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GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 24 de Junho de 2012, 21:31

Título: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 24 de Junho de 2012, 21:31
                                                                     VIVA JESUS!



             Boa-tarde! queridos irmãos.


Um minuto com Chico Xavier


                   Após o lançamento de seu primeiro livro mediúnico, Parnaso de Além-Túmulo, Chico passou a ser visado pelos críticos literários. Alguns, sem nenhuma piedade o criticando; outros, analisando com mais justiça, até tentando achar uma justificativa para tantos poetas já mortos trazerem trabalhos inéditos com todos os detalhes que os caracterizavam quando entre os encarnados. O fato é que foram momentos muito difíceis para o médium mineiro que de Emmanuel, seu guia espiritual, só recebia exortação à confiança nos amigos do invisível e a lembrança de que sofrendo se aprende.

Um desses críticos, não menos severo, teve a oportunidade de acompanhar um trabalho psicográfico de Chico. Ouçamos a história narrada por Ubiratan Machado em seu livro Chico Xavier, uma vida de amor (editado pelo IDE, de Araras, SP).

A 30 de julho de 1937, Chico teve a oportunidade de exibir seus dons de psicografia a Agripino Grieco. Católico convicto, admirador da Igreja e de seus grandes santos, Grieco era também um crítico implacável, não deixando passar ocasião para fazer uma frase sarcástica, ou apenas irônica. Temor de certos escritores que só ajeitavam o nó da gravata diante daqueles espelhos de aumento.

Naquela data, Chico encontrava-se em casa do professor Cícero Pereira, à Rua Bonfim, 360, em Belo Horizonte, quando foi procurado por um amigo, Bady Curi. Este disse que Agripino Grieco estava à sua espera, pois desejava vê-lo em atividade psicográfica. Chico ponderou que não se devia forçar ninguém a acreditar nos fenômenos mediúnicos. Mas o amigo insistiu tanto, que a recusa se tornou impossível.

Com a mesma habilidade, os amigos de Chico seduziram o crítico e o encontro deu-se num Centro na capital mineira. Salão lotado. Grieco sentou-se ao lado do médium, que não lhe deu impressão de inteligência fora do comum. “Um mestiço magro, meão de altura, com os cabelos bastante crespos e uma ligeira mancha esbranquiçada num dos olhos”, observou.

O orientador do trabalho solicitou que Grieco rubricasse vinte folhas de papel destinadas à escrita do médium. Logo, “com uma celeridade vertiginosa”, o lápis de Chico deslizou pelo papel, “com uma agilidade que não teria o mais desenvolto dos escrivães de cartório”.

À medida que as folhas iam sendo preenchidas, sempre em grafia legível, o crítico ia verificando o conteúdo da mensagem. Primeiro, surgiu um soneto atribuído a Augusto dos Anjos. Em seguida, antes mesmo que o médium concluísse a crônica e apusesse a assinatura do Espírito, Grieco já percebera “que estavam em jogo, bem patentes, a linguagem e o meneio de ideias peculiares a Humberto de Campos”.

Entrevistado por jornais mineiros, Grieco não escondeu seu aturdimento, respondendo com toda honestidade: “Se é mistificação, parece-me muito bem conduzida. Tendo lido as paródias de Albert Sorel, Paul Reboux e Charles Muller, julgo ser difícil (isso o digo com a maior lealdade) levar tão longe a técnica de pastiche. Não sei como elucidar o caso. Fenômeno nervoso? Intervenção extra-humana? Faltam-me estudos especializados para concluir”.

A entrevista de Grieco teve intensa repercussão, mas crítico e médium nunca mais se viram, cada um seguindo seu rumo.


          José Antonio Vieira de Paula





                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!



 
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 29 de Junho de 2012, 23:36
                                                                     VIVA JESUS!




          Boa-noite! queridos irmãos.



                 Um minuto com Chico Xavier


                 “Pedi, buscai e batei”, disse Jesus quando falou sobre o relacionamento entre a criatura e o Criador, através da oração.

Não basta apenas pedir, tem de ir atrás e, lá chegando, bater. Foi o que fez D. Nicácia, segundo nos conta Weimar Muniz de Oliveira, no seu livro “Chico Xavier, casos inéditos”.

Ela orou, procurou Chico como possível intermediário de uma orientação espiritual e, encontrando-o, apresentou seu problema. E o resultado veremos na história narrada pelo autor.

Segue o caso:

D. Nicácia Pitaluga sofreu, por vários anos, dores nas pernas. Pés muito inchados, prurido intenso, vermelhão, risco iminente de trombose. Buscando orientação médica, segundo um angiologista, o tratamento não poderia tardar: cirurgia imediata. Surpreendida e insegura quanto ao tratamento, pediu ao especialista três dias para pensar e foi a Uberaba orientar-se com o médium Chico Xavier.

No Grupo Espírita da Prece, aguardou o início dos trabalhos e colocou sobre a mesa um bilhete: “O médico determinou-me uma cirurgia, mas em Goiânia não há médico de minha confiança. Peço orientação”.

Aquela foi sua primeira ida a Uberaba. Havia no recinto uma pequena multidão... Não se entrevistara com ninguém e, para surpresa sua, ao final, uma senhora entrega-lhe a resposta espiritual, que dizia:

“Confia e espera, que em Goiânia a irmã encontrará o médico de sua confiança”.

Uma longa fila formou-se e as pessoas aguardavam pacientemente a vez de cumprimentar o médium. Quando chegou a sua vez, o Chico volta-se a ela e pergunta:

- A irmã ficou satisfeita com o que veio buscar?

- Não, não fiquei, Chico, pois em Goiânia não há médico de minha confiança!

E o médium completou:

- Vai, irmã, vai com Deus, que em Goiânia a irmã encontrará o médico de sua confiança!

Trocaram abraços, beijos e se despediram.

Dois ou três dias depois, já em Goiânia, D. Nicácia soube, por intermédio de uma filha, que, num Centro Espírita, um médico, através de um médium, dava receitas. Imbuída de bastante fé, buscou o Centro e ali recebeu a receita e a recomendação de que, ao término da medicação, deveria voltar. Quando retornou, veio a nova orientação do médico do Plano Espiritual:

- Vá para casa, confie em Deus, que a irmã será submetida a uma operação à distância.

Após a intervenção do plano espiritual e alguns dias de repouso, ficou totalmente curada. Depois de tudo, comentou satisfeita:


- É, o Chico estava certo, aqui em Goiânia encontrei mesmo o médico de minha confiança!


          José Antonio Vieira de Paula





                                                                                           PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 07 de Julho de 2012, 22:26
                                                                     VIVA JESUS!




          Boa-noite! queridos irmãos.



                 Um minuto com Chico Xavier




          Em entrevista concedida durante um programa de Hebe Camargo, na TV Bandeirantes, no dia 20 de junho de 1985, Chico Xavier respondeu a um questionamento feito pela convidada Nair Belo.

Vejamos a pergunta e a resposta:

Nair: Chico, um filho excepcional é um carma ou uma prova para os pais?

“Nair, a criança excepcional sempre me impressionou pelo sofrimento de que ela é portadora, não somente em se tratando dela mesma, mas, também, dos pais e isso tem sido o tema de várias conversações minhas com o nosso Emmanuel, que é o guia espiritual de nossas tarefas.

E ele, então, diz que, regra geral, a criança excepcional é o suicida reencarnado, reencarnado depois de um suicídio recente, porque a pessoa, quando pensa que se aniquila, está apenas estragando ou perdendo a roupa que a Providência Divina permite de que ela se sirva durante a existência, que é o corpo físico.

A verdade é que ela em si é um corpo espiritual; então, os remanescentes do suicídio acompanham a criatura que praticou a autodestruição para a vida do Mais Além. Lá ela se demora algum tempo amparada por amigos que toda criatura tem, afeições por toda parte, mas volta à Terra com os remanescentes que ela levou daqui mesmo, após o suicídio.

Se uma pessoa espatifou o crânio e se o projétil atingiu o centro da fala, ela volta com a mudez.

Se atingiu apenas o centro da visão, ela volta cega, mas se atingiu determinadas regiões mais complexas do cérebro, ela vem em plena idiotia e aí os centros fisiológicos não funcionam.

Se ela suicidou-se mergulhando-se em águas profundas, ela vem com a disposição para o enfisema, um enfisema infantil ou da mocidade, ou dos primeiros dias de vida.

Se ela, por exemplo, se enforcou, ela vem com a paraplegia, depois de uma simples queda que toda criança cai do colo da ama, do colo da mãezinha; então, quando o processo é de enforcamento, a vértebra que foi deslocada, no enforcamento, vem mais fraca e, numa simples queda, a criança é acometida pela paraplegia.

Outras crianças que vêm completamente perturbadas – a esquizofrenia, por exemplo, diz-se que é o suicídio, depois do homicídio.

O complexo de culpa adquire dimensões tamanhas que o quimismo do cérebro se modifica e vem a esquizofrenia como uma doença verificável, porque através dos líquidos expelidos pelo corpo é possível detectar os princípios da esquizofrenia.”

 

          José Antonio Vieira de Paula






                                                                                   PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 14 de Julho de 2012, 19:34
                                                                 VIVA JESUS!




       Boa-tarde! queridos irmãos


              Um minuto com Chico Xavier



        Fascinante é a história de Jésus Gonçalves, conhecido no meio espírita como “O Poeta das Chagas Redentoras”. Tendo contraído a hanseníase ainda muito novo, já casado e com filhos, foi retirado de seu lar e confinado a um Hospital Colônia de Hansenianos, primeiro em Bauru e, depois, transferido para Pirapitingui.

O próprio Jésus relata que por muito tempo foi revoltado com o Criador. Não conseguia compreender tanto sofrimento, num mesmo lugar, entre crianças, adultos e idosos. Isso até que um dia chega às suas mãos o livro “O Céu e o Inferno – A Justiça Divina segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec.

Após estudá-lo, compreendeu que não era o Pai maior o responsável por seus padecimentos, mas seu próprio comportamento errôneo em vidas anteriores. Tornou-se, assim, um grande divulgador da Doutrina e passou a ser conhecido nacionalmente por seu trabalho e dedicação. Passou, também, a corresponder-se com Chico, para quem enviava fotos suas que revelavam o aumento das lesões que se concentravam mais em sua face e em uma das pernas. Mas sempre que isso fazia, com muito bom humor dizia para Chico: “Parece que eu mudei, mas continuo o mesmo”.

Poucos dias após sua desencarnação, sem que disso soubesse, Chico recebe sua visita espiritual que muito o emociona. Quem narra esse encontro é o próprio médium, texto esse que pode ser encontrado no livro “A Extraordinária Vida de Jésus Gonçalves”, escrito por Eduardo Carvalho Monteiro (Editora Espírita Correio Fraterno do ABC). Vejamos o relato:

“Terminada a mensagem do nosso querido orientador, quando me achava em profunda concentração mental, vi a porta de entrada iluminar-se de suave clarão. Um homem-espírito apareceu aos meus olhos, mas em condições admiráveis. Além da aura de brilho pálido que o circundava, trazia luz não ofuscante, mas clara e bela, a envolver-lhe certa parte do rosto e da cabeça, ao mesmo tempo em que uma das pernas surgia vestida igualmente de luz.

Profunda simpatia me ligou o coração à entidade que nos buscava, assim de improviso, e indaguei, mentalmente, se eu podia saber de quem se tratava.

O visitante aproximou-se mais de mim e disse – Chico, eu sou Jésus Gonçalves! Cumpro a minha promessa... Vim ver você!

As lágrimas subiram-me do coração aos olhos. Percebi que o inolvidável amigo mostrava mais intensa luz nas regiões em que a moléstia mais o supliciara no corpo físico, e quis dizer-lhe algo de minha admiração e de minha alegria. Entretanto, não pude articular palavra alguma nem mesmo em pensamento.

Ele, porém, continuou:

- Se possível, Chico, quero escrever por você... dar minhas notícias aos irmãos que deixei à distância e agradecer a Deus as dádivas que tenho recebido...

A custo, perguntei a ele, ainda mentalmente, o que pretendia escrever, querendo, de minha parte, falar alguma coisa, porque eu ignorava que ele houvesse desencarnado e não conseguia esconder meu  jubiloso espanto.

Ele abraçou-me. Em seguida, colocando-se no meio da pequena sala, recitou um poema que eu ouvia, mas não guardava na memória... Ao terminar, pareceu-me mais belo, mais brilhante... Tomei o lápis... Jésus Gonçalves debruçou-se sobre o meu braço e escreveu em lágrimas os versos que ele recitara para mim, momentos antes, em voz alta:

Palavras do Companheiro 

(Aos meus irmãos de Pirapitingui)

I

Irmãos, cheguei contente ao Novo Dia
E ainda em pleno assombro de estrangeiro
Jubiloso, saltei de meu veleiro
No porto da Verdade e da Harmonia

Bendizei, com Jesus, a dor sombria
Na romagem de pranto e cativeiro,
Nele achareis o Doce Companheiro
Para as rudes tormentas da agonia...

Não desdenheis a chaga que depura,
Nossas horas de amarga desventura
São dádivas da Lei que nos governa!...

As escuras feridas torturantes
São adornos nas vestes deslumbrantes
Que envergamos ao sol da Vida Eterna!


II

Ave, maravilhosa madrugada
Que desdobras a luz no céu aberto
Além das trevas, longe do deserto
Onde a esperança geme incontentada!

Salve, resplandecente e excelsa estrada
Sobre o mundo brumoso, estranho e incerto
Que acolhe, em paz, o espírito liberto
Na vastidão da abóbada estrelada!

Oh! Meu Jesus, que fiz na noite densa,
Por merecer tamanha recompensa
Se confundido e fraco me demoro?

Recebe, ante a visão do Espaço Eleito,
A alegria que vaza de meu peito
Nas venturosas lágrimas que choro...”

 
        José Antonio Vieira de Paula






                                                                                           PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 21 de Julho de 2012, 12:08
                                                                      VIVA JESUS!





         Bom-dia! queridos irmãos.



                 Um minuto com Chico Xavier


          O alcoolismo é uma enfermidade de profundo interesse para sociedade terrena, uma vez que raras são as famílias que não tenham em seu reduto alguém, próximo ou distante, portador de tal mal.

A ciência procura de toda forma encontrar mecanismos para seu tratamento sem que tenha tido sucesso absoluto.

A verdade é que o alcoolismo, mesmo que causado por fatores genéticos ou intrínsecos, sempre será uma doença de cunho espiritual, pois que traz sua raiz nos refolhos da alma errante ao longo de várias encarnações. E, também, é um mal agravado pela presença desgastante de Espíritos homiziados com tal hábito. Pode ser um hábito adquirido em épocas de sofrimentos intensos, após quedas morais delicadas, ou mesmo um processo de vingança espiritual patrocinado por Espíritos infelizes que, por terem sofrido nas mãos de déspotas do passado, escravagistas e tais, buscam a vingança.

Seja qual seja a causa, o tratamento exige a participação do próprio enfermo, de sua família e um auxílio firme da espiritualidade superior que, por ter autoridade moral sobre os Espíritos inferiores, buscam, com a ação do amor, sensibilizá-los, a fim de demovê-los desse intento, processo esse que também pode demorar, porque os benfeitores nada impõem e dependem muito da transformação moral do doente. É verdade que, também por caridade, esses benfeitores podem afastar de forma mais imediata uma entidade viciada, mas, como ensina o mestre lionês Allan Kardec, é preciso remover a causa, isto é, tratar o enfermo.

Jesus, nosso mestre maior, também se referiu ao afastamento de entidades malévolas dizendo que, quando um espírito imundo deixa um lugar, ele, não encontrando repouso, busca outros sete piores que ele e volta ao ataque.

Portanto, o alcoolismo deve ser visto como uma enfermidade espiritual, cuja classificação pode ser encontrada entre as obsessões, particularmente aquela a que Allan Kardec se referiu como subjugação, que é quando a vontade de alguém está sob o domínio de outrem.

No texto sobre a vida Chico que apresentaremos, retirado do livro “O Prisioneiro de Cristo”, de R. A. Ranieri, publicado pela Editora LAKE, veremos importante exemplo sobre o tema em análise.

Segue o texto:

“Nós estávamos encostados na porta que dá para o gabinete de receitas. Chico ia atendendo o povo e conversando conosco nos intervalos ou no espaço que mediava entre uma e outra pessoa. Às vezes contava uma história para ilustrar a oportunidade.

- Sabe, Ranieri – dizia ele – quando eu trabalhava no Centro com José Xavier, ia lá um rapaz que bebia muito, mas que desejava deixar de beber. Falou-nos. Começamos a orar e pedir por ele. O rapaz enchia-se de boa vontade e durante a reunião ansiava se libertar, mas saía dali e tornava a beber. Nós insistíamos nas orações.

Um dia, Emmanuel me disse: ‘Você, Chico, vai acompanhá-lo quando sair daqui e verá o que ocorre com ele’. Assim fiz. Dilatou-se-me a vidência e passei não só a acompanhá-lo no plano físico como também a vê-lo no campo espiritual. Assim que saiu, na porta do Centro esperavam-no quatro entidades inferiores que logo o envolveram e o conduziram para um bar. Enquanto um lhe fazia companhia dentro do bar e absorvia-lhe aspirando a pinga que ele ia bebendo, os outros três montavam guarda. Ele bebia. O primeiro foi lá como dissemos e aspirou toda a bebida. Depois aquele saiu, e foi o segundo. Ele bebeu mais e o segundo absorveu a bebida. Saiu este e foi o terceiro e depois o quarto. Enquanto bebia, os outros três impediam que um quinto Espírito que se  aproximara também bebesse com ele.

O rapaz era propriedade dos quatro Espíritos, era deles, pertencia-lhes.

Olhei o Chico e compreendi-lhe a lição.

Isto queria dizer que também no mundo espiritual, assim como na Terra, há os insaciáveis, os dominadores da alma humana, que aprisionam e escravizam a criatura da mesma forma ou pior que os gângsteres americanos que aparecem no cinema. Krishna ensinava que existe uma luta terrível travada entre o Bem e o Mal.”
 

          José Antonio Vieira de Paula






                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 28 de Julho de 2012, 13:59
                                                                     VIVA JESUS!




         Bom-dia! queridos irmãos.



                 Um minuto com Chico Xavier



           Ensina-nos Allan Kardec, num estudo sobre o Magnetismo, registrado em “O Livro dos Médiuns”, que existem três tipos de maneiras de recolhermos o benefício do passe magnético (que ele chama de mediunidade de cura). A primeira é através do magnetismo humano, ou animal, onde o magnetizador doa de seu próprio fluido, sem a interferência da espiritualidade; o segundo é o magnetismo espiritual, onde um Espírito pode agir, sem o concurso de um médium, diretamente sobre alguém; e o terceiro, e mais comum, é o misto, onde um Espírito utiliza-se de alguém encarnado para fazer essa transferência magnética. A história que vamos ler, narrada por Ubiratan Machado e registrada no livro “Chico Xavier por ele mesmo”, editado pela Ed. Martin Claret, de São Paulo, nos mostra Chico recebendo um auxílio dessa natureza, doado diretamente por um benfeitor, durante um desdobramento espiritual, enquanto seu corpo físico estava adormecido. Vejamos a narrativa:

Em 1946, Chico adoeceu de novo. O caso era grave. O corpo achava-se debilitado pelos constantes trabalhos. Sentia-se fraco, sem ânimo para nada. O diagnóstico era tuberculose.

Conta Ramiro Gama que, em certa manhã de sol, ao ver o médium tão triste, sentado à porta de casa, Emmanuel pôs-lhe a mão no ombro e disse: “Procure reagir. Sua enfermidade é tanto do corpo como do espírito. Não desanime. Se Deus quiser, vai ficar bom. Ao dormir, lembre-se de mim. Vou levar seu Espírito a um lugar muito lindo. Lá, ele será medicado”.

Ao deitar-se, Chico não se esqueceu do compromisso com o amigo. Adormecendo, viu-se passeando em Espírito por um jardim maravilhoso, com flores, como nunca vira na Terra. Lá no fim, sentado num banco e envolto numa luz alaranjada, estava um menino delicado. Emmanuel fez a apresentação. E, para surpresa do médium, o garoto segurou-o no colo com extrema facilidade. Passou as pequenas mãos luminosas pelo corpo de Chico, acariciou-o, apertou-o de encontro ao peito, e depois lhe disse sorrindo: “Pronto, está medicado”.

No regresso para casa, ainda no espaço, Emmanuel explicou-lhe: “Você recebeu um remédio de que estava muito necessitado: transmissão de fluidos. Pela manhã, vai acordar bem melhor, mais forte, sem cansaço e sem febre”.

A partir daí, o médium começou a melhorar, sarando rapidamente
 

       José Antônio Vieira de Paula





                                                                                           PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 04 de Agosto de 2012, 14:59
                                                                     VIVA JESUS!




            Bom-dia! queridos irmãos.



                   Um minuto com Chico Xavier



             Na coluna de hoje, registraremos dois casos que ocorreram revelando a beleza de uma mediunidade utilizada unicamente para o bem de seus semelhantes. Ambos foram registrados no livro “Chico Xavier por ele mesmo”, editado pela Martin Claret de São Paulo.

Conta-se que no ano de 1961 faleceu num hospital de São Paulo um jovem operado de úlcera. O rapaz, Anélio Gilbertoni, saíra de sua cidade, Taquaritinga, no interior paulista, especialmente para ser operado na capital.

Diante do resultado desastroso da operação, falou-se muito em imperícia do operador. A noiva do rapaz, Marina, foi uma das pessoas que defenderam essa tese com maior ardor. Afinal, dizia, Anélio era um rapaz tão forte...

Três meses após a operação, Marina, que morava em Poços de Caldas, Minas Gerais, decidiu pedir um conselho a Chico Xavier. Sentia-se arrasada, sem forças para continuar vivendo, incapaz de se livrar da imagem do noivo.

Chegada a Uberaba, dirigiu-se à Rua Eurípedes Barsanulfo. Após longa espera na fila, conseguiu, afinal, aproximar-se do médium. Eram quase onze horas da noite. E, para seu espanto, no final da reunião, recebeu das mãos de Chico uma mensagem, reproduzida pela imprensa à época.

Nela, Anélio lembrava certos fatos íntimos, de que só eles sabiam, e inocentava o médico que o operara. Essa mensagem encontra-se transcrita, na íntegra, no livro “Presença de Chico Xavier”, de Elias Barbosa, IDE.   

Este outro caso, ainda mais impressionante, aconteceu em 1970 com João Ghignone, presidente da Federação Espírita do Paraná.

Concluída a sessão, João entrou na fila, a fim de cumprimentar e abraçar Chico. Qual não foi sua surpresa quando, ao chegar junto ao médium, este lhe disse: “Sabe quem está ao seu lado, bastante emocionada e querendo abraçá-lo? Sua mãe!”

Ao sair dali, João Ghignone comentou com um amigo: “Veja só: o Chico não está regulando muito bem. Minha mãe está viva em Curitiba”.

Assim que chegou ao hotel, porém, recebeu um telefonema interurbano. Era do Paraná e lhe anunciava a morte de sua mãe
 

           José Antonio Vieira de Paula






                                                                                           PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 11 de Agosto de 2012, 21:04
                                                                     VIVA JESUS!




           Boa-tarde! queridos irmãos.



                 Um minuto com Chico Xavier



            No ano de 1997 lançamos o livro “Um Minuto com Chico Xavier”, em que apresentamos uma coleção de casos sobre a vida de Chico, tirados de outras obras e muitos de relatos feitos por pessoas que conviveram com ele. Foi o caso de Da. Iracy Kárpáti, uma senhora paulistana, hoje já na pátria espiritual, que conhecemos em Londrina. Ela estava com 82 anos e tinha vindo fazer palestras na nossa região.

Uma das histórias que ela nos contou foi esta:

“- Sabe, um dia, foi no final da década de 40, eu estava no saguão do Hotel Minas Gerais, lá em Pedro Leopoldo, conversando com uma amiga, Aurora, de Santo André, quando o Sr. José de Paula chegou para nos chamar. Disse que Chico queria nos ver. Já eram mais de 22 horas. Chovia muito.

Passamos por uma pensão e Maria de Lourdes foi conosco. Ela era de São Paulo. José de Paula não nos disse o motivo, mas, se Chico chamou, quem éramos nós para não obedecer...!

Morava nos fundos da casa da irmã. Eram dois cômodos e um banheiro. Entramos. Chico nos abraçou muito carinhosamente e foi para um quartinho, onde se deitou. José de Paula vedou tudo com cobertores, pediu que nos puséssemos em prece e apagou as luzes. Nós só podíamos ver algo quando relampejava lá fora.

Foi então que tudo começou... Uma luz verde-esmeralda começou a preencher todo o recinto. Vinha do quarto onde Chico havia ido se deitar. Comecei a chorar... Eu me sentia diferente. Nunca tinha sentido aquilo antes, em toda a minha vida.

De repente, uma mulher linda, iluminada, adentrou a salinha onde nós estávamos. Ela levitava e irradiava uma luz que não ofuscava e que, de alguma forma, parecia alimentar a gente, fortificar...

Então, aquela mulher, que depois fiquei sabendo ser o espírito de irmã Scheilla, abriu uma das mãos e pétalas de rosas começaram a cair, inundando o ambiente com um perfume impressionante. Depois, ela levantou os braços e uma faixa luminosa surgiu, com os dizeres: “Deus é amor”.

Em seguida, ela se dirigiu até onde nós estávamos e, para cada um, ela entregou um presente, que ela materializava na hora. Para uma, um colar de pérolas, para outra, um botão de rosas brancas, com orvalho e tudo, como se tivesse acabado de ser colhido...

Ela se aproximou de mim com uma estrela na palma de uma de suas mãos e colocou aquela estrela sobre meu peito – a estrela tinha uma força magnética muito intensa – e me disse, num sotaque alemão: “L’Irracy, L’Irracy... seu caminho será de estrelas e de flores, mas também de muitas dores”.

Eu tinha ido ao Chico para me tratar de um câncer já em estado avançado e, ante aquelas palavras, eu comecei a chorar sem parar. Ela passou suas mãos em meu rosto e começou a secar minhas lágrimas. Depois, colocou-as sobre meu peito, onde estava aquela estrela e me disse: -“Há muito eu esperava esse encontro. Você não imagina o que você significa para mim! Venho como uma mensageira para te dar força e coragem. Você vai sarar, você vai ver, porque Jesus te ama!”

Nesse momento ela foi para um canto da sala e começou a fazer uma preleção sobre o perdão, sobre o amor... Falou do Evangelho, da luta daqueles que largam sua casa, sua família, desprendem-se de seus bens e vão para outras terras levar a mensagem de Jesus...

Falou quase uma hora...

De repente, ela parou de falar, voltou-se para José de Paula e disse-lhe: - “Precisamos encerrar. Acabou de desencarnar, lá nos trilhos (na favela) um irmãozinho nosso. Precisamos ajudar”.

Então, para tristeza minha, ela retirou todos os presentes que havia nos dado, inclusive a estrela que estava magneticamente presa ao meu peito, e nos disse: - “Apressem-se! Vão fazer o que é preciso ser feito: a Caridade!”

E ela voltou para o quartinho onde o Chico estava.

O ambiente voltou a escurecer.  Um pouco depois, Chico saiu dali, muito emocionado, abraçou-nos e convidou-nos para que fôssemos ágeis.

Já eram mais de duas horas da manhã.

Chovia muito. E nós, sem saber se estávamos no céu ou na Terra, fomos, debaixo de chuva, até a favela. No caminho, por orientação de Chico, compramos algumas coisas: álcool, pães, velas, leite... E, orientados por “Seu” Emmanuel, fomos direto para um barraquinho.

Quando chegamos lá, naquele único cômodo humilde, um corpo de um homem estava no chão, sem vida, e duas mulheres, ajoelhadas ao seu lado, choravam, sob a luz de uma vela, enquanto faziam suas orações. Ele tinha acabado de desencarnar.

Então o Chico entregou os alimentos àquelas mulheres, pediu que elas se desinfetassem com o álcool e disse-lhes para que não se preocupassem, que chamassem a funerária, porque ele e José de Paula se encarregariam do que fosse necessário.

Daí, Chico fez uma prece muito linda e todos saímos, abraçados, sob a forte chuva, com uma emoção indescritível em nossos corações
 

           José Antonio Vieira de Paula






                                                                                          PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 19 de Agosto de 2012, 15:18
                                                                     VIVA JESUS!




           Bom-dia! queridos irmãos.



                  Um minuto com Chico Xavier



             Na semana passada apresentamos um caso citado por D. Iracy Kárpáti, registrado em livro de nossa autoria, “Um Minuto com Chico Xavier”. É dela também a história que relatamos agora:

- Certa vez, em Pedro Leopoldo, Chico pediu que eu fosse à sua casa, no dia seguinte, para jantarmos juntos. 

Quando eu estava saindo do Hotel Minas Gerais, onde normalmente eu jantava, senti um cheiro delicioso de pernil. Percebi que iria perder uma das minhas comidas favoritas. Fui para a casa do Chico, à tardinha, com vontade de ficar e jantar primeiro.

Quando cheguei lá, o Chico, com muito carinho, com aquele seu jeito todo especial, arrumou a mesa, colocou duas xícaras de chá e algumas bolachas para cada um. Pensei comigo: acho que ele se esqueceu de que o convite era para jantar!

Profundamente desapontada, ou melhor, louca para voltar e comer o pernil, ouvi Chico dizer: “Iracy, vamos orar!”

Fiquei em silêncio... O Chico era como um pai para mim.

À medida que ele orava, eu me deixava envolver por suas palavras. Eram momentos sublimes...

Quando percebi que sua prece terminara, abri os olhos e, para minha surpresa vi uma guirlanda de jasmins em volta da minha xícara.

Levantei-me rapidamente, fui até a janela e olhei para o jardim, para certificar-me se haviam sido colhidas ali aquelas flores.

Não havia jasmineiros no local.

Então perguntei ao Chico de onde vieram aquelas flores. E ele me disse assim: “Iracy, foi Scheilla quem as trouxe. Disse que é para que você se esquecesse um pouco do pernil. Ela disse para você não se preocupar porque a mulher do Hotel vai se lembrar de guardar alguns pedaços para você”.

E Iracy, com muita alegria, concluiu sua história dizendo que, assim que voltou para o Hotel, foi logo para a cozinha, onde encontrou os seus pedaços, bem guardados, de pernil.


Nota do Autor:

O livro “Um Minuto com Chico Xavier”, a partir de sua segunda edição, está sob a responsabilidade da Editora Didier, de Votuporanga-SP.



            José Antonio Vieira de Paula






                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 26 de Agosto de 2012, 17:55
                                                                     VIVA JESUS!




           Boa-tarde! queridos irmãos.



                  Um minuto com Chico Xavier


            Interessante história Ranieri registra em seu livro “O Prisioneiro de Cristo”, editado pela LAKE, sobre a forma que Emmanuel, Espírito guia de Chico, utilizava para educá-lo dentro das normas pregadas pelo Evangelho de Jesus.

Chico contou que certa vez viveu um momento de muita angústia, porque seu irmão havia morrido e sua cunhada, desequilibrada emocionalmente, havia sido recolhida a um hospital de doentes mentais.

Vendo a dificuldade que passaram a viver seus sobrinhos ainda pequenos, comovido, começou ele a chorar. Nesse momento, Emmanuel apareceu perguntando-lhe o motivo da tristeza.

Chico explicou ao Espírito benfeitor como era difícil para si ver a situação em que estava sua irmã e pediu a ele que interferisse nesse processo, para que sua irmã pudesse voltar logo para casa.

Quando Emmanuel tentou explicar ao aprendiz que tudo se passava dentro de planos bem elaborados da Justiça Divina e que não seria conveniente privar sua irmã da liberação moral de seus compromissos, Chico, um tanto angustiado, alegou:

- “Mas acontece que ela é minha irmã!”

E Emmanuel lhe respondeu:

- “Mas aí no Hospital há mais de trezentos doentes que também são seus irmãos e eu nunca vi você chorar por causa deles! Ora, a dor ‘Xavier’ não é maior que a dor ‘Almeida’, que a dor ‘Gonzaga’, que a dor ‘Soares’...”
 

          José Antonio Vieira de Paula






                                                                                        PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 01 de Setembro de 2012, 13:01
                                                                     VIVA JESUS!




           Bom-dia! queridos irmãos.


                   Um minuto com Chico Xavier



            Espalham-se, por todo o Brasil, casas espíritas que receberam o nome do apelido carinhoso de Irma de Castro Rocha, “Meimei”. Essa palavra foi tirada de um conto chamado “Um Momento em Pequim”, de um autor americano, que o casal adotou. Após a leitura dessa obra, passaram a se tratar dessa forma: “Meu Meimei”, “Minha Meimei”.

Embora acostumados com o nome, muita gente ainda desconhece a história que vai por trás do nome.

Irma de Castro, então senhora Arnaldo Rocha, desencarnou aos 24 anos de idade, por complicações generalizadas devidas a uma nefrite crônica.

Seus momentos finais foram muito dolorosos, que, segundo seu marido, ela soube viver com muita resignação, humildade e paciência. Passados poucos dias, menos de um mês, Arnaldo, profundamente abatido, descia a Av. Santos Dumont, em Belo Horizonte, quando subitamente esbarra em Chico Xavier, a quem o haviam apresentado uns dez anos antes, muito rapidamente, quando ainda contava com uns 12 anos.

O que aconteceu ali, naquele momento, mudou completamente sua vida. E é ele mesmo quem narra o ocorrido:

– Chico olhou-me e disse: “Ora gente, é o nosso Arnaldo, está triste, magro, cheio de saudades da querida Meimei”... Afagando-me, com a ternura que lhe é própria, foi-me dizendo: “Deixe-me ver, meu filho, o retrato de nossa Meimei que você guarda na carteira”.

E, desta, forma, após olhar a foto que Arnaldo lhe apresentara, Chico lhe disse: “Nossa querida princesa Meimei quer muito lhe falar!”.

E, assim, a partir do próximo encontro, Chico passaria a ser o intermediário de belíssimas missivas de amor e de imortalidade, unindo os dois planos mais uma vez, como sempre soube bem fazer.

(Esta história de Meimei pode ser encontrada no livro de Wallace Leal Rodrigues, “Meimei, Vida e Mensagem”, editado pela Editora O Clarim e em “Um Minuto com Chico Xavier”, editado pela Didier, de Votuporanga
 





                                                                                 PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 08 de Setembro de 2012, 23:18
                                                                      VIVA JESUS!




          Boa-noite! queridos irmãos.



                  Um minuto com Chico Xavier



           A certeza na continuidade da vida muito nos conforta e propõe-nos reflexões profundas acerca de nossas atitudes nos dias atuais. Mas, e se além dessa convicção, tivermos a oportunidade de recebermos o aceno da espiritualidade fazendo-nos, de forma espontânea, crer que estão ao nosso lado?

Passar um minuto ao lado de Chico proporciona esse tipo de encontro: subitamente ele nos dirige a palavra falando de alguém que está ao nosso lado e não há como duvidar pela forma como tudo ocorre.

Foi o que aconteceu com Francina, durante uma visita sua à Federação Espírita Brasileira, onde Chico se encontrava. Quem narra a história é Ranieri, no seu livro “O Prisioneiro de Cristo”, editado pela LAKE, de São Paulo.

Ouçamos a narrativa de Francina ao escritor:

- Bem, nessa época eu não conhecia Chico Xavier, embora abrigasse o sonho de vê-lo um dia. Para alegria minha, soube que viria receber o título de cidadão na Guanabara e que depois estaria na Federação Espírita Brasileira, autografando livros e conversando com o povo. Fui para lá. Súbito, porém, senti terrível dor no peito. Veio-me logo a ideia de um enfarte. A dor era terrível e intensa.

Aflita, entrei na Federação e encontrei o Chico. Ele olhou-me, eu não lhe disse nada, abraçou-me e tomou-me a mão direita que ficou segurando e disse:

- Aninha está com você.

- Aninha? – Não me lembrava, naquele momento, de ninguém com esse nome.

- Sim, Aninha, Ana Alves de Almeida. Está a seu lado e está dizendo que foi sua professora no  Grupo Lúcio dos Santos, no Bairro do Carlos Prates, no último ano letivo... E que morreu de um enfarte em 1954...

Sim, agora me recordava da antiga professora. Fiquei só um ano com ela, aquele citado pelo Chico. Minha mão adormeceu sob a pressão da sua, mas a dor do peito desapareceu.

Chico ainda falou com meu pai dizendo-lhe que ele, meu pai, havia sido um dos inconfidentes... Meu pai estremeceu porque muito tempo antes, através do médium Antonio Loreto Flores, um Espírito lhe dissera que ele fora Cláudio Manoel da Costa. Chico não dissera o nome do inconfidente, mas era muita coincidência!
 

             José Antonio Vieira de Paula





                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 19 de Setembro de 2012, 20:47
                                                                 VIVA JESUS!




            Boa-tarde! queridos irmãos.



                    Um minuto com Chico Xavier


            No ano de 1997, por conta da comemoração dos 70 anos de mediunidade de Chico Xavier, Divaldinho, responsável pela Editora Espírita Didier, de Votuporanga-SP, junto com amigos, teve a feliz ideia de recolher depoimentos de espíritas conhecidos no movimento nacional, para darem depoimentos sobre o querido médium mineiro.

Nesta coluna registraremos a narrativa de José Alberto de Lima Medrado. Ouçamos sua história:

– Contava minha mãe que quando estava grávida de mim teve um sonho com um velho de barbas brancas, perguntando a ela se sabia o que seu filho seria. Ela respondeu que não, mas, que menino ou menina, qualquer um seria muito bem-vindo. O senhor então disse que seria menino e que ele sugeria o nome de José. Minha mãe ouviu, mas não gostou muito do nome, pois já havia dois escolhidos, Carla e Leonardo, caso fosse, naturalmente menina ou menino. Mas o Espírito insistiu no nome, contava-me sempre minha mãe. Ela então perguntou: Mas por que José? Ele respondeu que era um nome hebraico, que significava todo aquele que chega depois. Ela acordou e contou a meu pai, que não gostou da ideia. Porém, quando nasci, me puseram o nome de José, acrescendo Alberto, para que não ficasse um nome tão comum, justificaram. Cresci, como dissera acima, ouvindo esta história.

Eu contava quinze anos e começava a dar meus primeiros passos no Espiritismo. Ao ler um livro sobre Dr. Bezerra, minha mãe, sempre muito interessada nas nossas leituras, perguntou o que lia. Eu mostrei, inclusive, a foto daquele que era o chamado Kardec brasileiro. Qual não foi a minha surpresa, quando ela, lívida, disse que foi com aquele velho que ela sonhara antes do meu nascimento. E insistiu com muita veemência. Nesse momento afirmei que não seria possível, pois se tratava de um Espírito de grande evolução e que aquilo não podia ser. Ela – lembro-me com precisão – disse que não sabia quem era ou de quem se tratava (minha família não era espírita e nada conhecia de Espiritismo), mas que era ele, era. Fingi que acreditei, pensando que todos os velhos de barba branca se parecem e que ela houvera se confundido. Esqueci o fato.

Estive com o Chico pela primeira vez em 1984, sem ter sido apresentado a ele por ninguém. Ele não me conhecia; seguramente nunca tinha ouvido falar de  mim. Eu estava à janela, ao lado de minha amiga Rosângela, quando ele, autografando imensa fila de livros, parou e, olhando em minha direção, chamou: Caniço, venha aqui, por favor. Olhei para trás, nunca alguém havia me chamado de Caniço! Entendi depois que era em razão de minha magreza. Ele retorna: É com você mesmo, baiano.

Será comigo?! Rosângela me estimulou a ir perto, afirmando que de fato, ele olhava para mim. Mas como ele saberia que eu era baiano? O que falara com Rosângela falara tão baixo, que não havia como ele perceber um possível sotaque. Cheguei perto, vacilante e me perguntando: Ai, meu Deus! O que é que eu estou fazendo? Coisas que creio todos pensamos, quando nos aproximamos de um ser tão elevado moralmente, principalmente quando por ele chamado. Chico me olhou e disse simplesmente: Foi verdade. D. Romana sonhou com ele mesmo... Então ele narra, para minha convicção de que estava diante de um medianeiro único, nunca antes, nem depois encontrado: Meu filho, D. Romana, sua mãe, está aqui ao meu lado, com o nosso Dr. Bezerra, afirmando que ela tinha razão. Foi com ele mesmo que ela sonhou, pedindo que pusesse o seu nome – José -, por se tratar daquele que chega depois!...
 

         José Antonio Vieira de Paula






                                                                                 PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 23 de Setembro de 2012, 16:40
                                                                  VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.



                      Um minuto com Chico Xavier


              O Espírito Joanna de Ângelis, em seu livro “Convites da Vida”, no capítulo referente ao tema “Convite à Tranquilidade”, no final da mensagem afirma que o socorro da espiritualidade superior sempre chega dez minutos antes do problema. Nós podemos ver essa regra em ação nesse caso de Chico, quando ele recebe uma mensagem de Emmanuel orientando a saúde de Manuel Quintão.

O caso é narrado por Ramiro Gama em seu livro “Lindos Casos de Chico Xavier”.

Vejamos a história:

“Numa sexta-feira do mês de maio de 1945, M. Quintão, na varanda de sua aprazível vivenda, no Méier, conversava animadamente com o confrade Meireles, quando sua cara companheira o chama para nivelar o piano, isto é, acertá-lo nos pisos.

Com o auxílio do irmão Meireles, pegou na alça do piano e, fazendo força para levantá-lo, sentiu uma torção nos rins, sobrevindo-lhe intensa dor que o obrigou a acamar-se.

O caso, que antes parecia sem importância, agravou-se, impossibilitando-o de ir à Casa de Ismael presidir à sessão pública das 19h30min. D. Alzira, sua esposa, alvitrou que telegrafasse ao Chico, respondendo-lhe M. Quintão:

– Não convém, isto vai alarmar e nada produzirá, de vez que, se for permitido, mesmo de longe ou daqui de perto, receberei o remédio de que careço. Esperemos até domingo, se não melhorar, escreveremos ao Chico.

E, por intuição, foi medicando-se.

Domingo, pela manhã, o correio traz uma carta. Abrem-na. É do Chico Xavier, com uma mensagem de Emmanuel, que logo de início diz:

– Antes de tudo, desejo identificar-me, dizendo-lhe que, em verdade, o telegrama antes alarma e nada beneficia. Desde que sofreu o acidente, estamos medicando-o. E continue tomando os remédios que, por via intuitiva, já lhe receitamos.

Dias depois, o nosso caro irmão ficou restabelecido.”


           José Antonio Vieira de Paula





                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 30 de Setembro de 2012, 19:36
                                                                   VIVA JESUS!




              Boa-tarde! queridos irmãos.



                     Um minuto com Chico Xavier


                

Quem poderia, em sã consciência, dizer: “No meu lar não existem Espíritos inferiores a influenciar-nos”. Quem, em sã consciência, poderia dizer: “Em meu lar, todos que ali vivemos já quitamos nossas dívidas com as sombras de nosso passado, não havendo condições para obsessões ali”.

O momento por que passa nosso mundo, ao contrário desses raciocínios, mais nos leva a crer que dificilmente haverá uma só família neste planeta que esteja isenta da influência de Espíritos inferiores.

No livro “Árdua Ascensão”, psicografado por Divaldo Pereira Franco, o célebre Victor Hugo conta um trecho da história de Chico Xavier, com o pseudônimo de Armindo, que assiste, dentro de sua casa, uma de suas irmãs grávida do Espírito Robespierre (um dos vultos da Revolução Francesa), ser muitas vezes atacada por mais de uma centena de entidades desejosas de vingança. Chico, com o auxílio de Emmanuel, seu guia espiritual, Dr. Bezerra de Menezes e outros benfeitores, passou anos num trabalho árduo de desobsessão.

É dever de todo espírita responsável, com os conhecimentos da Doutrina que abraça, proporcionar o ambiente e as condições favoráveis, dentro da Instituição da qual participe, para auxiliar, com o amor e a caridade preconizada pelo Evangelho de Jesus, e exemplificada pelo próprio Mestre quando diante dos atormentados dessa natureza, no auxílio dessas pessoas, sejam elas os obsessores ou os obsidiados.

Há pessoas que preconizam a extinção dessas reuniões de auxílio, conhecidas em nosso meio por reuniões mediúnicas de desobsessão, alegando que o dever maior da Casa Espírita é o estudo da Doutrina, quando Allan Kardec, no conjunto de sua obra, nos mostrou que a Doutrina Espírita deve ser estudada para ser praticada, com base nos seus fundamentos, não mais nas superstições ou crenças que ignoram as leis divinas.

Reservamos, na coluna desta semana, o início dos trabalhos de Chico Xavier, na cidade de Pedro Leopoldo, Minas Gerais. E, como não poderia deixar de ser, com a mediunidade em serviço de auxílio aos obsidiados.

Ouçamos a história contada por Ramiro Gama, em seu livro “Lindos Casos de Chico Xavier” (Editora LAKE):

– Em fins de 1927, o Centro Espírita Luiz Gonzaga, então sediado na residência de José Cândido Xavier, que se fez presidente da Instituição, estava bem frequentado.

Muita gente.

Muitos candidatos ao serviço da mediunidade.

Muitas promessas.

José era irmão do Chico e na residência dele realizavam-se as sessões públicas nas noites de segundas e sextas-feiras.

Em cada reunião, ouviam-se exclamações como esta:

– Quero ser médium psicógrafo!...

– Quero desenvolver-me na incorporação!...

– Precisamos trabalhar muito...

– Não será interessante fundar um abrigo ou um hospital?

O entusiasmo era grande quando, em outubro do mesmo ano, chegou a Pedro Leopoldo Dona Rita Silva, sofredora mãe com quatro filhas obsidiadas. Vinham, ela e o irmão Saul, tio das doentes, da região de Pirapora, zona do Rio São Francisco, no norte mineiro.

As moças, em plena alienação mental, inspiravam compaixão. Tinham crises de loucura completa, Mordiam-se umas às outras. Gritavam blasfêmias. Uma delas chegara acorrentada, tal a violência da perturbação de que era vítima.

O Espírito de Dona Maria João de Deus explicou pela mão de Chico:

– Meus amigos, temos desejado o trabalho e o trabalho nos foi enviado por Jesus. Nossas irmãs doentes devem ser amparadas aqui no Centro. A fraternidade é a luz do Espiritismo. Procuremos servir com Jesus.

Isso aconteceu numa noite de segunda-feira.

Quando chegou a reunião da sexta, José e Chico Xavier estavam em companhia das obsidiadas sem mais ninguém...

 
            José Antonio Vieira de Paula






                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 06 de Outubro de 2012, 09:00
                                                                     VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.



                     Um minuto com Chico Xavier


              Certa vez, dialogando com fariseus e escribas, expressões do orgulho e da falsa sabedoria dos judeus daquela época, Jesus fez uma afirmação que até hoje poderia causar bastante estranheza para aqueles que compreenderam bem seu evangelho. Ele disse: “Pois eu lhes afirmo que publicanos (cobradores de impostos da época) e pecadores entrarão nos céus antes de vocês”.

A história apresentada nesta coluna, também retirada do excelente livro “Lindos Casos de Chico Xavier”, de Ramiro Gama (editora LAKE), nos dá um exemplo do que Jesus estaria querendo dizer.

Vejamos o texto:

– O Centro Espírita Luiz Gonzaga ia seguindo para frente...

Certa feita, alguns populares chegaram à reunião pedindo socorro para um cego acidentado.

O pobre mendigo, mal guiado por um companheiro ébrio, caíra sob o viaduto da Central do Brasil, na saída de Pedro Leopoldo para Matozinhos, precipitando-se ao solo, de uma altura de quatro metros.

O guia desaparecera e o cego vertia sangue pela boca.

Sozinho, sem ninguém...

Caridoso facultativo receitou, graciosamente. Mas o velhinho precisava de enfermagem.

O médium velava junto dele à noite, mas durante o dia precisava atender às próprias obrigações na condição de caixeiro do Sr. José Felizardo.

Havia, por essa época, 1928, uma pequena folha semanal, em Pedro Leopoldo. E Chico providenciou para que fosse publicada uma solicitação, rogando o concurso de alguém que pudesse prestar serviços ao cego Cecílio, durante o dia, porque à noite ele próprio se responsabilizaria pelo doente. Alguém que pudesse ajudar. Não importava que o auxílio viesse de espíritas, católicos ou ateus.

Seis dias se passaram sem que ninguém se oferecesse.

Ao fim da semana, porém, duas meretrizes muito conhecidas na cidade se apresentaram e disseram-lhe:

– Chico, lemos o pedido e aqui estamos. Se pudermos servir...

– Ah! Como não? – replicou o médium – Entrem, irmãs! Jesus há de abençoar-lhes a caridade.

Todas as noites, antes de sair, as mulheres oravam com o Chico, ao pé do enfermo.

Decorrido um mês, quando o cego se restabeleceu, reuniram-se pela derradeira vez, em prece, com o velhinho feliz.

Quando Chico terminou a oração de agradecimento a Jesus, os quatro choravam. Então, uma delas disse ao médium:

– Chico, a prece modificou nossa vida. Estamos a despedir-nos. Mudamo-nos para Belo Horizonte, a fim de trabalhar.

(E, segundo o autor, uma passou a servir numa tinturaria e a outra conquistou o título de enfermeira.)
 

                 José Antonio Vieira de Paula







                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 13 de Outubro de 2012, 11:30
                                                                    VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.



                      Um minuto com Chico Xavier


               Há algumas semanas apresentamos, nesta coluna, o caso de D. Rita com suas quatro filhas perturbadas espiritualmente que procuraram Chico para tratamento desobsessivo, fato registrado no livro “Lindos Casos de Chico Xavier”, de Ramiro Gama.

Hoje vamos apresentar a continuidade daquele caso, quando o médium passou por interessante experiência. Vejamos o relato do mesmo autor:

Lutando no tratamento das irmãs obsidiadas, José e Chico Xavier gastaram alguns meses até que surgisse a cura completa.

No princípio, porém, da tarefa assistencial houve uma noite em que José foi obrigado a viajar em serviço da sua profissão de seleiro.

Mudara-se para Pedro Leopoldo um homem bom e rústico, de nome Manuel, que o povo dizia muito experimentado em doutrinar Espírito das trevas.

O irmão do Chico não hesitou e resolveu visitá-lo, pedindo cooperação.

Necessitava ausentar-se, mas o socorro às doentes não deveria ser interrompido.

“Seu” Manuel aceitou o convite e, na hora aprazada, compareceu ao “Centro Espírita Luiz Gonzaga”, com uma Bíblia antiga sob o braço direito.

A sessão começou eficiente e pacífica.

Como de outras vezes, depois das preces e instruções de abertura, o Chico seria o médium para a doutrinação dos obsessores.

Um dos Espíritos incorporou-se, por intermédio dele, fornecendo a precisa orientação e disse ao “Seu” Manuel entre outras coisas:

– Meu amigo, quando o perseguidor infeliz apossar-se do médium, aplique o Evangelho com veemência.

– Pois não – respondeu o diretor muito calmo –, a vossa ordem será obedecida.

E quando a primeira das entidades perturbadas assenhoreou o aparelho mediúnico, exigindo assistência evangelizante, “Seu” Manuel tomou a Bíblia de grande formato e bateu, com ela, muitas vezes, sobre o crânio do Chico, exclamando, irritadiço:

– Tome Evangelho! Tome Evangelho!...

O obsessor, sob a influência de benfeitores espirituais da casa, afastou-se, de imediato, e a sessão foi encerrada. Mas o Chico sofreu intensa torção no pescoço e esteve seis dias de cama para curar o torcicolo doloroso.

E ele sempre afirmou satisfeito que será talvez das poucas pessoas do mundo que terão tido uma “surra de Bíblia”.

 

            José Antonio Vieira de Paula






                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 28 de Outubro de 2012, 18:05
                                                                   VIVA JESUS!




          Boa-tarde! queridos irmãos.



                 Um minuto com Chico Xavier


           Nesses dias o Brasil acompanhou a desencarnação de uma conhecida personagem da mídia brasileira, muito respeitada e amada por muitos, Hebe Camargo.

Perguntaram-me se eu poderia ter uma ideia de como ela teria sido recebida no mundo espiritual. No mesmo momento, recordei-me de como Chico a respeitava e como foi por ela carinhosamente apresentado à população brasileira através de seus programas.

Se pensarmos na luta que Chico enfrentou, expondo-se publicamente em nome de um Espiritismo quase desconhecido no início do século passado, e se pensarmos em quantas vezes ele foi criticado por sacerdotes de religiões predominantes, na época, doando noites de angústias pela sua sensibilidade, poderemos entender como ele deveria ser grato à apresentadora que tão carinhosamente o tratava, ao vivo, pela TV.

E se, diante das câmeras, sem nenhum preconceito, ela se dizia admiradora de suas tarefas cristãs, poderemos concluir que, com grande probabilidade, o próprio Chico gostaria de ajudá-la nessa hora de transferência para a vida imortal.

Hebe, na sua sinceridade espontânea, sempre tratou nosso querido médium mineiro com um carinho especial e gostaria de apresentar aqui, nesta coluna, algumas de suas entrevistas com Chico, ao vivo, pela TV Bandeirantes, em dezembro de 1985. E peço a vocês que registrem as palavras que ela usava em suas perguntas, ao se referir a Chico, para confirmarem o que acabei de escrever sobre seu carinho e respeito pelo médium.

Nesta semana, registrarei uma pergunta, com a devida resposta (Vide livro “Jesus em nós”, editado pela GEEM), e na semana que vem, mais algumas.

Vejamos a entrevista:

Hebe: Chico, você é uma criatura que em toda a sua vida não fez outra coisa, senão o bem, doar-se ao próximo. Nunca houve um momento na sua vida em que você disse assim: estou cansado, vou parar, não quero mais me preocupar com o meu semelhante?

Chico: Hebe, a sua bondade é imensa; eu devo dizer que não me sinto na condição de alguém que fez ou faz o bem, mas, durante toda a minha vida, procurei sempre cumprir com o meu dever diante da comunidade e diante da minha própria consciência. Então, tenho, graças a Deus, muita tranquilidade em minha vida interior.
 

               José Antonio Vieira de Paula






                                                                                                PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 04 de Novembro de 2012, 13:09
                                                                  VIVA JESUS!




           Bom-dia! queridos irmãos.



                   Um minuto com Chico Xavier


            Na semana passada, comentamos sobre o profundo carinho que a apresentadora Hebe Camargo dispensava ao nosso querido Chico, diante das câmeras da TV e ao vivo, amenizando, assim, tantas agressões que o médium recebia daqueles que, por não compreenderem a importância do Espiritismo para nosso mundo, o ofendiam gratuitamente.

Por isso, nossa coluna desta semana não visa apenas mostrar a grandeza de Chico, mas, também, a atenção especial que a apresentadora lhe dispensava, o que nos leva a crer que, muito provavelmente, o próprio Chico teria ido abraçar e confortar Hebe no seu novo amanhecer.

Vejamos uma das perguntas que estão registradas no livro:  “Jesus em nós”, editado pela GEEM.

Hebe: Alguém já falou que, ao seu lado, a gente tem a sensação de estar em contato com Jesus? Eu gostaria que você transmitisse essa sensação aos nossos telespectadores, porque você é exatamente a conexão da Terra com o Mundo onde estão nossos entes queridos que já partiram...

Chico: Você é sempre maravilhosa, porque a sua bondade transparece de todas as suas palavras. Eu não posso ter a presunção de um laço íntimo com Nosso Senhor Jesus Cristo; eu tenho a fé que o cristão procura e deve cultivar naquele que realmente é a luz dos nossos caminhos.

Logo depois do nascimento de Jesus, houve, existiu uma figura que sempre me impressionou muito; ela é descrita no versículo 25 do capítulo 2 do Evangelho do Apóstolo São Lucas. É a figura de Simeão que viveu talvez mais de 80 anos esperando Jesus. Quando soube que uma criança tinha sido levada ao templo para ser registrada, Simeão foi ao templo verificar e quando contemplou os olhos de Jesus, ele, então, disse: “Senhor, agora despede em paz o teu servo, segundo a tua palavra, porque os meus olhos viram a salvação”. Esse homem se chamava Simeão e era um grande varão do templo apostólico e que passou para a vida espiritual logo depois de fixar os olhos em Jesus, Jesus recém-nascido.

Então, eu penso como teriam sido felizes aqueles que realmente viram os olhos de Jesus, porque, por mais que eu busque no Evangelho alguém que tenha visto diretamente os olhos de Nosso Senhor Jesus Cristo recém-nato, eu não encontro ninguém, além do grande Simeão, que já numa velhice muito avançada contemplou os olhos do menino e disse: - “Senhor, despede em paz o teu servo, porque os meus olhos já viram a salvação”.

Eu imagino a beleza e a iluminação dos olhos de Nosso Senhor Jesus Cristo, mesmo recém-nato, iluminando os nossos caminhos, porque o próprio Simeão, na saudação que pronunciou, disse: “Eis que Ele veio para alumiar os nossos caminhos”.

E a gente nota que todas as comunidades, todos os grupos sociais que se afastam de Jesus, como que entram numa certa perturbação (parece-nos, mas este verbo não é bem próprio).

A gente compreende que sem Jesus a nossa vida não tem significação, a significação exata que deveria ter e nós nos perdemos, nos tresmalhamos, porque estamos sem aquela bússola que nos indica o caminho.
 

            José Antonio Vieira de Paula






                                                                                                          PAZ, MUITA PAZ!


Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 17 de Novembro de 2012, 10:31
                                                                   VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.



                        Um minuto com Chico Xavier



               Nós sabemos que o objetivo da encarnação em um mundo de expiação e provas como o nosso, conforme explicam os Espíritos a Allan Kardec, é a evolução moral de cada um, o que se dá através da luta pessoal contra as próprias imperfeições e da contribuição pela melhoria do mundo em que vivemos (vide questão 132 de “O Livro dos Espíritos”).

Quando Jesus veio ao nosso mundo trazer seu evangelho de luz, é natural que Espíritos já redimidos, em grau de evolução bem além da maioria, viessem para ser contemporâneos d’Ele, assimilar sua mensagem e ajudar na sua propagação. É natural também que muitos desses Espíritos, após cumprirem sua missão, ao voltarem para os planos espirituais mais elevados, não necessitassem retornar mais aqui, a não ser para se desincumbirem de novas tarefas.

Segundo Adelino Silveira, em seu livro “Kardec prossegue”, isso é o que se deu com Lívia, que viveu na época de Jesus, quando foi esposa de Públio Lêntulus, conhecido atualmente, no meio espírita, como Emmanuel, que foi o guia espiritual de Chico Xavier.

Vejamos a pergunta que Adelino fez ao médium e ouçamos sua resposta:

– É verdade que Lívia, a esposa de Públio Lêntulus – nosso querido Emmanuel no livro “Há Dois Mi Anos” – não mais reencarnou?

– Assim é dito por Emmanuel. Eu acredito com certeza, porque de minha parte eu nunca estive em contacto com o espírito de Lívia e sei que ela trabalha muito e inspira Emmanuel e outros amigos da vida superior para continuidade da Obra de Cristo.

Em 1940, estive às portas de uma tuberculose. Embora febril, nunca deixei de comparecer ao trabalho, quando certo dia, ao dirigir-me para a repartição nas primeiras horas da manhã, notei que uma estrela me enviava de longe certos raios que não sei classificar. Desde este dia começaram as minhas melhoras positivas. Perguntei ao nosso amigo Emmanuel quanto ao significado daquela estrela que brilhava ao longe, como uma luz mais potente do que a luz do sol – pois a ocorrência se deu às sete horas da manhã – e ele me explicou que a estrela cujo clarão me trouxe a cura do corpo era a própria Lívia, que se desvelava em me auxiliar.

 
 
          José Antonio Vieira de Paula







                                                                                              PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 26 de Novembro de 2012, 15:39
                                                               VIVA JESUS!




              Boa-tarde! queridos irmãos.



                     Um minuto com Chico Xavier



                     Respondendo a uma questão sobre investigações mediúnicas, Chico não só nos mostra os desafios a que era obrigado a se submeter no seu dia, como médium, como também os sacrifícios que fazia a fim de cumprir seu fiel papel de divulgador da vida espiritual após o término da vida física.

Pergunta Fernando Worm: - “Não seria melhor se parapsicólogos e pesquisadores, em vez de simplesmente negarem ou tentarem explicar os fenômenos paranormais como meras emanações do subconsciente, frequentassem nossas sessões espirituais imbuídas de Evangelho?”

Responde Chico: - Por volta de 1954, um ilustre sacerdote pedia-nos licença para assistir a uma de nossas sessões públicas em nosso humilde Centro, em Pedro Leopoldo. Esclareceu que obtivera antes licença especial de seu superior para o trabalho que pretendia fazer. Já havia escrito um livro condenando o Espiritismo e sabíamos estar preparando um outro com o mesmo objetivo. Disse-nos Emmanuel: “Ele veio ver-nos com muito respeito e não deve ser deixado de lado”. Convidei-o, pois, a sentar-se ao meu lado, e assim foi feito. Iniciamos as consultas e, súbito, comecei a sentir um frio que vinha da direção dele. Para nos tranqüilizar, Emmanuel explicou-nos que o padre rezava um terço meio às ocultas, mas eu continuava a sentir como que umas pontas de agulhas, umas lâminas frias. A surpresa, porém, estava reservada para o final, quando nos chegou a mensagem, com mais ou menos 40 páginas psicografadas, de autoria espiritual de alguém que lhe fora muito chegado ao coração. Como de hábito, lemos a mensagem em voz alta e o texto era uma conclamação ao nosso amigo visitante a que se preparasse para trabalhar em certa zona espiritual carente de esclarecimento, e dando outros dados de seu conhecimento.

Finda a sessão, indagamos do nosso respeitável visitante:

- O senhor aceita a mensagem?

- Aceito perfeitamente por achá-la autêntica.

- Padre, o senhor tem medo da morte?

- Não, medo propriamente não tenho. Mas eu queria me certificar.

Soube depois que não escreveu o tal segundo livro.
 

(Texto extraído do livro “Lições de Sabedoria”, editado em comemoração aos vinte e dois anos da “Folha Espírita”, de São Paulo, pela Editora Jornalística Fé, em 1996.)


 





                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!




                     Um minuto com Chico Xavier




                Respondendo a uma questão sobre investigações mediúnicas, Chico não só nos mostra os desafios a que era obrigado a se submeter no seu dia, como médium, como também os sacrifícios que fazia a fim de cumprir seu fiel papel de divulgador da vida espiritual após o término da vida física.

Pergunta Fernando Worm: - “Não seria melhor se parapsicólogos e pesquisadores, em vez de simplesmente negarem ou tentarem explicar os fenômenos paranormais como meras emanações do subconsciente, frequentassem nossas sessões espirituais imbuídas de Evangelho?”

Responde Chico: - Por volta de 1954, um ilustre sacerdote pedia-nos licença para assistir a uma de nossas sessões públicas em nosso humilde Centro, em Pedro Leopoldo. Esclareceu que obtivera antes licença especial de seu superior para o trabalho que pretendia fazer. Já havia escrito um livro condenando o Espiritismo e sabíamos estar preparando um outro com o mesmo objetivo. Disse-nos Emmanuel: “Ele veio ver-nos com muito respeito e não deve ser deixado de lado”. Convidei-o, pois, a sentar-se ao meu lado, e assim foi feito. Iniciamos as consultas e, súbito, comecei a sentir um frio que vinha da direção dele. Para nos tranqüilizar, Emmanuel explicou-nos que o padre rezava um terço meio às ocultas, mas eu continuava a sentir como que umas pontas de agulhas, umas lâminas frias. A surpresa, porém, estava reservada para o final, quando nos chegou a mensagem, com mais ou menos 40 páginas psicografadas, de autoria espiritual de alguém que lhe fora muito chegado ao coração. Como de hábito, lemos a mensagem em voz alta e o texto era uma conclamação ao nosso amigo visitante a que se preparasse para trabalhar em certa zona espiritual carente de esclarecimento, e dando outros dados de seu conhecimento.

Finda a sessão, indagamos do nosso respeitável visitante:

- O senhor aceita a mensagem?

- Aceito perfeitamente por achá-la autêntica.

- Padre, o senhor tem medo da morte?

- Não, medo propriamente não tenho. Mas eu queria me certificar.

Soube depois que não escreveu o tal segundo livro.
 

(Texto extraído do livro “Lições de Sabedoria”, editado em comemoração aos vinte e dois anos da “Folha Espírita”, de São Paulo, pela Editora Jornalística Fé, em 1996.)


 





                                                                                    PAZ, MUI                                                   
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 01 de Dezembro de 2012, 19:44
                                                                   VIVA JESUS!




              Boa-tarde! queridos irmãos.




                      Um minuto com Chico Xavier



Há dezoito anos, aproximadamente, fundamos uma Instituição Espírita, “Belém- A Casa do Pão”, em frente a uma região bastante carente, em bairro afastado de Londrina, aqui no Paraná, com o intuito de prestar assistência social, ao mesmo tempo em que divulgaríamos a nossa Doutrina.

Além das palestras públicas e da evangelização das crianças, oferecíamos, e oferecemos até hoje, a sopa fraterna, o auxílio às gestantes carentes, além do agasalho.

Certa vez, após distribuirmos as roupas doadas, fomos abordados pelo presidente do bairro, que, na verdade, era mais uma favela.

Nervoso, ele disse que não concordava com a forma como fazíamos as doações. Disse que uma mulher queria determinada blusinha para seu filho, que a blusa fora dada para outra família e que, no outro dia, ela vestia um cãozinho e que isso não era certo.

Calmamente, dissemos para ele que nós, os espíritas, tínhamos como um dos lemas de trabalho: “A Caridade nunca deve ser vigiada”, frase que havíamos lido em um livro de mensagens psicografadas. Então explicamos para ele que, após doarmos qualquer objeto, ele já não mais nos pertencia.

Adelino Silveira, em seu livro “Kardec Prossegue”, comenta assunto bastante semelhante, recebendo de Chico interessante lição. Ouçamos Adelino:

“Conversávamos com o Chico a respeito da impaciência dos assistidos pela Casa Espírita nos dias de distribuição de alimentos e roupas e comentávamos que raros eram os que agradeciam quando recebiam suas sacolas.

Disse Chico:

– São Vicente de Paulo, certa vez, enviou um bilhete às irmãs que o auxiliavam na assistência aos necessitados, que dizia assim: ‘Minhas irmãs, muita tolerância com os hóspedes de Jesus, pois eles são impacientes e exigentes’.”

 
           José Antonio Vieira de Paula







                                                                                        PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: Ramon em 04 de Dezembro de 2012, 18:26

Chico Xavier Revela

Chico Xavier fez revelação, em caráter íntimo, que nos permite compreender determinadas mudanças profundas nos costumes na atual sociedade. Espíritos residentes em imensa cidade espiritual, situada na região do Umbral retornariam ao Planeta (reencarnação).
Em desdobramento, Chico presenciou desfiles, tipo carnaval, de multidões de entidades que se esmeravam em suas exibições de natureza pornográfica, erótica e debochada. Os “mais graduados” eram conduzidos em tronos nos carros alegóricos, em formato de órgãos reprodutores masculino e feminino. Parecia uma festa de despedida daqueles que até então viviam em cômoda situação. O inapelável decreto reencarnatório alcançava também os maiorais.
Continua http://orebate-jorgehessen.blogspot.com.br/2012/12/chico-revela-cidade-estranha.html

Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: luciabessa em 05 de Dezembro de 2012, 00:57
Belos ensinamentos!
Até nos escritos de seu texto, dá para sentir a fala mansa, pausada e suave do Chico.
Chico um exemplo!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 08 de Dezembro de 2012, 16:39
                                                                    VIVA JESUS!




            Boa-tarde! queridos irmãos.



                   Um minuto com Chico Xavier



             Quando o Espírito guia de Chico, Emmanuel, apareceu pela primeira vez em sua vida, achava-se ele sob o domínio de complexa doença em seu olho esquerdo, moléstia essa que carregou consigo até o seu falecimento.

Depois de ter ouvido seu benfeitor espiritual, em diversas reuniões, sobre os planos de trabalho que a espiritualidade maior lhe apresentava, em certa noite de dezembro de 1931, rogou Chico ao Espírito amigo orientação para o seu caso.

Emmanuel, com muito carinho, recomendou a ele que tivesse serenidade, confiasse no auxílio dos amigos da espiritualidade e não se afastasse do socorro que a medicina terrena lhe poderia proporcionar.

Sem compreender o motivo daquela orientação, Chico, com apenas vinte e um anos de idade, indagou de seu mentor por que ele, sendo médium e tendo ao seu lado um benfeitor que irradiava tanta bondade e cultura, não poderia esperar a intervenção do Plano Espiritual em seu benefício, para que pudesse curar-se?

Emmanuel lhe respondeu: “Por que você receberia privilégios por ser médium? A intervenção do Plano Espiritual está operando a seu favor, sustentando as suas forças através do magnetismo curativo e secundando a ação dos oculistas que nos amparam. A condição de médium não exonera você da necessidade de lutar e sofrer, em seu próprio benefício, como acontece às outras criaturas que estão no plano físico”. (Texto extraído do livro “No Mundo de Chico Xavier”, de Elias Barbosa, editado pela IDE.)

Mais de três décadas depois, Chico viria afirmar estar agradecido ao Senhor pela abençoada doença que carregara nos olhos, dizendo que ela, durante todo esse período, fora um agente providencial que o induzira a reflexões e o ajudara a respeitar o sofrimento dos outros.
 


                 José Antonio Vieira de Paula






                                                                                                             PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 15 de Dezembro de 2012, 19:16
                                                                   VIVA JESUS!





              Boa-tarde! queridos irmãos.




                     Um minuto com Chico Xavier



              Todos sabemos do risco que corremos seguindo religiosamente a opinião de um único Espírito.

Por mais que amemos nosso protetor, não podemos nos esquecer de que ele, ainda que seja superior a nós, é um Espírito em evolução. E se nos trouxer uma informação que nunca antes tenha sido dada a alguém, devemos carinhosamente passar pelo crivo do bom senso.

Allan Kardec afirma que, no início de seus trabalhos, uma coisa que ele descobriu após todos aqueles primeiros contatos com os benfeitores foi que os Espíritos não são reveladores, mas seres que emitem apenas suas opiniões pessoais.

Emmanuel, consciente de que exporia o médium a certos riscos, logo no começo de seus contatos, ofereceu, a seu pupilo, um recurso de segurança que serve para todos nós e que mostra o caráter desse benfeitor que, mais tarde, praticamente seria conhecido no meio espírita como o quinto evangelista.

Chico Xavier assim se refere à orientação dada por Emmanuel:

“Lembro-me de que num dos primeiros contatos comigo, ele me preveniu que pretendia trabalhar ao meu lado, por longo tempo, mas que eu deveria, acima de tudo, procurar os ensinamentos de Jesus e as lições de Allan Kardec e disse, mais, que se um dia ele, Emmanuel, algo me aconselhasse que não estivesse de acordo com as palavras de Jesus e Kardec, que eu deveria permanecer com Jesus e Kardec, procurando esquecê-lo”.

 

            José Antonio Vieira de Paula






                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 22 de Dezembro de 2012, 13:45
                                                                   VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.



                       Um minuto com Chico Xavier



               Para esta semana escolhemos mais uma pérola do livro “Kardec Prossegue”, de Adelino Silveira (Editora Cultura Espírita União). O caso narra um ensinamento profundo de Chico sobre a disposição para o trabalho.

Ouçamos a narrativa do Adelino:         

- Quando estávamos fundando o Grupo Espírita da Paz, a generosidade de um coração amigo nos doou o terreno, o material e a mão de obra.

A única coisa que fiz foi dizer mais ou menos como gostaria que o Centro fosse: um pequeno salão, uma câmara de passes e uma pequena cozinha.

Mas nosso amigo, acostumado a grandes, foi aumentando. O salão teria sete por doze metros, uma sala para passes, um escritório, uma cozinha, outra sala mais e uma despensa.

Quando vi a planta, comecei a reclamar e a dizer que o Centro ia ficar muito grande e que não queria um Centro daquele tamanho. Disse-lhe que Allan Kardec havia recomendado que os Centros Espíritas deveriam ser muitos e pequenos, ao invés de grandes e poucos e que havia ouvido o Chico Xavier dizer que “em casa que muito cresce, o amor desaparece”.

Diante de minha impertinência, o generoso amigo disse:

- Então, vamos levar a planta ao Chico Xavier e o que ele disser faremos. Concorda?

- Não estou tão louco assim a ponto de discordar do Chico, respondi.

E lá fomos nós.

Após olhar demoradamente a planta, sob as explicações do bondoso amigo, o Chico considerou que o tamanho estava bom, fez mais algumas observações, depois se voltou para mim e disse:

- Sabe, Deco, o rei Gustavo, quando assumiu o trono da Suécia, lembrou-se de um amigo da infância que havia seguido a carreira religiosa. Mandou chamá-lo e disse-lhe que pretendia nomeá-lo pastor ou ministro religioso de Estocolmo. Mas o amigo não estava muito disposto a aceitar. O rei insistia e a resposta era sempre não. Depois de algum tempo, o rei disse: - Está bem, Fulano. Penso que não devo obrigá-lo, mas me diz, então, o que é que você quer? Que posso fazer por você?

O religioso respondeu:

- O senhor se lembra daquele local em que brincávamos na infância, onde havia um bosque e um pequeno riacho?

Ante a resposta afirmativa do Rei, o amigo continuou:

- Lá se desenvolveu uma pequena aldeia. O lugar é bonito e tranquilo e gostaria que o senhor me nomeasse pastor daquele local.

O Rei, então, lhe respondeu:

- Ah! Fulano, se eu pudesse, gostaria de ser o carteiro dessa aldeia.

O Chico terminou a história aí. Sem mais, nem menos. Então, cometi a bobagem de dizer:

- Chico, não entendi.

- Não? - disse-me ele. O religioso estava com muita preguiça. Não queria uma cidade grande, porque ia ser muito procurado, ia ter que atender muita gente e iria ter muito trabalho.

Senti tanta vergonha que minha vontade era sair dali correndo.

Na viagem de volta, disse ao meu amigo:

- Se quiser, pode fazer um Centro de dois ou três andares.







                                                                                             PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 13 de Janeiro de 2013, 13:50
                                                                    VIVA JESUS!





             Bom-dia! queridos irmãos.


                     Um minuto com Chico Xavier


             
Marlene Nobre, no livro “Lições de Sabedoria”, editado pela Folha Espírita de São Paulo e que trata de momentos da vida de Chico Xavier, narra uma interessante história de reencarnação e de amor atestado pelo médium mineiro.     

Um rico fazendeiro, criador de gado no estado do Pará, tinha uma filha de 21 anos que se apaixonou pelo filho de seu vizinho de terras, de quem era inimigo mortal.

Esse senhor ameaçou deserdá-la, chegando mesmo a deixá-la por dez dias a pão e água no porão da fazenda, mais tarde enviando-a para São Luís do Maranhão, como interna em um colégio de freiras, sem que isso em nada modificasse a ligação entre os dois.

Passado alguns dias, o rapaz foi morto em uma emboscada promovida por dois pistoleiros, sem que a polícia descobrisse o mandante.

Após a morte do jovem, a moça entrou em profunda depressão, chegando quase à loucura, tendo ficado internada em hospital psiquiátrico por aproximadamente seis meses.

Um dia, sob forte insistência do pai, concorda em casar com um jovem filho de outro fazendeiro, amigo da família. Onze meses após, nasce um forte menino que, com apenas um mês de vida, já demonstrava estranha alergia quando na presença do avô, que se rejubilara com a chegada do neto.

Por mais ou menos três anos, especialistas cuidaram da criança, sem chegarem a um resultado satisfatório.

Aproximadamente no ano de 1981, a irmã do fazendeiro, uma professora paraense, procura Chico, em Uberaba, para buscar orientação sobre o estranho fenômeno.

Relata Marlene Nobre que, ao ser abordado sobre o assunto, assim Chico respondeu: “Infelizmente, agora há pouco o que fazer. Estão me dizendo aqui que o Espírito dessa criança é o do próprio rapaz que foi morto. A paixão de ambos não se findou com a morte dele. Não tendo podido entrar em sua família pela porta do matrimônio, voltou aos braços de sua amada por via da reencarnação”.

Em outras palavras, mesmo contra a vontade do rico fazendeiro, o jovem, que fora filho do vizinho inimigo, herdará suas terras.



          José Antonio Vieira de Paula







                                                                                                   PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 22 de Janeiro de 2013, 08:46
                                                                   VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.



                       Um minuto com Chico Xavier


               Fecunda sempre foi a mediunidade de Chico Xavier. Dotado de vários dons: transporte de objetos, voz direta, materializações, odores característicos e espontâneos (éter, perfume,...), cura, entre outros, o que pouca gente conhece são as bilocações, fenômenos mais raros, mas também presentes em sua mediunidade.

Também conhecido como bicorporeidade, o fato caracteriza-se por o médium estar em um lugar e ser visto em outro ao mesmo tempo, podendo ser comprovadas as suas duas presenças.

Nesta e nas duas próximas colunas apresentaremos três casos notórios sobre a vida de Chico. Os dois primeiros foram relatados por Maria Filomena Berutto e o terceiro por Ana Maria Spranger, todos registrados na Estante Literária da Espírita Vox, pela internet.

Vejamos o primeiro caso:

- Encontrava-se ali o comandante Santinômino  (assim entendemos o seu nome), que nos relatou singular ocorrência. Aterrissara ele seu  avião em pequena cidade do interior do Maranhão, a fim de pernoitar e levantar voo na manhã seguinte. Como a temperatura estivesse elevada, deixou aberta a janela do quarto, pensando em fechá-la mais tarde, antes de adormecer, o que não fez, porque adormeceu profundamente. Mais ou menos às 4 horas da madrugada, despertando, lembrou-se da janela aberta. Levantou-se para fechá-la, mas verificou surpreso que estava fechada. Estranhou, naturalmente, o fato, mas logo o esqueceu. Semanas depois foi a Uberaba para visitar o Chico, que o recebeu com as seguintes palavras: “Meu caro Santinônimo, que susto você me deu deixando aberta a janela do hotel. Receoso de que algo lhe acontecesse, fui fechá-la, enquanto você dormia!”.



           José Antonio Vieira de Paula






                                                                                   PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 26 de Janeiro de 2013, 17:41
                                                                  VIVA JESUS!




               Boa-tarde! queridos irmãos.


                      Um minuto com Chico Xavier


               Relataremos aqui outro episódio em que o dom da bicorporeidade de Chico fica devidamente comprovado.

Chico visitava Belo Horizonte, onde estava para receber, na Secretaria de Saúde, o diploma de Cidadão de Belo Horizonte. Isso se deu no dia 8 de novembro de 1974.

No dia seguinte, visitou a União Espírita Mineira. Após sete horas de atendimento aos que o procuravam, com a bondade de sempre, fomos surpreendidos (relato feito por Maria Filomena Berutto, registrado na Estante Literária da Espírita Vox, retirado da Internet) com ruidosa manifestação em um grupo de pessoas que vinham em nossa direção.

Empunhando uma arma, alguém bradava: “Ninguém vai tocar em Chico Xavier. Eu o defenderei de qualquer um. Ele é um santo!” Notava-se o desequilíbrio da pessoa, o que aumentava a apreensão de todos, especialmente porque em sua mão havia a realidade de uma arma de fogo, grosso calibre... A movimentação aumenta no recinto, uns apavorados, outros procurando correr, e outros ainda, tentando controlar a pessoa.

O Chico, tranquilo, afasta-se um pouco do grupo e põe-se em silêncio, permanecendo, contudo, no recinto. Descemos ao andar térreo pensando em providências defensivas, e, para nosso alívio, um jipe com militares da PMMG para junto ao meio-fio e seus ocupantes, comandados por um distinto sargento, vêm ao nosso encontro, sendo recebidos com as seguintes palavras: “Graças a Deus vocês chegaram em boa hora, estamos com problemas lá em cima!” E antes de qualquer explicação, para surpresa nossa, o chefe da patrulha fala: “Não tem nada não, vamos subir. O senhor Chico Xavier foi nos chamar na estação rodoviária, onde nos encontrávamos em serviço de ronda. Viemos logo atender ao chamado!”

Fora evidente o fenômeno de bilocação. Em poucos minutos a situação normalizava-se. O difícil foi impedir os nossos estarrecidos comentários



          José Antonio Vieira de Paula






                                                                                                   PAZ, MUITA PAZ!





Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 05 de Fevereiro de 2013, 16:11
                                                                   VIVA JESUS!




                Boa-tarde! queridos irmãos.



                       Um minuto com Chico Xavier


                 Contou Divaldo Pereira Franco, durante conferência feita em Teresópolis-RJ, na Faculdade de Medicina, que em uma viagem sua à África, cumprindo longo e ininterrupto roteiro de palestras, enfrentou, logo de início, surpreendentes mudanças climáticas. Pois ele saíra de Salvador, com seu primo-irmão Nilson de Souza Pereira, com os termômetros marcando quase 40 graus à sombra. No dia seguinte, em Pretória, cidade em que fez a primeira palestra, os termômetros marcavam temperaturas negativas. Um dia após, em outra cidade africana, a temperatura já era positiva. As bruscas mudanças do clima foram mais sentidas pelo Nilson. Tarde da noite ele estava com febre alta e Divaldo tentou, inclusive, chamar um médico. Não havia telefone. E ele ignorava também onde estavam os anfitriões que generosamente propiciaram aquela hospedagem tão acolhedora.

Divaldo contou que  orou, aplicou passes magnéticos em Nilson e, subitamente, lembrou que àquela hora Chico Xavier deveria estar em Uberaba atendendo sofredores que, vindo de toda parte, lhe solicitavam orações, notícias de  familiares desencarnados, e pediu também uma palavra bondosa e amiga. Divaldo buscou, mentalmente, o socorro de Chico Xavier. De repente, eis que lhe surge à frente o Chico. Põe a mão sobre a testa de Nilson e acalma Divaldo, dizendo tratar-se de simples choque térmico. Aplica um passe no enfermo e diz que em duas horas tudo se normalizará. E foi isso mesmo o que o ocorreu, antes mesmo das duas horas tão esperadas, acrescentou Divaldo.

Na manhã seguinte, encantado com o fato, Divaldo telefonou lá da África para Altiva Noronha, sua amiga em Uberaba, que frequenta as reuniões realizadas aos sábados pelo Chico Xavier. Relata o próprio Divaldo: “Eufórico, eu queria contar tudo a ela. Mas Altiva falou primeiro e foi dizendo que tinha um recado de Chico para si. Que ele manda avisá-lo que se lembra de sua grande preocupação com Nilson e que pediu para ela, assim que chegasse ao Brasil, dissesse... E Altiva foi contando tudo o que acontecera. Quando terminou, perguntou: - Mas Divaldo, o que é que você queria me contar? Uai, você já está no Brasil? Já chegou? – Não, Altiva. Era tudo isso que você me contou que eu queria contar. Ainda estou na África”. 


         José Antonio Vieira de Paula







                                                                                              PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 15 de Fevereiro de 2013, 13:14
                                                                    VIVA JESUS!





                 Bom-dia! queridos irmãos.



                         Um minuto com Chico Xavier



                 Pessoas que conviveram muito de perto com Chico e que souberam absorver seus exemplos tornaram-se fidedignas fontes de informação sobre sua vida, seus pensamentos, seus exemplos...

Há várias maneiras de abordarmos a vida de alguém. Podemos falar emitindo nossa opinião sobre a importância de determinadas pessoas justificando os porquês, apresentando um testemunho de admiração, ou mesmo podemos divulgar suas ações sendo fiéis às mensagens por eles transmitidas. Quando assim o fazemos, tornamo-nos verdadeiros biógrafos dessas maravilhosas existências.

Separamos para esta semana mais um minuto da vida de Chico, contado por Márcia Queiroz Silva Bacelli, no seu livro “Chico Xavier Para Sempre” (editora Didier).

Ouçamos a narrativa:

Ao finalizar a reunião no “Grupo Espírita da Prece”, na noite de 27-08-1988, ouvimos com atenção a leitura da mensagem recebida pelo médium Chico Xavier, onde a poetisa baiana Maria Dolores grafou belíssima página intitulada “Orações Concretas”. Comentamos com o médium a originalidade do tema, pois a benfeitora espiritual estabeleceu uma forte ligação entre oração e ação.

No meio da multidão desejosa de vê-lo e tocá-lo, Chico, muito calmo, observava todo aquele movimento e dizia-nos que encontrou-se recentemente com Da. Terezinha Rey, nossa confreira residente na Suíça e que muito tem realizado em favor da divulgação da Doutrina Espírita na Europa. Ela disse-lhe de uma experiência muito significativa quando esteve em Tours, na França.

Da. Terezinha foi convidada para participar em Tours, de uma reunião espírita. Durante os trabalhos, uma médium francesa recebeu uma mensagem, na qual o Espírito comunicante ressaltava a missão do Espiritismo em terras brasileira. O conteúdo da mensagem versava sobre a importância do triângulo de forças espirituais Científica, Filosófica e Religiosa, como também ressaltava as três colunas que alicerçam o trabalho dos espíritos segundo Allan Kardec: Trabalho, Solidariedade e Tolerância. O espírito ainda referiu-se à tarefa de Kardec, pormenorizando, através de estudos e comentários, o papel do Espiritismo como Ciência e Filosofia; mas, quando o Codificador ia realizar o aprofundamento religioso da Doutrina, ele desencarnou.

E concluiu a mensagem dizendo que a parte dos estudos religiosos da Doutrina Espírita se desenvolve no Brasil.

É interessante verificarmos que o Codificador do Espiritismo, na conclusão de “O Livro dos Espíritos”, mostrou as diversas fases pelas quais a Doutrina se desenvolveria:

1ª – Curiosidade

2ª – Filosófico

3ª – Lutas

4ª – Religioso

5ª – Intermediário

6ª – Renovação Social.

É incontestável que a mensagem recebida em língua francesa vem confirmar o que ocorre no movimento espírita brasileiro, na atualidade. A divulgação da ideia espírita tem crescido vertiginosamente e os núcleos espíritas vão se multiplicando de forma acelerada.

Ainda saindo do “Grupo Espírita da Prece”, Chico Xavier ergueu os olhos contemplando aquela multidão que o observava, comovida, e interrogou-me:

- Filha, você acha que todas essas pessoas que nos procuram no “Grupo” vieram em busca de Ciência ou Filosofia?

Ante o meu silêncio, ele acrescentou:

- Não. Todas elas vieram até aqui por causa da Religião, pois somente esta poderá oferecer-lhes o consolo e a esperança.

Enquanto Chico saía, com dificuldade, pois eram muitas as pessoas que lhe desejavam falar, suas palavras ressoavam dentro de minh’alma:

- “É pela força da Religião que estamos aqui...”.



              José Antonio Vieira de Paula






                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 25 de Fevereiro de 2013, 09:16
                                                                   VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.



                       Um minuto com Chico Xavier



               
Já registramos anteriormente o motivo que nos levou, há mais de quinze anos, a escolher o título acima descrito para esta seção. Um minuto ao lado de Chico Xavier nos faz aprender muito. Como exemplo disso, apresentaremos aqui algumas frases emitidas por ele e registradas por Adelino Silveira. Estas frases estão registradas no livro de sua autoria “Kardec Prossegue” (editora Cultura Espírita União, SP).

Diz Adelino:

As frases a seguir foram ouvidas em diversas circunstâncias e muitas delas em épocas recuadas. Quando impossível o registro imediato, anotava mentalmente e, ao chegar em casa, passava-as para o papel.

Assim, temos as seguintes pérolas:

“Não cortes onde possas desatar.”

“Em casa que muito cresce, o amor desaparece.”

“No Centro Espírita, temos o Espiritismo prático e, fora dele, as pessoas estão procurando em nós o Espiritismo praticado.”

“Existem dois tipos de renúncia: a renúncia produtiva, que gera o bem para os outros, e a renúncia vazia.”

“O amor tem várias gradações. A mais alta delas é amar sem possuir.”

“Em portas que muitos batem alguém sempre sai chorando.”

“O magistrado dá a sentença, mas quem a executa é o carcereiro.”

“Tem muita gente que é meio boa e meio ruim.”



              José Antonio Vieira de Paula







                                                                                         PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 03 de Março de 2013, 00:22
                                                                    VIVA JESUS!




              Boa-noite! queridos irmãos.




                     Um minuto com Chico Xavier



               Na semana passada publicamos algumas frases ditas por Chico e anotadas por Adelino Silveira que as registrou em seu livro “Kardec Prossegue” (editado pela Cultura Espírita União, de São Paulo).  Nesta semana concluiremos com mais frases do mesmo capítulo do livro:

“Gregório, do livro Libertação, era um juiz cruel, mas olhava para André Luiz com alguma bondade nos olhos.”

“A verdade é um veneno. Nem Cristo quis defini-la.”

“Toda vez que involuntariamente passei na frente dos Espíritos, eles me deixaram falando sozinho.”

“A culpa só se resolve com amor e trabalho.”

“Os Espíritos Amigos nos ajudam. Quando nos veem em apuros estendem a ajuda. Nunca pedi socorro aos Amigos Espirituais que eles não me amparassem.”

“O amor verdadeiro é ter e não possuir.”

“Quem ama verdadeiramente quer a felicidade da pessoa querida.”

“O amor é uma força tão intensa que, se não fosse controlada, seria avassaladora.”

(O Chico nos ensinaria, em seguida, que o Criador controla essa força compartimentando-a em amor de mãe, de pai, de esposa, esposo, filhos, irmãos, amigos.)








                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 10 de Março de 2013, 01:29
                                                                   VIVA JESUS!




                Boa-noite! queridos irmãos.



                      Um minuto com Chico Xavier


                 
No final da década de 1970 esteve em nossa região o saudoso poeta paraibano Eurícledes Formiga, para um ciclo de palestras.

Durante sua exposição na cidade de Jaguapitã, por várias vezes citou fatos pitorescos da vida de Chico Xavier, enriquecendo muito sua mensagem.

Não tivemos a oportunidade de conhecer Formiga. Quando adentramos as fileiras do Espiritismo ele já se encontrava na pátria espiritual. Tivemos acesso a essa palestra através de uma pequena fita cassete com a gravação da palestra, que era propriedade de Hugo Gonçalves, diretor deste jornal, que no-la cedeu.

Disse Eurícledes: “Um dia o Chico contou uma coisa maravilhosa dentro desse contexto que é a nossa exposição informal. Ele disse o seguinte: - Certa vez, na Índia, um sábio passava com seu discípulo, à margem do rio Ganges, quando viu um escorpião que se afogava. Ele então correu e, com a mão, retirou o animalzinho, e o trouxe à terra firme.

Naquele instante, o escorpião o picou... Dizem que é uma dor terrível... Inchou a mão do sábio.

Assim que ele o colocou no chão, pacientemente, o escorpião voltou para a água. E ele, com a mão já inchada, debaixo daquelas dores violentas, vai e o retira novamente.

E o discípulo a observar...

Numa terceira vez que ele traz o escorpião, já com a mão bastante inchada e as dores violentas, ele o põe mais distante, em terra. Aí, o discípulo já não suporta mais aquilo, e diz: - Mestre, eu não estou entendendo... Este animal... É a terceira vez que o senhor vai retirá-lo da água e ele pica sua mão dessa maneira. O senhor deve estar sofrendo dores horríveis...

E ele, com a fisionomia plácida das almas que conhecem o segredo do bem, daqueles que já realmente conquistaram um território de amor e de renúncia no coração e que têm a visão das verdades celestes, vira-se para o discípulo e diz: - Meu filho, por enquanto a natureza dele é de picar, mas a minha é de salvar!”




                  José Antonio Vieira de Paula







                                                                                                 PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 17 de Março de 2013, 15:12
                                                                    VIVA JESUS!




               Boa-tarde! queridos irmãos.



                       Um minuto com Chico Xavier


                  
Em entrevista concedida à apresentadora Hebe Camargo, em rede nacional, pela TV Bandeirantes, na noite de 20 de dezembro de 1985 (com a participação de Nair Belo), Chico respondeu a inúmeras questões propostas que muito nos esclareceram.

Nesta semana, apresentamos aqui a narração de interessante caso sobre um julgamento onde sua psicografia foi fundamental para inocentar um homem.

Vejamos a pergunta de Hebe e a resposta de Chico:

Hebe: Chico, eu gostaria, também, antes de você dar a sua mensagem de Natal para todo este Brasil que nós amamos tanto, que você dissesse como é que a gente pode, por exemplo, ajudar, eu sei que houve ajuda no caso do julgamento de uma pessoa que parece ter assassinado a mulher e, através de uma carta psicografada, esta pessoa foi absolvida. A esposa inocentou o criminoso e a gente sabe, assim, às vezes, de tantos casos de desencontros entre os casais, de repente, uma desarmonia e a gente tenta ajudar e não sabe como. Eu queria que você com a sua palavra, com esse dom que você tem de se contactar com Jesus, se você poderia dar uma palavra para essas pessoas que estão atravessando momento difícil de convívio conjugal e a essa família que não pode desagregar.

Chico: Nós temos um problema a resolver nestes casos de imunização espiritual. A imunização espiritual é sempre feita com a palavra centralizada no bem e com esquecimento de todo mal. Se nós não falarmos coisa alguma a respeito de algum pequenino erro de alguém, aquilo não segue para diante, porque nós devemos ser estações terminais de toda fofoca, porque a fofoca é hoje um instrumento interessante e até engraçado, mas a fofoca também mata.

Agora o caso de Campo Grande... As nossas sessões não são sessões de provocar manifestações; nós estudamos o Evangelho, comentamos o ensinamento de Cristo e nos colocamos à vontade de algum amigo espiritual que queira se comunicar. A reunião era feita talvez ali com umas 400 a 500 pessoas, algumas do lado de fora, quando essa senhora muito jovem se comunicou para o marido chamado João de Deus... (O nome completo eu não me lembro.) Então, falou com ele que se lembrava do dia em que eles estavam chegando de uma festa e que ele, ao retirar o cinto de que se tinha munido, porque haviam feito uns 6 ou 8 quilômetros de viagem para ir a uma festa de aniversário, eu não sei, parece que era uma festa de aniversário, e ele então, temendo a atualidade, os assaltos da atualidade, se muniu de um revólver e o pôs no cinto.

Então, ela se lembrava perfeitamente da noite em que eles chegaram e que ela se sentou na cama e que ele, ao retirar o cinto, o gatilho esbarrou em algum corpo, que nem ela e nem ele poderiam determinar, e o tiro saiu e veio sobre ela, e que ele era inocente de tudo aquilo. Que ela partiu deste mundo, lamentando aquele incidente, e como sabia que ele estava às vésperas de julgamento, pediu muito a Deus para que os juízes e para que os jurados considerassem a inocência dele. Ele que já tinha feito um segundo casamento e que era pai de um filho, porque o casamento dele com a comunicante era recente. Ele não teve filho, mas o lar deles estava formado, ela era agora pai, ela pedia à Misericórdia de Deus que atuasse no cérebro dos juízes e dos jurados para que fosse libertado, para que essa senhora, que era a segunda esposa dele e o filhinho, a criança, não sofressem privações com a sua ausência; que ele marchasse com a sua inocência para o julgamento, mas que Deus havia de abençoá-lo, que Jesus havia de se lembrar dele. Depois eu não soube de mais nada, senão pelo jornal, que os sete jurados deram a favor dele e ele foi liberto.



                    José Antonio Vieira de Paula







                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 22 de Março de 2013, 22:45
                                                                    VIVA JESUS!





                 Boa-noite! queridos irmãos.



                         Um minuto com Chico Xavier

 
Creio que um sonho que muitos espíritas tiveram, enquanto nosso bondoso e amado Chico esteve conosco, foi o de conhecê-lo pessoalmente e, se possível, privar alguns momentos de sua companhia.

No ano de 1997, quando transformei a coluna “Um minuto com Chico Xavier”, que há anos eu publicava no jornal “O Imortal”, de Cambé, dirigido pelo nosso querido Hugo Gonçalves, hoje com 99 anos lúcidos, em livro que recebeu o mesmo nome, tivemos a oportunidade de visitar esse admirável médium e servidor do Cristo.

Com o auxílio de Da. Iracy Karpàtti, amiga de Chico há mais de cinquenta anos, na época, adentramos sua residência, em Uberaba, depois dos trabalhos convencionais.

Fomos levados a um pequeno quarto, bem humilde, onde ele estava sentado atrás de uma mesa, bem na ponta, de maneira que ficava mais fácil para os que se aproximassem cumprimentá-lo.

Havia uma pequena fila, com umas oito pessoas e mais umas vinte já acomodadas por ali e Da. Iracy sempre ao nosso lado.

Quando chegamos diante de Chico, percebemos que, além da deficiência visual em um dos olhos, ele também estava com bastante dificuldade para ouvir. Tinha alguém ao seu lado repetindo algumas palavras daqueles que se aproximavam falando baixo.

Iracy tomou a frente e me apresentou: “Chico, este é José Antônio. É de Cambé, no Paraná”, ao que ele respondeu, imediatamente, com uma pergunta quase afirmativa: “Do Hugo?... Do Imortal?... Grande trabalhador do Cristo é o Hugo...”

Quedamo-nos emocionados. Chico não só conhecia nosso paizinho, mas o admirava como trabalhador espírita. E mais: conhecia o jornal que ele dirigia e do qual fazíamos parte como colunista.

Pedimos, então, permissão a ele para nos assentarmos ali ao lado, e podermos acompanhar um pouco seu atendimento às pessoas.

Por quase uma hora, vimos o carinho, a humildade e a prestatividade com que atendia a todos.

Enfim, tivemos o nosso “um minuto com Chico”.



                  José Antonio Vieira de Paula







                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 30 de Março de 2013, 14:27
                                                                   VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.



                      Um minuto com Chico Xavier


               
Ramiro Gama, no seu livro Lindos Casos de Chico Xavier, relata mais um lindo caso que dele recebeu o título de “A horta educativa”.

Ei-lo:

“Quando Dona Cidália reuniu os filhos menores de Dona Maria João de Deus, observou que eles precisavam do grupo escolar.

O Sr. Cândido Xavier, pai da numerosa família, foi consultado. Entretanto, a situação era difícil. 1918, a época a que nos referimos, marcara a passagem da gripe espanhola. Tudo era crise, embaraço. E o salário, no fim do mês, dava escassamente para o necessário. Não havia dinheiro para cadernos, lápis e livros.

A madrasta, alma generosa e amiga, chamou o enteado e lembrou:

–  Chico, vocês precisam ir à escola. E como não há recurso para isso, vamos plantar uma horta. Adubaremos a terra, plantarei os legumes e você fará a venda na rua... Com o resultado, espero que tudo se arranje.

–  A senhora pode contar comigo –  prometeu o menino.

A horta foi plantada.

Em algumas semanas, Chico já podia sair à rua com o cesto de verduras.

–  Olhem a couve, a alface! Almeirão e repolho!...

E o povo comprava.

Cada molho de couve ou cada repolho valia um tostão.

Dona Cidália guardava o produto financeiro num cofre.

Quando abriram o cofre, Dona Cidália, feliz, falou para o enteado:

–  Você está vendo o valor do serviço? Agora vocês já podem frequentar as aulas do grupo.

E foi assim que, em janeiro de 1919, Chico Xavier começou o A-B-C.”







                 José Antonio Vieira de Paula







                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!            
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 08 de Abril de 2013, 12:04
                                                                    VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.



                     Um minuto com Chico Xavier



             
No encerramento do segundo Pinga-Fogo, que foi ao ar pela extinta TV Tupi, no dia 20 de dezembro de 1971, Chico Xavier recebe uma mensagem, em poesia de rara beleza, assinada pelo espírito Castro Alves. Apresento-a aos leitores desta revista. Ela pode ser encontrada no livro Pinga-Fogo com Chico Xavier, organizado pelo repórter Saulo Gomes e editado pela Intervidas.

O poema intitula-se "Brasil".

Ei-lo:

         Brasil, o mundo a escutar-te

         Pergunta hoje: “O que é?”

         Ah! Terra de minha vida,

         Responde às nações de pé!

         Das montanhas altaneiras,

         Dentro das próprias fronteiras,

         Alonga os braços – Sansão!...

         Sem prepotência ou vanglória,

         Grava no livro da história

         Novo rumo à evolução!

         Contempla a sombra da guerra,

         Dragão do lodo a rugir

         Envenenando a cultura,

         Ameaçando o porvir!...

         Fala – assembleia de bravos –

         Aos milhões de homens escravos,

         Sábios, loucos, Prometeus...

         Do píncaro a que te elevas

         Dissolve os grilhões das trevas

         Na fé que te induz a Deus!

         Brada – gigante das gentes –

         Proclama com destemor

         Que o Cristo aguarda na Terra

         Um novo mundo de amor!...

         Ante a grandeza que estampas,

         Os mortos voltam das campas

         Sublimando-te a visão!

         Ao progresso Fernão Dias!

         O dever mostra Caxias,

         Deodoro a renovação!...         

         Dos sonhos do Tiradentes,

         Que se alteiam sempre mais,

         Fizeste apóstolos, gênios,

         Estadistas, generais...

         De todos os teus recantos

         Despontam palmas de santos,

         Augustos pendões de heróis!...

         Astros de brilhos tamanhos,

         Andrada, Feijó, Paranhos

         Em teus céus brilham por sóis!...

         Desde o dia em que nasceste,

         Ao fórceps de Cabral,

         O tempo se iluminou

         Na Bahia maternal!...

         Hoje, que o mundo te espera

         Para as leis da nova era,

         Por Brasília envolta em luz,

         Que em ti a vida se integre,

         De Manaus a Porto Alegre,

         No Espírito de Jesus!...

         Ao resguardar o direito,

         Mantendo a justiça e o bem,

         Luta e rasga o próprio peito,

         Mas não desprezes ninguém...

         Levanta o grande futuro,

         Ergue tranquilo e seguro

         A paz nobre e varonil!...

         À humanidade que chora

         Clamando “Senhor... e agora?”

         O Cristo aponta: Brasil!... 



             José Antonio Vieira de Paula








                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!



Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 14 de Abril de 2013, 10:50
                                                                   VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.



                      Um minuto com Chico Xavier




             
César Burnier contou-me um fato mediúnico acontecido com ele e o Chico Xavier, quando este ainda residia em Pedro Leopoldo. Tudo se passou durante o velório de José Xavier, irmão do Chico.

Burnier me disse que estava em Belo Horizonte quando soube que o José Xavier havia falecido em Pedro Leopoldo, cidade bem próxima. Pegou o carro e foi para lá. A consternação era geral. Havia muita gente, espíritas conhecidos, pessoas desconhecidas, mas ele, como todos, ficou ali na sala onde o corpo, já no caixão, estava sendo velado. Chico estava ao lado do corpo. Burnier de capa de chuva e com o chapéu na mão permanecia próximo, contrito, participando da situação dolorosa da perda de um amigo.

Lá pelas tantas, Burnier começou a sentir um mal-estar que o incomodava. Parecia que seus músculos se enrijeciam, sentia-se frio, seus lábios pareciam engrossar. Procurou então afastar-se como pôde, de costas, até que encontrou a parede. Encostado nela, ele pensou: – Meu Deus, parece que estou morrendo. Estou mal, muito mal. Ficarei aqui encostado para não cair no meio da sala...

Na sua nova posição, ficou bem defronte ao Chico. Inesperadamente, mesmo todo enrijecido, quase paralisado, seu braço, cuja mão segurava o chapéu, moveu-se e lançou o chapéu no rosto do Chico. Acertou em cheio.

– Oh! que é isso? – Gritaram todos.

Começou um pequeno tumulto, quando Chico interveio e acalmou a todos, dizendo:

– Meu povo, amigos, não fiquem assustados, eu explico. Isso está muito certo e foi para mim uma confirmação da vida após a morte. Há algum tempo eu havia combinado com o José que, para comprovar que continuaríamos vivos depois da morte, o primeiro que morresse deveria providenciar para que alguma coisa fosse arremessada no rosto do outro. Parece coisa boba, não é? Mas combinamos isso. E aqui, neste momento, ele acaba de me dar essa prova, essa confirmação, pela mediunidade do nosso caro César.

Burnier sentiu-se melhor e entendeu tudo o que se passou com ele. Ele foi influenciado pelo espírito do morto que estava ali, e, como o espírito José Xavier estava ainda com as impressões dos instantes da morte, foram captadas pelo Burnier.

Pode-se considerar que tudo ocorreu devido às poderosas energias existentes naquele ambiente de preces e de serviços cristãos sinceros, somadas à mediunidade aprimorada dos irmãos. Houve assim maior facilidade para que o espírito pudesse realizar o combinado.

(Fonte: Diário de um espírita, de L. Palhano Jr.)








                                                                                PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 20 de Abril de 2013, 18:08
                                                                  VIVA JESUS!





               Boa-tarde! queridos irmãos.




                       Um minuto com Chico Xavier



               

Todos sabem do profundo respeito que Chico detinha pela Igreja Católica, de onde tirou toda a sua primeira formação religiosa e onde se dedicou empenhadamente, auxiliando como evangelizador de crianças, que, naquela época, era conhecido como catecismo.

Quando abraçou o Espiritismo e o farol de luz do Consolador banhou seus conhecimentos e sua vida, ao contrário de muitos, nunca deixou de respeitar sua primeira formação religiosa.

Ouçamos um caso relatado pelo jornal “A Flama Espírita”, de Uberaba, do mês de agosto do ano 2000 (retirado da internet – estante literária da Espírita Vox):

– Contou-nos o prof. Lauro Pastor, residente em Campinas, amigo de Chico Xavier desde Pedro Leopoldo, que certa vez, ao visitá-lo, caminhando em sua companhia pelas ruas da cidade, se depararam com uma procissão... A Igreja matriz de Pedro Leopoldo ficava, como fica, na mesma rua onde se ergueu o Centro Espírita Luiz Gonzaga; à época, os católicos organizavam algumas procissões ditas de desagravo contra os espíritas.

Observando que a procissão, com diversos acompanhantes e andores, se aproximava, o prof. Lauro sugeriu a Chico que apressassem o passo, pois, caso contrário, não poderiam depois atravessar a rua, a menos que cortassem a procissão pelo meio, o que seria uma afronta.

Pedindo ao amigo que não se preocupasse, Chico parou na esquina e, enquanto a procissão seguia o seu roteiro, manteve-se o tempo todo em atitude de respeito e de oração, ainda convidando o amigo para que ambos se descobrissem, ou seja, tirassem o chapéu – sim, porquanto, naqueles idos de 1950, Chico também usava chapéu.

O prof. Lauro, que mantém ao lado da esposa, D. Daisy, um belíssimo trabalho de formação profissional para crianças carentes – tem uma escola de torneiros mecânicos –, disse-nos que nunca mais pôde esquecer aquela lição de tolerância religiosa que lhe foi dada por Chico, enfatizando ainda que foi dessa maneira que, aos poucos, o médium venceu a resistência de seus opositores da Doutrina.



               José Antônio Vieira de Paula








                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 27 de Abril de 2013, 22:36
                                                                   VIVA JESUS!




              Boa-noite! queridos irmãos.




                     Um minuto com Chico Xavier




                

Quando Emmanuel, guia de Chico, escreveu por meio de sua mediunidade o livro “A Caminho da Luz”, muitos pontos obscuros sobre a origem da vida em nosso planeta ficaram esclarecidos. As grandes raças povoando áreas distintas do planeta e trazendo suas influências de outros mundos – leiamos aqui o Sistema de Capela –, de Espíritos com grau de compreensão das leis que regem o universo muito acima da realidade terrena, mas trazendo dificuldades morais a serem depuradas em nosso orbe. Emmanuel diz, nessa obra, que, na sua maioria, aqueles Espíritos que aqui viveram retornaram para sua pátria natal.

O caso que apresentaremos aqui, apresentado por Adelino Silveira no seu livro “Momentos com Chico Xavier”, nos mostra, em uma pequena narração, um fato singular por ele registrado ligado a uma entidade daquela época. Ouçamos o fato:

Em 1952, quando o Chico psicografava o livro “Ave Cristo”, certa noite visitou-o um Espírito que viveu na época de Moisés. Tentou conversar com Chico mentalmente, mas Chico olhou para Emmanuel e lhe disse:

– Não entendi nada do que ele quis me dizer.

Então, o bondoso guia explicou-lhe: – Ele está dizendo que não vem à Terra aproximadamente há 4.000 anos e que achou as construções um pouco diferentes, mas que a evolução moral foi pequena.       



               José Antonio Vieira de Paula   









                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 04 de Maio de 2013, 21:51
                                                                  VIVA JESUS!




             Boa-tarde! queridos irmãos.




                       Um minuto com Chico Xavier



             

No dia 14 de junho de 1969, vitima de um derrame cerebral, desencarnou a grande estrela de teatro Cacilda Becker, que, na maioria das vezes, representava em autêntico transe mediúnico.

Anos depois, em Uberaba-MG, seu filho Luiz Carlos Becker perguntou ao Chico Xavier que bilhete era aquele a que ele (Chico) tanto se referia quando se encontravam.

Chico Xavier explicou que aludia às poucas palavras escritas num pedaço de papel que ele, Luiz Carlos, às escondidas, colocara sob o travesseiro onde descansava a cabeça de sua mãe, minutos antes de levarem o caixão mortuário. Você escreveu, prosseguiu Chico Xavier, o seguinte: "Mamãe, vai em paz, que aqui a gente se vira. Beijos do seu filho Cuca”.

Perplexo, Luiz Carlos indagou como o Chico Xavier soubera da existência do bilhete, se até aquela data nunca revelara a ninguém, nem mesmo à sua esposa, Dorita, a curta frase que grafara, às ocultas, na hora dolorosa do enterro do corpo físico de sua mãe.

Quase envergonhado, com humildade e naturalidade, Chico Xavier esclareceu: “Foi Cacilda quem me contou...”.

Luiz Carlos tornou-se espírita...


(Este caso foi extraído do site: http://sorriso.mforos.com/1712723/8129995-algumas-historias-de-chico-xavier/.)



                  José Antônio Vieira de Paula








                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 14 de Maio de 2013, 14:29
                                                                  VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                      Um minuto com Chico Xavier




               
Chico Xavier sempre contou com muitas amizades, tanto no plano físico como espiritual. Esse relacionamento entre os dois planos sempre se fazia presente no seu dia a dia.

Era fato comum os amigos visitarem-no em Uberaba, e entre eles, uma senhora de nome Nair ia vê-lo frequentemente, apesar dos 100 km de distância, entre sua cidade e a cidade mineira.

Dona Nair dirigia o Centro Espírita Paz e Amor, localizado em Santa Rita do Passa Quatro. Por diversas vezes, nas reuniões que realizavam, sentia fortemente a presença do espírito Scheilla, entidade essa constante nas psicografias do médium mineiro.

Como não tinha certeza da presença da querida irmã, decidiu que, quando estivesse ao lado do Chico, perguntaria ao amigo sobre a visitante ilustre.

E foi numa dessas visitas rotineira que, estando em descontraído bate-papo na sala de estar do querido médium, que Dona Nair fez menção de interrogá-lo, se seria ou não a abnegada enfermeira que a visitava.

Mas sua intenção foi lograda, pois uma das pessoas presentes no local questionou o anfitrião sobre outro assunto, e esse, com o carinho que lhe era peculiar, atendeu prontamente.

Quando a conversa chegava a termo e Dona Nair não se lembrava mais da pergunta que momentos antes quis fazer, eis que o famoso espírita vira-se para o seu lado e lhe diz: "A Scheilla está aqui, e pede para lhe dizer que é ela mesma quem a visita".

Fonte: http://www.ceseareirosdejesus.hpg.ig.com.br/chi_set03.htm




                 José Antonio Vieira de Paula









                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 29 de Maio de 2013, 13:23
                                                                   VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                     Um minuto com Chico Xavier




                     

Quando o Chico estava na Comunhão Espírita Cristã, certo casal de jovens fazendeiros aproximou-se dele em público, buscando orientação tal que, de primeiro momento, nos pareceu infantil, mas trazendo-nos, ao contrário, interessantes ensinamentos:

– Procuramos o senhor, porque estamos apavorados. Em nossas terras, em Ituiutaba, existe grande quantidade de cobras cascavel. Meu pai já foi ofendido sete vezes! Por sorte, ele não morreu... Está agora hospitalizado, em estado grave. Por isso viemos aqui.

Estimulado pela atenção que lhe era dispensada, prosseguiu:

– Será que não existe um jeito de espantar essas cobras? Nós já perdemos muitas reses e cavalos, picados por elas. Lá na fazenda, nós corremos sérios riscos...

O jovem, aguardando a resposta do médium, mal sabia do espanto que nos causava tal solicitação, mas o Chico, mostrando entender com naturalidade o drama exposto, respondeu:

– Coloquem nitrato de prata, aos montinhos, nos lugares mais comuns onde as cobras costumam aparecer. Isto, às vezes, dá resultado. Mas se não adiantar... (vimos, então, o médium de Pedro Leopoldo aprumar-se, num gesto muito seu, sorridente, observando-nos surpresos) procurem um benzedor!

– Alguém pode não acreditar - continuou - mas eu, que sou do interior de Minas Gerais, conheço inúmeros casos que deram bons resultados com a benzedura. Vocês vão encontrar algum – asseverou. Levem-no à fazenda. Mesmo se ele cobrar, paguem o que ele pedir. Quando ele fizer suas orações, as cobras irão embora.

”Como é que isso pode acontecer?” pergunta alguém.

– O benzedor, naturalmente, é médium de fluidos materializantes, aclarou. E, quando ele fizer suas orações, os espíritos que cuidam da Natureza utilizarão esses fluidos, tocando as cobras dali para uma região de menos perigo.

Percebendo, talvez, que desejariam pedir-lhe que fosse fazer tais orações na fazenda, antecipou bem humorado:

– Mas se o Chico Xavier for lá, não adiantará nada: elas não irão embora... A minha tarefa é com os livros!


(Extraído do livro “A Luz dissipa as Trevas” vol. 2, de Paulo Daltro de Oliveira.)









                                                                                                                  PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 04 de Junho de 2013, 10:18
                                                                   VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                     Um minuto com Chico Xavier



               

Temos assistido, nos dias de hoje, muita gente jovem partindo para a pátria espiritual, de forma abrupta e, não raras vezes, em tragédias coletivas. Nos depoimentos dos parentes que ficaram, muita tristeza e o comentário de como muitos desses jovens eram pessoas de bem, caridosas, respeitosas... Ficando uma certa indignação do porquê Deus estaria permitindo que tanta gente ruim, ruim mesmo, continuasse “viva”, e pessoas tão boas morressem no auge de sua juventude.

É claro que os que pensam assim desconhecem a visão da Doutrina Espírita, que demonstra, com clareza, que nosso é um educandário para almas ainda atrasadas na evolução, ou que já evoluíram um tanto, que, por isso mesmo, conquistaram a promoção para a vida espiritual superior.

Há uma história sobre a vida de Chico, um tanto curiosa, até engraçada, que enfoca esse tema. Ouçamos a narrativa:

Um caso bem-humorado era contado pelo próprio Chico, envolvendo um estudioso da doutrina de Uberlândia que tinha o hábito de abrir O Evangelho segundo o Espiritismo para encontrar as orientações adequadas, sempre que sentia necessidade – uma prática comum entre muitos espíritas. Certo dia, quando se encontrava em sua chácara, uma tempestade violentíssima desabou sobre a cidade, com muitos raios e relâmpagos, assustando a todos. Um raio caiu bem próximo de onde ele e outras pessoas se encontravam, chegando a matar um gato. O homem reuniu os parentes, avisando que o pior não tinha acontecido graças à proteção dos espíritos, e pegou o Evangelho, abrindo-o numa página ao acaso. A mensagem que leu começava assim: “Se fosse um homem de bem, teria morrido...” Foi o que bastou para que todos, apesar do clima de meditação, caíssem na gargalhada. Diz-se que os próprios espíritos providenciaram a brincadeira.

Extraído do seguinte site: http://www.espirito.org.br









                                                                                                           PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 10 de Junho de 2013, 16:29
                                                                   VIVA JESUS!




               Boa-tarde! queridos irmãos.




                      Um minuto com Chico Xavier




               
No livro “Testemunhos de Chico Xavier”, escrito por Suely Caldas Schubert e editado pela Federação Espírita Brasileira, cartas de Chico Xavier, escritas ao então Presidente da Federação, Wantuil de Freitas, nas décadas de quarenta a sessenta, muito nos ensinam quanto ao comportamento cristão espírita vivido em nossa época.

Vejamos apenas um pequeno parágrafo de uma missiva escrita no dia 11 de janeiro de 1950:

“Emmanuel costuma dizer-me que ‘quando aceitamos o incenso do mundo, vamos perdendo o contato com a Vontade de Deus’. É um quadro triste observar o nosso amigo agitando-se em semelhante zona de incompreensão. É um problema estranho que não decifrarei nesta encarnação, porque é quase incrível reparar uma pessoa com tanta luz a comprazer-se nas sombras’. 

Estamos vivendo um momento de transição moral e espiritual em nossa Terra de suma importância.  Os Espíritos superiores se aproximam da Terra, muitos nela se reencarnam e muitos nela se reencarnarão para promover a grande transformação necessária à instalação de uma nova época de reequilíbrio em nosso orbe. Os Espíritos inferiores não querem e, por certo não quererão deixar seus domínios, aqui no mundo. Então, o trabalho na seara do Senhor se multiplica e todos aqueles que estão engajados nessa proposta têm que estar nos seus devidos lugares, cumprindo suas tarefas, por menores que sejam.  E tudo seguiria seu rumo não fossem as quedas morais, as desistências e, pior, as mudanças de ideais daqueles que, em débito com o Pai, recebendo de sua Misericórdia bênçãos para o recomeço, esquecendo-se de seu compromisso com a luz e, acreditando-se incólumes, entregam-se às sombras, ou como se seu dever já estivesse cumprido, ou como se não tivessem mais débitos com as leis de Deus.

Mas, na verdade, nem nossos débitos estão quitados, nem estamos ilesos à lei do Criador. Então, se abandonamos nosso posto de servidor na Seara do Cristo, por qualquer motivo que seja, não adianta justificarmos com qualquer teoria que seja. Posto abandonado é lugar esvaziado. E, como dizem os benfeitores: ‘Os lugares que não são ocupados pela luz, serão ocupados pelas trevas’.”

Escolhi esta carta de Chico com a certeza de que, se histórias nos ensinam, as palavras de Chico, revestidas de sinceridade, humildade e pureza, também muito haverão de nos ensinar.



           José Antonio Vieira de Paula









                                                                                             PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 19 de Junho de 2013, 12:01
                                                                  VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                     Um minuto com Chico Xavier



               

Eram oito horas da manhã de um sábado de maio. Chico levantara-se apressado. Dormira demais. Trabalhara muito na véspera, psicografando uma obra erudita de Emmanuel.

Não esperara a charrete. Fora mesmo a pé para o escritório da Fazenda.

Não andava, voava, tão velozmente caminhava. Ao passar defronte à casa de D. Alice, esta o chama:

– Chico! Estou esperando-o desde as seis horas. Desejo-lhe uma explicação.

– Estou muito atrasado, D. Alice. Logo na hora do almoço lhe atenderei.

D. Alice fica triste e olha o irmão, que retomara os passos ligeiros a caminho do serviço.

Um pouco adiante, Emmanuel lhe diz:

– Volte, Chico, atenda à irmã Alice. Gastará apenas cinco minutos, que não irão prejudicá-lo.

Chico volta e atende.

– Sabia que você voltaria, conheço seu coração.

E pede-lhe explicação como tomar determinado remédio homeopático que o caroável Dr. Bezerra de Menezes lhe receitara, por intermédio do abnegado médium. Atendida, toda se alegra. E despedindo-se:

– Obrigada, Chico. Deus lhe pague! Vá com Deus!

Chico parte apressado. Quer recobrar os minutos perdidos. Quando andara uns cem metros, Emmanuel, sempre amoroso, lhe pede:

– Pare um pouco e olhe para trás e veja o que está saindo dos lábios de D. Alice e caminhando para você.

Chico para e olha: uma massa branca de fluidos luminosos sai da boca da irmã atendida e encaminha-se para ele e entra-lhe no corpo...

– Viu, Chico, o resultado que obtemos quando somos serviçais, quando possibilitamos a alegria cristã aos nossos irmãos?

E concluiu:

– Imagine se, ao invés de VÁ COM DEUS, dissesse, magoada, "vá com o diabo". Dos seus lábios estariam saindo coisas diferentes, como cinzas, ciscos, algo pior...

E Chico, andando agora naturalmente, sem receio de perder o dia, sorri satisfeito com a lição recebida. Entendendo em tudo e por tudo o SERVIÇO DO SENHOR, refletindo nos menores gestos, com os nomes de Gentileza, Tolerância, Afabilidade, Doçura, Amor.
 

Extraído do livro "Lindos Casos de Chico Xavier" de Ramiro Gama.









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 23 de Junho de 2013, 10:13
                                                                   VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.




                       Um minuto com Chico Xavier




                       

 

"Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível!”

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”

"Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta."

"Sonhos não morrem, apenas adormecem na alma da gente."

"O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que as pessoas escalassem o Everest ou fizessem grandes sacrifícios. Ele só pediu que nos amássemos uns aos outros."

“Não há problema que não possa ser solucionado pela paciência.”

“Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fossem por elas, eu não teria saído do lugar. As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito.”

“Ambiente limpo não é o que mais se limpa e sim o que menos se suja.”

“Você nem sempre terá o que deseja, mas enquanto estiver ajudando aos outros encontrará os recursos de que precisa.”

“Cada dia que amanhece assemelha-se a uma página em branco, na qual gravamos os nossos pensamentos, ações e atitudes. Na essência, cada dia é a preparação de nosso próprio amanhã.”


Frases de Chico Xavier extraídas do site
http://pensador.uol.com.br/frases_de_chico_xavier/









                                                                                                        PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 30 de Junho de 2013, 15:40
                                                                   VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                       Um minuto com Chico Xavier



               
"A sabedoria superior tolera, a inferior julga; a superior perdoa, a inferior condena. Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar!"

"Na vida, não vale tanto o que temos, nem tanto importa o que somos. Vale o que realizamos com aquilo que possuímos e, acima de tudo, importa o que fazemos de nós!"

“Que eu não perca a beleza e a alegria de ver, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma.”

“A questão mais aflitiva para o espírito no Além é a consciência do tempo perdido.”

“Se as críticas dirigidas a você são verdadeiras, não reclame; se não são, não ligue para elas.”

“Ninguém pode começar de novo, mas qualquer um pode fazer um novo fim.”

“Perdoa agora, hoje e amanhã, incondicionalmente. Recorda que todas as criaturas trazem consigo as imperfeições e fraquezas que lhe são peculiares, tanto quanto, ainda desajustados, trazemos também as nossas.”

“Se Allan Kardec tivesse escrito que fora do Espiritismo não há salvação, eu teria ido por outro caminho. Graças a Deus ele escreveu Fora da Caridade, ou seja, fora do Amor não há salvação.”

“Nem Jesus Cristo, quando veio à Terra, se propôs resolver o problema particular de alguém. Ele se limitou a nos ensinar o caminho, que necessitamos palmilhar por nós mesmos.”
 

Frases de Chico Xavier extraídas do site:
http://pensador.uol.com.br/frases_de_chico_xavier/2/









                                                                                                             PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 08 de Julho de 2013, 13:48
                                                                  VIVA JESUS!





              Bom-dia! queridos irmãos.




                      Um minuto com Chico Xavier.




               

Narra-se que Chico Xavier estava parado defronte ao correio, conversando com seu irmão André, quando um policial passou por perto e, colocando o braço direito sobre seu ombro, lhe disse:

- Muito obrigado, Chico!

E foi andando.

Chico ficou intrigado com aquele agradecimento. Não podia atinar com a causa.

À tarde, ao regressar do serviço, viu defronte a um bar um bloco de trabalhadores da fábrica e, no meio deles, o guarda que o abraçara pela manhã.

Passou mais perto e observou que o guarda tentava apartar uma briga entre dois irmãos, que se desentenderam por coisas de somenos importância.

O policial, vendo inúteis seus esforços e porque a discussão já se generalizava, envolvendo todo o bloco, tirou da cintura o revólver e ia usá-lo para impor sua autoridade.

Chico, mais que depressa, chegou perto e pediu-lhe:

- Calma, meu irmão.

O guarda voltou-se contrariado, mas, reconhecendo Chico, como que envergonhado do seu ato, parou de súbito e exclamou:

- Muito obrigado, Chico!

Controlou-se, usou da palavra, aconselhou e o bloco foi desfeito com o arrefecimento dos ânimos...

À noite, indo Chico para o Centro Espírita, encontrou-se com o oficial novamente:

- Chico, ia procurá-lo e agradecer-lhe, muito de coração, o bem que você me fez, por duas vezes.

- Por duas vezes? Como?

- Anteontem sonhei com você, que me dizia: "Cuidado, não saia de casa carregando arma à cintura como sempre o faz. Evite isso por uns dias...". Por isso é que lhe disse, hoje, pela manhã: "Obrigado, Chico!"  Referia-me ao sonho, ao seu aviso. Mas me esqueci de atendê-lo. Saí armado e, se não fosse o concurso de nossos amigos espirituais na hora justa, teria feito hoje uma grande bobagem. Poderia até ter matado alguém... Mas a lição ficou, Chico. Muito obrigado, Deus nos ajude sempre!


Extraído do livro “Lindos Casos de Chico Xavier”, de Ramiro Gama, ed. LAKE.









                                                                                         PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 14 de Julho de 2013, 09:08
                                                                  VIVA JESUS!




            Bom-dia! queridos irmãos.




                   UM MINUTO COM CHICO XAVIER




             

Chico levantara-se cedo e, ao sair de charrete para a fazenda, encontra-se no caminho com o Flaviano que lhe diz:

– Sabe quem morreu?

– Não!...

– O Juca, seu ex-patrão. Morreu na miséria, Chico, sem ter nem o que comer...

– Coitado! E Chico tira do bolso o lenço e enxuga os olhos.

– A que horas é o enterro?

– Creio que vão enterrá-lo a qualquer hora, como indigente, no caixão da Prefeitura, isto é, no rabecão...

Chico medita, emocionado, e pede:

– Flaviano, faça-me um favor: vá a casa onde ele desencarnou e peça para esperarem um pouco. Vou ver se lhe arranjo um caixão, mesmo barato.

Flaviano despede-se e parte.

Chico desce da charrete. Manda um recado para seu chefe.

Recorda seu ex-patrão, figura humilde de bom servidor, que tanto bem lhe fizera. E ali mesmo, no caminho, envia uma prece a Jesus:

 “Senhor, trata-se do meu ex-patrão, a quem tanto devo; que me socorreu nos momentos mais angustiosos, que me deu emprego com o qual socorri minha família; que tanto sofreu por minha causa. Que eu lhe pague, em parte, a gratidão que lhe devo. Ajude-me, Senhor".

E, tirando o chapéu da cabeça e virando-o de copa para baixo, à guisa de sacola, foi bater de porta em porta, pedindo uma esmola para comprar um caixão para enterrar o extinto amigo.

Daí a pouco, toda Pedro Leopoldo sabia do sucedido e estava perplexa, senão comovida com o ato do Chico.

Seu pai soube e veio ao seu encontro, tentando demovê-lo daquele peditório...

– Não, meu pai, não posso deixar de pagar tão grande dívida a quem tanto colaborou conosco.

Um pobre cego, muito conhecido em Pedro Leopoldo, é inteirado da nobre ação do Chico, a quem estima. Esbarra com ele:

– Por que tanta pressa, Chico?

– Meu Nego, estou pedindo esmolas para enterrar meu ex-patrão.

– Seu Juca!? Já soube. Coitado, tão bom! Espere aí, Chico. Tenho aqui algum dinheiro que me deram de esmolas ontem e hoje. E despejou no chapéu do Chico tudo o que havia arrecadado...

Chico olhou-lhe os olhos mortos e sem luz. Viu-os cheios de lágrimas. Comoveu-se mais.

– Obrigado, meu Nego! Que Jesus lhe pague o sacrifício.

Comprou, com o dinheiro esmolado, o caixão. Providenciou o enterro. Acompanhou-o até o cemitério.

E, já tarde, regressou a casa. Tinha vivido um grande dia.

Sentou-se à entrada da porta. Lá dentro, os irmãos e o pai observam-no comovidos.

Em prece muda, agradeceu a Jesus.

Emmanuel lhe aparece e lhe sorri. O sorriso do seu bondoso guia lhe diz tudo. Chico o entende.

Ganhara o dia, pagara uma dívida e dera de si um testemunho de humildade, de gratidão e de amor ao Divino Mestre.
 

Trecho extraído do livro “Lindos Casos de Chico Xavier”, de Ramiro Gama, publicado pela Editora LAKE.








                                                                                                          PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 22 de Julho de 2013, 14:12
                                                                   VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                       Um minuto com Chico Xavier



               

Nosso caro irmão Agostinho João de Deus residiu em Sabará, no Estado de Minas, entre os anos de 1940 a 1946, em cuja estação da Central exerceu a função de Auxiliar de Agente. Neste período, prestou ótima colaboração à Campanha de Alfabetização, em que Ramiro Gama atuava.

Sincero admirador de Francisco Cândido Xavier, a quem visitava semanalmente e de quem recebeu muitos benefícios, Agostinho contou a Ramiro o caso abaixo:

Durante 6 anos seguidos, uma vez por semana, visitou Chico Xavier, muito especialmente em 2 de abril de cada ano, data do seu aniversário natalício.

Em 2 de abril de 1945, compareceu a Pedro Leopoldo, levando apenas, como presente para o Chico, um pequeno ramalhete de rosas vermelhas, visto que seu pequeno ordenado de ferroviário não lhe permitia comprar algo melhor. Humildemente, deixou-o com a bondosa Geralda, irmã do estimado médium e ela, sem que o Chico soubesse, colocou-o numa jarra da mesa do Centro Espírita Luiz Gonzaga, momentos antes da sessão.

O Chico, às voltas com os abraços dos muitos amigos que o felicitavam pela grande data, somente conseguiu ver e abraçar o Agostinho no término da reunião.

E, como a provar-lhe de que não se esquece de ninguém, não faz pouco caso de nenhum irmão, acercou-se dele e foi dizendo-lhe, sob sua surpresa e emoção:

– Agostinho, Emmanuel pede-me que lhe agradeça as lindas rosas. Trazem algo de você e enfeitaram a nossa reunião. E acredite: foi o melhor dos presentes que recebi.
 

Fonte: Lindos Casos de Chico Xavier, de Ramiro Gama
http://chico-xavier.net/index.php?/topic/433-o-melhor-dos-presentes/



              José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                          PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 27 de Julho de 2013, 11:37
                                                                   VIVA JESUS!



              Bom-dia! queridos irmãos.




                      Um minuto com Chico Xavier



               

Nas visitas que eu e minha esposa fazíamos duas a três vezes por ano, naquela época, junto aos trabalhos de Chico, na periferia de Uberaba, sempre aprendíamos muito, mas muito mesmo.

Certa vez, estivemos na periferia da cidade, onde por muitos anos Chico manteve, junto com seu grupo, um trabalho de assistência. Era num bairro afastado, muito humilde, onde só havia uma cobertura pequena em discreto lugar e pouquíssimos lugares  para se sentar: bancos feitos na madeira tosca e singela e o resto, só um terreno baldio. Ali, quando Chico comparecia, centenas de pessoas, de todo lugar do Brasil, além das pessoas simples daquele lugar, que amavam o médium, compareciam.

O que nos chamou a atenção foi o início do trabalho. Como todos os espíritas têm o costume de fazer, um livro foi escolhido e, para Chico, era sempre “O Evangelho segundo o Espiritismo”.

Abrir uma página “ao acaso”, esse é o nosso hábito.

Não foi o que vi. Chico, lentamente, pegou o livro, folheou-o, e foi mudando, página a página; ele parecia conversar com alguém. Às vezes, seus lábios pareciam mexer-se.

Ao contrário do que estamos acostumados a fazer, quando abrimos um livro para nossa prece diária, nada de pressa, de abrir subitamente.

Chico consultava as páginas com tamanho cuidado e, evidentemente, dirigido por alguém, que senti quanto ele respeitava a influência do mais alto para cada momento em que uma página deveria ser aberta.

Naquele minuto, aprendi a nunca mais abrir subitamente um livro de mensagens antes de uma prece. Afinal, se Chico, o médium a serviço da mensagem cristã, o fazia com tanta calma e compenetração, por que nós, espíritas em aprendizado, deveríamos fazê-lo de forma abrupta?



                      Astolfo O. de Oliveira Filho









                                                                                                          PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 03 de Agosto de 2013, 12:53
                                                                  VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                    Um minuto com Chico Xavier



             

À medida que Chico foi ficando famoso não raras vezes surgiam indivíduos com o único propósito de colocar a autenticidade de sua mediunidade à prova. Apresentaremos aqui um desses casos e o desfecho surpreendente.

Em uma de nossas costumeiras viagens a Uberaba, convidamos um ex-prefeito de Águas da Prata, onde residíamos, para que fosse conhecer Chico Xavier.

Católico irredutível, ditado de brilhante inteligência, dera, tempos atrás, grande trabalho para a divulgação da doutrina espírita no local, o que podem testemunhar o Sr. R. A. Ranieri, Delegado de Polícia naquela época, e o Sr. Welson Barbosa, mais tarde Prefeito da cidade, ambos dirigentes do Grupo da Fraternidade.

Após presenciar fenômenos de efeitos físicos e inteligentes em nossa casa, sua curiosidade foi despertada e acabou por aceitar o convite.

A viagem transcorreu bastante agradável. Piadista nato, emérito gozador de tudo e de todos, achava que tinha chegado a hora de checar o homem, ver se ele era mesmo o "tal", e se, o alarde que faziam em torno de seu nome, não seria apenas motivado pela divulgação exagerada da imprensa. Ponderamos, e fizemos com que ele entendesse que não se deve testar um médium, e muito menos o seu guia. Seguindo o mesmo tom de gozação, embora falando coisas sérias, afirmamos que poderia "dar zebra" qualquer teste que ele fizesse. Ele nos prometeu que o respeitaria, mas sua fisionomia de "sarrista", já estampada, demonstrava que o "check-up" estava preparado.

Antes da viagem havíamos pedido a uma de nossas amigas, que preparasse um doce de abóbora na casca, pois sabemos o fraco de Chico por guloseimas. A embalagem foi feita às pressas, em jornal.

Em Uberaba, fomos direto à Comunhão Espírita Cristã, onde fomos recebidos amavelmente em sala reservada. Antes mesmo que entregássemos o petisco, ele foi logo nos dizendo, ao olhar o pacote: "Doce de abóbora especial, como eu gosto, ainda mais feito pela Neuza. Mande um abraço a ela; quando lá estive saboreei em seu bar esse gostoso doce..."

Não é preciso dizer a cara de nosso amigo; tornou-se mudo e, ao sairmos, muito sem graça, fez o seguinte comentário, ensaiando uma piada: - "O baixinho é quente..." (ele também é baixinho).

Cabe aqui uma pequena nota. Águas da Prata é conhecida pelo bom número de doceiras que possui, e que fazem doces de todas as frutas da região, quer em compotas, quer cristalizadas ou em calda. A senhora a que Chico se referiu, a mesma Neuza a quem encomendamos o doce de abóbora na casca, havia sido dona de um bar-restaurante da cidade e só o havia visto uma única vez. Quando lhe contamos o fato ela confessou nem se lembrar mais que ele havia comido o tal doce.
 

Extraído do livro "Nosso Amigo Chico Xavier (50 anos de Mediunidade)" , de Luciano Napoleão da Costa e Silva - Nova Mensagem Editorial Ltda. / 1977.



                  José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                         PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 12 de Agosto de 2013, 11:58
                                                                   VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                     Um minuto com Chico Xavier




             

É sabido que as emoções são energias modificadas capazes de propiciar distúrbios orgânicos de variadas intensidades em qualquer pessoa. Os benfeitores, como André Luiz, em suas obras, não só admitem as doenças psicossomáticas, mas também nos advertem quanto às energias que são irradiadas por outras pessoas em nossa direção, podendo nos causar certos transtornos. É o caso que veremos a seguir, retirado de uma página da internet onde o autor não é citado.

Era uma sexta-feira. Muita gente aglomerava-se em volta de Chico. Zeca Machado tomava providências para o início da reunião. O irmão Barbosa postou-se à cabeceira da mesa, Lico, Dr. Rômulo e outros dirigentes do “Luiz Gonzaga” puseram-se a postos.  Chico, de pé, abraçava um, dirigia a palavra a outro. Aproximou-se dele uma jovem senhora, reclamando de forte dor de cabeça. Chico a ouviu atentamente e convidou-a a sentar-se na assistência para participar.

 A palestra transcorreu normalmente, com os colaboradores dando sua parcela de cooperação nos comentários. Depois da meia-noite, finda a reunião, a senhora que reclamara da dor de cabeça achegou-se ao médium, com a fisionomia radiante e feliz. A dor de cabeça cessara nos primeiros minutos das tarefas. Chico sorriu docemente, despedindo-se dela com carinho.

Instantes depois, explicou:

- Emmanuel me disse que aquela senhora teve uma discussão muito forte com o marido, chegando quase a ser agredida fisicamente. O marido desejou dar-lhe uma bofetada e não o fez por recato natural. Contudo, agrediu-a vibracionalmente, provocando uma concentração de fluidos deletérios que lhe invadiram o aparelho auditivo, causando a dor de cabeça. Tão logo começou a reunião, Dr. Bezerra colocou a mão sobre sua cabeça e vi sair de dentro de seu ouvido um cordão fluídico escuro, negro, que produzia a dor. Eu estava psicografando, mas, orientado por Emmanuel, pude acompanhar todo o fenômeno.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=419890









                                                                                            PAZ, MUITA PAZ!            
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 21 de Agosto de 2013, 09:28
                                                                   VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.




                       Um minuto com Chico Xavier



                     

Segue mais um caso de Chico Xavier, encontrado nas páginas da internet, para nossa reflexão.

Certa vez, um amigo abordou o médium e perguntou-lhe:

– Chico, em sua opinião, qual é o homem mais rico?

Como se estivesse a ouvir a voz de Emmanuel nos escaninhos da alma, o médium respondeu:

– Para mim, o homem mais rico é o que tenha menos necessidades...

Arriscando nova pergunta, o companheiro quis saber:

– E o homem mais justo e sábio?...

Com a mesma espontaneidade, ele esclareceu:

– O homem mais justo e sábio é o que cumpre com o dever...

– Mas – insistiu, certamente, interessado em alguma revelação que lhe facilitasse a vida – o que você está me dizendo é o óbvio...

Com o fraterno sorriso de sempre, sem se deter na tarefa de atendimento aos que lhe procuravam a palavra, Chico redarguiu:

– Meu filho, tudo que está no Evangelho é o óbvio... Não existem segredos nem mistérios para a salvação da alma. Nada mais óbvio que a Verdade! O nosso problema é justamente este: queremos alcançar Céu, vivendo fora do óbvio na Terra!...

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=419890









                                                                                        PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 27 de Agosto de 2013, 09:33
                                                               VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                      Um minuto com Chico Xavier



               
Apresentamos hoje um caso em que Chico Xavier fala sobre a eutanásia. A fonte é mencionada no final. Infelizmente, não temos o nome do livro do qual foi extraído o texto.     

Chico visitou durante muitos anos um jovem que tinha o corpo totalmente deformado e que morava num barraco à beira de uma mata. O estado de alienado mental era completo. A mãe desse jovem era também muito doente e o Chico a ajudava a banhá-lo, alimentá-lo e a fazer a limpeza do pequeno cômodo em que morava.

O quadro era tão estarrecedor que, numa de suas visitas em que um grupo de pessoas o acompanhava, um médico perguntou ao Chico:

– Nem mesmo neste caso a eutanásia seria perdoável?

Chico respondeu:

– Não creio doutor. Esse nosso irmão, em sua última encarnação, tinha muito poder. Perseguiu, prejudicou e com torturas desumanas tirou a vida de muitas pessoas. Algumas o perdoaram, outras não e o perseguiram durante toda sua vida. Aguardaram o seu desencarne e, assim que ele deixou o corpo, eles o agarraram e o torturaram de todas as maneiras durante muitos anos. Este corpo disforme e mutilado representa uma bênção para ele. Foi o único jeito que a Providência divina encontrou para escondê-lo de seus inimigos. Quanto mais tempo aguentar, melhor será. Com o passar dos anos, muitos de seus inimigos o terão perdoado. Outros terão reencarnado. Aplicar a eutanásia seria devolvê-lo às mãos de seus inimigos para que continuassem a torturá-lo.

– E como resgatará ele seus crimes? – perguntou o médico.

– O Irmão X costumava dizer que Deus usa o tempo e não a violência – respondeu Chico Xavier.
 

Fonte: http://grupoallankardec.blogspot.com.br



               José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                        PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 04 de Setembro de 2013, 09:51
                                                                   VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.




                       Um minuto com Chico Xavier




                       
Talvez um dos livros mais comoventes sobre a vida de Chico que eu já tenha lido seja “Trinta Anos com Chico Xavier”, escrito por Clóvis Tavares (Editado pelo IDE, de Araras), amigo íntimo de Chico.

Sua linguagem simples e profunda, revelando uma amizade antiga e sincera, nos apresenta mais um reencontro de dois irmãos de outras épocas do que uma amizade nova. Chico e Clóvis, com certeza já traziam laços firmes de outras vivências, de outras eras...

Nesse livro, um verdadeiro diário de encontros e vivências cristãs, Clóvis narra momentos emocionantes vividos ao lado desse magnífico médium e trabalhador da seara do Cristo, Chico Xavier.

No caso de hoje apresentaremos um testemunho de Clóvis vivido ao lado de Chico.

– Meu dileto e inesquecível amigo, Professor Cícero Pereira, que tive a ventura de reencontrar em minha atual peregrinação terrena por ocasião de minha primeira viagem às Alterosas, foi uma das almas mais belas que tenho conhecido. Era impressionante sua humildade, comovente a exemplaridade de sua vida consagrada aos sofredores, em nome do Cristo que ele tanto amou...

Esse valoroso paladino do Espiritismo desencarnou em Belo Horizonte no dia 4 de novembro de 1948, dez dias antes de seu 67º aniversário, após longos meses de cruéis padecimentos, suportados com aquela resignação e fortaleza de fé que eram apanágios de seu grande coração.

Chico me contou que o Professor Cícero, na sua pobreza e devotamento ao próximo, muitas vezes não possuía um tostão para a passagem do bonde, quando saía de seu lar, na Rua Bonfim, para atender a um doente ou sofredor num bairro distante da capital mineira. Esquecendo sua avançada idade, lá ia ele a pé, até os subúrbios distantes, superando estoicamente quilômetros e fadigas...

Chico o viu, após sua desencarnação, quando lhe endereçava ao Espírito amigo suas vibrações de carinho, rogando a bênção divina para seu coração de apóstolo. O professor lhe apareceu, nimbado de fulgurantes luzes, feliz e sorridente, a agradecer-lhe os pensamentos de amor.

Tão intensa era a luminosidade de sua alma na radiosa aparição, que Chico só pôde exclamar, num misto de comoção e alegria:  -  “Oh! Quanta luz, Professor!...”.

A essa exclamação afetuosa seguiu-se, com outro sorriso, a resposta resplendente de humildade: - “É a luz de seus olhos, Chico...”.



              José Antônio Vieira de Paula









                                                                                              PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 11 de Setembro de 2013, 12:51
                                                                  VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                      Um minuto com Chico Xavier

               

 

Até hoje, nesta coluna, tenho apresentado casos e fatos da vida de Chico Xavier, hoje apresentarei um caso “post-mortem”. Trata-se de uma narrativa apresentada por uma senhora que vende flores no cemitério de Uberaba e que narra várias experiências vividas com o médium antes e depois de sua desencarnação. Leiamos o que conta dona Isolina Aparecida Silva na seguinte matéria do jornal “O Estado de Minas”: Fiéis contam histórias de milagres de Chico Xavier - Publicação: 01/04/2010.

Foi a florista Isolina Aparecida Silva, de 64 anos, que chamou a si a responsabilidade de zelar pelo túmulo de Chico Xavier, no Cemitério São João Batista, em Uberaba, quem viu primeiro: uma pequena gota d´água se formar na ponta do polegar de quem toca o lado direito do busto do médium, em bronze, colocado diante do mausoléu. “Não sei por que isso acontece”, diz a mulher que, como todas as pessoas, usa o liquido para fazer o sinal da cruz.

O fenômeno que encanta a florista e os visitantes é mais um a permear a trajetória de Chico Xavier. Os que conviveram com ele têm sempre para contar um episódio sobre intervenções do médium que mudaram a vida das pessoas. A própria Isolina tem sua história com o “Tio Chico”. Ela diz que, na juventude, sofria com uma dor de cabeça ininterrupta. Levada à presença de Chico, ele colocou a mão no local e avisou a ela que, em 60 dias, nem se lembraria do incômodo. No final do prazo, o resultado. “Falei para a minha tia: “a dor sarou”.

Nunca mais Isolina deixou de procurar e reverenciar o médium. Na casa simples em que mora, fez de uma pequena mesa um altar. “É aí que eu converso com ele”, revela. A mulher vende flores diante do Cemitério São João Batista há 32 anos e, quando está cuidado do túmulo, que frequenta três vezes por semana, retira flores dos vasos e entrega aos visitantes. E vê um motivo para fazer isso. “Todos os anos eu mandava um buquê de rosas para o Tio Chico. Ele sempre devolvia uma e falava que, um dia, eu saberia por quê. Agora sei. São as flores que dou no túmulo dele”.

O piloto Rubens Alves da Silva ganhou flores de Isolina. De passagem por Uberaba, em 2004, ele visitou o mausoléu para pedir por uma amiga, de Santa Catarina, que sofria de profunda depressão. Ganhou três flores, com recomendações: uma deveria ficar dentro da mala do viajante; outra deveria ser deixada em casa e a terceira era para enviar a alguém que estava doente e que saberia quem era. No mesmo instante, conta o piloto, a amiga, acompanhada da mãe, caminhava em uma praia e, sem saber da presença dele no cemitério, parou para rezar. Ela está curada, conta ele.

Quando voltou para agradecer, em outra passagem pela cidade, recebeu de Isolina uma tarefa: levar uma margarida artificial e colocar no túmulo de Allan Kardec, em Paris, por vontade de Chico Xavier. Rubens Silva conta que, no Cemitério do Père-Lachaise, não encontrava a sepultura de Kardec e já estava desistindo, quando sentiu um arrepio e avistou, bem próximo, o lugar. A flor foi depositada no túmulo, como mostram as fotos que ele levou para Isolina.  (Fonte:  http://www.uai.com.br)



                 José Antonio Vieira de Paula









                                                                                                             PAZ, MUITA PAZ!



             
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 17 de Setembro de 2013, 10:17
                                                                   VIVA JESUS!




                Bom-dia! queridos irmãos.




                           Um minuto com Chico Xavier



                 

 

Na semana passada apresentamos um caso contado pela florista de Uberaba Isolina Aparecida Silva, que cuida do túmulo de Chico Xavier. Aqui apresentamos a continuação com mais fatos, apresentados pelo jornalista Maurício Lara, do jornal “Estado de Minas” publicado em 01/04/2010.

A florista tem apenas um filho, resultado da décima primeira gravidez. Ter perdido todas as outras gestações, para ela, foi uma provação que teve de suportar. Isolina não atribui às intervenções de Chico Xavier o fato de ter conseguido ser mãe, mas o médico Eurípedes Tahan Vieira, de 73, que cuidou do médium desde que ele chegou a Uberaba, conta que, em um dia de atendimento ao público, havia na fila uma mulher que, como Isolina, estava grávida pela décima primeira vez e nunca tinha dado à luz.

“O Chico, através do espírito do doutor Bezerra de Menezes, deu para ela medicação homeopática e fez uns passes. Eu segui esse caso. O menino nasceu pelas minhas mãos”, recorda o médico. Ele acompanhou também a história de um rico fazendeiro do Mato Grosso que sofria de uma violenta dor de cabeça e já tinha dificuldades para andar. Exames constataram a existência de um tumor na hipófise.

O fazendeiro teve de ser carregado para a fila de atendimento. “Chico pôs a mão na cabeça dele e pediu aos protetores que o auxiliassem. Ele viveu mais 25 anos, sem dor de cabeça, andando normalmente. Para mim, foi um milagre”, conta Eurípedes Tahan. Nessa situação, o médico cometeu uma indiscrição: provou da água que o fazendeiro bebia, por recomendação do médium. “Eu não devia ter experimentado, pus um pouco na boca e foi travando tudo” - diz ele, explicando que o remédio poderoso não se destinava a ele. “Naquelas filas a gente via de tudo. São tantos casos que é até difícil narrar”, afirma Eurípedes Tahan.



                 José Antonio Vieira de Paula









                                                                                          PAZ, MUITA PAZ!



Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 21 de Setembro de 2013, 10:12
                                                                   VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                      Um minuto com Chico Xavier



               
Enquanto Chico psicografava o maravilhoso livro Paulo e Estêvão, do Espírito Emmanuel, ele via, ao seu lado, um sapo feio, gorduchão, que o amedrontava muito.

No princípio, distava-lhe alguns metros. Depois, à proporção que a grande obra chegava ao fim, o sapo estava quase aos pés do médium. Isto lhe dava um mal-estar intraduzível.

Emmanuel, observando-lhe o receio, diz-lhe:

– O sapo é um animal inofensivo, um abnegado jardineiro, que limpa os jardins dos insetos perniciosos. Não compreendo, pois, sua antipatia pelo pobre batráquio... Procure observá-lo mais de perto, com simpatia, e acabará sentindo-lhe estima.

Após ponderação justa de seu guia, o Chico começou a ter simpatia pelo sapo, e achar-lhe até certa beleza, particular utilidade, um verdadeiro servidor.

Terminou a recepção do formoso livro e Emmanuel, completando o asserto, pondera-lhe, bondoso:

– O homem, Chico, será um dia uma Estrela de Cinco Raios, quando possuir os pés, as mãos e a cabeça alevantados, liberados. Já possui três raios: as mãos e a cabeça, faltando-lhe os dois pés, os quais serão libertados quando perder a atração da Terra.

Existem, no entanto, germens, animais, seres outros, com os cinco raios voltados para baixo, para a Terra, sugando-lhe o seio, vivendo de sua vida.

Assim é o sapo, coitado, que luta intensamente para levantar um raio, pelo menos a cabeça. O boi já possui a cabeça alevantada, já que progrediu um pouco.

É preciso, pois, que o homem sinta a graça que já guarda e lute, através dos três raios já suspensos, pela aquisição dos outros dois.

Que saiba sofrer, amar, perdoar, renunciar, até libertar-se do erro, dos vícios, das paixões, e, desta forma, terá livres os pés para transformar-se numa Estrela de Cinco Raios e participar da vida de outras constelações, em meio das quais brilha uma Estrela maior que é Jesus.  (Do livro “Chico Xavier na Intimidade”, de Ramiro Gama.)



             José Antonio Vieira de Paula









                                                                                            PAZ, MUITA PAZ!





             
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 28 de Setembro de 2013, 11:32
                                                                   VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.



                      Um minuto com Chico Xavier



               

Todos sabem das lutas financeiras que Chico sempre travou em sua vida, e que, mesmo nas dificuldades, nunca aceitou para si o fruto das edições dos livros escritos pelos Espíritos por seu intermédio.

Deixaremos aqui um testemunho pessoal do próprio médium, quando este escrevia periodicamente para seu grande amigo e presidente da Federação Espírita Brasileira, Wantuil de Freitas. O trecho da carta registrado abaixo foi escrito no dia 30 de janeiro de 1947, portanto Chico contava apenas 36 anos. Na missiva em questão, ele fala da desencarnação de Frederico Figner, que também fora dirigente da mesma instituição.

Vejamos o relato do próprio médium quando ainda morava em Pedro Leopoldo, Minas Gerais:

“A partida de nosso inesquecível amigo Figner encheu-me de grandes saudades. Ele foi um companheiro admirável. Convivi com ele, epistolarmente, durante dezessete anos consecutivos. Dele recebi as maiores provas de abnegação que um amigo pode dar a outro. E a separação dele, no plano visível, consterna-me a alma. Deus o fortaleça no reino da paz e lhe restaure as forças para que, em breve, volte ao ministério de auxílio à Humanidade sofredora. Tive conhecimento, através das senhoras filhas dele, do legado de cem mil cruzeiros que ele me deixou em Obrigações de Guerra que se encontram à minha disposição aí no Rio. Ele sempre cuidou de minhas necessidades paternalmente, preocupando-se excessivamente por minha causa. Sabia ele que, nos últimos anos, minha luta material se intensificou muito e, no último semestre, escreveu-me, reiterando suas expressões de zelo. Entretanto, meu caro Wantuil, a melhor homenagem que posso prestar ao nosso inolvidável amigo é renunciar ao referido legado, em favor da nova organização que a Federação vem fazendo, com a instalação de novas oficinas para o livro espírita. Nesse sentido, escrevi hoje às senhoras filhas do nosso venerável companheiro que partiu, pedindo a elas entrarem em entendimento contigo, para que recebas, tu mesmo, esse patrimônio, transferindo-o para crédito da Casa de Ismael, em face da dívida a que a FEB se impôs pela aquisição das novas oficinas.

De fato, minhas lutas materiais aumentaram muito. Confesso-te que tem sido difícil manter-me em PL (Pedro Leopoldo), em face da fileira de irmãos que me procuram diariamente. Sou obrigado a fornecer alimento de 20 a 50 pessoas novas por semana, de três anos para cá, sem falar de grande número de doentes, cegos e leprosos, de passagem por aqui, à minha procura, aos quais preciso socorrer. Isso me compele a gastar duas a três vezes, por mês, a importância do meu salário mensal. Nosso Figner sabia disso e preocupava-se muito. E aqui te conto estas coisas para comentarmos a situação. E, para tranquilizar-te, revelo-te também que nada me falta e que não há sacrifício nenhum de minha parte, porque, providencialmente, Jesus me aproximou do nosso amigo Sr. Manoel Jorge Gaio que tem me auxiliado a sustentar a luta. Se os deveres aumentaram para mim, aumentou Jesus a sua proteção, porque o Sr. Gaio me provê do que preciso; sua senhora, D. Marietta Gaio, chama-me ‘filho’, ajudando-me também com a ternura e abnegação. Além disso, tenho o amor e o cuidado de todos vocês, os companheiros da Federação. E, como só preciso do necessário, creio que os cem mil cruzeiros de nosso querido amigo ficarão muito bem empregados nas oficinas novas da FEB. Perdoa-me haver-te falado tanto de mim, mas precisava explicar-te a situação e espero que me aproves. Rogo-te para que estes assuntos fiquem reservados entre os nossos círculos mais íntimos. Evitar qualquer publicidade, em torno do que ocorre, é uma caridade que vocês farão. (...)”

Fonte: "Testemunhos de Chico Xavier", de Suely Caldas Schubert.



             José Antonio Vieira de Paula









                                                                                                        PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 06 de Outubro de 2013, 10:05
                                                             VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                     Um minuto com Chico Xavier



             

O caso que apresentaremos a seguir, narrado pelo próprio médium, revela não só a pureza do caráter de Chico, naquela época com apenas 22 anos, como também suas lutas financeiras que o impediam de adquirir um simples livro espírita, além de tornar evidente a grandeza e fidedignidade de sua mediunidade que se manteve por mais de setenta anos fiel a Jesus.

‘(...) Quando saiu o “Parnaso de Além-Túmulo”, em 1932, eu tinha um desejo enorme de comprar alguns livros de Espiritismo, entretanto, meu salário era de 90 cruzeiros por mês e namorava o Catálogo da Livraria da FEB, inutilmente. Meu único amigo no Rio, por esse tempo, era o Quintão, mas envergonhava-me de pedir-lhe publicações. Em Belo Horizonte, não conhecia ninguém da comunidade doutrinária. Tempos depois da saída do “Parnaso” (não sei a época certa. Deve ser de 1932 a 1935. O tempo voa), certa noite recebi “A Verdade”, o jornal que me vinha de tuas mãos, quando eu não te conhecia pessoalmente, e, como sempre, devorei a página consoladora assinada por “Vovó Virgínia”. Dormi ou me libertei do corpo carnal meditando nela, quando me senti, fora do veículo físico denso, num jardim. Lá estavam uma senhora cercada de luz e um cavalheiro parecendo muito mais moço que ela. Uma secreta ligação me atraía para ela e aproximei-me timidamente. Quis abraçá-la mas receei ser intruso. Então ela sorriu, enlaçou-me e disse:

– Você não me conhece mais? Eu sou Virgínia.

Associei as palavras com a pessoa que escrevia em “A Verdade” e entreguei-me ao seu maternal coração.       

Ela me contemplou bondosa, e disse:

– Que deseja você?

Ingenuamente, eu me recordei dos livros que eu desejava obter em vão e disse-lhe, à maneira de criança:

– Vovó Virgínia, eu queria alguns livros para aprender o caminho...

Sorridente, a senhora abraçou-me, com mais carinho, e disse:

– Vou mandar os livros que você deseja, e prometo mais, que você trabalhará conosco e receberá muitos livros...

Em seguida, a dama e o cavalheiro me trouxeram até a casa, numa excursão, em que a palestra foi inesquecível para mim, e retomei o corpo, em lágrimas de contentamento.

Decorrida uma semana, o Laboratório Wantuil me escrevia uma carta em nome de Vovó Virgínia (lembras-te?) – o assunto deve constar de teu arquivo – oferecendo-me 10 livros espíritas, a serem escolhidos por mim, no Catálogo da Federação (que eu observara ansiosamente), em nome dela. Escolhi os dez livros, e por sinal que eram os mais caros e escrevi-te acrescentando que Vovó Virgínia, a generosa doadora, devia ser tu mesmo, abstendo-me, contudo, de relatar-te o fato em si, temendo desagradar-te. Recebi as obras, que ainda guardo comigo e arquivei mentalmente o assunto. Quando visitei, porém, o teu lar acolhedor, em setembro de 1939, encontro Zêus, perto da escada de acesso ao andar superior, e reparei com assombro que ele, embora criança, era perfeitamente o cavalheiro que estava com a luminosa entidade no jardim. Notei tudo e calei-me. Quando subiste à Presidência da FEB, em 1943, recebi algumas visitas da grande missionária que te foi abnegada mãe na Terra e compreendi melhor.

Não me surpreende, pois, tenha sido ele o teu Papai. Entendi-lhe a ligação sublime com a tua Mãezinha, desde a primeira hora de meu conhecimento pessoal. Isto é uma grande alegria para mim”.'

 

(Extraído do livro “Testemunhos de Chico Xavier”, escrito por Suely Caldas Schubert, e editado pela FEB.)



                José Antonio Vieira de Paula









                                                                                           PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 22 de Outubro de 2013, 15:11
                                                              VIVA JESUS!




             Boa-tarde! queridos irmãos.



                    Um minuto com Chico Xavier



              
Solicitado a narrar a irmãos de fala castelhana um dos inúmeros fatos mediúnicos que o sensibilizaram no correr das suas quatro décadas de tarefas ininterruptas de mediunidade com Jesus, Chico Xavier disse o seguinte:

– Das experiências de nossa tarefa mediúnica, citaremos uma delas, para nós, inesquecível. Nos arredores de Pedro Leopoldo, há anos passados, certa viúva viu o corpo de um filho assassinado, quando chegava repentinamente à casa. Desde então, chorava sem consolo.

O irmão homicida fugira, logo após o delito, e a sofredora senhora ignorava até mesmo porque o rapaz perdera tão desastradamente a vida. Agravando-se-lhe os padecimentos morais, uma nossa amiga, já desencarnada, D. Joaninha Gomes, convidou-nos a ir em sua companhia partilhar um ligeiro culto do Evangelho com a viúva enlutada.

A desditosa mãe acolheu-nos com bondade e, logo após, em círculo de cinco pessoas, entregamo-nos à oração.

Aberto em seguida "O Evangelho segundo o Espiritismo", ao acaso, caiu-nos sob os olhos o item 14 do capítulo X, intitulado "Perdão das Ofensas".

Ia, de minha parte, começar a leitura, quando alguém bateu à porta. Pausamos na atividade espiritual, enquanto a dona da casa foi atender. Tratava-se de um viajante maltrapilho, positivamente, um mendigo, alegando fome e cansaço. Pedia um prato de alimento e um cobertor.

A viúva fê-lo entrar com gentileza, a pedir-lhe alguns momentos de espera. O homem acomodou-se num banco e iniciamos a leitura. Imediatamente depois disso, comentamos a lição de modo geral. Um dos assistentes perguntou à dona da casa se ela havia desculpado o infeliz que lhe havia morto o filho querido, cujo nome passou, na conversação, a ser, por várias vezes, pronunciado.

A viúva asseverou que o Evangelho, pelo menos, lhe determinava perdoar. Foi então que o recém-chegado e desconhecido exclamou para a nossa anfitriã:

– Pois a senhora é mãe do morto?

E, trêmulo, acrescentou que ele mesmo era o assassino, passando a chorar e a pedir de joelhos.

A viúva, igualmente, em pranto, avançou maternalmente para ele e falou:

– Não me peça perdão, meu filho, que eu também sou uma pobre pecadora.. Roguemos a Deus para que nos perdoe!...

Em seguida, trouxe-lhe um prato bem feito e o agasalho de que o desconhecido necessitava. Ele, entretanto, transformado, saiu do Culto do Evangelho conosco e foi-se entregar à Justiça.

No dia imediato, Joaninha Gomes e eu voltamos ao lar da generosa senhora e ela nos contou, edificada, que durante a noite sonhara com o filho a dizer-lhe que ele mesmo, a vítima, trouxera o ofensor ao seu regaço de Mãe, para que ela o auxiliasse com bondade e socorro, entendimento e perdão.

(Fonte:  http://www.mundodasmensagens.com/.)



                José Antonio Vieira de Paula








 
                                                                                                          PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 28 de Outubro de 2013, 07:50
                                                               VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.




                           Um minuto com Chico Xavier



                 

Em julho de 1977, o radialista uberabense Tharsis Bastos de Barros, no Programa Comemorativo dos 50 anos de atividades mediúnicas de Chico Xavier, pela Rádio Sete Colinas, de Uberaba-MG, perguntou a Chico o seguinte: Chico Xavier, quem é você?

Embora avesso a qualquer lance autobiográfico, Chico, o bom Chico, não deixou de responder ao radialista.

Aqui reproduzimos a resposta do médium:

“... Embora seja avesso às informações autobiográficas, não posso deixar de me estender um tanto na resposta à questão que sua bondade suscita.

Antes de tudo, rogo as suas desculpas se vier parecer pretensioso ou prolixo, o que realmente não desejo.

A pergunta que você me dirige não deixa de ser um tanto estranha, porque, sendo eu um cidadão como qualquer outro, pertenço ao gênero humano e não me consta seja de praxe que esta ou aquela pessoa deva explicar quem venha a ser, desde que esteja circulando, qual me acontece, no relacionamento comum. Mas, satisfazendo a sua curiosidade simpática, devo esclarecer ao prezado amigo que sou uma pessoa como tantas, com muitos erros na vida e alguns poucos acertos, sempre alimentando o sincero desejo de cumprir as minhas obrigações.

Não tenho qualquer privilégio material ou espiritual. No setor da profissão, trabalhei quatro anos numa fábrica de tecidos, outros 4 anos num pequeno armazém, com setores anexo de cozinha e horticultura; e outros 32 anos consecutivos no Ministério da Agricultura, no qual me aposentei na condição de escriturário, somando ao todo 40 anos de trabalho profissional.

Em mediunidade, especialmente na psicografia, completei agora (1977), 50 anos de atividades ininterruptas.

Psicografei até agora 350 livros, em nos referindo aos livros já publicados, que entreguei sem qualquer remuneração às Editoras Espíritas Cristãs, com o que reconheço estar simplesmente cumprindo um dever.

Materialmente, tenho atravessado longos períodos de moléstias físicas. Sou portador de luxação no olho esquerdo desde muitos anos e, em verdade, tenho recebido muito auxílio dos amigos espirituais nos tratamentos de saúde a que tenho me submetido, mas já passei por cinco cirurgias de grande porte, sempre pelas mãos de médicos cirurgiões humanos e amigos, submetendo-me a instruções médicas e a regimes hospitalares, como sucede a qualquer doente comum. A mediunidade não me deu imunidade contra doenças e tentações naturais na existência humana, porque ainda agora, numa ocorrência a qualquer pessoa com 67 janeiros de idade física, sou portador de um processo de angina que me obriga a um tratamento diário muito complexo.

Segundo você mesmo, caro amigo, pode observar, sou uma pessoa demasiadamente comum, sem pretensões a qualquer destaque, que nada fiz por merecer.

Devo esclarecer a você que não tenho privilégios de viver o tempo ao meu dispor, de vez que, como acontece a qualquer pessoa que preza os compromissos, o relógio tem muita importância em minha vida, conquanto me sinta muito feliz quando possa sustentar essa ou aquela conversação com os amigos, o que para mim não é um prazer muito acessível, em virtude das muitas tarefas a que sou vinculado.

Para esclarecer, tanto quanto possível, a minha resposta, à sua pergunta, digo que em matéria de estudos tive apenas o curso primário, na cidade de Pedro Leopoldo, onde nasci. Mas, naturalmente, ouvindo instruções com o Espírito Emmanuel e outros espíritos amigos, desde 1927, é impossível que minha inteligência, mesmo estreita como é, não obtivesse alguma evolução e algum aprimoramento em 50 anos de trabalho espiritual incessante.

Esclareço ainda a você que pertenço morfologicamente ao sexo masculino, e qual ocorre com as pessoas que sentem e pensam sobre as próprias responsabilidades, psicologicamente tenho os conflitos naturais, inerentes a essas mesmas pessoas, conflitos estes que procuro asserenar, tanto quanto possível, com o apoio da religião, pois não creio que possamos vencer as nossas tendências inferiores ou animalizantes sem fé em Deus, sem a prática de uma religião que nos controle os impulsos e nos eduque os sentimentos.

Passei por muitas lutas espirituais, desde tenra idade, em matéria de faculdades mediúnicas. Mas, com a Doutrina Espírita, em que Allan Kardec explica os ensinamentos de Jesus, há precisamente 50 anos encontrei nas tarefas espíritas o equilíbrio possível, de que eu necessitava, para viver e conviver com os meus irmãos em humanidade e para trabalhar como qualquer cidadão que deseja ser útil à sua família e ao seu grupo social.

Informo ainda a você que o trabalho mediúnico foi sempre muito intenso em minha vida, e que continuo solteiro, sentindo-me feliz nessa condição.

Aproveito o ensejo para dizer que sou muito grato aos companheiros e autoridades que se referem, com tanta generosidade e carinho, aos 50 anos de serviço mediúnico que completei agora, mas esclareço que se algum apontamento elogioso aparece aqui e ali, esse apontamento pertence ao Espírito de Emmanuel, e a outros Benfeitores Espirituais que se comunicam por meu intermédio, em minha condição simples de medianeiro espírita, e que de mim mesmo não passo de um médium muito falho em tudo, precisando sempre das preces e das vibrações de apoio das pessoas amigas, espíritas e não espíritas, que possam fazer a caridade de orar em meu favor, para que eu possa cumprir o meu dever. Muito obrigado!..." 

Fonte: http://www.mundodasmensagens.com/mensagens-espirituais/



               José Antônio Vieira de Paula









                                                                                            PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 11 de Novembro de 2013, 07:21
              VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                    Um minuto com Chico Xavier




               
Todos conhecemos as primeiras histórias das manifestações mediúnicas de Chico na sua infância, contadas por muitos de seus historiadores. Mas, bom mesmo é ouvi-las contadas pelo próprio médium. Ouçamos seu relato, registrado no livro “No Mundo de Chico Xavier”, escrito por Elias Barbosa e editado em 1968, pela Edição Calvário, de São Paulo:

– Em 1922, eu contava doze anos de idade e frequentava o quarto ano do Grupo Escolar São José, em Pedro Leopoldo. Era o ano de muitas comemorações do primeiro centenário da independência de nosso País. O Governo do Estado de Minas Gerais instituiu prêmios para os alunos de todas as classes de quarto ano das escolas primárias, que apresentassem as melhores páginas sobre a História do Brasil. Era um concurso a que todos nós, as crianças de quarto ano, em Minas, devíamos comparecer. Nossa professora, D. Rosária Laranjeira, abnegada educadora mineira, profundamente respeitada nos círculos do magistério em nosso Estado, desencarnada há alguns anos em Belo Horizonte, e que lecionava, nesse tempo, em Pedro Leopoldo, marcou data para a referida prova. Abertos os trabalhos no dia indicado, quando começamos os preparativos para a escrita, vi um homem, ao meu lado, ditando como eu deveria escrever. Assustei-me porque perguntei ao meu companheiro de banco, Alencar Assis, se ele estava vendo essa pessoa. Ele me disse não ver ninguém, e acrescentou que eu estava com medo da prova e que era preciso sossegar-me. O homem, contudo, me disse o primeiro trecho que eu deveria escrever. Tendo ouvido claramente, pedi licença para levantar-me e fui ao estrado sobre o qual a professora estava sentada. Então, disse a ela, em voz baixa: “Dona Rosária, perto de mim, na carteira, eu vejo um homem ditando o que devo escrever”. Apesar de ser ainda muito jovem, naquele tempo, era ela uma criatura de imensa bondade e de profunda compreensão que sempre me ouvia com paciência. Depois de escutar-me, perguntou igualmente em voz baixa: “O que é que esse homem está mandando você escrever?” Eu repeti o que ouvira do espírito, explicando: “Ele me disse que eu devo começar a prova contando assim: “O Brasil, descoberto por Pedro Álvares Cabral, pode ser comparado ao mais precioso diamante do mundo que logo passou a ser engastado na Coroa Portuguesa...” Ela mostrou admiração no semblante, mas me falou, em voz mais baixa ainda: “Volte, meu filho, para a sua carteira e escreva essa prova. A sala está repleta de pessoas que nos observam e agora não é o momento de você ver pessoas que ninguém vê. Não acredite que esteja escutando estranhos. Você está ouvindo é você mesmo. Dê atenção ao seu pensamento. Cuide de sua obrigação e não fale mais nisso”. Voltei e escrevi o que o espírito ditava, porque ou eu escrevia ou desobedeceria a ela, a quem respeitava e amava muito.

Nossas provas foram reunidas às outras de todo o Estado, na Secretaria da Educação, em Belo Horizonte. Passados alguns dias, o nosso Grupo em Pedro Leopoldo recebeu a notícia de que as autoridades na capital mineira me haviam distinguido entre os alunos classificados com Menção Honrosa, o que era demais para mim.
 
(Na próxima semana apresentaremos a continuação dessa belíssima história.)



                     José Antonio Vieira de Paula









                                                                                                          PAZ, MUITA PAZ!

Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 10 de Dezembro de 2013, 08:59
                                                                   VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                          Um minuto com Chico Xavier



               

 

Em janeiro de 1933, pouco após o lançamento do Parnaso de Além-Túmulo, Chico continuava trabalhando no pequeno armazém de José Felizardo. O salário era minguado e Chico tinha um outro suplício diário: servir cachaça.

Foi então que recebeu a visita do Dr. José Álvaro Santos, poeta residente em Belo Horizonte. Lera o livro de Chico e desejou conhecê-lo pessoalmente.

A família Xavier morava, então, segundo as palavras do próprio Chico, “numa casa pequenina e prestes a cair”. A família era numerosíssima. Chico trabalhava das sete da manhã às oito da noite, atendendo no balcão ou entregando mercadorias em domicílio. O salário era de quarenta mil réis.

José Álvaro comoveu-se com a situação da família. Em conversa particular com João Cândido, disse que gostaria de obter um bom emprego para Chico na capital do Estado. Mas, para isso, o rapaz teria de acompanhá-lo a fim de se enfronhar aos poucos no ambiente belo-horizontino. Chico deveria permanecer três meses com o novo amigo, tentando arranjar colocação.

Pela manhã, João Cândido chamou o filho de lado e falou-lhe a respeito das perspectivas que surgiam de melhoria de vida. Era uma excelente oportunidade para melhorar a condição econômica da família, muito precária.

Chico nada respondeu. À noite, no momento de rezar, pediu a opinião de Emmanuel. O Espírito esclareceu-lhe que o plano era impróprio e que ele deveria continuar trabalhando na venda, pois “o amparo de que precisávamos viria do Alto no momento oportuno”.

Chico resolveu não se afastar de casa. No dia seguinte, porém, o pai voltou a insistir. Não seria justo negar-se a auxiliar a família. Sensibilizado, o rapaz solicitou novo conselho a Emmanuel. A resposta veio direta: “A tentativa é inoportuna e desaconselhável, mas não desejamos que contraries teu pai. Já que a situação se mostra assim difícil, podes perfeitamente seguir para Belo Horizonte, onde ganharás conhecimentos e experiência de que muito necessitas. Não abandones a prática da oração. Estaremos contigo através da prece”.

A partir desse conselho, as coisas se apressaram. João Cândido obteve para o filho uma licença de três meses no armazém. Em companhia de José Álvaro, Chico partiu para Belo Horizonte, cidade que ainda não conhecia. Ficou hospedado numa chácara, próxima ao bairro da Gameleira, de propriedade de um médico.

Iniciava-se uma nova experiência para Chico. Logo tornou-se íntimo da família de José Álvaro, vindo a conhecer vários intelectuais mineiros de renome.

“Achei-me de improviso num ambiente que eu não conhecia. Muitos livros e elevadas conversações literárias. O meu protetor me apresentava na condição de médium do Parnaso de Além-Túmulo e as visitas, segundo creio, julgavam que eu fosse pessoa de muita cultura. Eu, naturalmente, ouvia as conversações em silêncio ou respondia a essa ou àquela pergunta por monossílabos. Não sabia eu, então, cousa alguma sobre os autores, principalmente europeus, que eram citados nas palestras. Lembro-me que falavam muitas vezes sobre trabalhos de Crookes e Richet, quando se referiam a investigadores da mediunidade, e comentavam poesias e trabalhos de Baudelaire, Musset e outros poetas cujos nomes não guardei na lembrança, além de vários poetas brasileiros como Bilac, Alberto de Oliveira, Augusto dos Anjos e Cruz e Souza. Pelo tom das palestras, eu percebi que a maior parte dos visitantes me supunha o autor do Parnaso. Como eu receava cometer disparates, em meio de amigos tão cultos, permanecia quase que em absoluto silêncio”.

Mas o tempo passava e nada do prometido emprego surgir. Apesar de recorrer a vários amigos seus, José Álvaro não conseguia colocação para Chico. Por seu lado, esgotados os três meses, Chico não mais podia esperar.

Em março, quase findo o prazo dos três meses, Chico resolveu voltar a Pedro Leopoldo. José Álvaro iria para sua casa, em Lagoa Santa. O médium resolveu acompanhá-lo. Ali ficou esperando condução para Vespasiano, de onde tomaria o comboio da Central do Brasil para Pedro Leopoldo.

Enquanto aguardava a condução, em Lagoa Santa, Chico foi procurado por dois amigos. Um deles disse que o emprego em Belo Horizonte sairia em breve. Estavam sendo providenciados, também, recursos para que ele pudesse aprimorar sua educação. E haveria outras vantagens, beneficiando toda a família. Chico exultou. Foi então que o amigo lançou a ducha fria: para conseguir o emprego, ele deveria renunciar ao Espiritismo e declarar de público que o Parnaso era obra sua. Chico negou com veemência, explicando de que forma os Espíritos haviam escrito os poemas através de suas mãos.

O amigo sorriu e perguntou com um ar de desafio:

“Você conhece um passarinho chamado sofrê?”

Chico respondeu que não.

“O sofrê é um pássaro que imita os outros. Você nasceu com a vocação desse passarinho entre os poetas. Não acredite em Espíritos. Esses poemas que você julga psicografar são seus, somente seus.”

Entristecido com o ceticismo do outro, o médium pensou em Emmanuel, e imediatamente ouviu uma voz ao seu lado:

“Volte a Pedro Leopoldo e vamos trabalhar. Você não é um sofrê, mas precisa sofrer para aprender”.

E Chico voltou para o armazém de Zé Felizardo, para cortar linguiça, vender cachaça, fazer entrega de mercadorias em domicílio. A temporada, no entanto, foi breve. Pouco depois ingressava na antiga Inspetoria Regional do Serviço de Fomento da Produção Animal, órgão do Ministério da Agricultura, no cargo de auxiliar de serviço.
 

(Texto extraído do livro “Chico Xavier, Uma vida de amor”, de Ubiratan Machado, editora IDE.)




              José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 17 de Dezembro de 2013, 08:45
                                                                   VIVA JESUS!





               Bom-dia! queridos irmãos.




                       Um Minuto com Chico Xavier




                       

O posto do Ministério da Agricultura ficava a dois quilômetros da cidade. Certo dia, quando se dirigia ao trabalho de charrete, Chico recebeu a notícia da morte do ex-patrão, Zé Felizardo. Seu Juca, como era conhecido, morrera na miséria. Sem armazém e sem dinheiro, não lhe sobrara sequer um mísero centavo para comprar um caixão. O corpo seguiu para o cemitério como indigente, num rabecão da Prefeitura.

Comovido, Chico saltou da charrete e saiu de casa em casa, solicitando alguma contribuição para o enterro do velho amigo. Um mendigo cego lhe deu toda a féria do dia. Logo, a cidade inteira comentou aquela estranha peregrinação. Desta forma, Chico pode comprar um caixão decente para o amigo e acompanhar seu corpo até o cemitério. Seu pai e irmãos, que antes tentaram demovê-lo da ideia, acabaram se emocionando e acompanhando também o enterro.

(Texto extraído do livro “Chico Xavier, Uma vida de amor”, de Ubiratan Machado, editora IDE.)   



                José Antônio Vieira de Paula








                                                                                                            PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 24 de Dezembro de 2013, 08:43
                                                                   VIVA JESUS!



              Bom-dia! queridos irmãos.




                      Um minuto com Chico Xavier




               

No dia 5 de dezembro de 1934 desencarna na cidade do Rio de Janeiro o famoso escritor Humberto de Campos. Pouco mais de  três meses após, em 27 de março de 1935 surgem suas primeiras crônicas através da mediunidade de Chico.

Poucos meses depois, devido a algumas celeumas criadas sobre suas psicografias, Humberto assina sua última mensagem, despedindo-se sem promessas de volta (“E agora que os bisbilhoteiros o procuram trago-lhe o meu adeus, sem prometer voltar em breve”).

Em meio à mensagem, falando sobre a cruz de Chico (“Fique, pois, com a sua cruz, que é bem pesada, por amor d’Aquele que acende o lume das estrelas e o lume da esperança nos corações”), o escritor narra um caso muito interessante. Escreve ele:

Li aí, certa vez, num conto delicado, que uma mulher em meio de sofrimentos acerbos, apelara para Deus, a fim de que se modificasse a volumosa cruz da sua existência. Como a filha de Cipião, vira nos filhos as joias preciosas da sua vaidade e do seu amor, mas, como Níobe, vira-os arrebatados no torvelinho da morte, impelidos pela fúria dos deuses. Tudo lhe falhara nas fantasias do amor, do lar e da ventura.

– Senhor, exclama ela, por que me deste uma cruz tão pesada? Arranca dos meus ombros fracos esse insuportável madeiro!

Mas, nas asas brandas do sono, a sua alma de mulher viúva e órfã foi conduzida a um palácio resplandecente. Um Anjo do Senhor recebeu-a no pórtico, com sua bênção. Uma sala luminosa e imensa lhe foi designada. Toda ela se enchia de cruzes. Cruzes de todos os feitios.

– Aqui, – disse-lhe uma voz suave, – guardam-se todas as cruzes que as almas encarnadas carregam na face triste do mundo. Cada um desses madeiros traz o nome do seu possuidor. Atendendo, porém, à tua súplica, ordena Deus que escolhas aqui uma cruz menos pesada que a tua.

 A mulher escolheu conscienciosamente aquela cujo peso competia com as suas possibilidades, escolhendo-a entre todas. Mas, apresentando ao Mensageiro Divino a sua preferência, verificou que, na cruz escolhida, se encontrava insculpido o seu próprio nome, reconhecendo a  sua impertinência e rebeldia.

– Vai – disse-lhe o Anjo – com a tua cruz e não descreias! Deus, na sua misericordiosa justiça, não poderia macerar os teus ombros com um peso superior às tuas forças.


Do livro “Notáveis reportagens com Chico Xavier”, produzidas pelo jornal O Globo e editado pelo Instituto de Difusão Espírita – IDE, de Araras, SP. 



                José Antonio Vieira de Paula









                                                                                                        PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 06 de Janeiro de 2014, 07:43
                                                             VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                     Um minuto com Chico Xavier



             

Na semana passada publicamos um conto escrito pelo famoso escritor Humberto de Campos através da mediunidade de nosso Chico. Nesta semana apresentaremos uma crônica escrita pelo mesmo autor, quando este ainda estava encarnado, crônica essa que foi publicada pelo “Diário Carioca” com o título “Poetas do outro mundo”, em que ele fala de sua opinião sobre o jovem médium, com vinte e dois anos na época, que recebeu mensagens de vários poetas conhecidos e consagrados, culminando com o livro “Parnaso de Além-Túmulo”, editado pela Federação Espírita Brasileira.
Vejamos dois parágrafos em que ele trata do assunto:
“Lidando nesta vida com os espíritos medíocres que frequentam a casa de comércio em que trabalha, resolveu Francisco Cândido Xavier tornar-se mais exigente no reino das sombras, buscando nele, para conversar, inteligências superiores, homens de letras e especialmente poetas que já haviam passado por este mundo. Nessas palestras em que a boca se mantinha em silêncio, transmitiam-lhe os seus novos amigos algumas poesias elaboradas depois de desencarnados, e que o jovem caixeiro de Pedro Leopoldo ia escrevendo mecanicamente, sem esforço do braço ou da imaginação. Esses espíritos eram ordinariamente Guerra Junqueiro, Antero de Quental, Augusto dos Anjos, Castro Alves, Casimiro de Abreu, João de Deus, Auta de Souza, Pedro II, Souza Caldas, Júlio Diniz, Cruz e Souza e Casimiro Cunha, poeta vassourense. Às vezes aparecia, também, um anônimo, cuja modéstia não desaparecera nem no outro mundo”.
E, no final da crônica, fala da possível autenticidade das comunicações:
“Eu faltaria, entretanto, ao que me é imposto pela consciência, se não confessasse que, fazendo versos pela pena do Sr. Francisco Cândido Xavier, os poetas de que ele é intérprete apresentam as mesmas características de inspiração e de expressão que os identificavam neste planeta. Os temas abordados são os que os preocupavam em vida. O gosto é o mesmo. E o verso obedece, ordinariamente, à mesma pauta musical. Frouxo e ingênuo em Casimiro, largo e sonoro em Castro Alves, sarcástico e variado em Junqueiro, fúnebre e grave em Antero, filosófico e profundo em Augusto dos Anjos – sente-se ao ler cada um dos autores que veio do outro mundo para contar, neste instante, a inclinação do Sr. Francisco Cândido Xavier para descrever 'À La manière de...', ou para traduzir o que aqueles altos espíritos sopraram ao seu”.



          José Antonio Vieira de Paula









                                                                                           PAZ, MUITA PAZ!
 
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 12 de Janeiro de 2014, 14:19
                                                             VIVA JESUS!




              Boa-tarde! queridos irmãos.



                     Um minuto com Chico Xavier




                     
Narrou-nos o Chico que no prédio da “Comunhão Espírita-Cristã” fora abordado por uma senhora que trazia nos braços o filhinho agonizante. Ela se fazia acompanhar por D. Horizonta Lemos, médium uberabense de apreciáveis recursos. D. Horizonta, que hoje é nome de escola em Uberaba, já desencarnou. Aproximando-se do Chico, ela disse que aquela mãe desejava uma orientação para o caso do filho. O menino estava prestes a desencarnar...
Verificando a gravidade do quadro, Chico recomendou que a criança fosse levada para o Hospital das Crianças.
Pois bem, antes que o Chico concluísse a  orientação, o menino deu um último suspiro nos braços da mãe e... morreu!
Desesperada, a mãe começou a chorar... D. Horizonta ficou sem ação e o Chico, segundo suas próprias palavras, afligiu-se... Partilhando a dor materna, condoído por nada ter podido fazer a tempo, Chico pensou que não era possível que os Espíritos deixassem aquilo acontecer ali...
Antes que se instalasse qualquer tumulto, ele pediu a D. Horizonta que caminhasse com a criança e a mãe para a sala de passes, que pedisse a uns três ou quatro médiuns para transmitir auxílio ao menino... D. Horizonta olhou-o, algo incrédula, e retrucou: – Mas, Chico, ele morreu!...
Ante a insistência do Chico, ela diz: – Eu vou, eu vou porque é você que está pedindo, mas não vai adiantar nada: a criança já partiu...
Disse o Chico que naqueles minutos orou como nunca... Pediu a Jesus que tivesse misericórdia daquela mãe, rogou aos Espíritos Benfeitores que não deixassem aquela criança desencarnar...
Ao fim de algum tempo, D. Horizonta sai com a mãe e, em seus braços, o filho respirando outra vez!
Dali seguem às pressas para o “Hospital das Crianças”. E o Chico conclui: –  Uma voz grossa me falou: Ele vai viver, mas só por 48 horas... De fato, transcorrido esse período, aconteceu o desenlace.
 
(Texto extraído do livro “As Bênçãos de Chico Xavier”, escrito por Carlos Baccelli e editado pela Didier.)



               José Antônio Vieira de Paula









                                                                                               PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 19 de Janeiro de 2014, 19:33
                                                             VIVA JESUS!




             Boa-tarde! queridos irmãos.




                   Um Minuto com Chico Xavier



                   
Em 1948, em carta destinada ao amigo e então presidente da Federação Espírita Brasileira, Wantuil de Freitas, Chico fala sobre a dificuldade do trabalho na seara do Cristo. O fato está relatado no livro “Testemunhos de Chico Xavier”, de Suely de Caldas Schubert, publicado pela FEB.
Ouçamos suas palavras:

– Peço a Deus para que esse grande trabalhador jovem não se perca. “Começar é fácil, continuar é difícil e chegar ao fim é crucificar-se”, diz o nosso Emmanuel para designar uma tarefa cristã.

Muitos começam. Deslumbrados, espalham entusiasmo e alegria. Vão aceitando tarefas e compromissos. A princípio produzem muito. São promessas e esperanças para os que acolhem e orientam. Com o tempo surgem os primeiros obstáculos. Surgem os apelos do mundo e parecem fascinantes. Prosseguir torna-se difícil.  Uma certa desilusão começa a surgir. Já não há mais a mesma alegria na execução das atividades. O entusiasmo arrefecido transmuda-se em cansaço, em desinteresse ou tédio. Outros interesses aparecem e vagarosamente desviam-no do labor doutrinário.

Alguns, porém, permanecem. Vão arrostando os obstáculos, vencendo o desânimo e os apelos do mundo, e encontrando cada vez maiores motivações para prosseguir. Para estes o trabalho torna-se alegria. Conviver com os companheiros, a melhor festa. E embora quase sempre incompreendidos no círculo doméstico, ironizados pelos colegas e conhecidos, vão-se dando ao trabalho, vencendo a tudo e a todos através da persistência e da disciplina a que se impõem. Aos poucos, fazem-se respeitados. E nesse crescendo de responsabilidades e deveres, “chegar ao fim é crucificar-se”.

Só os que chegaram, sabem, no imo d’alma, o significado profundo e real das palavras de Emmanuel. – Chico



              José Antônio Vieira de Paula










                                                                                               PAZ, MUITA PAZ!   





Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 27 de Janeiro de 2014, 10:31
                                                              VIVA JESUS!



              Bom-dia! queridos irmãos.




                     Um Minuto com Chico Xavier.




                      Com o título: Como é o Dia de Chico Xavier: 300 Consultas Numa só Noite, Fernando Worm é responsável por esta narrativa impressionante sobre como era um dia, apenas um dia, do médium mineiro. Esse trecho está no livro “Lições de Sabedoria”, editado pela Folha Espírita, sob a responsabilidade de Marlene Rossi Severino Nobre.

 Vejamos o que diz Fernando:

 Reencontramos Chico Xavier com saúde física relativamente melhor, apesar da sobrecarga de trabalhos a que vem se dedicando. A atividade psicográfica durante a semana continua intensa, seguindo nesse mesmo ritmo as atividades assistenciais de fim de semana.

 Buscando transmitir aos que me leem uma ideia, se bem que incompleta, de como se desenrola o ano 51 de seu mandato mediúnico, vou tentar descrever como foi um de seus últimos fins de semana quando estive em Uberaba para visitá-lo. Acompanhei-o das 15 horas da sexta-feira até 3h30 de sábado no primeiro dia, e das 15 horas de sábado até as 2 horas da madrugada de domingo. Sem contar que, na manhã de sábado, psicografou 17 páginas em resposta a 22 perguntas que lhe fiz sobre um tema novo e muito interessante e que deverá ser publicado futuramente nas páginas da Folha Espírita.

 Vamos tentar reproduzir aqui seu roteiro de trabalho.

 1) A fila de pessoas para a sessão de sexta-feira teve início na noite de quinta-feira. Pernoitaram nessa fila umas 80 pessoas, observando-se dezenas de automóveis estacionados nas ruas próximas à sede do Grupo Espírita da Prece.

 2) Após atender a 55 pessoas dessa fila, cuja descrição de casos, com a permissão do médium, trataremos mais adiante, às 18 horas teve início o trabalho evangélico. Em cinco horas ininterruptas Chico Xavier psicografou 380 consultas, saindo do receituário com aparência tão descansada que parecia não ter trabalhado um minuto sequer.

 3) Às 23h10 voltou à mesa dos trabalhos e psicografou uma mensagem de mais de 70 páginas de Maria Dolores, contando antológica e comovente história de um pai viúvo que se torna vítima de seu próprio filho. O desventurado pai, após ser expulso de sua própria casa, pelo filho pródigo, termina morrendo para salvar a vida de seu neto. Foram ainda psicografadas mais duas mensagens de jovens desencarnados aos respectivos pais presentes aos trabalhos, ambos com dezenas de páginas.

 4) Sábado de manhã, duas horas de trabalho nas respostas a nossa entrevista.

 5) Às 15 horas desse dia, numa caravana que partiu de sua residência, acompanhamo-lo ao Culto do Evangelho no Lar, com distribuição de pães, ranchos e algum dinheiro para os necessitados de um bairro muito humilde de Uberaba. Duração dos trabalhos: aproximadamente duas horas.

 6) Às 19 horas, nova ida ao Grupo Espírita da Prece para a sessão evangélica e recepção de novas mensagens de jovens desencarnados. Às 23 horas retornamos a sua casa para um café com doce. Observei, inobstante, que mesmo nessas horas Chico continuou trabalhando, pois alguns convivas prosseguiram as consultas pessoais. Inclusive eu fiz isso e me arrependi depois, por privá-lo de instantes de palestra amena e reconfortante com os que não o consultam a toda hora. A certa altura, no entanto, não me furtei de lhe perguntar: “Chico, esse ritmo de trabalho me parece intenso demais para sua saúde. Entre a tarde de sexta-feira e esta madrugada de domingo, você trabalhou mais de 13 horas!”. 

Resposta de Chico: “Enquanto Jesus me der forças quero prosseguir nas minhas tarefas”. “Após o abalo orgânico que sofri em novembro de 1976, venho rogando aos benfeitores espirituais que me concedam renovadas forças para a manutenção dos serviços que me tocam, até o fim.”

 “E sobre sua saúde, como se sente?”
 

“Relativamente bem. A angina é um problema orgânico repleto de dores em câmera lenta se posso assim exprimir-me e obriga a pessoa a que se acolha a frequentes repousos obrigatórios, mesmo que seja de alguns minutos, no curso do dia. É uma moléstia de presença calma e constante, à maneira de advertência serena, como a controlar-nos emoções e movimentos. Mas estou a estudá-la para conhecê-la melhor e adotar os padrões de convivência de que necessito para viver com ela sem conflitos, que somente a mim prejudicariam, não é? Tudo está certo e tudo vai seguindo com as bênçãos de   Jesus.”


         José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: Marcos Peres em 27 de Janeiro de 2014, 11:07
acesse: www.imperiodacultura.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5pbXBlcmlvZGFjdWx0dXJhLmNvbS5icg==)
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 10 de Fevereiro de 2014, 11:57
                                                                   VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.




                      Um minuto com Chico Xavier



               
Duas questões oportunas feitas ao médium no ano de 1976, em meses distintos, por Fernando Worm (Lições de Sabedoria, editado pela Folha Espírita), obtiveram respostas que muito nos ensinam.
Disse Fernando:
– Indagamos ainda de Chico Xavier sobre sua saúde, o problema ocular, etc. Sua resposta:
“Um dia o médico me disse: para quem sofre da vista, se não há cura, há tratamento. Trato da vista esquerda há 45 anos e, um dia, falei assim com a doença desse olho: Fica aí, preciso desse outro lado para viver. E assim vou sendo medicado com cortisona, cloranfenicol e remédios desse teor.
Mas, qualquer contrariedade que me advenha logo se reflete no globo ocular. Quanto ao resto, periodicamente me submeto às 80 agulhadas do tratamento da acupuntura que faz com que a pressão se mantenha bem. Com a graça de Deus, vamos indo.” (Julho de 1976.)
Outra pergunta:
– Deixando de lado a bola de cristal, indagamos se sua intuição lhe segreda que viverá ainda muitos anos entre nós?
Eis a resposta:       
“Caro amigo, estou na ignorância disso, como acontece a qualquer pessoa. Diz-me sempre o nosso caro Emmanuel que devo ter tanta alegria de trabalhar hoje como se estivesse vivendo o meu primeiro dia de tarefa no mundo e que devo ter tanto empenho e noção de responsabilidade nisso como se estivesse em meu derradeiro dia na Terra.” (Novembro de 1976.)


         José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                              PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 16 de Fevereiro de 2014, 14:46
                                                              VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                    Um minuto com Chico Xavier



             
 Em muitas de nossas viagens para Uberaba, para acompanhar o trabalho do Chico, surpreendíamo-nos com seu estado de saúde precário.

 No texto apresentado a seguir, Chico contava com sessenta e seis anos de idade e estava vivendo momentos delicados causados por um quadro de angina coronariana. Veja o relato que ele apresenta sobre suas condições em uma carta escrita ao amigo Fernando Worm (“Lições de Sabedoria”, editado pela Folha Espírita) e a resignação característica de quem compreendeu o verdadeiro significado da vida.

 Escreveu Fernando Worm:

– Poucos dias após o abalo orgânico sofrido, Chico Xavier assim nos descreve em carta a fase de lenta convalescença a que se submete e cujo trecho reproduzimos com sua licença:

“Estou melhorando, mas lentamente. Ainda não posso permanecer em reuniões públicas senão de 4 horas da tarde às 9h30 da noite. Devo usar vários medicamentos com muita pontualidade e não consigo fazer muito esforço ou algum esforço maior. Sem atender a esses requisitos do corpo físico, a dor aparece à feição de alguém que veio morar comigo, por dentro do peito, e, então, essa dor é uma espécie de enfermeira invisível que me obriga a deitar-me. Mas estou observando a mim mesmo com muito otimismo e paz e creio que, com os medicamentos em pauta e com as inevitáveis reduções de trabalho, ainda poderei usar minha máquina física da atualidade, se Jesus permitir, por muito tempo”.

Chico diz sentir que sua mediunidade parece estar mais bem afinada após a fase aguda da enfermidade, e revela:

“Neste ano completo os 50 janeiros de mediunidade e tendo passado por outros 40 em atividade profissional, não posso ser ingrato para com o corpo que me serve de moradia, há 66 anos. Louvado seja Deus! Tudo está seguindo da melhor maneira possível. E eu, continuando sem a dor que é semelhante a uma campainha no tórax, tudo vai bem. Não tenho dúvidas quanto ao ‘processo anginoso’ ou a ‘insuficiência coronariana’ de que sou portador, mas estou, graças a Deus, em paz e com muita alegria”. (Fernando Worm, abril de 1977.)








                                                                                              PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 28 de Fevereiro de 2014, 10:31
                                                               VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                     Um minuto com Chico Xavier



             
 Muitas vidas de Emmanuel são do conhecimento público. Como Públio Lentulus, o senador romano, e como Nestório, o escravo judeu-grego de Éfeso, nós já o conhecíamos através das obras escritas pelo próprio citado: “Há Dois Mil Anos” e “50 Anos Depois”, respectivamente.

 Conta Clóvis Tavares, no seu livro “Trinta Anos com Chico Xavier” (IDE), que no dia 12 de janeiro de 1949, em Pedro  Leopoldo, Minas Gerais, Emmanuel escreveu, através da mediunidade de Chico, uma mensagem onde fez referência à sua encarnação como Padre Manuel da Nóbrega, dizendo, naquela oportunidade:

“Aceitei a sotaina, de novo, e por Padre Nóbrega conheci de perto as angústias dos simples e as aflições dos degredados”.

Na noite de 3 de agosto do mesmo ano, 1949, segundo ainda Clóvis, o Espírito Neio Lúcio afirmou que Emmanuel havia sido socorrido pelas mãos vigorosas do Apóstolo dos Gentios, Paulo de Tarso, ao desencarnar em Pompeia, quando ainda Públio Lentulus.

 Neio Lúcio disse, naquela comunicação, que o apóstolo Paulo, na vida espiritual, tem-se dedicado a socorrer as “Grandes Inteligências” que se distanciaram de Jesus, por compreender-lhes os conflitos mais íntimos, tendo sido Públio um dos seus favorecidos.

 Diz um trecho da mensagem psicografada:

“Amparado pelo ‘Apóstolo dos Gentios’, conseguiu Públio Lentulus transitar nas avenidas escuras da carne, em existências várias, até encontrar uma posição em que pudesse servir ao Divino Mestre com o valor e o heroísmo daquela que lhe fora companheira no início da era cristã. E assim, temos em Manuel da Nóbrega, o homem de raciocínio elevado, entregue a si mesmo em plena selva onde tudo se achava por fazer”.



           JOSÉ ANTÔNIO VIEIRA DE PAULA









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!





Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 07 de Março de 2014, 11:01
                                                              VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                     Um minuto com Chico Xavier



             Há poucos dias, uma senhora que começou a frequentar uma Casa Espírita nos perguntou: “Quando a gente recebe um recado espiritual nós podemos acreditar sem medo, ou devemos questionar tudo que vem do mundo espiritual?”.

Lembramo-nos de que o próprio Kardec dizia que os Espíritos não se apresentam na condição de reveladores, mas trazem suas opiniões pessoais que devem, sim, ser analisadas e passadas pelo crivo da razão. Na dúvida, sempre aguardar que a mesma mensagem venha através de outro médium, em outra oportunidade, e que ratifique a primeira. A isso Allan Kardec denominou: “Universalidade do ensino dos espíritos”, concluindo que a Verdade deve ser universal.

 Elias Barbosa, no seu livro “No Mundo de Chico Xavier” (IDE), lembra importante lição deixada por Chico a respeito do assunto, quando fala sobre seus primeiros contatos com seu guia espiritual, Emmanuel. 

 Assim disse Chico:

“Lembro-me de que num dos primeiros contatos comigo, ele me preveniu que pretendia trabalhar ao meu lado, por longo tempo, mas que eu deveria, acima de tudo, procurar os ensinamentos de Jesus e as lições de Allan Kardec e disse mais, que se um dia ele, Emmanuel, algo me aconselhasse que não estivesse de acordo com as palavras de Jesus e Kardec, que eu deveria permanecer com Jesus e Kardec, procurando esquecê-lo”.



            José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 10 de Março de 2014, 14:37
                                                               VIVA JESUS!



             Bom-dia! queridos irmãos.




                     Um minuto com Chico Xavier.



             
 "Morre um capim, nasce outro."

 Eram pouco mais de 19h30 de domingo, 30 de junho de 2002, quando o coração de Chico Xavier parou. Chico tinha acabado de deitar-se na cama estreita de seu quarto acanhado para mais uma noite de sono. Pouco antes de dormir, ergueu as mãos para o alto, como sempre fazia, e rezou pela última vez.

 Chico morreu em casa, como queria, sem dor nem sofrimento. Poucas horas antes, ele chamou o enfermeiro que sempre o acompanhava. Precisava de ajuda para fazer a barba, mas Sidnei tinha viajado. A reação de Chico, ao saber da viagem, foi rápida e intrigante: Não vai dar tempo.

 Nos últimos dias, a cozinheira da casa, Josiane Alberto, estranhou o comportamento de Chico. Bastava ela trazer um copo de água para Chico agradecer: Jesus vai te abençoar. Muito obrigado.

 Passou a semana agradecendo. Era como se estivesse se despedindo.

 Foi esta a sensação que teve o médium Celso de Almeida Afonso ao visitá-lo na semana anterior. “Agora vieram todos” – Chico disse ao vê-lo, depois de uma sucessão de visitas de outros médiuns.

 O líder espírita morreu exatos oito dias antes da data em que seria alvo de uma série de homenagens e comemorações: os 75 anos de sua mediunidade.

 Para os amigos mais íntimos, a morte, naquele momento, o poupou de novos desgastes com eventos e compromissos. Chico planejou com cuidado a própria despedida. Uma de suas principais preocupações era impedir que impostores divulgassem, após sua morte, supostas mensagens transmitidas por ele. Temia que, em busca de projeção, médiuns se apresentassem como porta-vozes de seu Espírito. Para evitar fraudes, Chico combinou um código secreto com três pessoas de sua confiança: o médico e amigo Eurípedes Tahan Vieira, o filho adotivo Eurípedes Higino dos Reis e Kátia Maria, sua acompanhante nos últimos anos de vida. Três informações deveriam constar da primeira mensagem enviada do além. Na tarde anterior à própria morte, Chico confirmou o código com Eurípedes Tahan e avisou: “Vocês saberão quem sou eu”.

Traduzindo: depois de morto, Chico revelaria um dos seus segredos mais bem guardados: quem ele teria sido na última encarnação. Ele pensou em cada detalhe. Seu corpo deveria ser velado no Grupo Espírita da Prece durante 48 horas, para que todos tivessem tempo de se despedir, sem confusão. O enterro seria feito no cemitério São João Batista, em Uberaba, a cidade que o acolheu em janeiro de 1959, quando Chico deixou para trás a família e os amigos da cidade natal, a também mineira Pedro Leopoldo.

 Foram feitas, é claro, as suas vontades.

 Quando a notícia sobre a morte dele se espalhou, fogos de artifício ainda espocavam nos céus de Uberaba e do Brasil. O país festejava a conquista do pentacampeonato da Copa do Mundo de futebol. O jogo decisivo aconteceu na madrugada de sábado para domingo. Mas a principal notícia em Uberaba logo se tornou Chico Xavier. Repórteres, fotógrafos e cinegrafistas correram para a casa dele. O corpo do médium saiu de casa por volta das 23h30 pelo portão dos fundos, rumo ao Grupo Espírita da Prece, o centro fundado por ele em 1975. Aplausos o saudaram na saída de casa e na chegada ao Centro.

 Uma fila de admiradores logo dobrou o quarteirão e se prolongou dia e noite, por dois dias. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram mobilizados e, de todo canto do país, chegaram os devotos de Chico Xavier.

 Mães e pais que perderam filhos e foram consolados por ele; pobres que teriam morrido de fome ou de frio sem a ajuda dos mutirões que ele promovia; espíritas e não espíritas de todo o país, que aprenderam a ter fé com a ajuda de Chico.

 As 48 horas de velório foram suficientes para que as caravanas de ônibus chegassem em paz. A Polícia Militar fez as contas: 2.500 pessoas por hora, em média, se despediram de Chico no Grupo Espírita da Prece. Ao todo, 120 mil pessoas. A fila para ver o corpo atingiu quatro quilômetros e chegou a exigir uma espera de aproximadamente três horas.

 Coroas de flores foram enviadas de todo o país por políticos, artistas, admiradores anônimos, enquanto o prefeito decretava feriado na cidade, o Governador anunciava luto oficial por três dias, e o Presidente Fernando Henrique Cardoso divulgava uma mensagem sobre a importância do líder espírita para o país e para os pobres.
 

 Texto extraído do livro: “As vidas de Chico Xavier”, de Marcel Souto Maior, editora Planeta do Brasil Ltda.









                                                                                                 PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 25 de Março de 2014, 11:18
                                                               VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.



                     Um minuto com Chico Xavier




                     
 Conta-nos Chico Xavier que, alguns dias antes de aparecer a enfermidade anginosa que o obrigava a diminuir as horas de atendimento ao público, havia na fila dos que buscavam falar-lhe uma senhora de muita presença e elegância, embora aparentando visível abatimento. Ao chegar a vez de ser atendida detém-se em pranto, debatendo-se qual estivesse ferida desde as mais profundas entranhas do ser.

 Agita-se, enquanto clama em voz alta e muito agitada: “Meu filho, Chico, onde está meu filho? Me devolvam meu filho, quero falar com meu filho”.

A seguir joga-se sobre o peito do médium; algumas pessoas tentam acalmá-la.

 Chico Xavier busca consolá-la com palavras balsâmicas de reconforto, mas tudo parece inútil. Aquela dor da alma prossegue num crescendo inestancável, qual um mar de água que rompesse imenso dique. Chico confessa: Neste meio século de atendimento a serviço do próximo, raras vezes vi dor em escala tão aguda e lancinante, O rapaz desencarnou havia pouco, não tinha condições de comunicar-se então com ela, por nosso intermédio. Como fazê-la entender a delicada e penosa situação? Oramos, pois, aos nossos Benfeitores Espirituais suplicando o socorro necessário. A pobre mãe começou aos poucos a dar sinais de cansaço, de visível abatimento físico, enquanto prosseguíamos com estímulos reconfortantes.

 Informaram depois a Chico Xavier que essa senhora, tanto quanto seu esposo, eram pessoas de projeção intelectual. O casal tivera um único filho, rapaz muito sensível, introvertido, inteligente. Embora fossem pessoas de bem e de reconhecido valor, o casal sempre abraçara filosofias materialistas, considerando-se ambos ateus convictos.

 O filho, educado por amas, e posteriormente num colégio religioso, desde pequenino mostrara-se receptivo aos sentimentos de fé e de busca de Deus, no que era constante e acremente desaprovado pelos pais. Eles, como membros proeminentes de uma elite intelectual composta dos que viam na religião apenas ópio alienante, diziam não entender a fragilidade enfermiça do filho, quando este lhes falava da salvação de Jesus, do amor ao próximo, da fraternidade etc. Certo dia, à hora do almoço o casal discutia. O rapaz, muito emocionado, torna a falar na salvação oferecida por Jesus, sendo desta vez  criticado em termos ásperos pelos progenitores. Ferido e desorientado pelo que acabara de ouvir, o jovem vai ao guarda-roupa do pai, tira dali um revólver e, em crise de desespero, detona a arma contra a própria cabeça, morrendo instantaneamente.

 O caso sensibilizou muito a Chico, a ponto de causar-lhe dores. Orou demoradamente por aquela família, como costuma fazer em intenção de todas as mães em fase de intenso sofrimento pela perda de entes amados. Foi um dos últimos atendimentos do médium antes de adoecer.

   
 Fonte: Fernando Worm, junho de 1977, “Lições de Sabedoria”, editado pela Folha Espírita, de SP.



                     José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 01 de Abril de 2014, 15:34
                                                              VIVA JESUS!



            Bom-dia! queridos irmãos.



                   Um minuto com Chico Xavier.



           



 Respondendo a uma questão sobre investigações mediúnicas, Chico não só nos mostra os desafios a que era obrigado a se submeter no seu dia, como médium, como também os sacrifícios que fazia a fim de cumprir seu fiel papel de divulgador da vida espiritual após o término da vida física.

 Pergunta Fernando Worm: - “Não seria melhor se parapsicólogos e pesquisadores, em vez de simplesmente negarem ou tentarem explicar os fenômenos paranormais como meras emanações do subconsciente, frequentassem nossas sessões espirituais imbuídas de Evangelho?”

 Responde Chico: - Por volta de 1954, um ilustre sacerdote pedia-nos licença para assistir a uma de nossas sessões públicas em nosso humilde Centro, em Pedro Leopoldo. Esclareceu que obtivera antes licença especial de seu superior para o trabalho que pretendia fazer. Já havia escrito um livro condenando o Espiritismo e sabíamos estar preparando um outro com o mesmo objetivo. Disse-nos Emmanuel: “Ele veio ver-nos com muito respeito e não deve ser deixado de lado”. Convidei-o, pois, a sentar-se ao meu lado, e assim foi feito. Iniciamos as consultas e, súbito, comecei a sentir um frio que vinha da direção dele. Para nos tranqüilizar, Emmanuel explicou-nos que o padre rezava um terço meio às ocultas, mas eu continuava a sentir como que umas pontas de agulhas, umas lâminas frias. A surpresa, porém, estava reservada para o final, quando nos chegou a mensagem, com mais ou menos 40 páginas psicografadas, de autoria espiritual de alguém que lhe fora muito chegado ao coração. Como de hábito, lemos a mensagem em voz alta e o texto era uma conclamação ao nosso amigo visitante a que se preparasse para trabalhar em certa zona espiritual carente de esclarecimento, e dando outros dados de seu conhecimento.

 Finda a sessão, indagamos do nosso respeitável visitante:

 - O senhor aceita a mensagem?

- Aceito perfeitamente por achá-la autêntica.

 - Padre, o senhor tem medo da morte?

- Não, medo propriamente não tenho. Mas eu queria me certificar.

 Soube depois que não escreveu o tal segundo livro.
 

  (Texto extraído do livro “Lições de Sabedoria”, editado em comemoração aos vinte e dois anos da “Folha Espírita”, de São Paulo, pela Editora Jornalística Fé, em 1996.)
 


             José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                  PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 10 de Abril de 2014, 12:30
                                                              VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.



                     Um minuto com Chico Xavier.



                     
 Na semana passada contamos como o jornalista Marcel Souto Maior (que agora escreveu sobre a vida de Allan Kardec) recebeu a autorização de Chico para uma biografia e como foi barrado por Eurípedes Higino, filho do médium, não tendo sido permitida sua entrada na residência. Então ele diz buscar uma tática de emergência, e assim vai relatando:

– Liguei para o outro filho adotivo de Chico, Vivaldo, responsável pela catalogação da obra do líder espírita e me apresentei com uma meia verdade: Vivaldo, sou jornalista e estou escrevendo uma reportagem sobre o seu pai. Você pode me ajudar? Vivaldo convidou-me para uma visita e, simpático, ajudou-me, sem saber, a vencer o veto da véspera: ele morava em um anexo nos fundos da casa de Chico e foi lá que eu entrei na noite seguinte com gravador e bloco à mão para a primeira entrevista.

 Vivaldo tratou de servir café enquanto eu despejava sobre ele as primeiras perguntas - as mais leves - sobre a obra de Chico Xavier e a responsabilidade dele, Vivaldo, de datilografar, classificar e arquivar os romances e poemas vindos do além.

 Eram quase quatrocentos livros e mais de 20 milhões de exemplares vendidos de clássicos como Parnaso de Além-Túmulo (o livro de estreia) e Best Sellers como Nosso Lar (o campeão de vendas). Todos, sem exceção, segundo Chico, foram transmitidos a ele por Espíritos.

 A pauta da conversa estava prestes a entrar nas perguntas mais complicadas sobre a personalidade e a intimidade de Chico quando uma campainha soou na sala.

– É meu pai. Tá me chamando, Vivaldo pediu licença e se retirou.

 Com dificuldades para andar, Chico tinha um interruptor ao lado da cama para acionar os filhos em caso de necessidade ou emergência.

 Quando Vivaldo saiu, um calor insuportável tomou conta da minha mão direita: era como se ela estivesse pegando fogo. Uma sensação tão nítida que me fez largar a caneta, saltar do sofá, ir até a porta, girar a maçaneta e correr para o quintal. Fiquei ali fora sacudindo a mão de um lado pro outro na noite fria até Vivaldo reaparecer.

– Meu pai disse que a sua biografia vai ser um sucesso. Parabéns.

 Só deu tempo de eu buscar o gravador e o bloco na sala, me desculpar e desaparecer.

 Foi assim, com lágrimas e calores inexplicáveis, que dei os primeiros passos no território de Chico Xavier.

 Autossugestão? Fenômenos físicos provocados pela aura de um ser iluminado? São muitas as perguntas sem resposta neste mundo, onde vivos e mortos se misturam e espíritos enviam notícias do além por meio de médiuns em mensagens sempre intrigantes.


             José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                  PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 27 de Abril de 2014, 09:53
                                                              VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                     Um minuto com Chico Xavier.




                    
  Como dissemos na semana passada, hoje apresentaremos o diálogo entre Da. Leocádia, que, depois de um importante período de depressão pela perda súbita do marido, aceita o convite e vai ao Centro Espírita onde Chico se dedica ao trabalho de mensagens, em busca de conforto para sua alma cansada. Após receber a mensagem que ela julga autêntica, a cidade entra em frenesi e os filhos de D. Leocádia trazem o pároco da cidade para uma conversa com a mãe.

 Ouçamos o diálogo e a firmeza no caráter daquela que não tem dúvidas de que encontrou na mensagem as respostas para suas aflições. Ouçamos a narrativa de Victor Hugo, no livro “Árdua Ascensão” (colocamos as letras P e L antes das falas do Pároco e de D. Leocádia, respectivamente, para facilitar a compreensão):

– Isto ocorreu quando os familiares preocupados lhe trouxeram ao lar o sacerdote católico, para um lanche, à tarde, e posterior conversação.

 Gentilmente recebido, depois das preliminares e das divagações comuns, foi o cura quem se adentrou no assunto que o levara até ali.

 P - Reconhecemos o seu natural estado de perturbação, após o falecimento do esposo. A Igreja, portanto, perdoar-lhe-á o pecado de haver recorrido aos demônios ou à charlatanice do nosso pobre Chico, de todos nós muito conhecido...

 L - Perguntaria ao bom amigo se tomou conhecimento da mensagem do meu marido, por que a leu ou por que lhe informaram?

 P - Por informação de terceiros...

 L - Então, mesmo com a sua bondade e critério, que sempre respeitei, não lhe reconheço autoridade para opinar a respeito de algo que não conhece. Estive, sim, com a mente alterada, porque a alma se encontrava extenuada ante o acontecido. A minha religião não conseguiu armar-me para o inevitável, aquilo que, afinal, deve ser a base da crença: a Imortalidade  da Alma! Nada conheço, ainda, a respeito do Espiritismo, que pretendo estudar, mas afianço-lhe que não fui nem estou ludibriada por um intrujão, nem por um demônio, pela imediata dedução lógica de que o mal não faz o bem e a mentira não suplanta a verdade. Quanto mais leio as páginas que me dirigiu o meu esposo, mais certeza e conforto moral adquiro, a ponto de não mais lamentar em desespero a sua partida, resignando-me e confiando no reencontro, mediante o qual nos é acenada a esperança de felicidade. Agora, passo-lhe às mãos a carta do Além, para que o senhor a possa julgar com conhecimento de causa.

 O sacerdote ficou estarrecido diante da nobreza da senhora, tanto quanto da sua argumentação e sinceridade. Saindo do estupor, retomou a presunção e redarguiu:

 P - Nego-me à afronta. Ler uma peça elaborada por um farsante ou insuflada pelo Tentador constitui um desrespeito à minha condição religiosa.

 L - Admira-me essa postura do amigo sacerdote, que muitas vezes nos referiu a advertência do Cristo a respeito do “não julgar”, e, no entanto, sem querer examinar o fato, não apenas julga-o, como o condena liminarmente.

 P - A senhora está possessa por uma força demoníaca!

 L - Se é verdade, cumpre-lhe afastá-la de mim, pois que continuo católica, vinculada à Igreja que o senhor representa, buscando Deus pelo amor e pela razão.

 P - A senhora foi enfeitiçada por bruxos...

 D. Leocádia sorriu, mas não saberia dizer se da ingenuidade do sacerdote ou da sua imensa ignorância.

 L - Padre, observe. Desde que aqui chegou, ao invés de consolar-me da irreparável perda de meu marido e esclarecer-me, o senhor somente acusa e deplora... Lá, recebi palavras de alento e conselhos de fé. A oração dominical abriu e fechou a reunião, em cujo transcurso as lições do Evangelho foram recordadas através de comentários amenos e de atualidade, convidando-nos ao fortalecimento das virtudes e dos valores morais. Onde a presença de Satanás, ou a manifestação de qualquer outro interesse, exceto o da solidariedade?

 P - É uma armadilha! No começo utilizam-se de uma técnica de hábil aliciamento, para se desvelarem depois.

 L - Nada o indica. Fui ali por indução de pessoas não vinculadas à Casa... Não me dispensaram tratamento especial, bajulatório, diferente daquele dado às pessoas mais pobres de nossa cidade, inclusive a alguns mendigos presentes, e não me foi feito nenhum interrogatório... Tudo se apresentou simples e puro como deve ter sido o Evangelho ao tempo de Jesus...

 P - Eles não são cristãos...

 L - Não discuto o que sejam, porque os não conheço ainda. Refiro-me ao que os vi fazer, que me parece mais importante, conforme respondeu o cego de nascença aos que acusavam Jesus de mistificador, e que o preclaro amigo certamente recorda: “Se é profeta, são sei. O que sei é que eu era cego e agora vejo”. É exatamente o que se dá comigo. Agora vejo luz diferente que me arranca da cegueira e pacifica-me interiormente.


             José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 05 de Maio de 2014, 12:18
                                                           VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.



                    Um minuto com Chico Xavier




                    Por conta da desencarnação de Chico Xavier em 30 de junho de 2002, data em que o Brasil ganhou o pentacampeonato mundial, ficamos incumbidos de preparar algumas entrevistas sobre sua vida com determinadas pessoas.

 No final do mesmo ano, o orador e médium Divaldo Pereira Franco passou por nossa região, fazendo conferências. Falou em Londrina em um dia e no dia seguinte falaria em Apucarana. Na ocasião, fomos convidado pelo então presidente da USEL (União das Sociedades Espíritas de Londrina) para que o acompanhássemos na viagem. Aproveitamos para levar um gravador de mão e, durante o trajeto, pedimos a Divaldo que nos falasse algo sobre Chico. Então, ele começou a contar que quando psicografou um de seus primeiros livros, no início de sua vida pública como médium, teve vontade de levá-lo até Chico, para pedir sua opinião sobre a obra.

 Lembrou-nos Divaldo que a obra psicografada já estava datilografada, mas não paginada.

 Chegando à casa de Chico, este recebia a visita de um pessoal da França, e Divaldo teve de aguardar. Passado certo tempo, Chico interrompe o diálogo com os visitantes, volta-se para Divaldo e diz: “Divaldo, nosso Dr. Bezerra pede que você revise a página 82, porque nela encontrará algo que deverá ser reescrito”. Divaldo, agradecido, se despediu e foi para o Hotel onde se hospedava e lá, surpreso, porque o livro não tinha as páginas anotadas, passou a numerá-las uma a uma. Então, qual não foi seu espanto quando chegou à página 82 e descobriu um erro importante, que em seguida foi corrigido.

 E Divaldo falou da grandeza da mediunidade do inesquecível médium de Pedro Leopoldo.



            José Antônio Vieira de Paula









                                                                                            PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 12 de Maio de 2014, 11:41
                                                          VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.



                    Um minuto com Chico Xavier



                     
O trecho que apresentaremos a seguir foi retirado da biografia de Chico contida nesta própria revista eletrônica:
– Durante a entrevista, perguntaram ao Chico: − Chico, estão querendo separar a parte científica, filosófica e religiosa da Doutrina, dizendo que o Espiritismo não é religião, isto é, estão querendo tirar Jesus do Espiritismo. O que você acha de tudo isso?

A resposta não se fez esperar:

− Se tirarmos Jesus do Espiritismo, vira comédia. Se tirarmos Religião do Espiritismo, vira um negócio. A Doutrina Espírita é ciência, filosofia e religião. Se tirarmos a religião, o que é que fica?

A filosofia humana, embora seja uma conversa sem fim, tem ajudado a clarear o pensamento, mas não consola perante a dor de um filho morto.

A ciência humana, embora seja uma pergunta infindável, está aí em nome de Deus.

Antigamente tínhamos a varíola, mas Deus, inspirando a inteligência humana, nos deu a vacina e hoje a varíola está quase eliminada da face da Terra.

Sofríamos com o problema da distância, mas a bondade divina, inspirando a cabeça dos cientistas, nos trouxe o motor. Hoje temos o barco, o carro, o avião suprimindo distâncias... o telefone aliviando ansiedades... a televisão colocou o mundo dentro de nossas casas...

Tínhamos medo da escuridão, mas a misericórdia divina nos enviou a lâmpada, através da criatividade humana.

A dor nos atormentava, mas a compaixão divina nos enviou a anestesia.

Há, porém, uma coisa em que a ciência não tem conseguido ajudar. Ela não tem conseguido eliminar o ódio do coração humano. Não há farmácias vendendo remédios contra o egoísmo, o orgulho, a vaidade, a inveja, o ciúme... Não podemos pedir misericórdia a um computador.

Jesus, porém, está na nossa vivência diária, porquanto em nossas dificuldades e provações, o primeiro nome de que nos lembramos, capaz de nos proporcionar alívio e reconforto, é JESUS.

De maneira que se tirarmos a religião do Espiritismo fica um corpo sem coração, se tirarmos a ciência fica um corpo sem cabeça e se tirarmos a filosofia fica um corpo sem membro.  (De Entrevistas com Chico Xavier.)










                                                                               PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 18 de Maio de 2014, 14:25
                                                                   VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                      Um minuto com Chico Xavier.




                       

Numa livraria de Belo Horizonte, servia um irmão que, pelo hábito de ouvir constantes elogios ao Chico Xavier, tomou-se de admiração pelo Médium.

Leu, pois, com interesse, todos os livros de Emmanuel, André Luiz, Neio Lúcio, Irmão X e desejou, insistentemente, conhecer o psicógrafo de Pedro Leopoldo. E aos fregueses pedia, de quando em quando:

— Façam-me o grande favor de me apresentar o Chico, logo aqui apareça.

Numa tarde, quando o Aloísio, pois assim se chamava o empregado, reiterava a alguém o pedido, o Chico entra na Livraria.

Todos os presentes, menos o Aloísio, se surpreendem e se alegram.

Abraçam o médium, indagam-lhe as novidades recebidas. E depois, um deles se dirige ao Aloísio:

— Você não desejava ansiosamente conhecer o nosso Chico?

— Sim, ando atrás desse momento de felicidade...

— Pois aqui o tem.

Aloísio o examina; vê-o tão sobriamente vestido, tão simples, tão decepcionante. E correspondendo ao abraço do admirado psicógrafo, com ar de quem falava uma verdade e não era nenhum tolo, para acreditar em tamanho absurdo:

— Quem dera que você fosse o Chico, quem dera!...

E Chico, compreendendo que Aloísio não pudera acreditar que fosse ele o Chico pela maneira como se apresentava, responde-lhe, candidamente:

— É mesmo, quem me dera... E, despedindo-se, partiu com simplicidade e bonomia, deixando no ambiente uma lição, uma grande lição, que ia depois ser melhormente traduzida por todos, e, muito especialmente, pelo Aloísio...


           José Antônio Vieira de Paua









                                                                                                          PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 24 de Maio de 2014, 10:31
                                                          VIVA JESUS!




            Bom-dia! queridos irmãos.



                   Um minuto com Chico Xavier




                   
Numa sexta-feira do mês de maio de 1945, Manoel Quintão, na varanda de sua aprazível vivenda, no Méier, conversava animadamente com o confrade Meireles, quando sua cara companheira o chama para nivelar o piano, isto é, acertá-lo nos pisos.
Com o auxílio do irmão Meireles, pegou na alça do piano e, fazendo força para levantá-lo, sentiu uma torção nos rins, sobrevindo-lhe intensa dor que o obrigou a acamar-se.
O caso, que antes parecia sem importância, agravou-se, impossibilitando-o de ir à Casa de Ismael presidir à Sessão pública das 19h30min. D. Alzira, sua esposa, alvitrou que telegrafasse ao Chico, respondendo-lhe Quintão:
— Não convém, isto vai alarmar e nada produzirá de vez que, se for permitido, mesmo de longe ou daqui de perto, receberei o remédio de que careço. Esperemos até domingo, se não melhorar, escreveremos ao Chico.
E, por intuição, foi medicando-se.
Domingo, pela manhã, o correio traz uma carta. Abrem-na. É do Chico Xavier, com uma mensagem de Emmanuel, que logo de início diz:
— Antes de tudo, desejo identificar-me, dizendo-lhe que, em verdade, o telegrama antes alarma e nada beneficia. Desde que sofreu o acidente, estamos medicando-o. E continue tomando os remédios que, por via intuitiva, já lhe receitamos.
Dias depois, o nosso caro irmão ficou restabelecido.


           José Antônio Vieira de Paula









                                                                                         PAZ, MUITA PAZ!

Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 03 de Junho de 2014, 11:01
                                                          VIVA JESUS!




           Bom-dia! queridos irmãos.



                  Um minuto com Chico Xavier.



                 
E narra Ramiro Gama no seu livro “Lindos Casos de Chico Xavier”:
Bem ensina Emmanuel: — “A Natureza é sempre o celeiro abençoado lições maternais. Em seus círculos de serviço, coisa alguma permanece sem propósito, sem finalidade justa”.
Nela vemos o Ensino de tudo; qualquer elemento, qualquer coisa, o quadro de uma paisagem, a árvore, o rio, a fonte, o próprio estrume, tudo nos dá lições, quando vestidos com a virtude da humildade, sem visões estreitas, lemos o Livro de Deus. Falávamos ao Chico sobre esses assuntos ao passarmos sobre uma ponte.
E ele lembrou Casimiro Cunha, em sua maravilhosa CARTILHA DA NATUREZA, que ele psicografou, dizendo:
“Ponte silenciosa,
No esforço fiel e ativo,
É um apelo à lei de amor,
Sempre novo, sempre vivo.”
“Vendo-a nobre e generosa,
Servindo sem altivez,
Convém saber se já fomos
Como a Ponte alguma vez.”
Lembrou-se também de Emmanuel lhe haver perguntado, um dia:
— Você já serviu de ponte alguma vez, Chico? E que ele silenciara.
Mas, dias depois, viajando com um sacerdote, de Pedro Leopoldo para Belo Horizonte, num ônibus, recordara da pergunta de seu querido Guia, e servira de Ponte.
Com uma hora de boa conversa, repartiu com o irmão e companheiro de viagem o que já havia ganhado. Sentiu que fora Ponte, para que o servo do Cristo, em tarefa testemunhal, ganhasse a outra margem do conhecimento novo com o Amigo Celeste e se sentisse maravilhado.
Quantas vezes podemos ser Pontes e deixamos passar a oportunidade...
Que a lição nos sirva.
Abençoada lição de Emmanuel e Casimiro Cunha!


         José Antônio Vieira de Paula









                                                                                         PAZ, MUITA PAZ!




Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 08 de Julho de 2014, 14:25
                                                          VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                    Um minuto com Chico Xavier




                     
Logo que Emmanuel assumiu o comando das faculdades mediúnicas de Chico, como ele mesmo diz, começaram a se apresentar os Espíritos de inúmeros poetas nacional e internacionalmente conhecidos para psicografar. Chico tinha apenas vinte e um anos de idade quando sua tarefa começou. Seu primeiro poema psicografado foi assinado por Casimiro Cunha. Em seguida, foram surgindo poemas assinados por poetas da mais alta cotação na bolsa literária das letras brasileiras e portuguesas: Castro Alves, Alphonsus de Guimarães, Olavo Bilac, Antonio Nobre, Fagundes Varela, João de Deus, Guerra Junqueira, D. Pedro II, Raimundo Correa, Casimiro de Abreu, Júlio Diniz, Cruz e Souza e muitos outros. (Cf. livro “Chico Xavier, Uma Vida de Amor”, de Ubiratan Machado, editora IDE.)
O fato repercutiu de imediato na pequena Pedro Leopoldo. Por essa época, Chico achava-se no enterro de um amigo, quando um jovem padre aproximou-se dele e indagou:

– Chico, andam dizendo que você recebe mensagens do outro mundo...

– É verdade, sinto que alguém se apossa de meu braço para escrever as mensagens.

– Pois se acautele. O Espírito das trevas tem muita astúcia para seduzir para o mal.

– Mas os Espíritos que se comunicam através de mim só ensinam o bem.

– Vejamos, então. Estamos no cemitério, acompanhando um amigo morto. Será que há por aqui algum Espírito desejando escrever? – desafiou o padre, puxando um papel em branco do bolso.

Chico, sem hesitar, apanhou o papel. Concentrou-se e, minutos depois, escreveu um soneto, intitulado Adeus. Desta vez, a poetisa assinara: Auta de Souza. Eis o poema:

         O sino plange em terna suavidade,
         No ambiente balsâmico da igreja;
         Entre as naves, no altar, em tudo adeja
         O perfume dos goivos da saudade.

         Geme a viuvez, lamenta-se a orfandade;
         E a alma que regressou do exílio beija
         A luz que resplandece, que viceja,
         Na catedral azul da imensidade.

         “Adeus, Terra das minhas desventuras...
         Adeus, amados meus...” – diz nas alturas.
         A alma liberta, o azul do céu singrando...

         - Adeus... – choram as rosas desfolhadas,
         - Adeus... – clamam as vozes desoladas
         De quem ficou no exílio soluçando...


          José Antonio Vieira de Paula








                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 22 de Julho de 2014, 12:12
                                                          VIVA JESUS!




            Bom-dia! queridos irmãos.



                    Um minuto com Chico Xavier.




                   A narrativa seguinte foi escrita por Ramiro Gama e encontra-se registrada no livro “Lindos Casos de Chico Xavier”, de Ramiro Gama:
“Certa vez, fomos em visita a um casal amigo, Lauro e Dayse Pastor Almeida. Ambos são admiradores sinceros de Chico Xavier e conhecem muitos casos do médium. Por isso, resolvemos visitá-los. E Dona Dayse contou que a primeira vez que viu Chico pessoalmente foi durante a Semana do Livro Espírita, em Belo Horizonte.
Ela e Lauro estavam parados, conversando, quando o médium se aproximou deles e, numa atitude simples e fraterna, perguntou: Como vai, dona Dayse? Ela ainda o corrigiu delicadamente a pronúncia, pois ele aportuguesara dizendo Daise em vez de Deise. Com toda a polidez, ele se justificou: É que eu estou lendo seu nome como ele é escrito.
Caso mais impressionante aconteceu em 1970 com João Ghignone, presidente da Federação Espírita do Paraná. Concluída a sessão, João entrou na fila, a fim de cumprimentar e abraçar Chico. Qual não foi sua surpresa quando, ao chegar junto ao médium, este lhe disse: – Sabe quem está ao seu lado, bastante emocionada e querendo abraçá-lo? Sua mãe!
Ao sair dali, João Ghignone comentou com um amigo:
– Veja só: o Chico não está regulando muito bem. Minha mãe está viva em Curitiba.
Assim que chegou ao hotel, porém, recebeu um telefonema interurbano. Era do Paraná e lhe anunciava a morte de sua mãe.”


        José Antônio Vieira de Paula









                                                                                   PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 28 de Julho de 2014, 12:43
                                                          VIVA JESUS!




            Bom-dia! queridos irmãos




                   Um minuto com Chico Xavier




                   

Ouçamos uma explanação de Chico sobre a utilização dos anticoncepcionais, ao responder a pergunta da Dra. Marlene Nobre. O texto está registrado no livro “Lições de Sabedoria”, editado pela Folha Espírita de São Paulo.
– Chico, muitos companheiros acreditam que as respostas às perguntas 693, 693-a  e 694 de “O Livro dos Espíritos” não facultam aos espíritas a possibilidade de planejarem as suas famílias. O que pensa a respeito?

Diz Allan Kardec, na questão 693 de “O Livro dos Espíritos”: ‘Deus concedeu ao homem sobre todos os seres vivos um poder de que ele deve usar sem abusar”. De nossa parte, cremos que o problema do planejamento familiar está afeto ao livre-arbítrio dos casais, de vez que, segundo pensamos, cada casal precisa saber o que faz, de modo que a família se forme para cooperar na realização do bem de todos e devido a todos. Segundo os Benfeitores Espirituais, a ciência terrestre aperfeiçoará de tal modo os anticoncepcionais que serão eles usados sem quaisquer riscos para a saúde humana, de modo que a Terra se liberte das calamidades do aborto e a fim de que o livre-arbítrio funcione, presidindo as responsabilidades dos parceiros das relações afetivas, que precisam usar a própria consciência nos compromissos que assumam. (Abril de 1982)

– É lícito o uso de anticoncepcionais?

Estamos diante de um problema em que os conceitos da Ciência e da vida familiar devem ser por nós todos respeitados. Esperemos que o tempo nos faça sentir as vantagens dos anticoncepcionais, compreendendo-se, porém, que os anticoncepcionais não estarão chegando a Terra sem finalidade justa. (Julho de 1974)


          José Antônio Vieira de Paula









                                                                                           PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 05 de Agosto de 2014, 11:16
                                                                 VIVA JESUS!



             Bom-dia! queridos irmãos.




                    Um minuto com Chico Xavier




                     
 

Este fato foi registrado pela Dra. Marlene Nobre no livro “Lições de Sabedoria”, editado pela Folha Espírita:
– Estávamos no alpendre da casa de Chico Xavier quando veio o assunto da foto colorida onde aparecem, nítidos, quatro espíritos. Lembro-me como aconteceu. Era proximidade do Natal e estávamos, alguns irmãos e eu, frente à porta de acesso à garagem da casa do médium. Como é de costume, pedi a um dos presentes que batesse uma foto de recordação.
Ao longo dos últimos cinco anos colhera mais de duzentas fotografias, tendo sempre Chico como tema central, exatamente como fazem milhares de amigos seus. Não notara, até então, nenhuma singularidade em qualquer dessas fotos. Surpresa, porém, estava reservada para essa, batida à frente da porta de acesso à garagem. Para aprofundamento do espanto, o filme registrou, além dos espíritos, Chico Xavier em duplo etéreo, ou seja, prestando atenção ao que falávamos e conversando com os espíritos que logo atrás de nós formaram um grupo coloquial. Pois bem, após olhar a foto e confirmar a presença de entidades desmaterializadas que sensibilizaram a película, o médium sugeriu-me que a mostrasse a técnicos da Kodak para obter sua opinião. A opinião desse técnico não poderia ser outra: “O que sensibilizou o filme, seja lá o que for, é o que vai sair na chapa”. (Junho de 1981)


            José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 15 de Agosto de 2014, 10:38
                                                          VIVA JESUS!




           Bom-dia! queridos irmãos.




                  Um minuto com Chico Xavier




                 

Apresentamos aqui um diálogo entre Ranieri e o Professor Mesquita, na cidade de Belo Horizonte, no ano de 1976, no qual professor narra uma história vivida com Chico Xavier. Esta narrativa está registrada no livro “O Prisioneiro do Cristo” (Editora LAKE).
Disse o professor:

– Olha, quero contar-lhe uma história com o Chico Xavier...

Eu vivia muito ocupado, fazia parte de diversas organizações e não tinha tempo para nada.

Atendia a diversas entidades espíritas. O Abrigo Jesus... Assim não me lembrava muito de ir ver o Chico nem me entusiasmava com isso porque acreditava que tinha muito que fazer em favor da Doutrina e, depois, que não devia tomar o tempo do Chico, que recebia centenas de pessoas diariamente.

Graças a Deus, eu não precisava de nada, tinha saúde, tudo ia bem.

Mas dona Neném Alluotto convidou-me para ir ao Chico.

A princípio me recusei, mas depois, com a insistência dela, resolvi ir. Tivera um sonho justamente na noite anterior e o sonho era o seguinte: sonhara que estava na avenida Afonso Pena e via as folhas que caíam dos galhos dos “fícus italianos” plantados em toda a avenida.

Da terra saíam Espíritos que ficavam com metade do corpo para fora e que movimentando os braços iam com as mãos recolhendo as folhas para junto de si.

Era uma imensidade. Contemplei-os estarrecido. Logo depois, essa cena desapareceu.

Ficara naquele dia pensando muito no sonho, impressionado.

À noite, sexta-feira, fomos a Pedro Leopoldo. Não conhecia o Chico, nunca o vira em minha vida. Como seria ele?

Chegamos a Pedro Leopoldo, mas não tive vontade ou coragem de entrar no Centro. Lá dentro pude ver que estava cheio de gente. Estaria o Chico lá? Encostei-me num poste de madeira ou coisa semelhante que havia ali na rua em frente ao Centro e fiquei.

Chico também nunca me vira na vida.

De repente, alguém que passava por trás bateu-me nas costas e disse:

- Professor, há ainda muitos Espíritos que não podem sair debaixo da terra para ver a luz do dia!

Disse e passou.

Olhei e vi que a pessoa que me batera e falara estava vestida de brim cáqui. Vi de perfil, mas não pude ver a outra face. Não o conhecia. Mais tarde, quando a maioria se acomodara dentro do Centro, aproximei-me da porta, entrei e vi que o homem que estava sentado à mesa, de brim cáqui, com a mão no rosto, era o mesmo que me batera nas costas lá fora; era o mesmo e era Chico Xavier. Nós ambos não nos conhecíamos. Apesar disso, fui embora sem lhe falar.

Vê-se por aí como o Chico Xavier toma conhecimento espiritual de certos fatos que não conhece, tais como o sonho do professor...


            José Antônio Vieira de Paula









                                                                                        PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 20 de Agosto de 2014, 12:33
                                                          VIVA JESUS!




            Bom-dia! queridos irmãos.


                   Um minuto com Chico Xavier

                   
Quando estávamos fundando o Grupo Espírita da Paz, a generosidade de um coração amigo nos doou o terreno, o material e a mão de obra.
A única coisa que fiz foi dizer mais ou menos como gostaria que o Centro fosse: um pequeno salão, uma câmara de passes e uma pequena cozinha.
Mas nosso amigo, acostumado a grandes construções, foi aumentando. O salão teria sete por doze metros, uma sala para passes, um escritório, uma cozinha outra sala mais e uma despensa.
Quando vi a planta, comecei a reclamar e a dizer que o Centro ia ficar muito grande e que não queria um Centro daquele tamanho. Disse-lhe que Allan Kardec havia recomendado que os Centros Espíritas deveriam ser muitos e pequenos, ao invés de grandes e poucos e que havia ouvido o Chico Xavier dizer que “em casa que muito cresce, o amor desaparece”.
Diante de minha impertinência, o generoso amigo disse:
- Então, vamos levar a planta ao Chico Xavier e o que ele disser faremos. Concorda?
- Não estou tão louco assim a ponto de discordar do Chico, respondi.
E lá fomos nós.
Após olhar demoradamente a planta, sob as explicações do bondoso amigo, o Chico considerou que o tamanho estava bom, fez mais algumas observações, depois voltou-se para mim e disse:
- Sabe, Deco, o rei Gustavo, quando assumiu o trono da Suécia, lembrou-se de um amigo da infância que havia seguido a carreira religiosa. Mandou chamá-lo e disse-lhe que pretendia nomeá-lo pastor ou ministro religioso de Estocolmo. Mas o amigo não estava muito disposto a aceitar. O rei insistia e a resposta era sempre não.
Depois de algum tempo, o rei disse:
- Está bem, Fulano. Penso que não devo obrigá-lo, mas me diz, então, o que é que você quer? Que posso fazer por você?
O religioso respondeu:
- O senhor se lembra daquele local em que brincávamos na infância, onde havia um bosque e um pequeno riacho?
Ante a resposta afirmativa do Rei, o amigo continuou:
- Lá se desenvolveu uma pequena aldeia. O lugar é bonito e tranquilo e gostaria que o senhor me nomeasse pastor daquele local.
O Rei, então, lhe respondeu:
- Ah! Fulano, se eu pudesse, gostaria de ser o carteiro dessa aldeia.
 O Chico terminou a história aí. Sem mais, nem menos. Então, cometi a bobagem de dizer:
- Chico! Não entendi.
- Não? Disse-me ele. O religioso estava com muita preguiça. Não queria uma cidade grande, porque ia ser muito procurado, ia ter que atender muita gente e iria ter muito trabalho.
Senti tanta vergonha que minha vontade era sair dali correndo.
Na viagem de volta, disse ao meu amigo:
- Se quiser pode fazer um Centro de dois ou três andares.

Extraído do livro “Kardec Prossegue”, de Adelino da Silveira, editado pela Editora Cultura Espírita União, de São Paulo.


         José Antônio Vieira de Paula









                                                                                             PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 24 de Agosto de 2014, 10:42
                                                           VIVA JESUS!




            Bom-dia! queridos irmãos.




                  Um minuto com Chico Xavier



                   
Conta-nos Chico Xavier que, alguns dias antes de aparecer a enfermidade anginosa que o obrigava a diminuir as horas de atendimento ao público, havia na fila dos que buscavam falar-lhe uma senhora de muita presença e elegância, embora aparentando visível abatimento. Ao chegar a vez de ser atendida ela deteve-se em pranto, debatendo-se qual estivesse ferida desde as mais profundas entranhas do ser.
Agitava-se, enquanto clamava em voz alta e muito agitada:
– Meu filho, Chico, onde está meu filho? Devolvam-me meu filho, quero falar com meu filho.
A seguir jogou-se sobre o peito do médium; algumas pessoas tentam acalmá-la.
Chico Xavier buscou consolá-la com palavras balsâmicas de reconforto, mas tudo parecia inútil. Aquela dor da alma prosseguia num crescendo inestancável, qual um mar de água que rompesse imenso dique.
Chico confessou:
– Neste meio século de atendimento a serviço do próximo, raras vezes vi dor em escala tão aguda e lancinante. O rapaz desencarnou havia pouco, não tinha condições de comunicar-se então com ela, por nosso intermédio. Como fazê-la entender a delicada e penosa situação? Oramos pois aos nossos Benfeitores Espirituais suplicando o socorro necessário. A pobre mãe começou aos poucos a dar sinais de cansaço, de visível abatimento físico, enquanto prosseguíamos com estímulos reconfortantes.
Informaram depois a Chico Xavier que essa senhora, tanto quanto seu esposo, eram pessoas de projeção intelectual. O casal tivera um único filho, rapaz muito sensível, introvertido, inteligente. Embora fossem pessoas de bem e de reconhecido valor, o casal sempre abraçara filosofias materialistas, considerando-se ambos ateus convictos.
O filho, educado por amas, e posteriormente num colégio religioso, desde pequenino mostrara-se receptivo aos sentimentos de fé e de busca de Deus, no que era constante e acremente desaprovado pelos pais. Eles, como membros proeminentes de uma elite intelectual composta dos que viam na religião apenas ópio alienante, diziam não entender a fragilidade enfermiça do filho, quando este lhes falava da salvação de Jesus, do amor ao próximo, da fraternidade etc.
Certo dia, à hora do almoço o casal discutia. O rapaz, muito emocionado, tornara a falar na salvação oferecida por Jesus, sendo desta vez criticado em termos ásperos pelos progenitores.
Ferido e desorientado pelo que acabara de ouvir, o jovem foi ao guarda-roupa do pai, tirou dali um revólver e, em crise de desespero, detonou a arma contra a própria cabeça, morrendo instantaneamente.
O caso sensibilizou muito a Chico, a ponto de causar-lhe dores. Orou demoradamente por aquela família, como costuma fazer em intenção de todas as mães em fase de intenso sofrimento pela perda de entes amados. Foi um dos últimos atendimentos do médium antes de adoecer.
 
Caso extraído do livro “Lições de Sabedoria”, de Marlene Rossi Severino Nobre.



             José Antônio Vieira de Paula









                                                                                         PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 01 de Setembro de 2014, 17:01
                                                          VIVA JESUS!




            Boa-tarde! queridos irmãos.




                  Um minuto com Chico Xavier




                 




                 
Em agosto de 1974, a “Folha Espírita” publicou reprodução da famosa mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier, na Sociedade Metapsíquica de São Paulo, na noite de 29 de março de 1937, após a conferência do dr. Carlos Gomes de Souza Shalders.
Essa mensagem do espírito de Emmanuel foi psicografada em inglês, escrita de trás para diante, só podendo ser lida com o concurso de um espelho. O papel timbrado da Sociedade Metapsíquica de São Paulo foi previamente rubricado pelos drs. Carlos Gomes de Souza Shalders e Antonio Bento Vidal, estando presente na reunião cerca de seiscentas pessoas. A mensagem, que foi recebida quando da visita do famoso médium a São Paulo, em março de 1937, tem o seguinte teor:
 
My dear brothers. In the modern times is necessary the union from all elements truth‘s doctrine in the fraternity that is universe’s golden law. My companyons of S. Paul! Let us love one another! - here is the premier instruction. Let us learn!- here are the second! In this words is the sublime lesson of Spirit from Truth! In the world is not have greater message! (Emmanuel)
Com a tradução seguinte:
 
Meus caros irmãos! Nos tempos modernos é necessária a união de todos os elementos em torno da Doutrina da Fraternidade, que é a lei áurea do Universo. Meus companheiros de São Paulo! Amemo-nos uns aos outros! Eis aqui o primeiro ensinamento. Instruamo-nos, eis o segundo. Nestas palavras concretiza-se a sublime lição do Espírito da Verdade! Para o mundo não pode haver maior mensagem! (Emmanuel)
 
Texto extraído do livro “Lições de Sabedoria”, editado pela Folha Espírita de São Paulo.









                                                                                          PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 07 de Setembro de 2014, 16:02
                                                              VIVA JESUS!




             Boa-tarde! queridos irmãos.



                    Um minuto com Chico Xavier
                   




                   
Com a saída do chefe da casa e dos filhos mais velhos para o trabalho e com a ausência das crianças na escola, Dona Cidália era obrigada, por vezes, a deixar a casa, a sós, porque devia buscar lenha, a distância. Aí começou uma dificuldade. Certa vizinha, vendo a casa fechada, ia ao quintal e colhia as verduras.
A madrasta bondosa preocupou-se. Sem verduras não haveria dinheiro para o serviço escolar. Dona Cidália observou... Observou... E ficou sabendo que lhes subtraía os recursos da horta; entretanto, repugnava-lhe a ideia de ofender uma pessoa amiga por causa de repolhos e alfaces. Chamou, então, o Chico e lembrou.
— Meu filho, você diz que, às vezes, encontra o Espírito de Dona Maria. Peça-lhe um conselho. Nossa horta está desaparecendo e, sem ela, como sustentar o serviço da escola?
Chico procurou o quintal à tardinha e rezou e, como das outras vezes, a mãezinha apareceu. O menino contou-lhe o que se passava e pediu-lhe socorro.
D. Maria então lhe disse:
— Você diga à Cidália que realmente não devemos brigar com os vizinhos que são sempre pessoas de quem necessitamos. Será então aconselhável que ela dê a chave da casa à amiga que vem talando a horta, sempre que precise ausentar-se, porque desse modo a vizinha, ao invés de prejudicar os legumes, nos ajudará a tomar conta deles.
Dona Cidália achou o conselho excelente e cumpriu a determinação.
Foi assim que a vizinha não mais tocou nas hortaliças, porque passou a responsabilizar-se pela casa inteira.
 
Extraído do livro: “Lindos casos de Chico Xavier”, de Ramiro Gama.



             José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 25 de Setembro de 2014, 20:40
                                                               VIVA JESUS!




              Boa-tarde! queridos irmãos.



                       Um minuto com Chico Xavier
                     




                    
Chico visitou durante muitos anos um jovem que tinha o corpo totalmente deformado e que morava num barraco à beira de uma mata. O estado de alienado mental era completo. A mãe desse jovem era também muito doente e o Chico a ajudava a banhá-lo, alimentá-lo e a fazer a limpeza do pequeno cômodo em que morava.
O quadro era tão estarrecedor que, numa de suas visitas em que um grupo de pessoas o acompanhava, um médico perguntou ao Chico:
– Nem mesmo neste caso a eutanásia seria perdoável?
Chico respondeu:
– Não creio, doutor. Esse nosso irmão, em sua última encarnação, tinha muito poder. Perseguiu, prejudicou e com torturas desumanas tirou a vida de muitas pessoas. Algumas o perdoaram, outras não e o perseguiram durante toda a sua vida. Aguardaram o seu desencarne e, assim que ele deixou o corpo, eles o agarraram e o torturaram de todas as maneiras durante muitos anos. Este corpo disforme e mutilado representa uma bênção para ele. Foi o único jeito que a Providência divina encontrou para escondê-lo de seus inimigos. Quanto mais tempo aguentar, melhor será. Com o passar dos anos, muitos de seus inimigos o terão perdoado. Outros terão reencarnado. Aplicar a eutanásia seria devolvê-lo às mãos de seus inimigos para que continuassem a torturá-lo.
– E como resgatará ele seus crimes? – perguntou o médico.
– O Irmão X costumava dizer que Deus usa o tempo e não a violência – respondeu Chico Xavier.

Fonte: http://grupoallankardec.blogspot.com


                  José Antonio Vieira de Paula









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 10 de Outubro de 2014, 09:12
                                                               VIVA JESUS!



            Bom-dia! queridos irmãos.




                   Um minuto com Chico Xavier




             
Pelos médicos locais Chico Xavier foi considerado tuberculoso, tão fraco estava e febril. Em certa manhã ensolarada, vendo-o tão triste, sentado à entrada da porta, Emmanuel, seu dedicado Guia, põe-lhe a mão no ombro e diz:
– Chico, procure reagir, senão você falirá. E se chegar agora aqui, desencarnado, chegará inegavelmente como um homem de bem, porque já realizou algo, mas deixará por fazer muita coisa prometida e nos colocará em situação sobremodo delicada, pois que levamos anos a organizar os planos de sua reencarnação.
Procure, pois, reagir. “A TRISTEZA”, meu filho, é “CUPIM DO CORAÇÃO”, traz moléstia grave. Muitas doenças têm como causa um movimento explosivo de cólera, um aborrecimento, um atrito, um ato de revolta, um desejo insatisfeito.
São os rins que se tocam; é o coração que recebe, em cheio, a punhalada de um ódio; é o fígado que todo se ingurgita com a angústia de um orgulho ofendido; são os pulmões que se mostram enfraquecidos, por falta do oxigênio de nosso otimismo, da nossa confiança em nós mesmos e em Deus. Amanhã irei mostrar-lhe a “FAZENDA DO PAI”, a “NATUREZA”, para que você a sinta, compreenda e possa dela traduzir a Mensagem amorosa e retirar os remédios mais santos e eficientes para curar-se, ser mais útil e feliz. E se você, como penso, assimilar o que lhe vou mostrar, para certificar-se de que o bem que fazemos é o nosso bem, que quem dá recebe mais, ficará curado, porque vai mudar de vida, agir de outra forma.
Na manhã seguinte, de fato, Emmanuel ensinou ao Chico, primeiramente, a orar, mesmo com o rádio trabalhando alto, rádio com que o presenteara o saudoso irmão Figner. Ensinou-lhe, depois, a tomar vagarosamente o café da manhã, a fim de “SENTI-LO” e analisar seu plantio, a sua colheita, a sua história, tocante; e assim fez com o pão, traduzindo-lhe a lição magistral. Depois partiu para o trabalho, ainda acompanhado do bondoso Conselheiro e Amigo, atendendo e correspondendo, atenciosa e alegremente, como era aconselhado, a todos os cumprimentos, principalmente quando de um “VÁ COM DEUS”, “DEUS LHE PAGUE”, “DEUS LHE AJUDE”, saídos dos corações que beneficiamos e que são luzes que entram pela nossa alma, sentimentos de Paz que chegam ao nosso coração como remédios curadores. E caminho afora, nessa manhã clara de sol, o abnegado Emmanuel foi mostrando-lhe todos os valores da “FAZENDA DO PAI”.
Cada pormenor do valioso patrimônio apresentava, com a explicação dada, uma significação particular. A árvore, o caminho, a nuvem, a poeira, que é o “MATA BORRÃO” dos charcos, simbolizando uns o desvelo do homem e, outros, a misericórdia de Deus; o frio, a ponte, que serve a pobres e ricos, a maus e bons, que tem uma serventia.
— Chico, você já foi ponte para alguém? - perguntou-lhe o caro Emmanuel.
Chico, sem saber como responder ao iluminado Guia, cala-se e vai guardando os ensinos recebidos, com amor, atenção e respeito. Em sonho, recebe a graça final. E dias depois, como previra Emmanuel, o querido irmão estava curado, forte, alegre e feliz.

Fonte: “Lindos Casos de Chico Xavier”, de Ramiro Gama.


          José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                  PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 13 de Outubro de 2014, 17:32
                                                               VIVA JESUS!




             Boa-tarde! queridos irmãos.




                    Um minuto com Chico Xavier




                   




                   
Ramiro Gama relata em sua obra:
– Em maio de 1956, levamos conosco o General Carlos Gomes e sua prezada esposa. Havia uma necessidade. O trabalho era cristão. Nossos caros irmãos sofreram o golpe do desencarne de seu filho único, Carlitinhos, de 24 anos, que se deu em plena robustez física, quando cursava o sexto ano de medicina. Tinham os nossos amigos de infância de suportar aquela prova crucial em sua vida e somente o conseguiram indo conosco a Pedro Leopoldo, onde receberam a elucidação do homicídio espiritual, de que seu filho fora vítima, — aquilo que não compreendemos, pobres que somos das luzes celestiais e que vive, justificado, nas Leis de Deus.
Fomos todos obsequiados com a graça do Pai! Pela mediunidade de Chico Xavier, nossos amigos receberam uma mensagem esclarecedora e cheia de ensinos evangélicos de seu saudoso filho, que se mostrava mais vivo nos seus conceitos, nos seus anseios, na sua identificação preciosa, comovedora. O Chico viu perto do General dois de seus queridos colegas de Exército, hoje na espiritualidade: Ilha Moreira e Marçal Nonato de Faria. Depois, no momento em que dedicava vários exemplares do Evangelho aos familiares do General, o querido Médium para, um instante, para lhe dizer:
– General, a seu lado, entre outros amigos, está o Espírito de seu irmão ZEZÉ, que vem assistir ao ato fraterno da oferenda desse livro à sua esposa Marina e aos seus filhos: José Carlos e Maria Cândida.
O General Carlos Gomes, sua esposa e todos nós ficamos sensibilizados, porque o Chico não sabia que, no Além, havia um irmão do nosso Amigo e que se chamava José e era, na intimidade, tratado por ZEZÉ...
Outras graças vieram e pudemos descer de Pedro Leopoldo para o Rio trazendo os corações agraciados e os nossos companheiros de viagem consoladíssimos, traindo nas fisionomias e, por certo, nos corações, uma nova compreensão, quanto aos justos desígnios de Deus.

Fonte: “Lindos Casos de Chico Xavier”, de Ramiro Gama.









                                                                                             PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 21 de Outubro de 2014, 09:16
                                                              VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.



                    Um minuto com Chico Xavier



             
O trecho que apresentaremos a seguir foi extraído do livro “Lições de Sabedoria”, editado pela Folha Espírita de São Paulo:
Os Animais Também Oram
Da cauda ao focinho, totalmente preto, era aquele cãozinho que chegava vagarosamente, com dignidade, nas sessões públicas do Centro Espírita Luiz Gonzaga, da cidadezinha rural de Pedro Leopoldo, Minas Gerais, e dirigia-se para o canto, onde Chico Xavier estava.
Ali ficava, como se estivesse em prece, quieto, olhos fechados. Terminados os trabalhos, desaparecia silenciosamente como chegara. Uma tarde, a dona de Negrito deparou-se com o médium e lhe falou: “Imagine, meu cachorrinho as sextas e segundas some das 20 às 2 horas da madrugada, e só agora vim, a saber, que vai para o seu Centro! Como é que ele, sendo um animal, consegue vencer todos os obstáculos e fugir para frequentar um ambiente sadio, espiritualmente elevado, enquanto eu, por mais que queira, não tenho forças para ir a um Centro Espírita?” Chico (as multidões de sofredores e enfermos os seguem, como outrora seguiam a Jesus) sorriu, escondendo a emoção, e a consolou: Minha filha, não fique triste. Negrito leva para você um pouco de paz e um dia, que já vem perto, há de trazê-la aqui. Jesus há de ajudá-la. Não se passou muito tempo. Logo, a infeliz meretriz, depois de abandonar sua triste profissão, juntamente com seu leal amigo, Negrito, começou a frequentar as aulas de evangelização no “Centro do Chico...” (novembro de 1979) (Coronel Edynardo Weyne.)










                                                                                                   PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 04 de Novembro de 2014, 18:21
                                                               VIVA JESUS!




            Boa-tarde! queridos irmãos.




                    Um minuto com Chico Xavier



                   



                   O ano era 1997, numa terça-feira à noite. Quando chegamos para visitá-lo, ele contou-nos o seguinte caso:
- Hoje minha mãe me apareceu e disse-me: Meu filho, após tantos anos de estudo no mundo espiritual, estou me formando assistente social. Venho me despedir e dizer que não mais vou aparecer a você.
- Mas a senhora vai me abandonar?
- Não, meu filho. Imagine você que seu pai precisa renascer e disse que só reencarna se eu vier como esposa dele. Fui falar com a Cidália, sua segunda mãe, que criou vocês com tanto carinho e jamais fez diferença entre os meus filhos e os dela. Ela contou-me que também precisa voltar à Terra. Então eu lhe disse: Cidália, você foi tão boa para meus filhos, fez tantos sacrifícios por eles, suportou tantas humilhações.  Nunca me esqueci quando você disse ao João Cândido que só se casaria com ele se ele fosse buscar meus filhos que estavam espalhados por várias casas para que você os criasse. Desde minha decisão de voltar ao corpo, tenho refletido muito sobre tudo isso e venho perguntar-lhe se você aceitaria nascer como nossa primeira filha? Abraçamo-nos e choramos muito. Quando me despedi dela, perguntei-lhe: Cidália, há alguma coisa que eu possa fazer por você quando for sua mãe? Ela me disse:
- Dona Maria, eu sempre tive muita inclinação para a música e não pude me aproximar de um instrumento. Sempre amei o piano.
- Pois bem, minha filha. Vou imprimir no meu coração um desejo para que minha primeira filha venha com inclinação para a música. Jesus há de nos proporcionar a alegria de possuir um piano.
A essa altura da narrativa o Chico estava banhado em lágrimas e nós também. Mas continuou a falar de Dona Maria, que lhe disse:
- Seu pai vai reencarnar em 1997. Vou ficar junto dele por aproximadamente três anos e renascerei nos primeiros meses do ano 2000.
- Mas a senhora já sofreu tanto e vai renascer para ser esposa e mãe novamente?
- São os sacrifícios do amor. Até um dia, meu filho.
Neste momento, concluiu o Chico, também ela começou a chorar.

Extraído do livro MOMENTOS COM CHICO XAVIER, de Adelino Silveira, ed. GEP.









                                                                                                 PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 09 de Novembro de 2014, 09:00
                                                               VIVA JESUS!




            Bom-dia! queridos irmãos.



                    Um minuto com Chico Xavier



                   



                    
Seguem depoimentos de pessoas que sobreviveram à dor graças a mensagens recebidas por Chico.
“Eu procurei o Chico em uma fase muito difícil da minha vida, quando eu perdi o meu filho Leonardo”, conta a cantora Wanderléa. Leonardo tinha apenas dois anos quando morreu afogado na piscina de casa.
“Eu e o Lalo estávamos muito desesperados e nós recebemos uma mensagem do Chico. A mensagem foi linda, dizendo coisas assim, no sentido de ter esperança”, afirma ela.
A cantora Wanderléa foi apenas uma de muitas mulheres que se consolaram com mensagens de Chico. A dor e a busca por esperança são tema de “As mães de Chico Xavier”. O próximo filme sobre o líder espírita só estreia ano que vem, mas o Fantástico revela cenas em primeira mão. No longa, a vida de três mulheres é transformada após o encontro com Chico.
Na vida real, as cartas psicografadas por ele mudaram o desfecho de três julgamentos. João Francisco de Deus, acusado de matar a esposa, hoje é um homem livre, graças a uma dessas cartas.
“Eu tenho que dizer para todo mundo que existe vida depois da morte”, afirma João.
João era casado com Cleide, uma bancária que em 1975 foi eleita miss Campo Grande. Um dia, depois de uma festa, os dois estavam no quarto quando a arma de João disparou. Desesperado para provar que teria sido um acidente, ele buscou a ajuda de Chico Xavier.
O júri popular considerou a mensagem que teria sido enviada a Chico Xavier por Cleide e absolveu João por unanimidade. “Eu nunca tive a intenção de que mensagens recebidas por mim pudessem atuar em qualquer setor judiciário”, contou Chico em entrevista de arquivo.
A família da vítima não aceitou a sentença e entrou com recurso, mas, no segundo julgamento, a carta, que teria sido psicografada, também foi levada em conta e o tiro foi considerado acidental.
Por isso, João acabou condenado apenas por homicídio culposo, sem a intenção de matar. Ele não chegou a cumprir pena porque, quando todo processo terminou, o crime já havia prescrito. João se casou novamente e deu o nome da primeira mulher para a filha do segundo casamento.
“Procuro me vigiar, me policiar. Eu quero me tornar uma pessoa generosa, porque u não posso negar isso. Faz parte da minha vida agora”, ressalta João de Deus.
Fonte: http://www.samaritanos.com.br



         José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!





   
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 10 de Novembro de 2014, 21:29
                                                               VIVA JESUS!




             Boa-noite! queridos irmãos.



                   Chico Xavier, imensa luz



Francisco Cândido Xavier continua vivo, na Pátria Espiritual, de onde, por certo, tem acompanhando todas as merecidas homenagens que lhe são  prestadas.

Nascido em Pedro Leopoldo (MG), em 2 de abril de 1910, e desencarnado em 30 de junho de 2002, em Uberaba (MG), o médium viveu 92 anos (bem vividos) na vida física, indício de uma vida santificante, na Espiritualidade.

Indiferente a qualquer ímpeto de vaidade e personalismo, Chico percorreu os 92 anos de vida física com extrema fidelidade aos ensinamentos de Jesus Cristo, tendo como norma as três recomendações básicas de Emmanuel, o seu Mentor Espiritual: disciplina, disciplina, disciplina.

Já no seu primeiro grande livro mediúnico: Parnaso de Além-Túmulo, ele não deixou dúvida, mesmo aos mais severos críticos da literatura brasileira, de que os mortos, realmente, estão de pé; de que ninguém morre e de que os bons Espíritos não perdem a disposição de ensinar aos homens.

Impossível falar de toda a produção literária que ele recebeu dos Espíritos desencarnados, que mereceu o respeito de todos os segmentos, como é o caso do romance Paulo e Estêvão, ditado por Emmanuel, que é a história do próprio Cristianismo.

Pobre em posses materiais, mas rico em espiritualidade, doou todos os direitos autorais dos livros para as obras assistenciais espíritas, tornando-se um exemplo para todos, espíritas ou não. Se nos faltassem palavras para dizer alguma coisa sobre ele, a indicação para o Prêmio Nobel da Paz e o título de O Mineiro do Século já diriam tudo.

Importante é não ficarmos somente na admiração de tudo o que ele fez ou deixou, mas que possamos, antes de tudo, seguir os seus exemplos. Ele cumpriu bem a sua missão e retornou à Pátria Espiritual consciente do dever cumprido. O trabalho foi feito, na hora e no tempo exatos, planejados segundo os desígnios Superiores.

Como bem registrou o jornal Tribuna Espírita, de João Pessoa (PB), na edição 48/1990: “Doente, deu a  saúde a milhares de pessoas. Pobre, consolou numerosos ricos. Sem títulos acadêmicos, psicografou uma verdadeira enciclopédia do espírito, sobre os mais diversos temas da Filosofia e da Ciência. De sua boca jamais se ouviu uma palavra de pessimismo, de ódio e de revolta; somente palavras de amor, caridade, conforto e felicidade plena”.

Outro comovente registro foi feito pelas Cooperativas de Uberaba, no jornal uberabense Lavoura e Comércio, edição de 3 de julho de 2002: ”Imaginem todas as virtudes humanas reunidas em um só homem! Bondade, humildade, amor. Este homem existiu entre nós e já descansa ao lado do Pai. Ele é Chico Xavier, mais uma estrela a brilhar no céu!”.

Poucos líderes religiosos tiveram o reconhecimento de autoridades de setores tão diversos, como o Xeique Jihak Hasan, vice-presidente da Assembléia Mundial da Juventude Islâmica: ”Mesmo que seja de outra crença religiosa, não posso deixar de admitir que, com seus princípios, Chico Xavier lutava pelo bem e pela paz. Perdemos então mais um guerreiro a serviço da tolerância”, disse o Xeique, ao saber da desencarnação do médium.

E mais: o prefeito de Uberaba na época, Marcos Montes Cordeiro, que decretara luto oficial por três dias e feriado municipal: ”É uma perda irreparável”, enfatizou; o então governador de Minas Gerais, Itamar Franco, que decretara luto oficial no Estado por três dias: ”Chico Xavier expressava em sua face uma imensa bondade, reflexo de sua alma iluminada, que transparecia, particularmente, em sua dedicação aos pobres, imagens que vou guardar para sempre, com muito carinho”.

Por sua vez, o presidente da República na época, Fernando Henrique Cardoso, divulgou nota: ”... Grande líder espiritual e figura querida e admirada pelo país inteiro...”; o saudoso Ramez Tebet, na época presidente do Congresso Nacional, apresentou moção: “...  A quantos desesperançados ele levou a esperança? Foi uma grande perda...”; o então presidente da Câmara dos Deputados, Aécio Neves, disse que “ele era uma figura muito confortadora para todos, independentemente da religião de cada um”.

Da Espiritualidade ele nos acompanha, intuindo-nos à realização de boas obras, neste mundo onde o ódio e a discórdia exercem seus poderes nefastos. Sim, há muito que fazer.

Como aquela ave pequenina, que molhava as suas asas no lago e espalhava as gotas de água no grande incêndio da floresta, sob a alegação de que não poderia apagar o incêndio, mas pelo menos estava fazendo a sua parte, façamos, também, a nossa parte. Por um mundo melhor, por uma sociedade mais feliz.

Lembramos ainda o registro de um parlamentar no jornal Lavoura e Comércio, de Uberaba, na edição de 3 de julho de 2002: “Irmão Chico, maior que a dor do momento só mesmo a certeza de que agora você está se revigorando para novas lutas a serem vencidas...”.

 Estejamos certos de que Francisco Cândido Xavier está conosco, acompanhando-nos e nos abençoando, como fazia na vida física. Imitemo-lo e sigamos os seus exemplos.

      Altamirando Carneiro









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 18 de Novembro de 2014, 07:43
                                                                    VIVA JESUS!




                Bom-dia! queridos irmãos.



                        Um minuto com Chico Xavier


                       
 
Apresentamos aqui mais um lindo caso de Chico Xavier narrado por Ramiro Gama no livro Lindos Casos de Chico Xavier:   
“Ao sairmos do Rio, na tarde de 4 de março de 1956, nossa tia Luiza Gama dos Santos, conhecida na intimidade por D. Lulu, recomendou-nos:
– Não se esqueça de pedir na Sessão do Chico pelo Carolino e por mim.
– Com muito prazer, não esqueceremos, afirmamos-lhe.
Em Pedro Leopoldo, assistimos às Sessões de 2ª e sextas-feiras no Luiz Gonzaga.
Pedimos, nelas, por tanta gente e esquecemo-nos do pedido da caríssima Tia Lulu.
Na sessão do dia 7, segunda-feira, a que assistíramos, como despedida, no seu final, o Chico declara-nos:
– Ramiro, há um rapaz na Sessão de nome Dewet Couto, recém-desencarnado, que agradece as preces que tem feito por ele.
– É um colega de aviação de nosso filho Ramiro, confirmamos.
E o Chico continuou:
– Perto de D. Zezé, bastante satisfeito, está um Espírito que se diz chamar: Sebastião Carolino dos Santos, que lhe envia o seguinte: ‘Vivamos na Terra fazendo o bem, porque o bem praticado é a única bagagem que assegura a paz do viajor da vida, além da morte’. E pede-lhe para dizer à D. Lulu: ‘O câncer me ajudou muito. Graças a Deus, depressa me aclimei na Espiritualidade. A doença que chega devagarzinho dá tempo da gente pensar e preparar-se’.
Não pensávamos no caro irmão Dewet Couto e muito menos em nosso Tio Carolino, pois havíamos nos esquecido do pedido da Tia Lulu.
Ficamos emocionados, pois havíamos recebido uma lição para nosso descuido e uma prova preciosa da sobrevivência e da identidade dos Espíritos. Graças a Deus!”   


          José Antônio Vieira de Paula


 





                                                                                                            PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 12 de Janeiro de 2015, 09:01
                                                          VIVA JESUS!




            Bom-dia! queridos irmãos.



                   Um minuto com Chico Xavier




                   
O texto que apresentamos a seguir foi escrito por Weimar Muniz de Oliveira e registrado no livro de sua autoria “Chico Xavier, Casos Inéditos” (Editora Federação Espírita do Estado de Goiás), e tem como título Terapia do Trabalho. Vejamos o texto:
Contou-nos Terezinha Pousa Paiva, nossa já conhecida narradora, que, certo dia, quando estava no Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, chegou uma mulher bem vestida e elegante, denotando tratar-se de pessoa bem situada socialmente. Contudo, seu olhar pervagava, às vezes, perdido, demonstrando certa alienação mental. Essa mulher, aproximando-se do Chico, pediu-lhe uma orientação. E, ele, atendendo-a, relatou a seguinte história:
Havia uma mulher, que tinha vários perseguidores, que a molestavam constantemente, nunca a deixando em paz. Aconteceu que essa mulher, por orientação de alguém, passou ao trabalho, de manhã e à tarde, durante todos os dias da semana, inclusive nos feriados, fins de semana e dias santos, confeccionando roupas para os desvalidos.
De vez em quando, seus perseguidores compareciam ao local de seu trabalho, a fim de verificarem se ela ainda continuava trabalhando, ou se já o havia abandonado, na intenção de retomar a possessão. Mas encontravam-na sempre nas tarefas, com a mente toda ocupada no serviço.
E o tempo corria. De quando em quando, um dos perseguidores convidava os outros:
- Como é pessoal, vamos ver como está a fulana?
E quando lá chegavam, encontravam-na sempre no trabalho.
E assim fizeram por várias vezes.
Escoaram-se dez anos. Seus obsessores, ao se aproximarem, mais uma vez, constataram que ela permanecia fiel ao trabalho e ao compromisso assumido, com a mente absorvida no capricho da agulha e das ideias renovadas.
Um deles, adiantando-se, falou:
- Esta não tem jeito! Desistamos! Deixemo-la, rapazes! Vamos embora!
E lá se foram e nunca mais voltaram...









                                                                                         PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 22 de Janeiro de 2015, 09:09
                                                                   VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                      Um minuto com Chico Xavier.




             
 
Vejamos mais um caso narrado por Weimar Muniz de Oliveira em seu livro “Chico Xavier, Casos Inéditos”.
O caso que ora se divulga foi relatado por Itajuby Lobo, amigo e companheiro de tarefas doutrinárias.

Diz Itajuby que presenciou o fato quando ele e outros amigos estiveram, certa vez, em Uberaba. Após o trabalho que habitualmente se realiza no Grupo Espírita da Prece, aos sábados, à noite, foram eles para a casa do Chico, com o desejo de esperá-lo, no portão de entrada, quando teriam a oportunidade de cumprimentá-lo, abraçá-lo e, dentro do possível, trocar algumas palavras.

Como sempre acontece, ali estavam inúmeras pessoas, de todas as partes do país, com o mesmo propósito. Traziam os seus anseios, os mais variados. Conduziam cartas, recados, bilhetes e presentes, inclusive.

Percebia-se que muitos pretendiam notícias de parentes desencarnados. Outros queriam pelo menos tocar no médium. Enfim, pelos assuntos que transpareciam, aqui e acolá, percebia-se uma gama diversificada de sentimentos e ânsias diante daquele ser excepcional.

Entre tanta gente, havia uma jovem senhora que se fazia acompanhar de uma tenra criança, de dois anos de idade, mais ou menos.

Todos ali se achavam ligeiramente exaltados e apreensivos, em face da iminente chegada de Chico ao portão de sua própria residência.

Ele teria de passar por ali, conduzido pelos confrades e amigos mais chegados.

Ele vai se aproximando...

A jovem senhora, conduzindo a criança, se posta no meio do caminho que dá acesso ao portão de entrada.

E, chegando, o Chico estaca-se à frente da jovem mulher, ao mesmo tempo em que a criança se apavora e começa a chorar, convulsivamente, agarrando-se à mãe, não lhe permitindo o ensejo de abordá-lo.

“Ficamos perplexos diante do inusitado acontecimento, sem entender o quer se passava”, diz o narrador.

 O que teria acontecido à criança? O que teria presenciado? Seria crível a criança assustar-se diante de um homem tão humano?

De repente, sem que a pobre mulher pronunciasse palavra, ouviu-se dos lábios do médium mais ou menos o seguinte:  que ela, a mãe, não teria que se preocupar, porque a cegueira daquela criança não era consequência da queda que tivera, não, mas sim consequência de atos da vida anterior.


             José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                             PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 28 de Janeiro de 2015, 08:26
                                                                   VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                      Um minuto com Chico Xavier



               
Apresentamos aqui algumas perguntas feitas a Chico Xavier pelo companheiro espírita Adelino Silveira, apresentadas no seu livro “Kardec Prossegue”, editado pela Cultura Espírita União, de São Paulo.
Pergunta Adelino:
- Dos livros que você psicografou qual o que mais o emocionou?
- O que mais me emocionou é o “Paulo e Estêvão”, porque contém informações muito pormenorizadas a respeito do Apóstolo, mas dois livros que me tocaram também profundamente o coração foram “Cartas de uma Morta”, escrito pelo espírito de minha mãe, Maria João de Deus, e “Boa Nova”, escrito pelo espírito Humberto de Campos, por falar com tanto acerto acerca da vida de Jesus propriamente considerada.
- O que te causa mais tristeza?
- O que me causa tristeza é quando pratico consciente ou inconscientemente alguma falta, porque dói na consciência deixar de fazer aquilo que me cabe realizar. Então, quando isso afeta qualquer companheira ou qualquer companheiro da humanidade, me causa muita tristeza, mas tristeza comigo mesmo.
-  O que te traz alegria, Chico?
- A consciência tranquila.


            José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                            PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 02 de Fevereiro de 2015, 07:54
                                                                   VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.



                      Um minuto com Chico Xavier




                     




                       
Relato feito por Ramiro Gama:
Visitamos o simpático casal Lauro e Dayse Pastor Almeida.  Ambos admiram o Chico com bastante sinceridade. Sabem alguns casos lindos do Médium, e, por isto, fomos visitá-los.
Dona Dayse conta-nos o que lhes sucedeu ao verem o Chico pela primeira vez, quando visitavam Belo Horizonte:
— Tínhamos uma vontade imensa de conhecê-lo. Mas achamos isto tão impossível que nada tentamos para ir a Pedro Leopoldo. Mas, uma noite, às vésperas de regressarmos ao Rio, quando Lauro Pastor acabara sua conferência, finalizando a Semana do Livro Espírita, é que vimos o grande Médium sentado junto aos que compunham a mesa da magnânima sessão.
Quando tudo terminou, espontaneamente, vem ao nosso encontro o Chico, numa atitude tão simples e tão fraterna, como se nos conhecesse há anos. Olha para mim e pronuncia meu nome: D. Dayse.
Delicadamente corrijo-lhe a pronúncia, verificando que nada sabe de inglês. E ele, natural e humildemente, justifica-se:
— É que estou lendo seu nome como ele é escrito.
Mais tarde, verificamos que, de fato, olhando as pessoas, lê seus nomes.
Na sessão do “LUIZ GONZAGA” chegam irmãos que passaram anos sem vê-lo e ele, Chico, lhes pronuncia os nomes, particulariza casos, como aconteceu com o cadete Ulisséia, a quem só viu uma vez. Decorridos três anos, quando o viu entre muitos, citou-lhe o nome, o que surpreendeu e encantou o jovem militar espírita.
(Texto extraído do livro: “Lindos Casos de Chico Xavier”, de Ramiro Gama.)









                                                                                                            PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 09 de Fevereiro de 2015, 08:07
                                                                   VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                     Um minuto com Chico Xavier




                     
Chico Xavier, quando era empregado na Fazenda de Criação do Ministério da Agricultura, em Pedro Leopoldo (MG), caminhava certa manhã para o trabalho, atravessando largo trecho de campo no rumo do escritório, meditando sobre os trabalhos mediúnicos a que se confiava.
As exigências eram sempre muitas.

Como agir para equilibrar-se na tarefa?

Surgiam doentes, pedindo socorro...

Aflitos rogavam consolação.

Curiosos reclamavam esclarecimentos...

Ateus insistiam pela obtenção de fé.

Os problemas eram tantos!

Quando curvava a cabeça, desanimado, aparece-lhe Emmanuel e aponta-lhe um quadro a pequena distância. Era um lavrador ativo, manejando uma enxada ao sol nascente.

— Reparou? — disse ele ao médium. — Guiada pelo cultivador, a enxada apenas procura servir. Não pergunta se o terreno é seco ou pantanoso, se vai tocar o lodo ou ferir-se entre as pedras... Não indaga se vai cooperar em sementeira de flores, batatas, milho ou feijão... Obedece ao lavrador e ajuda sempre.

Logo, após, fez uma pausa, e considerou:

— Nós somos a enxada nas mãos de Jesus, o Divino Semeador. Aprendamos a servir sem indagar.

Chico, tocado pelo ensinamento, experimentou iluminada renovação interior, e disse:

— É verdade! O desânimo é um veneno...

— Sim, — concluiu o orientador — a enxada que foge à glória do trabalho, cai na tragédia da ferrugem. Essa é a Lei.

O benfeitor despediu-se e o médium abraçou o trabalho, naquele dia, de coração feliz e a alma nova.



               José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                            PAZ, MUITA PAZ!




 
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 26 de Fevereiro de 2015, 19:06
                                                                  VIVA JESUS!




             Boa-tarde! queridos irmãos.




                   Um minuto com Chico Xavier.



              N - A todo indivíduo é determinada a data de seu desencarne? Ele pode prorrogá-la ou antecipá-la?
Newton Boechat - Costuma-se dizer na linguagem popular que “o que morre na véspera é peru”. Porém, em face das informações que nos têm chegado de entidades preclaras, cultas, substanciosas, sabemos que a criatura pode desencarnar, antes, durante ou depois. Aqueles que enfraquecem as suas organizações espirituais e que se tornam desmazelados de corpo e alma, sacam por antecipação do fluido vital e podem se descartar do corpo fora da ocasião em que teriam que fazê-lo por um processo harmonioso. Como também poderá dar-se o caso em que, tendo uma tarefa de natureza coletiva, o Espírito obtém uma moratória através de fluidos de empréstimos que seres generosos lhes possam dar, em reuniões próprias de efeitos físicos e, assim, recarregar as baterias, a fim de que se alongue no corpo físico.

Podemos citar o exemplo do professor Ismael Gomes Braga, que estava nos seus 64 a 65 anos, muito doente, quase às portas da desencarnação, quando procurou o Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo (MG), e Emmanuel, através de Chico Xavier, disse-lhe que ele receberia uma suplementação de energia vital, em grupo de materialização e efeitos físicos no Rio de Janeiro, a fim de que se lhe alongasse a existência por mais 20 anos, para que ele pudesse ampliar a sua tarefa no campo do Esperanto e da Doutrina Espírita. Pois bem, o nosso professor que, naquela ocasião, estava bastante desfalcado de sua saúde, foi se recompondo devagarzinho, em atividades próprias de mediunidade, com a transfusão de energias físicas de companheiros saudáveis para ele e viveu 85, 86 anos, de atividades carnais.

(Entrevista de Newton Boechat, em junho de 1979. O orador espírita, que desencarnou em 1990, visitou o médium em Pedro Leopoldo durante muitos anos.)


           José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                           PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 16 de Março de 2015, 10:33
                                                                   VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.




                       Um minuto com Chico Xavier


 
 
Importante revelação foi feita por Chico Xavier a respeito da Constituição de 1934, resultante da Assembleia Nacional Constituinte de 1933.
A Revolução Constitucionalista de 1932, como a denominação esclarece, pretendia o estabelecimento de um período constitucional, baseado em um texto que fosse resultante da vontade popular, através de uma Constituinte.
Naquela época, ou seja, em 1933 — declarou Chico Xavier em uma de nossas reuniões —, o médium Fred Figner fez uma prece-apelo aos espíritos para que, se fosse decisão do Alto, que uma entidade pudesse manifestar-se a respeito da Constituinte que ia ser escolhida, para o objetivo de redigir a nova Carta Magna do País.
Esclareceu, ainda, que realmente o Alto atendeu ao apelo de Fred Figner e, através de uma mensagem recebida por Chico Xavier, veio uma conclamação aos espíritas para que estivessem mobilizados e atentos na defesa dos princípios doutrinários e, mais particularmente, quanto à liberdade de culto e o princípio de separação da Igreja e do Estado.
Devemos observar que Ruy Barbosa foi companheiro de Bezerra de Menezes na Câmara dos Deputados, juntamente com Joaquim Nabuco, Joaquim Manuel de Macedo, e tantos outros nomes de expressão na política e nas letras do País.
Mais outra observação: na Oração aos Moços para os acadêmicos de Direito da Faculdade do Largo de São Francisco, em 1921, Ruy Barbosa já afirmava sua visão espiritualista da vida.
Ainda na década de 20, em Poços de Caldas, um importante fenômeno aconteceu: Ruy Barbosa foi chamado por jovens da sociedade paulista, que ali passavam suas férias e que recebiam mensagens através do copo, como era hábito na época, e isto porque uma delas era em inglês, e Ruy Barbosa admirou-se: a mensagem em inglês tinha o estilo do jornalista William Stead que era seu amigo e fora seu companheiro em Haia, durante a Conferência Mundial da Paz.
Só muitos dias depois, Ruy Barbosa, que havia estranhado a mensagem, pois seu companheiro estava vivo, soube que Stead morrera no afundamento do Titanic!

(Texto de Freitas Nobre - outubro de 1986, extraído do livro “Lições de Sabedoria”, de Marlene Rossi Severino Nobre, editado pela Folha Espírita.)


          José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                               PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 23 de Março de 2015, 10:37
                                                              VIVA JESUS!



             Bom-dia! queridos irmãos.



                    Um minuto com Chico Xavier



                     Frederico Figner, em 1933, tendo em conta a instalação da Constituinte que nos deu a Carta Magna de 1934, insistiu com o médium Chico Xavier para que ele se interessasse no recebimento de uma mensagem de Ruy Barbosa sobre o momento político.
Ruy Barbosa atendeu ao apelo e a mensagem veio através da psicografia de Chico Xavier.
Fred Figner fez imprimir a mensagem que a Folha Espírita reproduziu na íntegra:
“Não fosse solicitado a falar sobre a situação política do Brasil, e me consideraria infenso a quaisquer opiniões de ordem pessoal sobre a atualidade brasileira, não só reconhecendo os imprescritíveis direitos do arbítrio individual e coletivo, como pela transcendência das circunstâncias em que o meu pensamento seria conhecido.
A morte, dilatando o prisma da nossa visão, traz-nos um certo desinteresse pelo plano terreno, fragmentário, minúsculo, em confronto com a universidade de todas as coisas, homogênea em si, causa máter de toda a vida, fonte original de tudo que, manifestando-se através da maleabilidade da matéria e guardando, embora a luz ignota das origens, apresenta o caráter de uma heterogeneidade fictícia e perfunctória. A grandiosidade inconcebível do panorama cósmico nos conduz à admiração das parcelas do todo e, como as partes são regidas pelas mesmas leis imutáveis que presidem ao conjunto, somos levados a uma relativa despersonalização, em benefício da inevitável concepção universalista, que substitui em nossa individualidade as ideias de egoísmo prejudicial, que se não justifica.
É inegável que o Brasil atravessa um dos períodos mais críticos da sua vida como nacionalidade.
País novo, não se achava indene de contagiar-se do sopro das reformas em seus paroxismos, que agita as coletividades do Velho Mundo, assoberbadas pelas dificuldades intestinas, que lhes tem dizimado as energias revigoradas.
O erro da política brasileira, porém, está em não reconhecer a profunda diversidade dos métodos psicológicos a serem aplicados ao nosso povo e aos do mundo europeu. Ali, a crise destruidora deve seus efeitos a causas múltiplas e indeclináveis; o estado semianárquico da vida do Brasil é oriundo da escassez de valores morais.
É inútil hodiernamente qualquer mudança nos processos governamentais e, em vésperas da nova Constituinte, torna-se oportuno recordar, aos que se propõem outorgar outra Carta à nação, que o menor atentado às liberdades públicas, sancionadas dentro das normas do mais estrito direito na Constituição de 91, seria um erro perpetrado na mais irrefragável ilegalidade, perante as correntes evolucionistas mantenedoras da ordem e do progresso. Excetuando-se algumas inovações de caráter sucessivo, toda supressão das conquistas jurídicas, efetuadas no mais sadio dos liberalismos, como expressão singular de civismo, estabelecendo as diretrizes superiores da nacionalidade, implica um retrocesso injustificável.
A adaptação aqui dos processos políticos praticados largamente na Europa moderna seria de eficácia irrisória. No Brasil, os problemas são outros.
Embora prematuro todo julgamento que se faça das últimas sublevações brasileiras, podem descobrir se os seus fatores primaciais na política compressiva, despótica e subornadora, posta em prática nestes últimos anos, foram uma consequência lógica dos abusos da maquina eleitoral, a constituírem os maiores escândalos da República, vexatórios às suas doutrinas de liberdade e igualdade.
Quando me refiro à liberdade, é óbvio que a subordino à lei soberana da relatividade; todavia a visão retrospectiva dos acontecimentos nos demonstrou que, se o ideal republicano de 89 inflamava a alma brasileira depois da vitoriosa campanha abolicionista, compelia o povo à justa compreensão dos seus direitos e deveres, eliminando os preconceitos factícios da autocracia abominável do regime monárquico, os continuadores das ideias libertárias e progressistas não se mantiveram no nível dos seus compromissos e responsabilidades. Refratários à corrente purificadora dos pensamentos republicanos criaram o falso conceito da facção política e com um partidarismo ominoso fomentaram a oligarquia devastadora.
A Constituição de 1891 não falhou no Brasil; está de pé, como síntese admirável das vibrações do entusiasmo de um povo pelo direito incorrupto, imprescritível. Os seus homens públicos é que faltaram lamentavelmente aos seus magnos deveres de condutores, sobrepondo aos altos interesses da pátria o egoísmo da personalidade, incentivando abusos, acirrando ódios partidários, olvidando a justiça, coadjuvados por uma imprensa quase sempre mercenária e oportunista, levando o país ao caminho franco da falência moral, sem que se justifiquem tamanhos descalabros. Enquanto a política pessoal tem feito medrar no Brasil a oligarquia, alguns Estados hão disputado egoisticamente a hegemonia da nacionalidade, a par de outros submersos na miséria e no analfabetismo; entretanto, os brasileiros não desconhecem seus deveres de coesão em torno da unificação nacional.
A bancarrota dos indivíduos teria de conduzir fatalmente a nação aos últimos acontecimentos. A fase atual é de transição e reclama insistentemente o valor intrínseco de cada uma. O momento não é de parenética nociva, de verbosidade estéril, mas de atos concluintes, sinceros.
Cogita-se de movimentos visceralmente renovadores. É necessário, contudo, uma profunda acuidade analítica na concepção dessas reformas que se fazem precisas, a fim de que não redundem em fórmulas desastrosas. Medidas têm sido tomadas e elaboradas que requerem indispensáveis restrições na sua aplicação, refreando-lhes a expansão abusiva e claudicante. Nesse ambiente, porém, atordoador, caótico, o perigo iminente é a intromissão da corrente clerical na política situacionista, tentando lesar o patrimônio da pátria no que ela tem de mais respeitável, a liberdade das consciências, lídima aquisição do direito inviolável. A Igreja livre dentro do Estado livre, fórmula outorgada ao país pelos republicanos de 1891, conciliadora, compatível com a evolução da mentalidade moderna, não pode ser desrespeitada sem graves resultados para a vida coletiva do núcleo brasileiro.
Depois de verificada a eliminação do jugo papista, como necessidade internacional cessadas as lutas fratricidas, filhas do fanatismo, cujo sangue ainda está quente na história dos países que oficializaram a religião, cerrar os olhos à sede megalômana da pretensa infantilidade romanista, é ação criminosa, condenável.
Infelizmente, houve no Brasil incompreensão dos seus orientadores de 89; não é lícito, entretanto, que se lhes torça o pensamento superior sem reações perturbadoras e deploráveis.
Destruir a laicidade do Estado nos mínimos departamentos que lhe são afetos é uma deliberação atentatória de todas as conquistas liberais do povo brasileiro que comina e revolta como efeito natural e incoercível. A submissão a máquina política de Roma, cujas manobras se revestem da mais refinada hipocrisia, é um escândalo inqualificável, indicador do retrocesso de toda uma nacionalidade, a buscar o passado obscuro, para o colocar no porvir, que pertence ao progresso por uma questão racional de justiça.
Que Deus inspire aos novos constituintes as noções dos seus austeros deveres, a fim de que não sufoquem arbitrariamente as prerrogativas naturais do direito, que jamais se postergam, impunemente, outorgando à pátria um código perfeito, de acordo com as suas necessidades internas e com as exigências da civilização em seu justo sentido.
Calando-me aqui, por falta de imanência comprobatória das minhas palavras, desejo ao Brasil um período próspero de tranquilidade, anelando a paz coletiva para todos os seus filhos. Ruy”.
(Do livro: “Lições de Sabedoria”, de Marlene Rossi Severino Nobre, editado pela Folha Espírita.)

           José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 31 de Março de 2015, 08:55
                                                               VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.



                     Um minuto com Chico Xavier



             

Teria alcançado o Chico algum poder, força ou influência, sobre os animais?
Em O Santo Dos Nossos Dias  foi narrado o caso do gato Sávio, que obedecia às suas recomendações verbais e passou a vir ao Centro Espírita só depois das dez horas ou onze da noite porque o Chico lhe dissera que não aparecesse antes, que poderia ser morto pelo médico que aconselhara o seu sacrifício. Ali, também, falou-se da reencarnação de Branquinho, um cachorrinho de malhas pretas que apareceu na casa de Chico, e que era igualzinho a outro que ele possuíra durante muitos anos.
Agora relata-nos o Antenor a história que vamos contar.
Diz o Antenor:
– Ranieri, antigamente eu ia de vez em quando ao Chico. Você sabe, eu era muito amigo do Leopoldo Machado, viajava com ele e ele embora fosse um grande homem e eu não fosse ninguém, me dava atenção, conversava comigo e não passava por Cruzeiro para ir a São Lourenço ou outro lugar qualquer sem se hospedar na minha casa. Dormíamos às vezes no mesmo quarto, e passei muitos dias e noites ao lado dele quando estava mal para morrer... Eu era a única pessoa que ficava no quarto com ele, próximo, às vezes dormindo na biblioteca do Newton Barros. Queriam que eu saísse, mas ele não permitia. Não sei se por essa amizade com o Leopoldo, mas o fato é que o Chico sempre me tratou bem... (Aqui pulamos uma parte para entrar na história.)
Ora, gente, o Chico ainda me contou que um dia vinha da Fazenda onde trabalhava, Fazenda do Governo, e no meio do caminho encontrou uma cobra enorme, de bote armado para atacar alguém. Chico parou, olhou-a bem e disse-lhe:
– Volte para casa! Você não sabe que você vai morder alguém e que eles vão te ferir e matar?
A cobra ouviu-o.
– Vai, vai para casa – falou-lhe Chico de novo.
A cobra desenrolou-se e saiu, entrando no mato. Chico também prosseguiu seu caminho...
(Texto extraído do livro “Recordações de Chico Xavier”, de R. A. Ranieri – Editora da Fraternidade – EDIFRATER.) 









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 06 de Abril de 2015, 16:04
                                                              VIVA JESUS!



              Boa-tarde! queridos irmãos.



                     Um minuto com Chico Xavier



             

Na semana passada apresentamos uma história narrada por R. A. Ranieri, em seu livro “Recordações de Chico Xavier” (EDIFRATER), sobre Antenor contando um caso de Chico.
Nesta semana, apresentamos Ranieri continuando a falar de Antenor:
O Antenor na manhã seguinte acordou loquaz. Entusiasmado com Leopoldo Machado, de quem fora amigo. Estávamos na casa do Newton de Barros, ao lado do Ginásio Leopoldo. A livraria do Newton cheia de livros...
– Olha Ranieri, tenho outra história do Chico!
Esperamos.
- Chico certa ocasião ia no carroção que conduz os empregados da Fazenda Modelo, de Pedro Leopoldo, e sofria terrivelmente com uma dor no fígado. Nisto uma senhora pobre, de idade, o abordou da estrada pedindo auxílio. Ninguém queria parar o carroção para atender a velha, mas o Chico fez questão de atendê-la dando-lhe orientação ali mesmo, dos espíritos, parece que até receita... A velha olhou depois, com profundo amor, e disse:
- Deus lhe pague!
Mas aquele “Deus lhe pague” foi dito com tanta com tanta sinceridade e tanto amor que uma bola de luz azul saiu-lhe da boca, flutuou no ar e foi pousar serenamente no fígado do Chico. Este instantaneamente sentiu-se aliviado e nunca mais teve nada.
- Essa história já foi escrita por outro noutro livro! – gritou o Cabete, não convém escrever isso, Ranieri!
- Em qual livro, Cabete? – interrogamos. – No do Ramiro? Não me lembro de ter visto essa história lá. Há qualquer coisa parecida, mas não esta. Bem, e se houver, melhor, uma confirma a outra! É tão bela que vale a pena tornar a contar.

         José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                 PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 12 de Abril de 2015, 09:12
                                                                   VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                     Um minuto com Chico Xavier


 

A história que apresentaremos hoje foi tirada do livro “Momentos  com Chico Xavier”, escrito por Adelino Silveira, de Mirassol, São  Paulo, um amigo de Chico que tivemos a oportunidade de conhecer aqui em nossa região.  Esse caso também pode ser encontrado em vários sites da internet.
Diz Adelino:
O ano era 1997, numa terça-feira à noite. Quando chegamos para visitá-lo, ele contou-nos o seguinte caso:
– Hoje minha mãe me apareceu e disse-me: Meu filho, após tantos anos de estudo no mundo espiritual  estou me formando assistente social. Venho me despedir e dizer que não mais vou aparecer a você.
– Mas a senhora vai me abandonar?
– Não, meu filho. Imagine você que seu pai precisa renascer e disse que só reencarna se eu vier como esposa dele. Fui falar com a Cidália, sua segunda mãe, que criou vocês com tanto  carinho e jamais fez diferença entre os meus filhos e os dela. Ela contou-me que também precisa voltar à Terra. Então eu lhe disse:
Cidália, você foi tão boa para meus filhos, fez tantos sacrifícios por eles, suportou tantas humilhações. Nunca me esqueci de quando você disse ao João Cândido que só se casaria com ele se ele fosse buscar meus filhos que estavam espalhados por várias casas para que você os criasse. Desde minha decisão de voltar ao corpo, tenho refletido muito sobre tudo isso e venho perguntar-lhe se você aceitaria nascer como nossa primeira filha?
Abraçamo-nos e choramos muito. Quando me despedi dela, perguntei-lhe:
– Cidália, há alguma coisa que eu possa fazer por você quando for sua mãe?
Ela me disse:
– Dona Maria, eu sempre tive muita inclinação para a música e não pude me aproximar de um instrumento. Sempre amei o piano.
– Pois bem, minha filha. Vou imprimir no meu coração um desejo para que minha primeira filha venha com inclinação para a música. Jesus há de nos proporcionar a alegria de possuir um piano.
A essa altura da narrativa o Chico estava banhado em lágrimas e nós também. Mas continuou a falar de Dona Maria:
– Seu pai vai reencarnar em 1997. Vou ficar junto dele por aproximadamente três anos e renascerei nos primeiros meses do ano 2000.
– Mas a senhora já sofreu tanto e vai renascer para ser esposa e mãe novamente?
– São os sacrifícios do amor. Até um dia meu filho.
Neste momento, concluiu o Chico, também ela começou a chorar...


          José Antonio Vieira de Paula









                                                                                                           PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 21 de Abril de 2015, 10:18
                                                                   VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.



                       Um minuto com Chico Xavier[/color



                Certa vez, um amigo abordou o médium Chico Xavier e lhe perguntou:
– Chico, em sua opinião, qual é o homem mais rico?

– Para mim – respondeu ele –, o homem mais rico é o que tenha menos necessidades.     

Arriscando nova pergunta, o companheiro quis saber:

– E o homem mais justo e sábio?

Com o fraterno sorriso de sempre, ele voltou a responder:

– O homem mais justo e sábio é o que cumpre com o dever.

– Mas – voltou a insistir o homem, certamente querendo uma resposta ou revelação diferente – o que você está me dizendo é o óbvio!

Sem parar o que estava fazendo e, com a espontaneidade de sempre, Chico terminou dizendo:

– Meu filho, tudo que está no Evangelho é o óbvio! Não existem segredos nem mistérios para a salvação da alma. Nada mais óbvio que a verdade! O nosso problema é justamente este: Queremos alcançar o céu, vivendo fora do óbvio na Terra!


Da página “Histórias sobre a vida de Chico Xavier”, mantida pelo Grupo de Estudos Allan Kardec - http://grupoallankardec.blogspot.com



          José Antonio Vieira de Paula









                                                                                                           PAZ, MUITA PAZ!




           
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 27 de Abril de 2015, 14:28
                                                                   VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.



                       Um minuto com Chico Xavier




                     

Apresentaremos, nesta semana, um caso contado pelo professor Mesquita, na cidade de Belo Horizonte, ao amigo Ranieri, no ano de 1976 (Caso registrado no livro “O Prisioneiro do Cristo”, do próprio Ranieri).
Diz o professor:
- Pois é, eu vivia muito ocupado, fazia parte diversas organizações e não tinha tempo para nada. Atendia a diversas entidades espíritas. O Abrigo Jesus... Assim não me lembrava muito de ir ver o Chico nem me entusiasmava com isso porque acreditava que tinha muito que fazer em favor da Doutrina e depois, que não devia tomar o tempo do Chico, que recebia centenas de pessoas diariamente. Graças a Deus, eu não precisava de nada, tinha saúde, tudo ia bem. Mas dona Neném Alluoto convidou-me para ir ao Chico.
A princípio me recusei, mas depois, com a insistência dela, resolvi ir. Tivera um sonho justamente na noite anterior e o sonho era o seguinte: sonhara que estava na Avenida Afonso Pena e via folhas que caíam dos galhos dos “fícus italianos” plantados em toda a avenida. Da terra saíam Espíritos que ficavam com metade do corpo fora e que movimentando os braços iam com as mãos recolhendo as folhas para junto de si. Eram uma imensidade. Contemplei-os estarrecido. Logo depois, essa cena desapareceu.
Ficara naquele dia pensando muito no sonho, impressionado. À noite, sexta-feira, fomos a Pedro Leopoldo. Não conhecia o Chico, nunca o vira em minha vida. Como seria ele?
Chegamos a Pedro Leopoldo, mas não tive vontade ou coragem de  entrar no Centro. Lá dentro pude ver que estava cheio de gente. Estaria o Chico lá? Encostei-me num poste de madeira ou coisa semelhante que havia ali na rua em frente ao Centro e fiquei.
Chico também nunca me vira na vida. De repente, alguém que passava por trás, bateu-me  nas costas e disse:
- Professor, há ainda muitos Espíritos que não podem sair de debaixo da terra para ver a luz do dia!
Disse e passou. Olhei e vi que a pessoa que me batera e falara estava vestida de brim cáqui. Vi de perfil, mas não pude ver a outra face. Não o conhecia. Mais tarde, quando a maioria se acomodara dentro do Centro, aproximei-me da porta, entrei e vi que o homem que estava sentado à mesa, de brim cáqui, com a mão no rosto, era o mesmo que me batera nas costas lá fora: era Chico Xavier. Nós ambos não nos conhecíamos. Apesar disso, fui embora sem lhe falar.
E diz Ranieri: - Vê-se por aí, como Chico Xavier toma conhecimento espiritual de certos fatos que não conhece, tais como o sonho do professor...


        José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                            PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 03 de Maio de 2015, 16:35
                                                                   VIVA JESUS!




              Boa-tarde! queridos irmãos.



                     Um minuto com Chico xavier




                     Era em Belo Horizonte, talvez 1945 ou 1946. O tempo corre como o rio, ligeiro por sobre as pedras. No entanto, as paisagens que estão à margem nele se refletem misteriosamente.
As crianças não estavam muito bem e Arus enfermo.

Chico chegara e passara o dia conosco na casa da Rua Itacolomi, aquela rua que se despencava morro abaixo, de pedras irregulares, calçamento antigo, como se tivesse sido feita antes do mundo...

Arlete, aflita, com a criança nos braços, lhe falava:

- Chico, não sei o que há comigo! Tenho medo de tudo: tenho medo de viver, e tenho medo de morrer! Tenho medo da doença das crianças e tenho medo da fome! Tenho medo da incerteza da vida e tenho medo do mundo! E você, Chico, você também tem medo?

Chico olhou-a com seus olhos bondosos, amigos e com muito amor:

- Arlete, eu não tenho medo de nada, eu só tenho medo de um monstro que habita dentro de mim e que se chama Chico Xavier!...

Nós o olhamos com surpresa, mas entendemos a sua palavra, estranha palavra, mas verdadeira! Todos nós temos um monstro que somos nós mesmos, com as nossas imperfeições e nossas possibilidades de errar, com a ferocidade que ainda vem de outras vidas e com as sombras que permanecem ainda agora no interior de nós mesmos..

Nós somos o grande perigo que nos ameaça.


(Texto extraído do livro: “O Prisioneiro de Cristo”, de R. A. Ranieri.)   









                                                                                                          PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 12 de Maio de 2015, 15:24
                                                                   VIVA JESUS!



              Bom-dia! queridos irmãos.



                       Um minuto Chico Xavier.



                       
Com o título: Homenagens a Chico Xavier, o Grupo de Estudos Allan Kardec (http://grupoallankardec.blogspot.com) elaborou um interessante currículo sobre a vida do querido médium mineiro.
Vejamos a seguir:
Chico Xavier é o brasileiro que mais recebeu títulos de cidadão honorário na história.
Mais de cem cidades brasileiras lhe concederam esse título.
Cantores como Roberto Carlos, Gilberto Gil, Fábio Júnior, Moacir Franco, Nando Cordel e Vanusa compuseram músicas em sua homenagem.
Em 1981 e 1982, Chico Xavier foi indicado ao prêmio Nobel da Paz, tendo havido uma mobilização de cerca de dois milhões de pessoas que deram suas assinaturas em todo o Brasil e em organizações de 29 países pedindo o Nobel da Paz para ele.
Em 2000, Chico Xavier foi eleito o "Mineiro do século XX", seguido por Santos Dumont e Juscelino Kubitschek, em um concurso popular realizado pela Rede Globo Minas, tendo vencido com 704.030 votos.
Também em 2000, o Governo de Minas Gerais instituiu a "Comenda da Paz Chico Xavier", que vem sendo outorgada anualmente a pessoas ou entidades que trabalham pela paz.
Após Chico Xavier falecer, a casa onde ele morou entre 1948 e 1959 e a casa em que ele morou entre 1959 e 2002 foram transformadas em museus sem fins lucrativos em referência a sua vida e obra.
Em 2006, em uma votação popular promovida pela Revista Época, ele foi eleito o "O Maior Brasileiro da História".
Em 2009, a Lei nº 12.065 deu o nome “Chico Xavier” ao trecho da rodovia BR 050, entre a divisa dos Estados de São Paulo e Minas Gerais e a divisa dos municípios de Uberaba com Uberlândia.
Em 2010, o Correio brasileiro lançou o selo e o cartão postal comemorativo em homenagem ao centenário do médium.
Também em 2010, a Casa da Moeda do Brasil lançou a "Medalha Comemorativa do Centenário de Chico Xavier".
Em outubro de 2012, no programa O Maior Brasileiro de Todos os Tempos, transmitido pelo SBT, Chico foi eleito, por voto popular, como "O maior brasileiro de todos os tempos". Na semifinal do programa, disputou com Ayrton Senna e venceu com 63,8% dos votos. Na final do programa, Chico disputou com Santos Dumont e Princesa Isabel, vencendo com 71,4% dos votos.
Atualmente o Instituto Chico Xavier e a Prefeitura de Uberaba estão construindo um Memorial em homenagem a ele na cidade.
Observação:
São homenagens que ele, Chico Xavier, recebia e, temos certeza, lhes era grato, mas que não fazia questão de receber, tamanha a sua humildade.
Certas homenagens podem levar à vaidade e à idolatria de muitos por ele. A melhor homenagem que fazemos a ele é comprar e ler os livros por ele psicografados, já que estes sustentam instituições.


            José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                               PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 26 de Maio de 2015, 09:41
                                                                   VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.



                         Um minuto com Chico Xavier.



               
Às vezes o protagonista da história nem é o Chico, mas alguém que passa por sua vida.
Tive a alegria de ouvir essa história contada por Arnaldo Rocha, dando entrevista a Marcelo Orsini, no programa “Espiritismo BH”.
Nessa entrevista, com muito bom humor, ele conta a história de um cãozinho que todas as segundas e sextas-feiras comparecia às reuniões no Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo, onde o médium desincumbia-se de suas tarefas.
Segundo Arnaldo, esse cãozinho, magro, de cor negra, ficava embaixo da cadeira de Chico até acabar a reunião. Assim que ela acabava, ele desaparecia.
Um dia, Chico se encontra com uma senhora, amiga, que pergunta a ele como explicar o sumiço de seu cachorro, Dom Pedrito, todas as segundas e sextas-feiras à noite, às vezes, até de madrugada...
Chico pergunta à amiga como era seu cachorro. E quando ela o descreve, o médium imediatamente explica que esse cão frequenta o seu Centro Espírita.
Então, Arnaldo, durante a entrevista, conclui de forma muita espontânea: “É a primeira vez que vejo um cão espírita”.
Quem tiver interesse pode assistir a essa entrevista clicando em: https://www.youtube.com/results?search_query=arnaldo+rocha   



          José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                          PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 02 de Junho de 2015, 08:50
                                                                   VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.




                       Um minuto com Chico Xavier




                 
 
Estava presente na reunião do Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, quando Chico recebeu a mensagem de Clara Nunes, uma das maiores intérpretes de nossa música popular. Foi no dia 15 de setembro de 1984 e, desde então, permanecemos na expectativa de que a referida página nos viesse ter às mãos, o que somente agora aconteceu por uma deferência do Dr. Francisco Borges de Oliveira, diretor do Grupo Espírita “Paulo de Tarso”, de Caetanópolis-MG, que mantém a Creche “Clara Nunes”. Destacamos que, em suas palavras, conforme poderá ser verificado, Clara, após o desenlace, foi assistida por entidades vinculadas aos cultos afro-brasileiros, que confiaram o Espírito liberto aos seus pais, igualmente desencarnados.
A mensagem foi dirigida por ela à irmã Maria, presente na reunião à qual reportamos.
Querida Maria:
Eu pressentia que o encontro, através das notícias, seria primeiramente com você. Somente você teria disposição de viajar de Caetanópolis até aqui, no objetivo de atingir o nosso intercâmbio.
Descrever-lhe o que se passou comigo é impossível agora. Aquela anestesia suave que me fazia sorrir se transformou numa outra espécie de repouso que me fazia dormir.
Sonhava com vocês todos e me via de regresso à infância. Era uma alegria que me situava num mundo fantástico. Melodia e cores, lembranças e vozes se mesclavam e eu me perdia naquele êxtase desconhecido. Não cuidava de mim. Lembrava-me dos que ficaram, mas ainda não sabia se a mudança seria definitiva.
Conte ao nosso querido Paulo a minha experiência. Tantos dias de descanso, ignorando o que vinha a ser tudo aquilo que se apresentava à minha imaginação por fantasias que desconhecia como deslindar.
Peço a você solicitar a ele me perdoe se lhes transmito as presentes notícias com a fidelidade possível.
Acordei num barco engalanado de flores, seguido de outras embarcações, nas quais muitos irmãos entoavam hinos que me eram estranhos. Hinos em que o amor por Iemanjá era a tônica de todas as palavras. Os amigos que me seguiam falavam de libertação e vitória.
Muito pouco a pouco, me conscientizei e passei da euforia ao pranto da saudade, porque a memória despertava para a vida na retaguarda e o nosso Paulo se fazia o centro das minhas recordações.
Queria-o ali naquela abordagem maravilhosa, pois os barcos se abeiravam de certa praia encantadoramente enfeitada de verde nas plantas bravas que a guarneciam.
Quando o barco que me conduzia ancorou suavemente, uma entidade de grande porte se dirigiu a mim com paternal bondade e me convidou a pisar na terra firme. Ali estavam o meu pai, Manoel, e nossa mãezinha, Amélia. Os abraços que nos assinalavam as lágrimas de alegria pareciam sem fim. Era muita saudade acumulada no coração.
Ali, passei ao convívio de meus pais, e os meus guardiões retornavam ao mar alto. Retomei a nossa vida natural e, em companhia de meu pai, pude rever você e os irmãos todos, comovendo-me ao abraçar a nossa Valdemira, que me pareceu um anjo preso ao corpo.
Querida irmã, não disponho das palavras exatas que me correspondam às emoções. Peço a você reconfortar o nosso Paulo e dizer-lhe que não perdi o sonho de meu filhinho que nascesse na terra de nossa união e de nosso amor.
O futuro é luz de Deus. Quem sabe, virá para nós uma vida renovada e diferente para as mais lindas realizações?
Você diga ao meu poeta e letrista querido que estou contente por vê-lo fortalecido e resistente, exceção feita dos “copinhos” que ele conhece e que estou vendo agora um tanto aumentados...
Desejo que ele saiba que o meu amor pelo esposo e noivo permanente que ele continua sendo para mim está brilhando em meu coração, que continua cantando fora do outro coração que me prendia.
A cigarra, por vezes, canta com tanta persistência em louvor a Deus e à Natureza, que se perde das cordas que coordenam a cantiga, caindo ao chão, desencantada.
O meu coração da vida física não suportou a extensão das melodias que me faziam viver, e uma simples renovação para tratamento justo me fez repousar nas maravilhas diferentes a que fui conduzida.
Espero que o nosso Paulo consiga ouvir-me nestas letras.
Agradeço a ele as atitudes dignas com que me acompanhou até o fim do corpo, tanto que agradeço a você e às nossas irmãs e irmãos o respeito com que me honraram a memória, abstendo-se de reclamações indébitas junto aos médicos humanitários que se dispuseram a servir-nos.       
Querida irmã, continue com o nosso grupo em Caetanópolis. O irmão José Viana e o Dr. Borges estão conquistando valiosas experiências.
Muitas saudades e lembranças a todos os nossos e para você um beijo fraternal com as muitas saudades da sua, Clara.

Mensagem extraída do livro “Chico Xavier, 70 anos de Mediunidade”, escrito por Carlos A. Bacelli. 








                                                                                                             PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: Wagton Rogério em 02 de Junho de 2015, 13:57
Linda mensagem.
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 09 de Junho de 2015, 09:27
                                                                   VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.



                       Um minuto com Chico Xavier




                       Logo que conheci nosso abnegado trabalhador do Espiritismo Hugo Gonçalves, em Cambé, no Paraná, que não só me apresentou a Doutrina Espírita como também o vasto campo de trabalho que ela nos oferece, seja na sua divulgação, seja no auxílio aos necessitados de todas as naturezas: emocional, física, espiritual..., comecei a ter contato também com os grandes vultos do Espiritismo que compartilhavam a amizade de nosso benfeitor, como Divaldo Pereira Franco, Raul Teixeira, Heloísa Pires etc.
Certa vez Hugo nos disse que sentia muito não termos podido conhecer Eurícledes Formiga, famoso expositor desencarnado há tempos. E deu-me uma pequena fita cassete - que era o meio de se gravar os eventos naquela época - onde Formiga fazia uma palestra na vizinha cidade de Jaguapitã. Desde então, toda vez que eu saía de carro, ia ouvindo aquela preleção tão interessante.
Dois momentos marcaram-me muito na exposição feita por ele: o primeiro, quando ele inicia dizendo mais ou menos assim:
- A Doutrina Espírita é a única instituição religiosa que nos permite estarmos na tribuna falando, não na condição de quem ensina, mas na de quem aprende.
E o segundo, quando começa a falar sobre Chico, contando interessante história que se passou na sua juventude, logo que o médium mineiro conheceu o Espiritismo.
Diz Eurícledes que Chico lhe contara mais ou menos assim:
- Uma vez, em Pedro Leopoldo, eu ensinava catecismo às crianças, mas um dia me proibiram.
Eu ensinava catecismo para quarenta crianças... E fui proibido porque me tornara espírita. Fiquei em casa. Mas as crianças queriam o tio Chico...
Então as famílias levaram as crianças lá em casa.
E eu fiquei com muita pena, porque na igreja elas tinham lanche. Já eram duas horas e eu só tinha água e uns pedacinhos de pão em casa. Eram quarenta crianças... Como eu iria alimentar aquelas crianças?
Eu fiz uma prece e pedi a Deus que me ajudasse, porque elas não podiam ficar sem comer. Como é que eu iria fazer?
Estávamos embaixo de uma árvore.
E, então, um vento muito estranho começou a balançar as folhas da árvore. O vento uivava entre os galhos daquela árvore.
Uma vizinha saiu e perguntou:
- Chico, que é isso? Que barulho é esse?
- O vento...
- O vento?!... E essas crianças aí?
- Catecismo!...
- Você não deu nada para elas comerem?
- Não tenho!...
- Oh, Chico! Eu tenho, aqui, bolo e pão.
E a outra vizinha do lado também apareceu e perguntou:
- O que foi isso, Chico? Que vento foi esse?
- O vento...
- E essas crianças aí?
- O catecismo...
E assim, doze famílias se reuniram e passaram a oferecer o alimento, o lanche daquelas crianças, por causa do vento.
(Este caso está registrado no livro Um minuto com Chico Xavier - Editora Didier, de Votuporanga, SP.)


         José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                               PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 23 de Junho de 2015, 15:52
                                                                   VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.



                     Um minuto com Chico Xavier



                     
 
 
 
O culto e erudito Dr. Elias Barbosa, em seu excelente livro “No Mundo de Chico Xavier”, editado pelo Instituto de Difusão Espírita, de Araras, Estado de São Paulo, fez a seguinte pergunta ao Chico:

- Conseguiria você dizer em que matéria Emmanuel é mais exigente com você, na qualidade de educador?

- No trato com os outros, porque diz ele que no trato com o próximo, a luz do Evangelho de Jesus deve ser comunicada de quem fala para quem ouve. Quando converso com qualquer pessoa em voz áspera, com impaciência, agressividade, anotações de maledicência ou azedume, ele deixa passar meus momentos infelizes e, depois, principalmente quando entro em meditações e preces na noite, ele me repreende severamente, lamentando as minhas faltas.


        José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                         PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 30 de Junho de 2015, 23:10
                                                             VIVA JESUS!




              Boa-noite! queridos irmãos.



                     Um minuto com Chico Xavier



               
Na sua profissão de serventuário público, o Chico, certa vez, foi visitar um companheiro que residia a alguns quilômetros além de Pedro Leopoldo.

O companheiro, intempestivamente, o recebe com duas pedras na mão. Xinga-o a valer. E, quando o Chico tentava responder, delicadamente, Emmanuel intervém, dizendo-lhe:

— Não diga nada, exemplifique a própria fé, suportando-lhe a injustiça e os desabafos.

— Ele sofre do fígado, e há dias que vem sentindo cólicas hepáticas.

— Não revide a insultos e exacerbações. Ele precisa exteriorizar os venenos que lhe estão na alma e no corpo, e você, de limar-se, apurar-se e burilar-se, silenciando...

E com um sorriso doce, o bondoso Mentor rematou o assunto com esta pergunta:

— Ademais, que seria da pedra sem o martelo?...

(Texto extraído do livro: “Lindos Casos de Chico Xavier”, de Ramiro Gama.)


         José Antônio Vieira de Paula









                                                                                                 PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 06 de Julho de 2015, 09:45
                                                                   VIVA  JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                     Um minuto com Chico Xavier



             
 
 
Na noite de 21 de março de 1952, no “Centro Espírita LUIZ GONZAGA”, em Pedro Leopoldo, discutia-se sobre a melhor maneira de orientar a pregação espírita cristã, quando André Luiz externou-se acerca do assunto, com a seguinte página:
DECÁLOGO PARA ESTUDOS EVANGÉLICOS

1 — Peça a inspiração divina e escolha o tema evangélico destinado aos estudos e comentários da noite.

2 — Não fuja ao espírito do texto lido.

3 — Fale com naturalidade.

4 — Não critique, a fim de que a sua palavra possa construir para o bem.

5 — Não pronuncie palavras reprováveis ou inoportunas, suscetíveis de criar imagens mentais de tristeza, ironia, revolta ou desconfiança.

6 — Não faça leitura, em voz alta, além de cinco minutos, para não cansar os ouvintes.

7 — Converse ajudando aos companheiros, usando caridade e Compreensão.

8 — Não faça comparações, a fim de que seu verbo não venha ferir alguém.

9 — Guarde tolerância e ponderação.

10 — Não tenha indefinidamente a palavra; outros companheiros precisam falar na sementeira do Bem.

ANDRÉ LUIZ.

Cremos que esta pequena Mensagem oferece interessantes apontamentos, dando-nos o que pensar.

(Texto extraído do livro: ”Lindos Casos de Chico Xavier”, de Ramiro Gama).









                                                                                                           PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 10 de Fevereiro de 2016, 14:37
                                                              VIVA JESUS!




             Boa-tarde! queridos irmãos.



                   Um minuto com Chico Xavier




                    Chico terminara de passar para o papel o livro Libertação assinado por André Luiz, em meio a um ano turbulento em sua vida. Nesse tempo, um fato curioso o envolveu certa tarde, quando voltava da Fazenda Modelo, a pé e sozinho. Parou no meio da estrada de terra e se jogou no chão, de joelhos, com os olhos voltados para o céu e as mãos enlaçadas em prece. Em sua direção, cada vez mais perto, avançava uma legião de quase seiscentas criaturas descontroladas, armadas com paus e aos berros:

- Você é o Chico Xavier? Agora você vai ver. Miserável, protegido.

Os agressores já estavam a cinco passos de distância e nem sinal de Emmanuel, o protetor. Chico rezou, pediu perdão a Deus e se preparou para o linchamento. De repente, as figuras começaram a se desfazer. Não sobrou uma para contar a história. Chico se levantou, sacudiu a poeira da calça e, a caminho de casa, decifrou a lição do dia: a reza era um santo remédio!

Do livro “As Vidas de Chico Xavier” de Marcel Souto Maior, 2a. edição, 2003.









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 02 de Março de 2016, 07:29
                                                              VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.




                       Um minuto com Chico Xavier




                       

Chico Xavier atendendo solícito a mais um convite de programa televisivo, para responder a perguntas sobre temas variados, esclarece questão sobre a natureza, muito atual nos dias de hoje. Vale lembrar que ele sempre ouvia seu guia Emmanuel que o acompanhava:

O que poderá acontecer ao mundo se continuarmos com as atuais agressões contra a natureza?

“Acontece que estamos agredindo não a natureza, mas nós próprios e responderemos pelos nossos desmandos. É importante pensar que se criou a ecologia para prevenir este abusos e aqueles que acreditarem na ecologia, acima de seus próprios interesses, nos auxiliarão nessa defesa do nosso mundo natural, da nossa vida simples na Terra que poderia ser uma vida de muito mais saúde e de muito mais tranquilidade se nós respeitássemos coletivamente todos os dons da natureza. Mas, se a continuarmos agredindo demasiadamente, o preço será pago por nós próprios, porque depois voltaremos em novas gerações plantando árvores, acalentando sementes, modificando o curso dos rios, despoluindo as águas, drenando os pântanos e criando filtros que nos liberem da poluição. O problema será sempre do Homem. Teremos que refazer tudo porque estamos agindo atualmente contra nós mesmos."


Do livro “Entender conversando”, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier.









                                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 07 de Março de 2016, 11:57
                                                               VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.



                      Um minuto com Chico Xavier



                     
Chico Xavier foi entrevistado pelo programa Pinga Fogo na extinta TV Tupi, em 28 de julho de 1971. O programa foi retransmitido em rede nacional, pouco comum à época. Com previsão para uma hora de duração, se estendeu por mais de três horas. Dentre as várias perguntas sobre diversos temas de acordo com a visão espírita, e orientado pelo seu mentor espiritual Emmanuel, escolhemos uma muito especial para essa edição, visto a desastrosa declaração da ONU sobre a permissão do aborto de fetos microcéfalos em decorrência da febre Zica em países afetados pela epidemia.

Gostaria de saber para onde vão os Espíritos que não chegaram a nascer, como no aborto. E eles serão sofredores ou se libertam de sua missão no mundo transferindo para os que não os desejaram?

“A situação do espírito que passa por um aborto dependerá em muito de suas condições mentais e das conquistas que já conseguiu dos séculos.

Há espíritos que desencarnam em estado de grande revolta. Nesses casos, imbuídos da ideia de vingança, esses espíritos recusam-se a toda espécie de auxílio dos Benfeitores Espirituais para obsidiarem as mães, pais ou profissionais que concorreram para seu desencarne.

Outros, porém, apesar da situação dolorosa por que passaram, retornam às colônias espirituais onde se submetem a tratamentos intensivos e trabalhosos a fim de lograrem novamente o equilíbrio e aguardarem nova oportunidade de reencarne.

Entretanto, não devemos nos esquecer que em cada dia refazemos nossos destinos e por mais que tenhamos cometido faltas, o Evangelho do Cristo se desdobra diante de nós com suas imensas possibilidades de redenção.”


Fonte: Plantão De Respostas. Programa Pinga Fogo da TV Tupi.









                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 14 de Março de 2016, 07:42
                                                              VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.



                      Um minuto com Chico Xavier



                     

O primeiro papa que visitou o país foi João Paulo II, com apenas dois anos de pontificado. Ele levou uma multidão de milhões de católicos e não católicos às ruas alterando o cotidiano brasileiro naquele mês de julho de 1980.

Naquela ocasião foi perguntado ao Chico:

- Chico, em julho, o Brasil estará recepcionando o Papa, como é que você está vendo essa visita?

“Alguns amigos têm feito a nós outros essa mesma pergunta e nós somos levados a repetir a nossa conceituação do assunto. Do ponto de vista religioso, entendemos que o Brasil-Cristão até agora ainda não recebeu uma visita assim tão importante, tão expressivamente simbólica para a nossa unificação cristã em termos de paz.

Creio que nós, os cristãos das diversas interpretações do Evangelho, devemos estar unidos para receber o Sumo Pontífice, como se recebe um pai espiritual, com toda a reverência, com todo o acatamento que ele merece, mesmo porque o Papa agora em visita ao Brasil, tem sido, em todo os momentos de sua atuação, um verdadeiro apóstolo da paz.

Na condição de espíritas-cristãos, devemos nos regozijar com nossos irmãos católicos por essa honra que o Brasil vai receber, com a bênção de Deus, no próximo mês de julho. Todos nós esperamos esse evento com grande júbilo e com grande respeito, na personalidade do nosso queridíssimo visitante.”


Do livro Lições de Sabedoria, de Marlene Rossi Severino Nobre.








                                                                                                   PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 22 de Março de 2016, 20:53
                                                              VIVA JESUS!




            Boa-tarde! queridos irmãos.



                  Um minuto com Chico Xavier



                   

Chico andava triste com o falecimento de seu ex-patrão e amigo. Sentindo-se adoecido e frágil, é considerado tuberculoso, tão fraco e febril estava. Corria o ano de 1940.

Em certa manhã ensolarada, vendo-o tão triste, sentado à entrada da porta, Emmanuel, seu dedicado Guia, põe-lhe a mão no ombro e diz: Chico, procure reagir, senão você falirá. e se chegar agora aqui, desencarnado, chegará inegavelmente como um homem de bem, porque já realizou algo, mas deixará por fazer muita coisa prometida e nos colocará em situação sobremodo delicada, pois que levamos anos a organizar os planos de sua reencarnação. Procure, pois, reagir. “a tristeza”, meu filho, é “cupim do coração”, traz moléstia grave. Muitas doenças têm como causa um movimento explosivo de cólera, um aborrecimento, um atrito, um ato de revolta, um desejo insatisfeito. São os rins que se tocam, é o coração que recebe, em cheio, a punhalada de um ódio, é o fígado que todo se ingurgita com a angústia de um orgulho ofendido, são os pulmões que se mostram enfraquecidos, por falta do oxigênio de nosso otimismo, da nossa confiança em nós mesmos e em Deus.

Amanhã irei mostrar-lhe a “fazenda do pai”, a “natureza”, para que você a sinta, compreenda e possa dela traduzir a mensagem amorosa e retirar os remédios mais santos e eficientes para curar-se, ser mais útil e feliz. E se você como penso, assimilar o que lhe vou mostrar, para certificar-se de que o bem que fazemos é o nosso bem, que quem dá recebe mais, ficará curado, porque vai mudar de vida, agir de outra forma.

E na manhã seguinte, de fato, Emmanuel ensinou ao Chico, primeiramente, a orar, mesmo com o rádio trabalhando alto, rádio com que o presenteara o irmão Figner. Ensinou-lhe, depois, a tomar vagarosamente o café da manhã, a fim de “senti-lo” e analisar seu plantio, a sua colheita, a sua história, tocante; e assim fez com o pão, traduzindo-lhe a lição magistral.

Depois partiu para o trabalho, ainda acompanhado do bondoso conselheiro e amigo, atendendo e correspondendo, atenciosa e alegremente, como era aconselhado, a todos os cumprimentos, principalmente quando de um “vá com Deus”, “Deus lhe pague”, “Deus lhe ajude”, saídos dos corações que beneficiamos e que são luzes que entram pela nossa alma, sentimentos de paz que chegam ao nosso coração como remédios curadores. E caminho afora, nessa manhã clara de sol, o abnegado Emmanuel foi mostrando-lhe todos os valores da “fazenda do pai”.

Cada pormenor do valioso patrimônio apresentava, com a explicação dada, uma significação particular. A árvore, o caminho, a nuvem, a poeira, que é o “mata borrão” dos charcos, simbolizando uns o desvelo do homem e outros, a misericórdia de Deus; o frio, a ponte, que serve a pobres e ricos, a maus e bons, que tem uma serventia. Chico, você já foi ponte para alguém? pergunta-lhe o caro Emmanuel.

E ele, sem saber como responder ao iluminado Guia, cala-se e vai guardando os ensinos recebidos, com amor, atenção e respeito. Em sonho, recebe a graça final. E dias depois, como previra Emmanuel, o querido irmão está curado, forte, alegre e feliz.

Do livro Lindos casos de Chico Xavier, de Ramiro Gama.








                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 30 de Março de 2016, 14:21
                                                              VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.



                      Um minuto com Chico Xavier



                     

Um dia na vida de Chico Xavier: 300 consultas numa só noite!

Chico Xavier tinha a saúde física relativamente melhor, apesar da sobrecarga de trabalhos a que vinha se dedicando. A atividade psicográfica durante a semana continuava intensa, seguindo nesse mesmo ritmo as atividades assistenciais de fim de semana.

Desenrola-se o ano 51 de seu mandato mediúnico. Dra. Marlene Nobre tenta descrever como foi um de seus últimos fins de semana quando esteve em Uberaba para visitá-lo. Acompanhou-o das 15 horas da sexta-feira até 3h30 de sábado no primeiro dia, e das 15 horas de sábado até as 2 horas da madrugada de domingo:

1) A fila de pessoas para a sessão de sexta-feira teve início na noite de quinta-feira. Pernoitaram nessa fila umas 80 pessoas, observando-se dezenas de automóveis estacionados nas ruas próximas à sede do Grupo Espírita da Prece.

2) Atendeu 55 pessoas dessa fila e às 18 horas teve início o trabalho evangélico. Em cinco horas ininterruptas psicografou 380 consultas, saindo do receituário com aparência tão descansada que parecia não ter trabalhado um minuto sequer.

3) Às 23h10 voltou à mesa dos trabalhos e psicografou uma mensagem de mais de 70 páginas de Maria Dolores, contando antológica e comovente história de um pai viúvo que se torna vítima de seu próprio filho. O desventurado pai, após ser expulso de sua própria casa, pelo filho pródigo, termina morrendo para salvar a vida de seu neto. Foram ainda psicografadas mais duas mensagens de jovens desencarnados dirigidas aos respectivos pais presentes ao trabalho, ambas com dezenas de páginas.

4) Sábado de manhã, duas horas de trabalho nas respostas à entrevista concedida à Dra. Marlene Nobre.

5) Às 15 horas desse dia, numa caravana que partiu de sua residência, ela o acompanha ao Culto do Evangelho no Lar, com distribuição de pães e algum dinheiro para os necessitados de um bairro muito humilde de Uberaba. Duração dos trabalhos: aproximadamente duas horas.

6) Às 19 horas, nova ida ao Grupo Espírita da Prece para a sessão evangélica e recepção de novas mensagens de jovens desencarnados. Às 23 horas retornou a sua casa para um café com doce. Entretanto, mesmo nessas horas Chico continuou trabalhando, pois alguns convivas prosseguiram as consultas pessoais.

A própria Dra. Marlene fez isso e se arrependeu depois, por privá-lo de instantes de palestra amena e reconfortante com os que não o consultam a toda hora. A certa altura, entretanto, perguntou: “Chico, esse ritmo de trabalho me parece intenso demais para sua saúde. Entre a tarde de sexta-feira e esta madrugada de domingo, você trabalhou mais de 13 horas!”

Resposta de Chico: “Enquanto Jesus me der forças quero prosseguir nas minhas tarefas. Após o abalo orgânico que sofri em novembro de 1976, venho rogando aos benfeitores espirituais que me concedam renovadas forças para a manutenção dos serviços que me tocam, até o fim.”

“E sobre sua saúde, como se sente?”

“Relativamente bem. A angina é um problema orgânico repleto de dores em câmera lenta, se posso assim exprimir-me e me obriga a frequentes repousos obrigatórios, mesmo que seja de alguns minutos, no curso do dia. É uma moléstia de presença calma e constante, à maneira de advertência serena, como a controlar-nos emoções e movimentos. Mas estou a estudá-la para conhecê-la melhor e adotar os padrões de convivência de que necessito para viver com ela sem conflitos, que somente a mim prejudicariam, não é? Tudo está certo e tudo vai seguindo com as bênçãos de Jesus.”


Do livro Lições de Sabedoria, de Marlene Rossi Severino Nobre.








                                                                                                          PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 12 de Abril de 2016, 20:18
                                                              VIVA JESUS!



             Boa-tarde! queridos irmãos.




                    Um minuto com Chico Xavier




                   

Estando Chico Xavier em passagem por Goiânia, concedeu entrevista na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, em 1974. Inspirado por Emmanuel, Chico discorre sobre temas da época, focados no tema “Cristo e a Atualidade”.

E, para reflexão sobre o momento de grave crise ética e moral por que passa nosso país, segue a resposta de Chico em relação à seguinte questão: - Qual a maior contribuição do Espiritismo na esfera do Cristianismo, em favor da coletividade?

Chico respondeu:

- De nossa parte, encontramos no Espiritismo Evangélico um campo vastíssimo para raciocinar em novo clima de espiritualidade, quanto aos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, trazendo-nos a responsabilidade de viver, compreendendo que somos filhos de nossas próprias obras; que devemos a nós mesmos os resultados do caminho que trilhamos; que nesta vida e nas vidas precedentes criamos as causas de nossos obstáculos, nos tempos que vamos atravessando.

Compreendemos, assim, que somos todos irmãos uns dos outros, que nos cabe viver e conviver sem violência e sem imposição de uns para com os outros; que nos compete respeitar-nos mutuamente; que cada qual encontra a estrada que lhe seja própria para a união com Deus; que é impossível edificar o progresso sem trabalho e nem cogitar da vitória do bem, sem que nos transformemos voluntariamente em veículos desse mesmo bem comum que mentalizamos por meta da felicidade pessoal e coletiva.

Tudo isso, o Espiritismo Evangélico, explicando Jesus em Allan Kardec, me oferece ao coração e acredito que será capaz de oferecer a milhares ou milhões de outras vidas!

Do livro Chico Xavier em Goiânia.








                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 26 de Abril de 2016, 19:54
                                                               VIVA JESUS!




              Boa-tarde! queridos irmãos.



                      Enfermidades e dores – a melhor enfermeira.



José Cândido, pai do Chico, não entendia, por exemplo, por que o tal Dr. Bezerra de Menezes não curava de uma vez a catarata no olho esquerdo do filho. As dores aumentavam, Chico sofria, corria o risco de ficar cego. Onde estavam os milagres? Por que os espíritos viravam as costas para quem os ajudava todos os dias? Era ingratidão demais.

Numa noite, se contorcendo de dor, o próprio Chico tomou coragem e pediu socorro a Emmanuel. Não aguentava mais aquela agonia na vista. Se fosse saudável, poderia aumentar a produção de livros. Ouviu mais uma resposta dura:

- Sua condição não exonera você da necessidade de lutar e sofrer em seu próprio benefício, como acontece às outras criaturas. Se nem Cristo teve privilégios, por que você os teria?

Chico devia carregar suas cruzes sem resmungos, como um dublê de Jesus. Seu olho às vezes sangrava. Durante uma das crises, ele ficou dois dias em casa deitado no fim de semana. Teve o repouso interrompido pela aparição de Emmanuel:

- Por que você está aí parado?

- O senhor não vê que meu olho está doente?

- E o que o outro está fazendo? Ter dois olhos é um luxo.

Em pouco tempo, Chico definiria a "enfermidade" como a "melhor enfermeira", agradeceria a Deus por suas dores e abençoaria o sofrimento como forma de evolução, uma maneira de resgatar dívidas de encarnações anteriores e de compensar escorregões da temporada atual.


Do livro As Vidas de Chico Xavier, de Marcel Souto Maior.








                                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 06 de Maio de 2016, 00:22
                                                               VIVA JESUS!



             Boa-noite! queridos irmãos.



                    Um minuto com Chico Xavier.



                   

Nosso querido Chico, sempre solícito aos diversos jornalistas do Estado de Minas, referiu-se certa vez a um momento muito especial de sua vida:

– Peço permissão para contar um caso que pra mim foi um dos mais expressivos, que mais parece uma história infantil. Eu estava em Uberaba, havia uns dois anos, esperando um ônibus para ir ao cartório.

Da nossa residência até lá tem uns três quilômetros. Nós, com o horário marcado, não podíamos perder o ônibus. Mas, quando o ônibus estava quase parando, uma criança de uns cinco anos, apresentando bastante penúria, gritava por mim, de longe. Chamava por tio Chico, mas com muita ansiedade.

O ônibus parou e eu pedi então ao motorista: pode tocar o ônibus porque aquela criança vem correndo na minha direção e estou supondo que este menino esteja em grande necessidade de alguma providência.

O ônibus seguiu, eu perdi, naturalmente, o horário. A criança chegou ao meu lado, arfando, respirando com muita dificuldade. Eu perguntei: O que aconteceu, meu filho? Ele respondeu: tio Chico, eu queria pedir ao senhor para me dar um beijo.

Esse eu acho que foi um dos acontecimentos mais importantes de minha vida!


Do livro “Entender Conversando”, de Francisco Cândido Xavier/Emmanuel.








                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 19 de Maio de 2016, 21:29
                                                              VIVA JESUS!



              Boa-tarde! queridos irmãos.



                     Um minuto com Chico Xavier



                     

 

Quando Dona Cidália reuniu os filhos menores de Dona Maria João de Deus, observou que eles precisavam do grupo escolar.

O Sr. Cândido Xavier, pai da numerosa família, foi consultado. Entretanto, a situação era difícil. Era o ano de 1918, época que marcara a passagem da gripe espanhola.

Tudo era crise, embaraço. E o salário, no fim-de-mês, dava escassamente para o necessário. Não havia dinheiro para cadernos, lápis e livros.

A madrasta, alma generosa e amiga, chamou o enteado e lembrou:

— Chico, vocês precisam ir à escola. E como não há recurso para isso, vamos plantar uma horta. Adubaremos a terra, plantarei os legumes e você fará a venda na rua... Com o resultado, espero que tudo se arranje.

— A senhora pode contar comigo, — prometeu o menino.

A horta foi plantada. Em algumas semanas, Chico já podia sair à rua com o cesto de verduras.

— Olhem a couve, a alface! Almeirão e repolho!...

E o povo comprava.

Cada molho de couve ou cada repolho valia um tostão.

Dona Cidália guardava o produto financeiro num cofre.

Quando abriram o cofre, Dona Cidália, feliz, falou para o enteado:

— Você está vendo o valor do serviço? Agora vocês já podem frequentar

as aulas do grupo.

E foi assim que, em janeiro de 1919, Chico Xavier começou o A-B-C!

 

Do livro “Lindos Casos de Chico Xavier”, de Ramiro Gama.








                                                                                                        PAZ, MUITA PAZ!

 
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 24 de Maio de 2016, 01:09
                                                               VIVA JESUS!




              Boa-noite! queridos irmãos.



                     Um minuto com Chico Xavier

 

Ao longo dos 92 anos de vida - 74 deles dedicados a servir de ponte entre vivos e mortos, Chico escreveu 412 livros, vendeu quase 25 milhões de exemplares e doou toda a renda, em cartório, a instituições de caridade: “Os livros não me pertencem. Eu não escrevi livro nenhum”. "Eles" escreveram!”

Em fevereiro do ano 2000, Chico foi eleito o Mineiro do Século em votação que mobilizou a população de todo o estado de Minas Gerais e o consagrou, mais uma vez, como fenômeno popular. Couberam a ele exatos 704.030 votos, o suficiente para derrotar concorrentes poderosos como Santos Dumont (segundo colocado), Pelé, Betinho, Carlos Drummond de Andrade e Juscelino Kubitschek (o sexto colocado). Recluso, doente, afastado dos holofotes, Chico continuava vivo, firme e forte, na lembrança do público.

No ano seguinte, ele foi internado com pneumonia dupla, em estado grave, num hospital de Uberaba. Ao gravar imagens da fachada do prédio, um cinegrafista registrou uma aparição inusitada: um ponto luminoso vindo do céu se deslocou em alta velocidade na direção da janela do quarto onde Chico estava.

O médico Eurípedes Tahan Filho acompanhava o paciente e diagnosticou: logo depois desta aparição, o quadro clínico de Chico mudou. "A febre desapareceu, a respiração melhorou e ele ficou mais alerta." Dois dias depois, Chico teve alta. As imagens foram exibidas no programa Fantástico, da Rede Globo, logo após a morte do médium. Reflexo na lente da câmera? Fraude? Ajuda espiritual? Milagre?

Engenheiros entrevistados descartaram a hipótese de fraude e não conseguiram explicar a origem da luz. Mais um mistério em torno de Chico.

Numa das poucas conversas que tive com ele, depois de vencer as resistências iniciais, toquei num tema delicado: sua sucessão. Haveria um novo Chico Xavier?

Chico encerrou o assunto:

"Morre um capim, nasce outro".

Ele falava sério!!

 

Do livro: As vidas de Chico Xavier, de Marcel Souto Maior








                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 29 de Maio de 2016, 09:42
                                                                   VIVA JESUS!




                   Bom-dia! queridos irmãos.




                            Um minuto com Chico Xavier


 
O menino mal-assombrado – infância de Chico (parte I)

O pai, João Cândido Xavier, balançava a cabeça e resmungava. É louco!

A madrinha, Rita de Cássia, reagia às alucinações do menino com golpes de vara de marmelo. Entre uma surra e outra, enterrava garfos na barriga do afilhado e berrava: Este moleque tem o diabo no corpo!

Nem o padre Sebastião Scarzello conseguiu fazer de Chico Xavier um garoto "normal". Após as confissões, preces e penitências, Chico tagarelava com a mãe já morta, via hóstias cintilantes na comunhão, escrevia na sala de aula textos ditados por seres invisíveis e tornava-se, assim, o assunto mais exótico da cidade. 

Na empoeirada e católica Pedro Leopoldo, a 35 quilômetros de Belo Horizonte, era difícil encontrar quem apostasse na sanidade de Chico Xavier.

Para espantar o diabo e pagar os pecados, o garoto seguia à risca as receitas paroquiais. Chegou a desfilar em procissão com uma pedra de quinze quilos na cabeça e a repetir mil vezes seguidas a ave-maria. Rezava e contava. Não foi fácil. Um espírito desocupado fazia caras e bocas para atrapalhar seus cálculos. Na igreja, assombrações flutuavam sobre os bancos e beijavam os santos.

Chico divulgava estas e outras histórias do outro mundo para os adultos. Resultado: mais surras e mais risco de ser transferido de Pedro Leopoldo para Barbacena, a capital dos hospícios. João Cândido estudava com carinho a hipótese de internar o filho. Uma ideia antiga. A Primeira Guerra Mundial começava a assombrar o mundo, e Chico já estava às voltas com fantasmas. Uma noite, seu pai conversava com a mulher, Maria João de Deus, sobre o aborto sofrido por uma vizinha, e desancava a moça. 

O filho interrompeu o julgamento e, do alto de seus quatro anos, proferiu a sentença: O senhor está desinformado sobre o assunto. O que houve foi um problema de nidação inadequada do ovo, de modo que a criança adquiriu posição ectópica.

Naquela casa pobre de Pedro Leopoldo, a frase soava tão fora de propósito quanto a notícia de que, na longínqua Europa, a Alemanha acabava de declarar guerra à Rússia. João Cândido arregalou os olhos e balbuciou: O que é nidação? O que é ectópica?

Chico não sabia. Tinha repetido palavras sopradas por uma voz. Os amigos da família Xavier, aqueles que desconheciam o discurso médico feito pelo menino aos quatro anos, arriscavam uma explicação para as alucinações de Chico: a morte da mãe, quando ele tinha cinco anos. 

Maria João de Deus foi embora cedo demais e, ao se despedir, deixou em casa um garoto ao mesmo tempo magoado e impressionado.

Pouco antes de morrer, ela pediu ao marido que distribuísse os nove filhos pelas casas de amigos e parentes. Só assim João Cândido, vendedor de bilhetes de loteria, conseguiria viajar pelas cidades vizinhas em busca de dinheiro. No pé da cama onde a mãe agonizava, atormentada por crises de angina, Chico cobrou:

- Por que a senhora está dando seus filhos para os outros? Não quer mais a gente, é isso?

Maria explicou que iria para o hospital e garantiu com voz firme: Se alguém falar que eu morri, é mentira. Não acredite. Vou ficar quieta, dormindo.

E voltarei.

Chico acreditou. No dia seguinte, a mãe morreu e João Cândido entregou à madrinha, Rita de Cássia, um menino com ideias estranhas.
 

Do livro: As vidas de Chico Xavier, de Marcel Souto Maior.








                                                                                                                PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 20 de Junho de 2016, 09:21
                                                               VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.



                      Um minuto com Chico Xavier



                     

A primeira sessão.

Nos anos de 1920 a 1927, Chico não mais conseguiu avistar-se pessoalmente com o Espírito de Dona Maria João de Deus. Integrado na comunidade católica, obedecia às obrigações que lhe eram indicadas pela igreja. Confessava-se, comungava, comparecia pontualmente à missa e acompanhava as procissões.

Terminara o curso primário no Grupo Escolar “São José”, de Pedro Leopoldo em 1923, levantando-se às seis da manhã para começar às sete as tarefas escolares e entrando para o serviço da fábrica às três da tarde para sair às onze da noite. O trabalho, porém, era exaustivo e, em 1925 deixou a fábrica, empregando-se na venda do Sr. José Felizardo Sobrinho, onde o trabalho ia das seis e meia da manhã às oito da noite, com o salário de treze cruzeiros por mês. Entretanto, continuavam as perturbações noturnas.

Depois de dormir, caía em transes surpreendentes. Perambulava pela casa, falava em voz alta, dava notícias de pessoas que sofriam no além, mantinha longas conversações, cujo fio era impenetrável aos familiares aflitos. Em 1927, porém, eis que a sua irmã D. Maria da Conceição Xavier cai doente.

Era um doloroso processo de obsessão.

Tratada carinhosamente pelo confrade Sr. José Hermínio Perácio, a jovem curou-se. Foi assim que se realizou a primeira sessão espírita no lar da família Xavier, em Pedro Leopoldo. Perácio, na direção, pronunciava vibrante prece. Na mesa, dois livros.

Eram eles “O Evangelho segundo o Espiritismo” e “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec. O Espírito de Dona Maria João de Deus comparece e grafa longa mensagem aos filhos presentes, através da médium D. Carmem Pena Perácio, devotada esposa do companheiro a que nos referimos.

Reporta-se a cada filho, de maneira particular. E, dirigindo-se ao Chico, comove-o, escrevendo:

— Chico, meu filho, eis que nos achamos mais juntos, novamente. Os livros à nossa frente são dois tesouros de luz. Estude-os, cumpra os seus deveres e, em breve, a Bondade Divina nos permitirá mostrar a você os seus novos caminhos. E assim realmente aconteceu.


Do livro “Lindos casos de Chico Xavier”, de Ramiro Gama.








                                                                                                   PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 24 de Junho de 2016, 09:35
                                                              VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                     Um minuto com Chico Xavier



             
 
O Chico é um ser emocionante, eis a expressão que melhor traduz a sua personalidade. Situa-se ele para muito além da dimensão que possa conceber.

Muito haverá que se falar de Chico, no futuro, além do que agora se fala. Casos sobre ele e relacionados com ele multiplicar-se-ão quase ao infinito. Muitos há ignotos e, desses muitos, alguns vêm à tona de quando em vez.

O narrado em frente é um deles. E, dada a pureza e simplicidade de linguagem da principal protagonista, Maria Helena Falcão dos Santos, advogada e esposa de meu prezado colega magistrado, Clodoaldo Moreira dos Santos, ora na inatividade, transcrevo-o "ipisis litteris":

"Há dezesseis anos, mais precisamente no dia 13/04/1975, sofri o maior golpe da minha vida.

Tinha verdadeira adoração por minha mãe. Nossa afinidade era muito grande. Na manhã daquele dia fatídico, estava eu fazendo a mamadeira para o meu filho caçula, quando o neto mais velho de minha inesquecível mãe e que com ela morava chegou em minha casa gritando: ‘Tia, a vovó está morrendo!’

Sem acreditar, pois à tarde do dia anterior ela tinha passado comigo e estava bem, corri até a sua casa, que era perto da minha, e a encontrei já sem fala, deitada em sua cama. Peguei-a nos braços e, chegando ao alpendre da casa, pedi a um vizinho, que ia passando de carro, que, pelo amor de Deus, nos levasse ao Hospital Santa Helena.

No banco de trás do carro eu sentia que todo o mundo desabava sobre mim. Minha santa mãe, com seus lindos olhos azuis, me fitava com todo o carinho que lhe era peculiar.

Eu, em desespero, passava a mão em sua cabeça e rezava. De repente, ela estremeceu e aquela luz tão forte, que emanava de seus lindos olhos azul, desapareceu. Os olhos ficaram opacos, sem vida.

Minha adorada mãe tinha acabado de desencarnar em meus braços. Entrei em desespero e nada mais fiz conscientemente disseram-me, depois, que, na hora do sepultamento, tiveram que me tirar a força de cima do caixão.

Sofri demais. Não conseguia tirar da minha mente seus olhos opacos, sem brilho que tanto os embelezava.

Com o passar dos anos, lendo muitas obras espíritas e cuidando de meu amado pai que, depois de três anos de sofrimento no leito, também retornou ao Além, pude ter outra visão do mundo, das pessoas, da morte. Porém, persistia em mim a lembrança sofrida dos olhos sem vida de minha mãe.

Acalentava o sonho de um dia ver o médium Chico Xavier. Há seis anos, dez depois do desenlace de minha adorada mãe, fui surpreendida com o telefonema de uma amiga, dizendo que o Chico estava em Goiânia e que estaria na Colônia Santa Marta, às 13 horas. Fiquei muito feliz e pensei: hoje vou realizar o meu sonho de vê-lo! Pelo menos de longe!...

Troquei rapidamente de roupa e, ao sair de casa, senti um desejo incontrolável de pegar uma florzinha do pé de manacá que minha mãe adorava e havia plantado para mim. Peguei a florzinha e, fechando-a na mão, dirigi-me para a Colônia.

Ao ver Chico Xavier passar por mim, fui invadida por forte emoção e senti um desejo muito grande de falar com ele. Vi que ele se sentou em uma cadeira e as pessoas, que eram muitas, formavam fila para cumprimentá-lo. Entrei na fila. Sentia a florzinha na minha mão, que eu conservava fechada, e algo me dizia que continuasse assim. O Chico estendia a mão e cumprimentava um a um.

Quando chegou a minha vez, para meu espanto, ele, cabisbaixo, estendeu a mão para mim, só que com a palma virada para cima, como à espera que fosse colocado algo. Eu, imediatamente, sem saber por que, coloquei em sua mão a florzinha de manacá, que só eu sabia estar fechada em minha mão. Ele, ainda com a cabeça baixa, abriu o paletó e guardou-a no bolso interno do mesmo. Só aí levantou a cabeça e me encarou. Sentia eu uma grande emoção. Meu rosto estava banhado pelas lágrimas. Queria dizer alguma coisa, mas não conseguia.

Ele, então, me disse:

– ‘Minha filha, os olhos dela brilham mais que a água marinha mais pura que possa existir neste planeta’.

E olhava para o meu lado, como se visse alguém. Eu, que já estava totalmente embargada pela emoção, entendi que ele estava vendo minha adorada mãe, ali, ao meu lado, mais viva do que nunca e que os olhos opacos e sem vida, cuja lembrança tanto me doía e fazia sofrer, não existiam.

Dominada por intensa emoção, afastei-me daquele santo homem, sem dizer uma palavra, mas com a certeza de que minha mãe estava muito bem e que seus belos olhos azuis brilhavam ainda mais que antes.”


Depoimento de Weimar M. de Oliveira, em artigo publicado na Folha Espírita de maio/2002.








                                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 28 de Junho de 2016, 09:35
                                                                VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.



                       Um minuto com Chico Xavier



               

Um importante conselho.

Todas as ocorrências da vida de Chico Xavier, a partir de sua infância conturbada, o convenceram da realidade do Espiritismo. Ele reuniu, então, um grupo de crentes para o estudo e difusão da Doutrina. Foi nessas reuniões iniciais que ele se desenvolveu como médium escrevente, semimecânico.

No dia 8 de julho de 1927, recebeu as primeiras páginas psicografadas de autoria de um Espírito amigo, em uma reunião do Centro Espírita Luiz Gonzaga, que funcionava na residência de seu irmão, José Xavier. E assim foi durante toda a sua vida.

Chico nos deixou um conselho inspirado por Emmanuel acerca das capacidades de um médium a fim de poder ser completo e útil para o plano espiritual. Eis o conselho útil:

-       Devotamento ao bem do próximo, sem a preocupação de vantagens pessoais, eis o primeiro requisito para que o medianeiro se torne sempre mais útil ao plano espiritual.

-       Em seguida, quanto mais o médium se aprimore através do estudo e do dever nobremente cumprido, mais valioso se torna para a execução de tarefas com os instrutores da Vida Maior.

Não esqueçamos dessa sábia recomendação em forma de conselho amoroso!


Do livro Lições de Sabedoria, de Marlene R. S. Nobre







                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 03 de Julho de 2016, 20:59
                                                               VIVA JESUS!




              Boa-tarde! queridos irmãos.



                     Um minuto com Chico Xavier



               Durante uma visita que fez à Penitenciária de São Paulo, Chico Xavier narrou fatos interessantes aos amigos presentes.

No momento, comentava-se sobre o livro “Falou e Disse”, sua linguagem, colocação de recados etc., e com aquele seu modo simples de falar, sua humildade para colocar fatos e situações, ele começou:

– Sabem que na Penitenciária de São Paulo o livro está entrando muito? Já fui lá duas vezes, antes de ficar doente. A Diretoria da Casa pediu àqueles que quisessem ouvir a prece e a palestra se inscrevessem – 542 se inscreveram.

Eu estive com esses 542 companheiros. Foi um encontro tão agradável que tive vontade de passar férias na cadeia. Não para ficar descansando, mas para conversar toda noite com os que pudessem conversar, mesmo na cela, porque lá têm espíritos brilhantes, maravilhosos!

– Na cela, há espíritos maravilhosos?

– Ali dentro da Penitenciária.

– Na condição de preso, né?

– De presos. Desses 542, um me disse: “Pois é, Chico Xavier, nós somos tratados por números. Muitos são os presos e os cárceres, então têm que colocar número, n. 3, n. 14, isso dá muito desgosto.” Então eu disse assim: - Meu filho, quem é de nós hoje que não é tratado por número? É número de telefone, de carro, de casa, do CEP, não sei de quê, do CIC, nós ainda estamos com mais números que você. Só que agora estamos na cela ambulante e vocês estão na fixa. Eles riram muito. Há muita gente boa presa, nós temos que compreender a situação deles...

– Chico, os espíritos brilhantes que estão lá dentro têm a tarefa de ajudar a recuperar os outros que estão nessa situação, é por isso que estão lá dentro? Ou cometeram e estragaram a reencarnação?

– Absolutamente, e a gente tem que compreender a situação deles, porque eles todos estão com o coração na flor dos olhos, mas pedindo entendimento.

Terminada a reunião, na hora de sair da sala, eu disse ao Diretor: Eu quero sair daqui, mas, antes, eu quero beijar e abraçar a todos. Ele falou para mim: – Deus me livre. Não, senhor. Você não vai abraçar, nem beijar ninguém. Então eu disse a ele: - Não senhor doutor, eu não viria aqui fazer prece, para depois me distanciar dos nossos irmãos. Não está certo. Haverá tempo, o senhor disse que só precisará do salão daqui a uma hora e tanto... sendo assim... eu lhe peço licença para abraçar.

– Chico, nesse salão, no outro dia, mataram um guarda de 23 anos. Afiaram a colher até virar punhal. Mataram e não se soube quem matou. Aqui tem criminosos com sentenças de 200 a 300 anos, eles podem te matar...

– Pouco importa, vim aqui para o encontro e o senhor não me permite abraçar?

– Então você vai fazer o seguinte: você vai abraçar através da mesa.

– (Deus me livre!!).

– Tem que recuar esse povo que veio com você (umas 40 pessoas). Ficam só duas senhoras tomando nota porque seus encontros serão rápidos e nós vamos colocar 18 baionetas armadas em cima. Se houver qualquer coisa você morre também.

Eu fiquei na frente e comecei a abraçar os 542. Eu abraçava e beijava; muitos que falavam comigo, um segredinho, podia falar assim... meio minuto. Dos 542, só um, de uns 40 anos, chegou perto de mim e ficou impassível como uma estátua. O Diretor estava ali perto de mim e eu pedi às duas senhoras que dessem a cada um uma rosa; quando aquele chegou e ficou parado eu disse a ele:

– O senhor permite que eu o abrace?

– Perfeitamente – respondeu-me.

Então eu o abracei, mas ele estava ereto.

– O senhor deixa que eu o beije?

– Pode beijar.

Eu beijei de um lado, de outro, beijei quatro vezes, aí duas lágrimas rolaram dos olhos dele. Então ele disse:

– Muito obrigado.

E foi embora. Foi o único que ficou ereto, mas chorou... Mas todos receberam o abraço!


Do livro Entender Conversando, de Chico de Xavier/Emmanuel.








                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 24 de Julho de 2016, 09:15
                                                              VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.



                      Um minuto com Chico Xavier



               Emmanuel, pregador de cartazes do Reino – Chico sempre trocou cartas com Wantuil -  Presidente da Federação Espírita Brasileira. Era o ano de 1946, e, em uma dessas cartas, registra um sonho e uma passagem verídica:

“(...) Foi uma nota de alegria a tua informação inicial do sonho dos cartazes. No fim da carta, li a tua referência às notícias do Ismael e ri-me bastante. Emmanuel afirmou, de fato, a um exaltado companheiro, que ele, Emmanuel, nada faz e que é um simples “pregador de cartazes convidando à festa do Reino”. E acrescentou que ele não foi ainda pessoalmente convidado à festa, mas que está espalhando cartazes por ordem superior. Achei também a ideia muito engraçada. (...) Muito grato ao teu carinhoso cuidado de sempre.”

Chico está confirmando algum comentário feito na carta anterior de Wantuil, relacionado com um sonho. O que sobressai nessas linhas é a afirmativa de Emmanuel de que ele é um “simples pregador de cartazes convidando à festa do Reino”. Há fundamento nesta assertiva do querido Instrutor Espiritual.

De fato, ele tem convidado por toda parte e a toda gente para o grande banquete espiritual de que nos fala o Evangelho. Toda a obra mediúnica de Chico Xavier, orientada por Emmanuel, é o convite amoroso do Cristo que se renova, através do Consolador Prometido. Todos estão sendo convidados. Mas, para comparecer é necessário o traje especial: “(...) é preciso, antes de tudo e sob condição expressa, estar revestido da túnica nupcial, isto é, ter puro o coração e cumprir a lei segundo o espírito.” (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVIII, item 2.)

Com humildade, Emmanuel acrescenta “que ele não foi ainda pessoalmente convidado à festa, mas que está espalhando os cartazes por ordem superior”. Uma beleza este ensinamento, feito com tanta singeleza e alegria.

Emmanuel é o pregador de cartazes convidando à festa do Reino.

Quantos estarão atendendo ao convite?

Quantos terão condições de comparecer?
 

Do livro Testemunhos de Chico Xavier, de Suely Caldas Schubert.







                                                                                                         PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 02 de Agosto de 2016, 01:54
                                                                VIVA JESUS!




              Boa-noite! queridos irmãos.



                    Um minuto com Chico Xavier



               

 Violência e o pensamento religioso  – Chico Xavier, em mais um programa televisivo, foi entrevistado à época pela apresentadora Xênia, onde sempre solícito respondeu a inúmeras questões da atualidade. A questão que ora reproduzimos trata da violência e do pensamento religioso

 Xênia perguntou-lhe: - Mestre Chico Xavier, o que o senhor nos diria da violência?

Chico Xavier: A violência é, sem dúvida, algo da nossa própria natureza humana, quando irrompe indebitamente, apresentando aquilo que a justiça nos ensina a nomear como sendo periculosidade. Quando a nossa periculosidade atinge graus muito altos aparece a violência, como sendo um sistema de vida que recorda de algum modo a selva, de onde, do ponto de vista da evolução dos milênios, nós todos procedemos. 

 Urge que o pensamento religioso, atualmente um tanto esquecido, possa novamente socorrer-nos a todos, desde os primeiros dias de nossa vida infantil, reconduzindo-nos para Deus, a fim de que não estejamos à mercê de princípios materialistas que, em verdade, embora respeitáveis pela sinceridade com que se expressam, não definem as verdades da vida, porque todos somos Espíritos eternos diante de Deus.

 Diante da Lei de Causa e Efeito, a violência é um dos mais lamentáveis estados humanos e um dos maiores problemas que estamos enfrentando na atualidade, problema para nós todos. E que só o amor, só o coração voltado para Deus, ao que cremos, segundo o ensinamento dos bons Espíritos, é que poderão curar.

 (Entrevista concedida à apresentadora Xênia, no Centro Espírita União, de São Paulo, na noite de 05/10/1983, para o Programa TV Mulher da Rede Globo, e levada ao vídeo nas manhãs de 13 e 14/10/1983.)

 Do livro “Entender Conversando”, de Francisco Cândido Xavier/ Emmanuel.








                                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 21 de Setembro de 2016, 20:21
                                                                   VIVA JESUS!




               Boa-tarde! queridos irmãos.




                      Um minuto com Chico Xavier



                O Centro Espírita Luiz Gonzaga ia seguindo para a frente... Certa feita, alguns populares chegaram à reunião pedindo socorro para um cego acidentado.

O pobre mendigo, mal guiado por um companheiro ébrio, caíra sob o viaduto da Central do Brasil, na saída de Pedro Leopoldo para Matozinhos, precipitando-se ao solo, de uma altura de quatro metros.

O guia desaparecera e o cego vertia sangue pela boca.

Sozinho, sem ninguém...

Chico alugou pequeno pardieiro, onde o enfermo foi asilado para tratamento médico.

Curioso facultativo receitou, graciosamente. Mas o velhinho precisava de enfermagem.

O médium velava junto dele à noite, mas durante o dia precisava atender às próprias obrigações na condição de caixeiro do Sr. José Felizardo.

Havia, por essa época, 1928, uma pequena folha semanal, em Pedro Leopoldo. Chico providenciou para que fosse publicada uma solicitação, rogando o concurso de alguém que pudesse prestar serviços ao cego Cecílio, durante o dia, porque à noite ele próprio se responsabilizaria pelo doente. Alguém que pudesse ajudar.

Não importava que o auxílio viesse de espíritas, católicos ou ateus. Seis dias se passaram sem que ninguém se oferecesse. Ao fim da semana, porém, duas meretrizes muito conhecidas na cidade se apresentaram e disseram-lhe:

— Chico, lemos o pedido e aqui estamos. Se pudermos servir...

— Ah! como não? — replicou o médium — Entrem, irmãs! Jesus há de abençoar-lhes a caridade.

Todas as noites, antes de sair, as mulheres oravam com o Chico, ao pé do enfermo. Decorrido um mês, quando o cego se restabeleceu, reuniram-se pela derradeira vez, em prece, com o velhinho feliz. Quando o Chico terminou a oração de agradecimento a Jesus, os quatro choravam.

Então, uma delas disse ao médium:

— Chico, a prece modificou a nossa vida. Estamos a despedir-nos. Mudamo-nos para Belo Horizonte, a fim de trabalhar.

E uma passou a servir numa tinturaria, desencarnando anos depois, e a outra conquistou o título de enfermeira, vivendo, por muitos anos, respeitada e feliz.


Do livro “Lindos Casos De Chico Xavier”, de Ramiro Gama.








                                                                                                            PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 31 de Outubro de 2016, 12:49
                                                                    VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                      Um minuto com Chico Xavier



               
 
Com os livros psicografados por Chico Xavier ampliou-se o gosto pelo estudo. Como também se formou uma consciência do quão pouco sabemos e do quanto há para aprender.

Novos horizontes, amplas perspectivas se abriram. Foi como se no espaço profundo da nossa ignorância se descerrasse uma imensa cortina mostrando aos nossos olhos deslumbrados os planos do infinito. Cada novo ensinamento nos recorda alguma coisa ou nos desperta para a razão. O raciocínio se amplia, a mente adquire aos poucos uma lucidez que tende a se expandir a cada momento.

E enquanto essa abençoada produção mediúnica, toda ela alicerçada na Codificação Kardequiana, nos abre perspectivas ilimitadas e impele-nos à transformação moral que caracteriza o verdadeiro espírita, conforme preconiza Allan Kardec.

Chico Xavier espelha, ele próprio, o exemplo edificante do fiel discípulo do Senhor.

Mas, recordemo-nos, por uma questão de justiça, de que antes dele vamos encontrar também figuras exponenciais que igualmente exemplificaram, através de suas vidas, qual deve ser a atitude do verdadeiro espírita, e que merecem o nosso carinho e respeito: Bittencourt Sampaio, Bezerra de Menezes, Antônio Sayão, Cairbar Schutel, Anália Franco, Adelaide Câmara, Eurípedes Barsanulfo, Zilda Gama, José Petitinga, Guillon Ribeiro, para citar apenas alguns, que se dedicaram integralmente a Jesus.

Quando Chico Xavier inicia a sua tarefa, vem atender exatamente à grande expansão que a Doutrina Espírita teria dali para a frente. Fazia-se, pois, necessário incrementar a sua propagação mediante o livro, que chegaria a todos os rincões, suprindo assim as carências humanas.

Com que emoção podemos, hoje, responder ao amigo Chico Xavier quando ele pergunta a Wantuil de Freitas: “Como atender aos interesses espirituais dessa comunidade tão grande? Como dar-lhes o pão da alma? Como organizar, isto é, auxiliar a organização dos núcleos iniciantes? Por que processo orientar os milhares de almas que começam, ajudando-lhes a manter a claridade do bom animo? Os famintos e sedentos de consolação e de esclarecimento chegam em grande número às nossas fileiras, todos os dias. Como ampará-los e satisfazê-los? Essas perguntas dão-me tristeza. Sei que a obra é de Jesus, que o serviço é do Alto, mas não ignoramos que os Mensageiros Divinos precisam de mãos humanas.” 

Sim, querido Chico, os Mensageiros Divinos utilizaram-se de suas mãos generosas e produziram milhares de páginas consoladoras, milhares de conceitos esclarecedores que beneficiam hoje milhões de criaturas, derramando sobre elas o bálsamo da consolação, a luz do esclarecimento e abrindo-lhes as janelas da esperança de uma vida que não cessa no túmulo, que prossegue além da morte física, de uma vida que não se extingue porque continua ad infinitum, possibilitando transformar o ódio em amor e fortalecendo os amores já existentes, que se sublimam à medida em que se despojam de todo o humano egoísmo.

Esse é o pão para as almas, Chico, que você ajudou a repartir.

Estimulados, os espíritas integrados na seara desdobraram já alguma parte desse riquíssimo acervo de ensinamentos. Escritores, oradores, jornalistas, expositores, estudiosos de várias procedências foram despontando e, embora sejam em pequeno número, comparados à grande procura, a essa massa imensa de pessoas que buscam a Doutrina, estão realizando um trabalho de grande alcance cujos frutos, por ora, apenas começamos a entrever. Novos núcleos espíritas surgiram. 

Os Centros proliferaram, as instituições assistenciais se multiplicaram. Conquanto possamos fazer restrições, em certos casos, quanto à preservação doutrinária, à qualidade do labor, ou a vários outros aspectos, o fato é que imbuídos de boa vontade e boa-fé muitas almas se arregimentaram para o trabalho da semeadura.

Por outro lado, o trabalho iniciado por Guillon Ribeiro e avivado por Wantuil na Federação Espírita Brasileira, com a ampliação da editora febiana, tem recebido continuadamente, das administrações subsequentes, o impulso necessário para que a gigantesca obra de divulgação da Doutrina Espírita, através do livro, atenda às necessidades de cada momento.

Nossa gratidão, Chico! 

Do livro “Testemunhos de Chico Xavier” , de Suely Caldas Schubert.








                                                                                                              PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 08 de Novembro de 2016, 06:59
                                                                    VIVA JESUS!




                Bom-dia! queridos irmãos.




                        Um minuto com Chico Xavier



                 
O Chico estava empregado na venda do Sr. José Felizardo. Ganhava Cr$ 60,00 por mês. Mal dava para ajudar a família. Apenas lhe sobrava, quando sobrava, meia dúzia de centavos.

Uma de suas irmãs, que o auxiliava no expediente do lar, falou-lhe, certa vez, da necessidade que estavam de uma mesa para a sala de jantar, pois a que possuíam era pequena e estava velha, a pedir substituição. E lhe disse: “A vizinha do lado tem uma que nos serve. Vende-a por Cr$ 15,00. Mas como a pagaremos se não possuo e nem me sobra esta quantia, no fim de cada mês?”

A vizinha, dona da mesa, soube das dificuldades do Chico e, desejando ajudá-lo, propôs-lhe vender o entressonhado móvel à razão de 1 cruzeiro por mês, em quinze prestações mensais.

O Chico aceitou e a mesa foi comprada. Pagou-a com sacrifício.

Ficou sendo uma mesa abençoada.

E foi sobre ela que, mais tarde, entendeu com Emmanuel a lição do pão e dos demais alimentos, verificando em tudo a felicidade do pouco com Deus.
 

Do livro “Lindos Casos de Chico Xavier”, de Ramiro Gama.








                                                                                                           PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 15 de Dezembro de 2016, 07:18
                                                                   VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.



                      Um minuto com Chico Xavier




                     
Chico Xavier, sob o amparo de Emmanuel, tinha os poderes cada vez mais afiados. Em 1943, começou a colocar no papel seu best seller, o livro Nosso Lar, assinado por André Luiz. O texto pegou o mineiro de surpresa. Era diferente de tudo o que ele já tinha escrito.

Descrevia o cotidiano numa cidade espiritual próxima à Terra, uma zona de transição fundada por portugueses em algum ponto do espaço. Era para ali, ou para comunidades parecidas com aquela, que muita gente ia após a morte. Nada de céu, de inferno, de purgatório. A população, formada por cerca de 1 milhão de habitantes, vivia às voltas com uma burocracia tão intrincada quanto a terráquea. Os moradores do Nosso Lar se submetiam a regras ditadas por instâncias como a Governadoria Geral, o Ministério da Regeneração, o Ministério do Esclarecimento e o Ministério da Elevação. Mas nem tudo era tédio.

O meio de transporte, por exemplo, era bem divertido: um aeróbus, carro comprido suspenso a cinco metros de altura que parecia ligado a fios invisíveis. Entre os animais à solta na cidade estavam as aves íbis viajoras, capazes de devorar as formas mentais odiosas e perversas e de enfrentar, assim, as trevas do Umbral.

O moço de Pedro Leopoldo, acostumado com carroças, charretes e bois, parecia ter-se transformado, de repente, em autor de ficção científica. A trama renderia um bom videogame. Para vencer, basta seguir as instruções: o segredo de sucesso nesta zona de transição é faturar os "bônus-trabalho". Quem quiser alcançar níveis superiores de evolução ou se candidatar a uma nova encarnação deve superar os obstáculos.

O principal deles é a preguiça. Uma dica é cumprir a cota mínima diária de oito horas de serviço útil. Os mais empenhados podem fazer quatro horas de serão, no máximo. O esforço vale a pena. Quem acumula tempo de trabalho dedicado à assistência aos outros recebe provisões extras de pão e de roupa e ganha certas prerrogativas, como visitas a amigos e parentes também mortos, acesso a locais de lazer e a palestras nas escolas dos ministérios. Mas todo cuidado é pouco.

O Nosso Lar está longe de ser o céu, e o governador geral, longe de ser um anjo. A cidade já enfrentou conflitos nada celestiais. Um dia, habitantes recém-chegados da Terra se rebelaram contra a escassez de comida e começaram a exigir provisões mais fartas de pão e mais criatividade nas receitas. O clima ficou tenso, a população dividiu-se e abriu espaço para o assédio de multidões de regiões inferiores. Legiões vindas do Umbral aproveitaram brechas nos serviços de Regeneração para invadir a cidade. Resultado: o governador mandou ligar as baterias elétricas das muralhas da cidade, destinadas à emissão de dardos magnéticos, isolou os rebeldes recalcitrantes em calabouços da Regeneração, fechou provisoriamente o Ministério da Comunicação e proibiu temporariamente os auxílios às regiões inferiores. Por mais de seis meses, os serviços de alimentação foram reduzidos à inalação de princípios vitais da atmosfera, através da respiração, e a água misturada a elementos solares, elétricos e magnéticos.

O livro foi um marco para o Espiritismo. Ele convenceu muita gente da necessidade de trabalhar, e muito, em favor dos necessitados. Quem se dedicasse à caridade evoluiria mais depressa. Quem ajudasse o outro se ajudaria. A generosidade poderia soar, às vezes, como egoísmo. Mas o discurso deu bons resultados, estimulou o auxílio aos pobres.

Chico Xavier suou para traduzir aquelas lições do outro mundo. Escutava as frases e titubeava com o lápis na mão, perplexo diante do mundo novo. Numa das noites de trabalho, em julho, ele se sentiu fora do corpo e, durante duas horas, ao lado de André Luiz e de Emmanuel, visitou uma faixa suburbana da cidade descrita por ele. Para Chico, a tal viagem, uma das maiores surpresas de sua vida, não ocorreu por merecimento, mas por necessidade: só assim ele conseguiria passar para o papel, sem trair a "realidade", o clima descrito pelo Espírito.
 

Do livro As Vidas de Chico Xavier, de Marcel Souto Maior.








                                                                                                             PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 13 de Janeiro de 2017, 07:05
                                                                   VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.



                     Um minuto com Chico Xavier



             
A reportagem da revista Contigo do dia 9/3/1993 confundiu uma parcela do público, que ficou com dúvida quanto à origem das mensagens psicografadas, publicadas na mesma matéria, em que Chico Xavier aparece ao lado de Glória Perez.

Teria a jovem Daniela, então recentemente desencarnada, enviado mensagens através do médium de Uberaba? A resposta é não. Embora um pouco confuso, o texto da referida reportagem traz a foto e o nome da médium paulista responsável pela psicografia.

Com o esclarecimento aos leitores, temos a oportunidade de meditar, mais uma vez, sobre os valores altamente éticos e morais das mensagens recebidas por Chico Xavier. Nelas, “os mortos” nunca incriminam “os vivos” e nem apontam culpados à polícia. Já os vimos, por diversas vezes, pedir clemência à justiça pelos inocentes, que respondem a processo criminal nos tribunais terrenos. E constatamos a súplica de alguns aos pais e amigos, para que perdoem o assassino, responsável por sua morte física.

No livro A Vida Triunfa, de autoria de Paulo Rossi Severino (Ed. FE), foram estudadas 45 cartas mensagens recebidas por Chico Xavier. Nele há farto material ilustrativo sobre esses valores éticos e morais, como por exemplo: Carlos Teles Sobral Jr. (caso 43) nasceu no Brasil, mas morava em Portugal, onde apareceu morto aos 25 anos. A polícia de Cascais catalogou o caso como sendo de suicídio. Três meses após sua morte, enviou mensagem aos pais, esclarecendo que tinha sido assassinado, mas não revela o nome do autor do crime e aconselha-os a dar o caso por encerrado; Maurício Garcez Henrique (caso 21), em comovente mensagem, pede à mãe que inocente o seu amigo José Divino Nunes que responde a processo, acusado de tê-lo assassinado. Orimar de Bastos, juiz da 6ª Vara de Goiânia, absolveu o réu com base na carta psicografada.

Mas o encontro com Chico Xavier foi importante para Glória Perez. Ponderado e prudente, o médium afirmou que Daniela estava passando por um período de descanso e que ainda era cedo para que ela enviasse mensagem.
 

Do livro Lições de Sabedoria , de Marlene Rossi Severino Nobre.








                                                                                                           PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 19 de Março de 2017, 07:17
                                                               VIVA JESUS!




             Bom-dia !queridos irmãos.



                     Um minuto com Chico Xavier.



             

Chico Xavier continua escrevendo sob o guante de sofrimento advindo das perseguições. Jogado à opinião pública de todo o País, aguarda serenamente o resultado do julgamento dos homens, sabendo de antemão que, qualquer fosse ele, estaria em paz com a sua consciência, na certeza de ter cumprido fielmente o seu dever.

Toda a sua defesa é Jesus. É nele que encontra o exemplo a ser seguido. É para o Mestre Divino que volve o seu olhar confiante. E enquanto se abriga nesse imenso amor, Chico é surpreendido com a reação nada cristã e nada espírita de muitos confrades. Num relance percebe não apenas essa conduta incoerente com os princípios que dizem esposar, mas, principalmente, a estratégia dos planos inferiores a se armar, sub-repticiamente, infiltrando-se sutil e usando como pretexto a necessidade de sua defesa. Escreve para Wantuil:

Como sabes, meu caro Wantuil, nem todas as publicações poderiam ser corretas, no caso escandaloso, e nem todos os jornalistas me procuraram com boas intenções. Mas como sabes também, e conforme assevera o nosso Emmanuel, “na tarefa mediúnica, não podemos agradar a todos, mas não devemos desagradar a ninguém”. Minha situação era muito delicada e mesmo assim não faltaram inúmeros confrades que me escreveram cartas impiedosas e irônicas, quando liam reportagens em desacordo com a verdade dos fatos, como se eu devesse controlar todos os jornais que escreveram sobre o acontecimento. Alguns me perguntaram acremente se eu não estava obsediado e se já não havia enlouquecido. (...) Continuemos, meu amigo, em nossos trabalhos, edificados na consciência tranquila.

É lamentável constatar que nossos irmãos espíritas escreveram e se dirigiram a Chico Xavier ofendendo-o, pedindo-lhe contas de seus atos, transformando-se em juízes descaridosos e frios, como se lhes coubesse esse direito em relação a outro ser humano. É triste verificarmos quanto ainda somos pouco cristãos. Não assimilamos quase nada dos ensinamentos do Cristo. É o caso de nos perguntarmos: Onde está o Evangelho em nós? E da Doutrina Espírita o que apreendemos, assimilamos e incorporamos à nossa vivência? A lição do Mestre prossegue ecoando ao longo dos tempos para aqueles que têm ouvidos de ouvir: “Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecados”.

Mas Chico nem sequer menciona nomes. Poderia tê-lo feito, pois escreve a um amigo do seu coração. Não acusa, todavia, a ninguém. Não faz referências desairosas. Apenas explica a Wantuil que muitas publicações não são corretas e que alguns jornalistas não o procuraram com boas intenções. Chico quer que Wantuil esteja a par da verdade. Interessa-lhe que o amigo saiba do que ocorre. Não se preocupa em divulgar a realidade ou esclarecer os demais. Permanece, como sempre faz, em sua extraordinária vivência evangélica.

De suas palavras neste trecho, reponta a frase de Emmanuel: “na tarefa mediúnica, não podemos agradar a todos, mas não devemos desagradar a ninguém”. Realmente, com paciência apostolar Chico procurou seguir esse conselho, doando constantemente o melhor de si mesmo. As pessoas, entretanto, em sua maior parte, não se contentam com o que recebem. Querem sempre mais. Estão sempre exigindo e cobrando. E especialmente dos médiuns.

 

Do livro Testemunhos de Chico Xavier, de Suely Caldas Schubert.









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 03 de Abril de 2017, 08:08
                                                                    VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.



                      Um minuto com Chico Xavier




                     No dia 3 de novembro, a sentença do juiz João Frederico Mourão Russel foi confirmada no Tribunal de Apelação do antigo Distrito Federal: os direitos da pessoa acabam após a morte. No ano seguinte, Humberto de Campos estaria de volta são em salvo. Mas seu novo livro, Lázaro Redivivo, exibiria na capa um pseudônimo: Irmão X.

Humberto de Campos Filho, 33 anos depois, encontrou-se com Chico Xavier, lhe deu um abraço forte pelos cinquenta anos de trabalho e chorou.

Chico ainda agradecia a Deus e ao advogado pelo final feliz da polêmica Humberto de Campos quando foi surpreendido por um presente: um piano novo em folha enviado do Paraná pelos donos da fábrica Brasil. Os empresários apostaram num dos boatos da temporada: no fim da vida, ele embalaria a Terra com músicas ditadas por compositores consagrados do além. Tocaram num ponto fraco de Chico.

Ele vibrava com música. Em meio ao escândalo na justiça, sonatas e sinfonias serviram ao réu como tranquilizantes e como companhia. Chico fechava os olhos e se deixava levar pela Sinfonia Fantástica, de Berlioz, pelo Concerto de Varsóvia, de Tchaikovsky, pela obra completa de Beethoven e, claro, pela Ave Maria, de Gounod. Muitas vezes, os acordes clássicos serviam como escudo. Com o volume de sua vitrola no máximo, ele abafava, enquanto escrevia, o som dos insultos lançados contra ele por assombrações desarvoradas. Só assim conseguia passar para o papel, com alguma tranquilidade, os ditados do outro mundo.

Chico Xavier encarou o piano e tomou a decisão: aceitaria o instrumento e aprenderia a lidar com ele. Num impulso, contratou uma professora particular e marcou a primeira aula para o dia seguinte. Afinal de contas, por que não se dar este prazer? Ele merecia uma folga. Após os artigos em sua defesa nos jornais e o veredicto do juiz, o trabalho tinha triplicado. A legião de doentes à sua procura aumentava a cada semana.

No dia da aula de piano, ele tomou um banho demorado, vestiu seu melhor terno e cruzou os braços à espera da professora. As visitas chegavam e iam se sentando por ali. Chico pedia calma. Hoje vou ter a primeira aula. Acomodem-se. Esperem um pouco. Cegos, leprosos, pobres de cidades vizinhas se apinhavam na porta, faziam fila. A multidão crescia. A professora demorava a chegar. Antes dela, o aluno viu Emmanuel.

- O que é isto, Chico? Alguma festa?

O candidato a pianista gaguejou.

- Não. É que eu resolvi tomar umas aulas de piano.

- E esses sofredores que estão aí? Vieram assistir à aula?

Chico ficou sem resposta.

- Quer dizer que essa gente toda que está aí sofrendo, angustiada, ficará aguardando o dia em que você resolva atendê-la?

Quando a professora chegou, Chico se desculpou, agradeceu e se despediu. Não poderia perder tempo. No fim do ano, o ex-futuro-aluno de piano não resistiu e arriscou um voo mais comedido. Pediu ao vizinho de mesa na Fazenda Modelo, o músico e escrevente Oswaldo Gonçalo do Carmo, aulas de teoria musical. Queria estudar as notas, tons, semitons, escalas. Empolgado, chegou a confidenciar ao mestre: - Se aprender música, conseguirei completar a sinfonia de Schubert. Oswaldo se empolgou com a perspectiva de produzir um gênio. E  ficou impressionado com o aluno. Chico aprendeu, em três meses, o que poucos aprenderiam em um ano.

E parou. A sinfonia de Schubert ficaria incompleta. Chico queria relaxar, mas era impossível. Seu nome, já estampado na capa de 25 livros, começava a gerar dinheiro mesmo contra sua vontade.

Em 1947, a irmã dele, Zina, foi procurada pela polícia de Belo Horizonte. Precisava identificar o "Chico Xavier" que atraía multidões num bairro populoso da cidade. O curandeiro cobrava trezentos cruzeiros por sessão e cem por passe e vendia exemplares autografados das obras de Emmanuel, Irmão X e André Luiz. Foi desmascarado a tempo.

Os charlatões estavam à solta. Chico vivia numa espécie de "prisão domiciliar". A fama custava caro, tomava tempo e espaço, acabava com a liberdade de ir-e-vir do porta-voz dos mortos. De vez em quando, ele fugia para o cemitério ou o açude em busca de privacidade. Precisava de um pouco de paz para escrever seus livros e cumprir o combinado com seu "patrão" invisível.

Em 1947, conseguiu pingar o ponto final no trigésimo título, Volta, Bocage. Um alívio tomou conta dele. Eufórico, viu Emmanuel se aproximar e perguntou se a tarefa já estava encerrada.

O guia sorriu e anunciou:

- Começaremos uma nova série de trinta volumes.

Chico respirou fundo e obedeceu desanimado. Quanto mais escrevia, mais ficava encurralado. As mentiras o cercavam. Previsões falsas eram atribuídas a ele e até mesmo textos apócrifos eram divulgados como seus.
 

Do livro As vidas de Chico Xavier, de Marcel Souto Maior.









                                                                                                               PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 11 de Maio de 2017, 09:37
                                                                   VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.



                      Um minuto com Chico Xavier



               
 
Chico e Waldo começaram a arrumar as malas para viajar ao exterior. Em maio de 1965, os dois embarcaram para os Estados Unidos. Já era hora de levar o espiritismo segundo Kardec aos americanos. Acompanhados por dois amigos, Maria Aparecida Pimental e Irineu Alves, eles chegaram a Washington na tarde de 22 de maio, um sábado. No dia seguinte, visitaram um templo espírita na cidade para agradecer ao plano espiritual pela chance da viagem. Sem aviso prévio, foram até o The Church of Two Worlds (A Igreja dos Dois Mundos), dirigido pelo médium Gordon Burroughs.

Eram 5h. Eles se sentaram no último banco e ficaram em silêncio, acompanhando as preces, cânticos e comentários sobre a doutrina. Ninguém os conhecia ali. No final da reunião, uma senhora indicou os quatro "irmãos de outro país" ali presentes e falou sobre a tarefa deles nos Estados Unidos: levar a renovação Espiritual e estimular a aproximação fraterna. Logo depois, em transe, anunciou a presença dos espíritos de um teacher e um doctor junto aos visitantes brasileiros. Chico e Waldo já tinham percebido a companhia de Emmanuel e de André Luiz.

Em julho, Waldo Vieira colocou no papel um texto com a assinatura do doctor. "Pontos fundamentais para o espírita em viagem". Era uma cartilha para kardecistas que viajassem para o exterior pela primeira vez. Os conselhos, assinados por André Luiz, pareciam ter sido escritos por Chico Xavier. Para início de conversa, a palavra estrangeiro deveria ser riscada do dicionário: "Os filhos de outros povos devem ser tratados como verdadeiros irmãos". Era preciso fugir da exibição pessoal, guardar discrição e simplicidade, evitar críticas e discussões, anedotas e aforismos de mau gosto, além de comparações pejorativas capazes de humilhar os anfitriões. Para ser mais útil, cada um deveria estudar a língua e os costumes do país visitado.

O quarteto tinha muito trabalho a fazer. Allan Kardec era um ilustre desconhecido nos Estados Unidos, mesmo entre os espíritas. Eles cultuavam a reencarnação, acreditavam em fenômenos como a materialização, mas ainda eram leigos em relação ao Evangelho ditado pelo francês no século passado. Chico e Waldo se dedicaram, então, à segunda parte do plano: fundar um centro kardecista. Já tinham até um contato em Washington: Salim Salomão Haddad e sua mulher, Phillis. O casal tinha conhecido Chico Xavier ainda em Pedro Leopoldo, em 1956.

Chico elegeu o turco Salim, que conhecia sete línguas, presidente do centro, batizado de Christian Spirit Center (Centro Espírita Cristão). A sede funcionaria na casa dos dois. Durante três semanas, o brasileiro ficou hospedado ali. Como sempre, trabalhou e estudou compulsivamente. De manhã, recebia aulas de inglês da filha mais velha do casal; à tarde, era a vez de Phillis assumir o papel de professora e à noite o marido virava mestre. Chico aprendeu em 15 dias o que poucos conseguiriam aprender em um ano.

O aluno era um fenômeno, mas não tinha, segundo os professores, know-how suficiente para escrever os textos que, em poucos minutos, ele colocou no papel, com a assinatura de um certo Ernest O'Brien. As palavras em inglês saíam de sua mão em velocidade absurda até mesmo para os americanos e deixavam Mrs. Phillis boquiaberta. Um dos artigos, intitulado "Family", começava com uma descrição das primeiras impressões logo após a morte:

Trernendous surprise takes place in our mmd at the rnornent of death. Contrary ofour own former opinions we are alive. The body carne back to the inorganic Kingdon as subject of universal change and we recognize that death is a rebirth (Tremenda surpresa ocorre em nossa mente no momento da morte. A despeito de nossas próprias opiniões anteriores, continuamos vivos, O corpo retorna ao reino inorgânico, sujeito que está à mutação universal, enquanto reconhecemos que a morte é um renascimento).

Waldo Vieira não ficava atrás e também apresentava textos assinados por O'Brien: On what basis shall we localize the problem of death? Of course, there is no death. Life itself dernands death as a rebirth (Em que base devemos colocar o problema da morte? Naturalmente, a morte não existe. A própria vida exige a morte como um renascimento).

O suicídio seria pura perda de tempo. A vida era inevitável. Entre uma aula e uma "mensagem", Chico Xavier escrevia livros e, de vez em quando, saía para passear com os anfitriões pela cidade. Mrs. Phillis guardou duas frases de Chico durante a estada:

- A gente precisa perdoar setenta vezes sete diariamente.

- Um tanto mais de paciência todos os dias.

Depois de Washington, Nova York. Ali, Chico se encontrou com o médico Eurípedes Tahan, o parceiro de Maria Olina na Casa Espírita de Sheilla. Tahan fazia pós-graduação em pesquisa de transplante de fígado e, estimulado por Chico, matriculou-se com ele em um curso noturno de inglês. Durante três semanas, o mineiro de Pedro Leopoldo participou das aulas. A professora ficou impressionada com sua facilidade para o idioma.


Do livro As vidas de Chico Xavier, de Marcel Souto Maior.








                                                                                                             PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 05 de Junho de 2017, 08:49
                                                                   VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.



                       Um minuto com Chico Xavier




                       Chico Xavier, quando esteve em Goiânia, concedeu entrevistas a vários jornalistas em emissora televisiva local, sempre com paciência e amor, como era de costume.

Perguntaram ao médium:

– V. Sª não acha que a Doutrina Espírita e muitos de seus fenômenos parapsicológi-cos, como ocorre nos casos da necroman-cia, telecinesia e telepatia, podem ter sua explicação à luz das causas e efeitos da Psicanálise ou da própria Psicologia?

Chico respondeu:

– Nosso profundo apreço ao nobre jorna-lista que formula a interrogação. Mas, vendo espíritos, habitantes de um outro mundo, desde os 5 anos de idade – tempo em que pude ver de perto minha mãe desencarnada que me prometera voltar do além, para velar novamente por nós, filhos dela, que deixava na primeira infância – e continuando esses fenômenos da mediunidade em minha vida, durante tantos anos, de minha parte não posso transferir a minha certeza da vida espiritual a companheiro algum. Cumpro apenas o dever de registrar as mensagens, as notícias dos nossos amigos espirituais nos livros que nunca me pertenceram, que sempre foram entregues à comunidade espírita cristã em seus trabalhos editoriais, sem nenhuma vantagem pecuniária em nosso favor, no que apenas estamos cumprindo o dever.

Desde a infância, há precisamente quase 60 anos, e desses quase 60 anos, 47 estou eu na mediunidade organizada ou treinada com os ensinamentos de Allan Kardec, apesar das imperfeições que carrego. Compreendo e aceito a mediunidade em minha vida – perdoem a minha expressão – como se eu fora um cego animalizado ou mesmo um animal em serviço, obedecendo àqueles que me trazem tanta luz ao caminho, que me amparam sempre com tanta bondade e aos quais seria ingratidão de minha parte sonegar o concurso e a boa vontade que devo a todos eles.

Creio na mediunidade e creio na vida espiritual. Procurando na Parapsicologia como é que os senhores parapsicólogos definiriam a psicografia em meu caso pessoal, verifiquei que eles me denominavam o processo de trabalho medianímico (perdoem-me esse possessi-vo meu, entretanto é necessário que eu fale assim) como sendo um fenômeno de prosopopese. Não cheguei a compreender todo o sentido da palavra pelo meu desconhecimento das raízes que a formaram; a psicografia em meu caso, então, seria um caso de prosopopese ou mudança psicológica da personalidade, dando ensejo a que personalidades supostas se manifestem por meu intermédio, sem que eu tenha qualquer conotação em quadros patológicos.

Confesso, porém, que para mim, que me sinto espírita cristão, o assunto não ecoou com a significação que eu esperava, porque não sinto necessidade de palavras assim tão difíceis para determinar uma questão simples que apenas envolve a comunicação entre dois mundos. Para mim, a psicografia é o intercâmbio espiritual entre os espíritos que estão encarnados neste mundo e espíritos que estão desencarnados, vivendo em outras condições vibratórias, na Terra e fora da Terra; mas naturalmente que a ciência tem o direito de cunhar as expressões que deseje para melhorar-nos os conhecimentos e evitar os abusos de criaturas capazes de criar problemas para a comunidade com o abuso provável desses mesmos conhecimentos. Respeitando a ciência parapsicológica, estamos satisfeitos com o termo mediunidade psicográfica, porque eu sei que a página por mim psicografada não me pertence e sim ao espírito que a escreveu.

 

Do livro Chico Xavier em Goiânia , de  Francisco Cândido Xavier e Emmanuel.









                                                                                                              PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 12 de Junho de 2017, 09:16
                                                                   VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.



                        Um minuto com Chico Xavier



               Preocupado com a própria "rebeldia" e em estado de depressão, Chico teve mais uma visão. Um burro teimoso atrelado a uma carroça carregada de documentos puxava a carga e encarava com inveja os companheiros livres no pasto.

De vez em quando, enquanto era alimentado com água e alfafa, assistia, de longe, às brigas violentas entre os colegas. Uma sucessão de coices sanguinolentos. Chico olhou aquele burro e pensou: talvez fosse melhor estar sob freios do que estar solto no pasto da vida para escoicear e ser escoiceado.

Aprendi a lição - disse ele, pronto para receber os arreios.

Chico já estava cansado. Trabalhava, lutava no centro, fazia caridade, escrevia quase por compulsão e continuava desacreditado. Ele reclamava dos incrédulos, se queixava dos comentários envenenados e se entregava à reza.

Após uma das várias orações, Maria João de Deus voltou à cena e, em vez de um conselho, sugeriu um remédio:

- Meu filho, para curar essas inquietações, você deve usar água da paz.

Chico saiu à procura do remédio em todas as farmácias de Pedro Leopoldo. Nada. Recorreu a Belo Horizonte. Nada de novo. Ao fim de duas semanas, comunicou à mãe o fracasso da busca. A aparição ensinou:

- Não precisava viajar. Você poderá obter o remédio em casa mesmo. Pode ser a água do pote.

- Como assim?

- Quando alguém lhe fizer provocações, beba um pouco de água pura e conserve-a na boca. Não a lance fora nem a engula. Enquanto persistir a tentação de responder, guarde a água da paz banhando a língua.

Chico engoliu a lição do silêncio. E digeriu.

Nessa noite, sentiu o braço movido por alguém. Tomou o lápis e despejou estes versos:

"Meu amigo, se desejas:

Paz crescente e guerra pouca,

Ajuda sem reclamar e aprende a calar a boca".

Dessa vez, o recado veio com assinatura: Casimiro Cunha, poeta de Vassouras, morto em 1914.

 

Do livro As Vidas de Chico Xavier, de Marcel Souto Maior.









                                                                                                                PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 18 de Junho de 2017, 07:17
                                                                   VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.



                     Um minuto com Chico Xavier



              A moça abatida, num acesso de tosse, chegara ao “Luiz Gonzaga” com a receita médica. Estava tuberculosa. Duas hemoptises já haviam surgido como horrível prenúncio.

O doutor indicara remédios, entretanto...

— Chico, — disse a doente — o médico me atendeu e aconselhou-me a usar esta receita por trinta dias... Mas, não tenho dinheiro. Você poderia arranjar-me uns cobres?

O Médium respondeu com boa vontade:

— Minha filha, hoje não tenho... E meu pagamento no serviço ainda está longe...

— Que devo fazer? Estou desarvorada...

Chico pensou, pensou, e disse-lhe:

— Você peça à nossa Mãe Santíssima socorro e o socorro não lhe faltará. A que horas você deve fazer a medicação?

— De manhã e à noite.

— Então você corte a receita em sessenta pedacinhos. Deixe um copo de água pura na mesa, em sua casa e, no momento de usar o remédio, rogue a proteção de Maria Santíssima. Tome um pedacinho da receita com a água abençoada em memória dela e repetindo isso duas vezes por dia, no horário determinado, sem dúvida, pela fé, você terá usado a receita.

A enferma agradeceu e saiu.

Passado um mês, a moça surgiu no Centro, corada e refeita.

— Oh! é você? — disse o Médium.

— Sim, Chico, sou eu. Pedi o socorro de Nossa Mãe Santíssima. Engoli os pedacinhos do papel da receita e estou perfeitamente boa.

— Então, minha filha, vamos render graças a Deus. E passaram os dois à oração!
 

Do livro Lindos Casos de Chico Xavier, de Ramiro Gama.








                                                                                                            PAZ,MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 26 de Junho de 2017, 02:09
                                                                   VIVA JESUS!




           
               Boa-noite! queridos irmãos.




                      Um minuto com Chico Xavier




                Indagaram de Chico Xavier sobre sua saúde, o problema ocular etc. Sua resposta:

- Um dia o médico me disse: para quem sofre da vista, se não há cura, há tratamento. Trato da vista esquerda há 45 anos e, um dia, falei assim com a doença desse olho: Fica aí, preciso desse outro lado para viver. E assim vou sendo medicado com cortisona, cloranfenicol e remédios desse teor. Mas, qualquer contrariedade que me advenha logo se reflete no globo ocular. Quanto ao resto, periodicamente me submeto às 80 agulhadas do tratamento da acupuntura que faz com que a pressão se mantenha. Com a graça de Deus, vamos indo.

Corria então o ano de 1976. Deixando de lado a bola de cristal, alguém lhe perguntou se sua intuição lhe segreda que viverá ainda muitos anos entre nós?

Chico respondeu:

- Caro amigo, estou na ignorância disso, como acontece a qualquer pessoa. Diz-me sempre o nosso caro Emmanuel que devo ter tanta alegria de trabalhar hoje como se estivesse vivendo o meu primeiro dia de tarefa no mundo e que devo ter tanto empenho e noção de responsabilidade nisso como se estivesse em meu derradeiro dia na Terra.

Algum tempo depois, após determinado abalo orgânico que sofreu, Chico Xavier nos descreveu em carta a fase de lenta convalescença a que se submetia:

- Estou melhorando, mas lentamente. Ainda não posso permanecer em reuniões públicas senão de 4 horas da tarde às 9h30 da noite. Devo usar vários medicamentos com muita pontualidade e não consigo fazer muito esforço ou algum esforço maior. Sem atender a esses requisitos do corpo físico, a dor aparece, à feição de alguém que veio morar comigo, por dentro do peito, e, então, essa dor é uma espécie de enfermeira invisível que me obriga a deitar. Mas estou observando a mim mesmo com muito otimismo e paz e creio que, com os medicamentos em pauta e com as inevitáveis reduções de trabalho, ainda poderei usar minha máquina física da atualidade, se Jesus permitir, por muito tempo.

Chico disse sentir que sua mediunidade parecia estar melhor afinada após a fase aguda da enfermidade, e revela:

- Podes entender comigo esta história: neste ano completo os 50 janeiros de mediunidade e tendo passado por outros 40 em atividade profissional, não posso ser ingrato para com o corpo que me serve de moradia, há 66 anos. Louvado seja Deus! Tudo está seguindo da melhor maneira possível. E eu, continuando sem a dor que é semelhante a uma campainha no tórax, tudo vai bem. Não tenho dúvidas quanto ao processo anginoso ou a insuficiência coronariana de que sou portador, mas estou, graças a Deus, em paz e com muita alegria.
 

Do livro Lições de Sabedoria, de Marlene Rossi Severino Nobre.








                                                                                                              PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 17 de Julho de 2017, 23:35
                                                               VIVA JESUS!




               Boa-noite! queridos irmãos.




                     Um minuto com Chico Xavier




                      “Chico, eu trouxe de São Paulo, para lhe mostrar, uma pintura feita pela Anna Cortázzio, de uma entidade que ela viu quando você orava num Chá Beneficente lá em São Paulo”, explicou D. Guiomar Albanesi, empunhando um quadro delicadamente apresentado.

- Verei com prazer, - respondeu o médium.

O diálogo se verificou na residência de Chico Xavier, em Uberaba, Minas, num sábado de fevereiro de 1980. Evidentemente, todos os que estavam à volta se interessaram em conhecer a pintura. 

- Gostaríamos de saber quem é este Espírito, acrescentou D. Guiomar, desenrolando o quadro.

Expectativa geral! Todos admirando aquela bela figura feita com creiom preto. Chico quebra o silêncio e exclama:

- A Anna é médium, mesmo! - (pausa). - É Emmanuel!

Surpresa geral, pois, não só D. Guiomar mas todos ali não haviam atinado com a semelhança desse quadro com o mais divulgado de Emmanuel, desenhado pelo pintor mineiro Delpino Filho, inspirado por um artista desencarnado, amigo de Emmanuel, na cidade de Pedro Leopoldo, Minas Gerais, em 1948.

Acreditamos que a diferença, no setor da identificação, era unicamente no estilo da distinta pintora que nos proporcionou, de novo, a imagem do Mentor Espiritual do médium Xavier.

Analisando o quadro, Chico continuou:

- É lindo... Emmanuel revela um olhar de autoridade consciente. Ele parece olhar para si mesmo... Como se estivesse vivendo conosco.

- E ele está revelando mais ampla maturidade... Olhem os cabelos brancos... Aparece também a túnica romana... - falou D. Guiomar apontando para o quadro.

Nessa altura, alguns entraram no diálogo pedindo mais esclarecimentos ao médium e a D. Guiomar.

- Os Espíritos envelhecem? - alguém perguntou.

- Emmanuel está escrevendo desde 1937, por nosso intermédio. Recebendo fluidos mediúnicos terrenos, acredito que ele próprio impôs a si mesmo o aspecto de maturidade maior, na expressão de seu corpo espiritual, aceitando certa renovação, qual nós todos. Quando o Espírito é mais evoluído, ele plasma a própria fisionomia, como julga melhor, elucidou Chico Xavier.

- A artista já retratou outras entidades espirituais? - perguntamos.

D. Guiomar explicou:

- Temos no Centro Espírita Perseverança, em São Paulo, um lindíssimo quadro do Espírito de Meimei feito também pela Anna. Lembra-se dele, Chico?

E, encerrando os comentários em torno daquela obra, da artista e médium Anna Grimaldi Cortázzio, residente em São Paulo, Chico respondeu:

- Sim. Recebi a primeira mensagem de Meimei em 1946. Hoje, em meu modo de ver, ela está mais linda. Aquele quadro é autêntico.(*)

 

* Transcrição parcial da reportagem-entrevista de Hércio Marcos Cintra Arantes, Anuário Espírita 1981, Ed. IDE, Araras, SP, intitulada: “Chico Xavier e a médium pintora falam sobre os recentes quadros de Emmanuel e Meimei”.

 

Do livro Entender Conversando, de Chico Xavier e Emmanuel.









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 23 de Julho de 2017, 08:08
                                                               VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                     Um minuto com Chico Xavier



               A infância de Chico foi sempre repleta de ricas experiências que nos fazem refletir. Este é o caso da chave de sua casa.

Com a saída do chefe da casa e dos filhos mais velhos para o trabalho e com a ausência das crianças na escola, Dona Cidália era obrigada, por vezes, a deixar a casa, a sós, porque devia buscar lenha, à distância.
Aí começou uma dificuldade.
Certa vizinha, vendo a casa fechada, ia ao quintal e colhia as verduras.
A madrasta bondosa preocupou-se.
Sem verduras não haveria dinheiro para o serviço escolar.
Dona Cidália observou... Observou...
E ficou sabendo quem lhes subtraía os recursos da horta; entretanto, repugnava-lhe a ideia de ofender uma pessoa amiga por causa de repolhos e alfaces.
Chamou, então, o Chico e lembrou.
— Meu filho, você diz que, às vezes, encontra o Espírito de Dona Maria.
Peça-lhe um conselho. Nossa horta está desaparecendo e, sem ela, como sustentar o serviço da escola? Chico procurou o quintal à tardinha e rezou e, como das outras vezes, a mãezinha apareceu.
O menino contou-lhe o que se passava e pediu-lhe socorro.
D. Maria então lhe disse:
— Você diga à Cidália que realmente não devemos brigar com os vizinhos, que são sempre pessoas de quem necessitamos. Será então aconselhável que ela dê a chave da casa à amiga que vem talando a horta, sempre que precise ausentar-se, porque, desse modo a vizinha, ao invés de prejudicar os legumes, nos ajudará a tomar conta deles.
Dona Cidália achou o conselho excelente e cumpriu a determinação.
Foi assim que a vizinha não mais tocou nas hortaliças, porque passou a responsabilizar-se pela casa inteira!
 
Do livro Lindos Casos de Chico Xavier, de Ramiro Gama.








                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 14 de Agosto de 2017, 23:21
                                                               VIVA JESUS!




             Boa-noite! queridos irmãos.




                    Pensava que ia morrer...


Em 1940, Chico ficou gravemente enfermo. O médico que o assistia fez o diagnóstico, prevendo um ataque de uremia. Se a retenção perdurasse por mais 24 horas, teria o Chico um colapso e desencarnaria.
Assim lhe dissera o médico, colocando-o a par da realidade dolorosa.
O médico saiu e Chico notou que, do Alto, Bezerra de Menezes, André Luiz e Emmanuel providenciavam-lhe recursos, entremostrando-lhe que era grave seu estado.
Preparou-se, então, para morrer bem. Pediu, em prece sentida, a Emmanuel, que o recebesse na Espiritualidade. Seu amoroso Guia, sentindo-lhe a intenção, considerou:
— Não posso, Chico, auxiliá-lo no seu desencarne. Tenho muito que fazer. Mas se você sentir que a hora chegou, recorra aos amigos do “Luiz Gonzaga”. Você não é melhor que os outros.
E, com esse ensinamento, o médium recebeu uma bela lição.
 
Do livro Lindos Casos de Chico Xavier, de Ramiro Gama.









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 21 de Agosto de 2017, 09:47
                                                               VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                     Um minuto com Chico Xavier.




              Chico Xavier em um encontro com a comunidade de Goiânia deixou-nos os seguintes esclarecimentos em entrevista concedida aos confrades da época e transmitida pelas diversas redes de comunicação locais:

Os espíritos amigos apresentam algum ponto de vista sobre o divórcio no Brasil?
Allan Kardec, no capítulo XXII de O Evangelho segundo o Espiritismo, assevera que o divórcio é uma lei humana que vem consagrar determinada situação já existente entre os cônjuges. Do ponto de vista humano, seria crueldade fugirmos à possibilidade do divórcio em algumas situações lamentáveis da vida, quando estamos certos de que as próprias organizações bancárias do mundo nos concedem reformas e nos proporcionam determinados prazos para o resgate de certas dívidas.
Necessitamos, porém, conscientizar-nos quanto ao assunto no Brasil, de vez que somos um povo demasiado jovem e precisamos habilitar a consciência coletiva para uma conquista de tamanha expressão na vida da criatura e na vida comunitária.
Qual seria a melhor forma, qual seria a melhor atitude do cônjuge para a manutenção da harmonia do sistema da vida a dois?
Esse sistema de harmonia se baseia no amor que se transforma em crescente compreensão e respeito cada vez maior de um cônjuge para o outro, entendendo-se que, em efetuando o casamento, a pessoa não está criando uma união de anjos e sim um ajuste respeitável de criaturas humanas, pelo qual um e outro parceiro entremostram determinadas nuances de incompreensão, às vezes, a se traduzirem por grandes dificuldades que reclamam paciência e aceitação de uma parte para outra, no campo das relações recíprocas.
Como tratar a criança no regime habitual de educação?
Vemos que a natureza não dispensa a disciplina em momento algum. Se quisermos um jardim ou se esperamos rendimento mais amplo de um pomar, cogitamos de geometria, irrigação, apoio e preparação; em vista disso, acreditamos que a criança não prescinde da educação através de muito amor, aliado à disciplina, reconhecendo-se que no período da infância estamos vindo ou retornando do Mundo Espiritual com as nossas próprias necessidades de aperfeiçoamento. Este é um ponto de vista do Espiritismo Cristão. Na condição de criança, procedemos do Mais Além, com certos obstáculos de ordem espiritual. Se não encontrarmos criaturas que nos concedam amor e segurança, paz e ordem, será muito difícil o proveito da nova reencarnação que estejamos encetando.
Qual o mecanismo ideal para atingir a paz e a segurança entre os familiares vinculados à mesma casa e ao mesmo nome?
Cremos que este problema será perfeitamente solucionado quando esquecermos a afeição possesiva ou a ideia de que somos pertencentes uns aos outros. Quando nos respeitamos profundamente, cada qual procurando trabalhar e servir, mostrando a própria habilitação e o rendimento de serviço dentro das melhores tendências com que nasceu dentro do lar, um respeitando aos outros e os outros respeitando a cada um, então, com apreço recíproco e com o amor que sublima e liberta, o problema da paz em família estará solucionado com a segurança devida.

Do livro Chico Xavier em Goiânia.









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 03 de Setembro de 2017, 09:04
                                                              VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.



                      Um minuto com Chico Xavier



              Para não se perder em meio às palavras desconhecidas, Chico costumava recorrer ao dicionário. Só assim descobria o sentido de algumas delas e corrigia a ortografia de outras.

Os poemas saíam de sua mão acompanhados de assinaturas inacreditáveis: Castro Alves, Alphonsus de Guimarães, Olavo Bilac. Até Dom Pedro II tomou coragem e arriscou versos sobre um Brasil "triste e saudoso", que rimava com "bonançoso", e sobre uma "alma torturada", que combinava com "pátria idolatrada".
Chico aproveitava cada minuto livre para escrever. E, no início, quando a eletricidade nem tinha chegado a Pedro Leopoldo, era surpreendido por acidentes estranhos. Enquanto prestava atenção aos ditados do além ou sentia as mãos guiadas à revelia, ventos súbitos lançavam velas acesas sobre as mensagens e derrubavam o tinteiro sobre o papel. O rapaz encarava os obstáculos como provação e seguia adiante.
A notícia de suas estripulias lítero-espirituais começou a correr. Por essa época, Chico estava no enterro de um amigo, quando um jovem padre se aproximou e perguntou se era verdade que ele recebia mensagens do outro mundo. Chico confirmou. E o padre aconselhou cautela:
– Os espíritos das trevas têm muita astúcia para seduzir para o mal.
– Mas os espíritos que se comunicam através de mim só ensinam o bem, disse-lhe Chico.
Diante da resposta, o padre lançou o desafio. Puxou um papel em branco do bolso e perguntou se ali, naquele momento, no cemitério, haveria um espírito disposto a se manifestar. Chico, sem hesitar, pegou o papel, se concentrou e, minutos depois, escreveu um soneto intitulado "Adeus". A primeira das quatro estrofes:
"O sino plange em terna suavidade
no ambiente balsâmico da igreja
entre as naves, no altar, em tudo adeja
o perfume dos goivos da saudade".
Assinado: Auta de Souza.
Numa noite de 1931, quando escrevia mais um dos poemas de seu livro de estreia, Chico sentiu o olho esquerdo invadido por fragmentos de areia. Esfregou os grãos imaginários, mas a coceira continuou. Experimentou fixar a lâmpada com a pupila incomodada, mas em vez da luz acesa viu um foco difuso. Mal conseguia enxergar os versos recém-escritos e assinados por Casimiro de Abreu. O rapaz ficou assustado e rezou mais uma vez. O Dr. Bezerra apareceu para ele, tateou o olho e diagnosticou:
– Sua vista amoleceu por razões que não podemos saber agora. Prepare-se para ir a tratamento em Belo Horizonte, para que sua família não diga que você ficou sem se tratar por nossa causa. Dois dias depois, um amigo o levou à capital mineira e um oftalmologista diagnosticou:
– Isso é um tipo de catarata obscura e inoperável.
Chico nunca mais se livrou dos grãos de areia e ficou desconfiado de ter sido atacado por "falanges das trevas" interessadas em prejudicar sua tarefa mediúnica. Desde então, todos os dias, ele medicaria o olho doente com colírios à base de cortisona e cloranfenicol.
 

Do livro As Vidas de Chico Xavier , de Marcel Souto Maior.









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 10 de Outubro de 2017, 09:09
                                                              VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                     Um minuto com Chico Xavier



              As visitas do outro mundo começaram a se identificar a partir de 1931. Uma tarde, Chico regava os canteiros de alho na horta de José Felizardo, quando uma voz lhe pediu que ouvisse com atenção um poema inédito: "Vozes de uma Sombra". O dono da voz e dos versos se anunciou como Augusto dos Anjos. E começou a lançar no ar palavras insólitas:

"Donde venho?
Das eras remotíssimas
Das substâncias elementaríssimas
Emergindo das cósmicas matérias".
Chico ouvia, regava o alho e perdia o fio da meada:
"Venho dos invisíveis protozoários
Da confusão dos seres embrionários
Das células primevas, das bactérias..."
A voz pedia toda a atenção. Precisava recitar os versos naquele momento, durante o entardecer e naquele cenário. Tudo o inspirava. Chico deveria ouvir as palavras, familiarizar-se com elas e decifrá-las para mais tarde colocar as rimas no papel sem dificuldade.
Corpos multiformes, vultoso abdômen, intensas torpitudes, larvas rudes, animálculo medonho, fótons, galáxias.
O rapaz tropeçava nas sílabas e nos significados daquele palavrório. E, com o regador a tiracolo, parecia um imenso ponto de interrogação. O poeta invisível perdeu a paciência com a dificuldade do matuto de Pedro Leopoldo em entender os versos e entregou-se a Deus:
- Quer saber de uma coisa? Vou escrever o que puder, pois sua cabeça não aguenta mesmo.
O poema foi destaque do primeiro livro publicado por Chico Xavier, Parnaso de Além-Túmulo, ao lado de outros 56 atribuídos a catorze poetas, todos enterrados.
 
Do livro As Vidas de Chico Xavier, de Marcel Souto Maior.









                                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um minuto com Chico Xavier
Enviado por: dOM JORGE em 19 de Outubro de 2017, 23:54
                                                               VIVA JESUS!




             Boa-noite! queridos irmãos.




                   Um minuto com Chico Xavier



               
O cronista do Diário Carioca estava mais preocupado com assuntos do além do que assuntos políticos e econômicos da época. Impressionado com os versos do Parnaso de Além-Túmulo, ele pediu uma opinião sobre o livro ao colega de academia e de redação Augusto de Lima e ouviu uma ironia: Chico seria a versão mineira do Barão de Münchhausen e estaria às voltas com fantasias mirabolantes. Humberto desconsiderou o ceticismo do amigo.

Após esmiuçar os poemas do caipira de Pedro Leopoldo, enterrou de vez a hipótese de Chico escrever a la manière dos poetas mortos e convocou outros críticos: "Parnaso de Além-Túmulo merece a atenção dos estudiosos, que poderão dizer o que há nele de sobrenatural ou de mistificação".
A convocação surtiu efeito. O poeta e escritor José Álvaro Santos leu as críticas, comprou Parnaso de Além-Túmulo, analisou os poemas e, em janeiro de 1933, desembarcou em Pedro Leopoldo para conhecer o autor do livro. Encontrou o rapaz atrás do balcão no armazém de José Felizardo Sobrinho, visitou sua casa pobre, repleta de irmãos, e ficou impressionado com a rotina do rapaz. Trabalho braçal das 7h da manhã às 8h da noite por um salário de quarenta mil-réis mensais. O poeta não merecia perder tanto tempo com questões menores.
José Álvaro Santos fez uma proposta a João Cândido Xavier: arrumaria um bom emprego para seu filho em Belo Horizonte. Bastava que Chico o acompanhasse até a capital mineira. Em três meses, no máximo, o rapaz estaria contratado. Os olhos do pai cresceram diante da perspectiva. O dinheiro andava curto demais.
João argumentou com o filho e, mais tarde, Chico recorreu a seu amigo invisível, Emmanuel. Escutou conselho contrário ao do pai - deveria continuar onde estava - e tomou a decisão: ficaria com a família. No dia seguinte, João Cândido voltou a pedir socorro e Chico voltou a pedir uma orientação ao guia. A contraordem veio do além - a tentativa é inoportuna e desaconselhável, mas não desejamos que contraries teu pai. (Continua)

Do livro As Vidas de Chico Xavier, de Marcel Souto Maior.









                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!