Forum Espirita

GERAL => Arte Espírita => Tópico iniciado por: macili em 28 de Outubro de 2013, 16:51

Título: Arte Espírita
Enviado por: macili em 28 de Outubro de 2013, 16:51

(http://1.bp.blogspot.com/-P6-dapcdy8E/UnE4nIqafFI/AAAAAAAAOss/eMt6ESHw4DU/s500/arteespirita.jpg)






Arte Espírita






"Sim, certamente, o Espiritismo abre à arte um campo novo,

imenso e ainda inexplorado;


e quando o artista reproduzir o mundo espírita com convicção,

haurirá nessa fonte as mais sublimes inspirações [...]."





Allan Kardec  -  Obras Póstumas











Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 28 de Outubro de 2013, 17:49
(http://files.amelavras.webnode.com.br/200000544-8201782fb8/arte_capa.jpg)




1 - Arte


O que é a Arte?



(http://4.bp.blogspot.com/-z9hs2qGzHOk/T9u8WPbT5uI/AAAAAAAAkEg/7XSscRIItl4/s1600/th_w161030_03.gif)   "A arte pura é a mais elevada contemplação espiritual por parte das criaturas. Ela significa a mais profunda exteriorização do ideal, a divina manifestação desse "mais além" que polariza as esperanças das almas".


Emmanuel - O Consolador





(http://4.bp.blogspot.com/-z9hs2qGzHOk/T9u8WPbT5uI/AAAAAAAAkEg/7XSscRIItl4/s1600/th_w161030_03.gif)   O Espiritismo vem abrir para a arte novas perspectivas horizontes sem limites. A comunicação que ele estabelece entre os mundos visível e invisível, as informações fornecidas sobre as condições da vida no Além, a revelação que ele nos traz das leis superiores da harmonia e de beleza que regem o universo, vem oferecer aos nossos pensadores e artistas inesgotáveis temas de inspiração."


Léon Denis - O Espiritismo na Arte.





(http://4.bp.blogspot.com/-z9hs2qGzHOk/T9u8WPbT5uI/AAAAAAAAkEg/7XSscRIItl4/s1600/th_w161030_03.gif)  "As Artes não sairão do torpor em que jazem, senão por meio de uma reação no sentido das idéias espiritualistas."[...]


"[...] É matematicamente certo dizer que, sem crença as artes carecem de vitalidade e que toda transformação filosófica acarreta necessariamente uma transformação artística paralela."


Allan Kardec - Obras Póstumas




Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 28 de Outubro de 2013, 18:26
(http://1.bp.blogspot.com/_XkHr3zQI-Tk/TIjJTtXcVAI/AAAAAAAAA6g/utZ8X2Sol8Y/s1600/m%C3%BAsica1.jpg)




2  -  A  Arte Espírita



::::::::::::::::::::::::::::::



2.1   O que é a Arte Espírita e qual o seu objetivo?


A Arte Espírita é uma manifestação cultural dos espíritas que se propõem a aliar os princípios e valores éticos e morais do Espiritismo às manifestações artísticas em geral, por meio da arte-educação, a serviço do bem e do belo.  A Arte Espírita traduz os postulados espíritas em seu conteúdo, na finalidade e na intenção que inspirou o processo criativo e na nascente do coração que se propõe a servir.

A Arte Espírita tem por objetivo a divulgação da Doutrina Espírita, aliada ao entretenimento e à educação, à luz do Consolador prometido pelo Cristo.




::::::::::::::::::::::::::::::



(http://4.bp.blogspot.com/-z9hs2qGzHOk/T9u8WPbT5uI/AAAAAAAAkEg/7XSscRIItl4/s1600/th_w161030_03.gif)  "Assim como a arte cristã sucedeu à arte pagã, transformando-a, a arte espírita será o complemento e a transformação da arte cristã."

Allan Kardec - Obras Póstumas




(http://4.bp.blogspot.com/-z9hs2qGzHOk/T9u8WPbT5uI/AAAAAAAAkEg/7XSscRIItl4/s1600/th_w161030_03.gif)  "O Espiritismo irá depurar a arte que conhecemos e esta arte, depurada, será aquela inspirada nos ensinamentos da Doutrina Espírita." [...]

Espírito Rossini - Obras Póstumas




(http://4.bp.blogspot.com/-z9hs2qGzHOk/T9u8WPbT5uI/AAAAAAAAkEg/7XSscRIItl4/s1600/th_w161030_03.gif)  "[...] Oh! Sim, o Espiritismo terá influência sobre a música! Como poderia não ser assim? Seu advento transformará a arte, depurando-a. Sua origem é divina, sua força o levará a toda parte onde haja homens para amar, para elevar-se e para compreender. Ele se tornará o ideal e o objetivo dos artistas. Pintores, escultores, compositores, poetas irão buscar nele suas inspirações e ele lhas fornecerá, porque é rico, é inesgotável."

"Toda gente reconhece a influência da música sobre a alma e sobre o seu progresso. Mas, a razão dessa influência é em geral ignorada. Sua explicação está toda neste fato, que a harmonia coloca a alma sob o poder de um sentimento que a desmaterializa."


Espírito Rossini - Obras Póstumas



::::::::::::::::::::::::::::::



O impulso criativo do ser, que deseja buscar o Cristo, construindo a sua transformação moral, alicerçado nos conteúdos espíritas, provoca manifestações artísticas as mais diversas. Essas manifestações culminaram no surgimento de um segmento novo de trabalhadores espíritas, conscientes dos objetivos de sensibilização, evangelização, divulgação doutrinária, entretenimento e terapia, além de se observar a importância da utilização da arte como poderosa ferramenta pedagógica.

A Arte Espírita, na sua finalidade precípua de transformação interior, pode ser apresentada nos mais diversificados meios de comunicação tanto no meio espírita, quanto fora dele, alcançando a mídia, praças, palcos de auditórios, universidades, teatros, etc...




::::::::::::::::::::::::::::::
Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 30 de Outubro de 2013, 19:56
(http://portalmegaphone.com.br/press/wp-content/uploads/2011/11/pinturamedium.jpg)





(http://www.totalgifs.com/barrinhas/barra_musica.gif)





2.2 -  Em quais modalidades artísticas pode a Arte Espírita expressar-se?




(http://1.bp.blogspot.com/-58tgF7MiHkg/T9u7aMqeJrI/AAAAAAAAj3Q/uppG374lh3s/s1600/733016ee8et6bnmq.gif)  A Arte Espírita abrange todas as modalidades de arte que intentem expressar no seu conjunto a mensagem e os valores da Doutrina Espírita.

A veículação pode dar-se por meio de teatro, música, cinema, televisão, literatura, poesia e prosa, dança, pintura, desenho, arte digital, etc...





2.3 - Em quais circunstâncias podemos empregar a Arte Espírita?



As diversas modalidades de expressão artística podem ser estimuladas e desenvolvidas de uma maneira geral nos núcleos espíritas ou em eventos específicos, tais como:



(http://1.bp.blogspot.com/-58tgF7MiHkg/T9u7aMqeJrI/AAAAAAAAj3Q/uppG374lh3s/s1600/733016ee8et6bnmq.gif)  Na divulgação de conteúdo doutrinário nas atividades de evangelização infanto-juvenil (teatro infantil, fantoches, músicas, dança, literatura infantil, jogral, etc.);


(http://1.bp.blogspot.com/-58tgF7MiHkg/T9u7aMqeJrI/AAAAAAAAj3Q/uppG374lh3s/s1600/733016ee8et6bnmq.gif)  2. Nos eventos de confraternização para harmonizar e/ou alegrar o ambiente (coral, grupo de música, jogral/poesia, etc.).


(http://1.bp.blogspot.com/-58tgF7MiHkg/T9u7aMqeJrI/AAAAAAAAj3Q/uppG374lh3s/s1600/733016ee8et6bnmq.gif)  3. Na harmonização em palestras e eventos comemorativos (coral, grupos de música, dança, pequenas dramatizações, poesia, etc.);


(http://1.bp.blogspot.com/-58tgF7MiHkg/T9u7aMqeJrI/AAAAAAAAj3Q/uppG374lh3s/s1600/733016ee8et6bnmq.gif)  4. Nas reuniões de assistência espiritual com algum caráter comemorativo (palestra com arte, música, declamação de poesia);


(http://1.bp.blogspot.com/-58tgF7MiHkg/T9u7aMqeJrI/AAAAAAAAj3Q/uppG374lh3s/s1600/733016ee8et6bnmq.gif)  5. Nos eventos artísticos beneficentes para ajudar instituições espíritas nas suas necessidades financeiras (peças teatrais, grupos de músicas, etc.);


(http://1.bp.blogspot.com/-58tgF7MiHkg/T9u7aMqeJrI/AAAAAAAAj3Q/uppG374lh3s/s1600/733016ee8et6bnmq.gif)  6. Na divulgação da Doutrina Espírita para o grande público (cinema com temática espírita, peças teatrais, grupos de música, TV, Rádio, Internet, etc.);


(http://1.bp.blogspot.com/-58tgF7MiHkg/T9u7aMqeJrI/AAAAAAAAj3Q/uppG374lh3s/s1600/733016ee8et6bnmq.gif)  7. Nos eventos específicos para grupos de arte para troca de experiências, tais como mostras de arte e shows artísitcos;


(http://1.bp.blogspot.com/-58tgF7MiHkg/T9u7aMqeJrI/AAAAAAAAj3Q/uppG374lh3s/s1600/733016ee8et6bnmq.gif)  8. Em algumas atividades da casa espírita onde possa usar-se a música cantada ou instrumental, para fins de sensibilização e preparação do ambiente.




(http://www.totalgifs.com/barrinhas/barra_musica.gif)


Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 30 de Outubro de 2013, 20:44


(http://3.bp.blogspot.com/-TB-TGQjgxis/TaiFHxUbc6I/AAAAAAAAPyk/n608D88r8cA/s500/artefae2011_400.jpg)





(http://www.totalgifs.com/barrinhas/barra23%20(2).gif)





3 - A Formação de Grupos de Arte



As instituições espíritas que desenvolverem atividades artísticas precisarão promover a formação técnico-pedagógica-doutrinária de seus trabalhadores através da realização de estudos, oficinas, fóruns, participação em encontros, mostras de arte e cursos preparatórios, na busca do contínuo aperfeiçoamento da(s) área(s) de atuação. Tal investimento deverá sempre estar atrelado à proposta da educação pela arte e principalmente do conteúdo doutrinário, visto que o uso da arte apenas pela arte perde o seu propósito perante o ideal espírita.


Vale ressaltar que ao fazermos uso de atividades artísticas mediúnicas, precisaremos redobrar nossa atenção e cuidados pela exigência natural de preparo e disciplina, a exemplo das demais atividades, relevando-se sempre, nesses casos, a legítima auforia dos Espíritos.




(http://www.totalgifs.com/barrinhas/barra23%20(2).gif)



4 - O Trabalhador da Arte Espírita



"O artista verdadeiro é sempre o "médium" das belezas eternas e o seu trabalho,
em todos os tempos, foi tanger as cordas vibráteis do sentimento humano,
alçando-o da Terra para o infinito e abrindo, em todos os caminhos, a ânsia dos
corações para Deus, nas suas manifestações supremas de beleza, sabedoria,
paz e amor."

Emmanuel - O Consolador



Há que se distinguir os  "trabalhadores espíritas da arte"  dos  "artistas espíritas". Enquanto os primeiros, na qualidade de trabalhador da Casa Espírita, pautam-se pelos postulados espíritas no exercício constante de orientação, capacitação e qualificação, os segundos, caracterizam-se por profissionais do meio artístico, seguidores do Espiritismo e que, num impulso de generosidade, desejam participar do Movimento Espírita.

Os artistas profissionais espíritas, que produzem trabalhos com conteúdo moral edificante que visem garantir sua sobrevivência com direitos autorais direcionados para o mercado comum, podem até estar trabalhando na divulgação do bem, de maneira legítima e ética, entretanto não devem utilizar as organizações espíritas nem a rede de divulgação espírita para projetos de promoção e sustentação pessoal.

A promoção do bem, do belo, da harmonização, dos valores éticos, morais e da elevação da alma, com seriedade e responsabilidade, são caminhos que darão segurança e credibilidade, para que os resultados sejam colhidos pelas instituições promotoras e realizadoras dos projetos artísticos.

As produções individuais deverão ser acolhidas, desde que analisadas e ajustadas aos critérios e padrões estabelecidos com base na proposta espírita de construção do bem.

O artista, a exemplo dos demais trabalhadores, também passa por necessidade de reajustes e crescimento espiritual. Portanto, deve compreender que a arte na qual se desenvolve é oportunidade de estudo e equilíbrio no campo das emoções por intermédio do Evangelho de Jesus e das claridades trazidas pela Doutrina Espírita.

Cabe ao trabalhador da Arte Espírita conscientizar-se de que os trabalhos artísticos nos quais se acha envolvido são seara do Cristo em favor do próximo e dele mesmo.




(http://www.totalgifs.com/barrinhas/barra23%20(2).gif)


Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 30 de Outubro de 2013, 21:54
(http://dancaespirita.files.wordpress.com/2013/08/533960_447046322060988_1014795195_n.jpg?w=384&h=272)



5 - Recomendações



(http://www.totalgifs.com/barrinhas/68.gif)



Considerando-se que em se tratando de arte os conteúdos e interpretações podem ser subjetivos e que a arte pode ser individualista, levando-se em conta níveis pessoais de evolução como sentimentos, conhecimentos, inspirações, criatividades, gostos e preferências do artista e que, semelhante aos demais trabalhos realizados numa Casa Espírita, podemos encontrar em um mesmo grupo divergências conceituais quanto ao belo, o harmônico, o doutrinário, ou mesmo quanto a conveniências e outros mais;


Considerando-se que o produto artístico é uma interpretação sob a ótica individual do artista e que, em tese, tudo poderia vir a ser considerado como arte e, sendo espírita, receberia o rótulo de Arte Espírita.;


Considerando-se que sendo a arte, como as demais atividades desenvolvidas na Casa Espírita, um trabalho que expõe a Doutrina para a sociedade;


considerando-se o momento de estruturação por que passam as atividades de produção artística em todos os níveis do Movimento Espírita e a possibilidade de equívocos na divulgação do Espiritismo;


Considerando por fim o mandato recebido dos Espíritos Superiores, para que a Arte seja usada como instrumento de evangelização e de divulgação da Doutrina, prudente torna-se fazer-se as seguintes
Recomendações:



(http://www.totalgifs.com/barrinhas/68.gif)



(http://www.totalgifs.com/musica/novo41.gif)  1. Estimular/Incentivar a criação de grupos de trabalho que desenvolvam atividades ligadas às mais diversas manifestações artísticas;


2. Acolher/orientar os trabalhadores espíritas que possuam aptidão ou interesse em desenvolver obras de arte vinculadas à Doutrina Espírita;


3. Promover mostras/seminários/fóruns/congressos com as instituições de arte espírita existentes no Brasil, bem como, com as instituições espíritas que se destaquem pelo trabalho que realizam nas mais diversas manifestações artísticas com vistas a conhecer as suas experiências e coletar subsídios para a elaboração de projetos que incrementem e desenvolvam a arte espírita;


4. Promover o estudo do Espiritismo na Arte a partir do desenvolvimento de um plano pedagógico a ser elaborado em parceria com os trabalhadores da arte espírita representantes das Federativas Estaduais, bem como, dos artistas espíritas associados às instituições de arte espírita;


(http://www.totalgifs.com/musica/novo41.gif)  5. Propor e promover uma campanha nacional que estimule/oriente e incremente a arte nas instituições espíritas, em suas mais diversas modalidades e atividades;


6. Criar na estrutura organizacional da instituição um setor ou comissão para conhecimento e acompanhamento dos trabalhos artísticos, a fim de que a tarefa não fique somente sob a responsabilidade de uma pessoa ou do grupo artístico envolvido, e sim como uma produção coletiva do produto a ser apresentado;


7. Adotar medidas para que os dirigentes espíritas responsáveis pela promoção de evento com apresentação artística conheçam previamente e acompanhem a obra que será apresentada, evitando-se dessa forma, "surpresas constrangedoras" durante a exposição;


8. Evitar o uso da paródia (colocar conteúdo doutrinário em obras já consagradas do público não espírita). Há que se ter cuidado para não adoção de conduta considerada ilegal para com os direitos autorais, com a possibilidade, ainda, de remeter-se a outras sintonias bem diversas das que o momento exige, podendo envolver negativamente os desencarnados;


9. Avaliar com senso crítico a qualidade técnica e doutrinária do trabalho para apresentações dentro e fora da casa espírita, principalmente no meio não espírita. Lembrar que as pessoas envolvidas na arte, antes de serem artistas, são trabalhadores espíritas;


(http://www.totalgifs.com/musica/novo41.gif)  10. Envidar todos os esforços para que o grupo artístico esteja vinculado a, pelo menos, uma instituição espírita, para que não desenvolva suas atividades isoladas, sem o amparo espiritual, de retaguarda, de uma instituição e que os trabalhadores da Arte Espírita filiem-se às instituições, que, por sua vez, se filiarão às federativas e estas à FEB, buscando orientação, assessoramento, fomento e capacitação dos trabalhadores.


11. Promover o hábito do estudo doutrinário contínuo, da oração e da permanente avaliação da melhoria dos trabalhadores envolvidos em atividades artísticas, assim como nas demais atividades da Casa Espírita, considerando que os frequentes contatos com os aplausos, bajulações e elogios do público, podem, em alguns casos, converter-se em exaltação à vaidade, ao orgulho, ao personalismo e criar dificuldades de relacionamento na equipe de trabalho;


12. Redobrar, juntamente com o médium, os cuidados no caso de tratar-se de trabalhos artísticos mediúnicos. Deve o trabalhador dessa área ser detentor de conhecimentos relativos a seu preparo, consciência e responsabilidade, convicto de que a obra não deve ser comercializada em proveito próprio;


13. Procurar integrar os trabalhadores da arte espírita às demais atividades da casa espírita, colocando-lhes o talento e a criatividade a serviço dos objetivos doutrinários. Entender e divulgar que as produções artísticas são um meio e não um fim em si mesmas. Isso evitará o risco de se ter a atenção voltada às demonstrações meramente promocionais do artista, sem benefícios para o Movimento Espírita e para a divulgação do Espiritismo.


14. Envidar esforços para que os projetos relacionados à Arte Espírita sejam institucionais, garantindo assim maior segurança na execução dos objetivos propostos. Projetos pessoais demonstram a manifestação própria de cada um, restringindo-se a ângulos de visão. Não necessariamente representam a fidelidade do pensamento, da cultura e da Arte Espírita;


(http://www.totalgifs.com/musica/novo41.gif)  15. Visar sempre o fortalecimento do Movimento de Unificação e da qualidade do produto espírita. Para tal, compete a realização de gestões junto às instituições vinculadas ao Movimento Espírita, que apresentem trabalhos especializados, tais como as produtoras de audiovisual, editoras de obras literárias, distribuidoras e lojas estruturadas. Essas promoções objetivam divulgar as orientações espíritas quanto à estruturação, com a finalidade de integração às demais instituições espíritas e à rede de divulgação que permeia o Movimento;


16. Garantir que as produções promovidas, apoiadas e chanceladas pelo Movimento Espírita e pelas instituições especializadas, recebam tratamento jurídico adequado com relação às questões de direitos autorais, de forma que os recursos fluam para a finalidade de cobertura dos custos das produções artísticas, para a divulgação do Espiritismo e para a criação e manutenção de projetos sociais, resguardando-se a sustentabilidade da instituição;


17. Deliberar para que a utilização da Arte Espírita na divulgação do Espiritismo, fora da Casa Espírita, receba tratamento técnico e estético, profissional, adequado às mídias que serão utilizadas;


18. Buscar preservar a fidelidade doutrinária seja qual for a modalidade artística escolhida, para, dessa forma, atender aos propósitos da Arte Espírita, quais sejam promover o bem, o belo, a harmonização, os valores éticos, morais e a elevação da alma;


19. Acompanhar as ações operacionais e as definições em nível de atuação das instituições envolvidas;


(http://www.totalgifs.com/musica/novo41.gif)  20. Recomenda-se especial atenção quanto aos direitos autorais, no que se refere a CD, DVD, de músicas, peças de teatro etc., sendo necessário que se firme Termo de Cessão de Direitos Autorais relativos à Publicação e Veiculação de Obra Literária Artística, que pode ser gratuito ou oneroso (dispondo percentual em favor do autor ou obra social or ele indicada), cujo termo deve seguir o disposto no art. 5º, inc. XXVII da Constituição Federal do Brasil/1988 e os artigos 5º, inc. I, IV; 7º, inc. VII; 29º, inc. I, V, VII, VIII, alíneas b, d, e, f; 30º e 81º da Lei nº 9.610 de 19 de fevereiro de 1998 que consolida a legislação sobre direitos autorais.[/font]




(http://www.totalgifs.com/barrinhas/68.gif)


Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 30 de Outubro de 2013, 23:55
(http://1.bp.blogspot.com/-YsSUGksnY9k/TkQqk-0zY3I/AAAAAAAAA0w/pwl_Zs95hJU/s470/ARTE%2B%25C3%2581%2BLUZDOESPIRITISMO.jpg)





6 - Mensagem



(http://www.totalgifs.com/musica/a.gif)




Perante a Arte




"E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os vossos corações
e os vossos sentimentos em Cristo Jesus."
- Paulo  (Filipenses, 4:7.)



Colaborar na Cristianização da Arte, sempre que se lhe apresentar ocasião.
A arte deverá ser o Belo criando o Bem.

Repelir, sem crítica azeda, as expressões artísticas, torturadas que exaltem a animalidade ou a extravagância.
O trabalho artístico que trai a Natureza nega a si próprio.

Burilar incansavelmente as obras artísticas de qualquer gênero.
Melhoria buscada, perfeição entrevista.
Preferir as composições artísticas de feitura espírita integral. preservando-se a pureza doutrinária.
A arte enobrecida estende o poder do amor.

Examinar com antecedência as apresentações artísticas para as reuniões festivas nos arraiais espíritas, dosando-as e localizando-as segundo as condições das assembleias a que se destinem.
A apresentação artística é como o ensinamento: deve observar condições e lugar.




André Luiz - Conduta Espírita - Psicografia: Vivaldo Vieira




(http://www.totalgifs.com/musica/a.gif)




7 - Referências



DENIS, Léon. O Espiritismo na Arte. Rio de Janeiro: Arte e Cultura, 1990.
KARDEC, Allan. A gênese: os milagres e as predições segundo o Espiritismo. Trad. de Guillon Ribeiro da 5 ed. francesa. 48. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Cap. 1, it. 55.
______, O livro dos espíritos: princípios da Doutrina Espírita. Trad. de Guillon Ribeiro. 86. ed. Rio de Janeiro: FEB. 2005. Q. 566 e 625.
______, O livro dos médiuns ou guia dos médiuns e dos evocadores. Trad. de Guillon Ribeiro da 49. ed. francesa. ed. Rio de Janeiro, FEB, 2005. it. 137.
______, O que é o Espiritismo: noções elementares do mundo invisível, pelas manifestações dos Espíritos. 52. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Cap. 1: Espiritismo e Espiritualismo.
______, Obras póstumas. Traduzida da 1. ed. francesa por Guillon Ribeiro. 37. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. p. 157 e 158.
VIEIRA, Waldo. Conduta espírita. Pelo Espírito André Luiz. 29. ed. Rio de Janeiro: FEB. 2006.
XAVIER, Francisco Cândido. O consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 26. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Q. 161.
______, Fonte viva. Pelo Espírito Emmanuel. 33. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Cap. 57.
______, Os mensageiros. Pelo Espírito André Luiz. 41. ed. Rio de Janeiro: FEB. 2004. Cap. 32.
______, Sinal Verde. Pelo Espírito André Luiz. São Paulo: Petit, 2004. Pref. de Emmanuel.





(http://www.totalgifs.com/musica/a.gif)




8 - Comissão da Arte Espírita  (Novembro de 2009 - 2010)



1. Fábio Peluso - Representante do ICEB e Clube de Arte
(fabiopeluso@clubedearte.org.br)

2. José Raimundo de Lima - Representante da Região Nordeste
(joseraimundodelima@hotmail.com)

3. Marcus Azuma - Representante da Região Sul (azumapanda@gmail.com)

4. Marisa Priolli dos S. Fonseca - Rep. Conselho Superior da FEB
(marisa.priolli@uol.com.br)

5. Marival Veloso de Matos - representante da Região Centro (uembh@uembh.org.br)

6. Rogério F. da Silva - Representante da ABRARTE (rogerio@neartes.org.br)

7. Sandra Farias de Moraes - Representante da Região Norte
(sandra.moraes@pmm.am.gov.br)




Fonte: Federação Espírita Brasileira - FEB
           Conselho Federativo Nacional - CFN
           Arte Espírita - Elaborada pela Comissão sobre Arte Espírita
           Texto aprovado em caráter experimental na Reunião Ordinária do CFN,
           em novembro de 2010
           Brasília 2010
           http://www.febnet.org.br/ba/file/CFN/Arte.pdf




(http://www.totalgifs.com/musica/a.gif)


Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 31 de Outubro de 2013, 16:00
(http://2.bp.blogspot.com/-kd1IRJ2N0lk/VcP7FZSbLQI/AAAAAAAAD5o/C3aH9IoneVE/s400/IMG_20150806_084230330.jpg)




Beleza, Natureza e Artes




(http://lh6.ggpht.com/_VuebZCmTtb0/S7T3jR0Y3DI/AAAAAAAAACM/Yw2F6-SrstI/s128/f15.png)



Que é a beleza?

- É o que agrada ao espírito e encanta os olhos.



Por que o que é belo é o que agrada ao espírito e aos olhos?

- Porque o belo é conforme a natureza, como a natureza, a seu turno, é conforme a ideia divina, que é seu modelo eterno.



A natureza é, então, eterna?

- A natureza é o efeito; somente a causa é eterna: é Deus.



Deus é, pois, o autor da natureza?

- Sim; por toda parte encontramos seu poder, sua inteligência, seu amor e o reflexo de sua beleza.



A natureza é, então, o reflexo de Deus?

- Sim, é um transparente sob o qual se descobre Deus; cada um dos fenômenos da natureza é o símbolo de um pensamento divino.



Como acontece que tão poucos homens vejam a natureza dessa maneira?

- Porque o maior número dos homens olha essas coisas com a visão fatigada pelo hábito ou falseada pela paixão. O homem que guardou a mocidade do coração e a pureza do olhar vê a natureza e a vida na verdadeira luz. Foi nesse sentido que Jesus disse: “Felizes os corações puros, porque verão a Deus.” e ainda: “Se vosso olhar é simples, todo o vosso corpo será iluminado.”



A natureza é, então, a expressão da beleza?

- Sim, a natureza é o primeiro fato estético que se impõe ao nosso pensamento e aos nossos olhares. É a regra impecável, o modelo onde as artes encontrarão sempre a medida de sua inspiração.



Como o homem exprime a beleza da natureza?

- Pelas artes.



Que são as artes?

- As artes são a expressão material dos três elementos que constituem a beleza: isto é, a ideia, a forma e a vida.



Onde busca o artista a ideia ou, antes, o ideal de suas obras?

- Na contemplação interior de uma beleza incriada, entrevista como uma miragem da beleza eterna, que é Deus visto em suas obras. É essa visão interna que se chama: concepção do gênio e inspiração.



O artista não deve, então, imitar simplesmente a natureza?

- Sim, mas não deve ser copista servil, como o pretende a escola dita realista. Deve somente emprestar-lhe as formas sensíveis, os sinais materiais necessários para dar corpo ao ideal que está nele. Quanto mais um artista se aproxima do ideal, mais exprime a realidade; da mesma forma que, quanto mais se aproxima de uma alma, melhor se possui e se conhece o homem por completo.





(http://lh6.ggpht.com/_VuebZCmTtb0/S7T3jR0Y3DI/AAAAAAAAACM/Yw2F6-SrstI/s128/f15.png)




Retirado do livro Síntese Doutrinária – Léon Denis
Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: dOM JORGE em 07 de Novembro de 2013, 07:57
                                                                   VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.




                       A ARTE NO ESPIRITISMO



     A arte no espiritismo é um tema o qual nos remete a um mundo novo e complexo elaborado e/ou intuído pelos espíritos. Em O Livro dos Médiuns[1] encontramos que o gosto pela arte é intuitivo e leva o homem a busca de inspirações.

     Vamos nesse artigo mostrar um pouco das variedades de artes e alguns dos médiuns que a usam (ou usaram) no meio espírita. Antes de tudo  devemos entender o que é “Arte[2]”, sua definição mais simples seria de uma atividade humana ligada a manifestações de ordem estética ou comunicativa, realizada a partir da percepção, das emoções e das ideias, com o objetivo de estimular essas instâncias da consciência e dando um significado único e diferente para cada obra. A arte possui grande variedade de meios e materiais, como a pintura, a escrita, a música, a dança, a fotografia e etc; sobre esse prisma a arte no espiritismo é aquela que foi idealizada total ou parcialmente por um médium em contato com espírito(s).

     No espiritismo ao se falar em arte, seria impossível não citar nomes de ícones como Léon Denis, Chico Xavier, Divaldo Franco, Raul Teixeira, Dora Incontri, Yvonne Pereira, Carlos Bacelli, Eurípedes Küll e tantos outros que através da à arte da escrita, nos brindando com livros maravilhosos, dando evidencias das famosas “Psicografias”[3].

     Os livros e artigos tão conhecidos no espiritismo, são obras que corroboram com o Movimento Espírita desde os primórdios a exemplo temos o Sr. Thomas P. James (1873), um humilde operário que psicografou a conclusão de o romance inacabado “O Mistério de  Edwin Drood” de Charles Dickens[4](1812-1870),dessa forma pode-se dizer que Thomas P. James foi o precursor do fenômeno líteromediúnico;  outro caso que podemos exemplificar é o de  “Raymond”, filho do cético pesquisador psíquico, sir Oliver Lodge[5], que morreu na Primeira Guerra Mundial (1915), mas transmitiu diversas mensagens   através da médium Glads Osborne Leonard (1882-1960) , que fez a famosa obra “Raymond” traduzida por Monteiro Lobato[6].

     Outro caso nos fenômenos psicográficos é o de Fernando de Lacerda[7] (1865-1919), que escrevia, em prosa e em verso, intuído pelos escritores clássicos de Portugal, em 1908 lançou seu primeiro livro: “Do País da Luz” que logo tornou-se um Best -Seller”.

     Na arte escrita, temos também  os pesquisadores como: Camille Flammarion (1842-1925), Gabriel Delanne(1857-1926), Carlos Torres Pastorino (1910-1980), J. Herculano Pires (1914-1979), Euripedes Küll[8], Jorge Andréa,[9] e tantos outros que contribuem como norteadores de estudos na área filosófica e cientifica da Doutrina Espírita.

     Na musica, temos diversos artistas que usam da mediunidade para divulgar a doutrina espírita, como exemplo recente podemos citar meu amigo Merlânio Maia[10], o qual faz sucesso em todo o Brasil com suas poesia e musicas.

     Retroagindo no tempo, temos a médium inglesa Rosemary Brown (1916-2001), conhecida pela  psicomusicografia, deixando vários volumes de partituras originais com estilo próprio de  compositores  ilustres já falecidos  há muitas décadas como Frédéric Chopin (1810-1849), Franz Liszt (1811-1886), Ludwig van Beethoven (1770-1827).

     Ao se falar em arte no espiritismo é essencial  falar de Psicopictografia[11], onde se destaca Luiz Antonio Gaspareto[12] que desde os treze anos  faz eximias pinturas com as mãos ou com  os pés, além de Gaspareto outros médiuns Psicopictografos mostraram sua arte : Madge Gill (1882-1961)  Raphaël Lonné (1910-1989)  Hélène Smith (1861-1929)  - Laure Pigeon (1882-1965).

    Mantendo esse foco damos ênfase ao senhor Augustin Lesage (1876-1954), um minerador simples de quase nenhuma cultura; uma noite de 1911, tinha 35 anos, enquanto trabalhava no fundo da mina, muito assustado, ouviu uma voz que lhe anunciava: “Um dia serás pintor!”. No ano seguinte iniciou-se no espiritismo, participando em sessões mediúnicas. No decurso de uma delas, numa presença que atribuiu à pessoa da sua falecida irmã Maria que falecera com três anos, começou a executar desenhos automáticos. Dessa vez foi por escrita automática, e por sua própria mão, que recados começaram a ser-lhe entregues: “As vozes que ouviste falavam a verdade: um dia serás pintor”.

     Lesage passa a pintar e em 1927 foi convidado pelo Dr. Osty[13] do “Instituto Metapsíquico Internacional”, a apresentar-se defronte de personalidades ligadas ao meio científico com o objetivo de estudar os fenómenos paranormais.
     Augustin executou uma tela de 2m por 1,5 metros e deu início a uma outra de tamanho menor. Dos encontros realizados entre os dois, o Dr. Osty realizará um estudo que foi publicado pela primeira vez em 1928 na “Revista Metapsíquica”. Em 1935, Lesage  recebeu  a medalha de prata  da exposição Artesanal de Auchel e em 1937 ao viajar para a Belgica e Marrocos(1938) recebeu a Palmas Academicas e logo foi convidado a expor em Londres.

     Uma das primeiras referências de como o espiritismo pode apreender com a  arte  está na Revista Espírita – Jornal de Estudos Psicológicos[14], em sua edição de dezembro de 1860, a Revista informa que, em um dos encontros da Sociedade de Estudos Espíritas realizado no dia 23 de novembro daquele ano, o espírito de Alfred de Musset, tendo como médium a senhorita Eugénie, espontaneamente se disponibilizou a responder quaisquer questões dos presentes.

     Aproveitando da boa vontade do Espírito de Alfred de Musset, foram-lhe dirigidas as perguntas seguintes:

     “1. Qual será a influência da poesia no Espiritismo?

R. A  poesia é o bálsamo que se aplica sobre as feridas; a poesia foi dada ao homem como um maná celeste, e todos os poetas são médiuns que Deus enviou sobre a Terra para regenerar um pouco o seu povo, e não deixá-los embrutecer inteiramente; porque, o que há de mais belo! O que fala mais à alma do que a poesia!

     2. A pintura, a escultura, a arquitetura, a poesia foram alternativamente influenciadas pelas ideias pagãs e cristãs; quereis nos dizer se, depois da arte pagã e da arte cristã, haverá um dia a arte espírita?

R. Fazeis uma pergunta que se responde por si mesma: o verme é verme, torna-se verme de seda, depois borboleta. O que há de mais aéreo, de mais gracioso do que uma borboleta? Pois bem! A arte pagã é o verme; a arte cristã é a crisálida; a arte espírita será a borboleta.” (KARDEC, 1860).

[1] KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns Cap. XVI - Dos médiuns especiais. - Aptidões especiais dos médiuns. - Quadro sinóptico das diferentes espécies de médiuns

[2]  Arte: (do latim ars, significando técnica e/ou habilidade)

[3] Psicografia (do grego, escrita da mente ou da alma), segundo o vocabulário espírita, é a capacidade atribuída a certos médiuns de escrever mensagens ditadas por Espíritos.

[4] Charles John Huffam Dickens, também  usa va o psiodônimo de  Boz no início da sua atividade literária, foi o mais popular dos romancistas ingleses da era vitoriana.

[5] Sir Joseph Oliver Lodge, cientista inglês (1851-1940), foi Professor de Física do Colégio Universitário de Liverpool, diretor da Universidade de Birmingham e co-editor do importante periódico Philosophical Magazine.

[6] Monteiro Lobato (1882-1942): Contista, ensaísta, tradutor e escritor.

[7] Fernando Augusto de Lacerda e Mello A partir de Outubro de 1906, Fernando de Lacerda começa a receber diversas mensagens do plano espiritual, assinadas por escritores renomados e personalidades do mundo social, já desencarnados.

[8] Eurípedes Kühl , nascido em 1934, ¨Médium psicógrafo, escritor espírita., Palestrante espírita, responsável por vários cursos sobre Espiritismo, articulista e colaborador de vários órgãos de divulgação espírita.

[9] Jorge Andrea dos Santos, Nascido em 1916, em mais de meio século cruzou o país de Norte a Sul, fazendo palestras divulgando o espiritismo em seu aspecto cientifico.

[10] Merlânio Maia, Paraibano de Itaporanga, poeta, cordelista, músico, cantador, declamador e escritor.

[11] Psicopictografia, popularmente referida como pintura mediúnica, é,  uma manifestação mediúnica pela qual um espírito, através de um médium, se expressa por meio de pinturas ou desenhos.

[12] Luiz Antonio  Gaspareto: Nascido em  1949, Psicólogo, médium Psicopictografico, locutor.

[13] EUGÈNE OSTY : :médico neurologista, Vice-Presidente Honorário da Nacional Harry Laboratório de Pesquisas Psíquicas e Fundador e Diretor do IMI (Instituto de Metapsíquica Internacional) entre os anos de 1924-1938, sendo que atualmente ainda existente este Instituto em Paris.

[14] Publicação fundada por Allan Kardec, em Paris, no ano de 1858.



                  Marcos Paterra









                                                                                                  PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 08 de Novembro de 2013, 22:10
(http://i.ytimg.com/vi/CucaWwb8iyY/hqdefault.jpg)





Alma de Artista




Deus te abençoe, alma querida e bela,
Na arte a que te dás por luz constantemente acesa
Para exaltar cultura e sentimento,
Aprimorando a Natureza.


Deus te engrandeça no ideal sublime
De usar gesto e palavra, rima e cor,
Ritmo e som, beleza e movimento,
Promovendo na Terra a construção do amor.


Deus te guie nas horas ensombradas,
Quando tudo pareça luta e prova,
Fazendo-se sentir que o sofrimento
É uma força do Céu que nos guarda e renova.


Quando a tristeza venha anuviar-te os dias,
Pensa que Deus criou, em toda parte,
A fim de iluminar os processos da vida,
As interpretações e as maravilhas da arte.


Ninhos e fontes cantam melodias,
Sem que possas medi-las ou entendê-las,
Fita a decoração dos montes e dos vales,
Brilham jóias no chão, no céu bailam estrelas.


O firmamento é um palco em dimensões enormes,
Onde o arco-íris é uma prece em cores
E, marginalizando a estrada em que transitas,
O vento rege a dança mística das flores.


Alma querida, nunca desfaleças,
Por maior tua dor, alteia-te e mantém
A vocação de amar e de servir,
Na divina extensão da seara do bem.


Nas mais altas visões em que caminhas,
Que o teu sonho se eleve e amplamente ressoe!...
Alma de artista, gênio, luz, trabalho,
Deus te inspire e abençoe.




pelo Espírito Maria Dolores
médium Francisco Cândido Xavier
obra Coração e Vida
Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 08 de Novembro de 2013, 23:29
(http://2.bp.blogspot.com/-QXcUHCct_Fw/UU9I7YUrQDI/AAAAAAAANCY/NCLqxmTdd7U/s600/anjinhosepombinha.jpg)




O Senso Artístico




Em que consiste o senso artístico?



O estudo atento da alma mostra-nos que tudo na natureza, os sons, os perfumes, os raios de luz, as cores, encontram em nós suas correspondências, suas analogias, e que suas radiações se fundem e se harmonizam com as profundezas do ser na medida de nossa evolução. É isto que constitui o senso artístico, a compreensão do belo sob todas as suas formas.

A evolução desse senso íntimo, a faculdade de expressá-lo, desenvolvem-se de vida em vida nas almas, e acabam por produzir o talento, o gênio. Nos aspectos superiores da arte, o artista encontra a alta concepção da beleza eterna; ele compreende que sua fonte única está em Deus. Esta fonte aflui do infinito sobre todos os seres e os penetra segundo seu grau de receptividade.

Raios de luz e cores, sons e perfumes, são ligados por um encadeamento, uma espécie de gama na qual cada nota representa uma soma particular de vibrações e que em seu conjunto constituem uma unidade perfeita. Se a isso juntarmos as formas e as linhas, essa unidade tornar-se-á a lei geral do belo, e a arte, em suas múltiplas manifestações, terá como objetivo reproduzi-los.

O estudo da arte e suas realizações nos impregnam pouco a pouco dos esplendores do universo. Primeiramente surdo e inconsciente no homem primitivo, esse trabalho torna-se consciente, acentua-se, revela-se sob formas crescentes para vir a ser como que um reflexo da beleza suprema.

Porém, na Terra, a arte é ainda apenas um balbucio. Nos outros mundos, e, sobretudo no espaço, dizem-nos nossos guias, ela concebe maravilhas, perto das quais as mais belas obras humanas pareceriam bastante pobres e quase infantis. Chegando a essas alturas, a arte torna-se a mais sublime forma de culto prestado à divindade.

Até aqui o artista inspirou-se com as coisas do mundo visível ou tangível; ele ouviu suas vozes, suas harmonias; estudaram suas formas, suas cores e conseguiu delas impregnar suas obras. Ele criou, assim, entre o homem e a natureza, uma comunhão mais íntima. Graças a ele as coisas obscuras e mudas tomaram alma, e suas vagas aspirações, suas queixas, suas dores, encontraram expressões que, tornando-as mais vivas, aproximavam-nas de nós, ao mesmo tempo em que a alma humana tornava-se mais sensível ao contato da vida exterior.

Assim, a arte devolveu à vida do globo o sentido profundo que lhe faltava. Através dela as forças cegas da natureza penetraram em nós e adquiriram como que um reflexo de nossa consciência e de nossos sentimentos. A alma humana foi em direção às coisas, e sua influência deu-lhes um modo mais intenso de vida e de sensações; através dessa comunhão a alma da Terra elevou-se ao conhecimento de si mesma, de seu papel e de seu grande destino.

Agora, como se pode ver através das lições do Esteta, é um outro mundo que se abre, é uma vida ignorada que surge, mais rica, mais abundante, mais variada do que tudo o que já conhecemos até agora, e a arte vão encontrar nesse meio desconhecido fontes inesgotáveis de inspiração e de poesia, formas insuspeitáveis do pensamento e da vida.

Logo, o domínio da matéria sutil e dos fluidos foi aberto, revelando-se sob aspectos prodigiosos, oferecendo ao homem meios de estudo e de observação que aumentam ao infinito o campo de suas pesquisas e de seus conhecimentos científicos. As aparições de espíritos familiarizam-nos com todas essas formas da existência extraterrestre, desde as mais densas e mais grosseiras materializações até as manifestações da mais ideal e mais radiosa vida.

Em nossas entrevistas regulares com os espíritos guias obtêm informações sobre a vida no espaço, sobre a magnificência de suas formas e de seus tons, sobre suas suaves e poderosas harmonias, que abrem ao músico, ao coloriste, ao estatuário, vias múltiplas e inexploradas.

Aqueles que gozam de faculdades medianímicas percebê-las-ão diretamente, e todos os recursos da arte com elas serão enriquecidos. O vasto mundo dos espíritos torna-se acessível aos nossos sentidos, pelos espetáculos e os ensinamentos que ele nos reserva. As forças intelectuais da humanidade serão centuplicadas, seu talento artístico conceberá obras que ultrapassarão tudo o que os séculos realizaram.

Em resumo, a lei eterna do universo, o objetivo sublime da criação, é a fusão do bem e do belo. Esses dois princípios são inseparáveis, inspiram toda a obra divina e constituem a base essencial das harmonias do cosmo.

Sendo o pensamento e a intenção divinos o bem, o belo é sua manifestação. O ser, em sua ascensão, deverá deixar-se penetrar cada vez mais por esse pensamento soberano, por essa vontade, e aplicar-se em realizá-los em si mesmo, e fora de si, sob formas cada vez mais perfeitas. Sua felicidade consistirá em assimilar essa lei e em cumpri-la. As alegrias íntimas e profundas que daí resultarão são a demonstração evidente do objetivo do universo; alegrias dizem-nos os espíritos, que qualquer linguagem humana é impotente para definir. Essas leis, esse objetivo essencial, o espiritismo não apenas nos ensina como também nos indica os meios para atingi-los, para praticá-los. Sob esse ponto de vista, seu papel é considerável e sua intervenção, no momento presente da história, é providencial.

Assistimos há um século ao colossal desenvolvimento da indústria e de suas invenções, à descoberta e à aplicação dos recursos físicos do globo. Daí, nas ideias, uma poderosa corrente materialista, que deu novo impulso aos apetites, às imperiosas necessidades de bem-estar e de prazeres. Faz-se sentir cada vez mais a necessidade de a isso se opor uma contra-influência espiritualista.

A evolução materialista necessita de uma evolução paralela, filosófica e religiosa, sem o que as forças intelectuais se voltariam cada vez mais para o mal e o mundo se desmoronaria num cataclismo para o qual a última guerra não seria senão um prelúdio e dele nos daria apenas uma ideia.

Acima da vida presente, que é apenas transitória, é preciso, entre outras coisas, entrever a outra vida, que é sua finalidade e sua sanção. É somente através da cooperação mútua das ciências, das filosofias e das religiões - mais evoluídas que o pensamento atingirá a perfeição e a humanidade encontrará, confiança e a paz, com o conhecimento das verdades essenciais, sob suas diversas faces.




Léon Denis
Obra: O Espiritismo na Arte





Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 11 de Novembro de 2013, 00:07
(http://2.bp.blogspot.com/_RvCuWvSTb0c/TABPjA9L2VI/AAAAAAAABU4/n8akZICnSk0/s600/harpa.png)




A Arte e a Mediunidade



"O Poder Terapêutico da Arte Musical"



(http://dl4.glitter-graphics.net/pub/1489/1489234noh1wsk1xh.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)



A música desperta na alma impressões de arte e de beleza que são a alegria e a recompensa dos espíritos puros, uma participação na vida divina em seus encantos e seus êxtases.

A música, melhor que a palavra, representa o movimento, que é uma das leis da vida; eis por que a música é a própria voz do mundo superior.

Para exprimir os esplendores da obra universal é necessária a beleza suprema da forma. Dissemos que nem a poesia, nem a música suportam a mediocridade. No entanto, apesar da indigência estética do nosso tempo, é preciso reconhecer e louvar os esforços de alguns autores que, em suas tentativas, se aproximaram do ápice e conseguiram realizar obras onde passa uma inspiração, uma radiação da beleza soberana. Pela ópera, notadamente, conseguiram mover a fibra dos entusiasmos generosos nas almas.

Isso porque, para gerar, para produzir obras geniais capazes de elevar as inteligências até os pontos mais altos do pensamento, até o ideal de beleza perfeita, é preciso, inicialmente, criar a si mesmo, edificar sua própria personalidade e torná-la capaz de experimentar, de compreender os esplendores da vida superior e a eterna harmonia do mundo.

Que forças, que emanações, que consolações, que esperanças podemos passar a outras almas, se em nós mesmos temos apenas obscuridade, dúvida, incerteza e fraqueza? O que se poderia esperar de espíritos céticos, fechados a todas as impressões elevadas, surdos a todas as vozes, a todos os ecos do Além?

A miséria estética da nossa época explica-se pela impotência da alma contemporânea em conceber uma fé esclarecida, uma concepção maior e mais elevada da beleza universal.

Por consequência, deve-se apreciar as exceções que se produzem e o entusiasmo de raros autores que se esforçam para conduzir a opinião em direção às regiões do ideal.

Porém, à medida que um novo ideal desperta e os focos do espiritualismo se acendem sobre todos os pontos da Terra, veremos eclodir e desenvolver-se nas almas um reflexo mais poderoso dos esplendores da vida invisível, tal como a revelam os ensinamentos dos nossos amigos do Além. E isso será o sinal de uma floração de obras, o ponto de partida de uma era artística que suplantará em grandeza e em riqueza a obra dos séculos que a precederam.

Sem dúvida, o espetáculo do mundo terrestre e da vida humana, com seus contrastes marcantes, nos oferece uma variedade suficiente de quadros, de imagens, de cenas – amores e ódios, paixões e dores – para inspirar obras fortes, como as que o passado nos legou. Porém, que serão esses temas, por mais ricos que sejam, comparados ao imenso panorama que a revelação espírita e suas descrições da vida dos espaços desenrola aos nossos olhos? Em que se transformam as peripécias de uma existência humana ao lado dos amplos horizontes do destino da alma em sua ascensão através do ciclo dos tempos e dos mundos? E as alegrias, as provações, as quedas, os reerguimentos, a descida no abismo e o bater de asas na luz, os holocaustos que são uma reparação, um resgate, as missões redentoras, a participação crescente na obra divina?

Quem contará as poderosas harmonias do Universo, harpa gigantesca vibrando sob o pensamento de Deus, o canto dos mundos, o ritmo eterno que embala a gênese dos astros e das humanidades! Ou a lenta elaboração, a dolorosa gestação da consciência por meio de estágios inferiores, a trabalhosa construção de uma individualidade, de um ser moral! Quem narrará a conquista da vida, sempre mais ampla, mais plena, mais serena, mais iluminada pelos raios de luz do alto; a caminhada de cume em cume buscando obter a felicidade, o poder e o puro amor!

Esses importantes temas estão ao alcance de todos. Em todo poeta, artista, escritor, existem insuspeitáveis germes de mediunidade e que apenas pedem para eclodir; por eles o obreiro do pensamento entra em relação com a fonte inesgotável e recebe sua parte de revelação. Essa revelação de estética apropriada à sua natureza, ao seu gênero de talento, ele tem por missão exprimi-la sob formas que farão penetrar na alma das multidões uma vibração das forças divinas, uma radiação do foco eterno.

É na comunhão freqüente e consciente com o mundo dos espíritos que os gênios do futuro irão haurir os elementos de suas obras. Presentemente a penetração dos segredos da sua dupla vida vem oferecer ao homem a ajuda e os esclarecimentos que as religiões enfraquecidas não poderiam mais lhe proporcionar. Em todos os âmbitos, a idéia espírita vai fecundar o pensamento que trabalha.

O canto e a música, em sua íntima união, podem produzir a mais alta impressão. Quando a música é sustentada por nobres palavras, a harmonia musical pode elevar as almas até as regiões celestes. É o que acontece na música religiosa, no canto sacro.

O cântico produz uma dilatação salutar da alma, uma emissão fluídica que facilita a ação das potências invisíveis. Não há cerimônia religiosa verdadeiramente eficaz e completa sem o cântico. Quando a voz pura das crianças e dos jovens ressoa sob a abóbada dos templos, dela se desprende como que uma sensação de suavidade angélica.

Porém, unida a palavras imorais, a música não é mais que um instrumento de perversão, um veículo de deformidade que precipita a alma na baixa sensualidade e é uma das causas da corrupção dos costumes em nossa época.

O fenômeno sonoro se desenvolve de círculos em círculos, de esferas em esferas e se dilata até o infinito. Ele conduz a alma, em suas grandes ondas, sempre mais longe, sempre mais alto no mundo do ideal e nela desperta sensações tão delicadas quanto profundas, que a dispõem às alegrias e aos êxtases da vida superior.

Seu poder misterioso e soberano se estende sobre todos os seres, sobre toda a natureza. Efetivamente, a lei das vibrações harmônicas rege toda a vida universal, todas as formas de arte, todas as criações do pensamento. Ela introduz equilíbrio e ritmo em todas as coisas. Ela influi até sobre a saúde física por sua ação sobre os fluidos humanos. Sabe-se que Saul , em suas crises nervosas, mandava chamar Davi, que, com os sons de sua harpa, acalmava a irritação do monarca. Em todos os tempos, e ainda em nossos dias, a arte musical foi aplicada à terapêutica, e com resultados positivos. Poderíamos multiplicar os exemplos.

A harpa, com os seus sons eólicos , dissipa nossas inquietações, acalma nossas dores e embala deliciosamente nossas almas. Nossos pais, os celtas , a consideravam como um elemento indispensável à vida intelectual. Realmente, o código de Hoël diz que “Há três coisas inalienáveis em um homem livre: o livro, a harpa e a espada.”

O maior dos bardos, Taliésin, desapareceu misteriosamente; porém, durante muito tempo sua harpa foi vista flutuando sobre as águas do lago encantado. E os ecos da floresta de Broceliande ainda ressoam, em certas horas, vibrações enfraquecidas da harpa de Merlim.

Nossos pais viam na música o ensino estético por excelência, o mais seguro meio de elevar o pensamento até às sublimes alturas onde reside o gênio inspirador. A harpa desempenha um importante papel nas evocações dos recintos sagrados e nas relações dos celtas com a multidão de invisíveis.

A voz humana também tem, quando é verdadeiramente bela, entonações de uma maleabilidade e de uma variedade que a tornam superior a todos os instrumentos. Melhor ainda do que eles, a voz pode exprimir todos os estados da alma, todas as sensações da alegria e da dor, desde o apelo de amor até as inflexões mais trágicas do desespero. Eis por que a introdução dos coros na música orquestral e na sinfonia enriqueceu a arte de um elemento de encanto e de beleza.




(http://dl4.glitter-graphics.net/pub/1489/1489234noh1wsk1xh.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)



Léon Denis (Agosto, 1922)

Do livro O Espiritismo na Arte, de Léon Denis
Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 11 de Novembro de 2013, 15:36
(http://2.bp.blogspot.com/-lH-4PtULay4/U4vPqHVLqZI/AAAAAAAABhc/NELEAAesRFc/s400/pintura+mediunica.jpg)



Arte Espírita e Pintura Mediúnica


Perguntas e Respostas





(http://2.bp.blogspot.com/-KPITrsloC-o/T7WKOfaMP7I/AAAAAAAAYJE/2us-t9ElhFM/s1600/peintre224.gif)   1) O que significa a arte?

É a prática de criar formas perceptíveis expressivas do sentimento humano. Para tanto, deve-se distinguir as realizações técnicas das belas-artes: a primeira enfatiza a utilidade: a segunda, o belo.



2) O que se entende por estética?

Segundo Alexander Baumgarten (1714-1762), estética é a ciência do belo, cujo objetivo é alcançar a “perfeição do conhecimento captado pelos sentidos”.



3) Relacione arte pagã, arte cristã e arte espírita.

A arte pagã enalteceu a perfeição da forma. A arte cristã ressaltou a beleza da alma sobre a beleza da forma, porém ensimesmada no sofrimento e na morte. A arte espírita, sintetizando a arte pagã e a arte cristã, mostra a felicidade futura, sem as agruras do fogo eterno. (1)



4) Que relação há entre beleza e evolução espiritual?

À medida que o ser moral se desenvolve, o ser físico também. Nos seres mais evoluídos, o envoltório material não se destina mais à satisfação de necessidades grosseiras; nesse caso, ele toma forma cada vez menos pesada e mais delicada. (1)



5) Como você explica que o semblante é o espelho da alma?

É que certas qualidades morais fazem desaparecer a fealdade do corpo físico. Não raro, preferimos uma pessoa feia dotada de eminentes qualidades a outra que apenas possui a beleza plástica. (1)



(http://2.bp.blogspot.com/-KPITrsloC-o/T7WKOfaMP7I/AAAAAAAAYJE/2us-t9ElhFM/s1600/peintre224.gif)   6) O que é psicopictografia ou pintura mediúnica?

Psicopictografia ou pintura mediúnica é a faculdade de os médiuns, através dos espíritos, realizarem desenhos ou a pintura de quadros com a utilização de técnicas diversas.



7) Qual outro significado para a psicopictografia?

Para Vernon Howard, no seu livro Psico-Pictografia, Psico indica mente, enquanto Pictografia é o uso de quadros para transmitir ideias. Psico-Pictografia é, então, o uso de Quadros Mentais para transmitir verdades espirituais e psicológicas, que libertam o homem.



8- Quais são os requisitos para ser um médium pintor?

Para ser um médium pintor é preciso estudar e orar para poder servir dignamente; ter o firme propósito de ajudar o próximo; e se despojar de qualquer tipo de vaidade com relação ao trabalho que será realizado, para o qual ele é apenas um instrumento nas mãos do Plano Espiritual.



9) Qual a principal função de um trabalho de pintura mediúnica?

Enquanto o médium usa o pincel, os mentores espirituais irradiam energias para as pessoas presentes. Esta modalidade de trabalho é tão eficiente quanto as assistências espirituais através dos passes magnéticos.



10) Para pensarmos: a pintura mediúnica é uma arte? De quem? Do Espírito ou do médium?



(http://2.bp.blogspot.com/-KPITrsloC-o/T7WKOfaMP7I/AAAAAAAAYJE/2us-t9ElhFM/s1600/peintre224.gif)   (1) KARDEC, A. Obras Póstumas. 15 ed., Rio de Janeiro, FEB, 1975, p. 155 a 176.



por Sérgio Biagi Gregório
Fonte: Aprofundamento Doutrinário Espírita



:::::::::::::::::::



José Medrado - Pintura Mediúnica em jantar na Cidade da Luz (23.07.2011) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVBhRTlBRTBsV0lrIw==)
Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 15 de Novembro de 2013, 18:44
(http://3.bp.blogspot.com/-3-3Y_rh3Y1Q/URhrIHc_qPI/AAAAAAAABNk/KGOA1B3ijQM/s450/Poesia+(1).jpg)



Alfred de Musset (Espírito), na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas,
em 23 de novembro de 1860, tendo como médium a senhorita Eugénie, disse que


“A poesia é o bálsamo que se aplica sobre as chagas.
A poesia foi dada ao homem como o  maná celeste”.



E mais, quase uma profecia:


“A Arte pagã é o verme: a Arte cristã, o casulo;
a Arte espírita será a borboleta”
.




(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a9/Alfred_de_musset.jpg/250px-Alfred_de_musset.jpg)




A poesia, nosso cotidiano



O Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa (Editora Positivo) registra o termo poesia como a arte de escrever em versos; composição poética de pequena extensão; entusiasmo criador; inspiração; aquilo que desperta o sentimento do belo; o que há de elevado ou comovente nas pessoas ou nas coisas; encanto, graça, atrativo; poesia pura: corrente da poesia moderna à expressão de sentimentos individuais e ao material anedótico.

E no livro Cântico dos Cânticos – volume I (Edições CELD), Yvonne A. Pereira explica: “A poesia é uma das mais belas artes que honram a cultura humana. Ela tem servido e exaltado os feitos e as ações mais nobres que os homens têm conseguido realizar.

O Evangelho, a religião, o amor, a caridade, o heroísmo, o civismo, a dor, a virtude, a beleza, a alegria, a natureza, a própria ideia de Deus etc. sempre serviram de temas para a consagração dos verdadeiros poetas, os quais souberam  sentir e interpretar as impressões que tais sentimentos produzem na alma humana.

O verdadeiro poeta é um Espírito dotado de sensibilidade superior, sensibilidade desenvolvida, certamente, por dons especiais, através  de múltiplas etapas reencarnatórias ou mesmo através de seguidos aprendizados na vida espiritual.

É uma alma cujas vibrações se harmonizam com as vibrações das esferas espirituais superiores, onde a Arte pura mantém o seu domínio”.

A poesia sempre foi uma expressão artística marcante e atravessou o tempo com a sua marca inconfundível. Nos tempos medievais, a maioria dos Senhores Feudais e seus súditos consideravam os artistas, entre eles os poetas,  uma classe especial. Os Bardos e suas equipes iam de castelo em castelo, levando aos Senhores Feudais a música instrumental ou cantada e a declamação de poesias.

Tempos depois, não mais nos Feudos e sim nos Reinos mais extensos, os Reis continuaram a patrocinar as artes. Os textos eram escritos em forma de poemas. Os diálogos não eram falados, mas recitados, ou seja, declamados dramaticamente.

Nos nossos tempos, ao produzir essas peças, atores e atrizes devem possuir grande talento para transformar os textos poéticos em linguagem normal.

No Brasil do século 16, o primeiro século da colonização, José de Anchieta escreveu, com seu bastão, 4.072 versos a Maria nas águas de Iperoig, atual Ubatuba (SP).

A poesia brasileira passou por vários períodos: Barroco, Arcadismo, Romantismo, Simbolismo, Modernismo, Pós-Modernismo, Concretismo.

Salve a poesia, que está presente na nossa vida  desde o nosso nascimento, quando as mães cantarolam, alegres e esperançosas, uma agradável canção de ninar: “Nana filhinho, do meu coração...”; e segue pela vida nos acompanhando, em todas as expressões de sentimento do nosso viver diário.

Tudo é poesia na Criação Divina. Como diz o escritor Sholem Asch, no capítulo inicial de  sua notável obra intitulada Maria, “Repete-se a Gênese do mundo em cada amanhecer, e contemplar a Terra na sua luta para fugir do vazio impenetrável das sombras é presenciar o espetáculo da Criação”. É tudo um hino de amor, pois, sendo Deus amor, é com amor e poesia que Ele imprime a sua marca em toda a Sua obra.

E a poesia segue adiante na obra de Sholem Asch, quando ele diz, no parágrafo  seguinte, que “O véu da noite pairava sobre as cristas dos montes, porém, a abóboda celeste em que se espelhava indefinível brilho espalhava em redor a claridade de suas estrelas, emprestando no ar leve transparência.  Na límpida escuridão do vale pequeninas casas de aldeolas adormecidas se aninhavam umas contra as outras, protegidas de ambos os lados por frondosos ciprestes e oliveiras. Nos morros, podiam-se distinguir as folhas das plantas estremecerem a uma gota de orvalho, balançando ao sopro de doce aragem como em muda oração e irradiando de si o brilho com que as aquinhoaram as primeiras horas da Gênese”.

Enfim, tudo o que Deus faz e que nos rodeia é beleza,  é perfeição. E é assim que devemos viver a vida. Aliás, a poesia nos acompanha em todos os instantes, pois ela está presente num fato comum, que muitos não percebem:  a música que nos envolve. Quem não cantarolou e ainda cantarola os versos de Carinhoso, de Fascinação, e chegando mais aos nossos tempos, os versos de  Tocando em Frente, de Planeta Água e outras belas canções? E letra de uma canção que a toda hora nos vem à lembrança, o que é? É uma poesia musicada.

A poesia está aí, e ela veio para ficar. E podemos assegurar:  dia virá em que a poesia fará parte de todas as manifestações artísticas e os poetas serão aplaudidos de pé, nos mais modestos aos mais aristocráticos dos auditórios [...].



(http://4.bp.blogspot.com/_Kpeov3_d-aU/TN6Pj7elnLI/AAAAAAAAQc8/pDdbe_lM3Eo/s220/Com+a+poesia+....bmp)



Fonte: O Consolador, por Altamirando Carneiro




Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 15 de Novembro de 2013, 18:56
(http://4.bp.blogspot.com/-W1RKVvxYCVU/UB8t4eOedbI/AAAAAAAAAdU/rIFivx1wThw/s300/untitled.png)




Arte, a sublimação do Espírito através dos séculos



(https://lh4.googleusercontent.com/-YYaQRUy8xVw/T-IFtReU2VI/AAAAAAAAWK8/RqA2slbeb2g/s19/wlEmoticon-redrose%255B2%255D.png)



No capítulo 7 (As penas futuras segundo o Espiritismo) “A carne é fraca”, do livro "O Céu e o Inferno" e em artigos na "Revista Espírita de 1869" (“A carne é fraca, estudo fisiológico e moral”), Allan Kardec diz que: “Um homem não é músico porque tenha a bossa da música, mas ele tem a bossa da música porque o seu Espírito é músico”.

Assim, entendemos que os grandes escritores e poetas são Espíritos que, nas suas vidas anteriores, ocuparam o seu tempo com demonstrações de elevados sentimentos.



Para exemplificar o que dizemos, citamos, entre os grandes poetas brasileiros, Antônio Frederico de Castro Alves, que, durante o tempo em que estudou no Ginásio Baiano, além de cumprir o programa escolar, traduziu do francês, da Antologia de Charles André, poesias de Victor Hugo, seu poeta predileto; traduziu também, do inglês, o poeta Lord Byron; lia Camões, Álvares de Azevedo, Junqueira Freire e Gonçalves Dias.

Numa aula de latim do padre Tertuliano Fiúza, ele pediu licença para traduzir, em versos, a Ode, de Horácio, dada como tema, aos alunos. A licença foi concedida e Castro Alves fez a tradução, que maravilhou a todos.

Ele também desenhava muito bem. Um de seus desenhos mais belos é o  de uma jovem, ajoelhada aos pés da cruz, olhos fitos no céu, quadro a óleo que  denominou Madalena aos pés da cruz.




(http://revistametafora.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Artistas-plasticos-da-literatura5.jpg)
Castro Alves: Madalena aos pés da cruz



(https://lh4.googleusercontent.com/-YYaQRUy8xVw/T-IFtReU2VI/AAAAAAAAWK8/RqA2slbeb2g/s19/wlEmoticon-redrose%255B2%255D.png)



Neste ponto, é interessante dizer que, em muitos números da Revista Espírita, Allan Kardec fala sobre o assunto, e em especial sobre a arte espírita. A Revista de dezembro de 1860 registra a comunicação (escrita) espontânea do Espírito Alfred Musset, na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em 23 de novembro. Disse o Espírito que a arte pagã é o verme; a arte cristã é o casulo; a arte espírita será a borboleta.

No livro O Espiritismo na Arte, Léon Denis fala sobre arquitetura, música, literatura, oratória e pintura. No capítulo 17 do livro No Invisível, Denis fala de pessoas que desenhavam sob inspiração mediúnica, apesar de não terem noção de desenho. Esses desenhos foram expostos numa sala especial, durante o 1º. Congresso Espírita realizado em 1900, em Paris.

Para concluir o assunto, falemos da poesia mediúnica, um desafio para os materialistas que, por falta de argumentos, perguntam:   se é verdade que os poetas desencarnados progridem na Espiritualidade, por que eles ficam presos ao estilo ultrapassado das poesias que compunham em vida? Respondemos: É que o objetivo deles não é satisfazer curiosidades, mas falar ao coração daqueles que cultuam a sua memória, no mesmo estilo que tinham em vida.

Para darmos um exemplo, quem não atestaria ser de Casimiro de Abreu o poema mediúnico “Lira da Infância”, psicografado por Jorge Rizzini, composto nos mesmos moldes da famosa de Casimiro “Meus Oito Anos”?   



(https://lh4.googleusercontent.com/-YYaQRUy8xVw/T-IFtReU2VI/AAAAAAAAWK8/RqA2slbeb2g/s19/wlEmoticon-redrose%255B2%255D.png)


Meus Oito Anos


Oh! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,     
À sombra das bananeiras,     
Debaixo dos laranjais!
     

 
   
(https://lh4.googleusercontent.com/-YYaQRUy8xVw/T-IFtReU2VI/AAAAAAAAWK8/RqA2slbeb2g/s19/wlEmoticon-redrose%255B2%255D.png)


Lira da Infância


Oh! Que saudades que sinto
Quando me vêm à lembrança
Os bons tempos de criança
Em que na Terra passei!

A vida corria fácil
No meio dos meus
brinquedos,
Naqueles doces folguedos, 
Quando fui pequeno rei!


(https://lh4.googleusercontent.com/-YYaQRUy8xVw/T-IFtReU2VI/AAAAAAAAWK8/RqA2slbeb2g/s19/wlEmoticon-redrose%255B2%255D.png)


No final do poema mediúnico,  Casimiro de Abreu deixa um
 desafio aos materialistas:


         
E com meus singelos versos
         Inspirados na saudade,
         Daqui, da Imortalidade,
         Deixo um problema aos ateus:

         Se novamente cantei
         No estilo das “Primaveras”,
         Não está minh’alma deveras,
         Viva no Reino de Deus?!

         Oh! Está! E canta! E ama!
         Toda minh’alma suspira!
         E agora as cordas da lira
         Tangem alto ao peito meu,

         E numa intensa alegria,
         Exclamo, quase num grito,
         Com permissão do Infinito:
         - Sou Casimiro de Abreu!


(https://lh4.googleusercontent.com/-YYaQRUy8xVw/T-IFtReU2VI/AAAAAAAAWK8/RqA2slbeb2g/s19/wlEmoticon-redrose%255B2%255D.png)


(https://lh6.googleusercontent.com/-dgYQN1b87gA/UntWi5TX4lI/AAAAAAAAgUg/zr4LZ7Wcjv0/s300/Paul%2520Cezanne.jpg)



Texto extraído de "O Consolador", por Altamirando Carneiro
Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 20 de Novembro de 2013, 16:50
(http://www.febtv.com.br/uploads/thumbs/3fb6d65df3b.jpg)




O Espiritismo na Arte
(Léon Denis)


(http://sl.glitter-graphics.net/pub/2112/2112414upt66ps8p5.gif)


Parte I

» Conceitos de arte
» Espiritismo, fonte de inspiração
» Materialismo, esterilizador da arte



(Janeiro de 1922)



(http://sl.glitter-graphics.net/pub/2112/2112414upt66ps8p5.gif)
 



A beleza é um dos atributos divinos. Deus pôs nos seres e nas coisas esse encanto misterioso que nos atrai, nos seduz, nos cativa e enche a alma de admiração, às vezes de entusiasmo.

A arte é a busca, o estudo, a manifestação dessa beleza eterna da qual percebemos, aqui na Terra, apenas um reflexo. Para contemplá-la em todo o seu esplendor, em todo o seu poder, é preciso subir de grau em grau em direção à fonte de onde ela emana, e isso é uma tarefa difícil para a maioria entre nós. Pelo menos, podemos conhecê-la pelo espetáculo que o Universo oferece aos nossos sentidos e também pelas obras que ela inspira aos homens de gênio.

O Espiritismo vem abrir para a arte novas perspectivas, horizontes sem limites. A comunicação que ele estabelece entre os mundos visível e invisível, as indicações fornecidas sobre as condições da vida no Além, a revelação que ele nos traz das leis de
harmonia e de beleza que regem o Universo vêm oferecer aos nossos pensadores, aos nossos artistas, motivos inesgotáveis de inspiração.


A observação dos fenômenos de aparições proporciona aos nossos pintores imagens da vida fluídica da qual James Tissot já pôde tirar proveito nas ilustrações da sua Vida de Jesus. Os oradores, os escritores, os poetas neles encontrarão uma fonte fecunda de ideias e de sentimentos. O conhecimento das vidas sucessivas do ser, sua ascensão dolorosa através dos séculos, o ensino dos espíritos sobre a questão grandiosa do destino, lançaram, sobre toda a História, uma luz inesperada, e proporcionarão ainda aos romancistas, aos poetas, temas de drama, motivos de elevação, todo um conjunto de recursos intelectuais que ultrapassarão em riqueza tudo o que o pensamento pôde conhecer até aqui.

Quando refletimos em tudo quanto o Espiritismo traz para a humanidade, quando pensamos nos tesouros de consolação e de esperança, na mina inesgotável de arte e de beleza que ele vem lhe oferecer, nós nos sentimos cheios de piedade por esses homens ignorantes ou pérfidos, cujas críticas malévolas não têm outro objetivo senão desacreditar, ridicularizar e mesmo asfixiar a ideia nascente cujos benefícios já são tão sensíveis. Evidentemente, essa ideia, em sua aplicação, necessita um exame, um controle rigoroso; mas a beleza que emana dessa ideia se revela deslumbrante para
todo pesquisador imparcial, para todo observador atento.

O materialismo, com o seu sopro dessecante, havia esterilizado a arte. Essa se arrastava no realismo degradante sem poder se elevar até os cumes da beleza ideal. O Espiritismo veio lhe dar um novo estímulo, um impulso mais vivo através das alturas onde ela encontra a fonte fecunda das inspirações e a sublimidade do talento.





– Objetivo da arte
– Objetivo da evolução
– Necessidade das vidas sucessivas
– Apresentação de o Esteta


(http://sl.glitter-graphics.net/pub/2112/2112414upt66ps8p5.gif)
   


Dissemos que o objetivo essencial da arte é a procura e a realização da beleza; é, ao mesmo tempo, a procura de Deus, pois que Deus é a fonte primeira e a realização perfeita da beleza física e moral.

Quanto mais a inteligência se apura, se aperfeiçoa e se eleva, mais se impregna da ideia do belo. O objetivo essencial da evolução, portanto, será a procura e a conquista da beleza, a fim de realizá-la no ser e nas suas obras. Tal é a norma da alma na sua ascensão infinita.

Nisso já se impõe a necessidade das vidas sucessivas como meio de adquirir, por esforços contínuos e graduados, um sentido sempre mais preciso do bem e do belo. Os inícios são modestos aqui na Terra, a alma se prepara primeiro nas tarefas humildes, obscuras, apagadas, depois, pouco a pouco, por novas etapas, o espírito adquire a dignidade de artista. Mais elevado ainda, ele se abrirá às concepções vastas e profundas, que são o privilégio do gênio, e se tornará capaz de realizar a lei suprema da beleza ideal.


Em nossa Terra, os artistas não se inspiram todos nesse ideal superior. A maior parte limita-se a imitar o que eles chamam “a natureza”, sem perceber que ela não é mais que um dos aspectos da obra divina. No espaço, porém, a arte reveste formas ao mesmo tempo mais sutis e mais grandiosas e se ilumina com um reflexo divino.

Eis por que, neste estudo, tivemos que consultar principalmente os nossos espíritos-guias, recolher e resumir seus ensinamentos. No âmbito em que vivem, as fontes de inspiração são mais abundantes, o campo de ação se alarga; o pensamento, a vontade, o poder supremo se afirmam e irradiam com mais intensidade.

Nossos protetores invisíveis nos enviaram primeiro o Espírito Massenet¹, que veio nos ditar cinco lições sobre a música celeste, procedendo como o fazia sobre a Terra, nos seus cursos do Conservatório. Mas isso não podia ser suficiente para nós; precisavamos de dados mais gerais, de uma visão global sobre a forma como a arte é sentida e praticada no Além.

Observa-se muitas vezes, nas obras inspiradas por espíritos, principalmente nos livros anglo-saxões, a descrição de lugares, de monumentos, de moradas criadas com a ajuda de fluidos, pela vontade dos habitantes do espaço. Temos necessidade de esclarecimentos sobre esse assunto tão controverso e sobre o qual, até hoje, faltaram indicações preciosas.


De acordo com nossos pedidos reiterados, e a fim de nos ensinarem, os guias nos anunciaram uma entidade que se apresenta sob este nome: o Esteta, cuja personalidade verdadeira só nos será revelada ao final deste estudo. Imediatamente tivemos a impressão de que nos encontravamos em presença de um espírito de alto
valor.

O fenômeno produziu-se sob a forma de incorporações. Desde o momento em que a entidade toma posse do médium em transe, os traços deste, que é um rapaz cego, tomam uma expressão de calma, de serenidade quase angélica e, que contrasta com a maneira de ser dos outros espíritos. A palavra é suave, penetrante, e, quando a
sessão termina, os assistentes se encontram sob uma impressão de serena paz, de profunda quietude. O médium, ao despertar, ignora completamente o que foi dito por sua boca durante o transe e declara encontrar-se como mergulhado em um “banho de radiações”. Ele experimenta uma sensação de bem-estar inexprimível.

O Esteta tomou a arquitetura como tema das duas primeiras lições estenografadas, que reproduzimos mais adiante. Escolheu como modelo a catedral, porque ela serve de moldura a todas as outras artes. Mais tarde ele nos falará de escultura, de pintura, de eloquência e, por fim, o estudo da música e as lições de Massenet virão completar esta exposição.




(http://sl.glitter-graphics.net/pub/2112/2112414upt66ps8p5.gif)



(( Continuação ))
Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 20 de Novembro de 2013, 17:35
(http://4.bp.blogspot.com/_ztc1oeWvZuc/S6pqZnYBIdI/AAAAAAAAAAU/NWkGKgFPo2M/s500/jarraevasosdeflores.jpg)



O Espiritismo na Arte
(Léon Denis)



(( Continuação ))


(http://www.totalgifs.com/mini-gifs/anjo08.gif)



– O Espírito e sua parcela do poder criador
– Tipos de arquitetura existentes no espaço


Lembramos aqui que todo espírito emanado de Deus não possui somente uma centelha da inteligência divina; ele desfruta, ainda, de uma parcela do poder criador, poder que ele é chamado a manifestar mais e mais no decorrer da sua evolução, tanto nas encarnações planetárias quanto na vida do espaço.

Na Terra, sob o véu da carne, essa inteligência e esse poder são diminuídos; no entanto, não é maravilhoso constatar até que ponto o talento do homem tem conseguido subjugar as forças brutais da matéria, vencer sua resistência, sua hostilidade, submetê-las às suas fantasias? O homem forja o ferro, funde o bronze e o vidro, esculpe a pedra, ergue estátuas, constrói palácios e templos; o homem perfura montanhas e reúne os mares.

No espaço, porém, esse poder criador afirma-se tanto mais intensamente quanto mais sutil é a matéria fluídica e quanto mais o espírito tenha aprendido a combinar os elementos etéreos que são a própria substância do Universo. Lá, todas as dificuldades da obra terrestre desaparecem; basta uma ação mental firme para dar aos fluidos as formas que o espírito quer realizar e tornar duráveis.

Mesmo nesta vida, vemos, no sono hipnótico, a vontade do operador de dar aos objetos, às substâncias, propriedades temporárias que exercem sobre os médiuns influências incontestáveis.

Em um grau mais elevado, por exemplo nas materializações de espíritos, a vontade destes cria formas, rostos, vestimentas, atributos semelhantes àqueles que eles possuíam na Terra e que permitem reconhecê-los, identificá-los. Nesse caso, o pensamento, ajudado pela lembrança, reconstitui os detalhes da existência que lhes eram próprios: vestuário, armas. A vontade lhes dá a consistência necessária para impressionar os sentidos dos observadores. Não é conveniente procurar em outro lugar a explicação desses fenômenos que são conhecidos de todos os espíritas experientes. Nossos guias nos asseguram que no espaço encontramos as arquiteturas mais estranhas, mais variadas, pois elas ultrapassam, em grandiosidade e em beleza, todas as criações dos nossos sonhos. Temos, sobre esse ponto, os testemunhos mais precisos: Raymond, o filho de Oliver Lodge², construiu uma pequena casa de campo de acordo com seus gostos terrestres. Os Espíritos Mozart³, Victorien Sardou4 e outros construíram palácios ornados de plantas e de flores. Antigos arquitetos terrestres, dizem-nos, edificam santuários onde se celebram os ritos de tal ou tal culto. Os espíritos se comprazem em reconstituir meios semelhantes, porém superiores em beleza, àqueles que frequentavam na Terra, e isso com muito mais facilidade, porquanto eles podem dispor de materiais bem mais flexíveis e mais maleáveis.

Fica-se admirado com esses relatos, essas descrições, e muitos comentários são trocados a esse respeito. No entanto, tudo o que se passa nas sessões de experimentação – os fenômenos de transporte, de levitação, a penetração da matéria pela matéria, a dissociação e a reconstituição de objetos através das paredes – mostra-nos o poder dos espíritos sobre os fluidos e facilita a nossa compreensão do assunto. Certos sábios psiquistas confessam que eles mesmos não compreendem nada a esse respeito, e por aí mostram a sua falta de prática em matéria de Espiritismo, enquanto que simples adeptos estão bem informados sobre esses fatos.





– Arquitetura na Terra e no espaço
– A catedral terrestre e a catedral fluídica



(http://www.totalgifs.com/mini-gifs/anjo08.gif)



Voltemos à arquitetura, que o Esteta tomou como objeto das suas primeiras lições. Aqui na Terra já é arte sublime à qual se prendem todas as outras artes e que muitas vezes lhes serve de proteção.

Assim como na Terra, a música representa a arte viva, a harmonia móvel e vibrante, a arquitetura representa a arte imóvel e passiva em suas formas imponentes e rígidas. Porém, enquanto que no âmago dos espaços o espírito modela, à sua vontade, a matéria fluídica e lhe dá as aparências, as cores, os contornos que lhe agradam, em nosso planeta a matéria opõe mais resistência à vontade do homem. O bloco 5 resiste ao cinzel do escultor como à ferramenta do maçom 6. Às vezes, são necessários longos e pacientes esforços, um trabalho persistente para dar ao mármore, ao granito, a expressão da beleza.

As lições de o Esteta fazem ressaltar a diferença que existe entre os procedimentos em uso na Terra e os do espaço para realizar criações artísticas. Enquanto que na Terra a catedral, tomada como modelo da arquitetura, é a obra paciente de uma coletividade laboriosa, desde o humilde talhador de pedra até o grande artista que traçou o plano do conjunto, ela é, no espaço, a obra particular de um mestre que, instantaneamente e a seu bel-prazer, pode edificá-la ou destruí-la, auxiliado somente por um grupo de alunos que procuram assimilar e imitar sua ideia criadora. Aqui na Terra, o monumento é a obra da multidão humana, o trabalho dos séculos. Gerações de artistas e de operários trabalharam para elevar colunas, telhados 7, torres, fundiram vitrais, pintaram imagens, esculpiram estátuas. Assim foram se constituindo, lentamente, a pirâmide, o palácio, a catedral. Eis por que, em sua majestosa unidade, simbolizam o pensamento de um povo, o gênio de uma raça, a alma de uma religião.

Foi a fé, foi o entusiasmo, foi um espiritualismo ardente que erigiu, em direção ao céu, essas “bíblias” de pedra. E, nessas obras colossais, o invisível tem o seu papel; ele pensa com o arquiteto, medita com o artista, trabalha com o artesão e o pedreiro. A todos ele inspira o pensamento de Deus e do Além, na medida em que eles podem compreendê-lo e interpretá-lo.

Assim são edificados esses “livros” imponentes que são as catedrais e que, durante séculos, foram suficientes para guiar, para instruir, para consolar o espírito humano.

A catedral terrestre serve de moldura a todas as artes. A música faz as suas imensas naves vibrarem, a pintura decora as suas paredes, a escultura a povoa de estátuas. No entanto, em seu conjunto, ela conserva a imobilidade fria e a opacidade do granito.

O papel fundamental da arte é exprimir a vida em toda a sua potência, em sua graça e em sua beleza. Ora, a vida é movimento. E nisso exatamente reside a principal dificuldade da arte humana, que apenas pela música pode reproduzir o movimento. O escultor, pela postura que dá à sua estátua, reproduz o movimento que o seu pensamento concebe e, na imobilidade, cria a ação. A pintura dá a mesma impressão por meio do gesto fixado na tela e pela harmonia das cores, o jogo das perspectivas, a simulação das profundidades e dos horizontes fugidios. Há mais força na estatuária, e mais artifício em um quadro; porém, os dois podem exprimir a beleza ideal sob a forma de obras-primas que nos são conhecidas. No entanto, apesar da intenção genial que preside a sua execução, elas nos dão apenas a sensação incompleta.




(http://www.totalgifs.com/mini-gifs/anjo08.gif)



Não ocorre o mesmo com as obras de arte do espaço: nele tudo é vida, movimento, cor, luz. A catedral fluídica será como que animada e viva. Suas colunas terão a flexibilidade, a elasticidade da matéria mais sutil; suas paredes serão transparentes como cristal, e mil cores fundidas, desconhecidas na Terra, nelas se divertirão em jogos de sombra e luz. Todas as harmonias ali se combinam em ondas de uma suavidade inexprimível; tudo vibra no frêmito de uma vida intensa e profunda.

Os artistas da Terra deverão se inspirar nesses modelos sobre-humanos que os ensinamentos espíritas lhes tornaram familiares. A educação estética humana comporta concepções cada vez mais elevadas para que o sentimento do belo penetre e se desenvolva em todas as almas. Já se produz uma evolução nesse sentido; ela se acentuará sob a influência do Além. Os artistas do futuro se interessarão em dar mais fluidez às cores, mais vida ao mármore, mais espiritualidade a todas as suas obras. As artes complementares se idealizarão inteiramente, deixando à arquitetura a majestade das formas rígidas e a ilusão do imutável na inércia.

A arte se realça e progride em todos os graus da escalada da vida, realizando formas cada vez mais nobres e perfeitas, e que se aproximam da fonte divina da eterna beleza.




(http://www.totalgifs.com/mini-gifs/anjo08.gif)



(( Continuação ))
Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 20 de Novembro de 2013, 18:15
(http://data.whicdn.com/images/40561887/281448_482927648406784_711852446_n_large.jpg)





O Espiritismo na Arte
(Léon Denis)



(( Continuação ))



(http://www.ilona.com.br/g0757.gif)




Primeira lição de o Esteta


– A essência da arte, seus domínios
– Criação artística no plano espiritual



(15 de Novembro de 1921)



“Estou feliz por vos falar de uma arte que foi minha preocupação constante. Tendes cem vezes razão em defender a causa da arte e colocá-la em paralelo na Terra e no espaço. A arte é de essência divina, é uma manifestação do pensamento de Deus, uma radiação do cérebro e do coração de Deus transmitida sob a forma artística.

No entanto, muitas coisas do plano divino não podem ser transmitidas aos homens. A arte, sob forma de inspiração, faz parte desse todo maravilhoso que compõe o Universo. É o relâmpago, ou antes, é a centelha que estabelece a relação entre Deus e suas criaturas.

Vós podeis vos perguntar quais são os reflexos que guardamos da arte após haver passado séries de existências em diferentes mundos. Eu vou tentar vos dizer.

Em vossa Terra, a arte ainda é uma coisa pouco importante e vos contentais com isso. A arte existe em todos os domínios: no do pensamento, no da escultura, no da música. É neste último que ela se manifesta melhor e torna-se acessível a mais cérebros. Primeiro, quando o espírito humano encarna na Terra e que traz, seja da sua vida no espaço, seja em consequência de um trabalho anterior nas  vidas terrestres, uma certa noção do ideal estético, quando chega à maturidade na sua vida terrestre, sua bagagem artística se exterioriza sob a forma de inspirações ligadas a uma qualidade mestra que nós chamaremos de o gosto junto ao sentido do belo. Eis aí, pois, o artista criado e pronto para trabalhar sobre a matéria.

Quando esse artista realizou uma vida de trabalho, ele retorna ao espaço. Lá se libertará do seu ser uma quantidade imensa de pensamentos que ele deseja concretizar. Nesse meio fluídico, ele terá todos os materiais necessários para reconstituir o que seu pensamento aprisionado na carne não pôde realizar em uma só existência.

O espírito não possui órgão visual, mas o pensamento reúne todos os sentidos. Primeiro, ele recebe em sua memória as mais belas coisas que sensibilizaram seu cérebro na existência precedente. Se ele viveu em um meio elevado, graças às diretrizes adquiridas, os quadros que passarão em seu pensamento serão verdadeiramente inspirados pelo culto do belo. Portanto, nosso ser espiritual, em nome do seu trabalho, será, em pouco tempo, transferido a um meio fluídico suficientemente puro, livre de parcelas materiais, e de lá poderá receber, pela lembrança, o reflexo artístico de suas vidas anteriores. Por um simples querer, tudo se concretizará com a ajuda dos fluidos ambientes. Esse espírito era pintor? Seu pensamento refletirá os quadros dos mestres que ele conheceu e amou. Era escultor? As formas antigas ou clássicas, ou aquelas da sua época aparecerão sobre a tela do seu pensamento. Depois, com o tempo, outros espíritos, não-atraídos pela arte, mas desejosos de se elevarem em direção a um plano superior, se agruparão em torno dos seres que, por seu trabalho e seu adiantamento, planam em regiões fluídicas mais puras. Esses seres, que se aproximam do artista, receberão mais facilmente o pensamento deste último; por um trabalho prolongado, se estabelecerá uma fusão entre o espírito do profano e o espírito do artista. Pouco a pouco, o profano receberá em seu pensamento os quadros e as cenas artísticas do seu mestre espiritual e poderá, então, experimentar alegrias estéticas muito grandes e se tornar, ele mesmo, artista em uma futura existência, porquanto terá recebido os primeiros elementos da arte no contato com um ser mais avançado do que ele.

É assim que, geralmente, os meios artísticos se perpetuam da Terra ao espaço, do espaço à Terra, e nos outros mundos, visto que existem aqueles em que os meios de criação artística são mais ricos do que em vosso globo.

Devo acrescentar que os espíritos, por trocas de pensamentos, podem criar formas com a ajuda da sucessão de cores que é infinita no espaço: quanto mais os planos são elevados, mais a sucessão de cores é desenvolvida.

Na atmosfera terrestre não podemos exteriorizar nosso pensamento de uma forma clara e precisa. É como se vós quisésseis projetar vosso pensamento sobre uma tela cinzenta em lugar de uma tela branca.

Às vezes os espíritos se reúnem, através de seus pensamentos, trocam formas, criam quadros variados. Se um espírito que viveu em um mundo superior se encontra no meio deles, ele faz seus irmãos menos privilegiados aproveitarem os recursos artísticos que
ele pôde adquirir. O criador dessas cenas tem o poder de destruir imediatamente o que seu pensamento criou. Portanto, essas cenas são passageiras e pessoais ao espírito; mas aqueles que têm o desejo de se elevar podem aproveitar essa projeção artística, constituída pela combinação de moléculas fluídicas emanadas do meio ambiente.”




(http://www.ilona.com.br/g0757.gif)



(( Continuação ))
Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 20 de Novembro de 2013, 18:40
(https://cdn.shopify.com/s/files/1/1172/2482/products/LIVRO_O_ESPIRITISMO_NA_ARTE_large.jpg?v=1467299541)




O Espiritismo na Arte
(Léon Denis)



(( Continuação ))



(http://www.totalgifs.com/mini-gifs/mini38.gif)


Segunda lição


– Composição virtual de obras artísticas
– A eclosão da inspiração




(22 de Novembro de 1921)



“Após ter-vos dado a descrição das cenas artísticas que registramos no espaço, para vós será interessante saber como agrupamos os elementos dessas cenas para compor virtualmente esses quadros.

Tentarei vos fazer compreender como reunimos as moléculas necessárias para que a nossa vontade possa projetar os fluidos capazes de se transformarem em obras que simbolizem a beleza sob todas as formas. Essas obras serão sentidas e percebidas por outros seres fluídicos que não são criadores.

Os seres imateriais que flutuam nas regiões fluídicas, infinitamente ricas e sutis, só as alcançaram por uma longa e progressiva evolução pela qual adquiriram conhecimentos e
aptidões suficientes para eles mesmos poderem criar, no mundo onde vivem, entre suas existências humanas.

Vejamos um exemplo. Um grande escultor, um grande pintor ou um grande artista parte da Terra. Ele ainda está sob a impressão dos trabalhos que executou durante sua existência anterior; chegado ao espaço, não estando mais o seu espírito limitado pela matéria, ele revê o caminho percorrido desde o dia em que recebeu a essência criadora divina e adquire a certeza de que poderá, nas novas existências, desenvolver e completar o que vós podeis chamar de parcela genial.

Ele vai ver, no espaço, desenrolarem-se todos os fatos proeminentes que presidiram a eclosão da sua inspiração. Se ele era arquiteto ou escultor, imediatamente, de acordo com
sua vontade, sua memória voltará a traçar os monumentos ou as obras de arte que ele criou.

Admitimos que ele plane nesse meio do qual acabamos de falar; após um apelo a Deus, seu pensamento encontrará, por suas radiações, fluidos suficientes para reconstituir todas as suas obras. Se elas têm um caráter verdadeiro de beleza, se a inspiração é pura, se o ideal é elevado, os outros seres que rodeiam o artista sentirão despertar em si mesmos um desejo de imitação e, pouco a pouco, o véu material sendo levantado, seu pensamento pessoal será fecundado pelo do artista.

Assim, um grande mestre-escultor fará reviver esses belos monumentos nos quais a glória do Altíssimo foi cantada durante séculos. Então, imensas catedrais serão reedificadas; mas o artista não se limita sempre à obra que criou, sua visão à distância também reencontra as obras dos seus discípulos, e algumas vezes sua inspiração continua no espaço para formar de novo obras que tomam a diversos autores as partes mais bem-sucedidas de suas concepções. Se vós penetrásseis no espaço, no plano elevado a que me refiro, poderíeis perceber que monumentos, que não são semelhantes àqueles erigidos no vosso mundo, são reconstituídos pelo pensamento fluídico de seres inspirados por Deus.

O Criador supremo dá a cada um de seus filhos uma parcela animadora que se exterioriza quando o culto do belo e do ideal desperta neles. Vossos monumentos religiosos são as imagens vivas desse fato. Esses telhados arrojados, lançando-se em direção ao céu, não são uma imagem fiel do pensamento do ser humano elevando-se em uma prece derradeira a esse Deus que nos criou? Quer seja uma catedral ou um templo da Antiguidade, quer seja na Grécia, em Roma, em Florença ou em vosso país, procurai e
sempre encontrareis a confirmação de que o pensamento superior preside a eclosão das obras arquitetônicas.

Faço uma pequena comparação, talvez me afastando do meu assunto: se considerardes a história da Arquitetura na Alemanha nestes tempos modernos 8, constatareis que a elevação em direção ao céu é ausente, que formas maciças e quadradas substituem a
cúpula ou a ogiva; o pensamento estende-se sobre a Terra e não se eleva mais em direção ao divino.

Em pintura, estudai a escola florentina na época da Renascença; verificareis que quando as obras têm um cunho místico, os traços se divinizam e as cenas tomam características de real beleza e de verdadeira grandeza.

Ocorre o mesmo em todas as artes. A música sacra, por exemplo, tem um caráter que toca de mais perto o divino, enquanto que a música profana, quando se aproxima da matéria, reveste a característica de um realismo baixo e grosseiro.”




(http://www.totalgifs.com/mini-gifs/mini38.gif)



Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 25 de Novembro de 2013, 16:41
(http://2.bp.blogspot.com/-qaR1E0TPLN8/TlJizsjpeHI/AAAAAAAAAJk/20VcVMiNoao/s440/305.JPGg)



A Música Celeste


(http://dl3.glitter-graphics.net/pub/989/989343ohhhvwl9ln.gif)(http://dl3.glitter-graphics.net/pub/989/989343ohhhvwl9ln.gif)


Certo dia, numa reunião familiar, o chefe da família lera uma passagem de O Livro dos Espíritos concernente à música celeste. Uma de suas filhas, boa musicista, pôs-se a dizer consigo mesma: Mas não há música no mundo invisível! Parecia-lhe isso impossível; entretanto, não externou seu pensamento. Na noite do mesmo dia, escreveu ela espontaneamente a comunicação seguinte:

"Esta manhã, minha filha, teu pai te leu uma passagem de O Livro dos Espíritos. Tratava-se de música e tu aprendeste que a do céu é muito mais bela do que a da terra. Os Espíritos acham-na muito superior à vossa. Tudo isto é verdade; no entanto, dizias intimamente: Como poderia Bellini vir dar-me conselhos e ouvir a minha música? Foi provavelmente algum Espírito leviano e farsista.  (Alusão aos conselhos que o Espírito Bellini às vezes lhe dava sobre música.)  Enganas-te, minha filha. Quando os Espíritos tomam sob a sua proteção um encarnado, o objetivo que colimam é fazê-lo adiantar-se.

"Assim, Bellini já não acha bela a sua música, porque não a pode comparar à do Espaço; mas, vendo a tua aplicação e o teu amor a essa arte, se te dá conselhos, é por sincera satisfação. Ele deseja que o teu professor seja recompensado de todo o seu esforço. Achando suas composições muito infantis, em face das sublimes harmonias do mundo invisível, ele aprecia o teu talento, que se pode qualificar de grande aí nesse mundo. Acredita, minha filha, os sons dos vossos instrumentos, as vossas mais belas vozes não poderiam dar-vos a menor ideia da música celeste e da suave harmonia."

Passados alguns instantes, disse a moça: "Papai, papai, vou adormecer, vou cair." Logo se lançou numa poltrona, exclamando: "Oh! papai, papai, que música deliciosa!... Desperta-me senão eu me vou."

Não sabendo os assistentes, aterrorizados, como fazer para despertá-la, disse ela: "Água, água."

Com efeito, algumas gotas que lhe salpicaram no rosto deram pronto resultado. Atordoada a princípio, voltou lentamente a si, sem a mínima consciência do que se passara.

Ainda na mesma noite, achando-se só, o pai da donzela recebeu do Espírito S. Luiz a explicação seguinte:

"Quando lias à tua filha a passagem de O Livro dos Espíritos referente à música celeste, ela se conservava em dúvida; não compreendia que no mundo espiritual pudesse haver música. Eis por que depois eu lhe disse que era verdade. Não tendo a minha afirmativa podido persuadi-la, Deus permitiu que, para convencer-se, ela caísse em sono sonambúlico. Então, desprendendo-se do corpo adormecido, seu Espírito se lançou pelo Espaço e foi admitido nas regiões etéreas, onde ficou em êxtase produzido pela impressão da harmonia celeste. Por isso foi que exclamou: "Que música! que música!" Sentindo-se, porém, transportada a regiões cada vez mais elevadas do mundo espiritual, pediu que a despertassem, indicando o meio de o conseguirem: com água.

"Tudo se faz pela vontade de Deus. O Espírito de tua filha não mais duvidará. Embora, despertado, não guarde lembrança nítida do que se passou, seu Espírito sabe agora onde está a verdade.

"Agradecei a Deus os favores de que cumula esta criança. Agradecei-lhe o dignar-se fazer-vos conhecer cada vez mais a sua onipotência e a sua bondade. Que suas bênçãos se derramem sobre vós e sobre este médium, ditoso entre mil!"



(http://dl3.glitter-graphics.net/pub/989/989343ohhhvwl9ln.gif)(http://dl3.glitter-graphics.net/pub/989/989343ohhhvwl9ln.gif)


NOTA - Perguntar-se-á talvez que convicção pode ter resultado para aquela moça do que lhe foi dado ouvir, uma vez que de nada se lembra. Se, no estado de vigília, os pormenores se lhe apagaram da memória, seu Espírito se recorda. Ficou-lhe uma intuição, bastante para lhe modificar as ideias. Ao invés de fazer-lhes oposição, ela aceitará sem dificuldade as explicações que lhe foram dadas, porque as compreenderá e intuitivamente as reconhecerá de acordo com o seu sentimento íntimo.

O que se passou neste fato isolado, pelo espaço de alguns minutos, durante a breve excursão que o Espírito da moça realizou pelo mundo espiritual, é análogo ao que se dá no intervalo de uma existência a outra, quando o Espírito que encarna possui luzes sobre um assunto qualquer. Ele se apropria sem dificuldade de todas as ideias referentes a esse assunto, se bem que, como homem, não se recorde da maneira por que as adquiriu. Ao contrário, as ideias, para cuja assimilação ainda não se acha maduro, dificilmente lhe entram no cérebro.


Assim se explica a facilidade com que certas pessoas assimilam as ideias espíritas. Em tais pessoas, essas ideias nada mais fazem que despertar as que já elas possuíam. As criaturas a que nos referimos são espíritas de nascença, como outros são poetas, músicos ou matemáticos. Logo às primeiras palavras, compreendem e não necessitam de fatos materiais para se convencerem. É, não há duvidar, um sinal de adiantamento moral e de desenvolvimento espiritual.


Na comunicação acima se lê: "Agradecei a Deus os favores de que cumula esta criança; que suas bênçãos desçam sobre este médium, ditoso entre mil."  Poder-se-ia supor que estas palavras indicam a concessão de um favor, uma preferência, um privilégio, quando o Espiritismo ensina que, sendo Deus soberanamente justo, nenhuma de suas criaturas é privilegiada e que ele não facilita o caminho mais a uns do que a outros. Sem nenhuma dúvida a mesma senda está aberta a todos, mas nem todos a percorrem com a mesma rapidez e com o mesmo resultado; nem todos aproveitam igualmente das instruções que recebem. O Espírito da moça em questão, embora jovem como encarnado, já com certeza muito vivera e progredira bastante.


Os bons Espíritos, achando-a dócil aos seus ensinamentos, se comprazem em instrui-la, como faz o professor ao aluno em quem descobre boas disposições. É nesse sentido que o médium é ditoso entre muitos outros que, para seu adiantamento moral, nenhum fruto colhem da mediunidade de que são dotados. Não há, pois, neste caso, nem favor, nem privilégio; unicamente uma recompensa. Se o seu Espírito deixasse de ser digno dela, dentro em pouco teria afastado de si seus bons Guias e se veria cercado de uma multidão de Espíritos maus.



(http://dl3.glitter-graphics.net/pub/989/989343ohhhvwl9ln.gif)(http://dl3.glitter-graphics.net/pub/989/989343ohhhvwl9ln.gif)


do livro Obras Póstumas, de Allan Kardec.
Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 01 de Dezembro de 2013, 16:34
(http://4.bp.blogspot.com/-OzbCJ_DRC5k/UOjQNT-EQpI/AAAAAAAAJ_8/KaK_cuokNF4/s600/music.7.jpg)



A Mediunidade e a Música



(http://lh6.ggpht.com/uardih/SPjBqWgUwXI/AAAAAAAAHEU/EwKcMyDHRcM/.png)



A boa música é uma manifestação artística sublime, envolvente, de elevada expressividade e de considerável importância. Para avaliarmos seu valor, basta imaginarmos o mundo sem melodias, os filmes sem efeitos sonoros, os momentos especiais sem o colorido das emoções remetidas pelas canções, a infância sem cantigas, o silêncio...

Curiosa é a questão da inspiração, da construção da harmonia, da seleção de notas que, combinadas, descortinam possibilidades infinitas de sentimentos e sensações, capazes de trazer à tona lembranças ou construir novos horizontes no panorama mental.

A música é uma linguagem universal, que toca o íntimo dos seres, independentemente de credo, etnia, raça, condição social, idioma, idade, nível cultural.

De onde viria esta inspiração? Quando se inicia o processo de criação?

Os grandes mestres da música clássica e erudita atuais e os consagrados através dos tempos relataram em inúmeras ocasiões que o processo de criação fluía naturalmente, de forma espontânea, muitas vezes quase que involuntariamente, ou como se já soubessem das melodias, como se já as houvessem conhecido e estivessem apenas transcrevendo algo que pulsava em suas mentes, no compasso incompreensível do borbulhar de ideias fixas e incessantes.

Mozart afirmara por várias vezes que sua vida era profana, mas que sua música era celestial. Em tenra idade já possuía o dom de compor obras de vultosa profundidade, inexplicável à compreensão comum.

Beethoven mesmo surdo compunha obras memoráveis, de impecável maestria e regia de forma absolutamente perfeita. Comentava sobre a indescritível experiência de sonhar com as composições ou ouvi-las em seu íntimo antes de traduzi-las em notas musicais e partituras.

Bach vivia tão absorto neste universo musical que suas composições fluíam rotineiramente e muitas delas foram perdidas, porque, na dificuldade das crises financeiras, as vendia e muitas vezes até usavam as partituras como papel de embrulho... O que representa um grande pesar.

Schubert, Schumman, Puccini, Verdi, Wagner e tantos outros tiveram o amor, em suas mais diversas expressões, como tema central de suas obras, mas o que os impulsionava era algo misteriosamente irresistível, certeiro e obsessivo.

Liszt e Chopin podem ser rememorados pelas obras que remetem à melancolia, à tristeza, que brotavam orvalhadas de seus sentimentos comuns a esta sintonia...

Pensemos em O Livro dos Espíritos, quando temos as iluminadas explicações acerca da mediunidade, lembrando que todos somos médiuns e a mediunidade pode se expressar de maneiras várias e muitíssimo particulares, podemos então compreender todos os episódios citados como relacionados de forma estreita e clara com a mediunidade.

André  Luiz, em suas obras, dentre os muitos ensinamentos nos mostra que a maioria do que temos aqui em nosso orbe é inspirado no que se tem nas colônias espirituais, e que os bons Espíritos permitem ao tempo oportuno que a humanidade possa desfrutar de inovações e facilidades que são comuns na vida espiritual.

A questão da sintonia é de extrema importância, relembrando a necessidade da batalha íntima que travamos diariamente rumo à reforma íntima. Assim, a música elevada é capaz de inspirar vibrações positivas e o contrário também é verdadeiro. Esta questão é e foi sempre bem compreendida, mesmo que nem sempre necessariamente desta maneira, mas lembremo-nos da música sacra, dos rituais de diferentes credos que são ou foram acompanhados por música, a importância de determinados tipos de músicas para a meditação e concentração, ou para que seja possível alegrar e estimular as pessoas.

Os mantras, as orações repetidas, músicas e sons típicos de ritos que levam o indivíduo a um estado de transe ou até mesmo de desdobramento, em diversas e diferentes religiões, podem ser evidências de que a música é realmente capaz de mexer com o íntimo dos indivíduos.

Atualmente a musicoterapia é uma modalidade de tratamento terapêutico a favor do bem-estar dos indivíduos, que reabilita através da música e auxilia em diversas situações cotidianas, sendo respeitada nos meios médicos e acadêmicos.


Portanto, vamos desfrutar da boa música, utilizá-la para nos trazer paz e equilíbrio, ouvindo as pérolas deixadas à humanidade ao longo dos séculos como obra-prima que a espiritualidade maior nos presenteia com tanta generosidade. Sejamos gratos pelas possibilidades múltiplas de termos um elo que nos une ao alto e ao que entendemos como superior, uma linguagem universal que não necessita de traduções, mas que se conjuga tão bem à poesia.




(http://lh6.ggpht.com/uardih/SPjBqWgUwXI/AAAAAAAAHEU/EwKcMyDHRcM/.png)



Fonte: O Consolador
Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 27 de Dezembro de 2013, 22:06
(http://mundomaior.files.wordpress.com/2008/12/saraceni_santa-cecilia-com-anjo.jpeg?w=490)
Carlo Saraceni "Santa Cecília com um anjo"



A música cura?




"Procurai um homem que seja um harpista
e acontecerá que ao tocá-lo com sua mão,
ficareis curado."
(Samuel, 16:16).



(https://lh3.googleusercontent.com/-3_mKavdAypA/SFWJ0JXt41I/AAAAAAAABbo/5Aa7I7C-kf8/s84/borbo056.gif)



Desde a mais remota antiguidade a música tem sido usada como entretenimento e fator de cura dos mais variados males físicos e psicológicos. Na Grécia antiga, a mitologia associava o deus da medicina ao da música. Há registros de todos os gêneros. Na "Odisséia", Ulisses parou de sangrar ao meditar na música que ouvia. Tales de Mileto teria evitado uma revolta popular tocando para o povo. Em Roma, Plínio - O Velho - à época do Cristo, conhecia sons especiais para "acalmar" o baço. Na atualidade, as práticas permanecem. Na Alemanha, os médicos estão usando cada vez mais a música. Erik Block, médico sueco, afirma ter reduzido significativamente a morte de recém-nascidos ao tocar para as parturientes as melodias de Mozart.


A musicoterapia é aplicada em larga escala, e obras de estudiosos sérios percorrem as livrarias do mundo inteiro. Uma das mais recentes, "As energia curativas da música", de Hal A. Lingerman, deve ser lida pelos que gostam do assunto. Temas ligados à música são abordados tecnicamente e enriquecidos de dados. Música para a vida diária, para o lar, para a família, música angelical, para Deus e para Cristo, são sugeridas pelo autor.


Os mistérios da música são aprofundados e a música tem proposta para o futuro, na sua concepção.


Lingerman diz que a música pode aumentar a vitalidade física, atenuar a fadiga, acalmar a ansiedade e as tensões, elevando os sentimentos. Ajuda a concentrar o pensamento e estimula a criatividade, sensibilizando o ser humano. Expande a consciência de Deus e os horizontes do entendimento espiritual.


Afirma que a música afeta o corpo físico e influencia a mente, devendo ser criteriosamente escolhida.


O conhecido pesquisador, em sua obra, dá orientações para uma seleção eficiente e associa compositores aos estados desejados da alma. Bach despertaria em nós o poder e a grandiosidade de Deus, Vivaldi induz à alegria e à cordialidade, Merdelssohn e Chopin são para gosto refinado. Ludwig van Beethoven é o titã das sinfonias universais, Händel é intérprete dos sons celestiais.


Sabe-se que George Friederic Händel ao compor "O Messias" delcarou publicamente ter visto a hoste dos anjos que o inundou com os "sons iluminados pelo Cristo". Foi mais além, ao dizer que "mal conseguia mover a pena com rapidez suficiente para transmitir o que estava ouvindo". Segundo consta, não aceitava remuneração pelas apresentações de "O Messias". Destinava o lucro para obras de caridade.


Não são poucos os livros espíritas que falam da excelência das grandes melodias e da missão dos grandes autores.


Na "Revista Espírita", em vários números, Allan Kardec faz comentários sobre compositores e composições clássicos que embelezam a vida e apaziguam a alma humana, com suas criações extraordinárias que varam e vararão os séculos.



(https://lh3.googleusercontent.com/-3_mKavdAypA/SFWJ0JXt41I/AAAAAAAABbo/5Aa7I7C-kf8/s84/borbo056.gif)



Fonte: Revista Espírita Online, setembro/dezembro 2008
Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 23 de Janeiro de 2014, 13:13
(http://4.bp.blogspot.com/-vZTvLeWKafM/UuEOkoICyHI/AAAAAAAAPJ8/qvx2G7cDtBE/s600/nombresfilosofos.jpg)



A Escola de Atenas ( Pintura de Rafael Sanzi)



A "Escola de Atenas", pintada em 1511, na sala della Segnatura (sala da assinatura) do Vaticano, não é apenas um monumento no campo das artes, é praticamente o resumo de toda a filosofia antiga, demonstrando que seu criador, Rafael, era exímio conhecedor das tradições filosóficas.



O Pintor

Raffaello Santi ou Sanzio, "O Príncipe dos Pintores" nasceu em Urbino a 6 de abril de 1483 e morreu em Roma a 6 de abril de 1520, aos 37 anos. Começou a pintar ainda menino, revelando grande sensibilidade espacial e delicadeza no traço. Em Perugia estudou com Perugino. Aperfeiçoou seu desenho adquirindo o domínio técnico que marca sua obra.
Chamado a Roma pelo papa Júlio II em 1508, incumbiu-se de numerosos projetos de envergadura, nos quais deu mostras de uma imaginação variada e fértil, trabalhando nas salas do Vaticano por 12 anos.



A obra: "Escola de Atenas"

O afresco traz duas figuras especiais ao centro. O da esquerda apontando o dedo para cima é Platão, o da direita apontando com a mão para a natureza física é Aristóteles. Todo o grupo do lado de Platão representa as ideias transcendentais, os pensamentos sobre o mundo espiritual, a imortalidade da alma e a reencarnação. Os que estão ao lado de Aristóteles simbolizam as pesquisas no campo da natureza física, a ciência material.

Rafael pretendeu expressar o seguinte: "O supremo ideal filosófico está em uma síntese capaz de unificar a metafísica da transcendência, a filosofia da natureza e a teologia", em outras palavras: a união entre Ciência e Religião.



__________________________

Para saber mais, consulte:
1) Reale, Giovanni. História da Filosofia, vol. II, pág. 14-42--60-86, Ed. Paulus.
2) Enciclopédia Barsa 2000.
3) Enciclopédia Mirador.


__________________________

Fonte: Revista Fidelidade Espírita
Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 25 de Janeiro de 2014, 18:15
(http://3.bp.blogspot.com/-Ks2twCTarCE/Ul_1UARjUXI/AAAAAAAAJaw/_i1Nl5KNwJY/s1600/Rmel1709.jpg)




O Espiritismo na Arte
(Léon Denis)



(( Continuação ))



(http://lh6.ggpht.com/_ZiLy6TBPPpo/SROjaeBtyeI/AAAAAAAAIy0/57CsMCgmBj8/.png)



Parte II


» Arte: meio de elevação e renovação
» Arte: meio de aviltamento
» O pensamento de Deus
» Fonte das altas e sãs inspirações



(Fevereiro de 1922)


A arte, sob suas formas diversas, como dissemos no artigo anterior, é a expressão da beleza eterna, uma manifestação da poderosa harmonia que rege o Universo; é o raio de luz que vem do alto e que dissipa as brumas, as obscuridades da matéria, e nos faz entrever os planos da vida superior. A arte é, por si mesma, plena de ensinamentos, de revelações, de luz. Ela arrasta a alma em direção às regiões da vida espiritual, que é a verdadeira vida, e que a alma anseia tornar a encontrar um dia.

A arte bem compreendida é um poderoso meio de elevação e de renovação. É a fonte dos mais puros prazeres da alma; ela embeleza a vida, sustenta e consola na provação e traça para o espírito, antecipadamente, as rotas para o céu. Quando a arte é sustentada, inspirada por uma fé sincera, por um nobre ideal, é sempre uma fonte fecunda de instrução, um meio incomparável de civilização e de aperfeiçoamento.

Porém, em nossos dias, muito frequentemente ela é aviltada, desviada do seu objetivo, escravizada por mesquinhas teorias de escola e, principalmente, considerada como um meio de chegar à fortuna, às honras terrestres. Emprega-se a arte para adular as más paixões, para superexcitar os sentidos, e assim faz-se da arte um meio de aviltamento.

Quase todos aqueles que receberam a sagrada missão de conduzir as almas para o alto se eximiram dessa tarefa. Eles se tornaram culpados de um crime recusando-se a instruir e a esclarecer as sociedades, perpetuando a desordem moral e todos os males que se precipitam sobre a humanidade. Esse comportamento explica a decadência da arte em nossa época e a ausência de obras importantes.

O pensamento de Deus é a fonte das altas e sãs inspirações. Se nossos artistas soubessem beber nessa fonte, nela encontrariam o segredo das obras imperecíveis e as maiores felicidades. O Espiritismo vem lhes oferecer os recursos espirituais de que nossa época tem necessidade para se regenerar. Ele nos faz compreender que a vida, em sua plenitude, é apenas a concepção e a realização da beleza eterna.

Viver é sempre subir, sempre crescer, sempre acrescentar em si o sentimento e a noção do belo.

As grandes obras só se elaboram no recolhimento e no silêncio, à custa de longas meditações e de uma comunhão mais ou menos consciente com o mundo superior. O alarido das cidades não é conveniente ao vôo do pensamento; ao contrário, a calma da natureza, a paz profunda das montanhas, facilitam a inspiração e favorecem a eclosão do talento. Assim, confirma-se, uma vez mais, o provérbio árabe: "O barulho é para os homens, o silêncio é para Deus!"

O espírita sabe que imensa ajuda a comunhão com o Além, com os espíritos celestes, oferece ao artista, ao escritor, ao poeta. Quase todas as grandes obras tiveram colaboradores invisíveis. Essa associação se fortifica e se acentua pela fé e pela prece, que permitem às forças do Alto penetrarem mais profundamente em nós e impregnarem todo o nosso ser. Mais do que qualquer outro, o espírita sente as correntes poderosas que passam sobre as frontes pensativas e inspiram ideias, formas, harmonias, que são como os materiais dos quais o gênio se utilizará para edificar sua maravilhosa obra.

A consciência dessa colaboração dá a medida da nossa fraqueza; ela nos faz compreender qual parte cabe à influência de nossos irmãos mais velhos, de nossos guias espirituais, daqueles que, do espaço, se inclinam sobre nós e nos assistem em nossos trabalhos. Ela nos ensina a ficar humildes no sucesso. O orgulho do homem é que fez  fonte das altas inspirações secar. A vaidade, que é o defeito de muitos artistas, torna o seu espírito insensível e afasta as grandes almas que concordariam protege-los. O orgulho forma uma espécie de barreira entre nós e as forças do Além.

O artista espírita conhece sua própria indigência, mas sabe que acima dele, abre-se um mundo sem limites, pleno de riquezas, de tesouros incalculáveis, perto dos quais todos os recursos da Terra não são mais que pobreza e miséria. O espírita também sabe que esse mundo invisível - se ele souber tornar-se digno dele, purificando seu pensamento e seu coração - pode tornar mais intensa a ação do Alto, faze-lo participar de suas riquezas pela inspiração e pela revelação e delas impregnar as obras que serão como um reflexo da vida superior e da glória divina. 




(http://lh6.ggpht.com/_ZiLy6TBPPpo/SROjaeBtyeI/AAAAAAAAIy0/57CsMCgmBj8/.png)



(( Continuação ))
Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 25 de Janeiro de 2014, 21:15
(https://www.historiadasartes.com/wp-content/uploads/2016/12/m_MichelangeloCriacaoAdao-560x415.jpg)
Capela Sistina




O Espiritismo na Arte
(Léon Denis)



(( Continuação ))



(https://lh5.googleusercontent.com/-NwDvYWuzS38/Sbv5KjW_OVI/AAAAAAAAI10/DSzwdBg4XHg/s211/barrinha.gif)



- A inspiração e a evolução da arte e do pensamento



O objetivo deste tópico é, principalmente, mostrar o considerável papel que a inspiração desempenhou em todos os tempos na evolução da arte e do pensamento. Todos os estudantes do oculto sabem que uma onda de ideias, de formas, de imagens, derrama-se incessantemente do mundo invisível sobre a humanidade. A maior parte dos escritores, dos artistas, dos poetas, dos inventores, conhece essas correntes poderosas que vêm fecundar seu cérebro, ampliar o círculo das suas concepções.

Ora a inspiração se introduz suavemente em nosso intelecto, mistura-se intimamente ao nosso próprio pensamento, de tal forma que se torna impossível distingui-la, ora é uma irrupção súbita, uma invasão cerebral, um sopro que passa sobre nossas frontes e nos agita fortemente uma espécie de febre.  Outras vezes é como uma voz interior, tão nítida, tão clara que parece vir de fora para nos falar de coisas graves e profundas. Uma corrente de forças e de pensamentos agita-se e rola em torno de nós, buscando penetrar nos cérebros humanos dispostos a recebe-los, a assimila-los, a traduzi-los sob a forma e a medida de suas capacidades, de seu grau de evolução. Uns o exprimem de uma forma mais ampla, outros, de forma mais restrita, de acordo com suas aptidões, com a riqueza ou a pobreza das expressões que lhes são familiares e os recursos de sua inteligência.

As lições de o Esteta, que reproduzimos mais adiante, vão determinar os diversos caracteres da inspiração, segundo os casos.

Entre os homens de talento, muitos reconheceram essas influências invisíveis. Vários descrevem o estado vizinho ao do transe, em que a elaboração de uma grande obra os lança. Outros falam da onda ardente que os penetra, do fogo que corre em suas veias e provoca uma superexcitação que centuplica suas faculdades. Às vezes procuram, inutilmente, resistir a essa força que os domina, os subjuga e destruiria seu envoltório, caso fosse contínua. Existem os que sucumbiram a essa ação soberana e morreram prematuramente, como Rafael, na flor da idade.



Lamartine descreveu esse estado em versos célebres:

Mais à l'essor de la pensée
L'instinct des sens s'oppose em vain:
Sous le dieu mon âme oppressée
Bondit, s'elance et bat mon sein.
La foudre en mes veines circule,
Etonné du feu qui me brûle.
Je l'irrite en le combattant.
Et la lave de mon génie
Déborde en torrents d'harmonie
Et me consume en s'échappant.



(Méditations Poétiques)



Romain Rolland descreve, nestes termos, o caso especial de Miguel Ângelo  (Revue de Paris, 1906, e Cahiers de la Quinzaine):


A força do talento que provém do Deus oculto não se manifesta mais claramente senão em um homem sem vontade, como Miguel Ângelo. Jamais um homem foi sua presa dessa forma. Esse talento não parecia da mesma natureza que ele; era um conquistador, que havia se lançado sobre ele e o mantinha escravizado. Sua vontade não tinha nenhum poder e quase se poderia dizer, nenhum poder tinham seu espírito e seu coração. Era uma exaltação frenética, uma vida formidável em um corpo e uma alma muito fracos para conte-las.


Encontra-se em Goethe  (Cartas a uma Criança), os seguintes detalhes sobre Beethoven.

Beethoven, falando da fonte de onde lhe vinha a concepção de suas obras-primas, dizia a Bettina: "Eu me sinto forçado a deixar transbordarem, de todos os lados, as ondas de harmonia que provêm do foco da inspiração. Tento segui-las, e as agarro apaixonadamente; de novo elas me escapam e desaparecem entre a multidão das distrações que me cercam. Logo eu volto a agarrar a inspiração com ardor, arrebatado, multiplico todas as suas modulações e, no último momento, triunfo com o primeiro pensamento musical.

Devo viver sozinho comigo mesmo. Sei bem que Deus e os anjos estão mais pertos de mim, em minha arte, que os outros. Comunico-me com eles e sem temor. A música é uma das entradas espirituais nas esferas superiores da inteligência."


Mozart, por sua vez, em uma de suas cartas a uma amigo íntimo, nos inicia nos mistérios da inspiração musical. Essa carta foi publicada em A Vida de Mozart, por Holmes, em Londres, 1845:


    Dizeis que gostaríeis de saber qual é minha maneira de compor e qual é o meu método. Verdadeiramente eu não posso vos dizer mais do que o que vou falar, porque eu mesmo não sei nada a respeito e não consigo me explicar.

    Quando estou com boa disposição e completamente só, durante meu passeio, os pensamentos musicais me vêm em abundância. Não sei de onde vêm esses pensamentos, nem como eles me chegam, minha vontade não tem nenhum poder nisso.


Shiller declarou que seus mais belos pensamentos não eram de sua própria criação, eles lhe vinham tão rapidamente e com uma tal força que ele tinha dificuldade em compreende-los bastante rápido para transcreve-los.


Michelet também parece estar, em certas horas, sob o domínio de algum poder incomum. Falando da sua História da Revolução Francesa, ele diz:

    Jamais, desde a minha Virgem de Orléans, eu havia recebido semelhante emanação do Alto, uma visita tão luminosa do céu... Inesquecíveis dias, quem sou eu para tê-los narrado? Eu ainda não sei, e não saberei jamais, como pude reproduzi-los. A incrível felicidade de reencontrar isso tão vivo, tão abrasador, após sessenta anos, encheu-me o coração de uma alegria heróica.


O poder da inspiração se traduz de uma maneira mais sensível ainda em Henri Heine. Eis o que ele dizia no prefácio de sua tragédia William Radcliff:

    Escrevi William Radcliff em Berlim, enquanto o Sol iluminava com seus raios, antes enfadonhos, os tetos cobertos de neve e as árvores desprovidas de suas folhas; eu escrevia sem interrupção e sem fazer rasuras. Sempre escrevendo, parecia que eu ouvia, acima da minha cabeça, como que um barulho de asas...


Poderíamos multiplicar as citações do mesmo gênero, e nelas veríamos que a inspiração varia segundo as naturezas. Em uns, o cérebro é como um espelho que reflete as coisas escondidas e envia as suas radiações sobre a humanidade. Sob mil formas, ela penetra os sensitivos e se impõe.




- Comportamento de outros espíritos diante de o Esteta



As duas lições de o Esteta que vamos ler, têm por assunto a inspiração, considerada em sua causa e em seus efeitos gerais, tanto na Terra como no espaço.

Em nossas reuniões, essas lições prosseguem com regularidade a cada semana, porém, ainda ignoramos o nome e a personalidade verdadeira do seu autor. No entanto, observamos que os espíritos familiares do nosso grupo afastam-se com respeito e apenas se calam diante dele; o guia do médium vem, após a partida de o Esteta, e nos diz algumas palavras de amizade e de encorajamento, declarando-se "acanhado pela superioridade e a irradiação desse grande espírito".

Qualquer que seja o valor do estilo, nós nos empenhamos em reproduzir fielmente o pensamento do autor, evitando com cuidado tudo o que pudesse alterar o seu sentido, mesmo em benefício da forma.




(http://img.terra.com.br/i/2009/08/31/1306964-9651-ga.jpg)
A Criação de Adão é uma das obras mais famosas de Michelangelo



(https://lh5.googleusercontent.com/-NwDvYWuzS38/Sbv5KjW_OVI/AAAAAAAAI10/DSzwdBg4XHg/s211/barrinha.gif)




(( Continuação ))
Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 29 de Janeiro de 2014, 21:06
(https://1.bp.blogspot.com/-jqa42R9mZZo/UYKqPl4DEZI/AAAAAAAAg7Q/K1gwE3BluBA/s440/Picture1.png)




A música e as harmonias celestes

Revista Espírita - 1869
(17 de janeiro de 1869 – Médium: Sr. Nivard)



251. São sensíveis à música os Espíritos?

“Aludes à música terrena? Que é ela comparada à música celeste? A esta harmonia de que nada na Terra vos pode dar idéia? Uma está para a outra como o canto do selvagem para uma doce melodia. Não obstante, Espíritos vulgares podem experimentar certo prazer em ouvir a vossa música, por lhes não ser dado ainda compreenderem outra mais sublime. A música possui infinitos encantos para os Espíritos, por terem eles muito desenvolvidas as qualidades sensitivas. Refiro-me à música celeste, que é tudo o que de mais belo e delicado pode a imaginação espiritual conceber.”

(O Livro dos Espíritos)



(http://dl3.glitter-graphics.net/pub/451/451453l9rfr0cqw4.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)



O silêncio que guardei sobre a questão que me dirigiu o mestre da Doutrina Espírita foi explicado. Era conveniente, antes de abordar esse difícil tema, recolher-me, lembrar-me e condensar os elementos que estavam em minha mão. Eu não tinha que estudar música, tinha apenas que classificar os argumentos com método, a fim de apresentar um resumo capaz de dar uma ideia de minha concepção sobre a harmonia. Esse trabalho, que não fiz sem dificuldade, está terminado, e estou pronto a submetê-lo à apreciação dos espíritas.

A harmonia é difícil de definir. Muitas vezes confundem-na com a música, com os sons resultantes de um arranjo de notas, e das vibrações dos instrumentos reprodutores desse arranjo. Mas a harmonia não é isto, como a chama não é a luz. A chama resulta da combinação de dois gases: é tangível; a luz que ela projeta é um efeito dessa combinação e não a própria chama: ela não é tangível. Aqui o efeito é superior à causa. Assim com a harmonia. Ela resulta de um arranjo musical, é um efeito igualmente superior à sua causa: a causa é brutal e tangível; o efeito é sutil e não é tangível.

Pode-se conceber a luz sem chama e compreende-se a harmonia sem música. A alma é apta a perceber a harmonia fora de todo concurso de instrumentação, como é apta a ver a luz fora de todo concurso de combinações materiais. A luz é um sentido íntimo que possui a alma; quanto mais desenvolvido esse sentido,melhor ela percebe a luz. A harmonia é igualmente um sentido íntimo da alma: é percebida em razão do desenvolvimento desse sentido. Fora do mundo material, isto é, fora das causas tangíveis, a luz e a harmonia são de essência divina; nós as possuímos em razão dos esforços feitos para adquiri-las. Se comparo a luz e a harmonia, é para me fazer compreender melhor e, também, porque essas duas sublimes satisfações da alma são filhas de Deus e, por conseguinte, irmãs.

A harmonia do espaço é tão complexa, tem tantos graus que eu conheço, e muitos mais ainda, que me são ocultos no éter infinito, que aquele que estiver colocado num certo nível de percepções, é como que tomado de admiração ao contemplar essas harmonias diversas, que, se fossem reunidas, constituiriam a mais insuportável cacofonia; ao passo que, ao contrário, percebidas separadamente, constituem a harmonia particular a cada grau. Essas harmonias são elementares e grosseiras nos graus inferiores;levam ao êxtase nos graus superiores. Tal harmonia, que choca um Espírito de percepções sutis, deslumbra um Espírito de percepções grosseiras; e quando ao Espírito inferior é dado deleitar-se nas delícias das harmonias superiores, é tomado pelo êxtase e a prece o penetra; o encantamento o arrasta às esferas elevadas do mundo moral; vive uma vida superior à sua e desejaria continuar a viver sempre assim. Mas, quando a harmonia deixa de o penetrar, desperta, ou, se se quiser, adormece. Em todo o caso, volta à realidade de sua situação, e nos lamentos que deixa escapar por ter descido, se exala uma prece ao Eterno, pedindo forças para subir. Para ele é um grande motivo de emulação.

Não tentarei dar a explicação dos efeitos musicais que produz o Espírito agindo sobre o éter. O que é certo é que o Espírito produz os sons que quer, e não pode querer o que não sabe. Ora, aquele que compreende muito, que tem a harmonia em si, que dela está saturado, que goza, ele próprio, o seu sentido íntimo, esse nada impalpável, essa abstração que é a concepção da harmonia, age quando quer sobre o fluido universal que,instrumento fiel, reproduz o que o Espírito concebe e quer. O éter vibra sob a ação da vontade do Espírito; a harmonia que este último traz em si a bem dizer se concretiza; exala-se doce e suave como o perfume da violeta, ou ruge como a tempestade, ou rebenta como o raio, ou se lamenta como a brisa; é rápida como o relâmpago, ou lenta como a nuvem; é entrecortada como o soluço,ou uniforme como a relva; é desordenada como uma catarata, ou calma como um lago; murmura como um regato ou estrondeia como uma torrente. Ora tem a agreste aspereza das montanhas, ora o frescor de um oásis; é sucessivamente triste e melancólica como a noite, jovial e alegre como o dia; é caprichosa como a criança, consoladora como a mãe e protetora como o pai; é desordenada como a paixão, límpida como o amor e grandiosa como a Natureza. Quando ela chega a este último termo, confunde-se com a prece,glorifica a Deus e leva ao deslumbramento aquele mesmo que a produz ou a concebe.

Oh! comparação! comparação! Por que se é obrigado a empregar-te? Por que se dobrar às tuas necessidades degradantes e tomar, à natureza tangível, imagens grosseiras para fazer conceber a sublime harmonia na qual se deleita o Espírito? E ainda,malgrado as comparações, não se pode dar a compreender essa abstração, que é um sentimento quando ela é causa, e uma sensação quando se torna um efeito?

O Espírito que tem o sentimento da harmonia é como o Espírito que se quitou intelectualmente; um e outro gozam constantemente da propriedade inalienável que conquistaram. O Espírito inteligente, que ensina sua ciência aos que ignoram, experimenta a felicidade de ensinar, porque sabe que torna felizes aqueles a quem instrui; o Espírito que faz ressoar no éter os acordes da harmonia que nele existe, experimenta a felicidade de ver satisfeitos os que o ouvem.




(http://dl3.glitter-graphics.net/pub/451/451453l9rfr0cqw4.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)



A harmonia, a ciência e a virtude são as três grandes concepções do Espírito; a primeira o deslumbra, a segunda o esclarece, a terceira o eleva. Possuídas em suas plenitudes, elas se confundem e constituem a pureza. Ó Espíritos puros que as contendes! Descei às nossas trevas e clareai nossa marcha; mostrai-nos o caminho que tomastes, a fim de que sigamos as vossas pegadas!

E quando penso que esses Espíritos, cuja existência posso compreender, são seres finitos, átomos, em face do Senhor universal e eterno, minha razão fica confusa, pensando na grandeza de Deus e na felicidade infinita que goza em si mesmo, pelo só fato de sua pureza infinita, pois tudo quanto a criatura adquire não é senão uma parcela que emana do Criador. Ora, se a parcela chega a fascinar pela vontade, a cativar e a deslumbrar pela suavidade, a resplender pela virtude, que deve então produzir a fonte eterna e infinita de onde foi tirada? Se o Espírito, ser criado, chega a haurir em sua pureza tanta felicidade, que ideia se deve fazer da que o Criador haure em sua pureza absoluta? Eterno problema!

O compositor que concebe a harmonia a traduz na grosseira linguagem chamada música; concretiza sua ideia e a escreve. O Espírito aprende a forma e toma o instrumento que lhe deve permitir exprimir a ideia. O ar posto em atividade pelo instrumento leva-a ao ouvido, que a transmite à alma do ouvinte. Mas o compositor foi impotente para exprimir inteiramente a harmonia que concebia, por falta de uma língua suficiente; por sua vez o executante não compreendeu toda a ideia escrita, e o instrumento indócil de que se serve não lhe permite traduzir tudo quanto compreendeu. O ouvido é ferido pelo ar grosseiro que o cerca, e a alma recebe, enfim, por um órgão rebelde, a horrível tradução da idéia nascida na alma do maestro. A ideia do maestro era o seu sentimento íntimo; embora corrompida pelos agentes de instrumentação e de percepção, produz, no entanto, sensações nos que escutam a sua tradução; essas sensações são a harmonia. A música as produziu: são efeitos desta última. A música é posta a serviço do sentimento para produzir a sensação. No compositor o sentimento é a harmonia; no ouvinte a sensação também é harmonia, com a diferença de que é concebida por um e recebida por outro. A música é o médium da harmonia; ela a recebe e a dá,como o refletor é o médium da luz, como tu és o médium dos Espíritos. Ela a torna mais ou menos corrompida, conforme seja mais ou menos bem executada, como o refletor envia melhor ou pior luz, conforme seja mais ou menos brilhante e polido, como o médium exprime mais ou menos os pensamentos do Espírito, conforme seja mais ou menos flexível.




(http://dl3.glitter-graphics.net/pub/451/451453l9rfr0cqw4.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)



(( Continua ))






Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 29 de Janeiro de 2014, 21:10
(( Continuação ))



(http://dl3.glitter-graphics.net/pub/451/451453l9rfr0cqw4.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)



E agora que a harmonia está bem compreendida em sua significação, que se sabe que é concebida pela alma e transmitida à alma, compreender-se-á a diferença que existe entre a harmonia da Terra e a do espaço. Entre vós, tudo é grosseiro: o instrumento de tradução e o instrumento de percepção. Entre nós tudo é sutil: vós tendes o ar, nós temos o éter; tendes o órgão que obstrui e vela; em nós a percepção é direta e nada a vela. Entre vós, o autor é traduzido; entre nós, fala sem intermediário e na linguagem que exprime todas as concepções. E, contudo, essas harmonias têm a mesma fonte,como a luz da Lua tem a mesma fonte que a do Sol; assim como a luz da Lua é o reflexo da luz do Sol, a harmonia da Terra não passa de reflexo da harmonia do espaço.

A harmonia é tão indefinível quanto a felicidade, o medo, a cólera: é um sentimento. Não se a compreende senão quando se a possui, e não se a possui senão quando se a adquiriu. O homem que é jovial não pode explicar sua alegria; o que é medroso não pode explicar seu medo. Podem dizer os fatos que provocam esses sentimentos, defini-los, descrevê-los, mas os sentimentos ficam inexplicados. O fato que causa a alegria em um nada produzirá sobre outro; o objeto que ocasiona o medo produzirá a coragem de outro. As mesmas causas são seguidas de efeitos contrários; isto não se dá em física, mas se dá em metafísica. Isto sucede porque o sentimento é propriedade da alma, e as almas diferem entre si em sensibilidade, em impressionabilidade, em liberdade. A música, que é a causa secundária da harmonia percebida, penetra e transporta um e deixa o outro frio e indiferente. É que o primeiro está em condição de receber a impressão produzida pela harmonia e o segundo num estado contrário; escuta o ar que vibra, mas não compreende a ideia que ele lhe traz. Este chega ao aborrecimento e adormece, aquele ao entusiasmo e chora. Evidentemente, o homem que goza as delícias da harmonia é mais elevado, mais depurado que aquele que ela não pode penetrar; sua alma está mais apta para sentir; desprende-se mais facilmente e a harmonia a ajuda a se desprender; ela a transporta e lhe permite ver melhor o mundo moral. De onde se deve concluir que a música é essencialmente moralizadora, pois que leva a harmonia às almas e a harmonia as eleva e as engrandece.

A influência da música sobre a alma, sobre o seu progresso moral, é reconhecida por todo o mundo; mas a razão dessa influência geralmente é ignorada. Sua explicação está inteiramente neste fato: a harmonia coloca a alma sob o poder de um sentimento que a desmaterializa. Tal sentimento existe num certo grau, mas se desenvolve sob a ação de um sentimento similar mais elevado. Aquele que é privado desse sentimento a ele é trazido gradativamente; também acaba por se deixar penetrar e arrastar ao mundo ideal, onde esquece, por um instante, os grosseiros prazeres, que prefere à divina harmonia.

E agora, se se considerar que a harmonia sai do conceito do Espírito, deduzir-se-á que, se a música exerce uma influência feliz sobre a alma, a alma, que a concebe, também exerce sua influência sobre a música. A alma virtuosa, que tem a paixão do bem, do belo, do grande, e que adquiriu harmonia, produzirá obras-primas capazes de penetrar as almas mais encouraçadas e de comovê-las. Se o compositor estiver terra-a-terra, como expressará a virtude que desdenha, o belo que ignora e o grande que não compreende? Suas composições serão o reflexo de seus gostos sensuais, de sua leviandade, de sua indolência. Elas serão ora licenciosas, ora obscenas, ora cômicas e ora burlescas; comunicarão aos ouvintes os sentimentos que exprimirem, e os perverterão, em vez de os melhorar.

Moralizando os homens, o Espiritismo exerce, assim,uma grande influência sobre a música. Produzirá mais compositores virtuosos, que comunicarão suas virtudes, fazendo ouvir suas composições. Rirão menos, chorarão mais; a hilaridade dará lugar à emoção, a feiúra à beleza e o cômico à grandeza.

Por outro lado, os ouvintes que o Espiritismo terá preparado para receber facilmente a harmonia, ouvindo música séria, sentirão um verdadeiro encanto; desdenharão a música frívola e licenciosa, que se apodera das massas. Quando o grotesco e o obsceno forem deixados pelo belo e pelo bom, desaparecerão os compositores dessa ordem, porque, sem ouvintes, nada ganharão, e é para ganhar que se corrompem.

Oh! sim, o Espiritismo terá influência sobre a música! Como não seria assim? Seu advento mudará a arte, depurando-a. Sua fonte é divina, sua força a conduzirá por toda parte onde houver homens para amar, para se elevar e para compreender. Tornar-se-á o ideal e o objetivo dos artistas. Pintores, escultores, compositores, poetas lhe pedirão suas inspirações, e ele lhas fornecerá, porque é rico, porque é inesgotável.

O Espírito do maestro Rossini, em nova existência, virá continuar a arte que considera como a primeira de todas; o Espiritismo será o seu símbolo e o inspirador de suas composições.




(http://dl3.glitter-graphics.net/pub/451/451453l9rfr0cqw4.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)



Rossini
Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 04 de Março de 2014, 01:54
(https://lh4.googleusercontent.com/-z9y9tZaqipo/UhoqD6ka3LI/AAAAAAAAe5M/ilQYZHt1yF0/s550/Dorina%2520Costras.jpg)




Espiritismo na Arte



(https://lh5.googleusercontent.com/-aVEH0Nl9Zrc/URrGdLpKrjI/AAAAAAAAcDM/J-7t3JgWuoM/s95/Animation1flor.gif)



"Estou feliz por vos falar de uma arte que foi minha preocupação constante. Tendes cem vezes razão em defender a causa da arte e colocá-la em paralelo na Terra e no Espaço. A arte é de essência divina, é uma manifestação do pensamento de Deus, uma radiação do cérebro e do coração de Deus transmitida sob a forma artística.


No entanto, muitas coisas do plano divino não podem ser transmitidas aos homens. A arte, sob forma de inspiração, faz parte desse todo maravilhoso que compõe o Universo. É o relâmpago, ou antes, é a centelha que estabelece a relação entre Deus e suas criaturas...


A arte é a expressão da beleza eterna, uma manifestação da poderosa harmonia que rege o Universo; é o raio de luz que vem do alto e que dissipa as brumas, as obscuridades da matéria e nos faz entrever os planos da vida superior. A arte é, por si mesma, plena de ensinamentos, de revelações, de luz. Ela arrasta a alma em direção às regiões da vida espiritual, que é a verdadeira vida, e que a alma anseia tornar a encontrar um dia.


A arte bem compreendida é um poderoso meio de elevação e de renovação. É a fonte dos mais puros prazeres da alma; ela embeleza a vida, sustenta e consola na provação e traça para o espírito, antecipadamente, as rotas para o céu. Quando a arte é sustentada, inspirada por uma fé sincera, por um nobre ideal, é sempre uma fonte fecunda de instrução, um meio incomparável de civilização e de aperfeiçoamento."




(https://lh5.googleusercontent.com/-aVEH0Nl9Zrc/URrGdLpKrjI/AAAAAAAAcDM/J-7t3JgWuoM/s95/Animation1flor.gif)



(Léon Denis. O Espiritismo na Arte, O Esteta. CELD.)
Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 20 de Setembro de 2015, 18:01
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/ce/72/70/ce72707ef66fa1c01e4b051aa689898a.jpg)



Arte



(http://dl3.glitter-graphics.net/pub/732/732883a3ly6yf0tv.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)




Que é a arte?
Emmanuel -
A arte pura é a mais elevada contemplação espiritual por parte das criaturas. Ela significa a mais profunda exteriorização do ideal, a divina manifestação desse "mais além" que polariza a esperança da alma.
O artista verdadeiro é sempre o "médium" das belezas eternas e o seu trabalho, em todos os tempos, foi tanger as cordas mais vibráteis do sentimento humano, alçando-o da Terra para o Infinito e abrindo, em todos os caminhos, a ânsia dos corações para Deus, nas suas manifestações supremas de beleza, de sabedoria, de paz e de amor.

*

Todo artista pode ser também um missionário de Deus?
Emmanuel -
Os artistas, como os chamados sábios do mundo, podem enveredar, igualmente, pelas cristalizações do convencionalismo terrestre, quando nos seus corações não palpite a chama dos ideais divinos, mas, na maioria das vezes, têm sido grandes missionários das idéias, sob a égide do Senhor, em todos os departamentos da atividade que lhes é própria, como a literatura, a música, a pintura, a plástica.
Sempre que sua arte se desvencilha dos interesses do mundo, transitórios e perecíveis, para considerar tão-somente a luz espiritual que vem do coração uníssono com o cérebro, nas realizações da vida, então o artista é um dos mais devotados missionários de Deus, porquanto saberá penetrar os corações na paz da meditação e do silêncio, alcançando o mais alto sentido da evolução de si mesmo e de seus irmãos em humanidade.

*

Pode alguém se fazer artista tão-só pela educação especializada em uma existência?
Emmanuel -
A perfeição técnica, individual de um artista, bem como as suas mais notáveis características, não constituem a resultantes das atividades de uma vida, mas de experiências seculares na Terra e na esfera espiritual, porquanto o gênio, em qualquer sentido, nas manifestações artísticas mais diversas, é a síntese profunda de vidas numerosas, em que a perseverança e o esforço se casaram para as mais brilhantes florações da espontaneidade.

*

Como devemos compreender o gênio?
Emmanuel -
O gênio constitui a súmula dos mais longos esforços em múltiplas existências de abnegação e de trabalho, na conquista dos valores espirituais.
Entendendo a vida pelo seu prisma real, muita vez desatende ao círculo estreito da vida terrestre, no que se refere às suas fórmulas convencionais e aos seus preconceitos, tornando-se um estranho ao seu próprio meio, por suas qualidades superiores e inconfundíveis.
Esse é o motivo por que a ciência terrestre, encarcerada nos cânones do convencionalismo, presume observar no gênio uma psicose condenável, tratando-o, quase sempre, como a célula enferma do organismo social, para glorifica-lo, muitas vezes, depois da morte, tão logo possa aprender a grandeza da sua visão espiritual na paisagem do futuro.

*

Como poderemos entender o psiquismo dos artistas, tão diferente do que caracteriza o homem comum?
Emmanuel -
O artista, de um modo geral, vive quase sempre mais na esfera espiritual que propriamente no plano terrestre. Seu psiquismo é sempre a resultante do seu mundo íntimo, cheio de recordações infinitas das existências passadas, ou das visões sublimes que conseguiu apreender nos círculos de vida espiritual, antes da sua reencarnação no mundo. Seus sentimentos e percepções transcendem aos do homem comum, pela sua riqueza de experiências no pretérito, situação essa que, por vezes, dá motivos à falsa apreciação da ciência humana, que lhe classifica os transportes como neurose ou anormalidade, nos seus erros de interpretação.
É que, em vista da sua posição psíquica especial, o artista nunca cede às exigências do convencionalismo do planeta, mantendo-se acima dos preconceitos contemporâneos, salientando-se que, muita vez, na demasia de inconsiderações pela disciplina, apesar de suas qualidades superiores, pode entregar-se aos excessos nocivos à liberdade, quando mal dirigida ou falsamente aproveitada.
Eis por que, em todas as situações, o ideal divino da fé será sempre o antídoto dos venenos morais, desobstruindo o caminho da alma para as conquistas elevadas da perfeição.

*

No caso dos artistas que triunfaram sem qualquer amparo do mundo e se fizeram notáveis tão-só pelos valores da sua vocação, traduzem suas obras alguma recordação da vida no Infinito?
Emmanuel -
As grandes obras-primas da arte, na maioria das vezes, significam a concretização dessas lembranças profundas. Todavia, nem sempre constituem um traço das belezas entrevistas no Além pela mentalidade que as concebeu, e sim recordações de existências anteriores, entre as lutas e as lágrimas da Terra.
Certos pintores notáveis, que se fizeram admirados por obras levadas a efeito sem os modelos humanos, trouxeram à luz nada mais nada menos que as suas próprias recordações perdidas no tempo, na sombra apagada da paisagem de vidas que se foram. Relativamente aos escritores, aos amigos da ficção literária, nem sempre as suas concepções obedecem à fantasia, porquanto são filhas de lembranças inatas, com as quais recompõem o drama vivido pela sua própria individualidade nos séculos mortos.
O mundo impressivo dos artistas tem permanentes relações com o passado espiritual, de onde os extraem o material necessário à construção espiritual de suas obras.

*

O grandes músicos, quando compõem peças imortais, podem ser também influenciados por lembranças de uma existência anterior?
Emmanuel -
Essa atuação pode verificar-se no que se refere às possibilidades e às tendências, mas, no capítulo da composição, os grandes músicos da Terra, com méritos universais, não obedecem a lembranças do pretérito, e sim a gloriosos impulsos das forças do Infinito, porquanto a música na Terra é, por excelência, a arte divina.
As óperas imortais não nasceram do lodo terrestre, mas da profunda harmonia do Universo, cujos cânticos sublimes foram captados parcialmente pelos compositores do mundo, em momentos de santificada inspiração.
Apenas desse modo podereis compreender a sagrada influência que a música nobre opera nas almas, arrebatando-as, em quaisquer ocasiões, às idéias indecisas da Terra, para as vibrações do íntimo com o Infinito.

*

Os Espíritos desencarnados cuidam igualmente dos valores artísticos no plano invisível para os homens?
Emmanuel -
Temos de convir que todas as expressões de arte na Terra representam traços de espiritualidade, muitas vezes estranhos à vida do planeta.
Através dessa realidade, podereis reconhecer que a arte, em qualquer de suas formas puras, constitui objeto da atenção carinhosa dos invisíveis, com possibilidades outras que o artista do mundo está muito longe de imaginar.
No Além, é com o seu concurso que se reformam os sentimentos mais impiedosos, predispondo as entidades infelizes às experiências expiatórias e purificadoras. E é crescendo nos seus domínios de perfeição e de beleza que a alma envolve para Deus, enriquecendo-se nas suas sublimes maravilhas.

*

A emotividade deve ser disciplinada?
Emmanuel -
Qualquer expressão emotiva deve ser disciplinada pela fé, porquanto a sua expansão livre, na base das incompreensões do mundo, pode fazer-se acompanhar de graves consequências.




(http://dl3.glitter-graphics.net/pub/732/732883a3ly6yf0tv.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)



- continua -


*
Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 20 de Setembro de 2015, 18:05
- Continuação -



(http://dl3.glitter-graphics.net/pub/732/732883a3ly6yf0tv.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)


*

Com tantas qualidades superiores para o bem, pode o artista de gênio transformar-se em instrumento do mal?
Emmanuel -
O homem genial é como a inteligência que houvesse atingido as mais perfeitas condições de técnica realizadora; essa aquisição, porém, não o exime da necessidade de progredir moralmente, iluminando a fonte do coração.
Em vista de numerosas organizações geniais, não haverem alcançado a culminância de sentimento é que temos contemplado, muitas vezes, no mundo, os talentos mais nobres encarcerados em tremendas obsessões, ou anulados em desvios dolorosos, porquanto, acima de todas as conquistas propriamente materiais, a criatura deve colocar a fé, como o eterno ideal divino.

*

De modo geral, todos os homens terão de buscar os valores artísticos para a personalidade?
Emmanuel -
Sim; através de suas vidas numerosas a alma humana buscará a aquisição desses patrimônios, porquanto é justo que as criaturas terrenas possam levar da sua escola de provações e de burilamento, que é o planeta, todas as experiências e valores, suscetíveis de serem encontrados nas lutas da esfera material.

*

Existem, de fato, uma arte antiga e uma arte moderna?
Emmanuel -
A arte envolve com os homens e, representando a contemplação espiritual de quantos a exteriorizam, será sempre a manifestação da beleza eterna, condicionada ao tempo e ao meio de seus expositores.
A arte, pois, será sempre uma só, na sua riqueza de motivos, dentro da espiritualidade infinita.
Ponderemos, contudo, que, se existe hoje grande número de talentos com a preocupação excessiva de originalidade, dando curso às expressões mais extravagantes de primitivismo, esses são os cortejadores irrequietos da glória mundana que, mais distanciados da arte legítima, nada mais conseguem que refletir a perturbação dos tempos que passam, apoiando o domínio transitório da futilidade e da força. Eles, porém. Passarão como passam todas as situações incertas de um cataclismo, como zangões da sagrada colméia da beleza divina, que, em vez de espiritualizarem a Natureza, buscam deprimi-la com as suas concepções extravagantes e doentias.



*

(http://dl3.glitter-graphics.net/pub/732/732883a3ly6yf0tv.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)



(Extraído do livro O Consolador, II Parte, questões 161 até 172, por Emmanuel (Espírito) e Francisco Cândido Xavier)
Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 03 de Setembro de 2016, 16:00
(https://4.bp.blogspot.com/-LZta0FVsC3A/V8rVLS0GjQI/AAAAAAAARdw/aahyF3hwCNw_jYfSyL6hHGAhDRITmm40wCLcB/s400/m%25C3%25BAsicos.espiritismonaarte.jpg)



Sentimento - Arte



(http://lh6.ggpht.com/_rzXgDar-hoQ/ST-hopbgMjI/AAAAAAAAH30/rXqpkNIzLRE/go210.gif)



167 - Os grandes músicos, quando compõem peças imortais, podem ser também influenciados por lembranças de uma existência anterior?

- Essa atuação pode verificar-se no que se refere às possibilidades e às tendências, mas, no capitulo da composição, os grandes músicos da Terra, com méritos universais, não obedecem a lembranças do pretérito, e sim a gloriosos impulsos das forças do Infinito, porquanto a música na Terra é, por excelência, a arte divina.

As óperas imortais não nasceram do lodo terrestre, mas da profunda harmonia do Universo, cujos cânticos sublimes foram captados parcialmente pelos compositores do mundo, em momentos de santificada inspiração.

Apenas desse modo podereis compreender a sagrada influência que a música nobre opera nas almas, arrebatando-as, em quaisquer ocasiões, às ideias indecisas da Terra, para as vibrações do íntimo com o Infinito.




(http://lh6.ggpht.com/_rzXgDar-hoQ/ST-hopbgMjI/AAAAAAAAH30/rXqpkNIzLRE/go210.gif)



por Emmanuel e Chico Xavier, obra: O Consolador



Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 31 de Outubro de 2016, 18:30
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/236x/cf/41/17/cf41179e1a3ed4ed48071c4912de77a9.jpg)

Pierre-Auguste Renoir



O Espiritismo na Arte
(Léon Denis)



(( Continuação ))



(https://lh3.googleusercontent.com/lTcD-4Ixokgc065SbjgEgT39Z-gieVD23sOqpr5GBSaoFKe2t8IUXg8HYtYUlWf10oRq7hqHcoLwm60=w1366-h768-no)


Terceira lição


– Inspiração: causa, efeitos, formas
– A verdadeira arte




(29 de Novembro de 1921)



“Eu gostaria de vos falar sobre a inspiração. É um procedimento de transmissão da luz divina; ela se produz sob diversas formas, porquanto a arte, com suas inúmeras ramificações, aproxima-se em graus diversos desse plano divino do qual vos falo. Quando, no espaço, o espírito de um artista decidiu reencarnar, leva com ele as amizades de seres queridos que, por causas diversas, devem ficar no espaço. Mas, por intuição, esses amigos enviarão a esse ser, aprisionado na carne, fluidos provenientes do seu meio e ideias que darão novo impulso à parcela de talento que existe nele e que, sob o domínio da carne, estaria bastante propensa a ficar adormecida.

A inspiração tem duas formas: uma pessoal, outra mais ampla, transmitida por espíritos elevados que haurem a arte das fontes mais puras e comunicam seus efeitos a um ser que os emprega de forma ordenada por seus meios próprios e naturais.

A inspiração pessoal é a mais comum. Vós sabeis que um ser que é capaz de experimentar esse fenômeno já é evoluído; sua evolução se realizará por etapas. Em cada uma das suas vidas, ele terá um período mais marcante que outros, aquele em que o trabalho foi mais obstinado e, por consequência, mais produtivo; dele resultarão aquisições que se acumularão no perispírito. Na existência seguinte, essas aquisições voltarão a aparecer sob a forma de um dom inato. Esse dom, para os que não são iniciados, se denominará inspiração. Mas essa inspiração não tem senão um caráter humano; em geral ela é fria, não sendo animada pelas luzes divinas.

Para tornar essa inspiração mais bela, mais elevada, é preciso impregná-la de ideal e de fluidos que emanam do foco divino. Chegamos assim à segunda forma de inspiração. Vós sabeis que os amigos invisíveis velam pelos seres que eles sentem que são dignos de serem protegidos e encorajados. Do espaço, os espíritos superiores pressentem a pequena chama criada pela inspiração pessoal. Para torná-la mais brilhante, pela prece, se Deus o permite, esses guias irão buscar, nas esferas onde reinam radiações maravilhosas, os elementos da vida criadora que alimentarão essa pequena chama e dela farão brotar centelhas de talento.

Pode acontecer que o corpo humano seja um pouco perturbado por essas forças. Quando os átomos físicos não podem resistir a esse influxo, produz-se uma desordem no organismo. É o que explica os homens de talento terem, algumas vezes, falta de equilíbrio.

Eis a explicação material do fenômeno. O que sentirá o ser sob o efeito de uma inspiração? Se ele é suficientemente sensível, quando uma ideia, um pensamento que ele não podia prever, aflorar em seu cérebro, ele o assimilará como um receptor telefônico que recebe ondas elétricas e vibra à sua passagem. Ele é um pintor? De repente, sobre sua paleta, ele encontrará o segredo da mistura das cores que irá produzir uma nova cor, adaptando-se admiravelmente ao movimento de traços que torna o rosto expressivo ou ao relevo que deve ser dado a um quadro que está em execução. Ele é um pensador? Um escritor? Um poeta? Desse mesmo cérebro brotarão a ideia, a imagem, a expressão que devem realçar e ilustrar a obra que tem necessidade de revestir uma forma mais elevada e mais colorida. Ele é um músico? No momento em que menos esperar, um acorde, uma série harmônica, uma melodia, virão, pela sua suavidade, sua pureza, sua riqueza, dar à sua composição, um brilho que ela não teria conseguido adquirir. Se o ser humano é, desde o seu nascimento, tomado por um ideal, podeis calcular os novos tesouros que se ligarão a ele. A arte ideal é uma das formas da prece, seu pensamento atrairá amigos invisíveis muito-elevados; a eles será fácil fazer realçar o brilho da chama acesa anteriormente e, da alma do artista, brotarão obras inspiradas pelo belo e pelo divino.

Geralmente é necessário que um artista fique em um meio são, porque a chama criadora que o anima pode extinguir-se, sob a influência de um ambiente fluídico carregado de moléculas materiais. A verdadeira arte não procura os prazeres da mesa, da carne, e aqueles dos quais o espírito e o cérebro não participam.

Em vosso país, a França, tendes artistas maravilhosos que criaram obras admiráveis em todos os domínios. Os artistas da Renascença constituíram, devo vos dizer, uma plêiade inspirada por um número não menor de grandes artistas do espaço. Esses artistas da Renascença haviam encontrado sua fonte criadora na Antiguidade grega e latina. Após terem vivido na Grécia, no Egito e em Roma, retornaram ao espaço. Lá seus conhecimentos se ampliaram, adquiriram um brilho, uma aparência particular e, quando reencarnaram, deixaram o paganismo para celebrar, em todos os domínios, a glória de Deus, da qual eles tinham se impregnado durante sua última passagem nas esferas celestes. Suas vidas anteriores sobre a Terra haviam sido consagradas a um trabalho de base, isto é, à preparação dessa pequena chama que devia ser como um dos pólos atrativos da essência divina. É por essa razão que a obra dos pintores, dos escultores e dos músicos dessa época tem essa cor de piedade, de doçura, de quietude que não encontrais na época presente.

Em minha próxima exposição, eu vos falarei da inspiração em vossa época. Em alguns ela também é bela, porém, as características não são as mesmas. A inspiração atual, onde se misturam novos pontos de vista, deve contribuir para uma transformação geral da humanidade, por uma evolução no pensamento, aproximando-se e comunicando-se com o mundo invisível, intermediário do plano divino."



(https://lh3.googleusercontent.com/lTcD-4Ixokgc065SbjgEgT39Z-gieVD23sOqpr5GBSaoFKe2t8IUXg8HYtYUlWf10oRq7hqHcoLwm60=w1366-h768-no)
Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 17 de Janeiro de 2017, 13:48
(https://lh3.googleusercontent.com/H_rvsXgm9pPQmL0wWrF3Oeldi-o3nH-Tt2AKlaD-QflpKrCCStTYQKr8An0wsmRqVyvwKNbtdzK3vBCTHofcNae4lEZkkdhvUBNQnR8=w1366-h768-no)



A Música Espírita



(https://lh3.googleusercontent.com/0Dvd_ZnDSfR6z6GgCLSf-ynB0ukXwCkq7Tp_Pjee2tkfyCbtVEcgLEK6N4ZGK8tBW6QtANtJJmipGZw=w1366-h768-no)



Recentemente, na sede da Sociedade Espírita de Paris, o Presidente fez-me a honra de pedira minha opinião sobre o estado atual da música e sobre as modificações que poderiam me trazer a influência das crenças espiritas. Se não acedi em seguida a esse benevolente e simpático apelo, crede bem, senhores, que só uma causa maior motivou a minha abstenção.

Os músicos, ai! São homens como os outros, mais homens talvez, e, a esse título, são falíveis e pecáveis. Eu não fui isento de fraquezas, e se Deus me fez a vida longa a fim de dar o tempo de me arrepender, a embriaguez do sucesso, a complacência dos amigos, as adulações dos cortesãos, freqüentemente, me arrebataram o meio.

 Um maestro é uma força, neste mundo onde o prazer desempenha um papel tão grande. Aquele cuja arte consiste em seduzir o ouvido, em abrandar o coração, vê muitas armadilhas serem criadas sob seus passos, e ele nelas cai, o infeliz! Ele se embriaga com a embriaguez dos outros; os aplausos lhe tapam os ouvidos, e ele vai direto ao abismo sem procurar um ponto de apoio para resistir ao arrastamento.


No entanto, apesar de meus erros, tinha fé em Deus; acreditava na alma que vibrava em mim, e, livre de sua carriola sonora, depressa se reconheceu no meio das harmonias da criação e confundiu sua prece com aquelas que se elevam da Natureza ao infinito, da criatura ao ser incriado!

Estou feliz pelo sentimento que minha vinda provocou entre os espíritas, porque foi a simpatia que a ditou, e, se a curiosidade de início me atraiu, é ao meu reconhecimento que devereis a minha apreciação da pergunta que me foi colocada.

 Eu estava lá, pronto para falar, crendo tudo saber, quando meu orgulho caindo desvendou-me a minha ignorância. Fiquei mudo e escutei; retornei, e me instruístes, e, quando às palavras de verdade emitidas por vossos instrutores se juntaram a reflexão e a meditação, disse a mim mesmo: O grande maestro Rossini, o criador de tantas obras-primas segundo os homens, não fez, aí senão engrenar algumas das pérolas as menos perfeitas do escrínio musical criado pelo mestre dos mestres.

Rossini reuniu as notas, compôs as melodias, provou a taça que contém todas as harmonias; ele ocultou algumas chamas ao fogo sagrado; mas, esse fogo sagrado nem ele, nem os outros criaram! Nós não inventamos: nós copiamos do grande livro da Natureza e a multidão aplaude quando não tenhamos muito deformado a partitura.

 Uma dissertação sobre a música celeste!... Quem poderia disto se encarregar! Que Espírito sobre-humano poderia fazer vibrar a matéria em uníssono com essa arte encantadora? Que cérebro humano, que Espírito encarnado poderia dela retirar as nuanças variadas ao infinito?... Quem possui a esse ponto o sentimento da harmonia?

Não, o homem não foi feito para semelhantes condições! Mais tarde, bem mais tarde! À espera, eu virei, logo talvez, satisfazer ao vosso desejo e vos dar a minha apreciação sobre o estado atual da música, e vos dizer as transformações, os progressos que o Espiritismo poderá nela introduzir. Hoje é muito cedo ainda.

O assunto é vasto, já o estudei, mas me extravasa ainda; quando dominá-lo, se, todavia, a coisa for possível, ou melhor, quando eu o tiver entrevisto tanto quanto o estado de meu espírito me permitir, eu vos satisfarei; mas ainda um pouco de tempo. Se um músico pode sozinho muito falar da música do futuro, deve fazê-lo como mestre, e Rossini não quer falar como escolar.





(https://lh3.googleusercontent.com/0Dvd_ZnDSfR6z6GgCLSf-ynB0ukXwCkq7Tp_Pjee2tkfyCbtVEcgLEK6N4ZGK8tBW6QtANtJJmipGZw=w1366-h768-no)



Rossini (Espírito)


Compilado da Revista Espírita / 1969
Paris, grupo Desliens, 9 de dezembro de 1868
Médium: Sr. Desliens
Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 22 de Julho de 2017, 23:31
(https://lh4.googleusercontent.com/proxy/Ck5sfqeGDEF1y-qLQLNIglqjABqkJSNgajwD_V7F951xPDycbh2Yu7ewbdO761SQIKAM6Y4eSlZuCT6uAtQfxzzgp9o=w1200-h630-n-k-no-nu)



Mediunidade nas Artes


Pintura _ Música _ Escultura



Allan Kardec assinala as características das fase de transição no campo das Artes:

As artes só sairão de seu torpor, quando houver uma reação, visando às ideias espiritualistas. Desta forma, antecipa-se o que se pode constatar na atualidade, no terreno da Arte Espírita, em suas várias modalidades, frente à violência humana, refletida nos meios de comunicação e através das expressões artísticas mais destacadas, como a música, a pintura, o teatro, o cinema e a televisão.

Ainda afirma Kardec: A decadência das Artes no século atual é o resultado inevitável da concentração das ideias nas coisas materiais, e esta concentração por sua vez, é o resultado da ausência de qualquer crença na espiritualidade do Ser. É matematicamente exato dizer que, sem crenças as Artes não tem vitalidade possível, e toda a transformação filosófica traz, necessariamente, uma transformação artística paralela.


Kardec apresenta três momentos filosóficos e correspondentes a transformações artísticas, a saber:

Época primitiva: Arte Pagã, em que se divinizava a perfeição da Natureza. Só conheciam a vida material.

Época da Idade Média: Arte Cristã, sucedeu à Arte Pagã e representava os sentimentos atormentados entre o Céu e o Inferno, tanto como na Pintura, como na Escultura. Reconhecimento de um poder criador, acima da matéria.

Época Atual: Arte Espírita, em que deverão expressar-se as novas ideias da imortalidade da alma, da pluralidade das existências ou dos mundos ou, ainda, da comunicação com os Espíritos, irá complementar e transformar a Arte Cristã.


Léon Denis, diz que _o papel essencial da Arte é expressar a vida com todo seu poder, sua graça e sua beleza _ , e é nesse sentido que comenta o Espírito de Lavater, dizendo: _Não é belo, realmente belo, senão aquilo que o é sempre e para todos. E essa beleza eterna, infinita, é a manifestação divina sob seus aspectos incessantemente variados; é Deus em suas obras, em suas leis! Eis a única beleza
absoluta._ Acrescenta ainda: _Nós que progredimos, não possuímos senão uma beleza relativa, diminuída e combatida pelos elementos inarmônicos de nossa natureza._

Complementa Léon Denis, que _o objetivo sublime da criação é a fusão do bem e do belo. Esses dois princípios são inseparáveis, inspiram toda a obra divina e constituem a base essencial das harmonias do cosmo_.

Emmanuel ensina, perg. 161, que _a Arte é a mais elevada contemplação espiritual por parte das criaturas. Ela significa a mais profunda exteriorização de um ideal, a divina manifestação desse _mais além_ que polariza as esperanças da alma.

O artista verdadeiro é sempre o _médium_ das belezas eternas, e o seu trabalho, em todos os tempos, foi tanger as cordas mais vibráteis do sentimento humano, alçando-o da Terra para o infinito e abrindo, em todos os caminhos, a ânsia do coração para Deus, nas suas manifestações supremas de beleza, de sabedoria, de paz e de amor_.

Complementa que _a Arte será sempre uma só, na sua riqueza de motivos, dentro da espiritualidade infinita, porque será sempre a manifestação da beleza eterna, condicionada ao tempo e ao meio de seus expositores._

Há todo um processo de formação do artista ao longo de sua caminhada evolutiva, que exterioriza na obra seu sentimento inferior, seu equilíbrio mental, sua paz, sua bondade, sua crença. Por isso, diz Denis, que _quando o Espírito humano encarna na Terra e leva consigo _ seja de suas vidas terrestres, sua bagagem artística exterioriza-se sob a forma de inspirações reunidas a uma qualidade mestra que
chamaremos de gosto reunido ao sentido do belo._

A mesma ideia transmite Emmanuel, perg. 163: _A perfeição técnica de um artista bem como as suas mais notáveis características não constituem a resultante das atividades de uma vida, mas de experiências seculares em Terra e na esfera espiritual._

Esse gosto pela Arte, numa de suas características quaisquer, leva o homem à busca da inspiração, que é uma forma de mediunidade intuitiva, pela qual o artista entra em contato com os Espíritos para a realização de seu trabalho.

Nem sempre é possível distinguir quando o trabalho é do homem ou quando é sugerido pelo Espírito, nos casos de inspiração, mas, se houver no homem a disposição orgânica para o exercício da mediunidade, em seu sentido específico, ter-se-á, então, a aplicação da mediunidade nas Artes.

Nessas condições, o papel do médium não é o de um criador da Arte, mas de um instrumento, para que o Espírito produza o seu trabalho, que será tanto mais belo quanto mais evangelizado estiver o médium.

A mediunidade nas Artes revela-se através da escultura, da pintura, da literatura (oratória, poesia, etc.), do teatro ou da música. Diferentes núcleos de estudos têm-se formado, atualmente, em decorrência da divulgação da doutrina dos Espíritos, objetivando mostrar os valores da vida espiritual e sua relação com a vida física.

O teatro, levado ao público, pelos meios de comunicação eletrônicos, poderia ser um poderoso meio de educação intelectual e moral, pela elevação do pensamento, pelos nobres exemplos que a vida real mostra, se para lá fossem levados. As novelas de televisão e os vídeo cassete poderiam levar ao público um trabalho mais nobre, digno e educativo, de exemplificação, do bem, do trabalho e da busca de uma vida melhor.

A pintura mediúnica, psicopictografia ou psicopictoriografia, tem-se desenvolvido, ultimamente, com intensidade, talvez devida à apresentação pública de alguns médiuns, mostrando ao mundo dos homens a intervenção dos Espíritos pintores, através da mediunidade, e revelando que a vida continua, além dos horizontes da morte.

A Arte não é um atributo do homem, mas do Espírito imortal. É por isso que, na vida espiritual, as artes continuam com toda a sua beleza harmoniosa. Os Espíritos narram passagens maravilhosas.

Alguns livros de André Luiz estão repletos de informações.

Em _Chama Eterna_, Luiz Sérgio fala no Departamento da Arte, dos problemas de relação Espírito-Médium.

Allan Kardec em diversas passagens da _Revista Espírita_ alude à Arte Espírita, mas no n.º 5, maio-1858, entrevista Mozart que falando de música, diz: _No planeta onde estou, Júpiter, a melodia está por toda a parte, no murmúrio da água, no ruído das folhas, no canto do vento; as flores murmuram e cantam; tudo emite sons melodiosos_ A Natureza é tão admirável! Tudo nos inspira o desejo de estar
com Deus. Não temos instrumentos; são as plantas, os pássaros, que são os coristas; o pensamento compõe, e os ouvintes desfrutam sem audição material, sem o recurso da palavra, e isso a uma distância incomensurável. Nos mundos superiores isso é ainda mais sublime_.

Em todo o trabalho mediúnico, no campo da Arte, deve o médium compreender que o trabalho não é seu, mas do Espírito. Importante, por isso, é não envaidecer-se de _sua arte_ nem de sua mediunidade, porquanto, se o trabalho é dos Espíritos, a mediunidade tantas vezes decorre da misericórdia divina.

O importante, também, é o médium compreender que não deve comercializar a obra, tirando proveito para si mesmo. Mas conduzir todo o resultado obtido para obras assistenciais.

Mais importante, ainda, é o médium manter-se humilde em relação aos elogios; manso, em relação às críticas, e perseverante, em relação aos princípios basilares do ensino dos Espíritos, que deve ser divulgado como um corpo doutrinário, sem a interferência da opinião dos homens.

Em última análise, deve o médium exemplificar por sua conduta, como homem, e por sua atividade, como médium, sendo um verdadeiro representante dos ensinamentos de Jesus e dos Espíritos.

Escreveu Meimei (Sentinela da Alma) a _Oração do Pintor_, em que conclui:

_Ensina-me o equilíbrio e o respeito aos outros, para que eu apenas crie forma do bem e para o bem, a fim de que eu possa cooperar na segurança e na ordem, na serenidade e na alegria permanentes de tua obra, hoje e sempre._


Fonte: Educação Mediúnica, FEESP
Título: Re: Arte Espírita
Enviado por: macili em 15 de Fevereiro de 2018, 01:16
(https://i2.wp.com/upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/9c/Jo%C3%A3o_Zeferino_da_Costa_-_Mois%C3%A9s_recebendo_as_t%C3%A1buas_da_lei_-_1868.jpg)
Moisés recebendo as tábuas da lei, óleo/tela, 117,5 x 90,5 cm.


O Espiritismo na Arte
(Léon Denis)



(( Continuação ))



(http://dl7.glitter-graphics.net/pub/704/704207kby09mvri2.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)



Quarta lição


– Inspiração nos tempos modernos
– Inspiração científica e inspiração idealista
– Inspiração, forma que concretiza a arte.




(5 de dezembro de 1921)



"Vamos falar da inspiração nos tempos modernos. Vós ides compreender que há três grandes etapas: iniciação, trabalho e progressão. O desabrochar, parcial sobre os mundos, é completo no espaço. Vimos nossos artistas fazerem sua iniciação na Antiguidade, seja na Grécia, no Egito ou em Roma. De volta ao espaço, esses seres amadureceram e aproveitaram as qualidades adquiridas em uma ambiência material; retornando à Terra, em uma outra encarnação, eles trouxeram seu ideal da época da Renascença; depois esse ideal se expandiu, um século mais tarde, nas letras, nas artes e na arquitetura. Eu quero falar do século de Luís XIV. Tendo esses espíritos retornado ao espaço, durante um tempo bastante longo, a inspiração em geral foi apenas medíocre no speculo XVIII e latente no XIX.

Em que consiste a inspiração em nossa época?

Os Espíritos, imbuídos das belas obras rebuscadas sobre a Terra e no espaço, e que estão atualmente desencarnados, retornarão no momento em que a arte e o espírito, divinizados, deverão reflorir de uma forma mais intensa. Paralelamente, outros espíritos, que anteriormente trabalharam para a evolução material, impregnaram-se de positivismo e, aqui na Terra, na hora presente, sua inspiração, que está classificada como inspiração pessoal, encaminha-se para as coisas científicas. Mas o grupo de artistas idealistas que fica no espaço busca iluminar com uma luz divina esses seres que têm belas qualidades, sob o ponto de vista do trabalho, e que devem fazer surgir a centelha da ciência.

Eis por que, nesse momento, observais uma luta entre a ciência pura e a procura dos destinos humanos, sua formação e a do Cosmos.

Vós ireis me dizer: como concebeis a arte no espaço? A arte brota da inspiração, assim sendo era necessário vos mostrar como a arte se desenvolve e cresce numa evolução constante, para que pudésseis perceber a marcha ascendente da espiritualidade. Somente quando compreenderdes bem como a centelha artística, a centelha divina, se libera do espírito é que podereis compreender e também idealizar os quadros que se passam no espaço, mais grandiosos e mais completos que aqueles que vedes sobre a Terra e que deles são apenas um pálido reflexo.

Os espíritos positivos terrestres, provindos de uma centelha criadora, procuraram, pela inspiração científica que lhes é própria e por aquela que recebem dos seres desencarnados, descobrir o mistério da vida e do Universo.

Todas as forças se entrecruzam, do mundo visível ao mundo invisível. Do alto, os espíritos idealistas buscam animar, com um ardor que os espiritualize, os seres que trabalharam em períodos diversos e que, desse fato, adquiriram uma inspiração pessoal, mas rígida e fria.

Os cientistas da vossa época não viveram no mesmo tempo que os idealistas que conceberam tão belas obras, e é por isso que, do espaço, esses idealistas procuram estimular os cientistas. A inspiração pessoal destes últimos se confinou a um domínio que diz respeito à matéria. A centelha criadora atinge apenas o cérebro e não a alma, portanto era necessário que grandes espíritos iniciadores viessem do espaço dar aos vossos contemporâneos a insuflação inspiradora que os conduza, muito suavemente, pelos exemplos materiais, à revelação de forças desconhecidas.

As ondas hertzianas são uma das formas concretas de correntes fluídicas, criadas por Deus e transmitidas pelos espíritos. O primeiro homem que, sob a forma de uma inspiração, constatou-lhes a existência, foi conduzido a esse fato, pouco a pouco, por invisíveis que queriam revelar aos terrestres o poder das correntes que eles desconheciam. Porém, da inspiração científica à inspiração idealista há uma distância. As dificuldades existem em razão dos meios de ação, mas, nos séculos futuros, será preciso que todos os seres vibrem em uníssono e, no momento atual, o núcleo de pesquisadores científicos tem necessidade de sentir uma inspiração em que se misturem a ciência e a forma espiritualizada da obra divina em toda a sua grandeza e sua beleza. Já que as onds de seres vivos que passam pela Terra não têm todas o mesmo grau de evolução, a inspiração que anima cada onda não pode ser da mesma natureza.

Para preparar o trabalho progressivo das gerações há, na inspiração científica, uma mistura de desconhecido, de surpresa que, algumas vezes, produz um ceticismo que não é durável.

Fatalmente, no ciclo que se prepara, vossos sábios deverão aceitar e ensinar à humanidade as novas forças que brotam continuamente do espaço celeste. No dia em que vossos cientistas descobrirem, pela intuição e pela inspiração, a fonte das correntes que animam o Universo, o ideal divino estará pronto para reflorir sobre a vossa Terra e nós poderemos afirmar, convosco, que a evolução terrestre terá dado um grande passo.

A evolução científica prossegue em todos os domínios, desde a preciosa descoberta material até a aplicação de princípios novos e positivos nas artes. Atualmente vossas artes, salvo a literatura, procedem desse gênero um pouco impulsivo de impressão e de inspiração. Se, durante a Renascença, as composições pareciam por vezes um pouco ingênuas, em vossos dias, a cor, a forma, o poder da inspiração não faltam, mas será preciso adquirir, nos séculos futuros, a noção de ideal que servirá de elo a todas as obras do pensamento. Deus vos dá, por aí, o sentido real e profundo da sua obra universal.

Nesse estudo, vimos o cérebro do artista organizado em todos os domínios. A inspiração, quer venha da personalidade ou do ideal divino, é a forma que concretiza a arte. Os seres carnais a adquirem na Terra, seu espírito a completa no espaço.

Mais tarde, passaremos em revista as belas concepções que podem brotar de uma alma ardente no trabalho e plena de admiração pelo Criador."




(http://dl7.glitter-graphics.net/pub/704/704207kby09mvri2.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)