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GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: Ace em 15 de Janeiro de 2012, 02:40

Título: Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.
Enviado por: Ace em 15 de Janeiro de 2012, 02:40
Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores


Quando pronunciamos as palavras “perdoa as nossas dividas, assim como perdoamos aos nossos devedores”, não apenas estamos à espera do benefício para o nosso coração e para a nossa consciência, mas estamos igualmente assumindo o compromisso de desculpar os que nos ofendem.


Todos possuímos a tendência de observar com evasivas os grandes defeitos que existem em nós, reprovando, entretanto, sem exame, pequeninas faltas alheias.


Por isso mesmo Jesus, em nos ensinando a orar, recomendou-nos esquecer qualquer mágoa que alguém nos tenha causado.


Se não oferecermos repouso à mente do próximo, como poderemos aguardar o descanso para os nossos, pensamentos?


Será justo conservar todo o pão, em nossa casa, deixando a fome aniquilar a residência do vizinho?


A paz é também alimento da alma, e, se desejamos tranqüilidade para nós, não nos esqueçamos do entendimento e da harmonia que devemos aos demais.


Quando pedirmos a tolerância do Pai Celeste em nosso favor, lembremo-nos também de ajudar aos outros com a nossa tolerância.


Auxiliemos sempre.


Se o Senhor pode suportar-nos e perdoar-nos, concedendo-nos constantemente novas e abençoadas oportunidades de retificação, aprendamos, igualmente, a espalhar a compreensão e o amor, em benefício dos que nos cercam.



Autor: Meimei
Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Pai Nosso


Abraços. :)


Título: Re: Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.
Enviado por: Hebe M C em 15 de Janeiro de 2012, 11:50
Bom dia Ace CZ,

Trago um texto do Espírito Hammed para reflexão.



Aprendendo a Perdoar


"Se perdoardes aos homens as faltas que eles fazem contra vós, vosso Pai celestial vos perdoará também vossos pecados, mas se não perdoardes aos homens quando eles vos ofendem, vosso Pai, também, não vos perdoará os pecados."

(O Evangelho segundo o Espiritismo - Cap. X, Item 2)


Nosso conceito de perdão tanto pode facilitar quanto limitar nossa capacidade de perdoar. Por possuirmos crenças negativas de que perdoar é "ser apático" com os erros alheios, ou mesmo, é aceitar de forma passiva tudo o que os outros nos fazem, é que supomos estar perdoando quando aceitamos agressões, abusos, manipulações e desrespeito aos nossos direitos e limites pessoais, como se nada tivesse acontecendo.

Perdoar não é apoiar comportamentos que nos tragam dores físicas ou morais, não é fingir que tudo corre muito bem quando sabemos que tudo em nossa volta está em ruínas. Perdoar não é "ser conivente" com as condutas inadequadas de parentes e amigos, mas ter compaixão, ou seja, entendimento maior através do amor incondicional. Portanto, é um "modo de viver".

O ser humano, muitas vezes, confunde o "ato de perdoar" com negação dos próprios sentimentos, emoções e anseios, reprimindo mágoas e usando supostamente o "perdão" como desculpa para fugir de realidade que, se assumida, poderia como conseqüência alterar toda uma vida de relacionamento.

Uma das ferramentas básicas para alcançarmos o perdão real é manter-nos a uma certa "distancia psíquica" da pessoa-problema, ou das discussões, bem como dos diálogos mentais que giram de modo constante no nosso psiquismo, porque estamos engajados emocionalmente nesses envolvimentos neuróticos.

Ao desprendermo-nos mentalmente, passamos a usar de modo construtivo os poderes do nosso pensamento, evitando os "deveria ter falado ou agido" e eliminando de nossa produção imaginativa os acontecimentos infelizes e destrutivos que ocorreram conosco.

Em muitas ocasiões, elaboramos interpretações exageradas de suscetibilidade e caímos em impulsos estranhos e desequilibrados, que causam em nossa energia mental uma sobrecarga, fazendo com que o cansaço tome conta do cérebro. A exaustão intima é profunda.

A mente recheada de idéias desconexas dificulta o perdão, e somente desligando-nos da agressão ou do desrespeito ocorrido é que o pensamento sintoniza com as faixas da clareza e da nitidez, no processo denominado "renovação da atmosfera mental".

É fator imprescindível, ao "separar-nos" emocionalmente de acontecimentos e de criaturas em desequilíbrio, a terapia da prece, como forma de resgatar a harmonização de nosso interior.

A qualidade do pensamento determina a "ideação" construtiva ou negativa, isto é, somos arquitetos de verdadeiros "quadros mentais" que circulam sistematicamente em nossa própria órbita áurica. Por nossa capacidade de "gerar imagens" ser fenomenal, é que essas mesmas criações nos fazem ficar presos em "monoidéias". Desejaríamos tanto esquecer, mas somos forçados a lembrar, repetidas vezes, pelo fenômeno "produção/conseqüência".

Desligar-se ou desconectar-se não é um processo que nos torna insensíveis e frios, como criaturas totalmente imperfeitas às ofensas e críticas e que vivem sempre numa atmosfera do tipo "ninguém vai mais me atingir ou machucar". Desligar-se quer dizer deixar de alimentar-se das emoções alheias, desvinculando-se mentalmente dessas relações doentias de hipnoses magnéticas, de alucinações íntimas, de represálias, de desforras de qualquer matriz ou de problemas que não podemos solucionar no momento.

Ao soltar-nos vibracionalmente desses contextos complexos, ao desatar-nos desses fluidos que nos amarram a essas crises e conflitos existenciais, poderemos ter grande chance de enxergar novas formas de resolver dificuldades com uma visão mais generalizada das coisas e de encontrar, cada vez mais, instrumentos adequados para desenvolvermos a nobre tarefa de nos compreender e de compreender os outros.

Quando acreditamos que cada ser humano é capaz de resolver seus dramas e é responsável pelos seus feitos na vida, aceitamos fazer esse "distanciamento" mais facilmente, permitindo que ele se comporte como queira, dando-nos também essa mesma liberdade.

Viver impondo certa "distância psicológica" às pessoas e às coisas problemáticas, seja entes queridos difíceis, seja companheiros complicados, não significa que deixaremos de importar com eles, ou de amá-los ou de perdoar-lhes, mas sim que viveremos sem enlouquecer pela ânsia de tudo compreender, padecer, suportar e admitir.

Além do que, desligamento nos motiva ao perdão com maior facilidade, pelo grau de libertação mental, que nos induz viver sintonizados em nossa própria vida e na plena afirmação positiva de que "tudo deverá tomar o curso certo, se minha mente estiver em serenidade".

Compreendendo por fim que, ao promovermos "desconexão psicológica", teremos sempre mais habilidade e disponibilidade para perceber o processo que há por trás dos comportamentos agressivos, o que nos permitirá não reagir da maneira como fazíamos, mas olhar "como é que está sendo feito" nosso modo de nos relacionar com os outros. Isso nos leva, conseqüentemente, a começar a entender a "dinâmica do perdão".

Uma das mais eficientes técnicas de perdoar é retomar o vital contato com nós mesmos, desligando-nos de toda e qualquer "intrusão mental", para logo em seguida buscar uma real empatia com as pessoas. Deixamos de ser vitimas de forças fora de nosso controle para transformar-nos em pessoas que criticam sua própria realidade de vida, baseadas não nas criticas e ofensas do mundo, mas na sua percepção da verdade e da vontade própria."

Hammed


Livro: Renovando Atitudes
Editora: Boa Nova
Médium: Francisco do Espírito Santo Neto
Título: Re: Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.
Enviado por: Weronica em 15 de Janeiro de 2012, 12:44
Parabéns pelo tópico amiga AceCz, normalmete quando muitos de nós oramos o Pai Nosso, na verdade rezamos automaticamente, sem a preciosa interpetação do que seja Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.
Amiga Hebe, achei ótimo o texto, pricipalmente no que diz:
Citar
É fator imprescindível, ao "separar-nos" emocionalmente de acontecimentos e de criaturas em desequilíbrio, a terapia da prece, como forma de resgatar a harmonização de nosso interior.

Vou treinar bastante.

É normal nos sentirmos mal, ofendidos e até com vontade de responder no momento da ofensa, da injustiça, pois ainda precisamos evoluir e exercitar a paciência e a serenidade de espírito. Quando estou nervosa ou me sinto ofendida, prefiro me manter alguns minutos em silêncio para refletir e não agir por impulso.
Como diz a Palavra de Deus, Irai mas não pequeis, deixando a serenidade ocupar o espaço do nervosismo para não nos arrependermos depois.

EFÉSIOS capítulo 4

  Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,
  Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.
  Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação;
  Um só Senhor, uma só fé, um só batismo;
  Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.
  Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo.
  Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira.
  Não deis lugar ao diabo.
  Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade.
  Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.
  E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção.
  Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós,
  Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo


Bjinhuu fiquem com Deus.
Título: Re: Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.
Enviado por: Kazaoka em 15 de Janeiro de 2012, 13:05
"...perdoe nossas dívidas assim como perdoamos..."
Esta frase da oração de Jesus expressa seu grau de entendimento sobre as Leis Divinas e sua real vivência.

Numa análise superficial parece uma simples e bem humana barganha. Mas não é nada disso, à medida que atingimos determinado grau de entendimento sobre as Leis Universais e compreendemos melhor os ensinamentos e exemplos de Jesus, compreendemos que a conduta Cristã não dá margem para ofensas ou dívidas e que, se não as contraimos, não existem faltas e nem a necessidade do perdão, isso em função do sincronismo entre nossas ações e os desígnios e vontdades de Deus. O maior perdão que podemos receber de Deus ou oferecer ao próximo, é não sentirmos, baseado no verdadeiro entendimento do sentido da vida e das adversidades que lhes são comuns, ofendidos pelos atos ou ações que nos envolvamos nas contingências da natureza humana e espiritual que nos encontramos.

Estamos em treinamento, as diretrizes do nosso programa de desenvolvimento estão determinadas e é do conhecimento de todos, nos falta a adequação dessas diretrizes na nossa vivência diária.
Título: Re: Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.
Enviado por: Anton Kiudero em 15 de Janeiro de 2012, 13:28


Jamais perdõe

http://www.forumespirita.net/fe/auto-conhecimento/jamais-perdoe!

Título: Re: Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.
Enviado por: Hebe M C em 15 de Janeiro de 2012, 13:48
Parabéns pelo tópico amiga AceCz, normalmete quando muitos de nós oramos o Pai Nosso, na verdade rezamos automaticamente, sem a preciosa interpetação do que seja Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.
Amiga Hebe, achei ótimo o texto, pricipalmente no que diz:
Citar
É fator imprescindível, ao "separar-nos" emocionalmente de acontecimentos e de criaturas em desequilíbrio, a terapia da prece, como forma de resgatar a harmonização de nosso interior.

Vou treinar bastante.

É normal nos sentirmos mal, ofendidos e até com vontade de responder no momento da ofensa, da injustiça, pois ainda precisamos evoluir e exercitar a paciência e a serenidade de espírito. Quando estou nervosa ou me sinto ofendida, prefiro me manter alguns minutos em silêncio para refletir e não agir por impulso.
Como diz a Palavra de Deus, Irai mas não pequeis, deixando a serenidade ocupar o espaço do nervosismo para não nos arrependermos depois.


Bjinhuu fiquem com Deus.
Xiiii!!! a impulsividade não é um privilegio seu  :D :D, graças estou me livrando disso também. Hoje dou boas vindas os meus inimigos que mostram os meus erros para que eu possa corrigi-los.  :D :D.
Leia esse tópico que o Anton passou, é bem interessante.

Um abç
Hebe
Título: Re: Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.
Enviado por: Ace em 15 de Janeiro de 2012, 14:58
Obrigado por participarem no tópico, amigos.


Perdoar

Sim, deves perdoar! Perdoar e esquecer a ofensa que te colheu de surpresa, quase dilacerando a tua paz.

Afinal, o teu opositor não desejou ferir-te realmente, e, se o fez com essa intenção,perdoa ainda, perdoa-o com maior dose de compaixão e amor.

Ele deve estar enfermo, credor, portanto, da misericórdia do perdão.

Ante a tua aflição, talvez ele sorria. A insanidade se apresenta em face múltipla e uma delas é a impiedade, outra o sarcasmo,podendo revestir-se de aspectos muito diversos.

Se ele agiu, cruciado pela ira, assacando as armas da calúnia e da agressão, foi vitimado por cilada infeliz da qual poderá sair desequilibrado ou comprometido organicamente.

Possivelmente, não irá perceber esse problema, senão mais tarde.

Quando te ofendeu deliberadamente, conduzindo o teu nome e o teu caráter ao descrédito, em verdade se desacreditou ele mesmo.

Continuas o que és e não o que ele disse a teu respeito.

Conquanto justifique manter a animosidade contra tua pessoa,evitando a reaproximação, alimenta miasmas que lhe fazem mal e se abebera da alienação com indisfarçável presunção.

Perdoa, portanto, seja o que for e a quem for.

O perdão beneficia aquele que perdoa, por propiciar-lhe paz espiritual, equilíbrio emocional e lucidez mental.

Felizes são os que possuem a fortuna do perdão para a distender largamente, sem parcimônia.

O perdoado é alguém em débito; o que perdoou é espírito em lucro.

Se revidas o mal és igual ao ofensor; se perdoas, estás em melhor condição; mas se perdoas e amas aquele que te maltratou,avanças em marcha invejável pela rota do bem.

Todo agressor sofre em si mesmo.

E um espírito envenenado, espargindo o tóxico que o vitima. Não desças a ele senão para o ajudar.

Há tanto tempo não experimentavas aflição ou problema - graças à fé clara e nobre que esflora em tua alma - que te desacostumaste ao convívio do sofrimento.

Por isso, estás considerando em demasia o petardo com que te atingiram, valorizando a ferida que podes de imediato cicatrizar.

Pelo que se passa contigo, medita e compreenderás o que ocorre com ele, o teu ofensor.

O que te é Inusitado, nele é habitual.

Se não te permitires a ira ou a rebeldia - perdoarás!

A mão que, em afagando a tua, crava nela espinhos e urze que carrega, está ferida ou se ferirá simultaneamente.

Não lhe retribuas a atitude, usando estiletes de violência para não aprofundares as lacerações.

O regato singelo, que tem o curso impedido por calhaus e os não pode afastar, contorna-os ou para, a fim de ultrapassá-los e seguir adiante.

A natureza violentada pela tormenta responde ao ultraje reverdescendo tudo e logo multiplicando flores e grãos.

E o pântano infeliz, na sua desolação, quando se adorna de luar,parece receber o perdão da paisagem e a benéfica esperançada oportunidade de ser drenado brevemente, transformando-se em jardim.

Que é o "Consolador", que hoje nos conforta e esclarece, conduzindo uma plêiade de Embaixadores dos Céus para a Terra,em missão de misericórdia e amor, senão o perdão de Deus aos nossos erros, por intercessão de Jesus?!

Perdoa, sim, e intercede ao Senhor por aquele que te ofende,olvidando todo o mal que ele supõe ter-te feito ou que supões que ele te fez, e, se o conseguires, ama-o, assim mesmo como ele é.


"Não vos digo que perdoeis até sete vezes,mas até setenta vezes sete vezes".
Mateus: 18-22.


"A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacifico.
Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas".
O Evangelho Segundo O Espiritismo, Cap. X - Item 4


Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia: Divaldo Pereira Franco



Abraços. :)

Título: Re: Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.
Enviado por: mateuszanetti em 15 de Janeiro de 2012, 15:16
Na minha mais humilde condição de ser humano, creio que o ensinamento do perdão é o mais duro de cumprir para qualquer ser humano. É necessário que se deixe de lado o orgulho e a vaidade para reconhecer no outro uma criatura de Deus. Talvez o perdão seja a aplicação mais sublime daquele ensinamento de Cristo: "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei".