamos que o trabalho interno e exterior compete a todos.
Temos muito a dar, nem que seja somente o silêncio tolerante ou a palavra confortadora!
o olhar de ternura ou a lágrima de compaixão!
a oração  ou a mão colaboradora!

Abçs