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GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: Ignarus em 05 de Janeiro de 2013, 20:40

Título: O Proceder daquele que adquire a Fé e o Conhecimento
Enviado por: Ignarus em 05 de Janeiro de 2013, 20:40
    O Proceder  daquele que adquire a Fé e o Conhecimento.


Devemos viver  uma vida contemplativa, somente de oração e meditação? Devemos nos isolar, nos  afastar de tudo o que é deste mundo, abandonar todo o conforto de que podemos  usufruir e todas as atividades que devemos desempenhar? Esta questão já foi  brilhantemente respondida há mais de um século, pelo “Evangelho Segundo o Espiritismo (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5kb21pbmlvcHVibGljby5nb3YuYnIvZG93bmxvYWQvdGV4dG8vcGgwMDAwMjcucGRm)”:


“Não julgueis,  todavia, que, exortando-vos incessantemente à prece e à evocação mental,  pretendamos vivais uma vida mística, que vos conserve fora das leis da  sociedade onde estais condenados a viver. Não; vivei com os homens da vossa  época, como devem viver os homens. Sacrificai às necessidades, mesmo às  frivolidades do dia, mas sacrificai com um sentimento de pureza que as possa  santificar.

(…)
Não consiste a  virtude em assumirdes severo e lúgubre aspecto, em repelirdes os prazeres que  as vossas condições humanas vos permitem. Basta reporteis todos os atos da  vossa vida ao Criador que vo-la deu; basta que, quando começardes ou acabardes  uma obra, eleveis o pensamento a esse Criador e lhe peçais, num arroubo dalma,  ou a sua proteção para que obtenhais êxito, ou a sua bênção para ela, se a  concluístes. Em tudo o que fizerdes, remontai à Fonte de todas as coisas, para  que nenhuma de vossas ações deixe de ser purificada e santificada pela  lembrança de Deus.

A perfeição  está toda, como disse o Cristo, na prática da caridade absoluta; mas, os  deveres da caridade alcançam todas as posições sociais, desde o menor até o  maior. Nenhuma caridade teria a praticar o homem que vivesse insulado.  Unicamente no contacto com os seus semelhantes, nas lutas mais árduas é que ele  encontra ensejo de praticá-la. Aquele, pois, que se isola priva-se  voluntariamente do mais poderoso meio de aperfeiçoar-se; não tendo de pensar  senão em si, sua vida é a de um egoísta.”
 
Conviver é trabalhar, somente com a convivência é que podemos praticar a cdaridade!
Título: Re: O Proceder daquele que adquire a Fé e o Conhecimento
Enviado por: filhodobino em 06 de Janeiro de 2013, 17:32
Amado,
Também acho, por isso chamo isso que faço aqui de trabalho, pois do material, posso não.
Saúde e Paz!
Título: Re: O Proceder daquele que adquire a Fé e o Conhecimento
Enviado por: EsoEstudos em 06 de Janeiro de 2013, 17:58
Peço licença para transcrever o texto adiante, à guisa de colaboração para meditarmos.



[...]
Aliás, duas possibilidades existem para todo e qualquer ser humano:

1. Ou se apega à fé religiosa e transcende os obstáculos sob a força da confiança plena na ordem absoluta do Cosmos,
2. Ou chama para si a responsabilidade de enfrentar as dificuldades e combater com todas as suas forças, seja qual for o estado em que as coisas se acham a cada momento.

Fora dessas opções o ser encontra apenas a degradação de si mesmo, definhando sob a centrípeta covardia que o deforma em direção a seu próprio ego...

1. A prece sincera é um instrumento verdadeiramente sagrado de elevação da alma.
2. O bom combate aproxima o homem do senso de dever, muito acima do mero livre-arbítrio.


Portanto:

Todo aquele que buscar o socorro das Luzes do Céu (1)
enquanto luta com destemor pela realização de seus deveres (2),
atingirá a ascensão e o desapego dos valores comezinhos da vil realidade que a maioria insiste em cultivar.
Título: Re: O Proceder daquele que adquire a Fé e o Conhecimento
Enviado por: Ignarus em 06 de Janeiro de 2013, 19:50
Caros amigos, reflitamos:

Como nos ensinou Jesus, Deus é justo e bom; não há privilégios, trocas, concessões, graça, mas sim Leis perfeitas que permitem a todos a felicidade almejada, ainda relativa neste mundo onde nos encontramos, mas plena em mundos superiores, onde o mal não existe mais e o móvel dos sentimentos dos seres que ali habitam, é o desejo constante do bem por amor a todos.

***

Como Obter a sabedoria e a fé!

Era uma vez um jovem que visitou um grande sábio para lhe perguntar como se deveria viver para adquirir a sabedoria.

O ancião, ao invés de responder, propôs um desafio:
- Encha uma colher de azeite e percorra todos os cantos deste lugar, mas não deixe derramar uma gota sequer.

Após ter concordado, o jovem saiu com a colher na mão, andando a passos pequenos, olhando fixamente para ela e segurando-a com muita firmeza. Ao voltar, orgulhoso por ter conseguido cumprir a tarefa, mostrou a colher ao ancião, que perguntou:
- Você viu as belíssimas árvores que havia no caminho? Sentiu o aroma das maravilhosas flores do jardim? Escutou o canto dos pássaros?

Sem entender muito o porquê disso tudo, o jovem respondeu que não e o ancião disse:
- Assim você nunca encontrará sabedoria na vida; vivendo apenas para cumprir suas obrigações sem usufruir das maravilhas do mundo. Assim nunca será sábio.

Em seguida, pediu para o jovem repetir a tarefa, mas desta vez observando tudo pelo caminho. E lá foi o rapaz com a colher na mão, olhando e se encantando com tudo. Esqueceu da colher e passou a observar as árvores, cheirar as flores e ouvir os pássaros. Ao voltar, o ancião perguntou se ele viu tudo e o jovem extasiado disse que sim. O velho sábio pediu para ver a colher e o jovem percebeu que tinha derramado todo o conteúdo pelo caminho.

Disse-lhe o ancião:
- Assim você nunca encontrará sabedoria na vida; vivendo para as alegrias e os prazeres do mundo sem cumprir suas obrigações. Assim nunca será sábio.

Para alcançar a sabedoria terá que cumprir suas obrigações sem perder a alegria de viver.

Somente assim conhecerá a verdadeira sabedoria
Título: Re: O Proceder daquele que adquire a Fé e o Conhecimento
Enviado por: filhodobino em 06 de Janeiro de 2013, 21:58
Amados do meu coração...
Reflitamos:

Quando alguém vai a um país distante, constitui a sua bagagem de objetos utilizáveis nesse país; não se preocupa com os que ali seriam inúteis.
Procedei do mesmo modo com relação à vida futura; aprovisionai-vos de tudo o de que lá vos possa servir. Aquele que se acha bem compenetrado de seu destino futuro não vê na vida corporal mais do que uma estação temporária, uma como parada momentânea em péssima hospedaria.
Facilmente se consola de alguns aborrecimentos passageiros de uma viagem que o levará a tanto melhor posição, quanto melhor tenha cuidado dos preparativos para empreendê-la.

ALLAN KARDEC em Livro dos Espíritos; questão: 921 Obs -
Allan Kardec - PASCAL em Evangelho Segundo o Espiritismo; 16/9.

Não me lembro onde, aprendi,
A encarnação começa no berço, exatamente no instante em que termina, vejo lógica, razão, bom senso e justiça, além de um profundo amor que percebo, por parte do Pai da vida, que nos mostra um palmo de vida, repleta de atenção, afeição, carinho, talquinho, etc e tal, ... logo após a vicissitude de experimentar em todo o corpo as dores e ardores morais.
Mais uma razão para vivenciar o prazer quando pode, e não negligenciar o aprender tanto quanto e como cada um possa, sem exemplificar uma vida pela outra, pois há quem sofra carregando um grão de areia outros, sorriem enquanto carregam pedras e dizem felizes, vou construir uma catedral...
Saúde e Paz!
Saúde e Paz!
Título: Re: O Proceder daquele que adquire a Fé e o Conhecimento
Enviado por: Ignarus em 07 de Janeiro de 2013, 02:37
Caro Filhodobino,

A verdade, assim como a felicidade existem e estão à disposição daqueles que se disponham a procurá-las, sendo que, quanto mais se estuda para se capacitar a encontrá-las, mais se aprende que é preciso evoluir, tanto em sabedoria como em sentimentos, assim, por consequência natural, todos acabam compreendendo as verdades a respeito de si próprio e por necessidade própria irão lutar contra suas inferioridades.

Afinal, ninguém violenta ningué a pretexto de se impor o auto conhecimento e as necessidades individuais.

Afinal de contas devemos deixar que a natureza atue para que a vida prevaleça.

Se alguém rompe o ovo a vida termina. Mas se ele se rompe por uma força própria interior a vida começa.

Lancemos pois as sementes purificadas pelo amor do Cristo sem os nossos adubos mentais e deixemos que floresçam no tempo que lhes é próprio.

Amar o próximo é respeitar-lhe o próprio tempo e tolerar-lhe os enganos. E com caridade humilde tentar mostrar-lhe a luz que guia a todos. Muitos olharão para o dedo apenas, mas muitos olharão para o céu!

Paz Sempre!
Título: Re: O Proceder daquele que adquire a Fé e o Conhecimento
Enviado por: Ignarus em 07 de Janeiro de 2013, 15:37
[font=]O Espírita e o Mundo Atual[/font][font=]
 
   
  A Terra está passando por um período crítico de crescimento. Nosso pequenino  mundo, fechado em concepções mesquinhas e acanhados limites, amadurece para o  infinito. Suas fronteiras se abrem em todas as direções. Estamos às vésperas de  uma Nova Terra e um Novo Céu, segundo as expressões do Apocalipse. O  Espiritismo veio para ajudar a Terra nessa transição.
 
  Procuremos, pois, compreender a nossa responsabilidade de espíritas, em todos  os setores da vida contemporânea. Não somos espíritas por acaso, nem porque  precisamos do auxílio dos Espíritos para a solução dos nossos problemas  terrenos. Somos espíritas porque assumimos na vida espiritual graves  responsabilidades para esta hora do mundo. Ajudemo-nos a nós mesmos, ampliando  a nossa compreensão do sentido e da natureza do Espiritismo, de sua importante  missão na Terra. E ajudemos o Espiritismo a cumpri-la.
 
  O mundo atual está cheio de problemas e conflitos. O crescimento da população,  o desenvolvimento econômico, o progresso cientifico, o aprimoramento técnico, e  a profunda modificação das concepções da vida e do homem, colocam-nos diante de  uma situação de assustadora instabilidade. As velhas religiões sentem-se  abaladas até o mais fundo dos seus alicerces. Ameaçam ruir, ao impacto do  avanço cientifico e da propagação do ceticismo. Descrentes dos velhos dogmas,  os homens se voltam para a febre dos instintos, numa inútil tentativa de  regressar à irresponsabilidade animal.
 
  O espírita não escapa a essa explosão do instinto. Mas o Espiritismo não é uma  velha religião nem uma concepção superada. É uma doutrina nova, que apareceu precisamente  para alicerçar o futuro. Suas bases não são dogmáticas, mas cientificas,  experimentais. Sua estrutura não é teológica, mas filosófica, apoiada na lógica  mais rigorosa. Sua finalidade religiosa não se define pelas promessas e as  ameaças da Teologia, mas pela consciência da liberdade humana e da  responsabilidade espiritual de cada indivíduo, sujeita ao controle natural da  lei de causa e efeito. O espírita não tem o direito de tremer e apavorar-se,  nem de fugir aos seus deveres e entregar-se aos instintos. Seu dever é um só:  lutar pela implantação do Reino de Deus na Terra.
 
  Mas como lutar? Este livrinho procurou indicar, aos espíritas, várias maneiras  de proceder nas circunstâncias da vida e em face dos múltiplos problemas da  hora presente. Não se trata de oferecer um manual, com regras uniformes e  rígidas, mas de apresentar o esboço de um roteiro, com base na experiência  pessoal dos autores e na inspiração dos Espíritos que os auxiliaram a escrever  estas páginas. A luta do espírita é incessante. As suas frentes de batalha  começam no seu próprio íntimo e vão até os extremos limites do mundo exterior.  Mas o espírita não está só, pois conta com o auxílio constante dos Espíritos do  Senhor, que presidem à propagação e ao desenvolvimento do Espiritismo na Terra.
 
  A maioria dos espíritas chegaram ao Espiritismo tangidos pela dor, pelo  sofrimento físico ou moral, pela angústia de problemas e situações insolúveis.  Mas, uma vez integrados na Doutrina, não podem e não devem continuar com as  preocupações pessoais que motivaram a sua transformação conceptual. O  Espiritismo lhes abriu a mente para uma compreensão inteiramente nova da  realidade. É necessário que todos os espíritas procurem alimentar cada vez mais  essa nova compreensão da vida e do mundo, através do estudo e da meditação. É  necessário também que aprendam a usar a poderosa arma da prece, tão  desmoralizada pelo automatismo habitual a que as religiões formalistas a  relegaram.
 
  A prece é a mais poderosa arma de que o espírita dispõe, como ensinou Kardec,  como o proclamou Léon Denis e como o acentuou Miguel Vives. A prece verdadeira,  brotada do íntimo, como a fonte límpida brota das entranhas da terra, é de um  poder não calculado pelo homem. O espírita deve utilizar-se constantemente da  prece. Ela lhe acalmará o coração inquieto e aclarará os caminhos do mundo. A  própria ciência materialista está hoje provando o poder do pensamento e a sua  capacidade de transmissão ao infinito. O pensamento empregado na prece leva  ainda a carga emotiva dos mais puros e profundos sentimentos. O espírita já não  pode duvidar do poder da prece, pregado pelo Espiritismo. Quando alguns  "mestres" ocultistas ou espíritas desavisados chamarem a prece de  muleta, o espírita convicto deve lembrar que o Cristo também a usava e também a  ensinou. Abençoada muleta é essa, que o próprio Mestre dos Mestres não jogou à  margem do caminho, em sua luminosa passagem pela Terra!
 
  O espírita sabe que a morte não existe, que a dor não é uma vingança dos deuses  ou um castigo de Deus, mas uma força de equilíbrio e uma lei de educação, como  explicou Léon Denis. Sabe que a vida terrena é apenas um período de provas e  expiações, em que o espírito imortal se aprimora, com vistas à vida verdadeira,  que é a espiritual. Os problemas angustiantes do mundo atual não podem  perturbá-lo. Ele está amparado, não numa fortaleza perecível, mas na segurança  dinâmica da compreensão, do apercebimento constante da realidade viva que o  rodeia e de que ele mesmo é parte integrante. As mudanças incessantes das  coisas, que nos revelam a instabilidade do mundo, já não podem assustar o  espírita, que conhece a lei de evolução. Como pode ele inquietar-se ou  angustiar-se, diante do mundo atual?
 
  O Espiritismo lhe ensina e demonstra que este mundo em que agora nos  encontramos, longe de nos ameaçar com morte e destruição, acena-nos com  ressurreição e vida nova. O espírita tem de enfrentar o mundo atual com a  confiança que o Espiritismo lhe dá, essa confiança racional em Deus e nas suas  leis admiráveis, que regem as constelações atômicas no seio da matéria e as  constelações astrais no seio do infinito. O espírita não teme, porque conhece o  processo da vida, em seus múltiplos aspectos, e sabe que o mal é um fenômeno  relativo, que caracteriza os mundos inferiores. Sobre a sua cabeça rodam  diariamente os mundos superiores, que o esperam na distância e que os próprios  materialistas hoje procuram atingir com os seus foguetes e as suas sondas  espaciais. Não são, portanto, mundos utópicos, ilusórios, mas realidades  concretas do Universo visível.
 
  Confiante em Deus, inteligência suprema do Universo e causa primária de todas  as coisas, - poder supremo e indefinível, a que as religiões dogmáticas deram a  aparência errônea da própria criatura humana, - o espírita não tem o que temer,  desde que procure seguir os princípios sublimes da sua Doutrina. Deus é amor,  escreveu o apóstolo João. Deus é a fonte do Bem e da Beleza, como afirmava  Platão. Deus é aquela necessidade lógica a que se referia Descartes, que não  podemos tirar do Universo sem que o Universo se desfaça. O espírita sabe que  não tem apenas crenças, pois possui conhecimentos. E quem conhece não teme,  pois só o desconhecido nos apavora.
 
  O mundo atual é o campo de batalha do espírita. Mas é também a sua oficina,  aquela oficina em que ele forja um mundo novo. Dia a dia ele deve bater a  bigorna do futuro. A cada dia que passa, um pouco do trabalho estará feito. O  espírita é o construtor do seu próprio futuro do mundo. Se o espírita recuar,  se temer, se vacilar, pode comprometer a grande obra. Nada lhe deve perturbar o  trabalho, na turbulenta mas promissora oficina do mundo atual.[/font]
[font=]Autor: Miguel Vives[/font]