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GERAL => Mensagens de Ânimo => Amizade => Tópico iniciado por: Victor Passos em 22 de Novembro de 2007, 10:07

Título: CAMINHO DA PAZ
Enviado por: Victor Passos em 22 de Novembro de 2007, 10:07

 CAMINHO  DA  PAZ

Meimei



Dizem que um homem de fé se aproximou de Jesus e indagou, após
externar-se em manifestações de júbilo e reverência:

- Senhor, onde o caminho da paz? que fazer de meu filho que me arrasa
a tranqüilidade, atolado na rebeldia?

- Abençoá-lo-ás sempre - respondeu o Divino Mestre - procurando
socorrê-lo com mais amor.

- E como agir, à frente de meu tio, aquele que me furtou a herança dos avós?

- Buscarás perdoá-lo, usando compaixão e esquecimento.

- E meu antigo sócio? de que modo proceder com esse homem que tanto me
prejudicou e injuriou?

- Desculpa-lo-ás, orando em favor dele.

- Tenho quatro empregados ignorantes...

De que maneira harmonizar-me com esses companheiros problemas, se me
afligem com as maiores dificuldades, dia por dia?

- Saberás instruí-los.

- Minha existência está repleta de perseguidores... Que fazer com essa
gente cruel?

- Esquecerás qualquer agravo e auxiliarás em benefício de cada um,
tanto quanto puderes.

O devoto baixou a cabeça, sentindo-se na presença da verdade, e
considerou timidamente:

- Senhor, estou satisfeito.

Conta-se que Jesus afagou-lhe a cabeça dolorida e rematou, ao despedir-se:

- Então, vai, serve sempre e não perguntes mais.



(De "Amizade", de Francisco Cândido Xavier)

Título: Re: CAMINHO DA PAZ
Enviado por: JAGUARVITOR em 22 de Junho de 2010, 23:54
O AMOR É ASSIM! SENTIMENTO FORTISSIMO, VERDADEIRO E INCONDICIONAL.
Título: Re: CAMINHO DA PAZ
Enviado por: Victor Passos em 23 de Junho de 2010, 09:15
Ola muita paz e harmonia
Amigo Jaguarvitor

Verdadeiro respeito

 

Ainda hoje é comum se observar desrespeito entre membros de religiões diferentes.

Um ditado popular até inclui religião entre os temas que não devem ser conversados ou discutidos, entre colegas ou amigos. É questão nevrálgica que pode gerar desentendimentos.

É que, quase sempre, um termina por ofender o outro por serem diferentes os conceitos a respeito de Deus, da alma, das penas e recompensas futuras.

Contudo, entre grandes líderes religiosos há muito respeito. Exatamente porque um no outro admira o compromisso integral com sua própria crença.

Recordamos que no ano de 1219, Francisco de Assis, que fora se juntar aos combatentes da Quinta Cruzada, decidiu ir à presença do sultão Al-Malik Al-Kamil.

Ele desejava converter o sobrinho de Saladino ao Cristianismo. E se isso redundasse em martírio, não se importava.

Com seu companheiro Illuminatus foi em direção ao quartel-general do sultão.

Era sabido que os cristãos podiam praticar sua fé em terras muçulmanas. Mas, se tentassem converter algum maometano, estariam sujeitos à pena capital.

Quando Francisco e o amigo se aproximaram do acampamento do sultão foram imediatamente levados à sua presença.

O governante muçulmano tinha a mesma idade de Francisco. Ele governava o Egito, a Palestina e a Síria.

Era competente em artes militares. Também completamente dedicado às tradições de sua fé e à sua disseminação.

Cinco vezes ao dia, ao ouvir o chamado para a adoração a Alá, era o primeiro a assumir a postura devida.

Francisco de Assis, pois, estava diante de um homem profundamente devoto, que também acreditava em um Deus único.

Francisco, através de um intérprete, falou ao sultão e ao seu conselho sobre a fé em Cristo e o apelo de paz em nome de Jesus, o filho de Deus.

Quando concluiu, os conselheiros presentes opinaram que os visitantes deveriam ser, de imediato, decapitados.

Entretanto, o sultão era homem que apreciava a verdadeira fé onde quer que a encontrasse e disse:

Vou contrariar esses conselhos. Jamais te condenarei à morte. Seria uma perversa recompensa para alguém que voluntariamente arriscou-se a morrer a fim de salvar minha vida diante de Deus, como acreditas.

Até onde os registros medievais, em italiano e francês, bem como as crônicas muçulmanas relatam, o fato não teve precedente na História das relações entre cristãos e muçulmanos.

Os frades ficaram no acampamento durante uma semana. E, ao despedi-los, o sultão forneceu a ambos salvo-conduto de volta ao seu acampamento.

E até mesmo a Jerusalém, pois Francisco desejava venerar os ditos lugares santos cristãos.

Deu-lhes o suficiente em provisões para a viagem de retorno e presentes preciosos. Esses, delicadamente foram recusados por Francisco, o que mais provocou a admiração de Al-Kamil.

Francisco não conseguiu converter o sultão à fé cristã mas saiu de lá com uma impressão bem diferente do seu anfitrião.

Eram dois líderes. Um liderava homens à guerra, motivados por suas convicções religiosas. O outro somente desejava que se implantasse a paz do Cristo no mundo.

Dois líderes. Conceitos divergentes. Batalhas gigantescas a vencer. Armas diferentes.

Mas um ao outro ouviu e deixou bem claras as linhas do respeito.

Pensemos nisso.

 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Doze

 – 1219 – 1220, do livro Francisco de Assis, o santo

relutante, de Donald Spoto, ed. Objetiva.

Em 25.05.2010.

 
Título: Re: CAMINHO DA PAZ
Enviado por: JAGUARVITOR em 24 de Junho de 2010, 02:10
BRAVO!