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CODIFICAÇÃO => Outros Estudos => Tópico iniciado por: Edna☼ em 19 de Dezembro de 2012, 17:11

Título: Quem é Jesus?
Enviado por: Edna☼ em 19 de Dezembro de 2012, 17:11
(https://testemunhadecristo.files.wordpress.com/2010/09/tc-jesus1.jpg?w=676)

Citar
"Jesus é para o homem o tipo de perfeição moral a que pode aspirar a Humanidade na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ele ensinou é a mais pura expressão de sua lei, porque ele estava animado do espírito divino e foi o ser mais puro que já apareceu na Terra."  -  O Livro dos Espíritos,  Allan Kardec, .


Quando nasceu Jesus?

Confirmando as profecias, Jesus nasceu na Terra, em um ambiente de lutas e conspirações. Viveu na Palestina durante o reinado de Herodes Antipas (4 a. C. – 37 d. C.) 

O Espírito Joanna de Ângelis diz que: “O mundo era, então imensurável cadeia de aflições. O instinto animal lutando por domínio e a inteligência sonhando pela fixação do sentimento e da razão. A História revela por si só que é preciso rios de lágrimas para lavar as feridas que as paixões humanas produzem, ensejando o nascer da saúde moral. Talvez por isso, Voltaire declarou ser a História “uma coleção de crimes, loucuras e desgraças”, olvidando as estruturas que arrancaram o homem, a duras penas, da animalidade a civilização. Também eram tormentosos aqueles dias... No fragor de mil angustias e cruentas lutas, no solstício do inverno do ano 1 a.C., nasceu Jesus.”  (2)

Em suas pesquisas Therezinha de Oliveira esclarece que: “não se sabe ao certo em que dia e mês ocorreu, pois o dia 25 de dezembro foi fixado pelo Papa Júlio I, a partir do século IV d.C. (360), para substituir comemorações pagãs por motivos e hábitos cristãos. Do nascimento de Jesus começou-se a contar uma Nova Era: a cristã (a.C. e d.C.), mas dizem estudiosos que Jesus pode ter nascido de 8 anos antes a 4 anos depois da data fixada.” 1

Neste sentido, Edgard Armond, acrescenta que, “ao narrar a vida de Jesus e devido a divergência existente nos calendários; para simplificar as coisas e evitar interpretações diferentes, adotamos o sistema de considerar o ano 1 o primeiro a partir do nascimento do Cristo; ano 33 o de sua crucificação, etc., desprezando o calendário oficial, que considera tenha ele se verificado no ano 7 da nossa Era e 747 da fundação de Roma. 3

Respeitadas as divergências, cumpre notar que a vinda de Jesus é um divisor de águas, o calendário que passa a viger (a.C. e d.C.), inaugura uma nova Era para a humanidade, pela busca da razão, do amor, da justiça e da caridade.



Fonte:

1 Jesus o Cristo, Therezinha Oliveira

2 Estudos Espíritas, Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo P. Franco.

3 O Redentor, Edgard Armond


Título: Re: Quem é Jesus?
Enviado por: dOM JORGE em 19 de Dezembro de 2012, 22:09
                                                                   VIVA JESUS!




             Boa-noite! queridos irmãos.



                   
JESUS FOI COM TUDA PUJANÇA O MESTRE POR EXCELÊNCIA


De todos os temas que tenho escrito, os mais fascinantes são quando discorro sobre Jesus. Ele que é a mais elevada expressão humana e a mais mencionada da História. O Mestre foi, é e sempre será inspiração para os majestosos arranjos literários e sobretudo para obras de arte (música, pintura, teatro, escultura, poesia). Nenhum vocábulo, fórmula poética, artística, filosófica e nenhum louvor em Sua memória conseguirá traduzir o que Ele representa para cada um de nós. Ele é a avenida, a veracidade e a existência; nenhuma pessoa irá ao Criador, senão por Ele. Todos os milhares de volumes dos mais variados livros ditos sagrados Jesus resumiu em uma única citação que abrange toda a sabedoria e cultura terrestre - amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmos. O seu desempenho foi o de colossal fanal, fulgurando nossas estradas e mostrando a todos como poderemos obter a felicidade. Foi um Educador por excelência, tanto que foi o único adjetivo que teve o seu apoio, o de Mestre. É verdade! Jesus jamais aceitou qualquer outra qualificação, e o único título que admitiu foi o de ser chamado de Mestre. Verdadeiramente, Jesus foi com toda a pujança o Mestre por excelência. Translúcido como um cristal era o Seu caráter - e, no entanto, Ele continua sendo o maior enigma de todos os séculos. Para alguns religiosos é entronado como uma divindade. O motivo pelo qual alguns consideram Jesus um Semideus, é a sua colossal elevação espiritual. Diante Dele, todos ficamos muito pequeninos, ressaltando-se as nossas deficiências e inferioridades. Perante o Mestre, somos tão nanicos que ele nos parece ser uma Divindade. Daí a confusão de alguns religiosos. Um dos mandamentos inesquecíveis de Jesus está contido no Sermão da Montanha. Nessa belíssima lauda, avaliada por Mahatma Gandhi como a mais pura essência do cristianismo a ponto de o Iluminado da Índia pronunciar que se um cataclismo extinguisse toda a sabedoria humana, com todos os seus livros e bibliotecas, se restasse apenas o Sermão da Montanha, as gerações futuras teriam nele toda a beleza e sabedoria necessárias para a vida. Jesus é o redentor, o consolador, o diretor planetário, o Profeta, o Mestre. Não adulava os poderosos e não oprimia os excluídos sociais. Não repudiava "madalenas" nem apedrejava “adúlteras” - mas lançava os penitentes verbos de perdão. Por servir ao próximo, com modéstia, sem agressões e arrogâncias, Ele foi tido como insensato e rebelde violador da lei e inimigo da população, sendo escolhido por essa mesma turba para receber com a cruz o glorioso laurel de acúleos. Mas, o sacrifício Dele não deve ser apreciado tão somente pela dolorida demonstração do Calvário. A coroa e a cruz representaram o desfecho da obra do Mestre, mas o sacrifício na sua exemplificação se constatou em todos os dias da sua passagem pela Terra. Anunciando as bem-aventuranças à população no monte, não a desvia para a brutalidade, a fim de assaltar o celeiro dos outros. Multiplica, Ele mesmo, o pão que a reconforta e alimenta. Não alicia o povo a reclamações. Recomenda acatamento aos patrimônios da direção política, na circunspecta expressão "a César o que é de César". Evidenciando as apreensões que o vestiam, diante da renovação do mundo íntimo, não se regozijou em assentar-se no trono dos gabinetes, em que os generais e os legisladores costumam ditar ordens. Desceu, Ele próprio, ao seio do povo e entendeu-se pessoalmente com os velhos e os doentes, com as mulheres e as crianças. A Sua lição fulge como um Sol sem crepúsculo, conduzindo a Humanidade ao Porto da paz!. Para a maioria dos teólogos, Ele é objeto de estudo, nas letras do Velho e do Novo Testamento, imprimindo novo rumo às interpretações de fé. Para os filósofos, Ele é o centro de polêmicas e cogitações infindáveis. Conquanto alguns (kardequiólogos) tentem bani-lo do movimento espírita, para nós , ESPÍRITAS, Jesus foi, é e será sempre a síntese da Ciência, da Filosofia e da Religião (tripé do edifício Espírita). A Doutrina dos Espíritos vem colocar o Evangelho do Cristo na linguagem da razão, com explicações racionais, filosóficas e científicas. Sem abandonar o aspecto sensível da emoção que é colocado na sua expressão profunda, demonstra que o sentimento e a razão podem e devem caminhar pela mesma alameda, pois constituem as duas asas de libertação definitiva do homem.


             Jorge Hessen







                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: O Nascimento de Jesus
Enviado por: Edna☼ em 20 de Dezembro de 2012, 10:45
(https://hermesgama.files.wordpress.com/2011/03/jesus-nasceu-1.jpg)

Onde nasceu Jesus? 

Diz Lucas, “que a gestação de Maria aproximava-se do final quando o Imperador Cesar Augusto ordenou que se realizasse o recenseamento do povo judeu, e cada um ia alistar-se a sua própria cidade, e José subiu da Galileia a Belém (casa e família de Davi), a fim de alistar-se com sua mulher, Maria, que estava gravida, e ali deu a luz numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem (Lc, 2:1-7)

Herculano Pires acredita que, "esse deslocamento do casal teria sido uma tentativa de acomodar o nascimento de Jesus na cidade de Belém, porque lá é que nasceria o Messias, como profetizado por Miqueias (5:2). E, acrescenta que “para nós, porém não importa tanto a exatidão de local, dia, mês e ano em que Jesus tenha nascido, e sim que esse Espírito altamente evoluído veio a Terra, para nos orientar espiritualmente." 1


Fonte:

1 Jesus o Cristo, Thereizinha Oliveira

Título: Re: Quem é Jesus?
Enviado por: VLRC em 20 de Dezembro de 2012, 13:52
Jesus o principe da paz

Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.
E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.
Mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho.

Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?

Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.

Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto.

Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta.

Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?
Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.
Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras.

Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.

E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.

Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.

Se me amais, guardai os meus mandamentos.

E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;

O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.
Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.

Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis.

Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós.
Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.
Disse-lhe Judas (não o Iscariotes): Senhor, de onde vem que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo?

Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.

Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou.
Tenho-vos dito isto, estando convosco.
Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.

Ouvistes que eu vos disse: Vou, e venho para vós. Se me amásseis, certamente exultaríeis porque eu disse: Vou para o Pai; porque meu Pai é maior do que eu.
Eu vo-lo disse agora antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.
Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim;
Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai, e que faço como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui.

João 14
Título: Jesus
Enviado por: Edna☼ em 20 de Dezembro de 2012, 18:51
(https://i.pinimg.com/originals/e5/a5/bf/e5a5bf70f5a7fc355f9f3478a227a465.jpg)

"Incompreendido desde os primeiros instantes, a Sua é a vida dos feitos heróicos, da renúncia, do sacrifício e do supremo amor. Anunciado pelos anjos e por eles assessorado, inaugurou desde o berço o período da humildade, em que a vitória do direito se faz legítima ante a prepotência da força.

Elegendo o bucolismo das paisagens verdejantes e a adusta aridez das montanhas, onde o horizonte visual se confunde a distância, entoou o hino mais estóico e nobre que jamais foi modulado na Terra, de tal modo que nenhum clamor conseguiu abafá-lo, ou qualquer tormenta logrou silenciá-lo.

Escolhendo a meditação, em profundos ensimesmamentos, nos quais mergulhava no Oceano do Pensamento Divino, alimentava-se mais da oração de que toda hora se nutria do que do repasto material. Dispondo de todos os recursos imagináveis, preferiu a simplicidade para assinalar a Sua presença e mimetizar os que dele se acercavam, sem que O pudessem esquecer jamais.

Utilizando-se das expressões comuns, Suas palavras adquiriram desconhecida vitalidade.

Preferindo a solidão, mas podendo arregimentar exércitos de fiéis servidores, apenas chamou doze companheiros de frágil estrutura cultural e moral, na aparência, para o ministério, modificando os conceitos humanos da Terra e reformulando as bases sociais, culturais e artísticas da Humanidade, desde então.


Jesus, o Divino Sol!


Sem embargo, dialogou e conviveu com aqueles que se deixaram vencer pelos vis miasmas das iniqüidades...

Não os censurou, nem os execrou.

Em momento algum os constrangeu ou os magoou.

Ofereceu-lhes mãos amigas, generoso concurso.

Fê-los entender e desejar o dealbar de novos dias de sol e paz, que passaram a anelar, lutando com acendrado esforço por consegui-los. Sabia que dentre os Seus, os escolhidos, havia o barro da fragilidade humana; entretanto, não os amou menos.

Conhecia o travo que deixa nalma as tentações e investiu os que d'Ele se acercavam com recursos poderosos, a fim de pugnarem contra elas, apesar de não ignorar que nem sempre conseguiriam permanecer imunes sob tal guante.

Viveu cercado pela malícia de muitos e experimentou o acicate dos astuciosos, impertérrito, a serviço do Pai.

E amou sempre, incessantemente, por ser o amor a fonte inexaurível da vida.

Diante dos aparentemente grandes da Terra jamais se apequenou e ao lado dos pequenos não os sombreou com a Sua grandeza, antes os levantou à categoria de amigos, à nobreza de irmãos.

Tinha a certeza da necessidade de ser imolado... A Terra exigia holocaustos, ainda.
 Doou-Se com imperturbável serenidade.

Nenhuma queixa.

Solicitação alguma fez.

Traído, perdoou.

Abandonado, ligou-Se ao Pai.

Conquanto todas as acres aflições experimentadas, retornou ao seio dos amigos atoleimados, ansiosos, saudosos, atestando para eles a excelência da Imortalidade.

Seus ditos, Seus feitos ora recordados e estudados, dão a eloquente dimensão da Nova Era que veio implantar, cujos alicerces são o hálito do amor e o pão da caridade.

Libertando as consciências da sombra do egoísmo, conseguiu romper a grilheta dos evos recuados, facultando às criaturas a verdadeira visão do mundo e da vida, o legítimo valor das coisas, dos objetos, das posições.

Sua mensagem de fraternidade igualou todos os homens, cujas diferenças estão nas indestrutíveis e inamovíveis conquistas do espírito imortal, em que o maior se faz servo do menor e o que possui se despoja para socorrer o que não conseguiu reter...

Enquanto as crianças, as mulheres, os velhos, os mutilados e os enfermos constituíam carga inútil, pesando na economia social, Ele inaugurou os dias da misericórdia e da esperança para todos.

Honrou a mulher, soerguendo-a da escravidão que padecia sob os abusos da masculinidade, sustentando-a nas suas aparentes limitações e santificando-a, graças à maternidade.

As crianças foram tomadas como símbolo de pureza.

A viuvez e a dor, sob qualquer disfarce, receberam o bálsamo do alento, da alegria e da oportunidade.

Não construiu um reino de mendigos — antigos potentados; de enfermos — anteriores estróinas da saúde; de atormentados — passados perseguidores; de vencidos — que vinham de vitórias mentirosas; do expurgo social — que antes ultrajava e corrompia —, mas plantou as bases da família universal legítima sem qualquer limite de fronteira, raça ou posição terrena.

Os pródromos da Nova Era nele começaram e se desenvolverão pelo futuro do tempo melhor."


Pelo Espírito de Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco
Título: Re: Quem é Jesus?
Enviado por: EsoEstudos em 20 de Dezembro de 2012, 20:48
Jesus foi um homem...
[...]
O que importa é a essência dos ensinamentos.

Um homem... com uma Alma límpida do ponto de vista de seus sentimentos, emoções e determinação quanto ao ensinamento ministrado. Não foi uma mente científica ou filosófica, mas sim uma mente bem ajustada e em sintonia com o que era, naquele momento da Humanidade, necessário para a modificação dos referenciais religiosos. Do que disse, hoje temos variantes que devem ser consideradas em sua essência e não na literalidade.

O mundo não precisava de um filósofo maior do que a Vida já produzira. Não precisava, tampouco, de um misticismo maior do que as ciências antigas das Escolas de Mistérios dos egípcios cuidaram de manter nos círculos esotéricos. O mundo precisava de alguém que falasse ao povo como parte dele. De alguém que ensinasse o Amor sem digressões condoreiras restritas aos doutores. De alguém que surpreendesse os doutores exatamente pelo caráter simples de conceitos que lhes calaram fundo com foros de verdade intuitiva, verdade cuja menção simplesmente não saíra de suas orgulhosas culturas. Um homem bem diferente de alguém que as pessoas teimam em imaginar flutuando sob uma aura de incognoscível beatitude devolvendo a visão a cegos, fazendo paralíticos andarem e - nada menos que isso! - um certo Lázaro ressuscitar dos mortos... Ele próprio teria que voltar ao mesmo corpo físico para convencer seus apóstolos!!!???

Insisto: será que se nada disso fosse contado acerca de Jesus seus ensinos seriam menos valiosos?

Por que as pessoas aceitam algo tão absurdo como “Deus” encarnado, traído, molestado e assassinado?

Jesus foi um homem... Um homem excepcionalmente bem preparado espiritualmente para sua elevada missão. Mas um homem. O Cristo Planetário é Jesus? Não sei... Isso também não tem nenhuma importância... Como sempre, o que importa é o ensinamento...

Jesus foi o Amor maior que um homem pode vivenciar...

http://esoestudos.blogspot.com.br/2012/10/jesus-foi-um-homem.html
Título: Re: Quem é Jesus?
Enviado por: Mirina em 20 de Dezembro de 2012, 22:34
Boa noite amigos,


depois de muitas pesquisas conclui que provavelmente Jesus Cristo, entre a sua adolescência até os 30 anos foi um seguidor dos Essênios, grupo religioso daquela religião e que pregava uma mensagem que coincide em diversos pontos com as boas novas trazidas nos evangelhos. 

Segue trecho sobre a filosofia essenia:

"A Filosofia Essênia

     Szekely pesquisou o pensamento dos essênios durante toda a vida. Uma de suas principais obras é a tradução de um manuscrito encontrado em 1785 pelo historiador francês Constantine Volney em viagens pelo Egito e pela Síria. É um diálogo entre Josefo e o mestre essênio Banus a respeito das leis da natureza. Eis alguns trechos:
Bem - Tudo aquilo que preserva ou produz coisas para o mundo, como "o cultivo dos campos, a fecundidade de uma mulher e a sabedoria de um professor".
     Mal - O que causa a morte, como a matança de animais. Por esse motivo, o sacrifício de bichos, mesmo que para a alimentação, é condenável.
     Justiça - O homem deve ser justo porque na lei da natureza as penalidades são proporcionais às infrações. Deve ser pacífico, tolerante e caridoso com todos, "para ensinar aos homens como se tornarem melhores e mais felizes".
     Temperança - Sobriedade e moderação das paixões são virtudes, pois os vícios trazem muitos prejuízos à saúde.
     Coragem - Ela é essencial para "rejeitar a opressão, defender a vida e a liberdade".
     Higiene - Uma outra virtude essencial dos essênios é a limpeza, "para renovar o ar, refrescar o sangue e abrir a mente à alegria".
     Perdão - No caso de as leis não serem cumpridas, a penitência é simples. Banus afirma que, para se obter perdão, deve-se "fazer um bem proporcional ao mal causado"."

Fonte:http://www.espacoholistico.com.br/essenios.htm


Entre os seguidores desta religião era comum a peregrinação pelo deserto e o batismo, como é descrito na biografia de João Batista.  Achei muito interessante esta análise, deixo aqui para apreciação.

Abs,
Mirina
Título: Re: Quem é Jesus?
Enviado por: Edna☼ em 20 de Dezembro de 2012, 23:54
Olá Dom Jorge, Valter, EsoEstudos, Mirina, agradeço pelas preciosas contribuições.

Vale a pena relembrar os esclarecimentos de Allan Kardec sobre os essênios e sua suposta ligação com Jesus:


"ESSÊNIOS Seita judia fundada cerca do ano 150 antes de Cristo, no tempo dos macabeus. Seus membros moravam em edifícios semelhantes a mosteiros, e formavam uma espécie de associação moral e religiosa. Distinguiam–se pelos costumes suaves e as virtudes austeras, ensinando o amor a Deus e ao próximo, a imortalidade da alma, e crendo na ressurreição. Eram celibatários, condenavam a escravidão e a guerra, tinham seus bens em comum e se entregavam à agricultura. Opostos aos saduceus sensuais, que negavam a imortalidade, e aos fariseus enrijecidos por suas práticas exteriores, para os quais a virtude nada mais era do que aparência, não tomavam nenhuma participação nas disputas dessas duas seitas. Aproximavam-se, por seu gênero de vida, dos primeiros cristãos, e os princípios de moral que professavam fizeram algumas pessoas suporem que Jesus fazia parte dessa seita, antes do início de sua missão pública. O que é certo, é que ele devia conhecê-la, mas nada prova que lhe fosse filiado, e tudo quanto se tem escrito a respeito é hipotético."


Mais adiante, acrescenta que:


Da suposição de que Jesus devia conhecer a seita dos essênios, seria errado concluir que ele bebeu nessa seita a sua doutrina, e que , se tivesse vivido em outro meio professaria outros princípios. As grandes idéias não aparecem nunca de súbito. As que têm a verdade por base contam sempre com precursores, que lhes preparam parcialmente o caminho. Depois, quando o tempo é chegado, Deus envia um homem com a missão de resumir, coordenar e completar os elementos esparsos, com eles formando um corpo de doutrina. Dessa maneira, não tendo surgido bruscamente, a doutrina encontra, ao aparecer, espíritos inteiramente preparados para a aceitar. Assim aconteceram com as idéias cristãs, que foram pressentidas muitos séculos antes de Jesus e dos essênios, e das quais foram Sócrates e Platão os principais precursores.”


Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec


Título: Re: Quem é Jesus?
Enviado por: Mirina em 21 de Dezembro de 2012, 00:27
Olá Edna,


exatamente o que penso....acredito que Jesus teve em algum momento contato com esta religião, e conhecimento de seus preceitos.  Vejo também na mensagem do Cristo pontos que avançam os princípios essenios, fruto de seu grau de desenvolvimento e conhecimento.

Esta análise vem a corroborar com o princípio da universalidade da Doutrina Espirita, embora só tenhamos tido conhecimento a cerca de tais principios a partir da DE, são os mesmos que regem este plano terrestre desde  a sua criação.  Muito legal está lembrança dos filósofos, nos meus estudos tentei construir uma linha cronológica entre a evolução de tais principios enunciados em diversas épocas da humanidade, mas acabei abandonando porque requer um trabalho meticuloso de pesquisa.
O que pude notar é que de um grande gênio ou avatar para outro há uma evolução do pensamento humano, e esta simples constatação me incentivou muito nos meus estudos...

Edna, por favor me indique onde a citação de Kardec, pois gostaria muito de lê-la na íntegra.

Abraços de luz,

Mirina
Título: Re: Quem é Jesus?
Enviado por: Edna☼ em 21 de Dezembro de 2012, 11:50
Oi Mirina, espero que um dia retome a pesquisa e a partilhe conosco!

A citação de Allan Kardec pode ser lida na íntegra, na Introdução, itens III e IV, da obra prima que consiste O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Abraços fraternos,

Edna  ;)

Título: Re: Quem é Jesus?
Enviado por: Edna☼ em 22 de Dezembro de 2012, 13:00
(https://rlv.zcache.fr/tableau_jesus_christ-re121efcf3f9d451bb8fbece82063d0c9_bjx96_8byvr_307.jpg)
Imagem da Internet

"Mas o papel de Jesus não foi simplesmente o de um legislador moralista, sem outra autoridade que a sua palavra. Ele veio cumprir as profecias que haviam anunciado o seu advento. Sua autoridade decorria da natureza excepcional do seu Espírito e da natureza divina da sua missão.

Ele veio ensinar aos homens que a verdadeira vida não está na Terra, mas no Reino dos Céus, ensinar-lhes o caminho que os conduz até lá, os meios de se reconciliarem com Deus, e os advertir sobre a marcha das coisas futuras, para o cumprimento dos destinos humanos.

Não obstante, ele não disse tudo, e sobre muitos pontos limitou-se a lançar o germe de verdades que ele mesmo declarou não poderem ser então compreendidas. Falou de tudo, mas em termos mais ou menos claros, de maneira que, para entender o sentido oculto de certas palavras, era preciso que novas idéias e novos conhecimentos viessem dar-nos a chave. Essas idéias não podiam surgir antes de um certo grau de amadurecimento do espírito humano. A ciência devia contribuir poderosamente para o aparecimento e o desenvolvimento dessas idéias. Era preciso, pois, dar tempo à ciência para progredir."

Allan Kardec

Título: Re: Quem é Jesus?
Enviado por: Edna☼ em 22 de Dezembro de 2012, 19:20
(http://fundalauracristina.org.ar/Dibujo2.jpg)

"[...] Jesus é uma realidade. Ele é a Verdade, a Justiça e o Amor. Onde estes elementos estiverem presentes, Ele aí estará.

Jesus não é o fundador de nenhum credo ou seita. Ele é o revelador da Lei Eterna, o expoente máximo da verdade, da vontade de Deus.

Jesus é a Luz do Mundo. Assim como o sol não ilumina somente um hemisfério, mas sim toda a Terra, assim o Divino Pastor apascenta com igual carinho todas as ovelhas do Seu redil.

O Espírito do Cristo vela sobre as Índias, a China e o Japão, como sobre a Europa e a América. Não importa que O desconheçam quanto à denominação. Ele inspira aos homens a revelação divina, o Evangelho do amor.Aqui Lhe dão um nome, ali um outro título. O que importa é que Ele é o mediador de Deus para os homens, e intérprete da Sua Lei. Onde reside o Espírito do Cristo, aí há liberdade. Jesus jamais obrigou ninguém a crer desta ou daquela forma.

Sábio educador, sabia falar ao íntimo da criatura, despertar as energias latentes que ali dormiam. Esta a Sua obra: de educação. Porque educar é pôr em ação, é agitar os poderes anímicos, dirigindo-os ao bem e ao belo, ao justo e ao verdadeiro.

Este é o ideal de perfeição pelo qual anseia a alma prisioneira da carne..."

   
                                               
Fonte: Os créditos pertencem a Redação do Momento Espírita (com base no cap. 4 do livro Na Seara do Mestre, de Vinícius, ed. Feb, em 14.12.2007).
Título: Re: Quem é Jesus?
Enviado por: Claudemir dos Santos em 23 de Dezembro de 2012, 09:36
Uma vez questionei aos irmãos espirituais se Jesus era igual ou até mais do que pensamos que ele é,e eles me responderam que não,pois Deus sendo sábio e justo jamais utilizaria espíritos perfeitos para uma missão na terra,pois os espíritos superiores não descem a terra pois não há necessidade disso e cedem a oportunidade aos  espíritos ainda necessitados de reajuste que se candidatam a esta missão,e nenhum espirito trabalha sozinho e são vários espíritos em diversos níveis de evolução que se manifestam num corpo material de acordo com a situação. No momento é necessario que as pessoas encarnadas acreditem que Jesus é um espirito superior pois envolvidas em seu orgulho eles ainda não tem humildade suficiente para aceitar ensinamentos de um irmão igual,aproxima-se a hora em que toda a verdade sera revelada,e ai todas as pessoas entenderão a verdadeira bondade e sabedoria de Deus.  Um feliz Natal a todos e muita paz.
Título: Re: Quem é Jesus?
Enviado por: dOM JORGE em 23 de Dezembro de 2012, 16:03
                                                                   VIVA JESUS!





             Boa-tarde! queridos irmãos.



                    JESUS



                    Seu aniversário é comemorado por quase todo o mundo. Em torno dEle, da Sua figura, as pessoas se reúnem e até discutem.

Discutem a respeito da Sua existência, do que fez, do que disse. Ele não escreveu nada, além de algumas palavras na areia, quando Lhe trouxeram uma mulher para ser julgada.

Contudo, a respeito dEle se escreveram milhares de obras. Sua fama correu o mundo. Sem dispor de títulos honoríficos ou diplomas universitários, o que disse constitui sabedoria e os que pautam a sua vida nas palavras dEle, encontram felicidade.

Escolheu colaboradores a dedo, entre pessoas simples, mas de boa formação e a eles chamou amigos, cultivando a amizade.

A Sua vida pública foi curta, quase três anos, mas muito polêmica. Ele falou a respeito de tudo, dizendo o que era certo, alertando para os erros, convidando as pessoas a pensarem a respeito do que viam, ouviam, não se permitindo simplesmente serem conduzidas como cegos sem direção.

A Sua tônica era o bom senso. Dócil, sabia utilizar a energia quando se fazia necessário. Amorável, distribuía amor aos que O buscavam.

Sempre esteve com o povo, ao lado do povo e Seu verbo era especial para cada um.

A pescadores, sabia falar de peixes e redes. Aos pastores, discursava sobre ovelhas, redil e a qualidade de bom pastor. Com as mulheres do povo, falava a respeito do fermento que leveda a massa, da preocupação que deveriam ter com seus filhos, com seu futuro.

A todos convidava a agir no bem, como receita de felicidade. Ensinava desprendimento, lecionando que a casa do Pai é de todos os filhos. E a casa do Pai é imensa. É o Universo.

Abraçou crianças e as tomou em Seu regaço. Deteve-Se a falar a um moço bom que se sentia insatisfeito e buscava algo mais para sua vida. Convidou-o a segui-lO.

Esclareceu o Doutor da lei que O procurou na calada da noite, para dissipar suas dúvidas e descerrou a ele e ao futuro, a revelação da vida que nunca morre, que se repete em tantas oportunidades até que o Espírito alcance a perfeição.

Comparou-Se ao pastor que conhece as Suas ovelhas e as protege. Comparou-Se ao amigo que dá a sua pela vida dos seus amigos. Aceitou para Si somente o título de Mestre.

Não permitiu que O chamassem bom, pois esta denominação é exclusiva do Pai, o Senhor do Universo.

Sempre respeitou as leis dos homens, mesmo que pudessem parecer tolas ou injustas. Pagou imposto no templo, exigência dos sacerdotes do Seu tempo.

Exortou para que se pagasse o imposto a César, exigência do mundo das coisas transitórias.

Sensível, entendeu a dor da viúva da cidade de Naim e porque descobrisse que o filho era portador de letargia, o convidou ao retorno à vida.

Em casa de Jairo, tocou-Lhe a filha que parecia morta e a devolveu ao regaço dos pais.

A Sua trajetória foi toda de luz. Nada exigia para Si, embora fosse a luz do mundo.

Dizia não ter de Seu sequer uma pedra para repousar a cabeça. Confiante, ensinava que o Pai Celeste que atendia as pequeninas aves, que não semeavam e nem colhiam, igualmente atenderia às necessidades de todos os Seus filhos.

Esteta, soube declamar poemas sobre a beleza da paisagem, enquanto ensinava que o homem é muito mais do que a erva do campo, que hoje é e amanhã é lançada ao fogo.

Que Deus, o Pai de amor, vestia os lírios do campo e assim também providenciaria o necessário para os Seus filhos, mais valiosos que as flores que emurchessem.

Ensinou que ninguém temesse a morte, porque todos são imortais e realizou a passagem desta para a vida espiritual, em oração: Pai, em Tuas mãos entrego Meu Espírito.

Retornou, glorioso, atestando a Imortalidade e, mostrando-Se aos Seus, permitiu que ouvissem Sua doce voz, outra vez a falar de paz e a afirmar: Tende bom ânimo. Eu venci o mundo.

Seu nome é Jesus. O filho de José e Maria. O filho de Deus, nosso Irmão e Mestre.

                                                     Redação do Momento Espírita.







                                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!
Título: Senhor Jesus!
Enviado por: Edna☼ em 23 de Dezembro de 2012, 23:13
(http://4.bp.blogspot.com/-dL08ft8-VuI/UojQk7_zdYI/AAAAAAAAOE8/Qs-o0ikaX3s/s400/images+(3).jpg)

Senhor Jesus!

Quando vieste ao mundo, numerosos conquistadores haviam passado, cimentando reinos de pedra com sangue e lágrimas.

Na retaguarda dos carros de ouro e púrpura, em que lhes fulgia a vitória, alastravam-se, como rastros da morte, a degradação e a pilhagem, a maldição do solo envilecido e o choro das vítimas indefesas.

Levantavam-se, poderosos, em palácios fortificados e faziam leis de baraço e cutelo, para serem, logo após, esquecidos no rol dos carrascos da Humanidade.

Entretanto, Senhor, nasceste nas palhas e permaneceste lembrado para sempre.

Ninguém sabe até hoje quais tenham sido os tratadores de animais que te ofertaram esburacada manta por leito simples, e ignora-se quem foi o benfeitor que te arrancou ao desconforto da estrebaria para o clima do lar.

Cresceste sem nada pedir que não fosse o culto à verdadeira fraternidade.

Escolheste vilarejos anônimos para a moldura de tua palavra sublime... Buscaste para companheiros de tua obra homens rudes, cujas mãos calejadas não lhes favoreciam os vôos do pensamento. E conversaste com a multidão, sem propaganda condicionada.

No entanto, ninguém conhece o nome das crianças que te pousaram nos joelhos amigos, nem das mães fatigadas a quem te dirigiste na via pública!

A História, que homenageava Júlio César, discutia Horácio, enaltecia Tibério, comentava Virgílio e admirava Mecenas, não te quis conhecer em pessoa, ao lado de tua revelação, mas o povo te guardou a presença divina e as personagens de tua epopéia chamam-se “O cego Bartimeu”, “o homem de mão mirrada”, “o servo do centurião”, “o mancebo rico”, “a mulher cananéia”, “o gago de Decápolis”, “a sogra de Pedro”, “Lázaro, o irmão de Marta e Maria”...

Ainda assim, Senhor, sem finanças e sem cobertura política, sem assessores e sem armas, venceste os séculos e estás diante de nós, tão vivo hoje quanto ontem, chamando-nos o espírito ao amor e à humildade que exemplificaste, para que surjam, na Terra, sem dissensão e sem violência, o trabalho e a riqueza, a tranqüilidade e a alegria, como bênção de todos.

É por isso que, emocionados, recordando-te a manjedoura, repetimos em prece:

 – Salve, Cristo! Os que aspiram a conquistar desde agora, em si mesmos, a luz de teu reino e a força de tua paz, te glorificam e te saúdam!...


Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier


Título: Re: Quem é Jesus?
Enviado por: dOM JORGE em 24 de Dezembro de 2012, 00:18
                                                                   VIVA JESUS!




                Boa-noite! queridos irmãos.



                        Jesus Cristo: o modelo
a ser seguido

– "Qual o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para lhe servir de guia e modelo? – Vede Jesus.” (Questão 625 de "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec.)

Sendo Jesus Cristo o guia e o modelo a ser seguido por nós, em realidade, o que estamos esperando para agir dessa forma? Tudo o que deliberarmos fazer de diferente dessa valiosa observação, por certo, nos colocará na contramão da lógica e da razão, e, por consequência, nos trará o reflexo da desobediência e da indisciplina em forma de reveses, dores e decepções.

Obviamente, a escolha será sempre nossa, pois que o livre-arbítrio é uma Lei Divina, onde cada qual vive de conformidade com o que pensa. Mas o bom senso nos recomenda observar a maneira como decidimos a nossa jornada terrena, pois que ninguém, em sã consciência e perfeita lucidez de raciocínio, deseja sofrer.

Contrariar as profundas e sábias lições de Jesus é, incontestavelmente, uma forma de semear espinhos que nos proporcionarão colheitas fartas de arranhões e ferimentos.

Sugere o Mestre, objetivando a construção de uma saudável vida social, que aprendamos a compreender as pessoas como elas são, despidos de egoísmo, preconceito ou exclusividades, pois que de nossa parte também temos necessidade de que nos entendam como somos.

Orienta que, diante de conflitos, rusgas ou pugnas, façamos uso do perdão e da tolerância, pois que ninguém, no estágio em que vivemos, consegue se relacionar com os outros sem causar algum tipo de mágoa, ressentimento ou coisa que valha.

Pede que estendamos as mãos àqueles que seguem vivendo em situação de penúria, aliviando-lhes os padecimentos e torturas, pois nenhum de nós sabe como será o nosso dia amanhã.

Informa que devemos amar ao nosso próximo como a nós mesmos, assim ensinando que os mais fortes precisam amparar os mais fracos, os mais poderosos socorrer os menos influentes, e os mais ricos não ignorar aqueles que vivem na pobreza.

Propõe que a mão esquerda não saiba o que faz a direita, ministrando as lições da humildade e da simplicidade, e, ao mesmo tempo, condenando o orgulho, que nos faz pensar sermos melhores que os outros.

Anuncia que quem socorrer os "pequeninos" de toda ordem é a Ele mesmo que está a servir, pois que a Sua maior alegria é ver o bem sendo espalhado em todas as direções e o mal sufocado pelos nossos esforços.

Ampara Maria Madalena, a jovem que se prostituía, conversa com Nicodemos, o orgulhoso doutor da lei, e hospeda-se na casa de Zaqueu, o cobrador de impostos tido como de má vida, sem apresentar nenhuma censura ou reprimenda, acolhendo-os com carinho e ternura, propiciando-lhes a transformação, no tempo, sem qualquer acusação ou violência.

Diante da multidão faminta de esclarecimentos e gêneros alimentícios, falou da Boa Nova, mas não se esquivou do dever de alimentá-la também, multiplicando pães e peixes, socorrendo conjuntamente o coração e o estômago.

Dependurado injustamente numa cruz, vítima da incompreensão e da ignorância humana, ainda teve forças para rogar a Deus que perdoasse a humanidade, pois que, em suma, não tinha ela noção do que estava fazendo.

Como podemos observar, nitidamente, nada é mais novo e moderno do que as imprescindíveis lições de Jesus Cristo, que já são por demais conhecidas, porém, tão pouco praticadas.
Ou seguimos Jesus, o modelo e guia da humanidade, ou nos preparemos para longas temporadas de dissabores e infortúnios... A escolha é de cada um.



                Waldenir Aparecido Cuin







                                                                                        PAZ, MUITA PAZ!







                                                                             
Título: Re: Quem é Jesus?
Enviado por: marleners em 24 de Dezembro de 2012, 00:44
Belos textos, JESUS o maior médium de DEUS, ensinou, exemplificou e viveu o amor puro.
Título: Jesus
Enviado por: Edna☼ em 24 de Dezembro de 2012, 13:28
Glória a Deus nas Alturas,
 paz na Terra e boa-vontade para com os homens
.”
 (Lucas, 2:14.)

[attachimg=1 width=250 align=left] "As legiões angélicas, junto à Manjedoura, anunciando o Grande Renovador, não apresentaram qualquer palavra de violência.

Glória a Deus no Universo Divino.

Paz na Terra.

Boa-vontade para com os Homens.

O Pai Supremo, legando a nova era de segurança e tranquilidade ao mundo, não declarava o Embaixador Celeste investido de poderes para ferir ou destruir.

Nem castigo ao rico avarento.

Nem punição ao pobre desesperado.

Nem desprezo aos fracos.

Nem condenação aos pecadores.

Nem hostilidade para com o fariseu orgulhoso.

Nem anátema contra o gentio inconsciente.

Derramava-se o Tesouro Divino, pelas mãos de Jesus, para o serviço da Boa-Vontade.

A justiça do “olho por olho” e do “dente por dente” encontrara, enfim, o Amor disposto à sublime renúncia até à cruz.

Homens e animais, assombrados ante a luz nascente na estrebaria, assinalaram júbilo inexprimível...

Daquele inolvidável momento em diante a Terra se renovaria.

O algoz seria digno de piedade.

O inimigo converter-se-ia em irmão transviado.

O criminoso passaria à condição de doente.

Em Roma, o povo gradativamente extinguiria a matança nos circos. Em Sídon, os escravos deixariam de ter os olhos vazados pela crueldade dos senhores. Em Jerusalém, os enfermos não mais seriam relegados ao abandono nos vales de imundície.

Jesus trazia consigo a mensagem da verdadeira fraternidade e, revelando-a, transitou vitorioso, do berço de palha ao madeiro sanguinolento..."


Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Título: Re: Quem é Jesus?
Enviado por: VLRC em 03 de Fevereiro de 2013, 15:05
ELE ENSINAVA COMO QUEM TINHA AUTORIDADE


“E tendo Jesus acabado este discurso, estava o povo admirado de sua doutrina, porque ele ensinava como quem tinha autoridade, e não como os escribas e fariseus”. (Mateus, 7:28-29).

Estas palavras do Evangelho mostram que o ensino do Cristo havia impressionado fortemente os judeus que o foram ouvir na encosta da montanha, nas proximidades do lago de Genesaré.

Isso porque os escribas e rabinos do Moisaísmo, sempre que lhes falavam, quando não se limitavam a lembrá-los das obrigações para com o sacerdócio ou a insinuar novas formas de contribuição que lhes aumentassem os proventos como serventuários do templo, eram muito minudentes na explanação dos formalismos cerimoniais e das observâncias exteriores do culto, mas nunca lhes expuseram verdades assim profundas, nem lhes sensibilizaram os corações com tão expressivos apelos à retidão de caráter, à brandura, à caridade, à misericórdia, ao perdão, à tolerância, ao desapego dos bens terrenos, etc.

Além de tocados pela beleza da forma e maravilhados ante a excelsitude dos conceitos emitidos pelo Mestre, eles sentiam, pelo elevadíssimo teor vibratório dele, que estavam em presença de alguém com plena autoridade moral para lhes falar desse modo.
Sabe-se que a idéia do povo judeu, a respeito do Messias anunciado pelos profetas, era de que “ele” viria com poderes extraordinários para sacudir o domínio estrangeiro que tanto os humilhava e, mais que isso, entregar-lhes o cetro de um vasto império, cuja Capital, naturalmente, haveria de ser Jerusalém.

Pois não diziam as Escrituras Sagradas (Gênesis, 17:4-6) que Deus estabelecera um pacto com Abraão, no sentido de o fazer “chefe das nações?” E que de sua posteridade sairiam “reis de muitas gentes?”.

Após a morte desse patriarca, não confirmara Deus, mais de uma vez (Êxodo, 19:5; Deuteronômio, 7:6, etc.), serem eles, os judeus, o Seu “povo especial”, “a porção escolhida dentre todos os povos da Terra?”.

Acoroçoados nessa ambiciosa expectativa pelos seus guias religiosos, e sonhando com a glória futura, que esperavam ouvir do Cristo aqueles pobres camponeses e pescadores, senão a reafirmação de estar próximo o dia em que a miséria, a opressão e a vergonha que pesavam sobre Israel seriam substituídas por dias de abastança, de hegemonia e de felicidade?

Como ele nada lhes dissesse de modo a alimentar tais esperanças, nem a lisonjear-lhes o arraigado orgulho racial; antes houvesse lançado em seu discurso a “plataforma” (como se diria hoje) de um reinado de Amor, de Justiça e de Fraternidade Universal, é possível que, a princípio, o Cristo lhes tivesse causado enorme decepção. Mas, continuando a ouvi-lo, presos que se achavam ao poder persuasivo de seu verbo, acabaram, muitos, por aceitar-lhe a mensagem, isto é, a Doutrina, fazendo dela, a partir de então, o roteiro seguro para a sua vivência.

Oxalá nós outros, nestes quase vinte séculos que nos separam da pronunciação do Sermão da Montanha, tenhamos alcançado o grau evolutivo que nos possibilite assimilar tão sublimes lições!
E que Deus nos ajude a segui-las, com a maior fidelidade, pois sabemos, agora, que quem no-las transmitiu é, realmente, “o Caminho, a Verdade e a Vida!”.


 O Sermão da Montanha/Rodolfo Calligares
 



[attach=1]
Título: Re: Quem é Jesus?
Enviado por: Edna☼ em 15 de Dezembro de 2013, 20:34
[attachimg=1 align=left width=250] “Veio Jesus, Espírito poderoso, divino missionário, médium inspirado. Veio, encarnando-se entre os humildes, a fim de dar a todos o exemplo de uma vida simples e, entretanto, cheia de grandeza – vida de abnegação e sacrifício, que devia deixar na Terra impagáveis traços.

A grande figura de Jesus ultrapassa todas as concepções do pensamento. Eis por que não a pode ter sido criada pela imaginação. Nessa alma, de uma serenidade celeste, não se nota mácula nenhuma, nenhuma sombra. Todas as perfeições nela se fundem, com uma harmonia tão perfeita que se nos afigura o ideal realizado.

Sua doutrina, toda luz e amor, dirige-se sobretudo aos humildes e aos pobres, a essas mulheres, a esses homens do povo curvados sobre a terra, a essas inteligências esmagadas ao peso da matéria e que aguardam, na provação e no sofrimento, a palavra de vida que as deve reanimar e consolar.

E essa palavra lhes é prodigalizada com tão penetrante doçura, exprime uma fé tão comunicativa, que lhes dissipa todas as dúvidas e os arrasta a seguir as pegadas do Cristo.

O que Jesus chamava pregar aos simples “o evangelho do reino dos céus”, era pôr ao alcance de todos o conhecimento da imortalidade e do Pai comum, do Pai cuja voz se faz ouvir na serenidade da consciência e na paz do coração.”


Fonte: Léon Denis – Cristianismo e Espiritismo



Título: Re: Quem é Jesus?
Enviado por: Edna☼ em 09 de Dezembro de 2014, 10:59
[attachimg=1 width=250 align=left] "Ele não era um conquistador armado e, de século a século, aumenta a multidão daqueles que o seguem, como um ser divino, ao qual se oferece a vida.

Surgiu na palha, ao calor dos animais que o hospedaram na estrebaria e recorda-se-lhe o nascimento assinalado pelo fulgor de uma estrela.

Não dispunha de uma pedra em que repousar a cabeça e fundou o Reino de Deus, entre as nações; conquanto se reportasse aos mundos da imensidade por diversas moradas da Casa Universal do Todo-Misericordioso, escolheu uma pátria que procurou conchegar ao coração.

Referia-se aos homens na condição de filhos do Pai Celestial e devotou-se a um círculo íntimo de companheiros queridos, vinculando-se a uma abnegada mãe, a quem amou enternecidamente.

Embora revelasse a vida imperecível, encontrou em si mesmo bastante sentimento humano para chorar a ausência de um amigo morto; conversou mais detidamente apenas com alguns sofredores, entre os quais se destacaram pobres mulheres e crianças de lugarejos esquecidos e traçou os mais altos ensinamentos que regem a paz e a felicidade dos povos.

Viveu em lares singelos e continua inspirando, até agora, na literatura e na arte, as mais belas obras-primas da Humanidade.

Humilde, fez-se poderoso renovador de consciências; discutido, sobreleva-se, ainda hoje, pela bondade, a todos os sofismas dos incrédulos que o desafiam; perseguido pelo mal, triunfou e triunfa com o bem, esquecendo as afrontas e abençoando os inimigos.

Crucificado, venceu a morte e ressurgiu entre os homens, junto dos quais permanece, sempre a cada vez mais vivo, em espírito, como sendo de todos os reformadores da Terra o mais digno e o mais querido, o mais contestado e o mais invencível!...

Mensageiro do Pai, erguido à posição de Mestre Divino, consagrado à nossa educação para a vida eterna, amou-nos antes que o amássemos e tudo nos dá de si próprio, sem nada pedir-nos!...

É por isso que todos nós, ano a ano, somos induzidos, sem distinção de credo e raça, a cultivar o poder da fraternidade, uns diante dos outros, pelo menos um dia – o Dia de Natal -, transformando o mundo, por algumas horas, em Reino de Amor, prelibando as alegrias do Bem Eterno que nos governará de futuro, a repetir com as vozes milenares dos anjos:

- Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens!..."


Espírito Emmanuel, psicografada por Francisco Cândido Xavier.
Título: Re: Quem é Jesus?ui
Enviado por: EsoEstudos em 10 de Dezembro de 2014, 00:44
Jesus é a contraparte humana do Cristo.
"Saiba que estou em você mas você não está em mim".
Jesus - Mitra - Krishna - Hórus etc...
O Ensino foi generosamente semeado.
Em 25 de dezembro os cultos pagãos exaltavam, milênios antes dos Reis Magos, três entidades luminosas que se levantam no horizonte: o cinturão de Órion.
No Brasil são chamadas carinhosamente de "as três Marias".
Os pagãos brindaram a cristandade com seus cultos aos equinócios, solstícios e demais eventos encharcados do mais poético misticismo... Em troca, ganhou a mais perfeita fórmula de ascensão: amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo!
Jesus foi a semeadura definitiva...
Título: Re: Quem é Jesus?
Enviado por: Vitor Santos em 10 de Dezembro de 2014, 11:27
Olá

Na minha opinião Jesus era um homem como nós, que foi de facto muito especial. Segundo a DE foi o espírito mais elevado que pisou a Terra, todavia não foi o único espírito elevado a faze-lo.

Senão há dúvida que Jesus é incomparável, que está muitíssimo acima de todos nós, não vejo razões para pensar que seria um médium de Deus, como alguns dizem. Jesus merece todas as homenagens, todo o respeito, toda a admiração, todavia temos de ter em conta a grandeza do universo. Cada um de nós é um em biliões, o nosso planeta actual é um entre biliões, na nossa galaxia, e esta ultima é uma entre biliões.

Parece-me que imaginar Jesus muito elevado, de tal modo que, em relação a nós poderá ser tão mais elevado, que, na pratica, para nós é como se fosse Deus, e normal. Mas, face à grandeza do universo e de Deus, talvez já não seja assim tão elevado. Essa opinião é gerada pela ideia antiga que a Terra, e o homem terreno, estão no centro do universo. Que Deus criou o universo a pensar apenas na humanidade terrena. Contudo a Terra é um ponto indistinto no universo. Não é menos importante do que outros planetas habitados, nem mais importante.

Os espiritos que habitam a Terra são igualmente importantes a todos os outros, mas, face ao nível moral, pelo menos, é um mundo onde encarnam, em maioria, espíritos pouco elevados. Ora é um racicionio lógico (mas um palpite, pois não o posso demonstrar) que os espíritos que aqui chegam em missão terão um grau de elevação adequado ao nível espiritual dos habitantes da Terra. Fazendo uma analogia com a nossa Terra, não seria normal enviar à escola primária um professor universitario.

Não pretendo minimizar a figura de Jesus de Nazaré, mas mostrar que os habitantes da Terra se pensam muito mais elevados do que realmente são, e, por isso, se acham merecedores de receber aqui entidades quase ao nível do próprio Deus, o que não me parece razoável. Mas eu nada sei, por isso apenas posso especular sobre isto. Penso que é esse o objectivo do fórum.

Bem hajam

Título: O Cristo
Enviado por: Edna☼ em 14 de Dezembro de 2014, 14:06
[attachimg=1 width=250 align=left]  O Cristo
Jesus, doce rabi da Galiléia! Luz do mundo!
Verbo que se fez carne e habitou entre nós!
Pão que desceu do Céu e dá vida ao mundo!
Água viva que sacia a sede de justiça e de amor!
Mestre divino! Pastor de nossas almas! Cristo de Deus!


Quantos adjetivos para nos referirmos a Jesus de Nazaré! Belas palavras tiradas de expressões evangélicas. Mas, em verdade, que sabemos sobre Jesus?  ???

Ele foi um hebreu, portanto israelita (todos os hebreus descendiam de um dos patriarcas desse povo, Jacó, também chamado Israel) e judeu, por ser da tribo de Judá, uma das doze que compunham aquele povo. E viveu há dois mil anos, na Palestina, antigo Oriente, atual Oriente médio.

Estava entre os trinta e cinquenta anos de idade, quando iniciou seu ministério (Lc 3:23 e Jo 8:57). Até então, vivera no oculto de uma vida comum, para que adversários do bem não impedissem antes do tempo sua tarefa redentora.

Nenhum outro registro ficou de sua aparência física. De um mestre espiritual importa a essência de sua vida e não o corpo de que se revistiu.

Sem ter feito estudos especiais (Mt 13:54 e Jo 7:15), agiu e falou de modo admirável, jamais superado por ninguém. Os pontos similares e concordantes de sua vida e pregação com a doutrina dos essênios explicam-se simplesmente por serem as verdades eternas sempre as mesmas e todos que as atinjam, que as alcancem, falarão e agirão de modo semelhante.

Tão extraordinários a vida, ensinos e feitos de Jesus que chegam a supô-lo um mito, representando o ideal de liberdade no seio do povo hebreu; dominados por outros povos, ansiavam por libertação e faziam ressurgir sempre esse anseio, apesar dos insucessos.

Mas, que existiu realmente, prova-o a excelência de sua doutrina, superando as ideias e concepções do mundo judaico de então, não obstante faltarem anotações históricas mais substanciais para atestá-lo.

Sua qualificação superior e sua missão sublime foram atestadas pelo Alto de modo especial, por ocasião da transfiguração. Materializados apareceram ao seu lado Moisés, que para os israelitas representava a lei, a ordenação escrita, e Elias, representando as revelações espirituais, os profetas ou médiuns, pois foi o maior deles.

Depois, desapareceram e só ficou Jesus, enquanto uma voz dizia:

Este é meu filho amado. A ele escutai. Haviam escutado e atendido a Moisés e aos profetas; com Jesus, porém, nova revelação se  fazia e a humanidade recebia nova e mais aperfeiçoada ordem de ensinos. Era ele, Jesus, o Cristo, o “ungido por Deus”, para trazer ao mundo a mensagem do amor.

Seu ressurgimento em glória espiritual, após a morte de seu corpo, e suas reiteradas manifestações a discípulos e apóstolos, consolidaram neles a convicção da imortalidade e de que a justiça divina dá a cada um segundo suas obras, alentando-os  para a continuidade dos labores de pregação e exemplificação da conduta cristã.

Apesar do cuidado que ele teve em demonstrar a relação das profecias com seus ensinos e feitos, a maioria dos israelitas não entendeu nem aceitou a sua mensagem, por não ser o líder guerreiro e dominador que esperavam devesse ser o Messias. Era rei, mas não deste mundo, como esclareceu a Pilatos, e, sim, do mundo espiritual. Espirituais seriam, também, a libertação e o bem-estar que traria.

Os que tiveram “ouvidos de ouvir” e “olhos de ver” encontraram  nele o caminho da verdade e da vida, entenderam a sua doutrina e se tornaram seus discípulos, perpetuando na Terra, através do ensino e da exemplificação, a sua mensagem sublime e libertadora.

E Jesus continua atraindo a atenção dos pesquisadores, cristãos ou não, leigos e especialistas, teólogos, filósofos, historiadores… Centenas de livros foram e estão sendo escritos sobre ele e existe um estudo especial, a Cristologia, que se destina a investigar quem foi o Nazareno, seu lugar na história real e os fatos de sua existência.

Revistas conceituadas, documentários e repostagens na televisão abordam temas assim: “Jesus, quem era ele. As novas descobertas sobre sua vida e sua época”; ou “Nos Passos de Jesus de Nazaré”; ou ainda, “Jesus, a outra face; pesquisas revelam novo Jesus e corrigem data de seu nascimento”.

Essa correção se faz necessária para que Jesus ressurja ante o nosso entendimento na realidade de sua natureza  espiritual: nem um deus materializado nem um simples homem terreno, mas um Espírito já purificado que encarnou entre nós para se fazer o “caminho da verdade e da vida” e levar a humanidade ao encontro do Pai.


Fonte: “Jesus, o Cristo”, de Therezinha Oliveira, compartilhado para fins de estudo.

Título: Re: Quem é Jesus?
Enviado por: Felipa em 14 de Dezembro de 2014, 16:25
ASSIM FALOU ALLAN KARDEC
(Sobre a personalidade de Jesus)
“Jesus foi um Espírito superior da ordem mais elevada, colocado por suas virtudes bem acima da humanidade terrestre. Sua missão, pelos inúmeros resultados que produziu, foi daquelas que somente são confiadas aos mensageiros diretos da Divindade. Jesus não foi o próprio Deus, foi um enviado de Deus; foi um Messias divino.
“Como homem – Espírito encarnado – Jesus tinha a organização dos seres carnais; mas, como Espírito puro, destacado da matéria, devia viver na vida espiritual, mais que na vida corporal. A superioridade de Jesus sobre os homens não era relativa às qualidades particulares de seu corpo, mas às de seu Espírito, que dominava a matéria de maneira absoluta e também ao seu perispírito, alimentado que era pela parte mais quintessenciada dos fluidos terrestres. Sim, porque os Espíritos superiores podem vir aos mundos inferiores e mesmo aí se encarnar, para desempenhar uma divina missão. A alma (Espírito encarnado) de Jesus estava ligada ao corpo por laços estritamente indispensáveis. Constantemente separada do corpo, ela lhe dava uma vista dupla não só permanente como também de penetração excepcional e muito superior à dos homens comuns.
“De todas as faculdades que se revelaram em Jesus nenhuma estava fora das condições da humanidade e podia ser encontrada também no comum dos homens, pois estão na natureza. Mas, pela superioridade de sua essência moral e de suas qualidades fluídicas, elas atingiam em Jesus proporções acima das do vulgo. São as qualidades que caracterizam o estado dos espíritos puros. Aquilo que Jesus fazia era demasiado simples e não se afastava das leis da natureza.
                “Quando Jesus, depois de sua morte, apareceu aos discípulos, estes, ao vê-lo, sentiram logo que não se tratava mais do homem. É que Jesus se mostrava com seu corpo perispiritual, e isto explica o fato de só ter sido visto por aqueles a quem desejava mostrar-se.
                “Jesus teve, pois, como todos, um corpo carnal e um corpo fluídico, o que é confirmado pelos fenômenos materiais e pelos fenômenos psíquicos que assinalaram sua vida.
                “A permanência de Jesus sobre a terra apresenta dois períodos: aquele que precede e aquele que sucede à sua morte. No primeiro, desde o momento da concepção (fruto da união carnal) até o nascimento, tudo se passa com sua mãe, como nas condições normais da vida. Portanto Maria, casada com José, teve relações sexuais com ele e engravidou dele. Após nove meses de gravidez, nasceu Jesus, fruto sagrado dessa união carnal. A partir do nascimento, e até sua morte, tudo, em seus atos, em sua linguagem e nas diversas circunstâncias de sua vida, tudo apresenta os caracteres inequívocos da sua corporeidade. Os fenômenos de ordem psíquica que se produzem nele são acidentais e nada têm de anormal, pois se explicam pelas propriedades do perispírito e são encontrados também, em diferentes graus, em outros indivíduos. Depois de sua morte, ao contrário, tudo revela nele o ser fluídico, isto é, o Espírito. A diferença entre estes dois estados é tão fundamentalmente traçada que não é possível encontrar semelhanças.
                “Depois do suplício, o corpo de Jesus lá ficou, inerte e sem vida; foi sepultado como o são todos os corpos comuns, e todos puderam vê-lo e nele tocar. Depois de sua ressurreição, quando ele quis deixar a Terra, Jesus não morreu de novo; seu corpo se elevou, se desvaneceu e desapareceu sem deixar qualquer sinal ou vestígio. Isto prova, evidentemente, que esse corpo era de outra natureza diferente daquele que morreu na cruz. Forçoso, pois, é concluir que, se Jesus pôde morrer, é porque tinha um corpo carnal. E, se Jesus, antes de dar o último suspiro, sofreu materialmente, chegando mesmo a apelar para Deus que aliviasse o seu sofrimento, o que não se pode duvidar, é porque ele tinha um corpo material, um corpo de carne e osso, de natureza igual a de todos nós, criaturas humanas (homens e mulheres).
                “Aos fatos materiais  se juntam considerações morais muito fortes.
                “Se, durante sua vida, Jesus tivesse estado nas condições dos seres fluídicos, não teria experimentado nem a dor, nem nenhuma das necessidades do corpo; supor que assim era, ou seja, supor que Jesus era um corpo fluídico, um agênere, é o mesmo que se retirar dele todo o mérito da vida de privações e de sofrimentos que, antes de reencarnar, havia escolhido, como exemplo de resignação. Se tudo nele era só aparência, todos os atos de sua vida, o anúncio reiterado de sua morte, a cena dolorosa do Jardim das Oliveiras, sua oração a Deus, suplicando que afastasse o cálice de seus lábios, sua paixão, sua agonia... tudo enfim, até seu último grito no momento de entregar seu Espírito, não teria sido senão um vão simulacro, para enganar com relação à sua natureza e fazer crer no sacrifício ilusório de sua vida. Isto seria uma comédia indigna de um homem honesto e simples, quanto mais, e, por mais forte razão, de um ser superior como o dele, Jesus. Numa palavra, seria o mesmo que abusar da boa fé  dos seus contemporâneos e da posteridade (gerações futuras).
Tais são as conseqüências lógicas desse sistema (o docetismo), conseqüências inadmissíveis, pois resultariam em diminui-lo moralmente, ao invés de o elevarem.
                “Jesus teve, pois, como todos nós, humanos, um corpo carnal e um corpo fluídico, o que é confirmado pelos fenômenos materiais e pelos fenômenos psíquicos que assinalaram sua vida.
                “E é como homem que Jesus foi considerado pelos Espíritos superiores como o tipo mais perfeito que Deus ofereceu aos homens, seus semelhantes, para lhes servir de guia e modelo.
                “ Sim, Jesus de Nazaré constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo ofereceu como o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque, sendo ele o mais puro de quantos têm aparecido na Terra, o Espírito divino o animava.
                “Jesus não foi Deus. É necessário riscar os milagres das provas sobre as quais se pretende fundar a divindade da pessoa do Cristo. Também não provam sua “divindade” as palavras que pronunciou diante de seus discípulos e do povo de Israel. Nem as que disse depois de sua desencarnação. Por outro lado, nem os Apóstolos, que o assistiram em sua missão e participaram de sua intimidade como pregador, consideravam Jesus como um Deus.”
(Extraído da “Gênese”, do “Livro dos Espíritos” e “ Obras Póstumas”, de Allan Kardec).