Forum Espirita

GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 02 de Junho de 2015, 09:19

Título: Ser do mundo, estar no mundo, fugir do mundo
Enviado por: dOM JORGE em 02 de Junho de 2015, 09:19
                                                                   VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.




                       Ser do mundo, estar no mundo, fugir do mundo
 

Era o ano de 2002 quando o filme brasileiro Cidade de Deus chegou aos cinemas. A história, adaptada pelo diretor Fernando Meirelles, do livro homônimo de Paulo Lins narra o cotidiano barra-pesada de uma comunidade carente da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro.

Violento, impactante e real a toda prova, Cidade de Deus tornou-se o filme brasileiro de maior projeção desde então. Recebeu, inclusive, quatro indicações ao Oscar.

O cinema brasileiro já vinha mostrando sinais de retomada há um bom tempo. Dois bons exemplos são O Quatrilho e Central do Brasil, que levou a atriz Fernanda Montenegro a ganhar o Urso de Prata no Festival de Berlim e a concorrer ao Oscar de melhor atriz.

A partir de Cidade de Deus, nosso cinema tornou-se um produto mais crível, tanto aqui como no exterior. Produções como Carandiru; Tropa de Elite I e II; O Cheiro do Ralo; Cinema, Aspirinas e Urubus e Estômago foram aclamados pela crítica e alcançaram boas bilheterias.

Por que estou dizendo isso tudo? Porque, certa vez, preparando uma palestra espírita sobre O Bem e o Mal, resolvi citar uma cena de Cidade de Deus. Quando assisti ao filme, considerei essa cena a mais violenta; um dileto exemplo do que é, de fato, o mal. Tempos depois, participando de um seminário com teóricos das áreas de comunicação e literatura, vi que não estava sozinho. Era opinião geral que o momento mais violento de Cidade de Deus (e olha que o filme é repleto de cenas de execução, tiroteio e espancamento) era a cena que eu escolhi e que descrevo a seguir.

Buscapé, o protagonista do filme, é um garoto que não se deixa levar pela vida marginal e vai trabalhar de contínuo num jornal de grande circulação. Como tem o hábito de fotografar, certo dia tira fotos dos jovens criminosos da Cidade de Deus e as mostra, inocentemente, para o pessoal do jornal. No dia seguinte, à revelia de Buscapé, as fotos aparecem na primeira página. Ele, muito nervoso, conversa com os jornalistas, pois tem medo que os bandidos possam expulsá-lo da comunidade ou até matá-lo. Os jornalistas, então, enrolam Buscapé. Quando ele sai de cena, o repórter e o diagramador do jornal se olham, se entreolham e sorriem maliciosamente. Esta é a cena mais violenta. Não há tiroteio, estupro, palavrões, consumo de drogas... Apenas um garoto com pouca instrução sendo ludibriado pela turma culta e bem articulada da imprensa.

Retornando à palestra, quando fui dar tal cena como exemplo, perguntei antes quem da plateia havia assistido à Cidade de Deus para corroborar o exemplo que eu daria. Para minha surpresa, ninguém ergueu o braço. Confesso que fiquei decepcionado. Havia cerca de 80 pessoas no salão; adultos na casa dos 30 e 40 anos, a maioria. Todos de classe média. Por que não haviam assistido ao filme? Por que é violento? Gostam somente de filmes? Preferem filme de cunho espiritualista? É filme brasileiro, portanto, pornográfico, como muitos ainda pensam? Terá sido por todos esses motivos?

Anos antes, assisti ao seminário Espiritismo e Ecologia, proferido pelo jornalista André Trigueiro. Para ilustrar o tema, ele perguntou se alguém da plateia sabia quem havia ganhado o Prêmio Nobel da Paz no ano anterior. Havia sido a ambientalista queniana Wangari Maathai. Ninguém sabia. Mais adiante, perguntou se alguém sabia qual havia sido o tema da Campanha da Fraternidade da Igreja Católica. Resposta: Água, fonte de vida. Mas ninguém sabia também.

Ele, então, ressaltou que o Espiritismo é uma doutrina moderna, sempre a par dos avanços da ciência e sempre dando respostas racionais e consoladoras aos conflitos do homem contemporâneo. Por essa razão, os espíritas não podiam ficar de fora da discussão ambiental. A Igreja, pelo tema da referida campanha, já se mostrava engajada.

Faço minhas as palavras do André Trigueiro e estendo-as à questão cultural. Será que Cidade de Deus, Tropa de Elite e os demais não devem ser vistos pelos espíritas por serem violentos? Em que mundo estamos? Num mundo onde ainda prevalece o mal. Deveremos, por isso, passar ao largo da violência que assola classes menos favorecidas e vem sendo brilhantemente retratada e denunciada pelo cinema brasileiro? Penso que não.

É corrente, no movimento espírita, dizer que “devemos estar no mundo sem sermos do mundo”. Eu mesmo já disse isso várias vezes em palestras. Mas o que de fato essa sentença quer dizer?

A realidade violenta retratada por boa parte da atual safra da produção cinematográfica nacional é chocante de ser vista. É uma realidade resultante de um misto de corrupção, descaso e injustiça social para a qual não podemos fechar os olhos. Pregamos o amor ao próximo e o perdão às ofensas? Sim. Devemos perseverar no bem? Sim. Mas isso não quer dizer que devemos ficar alheios a essa atual vertente da produção cinematográfica. Ela retrata e denuncia questões que muitos compatriotas vivem e que precisam ser superadas. Entender como funciona esse mundo cão pode nos dar subsídios para que o estudemos e até contribuamos para ajudar na busca de soluções, por mais difíceis e utópicas pareçam. Isso é estar no mundo sem ser do mundo. Seríamos do mundo se fôssemos coniventes ou diretamente ligados a tudo de errado que fomenta a indústria da violência.

Julgo preocupante o fato de muitos companheiros de movimento espírita não se arriscarem a assistir a tais filmes a pretexto de que são tristes e horrorosos, como já ouvi. Triste e horrorosa é a realidade que eles mostram, e de forma brilhante, lúcida, criticamente construtiva. Nessa realidade, há pessoas de bem que são espezinhadas por bandidos, milicianos e políticos corruptos; há policiais que suam a camisa, ganham pouco e não se deixam corromper; e há autoridades que arriscam a vida na luta contra um sistema corrompido. Gente, enfim, que merece nosso apoio, nossas preces, nosso incentivo.
Às vezes tenho a impressão de que muita gente pensa que, pelo fato de a verdadeira vida ser a espiritual, não devemos nos ater aos fatos do mundo, já que estamos aqui de passagem. Sermos indiferentes à questão da violência e da boa safra da produção nacional dos últimos tempos é nos comportarmos de forma alienada. É fugirmos do mundo, algo totalmente diferente de ser do mundo. É nos julgarmos superiores e crermos que não temos nada a ver com as mazelas do Brasil atual por estarmos nos preparando para o lado de lá.




                     Marcelo Teixeira









                                                                                                              PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Ser do mundo, estar no mundo, fugir do mundo
Enviado por: dOM JORGE em 02 de Junho de 2015, 09:22
                                                                   VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                      Estar no mundo: reencarnamos na Terra para progredir, desenvolver potencialidades, transformarmos desafetos em afetos, resolvermos pendências de vidas passadas e contribuirmos para um mundo mais justo. Além disso, participarmos das discussões que visam a melhorar o País, cerrar fileiras contra o banditismo e a corrupção, sermos cidadãos mais participativos.

Ser do mundo: pactuarmos com o mal; sermos omissos; acovardarmo-nos diante de injustiças; irmos de roldão junto com a turba que xinga, bate, corrompe, fala o que não deve...

Fugir do mundo: não nos posicionarmos politicamente; não nos engajarmos na causa ecológica (Atenção, espírita: precisamos reciclar o lixo, evitar o desperdício de água; abolir o uso de sacolas plásticas na hora das compras...); não ir ao cinema, teatro, restaurantes; ficar alheio ao que muita gente interessante tem a dizer em livros, jornais... E, o mais preocupante, a meu ver: só sair de casa para ir ao centro espírita; só ler livros espíritas; só ir ao cinema para ver filmes espíritas. Agindo desse jeito, podemos nos tornar pessoas maçantes que só têm um assunto: Espiritismo, que, por mais fascinante e consolador que seja, não deve interessar a todas as pessoas com quem convivemos. Ou será que só convivemos com o pessoal do centro espírita?
É claro que temos o direito de assistir aos filmes que quisermos. Mas é triste ver pessoas do movimento espírita (adultos jovens, ainda por cima) ignorarem um filme como Cidade de Deus sob o pretexto de que é violento. Claro que é. Mas não é uma violência gratuita. Muito pelo contrário. Temos a ver, mesmo que indiretamente, com o que Fernando Meirelles mostra na tela.

Quando adotamos uma postura, digamos, isolacionista, corremos o risco de perder o senso crítico, ou seja, achar que só o que é espírita é bom. Não é, sinto muito. Dos recentes filmes espíritas, gostei de Nosso Lar e de Chico Xavier – O Filme. Mas confesso que não gostei de outros títulos. Não vou achá-los lindos só porque são espíritas. Louvo a atitude, acho importante que a Doutrina Espírita esteja cada vez mais presente nos cinemas. Não devemos, no entanto, perder de vista o senso crítico. A não ser que queiramos fugir do mundo em vez de estar no mundo.

Isso me lembra de um episódio vivido por mim e outros amigos da época da mocidade espírita, em meados da década de 1980. Estávamos numa cachoeira de Petrópolis num dia de verão. Um dos integrantes da mocidade havia levado um colega espírita de outro Estado. Lá pelas tantas, chega um grupo de pessoas e se acomoda um num ponto mais adiante de nós. Sem problema. Afinal, estávamos em local público. Nadávamos e conversávamos em paz quando esse rapaz espírita vira-se para nós e diz que era melhor irmos embora, pois ele havia visto entidades sofredoras junto com o grupo que chegara há pouco. Argumentamos que ficaríamos onde estávamos, nos divertindo de forma saudável.

Faço votos para que esse rapaz, a quem nunca mais vi, tenha amadurecido e educado sua mediunidade. Se começarmos a evitar determinados lugares por causa das entidades sofredoras que provavelmente lá se encontram, nunca mais iremos à praia, ao supermercado e aos já citados cinemas, teatros, restaurantes... Precisamos do mundo, e ele de nós. Vivamos as oportunidades culturais que o mundo oferece, mas sabendo separar o joio do trigo, como ensinou o Cristo. Isso é estar no mundo.

Tenhamos, portanto, cuidado para não nos isolarmos do mundo como se nada em volta além do Espiritismo nos interessasse. Não é isso que a Doutrina Espírita prega; não é isso que ela espera de nós.


                     Marcelo Teixeira









                                                                                                          PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Ser do mundo, estar no mundo, fugir do mundo
Enviado por: valtervcj em 02 de Junho de 2015, 20:20
Gostaria de deixar minha contribuição.
Através das situações que vimos no filme Cidade de Deus procuramos mudar um pouco as nossas aulas de evangelização (muitas de nossas crianças moram em favelas com os mesmos problemas mostrados no filme) trazendo valores que possam ajuda-los a dizer não às ofertas que surgem no dia-a-dia delas. A única forma de combater uma doença é saber como ela é adquirida e como se desenvolve. Infelizmente ainda somos os cegos sociais que se acostumaram com a miséria e a violência nos rodeando por toda parte, estão ha tanto tempo conosco que não percebemos mais. Acostumamos com seu odor e não mais o sentimos.
Título: Re: Ser do mundo, estar no mundo, fugir do mundo
Enviado por: lconforjr em 03 de Junho de 2015, 04:20
Re: Ser do mundo, estar no mundo, fugir do mundo

      Ref resp #1 em: 020615, às 09:22, de dOn Jorge

      Amigos participantes destes estudos.

      É muito interessante (interessante no sentido de despertar a curiosidade e de merecer atenção) o que vou expor: tantos se dedicam ao estudo sério da doutrina; procuram ajustar suas vidas, seus procedimentos, segundo o que ela ensina; debatem sobre suas dúvidas; procuram compreender seus conceitos.

      Porém, por outro lado, muitos (mesmos desses referidos acima) não se interessam por partes fundamentais de sua filosofia contidas na codificação, talvez por não terem ainda sua atenção despertada, ou não tiveram tempo suficiente para refletir sobre elas.

      Ficamos falando e debatendo sobre vidas sucessivas, de se Jesus era um espírito puro, de homossexualidade, obsessões e obsessores, méritos e deméritos, da aproximação do momento da promoção do planeta e tantas coisas mais. Assim, nos esquecemos de partes fundamentais, necessárias para que a doutrina e, consequentemente, a vida, sejam convenientemente entendidas.

      Vamos ao texto da msg inicial deste tópico (perceba-se que o que falei acima não diz respeito somente a este tópico, mas a todos que se referem aos assuntos que abordei acima e a muitos outros temas; enfim, ao todo da doutrina):

      Texto da resposta referida acima: “Estar no mundo: reencarnamos na Terra para progredir, desenvolver potencialidades, transformarmos desafetos em afetos, resolvermos pendências de vidas passadas e contribuirmos para um mundo mais justo”.

      Conf: aqui já há algumas coisas a tentar entender, pois são fundamentais para que entendamos a doutrina e, como a DE sabiamente nos aconselha, para que tenhamos um “fé raciocinada”: se viemos à Terra para progredir, sem dúvida, e com certeza os amigos concordarão, deverá apenas ser quanto ao intelecto pois, se no moral precisamos progredir, isso significará que já somos criados por Deus com a moral inexistente ou baixa, coisa inadmissível para a doutrina. Pois, se já viemos à Terra para progredir, também, moralmente, precisaremos encontrar, na doutrina, na lei de Deus, a justificativa para nossos sofrimentos! Se alguém, entre os que nos leem, já a encontrou, será sua obrigação moral, agir como o Mestre aconselhou: “colocar a luz sobre o velador para que ilumine a todos!”.

      Outro ponto: se, conforme a doutrina, Deus nos deu o livre-arbítrio e, com ele, a liberdade de escolher, precisamos saber, porq, agora, necessitamos transformar desafetos em afetos!

      E, qto ao banditismo e a corrupção, a questão, como podem ver, tem de ser a mesma.

      Texto: “Ser do mundo: pactuarmos com o mal; sermos omissos; acovardarmo-nos diante de injustiças; irmos de roldão junto com a turba que xinga, bate, corrompe, fala o que não deve...”.

      Conf: todos sabemos que é uma verdade inquestionável que todos os efeitos têm suas causas; sendo assim, será tb necessário que conheçamos qual é a causa de “pactuarmos com o mal”, de sermos omissos, de nos acovardar diante das injustiças, de acompanharmos as multidões que erram, corrompem, fazem o que não devem?

      Temos, conforme a doutrina, a possibilidade de escolher não fazer nada que não devemos fazer! E, aqui, então, a questão poderá ser: porq, então, trabalhamos contra nós mesmos, escolhendo ser o que não devemos ser e que redundará em dores e lágrimas para nós mesmos e para os que conosco convivem?

      Texto: “Fugir do mundo:...”.

      Conf: aqui seria muito interessante perguntar: o que nos impede de nos posicionarmos de modo que o mundo possa se tornar melhor para todos? Pq não nos engajamos na causa ecológica, sobretudo qdo vemos o mundo sofrendo pelos desmandos dos homens em relação à Natureza?  Pq muitos não se interessam em aprender para, aprendendo, se relacionar melhor com os demais? Porq adotamos tantas posturas erradas?

      Temos, sim, de buscar respostas para todas essas perguntas! É isso que a doutrina exige de nós: questionar e raciocinar para entendê-la.

      Afinal, nós mesmos nos fazemos ser assim tão cheios de erros e desacertos? Escolhemos sofrer as angústias de vidas em mundos inferiores se podemos, agindo corretamente, viver em mundos melhores?!

      Os espíritos que trabalharam na codificação estavam cobertos de razão ao aconselharem que devemos ter uma fé-raciocinada, que devemos raciocinar para melhor entende-la! Se não a entendermos, como vamos poder entender a vida, a nós mesmos, o que nos acontece quando estamos encarnados, porq somos ou bons ou maus, porq erramos, porq sofremos?!!

      Abraços.
............................
Título: Re: Ser do mundo, estar no mundo, fugir do mundo
Enviado por: Vitor Santos em 05 de Junho de 2015, 22:52
Olá amigos

A intervenção social, para além das ONG, algumas bastante úteis, carece que pessoas bem intencionadas aceitem participar na governacao dos vários países do mundo. A única forma é participar nos órgãos que tomam as decisões, incluindo as decisões politicas.

Para a generalidade das pessoas, o que interessa é dar um bom exemplo, ser honesto, util. E se formos caridosos é a cereja no topo do bolo. Se cada um se comportar bem, no seu pequeno mundo, já é bem bom.

Estão sempre a nascer e a morrer pessoas. A população mundial muda a cada hora que passa. As necessidades do nosso corpo de carne, as básicas e as que inventamos ocupam-nos muito tempo. A desconfiança é prudência, por um lado, mas, por outro mina as relações humanas. A própria fé é minada pela desconfiança, pois não temos todos evidências comprovadas de que existe o paranormal. Por um lado há esperança, por outro dúvida.

Enfim, é óbvio que tudo deveria ser melhor, idealmente. Mas a inércia do mundo é muito grande. Sonhar que somos capazes de o mudar é utopia.Cada um de nós é muito pouco.Somos pulgas atentar empurrar um  elefante. Mas cada um tem ser a melhor pulga possível, todavia consciente que é apenas uma pulga.

Bem hajam
Título: Re: Ser do mundo, estar no mundo, fugir do mundo
Enviado por: valtervcj em 08 de Junho de 2015, 16:17
Acredito que tudo se resume ao nosso egoismo.
A moral dada por Deus é perfeita, sabemos exatamente o que não queremos que nos façam. O livre-arbítrio, embora regido pela regra de que colheremos o que plantamos, nos permite escolher fazer, ao nosso semelhante, algo que não quereríamos que fosse feito a nós. O egoísmo de só querer o melhor para nós, faz com que selecionemos sempre a melhor brasa para nossa sardinha, ou nos isentemos dos problemas dos outros, pois "a cada um seus próprios problemas". A moral nunca varia, a nossa escolha sim, mas com conhecimento de causa, colocando nossos interesses acima dos demais.
Estamos ainda muito arraigados mo materialismo. Nossa felicidade está no cargo/salário que teremos ao término da faculdade, no status que nosso cargo proporcionará, no conforto que termos para nós e nossa família. Somente matéria. Nosso objetivo, enquanto encarnados, é transcendermos a matéria, abandonar tudo e seguir Jesus. Porque não fazemos isso? Eu sei a minha resposta. Você sabe a sua resposta.
Existem perguntas muito mais simples e menos filosóficas: porque não dedicamos um horário, todos os sábado, para visitar hospitais, asilos, orfanatos? Porque não assumimos a responsabilidade sobre uma turma de evangelização infantil, uma vez por semana? Porque não juntamos um grupo de amigos e levamos comida e rupas a moradores de rua, todas as semanas?
Nunca haverá transformações de massa, sempre serão um a um.
Espero ter contribuído. Paz e luz a todos.
Título: Re: Ser do mundo, estar no mundo, fugir do mundo
Enviado por: lconforjr em 08 de Junho de 2015, 18:14
Re: Ser do mundo, estar no mundo, fugir do mundo

      Ref resp #5 em: 080615, às 16:17, de Valtervcj

      Olá Valter. Como manda a doutrina, vamos raciocinar um pouco sobre sua resposta.
....
      Valter disse: Acredito que tudo se resume ao nosso egoismo.

      Conf: se tudo se resume no egoísmo, a maior chaga da humanidade, mãe de todos os males e sofrimentos dos homens, porq é q continuamos agindo como egoístas?!

      E veja que temos um sério problema para resolver: como deixar de ser egoísta se nem mesmo sabemos quais são as causas de sermos egoístas? E, se não sabemos quais são as causas, é evidente que não vamos saber como evitar de cair nelas! Afinal, o que nos faz egoístas? Porq nos tornamos egoístas se, no ato da criação, não éramos egoístas?

      Se a moral dada por Deus é perfeita, e sabemos exatamente o que não queremos que os outros nos façam, porq é que, mesmo tendo o livre-arbítrio, fazemos o mal para os semelhantes se podemos escolher fazer o bem?! Não temos medo de “colher o mal que plantamos”?! Se o livre-arbítrio permite escolher fazer, aos nossos semelhantes, somente aquilo que queremos que eles nos façam, porq tantas vezes escolhemos fazer a eles o que não queremos que eles nos façam?!

      Se a moral que o Cristo nos ensinou é perfeita, porq é que ainda não a seguimos e continuamos colocamos os nossos interesses acima dos interesses dos demais? 

      E qual é a causa de ainda estarmos muito presos ao materialismo, de agirmos tantas vezes como se os semelhantes não existissem, e como se não existisse uma vida espiritual a nos chamar para o caminho do bem?

      Valter: Nosso objetivo é transcender a matéria, abandonar tudo e seguir Jesus. Porque não fazemos isso? Eu sei a minha resposta. Você sabe a sua resposta.

      Conf: meu amigo, sinceramente: eu não sei a minha resposta e tenho certeza de que nem vc sabe a sua! Veja: qual é sua resposta?  Porq vc não segue Jesus como acha que deve? Será que não seguimos Jesus porq somos maus, ou teimosos? Mas, qual é a causa de sermos maus ou teimosos, ou orgulhosos se, antes, não éramos maus?

      Ou será que não seguimos Jesus porq escolhemos não segui-lo? Se é isso, porq é que escolhemos não segui-lo em vez de escolher segui-lo? Queremos sofrer as consequências de transgredir a lei de causa e efeito, que podem ser terríveis, desesperadoras, insuportáveis?

      Espero ter contribuído para vc raciocinar um pouco; como manda a doutrina, devemos ter uma “fé raciocinada”. Abçs.

..................