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CONVÍVIO => Off-topic => Tópico iniciado por: Victor Passos em 18 de Outubro de 2007, 17:15

Título: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: Victor Passos em 18 de Outubro de 2007, 17:15
Você sabia???



 Você sabia que aqueles que demonstram ser fortes no coração, são realmente fracos e sucessiveis?

Você sabia que aqueles que gastam tempo protegendo os outros são aqueles que realmente precisam de alguém para protegê-los?


 Você sabia que quando você inveja alguém, é porque você realmente gosta dessa pessoa?


Você sabia que as três coisas mais difíceis de se dizer são:  Eu te amo, desculpa e me ajude.  As pessoas que dizem isso são aquelas que na verdade precisam delas ou realmente sentem elas, e são aquelas que você realmente precisa apreciar, porque elas disseram aquelas palavras.


Você sabia que pessoas que se mantém ocupadas em manter a companhia dos outros ou ajudando os outros são aquelas que na verdade precisam da sua companhia e ajuda? 

Você sabia que aqueles que vestem de vermelho são mais confiantes neles mesmos?

Você sabia que aqueles que se vestem de amarelo são aqueles que apreciam sua beleza?

 Você sabia que aqueles que se vestem de preto são aqueles que não querem ser reparados e precisam da sua ajuda e compreensão?

 Você sabia que quando você ajuda alguém, a ajuda é retornada em dobro?

 

 Você sabia que aqueles que mais precisam de você são aqueles que não mencionam isso pra você?


 Você sabia que é mais fácil falar o que você sente escrevendo isso do que falando isso na cara da pessoa? Mas você sabia que é mais valioso quando você fala isso na cara da pessoa?

 Você sabia que o que é mais difícil pra você falar ou fazer é muito mais valioso do que qualquer coisa que você possa comprar com dinheiro?

 Você sabia que se você pedir algo com fé, seus desejos serão garantidos?

Você sabia que você poderia realizar seus sonhos, como se apaixonar, se tornar rico, manter-se saudável, se você pedir isso com fé, e se você realmente soubesse, você ficaria surpreso pelas coisas que você poderia fazer. 


 Mas não acredite em tudo que eu t e falei, até que você tente isso sozinho, se você conhece alguém que precisa de algo que eu te falei aqui, e você sabe que pode ajudar, você verá que isso será retornado em dobro. 

VOCÊ SABIA QUE VOCÊ SEMPRE PODE CONTAR COMIGO???... NO MOMENTO, HORA E LUGAR QUE VOCÊ PRECISAR DE MIM, ME LIGA, EU ESTAREI LÁ COM VOCÊ!!!!!

 
 ALGUÉM
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Julho de 2009, 22:50
Neste tópico poderemos colocar muitas curiosidades que venhamos a conhecer para assim compartilharmos e nos divertirmos com a dita "cultura inútil" ... Embora, particularmente, não considere nenhuma cultura inútil. :) ;)

Abraços,
Helena Beatriz


Você sabia que:

Os Três Reis Magos:

O árabe Baltazar: trazia incenso, significando a divindade do Menino Jesus.

O indiano Belchior: trazia ouro, significando a sua realeza.

O etíope Gaspar: trazia mirra, significando a sua humanidade.


As Sete Maravilhas do Mundo Antigo:

1 - As Pirâmides do Egito

2 - Os Jardins Suspensos da Babilônia

3 - O Mausoléu de Helicarnasso

4 - A Estátua de Zeus

5 - O Templo de Artemisa

6 - O Colosso de Rhodes

7 - O Farol de Alexandria.



Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Julho de 2009, 22:53
Você sabia que

As 7 Notas Musicais

A origem é uma homenagem a São João Batista, com seu hino:
Ut queant laxis (dó) Para que possam

Resonare fibris ............ ressoar as

Mira gestorum ............ maravilhas de teus feitos

Famulli tuorum ............ com largos cantos

Solve polluit .............. apaga os erros

Labii reatum .............. dos lábios manchados

Sancti Ioannis .............. Ó São João


Os Sete Pecados Capitais

(Eles só foram enumerados no século VI, pelo papa São Gregório Magno (540-604), tomando como referência as cartas de São Paulo)

Gula

Avareza

Soberba

Luxúria

Preguiça

Ira

Inveja


Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Julho de 2009, 22:55
Você sabia quais eram...

As Sete Virtudes

(para combater os pecados capitais)


Temperança (gula)

Generosidade (avareza)

Humildade (soberba)

Castidade (luxúria)

Disciplina (preguiça)

Paciência (ira)

Caridade (inveja)



Os Sete dias da Semana e os Planetas

Os dias, nos demais idiomas- com excessão da língua portuguesa , mantém os nomes dos sete corpos celestes conhecidos desde os babilônios :


Domingo - dia do Sol

Segunda - dia da Lua

Terça - dia de Marte

Quarta - dia de Mercúrio

Quinta - dia de Júpiter

Sexta - dia de Vênus

Sábado - dia de Saturno



As Sete Cores do Arco-Íris:

Na mitologia grega, Íris era a mensageira da deusa Juno. Como descia do céu num facho de luz e vestia um xale de sete cores, deu origem à palavra arco-íris.


A divindade deu origem também ao termo íris, do olho.

Vermelho

Laranja

Amarelo

Verde

Azul

Anil

Violeta






Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Julho de 2009, 22:59
Você sabia que...

Os Doze Meses do Ano:


Janeiro: homenagem ao Deus Janus, protetor dos lares
Fevereiro: mês do festival de Februália (purificação dos pecados), em Roma;

Março: em homenagem a Marte, deus guerreiro;

Abril: derivado do latim Aperire (o que abre). Possível referência à primavera no Hemisfério Norte;
Maio: acredita-se que se origine de maia, deusa do crescimento das plantas;
Junho: mês que homenageia Juno, protetora das mulheres;
Julho: No primeiro calendário romano, de 10 meses, era chamado de quintilis (5º mês). Foi rebatizado por Júlio César;
Agosto: Inicialmente nomeado de sextilis (6º mês), mudou em homenagem a César Augusto;

Setembro: era o sétimo mês. Vem do latim septem;
Outubro: Na contagem dos romanos, era o oitavo mês;
Novembro: Vem do latim novem (nove);

Dezembro: era o décimo mês



Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Julho de 2009, 23:02
Você sabia que...

Chiado europeu:


Quando a família real portuguesa mudou-se para o Rio, em 1808, fugindo de Napoleão, trouxe 16.000 lusitanos. A cidade tinha 50 mil habitantes. Essa gente toda mudou o jeito de falar carioca. Data daí o chiado no "s", como em "festa", que fica parecendo "feishta". Os portugueses também chiam no "s".



Porrrrta:

Até o século passado, a cidade de São Paulo falava o dialeto caipira, característico da região de Piracicaba. A principal marca desse sotaque é o "r" muito puxado. A chegada dos migrantes, que vieram com a industrialização, diluiu esse dialeto e criou um novo sotaque paulistano, fruto da combinação de influências estrangeiras e de outras regiões brasileiras.


Mineirês

Mineiros não falam porrrrta traico e arico (tradução:porta, talco e álcool). Mineiros falam arrastado e têm o costume de falar as últimas sílabas muito baixinho, o que gerou a lenda, tipo mauricim, pequeninim...
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Julho de 2009, 23:10
Os Doze Apóstolos:

1 - Simão Pedro

2 - Tiago (o maior)

3 - João

4 - Filipe

5 - Bartolomeu

6 - Mateus

7 - Tiago (o menor)

8 - Simão

9 - Judas Tadeu

10 - Judas Iscariotes

11 - André

12 - Tomé.


Após a traição de Judas Iscariotes, os outros onze apóstolos elegeram Matias para ocupar o seu lugar.


Os Doze Profetas do Antigo Testamento:

1 - Isaías

2 - Jeremias

3 - Jonas

4 - Naum

5 - Baruque

6 - Ezequiel

7 - Daniel

8 - Oséias

9 - Joel

10 - Abdias

11 - Habacuque

12 - Amos

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Julho de 2009, 23:12
Os Quatro Evangelistas e a Esfinge


. Lucas (representado pelo touro)

. Marcos (representado pelo leão)

. João (representado pela águia)

. Mateus (representado pelo anjo)


Os 4 elementos e os Signos:

. Terra (Touro - Virgem - Capricórnio)


. Água (Câncer - Escorpião - Peixes)


. Fogo (Carneiro - Leão - Sagitário)


. Ar (Gêmeos - Balança - Aquário)

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Julho de 2009, 23:26
Você sabia que...

1° de maio

O que comemoramos no dia primeiro de maio?

Quem respondeu o Dia do Trabalho, deveria trabalhar em dobro nesse dia. Comemoramos o Dia do Trabalhador, em analogia com outras datas ao longo do ano em que lembramos o jornalista, o médico e a secretária.

Esse feriado nasceu para homenagear operários mortos durante uma passeata no dia 10 de maio de 1889, em Chicago.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Julho de 2009, 23:37
As Sete Maravilhas do Mundo Moderno :


Muralha da China - China

(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/16/GreatWallNearBeijingWinter.jpg/90px-GreatWallNearBeijingWinter.jpg)

Petra - Jordânia

(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e9/Khazneh.JPG/90px-Khazneh.JPG)

Cristo Redentor - Brasil

(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f7/Brasil.RioDeJaneiro.Corcovado.jpg/90px-Brasil.RioDeJaneiro.Corcovado.jpg)

Machu Picchu - Peru

(http://www.foton.com.br/americasol/images2/320/988.jpg)

Chichen Itza - México

(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/ea/El_Castillo%2C_Chich%C3%A9n_Itz%C3%A1.jpg/90px-El_Castillo%2C_Chich%C3%A9n_Itz%C3%A1.jpg)


Coliseu - Itália

(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/53/Colosseum_in_Rome%2C_Italy_-_April_2007.jpg/90px-Colosseum_in_Rome%2C_Italy_-_April_2007.jpg)

Taj Mahal - India

(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/4d/TajMahalbyAmalMongia.jpg/90px-TajMahalbyAmalMongia.jpg)

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Julho de 2009, 16:29
Você sabia que...


No Novo Testamento, no livro de Mateus, está escrito:

"É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino dos Céus "...

O problema é que Jerônimo (o santo), tradutor do texto, interpretou a palavra " kamelos " como camelo, animal, quando na verdade, em grego, "kamelos" são as cordas grossas com que se amarram os barcos.
Bem, a idéia da frase permanece a mesma, mas qual parece mais coerente?


(http://www.fotosearch.com.br/thumb/DGV/DGV041/200402668-001.jpg)

(http://www.fotosearch.com.br/thumb/UPC/UPC003/lop05155.jpg)

Você sabia que...

 Nos conventos, durante a leitura das Escrituras Sagradas, ao se referir a São José, diziam sempre " Pater Putativus ", ( ou seja: "Pai Suposto" ) abreviando em P.P.

.".

Assim surgiu o hábito, nos países de colonização espanhola, de apelidarem todos aqueles que se chamassem "José" de "Pepe"...
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Julho de 2009, 16:34
Você sabia que...

A origem da palavra OSTRACISMO??

Vem do grego "Ostracom", que era um pedaço de cerâmica onde o povo podia escrever o nome do político que estivesse colocando a Democracia em risco. E, caso o número fosse alto, este político ficaria afastado por 10 anos, no ostracismo.

Péricles criou um novo regime, a Democracia, em Atenas, no século V antes de Cristo. E venceu mais de 15 eleições, sem nunca ter tido seu nome escrito no 'ostracom'.

Eles votavam por meio direto, nas urnas, com pedras pretas ou brancas, que representaria o candidato A ou B. Mas, assim como no sistema americano, a escolha passaria pelo Congresso.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Julho de 2009, 16:39
Você sabia que...

Nicolò Paganini: Alma penada
por Celso Miranda

O músico italiano Nicolò Paganini era um baita violinista. Sua habilidade – ele era capaz de tocar 12 notas por segundo – e virtuosismo – o cara tocava peças inteiras usando apenas uma corda – eram tamanhos que ele chegou a ser acusado de ter um pacto com o demônio.

A fama que ele, malandramente, ora negava, ora fomentava, fez dele rico e famoso.

Quando morreu, em 1840, no entanto, pagou caro pela reputação de endiabrado. Sua família foi proibida de levar o cadáver para Gênova e o corpo ficou meses insepulto.

 Por causa da polêmica, nos cinco anos seguintes, os restos de Paganini foram desenterrados e enterrados em locais diferentes pelo menos oito vezes.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Julho de 2009, 16:41
Você sabia que...

Escova de dentes: como fazíamos sem
por Lívia Lombardo

Sem a escova de dentes, não havia romântico que resistisse a um beijo de bom dia. Amor, carinho, lábios... e aquela carninha que restou de refeições anteriores. Algum egípcio notou esse problema: a primeira escova de que se tem notícia foi encontrada numa tumba de 5 mil anos.

Na verdade, era um pequeno ramo de planta que foi desfiado até as fibras aparecerem – elas eram esfregadas nos dentes para limpá-los.

O mau hálito deve ter incomodado os povos antigos. Tanto que outras alternativas para auxiliar na higiene bucal foram criadas com o passar dos anos. Além dos dedos, de folhas e de gravetos, pequenas varetas com a ponta amassada também eram utilizadas para limpar os dentes. Diocles de Caristo, um médico grego do século 4 a.C., deixou escrito um documento em que recomendava a seus clientes que todas as manhãs colocassem uma fina camada de hortelã pulverizada nos dentes e nas gengivas e a esfregasse com os dedos para remover restos de alimentos.

 Já os romanos limpavam seus dentes com um pó bem diferente – os ingredientes eram cinzas de ossos e dentes de animais, ervas e areia. A importância da escovação já era tão grande que os aristocratas tinham escravos apenas para limpar seus dentes.

Na Idade Média, as escovas ainda não haviam evoluído muito, mas as pastas de dentes já tinham melhorado bastante. Nessa época, eram preparadas à base de ervas aromáticas, como a sálvia. Mas, para eliminar o mau hálito, eram recomendados bochechos com urina.

A escova de dentes de cerdas só foi inventada em 1498, pelos chineses. Porém, além do fato de serem muito caras – e, por isso, famílias inteiras terem que dividir uma peça –, eram feitas de pêlos de porcos atados a pedaços de bambus ou ossos. Com a umidade, os pêlos mofavam e enchiam a boca de fungos.

O problema só seria resolvido em 1938, nos Estados Unidos, com o surgimento de cerdas de náilon.

Na Segunda Guerra Mundial, os soldados americanos eram obrigados a usar a escova de dentes. De lá para cá, ela só foi se aperfeiçoando. Uma pesquisa feita em 2003 nos Estados Unidos pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts supreendeu pelo resultado: para os americanos, a escova de dentes é a invenção mais importante da história da humanidade.


 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Julho de 2009, 16:45
Você sabia que...

A origem da expressão "Maria-vai-com-as-outras"
por Ernani Fagundes

Quando você chama alguém de “maria-vai-com-as-outras” está dizendo que a pessoa não tem opinião própria e, por isso, segue a vontade de outros. Mas, afinal de contas, quem foi essa primeira sonsa?

De acordo com o pesquisador Brasil Gerson, autor de História das Ruas do Rio, a expressão tem origem no início do século 19, com a vinda da família real portuguesa para o Rio de Janeiro.

A mãe do rei João VI, a rainha Maria I, costumava passear às margens do rio Carioca, no antigo bairro de Águas Férreas. Acontece que Maria I era conhecida por sua maluquice (manifestada após a morte do filho e da Revolução Francesa), tanto que era tratada como “A Louca”. Como ela ia passear levada pelas mãos de suas damas de companhia, o povo dizia: “Maria vai com as outras”.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Julho de 2009, 16:49
Você sabia que...

Reis ingleses não falavam inglês
por Elisa Almeida França

Hoje o inglês é o segundo idioma mais falado no mundo, mas houve um tempo em que nem mesmo os reis ingleses o dominavam. Isso mesmo. Grandes nomes da realeza britânica, como Henrique I, Henrique II e Ricardo Coração de Leão, só sabiam se comunicar em francês.

A confusão idiomática teve início em 1066, quando o duque da Normandia, Guilherme, o Conquistador, venceu a Batalha de Hastings contra o exército anglo-saxão. Começava o domínio da região do norte da França sobre a Inglaterra – e também a rivalidade que existe até hoje entre ingleses e franceses.

A partir daí, por 300 anos o francês foi a língua da corte e da aristocracia britânica. O inglês foi relegado às ruas e só se tornou língua oficial em 1362, já no fim da Idade Média.

Além de não falarem inglês, os reis da Inglaterra, durante a dominação normanda, eram vassalos da realeza francesa – afinal, a Normandia era uma província da França. O rei Henrique II (1154-1189), porém, ao se casar com Leonor da Aquitânia (Aquitânia era outra província francesa), chegou a possuir mais territórios na França que o rei francês Luís VII (1137-1180).

Embora não pudesse ser compreendido pelos súditos, Guilherme, o Conquistador, que reinou até 1087, introduziu com mão-de-ferro grandes mudanças em terras britânicas. Até então, o modo de produção baseava-se na agricultura de subsistência. Em seu reinado, o feudalismo e a administração centralizada levaram a Inglaterra ao desenvolvimento econômico.

 
Sem legendas

• Cleópatra foi a única líder, nos quase 300 anos em que os ptolomaicos dominaram o Egito, a falar a língua do país. Desde a invasão de Alexandre, o Grande, em 332 a.C., o grego era a língua da corte.

• No século 2 a.C., os basileus (reis gregos) que dominavam a Índia cunhavam moedas bilíngües. Num dos lados, havia línguas locais e figuras divinas indianas. No verso, lia-se em grego e viam-se figuras de deuses como Zeus.
• Tibério, imperador romano entre 14 e 37 d.C., certo dia decidiu falar ao Senado em grego, em vez de latim. Fora da Grécia, o grego era falado apenas pelas classes altas.


 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Julho de 2009, 16:59
Você sabia que...


O mundo vivia sob a cruz e a espada...


Cristianismo e guerras dominaram o mundo

Entre 476 e 1453, vivemos um milênio de Idade Média - termo cunhado em 1439 pelo renascentista Flavio Biondo (1392-1463). Foi um período desigual. A rotina era desconfortável, mas limpa. "É difícil entender o valor que se dava a uma cama macia. A vida era áspera", escreveu o historiador holandês Johan Huizinga (1872-1945). "No século 12, as pessoas tomavam mais banho que no 19", afirmou a historiadora americana Lynn Thorndike (1882-1965).

Uma coisa é certa: o cristianismo dominou o período. A arte e as guerras giravam em torno da Igreja. Sob a liderança de pensadores como São Tomás de Aquino (1225-1274), a filosofia escolástica virou lei. Dizem que Santo Agostinho (354-430), autor de Cidade de Deus, livro que inspirou a política da época, foi o último homem da Antiguidade e o primeiro da Idade Média. Por sua vez, Dante Alighieri (1265-1321), autor da Divina Comédia, é considerado o último homem medieval. Auge da cultura cristã, período de trevas? A Idade Média é tudo isso e muito mais.

A Idade Média
Mil anos de Cruzadas, Inquisição e Peste Negra

476 d.C. - Missões de fé

Imagine a Quinta Avenida, em Nova York, tomada por pastagens e cabras. É assim que Roma está. Enquanto isso, o cristianismo, religião oficial do império desde 391, cresce entre os bárbaros. Missionários, como São Bonifácio, chegam a lugares que nem os legionários romanos tinham alcançado.

790 - Troca de genes

Entre os séculos 4 e 11, a Europa é marcada por migrações e invasões, que mudam o perfil de seus habitantes. Sabe-se que 50% dos moradores de Liverpool têm herança viking. Já na França, os habitantes ganham carga genética asiática, herança da ocupação de Átila, o Huno (406-453).

800 - Xerifão medieval

Carlos Magno (747-814) coloca ordem na Europa. Em sua gestão à frente do Sacro Império Romano-Germânico, institui o primeiro plano de alfabetização universal. Contudo, ele nunca supera alguns hábitos pessoais bárbaros. É irascível e tem ciúme doentio das filhas.

900 - Fortalezas gigantescas

O sistema de defesa medieval é formado por castelos, cuja construção emprega até 2 mil pessoas. Para defender esses edifícios, são treinados cavaleiros. A profissão é difícil, mas tem lá suas recompensas: em troca de defesa militar, os cavaleiros costumam ganhar feudos.

1000 - Ciência de ponta

O mundo islâmico é a maior potência militar, econômica e, principalmente, científica: os árabes são craques da anatomia e da medicina e a primeira universidade do mundo, a Al-Karauoine, havia sido construída no ano 859 em Fez, no Marrocos.

1045 - Arte "tosca"

A arquitetura medieval é chamada de "gótica". O apelido, pejorativo, seria criado pelo historiador da arte Giorgio Vasari (1511-1574). “Gótico”, no caso, quer dizer "tosco". É que, no futuro, os renascentistas torceriam o nariz para o estilo das catedrais medievais.

1100 - Banco cristão

Começam as Cruzadas, armadas para libertar Jerusalém do jugo muçulmano. A fim de disputá-las, são formadas ordens militares e religiosas, como a dos Templários. Esses guerreiros realizam uma inovação na economia: a criação dos bancos modernos, sustentados por depósitos de fiéis a caminho da Terra Santa.

1184 - Fé e fanatismo

Surge a Inquisição, numa época de batalha da Igreja contra heresias que brotam por toda a Europa. O papa incumbe a Ordem Dominicana de fazer as investigações, sendo a utilização de tortura aprovada por uma bula papal de 1252.

1270 - Made in China

Os chineses são pioneiros na tecnologia. Eles já conhecem a bússola magnética, o papel, o tear, os óculos e o canhão. Outra técnica que eles dominam é a imprensa. Desde o século 7 a China já conhece os tipos móveis para a geração de letras e caracteres.

1347 - Doença e morte

A Peste Negra, que mata de 75 milhões a 125 milhões de europeus entre 1347 e 1348, surge possivelmente na Ásia. Florença tinha 114 mil habitantes em 1338. Em 1351, sobram 45 mil. Em geral, os especialistas acreditam que a praga foi uma combinação de duas epidemias: peste bubônica e pneumonia.

1453 - O segundo fim do Império

Na Idade Média, o Império Romano não deixa de existir, mas vira o Império Bizantino, com capital em Constantinopla (na Turquia). Ele só é derrubado quando os muçulmanos conquistam a cidade. Surge um novo panorama, marcado pela tensão entre Ocidente e Islã.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Julho de 2009, 17:07

Você sabia que...

A favorita do profeta

Entre as 13 esposas de Maomé, Aisha era a predileta. Ciumenta e inteligente, seus relatos da vida conjugal viraram modelos de conduta e influenciaram a tradição muçulmana
por Adriana Maximiliano

Aisha bint Abu Bakr tinha 6 anos e estava se divertindo num balanço, no quintal, quando soube que ia se casar. A mãe da menina deu a notícia e avisou que, a partir daquele dia, estava proibido "brincar fora de casa". O futuro marido era o melhor amigo do seu pai e tinha 51 anos. Em uma cerimônia sóbria, na casa da família da noiva, em Medina, Arábia Saudita, a união foi oficializada em 623 d.C. Ela contava 9 anos e se tornava a terceira mulher de Maomé, o criador do islamismo. Foi, para sempre, a preferida do seu harém. Quando perguntaram ao profeta a quem mais amava no mundo, ele foi direto: Aisha. Nos braços dela, morreu nove anos depois, e no quarto da favorita foi enterrado.

A vida de Aisha é tema de um polêmico romance lançado na Europa e nos Estados Unidos, The Jewel of Medina, da norte-americana Sherry Jones. A editora Random House desistiu da publicação, após ameaças terroristas, e a casa da dono da Gibson Square, Martin Rynja, que insistiu na iniciativa, sofreu uma tentativa de incêndio. Os críticos consideraram o livro uma piada de mau gosto. Sherry desenha Aisha como uma menina ocidental do século 21, caída de paraquedas no colo de Maomé.

Mas o que se sabe realmente sobre a história dessa jovem? Segundo uma das principais biógrafas das esposas de Maomé, Nabia Abbott, a menina e o profeta costumavam tomar banho juntos e até brincavam de boneca. Foi ao lado dela que ele teve a maior parte de suas revelações, as verdades fundamentais que iriam compor o Corão.

E a própria Aisha contou que Maomé gostava de rezar com a cabeça recostada em seu colo, enquanto suava vigorosamente e ouvia sinos tocar. Embora sejam escassos os registros sobre a aparência física da jovem, provavelmente de cabelos e olhos castanhos, como a maioria das moças árabes, os textos apontam pelo menos uma diferença entre Aisha e as outras 13 esposas (e duas concubinas): era a mais jovem e foi a única a casar virgem.

Mel e ciúme

O casamento com crianças era comum na época e Aisha jamais se lamentou. Pelo contrário, era possessiva e ciumenta. Uma vez, armou um plano para afastar o marido de sua quarta esposa, Hafsa, com quem ele andava se demorando mais do que o costume. O profeta adorava doce e Hafsa havia ganhado um pote de mel, verdadeiro motivo das atenções especiais que vinha recebendo. Aisha, então, chamou outras duas esposas, Sawda e Safiyya, e combinou que todas deveriam reclamar do hálito do esposo e culpar a alimentação das abelhas pelo cheiro ruim. Deu certo. Ele ficou cismado e não quis mais o mel de Hafsa.

Mas o que assombrava mesmo Aisha era o fantasma de Khadija bint Khouweylid, a primeira esposa de Maomé, rica, mais velha que ele e morta três anos antes do casamento da menina. Roía-se de ciúme porque o marido fora fiel a Khadija, que, por sua vez, o ajudara a fundar o islamismo. Foi para ela que ele primeiro contou sobre a visão do anjo Gabriel. Tiveram seis filhos - dois meninos, que morreram, e quatro meninas. Maomé seria pai somente mais uma vez, com uma de suas concubinas - mas o menino, Ibrahim, também morreria na infância.

Um mês depois da morte de Khadija, no ano 619, Maomé decidiu se casar de novo, por sugestão de uma tia, Khawla bint Hakin. Ela também sugeriu opções de noiva: "Se quiser uma virgem, [case] com Aisha, filha de seu amigo Abu Bakr. Se quiser uma não-virgem, com Sawda". Viúva vinda da Abissínia, a segunda indicação da tia do profeta aceitou de pronto o pedido, e eles se casaram.

Abu-Bakr, que era então o mais importante aliado de Maomé, também concordou em ceder a filha. Mas Aisha estava prometida a outro e era necessário desfazer o compromisso. Foi fácil. Os pais do menino eram cristãos e cancelaram o trato com alívio. Assim, começaram as visitas diárias do novo pretendente à namorada.

A união aconteceu logo depois da mudança de Meca para Medina, fugindo da perseguição dos judeus. Chamado de hégira, o êxodo de Maomé e de seus seguidores inaugurou o islamismo, em 622 da era cristã. A fuga deu início ao calendário maometano e fim à infância de Aisha. “Nenhum camelo ou ovelha foi sacrificado no meu casamento”, contaria ela. Todas as atenções estavam concentradas em consolidar a nova religião.

Em Medina, ele construiu apartamentos de tijolo para cada uma das esposas. O local onde ficava o de Aisha, hoje, é a Mesquita de Medina. Ninguém imagine um palácio. “Os apartamentos das mulheres de Maomé eram tão pequenos que mal se podia ficar de pé dentro deles. Ele não tinha casa. Passava cada noite com uma esposa e o apartamento dela virava a sua residência durante o dia”, escreveu Karen Armstrong no livro Muhammad: a Prophet for our Time (“Maomé: um profeta para o nosso tempo”), sem edição em português.

Divórcio coletivo

Fora Aisha e Khadija, todas as mulheres de Maomé eram viúvas de aliados, que ele desposou para não deixá-las desamparadas. A menina, diferentemente, não foi escolhida por conveniência. E seus privilégios logo ficaram evidentes. Assim que Aisha entrou na vida do profeta, ele passou a evitar Sawda, que, com medo de ser abandonada, cedeu à rival seu dia (e noite) com o marido, garantido por direito. A história inspirou o versículo 128 da surata (capítulo) do Corão: “Se uma mulher notar indiferença ou menosprezo por parte de seu marido, não há mal em se reconciliarem amigavelmente, porque a concórdia é o melhor, apesar de o ser humano, por natureza, ser propenso à avareza”.

Os textos da Suna, código de ética islâmico, do século 8, também destacam o favoritismo. “A superioridade de Aisha em comparação às outras mulheres é como a do tarid [um prato de pão e carne que ele adorava] em relação a outros tipos de comida. Muitos homens alcançam esse nível de perfeição, mas nenhuma mulher o conseguiu, exceto por Maria, filha de Imran, e Asia, a mulher do Faraó”.

A preferência, contudo, nunca significou exclusividade. Quando Aisha perguntou ao profeta quem seria a sua mulher no paraíso, ele avisou: “Você será uma delas”. E, numa crise entre as esposas, ele até ameaçou se separar de todo o harém: ou as mulheres aceitavam suas condições ou ia pedir o divórcio. Diversas versões explicam a medida drástica. Segundo uma delas, Aisha e Zeinab bint Khuzainah, a quinta esposa, começaram uma disputa por animais abatidos. Outra versão diz que a quarta esposa, Hafsa, flagrou Maomé com uma concubina no dia de Aisha e contou a ela. Ao retornar das montanhas, um mês depois, nenhuma quis deixá-lo.

Maomé morreu deitado no chão do quarto de Aisha, com a cabeça no colo dela, em 632. As outras mulheres consentiram que, enquanto tratava de sua doença misteriosa, ficasse com a esposa preferida. O corpo foi enterrado no mesmo cômodo, que passou a ser chamado de Quarto Sagrado.

Com a morte do marido, Aisha se dedicou aos estudos. Tinha 18 anos, mas não teve filhos e foi proibida de casar de novo. Assim como as outras, não recebeu herança do profeta, que doou seus bens para caridade. Mas, pelo Quarto Sagrado, ganhou 200 mil dirhams, tanto dinheiro que precisou de cinco camelos para transportá-lo. As viúvas ficaram conhecidas como Mães dos Crentes e eram muito respeitadas. Em 641, começaram a receber uma pensão do Estado. Por ter sido a favorita, Aisha ganhava mais.

O pai da jovem esposa, Abu Bakr, virou o primeiro califa, sucessor do profeta e com poderes sobre todos os muçulmanos. O posto só foi extinto em 1924, quando a Turquia aboliu o Império Otomano. Mas, até lá, as disputas deixaram marcas. O quarto califa, Uthman ibn Affan, governou por 12 anos conturbados, até ser assassinado e substituído por Ali ibn Abu Talib, primo e genro de Maomé, marido de sua filha Fátima, e um antigo desafeto de Aisha.

Na guerra civil contra Ali, ela protagonizou, em 4 de dezembro de 656, sua primeira e única experiência militar. Por causa de Aisha, o confronto ficou conhecido como a Batalha do Camelo. A viúva poderosa foi à praça de guerra em seu camelo, Askar, dar apoio moral aos aliados, escondida por trás dos véus da sua howdah (o assento alto, usado sobre a sela). Mas Ali a descobriu e ordenou a todos os seus homens que atacassem Askar. O camelo e centenas de soldados morreram e Aisha acabou presa. Os muçulmanos, daí em diante, iriam se dividir entre xiitas, partidários de Ali, e sunitas, do rival Amir Muwiya.

O desastre no campo de batalha afastou Aisha da política e serviu de pretexto para que, no século 10, os muçulmanos atribuíssem à mulher um papel desbotado, escondida sob véus da cabeça aos pés. Na época de Maomé não era assim. Suas esposas usavam véus discretos, cobrindo o colo e apenas parcialmente a cabeça. Aisha morreu em 678, de doença desconhecida. Segundo as feministas, ela foi absolutamente relevante para a construção da tradição islâmica, como demonstram os seus muitos relatos que, mesmo vindos de uma mulher, foram incorporados à Suna. •

O caso do colar
Uma carona de camelo gera perigosas suspeitas de adultério

As esposas de Maomé costumavam acompanhá-lo nas batalhas, encarregadas de levar a água, alimentar os guerreiros e cuidar dos feridos. Certa vez, Aisha se desgarrou e o episódio gerou uma crise política para o profeta.
 Depois da Batalha da Trincheira, contra os judeus, em 628, Maomé passou a fazer expedições fora de Medina.
Em uma delas, na hora de levantar acampamento, Aisha se afastou - segundo ela, para urinar - e, na volta, notou que tinha perdido um colar de ágatas. Refez o caminho para procurá-lo e, embora tenha encontrado a joia, perdeu-se do grupo. O condutor dos camelos pensou que ela estivesse na howdah (assento sobre as selas dos camelos), que tinha as cortinas cerradas, e partiu.
 Aisha, por sua vez, adormeceu, esperando que viessem buscá-la, até ser acordada por um jovem muçulmano, Safwan ibn al-Muattal. Ele a levou a Medina, de carona num camelo. Mas, ao chegarem juntos, suspeitas de traição correram a cidade. O profeta aconselhou-se com o genro Ali ibn Abu Talib, que nunca gostou de Aisha e julgou-a culpada. Procurou a escrava da mulher, que, por sua vez, a defendeu.
 Resolveu visitar a esposa: “Se você é inocente, Alá vai absolvê-la. Mas, se é culpada, peça pela misericórdia Dele”.
 Na mesma noite, teve uma revelação. “Alá, o Altíssimo, mostrou que você é inocente”, contou a Aisha. Chicoteou então três acusados de espalhar os rumores e ditou o capítulo 24 do Corão: “São necessárias quatro testemunhas para alguém ser declarado culpado de adultério”.

Contos de fé
Ditados sagrados falam da vida do profeta e ditam normas

A história de Aisha, assim como a de Maomé, foi preservada por meio de relatos feitos por ela mesma e por outros seguidores do profeta. Esses testemunhos são conhecidos como ahadith ou, no singular, hadith (ditado, em árabe).
Maomé ditou o Corão, livro sagrado do islamismo. Mas, quando ele morreu, muitas normas de conduta não estavam estabelecidas, e as suas viúvas eram consultadas para desfazer dúvidas éticas.
Aisha foi a que mais colaborou. Com excelente memória, lembrava com detalhes de situações pelas quais o profeta passara, o que ele dissera e como teria agido na ocasião. Tornou-se, assim, peça importante para todo o Islã: os milhares de ahadith formam a Suna, o código mais importante dos muçulmanos, depois do Corão. O historiador Imam Bukhari, um dos mais conceituados no Islã, estudou cerca de 500 mil ahadith no século 9 e atestou que apenas 7275 eram verdadeiros. Destes, 2210 são atribuídos a Aisha.

Saiba mais

LIVROS

Maomé: uma Biografia do Profeta, Karen Armstrong, Companhia das Letras, 2002

Biografia de Maomé que conta diversos episódios da vida de Aisha.

The Beloved of Mohammed, Nabia Abbott, The University of Chicago, 1942

A principal biografia de Aisha.

SITE

www.usc.edu/dept/MSA/fundamentals/hadithsunnah/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy51c2MuZWR1L2RlcHQvTVNBL2Z1bmRhbWVudGFscy9oYWRpdGhzdW5uYWgv)
Textos da Suna (em inglês).
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 07 de Julho de 2009, 12:14
D. João teve filha ilegítima com sangue azul
por Cláudia de Castro Lima

Dom João, o príncipe regente de Portugal que fugiu das tropas napoleônicas de mala e cuia para o Brasil, teve alguns filhos bastardos.

E daí? Carlota Joaquina, sua mulher, também (desconfia-se que cinco de seus nove filhos não eram do marido). O que torna a filha do título – que, a propósito, chamava-se Eugênia Maria do Rosário – tão especial a ponto de ganhar um livro, O Segredo da Bastarda, e esta página inteira de revista?

A resposta encontra-se na mãe de Eugênia Maria, Eugênia de Meneses. Nobre, filha do marquês de Marialva, ela era dama de companhia de Carlota Joaquina, muito respeitada e estudada. Por isso, a princesa sentiu que a bastarda poderia, de alguma forma, representar uma ameaça à sucessão do trono.

O relacionamento de Eugênia com a Coroa, para quem o pai trabalhava, era próximo. Ela era amiga da princesa desde que esta tinha 10 anos – quando saiu da Espanha para se casar com o príncipe João. Da amizade de infância ao convite para virar dama de companhia foi uma questão de tempo. Culta, divertida, bonita e dona de um belo par de olhos azuis, Eugênia logo despertou a atenção do príncipe regente, que fez diversas visitas secretas ao quarto dela – até que a engravidou.

De acordo com a escritora Cristina Norton, que pesquisou a vida de Eugênia por cinco anos para escrever O Segredo da Bastarda, quando Carlota ficou sabendo do que ocorrera mandou matar Eugênia. Ela foi obrigada a se afastar da família e a se esconder para o resto da vida em conventos – onde a filha nasceu e viveu até os 15 anos. Leia abaixo trechos da entrevista exclusiva que Cristina deu a História.

 
Entrevista

História – Como você descobriu a história de Eugênia e sua filha?

Cristina Norton – Li no livro A Última Corte Absolutista em Portugal uma menção ao fato de o rei só ter amado uma vez, e sua paixão ter sido Eugênia de Meneses. Nunca tinha ouvido isso e fiquei curiosa.

Um rei ter uma amante nunca foi novidade. Por que o caso de Eugênia desperta atenção?

D. João VI teve outros filhos bastardos. Um deles trabalhava nos jardins reais e, por chacota, era chamado de príncipe pelos colegas. Mas ele era filho de uma camponesa, não representava perigo para Carlota Joaquina. Já Eugênia era diferente. Ela pertencia à família mais importante de Portugal. Era uma rival para a princesa.

Eugênia se apaixonou por dom João?

Não. Me intrigou o fato de não ter achado nenhuma paixão dela. Antes de engravidar ela já havia decidido que nunca se casaria.

Como foi a vida da filha bastarda depois da morte da mãe?
Eugênia viveu com a filha num convento até ela ter 15 anos, quando morreu. Dom João, que mandava dinheiro todo mês para ela, pediu que um médico de sua confiança tirasse a menina do convento e a levasse para morar com ele, como se fosse sua filha. Só que Eugênia Maria se apaixonou pelo filho do médico. Pediu autorização do rei para casar-se com ele, mas não a obteve – se isso ocorresse, seria a prova de que eles não eram irmãos. Por isso, ela foi obrigada a casar-se com o bastardo do rei da Inglaterra, que era cônsul de Lisboa.


Fonte: Revista "Aventuras na História" da Editora Abril.

 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 07 de Julho de 2009, 12:21


Vc sabia como Fazíamos Sem...

Lâminas de barbear

Para fazer a barba, romanos tinham até cremes feitos de óleo de baleia
por Fábio Marton

A resposta é simples: usávamos navalha. Foi assim desde que a humanidade aprendeu a lidar com metais, na Idade do Cobre, entre 6 mil e 3,3 mil a.C. “Os egípcios, mesopotâmios e chineses cortavam a barba, ainda que alguns preferissem deixar o cavanhaque”, diz o historiador Pedro Paulo Funari, da Unicamp.

“Os romanos contavam até mesmo com um utensílio inspirado na navalha, o ‘limpa-craca’, esfregado na pele para tirar a sujeira.” Até espécies primitivas de cremes de barbear, como azeite, óleo de baleia, banha ou algum outro produto gorduroso, faziam a navalha deslizar melhor.

Mas e quando não havia navalha? Apesar de ela ter sido uma revolução para o bem-estar dos homens, isso não significa que antes disso todo homem tinha de ter um visual à Los Hermanos: desde o Neolítico (10 mil-6 mil a.C.) cada grupo humano já podia andar no estilo que melhor lhe conviesse. Tanto entre os povos antigos quanto entre os índios brasileiros recorria-se a conchas afiadas para o trabalho, ainda que a maior parte dos índios naturalmente não tivesse barba.

O fim dos barbudos pré-históricos aconteceu quando o homem começou a polir a pedra – e as conchas –, conseguindo cortar com a precisão de um pêlo.

Quando o barbeador descartável foi inventado, em 1895, pelo caixeiro viajante americano King Camp Gillette, praticamente foi extinta uma das mais antigas profissões.

Os barbeiros estiveram presentes em toda a história desde a Antigüidade, ainda que durante a Idade Média atuassem mais como freelancers, pois a vida feudal não permitia estabelecer uma clientela razoável.

O juramento de Hipócrates (460-380 a.C.) (aquele que os formandos em medicina fazem até hoje), tem uma cláusula que faz cada médico jurar: “não farei cirurgias”. Na época do chamado Pai da Medicina a técnica era considerada arriscada demais, e acabou por muitos séculos reservada aos barbeiros, que com suas navalhas afiadas salvaram – ou puseram a perder – muitas vidas.


 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 07 de Julho de 2009, 16:08
Você sabia que...


Linha do tempo: Uma era de ouro
Povos antigos inventaram nosso estilo de vida
(por Álvaro Oppermann)

Um bocado de coisas do nosso cotidiano teve origem na Antiguidade. Pense na democracia, que nasceu na Grécia. Ou no Direito, desenvolvido ao longo da história do Império  Romano.

 E ainda na escravidão, uma cortesia dos babilônicos. Para o bem e para o mal, a civilização contemporânea é filhote do mundo antigo. Vêm de lá diversos hábitos atuais, de ir ao médico a usar calculadora. Até mesmo o pão é dessa época - ele surgiu no Egito, em cerca de 3500 a.C.

O comércio internacional entrou no mapa graças aos gregos, importantes exportadores de vinho e óleo de oliva.
E os concursos públicos já existiam em Atenas (eram realizados para cargos no Fisco).

Muito antes de Wall Street, os romanos negociavam títulos e ações. Eles tinham até mesmo ponto de encontro, um precursor do moderno pregão das bolsas de  valores.
No século 3, Roma teve seu momento de pânico financeiro, marcado por uma grave recessão. Alguma dúvida de que a história da Antiguidade é muito parecida com a nossa?

A ANTIGUIDADE
Nessa fase criamos a medicina, a democracia e os exércitos

3800 a.C. - CATIVEIRO
Mais ou menos enquanto inventávamos a escrita e a roda, também criamos uma instituição que atravessou os séculos: a escravidão. Na Babilônia, o Código de Hamurábi é o primeiro documento a estabelecer diferenças no tratamento entre as pessoas livres e os escravos.

2600 a.C. - OBRAS FARAÔNICAS
Grandes construções são uma marca registrada da Antiguidade. E nisso ninguém supera os egípcios. Com 146 metros do chão ao topo, a Grande Pirâmide de Gizé seria a obra mais alta do mundo por mais de 4 mil anos, até a inauguração da Torre Eiffel, em Paris, em 1889.

2500 a.C. - GERAÇÃO SAÚDE
Os registros mais antigos da medicina vêm do vale do Indo, na Índia, em 3300 a.C. Depois surgem os chineses. Mas os egípcios levam a prática a novos níveis. A primeira cirurgia é realizada em 2750 a.C. Também é do Egito o primeiro médico conhecido.
Chamava-se Imhotep e viveu entre 2500 a.C.2400 a.C.

2400 a.C - O PRIMEIRO LIVRO
Também são os egípcios que revolucionam a leitura. É com eles que as tábuas da Pré-História ganham um upgrade com a invenção do papiro, feito de tiras das folhas de uma erva do Nilo. Unidos, grandes feixes desse material dão origem aos livros.

2300 a.C. - CALCULADORA
Os gregos antigos são gênios da matemática, mas não só eles. Os pais da matéria são os sumérios. Nessa época, eles desenvolvem o ábaco, usado para orçar a construção de canais nos rios Tigres e Eufrates. Ou seja: com essa calculadora, nascem também os contadores.

1400 a.C. - REIS DO MAR
Quando o assunto é navegação, até o ano 1000 a.C., ninguém supera os fenícios. Eles são exímios armadores, até por necessidade. Como lidam com especiarias finas (e caras), precisam dominar as rotas
marítimas mais seguras.

700 a.C. - FALANGE, ATACAR!
A guerra era um negócio tosco, no corpo-a-corpo. Até que os gregos revolucionam a formação dos exércitos com a criação da falange, o grupo de infantaria sincronizado em bloco. O soldado, chamado de hoplita, porta escudo, capacete, espada e lança. O método privilegia o ataque rápido e frontal.

508 a.C. - O POVO GOVERNA
O legislador Clístenes faz uma reforma política em Atenas. Ele divide a cidade em distritos, ou "demos", nos quais a população vota em seus representantes. É o começo da democracia, que seria desenvolvida por Péricles. O detalhe é que só homens adultos participam.


500 a.C. - ARTE DE PONTA
O desenvolvimento artístico dos gregos impressiona o mundo. Em suas mãos, as esculturas, inspiradas na mitologia, ganham refinamento e naturalismo tão grandes que, 2 mil anos depois, ainda influenciariam os maiores mestres da Renascença.



476 d.C - COLAPSO
Roma sofre com as invasões bárbaras. Em 410, o visigodo Alarico (395-415) saqueia a cidade e encontra pouca resistência. É o começo do fim da Antiguidade. Em 476, essa era acaba quando o germânico Odoacro (434-493) depõe o último imperador romano, Rômulo Augusto (459-476).

312 a.C. - CONSTRUÇÕES
Os romanos são grandes engenheiros. Depois de criar o primeiro sistema de esgoto da História, desenvolvem um sistema de abastecimento de água à base de aquedutos. Roma é servida por 11 deles, o maior com 90
quilômetros de extensão

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 23 de Julho de 2009, 13:32
VOCÊ SABIA??...


Em que país os alunos passam mais tempo na escola?
por MAURÍCIO MONTEIRO FILHO


- Quais os maiores absurdos que já rolaram numa escola?
- Como fazíamos sem escola?

Na Austrália, onde os alunos passam mais de 20 anos de sua vida na escola. Isso significa que um australiano estuda 20,3 anos, do ensino fundamental até terminar a faculdade!
 É essa média de anos de estudo da população a variável analisada pelo Global Education Digest de 2007.
O estudo é uma publicação anual da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Outros órgãos fazem a medição em horas-aula diárias, como a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas, como consideram menos países, não é possível cravar um resultado preciso.

Um dos países que têm mais horas-aula, por exemplo, é a China, cujos dados a OCDE não conta. Mas, segundo a Chinese Youth and Children Research, as crianças chinesas podem passar até 12 horas diárias estudando, até nos fins de semana!
Então, se você reclama de que passa tempo demais na escola, por exemplo, no Brasil ou em Portugal, confira abaixo quantos anos, alunos de diversos países passam esquentando ascadeiras nas carteiras e como é a vida de estudante mundo afora.


LANTERNINHA

Os piores do ranking, além destes três países, incluem Benin, Burkina Fasso, Burundi, República Centro-Africana, Comores, Costa do Marfim, Etiópia, Mali e Togo, todos com 0,1 ano. Em Mali, só 19% do povo é alfabetizado.

FORA, ESTRANGEIROS!
Apesar da boa posição na lista, a Bélgica é dureza para os estudantes estrangeiros ou descendentes de imigrantes. Lá, eles têm a menor chance de chegar à universidade e, em matemática, têm desempenho muito pior que os nativos


ESCOLA EM CASA
Nem só de escolas formais vive a Dinamarca. Lá, o childminder, pessoa que cuida de quatro ou cinco crianças a partir de 26 semanas de idade em sua própria casa, é reconhecido oficialmente pelo Estado como educado.

HERANÇA SOVIÉTICA
A herança dos tempos da União Soviética ainda é sentida no país. Um exemplo disso é o sistema educacional. Muitas escolas, mesmo de educação infantil, ensinam em russo, e não na língua oficial do país, o estoniano.

DO BÁSICO AO SUPERIOR
Quantos anos os estudantes ralam na soma dos ensinos fundamental, médio e superior.


FIM DA FILA
Níger, Djibuti e Burkina Fasso também vão mal na lista do acesso à educação por gênero. No Níger, os garotos estudam um ano a mais do que as garotas. A vida escolar no país dura, em média, 4 anos para eles e 2,9 para elas.

E$TUDO EM ALTA
Dos países que aparecem no pódio dos anos de estudo, o único que também figura entre os que mais gastam em educação, em proporção do produto interno bruto, é a Islândia. O país investe 7,7% de sua renda em educação.


CULTURA NATIVA
Os maoris, povo nativo da ilha e que representa 1/7 da população neozelandesa, estão ganhando popularidade. Desde 2002, o número de estudantes nas escolas públicas que ensinam a língua e a cultura desse povo cresceu 16%

WELCOME, WORLD!
A Austrália é o quinto país que mais recebe estudantes estrangeiros de nível superior, atrás de EUA, Reino Unido, França e Alemanha. Em 2005, os forasteiros eram 207 264, a maioria vinda de nações da Ásia.



Quais os maiores absurdos que já rolaram numa escola?
por Diogo Ferreira Gomes



UM POR TODOS (2008) || DISTRITO FEDERAL, BRASIL
A professora Elizabeth Barros resolveu uma briga entre alunos de um jeito, no mínimo, não convencional. Ela segurou os braços de um deles para trás e mandou os coleguinhas bater no coitado, de apenas 5 anos. A mãe da vítima prestou queixa na polícia e a professora foi processada.

ENSINO BOVINO (2007) || MAHARASHTRA, ÍNDIA
Na Índia, a vaca é sagrada e os dejetos do animal têm a fama de curar vários males. Por isso, ao assumir sua nova escola, o diretor Sharad Kaithade mandou os professores borrifarem xixi de vaca nos alunos para purificar as crianças de nível social inferior. Dois professores foram presos e pagaram fiança

PARA INGLÊS RIR (2007) || KENT, INGLATERRA
Professores "engraçadinhos" amarraram um aluno de 16 anos e o ridicularizaram na frente dos colegas. Um deles gravou a cena pelo celular e os professores foram demitidos, embora, a "intenção talvez fosse apenas fazer humor", segundo pronunciamento da direção da
escola. Vai entender o humor britânico...

DESENCANTO DE NATAL (2008) || ROYTON, INGLATERRA
Uma professora substituta destruiu, em uma aula, a fantasia que 25 aluninhos alimentaram durante sete anos de vida. A "tia" inexperiente ensinou que os presentes de Natal não são deixados pelo Papai Noel, mas são comprados pelos pais. Resultado: a classe toda caindo no choro e uma demissão de presente...

TRANSPORTE RADICAL (2008) || YUNNAN, CHINA
Cerca de 500 alunos - alguns com 4 anos - se arriscavam no caminho para a escola, atravessando o rio Nujiang numa tirolesa, ou seja, deslizando por uma corda. A travessia travessa durou até uma reportagem de TV mostrar o sacrifício das crianças para ir às aulas
e as autoridades construírem uma ponte

TREMENDO E APRENDENDO (2008) || SICHUAN, CHINA
O professor Fan Meizhong foi demitido por abandonar os alunos quando um terremoto atingiu a escola em que lecionava. Fan perdeu a licença de trabalho por cinco anos e não se arrependeu - o medroso disse que só arriscaria a pele para salvar a filha

AULA DE PÂNICO (2007) || TENNESSEE, EUA
Inspirados em um massacre escolar ocorrido havia pouco tempo, os responsáveis por uma excursão estudantil anunciaram um falso ataque - tinha até professor disfarçado de atirador. As crianças, de 11 a 12 anos, se desesperaram, mas a direção alega que era só um treinamento de segurança

EDUCAÇÃO COMEÇA EM CASA (2006) || MAINE, EUA
Julie Hunt foi presa por ensinar uma receita original de biscoitos para a filha cozinhar e presentear a professora! É que o principal ingrediente da massa era um laxante que fugiu do controle quando a prô repartiu as guloseimas com a classe e quatro alunos tiveram revertério...

CASTIGO SUJO (2008) || COLORADO, EUA
Revoltado com a porquice nos banheiros da escola, o diretor Michel Auclaire mandou os alunos cheirar um saco cheio de fezes. Um dia depois, Auclaire teve que limpar a sujeira publicamente, reconhecendo o exagero, ressaltando, porém, que mandou os alunos usar luvas e lavar as mãos após o castigo

PEGANDO NO PÉ (2006) || OHIO, EUA
O diretor Robert Holloway perdeu um jogo de vôlei entre alunos e professores e teve que pagar uma aposta nojenta: dar 50 beijos nos pés de três meninos do time vencedor. O castigo pela derrota, no entanto, revelou-se uma tara de Holloway. O podólatra - tarado por pés - foi condenado a dois anos de prisão


PANO PRA MANGA (1995) || NOVA YORK, EUA
Uma escola foi acusada de satanismo ao propor uma atividade meio "vodu". As crianças montaram bonecos com pano e palitos de dentes para colocar embaixo do travesseiro e espantar a insônia. Os pais também reclamaram quando seus filhos tiveram que fazer túmulos com nomes de animais em extinção

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 23 de Julho de 2009, 13:45
Você sabia??...



Como Fazíamos Sem...Escola

Pais e padres eram os professores, e a sala de aula, um cômodo da casa
por Janaína Abreu

Ensinar é um hábito que nos acompanha desde a Pré-história. Mas, claro, naquela época não existia escola, professor, provas.
O homem primitivo costumava passar para seus filhos coisas práticas, como técnicas de caça, e rituais religiosos.
Com o desenvolvimento das civilizações, o ensino passou a estar atrelado à cada cultura. No antigo Egito, por exemplo, o importante era saber falar. Faraós e nobres educavam os filhos para dominar a palavra oral – e, assim, comandar a sociedade, intervindo nos conselhos do poder.
A escrita, instrumento para registrar atos oficiais, era tarefa dos escribas, que aprendiam a arte com os pais. Ao povão, os pais ensinavam noções básicas de suas profissões. Escravos tinham o capataz como professor – e o chicote como recurso pedagógico.

Na Grécia, o Estado já começava a interferir. Em Esparta, a criança ficava em casa até os sete anos e era confiada ao governo, que a formava para a guerra. Já os atenienses eram educados para a formação completa. O Estado oferecia educação física, formação musical e alfabetização para os meninos.

Na Roma antiga, o papel do pai era levado tão a sério que a autonomia da educação paterna era lei do Estado. Nas classes dominantes, a educação familiar visava o ensino das letras, direito e domínio da retórica e das condições para desempenhar atividades políticas.

O pai perdeu posto para o padre durante a Idade Média. A Igreja organizava comunidades e os sacerdotes recebiam rapazes em suas próprias casas.
O ensino reduzia-se às Escrituras. No século 8, o imperador romano Carlos Magno ordenou que padres estudassem as letras.
 Mais tarde, todo mosteiro foi obrigado a ter uma escola. Em 1088, surgiu a primeira universidade, em Bolonha (Itália). No fim do século 15, o acesso à escola ampliou-se, mas a essência da educação continuou religiosa.

No Brasil, antes da chegada dos portugueses, indiozinhos eram instruídos por adultos. Em algumas tribos, o pajé passava adiante valores culturais.
Em 1549, os jesuítas chegaram trazendo na bagagem a religiosidade européia e alguns métodos pedagógicos. Detiveram o monopólio educacional por 210 anos, até 1759, quando foram expulsos do país.
A partir do século 19, a cultura capitalista fez com que a educação deixasse de refletir apenas valores religiosos para ter a ciência como base. Nasceu assim a escola como a conhecemos hoje: com normas específicas, agentes próprios e estrutura de ensino: vários alunos nas salas, provas, notas, carteiras em fila, diplomas. Tudo para educar uma massa cada vez maior de indivíduos.

 Fonte... Aventuras na História (editora Abril)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 28 de Julho de 2009, 09:53
VOcê sabia que...


Revoluções acontecem por minuto...
Em apenas três séculos, reinventamos nossa vida

A partir do século 16, a aventura humana ganhou um ritmo alucinante. Rapidamente, grandes inovações se acumularam: a imprensa, as caravelas, as peças de Shakespeare, o microscópio, a guilhotina. Em 1543, Nicolau Copérnico comprovou que a Terra se movia em torno do Sol.

Enquanto Freud não vinha, no século 16 um certo Goclênio de Marburgo inventou a palavra "psicologia". Em 1776, o livro A Riqueza das Nações, de Adam Smith, inaugurou a economia atual. Na América, nasciam os Estados Unidos.

A Idade Moderna desembocou nos acontecimentos de 14 de julho de 1789, o dia em que o mundo contemporâneo nasceu.
A população de Paris se insurgiu contra o rei Luís XVI e tomou a Bastilha, prisão-símbolo do regime monarquista.
Em agosto do mesmo ano, surgia a Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão. O slogan "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" foi criado em 1791.
À custa de muito sangue, a revolução tentou torná-lo realidade. Não conseguiu, e nisso nos empenhamos até hoje.

Idade Moderna
O período foi marcado por mudanças em todos os campos

1455 - Santa gráfica

Depois de dois anos de trabalho, o alemão Johannes Gutenberg imprime o primeiro livro, uma edição da Bíblia. Já existiam tipos móveis, mas eles eram de madeira.
Gutenberg desenvolveu um molde de liga de metal para cada letra, que resistia melhor ao tempo e podia ser reutilizado.

1473 - O homem da Renascença

Leonardo da Vinci (1452-1519) completa seu primeiro desenho. Logo o artista se tornaria o símbolo máximo do Renascimento, um homem capaz de estudar pintura, música, medicina, botânica, geologia, matemática...
 Um de seus trabalhos mais famosos é o Homem Vitruviano, de 1487.

1492 - Navegar é preciso

O navegador genovês Cristóvão Colombo (1451-1506) alcança a América, mas não se dá conta da descoberta.
Apenas nove anos depois, em 1501, o explorador italiano Américo Vespúcio (1454-1512) identificaria as terras como sendo de um continente até então desconhecido.

1517 - Novas igrejas

Martinho Lutero (1483-1546) prega na porta da igreja do castelo de Wittenberg um panfleto de 95 teses contra doutrinas da Igreja.
 É o pontapé inicial da Reforma Protestante. Lutero rompe com o catolicismo e traduz a Bíblia para o alemão.

1540 - Estudando Corpos

Depois que a Igreja e a polícia passam a emitir licenças para dissecar cadáveres, a anatomia avança, começando pelos estudos do médico belga Andreas Vesalius (1514-1564).
Em 1632, o pintor Rembrandt (1606-1669) retrata um desses estudos com o quadro A Lição de Anatomia do Dr. Tulp.

1608 - Do micro ao macro

Galileu Galilei (1564-1642) e Isaac Newton (1643-1727) são os pais da física moderna, mas a ciência também deve muito ao obscuro fabricantes de lentes holandês Hans Lippershey (1570-1619). É dele a invenção do microscópio, em 1595, e do telescópio, em 1608.

1637 - Penso, logo existo

A data oficial do início da filosofia moderna é o lançamento de um livro do filósofo francês René Descartes (1596-1650), o Discurso do Método.
É ali que está a máxima "penso, logo existo". Na filosofia, o ser humano passa a ocupar o centro das especulações, e não mais Deus.

1698 - Alta rotação

Surge o motor a vapor. Os primeiros modelos desperdiçam muita energia.
Isso muda en 1769, quando o escocês James Watt (1736-1819) lança uma versão 75% mais econômica que as anteriores. Assim, a Revolução Industrial ganha o planeta.

1700 - Crueldade

Entre os séculos 16 e 19, cerca de 12 milhões de escravos são levados da África às Américas.
O campeão absoluto é o Brasil. "Antes mesmo do Descobrimento, os portugueses já traficavam escravos", escreveu o antropólogo Waldeloir Rego.

1707 - Grande Império

Depois de vencer guerras contra a Holanda e a França, a Inglaterra passa a ser a maior potência colonial do mundo.
No século 19, seu domínio chega ao auge - é quando ganha vida o slogan "o sol nunca se põe no Império Britânico".

1789 - Rumo ao presente

Explode a Revolução Francesa, iniciada como uma manifestação de revolta popular. Nessa época, um em cada dez parisienses tinha de pedir esmolas para sobreviver.
Com a rebelião, começava então a chamada Idade Contemporânea, o tempo presente.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: Fernando B. em 28 de Julho de 2009, 10:10
Interessante este tópico que criou Helena, estou lendo aos poucos, mas está bem bacana!
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 28 de Julho de 2009, 10:51
Oi, Fernando!!
Obrigada, amigo, pelas palavras de incentivo... Fico feliz! ;) :) :D

Vejo que você entendeu o objetivo do tópico: mostrar curiosidades apenas, sem maiores pretensões.
 Se vc quiser nos contar alguma... é só colocar aqui para compartilharmos. :D ;D

Com carinho,
Helena
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: Fernando B. em 28 de Julho de 2009, 18:34
Então ai vai Helena! :)

Animais que foram para o espaço

Na vanguarda de Laika, cãozinho que foi mandado ao espaço pelos russos em 1957, três animais, um galo, um pato e uma ovelha, comporam o primeiro vôo de balão de ar quente tripulado, em Paris, em 19 de setembro de 1783.

(http://www.sitedecuriosidades.com/thumbnail.php?imagem=painel/files/8D4B6.jpg&l=260&a=200)

O aparelho foi projetado pelos irmãos Montgolfiers, dois franceses apaixonados pela aeronáutica que descobriram em 1782 que o ar aquecido, quando coletado por um saco de tecido leve, ascenderia rumo ao céu.

O vôo dos bichinhos percorreu o céu da capital francesa por cerca de oito minutos, movendo-se por 3,2 quilômetros.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 02 de Agosto de 2009, 21:54
VOCÊ SABIA...

Como fazíamos sem espelho?


(http://tbn0.google.com/images?q=tbn:bQwk2nezLA8TaM:http://surtocoletivo.files.wordpress.com/2009/07/botox278velhanoespelho.jpg)


No século 14, o objeto custava mais caro que obras de pintores renascentistas
por Vinicius Rodrigues

Provavelmente você dá uma olhada no espelho antes de sair de casa. Dentro de um elevador de paredes espelhadas, é certo que aproveita para ajeitar a roupa ou o cabelo. As superfícies que refletem a luz são tão fáceis de ser encontradas no ambiente urbano que é difícil imaginar o quanto elas foram disputadas no passado.

Tudo indica que a primeira vez que o ser humano viu seu reflexo foi na água. Isso deve ter mudado em cerca de 3000 a.C., quando povos da atual região do Irã passaram a usar areia para polir metais e pedras. Esses espelhos refletiam apenas contornos e formas. As imagens não eram nítidas e o metal oxidava com facilidade.

Pouco mudou até o fim do século 13. Nessa época, o homem já dominava técnicas de fabricação do vidro, mas as peças eram claras demais, e por isso não tinham nitidez. Até que, em Veneza, alguém teve a ideia de unir o vidro a chapas de metal. "Os espelhos dessa época têm uma pequena camada metálica na parte posterior do vidro.

Assim, a imagem ficava nítida, e o metal não oxidava por ser protegido pelo vidro", diz Claudio Furukawa, pesquisador do Instituto de Física da USP. Surgia assim o espelho como o conhecemos até hoje.

Mas este era um produto raro e caro. Os chamados espelhos venezianos eram mais valiosos que navios de guerra ou pinturas de gênios como o renascentista italiano Rafael (1483-1520).

A democratização do artigo começou em 1660, quando o rei da França Luís XIV (1638-1715) ordenou que um de seus ministros subornasse artesãos venezianos para obter o segredo deles. O resultado pode ser conferido na sala dos espelhos do palácio de Versalhes.

Com o advento da Revolução Industrial, o processo de fabricação ficou bem mais barato e o preço caiu. "Mesmo assim", afirma o antropólogo da PUC-RJ José Carlos Rodrigues, "o espelho só se popularizou e entrou nas casas de todos a partir do século 20."

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Agosto de 2009, 10:43
Você sabia??

Drogas: meu bem, meu mal

(http://www.webbrasilindigena.org/wp-content/gallery/cache/57__320x240_drogas.jpg)


A maconha, a cocaína e o LSD estão hoje no centro do crime organizado. Mas já foram recomendados por médicos e considerados sinônimo de elegância
por Heitor Pitombo

Há 21 anos, o pesqueiro panamenho Solana Star, perseguido pela Polícia Federal, despejou 22 toneladas de maconha no litoral brasileiro. Durante meses, as praias do Sul e Sudeste foram invadidas por gente que pescava enlouquecidamente um exemplar que fosse da droga, acondicionada em latas de alumínio. Assim como no período conhecido como "verão da lata", os primeiros carregamentos de Cannabis chegaram ao Brasil por mar. Embarcadas em caravelas portuguesas, em 1549, as mudas foram trazidas por escravos e marinheiros apresentados a elas na Índia. Agora, um século após o primeiro acordo internacional contra drogas, um encontro da ONU, em Viena, vai rever a lista de substâncias proibidas em todo o mundo.

A maconha faz parte. Mas nem sempre foi assim. No Brasil do século 16, fumava-se o bangue. Esse cânhamo, subproduto da planta, servia para fazer tecidos de velas, um mercado aquecido na era das navegações e que despertou o interesse da coroa portuguesa pela Cannabis. E os colonos trataram de espalhar sementes da erva por todo o território. Em 1785, o vice-rei Luiz de Vasconcellos e Souza enviou a São Paulo um ofício (com 16 sacas de sementes e um manual de cultivo), pedindo encarecidamente aos agricultores que plantassem maconha. No século 19, ela vira remédio, como se vê na propaganda mais antiga de maconha, feita pela Grimault e Cia., de Paris, em 1885 (ao lado). Encontrada pelo pesquisador Guido Fonseca, apregoava efeitos terapêuticos dos cigarros índios, à base de Cannabis indica, uma variedade da erva.

Cachimbo de pobre
O uso entre ex-escravos estigmatizou o hábito entre os brancos

Com a abolição da escravidão, em 1888, os negros ganharam autonomia, mas continuaram a sofrer com desqualificação social. A capoeira foi proibida no ano seguinte à Lei Áurea, e, em 1890, o governo da República criou a Seção de Entorpecentes Tóxicos e Mistificação, para impedir o denominado "baixo espiritismo". Ou seja, o uso da maconha em rituais de origem africana, como o candomblé. À medida que se enraizava nas tradições populares, entre ex-escravos, índios e repentistas do Nordeste, aumentava a repressão ao consumo. A primeira lei restritiva é de 1830, quando a "venda e o uso do pito de pango" (cachimbo de barro para maconha) foram proibidos no Rio de Janeiro - três dias de cadeia para o negro que pitasse. Textos de cunho racista, de 1916, passaram a defender a tese de que a Cannabis levava negros e nordestinos ao crime. Um dos propagadores dessa teoria foi o médico Rodrigues Dória: "Um indivíduo já propenso ao crime, pelo efeito exercido pela droga, privado de inibições e de controle normal, com o juízo deformado, leva à prática seus projetos criminosos". Vários médicos com ideias de pureza racial temiam que o uso da maconha contaminasse os cidadãos brancos. Assim, a partir de 1917, a receita médica passou a ser obrigatória para comprar a Cannabis. E, em 1932, ela entrou na lista de substâncias proscritas. O Estado Novo de Getúlio Vargas institucionalizou a repressão e estabeleceu pena de prisão para os usuários. O governo também negociou com os fiéis do candomblé a retirada da maconha dos cultos, em troca da legalização da religião.

Pó de rico
Ele veio com a modernização, na busca louca pela euforia

Bem menos popular, a cocaína também passou de remédio à posição de droga criminalizada e antissocial, embora se saiba que o pó circula hoje ferozmente pela classe média brasileira. Ela surgiu como analgésico e começou a ser consumida no Brasil em meados dos anos de 1910. Laboratórios como o Grimault indicavam o vinho de coca para "pessoas fracas" e "jovens pálidas e delicadas". Há registros de consumo da folha de coca de mais de 1200 anos na América do Sul. E seu chá era vendido no século 19 na Europa e na América do Norte. Mas seu princípio ativo, a cocaína, só foi isolado em 1860, pelo químico alemão Albert Niemann. E, em pouco tempo, revelou efeitos colaterais, como arritmias cardíacas, problemas respiratórios e neurológicos. Por isso, lei de 1882 exigiu, no Brasil, receita médica na compra de pó. Mas o século 20 disseminou o consumo, recomendado até pelo pai da psicanálise, Sigmund Freud. Em 1914, o jornal O Estado de S. Paulo advertia: "Há hoje em nossa cidade muitos filhos de família, cujo grande prazer é tomar cocaína e deixar-se arrastar até aos declives mais perigosos deste vício. Quando atentam... é tarde demais para um recuo". Três anos depois, o Código Sanitário determinou o fechamento das farmácias (que eram, com os bordéis, os maiores distribuidores da droga) que vendessem cocaína sem receita. Para a pesquisadora Beatriz Rezende, organizadora do livro Cocaína: Literatura e Outros Companheiros de Ilusão, o Brasil respirava os ares da Primeira República, e "o entusiasmo pela modernização vai fazer com que a ideia de decadência de costumes frequentemente ligada ao ópio e ao haxixe seja substituída pela ambição da euforia encontrada no éter e na cocaína". Era usada por poetas e outras artistas. Na crônica A Favela (1922), Orestes Barbosa escreveu que, nos morros cariocas, traficantes vendiam a droga "malhada" (misturada a outras substâncias). E no samba A Cocaína (1923), de Sinhô, surgem sinais de alerta: "Mais que a flor purpurina é o vício arrogante de tomar cocaína. Quando estou cabisbaixa chorando sentida, bem entristecida, é que o vício da vida deixa a alma perdida. Sou capaz de roubar, mesmo estrangular, para o vício afogar." Até que, em 1938, decreto-lei proibiu nacionalmente a cocaína, mesmo para fins médicos.

O dia da bicicleta
Os anos 60 e 70 viveram o desbunde psicodélico e o fortalecimento do tráfico

Nos anos 60, o movimento hippie e a contracultura deram às drogas status de experiência libertária. Acaba o estigma da maconha como "droga de pobre" e o LSD (dietilamina do ácido lisérgico) entra na moda. Ele foi sintetizado a partir de um fungo do centeio em 1938, pelo suíço Albert Hofmann, nos laboratórios Sandoz. Mas só em 1943 o cientista descobriu seus efeitos psicoativos, ao absorver na pele uma pequena quantidade da substância. Foi no dia 19 de abril, conhecido como o "dia da bicicleta", quando ele experimentou delírios caleidoscópicos ao pedalar até em casa. O LSD teria surgido das pesquisas da CIA para criar armas de controle mental e foi aplicado na psiquiatria. Mas ganhou fama entre os anos 60 e 70. O cantor Tim Maia, após viagem a Londres, nos anos 70, foi visitar a Philips (sua gravadora na época) para oferecer ácido a todos: "Isto aqui é um LSD, que vai abrir sua cabeça, melhorar a sua vida, fazer de você uma pessoa feliz", conta o jornalista Nelson Motta, no livro Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia. Também nessa época, o tráfico começou a se profissionalizar. No presídio da ilha Grande (RJ), militantes políticos e presos comuns trocaram experiências sobre táticas de luta, o que teria contribuído para a criação das atuais facções do narcotráfico. Desde então, o Brasil viu o avanço do ecstasy, a droga das raves da classe média, e do crack, a pedra dos meninos de rua de São Paulo. Mas a verdade é que, por razões existenciais, religiosas, de mercado ou de poder, a humanidade nunca deixou de conviver com as drogas.

Combate internacional
As medidas de controle começaram com o ópio, na China

O primeiro acordo internacional sobre drogas é de 1909, após a Comissão do Ópio de Xangai, e proibiu o ópio, pivô da primeira e da segunda Guerra do Ópio (1839-1842 e 1850-1860), entre britânicos e chineses. Os ingleses haviam introduzido a droga ilegalmente na China para pressionar pela compra de produtos ocidentais. Mas a Convenção de Drogas e Narcóticos das Nações Unidas, de 1961, assinada hoje por todos os países da ONU, foi o primeiro consenso mundial de que substâncias psicoativas deveriam ser coibidas, por causar dependência e danos à saúde. Este mês, 100 anos depois do acordo do ópio, acontece a Reunião Especial sobre Drogas da Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Viena.

Saiba mais

LIVROS

Pequena Enciclopédia da História das Drogas e Bebidas: Histórias e Curiosidades sobre as Mais Variadas Drogas e Bebidas, Henrique Carneiro, Campus/Elsevier, 2005
Cerca de 140 verbetes sobre diferentes substâncias psicoativas, enfocando seu significado cultural e simbólico ao longo da História.

Cocaína: Literatura e Outros Companheiros de Ilusão, Beatriz Rezende (org.), Casa da Palavra, 2006
Textos literários que mostram a evolução do pó da inspiração boêmia às páginas policiais.

SITE

www.neip.info/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5uZWlwLmluZm8v)

Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos, reúne pesquisadores de vários centros universitários, teses e bibliografia sobre o tema.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Agosto de 2009, 11:15
Você sabia...


"Negócio da China"

Expressão surgiu com as Guerras do Ópio
(por Juan Torres)

Não é necessário ter muita imaginação para pensar no potencial de venda de qualquer lojinha em um país com 1,3 bilhão de pessoas.
É por isso que, tanto hoje como no passado, os grandes países produtores querem atuar na China.
No século 19, esse mercado gigantesco foi assediado pela Inglaterra, que estava no auge da Revolução Industrial e precisava de consumidores para seus produtos. Só que era difícil ter acesso ao país, que permanecia fechado ao Ocidente.

O jeito foi partir para a briga. Nessa época, aconteceram as Guerras do Ópio, em duas etapas (1839-1842 e 1856-1860).

Vitoriosos, os ingleses impuseram o monopólio da comercialização do ópio com os chineses e ainda ocuparam a ilha de Hong Kong, só devolvida em 1997.

 Um negócio da China mesmo.


"Uma andorinha só não faz verão"

Frase vem de livro do filósofo Aristóteles
(por Juan Torres)

Geralmente, as expressões idiomáticas têm origem popular. Não é este o caso. A primeira menção conhecida ao ditado está no livro Ética a Nicômano, de Aristóteles (384-322 a.C.). Na obra, o filósofo grego escreve que "uma andorinha só não faz primavera", no sentido de que um indivíduo não deve ser julgado por um ato isolado.

A escolha da andorinha não é casual. Na busca por calor, essas aves sempre voam juntas, em grupos de até 200 mil animais. As maiores aglomerações de andorinhas são vistas nas Américas. Em outubro, quando começa a esfriar no norte, elas percorrem 8 mil quilômetros até a América do Sul, de onde voltam em abril.


 Este também andava...

Bradshaw: sem lenço e sem documento

Inglaterra e França disputavam uma partida de rúgbi no estádio Twickenham, nos arredores de Londres. Era uma tarde de fevereiro de 1974, e na platéia estava a princesa Alexandra, prima da rainha Elizabeth II. Durante o intervalo, um australiano de 25 anos surgiu no campo correndo nu.
 Foi logo cercado por policiais, tão preocupados em pará-lo quanto em esconder a nudez.
 Um dos agentes cobriu o manifestante com um capacete, enquanto outro apareceu andando às pressas, segurando um casaco nas mãos - e foi nesse momento que o fotógrafo britânico Ian Bradshaw, então com 31 anos, disparou seu clique mais famoso. Bradshaw fotografava o jogo para o jornal Daily Mirror. "Era o único profissional posicionado no fim do campo, porque tinha lentes com grande capacidade de aproximação. Os outros acompanhavam os lances na lateral do gramado", afirma.

O jovem nu, Michael O’Brien, tinha apostado com os amigos que  aceitaria o desafio. Ganhou 10 libras, exatamente o valor da fiança estipulada pelo juiz. Mais tarde, Michael voltou para a Austrália, onde se tornou comerciante, e Bradshaw passou a viver nos Estados Unidos. "Eu estava no lugar certo e na hora certa", diz ele.


Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Agosto de 2009, 11:30

A corrente da moeda


Desde o tempo do escambo, a sociedade constrói uma relação próxima com a forma monetária de consumir mercadorias. O dinheiro já foi pluma, prego e vaca, criou impérios e destruiu nações
(por Rafael Tonon)

Para cultuar suas divindades, os astecas costumavam realizar uma série de oferendas que envolviam sacrifícios de animais e seres humanos.

Na capital do império, a cidade de Tenochtitlán, os ritos mortais eram comuns. Durante as cerimônias, os sacerdotes abriam o peito da vítima e arrancavam-lhe o coração, que era ofertado a Huitzilopochtli, deus do sol e da guerra.
 O ritual macabro não custava apenas vidas, mas uma boa quantidade de tecidos.
 É isso mesmo: o fiel que quisesse ter sua própria vítima para ofertar aos deuses precisava desembolsar cerca de 40 mantos.
O tecido era a moeda mais valiosa da época. Mas poucos eram os que dispunham dos pedaços de pano: estes já eram um privilégio dos ricos.
 Para os menos favorecidos, a moeda se resumia a grãos de cacau. As sementes serviam como dinheiro para as transações comerciais daquele povo.

Nos mercados, eram aceitas como pagamento para tudo que estivesse à venda: frutas, legumes, sandálias, joias etc.
O manto (cada um equivalia a 300 grãos de cacau) só era utilizado na compra de mercadorias nobres.
 A semente foi eleita como a melhor forma de dinheiro pelos ameríndios porque, além de abundante, era de fácil manipulação, tinha boa durabilidade e um valor intrínseco.
 Moída, virava chocolate, produto querido aos astecas.

O cacau permaneceu moeda corrente durante pelo menos quatro séculos, até a chegada dos espanhóis. E representou um dos mais sofisticados sistemas monetários da História.

"Em épocas e sociedades distintas, o dinheiro se metamorfoseou em diversas mercadorias para atender as necessidades comerciais das pessoas no decorrer da história da humanidade", diz Mathieu Deflem, da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, que estuda a relações entre sociedade e dinheiro.

Renas, pregos e plumas

Na Grécia antiga, por muito tempo, bois eram usados como moeda.

 Os nativos da Índia usavam amêndoas.

Os guatemaltecos da América pré-colombiana preferiam o milho.

Os antigos babilônicos, a cevada.

E o dinheiro foi ganhando novas faces em diferentes países ou regiões:
arroz no Japão, renas na Sibéria, manteiga na Noruega, búfalos em Bornéu, pregos na Escócia, além de conchas, pedras, plumas, dentes de baleia e muitas outras excêntricas mercadorias.

Antes de surgirem essas moedas-mercadorias, porém, o escambo era o jeito de trocar produtos: alguém que tivesse mais peixe do que o necessário permutava o excesso pelo milho que outra pessoa tinha plantado e colhido.

Assim, tudo era trocado, sem levar em conta a equivalência de valor. Mas essa forma primitiva de relação comercial começou a se mostrar inviável. Era necessário que o produtor de milho quisesse o peixe do pescador. Ou não poderiam fazer negócio e o pescador passaria sem os grãos.

Foi aí que surgiu a necessidade de adotar mercadorias que, por sua utilidade ou abrangência, seriam amplamente aceitas e assumiriam a função de moeda, circulando como principal elemento para as relações comerciais.

Os primórdios do dinheiro datam do fim do terceiro milênio antes de Cristo.
Habitantes da Mesopotâmia passaram a usar lingotes de metais preciosos em troca de produtos.
Escritas cuneiformes mencionam o uso de prata por esse povo desde 2500 a.C.

O metal foi o objeto que melhor traduziu as necessidades de troca e, por isso, foi adotado em larga escala por diversas culturas através dos anos.
 "O metal vingou por ter todas as características exigidas de uma moeda: é maleável, é resistente, não é nem abundante nem raro, é considerado bonito e, portanto, desejável. E ele permite a padronização, o que é fundamental", afirma Oscar Pilagallo, jornalista e autor do livro A Aventura do Dinheiro - Uma Crônica sobre a História Milenar da Moeda.

A prata, em maior representatividade, e o ouro e o cobre eram bastante usados no comércio. Mas, para desempenhar suas funções como dinheiro, os metais precisavam ser pesados a cada transação, tanto pelo comprador quanto pelo vendedor, para que sua importância fosse certificada.

Desse ato minucioso deriva, por exemplo, a libra esterlina, moeda atual da Grã-Bretanha, que leva esse nome por representar uma medida de peso, a libra (cerca de 450 gramas).

Somente milênios depois, no século 7 a.C., o metal se tornou, enfim, uma unidade padrão.

O reino da Lídia (atual Turquia) cunhou a primeira moeda, muito similar às de hoje: prática, de fácil manuseio e amplamente aceita nos arredores. Era a primeira grande revolução monetária da história. Estimulou o comércio e a especialização do trabalho e tornou os lídios um dos povos mais ricos da Antiguidade.

 O modelo do stater, a moeda lídia feita de eletro (liga de ouro e prata), foi copiado pelo mundo todo para configurar o primeiro sistema monetário global.

Denário, o antepassado Em Atenas, os trabalhadores recebiam um dracma pelo dia de labuta. Essa unidade era a base do sistema monetário helenístico, cujas moedas estampavam a efígie de uma coruja, símbolo de Atena, deusa protetora da cidade. Mas foram os romanos que melhor incorporaram o novo dinheiro.

A primeira cunhagem de que se tem notícia em Roma - ainda na República - foi em 268 a.C. A moeda, chamada denário, foi tão representativa que o termo foi aproveitado para designar diversas moedas nacionais, como o denier francês e o dinar, de vários países árabes.
A própria palavra dinheiro, em português (e dinero, em espanhol), vem do latim denarius. Mas esse dinheiro também trouxe problemas para a sociedade romana.
Nas Guerras Púnicas contra a república de Cartago, o financiamento das ações militares desestabilizou primeiro o sistema monetário, levando Roma a uma inflação - não havia moeda suficiente para as despesas -, e, depois, o sistema político e econômico. A economia se enfraqueceu após a guerra e passo u a ser baseada em sistemas feudais que, por sua vez, eram autossustentáveis. A cunhagem de moedas foi então suspensa em todo o Império Romano.

Já no Oriente, o Império Bizantino deixou sua moeda como legado. O besante era todo feito de ouro e, cunhado a partir do século 4 na antiga Constantinopla, predominou por mais de um milênio. Foi o dólar da Idade Média.

Enquanto o império esteve de pé, até 1493, com a queda de Constantinopla pela conquista do Império Otomano, a moeda bizantina preservou o seu valor.
Foi um dos casos mais bem-sucedidos de sistema monetário da história. Foi no Oriente, também, que o dinheiro de papel deu seus primeiros sinais.

Para que o papel-moeda pudesse ser inventado, era necessário, claro, um papel resistente e durável. Portanto, não é de estranhar que as primeiras cédulas tenham demorado tanto para surgir: a tecnologia para fabricação das primeiras notas apareceu tarde e se difundiu lentamente.

 O uso do papel como moeda teve seu registro na dinastia T’ang, na China, que durou entre os anos de 618 e 907. Mesmo não tendo sobrado uma nota para contar história, algumas ilustrações do período indicam o uso das cédulas. "Os burocratas chineses faziam cédulas usando o papel fabricado da casca de amoreira. Uma vez estampado com o selo do imperador, essas notas levavam o valor total de ouro e prata", escreveu o antropólogo Jack Weatherford, autor do livro A História do Dinheiro.

Marco Polo, em suas viagens à Ásia, no século 12, ficou surpreso com a determinação com que o Estado obrigava as pessoas a usarem as cédulas nas relações comerciais.

O resultado era que, de fato, elas circulavam na mão de todos. Na Europa, de onde vinha o viajante veneziano, as cédulas só ficaram conhecidas e populares depois de sua morte em 1324.

No início do século 17, na Holanda, a tulipa virou mania. Os bulbos da planta, altamente valorizados, eram vendidos de junho a outubro, época do plantio. Mas os produtores passaram a comercializá-los também no inverno, para serem entregues depois.

Os compradores recebiam um papel, que valeria um bulbo na estação das flores. Mas os papéis começaram a ser usados como dinheiro, passados adiante e negociados a valores irreais. Foi o primeiro ataque especulativo da história e quase quebrou o país.

Mesmo assim, era o princípio do papel como moeda na Europa. A técnica foi aprimorada depois por um escocês que chegou a Paris, em 1716, disposto a fabricar dinheiro. John Law tinha consentimento do duque de Orléans para abrir um banco e emitir notas.

A demanda pelas células foi tamanha que logo elas passaram a valer mais que o dinheiro de metal. Até que as pessoas não tinham mais o que fazer com tantas notas e exigiram seus metais de volta.

 Foi a falência do banco de Law. Em Londres, a Companhia Mares do Sul atravessou susto parecido. Parte da dívida pública da Inglaterra se transformou em ações da empresa. A procura pelos papéis superaqueceu o mercado de ações. Mas surgiu o Banco da Inglaterra para defender a moeda do país.

 Enquanto isso, na América do Norte, assistia-se à invenção da cédula de papel, a segunda grande revolução no sistema monetário.
O grande nome por trás do papel-moeda, tal como o conhecemos, é Benjamin Franklin, que, além de herói da independência, era gráfico.
Foi ele quem fabricou algumas das primeiras cédulas da América. Aos 23 anos, escreveu seus panfletos sobre o papel-moeda. Por essa dedicação ao dinheiro, mais idealista que ambiciosa, Franklin foi homenageado.
É dele o rosto na nota de 100 dólares, a cédula de maior valor em circulação nos EUA.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Agosto de 2009, 22:25


Você Sabia?


Pilates é criação da guerra
Criador do método físico era um prisioneiro alemão

por Felipe Van Deursen

O menino Joseph era frágil. Magro e subnutrido, sofria de bronquite, crises asmáticas e febres reumáticas.
Aos 80 anos, Joseph era um senhor famoso, de saúde e conta bancária invejáveis. Tudo graças a uma série de atividades físicas criadas por ele e batizada com seu sobrenome: Pilates – aquela prática que exercita força e flexibilidade com aparelhos cheios de barras e argolas.

Perto de Düsseldorf, Alemanha, onde morava, Joseph Pilates ajudava desde pequeno um médico em suas consultas e lia muito sobre medicina e civilizações antigas, especialmente a grega. Obcecado com a idéia “corpo são, mente sã”, já adolescente tornou-se um versátil esportista.

Em 1912, aos 32 anos, conhecido na região por seus excêntricos exercícios, viajou com uma companhia de circo para a Inglaterra. Em 1914, quando eclodiu a Primeira Guerra, foi preso por ser de um país inimigo. Para não ficar parado, colocou todo mundo de seu quarto para suar usando o que tinha à mão, como beliches e cadeiras. No fim do conflito, em 1918, uma epidemia de gripe que matou milhares de pessoas no país poupou os protegidos de Pilates, dando fama a seu método. Em 1926, viajou aos Estados Unidos e montou, em Nova York, o Pilates Studio – academia que se espalharia pelo mundo todo.

 
Saúde é o que interessa
O método Pilates virou febre mundial

Inspiração hindu

Além dos gregos, quem influenciou Pilates foram os hindus. O método tem uma clara referência à ioga. O negócio do pilates é o equilíbrio entre mente e corpo e a busca pelo controle do organismo – também é chamado de contrologia.

Moda sem fronteiras

Nos Estados Unidos, são 10 milhões de praticantes. Entre as celebridades que aderiram ao pilates estão a cantora Madonna e o jogador de golfe Tiger Woods. Aqui no Brasil, Emerson Fittipaldi, Marília Gabriela e dezenas de atores.

À frente do tempo
O método foi trazido ao Brasil pela chilena Inelia Garcia, em 1997. “Pilates desenvolveu exercícios para as mandíbulas que mascam muitos chicletes e os olhos que vêem muita TV. E ele morreu nos anos 60, quando essas coisas não eram comuns”, diz.

 
Na prisão, ele improvisou
Exercícios eram feitos até em cadeira de rodas

Joseph Pilates não deixou nenhum de seus companheiros de prisão parados, nem os mais debilitados. Se alguém estivesse preso a uma cadeira de rodas, ele a adaptava para seus exercícios. Na cama, usavam-se molas, estrados, barras. Por isso os aparelhos da técnica se assemelham ao móvel.
Graças a seu método, Pilates tinha uma saúde de ferro. Tanto que teria morrido, aos 87 anos e sarado, em um fatídico incêndio em seu estúdio. Quem herdou seus ensinamentos foi sua ex-aluna Romana Kryzanowska, hoje uma velhinha de 84 anos – e igualmente saudável.


http://www.youtube.com/watch?v=dvqW9qKLocg (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWR2cVc5cUtMb2Nn)

 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: MAROCHA em 21 de Agosto de 2009, 22:52
 Olá Helena Beatriz !
  Também não acredito em cultura inútil. São tópicos culturais interessantíssimos e bastante diversificados. Colocastes fatos totalmente inusitados muito falados,comentados e de origens absolutamente ignoradas. Achei ótimo !
     Abraços Helena Beatriz
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Agosto de 2009, 23:32
Obrigada, Marocha, por sua simpatia e estímulo!! ;)
Tb penso assim... rs
Com carinho,
Helena
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Você sabia?...

Por que é mais fácil lembrar de uma piada ruim?
por Diogo Ferreira Gomes


Piadas sem graça grudam na memória porque são previsíveis.
Quem conta essa é o neurocientista americano Robert Provine, da Universidade de Maryland.

 Seus estudos apontam que piadas fracas seguem linhas de raciocínio com as quais o cérebro já está acostumado - isso também explica por que ninguém dá risada. Em anedotas engraçadas, por sua vez, o final quebra a sequência lógica dos fatos, surpreendendo o ouvinte e provocando o riso. O problema é que essa quebra chama mais atenção do que todo o resto da história que passou.
Por isso é tão difícil se lembrar da última do piada engraçada quando é sua vez de contar uma na roda de amigos. :-|)

QUER QUE EU DESENHE?
Nossa explicação da "piada mais engraçada do mundo"* é tão sem graça que você não tem como esquecer

1 -  Dois caçadores estão na floresta... um deles cai duro no chão.

Em geral, a piada é breve e começa como uma história comum, com personagens fáceis de ser lembrados pela maioria das pessoas - um determinado povo, a sogra, o chefe - passando por situações triviais. Assim fica fácil guardar na memória...

2 - O outro liga para a emergência... "Ele está morto! Que é que eu faço?". A enfermeira responde: "primeiro, certifique-se de que ele está morto mesmo".

Esta cena abre caminho para um dos principais recursos narrativos que fazem uma piada ser boa. A partir daqui, é possível contar um fato que ninguém estava esperando e quebrar a sequência lógica dos acontecimentos

Final 1: a enfermeira ouve tiros... e o soldado responde "Tudo bem! Agora eu faço o quê?"

Quando a narrativa toma um rumo inesperado, rola a risada. Mas essa peça diferente, que torna a piada boa, chama mais atenção do que o resto da história, e é isso que atrapalha na hora de se lembrar de como a anedota se desenrolou até chegar aqui

Final 2: O caçador segue as ordens da telefonista e checa os sinais vitais do colega morto.

Se tudo termina com um jeitão previsível, o riso não vem, mas a história se encaixa na memória. Por isso, quando for relembrar uma piada para contar em público, desconfie se ela vier muito rápido à mente... Pode não ter graça nenhuma! ;)

(Revista Mundo Estranho)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Agosto de 2009, 23:39
Você sabia??...



Como surgiram os naipes do baralho?
por Marina Motomura

(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:Svta34JTvnQtAM:http://4.bp.blogspot.com/_stS_WAyI3j4/Si3cqphSQnI/AAAAAAAACUc/YBEttYohQbs/s320/BARALHO.png)(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:dMq3JMJHHB4ctM:http://3.bp.blogspot.com/__YxxK7hQ2zA/Sf9zQV3MaXI/AAAAAAAABec/gvAfcThkWBA/s400/joker_card_small.jpg)(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:nsJ4Gx6s9gwPeM:http://lh5.ggpht.com/guilmail/SIixNRBPeFI/AAAAAAAAAdQ/DsCYeDOk8Xc/baralhoz05.jpg)



Os naipes atuais surgiram de uma mistura das versões espanhola e francesa: os nomes dos naipes vieram do espanhol, mas os símbolos gráficos que os representam são franceses. Até chegar ao baralho atual, de 52 peças, as cartas percorreram uma longa história. Acredita-se que os jogos de cartas tenham surgido na China por volta do século 10. No século 14, as cartas chegaram à Europa levadas pelos árabes, que adaptaram o baralho chinês. O baralho moderno começou a tomar forma no século 16, com o conjunto de 52 cartas criado pelos franceses. Nessa época, vários países da Europa tinham versões locais dos naipes, como os bastões da Espanha ou os pinhões da Alemanha. Como os logotipos franceses dos naipes eram mais simples e fáceis de imprimir, ganharam popularidade e foram adotados em outras nações. :-S

SAMBA DO CURINGA DOIDO
Baralho atual mistura influências espanhola, francesa e até árabe

BARALHO ESPANHOL
Há 48 cartas, numeradas de 1 a 9, e três figuras: valete (10), cavaleiro (11) e rei (12). Os nomes dos naipes são quase idênticos em português e espanhol: oros, espadas, copas e bastos (“paus”), representando comerciantes, militares, religiosos e camponeses

BARALHO FRANCÊS
São 52 cartas de quatro naipes. Os nomes originais eram carreaux (“quadrados”, que equivale a “ouros”), pique (“pontas de lança”, nossas “espadas”), coeurs (“corações”, nosso “copas”) e trèfles (“trevos”, nosso “paus”). O cavaleiro foi trocado pela dama.

ÁS
Não se sabe qual foi o primeiro baralho a trocar a carta de número 1 pelo ás, mas muitos acreditam que tenha sido o baralho alemão – no baralho francês, a primeira carta é o 1 mesmo. A palavra “ás” vem do latim e significa “uma unidade”.

CURINGA
Há duas explicações para a origem do curinga. Uma é o “louco”, carta do baralho italiano sem naipe ou número. Outra versão diz que o curinga tem origem inglesa e surgiu no século 19 de uma carta conhecida como “imperial bower”, que vencia todas as outras

CARTAS NOBRES
As figuras existem desde que os árabes incluíram pessoas da corte, como o rei, a rainha e o valete (servo real). Nossas figuras vieram da França (valete, dama e rei, V, D e R no baralho francês), mas usamos as letras do baralho inglês: J vem de jack (“valete”, em inglês), Q de queen (“rainha”) e K de king (“rei”).


(Revista Super interessante)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Setembro de 2009, 15:18
Você sabia??....

Nicolò Paganini: Alma penada
por Celso Miranda

O músico italiano Nicolò Paganini era um baita violinista. Sua habilidade – ele era capaz de tocar 12 notas por segundo – e virtuosismo – o cara tocava peças inteiras usando apenas uma corda – eram tamanhos que ele chegou a ser acusado de ter um pacto com o demônio.
O estilo de vida de Niccolò Paganini e a sua aparência mefistofélica deram origem a histórias de que o seu virtuosismo era devido a um pacto com o demônio. É mais provável que ele fosse portador de uma doença, a Síndrome de Marfan, cujos sintômas típicos são os dedos particularmente compridos e magros. A fama que ele, malandramente, ora negava, ora fomentava, fez dele rico e famoso.

Num cenário fantasmagórico, pouca luz,  vestido sempre de preto, uma figura esquelética, quando tocava o seu violino, que carinhosamente chamava de Il Cannone propiciava aos seus ferrenhos e ardorosos admiradores, visões estranhas, com predominância na emissão de uma luz etérea, como um fogo-fátuo, a inflamação espontânea de gases emanados dos sepulcros e de pântanos. Exagero?  Lenda ? A verdade é que a fama de Paganini se alastrou de forma impressionante. Por onde se apresentava, Londres, Milão, Paris, Viena, para citar algumas praças, legiões de fãs, pagavam preços quase que ilimitados, para assistirem as suas mirabolantes apresentações; o resultado, merecidamente, não poderia ser outro, enriqueceu.

Como afirmam os estudiosos, Paganini foi, sem a máquina da mídia moderna de hoje, guardando-se as devidas proporções, um popstar musical do século passado.

Para ilustrar, vejamos um comentário do articulista :  Nemo Nox

"As lendas não tardaram em aumentar o interesse por Paganini. Dizia-se que teria feito um pacto com o demônio para poder tocar daquela maneira, que as cordas de seu violino seriam confeccionadas com os próprios cabelos do diabo. Outra história dizia que sua habilidade vinha de anos de prática na prisão, condenado pelo assassinato da amante. Nesta versão, as cordas do seu instrumento seriam feitas dos intestinos da infeliz vítima. Algumas vozes tentavam diminuir o seu valor artístico, como o poeta irlandês Thomas Moore: "Paganini pode tocar divinamente, e algumas vezes realmente o faz, mas quando vem com seus truques e surpresas, seu arco em convulsões, sua música mais parece o miado de um gato agonizante." Os fãs, porém, eram mais numerosos e mais importantes que os críticos. Paganini foi escolhido para solista da princesa de Lucca, sagrado Cavaleiro da Espora Dourada pelo papa Leão XII, nomeado virtuoso da corte do imperador da Áustria, entre várias outras honrarias.

A obra-prima de Paganini, Veitequattro Capricci per violino solo, Op. 1, foi composta entre 1800 e 1810, e é um marco do romantismo. Não somente um exercício de virtuosismo, os caprichos são de uma beleza arrebatadora. A riqueza de recursos do instrumentista abriu muitas portas à criatividade do compositor, e Paganini usa todo tipo de idéias musicais nos caprichos. Combina movimentos de arco com pizzicatos, usa martellatos e stacattos, altera a afinação no meio da peça, e deixa-se influenciar por fontes tão diferentes como barcarolas venezianas, temas ciganos e contraponto barroco. Os vinte e quatro caprichos são ao mesmo tempo uma enciclopédia da arte do violino e uma deliciosa audição."

Quando morreu, em 1840, no entanto, pagou caro pela reputação de endiabrado. Sua família foi proibida de levar o cadáver para Gênova e o corpo ficou meses insepulto. Por causa da polêmica, nos cinco anos seguintes, os restos de Paganini foram desenterrados e enterrados em locais diferentes pelo menos oito vezes.

(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/72/Niccolo_Paganini.jpg/180px-Niccolo_Paganini.jpg)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Setembro de 2009, 20:44
Você sabia??...


Muro das Lamentações

Local é o que restou do templo de Jerusalém
por Maria Carolina Cristianin

De todos os diversos lugares sagrados da capital de Israel, o Muro das Lamentações é um dos mais significativos. Sua história começa em 957 a.C., com o Templo de Jerusalém. Erguido pelo rei Salomão, teria abrigado a Arca da Aliança e as tábuas com os Dez Mandamentos. "O templo simbolizava o elo com Deus", diz André Chevitarese, professor da UFRJ.

(http://fotocache02.stormap.sapo.pt/fotostore02/fotos//51/6d/b2/12695_000505kq.jpg)

Em 586 a.C., o prédio foi derrubado pelos babilônios. Após cinco décadas, os judeus o reergueram. A obra ficou intacta até Roma dominar a cidade e, em 40 a.C., Herodes assumir o controle sobre a região. A mando do rei da Judéia, começou então uma grande ampliação, que demorou 46 anos.
Mas o esplendor durou pouco. No ano 70, uma revolta contra os romanos levou a nova destruição do templo. Os judeus iniciaram uma grande diáspora e, no século 7, construções islâmicas surgiram no local, como o Domo da Rocha. Da grandiosa obra de Herodes só restou uma pequena parte da parede que a rodeava: o atual Muro das Lamentações.


Sacrifícios e devoção
O centro religioso ampliado pelo rei Herodes abrigava os fiéis judeus

Reforma astronômica

Com a obra de Herodes, o Pátio dos Gentios, uma área externa para judeus e não-judeus, passou a ter quase o dobro do tamanho original. Havia oito portas de entrada e, ao redor, gabinetes, depósitos e aposentos para os mil sacerdotes que cuidavam dos locais mais sagrados.

Último vestígio

Após a rebelião judaica do ano 70, pouco sobrou do Segundo Templo. Nos séculos seguintes, as Cruzadas e a expansão islâmica derrubaram outros pedaços, até sobrar apenas o trecho da parede ocidental hoje conhecido como Muro das Lamentações.

UltraSsecreto

No centro da construção ficava o templo em si. Ali estava o Santo dos Santos, local que, na primeira construção, guardava a Arca da Aliança. Apenas o sumo sacerdote podia entrar ali, e somente no Dia da Expiação, quando se praticam abstinência, oração e confissão.

Espaços distintos

A obra era organizada conforme a proximidade com o Santo dos Santos. Primeiro o Pátio das Mulheres, de onde elas não passavam. Depois, o Pátio dos Homens. Ali, através de uma abertura, as fiéis assistiam aos rituais realizados no Pátio dos Sacerdotes.

Ritual sagrado

Uma das práticas judaicas da época eram os sacrifícios. No pátio, vendiam-se animais, como cordeiros e cabritos. Havia ainda um abatedouro com uma fonte,onde os animais eram degolados e o sangue esvaía por buracos.

Pedras preciosas
O muro relembra a obra original

O último vestígio do Segundo Templo é local de peregrinação, que preserva o significado da perda do ponto de encontro original. Ali, milhares de pessoas fazem orações e colocam pedidos entre as frestas das pedras.

Outras partes da muralha
O complexo inclui uma praça e uma galeria subterrânea

Fé ao ar livre

Na área em frente ao muro, homens e mulheres ficam separados. No local são realizadas cerimônias, como o Bar Mitzvah (ritual que insere o jovem como membro maduro da comunidade).

Nas profundezas

Além da área externa, há uma parte subterrânea que se formou com o passar dos anos, na medida em que outras construções foram erguidas por cima do que restou do templo. O local é aberto para visitantes.

(http://br.geocities.com/missao_siloe/imagens/muro.jpg)


(http://premium.klickeducacao.com.br/Klick_Portal/Enciclopedia/images/Mu/13051/4564.jpg)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 23 de Setembro de 2009, 22:43
Você sabia??


Berinjela com sal
Chineses usavam o vegetal para escovar os dentes
por Flávia Pinho

(http://historia.abril.com.br/imagem/berinjelas-220-105.jpg)

A berinjela é um dos legumes mais presentes na história da humanidade. Tudo indica que surgiu na Ásia há 6 mil anos e logo se tornou popular em todo o Oriente.

Como diversos alimentos que consumimos hoje, ela também já foi usada para fins terapêuticos: na China, era misturada a sal-marinho e passada nos dentes para deixar as gengivas sadias.
Quando chegou ao Ocidente, porém, por volta do século 8, ganhou uma péssima fama, que a acompanhou até o século 19.
Muitas pessoas diziam que o legume causava demência e epilepsia.
 De acordo com a jornalista e crítica Danusia Barbara, a crença era tão forte que seu primeiro nome científico foi Solanum insanum.

Mas tudo isso é "intriga da oposição"!!

Na verdade a  berinjela é um legume que contém pequenas quantidades de vitamina B5 e sais minerais como Cálcio, Fósforo e Ferro. A Niacina (vitamina B5) protege a pele e ajuda a regularização do sistema nervoso e aparelho digestivo. Os minerais Cálcio, Fósforo e Ferro contribuem para a formação dos ossos e dentes, construção muscular e coagulação do sangue.

         Poucas pessoas sabem, contudo, que ela é um vegetal com poder de diminuir o colesterol e reduzir a ação das gorduras sobre o fígado. Seu suco é utilizado nas inflamações dos rins, bexiga e uretra como poderoso diurético. A berinjela é muito recomendada para quem sofre de artrite, gota, reumatismo, diabetes e inflamações da pele em geral. Como tem poder laxante, aconselha-se nas indigestões e prisão de venre.

         Na hora da compra, deve-se dar preferência às que se apresentam firmes, de cor roxa uniforme e lustrosa. As berinjelas devem ser guardadas em geladeira, dentro de sacos plásticos, assim se conservam em bom estado por 2 semanas.

         As pessoas tem o hábito de mergulhá-las em água e sal antes de seu preparo, mas esse procedimento anula o sabor do legume e grande parte de suas propriedades nutritivas.

         O período de safra da berinjela vai de janeiro a maio.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 23 de Setembro de 2009, 22:51
Você sabia??....


Mortos famintos no Egito
No Egito, o funeral dos ricos era seguido de cortejos com comida
por Flávia Pinho

(http://touregypt.net/featurestories/osiris.jpg)

Comer era um assunto tão sério no Egito antigo que os mais ricos passavam boa parte da vida garantindo que pudessem oferecer banquetes fartos até mesmo após a morte. Assim que eles faleciam, era realizada a mumificação, um processo caro e que podia demorar até 70 dias.
Depois acontecia o funeral solene. A partir de então, as famílias passavam a fazer oferendas diárias de alimentos - dependendo da importância do defunto, o desfile gastronômico-funerário podia até ser equipado com cervejarias e padarias, para facilitar o serviço dos parentes.

A melhor parte do ritual, relatado no novo livro História da Cozinha Faraônica, do egiptólogo francês Pierre Tallet (Senac-SP), é que os produtos não eram largados lá, apodrecendo. Pelo contrário, os funcionários do templo podiam comê-los depois. A regalia era encarada como remuneração pelos serviços prestados à família.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 23 de Setembro de 2009, 22:54
Você sabia???....

EXPRESSÔES POPULARES:

"Viu passarinho verde"

Cartas de namorados deram origem à frase
por Lívia Lombardo

(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:WtFfL7cI9HhHjM:http://www.xamanismo.com.br/twiki/pub/Hector/SubHector1189369065It004/PERIQUITO-RICO_Brotogeris_tirica.jpg)

A expressão "viu passarinho verde" é empregada para aqueles que, sem motivo aparente, demonstram muita alegria. O verde é a cor da esperança e da paz. Mas o que o passarinho tem a ver com isso?
 De acordo com o folclorista Luís da Câmara Cascudo, no livro Locuções Tradicionais no Brasil, a tal ave era o periquito, muito usado para levar no bico mensagens trocadas por casais.

Assim, avistar esse animal seria "identificar o alado pajem confidencial dos segredos".

Há ainda uma lenda do século 19, segundo a qual as moças avisavam seus namorados do envio de cartas de amor colocando um periquito perto da grade da janela.


Outra:

Discutir o sexo dos anjos

(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:_GMUY8LUOhgRzM:http://www.portalveda.com.br/anjo.gif)


Você provavelmente já ouviu a frase, empregada normalmente quando alguma discussão não leva a nada.
 O bizarro é que essa discussão do sexo dos anjos realmente existiu.
Em 1453, durante a tomada de Constantinopla, a atual Istambul, na Turquia, pelos turcos otomanos, o imperador Constantino XI comandava a resistência e o negócio estava feio.

Enquanto uma verdadeira guerra era travada (na batalha final, na tomada da cidade, os cristãos mal contavam com 7 mil soldados, enquanto os turcos dispunham de mais de 80 mil homens), as autoridades cristãs estavam reunidas num concílio.

Entre os diversos assuntos das acaloradas discussões teológicas, os clérigos debatiam sobre o fato de os anjos terem ou não sexo. O imperador acabou morto durante a defesa da capital, assim como milhares de cristãos.

O Império Bizantino teve fim e os conquistadores estabeleceram o Império Otomano, comandado por Maomé II.

 E a conclusão do concílio? Eles não descobriram se os anjos tinham ou não sexo. Não chegaram a nenhuma conclusão!

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 25 de Setembro de 2009, 14:05
Você sabia??

O Panteão de Agripa

(http://www.historiadomundo.com.br/assets/Image/O%20Panteao%20de%20Agripa%20-%20H%20DO%20MUNDO2.jpg)


Templo romano dedicado ao culto pagão sobreviveu graças ao cristianismo
(por Maria Dolores Duarte)

Depois de 500 anos de existência, expansão territorial galopante e progresso nas mais diversas áreas, o Império Romano deixou apenas um monumento em perfeito estado de conservação. É o Panteão de Agripa, um templo dedicado a todos os deuses romanos.

(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:eI194SQZZCFEVM:http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/33/Marcus_agrippa_louvre_portrait.jpg/270px-Marcus_agrippa_louvre_portrait.jpg)O nome do edifício é uma homenagem ao cônsul Marco Vispânio Agripa (63-12 a.C.), que mandou realizar a obra em 27 a.C.

No ano 80, a construção foi praticamente destruída por um incêndio. Quatro décadas depois, o imperador Adriano (76-138) mandou reerguê-la. "Há indícios de que o próprio Adriano foi o arquiteto. Ele queria abrigar os deuses romanos e os dos povos conquistados", afirma o historiador Manuel Rolph, da Universidade Federal Fluminense.

(http://www.queroaitalia.com/public/galleria/grandi/015.jpg)Ironicamente, foi graças à Igreja Católica que a edificação pagã sobreviveu ao tempo e ao vandalismo. Em 608, após o fim do Império, o rei bizantino Flávio Focas entregou o Panteão ao papa Bonifácio IV (550-615), que o consagrou igreja cristã dedicada a Santa Maria e a Todos os Santos.

CHAMA ACESA
Na Roma antiga, um templo era, literalmente, a casa dos deuses. Cada um deles era zelado por uma sociedade sacerdotal, que prezava pela manutenção e pela segurança da estátua e se responsabilizava por manter tochas acesas em sua homenagem.

ADRIANO, JUIZ SAGRADO
A partir do primeiro século de nossa era, a noção de que o imperador era a própria divindade ganhou força. Adriano era associado a Hélios, o deus sol, e como tal podia usar o templo. Ele fez do Panteão um tribunal, onde realizou diversos julgamentos.

PARA POUCOS
O lugar era imponente, mas o acesso permanecia restrito às autoridades políticas e religiosas. Não eram realizados rituais públicos, e mesmo os senadores só entravam no local para acompanhar o imperador.

FACHADA GREGA
A obra segue a influência helenística, como se percebe na fachada com colunas gregas. Sobre elas, está a inscrição "M.AGRIPPA.L.F.COS.TERTIUM.FECIT", que significa: "Construído por Marco Agripa, filho de Lúcio, pela terceira vez cônsul".

ENTIDADES SOBREPOSTAS
Apesar de ser dedicado aos deuses em geral, o local não abrigava estátuas de todos. Por dois motivos: em primeiro lugar, o próprio formato circular do edifício já indicava seu caráter ecumênico. Além disso, cada deus representava outros. Vênus, por exemplo, correspondia à Afrodite grega e à Isis egípcia.

PONTO DE ENCONTRO
A construção homenageava todas as entidades antigas

No topo da cúpula, há uma abertura circular de 9 metros de diâmetro, que permite a entrada de luz natural e simboliza o deus sol. Como o círculo fica a 43 metros do chão, os romanos acreditavam que a chuva que entrasse por ali evaporaria antes de chegar ao solo. Eles estavam errados.

DEUSES MODERNOS
Hoje, o local abriga túmulos de personalidades

Em Roma, seria inconcebível enterrar mortos em templos. No século 16, quando o Panteão já pertencia à Igreja, começaram a ser colocados ali personagens célebres da Itália. Estão lá os restos mortais dos pintores Annibale Carracci (1560-1609) e Rafael Sanzio (1483-1520) e de vários reis italianos, como Vitor Emanuel II (1820-1878) e Humberto I (1844-1900).

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 26 de Setembro de 2009, 10:47
Você sabia???


Césares russos

(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:IKC041Rr80syYM:http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/img/faustoczares.jpg)(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:5LCDiOyGeonwNM:http://4.bp.blogspot.com/_ezaUKpkJ4Tc/RlF8AMX0vFI/AAAAAAAABuk/ZMrag6JqQyA/s320/AlexandreII.jpg)(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:F4Jx99CYd77AUM:http://inlinethumb12.webshots.com/45067/2043734800101857556S500x500Q85.jpg)


De uma pequena fração de terra ao maior país do mundo, os czares fizeram a Rússia.
 
Opulentos, autoritários e vingativos, eles criaram uma unidade nacional e governaram por mais de mil anos
(por Eduardo Szklarz)

Eram 2 da manhã quando Nicolau II foi despertado naquele 17 de julho de 1918. O último "imperador de todas as Rússias" agora era prisioneiro dos revolucionários bolcheviques numa casa de Ecaterimburgo, oeste do país. Nicolau foi conduzido com a mulher, o filho, as quatro filhas, o médico e os empregados para um quartinho dos fundos, onde 12 homens os esperavam com armas na mão. Depois do fuzilamento, o pelotão se assustou ao ver que as filhas continuavam vivas - as balas ricochetearam nas jóias costuradas em seus vestidos. O jeito foi terminar o "serviço" com golpes de baioneta.

Era o fim dos 300 anos da dinastia Romanov. Era também o fim de quatro séculos de domínio dos czares - déspotas com autoridade ilimitada sobre cada um de seus súditos.

 Ao longo da História, líderes eslavos, sérvios e tártaros também receberam o título de czar (derivado dos "césares" de Roma), mas na Rússia ele adquiriu caráter especial. Usando uma mescla de terror e nacionalismo religioso, os czares russos transformaram um reino minúsculo numa potência mundial e expandiram seu território até ter o dobro do tamanho do Brasil.

Para alguns historiadores, porém, o czarismo não morreu com Nicolau II. Seus métodos autoritários prosseguiram na era soviética e ainda fazem a cabeça dos líderes do Kremlin.

Moscóvia

A semente do czarismo foi plantada no século 9, quando o chefe viking Riurík fundou uma dinastia em Nov-gorod, no noroeste da atual Rússia. Seus descendentes ampliaram o reino até Kiev (Ucrânia), converteram-se à fé ortodoxa - ramo do cristianismo que rompeu com o catolicismo romano no século 11 e se espalhou nos domínios do Império Bizantino.

Os descendentes de Riurík usaram o termo "Rus" para descrever seu povo e sua terra. No fim do século 12, o reino se fragmentou em principados rivais e as disputas favoreceram a invasão de Rus pelos tártaros - um povo turco muçulmano que pertencia ao império mongol.

"Os tártaros queimaram cidades e mataram milhares. Naquela época de intensa devoção, os russos pensaram que era um castigo divino", diz o historiador Ronald Hingley, da Universidade de Oxford.

 Os invasores pouparam o principado de Novgorod, com a condição de que seu príncipe, Alexandre Nevsky, lhes pagasse altos tributos. Foi quando tudo começou. Daniel, filho de Alexandre, tornou-se príncipe de um vilarejo chamado Moscou - e começou a anexar terras. As conquistas tiveram sinal verde dos tártaros, mais preocupados em incentivar as brigas entre os principados fortes.

 Em troca, os moscovitas obedeciam e pagavam impostos. Resultado: em sete décadas, o reino de Moscóvia cresceu oito vezes. Em 1326, desbancou Kiev como sede da Igreja Ortodoxa. Seus líderes adotaram o título de vseya Rusi ("de toda a Rus"), traduzido em geral como "de todas as Rússias". A essa altura, Moscou já fugia ao controle dos tártaros e criou um regime autoritário cujo príncipe, chamado de czar desde meados do século 15, governava com o apoio de uma facção aristocrática.

"A política de Moscóvia se parecia com a de Al Capone: para vencer os outros reinos, seus líderes tinham de ficar unidos e reconhecer o poder absoluto do príncipe. A crueldade e a unidade eram recompensadas, e os principais clãs se beneficiavam da expansão", diz Dominic Lieven, professor de História Russa na London School of Economics.

"Sobre essa política de estilo gângster, a Igreja Ortodoxa carimbou um selo de aprovação." O czar contava com autoridade ilimitada pois seu poder emanava de Deus. A igreja se beneficiava do aumento do poderio russo, pois crescia dentro do cristianismo.

Nos 600 anos seguintes, o principado de Moscou cresceria até ocupar um sexto do planeta. E seus habitantes veriam na monarquia absoluta a única forma de evitar o caos.

A saga dos Ivãs

Talvez o czar moscovita mais eficiente tenha sido Ivã III. Em 43 anos de governo, ele explorou as rivalidades dos tártaros do mesmo jeito que eles tinham feito com os russos. Insuflou o nacionalismo entre o povo e quadruplicou o tamanho do reino. Depois festejou a glória ampliando a construção do Kremlin, a fortaleza que até hoje abriga o governo russo. Não foi à toa que ele ficou conhecido pela alcunha de Ivã, o Grande.

Com a conquista de Constantinopla (Bizâncio) pelos turcos, em 1453, Moscou se proclamou centro da cristandade e herdeira do Império Romano do Ocidente (Bizantino).

 "Moscou, a terceira Roma!", ouvia-se agora no Kremlin. Ivã III também inaugurou a prática de deportações em massa, que seriam usadas pela União Soviética. Sua crueldade seria mantida por seu filho Vassily III e passaria dos limites com seu neto Ivã IV - chamado também de "o Terrível."

"Ivã IV integra o grupo de superlíderes russos ao lado de Pedro, o Grande, Catarina, a Grande, Lênin e Stálin", diz Hingley. "Todos aplicaram o terror em defesa de si e do regime. Mas enquanto Pedro, Catarina e Lênin se limitaram a objetivos políticos, Ivã IV e Stálin praticaram uma matança extravagante que desafia qualquer compreensão."

O terrível rebento tinha só 3 anos ao ser escolhido czar, e por isso sua mãe assumiu o trono. Com a morte dela (supostamente envenenada), o país virou palco de lutas entre os boiardos, nobres proprietários de terras. Eles supervisionaram a criação de Ivã, maltratando-o a ponto de fazê-lo passar fome, o que não explica completamente a brutalidade do futuro príncipe. Para muitos pesquisadores, ele sofria surtos de paranoia.

Certo é que Ivã IV se casou com a princesa Anastácia em 1547, ano em que foi coroado oficialmente com o título de "Czar de Toda a Rússia" e ficou conhecido como "o primeiro czar". Seu reinado começou bem: ele derrotou os tártaros e expandiu seus domínios no leste até o mar Cáspio e a Sibéria, transformando Moscóvia num estado multiétnico.

Após matar boa parte dos boiardos, vingando os maus-tratos que sofrera na infância, ele deu espaço político a pessoas comuns, como artesãos, professores e profissionais liberais, ao criar o Zemsky Sobor (Assembleia da Nação), que também reunia membros do clero e da nobreza. Mas a morte de Anastácia, também supostamente envenenada, em 1560, provocou um piripaque na cabeça do monarca.

 Ele prendeu seus conselheiros e abriu fogo contra o povo. O terror ficou a cargo da Oprichnina, um esquadrão de cavaleiros vestidos de preto e com carta-branca para matar quem quisessem. Ao contrário dos outros czares, Ivã IV presenciava as execuções e maquinava formas de morte. Em 1570, uma plateia em Moscou viu como ele e seus homens desmembravam e ferviam vítimas suspeitas de traição.

Ivã IV casou com outras seis mulheres sem se firmar com nenhuma, e ainda se meteu numa guerra suicida contra suecos, poloneses e lituanos. Queria obter acesso ao mar Báltico, mas acabou derrotado. Tanto deslize favoreceu outra invasão de Moscou pelos tártaros. Desavenças na família também causaram uma tragédia pessoal: num de seus ataques de fúria, o czar golpeou seu filho Ivã Ivanovich na cabeça com uma bengala de ferro, matando-o. Amargaria essa dor por toda a vida. O maior mistério em torno de Ivã IV foi sua enorme popularidade. Embora tenha matado mais camponeses que boiardos, ele seria lembrado na URSS como caçador de nobres. Não é à toa que Stálin gostava de comparar a Oprichnina com a polícia secreta soviética, a NKVD (depois KGB).

A era Romanov

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Passado o furacão Ivã, os boiardos voltaram a brigar pelo poder, provocando uma época de devastação e pilhagens conhecida como "Tempo dos Problemas". A dureza só terminou em 1613, quando a Assembleia da Nação escolheu o novo czar: Mikhail Romanov - o primeiro de uma dinastia que duraria 300 anos.

Nenhuma dinastia dura tanto tempo sem intrigas. Foi assim com Pedro I e sua irmã Sofia. Como ele tinha só 9 anos ao ser coroado, em 1682, ela virou regente. Aos 17, Pedro viu que a irmã queria tirá-lo da jogada e, com o apoio da nobreza, confinou-a num convento. Assumiu com um grande objetivo: transformar a Rússia num Estado europeu moderno.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 26 de Setembro de 2009, 10:48
CONTINUAÇÃO...


Assim, Pedro I organizou o Exército e a Marinha, estabeleceu relações com outros países e traduziu livros para o russo.
Também derrotou os suecos em 1709 na batalha de Poltova.Ela marcou a conquista da supremacia russa no nordeste da Europa e a entrada do país no clube das grandes potências.
Mais: Pedro I conquistou parte da Estônia e chegou à sonhada costa do Báltico - no extremo mais próximo ao restante da Europa. Lá fundou São Petersburgo e fez dela a capital da Rússia, deixando claro que o reino de Moscóvia era coisa do passado. Assim levava adiante seu projeto de aproximação da cultura europeia, que se refletiu na arquitetura da cidade.
Ele acreditava que a formação da Rússia moderna deveria se guiar no modelo das nações europeias, o que causou uma grande cisão cultural no país. De um lado estavam os "ocidentalistas", que apoiavam Pedro; de outro, os "eslavófilos", que rejeitavam as reformas liberais e queriam resgatar o passado idílico, rural e autóctone russo.

Além disso, a mudança da capital para São Petersburgo mergulhou a aristocracia em excessos palacianos nos moldes de Versalhes. Tudo isso contribuiu para o enfraquecimento da corte na Revolução de 1917.

Ao botar uma pá de cal em Moscóvia, Pedro proclamou o Império Russo e assim ganhou três títulos: imperador de toda a Rússia, grande pai da terra e Pedro, o Grande.
Por trás de toda essa pompa, estava o aparato brutal de sua guarda militar, a Preobrazhensky. "A longa história da Rússia como uma burocracia terrorista começou de fato com o imperador", diz Hingley.

Ao contrário de Ivã IV, Pedro I era frio, racional. Foi assim que lidou com o rebelde mais famoso do reino: seu filho Alexis, que não aguentou as cobranças do pai e fugiu da Rússia, mas foi caçado. "Seu pai o matou a sangue-frio, ao contrário do surto que levou Ivã a matar o filho dele", afirma Hingley.

No fim das contas, o grande "modernizador" não se importou com os camponeses. Ao contrário: manteve-os na servidão, como meros objetos pertencentes ao Estado e aos nobres. Enquanto a elite russa se parecia cada vez mais com a europeia, a massa ainda vivia na Idade Média.

Catarina, a Grande

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Frederica Sofia era uma princesinha sem grandes chances de subir na vida.
Seu pai era um dos tantos nobres decadentes da Prússia do século 18. Mas, aos 15 anos, a czarina Isabel a convidou para conhecer seu sobrinho, o príncipe herdeiro Pedro III, neto de Pedro, o Grande. Isabel achava que ela seria mais dócil que uma nobre de alta linhagem para se casar com o futuro czar. Ledo engano!

Para realizar a boda, Sofia se converteu à fé ortodoxa e passou a se chamar Catarina. Mas o casamento logo azedou. Além de obcecado pela disciplina prussiana, Pedro era imaturo e impotente.
Ou estéril, como diziam os fofoqueiros da corte.
Seja como for, os dois não se bicavam - e ela decidiu disputar o trono sozinha. "Catarina sabia que só seria aceita se parecesse russa. Passava noites aprendendo o novo idioma", diz Henri Troyat na biografia Catarina, a Grande.

Quando Pedro III assumiu o trono, Catarina sentiu o perigo: o marido a deixaria para se casar com outra. Mandou então seu amante Grigori Orlov, membro da guarda imperial, dar cabo do czar. O clero e a nobreza apoiaram o golpe e aclamaram a nova imperadora: Catarina II. Ela estabilizou o reino e conquistou prestígio entre os europeus. Também abocanhou terras da Turquia, coisa que nem Pedro, o Grande, havia feito.

Mas ai de quem criticasse seu governo. O escritor Alexandre Radishchev foi exilado na Sibéria. Já Yemelyan Pugachov, líder de uma rebelião dos cossacos, terminou esquartejado. E, quanto mais poderosa Catarina ficava, mais amantes ela tinha (leia quadro na pág. 30). "Em 1796, seu filho Paulo I a sucedeu disposto a reverter tudo o que a mãe havia feito. Os dois se odiavam", diz Troyat.

De fato, Paulo anistiou Radishchev, prestou homenagens ao pai (Pedro III) e baixou regras prussianas. Por exemplo, proibiu o uso de chapéus redondos e ternos à francesa. Até hoje ninguém sabe quem mandou matá-lo, ou quem foi seu pai biológico. Só se sabe que seu filho Alexandre I, o neto querido e protegido da czarina Catarina, não perseguiu seus assassinos ao assumir o trono.

Gigante de papel

A Rússia entrou no século 19 cheia de contradições. Seus canhões causavam medo, mas seus 14 milhões de habitantes continuavam na miséria. Somariam 60 milhões em 1835, graças à anexação de terras - 95% deles viviam no campo. Era preciso modernizar o país, mas isso ameaçava o poder dos czares. Como dar liberdade ao povo sem perder o controle da nação?

Esses foram os dilemas de Alexandre I, o czar que botou para correr as tropas do general francês Napoleão Bonaparte e desfilou triunfante em Paris. A vitória aumentou a autoestima russa, mas colocou as tropas em contato com as ideias da Revolução Francesa. Os oficiais voltaram para casa querendo um sistema constitucional.

E os soldados, emancipação. Alexandre I até falou em reformas liberais, mas era tudo fachada. Sua maior preocupação foi consolidar a Rússia como peça-chave do Congresso de Viena - o pacto celebrado pelas potências europeias em 1815 para restaurar a monarquia após a derrota de Napoleão. Ao lado da Prússia e da Áustria, ele fundou a Santa Aliança para reprimir as revoluções no continente em nome da fé cristã.

A tarefa continuou com seu irmão Nicolau I, outro czar que sonhava transformar a Rússia em cão de guarda da Europa. Mas ficou só no sonho: várias revoluções surgiram em 1848 e puseram fim à Santa Aliança. Nicolau I foi derrotado por ingleses, franceses e turcos na Guerra da Crimeia - prova da fraqueza russa. Faltava tudo, de locomotivas a munição. E faltava acabar com a servidão.

 Foi o que fez Alexandre II, filho de Nicolau I. "Ele libertou mais escravos que o presidente americano Abraham Lincoln, e sem guerra civil no meio", diz Hingley. Mas as mudanças só jogaram mais água no caldeirão revolucionário.
Os socialistas diziam que os libertos viraram escravos da burguesia. Alexandre II escapou de vários atentados até que, em 1881, foi dilacerado por uma granada caseira.


O fim

Não era fácil ser czar no século 20. Alexandre III sabia que não repetiria as façanhas de seus antepassados. Ele bem que tentou reviver a trilogia "autocracia, ortodoxia e nacionalismo", mas em vão. Pouca gente ainda aceitava que a vontade do czar era a vontade de Deus.
E outra: insuflar o nacionalismo num império multiétnico, onde apenas 46% dos habitantes eram russos, apenas acionou uma bomba-relógio. Enquanto o movimento revolucionário crescia, os monarcas culpavam os judeus pela crise e matavam milhares nos pogroms, massacres em pequenos vilarejos de israelitas.
Entre 1880 e 1920, cerca de 2 milhões de judeus russos emigraram para as Américas fugindo dessas perseguições.

A hora da implosão estava perto. Em 1904, a Rússia cambaleou numa guerra contra o Japão. Em 1905, centenas de manifestantes morreram ao exigir liberdade em São Petersburgo - num dia lembrado como Domingo Sangrento. Em 1917 não teve jeito: Nicolau II abdicou. Foi fuzilado por ordem de Vladimir Lênin, líder dos bolcheviques. Era a vez deles de derramar sangue.

A URSS impôs uma nova ideologia, mas manteve a velha lógica: quanto mais inocentes matasse, menores as deserções e maior a certeza de que todos marchariam rumo à vitória final. Durou 70 anos. Hoje, especialistas veem ares de czar no ex-KGB, ex-presidente e atual primeiro-ministro russo Vladimir Putin. "A Rússia abraçou outra vez o czarismo por várias razões.

O país tem longa tradição de um poder indivisível e quase sagrado. A democracia é um conceito negativo no imaginário popular, sinônimo de um pode-tudo onde só os ladrões prosperam. Além disso, a maioria das pessoas associa estabilidade com um líder forte", diz Dmitri Trenin, ex-oficial do Exército russo e diretor do Centro Carnegie de Moscou.
O Kremlin exerce controle cada vez maior sobre as TVs e o Parlamento, enquanto jornais estão sendo comprados por empresários amigos do governo. Coisas de czar...


Os amantes de Catarina
A czarina era ninfomaníaca e não podia viver nem uma hora sem amor

Ter amantes era uma prática comum na corte imperial russa. Mas Catarina II foi insuperável. Aos 23 anos, depois de oito sem dividir a cama com o marido, Pedro III, ela conheceu os prazeres da carne com o jovem Sergei Saltikov.
 "Ele era lindo como o dia", escreveu Catarina em suas memórias, dando a entender que o mancebo era o pai de seu filho, Paulo I. Saltikov se cansou da imperadora, mas muitos outros viriam. "Minha desgraça é que meu coração não pode se contentar nem uma hora se não tem amor", ela confessou em seu diário.

Sorte de Estanislao Poniatowski, um virgem de 23 anos enviado pelo embaixador inglês. Foi o brinquedinho de Catarina, que passou a gastar fortunas com seus amantes. De todos, o mais poderoso foi o tenente Grigori Potiomkin.
Ele influía nas decisões da czarina, e talvez tenha sido o único que ela amou. "Potiomkin vivia no palácio. Só precisava dar dois passos, subir uma escada e já estava no aposento real. Chegava desnudo por baixo da bata", diz o biógrafo russo Henri Troyat. Quando o sexo esfriou, Potiomkin passou a selecionar os novos "favoritos".
Ser "favorito", aliás, era uma profissão. O sujeito recebia salário, e quando deixava de agradar era indenizado com terras, rublos e escravos.

 "Em seguida, abandonava discretamente seus aposentos, enquanto Potiomkin escolhia o substituto", diz Troyat. "O novo candidato era examinado por um médico e depois submetido a uma prova íntima com uma condessa, que passava um relatório a Catarina. Só então ela tomava a decisão."

Revolta dezembrista
Mal-entendido provocou levante popular com consequências trágicas

O império russo viveu uma bela trapalhada em 1825, e tudo por causa de um mal-entendido. Naquele ano, o czar Alexandre I morreu sem deixar herdeiro direto. Quem devia então assumir o trono era seu irmão Constantino I, vice-rei da Polônia. Mas Constantino não queria saber de ser rei. Havia firmado um manifesto no qual transferia esse direito ao irmão mais novo, o belicoso Nicolau I. O problema é que ninguém sabia do documento, cujas cópias ficaram mantidas em segredo no Senado e no Santo Sínodo (cúpula ortodoxa). "Nicolau ignorava o manifesto e jurou fidelidade a Constantino. Só uma renúncia oficial do irmão poderia fazê-lo assumir", diz o biógrafo russo Henri Troyat.

 Assim, enquanto Constantino demorava para se pronunciar, Nicolau ficava sem ação, sabendo que era mais impopular que o irmão. Quando Nicolau finalmente assumiu, as tropas do Exército já tinham jurado lealdade a Constantino.

Foi no meio dessa sinuca que eclodiu uma revolta em São Petersburgo. Os líderes eram oficiais que queriam instaurar uma monarquia constitucional nos moldes europeus, e achavam que era seu dever defender Constantino contra o irmão.
Em 14 de dezembro, milhares de revoltosos se uniram ao levante e invadiram a praça do Senado. Com armas na mão e vodca na cabeça, eles gritavam a favor de Constantino e da Constituição. "Alguns achavam que a Constituição era mulher de Constantino", afirma Troyat. Mal liderados, os rebeldes não avançaram para tomar o poder.
Tampouco obedeceram as ordens de Nicolau de cair fora da praça. O czar ordenou que se abrisse fogo contra a multidão, resultando em dezenas de mortos (talvez mais), 3 mil presos, cinco enforcamentos e centenas de exilados na Sibéria. Tudo por culpa de um mal-entendido.

Ovos Fabergé

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Joia personalizada era ofertada na Páscoa no lugar do ovo tradicional

Entre os objetos que simbolizam a opulência dos czares russos, nenhum é tão rico em detalhes e surpresas quanto os ovos de Fabergé. Fabricados pelo ourives que deu nome às peças, eram verdadeiras joias em formato ovalado. A história começa quando o czar Alexandre III quis surpreender sua esposa, a czarina Maria Feodorovna, na Páscoa de 1885. Um dos rituais dos seguidores da Igreja Ortodoxa era trocar ovos na celebração da reencarnação de Cristo, como se faz em todo o mundo católico, nos dias de hoje. Mas antigamente os ovos eram de galinha mesmo, e não de chocolate.

O detalhe era adorná-los com pinturas. Quando o czar encomendou um ovo de ouro, a Páscoa da dinastia Romanov nunca mais foi a mesma.
A cada ano, Fabergé fabricava um ovo mais caprichado, elaborado com esmalte, metais e pedras preciosas.
 Os ovos sempre continham surpresas em seu interior, que às vezes recontavam episódios da história russa e conquistas do exército ou reproduziam grandes obras arquitônicas. Em 2007, um exemplar foi leiloado por 18,7 milhões de dólares.

Saiba mais

LIVROS

Russia, a Concise History, Ronald Hingley, Thames and Hudson, 1972
O professor de Oxford relaciona o czarismo com outros períodos da história russa.

Catalina, la Grande, Henri Troyat, Ediciones B, 2005
Biografia com detalhes sobre a vida pública e privada da imperadora.

Nicolás II, Dominic Lieven, El Ateneo, 2006
Um livro sobre o último czar que acaba sendo uma bela análise de toda a era czarista.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: MAROCHA em 26 de Setembro de 2009, 17:19

Histórias malucas
por Danila Moura

ASSOMBRAÇÕES ROMANAS

No auge do Império Romano, as mulheres ricas adotavam tratamentos de beleza para lá de bizarros. Dormiam com o rosto besuntado por uma meleca feita de farinha de favas, miolo de pão e leite de jumenta. Para manter o aspecto pálido, em moda na época, passavam giz branco com pasta de vinagre e clara de ovos e pintavam as veias dos seios e da testa com tinta azul. Pareciam fantasmas.

PROPAGANDA ENGANOSA

No fim do século 18, na Inglaterra, mulher feia que tentava pagar de gatinha corria o risco de ser presa. Na época, o Parlamento aprovou uma lei que permitia aos maridos pedirem anulação do casório caso a noiva tivesse a aparência muito alterada por maquiagens. Mulheres que seduzissem homens com cabelo ou dentes falsos, e depois se mostrassem feias sem essas alegorias todas, eram punidas com o mesmo rigor com que se perseguiam as acusadas de bruxaria.

AO PÉ DA LETRA

Durante muitos anos, a Igreja Católica condenou severamente o sexo por prazer. Orígenes, um dos principais teólogos de Alexandria no século 3, gostava muito de um versículo bíblico: "E há homens que se fizeram eunucos voluntários para ganhar o Reino dos Céus". Inspirado, resolveu levar o texto ao pé da letra. Deu um jeito de se castrar sozinho e passou o resto da vida morando em um deserto.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 26 de Outubro de 2009, 20:55
Oi, Marocha! Que legal!! Vc entendeu o espírito da coisa...rs
Um abração!
Helena
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Os Medici: a grande família

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Como os banqueiros Medici transformaram Florença, uma das mais tradicionais repúblicas da Itália, em seu domínio pessoal - e ajudaram a criar o esplendor do Renascimento
por Reinaldo José Lopes

Em 1434, o banqueiro quarentão Cosimo de Medici fez uma entrada exuberante em Florença. Queria mostrar que estava de volta à sua cidade, motivo de infortúnio para seus inimigos, que seriam banidos. Começava ali o principado dos Medici, a grande família burguesa, patrona das artes e das letras, que comandou Florença e depois a Toscana até 1737, com breves intervalos. Cosimo havia passado um ano exilado em Veneza, acusado de tentar instaurar um governo tirânico. Mas a maioria ignorava essas suspeitas, porque as ruas ficaram lotadas de gente festejando seu retorno. "Raramente um cidadão voltando em triunfo de uma vitória foi recebido por seu país com tantas demonstrações de júbilo. Todos o saudavam como benfeitor do povo e Pai da Pátria", escreveu Nicolau Maquiavel, político e intelectual florentino.

Maquiavel, que chegou a ser preso e torturado a mando dos descendentes de Cosimo, antes de se dedicar a escrever sobre o banqueiro, sabia perfeitamente que aquela recepção calorosa tinha marcado o começo do fim para o governo republicano em Florença. Devagarzinho, usando seus vastos recursos financeiros para apadrinhar a classe média nascente e se aliar aos poderosos, dentro e fora da Itália, os Medici deixaram de ser homens de negócios e viraram uma dinastia.

As outras grandes famílias de Florença até espernearam, voltando a expulsar os netos de Cosimo da cidade mais de uma vez. Mas só adiaram o inevitável: o domínio dos Medici durou quase 300 anos e moldou boa parte da Itália renascentista. De certo modo, os Medici fundaram a primeira grande instituição financeira multinacional do planeta e foram um bocado hábeis em usar o poder econômico para mandar e desmandar na política, na arte e até na religião. Um modelo que, afinal, está na base de quase todos os Estados modernos do Ocidente.

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Por baixo dos panos

Embora pioneiros nesse tipo de articulação política e ideológica, os Medici não foram um caso isolado na Itália do Renascimento. "O fenômeno, na verdade, é comum nessa época. O que diferencia os Medici talvez seja o método relativamente não-violento de ascensão ao poder, através do qual eles foram erodindo, de forma muito lenta e contínua, as instituições republicanas de Florença", avalia o historiador Manfredi Piccolomini, professor da Universidade da Cidade de Nova York e diretor do Medici Archive Project, que estuda a documentação deixada pela família, boa parte inédita. De certa maneira, Cosimo e companhia começaram como "zebras" da política florentina. A família, originalmente ligada à fabricação e ao comércio de tecidos, não era nem a mais rica nem a mais influente de Florença. Alguns dos Medici caíram na besteira de apoiar, no fim do século 14, a chamada Revolta dos Ciompi, cujo objetivo era dar direitos políticos aos que trabalhavam na manufatura da lã. A revolta foi suprimida, mas o envolvimento provocou o isolamento da família das relações de poder na cidade por décadas.

Nessa época, segundo Piccolomini, as repúblicas italianas tinham um regime baseado nos chamados checks and balances (restrições e contrapesos). "É uma herança da tradição política romana, cujo principal objetivo é impedir que qualquer pessoa obtenha o poder supremo", diz. O mando era loteado entre os membros das guildas, corporações profissionais que reuniam banqueiros, negociantes, donos de manufaturas e artesãos, afirma Rita de Cássia Biason, professora de Ciência Política da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Franca.

Em tese, todo integrante de guilda com mais de 30 anos e sem dívidas podia ser eleito, por sorteio, para cargos públicos como a signoria, principal magistratura, com nove vagas. Mas só um quarto dos postos era ocupado pelas guildas menores, da classe média baixa. Ou seja, na prática, o regime era uma oligarquia comandada pelos ricos. Nesse sistema, até formar partidos políticos era proibido.

Abertamente, os Medici não se arriscavam a traçar alianças, mas, por baixo dos panos, Giovanni di Bicci, pai de Cosimo, usou o banco recém-fundado da família para forjar uma rede internacional de contatos. E também casou seus parentes de ambos os sexos com membros de famílias mais pobres, mas poderosas. Cosimo continuou a política, oferecendo empréstimos para cidadãos endividados, de forma que, quando fossem eleitos, apoiassem os interesses dos Medici. "Era uma rede informal, mas muito eficaz, de clientelismo", escreve o historiador britânico J.R. Hale em Florence and the Medici ("Florença e os Medici", inédito no Brasil).

(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:qHIoWtdTHktIMM:http://www.vignamaru.com.br/wp-content/uploads/2009/06/38b.jpg)(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:sOtYw9UziSC1OM:http://1.bp.blogspot.com/_Z2BIYLtRs-s/SqtMKmuFowI/AAAAAAAAtdI/ICYBmHxm-pE/s400/20090910-galeria-virutal-historia-arte_f_012.jpg)

A reação não tardou. Famílias aristocráticas conseguiram engendrar o exílio de Cosimo, mas o tiro saiu pela culatra, porque elas também tentaram um expurgo dos aliados do banqueiro que revoltou a população. A insatisfação dos florentinos abriu caminho para o retorno triunfal de Cosimo. Oficialmente, pouca coisa mudou na república, mas o banqueiro virou a eminência parda por trás de quase todas as decisões governamentais, além de ser responsável pela política externa.

Nesse ponto, o banco foi um instrumento importante, diz Biason. "O relacionamento com outros Estados europeus se construiu por meio das casas bancárias nos principais centros comerciais do continente: Londres, Nápoles, Colônia, Genebra, Lion, Roma, Avignon, Bruges, Antuérpia, Veneza, entre outras." Os Medici davam um jeitinho de ter pessoas favoráveis a seus interesses no governo, manipulando os nomes que eram colocados nas borse, os sacos de onde eram sorteados os ocupantes dos cargos públicos.

Arte e gastança

A aprovação pública era tão grande que ninguém se opôs, quando esse poder de influência na cidade passou para o filho de Cosimo, Piero (que viveu apenas mais cinco anos após a morte do pai), e, logo depois, para Lorenzo, neto do Pai da Pátria. Atualmente conhecido como "o Magnífico", Lorenzo levou ao auge a primeira fase do governo dos Medici em Florença, em 1469. Culto, interessado em filosofia, poesia e nas demais artes, ele também era um diplomata nato. Trouxe os melhores artistas da época para Florença e fortaleceu a economia local. Piccolomini diz que descobertas recentes nos arquivos mostram as boas relações da família, nessa época, com a comunidade judaica. "Eles atraíram ativamente comerciantes e banqueiros judeus para Florença."

Mas casa de ferreiro, espeto de pau. A fortuna dos banqueiros Medici tinha se tornado tão lendária na Europa que todo mundo esperava os gastos mais extravagantes deles - inclusive os aliados de Florença, que adquiriram a mania de contrair (e não pagar) empréstimos, a fundo perdido. Para não perder prestígio, Lorenzo manteve a gastança. O banco acabou falindo e desaparecendo em 1494, dois anos depois da morte do Magnífico.

A aristocracia de Florença finalmente se cansou de ser manipulada pela família e tentou assassinar Lorenzo e seu irmão Giuliano, em 1478. O segundo morreu, e o primeiro sobreviveu para reprimir com violência os rebeldes. Mas, assim que Piero, filho do Magnífico, assumiu o poder, os inimigos aproveitaram um descuido seu - uma desastrada negociação territorial com a França - para declarar um novo exílio da famiglia, em 1494.

Nossa pessoa

A coisa não ia ficar assim, porém. Um filho de Lorenzo e um filho de Giuliano eram cardeais e começaram a mover o vasto arsenal de dinheiro e aliados da Igreja renascentista contra a república restaurada, representada pela velha aristocracia das guildas e, em menor proporção, da classe média. Em 1512, Florença foi derrotada por um exército papal e teve de aceitar Giovanni, o filho do Magnífico, como chefe de Estado informal. Um ano depois, ele foi eleito papa Leão X.

De repente, tanto os Estados papais quanto Florença tinham se tornado um feudo dos Medici, se não no papel, ao menos de fato. "Ser papa era estar à frente de um dos Estados mais fortes da Itália. Fonte de mais poder e também instrumento de manutenção da condição de senhores de Florença", afirma Carlo Gabriel Pancera, professor de Filosofia Política da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Por isso, o domínio dos Medici parecia assegurado quando Giulio, o outro cardeal da dinastia, tornou-se o papa Clemente VII.

Uma última chance para os republicanos de Florença veio em 1527. A quebra da aliança entre o papa e o comandante do Sacro Império Romano-Germânico, Carlos V, levou à captura e ao saque de Roma pelas forças imperiais. Mas a situação não durou muito, e Alessandro, bisneto do Magnífico, foi empossado como duque de Florença - a primeira vez que o domínio da cidade pela famiglia era associado a um título de nobreza. Assassinado, o duque não deixou herdeiros legítimos, mas um obscuro Medici também chamado Cosimo, descendente do irmão do Cosimo "Pai da Pátria", imediatamente tomou seu posto no governo (como Cosimo I). Uma vez no poder, revelou-se durão e excelente administrador, conquistando a cidade de Siena e unificando toda a região em torno de Florença no chamado Grão-Ducado da Toscana.

Cosimo I não tinha a menor paciência para os vestígios republicanos que ainda resistiam em seu domínio. Discutindo o esboço de uma pintura que retratava a captura de Siena, observou ao pintor Giorgio Vasari: "Os conselheiros que você colocou em torno de nossa pessoa [destaque para o plural majestático], quando você representa nossas deliberações sobre o ataque a Siena, não são em nada necessários, uma vez que tomamos todas essas decisões sozinhos. Você pode preencher o lugar deles com personagens representando o Silêncio e outras Virtudes". O estilo autoritário deu tão certo que os Medici só perderam o poder, em Florença e na Toscana, quando morreu o último membro da dinastia, Gian Gastone, em 1737. O que sobrou da famiglia? As obras de arte financiadas por seu dinheiro e seu gênio, que ainda fazem de Florença uma das cidades mais belas da Europa.

Longa é a arte, tão breve a vida
O Renascimento foi o legado mais duradouro desses banqueiros

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Todos os ícones da arte do Renascimento - Donatello, Fra Angelico, Michelangelo, Leonardo da Vinci, Boticelli, Rafael, além de cientistas como Galileu Galilei e Evangelista Torricelli (dois dos pais da Física moderna) - foram, em algum momento da vida, favorecidos pelo mecenato dos Medici. Só essa lista já seria ampla o suficiente, levando-nos do começo do século 15 ao fim do século 16, uma das fases mais extraordinárias da história da arte. Seja em Florença, como governantes, seja em Roma, como papas, os Medici encomendaram obras de importância vital para a cultura do Ocidente. "É claro que, em parte, esse apoio às artes era uma forma de exibir poder econômico. Mas também uma maneira de mostrar que, com os Medici, Florença abandonava totalmente o passado e se voltava para um futuro brilhante", afirma o especialista italiano Manfredi Piccolomini. Alguns, aliás, eram artistas de talento, como Lorenzo, o Magnífico, considerado excelente poeta, e Leão X, músico. O Magnífico foi um dos fundadores da Academia Platônica de Florença, grupo de estudos que incluía até refugiados de Constantinopla, então recém-conquistada pelos turcos. O próprio Nicolau Maquiavel, antes inimigo político da famiglia, buscou a atenção dos Medici. O livro O Príncipe é dedicado a Lorenzo, neto do Magnífico.

Igreja no bolso
Os papas da família fizeram política, mas cometeram erros

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A decisão de Lorenzo, o Magnífico, de fazer seu filho Giovanni (o do meio) cardeal, alçado ao posto de papa Leão X, em 1513, alinhou a Igreja no combate às forças que se opunham aos Medici, em Florença. E fez da Igreja uma vocação política na família. Mas a passagem dos Medici pelo papado foi marcada por dois desastres: a rebelião do monge alemão Martinho Lutero contra o catolicismo e a transformação da Inglaterra num país protestante. "Muita gente criticou Leão X por participar de um baile de máscaras em Roma, enquanto Lutero explicava sua posição contra o papado diante do imperador Carlos V, em 1521", escreve J.R. Hale em seu livro Florence and the Medici. O papa excomungou Lutero, mas não deteve a Reforma. Noutro erro grave de avaliação, deu ao rei inglês Henrique VIII, o mesmo que iria romper com a Igreja Católica, o título de Defensor da Fé, porque o monarca escreveu um livro atacando Lutero. Pois foi Clemente VII, o segundo Medici a virar papa, que recusou a anulação do casamento do rei - que criou, então, a Igreja da Inglaterra. A carreira dos Medici no papado chegou a um fim melancólico no século 17, com a eleição de Leão XI. O "papa lampo", ou papa-relâmpago, morreu apenas um mês depois de indicado ao posto.

Saiba mais

LIVROS

Florence and the Medici, J.R. Hale, Sterling USA, 2001

Clássico sobre a família e a cidade de Florença, que dá destaque às transformações políticas e sociais trazidas pelo governo da dinastia.

Abril Sangrento: Florença e o Complô contra os Medici, Lauro Martines, Imago, 2003

A tentativa de assassinar Lorenzo de Medici e a perseguição política que se seguiu ao ataque.

Conheça a revista
Aventuras na História edição 075, outubro 2009 Babilônia.
Um mergulho profundo na civilização que nos deu a escrita, a matemática, a astronomia e a Torre de Babel.




Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 29 de Outubro de 2009, 12:54
Curiosidades dos animais



As curiosidades sobre os animais são tantas, que achei melhor dividi-las em categorias. Primeiro vamos falar dos animais que nos inspiram repulsa!
Infelizmente, uma barata pode viver até 9 dias, mesmo sem cabeça, antes de morrer de fome. Então é melhor esmagá-la com o chinelo para garantir!
Somente no Brasil, os ratos de esgoto são mais de 300 milhões.

A vaca também tem uma curiosidade repulsiva, e preocupante: a cada ano, uma vaca libera quase 50kg de metano no ar. Se concentrarmos todas as vacas do mundo, dá para fazer um estrago na camada de ozônio!

Cachorros que podem salvar vidas. Cientistas descobriram que cachorros adestrados podem sentir que o dono terá um ataque epilético até uma hora antes de começar e avisá-lo. Esses incríveis animais também podem descobrir, pelo olfato, se um garoto é autista.

Os animais também têm curiosidades sexuais!
Os leões, por exemplo, podem acasalar, em um único dia, mais de 50 vezes.
Já os porcos cruzam apenas uma vez ao ano, mas em compensação, têm um orgasmo de 30 minutos!
Os golfinhos são a única espécie, além do homem, que fazem sexo por prazer. Mas acho que o animal mais curioso ainda seja o canguru, que tem o pênis bifurcado.

Mas nem só em recordes os animais se destacam. Alguns são curiosos justamente por suas incapacidades.
O elefante, por exemplo, é o único animal do mundo que não pode saltar. Por que será, né? Enquanto isso, os crocodilos nunca vão mostrar a língua pra ninguém, já que não conseguem colocá-la para fora da boca.
 Mas acho que o pior mesmo ficou com as estrelas do mar que não têm cérebro.

Características peculiares – e curiosas – de animais em todo o planeta:

 Os ursos polares são todos surdos e canhotos
 As borboletas degustam com as patas
 Sob luz forte, a urina de um gato brilha fosforescente
 Os golfinhos possuem um sistema de eco-localização para pescar.
Uma pulga pode saltar até 34cm de altura.
As girafas têm línguas de 50cm, e as usam para limpar as orelhas.
As minhocas possuem 5 pares de corações.
As libélulas conseguem enxergar insetos a mais de 10m de distância.

Alimentação:
Existem larvas que consomem 86000 vezes seu peso em menos de dois meses, contando do seu nascimento.
Já os colibris comem, diariamente, a energia da metade de seu peso.
 Mas em resistência ninguém bate a aranha, que sobrevive semanas sem comida, e o camelo, que mesmo sob calor forte, fica 17 dias sem água.

A curiosidade mais preguiçosa fica com o caracol, que pode dormir por 3 anos seguidos!
E algumas espécies chegam a medir quase 40cm.

E, em matéria de veneno, não tem quem compita com a rã Flecha Dourada, da Colômbia, a qual, na idade adulta, pode matar 1000 pessoas com seu estoque de toxinas.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 04 de Novembro de 2009, 18:15
A TRADIÇÃO AMERICANA DO HALLOWEEN


(http://static.hsw.com.br/gif/halloween-mask.jpg)


Desde 1800, quando os imigrantes irlandeses e escoceses levaram suas festividades de Halloween para a América do Norte, a festa tem se desenvolvido consideravelmente.

 A conexão da festa com o Dia de Todos os Santos e o Dia de Finados ficou praticamente deixada de lado, e muitas novas tradições seculares se desenvolveram.


O Halloween é muito importante nos Estados Unidos, tanto para as crianças quanto para os adultos.
Todo ano, as lojas dos EUA enchem suas prateleiras com uma série de fantasias demoníacas.
   
   

Para as crianças, fantasiar-se e sair pelas casas fazendo a brincadeira do "travessuras ou gostosuras" ainda é o maior evento.

A maioria das famílias nos Estados Unidos e no Canadá participam, mesmo porque não querem correr o risco de pequenos vandalismos.

 Muitos adultos se fantasiam e participam com seus filhos de festas a fantasia e concursos.

Outras atividades de Halloween ocorrem durante o mês todo de outubro.
Estas tradições preservam o espírito de alegria do Samhain* diante dos pensamentos assustadores de morte e do sobrenatural.

Os americanos acrescentaram filmes de terror, casas assombradas comunitárias, histórias de fantasmas e quadros espiritualistas.

Cartões e decorações também fazem parte do Halloween. A festa só perde para o Natal no faturamento total do comércio.

Um outro costume comum do Halloween é recolher dinheiro para a UNICEF (site em inglês), em vez de doces.

Isto começou em 1950, na Filadélfia, quando uma turma de uma escola dominical teve a idéia de recolher dinheiro para as crianças necessitadas ao brincar de "travessuras ou gostosuras".

 Eles enviaram o dinheiro que conseguiram, cerca de US$ 17, para a UNICEF, que foi inspirada pela idéia e começou um programa de "travessuras ou gostosuras", em 1955.



*Samhaim


(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:6Q28ruI1RR7ziM:http://1.bp.blogspot.com/_BYX14125JUQ/RylXZpmr6_I/AAAAAAAAD9Q/qsVUzPV2Atc/s400/Samhain_Autumn_Face.gif)(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:dToJI2485p31uM:http://serenityhealingandministries.com/images/samhain-oct2000.jpg)(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:_N5I6WbS6-84CM:http://i216.photobucket.com/albums/cc233/BratAmaris/samhain.jpg)(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:HUYkXTvvsiyx2M:http://1.bp.blogspot.com/_wKx7xr5r5iA/SQmq-7aOFeI/AAAAAAAAAKY/EQc-yzc8KNs/s320/Blessed%2BSamhain.jpg)

Em irlandês Samhain, gaélico escocês Samhuinn, manês Sauin, e em gaulês Samonios) era o festival em que se comemora a passagem do ano dos celtas. Marca o fim do ano velho e o começo do ano novo.

 O Samhain inicia o inverno uma das duas estações do ano dos celta, o início da outra estação, o verão, é celebrado no festival de Beltane.
Este festival, samhain, é chamado de Samonios na Gália.

Segundo alguns autores, grande parte da tradição do Halloween, do Dia de Todos-os-Santos e do Dia dos fiéis defuntos pode ser associada ao Samhaim.
 
O Samhaim era a época em que acreditava-se que as almas dos mortos retornavam a casa para visitar os familiares, e para buscar alimento e se aquecerem no fogo da lareira.
 Alguns autores acham que não existe nenhuma evidência que relacione o Samahin com o culto dos mortos e que esta crença se popularizou no século XIX.

Segundo o relato das antigas sagas o Samhain era a época em que as tribos pagavam tributo se tivessem sido conquistadas por outro povo.
Era também a época em que o Sídhe deixava antever o outro mundo.


Samhain em Portugal e na Galiza


O Samhain é uma festa associada ao ciclo anual do sol que faz parte do Património Imaterial Galego-Português. A recuperação da tradição do Samhain envolve várias escolas que promovem actividades que por sua vez são inseridas na promoção da candidatura a Património Imaterial.
 Diversas aldeias na Galiza começaram a recuperar as celebrações apoiadas pela recolha de testemunhos e documentos sobre as antigas tradições locais.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 04 de Novembro de 2009, 18:40
EM PORTUGAL ESPÍRITAS PRECISAM COMBATER PRECONCEITOS


Enquanto no Brasil, o Espiritismo é reconhecido como religião até mesmo nos dados estatísticos do IBGE, comemorou com festa os 150 anos da Doutrina e agora festeja o sucesso nos cinemas do filme "Bezerra de Menezes" e a super-produção "Chico Xavier", com estréia prevista para abril de 2010, centenário do famoso médium, ã mesma situação não ocorre em Portugal. Naquele país os adeptos do estudo espíritual ainda combatem o preconceito e esquivam-se para não serem confundidos com cartomantes, feiticeiros ou "comerciantes da sorte".

O presidente da Federação Espírita Portuguesa (FEP), Arnaldo Costeira, lamenta a "maledicência lamentável" que leva a que "muitos espíritas" se "escondam e tenham medo de ser prejudicados nas suas profissões e socialmente".

Em Portugal, há 63 centros espíritas inscritos na FEP e estimam-se 10 a 20 mil adeptos. Quanto ao número de simpatizantes, segundo um estudo da Igreja Católica de há alguns anos citado por Arnaldo Costeira, supõe-se que dos crentes "20% aceitam e acreditam em espiritismo".
 Por esta razão ressalta, em entrevista ao Jornal de Notícias, de Lisboa, que nestes centros não se fazem "separação de casais, magia, bruxaria, rezas, nem benzeduras". "Procuramos levar o conhecimento, levar o esclarecimento e libertar os dois lados da vida: os encarnados (vivos) e os desencarnados (mortos)".

Explica ainda que Espiritismo e Religião são indissociáveis, até porque a doutrina espírita "prossegue fins de união entre as pessoas, do perdão, do amor fraterno e da tolerância" e nela "cabem todas as religiões". "É a ciência que estuda a origem, a natureza e o destino dos espíritos" e as "relações que há entre o mundo espiritual e o mundo material", resume ainda.

Para os "seres que já não têm corpo - os espíritos - e que não são mais que as almas das pessoas que morreram" são lhes mostrados os "caminhos a seguir, demovê-los da maldade e da perseguição e ajudá-los a libertarem-se dos seus traumas".

Arnaldo Costeira informou que quando se morre leva-se o "conhecimento" e a "ignorância", pelo que a "maior parte dos espíritos não sabe que morreu, porque a ideia de morte é a presença de Deus e de julgamento e isso não ocorre".

 "A visão dos materialistas é quando acaba a vida, acaba tudo, mas como não acaba tudo é porque não acabou a vida. E é este o problema com que se debatem os espíritos e que depois recolhem às suas casas e perturbam. Quando não compreendem, acabam por sofrer", diz Costeira.

Todavia, apesar do emprenho da Federação Espírita de Portugal, o fato é que ainda há forte resistência ao estudos de vidas passadas, da reencarnação e da comunicação com espíritos. Se você é de Portugal e compartilha de nossa crença, conheça o grupo "Espíritas de Portugal", em nossa Rede de Amigos.

http://partidaechegada.ning.com/group/espiritasdeportugal (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3BhcnRpZGFlY2hlZ2FkYS5uaW5nLmNvbS9ncm91cC9lc3Bpcml0YXNkZXBvcnR1Z2Fs)

http://partidaechegada.ning.com/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3BhcnRpZGFlY2hlZ2FkYS5uaW5nLmNvbS8=)

Blog Partida e Chegada
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Novembro de 2009, 11:11
VOCÊ SABIA???


Por que 8 de março é o Dia da Mulher?


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Greves de operárias marcaram a data nos séculos 19 e 20

por Luciana Taddeo

Há mais de uma versão para a origem do Dia Internacional da Mulher, mas todas remetem a greves de trabalhadoras de fábricas têxteis desde a Revolução Industrial, no século 19.

Em 8 de março de 1857, tecelãs de Nova York realizaram uma marcha por melhores condições de trabalho, diminuição da carga horária e igualdade de direitos.
Na época, a jornada de trabalho feminino chegava a 16 horas diárias, com salários até 60% menores que os dos homens.

Além disso, muitas sofriam agressões físicas e sexuais. Uma das versões do desfecho da marcha é a de que as manifestantes teriam sido trancadas na fábrica pelos patrões, que atearam fogo no local, matando cerca de 130 mulheres.

 O fim mais aceito, porém, é o da interrupção da passeata pela polícia, que dispersou a multidão com violência.

A versão do incêndio é, provavelmente, uma confusão com a tragédia da fábrica Triangle Shirtwaist Company, em 25 de março de 1911.
O fogo matou mais de 150 mulheres, com idades entre 13 e 25 anos, na maioria imigrantes italianas e judias.
A falta de medidas de segurança do local – as portas teriam sido trancadas para evitar a saída das empregadas – foi apontada como o motivo do alto número de mortes. O episódio foi um marco na história do trabalho operário americano e está registrado no Fire Almanac (“Almanaque do Fogo”), publicado pela Agência Nacional de Proteção contra Incêndio dos Estados Unidos. No livro, não há qualquer referência ao tal incêndio de 1857.

Vários protestos se seguiram nos 8 de março seguintes. Um dos mais notáveis – também reprimido pela polícia – ocorreu em 1908, quando 15 mil operárias protestaram por seus direitos.

 Em 1910, na Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, na Dinamarca, a alemã Clara Zetkin propôs que a data fosse usada para comemorar as greves americanas e homenagear mulheres de todo o mundo.

A greve das trabalhadoras de Petrogrado (atual São Petersburgo), na Rússia, em 23 de fevereiro de 1917 (8 de março no calendário ocidental), também foi um marco da data.

Hoje, ela é símbolo da luta pelos direitos da mulher, e foi oficializada pela Unesco em 1977.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 13 de Novembro de 2009, 11:52
VOCÊ SABIA?

Entrevista sobre o mito Adolf Hitler


(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:QIIhAfO9oYgytM:http://blog.uncovering.org/archives/uploads/2009/09062901_blog.uncovering.org_hitler.jpg)

Nos 120 anos do nascimento do líder nazista, seu mais respeitado biógrafo explica como um homem carismático foi capaz de arrastar a Alemanha para a Segunda Guerra Mundial e provocar o Holocausto
(por Fernando Eichenberg)

É pouco provável que algum dirigente político do século 20 tenha igualado o grau de popularidade alcançado por Adolf Hitler (1889-1945) na Alemanha, nos dez anos que se seguiram a sua chegada ao poder, em 30 de janeiro de 1933.

O apoio da população ao Partido Nazista era tímido se comparado à veneração dos alemães por seu líder máximo.

O culto ao mito exerceu um papel determinante no funcionamento do Terceiro Reich e na aterradora dinâmica do nazismo. Adorado pelo povo, adulado por seus subordinados e temido no resto da Europa, Hitler entrou para a História como a encarnação da barbárie, o artífice do Holocausto, o símbolo de um dos regimes mais horrendos já conhecidos da humanidade.

Neste ano, completam-se 120 anos do nascimento de Hitler. Em abril de 1943, em uma Inglaterra bombardeada, nascia Ian Kershaw, que seria seu mais conceituado biógrafo. Kershaw, portanto, experimentou a guerra, mas debutou pesquisando a Idade Média.

Só nos anos 1970 mergulhou no período mais trágico da Alemanha moderna. Suas teses sobre a popularidade de Hitler ampliaram a compreensão das engrenagens do nazismo. Seu trabalho monumental sobre o Führer - dois volumes somando 2500 páginas - é uma obra de referência obrigatória.

Em Paris para lançar a versão resumida do livro, Kershaw, hoje professor da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, reservou espaço de sua agenda para, em uma sala de hotel, conversar com AVENTURAS NA HISTÓRIA.

Para o senhor, a real importância de Hitler não estava em si mesmo, mas em como os alemães o viam. Como isso foi possível?

Em períodos de grande crise, surgem profetas oferecendo salvação. Não significa necessariamente que o personagem seja grandioso, mas ele tem qualidades de liderança heroica.
O indivíduo Hitler não tinha grande apelo pessoal. À primeira vista, é difícil entender o que o povo enxergava nele.
Mas, num contexto de perda da Primeira Guerra, humilhação nacional, turbulências políticas e miséria econômica, as pessoas estavam preparadas para investir nesse homem, ver nele qualidades que poderiam trazer uma salvação para a Alemanha.

O senhor diz que ele era um "ditador preguiçoso", que não se envolvia no funcionamento do governo. Mas discorda da tese do historiador alemão Hans Mommsen de que era um"ditador fraco". Como defini-lo?

O estilo de sua liderança não era de se envolver em todos os níveis. Não era como Josef Stálin (1878-1953), que controlava todas as diretivas. Hitler se contentava em deixar as coisas correrem, desde que na direção que ele determinou.

 Em outras questões, durante a guerra, ele estava longe de ser preguiçoso. Mergulhou mais e mais no microgerenciamento militar, o que foi catastrófico para a Alemanha.

De que forma seu conceito de "trabalhar para o Führer" explica a liderança de Hitler?

"Trabalhar para o Führer" era como se operava o gerenciamento: os subordinados antecipavam o patrão. Hitler representava ideias-chave que outras pessoas colocavam em prática.
Estruturavam uma visão para o futuro, mas ao mesmo tempo delineavam políticas abaixo de Hitler, sem que ele precisasse dar muitas direções.

A ditadura nazista era instável?

Sim, mas esse debate perde o foco principal.
Claro que havia diferentes grupos de poder, mas cada um tinha de operar de forma coincidente com as ideias representadas por Hitler.
O determinante crucial desse regime era sua liderança. Sem isso, só haveria a competição de feudos.

Hitler era uma pessoa tediosa?

Ele era bastante repetitivo. Seus secretários e assistentes ouviram as mesmas histórias centenas de vezes. Por outro lado, o interesse que ele provocava nas pessoas ao redor vinha do poder que encarnava. Quando Hitler chegou ao governo, parecia que o céu era o limite, havia dinheiro para todo os projetos. Se você é arquiteto, construa seus edifícios monumentais. Se é engenheiro, projete uma via férrea até a Criméia. Se é médico, agora pode fazer experiências em seres humanos. Projetos grandiosos se tornaram possíveis. Isso em relação a seu entourage. Para o povo, que o ouvia no rádio ou em seus comícios, ele era uma imagem. Num show de música pop, você não conhece o cantor, só vê o que ele representa. Era o caso de Hitler.

O Führer se dizia guiado pela providência. Ele acreditava nisso?

Sim. Ele sentia ser alguém especial. Até o fim da Primeira Guerra, Hitler era um fracassado. Mais tarde, as circunstâncias mudaram. As pessoas passaram a vê-lo como alguém diferente, ele falava às pessoas comuns de uma maneira que outros não faziam. Com o passar do tempo, o ciclo se acelera: quanto mais ele obtém sucessos, mais tem a adulação das massas, mais acha que é infalível, mais pensa que caminha com "a certeza instintiva de um sonâmbulo" - como afirmou em 1936. Hitler tinha essa combinação de um ideólogo idealista e firme com um brilhante propagandista, junto com um esperto homem de Estado que conhecia a fraqueza dos oponentes. Isso tudo junto fazia dele um tipo de líder muito perigoso, um caso patológico.

Pouco antes do fim da guerra, Hitler acreditava em virar o jogo?

Até muito perto do fim ele achou que haveria no último momento uma disputa entre os aliados, e não era o único a pensar nisso. Penso que somente muito tarde ele se deu conta de que tinha perdido. Por outro lado, Hitler teve momentos de absoluta lucidez e realismo na guerra.
Ele reconhecia a realidade, não era um idiota. Nas últimas semanas do Terceiro Reich, por um lado, ele se agarrava às suas últimas chances; por outro, tinha consciência de que estava acabado e se preparou para uma saída heroica.

Estados Unidos, Japão e América do Sul entraram em seus planos?

Seu grande objetivo era destruir o bolchevismo judeu baseado na União Soviética. Em relação aos Estados Unidos, em seu chamado Segundo Livro, escrito em 1928 e nunca publicado em vida, ele fala bem mais do tema do que em Minha Luta [sua primeira obra].
 
Nos anos 1930, a América se tornou um problema real. Se ela entra na guerra, os alemães não teriam como combatê-la. Mas ele não levou a América do Sul em consideração. Em 1941, Roosevelt produziu um mapa da América Latina com planos de invasão alemã, mas eles eram falsos.


O genocídio foi decidido entre 1941 e 1942. Como isso se deu?

O imperativo de remoção dos judeus estava lá desde o início, mas decidir como fazê-lo demorou, e as propostas foram alteradas ao longo do tempo. Quando a guerra começou, a Alemanha lidava não só com 500 mil judeus no país, mas com outros 2,5 milhões na Polônia.
 
A logística para resolver esse problema fracassou. O plano de levá-los para Madagascar falhou no verão de 1940. Então surgiu a ideia da deportação para a Rússia. Logo que a guerra fosse vencida nesse front, os judeus do oeste europeu seriam deportados para lá. Mas a guerra não terminou. A improvisação desembocou nas câmeras de gás na Polônia.

Segundo o senhor, Hitler foi decisivo no desenvolvimento da política do genocídio, mas muitas das decisões foram tomadas sem ordens dele. Como funcionava esse mecanismo?

Existem registros sobre a Solução Final, mas não há documentos com "a" decisão de Hitler. Quase nunca houve relatos escritos, mas sabemos, por exemplo, que em dezembro de 1941 ele conversou privadamente com Heinrich Himmler [chefe da SS] sobre o assunto.
Sabemos de um relatório que lhe foi enviado e que revela a morte de 350 mil judeus.
É certo que ele tinha consciência de tudo, só não falava abertamente sobre isso. Mas ele foi central na política de extermínio. Sem Hitler, não haveria Holocausto.

Em 1943, Himmler disse que o Holocausto era "uma gloriosa página" da História alemã, "que nunca poderá ser escrita". Como era isso para Hitler?

Ele considerava os judeus uma ameaça cósmica. Não se tratava apenas de um problema da Alemanha, onde eles eram apenas 0,76% da população em 1933 e não estavam em posição de desafiar o poder.

Para ele, os judeus estavam em Moscou à frente do bolchevismo, mas também dirigindo o capitalismo em Nova York e em Londres. Essa ameaça demandava uma solução apocalíptica. A questão é que Hitler e Himmler não sabiam qual seria a resposta da população alemã. Por isso o segredo.

O programa de extermínio de doentes mentais começou em 1939. De que forma ele se compara com a decisão sobre os judeus?

Hitler autorizou esse plano em cinco linhas escritas em folhas com seu cabeçalho pessoal.

Não houve uma lei, apenas essas linhas autorizando seu próprio médico a dirigir esse programa. Foi algo mantido em segredo, camuflado por arranjos para remover os doentes mentais para os hospícios onde seriam executados.
Mas rumores começaram a circular e o programa foi cancelado.

É provável que Hitler tenha aprendido uma lição: nada por escrito e segredo total. E obviamente há uma relação direta entre as técnicas de gás utilizadas na eutanásia e no extermínio dos judeus.

Qual a relação entre o antissemitismo da população em geral e o do Partido Nazista?

Havia na Alemanha um antissemitismo latente muito difundido. Muitas pessoas achavam que os judeus eram poderosos demais, controlavam a economia e a mídia de massa.
Mas elas não eram propensas a se engajar em ações violentas contra os judeus. Hitler era o mais radical dos radicais em termos de antissemitismo.
Com o tempo, mais e mais pessoas foram absorvidas pelo Partido Nazista, que era determinado por essa necessidade patológica de expulsar os judeus.
Mais as pessoas aderiam ao partido, mais estavam expostas a isso. E assim o antissemitismo dos radicais do partido se estendeu à burocracia de Estado, sem ter penetrado da mesma maneira no povo em sua maioria.


Quais foram os limites da penetração ideológica nazista?

A propaganda foi bem-sucedida na criação do mito do Führer como um grande líder carismático.
Também foi importante para explorar o sentimento nacionalista dos alemães e na intensificação do ódio aos judeus.
 Mas, em outras áreas do dia a dia, a propaganda nazista não foi tão bem-sucedida. As pessoas se preocupavam mais com os problemas do cotidiano.

Uma das frases do senhor é constantemente citada: "A estrada para Auschwitz foi construída com ódio, mas pavimentada pela indiferença". Qual seu significado?

Quis dizer que a dinâmica das forças dirigentes que conduziram a Auschwitz foi provida por esse ódio patológico imbuído em Hitler.
Mas, para muitas das pessoas comuns, os problemas de todo dia predominavam. É uma atitude de fechar os olhos, virar as costas para o diabo.
A dinâmica do ódio da minoria obteve sucesso porque a maioria não se importava.

O senhor já disse que, se vivesse na Alemanha nazista, poderia estar tão confuso como o povo na época.

Situações e circunstâncias mudam indivíduos. Pessoas que fizeram coisas horríveis na era nazista eram antes perfeitamente comuns.
 Claro, todos gostaríamos de pensar que seríamos antinazistas. Mas a verdade é que a maioria de nós iria transigir com o regime.
Ao se ajustar, você é cada vez mais sugado, e talvez vá acabar no Exército ou em alguma organização, onde fará coisas que, no sentido moral, serão aberrantes.

Como é hoje a relação dos alemães com o Führer?

A Alemanha, mais que qualquer outro país, deu grandes passos para encarar seu trágico passado.
Se você comparar com o Japão, a Espanha, a Itália ou a própria França ocupada, foi ela quem mais fez esforços para tentar entender o que ocorreu.
 É hoje uma democracia muito sólida e um dos países menos nacionalistas da Europa.

Os alemães mostraram que é possível aprender algo com a História. Nas escolas, nas universidades, a era do nazismo e do Holocausto está devidamente tratada. É algo admirável.

Saiba mais

LIVRO

Hitler, 1889-1936, e Hitler, 1936-1945, Ian Kershaw, W.W. Norton, 1998 e 2000

Publicada em dois volumes, é considerada uma das melhores biografias já escritas sobre o Führer.

FILME

A Queda, dir. Oliver Hirschbiegel, 2004
Na opinião de Ian Kershaw, a produção vale a pena por humanizar a figura de Hitler.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 14 de Novembro de 2009, 13:20
VOCÊ SABIA?

O mochilão do século 18


(http://journalparallele.files.wordpress.com/2008/09/42-19838100.jpg)

Aristocratas e burgueses adotaram um hábito refinado para aprender História.

No Grand Tour, roteiro turístico pelos países do antigo Império Romano, eles ganhavam cultura e aprendiam outras línguas
(por Zeca Gutierres)

Poeta e naturalista, Johann Wolfgang von Goethe decidiu que comemoraria seus 37 anos de forma diferente.

Em vez de festejar com os amigos, pegou sua mochila de pele de texugo e colocou algumas peças de roupas, poucos mantimentos, manuscritos sobre arte e livros de História e deixou para trás Karlsbad, na Alemanha, sua cidade natal.

Naquele 1786, ele corria atrás de um sonho, comum aos homens ricos de sua época: fazer uma viagem que acabaria em Roma, a capital da Itália, e, assim, tornar-se um sujeito mais culto.

Viajar por prazer e em busca de conhecimento era moda na Europa do século 18.
A idéia não tinha muito de nova: fora lançada fazia mais de 100 anos.
Mas a aventura, batizada de Grand Tour, teve no chamado Século das Luzes seu apogeu.

O destino preferencial dos viajantes, geralmente jovens aristocratas e burgueses que ganhavam o passeio dos pais, eram os territórios onde floresceu um dos maiores impérios do mundo, o Romano.

Uma aventura que equivalia na época ao nosso intercâmbio.

Goethe já era um homem de sucesso – e, cá entre nós, um tanto quanto velho para a aventura – quando resolveu fazer o Grand Tour. Seu livro O Sofrimento do Jovem Werther tinha sido lançado fazia 12 anos e era considerado um dos pilares do Romantismo.

Mesmo assim, o poeta (que era também arquiteto, conselheiro de Estado e ministro do duque da Saxônia) dedicou quase dois anos de sua vida à viagem.

Seu interesse principal era estudar obras de arte e mergulhar no estilo clássico – termo, aliás, que popularizou com suas anotações sobre a viagem à Itália. A viagem também proporcionaria contato com a arquitetura e a arte renascentistas.

Mais que diploma

Embora Goethe fosse alemão, a maior parte das pessoas que participavam do Grand Tour no século 18 era formada pela elite britânica (qualquer semelhança com a atualidade não é mera coincidência).

O fato, segundo a historiadora Valéria Salgueiro, da Universidade Federal Fluminense e autora de um estudo sobre o Grand Tour, pode ser explicado pelos bons ventos econômicos que sopravam na Inglaterra: a nação liderava o mundo no comércio e por lá começava a Revolução Industrial.

Os ingleses estavam, portanto, cheios de dinheiro e loucos para gastá-lo (de novo, assim como hoje).

As primeiras sementes do Grand Tour haviam sido lançadas no país em 1611.

O viajante Thomas Coryat viajou para a Itália a lazer e relatou sua experiência em Coryat’s Crudities (algo como “O primitivismo de Coryat”, sem tradução em português) – Veneza, por exemplo, era para o autor a terra da “opulência”.
Mais tarde, em 1670, outro inglês, Richard Lassels, cunhou a expressão “Grand Tour” em seu livro An Italian Voyage (“Uma viagem italiana”, também inédito em português), para descrever esse tipo de aventura. A idéia de que viajar era uma das melhores formas de adquirir conhecimento crescia cada vez mais.

Cem anos depois, o conceito já estava completamente formado na cabeça dos britânicos. Conquistar o mundo antigo passou, assim, a ser um feito para o currículo de recém-saídos das universidades de Cambridge e Oxford.

 Viajar era uma espécie de obrigação para expandir a mente.
 
Muito mais que passar horas lendo sobre História em bibliotecas, os ingleses queriam agora observar a História.
Além disso, indo para o exterior, o sujeito ainda tinha a oportunidade de aprender outras línguas.
 “Segundo as leis dos costumes, e provavelmente da razão, a viagem ao exterior completa a educação de um cavalheiro inglês”, escreveu Edward Gibbon, historiador e autor do clássico Declínio e Queda do Império Romano – ele próprio um grand tourist, que passou 22 meses com o pé na estrada.

A empreitada, como é de supor, não era para qualquer bolso.
 Por isso, no começo, quem o fazia era apenas gente muito rica, da nobreza ou filhos de comerciantes e homens de negócios.

Mais para o fim do século 18, as universidades inglesas passaram a dar apoio financeiro para os estudantes que ainda a freqüentavam.
Para o universitário ficavam as despesas de alimentação e com presentes ou arte, mas a instituição bancava os custos de transporte e acomodação.
No século 19, a própria rainha Vitória financiou algumas viagens para seus súditos.

A rota do grand tourist começava na França e incluía preferencialmente a Itália, em viagens que duravam em média um ano e meio.
Mas havia uma opção de “pacote econômico” para os menos abastados: ficar apenas na metrópole parisiense ou nos Países Baixos, cujo acesso era mais fácil e, portanto, de custo acessível.
Para esses aventureiros, o tour durava cerca de seis meses. Grande parte da empreitada, aliás, dava-se no próprio trajeto: calcula-se que cada 20 quilômetros constituíam um dia de viagem.


Cuidados especiais

O caminho mais apropriado, claro, dependia do país de origem.
No roteiro de um alemão como Goethe, a opção era atravessar os Alpes.
Ali, os grand tourists se arriscavam por trilhas cheias de obstáculos, rios revoltos e difíceis terrenos de granito e calcário, sempre acompanhados por temperaturas baixíssimas (que chegavam a 20 graus negativos nos meses de inverno) e, claro, do perigo das grandes avalanches.
Embora não haja registro preciso, sabe-se que muitos viajantes morreram na tentativa.

Para os ingleses, a aventura começava logo na primeira parte da viagem, a travessia do canal da Mancha.
Os ventos, as ondas grandes e os ancoradouros precários provocavam náuseas, vômitos e até ferimentos – que costumavam ocorrer quando os viajantes trocavam as grandes embarcações por barcos menores para atracar, por causa dos pequenos cais que existiam.

Da França, os turistas seguiam para a Itália. Para chegar a Lion, a porta de entrada mais comum, as opções eram também atravessar os Alpes (e enfrentar as passagens íngremes e estreitas no lombo de mulas) ou encarar o mar Mediterrâneo (com o risco de temporais e piratas).

O transporte disponível na época não tinha nada de confortável. Ou o viajante chacoalhava sobre animais de carga ou pulava dentro de carroças ou carruagens duras que seguiam por estradas precárias, de terra ou pedras.

Em determinados trechos da viagem, os turistas eram levados em liteiras, espécies de cadeiras carregadas por duas pessoas.

O melhor amigo do viajante solitário eram seu postilhão (condutor e guia turístico) e alguns ajudantes contratados no próprio caminho, que se revezavam para carregar as bagagens nos trechos mais difíceis.

No auge do Grand Tour, não havia barcos ou trens a vapor (eles foram inventados só no fim do século 18) e, por água, o trajeto era feito em barcos a vela. Segundo Valéria Salgueiro, não era raro os jovens turistas terem de cruzar rios a pé, já que não existiam pontes em muitas das rotas. Ou enfrentar imprevistos como o que Goethe e sua embarcação encararam em Torbole, a caminho de Bardolino, já na Itália. Pequena e lotada de forasteiros, ela foi surpreendida por um forte vento contrário que fez a viagem atrasar alguns dias. “Quando se viaja por água, não se pode dizer que se chegará tal dia a este ou aquele lugar”, registrou o poeta alemão sobre a viagem em seu diário.

Depois de tanta canseira, uma boa noite de sono caía bem. Havia albergues públicos e hospedarias particulares honestas. Mas muitas vezes o viajante tinha de se submeter a lugares desconfortáveis e imundos.
Outra opção era dormir em conventos jesuítas, que, além de confortáveis, guardavam muita arte, como belos afrescos. Estar preparado para tudo era, porém, requisito básico.
 “As pessoas levam aqui uma vida despreocupada de conto de fadas. As portas não têm fechadura”, anotou o exigente Goethe sobre uma de suas paradas na Itália. “As diferentes moedas, os preços, as pousadas ruins, tudo isso constitui uma amolação cotidiana.”

Numa época em que não havia fotografia, alguns dos turistas contratavam ou levavam artistas para retratá-los em seus destinos. Quem tinha bala na agulha pagava gente como os italianos Giovanni Paolo Panini e Salvatore Rosa, que faziam pinturas sublimes e exclusivas dos Alpes. O francês Claude Lorrain, outro renomado artista, era especialista em retratar ruínas. Os que tinham talento faziam o próprio auto-retrato e economizavam. O inglês Joseph Wright, por exemplo, pintou grandes cenas do Vesúvio em erupção, enquanto o italiano Giovanni Battista Piranesi ficou famoso por suas telas sobre a arquitetura – em fragmentos. Os artistas profissionais também costumavam reproduzir obras de grandes mestres renascentistas .

Estátua como suvenir

O culto ao estilo clássico, presente na arquitetura e na arte do antigo Império Romano, ganhara força no século 18 por causa das novas escavações que estavam sendo feitas na Itália, principalmente em Pompéia e Herculano – que passaram a ser paradas obrigatórias do Grand Tour.
Sir Humphry Davy, presidente da Royal Society of London, por exemplo, visitou as cidades e encantou-se.
Dedicou-se à análise química das cores usadas pelos antigos e publicou seus estudos em 1815.

Debaixo das cinzas da erupção do Vesúvio do ano de 79 saíram objetos jamais vistos pelo europeu da época. Estátuas de bronze, peças de cerâmica, jóias, móveis e afrescos passaram a invadir o imaginário de artistas. Eles, por sua vez, fizeram seu papel de reinterpretar o passado na moda, decoração, arquitetura. Entre outras tendências, a louça etrusca inspirou os artesãos, os arquitetos reproduziram nas fachadas das casas os pilares do Império Romano e até pedaços de colunas (de mentira, claro) foram parar nos jardins dos nobres e burgueses.

Mas não era só como inspiração que as peças clássicas entravam na vida dos grand tourists. Os viajantes que iam até a Itália tinham como costume levar um pedaço da aventura para casa.

Literalmente. Era comum eles retornarem para seus países com objetos como utensílios cotidianos, placas e até estátuas com milênios de idade sem peso algum na consciência – na época, não acreditavam estar fazendo nada de errado.
 “Enchemos os bolsos de pequenas placas de granito, pórfiro e mármore”, anotou Goethe, sem ressentimento, sobre os pedaços do palácio do imperador romano Nero que pegou para si.

Ironicamente, esses turistas ajudaram a ciência.
 Valéria Salgueiro defende que os Grand Tours deram início aos “estudos sistemáticos da ainda embrionária ciência da arqueologia e às primeiras teorizações modernas sobre preservação de monumentos históricos”.
Segundo ela, por causa dos viajantes, vários monumentos puderam ser localizados e, assim, tornaram-se conhecidos do público.

Por outro lado, toda uma indústria do turismo começou a surgir na época. Para ajudar o turista a planejar sua viagem, mapas mais simples passaram a ser confeccionados, assim como imagens panorâmicas das principais cidades italianas com uma marcação em seus monumentos mais importantes e até guias de viagem. Goethe, por exemplo, levava em sua mochila um desses guias com dicas de monumentos a serem observados.

Depois de mais de 12 meses, o alemão começou a fazer o caminho de volta da Sicília para o ducado de Weimar.

 Em 1788, quatro meses depois de desembarcar de seu Grand Tour, conheceu a jovem Christiane Vulpius, de 23 anos, com quem teve uma duradoura relação – e um casamento, após 18 anos juntos.

Naquele tempo, Johann Wolfgang von Goethe provavelmente não fazia a menor idéia de que sua viagem pela Itália seria um dos pilares para o futuro turismo em massa.

 
City tour
Vários países podiam fazer parte do itinerário do Grand Tour percorrido pelos viajantes sedentos de conhecimento

1. França

Destino procurado por quem não tinha tanto dinheiro. Os franceses também não eram muito bem vistos pelos ingleses, que os achavam impacientes e inconstantes. As estradas eram pouco numerosas, mas em boas condições. A principal atração era a já então elegante Paris.

2. Suíça

Muitos turistas que iam à França podiam dar uma esticada até a Suíça cruzando os Alpes. As cidades do país ofereciam acomodações boas, mas, longe delas, era difícil encontrar um lugar para pernoitar. Muitos viajantes reclamavam também do preço alto dos produtos.

3. Alemanha

Considerada culturalmente parecida com a Inglaterra, a Alemanha era um destino menos procurado. As estradas não eram boas – a primeira delas foi construída só em 1753. No entanto, roubos e assassinatos eram muito raros nas estradas do território alemão.

4. Itália
Era a meca dos grand tourists, com sua profusão de arte, como óperas, teatro e arquitetura e esculturas clássicas e renascentistas. O clima ameno, a hospedagem e a saborosa cozinha também atraíam os viajantes ingleses, que incluíam no itinerário visita a várias cidades.

 
Rota clássica
As cidades italianas eram as preferidas dos viajantes pela riqueza da arquitetura e pelo valor histórico

1. Veneza

Os passeios eram na praça São Marcos, nas igrejas de Redentore e Mendicanti, nos teatros de São Moisè, de São Luca e de São Crisostomo, no cais da Giudecca, no palácio Pisani Moretta e na basílica de São Marcos

2. Florença

A cidade era a própria visão do Renascimento – terra das grandes escolas e dos grandes mestres. A maior atração era o templo Maria della Minerva, construído na época do imperador Augusto

3. Roma

Na cidade, os turistas costumavam procurar a basílica de São Pedro, o Panteão, o Palatino, as Termas de Caracalla, a Via Appia, o Coliseu e a capela Sistina, isso sem falar nos afrescos renascentistas.

4. Nápoles
Na cidade, os viajantes iam à ópera e apreciavam a vista da baía e do monte Vesúvio. Também podiam ver as recentes escavações das cidades de Herculano e Pompéia, soterradas após a erupção do Vesúvio em 79.

 
Viajantes famosos
Além de Goethe e Gibbon, veja outras personalidades que fizeram o Grand Tour

Thomas Nashe (1567-1601)

O dramaturgo britânico foi um dos pioneiros nesse tipo de viagem cultural: foi para a Itália ainda no fim do século 16.

Joseph Addison (1672-1719)

Um dos primeiros ingleses famosos a ir à Itália, escreveu um livro sobre a experiência, Remarks on the Several Parts of Italy.

Charles Townley (1737-1805)

A primeira viagem para Roma do colecionador inglês foi um Grand Tour em 1767. Voltou outras vezes, a negócios, para comprar antiguidades.

Tobias Smollet (1721-1771)

O escocês registrou em Travels through France and Italy (“Viagens pela França e pela Itália”) a dificuldade de viajar antes do advento do trem.

Lorde Byron (1788-1824)
A pintura acima, de Arthur ou James Willmore, retrata o poeta no começo do século 19, quando ele visitou ruínas e obras em lugares como Itália, Turquia e Grécia.

 
Saiba mais

LIVRO

A Arte de Viajar, Alain de Botton, Rocco, 2003
O filósofo suíço conta como as viagens, a literatura e as artes plásticas se influenciam. Enquanto sustenta essa tese, ele fala de viajates célebres, entre escritores e poetas.


 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Novembro de 2009, 22:31
VOCÊ SABIA?

Verão macabro! - O fim de semana que deu origem a Frankenstein e à versão moderna dos vampiros


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Cinco amigos. Uma mansão isolada pela chuva. Incomunicáveis, resolvem inventar histórias de terror. Mal sabiam eles que estavam para viver um... Verão macabro!

Entre 15 e 17 de junho de 1816, uma tempestade deixou cinco amigos ingleses presos na mansão Villa Diodati, às margens do lago Genebra, na Suíça.
 Fechados na casa cercada de vinhedos e com vista para montanhas nevadas, começaram a ler contos de terror em voz alta.
 Quando se cansaram, resolveram escrever suas próprias histórias de fantasmas.

Acontece que aquela não era uma casa qualquer - já tinha abrigado o poeta John Milton e os pensadores Rousseau e Voltaire. E esta turma também não estava para brincadeira. Seu líder era George Gordon Byron, o lorde Byron, o mais famoso poeta romântico da literatura britânica. A seu lado estavam o médico e escritor John William Polidori, o poeta Percy Shelly, sua namorada Mary e a meia-irmã dela, Claire Clairmont.
Em três dias de verão suíço, esses colegas de farra criaram dois dos maiores personagens de terror já inventados: o doutor Frankenstein, com sua criatura feita de pedaços de cadáveres, e lorde Ruthven, antecessor direto do conde Drácula moderno.

Para alguns dos presentes, a proposta de Byron não foi muito longe. John Polidori começou a escrever o caso de uma mulher que espia por um buraco de fechadura e tem a cabeça transformada em caveira. Percy Shelley redigiu o hoje pouco conhecido Fragmento de uma História de Fantasma.
Byron elaborou o fragmento da história de um nobre imortal, Augustus Darvell, que se alimentava do sangue de suas vítimas. Mas, para Mary, a tarefa chegou perto da obsessão.

 A ponto de, dois anos depois, a escritora ter aproveitado um sonho macabro que teve em Villa Diodati para publicar o romance que daria origem ao gênero do cientista louco na cultura popular.

Autoria polêmica

Em 1819, começou a circular pela Europa o conto The Vampyre, creditado a lorde Byron. O texto contava a história de lorde Ruthven, um viajante inglês que arruina a vida de um jovem cavaleiro chamado Aubrey. O sucesso foi estrondoso. No ano seguinte, a história ganhava uma continuação em que o nobre realiza uma turnê em busca de sangue por diversas cidades, de Florença a Bagdá. Nos anos seguintes, o nobre vampiresco se tornaria uma verdadeira coqueluche nos teatros europeus.
E assim Byron passava a ser mencionado como o autor de mais um sucesso estrondoso com o público.
O problema é que o conto não havia sido escrito por ele.

O excêntrico John Polidori era o braço direito de Byron durante as férias suíças. Como responsável por organizar os papéis do grande poeta, ele leu o manuscrito elaborado na Villa Diodati. Polidori já tivera contato com um romance alemão de 1801, chamado Der Vampyr, de Theodor Arnold, e conhecia alguns dos monstros folclóricos que, durante vários séculos e nas mais diversas culturas e civilizações, eram conhecidos por viver do sangue das vítimas.

Mas, na hora de desenvolver o conto do antigo mestre, John, de apenas 20 anos, sintetizou as características mais duradouras dos vampiros modernos. Seu personagem era um nobre bonito (ainda que muito pálido) e sedutor, que atacava donzelas indefesas por onde passava.
O conto foi redigido em 1819, três anos depois de o médico ser demitido por Byron. "Escrevi em duas ou três manhãs livres", ele relataria depois.

O nome do vilão, lorde Ruthven, era um ataque ao próprio Byron. Afetado e arrogante, o vampiro de Polidori sabia ser desagradável e repulsivo. Talvez tenha sido por isso que, quando o conto foi publicado como se fosse criação sua, Byron refutou enfaticamente a autoria. Ao que tudo indica, o engano foi provocado pelo editor da obra, que queria pegar carona na fama do poeta inglês. Polêmicas literárias à parte, o conto iniciado à beira do lago Genebra marcou as décadas seguintes.

Ao longo do século 19, escritores de peso, como Edgar Allan Poe, Alexandre Dumas, Guy de Maupassant e H.G. Wells criariam personagens inspirados no vampiro de Polidori. Até que, em 1897, lorde Ruthven ganhou seu descendente mais famoso: o conde Drácula, inventado pelo escritor irlandês Bram Stoker.

Drama e paixão

Se a criação do vampiro moderno envolveu dois nobres e alguma dose de rancor, a história por trás das origens de Frankenstein tem elementos de novela mexicana, com traição, luxúria, morte e dor, muita dor. Os protagonistas são Percy Shelley e sua namorada Mary.

Nascido em 1792, Percy era um poeta e ativista radical que, nos idos de 1814, estava na rua da amargura e lidava ainda com um casamento em pandarecos.
Quando conheceu o filósofo e escritor William Godwin, famoso por defender o ateísmo e o anarquismo, estava precisando de pão, ombro e carinho.
Godwin apadrinhou Shelley, emprestando-lhe dinheiro e abrindo as portas de sua casa.
O protegido acabaria se apaixonando pela filha do padrinho, Mary. Cinco anos mais nova que o poeta, ela também enfrentava seus demônios pessoais, tendo perdido a mãe dias depois de nascer.

O pai dera a Mary uma rica educação, mas não parecia se preocupar com a crueldade de Mary Clairmont, sua segunda esposa, que encarnava com perfeição o estereótipo de madrasta malvada.

Mergulhar nos estudos era uma das únicas distrações da moça, que falava francês e italiano fluentemente. Não era surpresa, então, que Mary estivesse em volta da mesa nas muitas ocasiões em que seu pai e Percy Shelley passavam horas debatendo temas políticos na casa da família, em Londres. Godwin, porém, era bem menos liberal na prática que na teoria. Logo ele proibiria a filha de encontrar o protegido. "Mary viveu uma tremenda distância emocional e se tornou uma adolescente sedenta de emoção e aventura. Percy Shelley apareceu feito um cometa em sua vida", diz Miranda Seymour, autora de uma das mais respeitadas biografias da escritora.

Mary não só desobedeceu às ordens do pai como fugiu com Percy para uma viagem pela Europa, em 1814. No ano seguinte, tiveram uma filha, Clara, que morreu com poucas semanas de vida. Em 1816, porém, Percy e Mary finalmente se casaram depois de Harriet, a primeira mulher do poeta, morrer afogada - a versão oficial, ainda hoje bastante questionada, é a de que ela se suicidou em um lago do Hyde Park, em Londres. Antes de oficializar a união, aceitaram o convite de lorde Byron para a temporada à beira do lago Genebra.

Estavam acompanhados da misteriosa Claire Clairmont, a meia-irmã de Mary cujo papel nos últimos anos emergiu como algo bem maior que uma simples companheira de viagem. De acordo com estudos recentes de acadêmicos britânicos, as duas não só disputavam as atenções de Percy como dividiam a cama com ele. A moça também não escapou das atenções de lorde Byron - com quem ele teria uma filha, Allegra, nascida no ano seguinte.

Na temporada suíça, Mary era uma ouvinte atenta das conversas entre lorde Byron e Percy Shelley sobre o que era conhecido como galvanismo, uma teoria sobre a possibilidade de trazer organismos à vida com o uso de descargas elétricas.
Por sinal, cientistas da época viam-se engajados em debates sobre as fronteiras da vida e da morte.
A primeira mulher de Percy, por exemplo, tinha sido levada para um hospital de Londres em que experimentos de ressuscitação com vítimas de afogamento eram comuns.

Frio e chuva

Aliado às conversas, havia o tempo do lado de fora. Tempestades fenomenais foram comuns naquele 1816, que acabou conhecido como "o ano sem verão": a chuva caiu em 130 dos 183 dias em que a temperatura deveria ser quente.
As sessões com lorde Byron eram, então, veneno antimonotonia.

Especialmente porque o anfitrião era um verdadeiro pop star do século 19.
O britânico era um dos mais populares poetas da Europa graças a suas posições contestadoras, em especial a defesa do amor livre, o que invariavelmente atraía as atenções do público para seu estilo de vida.
Byron era conhecido pelo hábito de sair com senhoras casadas e pelas tendências bissexuais.

O poeta contava ainda com uma astúcia fora do comum, inclusive para lidar com os muitos críticos de sua obra e de sua conduta. "Li uma crítica que me derrubou. Em vez de ter um aneurisma, tomei três garrafas de vinho e comecei a escrever uma resposta", disse ele num de seus mais famosos comentários.

O charme de Byron, porém, não resistiria ao poder dos boatos.
Sua separação de Annabella Milbanke resultou em uma imensa lavagem de roupa suja em público, apimentada por uma série de intrigas espalhadas pelos advogados dela. Sua imagem no Reino Unido ficou arranhada e suas finanças, arruinadas. Quando chegou à Suíça, em 1816, Byron era um intelectual à procura de refúgio (reza a lenda que ele partiu de mala e cuia pouco antes da chegada de credores que vinham tomar sua casa). Porém, até que as chuvas isolassem a casa, o grupo não conseguiu privacidade total: Villa Diodati era observada por curiosos com lunetas, e nos arredores do lago Genebra era comum ouvir histórias de orgias e uso de láudano (um tipo de ópio) no casarão.

A farra no verão gelado inspirou Mary a escrever seu grande romance, mas não acabou com as tempestades em sua vida. Ainda em 1816, sua meia-irmã Fanny cometeu suicídio. No ano seguinte, morreu sua terceira criança, Clara, enquanto a segunda, William, faleceria três anos depois, vítima de malária. Em 1822, Percy Shelley morreria afogado durante um acidente num passeio de barco na Itália.


Berço em comum

Mary enfrentava ainda a dor da falta de reconhecimento.
 Já em 1824, seis anos depois da publicação da primeira edição de Frankenstein, e quando começavam a surgir as primeiras adaptações teatrais, críticos creditavam a autoria do livro a seu marido. Um debate que, por sinal, persiste.

Em 2007, o acadêmico John Lauritsen publicou um livro cujo título, O Homem que Escreveu Frankenstein, já era provocativo por si só.
Lauritsen, porém, ia além de argumentos discutidos à exaustão, como o fato de o manuscrito estar repleto de anotações feitas por Percy.

Para ele, a profundidade e a complexidade de Frankenstein estavam além da capacidade de uma escritora amadora. "A grande pista é que toda a produção posterior de Mary Shelley é ordinária em comparação com o primeiro trabalho", ele afirma.

E assim, de forma curiosa, lorde Ruthven e Frankenstein compartilham a polêmica em torno da paternidade. Quanto ao berço, que eles também têm em comum, a Villa Diodati ainda existe e continua sendo observada de longe.

A mansão fica no fim de uma estrada particular e os donos não permitem visitas, com raras exceções para grupos de estudos literários.


Festa estranha, gente esquisita
As personalidades que se reuniram em Villa Diodati

O assistente

Britânico de ascendência italiana, John Polidori (1795-1821) viajava pela Europa como secretário pessoal de lorde Byron, a quem admirava. Deprimido e cheio de dívidas de jogo, morreu em Londres, aos 26 anos.

O pop star

Lorde Byron (1788-1824) era o exemplo vivo do Romantismo. O autor de Don Juan lutou ao lado da organização italiana Carbonários. Faleceu na Grécia, enfrentando o Império Otomano.

A aprendiz

Depois de Frankenstein, seu romance de estreia, Mary Shelley (1797-1851) escreveu uma novela apocalíptica, O Último Homem, e um livro com registros de viagens. Não resistiu a um tumor cerebral.

A musa

Claire Clairmont (1798-1879) foi a única do grupo a alcançar a terceira idade (ela morreu com 80 anos). Teria sido amante do cunhado, a ponto de um amigo da família, o escritor Thomas Hogg, falar de "Percy e suas duas esposas".

O conquistador

Popular, o autor de Prometeu Libertado era um guru das novas gerações. Há quem diga que Percy Shelley (1792-1822) previu sua própria morte antes de desaparecer navegando na costa da Itália, a bordo de sua escuna Don Juan.


Irmãos no terror
As vidas paralelas do vampiro e de Frankenstein

1816 - A origem

Lorde Ruthven e a criatura do doutor Frankenstein são esboçados durante um verão na Suíça.

1818 - A estreia

Mary Shelley publica Frankenstein, ou O Moderno Prometeu.

1819 - Outra estreia

Chega às livrarias da Inglaterra o conto The Vampyre, de John Polidori.

1820 - Ao vivo

Estreia no teatro Porte-Saint-Martin, em Paris, o espetáculo Le Vampyre, de Charles Nodier. A peça inspira muitas outras.

1823 - Frase marcante

Frankenstein chega ao teatro. Três anos depois, uma montagem traz a famosa frase, que não faz parte da obra original: "A criatura vive!"

1894 - Versão ruiva

O pintor norueguês Edvard Munch pinta a tela Amor e Perdição, em que uma mulher parece morder o pescoço de um homem.

1897 - Nasce drácula

Inspirado em lorde Ruthven, Bram Stocker publica o romance Drácula (acima, a capa da primeira edição).

1910 - Nas telonas

Produzido pela companhia de Thomas Edison, estreia Frankenstein, o primeiro filme inspirado no livro de Mary Shelley.

1922 - Quase um rato

No filme mudo Nosferatu, uma Sinfonia do Horror, o conde Orlock não tem nada de atraente.

1931 - Papel definitivo

Drácula, produção sonorizada com Bela Lugosi no papel principal, inspira dezenas de outros filmes e cria a versão cinematográfica definitiva do vilão.

1931 - Clássico

A exemplo de Bela Lugosi, Boris Karloff faz história em Frankenstein.

1994 - Grande orçamento

Com Robert de Niro no papel principal, estreia nos cinemas uma superprodução inspirada no texto de Mary Shelley.

2009 - Versão teen

Previsto para novembro, estreia Lua Nova, o segundo filme inspirado na série adolescente de vampiros Crepúsculo.

Saiba mais

LIVROS

Mary Shelley, Miranda Seymour, Grove Press, 2002

Uma das mais completas e respeitadas biografias da autora de Frankenstein.

O Vampiro Antes de Drácula, org. Martha Argel e Humberto Moura Neto, Aleph, 2008

Coletânea de textos de ficção sobre vampiros, começando pelo conto de John Polidori.

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edição 075

Conheça a revista
Aventuras na História edição 075, outubro 2009 Babilônia.
Um mergulho profundo na civilização que nos deu a escrita, a matemática, a astronomia e a Torre de Babel.

- sumário da edição 075


Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Novembro de 2009, 22:58
VOCÊ SABIA?


Tomé de Souza: o salvador da pátria


(http://www.brasilescola.com/upload/e/Duarte%20da%20Costa%20-%20BRASIL%20ESCOLA.jpg)

Tomé de Souza desembarcou no Brasil há 460 anos, com a missão de pôr ordem na colônia. Por determinação do rei, veio criar uma cidade fortificada para ser o centro do poder. Construiu Salvador e colocou nos eixos o projeto português.
(por Vinícius Rodrigues)

Na proa da nau Salvador, o capitão sentiu que as ondas já não batiam com tanta força no grande caravelão e conseguiu ver a mata exuberante e uma pequena movimentação na praia.
Depois de dois meses de uma viagem tranquila, Tomé de Souza era enfim apresentado à baía de Todos os Santos, com um misto de ansiedade e resignação.
Aos 46 anos, o militar português, filho ilegítimo de um padre, vinha com imensa responsabilidade: construir uma fortaleza em um povoado destruído por índios e saqueado por franceses e transformar o território coberto por todas as capitanias, então caótico, numa estrutura organizada e lucrativa, a serviço de Portugal.
Quando a frota atracou, começava a nascer a primeira cidade do Brasil.

(http://www.achetudoeregiao.com.br/atr/ATR.GIF/brasil_colonia.gif)

A história de Tomé de Souza se mistura com a da própria Salvador. Por isso, a data oficial de fundação da capital baiana ficou sendo a mesma da chegada do governador-geral, ou 29 de março de 1549, há exatos 460 anos. Ele veio com triplo mandato: capitão da povoação e terras da baía de Todos os Santos, governador-geral da capitania da Bahia e primeiro governador-geral de todas as capitanias e terras do Brasil. Tinha à sua espera um cenário desolador, com colonos dispersos, índios amotinados, franceses contrabandistas, administradores ineptos. Na capitania da Bahia, em particular, oficiais da corte calculavam existir de 5 mil a 6 mil guerreiros tupinambás, para cerca de 100 colonos.

O antigo donatário, Francisco Pereira Coutinho, chamado Rusticão por seus modos violentos, fundara em 1536, na ponta do Padrão, onde hoje está o farol da Barra, a vila Velha (ou vila do Pereira). (http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:YmruuSkkL0OLtM:http://conversademenina.files.wordpress.com/2009/03/francisco-pereira-coutinho.jpg)

Mas os maus tratos infligidos pelos colonos aos índios, com a permissão do donatário, provocavam levantes frequentes.
No mais violento deles, em 1545, a vila foi arruinada e Coutinho, obrigado a fugir para a capitania de Porto Seguro.
Um ano depois, ao voltar, naufragou próximo à ilha de Itaparica, onde foi preso e devorado pelos tupinambás.

Com a morte do donatário Rusticão, a capitania da Bahia reverteu à coroa e foi escolhida para se tornar a sede do governo-geral que se formava.

Passados quase 50 anos do descobrimento do Brasil, tirando a próspera capitania de Pernambuco, quem mais se aproveitava dessas terras eram os franceses, que mantinham melhores relações com os índios e voltavam com as embarcações transbordando de pau-brasil.

 A falta de controle português sobre a colônia brasileira era tanta que, em 1548, Luiz de Góis, irmão de Pero de Góis (donatário de São Tomé), pediu socorro ao rei dom João III: "Se com tempo e brevidade Vossa Alteza não socorre estas capitanias e costa do Brasil, ainda que nós percamos as vidas e fazendas, Vossa Alteza perderá a terra", escreveu.


Armada de mil homens

Foi a gota d’água. Portugal não extinguiu as capitanias (o que só aconteceria em 1821), mas decidiu concentrar o exercício do poder sobre o território em uma nova cidade.

A instituição do governo-geral, em 1548, é considerada uma evolução do Estado monárquico em Portugal, cada vez mais centralizador, mas também uma medida saneadora. Estava na hora de tomar posse efetiva do Brasil e fazê-lo render.

Para cumprir sua missão, o primeiro governador-geral do Brasil veio preparado.

(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:lyrFriVG3CSq5M:http://www.parbeszed.com/img/upload/200706/nobrega_megerkezik_brazilaba.jpg) (http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:BuGZJNza8FyyQM:http://www.snpcultura.org/fotografias/id_sao_joao_brito_590px_1.jpg)(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:EszHVbKKqODO8M:http://www.novomilenio.inf.br/santos/calixto/calixt24b.jpg)

Sua armada reunia três naus (Salvador, Conceição e Ajuda), duas caravelas (Leoa e Rainha), um bergantim (São Roque) e duas outras naus de comércio, que deveriam voltar cheias de pau-brasil. Embarcadas, estima-se de 500 a mil pessoas, entre 130 soldados, 90 marinheiros, 70 profissionais (carpinteiros, ferreiros, serradores etc.), funcionários públicos, jesuítas comandados por Manuel da Nóbrega, 500 degredados e outros peões para o trabalho pesado.

Debaixo do braço, Tomé trazia o Regimento do Governador e Capitão Geral, com as ordens do rei dom João III, redigido em 17 de dezembro de 1548.

Com 48 artigos, determina a fundação da cidade-fortaleza e trata da defesa militar da costa, das relações com os índios, de doações de sesmarias, cobrança dos proventos devidos à corte.
 "Foi o que alguns chamam de a primeira Constituição do Brasil", diz o historiador Cid Teixeira.

Quando o grupo de Tomé de Souza desembarcou, foi muito bem-recebido. "Achamos a terra de paz e 40 ou 50 moradores na povoação que antes era. Receberam-nos com grande alegria", escreveu Manuel da Nóbrega.

Mas, se as relações com os índios eram tão tensas, como explicar a acolhida descrita pelo jesuíta?
Graças à presença, em terra, de Diogo Álvares Correia, o Caramuru, aliado dos índios e mediador indispensável aos propósitos portugueses .

Dois meses antes da chegada da armada, o rei mandara carta a Caramuru pedindo sua colaboração: "Porque sou informado, pela muita prática e experiência que tendes dessas terras e da gente e costume delas, o sabereis bem ajudar e conciliar, vos mando que quando o dito Tomé de Souza lá chegar, vos vades para ele, e o ajudeis no que lhe deveis cumprir e que vos encarregar".

Uma vez em terra, uma das primeiras medidas de Tomé foi reagrupar os colonos. Dessa vez, não ocupou a ponta do Padrão, aberta ao mar, à mata e, por isso, vulnerável. A 5 quilômetros da vila Velha, o governador-geral encontrou uma colina que caía verticalmente sobre a praia. Era o ponto mais alto da região, uma perfeita defesa natural, com fontes de água e um rio (das Tripas), na direção oposta ao mar.

Surgia a Cidade Alta, que ainda hoje registra um desnível em relação à Cidade Baixa, em Salvador, de 70 metros. As obras começaram já em abril, menos de um mês depois do desembarque.

udado por Manuel da Nóbrega, na catequese, e por Caramuru, Tomé incorporou os índios aos esforços de edificação, para compensar a escassez de mão-de-obra portuguesa. O trabalho indígena era forçado ou pago com foices, enxadas, tesouras, espelhos, pentes e anzóis.

Mão na massa

A primeira cidade oficialmente fundada na colônia - até então só existiam vilas - seria capital do Brasil por mais de dois séculos, de 1549 a 1763.
Seu traçado foi inspirado nos modelos florentinos do Renascimento, mas à moda rústica (veja na pág. 51).
A muralha ao longo da cidade era de taipa, o mesmo material aproveitado para construir as casas (inclusive a do governador), que tinham teto de palha e baixo (1,70 metro de pé-direito).

"Eventualmente, utilizavam-se tapetes de pele de onças-pintadas, mas nunca faltava a rede de algodão, chamada ‘rede de bugre’, cujo uso os portugueses aprenderam com os indígenas", escreve Eduardo Bueno, no livro A Coroa, a Cruz e a Espada.

 Enquanto os prédios da administração pública e as moradias ficavam no alto da colina, na Cidade Baixa estava o aparato do porto: ancoradouro, armazéns, Casa de Fazenda e Contos e a Casa de Pólvora (uma das raras de pedra).

Tomé se mostrava dedicado a cumprir o regimento do rei. E, aparentemente, gostava de dar exemplo, trabalhando com os peões nos canteiros de obras.
"Onde ouvi dizer a homens do seu tempo (que ainda alcancei alguns) que ele [o governador-geral] era o primeiro que lançava mão do pilão para os taipais e ajudava a levar a seus ombros os caibros e madeiras para as casas", escreveu frei Vicente do Salvador, em História do Brasil 1500-1627.

 Apesar de alguns historiadores duvidarem da versão do frei, escrita no século 17, o mero registro dessa imagem de administrador diligente revela a habilidade política do governador. "Tomé de Souza dominou as más paixões pela singeleza do seu caráter", diz o professor Braz do Amaral, no livro Resenha Histórica da Bahia.

Muito antes de Amaral, o cronista português Gabriel Soares de Souza, que veio para a Bahia em 1565, contou em seu Tratado Descritivo do Brasil que "o gentio [como chamavam aos índios] por muito tempo viveu muito quieto e recolhido, andando ordinariamente, trabalhando na fortificação da cidade a troco do resgate [escambo] que por isso lhe davam". Valendo-se, assim, da mão-de-obra de um povo que, a princípio, não tinha por que lhe servir, recebendo apenas ferramentas e utensílios, Tomé conseguiu erguer a cidade.

"Ele foi muito bem recebido pelos colonos e tinha um bom relacionamento com os índios", explica a professora Consuelo Ponde de Sena, presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.

Cortem as orelhas!

Mas nem tudo era um mar de rosas. Uma fonte de preocupações era a manutenção da ordem numa população formada, em grande medida, por ex-presos enviados pela coroa.

A primeira condenação por furto em Salvador data de 1550, e envolveu justamente um degredado, Sebastiam d’Elvas. Pelo crime, segundo sua sentença, ele foi açoitado e "desorelhado".

Outro problema era a ausência de mulheres na cidade. Não vieram mais que dez na esquadra de Tomé.
E os colonos começaram a se relacionar com as índias.

"Enquanto os índios eram violentamente submetidos e tomados para escravos ou para mandar vender no reino, as negras [índias] eram raptadas ou presas para mancebas dos brancos, com os quais viviam em escandalosa poligamia", escreveu o antropólogo Thales de Azevedo, em O Povoamento da Cidade do Salvador.

 Alarmado, Manuel da Nóbrega pediu ao rei, quase em desespero, que mandasse ao Brasil mulheres portuguesas, mesmo que de má reputação. Dom João III enviou seis órfãs, em 1551, e incumbiu o governador de casá-las. Ele obedeceu, mas tão exíguo suprimento de noivas não serviu para impedir a miscigenação.

O próprio Tomé de Souza não escondia as saudades da mulher e da filha. Em carta de 1552, tenta convencer o rei, "por amor de Deus", que o devolvesse às duas, em Portugal.

 Mas, antes de voltar, ele teria de percorrer a costa para vistoriar as capitanias do Sul.

Ao lado de Manuel da Nóbrega, foi até São Vicente, passando por Ilhéus, Porto Seguro, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Angra dos Reis.
"Todas as vilas e povoações de engenhos desta costa fiz cercar de taipa com seus baluartes (...) e lhes dei toda a artilharia que me pareceu necessária", diz, em carta ao rei de junho de 1553. A missão estava cumprida.
O seu mandato, que inicialmente duraria três anos, já havia passado de quatro.

De fato, desde março daquele ano, ele já não era governador-geral. A seu pedido, o rei nomeou para o posto Duarte da Costa, que chegaria à Bahia em julho.
O meirinho correu para avisar Tomé, que, apesar de ter pedido tanto para partir, não reagiu com alívio, mas perplexo.
 "Vedes isso, meirinho? Verdade é que eu desejava muito, e me crescia água à boca quando cuidava em ir para Portugal; mas não sei que é que agora se me seca a boca de tal modo que quero cuspir e não posso", teria dito, segundo frei Vicente.

Assim terminava mais uma demanda daquele fidalgo - nas palavras de Gabriel Soares de Souza, "honrado, ainda que bastardo, homem avisado, prudente e mui experimentado na guerra da África e da Índia, onde se mostrou mui valoroso cavaleiro em todos os encontros que se achou".

Tomé de Souza pôde, então, voltar a Portugal, onde morreu, em 28 de janeiro de 1579. Deixou de pé, no Brasil, os pilares de uma cidade com incrível personalidade política e cultural.

"(...) Achamos a terra de paz e 40 ou 50 moradores na povoação que antes era. Receberam-nos com grande alegria (...)"

"(...) obrou muito bem o Senhor, porque se fez em muito bom sítio sobre o mar, toda cercada de água ao redor da cerca, e com muitas fontes de parte do mar e da terra (...)"

"(...) eu desejaria muito, e me crescia água à boca quando cuidava em ir para Portugal; mas não sei que é que agora se me seca a boca de tal modo que quero cuspir e não posso (...)"
- Manuel Nóbrega


Do contrabando à embaixada
Casado com uma tupinambá, Caramuru cooptou os índios


O português Diogo Álvares Correia era um adolescente, quando naufragou na costa da baía de Todos os Santos, por volta de 1510.

 Passou a viver com os índios e caiu de amores por Paraguaçu (ou Guaibimpará, segundo algumas fontes), filha de um cacique tupinambá. Com ela, casou-se na França, onde a batizou como Catarina, antes de voltar ao Brasil. Graças à excelente relação com os tupinambás, esse aventureiro foi o aliado-chave dos portugueses na colônia.

(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ZDGZS-HaByoaiM:http://conversademenina.files.wordpress.com/2009/03/caramuru.jpg)

Os índios lhe deram o nome de Caramuru (moréia) pelo fato de ter surgido entre as pedras, lugar predileto do peixe e, como ele, ser alto, magro e pouco propício ao paladar. Alguns historiadores acreditam que tenha vindo com franceses em busca de pau-brasil. "O que parece mais provável é que Diogo Álvares, náufrago contratado de algum barco francês que soçobrou à entrada da Bahia, aqui se deixou ficar por conveniência própria e a serviço do tráfico de contrabando", escreve Teodoro Sampaio em História da Fundação da Cidade do Salvador.

"Caramuru desfrutava de privilegiada situação, pois, ao intermediar as relações entre os portugueses e os nativos, adquiriu prestígio e influência na sociedade que começava a ser construída, com o erguimento da cidade de Salvador", diz Francisco Cosentino, professor de História da Universidade Federal de Viçosa.

Foi sua mulher, Catarina Paraguaçu, quem mandou construir, por volta de 1530, a igreja da Graça, a primeira da cidade e onde Manuel da Nóbrega rezou a primeira missa de Salvador, em 1549.


Desenho fino
Feito por um cavaleiro da casa real, cheio de saudades

Coube ao "mestre de pedraria" Luís Dias fazer o projeto da cidade de Salvador. O traçado criado por ele imitava o modelo das cidades utópicas do Renascimento, geometricamente planejadas para o uso racional do espaço.

 Quem observa o atual centro histórico de Salvador nota suas quadras e praças retangulares.

Da praça principal, onde estavam a Casa dos Governadores e a Casa da Vereança, saíam a rua Direita dos Mercadores ou do Palácio (atual rua Chile) e a rua da Ajuda, que homenageia a primeira igreja da Cidade Alta e primeira Sé do Brasil, Nossa Senhora da Ajuda, chamada "Sé de palha". (http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:-DtFRneBE_vYBM:http://i295.photobucket.com/albums/mm147/picturaemeae/historia%2520BR/salvador1su.jpg)

Outras duas transversais eram a das Vassouras e a do Tira Chapéu, que ganhou esse nome porque os passantes reverenciavam assim a casa do governador. Apesar do empenho, Dias tinha saudade da mulher e nunca gostou de viver na Bahia, onde também lhe faltavam o azeite e o vinho. Em 1551, deu por pronta a cidade. Mas só partiu com o governador, em 1553.

Saiba mais

LIVRO

A Coroa, a Cruz e a Espada: Lei, Ordem e Corrupção no Brasil Colônia, Eduardo Bueno, Objetiva, 2006
Quarto volume da coleção Terra Brasilis, narra o cotidiano e as agruras de uma sociedade desigual, marcada pelo clientelismo, pelo nepotismo e pela corrupção.

SITE

http://www.cidteixeira.com.br/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5jaWR0ZWl4ZWlyYS5jb20uYnIv)
Informações sobre a História de Salvador.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 16 de Novembro de 2009, 22:31
VOCÊ SABIA?

(http://1.bp.blogspot.com/_60nw5IIqkqk/ScZhX6YlQDI/AAAAAAAAAQ4/gCUZ8SaWdR8/s400/COL483Lampiao_-O-rei-do-cangaco.gif)

Os óculos de Lampião
Cangaceiro os usava para esconder a cegueira em um dos olhos

por Betina Moura

Nos primeiros dias de agosto de 1925, o bando de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião (1898-1938), fazia uma de suas muitas incursões pelo sertão pernambucano. Os cangaceiros foram surpreendidos por agentes do governo e começou um tiroteio. Um dos membros, Livino – o irmão mais novo de Lampião –, foi atingido.
O líder reagiu.
No confronto, um soldado atirou em um cacto e a bala da escopeta fez com que um espinho fosse parar no olho direito de Lampião.

Livino acabou morrendo.
Lampião, levado à cidade de Triunfo, perto do campo de batalha, foi atendido por um médico que retirou o espinho, mas não conseguiu salvar o olho do cangaceiro. Resultado: ele ficou cego de um olho.
“O bom humor o impedia de esconder o problema, e ele brincava dizendo que não adiantava nada ter dois olhos, pois é preciso fechar um deles para atirar”, diz o pesquisador Antonio Amaury Correa de Araújo, autor de dez livros sobre a história do cangaço.

O incidente transformou o cangaceiro em canhoto – ao menos na hora de atirar –, mas não atrapalhou sua fama de justiceiro.

E o levou a usar óculos até o fim da vida. “Os óculos, que aparecem em quase todas as fotos, escondiam a deficiência de quem não a conhecia e protegiam os olhos do sol escaldante do sertão”, diz Antonio.

Há notícia de pelo menos três óculos diferentes – sobre um deles há a história, nunca confirmada, de que os aros eram de ouro.

Dois dos óculos de Lampião, simples, redondos, de aro comum, foram deixados por ele nas casas de pessoas que o abrigaram durante o chamado “ciclo de Pernambuco”, antes de os cangaceiros cruzarem o rio São Francisco em direção à Bahia, em agosto de 1928. Há cerca de oito anos foram doados por essas pessoas à Casa de Cultura de Serra Talhada, em Pernambuco, onde se encontram até hoje.

Sobre os óculos que usava quando morreu, tudo indica que foram entregues para a polícia de Alagoas, que expôs as cabeças dos cangaceiros mortos após dizimar o grupo de Lampião numa emboscada na gruta do Angico, em Poço Redondo, Sergipe.

(http://marcios77.zip.net/images/lampmaria.jpg)

No ataque-supresa, 11 cangaceiros foram mortos – entre eles, Lampião e sua mulher, Maria Bonita. A própria polícia promoveu a rapinagem do tesouro do bando. Ficaram com eles jóias, dinheiro, perfumes e tudo o mais que tivesse valor – inclusive os óculos.

 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 17 de Novembro de 2009, 19:17
VOCÊ SABIA?

Doutor Morte, o "tio Tarek"
Documentos afirmam que nazista se converteu ao islamismo antes de morrer

(por Tiago Cordeiro)

(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:Z3nF52CWRoOFiM:http://image.blog.livedoor.jp/ahitler/imgs/e/a/ea3bd43e.jpg)(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:vRldloOvaJgKuM:http://n.i.uol.com.br/ultnot/0902/05drmorte1.jpg)

Durante 50 anos, Aribert Heim, o doutor Morte, conhecido por seus experimentos excruciantes em três campos de concentração nazistas, foi procurado pelas polícias de vários países, aliadas ao Centro Simon Wiesenthal de caça a criminosos de guerra.
Mas, no mesmo momento em que uma nova operação de busca era realizada na divisa entre o Chile e a Argentina, uma investigação da TV alemã ZDF, em parceria com o jornal The New York Times, comprovou que um dos homens mais procurados do mundo está morto há 17 anos.

De acordo com documentos divulgados agora, Heim faleceu em 10 de agosto de 1992, no Egito. E mais: ele havia aderido ao islamismo e adotado o nome Tarek Hussein Farid.

Em seus últimos anos de vida, Heim, ou Farid, fez longas caminhadas pelas ruas do Cairo, frequentou diariamente a mesquita Al Azhar e tirou muitas fotos - ele sempre andava com uma câmera a tiracolo, mas não se deixava fotografar.

"Ele foi como um pai para mim", disse ao jornal americano o empresário Mahmoud Doma, de 38 anos, filho do proprietário do hotel Kasr el Madina, onde o alemão viveu.

 Ainda segundo Doma, os filhos dos amigos de Heim o chamavam de "tio Tarek" e adoravam quando ele comprava chocolates. De acordo com a certidão de óbito, trazida a público pelas reportagens, o médico morreu de câncer retal. Mas o local onde ele foi enterrado ainda é um mistério.





Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 22 de Novembro de 2009, 19:44

Você sabia?

Tutancâmon: O faraó menino


Conheça a vida de Tutancâmon, o rei mais popular do Egito.
(por Reinaldo José Lopes)

(http://historia.abril.com.br/imagem/egito-tutancamon-g.jpg)

Seu túmulo praticamente intacto ajudou a desvendar mistérios de seu tempo – e fez nascer a lenda de uma maldição para quem atrapalhasse seu sono.
Conheça a vida de Tutancâmon e descubra por que ele se tornou o mais popular dos reis do Egito

(http://www.estadao.com.br/fotos/farao1.jpg)(http://2.bp.blogspot.com/_TUm8cTnWNPs/Ry3pUhggt1I/AAAAAAAARHM/XPpsDYR5a30/s400/071104_f_014.jpg)(http://www.dw-world.de/image/0,,4162222_4,00.jpg)
A múmia do Faraó

O inglês Howard Carter sabia que aquele dia, 26 de novembro de 1922, era o mais importante de sua vida. Teve que controlar a ansiedade para manter a precisão em seus gestos diante daquela porta, que caçara incansavelmente a maior parte de seus 48 anos. Antes de abri-la, fez nela um pequeno buraco. Pelo orifício, do tamanho de uma laranja, colocou, com a mão trêmula, uma vela acesa. A chama não se apagou. Sinal de que o ar da sala, trancada havia mais de 3300 anos, não estava intoxicado. Carter respirou fundo e mandou sua equipe começar a desobstruir o portal que escondia o passado da civilização egípcia.

Quando seu mecenas, o milionário lorde Carnarvon, perguntou a Carter se conseguia ver algo, ele, atônito, só conseguiu responder: “Sim, coisas maravilhosas”. “Detalhes do aposento emergiram lentamente da névoa, animais estranhos, estátuas e ouro – por toda a parte o brilho do ouro”, escreveu o egiptólogo depois. Howard Carter havia feito a mais rica descoberta régia da História no calorento Vale dos Reis, no Egito: o túmulo do faraó Tutancâmon.

Rei dos 10 aos 19 anos de idade, Tutancâmon teve uma vida curta, mas com doses generosas de drama e intrigas (assim como sua morte). E, embora não tenha deixado herdeiros, Tut, apelido que só ganhou no século 20, tornou-se um dos reis mais populares da Antiguidade após a descoberta de seu túmulo, pequeno e praticamente intacto. Mais que isso: ajudou os arqueólogos a recriar o cotidiano do Egito e a entenderem mais sobre a vida e a morte na rica e avançada civilização.

Filho da revolução

Tutancaton, como foi chamado ao nascer, em cerca de 1341 a.C., era o provável filho do faraó Amenhotep IV. Durante séculos, a principal divindade adorada pelos ancestrais de seu pai, os faraós da 18ª Dinastia, era Amon, um deus solar. Ao lado dele, uma série de outros deuses eram venerados no Egito. Por trás do enorme panteão havia milhares de sacerdotes e templos, que representavam uma força política das mais relevantes – numa comparação com os dias atuais, seriam como parlamentares. Esperava-se que o faraó Amenhotep IV mostrasse sua deferência aos deuses fazendo doações generosas aos religiosos, os quais, com isso, cresciam em poder e riqueza.

Amenhotep IV, no entanto, alterou esse velho equilíbrio.
Ele repentinamente resolveu virar devoto de Aton, representado pelo disco solar e até então uma divindade um tanto obscura.
Quis ainda transformá-lo no único deus dos egípcios.

Como se não bastasse, mudou seu nome para Akhenaton, fundou uma nova capital, a cidade de Akhetaton (ou Amarna) e tentou apagar o nome de Amon dos monumentos do país. Fora a confusão religiosa, o Egito também enfrentou problemas políticos e ficou quase abandonado em seu reinado.

“Essa negligência fica especialmente clara no caso das relações exteriores do Egito. Akhenaton simplesmente deixou de dar atenção às guarnições militares egípcias e aos reis vassalos do país na Palestina e na Síria”, afirma o egiptólogo Michael Rice, autor de Egypt’s Legacy (“O legado do Egito”, sem versão em português).
“O faraó muitas vezes nem respondia às cartas urgentes enviadas por seus súditos no exterior”, diz o arqueólogo Donald B. Redford, da Universidade de Toronto, no Canadá.

 Resultado: os tributos dessas regiões deixaram de fluir para os cofres egípcios. A despreocupação de Akhenaton com os negócios de Estado sugere que sua reforma religiosa não foi um movimento friamente calculado para tirar poder dos sacerdotes, mas um reflexo genuíno de sua fé.

Seja como for, em 1336 a.C., após 13 anos de reinado, o faraó morreu, deixando o país nesse estado bagunçado.
E, após um período de cerca de dois anos, o trono acabou ocupado por Tutancaton, então um menino de 9 ou 10 anos.
Os documentos apenas dão pistas de que Akhenaton era o pai do garoto. Nos retratos oficiais, o faraó de Amarna aparece com sua esposa principal, Nefertiti, e suas seis filhas – nunca com um filho.
No entanto, há registros de que Tut era “filho do rei”, e que o menino nasceu no meio do reinado de Akhenaton – tarde demais, portanto, para que ele fosse irmão mais novo do faraó.
Além disso, há indícios de que Kiya, esposa secundária de Akhenaton, deu à luz um menino, o que indica que pode ser a mãe de Tut.

Por outro lado, alguns arqueólogos dizem que, naquele período que se passou entre a morte de Akhenaton e a ascensão de Tutancâmon, o Egito foi governado por um tal Smenkhare, que aparece como co-regente de Akhenaton em seus últimos anos. Nesse caso, Smenkhare, que teria reinado apenas alguns meses, poderia ser meio-irmão de Akhenaton ou filho dele, o que faria de Tut um sobrinho ou neto do faraó de Amarna. Para complicar ainda mais, alguns pesquisadores acreditam que Smenkhare e Nefertiti seriam a mesma pessoa – e a esposa teria assumido o trono com outro nome após a morte de Akhenaton, antes de Tut entrar em cena. Por enquanto, todas essas hipóteses são defensáveis.

Casamento com a irmã

O certo é que Tutancaton acabou sendo reconhecido como o único herdeiro masculino da 18ª Dinastia e, para reforçar ainda mais seu direito ao trono, os conselheiros do faraó-menino realizaram seu casamento com Ankhesepaton, uma das filhas mais novas de Akhenaton, que devia ter cerca de 12 anos na época – e que seria, assim, meia-irmã de Tut. “A medida tem a ver com o fato de que a linhagem feminina era uma garantia importante da ligação com a realeza no Egito”, afirma o egiptólogo Bob Brier, da Universidade de Long Island, nos Estados Unidos. A união de dois meios-irmãos de sangue real chegava, portanto, bem perto do máximo de legitimidade política.

Em todo esse processo, Tut e sua noiva devem ter sido assessorados de perto por duas figuras que acabariam ocupando o trono faraônico mais tarde: o vizir (espécie de primeiro-ministro) Aye e o general Horemheb. Os dois tinham sido muito próximos de Akhenaton, mas, percebendo o descontentamento dos egípcios com o regime monoteísta de Amarna, fizeram o novo faraó ser coroado em Tebas, antiga capital da 18ª Dinastia e centro do culto ao velho deus Amon.

O casal real voltou brevemente para Akhetaton, mas, cerca de dois anos após a coroação, mudou-se em definitivo para Tebas e passou a ser conhecido pelos nomes de Tutancâmon e Ankhesenamon – a incorporação do nome do deus Amon sinalizava a volta à velha ordem religiosa. Mas a contra-revolução não ficou meramente subentendida. Tut (certamente sob inspiração de Aye) mandou erigir um monumento em frente ao templo de Amon em Karnak, nos arredores de Tebas, onde resumia seu “programa de governo” em hieróglifos – o equivalente na época a um pronunciamento do presidente em rede nacional de televisão e rádio.

“Nem era preciso ler o texto: lá estava a imagem do faraó trazendo oferendas para Amon”, diz Brier. No entanto, os hieróglifos foram decifrados. E diziam: “Quando sua majestade subiu ao poder, os templos dos deuses e deusas tinham caído em abandono. A terra estava em confusão, os deuses tinham abandonado este país. Então sua majestade meditou, procurando o que seria benéfico a seu pai Amon. Todas as oferendas dos templos foram dobradas, triplicadas, quadruplicadas. A celebração agora toma toda a terra, e as condições favoráveis voltaram”.

Se nas entrelinhas a mensagem de Tutancâmon atestava a incompetência do pai, a impressão deixada pela maioria dos registros é que o Egito voltou a entrar nos eixos.

A construção de templos e monumentos foi retomada no vale do Nilo e, sob a batuta de Horemheb, o exército egípcio voltou a ser temido no Oriente Médio.

O general esmagou os rebeldes que tentavam separar a Núbia (norte do atual Sudão) do reino faraônico e voltou a impor alguma ordem na Palestina e na Síria. Os principais inimigos do Egito na área eram os hititas, povo que governava a atual Turquia e estava tentando uma expansão para o sul, ameaçando tirar algumas regiões da Síria da esfera de influência egípcia.

A mole vida de um rei

A descoberta em 1922 do túmulo quase intacto de Tutancâmon – apenas a primeira parte dele havia sido saqueada poucos anos após sua morte – ajudou os arqueólogos a recontar não só a biografia do faraó como também sua vida diária e o dia-a-dia no Egito.

Lá dentro foram contabilizados 5398 objetos e utensílios ligados a Tut. Por meio das peças e pinturas encontradas, os arqueólogos descobriram que o faraó costumava participar de festas religiosas em Tebas, como a que celebrava a visita do deus Amon ao templo de Luxor.
Nela, as estátuas dos deuses seguiam 3 quilômetros pelo rio Nilo em barcos.
Outro tipo de festa celebrava o deus-falcão Hórus – deus, aliás, de quem o faraó era o representante na Terra (de acordo com a tradição da monarquia divina egípcia, quem governava o país era o próprio Hórus, na figura do faraó).

Ele também era um caçador: a quantidade de arcos no túmulo de Tut não deixa dúvidas de que ele adorava o esporte. Em geral, nessas ocasiões, ele e Ankhesenamon deixavam seu palácio em Mênfis, no norte do Egito, e partiam para o delta do Nilo, perto do Mediterrâneo, uma região coberta por uma densa vegetação pantanosa e lar de grande quantidade de aves aquáticas. Enquanto Tutancâmon mirava um pato, a rainha preparava a próxima flecha para ele. Com um arco maior, parecido com os usados na guerra, Tutancâmon partia para o deserto para caçar avestruzes e gazelas, montado em bigas ou carruagens velozes. Enquanto um cocheiro assumia as rédeas, o jovem faraó manejava a arma, que podia lançar flechas a quase 200 metros de distância.

As cenas da vida de Tutancâmon retratam o casal sempre próximo, trocando gestos de carinho (o rei oferece uma flor de lótus para a esposa, ou derrama perfume nas mãos dela). Os dois adoram os deuses ou oferecem colares de ouro aos súditos que realizaram tarefas importantes com sucesso.

Tudo isso sugere que a relação entre eles era ótima. Mas o casal provavelmente perdeu duas filhas. Ankhesenamon teria sofrido abortos com oito e cinco meses de gravidez. A primeira menina, se tivesse sobrevivido, teria deficiências físicas sérias.
Os dois fetos foram mumificados, contrariando a prática da época, e colocados na tumba do pai. Cerca de dois ou três anos após a morte do segundo bebê, em 1324 a.C., Tutancâmon morreu.

Morte cheia de mistério

A morte foi acompanhada de uma baita confusão. Os únicos fatos indiscutíveis na bagunça envolvem Ankhesenamon numa conspiração internacional fracassada. Agindo por desespero e interesse político, a rainha escreveu para Supiluliuma I, o rei dos inimigos hititas, em tom de súplica. “Meu marido morreu. Filhos eu não tenho. Mas para ti, dizem, os filhos são muitos. Se me desses um dos filhos teus, ele tornar-se-ia meu marido. Nunca hei de tomar um servo meu e fazê-lo meu esposo! Tenho medo!” O acordo entre ela e Supiluliuma acabou selado e o rei hitita chegou a mandar um de seus filhos para o Egito, mas o príncipe nunca alcançou seu destino: foi misteriosamente morto no caminho. A solução encontrada pela viúva de Tut e o ex-vizir Aye foi um casamento. Anéis comemorando o matrimônio dos dois provam isso. Até hoje, não se sabe como ou quando ela morreu.

Para Bob Brier, o mistério da morte de Tut tem explicação: o ambicioso Aye teria mandado matá-lo, assim como teria feito depois com Ankhesenamon. Para Brier, a presença de um coágulo na nuca do faraó, sugerida por radiografias da múmia, indica que ele teria levado uma pancada na parte de trás da cabeça enquanto dormia. Ao ver que seu mestre chegava à mauridade e não toleraria mais ser manipulado, Aye teria decidido que era hora de tomar o poder. O vizir também jamais aprovaria o governo de um estrangeiro no Egito. Portanto, teria mandado matar o filho do rei hitita.

No entanto, recentes tomografias computadorizadas feitas na múmia não revelaram a suposta lesão craniana. Para Zahi Hawass, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, o principal resultado da análise foi a presença de uma fratura séria no fêmur esquerdo do rei, que teria cicatrizado pouco antes da morte. Ele acredita que uma infecção ligada à fratura – que teria acontecido numa das caçadas de Tutancâmon a bordo da carruagem – seria a causa da morte. “Eles, porém, ainda não fizeram uma publicação científica dos achados”, diz Brier.

De concreto, sabe-se que o faraó-menino morreu muito cedo, inesperadamente. A prova é seu túmulo, muito menos suntuoso que os dos reis de sua dinastia: decerto não estava acabado. Tut chegou a supervisionar a construção de sua futura sepultura. “Como era costume, o faraó deve ter passado quase toda sua vida na tarefa de construir a sepultura, finalizada só quando ele morreu”, diz o egiptólogo Julio Gralha, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Por causa da morte inesperada, a mobília funerária de Tut era composta por alguns objetos que nem pertenciam ao faraó, e sim a outros membros da família. Muitas peças de ouro maciço foram encontradas ali. Tutancâmon não teria tido tempo de conseguir aquilo tudo, e alguns arqueólogos apontam o fato como outro indício da conspiração para matá-lo. Assim, a suntuosidade preparada por seus supostos assassinos esconderia seus verdadeiros propósitos.

A maldição da múmia

A descoberta da tumba em 1922 também suscitou uma outra teoria.
O fato de arqueólogos ocidentais terem virado o túmulo do avesso (o corpo do faraó foi até fatiado para os estudos) deu início à lenda de uma “maldição da múmia” que recairia sobre os que participaram do suposto sacrilégio.

A “prova” mais concreta disso foi a morte de lorde Carnarvon, o nobre britânico que financiou as escavações, ocorrida após a picada de um mosquito cinco meses após a descoberta.
 Dias antes da abertura do sarcófago de Tut, morrera o canário de Howard Carter, considerado a mascote da equipe de escavação. Outras mortes se seguiram: três estudiosos ligados direta ou indiretamente à descoberta, o meio-irmão de Carnarvon e até seu cachorro. Foi divulgado na época que Tut advertira sobre os riscos de violarem sua sepultura. Uma inscrição estaria gravada em sua tumba: “As asas da morte tocarão aquele que incomodar o faraó”.

No entanto, um estudo feito pelo epidemiologista Mark Nelson, da Universidade Monash, na Austrália, mostrou que a idade média de morte das pessoas que entraram no túmulo de Tut foi de... 70 anos, a mesma expectativa de vida de contemporâneos. O próprio Carter só morreu em 1939.

Já a tal inscrição, revelou um membro da equipe em 1980, foi uma mentira inventada por Howard Carter e seu mecenas. Tudo para que ninguém ousasse roubar nada da riquíssima tumba do rei. Deu certo.

 
Das pirâmides a Cleópatra
Como se desenvolveu o riquíssimo Egito dos faraós

3000 a.c.

Por volta dessa época, o primeiro faraó, Narmer, unifica a maior parte do vale do Nilo sob seu comando, criando o reino do Egito. Narmer era um nobre que habitava a cidade de Hieracônpolis, na região sul do vale do Nilo.

2560-2500 a.C.

Começa a era das grandes pirâmides: os faraós Quéops, Quéfrem e Miquerinos constroem os monumentos, bem como a Esfinge, em Gizé, perto do atual Cairo.

1650-1540 a.C.

Estrangeiros de origem palestina, conhecidos como hicsos, criam assentamentos no delta do Nilo e acabam fundando um reinado independente na região, cuja capital era a cidade de Avaris.

1550 a.C.

Sobe ao poder o faraó Ahmósis I, de Tebas, sul do Egito. Ele expulsa os hicsos, reunifica o país e se torna o primeiro monarca da 18ª Dinastia, a família de Tutancâmon – antes desta, houve 17 outras famílias no poder.

1479-1425 a.C.

Tutmósis III, provavelmente tataravô de Tutancâmon, estende a hegemonia do Egito ao atual Sudão e à beira do rio Eufrates, fronteira com a Mesopotâmia.

1333-1324 a.C.

Reinado de Tutancâmon e Ankhesenamon. Com a morte dos dois, o governo é assumido pelos plebeus Aye e Horemheb.

525 a.C.

Cambises, rei dos persas, derrota o faraó Psamético III, último governante egípcio de origem nativa. Mas revoltas atrapalham o domínio persa.

332 a.C.

Alexandre, o Grande, rei da Macedônia, entra no Egito e é saudado como libertador, recebendo o título de faraó e tirando o país das mãos dos persas.

305 a.C.

Ptolomeu I Soter, antigo general de Alexandre, declara-se faraó, iniciando a dinastia ptolomaica, a última a governar um Egito independente.

30 a.C.
A rainha egípcia Cleópatra, ao lado do amante Marco Antônio, tenta virar monarca do leste do Império Romano em 34 a.C. Roma intervém, a tentativa fracassa e Cleópatra se mata. O Egito torna-se província de Roma.

 
Tesouros privados do faraó

Cheiro bom

Vários vasos como este, cheios de perfume, foram encontrados na tumba do rei

Porta -trecos

A cômoda de Tut, feita de ébano, servia provavelmente para guardar utensílios como jóias e roupas

Rica embalagem

O ungüento achado aí dentro era feito de gordura animal com bálsamo e resina

Horas de lazer

Um dos passatempos preferidos do rei era este jogo, o senet, que jogava com a esposa

Porta-jóias
A caixa guardava provavelmente objetos cerimoniais

 
A grande família
Entenda a genealogia do faraó-menino

Amenhotep, o avô

O faraó presidiu uma era de paz e prosperidade no Egito, e por isso se dedicou a um amplo projeto de construção de templos e monumentos em Tebas.

Amenhotep IV/Akhenaton, o pai

Ao transferir a capital de seu império para Amarna, mudar de nome e tornar dominante o culto ao deus Aton, ele comprou briga com os sacerdotes egípcios.

Nefertiti, a sogra/madrasta

Cultuada como deusa viva, a rainha estava quase em posição de igualdade com Akhenaton. Teve seis filhas, entre elas Ankhesenamon.

Kiya, a mãe

Esposa secundária de Akhenaton, pode ter morrido no parto e é a provável mãe de Tutancâmon.

Ankhesenamon, a meia-irmã/esposa
Cerca de três anos mais velha que Tut, pode ter sido forçada a se casar com Aye após a morte do esposo.

 
Herança
Não fosse pelos egípcios, a gente provavelmente não conheceria...

Pão e cerveja

Ambos já eram consumidos, mas os egípcios descobriram o processo de fermentação que possibilitou a produção.

Cosméticos

Os habitantes do Egito já usavam uma série de produtos de beleza: sombra para os olhos, blush, delineador, perfumes, óleos e hidratantes corporais.

Peruca

Por causa dos piolhos, os egípcios raspavam os cabelos. E desenvolveram a técnica de manufaturar perucas usando fios naturais.

Bumerangue
O objeto que hoje é usado para diversão tinha uma função bem prática: caçar aves. Ele era arremessado em direção à caça, a abatia no ar e voltava para a mão do dono.

 
Saiba mais

LIVROS

O Assassinato de Tutancâmon, Bob Brier, Jorge Zahar, 2000

Além de egiptologista, Brier também é especialista em doenças antigas. O livro, como diz o título, defende a hipótese de que o faraó foi assassinado.

Egypt, Canaan and Israel in Ancient Times, Donald B. Redford, Princeton University, 1993
Especialmente interessante para entender a relação do Egito com outras potências e seus vassalos no Oriente Médio, mostra a ascensão e queda da dinastia de Tut.


 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Novembro de 2009, 12:13
VOCÊ SABIA?


Terrorismo em Nova York

por Maria Dolores Duarte

Não foi só o Onze de setembro...

Uma das ações de contraterrorismo mais importantes do currículo da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos contou com sorte, muita sorte.

Em 1973, três carros-bomba foram colocados em Nova York, no caminho da primeira-ministra de Israel, Golda Meir. (http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:vEhAHC-oZhK07M:http://talkinjihadblues.files.wordpress.com/2008/07/golda-meir.jpg)
A tentativa foi frustrada simplesmente porque os detonadores dos explosivos não funcionaram. Essa história só veio a público agora, 26 anos depois, com a libertação do principal envolvido no atentado.

Para entender o episódio, é preciso voltar à Olimpíada de Munique, em 1972, quando terroristas do grupo Setembro Negro invadiram o alojamento da delegação de Israel.

A ação resultou na morte de 11 atletas. A reação de Golda Meir foi enérgica: "Nós vamos puni-los, onde quer que estejam". Nos meses que seguiram, Israel perseguiu e matou muitos dos envolvidos com o Setembro Negro.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jogos_Ol%C3%ADmpicos_de_Ver%C3%A3o_de_1972 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3B0Lndpa2lwZWRpYS5vcmcvd2lraS9Kb2dvc19PbCVDMyVBRG1waWNvc19kZV9WZXIlQzMlQTNvX2RlXzE5NzI=)

O grupo arquitetou um contra-ataque audacioso: matar Golda Meir. Depois de uma tentativa abortada em Roma, os terroristas agiram em Nova York. Mas o plano falhou. Al-Jawary, o responsável por implantar as bombas, fugiu. Ele só seria preso em 1991.

Comédia de erros
Todos os passos do ataque frustrado a Golda Meir

1. 1º de março de 1973

Além de passar por Nova York, a premiê fez um verdadeiro tour pelos Estados Unidos. Esteve em Miami, em Boston e em Washington, onde se encontrou com o presidente Richard Nixon (1913-1994). A conversa, amigável, foi seguida de um jantar em homenagem a Golda.

2. 4 de março

Al-Jawary estaciona um carro alugado perto do terminal da El-Al Airlines, no aeroporto JFK. Dentro do veículo está uma bomba caseira programada para explodir quando Golda Meir chegasse. Mas o artefato falha. Nesse mesmo dia, Golda vai a um jantar na casa do embaixador de Israel.

3. 5 de março

Outros dois carros-bomba haviam sido colocados diante dos bancos First Israel Bank and Trust, na rua 47, e Israel Discount Bank, na rua 43. Ambos falharam, e no dia seguinte foram rebocados até o píer 56, à beira do rio Hudson. Enquanto isso, o outro veículo continuava no aeroporto.

4. 6 de março

A Agência Nacional de Segurança intercepta mensagens de diplomatas iraquianos para Bagdá. Às 19h15, a polícia de Nova York e o FBI começam a procurar as bombas. Na mesma noite, Golda discursa em um jantar: "Paz acima de tudo, mas não paz a qualquer preço".

5. 7 de março, manhã

A empresa de locação responsável pelos veículos encontra os dois que haviam sido rebocados e imediatamente informa a polícia. No mesmo dia, o terceiro carro é localizado no aeroporto JFK, onde ficou parado durante três dias, sem chamar atenção.

6. 7 de março, noite

O esquadrão antibombas da polícia local desativa os artefatos, bombas caseiras feitas com gasolina e plástico explosivo. Por segurança, um deles é detonado. Se realizada como previsto, cada explosão teria atingido centenas de pessoas.

O homem das bombas
Al-Jawary derrubou avião

Ele diz que se chama Khaled Mohammed El-Jassem. Mas o FBI tem dúvidas em relação à identidade de Khalid Al-Jawary. Certo mesmo é que o homem de 63 anos é de origem palestina e participou de diversos atentados promovidos pelo Setembro Negro. Entre suas ações estariam o atentado contra Golda Meir e o ataque que derrubou um avião da TWA, em 1974, matando 88 pessoas que iam de Tel Aviv para Atenas. Condenado a 30 anos de cadeia em 1993, em fevereiro deste ano foi libertado no Colorado, nos Estados Unidos, e levado ao Sudão.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Novembro de 2009, 12:33
VOCÊ SABIA?

Mitologia Grega: nem Zeus se salva

As histórias parecem filme de terror. E os deuses do Olimpo estão mais para capeta que para santo

Os gregos bem que poderiam ter sido roteiristas de filmes de terror. As histórias que cercam cada divindade, cada ser mitológico, são impressionantes.
Como quase todos os povos, eles atribuíam os fenômenos inexplicáveis à ação dos deuses. Ou eram obra de heróis do passado.

A criação do mundo, é claro, foi obra desses seres superiores. Segundo historiadores, os antigos gregos não chegaram a um acordo sobre como foi a criação do mundo e quem era o deus responsável no momento.

Na mitologia grega, deuses e deusas formavam uma imensa e confusa família. Por um lado, comportavam-se como seres humanos comuns: amavam, odiavam, comiam, bebiam, tinham filhos, eram cruéis e vingativos. Eram também imortais, poderosos e muito sensíveis. Qualquer pisada na bola, por menor que fosse, desencadeava um castigo descomunal, mesmo entre eles lá em cima. E aí entrava a criatividade alucinada dos gregos.

Para evitar essa situação desagradável, os adivinhos tentavam “ler” o desejo dos deuses no vôo das aves, nas entranhas de animais sacrificados e nos sonhos.
Havia também os oráculos, locais sagrados onde um deus respondia às perguntas dos fiéis através de um intermediário (o sacerdote) em estado de êxtase. (http://www.esoterikha.com/curso-magia-runas/img/oraculo-de-apolo.jpg)(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:3nBGX-noNqdGYM:http://www.coluna-da-sal.com/imagens/setembro_00/236_apolo.jpg)O oráculo mais famoso era o de Apolo, na cidade de Delfos.

Doze deuses – da terceira geração de deuses desde a criação do mundo – acabaram caindo mais no gosto da população. Eram os primeiros com aspecto humano. Viviam no monte Olimpo, no norte da Grécia. Mais tarde, o Olimpo tornou-se um lugar abstrato, acima das nuvens.

Os doze bambambãs eram:
Zeus, senhor do raio e pai dos deuses e dos homens;
Hera, protetora do casamento;
 Deméter, deusa da agricultura;
Poseidon, senhor dos mares;
Afrodite, deusa do amor sensual, esposa de Hefesto e amante de pelo menos outros quatro; Atena, deusa da sabedoria;
 Aries ou Marte, deus da guerra;
 Apolo, deus da adivinhação, da música e da medicina, além de ser o galã da família; Ártemis, deusa da caça e protetora da vida selvagem – seu templo é uma das Sete Maravilhas da Antiguidade;
Hefesto, deus do fogo e dos metais;
 Hermes, protetor dos ladrões, condutor da alma dos mortos e mensageiro dos deuses; Dionísio, deus do vinho e da embriaguez.

Hades, irmão de Zeus, era menos popular porque tinha uma atribuição ingrata: ele era o soberano do mundo subterrâneo, ou seja, dos mortos(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:LaZHo0r-xHfljM:http://www.jepsculpture.com/art/hades.jpg)Hades
(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:P3OrO5yV-X7woM:http://leonjackson.files.wordpress.com/2009/06/zeus-greek-mythology-687267_1024_768.jpg)ZEUS
(http://1.bp.blogspot.com/_ctdP2dcWpOM/R9GD3YSoOfI/AAAAAAAAACM/XuRzQ0I_xaw/S570/180px-Dionysos_Louvre_Ma87.jpg)DIONÍSIO

(http://www.mvandersommen.com/artemis.jpg)ARTEMIS
(http://linebe.sites.uol.com.br/hermes01.jpg)Hermes



(http://3.bp.blogspot.com/_ivIst0Pmvek/SMPugkmXF9I/AAAAAAAAABM/3r2f-S4AhKM/s400/AFRODITE%27S_BELT_textured.jpg)AFRODITE...

Quando um deus transava com um mortal, nascia um herói (ou semideus). Esse ser era capaz de feitos mirabolantes, mas morria como qualquer um de nós. O mais famoso até hoje é Héracles (que os romanos chamaram de Hércules).
(http://mob150.photobucket.com/albums/s111/diago_frontier/MomsPictures/Centaurus_by_mindofka.jpg?t=1241887242)Centaurus
Como se não bastasse essa gentarada toda, eles ainda criaram animais mitológicos, como a esfinge (que tinha corpo de leão, cabeça de mulher e devorava quem não decifrasse seus enigmas); os centauros (metade homem, metade cavalo); cães de três cabeças; serpentes gigantes e sereias (que tinham corpo de ave, e não de peixe, e busto de mulher). Também havia os doze Titãs e seus irmãos monstruosos, como os três hecatônquiros (de cem mãos e 50 cabeças) e os três ciclopes (gigantes com um olho só no meio da testa).

Festivais religiosos eram celebrados regularmente. Na cidade de Olímpia, de quatro em quatro anos eram realizadas as Olimpíadas em honra a Zeus. Além de cerimônias religiosas, havia concursos de poesia, competições atléticas e corridas de carros.

ZEUS DO CÉU

Para ser o chefe do Olimpo, Zeus destronou o próprio pai, Cronos.
Cronos sabia que um filho iria destroná-lo, por isso tinha o péssimo hábito de devorar os pimpolhos assim que eles nasciam. Mais tarde Cronos tomou uma poção que não caiu bem e vomitou toda a filharada.

Zeus seguiu o mau exemplo do pai e, quando a esposa Métis estava grávida, engoliu a mulher para que ela não tivesse um filho mais poderoso que ele. Mas, durante uma batalha contra Hefesto, Zeus tomou uma machadada na cabeça, e do buraco saiu a filha que ele tinha engolido com mãe e tudo. Era Atena, já adulta, armada e perigosa.

Quando não estavam se matando, conpirando ou traindo, os deuses faziam altas baladas nos palácios do Olimpo. Lá eles comiam, bebiam, ouviam música e dançavam.

Atena
(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:h5fxAuS-pWc2TM:http://www.baixaki.com.br/imagens/wpapers/BXK8813_deusa_atenas_no_museu_ashmolean_em_oxford800.jpg)

Nasceu de um buraco feito a machadada na cabeça do pai, Zeus

Aries
(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:24sqHrgDdsY-UM:http://blog.clickgratis.com.br/uploads/n/nathespam/99481.jpg)

Deus da guerra. Sua diversão era ver sangue

Afrodite(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:D-X34R68EQv2sM:http://www.sedentario.org/wp-content/uploads/2008/04/botticelli-birth-venus.jpg)AFRODITE ou Vênus

Deusa da paixão sensual. Gerada pelos órgãos castrados do pai

Ártemis(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:L46u37S7CoM-aM:http://cc.oulu.fi/~yseppa/pics/image_artem_b.jpgArtêmis)

Matou o amado e transformou um caçador em veado

Cronos
(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:OCfBvGIWAh-YkM:http://www.cursosdemagia.com.br/cronos_saturno.jpg)

Castrou o pai, casou com a irmã e devorou os filhos

Apolo(http://2.bp.blogspot.com/_7ojrv9rxr6M/Svn0FQKhTwI/AAAAAAAAABI/K2wMxUWt6W0/s400/apolo+bel.jpg)

Deus da música, da profecia e da infestação de ratos

Dionísio(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:jBDgSLEYPhniWM:http://www.osubversivozine.com/wp-content/uploads/2008/12/ariadne-e-dionisio667px-tizian_048.jpg)DIONÍSIO

Deus do vinho. Passou parte da gestação na coxa do pai

Hermes(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:JwLLsfXwkmKKIM:http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mitologia/imagens/hermes2.jpg)

Ainda era bebê quando roubou o gado do irmão Apolo(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:HJ6-wuTKJ41gGM:http://www.medlac.net/Minhas%2520Imagens/Imagens%2520Mitologia/7%2520Mit%2520Apo%25201.jpg)APOLO

Hades
(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:J8sKDMjK_h4aEM:http://www.utexas.edu/courses/larrymyth/images/Q-Zeus-Hera-Painting.jpg)
Soberano dos mortos. Ninguém ousava dizer seu nome

Hera
(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:aLxqRbE94WRToM:http://library.thinkquest.org/06aug/01436/hera.jpg)

Uma deusa venenosa: invejosa, ciumenta e agressiva

Héracles
(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:gmK0wsEu-7wNMM:https://oncourse.iu.edu/access/content/user/leach/www/c414/net_id/rome/caracalla/heracles.jpg)

Hércules, para os romanos. Aos 8 meses, matou duas cobras(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:WZqnAAYYuCxBrM:http://www.mariafillo.org/imagens/hercules_nos_jardins_das_Hesperides.jpg)Hércules

Zeus(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:J8sKDMjK_h4aEM:http://images.fanpop.com/images/image_uploads/Zeus-and-Hera-greek-mythology-687002_1000_845.jpg)ZEUS E ERA

O soberano do Olimpo escapou de ser comido pelo pai

Poseidon
(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:tDTi1dHr7mxoZM:http://bitsnbytesoflife.files.wordpress.com/2008/12/poseidon_sculpture_copenhagen_20051.jpg)

Deus do mar. Um dos filhos que Cronos comeu

Eros
(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ozU-YrYwu2uRDM:http://1.bp.blogspot.com/_FjZPkN0OS5c/So_0f8B8yoI/AAAAAAAABN4/Fy3-8VGBNFM/s400/Eros%252BPsique.jpg)

Deus do amor. A mãe reclamava que o menino não crescia

 
Para saber mais

Introdução aos Deuses Antigos, Ribeiro Jr., Portal Graecia Antiqua, São Carlos

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 04 de Dezembro de 2009, 12:25
Você sabia?



A força negra na política

Afro-descendentes que ocuparam cargos de destaque no mundo


Na noite de 4 de novembro de 2008, ao ser eleito, Barack Hussein Obama, 47 anos, começou a escrever uma nova página nos livros de História.
Livros que ganham mais um capítulo este mês, quando o primeiro presidente negro dos Estados Unidos toma posse. Antes de ele chegar lá, outros homens e mulheres africanos e afro-descendentes lutaram por espaço  em suas comunidades.
Conheça alguns que alcançaram postos antes exclusivos dos brancos.

DE FARAÓS A BANQUEIROS
Em 2700 anos, os destaques de três continentes

REI PIYE - 752 A.C.
(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:jcOj8G5J5hOnaM:http://www.sistema.templodeapolo.net/imagens/artigos/untitled.bmp)
Diante de um Egito decadente, o imperador da Núbia (atual Sudão) decide colocar ordem no país vizinho. Piye ocupa a capital, Tebas, e inicia um governo de 35 anos, que dá origem à chamada dinastia dos faraós negros. Ao morrer, o imperador é enterrado em uma pirâmide, junto com quatro de seus cavalos favoritos

HENRIQUE DO HAITI - 1807

(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:5ENPowIu57JPfM:http://4.bp.blogspot.com/_FK5QjE4gwZc/SaaxChrNUhI/AAAAAAAAAyc/7moKJcDNdu4/s400/haiti3.jpg)

Nascido escravo em Granada, participa da luta do Haiti contra as tropas francesas, em 1791, e assume a presidência do país, em 1807. Em 1811, proclama a si mesmo imperador. Durante seus nove anos de reinado, Henrique cria uma nobreza haitiana, com 47 títulos.

SHAKA ZULU - 1818

(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/73/KingShaka.jpg/180px-KingShaka.jpg)

Ao assumir a chefia sobre a tribo zulu, transforma a etnia em um império. Para isso, conquista diversas tribos, em uma campanha que inspira comparações com Alexandre, o Grande. No momento em que é assassinado, Shaka (1778-1828) governa cerca de 250 mil pessoas.

HARRIET TUBMAN - 1861

(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:eO4V55FAeUyEBM:http://www.voltairine.org/Harriet%2520Tubman.jpg)

A ex-cativa (1820-1913) é a primeira mulher a liderar tropas americanas. Durante a Guerra Civil, ela comanda uma ação militar de resgate, que consegue libertar 750 escravos das mãos da Confederação. A operação lhe rende o apelido de "Moisés dos negros".

JOHN RICHARD ARCHER - 1913

(http://www.untoldlondon.org.uk/diversity/content/images/wandsworth_archer_toppic.jpg)

O ativista (1863-1932) é o primeiro prefeito negro eleito na Inglaterra. Após seu mandato na cidade de Battersea, marcado por acusações racistas divulgadas pelo partido de oposição, passaria a vida militando contra o preconceito.

KWAME NKRUMAH - 1960

(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/19/1989_CPA_6101.jpg/200px-1989_CPA_6101.jpg)

O líder político (1909-1972) é um dos maiores responsáveis pela independência de Gana, alcançada em 1957. Depois, torna-se premiê e presidente do país. Em 2000, é eleito pelos ouvintes da rádio BBC o homem africano do milênio.

KOFFI ANNAN - 1997

(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:WH2HeGVsMVuKMM:http://www.tehrantimes.com/News/10602/01_KOFI.jpg)

Nascido em Gana, termina os estudos nos Estados Unidos. Começa a trabalhar na Organização das Nações Unidas em 1962. Em 1997, entra para a História como o primeiro secretário-geral negro da entidade, cargo que deixa em 2007.

STANLEY O’NEAL - 2002

(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:CKzLgxboYXW1oM:http://cache3.asset-cache.net/xc/2553188.jpg%3Fv%3D1%26c%3DIWSAsset%26k%3D2%26d%3D17A4AD9FDB9CF1934A2752006EF5F0ED9A4CC34FF817DCF8B01E70F2B3269972)

Nunca antes um afro-americano tinha dirigido um grande banco de Wall Street. O’Neal assume o Merril Lynch e só se afasta em 2007, após a empresa perder mais de 8 bilhões de
dólares em créditos.

BARACK OBAMA - 2008

(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:z0g1rsmh4cvTjM:http://www.sohh.com/img/obama-2008-10-14-300x300.jpg)

O democrata vence as prévias contra a senadora Hillary Clinton. Nas eleições de novembro, conquista o posto de 44º presidente do país. Nascido no Havaí, Obama é filho de um economista queniano.  Sua esposa, Michelle, é tataraneta de um escravo da Carolina do Sul.

DOCUMENTOS HISTÓRICOS
A eleição americana nas primeiras páginas

No dia 5 de novembro, os americanos fizeram filas nas bancas de revistas. Todos queriam os jornais com o resultado das eleições para presidente. Alguns periódicos reimprimiram 5 vezes a mesma edição. Sinal de que os leitores perceberam que, naquele dia, os jornais tinham História pura impressa nas primeiras páginas.

VOCÊ SABIA?
por Caio do Valle

OBAMA É O SEGUNDO
Americano negro já foi presidente

Em 1847, Joseph Jenkins Roberts (1809-1876) tornou-se o primeiro norte-americano afro-descendente a assumir a presidência de um país. A diferença entre ele e Barack Obama é que Roberts governou uma nação estrangeira, a Libéria. Nascido em Norfolk, na Virgínia, ele era filho de uma ex-escrava libertada. Em 1829, a família se mudou para a Libéria, pequena colônia sustentada por políticos e religiosos brancos que bancavam a transferência de negros interessados em deixar os Estados Unidos.

(http://image1.findagrave.com/photos250/photos/2009/220/40466408_124985318198.jpg)

 Com apenas 24 anos, Roberts já era xerife. Aos 32, ele se tornou o primeiro gestor não-branco do local. Em 1846, convocou um referendo para aprovar a independência da Libéria. Em outubro de 1847, foi eleito o primeiro governante do novo país.
Sua gestão foi marcada pelo reconhecimento junto à comunidade internacional - em 1848, ele causou impacto na Inglaterra ao visitar a rainha Vitória.
Mas, apesar do sucesso no exterior, no plano interno o presidente não conseguiu aproximar os colonizadores estrangeiros das etnias nativas. "Roberts foi um administrador hábil, mas não criou um ideal de nacionalidade para a região", afirma o historiador norte-americano Eric Burin.


Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 04 de Dezembro de 2009, 20:07
Você sabia?

Curiosidades


CONFISSÃO DE KENNEDY

(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:miEUkHP0Ajv-fM:http://www.pgokennedy.seed.pr.gov.br/redeescola/escolas/25/2010/149/arquivos/Image/kennedy(1).jpg)

Três meses antes de ser assassinado, o presidente americano John F. Kennedy (1917-1963) organizou, em sua residência particular em Washington, um jantar com a presença de jornalistas. Dois deles gravaram uma entrevista, que só agora vem a público. No áudio, Kennedy, que preparava a campanha de reeleição, diz que não sabe o que faria da vida se fosse derrotado. E confessa: "Não sou um político nato. Em um avião, prefiro ler um livro a conversar com o cara ao lado".

JESUS, O MÁGICO?

(http://www.google.com.br/images?q=tbn:NSC_jT2C4stU5M::i266.photobucket.com/albums/ii270/profileglitter/cristo/cristo024.jpg&h=78&w=96&usg=__EkbGhANaUYn3A4IzH2knPoHwfSo=)

Objeto encontrado no fundo do mar cita Jesus

Uma tigela de cerâmica do século 1 pode conter uma das mais antigas referências a Jesus Cristo de que se tem notícia. O objeto, encontrado no mar Mediterrâneo, em Alexandria, tem um texto gravado em grego. Convertido para o alfabeto latino, ele ficaria assim:
 "dia chrstou o goistais". O responsável pela descoberta, o arqueólogo francês Franck Goddio, traduz a expressão para:
 "por Cristo, o mágico". Para Goddio, a tigela sugere que Jesus era praticante de magia. Afinal, de acordo com a Bíblia, Cristo caminhava sobre as águas, transformava água em vinho, multiplicava pão e curava cegos

CARRUAGENS DE BRONZE

A construção de uma rodovia na fronteira entre a Grécia e a Turquia provocou uma descoberta curiosa: uma cova contendo os esqueletos de 16 cavalos e de dois homens, além de duas carruagens romanas. Os arqueólogos que estudam o local acreditam que os artefatos foram enterrados ali no século 4. Metade dos cavalos estava agrupada em duplas, mas o que mais chamou a atenção dos pesquisadores foram as carruagens. Elas preservam frisos de bronze, com inscrições que fazem referência aos 12 trabalhos de Hércules, o herói grego.

COMER SEM MASTIGAR

(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:Yih_lZ88r9QsVM:http://www.saulodetarso.com/fotoup/estudo/grande/estudo.443.jpg)

Esse era o segredo dos maiores dinossauros

Eles pesavam até 88 toneladas e tinham 7 metros de altura. Eram os dinossauros saurópodes, os maiores animais terrestres que já habitaram a Terra. Como eles mantiam um corpo desse tamanho, sendo herbívoros? O paleontólogo alemão Martin Sander propõe uma resposta na revista Science. Para ele, os saurópodes não mastigavam a comida, e por isso podiam comer grandes quantidades. Em compensação, precisavam de estômagos gigantescos para digerir arbustos inteiros.

COLEÇÃO ESQUISITA

(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:XP8Hi-lBZ8vU_M:http://www.ascoisas.com/uploaded_images/Cartel-Aliado-contra-el-Nazismo-771740.jpg)

Objetos nazistas são vendidos na Inglaterra

Algumas casas de leilão inglesas estão apostando em um filão estranho: a venda de objetos ligados à Alemanha nazista, que antes eram negociados apenas no mercado paralelo. Em outubro, uma empresa da cidade de Northamptonshire vendeu 30 espadas do século 18 que pertenceram a membros do partido de Adolf Hitler (1889-1945). Mas o item mais disputado foi um "anel da morte", que é enfeitado com uma caveira. A jóia era um presente com que o líder das SS, Heinrich Himmler (1900-1945), premiava seus homens.

DOENÇA MILENAR
(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:C872fCGhERjMCM:http://www.fisfar.ufc.br/petmedicina/images/stories/malaria.jpg)

Por volta do ano 400 a.C., o médico grego Hipócrates fez a primeira descrição clínica conhecida dos sintomas da malária. Pois uma pesquisa com 91 amostras de ossos de egípcios de 3500 a.C. provou que a doença é bem mais antiga. A equipe do patologista alemão Andreas Nerlich identificou traços do DNA do parasita Plasmodium falciparum, um dos causadores da enfermidade. "Com certeza a malária era endêmica no antigo Egito", afirma o pesquisador

MÚSICA NOVA DE 250 ANOS

(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:H5jUEUhOJNGmFM:http://www.iep.uminho.pt/aac/sm/a2005/Mozart/images/Mozart.bmp)

Encontrada uma partitura inédita de Mozart

Os funcionários de uma biblioteca de Nantes, na França, faziam uma pesquisa em seus arquivos quando depararam com uma folha de 16 centímetros de altura e 29 de comprimento. Intrigados, levaram-na para o especialista Ulrich Leisinger. Depois de alguns meses de estudos, ele conirmou sua suspeita inicial: o documento é uma partitura inédita de Wolfgang Amadeus Mozart (1756��1791), composta pelo austríaco por volta do ano 1787. Existem ali duas peças inéditas: uma obra religiosa em Ré menor e uma pequena sonata

A URSS, SEGUNDO EINSTEIN

(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:RgRRLzOyJnsD4M:http://msnbcmedia3.msn.com/j/msnbc/Components/Photos/z_Projects_in_progress/050418_Einstein/050405_einstein_tongue.widec.jpg)

Em maio, uma carta escrita por Albert Einstein (1879-1955) provocou polêmica. No texto, de 1954, ele argumentava que as religiões não passavam de "superstições infantis".

Recentemente surgiu uma nova leva de correspondências raras, desta vez com suas opiniões sobre política. Em uma delas, de 1948, ele afirma para o psicanalista Walter Marseille: "É melhor deixar a Rússia perceber que nada vai ser conquistado por meio da agressão, e que há vantagens em aderir [a um governo mundial]. Então a atitude do regime russo mudará e eles tomarão parte sem coação".


Fontes: Revistas: "Aventuras na História" e SuperInteressante", Núcleo Ciência e Vida

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Dezembro de 2009, 16:27
VOCÊ SABIA??

 A ORIGEM DO SÍMBOLO @


(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:qJo8CMF40qOGSM:http://users1.jabry.com/cafeadro/crbst_arroba.gif)


                                                                               
                        Na idade média os livros eram escritos pelos copistas a
                 mão.   Precursores da taquigrafia, os copistas simplificavam o
                 trabalho  substituindo  letras,  palavras e nomes próprios por
                 símbolos,  sinais  e  abreviaturas.  Não  era  por economia de
                 esforço,  nem para o trabalho ser mais rápido. O motivo era de
                 ordem  econômica: tinta e papel eram valiosíssimos. Então, foi
                 assim  que surgiu o til (~), para substituir uma letra (o m ou
                 o  n)  que  nasalizava  a vogal anterior. Um til é um enezinho
                 sobre a letra.     

                 (http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:xdJ5lvaDOztw_M:http://static-p4.fotolia.com/jpg/00/00/70/13/400_F_701303_fyD64fPwgvWvlZfmsUD6dsYnPekix3.jpg)                                           
                                                                               
                                                                               
                        O  nome espanhol Francisco, que era grafado Phrancisco,
                 ficou  com a abreviatura Phco. e Pco. Daí, foi fácil Francisco
                 ganhar em espanhol o apelido Paco.                             
                                                                               
                                                                               
                        Por   sua  vez,  os  santos,  ao  serem  citados  pelos
                 copistas,  eram identificados por algum feito significativo em
                 suas  vidas.  Assim,  o  nome  de São José aparecia seguido de
                 Jesus  Christi  Pater  Putativus,  ou  seja,  o  pai  putativo
                 (suposto)  de  Jesus Cristo. Mais tarde os copistas passaram a
                 adotar  a  abreviatura  JHS PP e depois apenas PP. A pronúncia
                 dessas letras em seqüência explica porque José em espanhol tem
                 o apelido de Pepe.                                             
                                                                               
                                                                               
                        Já  para  substituir a palavra latina et (que se traduz
                 por  e), os copistas criaram o símbolo &, que é o resultado do
                 entrelaçamento  dessas  duas letras. Este sinal é popularmente
                 conhecido  como  e  comercial  e,  em  inglês,  tem  o nome de
                 ampersand,  que  vem  do and (e, em inglês) + per se (do latim
                 porsi) + and.                                                 
                                                                               
                                                                               
                        Com  o  mesmo recurso do entrelaçamento de suas letras,
                 os  copistas  criaram o símbolo @ para substituir a preposição
                 latina ad, que, entre outros, tinha o sentido de casa de.     
                                                                               
                                                                               
                        Veio  a imprensa, foram-se os copistas, mas os símbolos
                 @  e & continuaram a ser usados nos livros de contabilidade. O
                 @ aparecia entre o número de unidades da mercadoria e o preço.
                 Por exemplo: o registro contábil 10@£3 significava 10 unidades
                 ao  preço  de 3 libras cada uma. Naquela época, o símbolo @ já
                 ficou conhecido, em inglês, como at (a ou em).                 
                                                                               
                                                                               
                        No  século  XIX,  nos  portos da Catalunha (nordeste da
                 Espanha),  o comércio e a indústria procuravam imitar práticas
                 comerciais e contábeis dos ingleses.                           
                                                                               
                                                                               
                        Como   os  espanhóis  desconheciam  o  sentido  que  os
                 ingleses atribuíam ao símbolo @ (a ou em), acharam, por engano
                 , que o símbolo seria uma unidade de peso.                     
                                                                               
                                                                               
                        Para esse entendimento,contribuíram duas
                 coincidências:                                                 
                                                                               
                                                                               
                 1-      a unidade de peso comum para os espanhóis na época era
                 a arroba, cujo a  inicial lembra a forma do símbolo;           
                                                                               
                                                                               
                 2-     os carregamentos desembarcados vinham freqüentemente em
                 fardos  de uma arroba. Dessa forma, os espanhóis interpretavam
                 aquele  mesmo  registro de 10@£3 assim: dez arrobas custando 3
                 libras cada uma.                                               
                                                                               
                                                                               
                        Então,o símbolo @ passou a ser usado pelos espanhóis
                 para significar arroba.                                       
                                                                               
                                                                               
                        Arroba veio do árabe ar-ruba, que significa a quarta
                 parte;  a arroba ( 15 kg em números redondos) correspondia a ¼
                 de  outra  medida de origem árabe (quintar), o quintal ( 58,75
                 kg ).                                                         
                                                                               
                                                                               
                        As  máquinas  de  escrever,  na  sua  forma definitiva,
                 começaram  a  ser  comercializadas em 1874, nos Estados Unidos
                 (Mark  Twain  foi o primeiro autor a apresentar seus originais
                 datilografados).  O  teclado tinha o símbolo @, que sobreviveu
                 nos teclados dos computadores.                                 
                                                                               
                                                                               
                        Em  1972, ao desenvolver o primeiro programa de correio
                 eletrônico  (e-mail,  em  inglês),  Roy Tomlinson aproveitou o
                 símbolo  @ (at, em inglês), disponível no teclado, e aplicou-o
                 entre o nome do usuário e o nome do provedor.                 
                                                                               
                                                                               
                        Assim,  Fulano@ProvedorX  ficou significando: Fulano no
                 provedor (ou na casa) X.                                       
                                                                               
                                                                               
                        Em  diversos  idiomas,  o símbolo @ ficou com o nome de
                 alguma  coisa  parecida com sua forma. Em italiano, chiocciola
                 (caracol); em sueco, snabel  (tromba de elefante); em holandês
                 ,  apestaart   (rabo de macaco). Em outros idiomas, tem o nome
                 de um doce em forma circular: shtrudel, em Israel; strudel, na
                 Áustria; pretzel, em vários países europeus.                   
                                              ٭٭٭                             

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: MAROCHA em 06 de Dezembro de 2009, 17:16
 Helena, muito obrigado ! Você Sabia?? Um show de cultura geral !!!!

  Hoje, andei lendo Mitologia Grega que acho um assunto extremamente fascinante em

  todos aspectos !  MARAVILHA, amiga, Tenho comentado tua contribuição nesse fórum,

   de um valor extraordinário! Portanto muito obrigado de novo, e um grande abraço

    muito carinhoso !

                                   Marocha

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Dezembro de 2009, 17:44
Eu que agradeço, amigo, tanta gentileza! ;D
Um abração,
Helena
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VOCÊ SABIA??



Janeiro na história - 2009

por Maria Carolina Cristianini

1º/01/1502: Cidade maravilhosa à vista
No Rio de Janeiro,  Brasil

(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:P6XhAXgkuMMfQM:http://www.rio.fot.br/rio_antigo_em_cores/slides/slide0002_image015.jpg)

Durante a primeira viagem de reconhecimento das terras descobertas dois anos antes por Pedro Álvares Cabral, uma expedição portuguesa, comandada por Gaspar de Lemos, chega à costa da América do Sul e avista a entrada da baía de Guanabara. O local foi confundido com a foz de um imenso rio. O equívoco, somado ao mês da descoberta, deu à região o nome de Rio de Janeiro.

site: http://www.governo.rj.gov.br/historia01.asp (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nb3Zlcm5vLnJqLmdvdi5ici9oaXN0b3JpYTAxLmFzcA==) - A página do governo do Estado dá mais detalhes sobre a história da região.

6º/01/1449: Um império perto do fim
Em Mistra, no Peloponeso

(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:Vnm_OawkZ6EjxM:http://www.ecclesia.com.br/images/historia_da_igreja/cruzada_med.jpg)(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:b7fl0oY95BjpQM:http://wpcontent.answers.com/wikipedia/commons/thumb/b/be/ConstantinoXI.jpg/210px-ConstantinoXI.jpg)

É coroado o último rei dos bizantinos, Constantino XI (1404-1453). Durante sua gestão, a cidade de Constantinopla seria tomada pelas tropas turco-otomanas, em 1453, e se tornaria a capital do Império Otomano. O imperador provavelmente morreu lutando na tentativa fracassada de resistir à invasão.

site: http://www.fordham.edu/halsall/byzantium/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5mb3JkaGFtLmVkdS9oYWxzYWxsL2J5emFudGl1bS8=) - Abriga uma coleção de estudos sobre os bizantinos

8/01/1815: Problema de comunicação
Nos Estados Unidos

(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:UL6WQIY-IE5hjM:http://www.oqueeufiznasferias.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/800px-all_saints_day_in_new_orleans_-_decorating_the_tombs.jpg)(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:gUmtbWgAefM81M:http://bymyart.files.wordpress.com/2008/07/andrew_jackson.jpeg)

Ignorando que um tratado de paz entre os países já tinha sido assinado em 24 de dezembro do ano anterior, tropas americanas e britânicas se enfrentam mais uma vez durante a Guerra de 1812. Nenhum dos exércitos sabia do acordo, porque o comunicado demorou a chegar aos Estados Unidos. No conflito desse dia, chamado de Batalha de Nova Orleans, o general Andrew Jackson (1767-1845) conseguiu defender a cidade de um ataque inglês.

site: http://www.archives.gov/research/military/war-of-1812.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hcmNoaXZlcy5nb3YvcmVzZWFyY2gvbWlsaXRhcnkvd2FyLW9mLTE4MTIuaHRtbA==) - Textos em inglês do Arquivo Nacional do governo americano sobre a Guerra de 1812.

11/01/1985: Rock in Rio I
No Rio de Janeiro, no Brasil

(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:id2yq1VPD5xgpM:http://www.campogranderockfestival.com.br/blog/admin/uploads/ex_canal_164_RockInRio1985.jpg)(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:u_8ytDwDb-zbpM:http://i36.tinypic.com/15hdem0.jpg)(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:KNMZGf59WM-WeM:http://www.geetarz.org/reviews/misc/scorpions-rock-in-rio-dvd-2.jpg)

Na Cidade do Rock, um local construído para abrigar grandes shows, começa a primeira edição do Rock in Rio, que duraria nove dias. O festival reuniu ídolos da música pop brasileira e internacional em apresentações para mais de 1 milhão de pessoas.

site: http://rockinrio-lisboa.sapo.pt/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3JvY2tpbnJpby1saXNib2Euc2Fwby5wdC8=) - A página da versão portuguesa do evento inclui o histórico do festival de 1985.

EU ME LEMBRO(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:P0Q5CitXcCZcPM:http://1.bp.blogspot.com/_istWPSsTcvo/SVZUpYfHXfI/AAAAAAAABSg/fByWxwGZ07w/s320/mascfemini)
"Foi incrível para os artistas brasileiros. Tivemos a chance de nos apresentar com grandes bandas internacionais, o que abriu portas. Também foi bacana a solidariedade entre os músicos, que chegaram a emprestar instrumentos para quem precisou." - Pepeu Gomes, músico

13/01/1825: Respeito dos carrascos
Em Recife, no Brasil

(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:HfTKK1Ex6HFvnM:http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/img/freicaneca.jpg)

O líder da Confederação do Equador, Joaquim Divino Rabelo Caneca, o Frei Caneca (1779-1825), é fuzilado. A rebelião acontecera no ano anterior, em represália ao fechamento da Assembléia Constituinte, no Rio de Janeiro. Frei Caneca deveria ser enforcado, mas nenhum carrasco aceitou a tarefa. A solução foi entregá-lo a um pelotão de fuzilamento.

livro: Frei Caneca e a Resistência Pernambucana, Francisco Teixeira, 1991. - Conta como o religioso se envolveu com os demais líderes da rebelião

15/01/1919: Duas mortes violentas
Em Berlim, na Alemanha

(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:Hn-kQwSOu4EEMM:http://www.uncp.edu/home/rwb/liebknecht_luxemburg.jpg)

Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo são mortos por tropas de direita. Em 1916, os dois haviam fundado a Liga Espartaquista, um grupo que pretendia instaurar o comunismo na Alemanha. Essa organização foi o início do Partido Comunista Alemão, fundado na passagem de 1918 para 1919.

ARQUIVO
"Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo tiveram um terrível e fantástico fim. Na noite passada, Liebknecht levou um tiro (...). Luxemburgo (...) foi primeiro espancada e então, na ponte, jogada do carro onde estava. (...). Durante a guerra civil, (...) eles tiveram tantas vidas em suas
consciências que o fim violento era lógico." - Diário do conde alemão Harry Kessler (1868-1937)

livro: Rosa Luxemburgo e a Espontaneidade Revolucionária, Daniel Guerin, Perspectiva, 1982. - Como base na vida da líder, discute como surgem os movimentos populares.

16/01/27 a.C.: Otávio era Augusto
Em Roma, na Itália

(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:eLDpNqi5uamBlM:http://2.bp.blogspot.com/_rhconwMdpcU/SMlHIWxVYwI/AAAAAAAADYQ/XsH_XyP1OfA/s400/1.jpg)

Primeiro imperador romano, Caio Otávio recebe do Senado o título de "Augusto", termo que significa ser filho ou ter sido escolhido pelos deuses. Esse fato marca o fim da República em Roma e inaugura o culto ao imperador no local. Ao morrer, 41 anos depois, Otávio receberia outra homenagem: a apoteose. Com ela, adquiria o direito de ter um lugar entre os deuses.

17/01/1991: O mundo contra Saddam
Em Bagdá, no Iraque

(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:A7BUl8uc7-VyXM:http://www.cbc.ca/news/background/iraq/gfx/titlephoto_saddam470a.jpg)

Cinco meses depois de Saddam Hussein (1937-2006), então presidente do Iraque, invadir o vizinho Kuwait e anunciar a anexação do país, os Estados Unidos e outras 32 nações aliadas interferem no conflito e iniciam a Guerra do Golfo com um ataque aéreo a Bagdá. O embate terminaria em 27 de fevereiro, com a rendição dos soldados iraquianos e a retirada das tropas que estavam no Kuwait. Morreram na guerra 293 americanos, contra 100 mil vítimas fatais entre soldados e civis iraquianos.

site: htttp://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline/gulf/ - O especial sobre o conflito contém vídeos e entrevistas com participantes. Em inglês.

21/01/1924: Do governo para o mausoléu
Em Gorki, na Rússia

(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:IYHCwSw6Rh-IZM:http://www.thepeoplescube.com/images/lenin_stalin_tickle.gif)

Vladimir Ilitch Ulianov, mais conhecido pelo apelido de Lênin, morre aos 53 anos nas proximidades da capital russa. A causa oficial foi arteriosclerose cerebral. Líder da Revolução Russa de 1917, ele criou uma corrente de pensamento, chamada de marxismo-leninismo, que influenciou partidos comunistas do mundo todo. Sua saúde sempre foi frágil e, nos dois últimos anos de vida, Lênin sofreu vários derrames que acabaram por tirar sua capacidade de falar e escrever. Seu corpo
foi embalsamado e exposto à visitação pública em um mausoléu na praça
Vermelha, em Moscou.

livro: Lênin — A Biografia Definitiva, Robert Service, Difel, 2006. - Relato detalhado da vida do líder soviético

23/01/1922: Esperança para os diabéticos
No Canadá

(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:DhrLX2FQvcoY3M:http://carinatafas.files.wordpress.com/2008/08/diabetes_insulina.jpg)

Um garoto de 14 anos chamado Leonard Thompson se torna a primeira pessoa a receber insulina como tratamento para diabetes. Até então, a única maneira conhecida de lidar com a doença era consumir pouca quantidade de carboidratos e açúcar, o que dava aos pacientes uma expectativa de vida de não mais que um ano. As pesquisas com insulina começaram em 1921, na Universidade de Toronto. Com o sucesso do tratamento em Thompson, o método se tornou disponível para outros pacientes.

site: http://inventors.about.com/library/inventors/bldiabetes.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2ludmVudG9ycy5hYm91dC5jb20vbGlicmFyeS9pbnZlbnRvcnMvYmxkaWFiZXRlcy5odG0=) - Resumo das pesquisas que levaram ao uso da insulina.

26/01/1699: Ascensão da Áustria
Em Karlowitz, atual Sremski, na Sérvia

Um tratado de paz é assinado entre o Império Otomano e uma liga formada por Áustria, Polônia, Veneza e Rússia. O acordo põe fim às hostilidades entre os dois grupos e determina que os turcos transfiram para os austríacos a região da Transilvânia e boa parte da Hungria, o que provocou uma queda na influência turca na Europa. Por sua vez, a Áustria tornou-se uma potência.

livro: What Went Wrong?, Bernard Lewis, Oxford University, 2001. - Contexualiza o acordo e explica seu impacto para o mundo islâmico.

27/01/1967: Tragédia na Nasa
Na Flórida, nos Estados Unidos

(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:vyRbK3Dl1fpAEM:http://1957sputnik2007.googlepages.com/Apollo_1_AstronautsGPN-2000-000618.jpg/Apollo_1_AstronautsGPN-2000-000618-full.jpg)

Os astronautas americanos Virgil Grissom, Edward White e Roger ChaUee morrem durante um teste da cápsula Apollo I, na plataforma de lançamentos de Cabo Canaveral. O incêndio que matou os três seria menos grave se o interior da nave não estivesse cheio de materiais inflamáveis. O incidente atrasou os planos americanos de viajar até a Lua.

EU ME LEMBRO
"Tinha 8 anos. Como todo garoto do fim dos anos 60, queria ser astronauta. O que mais me impressionou foi o relato do diálogo dos astronautas com a torre de controle, lido para mim e para meus amigos pela avó de um deles." - Roberto Dias, professor de astronomia

site: http://history.nasa.gov/Apollo204/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2hpc3RvcnkubmFzYS5nb3YvQXBvbGxvMjA0Lw==) - Em inglês, conta a história dos acidentes e das investigações realizadas pela Nasa.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Dezembro de 2009, 14:52
Você sabia?

O império de Napoleão


(http://www.finalsports.com.br/03/blog_serginho/wp-content/uploads/2009/05/napoleao.jpg)


Durante 15 anos, o general francês tentou controlar todos os países vizinhos

por Reinaldo José Lopes e Tiago Cordeiro

Perguntaram certa vez ao duque de Wellington quem era o melhor general de sua época.
 A resposta?

"Nesta era, em eras passadas, em qualquer era, Napoleão". Vinda do britânico que coordenou a destruição definitiva do exército napoleônico na batalha de Waterloo, o elogio não poderia ser maior. De fato, poucos líderes militares venceram tantas batalhas quanto o oficial baixinho que nasceu na ilha italiana da Córsega e se transformou no imperador da França.

Os triunfos de Bonaparte foram provocados, em parte, pela Revolução Francesa de 1789.

 Ao contrário dos exércitos aristocráticos do passado, os soldados da nova França eram recrutados do povo às centenas de milhares.
Napoleão conseguiu transformar esses soldados em eficientes máquinas de guerra, realizando manobras rápidas e usando armas leves e letais.
O resultado foi uma onda de conquistas que só acabou com o fracasso da invasão da Rússia, no inverno de 1812.

A Europa sou eu

1. Primeiras vitórias

Anos: 1796-1797

Conquista: Com 28 anos, Bonaparte liderou as forças de invasão da Itália, dominada principalmente pelos austríacos. Conseguiu uma série impressionante de vitórias, que forçaram a Áustria a ceder suas terras nos Países Baixos. E o norte da Itália se dividiu em repúblicas pró-França.

2. Temporada no Egito

Anos: 1798-1801

Conquista: A fim de reagir à ameaça dos britânicos, Napoleão resolveu ocupar o Egito para reforçar seu poderio naval. Partiu para Alexandria, onde venceu as forças otomanas. Mas o bloqueio marítimo inglês no Mediterrâneo inviabilizou a ocupação, e os franceses abandonaram o país.

3. Itália dominada

Anos: 1800-1802

Conquista: Ao saber da situação política instável em Paris, o general foi do Egito à França e tomou o poder.
(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/fe/Lejeune_-_Bataille_de_Marengo.jpg/250px-Lejeune_-_Bataille_de_Marengo.jpg)Logo depois, voltou a atacar a Itália. No caminho, venceu a Áustria na Batalha de Marengo. Com isso, na prática, anexou os reinos do norte da península. Nos anos seguintes, ele controlaria toda a Itália.
4. A Alemanha se dobra

Ano: 1806

Conquista: Depois da derrota por mar para os ingleses em Trafalgar e da vitória em Austerlitz, Napoleão volta ao ataque por terra. Derrota duas coalizões de monarquias europeias e traz para seu lado uma série de territórios da atual Alemanha.

5. No topo do mundo

Anos: 1812

Conquistas: Dominadas a Itália e a Alemanha, tudo fica muito rápido. O imperador austríaco cede a mão de sua filha a Napoleão.
 Espanha e Portugal são conquistados em batalhas históricas, como a de La Coruña.(http://1.bp.blogspot.com/_HadttrG2umU/SoroFkE2PxI/AAAAAAAAD5A/KHdv93eJYPU/s320/DSCF0146.JPG) Partes da atual Polônia ficam sob controle francês e Dinamarca e Noruega viram estados vassalos.


Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Dezembro de 2009, 14:58
Continuação...
6. A queda
Anos: 1813-1815

Conquistas: O poder francês nunca mais seria o mesmo após a invasão desastrada da Rússia. Exilado em 1814, Napoleão ainda retomaria o poder antes da derrota final, em Waterloo, em 1815. Ao fim de sua carreira, o território francês era menor que o de 1789.

Nepotismo imperial
O imperador deu vários cargos para familiares

Você conquistou meia Europa e precisa garantir a segurança de seus territórios. O que faz? Dá cargos para parentes, é claro.  Nessa política, Napoleão daria inveja a muito político brasileiro. Bonapartes ocuparam vários tronos no começo do século 19.
 Para ficar entre os irmãos: Luís virou rei da Holanda; José reinou sobre Nápoles e a Espanha; Jerônimo ocupou o trono de Vestfália (hoje parte da Alemanha) e Elisa tornou-se Grã-Duquesa da Toscana (na Itália).

Multidão em armas
Batalhas napoleônicas envolviam milhares

Enquanto Napoleão dominou a Europa, as mortes ligadas a guerras dispararam. Calcula-se que o total de falecidos nos conflitos napoleônicos, entre civis e militares, fique entre 3,5 milhões e 6,5 milhões.
 Esses números têm relação direta com os exércitos gigantescos do francês. Só para invadir a Rússia, ele reuniu 650 mil homens - um terço dessa força lutou em Borodino. Na maior vitória e na maior derrota, respectivamente em Austerlitz e em Waterloo, eram cerca de 70 mil homens reunidos.

Batalha de Waterloo:

A batalha de Waterloo (1815). Comandante: o duque de Wellington (50.000 homens de infantaria e 12.500 homens de cavalaria). Opositor: Napoleão (49.000 homens na infantaria e 15.570 homens da cavalaria). Local: Bélgica.
 Wellington conseguiu destruir o exército napoleónico e acabar com 20 anos de carreira do maior génio militar da história.
http://www.batalhadewaterloo.com.br/batalha_home.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5iYXRhbGhhZGV3YXRlcmxvby5jb20uYnIvYmF0YWxoYV9ob21lLmh0bQ==)

(http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/WaterlooWillianSadler.jpg)



Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Dezembro de 2009, 20:26
VOCÊ SABIA??


Por que presenteamos no Natal?



(http://blog.cancaonova.com/paisecatequistas/files/2009/02/foto-presentes-2.jpg)


"Dar presentes de Natal é como uma missão de paz", analisa sociólogo Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:

Pouco se sabe sobre a origem, o significado e as implicações exatas do ato de presentear.

 O sociólogo detecta raízes na procriação e função anti-agressiva. Para um economista, orgia de compras de Natal é delírio consumista.
 

Cada cidade tem seus costumes de Natal. Mas Berlim acrescentou um tempero especial à festividade, ao inventar o comércio natalino. Essas palavras, escritas pelo conceituado publicista Sebastian Haffner em 1933, poderiam datar de hoje.

Pois, nesse aspecto, a capital alemã nada mudou: no final de dezembro, seus cidadãos lotam as lojas de departamentos, os novos palácios do prazer, como se o mundo fosse se acabar. Eles zombam da crise e gastam fortunas em presentes.

Mas, afinal, qual é o motivo de tal comportamento?

Orgia de compras

Em meio à maior loja de departamentos de Berlim, a Kaufhaus des Westens (KaDeWe), o sociólogo Friedrich Rost observa com um sorriso condescendente a orgia em massa da compra de presentes. Mas trata-se de um elemento social indispensável, explica o professor da Universidade Livre, que há 20 anos estuda o fenômeno do presentear e ser presenteado.

"Pois [presentear] é a expressão de um valor que, no fundo, não há como se comprar numa loja – quando a coisa dá certo. Existem, é claro, também presentes malsucedidos, e aí a decepção pode ser grande. Mas, em si, trata-se de sinais visíveis de um relacionamento. E para os sociólogos tais redes de relações – quem presenteia a quem com o quê – são muito interessantes."

Olhando-se por trás da fachada do ato, logo se nota que quem presenteia também fica extremamente feliz.
Rost defende a tese de que dar algo voluntariamente inibe agressões e alivia conflitos acirrados.
Aos olhos do sociólogo de Berlim, presentear é um puro ato social, capaz de estabelecer uma confiança que o dinheiro não compra.
 "Pois o outro é, por assim dizer, incluído. Não se trata de uma ação egoísta, voltada apenas para a própria vantagem: ela conta com o outro", esclarece.

Tema pouco estudado

É isto que devemos ter em mente ao dar presentes: somos como tropas de paz sob a árvore natalina.
E essa é uma oportunidade única de pôr de lado velhos conflitos e mal-entendidos.

Presentear é uma espécie de missão de capacetes azuis e não deveríamos apenas providenciar algo para encher a meia de Natal dos amigos, mas – precisamente – para os inimigos e adversários.

"São gestos de gentileza, a fim de gerar uma boa atmosfera para o diálogo. Exatamente como quando se é convidado para a casa de alguém não muito conhecido e se leva um ramo de flores, ou outra coisa, para gerar uma possível simpatia."

Por tratar-se de um tema a que a ciência tem dedicado pouca atenção, até hoje pouco se sabe sobre a origem, o significado e as implicações exatas do ato de dar presentes. Pois nele está oculta uma quantidade enorme de códigos e gestos, consensos culturais e mal entendidos de nossa vida cotidiana, explica Friedrich Rost.

"Uma das origens é, seguramente, a hospitalidade, a outra é o cuidado da cria, em especial o processo de escolha e conquista do parceiro.
 Há também raízes nas oferendas religiosas. Desse modo, deve-se partir do princípio de que é uma atividade muito complexa, que muito cedo se disseminou antropologicamente. E que, acima de tudo, se associou à experiência de que através dela se podem selar alianças."

"Delírio econômico"

Presentear seria, portanto, dar e receber, um ato recíproco que desperta sentimentos infantis de alegria e valorização, mas também de surpresas.

Porém alguns economistas veem a coisa um pouco diferente. O especialista em finanças inglês Joel Waldfogel fala de um "delírio econômico", que a cada ano destrói tantos valores quanto um furacão. Segundo suas pesquisas, os alemães gastam, em média, 700 euros como o Natal, no mais das vezes com resultados extremamente duvidosos.

Os campeões dos presentes equivocados são os sogros, seguidos de perto de avós, tias, irmãos e pais, revela o estudo de Waldfogel, que estima em 70 bilhões de euros a soma total das escolhas natalinas mal feitas. Por outro lado, lembra o sociólogo Friedrich Rost, quem recusa um presente magoa o presenteador. E isso representaria o fim da paz sob a árvore de Natal.

Autor: Christoph Richter (av)
Revisão: Soraia Vilela
 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 20 de Dezembro de 2009, 11:51
Você sabia??

O Brasil do profeta Daniel


O sonho de construir um império na América era mais antigo que a própria existência do reino de Portugal
por Laurentino Gomes

(http://www.aromadaterra.com/alex/images/estatuaDaniel.gif)

O historiador Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982), pai do compositor Chico Buarque e autor do livro Raízes do Brasil, procura explicar a formação da identidade nacional brasileira observando a história, a cultura e os traços de comportamento do povo português. Uma raiz muito mais antiga, porém, pode ser encontrada na Bíblia. Nesse caso, é uma raiz mitológica.
O livro do profeta Daniel, no Antigo Testamento, é a origem do mito do Quinto Império - a semente do sonho português que resultaria na criação de um império na América, ou seja, o próprio Brasil.

O cenário do livro de Daniel é a Babilônia, poderoso reino da Antiguidade onde o povo judeu permaneceu exilado por 70 anos, seis séculos antes de Cristo.
 Segundo a narrativa bíblica, o rei Nabucodonosor teve um sonho no qual uma estátua gigantesca composta de bronze, ferro e argila, entre outros materiais, se desintegrou ao ser atingida por uma pedra misteriosa.
A visão deixou o rei transtornado a tal ponto que ele decidiu convocar um grupo de sábios para ajudar a decifrá-la.

Um deles era o profeta Daniel.
Sua interpretação associa o sonho à criação de cinco impérios.
Os quatro primeiros, todos terrenos, seriam supostamente a própria Babilônia, a Grécia, Roma e Egito ou talvez a Pérsia.
O quinto império, porém, seria diferente de todos os demais porque teria dimensão simultaneamente secular e espiritual. "Nos dias desses reis", escreveu Daniel, "o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído.
Esse reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre."
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 20 de Dezembro de 2009, 11:59
Continuação...

O que esse texto enigmático da Bíblia tem a ver com o Brasil?

É preciso levar em conta que Portugal foi sempre um país profundamente influenciado pelas idéias religiosas. A própria fundação do reino, em meados do século 12, era parte de uma grande cruzada religiosa.
 Foram os cruzados ingleses que, a caminho de Jerusalém, ajudaram o príncipe Afonso Henriques (1109-1185), primeiro rei português, a expulsar os mouros e a consolidar o reino.

(http://almapanada.blogs.sapo.pt/arquivo/Galeria_54B001_vit_01.jpg)
Afonso Henriques
 
Reza a lenda que, na véspera da batalha decisiva, na localidade de Campo do Ourique, Afonso Henriques teria visto uma cruz no céu acompanhada da seguinte mensagem de Jesus Cristo:
"Quero em ti e na tua geração criar um império para mim".
O chamado Mito do Ourique nada mais é que a profecia do Quinto Império em versão mais atualizada.
 Não bastava a Portugal apenas expulsar os "infiéis" da península Ibérica. O novo reino sentia-se imbuído da missão de evangelizar e espalhar a fé católica ao redor do mundo.

Dom Sebastião

(http://4.bp.blogspot.com/_VO1xUIlV3Bw/SXU4hudmjOI/AAAAAAAABH0/G1RuSwiFD0M/s400/DomSebastiaoCristovaodeMorais.jpg)

Essa motivação religiosa foi um dos fatores fundamentais das grandes navegações e descobrimentos no século 15. E continuaria a funcionar assim nos séculos seguintes, durante o período colonial.

Em 1580, menos de um século depois do descobrimento do Brasil, o rei Felipe II (1527-1598), da Espanha, assumiu também o trono português, vago com o desaparecimento do rei dom Sebastião (1554-1578) numa cruzada contra os mouros no Marrocos, dois anos antes.

Nos 60 anos seguintes Portugal seria governado pela Espanha, numa aliança que ficaria conhecida como União Ibérica. Em 1640, ano da restauração da independência portuguesa, um grupo de conselheiros reais, incluindo o padre jesuíta Antônio Vieira (1608-1697), se reuniu para avaliar as constantes ameaças à autonomia do reino.
Entre as propostas resultantes do encontro estava a transferência da coroa para o Brasil.

(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:5qBiScLjnXDaeM:http://www.imaculada.org/1803006/D.%2520Jo%C3%A3o%2520IV%2520-%2520Rei%2520de%2520Portugal.jpg)
D. João IV

Uma vez mais, as necessidades geopolíticas se misturam ao mito religioso.
 Na opinião do padre Vieira, caberia a Portugal criar na América um império temporal e espiritual, com a missão de converter os pagãos, reformar a cristandade e estalecer a paz no mundo sob a égide de um rei santo - no caso, dom João IV (1604-1656), primeiro monarca da dinastia de Bragança.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 20 de Dezembro de 2009, 12:04
Continuação

(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/28/Padre_Ant%C3%B3nio_Vieira.jpg)
Padre Antônio Vieira

Por defender essas idéias, Padre Vieira foi investigado pela Inquisição e censurado pelo papa, mas sua profecia acabou se realizando nos séculos seguintes.

Em 1736, o então embaixador português em Paris, Luiz da Cunha (1662-1749), escrevia num memorando secreto a dom João V (1689-1750) que Portugal não passava de "uma orelha de terra", onde o rei "jamais poderia dormir em paz e em segurança".

 A solução sugerida por Cunha era mudar a corte para o Brasil, onde João V assumiria o título de "Imperador do Ocidente" e indicaria um vice-rei para governar Portugal.
 Em 1762, diante de mais uma ameaça de invasão, o então marquês de Pombal (1699-1782) propôs que o rei dom José I (1714-1777) tomasse "as medidas necessárias para sua passagem para o Brasil".

Em 1803, com a Europa ocupada por Napoleão Bonaparte (1769-1821), esse antigo plano ganhou senso de urgência. Nesse ano, o então chefe do Tesouro Real, dom Rodrigo de Souza Coutinho (1782-1894), futuro conde de Linhares, fez ao príncipe regente dom João (1767-1826) um relatório da situação política na Europa.
Na sua avaliação, o futuro da monarquia portuguesa corria perigo.
 Seria impossível manter por muito tempo a política de neutralidade entre Inglaterra e França.
 A solução? Vir embora para o Brasil.

Foi o que de fato ocorreu quatro anos mais tarde, com a partida da corte para o Rio de Janeiro.
O príncipe regente dom João fugiu de Portugal para não cair prisioneiro do imperador francês Napoleão Bonaparte, mas, ao chegar ao Brasil, em janeiro de 1808, colocou em execução a antiga profecia de Daniel.
O resultado não seria tão santo nem tão glorioso quanto teria imaginado o profeta no Antigo Testamento, mas um novo império começava a ser construído na América - tarefa que, bem ou mal, os brasileiros de hoje tentam levar adiante.


Saiba mais

LIVROS

Raízes do Brasil, Sérgio Buarque de Holanda, José Olympio, 1987
Explica as origens da identidade nacional dos brasileiros.

O Império Marítimo Português (1415-1825), Charles R. Boxer, Edições 70, 1969
Obra clássica que explica a formação do império lusitano.


Curiosidade.
Padre Manoel da Nóbrega seria uma das encarnações de Emmanuel.
http://www.institutoandreluiz.org/manoel_da_nobrega_final_da_missao.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5pbnN0aXR1dG9hbmRyZWx1aXoub3JnL21hbm9lbF9kYV9ub2JyZWdhX2ZpbmFsX2RhX21pc3Nhby5odG1s)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 20 de Dezembro de 2009, 20:07
Você sabia?



A favorita do profeta Maomé


(http://4.bp.blogspot.com/_JYHJ0APkN70/STbVnrRJmlI/AAAAAAAAAQQ/SI0lUEVxhI4/s320/maom%C3%A9.jpg)

Entre as 13 esposas de Maomé, Aisha era a predileta. Ciumenta e inteligente, seus relatos da vida conjugal viraram modelos de conduta e influenciaram a tradição muçulmana
por Adriana Maximiliano

(http://doctorbulldog.files.wordpress.com/2008/03/aisha-mo2.jpg)

Aisha bint Abu Bakr tinha 6 anos e estava se divertindo num balanço, no quintal, quando soube que ia se casar. A mãe da menina deu a notícia e avisou que, a partir daquele dia, estava proibido "brincar fora de casa". O futuro marido era o melhor amigo do seu pai e tinha 51 anos. Em uma cerimônia sóbria, na casa da família da noiva, em Medina, Arábia Saudita, a união foi oficializada em 623 d.C. Ela contava 9 anos e se tornava a terceira mulher de Maomé, o criador do islamismo. Foi, para sempre, a preferida do seu harém. Quando perguntaram ao profeta a quem mais amava no mundo, ele foi direto: Aisha. Nos braços dela, morreu nove anos depois, e no quarto da favorita foi enterrado.

A vida de Aisha é tema de um polêmico romance lançado na Europa e nos Estados Unidos, The Jewel of Medina, da norte-americana Sherry Jones. A editora Random House desistiu da publicação, após ameaças terroristas, e a casa da dono da Gibson Square, Martin Rynja, que insistiu na iniciativa, sofreu uma tentativa de incêndio. Os críticos consideraram o livro uma piada de mau gosto. Sherry desenha Aisha como uma menina ocidental do século 21, caída de paraquedas no colo de Maomé.

Mas o que se sabe realmente sobre a história dessa jovem? Segundo uma das principais biógrafas das esposas de Maomé, Nabia Abbott, a menina e o profeta costumavam tomar banho juntos e até brincavam de boneca. Foi ao lado dela que ele teve a maior parte de suas revelações, as verdades fundamentais que iriam compor o Corão. E a própria Aisha contou que Maomé gostava de rezar com a cabeça recostada em seu colo, enquanto suava vigorosamente e ouvia sinos tocar. Embora sejam escassos os registros sobre a aparência física da jovem, provavelmente de cabelos e olhos castanhos, como a maioria das moças árabes, os textos apontam pelo menos uma diferença entre Aisha e as outras 13 esposas (e duas concubinas): era a mais jovem e foi a única a casar virgem.

Mel e ciúme

O casamento com crianças era comum na época e Aisha jamais se lamentou. Pelo contrário, era possessiva e ciumenta. Uma vez, armou um plano para afastar o marido de sua quarta esposa, Hafsa, com quem ele andava se demorando mais do que o costume. O profeta adorava doce e Hafsa havia ganhado um pote de mel, verdadeiro motivo das atenções especiais que vinha recebendo. Aisha, então, chamou outras duas esposas, Sawda e Safiyya, e combinou que todas deveriam reclamar do hálito do esposo e culpar a alimentação das abelhas pelo cheiro ruim. Deu certo. Ele ficou cismado e não quis mais o mel de Hafsa.

Mas o que assombrava mesmo Aisha era o fantasma de Khadija bint Khouweylid, a primeira esposa de Maomé, rica, mais velha que ele e morta três anos antes do casamento da menina. Roía-se de ciúme porque o marido fora fiel a Khadija, que, por sua vez, o ajudara a fundar o islamismo. Foi para ela que ele primeiro contou sobre a visão do anjo Gabriel. Tiveram seis filhos - dois meninos, que morreram, e quatro meninas. Maomé seria pai somente mais uma vez, com uma de suas concubinas - mas o menino, Ibrahim, também morreria na infância.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 20 de Dezembro de 2009, 20:13
Continuação

Um mês depois da morte de Khadija, no ano 619, Maomé decidiu se casar de novo, por sugestão de uma tia, Khawla bint Hakin. Ela também sugeriu opções de noiva: "Se quiser uma virgem, [case] com Aisha, filha de seu amigo Abu Bakr. Se quiser uma não-virgem, com Sawda". Viúva vinda da Abissínia, a segunda indicação da tia do profeta aceitou de pronto o pedido, e eles se casaram.

Abu-Bakr, que era então o mais importante aliado de Maomé, também concordou em ceder a filha. Mas Aisha estava prometida a outro e era necessário desfazer o compromisso. Foi fácil. Os pais do menino eram cristãos e cancelaram o trato com alívio. Assim, começaram as visitas diárias do novo pretendente à namorada.

A união aconteceu logo depois da mudança de Meca para Medina, fugindo da perseguição dos judeus. Chamado de hégira, o êxodo de Maomé e de seus seguidores inaugurou o islamismo, em 622 da era cristã. A fuga deu início ao calendário maometano e fim à infância de Aisha. “Nenhum camelo ou ovelha foi sacrificado no meu casamento”, contaria ela. Todas as atenções estavam concentradas em consolidar a nova religião.

(http://www.comunidadeislamica.pt/backoffice/media/imagem/MECA2.jpg)
Meca

Em Medina, ele construiu apartamentos de tijolo para cada uma das esposas. O local onde ficava o de Aisha, hoje, é a Mesquita de Medina. Ninguém imagine um palácio. “Os apartamentos das mulheres de Maomé eram tão pequenos que mal se podia ficar de pé dentro deles. Ele não tinha casa. Passava cada noite com uma esposa e o apartamento dela virava a sua residência durante o dia”, escreveu Karen Armstrong no livro Muhammad: a Prophet for our Time (“Maomé: um profeta para o nosso tempo”), sem edição em português.

(http://2.bp.blogspot.com/_Mq4S1uVPJOo/SRMs7KhYLdI/AAAAAAAAD9Q/CO4f9FGVDuE/s400/Medina.SaudiArabia.jpg)
Medina

Divórcio coletivo

Fora Aisha e Khadija, todas as mulheres de Maomé eram viúvas de aliados, que ele desposou para não deixá-las desamparadas. A menina, diferentemente, não foi escolhida por conveniência. E seus privilégios logo ficaram evidentes. Assim que Aisha entrou na vida do profeta, ele passou a evitar Sawda, que, com medo de ser abandonada, cedeu à rival seu dia (e noite) com o marido, garantido por direito. A história inspirou o versículo 128 da surata (capítulo) do Corão: “Se uma mulher notar indiferença ou menosprezo por parte de seu marido, não há mal em se reconciliarem amigavelmente, porque a concórdia é o melhor, apesar de o ser humano, por natureza, ser propenso à avareza”.

Os textos da Suna, código de ética islâmico, do século 8, também destacam o favoritismo. “A superioridade de Aisha em comparação às outras mulheres é como a do tarid [um prato de pão e carne que ele adorava] em relação a outros tipos de comida. Muitos homens alcançam esse nível de perfeição, mas nenhuma mulher o conseguiu, exceto por Maria, filha de Imran, e Asia, a mulher do Faraó”.

A preferência, contudo, nunca significou exclusividade. Quando Aisha perguntou ao profeta quem seria a sua mulher no paraíso, ele avisou: “Você será uma delas”. E, numa crise entre as esposas, ele até ameaçou se separar de todo o harém: ou as mulheres aceitavam suas condições ou ia pedir o divórcio. Diversas versões explicam a medida drástica. Segundo uma delas, Aisha e Zeinab bint Khuzainah, a quinta esposa, começaram uma disputa por animais abatidos. Outra versão diz que a quarta esposa, Hafsa, flagrou Maomé com uma concubina no dia de Aisha e contou a ela. Ao retornar das montanhas, um mês depois, nenhuma quis deixá-lo.

Maomé morreu deitado no chão do quarto de Aisha, com a cabeça no colo dela, em 632. As outras mulheres consentiram que, enquanto tratava de sua doença misteriosa, ficasse com a esposa preferida. O corpo foi enterrado no mesmo cômodo, que passou a ser chamado de Quarto Sagrado.

Com a morte do marido, Aisha se dedicou aos estudos. Tinha 18 anos, mas não teve filhos e foi proibida de casar de novo. Assim como as outras, não recebeu herança do profeta, que doou seus bens para caridade. Mas, pelo Quarto Sagrado, ganhou 200 mil dirhams, tanto dinheiro que precisou de cinco camelos para transportá-lo. As viúvas ficaram conhecidas como Mães dos Crentes e eram muito respeitadas. Em 641, começaram a receber uma pensão do Estado. Por ter sido a favorita, Aisha ganhava mais.

O pai da jovem esposa, Abu Bakr, virou o primeiro califa, sucessor do profeta e com poderes sobre todos os muçulmanos. O posto só foi extinto em 1924, quando a Turquia aboliu o Império Otomano. Mas, até lá, as disputas deixaram marcas. O quarto califa, Uthman ibn Affan, governou por 12 anos conturbados, até ser assassinado e substituído por Ali ibn Abu Talib, primo e genro de Maomé, marido de sua filha Fátima, e um antigo desafeto de Aisha.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 20 de Dezembro de 2009, 20:33
Continuação...

Na guerra civil contra Ali, ela protagonizou, em 4 de dezembro de 656, sua primeira e única experiência militar. Por causa de Aisha, o confronto ficou conhecido como a Batalha do Camelo.
A viúva poderosa foi à praça de guerra em seu camelo, Askar, dar apoio moral aos aliados, escondida por trás dos véus da sua howdah (o assento alto, usado sobre a sela).
Mas Ali a descobriu e ordenou a todos os seus homens que atacassem Askar.
O camelo e centenas de soldados morreram e Aisha acabou presa.
Os muçulmanos, daí em diante, iriam se dividir entre xiitas, partidários de Ali, e sunitas, do rival Amir Muwiya.

(http://2.bp.blogspot.com/_M2Y9Tb4b7q0/St898gr2zjI/AAAAAAAABI4/gXceis0uNv0/s320/A-CAMELOS.bmp)

O desastre no campo de batalha afastou Aisha da política e serviu de pretexto para que, no século 10, os muçulmanos atribuíssem à mulher um papel desbotado, escondida sob véus da cabeça aos pés.
 Na época de Maomé não era assim.
Suas esposas usavam véus discretos, cobrindo o colo e apenas parcialmente a cabeça. Aisha morreu em 678, de doença desconhecida.
 Segundo as feministas, ela foi absolutamente relevante para a construção da tradição islâmica, como demonstram os seus muitos relatos que, mesmo vindos de uma mulher, foram incorporados à Suna. •

O caso do colar
Uma carona de camelo gera perigosas suspeitas de adultério

As esposas de Maomé costumavam acompanhá-lo nas batalhas, encarregadas de levar a água, alimentar os guerreiros e cuidar dos feridos.

(http://2.bp.blogspot.com/_FK5QjE4gwZc/SoigWWx-etI/AAAAAAAAC2o/-Ano5o8h6o4/s400/maome.jpg)
Maomé entre as 13 esposas

 Certa vez, Aisha se desgarrou e o episódio gerou uma crise política para o profeta.
 Depois da Batalha da Trincheira, contra os judeus, em 628, Maomé passou a fazer expedições fora de Medina.
Em uma delas, na hora de levantar acampamento, Aisha se afastou - segundo ela, para urinar - e, na volta, notou que tinha perdido um colar de ágatas.
Refez o caminho para procurá-lo e, embora tenha encontrado a joia, perdeu-se do grupo.
O condutor dos camelos pensou que ela estivesse na howdah (assento sobre as selas dos camelos), que tinha as cortinas cerradas, e partiu.
Aisha, por sua vez, adormeceu, esperando que viessem buscá-la, até ser acordada por um jovem muçulmano, Safwan ibn al-Muattal.
 Ele a levou a Medina, de carona num camelo.
 Mas, ao chegarem juntos, suspeitas de traição correram a cidade.
O profeta aconselhou-se com o genro Ali ibn Abu Talib, que nunca gostou de Aisha e julgou-a culpada.
 Procurou a escrava da mulher, que, por sua vez, a defendeu.
Resolveu visitar a esposa: “Se você é inocente, Alá vai absolvê-la. Mas, se é culpada, peça pela misericórdia Dele”.
 Na mesma noite, teve uma revelação.
“Alá, o Altíssimo, mostrou que você é inocente”, contou a Aisha.
Chicoteou então três acusados de espalhar os rumores e ditou o capítulo 24 do Corão: “São necessárias quatro testemunhas para alguém ser declarado culpado de adultério”.
(http://2.bp.blogspot.com/_rhconwMdpcU/SecsW24VM9I/AAAAAAAAEpQ/B2CUJ1eDsEc/s400/Batalha+de+Hattin)
Batalha de Hattin
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 20 de Dezembro de 2009, 20:44
Final...

Contos de fé
Ditados sagrados falam da vida do profeta e ditam normas


A história de Aisha, assim como a de Maomé, foi preservada por meio de relatos feitos por ela mesma e por outros seguidores do profeta.

Esses testemunhos são conhecidos como ahadith ou, no singular, hadith (ditado, em árabe).

 Maomé ditou o Corão, livro sagrado do islamismo. Mas, quando ele morreu, muitas normas de conduta não estavam estabelecidas, e as suas viúvas eram consultadas para desfazer dúvidas éticas.

Aisha foi a que mais colaborou. Com excelente memória, lembrava com detalhes de situações pelas quais o profeta passara, o que ele dissera e como teria agido na ocasião.
 
(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:xt-YppjBsQ12tM:http://www.jjcabeleireiros.com.br/uploaded_images/casamento_muculmano_3-758107.jpg)

Tornou-se, assim, peça importante para todo o Islã: os milhares de ahadith formam a Suna, o código mais importante dos muçulmanos, depois do Corão. O historiador Imam Bukhari, um dos mais conceituados no Islã, estudou cerca de 500 mil ahadith no século 9 e atestou que apenas 7275 eram verdadeiros. Destes, 2210 são atribuídos a Aisha.

(http://www.hilalplaza.com/ProductImages/media/Ahadith_22005A.jpg)

Saiba mais

LIVROS

Maomé: uma Biografia do Profeta, Karen Armstrong, Companhia das Letras, 2002

Biografia de Maomé que conta diversos episódios da vida de Aisha.

The Beloved of Mohammed, Nabia Abbott, The University of Chicago, 1942

A principal biografia de Aisha.

SITE

www.usc.edu/dept/MSA/fundamentals/hadithsunnah/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy51c2MuZWR1L2RlcHQvTVNBL2Z1bmRhbWVudGFscy9oYWRpdGhzdW5uYWgv)
Textos da Suna (em inglês).
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Dezembro de 2009, 14:22
VOCÊ SABIA?


A absolvição do Padim Cícero


(http://jornalzinhodathais.files.wordpress.com/2008/01/padre-cicero.jpg)

Por determinação do papa Bento XVI, o Vaticano reavalia a condenação de Cícero Romão Batista, o adorado e polêmico padre cearense que chegou a ser excomungado
por Lira Neto

Uma reviravolta está em andamento nos bastidores da Igreja Católica. Um padre polêmico, que viveu sob o signo da controvérsia e morreu proscrito, condenado pelo Santo Ofício, pode vir a ser declarado santo.
O sacerdote brasileiro Cícero Romão Batista, acusado no fim do século 19 de proclamar falsos milagres, de incentivar o fanatismo popular e de se beneficiar financeiramente da devoção extremada de seus milhões de seguidores, está sendo objeto de novos estudos e investigações na Santa Sé.
(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:mZq7X7z7Z4_4sM:http://tremazul.blog-se.com.br/blog/images/users/67/padre_cicero_foto.jpg)
 As longas cartas e as pilhas de documentos oficiais trocados na última década entre o Vaticano e o Brasil indicam que, talvez bem mais cedo do que inicialmente se pudesse imaginar, o célebre padre Cícero - o "Padim Ciço", como é chamado pela legião de romeiros que o venera - deverá ser absolvido de todas as incriminações que recaem sobre sua figura histórica.
Entre bispos e cardeais, aqui ou em Roma, uma palavra é repetida sempre que ele é o assunto: "reabilitação".

Reabilitar padre Cícero significaria anistiá-lo, post-mortem, das penas que lhe foram impostas, em vida, pelo Santo Ofício.
Em decorrência das acusações de que era um rebelde, um desobediente à hierarquia católica e um semeador de fanatismos, ele foi alvo de um inquérito eclesiástico que terminou por proibi-lo de rezar missas, de confessar fiéis e de ministrar sacramentos como o batismo e o matrimônio.
 Tornou-se, então, um pária da fé.
 Apesar de idolatrado pelos cerca de 2,5 milhões de peregrinos que acorrem todos os anos à cidade cearense de Juazeiro do Norte para reverenciar sua memória, Cícero continuou sendo oficialmente considerado um padre maldito, renegado pela Igreja Católica.
Agora, a chamada reabilitação seria o primeiro passo para uma posterior beatificação, ou seja, o reconhecimento canônico de que o homem Cícero Romão Batista teria vivido na plenitude das virtudes cristãs, sendo um "bem-aventurado", o que resultaria na consequente autorização para o culto público a seu nome.

Contudo, há os que apostem mais longe e acreditem que, devido às milhares de graças que os romeiros dizem ter alcançado por intercessão do padre Cícero - cegos que teriam voltado a ver, aleijados que andaram novamente, loucos que teriam recuperado o juízo -, o caso, a médio prazo, deverá evoluir da simples beatificação para a efetiva canonização, quando então ele seria elevado à honra dos altares de toda a Igreja.

Esse processo burocrático, como ocorreu com Frei Galvão (1739-1822), o primeiro santo nascido no Brasil, é complexo e pode levar vários anos.
Entre os religiosos simpáticos à reabilitação do Padim, um nome se destaca: o de Joseph Ratzinger.
 Ele mesmo. O cardeal alemão que em 2005 se tornou papa e hoje atende pelo nome de Bento XVI.


Ordem papal

Foi o próprio Ratzinger que, em 2001, encaminhou uma carta à Nunciatura Apostólica no Brasil - a "embaixada" do Vaticano no país - tratando abertamente da possível anistia póstuma do padre Cícero. O cardeal era o então prefeito da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé (como desde 1967 passou a ser conhecido o antigo Santo Ofício, antes denominado Inquisição Romana, a mesma instituição que, um dia, julgou e condenou Cícero).

 Outro decisivo apoio à causa da reabilitação é manifestado pelo cardeal italiano Tarcísio Bertone, atual secretário de Estado do Vaticano, que já esteve pessoalmente em Juazeiro e testemunhou as gigantescas romarias que fazem daquela cidade o maior centro de peregrinação cristã no Brasil, abaixo apenas de Aparecida (SP), onde se reverencia a santa padroeira do país.

Uma circunstância histórica motivou a carta de Ratzinger e tem feito o processo de reabilitação caminhar com maior celeridade: a Igreja Católica não pretende mais assistir de braços cruzados à verdadeira sangria de fiéis que vem sofrendo nos últimos anos.

A ofensiva e o crescimento vertiginoso das concorrentes evangélicas, especialmente a Igreja Universal do Reino de Deus, têm sido motivo de aguda preocupação para o clero. "Maior nação católica do planeta", o Brasil é também o país em que o catolicismo mais perde fiéis para os apelos dos pastores neopentecostais.
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Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Dezembro de 2009, 14:34
Continuação

Em uma correspondência oficial a Bento XVI, escrita em 30 de maio de 2006, dom Fernando Panico, bispo do Crato (a diocese à qual está subordinada Juazeiro do Norte), explicitou a questão, com todas as letras: "Posso testemunhar, Santidade, que as nossas romarias são um baluarte da fé dos pobres, filhos queridos da Igreja Católica, cuja devoção contém e freia, por assim dizer, o avanço das seitas evangélicas na nossa região".

(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:KqmRIZs39OPVXM:http://marcelopaniago.files.wordpress.com/2009/05/estatua-padre-cicero.jpg)(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:JbURPQ1y9wnP8M:http://www.alepe.pe.gov.br/sistemas/perfil/links/fotos/PadreCicero.jpg)(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:Om4KqfUJyowOQM:http://ipt.olhares.com/data/big/129/1291161.jpg)

Para a Igreja, absolver Cícero seria uma forma de não deixar os milhões de devotos e romeiros nordestinos à margem da liturgia. Em entrevista ao jornal The New York Times, publicada em março de 2005, o mesmo dom Fernando foi taxativo: "O padre Cícero é um antivírus contra os evangélicos".

Fazedor de milagres

Toda a história pessoal de Cícero Romão Batista está permeada de mistérios, ambiguidades e contradições. Amado e odiado em igual medida por seus contemporâneos, depois de morto - e talvez ainda mais a partir daí - ele continua a provocar sentimentos idênticos de adoração e repulsa.

Nascido na cidade cearense do Crato em 1844, ordenado padre em 1870, Cícero viveu e cresceu na confluência de dois mundos. De um lado, o universo mágico do misticismo sertanejo, no qual a crença em lobisomens, almas penadas e mulas-sem-cabeça convivia com a festiva devoção aos santos padroeiros e com as advertências apocalípticas dos profetas populares, que pregavam o fim dos tempos. Do outro lado, o mundo da fé ritualizada, da disciplina clerical e da submissão cristã com a qual foi educado e doutrinado no seminário. Com um pé no maravilhoso, outro na ascese, Cícero protagonizou uma biografia acidentada, recheada de episódios mirabolantes que mais parecem beirar a ficção (veja a linha do tempo).

Entretanto, até os 45 anos de idade, sua vida nada teve de extraordinária. Em 1889, Cícero era um simples padre de aldeia, rezando missa numa minúscula capelinha do então povoado do Juazeiro, a 600 quilômetros de Fortaleza, quando um fenômeno misterioso chamou a atenção dos sertanejos, da Igreja e da imprensa. Ao ministrar a comunhão a uma beata - a humilde costureira e doceira Maria de Araújo -, a hóstia consagrada teria se transformado em sangue. "Não posso duvidar, porque vi muitas vezes", escreveu Cícero a dom Joaquim José Vieira, bispo do Ceará.

Os jornais abriram manchetes para noticiar o fenômeno e os sertanejos caíram de joelhos diante do proclamado milagre. A Igreja, porém, acusou Cícero e a beata de fraude. "Se Maria de Araújo recebe realmente provas do céu, que as vá gozando só, sem perturbar a boa ordem da diocese", desdenhou o bispo Vieira.

Fato ou embuste, o caso é que o padre e seus adeptos evocaram em sua defesa - e até hoje evocam - uma série de fenômenos mais ou menos semelhantes, devidamente chancelados pelo Vaticano sob a classificação genérica de "milagres eucarísticos". Mas uma frase atribuída ao então reitor do Seminário da Prainha, o padre Pierre-Auguste Chevalier, revelaria a dificuldade do clero tradicional em aceitar as manifestações da fé popular: "Jesus Cristo não iria sair da Europa para fazer milagres no sertão do Brasil", teria tripudiado o francês.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Dezembro de 2009, 14:40
Continuação

Chefe político

O episódio da hóstia que diziam se transformar em sangue rendeu a Cícero a admiração dos milhares de peregrinos, que desde então não mais pararam de chegar a Juazeiro para testemunhar a suposta maravilha. Mas também significou para o padre uma longa via-crúcis de indisposições perante as autoridades eclesiásticas da época (veja as páginas 32 e 33).

(http://www.tvcultura.com.br/aloescola/historia/cenasdoseculo/imagens/cangac.jpg)

Banido pelo clero, Cícero passou a ocupar a posição de mártir no imaginário coletivo, ao mesmo tempo que começou a desfrutar de uma enorme notoriedade e de um imenso poder junto ao povo mais simples do sertão, vítimas históricas da seca e do descaso governamental. Aquela gente, sem perspectivas, sem dinheiro e sem chão, cada vez mais se identificava com o sacerdote que nunca foi propriamente um grande orador, mas em compensação sabia falar a mesma língua deles, chamando-os de "amiguinhos", ouvindo-lhes as queixas, distribuindo prédicas e conselhos.

Moralista severo, Cícero pregava contra os amancebados, os festejos pagãos e o desregramento das famílias. Numa terra em que imperava a lei do punhal e do bacamarte, seu lema mais famoso conclamaria os pecadores ao arrependimento: "Quem bebeu não beba mais, quem roubou não roube mais, quem matou não mate mais", costumava dizer.

Quando não pôde mais celebrar batismos, ele próprio aceitou apadrinhar inúmeras crianças, vindo daí o título de "padrinho padre Cícero", que na corruptela da linguagem popular resultou Padim Pade Ciço.

(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:cAPuF6qrH0gq9M:http://www.consigo.com.br/concurso/2/5-hans-vom-manteuffel_OK.jpg)(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:mox_FWz9pJ4s-M:http://www.enciclopedianordeste.com.br/imagens/biografias/nova312.jpg)(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:B9dPdrqK3Nov8M:http://farm4.static.flickr.com/3221/3038765402_c767420154.jpg)(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:9zv6FhBptKao8M:http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/6a/Agrestina-imagem-Padre-C%C3%ADcero.jpg)

"Em cada casa um oratório, em cada quintal uma oficina", pregava ele, atraindo trabalhadores, agricultores e artesãos de todo o Nordeste, que passaram a se fixar e aos poucos transformaram o arrabalde em um importante centro manufatureiro. O povoado virou cidade autônoma e, em 1911, Cícero foi nomeado o primeiro prefeito de Juazeiro. Líder religioso, tornou-se também chefe político, igualmente polêmico e contraditório. Ao mesmo tempo que pregava aos "náufragos da vida", como se referia aos menos favorecidos, estabeleceu alianças com as elites poderosas.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Dezembro de 2009, 14:44
Continuação

A Santa Sé delibera

(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:zt6y5qt0joBYzM:http://diariodonordeste.globo.com/imagem.asp%3FImagem%3D324484)

Entre 2001 e 2006, uma comissão multidisciplinar de estudos se debruçou sobre a vasta documentação relativa ao padre, em arquivos do Brasil e do Vaticano.
 Coordenada pelo bispo do Crato, dom Fernando Panico, tal comissão foi composta por especialistas de várias áreas do conhecimento: antropologia, filosofia, história, psicologia, sociologia e teologia.

 A finalidade era trazer à luz novos documentos que servissem para tentar responder a uma questão que sempre acompanhou o nome de Cícero: quem afinal foi esse homem, acusado de espertalhão por muitos, aclamado como visionário por outros tantos?

O relatório final da comissão foi entregue em maio de 2006 na Santa Sé. Junto, uma coleção de 11 volumes reunia as transcrições das centenas de cartas trocadas entre os principais personagens da história do padre.
Um volume à parte levava cerca de 150 mil assinaturas de populares em prol da reabilitação, às quais se somava um abaixo-assinado no qual se lia o nome de 253 bispos brasileiros favoráveis à causa. Em complemento à papelada, a carta de dom Fernando ao papa:
 "Venho com toda esperança e humildade suplicar a Vossa Santidade que se digne reabilitar canonicamente o padre Cícero Romão Batista, libertando-o de qualquer sombra e resquício das acusações por ele sofridas",

É sobre esse vasto material que ora se debruçam os cardeais da Congregação para a Doutrina da Fé, a quem caberá decidir pela pertinência ou não da tese da reabilitação. A última palavra estará reservada ao próprio Bento XVI. Mas, enquanto a Santa Sé delibera, há indícios que ajudam a antecipar a possível resposta.

Em setembro de 2008, a igreja de Nossa Senhora das Dores - o templo que Cícero construiu em Juazeiro e no qual depois se viu impedido de rezar missa - foi elevado pelo Vaticano à categoria de basílica.
Com isso, o brasão de Bento XVI foi sintomaticamente colocado à porta de entrada, bem à vista dos romeiros que chegam para louvar o Padim.

No templo em que o padre está enterrado, a capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, também em Juazeiro, foi autorizada a instalação de um vitral multicolorido em que se destaca a imagem de Cícero, ao lado de outros santos oficiais. Setenta e cinco anos após a morte do sacerdote, a Igreja se prepara para absolver Cícero Romão Batista.

Santo sertanejo
A polêmica trajetória de Padre Cícero

1844
Cícero Romão Batista nasce na cidade do Crato (CE).

1870
Cícero é ordenado padre, apesar das reservas do reitor do seminário, que o julgava um aluno "teimoso" e "dono de ideias confusas".

1872
Sem ter recebido nenhuma paróquia, o jovem padre aceita o convite de moradores para rezar a missa de Natal no pequeno povoado de Juazeiro, vizinho ao Crato. Segundo ele, um sonho faz com que continue a morar ali para sempre. Jesus teria pedido a Cícero que "tomasse conta" dos pobres do local.

1889
Acontece o chamado "milagre do Juazeiro".

1908
Atraído por notícias da existência de uma valiosa mina de cobre na região, chega a Juazeiro um baiano misterioso: Floro Bartolomeu. Médico, rábula e garimpeiro, ele passa a ser o principal braço político de Cícero.

1909
Começa a circular O Rebate, primeiro jornal de Juazeiro, fundado para defender a tese da emancipação do povoado em relação ao Crato. Floro Bartolomeu é um dos editores.

1910
Morre misteriosamente o professor José Marrocos, um ex-seminarista que exerce grande influência sobre Cícero. Floro é acusado de tê-lo envenenado, mas nunca se prova nada a esse respeito.


Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Dezembro de 2009, 14:52
Continuação

1911
Juazeiro se emancipa. Cícero, filiado ao Partido Republicano Conservador, é nomeado primeiro prefeito do novo município. Permanecerá quase duas décadas no cargo, sendo reeleito seguidamente. Na data da posse, sela um pacto de paz com os principais coronéis da região, no qual todos prometem parar as animosidades mútuas.

1913
Em acordo com o governo federal e com o aval de Cícero, Floro viaja ao Rio de Janeiro para tramar a queda do então presidente (cargo igual ao de governador) do Ceará, Franco Rabelo. De volta, Floro depõe as autoridades municipais e instala uma Assembleia estadual paralela para caracterizar a duplicidade de poderes e provocar uma intervenção federal.

1914
O governo estadual reage. Manda tropas para atacar Juazeiro. Cícero segue o conselho de um sobrevivente de Canudos e pede aos moradores que cavem um fosso gigantesco em torno da cidade: o "Círculo da Mãe de Deus". Com isso, o ataque fracassa. Juazeiro parte para a ofensiva. Comandado por Floro, um exército de jagunços e cangaceiros toma o Crato e várias outras cidades cearenses, cercando Fortaleza. O governo federal decreta a intervenção no Ceará. Cícero é nomeado vice-presidente do estado.

1926
A Coluna Prestes entra no Ceará. Cícero escreve carta aberta a Prestes, conclamando-o à rendição. Floro tem a ideia de convocar Lampião para integrar o chamado "Batalhão Patriótico", organizado para dar combate à Coluna. É quando o cangaceiro recebe a patente de capitão e passa a assinar "Capitão Virgulino". No mesmo ano, Cícero é eleito deputado federal, mas não assume o cargo, por causa da idade avançada.

1930
Vitória da revolução que leva Getúlio Vargas à Presidência da República. Cícero escreve uma carta aberta ao povo, classificando os revolucionários de "mensageiros de Satanás".

1934
Cícero faz uma grande doação ao bispado do Crato, tornando-o o principal beneficiário de sua herança. Em 20 de julho, o padre morre aos 90 anos.


A via-crúcis do padre Cícero
A hóstia transformada em sangue fez sua glória e desgraça.

I - Em 1 de março de 1889, sexta-feira da Quaresma, o padre Cícero oferece a comunhão à beata Maria de Araújo e a hóstia se transforma em sangue. O fenômeno teria ocorrido por semanas seguidas, até 15 de agosto, dia da Ascensão de Nossa Senhora. Os paninhos manchados de sangue são adorados como relíquias sagradas.

II - A primeira grande romaria a Juazeiro ocorre em 7 de julho de 1889, organizada pelo reitor do seminário do Crato, Francisco Monteiro. Três mil peregrinos chegam ao povoado, que tinha pouco mais de 400 moradores. Segundo o reitor, era o sangue de Jesus que jorrava nas comunhões da beata. O milagre vira notícia na imprensa de todo o país.

III - O bispo do Ceará, dom Joaquim José Vieira, censura Cícero e o monsenhor Monteiro por proclamarem milagres ainda não investigados pela Santa Sé. Em julho de 1891, o bispo cria uma comissão de inquérito eclesiástico, formada pelos padres Francisco Antero e Clycério da Costa Lobo. A ordem é desmascarar um possível embuste.

IV- Em setembro de 1891, os padres Clycério e Antero vão a Juazeiro investigar o fenômeno. Segundo relatório levado ao bispo, por várias vezes eles dizem ter testemunhado a transformação da hóstia em sangue e negam que se trate de uma farsa. Em interrogatório, a beata Maria de Araújo jura que fala com Jesus e que viaja, em espírito, ao Céu e ao Inferno.

V- Em abril de 1892, inconformado, o bispo envia uma nova comissão a Juazeiro, coordenada pelo padre Alexandrino de Alencar. Ordena-se que a beata não feche a boca durante a comunhão e a suposta transformação não ocorre. Cícero é acusado oficialmente de embuste e a beata, de mentirosa. Ela é enclausurada e punida com bolos de palmatória.


Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Dezembro de 2009, 14:57
Continuação

(http://www.republicaonline.org.br/imagens/ig_in/ig_in_pe04.jpg)

VI- Em julho de 1892, o padre Antero viaja ao Vaticano em defesa de Cícero. O Santo Ofício examina o caso. Em agosto, o bispo cearense proíbe Cícero de rezar missas, pregar aos fiéis, confessar e ministrar sacramentos. Em 1894, o Santo Ofício condena os fatos como "prodígios vãos e supersticiosos. Os padres adeptos do milagre se retratam. Menos Cícero.

VII - Em 1898, Cícero vai ao Vaticano se defender. É interrogado e depois recebido pelo papa Leão XIII. O Santo Ofício absolve Cícero das censuras, desde que ele guarde silêncio sobre o caso. O padre jura submissão, mas segue suspenso das ordens sacerdotais. Os paninhos sujos de sangue são roubados da matriz do Crato e desaparecem por vários anos.

VIII - Proscrito pela Igreja, o padre Cícero gradualmente faz da política seu novo sacerdócio. A beata cai no ostracismo. Não há notícia de que os milagres continuem a ocorrer, mas as romarias a Juazeiro prosseguem, cada vez maiores. Com as esmolas dos peregrinos, Cícero acumula vasto patrimônio. Torna-se prefeito e vice-governador do Ceará.

IX - Em 1916, a Santa Sé declara que Cícero, aos 72 anos, por ainda alimentar o "fanatismo", está excomungado. Mas ele jamais saberia disso. Temendo pela saúde do velho padre, o bispo do Crato, Quintino Rodrigues, evita aplicar a excomunhão e exige dele uma retratação pública. O Santo Ofício revê a pena, mas mantém suspensas as ordens sacerdotais.

X - Em 1930, sob os protestos de Cícero, o corpo da beata é retirado da sepultura, dentro da capela de Nossa Senhora do Socorro, em Juazeiro. A justificativa das autoridades religiosas era que o templo seria reformado. Mas, após a exumação (feita sem autorização legal), os restos de Maria de Araújo desaparecem. A intenção real era eliminar um dos locais de romaria.

XI - Em 1934, morre Cícero Romão Batista. No testamento, ele deixa a maior parte dos bens para a Igreja. Após o falecimento do padre, os paninhos manchados de sangue reaparecem em poder de uma beata. Por ordens do novo bispo do Crato, de acordo com o que determinara o Santo Ofício, eles são destruídos e queimados.

XII - Em 2001, o cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, reabre o processo que culminou na suspensão de Cícero. Em 2005, Ratzinger é eleito papa. No ano seguinte, recebe a documentação de uma comissão interdisciplinar de estudos que sugere a anistia, post-mortem, do padre. O caso segue em estudos no Vaticano.

(http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/wp-content/uploads/2009/05/padrecice1.jpg)

Saiba mais:

LIVROS
Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no sertão, Lira Neto, Companhia das Letras, 2009
Biografia do polêmico sacerdote, ilustrada com muitas fotos de época e fac-símiles de documentos raros e inéditos.

Milagre em Joaseiro, Ralph Della Cava, Paz e Terra, 1976
Um dos principais estudos acadêmicos sobre a figura de Cícero, escrita por um brasilianista que teve acesso a vasta documentação original.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Dezembro de 2009, 15:03
Post-Scriptum

Altares e oficinas: a influência de padre Cícero sobre as artes em Juazeiro

Grande parte da vitalidade cultural de Juazeiro do Norte se deve ao papel catalisador desempenhado pelo padre Cícero Romão Batista, depois dos "fatos extraordinários" de 1889, quando a hóstia teria se transformado em sangue durante a comunhão da beata Maria de Araújo.

Certo é que o "milagre" repercutiu, se fixou no imaginário coletivo sertanejo e a transmissão oral fez o acontecimento ganhar dimensão mítica. O relato chegou, timidamente, ao cordel, talvez pela força repressora da Igreja Católica, que tentou apagar o fato. As romarias se iniciaram como uma manifestação de gratidão pelas graças alcançadas e pela expectativa de mudança de vida na Nova Jerusalém das profecias sertanejas.

O padre Cícero estava lá para abençoar os que chegavam e para autorizar a fixação dos adventícios no espaço da cidade que crescia depois da Semana Santa de 1889. É curioso ler os relatos que falam que os romeiros tomavam a bênção ao "Padim" e pediam para ficar na cidade. Alguns cobravam dele a definição de um ofício. Em uma de suas prédicas, feitas sob medida para a compreensão dos segmentos iletrados do sertão, padre Cícero teria dito que Juazeiro deveria ter, em cada casa, uma oficina e um altar. Era a máxima beneditina do "trabalho e oração" que ganhava uma enunciação mais fácil de ser assimilada e vivida pelos que migravam em busca de vida nova.

As elites apostavam no esvaziamento das peregrinações após a morte de Cícero, em 1934, mas ainda hoje as levas de romeiros continuam a chegar a Juazeiro. Vem gente de todos os estados do Nordeste. Isso faz com que a cidade se transforme num ponto de encontro e de caldeamento (ou de hibridações ou sincretismos ou bricolagens) de práticas culturais.

Toda essa rede de romeiros traz suas vivências e valores. O resultado não poderia ser outro: Juazeiro do Norte explode de tantas cores, formas, performances, narrativas e artefatos. Interessante retomar alguns testemunhos que evidenciam a importância da aprovação do líder religioso para a permanência dos romeiros. Mestre Noza (Inocêncio da Costa Nick), nascido em Taquaritinga do Norte (PE), em 1897, foi para Juazeiro quando tinha 15 anos. Um dia, esculpiu um padre Cícero em umburana e foi mostrar a ele: "Meu padrinho Cícero achou graça e perguntou: ‘Eu sou assim?’. Daí eu fiquei fazendo" (O Reinado da Lua, de Sílvia Coimbra, Flávia Martins e Maria Letícia Duarte).

O poeta paraibano João de Cristo Rei (João Quinto Sobrinho), nascido em 1900, afirmou: "Entendi de fazer uns versinhos. Cheguei aqui, fui ler pro meu padrinho Cícero, ele achou muito bonito e disse: ‘Você, de ora em diante, vai ser poeta’" (Antologia da Literatura de Cordel, organizada pela Secretaria de Cultura do Ceará).

Se essas autorizações se davam de fato ou se o pacto era uma aliança de força e de bênção, pouca diferença faz para quem se interessa pela escultura de Noza ou pelo cordel de Cristo Rei.

Mas a hipótese não se esgota nesses grandes nomes. O que se quer evidenciar é que artistas anônimos trouxeram para a cidade um saber que se manifesta na arte do couro, no trançado de palha, no entalhe da madeira, na modelagem do barro, na fabulação do cordel, na xilogravura e nas tantas modalidades que dão forma ao belo e ao útil. Juazeiro é ímpar e única. Ela nos surpreende pelo inusitado, pela permanente invenção e pela dinâmica que impulsiona sua cultura. Importante ressaltar que essas manifestações estão vivas, são negócios, meios de vida e instalam um clima de animação cultural. A cidade pulsa movida por esse élan criativo, de reaproveitar tudo e dar estatuto de arte ao que poderia estar no lixo.

Assim, sobras de sandálias feitas de borracha se transformam em imagens do "Padim" e latas de cerveja se tornam lamparinas. Nesse contexto de inevitável globalização, a China nos manda imagens de padre Cícero de resina com chip que toca um arrastado e incompreensível bendito.

Os altares continuam, mas as oficinas proliferam e dão o tom de uma cidade de pequenos negócios e grandes ideias, abençoada pelo padre Cícero, do alto da colina do Horto.

*Gilmar de Carvalho é jornalista e professor da Universidade Federal do Ceará

http://www.youtube.com/watch?v=HK8-N4trh70 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUhLOC1ONHRyaDcw)




Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 27 de Dezembro de 2009, 19:27
VOCÊ SABIA?

A morte do presidente Lincoln
Lincoln foi assassinado por ator durante comédia

por Beto Gomes

(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:O_q4IiJpsqcSFM:http://douggeivett.files.wordpress.com/2009/02/456px-abraham_lincoln_head_on_shoulders_photo_portrait.jpg)

O ator John Wilkes Booth (1838-1865) era uma espécie de Brad Pitt de sua época: jovem, bonito, talentoso e famoso. Na noite da Sexta-Feira Santa de 14 de abril de 1865, ele protagonizou a cena que o eternizou na História americana. Sulista inconformado com a derrota na Guerra Civil, Booth  assassinou o presidente Abraham Lincoln (1809-1865) durante uma apresentação da comédia Nosso Primo Americano, no Teatro Ford, em Washington. O crime fazia parte de uma conspiração que envolvia dez pessoas e tinha também outros alvos. O criminoso fugiu durante 12 dias, até ser morto na Virgínia. E Lincoln, que nasceu há 200 anos, tornou-se o primeiro chefe de estado americano assassinado.(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:w16_-9gNUa_0BM:http://www.mikeboldt.com/Gallery%2520Photos/Art%2520work/John%2520Wilkes%2520Booth%252074.JPG)(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:eb6l6RHKygAGnM:http://www.sonofthesouth.net/leefoundation/civil-war/1865/April/booth-killing-lincoln.jpg)

CHEGADA
O presidente sobe ao camarote do Teatro Ford, meia hora após o começo da apresentação, com a esposa Mary (1818-1888), o major Henry Rathbone (1837-1911) e a noiva dele, Clara Harris (1845-1883)

PELA PORTA DA FRENTE
Booth chega ao teatro, a que já tinha ido cinco vezes no dia a fim de sondar o local. Entra pela mesma porta usada pelo presidente. Sobe ao piso de cima, onde está Lincoln

PASSE LIVRE
Diante do camarote, o ator tira um cartão pessoal e se identifica para um homem que ficava de guarda na porta. Após ser consultado, o presidente permite que ele entre no recinto.

TIRO NA NUCA
Booth atravessa a ante-sala escura do camarote e encontra Lincoln e seus convidados concentrados na peça. Saca uma pistola Derringer calibre .44 e dispara um único tiro contra a nuca do presidente.

FACADA NO BRAÇO
O major Rathbone tenta prender o intruso. Os dois começam uma briga violenta e o ator esfaqueia o militar, que fica ferido com um corte do ombro ao cotovelo.

FUGA CINEMATOGRÁFICA
O assassino escapa de forma impressionante: pula para o palco de uma altura de 4 metros, grita "Sic semper tyrannis" ("assim sempre com os tiranos", em latim) e sai pelos fundos, onde um cavalo o aguarda.

CONSPIRADORES
Parceiros do assassino foram presos ou mortos

John Booth planejou uma ação simultânea contra várias autoridades. Mas seus colaboradores falharam. Conheça os mais importantes fundos, onde um cavalo o aguarda.

LEWIS POWELL
Tinha a missão de matar o secretário de Estado William Seward (1801-1872). Na luta entre os dois,  Powell foi dominado. Morreu na forca em 7 de julho, aos 21 anos.

GEORGE ATZERODT
Aos 30 anos, deveria matar o vicepresidente Andrew Johnson (1808-1875), mas ficou nervoso e nem tentou. Acabou enforcado com os comparsas.

DAVID HEROLD
Tinha 23 anos e estava com Lewis Powell durante a  tentativa frustrada de matar o secretário Seward. Foi levado à forca no mesmo dia que o parceiro.

MARY SURRAT
Proprietária de uma pensão em Washington, guardou as armas dos conspiradores. Quando foi enforcada, também no dia 7 de julho, tinha 42 anos.

SAMUEL ARNOLD
Participou dos planos iniciais, que previam apenas o sequestro de Lincoln, e por isso pegou prisão perpétua. Morreu na cadeia em 1906, com 68 anos.

MICHAEL O’LAUGHLEN
Acredita-se que pretendia matar o secretário de Guerra Edwin Stanton (1814-1869). Entregou-se três dias após a morte de Lincoln e morreu com 27 anos, na cadeia, em 1867



Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: MAROCHA em 27 de Dezembro de 2009, 21:11
Oi Helena, um assunto de grande valor histórico !

 A Guerra da Secessão, é pano de fundo dessa tragédia americana, matar

o presidente Linconl um dos maiores e essa é sua história final !

     ABRAÇOS
   
       Marocha
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 04 de Janeiro de 2010, 20:01
Obrigada pelo feedback, amigo Marocha! ;) ;D
Um abração!
Helena
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VOCÊ SABIA??

 A Escrita Antiga


(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:hCbe955mGIndPM:http://www.bepeli.com.br/artes/arte_egipcia/hieroglifos.jpg)Os antigos Egípcios cobriam os seus monumentos de hieróglifos, uma linguagem escrita formada por letras e símbolos. Muitas vezes, estas letras eram esculpidas na pedra, e ainda hoje podem ser vistas. Muitas histórias eram escritas em papiro - uma espécie de papel feito de juncos entrelaçados. Chegou até nós um número surpreendente de papiros.


Decifrar o Código

(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:OzmniYf7cLVq_M:http://www.coljxxiii.com.br/webquest/caio/Image102.gif)Só na década de 2O do século passado é que os peritos conseguiram decifrar os hieróglifos egípcios. Antes dessa altura, os historiadores baseavam-se nos registros escritos de outras línguas, tal como o grego antigo. Os antigos Gregos tinham registros muito precisos das crenças dos antigos Egípcios.

As zonas habitadas pelos antigos Egípcios localizavam-se na Terra Negra, nos vales férteis do rio Nilo. Este encontrava-se rodeado por desertos a Terra Vermelha.

Uma lenda moderna

(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:pbVgFtPtE_sEtM:http://blog.mastrobuono.com.br/up/r/re/blog.revistaviu.com.br/img/tutanc_interna_01.jpg)(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:cnyqKXe93Ady7M:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/foto/0,,11789333-EX,00.jpg) Existe uma lenda egípcia famosa, mais moderna - a maldição de Tutankámon. O túmulo de Tutankamon, um jovem rei do Antigo Egito, foi descoberto no vale dos Reis em 1922. A busca foi financiada por um homem chamado Lord Carnarvon. Começou a correr o boato de que o túmulo estava amaldiçoado. Segundo esta lenda moderna, todas as luzes se apagaram no Cairo no momento em que Lord Carnarvon morreu e, na Inglaterra, o seu cão morreu também.


Divindades do Antigo Egito

Os mitos e as lendas dos antigos Egípcios foram criados a partir de muitos credos diferentes. Cada aldeia e cidade adoravam os seus próprios deuses e deusas. A popularidade de alguns espalhou-se, e mais tarde e as histórias desses deuses fundiram-se para formar aquilo que conhecemos como mitologia do Antigo Egito.


Muitos Deuses, a mesma função

(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:iqYck1gt3dESyM:http://gehspace.com/edicao%252014%2520imagens/deus%2520sol%2520ra.jpg)(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:MW_8olMvnMYDJM:http://www.lyndha.com/hegipcio/ra1.jpg)(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:GRbsnpSuCElobM:http://cortocabeloepinto.com/wp-content/uploads/2008/01/300px-sun_god_rasvg-copia.jpg)(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:NpzfjZUd2JmllM:http://bp1.blogger.com/_mNlBy8vOULY/RvvVZGp4aMI/AAAAAAAAAyA/bgK6EMXx22k/s400/Os%C3%ADris.bmp)Uma das conseqüências do fato de os antigos Egípcios adorarem muitos deuses é que muitos destes tinham os mesmos deveres. Por exemplo, havia muitos deuses do Sol. Cada deus era adorado por um grupo diferente de pessoas e nenhuma dessas pessoas acreditava em todos os deuses. Mais tarde, Rá tomou-se conhecido como deus do Sol e todos os demais deuses do Sol foram considerados meras manifestações de Rá. Os diferentes deuses fundiram-se num Só.

Em Marcha

o comércio deve ter desempenhado um papel importante na divulgação dos mitos e das lendas. Dado que as pessoas das diferentes partes do Egito viajavam pela Terra Negra a vender coisas, provavelmente partilhavam as suas histórias e as suas crenças. As pessoas começaram a ouvir falar de diferentes deuses, deusas, mitos e lendas e assimilaram-nos.

A Criação

(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:jozWK_R5zFdhiM:http://www.anjodeluz.com.br/aton.h2.jpg)Até uma coisa tão importante como a criação da Terra e do povo que a habitava era contada em muitas versões diferentes. Uma das primeiras, originária da cidade de Heliópolis, dizia que Áton era o criador. Mais tarde, quando Rá se tornou o rei mais poderoso de todos os deuses egípcios, ele próprio se tornou o criador e - nessa forma era conhecido como Rá-Áton.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 04 de Janeiro de 2010, 20:03
Continuação...

No Antigo Egito eram adorados centenas de deuses e deusas. Segue-se uma lista dos mais importantes.

RÁ - O deus do Sol. Aparecia sob multas formas. Muitas vezes representado corri cabeça de falcão. Tornou-se o deus mais importante. Os deuses com que ele se fundiu viam acrescentada ao seu nome a palavra Rã (por exemplo Rá-Áton e Ámon-Rá).

ÁTON - (mais tarde RÁ-ÁTON) "O Tudo". O deus criador. Pai de Sliu e Tefinit. SHU Pai de Nut, a deusa do céu. Era seu dever mantê-la acima de Geb, a Terra, para que os dois nunca se juntassem.

TEI`NUT - Irmã e mulher de Sliu. Uma deusa da Lua. Mãe de Nut e Geb.

(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:g0TRx_QSEce2VM:http://www.maconaria.net/img/mitologia2_3.jpg)

(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:WQg4lba3deqjwM:http://3.bp.blogspot.com/_L-DsEWSaWUQ/ShmkoZ4O3PI/AAAAAAAAANY/DJCJdG-RnjQ/s320/nut-misterio.jpg)

NUT - A deusa do céu, sustentada pelo pai, Sliu. Mulher de Geb. Mãe de Osíris, Ísis, Seth e Néftis.

GEB - A própria Terra. Todas as plantas e árvores cresciam nas suas costas. Marido de Nut. Pai de Osíris, Ísis, Seth e Néftis.(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:T9ePXlnEHhyGUM:http://4.bp.blogspot.com/_KQaw1cjlRQc/SnUfbruSPQI/AAAAAAAAB4A/qlnmkLqg13I/s320/GEB%2Bcap5_6_05.jpg)

OSÍRIS - Senhor dos mortos. Irmão e marido de Ísis. Pai de Hórus. Representado multas vezes com um corpo mumificado, envolto em ligaduras.
(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:hziEDzQ_B5kxkM:http://2.bp.blogspot.com/_QkHykk4dc24/SN98u_YBTjI/AAAAAAAAAjs/GcSBTVooAok/s400/osiris.JPG)(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:V-8JLtYempATTM:http://i329.photobucket.com/albums/l387/jaredcapps_33/osiris.jpg)

ÍSIS - Deusa da fertilidade. Senhora da magia. Irmã e mulher de Osíris. Mãe de Hórus. Tornou-se a mais poderosa de todas as deusas e deuses.
(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:QNTZZLwX4efFQM:http://hugolapa.files.wordpress.com/2009/07/isis-drawing21.jpg)

SETH - Deus do caos e da confusão. Filho mau de Geb e Nut. Lutou contra Hórus para governar o Egito.
(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:actoWjoa8t7IVM:http://img.mercadolivre.com.br/jm/img%3Fs%3DMLB%26f%3D94175961_4214.jpg%26v%3DE)(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:rSg0oDz9wp1m6M:http://1.bp.blogspot.com/_rhconwMdpcU/SWeqPmcRZMI/AAAAAAAAEYA/BRM7mf9t4KI/s400/Seth.jpg)

HÓRUS - Filho de Ísis e Osíris. Tinha cabeça de falcão e corpo de humano. Lutou contra Seth para governar o Egito.
(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:9OCO0xrjCcFoEM:http://intensidade.files.wordpress.com/2008/05/horus.jpg)

ANÚBIS - Deus dos mortos, com cabeça de chacal. Assistente de Osíris.
(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:NF9kMPuGX3v1kM:http://www.thegreenhead.com/imgs/lifesize-egyptian-anubis-sculpture-1.jpg)

ÁMON - (mais tarde ÁMON-RÁ) Rei dos deuses na mitologia posterior, mais tarde considerado outra manifestação de Rá.
(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:eTvicF3RCrnNIM:http://www.iped.com.br/sie/uploads/19536.png)

BASTET - A deusa-mãe representada por vezes como uma gata. Filha de Rã, irmã de Hátor e Seklimet.
(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:yX2CKDVuM8BM-M:http://www.rainbowcrystal.com/altar/E-99bastet.jpg)

HÁTOR - Adorada como vaca. Por vezes, tomava a forma de uma leoa enfurecida. Filha de Rã, irmã de Bastet e Sekhmet.
(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:5QTIIqhDxhNCdM:http://www.starnews2001.com.br/egypt/gods_hathor.jpg)(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:o3slVqjq1Er7jM:http://www.anjodeluz.com.br/hathors/hathor.JPG)

SEKl-IMET - Filha de Rá, com cabeça de leoa, irmã de Bastet e Hátor.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: lucineide.c em 09 de Janeiro de 2010, 02:26

          Olá Helena,gostei desse tópico. Vi aqui uma matéria bastante interessante.
Querida Helena, sou filha natural de Juazeiro do Norte e falar do Padre Cícero me emociona muito. Conheço um pouco da história desse homem que tanto divide as opiniões! Tudo é uma questão de fé. Existe muito fanatismo, mas existe muito mistério também.Meus avós foram criados na casa dele e me criei ouvindo hitórias a seu respeito. Juazeiro nada seria se não fosse a pessoa do padre Cícero.Ele era um homem muito inteligente e  bastante culto,tinha uma visão de futuro muito grande para aquela época. Não gosto muito do fanatismo , mas gosto de estudar a historia que envolve este grande homem . São três grandes romeiradas a Juazeiro do Norte, fevereiro a festa de Nossa Senhora das Candeias,setembro a festa da padroeira e novembro , uma grande romaria.O ano inteiro Juazeiro é visitado por pessoas que são atraídas pela história do padre Cicero.Agora estou morando a uma hora dessa cidade maravilhosa, Juazeiro do Padre Cicero,mas todos os dias viajo a trabalho para lá e vejo o quanto o Padre Cicero é querido pela maioria das pessoas .
Ai amiga , como amo Juazeiro !
Um abraço
Lucineide
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Janeiro de 2010, 19:59
Que lindo, Lucineide!! Então a nossa querida poetisa/poeta é de Juazeiro do Norte? Que legal!

E tudo o que vc trouxe são mais informações preciosas para agregarmos à matéria!! Muito, muito bom!!! ;)

Obrigada por seu carinho e elegância de sempre, amiga!
Bjs!
Helena
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: lucineide.c em 11 de Janeiro de 2010, 00:15


   Boa noite amiga Helena,eu é que devo agradecer a ti amiga.Quero colocar nesse tópico uma poesia minha sobre Floro Bartolomeu.

 
                FLORO BARTOLOMEU

       Quero com esses versos
       Falar de Floro Bartolomeu
      O mesmo foi uma grande figura
      Que  na cidade de Juazeiro viveu


      Floro Bartolomeu da Costa
      Era esse o seu nome
      O mesmo nasceu em Salvador
      Cresceu e tornou-se um grande homem


     Floro formou-se em medicina
     Na Faculdade  de Medicina da Bahia
     Foi clinicar no sertão de São Francisco
     Mas veio para o Juazeiro e fixou moradia


     Chegando em Juazeiro do Norte
     Conheceu o Padre Cícero Romão
     E o que pouca gente sabia mesmo
     Era que influenciaria na política da região

 
    Floro Bartolomeu era bastante elegante
    Gostava de trajar-se muito bem
    Culto ,apreciava a música clássica
    E frequentava os saraus também

                                                               

    Era uma pessoa bastante popular
    Fazia amizade com grande facilidade
    Floro era um homem muito admirado
    Com o Padre Cícero manteve grande amizade


 
    Convenceu o Padre Cícero a entrar para a política
    Mas muitos dizem que o político era Floro Bartolomeu
    Esses dois tornaram-se muito  importantes na história
    Floro foi um grande Homem que o Juazeiro conheceu

                   Lucineide
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 20 de Janeiro de 2010, 22:52
Obrigada Lucineide! Sua poesia denota imensa sensibilidade, amiga!
Bjs e carinhos,
Helena
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VOCÊ SABIA??


--Quem Inventou?? - O Sorvete


(http://privateenglishteachers.files.wordpress.com/2009/01/praca-foto-011.jpg)

A origem do sorvete

A origem do sorvete causa polêmica, mas ele é unanimidade na hora em que a temperatura sobe,a primavera está apenas no começo e os termômetros já dizem que é tempo de vestir o menor número de roupas possível e de se refrescar quantas vezes por dia você puder.

Fonte pesquisa: internet

A trajetória do sorvete
Entre fatos e lendas, alguns historiadores acreditam que possa ter sido Alexandre o Grande (356-323 a.C.), rei da Macedônia, o introdutor do sorvete na Europa. Outra corrente de pesquisadores atribui o feito aos árabes, que teriam aperfeiçoado a receita chinesa, ensinando aos europeus como ligar a neve aos demais ingredientes.

Também há relatos de que Nero, o temido imperador de Roma (54-68 d.C.), era um grande apreciador do sorvete. Dizem que ele enviava escravos corredores até as montanhas em busca de gelo para seus aperitivos de frutas e mel e quem não conseguisse fazer o percurso sem que a neve derretesse era executado! Mas as receitas do imperador nunca foram encontradas. Se a história é verdadeira? Vai saber...

No século XI, os árabes já haviam dedicado uma seção inteira ao sorvete em um de seus fabulosos livros de culinária, escrito por Wusla Hila al Habib. A palavra sorvete também é de origem árabe, vem de xarab, que depois os turcos mudaram para xorbet.

O Folclore da história do sorvete
Fazendo uma rápida busca na Internet ou mesmo em livros, você encontra várias histórias fascinantes sobre a trajetória do sorvete ao longo do tempo. A maioria, no entanto, não passa de folclore.

De acordo com contos populares, o explorador Marco Pólo (1254-1324) teria conhecido o sorvete em sua viagem à China e o levado para a Itália. Tempos depois, cozinheiros italianos de Catarina de Médici teriam levado o maravilhoso prato para a França, quando, em 1533, ela se casou com Duque de Orléans, que mais tarde se tornaria o rei Henrique II.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 20 de Janeiro de 2010, 22:55
Continuação...

A neta de Catarina de Médici teria levado a receita para a Inglaterra ao se casar com o rei Carlos I, que pagava uma pensão vitalícia ao seu cozinheiro, para que este não divulgasse a tal receita secreta.

Mas, segundo o livro Ices: The Definitive Guide (Sorvetes: o Guia Definitivo), de Caroline Liddell e Robin Weir, o mais provável é que essas histórias tenham sido inventadas por mentes criativas (e põe criatividade nisso!) de produtores e vendedores de sorvete do século XIX. A desconfiança ocorre, porque elas não são mencionadas em nenhum documento anterior a essa data.

Sorvete, da Europa aos Estados Unidos
Por muito tempo, a produção de sorvete foi um luxo reservado a poucas pessoas, porque dependia do gelo formado na natureza e de trabalhosos métodos para coletá-lo e armazená-lo. Durante todo o século XVII, as receitas foram cuidadosamente guardadas, e saborear essa guloseima gelada ainda era privilégio dos que freqüentavam os palácios reais.

A partir do século XVIII, no entanto, o consumo de sorvete começou a se espalhar pela Europa. Em 1768 foi publicado, na França, o primeiro livro do Ocidente a revelar receitas de sorvete, A Arte de Fazer Sobremesas Geladas, que também continha explicações teológicas e filosóficas para o congelamento da água.

Em 1770, o sorvete cruzou o Atlântico até os Estados Unidos, levado pelo italiano Giovanni Bosio. No início do século XIX, Filadélfia passou a ser conhecida como a capital do sorvete do país, devido à grande quantidade produzida e às famosas casas públicas de sorvete da cidade. Atualmente, os Estados Unidos são o maior produtor e consumidor de sorvete do mundo!

Em 1843, a norte-americana Nancy Johnson inventou uma máquina de fazer sorvete que simplificava bastante o processo de produção, permitindo que qualquer pessoa fizesse sorvete de qualidade em sua própria casa. A máquina funcionava com uma manivela, girada manualmente para a mistura dos ingredientes, que ficavam em uma espécie de balde, com uma mistura de gelo e sal no fundo (não se esqueça que o congelador ainda não tinha sido inventado).

A partir de 1850, o sorvete começou a se popularizar e passou a ser vendido a pessoas comuns. Em 1851, o leiteiro Jacob Fussell, procurando aproveitar o excedente da sua produção de leite, abriu em Baltimore, nos Estados Unidos, a primeira fábrica de sorvetes do mundo, vendendo em grande escala e a menos da metade do preço cobrado por outros vendedores!

Em 1865, depois da Guerra Civil nos Estados Unidos, um grande número de vendedores de sorvete de rua, chamados Homens Hokey-Pokey surgiu nas grandes cidades. Ninguém sabe ao certo o que quer dizer Hokey Pokey, mas supõe-se que a expressão seja derivada de algum jargão usado por vendedores de sorvete italianos. Que coisa, não?

Em 1899, o francês August Gaulin inventou um homogeneizador que quebrava os glóbulos de gordura e dava uma textura muito mais suave ao sorvete. Foi durante o século XIX, também, que desenvolveram-se técnicas que abriram caminho para a criação do primeiro aparelho de refrigeração mecânica. Com o surgimento de geladeiras e congeladores no início do século XX, aumentou a produção e o consumo de sorvete, levando ao aparecimento de novas indústrias

Durante a Segunda Guerra Mundial (1941-1945), o sorvete já era tão popular, que fazia parte da lista de itens essenciais para manter o ânimo das tropas americanas, como cigarros, refrigerantes e chicletes. A fabricação de sorvete para civis tinha sido reduzida, com o intuito de economizar leite e açúcar.
Fonte: invivo.fiocruz.br
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 24 de Janeiro de 2010, 13:29
VOCÊ SABIA?

Tsunami asiático revela templo antigo

por Claudia de Castro Lima

(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:Ricvm6c3Vz6YtM:http://i1.trekearth.com/photos/100483/tsunami2004.jpg)

O tsunami que atingiu a Ásia em dezembro de 2004 revelou um templo indiano que, há 2 mil anos, havia sido destruído por um... tsunami!

A descoberta foi feita enquanto os pesquisadores da Escola de Arqueologia Indiana (ASI, na sigla em inglês) escavavam o local, no sul da Índia, no fim do ano passado.

O sítio arqueológico já havia sido localizado em fevereiro de 2005. Na época, as águas do maremoto baixaram e revelaram vestígios do que foi uma cidade de peregrinação religiosa do século 9, no estado de Tamil Nadu.

 No fim de outubro, enquanto escavavam um templo daquela época, os arqueólogos acharam um muro ainda mais antigo, pertencente a outro templo – este dedicado ao deus Muruga, também conhecido como Skanda. Ele seria datado do século 1 a.C.

De acordo com a ASI, o tsunami que destruiu o templo de Muruga aconteceu há cerca de 2 200 anos. Ele teria devastado 1 200 quilômetros do litoral indiano.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 24 de Janeiro de 2010, 13:31
VOCÊ SABIA?

Tesouros debaixo d'água
Alexandria poderá ter museu subaquático

(http://www.arenaofempires.com/blog/wp-content/uploads/2009/01/alexandria6.jpg)

Existe uma área, na cidade egípcia de Alexandria, que abriga o palácio de Cleópatra e outros 2 mil objetos de grande valor histórico, como esfinges egípcias, estátuas gregas e blocos gigantescos que fariam parte do Farol de Alexandria.
Só que tudo isso está debaixo d’água, em uma baía.
 É impossível recolher esses tesouros, que se acumulam desde que a ilha onde ficava a residência de Cleópatra afundou em um tsunami.
Para garantir que pessoas comuns possam observar os objetos, surgiu o primeiro projeto de museu subaquático do mundo.
Quando a obra terminar, será possível passear a poucos metros das relíquias.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 24 de Janeiro de 2010, 13:44
VOCÊ SABIA?

Lua: quantos homens já pisaram

(por Mário Araujo)
Quantos homens já pisaram na Lua?
(Eduardo Alencar)

(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:-Vufo8QVxehmBM:http://www.ccvalg.pt/astronomia/sistema_solar/lua/buzz_aldrin.jpg)

Até hoje, apenas 12 astronautas colocaram seus pés na superfície lunar. O primeiro a realizar tal feito foi o americano Neil Armstrong, em 1969. No entanto, as explorações lunares começaram formalmente dez anos antes, em 1959, quando sondas lançadas pela espaçonave soviética Soviet Luna voaram ao redor da Lua, se chocando com o solo. Na mesma época, missões americanas fotografaram a superfície do planeta, já preparando terreno para explorações com astronautas.

Em 20 de julho de 1969, Armstrong, a bordo da Apollo 11, aterrissou na Lua, Sua caminhada foi transmitida ao vivo para as televisões americanas - e assistidas no mundo todo. "As missões foram muito mais de cunho político do que científico, já que os mostrar aos soviéticos - que haviam lançado o primeiro homem ao espaço - que os Estados Unidos poderiam fazer algo maior, ou seja, pisar na Lua", afirma o físico Lázaro Padilha Jr, da Universidade da Flórida Central.

Durante os nove anos do programa Apollo (1963-1972), a Nasa, a agência espacial americana, enviou ao espaço 22 missões - seis com astronautas.
Em 1994, mandou à Lua uma nave mais eficiente, a Clementine, que realizou um mapeamento de sua topografia e composição.
Uma espécie de satélite, com 13 ferramentas de pesquisa (como radar e raio X), está sendo desenvolvido para sobrevoar a superfície lunar por um ano e medir seu campo gravitacional.
A agência também não descarta a possibilidade de construir uma base científica lá em cima.

 
Pegadas Lunares
Ao todo, 24 homens foram à Lua, mas só a metade pisou em sua superfície

Apollo 11 - 20/julho/1969

• Neil A. Armstrong

• Edwin E. Aldrin Jr

Apollo 12 - 19/novembro/1969

• Charles Conrad Jr.

• Alan L. Bean

Apollo 14 - 5/fevereiro/1971

• Alan B. Shepard Jr.

• Edgard D. Mitchell

Apollo 15 - 30/julho/1971

• David R. Scott

• James B. Irwin

Apollo 16 - 21/abril/1972

• James W. Young

• Charles M. Duke Jr.

Apollo 17 - 11/dezembro/1972

• Eugene ª Cernan
• Harrison H. Schmitt
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Fevereiro de 2010, 11:39
VOCÊ SABIA??

(http://2.bp.blogspot.com/_pXYPCoybUlU/SRu7snISYWI/AAAAAAAACrw/aNna-JfHt_4/s400/cleopatra.jpg)
Clópatra segundo Plutarco

O corpo de Cleópatra foi enterrado em alguma pirâmide do Egito?
Não.
Cleópatra não foi levada às pirâmides porque ela viveu muito depois do período em que os monumentos foram erguidos.
As pirâmides foram construídas entre 2.650 a.C. e 1.700 a.C. enquanto Cleópatra viveu no
século I a.C. Conforme seu pedido, a rainha do Egito, que se suicidou depois da nação ter sido tomada pelos romanos, foi enterrada ao lado de Marco Antônio, no Mausoléu Real em Sema, em Alexandria.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Fevereiro de 2010, 11:47
Você sabia??

Qual é o colégio mais antigo do Brasil?

(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:1bXbYF1luGjq2M:http://www.memoriabravobrasil.com.br/imagens/Rio%2520de%2520Janeiro/Realengo/Colegio%2520Pedro%2520II/images/Colegio%2520Pedro%2520II%2520(07)_jpg.jpg)(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:-dMFNJbMmFzzdM:http://www.cp2.g12.br/ocolegio/logomarcas/logo_novo.jpg)(http://www.cp2.g12.br/UAs/se/departamentos/neolatinas/inaug11.JPG)

O colégio mais antigo do Brasil, que ainda está em atividade, é o Colégio Pedro II.
 “Ele foi fundado em 1837, no Rio de Janeiro”, afirma o jornalista e poeta Luiz de Aquino, de 56 anos.
O segundo mais antigo, fundado em 1846, é o Liceu de Goiás, hoje conhecido como Liceu de Goiânia. Coincidentemente, Luiz de Aquino estudou nos dois colégios. Ele fez o ginasial no Pedro II e o colegial no Liceu.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Fevereiro de 2010, 12:10
VOCÊ SABIA??

Quando foi construído o primeiro edifício da história?

(http://www.historiadomundo.com.br/upload/Babilonios%20-%20HISTORIA%20DO%20MUNDO.jpg)

Não se conhece a data exata do primeiro edifício da história, mas, desde as primeiras civilizações, há registros de grandes palácios, templos e construções.

Sabe-se que os sumérios, que dominaram o sul da Mesopotâmia de 3.500 a 1.600 a.C., chegaram a ter cidades com mais de 30 mil habitantes, nas quais havia prédios repletos de colunas e terraços. Por causa da escassez de pedras, eles usaram uma argamassa de junco e barro, além de tijolos de barro secos ao sol.

O maior dos prédios deste período, o Zigurate de Ur, tinha um pavimento superior com mais de 30 metros de altura.

A civilização Minóica, que ocupou Creta por volta de 2.000 a.C., deixou vestígios de enormes palácios e edificações construídas antes de 1.750 a.C., quando uma grande catástrofe natural soterrou-as.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Fevereiro de 2010, 12:14
VOCÊ SABIA?

Como os faraós eram embalsamados?

(http://www.correiometropolitano.com.br/images/noticias/Not_1957.jpg)

Em primeiro lugar, cérebro, intestinos e outros órgãos vitais eram retirados. Nessas cavidades, colocavam-se resinas aromáticas e perfumes.
 Depois, os cortes eram fechados.
Mergulhava-se, então, o cadáver num tanque com nitrato de potássio (salitre) para que a umidade do corpo fosse absorvida.
 Ele permanecia ali por setenta dias.
 Após esse período, o corpo era lavado e enrolado numa bandagem de algodão, com
centenas de metros, embebida em betume, uma substância pastosa. Só aí o morto ia para a tumba.
 Esse processo conservava o cadáver praticamente intacto por séculos. A múmia do faraó Ramsés II, que reinou no Egito entre 1304 e 1237 a.C., foi encontrada em 1881 apenas com a pele ressecada. Os cabelos e os dentes continuavam perfeitos.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Fevereiro de 2010, 12:21
VOCÊ SABIA??

Como se pode pesar o sol?

(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:-YvlOR3lCQYJUM:http://www.astro.iag.usp.br/~maciel/teaching/artigos/sol2.jpg)

De acordo com Ednilson Oliveira, doutorando do Departamento de Astronomia do Instituto Astronômico e Geofísico da USP, o que se pode calcular é a massa do sol e não o seu peso. A forma tradicional se baseia na Lei da Gravitação Universal de Newton: sabendo-se qual é a distância entre a Terra e o Sol e a força de interação entre ambos, é possível fazer o cálculo da massa deste astro. “Além disso, podemos obter sua massa (equivalente a 1,989 x 1030 kg) conhecendo seu volume (por observação) ou a quantidade de energia que ele emana para a Terra por segundo”, afirma Ednilson.

Como se sabe a que distância caiu um raio?

(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:WsgSqGaLnFmzsM:http://downloads.open4group.com/wallpapers/varios-raios-caindo-595ab.jpg)

Para se chegar a uma distância aproximada entre o ponto em que caiu um raio e o local onde você está, comece a contar os segundos no momento em que o relâmpago (luz do raio) foi visto e pare quando ouvir o trovão (som o raio). Depois divida esses segundo por 3 e você terá a distância em quilômetros.

O céu é visto do mesmo jeito, com as mesmas constelações, no mundo inteiro?

A posição das estrelas e constelações mudam de acordo com a hora e o local de observação. Segundo Ednilson Oliveira, doutorando do Departamento de Astronomia do Instituto Astronômico e Geofísico da USP, o céu fica diferente conforme a distância de um lugar a outro. Na mesma data e no mesmo horário, por exemplo, o céu de São Paulo não é o mesmo visto em Brasília. Também existem constelações no hemisfério norte que nunca veremos no hemisfério sul, como a Ursa Menor e a estrela Polaris.
 Já as pessoas que estão no hemisfério norte não vêem o Cruzeiro do Sul.

O que é a aurora boreal, onde e quando ela acontece?

(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:f1VRInZ8NLttsM:http://cienciaecuriosidade.files.wordpress.com/2009/09/aurora_boreal2.jpg)

A aurora boreal é um fenômeno luminoso que acontece no pólo norte. Ela ocorre quando partículas carregadas eletricamente, como elétrons, são emanadas do sol. Ao chegar na Terra, elas são guiadas pelo campo magnético até os pólos, originando tal fenômeno. Quanto maior a atividade solar, mais intensas são as auroras. Vale ressaltar que elas só ocorrem nos pólos (a do pólo sul se chama aurora austral) e acima da atmosfera terrestre, a cerca de 60 km de altitude.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Fevereiro de 2010, 12:31
VOCÊ SABIA?

Qual era a capacidade de transporte dos navios negreiros?

(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:fPta0NoAP-PCyM:http://www.achetudoeregiao.com.br/ATR/ATR.GIF/escravos1.jpg)

Normalmente, os navios negreiros transportavam de 300 a 600 escravos. Os negros eram trancafiados no porão dos navios, todos amontoados, e sofriam muito com as péssimas condições de higiene e alimentação.
Em O Homem e a Terra no Brasil, de Edgar Rodrigues, consta que a situação era tão precária que, nas duas ou três semanas necessárias para a travessia, morriam de 50 a 70% dos escravos.

Qual era a diferença entre piratas e corsários?

(http://ideiafix.files.wordpress.com/2008/04/pirate-6.jpg)

Os piratas atacavam por conta própria, ao contrário dos corsários, que atuavam em nome de um rei.
Atacavam navios de países inimigos, usando a bandeira de seu país, e dividiam o saque com o rei, que ficava com a maior parte. Essa não era a regra geral, já que a maioria dos piratas era independente.

Quando e por que foi instituída a jornada diária de trabalho remunerada?

(http://2.bp.blogspot.com/_8SIjNwizW_k/SFA1KqRRu_I/AAAAAAAAABw/Hj0zz-UOMn0/s400/fabrica.jpg)

Até o início do século XX, os empregadores eram os únicos a ditar regras nas relações de trabalho. O crescimento das atividades produtivas, contudo, convergia para uma legislação que impusesse limites à exploração dos empregados. No Brasil, ano de 1932, no governo de Getúlio Vargas, um decreto estabeleceu a jornada diária remunerada de oito horas.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 08 de Fevereiro de 2010, 12:06
VOCÊ SABIA?

Como acontece o movimento de rotação da Lua? Ela gira em torno do quê ? Como estes giros influenciam as fases de seu ciclo?

(http://meuslivros.weblog.com.pt/arquivo/Lua-.bmp)

A Lua tem uma rotação em torno de seu próprio eixo, que dura 27 dias, 7 horas e 33 minutos. Seu movimento ao redor da Terra leva o mesmo período para acontecer e, por conta disso, os observadores daqui enxergam sempre a mesma face deste satélite. Quanto às fases que apresenta, trata-se de um fenômeno geométrico, que depende unicamente de sua posição em relação à Terra e do ângulo de incidência dos raios solares sobre ela.
Neste aspecto, o ciclo tem uma duração de 29 dias, 12 horas e 44 minutos e não sofre nenhuma influência do movimento de rotação.

Como os cientistas sabem a temperatura das estrelas?

(http://conversamos.files.wordpress.com/2008/08/estrelas.jpg)

Por meio da observação de uma estrela é possível deduzir qual é a sua temperatura. O astrônomo Ednilson Oliveira explica melhor: "o espectro da luz que provém de sua superfície indica qual é a cor desta estrela e, dessa forma, sabemos sua temperatura".
Uma estrela de cor branca, por exemplo, é considerada quente e tem temperatura da ordem de 25 mil graus Celsius. Já uma estrela vermelha é fria e sua temperatura gira em torno dos 3 mil graus Celsius.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 08 de Fevereiro de 2010, 12:15
VOCÊ SABIA?

Qual foi a primeira palavra pronunciada na Lua?

(http://2.bp.blogspot.com/_GrjuFxGbCWQ/SnLkOOsBfNI/AAAAAAAAAaw/p9CgHD-fPtQ/s400/lua6.jpg)

"Ok" foi a primeira palavra dita na Lua. O astronauta Buzz Aldrin a pronunciou quando a espaçonave pousou na Lua.


Quantas pessoas poderiam viver na lua se ela fosse habitável?


(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:5hEgK10S8ohooM:http://www.borboleteando.blogger.com.br/moonfairy.jpg)

Se a superfície da Lua fosse povoada na mesma proporção que os continentes da Terra nos dias de hoje, calcularíamos o número de habitantes comparando sua área total com a área de nossos continentes e sua densidade demográfica.
 Considerando que o planeta tem superfície 13,5% maior que a Lua, que apenas
27% dele é composto de continentes e que hoje vivem aqui cerca de 6 bilhões de pessoas, podemos calcular que, se a Lua fosse habitada na mesma medida, ela teria aproximadamente 1,64 bilhão de pessoas.


Se a Lua está na fase nova, cheia ou minguante, o mundo todo a enxerga da mesma forma?


(http://queerasus.files.wordpress.com/2007/11/fases-da-lua02.jpg)

Sim, as fases da Lua são um fenômeno simultâneo em todos os lugares; por conta disso, a Lua cheia estará nesta fase em todo o planeta.


Você assistiu ao filme Duas vidas? Descobriu por que, às vezes, a Lua fica alaranjada, fato que intrigava o garoto?


(http://rlv.zcache.com/cat_in_full_orange_moon_photosculpture-p153284844581351023tro3_210.jpg)

Quando a Lua, ou algum outro objeto, está muito próxima do horizonte, pode-se observar o fenômeno do avermelhamento.
 Isso ocorre porque próximo ao horizonte a atmosfera é mais densa e absorve diversos
comprimentos de onda da luz (diversas cores), menos a vermelha. Daí a tonalidade avermelhada do objeto (de vez em quando uma tonalidade amarela ou laranja), que é percebida no pôr do Sol.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 19 de Fevereiro de 2010, 14:26
VOCÊ SABIA?
Portugueses do sol nascente
No Japão do século 16, a presença lusitana deixou marcas profundas

(http://escaravelhoandarilho.files.wordpress.com/2008/08/japan_photo_2.jpg)

No auge de seu império, Portugal teve colônias na costa da África, em ilhas do Atlântico, no Oriente Médio, na Índia, na China, no Sudeste Asiático e no Brasil. Mas um outro país também foi ocupado: o Japão. Ainda que essa história seja pouco conhecida, a presença portuguesa na terra do sol nascente deixou marcas permanentes na cultura local.

Segundo o tratado Teppo-ki ("Crônica da espingarda"), de 1606, os lusos chegaram ao Japão em 1543. Não por acaso, esse registro está contido em uma obra histórica sobre a introdução da arma de fogo no país. A colonização europeia foi apoiada em armamentos, no comércio e na divulgação do cristianismo.

A princípio, cada navio ocidental chegava carregado com pólvora, seda e porcelana, trazidos da China, e especiarias da Índia. Rapidamente, o objetivo comercial somou-se à intenção de propagar a fé cristã. "O binômio missionário-comerciante é constante na história da presença portuguesa no Japão", afirma Madalena Ribeiro, pesquisadora da Universidade Nova de Lisboa.

Em 1582, já havia 150 mil cristãos no Japão e 200 igrejas, além de 20 padres. No auge, o número chegou a 200 mil, distribuídos principalmente no sul do país, em Kagoshima e Nagasaki. Mas a intromissão estrangeira em um país em fase de unificação incomodou as autoridades locais. A partir de 1587, os cristãos começaram a ser reprimidos. Os que não recuaram se tornaram kakure kirishitan, ou "cristãos ocultos". Com o tempo, a falta de contato com sacerdotes católicos fez com que alguns rituais fossem adaptados. Nas missas, a hóstia e o vinho passaram a ser substituídos por sashimi, arroz e saquê. Em 1859, quando chegaram ao Japão, missionários franceses descobriram que cerca de 60 mil japoneses praticavam o cristianismo na clandestinidade. As comunidades kirishitan existem até hoje. Muitas ainda têm orações como pai-nosso e ave-maria, recitadas (sem serem compreendidas) em uma mistura de japonês, latim e português do século 16.
Além da religião, a influência portuguesa marcou a medicina, as ciências náuticas e a astronomia. Os arquitetos japoneses aprenderam técnicas para fortificação de castelos. Outros campos do pensamento ocidental também influenciaram os orientais. "A chegada dos portugueses permitiu uma alteração na maneira de pensar dos japoneses, por influência de ideias como o racionalismo e o liberalismo", diz Ikunori Sumida, diretor do Departamento de Estudos Luso-Brasileiros da Universidade de Estudos Estrangeiros de Kioto. "Foi uma mudança invisível, ao contrário da introdução das espingardas e da religião."

Fé de berço
Alguns imigrantes que vieram ao Brasil já eram católicos

A maior parte dos japoneses que se mudaram para o Brasil a partir do fim do século 19 conheceu o catolicismo no nosso país. Mas uma pequena parcela descendia dos cristãos escondidos, os kakure kirishitan. "Esse grupo foi importantíssimo para a conversão dos japoneses e nikkei brasileiros ao cristianismo. Eles ofereceram um tipo de catolicismo com o qual os japoneses puderam se identificar", diz Rafael Shoji, do Instituto para Religião e Cultura da Universidade Nanzan, em Nagoia, Japão.
Entre os cristãos que chegavam por aqui estava um missionário católico, o monsenhor Domingos Nakamura. Nascido no arquipélago de Goto, ele conhecia as famílias que atendia, no Paraná e em São Paulo, por causa de seu trabalho anterior, na paróquia de Kagoshima. Madalena Hashimoto Cordaro, 51, professora de Literatura Japonesa na USP, também descende de "cristãos ocultos". "Meu pai contava histórias sobre perseguições ocorridas no passado e crucificações na praia."

Glossário luso-nipônico
Palavras japonesas de origem portuguesa

Padre - bateren

Bênção - bensan

Vidro - bïdoro

Botão - botan

Jesus - Esu

Carta de jogar - karuta

Pão - pan

Tabaco - tabako

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 19 de Fevereiro de 2010, 15:28
VOCÊ SABIA?

E o Vento Levou setentão
Épico retrata o conflito mais sangrento da história dos EUA
por Álvaro Oppermann


(http://konteudo.files.wordpress.com/2008/01/e-o-vento-levou.jpg)

Enquanto uma multidão de 300 mil pessoas se acotovelava pelas calçadas e ruas de Atlanta, na Geórgia, uma pequena carreata rumava em câmera lenta ao cinema Loew’s Grand. Na noite gelada de 15 de dezembro de 1939, os atores Vivien Leigh, Clark Gable e Olivia de Havilland receberam o público na cerimônia de estreia de E o Vento Levou, de Victor Fleming. Foi o maior evento que presenciei no sul dos EUA", disse o ex-presidente Jimmy Carter ao The New York Times, em 1999. O épico retrata a Guerra da Secessão (1861-1865), conflito armado entre os estados confederados (sul) e os abolicionistas (norte), o mais sangrento do país, com 620 mil soldados mortos.

"O filme deixa os espectadores com a impressão errônea de que a Guerra Civil foi menos brutal que as guerras modernas", diz Gary W. Gallagher, historiador e professor da Universidade de Austin, no Texas. O conflito não é o único tema polêmico abordado na obra. O público feminino foi cativado pela protagonista Scarlett O’Hara, personagem que representa o rompimento com a moral rígida sulista. Em 1939, durante a sessão de gala do filme, as personalidades negras tiveram de ficar em um local separado. E o elenco negro sequer foi convidado.

O livro de Margareth Mitchell, que serviu de base para o roteiro, vendeu 1 milhão de exemplares, mas foi o filme quem consolidou uma marca. Pelos cálculos do crítico Eric Melin, hoje E o Vento Levou renderia 1,5 bilhão de dólares apenas nos EUA (Titanic abocanhou 600,8 milhões). Reviravoltas nos sets de filmagem marcaram o épico. A concorrência para ser Scarlett, por exemplo, era acirrada. Escolhida entre 1 400 candidatas (uma delas Bette Davis), Vivien Leigh era avessa ao galã Clark Gable. Já Gable, que não queria ser dirigido por um homossexual, influenciou a demissão de George Cukor - substituído por Victor Fleming.


O filme em números
Uma produção de proporções astronômicas

Oscar - 10 estatuetas

Estúdio- 88 horas de filme

Custo - U$ 3,9 milhões

Bilheteria - U$ 25 milhões (1939-1940)

Figurino - 2 500 vestidos confeccionados





Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 09 de Março de 2010, 20:59
VOCÊ SABIA??

O drama das crianças de Chernobyl

Vítimas do acidente nuclear de 1986 sofrem com doenças e preconceito
por Rita Loiola

(http://4.bp.blogspot.com/_J2xpTHJ7v88/RhDlUIpxfFI/AAAAAAAAAEY/3nnbrYaxXCU/s400/chernobyl_cp_9876067.jpg)(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:hhpNV2xrBlagcM:http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/img/poluicao2.jpg)(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:4MNBUF820l8t-M:http://4.bp.blogspot.com/_qjLga5cosz0/SIU47lba75I/AAAAAAAAAUE/IK4D8vlvfKk/s320/Chernobyl-Criancas.jpg)

Já se passaram quase 24 anos desde que duas explosões na usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, espalharam radiação pela Europa. Na época, o acidente da madrugada de 26 de abril de 1986 deixou 32 mortos. Mas os efeitos da tragédia não ficaram no passado e muito menos têm data para acabar. "Chernobyl não parou de fazer vítimas. Suas consequências foram inesquecíveis e irreversíveis", diz Angèle Mosser, integrante da associação francesa Les Enfants de Tchernobyl (As Crianças de Chernobyl).

A área mais gravemente atingida passa por três países: Ucrânia, Rússia e Bielo-Rússia. Mesmo com os reatores fechados e isolados, quem sobreviveu ainda enfrenta vários problemas de saúde (veja na pág. ao lado). Desde que a terra e a água da região foram contaminadas por elementos radioativos, frutas, legumes, carne e pão nunca são totalmente sadios. E esse drama não atinge somente os sobreviventes. Crianças nascidas depois de 1986 têm de lidar com doenças graves. No norte da Ucrânia, a incidência de câncer na tireoide é quase 100 vezes maior que o normal. E dois em cada três adolescentes têm problemas no coração.

Para quem ficou contaminado, uma medida simples faz toda a diferença: estudos ucranianos e franceses demonstraram que a permanência de três meses em regiões não-radioativas é capaz de diminuir em 30% o césio presente no corpo. Sabendo disso, desde 1993 a associação Les Enfants de Tchernobyl leva jovens para passear no exterior. Associações semelhantes fazem o mesmo em diversos países: Alemanha, Itália, Espanha, Bélgica, Irlanda, Canadá e Estados Unidos. "No entanto, além dos problemas de saúde, precisamos lidar também com o preconceito que essas crianças sofrem", afirma Angèle Mosser. "Como a informação ainda é escassa, há quem tema até chegar perto desses jovens."

As dificuldades de relacionamento com as vítimas resultam da falta de informação e do impacto causado pelas antigas imagens de recém-nascidos monstruosos, nascidos em regiões próximas às explosões. Entidades especializadas fazem campanhas para alertar que pessoas contaminadas não são contagiosas. Ainda assim, o desastre nuclear é um fantasma presente. "Chernobyl foi - e ainda é - o inferno", diz Monique Sene, integrante do grupo francês.


Radiação no corpo

As áreas mais atingidas

A radioatividade ataca principalmente as células do coração, da tireoide e do cérebro, provocando baixa imunológica e problemas em órgãos vitais. Mas o maior problema são as taxas de câncer.


Incidentes em série

A usina, antes e depois da tragédia

1977 - Inauguração
Depois de sete anos de obras, a usina começa a funcionar. A abertura é celebrada com grande festa na cidade ucraniana.


1986 - Explosão
Em 25 de abril, inicia-se um teste no sistema de resfriamento. À 1h23 do dia 26, dois reatores explodem. O desastre lança 100 vezes mais radiação que a bomba de Hiroshima.


1991 - Incêndio
Um incêndio de pequenas proporções atinge uma turbina. Mais uma vez, as autoridades locais demoram para evacuar a área.


1993 - Grupo de apoio
Surge o grupo As Crianças de Chenobyl, que procura reintegrar as vítimas. Desde então, todos os anos, 200 jovens da Ucrânia são levados para passar férias de verão na França.


2000 - O fim do pesadelo
Finalmente, o governo ucraniano decide fechar a usina nuclear de Chernobyl. A decisão é tomada logo depois de um novo vazamento em um reator.


2010 - Balanço mórbido
Desde o acidente, 7 milhões de pessoas da região foram afetadas e 30 mil pessoas morreram em decorrência dos efeitos da radiação. Ainda hoje, 9 milhões de pessoas vivem em áreas contaminadas
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 09 de Março de 2010, 21:25

Você sabia??

A maldição do Caribe
Terremoto no Haiti destrói o país e reafirma desgraças que assolam a ilha há séculos
por Fábio Varsano

(http://www.roarusa.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/haiti-beach.jpg)(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:qzmXTrhvQUnEUM:http://2.bp.blogspot.com/_JFHiLaSRslc/S1iI-vbp8HI/AAAAAAAAE30/q6i9dacE1cE/s400/Haiti_6_314588a.jpg)(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:WCiT_UhIeoz4EM:http://www.cooladventuregirls.com/wp-content/uploads/2010/01/haiti-4.jpg)

No século 18, o Haiti era a região mais próspera do novo mundo. Um quarto da riqueza da França, por exemplo, provinha da colônia, produtora de 75% do açúcar comercializado no globo. Chamada à época de Pérola das Antilhas, o local enfrenta há séculos crises políticas e catástrofes - como o terremoto de 12 de janeiro, que matou 230 mil pessoas (conta estimada até o fechamento desta edição). Localizado entre duas placas tectônicas, o Haiti está em uma zona de instabilidade geográfica, sujeito a tremores, e vulnerável a furacões. Mas os danos causados pelos desastres naturais não explicam sozinhos por que o país se tornou o mais pobre das Américas, com 76% da população vivendo com até 2 dólares por dia.

Desde seu descobrimento, em 1492, a violência foi um traço marcante do Haiti. Em 1794, a escravidão foi abolida, reforçando a rebelião do ex-escravo Toussaint L’Ouverture - que culminou, em 1804, na independência do país. "O Haiti foi o único das Américas a se tornar independente com uma revolução de escravos", diz Thiago Rodrigues, professor da Universidade Federal Fluminense. Em 1956, ao ser eleito, François Duvalier, o Papa Doc, criou a milícia tonton macoutes (bichos-papões). O regime de terror foi continuado por seu filho Jean-Claude, o Baby Doc, deposto por um golpe militar em 1986. Mas a redemocratização não reduziu a violência, o que levou a ONU a intervir em 2004, conseguindo resultados positivos. O terremoto de janeiro, no entanto, veio apenas se somar às incertezas que insistem em reduzir o país de 10 milhões de habitantes a um rastro de pó.


Haiti em escala

A trajetória do país é marcada por tremores políticos e naturais


1492
Colombo chega à ilha Hispaniola, hoje dividida entre Haiti e República Dominicana


1505
Começa o cultivo da cana-de-açúcar. A mão de obra passa a ser de escravos negros


1697
Após tratado, Espanha cede à França Saint Domingue, a parte da ilha onde fica o Haiti


1794
A Assembleia Nacional da França abole a escravidão em suas colônias


1804
L’Ouverture consegue a independência do Haiti. O conflito deixou 200 mil mortos


1838
França reconhece a independência do Haiti, ao custo de 90 milhões de francos


1915
Os EUA ocupam o Haiti para deter a guerra civil e criam uma força policial militar


1956
Papa Doc é eleito e comanda uma ditadura marcada pela tortura e pela magia negra


1971
Duvalier morre e é sucedido por seu filho, Jean Claude, o ditador Baby Doc


1986
Golpe militar derruba Baby Doc, que foge e vive como milionário na Riviera Francesa


1991
O padre Jean-Bertrand Aristide toma posse como presidente eleito


2004
Após massacre, a ONU intervém no Haiti. O Brasil comanda a Missão de Paz


2006
EUA lançam o Hope, um pacote de ajuda ao desenvolvimento da economia do Haiti


2010
Terremoto de 7 graus na escala Richter arrasa o país, deixando mais de 230 mil mortos

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: Renato_ em 13 de Março de 2010, 14:47
Muito interessante esse tópico; de fato, não há nada de cultura inútil aqui.

Sabiam que, nomes de descobertas, leis e aparelhos científicos levam o nome dos seus descobridores? Alguns exemplos:

- "Volts", voltímetro, em homenagem a Alessandro Volta.
- "Watts" de potência, em homenagem ao engenheiro James Watts
- "Amperímetro", ou "ampéres", em homenagem ao físico francês Jean Marie Ampère
- "Telescópio espacial Hubble", em homenagem a Edwin Hubble, que observou a "fuga das galáxias", estabelecendo a "Lei de Hubble", em 1929.
- Óleo "diesel", em homenagem ao alemão Rudolf Diesel, que descobriu o motor a combustão, embora Henry Ford tenha patenteado a descoberta.
- Teoremas de Pitágoras
- conjuntos cartesianos, em homenagem a Renè Descartes, que também fôra matemático
- Paradoxo de Olbers (por que o céu é escuro à noite?) em homenagem ao médico e astrônomo alemão Heinrich Olbers, e assim por diante... 

abçs,

Renato

 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 17 de Março de 2010, 23:08
Oi, Renato!! Muito boa sua contibuição! Adorei!!
Carinhos,
Helena
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Você sabia??


E a gente pensa que repete corretamente os ' ditos populares'
... Dicas do Prof. Pasquale:

No popular se diz: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro'

(http://os7.zip.net/images/bichocarpinteiro.jpg)

"Minha grande dúvida na infância... Mas que bicho é esse que é carpinteiro, um bicho pode ser carpinteiro???"

Correto: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro'.

"Tá aí a resposta para meu dilema de infância!"  EU NÃO SABIA. E VOCÊ?


Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.'

(http://os7.zip.net/images/batatinha.jpg)

Enquanto o correto é: ' Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.'

"Se a batata é uma raiz, ou seja, nasce enterrada, como ela se esparrama pelo chão se ela está embaixo dele?" Tudo bem eu era uma malinha!


'Cor de burro quando foge.'

(http://4.bp.blogspot.com/_zxtuXh5Iyk4/SrDvra2IzpI/AAAAAAAAAeA/T44R93OTHfk/s400/burrofugit.jpg)

O correto é: 'Corro de burro quando foge!' Esse foi o pior de todos!

Burro muda de cor quando foge??? Qual cor ele fica??? Porque ele muda de cor??? Eu queria porque queria ver um burro fugindo para ver a cor dele! Sério!


Outro que no popular todo mundo erra: 'Quem tem boca vai a Roma.'
"Bom, esse eu entendia, de um modo errado, mas entendia! Pensava que quem sabia se comunicar ia a qualquer lugar!"  O correto é:

'Quem tem boca vaia Roma.' (isso mesmo, do verbo vaiar).


Outro que todo mundo diz errado, "Cuspido e escarrado" - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa. "Esse... Sei lá!"

(http://carraraassento.files.wordpress.com/2008/03/davi.jpg)

O correto é: 'Esculpido em Carrara.' (Carrara é um tipo de mármore)


Mais um famoso.....

(http://festivaldebesteirasnaimprensa.files.wordpress.com/2009/12/cao-e-gato.gif)

'Quem não tem cão, caça com gato.'
"Entendia também, errado, mas entendia! Se não tem o cão para ajudar na caça o gato ajuda! Tudo bem que o gato só faz o que quer, quando quer e se quer, mas vai que o bicho tá de bom humor!"
O correto é:
'Quem não tem cão, caça como gato.... ou seja, sozinho!'
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Março de 2010, 12:32
VOCÊ SABIA??
 

O Verdadeiro Significado da Palavra TREM

(http://1.bp.blogspot.com/_xtOVd4UR11I/Shr3DPJI30I/AAAAAAAAVZo/iatIPqW9c-U/s320/Trem+Bala+Mineiro.bmp)


Interessante que o assunto  mineirês veio à tona, logo no dia  em que alguns  transtornos foram  causados pelo seu  desconhecimento por parte de alguns  jornalistas, que escreveram a seguinte  manchete:
 "Trens batem de frente em Minas".

Os mineiros, obviamente, não deram a  devida importância,  já que para eles, isto quer dizer apenas que duas coisas  bateram.   Poderia ter sido dois carros,  um carro e uma  moto,  uma carroça e um carro de boi;  ou até mesmo, um choque entre uma mala de viagem e a mesa de jantar.

Movido pela curiosidade, resolvi então consultar o Aurélio. E vejam o que diz:
 
Trem  (do francês / inglês: train)  Substantivo masculino
 
   1-  Conjunto de objetos que formam a bagagem de um  viajante.
   2-  Comitiva,  séqüito.
   3-  Mobiliário duma casa.
   4-  Conjunto de objetos  apropriados para certos serviços...
   5-  Carruagem,  sege.
   6-  Vestuário,  traje,  trajo.
   7-  Mar. G. Bras.  Grupamento  de navios auxiliares  destinados aos serviços  (reparos, abastecimento, etc..) de uma  esquadra.
   8-  Bras.  Comboio ferroviário;  trem de ferro.
   9-  Bras.  Bateria de cozinha.
   10-  Bras. MG C.O. Pop.  Qualquer objeto ou coisa;  coisa,  negócio,  treco,  troço:
"ensopando o arroz e abusando  da pimenta, trem  especial,  apanhado   ali mesmo, na horta."  (Humberto Crispim , Cacho de Tucum, p. 186).
   11-  Bras. MG S. Fam.  Indivíduo sem préstimo, ou de  mau caráter;  traste.

Vejam que o sentido de comboio  ferroviário é apenas o 8º, e ainda é considerado um brasileirismo.

Comentei o fato com um amigo  especialista em etimologia,  que me  esclareceu a questão:
 o comboio  ferroviário recebeu o nome de trem,  justamente  porque  trazia,  transportava, os trens das  pessoas.
Vale lembrar que nessa época,  o Brasil possuía  uma malha  ferroviária com  relativa  capacidade e o transporte  ferroviário era o mais  importante.  Assim, era natural  que as pessoas fizessem  essa  associação.

Moral da estória:
O mineiro é, antes de tudo, um erudito.
Além de  erudito,  ainda é  humilde e aceita que o pessoal dos outros  estados  tripudie da forma como usa a palavra  trem.
Na verdade, acho que isso  faz parte do "espírito  cristão do  mineiro".
 Ele escuta as  gozações e pensa:  Que sejam perdoados,  pois não  sabem o que  dizem!
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 19 de Março de 2010, 15:23
VOCÊ SABIA??

Joaquim José, o Tiradentes
Herói, idealista e líder que demonstrou caráter ímpar em face do julgamento e da morte, ou simples figurante numa conspiração de ricos e poderosos?
por F. G. Yazbeck

(http://historia.abril.com.br/imagem/capas/capa-historia-edicao-080m.jpg)

Manhã de 21 de abril de 1792. O condenado é conduzido pelas ruas do Rio de Janeiro, cercado pela tropa, desde a prisão até o patíbulo instalado no largo da Lampadosa. A cabeça e a barba raspadas, coberto por uma túnica grosseira e portando um crucifixo, sobe calmamente os degraus, acompanhado do frei encarregado de lhe dar o amparo de orações na hora da morte. A multidão reunida assiste a tudo consternada. Ao atingir o patamar, o homem dirige-se ao carrasco e pede-lhe que abrevie seu sofrimento, ao que este responde pedindo perdão, pois apenas cumpria o que mandava a lei. Tão logo o corpo ainda vivo do Tiradentes projetou-se no espaço vazio, o carrasco Capitania jogou-se sobre seus ombros, firmando-se na corda e forçando seu peso sobre o do enforcado para apressar sua morte.

Cumpria-se assim a sentença pronunciada três dias antes, que condenava o réu "a com baraço e pregão ser conduzido pelas ruas publicas ao lugar da forca e nella morra morte natural para sempre, e que depois de morto lhe seja cortada a cabeça e levada a Villa Rica aonde em lugar mais publico della será pregada, em um poste alto até que o tempo a consuma, e o seu corpo será dividido em quatro quartos, e pregados em postes pelo caminho de Minas" (sic).

(http://1.bp.blogspot.com/_8upMLiLdWRU/Se3P1rbH9yI/AAAAAAAAAWs/CwnyCdcWcUs/s200/images.jpg)(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:WDUWzPftT0r3XM:http://www.waterlooweb.com.br/calendar/tiradentes1.bmp)(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:slW_UaidBhuigM:http://www.descobertonet.com.br/tiradentes.JPG)(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:WhNgZ8pLsJ5BoM:http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/31/Figueiredo-MHN-Tiradentes.jpg/240px-Figueiredo-MHN-Tiradentes.jpg)

A visão derradeira dos moradores da capital da colônia de Joaquim José da Silva Xavier é bem distinta da figura presente até hoje no imaginário nacional, que remete a Jesus Cristo. Quase três anos antes, o herói da Inconfidência fora preso sem resistência, tentando se esconder. Tiradentes também tinha outras alcunhas, como "o Corta-vento" e "o Liberdade". São detalhes pouco conhecidos, mas não menos importantes para entender quem era ele e seu papel na conjuração, muito além dos mitos construídos a partir do fim do século 19, quando se formava a República brasileira.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 19 de Março de 2010, 15:33
Continuação...

(http://www.almanaquebrasil.com.br/wp-content/uploads/2009/03/tiradentesalferes.jpg)


Nascido em 1746, na fazenda do Pombal, perto de São José Del Rei do Rio das Mortes (hoje a cidade de Tiradentes), Joaquim José era o quarto dos sete filhos de Domingos da Silva Santos e Antônia da Encarnação Xavier. Aos 11 anos tornou-se órfão. Até perto dos 20, labutou com os irmãos nas terras herdadas do pai, ao mesmo tempo que praticava as artes de dentista aprendidas com o tio e padrinho. Por essa época resolveu comprar algumas mulas, escravos, mercadorias para tentar a vida como tropeiro nos sertões de Minas Gerais e nas vilas do Caminho Novo, que levava ao Rio de Janeiro. Chegou até a Bahia, mas os negócios mal o sustentavam. Desistiu de vez depois de ter sido preso (perto da atual Diamantina) ao tentar defender um escravo que era espancado pelo dono, um poderoso fazendeiro.

Até 1775, perto dos 30 anos, sobreviveu como dentista, ganhando por isso o apelido de "Tira-dentes". Trabalhava ocasionalmente também como minerador e como médico, em vista dos conhecimentos sobre plantas medicinais adquiridos com seu primo, frei José Mariano da Conceição Vellozo, consagrado botânico à época. Cansado das atividades errantes pouco rentáveis, alistou-se na tropa paga de Minas, o Regimento de Cavalaria, e recebeu o posto de alferes - hoje equivalente ao de subtenente.


Sem recompensa

Muito cedo ele se destacou na função, em missões que envolviam o conhecimento de assuntos que iam além do esperado em sua posição. Serviu no Rio e comandou o destacamento de Sete Lagoas, na principal via de ligação entre Minas e a Bahia. Em 1781 foi transferido com a determinação de construir uma variante do Caminho Novo, até o Registro de Paraibuna. Era um estudioso autodidata de mineralogia e outras ciências da natureza. Em 1783, foi novamente realocado para combater uma temida quadrilha de assaltantes que infernizava a vida dos viajantes na serra da Mantiqueira. Mesmo em menor número, a tropa do alferes conseguiu derrotar o bando do Montanha, que tinha mais de 30 homens.

As qualificações de Tiradentes eram reconhecidas mas não recompensadas. Assistia indignado à promoção de colegas, enquanto suas atribuições só aumentavam. Numa das missões, o governador Luís da Cunha Meneses determinou que participasse do grupo encarregado de fazer o levantamento geológico e mineralógico do leste de Minas, na fronteira com o Rio, área então fechada à mineração. E justificou a ordem devido à "notória inteligência mineralógica" do alferes.

Nem assim conseguiu ele uma promoção. Formalizou queixa por isso, mas o governador afirmou que o militar "não passava de um mariola a quem se podia dar com um pau". Humilhado, Tiradentes pediu licença da tropa e requereu a ocupação de terras entre os municípios de Matias Barbosa e Simão Pereira, na divisa entre Minas e o Rio. Sem recursos e tino comercial, foi levado novamente à falência, tendo apenas suas habilidades de dentista para afugentá-lo da miséria.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 19 de Março de 2010, 15:37
Continuação...

(http://www.colegiosaojoaoilhabela.com.br/site/images/stories/ILUSTRATIVA/wg_5_Tiradentes.gif)

Confirmada a sina de ter de viver sob soldo, o alferes voltou ao regimento, sendo logo encarregado de missão que o levaria a várias viagens ao Rio de Janeiro. Pôde, então, bem estudar o solo e o sistema fluvial da região, elaborando planos para o aproveitamento das águas locais, de modo a solucionar o grave problema de abastecimento da capital da colônia.

Conspirador urbanista

A abrangência e a viabilidade das propostas do militar são surpreendentes e estão entre suas facetas menos conhecidas. Apresentou projetos de canalização dos rios Maracanã e Andaraí, sugeriu a drenagem de alguns mangues e fez ver a possibilidade de aproveitamento dos desníveis dos córregos Catete, Comprido e Laranjeiras para a instalação de moinhos. Também propôs a construção de armazéns e trapiches na área do porto que permitiriam a carga e descarga de vários navios ao mesmo tempo. Idealizou ainda um serviço de barcas ligando o Rio a Praia Grande, em Niterói.

Os administradores desconsideraram os planos; só tinham olhos para a cobrança de impostos. Menos de 30 anos depois, porém, dom João VI iniciaria obras na capital nos mesmos moldes das ideias de Tiradentes. Em 1889, projetos de saneamento do engenheiro Paulo Frontin confirmaram a validade das propostas.

O apetite fiscal da coroa era tão grande quanto a dificuldade em quitar suas dívidas com a Inglaterra. Portugal pouco produzia além de vinhos e quinquilharias. Comprava dos britânicos quase tudo o que consumia. O ouro brasileiro era a principal moeda de pagamento, mas, a partir da segunda metade do século 18, já dava mostras de esgotamento.

Foi nesse período, entre 1786 e 1789, que Tiradentes passou a conspirar. A voracidade da coroa - que cobrava um quinto de tudo o que fosse recolhido na atividade mineradora (veja nas págs. 30 e 31), bem como outros tributos sobre o comércio, a lavoura e a pecuária -, além da notória corrupção do governador Cunha Meneses, fazia acumular o descontentamento em toda a capitania de Minas. À insatisfação sobre a carreira no regimento, Joaquim José somava novas ideias. Fez sua cabeça na biblioteca do cônego Luís Vieira da Silva. Ali conheceu as teses dos franceses Rousseau, Montesquieu e outros iluministas, que secundavam o pensamento do inglês John Locke.

A liberdade emergia como um bem inato do homem. Cada um deveria ser livre para agir segundo apenas sua consciência e as normas democraticamente definidas por sua comunidade. Assim repetia o alferes onde quer que estivesse, e sempre exaltado, o que lhe valeu uma série de outros apelidos, como "o República", "o Liberdade", "o Gramaticão" e "o Corta-vento". Costumava circular com livros debaixo do braço, inspirado também pela ação dos norte-americanos, que haviam se separado do Império Britânico e implantado um sistema federalista de governo (1776). Joaquim José estava sempre afirmando que cabia aos brasileiros dirigir sua própria república. Obcecado por essas ideias e vendo que elas também ocupavam mentes mais ilustres, começou a reunir-se com personalidades de Vila Rica (hoje Ouro Preto), como Tomás Antônio Gonzaga e Inácio José de Alvarenga Peixoto (veja galeria de personagens na pág. 35).

José Álvares Maciel foi outro importante conspirador. Pensador, idealista, mas de pés no chão. Apesar de Tiradentes ter se apresentado aos julgadores como o único líder fático do movimento, deve ser concedida a Maciel a liderança das ideias. Estudioso da filosofia dos franceses e da formação dos Estados Unidos, teve contato indireto com Thomas Jefferson, através de um amigo comum, um estudante brasileiro na França, José Joaquim da Maia, que mantinha correspondência com o então embaixador americano em Paris, buscando apoio para um desejado movimento de independência. Ao lado de Domingos Vidal Barbosa, Maciel elaborou as diretrizes para a nova república.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 19 de Março de 2010, 15:40
Continuação...

(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:G8kk8CU49cHuwM:http://geraldofreire.uol.com.br/tiradentes)(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:JBEy3taYakSrEM:http://www.escolakids.com/public/images/legenda/563f835137b2a521dc25c6563600cf01.jpg)

Não bastaria tornar o Brasil independente, era preciso dar-lhe também as condições para se manter como nação livre e forte. Para isso, deveria ser dedicado especial esforço à educação do povo, ainda que o fim da escravidão estivesse nos planos de forma apenas mitigada. Seriam criadas escolas, uma universidade em Vila Rica, e a capital transferida para São João Del Rei. Seria implementada a construção de fornos siderúrgicos e a fabricação de todos os produtos que até então só eram obtidos de Portugal.

Advogados, bacharéis, médicos, membros da Igreja, militares, gente do povo, a insatisfação parecia generalizada. E os conspiradores pretendiam fazer uso dela, exacerbada diante da perspectiva de uma nova derrama - o confisco de bens para completar os débitos acumulados na arrecadação mínima de 100 arrobas de ouro (1470 kg) por ano - esperada para o início de 1789, sob as ordens do novo governador, Luís Furtado de Mendonça, o visconde de Barbacena.

Tiradentes se sobressaía como um dos líderes militares do movimento ao lado de um velho conhecido a quem fora subordinado: o tenente-coronel Francisco de Paula Freire de Andrade, comandante do Regimento de Cavalaria Regular das Minas Gerais. Também participavam de reuniões para o levante os coronéis Domingos de Abreu Vieira e José Aires Gomes, das forças auxiliares, e até o coronel Joaquim Silvério dos Reis, que viria a ser o grande traidor dos rebeldes.

Por pretender atrair a todos, dos mais nobres aos mais humildes, o movimento acabou por dar espaço a gente como o português Silvério dos Reis e outros traidores: Ignácio Correa Pamplona e Basílio de Brito Malheiros. Eles não titubearam em denunciar a conspiração ao visconde.

A revolta fora planejada para estourar no dia da derrama. A senha do movimento era "tal dia é o batizado", a data do confisco. Tiradentes e Andrade desencadeariam as ações em Vila Rica, que culminariam com a tomada do palácio, a degola de Barbacena e apresentação de sua cabeça ao povo, que seria então chamado a apoiar uma junta provisória de governo. O Rio seria ocupado em seguida e conspiradores acionados também em São Paulo e na Bahia. Mas, a essa altura, o governador já sabia da trama.


Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 19 de Março de 2010, 15:42
Final...

Erro

(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/14/Resposta_de_Tiradentes.jpg/300px-Resposta_de_Tiradentes.jpg)

Planos escritos de ação para o levante nunca foram recuperados. A reconstituição dos acontecimentos e do papel dos participantes sempre foi dificultada pela escassez de documentação. Mas está claro que, em todo o planejamento, faltou cogitar saídas alternativas caso algo desse errado. Erro crasso, considerando haver no grupo militares de alta patente e o próprio Tiradentes, que já demonstrara astúcia e senso estratégico na derrota do bando do Montanha. Foram ingênuos os inconfidentes. Bastou o governador suspender a derrama e o tal dia não aconteceu. O burburinho sobre o levante era considerável, e, a partir das informações de Silvério, foram emitidas ordens de prisão em Vila Rica e no Rio de Janeiro. Joaquim José da Silva Xavier, que estava lá em busca de novas adesões ao movimento e evitando o excesso de exposição em Minas, foi seguido por vários dias e preso no sótão da casa de Domingos Fernandes da Cruz, em 10 de maio de 1789, onde se escondera. Estaria armado, mas preferiu não reagir.

O tribunal (uma comissão especial formada por desembargadores da Casa de Suplicação de Lisboa) culminou com a condenação de 28 réus, além de Tiradentes, chegando a impor penas à memória e aos descendentes de outros três falecidos na prisão. A pena de morte aplicada a dez dos conjurados, porém, foi comutada na última hora em degredo perpétuo pelo regente dom João, em nome da rainha dona Maria I. A forca restou só para o alferes. Há quem afirme que, dessa forma, Portugal quis fazer entender a conspiração como aventura de um reles e tresloucado dentista, que com lábia aliciou mentes mais ilustres.

Kenneth Maxwell, numa das mais importantes obras sobre a Inconfidência, A Devassa da Devassa, esboça a tese de que Tiradentes seria mero "bode expiatório", elemento apenas periférico dentre os plutocratas e intelectuais que compunham o movimento nascido não apenas de ideais, mas fundamentalmente de interesses econômicos. O mesmo brasilianista, porém, não deixa de reconhecer o caráter ímpar do mártir, de exceção "em uma história particularmente carente de grandes homens". Durante os interrogatórios sempre reclamou Joaquim José a exclusiva culpa pela iniciativa da sedição, inocentando seus companheiros de outros crimes que não fosse o de ouvir suas ideias.

Qualquer que tenha sido seu papel, Tiradentes tornou-se um autêntico herói nacional. Primeiro foi adotado pelo movimento republicano, que o elegeu como mártir cívico-religioso e antimonarquista, fazendo prosperar as representações que o aproximam de Cristo. O 21 de abril tornou-se feriado nacional em 1890. Tiradentes teve também exaltada sua imagem de militar patriota, quando nomeado patrono da nação pelo governo militar, em 1965, enquanto os movimentos de esquerda não deixaram de recorrer a ele como símbolo de rebeldia. "O segredo da vitalidade do herói talvez esteja afinal nessa ambiguidade, em sua resistência aos continuados esforços de esquartejamento de sua memória", diz o historiador José Murilo de Carvalho em A Formação das Almas.

"Pois seja feita a vontade de Deus. Mil vidas eu tivesse, mil vidas eu daria pela libertação da minha pátria", teria dito Tiradentes ao ouvir serenamente a sentença. Trinta anos depois da execução, dom Pedro I, o herdeiro da coroa que o esquartejara, proclamava a independência do Brasil. Era a prova de que os propósitos de Joaquim José foram plantados em terra fértil. Um dos conjurados, José de Rezende Costa, filho, tornou-se constituinte na Assembleia de 1823, a primeira da nova nação brasileira.
Saiba mais

Livros

A Devassa da Devassa - A Inconfidência Mineira: Brasil e Portugal, 1750-1808, Kenneth Maxwell, Paz e Terra, 2009
É tida como a mais completa e importante obra sobre a Inconfidência Mineira. A primeira edição é de 1973.


Historia da Inconfidência de Minas Gerais, Augusto de Lima Júnior, Itatiaia, 1996
Com toques literários de romance, é um dos mais relevantes textos históricos sobre a conjuração.


Tiradentes, José Alberto Pinho Neves (org.), Ministério da Educação e do Desporto, 1993
Coletânea de artigos que comemora o bicentenário da morte de Tiradentes. Atenção especial ao de Márcio Jardim.


 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: Renato_ em 22 de Março de 2010, 10:49
Oi, Renato!! Muito boa sua contibuição! Adorei!!
Carinhos,
Helena


Ah, Helena, muito obrigado, mas nem se compara com esse trabalho que você faz aqui, que eu acho muito bom e útil.

Vou mandar umas curtinhas.

Sabiam que..

As "Nuvens de Magalhães", são duas galáxias irregulares, e que estão mais perto da Via-láctea,  e tem esse nome porque foram descobertas pelo navegante português Fernão de Magalhães, em 1519, já que da Europa, não é possível observá-las?

Sabiam que, Kant, o grande  filósofo alemão, nunca saiu de sua cidade natal, Konisberg?

Sabiam que, a Terra gira em torno do Sol a uma velocidade incrível de 24km/s??

Sabiam que, o primeiro  a propro a Teoria do Big-bang, foi um padre? o belga Georges Lemâitre...

Carinhos,

Renato

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 25 de Março de 2010, 10:47
Obrigada, Renato, por mais uma ótma contribuição, amigo!
Carinhos,
Helena
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VOCÊ SABIA???

OS 7 PECADOS CAPITAIS

(http://neurologicalcorrelates.com/wordpress/wp-content/uploads/2007/09/boschsevendeadlysins.jpg)

Jogo dos sete erros

Criada pela Igreja Católica e inspirada em ideais da Antiguidade, a lista dos pecados capitais é uma das tradições mais influentes e populares do Ocidente. Para chegar a eles, pensadores cristãos precisaram de vários séculos de retrabalho
(por Tiago Cordeiro)

Todas as religiões, de qualquer época, estabelecem normas claras de comportamento. Mas só o cristianismo se deu ao trabalho de passar vários séculos depurando e revisando uma lista dos erros mais graves que um ser humano pode cometer.
 Para chegar ao resultado final, estabelecido há 800 anos, teólogos, filósofos e até mesmo um poeta recorreram a diversos textos judaicos e da Antiguidade clássica.
O esforço foi recompensado: pergunte a quem quer que seja no Ocidente a respeito dos Sete Pecados Capitais e pode ter certeza de que a maioria vai se lembrar de todos, ou quase todos.
 São eles, pela ordem de popularidade, de acordo com uma pesquisa realizada entre os britânicos há três anos: luxúria, raiva, soberba, preguiça, inveja, gula e avareza.

A primeira referência, claro, é a Bíblia. Em nenhum lugar da obra a lista cristã está apresentada dessa forma. Mas existem ali diversas recomendações e proibições. Algumas estão nos Dez Mandamentos, ditados por Javé a Moisés: não adorar outros deuses; não mencionar o nome de Deus em vão; não matar; não desonrar pai e mãe; não cometer adultério; não roubar; não dizer falso testemunho.

Já o capítulo 16 do livro dos Provérbios afirma:
"Estas seis coisas aborrecem o Senhor, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, a língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que maquina pensamentos viciosos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre os irmãos". O Novo Testamento também tem suas próprias orientações.
O Sermão da Montanha de Jesus Cristo, enunciado no Evangelho de Mateus, traz algumas diretrizes ("qualquer um que se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo"; "qualquer um que atentar numa mulher para a cobiçar já cometeu adultério em seu coração"; "não julgueis"). As recomendações ainda são detalhadas nas epístolas de São Paulo.


Do canônico ao popular
Até aqui, todos os textos sagrados descrevem atitudes concretas. Mas os pensadores cristãos queriam algo diferente: uma seleção de posturas perniciosas. "Os pecados capitais não são erros concretos, mas o estado de espírito que pode levar uma pessoa a cometê-los", afirma Aviad Kleinberg, professor de história das religiões da Universidade de Tel Aviv. Por inveja, alguém pode mentir. Por raiva, matar. E assim por diante.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 25 de Março de 2010, 10:53
Continuação...

(http://www.nuvemseo.net/wp-content/uploads/2009/11/img-7-pecados-capitais-adsense.jpg)

Para buscar as origens dos atos contra Deus e os outros seres humanos, os teólogos foram beber nas fontes clássicas da Antiguidade.
 "Pelo menos 20 anos antes do nascimento de Cristo, o poeta latino Horácio apresentou os pecados mais graves de uma forma muito semelhante à que conhecemos hoje. Isso é um sinal de que o cristianismo reflete uma sensibilidade comum aos gregos e aos romanos", diz Kleinberg. Esse processo de fusão de influências deu os primeiros resultados pouco antes da Idade Média.

No século 4, o monge grego Evagrius Ponticus (345-399) selecionou as oito atitudes mais graves que os cristãos poderiam assumir:
gula, fornicação, avareza, descrença, ira, desencorajamento, vanglória e soberba.

No ano 590, a sugestão do monge ganhou ares canônicos pelas mãos do papa Gregório I (540-604). Foi ele quem usou o termo "capital", que vem do latim caput (cabeça, líder ou chefe).
A lista do papa também tinha oito itens, com alterações.
 Descrença e desencorajamento foram fundidas em uma só transgressão, assim como vanglória e soberba - e assim a soberba começava a ganhar a concepção atual, que funde orgulho, vanglória e vaidade.
 A fornicação acabou retirada e inveja e extravagância, acrescentadas. E foi dessa forma que os pecados capitais ficaram conhecidos por mais de seis séculos.
 Em 1273, a Suma Teológica de São Tomás de Aquino, um dos documentos seminais do cristianismo, revisou a relação de desvios e deu a ela a formação final.

(http://1.bp.blogspot.com/_Vgjq_uuN44s/SXTOcgyQGhI/AAAAAAAABiw/48w3h_WrwuE/s400/7PECADOS.jpg)


Sete círculos

Quase simultaneamente a São Tomás, um advogado italiano também adaptou a lista de Gregório.
O resultado apareceu em um dos poemas épicos mais importantes da literatura:
A Divina Comédia, de Dante Alighieri (1265-1321).
 "Tomás transformou os sete pecados em um conceito totalmente integrado à teologia católica. Mas foi Dante quem fez deles um dos temas mais influentes e populares do catolicismo", diz a americana Phyllis Tickle, fundadora do departamento de assuntos religiosos da revista Publishers Weekly.
A obra se divide em três partes: Céu, Purgatório e Inferno.
 O Purgatório é formado por sete círculos, ao longo dos quais o autor distribui atitudes contra Deus (e, com algum grau de maldade, relaciona desafetos pessoais e personalidades de sua época). Para cada círculos há um pecado (assim como São Tomás, Dante enxugou a versão papal).

Os menos graves ficavam mais próximos de Deus e os piores, do diabo. Pela ordem proposta, a lista seria, partindo do menos para o mais ofensivo: luxúria, gula, avareza, preguiça, raiva, inveja e soberba. Ele ainda os agrupou em três tipos. Soberba, inveja e raiva são os pecados cometidos por amor pervertido. Preguiça, por insuficiência de amor. E avareza, gula e luxúria, pelo amor excessivo aos bens materiais.

O fato é pouco conhecido, mas para os católicos cada pecado vem acompanhado de uma virtude correspondente. Mas por que os erros são tão mais conhecidos que os acertos? "Somos mais atraídos pelos pecados que pelas virtudes. O proibido sempre parece mais interessante", diz Phyllis.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 25 de Março de 2010, 10:59
Continuação...

A lista da Igreja rendeu várias outras.

(http://d.yimg.com/gg/gutembergncampos/baaa005a902254a64e1d551b9974caa15c279a0c.jpeg)

Mahatma Gandhi fez a sua, a dos Sete Pecados Sociais:
 política sem princípios; riqueza sem trabalho; comércio sem moralidade; ciência sem humanidade, colaboração sem sacrifício; prazer sem consciência e conhecimento sem caráter.
 O próprio Vaticano elaborou uma espécie de versão moderna das transgressões.

Divulgada em 2008 pelo bispo Gianfranco Girotti, responsável pela Penitenciária Apostólica da Santa Sé (que supervisiona a concessão de indulgências), ela não anula a seleção anterior:
poluição ao meio ambiente; manipulação genética; riqueza obscena; empobrecimento alheio; tráfico de droga; experiências científicas amorais e violações aos direitos humanos.

 Esse tipo de tentativa, da parte do Vaticano, de surfar na própria onda criada na Idade Média só reforça o quanto o conceito de pecado capital faz parte da nossa vida - seja como norma de conduta, seja como referência cultural.


O lado B dos pecados

Conheça as Sete Virtudes Capitais



Soberba - Humildade

Inveja - Caridade

Raiva - Paciência

Preguiça - Diligência

Avareza - Generosidade

Gula - Temperança

Luxúria - Castidade



Soberba


Para o papa Gregório I, esse é o pecado original por excelência. "É o começo de todos", ele escreveu. "Quando a soberba, a rainha dos pecados, domina totalmente um coração, ela o faz sucumbir imediatamente a todos os demais." É dominado por superbia, do latim, e hubris, do grego, que Lúcifer rompe com Deus e cria seu próprio território do mal. Assim como Adão e Eva contrariam Javé, provam da árvore do conhecimento e acabam expulsos do Paraíso.

A definição da soberba como pecado capital foi inspirada nos gregos antigos e se consolidou sob a influência de Santo Agostinho (334-430), que a entendia como "o amor de uma pessoa pela própria excelência" - logo, a transgressão suprema é uma atitude que inclui, ao mesmo tempo, presunção, vaidade e vanglória. Em várias culturas e certos contextos, tem caráter positivo e autoafirmativo. Mas não adianta. Está cristalizada a ideia de que o orgulho excessivo destrói a relação de respeito com Deus.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 25 de Março de 2010, 11:10
Continuação...

A mãe de todos

(http://1.bp.blogspot.com/_RSKukoX6ncY/SszCKqxEN0I/AAAAAAAABMI/b2sJ5TglP8M/s400/soberba.jpg)(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ILStL9AxFoNKKM:http://2.bp.blogspot.com/_qEidrVVMVnA/SeICEEm9bgI/AAAAAAAAAFQ/JXW6hmGTghw/s320/soberba.jpg)

A explosiva mistura entre orgulho, vanglória, vaidade e presunção resultou na soberba: a mais grave transgressão da lista de sete pecados. A infâmia vem de atitudes como se achar superior, ignorar a Deus e aos demais. É a origem do Inferno.


43 a.C.

A mitologia grega está cheia de exemplos de homens que desafiam os deuses e são punidos por isso. A história de Narciso, cujo relato mais conhecido está em um texto de Ovídio, se refere a uma das facetas da soberba, a vaidade exagerada. De tão apaixonado por sua própria imagem, ele se afogou em um lago tentando abraçar o seu reflexo.

27 a.C.

Ao tornar-se um império, Roma transformou seus líderes em deuses. César Augusto (63 a.C. - 14 d.C.) foi o primeiro de uma linhagem de homens que se consideravam entidades superiores aos demais humanos.


30

Em mais de um sermão, Jesus referiu-se à hipocrisia e vaidade dos fariseus. "Praticam todas as suas ações com o fim de serem vistos pelos homens", afirma, no Evangelho segundo São Mateus. "Gostam do lugar de honra dos banquetes, dos primeiros assentos das sinagogas, de receber as saudações nas praças públicas e de que os homens lhes chamem ‘Rabi’ (em hebraico, meu Mestre). Quanto a vós, não permitais que vos chamem ‘Rabi’, pois um só é vosso Mestre e todos vós sois irmãos."


Século 1
"Aquele que o amanhecer vê orgulhoso, o anoitecer vê prostrado."

Sêneca, filósofo


477
Hunerico, rei dos vândalos, herdou um reino relativamente estável e de bom entendimento com a população católica. Mas a violência, prepotência e inabilidade diplomática marcaram seu governo. Assassinou dois de seus irmãos, as respectivas famílias, e rompeu com os católicos, que comemoraram sua morte, em 484, como castigo divino.


1321
"Soberba é o amor a si, pervertido em ódio e desprezo pelo outro."

Dante Alighieri, escritor


1638
Em geral, os reis absolutistas são mestres da soberba. Luís XIV (1638-1715), da França, pode ser considerado o maior deles. A famosa frase "O Estado sou Eu" é atribuída ao monarca. Quando ficou careca, passou a encomendar perucas cada vez mais pomposas, que viraram moda. Em compensação, seu orgulho deixou à posteridade o Palácio de Versalhes como herança.


1750
"O orgulho que almoça vaidade janta desprezo."

Benjamin Franklin, político


1812
Não satisfeito em dominar quase toda a Europa, o imperador francês Napoleão Bonaparte (1769-1821) tentou invadir a Rússia. Chegou às portas de Moscou, mas acabou derrotado pelo inverno.


1870
Sob a liderança de Pio IX (1792-1878), o Concílio Vaticano I decretou que o papa é infalível em todas as questões de ética e fé. Ou seja, em nenhum momento ele cometeria erros ao se pronunciar. O conceito de infalibilidade papal é válido até hoje.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 25 de Março de 2010, 11:21
Continuação...

1890
O escritor irlandês Oscar Wilde criou em O Retrato de Dorian Gray uma das maiores figuras contemporâneas do narcisismo, com o personagem almofadinha que mantinha um quadro capaz de absorver as consequências de seus excessos. A ousadia do protagonista acaba punida.


1919
O magnata da imprensa William Randolph Hearst (1863-1951) foi dono de 28 jornais e 18 revistas. Famoso por dizer que só existia de verdade o que era publicado a mando dele, homenageou a própria opulência com um castelo na Califórnia, com 56 quartos, 61 banheiros, 127 acres de jardins e o maior zoológico privado do mundo à época.


1932
"Agradar a si mesmo é orgulho; aos demais, vaidade."

Paul Valéry, poeta


1933
Adolf Hitler (1889-1945). Não há melhor exemplo de soberba do que um único homem que anuncia que fundou um reino de 3 mil anos - e resolve que alguns povos merecem viver e outros não. Antes mesmo de invadir a Polônia e dar início à Segunda Guerra, ele já tinha planos claros de criar um Reich que dominasse o planeta. O quadro em que ele se deixa retratar como um cavaleiro medieval é uma boa prova do grau de sua vaidade.


1952
Diva de Hollywood, famosa pela beleza, Elizabeth Taylor (1932) é um dos casos mais emblemáticos de um tipo recente de soberba: a luta contra os desígnios do tempo. Dentre as celebridades de sua geração, ela foi uma das pioneiras a fazer plástica. A primeira corrigiu o nariz.


1965
O nome do ditador que dirigiu o Zaire (República do Congo) entre 1965 e 1997 impressiona: Mobutu Sese Seko Nkuku Nbbendu wa Za Banga (1930-1997). A tradução, mais ainda: "O Todo-Poderoso Guerreiro que, Por Sua Força e Inabalável Vontade de Vencer, Vai de Conquista em Conquista, Deixando Fogo em Seu Rastro". Depois de tomar o poder, eliminou opositores e governou com mãos de ferro.


1966
No auge da beatlemania, John Lennon (1940-1980) disse a polêmica frase numa entrevista à jornalista Maureen Cleave: "Somos mais populares que Jesus Cristo neste momento". E afirmou que não sabia o que morreria primeiro, se o cristianismo ou o rock. Em 2008, o Vaticano concedeu, informalmente, o perdão a Lennon.

Post-Scriptum
Valores influentes

Os Sete Pecados Capitais no Ocidente e na tradição popular brasileira



A palavra Ocidente faz parte do nosso dia a dia. Ela está presente em todos os meios de comunicação, em praticamente todas as análises relacionadas aos problemas contemporâneos, sendo ouvida nas inúmeras denominações cristãs espalhadas pelo planeta.

O que muitas vezes permanece oculto, contudo, é que essa palavra se constitui como um conceito previamente elaborado que sistematiza e define uma ideia. Por essa perspectiva, Ocidente quer significar uma porção do planeta que se insere na tradição greco-romana; que comunga das percepções religiosas judaico-cristãs; e que se vê imerso na revolução iluminista. Quando se fala dos Sete Pecados Capitais, essa definição precisa comparecer, já que ela explica o porquê do emprego de palavras gregas e/ ou latinas para denominá-los; do uso dos textos bíblicos, de onde suas bases foram extraídas; e de um número cada vez maior de pessoas, no mundo atual, que, apesar de conhecê-los ou pelo menos ter ouvido falar deles, não os leva muito a sério.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 25 de Março de 2010, 11:25
Final...

A sistematização dos Sete Pecados Capitais apresenta uma datação relativa, situada entre os séculos 4 e 5, enquanto sua disseminação é bem mais tardia, possivelmente entre os séculos 13 e 14, com a Divina Comédia de Dante Alighieri sendo um ótimo indício dessa popularização.

Ao considerar que o cristianismo se impôs como a religião predominante no mundo mediterrâneo, as datações acima querem sugerir que, do ponto de vista dos valores ético-morais, bem como mágicos, os pecados capitais se confundem com a chamada tradição ocidental. Quer dizer, as inúmeras culturas europeias se viram de tal forma presas a esses valores, que o ser humano resultante daí passou a ser constituído por eles, com seu pensar, agir, olhar e falar deixando transparecê-los. Esse homem passa a medir e a ser medido não pela lista de transgressões, mas por suas antíteses, isto é, as virtudes ideais associadas à castidade, temperança, caridade, diligência, paciência, generosidade e humildade. Cada uma se encontra em oposição direta a um dos desvios e, juntas, irão garantir que esse homem alcance a vida eterna, o gozo pleno de estar para sempre junto a Deus.

Sobre o número sete, a soma de todos os pecados capitais, sua relação com magia é amplamente detectada em diferentes contextos culturais mediterrânicos, bem como nas regiões tocadas pelas expansões europeias. Os textos judaicos e cristãos são aqui decisivos e já trazem referências ao número. Por exemplo: Salomão levou sete anos para construir o Templo de Jerusalém (1Rs 6:37); foram sete os irmãos martirizados por Antíoco IV Epífanes (2Mac 7:1-41); como foi sete o total de irmãos falecidos que uma viúva havia desposado (Mc 12:18-27).

No Brasil, devido à colonização portuguesa, não apenas os pecados capitais constituem valores ético-morais definidores do cerne do ser nacional, como também, do ponto de vista das tradições populares, o sete tornou-se o número relacionado com o azar, a sorte, o enigma, já dizia Câmara Cascudo.
Há ótimos exemplos advindos dessa relação, como nas parlendas (talvez a mais conhecida seja: "Sete e sete são catorze, com mais sete, vinte e um, tenho sete namorados, mas eu gosto só de um"); nas assombrações (como Sete-Cuias, que após afundar embarcações solta uma risada estrondosa e desaparece, deixando o canoeiro se debatendo nas águas); no banho Sete-Forças, aconselhado no catimbó nordestino (uma mistura de raspa de raiz de jurema, folhas de malva-branca, manjericão, hortelã, arruda e capim-santo); e nas lendas (como a das Sete-Estrelas, sobre sete crianças famintas. Um dia os irmãos cantaram e dançaram pedindo a ajuda da estrela Ueré, que as transformou nas estrelas Plêiades).

Enfim, não há como não constatar, nas mais diferentes esferas da vida pública e privada, religiosa ou leiga, nos grandes discursos políticos ou nas pequenas conversas de bar, juízos de valores emitidos, os quais deixam transparecer, de maneira explícita, o quanto ainda são fortes e decisivos, naquela porção do planeta definida como Ocidente, os valores éticos, morais e mágicos advindos dos Sete Pecados Capitais.

*André Leonardo Chevitarese Professor do Departamento de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Saiba mais

Livros
Coleção Pecados Capitais, vários autores, Arx, 2005
A série de sete livros é a melhor fonte para conhecer a história de cada uma das transgressões.

Contos de Cantuária, Geoffrey Chaucer, T.A. Queiroz, 1991
Considerado um dos pais da literatura inglesa, o autor, que viveu no século 13, apresenta a lista de desvios no Conto de Parson.

Os Sete Pecados Capitais, Civilização Brasileira, vários autores, 1998
Em sete novelas ficcionais, escritores brasileiros do porte de Guimarães Rosa, Otto Lara Resende e Lygia Fagundes Telles abordam os pecados.


Filmes
Seven, direção de David Fincher, 1995
Neste thriller policial, um serial killer interpretado por Kevin Spacey pratica assassinatos com as marcas de cada uma das transgressões. Ele é caçado por um detetive interpretado por Brad Pitt.


A Fantástica Fábrica de Chocolate, direção de Tim Burton, 2005
Na refilmagem como na versão original, de 1971, garotos são sorteados para conhecer uma fábrica diferente. Quatro deles representam pecados: gula, soberba, avareza e raiva.


Games
Overlord, PC, Playstation 3 e XBOX 360, 2007
O jogador precisa vencer sete monstros - e cada um representa um dos desvios.

Devil May Cry 3, PC e Playstation 2, 2005
Aqui os vilões são sete anjos decaídos. Novamente, eles são caracterizados de acordo com as transgressões.

CD
Dante XXI, Sepultura, 2006
A banda de trash metal brasileira faz uma reinterpretação musical da Divina Comédia.

TV
Sete Pecados Capitais, History Channel, 2009

Em sete episódios, a produção do canal fechado debate as origens dos pecados e apresenta alguns dos maiores pecadores da História.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 28 de Março de 2010, 20:31
Você sabia?
A chave do passado

Pedra de Rosetta

(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/ca/Rosetta_Stone_BW.jpeg/468px-Rosetta_Stone_BW.jpe)

Como um bloco de pedra encontrado por acaso, em Rosetta, ofereceu a peça que faltava para desvendar os hieróglifos e mais de 3 mil anos de história egípcia
por Eduardo Szklarz

No meio do caminho tinha uma pedra: um bloco de quase 760 quilos na rota dos soldados franceses que ocupavam o Egito em julho de 1799, numa expedição liderada pelo temido general Napoleão Bonaparte. O tablete cinzento de 114 x 72 cm apareceu quando eles cavavam trincheiras a leste de Alexandria, perto da cidade de El-Rashid, chamada de Rosetta pelos ocidentais. A pedra estava caída no chão, como uma lápide semi-enterrada. Uma versão menos aceita entre os historiadores dá conta de que ela estava incrustada num muro que os militares demoliam. Seja como for, a Pedra de Rosetta chamou atenção de imediato porque tinha gravadas três escritas diferentes. Coordenador das obras, o capitão Pierre-François Bouchard sabia que uma das grafias era o grego. Embora não identificasse bem quais eram as outras - o hieróglifo e o demótico -, ele suspeitou da importância do artefato e o enviou para o Cairo, onde cientistas franceses estavam reunidos. Os sábios confirmaram o palpite: pela primeira vez, um texto em grego aparecia junto com hieróglifos. Assim, a pedra poderia ser a chave para entender a escrita sagrada dos faraós.

Esses sinais tinham marcado a paisagem urbana do Egito por mais de 3 mil anos, até desaparecerem no século 4. Diversos pesquisadores já haviam tentado decifrá-los, sem sucesso. Inúmeras perguntas sobre a civilização egípcia permaneciam sem resposta. Quais eram os faraós que ergueram aqueles templos gigantescos? Para que construíam suas tumbas? Por que preservavam os mortos?

A seguir você verá como um pedaço de basalto encontrado por acaso nas areias do deserto ajudou a elucidar esses mistérios.

Em 1798, o general francês Napoleão Bonaparte era a sensação de seu país. Derrotara o exército austríaco na Itália e tinha tudo para segurar as rédeas da Revolução Francesa. Aos 28 anos, sua fama era comparável à de um pop star moderno.

O povo aplaudiu quando ele anunciou uma milionária expedição ao Egito para bloquear as rotas inglesas de comércio com o Oriente e conquistar uma preciosa colônia para a França. A missão tinha valor estratégico duvidoso, mas foi patrocionada pelo Diretório, o governo imposto pela alta burguesia. Afinal, era uma forma de manter o general longe da política parisiense enquanto eram definidos os rumos da revolução.

"A expedição foi motivada pela competição colonial europeia, mas também por uma fantasia pessoal de Napoleão. Ele sonhava em ser o novo Alexandre, o Grande", diz Nina Burleigh, autora de Miragem - Cientistas de Napoleão e suas Descobertas no Egito. Para imitar os passos do conquistador macedônio, o general destacou quase 50 mil soldados e marinheiros.

Na cola dos militares, marchava uma unidade especial formada por cerca de 150 sábios, os savants. Eram cientistas, matemáticos, botânicos, astrônomos, químicos, engenheiros, poetas e até um musicólogo. Napoleão imitava outra faceta do ídolo: Alexandre viajara com uma trupe de filósofos ao conquistar a Pérsia, no século 4 a.C. Para o general, a campanha tinha caráter civilizatório. Levaria as luzes de Paris aos "bárbaros" mamelucos que dominavam o Egito. Antigos guerreiros da Ásia Central convertidos ao Islã, os mamelucos tinham sido escravos dos árabes por séculos e acabaram fundando seu próprio império.

Para os savants, era uma viagem de sonho. Poucos ocidentais haviam se aventurado no Oriente Médio desde que o sultão Saladino derrotara os cruzados, no século 12. Na visão da Europa, o Egito era um mundo desconhecido, de gente extravagante e clima inóspito. "Pouco se sabia sobre a civilização das pirâmides. Aquela era a chance de se debruçar sobre os monumentos do Egito", afirma Nina.


(http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/napoleao-bonaparte/imagens/napoleao-bonaparte-13.jpg)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 28 de Março de 2010, 21:00
Continuação...

A descoberta

As tropas francesas aportaram em Alexandria e em três semanas acabaram com 700 anos de domínio mameluco na região. Na Batalha das Pirâmides, em julho de 1798, a estratégia e as armas dos franceses foram decisivas para superar o maior número de soldados das forças locais. Mas a Inglaterra não se acomodou. Apenas três semanas depois, o almirante Horatio Nelson afundou quase toda a frota francesa na Batalha do Nilo. Sem o apoio marítimo, o exército de Napoleão perdeu a iniciativa. Foi alvo da crescente revolta da população nativa e, para piorar, um surto de peste bubônica arrasou suas fileiras.

Apesar das dificuldades, o general criou no Cairo o Instituto do Egito, onde os sábios colecionavam as relíquias e divulgavam suas pesquisas. O instituto ocupava o palácio de Hassan Al Kachef, um burocrata mameluco. O quarto de imersão do seu harém virou a sede das assembleias onde se discutiam das espécies de insetos do deserto à produção de cerveja com uma planta nativa.

E veio a surpresa. Numa dessas reuniões, o conselho de savants soube da Pedra de Rosetta. "Quando a viram, os sábios logo perceberam sua importância", diz Nina. Cópias das inscrições foram enviadas de imediato a Paris e intelectuais começaram a trabalhar na decifração.

Não satisfeito em bancar o Indiana Jones, Napoleão marchou com suas forças para a Síria e a Palestina, dominadas pelo Império Turco-Otomano. A manobra, porém, custou caro: os turcos repeliram a ofensiva e o general voltou ao Egito com um exército em frangalhos. Prevendo o fracasso da expedição, e preocupado com a instabilidade política na França, ele retornou a Paris em agosto de 1799 com um grupo de savants. Quem ficou no Egito vivia na corda bamba, já que a ocupação francesa lutava em três frentes: a revolta árabe, os ataques ingleses e o crescente avanço dos turcos sobre o Cairo, com o apoio da Inglaterra. Enfraquecido pela peste, o exército francês capitulou em 1801, encerrando três anos de expedição.

Com a vitória na guerra, os ingleses se apoderaram de várias relíquias que os savants haviam pilhado. Entre elas a Pedra de Rosetta, que foi parar no Museu Britânico.

Quebrando os códigos

No século 19, os intelectuais pensavam que os hieróglifos eram uma representação muda de ideias. O francês Jean-François Champollion conseguiu provar que eles eram uma língua falada

1. Através do grego gravado na Pedra de Rosetta, ele reconheceu o que estava escrito nos hieróglifos. Assim, associou palavras como "Ptolomeus" aos signos correspondentes. Sabia, então, qual deles representava a letra S. Mas não imaginava como pronunciá-los.

2. Champollion se concentrou no cartucho ao lado (encontrado em Abu Simbel) e identificou dois S. Aí recorreu ao copta, idioma antigo cuja sonoridade é próxima à do hieróglifo, e obteve alguns sons dos signos, já que o hieróglifo não tem todas as vogais, tal como outras línguas semíticas.

3. Em seguida, ele deduziu, a partir do formato do signo, que o primeiro hieróglifo era o Sol, e então presumiu que seu som correspondia ao da palavra copta para Sol: "Ra". Assim, obteve a sequência (Ra-?-s-s).

4. Logo concluiu que se tratava do cartucho correspondente ao faraó Ramsés, que em copta significa "filho do Sol" (Ra = sol + Mes = nascido de). E assim ele quebrou o código da escrita egípcia.
Fontes:
Miragem - Os Cientistas de Napoleão e suas Descobertas no Egito, Nina Burleigh, Landscape, 2008
Um relato sobre a expedição francesa na terra dos faraós.

Historia del Mundo Antíguo, Susan Wise Bauer, Paidós, 2007
Excelente análise sobre a evolução da escrita.


Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Abril de 2010, 16:46
VOCÊ SABIA?
Galileu, dos céus à Inquisição

(http://www.pucsp.br/pos/cesima/schenberg/cientistas/galileu2.jpg)

A saga do italiano marqueteiro que usou o telescópio para revolucionar nossa visão do Universo, cutucou a Igreja com vara curta e quase foi executado por isso
por Reinaldo José Lopes

Faz 400 anos que Galileu Galilei, então professor da Universidade de Pádua, na Itália, apontou seu recém-montado telescópio na direção de Júpiter e viu o que, de acordo com a tradição científica dominante na época, deveria ser impossível. Havia três "estrelas" desconhecidas perto do planeta - mais tarde percebeu uma quarta. Os objetos pareciam bem menores que o astro e realizavam uma dança periódica em torno dele.
 Embora muita gente ainda defendesse que a Terra era o centro do Universo, em torno do qual todos os outros corpos giravam, as "estrelas" na órbita de Júpiter sugeriam que a realidade era bem mais complicada.
Com essas observações, Galileu inaugurou o jeito moderno de fazer ciência.
Cruzando dados do telescópio com modelos matemáticos rigorosos para tirar conclusões sobre como o Universo funcionava, criou um padrão de trabalho seguido por todo cientista até hoje. Para ele, os satélites de Júpiter, bem como a presença de montanhas e outras irregularidades na superfície da Lua, indicavam que os corpos celestes não eram imaculados e imutáveis, e que a própria Terra girava em torno do Sol.
Os achados foram descritos no livro Sidereus Nuncius (A Mensagem das Estrelas), sucesso que atraiu a atenção de muita gente - inclusive os olhares indesejáveis da Inquisição.

Para azar de Galileu, seu trabalho pisou nos calos de uma Igreja Católica insegura e paranoica, que tentava se reerguer do baque provocado pela Reforma Protestante.
É fato que a personalidade do pesquisador também não ajudava muito: marqueteiro e turrão, fazia questão de que suas ideias chegassem ao maior número de pessoas e sempre tentava achar brechas nas limitações impostas por Roma.
O resultado foi a condenação do gênio, um marco negativo das relações entre ciência e religião.

A paixão de Galileu pelos números parece ter vindo do berço. Parte do estímulo partiu do pai, o músico Vincenzo Galilei, o qual, apesar da pouca instrução formal, tinha ideias inovadoras sobre teoria musical, que pode ser encarada como um ramo da matemática. Galileu, filho mais velho de Vincenzo e Giulia, nasceu em Pisa, em fevereiro de 1564, e começou seus estudos num monastério perto de Florença.
Os primeiros anos de escola fizeram o menino se interessar pela vida religiosa, mas o pai, que tinha uma visão muito crítica da Igreja, não quis que ele se tornasse padre. A família, então, decidiu matriculá-lo no curso de Medicina, em Pisa.

A universidade local era considerada de segundo escalão, e as disciplinas médicas não empolgaram Galileu. Mas ele foi fisgado pelas aulas do professor de matemática Filippo Fantoni.
O rapaz passou a cabular as disciplinas que não tivessem a ver com números. Isso enfureceu o velho Vincenzo, que o tirou do curso de Medicina.
 Com o tempo, porém, o aspirante a matemático conseguiu convencer o pai de que podia ter futuro como professor universitário.

Na época, o jeito de obter esse tipo de cargo envolvia impressionar as pessoas certas e esperar que elas o indicassem. Enquanto ganhava uns trocados dando aulas particulares de matemática, Galileu fazia amizade com nobres da Toscana (sua região natal).
O jovem causou ótima impressão em 1588, ao dar uma palestra na Academia Florentina a respeito do... tamanho do Diabo, segundo a descrição de Dante Alighieri em A Divina Comédia. Sim, o tema parece bizarro, mas era levado muito a sério pelos literatos do Renascimento.
De acordo com os cálculos do moço, Lúcifer tinha 1800 metros de altura. A conferência fez tanto sucesso que, no ano seguinte, ele foi nomeado professor de matemática em Pisa.

(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:jCZxo6VnumTjhM:http://friburgotecnologia.files.wordpress.com/2009/05/galileu1.jpg)

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Abril de 2010, 16:48
Aristóteles

(http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/momentos/escola/liceu/images/aristo03.jpg)

Galileu, porém, nunca foi muito querido entre os novos colegas. Isso porque passou a unir o rigor matemático a experiências cuidadosamente projetadas para tentar verificar se as concepções tradicionais sobre o movimento dos corpos na Terra e no céu, derivadas da obra de Aristóteles, realmente valiam. Isso equivalia a comprar briga, e das feias.

O filósofo grego era pagão, mas seus estudos tinham sido incorporados aos ensinamentos da Igreja no fim da Idade Média. A união entre a filosofia aristotélica e a teologia católica era tão estreita que, em muitos pontos, questionar as teses de Aristóteles significava pôr em dúvida a fé.
Mesmo os filósofos naturais (nome dado então aos cientistas) que não pertenciam à Igreja eram, em sua maioria, apegados a essas concepções, embora muitos deles também fossem religiosos.
"Havia uma estrutura acadêmica que o trabalho de Galileu afrontou - professores e estudiosos de formação aristotélica para os quais o estudo da natureza não se articulava com a matemática e com a experiência da maneira como Galileu o concebia", diz Júlio Vasconcelos, físico e filósofo da Universidade Estadual de Feira de Santana (BA).
"O status quo científico era dos aristotélicos, em particular dos jesuítas. Eles tentaram atacar Galileu inicialmente por suas ideias contrariarem Aristóteles, e não a Bíblia", afirma Marcelo Gleiser, físico do Dartmouth College (EUA).

O problema é que muitas das ideias do grego sobre física e astronomia eram, digamos, esquisitas.
Aristóteles achava, por exemplo, que objetos mais pesados caem mais depressa que os mais leves.
Sua cosmologia punha a Terra no centro imóvel do Universo, cercada de esferas concêntricas correspondentes ao Sol, à Lua, aos planetas e às estrelas conhecidas na época. Nessas regiões celestes, nada mudava ou saía da ordem - corpos como cometas e meteoritos seriam fenômenos da atmosfera, como a chuva.

Os experimentos de Galileu começaram a derrubar esses pressupostos, a começar pela descrição da queda de objetos.
 Resumindo: a massa deles não tem nada a ver com a velocidade em queda livre. Ele também estudou o movimento de pêndulos e se viu às voltas com a dificuldade de conseguir medições exatas do resultado de seus experimentos - durante muito tempo, o pesquisador precisou improvisar, acompanhando o próprio pulso para estimar a duração de uma queda, por exemplo.

O interesse de Galileu em novas ideias acabou por queimá-lo de vez em Pisa, e seu contrato deixou de ser renovado em 1592. Mas ele conseguiu que a Universidade de Pádua, bem mais prestigiosa e liberal, aprovasse seu nome como docente, e para lá partiu, no mesmo ano.
Como o salário de professor não era lá essas coisas, tentava complementar a renda e ampliar sua reputação - fiel a seu estilo marqueteiro - bolando novos aparelhos (leia abaixo). Um deles fez sucesso: a bússola geométrica e militar. Na verdade, era um protocomputador que ajudava no cálculo de juros ou a determinar o ângulo correto de um canhão para acertar o alvo, por exemplo.


(http://www.balawat.com/personajes/galileo.jpg)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Abril de 2010, 16:50
Continuação...

Não é de estranhar que ele tivesse boa cabeça para tecnologia. "Essa relação entre ciência e técnica na obra de Galileu é inovadora. Na época, os filósofos e os artistas ocupavam nichos distintos - os pintores e escultores eram também arquitetos e o que hoje chamamos engenheiros. Eram considerados trabalhadores braçais e, por isso, um grupo menos digno que o dos filósofos. Mas Galileu sempre teve um relacionamento íntimo com artistas e artesãos", diz Marcelo Moschetti, filósofo e professor da Universidade Estadual de Santa Cruz (BA).

(http://aia2009.files.wordpress.com/2009/08/telescopio_de_galileu.jpg)
E foi a aptidão tecnológica que catapultou definitivamente Galileu ao estrelato. Aperfeiçoando ideias sobre como ampliar objetos distantes, que, aliás, já andavam circulando há tempos na Europa, ele montou seu telescópio (cujo modelo mais avançado produzia uma ampliação de 30 vezes) e o apresentou ao governo de Veneza, seu patrono na época, já que Pádua era dominada pelos venezianos.
Os líderes concederam-lhe um belo aumento, mas ele ansiava por novos ares. Ao dedicar o Sidereus Nuncius a Cosimo II de Médici, grão-duque da Toscana, e ao batizar os satélites de Júpiter de "estrelas mediceanas" para homenagear a família nobre, Galileu conseguiu ser nomeado matemático e filósofo da corte dos Médici e voltou para sua terra natal.

Tudo parecia indicar que o cientista passaria o resto da carreira sossegado e bem pago em Florença, se não fosse por um detalhe crucial: no livro, ele declarara seu apoio às ideias do astrônomo polonês Nicolau Copérnico (1473-1543), segundo as quais a Terra e os demais planetas giravam em torno do Sol, e não o contrário. É provável que Galileu Galilei já acreditasse nisso há muito tempo, tendo apenas "saído do armário" com a obra.

Na época, a Igreja Católica não havia condenado formalmente as teses de Copérnico, embora elas não pudessem ser conciliadas com uma interpretação literal da Bíblia. No Antigo Testamento, por exemplo, um trecho do livro de Josué diz que o Sol "parou" de girar em torno da Terra.

Puxão de orelhas

Há indícios de que acadêmicos ridicularizados por Galileu por causa das crenças aristotélicas se puseram a difamar o pesquisador no Vaticano, tentando obter uma declaração de que o copernicanismo era herético. Sabedor dessa oposição, Galileu, que nada tinha de ingênuo, tentou se proteger. Declarando-se bom católico (coisa que realmente era, até onde se sabe), ele divulgou publicamente o conteúdo de uma carta que trocou com a grã-duquesa Cristina da Toscana, na qual argumentava que a Bíblia "não ensina como vai o céu, mas sim como se vai para o céu", e só tratava de "verdades de fé". Para ele, a matemática era a língua na qual Deus tinha escrito o livro do Universo, e ler esse livro também era adorar a Ele. A carta, porém, piorou a situação: muitos clérigos consideraram que o leigo queria propor interpretações teológicas.

Ela ainda procurou uma prova irrefutável do movimento da Terra, apostando que as marés podiam ser a resposta. Foi sua maior mancada científica: o fenômeno tem mais a ver com a atração gravitacional da Lua. "Ainda que tenha apresentado evidências empíricas e argumentos de peso, ele não provou a rotação da Terra. A última pedra nesse processo foi posta por Léon Foucault, já no século 19", diz Eduardo Rodrigues da Cruz, físico e teólogo da PUC-SP. Galileu teria sido afoito ao afirmar o movimento da Terra? "Afoito não, mas ousado, como todo gênio", diz o filósofo Eduardo Iamundo, da PUC-SP.

O fato é que ele recebeu um puxão de orelha considerável. Embora tratado de maneira cortês pelo cardeal Roberto Belarmino, o pesquisador foi advertido de que não poderia mais defender as ideias de Copérnico. E, pela primeira vez em mais de meio século, a obra copernicana foi impedida de circular pela Inquisição.

O matemático sentiu o baque, mas dias melhores viriam - ao menos aparentemente. Um amigo e fã, o cardeal florentino Maffeo Barberini, foi eleito papa em 1623: Urbano VIII. Galileu dedicou seu novo livro, O Experimentador, ao pontífice, e obteve autorização para debater em outra obra as ideias de Copérnico, desde que as apresentasse só como hipóteses.


Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Abril de 2010, 16:53
Continuando...

Abusado?

A mesma discussão foi tema de seu livro seguinte, Diálogo sobre os Dois Máximos Sistemas do Mundo, de 1632. Logo ficou claro que Galileu tinha deixado de cumprir sua promessa ao papa. A obra traz uma conversa entre três personagens, Sagredo, Salviati (ambos velhos amigos do matemático, já mortos, então) e Simplício. O que acontece é que os dois primeiros se mostram convencidos das ideias de Copérnico no decorrer do diálogo, enquanto apenas Simplício (nome que pode ser interpretado como "simplório, bobalhão") se agarra ao velho modelo geocêntrico. Pior ainda, ele usa os argumentos mais fracos da obra - e são muito parecidos com os que o próprio papa já tinha usado antes.

Esse talvez tenha sido o erro crucial de Galileu. Acredita-se que o personagem Simplício não foi uma provocação deliberada ao pontífice. Mas o pesquisador teimoso pecou por excesso de confiança: achava que o papa deixaria tudo por isso mesmo. Se pensava assim, enganou-se: Urbano VIII parece ter se sentido traído pelo cientista, e os inimigos do matemático no Vaticano não perderam tempo em explorar essa brecha.

Ele foi obrigado a comparecer diante da Inquisição, em Roma. Não foi torturado ou mandado para a prisão, mas ficou detido meses sob vigilância na embaixada romana de Florença, e depois em aposentos do palácio do Santo Ofício. Perto dos 70 anos de idade, ele teve de ficar de pé durante todas as sessões de inquérito e não teve direito a advogado.

As obras de Copérnico foram declaradas heréticas e Galileu, em 1633, teve de jurar nunca mais mencioná-las, sob risco de morte. Foi condenado à prisão perpétua, logo comutada para domiciliar. Era uma pena leve comparada à do filósofo Giordano Bruno, queimado vivo em 1600. Mas além de se recusar a abandonar suas ideias científicas (dizia que o infinito Universo tinha muitas outras Terras), ele defendia teses contrárias à Igreja, como negar que Jesus fosse divino.

A derrota arrasou Galileu, mas não acabou com sua determinação para fazer ciência. Ele conseguiu publicar mais um livro na Holanda (país protestante onde, claro, o papado não tinha força) - fingiu que o manuscrito fora obtido sem seu consentimento. Totalmente cego por causa de uma infecção, morreu em 1642. "Coube a Galileu a afirmação de uma nova concepção de ciência, na qual uma hipótese comprovada passa à condição de descrição do mundo", diz Iamundo.

É o tipo de triunfo que os tribunais não têm como anular, e que a própria Igreja acabou reconhecendo. Em 1992, o papa João Paulo II admitiu: "Graças à sua intuição como físico brilhante, Galileu entendeu por que apenas o Sol podia funcionar como centro do mundo então conhecido. O erro dos teólogos da época foi pensar que nosso entendimento do mundo físico era imposto pelo sentido literal da Sagrada Escritura".

Pagando bem, que mal tem?

Galileu transformou descobertas em fonte de lucro


A imagem do cientista como o sujeito avoado que só consegue pensar nas grandes questões sobre a vida, o Universo e tudo o mais definitivamente não combina com Galileu Galilei. Em muitos aspectos, seu estilo de trabalho está bem mais próximo do que se vê entre os cientistas-empreendedores do século 21 - gente que conhece a importância da inovação tecnológica para a economia e a sociedade e está preparada para transformar suas descobertas em fonte de lucro.

"Expressões como marketing e inovação tecnológica são meio anacrônicas quando aplicadas à época de Galileu, mas a visão geral que elas sugerem está correta. Basta ver a construção do telescópio e a oferta para a República de Veneza, em 1609", diz o físico Júlio Vasconcelos. Nesse episódio, Galileu usou a invenção do aparelho tanto para garantir um aumento no seu salário como professor quanto como propaganda para os telescópios que ele mesmo fabricava e comercializava. E, assim como Leonardo da Vinci cerca de um século antes, o pesquisador não tinha problemas em propagandear as aplicações militares do que descobria, o que aumentava o interesse de possíveis patronos. "Galileu sabia da importância de agradar esses patrocinadores, tal qual hoje tentamos obter bolsas de pesquisa do governo", afirma o físico Marcelo Gleiser. De olho na reputação de inovador, o matemático adotou uma regra que ainda é seguida pelos cientistas: os louros vão para quem demonstrar primeiro a paternidade de uma descoberta. Isso vale para o telescópio: embora o holandês Hans Lippershey tenha criado o formato original, sobre o qual Galileu tinha ouvido falar, ele fez questão de vender seu artefato como criação única para os venezianos. "Para garantir a prioridade sobre uma descoberta antes de completar seu trabalho, ele chegou a divulgar anagramas para esclarecê-los posteriormente", diz o filósofo Marcelo Moschetti.



Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Abril de 2010, 16:55
De olho no céu

Os objetos mais importantes da história da astronomia


2500 a.C. - Pirâmide de Quéops

(http://www.baixaki.com.br/usuarios/imagens/wpapers/145518-27300-1280.jpg)

Os lados dessa maravilha arquitetônica do antigo Egito seguem com grande precisão a direção dos pontos cardeais. Além disso, pequenas aberturas na estrutura de pedra, partindo de uma câmara nas profundezas da pirâmide, estão alinhadas com a posição que a constelação do Cinturão de Órion ocupava na época.


2300 a.C. - Stonehenge

(http://thelunaticarms.files.wordpress.com/2009/11/stonehenge-xmw-1024.jpg)

Uma das hipóteses favoritas para explicar a função do mais famoso monumento de rocha da Europa pré-histórica diz que os antigos habitantes da Inglaterra o usavam para acompanhar os grandes ciclos astronômicos. Os principais pilares de pedra estão alinhados de acordo com a posição do Sol no início do verão e do inverno.


150 a.C. - Mecanismo de Anticítera

(http://lqes.iqm.unicamp.br/images/lqes_empauta_novidades_884_fragmento_anticitera.jpg)(http://greciantiga.org/img/x/xi986.jpg) O original e o reconstruído

Construído por astrônomos gregos, o aparelho pode ser considerado o mais antigo computador do mundo. Com uma série de mostradores acionados por manivelas, ele podia ser usado para prever eclipses do Sol e da Lua e também servia para indicar a data em que cairiam competições como os Jogos Olímpicos.


1428 - Observatório de Ulugh Beg

(http://whc.unesco.org/uploads/sites/gallery/medium/site_0603_0004.jpg)

As instalações, localizadas em Samarcanda, no atual Uzbequistão, foram idealizadas pelo astrônomo islâmico Ulugh Beg, descendente do conquistador mongol Tamerlão. Com a ajuda de grandes trincheiras escavadas no alto de um monte, os pesquisadores do local traçaram catálogos precisos das estrelas visíveis a olho nu.


1609 - Telescópio de Galileu

(http://sol.sapo.pt/photos/olindagil3/images/1045714/original.aspx)

Após fazer uma série de experimentos, Galileu chegou a um design que usava dois tipos de lentes para produzir imagens aumentadas. A ampliação máxima era de cerca de 30 vezes - um prodígio para a época. O sistema era superior a outros, mas só conseguia obter imagens de um pedaço pequeno do céu. E, quanto maior a capacidade de aumento, menores eram as dimensões passíveis de observação. De início, ele mirou a Lua e comprovou que nela havia crateras e montanhas, ao contrário do dogma aristotélico de que era uma esfera perfeita.

• A segunda lente, de formato côncavo, ficava na ponta do instrumento na qual o candidato a astrônomo olhava. Ela fazia com que a imagem "coletada" pela lente convexa chegasse ampliada ao olho do observador.

• A primeira lente, de formato convexo, era disposta na ponta do telescópio mais distante do olho do observador. Essa lente captava a luz do objeto observado, fazendo os raios luminosos convergirem para um ponto próximo.

• O corpo do telescópio era feito de madeira e couro. O modelo maior, mais potente, tinha 120 centímetros. Antes de chegar a esse formato, Galileu testou vários, a partir da ideia original de holandeses. Ao governo de Veneza, o artefato interessava mais como luneta para vigiar o mar do que para observar o espaço.


Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Abril de 2010, 16:58
Post-Scriptum

Ciência x Religião: relendo Galileu

Muito além do famoso conflito que marcou o século 17


Há muitas décadas, as complexas relações entre ciência e religião são tema de estudos para a história da ciência.
 Aquilo que parecia um quadro bicolor, de duas partes competindo frente a frente, aparece agora multicolor, mesclando tonalidades.
Os séculos 17 e 18 sempre mereceram especial atenção, pois então se estabelecem, na Europa, as bases para o processo que deu origem à ciência moderna.
Articulado com as revoluções tecnológica e industrial, o estudo sobre as origens dessa nova ciência lança luzes para conhecermos as bases das modernas sociedades tecno-científicas.

A disputa de Galileu Galilei com setores da Igreja Católica serve de exemplo para contemplar a complexidade de caminhos que se apresentavam para a relação entre a ciência e a religião nas origens do moderno conhecimento científico. Veremos que esse conflito nem sempre é um momento de exclusão.

A tradicional produção de Imagens Maravilhosas (os efeitos da luz ao atravessar cristais ou vidro) dirigiu-se, a partir do século 17 e da invenção do telescópio, à aproximação do objeto observado, e a geometria vem explicar precisamente o que ocorre ao dirigirmos as lentes a objetos distantes.
 Nesse contexto de transformações práticas (novos usos para os cristais e vidros) e teóricas (a matemática explicando os acontecimentos), Galileu começa a enxergar, entre outras coisas, as luas de Júpiter.
Essas visões serão enquadradas no horizonte copernicano, com o Sol no centro do Universo. Inicia-se, aí, o conflito entre ele e a Igreja, que, a partir das escrituras, entendia a Terra como o centro .

Ao dialogar com Galileu, o clero apresentaria uma visão instrumentalista da ciência, reservando para a teologia o encontro da verdade. As ideias dele, então, seriam só hipóteses matemáticas.
 Mas o pesquisador não via seus estudos apenas como modelos a serem comprovados.
 O neoplatonismo renascentista que o influenciou usava e abusava da matemática, confiante de estar utilizando uma linguagem divina - com a qual Deus desenhou o Universo - que revelaria verdades sobre a natureza essencial do mundo. Para Galileu, as escrituras serviam para atrair fiéis, não para explicar a natureza das coisas.

Poucas décadas se passaram desde a condenação do matemático pela Inquisição quando comentaristas começaram a transformá-lo em mártir da nova ciência. Esse conflito entre Galileu e a Igreja foi um dos principais combustíveis para o debate que, por séculos, colocou ciência e religião em lados opostos. Além disso - ou talvez por isso -, o Vaticano reviu a questão recentemente. Historiadores também têm revisto o episódio e enxergado esse campeão da ciência moderna com olhos menos benevolentes. Estudos como os de D. Garber e M. Finocchiaro mostram a prepotência, o dogmatismo e a falta de tato com que Galileu guiou o debate, transformando seus melhores aliados em inimigos.

O século 17 parece ter sido um período de águas turvas, inclusive nas esferas religiosa e científica. E tudo indica que Galileu, embora atrevido e brilhante, não foi um navegador muito hábil em nenhuma delas. Vale lembrar que o jovem pesquisador contou inicialmente com a boa vontade da poderosa Companhia de Jesus. Envolvidos com refinados debates intelectuais do período, padres jesuítas como Cristóvão Clavius trabalharam de perto a questão das chamadas "matemáticas mistas", que incluíam a mecânica e implicavam um novo papel para a matemática na árvore do conhecimento. Galileu manteve com eles uma discussão profícua, fundamental em sua formação.

Garber mostra que o acirramento desses debates (em que Galileu era capaz de qualquer coisa para sair vencedor) levaria o pesquisador a tomar atitudes cada vez mais exaltadas e arrogantes frente aos jesuítas, transformando-os em inimigos perigosos no processo inquisitório.

As tonalidades de conflito e harmonia que utilizamos para debater o caso Galileu devem ser revistas, dando lugar a um quadro bem mais colorido do que as imagens em preto-e-branco às quais nos acostumamos.

*José Luiz Goldfarb - Professor de pós-graduação em História da Ciência, PUC-SP. Ana é sua mulher, colega e autora de O que É HIstória da Ciência (Brasiliense)
Colaborou tb Ana Maria Alfonso-Goldfarb


Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Abril de 2010, 17:28
Final...


1917 - Telescópio Hooker

(http://4.bp.blogspot.com/_oaQeyd3_yBE/SmNB0qYsu9I/AAAAAAAAAFQ/Vw9QLUeNTA8/s400/teles+1917.JPG)

Com um espelho de 2,5 metros de diâmetro, instalado no observatório do monte Wilson, na Califórnia, o Hooker foi o maior telescópio do mundo durante três décadas. Graças a observações feitas nele, o astrônomo americano Edwin Hubble conseguiu demonstrar que o Universo estava em expansão.


1990 - Telescópio Espacial Hubble

(http://colunas.g1.com.br/files/21/2007/11/hubble_in_orbit1.jpg)

Principal telescópio criado para funcionar na órbita da Terra, o Hubble atravessou uma série de problemas técnicos, mas sempre pôde ser recauchutado, e ainda funciona. Suas imagens ajudaram a mostrar que a expansão do Universo estava acelerando e trouxeram dados sobre buracos negros.


2009 - Kepler

(http://astronomiaparatodos.files.wordpress.com/2009/09/keplerppt.jpg)

Lançado ao espaço em março, o Kepler tem uma missão para lá de ambiciosa: obter as primeiras pistas sobre a existência de outras Terras. Monitorando estrelas próximas, ele está buscando diminuições do brilho desses astros que correspondam à passagem de planetas pequenos e rochosos na frente deles.


2020? - Terrestrial Planet Finder

(http://www.jpl.nasa.gov/images/galaxies/lockheed_fixed_hires.jpg)

O objetivo da missão projetada pela Nasa, mas ainda sem financiamento garantido, é dar continuidade aos achados do Kepler, porém com mais detalhamento. Usando técnicas para minimizar a luz das estrelas e ampliar a dos planetas, o TPF conseguiria ver detalhes da atmosfera das "novas Terras" em busca de sinais de vida.


Saiba mais

LIVROS

Galileu Anticristo, Michael White, Editora Record, 2009

O autor é especialista em biografias de cientistas e contesta os motivos usualmente atribuídos para que a Igreja condenasse o pesquisador.


A Mensagem das Estrelas, Galileu Galilei, Editora do Museu de Astronomia e Ciências Afins, 1995

Lançado em 1610, é um dos livros mais marcantes da carreira do matemático, onde ele relata as observações feitas com seu telescópio.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 12 de Abril de 2010, 12:31
VOCÊ SABIA??

Alimentos com sabor de Brasil

Conheça o passado dos principais pratos da nossa gastronomia regional
por Flávia Pinho

Pegue a flora, junte à fauna e acrescente os temperos de imigrantes e nativos. Não tinha como dar errado a rica culinária brasileira. Basta viajar pelo país para descobrir que cada recanto tem seu prato preferido, aquele apreciado no dia-a-dia, ou ainda o especial servido só em ocasião de festa. Alguns não respeitaram o traçado geográfico e se impuseram pela proximidade da vizinhança. "A cozinha brasileira é sem fronteiras. Muitas receitas tornaram-se típicas de regiões inteiras, não só de um ou outro estado", diz Graziela Milanese, professora de História da Gastronomia da Universidade Anhembi-Morumbi. Confira, a seguir, a origem das delícias mais representativas do Oiapoque ao Chuí.

Comida é pasto
A necessidade de cada lugar formou nosso cardápio

Pampas

(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:YVA5NnP97W_H9M:http://maisculinaria.files.wordpress.com/2009/07/bacaninha_charque_com_cheiro_verde.jpg)

O charque, carne ultrassalgada e curada ao ar livre segundo técnica importada dos países andinos, era importante artigo de comércio entre o Sul e o Norte do país no século 17. Para alimentar quem as transportava, era misturada com arroz, temperos, tomate e pimentão, transformando-se no arroz de carreteiro.

Pantanal

(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:hoNkhX6QjtsTTM:http://www.pantanal-brasil.com/imagens/fckeditor/image/caldo%2520de%2520piranha10(1).jpg)

O Pantanal só foi parcialmente desbravado pelos europeus a partir do século 17. Na bagagem, os bandeirantes levavam a mandioca e uma fome de leão, que os fazia comer o que vissem pela frente. No caso, o caldo de piranha: peixe bem cozido, com temperos e mandioca ralada.

Pará

(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:w3OMfxbPTsMWAM:http://www.aprendebrasil.com.br/projetos/rallysertoes/imagens/maraba/pato_tucupi.jpg)

O pato com tucupi é o prato principal do Círio de Nazaré, a festa católica considerada o Natal paraense. O ingrediente mais importante é o tucupi, líquido extraído da mandioca brava, que aparece em várias receitas da região. Era vendido, originalmente, nas barracas beneficentes das feiras.

Goiás

(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:Gq7iRWmDvHEsGM:http://www.aprendebrasil.com.br/projetos/rallysertoes/imagens/aruana/arroz_com_pequi.jpg)

O primeiro índio que comeu pequi deve ter se arrependido: o fruto, natural do cerrado, é cheio de espinhos minúsculos. Não por acaso, por séculos ele só servia para fazer sabão. Até que se descobriu um jeitinho de morder a iguaria. Hoje, o arroz de pequi é o prato mais famoso da culinária goiana.

São Paulo

(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:L8Bpqo07SMWClM:http://mdemulher.abril.com.br/imagem/culinaria/interna-slideshow/receita-cuscuz-arroz.jpg)

Os mouros faziam o cuscuz com arroz ou trigo. No Brasil, a massa passou a ser de milho e ganhou o país. Em São Paulo, ganhou roupa de festa. Provavelmente graças aos portugueses, foi incrementado com palmito, azeitona, sardinha e camarão.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 12 de Abril de 2010, 12:32
Continuação...

Interior do Sudeste

(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:8OT29zIO8hzHAM:http://gcnreceitas.files.wordpress.com/2009/01/culinaria-feijao-tropeiro-receita-d-sonia-22-01-2009-08.jpg)

Comerciantes que cruzavam o país, os tropeiros criaram seu próprio feijão: sem caldo (portanto mais fácil de transportar), misturado à farinha de mandioca. Originalmente paulista, o feijão tropeiro é destaque da culinária mineira, região onde a receita foi sabiamente aprimorada.

Sertão nordestino

(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:C4x8ucB0_ElKCM:http://farm4.static.flickr.com/3539/3444452927_591439506c.jpg)

Versão menos salgada da carne-seca, a carne de charque é curada por menos tempo. Virou símbolo de Nordeste porque o Rio Grande do Norte e o Ceará deram início a sua industrialização. No fim do século 17, era distribuída pelos rios. Originalmente feita de sobras, hoje existe até em versão nobre.

Pernambuco

(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:Qy30jo0iKQASgM:http://www.pindavale.com.br/noticias_fotos/noticias_224200993726_2.jpg)

Patrimônio de Pernambuco, o bolo Souza Leão é à base de mandioca, coco e açúcar, muito açúcar. Segundo registros, foi servido pela primeira vez a dom Pedro II (1825-1891). Os pesquisadores acreditam que todas as receitas que aparecem são variações do bolo criado por Rita de Cássia Souza Leão Bezerra Cavalcanti.

Bahia

(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:O3EC_vbQBKzK8M:http://comidaderua.files.wordpress.com/2008/06/07-acaraje.jpg)

Em iorubá, acarajé quer dizer "comer fogo". Bolinho de feijão-fradinho frito em dendê de origem africana, surgiu no Brasil colonial, quando as escravas vendiam o quitute em tabuleiros. A renda ia para "fazer o santo", a iniciação no candomblé. É considerada até hoje comida sagrada, ofertada aos orixás.

Rio de Janeiro

(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:BVLBCaBltSfQGM:http://batatatransgenica.files.wordpress.com/2008/05/feijoada.jpg)

A feijoada não surgiu na senzala. O prato foi obra dos portugueses, que colocaram feijão no cozido de carnes, legumes e verduras que comiam. A versão feita com feijão-preto é carioca. No restante do país, também são usados grãos mais claros (e leves).

Paraná

(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:tu0IdlcVrMVESM:http://1.bp.blogspot.com/_llSJcgbtwuc/SuG2srB3B6I/AAAAAAAABXk/ZR1qkO0VKT8/s400/Curitiba%2Bcomida-2.jpg)

A receita de barreado, original dos caboclos, ganhou fama há cerca de 200 anos, durante o entrudo, a versão portuguesa do carnaval. Os foliões saíam às ruas e deixavam a carne cozinhando em panela de barro lacrada. Na volta, estava pronto. Come-se com banana e farinha.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 29 de Abril de 2010, 12:40
Você sabia?


Lei de Murphy: o lema do pessimismo faz 60 anos

Comentário mal-humorado de um engenheiro deu origem à lei de Murphy
por Álvaro Oppermann

(http://patycn.no.sapo.pt/002.jpg)

A fila do lado sempre anda mais rápido. A torrada só cai no chão com a manteiga virada para baixo. As pessoas só encontram algo no último lugar em que procuram. Essas são algumas variações de um dos lemas mais populares do século 20, a lei de Murphy. O preceito, que pode ser resumido pela frase "se algo pode dar errado, vai dar errado", foi enunciado pela primeira vez há 60 anos. Seu autor é o engenheiro Edward Murphy Jr. (1918-1990).

Em 1949, Murphy fazia parte de um Projeto da Força Aérea dos Estados Unidos que tentava determinar a tolerância do corpo à força da gravidade. Para isso, pilotos voluntários eram amarrados a carros sobre trilhos e lançados a velocidades altíssimas. Murphy criou sensores eletrônicos a fim de medir a força aplicada ao organismo. Contudo, depois do primeiro teste, o equipamento não funcionou, e o engenheiro criticou o funcionário encarregado de instalá-lo: "Se há dois jeitos de fazer algo, e um deles resulta em desastre, este rapaz vai fazer do jeito desastroso". Um dos presentes, o coronel John Stapp, gostou do comentário e o espalhou. Em 1952, a frase já era citada em um livro da psicóloga Anne Roe (1904-1991). Em 1962, foi empregada num filme de treinamento do Exército americano. Mas, a essas alturas, ninguém mais sabia quem era o tal Murphy.

Em 1977, o preceito ganhou notoriedade quando o escritor americano Arthur Bloch lançou o livro A Lei de Murphy. Foi publicado em 30 países, mas Bloch não dava o crédito ao engenheiro. Edward Murphy ficou longe dos holofotes até morrer, em 1990. Anos depois, o jornalista Nick Spark descobriu sua história. Em 2003, a lei ganhou o prêmio igNobel — uma paródia do prêmio Nobel, concedido pela Universidade de Harvard para "ideias que nos fazem sorrir, e depois nos põem a pensar".

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 29 de Abril de 2010, 12:45
Você sabia?

"Responder na bucha"
Planta usada em espingardas inspirou expressão

(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:pV_MqaNPg-dIXM:http://www.blogconsultoria.natura.net/wp/wp-content/uploads/2010/02/bucha.jpg)
por Lívia Lombardo

Dizer algo "na bucha" é dar uma resposta de imediato, sem pestanejar. Bucha é uma planta trepadeira com espécies originárias da Ásia, da África e da América. Mas qual a relação entre a planta e a frase? A explicação está nas espingardas antigas.

A bucha era amassada junto com a pólvora e o chumbo, a fim de manter a carga unida dentro da arma. Segundo o pesquisador Marcelo Duarte no livro O Guia dos Curiosos - Língua Portuguesa, "quando a arma era disparada, essa camada às vezes ficava visível". Assim, quem respondia "na bucha" era aquele que revidava assim que esses resíduos apareciam - ou seja, logo depois do disparo, sem que o adversário tivesse tempo de preparar um novo ataque.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 29 de Abril de 2010, 12:53
VOCÊ SABIA?

A arte de vender


Dos arautos medievais aos milionários garotos-propaganda, a evolução da publicidade contada por campanhas lendárias
por Renata Chiara
(http://img5.imageshack.us/img5/8963/70381203.jpg)

Na Babilônia, quando um sapateiro ou um ferreiro queria oferecer seus serviços, escrevia no muro.
Essas pinturas eram feitas por diferentes tipos de profissionais e são os primeiros registros encontrados de publicidade, datados de 3000 a.C.
Depois, nos séculos que antecedem a era cristã, vieram os cartazes, pendurados nas praças da Roma antiga, anunciando apartamentos para alugar - uma espécie de antepassado arqueológico do outdoor.
Já os primeiros garotos-propaganda surgiram na Idade Média: arautos que gritavam notícias da nobreza e também eram pagos para divulgar as ofertas dos mercadores.
 
Durante séculos, a publicidade se manteve assim, rudimentar e com baixíssimo alcance. Um produto ou serviço só conseguia se tornar conhecido por pouco mais de algumas centenas de pessoas. Até o século 15, quando a propaganda deu um salto. A invenção da imprensa, por volta de 1450, multiplicou cartazes e panfletos, ampliando o impacto das mensagens publicitárias. Daí para a frente, o mercado consolidou uma indústria criativa, produtora de símbolos culturais, capaz de induzir comportamentos, ódios, amores e manias.

Para contar essa história, reuniram-se os publicitários franceses Stéphane Pincas e Marc Loiseau, veteranos que passaram a maior parte da sua vida profissional no poderoso conglomerado francês Publicis. No livro A History of Advertising ("Uma história da propaganda", sem tradução no Brasil), eles apresentam detalhes de campanhas lendárias, para contar a evolução da publicidade no mercado ocidental. Desde os idos de 1633, quando o francês Théophraste Renaudot lançou o semanário La Gazette de France, o primeiro a contar com anúncios pagos de forma constante e regular.

Surgidos no século 17, na Europa, os jornais abriram espaço para a propaganda alcançar ainda mais pessoas que os cartazes ou folhetos impressos. Apesar de ter nascido na Europa e provavelmente existido em todas as civilizações antigas, a publicidade ganhou impulso mesmo na Era Industrial, nos Estados Unidos. Com a produção de mercadorias em larga escala, veio a necessidade de educar o público a consumi-las. Surgiram, então, na Europa e nos Estados Unidos do século 19, as primeiras agências de publicidade, ditando uma nova linguagem, pautada no humor, na ironia e no que mais despertasse o interesse dos consumidores. A propaganda virou "a alma do negócio".

A primeira empresa chamada oficialmente de "agência de publicidade" começou a funcionar em 1841, quando Volney B. Palmer abriu seu escritório na Filadélfia. O ano é um dos marcos do nascimento da publicidade moderna, quando bens de consumo começaram a ser vistos como ícones culturais. Os "agentes" contratavam, dos jornais, grandes espaços nas páginas, com desconto. E os revendiam a preços mais altos aos anunciantes, que produziam eles próprios suas propagandas. Esse sistema durou até 1869, quando Francis Ayer, após comprar a Palmer, resolveu mudar o jeito de trabalhar. Ele revendia o espaço pelo mesmo valor cobrado pelo jornal, mediante uma comissão pré-acordada com o cliente. Nascia o modelo de negócio que até hoje mantém a publicidade rentável. Em pouco tempo, Ayer estava também fazendo pesquisa de mercado e escrevendo os anúncios.

Em 1877, James Walter Thompson abriria aquela que hoje é a mais antiga agência dos Estados Unidos. E levou a sério essa produção, contratando artistas e escritores para o primeiro departamento de criação da História. Por isso, é considerado "o pai da publicidade moderna".

(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:o-BnDiup-1sVHM:http://library.duke.edu/specialcollections/hartman/images/commodore.gif)(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:5MlJvv-USXsamM:http://i.l.cnn.net/cnn/2008/BUSINESS/04/14/jwt.facts/art.homepage.jpg)(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:hMH927tLp4xk3M:http://beachpackagingdesign.typepad.com/photos/uncategorized/2008/11/06/hyjendetail.jpg)(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:XybWCGXZR1uqrM:http://files.coloribus.com/files/paedia/print/part_4/47797/preview_600_725.jpg)(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:B5s8V-4tB0rTqM:http://img.photobucket.com/albums/v512/couturemylove/beijing-olympics-2008.jpg)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 29 de Abril de 2010, 13:03
Continuação...

(http://www.designcomlimao.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/publicis.jpg)

Grão de cacau

(http://1.bp.blogspot.com/_gzl2iS40HvU/Sw7biJ9AfYI/AAAAAAAAANA/7gEULglI_bc/s1600/coca+cola1.jpg)(http://1.bp.blogspot.com/_gzl2iS40HvU/Sw7biZw_BrI/AAAAAAAAANI/dGTbyEcTay0/s320/coca+cola2.jpg)(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:el6iqnuCY1XBIM:http://bp1.blogger.com/_S5nIWnCchA4/Rpe4ju8WZAI/AAAAAAAAAAw/53lEUwwxaF4/s320/graodecacau_cor.png)

Apesar da força dos Estados Unidos ao longo de toda a trajetória da publicidade, muitos de seus momentos importantes estão ligados à Publicis, uma gigante na área de comunicação, fundada em 1926, na França, por Marcel Bleustein-Blanchet. Nos anos 70, a empresa se uniu a agências que já haviam conquistado grande parte do segmento, nos Estados Unidos, e hoje o grupo Publicis é dono de 12 empresas de comunicação, entre elas agências poderosas como a Saatchi & Saatchi e a Leo Burnett. Na cartela de clientes, há marcas como Coca-Cola, American Express, Nestlé e Toyota.

(http://2.bp.blogspot.com/_gzl2iS40HvU/Sw2jF8VfvcI/AAAAAAAAAMw/njiLXHwELak/s320/toble.1.jpg)

Um dos destaques do livro é a primeira campanha da Coca-Cola, que usava a seta como principal símbolo ("siga a seta"). Apenas no ano de 1915 a garrafa ganhou a forma que a consagrou, inspirada na foto de um grão de cacau, publicada na Enciclopédia Britânica. O fabricante queria um design tão único que fosse reconhecido até quando a garrafa estivesse aos cacos, quebrada. O resultado foi mais que satisfatório e as garrafas passaram a ter espaço garantido nos anúncios, fazendo do produto um item de primeira necessidade para a família americana e um símbolo do sistema (a "água negra do capitalismo").

Outro episódio descrito pelos autores é o dos cigarros Camel, que, antes da era do politicamente correto, também virariam um ícone cultural graças ao talento de um grupo de publicitários. Em 1913, a pioneira N.W. Ayer & Son foi incumbida de lançar um produto da R.J. Reynolds: uma mistura de tabaco de origem turca e americana. A equipe de criação buscou inspiração na foto do dromedário Ol’ Joe, atração de um circo que passava pela cidade. E a imagem virou o logotipo da marca, estampado até hoje em maços por todo o mundo.(http://1.bp.blogspot.com/_rhOmZWBPc_Q/SdXpyTrgsaI/AAAAAAAAAA4/UV1zfvkAkMA/s400/camel.jpg)(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:d7Rx-RWnw87RJM:http://aletp.com/images/blog/camel%2Bcamelo.jpg)

Os tempos eram outros. O American Meat Institute (Instituto Americano da Carne), associação da indústria de embalagem e processamento de produtos à base de carnes, foi, durante anos, um dos maiores orçamentos do mercado publicitário dos Estados Unidos, reunindo muitos criadores de gado. Em 1944, dois funcionários da Leo Burnett passaram cinco semanas viajando pelo país, conversando com produtores e consumidores, até chegarem à campanha "Meat", que valorizava o potencial nutritivo da carne vermelha. Os anúncios faziam uso dramático da cor vermelha, com fotos de pedaços de carne em tamanho quase natural.

De lá para cá, a publicidade ainda se reinventaria várias vezes, atravessando meios de comunicação de massa como o rádio, a televisão e, mais recentemente, a internet. E o que um dia foi estritamente informativo ganhou abordagem criativa.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 29 de Abril de 2010, 13:20
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(http://beachpackagingdesign.typepad.com/photos/uncategorized/2008/11/06/hyjendetail.jpg)

Orgulho e vergonha

(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:t-XrKqrUmMRv3M:http://leituragastronomica.files.wordpress.com/2009/11/sopa-campbell.jpg)

Nesse sentido, o livro destaca as propagandas criadas para as sopas Campbell’s no início dos anos 60, que associavam a marca à ideia de tradição e confiança. E de fato, por décadas, as mães americanas confiavam na sopa como forma econômica e nutritiva de alimentar os filhos. Esse cenário cristalizado de família feliz e bem alimentada inspiraria uma das obras mais famosas da arte pop.

Ao pintá-lo em série, em 1962, o artista nova-iorquino Andy Warhol transformou esse produto essencialmente americano no símbolo da cultura que valoriza tudo aquilo que pode ser encontrado nas prateleiras de um supermercado. Como toda forma de arte, a publicidade acompanhou as tendências políticas de seu tempo. Um capítulo mostra, exatamente, como os publicitários teriam colaborado para a onda de contestação que invadiu o mundo nos anos 60.
Em 1969, a MacManus John & Adams, de Detroit, publicou um anúncio institucional para promover a agência. A ideia era sintetizar o que significava, então, ser americano. Entre outras coisas, o texto dizia: "Eu morri no Vietnã. Mas eu andei na superfície da Lua. Eu construí uma bomba que destrói o mundo. Mas eu a usei para acender uma lâmpada. Eu estou envergonhado. Mas eu estou orgulhoso. Eu sou americano".

A partir dos anos 80 e 90, nova ruptura, dessa vez na liberdade para falar de sexo, também na propaganda. Em 1990, a agência BBH, de Londres, criou anúncios para os sorvetes Häagen-Dazs - que, apesar do nome europeu, nasceu em Nova York - de conteúdo claramente sensual. Corpos nus, lambuzados de sorvete, apareciam ao lado da mensagem: "Sinta-me". Começavam os anos 90.(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:rtoluJYzRZNZwM:http://blig.ig.com.br/blogdozanon/files/2009/07/sorvete-haagen-dazs.jpg)
Para o futuro, o livro sugere pistas.
 "Num mundo onde cada indivíduo é um provedor de conteúdo, é ingênuo acreditar que marqueteiros vão controlar as marcas", afirma Pat Fallon, dono da agência que tem seu nome. Na opinião dele, os publicitários não devem resistir, mas se aliar a novas ideias. Se um adolescente cria uma paródia de um comercial famoso e o torna público em sites como o YouTube, talvez seja sinal de uma tendência a ser explorada, em vez de o fim de uma forma de fazer publicidade. E, para profissionais como Fallon, decifrar essas tendências é tarefa, no mínimo, desafiadora.
(http://www.farofadeovo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/12.jpg)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 29 de Abril de 2010, 13:45
Continuação...

Salve, simpatia

Dos versos de Bilac ao "baixinho", o Brasil criou um estilo bem-humorado e sensual

(http://bp3.blogger.com/_N8L0A37rYw4/R44eo9b8PQI/AAAAAAAAAJw/RVEr2kURzKk/s320/maravilha+up+right.jpg)(http://www.americanartarchives.com/cornwell_robe.jpg)(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:nBZd-Tx32Hgk4M:http://images02.olx.com.br/ui/4/44/79/72463579_1-Imagens-de-Muller-vende-Imovel-comercial-proximo-ao-novo-centro-administrativo.jpg)

Escravos e imóveis, unguentos, avisos de leilões, serviços de artesãos, retratistas.
Os anúncios impressos e pagos apareceram no Brasil no início do século 19, com o primeiro jornal, a Gazeta do Rio de Janeiro, em 1808.

(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:e2IYf6Ls2LsYSM:http://1.bp.blogspot.com/_WY3qKeZY6L0/SzhSf1C7nyI/AAAAAAAAPKg/sP1nEZPARaU/s400/olavo_bilac.jpg)(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:RgeNStV-R05YfM:http://palavrastodaspalavras.files.wordpress.com/2008/05/olavo-bilac-alberto-de-oliveira-raimundo-correa-trio-do-parnasianismo-no-brasil.jpg)Até meados do século, vão acompanhar a expansão da cidade, inspirados pela cultura europeia, ganhando ilustrações e versos. "No fim do século 19, início do 20, escritores e poetas ganhavam grana fazendo propaganda", diz José Roberto Whitaker Penteado, presidente do Instituto Cultural da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Segundo ele, pesquisas recentes revelam que o poeta Olavo Bilac não só escrevia propaganda em verso, mas teria sido dono de sua própria agência.
"Consta que ela funcionava na avenida Rio Branco, no Rio, ainda no século 19."

(http://www.historycooperative.org/journals/jga/7.2/images/schorman_fig03a.jpg[img]http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:TQCeXcYh-9LvrM:http://fitnessmarketing.tv/wp-content/uploads/2009/06/Claude-Hopkins-picture.jpg)(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:RlnucVPD2QQj7M:http://3.bp.blogspot.com/_qfj6el71ckQ/Si_0EvL7hpI/AAAAAAAAFKE/njnVXL6e0HE/s400/ClaudeHopkins1932-34_CC699.jpg)
Mas esse tratamento lírico seria atropelado, em 1923, pela abordagem "científica" de Claude Hopkins. "É o primeiro a dizer que publicidade não é arte, mas persuasão, e que conceitua a ideia da eficácia", diz Penteado. "Tem a ver com o neo-imperialismo dos Estados Unidos, após a Primeira Guerra Mundial, quando as empresas começam a se instalar em vários lugares do mundo, e junto delas, as agências."

Chegam ao Brasil a Ayer, a Thompson, a Grant. Entre as primeiras agências brasileiras está a Eclética, fundada em 1914, por João Castaldi e Jocelyn Bennaton, que logo a passaram para Eugênio Leuenroth e Julio Cosi. Nos anos 20, Cosi viajou pelo Brasil, fazendo contatos com os jornais do país e visitando revendedores Ford, para convencê-los a ratearem as despesas com a publicidade local. "Uma viagem incrível para a época", diz Julio Cosi Jr., filho do pioneiro Cosi e ele também responsável por uma virada na propaganda, nos anos 60. A chamada "revolução criativa" eclodiu em Nova York.
(http://2.bp.blogspot.com/_CKzN7TT8hV0/SsECa5jnm7I/AAAAAAAAEdw/1gVW7EmtTqA/s400/Volkswagen_1960.jpg)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 29 de Abril de 2010, 13:52
Continuação...

(http://www.adrants.com/images/volkswagen-thumb.jpg)(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:qL3Ckt1tuh0MXM:http://mockduck.files.wordpress.com/2009/11/234540591_d6ed366755.jpg)(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:TIwSARPYy6GH9M:http://imagecache2.allposters.com/images/pic/VAS/0000-5681-4~Buster-Keaton-Levy-Jewish-Rye-Poster-Affiches.jpg)E Julio Cosi Jr. se jogou no olho do furacão, ao estagiar na agência Doyle Dane Bernbach (DDB).
 De volta ao Brasil, aplicou as novidades de Bill Bernbach - como o uso da ironia e da sinceridade.
 Por exemplo, na campanha criada por Cosi Jr., Dale Puckett e Roberto Duailibi para a Bozzano: "Um dos meus títulos dizia: ‘O novo Creme de Barbear Bozzano contém Lantrol. E daí?’ (...) Usa sinceridade com o leitor do anúncio, duvidando do valor, da mania das empresas de anunciarem aditivos, (http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:Vl1TRwMDZzNgKM:http://www.poracaso.com/imagens/2010/02/coisas-vo.4b7d2b82ee380.jpg)ingredientes milagrosos", escreve Cosi Jr. no livro que está escrevendo sobre sua história.
(http://prismapp.files.wordpress.com/2008/09/clip_image0022.jpg?w=256&h=400)(http://prismapp.files.wordpress.com/2008/09/brastemp.jpg?w=224&h=300)Mas, para ele, o grande propagador das ideias da DDB foi Alex Periscinoto, especialmente nas campanhas da Volkswagen.
Os anos 70 marcaram a profissionalização e a chegada da televisão. Destaque da época, de acordo com Penteado, seria a campanha do Bombril. (http://prismapp.files.wordpress.com/2008/09/clip_image0011.jpg)"Foi criada em 1978, quando não havia nenhum produto prioritariamente para mulher anunciado por um homem", diz o publicitário Washington Olivetto.
(http://prismapp.files.wordpress.com/2008/09/amelia1.jpg?w=450&h=600)
(http://prismapp.files.wordpress.com/2008/09/nokia.jpg?w=224&h=300)Para Penteado, a publicidade brasileira é cheia de brejeirice, humor e sensualidade. Como se vê, diz ele, nos "mamíferos", da Parmalat, ou no "baixinho", da Kaiser.

Saiba mais:
Livro
Propaganda Brasileira, Francisco Gracioso e J. Roberto Whitaker Penteado, Mauro Ivan Marketing Editorial, 2004/A publicidade no país desde o século 19 até o 21, passando pela Guerra Fria, a ditadura militar, a redemocratização.
A obra
A History of Advertising, Stéphane Pincas e Marc Loiseau, Taschen, 2008, 26,39 dólares*
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: CAAC em 29 de Abril de 2010, 22:30
Realmente eu não sabia de nada, ou quase nada do que está aqui!
Algumas informações são bastante interessantes, outras divertidas.
Valeu!!!

Abraços fraternais,
Carlos
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 14 de Maio de 2010, 23:38
Olá, Carlos!! Boa noite, amigo!!
Obrigada pelo retorno e  por seus comentários.
Carinhosamente,
Helena
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Você sabia?

Isabel, a princesa do Brasil
A filha de Pedro II entrou para a história ao assinar a lei que acabou com a escravidão no Brasil, há 122 anos

por Felipe Van Deursen

(http://www.ivopitz.pro.br/princesa_isabe1.jpg)

Isabel Cristina comemorou seu aniversário de 39 anos, em 1885, com uma solenidade no Paço Municipal da capital, o Rio de Janeiro. Sentada, tendo a seu lado o marido, foi a estrela da cerimônia em que diversos escravos foram alforriados.

Conforme os nomes dos beneficiados eram anunciados pelo vice-presidente da Câmara, João Florentino Meira de Vasconcellos, eles seguiam para receber seus certificados de libertação das mãos de Isabel. Cada ex-escravo curvava-se e, em sinal de respeito e gratidão, dava um beijo na mão da aniversariante. A relação de afeto entre a mulher e os negros começava a ser demonstrada publicamente.

Ao longo dos anos, a imagem da princesa brasileira, que por três ocasiões ocupou o lugar do pai, mudou bastante – conforme o ponto de vista do observador. Para os republicanos, ela ocupou um papel insignificante. Para os monarquistas, foi elevada a um posto acima do bem e do mal. Por ter assinado a Lei Áurea em 13 de maio de 1888, Isabel tornou-se uma das personagens mais conhecidas da história do Brasil. Mostramos aqui, afinal, quem foi essa mulher.

Princesa menina

O paço São Cristóvão, na capital do império, acordou com o som provocado pelas contrações de dona Teresa Cristina em 29 de julho de 1846. Nascia Isabel Cristina Leopoldina Augusta Miguela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, primeira filha mulher da imperatriz e de dom Pedro II, que já tinham um menino. No ano seguinte, Isabel tornou-se herdeira do trono com a morte de seu irmão Afonso, com apenas 2 anos. Teresa Cristina estava novamente grávida e logo deu à luz Leopoldina, a grande amiga de Isabel na juventude.

As duas princesas passaram esses anos entre o Rio e Petrópolis, na residência de verão. Conhecido por ser um entusiasta das artes e ciências, Pedro II mantinha as filhas ocupadas quase o dia todo, deixando-as com pouco tempo para as bonecas de que tanto gostavam. Elas tinham aula de latim, francês, inglês, alemão, história, literatura, astronomia, física e filosofia, entre outros assuntos. Algumas dessas matérias – às quais Isabel não era tão apegada como o pai – eram lecionadas pela condessa de Barral, aia das meninas. “Isabel passou a ter mais satisfação no relacionamento com a aia que na ligação com a mãe”, escreveu o historiador inglês Roderick J. Barman em Princesa Isabel do Brasil. As duas foram amigas por toda a vida.

Isabel não ficou livre das turbulências da adolescência, restrita à vida social do palácio. A menina passou a usar palavras insolentes com mais freqüência, e desobedecia os professores. Além de malcriada, era uma jovem desastrada. Aos 16 anos, enquanto cavava um canteiro, ela atingiu com a pá Amandinha de Paranaguá, filha do político marquês de Paranaguá. A pobre, mesmo tendo perdido a visão do olho direito, permaneceu como uma das poucas e fiéis amigas de Isabel.

Em 1863, Pedro II começou a buscar noivos para as filhas, privilegiando outras casas reais (de preferência, as poderosas). Ele queria que Isabel se casasse com dom Luiz, filho de sua irmã Maria II, rainha de Portugal. A imprensa descobriu e a história pegou mal. Para a opinião pública, se a futura rainha brasileira fosse esposa de um príncipe português, o Brasil voltaria à condição de colônia na prática, já que o governante de fato seria o marido. Dom Pedro II desistiu do enlace e só conseguiu fechar um acordo quando chegou à sexta opção de sua lista: Augusto de Saxe seria o marido de Isabel, e Gastão de Orleans, o conde D’Eu, de Leopoldina.(http://3.bp.blogspot.com/_hvco_2ErDPk/SvTYlZwHZNI/AAAAAAAAAjI/89XmHZCGy3g/s400/O+Pr%C3%ADncipe+Gast%C3%A3o+de+Orleans,+o+Conde+d%27Eu..jpg)(Conde D'Eu, Gastão de Orleans)

Gato escaldado, Pedro II lembrou-se de quando foi obrigado a se casar com Maria Teresa. Por isso, tentou levar em conta os gostos das princesas e pediu retratos dos pretendentes com antecedência. Ao ver Gastão, o francês “encomendado” para sua irmã, Isabel caiu de amores. A princípio, não foi retribuída. “Ela nada tem de bonito; (...) lhe faltam completamente as sobrancelhas”, escreveu ele em carta à irmã. “Mas o conjunto de sua pessoa é gracioso.” Em 1864, aos 18 anos, Isabel casou-se com Gastão. Para celebrar, ela pediu ao pai que dez escravos do palácio, sendo oito criados pessoais dela, fossem libertados. Isabel, assim como Pedro II, desejava o fim da escravidão. Mas só se envolveria com o assunto anos depois.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 14 de Maio de 2010, 23:47
Continuando...

(http://3.bp.blogspot.com/_hvco_2ErDPk/SvTYk_mFa7I/AAAAAAAAAi4/dWJUvNVqCF4/s400/guerra_do_paraguai.jpg)Guerra do Paraguai

(http://asmelhoresjornalistas.files.wordpress.com/2008/12/sessao1.jpg?w=300&h=214)


Isabel era uma típica mulher do século 19 que, além das funções que devia cumprir – ser filha exemplar, esposa fiel, mãe dedicada –, acumulou o fato de ser princesa e, por três ocasiões, regente. Mas, segundo Roderick Barman, havia diferenças entre ela e as outras moças de alta classe da época. “Ela teve uma educação masculina a que pouquíssimas tiveram acesso”, explica. “E a vida social no palácio não era agitada. Ela não tinha esse talento.”

Com boas doses de afeto, a princesa conquistou o amado D’Eu, proporcionando uma confortável vida doméstica. Preparava compotas de pêssego e bolinhos para o marido e se dedicava a cultivar orquídeas. As flores eram uma paixão à parte. Em 1875, ela e o marido ajudaram a organizar a primeira exposição de horticultura do Brasil, realizada dentro de um prédio construído na França para a ocasião e trazido para o Brasil: o Palácio de Cristal, hoje ponto turístico de Petrópolis. Isabel também tinha gosto pela música.

A princesa foi muito pressionada a gerar herdeiros, de preferência homens. Dos quatro filhos de Pedro II, só as meninas chegaram à idade adulta, o que tornava ainda mais urgente que a sucessora tivesse um varão para manter a linhagem real.
 Em 1872, Isabel sofreu um aborto e, em 1874, voltou às pressas da Europa para cumprir o artigo 2 de seu contrato nupcial: o primeiro filho deveria nascer no Brasil.
Tudo correu bem nas três semanas de travessia da França ao Rio. No entanto, em julho, em terra firme, o bebê morreu em um complicado parto de 50 horas.
Outro choque para a família, que três anos antes havia perdido Leopoldina, morta pelo tifo, aos 23 anos. Finalmente, em 1875, nasceu Pedro de Alcântara, saudável, mas com uma deficiência: nem o braço nem a mão esquerdos moviam-se.
Em 1876, outro aborto, e em 1878 nasceu Luís. Seu terceiro filho, Antônio, veio em 1881.

Uma das imagens mais recorrentes da herdeira do trono perante seus súditos era a de beata. De fato, Isabel era católica fervorosa. Bem mais que o pai, com quem sempre teve uma relação de profunda deferência, amizade, admiração e submissão.

No lugar do pai

Nas três ocasiões em que atuou como regente, procurou fazer somente o que tinha certeza de que Pedro II faria. O imperador nunca deu a ela espaço na política, por diversas razões. Segundo Barman, ele era muito centralizador e ela, por sua vez, parecia preferir a vida familiar. Mas, de acordo com o historiador Bruno de Cerqueira, do Instituto Dona Isabel I, ela não era uma marionete. “Tinha idéias próprias e era bem mais inteligente que o conde D’Eu”, diz.

Na primeira das três regências de Isabel, ela era ainda uma jovem insegura de 25 anos. Sentia-se “uma espécie de imperador sem mudar de pele, sem ter uma barba, sem ter uma barriga muito grande”, escreveu ao pai. Antes de viajar para a Europa e deixar a filha no cargo, Pedro II preparou o terreno para o início da abolição gradativa da escravidão, instaurando um gabinete favorável às idéias abolicionistas. Isabel aprovou a Lei do Ventre Livre, que libertava os filhos de escravas nascidos a partir da data de sua assinatura, 28 de setembro de 1871.
A lei, porém, permitia que o senhor usasse esses escravos livres até eles completarem 21 anos. “Foi uma forma de garantir continuidade de trabalhadores enquanto não se resolvia a questão da mão-de-obra na lavoura, já que o fim da escravidão era inevitável”, diz Carlos Bacellar, historiador da Universidade de São Paulo.
(http://www.portalventrelivre.com/wp-content/uploads/2009/11/isabel-199x300.jpg)
(http://www.portalventrelivre.com/wp-content/uploads/2009/11/lei-do-ventre-livre-1-183x300.jpg)A Lei do Ventre Livre, também conhecida como “Lei Rio Branco” foi uma lei abolicionista, promulgada em 28 de setembro de 1871 (assinada pela Princesa Isabel). Esta lei considerava livre todos os filhos de mulher escravas nascidos a partir da data da lei.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 14 de Maio de 2010, 23:58
Continuação...

Ruy Barbosa, na época ministro da Fazenda, ordenou a destruição de todos os livros de matrículas de escravos, pois temia ações na justiça dos proprietários de escravos. Ruy também foi responsável pela redação do parecer e projeto de lei sobre a emancipação dos escravos, Lei dos Sexagenários.
(http://www.portalventrelivre.com/wp-content/uploads/2009/11/Lei_Aurea.jpg)
(http://www.portalventrelivre.com/wp-content/uploads/2010/04/apanhar-300x240.gif)O homem branco é o senhor, dono, proprietário dos cinco outros homens negros e mulatos. Os outros se encontram atrás. O primeiro à esquerda do senhor é mulato, está bem vestido. Ao contrário dos outros, deixou o cabelo meio liso crescer, penteou-o, fez uma risca no lado esquerdo, como o seu senhor. Mas não pode usar sapatos, privilégio e marca distintiva dos livres e libertos. Tirar fotogra-fia era uma operação demorada. Ninguém podia se mexer durante quase dois minutos. Outras tentativa já podiam ter falhado. O fotógrafo Militão, que fez essa foto em São Paulo, deve ter reclamado. Por isso ou por outras razões mais secretas, o senhor está zangado, de cara amarrada. O escravo situado à sua direita, assustado, encolheu-se. Na extrema esquerda, o homem com a varinha na mão - pastor de cabras ou de vaca leiteira na cidade - tem um olhar altivo, talvez porque traga nas mãos o objeto de seu ofício, que o distingue dos outros cativos, paus para toda obra. Na extrema direita, o homem de branco se mexeu: estragou a foto da ordem escravista programada pelo seu senhor. Vai apanhar. No seu rosto fora de foco vislumbra-se o medo. Vai apanhar. Luis Felipe de Alencastro História da Vida Privada no Brasil, vol. 2, p. 18-19
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A Segunda Regência

A segunda regência foi mais conturbada. Em 1876, Pedro II e Teresa Cristina embarcaram para uma viagem de 18 meses ao exterior. O cenário aqui era turbulento: fracassara uma reforma eleitoral que visava impedir fraude e violência nas votações, ocorrera uma seca devastadora no Nordeste brasileiro e havia a chamada Questão Religiosa, que colocou a princesa no fogo cruzado entre a Igreja e o governo. Maçons que ocupavam cargos importantes na política combatiam, desde 1873, uma prática religiosa conservadora e ligada ao papa, com a qual a princesa simpatizava: o ultramontanismo. Bispos ultramontanos expulsaram maçons de irmandades católicas, já que a maçonaria não era tolerada por Roma. Os maçons, que apoiaram a independência, em 1822, e tinham bastante influência no império, exigiram a prisão dos bispos. Os panos quentes postos sobre a situação não resistiram durante a segunda regência, quando uma nova proposta de expulsão dos maçons das irmandades foi anunciada. O assunto não foi para a frente, mas a imprensa não poupou a princesa. A capacidade de substituir o pai foi posta à prova, e Isabel voltou à vida privada, passando mais tempo em Petrópolis.

Causa abolicionista

Na década de 1880, Isabel abriu mão parcialmente de sua vidinha na serra e passou a se apresentar publicamente como contrária ao regime escravo. Defendia a abolição nas audiências com nobres e políticos e, em viagens pelo interior, alforriava escravos. “O fim da escravidão tornou-se quase um consenso entre a população”, escreveu o historiador Robert Daibert Junior em Isabel, a “Redentora” dos Escravos.

Após séculos de luta pela própria liberdade, os escravos aceitavam a iminente abolição não como uma conquista própria, mas como uma concessão da monarquia. Para Daibert, parte disso pode ser explicada pela cultura e religiosidade da África, onde as monarquias tinham caráter quase divino. Os escravos viam como inimigo o senhor de engenho e simpatizavam com a família real – o que, mais tarde, solapou as tentativas republicanas de apagar Isabel dos acontecimentos de 1888.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Maio de 2010, 00:03
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(http://www.portalventrelivre.com/wp-content/uploads/2009/11/Missa_17_maio_1888-300x118.jpg)Missa campal de Ação de Graças, no Rio de Janeiro, reúne a Princesa Isabel e cerca de vinte mil pessoas, celebra a abolição, no dia 17 de maio de 1888.

(http://veja.abril.com.br/100908/imagens/fotografia1.jpg)

(http://www.portalventrelivre.com/wp-content/uploads/2009/11/Lista-de-Sexagen%C3%A1rios-300x219.jpg)Lista de sexagenários a serem libertos pela Lei. sitou em 30 de setembro de 1885 – Antônio José Victorino de Barros – Registrada. Publicada na Secretaria de Estado dos Negocias da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, em 1° de outubro de 1885 – Amarilio Olinda de Vasconcellos.

Em 1887, com a diabetes incontrolável, Pedro II foi à Europa tratar da saúde. Isabel começou a derradeira regência já sem encarar as alforrias como esmola de igreja, e sim como questão de Estado. Para ela, a escravidão emperrava o desenvolvimento do país. Aliou-se, assim, à ala abolicionista de Joaquim Nabuco, José do Patrocínio e André Rebouças.

O Ministério do Império, chefiado pelo barão de Cotegipe, era contrário à abolição e, por isso, alvo de críticas da imprensa. Num incidente em que a polícia da corte agiu com extrema violência, Cotegipe se indispôs com a princesa e pediu demissão. O novo gabinete escolhido por Isabel apresentou o projeto de abolição em 13 de maio de 1888. Naquele domingo, a princesa assinou a Lei Áurea. O Brasil, último país da América a abolir a escravidão, comemorou com três dias de feriado.

Dizer que Isabel não teve nenhum papel no fim da escravidão é uma injustiça. “Embora o 13 de maio seja a data oficial do fim, a libertação já vinha ocorrendo ao longo dos anos anteriores”, diz Bacellar.

O fato é que, adorada pelas massas, Isabel e toda a família real perderam muito apoio das elites. Não houve indenização aos fazendeiros que ficaram sem seus escravos e, como a agricultura sustentava o império, a opinião de republicanos e agricultores (que diziam que a monarquia fora sustentada pela escravidão por décadas) pesava bastante. O fato de Isabel ser agraciada com a Rosa de Ouro, homenagem do papa Leão XIII à abolição, também foi usado como arma: para a elite, o terceiro reinado era submisso ao Vaticano.

Em 1889, Pedro II continuava doente. Fazendeiros e militares continuavam descontentes. O cenário estava pronto para que os radicais do Partido Republicano se aliassem a oficiais de baixa patente revoltados e ao marechal Deodoro da Fonseca para derrubar o gabinete, que se entregou sem dar um tiro sequer, e forçar os ministros a renunciar na madrugada de 15 de novembro. Dois dias depois, a família real soube que partiria imediatamente. Isabel, segundo o próprio relato, deixou a pátria aos soluços. No exílio, em Paris, manteve a vida que tinha no Brasil, matando a saudade com o papagaio paraense que levou e dedicando-se à igreja, ao lar e ao amor incondicional pelo marido. A princesa sofreu outros golpes ao enterrar os filhos Antônio, em 1918, e Luís, em 1920. Isabel morreu no ano seguinte, aos 75 anos, sem nunca mais ter retornado ao Brasil.(http://historia.abril.com.br/imagem/princesa-isabel.jpg)

 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Maio de 2010, 00:28
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             Alforria já!
            Líderes da abolição pacífica


Joaquim Nabuco(http://visoesdofuturo.files.wordpress.com/2009/10/joaquim-nabuco.jpg?w=234&h=300)Pernambucano, intelectual e grande orador, nasceu em 1849 na elite imperial do Recife. Era filho de senador e seguiu a carreira de político como deputado. Na Câmara, defendeu o fim do regime escravocrata no Brasil. Monarquista, afastou-se da política com a República. Foi embaixador nos Estados Unidos e co-fundador da Academia Brasileira de Letras.

Antonio Bento(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:tv1x5yPYR5iiWM:http://www.novomilenio.inf.br/santos/lendas/h0222p03.jpg) Rico e filho de fazendeiros, tornou-se abolicionista fanático, não apenas libertando os escravos da fazenda de sua irmã, mas criando um grupo radical, os Caifazes, que passou a invadir fazendas e articular fugas em massa de centenas de escravos. Matriculou-se na Faculdade de Direito do Largo São Francisco em 1864, formando-se em 1868. Foi promotor público das cidades de Botucatu  e Limeira. Juiz na cidade de Atibaia, foi o responsável pela libertação dos escravos negros contrabandeados depois de 1831 para esta cidade. Foi o principal organizador do quilombo do Jabaquara, localizado em Santos, para onde foram levados mais de 10 mil escravos cuja fuga ele mesmo ajudou a organizar.

André Rebouças(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:zEZn5hQ45j5YpM:http://amaivos.uol.com.br/upload/amaivos/andre_reboucas-foto-gr.jpg)Nasceu em 1838, no meio da revolta baiana Sabinada. Neto de escrava alforriada, estudou no Rio de Janeiro e na Europa, formou-se engenheiro e ajudou a criar a Sociedade Brasileira contra a Escravidão. Monarquista, foi exilado com a família real. Em 1898, na Ilha da Madeira, com dívidas e depressão, suicidou-se.

José do Patrocínio(http://www.portalventrelivre.com/wp-content/uploads/2009/11/Jose_Patrocinio-199x300.jpg)Filho de um cônego e de uma escrava alforriada, nasceu em Campos (RJ), em 1853. Formou-se em Farmácia, mas foi no jornalismo que desenvolveu seu maior talento. Fundou o jornal Cidade do Rio e militou pela libertação dos escravos, ajudando até em fugas. Com a República, saiu da política e foi morar no Amazonas, onde morreu, em 1905.

Rui Barbosa(http://www.portalventrelivre.com/wp-content/uploads/2009/11/Rui_Barbosa-199x300.jpg)Baiano de Salvador, Rui Barbosa exerceu as mais variadas atividades profissionais. Foi advogado, jurista, jornalista, ensaísta, orador, diplomata, deputado, senador, ministro e candidato a Presidente da República duas vezes. Assim como Joaquim Nabuco, estudou Direito em Recife e em São Paulo, mas foi no Rio de Janeiro que abraçou a causa da abolição. Sua participação na luta contra a escravidão foi uma das manifestações de seu amor ao princípio da liberdade – todo tipo de liberdade. E, justamente por defender a liberdade, foi exilado, em 1893, por discordar do golpe que levou Floriano Peixoto ao poder. Destaca-se em sua biografia sua passagem como presidente da Academia Brasileira de Letras, substituindo Machado de Assis, e o grande prestígio de ser eleito Juiz da Corte Internacional de Haia.

Luís Gama (http://www.portalventrelivre.com/wp-content/uploads/2009/11/luis_gama-199x300.jpg)Filho de uma miscigenação de cores – seu pai era um fidalgo português empobrecido, e sua mãe negra africana livre que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã – foi o nome mais emblemático do movimento abolicionista. Aos 10 anos foi vendido ilegalmente como escravo pelo próprio pai. Levado para o Rio de Janeiro e, mais tarde, para Santos, fugiu da casa de seu “dono”, foi soldado, jornalista, poeta e, por fim, advogado. Iniciou, então, monumental batalha judicial, conseguindo a libertação de mais de 500 escravos, baseando-se na lei de 1831, segundo a qual todos os africanos entrados no país depois de 7 de setembro daquele ano eram livres.

Silva Jardim (http://www.portalventrelivre.com/wp-content/uploads/2009/11/Silva_Jardim-199x300.jpg)Ele era um abolicionista radical, disposto a burlar qualquer expediente jurídico que barrasse a libertação dos escravos. Para ele, a lei da abolição deveria ter – como de fato teve – apenas dois artigos. “A questão se resolveria assim: o primeiro artigo diria: fica abolida a escravidão no Brasil; e o segundo, pedimos perdão ao mundo por não tê-lo feito há mais tempo”. Silva Jardim foi responsável pela fuga de dezenas de escravos de fazendas paulistas.

Livros
Princesa Isabel do Brasil, Roderick J. Barman, Unesp, 2005/Isabel, a “Redentora” dos Escravos, Robert Daibert Junior, Edusc, 2004


 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: CAAC em 18 de Maio de 2010, 03:12
Uma bela (e bem ilustrada) lição de história do Brasil você nos proporcionou com esses posts, Helena!

Mais uma vez, obrigado!!!

Abraços,

Carlos
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Maio de 2010, 17:57
Eu que agradeço seu simpático retorno, Carlos!! :D
Obrigada, amigo!!
Carinhos,
Helena
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Você sabia?


Testamento maçom

(http://papocult.files.wordpress.com/2009/09/maconaria.jpg?w=143&h=144)(http://2.bp.blogspot.com/_K27gUGZR1u8/S8tfnTjDVxI/AAAAAAAAAv4/27UE9Tbyqic/s400/Pentagrama+da+Washington+Ma%C3%A7%C3%B4nica%5B5%5D+esse.jpg)Pentagrama de Washington
(http://i.ytimg.com/vi/HfI1snEu9qg/0.jpg)
Washington esconde marcas da ordem que já reuniu um terço dos presidentes americanos e abriga hoje 3 milhões de pessoas no mundo. O novo livro de Dan Brown pretende desvendar os símbolos perdidos na capital
por Raquel Krahenbuhl

O Artigo 1, seção 8 da Constituição Americana (1787), determina os poderes do Congresso e prevê a criação de um território de até 256 quilômetros quadrados para abrigar o governo dos Estados Unidos. O perímetro exato foi determinado pelo presidente George Washington (1732-1799), numa área pantanosa doada pelos estados de Maryland e Virgínia, na bifurcação do rio Potomac. O pai da pátria escolheu os arquitetos, supervisionou o planejamento e emprestou o nome à capital federal, no Distrito de Colúmbia. No dia 18 de setembro de 1793, tambores rufaram para que ele marchasse até o platô onde seria construído o mais importante edifício da nação. Numa cerimônia maçônica típica, ostentando um avental da fraternidade, o presidente instalou a pedra fundamental do Capitólio.
(http://oxped.vilammo.com/out.php/i53288_washington1.jpg)

A cidade nasceu em 1790 sob forte influência maçom, assim como o país. "Muitos americanos viam os princípios da ordem como uma representação importante do que a nação deveria ser: cosmopolita, educada, religiosa sem ser sectária e aberta a todas as pessoas talentosas e de boa moral", diz o historiador Steven Bullock, do Instituto Politécnico Worcester. Quase um terço dos signatários da Constituição era maçom, como Benjamin Franklin (1706-1790). Escritor, soldado, diplomata e inventor, foi figura central na revolução americana. Honra, disciplina e respeito faziam parte do código de conduta que ele e os irmãos da ordem pretendiam disseminar, sob os ideais da liberdade, fraternidade e igualdade. Franklin é considerado figura-chave na formação dos valores e do caráter dos americanos. Depois de George Washington, 14 dos 44 presidentes dos Estados Unidos aderiram à maçonaria. Entre eles, Theodore Roosevelt e Harry Truman. Lyndon Johnson foi o ultimo de que se tem notícia.

(http://carlosjunior.blog.br/wp-content/uploads/2009/08/AmericanFM.jpg)

Todos puderam encarar a arquitetura da capital com particular orgulho, capazes de entender os sinais espalhados pela fraternidade (veja nas págs. 37 e 38). O Símbolo Perdido, de Dan Brown, pretende revelar algumas dessas marcas. Na sequência de O Código Da Vinci, o simbologista Robert Langdon tenta desvendar o testamento maçônico da cidade para resgatar o amigo Peter Solomon, grão-mestre de um segmento da ordem, o Rito Escocês. O sequestrador é o vilão tatuado, Mal’akh, interessado numa espécie de tesouro mágico guardado pelos membros da fraternidade.


(http://oxped.vilammo.com/out.php/i53284_allseeingeye.jpg)(http://4.bp.blogspot.com/_AE71MXXTCg4/Sl46Vb6-KhI/AAAAAAAAB-k/7lYE7kMmXl0/s320/Ma%C3%A7onaria.gif)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Maio de 2010, 18:20
Continuação...

(http://oxped.vilammo.com/out.php/i53287_washington2.jpg)
(http://oxped.vilammo.com/out.php/i53293_greatseal2.jpg)Pirâmide de Hopkinson em 1778. "Perrennis" significa "Através dos anos"
(http://oxped.vilammo.com/out.php/i53298_596pxusgreatsealreverse.png)Renderização Oficial do reverso do Great Seal

Entre ficção e realidade, a capital se transforma no cenário ideal para a busca de Langdon. Além dos líderes fundadores, arquitetos e engenheiros de Washington pertenciam à maçonaria, cuja origem remonta às corporações de ofício da Idade Média - a dos pedreiros (masons em inglês) estava entre as mais poderosas e inaugurou a fidelidade a rituais e simbologia próprios, mantidos sob sigilo juramentado.

(http://www.dcgiftshop.com/Product_Images/Prints/George-Washington-Laying-the-Cornerstone-L.jpg)"The Cornerstone of Washington" a cerimônia de lançamento da pedra fundamental da Capital americana realizada por George Washington e outros maçons.

Benjamin Latrobe, um dos arquitetos do Capitólio e do interior da Casa Branca, era maçom, assim como James Hoban, autor da planta da morada presidencial. Primeiro a planejar a cidade, o engenheiro francês Pierre Charles L'Enfant, ao contrário do que sustenta Brown, não era membro da ordem, mas sim amigo de muitos. Ele foi escolhido e assessorado - de modo insistente, até - por George Washington. Antes da sede do Congresso, a Casa Branca e depois muitos edifícios públicos e monumentos da capital receberam as pedras fundamentais em rituais maçônicos. "Há uma mensagem religiosa implícita em quase todos os prédios, memoriais e artes de Washington que remete aos ideais originais dos Pais Fundadores", afirma James Wasserman em The Secrets of Masonic Washington ("Os segredos da Washington maçônica", inédito no Brasil). "A arquitetura clássica pretendia trazer perfeição e estabilidade aos sonhos modernos do novo país."

(http://img2.mlstatic.com/jm/img?s=MLB&f=103054181_2876.jpg&v=O)Maçonaria-George Washington-Folhinha Homenagen

A irmandade mantém dois grandes "santuários" na região: a Casa do Templo, onde transcorrem capítulos decisivos de O Símbolo Perdido, e o Monumento Maçônico Nacional a George Washington, na vizinha Alexandria, no estado da Virgínia. O prédio, construído entre as décadas de 1920 e 30, foi inspirado no antigo farol da cidade egípcia e ainda abriga as reuniões da loja que o patriarca dirigiu. Erguida em 1910, a Casa do Templo remete ao mausoléu de Halicarnasso, tumba pré-cristã do rei Mausolo - vem daí o termo mausoléu. Há também várias estátuas de maçons na capital, como a de Albert Pike, na Judiciary Square, e a do presidente James Garfield, nos jardins do Capitólio.

(http://1.bp.blogspot.com/_SRQ-dYjeYL4/S0mQEym61VI/AAAAAAAAAcc/tw-THhplS0k/s320/mar001.jpg)

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Maio de 2010, 18:22
Continuação...

(http://2.bp.blogspot.com/_vUQVRD7umbE/SxR_8APTy5I/AAAAAAAAAFA/PZegDnq4iW8/s800/carta+de+dan+brown+para+a+ma%C3%A7onaria+americana+2.jpg)

Desenho da cidade
(http://3.bp.blogspot.com/_SRQ-dYjeYL4/S0mNfe46sYI/AAAAAAAAAbs/I5yDu-UapwE/s800/mar007.jpg)O quadro de Edward Savage , mostra três integrantes da família Washington reunidos ao redor de um mapa da cidade. Todos apontam para o plano, formando com os dedos uma misteriosa área triangular. No canto da imagem, o neto de Washington segura um compasso - símbolo maçônico - sobre o globo terrestre. O quando original encontra-se na National Gallery for Art.

Existe muita controvérsia a respeito, mas historiadores acreditam que quando L’Enfant planejou a capital, em 1791, ele visualizou um triângulo na interligação do Capitólio, da Casa Branca e do monumento a Washington. O triângulo reflete princípios maçônicos básicos: "liberdade, igualdade e fraternidade" e "fé, esperança e caridade". "As estrelas do triângulo da constelação de Virgem correspondem aos pontos de L’Enfant", diz David Ovason em A Cidade Secreta da Maçonaria. Ele argumenta que a data e a hora de fundação dos três marcos foram determinadas de olho na configuração do céu, de modo a trazer a melhor influência astral possível. Virgem é o signo do perfeccionismo.
Há quem acredite ainda que algumas das construções do National Mall (o parque delimitado entre o Capitólio e o monumento a Lincoln) representam um compasso e um esquadro.

http://www.youtube.com/watch?v=HfI1snEu9qg (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUhmSTFzbkV1OXFn)

 O obelisco, ao centro, estaria no lugar da letra G, referência a God (Deus), e a Geometry (Geometria).
O compasso traduz a busca pela perfeição moral e a racionalidade científica. O esquadro refere-se ao poder do homem de transformar a natureza e à retidão que deve conduzi-lo. Bullock é cético a respeito dos símbolos no mapa: "Algumas pessoas veem sinais maçônicos, outras, de satanismo.
É irônico. A planta original seguiu princípios de planejamento urbano certos, indo além do desenvolvimento casual das ruas e destacando o centro da cidade, a partir do Capitólio e da Casa Branca".
Na onda do livro de Brown, empresas de turismo já oferecem excursões por lugares com referências maçônicas. O arquivista da Casa do Templo, Arturo de Hoyos (abaixo), prevê o aumento do fluxo de pessoas interessadas em visitar a sede. "Isso vai ser bom, porque poderemos mostrar o que é realmente a maçonaria."
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Maio de 2010, 18:29
Continuação...

http://www.youtube.com/watch?v=RdhM6XBZ3P4 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVJkaE02WEJaM1A0)

Pedra fundamental
As pistas da herança maçônica em Washington

Antes de Dan Brown, vários autores já se dedicaram a desvendar as marcas ocultas na arquitetura de Washington. Aqui há uma seleção das principais, situadas apenas em edificações públicas. Há muita polêmica sobre as referências, mas a maior controvérsia está nos desenhos delineados a partir da planta da cidade. Além do triângulo, que remete à "liberdade, igualdade e fraternidade" e à "fé, esperança e caridade", há o compasso e o esquadro, símbolos da racionalidade científica e da retidão moral com que os maçons devem encarar a vida. A letra G significa Deus.

1. Academia Nacional de Ciência
Quatro portas de bronze na entrada do prédio de 1924 têm três signos do zodíaco cada uma. A astrologia é uma das ciências caras aos maçons, embora, obviamente, não se restrinja à fraternidade. Do lado de fora, aos pés de uma estátua de Albert Einstein, há um mapa que revela a posição de mais de 2,7 mil estrelas e outros astros.

2. Banco central americano
Ramos de trigo, que evocam a fertilidade, estão gravados em várias partes do edifício (de 1937). Mas os detalhes mais curiosos são dois lustres no hall. Cercadas por um anel onde estão os signos do zodíaco, as peças têm a parte de baixo azul-escura vazada por estrelas. A área acima do anel é clara. Aqui, estariam representados o Sol no centro do universo e a dualidade entre bem e mal, espírito e corpo, luz e trevas; são temas comuns na simbologia e aparecem no piso das lojas maçons.

3. Casa branca
Foi o primeiro prédio da cidade a receber uma pedra fundamental, em 13 de outubro de 1792. A cargo da obra estava o maçom James Hoban. Em 1948, uma reforma determinada pelo presidente Harry Truman localizou pedras gravadas com símbolos da ordem. Há indícios de que algumas foram usadas na lareira da sala Vermeil, no térreo. Acima da porta de acesso entre as salas Leste e Verde está em relevo a mesma pirâmide inacabada da nota de 1 dólar. O "olho que tudo vê" representa Deus. O símbolo, já usado por egípcios e cristãos, foi adotado pelos maçons e ainda está no verso do Grande Selo dos EUA.

4. Monumento a washington
A pedra fundamental foi colocada no dia 4 de julho de 1848. No topo do obelisco de quase 170 metros, uma pirâmide feita de alumínio (diferente das pedras usadas no resto) dá a impressão de algo inacabado (lembrança do trabalho necessário para tornar o mundo melhor) e tem gravada a frase Laus Deo "Ore a Deus" . A pirâmide é um símbolo de ascensão. Dentro do monumento há 21 pedras dedicadas por maçons.

http://www.youtube.com/watch?v=F8lWboOhoRM&feature=related (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUY4bFdib09ob1JNJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQ=)

5. Capitólio
A sede do Congresso é repleta de sinais

É um dos edifícios mais ricos da capital em simbologia maçônica. Benjamin Latrobe, um dos mais importantes arquitetos encarregados, era maçom. Dois painéis de bronze instalados no Senado, de 1868 e 1893, referem-se à cerimônia da pedra fundamental. O mais novo, no corredor sudoeste da ala norte, anuncia a localização aproximada da "pedra angular" colocada em 18 de setembro de 1793.
O painel de 1868 está na porta do Senado e representa várias cenas da vida de George Washington. Ele também é o protagonista do afresco A Apoteose de Washington (dir.) (1865), de Constantino Brumidi. Localizado na cúpula da Rotunda, a sala abaixo do domo, mostra o patriarca se transformando em deus, no meio de duas figuras que representam a Liberdade e a Vitória. Ao redor deles, formando um triângulo, estão 13 damas simbolizando as colônias originárias do país. Deuses da mitologia greco-romana aparecem oferecendo conhecimento de várias áreas aos Pais da Pátria. No topo do prédio está a Estátua da Liberdade, esculpida em bronze pelo maçom Thomas Crawford. Para a ordem, as estrelas de cinco pontas no capacete simbolizam a perfeição e os aspectos físico, mental, espiritual, intuitivo e emocional do homem.


http://www.youtube.com/watch?v=DTx2GADOcLg&feature=related (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PURUeDJHQURPY0xnJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQ=)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Maio de 2010, 18:31
Final....


Com a palavra, o maçom
Historiador prevê crescimento da fraternidade

Dos 3 milhões de maçons espalhados pelo mundo, a metade está nos Estados Unidos. Esse contingente voltou a crescer, diz o grão-arquivista e grão-historiador do Rito Escocês da Casa do Templo, Arturo de Hoyos, sem explicar exatamente por quê. Certo é que a publicidade oferecida pelo livro de Dan Brown foi muito bem recebida, embora Hoyos trate com desdém as digitais deixadas pela irmandade em Washington. "Essa é uma ideia popular entre pessoas interessadas em vender livros, mas não é baseada em fatos", diz, apesar de admitir a profusão de referências no Capitólio. As credenciais do historiador maçônico justificam conhecer sua versão da ordem.

Princípios
"A maçonaria oferece a homens bons, de todas as raças e religiões, a oportunidade de colocar de lado suas diferenças pessoais e trabalhar juntos pelo bem da humanidade."

O sigilo
"Os primeiros pedreiros, como ocorre em outros ofícios, tinham certos ‘segredos corporativos’ para resguardar sua subsistência. Eles eram protegidos por símbolos e sinais através dos quais os membros poderiam identificar uns aos outros. À medida que a ordem tornou-se uma fraternidade, os modos confidenciais de reconhecimento passaram a representar os laços de confiança entre os integrantes."

O livro de Dan Brown
"Eu gostei. Há uma mistura de verdade e ficção. A cerimônia de iniciação ao 33.º Grau do Rito Escocês descrito no livro (o pretendente toma vinho tinto de um crânio humano) não existe, é baseada nas celebrações de uma pseudo-organização maçônica dos anos 1800, a "Cerneausim". Há uma série de lendas recitadas nas nossas cerimônias. Uma delas conta a história da morte do arquiteto o templo do rei Salomão (o livro mostra a simulação de um assassinato como rito de entrada à maçonaria), mas a versão do autor não é a mesma usada em todo o país."

Curiosidades...

Coincidências???
http://www.youtube.com/watch?v=_QTFZX1sXr8&feature=related (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PV9RVEZaWDFzWHI4JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQ=)
(http://lh3.ggpht.com/_5ZVfrqNx7ZM/S1ovlYx3GaI/AAAAAAAAPy0/1ky_otLJb6Q/Presidentes%20do%20Brasil%20Ma%C3%A7ons%5B6%5D.jpg?imgmax=800)Entre os 12 presidentes da Primeira República (1889-1930), oito  foram maçons:    
      Deodoro da Fonseca    *
      Prudente de Moraes,    *
      Campos Salles    *
      Rodrigues Alves    *
      Nilo Peçanha    *
      Hermes da Fonseca    *
      Wenceslau Brás    *
      Washington Luís

A filiação do marechal Floriano Peixoto, o segundo presidente do Brasil, ainda desperta controvérsias. Jânio Quadros (1961) foi o último presidente do país a pertencer à sociedade.


Saiba mais

LIVRO
The Secrets of Masonic Washington, James Wasserman, Destiny Books, 2008

Inédito em português, é um guia para a simbologia na arquitetura da capital.

A Cidade Secreta da Maçonaria, David Ovason, Planeta, 2007

O autor reforça a astrologia no planejamento da cidade.


 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: CAAC em 04 de Junho de 2010, 22:28
Você agora se superou, amiga Helena!
Tantas informações interessantes sobre a Maçonaria, de que faço parte.
Qual a origem desse texto e das fotos?

Um abraço,
Carlos
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Junho de 2010, 15:25
Oi, Carlos!! Que bom que vc gostou, amigo!! Fico muito feliz, ainda mais vindo de um integrante da Maçonaria. ;)  :D
Pesquisei em alguns livros e revistas de História. Algumas imagens escaneei da Revista História (da BBC), outras retirei de sites da Internet.
Com carinho,
Helena
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Você sabia??

O melhor amigo
Companheiros há cerca de 13 mil anos, os cães ganharam centenas de formatos

por Tiago Cordeiro

(http://historia.abril.com.br/imagem/ah-cachorros.jpg)

Há 135 mil anos, alguns lobos cinzentos do leste asiático ganhavam características diferentes. Logo eles passariam a acompanhar os hominídeos, ajudando-os na busca de alimentos - e, claro, deliciando-se com as sobras.
Com o passar do tempo, no entanto, os cães foram totalmente integrados à rotina humana. De acordo com estimativas mais conservadoras, há 13 mil anos (no mínimo) eles estão completamente domesticados.
 "A parceria entre seres humanos e cães é uma das mais bem-sucedidas da natureza. É algo extremamente vantajoso para ambos", diz a pesquisadora americana Karen Overall, do Centro de Neurologia e Comportamento da Universidade da Pensilvânia.

Os cachorros acompanharam a humanidade desde as primeiras viagens exploratórias - há quem diga que a travessia pelo estreito de Bering (entre Ásia e América) só foi possível com o suporte deles.
São caçadores, protetores e policiais.
Ao longo do tempo, desenvolveram a capacidade de se moldar às necessidades do amigo bípede. "Nenhum outro mamífero existe com tal variação de cores, tamanhos, pesos e tipos de pelo", afirma Adam Miklosi, chefe do departamento de Etologia da Universidade Eötvös, na Hungria.
São 701 diferentes linhagens (o termo "raças" é incorreto).
E o futuro promete que esse número se multiplique exponencialmente.

Para todos os gostos
As principais linhagens e a época em que elas surgiram

5000 a.C. - Força e rapidez
Existem alguns candidatos a primeiro tipo de cão conhecido. O mais forte deles é uma versão do greyhound. Variedades desse animal forte e rápido (corre até 65 km/h) foram localizadas no Egito antigo, no Oriente Médio e no atual Afeganistão.

4000 a.C. - Apoio e comida
Na China, o chow chow é companheiro nas caçadas e o sharpei é colocado em rinhas de luta - ambos também vão para o prato (hoje, de 11 milhões a 13 milhões são consumidos na Ásia por ano). Cerca de 2 mil anos depois surgiriam os pequineses.


 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Junho de 2010, 15:30
Continuação...

3500 a.C. - Nobreza árabe
Cerâmicas do Irã documentam a existência do saluki - cuja imagem está presente em tumbas egípcias de 2100 a.C. Seu porte nobre e sua agilidade na caça conquistaram povos avessos ao animal, como os árabes. Na Índia, os saluki deram origem aos kanni.

1000 a.C. - Companhia no gelo
Fundamentais para os primeiros moradores da região gelada da Sibéria, os huskies siberianos são uma das poucas linhagens ligadas diretamente aos mais antigos antepassados. O nome vem de "eskie", como eram chamados pelos inuits, tribo que habitava a região.

800 a.C. - Moradores de mosteiros

No Tibete, os lhasa apso eram usados como cães de guarda dos monges. Séculos depois, viajantes europeus encontrariam outra linhagem, que batizaram de "terrier tibetano" - ele não é um terrier, mas uma linhagem que remonta aos antepassados da raça.

(http://Século 4 a.C. - Latidos mitológicos)
A mitologia grega fala de Cérbero, o cão infernal de três cabeças. Homero cita Argus em sua Odisseia. Os gregos são considerados os primeiros povos ocidentais a tratar os cachorros como parte da família. Platão dizia que o seu era um "amante do aprendizado". Os cães antigos da Grécia dão origem ao atual mastim espanhol.
Século 1 - No pastoreio
As legiões romanas usavam o rottweiler no pastoreio. Em viagens para os recantos da Europa, também descobriram as variedades de hounds e mastifes dos britânicos. Essas linhagens dariam origem a várias outras conhecidas. Dos hounds, por exemplo, saem os beagles.

1000 - Linhagens nobres
Os reis do fim da Idade Média valorizam as raças consideradas puras, cujo cruzamento é estritamente controlado. Os bloodhounds (nome que vem de "sangue puro") ganham coleiras de ouro. Misturados ao mastife e ao antigo buldogue, eles iriam gerar o fila brasileiro.

1880 - Bom companheiro
O labrador começou a surgir no Canadá, na província que ganharia o nome da linhagem. Era uma mistura de cães de origem europeia, incluindo o mastim. Um dos cachorros foi levado à Inglaterra, onde nobres ingleses continuaram fazendo cruzamentos até chegar a esse animal dócil.

1890 - Cão de guarda
O alemão Karl Friedrich Dobermann (1834-1894) tinha um emprego perigoso (coletar impostos) e queria um animal que o defendesse. Ele cruzou pelo menos quatro raças para gerar o dobermann, uma versão gigante do pincher - que existe desde pelo menos o século 15.

1899 - Sob medida
A fim de gerar e identificar novas linhagens, a Sociedade Phylax busca novas espécies para isolar e reproduzir. Um de seus líderes, Max von Stephanitz (1864-1936), anuncia a descoberta mais famosa do grupo: o pastor alemão, criado a partir da mistura de diferentes animais.


2010 - Sem limite

Fazendeiros norte-americanos fazem cruzamentos para criar (e vender) novas raças. A atividade deu origem a labradoodles (labrador com poodle) e cookerpoos (cocker spaniel americano com poodle miniatura).


 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Junho de 2010, 18:47
Você Sabia??

O lado frágil da rainha
Mãe de nove filhos, Vitória pediu por anestesia no parto
por Tiago Cordeiro

(http://historia.abril.com.br/imagem/hist-rainha-vitoria-500.jpg)

Dos 81 anos que viveu, a rainha Vitória da Inglaterra (1819-1901) passou 6,5 deles grávida de nove filhos.
Uma tortura para quem achava a gestação insuportável, sentia-se parecida com "uma vaca", temia o parto e achava os recém-nascidos feios.

Educada em alemão e sem nunca conseguir falar inglês perfeitamente, a mulher de ar sisudo foi alvo de cinco atentados em seus primeiros anos de gestão. Apesar da antipatia de seu povo, em seus 63 anos de reinado (o mais longo do país) a Inglaterra tornou-se símbolo de prosperidade militar, industrial e política.

(http://1.bp.blogspot.com/_jXetbQkQ8Zo/SlNG65iE1AI/AAAAAAAAASE/DWZ-aBjf9xw/s400/queen-victoria.jpg)

Mas, apesar de tudo, Vitória foi mãe. No parto dos dois últimos herdeiros, ela conquistaria outro feito: o uso de uma técnica revolucionária de anestesia, contada por Gillian Gill em We Two - Victoria and Albert: Rulers, Partners, Rivals ("Nós dois - Vitória e Albert: governantes, parceiros, rivais", sem tradução em português).

No século 19, no entanto, sentir a dor do parto era fundamental.
 A explicação está na tradição cristã: depois de comer o fruto proibido, Eva recebe de Deus o aviso de que, como punição, passaria a "dar à luz em meio a dores" (Gênesis). O processo que a poetisa Sylvia Plath (1932-1963) chamaria de "longo e escuro corredor de dor, sem portas ou janelas" também era perigoso. A própria Vitória só havia se tornado rainha porque sua prima, a princesa Charlote (1796-1817), filha do rei Jorge IV (1762-1830) e herdeira do trono, morrera com hemorragia interna no terceiro parto.

"Técnicas de anestesia já eram testadas nos Estados Unidos e na Europa, mas eram consideradas arriscadas", afirma Donald Caton, médico da Universidade da Flórida.Vitória e o marido, o príncipe Albert (1819-1861), estavam interessados na anestesia por clorofórmio desde 1848. Para os nascimentos dos caçulas Leopoldo (1853) e Beatriz (1857), a monarca contratou o médico John Snow (1813-1858) e sua equipe. "Vossa majestade é uma paciente exemplar", Snow diria depois. Desde então, o avanço da anestesia para mães foi impressionante.
 Em 1920, por exemplo, o clorofórmio já era usado em 90% dos partos em países de língua inglesa e alemã (terra natal de Albert).


(http://veja.abril.com.br/historia/republica/_img/imagens_edicao/internacional1.jpg)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Junho de 2010, 18:52
Continuação...

(http://3.bp.blogspot.com/_LZPd4xwfdHk/S7Jf7bBJQdI/AAAAAAAAAUU/wFWik1ko2ho/s320/a-primeira-anestesia.gif)

Suspiro antes da dor
De efeito rápido, o clorofórmio era o anestésico ideal à época

No parto

Usado pela primeira vez durante o parto em 1847, o clorofórmio ficou conhecido depois de ser usado na rainha em 1853. Ele foi aplicado quando ela já estava deitada em trabalho de parto.

Anestesia

Aplicado a cada 10 minutos sobre uma máscara de tecido, a substância inalada é absorvida pelo sangue e atua no sistema nervoso central.

Clorofórmio
Transparente, de cheiro forte e volátil, o produto foi descoberto em 1831. Seu uso pode causar arritmia e ataque cardíaco, além de parada respiratória.

 

O legado da monarca
A rainha Vitória deu à luz nove filhos

Príncipe Alfredo (1844-1900)
Casado com a grã-duquesa Maria Alexandrovna da Rússia (1853-1920)

Príncipe Albert Edward (1841-1910)
Casado com a princesa Alexandra da Dinamarca (1844-1925)

Princesa Helena (1846-1923)
Casada com o príncipe Christian de Schleswig-Holstein (1831-1917)

Princesa Vitória (1840-1901)
Casada com o rei Frederico III da Prússia (1831-1888)

Princesa Alice (1843-1878)
Casada com Luís IV (1837-1892), grão-duque de Hesse

Princesa Beatriz (1857-1944)
Casada com o príncipe Henry de Battenberg (1858-1896)

Princesa Louise (1848-1939)
Casada com John Douglas Sutherland Campbell (1845-1914)

Príncipe Arthur (1850-1942)
Casado com a princesa Louise Margaret da Prússia (1860-1917)

Príncipe Leopoldo (1853-1884)
Casado com a princesa Helena de Waldeck e Pyrmont (1861-1922)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Junho de 2010, 19:08
Você sabia??

A dor ensina a gemer
Crises e guerras devastaram exércitos e mergulharam impérios na recessão e no caos. Mas também serviram de estímulo para inventos que mudaram a história da humanidade
por Bianca Nunes

Louis Braille (1809-1852) tinha só 3 anos quando, brincando na oficina do pai artesão, cortou o olho direito com um furador de couro. A família tratou o machucado em casa - eles moravam num pequeno vilarejo da França de 1812. Logo o ferimento infeccionou e passou para o outro olho. Dois anos mais tarde, Louis estava completamente cego.

(http://www.english-online.at/society/braille/louis_braille.jpg)(http://www.quido.cz/objevy/Braille.gif)

A deficiência não impediu que ele fosse educado. Tão logo aprendeu a ler com o tato, Louis foi enviado a uma escola para cegos de Paris - a primeira do tipo na época. Aluno dedicado, impressionou-se quando, em uma das aulas, aprendeu um código sem som criado no Exército para comunicação de soldados durante a noite. Louis gostou da ideia e incrementou o código, que tinha pontos em alto relevo. Até então, quase tudo na escola era feito por memorização.

(http://www.nyise.org/springbrook/blind/1829.jpg)

Aos 15 anos, ele criou um sistema que é usado até hoje por cegos de qualquer país para se comunicarem com o mundo. A invenção que levou seu nome veio de uma necessidade pessoal de Louis: ele queria aprender de uma forma simples. A angústia e a dedicação fizeram com que o jovem descobrisse um jeito de melhorar sua própria vida e a dos deficientes que viviam como ele, no escuro.

Muitas outras descobertas também ocorreram durante crises, em momentos sofridos e cruciais para seus inventores, quando o mundo exigia deles uma saída. Às vezes para sua própria sobrevivência e conforto.

"A crise provoca a mudança, que pode ser ‘boa’ ou ‘má’ para a humanidade. Algumas pessoas se adaptam aos momentos difíceis ou têm habilidades específicas que ajudam a fazer da crise algo positivo. Em muitas ocasiões críticas, como a situação econômica atual, há oportunidades que podem beneficiar alguns", afirma Lisa Rosner, professora de história da ciência da Universidade de Stockton (EUA), pesquisarora e autora de The Technological Fix: How People Use Technology to Create and Solve Problems ("O Conserto Tecnológico: Como as Pessoas Usam a Tecnologia para Criar e Resolver Problemas", sem tradução para o português).

Quem dá outro exemplo de superação em tempos de turbulência é Edward Tenner, especialista em história da tecnologia. "Com certeza, a Dinamarca, após perder a Noruega, a Islândia e a região de Schleswig-Holstein, se tornou mais próspera do que nunca. Criou novas indústrias que incluíam a produção de manteiga e queijo, móveis de madeira e turbinas eólicas. Eles passaram de uma cultura hierárquica, que vivia como satélite da aristocracia do norte da Alemanha, para uma sociedade que era capaz de exportar produtos de maneira igualitária e atingiu níveis de vida ótimos. Hoje, os dinamarqueses são, de acordo com pesquisas, as pessoas mais felizes da Europa - em um paradoxal resultado por terem perdido muitas guerras."
(http://bpiw.net/_uploads/bac71f8f-ee1d-4c64-97a2-2fd81c4775e0_DINAMARCA_1_COPENHAGEN.jpg)(http://bpiw.net/_uploads/788b1e19-cdbf-46bf-a566-291b7fa40582_DINAMARCA_2_SKI_RESORT.jpg)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Junho de 2010, 19:10
Continuação...

Mas por que isso acontece? Como momentos dramáticos podem despertar soluções inovadoras? Historiadores chegaram a algumas conclusões estudando esse comportamento. Primeiro: "ideias brilhantes" não surgem do nada. Segundo Lisa Rosner, "elas acontecem porque os inventores entendem a necessidade que passam e pesquisam sobre o assunto. Eles têm acesso às soluções propostas por outros e eles tentam muito".

Traumas criativos e invenções
Necessidades que levaram a grandes soluções

Feridas abertas
Assombrado pelas cenas terríveis que testemunhou como voluntário num centro médico do Exército britânico durante a Primeira Guerra Mundial, o pesquisador Alexander Fleming (1881-1955) procurou outras formas de tratar ferimentos infeccionados. Até então, não era possível curar as feridas mais graves sem remover pelo menos parte do tecido atingido das vítimas. Ao ver de perto o sofrimento dos doentes, se dispôs a buscar um tratamento eficaz. Descobriu a penicilina, o primeiro antibiótico, em 1928.(http://www.laugalaekjarskoli.is/10/vor09verk2/myyyndir/Alexander_Fleming2.gif)

Sangue no armário
A falta de sangue para transfusões durante a Segunda Guerra levou o médico americano Charles Drew a encontrar um modo de transportar o material por longas distâncias sem que se estragasse. Ele separou o sangue entre plasma (a parte líquida) e células vermelhas, o que permitia o armazenamento prolongado. No início dos anos 1940, a Inglaterra pediu ajuda aos EUA para atender vítimas civis e militares. Drew coordenou um projeto da Cruz Vermelha para coletar e enviar o sangue salvador à Grã-Bretanha.(http://cdn.newsone.com/files/2009/02/picture-1-300x287.png)

Na falta de cão acaba o sabão
A base dos detergentes sintéticos apareceu na Alemanha, em 1917, quando os suprimentos de gordura animal estavam em falta por causa das batalhas da Primeira Guerra Mundial. A gordura era, então, a principal matéria-prima do sabão. Chamado de Nekal, o produto desenvolvido pelos químicos H. Gunther e M. Hetzer, a partir de uma ideia original do fim do século 19, só circulou nos tempos de guerra, mas foi um sucesso comercial. Aprimorado, está hoje em todas as cozinhas. E os cães agora podem perambular tranquilos.(http://3.bp.blogspot.com/_HepgLEooiVM/SRmXH7DYxoI/AAAAAAAAAB4/4z10bJmhq90/s320/expsabao2.gif)(http://1.bp.blogspot.com/_HepgLEooiVM/SSdMYHNnHwI/AAAAAAAAACo/yGBNsc7n-tQ/s320/pattylavcab.jpg)Os sabões e os detergentes possuem as mais diversas aplicações, que vão desde a limpeza doméstica até industrial. Sua tecnologia, pouco desenvolvida até 1934, evolui bastante a partir dessa época, tornando sua produção altamente industrializada.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Junho de 2010, 19:41
Continuação...

A imprensa e a peste negra

Há quem diga que a peste negra, no fim da Idade Média, ajudou no desenvolvimento do Ocidente. Os historiadores David Herlihy e Samuel Cohn argumentam que a pandemia que dizimou quase um terço da Europa deu início a uma onda de descobertas tecnológicas que levaram à Revolução Industrial. Um dos exemplos citados é a invenção da prensa de Gutenberg, em 1453. Eles sugerem que os tipos móveis vieram a substituir o exército de monges copistas que teriam sido mais rapidamente atingidos pela peste do que o resto da população.(http://conteudo.imasters.uol.com.br/12723/gutenberg-1.jpg)



[url=http://www.youtube.com/watch?v=eMbvT3rwI3M&feature=player_embedded]http://www.youtube.com/watch?v=eMbvT3rwI3M&feature=player_embedded (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWVNYnZUM3J3STNNJmFtcDtmZWF0dXJlPXBsYXllcl9lbWJlZGRlZA==)


O rádio é do povo

As primeiras transmissões de rádio são do século 19, mas só depois da Primeira Guerra a radiodifusão chegou, de fato, à população civil. A Westinghouse, empresa americana que fabricava aparelhos para as tropas europeias, se viu com um excedente encalhado. A fim de evitar o prejuízo, a empresa instalou uma grande antena no pátio da fábrica e transmitiu música para os moradores de um bairro de Pittsburgh. O golpe de marketing funcionou e os aparelhos foram vendidos.

(http://)(http://www.sarmento.eng.br/Fotos/N66_10_54_ReginaldFessendensLab_lrg.jpg)Laboratório de Reginald Fessendem

Blues para amenizar a dor
O blues nasceu no Mississippi (EUA), no delta do rio Yazoo, uma região de inundações, própria para a plantação de algodão. Lá viviam escravos negros, que cantavam para aliviar o sofrimento do trabalho. Eram lamentos em forma de gritos melancólicos. Como os escravos eram proibidos de usar instrumentos, a voz era o único recurso musical. Depois veio o ritmo sincopado, a marcação nos pés, o falsete nos vocais e, claro, a marcação típica do violão. O primeiro blues - gíria da época para definir a tristeza - foi gravado em 1914.

A explosão dos Fertilizantes
O uso de substâncias para adubar o solo data dos primórdios da agricultura. Os fazendeiros da Antiguidade sabiam que a terra envelhecia. Em vez de buscar novas áreas de cultivo, eles passaram a incrementar o terreno. Os egípcios espalhavam cinzas de sementes, e há relatos de que gregos e romanos fertilizavam a terra com excremento animal. A indústria de fertilizantes sintéticos surgiu depois da Primeira Guerra, para dar fim ao excedente de explosivos de nitrogênio (TNT) que já não tinham serventia.

Mais forte que a seda
Devido às dificuldades no comércio mundial depois da quebra da bolsa de valores, em 1929, o preço da seda disparou. O Japão era, naquele momento, o principal exportador para os Estados Unidos e um dos maiores fabricantes mundiais do produto. Em busca de um tecido leve, resistente e mais barato, a empresa DuPont decidiu investir no desenvolvimento de uma fibra sintética que substituísse a seda. Foi assim que o funcionário Wallace Carothers produziu uma fibra forte e elástica que não derrete a menos de 195 graus Celsius. Criado em 1930, o náilon não é só usado para fazer roupas. Serve para fabricar linhas de pesca, tapetes e carpetes, entre outras utilidades.(http://palacios49.files.wordpress.com/2008/05/nylon4-1948.jpg?w=400&h=562)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Junho de 2010, 19:57
Continuação...


Sem gasolina? Vai de álcool

Crise do petróleo abriu espaço para outros combustíveis

Em 1973, a decisão de alguns países de diminuir a produção de petróleo e aumentar seu preço foi catastrófica para o resto do mundo. Não havia alternativa viável, e as pesquisas sobre outros tipos de combustíveis estavam engatinhando. Em apenas três meses, o preço de um barril passou de US$ 2,90 para impressionantes US$ 11,65 e as vendas para a Europa e os EUA foram embargadas por causa do apoio a Israel na Guerra do Yom Kippur (1973). A oferta do produto despencou e alguma coisa precisava ser feita.


(http://3.bp.blogspot.com/_ao2H2mp1cFw/SncBfk030pI/AAAAAAAAA_k/k1PBVB04H1E/s400/cana.jpg)
O Brasil inovou. Em 14 de novembro de 1975, o governo assinou um decreto implantando o Programa Nacional do Álcool, o Proálcool, que estimulava a produção do etanol para a substituição de combustíveis fósseis. "O Proálcool foi implantado quando o Brasil gastava, anualmente, mais de US$ 10 bilhões na importação de petróleo e derivados. Foi a única nação que encontrou um substituto adequado e menos poluente para o petróleo", diz Luiz Gonzaga Bertelli, autor de Crise Energética.(http://2.bp.blogspot.com/_ao2H2mp1cFw/SncP2yOla_I/AAAAAAAAA_s/kFxTOs3xB_Q/s400/Flex.jpg)(http://img.youtube.com/vi/r94Gubjv7Ug/2.jpg)

Segundo ele, hoje, o volume do etanol de cana comercializado já é superior ao da gasolina automotiva. "O programa colaborou, decisivamente, para o desenvolvimento sustentável do Brasil. Mais de 1 milhão de empregos diretos e 4 milhões de indiretos dependem da indústria sucroalcooleira. Se considerarmos todo o petróleo e a gasolina que deixamos de queimar desde 1977, quando ocorreu o início da efetiva produção do etanol no país, economizamos US$ 234 bilhões em valores atualizados."


Saiba mais

LIVROS
The Technological Fix: How People Use Technology to Create and Solve Problems, Lisa Rosner, Routledge, 2004
Ensaios sobre a necessidade de o homem recorrer à tecnologia para enfrentar desafios.

A Vingança da Tecnologia, Edward Tenner. Campus, 1997
As irônicas consequências das inovações mecânicas, químicas, biológicas e médicas.


 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 09 de Junho de 2010, 13:55
Você sabia?

Há 75 anos começou o movimento humanitário que redundou na criação dos AA
Dia Mundial do AA - 10 de junho


(http://2.bp.blogspot.com/_CcTPgqlDQc4/Sv8i9_ch6dI/AAAAAAAACzg/Llb0xV9AHgY/s320/aa.bmp)

História de AA

AA teve o seu início em 1935 em Akron, Ohio, como resultado do encontro de Bill W., um corrector da Bolsa de New York, com o Dr. Bob S., médico cirurgiăo. Eram ambos alcoólicos considerados irrecuperáveis.

Antes de se conhecerem, os dois tinham tido contacto com os grupos de Oxford, uma sociedade composta por pessoas năo alcoólicas que procuravam a aplicaçăo de valores espirituais universais ao dia a dia das suas vidas. Bill W. tinha conseguido ficar sóbrio há uns meses como resultado do poder desses valores espirituais e da ajuda do seu velho amigo Ebby T., que pela mesma razăo conseguira deixar de beber, e mantinha-se em sobriedade trabalhando com outros alcoólicos. Apesar de năo ter conseguido que nenhum desses alcoólicos parasse de beber, ele  descobrira que reforçava a sua sobriedade sempre que tentava ajudar outros.

O Dr. Bob, porém, apesar do seu contato com os grupos de Oxford năo conseguia deixar a bebida. Mas, quando travou conhecimento com Bill, tal fato surtiu um efeito imediato: Desta vez, encontrava-se cara a cara com um companheiro alcoólico que conseguira deixar de beber, que lhe explicou que o alcoolismo era uma doença mental, emocional e física.
 Bill repetiu-lhe o que lhe havia dito o Dr. William D. Silkworth no Hospital Towns de N.Y., onde estivera várias vezes internado. Apesar de ser médico, o Dr. Bob năo sabia que o alcoolismo era uma doença, mas os argumentos de Bill convenceram-no e rapidamente alcançou a  sobriedade, năo voltando mais a beber.(A data do início da sua sobriedade, 10 de Junho, foi adotado pela comunidade como "Dia Mundial de AA")

Os dois começaram a trabalhar com os alcoólicos internados no Hospital Municipal de Akron e, em breve, tinham conseguido que um paciente alcançasse a sobriedade. Apesar de ainda năo existir sequer o nome Alcoólicos Anónimos, estes três homens foram o núcleo do primeiro Grupo de AA.
No Outono de 1935 o segundo Grupo foi tomando forma em N.Y., e o terceiro iniciou-se em Cleveland em 1939. Havia demorado mais de quatro anos a conseguir juntar os primeiros 100 alcoólicos sóbrios nestes Grupos fundadores.

No início de 1939 a comunidade publicou o seu texto básico, contido no livro “Alcoólicos Anónimos”. Neste livro escrito por Bill, expőe-se a filosofia e métodos de AA, cuja essência se encontra nos agora bem conhecidos 12 Passos de recuperaçăo.  Na altura, o livro comportava ainda as histórias de vida de 30 alcoólicos recuperados.


http://www.youtube.com/watch?v=WIxzsLnL1AA&feature=player_embedded (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVdJeHpzTG5MMUFBJmFtcDtmZWF0dXJlPXBsYXllcl9lbWJlZGRlZA==)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 09 de Junho de 2010, 14:06
Continuação...

(http://2.bp.blogspot.com/_Dp6Hb_0h_xM/SKVQmpocULI/AAAAAAAAAwc/ymbB19-IhRs/s400/My-Name-Is-Bill-W%5B1%5D.jpg)

Devido a vários artigos publicados na imprensa, no final de 1939 já havia 2000 membros de AA  e, em finais de 1941, o número subia a mais de 6000 divididos por imensos Grupos que se foram criando um pouco por todo o território dos Estados Unidos.
O crescimento de AA nos anos seguintes foi algo de inimaginável, pois o movimento estendera-se por  todo o continente americano e para fora dele, havendo na década de 1950 cerca de 100.000 alcoólicos recuperados um pouco por todo o mundo.
 Apesar deste crescimento, era grande a intranquilidade quanto ao futuro do movimento, dada a ausência de linhas de acçăo básicas que mantivessem unidos os membros.

(http://1.bp.blogspot.com/_MIFj24jRZjg/SsMxUdIyGuI/AAAAAAAADqY/wYvrf6HHv4k/s400/alcoolicos+anonimos.bmp)
 
Entretanto, pelo ano de 1946, já era possível juntar razőes fundamentadas acerca dos problemas de toda a ordem que foram surgindo nos Grupos e, das árduas experiências vividas, Bill começou a compilar princípios que enquadrassem as atitudes, costumes e funçőes que melhor se ajustavam aos objectivos de AA.
 Esses princípios, que conhecemos como "12 Tradiçőes de Alcoólicos Anónimos" foram enunciados e postos em prática com êxito e săo uma fórmula segura para a unidade e funcionamento de AA. As “12 Tradiçőes” foram adoptadas pelos representantes eleitos (delegados) dos membros na 1ª Convençăo Internacional de AA que se realizou em Cleveland no ano de 1950.

O Dr. Bob, que havia ajudado mais de 10.000 alcoólicos no Hospital de Akron, faleceu a 16 de Novembro de 1950.

Bill W. dedicou-se até à sua morte (24 de Janeiro de 1971) a organizar uma estrutura de serviço que perdurasse para além da vida dos fundadores de AA, ao mesmo tempo que, baseado na experiência colectiva, escrevia  obras essenciais da Literatura AA que continuam a servir os membros e a comunidade. Em 2007, nos escritórios de N.Y havia registo de Grupos de AA em cerca de 180 países, nos quais se recuperavam mais de dois milhőes de alcoólicos.


 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 09 de Junho de 2010, 14:14
Continuação...

http://www.youtube.com/watch?v=-Z1eUnLTo8A (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PS1aMWVVbkxUbzhB)

Os Doze Passos


(http://img2.mlstatic.com/jm/img?s=MLB&f=138077697_3047.jpg&v=O)

Os Doze Passos de A.A. consistem em um grupo de princípios, espirituais em sua natureza que, se praticados como um modo de vida, podem expulsar a obsessão pela bebida e permitir que o sofredor se torne íntegro, feliz e útil. Não são teorias abstratas; são baseadas na experiência dos êxitos e fracassos dos primeiros membros de A.A.

OS DOZE PASSOS

PRIMEIRO PASSO:
Admitimos que éramos impotentes perante o álcool - que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.

SEGUNDO PASSO:
Viemos a acreditar que um Poder superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade.

TERCEIRO PASSO:
Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos.

QUARTO PASSO:
Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.

QUINTO PASSO:
Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas.

SEXTO PASSO:
Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.

SÉTIMO PASSO:
Humildemente rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições.

OITAVO PASSO:
Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.

NONO PASSO:
Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-las significasse prejudicá-las ou a outrem.

DÉCIMO PASSO:
Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.

DÉCIMO PRIMEIRO PASSO:
Procuramos através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que o concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós e forças para realizar essa vontade.

DÉCIMO SEGUNDO PASSO:
Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes passos, procuramos transmitir esta mensagem aos alcoólicos e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.
OS DOZE PASSOS - Forma Integral: consultar o Livro: "OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES" Disponível na JUNAAB - Junta de Serviços Gerais de A.A. do Brasil. Avenida Senador Queiroz, 101 2 andar cj 205 Caixa Postal 580 - CEP 01060-970 S‹o Paulo/SP - Brasil
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Junho de 2010, 20:44
Minha homenagem a todos os espíritos solidários, encarnados e desencarnados, que criaram e mantém a AA

Hj é o dia Internacional dos AA!!


http://www.youtube.com/watch?v=xaSfnRhdqzs&feature=player_embedded (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXhhU2ZuUmhkcXpzJmFtcDtmZWF0dXJlPXBsYXllcl9lbWJlZGRlZA==)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 26 de Junho de 2010, 21:36
VOCÊ SABIA?

Esfinge: a guardiã dos mortos


(http://olhaso.net/attachments/Image/esfinge1.jpg)
A maior escultura de pedra do mundo ressurgiu das areias do deserto depois de milênios protegendo as tumbas dos faraós

A Grande Esfinge de Gizé impressiona. Primeiro, por seu tamanho – com 72 metros de comprimento e 20 metros de altura, ela é a maior escultura de pedra do mundo. Depois, pelos mistérios que cercam sua origem.

A criatura, com cabeça de homem e corpo de leão, foi moldada em pedra calcária há 4500 anos (há uma teoria que aumenta essa idade para incríveis 10 mil anos). Provavelmente foi esculpida por ordem do faraó Quéfren para simbolizar seu poder e sabedoria. Hoje ela guarda a entrada do complexo das pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, no planalto de Gizé, perto do Cairo. O local também é chamado de necrópole.
(http://www.culturabrasil.pro.br/imagens/piramide.jpg)

Os egípcios chamavam a esfinge de shesep-ankh, que significa “imagem viva”. Os gregos traduziram erradamente para sphigx, que significa “atar, ligar” – já que s unem um elemento animal (nem sempre é o leão) a um elemento humano.

MARAVILHA ENTERRADA

Embora tenha resistido, a escultura está distante da maravilha que foi no passado. A cor original,o nariz e a barba sumiram, os olhos foram danificados e há grandes rachaduras em sua superfície.

(http://www.bepeli.com.br/artes/arte_egipcia/monumentos_escultura/thutmosis.jpg)Por volta de 1400 a.C., o faraó Thutmosis já havia percebido seu desgaste e teria sido o primeiro a mandar restaurá-la. Ele registrou o feito numa estela (bloco de pedra) que ainda está entre as patas dianteiras da criatura. Outros faraós também fizeram restaurações, mas foi a natureza quem mais colaborou para a conservação da esfinge. “Ela ficou enterrada sob as areias do deserto do Saara e, durante séculos, foi poupada”, diz o egiptólogo Júlio Gralha, professor de História Antiga e Medieval na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

A partir da década de 1920, a esfinge foi desenterrada. A escultura começou então a erodir sob os ventos e a umidade do ar. Várias tentativas de restauração feitas de 1955 a 1987 só pioraram a situação. Antigos blocos de pedra foram substi- tuídos por novos, alterando sua forma. Para cobrir as rachaduras, foram utilizados gesso e cimento. Resultado: a esfinge rejeitou as novas camadas de pedra e argamassa, e grandes pedaços começaram a ruir. Foi necessária mais uma década de trabalhos, concluídos há oito anos, para corrigir os erros de restauração.

Os especialistas optaram por submeter a rocha original a um tratamento. “Eles decidiram agir como os antigos e foram em busca de pedras semelhantes àquelas utilizadas nos tempos dos faraós”, afirma Gralha. Mas o monumento não está livre de ameaças – como as substâncias contidas no ar poluído do Cairo e as vibrações no solo causadas pelo crescimento da capital. Sem falar do eterno espírito de porco de saqueadores e turistas do passado e do presente.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 26 de Junho de 2010, 21:54
Continuação...


AMEAÇA DO ALÉM


(http://www.sunrisemusics.com/egitoantigo/quefren2.jpg)Na mitologia egípcia, o leão aparece como guardião dos lugares sagrados, como as tumbas dos faraós. A Esfinge de Gizé seria o próprio Quéfren transformado em deus, depois de sua morte, protegendo a necrópole. Nela há uma inscrição que diz: “Eu protejo a capela do teu túmulo. Eu guardo tua câmara mortuária. Eu mantenho afastados os intrusos. Eu jogo os inimigos no chão e suas armas com eles. Eu expulso o perverso da capela do sepulcro. Eu destruo os teus adversários em seus esconderijos, bloqueando-os para que não possam mais sair”.


Curiosidades


Fanático religioso teria arrancado o grande nariz do monumento 122 anos antes do descobrimento do Brasil

As esfinges egípcias tinham três formas básicas: a androsfinge (corpo de leão e cabeça de gente), a criosfinge (corpo de leão e cabeça de ovelha) e a hierocosfinge (corpo de leão e cabeça de falcão). Essas palavras são gregas. Não se sabe que nome os egípcios davam, na época, a esses tipos de escultura.

CADÊ O NARIZ?
Também não se sabe onde a Esfinge de Gizé perdeu o nariz, de 1 metro de largura. Segundo lendas, ele teria sido arrancado por balas de canhão da artilharia de Napoleão Bonaparte. Mas desenhos do monumento feitos em 1737 já ilustravam a estátua sem o órgão. O historiador egípcio al-Magrizi, do século 15, atribui o vandalismo a Muhammad Sa’im al-Dahr, um fanático religioso que, em 1378, ao ver camponeses deixando oferendas à esfinge na esperança de aumentar suas colheitas, teria destruído a parte mais frágil da obra.



Saiba mais:


http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.sunrisemusics.com/egitoantigo/quefren2.jpg&imgrefurl=http://www.sunrisemusics.com/egitoantigo.htm&usg=__8o8iB62ba-KWazZRFcLtUtjuAlU=&h=318&w=228&sz=15&hl=pt-BR&start=2&sig2=QdoSDTReU9eyz-JYbJIwxA&um=1&itbs=1&tbnid=g8Y_uokLgdq1rM:&tbnh=118&tbnw=85&prev=/images%3Fq%3DQu%25C3%25A9fren%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26client%3Dfirefox-a%26sa%3DN%26rls%3Dorg.mozilla:pt-BR:official%26tbs%3Disch:1&ei=bGYmTMamDYLGlQee7KG_Ag (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nb29nbGUuY29tLmJyL2ltZ3Jlcz9pbWd1cmw9aHR0cDovL3d3dy5zdW5yaXNlbXVzaWNzLmNvbS9lZ2l0b2FudGlnby9xdWVmcmVuMi5qcGcmYW1wO2ltZ3JlZnVybD1odHRwOi8vd3d3LnN1bnJpc2VtdXNpY3MuY29tL2VnaXRvYW50aWdvLmh0bSZhbXA7dXNnPV9fOG84aUI2MmJhLUtXYXpaUkZjTHRVdGp1QWxVPSZhbXA7aD0zMTgmYW1wO3c9MjI4JmFtcDtzej0xNSZhbXA7aGw9cHQtQlImYW1wO3N0YXJ0PTImYW1wO3NpZzI9UWRvU0RUUmVVOWV5ei1KWWJKSXd4QSZhbXA7dW09MSZhbXA7aXRicz0xJmFtcDt0Ym5pZD1nOFlfdW9rTGdkcTFyTTomYW1wO3Ribmg9MTE4JmFtcDt0Ym53PTg1JmFtcDtwcmV2PS9pbWFnZXMlM0ZxJTNEUXUlMjVDMyUyNUE5ZnJlbiUyNnVtJTNEMSUyNmhsJTNEcHQtQlIlMjZjbGllbnQlM0RmaXJlZm94LWElMjZzYSUzRE4lMjZybHMlM0RvcmcubW96aWxsYTpwdC1CUjpvZmZpY2lhbCUyNnRicyUzRGlzY2g6MSZhbXA7ZWk9YkdZbVRNYW1EWUxHbFFlZTdLR19BZw==)



http://www.youtube.com/watch?v=gobQ4F9cpUc (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWdvYlE0RjljcFVj)

http://www.youtube.com/watch?v=OGA4KJb2lWo (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PU9HQTRLSmIybFdv)

 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Julho de 2010, 18:29
Você sabia?

Arma Secreta
Gabinete Especial: Laboratório da morte

Envenenamentos não são novidade para os russos: um gabinete foi criado em 1921 para eliminar os inimigos comunistas
por Mario Araújo

No fim de novembro, a família do ex-espião russo Alexander Litvinenko acusou formalmente o presidente Vladimir Putin de ser cúmplice em seu assassinato – assim como de ter feito corpo mole nas investigações do crime. Litvinenko foi morto em 2006, aos 41 anos, envenenado após beber chá com polônio-210, num encontro no centro de Londres com o ex-agente da KGB Andrei Lugovov (http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:mYgBtPdgGS93cM:http://ibgf.org.br/img/foto_1727.jpg)e seu sócio Dmitry Koytun. Independentemente do resultado das ações do Tribunal Europeu de Direitos Humanos, para onde o caso foi levado, envenenamentos com fins políticos na Rússia não são lá grande novidade.(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:bIa2a3oqnRI81M:http://ibgf.org.br/img/foto_1725.jpg)Litvinenko, envenenado por substância radioativa

Isqueiros que lançavam gás letal, telefones recheados de substâncias tóxicas, guarda-chuvas com lanças contaminadas, papéis de parede banhados em arsênico. Esses e outros métodos menos sofisticados de envenenamento já foram bastante usados na antiga União Soviética para a manutenção da ordem do sistema. Segundo o recém-lançado livro Laboratório dos Venenos: de Lênin a Putin, do escritor e jornalista russo Arkadi Vaksberg, tudo era produzido por um complexo empreendimento, o Laboratório de Produtos Tóxicos Secretos – ou simplesmente Gabinete Especial.

Criado em 1921 pelo líder da época, Lênin, o objetivo do laboratório, como especificava o regulamento, era “combater os inimigos do poder soviético”. A arma, de efeito potente, porém discreto, atingia precisamente o alvo sem deixar pista. As vítimas preferenciais foram personagens ilustres, como escritores, artistas e empresários, além, claro, de autoridades. Ironicamente, Lênin, segundo alguns historiadores, teria sido uma das vítimas de sua própria criação – uma substância tóxica teria acelerado seu processo de esclerose, causando múltiplos ataques cerebrais e antecipando sua morte, em 1924.(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:0MwqGC6_z-IaiM:http://historiablog.files.wordpress.com/2008/10/lenin.jpg)

(http://3.bp.blogspot.com/_FK5QjE4gwZc/SqEwZ1YQIQI/AAAAAAAADMA/BQPgcaD3toQ/s400/Victims_of_the_1921_famine_in_Russia.jpg)Gabinete especial, laboratório da morte.
Com o passar dos anos, conta Vaksberg no livro, as pesquisas no Gabinete Especial se intensificaram: o esquema tornou-se profissional e as mais diferentes substâncias foram usadas, de venenos tradicionais (como rícino e colchicina) (http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:57S8s4AoEx3JMM:http://4.bp.blogspot.com/_6C-ZzIdVxJw/SP0XP9sZ13I/AAAAAAAABO8/kOOZpCReclY/s320/chumbinho.jpg)a metais radioativos e bactérias letais (como os bacilos da peste bubônica).(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:wvIszsaK_dXUYM:http://www.macjams.com/filemgmt_data/snaps/15258_mi_veneno.jpg) Os métodos de aplicação também se modernizaram. A ingestão oral deu lugar, por exemplo, a metais radioativos emitidos de aparentemente inofensivas luminárias. Como as mortes eram encomendadas, as autópsias jamais diagnosticavam envenenamentos – muito menos as substâncias contidas nos coquetéis letais. Os laudos dos legistas eram quase sempre os mesmos: parada cardíaca.


http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://oglobo.globo.com/fotos/2006/11/21/21_MHG_mun_espia.jpg&imgrefurl=http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2006/11/21/286739539.asp&usg=__VrqbzkpZBUyrrJnHqiatM4scyto=&h=460&w=720&sz=39&hl=pt-BR&start=1&sig2=j2Y4WJqJvRygK0fx3Bt1bg&um=1&itbs=1&tbnid=lCjh8iejxNSXrM:&tbnh=89&tbnw=140&prev=/images%3Fq%3Dvenenos%2Bradioativos%2Busados%2Bna%2BR%25C3%25BAssia%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26client%3Dfirefox-a%26sa%3DG%26rls%3Dorg.mozilla:pt-BR:official%26tbs%3Disch:1&ei=CBYyTLK2AeeInAebjYCDBQ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nb29nbGUuY29tLmJyL2ltZ3Jlcz9pbWd1cmw9aHR0cDovL29nbG9iby5nbG9iby5jb20vZm90b3MvMjAwNi8xMS8yMS8yMV9NSEdfbXVuX2VzcGlhLmpwZyZhbXA7aW1ncmVmdXJsPWh0dHA6Ly9vZ2xvYm8uZ2xvYm8uY29tL211bmRvL21hdC8yMDA2LzExLzIxLzI4NjczOTUzOS5hc3AmYW1wO3VzZz1fX1ZycWJ6a3BaQlV5cnJKbkhxaWF0TTRzY3l0bz0mYW1wO2g9NDYwJmFtcDt3PTcyMCZhbXA7c3o9MzkmYW1wO2hsPXB0LUJSJmFtcDtzdGFydD0xJmFtcDtzaWcyPWoyWTRXSnFKdlJ5Z0swZngzQnQxYmcmYW1wO3VtPTEmYW1wO2l0YnM9MSZhbXA7dGJuaWQ9bENqaDhpZWp4TlNYck06JmFtcDt0Ym5oPTg5JmFtcDt0Ym53PTE0MCZhbXA7cHJldj0vaW1hZ2VzJTNGcSUzRHZlbmVub3MlMkJyYWRpb2F0aXZvcyUyQnVzYWRvcyUyQm5hJTJCUiUyNUMzJTI1QkFzc2lhJTI2dW0lM0QxJTI2aGwlM0RwdC1CUiUyNmNsaWVudCUzRGZpcmVmb3gtYSUyNnNhJTNERyUyNnJscyUzRG9yZy5tb3ppbGxhOnB0LUJSOm9mZmljaWFsJTI2dGJzJTNEaXNjaDoxJmFtcDtlaT1DQll5VExLMkFlZUluQWViallDREJR)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Julho de 2010, 18:46
Continuação...

As vítimas
Mortes atribuídas ao Gabinete Especial continuam até depois do fim da União Soviética


Abram Slutsky - Agente secreto russo(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:A5Ap30R8Uc8-_M:http://www.doublespeakshow.com/images/2006/06/abramoff.jpg)

Em 1938, degustou chocolates envenenados

Pavel Alliluyev - Cunhado de Stálin e oficial do Serviço de Informação Militar

Ingeriu ovo e café envenenados em 1938

Nadejda Konstantinovna Kroupskaia - Viúva de Lênin(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:DIZSP2FQQU1_pM:http://www.freinet.org/amisdefreinet/biographie/kroupskaia.jpg)

Comeu comida envenenada em sua festa de 70 anos, em 1939

Gueorgui Markov - Escritor búlgaro que trabalhava na BBC de Londres(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:5xTHgP1GMPfsJM:http://www.bbc.co.uk/worldservice/images/2006/06/20060603125400_166046_markov203.gif)

Em 1978, veneno foi inserido em seu organismo por uma picada causada pela colisão com o guarda-chuva de um transeunte

Ivan Kivelidi - Banqueiro e empresário russo(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:UJ0yYEbudK9RvM:http://www.peoples.ru/undertake/finans/kivelidi/kivelidi_1.jpg)
Numa forma rara de envenenamento, em 1995, inalou vapores durante uma conversa telefônica

 
Erva venenosa
O veneno sempre foi uma bela arma política. Aqui, alguns de seus usos - ou não


Tutancâmon (1341-1323 a.C.)

Ainda há dúvidas sobre a razão da morte do faraó: a hipótese de assassinato violento está praticamente descartada. Estudos mostram que ele pode ter morrido devido a uma inflamação em uma perna quebrada ou à ingestão de vinho envenenado.

Sócrates (470-399 a.C.)

Por propagar idéias modernas para a época, o filósofo grego foi preso e levado a julgamento popular. Como sentença, ingestão de cicuta, veneno usado para execução na Grécia antiga.

Papa Clemente II (?-1047)

A morte do papa nascido na Saxônia gera especulações. Pesquisas em seus restos mortais indicaram alta presença de acetato de chumbo, também conhecido por açúcar de chumbo. Ele foi provavelmente envenenado lentamente, sem perceber.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
O músico austríaco, com mania de perseguição, contou certa vez à mulher que fora envenenado. Após sua morte, o também músico Antonio Salieri foi acusado – e assinou uma confissão falsa de envenenamento. Mas, na verdade, Mozart sucumbiu à febre reumática.

Saiba mais:
http://super.abril.com.br/ciencia/armas-quimicas-biologicas-ciencia-servico-mal-439032.shtml (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3N1cGVyLmFicmlsLmNvbS5ici9jaWVuY2lhL2FybWFzLXF1aW1pY2FzLWJpb2xvZ2ljYXMtY2llbmNpYS1zZXJ2aWNvLW1hbC00MzkwMzIuc2h0bWw=)

http://historianovest.blogspot.com/2009/09/gabinete-especial-laboratorio-da-morte.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2hpc3Rvcmlhbm92ZXN0LmJsb2dzcG90LmNvbS8yMDA5LzA5L2dhYmluZXRlLWVzcGVjaWFsLWxhYm9yYXRvcmlvLWRhLW1vcnRlLmh0bWw=)

http://newsgroups.derkeiler.com/Archive/Soc/soc.culture.cuba/2007-03/msg00759.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL25ld3Nncm91cHMuZGVya2VpbGVyLmNvbS9BcmNoaXZlL1NvYy9zb2MuY3VsdHVyZS5jdWJhLzIwMDctMDMvbXNnMDA3NTkuaHRtbA==)
 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Julho de 2010, 21:32
Você sabia??

Amor: Todos dizem eu te amo
por Lia Hama

O amor acompanha a humanidade desde sempre. É o que os antropólogos chamam de “universal”, ou seja, está presente em todas as culturas. Mas as formas que ele assumiu ao longo do tempo mudaram, e muito. Essas variações contam uma incrível história de quem somos nós

(http://dusinfernus.files.wordpress.com/2009/06/eu-queria-ser-amor-geisa.jpg?w=500&h=355)

"Mais encantadora que todas as outras mulheres, luminosa, perfeita. Uma estrela na linha do horizonte. Seus lábios são encantadores. Seus cabelos refulgem como a lazulita. Seus braços são superiores ao ouro em esplendor. Seus dedos fazem-me ver pétalas, as de lótus lhes são semelhantes. Suas curvas têm a forma mais adequada, seu andar é nobre. Meu coração seria um escravo se ela me envolvesse com seus braços.”

O trecho acima faz parte de um poema escrito há mais de 3 mil anos, no Egito.Trata-se de um dos primeiros registros sobre amor de que se tem notícia na história da humanidade. Nele, o autor desconhecido fala sobre o fascínio exercido pela mulher amada, comparando-a com flores, frutas, pedras preciosas e corpos celestes. Como se vê, nada que não pudesse fazer parte hoje da música-tema da novela das 8: “Fonte de mel nos olhos de gueixa. Choque entre o azul e o cacho de acácias (...) Areias e estrelas não são mais belas”. A verdade é que nosso vocabulário amoroso é muito parecido com o dos antigos egípcios, que, por sua vez, não pensavam tão diferente assim dos antigos chineses, gregos e romanos. Como explicar que as imagens usadas para descrever o amor hoje sejam as mesmas dos nossos ancestrais?

Segundo o professor César Ades, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, há uma predisposição para o amor prefigurada em nosso sistema nervoso, em nossos hormônios, na diferenciação biológica do masculino e do feminino. “Essa característica está presente em todas as culturas, nos mais diferentes povos. Em outras palavras, o amor é universal”, diz César. As formas que ele assumiu ao longo da história, porém, variaram muito. “O amor é regulado por princípios e costumes culturais.
 Ama-se de acordo com os modelos da época e do grupo.
” Esses modelos são expressados nos poemas, nas canções, nas novelas, nos casos que uma pessoa conta a outra, nas reprovações ou incentivos que certas formas de amar recebem em seu meio social. Ou seja, o amor varia de acordo com a cultura e os gostos de cada época, mas a essência dessa emoção é imutável. “Não se pode dizer que o amor seja só uma criação da cultura. A cultura não cria, apenas influencia. Se os homens não desejassem as mulheres e vice-versa não haveria base para a cultura exercer seu papel”, diz César.

(http://dusinfernus.files.wordpress.com/2007/08/cropped-velasquez-1656-las-meninas.jpg)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Julho de 2010, 21:46
Continuação...

(http://3.bp.blogspot.com/_TSvly6B1EI0/Sip1wFiW6oI/AAAAAAAAFKY/zYFFgjRQF8I/s400/cart%C3%A3o-engra%C3%A7ado-dia-namorados.jpg)

A maioria dos especialistas acredita que o amor, assim como a família, nasceu com a descoberta do fogo. Ali, confinados em cavernas, reunidos em volta da fogueira, homens e mulheres estabeleceram as regras de uma célula social pré-histórica: divisão de funções, cuidados especiais com os filhos e parceiros. Mas contar a história do amor antes da invenção da escrita tem suas limitações. Os registros pictográficos dessa época até mostram o que parecem ser cenas de intimidade entre casais, famílias e sexo, mas não dá para saber exatamente como eram os relacionamentos e sentimentos amorosos. “Não temos como saber quais eram as motivações da escolha erótica nessa fase, mas concluímos que, quanto mais primitivas as relações sociais, mais instintiva ela devia ser”, diz o historiador americano Morton Hunt, autor de A História Natural do Amor.

“Em nosso passado de coletores e caçadores, a escolha amorosa era muito mais livre e desprovida de laços sociais”, diz Helen Fisher, antropóloga da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos. Segundo ela, autora do recente Por que Amamos, nas sociedade nômades, o mais comum era escolher o parceiro por afinidade, pelo desejo de ter uma determinada pessoa como companhia e pelo simples prazer de mantê-la por perto. Alguns diriam que eis aí uma bela definição de amor.

A estrutura familiar como a conhecemos só se consolidou quando o homem se tornou sedentário, o que deve ter acontecido há cerca de 12 mil anos. Ao redor dos campos de trigo que floresciam nas terras férteis próximas a fontes de água limpa, homens e mulheres viviam do que encontravam, até que perceberam que o que gerava novas plantas eram as sementes. A partir daí, ter um pedacinho de terra era possuir uma reserva de alimentos e, portanto, passou a ser importante. Tanto quanto poder contar com braços para ajudar no trabalho. Pessoas que, em troca, ficariam com suas terras e tomariam conta de você. Ou seja, passou a ser importante gerar descendência. “A partir do momento em que nossos ancestrais se assentaram e introduziram a agricultura, os casamentos se tornaram negócios feitos para a troca da propriedade ou para alianças”, afirma Helen Fisher.

Cara-metade

“Há pessoas que nunca teriam amado se não tivessem ouvido falar de amor”, escreveu o francês La Rochefoucauld, no século 17. O que ele queria dizer é que o amor é só uma palavra e que ela será sempre uma representação do “verdadeiro” amor. O americano Morton Hunt concorda. “A história do amor é uma história daquilo que se diz sobre o amor.” Por isso, segundo ele, foram os gregos que inventaram o amor. “É claro que as pessoas já se amavam muito antes, mas os gregos, que tinham uma explicação para tudo, foram os primeiros a criar uma palavra para isso”, afirma Hunt. Da Grécia, aliás, vem boa parte do dicionário amoroso que usamos até hoje: afrodisíaco, erotismo, hermafrodita, ninfomania e poligamia.
(http://3.bp.blogspot.com/_IHfzSOKPpuo/SXuISGeNSaI/AAAAAAAABQI/rLL-2AKeCrM/s400/plat%C3%A3o+e+arist%C3%B3teles.jpg)Platão e Aristóteles

A civilização que gerou filósofos como Sócrates e Aristóteles discutia política, ciência e poesia durante os chamados simpósios, festas nas quais os participantes partilhavam uma grande taça de vinho. É em torno de uma delas que se desenvolve O Banquete, célebre obra de Platão, uma das mais reveladoras sobre o pensamento grego a respeito do amor. Lá surgiram idéias como “almas gêmeas” e “cara-metade”, quando um dos convidados, Aristófanes, recorreu à mitologia para falar sobre a origem do amor. Segundo ele, éramos seres andróginos de duas cabeças, quatro pernas e quatro braços. Temendo que o poder dessas estranhas criaturas ameaçasse os deuses, Zeus dividiu-as em duas outras – e desde então carregamos a sensação de estarmos sempre incompletos, em busca da metade afastada de nós.
(http://luciostabile.files.wordpress.com/2009/05/socrates2.jpg?w=211&h=280)Sócrates(http://4.bp.blogspot.com/_4jCJsRzxVo0/SsvhRwW_TMI/AAAAAAAADM8/plEfpSPVAVs/s400/Aristoteles+e+socrates+debate2.jpg)
Outro conceito grego, que influenciou para sempre o modo de amar, é a idéia de que o amor só era possível entre pessoas iguais, ou seja, da mesma classe social, do mesmo nível intelectual. Os gregos acreditavam, ainda, que o verdadeiro amor só acontecia entre pessoas do mesmo sexo. Sócrates dizia sentir um fogo quando via outro homem e até Aristóteles, que considerava o homossexualismo uma “mórbida anormalidade”, defendeu em sua Ética a idéia de que “o amor e a amizade são plenos somente entre os homens.”


(http://1.bp.blogspot.com/_TSvly6B1EI0/Sip1v64RQvI/AAAAAAAAFKQ/o9DSvMEVVWI/s400/Cart%C3%A3o-dia-dos-namorados.jpg)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Julho de 2010, 22:06
Continuação...

Platão acreditava num amor puro, abstrato, fundamentado na parceria intelectual e espiritual. O chamado amor platônico, no entanto, não excluía o contato físico. Era uma afeição elevada a um plano ideal, que transcendia o contato físico, mas não o abolia. Com a conquista da Grécia por Roma, por volta do século 2 a.C., muito da cultura grega foi assimilada pelos romanos. Mas tanto a idéia de amor entre iguais quanto a de amor idealizado foram descartadas.

(http://sol.sapo.pt/photos/olindagil1/images/606002/original.aspx)Tal como na Grécia, a vida familiar, social e cultural dos Romanos estava ligada à religião. Os lares (deuses da família), os Penates (deuses das refeições) e os Manes (almas dos antepassados) eram os deuses domésticos. Após a conquista da Grécia, os romanos assimilaram os deuses gregos dando-lhes nomes latinos.
(http://www.bible-researcher.com/martyrdom.jpg)(http://3.bp.blogspot.com/_x6MS0JbV2aA/SpRIPXd7eTI/AAAAAAAAAI0/G7XLdc3LAgI/s320/orgias.jpg)

Os romanos adoravam se divertir e não valorizavam tanto assim os assuntos “superiores”. Além disso, eles tinham pavor da idéia de serem escravizados por uma paixão. Segundo o livro História da Vida Privada, coordenado por Philippe Ariès e Georges Duby, “quando um romano se apaixonava, seus amigos consideravam ou que perdera a cabeça por uma mulher devido a um excesso de sensualidade ou que moralmente caíra em escravidão”. O amor e o sexo, porém, eram livremente discutidos e abordados pela arte romana. Uma das obras mais conhecidas do Império, o poema Arte de Amar, de Ovídio, é um verdadeiro manual de sedução, citado até hoje por poetas e apaixonados em geral.
(http://absurdo.files.wordpress.com/2009/02/publius_ovidius_naso.jpg?w=143&h=300)Ovídio

[size=12t]Pecado e cortesia[/size]

Após a queda do Império Romano, no século 5, e as invasões bárbaras, ninguém mais estava a salvo. A cultura, a vida coletiva, o mundo como se conhecia desapareceu. No lugar dele, violência, caos social, conflitos. A única coisa a se apegar era a religião, que passou a dominar a vida social. O amor confundia-se com o sentimento religioso e o casamento se tornou uma cerimônia cristã. Padres celibatários pregavam a total renúncia ao erotismo e o sexo passou a ser associado ao pecado. Tanto quanto as mulheres, descendentes de Eva (a tentadora Eva que levou o pobrezinho do Adão para o mau caminho). Santo Agostinho, o principal pensador cristão da época, já defendia em sua obra Confissões, de 391, que os homens deviam renunciar ao desejo e ao sexo. Amor só por Deus e sexo só com fins de procriação. É claro que ninguém em sã consciência parou de amar e de fazer sexo por causa de Santo Agostinho. Mas quem o fazia por prazer ou por amor era tido como pecador e perigoso.(http://ocb.sites.uol.com.br/Image426.gif)demônio do sexo

(http://bp3.blogger.com/_FORpJAWZlNM/RvXJMCoU5GI/AAAAAAAAAGc/OIxoOxTNhSQ/s400/ma_LancelotCharette.jpg)cavaleiro da charrete
(http://2.bp.blogspot.com/_FORpJAWZlNM/RvXKdioU5HI/AAAAAAAAAGk/DzlYCuOL3Ow/s320/0bbkbecx.jpg)Lancelot e Guinevere

Numa época em que as mulheres eram parte das propriedades e os nobres tinham direito de deflorar as noivas de seus vassalos, surgiu na França, no século 12, o amor cortesão (ou cortês, em sua tradução mais comum), que foi imortalizado em poemas, trovas e romances sobre casais como Lancelot e Guinevere. No romance O Cavaleiro da Charrete, de Chrétien de Troyes, o amor de Lancelot o faz capaz de proezas incríveis e de ilimitada obediência à sua amada. Eis o roteiro do amor cortesão: um cavaleiro escolhe uma mulher casada, bela e distante, a quem passa a idealizar. No começo, ele apenas espia sua senhora à distância. Com o tempo, apresenta-se a ela como um humilde servo, prometendo lealdade e bravura. O cavaleiro jura se submeter a qualquer provação imposta pela dama e, a cada teste, sobe um degrau em direção a ela. Finalmente ela lhe concede um beijo e talvez o deixe ver (mas não tocar) seu corpo nu.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Julho de 2010, 22:26
Continuação...

“O amor cortesão tornou-se um dos clichês de uma Idade Média imaginária”, afirma a historiadora francesa Danielle Regnier-Bohler, no Dicionário Temático do Ocidente Medieval. Para ela, no entanto, essa descrição é meramente literária (é bom lembrar que Lancelot e Guinevere, se existiram, não viveram no século 12, mas no 5). “A mulher como objeto da súplica amorosa reflete o modelo da sociedade feudal. O homem está a serviço da senhora, como um vassalo deve obediência a seu senhor”, diz Danielle.


Razão e emoção


(http://fernandagomes87.files.wordpress.com/2009/09/romeoandjulietkiss.jpg)Romeu e Julieta(http://cavaleirodinamarca.webs.com/trista1.gif)Tristão, o cavaleiro da Dinamarca e Isolda, a Bela

Com o fim da Idade Média, a reforma protestante e a transformação das aldeias em grandes cidades, a influência da Igreja sobre a vida das pessoas diminuiu. Nos séculos 15 e 16, a religiosidade dá espaço à razão, à ciência e à lógica. Sobre o amor e as formas de amar, o efeito do Renascimento foi uma revalorização dos desejos individuais. “Se o casamento permanece sendo a forma encontrada por aristocratas, banqueiros e comerciantes de se associar e fechar negócios, o discurso amoroso passa a cultuar a transgressão de tais arranjos”, diz Morton Hunt. É o exemplo de um dos casais mais famosos de todos os tempos, imortalizado pelo inglês William Shakespeare em 1562. Romeu e Julieta, filhos de famílias rivais, queriam se casar por amor e acabaram mortos de forma trágica. A idéia de que jovens casais deviam escolher seus pares, viver sozinhos e morar em sua própria casa só surgiria no século 17.

(http://www.ronslate.com/files/rs4/DonJuanLoverPainting.jpg)Don Juan lover

O século 18 é o da racionalidade. A teologia e a metafísica dão lugar à matemática e à física e o amor ganha códigos de ética e até de etiqueta. O símbolo maior do galanteio racional foi Luís XIV. Modelo da aristocracia, o Rei Sol da França estabeleceu um intrincado código de símbolos que servia para regular o jogo amoroso, mas também para suprimir qualquer arroubo de emoção diante da razão. A figura literária que representa o amor do século 18 é Don Juan. Impecavelmente trajado e educado na arte da conquista, sua sedução mecânica é praticamente irresistível às mulheres. Seu amor é planejado, afetado e falso. O amor é reduzido a um malicioso esporte, como no filme Ligações Perigosas, em que os personagens vividos por Glenn Close, John Malkovich e Michelle Pfeiffer se envolvem num jogo de sedução em que a ascensão e a influência social são a meta. Outro ícone dessa fase é Casanova. Nascido em 1725, o aventureiro tinha uma mente brilhante – era astrônomo e filósofo e escreveu um livro no qual dá dicas práticas para se dar bem no amor, uma espécie de manual de auto-ajuda.(http://3.bp.blogspot.com/_iHrHpbN8p90/SSIhBkL4__I/AAAAAAAAAHU/x3Kqpj58NaE/s400/ligacoes-perigosas04.jpg)

Os ideais de nobreza e de direito adquiridos pelo Renascimento entraram em colapso com a revolução burguesa, na França, e a ascensão do capitalismo, durante a Revolução Industrial, na Inglaterra, colocando em xeque a autocracia da Igreja e o direito patriarcal. Agora o que é nobre, digno de qualquer sacrifício, é o amor. Aliás, quanto mais sacrifício, melhor. O amor romântico é uma força arrebatadora, uma espécie de onda gigante e incontrolável, que enleva poetas como lorde Byron e Percy Shelley, para quem a única maneira autêntica de viver é confiar em suas emoções e ser verdadeiro em seus desejos. O amor muitas vezes era associado ao sofrimento e à morte. O romance Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe, que trata da paixão irrefreável do protagonista pela bela (http://4.bp.blogspot.com/_I6lFP6juCFA/SbuLyfcVpGI/AAAAAAAAAjo/lfVvc7hyt0s/s400/werther.jpg)Charlotte e cujo limite é a morte, provoca uma onda de suicídios na Europa.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Julho de 2010, 22:39
Continuação...

(http://2.bp.blogspot.com/_sz9GqwULb7s/S7EeoLkKEoI/AAAAAAAAJY4/pGnqZw5vJA4/s1600/10.jpg) Séculos XIX/XX


Enfim livres


(http://cdn.buzznet.com/assets/users8/rickipanema/postais/dia-dos-namorados-parte-12--large-msg-1118516015-2.jpg)

O historiador Eric Hobsbawn, em Era dos Extremos, diz que o século 20 é o século da mulher. Para ele, nenhuma revolução atingiu parcela tão grande da população mundial quanto a emancipação feminina. Do direito de voto aos métodos contraceptivos, do divórcio ao acesso ao mercado de trabalho, nunca tanta gente foi envolvida em transformações tão importantes em tão pouco tempo. “A pílula e as discussões sobre o aborto, o feminismo e os movimentos de minorias, a progressão das uniões livres, os corpos expostos na mídia e na propaganda, enfim, a liberação da palavra e do olhar mudou completamente a vida das pessoas e sua maneira de ver o amor”, diz a historiadora Mary Del Priore, autora de História do Amor no Brasil.

(http://genilsonaraujo.files.wordpress.com/2009/06/amor_recordar01.jpg)

A igualdade entre homens e mulheres e a liberação sexual têm papel definitivo na forma como amamos hoje. Primeiro, viraram de cabeça para baixo os papéis que cada gênero desempenhava nas relações eróticas. Depois, desconectaram novamente o amor dos relacionamentos. A partir desse momento, tudo sobre amor e sexualidade é abertamente discutido e os parceiros devem entrar num acordo para que a relação viceje. E, mais radical ainda, qualquer uma das partes pode mudar de idéia a qualquer momento. Não precisamos mais estar casados ou ter planos eternos para continuarmos nos amando. Aliás, em alguns casos, os relacionamentos podem até atrapalhar o amor, como defende a professora Laura Kipnis, da Universidade Northwestern, nos EUA. Para ela, a forma como os relacionamentos se desenvolvem hoje acabou com a liberdade individual de amar (veja entrevista na pág. 34).

(http://thecia.com.au/reviews/b/images/brokeback-mountain-poster-0.jpg)

Completamente desconectado da família e até do sexo, de que sobreviverá o amor? Para Helen Fisher, em seu mais recente livro, Por que Amamos, o amor continua e continuará vivo alimentando-se de sua capacidade de mudar e se adaptar. “Ele conta com 6 bilhões de aliados que não desistem de procurá-lo e de exaltá-lo”, ela diz. Da mesma forma que os antigos egípcios faziam. No fundo, no fundo, a sensação é de que, nos assuntos do coração, as coisas mudam. Mas permanecem no mesmo lugar.

(http://i108.photobucket.com/albums/n16/danielarquivos/sixfeetundeer.jpg)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Julho de 2010, 22:47
Continuação... 
Do rapto de noivas ao casamento por amor
Homens e mulheres juntam os trapos pelos mais diferentes motivos


Casamentos por seqüestro eram comuns na Pré-História e vigoraram até o início da era cristã, em locais como Grécia, Roma e norte da Europa.
“Quando um homem via uma mulher que ele desejava, geralmente de uma tribo vizinha, ele a tomava à força. Para raptar a noiva, ele requisitava a ajuda de um amigo guerreiro”, afirma Diane Ackerman no livro Uma História Natural do Amor.
O mito de fundação de Roma fala sobre um dos mais famosos episódios do gênero: o rapto das sabinas. (http://4.bp.blogspot.com/_c5afMJeHEu0/Rt78N5qQfKI/AAAAAAAABQ4/XZw7_Yxr4-k/s400/C%C3%B3pia%2Bde%2BJacques-Louis%2BDavid,%2BO%2BRapto%2Bdas%2BSabinas,%2B1796-1799.jpg)Jacques-Louis David, O Rapto das Sabinas, 1796-1799

Segundo a lenda, após a fundação de Roma, em 753 a.C., Rômulo decidiu povoar a cidade e, para isso, mandou raptar as jovens do povo vizinho, os sabinos. Revoltados, eles resolveram revidar. Mas era tarde demais: as moças já haviam se enamorado dos romanos e, graças à intervenção delas, assinaram um tratado de paz. Na Roma antiga, o casamento foi instituído como forma de garantir uma linhagem legítima. Havia dois tipos de casamento: o com manus e o sem manus. No primeiro, o matrimônio supunha a transmissão da autoridade paternal ao marido, que se tornava o tutor da mulher. No segundo, não havia transmissão da autoridade paternal e a mulher, assim como o homem, podia pedir o divórcio. Em ambos os casos, o casamento não envolvia o Estado, tratava-se apenas de uma cerimônia privada, sem juiz de paz ou papéis a serem assinados. O noivo oferecia um anel à noiva, que o usava no mesmo dedo dos dias de hoje. Os convidados jogavam sementes no casal, símbolo de fertilidade. Rituais bastante familiares para nós, já que muitos desses costumes pagãos foram incorporados pelo casamento cristão e se mantêm até hoje. O casamento romano basicamente tinha como finalidade a produção de filhos e o estabelecimento de alianças. Continuou assim no período medieval, quando o casamento pouco tinha a ver com amor ou atração mútua. “Foi só a partir da Revolução Francesa, no fim do século 18, que as pessoas começaram realmente a poder escolher com quem iriam se casar”, afirma Diane Ackerman. A Revolução Francesa de 1789 também derrubou a proibição ao divórcio imposta pela Igreja Católica durante a Idade Média. A França instituiu o divórcio por meio da Constituição de 1791, que definia o matrimônio apenas como um contrato civil, que poderia ser desfeito. Em 1816, Luís XVIII reinstalou a indissolubilidade do casamento. Apenas em 1884, com a separação do Estado e da Igreja, o divórcio foi instituído de vez no país. No Brasil, ele foi regulamentado em 1977, após uma campanha liderada pelo senador Nelson Carneiro.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Julho de 2010, 23:08
Arte apaixonada
Como o amor foi tratado e retratado nosúltimos 5 mil anos


Memi e Sabu(http://www.ancient-egypt.co.uk/metropolitan/images/Dynasty%204%20Statue%20of%20Memi%20and%20Sabu%201.jpg)

No antigo Egito, estátuas de casais eram colocadas para enfeitar as tumbas da elite local e simbolizavam a união eterna. Na inscrição ao pé da estátua, o casal é identificado como Memi e Sabu. Apesar de o texto não especificar a relação entre eles, provavelmente eram marido e mulher.

(2575-2465 a.C.)

Vênus de Milo(http://www.asinine.org/albums/Paris/IMG_3062_Venus_de_Milo.jpg)(http://colette-obrien.com/wp-content/uploads/2010/03/eros21.jpg)

Os gregos adoravam dois deuses do amor, Afrodite e Eros, a quem eles recorriam para pedir ajuda ou para se lamentar. A estátua grega mais conhecida do mundo é a de Afrodite (chamada pelos romanos de Vênus), que também era a deusa da beleza.

(século 2 a.C.)

Oferenda do Coração

(http://www.cancerianasemlar.blogger.com.br/tristan_Isolde.gif)
(http://www.ricardocosta.com/pub/images/amor_arquivos/amor3.jpg)
Durante a Idade Média, surge a idéia do amor cortês. Esta tapeçaria é um exemplo do culto do homem à mulher amada – na figura, ele oferece  seu coração a uma bela mulher medieval.

(início do século 15)


O Nascimento de Vênus
(http://cleidescully.files.wordpress.com/2009/05/1venus.jpg)

Temas da mitologia grega, incluindo os deuses do amor, são retomados durante o Renascimento. Nesse quadro, o italiano Sandro Botticelli representa o mito do nascimento de Vênus a partir da espuma do mar.

(1484)
Eros e Psiquê(http://avidaemmovimento.zip.net/images/erospsique.jpg)

A história de Eros (ou Cupido para os romanos) e Psiquê é um exemplo de amor entre deuses e mortais, tema recorrente entre os antigos gregos que foi retomado pelo Neoclassicismo.

(1798)

Boating(http://www.poorwilliam.net/pix/manet-boating.jpg)

Quadro do francês Édouard Manet retrata cena da vida cotidiana dos casais do século 19. Jovens que escolhem seus próprios acompanhantes e passeiam sozinhos, como esses dois, que navegam tranqüilos – e apaixonados – no rio Sena.

(1874)

O Beijo(http://static.blogstorage.hi-pi.com/photos/acvieira.arteblog.com.br/images/gd/1170288889/Referencias-Artisiticas-Auguste-Rodan-O-Beijo.jpg)

Escultura do francês Auguste Rodin, uma das mais famosas do mundo, representa os amantes adúlteros Francesca e Paolo, que, na obra do italiano Dante Alighieri, foram mandados para o Inferno por seu amor ilícito. Ela simboliza a tragédia da paixão proibida e sem esperança.

(1886)

... E o Vento Levou(http://blogs.jovempan.uol.com.br/planeta/wp-content/uploads/2008/04/e-o-vento-levou.jpg)

No fim dos anos 30, foi lançado um dos maiores sucessos do cinema de todos os tempos. A história de amor entre a órfã Scarlett O’Hara e o aventureiro Rhett Butler retrata as dificuldades de uma paixão para vencer os limites impostos pela sociedade patriarcal e machista.

(1939)

O Beijo do Hôtel de VillE(http://fotografeumaideia.com.br/site/images/stories/autores/14_fotografias_tempo/o_beijo_do_hotel_de_ville.jpg)

O francês Robert Doisneau fotografou, em 1950, um casal até então anônimo se beijando em frente ao Hôtel de Ville, em Paris. A foto virou um símbolo do amor público, desinibido, livre de qualquer barreira social.

(1950)

Marilyn(http://catalogodeindisciplinas.files.wordpress.com/2010/04/andy-warhol-marilyn1.jpg)

O quadro do americano Andy Warhol utiliza o rosto da atriz Marilyn Monroe, protagonista de uma série de filmes românticos, como objeto de um conjunto de retratos. É um exemplo da arte e do amor que podem ser produzidos e reproduzidos infinitamente para o consumo de massa.

(1964)

O beijo(http://apat.files.wordpress.com/2007/06/images11.jpg)

O espanhol Pablo Picasso pintava todas as mulheres por quem se apaixonava. E foram muitas. Em seus quadros elas surgiam em movimento, em transição.

(1969)

Closer(http://www.epilogo.blogger.com.br/pertodemais2.jpg)

O filme do diretor alemão Mike Nichols mostra os complexos e movediços relacionamentos entre um jornalista, uma stripper, uma fotógrafa e um médico. A troca de casais é um símbolo do amor desconectado das convenções sociais.
(2004)

 


 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Julho de 2010, 23:11
Continuação...


Beijos, beliscos e pisadelas
As incríveis histórias dos gestos de amor


Algumas práticas amorosas do passado continuam fazendo sucesso até hoje. É o caso do french kiss, o beijo de língua, que ganhou esse nome dos ingleses no século 17. Na época, os puritanos da Inglaterra ficaram impressionados com o grau de libertinagem que caracterizava o beijo em terras gaulesas e batizaram o voluptuoso gesto de beijo francês. O curioso é que, na França, ele ficou conhecido como english kiss – os franceses associavam a palavra à importância que os ingleses davam àquela carícia labial, que para eles, franceses, era tão comum. No Japão, o beijo é chamado de kissu (importado do inglês kiss) e só começou a ser feito em público pelos casais nas últimas décadas, com a influência da cultura norte-americana no país. Outros gestos não fariam sucesso hoje. É o caso das pisadelas e dos beliscões, práticas trazidas de Portugal que se tornaram populares no Brasil no século 19. “Tratava-se de pisadas no pé e beliscões que deixavam uma marca roxa no braço da amada”, diz a historiadora Mary Del Priore. Outra prática comum era esmigalhar limões-de-cheiro no corpo da dama. “Não faltaram pedidos de casamento que tiveram como motivo um limão-de-cheiro comprimido contra um braço bem-feito", afirma Mary Del Priore. 
Saiba mais

Livros

História do Amor no Brasil, de Mary Del Priore, Contexto, 2005

Percorre 450 anos das idéias, práticas e modos de amar no Brasil.

História do Casamento no Ocidente, Jean-Claude Bologne, Temas e Debates, 1999

Dois mil anos de casamentos.

Por que Amamos, Helen Fisher, Record, 2006

As mais recentes descobertas de diferentes especialidades científicas sobre o amor.

Uma História Natural do Amor, Diane Ackerman, Bertrand Brasil, 1997

Raízes históricas, culturais e religiosas do amor.

Filme

Ligações Perigosas, 1989
O amor na idade da razão.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 16 de Julho de 2010, 18:14
VOCÊ SABIA?

Quem inventou o cigarro?


(http://static.hsw.com.br/gif/compostos-cigarro.gif)

Produto é criação européia inspirada em antigo hábito indígena
por Lívia Lombardo

(http://img.youtube.com/vi/UW-U8fcFrdo/0.jpg)

Tudo indica que os primeiros fumantes foram os índios das Américas.
Para alguns pesquisadores, os antigos moradores do nosso continente começaram esse hábito 8 mil anos atrás. (http://www.jardimenteogeno.com/loja/images/Nicotiana%20rustica%20plant.jpg)o tabaco

O hábito de fumar foi adquirido dos índios norte-americanos pelos colonizadores ingleses. Foi levado à Inglaterra por Walter Raleigh e dali se difundiu pela Europa. Conta-se que um criado, ao ver Raleigh soltando fumaça pela boca e pelo nariz, jogou-lhe uma jarra de cerveja, pois pensou que estivesse prendendo fogo.

(http://www.villamaria2.hpg.ig.com.br/mitos/viagem/a328.2.jpg)O fumo e os xamãs(http://img.socioambiental.org/d/236621-1/tupari_12.jpg)


Para entender essa história, é preciso voltar ao século 10. Data dessa época o primeiro registro arqueológico do uso de tabaco. Trata-se de um vaso de cerâmica, decorado com a imagem de um grupo de maias tragando folhas enroladas com uma espécie de barbante. As estratégias para enrolar as folhas variavam.
Os astecas as colocavam dentro de tubos de cana, e outras tribos as envolviam em cascas de milho.

(http://farm4.static.flickr.com/3015/3049380413_9aacc99455.jpg)Em 1492, Cristóvão Colombo desembarcou na América. Junto com ele veio o navegador espanhol Rodrigo de Xeres. Depois de provar um cachimbo dos índios das Bahamas, ele não ficou um único dia sem fumar. Na volta para casa, levou tabaco na bagagem.
 Logo os europeus criaram outras formas de consumir a folha.


Ainda no século 16, surgiram os charutos, que eram caros e restritos aos ricos. Mas os trabalhadores de Sevilha arranjaram um jeito para dar suas tragadas: eles apanharam restos de charutos nas ruas, picaram tudo e enrolaram em papel.
 (http://fatioupassou.com/wp-content/uploads/2009/04/1893.jpg)

Nascia assim o cigarro.
(http://www.saude.sc.gov.br/cidadao/de_olho_na_saude/outros/fumo/Cigarr1.jpg)

Passaram-se 300 anos até que ele se popularizasse. Em 1880, 58% dos usuários de tabaco mascavam fumo e só 1% preferia cigarros.

 A situação começou a mudar em 1881, quando o americano James Bonsack (1859-1924) inventou a máquina de enrolar o produto. Durante a Primeira Guerra, a distribuição nas trincheiras multiplicou o mercado.

Hoje, 1,1 bilhão de pessoas fumam. Recentemente, vários países europeus (e também alguns estados do Brasil) aprovaram leis que proíbem o consumo de cigarro em lugares públicos.

Então...

A indústria do cigarro é uma das principais inimigas da saúde pública. Afinal, o cigarro é um produto feito para viciar e matar. São 4 milhões de mortes por ano, uma a cada oito segundos. O pior de tudo é que, nesse mesmo tempo, outra vítima é "recrutada", normalmente um jovem.

NOVENTA POR CENTO DOS FUMANTES COMEÇARAM ANTES DOS 19 ANOS
Um dos principais objetivos da indústria do cigarro é fazer as pessoas acreditarem que fumar é uma decisão individual, o que funciona muito bem com os jovens de que fumando, eles vão ser mais sensuais, interessantes e aceitos. Você não acredita que isso é uma estratégia? Então leia o que diz um memorando dirigido ao vice-presidente de uma conhecida fábrica de cigarros:

"A marca Camel precisa aumentar sua penetração no grupo de 14-24 anos, que tem valores mais liberais e representa o mercado de cigarros amanhã."
(Memorando de 1975 para C. A. Tucker, vice presidente de Marketing da R. J. Reynolds)

A CORTINA DE FUMAÇA DA INDÚSTRIA DO CIGARRO

A estratégia para popularizar o uso do cigarro tem sido o marketing agressivo e a criação de uma verdadeira "cortina de fumaça", que esconde a verdade. O que acontece nos Estados Unidos e na Europa (as indenizações que os fabricantes de cigarro têm de pagar, a proibição da publicidade, etc.) nem sempre é conhecido em outros países, o que ajuda a indústria do cigarro a se expandir.

COM A PALAVRA, A INDÚSTRIA DO CIGARRO

Veja o que dizem alguns membros da indústria do cigarro:

"A nicotina causa dependência. Nosso negócio, então, é a venda de uma droga."
(Addison Yeaman, da Brown & Williamson, 1963)

"Para o principiante, fumar um cigarro é um ato simbólico. Eu não sou mais o filhinho da mamãe, eu sou durão, sou um aventureiro, não sou quadrado... À medida que o simbolismo psicológico perde a força, o efeito farmacológico assume o comando para manter o hábito..."
(Philip Morris, vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento, "Por que se Fuma", 1969)

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 16 de Julho de 2010, 18:34
Você sabia??
Da pá virada

Era assim que se falava de uma pessoa desocupada
por Lívia Lombardo


(http://bp3.blogger.com/_FglJtLKlV2I/RoSli0LCLTI/AAAAAAAAAVU/4euDbDX0jcY/s320/pa-dobravel.jpg)
(http://historia.abril.com.br/imagem/preguicoso-da-pa-virada-g.jpg)

Atualmente, a expressão “da pá virada” pode ser usada com vários significados bem diferentes. Ela serve, por exemplo, para qualificar uma criança travessa e inquieta. Também se fala assim de pessoas de má índole e que são criadoras de casos. Além disso, a frase ainda pode servir para elogiar indivíduos corajosos e competentes... Imagina!!

Em sua origem, porém, essa frase tinha um único significado. Uma pá de pedreiro virada, voltada para o solo, é um instrumento inútil, sem nenhuma serventia. Assim, a construção verbal era utilizada para designar indivíduos vadios, sem ocupação, que não trabalhavam e, da mesma maneira que uma pá virada, não serviam para nada. De acordo com o historiador Luís da Câmara Cascudo (1898-1986), a expressão é brasileira, e provavelmente surgiu no século 19.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 16 de Julho de 2010, 18:55
Você sabia?
Como Fazíamos Sem...Passaporte

Viagens ao exterior só eram autorizadas por salvo-condutos emitidos pelos reis
por Maria Carolina Cristianini

(http://lpniceia.files.wordpress.com/2008/08/pass.jpg)

Dá um certo trabalho, mas tirar passaporte é uma atividade muito comum. Todos os dias, só no Brasil, são emitidos 5 mil documentos que autorizam pessoas a viajar para o exterior. Nem sempre foi assim.
Embora documentos para viajar, chamados de salvo-condutos, existam há tempos, na Antiguidade era preciso autorização de soberanos para conseguir um.
(http://4.bp.blogspot.com/_N6Im0jCl4Eo/SJju_A_1rYI/AAAAAAAAAhA/8y2zk0_1x0A/s320/n01.jpg)rei Artaxerxes I
Um dos primeiros registros dessa prática está na Bíblia, no Livro de Neemias.
No texto, datado de cerca de 450 a.C., Neemias pede ao rei persa Artaxerxes I cartas de apresentação que lhe dessem segurança para ir até Judá. Já na Roma antiga, só quem estava em missão oficial recebia o documento.
 E entrar no império também era difícil. “Pessoas de fora só eram admitidas se justificassem a vinda e passassem por uma vistoria dos soldados”, diz o historiador Pedro Paulo Funari, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Durante a Idade Média, só era permitido transitar entre os diferentes territórios com autorização do senhor feudal.
Apenas no século 16, o termo passaporte, que significa passar por um porto ou portão, começou a ser usado em permissões de viagem dadas a emissários de governos.
(http://www.ccs.saude.gov.br/memoria%20da%20loucura/Mostra/images/DocPassaporte.jpg)
No século 19, a melhoria nos transportes, trazida pela Revolução Industrial, fez aumentar o número de viagens e a emissão de passaportes. Para facilitar a identificação, na falta da foto, que só apareceria nos documentos a partir do começo do século 20, os britânicos incluíam descrições físicas, como o tamanho do nariz.

Até então, o passaporte abria caminhos, mas não era obrigatório. A fiscalização só cresceu com o aumento da imigração, entre o fim do século 19 e o começo do 20, quando vários países, como os Estados Unidos, passaram a exigir documentação de estrangeiros.
 (http://www.ufmg.br/online/arquivos/anexos/passaporte_hungaro-thumb.bmp)
Na Primeira Guerra Mundial, tal controle se tornou uma necessidade militar para a segurança dos países. Terminado o conflito, a Liga das Nações fez, na década de 1920, duas conferências para padronização do passaporte. Foi quando o documento ganhou o formato atual.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 16 de Julho de 2010, 19:20
Você sabia?

Por que 1º de abril é Dia da Mentira?

Antiga tradição romana foi mantida graças a uma confusão de calendários
por Álvaro Oppermann

(http://magiarubronegra.files.wordpress.com/2009/01/mentira-pinoquio.jpg)

De acordo com a versão mais difundida sobre a origem das brincadeiras de 1º de abril, o Dia da Mentira (ou Dia dos Bobos) teve origem no fim do século 16, com a adoção na Europa do calendário gregoriano. Instituído pelo papa Gregório XIII em 1582, ele marcava o começo do ano em 1º de janeiro. No início, a mudança gerou confusão. Por teimosia ou desconhecimento, muitos europeus continuaram brindando o novo ano na data antiga, e os trotes de 1º de abril teriam como mote esse equívoco.

(http://fotos.imagensporfavor.com/img/pics/glitters/d/dia_da_mentira-11102.gif)

Antes de Gregório, o calendário mais aceito era o juliano. Criado no ano 45 a.C. pelo general e estadista romano Caio Júlio César (101 a.C.-44 a.C.), ele estabelecia que o início do ano coincidia com o equinócio de primavera, entre 20 e 21 de março. Mas, na Europa medieval, nem mesmo o calendário juliano era seguido por todos. Muitas aldeias e paróquias celebravam o ano novo na festa da Anunciação, em 25 de março. Outros esticavam o ano velho até 31 de março e só comemoravam o réveillon em 1º de abril.

A reforma do papa Gregório XIII terminou com a bagunça. Ou pelo menos tentou. A Inglaterra, por exemplo, só adotou a nova folhinha em 1752. Apesar de ter se antecipado ao papa e, por ordem do rei Carlos IX, trocado de calendário já em 1564, a França só conseguiu impô-lo com a Revolução Francesa, em 1789. Essa confusão de datas suscitou as brincadeiras. Entre os trotes de abril, um dos mais populares era o anúncio de casamentos falsos, marcados para o dia 1º. Arruaceiros também pregavam cartazes com supostos éditos reais de conteúdo jocoso.

Outra teoria para explicar o Dia dos Bobos defende que a data seria uma antiga festa romana. “Em Roma já se pregavam trotes durante o equinócio de primavera”, diz o historiador americano Joseph Boskin, professor da Universidade de Boston. De acordo com ele, essas festas deram origem ao Dia dos Bobos inglês (o April Fool’s Day), também comemorado no dia 1º. “Os trotes de 1º de abril são anteriores à reforma do calendário por Gregório”.


 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 17 de Julho de 2010, 14:23
Você sabia?
Cadeira dura afeta sua forma de ver o mundo


Thiago Perin

Ó, vida triste

(http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/files/2010/07/268151689_062785083d_o.jpg)

Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e das universidades de Harvard e Yale (coisa pouca, hein?), nos EUA, descobriram que as sensações que móveis e objetos causam quando você os toca afetam diretamente o seu humor e a maneira como você se relaciona com as outras pessoas.
Ou seja: sua cadeira é dura? Pode muito bem ser isso que está te deixando azedo ultimamente.

Em geral, toques suaves e delicados nos deixam bem humorados, felizes e cheios de generosidade. Já o contato com superfícies duras e ásperas nos deixa num humor egoísta e agressivo.

Isso foi comprovado em seis experimentos. Em um deles, pessoas sentadas em cadeiras duras (sem almofadas, daquelas bem sofridas mesmo, os caras ressaltam) foram menos maleáveis e mais ríspidos em negociações do que voluntários que sentaram em poltronas confortáveis. Em outro teste, estar em contato com objetos ásperos fez as pessoas sentirem uma dificuldade fora do normal na hora de interagir com desconhecidos.

Vem cá: é só comigo ou cada vez mais fica a impressão de que a gente não controla quase nada do que faz? E o resultado desse estudo ainda dá as mãos ao de outro, de 2008 e também com dedinho do pessoal de Yale: as pessoas veem as outras como mais agradáveis e carinhosas logo após terem segurado um copinho de café quente (!).

E por quê? Os pesquisadores acreditam que tenha alguma coisa a ver com o cérebro puxando lembranças de quando estávamos no útero – uma época em que as sensações táteis, o toque, o contato físico, era tudo o que existia pra gente.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 17 de Julho de 2010, 14:27
Você sabia?
Os 5 piores empregos da ciência


Ana Carolina Prado

(http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/files/2010/07/super-piores-empregos-cienc.jpg)

Sabe todas essas pesquisas que proporcionam descobertas importantíssimas para a humanidade? Então. Algumas delas envolvem tarefas extremamente tediosas, complicadas ou incrivelmente (e literalmente) sujas. Mas alguém tem que fazer – e ainda bem que existem cientistas dispostos a isso. Com a ajuda da Popular Science, que listou alguns desses empregos péssimos na ciência, apresentamos os 5 piores.

5º Curador de um museu de fezes
Desde a década de 1970, Jim Mead recolhe fezes de bichos pré-históricos e modernos para pesquisas. O material, depois de seco, é armazenado em caixas próprias, constituindo um verdadeiro museu. Hoje, a sua coleção abrange cerca de 13 mil espécies e o cara virou referência no assunto: quando cientistas precisam identificar um pedaço de esterco, é só enviar para ele que o mistério está resolvido. Além disso, o museu permite que pesquisadores de todo o mundo usem as amostras para estudar o DNA ou recriar as dietas antigas desses animais, bem como encontrar informações sobre a sua saúde e o ambiente em que viviam.

4º Coletor de gosma oceânica
O trabalho do pesquisador Antonio Pusceddu, da Universidade Politécnica de Marche, na Itália, é pular no mar e recolher um material liberado pelo plâncton (organismos minúsculos que são a base da cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos) para ser estudado em laboratório. Conhecida como “mucilagem marinha”, trata-se de uma massa de muco enorme e gelatinosa que vai abraçando tudo o que encontra pelo caminho (incluindo um monte de bicho morto e bactérias), o que lhe dá um aroma todo especial de frutos do mar com ovos podres. Há séculos o mar Mediterrâneo tem presenteado a costa leste da Itália com essas melecas, mas nos últimos meses isso tem sido mais frequente. Culpa do aquecimento global, provavelmente.

3º Detetive de cheiros
Assim como nossas impressões digitais, o nosso cheiro também é único e serve para nos identificar. Ok, os cachorros sempre souberam disso. Mas o pesquisador George Preti, do Monell Chemical Senses Center, na Filadélfia, está tentando isolar os componentes que nos dão um perfume exclusivo. Desde 1973, ele tem coletado odores humanos, dando preferência para os cheiros do sovaco, boca e urina. Haja nariz – e estômago. Até o governo americano ajudou a financiar a pesquisa como parte de um projeto de detecção química. Preti ainda não conseguiu isolar e descrever os componentes, mas está desenvolvendo formas de farejar certos tipos de câncer, como melanoma e carcinoma do ovário.

2º Dissecador de baleias
Os pesquisadores do Museu de História Natural de Santa Bárbara, na Califórnia, estudam restos mortais de animais marinhos que aparecem nas proximidades. Quando o bicho é enorme como uma baleia, o trabalho de dissecação precisa ser feito ali na praia mesmo – e aí é com Michelle Berman, curadora de zoologia de vertebrados do museu. Ela e sua equipe vestem uma capa amarela impermeável, vão cortando a gordura da baleia em tiras de alguns metros de comprimento com um punhal e então abrem caminho para que possam se enfiar lá dentro. Ali, além de terem sangue de baleia até os joelhos, os pesquisadores ainda precisam enfrentar óleos e outros fluidos do animal grudando na pele e no cabelo. Segundo Berman, o cheiro (metálico no começo, por causa da enorme quantidade de ferro no sangue, e podre depois que a decomposição começa) pode ficar impregnado na pessoa por anos. Como se isso não bastasse, ainda existe o risco de o bicho explodir por causa do acúmulo de gases dentro dele, se o corte for feito da maneira errada.

1º Transplantador de fezes
Isso ocorre em alguns poucos hospitais nos Estados Unidos, mas existe – e é feito pelo nariz do paciente! Eficaz para curar pessoas infectadas pela bactéria Clostridium difficile, que acaba com a flora intestinal e provoca uma diarréia fortíssima que pode matar, o transplante fecal ajuda a recolonizar o intestino com os microorganismos necessários. Geralmente, as fezes são recolhidas de um parente saudável e misturadas com uma solução salina. O material é então levado até o intestino delgado do doente através de um tubo nasal.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 17 de Julho de 2010, 14:47
Você sabia?
Chuva faz a gente trabalhar mais


Thiago Perin

Profissional exemplar
(http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/files/2010/07/2385966735_f786fd349f_o.jpg)

Profissional exemplar?

Daí a economista Marie Connolly, da Universidade de Princeton (EUA), cruzou dados oficiais sobre a rotina de trabalho dos americanos a registros de estações meteorológicas do país inteiro. O objetivo: descobrir se um dia chuvoso afeta o número de horas diárias em que um profissional comum trabalha. E afeta sim – quase nada entre as mulheres, mas bastante entre os homens (e de um jeito não tão óbvio). O estudo mostra que o homem passa, em média, 30 minutos a mais no trabalho em dias de chuva. O expediente estica ainda mais quando se fala em cidades de clima tradicionalmente seco: aí são quase 50 minutos extras de labuta quando chove.
No caso das mulheres, os resultados foram bem menos significativos, provavelmente porque a maioria dos dados analisados era de “cobaias” masculinas: até onde se sabe, o tempo ruim faz elas trabalharem só três minutos a mais.
 E a explicação para esse “profissionalismo” todo é que a chuva diminui o nosso pique de sair por aí e investir em atividades externas, o que remaneja parte do tempo, que seria reservada ao lazer, para o trabalho. Opa, o que você perguntou aí?
 Por que essa gente não aproveita a chuva e fica na cama até mais tarde, em vez de trabalhar mais? Pois é, também não entendi essa parte.

O estudo completinho está aqui:
http://www.journals.uchicago.edu/doi/pdf/10.1086/522067 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5qb3VybmFscy51Y2hpY2Fnby5lZHUvZG9pL3BkZi8xMC4xMDg2LzUyMjA2Nw==)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 17 de Julho de 2010, 14:56
Você sabia?
Ciúme deixa mulheres “cegas”


Kleyson Barbosa

(http://super.abril.com.br/imagem/fwa/1271272411133_9.jpg)

“Mas é ciúme, cíume de você”

Que as emoções afetam a saúde mental e física a gente já sabe. Agora, descobriram que elas podem afetar até o que vemos – literalmente.
É a conclusão de uma recente pesquisa americana, que mostra que o ciúme pode realmente prejudicar a visão das mulheres.

Pesquisadores da Universidade de Delaware testaram casais heterossexuais e descobriram que as mulheres quando induzidas a sentir ciúmes eram distraídas pela emoção a ponto de ficarem incapazes de detectar certas imagens que eram questionadas a buscar.

Os casais avaliados se sentaram em uma sala, em computadores separados.
 A mulher foi convidada a detectar paisagens em meio a um fluxo rápido de imagens aleatórias e os maridos foram convidado a avaliar a atratividade das paisagens que apareciam na tela. Mas, no meio do experimento, foi anunciado que os homens iriam avaliar a taxa de atratividade de outras mulheres solteiras.

Daí, foi um Deus nos acuda: durante o tempo que os parceiros estavam avaliando outras mulheres, as esposas ficaram distraídas e passaram a detectar erroneamente as figuras apresentadas anteriormente.

Ainda não se sabe  o que vai acontecer quando os papéis forem invertidos. Será que os homens também perdem a noção por causa do ciúme?

(por Kleyson Barbosa, 14 de abril de 2010)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 17 de Julho de 2010, 15:00
Você sabia?

O divórcio pode ser contagioso


Thiago Perin, em 6 de julho de 2010

(http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/files/2010/07/15921928_111865104a_o.jpg)

“Amor, como é que anda o casamento do vizinho, hein?”

Parece que a gente não se cansa mesmo de copiar os outros. Mesmo quando o papo é bem sério, tipo o fim de um casamento. Um novo estudo (feito por pesquisadores das universidades de Brown, California e Harvard) aponta que “o divórcio pode se espalhar entre amigos, irmãos e colegas de trabalho”.
Tipo um vírus? É. Em alguns casos, até amigos de amigos entram no bolo e, sem nem saber, influenciam o seu relacionamento.
Segundo o estudo, uma pessoa pode ficar até 75% mais propensa a terminar o próprio casamento se alguém bem próximo a ela já tiver mandado o amor passear (se o divorciado exemplar for amigo de um amigo, a “taxa de contaminação” ainda é alta: 33%).
 Os autores concluem que “observar a saúde do casamento alheio dá suporte e aumenta a durabilidade da própria relação” e que “o divórcio deve ser entendido como um fenômeno coletivo, que se estende muito além do que àqueles diretamente afetados”.
E ainda trazem uma porção de outras constatações interessantes, como, por exemplo, que o risco de divórcio diminui a cada filho que o casal tem e que pessoas populares são menos propensas à separação.
 Quer ver mais? Clica aqui:
http://jhfowler.ucsd.edu/social_network_effects_on_divorce.pdf (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2poZm93bGVyLnVjc2QuZWR1L3NvY2lhbF9uZXR3b3JrX2VmZmVjdHNfb25fZGl2b3JjZS5wZGY=)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 17 de Julho de 2010, 15:12
Você Sabia?

Se o marido for mais feliz do que a esposa, é divórcio quase certo

Thiago Perin

Hum… felizes para sempre?


(http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/files/2010/05/4183877122_2b8198745c_o.jpg)

Sim, felizes para sempre. Mas ele, só para garantir, um pouquinho menos feliz do que ela. Aí sim a coisa funciona!

Pesquisadores alemães chegaram à seguinte conclusão: se o homem da casa for o mais feliz da relação, é mais provável que o casamento termine em divórcio do que se a felizona do casal for a mulher.

Para este fenômeno, o grupo de pesquisadores (que são economistas) deu o nome de “A brecha de felicidade” – que seria a “distância” entre a satisfação geral de cada um.

Analisando dados de estudos anteriores sobre o estilo de vida de casais na Grã-Bretanha, Austrália e na própria Alemanha, eles chegaram, primeiro, à conclusão óbvia: quanto maior a “brecha” de felicidade entre o marido e a mulher, maior o risco de divórcio.

A parte realmente curiosa é que, segundo os pesquisadores, esse efeito só é observado quando é o marido que está mais feliz da vida do que a mulher. O contrário não é verdade.

Será que o homem é mais “contentado” com a felicidade menor ou a mulher é simplesmente mais rápida em acabar com a relação? Aí eles já não sabem.

O trabalho foi publicado num relatório do Instituto Alemão de Pesquisas Econômicas com o título" Você não pode ser mais feliz do que a sua esposa": brechas de felicidade e divórcio e pode ser consultado on-line:
http://ideas.repec.org/p/diw/diwsop/diw_sp261.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2lkZWFzLnJlcGVjLm9yZy9wL2Rpdy9kaXdzb3AvZGl3X3NwMjYxLmh0bWw=)

Na hora da paquera: se os outros querem, a gente quer também

Thiago Perin

Sai pra lá que eu vi primeiro!

(http://www.blogers.com.br/wp-content/uploads/2010/01/como-paquerar-um-homem.jpg)

Olha aí como o cérebro nos engana: você pode nem estar assim tão interessado naquela pessoa, mas, se perceber que um desconhecido qualquer está… É tiro e queda: vai crescer o olho também.

Pesquisadores da Universidade de Indiana (EUA) puseram 40 homens e 40 mulheres para assistir a vídeos de speed-dates (aquele esquema em que desconhecidos vão tendo “mini-encontros” que terminam no soar de uma campainha – daí todos trocam de par, sabe?).

Depois de assistir às gravações, os voluntários respondiam se tinham ou não ficado interessados nas pessoas que apareciam nos dates. E no que isso deu?

Mulheres: na maioria dos casos, o interesse das voluntárias subia quando a moça do vídeo também dava avaliação positiva ao candidato. Já se ela não gostasse do companheiro de speed-date, as participantes do teste também demonstravam pouco interesse.

Homens: quase a mesma coisa. Em geral, eles já demonstraram interesse na maioria das moças logo de primeira. Mas, se os caras dos vídeos também gostassem delas, as avaliações positivas aumentavam ainda mais. E mais: o interesse dos voluntários nas mulheres também aumentava se eles considerassem bonitos os homens que apareciam com elas nos vídeos.

É uma questão de competição?

Segundo os responsáveis pela pesquisa, não necessariamente. Esse fenômeno de “cópia da escolha alheia” (tradução livre do termo usado por eles, “mate choice copying”) é natural e bem comum no reino animal – em especial em pássaros e peixes.
 Eis que nós, tão evoluídos que somos, não fomos tão longe nesse aspecto…
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Setembro de 2010, 13:05
Você sabia?


Que os mitos são, geralmente, histórias baseadas em tradições e lendas feitas para explicar o universo, a criação do mundo, fenômenos naturais e qualquer outra coisa a que explicações simples não são atribuíveis. Mas nem todos os mitos têm esse propósito explicativo. Em comum, a maioria dos mitos envolvem uma força sobrenatural ou uma divindade, mas alguns são apenas lendas passadas oralmente de geração em geração.
Figuras mitológicas são proeminentes na maioria das religiões e a maior parte das mitologias estão atadas a pelo menos uma religião.
Alguns tipos de mito são: as cosmogonias (mitos da criação – do Universo, da Terra ou dos homens); as teogonias (mitos de deuses e seus descendentes); mitos de salvadores e heróis; mitos de renascimento e renovação, incluindo os de memória e esquecimento; mitos de destino; mitos fundadores (como os de Rômulo, Remo e a criação de Roma).
Um dos mitos mais comuns em diversas mitologias é o do dilúvio: mitos folclóricos ...

Vamos falar sobre os Dilúvios!



O DILÚVIO

(http://symbolom.com.br/wp/wp-content/uploads/2010/01/Diluvio.jpg)

O termo Dilúvio vem do latim diluviu e este do grego Kataklysmós, traduzido como cataclisma, significando: catástrofe, efeito sísmico, transformação geológica. Exatamente como nos diz o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa para o significado de cataclisma: Transformação brusca e de grande amplitude da crosta terrestre e para dilúvio: grande inundação, cataclisma
Os registros mais antigos que se conhece, hoje em dia, têm cerca de quatro mil e quinhentos (4500) anos. São dessa época as civilizações mais antigas. Igualmente digno de nota é o fato de nas mais variadas culturas, em todos os continentes, existem tradições que aludem à ocorrência de um dilúvio global, com paralelismos espantosos entre elas, tendo sido documentadas mais de 250, em contextos culturais diferentes, com apenas um paralelo: ele ocorre no início destas civilizações.

O Dilúvio é descrito em fontes americanas, asiáticas, sumérias, assírias, armênias, egípcias e persas, entre outras, de forma basicamente semelhante ao episódio bíblico, porém em algumas civilizações se relata sobre inundações em vez de chuvas torrenciais: uma divindade decide limpar a Terra de uma humanidade corrupta, ou imperfeita, e escolhe um homem bom aos seus olhos para construir uma arca para abrigar sua criação enquanto durasse a inundação.


CURIOSIDADE

(http://www.the666.com/fotos/diluvio.jpg)

Em 1998, os geólogos da Universidade de Columbia William Ryan e Walter Pittman elaboraram a teoria de que o Dilúvio na verdade seria um mito derivado de uma fantástica catástrofe natural, ocorrida por volta do ano 5600 a.C., nas margens do atual Mar Negro.

Segundo as proposições dos dois pesquisadores, o evento regional teria provocado a migração de diversos grupos sobreviventes – o que explicaria o caráter dito universal (que se encontra em várias culturas) do Dilúvio.

O evento teria sido provocado pelo degelo ocorrido ao final da última glaciação. Em suas pesquisas, analisaram as formações geológicas e imagens submarinas, concluindo que uma grande quantidade de água marinha rompeu o atual estreito de Bósforo, com a elevação paulatina e excessiva do Mar Egeu e dali para o Mar de Mármara, ocasionando a abrupta inundação do Mar Negro.

Afirmaram que a agricultura, então incipiente na vida humana, também se propagara a partir dessa migração pela Europa, Ásia e Oriente Médio. O meio científico considera plausível o cataclismo, mas não as conclusões de que esta tenha sido a origem do mito do dilúvio.

(http://3.bp.blogspot.com/_XT6-x4HZW3g/S70li1GEbWI/AAAAAAAAAZM/XygkaZtFjPo/s1600/diluvio.jpg)


Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Setembro de 2010, 13:17
Continuação...


Dilúvio Judaico -


(http://www.sabbatini.com/renato/correio/ciencia/ark.jpg)
Segundo a Bíblia, Noé, seguindo as instruções divinas, constrói uma arca para a preservação da vida na Terra, na qual abriga um casal de cada espécie animal, bem como a ele e sua família, enquanto Deus, exercendo julgamento sobre os ante-diluvianos (povo de ações perversas), inundava toda a Terra com uma chuva que durararia quarenta dias e quarenta noites. Após alguns meses, quando as águas começaram a baixar, Noé enviou uma pomba, que lhe trouxe uma folha de oliveira. A partir daí, os descendentes de Noé teriam repovoado a Terra, dando origem a todos os povos conhecidos.
Na esfera cultural hebraica primitiva, o evento do Dilúvio contribuiu para o estabelecimento de uma identidade étnica entre os diferentes povos semíticos (todos descendentes de Sem, filho de Noé), bem como sua distinção dos outros povos ao seu redor (cananeus, descendentes de Canaã, neto de Noé, núbios ou cuxitas, descendentes de Cuxe, outro neto, etc.).
(http://4.bp.blogspot.com/_IDQKk7xQ6m4/S1C4ShyH4VI/AAAAAAAAENA/8pWFu1zM1yU/s400/diluvio.jpg)


Dilúvio grego -


(http://www.baciadasalmas.com/images/2008/bits/dore-diluvio_b-b.gif)

Zeus observava espantado a humanidade, pois havia muitas guerras, o ódio estava instaurado. Então resolveu exterminar a espécie humana, certo de que fora o maior erro que os deuses cometeram. Os humanos não teriam direito a vida. Foi convocado o conselho dos deuses. Todos obedeceram à convocação e tomaram o caminho do palácio do céu. Esse caminho pode ser visto todas as noites claras, atravessando o céu, é chamado de Via Láctea. Ao longo dele ficam os palácios dos deuses ilustres.
Dirigindo-se à assembléia, Zeus expôs as terríveis condições que reinavam na terra e anunciou que iria destruir todos os homens e criar uma nova raça que fosse mais digna de viver e que soubesse melhor cultuar os deuses. Tomou seu raio, e já ia atirar contra o mundo, destruindo-o pelo fogo, quando percebeu o perigo que um incêndio teria para os próprios deuses. Resolveu então inundar a terra.
O vento norte, que espalha as nuvens, foi encadeado; o vento sul foi solto e em breve cobriu todo o céu com escuridão profunda. As nuvens, empurradas em bloco, romperam-se; correntes de chuva caíram; as plantações inundaram-se. Não satisfeito, pediu ajuda à seu irmão Posseidon. Este soltou os rios e lançou-os sobre a terra. Sacudia-a com um terremoto e lançou o refluxo do oceano sobre as praias. Rebanhos, animais, homens, casas e templos engolidos. Tudo se transformou em mar. Os peixes nadavam sobre os galhos das árvores; a âncora se prendia num jardim. De todas as montanhas, apenas o Parnaso ultrapassa as águas. Ali, Deucalião e Pirra encontraram refúgio - ele é um homem justo, e ela, uma devota fiel dos deuses. Zeus viu apenas eles haviam sobrevivido e cessou a tempestade. Posseidon retirou as águas. Deucalião dirigiu-se a Pirra e disse:
"- Ó esposa, única mulher sobrevivente, unida a mim primeiramente pelos laços do parentesco e do casamento, e agora por um perigo comum, pudéssemos nós possuir o poder de nosso antepassado Prometeu e renovar a raça, como ele fez, pela primeira vez! Como não podemos, porém, dirijamo-nos àquele templo e indaguemos dos deuses o que nos resta fazer."
Entraram em um templo coberto de lama e aproximaram-se do altar. Prostaram-se na terra e rogaram à deusa que os esclarecesse sobre a maneira de se comportar naquela situação.

"- Sai do templo com a cabeça coberta e as vestes desatadas e atirai para trás os ossos de vossa mãe" - respondeu o oráculo. Pirra ficou confusa com o que o oráculo disse. Ela não poderia fazer o que ele estava pedindo.
 Deucalião pensou seriamente e chegou a conclusão de que se a terra era a mãe comum de todos, as pedras seriam seus ossos. Resolveram tentar. Os dois velaram o rosto, afrouxaram as vestes, apanharam as pedras e atiraram-nas para trás. As pedras amoleceram e começaram a tomar forma humana. As pedras atiradas pelas mãos do homem tornaram-se homens; pelas mãos da mulher, mulheres. Era uma raça forte e bem disposta para o trabalho.

(http://abrancoalmeida.files.wordpress.com/2009/03/john-martin-diluvio-1828.jpg)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Setembro de 2010, 13:42
Continuação...

Dilúvio Sumério -

(http://bp0.blogger.com/__waJEWWzNhY/R0yaW4UL7xI/AAAAAAAAAIM/_4wjla8AvjE/s320/DIL%C3%9AVIO.gif)

(http://bp1.blogger.com/__waJEWWzNhY/R0yt4IUL7zI/AAAAAAAAAIc/n-zVsIdHMkU/s320/div.2.png)Limo estratificado vestigial, que pode estar acusando um grande alagamento global na antiguidade

O mito épico sumério de Gilgamesh (um monarca, provavelmente, do fim do segundo período dinástico inicial da Suméria, por volta do século XXVII a.C.) conta os feitos do rei da cidade de Uruk, Gilgamesh, que parte em uma jornada de aventuras em busca da imortalidade, nesta busca encontra as duas únicas pessoas imortais: Utanapistim e sua esposa, estes contam à Gilgamesh como conquistaram tal sorte, esta é a história do dilúvio. O casal recebeu o dom da imortalidade ao sobreviver ao dilúvio que consumiu a raça humana.
(http://1.bp.blogspot.com/_pychv6QG8iU/TC0C2g7DO2I/AAAAAAAACmQ/m4iCLMxOS6o/s1600/gilgamesh4.jpg)
Na tradição suméria, o homem foi dizimado por incomodar aos deuses. Segundo este mito, o deus Ea, por meio de um sonho, apareceu a Utanapistim e lhe revelou as pretensões dos deuses de exterminar os humanos através de um dilúvio. Ea pede a Utanapistim que renuncie aos bens materiais e conserve o coração puro.

(http://www.galeon.com/projetochronos/boletim/diluvio.jpg)

Utanapistim, então, reúne sua família e constrói a embarcação que lhe foi ordenada por Ea, estes ficam por sete dias debaixo do dilúvio que consome os humanos. Aqui o que acontece depois do cataclisma:
 "Eu percebi que havia grande silêncio, não havia um só ser humano vivo além de nós, no barco. Ao barro, ao lodo haviam retornado. A água se estendia plana como um telhado, então da janela chorei, pois as águas haviam encoberto o mundo todo. Em vão procurei por terra, somente consegui descobrir uma montanha, o Monte Nisir, onde encalhamos e ali ficamos por sete dias, retidos. Resolvi soltar uma pomba, que voou para longe, não encontrando local para pouso retornou, então soltei um corvo, este voou para longe encontrou alimento e não retornou."

Dilúvio maia -

(http://www.maze.kinghost.net/images/xango_maia.jpg)

(http://farm5.static.flickr.com/4074/4745210920_203f4541d5.jpg)

A Huracán (o deus dos ventos, das tempestades e do fogo que depois se incumbia da perene construção e destruição na natureza) se atribuiu uma grande inundação depois que os homens se rebelaram contra os deuses, e após fazer cessar as chuvas torrenciais que provocara, evocou repetidamente a terra até que esta emergiu dos oceanos.
Segundo o Popol Vuh, livro que reúne relatos históricos e mitológicos do grupo étnico maia-quiché, os deuses, após terminarem a criação do mundo, da natureza e dos seres vivos, decidiram criar seres capazes de lhes exaltar e servir. São criados então os primeiros seres humanos, moldados em barro. Porém, esses seres de barro não eram resistentes ao clima e à chuva e logo se desfizeram em lama.

Então, os deuses criaram o segundo tipo de seres humanos, à partir de madeira. Essa segunda humanidade, ao contrário da primeira, prosperou e rapidamente se multiplicou em muitos povos e cidades. Mas esses seres feitos de madeira não agradaram aos deuses. Eles eram secos, não temiam aos deuses e não tinham sangue. Tornaram-se arrogantes e não praticavam sacrifícios aos seus criadores. Então, os deuses decidem exterminar essa segunda humanidade através de um dilúvio. Ao contrário da maioria dos outros relatos conhecidos sobre dilúvios, nenhum indivíduo foi poupado.

 Após a catástrofe, a matéria prima utilizada para moldar os novos seres humanos foi o milho. Foram criados quatro casais, que são considerados os oito primeiros índios quiché. Eles deram origem às três famílias fundadoras da Guatemala, pois um dos casais não deixou descendência.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 15 de Setembro de 2010, 14:09
Continuação...

Dilúvio inca -
(http://www.historiadomundo.com.br/imagens/inca_religiao.jpg)

Na mitologia dos incas, Uira Cocha (supremo ser da água, da terra e do fogo), o deus supremo, começa a sua obra nas margens do lago Titicaca, em Tiahuanaco, alçando na pedra as figuras dos dois primeiros seres humanos, dos primeiros homens e mulheres que vão ser os cimentos do seu trabalho.

(http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-agua/imagens/agua14.jpg)

Uira Cocha vai situando estas estátuas e, à medida que lhes dá nome, se animam e tomam vida na escuridão do mundo primigênio, porque o deus ainda não se ocupou de dar luz à terra, unicamente iluminada pelo resplendor do Titi, um animal selvagem e ardente que vive no cima do mundo, seguramente o jaguar que se mistura com outros animais nas representações totêmicas dos incas e das culturas anteriores.

(http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/civilizacao-inca/imagens/civilizacao-inca1.jpg)

(http://www.historiadomundo.com.br/upload/Incas%20-%20HISTORIA%20DO%20MUNDO.jpg)

Este mundo daqui ainda está em trevas porque Uira Cocha adia todo o seu labor de criação de um mundo completo, ao nascimento dos seres humanos que vão desfrutar dele.
Satisfeito com os humanos, o deus prosseguiu o seu projeto, agora pondo no seu lugar o Sol, a Lua, as estrelas infinitas, até cobrir toda a abóbada celestial com a sua corte.

(http://1.bp.blogspot.com/_flZnvLzWh9w/Sw3SnGOBP7I/AAAAAAAAAhI/Jl-oJwkv044/s400/economia+inca+2.jpg)

 Depois, Uira Cocha deixa atrás Tihuanaco e dirige-se para o norte, a caminho de Cacha, para, de lá, chamar ao seu lado as criaturas que ele acaba de dotar com vida própria.
(http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/atahualpa.jpg)
O desagradecimento é o único pagamento que Uira Cocha recebe das suas criaturas por sua bondade infinita. Nenhum dos recém-nascidos (homens) atende a sua chamada. O deus encontra-se sozinho e entristecido com a realidade da desobediência dos seus filhos.
A evidência é irrefutável e a fórmula obrigatória para dar a entender quem manda sobre o mundo tem que vir em forma de uma devastadora chuva de fogo, uma ação de castigo e de purificação, que serve tanto para recordar o poder do Ser Supremo como para levar os soberbos humanos ao bom caminho.

(http://3.bp.blogspot.com/_OiCIy_mXPnE/SwgD7hPmXYI/AAAAAAAAAI4/K3NUeLYYdgI/s1600/tiahuanaco_5.jpg)

A chuva de fogo que sai das entranhas da terra através dos vulcões, oportunamente, faz alastrar o temor entre os estúpidos humanos, evitando assim que se tornem merecedores de mais e maiores castigos à sua cegueira, pois os homens, ao ver que a sua insensata e torpe conduta os levou à destruição do seu maravilhoso ambiente, entenderam que podiam ter perdido com ela a recém-criada vida vegetal e animal, pondo mesmo em perigo a sua própria e recente existência, e agora estavam totalmente arrependidos de suas faltas para com o benfeitor deus e rezaram pedindo-lhe clemência, implorando- lhe o seu perdão também, sem altivez.

(http://3.bp.blogspot.com/_6IRzftmK_CE/SepYPmS0MvI/AAAAAAAAAqI/BHZ_CcjvGdE/s320/vulcoes3.jpg)

O bom deus fica contente ao comprovar que se conseguiu aquele desejado regresso ao bom caminho das suas criaturas e termina por dar-lhes a sua muito necessária lição de modéstia, dado que puderam ver como o que receberam gratuitamente também poderiam perder pela simples vontade do deus criador.

(http://3.bp.blogspot.com/_5x-W7If3AQs/SN687pGYShI/AAAAAAAAAY4/jV1gUKU2Px0/s320/incaOK.gif)

Já com os humanos agrupados ao seu redor, se dirige para um lugar que se chamará Cosco (o centro, a posterior Cuzco), onde estabelece o Inca Uira Cocha, seu primeiro reinado, mas dando a um ser humano, um dos arrependidos homens, o comando da primeira cidade e o centro do primeiro império que existiu sobre o planeta, e este primeiro chefe, o primeiro Inca diretamente designado pela divindade, é o legendário Allca Huisa, que será do mesmo modo o gerador da longa e poderosa estirpe dos incas.

(http://2.bp.blogspot.com/_5x-W7If3AQs/SMlXvQr5G-I/AAAAAAAAAVo/aJGIksJzTg8/s320/incas02.gif)

Obs - Excertos do trabalho de pesquisa realizado por Deborah Magalhães para os alunos do CAP da UFRJ.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: Kenia Fidalgo em 15 de Setembro de 2010, 14:55
Nossa, nunca tinha entrado neste topico,
estou adorando.... obrigada por tantas informacoes interessantes,

Grande abraco
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: Robeto Ferresi em 03 de Novembro de 2010, 23:28
Voces têm conhecimento de quais foram as reencarnações do espírito do faró Tutancamon?
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 04 de Novembro de 2010, 21:14
Olá, Kenia!! Sempre bem-vinda, amiga!!

Olá, Roberto, amigo visitante!
É sempre muito especulativo este assunto:  reencarnação de famosos.... Não poderemos jamais ter certeza.
O véu do esquecimento objetiva exatamente a não descoberta. Não é verdade?


Um abraço,
Helena
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Novembro de 2010, 15:04
Você sabia?

O número 12



(http://www.artdaily.com/Fotos/galerias/201/h_NUMERO%2012.jpg)

Alguns trechos do Novo Testamento:

12 emissários de Jesus;
a hemorragia sofrida há 12 anos pela mulher curada por Jesus;
 a filha de Jairo tinha 12 anos;
 os tronos dos julgadores de Israel serão 12;
 na primeira multiplicação dos pães são recolhidos 12 cestos de restos;
 12 são as horas do dia, diz Jesus.
No Apocalipse : a mulher é coroada por 12 estrelas,
 a nova Jerusalém tem 12 portas,
com 12 anjos e os nomes das 12 tribos de Israel
e 12 pedras fundamentais com os nomes dos 12 apóstolos;
 a árvore da vida tem 12 frutos,
 um para cada um dos 12 meses
e seus habitantes são 144.000
ou seja: 12X12X1.000.

Fonte:
Ref: SABEDORIA DO EVANGELHO, Vol 2, C Torres Pastorino, Ed. Sabedoria, 1967.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Novembro de 2010, 15:11
Você Sabia?


(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:k6YoyXwlNlHwGM:http://img.photobucket.com/albums/v224/Rioabaixo/PecadoOriginal.png&t=1)

PECADO ORIGINAL
– expressão criada no ano 471 da nossa era, por Santo Agostinho.

 Tal expressão não consta na Bíblia, nem há qualquer referência a ela. Históricamente, as discussões sobre este pecado foram motivos de cismas, heresias e divisões entre os cristãos desde os séculos iniciais do Cristianismo.

 Para nós, espíritas, Adão e Eva constituem alegorias, e o pecado original contraria as idéias da criação e da evolução.

Originalmente, pecado, em latim, era “hamartia” em grego, e significava errar o alvo,visar algo e não atingir.Também se entendia o pecado como doença do desejo, perversão da “mira”.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Novembro de 2010, 19:37
Você Sabia??

O que era um centurião?


(http://marius70.no.sapo.pt/centuriao1.gif)

CENTURIÃO - Era o mais subalterno dos oficiais do exército romano que, na época de Jesus, era organizado em legiões de 6.000 infantes e 300 cavalheiros, comandados por seis tribunos militares.

Cada legião continha 10 coortes de 600 homens. Cada coorte era constituída de 3 manípulos de 200 homens.

 O manípulo era formado por duas centúrias. À frente de cada uma se achava o centurião


(http://farm4.static.flickr.com/3109/2712615302_9ed746cf63.jpg?v=0)

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Novembro de 2010, 19:46
Você sabia?

Muitas vezes encontramos em textos espíritas a palavra HERMENÊUTICA.


Você sabe sua origem? E seu significado?

 Com o uso de várias técnicas e métodos a hermenêutica procura  traduzir, interpretar, tornar compreensível a mensagem dos textos.
Trata, sobretudo das chamadas escrituras sagradas.
 Como ensina Canuto Abreu, em seu livro O Evangelho por Fora, publicado em S. Paulo pela Editora LFU, em 1996, a palavra deriva do deus grego Hermes , que no monte Olimpo, interpretava a linguagem dos deuses estrangeiros.
Ele se apresenta com asas nos pés pois tem como missão ser o mensageiro.


(http://www.filosofix.com.br/blogramiro/imagens/hermes1.jpg)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Novembro de 2010, 19:54
Você sabia?

Quando ouvimos a palavra COSMOS, em que pensamos?


COSMOS


(http://www.imotion.com.br/imagens/data/media/74/4968cosmos.jpg)

A palavra atualmente está associada ao universo; segundo Pastorino, deriva de verbo grego que poderia ser traduzido como organizar, arrumar, com um sentido de continuidade.

O universo não está pronto e acabado.
 Está sempre em processo de evolução, arrumando-se cada vez melhor.
 Por isso cosmos é algo que se antepõe ao caos.
Caos também é o nome do deus grego Primordial.


(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQSGouoByuSNg2sxYe6X4W2XmUhcOmXzZIk8sHtX4bqwJMS18Q&t=1&usg=__zgG209AMhG0pZ5rmMPdBRviKs8k=)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Dezembro de 2010, 20:30
Você Sabia?

Heroína desconhecida

Pouca gente sabe, mas a avó de José de Alencar foi líder de duas revoluções
por Juan Torres

(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSqiwcBLipodKFjIKgqVp-qqnuWdN12i9o9-Ym_9TksWpGuw5Qu)

Bárbara Pereira de Alencar quase provocou a morte da mãe, ao nascer em 11 de agosto de 1760, no município de Exu, Pernambuco. Uma parteira e um padre foram chamados às pressas. Depois de muita reza, ambas sobreviveram. Dali em diante, Bárbara deu trabalho. Muito trabalho. Que o digam os monarquistas do século 19. Ela se tornou peça fundamental em dois dos principais movimentos republicanos do Nordeste, a Revolução Pernambucana de 1817 e a Confederação do Equador de 1824, e por isso foi primeira presa política do país.

Antes disso, casou-se com 22 anos e se mudou para Crato, no sul do Ceará. Teve cinco filhos. Dois deles, José Martiniano de Alencar e Carlos José dos Santos, foram estudar no Seminário de Olinda. O liberalismo europeu ganhava corpo nas elites brasileiras, que almejavam os ideais de independência e república. Enquanto isso, dona Bárbara e seus filhos começaram a organizar um braço revolucionário na cidade, com sede na casa da matriarca. "Dona Bárbara sempre foi considerada a cabeça pensante. Ela tinha a política nas veias e, na articulação, era a referência do grupo", afirma o escritor Roberto Gaspar, autor de Bárbara de Alencar, a Guerreira do Brasil - tão raro nas livrarias quanto as referências a ela nos livros de História do Brasil.

A Revolução Pernambucana finalmente estourou em Recife no dia 6 de março de 1817, liderada por Frei Caneca, Domingos José Martins e Antônio Carlos de Andrada e Silva. Em 3 de maio, durante a missa dominical da igreja do Crato, José Martiniano, filho de Bárbara, proclamou a república. Tropas foram enviadas para conter a revolta. Oito dias depois, os revolucionários, incluindo a matriarca, foram presos e enviados a pé para Fortaleza - acorrentados sob o sol, eles levaram um mês para caminhar 600 quilômetros.

Presa em calabouços de Fortaleza, Recife e Salvador, ela foi maltratada e impedida de ver os filhos. Libertada depois de três anos, ainda liderou um segundo levante, a Confederação do Equador, que se espalhou pelo Nordeste a fim de acabar com a monarquia. Na revolta, dois de seus filhos morreram. Outro, José Martiniano, pai do futuro escritor José de Alencar, se tornaria senador no mesmo ano em que ela faleceu: 1832. Aos 72 anos, dona Bárbara morreu sem ver a tão sonhada proclamação da República.

(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRiOVr5-FAUrNjT8lxnpT8QLEybM9zw-gW8GFY5tcJel6Aj2QnELw)escritor José de Alencar
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Dezembro de 2010, 20:34
Você sabia?

Em busca de Robin Hood
Como surgiu e prospera a lenda medieval que ainda inspira superproduções no cinema? O contexto histórico explica. Em mais de 600 anos, o fora da lei já foi identificado como bandido cruel, nobre renegado, templário e homossexual
por Fernando Duarte

(http://historia.abril.com.br/imagem/hist-robin-hood-2.jpg)Imagem: Louis Rhead. Num bosque particular junto à mansão Kirklees, em Dewsbury, no condado britânico de Yorkshire, os visitantes deparam com um monumento alquebrado: protegida por um cercadinho de ferro, a lápide contém um epitáfio de causar taquicardia nos interessados:

"Aqui, sob esta pedra,/ Jaz Robert, barão de Huntingtun/ Nenhum arqueiro foi tão bom quanto ele/ Chamavam-no de Robin Hood/ Fora da lei como ele e seus homens/ A Inglaterra jamais verá outra vez"

A fama do bandido benfeitor prospera desde meados do século 14, a partir de poemas, baladas e contos. Robin promovia uma campanha de roubos espetaculares a viajantes na floresta de Sherwood, em Nottingham (no condado vizinho a Yorkshire), e repartia o butim com os mais pobres, desafiando a autoridade do príncipe e depois rei João I (um dos mais controversos monarcas ingleses, que comandou a nação entre 1199 e 1216) e a do tirânico xerife local. Mas os turistas que fotografam o túmulo do arqueiro (gravado em inglês arcaico e datado de 1247) só podem estar certos de levar para casa o suvenir e uma suposição. A lápide foi erguida no século 18, baseada no marco construído no ponto onde teria caído a última flecha disparada pelo herói agonizante, vítima da traição da prima, madre superiora do antigo convento de Kirklees.

Uma versão da trama é narrada em As Aventuras de Robin Hood (1883), escrito e ilustrado por Howard Pyle. Doente, o arqueiro procurou tratamento médico contra uma febre persistente. A freira, porém, aplicou-lhe uma sangria fatal, interessada em agradar ao rei... João. Como assim? O monarca não morreu em 1216, três décadas antes? Sim, morreu, e de forma bem pior que seu arqui-inimigo: definhou com disenteria.

Além do bosque em Dewsbury, há várias teses distintas sobre o local da sepultura, a terra natal ou a real identidade de Robin. É por essas e muitas outras que rastrear as pegadas do fora da lei mais amado da literatura pode ser um feito comparável a suas incríveis e ousadas peripécias.

Mais de meio milênio após as primeiras citações conhecidas a seu nome, é inegável o fascínio que Robin Hood ainda provoca. Seja como metáfora para identificar medidas de redistribuição de renda (a exemplo da pretendida taxação sobre transações financeiras internacionais para abastecer países subdesenvolvidos, o imposto Robin Hood), seja para apelidar iniciativas de banditismo social, como a do hacker da Letônia que, em fevereiro, vazou informações sobre os valores dos bônus pagos a executivos de seu país. Ou seja ainda porque a lenda volta às telas em maio, com Russell Crowe como protagonista e direção de Riddley Scott. O filme se junta a uma lista que ultrapassa 80 produções para cinema e TV baseadas nas vidas supostas e imaginárias do herói. Vidas paralelas que - esqueça as leis da geometria - muitas vezes se cruzam.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Dezembro de 2010, 20:36
Continuação...

O homem e a lenda

As primeiras pistas sobre o arqueiro indicam que seu nome, originalmente, referia-se mais a um arquétipo que a um sujeito em especial. Segundo o historiador James Clarke Holt, um dos maiores especialistas no medievo britânico, variações como "Robehod", "Hobehod", ou "Robert Hod, fugitivo" aparecem nos registros legais de algumas comunidades inglesas, em diferentes partes do país, já na primeira metade do século 13. Holt sustenta que isso indicaria o uso da figura para descrever comportamento criminal. Num desses registros, na documentação de Yorkshire referente a 1225/1226, Robert Hod é identificado como um inquilino do arcebispo de York, a quem devia dinheiro.

Na literatura, Robin foi citado inicialmente em 1377, no poema Piers Plowman, de William Langland. Trata-se de menção curta. Ele só vira protagonista na balada Robin Hood and the Monk ("Robin Hood e o monge"), de 1450, já com o xerife de Nottingham como rival imediato e ambientada em Sherwood. O primeiro registro impresso preservado data de 1475: a coleção de histórias The Adventures of Robyn Hode ("As aventuras de Robyn Hode"), que delineia seu comportamento heroico. Nas contas das crônicas medievais, da tradição oral e escrita, o bando do arqueiro tinha um efetivo de 20 a 140 homens, com destaque para João Pequeno (seu mais fiel companheiro, de quase 2 metros de altura) e o frei Tuck, um padre bonachão e rebelde. O grupo foi se juntando aos poucos. Ele próprio, segundo uma das versões recorrentes, caiu na contravenção quase por acaso. Aos 18 anos, saiu da cidade natal de Loxsley para atender a um concurso de arco e flecha promovido pelo xerife de Nottingham. O prêmio: um barril de cerveja. Eis que na trilha encontrou 15 guardas florestais comendo e bebendo. "Ora, moleque, o leite da tua mãe mal secou em teus lábios e queres te colocar com arqueiros valentes nos campos de Nottingham, tu, que mal és capaz de esticar a corda de um arco de dois tostões?" À provocação do guarda, ele respondeu com um desafio. Receberia 20 moedas se acertasse um cervo a mais de 250 metros de distância. Os oficiais aceitaram a aposta e, estupefatos, assistiram-no atingir o alvo. O mais ébrio do destacamento, porém, se recusou a quitar a dívida e tentou eliminar Robin com uma flechada pelas costas. Ele respondeu com outra, esta mortal. A partir daí, aplicava sua própria lei na floresta. Bom, isso segundo a narrativa adocicada de Howard Pyle do fim do século 19. Em textos anteriores, não sobra um guarda sequer para contar a história.

Nas antigas descrições, Robin aparece ora ao lado dos comparsas, ora sozinho na mata. Varia de comportamento e tática, alternando-se entre bandido cruel (capaz de decapitar os inimigos e exibir as cabeças como troféus) e astuto. Para Stephen Knight, historiador da Universidade de Cardiff, há sentido por trás dessas contradições. "Quando falamos em Robin Hood, não estamos nos referindo apenas a um homem, mas sim a mais de 600 anos de desenvolvimento de conceitos e sentimentos. Ele representa ideais utópicos de justiça e liberdade. É uma construção social, um mito. Inventado e reinventado ao longo dos séculos", diz o autor de Robin Hood: a Mythic Biography ("Robin Hood: uma biografia mítica"). As narrativas que pintam o arqueiro mais agressivo são resultado de um contexto social turbulento. A Inglaterra do século 14 é marcada pela devastação causada pela Peste Negra e pelo ônus da Guerra dos Cem anos contra a França. Havia ainda tensões internas devido ao crescente descontentamento com as condições de servidão feudal, o que resultaria na Revolta dos Camponeses (1381), principal insurreição inglesa. O estopim foi a criação de um novo imposto de 5 centavos de moeda por cabeça.

No século 16, porém, o perfil de Robin passa por uma espécie de suavização. Ele aparece nas crônicas como um nobre (barão) desterrado e renegado defendendo o poder de Ricardo Coração de Leão (que reinou entre 1189 e 1199) do usurpador príncipe João (quando seguiu para lutar na Terceira Cruzada, Ricardo deixou o irmão no comando de condados como Nottinghamshire). O arqueiro vira um bandido conservador - vítima dos abusos do xerife local e do príncipe, que lhe cassaram direitos -, que defendia a estrutura tradicional de poder. "A partir do século 17 surgem representações intercaladas e mesmo versões com um Robin pós-Reforma, inimigo da Igreja. O mais interessante é que ele se tornara um símbolo em momentos de opressão popular promovidos por reis absolutistas e nobres inescrupulosos ou resultado das agruras do capitalismo", afirma Knight.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Dezembro de 2010, 20:39
Continuação....

A fama do arqueiro, inclusive, parece proporcional ao descontentamento do povo. Thomas Hahn, professor da Universidade de Rochester e um dos fundadores da Associação Internacional de Estudos sobre Robin Hood, insiste que a popularidade do personagem cresce no mesmo ritmo que a frustração da massa com a vida na sociedade capitalista. A lenda, diz ele, passa por um boom nos séculos 16 e 17, nos primórdios do sistema de acumulação de capitais. A difusão da imprensa de Gutenberg ajuda a alimentar o fenômeno: em 1601, havia pelo menos 200 menções ao fora da lei em poemas, contos e peças.

Nesse período, os agricultores enfrentavam o "fechamento" dos campos, cercados para reforçar a produção de lã, que se transformara no principal produto exportado pelos ingleses - e que formaria os alicerces da Revolução Industrial, em meados do século 18. Uma horda de sem-terra se misturava com outra sofrendo com o aumento dos aluguéis rurais, o que levou a uma série de minirrevoltas agrárias justamente nos séculos 16 e 17.

Patriota

Imagem: Louis Rhead. Cada conto aumentou um ponto ao longo de muito tempo. A inclusão de Lady Marian, por exemplo, a amada do arqueiro, é tardia. Ela surge em antologias de cantigas populares publicadas por volta de 1750, na forma de uma espadachim valente, e não da dama submissa da literatura do período vitoriano. Também no século 19, Robin Hood ganha contornos patrióticos. Torna-se personagem de Ivanhoé (1819), metido nas birras entre saxões e normandos (pendendo para a tradição anglo-saxônica) na trama ambientada no fim do século 12. O romance do escocês Walter Scott reacendeu o interesse dos britânicos pelo período e criou uma "nova vida" para o arqueiro. "O apelo de Robin Hood vem de desejos primários por justiça e igualdade. Embora tal utopia tenha origens na Idade Média, ela é ampla e profunda o suficiente para povoar a imaginação de indivíduos de todas as épocas e lugares. No geral, ela representa posições anti-hierárquicas. É uma fantasia baseada no escapismo", diz Hahn.

(http://historia.abril.com.br/imagem/ah-robin-hood-1.jpg)

De volta às origens, então. Na Inglaterra medieval, era melhor sonhar que cumprir as árduas e longas jornadas de trabalho no campo. Havia ainda os caprichos dos senhores feudais ou do soberano da vez (somadas as citações e referências históricas, o fora da lei teria atuado sob pelo menos cinco monarcas diferentes). Entre todos, a personificação do mal é João I. Não só porque tentou puxar o tapete do irmão. Sofreu derrotas militares e se envolveu numa desastrada queda de braço com Roma, o que resultou em prejuízos financeiros compensados com aumentos de impostos. Já o protótipo de rei justo, por quem Robin a certa altura admite até abandonar a marginalidade (e lutar na cruzada), é Ricardo I. Mas, na verdade, ele tentou destronar o pai e nem inglês falava.

Por si sós as florestas tentavam a imaginação popular. Estavam legalmente reservadas às caçadas da realeza. A punição para invasores incluía castigos como mutilações. Bastava ser flagrado perto de animais. Natural, então, que houvesse extremo ressentimento contra o código florestal e certa adoração àqueles capazes de burlar o sistema. As matas, claro, eram refúgio preferencial de bandidos.

Estudiosos encontram fontes de inspiração para o arqueiro nas histórias de alguns fora da lei e figuras históricas (veja a partir da pág. 30) como William Wallace, herói escocês, ex-proprietário de terras que seria um dos líderes da 1a Guerra de Independência (1296-1328). Há comparações desde o século 15. "São semelhanças fabulosas. Wallace e Robin, por exemplo, vestem-se de mulher para escapar dos inimigos numa de suas aventuras. Ambos roubavam e matavam nas estradas e lutavam contra o imperialismo inglês. Uma pista está na idealização de Robin como alguém disposto a brigar contra um rei usurpador, atrás de unidade nacional, o que tem muito mais a ver com a realidade medieval escocesa que a inglesa", diz Knight.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Dezembro de 2010, 20:42
Desconstruindo o benfeitor

Em busca do Robin de carne e osso, historiadores também questionaram as faces do mito. No ano passado, o acadêmico australiano Julian Luxford contestou o bom-mocismo do arqueiro. Examinando um volume do Polychronichon (uma enciclopédia de história e teologia com origens no século 14), ele deparou com anotações de rodapé feitas por um monge católico sugerindo que o fora da lei e seu bando não eram queridos entre os pobres e oprimidos. Até porque também seriam suas vítimas, não apenas os ricos. "Em vez de citar o herói revolucionário que conhecemos, a inscrição (veja na pág. 32) fala em como um fora da lei chamado Robin Hood infestava Sherwood e outras áreas da Inglaterra [há quem diga que ele agia também na floresta de Barnsdale] com seus asseclas. Trata-se da primeira referência histórica real livre de folclore. A literatura original a respeito dele não tem menções sobre roubar dos ricos para dar aos pobres, fala de um ladrão trabalhando em causa própria", diz Luxford.

(http://2.bp.blogspot.com/_f3SZ5Tu916o/SxUi2rcUgxI/AAAAAAAAOO4/medV1X5KePI/s1600/robin-hood1.jpg)

De fato, o bandido só começa a ser descrito como altruísta na trova de 1475 ("As Aventuras de Robyn Hode"). Nela, Robin empresta dinheiro a um cavaleiro em desgraça, depois promete premiar o próximo viajante que passar caso seja pobre. Também se recusa a roubar dos mais humildes. Mas seu discurso não revela indignação contra o sistema draconiano de impostos ou contra a falta de justiça social. "Há registros de que mais de um Robin existiu, mas tampouco há evidência de que ele ou eles tenham sido mais que meros mortais, longe da lenda construída na imaginação popular", afirma Luxford. Sua descoberta alimenta ainda o debate cronológico. A anotação do monge trata do período entre 1294 e 1299, o que sugere que o bandido teria atuado durante o reinado de Eduardo I (1239-1307), não sob Ricardo ou João.

A escassez de lastro histórico dá espaço a teses como a do historiador John Paul Davis. Ele acaba de publicar um livro sustentando que Sherwood foi escolhida por Robin e seu bando como morada porque eles seriam templários. Viviam escondidos para se proteger da determinação papal de exterminar os membros da ordem de cavalheiros que caíra em desgraça depois de se transformar numa poderosa organização militar. Os templários foram dissolvidos no início do século 14 e o então monarca inglês, Eduardo II, não costumava persegui-los como os colegas do continente. Para Davis, o arqueiro era mais sofisticado que um bandido comum. "A perseguição aos templários fez com que milhares de homens se transformassem em fugitivos da noite para o dia. Conformavam-se em viver nos bosques da Inglaterra e, lá, mantinham o senso de organização militar e de orientação para o bem dos cavalheiros", diz o historiador. O revisionismo não poupou as preferências sexuais do herói. Tony Scupham-Bilton, historiador e ativista gay inglês, causou celeuma, em setembro, ao sugerir que o arqueiro teria sido inspirado em John Clawoe, poeta que lutou na Guerra dos Cem anos e namorou o colega William Neville. Para Tony, há pistas de homossexualidade no fato de o bando viver na floresta, isolado de mulheres.

"O simples fato de ainda haver estudos sobre Robin é mais relevante que a discussão sobre o que é falso ou verdadeiro. Os nomes dele e do rei Arthur são os únicos de existência histórica não-comprovada que estão no dicionário biográfico da Universidade de Oxford", afirma Luxford. Para Stephen Knight, a autenticidade está justamente na dúvida: "Ele não precisa ter sido de carne e osso. Sua sobrevivência como construção cultural que resistiu por séculos lhe garante existência. Nesse sentido, Robin Hood vive". E como.


 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Dezembro de 2010, 20:48
Final...

(http://www.dailyinfo.co.uk/images/theatre/creation-robin-hood-aim.jpg)

"Assim que o galo começou a cantar
O dia começou a raiar
O xerife encontrou o carcereiro morto
E mandou tocar o sino da cidade"

"O xerife mandou vasculhar Nottingham
Tanto as ruas quanto os becos
E Robin estava na feliz Sherwood
Tão despreocupado quanto uma folha na árvore"

"Robin Hood e o monge" (1450) balada anônima


"Por volta dessa época, de acordo com a opinião popular, um certo fora da lei de nome Robin Hood, com seus cúmplices, infestava Sherwood e outras partes da Inglaterra com seus frequentes roubos"
Anotação monástica do século 14, parte da enciclopédia Polychronicum


"Aqui sob esta lápide / Jaz Robert, barão de Huntingtun

Nenhum arqueiro foi tão bom quanto ele / Chamavam-no Robin Hood

Fora da lei como ele e seus homens / A Inglaterra jamais verá outra vez"

Inscrição na lápide do século 18, mas datada de 1247


As faces de Robin
Figuras reais que inspiraram o mito

Hereward, o Exilado (1035-1072)
Líder anglo-saxão da resistência contra a invasão normanda da Inglaterra. Teria sido o maior articulador da oposição popular a William, o Conquistador, enfrentando com sucesso as tropas do rei até se exilar depois da derrota. Em Ivanhoé, Robin também se opõe aos normandos.

Eustácio, o Monge (1170-1217)
Religioso que trocou o hábito pela vida como mercenário e agente duplo. Ajudou o rei João I antes de apoiar a revolta de barões contra o monarca e oferecer seus serviços aos franceses. Como Robin, liberava as vítimas de seus assaltos que diziam a verdade sobre suas posses.

Fulk Fitzwarin ( ?-1258)
Aristocrata que teria se tornado fora da lei depois de perder título de nobreza e terras por causa de rusgas com o rei João, com quem conviveu na infância. Segundo reza a tradição, Fitzwarin vive como bandoleiro, escondido na mata, até recuperar suas posses. Em 1295 ganharia um título de barão.

William Wallace (1272-1305)
Herói nacional escocês, famoso por comandar a vitória sobre os ingleses na Batalha de Stirling Bridge, em 1297, parte das Guerras de Independência da Escócia. Após a derrota na Batalha de Falkirk (1298), viveu como fugitivo e também se disfarçava, a exemplo de Robin, mas acabou capturado e executado.

 

Xerife de cerimônias
O cargo que ocupava o arqui-inimigo do arqueiro sobrevive até hoje

Nada expressa mais o conceito de ironia: em meio à mitologia cercando Robin Hood, o único personagem de existência comprovada, além dos reis Ricardo, João, Eduardo I etc., é justamente o maior rival do arqueiro, o xerife de Nottingham. Embora tenha perdido atribuições e poder desde a Idade Média, o cargo sobrevive em pleno século 21.

O xerife, porém, acrescenta mistério à lenda. A figura do responsável pela manutenção da ordem nos condados ingleses (e de cuja lista de tarefas fazia parte a coleta de impostos e aluguéis) tem origem no século 11, mas a cidade de Nottingham só passou a ter xerife a partir de 1449. Eram dois, na realidade. E foi assim até 1835. Os condados tinham um representante do prefeito (eleito indiretamente ou biônico) e outro da comunidade.

Ambas as partes eram adeptas da filosofia de que apenas o medo de punições severas seria suficiente para impor o respeito à lei, o que, na Inglaterra, prevaleceu até meados do século 19. Mas se os arquivos do sistema judiciário revelam, porém, que já em 1835, um garoto de 13 anos foi enforcado por ter roubado roupas da casa onde trabalhava como empregado, imagine a realidade na Inglaterra medieval. Atrasos no pagamento de impostos (em moeda ou bens) eram puníveis com castigos corporais. Não por acaso, a instituição de um novo tributo foi uma das causas da Revolta dos Camponeses (1381), em que hordas deles invadiram escritórios dos condados para queimar arquivos de contabilidade.

Xerifes estavam longe de ser santos e há registros de que, no século 12, os monarcas britânicos investigavam denúncias de corrupção e enriquecimento ilícito por parte dos ocupantes do posto. E se Nottingham ganhou um xerife oficial apenas no século 15, historiadores lembram que o condado de Nottinghamshire contava com um, o que certamente ajudou a criar a figura de um vilão para as aventuras de Robin Hood.

Quando a monarquia britânica foi relegada a um papel simbólico, os xerifes foram gradativamente defenestrados. Nottingham, por causa do arqueiro, é uma das raras exceções. Seu xerife serve como garoto-propaganda para o turismo; volta e meia participa de convenções e outros eventos para atrair visitantes, como receber grupos de jornalistas internacionais à capital.

Até a inauguração de lojas na cidade costumam contar com o homem da lei como atração, invariavelmente no traje negro imortalizado no cinema. "Na verdade, passa-se boa parte do tempo explicando que, apesar da má fama de alguns antecessores, os xerifes são pacíficos e do bem. Temos um compromisso com a promoção de Nottingham", diz Ali Asghar, que ocupou o cargo entre 2002 e 2003. O titular do posto, porém, ainda precisa zelar pela ordem. Leon Unczur, xerife atual, no ano passado ameaçou multar quem desobedecesse à proibição de alimentar os gansos selvagens que habitam um dos parques da cidade. No caso do estômago delicado das aves, alimentos processados poderiam ter o mesmo efeito que flechadas dos fora da lei.
(http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:FSES9PhEzc8zXM:http://www.boldoutlaw.com/images/BB129862@ROBIN_HOOD-small.jpg&t=1)

Saiba mais

LIVROS
Robin Hood, James Clark Holt, Thames & Hudson, 1982
Sem edição no Brasil, ainda é o melhor ponto de partida para conhecer o assunto.
Robin Hood: A Mythic Biography. Stephen T. Night, Four Courts Press, 2005
Essencial para entender a formação do mito, também sem tradução.
As Aventuras de Robin Hood, Howard Pyle, Martin Claret, 2009
Uma das últimas edições no Brasil. Tem ilustrações originais do autor, do fim do século 19.


SITES
www.boldoutlaw.com (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5ib2xkb3V0bGF3LmNvbQ==)
Portal de aficionados. Tem várias informações sobre o debate histórico em torno do herói.
www.lib.rochester.edu/camelot/rh/rhhome.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5saWIucm9jaGVzdGVyLmVkdS9jYW1lbG90L3JoL3JoaG9tZS5odG0=)
A Universidade de Rochester (EUA) mantém um projeto de estudos sobre Robin e outros bandidos medievais. Aqui é possível conhecer as baladas originais em inglês arcaico.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 17 de Dezembro de 2010, 20:56
Você Sabia?



(http://historia.abril.com.br/imagem/soldado-abraca-filhos-420-2.jpg)

Como Fazíamos Sem Lazer aos domingos

Foi só no século 19 que todos os trabalhadores ganharam direito ao ócio
por Bruno Vieira Feijó

(http://images.metrophotochallenge.com/photos/big/194253.jpg)

Desde que existe civilização, a humanidade valoriza os feriados e dias de festas, dedicados a teatros, jogos, banquetes e carnavais. Mas o conceito de que todas as pessoas têm o direito de dedicar parte da semana ao lazer só surgiu na Grã-Bretanha, em meados do século 19.
“Foi uma resposta à Revolução Industrial, quando a maioria dos trabalhadores se tornou assalariada e passou a enfrentar jornadas de trabalho de 18 horas ou mais”, afirma Christianne Luce Gomes, professora de mestrado em Lazer da Universidade Federal de Minas Gerais.

Antes disso, não existia a separação entre o tempo ocupado com o trabalho e as horas dedicadas ao lazer (palavra que vem do latim licere, que significa “ser livre”).
Na Antiguidade, a contemplação do ócio e da arte era restrita às classes privilegiadas. Durante a Idade Média, uma minoria se dedicava às artes, à literatura, à ciência e à política, mas a grande massa de camponeses pegava no batente, no mínimo, seis dias da semana, e dormia para valer no pouco tempo livre que sobrava.
 O máximo de diversão a que os mais pobres tinham direito eram as festas religiosas e as comemorações de vitórias militares.
 A outra forma de ganhar folgas era quando epidemias, inundações, secas ou guerras acabavam com as colheitas. Mas aí sempre havia o risco de passar fome.

Essa situação começou a mudar no século 19 e se consolidou depois da Segunda Guerra Mundial. Foi quando o direito ao lazer foi documentado no artigo 24 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Organização das Nações Unidas em 1948. Naquela época, muitos pensadores começaram a prever uma “revolução do ócio”, quando o avanço da tecnologia permitiria que cada vez mais horas livres pudessem ser dadas aos trabalhadores.
No fim das contas, o fim de semana não ficou mais longo, mas a indústria do entretenimento cresceu e aumentou o leque de alternativas para curtir o tempo de lazer.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: MAROCHA em 17 de Dezembro de 2010, 21:31
Curiosidades super interessantes, sem dúvida cultura ! Ótimo Helena, adorei!

   Versatilidade e ecletismo ! Assuntos que mandas, variados e excelentes !

       Muito bom !

      Abraços

                        Marocha.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 17 de Dezembro de 2010, 21:43
Obrigada, amigo Marocha!! Vc é um gentleman!!

(http://2.bp.blogspot.com/_IKiOquDLVns/S_XkS2VfXVI/AAAAAAAAAU8/DOvChD7xCOE/s1600/obrigada1.JPG)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 17 de Janeiro de 2011, 21:27
Você sabia?

Fiéis mensageiros: os hormônios
Discretos e pontuais, eles levam os recados bioquímicos do cérebro para os diferentes órgãos. São os hormônios, produzidos em minilaboratórios espalhados pelo corpo - as glândulas.
por Lívia Lisbôa

(http://2.bp.blogspot.com/_q_ivp6S3sGM/S9tBSiE-LeI/AAAAAAAAJEo/vXjoUCVwt3c/s1600/SISTEMA+ENDOCRINO1.gif)

Todo o seu organismo sente quando algum deles deixa de trabalhar direito. Por meio dos hormônios – substâncias secretadas pelas glândulas que agem como mensageiros bioquímicos – os seus órgãos modificam o funcionamento. Quando você dá um bocejo, é porque existe uma glândula, a pineal, dando o sinal de que está na hora de dormir. Como um relógio, ela regula os ritmos do seu organismo. Na hora de acordar, entra em cena outra glândula, a supra-renal, localizada um pouco acima dos rins. Graças ao cortisol, um hormônio que a supra-renal secreta na corrente sangüínea, você sente disposição para iniciar as atividades depois de uma noite de sono. Aliás, a palavra “hormônio” vem de “acordar”, em grego.

No comando desse sofisticado laboratório interno está a hipófise, também conhecida como pituitária. Não por acaso, ela merece o honroso título de glândula-mestra. É a hipófise que analisa as necessidades do organismo e, como um computador central, coordena produção de hormônios pelas glândulas. Secretados em doses ínfimas, de milionésimos de grama, os hormônios ligam-se apenas às células que precisam deles. Uma vez cumprida a tarefa, a produção é suspensa. “É um liga-e-desliga que funciona como um mecanismo auto-regulador”, explica o endocrinologista Filippo Pedrinola, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

 
Quem sabe é super

A Medicina já identificou mais de 100 hormônios, mas sabe que deve haver vários outros ainda por descobrir. Somente o hipotálamo e a hipófise produzem juntas pelo menos 16 hormônios dos mais variados tipos.

 

 
Uma equipe de especialistas
Veja quais são as principais glândulas e como elas influenciam o funcionamento do corpo.

 

PONTUALIDADE BRITÂNICA

A glândula pineal produz um hormônio chamado melatonina. É ele quem avisa ao corpo se é dia ou noite.

 

A CASA DO FERMENTO

A tireóide produz dois hormônios principais – a tiroxina e a triiodotironina. Eles são responsáveis pelo metabolismo, regulando o aproveitamento das gorduras pelas células. O desenvolvimento físico das crianças nos primeiros anos de vida e, principalmente, a maturação do cérebro dependem desses hormônios.

 

NA MEDIDA CERTA

Quando é preciso controlar o nível de cálcio no sangue, entra em ação o hormônio paratireoideano, produzido nas paratireóides, que ficam atrás da tireóide.

 

PROIBIDO PARA MAIORES

O timo pára de funcionar na puberdade. Até essa fase, ele produz a timosina, que promove o desenvolvimento de anticorpos.

 

DOCES COMANDOS

Quem diz ao fígado se a glicose deve ser armazenada em forma de glicogênio ou ser liberada no sangue para alimentar o cérebro e os músculos são as células das ilhotas de Langerhans, no pâncreas. Seus mensageiros são dois hormônios, a insulina e o glucagon.

 

CORPO DE MULHER

Quadris largos, seios desenvolvidos, ovulação e menstruação. Os responsáveis pela transformação da menina em mulher são os ovários. A partir da ordem que recebem da hipófise, eles produzem o estrógeno e a progesterona.

 

 

LOJA DE CONVENIÊNCIAS

As supra-renais são um verdadeiro supermercado de substâncias. As camadas externas fabricam os hormônios que equilibram o nível de sal e de água nos rins (os mineralocorticóides) e os que regulam o metabolismo de alimentos (os glucocorticóides). Também produzem os andrógenos que, junto com os hormônios sexuais, determinam o aparecimento de pêlos púbicos e axilares. Já a parte de dentro produz dois hormônios que preparam o organismo para reagir a uma situação de perigo ou de emoção forte: a adrenalina e a noradrenalina, que aceleram os batimentos cardíacos, aumentam a dosagem de açúcar no sangue e elevam a pressão arterial.

 
Homem com H

Produzir testosterona é a função dos testículos, responsáveis pelo crescimento dos pêlos e pelo amadurecimento dos genitais.

 
O maestro dos hormônios

O título de glândula-mestra dá a medida da importância da hipófise. Ela distribui mensagens bioquímicas pelas demais glândulas com base nas ordens que recebe do hipotálamo, parte do cérebro que também controla a fome e o sono. Para isso, a hipófisehormônios que atuam sobre o organismo indiretamente. É o caso do hormônio estimulador da tireóide. Mas ela também age diretamente, por meio do hormônio de crescimento e da prolactina (que estimula as glândulas mamárias), entre outras substâncias.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Fevereiro de 2011, 23:59
Você sabia?


(http://www.nndb.com/people/876/000024804/paga2.jpg)

Nicolò Paganini: Alma penada
por Celso Miranda

O músico italiano Nicolò Paganini era um baita violinista. Sua habilidade – ele era capaz de tocar 12 notas por segundo – e virtuosismo – o cara tocava peças inteiras usando apenas uma corda – eram tamanhos que ele chegou a ser acusado de ter um pacto com o demônio.
A fama que ele, malandramente, ora negava, ora fomentava, fez dele rico e famoso. Quando morreu, em 1840, no entanto, pagou caro pela reputação de endiabrado.
Sua família foi proibida de levar o cadáver para Gênova e o corpo ficou meses insepulto. Por causa da polêmica, nos cinco anos seguintes, os restos de Paganini foram desenterrados e enterrados em locais diferentes pelo menos oito vezes.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Fevereiro de 2011, 00:03
Você sabia?

Maria-vai-com-as-outras

por Ernani Fagundes

(http://2.bp.blogspot.com/_H8zI57tRsOQ/S9c7ePDoZ8I/AAAAAAAABFk/3FF2hz-z3tc/s320/ph_maria2.jpg)

Quando você chama alguém de “maria-vai-com-as-outras” está dizendo que a pessoa não tem opinião própria e, por isso, segue a vontade de outros.

Mas, afinal de contas, quem foi essa primeira sonsa?
De acordo com o pesquisador Brasil Gerson, autor de História das Ruas do Rio, a expressão tem origem no início do século 19, com a vinda da família real portuguesa para o Rio de Janeiro.
 A mãe do rei João VI, a rainha Maria I, costumava passear às margens do rio Carioca, no antigo bairro de Águas Férreas.
Acontece que Maria I era conhecida por sua maluquice (manifestada após a morte do filho e da Revolução Francesa), tanto que era tratada como “A Louca”. Como ela ia passear levada pelas mãos de suas damas de companhia, o povo dizia: “Maria vai com as outras”.

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Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Fevereiro de 2011, 00:08
Você sabia?

Foi para Portugal, perdeu o lugar também conhecida como "Quem foi ao ar, perdeu o lugar"

por Maria Carolina Cristianini


(http://4.bp.blogspot.com/_2N5PJD1SDwA/SckieU07a5I/AAAAAAAADxk/bOO5Jqq2QOs/s400/De+Portugal+ao+Brasil+a%C3%A9roporto.jpg)

Usada como uma ameaça (se você abandonar seu cargo, poderá perdê-lo para sempre) e também como desculpa (o lugar estava vazio e o ocupei), essa expressão vem da época da imigração portuguesa ao Brasil, nos primeiros anos do século 20.

Entre 1901 e 1930, um dos períodos de maior imigração de portugueses para o Brasil, mais de 754 mil imigrantes chegaram ao país.
Nos anos 20, cerca de 40% desses imigrantes se concentravam em São Paulo, em bairros como Bela Vista, Vila Mariana, Vila Maria e Perdizes.
 Com tantos patrícios procurando enriquecer nas lavouras de café e nas cidades, era preciso segurar a vaga de trabalho com as unhas.
 “A expressão mostra a competição entre os lusitanos que perderiam oportunidades ao deixarem o Brasil”, diz Francis Manzoni, mestre em História Social pela Universidade Estadual Paulista
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Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Fevereiro de 2011, 00:13
Você sabia?

Amor: Amar é...

(http://www.imotion.com.br/imagens/data/media/75/9100amor.jpg)

Na Pré-história, segurança. Na Antiguidade, admiração.Na Idade Média, castidade. Na Idade Moderna, romantismo.E, hoje, liberdade. O amor ditou as regras na formação da sociedade desde os tempos das cavernas
por Cristiano Dias

O amor é um sentimento sem fim, indefinido, que produz uma avalanche de emoções diferentes, muitas vezes antagônicas: felicidade, tristeza, beatitude, raiva, euforia, ansiedade, ciúmes, segurança...
Não sabemos direito o que ele é, nem como chega ou como vai embora. Para entendê-lo melhor, a ciência faz o que pode. Já se sabe que em casos de paixão, somos tomados pela feniletinamina, substância semelhante à anfetamina que, descarregada no cérebro, nos deixa eufóricos e otimistas.
 Depois, quando a paixão vira amor, assumem o controle do corpo os chamados narcóticos da mente, aparentados da morfina, que nos dão tranqüilidade e segurança.
 Se estamos tão próximos de entender a química do amor, ainda temos muitas dúvidas sobre a história do amor: quando, afinal, o ser humano descobriu tal sentimento? E qual a influência dele na evolução da sociedade?

Na cabeça de James Usher e John Lightfoot, teólogos do século 17, o mundo foi criado às 9 horas do dia 23 de outubro de 4004 a.C.
O delírio surgiu de um estudo do Velho Testamento e durou até que Charles Darwin, duzentos anos depois, acabasse com a dúvida: nunca houve o ato da criação.
 O homem seria um primata e descenderia do macaco.
Sua origem ainda está cheia de lacunas, mas a tese mais aceita é a de que a transição do macaco para o homem aconteceu entre 20 e 40 milhões de anos atrás.
Embora haja várias explicações para a evolução humana, o fato é que em algum momento dessa trajetória nossos antepassados descobriram o amor.
 Entre as mudanças durante o processo evolutivo, é possível identificar uma que foi fundamental para que machos e fêmeas começassem a se amar: a menstruação.

O raciocínio é simples. Quando o homem ainda andava de quatro, a fêmea entrava no cio. E , como ela tinha poucos dias para o sexo, o macho procurava várias parceiras.
 A menstruação fez com que a mulher passasse a estar sempre pronta para o ato sexual, favorecendo a formação de casais.
Para a historiadora Reay Tannahill, autora de Sex in History (“O Sexo na História”, inédito no Brasil), o fim do cio não foi um fator isolado.
 A descoberta do fogo também contribuiu para a consolidação do amor e da família. “Há 500 mil anos vivíamos a última Era Glacial e o fogo permitiu que sobrevivêssemos aquecidos em cavernas.
 Desse confinamento surgiu uma hierarquia. E foi da briga para saber quem deveria ocupar um lugar privilegiado ao redor do detentor do fogo que surgiu a idéia de família”, afirma.

A maioria dos historiadores concorda que se a família nasceu do fogo, do confinamento das cavernas, ela só se consolidou quando o homem se tornou sedentário. O processo foi lento. Há 12 mil anos, a Terra começou a esquentar. Com isso, a vegetação ficou exuberante. Ao redor de campos de trigo e cevada surgiram pequenas vilas onde o homem catava o que encontrava na natureza. Um dia, percebeu que uma semente gerava novas plantas. “Isso mudou a existência. Tornou possível a domesticação de animais e o sedentarismo”, afirma o historiador Morton Hunt, autor de The Natural History of Love (“A História Natural do Amor”, inédito no Brasil).

Até então, o maior problema tinha sido a alimentação. Mas já sabendo que em se plantando tudo dava, a coisa mudou.
A possibilidade de criar animais significou o fim da busca por comida. Pela primeira vez, o ser humano viu-se com tempo para sentar e pensar. Desse ócio nasceu o machismo.
A família pré-histórica era centrada na mulher, que sempre soube do seu papel na reprodução. O homem não. Foi observando os animais que ele percebeu que se deixassem separados machos e fêmeas não haveria filhotes. Por volta de 6.000 a.C., desta forma, o homem descobriu que também lhe foi dada a bênção de procriar.

Assim, saía de cena o companheiro da Pré-história e emergia o machão neolítico. Agora o homem podia dizer “meu filho”. Bom, quase.
Para isso precisava ter certeza de que a mãe era “minha mulher”. Lentamente, a sociedade foi se tornando patriarcal. Mas, apesar do antagonismo, crescia a atração entre os sexos.
O ser humano já havia consolidado aí a sua capacidade de amar. Faltava a ele esmiuçar em pensamento – e palavras – o que sentia. Essa tarefa coube aos gregos.

Para o historiador Morton Hunt, ao explicar o sentimento, os gregos inventaram o amor. “Os gregos tinham uma palavra para tudo, da teoria dos átomos à metafísica.
Foram eles que criaram uma palavra para designar o sentimento entre homens e mulheres”, explica. Do grego, herdamos, aliás, boa parte do nosso dicionário amoroso: afrodisíaco, erotismo, hermafrodita, ninfomania, poligamia, zoofilia e homossexualismo.
Na Grécia, diga-se, o amor entre iguais virou relação superior. Sócrates confessou sentir um fogo quando via um homem.
Até Aristóteles, que considerava o homossexualismo uma “mórbida anormalidade”, defendeu em sua Ética a Nicômaco a idéia de que “o amor e a amizade são plenos somente entre os homens”
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Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 06 de Fevereiro de 2011, 00:18
Continuação...

(http://www.unifran.br/blog/jornalismo/imagens/amor.jpg_2.jpg)

Por volta do século 5 a.C., Roma conquistou a Grécia. Como espólio, o Império herdou a cidadania, os deuses, o gosto pela arte e os prazeres da carne.
Só que, ao contrário do grego, o romano não ligava para o espírito. O amor ganhou, assim, contornos de depravação, com luxúria e traição.
Os bacanais viraram moda.
Com a promiscuidade, passou a ser primordial garantir a legitimidade dos filhos.
O Estado, então, interveio no amor, inaugurando a união civil. Em alguns casos, atestava-se o matrimônio com evidências circunstanciais da união.
 Mas o melhor era promover uma festa com testemunhas.
 Em Roma, a prática mandava que o noivo oferecesse um anel à noiva, colocado no dedo anular.

O escritor Aulus Gellius (130 d.C.-180 d.C.), no texto Noctes Atticae, explica o porquê: “Quando se abre o corpo humano, há um nervo delicado que começa no dedo anular e se estende até o coração. Portanto, considera-se correto dar a esse dedo a honra do anel”. Para a festa, a noiva vestia-se de branco e, no fim, os convidados atiravam sementes para desejar ao casal uma colheita farta de filhos.
Se boa parte desse ritual parece-lhe familiar, é porque foi adotado pela Igreja cristã, que preservou os costumes pagãos que lhe convinha.
Embora tenha tentado botar ordem na casa, o casamento não conteve o adultério. O amor no fim do Império Romano era um sentimento sem sentido. Mas foram-se os senadores e sobrevieram os cardeais, com sua moral e bons costumes.

Pela porta aberta entrou o Cristianismo, disseminando culpa nas questões do coração. O tempo agora era de explorar o amor puro, divino e incondicional.
Os divertimentos carnais saíram de moda. Sexo e erotismo passaram a ser uma passagem só de ida para o inferno e a ameaça de viver eternamente com o demônio mostrou-se mais eficiente do que qualquer casamento civil.
Porém, ao mesmo tempo em que ameaçava os fiéis com o inferno, a Igreja jogava sujeira para debaixo do tapete da Santa Sé. Monges, bispos e cardeais viviam em escancarada libertinagem.
Os papas tinham amantes e filhos,.
A farra só terminou no século 11, quando o papa Leão IX reafirmou o celibato do clero.

Esta tomada de atitude apareceu com um novo contexto: o surgimento da cavalaria e o descobrimento do amor cortês. Ele veio do contato no Oriente dos cruzados com os árabes e entrou na Europa pelo sul da França. O primeiro trovador foi Guilherme IX (1071 – 1127), duque da Aquitânia, que se divertia escrevendo versos e canções de amor. Logo o trovadorismo virou mania. “Foi graças aos trovadores que as coisas do coração tornaram-se tema de sagas poéticas. Pela primeira vez o amor apareceu na literatura”, afirma Diane Ackerman, autora de Uma História Natural do Amor.

O amor cortês foi imortalizado em histórias como as de Abelardo e Heloísa, Tristão e Isolda e na paixão idealizada de Dante Alighieri por Beatriz, que guiou o escritor florentino pelo paraíso em sua Divina Comédia.
Pela primeira vez, amar passou a ser algo recíproco e esta nova forma de se relacionar introduziu uma idéia revolucionária: a escolha pessoal.
 Ninguém se beneficiou do amor cortês mais do que a mulher, que diminuiu a distância que a separava do homem.
 Depois disso, ela só respiraria ares tão revolucionários com a invenção da pílula, no século 20, quando novamente a história do amor entrou em convulsão.

Lançada nos anos 60 nos Estados Unidos, a pílula anticoncepcional desencadeou a última grande revolução. Com ela, as mulheres conquistaram o direito de fazer sexo sem compromisso.
O “amor livre” deu à mulher um poder semelhante ao conquistado pelo homem neolítico.
O feminismo, a minissaia, a calça Saint-Tropez, o batom, o biquíni, tudo fazia parte de um novo comportamento.
Nos anos 80, duas décadas depois, homens e mulheres já estavam em pé de igualdade quando a descoberta de um vírus desencadeou outra mudança no comportamento. “A Aids teve um efeito parecido com o surgimento da sífilis no fim do século 15.
Tornou-se um fator importante na mudança dos hábitos sexuais no novo século”, diz Tannahill.
“Mudou muita coisa, mas é um exagero achar que a Aids levou à retomada do amor romântico”, opina Morton Hunt.
De qualquer forma, ainda que a Aids seja vista por muitos como uma praga moralista, nunca se falou de sexo tão abertamente como agora.
“Em certo sentido, voltamos à Grécia Clássica”, analisa Hunt.


 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 08 de Fevereiro de 2011, 20:43
Você Sabia?

A fé que vem da África
Entenda os cultos brasileiros inspirados em rituais que atravessaram o Atlântico
por Angélica Moura


Os 3,5 milhões de africanos que vieram para o Brasil como escravos ao longo de 300 anos deixaram marcas profundas. Uma das heranças mais marcantes desse encontro é a religiosidade de origem afro.
Ao desembarcar em estados tão distantes entre si como Maranhão, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, os escravos criaram diversos novos nichos da religião originada do outro lado do oceano Atlântico.

Os rituais africanos acreditam num mundo  constituído de forças. Tudo e todos, sejam seres vivos ou inanimados, possuem uma força vital (chamada de "ntu" pelo povo bantu, originário da África subsariana, e "axé" pela nação ioruba, vinda da região de Nigéria, Benin e Guiné).
De acordo com essa fé, os seres humanos podem manipular essas forças. Graças à mediunidade, eles estabelecem a comunicação entre a força visível (o homem) e a força não visível (os orixás ou os antepassados).

"Nos povos iorubas, a força vital é movida através da incorporação de forças da natureza, representadas pelos orixás. Nos povos bantus, a força vital é manipulada pela incorporação da força humana dos antepassados", afirma Dilma de Melo Silva, professora de Cultura Brasileira da USP.

 Segundo Eduardo Oliveira, no livro Cosmovisão Africana no Brasil, "as religiões africanas são eminentemente comunitárias.
O importante é o bem-estar de todos os membros do grupo". Ou seja, tanto aqui como na África, o culto religioso visa a harmonia espiritual e social.

Os mais famosos
A rota de oito cultos praticados por aqui
 
Os mais famosos

Catimbó
(http://api.ning.com/files/1SZOdFUh5nUbbHcc*R5NMgSWe1OgzmTFXN4gU6cptLVLTc4avRyJVaQQ6Fe4EvAR0CI**AxGQWUQsFmtb03lbnJo2kR6qpDy/Orixskkkk.jpg)
Mais comum na Amazônia, é marcado pela influência indígena. As entidades cultuadas são caboclos e um instrumento dos índios, o maracá, está sempre presente.

Tambor de Mina
(http://3.bp.blogspot.com/_uEdoL81nhHY/Sdyx6H6ErxI/AAAAAAAABDY/pTaPMpdN4ls/s320/Tambor+mina1.jpg)
Nome dado no Maranhão à religião africana praticada de acordo com a tradição jeje-nagô. Os filhos de santo incorporam voduns, orixás e caboclos.

Xangô
(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRIOaKGGyHq0OKZbZ5Z5o_jQAwLDRyzxa4FBjRbFlLCQTrVN557)
Praticado principalmente em Pernambuco. As diferenças com relação ao candomblé são sutis: o dia de oferenda ao orixá ou a fixação do couro no atabaque.

Candomblé
(http://1.bp.blogspot.com/_yI6Yii-8oOw/TQGIfjfLtYI/AAAAAAAAApo/PT8Pl6NyZ4o/s200/f31_candomble.jpg)
Comum principalmente na Bahia, segue a tradição ioruba e cultua os orixás. Cada um contém uma qualidade específica da natureza.

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Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 08 de Fevereiro de 2011, 20:45
Continuação...

Culto aos Egunguns
(http://lh6.ggpht.com/_m2_yS0AjlNE/TNQh0L5103I/AAAAAAAAA7g/GdcdXHgIE08/egunguns%5B4%5D_thumb%5B12%5D.jpg?imgmax=800)
Praticado sob direção de um sacerdote mais velho, que evoca as almas dos mortos. Encontrado principalmente na ilha de Itaparica, na Bahia.

Islamismo
(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQGh7EJ1u6jfnlnLySsH_b_x3sw3Av3N54iXcIgc6Ho-FI5F-GC)
Trazido pelas nações Haussás, Malês e Fula (vindas do reino muçulmano do vale do Niger), em 1835 o Islã negro liderou a Revolta dos Malês em Salvador.

Umbanda
(http://www.prdagente.pr.gov.br/arquivos/Image/c2_festasreligiosas/umbanda.a.jpg)
Nome dado em vários estados, em especial Rio e São Paulo, para a fé que assimila várias linhas religiosas: culto aos ancestrais, culto aos orixás, kardecismo e cristianismo.

Batuque
(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTu7AHeuZfzebNB3DrE5wlTAfGjvi_yBEFsvo91lb-b0b_C6Um7kw)
Fruto de religiões dos povos da costa da Guiné e da Nigéria, de nações Jeje, Ijexá, Oyó e Oba, cultua os orixás e é encontrado principalmente no Rio Grande do Sul.

Iorubas
(http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S9iD4fyc45I/AAAAAAAAE2c/Oiob45NSujA/s1600/iorubas....jpg)
Várias nações ocupavam essa área: Mina, Níger, Fanti-Aschanti, Oyo, Jeje, Ketu e Ijexá. Seus moradores cultuavam voduns e orixás.

Bantu
(http://4.bp.blogspot.com/_-KsjPxactgA/SA6XxHBnrBI/AAAAAAAAAIg/yeeIUbjhOGE/s320/bantu.JPG)
Na região que comportava as nações de Benguela, Angicos, Macuas e Cabinda, praticava-se o culto aos ancestrais.



Palavras de crença
Expressões marcantes da religiosidade africana


Banto: grupo etnolinguístico localizado principalmente ao sul do deserto do Saara.

Ioruba: idioma da família linguística que habitava a região que hoje corresponde a Nigéria, Benin e Guiné.

Eguns: mortos.

Orixás: ancestrais divinizados.

Exu: mensageiro dos orixás e dos homens.

Macumba: significa "o tambor".

Padê: despacho oferecido antes de começar os rituais religiosos.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 08 de Fevereiro de 2011, 20:56
Você Sabia?

O patriarca da fé


(http://caysmd.com/rosana/wp-content/uploads/2010/08/a-abraao_chamado.jpg)

Há 4 mil anos, um homem fundou as bases das três grandes religiões monoteístas do mundo: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Ao aderir a um único Deus, Abraão tornou-se o pai simbólico de 3,5 bilhões de fiéis
por Tiago Cordeiro

Das 6,8 bilhões de pessoas que habitam o planeta, cerca de 2 bilhões são cristãos. Aproximadamente 1,5 bilhão são muçulmanos e 15 milhões seguem os preceitos do judaísmo. Juntas, as denominações compõem a metade da população mundial.
São também o pano de fundo de conflitos sangrentos há vários séculos. Para citar apenas dois: as cruzadas e os atentados de 11 de setembro de 2001. De certa forma, são brigas de família.
As três grandes religiões monoteístas têm o mesmo pai. Um homem que vagou pelo Oriente Médio e pelo norte do Egito há 4 mil anos.
Que optou por seguir um só Deus e cujos dois primeiros filhos fundaram dois povos: os hebreus e os árabes. Seu nome é Abraão. Sua descendência moldou o Ocidente e foi determinante para forjar o mundo tal qual o conhecemos.

O primeiro relato sobre ele está no Gênesis, que inicia a Torá judaica e a Bíblia cristã. Intérpretes do texto consideram que o patriarca era um pastor seminômade que viveu entre 2100 e 1800 a.C. Tribos costumavam circular entre as principais cidades da Mesopotâmia para vender o couro, o leite e a carne de seus rebanhos.

Não há provas da existência de Abraão. Várias gerações de arqueólogos reviraram, sem sucesso, as terras do Egito ao Irã. "A arqueologia não encontrou sinais dele nem de qualquer pessoa relacionada ao patriarca", afirma o americano Ron Hendel, professor de Estudos Judaicos da Universidade da Califórnia. A esta altura, isso pouco importa.

"A verdade desse relato não está em sua historicidade, mas no impacto sobre o judaísmo, o cristianismo e o islamismo", diz Karl-Josef Kuschel, professor de Teologia da Universidade de Tübingen, na Alemanha.

O Gênesis é uma edição das narrativas orais do povo hebreu, compiladas entre os séculos 7 a.C. e 5 a.C. "Os patriarcas representam os heróis do povo. Provavelmente são uma junção de diversas pessoas reais, reunidas em uma única personalidade a fim de criar um relato das origens dos hebreus", afirma o arqueólogo Israel Finkelstein, professor da Universidade de Tel Aviv. Apesar dos 1 500 anos que separam a autoria do texto dos tempos de Abraão, vários detalhes sobre o cotidiano da época são exatos - como o hábito de usar escravas para gerar descendentes, em caso de infertilidade da esposa. Outros trechos das escrituras denunciam o momento em que foram redigidas - por exemplo, o uso de camelos como meio de transporte (eles só seriam domesticados perto de 1100 a.C.).

Abraão ocupa 14 capítulos do texto. Quando sua história começa, ele já tem idade avançada. "A maioria dos personagens importantes da Bíblia é apresentada como criança. Jacó e Esaú brigam no ventre da mãe. Moisés é encontrado em um cesto no rio Nilo. Davi luta contra Golias.
 O patriarca tem 75 anos antes que qualquer coisa aconteça com ele", diz o escritor Bruce Feiler no livro Abraão - Uma Jornada ao Coração de Três Religiões. No primeiro capítulo do Genêsis a seu respeito, ele se chama Abrão, filho de Terá, casado com sua meia-irmã Sarai, dez anos mais nova. "Ele é a personificação do vazio: não tem infância nem descendentes", afirma Feiler. Um detalhe o diferencia: o pastor é a décima geração depois de Noé e a vigésima após Adão e Eva.

Pouco antes de morrer, Terá deixa a cidade natal de Abrão, que a escritura chama de Ur dos Caldeus, e se muda com a família para os arredores de Harã (veja o mapa nas págs. 32 e 33). Depois que Terá morre, com 205 anos (isso mesmo, os personagens da narrativa são extraordinariamente longevos), Deus determina novo rumo para a vida do pastor. O patriarca, que agora é responsável pelos negócios da família, ouve a voz de Javé, que promete: "Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei. Eu farei de ti um grande povo, eu te abençoarei, engrandecerei teu nome. Sê tu uma bênção". E Abrão se muda para Canaã com a esposa e o sobrinho, Ló
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Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 08 de Fevereiro de 2011, 21:02
Continuação...

(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTsuI6hwxZMjO6SlgwnHxLi-MHYtmOBs6WdIz8NrmCguImh1dBI)Abrão e Isaque

Ismael e Isaac

(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTQf45VkpYMMxZk2y1q_a41zfwURUkTppBvIuhX_Wp9FCDZYZxy)Hagar e Ismael

Um período de seca faz o grupo seguir para o norte do Egito. Ali, com medo de ser morto para que Sarai seja forçada a se casar novamente, ele pede que a esposa se passe por sua irmã solteira. Ela acaba incorporada ao harém do faraó, mas Javé lança pragas sobre o Egito como punição. O monarca descobre a origem do problema, devolve a mulher ao pastor e expulsa a família do país.

Abrão segue uma vida seminômade, marcada pelo comércio, pela eterna busca por melhores terras e pelo conflito militar contra os reis que sequestram Ló (leia mais sobre ele na pág. 35). Enquanto isso, Javé repete suas promessas. Para selar um pacto com este único Deus, o pastor chega a sacrificar uma cabra, um bezerro e um carneiro. Mas o filho desejado não vem.

Cansada de esperar, Sarai diz a Abrão que tenha seu herdeiro com Agar, uma escrava egípcia do clã. Ele obedece e a mulher dá à luz Ismael. Quando o pastor completa 99 anos, Deus volta a se comunicar. Ordena que o casal mude os nomes para Abraão e Sara e orienta o patriarca a fazer a circuncisão em si e em todo o clã - incluindo Ismael, que já tem 13 anos.

Tempos depois, três anjos aparecem para o casal. Mesmo sem saber quem são, Abraão os recebe com hospitalidade. Quando se identificam, voltam a lhe prometer um filho. Escondida, Sara ouve a conversa e ri de descrença. Mas eis que, enfim, engravida e tem Isaac. Para garantir a herança ao garoto, ela convence o marido a expulsar Agar e Ismael.

Abraão agora tem descendentes, mas Javé decide que ele precisa passar por um último teste de fé. De acordo com o Gênesis, diz ao patriarca: "Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaac, a quem amas, e vai à terra de Moriá; e o oferece ali em holocausto sobre uma das montanhas". Mais uma vez obediente, ele forma uma comitiva com Isaac e dois empregados e caminha por três dias. Ao chegar perto do monte indicado por Deus, afasta-se com o filho. O rapaz, então, pergunta ao pai onde está o animal a ser sacrificado. A resposta é enigmática: "Javé proverá". Numa pedra no alto do morro, ele o amarra e coloca sobre uma pilha de lenha. Quando empunha o cutelo contra Issac, um anjo aparece e o contém. "Abraão! Não estendas a tua mão sobre o moço e não lhe faças nada; agora sei que temes a Deus e não negaste o teu filho".

Com esse gesto de fé absoluta, o patriarca conquista em definitivo o status para fundar as novas nações. Nas décadas seguintes, ele começa a preparar o futuro de sua descendência. Negocia o casamento de Isaac com a prima Rebeca e acompanha o crescimento de seus netos, Esaú e Jacó. Sara morre com 127 anos, e o viúvo ainda tem tempo de se casar de novo. Ele se une a Quetura, com quem tem outros seis filhos: Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Suá. Nenhum deles tem direito ao espólio do pai. Ao morrer, Abraão tem 175 anos e é um líder tribal respeitado. O pastor é enterrado ao lado de Sara pelos filhos Isaac (que já tem 76 anos) e Ismael (de 89)
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Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 08 de Fevereiro de 2011, 21:12
Continuação...

Ibrahim

O Alcorão faz referência a algumas histórias sobre a infância de Ibrahim, com ênfase na sua crítica à idolatria e à fabricação de ídolos. Mas, principalmente, dá novo valor à trajetória de Ismael, ou Isma’il.
 O texto, que em nenhum momento menciona Agar ou Sara, cita o episódio do sacrifício sem se referir ao lugar ou ao nome do filho. Numa passagem, o patriarca diz:
 "Ó filho meu, sonhei que te oferecia em sacrifício".
Quando Ibrahim demonstra que vai se submeter à ordem divina, outro filho lhe é prometido, Isaac. Por isso, a maioria dos muçulmanos acredita que Ismael foi o menino quase oferecido.
 "A palavra ‘Islã’ significa ‘rendição incondicional’, e não existe exemplo maior de submissão à vontade de Alá que o do filho que se deixa sacrificar", afirma Karl-Josef Kuschel.

Intérpretes judaicos discordam.
"O texto bíblico claramente menciona Isaac", diz o rabino Samy Pinto, doutor em Letras Orientais pela Universidade de São Paulo.
Trata-se de diferença importante, construída principalmente sobre relatos não-canônicos. Essas duas tradições deixaram marcas muito concretas e ainda são fonte de conflito.
Para os muçulmanos, a imolação ocorreu em Meca - e é relembrada todos os anos, na Eid ul-Adha, a Cerimônia do Sacrifício.
Entre os judeus, o episódio é lido na celebração do ano-novo.
Para eles, o momento em que Abraão passa no teste final de Javé aconteceu em uma pedra localizada no monte Moriá, onde hoje está Jerusalém.
Sobre ela, por volta de 1000 a.C., o rei Davi ergueu um altar e Salomão construiu um grande templo em 960 a.C. O edifício foi destruído em 586 a.C., reerguido e mais uma vez derrubado durante a revolta judaica contra os romanos, no ano 70 d.C. Os restos da construção formam o Muro das Lamentações, e a pedra do sacrifício fica no Domo da Rocha - por onde Jesus teria passado quando atacou os comerciantes do templo e onde Maomé estaria quando foi elevado aos céus.
Outro local em que as sutilezas das narrativas se tornam explosivas é a Tumba dos Patriarcas, em Hebron. Lá, diz o costume, estão enterrados Abraão, Sara, Isaac e seu filho Jacó.

As diferenças na interpretação do legado do patriarca criam uma névoa que cobre o fato mais básico a respeito de sua vida: na essência, ambas as tradições, a judaico-cristã e a muçulmana, têm a mesma origem.
"O povo escolhido começa em Ismael ou em Isaac? Essa é a grande luta do mundo ocidental", diz o rabino Samy Pinto.
 Os 3,5 bilhões de filhos de Ismael e de Isaac ainda hoje disputam o melhor espaço nesta enorme casa monoteísta, erguida há 4 mil anos por Abraão.

Vida na estrada

1. Sanliurfa
O Gênesis diz que o patriarca nasceu em Ur dos Caldeus. Por muito tempo, acreditou-se que era a cidade de Ur, que hoje fica no Iraque. Atualmente, considera-se que o texto faz referência a Sanliurfa.

A cidade do sul da Turquia tem 500 mil moradores e é um centro de peregrinação de fiéis em busca de locais considerados sagrados, como uma caverna onde Abraão teria nascido.

2. Harã
É o local onde Javé teria falado a Abraão pela primeira vez. Escavações no local indicam que Terá, o nome de seu pai, seria, na verdade, um clã poderoso na região.

Hoje é um vilarejo de 500 pessoas na Turquia. De acordo com a tradição, uma casa localizada em uma colina nos arredores teria abrigado a família do patriarca.


3. Sechen
Uma das mais antigas cidades do Oriente Médio. Ali, Abraão ergueu um altar para Javé.

Atual Nablus, na Cisjordânia, tem 130 mil habitantes e está sob o controle da Autoridade Nacional Palestina. Ali fica a suposta tumba de José, bisneto de Abraão.

4. Hebron
Abraão passou longas temporadas nessa região. Foi ali que ele e Sara foram enterrados.

A cidade da Cisjordânia é marcada pela tensão permanente entre israelenses e palestinos. Um grupo de cerca de 500 judeus vive ao lado de 160 mil árabes.


5. Tanis

O local mais provável onde Abraão teria vivido no Egito, até ser expulso pelo faraó.

Centro administrativo em 1200 a.C., hoje é um conjunto de ruínas que forma um dos sítios arqueológicos mais importantes do país.

6. Beersheba

Local onde nasceu Isaac e onde ele teria sido circuncidado. Aqui, também, Javé teria ordenado ao pastor que sacrificasse o filho.

A cidade mais importante do deserto de Negev, ao sul de Israel, concentra imigrantes etíopes e russos.


7. Jerusalém

Para os judeus, foi sobre o monte Moriá que Abraão teria oferecido Isaac em sacrifício.

Tanto o monte quanto a rocha do sacrifício estão dentro da mesquita de Omar, em Jesusalém, Israel.

8. Meca


De acordo com a tradição islâmica, Abraão teria viajado até Meca para deixar ali Agar e Ismael. Lá também teria oferecido o filho em sacrifício.

A cidade na Arábia Saudita é local de peregrinação. Ismael e o pai teriam levantado as fundações da Caaba, a construção para onde os muçulmanos se dirigem quando rezam.



Super-homem

Relatos concedem sabedoria infinita ao patriarca
• Intérpretes do Livro dos Jubileus dizem que Abraão dominava a astronomia e a ensinou aos fenícios, que passaram a usá-la para controlar o mar Mediterrâneo.

• De acordo com a tradição oral repetida por várias gerações, o patriarca também teria transmitido aos egípcios seus profundos conhecimentos de matemática.

• Outra área que ele dominaria seria a filosofia. Abraão teria repassado conceitos avançados aos egípcios, que por sua vez os teriam encaminhado aos filósofos gregos.



Um sobrinho problemático

Ló deu trabalho a Abraão

Terá tinha três filhos: Nahor, Haran e Abraão. Depois que Haran morreu, seu filho, Ló, passou a acompanhar o tio caçula. Quando a família voltava do Egito, os dois se desentenderam e o sobrinho ficou com as melhores terras.
Até que uma federação de reinos vinda da Mesopotâmia, liderada pelo rei Chedorlaomer, ocupou a região. Doze anos depois, os moradores do local se rebelaram.
O movimento foi contido e Ló, feito refém. Abraão reuniu seus homens e o resgatou. Mas o sobrinho ainda se envolveria em mais confusão.
 Ele se instalou em Sodoma, onde foi visitado por três anjos. Os habitantes da cidade tentaram invadir a casa e foram contidos pelos seres celestiais.
 Ló fugiu com a família enquanto Javé lançava uma chuva de fogo e enxofre sobre Sodoma e a vizinha Gomorra.
O grupo havia sido orientado pelos anjos a não olhar para trás. Mas a mulher de Ló desobedeceu e foi transformada em estátua de sal.



Saiba mais
LIVROS

Abraão - Uma Jornada ao Coração de Três Religiões, Bruce Feiler, Sextante, 2003
Com linguagem acessível, o autor descreve a vida do patriarca e os locais por onde ele teria passado.
Abraão - A Invenção da Fé, Guy Lafon, Educs, 1998
O texto analisa os pontos em comum das três grandes religiões monoteístas.
Abraham: Sign of Hope for Jews, Christians, and Muslims, Karl-Josef Kuschel, Continuum, 1995
Traz pontos comuns entre judaísmo, cristianismo e islamismo e fala de Abraão como "sinal de esperança".



Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 08 de Fevereiro de 2011, 21:23
Você Sabia?

(http://2.bp.blogspot.com/_g4vmA9mI9lA/TAfoCtyyBjI/AAAAAAAAAD4/XUzGqt1zzDA/s1600/menuscrito_do_mar_morto.jpg)(http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQkVLep60_tmD6-_0CdOXXrNDOfpVKxy9Ijv794aZHDn2NOqAFT)

Mar Morto: fragmentos da fé
Descobertos ao acaso por pastores em 1947, os Manuscritos do Mar Morto fizeram com que judeus e católicos revissem a história de suas religiões. Ainda não totalmente decifrados por pesquisadores, eles estarão, em breve, disponíveis na internet
por Adriana Maximiliano


Desde o século 19, apenas dois grupos de pessoas circulavam pela desértica vizinhança das ruínas de Qumran, a noroeste do mar Morto: arqueólogos e pastores beduínos.
Depois de mais de cinco décadas de exploração, o primeiro grupo de profissionais concluiu que aquela região da Palestina (atualmente em território israelense), chamada de Cidade do Sal na Bíblia, fora um pequeno forte romano. Os outros trabalhadores não se preocupavam com isso.
Estavam sempre de passagem, pastoreando cabras no trajeto entre o rio Jordão e Belém. Costumavam acampar às margens do lago com nome de mar, enquanto os animais matavam a sede em uma das maiores nascentes locais, a cerca de 1 quilômetro das ruínas. Mas foram justamente eles, os pastores beduínos, que fizeram em Qumran a maior descoberta arqueológica do século 20. E tudo por causa de uma cabra desgarrada.

No fim de uma tarde de 1947, o animal subiu os rochedos de Qumran e desapareceu da vista de seu pastor, Juma Muhammed Khalil.
A noite caía e Khalil precisava reunir o rebanho para voltar ao acampamento. Depois de subir cerca de 100 metros em busca da tal cabra, viu dois buracos na pedra. Eram cavernas.
Se o bicho estivesse escondido ali, não seria fácil recuperálo. As aberturas eram estreitas e ficavam nas partes mais acidentadas da montanha. O pastor, então, atirou uma pedra dentro de um dos buracos.

Mas, em vez de um balido, ouviu o barulho de cerâmica se quebrando. Seria um tesouro escondido? Era tarde para descobrir.
 Começava a escurecer, Khalil tinha medo de entrar na caverna, não conseguir mais sair e... a curiosidade mataria um beduíno no deserto da Judéia.
 O melhor era retornar ao acampamento de sua tribo, Taamireh, às margens do mar Morto. E foi exatamente o que ele fez, mas com o plano de voltar no dia seguinte.
 Ao chegar ao acampamento, o muçulmano Khalil contou o que tinha acontecido para seus primos.
 O mais jovem, Muhammed Ahmed el-Hamed, apelidado de “o lobo”, mal conseguiu dormir com a notícia. Passou a noite sonhando acordado com o tesouro. Ao amanhecer, antes que os outros acordassem, El-Hamed seguiu sozinho para os rochedos e encontrou os tais buracos.
Com esforço, entrou por um deles e caiu entre entulhos e estranhos jarros de barro. Ansioso, o pastor vasculhou um por um os jarros.
Alguns estavam vazios, outros continham manuscritos em pergaminho ou pele de animal.
 Nada de ouro ou pedras preciosas.
 Desiludido, levou para o acampamento o que encontrara. Khalil ficou furioso por dois motivos: a traição do primo e o conteúdo pouco promissor dos jarros



TESOURO EM METRO



Analfabetos, os beduínos, que eram jovens (a idade exata é desconhecia), não faziam idéia do que tinham em mãos. Os documentos, que entraram para a história como os Manuscritos do Mar Morto, são o registro mais antigo do Velho Testamento (inteiro, com exceção do Livro de Ester), mil anos mais antigo que a versão conhecida até aqueles dias. Além disso, são uma fonte extraordinária de informação sobre a origem das duas religiões mais influentes do mundo: o judaísmo e o cristianismo. Para completar, ainda influenciam na compreensão do Corão. Apenas um dos manuscritos encontrados pelos muçulmanos mede mais de 7 metros de comprimento.
 É uma cópia do Livro de Isaías, do Velho Testamento, escrita em aramaico e feita de pele de cabra por volta do ano 100 a.C.
Até então, a mais antiga reprodução conhecida da Bíblia Hebraica dos judeus e/ou o Velho Testamento dos cristãos tinha sido escrita na Idade Média.
O conteúdo das peças encontradas nas cavernas estava em perfeito estado de conservação, devido às condições climáticas do lugar e ao jarro de barro, que, pelo formato mais comprido, parecia feito sob medida para guardá-lo.
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(http://apocrifos.vilabol.uol.com.br/qumran3.jpg)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 08 de Fevereiro de 2011, 21:27
Continuação...

Havia também outros seis manuscritos:
o Manual de Disciplina e o Manuscrito da Guerra de uma comunidade judaica, Hinos de Ação de Graças, o Apócrifo de Gênesis, um comentário sobre o Livro de Habacuque e outra cópia do Livro de Isaías.
Os textos canônicos, como os conhecemos, só foram definidos em concílios, séculos depois. Entre os manuscritos, há textos apócrifos, que, na época, eram considerados tão sagrados quanto qualquer livro canônico.
 Ou seja, a Bíblia era muito mais extensa do que é hoje.
 Segundo o Museu de História Natural de San Diego, nos Estados Unidos, que expôs boa parte dos papiros numa mostra que esteve em cartaz na instituição até janeiro de 2008, alguns dos manuscritos sugerem uma forma de judaísmo diferente do praticado hoje, com normas que não teriam sobrevivido à destruição romana do Segundo Templo, em 70 d.C. Revelam um estágio desconhecido na transição das religiões antigas da Bíblia para suas formas na atualidade.

"Foi uma descoberta incrível. Aqueles manuscritos estabelecem uma ligação entra as escrituras hebraicas e as religiões ocidentais que estavam em formação naquela época: o judaísmo rabínico e o cristianismo”, explica o professor de estudos judaicos da Universidade de Nova York e editor dos manuscritos, o americano Lawrence Schiffman.

Os documentos incluem crônicas detalhadas que descrevem como era a vida cotidiana, naquele deserto causticante, dos contemporâneos de Jesus Cristo (que não é mencionado uma vez sequer), possivelmente judeus do grupo dos essênios.
Os Manuscritos do Mar Morto provam, também, que as escrituras hebraicas não mudaram quase nada em seu conteúdo através dos anos.
Apesar de algumas pequenas modificações no jeito de narrar, os fatos são os mesmos.
Ou seja, indicam que o Velho Testamento é um livro escrito há mais de 2 mil anos. Pechincha por relíquias Depois da ocasional descoberta, um ano se passou até a autenticidade dos manuscritos ser comprovada.
 Os pastores beduínos que encontraram os manuscritos enfiaram os documentos numa bolsa e foram tentar vendê-los em Belém.
 A maioria dos comerciantes os dispensou, acreditando que eram recentes e de pouco valor.
Muitos meses e várias tentativas depois, os manuscritos foram separados em dois lotes e finalmente vendidos em Jerusalém para o bispo do Monastério Ortodoxo Sírio de São Marcos, Athanasius Samuel, e para um estudioso da Universidade Hebraica, Eleazar Sukenik. Segundo o Museu de Israel, os dois desembolsaram um total de 25 libras pelas relíquias.

Samuel submeteu o material a especialistas da Escola Americana de Pesquisa Oriental, em Jerusalém, que, em fevereiro de 1948, confirmaram sua autenticidade.
Na década de 50, o bispo se mudou para os Estados Unidos e, por anos, tentou vender os documentos sem sucesso.
 Até que, no dia 1º de junho de 1954, um anúncio publicado pelo religioso no Wall Street Journal fez com que os manuscritos mudassem de mãos.
Foram comprados por 250 mil dólares, por um representante do governo de Israel, que também já havia adquirido os de Sukenik

Nos 15 anos que se seguiram ao parecer técnico da veracidade dos documentos, mais de 200 cavernas foram exploradas na região de Qumran.
 Em 11 delas foram encontrados outros, que, somados aos dos beduínos, dão um total de 930: cópias de quase todos os livros do Velho Testamento (o Livro de Ester continua desaparecido); textos inéditos sobre figuras bíblicas como Noé e Abraão; mapas de tesouros nunca encontrados; poemas; textos sobre astrologia, dias festivos e fases da Lua; e ainda regras e relatos do cotidiano de uma comunidade judaica.
Entre todos eles, apenas 12 estavam inteiros, ou quase em perfeito estado.
Os outros se encontravam em milhares de pedaços, roídos por animais ou desgastados pela ação do tempo.
Segundo especialistas, eles foram escritos com tinta à base de carbono entre o século 3 a.C. e o século 1 d.C., a maioria, em pele de animais (há alguns de papiro e um gravado em cobre).

Os achados abriram uma imensa janela do tempo no deserto da Judéia. "Os manuscritos têm mostrado como sabíamos pouco sobre a literatura judaica do período do Segundo Templo (entre 515 a.C. e 70 d.C.)”, diz o professor e ex-padre espanhol Florentino García Martínez, que fez parte do time de editores dos manuscritos e publicou mais de 20 livros sobre o tema em 40 anos de estudos. "Eles também mudaram nossa maneira de ver a Bíblia Hebraica, que estava na época em processo de formação e ainda não tinha a forma canonical que hoje nos é familiar.
 E, principalmente, os manuscritos têm mostrado a evolução das idéias religiosas e permitido que se entenda melhor a origem do cristianismo", completa Martínez. Entre os textos inéditos, estão os que descrevem cerimônias, narram uma obsessão pela pureza e revelam a expectativa pelo fim do mundo.
 Embora Jesus Cristo não seja mencionado e nenhum texto do Novo Testamento tenha sido encontrado, estudiosos apontaram semelhança entre os hábitos da comunidade judaica descritos nos manuscritos e o cristianismo, religião que ainda estava nascendo: são descritos rituais de batismo, a espera da chegada de um messias e o apocalipse.
(http://1.bp.blogspot.com/_Aid-80a8APU/S0yOmel5MKI/AAAAAAAAAO4/uYOIKIMwvrs/s400/DSC04234.JPG)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 08 de Fevereiro de 2011, 21:32
Continuação...

QUEM ESCREVEU

Desde a década de 50, 98 pesquisadores se dedicaram a editar os manuscritos. Entreveros deram outro título à descoberta, o de maior escândalo acadêmico do século 20. Até hoje, foram publicados 38 volumes oficiais dos manuscritos, num total de 11 984 páginas, e mais de 30 mil livros e artigos sobre o tema.
Mas, 60 anos depois, ninguém sabe ao certo quem os escreveu e por que eles estavam escondidos em Qumran.
 A hipótese mais popular entre pesquisadores é a de que os manuscritos tenham sido redigidos por uma turma de judeus dissidentes dos essênios, que, por sua vez, eram um dos grupos judaicos existentes no início da era cristã.

Como tantos outros judeus da época, inclusive Jesus, os membros da comunidade de Qumran se opunham à aristocracia sacerdotal do templo.
 Viviam um exílio voluntário no deserto, entregavam seus bens para serem divididos entre todos, estudavam as escrituras sagradas e as regras de disciplina de sua própria comunidade, seguiam rituais rígidos de purificação e aguardavam uma batalha entre o bem e o mal — e, claro, já esperavam a chegada de um “messias”.
Essa comunidade tinha núcleos em outras cidades.
Em Qumran, vivia a elite, formada por homens que deixaram a família para trás e optaram pelo isolamento.

Os livros teriam sido escritos por diferentes membros, em diversos lugares, e guardados numa única biblioteca, em Qumran.
Alguns vasos encontrados nas cavernas tinham a palavra yahad (junto, em hebraico), que era como essa comunidade se intitulava nos manuscritos.
 O criador do grupo era chamado de "professor da retidão".
Um grupo inimigo foi citado como "procuradores de elogios" e o chefe deles, o "homem da mentira".
 A denominação "essênio" não aparece nos manuscritos. A tese de que o grupo era formado por eles ou seus dissidentes baseia-se principalmente em um livro do historiador Plínio, o Velho. Ele dizia que havia uma comunidade de essênios no lado oeste do mar Morto.

Essênios ou não, a comunidade de Qumran planejava voltar a Jerusalém, mas, antes que isso fosse possível, o exército romano destruiu a região na Grande Revolta Judaica, por volta do ano 70 d.C. Na iminência da morte, os moradores do lugar teriam escondido os livros nas cavernas, para salvá-los .

A comunidade teria vivido em Qumran entre 125 a.C. e 68 d.C. A presença de mulheres e crianças nunca foi confirmada. Uma exploração arqueológica oficial, entre 1951 e 1956, revelou um cemitério com cerca de 1,2 mil esqueletos, inclusive de mulheres.
 Mas não se sabe se elas faziam parte da comunidade ou se eram nômades do deserto. De qualquer forma, a hipótese de que apenas a elite vivia em Qumran se fortaleceu, já que os esqueletos estavam em covas individuais e, na época, as covas costumavam ser familiares
.(http://www.museuhistoriconacional.com.br/images/mh-e605-02p.jpg)
MANUSCRITOS NA WEB

Todos os sete manuscritos da primeira caverna estão agora reunidos no Santuário do Livro, do Museu de Israel, em Jerusalém, que às vezes os deixa ser exibidos em outros lugares.
 "Recebemos inúmeros pedidos todo mês, mas concordamos poucas vezes.
 Eles são feitos de materiais orgânicos. Precisam de muitos cuidados, como a manutenção em determinada temperatura, evitar a incidência de luz direta e, depois de ficarem expostos por três ou quatro meses, devem descansar por pelo menos um ano", diz o curador do lugar, o argentino Adolfo Roitman. Os demais manuscritos estão espalhados por outras instituições, como o Instituto de Antiguidades de Israel do Museu Rockefeller, a Escola Bíblica Franciscana de Jerusalém, a Biblioteca Nacional de Paris e o Museu Arqueológico da Jordânia.
O interesse pelo tema continua latente e vem ganhando desdobramentos na internet. A Universidade da Califórnia, por exemplo, organizou o Projeto de Visualização de Qumran, no qual recria, na web, o lugar em terceira dimensão. “
Há imagens panorâmicas dos rochedos onde os essênios moravam, do mar Morto e das planícies da Jordânia. Reconstruímos o monastério parede a parede, de acordo com a textura e grossura que cada uma delas tinha”, afirma o fundador do projeto, Robert C. Cargill. Desde 1956, nenhuma outra inscrição apareceu na região de Qumran. Roitman não descarta a possibilidade de ainda haver pedaços dos manuscritos achados nos anos 50 nas mãos de colecionadores, que não permitem seu estudo ou que ignoram seu valor. Dono dos sete primeiros manuscritos encontrados pelos beduínos, o Museu de Israel já publicou o conteúdo de dois deles em seu site na internet, o Livro de Isaías e o Manuscrito do Templo.
“Os outros deverão estar disponíveis nos próximos meses”, diz Roitman. Enquanto isso, o Instituto de Antiguidades de Israel do Museu Rockefeller, em Jerusalém, se dedica a digitalizar pedaços de manuscritos encontrados nas 11 cavernas.
 Com a ajuda de equipamentos especiais e a supervisão de um ex-cientista da Nasa, Greg Bearman, os documentos serão reproduzidos e colocados à disposição do público na internet, para que o mundo tenha chance de estudá-los.
 E, quem sabe, desvendar os mistérios da fé.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 08 de Fevereiro de 2011, 21:38
MONOPÓLIO DAS CAVERNAS
Cercear a pesquisa foi o escândalo acadêmico do século 20

Em 1951, o governo da Jordânia, que então controlava parte do território das cavernas de Qumran, escolheu oito pesquisadores para traduzir e publicar os manuscritos encontrados nas dez últimas cavernas (os achados nas primeiras, vendidos, foram parar em Israel). Quase todos eram padres católicos, Biblilólogos da Escola Bíblica e Arqueológica Francesa. Não havia judeus no grupo. Fragmentados em milhares de pedaços, os manuscritos da Jordânia ficavam no Museu Arqueológico da Palestina, disponíveis apenas para esses pesquisadores.
 Quando um deles morria, outro, eleito pelos demais, herdava seu lugar. O primeiro volume da coleção de manuscritos,
Descobertas no Deserto da Judéia I, foi publicado apenas em 1955, e mais dez anos se passaram até os três volumes seguintes. Antes do lançamento do quinto tomo, houve uma mudança importante.
 A Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967, deu a Israel o controle dos manuscritos do Museu Arqueológico da Palestina, rebatizado como Instituto de Antiguidades de Israel do Museu Rockefeller, de Jerusalém.
 À equipe integraram-se pesquisadores judeus. Mas a demora continuou e a comunidade acadêmica internacional começou a reclamar.
O fato de apenas poucos estudiosos terem acesso aos manuscritos foi chamado de "o escândalo acadêmico do século 20", pelo professor Geza Vermes, da Universidade de Oxford.
Apenas em 1991, a Biblioteca Huntington, na Califórnia, quebrou esse monopólio ao liberar imagens de todos os manuscritos ainda não publicados — 400 textos, dos 500 encomendados.
Israel tinha enviado microfilmes para várias instituições como medida de segurança, caso algo acontecesse aos originais, mas não imaginava que uma delas quebraria o compromisso de sigilo.
O fim do segredo coincidiu com o fim da morosidade. Até 1990, oito volumes haviam sido publicados. Uma nova equipe foi escolhida e publicou 30 volumes até 2001, encerrando o trabalho.
 Em julho deste ano, cerca de 40 pesquisadores de diversas nacionalidades e crenças religiosas participaram de uma conferência no Santuário do Livro, no Museu de Israel, que guarda o Livro de Isaías e outros manuscritos, para comemorar as seis décadas da descoberta do tesouro.
Muitos fizeram parte da equipe editora dos manuscritos e dedicaram toda a vida acadêmica a estudá-los, como o ex-padre espanhol Florentino García Martínez. “Temos agora todo material de que precisamos para trabalhar: concordâncias, dicionários, boa edição e tradução e comentários de muitos estudiosos.
Mas o trabalho de interpretação, de extrair dos manuscritos toda a informação que eles contêm, está apenas começando.”

CRÔNICAS DA VIDA NO DESERTO
Documentos revelam regras de higiene e valores éticos comunitários

Escritos em hebraico, aramaico e grego, os Manuscritos do Mar Morto são divididos em três grupos: textos bíblicos e comentários de textos bíblicos; textos apócrifos; e literatura de Qumran.
 Essa divisão não havia na época, porque apenas séculos depois concílios da Igreja definiriam quais eram os textos canônicos (bíblicos), criados por inspiração de Deus. Os escritos por autores sagrados, mas sem inspiração divina, foram chamados apócrifos pela Igreja. Entre os 930 manuscritos, há 225 cópias de livros da Bíblia.
Veja abaixo trechos de alguns manuscritos.

DO FILHO DE DEUS
Nesse manuscrito, as expressões "filho de Deus" e "filho do Altíssimo" são usadas para denominar um futuro salvador divino. São os mesmos termos adotados pelo anjo Gabriel, na "anunciação" de Jesus Cristo a Maria.

O MANUSCRITO DE COBRE
Feito de um material valorizado na época, esse manuscrito diz: "Sou único e minha mensagem é tão valiosa quanto o metal do qual fui feito". Nele, há indicações de 64 tesouros, que, no entanto, nunca foram encontrados.

O MANUSCRITO DA GUERRA
Descreve a batalha dos dias finais, entre os "filhos da luz" e os "filhos das trevas". Detalha armamentos, a bênção a ser dita no momento da vitória e a cerimônia de Ação de Graças.

PEDAGOGIA TRÁGICA
Os manuscritos prevêem castigos severos: "Se um homem tem uma criança rebelde e teimosa, que não obedece ao pai ou à mãe e não ouve quando eles o disciplinam, deixe seu pai e sua mãe segurá-lo no portão de casa e chame os mais velhos da cidade. Os pais devem dizer: 'Esta criança é teimosa e rebelde, não nos obedece, é um bêbado glutão'. Então, todos os homens da cidade devem apedrejá-la até a morte. Assim, você removerá o demônio de seu meio e todas as crianças de Israel vão ouvir e ter medo".

LIMPEZA CONTAGIOSA
Além de dois banhos diários obrigatórios, os membros da comunidade deviam mergulhar em uma piscina toda vez que defecassem. Como a piscina era abastecida pelas chuvas, escassas no deserto, a água ficava parada por meses. Resultado: 6% dos homens de Qumran atingiam 40 anos, em comparação a 40% em Jerusalém.

PUREZA AO COMER
Os membros da comunidade comiam em silêncio e em tigelas individuais (para não espalhar doenças).

ESTIGMA
Os chamados leprosos não podiam entrar em Jerusalém, em Qumran ou em qualquer lugar onde houvesse comida limpa. Se o fizesse sem querer, deveria ofertar um animal. Se entrasse deliberadamente, seria amaldiçoado.

SACRIFÍCIO DE ANIMAIS
Um animal grávido não podia ser sacrificado no mesmo dia do feto.

DEVO, NÃO NEGO
"Se você deve a alguém, pague rapidamente. Nunca troque seu espírito sagrado por nenhuma quantia de dinheiro. Se alguém deixar algo de valor com você, não toque, para que você não se queime e seu corpo não seja consumido pelo fogo."

(http://peregrinacultural.files.wordpress.com/2010/10/alfred-lakos-czechoslovakia-b1870-1961-osm-rabino-lendo175x-245cm.jpg)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Fevereiro de 2011, 21:53
Você Sabia Que...
...Nem sempre foi preciso um padre para casar?
por Leandro Narloch

(http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQ2cAn7N0uhK5wSsvNbgDJTjvFT76G3crUR6Sp0GiKsNStuNxYk)

Até o século 16, bastavam os noivos.
Os nobres eram casados pelos reis, mas para o povão bastava que os padres anotassem os nomes dos pombinhos e de duas ou três testemunhas.

 Foi durante o Concílio de Trento (1545-1563) e da chamada Contra-Reforma que a Igreja Católica, pressionada pelas críticas dos protestantes, criaram a cerimônia.

No Brasil era o contrário. Até 1889, quem queria casar era obrigado a fazer isso na igreja, diante do padre.
O casamento civil só foi criado com a proclamação da República
.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Fevereiro de 2011, 21:56
Você sabia?

Os dentes do ofício: a evolução do trabalho dos dentistas
Eles já recomendaram bochechos com xixi e foram especialistas em cortar cabelos - mas salvaram nossa pele ao inventar a anestesia. Conheça a milenar (e assustadora) saga dos dentistas

por Mariana Sgarioni

(http://cervejacomogros.com.br/wp-content/uploads/2010/11/dentista.gif)


Deitado, de boca aberta há vários minutos, o homem não pára de suar frio. Na luta para lhe extrair um den­te do siso, o dentista apóia os cotovelos no peito do paciente. O sangue jorra até que, enfim, o dente sai na ponta do alicate – o temido boticão. Esta cena aconteceu há mais de 2 mil anos. Mas pode também ter acontecido agora há pouco, em um consultório perto da sua casa. “O cirurgião deve agarrar firmemente a cabeça do paciente entre seus joelhos e aplicar um boticão robusto, extraindo o molar verticalmente, para que não se quebre”, escreveu Albucassis, cirurgião árabe do século 5. É lógico que hoje contamos com novas tecnologias – a começar pela anestesia –, mas o método e os instrumentos para esse tipo de intervenção não mudaram tanto assim. Deve ser por isso que, quando se fala em dentista, muita gente sente um certo incômodo (para não dizer pânico).

Embora nosso imaginário sugira outra coisa, os dentistas estão bem longe de serem torturadores sádicos. Foram eles que batalharam, por exemplo, para inventar a anestesia, que nos livra de dores muito piores que as de dente. Tiveram ainda uma importante participação na pesquisa de medicamentos e cuidados que contribuíram muito para a evolução do saneamento e da saúde pública. Entretanto, é verdade que, apesar de ter se estabelecido em cima de sólidos preceitos científicos, a história da odontologia passa por alguns momentos horripilantes. Prepare-se para conhecê-la melhor a partir de agora. E pensar sobre isso quando estiver sentado numa sala de espera, lendo uma revista velha e ouvindo Ray Conniff, enquanto aguarda por mais uma sessão daquele famigerado tratamento de canal.

Grandes arrancadas

Há tempos os dentes nos causam dor de cabeça (e de dente, lógico). Pesquisadores da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, descobriram que, na África, uma bactéria causadora de cáries já infestava a boca de seres humanos há 100 mil anos. Os cuidados com os dentes também parecem ser bastante antigos – e podem não ter sido exclusividade da nossa espécie. Em setembro deste ano, paleontólogos espanhóis divulgaram a descoberta, na região de Madri, de dois molares neandertais com mais de 60 mil anos. Eles traziam marcas aparentemente causadas por gravetos de madeira, o que indica que esses hominídeos (que acabaram extintos) gostavam de palitar – ou “escovar” – os dentes.

Os mais antigos relatos conhecidos sobre problemas com os dentes têm cerca de 5 mil anos. Eles dizem que as cáries seriam causadas por “vermes” e foram encontrados em tabletes de argila sumérios feitos na Mesopotâmia, a planície situada entre os rios Tigre e Eufrates (no atual Iraque). Na mesma região, foram achadas peças de limpeza dentária, como palitos feitos de metal trabalhado, que teriam sido elaboradas por volta de 3500 a.C. Demoraria um bocado, entretanto, para que alguém achasse necessário formar profissionais especializados em odontologia.

Os primeiros dentistas de que se tem notícia eram médicos. O mais antigo deles foi o egípcio Hesi-Re, que viveu há cerca de 4500 anos. Ele era conhecido como o “maior médico que tratava dos dentes” – modo como foi eternizado em hieróglifos. Parece que a especialidade de Hesi-Re e seus contemporâneos era a extração – é o que indicam os crânios banguelas daquela época que foram encontrados. O que não faltava era trabalho: os egípcios sofriam de uma grande variedade de enfermidades dentais, causadas por falta de higiene e por sua alimentação. A farinha usada no pão, base da dieta egípcia, vinha carregada de grãos de areia. O mesmo acontecia com os vegetais, que eram cultivados em solo arenoso e não eram lavados adequadamente. O hábito involuntário de mastigar areia causava um desgaste enorme nos dentes, além de inúmeros abcessos na boca.

Papiros catalogados na Universidade de Leipzig, na Alemanha, registram diversos tratamentos egípcios para doenças bucais. Para o dente que “corrói as partes altas da carne”, um deles recomenda “amassar uma pasta e aplicar sobre o dente uma parte de cominho, uma parte de incenso e uma parte de cebola” – imagine só o resultado. Já para os abcessos, o tratamento dos egípcios era feito com furos na gengiva, que aliviavam a pressão das bolas de pus que se formavam no local.

Na Grécia antiga, os hábitos de higiene bucal eram um pouco mais parecidos com os nossos. Diocles de Caristo, médico que viveu no século 4 a.C., aconselhava: “A cada manhã deveis esfregar vossas gengivas e dentes com os dedos desnudos e com menta finamente pulverizada, por dentro e por fora, e em seguida deveis retirar todas as partículas de alimento aderidas”. Já os romanos, influenciados pela cultura grega, usavam pós dentifrícios – parentes distantes dos cremes dentais – feitos à base de ossos, cascas de ovos e conchas de ostra. A escovação também foi defendida por ninguém menos que Maomé. No Oriente Médio do século 7, o fundador do islamismo orientava seus seguidores a usarem o siwak – o precursor da escova de dentes, feito de um ramo de árvore cuja madeira contém bicarbonato de sódio.

A principal contribuição dos muçulmanos para a odontologia foi dada por Avicena, que viveu entre 980 e 1037. Um dos médicos mais respeitados do Oriente Médio, ele lançou princípios que chegaram à Europa e se tornaram a base do tratamento dentário medieval. O principal deles se refere a fraturas de mandíbula: Avicena recomendava a aplicação de uma bandagem de fixação em torno do queixo, cabeça e pescoço, além de uma pequena tábua ao longo dos dentes.


Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Fevereiro de 2011, 22:03
Continuação...

Barbeiragens dentárias

(http://1.bp.blogspot.com/__AAFrVW4U4M/TO5IEfo9njI/AAAAAAAAAQk/TAkiL-9I1c8/s1600/Instrumentos_criados_por_Pierre_Fauchard.jpg)

Na Idade Média, os responsáveis por exercer a medicina eram os monges católicos.
A coisa mudou de figura a partir de 1163, quando a Igreja os proibiu de realizar qualquer tipo de procedimento cirúrgico – incluindo os tratamentos dentários.
Essas tarefas sobraram então para os barbeiros.
 Mas por quê? Em primeiro lugar, é bom dizer que os barbeiros medievais não cuidavam apenas de pêlos.
De tanto ir aos mosteiros fazer a barba e tosar os cabelos dos monges, os barbeiros acabavam aprendendo um pouco de medicina com eles.
Tornaram-se, com o tempo, auxiliares cirúrgicos dos monges, especializando-se nos diversos tipos de intervenção que os sacerdotes não podiam mais fazer. Tiravam pedras da bexiga, abriam abscessos, praticavam sangrias e, é claro, extraíam dentes. Com o passar dos anos e o afrouxamento da linha dura da Igreja, os monges puderam fazer cirurgias de novo. Mas os barbeiros tinham se tornado arrancadores de dentes tão bons nisso que alguns médicos encaminhavam a eles os pacientes que precisavam de ajuda odontológica.

O aumento de prestígio dos cirurgiões-barbeiros, como passaram a ser chamados, começou a causar confusão dentro da medicina.
 Em 1540, o rei Henrique VIII, da Inglaterra, publicou um estatuto para a Real Comunidade dos Cirurgiões-Barbeiros, delimitando as áreas de atuação dos barbeiros e dos médicos. As extrações dentárias ficaram permitidas aos dois grupos.
Até o século 18, a maior parte dos barbeiros seguiu oferecendo serviços dentários aos seus clientes.
 E a odontologia continuou sendo exercida de forma um tanto mambembe, por profissionais muitas vezes inaptos. Alguns, por exemplo, costumavam armar tendas em mercados e feiras livres – assistir às manipulações bucais feitas pelos barbeiros era uma das diversões preferidas dos passantes.

Enfim, uma ciência

O hábito de ter dentes arrancados em praça pública começou a mudar na época em que o francês Pierre Fauchard escreveu O Cirurgião Dentista. Publicado em 1728, o livro foi um marco na história da odontologia.
 “Aperfeiçoei e também inventei várias peças artificiais para a substituição dos dentes e para remediar sua perda completa, ainda que em prejuízo do meu próprio interesse”, escreveu, anunciando a invenção de pivôs e dentaduras – e achando que as soluções duradouras iriam diminuir sua clientela.
Foi a partir do trabalho de Fauchard que a odontologia foi separada da medicina (e da barbearia).

Além de ter sido pioneiro nas próteses, Fauchard dotou o gabinete de dentista de cadeira apropriada (antes os tratamentos eram, em geral, feitos no chão) e defendeu a odontologia preventiva.
Algumas das receitas eram bizarras: Fauchard mandava, por exemplo, enxaguar a boca de manhã com várias colheradas da própria urina. Apesar disso, foi reverenciado por seus sucessores.
 “Considerando as circunstâncias em que viveu, Fauchard merece ser lembrado como um ilustre pioneiro e fundador da ciência odontológica. Se sua prática era tosca, isso se deveu aos tempos”, disse certa vez o dentista americano Chaplin Harris, que em 1840 fundou a primeira escola de odontologia do mundo, o Baltimore College of Dental Surgery, nos Estados Unidos.

Pouco depois que Harris fundou sua faculdade, um dentista americano deu uma contribuição decisiva para minimizar o sofrimento dos pacientes. Em 1844, o jovem Horace Wells resolveu fazer uma experiência em si mesmo: inalou óxido nitroso – ou “gás hilariante” – antes de um colega lhe extrair um dente.
O gás havia sido descoberto em 1776 pelo cientista inglês Joseph Priestley, que provara sua capacidade de acalmar as dores físicas e provocar uma sensação agradável. Sob efeito do gás, Wells não sentiu dor alguma.
 E virou uma celebridade instantânea.

A fama de Wells, entretanto, durou pouco mais de um mês. Numa demonstração de extração dentária com óxido nitroso, feita diante de um grupo de cirur­giões da Universidade Harvard, o paciente sentiu uma dor danada.
Tudo porque Wells retirou o gás antes do tempo. A banca examinadora não perdoou e ele acabou caindo em descrédito.
Nesse meio-tempo, quem se deu bem foi William Thomas Green Morton, aluno de Wells que, aconselhado pelo químico Charles Jackson, substituiu o óxido nitroso por éter.
 Depois de fazer testes em animais e em si mesmo, extraiu um dente de um paciente com absoluto sucesso – ou seja, sem um só grito de dor.

Wells, Morton e Jackson se engalfinharam para provar quem tinha sido o inventor da anestesia. Em 1848, Wells acabou se suicidando de desgosto.
Só seis anos depois é que um congresso da Associação Médica Americana resolveu bater o martelo e disse que o descobrimento da anestesia tinha sido obra do “recém-desaparecido Horace Wells”. Morton e Jackson morreram na miséria.

Após a controvertida invenção da anestesia, os dentistas ainda ajudaram muito no avanço das ciências da saúde – aperfeiçoando a radiografia, por exemplo.
Mas nem por isso os pacientes sorriem de gratidão quando pensam nos tratamentos odontológicos. Há cerca de dez anos, a Revista de Odontologia da Universidade de São Paulo fez uma pesquisa para saber que tipo de emoção estava associada ao ato de ir ao dentista.
Descobriram que duas das principais eram... o medo e a dor. Se você também treme só de pensar no barulho infernal do motorzinho, pelo menos agora já sabe que, antes, tudo era ainda pior
.

(http://www.omelhordobairro.com.br/sumare-centro/userfiles/image/Cirurgi%C3%A3o%20Dentista.gif)

 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Fevereiro de 2011, 22:08
Você sabia?

(http://freakshow.blogtv.uol.com.br/img/Image/Freakshow/2008/Setembro/dentista.jpg)

Para limpar, extrair ou disfarçar
Veja os antepassados de quatro marcos da odontologia


Boticão

Com a aparência de um alicate, serve para extrair fragmentos ósseos e dentes. Na Grécia foram encontrados fórceps dentários datados de cerca de 5 a.C.

Dentadura

A mais antiga prótese removível feita para substituir dentes foi encontrada no Japão. De madeira, ela pertenceu à sacerdotisa budista Nakaoka Tei, que viveu no século 16. A dentadura teria sido feita pela própria dona, uma habilidosa artesã. Cerca de 120 antigas próteses japonesas semelhantes a essa já foram achadas.

Pivô

É um dente artificial fixado à raiz por meio de um pino metálico. Até o século 19, muitas dessas próteses não eram sintéticas, mas ossos e dentes tirados de animais e – isso mesmo – de cadáveres humanos.

Escova de dentes
Maomé, no século 7, orientava os muçulmanos a usar o siwak, um galho com a ponta desfiada, para limpar a boca. Já a primeira escova de dentes moderna foi criada pelos ingleses no século 17. O cabo era feito de osso, com perfurações em que eram amarradas cerdas feitas de pêlo de porco.

 
Doutores da alegria
Homens que ajudaram a construir um mundo com menos banguelas

Albucassis (936-1013)

Cirurgião árabe nascido em Córdoba, deixou um grande legado para a odontologia. Foi o primeiro a descobrir, por exemplo, que as inflamações da gengiva tinham a ver com enfermidades dos dentes.

Guy de Chauliac (1300-1368)

O francês foi um dos mais importantes nomes da cirurgia medieval. Em seu livro Inventorium, ele analisou a anatomia dos dentes e elaborou uma longa relação das doenças de que eles são vítimas.

Pierre Fauchard (1678-1761)

Considerado o pai da odontologia moderna, o francês sintetizou tudo o que se sabia no Ocidente sobre o assunto no livro O Cirurgião Dentista. Recomendava cuidados preventivos com os dentes.

ChapLin Harris (1806-1860)

Um dos principais responsáveis pela criação da primeira escola de odontologia do mundo, em 1840, da primeira Associação Nacional de Dentistas e da primeira revista científica reconhecida da área – tudo nos Estados Unidos.

Horace Wells (1815-1848)
Americano, é considerado o inventor da anestesia por ter sido o primeiro a usar o óxido nitroso (ou gás hilariante) para eliminar as dores de um paciente em um procedimento odontológico.

 
No país de Tiradentes
Ele foi nosso mais célebre cirurgião-barbeiro

Até 1884, quando surgiram faculdades de Odontologia no Rio de Janeiro e na Bahia, os cuidados com os dentes dos brasileiros eram bastante precários. Assim como na Europa medieval, quem dava conta do recado por aqui eram os cirurgiões-barbeiros. A partir de 1782, uma lei obrigava os barbeiros que queriam cuidar de dentes a tirar uma licença especial conferida pelo “cirurgião-mor” (quem não a possuísse poderia ser preso). O mais conhecido de nossos práticos da odontologia foi o mineiro Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Apesar de ter ficado mais famoso por sua atuação política que por sua habilidade com a boca alheia, ele era considerado um bom dentista – ofício que aprendeu com seu padrinho, Sebastião Ferreira Leitão. O frei Raymundo de Pennaforte, que conhecia Tiradentes, disse que ele tirava dentes “com a mais sutil ligeireza e ornava a boca de novos dentes, feitos por ele mesmo, que pareciam naturais”. Ou seja: apesar de seu apelido, nosso mártir da Inconfidência também era bom em colocar dentes (eitos de materiais como ossos esculpidos). Para completar sua profissão, Tiradentes provavelmente também fazia barba, cabelo e bigode – na cela em que ele esteve antes de ser enforcado, foram encontradas duas navalhas e um espelho.

(http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/outubro/imagens/dentista.jpg)

Saiba mais

LIVRO

História da Odontologia, Malvin E. Ring, Manole, 1998
Com ricas ilustrações e baseada em um rigoroso trabalho de pesquisa, a obra conta a saga da odontologia desde os mais remotos tempos
.


 
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: MAROCHA em 18 de Fevereiro de 2011, 22:24
  O Patriarca da Fé ! Que linda história ! Abraão e o monoteismo e sua prevalência

   no mundo ! Historiadores, pesquisadores buscam incansavelmente provas da existência

  do grande patriarca e não encontram, e daí...a saga de Abraão é tão pujante, profunda e

  atravessará séculos e séculos que insignificante se torna essa busca!!!! A história dele é

  simplesmente indelével ! Estará sempre no coração e mentes de todos !!!!!

           Abraços Helena e boa noite !

       Marocha
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Fevereiro de 2011, 22:33
Olá, Marocha!
Obrigada pelo retorno.
Moveram o tópico, meu amigo. Não entendi a razão.
Talvez não queiram que os jovens conheçam a cultura antiga...
 Talvez... não entendi, Marocha, mas paro por aqui.

Obrigada pelo carinho,
Helena
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: MAROCHA em 20 de Fevereiro de 2011, 17:51
                        Amiga Helena , dar uma ajudinha no tópico ! hehehe


                       Para quem gosta de cultura...  Vamos  lá !!

                                 Um  grande abraço !
                                     
                                    Marocha



Democracias de mentirinha 

Levantamento estima que 41 países fazem eleições, mas são ditaduras
por Fábio Marton

Oficialmente, só duas nações do mundo admitem que não são democráticas. Uma delas é a Arábia Saudita, que é uma monarquia absolutista, e a outra é Mianmar, governada por uma ditadura assumida. Todos os demais países dizem que seus cidadãos são livres para se expressar, e isso inclui a China, a Síria, o Irã, o Paquistão... e o Zimbábue. O caso deste país africano é exemplar. Em março, Robert Mugabe, que controla o governo desde 1980, perdeu o primeiro turno das eleições locais para Morgan Tsvangirai. Mas, por meio de intimidação, Mugabe fez com que Tsvangirai desistisse de disputar o segundo turno. Em junho, Mugabe foi reeleito com 85,5% dos votos.

Por causa de exemplos como esse, não é recomendável levar em conta a opinião dos países a respeito de si mesmos. Mas existem entidades que fazem levantamentos independentes sobre o assunto. Uma das mais respeitadas é a ONG Freedom House, fundada em 1941 por Eleanor Roosevelt (1884-1962), esposa do presidente americano Franklin Roosevelt (1882-1945). No mais recente relatório do grupo, deste ano, 43 países são considerados “não-livres” (sendo que 41 deles fazem eleições, e Mianmar promete as suas para 2010), 60 são “parcialmente livres” e 90, “livres”. O Brasil era parcialmente livre desde a anistia política de 1979, e só se tornou livre em 2002, quando as eleições presidenciais provaram que temos alternância de poder.

De toda forma, não deixa de surpreender que as ditaduras se digam democráticas. Esse é um sinal de que os regimes abertos estão na moda, e isso é novidade. Aristóteles (384-322 a.C.) a definia como uma forma degenerada de república. No século 20, os fascistas diziam que ela era um jeito de as pessoas medíocres oprimirem o “grande homem”. E os marxistas tratavam o regime democrático como armação burguesa. Agora, como diz Marco Antônio Villa, historiador da Universidade Federal de São Carlos, “ao menos como idéia, a democracia é vitoriosa”.

Cale-se!
Os endereços da mordaça

O mapa-múndi da liberdade e a situação de alguns países onde ela não existe

Cuba

Com a transmissão do comando de Fidel para seu irmão Raúl Castro, o único país considerado não-livre da América Latina avançou em direção à democracia. Mas o país ainda não permite a realização de greves, o funcionamento de sindicatos autônomos e as mudanças de endereço dos cidadãos.

Irã

O país tem um intrincado sistema político que mistura lei islâmica e eleições multipartidárias, em que o cargo maior não é o de presidente, mas de “líder supremo”, que não é escolhido pelo voto popular, e sim por um grupo de clérigos eleitos. Na prática, o sistema torna quase impossível a vida política da oposição.

Autoridade Nacional Palestina

A entidade, que é o embrião de um futuro Estado palestino, realizou eleições em 2004. O presidente escolhido foi Mahmoud Abbas, do grupo Fatah. Em 2006, o Hamas ficou com 74 dos 132 cargos legislativos, o que deu início a uma pequena guerra civil.

Rússia

Desde 1999, quando Vladimir Putin assumiu o poder, o país anda para trás em matéria de liberdade. Em 2008, a Rússia recebeu sua pior classificação desde 1989, quando ainda estava no regime soviético. Em maio, Putin elegeu seu sucessor e se transformou em primeiro-ministro.

China
A chamada “democracia com características chinesas” é um regime de partido único que não permite imprensa livre, censura a internet, proíbe manifestações e prende adversários. De quebra, a onda de bonança econômica significou uma grande chance de corrupção para a burocracia local.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Fevereiro de 2011, 12:20
Oi, Marocha! Muito boa sua contribuição!!
Obrigada por participar, amigo!! ;D

Carinhos,
Helena
(http://lh4.ggpht.com/mabyadourado/SHjN7wdQ3SI/AAAAAAAAFS4/CIKTa2XKF6Q/s800/naumequecerfeliz1.gif)
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Você sabia?

A moda de ir à praia começou como recomendação médica
Para se livrar de um carrapato, o rei dom João VI inaugurou o costume no Brasil

por Álvaro Silva

(http://www.hotellagoaemar.com.br/fotos/praia2_gde.jpg)

Até 1810 ninguém tomava banho de mar no Brasil. Mulher nenhuma se esticava na areia de biquíni fio dental até torrar como um camarão. Não tinha futebol ainda e muito menos futebol de areia. Não tinha surf, nem rodinhas de banhistas descansando sob guarda-sóis. Ninguém considerava costumeiro nem civilizado lagartear na areia até 1810. Mas, naquele ano, o rei dom João VI faria um mergulho na Praia do Caju, hoje um lugar degradado na zona portuária do Rio de Janeiro. O monarca estava com a perna infeccionada por causa de um carrapato e seguia orientações médicas. Sem querer, ele inaugurou o costume que hoje lota as praias de banhistas e vendedores de queijo coalho.

Na França e na Grã-Bretanha, distintas senhoras já tomavam seus banhos para curar doenças físicas e até psíquicas. As teorias sobre o benefício do banho de mar eram a última palavra na medicina da Europa. E foi lá que os desesperados médicos de dom João foram buscar a receita para curar o rei que vivia no Brasil havia dois anos.

A idéia de que a água – sobretudo a água salgada do Canal da Mancha – era um santo remédio veio de uma teoria do médico e religioso inglês John Floyer nos primeiros anos do século 18. Além de criticar a igreja por modernizar a cerimônia do batismo (que virara um mero espirro de gotas na testa), o doutor Floyer acreditava que o mar tinha poderes milagrosos até para paralíticos. Sua obra inaugural, a História do Banho Frio, foi publicada em dois volumes, em 1701 e 1702. Mas a corrida às praias na Europa começou mesmo meio século mais tarde, em 1749, quando outro inglês, o doutor Richard Frewin, descreveu a primeira cura por banho de mar.

Sessenta anos depois, havia no Velho Continente uma enxurrada de publicações de métodos para o tratamento marinho. Os médicos de dom João decidiram tentar. E a receita deu certo: o monarca curou-se. Com o sucesso, os banhos atraíram a corte portuguesa alojada no país. Logo surgiram as primeiras casas de banhos terapêuticos, que ofereciam aos banhistas piscinas com água do mar e locais para se trocar e guardar as roupas. Em um anúncio de 2 de dezembro de 1811, do jornal A Gazeta do Rio de Janeiro, uma casa de banho oferecia seus serviços por 320 réis, o dobro do preço de um ingresso do Circo Olímpico, o principal da cidade

Do barril ao topless
Pegar praia dava cadeia até a década de 20

Barril inaugural

O traje de banho usado em 1810 por dom João VI não era nada convencional nem mesmo para a época. O rei de Portugal tinha medo dos caranguejos e só aceitou entrar na água dentro de um barril. O recipiente que lhe serviu de roupa tinha o fundo tapado. Na lateral havia um pequeno buraco, por onde a água entrava. Conforme as exigências do monarca, apenas suas pernas podiam ser molhadas.

É Proibido Ver

A preocupação do governo e dos banhistas com a falta de pudor nas praias era enorme. Inicialmente, as senhoras banhavam-se de madrugada, para não serem vistas. Contra os moleques que as importunavam, as casas de banho colocavam em suas paredes avisos como este: “É expressamente proibido fazer furos nestas cabines à verruma ou pena, os encontrados nessa prática devendo ser entregues à ação da polícia”.

Hora do banho

Em 1917, o prefeito carioca Amaro de Brito regulamentou os horários de praia. De 1º de abril a 30 de novembro, podia-se entrar na água das 6h às 9h e das 16h às 19h. No verão, das 5h às 8h e das 17h às 19h. Quem fosse pego em outros horários era punido com multa ou cinco dias de cadeia.

Olha o maiô aí

A liberdade de freqüentar a praia sem a perseguição da polícia começou com os esportes aquáticos. Em 1880, aconteceram as primeiras regatas, por influência inglesa. A primeira mulher a vestir um maiô de peça inteira, colado ao corpo, foi a campeã olímpica Annette Kellerman, na Olimpíada de Estocolmo, em 1912.

Jânio e o biquíni

Em 1946, o francês Louis Reard chocou o mundo ao mostrar dançarinas de cabaré com o umbigo à mostra, vestidas apenas com a sua invenção, o biquíni. Quinze anos depois, a polêmica chegou ao Brasil: o biquíni foi proibido nas praias nacionais pelo pacote moralista do presidente Jânio Quadros, que vetou também corridas de cavalo, rinhas de galo e o lança-perfume. Mas a moda já tinha pego por aqui fazia tempo.

Topless na cadeia
Em 1964, a novidade foi o monoquíni (ou “topless”), que foi criticado pela Igreja mas apoiado por Roberto Carlos em músicas como “Eu sou fã do monoquíni”. Apesar do lobby do rei, o traje ainda é polêmica. Em 2000, depois de tirar a parte de cima do biquíni na praia do Recreio, a carioca Rosimeri Costa foi presa por 20 policiais.

Até 1860, as praias serviam de lixão
Em vez de guarda-sóis, urubus, lixo, excrementos e cádaveres
Álvaro Silva

Quando os membros da Corte aderiram à atitude de ir às praias cariocas, grande parte da areia das grandes cidades funcionava como lixão. Cheias de lodo, carcaças de bichos e rodeadas de urubus, as praias também recebiam os barris carregados pelos escravos com os excrementos das casas da cidade. Mais que isso: os mesmos negros, depois de mortos, tinham seus corpos lançados à maré ou mal enterrados na areia fofa. “Praia queria dizer então imundície”, escreveu Gilberto Freyre em Sobrados e Mucambos. Esse costume durou até 1860, quando o Estado começou a se preocupar com o assunto. Naquele ano, os primeiros canais de esgoto foram construídos nas principais praias da Capital. Sugeridas por médicos e engenheiros sanitaristas, as inovações eram espelhadas em projetos da França, que resolvera seu problema de saneamento um século antes.
A situação horrenda das praias da Lapa e de Santa Luzia (hoje regiões aterradas no centro do Rio de Janeiro), incompatível com a moda dos banhos de mar, obrigou o governo a desenvolver as vias de transporte para praias mais distantes e limpas. Em 1906 foi inaugurado o Túnel Novo, que abriria caminho para os banhos – e os edifícios – em Copacabana. Salvador e Recife seguiriam o mesmo caminho. Nas velhas cidades do norte, a moda do banho mudaria a geografia urbana. A elite, dona dos grandes sobrados, antes instalados nas margens dos rios ou em regiões centrais, migraria para a beira-mar, obrigando o governo a investir no saneamento das praias. 
.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 27 de Junho de 2011, 19:44
Você Sabia?

(http://guiadoestudante.abril.com.br/imagem/preview_diplomacia_home.jpg)

A grande conspiração de dom Pedro 1º
Os bastidores do plano de dominação mais ambicioso do imperador: transformar a América do Sul em uma série de monarquias fiéis a ele por PEDRO IVO DUBRA | 21/06/2011 19h 09

Se Julian Assange, o criador do Wikileaks, vivesse nos tempos do Império do Brasil, dom Pedro 1º e dois poderosos diplomatas ficariam em maus lençóis perante os nossos vizinhos. Em 21 e 23 de abril de 1830, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (o atual Itamaraty), que aconselhava dom Pedro em política externa, elaborou instruções secretas para uma missão especial do marquês de Santo Amaro.

O nobre deveria rumar a Londres e Paris, onde defenderia a invasão das repúblicas latino-americanas por forças europeias e sua transformação em monarquias. Monarquias aliadas, de preferência satélites do Império Brasileiro.

Essa história, com requintes de grandiosidade, começou pelo mais prosaico dos motivos: o moral de dom Pedro andava baixo. O homem que havia rompido com Portugal em 1822 e fundado a única monarquia das Américas era agora visto como um déspota "pouco brasileiro", mais preocupado com a sucessão lusitana - aberta com a morte de dom João 6º, em 1826 - do que com os problemas do Brasil. Ainda em 1823, ele havia fechado a Assembleia Constituinte por não considerar a Constituição proposta pelos parlamentares "digna do Brasil e dele próprio". No ano seguinte, haveria de impor sua própria versão. Também não pegou bem a revelação de que a independência havia custado aos cofres brasileiros 2 milhões de libras, entregues a Portugal como indenização.

Para piorar, o Império havia gastado horrores numa guerra contra as Províncias Unidas do Rio da Prata (um dos embriões da República Argentina) -, que acabou na perda da Província Cisplatina, atual Uruguai. Além dos motivos políticos e econômicos, o imperador atraiu a antipatia do povão ao iniciar um caso com a marquesa de Santos, o que humilhara a benquista imperatriz Leopoldina, morta em 1826.

As instruções diplomáticas secretas transpiram esse contexto de popularidade em queda e crescente isolamento de um governante que viria logo a abdicar. O baiano Miguel Calmon Du Pin e Almeida, ministro dos negócios estrangeiros do Império e futuro marquês de Abrantes, tinha a tarefa de enviar um diplomata ao outro lado do Atlântico para buscar apoio de seus pares europeus em assuntos considerados urgentes. E o representante imperial não era um subordinado qualquer. O sexagenário José Egídio Álvares de Almeida fora feito barão de Santo Amaro por dom João 6º em 1818 e receberia depois os títulos de visconde (1824) e marquês (1826) de Pedro 1º. "Para os padrões da época, ele já era bem velhinho em 1830. Provavelmente pegou dom Pedro no colo", diz, brincando, o diplomata Eugênio Vargas Garcia. Ele é o autor do livro Diplomacia Brasileira e Política Externa: Documentos Históricos 1493-2008, que recupera, entre acordos comerciais e tratados de delimitação de fronteiras, o registro escrito desse episódio.

Santo Amaro foi incumbido de fazer lobby para pôr dona Maria da Glória, filha de dom Pedro 1º, no trono português, em que dom Miguel, irmão mais novo do imperador, sentava-se desde 1828. Na bagagem, levaria mais uma missão. Em 1829, a Espanha tentara inutilmente reconquistar o México. O nobre deveria dizer que andara ouvindo falar de intenções europeias de pacificar a velha América espanhola, assolada por guerras civis, que atrapalhavam o comércio, sobretudo na estratégica região do rio da Prata. Passaria então a insinuar que a instabilidade tinha nome: república. Aquele regime sem rei seria uma fonte de baderna por natureza. Dom Pedro I e seus diplomatas tinham descoberto o remate dos males: transformar em monarquias as repúblicas vizinhas.

A ideia é que os vizinhos permanecessem pulverizados, pois o Império temia um reino rival de grande extensão. Para isso, daria o pretexto de ser impossível ignorar o orgulho nacional, já latente entre as populações. Assim, continuariam existindo um Peru, uma Colômbia, uma Bolívia... Menos a Cisplatina, a ser reanexada ao Brasil.

Na impossibilidade de retomar a província, a solução era estabelecer ali um grão-ducado ou principado independente do controle dos argentinos. E quem seriam as cabeças coroadas das novas monarquias? Santo Amaro sugeriria príncipes da casa de Bourbon, família que reinava na França e na Espanha. Para estreitar perpetuamente os laços de amizade entre as nações, os jovens mancebos desposariam as filhas do próprio dom Pedro 1º.

Contraídos tais matrimônios, finalmente reinaria a paz na América. Tudo parecia encaixar-se perfeitamente, não fosse um detalhe: o Império, que propunha o plano, não possuía verba para as intervenções. Santo Amaro deveria, portanto, ter também jogo de cintura para propor que as cortes europeias preparassem suas tropas para começar a emplacar as realezas por estas bandas.

MISSÃO IMPOSSÍVEL
Passados 52 dias de viagem, Santo Amaro aportou em Brest, França, para uma tarefa que terminou não sendo cumprida. Para início de conversa, o rei inglês George 6º acabara de morrer. Numa Londres em compasso de espera, Santo Amaro teve dificuldades de apresentar suas credenciais diplomáticas. Para dificultar, o novo soberano, William 6º, faria um reinado mais liberal do que o de seu irmão mais velho. Os ingleses até apreciavam que o Brasil fosse uma monarquia - isso representava um contrapeso ao republicanismo continental, encabeçado pelos Estados Unidos. Mas eles preferiam deixar cada país livre para escolher o seu regime (e continuar comprando produtos da Inglaterra, claro).

Quanto aos franceses, 1830 seria marcado pela Revolução de Julho, quando o povo armou barricadas que destronariam Carlos 10, um Bourbon de pendores absolutistas, e abririam alas para Luís Filipe de Orléans, tão menos reacionário que foi chamado de Rei Cidadão.

Como não havia clima para encaixar um assunto como o intervencionismo nas distantes ex-colônias espanholas, Santo Amaro se focou apenas na sucessão portuguesa. Ao menos essa missão teve um final feliz: após dois anos de guerra civil, dona Maria da Glória se tornou rainha de Portugal, em 1834. Mas essa é outra história. Em fins de 1830, o novo ministro dos negócios estrangeiros, Francisco Carneiro de Campos, comunicou o fim da missão de Santo Amaro. dDom Pedro 1º e Santo Amaro não viveram para ver a revelação em praça pública de suas secretas intrigas. Miguel Calmon du Pin e Almeida, porém, só morreria em 1865 e testemunharia o “vazamento” do documento. Foi em 11 de julho de 1845, quando o diplomata argentino Manuel Moreno conseguiu uma cópia e a estampou no jornal Gaceta Mercantil, de Buenos Aires.

A divulgação serviu para mostrar que o Império não era um vizinho muito confiável. Para Garcia, o documento é um exemplo de má diplomacia, principalmente por se tratar de um delírio. Mas ele desnuda outros problemas também: "O documento se insere na tradição da época: intervencionismo, intriga palaciana, cálculo de interesses pessoais em detrimento da defesa do interesse nacional..." Isso soa familiar para você? Pois é: a história realmente se repete. E mais ainda quando se trata de farsas.

MARQUÊS DE SANTO AMARO
O baiano José Egídio Álvares de Almeida (1767-1832) foi secretário do gabinete do príncipe regente dom João. Coincidência: eles nasceram no mesmo ano. Ocupou o cargo de embaixador em Londres e Paris e foi um dos dez conselheiros que formularam a Constituição de 1824, imposta por dom Pedro 1o.

MARQUÊS DE ABRANTES
Também nascido em Santo Amaro, Miguel Calmon du Pin e Almeida (1796-1865) foi deputado na Assembleia Constituinte de 1823, ministro da fazenda e dos negócios estrangeiros e até presidente da Imperial Academia de Música. Dom Pedro 2o faria dele visconde (1841)  e marquês (1854) de Abrantes.

VERSÃO ORIGINAL
O plano era casar filhas de dom Pedro com os nobres da família Bourbon que ele colocaria no poder na América do Sul: "V. Exa. não hesitará em dar sua opinião a favor daqueles membros de augusta família de Bourbon. (...) S. M. Imperial [Dom Pedro I] deseja que V. Exa. faça desde logo aberturas de casamento ou esponsais [noivados] entre eles [príncipes] e as princesas do Brasil.

MUNDO EM TRANSE

Tudo o que a Europa não queria em 1830 era mais sarna para se coçar. Veja o que acontecia na época.
Paris    - A França vive a Revolução de Julho. Sai Carlos 10 e entra Luís Filipe de Orléans, o Rei Cidadão.
Varsóvia -   Militares poloneses se revoltam contra o Império Russo, mas a rebelião é sufocada no ano seguinte
Bruxelas -   Uma revolução leva ao estabelecimento do reino da Bélgica, independente dos Países Baixos.
Montevidéu -   Independente do Brasil desde 1828, o Uruguai adota sua primeira Constituição.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 27 de Junho de 2011, 21:21
As grandes fraudes da Ciência
Ego, ganância e pilantragem levaram até nomes consagrados a cometer maracutaias em seus estudos e suas teorias

por ÁLVARO OPPERMANN

(http://guiadoestudante.abril.com.br/imagem/fraude_ciencia.jpg)

Em 1856, nos fundos do Mosteiro de São Tomás, na cidadezinha de Brünn, na Alemanha, espraiavam-se 2 hectares de jardins, hortas e pomares pertencentes à Ordem Agostiniana. Ali o monge Gregório plantava ervilheiras com dedicação e cuidado desmesurados. Zeloso, ralhava quando outro monge, desavisado, escarafunchava nos seus canteiros. Todos diziam que Gregório era brilhante, apesar de um pouco introspectivo - e quiçá excêntrico. Tantos melindres tinham uma razão oculta. Os canteiros eram um experimento científico.

Entre 1856 e 1863, o monge cultivou e testou mais de 29 mil mudas de ervilha. Do cruzamento delas, descobriu a existência de regras para a hereditariedade. Ou seja, existiam nos seres vivos "unidades hereditárias" (que hoje chamamos de genes) de caráter dominante ou recessivo. Tais regras explicavam por quê, do cruzamento, algumas ervilhas nasciam amarelas e lisas e outras nasciam verdes e rugosas. O humilde Gregório - nome de ordenação monástica do austríaco Johann von Mendel - passou à posteridade como Gregor Mendel, o pai da genética moderna.

Sua monografia Versuche über Pflanzen-hybriden (Ensaios sobre a Hibridação das Plantas), de 1865, foi pouco lida na época. Gregório morreu na obscuridade, em 1884. Em 1900, seu trabalho foi redescoberto pelos cientistas Hugo de Vries, Carl Erich Correns e Erich von Tschermak. E o monge virou monstro da ciência. Hoje, o mosteiro no qual viveu parte da vida virou o Museu Mendel. É a maior atração turística de Brünn, hoje Brno, na República Tcheca.

É uma história e tanto. Mas ela pode não ser totalmente verdadeira. Em 1911, o matemático e estatístico inglês Ronald Aylmer Fisher levantou a hipótese de que Mendel manipulou seus dados. Apesar de ter anotado o resultado de milhares de cruzamentos de plantas, o monge só utilizou em sua monografia um número insignificante deles. "É curioso que os resultados de Mendel se encontrem, sem exceção, dentro dos limites do erro provável", disse Fisher numa conferência na Universidade de Cambridge. Na vida real, a obtenção de dados tão redondos é dificílima, giraria em torno de 16 para 1. Talvez o monge fosse muito sortudo ou então (e aqui a coisa se complica) "ele tenha descartado de forma inconsciente as plantas duvidosas", disse Fisher.

O caso faz parte de uma das faces menos edificantes da ciência: a das imposturas. Mais de um pesquisador sério e respeitado - e estamos falando de gente graúda, como Isaac Newton e Charles Darwin (veja os quadros) - plagiou, omitiu e arredondou dados, falsificou e manipulou provas ou inventou casos para sustentar suas teorias. Nem sempre fizeram isso de má-fé. "É no mínimo improvável que Mendel tivesse intenção de manipular seus dados", diz o historiador Federico di Trocchio, autor de Le Bugie della Scienza (As Mentiras da Ciência, inédito no Brasil). "Sua pesquisa não é de maneira nenhuma fruto de erros ou falsificações. Ainda é um monumento científico."

A história das fraudes científicas é antiga. Segundo Pablo Schulz e Issa Katime, respectivamente professores da Universidade Nacional do Sul (Argentina) e da Universidade do País Vasco (Espanha), ela começou já na Antiguidade, com o astrônomo e matemático Cláudio Ptolomeu (90-168). Para criar seu sistema geocêntrico, Ptolomeu usou os cálculos do cientista Hiparco de Rodes. Até aí, nenhum problema.

Malandramente, porém, Ptolomeu tomou os cálculos como seus. "A diferença de latitude entre Alexandria (cidade onde Ptolomeu morava) e Rodes, de 5 graus, deu a chave para saber a procedência das observações", apontaram Schulz e Katime. O aspecto do céu estrelado varia de acordo com a latitude - a descrição reivindicada por Ptolomeu não poderia ter sido feita em Alexandria, mas em Rodes. Em 1830, o cientista e matemático inglês Charles Babbage queixava-se de que a comunidade científica inglesa "tinha-se corrompido pela indolência e pelo favoritismo". Alertava que esse ambiente era o fermento ideal para a fraude.

Para o historiador Horace Freeland Judson, a conduta fraudulenta é fruto de "teias de cumplicidade" dentro da comunidade científica. Segundo ele, esse jogo costuma tomar quatro formas: a síndrome do prodígio, a arrogância do poder, a loucura a dois e a sedução ao mentor. A mais comum é a primeira. "O perpetrador é quase sempre charmoso e convincente, além de ambicioso", diz Judson em The Great Betrayal: Fraud in Science (A Grande Traição: Fraude na Ciência, inédito em português). Vamos ver alguns casos.

Sapo pintado

Um dos exemplos mais ilustres de "síndrome do prodígio" é o do biólogo Paul Kammerer (1880-1926). Em Viena, no início do século 20, Kammerer era um biólogo em ascensão meteórica. Ex-músico, virtuose do violino, em 1909 divulgou uma pesquisa na qual provava que os sapos de vida terrestre adquiriam características anatômicas de sapos aquáticos quando eram obrigados a copular na água.

Diante de uma plateia maravilhada na Academia de Ciências de Viena, demonstrou que os sapos terrestres ganhavam com o tempo "cerdas copuladoras" - calosidades nas patas e antebraços que facilitavam a transa aquática. Kammerer apresentou um sapo com as tais cerdas com uma coloração negra. O mais impressionante, dizia ele, é que, depois de adquirida, a característica anatômica passava aos genes da prole. Foi sensação imediata. Era uma "prova" do lamarckismo, contra a Teoria da Evolução.

Contudo, Kammerer não permitia exames no sapo, mantido no Instituto de Investigação Biológica de Viena. Quase duas décadas depois, um biólogo americano, G. K. Noble, conseguiu furar o bloqueio, entrou no instituto e examinou o animal. Descobriu que as famosas cerdas eram falsificações grosseiras, feitas com tinta nanquim. No outono de 1926, Noble expôs a farsa na revista Nature. Humilhado, Kammerer fugiu de Viena. Seu corpo foi encontrado algumas semanas depois numa floresta nos Alpes. Enforcara-se numa árvore.

Embriões falsos

O engodo torna-se mais difícil de detectar quando o perpetrador é um figurão (é a arrogância do poder mencionada por Judson). Parece ser o caso do alemão Ernst von Haeckel. Naturalista renomado e criador do termo "ecologia", Haeckel foi autor, em 1874, de uma série de desenhos de embriões de vertebrados - peixes, galinhas, seres humanos - que mostravam similaridades marcantes em seus primeiros estágios.

Segundo ele, seria a prova de um ancestral comum, ponto essencial à teoria da evolução das espécies de Darwin. Os desenhos estavam errados. Não havia esse estágio inicial. No entanto, a descoberta - feita em 1997 pelo embriologista inglês Michael Richardson - foi tardia: por um século os desenhos serviram de base aos manuais de biologia.

Picareta soviético

O geneticista ucraniano Trofim Lysenko (1898-1976) teve ascensão vertiginosa na hierarquia soviética a partir de 1927. Protegido de Stálin, ajudou a demonizar a genética ocidental, considerada burguesa. "Muitos cientistas que lhe fizeram oposição foram demitidos, exilados e até executados durante o período", escreveu a cientista russa Valerie Soyfer em Lysenko and the Tragedy of Soviet Science (Lysenko e a Tragédia da Ciência Soviética, 1994, inédito no Brasil). Lysenko desenvolveu uma teoria chamada "desenvolvimento fásico".

As sementes, ao serem tratadas com intenso calor e umidade, aumentariam sua capacidade de germinação. Nonsense. Fraudando dados, convenceu Stálin a bancar sua teoria com o argumento de que ela permitiria uma colheita adicional de trigo no inverno. Nada disso se confirmou. A agricultura soviética - de baixíssima produtividade - continuou patinando.

Plágio

Em 1953, na Universidade de Cambridge, o britânico Francis Crick e o americano James Watson ganharam notoriedade mundial ao descobrir a estrutura do DNA, em forma de dupla hélice. Quando publicaram a descoberta na revista Nature, não deram crédito à colega de departamento Rosalind Franklin. Sem as fotografias do DNA, feitas por Rosalind por difração de raios X, não teriam feito a descoberta. É o que conta o autor Robert Wright na matéria Molecular Biologists Watson & Crick, publicada na revista Time em 1999. Rosalind não teve a quem recorrer.

Um caso de plágio sacudiu o Brasil. Em 2008, um grupo da Universidade de São Paulo (USP), liderado por Andreimar Soares, publicou um trabalho sobre a efetividade de uma substância isolada da jararaca no combate à dengue. No texto, foram reproduzidas, sem citação, imagens de outros estudos, feitos em 2003 e 2006 na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Andreimar foi demitido da USP. A responsável pelas imagens, Carolina Dalaqua Sant’Ana, teve o título de doutorado cassado.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 27 de Junho de 2011, 21:22
Continuação

Ciência e negócios

Até o início do século 20, o principal motor da fraude foi a busca de fama e prestígio. Hoje há também o dinheiro. Na Segunda Guerra, o governo americano criou o Office of Research and Development, órgão de fomento à ciência e tecnologia para a produção em massa de antibióticos (e para a produção da bomba atômica) - e a ciência se tornou um negócio lucrativo. Em 2005, nos EUA, segundo a Association of University Technology Managers, pesquisadores receberam 42,3 bilhões de dólares em fundos de pesquisa.

Do total, 3 bilhões de dólares vieram da indústria. Mas isso tem um preço: agências governamentais e empresas exigem resultados práticos, de curto prazo. E a tentação à fraude aumenta. Em 1999, um artigo da American Medical Association (Associação Médica Americana) mostrou que estudos de drogas de combate ao câncer feitos por institutos sem fins lucrativos costumavam dar resultados negativos oito vezes mais frequentes que os financiados por empresas farmacêuticas. Como escreveu o jornalista americano Ron Schachter na revista University Business, "a pressão por resultados positivos coloca os cientistas num dilema, entre a missão científica e a satisfação do cliente".


O HOMEM DE PILTDOWN

Meio homem, meio orangotango, e completamente fraudulento

Em 18 de dezembro de 1912, o arqueólogo Charles Dawson e o geólogo Arthur Smith apresentaram a suposta maior descoberta arqueológica da história: o crânio de Piltdown, o "elo perdido" entre o Homo sapiens e nossos ancestrais primatas. Ele fora encontrado em 1908 por um operário no lugarejo de Piltdown, perto de Sussex, na Inglaterra. Faziam parte dos achados: um crânio parcial, um dente solto e uma mandíbula com dentes.

Em 1953, o dentista T. A. Marston provou que o crânio era uma fraude. Testes de flúor mostraram que os dentes pertenciam a um orangotango e o crânio a um ser humano. Até hoje não se sabe quem foi o autor da fraude. Muitos apostam em Dawson. Um candidato forte na lista de suspeitos era o teólogo e filósofo jesuíta Teilhard de Chardin. Também paleontólogo e conhecido por seu senso de humor, ele estava em Piltdown entre 1908 e 1909.

AS MARIPOSAS SALPICADAS
Entre 1850 e 1950, na Inglaterra, as mariposas salpicadas, da espécie Biston betularia, tornaram-se mais escuras. No início do século 19, eram clarinhas. Com o tempo, foram ficando negras, com manchas brancas. A explicação foi dada pelo biólogo Bernard Kettlewell: um expediente evolucionário de proteção por mimetismo. Na Inglaterra poluída do século 19, os troncos das árvores ficavam enegrecidos pela fuligem do carvão das chaminés. As mariposas, escurecidas, ficavam camufladas e não eram vistas pelas aves, seu predador.

Provou a tese em 1955, soltando mariposas brancas e negras junto a troncos de árvores em florestas. Como previsto, os pássaros se alimentaram mais dos insetos brancos nas regiões poluídas e dos negros em regiões de natureza. As mariposas que se deram mal eram as que se destacavam mais no ambiente. Em 1980, porém, um detalhe que passou despercebido finalmente saltou aos olhos dos pesquisadores: mariposas não vivem em troncos de árvore. A pesquisa era fajuta desde o ponto de partida.

GÊMEOS: MÓRBIDA SEMELHANÇA

Quando dois irmãos gêmeos univitelinos são separados e criados por famílias distintas esse fato influi em seu QI? É uma velha questão. Nos anos 1940 e 50, o psicólogo inglês Cyril Burt (1883-1971) promoveu estudos com gêmeos e chegou à resposta: fazia diferença, sim. A afirmação agradou. Parecia um argumento a favor da rígida estrutura social britânica. Cyril ganhou o título nobiliárquico britânico de sir. Mas a verdade é que a questão continua em aberto. O estudo era fraudulento. Burt inventara 53 pares de gêmeos para embasar suas ideias. Pior: inventou seus dois assistentes, criando, inclusive, currículos e identidades fictícias para os copesquisadores. Mas o velho Burt levou o segredo para o túmulo. A falcatrua só veio à tona em 1974, três anos depois de sua morte.

RATINHOS PINTADOS

Em 1973, o cirurgião e imunologista William T. Summerlin, do Hospital Sloan-Kettering, nos EUA, teve uma ideia genial para resolver o problema da rejeição de tecidos em transplantes. Receitou fazer um cultivo da pele do paciente misturada com a pele a ser enxertada. Para provar sua teoria, Summerlin realizou um "transplante" de pele experimental: um rato branco ganhou uma pelugem cinzenta tirada de uma ratazana. A notícia ganhou os jornais em 1973. Porém, ao não conseguir repetir a experiência, o doutor levantou suspeitas. Em março de 1974, foi criada uma comissão para investigar suas práticas. Na noite de 27 de março, um dos membros da comissão descobriu o segredo de Summerlin: pegou-o em flagrante no laboratório maquiando um ratinho branco com pintas negras, feitas com um singelo pincel atômico.

OS TRÊS PATETAS

No século 21, três pesquisadores personificaram a infâmia científica. Em 2004, na Coreia do Sul, o veterinário Hwang Woo-suk anunciou a produção bem-sucedida dos primeiros embriões humanos clonados, dos quais, de quebra, se poderiam extrair células-tronco. Virou herói nacional. O inferno astral de Woo-suk começou em 2005: foi acusado de coagir as mulheres de sua equipe científica a doar óvulos.

Depois, descobriu-se que as suas pesquisas eram pura fraude. Woo-suk saiu algemado do laboratório. Nos EUA, o físico Jan Hendrik Schön, pesquisador do Bell Labs, e o químico nuclear Victor Ninov, do Lawrence Berkeley National Laboratory, aprontaram estripulias tão graves que obrigaram a American Physical Society (Sociedade dos Físicos Americanos) a adotar um código de ética mais rígido. Schön falsificou mais de 20 artigos acadêmicos. Ninov forjou evidências que provariam a criação do elemento químico 118, o mais pesado da tabela periódica, chamado ununoctium (ununócio). Os dados eram falsos. Ninov perdeu o emprego. E o elemento 118 foi demitido.

ATÉ TU, FREUD?

As escorregadas éticas dos monstros da ciência

Os melhores pesquisadores também cometeram pecadilhos. Sir Isaac Newton (1643-1727), Charles Darwin (1809-1882) e Sigmund Freud (1856-1939) que o digam. "Os casos clínicos de Freud estão repletos de mistificações", diz o historiador da ciência Horace Freeland Judson. Um dos casos mais espetaculares de cura psicanalítica, do qual Freud gabava-se particularmente, era o do paciente Sergei Pankeev, um aristocrata russo que padecia de depressão severa.

O caso foi descrito no livro Uma Neurose Infantil e Outros Trabalhos, de 1918. Porém Pankeev nunca foi curado. Depois de receber alta do pai da psicanálise, foi internado diversas vezes em hospitais psiquiátricos nas décadas seguintes. Nos anos 1970, pouco antes de falecer, confidenciou à jornalista austríaca Karin Obholzer: "Eu estou hoje no mesmo estado de quando me tratava com Freud".

Isaac Newton, ao calcular a velocidade do som, não conseguiu explicar uma discrepância de 10% entre a sua teoria e o comportamento do som na prática.

Arrogante e perfeccionista, Newton fez uma série de ajustes para adequar a realidade à sua teoria. Darwin também fez das suas. Segundo Judson, uma série de fotografias de seu livro A Expressão das Emoções nos Homens e nos Animais (1872) foram encenadas para reforçar o elo emocional de diferentes espécies. //


SAIBA MAIS

Livros

Las Mentiras de la Ciencia, Federico di Trocchio, Alianza Editorial, 1995.

Anatomía del Fraude Científico, Horace Freeland Judfson, Editorial Critica, 2006

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 27 de Junho de 2011, 21:47
Você  Sabia?!

QUANDO HITLER ENCONTRA BIN LADEN -
A vida louca dos cadáveres indesejados

(http://guiadoestudante.abril.com.br/imagem/hitler-historia.jpg)

O líder da Al Qaeda foi lançado ao mar pelos americanos. Surpreendente? Nem um pouco. Desaparecer com o corpo de um inimigo que pode criar problemas depois de morto, como o führer, é comum desde a Roma antiga

por VINÍCIUS CHEROBINO | 23/05/2011 16h24

O cemitério de Père Lachaise fica no fim da avenue de la République e é atração turística em Paris. Ali repousam os corpos de celebridades, como Balzac, Oscar Wilde, Chopin, Maria Callas, Isadora Duncan, Allan Kardec... Mas é o túmulo de Jim Morrison, da banda The Doors, o que assusta as autoridades parisienses. Morto em 1971, aos 27 anos, Morrison se tornou uma espécie de mártir de sua geração - teria sido mesmo uma overdose ou foi uma conspiração da CIA para eliminar agitadores como ele, Jimi Hendrix, Janis Joplin e Brian Jones?

Sua tumba virou ponto de peregrinação, culto e vandalismo. No início de maio, quando os americanos lançaram o corpo de Osama bin Laden no mar, cortaram pela raiz a chance de seus seguidores também terem um local para pranteá-lo, para transformar em destino de peregrinação e para manter como foco de propagação de suas ideias. Se a cova de um roqueiro tinha esse poder, do que seria capaz o túmulo de um líder terrorista?

Em geral, quando não se teme mais o inimigo derrotado, os vencedores costumam exibir seu corpo como troféu. Aquiles fez isso na Guerra de Troia, ao arrastar o corpo de Heitor - uma reação natural quando você derrota alguém que o combate há muito tempo. "Provavelmente, muitos nos Estados Unidos gostariam que Barack Obama tivesse prendido o abatido Bin Laden a um carro e o arrastasse pelo empoeirado Afeganistão", afirmou o articulista Jacinto Antón, no jornal espanhol El País. "Desonrar e mutilar o líder inimigo caído, converter seu crânio em taça, cortar uma mão ou o cabelo tem sido habitual na história." O problema é quando o inimigo continua perigoso mesmo depois de morto. Nesse caso, a melhor estratégia é sumir com o corpo o quanto antes - foi assim que Roma agiu quando eliminou o general cartaginês Aníbal e Cleópatra.

No século 20, não haveria corpo mais perigoso que o de Adolf Hitler. Ele não ofereceu a oportunidade de ser preso pelos soviéticos (não queria virar troféu dos Aliados). Depois de almoçar, às 15h30 do dia 30 de abril de 1945, seguiu para seu quarto e encontrou a amante Eva Braun (com quem se casara na véspera). Ouviu-se um tiro. Sentado no sofá, Hitler estava ao lado de Eva - ela teria tomado cianureto.

Funcionários leais ao ditador seguiram sua recomendação escrita e tentaram cremar os cadáveres com petróleo numa cratera ao lado do bunker. A história foi confirmada por Traudl Junge, secretária de Hitler, e Rochus Misch, seu guarda-costas. O Exército Vermelho interrogou os sobreviventes e partiu em busca do corpo do führer. Dois dias depois, encontrou o que sobrou da cremação de Hitler e Eva.

Os vencedores, diferentemente do que Hitler temia, não o queriam como troféu - sabiam de seu poder mesmo depois de morto. Por isso, o material foi recolhido e enterrado na cidade de Maddeburg, na antiga Alemanha Oriental, em local conhecido por poucas autoridades. Josef Stálin, em pessoa, deu ordem para que tudo que dissesse respeito aos restos de Hitler fosse transformado em segredo de Estado. O bunker foi destruído em 1947. Ao longo dos anos, temendo que o segredo vazasse e atraísse nazistas em peregrinação, os soviéticos mudaram a tumba várias vezes, até 1970.

O general Vasily Khristoforov, arquivista-chefe do Serviço de Segurança Federal da Rússia, órgão que sucedeu a KGB depois do fim do comunismo, disse recentemente à agência Interfax que documentos da KGB comprovam a ordem de autoridades soviéticas para que os corpos encontrados no bunker fossem destruídos. Agentes teriam feito uma fogueira com o material e só pararam quando tudo virou cinzas, jogadas no rio Shoenebeck. Guardaram-se apenas uma parte de um crânio com um buraco de bala, que acreditava-se ser de Hitler, e um pedaço de mandíbula.

Assistentes do dentista do führer, presos pelos soviéticos, teriam confirmado que a arcada dentária era mesmo do nazista. Aqui o mistério aumenta. O pronunciamento de Khristoforov aconteceu meses depois de cientistas americanos descobrirem que o tal crânio furado pertencia a uma mulher anônima de menos de 40 anos. Análises de DNA, feitas na Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, confirmaram que a única evidência física do suicídio de Hitler não pertencia ao ditador. "Hitler se tornou paradigma quando se fala em algoz. Nesse contexto, ele e Bin Laden se tornam dignos de comparação", diz Ana Maria Dietrich, professora da Universidade Federal do ABC, em São Paulo.

Outro inimigo dos Estados Unidos, Che Guevara (veja ao lado), que prometia criar "um, dois, três, muitos Vietnãs", foi morto em 1967 na Bolívia e teve as mãos decepadas - para identificação por peritos forenses e para esconder sua identidade depois de enterrado. O jornalista americano Jon Lee Anderson, da revista The New Yorker, descobriu o local da cova coletiva onde estaria o corpo de Che, perto de um campo de aviação, ao entrevistar um militar boliviano reformado, em 1995. Os restos mortais foram levados para Havana e atraem milhares de cubanos e turistas estrangeiros ao seu mausoléu. "Com o enterro no mar de Bin Laden, os Estados Unidos supostamente trataram de evitar uma longa e interminável saga de 'onde ele está enterrado?'", escreveu Anderson.

Corpos anônimos

A POLÍTICA DE SUMIR COM O ADVERSÁRIO

CHE GUEVARA
Che Guevara, um dos líderes da revolução cubana, foi morto por militares na Bolívia em 1967, diante de um agente da CIA. As mãos foram cortadas e enviadas para os EUA e ele acabou numa vala comum. Em 1997, depois que se descobriu o paradeiro do corpo, foi repatriado para Cuba, onde ocorreu uma grande celebração. Seu túmulo é ponto de visitação, mas não há a certeza absoluta de que o corpo seja mesmo do argentino.

OLIVER CROMWELL
O militar que derrubou o rei Carlos I e instaurou uma república na Grã-Bretanha, entre 1653 e 1658, morreu de malária - ou foi envenenado. A partir de 1660, com a restauração da monarquia inglesa, Cromwell foi desenterrado para ser "executado postumamente". Uma corrente de historiadores defende que o corpo foi jogado antes no Tâmisa por seus partidários (para não ser vilipendiado).

BENITO MUSSOLINI
O ditador fascista foi fuzilado ao lado da amante por integrantes da resistência nas cercanias do lago. Como, em 1945, quando tentava fugir do país. Seu corpo ficou pendurado de cabeça para baixo por vários dias em Milão e só foi devolvido à família em 1957 (que o enterrou em Predappio, no norte da Itália). Antes, porém, foi roubado por fascistas de uma cova anônima. Sem saber o que fazer com o cadáver, o entregaram a um padre depois de alguns dias.

COMANDANTES  NAZISTAS
Os nazistas condenados à morte pelo Tribunal de Nuremberg, ao fim da Segunda Guerra, tiveram os corpos incinerados e jogados no rio Issar. O corpo de Adolf Eichmann, preso por um comando judeu na Argentina e julgado em Israel, foi lançado ao mar. Rudolf Hess, um dos últimos líderes nazistas a morrer (em 1987), teve o corpo devolvido à família sob a condição de que fosse enterrado em segredo.


Saiba Mais
LIVRO
Martyrdom in Islam, David Cook, Cambridge University Press, 2007
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 27 de Junho de 2011, 22:00
Você Sabia?

A Praga de Kafka
Cidade moldou a vida e a obra do escritor

(http://www.dw-world.de/image/0,,5820630_1,00.jpg)

A obra de Franz Kafka muito provavelmente não seria a mesma se o escritor não tivesse nascido em Praga, no fim do século 19. E talvez a cidade não atraísse tanta atenção hoje não fosse pela visibilidade que ele e sua obra trouxeram para a cultura tcheca do século 20.

Kafka viveu pouco (morreu um mês antes de completar 41 anos), mas escreveu o suficiente para se tornar um marco na literatura mundial. Sua escrita foi influenciada pela política totalitária e por vezes repressora imposta pelo Império Austro-Húngaro sobre os tchecos.

A decadência do Império e a consequente formação da Tchecoslovásquia, no fim da Primeira Guerra Mundial, favoreceram um período de ebulição cultural que estimulou novos escritores - Kafka entre eles. Apesar de ter se associado a intelectuais influentes, ele só seria reconhecido como um grande autor após a morte. E mesmo assim a contragosto, já que, em carta deixada ao amigo e escritor Max Brod, seu incentivador de primeira hora, pedia que os originais de trabalhos inéditos fossem queimados. Brod publicou-os todos.

1. Primeiro endereço

Kafka nasceu em 3 de julho de 1883 numa casa construída no início do século 18 para abrigar monges beneditinos da Igreja de São Nicholas. No século 19, depois que o monastério foi fechado, a construção passou a ser ocupada por famílias judias - entre elas, os Kafka.

2. Homenagem

A primeira casa foi destruída por um incêndio em 1897, restando apenas o portão principal e uma sacada. Um edifício neobarroco foi construído no lugar. A prefeitura batizou a esquina com o nome do escritor. A námesti (praça, em tcheco) Franze Kafky fica a poucos metros da praça da Cidade Antiga, a mais tradicional de Praga.

3. Casa Sixt

Kafka morou parte da infância no número 2 da Celétna, na época uma rua de comércio elegante. O endereço ficou conhecido como Casa Sixt por ter pertencido ao aristocrata Sixt Von Ottersdorf. Em seus mais de 800 anos, abrigou nomes importantes, como a mártir Ludmilla, avó de são Venceslau, padroeiro da República Tcheca.

4. O palácio

No imponente Palácio Kinsky, na praça da Cidade Antiga, ficava a Escola Secundária Humanística Alemã, que Kafka frequentou por oito anos, a partir de 1893. Era uma das mais rigorosas da cidade (apesar das boas notas, ele odiava estudar). No mesmo prédio, ficava a loja do pai, Hermann. Hoje há no local uma livraria especializada na obra de Kafka.

5. O filho retorna

Em 1913, quando Kafka já havia saído de casa, seus pais se mudaram para a belíssima Oppelt House, voltada para a praça da Cidade Antiga. Anos depois, debilitado pela tuberculose, o escritor voltaria para a casa dos pais. Na Segunda Guerra Mundial, parte do edifício foi destruído e o último andar, onde moravam os Kafkas, teve de ser demolido.

6. A praça

A Staromestské námesti (praça da Cidade Antiga ou Velha) é a principal de Praga. Foi fundada no século 12, quando ali funcionavam feiras populares. Para lá convergiam as ruas em que Kafka morou, estudou e trabalhou grande parte da vida. Certa vez ele disse que sua existência se organizava dentro daquelas quatro linhas, referindo-se aos limites da praça.

7. Doutor

O escritor estudou na Universidade Charles, a mais antiga da Europa Central, fundada em 1348. No início do século 20, ela era dividida em dois campi: um para os tchecos e um para os alemães. Kafka frequentava o departamento de direito do segundo, na rua do Mercado das Frutas. Após uma bateria de provas estressante, ele obteve o título de doutor em 1906.

8. A ponte

O imperador Carlos IV ordenou a substituição da modesta ponte Judith, destruída por blocos de gelo no início do século 14, pela nova ponte Carlos. Apesar de ser judeu, Kafka homenageou os 30 santos que ornam a ponte em poema de 1903: "Santos de pedra sagrada, a luz fraca sobre eles. As nuvens no céu cinza passam por igrejas com torres que desaparecem".

9. Obra monumental

O romance não terminado "O Castelo" foi publicado anos depois da morte de Kafka. Nele, o narrador K chega a uma vila onde cada ato é controlado pelas autoridades que moram num misterioso castelo. É inevitável estabelecer uma relação entre a história e o Castelo de Praga, um dos maiores do mundo
.

(http://static.blogo.it/viajandaun/Praga1mudada.jpg)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Julho de 2011, 13:10
Você sabia?

Como foi a inspiração para os nomes de alguns estados brasileiros

Acre
A origem é incerta, já que o estado foi muito visitado por colonzadores espanhóis, portugueses, franceses e ingleses

Alagoas

Como eram terras repletas de lagoas (Mundaú, Manguaba, Tororó, Nova Lunga e Jacobina) os portugueses nomearam a região de "As Lagoas"

Amapá
Uma árvore popular entre o povo arauque.

Amazonas

Colonizadores europeus apelidaram as índias guerreiras da amazonas, personagens da mitologia grega. O estado acabou herdando seu nome.

Bahia
Em referência à baía de Todos os Santos.

Brasília
Uma homenagem ao país inteiro.

Ceará
O estado herdou o nome da antiga capitania Siará, cuja origem é incerta.
Espírito Santo
Refere-se à descida do Espírito Santo no domingo de Pentecostes.

Goiás
Recebeu o nome de uma tribo índigena local e amigável, Goiaz.

Maranhão
O nome surgiu do rio Amazonas. Ele era chamado de "Marañon" pelos espanhóis, que queriam dizer que o rio não era um mar (mar/não).

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul
O nome é literal e se refere ao mato alto e extenso encontrado pelos bandeirantes. A divisão do estado ocorreu em em 1977.

Minas Gerais

Veio da exploração mineral na região.

Pará
Era chamada de Feliz Luzitânia pelos europeus, mas predominou o nome indígena - pára (rio) - que corresponde ao rio Amazonas.

Paraíba
O estado ganhou o nome do rio Paraíba - uma junção de pára (rio) com aib (ruim), ou seja, rio impróprio para a navegação.

Paraná
Vem do tupi "parana", que significa rio como o mar.

Pernambuco
Deriva do tupi-guarani "parana" (rio como o mar, ou grande rio) e "pu'ka" (que fura), em referência à fenda dos recifes, que afundavam os navios portugueses.
Piauí
Do tupi "piau" (piaba) e "Y" (rio)

Rio de Janeiro

No dia 1º de janeiro de 1502, navegadores portugueses avistaram a Baía de Guanabara. Acreditando que se tratava da foz de um grande rio, deram-lhe o nome de Rio de Janeiro, dando origem ao nome da cidade. O município em si foi fundado em 1565 por Estácio de Sá, com o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro, em homenagem ao então Rei de Portugal, D. Sebastião. O estado ganhou o nome da cidade.

Rio Grande do Norte
O nome originou do rio Potengi e ganhou o "Norte" em meados do século 18 -uma vez que já existia uma capitania de mesmo nome no sul do país.

Rio Grande do Sul
Surgiu de um erro cartográfico. O nome vem de um vilarejo que demarcava a área da foz do rio Grande, que não era foz, mas a lagoa dos Patos.

Rondônia
Homenagem ao sertanista e grande amigo dos índios, marechal Cândido Rondon. Seu lema era: 'morrer, se preciso for, matar, nunca'.

Roraima
Vem de "roro" (verde) e imã (monte).

Santa Catarina
O paulista Francisco Dias Velho, que chegou à ilha atualmente chamada de Santa Catarina por volta de 1675, teria dado esse nome ao lugar, onde edificou uma ermida em invocação a Santa Catarina de Alexandria, de quem, ao que consta, uma filha dele tinha o nome. Outros atribuem a autoria a Sebastião Caboto, que teria consagrado a ilha, quando por lá passou entre 1526 e 1527, a santa Catarina ou, antes, prestara uma homenagem à sua mulher, Catarina Medrano. O nome do estado é um empréstimo ao da ilha.

São Paulo
Vem da data cristã que comemora a conversão de Saulo/Paulo.

Sergipe

Vem do tupi "seri+ Íy + pe", que significa rio dos siris.

Tocantins

Recebeu o nome do rio e da tribo que habitava o lugar. Na língua tupi-guarani, "tukana" quer dizer tucano ou papagaio, e "tin', bico.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Julho de 2011, 18:35
Você sabia?

Política da boa vizinhança
Mercosul completa 20 anos ainda colecionando críticas de todos os lados

Países do Mercosul: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Venezuela
(http://www.geomundo.com.br/images/images-geografia/Mercosul-encontro.jpg)

O Mercosul, como é conhecido o Mercado Comum do Sul (em castelhano: Mercado Común del Sur, Mercosur; em guarani: Ñemby Ñemuha) é a união aduaneira (livre comércio intrazona e política comercial comum) de cinco países da América do Sul. Em sua formação original o bloco era composto por quatro países: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Desde 2006, a Venezuela depende de aprovação dos congressos nacionais para que sua entrada seja aprovada, mais especificamente do parlamento paraguaio, visto que os outros três já ratificaram-na.

Separados por anos de rivalidades econômicas, esportivas e culturais, Brasil e Argentina começaram a ficar mais próximos em 1985. Naquele ano, os presidentes José Sarney, do Brasil, e Raúl Alfonsín, da Argentina, deram início a uma série de reuniões que resultaram, seis anos mais tarde, no Tratado de Assunção (1991), que estabelecia o Mercado Comum do Sul. Mais conhecido como Mercosul, o pacto comercial somava ainda Uruguai e Paraguai à aliança.
 A intenção era facilitar e ampliar o comércio entre os quatro países, que precisavam se inserir em um mundo que estava rapidamente se organizando em blocos comerciais. Além de incentivar o trânsito de produtos, serviços e pessoas, em 1995 o Mercosul passou também a regulamentar as transações dos quatro países com as outras nações.

O Mercosul, no entanto, é alvo de críticas desde sua criação.
 "Embora tenha sido idealizado para enfrentar a globalização, isso se desvirtuou", diz José Alexandre Hage, professor da Escola Trevisan de Negócios.
 "O que a União Europeia levou 30 anos para conseguir, quiseram fazer em quatro." Segundo Hage, isso é reflexo de interesses políticos, já que, menos interessados em reduzir a rivalidade entre as nações, os governos adotaram uma postura imediatista.

Outros defendem que o bloco coloca entraves para negocições do Brasil com outros países. Mas o Brasil, por enquanto, tem uma situação comercial favorável graças à sua participação dominante no bloco.
 Na maioria das relações de comércio entre os integrantes, o país é superavitário. Só com a Argentina, em 2010 houve um saldo comercial positivo de mais de 4 bilhões de dólares. O Brasil vende produtos manufaturados, com alto valor agregado, mas, em troca, importa basicamente matéria-prima. E essa é a base da argumentação dos sócios menores, que tentam proteger suas indústrias com barreiras alfandegárias.
O turismo também apresentou alterações significativas. Sem a necessidade de passaporte, os argentinos passaram de 500 mil (1994) para mais de 1,21 milhão (2009) em solo brasileiro.

Apesar das críticas e das distorções comerciais criadas pela diferença no tamanho dos integrantes do bloco, ainda há quem se interesse em fazer parte dele.
 Desde 2006, a Venezuela vem aguardando a aprovação para ser integrante pleno e, recentemente, a Colômbia mostrou interesse em se tornar um membro. Os dois, juntamente com Bolívia, Chile, Equador e Peru, são países associados (têm uma agenda distinta de integração) e também se beneficiam nos acordos.


(http://2.bp.blogspot.com/_TxgbD-pxgXw/TGEK8dC1HJI/AAAAAAAAAa0/n-37De4Tfts/s400/mapa+mercosul.jpg)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: Sinônimo em 18 de Julho de 2011, 21:26
Você sabia?

Algumas coisas que a ciência nos fala sobre: SONHOS


a) Os cegos também sonham

Pessoas que ficam cegas depois do nascimento podem ver imagens durante os sonhos. As pessoas que nascem cegas não enxergam nada, mas possuem sonhos igualmente vívidos envolvendo seus outros sentidos: audição, olfato, tato e suas emoções. É difícil para pessoas que enxergam imaginar, mas o a necessidade dos sonhos para o corpo é tão forte que os cegos podem virtualmente manipular todas as situações com as quais sonham. » 5 Passos para parar de fumar definitivamente


b) Você esquece 90% dos seus sonhos

Depois de cinco minutos acordados a metade do sonho já foi esquecido. Em 10m, 90% já se foi. O famoso poeta Samuel Taylor Coleridge acordou uma manhã depois de ter um fantástico sonho (possivelmente induzido pelo ópio) e começou a descrever seu “visão em um sonho”, que é um dos poemas ingleses mais famosos: Kubla Khan. Depois de haver escrito 54 linhas ele foi interrompido por um visitante indesejado. Samuel retornou ao seu poema, mas não pode lembrar o resto de seu sonho. O poema nunca foi concluído.

Curiosamente o autor Robert Stecenson inventou a história do Doutor Jeckyll e Sr. Hyde enquanto estava dormindo. Frankenstein, de Mary Shelley, também foi filho de um sonho da autora.


c) Todo mundo sonha

Com exceção de algumas pessoas com distúrbios psicológicos extremos todo o restante de nós sonha. Homens tendem a sonhar mais com outros homens, enquanto a mulher tende a sonhar igualmente com pessoas de ambos sexos. Ambos experimentam reações físicas aos seus sonhos não importando se ele tenha ou não natureza sexual; homens têm ereções e nas mulheres aumenta o fluxo sanguíneo vaginal.

d) Os sonhos previnem psicose

Em um estudo recente sobre o sono, estudantes que foram acordados no início de cada sonho, mas mesmo assim puderam dormir suas oito horas de sono. Todos experimentaram dificuldades de concentração, irritabilidade, alucinações e sinais de psicose depois de apenas três dias. Quando eles finalmente foram autorizados a dormir durante o sono REM (Rapid Eyes Movement em inglês ou movimento rápido dos olhos; é o sinal fisiológico de que começamos a sonhar durante o sono), seus cérebros compensaram o tempo perdido aumentando muito o percentual de sono realizado no estagio REM.


e) Nós sonhamos apenas sobre o que conhecemos

Nossos sonhos são frequentemente cheios de pessoas estranhas que desenpenham certos papéis. Você sabia que a sua mente não está inventando estas faces? Elas são rostos reais de pessoas que você viu durante a sua vida, mas pode não se recordar. O algoz de seu último pesadelo pode ter sido o caixa da padaria em que o seu pai comprava pão quando você era criança. Como todos vemos centenas de milhares de rostos por dia é possível que tenhamos um suprimento infindável de personagens que nossa mente por utilizar durante os sonhos.

Existe uma ciência que afirma que os sonhos são manipulados em realidade pelo próprio espírito individual, como uma espécie de comunicação.


f) Nem todos sonham em cores

Existem pessoas com visão normal (12%) que sonham exclusivamente em preto e branco. O restante sonha em cores. Há também temas comuns para os sonhos, que são situações relacionadas à escola, ser perseguido, tentar correr e mesmo assim se mover vagarosamente, experiência sexuais, cair, atrasar-se, uma pessoa viva atualmente estar morta, dentes caindo, voar, reprovar em um exame ou acidente de carro. É desconhecido se o impacto de um sonho relacionado a violência ou morte é mais emocionalmente carregado para a pessoa que sonha em cores ou para as que sonham em preto e branco.


g) Os sonhos não são sobre o assunto que parecem tratar

Se você sonha sobre algum assunto em particular não é comum que o sonho seja realmente sobre isso. Os sonhos nos falam em uma linguagem profundamente simbólica. A mente consciente tenta comparar seu sonho a outra situação ou coisa similar. É como uma analogia em uma poesia que diz que as formigas são como máquinas que nunca param. Em um sonho você nunca compara algo com esse mesmo algo, assim como na poesia, por exemplo: “Aquele belo pôr-do-sol era como um belo pôr-do-sol”. Portanto seja qual for o símbolo que o seu sonho escolha é muito improvável que o propósito do sonho seja o símbolo em si.


h) Quem pára de fumar tem sonhos mais vívidos

Os tabagistas que fumaram por muito tempo e pararam reportaram mais sonhos vívidos do que eles normalmente teriam. Em adição, de acordo com a revista científica Journal of Abnormal Psychology “entre 293 fumantes que se abstiveram entre uma e quatro semanas, 33% disseram que tiveram ao menos um sonho sobre fumar. Na maioria dos sonhos as pessoas se flagravam fumando e sentiam fortes emoções negativas como pânico e culpa. Sonhos sobre fumar foram o resultado do fato da desistência ao cigarro, pois 97% dos voluntários não os tinham enquanto fumavam e sua ocorrência foi relacionada significativamente ao período de abstinência. Eles foram relatados como mais vívidos do que os sonhos normais e são tão comuns como os grandes sintomas de abstinência ao tabaco”.


i) Estímulos externos invadem nossos sonhos

Isso é chamado de Incorporação ao Sonho e é a experiência em que a maioria de nós tem um som do mundo real ouvido em nosso sonho e incorporada de alguma maneira. Um exemplo similar ocorre quando você sente sede ou vontade de urinar no mundo real enquanto dorme e isto é transportado para o sonho. A maioria das crianças, já grandes, urinam na cama por causa de incorporação: estão com a bexiga cheia, sonham que estão apertados e urinam no sonho ao mesmo tempo em que molham a cama. Pessoas com sede durante o sono relataram tomar copos de água dentro do sonho para, minutos depois, ficar com sede e tomar outro copo. O ciclo se repete até o momento que este que a pessoa acorda.

A famosa pintura acima de Salvador Dali explica exatamente este conceito. O seu nome é “Sonho Causado Pelo Vôo de uma Abelha ao Redor de Uma Romã um Segundo Antes de Acordar”.


j) Você está paralisado durante o sonho

Acredite ou não o seu corpo está virtualmente paralisado durante o sono. Isso ocorre possivelmente para preveni-lo de atuar aspectos dos seus sonhos. Durante o sono há glândulas que secretam um hormônio que ajuda a induzir o sono e os neurônios enviam sinais à coluna vertebral que causam o relaxamento do corpo e em seguida a pessoa fica essencialmente paralisada.


Alguns fatos extras

* Você não sonha enquanto ronca.

* As crianças não sonham sobre si mesmas até aproximadamente os três anos. À partir desta idade as crianças tem muito mais pesadelos do que os adultos até completar 7 ou 8 anos.

* Se você for acordado durante o sono REM você tem mais chances de lembrar seu sonho mais vividamente do que quando você acorda pela manhã.

* Não existe evidência científica que confirme o mito de que acordar um sonâmbulo possa matá-lo.

* Há pessoas que sofrem de sonhos recorrentes. É um sonho que surge repetidamente durante longos períodos de tempo, até anos. Geralmente possui aspectos de pesadelo e pode ser causado por estresse pós-traumático.

Fontes:
http://listverse.com/science/top-10-amazing-facts-about-dreams/
http://pt.wikipedia.org/



Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Setembro de 2011, 21:18
(http://loucuramental.com/wp-content/uploads/2011/02/biblia.jpg)
Você Sabia?

Quem escreveu a Bíblia?


A história de Deus foi escrita pelos homens. Mas quem é o autor do livro mais influente de todos os tempos? As respostas são surpreendentes - e vão mudar sua maneira de ver as Escrituras
por Texto José Francisco Botelho

Em algum lugar do Oriente Médio, por volta do século 10 a.C., uma pessoa decidiu escrever um livro. Pegou uma pena, nanquim e folhas de papiro (uma planta importada do Egito) e começou a contar uma história mágica, diferente de tudo o que já havia sido escrito. Era tão forte, mas tão forte, que virou uma obsessão. Durante os 1 000 anos seguintes, outras pessoas continuariam reescrevendo, rasurando e compilando aquele texto, que viria a se tornar o maior best seller de todos os tempos: a Bíblia. Ela apresentou uma teoria para o surgimento do homem, trouxe os fundamentos do judaísmo e do cristianismo, influenciou o surgimento do islã, mudou a história da arte – sem a Bíblia, não existiriam os afrescos de Michelangelo nem os quadros de Leonardo da Vinci – e nos legou noções básicas da vida moderna, como os direitos humanos e o livre-arbítrio.
Mas quem escreveu, afinal, o livro mais importante que a humanidade já viu?
 Quem eram e o que pensavam essas pessoas?
 Como criaram o enredo, e quem ditou a voz e o estilo de Deus?
 O que está na Bíblia deve ser levado ao pé da letra, o que até hoje provoca conflitos armados?
 A resposta tradicional você já conhece: segundo a tradição judaico-cristã, o autor da Bíblia é o próprio Deus. E ponto final. Mas a verdade é um pouco mais complexa que isso.

A própria Igreja admite que a revelação divina só veio até nós por meio de mãos humanas.
 A palavra do Senhor é sagrada, mas foi escrita por reles mortais. Como não sobraram vestígios nem evidências concretas da maioria deles, a chave para encontrá-los está na própria Bíblia.
 Mas ela não é um simples livro: imagine as Escrituras como uma biblioteca inteira, que guarda textos montados pelo tempo, pela história e pela fé.
Aliás, o termo “Bíblia”, que usamos no singular, vem do plural grego ta biblia ta hagia – “os livros sagrados”.
A tradição religiosa sempre sustentou que cada livro bíblico foi escrito por um autor claramente identificável.
Os 5 primeiros livros do Antigo Testamento (que no judaísmo se chamam Torá e no catolicismo Pentateuco) teriam sido escritos pelo profeta Moisés por volta de 1200 a.C.
Os Salmos seriam obra do rei Davi, o autor de Juízes seria o profeta Samuel, e assim por diante.
Hoje, a maioria dos estudiosos acredita que os livros sagrados foram um trabalho coletivo. E há uma boa explicação para isso.

As histórias da Bíblia derivam de lendas surgidas na chamada Terra de Canaã, que hoje corresponde a Líbano, Palestina, Israel e pedaços da Jordânia, do Egito e da Síria.
Durante séculos acreditou-se que Canaã fora dominada pelos hebreus.
Mas descobertas recentes da arqueologia revelam que, na maior parte do tempo, Canaã não foi um Estado, mas uma terra sem fronteiras habitada por diversos povos – os hebreus eram apenas uma entre muitas tribos que andavam por ali.
 Por isso, sua cultura e seus escritos foram fortemente influenciadas por vizinhos como os cananeus, que viviam ali desde o ano 5000 a.C.
E eles não foram os únicos a influenciar as histórias do livro sagrado.

As raízes da árvore bíblica também remontam aos sumérios, antigos habitantes do atual Iraque, que no 3o milênio a.C. escreveram a Epopéia de Gilgamesh.
Essa história, protagonizada pelo semideus Gilgamesh, menciona uma enchente que devasta o mundo (e da qual algumas pessoas se salvam construindo um barco).
Notou semelhanças com a Bíblia e seus textos sobre o dilúvio, a arca de Noé, o fato de Cristo ser humano e divino ao mesmo tempo?
Não é mera coincidência. “A Bíblia era uma obra aberta, com influências de muitas culturas”, afirma o especialista em história antiga Anderson Zalewsky Vargas, da UFRGS.

Foi entre os séculos 10 e 9 a.C. que os escritores hebreus começaram a colocar essas idéias multiculturais no papel.
Isso aconteceu após o reinado de Davi, que teria unificado as tribos hebraicas num pequeno e frágil reino por volta do ano 1000 a.C.
A primeira versão das Escrituras foi redigida nessa época e corresponde à maior parte do que hoje são o Gênesis e o Êxodo.
Nesses livros, o tema principal é a relação passional (e às vezes conflituosa) entre Deus e os homens.
Só que, logo no começo da Bíblia, já existiu uma divergência sobre o papel do homem e do Senhor na história toda. Isso porque o personagem principal, Deus, é tratado por dois nomes diferentes.
Em alguns trechos ele é chamado pelo nome próprio, Yahweh – traduzido em português como Javé ou Jeová. É um tratamento informal, como se o autor fosse íntimo de Deus.
Em outros pontos, Ele é chamado de Elohim, um título respeitoso e distante (que pode ser traduzido simplesmente como “Deus”).
Como se explica isso?
Para os fundamentalistas, não tem conversa: Moisés escreveu tudo sozinho e usou os dois nomes simplesmente porque quis.
Só que um trecho desse texto narra a morte do próprio Moisés.
Isso indica que ele não é o único autor. Os historiadores e a maioria dos religiosos aceitam outra teoria: esses textos tiveram pelo menos outros dois editores.

Acredita-se que os trechos que falam de Javé sejam os mais antigos, escritos numa época em que a religiosidade era menos formal.
 Eles contêm uma passagem reveladora: antes da criação do mundo, “Yahweh não derramara chuva sobre a terra, e nem havia homem para lavrar o solo”.
Essa frase, “não havia homem para lavrar o solo”, indica que, na primeira versão da Bíblia, o homem não era apenas mais uma criação de Deus – ele desempenha um papel ativo e fundamental na história toda.
 “Nesse relato, o homem é co-criador do mundo”, diz o teólogo Humberto Gonçalves, do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos, no Rio Grande do Sul.

Pelo nome que usa para se referir a Deus (Javé), o autor desses trechos foi apelidado de Javista. Já o outro autor, que teria vivido por volta de 850 a.C., é apelidado de Eloísta. Mais sisudo e religioso, ele compôs uma narrativa bastante diferente.
Ao contrário do Deus-Javé, que fez o mundo num único dia, o Deus-Elohim levou 6 (e descansou no 7o). Nessa história, a criação é um ato exclusivo de Deus, e o homem surge apenas no 6o dia, junto aos animais.

Tempos mais tarde, os dois relatos foram misturados por editores anônimos – e a narrativa do Eloísta, mais comportada, foi parar no início das Escrituras.
Começando por aquela frase incrivelmente simples e poderosa, notória até entre quem nunca leu a Bíblia: “E, no início, Deus criou o céu e a terra...”
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Setembro de 2011, 21:28
Continuação...

Em 589 a.C., Jerusalém foi arrasada pelos babilônios, e grande parte da população foi aprisionada e levada para o atual Iraque.
Décadas depois, os hebreus foram libertados por Ciro, senhor do Império Persa – um conquistador “esclarecido”, que tinha tolerância religiosa.
Aos poucos, os hebreus retornaram a Canaã – mas com sua fé transformada.
Agora os sacerdotes judaicos rejeitavam o politeísmo e diziam que Javé era o único e absoluto deus do Universo.
“O monoteísmo pode ter surgido pelo contato com os persas – a religião deles, o masdeísmo, pregava a existência de um deus bondoso, Ahura Mazda, em constante combate contra um deus maligno, Arimã.
 Essa noção se reflete até na idéia cristã de um combate entre Deus e o Diabo”, afirma Zalewsky, da UFRGS.

A versão final do Pentateuco surgiu por volta de 389 a.C.
 Nessa época, um religioso chamado Esdras liderou um grupo de sacerdotes que mudaram radicalmente o judaísmo – a começar por suas escrituras.
Eles editaram os livros anteriores e escreveram a maior parte dos livros Deuteronômio, Números, Levítico e também um dos pontos altos da Bíblia: os 10 Mandamentos.
Além de afirmar o monoteísmo sem sombra de dúvidas (“amarás a Deus acima de todas as coisas” é o primeiro mandamento), a reforma conduzida por Esdras impunha leis religiosas bem rígidas, como a proibição do casamento entre hebreus e não-hebreus.
Algumas das leis encontradas no Levítico se assemelham à ética moderna dos direitos humanos: “Se um estrangeiro vier morar convosco, não o maltrates. Ama-o como se fosse um de vós”.

Outras passagens, no entanto, descrevem um Senhor belicoso, vingativo e sanguinário, que ordena o extermínio de cidades inteiras – mulheres e crianças incluídas.
 “Se a religião prega a compaixão, por que os textos sagrados têm tanto ódio?”, pergunta a historiadora americana Karen Armstrong, autora de um novo e provocativo estudo sobre a Bíblia.
 Para os especialistas, a violência do Antigo Testamento é fruto dos séculos de guerras com os assírios e os babilônios.
Os autores do livro sagrado foram influenciados por essa atmosfera de ódio, e daí surgiram as histórias em que Deus se mostra bastante violento e até cruel. Os redatores da Bíblia estavam extravasando sua angústia.

Por volta do ano 200 a.C., o cânone (conjunto de livros sagrados) hebraico já estava finalizado e começou a se alastrar pelo Oriente Médio.
A primeira tradução completa do Antigo Testamento é dessa época.
Ela foi feita a mando do rei Ptolomeu 2o em Alexandria, no Egito, grande centro cultural da época.
 Segundo uma lenda, essa tradução (de hebraico para grego) foi realizada por 72 sábios judeus. Por isso, o texto é conhecido como Septuaginta.
Além da tradução grega, também surgiram versões do Antigo Testamento no idioma aramaico – que era uma espécie de língua franca do Oriente Médio naquela época.

Dois séculos mais tarde, a Bíblia em aramaico estava em evidência: ela era a mais lida na Judéia, na Samária e na Galiléia (províncias que formam os atuais territórios de Israel e da Palestina).
Foi aí que um jovem judeu, grande personagem desta história, começou a se destacar. Como Sócrates, Buda e outros pensadores que mudaram o mundo, Jesus de Nazaré nada deixou por escrito – os primeiros textos sobre ele foram produzidos décadas após sua morte.

E o cristianismo já nasceu perseguido: por se recusarem a cultuar os deuses oficiais, os cristãos eram considerados subversivos pelo Império Romano, que dominava boa parte do Oriente Médio desde o século 1 a.C.
Foi nesse clima de medo que os cristãos passaram a colocar no papel as histórias de Jesus, que circulavam em aramaico e também em coiné – um dialeto grego falado pelos mais pobres.
 “Os cristãos queriam compreender suas origens e debater seus problemas de identidade”, diz o teólogo Paulo Nogueira, da Universidade Metodista de São Paulo.
Para isso criaram  o evangelho.
Esse termo, que vem do grego evangélion (“boa-nova”), é um tipo de narrativa religiosa contando os milagres, os ensinamentos e a vida do Messias.

A maioria dos evangelhos escritos nos séculos 1 e 2 desapareceu. Naquela época, um “livro” era um amontoado de papiros avulsos, enrolados em forma de pergaminho, podendo ser facilmente extraviados e perdidos.
Mas alguns evangelhos foram copiados e recopiados à mão, por membros da Igreja.
Até que, por volta do século 4, tomaram o formato de códice – um conjunto de folhas de couro encadernadas, ancestral do livro moderno.
 O problema é que, a essa altura, gerações e gerações de copiadores já haviam introduzido alterações nos textos originais – seja por descuido, seja intencional. “Muitos erros foram feitos nas cópias, erros que às vezes mudaram o sentido dos textos. Em certos casos, tais erros foram também propositais, de acordo com a teologia do escrivão”, afirma o padre e teólogo Luigi Schiavo, da Universidade Católica de Goiás. Quer ver um exemplo?
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Setembro de 2011, 21:48
Continuação...

Aquela conhecida passagem em que Jesus salva uma adúltera prestes a ser apedrejada - De acordo com especialistas, esse trecho foi inserido no Evangelho de João por algum escriba, por volta do século 3.
 Isso porque, na época, o cristianismo estava cortando sua ligação com o judaísmo. E apedrejar adúlteras é uma das leis que os sacerdotes-escritores judeus haviam colocado no Pentateuco.
A introdução da passagem em que Jesus salva a adúltera passa-nos a idéia de que os ensinamentos de Cristo haviam superado a Torá – e, portanto, os cristãos já não precisavam respeitar ao pé da letra todos os ensinamentos judeus.

A julgar pelo último livro da Bíblia cristã, o Apocalipse (que descreve o fim do mundo), o receio de ter suas narrativas “editadas” era comum entre os autores do Novo Testamento. No versículo 18, lê-se uma terrível ameaça:
 “Se alguém fizer acréscimos às páginas deste livro, Deus o castigará com as pragas descritas aqui”.
 Essa ameaça reflete bem o clima dos primeiros séculos do cristianismo: uma verdadeira confusão teológica, com muitas seitas defendendo idéias diferentes sobre Deus e o Messias.
A seita dos docetas, por exemplo, acreditava que Jesus não teve um corpo físico.
Ele seria um espírito, e sua crucificação e morte não passariam – literalmente – de ilusão de ótica.
Já os ebionistas acreditavam que Jesus não nascera Filho de Deus, mas fora adotado, já adulto, pelo Senhor.
 A primeira tentativa de organizar esse caos das Escrituras ocorreu por volta de 142 – e o responsável não foi um clérigo, mas um rico comerciante de navios chamado Marcião.

A Bíblia segundo Marcião

Ele nasceu na atual Turquia, foi para Roma, converteu-se ao cristianismo, virou um teólogo influente e resolveu montar sua própria seleção de textos sagrados.
A Bíblia de Marcião era bem diferente da que conhecemos hoje. Isso porque ele simpatizava com uma seita cristã hoje desaparecida, o gnosticismo.
 Para os gnósticos, o Deus do Velho Testamento não era o mesmo que enviara Jesus – na verdade, as duas divindades seriam inimigas mortais.
O Deus hebraico era monstruoso e sanguinário, e controlava apenas o mundo material.
 Já o universo espiritual seria dominado por um Deus bondoso, o pai de Jesus.
A Bíblia editada por Marcião continha apenas o Evangelho de João, 11 cartas de Paulo e nenhuma página do Velho Testamento.
 Se as idéias de Marcião tivessem triunfado, hoje as histórias de Adão e Eva no paraíso, a arca de Noé e a travessia do mar Vermelho não fariam parte da cultura ocidental.
 Mas, por volta de 170, o gnosticismo foi declarado proibido pelas autoridades eclesiásticas, e o primeiro editor da Bíblia cristã acabou excomungado.

Roma, até então grande inimiga dos cristãos, foi se rendendo à nova fé. Em 313, o imperador romano Constantino se aliou à Igreja. Ele pretendia usar a força crescente da nova religião para fortalecer seu império.
 Para isso, no entanto, precisava de uma fé una e sólida. A pressão de Constantino levou os mais influentes bispos cristãos a se reunirem no Concílio de Nicéia, em 325, para colocar ordem nos relatos.
Ali, surgiu o cânone do cristianismo – a lista oficial de livros que, segundo a Igreja, realmente haviam sido inspirados por Deus.

“A escolha também era política. Um grupo afirmou seu poder e autoridade sobre os outros”, diz o padre Luigi.
Esse grupo era o dos cristãos apostólicos, que ganharam poder ao se aliar com o Império Romano.
Os apostólicos eram, por assim dizer, o “partido do governo”. E por isso definiram o que iria entrar, ou ser eliminado, das Escrituras.

Eles escolheram os evangelhos de Marcos, Mateus, Lucas e João para representar a biografia oficial de Cristo, enquanto as invenções dos docetas, dos ebionistas e de outras seitas foram excluídas, e seus autores declarados hereges.
Os textos excluídos do cânone ganharam o nome de “apócrifos” – palavra que vem do grego apocrypha, “o que foi ocultado”.
 A maioria dos apócrifos se perdeu – afinal de contas, os escribas da Igreja não estavam interessados em recopiá-los para a posteridade.
Mas, com o surgimento da arqueologia, no século 19, pedaços desses textos foram encontrados nas areias do Oriente Médio.
É o caso de um polêmico texto encontrado em 1886 no Egito.
Ele é assinado por uma certa “Maria” que muitos acreditam ser a Madalena, discípula de Jesus, presente em vários trechos do Novo Testamento.
O evangelho atribuído a ela é bem feminista: Madalena é descrita como uma figura tão importante quanto Pedro e os outros apóstolos.
Nos primórdios do cristianismo, as mulheres eram aceitas no clero – e eram, inclusive, consideradas capazes de fazer profecias.
 Foi só no século 3 que o sacerdócio virou exclisividade masculina, o que explicaria a censura da apóstola e seu testemunho.
 Aliás, tudo indica que Madalena nunca foi prostituta – idéia que teria surgido por um erro na interpretação do livro sagrado.
No ano 591, o papa Gregório fez um sermão dizendo que Madalena e outra mulher, também citada nas Escrituras e essa sim ex-pecadora, na verdade seriam a mesma pessoa (em 1967, o Vaticano desfez o equívoco, limpando a reputação de Maria).

Na evolução da Bíblia, foram aparecendo vários trechos machistas – e suspeitos. É o caso de uma passagem atribuída ao apóstolo Paulo:
“A mulher aprenda (...) com toda a sujeição. Não permito à mulher que ensine, nem que tenha domínio sobre o homem (...) porque Adão foi formado primeiro, e depois Eva”.
 É provável que Paulo jamais tenha escrito essas palavras – porque, na época em que ele viveu, o cristianismo não pregava a submissão da mulher.
Acredita-se que essa parte tenha sido adicionada por algum escriba por volta do século 2.

Após a conversão do imperador Constantino, o eixo do cristianismo se deslocou do Oriente Médio para Roma.
Só que, para completar a romanização da fé, faltava um passo: traduzir a palavra de Deus para o latim.
A missão coube ao teólogo Eusebius Hyeronimus, que mais tarde viria a ser canonizado com o nome de são Jerônimo.
 Sob ordens do papa Damaso, ele viajou a Jerusalém em 406 para aprender hebraico e traduzir o Antigo e o Novo Testamento. Não foi nada fácil: o trabalho durou 17 anos.

Daí saiu a Vulgata, a Bíblia latina, que até hoje é o texto oficial da Igreja Católica.
 Essa é a Bíblia que todo mundo conhece. “A Vulgata foi o alicerce da Igreja no Ocidente”, explica o padre Luigi.
 Ela é tão influente que até seus erros de tradução se tornaram clássicos.
Ao traduzir uma passagem do Êxodo que descreve o semblante do profeta Moisés, são Jerônimo escreveu em latim: cornuta esse facies sua, ou seja, “sua face tinha chifres”. Esse detalhe esquisito foi levado a sério por artistas como Michelangelo – sua famosa escultura representando Moisés, hoje exposta no Vaticano, está ornada com dois belos corninhos.
 Tudo porque Jerônimo tropeçou na palavra hebraica karan, que pode significar tanto “chifre” quanto “raio de luz”.
A tradução correta está na Septuaginta: o profeta tinha o rosto iluminado, e não chifrudo. Apesar de erros como esse, a Vulgata reinou absoluta ao longo da Idade Média – durante séculos, não houve outras traduções.

O único jeito de disseminar o livro sagrado era copiá-lo à mão, tarefa realizada pelos monges copistas. Eles raramente saíam dos mosteiros e passavam a vida copiando e catalogando manuscritos antigos. Só que, às vezes, também se metiam a fazer o papel de autores.

Após a queda do Império Romano, grande parte da literatura da Antiguidade grega e romana se perdeu – foi graças ao trabalho dos monges copistas que livros como a Ilíada e a Odisséia chegaram até nós.
 Mas alguns deles costumavam interpolar textos nas Escrituras Sagradas para agradar a reis e imperadores.
 No século 15, por exemplo, monges espanhóis trocaram o termo “babilônios” por “infiéis” no texto do Antigo Testamento – um truque para atacar os muçulmanos, que disputavam com os espanhóis a posse da península Ibérica.

Escrituras em série

Tudo isso mudou após a invenção da imprensa, em 1455.
Agora ninguém mais dependia dos copistas para multiplicar os exemplares da Bíblia.
Por isso, o grande foco de mudanças no texto sagrado passou a ser outro: as traduções.
Em 1522, o pastor Martinho Lutero usou a imprensa para divulgar em massa sua tradução da Bíblia, que tinha feito direto do hebraico e do grego para o alemão.
Era a primeira vez que o texto sagrado era vertido numa língua moderna – e a nova versão trouxe várias mudanças, que provocavam a Igreja.
 Logo depois um britânico, William Tyndale, ousou traduzir a Bíblia para o inglês.
 No Novo Testamento, ele traduziu a palavra ecclesia por “congregação”, em vez de “igreja”, o termo preferido pelas traduções católicas.
A mudança nessa palavrinha era um desafio ao poder dos papas: como era protestante, Tyndale tinha suas diferenças com a Igreja.
 Ele foi queimado como herege em 1536. Mas até hoje seu trabalho é referência para as versões inglesas do livro sagrado.

A Bíblia chegou ao nosso idioma em 1753 – quando foi publicada sua primeira tradução completa para o português, feita pelo protestante João Ferreira de Almeida.
 Hoje, a tradução considerada oficial é a feita pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e lançada em 2001.
Ela é considerada mais simples e coloquial que as traduções anteriores.
 De lá para cá, a Bíblia ganhou o mundo e as línguas.
Já foi vertida para mais de 300 idiomas e continua um dos livros mais influentes do mundo: todos os anos, são publicadas 11 milhões de cópias do texto integral, e 14 milhões só do Novo Testamento.

Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Setembro de 2011, 21:55
Final...

Depois de tantos séculos de versões e contra-versões, ainda não há consenso sobre a forma certa de traduzi-la.
 Alguns buscam traduções mais próximas do sentido e da época original – como as passagens traduzidas do hebraico pelo lingüista David Rosenberg na obra O Livro de J, de 1990.
Outros acham que a Bíblia deve ser modernizada para atrair leitores.
O lingüista Eugene Nida, que verteu a Bíblia na década de 1960, chegou ao extremo de traduzir a palavra “sestércios”, a antiga moeda romana, por “dólares”.
Em 2008, duas versões igualmente ousadas estão agitando as Escrituras: a Green Bible (“Bíblia Verde”, ainda sem versão em português), que destaca 1 000 passagens relacionadas à ecologia – como o momento em que Jó fala sobre os animais –, e a Bible Illuminated (‘Bíblia Iluminada”, em inglês), com design ultramoderno e fotos de celebridades como Nelson Mandela e Angelina Jolie.

Passagens interessantes:

5 pragas

I. Quando os hebreus eram escravos no Egito, o Senhor enviou 10 pragas contra os opressores do povo escolhido. A primeira delas foi transformar toda a água do país em sangue (Êxodo 7:21).

II. Como o faraó não libertava os hebreus, o Senhor radicalizou: matou, numa só noite, todos os primogênitos do Egito. “E houve grande clamor no país, pois não havia casa onde não houvesse um morto” (Êxodo 12:30).

III. Desgostoso com os pecados de Sodoma e Gomorra, Deus destruiu as duas cidades com uma chuvarada de fogo e enxofre (Gênesis 19:24).

IV. Para punir as deso­bediências do rei Davi, o Senhor enviou uma doença não identificada, que matou 70 mil homens e 200 mil mulheres e crianças (2 Samuel, 24: 1-13).
V. Quando a nação dos filisteus roubou a arca da Aliança, onde estavam guardados os 10 Mandamentos, o Senhor os castigou com um surto de hemorróidas letais. “Os intestinos lhes saíam para fora e apodreciam” (1 Samuel 5:9) .

 
Os possíveis autores

1200 a.C. - Moisés

Segundo uma lenda judaica, a Torá (obra precursora da Bíblia) teria sido escrita por ele. Mas há controvérsias, pois existe um trecho da Torá que diz: “Moisés morreu e foi sepultado pelo Senhor próximo a Fegor”. Ora, se Moisés é o autor do texto, como ele poderia ter relatado a própria morte?

1000 a.C. - Javista

Viveu na corte do rei Davi, no antigo reino de Israel, e era um aristocrata. Ou, quem sabe, uma aristocrata: para o crítico Harold Bloom, Javista era mulher. Isso porque os personagens femininos da Bíblia (Eva e Sara, por exemplo) são muito mais elaborados que os masculinos.

Século 4 a.C. - Esdras

Líder religioso que reformou o judaísmo e possível editor do Pentateuco (5 primeiros livros da Bíblia). Vários trechos bíblicos editados por ele pregam a violência: “Derrubareis todos os altares dos povos que ides expropriar, queimareis as casas, e mudareis os nomes desses lugares”.

Século 1 - Paulo

Nunca viu Cristo pessoalmente, mas foi o primeiro a escrever sobre ele. Nascido na Turquia, Paulo viajou e fundou igrejas pelo Oriente Médio. Ele escrevia cartas para essas igrejas, contando a incrível aventura de um tal Jesus – que foi crucificado e ressuscitou.

Século 1 - Maria Madalena

Estava entre os discípulos favoritos de Jesus – e, diferentemente do que o Vaticano sustentou durante séculos, nunca foi prostituta. Pelo contrário: tinha influência no cristianismo e é a suposta autora do Apócrifo de Maria, um livro em que fala sobre sua relação pessoal com Jesus e divulga os ensinamentos dele.

Século 1 - João

Escreveu o 4o evangelho do Novo Testamento (João) e o Livro do Apocalipse, o último da Bíblia. Para ele, Jesus não é apenas um messias – é um ser sobrenatural, a própria encarnação de Deus. Essa interpretação mística marca a ruptura definitiva entre judaísmo e fé cristã.

Século 5 - Jerônimo

Nascido no território da atual Hungria, este padre foi enviado a Jerusalém com uma missão importantíssima: traduzir a Bíblia do grego para o latim. Cometeu alguns erros, como dizer que o profeta Moisés tinha chifres (uma confusão com a palavra hebraica karan, que na verdade significa “raio de luz”).

Século 16 - William Tyndale
Possuir trechos da Bíblia em qualquer idioma que não fosse o latim era crime. O professor Tyndale não quis nem saber, traduziu tudo para o inglês, e acabou na fogueira. Mas seu trabalho foi incrivelmente influente: é a base da chamada “Bíblia do Rei James”, até hoje a tradução mais lida nos países de língua inglesa.

A Bíblia se transforma, mas uma coisa não muda: cada pessoa, ou grupo de pessoas, a interpreta de uma maneira diferente – às vezes, com propósitos equivocados.
 Em pleno século 21, pastores fundamentalistas tentam proibir o ensino da Teoria da Evolução nas escolas dos EUA, sendo que a própria Igreja aceita as teorias de Darwin desde a década de 1950.
 Líderes como o pastor Jerry Falwell defendem o retorno da escravidão e o apedrejamento de adúlteros, e no Oriente Médio rabinos extremistas usam trechos da Torá para justificar a ocupação de terras árabes. Por quê?
Porque está na Bíblia, dizem os radicais.
Não é nada disso. Hoje, os principais estudiosos afirmam que a Bíblia não deve ser lida como um manual de regras literais – e sim como o relato da jornada, tortuosa e cheia de percalços, do ser humano em busca de Deus.
 Porque esse é, afinal, o verdadeiro sentido dessa árvore de histórias regada há 3 mil anos por centenas de mãos, cabeças e corações humanos: a crença num sentido transcendente da existência.

Mais informações:
A Bíblia: Uma Biografia
Karen Armstrong, Jorge Zahar Editora, 2007.

Who Wrote the Bible?
Richard Elliott Friedman, HarperOne, 1997.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: Matheus RA em 22 de Setembro de 2011, 02:18
Show de bola a historia da biblia!
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 22 de Setembro de 2011, 21:23
Olá, Mateus!
Obrigada pelo feedback, amigo!

Fui criada numa família com predominância protestante. Foi uma ótima experiência.
Aprendi muito sobre a Bíblia - Fiz o ano bíblico inclusive. Estudava diariamente. Mas não se podia contestar, no máximo dar sua opinião pessoal e ouvir um sermãozinho.
 
Só coloquei brincos de argola (furando as orelhas) aos 20 anos com medo das "consequências". Pois Deus poderia me castigar etc etc...

Acho importante, Mateus, ler tudo que nos desperte o interesse, tudo mesmo... Mas retendo apenas o sumo, tentando não achar que encontramos a verdade.
O que é a verdade?! Estamos ainda muito distantes de conhecê-la. Temos apenas conceitos de ética e moral adaptados à cada estágio evolutivo.
Mas o sofrimento advindo da culpa pelo pecado é muito perigoso, pode estagnar nossa evolução consciencial.

Um abraço,
Helena
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 22 de Setembro de 2011, 22:02
Você Sabia?

O cinema vê o futuro?


Como os filmes mostraram o que estaria por vir e seus muitos erros também.

O cinema se inspirou na literatura de ficção científica desde a sua origem.
O clássico Viagem à Lua, de 1902, é saudado como um dos primeiros filmes com narrativa estruturada, que conta uma história com começo, meio e fim. Em mais de um século de tentativas, algumas projeções se mostraram acertadas e outras nem tanto.

Viagem à Lua (1902)
Direção: Georges Meliès
(http://www.cineplayers.com/img/cartazes/viagem_lua1902.jpg)
(Voyage dans la lune, Le, 1902)
• Direção: Georges Méliès
• Roteiro: Jules Verne (romance), Georges Méliès (não creditado), H.G. Wells (romance (não creditado))
• Gênero: Aventura/Fantasia/Ficção Científica
• Origem: França
• Duração: 10 minutos
• Tipo: Curta-metragem

Livremente baseado na obra de Júlio Verne. Este curta-metragem mostra uma das visões fantasiosas que os homens possuíam da Lua nos primeiros anos do século XX. Uma expedição formada por corajosos homens vai para o satélite da Terra, onde encontra seres nada amistosos, são capturados e devem fugir para retornar ao nosso planeta. Numa nave disparada de um canhão encontra uma civilização de seres verdes saltitantes (o filme tinha uma versão colorizada) e volta para a Terra.
Acerto: o homem chegaria à Lua 67 anos depois.
Erros: não previu os foguetes. Os seres verdes continuam escondidos

Metrópolis
(http://www.cineplayers.com/img/cartazes/20_poster.jpg)
(Metropolis, 1927)
• Direção:
- Fritz Lang
• Elenco Principal:
- Alfred Abel
- Gustav Fröhlich
- Brigitte Helm
O futuro é distante e o mundo está sob o comando dos poderosos, que isolaram os mais pobres no subsolo como se fossem seus escravos, para que trabalhassem em prol dos mesmos.
Metrópolis é uma cidade dividida entre os dirigentes e a classe operária, que vive em condições sub-humanas. O rico Freder se apaixona por Maria, uma profeta dos operários. Mas um cientista maluco faz um robô parecido com Maria que piora a vida das pessoas.
Acerto: os robôs agora existem.
Erro: Aqueles operários não existem. Ou quase: estão em vias de extinção, substituídos pelos robôs

2001 (1968)
(http://www.webcine.com.br/filmescl/webcl864.jpg)
Título Original: 2001, A Space 0dissey
Gênero: Ficção Científica
Origem/Ano: UK-EUA/1968
Duração: 148 min
Direção: Stanley Kubrick
Elenco:Keir Dullea...
Gary Lockwood...
William Sylvester...
Daniel Richter...
Leonard Rossiter...
Margaret Tyzack...
Robert Beatty...
Sean Sullivan...
Douglas Rain...
Frank Miller...
Bill Weston...
Ed Bishop...
Glenn Beck...
Alan Gifford...
Ann Gillis...

Sinopse: Kubrick se adiantou no tempo quando, ao lado de Arthur C. Clarke, escreveu o roteiro de 2001: Uma Odisséia no Espaço. Não apenas por ter visualizado a chegada do homem à Lua mais de um ano antes de Neil Armstrong chegar até lá, mas também por haver realizado o primeiro filme a levantar a hipótese da inteligência artificial.
O computador HAL-9000, além de acabar se transformando no personagem principal e num dos maiores vilões do cinema, possuía uma grande interação com seu operador, o Dr. David Bowman (Keir Dullea, de Visão Fatal e 2010: O Ano em que Faremos Contato). Nota-se que o nome dado a máquina foi muito bem escolhido, visto que é formado pelas três letras que antecedem o nome da mais famosa marca de computadores do mundo: a IBM.
O filme traça a trajetória do homem desde, aproximadamente, quatro milhões de anos antes de Cristo, até o ano de 2001, sempre abordando a evolução da espécie, a influência da tecnologia nesse crescimento e os perigos da inteligência artificial. O final, um dos mais emblemáticos da história do cinema, mostra astronautas travando uma luta mortal contra o computador - a versão moderna do confronto entre criador e criatura, que já inspirara clássicos como Frankenstein.
Um monolito cai na Terra ainda na época da pré-história e, muitos anos depois, em 1999, é descoberto um segundo monolito na Lua. Aparentemente, são alienigenas que observam os terrestres, então uma missão internacional é enviada a Júpiter com a missão de descobrir o que eles realmente querem.
Durante todo o filme o diretor levanta diversas questões que deixa em aberto até o fim. Para desfazer as dúvidas, o escritor Arthur C. Clarke escreveu uma seqüência em que são amarradas todas as pontas soltas: 2010: O ano em que Faremos Contato. Peter Hyans levou essa "continuação" de 2001 às telas, com resultados bem longe de memoráveis, em 1984.
O clima do filme é acentuado pelas músicas utilizadas por Kubrick, que sempre remetem à evolução da espécie humana. Por exemplo, a música Tlzits Spake Zarathirstra, de Richard Strauss, utilizada no início, foi baseada num livro de Nietzsche e significa a passagem do homem primitivo para o além-homem. É o mito iiietzchearzo do super-homem.
Prêmios: 2001: Uma Odisséia no Espaço deu a Douglas Trumbull o Oscar de Melhor Efeitos Especiais. O filme também foi indicado nas categorias Melhor Direção de Arte, Melhor Roteiro e Melhor Diretor.
Acertos: videofone (iPhone4), computador que sabe conversar (IBMWatson), turismo espacial (Virgin Gallactic)
Erro: Expectante...Tudo ainda pode acontecer.

No Mundo de 2020
Título original: (Soylent Green)
(http://media.adorocinema.com/media/film/images/3155/1245097824_nomundode2020poster01.jpg)
Lançamento: 1973 (EUA)
Direção: Richard Fleischer
Atores: Charlton Heston, Leigh Taylor-Young, Chuck Connors, Joseph Cotten.
Duração: 97 min
Gênero: Ficção Científica

Sinopse -Em 2022 a face da Terra está bem modificada. Em Nova York há 40 milhões de habitantes e o efeito estufa aumentou muito a temperatura, deixando o calor ficar quase insuportável. No entanto os ricos vivem em condomínios de luxo, onde belas mulheres são parte da mobília. Mas a comida está escassa para todos, tanto que um vidro de geléia de morango custa 150 dólares. Neste contexto é assassinado um milionário, William R. Simonson (Joseph Cotten), que quando viu que seria morto não esboçou gesto nenhum para se defender. O detetive Robert Thorn (Charlton Heston) é designado para investigar o caso e constata algo realmente estarrecedor.
Acerto: o mundo sofre com o efeito estufa, coisa que hoje chamamos de aquecimento global. Os ricos vivem em condomíbios de luxo.
Erro: a população nos países ricos não cresce. Decai. Mas e os imigrantes?!...

Rollerball
(http://media.adorocinema.com/media/film/images/4280/1245102562_rollerballposter02.jpg)
Título original: (Rollerball)
Lançamento: 1975 (EUA)
Direção: Norman Jewison
Atores: James Caan, John Houseman, Maud Adams, John Beck.
Duração: 118 min
Gênero: Ficção Científica

Sinopse- Em uma sociedade do futuro (2018), na qual não há mais guerra e os países foram substituídos por corporações existe Rollerball, um violento jogo criado para aliviar as tensões e controlar a população, demostrando a futilidade do individualismo. É um jogo extremamente difícil, criado para não ter ídolos. No entanto, Jonathan E. (James Caan), o maior astro deste jogo, desafia as normas estabelecidas pelo poder e recusa a se aposentar. Então as regras do jogo são drasticamente mudadas, para destruí-lo ou matá-lo.
Acerto: o vale tudo, quase tão violento quanto o rollerball, virou esporte de primeira linha.
Erros: os patins (não são inline), o placar dos jogos (não são eletrônicos), as câmeras de vídeo, os cabelos e as roupas são muito anos 1970...

Blade Runner (1982)
(http://2.bp.blogspot.com/_k00Jmm09EeA/SfOeDUz7BxI/AAAAAAAAPFo/TCJO4nKkdjo/s400/blade_runner.jpg)

Sinopse - Los Angeles, 2019, uma corporação desenvolve uma tecnologia para criar clones humanos, os replicantes, que são utilizados como escravos em outros planetas. Quando um grupo de replicantes se rebela na Terra, o ex-policial Deckard é convocado para caçá-los e exterminá-los.
Mas quatro androides, os replicantes, buscam seu criador para prolongar a vida, programada para durar 4 anos. Rick Deckard, um Blade Runner - o detetive que caça replicantes -, é contratado para removê-los (tecnicamente não se pode matá-los, já que não nasceram). A manipulação genética está em toda parte.
Acerto: o grande inchaço das metrópoles.
ErroS: a engenharia genética não está tão evoluída. Androides e carros voadores não existem, por enquanto...


De Volta para o Futuro 1 e 2
(http://www.cineplayers.com/img/cartazes/volta_para_futuro_2.jpg)
(Back to the Future Part II, 1989)
• Direção: Robert Zemeckis
• Roteiro: Robert Zemeckis (personagens e argumento), Bob Gale (personagens, argumento e roteiro)
• Gênero: Aventura/Comédia/Ficção Científica
• Origem: Estados Unidos
• Duração: 108 minutos
• Tipo: Longa-metragem
Sinopse: Depois de encontrar sua namorada, Marty precisa voltar ao futuro (2015) para impedir que seu filho seja preso. Porém Biff, um velho inimigo de família, descobre onde Marty e o Dr. Brown esconderam a máquina do tempo e volta ao passado para entregar um livro com resultados de jogos da temporada para ele mesmo. Agora Marty e o dr. Precisam correr contra o tempo para impedir que o presente e o futuro sejam alterados pelos acontecimentos.
Na sequência do filme de 1985, Marty McFly dá um pulo no ano de 2015 - uma realidade com TVs de mil canais, carros voadores, tênis autoamarráveis e orelhões futuristas.
Acertos: cinema wi-max 3D, táxis que aceitam cartão de débito.
Erros: o fax lá sobrevive, mas aqui quase não se usa. O skate voador não foi inventado (ainda!). Ea inflação do dólar: nada indica que uma Pepsi vá custar US$ 50 até 2015 (ainda!).


Revista "Aventuras na História" e sites de cinema
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: MAROCHA em 22 de Setembro de 2011, 23:11
Oi  Helena ! Achei interessantíssimo o tema  enfocado.... cinema é algo maravilhoso  muito acima de um simples entretenimento, ele é cultura, e as vezes uma usina de sonhos maravilhosos ! Mas quando em aparente ficção eles , de uma extraordinária maneira, mostram mesmo o futuro da nossa terra, portanto o nosso  futuro !  Adorei !!
  Abraços !         Marocha
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: Matheus RA em 23 de Setembro de 2011, 00:32
Olá, Mateus!
Obrigada pelo feedback, amigo!

Fui criada numa família com predominância protestante. Foi uma ótima experiência.
Aprendi muito sobre a Bíblia - Fiz o ano bíblico inclusive. Estudava diariamente. Mas não se podia contestar, no máximo dar sua opinião pessoal e ouvir um sermãozinho.
 
Só coloquei brincos de argola (furando as orelhas) aos 20 anos com medo das "consequências". Pois Deus poderia me castigar etc etc...

Acho importante, Mateus, ler tudo que nos desperte o interesse, tudo mesmo... Mas retendo apenas o sumo, tentando não achar que encontramos a verdade.
O que é a verdade?! Estamos ainda muito distantes de conhecê-la. Temos apenas conceitos de ética e moral adaptados à cada estágio evolutivo.
Mas o sofrimento advindo da culpa pelo pecado é muito perigoso, pode estagnar nossa evolução consciencial.

Um abraço,
Helena
Amiga Helena,
Interessante como as coisa mudaram...hoje em dia...um brinco e nada...e se abusa muitas vezes da liberdade e a alienação dos jovens sobre coisas materiais e muito grande...

So uma pergunta minha queria o que será a verdade...
Cada um faz a sua...ou tenta.

Abraço
Matheus
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 24 de Setembro de 2011, 00:07
Obrigada, amigos, pelo retorno!

Marocha, também adoro a sétima arte!!

Mateus, cada um faz a sua verdade então...
Monteiro Lobato, através do seu alterego "Emília", a boneca de pano, dizia: "A verdade é uma mentira bem contada".

Um ótimo fds para todos!
Com carinho,
Helena
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Outubro de 2011, 23:32
Você sabia?

O amanhã começa ontem


(http://benessere.guidone.it/wp-content/uploads/2010/07/memoria.jpg)

Precisamos de registros do passado para imaginar o futuro.
 Por estranho que pareça, para fazermos qualquer plano é preciso, primeiro, acionar os mecanismos de memória - as áreas do cérebro usadas para recordar e fazer projeções são as mesmas


Não temos um único tipo de memória

Temos vários tipos de memória. Em linhas gerais, temos :
 
. A Semântica - Inclui fatos (Paris é capital da França), números (7x7=49), significados.

. A Episódica - Engloba acontecimentos da vida pessoal.

. A Declarativa - (mistura da semântica com a Episódica) - Refere-se ao que foi aprendido e que pode ser expresso por palavras.

.  A Implícita - Diz respeito a sequência de ações automatizadas, como vestir o casaco, andar de bicicleta, lembrar que o pulôver dá coceira, escovar os dentes, trocar a marcha do carro, subir ou descer escada.

O que mostra essa "divisão" são os casos de perda de memória que atingem apenas um componente mnemônico, enquanto outros permanecem preservados.


A memória humana forma uma complexa rede de sistemas interferentes entre si. Toda percepção ou ideia é inicialmente registrada apenas por curto período de tempo e depois esquecida ou transferida para a memória de longo prazo. Nela podem se diferenciar 3 componentes:

A memória Semântica inclui fatos, números, significados. Qual a capital da Suécia? Qual é a montanha mais alta do mundo?
O que quer dizer "implícito"?
Quando eu nasci? Experiências pessoais, porém, raramente fazem parte dessa categoria. Já os fatos da própria vida quase sempre acabam caindo na memória episódica.
Frequentemente nos lembramos de seu conteúdo sem os dados circunstanciais exatos - por exemplo, quando, onde e com quem aprendemos em que país fica Quito.
As memórias episódica e semântica muitas vezes são reunidas como Memória Declarativa. A princípio ela congrega tudo o que foi aprendido e que pode ser expresso por palavras. Em contraposição, há a memória Implícita para sequências de ações automatizadas: amarrar nossos sapatos ou escrever no computador, não precisamos pensar na coordenação de nossos dedos - isso seria até mesmo um empecilho para tarefas cotidianas. Da mesma forma também teríamos dificuldades em descrever com exatidão o que fazemos nesses casos, pois seus respectivos programas motores foram armazenados implicitamente pelo cérebro.
Será possível "localizar" essas diferentes memórias no cérebro?
É possível que diferentes instâncias de memória guardem informações como "Boa Vista é a capital do Roraima" recorrendo  a mecanismos variados e "espaços" variados?
Há algumas pistas sobre isso.
Pesquisadores sabem que existem formas de perda da memória que atingem apenas um componente mnemônico, enquanto os outros aspectos permanecem intactos.

Em 1997, Farraneh Vargha-Khaden e seus colegas da University College, em Londres, relataram o caso de 3 crianças que, após sofrerem lesões cerebrais, passaram a apresentar amnésioa retrógrada: sua memória implícita e semântica estavam intactas, mas não conseguiam memorizar nenhum conteúdo episódico.
Assim, elas continuaram aprendendo o conteúdo escolar de forma satisfatória, mas à noite já tinham esquecido que tinham estado na escola.
E depois de curto período de tempo também não sabiam mais onde tinham deixado um determinado objeto. Seu mundo consistia em uma estreita faixa de presente - o passado logo desaparecia na névoa do esquecimento.

Em outros casos, a memória semântica (8x8= 64) pode ser prejudicada, enquanto lembranças de vivências pessoais permanecem em grande parte intactas (a última noite das férias de verão; as mãos de minha avó). Ou seja: as diferentes recordações do ser humano são amplamente separadas mesmo do ponto de vista neuronal.

O pesquisador Endel Tulving, da Universidade de toronto, Canadá, defende que nosso "arquivo de lembranças" nos torna capazes de realizar "viagens mentais no tempo".
Segundo ele, cada vez que nos recordamos de algo, recombinamos marcas mnêmicas, espécie de fiapos de memória, chamado, chamado engrama, e voltamos a memorizar o resultado.
Esse processo é bastante semelhante quando imaginamos acontecimentos futuros dos quais pretendemos participar.
O cérebro grava informações pessoais na memória episódica. É como se memorizasse curtos clips de cheiros, imagens, sons e sentimentos relacionados. Quando nos lembramos de algo, o sistema cerebral ativa esses elementos e os reagrupa. Assi, os engramas e suas referências voltam à consciência e são recombinados. A memória, portanto, trabalha de forma construtiva, gerando padrões de lembrança. Mas às vezes ocorrem erros, como demonstra o exemplo a seguir:
Ele: "Que fim de semana horrível tivemos naquele fim de ano de 2001! Já na ida o carro quebrou. E durante a caminhada nas montanhas ainda fomos pegos de surpresa por uma tempestade e obrigados a passar a noite numa cabana tosca."
Ela: "Mas isso foi em 2 fperias diferentes! Você está fazendo confusão!
Ele: "Você acha mesmo?!"
Ela: "Sim. Quando o carro quebrou nem chegamos à montanha. Tivemos que levar o carro para o mecânico, o carro não ficou pronto e acabamos voltando para casa."
Ele: "É mesmo, você tem razão."

Misturando fatos

Assim como os personagens do diálogo fictício, todos nós estamos sujeitos a confundir lembranças de diferentes ocasiões. É só começarmos a contar, numa conversa entre amigos, sobre todas as catástrofes de diversas viagens de férias que tivemos que, em geral, os traços de memória já começam a se reagrupar sem que possamos nos dar conta desse processo. É por esse motivo que às vezes confundimos fatos e datas, pois a memória episódica não distingue vivências uma a uma, mas reúne fragmentos do passado que podem ser reativados por meio de determinados estímulo-chave.

A primeira vista, planejar o futuro parece demandar muito mais criatividade: precisamos "inventar" fatos e detalhes plausíveis e encontrar tempo e local compatíveis com nossas realidades e desejos.
Na verdade, porém, esse processo parece não se diferenciar muito do da lembrança.
Quando se pede, por exemplo, que pacientes com memória episódica lesionada imaginem acontecimentos futuros relacionados a si próprios, eles quase sempre são incapazes de fazê-lo. O seu futuro está, de certa forma, fechado para eles.
Vários estudiosos também conseguiram comprovar essa conexão em pessoas saudáveis. Em 2004, Arnaud d'Argembeau e Martial van der Linden, da Universidade de Lüttich, na Bélgica, pediram a estudantes que, partindo de  palavras-chave fornecidas pelos cientistas, imaginassem alguma experiência passada ou uma cena futura. Os voluntários deviam anotar suas ideias imediatamente e tinham, em seguida, um minuto para imaginar o seu conteúdo da forma mais detalhada possível.
Resultado: as lembranças apresentavam, de maneira geral, mais detalhes, bem como informações temporais e espaciais mais exatas do que as cenas do futuro. Porém houve também um denominador comum entre elas: quanto mais distantes eram as cenas, tanto no passado, quanto no futuro, menos detalhes as pessoas anotavam.

Fonte - Artigo retirado da Revista Mente e Cérebro - Scientific American

Para saber mais:
Esquecer para lembrar - de Jessica Marshall Mente & Cérebro número 200
The Ghosts of past and future, D.L.Schacter/2007, pag 27
Remembering the past to imagine the future: the prospective brain, em Nature Reviews Neuroscience 8/2007
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 04 de Outubro de 2011, 00:02
você sabia?

(http://3.bp.blogspot.com/_tqV0IeXGU8k/S7EMoCCfI4I/AAAAAAAAA7k/YWqZQDYKD8k/s400/sabores+de+la++lengua.jpg)

O quinto gosto contra a obesidade... Umami

Amargo, doce, salgado, azedo e umami

Umami parece nome de legume japonês, mas esse ilustre desconhecido é o quinto gosto básico captado pelo paladar humano.
Cientistas japoneses descobriram que pratos ricos nesse sabor podem colaborar com o controle da obesidade.

Um exemplo prático é encontrado na própria culinária japonesa.
 Durante séculos, a dieta do país do sol nascente é composta por ingredientes com baixo teor de gordura. E isso todo mundo sabe, mas um olhar mais atento percebe a forte presença de alimentos ricos em umami: algas kombu, cogumelos shiitake, molho de soja etc.

Além do mais, óleos vegetais ou manteiga são ingredientes pouco empregados nessa cozinha.
“Na recente tentativa de reduzir calorias dos pratos franceses, por exemplo, e evitar ingestão excessiva de alimentos, alguns chefs estão trocando a gordura por alimentos umami, sem comprometer o sabor.
Isso significa que é possível ter molhos saborosos com poucas calorias, agradáveis de degustar, e, ao mesmo tempo, que não afetam a 'linha da cintura'.
Isso abre uma nova possibilidade na prevenção da obesidade”, afirma Ana San Gabriel, representante dos assuntos científicos do Umami Information Center.
Além disso, o gosto umami pode ser também um recurso importante na nutrição clínica. Segundo Ana, estudos recentes provaram que o quinto gosto pode melhorar o estado nutricional dos idosos.
“Com a idade, há diminuição do paladar e do olfato, sendo normal ocorrer a perda de apetite, o que geralmente pode levar à desnutrição.
 Portanto, incluir alimentos ricos em substâncias umami pode ser um recurso interessante para fortalecer o estado nutricional, aumentar o peso corporal e reduzir o risco de doenças”, completa.


O umami foi descoberto em 1907, por Kikunae Ikeda, pesquisador da Universidade Imperial de Tóquio.
Ele notou um gosto inusitado ao comer uma alga tradicional da culinária japonesa – kombu – e percebeu que ele não se encaixava em nenhum dos quatro gostos básicos.
Intrigado com a descoberta, Kikunae passou a estudar o kombu e conseguiu identificar a substância que proporcionava o tal gosto: o ácido glutâmico (também chamado de substância umami), um aminoácido não-essencial, produzido pelo próprio organismo humano e presente em alguns alimentos.
O nome “umami” é uma palavra japonesa que significa “saboroso”.

De acordo com Hellen Maluly, mestre em Farmacologia e doutora em Ciência dos Alimentos, apesar de a substância ter sido descoberta há mais de 100 anos, o gosto umami só foi aceito recentemente.
“Ele obteve conhecimento como quinto gosto básico no início da década, quando um grupo de pesquisadores da Universidade de Miami publicou na revista científica Nature Neuroscience um estudo que comprovava a presença de receptores específicos do gosto umami na língua humana”, explica a especialista.

O que vale saber é que, antes de ser reconhecido cientificamente, o umami já fazia parte da culinária mundial.
Alguns alimentos ricos em ácido glutâmico possuem um gosto acentuado dele.
Daqui para a frente, você pode saborear com mais atenção esses itens: cogumelos, carnes, tomates maduros e queijo parmesão.
Segundo chefs de cozinha, graças ao umami a macarronada de domingo e a feijoada de sábado são tão gostosas.
“As carnes (ricas em substância umami) que cozinham junto com o feijão dão um gosto peculiar a esse prato tipicamente brasileiro”, explica Hellen.

Gosto e sabor – qual a diferença?

Enquanto gosto se refere apenas ao sentido do paladar, o sabor é definido pela união de dois sentidos: o paladar e o olfato.
Para entender melhor, faça um teste: pegue uma bala de qualquer sabor, tampe o nariz e coloque-a na boca. Tente identificar o sabor. Você não conseguirá, pois só irá sentir o gosto, que é doce. Assim que destampar o nariz, aí sim, com a ajuda do olfato, você conseguirá identificar o sabor.
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Revista Conhecer - Ciência/História/Natureza
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: Matheus RA em 04 de Outubro de 2011, 01:03
eu ja li...que isto de região especifica da lingua pra gosto não e correto...os pequenos pontos da lingua e que sentem...resumindo fica tudo misturado....ja li tbm...que não tem essa de divisão do cerebro...que direito e assim e esquedo e assado...e misturado tbm...
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 04 de Outubro de 2011, 01:35
Oi, Matheus!
Medicina é assim mesmo, amigo... Não é uma Ciência exata.
Quando fazia internato na faculdade (faz tempo!) havia 2 professores de Gastro que diziam coisas bem diversas. São chamadas "correntes" diferentes.
Escolhi uma linha e trilhei  determinado caminho. Outros enveredaram por caminhos não semelhantes.

Os trabalhos apresentados aqui foram da Universidade de Toronto.
Existem diferenças entre a Medicina europeia e a americana.
No Brasil a maioria segue a corrente americana. Mas nem todos.

Certezas não existem. O que a Medicina diz hoje, pode desdizer amanhã e vice-versa.
Ficamos no "Assim é se lhe parece", de Pirandello.

Uma noite de paz pra vc e obrigada pelo feedback.
Com carinho,
Helena
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: Matheus RA em 04 de Outubro de 2011, 05:35
Eu feedback...ainda mais de medicina...para você...dificil.

Bem o que relatei e que tinha lido sobre estas duas ideias...

Realmente estamos bem longe da certeza absoluta sobre algo...a unica e que vamos morrer e que nascemos...

Fora isto são teorias,filofias,pontos de vista e afins....cada um escolhe com o qual viver...e assim levar a vida.

Obrigado e Abraço
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 21 de Outubro de 2011, 15:39
Você sabia?

[attachimg=1 align=left width=300]CURIOSIDADES DA INTERNET...

USAMOS, MAS O QUE SIGNIFICA??


1) O que significa lol?

LOL ou lol, é uma expressão muito usada na internet afora, e se você está aqui é porque viu ela por aí, mas o que significa lol?
Em inglês, lol significa “laughing out loud”, que traduzindo significa “rindo em voz alta”.
Na internet, usar o lol quer dizer risada, mas pode ter outros contextos, como ironizar. Como na vida real, rir pode ter vários sentidos, o lol também tem, e vai do contexto da situação. Podemos comparar o lol, como o rs ou o kkkkk usado no Msn.

2) O que significa s2?

Muito usada no orkut, a expressão s2 é dificil de ser entendida a primeira vista...
A expressão s2 é muito usada pra nos chats e msn’s da vida, pra simbolizar o coração, ou talvez o amor.


3) O que significa OMG?

Você viu essa palavra em algum lugar e não entendeu nada não é verdade? OMG é mais uma gíria usada pelo pessoal americano na internet, que foi trazida pra cá.
OMG signfica “Oh My God” em inglês, que traduzindo é “Óh meu Deus!!!!”, e é usada principalmente pra dizer que você está espantado ou impressionado com algo. Existem algumas variações do OMG, mas não são tão populares e tão bem entedidas com o OMG original.
Em qualquer fórum, seja francês, iraquiano ou brasileiro, a grande maioria usa OMG, sendo essa uma das expressões mais usadas na Internet.

4) O que significa WTF?

WTF é uma gíria muito usada na internet, e significa “que droga é essa?”
Usa-se o WTF, principalmente pra dizer que achou algo MUITO estranho, bizarro,e as vezes pra se ironizar também.
Usa-se muito também, a expressão WTF com imagens, seja pra dar uma resposta, ou pra ironizar a própria imagem.


5) O que significa xD?

O tal do xD, tem vários significados. Provavelmente o que você quer saber, é o significado do xD como smiley, sim, xD nada mais é que é alguém sorrindo!
xD pode significar outras coisas, existem alguns cartões de memória com nome xD, além de uma pistola feita nos EUA também possui o nome de XD.



6) O que significa noob?

Noob é uma gíria muito usada na internet, principalmente em jogos online.
Noob significa iniciante em um jogo, que não sabe jogar direito. A grande maioria dos jogos online exige um certo “aprendizado” antes de se começar a jogar bem, e como os servidores de jogos costumam ser frequentados por pessoas de diferentes níves de jogabilidade, sempre acontece de um iniciante fazer algo errado, e ser chamado de “noob”
Noob também pode ser usado fora do contexto dos jogos online, sendo usado também pra chamar algúem de iniciante ou inexperiente em alguma coisa.

7) O que significa FAQ? O que é FAQ?
FAQ significa “frequently asked questions”, e nada mais é que um resumo das principais perguntas com as respectivas respostas dentro de um site. Assim, o usuário pode rapidamente saber a resposta para seu problema sem precisar acionar um suporte via e-mail ou telefone.
Os FAQ’s são muito usados em sites de vendas e que fornecem serviços, também são muito comuns em sites de programas e extensões (plugins)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: Matheus RA em 22 de Outubro de 2011, 07:04
OMG....
lol
Sou um noob mesmo...
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 30 de Outubro de 2011, 15:34
Oi, Matheus! Obrigada por seu retorno, amigo!
Carinhos,
Helena
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Você Sabia?

Significado das Cores das Rosas


Dentre todas as flores, talvez as rosas sejam as maiores companheiras do ser humano na cultura ocidental. Sejam rosas brancas, rosas vermelhas, cor-de-rosa ou de qualquer outra cor natural (ou não); as rosas têm um lugar guardado bem no cantinho do coração de cada um de nós.
Afinal de contas, ninguém que tenha vivido mais do que apenas alguns anos pode dizer que passou pela vida imune ao encanto dessas flores especiais sem nunca tê-las dado ou as recebido como presentes em diversas ocasiões.

(http://ts4.mm.bing.net/images/thumbnail.aspx?q=1312916646827&id=7298555811d1b236618c04331a05b5ba)Rosas vermelhas significam amor intenso e apaixonado; vivido de forma plena e totalmente arrebatadora. As rosas vermelhas bem escuras podem ser usadas também no luto.

Rosas na cor rosa podem refletir gentileza, carinho e afeição.(http://ts3.mm.bing.net/images/thumbnail.aspx?q=1288858834850&id=8c1c981be965fb1894b07a1ce9992dd5)

As rosas amarelas simbolizam felicidade, amizade e (em alguns casos) dúvidas e ciúmes.(http://ts3.mm.bing.net/images/thumbnail.aspx?q=1281923620834&id=4dad2b4e78fba7daa5a105cdd9e72eff)

(http://ts2.mm.bing.net/images/thumbnail.aspx?q=1294242494781&id=0d7b9f2df94522c0845e94d1276b50c1)As rosas laranjas significam encanto e fascinação.

As rosas chá significam respeito, admiração e sabedoria.

(http://ts1.mm.bing.net/images/thumbnail.aspx?q=1251678889768&id=57f48f329b29e460a24a51bb3db45ec4)As rosas brancas simbolizam a paz. E são sempre associadas a juventude e dadas preferencialmente como presentes para moças jovens.

As rosas na cor champanhe; simpatia, prazer, respeito, reverência e admiração. Por isso, juntamente com as rosas cor-de-rosa, são sempre presenteadas para senhoras de mais idade.
(http://ts1.mm.bing.net/images/thumbnail.aspx?q=1303078966476&id=83d27cb2f053778113f7363c7903da76)

Existem ainda cores artificialmente forjadas como rosas azuis ou pretas (há uma verdadeira infinidade de cores possíveis; já que basta acrescentar corantes à água das rosas brancas pra obtê-las) que têm muito mais um valor pelo exotismo e beleza “sui generis” do que propriamente um significado especial na simbologia das rosas.
(http://ts3.mm.bing.net/images/thumbnail.aspx?q=1288851363478&id=507cf8bebe7c5c991fd46d2422ddf321)

 E, em alguns casos extremos, pode-se obter novas cores através da engenharia genética e manipulação de DNA.
(http://ts1.mm.bing.net/images/thumbnail.aspx?q=1291024663768&id=fb7459e87a8a5e9674b26cd98df88b97)

As rosas são, desde muito, consideradas como um símbolo de carinho, amizade, amor, paixão e da perfeição da criação divina e da pureza de coração. Desde os mais antigo primórdios da nossa civilização se encontram relatos de rosas sendo cultivadas, colhidas e presenteadas como gesto de carinho, respeito e elegância.
Ninguém sabe a certo o seu lugar exato de origem e nem como se originou. Apenas sabemos que, essa linda obra da criação, teve sua origem no longínquo oriente. E, desde então, vive cercado por seus mistérios e por todo o seu magnetismo. Sendo citada inclusive na Bíblia e em vários outros livros sagrados.
(http://ts1.mm.bing.net/images/thumbnail.aspx?q=1237809965512&id=2a45af56d062edf1a300ba4adf672f23)

Da mesma forma que suas cores encerram um significado oculto e, de certa forma, misterioso; as rosas podem assumir ainda significados conforme se apresentam durante o ato de presentear. Por exemplo:

As Cores de Rosas e Seus Significados - Rosa Amarela
Um buquê de rosas bem cheio é sinal de gratidão. Um cacho de rosas é considerado sinal de encantamento. Uma coroa de rosas (guirlanda) o reconhecimento de um ato meritório cometido.

Rosas vermelhas e rosas brancas num mesmo arranjo simbolizam paz, união e harmonia. Rosas amarelas com vermelhas significam alegria. Rosas vermelhas com rosas cor-de-rosa amor apaixonado ou solidariedade e amizade se forem de um tom mais para o claro.

Rosas coloridas com predominância de vermelhas significa amor feliz e pleno. Sem espinhos simbolizam o amor à primeira vista e a solitária (uma rosa única) revela simplesmente: “Eu te amo”.
(http://ts4.mm.bing.net/images/thumbnail.aspx?q=1265509872263&id=f970153f462c34acd5cbbc5926b24ee1)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 05 de Dezembro de 2011, 19:22
Você Sabia?

5 doenças assustadoras que afetam o cérebro
Patologias raras que afetam o cérebro podem resultar em doenças bizarras e que beiram o inacreditável.


O cérebro é considerado o principal órgão do corpo humano e a central de comando de todo o sistema nervoso. Por sua complexidade, pouco ainda se sabe sobre as reais capacidades e as infinitas possibilidades que ele esconde. Apesar das novas descobertas, dia após dia médicos e pesquisadores se veem diante de novidades, e alguns mistérios permanecem insolúveis.

Um órgão tão complexo só poderia gerar patologias complexas. Algumas doenças relacionadas ao cérebro provocam sintomas curiosos, fazendo com que o portador da disfunção sofra alucinações ou disfunções assustadoras. Conheça algumas das raras doenças capazes de provocar no ser humano o pior dos pesadelos.

Síndrome de Fregoli

(http://ibxk.com.br/2011/11/materias/89214277028192710.jpg)

A Síndrome de Fregoli foi diagnosticada pela primeira vez em 1927, pelos médicos P. Courbon e G. Fail, e seu nome tem relação com o ator italiano Leopoldo Fregoli, conhecido à época pela sua habilidade de fazer rápidas mudanças de aparência em cena.

Com características que incluem transtornos delirantes persistentes e esquizofrenias, o portador da síndrome tem a nítida sensação de que uma pessoa, geralmente familiar, o está perseguindo e repetidamente modifica a sua aparência para justificar o ato. Assim, o paciente pode imaginar que o médico, o porteiro do prédio ou o taxista são a mesma pessoa, apenas usando um disfarce para continuar a perseguição.

A síndrome pode estar relacionada a uma lesão cerebral, mas também há casos de natureza paranoica. O tratamento é feito com medicamentos e, em geral, o portador pode apresentar outras patologias como depressão, psicose e esquizofrenia. Antipsicóticos, anticonvulsores e antidepressivos estão entre os tipos de remédios utilizados no processo de cura.

Síndrome da Má Identificação Delirante

(http://ibxk.com.br/2011/11/materias/89214277028194820.jpg)

Trata-se de uma síndrome causada por distúrbios neurológicos no lado direito do cérebro e que afeta a experiência de percepção da pessoa. Os portadores dessa patologia não conseguem reconhecer a própria imagem em um espelho, tendo ilusões de que o rosto que visualizam é o de outra pessoa.

O distúrbio também vem acompanhado de outros sintomas que podem levar a mais patologias, como a esquizofrenia, por exemplo. O delírio é considerado monotemático, uma vez que as ilusões se resumem apenas à própria imagem e não a outras coisas.

Acidente vascular, traumatismo crânio-encefálico e doenças neurológicas estão entre as principais causas dessa síndrome que, embora menos rara do que a Síndrome de Fregoli, também é pouco encontrada. Distúrbios nesse sentido já foram retratados no episódio “Heart of Glass” da série “CSI: Nova York” e no filme “O Olho do Mal”.

Agnosia Visual

(http://ibxk.com.br/2011/11/materias/89214277028192938.jpg)

Normalmente associada a danos cerebrais ou doenças neurológicas, a agnosia visual é a perda da capacidade de reconhecer pessoas, objetos sons e formas. O termo agnosia significa perda de conhecimento e é exatamente isso o que acontece com os portadores dessa patologia. Eles podem olhar para um objeto comum, como uma caneta, e não conseguir identificar o que é.

A deficiência, em geral, está associada a danos cerebrais e doenças neurológicas na região do lobo temporal. O estresse é também uma das causas que ajudam a potencializar os sintomas dessa doença. Por se tratar de uma alteração intermediária entre a sensação e a percepção, os sentidos permanecem inalterados, sendo o problema pontual.

Apesar de o distúrbio requerer tratamento e acompanhamento médico, a má notícia é que a agnosia visual é permanente e os portadores da patologia precisam aprender a conviver com ela para o resto da vida. Grosso modo, é como se você precisasse enfrentar a situação descrita no filme “Como Se Fosse a Primeira Vez” todos os dias.

Prosopagnosia

(http://ibxk.com.br/2011/11/materias/89214277028194447.jpg)

Conhecida popularmente como “cegueira das feições”, a prosopagnosia é uma doença rara e que afeta diretamente como a vítima vê os rostos de outras pessoas. Apesar do pequeno número de relatos, pesquisas recentes apontam que 1 em cada 50 pessoas sofre desse mal, ainda que em menor escala.

Associada a lesões cerebrais ou doenças neurológicas, pouco se sabe sobre o mal e algumas hipóteses apontam até mesmo para hereditariedade. O portador dessa disfunção não consegue distinguir as feições de uma pessoa, como olhos, nariz e boca, vendo uma mancha única.

Como o reconhecimento dos detalhes do rosto é parte importante no processo de formação da memória, a ausência deles pode causar sérios problemas de socialização para os portadores. Poucas terapias desenvolvidas para minimizar o problema foram bem-sucedidas.

Somatoparafrenia

(http://ibxk.com.br/2011/11/materias/89214277028193319.jpg)

A somatoparafrenia, assim como a Síndrome da Má Identificação Delirante, é uma disfunção monotemática, ou seja, isolada. O paciente acredita seriamente que uma das partes do seu corpo não faz parte do seu organismo. Assim, ele é capaz de se lesionar e até mesmo amputar um braço, apenas por achar que ele pertence à outra pessoa.

Vítimas com essa síndrome têm danos em uma região do cérebro chamada homúnculo, uma espécie de mapa corporal. A região é responsável por “catalogar” todas as partes do seu corpo para que você possa manter o controle sobre cada uma delas. Apesar da disfunção, o paciente ainda consegue mover os membros normalmente, apenas não os reconhece como sendo parte de si.

Um caso curioso relacionado à disfunção ocorreu em 1997. O cirurgião Robert Smith recebeu um pedido de um paciente para que amputasse uma das pernas, que a vítima acreditava não ser dela. Surpreendentemente o médico aceitou o pedido e, semanas depois, recebeu dezenas de outros do mundo todo solicitando que ele fizesse o mesmo em outras pessoas.

.....

Assim como as doenças acima, existem muitas outras, em menor escala, capazes de provocar reações curiosas para quem observa. Embora os sintomas possam apresentar variações, a melhor maneira de descobrir qual é o problema é sempre consultando um médico especialziado, sem tentar se enquadrar em uma categoria ou outra por conta própria.

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/ciencia/15935-5-doencas-assustadoras-que-afetam-o-cerebro.htm#ixzz1fgnH8JZw
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 23 de Dezembro de 2011, 21:19
Você Sabia??

(http://www.saudeanimal.com.br/imagens/catrun.gif)
[attachimg=1 align=right width=300]Algumas informações sobre os felinos...

FILO: Chordata
CLASSE: Mammalia
ORDEM: Carnivora
FAMÍLIA: Felidae
GESTAÇÃO: Média 62 dias
CRIAS POR ANO: 2
Nº DE FILHOTES: 3 - 6
TEMPO DE VIDA: 15 a 19 anos
TEMPERATURA EM ºC: 38,0 - 39,0
COMPRIMENTO MÉDIO: 55 cm
ALTURA MÉDIA: 30 cm

O convívio entre o homem e o gato existe desde 4 mil anos antes de Cristo. Foram encontrados afrescos e pinturas funerárias de gatos caseiros das primeiras dinastias egípcias. Encontrou-se no Egito uma grande variedade de múmias de gatos. Algumas são envolvidas em tiras de pano entrecruzadas formando um desenho bicolor. Discos redondos representam as narinas e os olhos, sendo as orelhas imitadas com folhas de palmeira. Outras são encerradas em sarcófagos de madeira, de bronze ou de barro. Alguns exemplares podem ser vistos no Museu Nacional do Rio de Janeiro.
(http://www.saudeanimal.com.br/imagens/gatinho.jpg)
Os egípcios apreciavam de tal maneira seus gatos que sua exportação era expressamente proibida; mas os mercadores jônicos entregaram-se a um lucrativo contrabando que permitiu ao gato-caseiro alcançar primeiro a Ásia Menor e depois a Europa. Na Índia o gato foi, aproximadamente, amansado na mesma época que no Egito. A China já conhecia o gato-caseiro mil anos antes de nossa era, o Japão um pouco mais tarde.

Os romanos se interessaram mais pelo gatos do que os gregos. A legião de César contribuiu muito para sua distribuição por toda a Europa e, em particular a Inglaterra. Portanto, foi somente ao ano de 1400 que o gato-caseiro substituiu definitivamente em Roma a fuinha, que era utilizada até então para o controle de ratos.

Na Idade Média foi, de um modo geral, hostil aos gatos, que eram associados às feitiçarias e considerados criaturas diabólicas. É desta época que parte a maioria das superstições, das quais algumas chegaram aos nossos dias.

O gato-doméstico, por seu caráter independente, aceita a coabitação do homem mas não abandona nenhuma de suas prerrogativas de animal livre. Por isso não é considerado propriamente doméstico. Sai à hora que lhe convém, deita-se onde quer, come o que gosta, goza nossa hospitalidade e nossas carícias que lhe agradam, mas recusa-as quando as irritam. Em troca, oferece-nos sua beleza e sua graça. Se caça camundongos é pelo esporte e não para se tornar útil.

Animal livre, o gato é independente e voluntarioso. A reação do gato, é muito diferente do cão, quando ele defende seu território é unicamente contra os outros gatos, nada mais lhe importando. Como os outros carnívoros marca o seu território urinando nos limites do mesmo, inclusive na cama do dono e, isso tem significação apenas para os outros gatos.
(http://www.saudeanimal.com.br/imagens/gato1.jpg)

O gato-caseiro é um animal gracioso, limpo e simpático. de movimentos harmoniosos, tem uma agilidade surpreendente. Seus passos são flexíveis e medidos, e ele se apóia com suavidade sobre as acolchoadas patas. Suas unhas retrateis tornam a marcha perfeitamente silenciosa. Quando perseguido ou assustado, ele pode deslocar-se rapidamente por meio de uma série de saltos que o põe fora de perigo. Mas, em terreno plano e descoberto, sua corrida é bem menos rápida que a do cão. E é por esta razão que ele em geral tenta subir em árvores ou escalar muros com a ajuda de suas garras.

Qualquer que seja a maneira que ele caia, o gato consegue sempre aterrar sobre as patas, graças ao seu senso de equilíbrio, que permitem que ele de contorça no ar. Se a queda é grande a cauda funciona como leme. O gato também sabe nadar, mas só o faz excepcionalmente.

Senta-se como os cães, apoiando-se no solo com a parte posterior do corpo e sustentando-se nas patas anteriores estendidas. Dorme geralmente de lado, mas tem uma noção de conforto muito pessoal o que o leva a adotar, muitas vezes, as posições mais estranhas.

Para se expressar, o gato-caseiro dispõe de um vocabulário bem diversificado cheio de miados, ruídos, assobios, gritos, espirros e sopros variados, capazes de expressar prazer, pesar, desprezo, medo, cólera, ameaça, namoro, etc.. A maioria dos gatos emite um som muito especial para saudar o dono, e todos sabem que um gato satisfeito ronrona. O miado é dirigido exclusivamente às pessoas e nunca aos outros gatos.

O tato e a visão e a audição são os sentidos mais desenvolvidos do gato. O olfato é menos sensível. Os pêlos de seus bigodes são órgãos táteis muito sensíveis. As patas têm, igualmente grande sensibilidade tátil. A visão é excelente, tanto de dia como de noite, pois sua pupila vertical tem grande poder de dilatação e contração, segundo a intensidade da luz; mas ele é capaz de perceber objetos numa luz muito fraca. Sua audição é ainda mais aguda. Reage, aproximadamente, como a do homem, a freqüências inferiores a 2.000 ciclos por segundo. Mas na gama dos agudos percebe sons correspondentes a 60.000 c.p.s, enquanto o limite humano é de 20.000 c.p.s.

O gato é um animal muito limpo e, limpa o seu pêlo cuidadosamente, lambendo e alisando incansavelmente do pescoço à extremidade da cauda. Oculta cuidadosamente os excrementos com terra ou serragem preparada para esse fim e que deve ser renovada todos os dias.

Ao contrário do cão o gato é um animal essencialmente individualista, altivo e solitário e, ele nunca se submete a seu dono. Esse caráter independente valeu-lhe uma reputação muito justificada de desobediente.

O gato também é de natureza prudente. Jamais se aventura a fazer algo sem tomar precauções. Se sai à noite, espera junto da porta, antes de partir, que seus olhos se acostumem à escuridão. Em face do perigo, geralmente prefere pôr-se em segurança, em qualquer refúgio elevado, donde observa o inimigo com um olhar maligno, seguro de que este não poderá alcançá-lo mas, se não vê saída, não hesita em defender-se com a maior coragem.

A atitude de arquear o dorso e eriçar os pêlos é uma atitude para intimidar o adversário fazendo com que se parece maior do que realmente é.

REPRODUÇÃO
A gata é fecundada geralmente pela primeira vez aos cinco meses. É com essa idade que ela tem o seu primeiro cio e se torna sexualmente adulta. O cio dos gatos não tem período determinados. Nos climas temperados os acasalamentos são mais freqüentes durante a primavera e podem durar de três dias a três semanas. Se a fêmea não é fecundada, ela começa imediatamente um novo período de cio.

Na época da reprodução, a gata emite um grito característico e de grande alcance que alerta todos os machos da vizinhança. O comportamento, nessa época, tanto do macho, como da fêmea, muda completamente. O animal se torna subitamente selvagem, inquieto, e vaga de dia e de noite à procura de seu companheiro (ou de sua companheira). Todos nós já fomos acordados alguma noite por seus gritos que lembram o choro de uma criança. Os machos lançam a combates implacáveis para resolver apenas a questão da precedência, uma vez que, no fim das contas, a fêmea será servida, a curtos intervalos, por todos os machos. A gata pode dar à luz, numa mesma ninhada, a filhotes originados de vários machos, podendo cada um deles ser de um pai diferente.

A gestação dura em média 62 dias, mas também nisso o gato é individualista, e ela pode variar de 59 a 69 dias. A mãe prepara com antecedência um leito macio e confortável num lugar tranqüilo. Seu instinto faz com que ela esconda a prole de modo que o pai não descubra, pois ele não hesitará em devorá-la.

Na hora do nascimento, cada gatinho nasce num envoltório que a mãe rompe ao limpar o filhote, ela come a placenta o que estimula a produção de leite. Ela não se contenta em apenas amamentar seus filhotes, mas passa grande parte do tempo a lambê-los e lustrá-los com sua língua áspera. A gata é uma excelente mãe e, é ainda capaz de amamentar cachorrinho, coelhinho e mesmo ratinhos órfãos.

Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe
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Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: Matheus RA em 24 de Dezembro de 2011, 05:53
E muito legal a diferença entre um cão e um gato.

O cão depende mais de nós,defeca em todo canto,faz maior alegria...
O gato de não der comida arranja outro dono ou come em outros locais e limpo e tem uma relação de interesse por nós.

Gosto muito de ambos.
Admito que tenho mais afinidade por gatas...(rsrsrsrs)

Ja observaram o valor do cão....
Sua cachorra ...
Seu cachorro....
Seu cão nojento...

Agora o valor do gato...
Que gata...gatinha...
O mesmo para o masculino...

em um mundo capitalista o gato da mais valor ao que tem e tem maior indenpedencia...
O cão ja e mais amigo.Afinal e considerado o melhor amigo do homem...

Muito bom minha querida...
Até a proxima curiosidade.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: Mourarego em 24 de Dezembro de 2011, 11:57
Em matéria de escolher entre cachorros e cachorras, eu sou amplamente favorável às segundas, até mesmo por escutar num certo funk: "Só as cachorras, uh uh uh uh " :).
Na verdade crio cães desde novinho, já tendo tido algumas raças mas sempre preferi aos vira latas ou como agora estão chamando "Street dogs".
Abraços,
moura
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: Mourarego em 24 de Dezembro de 2011, 14:06
Os Vira latas, mano Matheus,
são dentre as raças  e já tive de diversas delas, os mais carinhosos e fiéis.
Avalie, que meu cão Spot, digno representante do clã Vira lata, passou a noite toda em sofrer agudo, esperando que eu acordasse, para então, deitando a cabeçorra (era um animal de porte grande), em meu colo, exalar seu último suspiro.
abraços,
Moura
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 25 de Dezembro de 2011, 16:20
Feliz Natal, amigos Matheus e Moura!
Obrigada pelos comentários.

Gosto tanto de cães quanto de gatos. São amigos, cada qual a sua maneira.

Adoro um bichinho vira-lata, seja cão ou gato... A minha gata "Lua", foi encontrada no estacionamento da UERJ, pela minha filha. É uma mestiça muito aristogata! rsrs É linda, as vezes me surpreendo com seus olhares. Como transmitem bem com o olhar e as expressões faciais... é como se falassem!

Boas Festas! e um fraterno abraço,
Helena


[attachimg=1 align=right width=400]PS - Uma homenagem aos cães, também grandes amigos!... O jeitinho de cada um.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: arcal em 28 de Dezembro de 2011, 00:16
O nome "cristão" só aparece três vezes na Bíblia. (Atos 11:26, Atos 26:28 e I Pedro 4:16)

A Vinda do Senhor é referida 1845 vezes na Bíblia, sendo 1.527 no Antigo Testamento e 318 no Novo Testamento.

No Salmo 107 há 4 versículos iguais: 8, 15, 21 e o 31.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Abril de 2012, 23:14
(http://3.bp.blogspot.com/-qYDI6pg1l2o/T3eFbuINTZI/AAAAAAAABxY/y6XJPrl_RWA/s1600/mentira_mens.jpg)

Você sabia?

A verdadeira mentira
Qual a origem etimológica da palavra "mentira"?




Os estudiosos se referem à palavra *mentionica, do latim tardio do século XI, que por sua vez teria vindo do baixo latim mentire, remetendo ao latim clássico mendacium, termo ligado à palavra mens.


A palavra mens está na raiz da mentira. Mens significa "mente", "inteligência", "discernimento", o que poderia nos fazer concluir que o mentiroso precisa ter uma boa cabeça. Um mentecapto não sabe mentir.


Mas há ainda um significado especial para mens — "intenção". O que tem em mente o mentiroso ao lançar mão da mentira? A verdadeira mentira jamais acontece por inadvertência ou em nome de boas intenções. É fruto de uma vontade empenhada em enganar.


Fonte: Livro Palavras e Origens
Gabriel Perissé - é escritor, tradutor, doutor em Filosofia da Educação (USP), professor, palestrante, blogueiro, autor de vários livros sobre leitura, linguagem, escrita criativa, educação, formação docente e estética.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 12 de Abril de 2012, 23:59
Você sabia?
Cientistas sequenciam genoma do gorila

Estudo inglês compara mais de 11.000 genes e revela que homens e gorilas são mais parecidos do que se imaginava


(http://veja.abril.com.br/assets/images/2010/9/18022/gorilas-getty-620-size-598.jpg?1284748271)Gorilas no parque nacional de Virunga, na República Democrática do Congo: mais próximos dos humanos do que se pensava

Pesquisadores do Wellcome Trust Sanger Institute, na Inglaterra, conseguiram completar o sequenciamento do genoma de um gorila, o último dos grandes primatas a ter seu DNA mapeado. Apesar de a ciência confirmar que o parente mais próximo dos seres humanos é o chimpanzé, o estudo, publicado na revista Nature, mostra que o nosso genoma se assemelha ao do gorila bem mais do que se imaginava.

Usando o DNA de uma fêmea de gorila-das-planícies-ocidentais, a subespécie mais numerosa, os cientistas montaram uma sequência do genoma e, pela primeira vez, foram capazes de comparar os genes dos grandes primatas: o chimpanzé, o gorila, o orangotango e o homem.

O estudo comparou, ao todo, mais de 11.000 genes. Na análise, foi descoberto que os humanos e os chimpanzés são geneticamente mais próximos entre si na maior parte do genoma, mas a equipe encontrou trechos em que este não é o caso: 15% do genoma humano é mais semelhante ao genoma do gorila do que ao do chimpanzé, e 15% do genoma do chimpanzé é mais próximo ao do gorila do que ao dos homens.

"Sequenciar o genoma do gorila é importante porque ele aponta o momento em que nossos ancestrais divergiram. Ele também nos permite explorar as semelhanças e diferenças entre nossos genes e os do maior primata vivo”, diz Aylwyn Scally, principal autor da pesquisa. Os humanos têm entre 20.000 a 25.000 genes, contra 21.000 dos gorilas.

Similaridades - "Nossas descobertas mais significativas revelam não apenas diferenças entre as espécies, refletindo milhões de anos de divergências evolutivas, mas também similaridades", conta Chris Tyler-Smith, coautor da pesquisa. Nas três espécies, genes relacionados ao desenvolvimento da percepção sensorial, da audição e do cérebro mostraram evolução acelerada, principalmente nos humanos e nos gorilas.

“Descobrimos que gorilas compartilham muitas mudanças genéticas paralelas com humanos - incluindo a evolução de nossa audição", diz Chris. "Cientistas sugeriram que a rápida evolução dos genes de audição dos humanos estava ligada à evolução da linguagem.

"Nossos resultados colocam isso em questão, já que os genes de audição evoluíram em gorilas na mesma proporção que nos humanos”.

ivisão - O estudo também esclarece o momento de divisão entre as linhagens das espécies. Os gorilas teriam se separado da linhagem dos homens e dos chimpanzés há cerca de dez milhões de anos. Já a separação entre humanos e chimpanzés teria ocorrido quatro milhões de anos depois, informação que coincide com as evidências fósseis. A própria espécie dos gorilas também se dividiu em dois grupos, os da planície oriental e os da planície ocidental, há cerca de um milhão de anos.

Gorilas sobrevivem hoje em algumas poucas populações isoladas e ameaçadas de extinção nas florestas equatoriais da África Central. Sua quantidade diminuiu devido à caça e à perda de habitat.

Os seres humanos descendem dos macacos?

Não. O mais correto é dizer que os seres humanos também são grandes macacos, 'primos' de chimpanzés, gorilas e orangotangos. Essas três espécies partilham com o homem o mesmo ancestral. Orangotangos deixaram esse "tronco" principal entre 20 e 14 milhões de anos atrás e deram origem a um novo gênero. Os gorilas fizeram o mesmo por volta de 11 a 8 milhões de anos. E os chimpanzés entre 8 e 6 milhões de anos. Assim como os humanos, todos pertencem à mesma família: a dos hominídeos.


(http://veja.abril.com.br/assets/pictures/69811/kamilah-size-460.jpg)Kamilah, a fêmea cujo genoma foi sequenciado para o estudo

Fonte:
Ciência/Revista Veja
 
08/03/2012 - (Com Agence France-Presse)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Maio de 2012, 01:32
Você sabia?
Ciúme e inveja no trabalho são diferentes em homens e mulheres
(Ana Carolina Prado)


(http://super.abril.com.br/blogs/como-pessoas-funcionam/files/2012/05/ciume-trabalho.jpg)



Não tem jeito: ciúme e inveja são coisas que podem atingir tanto homens quanto mulheres – inclusive no ambiente de trabalho.
Mas um estudo realizado por pesquisadores das Universidades de Valência (Espanha), Groningen (Holanda) e Palermo (Argentina) sugere que, na firma, essas questões envolvem algumas diferenças de gênero.
Por exemplo, as mulheres são mais afetadas pela competição sexual do que os homens.
 Já as habilidades sociais dos colegas podem provocar ciúme e inveja profissional igualmente em ambos os sexos.

“Mulheres com alto nível de competição intrassexual [ou seja, a concorrência com outras pessoas do mesmo sexo, causada pelo desejo de obter e manter o acesso ao sexo oposto] são mais ciumentas se a rival for mais atraente e mais invejosas se a rival é mais poderosa e dominadora”, afirmou Rosario Zurriaga, da Universidade de Valência.
 “Esse resultado mostra a importância das habilidades sociais em ambientes de trabalho”, completa.
Para entender a diferença entre os dois sentimentos, o estudo definiu assim: o ciúme é o que vem quando um relacionamento está ameaçado devido à interferência de um rival.
 Já a inveja foi considerada uma resposta ao sucesso, qualidades ou habilidades de outra pessoa – e envolve que você se compare com ela e deseje ter os seus atributos.
“A inveja e o ciúme podem causar estresse e afetar negativamente a qualidade de vida dos profissionais”, afirma Zurriaga.
Como evitar isso? Segundo os pesquisadores, é necessário que as pessoas modifiquem sua percepção de perda, ameaça e comparação com os outros. Tarefa nada fácil.

Metodologia
A rivalidade intrassexual foi analisada por meio de questionários distribuídos diretamente para 200 indivíduos (100 homens e 100 mulheres) em suas estações de trabalho. Do total, 26% dos voluntários trabalhavam na área de administração, 21% no setor de serviços, 30% na educação e o restante em saúde e outras profissões. A idade média era de 36 anos e eles estavam há 11 em seu trabalho.

“Este é um dos primeiros estudos a analisar as características de rivalidade no ambiente de trabalho e pode contribuir para uma melhor compreensão dos conflitos e problemas que podem ocorrer nessas relações”, concluem os autores no estudo, que foi publicado na “Revista de Psicología Social”.
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Maio de 2012, 01:40
Você Sabia?

República Imigrante do Brasil

Entre 2010 e 2011, quase 600 mil pessoas vieram morar no Brasil. Nunca tivemos tantos imigrantes por aqui desde 1890. Veja agora um panorama da imigração no país década a década.
Conheça histórias de estrangeiros que escolheram chamar o Brasil de lar.
Entenda o que trouxe quase 600 mil pessoas para o país entre 2010 e 2011


  Edição: Frederico Di Giacomo, Karin Hueck Reportagem e texto: Otavio Cohen, Itamar Cardin Edição de arte: Daniel Apolinario Design: Juliana Moreira e Rafael Quick Ilustração: Diogo Blanco, Daniel Apolinario e Fabricio Lopes Vídeo: Fabio Nascimento Desenvolvimento: Cheny Schmeling


República Imigrante do Brasil - webdocumentário traça um panorama da imigração no país (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXk5TzNKN2MySThBJmFtcDtsaXN0PVVVVlZJVmM2RGZVOHVXSjYwdms4aUtwUSZhbXA7aW5kZXg9MiZhbXA7ZmVhdHVyZT1wbGNwI3dz)
Título: Re: Você sabia? (Curiosidades em geral)
Enviado por: HelenaBeatriz em 10 de Maio de 2012, 01:59
Você sabia?


Vozes do Além: Os mortos querem falar
Com a multiplicação da parafernália eletrônica nos últimos anos, não faltam opções para os mortos que quiserem enviar suas mensagens aos vivos. Até o home theater de sua casa pode servir de meio de comunicação com o outro mundo