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GERAL => Mensagens de Ânimo => Amizade => Tópico iniciado por: JoHn AlVeS em 08 de Novembro de 2010, 13:47

Título: Fé e Razão.
Enviado por: JoHn AlVeS em 08 de Novembro de 2010, 13:47
Costuma-se pensar que fé e razão são coisas diferentes e até mesmo antagônicas, mas não são.

O indispensável é que:

1) O exercício da razão não esteja entravado por preconceitos, como dizer: Não creio porque é impossível? Contra fatos, não há argumentos;

2) Impedida a usual comprovação mecânica ou sensorial, se aceitem outros elementos de medição ou avaliação, como a mediunidade;

3) O ponto de crença em estudo corresponda não apensa a um dogma, como imposição da fé cega, mas a uma realidade.

O estudo comparado das religiões através dos tempos tem evidenciado que nelas existem muitos mitos, lendas e crendices. Mas nada que não se baseie na verdade poderá perdurar, o que Jesus colocava assim: Toda planta que meu Pai não plantou será arrancada (Mt 15:13). E Kardec complementa: Fé inabalável só o é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da humanidade (O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. XIX, tem 6).

Há quem pense, também, que a fé não se concilia com a cultura a afirme que pessoas cultas não podem crer em coisas espirituais. Curiosamente, certos incultos também acham absurdo crer nelas, enquanto, por outro lado, há sábios e incultos que crêem. Podemos concluir, portanto, que o cultivo do intelecto não dá nem tira a fé na espiritualidade.

É que a fé resulta da capacidade de perceber e entender fatos da vida espiritual, e isso depende muito do grau evolutivo de cada um e das experiências que tenha vivido.

A fé, portanto, é algo muito pessoal, varia de pessoa para pessoa e pode oscilar na própria pessoa, que ora parece crer e ora, não.

Pedro, convidado por Jesus, confiantemente vai ao encontro do Mestre, caminhando sobre as águas. Mas o vento agita o lago, produz ondas, o apóstolo se desconcentra e começa a afundar. Jesus o sustém e lhe diz: Por que duvidaste, homem de pouca fé? (Mt 14:22-23).

Há coisas que sabemos, outras estamos aprendendo. Nas que ainda constituem nossa faixa atual de aprendizado, oscilamos, hesitamos. Isso vale, também, para o campo do espírito. Daí podermos falar em muita ou pouca fé.