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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Sexualidade => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 10 de Abril de 2013, 12:20

Título: Sexo: educação do gênero neutro
Enviado por: dOM JORGE em 10 de Abril de 2013, 12:20
                                                                   VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.




                      Sexo: educação do
gênero neutro


 
A revista VEJA, edição 2300 de 19 de dezembro de 2012, traz uma reportagem sobre crianças educadas sexualmente do gênero neutro, em suas páginas de número 92 a 96. Vejamos alguns trechos:

'As filiais das lojas de brinquedos Toys “R” Us e BR Toys, na Suécia, trazem uma novidade em seus catálogos deste Natal. As fotos ilustrativas mostram meninas com carrinhos e armas de mentira e meninos se divertindo com bonecas e utensílios domésticos como aspirador de pó e ferro de passar roupas. A troca de papéis nas fotos foi feita sob a orientação da Swendish Advertising Ombusdsman, uma das organizações que regulam a propaganda na Suécia. O órgão alega que, no ano passado, recebeu muitas reclamações de consumidores dizendo que as campanhas dessas lojas eram muito conservadoras em relação aos papéis feminino e masculino. Por que – argumentavam esses consumidores – manter velhos estereótipos ligados ao gênero das crianças ao escolher os brinquedos para elas? Esse tipo de raciocínio não é uma excentricidade restrita aos suecos. Ele faz parte de uma corrente pedagógica que vem se espalhando por outros países e que propõe uma educação de gênero neutro, ou seja, que não leve em consideração o sexo da criança. Os educadores e as famílias que defendem esse estilo de aprendizado afirmam que é preciso derrubar tradições como vestir meninos de azul e meninas de cor-de-rosa, e que se deve dar a eles liberdade para que escolham as roupas que vão usar – mesmo que sejam características do sexo oposto. O risco dessa postura, alertam muitos especialistas, é confundir as crianças acerca de sua sexualidade, com consequências imprevisíveis. 

Um exemplo de comportamento inadequado que essa inversão de papéis patrocinada pelos pais pode provocar tornou-se público com o casal de atores americanos Angelina Jolie e Brad Pitt. Eles dizem criar sua filha Shiloh, hoje com 6 anos, dentro das normas da educação do gênero neutro. Angelina já foi vista comprando roupas de menino para Shiloh. Permite que a menina use gravata, sapatos masculinos e cortes de cabelo idem. A atriz costuma se desentender com a sogra, que insiste em presentear a neta com roupas femininas e fantasias de princesa. O resultado é que o lindo bebê que aparecia no colo de Angelina em seu primeiro ano de vida hoje surge nas fotos com a aparência masculina.'

Segundo a mesma reportagem, é comum que as crianças brinquem com peças de roupa do sexo oposto, mas que os pais estimulem esse comportamento, isso definitivamente não é normal, muito menos saudável, diz a psicóloga americana Diane Ehrensaft, diretora do Centro de Saúde Mental e Gênero da Criança e do Adolescente, na Califórnia.

“Até hoje – continua a reportagem – a ciência não descobriu se a homossexualidade é inata ou adquirida no meio social, mas já se tem certeza de que toda criança nasce com predisposição a desenvolver características psicológicas do sexo a que pertence.”

Se a ciência ainda não descobriu muita coisa sobre sexo, o mesmo não se passa com a Doutrina Espírita que, na questão de número 200 de O Livro dos Espíritos, nos esclarece sobre o fato. Apenas para citarmos mais dois livros sobre o assunto, lembramos Sexo e Obsessão de Manoel P. de Miranda/ Divaldo e Sexo e Destino de André Luiz/ Chico Xavier. Podemos acrescentar, de Joanna de Ângelis/Divaldo, Vida: desafios e soluções.

Aprendemos com a Doutrina Espírita que o ser imortal, na busca de experiências diferentes que os sexos podem proporcionar, estagia tanto no sexo feminino adquirindo aprendizado característico desse sexo, como estagia no sexo masculino aprendendo, da mesma forma, os ensinamentos que a vivência nesse sexo abre oportunidades de adquirir.

Pode ocorrer a inversão sexual em uma futura reencarnação quando o Espírito necessita aprender aquilo que somente o sexo oposto daquele em que vem estagiando pode lhe proporcionar. Por exemplo, se é um Espírito com várias existências no sexo masculino, o aprendizado que a maternidade traz às mães, só poderá ser adquirido reencarnando no sexo feminino. Essa inversão de sexo, contudo, não deve ser interpretada como um convite ao homossexualismo, mas sim ao aproveitamento máximo das experiências para enriquecer o ser imortal.

A outra explicação para a inversão sexual é de caráter expiatório quando o Espírito desonra seguidamente o sexo em que está estagiando por muitas existências. Quando isso ocorre, sofre uma prisão temporária em sexo inverso para que não perpetue os desequilíbrios que vinha semeando em existências anteriores. Nesses casos, a atração homossexual será mais intensa porque o psiquismo cultuado com desrespeito, masculino ou feminino, não se adapta ao físico da existência atual devido ao desequilíbrio instalado no manuseio do sexo nas existências anteriores.

Recordemos Joanna: “(...) nessas representações oníricas, muitas das personagens animus e anima são as reminiscências, as revivências das vidas anteriores arquivadas no inconsciente de cada um, graças ao perispírito ou corpo intermediário entre o Espírito e a matéria. Jesus, por exemplo, harmonizava as duas naturezas, o animus quando era necessário usar da energia e vontade forte para invectivar os hipócritas e lutar sem receio pelo ideal do amor, e anima, quando atendia os infelizes que O buscavam, necessitados de entendimento e auxílio”. Ou seja, nosso arquivo de Espíritos imortais contém dados de experiências em ambos os sexos no longo caminho da jornada evolutiva.

A homossexualidade tende a crescer devido à necessidade expiatória que a má semeadura na vivência sexual tem caracterizado os Espíritos na atual fase evolutiva da Terra. Os espíritas, principalmente os espíritas, não podem atirar a primeira pedra nesses irmãos mergulhados nas lições corretivas que as Leis maiores proporcionam a eles. O espírita precisa estar desarmado diante desses companheiros de jornada. Desarmados de preconceitos e fortemente armados de amor, do mesmo amor que Jesus teve diante da mulher adúltera. Dentro de um Centro Espírita ou fora dele, nossa mão deverá ser tão pequena que não seja capaz de segurar sequer um grão de areia que pudesse ser atirado num momento de vacilo de nossa parte na face do próximo. No Centro Espírita ou fora dele, nosso coração deverá ser tão grande que abrigue o amor, um amor que nos permita viver o sentimento da caridade, na extensão e profundidade como Jesus o entendia.


              Ricardo Orestes Forni








                                                                                         PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Sexo: educação do gênero neutro
Enviado por: Zé Ninguém em 10 de Abril de 2013, 13:13
Gosto muito dos textos que Dom Jorge traz, mas este especificamente me chamou a atenção por conta de algumas reflexões.
Não é de de hoje que tenho ouvido o seguinte discurso no meio espírita: "os homossexuais estão em expiação"," a homossexualidade na verdade deveria ser reprimida e não vivenciada para melhor evolução do espírito(leia-se castidade);" O espiritismo não acha natural , mas também não condena"...
.
Pode ser que em alguns casos, seja realmente uma situação de expiação a inversão da sexualidade, mas por conta de muitos relatos mediúnicos, estou inclinada a crer que a homossexualidade é apenas mais uma experiência do espírito.
Já li relatos que inclusive mencionam que o espírito vem na condição de homossexual para ser um meio de prova para os pais que muitas vezes são pessoas preconceituosas.

Quando se traz uma única receita de bolo para explicar uma situação costuma haver controvérsias, mas porque em relação a homossexualidade isso não ocorre?
Porque insistimos em dizer taxativamente que todo homossexual está em expiação se nem a DE diz isso?
Eu mesma  já li, vários relatos mediúnicos que apontam variadas razões para a homossexualidade, então não estaríamos nos precipitando em fazer afirmações conclusivas sobre o que mal conhecemos?

Mais uma coisa que queria colocar: Alguém aqui sabe se está cumprindo com louvor as provas a que se propôs passar?
Então porque se preocupar em como está indo o outro?
Sempre tem alguém para lembrar que os homossexuais não estão cumprindo seu programa reencarnatório. Mas, e por acaso sabemos se estamos cumprindo o nosso?

"Os espíritas, principalmente os espíritas, não podem atirar a primeira pedra nesses irmãos mergulhados nas lições corretivas que as Leis maiores proporcionam a eles. O espírita precisa estar desarmado diante desses companheiros de jornada. Desarmados de preconceitos e fortemente armados de amor, do mesmo amor que Jesus teve diante da mulher adúltera."


Não não podem mesmo porque está todo mundo no mesmo barco.
Talvez os espíritas tenham desafios ás vezes até maiores do que a homossexualidade.
É comum se apontarem os homossexuais como espíritos em expiação, mas se esquecem que esta é a situação de 99,99% da humanidade, dentre a qual se incluem os espíritas.
Não me agrada este tipo de colocação que parece colocar os espíritas em posição  de superioridade moral em relação aos homossexuais.
Pois bem, Jesus tinha autoridade moral para perdoar a mulher adúltera, mas moralmente, em que se diferenciam os espíritas dos homossexuais?
O que vejo, por aqui, neste planeta, é que somos todos como a mulher adúltera, portanto a mesma exortação que foi feita as espíritas quanto aos homossexuais, também cabe aos homossexuais em relação aos espíritas e aos demais irmãos de caminhada: estejam desarmados de preconceito e armados de amor.
Os espíritas também precisam de compreensão, aliás, todos nós precisamos.




Título: Re: Sexo: educação do gênero neutro
Enviado por: Ronaldo São Romão Sanches em 10 de Abril de 2013, 19:33
Prezados

Creio que a educação não deve confundir a cabeça da criança com relação à sua sexualidade, como não concordo com campanhas de publicidade, tentando inverter papéis tradicionalmente ligados a esse ou aquele sexo.
Temos que ter segurança em ensinar (exemplificando) o respeito ao próximo e a não fazer pré-conceito de ninguém, nesse caso específico, sobre suas preferências sexuais.
Lá na frente, ou a qualquer momento, a criança vai tendo suas preferências naturalmente, mas daí a ficar incentivando, acho um erro.

abraço
Ronaldo
Título: Re: Sexo: educação do gênero neutro
Enviado por: Zé Ninguém em 10 de Abril de 2013, 21:43

A formação do “gênero nêutro” na Suécia


Quem disse que menino não brinca de boneca? A fim de se livrar do “preconceito”, a Top Toy, maior loja de brinquedos da Suécia, colocou em seu catálogo de brinquedos fotos de meninos brincando com bonecas e utensílios domésticos.
Numa das imagens, um garoto aparece usando um secador de cabelos e outros objetos que podem ser encontrados em um salão de cabeleireiro para brincar com uma amiga. Em outras fotos, os meninos brincam com ferro de passar roupas, aspirador de pó e bonecas. Há também imagens que mostram meninas se divertindo com uma pista de carrinhos de brinquedo e uma pistola d’água.
Em uma nota publicada no jornal britânico Daily Mail, a empresa afirma que brinquedos são feitos para crianças, sem distinção de sexo. “Por muitos anos, nós acompanhamos o debate sobre os gêneros crescer no mercado sueco e tivemos que nos ajustar. Com esse novo pensamento, não há nada que seja certo ou errado. Não é um brinquedo de menino ou menina, é um brinquedo para crianças”, diz o texto da loja.
A atitude da Top Toy faz parte de uma campanha mais ampla, promovida pelo governo da Suécia, para acabar com discriminação sexual no país. Mas a ação deu o maior trabalho. Foi necessário apagar digitalmente as imagens das meninas nas fotografias e inserir meninos no lugar, e vice-versa. O “treinamento” foi dado à loja de brinquedos por meio de uma agência autorreguladora de publicidade, semelhante à brasileira Conar, que orienta que os anúncios sejam feitos para um “gênero neutro”. No passado, a rede de lojas havia sido repreendida pela agência reguladora por ter divulgado um anúncio no qual uma menina aparecia vestida de princesa e um menino, de super-herói.

Fonte: O Globo.
Título: Re: Sexo: educação do gênero neutro
Enviado por: Zé Ninguém em 10 de Abril de 2013, 21:52
Nem menino, nem menina

Crianças que desde cedo não se encaixam nos padrões tradicionais de gênero

Por Jéssika Morandi, filha de Érika e Alexandre

A ideia de que algumas pessoas simplesmente “nasceram no corpo errado” tem sido cada vez mais aceita pela sociedade em geral. A não-identificação com o órgão sexual de nascença geralmente é notada na fase da puberdade ou mais tarde, quando fica mais claro um estilo de vida condizente com o sexo oposto. Mas esse tipo de manifestação pode surgir antes, ainda na primeira infância, o que pega muitos pais desprevenidos. Nos Estados Unidos tem sido recorrente o caso de famílias que trazem à tona em livros e blogs a história de seus filhos, crianças que já demonstram um comportamento categorizado como do sexo oposto.

É o caso do menino CJ, que desde os 2 anos de idade prefere bonecas e fantasias de princesa aos brinquedos tidos como “de meninos”.  Sua mãe criou o blog “Raising My Rainbow - Adventures in raising a slightly effeminate, possibly gay, totally fabulous son” ("Criando meu arco-íris - As aventuras de criar um filho incrível, levemente afeminado, possivelmente gay"), a fim de compartilhar suas dúvidas e experiências cotidianas quanto ao comportamento do filho, contudo sem reprimi-lo. "Não estou aqui para mudá-lo; estou aqui apenas para amá-lo", disse a mãe de CJ à BBC Brasil. A idéia do blog é encontrar pessoas que vivam situação parecida para que tentem lidar com o tema juntos, tornando-o cada vez mais conhecido pelas pessoas.

O conceito de transgêneros

Crianças como CJ, que demonstram preferência por atividades do sexo oposto e que às vezes definem a si mesmas desde cedo como pertencentes ao outro sexo, são chamadas pelos especialistas de gender non-conforming, ou seja, não se encaixam nas classificações tradicionais de gênero: menino ou menina. É importante frisar que transgênero não é o mesmo que homossexual e não necessariamente este é conseqüência daquele, como afirma à BBC Brasil a médica e especialista em gênero Jennifer Hastings: "Gênero e sexo são coisas completamente separadas. Se sou um homem transgênero, posso me interessar sexualmente por outro homem, por uma mulher ou por ambos”.

Outro caso que chegou à mídia americana é o do menino Jack que, aos 10 anos de idade, declarou aos pais: “Não posso mais viver assim, sou uma menina”. Jack desde a tenra infância não queria vestir roupas de menino. Teve início, então, a transição do garoto Jack para a menina Jackie. Os pais tentam apoiar a criança na tentativa de viver como realmente deseja e a ser aceito pela família.

Tornando público

Apesar do estímulo recebido para tornar a questão cada vez mais pública, os pais que optam por falar sobre o assunto abertamente contam que as críticas vêm de toda a parte e que a luta é diária. A aposta deles é que a qualidade de vida das crianças transgêneras possa melhorar caso o tema se torne mais conhecido e comentado.

Uma mãe que ficou famosa por defender a ideia é Cheryl Kilodavis, autora do livro “My Princess Boy” (“Meu Menino Princesa”) – que será lançado internacionalmente em 2012 –, baseado no comportamento de seu filho caçula, Dyson, que disse à mãe que era um “menino princesa” quando esta lhe respondeu que vestidos de princesas eram coisa de menina. O livro é uma espécie de manual para se conviver com Dyson, sem discriminá-lo. Kilodavis tem feito palestras e dado entrevistas pelo mundo todo sobre o tema. "Para ser aceito (pelas diferenças), é preciso se expor", diz ela. A médica Hastings completa: "Se você continua dizendo que a criança está errada (em seu comportamento transgênero), ela vai desaparecer em si mesma. E isso é difícil de desfazer".

Alternativa controversa

O interesse pelas atividades do sexo oposto pode ser passageiro ou ter causas psicológicas que, se tratadas, não configurarão em casos de transgêneros. Para as situações de evidente criança transgênera existe a possibilidade de se iniciar um tratamento hormonal, com o objetivo de acentuar as características do gênero desejado e reprimir as do outro, caso de Jackie. A medida é polêmica entre os especialistas, que debatem a ingestão de hormônios em seres ainda em crescimento.

Thomas Lobel, de 11 anos de idade, ficou conhecido por iniciar o tratamento hormonal para bloquear seu desenvolvimento como menino na puberdade. Thomas é filho adotivo de um casal de lésbicas, o que torna o caso ainda mais polêmico. O garoto se veste como menina, chama a si mesmo de Tammy, afirma desde pequeno que é uma garota, e já tentou mutilar seu próprio órgão sexual. Foi, então, diagnosticado com distúrbio de identidade de gênero (gender identity disorder) aos 7 anos de idade, iniciando a transição para o sexo feminino aos 8. As mães, Debra e Pauline, dizem que não fizeram pressão alguma para que o filho quisesse ser menina. Dizem ainda que quando se comportava como menino, o filho era uma criança infeliz e que é melhor que ele sofra a mudança de sexo agora do que quando for adulto.Debra e Pauline estão casadas há mais de 20 anos e adotaram Thomas quando ele tinha 2 anos de idade.

Fonte: http://revistapaisefilhos.uol.com.br/crianca/comportamento/nem-menino,-nem-menina
Título: Re: Sexo: educação do gênero neutro
Enviado por: Zé Ninguém em 10 de Abril de 2013, 22:03
Movimento polêmico propõe criar crianças sem definir o gênero sexual


Um movimento contrário aos padrões de gênero vem ganhando espaço. O grupo proclama a não distinção de sexo, enxergando apenas uma criança, ou seja, um ser de gênero neutro (o ‘gender neutral parenting’). A “criação de gênero neutro”, em tradução livre, não faz distinção entre meninos e meninas.

O movimento acredita ser saudável permitir às crianças vivências ligadas ao gênero oposto, como meninos dançarem balé e meninas brincarem de luta. A filosofia de gênero neutro recomenda que nem sequer se faça referências sobre o sexo da criança mesmo a parentes e amigos próximos, a fim de impedir que ela seja tratada dentro dos padrões convencionais.

Os pais adeptos da criação de gênero neutro garantem que pretendem, assim, ampliar as experiências de vida dos filhos e permitir que eles escolham, na hora certa, como querem levar a vida.

Para os críticos, entretanto, a falta de modelos definidos causa uma grande confusão na cabeça das crianças e pode ter efeitos maléficos posteriormente.

Um dos casos mais famosos foi o de Sasha Laxton. Durante cinco anos, seus pais se recusaram a revelar o sexo da criança. No início deste ano, próximo ao início do ingresso na escola, o casal resolveu que Sasha é um menino.

Os pais sempre o incentivaram a brincar com o que quisesse, fossem bonecas, caminhões ou peças de encaixar. Eles também dizem que nunca bloquearam ou forçaram qualquer desejo do menino ao escolher roupas, cortes de cabelo e outros artigos do cotidiano. Garantem, enfim, que Sasha sabe que é um menino, mas tem toda liberdade para ser como quiser.

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No espectro oposto, Shiloh Jolie-Pitt, a filha de 6 anos de Brad Pitt e Angelina Jolie, só se veste como menino. "Ela quer ser um garoto, então tivemos que cortar o cabelo dela", declarou Jolie à revista Vanity Fair em 2010. A atriz acrescentou ainda não estar preocupada. "Eu era como ela quando pequena", completou.

De acordo com publicação Delas iG, o psiquiatra Alexandre Saadeh, coordenador do Ambulatório de Transtorno de Identidade, de Gênero e Orientação Sexual do Hospital das Clínicas, em São Paulo, comenta que proporcionar opções à criança é válido, mas o exagero não é saudável.

“Permitir experiências de meninas e meninos ‘no campo do outro’ é saudável, mas forçar 100% uma situação de gênero neutro é irreal. Isso pode causar o efeito completamente contrário e gerar um adolescente e um adulto muito confuso, que culpa os pais por isso”, explica ele.

“Muitas pessoas ainda acham que a questão do gênero é cultural, mas hoje sabemos que, a rigor, a identidade é algo fisiológico também”, completa.

A psicopedagoga Irene Maluf concorda. “Nossos hormônios também são responsáveis por nos fazer procurar nossos desejos e nossos iguais”, diz. “Crianças na faixa dos 2 ou 3 anos já começam a se separar em grupos de meninos e meninas por muitos motivos, desde o comportamento até a impostação de voz”.

Fonte: http://portugues.christianpost.com/news/movimento-polemico-propoe-criar-criancas-sem-definir-o-genero-sexual-12825/

Título: Re: Sexo: educação do gênero neutro
Enviado por: Zé Ninguém em 10 de Abril de 2013, 22:15
O texto de abertura do tópico aborda diferentes situações: gênero neutro, transgêneros e homossexuais.
As crianças de gênero neutro são aquelas criadas de modo a não levar em conta o sexo biológico mas psicológico.
O transgênero é aquele que sente que seu íntimo não corresponde ao seu sexo biológico, o que pode  ou não resultar em uma experiência homossexual.
O homossexual é aquele que sente atração por pessoas do mesmo sexo.
São conceitos distintos.
Há caso em que o ser humano pode se sentir desconfortável no seu sexo biológico( transgênero), mas sente atração pelo sexo biologicamente oposto.
Há casos onde a pessoa sente atração pelo mesmo sexo, mas se sente confortável no seu gênero biológico.

Seguem abaixo alguns documentários sobre a temática:

Doc: Misterios da Sexualidade (Completo e Dublado) // NatGeo (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVE0Q0VtRUNTeWhnIw==)

Doc: Transgêneros (Completo e Dublado) // NatGeo (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWdMRkRkT1lsSFhRIw==)