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GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 11 de Janeiro de 2014, 10:59

Título: Solidão, isolamento e tecnologia
Enviado por: dOM JORGE em 11 de Janeiro de 2014, 10:59
                                                             VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.



                     
Solidão, isolamento
e tecnologia


Discute-se atualmente se as novas tecnologias vêm sendo bem utilizadas e, desse modo, contribuindo para o desenvolvimento da sociedade moderna.
É óbvio que ninguém discorda de sua relevância como ferramentas importantes na vida de todos nós. A televisão digital, os aparelhos celulares com suas múltiplas e interessantes funções, os vídeos e filmes de alta definição, os computadores pessoais cada vez mais velozes e potentes, os tablets, a interligação em âmbito mundial proporcionada para internet, o advento das chamadas redes sociais, os jogos eletrônicos virtuais, os sofisticados aparelhos que, por meio dos exames de imagem, facilitam os diagnósticos médicos – eis uma lista resumida do que a tecnologia de ponta nos tem oferecido, alargando os nossos horizontes no macro e no microcosmo.
É imperioso, porém, que a criatura humana, deslumbrada pelas conquistas externas, não se esqueça das conquistas sublimes do seu mundo interior.
Os benefícios que o avanço tecnológico nos oferece devem servir para facilitar a vida, e jamais para complicá-la, visto que o uso irresponsável dos recursos tecnológicos postos à nossa disposição pode trazer-nos grandes dissabores.
Ninguém certamente ignora que podem tais ferramentas servir ao bem ou ao mal, conforme as tendências e o livre-arbítrio de quem as utiliza.
A mesma rede mundial de computadores que veicula uma palestra educativa pode ser usada para divulgar a vulgaridade, a baixeza, a vilania. Em alguns lamentáveis episódios atribuídos ao terrorismo descobriu-se que os agentes que os provocaram colheram subsídios para sua ação na mesma rede de computadores que permite que esta revista chegue aos lares de milhares de pessoas aqui e no estrangeiro.
Outro fato, já mencionado por alguns articulistas desta revista, diz respeito ao isolamento das pessoas, mesmo quando vivem em um meio social repleto de gente.
Num canto, a menina com olhos fixos no seu tablet; no outro, o jovem obcecado pelos jogos eletrônicos; mais adiante, a mulher concentrada nas notas do Facebook ou no seu smartphone de última geração...
Em um texto publicado tempos atrás nesta revista, o confrade José Lucas, de Portugal, referiu-se ao assunto. “Paradoxalmente – disse ele –, nestes tempos que deveriam ser de alegria, face ao incremento da tecnologia, a sociedade sofre de grave doença mortal, a solidão, mesmo quando rodeados de uma imensidão de pessoas.”
E, finalizando seu artigo, ele escreveu: “Foi aí que me apercebi da grave doença, que se vai instalando silenciosamente, que nos afeta nos dias de hoje: a SIT (Solidão, Isolamento e Tecnologia). Se as novas tecnologias são uma bênção para a humanidade, o seu uso deve ser efetuado com parcimônia, de modo a que o rumo orientador de sociabilização apontado em O Livro dos Espíritos (...) não venha a ser posto em causa por esse flagelo que associa a tecnologia ao isolamento e à solidão do ser humano”.
Eis o link que permite ao leitor acessar o artigo:
http://www.oconsolador.com.br/ano6/258/jose_lucas.html


              Editorial- O Consolador









                                                                                                PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Solidão, isolamento e tecnologia
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 11 de Janeiro de 2014, 12:47
“É admirável ver como se diz tanta bobagem com jeito de coisa séria...” (Oscar Niemeyer)

Gosto de pensar (e a experiência tem me confirmado) que a visão que o senso comum estabelece sobre a tecnologia como fator de segregação e isolamento sociais reflete apenas incompreensão e falta de análise sobre o que se passa; não raro, é também resultado de certo saudosismo e da mania do “no meu tempo, era melhor”.

Conversa é sempre conversa, seja ela ao pé do ouvido ou via dedos frenéticos sobre uma tela sensível ao toque... Eu vejo justamente o contrário: vejo crianças conversando com outras por meio de um procedimento que permite que elas façam isso à vontade e da maneira que gostam. Entendo que se não houvesse a tecnologia disponível, ai sim muitas delas estariam isoladas, porque nem todas são extrovertidas a ponto de procurar outras e, às vezes, nem mesmo há essa possibilidade, em virtude de variadas circunstâncias.

É curioso: o espírita fala muito sobre e diz acreditar que o progresso é contínuo e inevitável, mas demonstra não entender como esse progresso se processa e nem onde ele se observa, mesmo quando salta aos olhos; concentra-se na “ferramenta” ao invés do que ela pode nos possibilitar...
Título: Re: Solidão, isolamento e tecnologia
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 11 de Janeiro de 2014, 13:04
Citar
“É admirável ver como se diz tanta bobagem com jeito de coisa séria...” (Oscar Niemeyer)


O texto é bom Edmar

Ele observa a importância do valor da tecnologia
e também observa os risco que podemos correr
ante tal deslumbramento

Existem estudos que apontam
certos maus causados pela tecnologia
relacionados ao comportamento e ao relacionamento

Tanto de adulto como de Jovens

O Autor não generaliza
Ele conversa.

Título: Re: Solidão, isolamento e tecnologia
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 11 de Janeiro de 2014, 13:47
Um Artigo imeeeensoooo !
Creio ser pertinente


EFEITOS NEGATIVOS DOS MEIOS ELETRÔNICOS
EM CRIANÇAS, ADOLESCENTES E ADULTOS

Valdemar W. Setzer
Depto. de Ciência da Computação, Instituto de Matemática e Estatística da USP
www.ime.usp.br/~vwsetzer (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5pbWUudXNwLmJyL352d3NldHplcg==)
Original de 12/08; versão 15.2 de 9/2/13

http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/efeitos-negativos-meios.html

Título: Re: Solidão, isolamento e tecnologia
Enviado por: Norizonte da Rosa em 11 de Janeiro de 2014, 14:22
“É admirável ver como se diz tanta bobagem com jeito de coisa séria...” (Oscar Niemeyer)


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/solidao-isolamento-e-tecnologia/#ixzz2q6FGlCjh

Lembrei que Oscar Niemeyer certa vez em entrevista se disse admirador de Fidel Castro.
Título: Re: Solidão, isolamento e tecnologia
Enviado por: EsoEstudos em 11 de Janeiro de 2014, 16:28
Lembro-me dos velhos tempos em que uma simples calculadora de 4 operações era visto como algo terrivelmente pernicioso ao aprendizado... Falavam que no futuro não haveria mais pessoas capazes de aprender matemática etc etc etc...
 
Título: Re: Solidão, isolamento e tecnologia
Enviado por: Norizonte da Rosa em 11 de Janeiro de 2014, 16:49
Lembro-me dos velhos tempos em que uma simples calculadora de 4 operações era visto como algo terrivelmente pernicioso ao aprendizado... Falavam que no futuro não haveria mais pessoas capazes de aprender matemática etc etc etc...

Eso, não acordei hoje só para contrariar, mas esse seu exemplo está confirmado.

Em relação às ciências exatas realmente não só as calculadoras, mas os computadores trouxeram conforto ao poupar tempo, mas trouxeram junto a preguiça de alunos e a preguiça, digo, o desinteresse de professores em aprofundar a matemática para os alunos. É como se dissessem: 'para que aprender a fazer tantos cálculos, quando hoje qualquer calculadora científica comprada em camelô, faz o trabalho de horas de contas com o lápis?'.  E qual o resultado de quem se habitua a simplesmente fornecer dados para uma máquina que fará o serviço?..
Título: Re: Solidão, isolamento e tecnologia
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 11 de Janeiro de 2014, 18:32
“É admirável ver como se diz tanta bobagem com jeito de coisa séria...” (Oscar Niemeyer)


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/solidao-isolamento-e-tecnologia/#ixzz2q6FGlCjh

Lembrei que Oscar Niemeyer certa vez em entrevista se disse admirador de Fidel Castro.

Não era apenas admirador, mas também amigo pessoal e comparsa na criminalidade ideológica. E como ele, não apenas disse muitas bobagens, mas fez muitas delas em seu campo específico de atuação (Oscar é meu colega de profissão e por isso sei do que estou falando). No entanto, esse fato não invalida sua afirmação. Em outras palavras: as bobagens que digo ou faço não inocentam as bobagens que são ditas e feitas pelo mundo...