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GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: Atma em 17 de Novembro de 2008, 20:27

Título: Perigos do Espiritismo.
Enviado por: Atma em 17 de Novembro de 2008, 20:27
Perigos do Espiritsmo

Depois de haverem longo tempo negado a realidade dos fenômenos espíritas, numerosos contraditores, subjugados pela evidência, mudaram agora de tática e afirmam: Sim, o Espiritismo é verdadeiro, mas a sua prática é inçada de perigos.

Não se pode contestar que o Espiritismo ofereça perigos aos imprudentes que, sem estudos prévios, sem preparo, sem método nem proteção eficaz, se entregam às investigações ocultas. Fazendo da experimentação um passatempo, uma frívola diversão, atraem os elementos inferiores do mundo invisível. de cuias influências fatalmente padecem.

Esses perigos, entretanto, têm sido muito exagerados. Em todas as coisas há precauções a adotar. A Física, a Química e a Medicina exigem também prolongados estudos, e o ignorante que pretendesse manipular substancias químicas, explosivos ou tóxicos, poria em risco a saúde e a própria vida. Não há uma só coisa, conforme o uso que dela fazermos, que não seja boa ou má. É sempre injusto salientar o lado mau das práticas espíritas, sem assinalar os benefícios que delas resultam e que sobrepujam consideravelmente os abusos e as decepções.

Nenhum progresso, nenhuma descoberta se efetua sem perigos. Se ninguém tivesse, desde a origem dos -tempos, ousado aventurar-se no Oceano, porque a navegação é arriscada, que teria daí resultado? A Humanidade, fragmentada em diversas famílias, permaneceria insulada nos continentes e teria perdido todo o proveito que aufere das viagens e permutas. O mundo invisível é também um vasto e profundo oceano semeado de escolhos, mas repleto de vida e de riqueza. Por trás da cortina do além-túmulo se agitam multidões inúmeras que temos interesse em conhecer, porque são depositárias do segredo de nosso próprio futuro. Daí a necessidade de estudar, de explorar esse mundo invisível e ponderar-lhe as forças, os inexauríveis recursos que contém, recursos ao pé dos quais os da Terra parecerão um dia bem restritos.

Quando mesmo, ao demais, nos desinteressemos do mundo invisível, nem por isso ela se desinteressaria de nós. Sua ação sobre a Humanidade é constante. Estamos submetidos às suas influências e sugestões. Querer ignorá-lo é conservar-se inerme diante desse mundo, ao passo que, por um estudo metódico, aprendemos a atrair as forças benfazejas, os socorros, as boas influências que ele encerra; aprendamos a repelir as más influências, a reagir contra elas pela vontade e pela prece. Tudo depende do modo de emprego e da direção dada as nossas forças mentais. E quantos males há, cuja origem nos escapa, porque queremos ignorar essas coisas, males que poderiam ser evitados por um estudo aprofundado e consciencioso do mundo invisível!

Em sua maior parte, os nevróticos e os alucinados tratados sem êxito pela medicina oficial, não são mais que obsessos, passíveis de ser curados pelas práticas espíritas e magnéticas.

Deus colocou o homem no centro de um oceano devida, de um reservatório inesgotável de forças e potência. E deu-lhe a inteligência, a razão e a consciência, para aprender a conhecer essas forças, a assenhorear-se delas e as utilizar. Por esse exercício constante é que a nós mesmos nos desenvolveremos e chegaremos a afirmar o nosso império sobre a Natureza, o domínio do pensamento sobre a matéria, o reino do Espírito sobre o mundo.

E' esse o mais elevado objetivo a que possamos consagrar a nossa vida. Em vez de afastar dele o homem, ensinemo-lhe a caminhar ao seu encontro, sem hesitação. Estudemos, escrutemos o Universo em todos os seus aspectos, sob todas as suas formas.

Saber é o supremo bem, e todos os mais provêm da ignorância.

Léon Denis.

 
Título: Re: Perigos do Espiritismo.
Enviado por: parajoao em 24 de Novembro de 2009, 18:01
          Sabe-se que a natureza humana e o estágio em que se encontra, ainda nos arremete a folguedos, descompromissos, futilidades, e acima de tudo, a empecilhos de ordem espiritual, que muitas vezes nos leva a desequilíbrios  aparentemente espontâneos, face a desconhecimentos ou condicionamentos sociais, religiosos ou comportamentais.
          A ciência busca incessantemente, lenitivos para minimizar tais sofrimentos, quase sempre recorrendo a tratados  que de  certa forma, mais  contribuem  para o turbilhonamento de receitas e diagnósticos nem sempre, levado em consideração,  mundo invisível e as suas relações  com os encarnados.
          A esquizofrenia, fobias, desequilíbrios, desajustes, desregramentos provocados pela incontinência dos prazeres meramente materiais, fisiológicos, o consumismo e a globalização desregrada dos princípios e das relações humanas, levam  os  insatisfeitos ou ansiosos de lenitivos para as  aflições provenientes de tais condições a que se encontram, a buscarem  no místico, no sobrenatural, nas fórmulas mágicas e facilidades embusteiras a solução para seus problemas, enveredando-os  por caminhos  ainda mais perigosos.
           A Doutrina espírita vem, antes de tudo, clarear esta lacuna de conhecimento. Como tudo que requer disciplina e comedimento, estudo e serenidade, quase sempre não desperta interesses a não ser pelos fenômenos físicos que possa produzir e que aos olhos dos ignorantes é algo da mais alta prioridade. Se usado este recurso, a prática descamba para  um efeito colateral  até mais  perigoso quanto aqueles produzidos fora do espiritismo.
           A fragmentação dos grupos que formam o exercício da comunicabilidade entre os dois mundos, o sincretismo comodista  que leva a pseudo entendimento, faz com que esses grupos muito heterogêneos na senda evolutiva, descaminhem-se  dos propósitos, fascinados pelas pirotecnias dos espíritos mistificadores, causando verdadeiros desastres espirituais, mesmo naqueles que com boa intenção se dedicam ao trabalho de melhoramento. São enganados como muitos que se deixam levar por falácias e promessas de propagandistas ardilosos. Lançam-se ao intercâmbio com o mundo espiritual e face a seus insólitos propósitos  leviandade, ou orgulho, a maioria das vezes são assistidos por  espíritos de mesmo nível de intenções e de moralidade.
         Os espíritos superiores são incansáveis, ao alertarem dos perigos que envolvem tais contatos sem a rigorosa ótica da razão, bom senso e acima de tudo, a consciência inabalável de que de outra forma o espiritismo será apenas mais uma das perigosas  portas para consumar a vocação do planeta a mundo de expiação de provas,  por muito tempo.

VIGIAI E ORAI!!!!! ESTA É A PALAVRA DE  ORDEM!!!!
.


João B. G. Mendonça
Título: Re: Perigos do Espiritismo.
Enviado por: Vitor Santos em 24 de Novembro de 2009, 19:15
Olá

O espiritismo não é perigoso. Pelo contrário esclarece como se prevenir dos problemas espirituais, resultantes da acção de espíritos ignorantes desencarnados.

O espiritismo é uma filosofia, um corpo de conhecimentos. E o conhecimento não prejudica ninguém nem ocupa lugar.

A acção dos espiritos ignorantes sobre os encarnados não é novidade. Já nos evangelhos, por exemplo, se fala nisso.

E a mediunidade sempre existiu. Mediunidade não é espiritismo. Há médiuns em todas as crenças e até os há ateus.

O que é verdade é que o espiritismo nasceu por via da mediunidade e não a mediunidade por via do espiritismo.

bem hajam
Título: Re: Perigos do Espiritismo.
Enviado por: dim-dim em 24 de Novembro de 2009, 19:24

Olá!

Concordando com todas as palavras do Vitor Santos, o espíritismo nada mais é que o saber dos espíritos desde sempre.

Homens como Kardec o que fazem é lembrar-nos de algo que esquecemos, seja por que motivo for.

Ilusão. Desconecta-nos desses saberes.

Boas palavras amigo

Namasté
Título: Re: Perigos do Espiritismo.
Enviado por: EsoEstudos em 24 de Novembro de 2009, 20:13

Saudações a todos!

O Espiritismo é a Doutrina dos Espíritos. Descreve, informa, alerta, prescreve, conforta, adverte, enfim, esclarece o homem acerca da efetiva realidade do mundo espiritual. Muito antes da Doutrina Espírita ter sido codificada a realidade do mundo espiritual já circunscrevia totalmente a vida de cada ser humano.

Assim, o Espiritismo não representa perigo algum, jamais. Pelo contrário, alerta para os eventuais perigos que podem recair sobre cada um de nós.


- Livro dos Espíritos

456. Vêem os Espíritos tudo o que fazemos?
“Podem ver, pois que constantemente vos rodeiam. Cada um, porém, só vê aquilo a
que dá atenção. Não se ocupam com o que lhes é indiferente.”

457. Podem os Espíritos conhecer os nossos mais secretos pensamentos?
“Muitas vezes chegam a conhecer o que desejaríeis ocultar de vós mesmos. Nem
atos, nem pensamentos se lhes podem dissimular.”

a) - Assim, mais fácil nos seria ocultar de uma pessoa viva qualquer coisa, do que a
esconder dessa mesma pessoa depois de morta?
“Certamente. Quando vos julgais muito ocultos, é comum terdes ao vosso lado uma
multidão de Espíritos que vos observam
.”

458. Que pensam de nós os Espíritos que nos cercam e observam?
“Depende. Os levianos riem das pequenas partidas que vos pregam e zombam das
vossas impaciências. Os Espíritos sérios se condoem dos vossos reveses e procuram ajudarvos.”


E agora o ponto crucial:

459. Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?
“Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que
vos dirigem.”


465. Com que fim os Espíritos imperfeitos nos induzem ao mal?
“Para que sofrais como eles sofrem.”
a) - E isso lhes diminui os sofrimentos?
“Não; mas fazem-no por inveja, por não poderem suportar que haja seres felizes.”


Concordemos que o perigo existe desde sempre, não tendo sido "criado" pela Doutrina. Ademais, o esclarecimento trazido pela Doutrina é que com mais eficácia instrui o homem mediano à necessária conscientização de sua responsabilidade perante Deus no que concerne ao seu esforço por elevação moral.

Não, o Espiritismo não traz perigos.
Título: Re: Perigos do Espiritismo.
Enviado por: Atma em 24 de Novembro de 2009, 22:51
Olá companheiros!
Agradeço a participação na elucidação deste tópico, cada um trazendo esclarecimentos e os beneficios necessários ao entendimento preciso.

Dando sequencia...

Diante do perigo da obsessão, ocorre perguntar se não é lastimável o ser-se médium.
Não é a faculdade mediúnica que a provoca?  Não constitui isso uma prova de inconveniência das comunicações espíritas? Fácil se nos apresenta a resposta e pedimos que a meditem cuidadosamente.

        Não sendo os Espíritos mais do que as almas dos homens, é claro que há Espíritos desde quando há homens; por conseguinte, desde todos os tempos eles exerceram influência salutar ou perniciosa sobre a Humanidade. A faculdade mediúnica não lhes é mais que um meio de se manifestarem. Em falta dessa faculdade, fazem-no por mil outras maneiras, mais ou menos ocultas. Seria, pois, erro crer-se que só por meio das comunicações escritas ou verbais exercem os Espíritos sua influência.  Esta influência é de todos os instantes e mesmo os que não se ocupam com os Espíritos, ou até não crêem neles, estão expostos a sofrê-la, como os outros e mesmo mais do que os outros, porque não têm com que a contrabalancem.
A mediunidade é, para o espírito, um meio de se fazer conhecido. Se ele é mau, sempre se trai, por mais hipócrita que seja. Pode, pois, dizer-se que a mediunidade permite se veja o inimigo face a face, se assim nos podemos exprimir, e combate-lo com suas próprias armas. Sem essa faculdade, ele age na sombra e, tendo a seu favor a invisibilidade, pode fazer e faz realmente muito mal.
A quantos atos não é o homem impelido, para desgraça sua, e que teria evitado, se dispusesse de um meio de esclarecer-se! Os incrédulos não imaginam enunciar uma verdade, quando dizem de um homem que se transvia obstinadamente: "É o seu mau gênio que o impele à própria perda." Assim, o conhecimento do Espiritismo, longe de facilitar o predomínio dos maus Espíritos, há de ter como resultado, em tempo mais ou menos próximo, e quando se achar propagado, destruir esse predomínio, dando a cada um os meios de se pôr em guarda contra as sugestões deles. Aquele então que sucumbir só de si terá que se queixar.

        Regra geral:
quem quer que receba más comunicações espíritas, escritas ou verbais, está sob má influência; essa influência se exerce sobre ele, quer escreva, quer não, isto é, seja ou não seja médium, creia ou não creia. A escrita faculta um meio de ser apreciada a natureza dos Espíritos que sobre ele atuam e de serem combatidos, se forem maus, o que se consegue com mais êxito quando se chega a conhecer os motivos da ação que desenvolvem. Se bastante cego é ele para o não compreender, podem outros abrir-lhe os olhos.

        Em resumo:
O perigo não está no Espiritismo, em si mesmo, pois que este pode, ao contrário, servir-nos de governo e preservar-nos do risco que corremos incessantemente, à revelia nossa.
O perigo está na orgulhosa propensão de certos médiuns para, muito levianamente, se julgarem instrumentos exclusivos de Espíritos superiores e nessa espécie de fascinação que lhes não permite compreender as tolices de que são intérpretes. Mesmo os que não são médiuns podem deixar-se apanhar.

O LIVRO DOS MÉDIUNS – 62a ed. – Allan Kardec  (GUIA DOS MÉDIUNS E DOS EVOCADORES) (Paris - 1861)

 Ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os tropeços que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Constituindo o seguimento de, O Livro dos Espíritos. 

Vibrações de paz, luz e harmonia!
 


Título: Re: Perigos do Espiritismo.
Enviado por: Mourarego em 25 de Novembro de 2009, 21:51
Em poucas palavras:
Seguindo a linha de pensar dos Espíritos, ver-se perigo no Espiritismo significa ver perigo numa partida de futebol.
Ora, se durante o jogo podem haver chutes maliciosos que me podem ferir ou quebrar uma das pernas, o futebol, por esta lógica cabocla, seria perigoso, mas o perigo não está no futebol em si, mas naqueles que usam mau do esporte bretão.
Abração
Moura