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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 08 de Fevereiro de 2014, 11:21

Título: O primordial Nascer de Novo: a reencarnação
Enviado por: dOM JORGE em 08 de Fevereiro de 2014, 11:21
                                                              VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                     
O primordial “Nascer de novo”:
a reencarnação
 
 

 
  A Doutrina Espírita e o Evangelho de Jesus enfatizam a necessidade primordial da reencarnação para a evolução do Espírito, ensinamento igualmente encontrado no Zoar: "Todas as almas são submetidas às provas da transmigração" e na Cabala: "São os renascimentos que permitem aos homens se purificar”.

Segundo o Espiritismo, somente pela reencarnação o ser espiritual pode crescer espiritualmente e, permanecendo à margem da dimensão física, fica estacionário no caminho evolutivo (Q. nº 175(a) de “O Livro dos Espíritos”). Na obra “A Terra e o Semeador”, o confrade Salvador Gentile faz a seguinte pergunta: “Chico Xavier, por que se diz que o Espírito para evoluir precisa se encarnar? No Mundo Espiritual, ele não evolui? Qual a diferença principal entre as duas faixas de evolução quanto ao aprendizado?” Corroborando a codificação kardeciana, o ilustre medianeiro diz que “internados no corpo terrestre é que somos instruídos a respeito da necessidade de mais ampla harmonização de nossa parte, uns com os outros, certamente porque, vivendo nas esferas espirituais próximas da Terra, com aqueles que são as criaturas absolutamente afinadas conosco, não percebemos de pronto as necessidades de aperfeiçoamento e progresso. Numa comunidade ideal, com vinte, quarenta ou dez pessoas raciocinando por uma faixa só, estamos tão felizes que corremos o risco de permanecer estanques em matéria de evolução por muito tempo. Beneficiados com a reencarnação, o estacionamento é quebrado de modo natural...”.

A vida do Espírito é uma educação progressiva – Realmente, a evolução do Espírito é compulsória em um ambiente físico como o da Terra, desde que, na vibração etérea do universo espiritual, os indivíduos estariam sintonizados apenas com os seus semelhantes, situados na mesma faixa vibratória. No ambiente terreno ou em mundos semelhantes, a diversificação, o contato ou o intercâmbio com seres encarnados, em diferentes graus evolutivos, permite o aprimoramento espiritual.

 Foi feita a seguinte pergunta a Léon Denis: “Por que o Espírito que está no espaço encarna em um corpo?”. O insigne confrade respondeu: “Porque é a lei de sua natureza, a condição necessária de seu progresso e de seu destino. A vida material, com suas dificuldades, precisa do esforço e o esforço desenvolve nossos poderes latentes e nossas faculdades em gérmen”. O ilustre filósofo do Espiritismo enfatiza que “o Espírito reencarna tantas vezes quantas sejam necessárias para atingir a plenitude do seu ser e de sua felicidade. A vida do Espírito é uma educação progressiva, que pressupõe uma longa série de trabalhos a realizar e de etapas a percorrer. O Espírito só pode progredir, reparar, renovando várias vezes suas existências em condições diferentes, em épocas variadas, em meios diversos. Cada uma de suas encarnações lhe permite apurar sua sensibilidade, aperfeiçoar suas faculdades intelectuais e morais” (“Synthêse Spiritualiste Doctrinale et Pratique”, págs. 25 e 26).

 A essência espiritual necessita de um meio mais consistente, de baixa vibração, para evoluir, vencendo as dificuldades e obstáculos que a matéria lhe proporciona. A evolução se processa preferencialmente em mundos planetários inferiores, onde o corpo espiritual vem adquirindo recursos vagarosamente, em milênios de esforço e recapitulação, nos múltiplos setores da evolução anímica, através da reencarnação. 

 Os Espíritos são criados simples e ignorantes – A centelha divina precisa da tela física para suas aquisições e experiências. Por sua vez, o setor físico se aperfeiçoa pela influência espiritual.

 Nos arraiais da erraticidade, estacionado na faixa evolutiva em que se encontra, impedido de alçar grandes voos, o Espírito se encontra envolvido por sua consciência, a qual constantemente o cientifica dos atos praticados em vivências reencarnatórias transatas e a necessidade da reparação dos equívocos, exortando-lhe o planejamento do seu futuro, preparando-se para mais uma etapa na arena física, sabendo que “o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Marcos 14:38).  Difícil tarefa será a prática do bem e o desprendimento das coisas físicas porquanto as tentações do poder e o hedonismo estarão presentes, envolvendo o viajor terreno nas teias do egoísmo, do orgulho, da prepotência e da vaidade.     

 Em “OLE”, na questão 132, Allan Kardec pergunta: “Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?”. A resposta, pronta e objetiva: “Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição...”, a qual corresponde ao estado dos Espíritos puros, passível de ser alcançado por todas as criaturas que trilham vitoriosas os caminhos das provas e expiações na dimensão da matéria, adquirindo o progresso moral e intelectual. É ressaltada a importância de todos os seres espirituais passarem por todas as vicissitudes da existência física, enquanto no item seguinte, questão 133, os instrutores do além corroboram que “todos os Espíritos são criados simples e ignorantes e se instruem nas lutas e tribulações da vida corporal”. 

“O que é nascido da carne é carne”, disse Jesus – É, portanto, primordial para a individualidade espiritual o renascimento no corpo somático, defrontando-se com a resistência própria da matéria, tendo a chance excelsa de despertar dentro de si as potencialidades divinas, acarretando o crescimento evolutivo.

 "Em verdade, em verdade, digo-te: Ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo” (João 3:3). “Não te maravilhes de eu te dizer: é-vos necessário nascer de novo” (João 3:7): Segundo o Evangelho de Jesus, é obrigatório o renascimento na carne para se obter o Reino de Deus, isto é, para encontrar dentro de cada um a divindade que lhe dá a vida e esse mergulho interior é obtido através das inúmeras oportunidades reencarnatórias (”O que é nascido da carne, é carne”).




Americo Domingos Nunes Filho









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: O primordial Nascer de Novo: a reencarnação
Enviado por: dOM JORGE em 08 de Fevereiro de 2014, 11:23
                                                               VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                       O corpo humano, constituído de carne e água, serve como veículo da alma no caminho da evolução. A baixa vibração própria de um mundo inferior, como a Terra, propicia ao Espírito ainda claudicante a revelação de seu interior. O verdadeiro autoconhecimento é proporcionado pela vida na matéria, começando o ser a transmutar tudo que é inferior dentro de si, transformando-se paulatinamente de bruto em anjo, com o desprendimento das coisas materiais, com o exercício contínuo de serviço desinteressado ao próximo, nas vitórias sobre as provas e expiações. Primeiramente, galga os inúmeros degraus da evolução, sujeito aos renascimentos físicos, ainda denominados de “nascido de mulher”, e se tornando, finalmente, produto da Humanidade ou “Filho do Homem”, conquistador da própria individualidade, apto a habitar as esferas superiores como Espírito puro.

 Para Roustaing, a encarnação humana é um castigo – O Cristo é um exemplo de alguém que já achou esse Reino Celestial. Ele falou do que sabe, do que almejou encontrar: “Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, a saber, o Filho do Homem” (João 3: 13).

 Para os que se encontram na retaguarda na evolução, Jesus se apresenta como o caminho a seguir, oferecendo-lhes seus ensinos e exemplificações para que, em cada vivência física, tenham mais experiências e adquiram mais aptidões.

 A evolução fugaz do ser espiritual, na dimensão extrafísica, é bem explanada por Jesus, quando aborda a “Parábola do Filho Pródigo”, citando o filho mais velho como alguém paralisado, estacionado, na evolução, temeroso de ir adiante, o que não fez seu irmão mais novo, chegando ao ponto de “comer dos restos dos porcos”, isto é, passar pelas tenazes atribulações da vida somática, passando pelo sofrimento restaurador, tanto expiatório como provacional, e receber as honrarias da vitória conquistada.

 A respeito do tema em tela, é necessário apontar, dentre muitos, um erro grave doutrinário encontrado na decadente obra “Os Quatro Evangelhos” de Roustaing, onde se encontra a tese fundamental de que “a encarnação humana é um castigo e não uma necessidade” (vol. 1, pág.317). Esse enunciado, completamente contrário à codificação espírita e ao Evangelho de Jesus, foi assim prontamente repelido por Kardec, sem rodeios, na obra “A Gênese”, no cap. XI, esclarecendo que “a encarnação, portanto, não é, de modo algum, normalmente uma punição para o Espírito, como pensam alguns (referência clara aos docetas de todas as épocas, principalmente a Roustaing e sua apócrifa obra), mas uma condição inerente à inferioridade do Espírito e um meio de progredir”.

 Reencarnar é, como o nome diz, voltar à dimensão física – A repelente tese é reforçada com a informação malsinada de que, além de ser compulsória a encarnação para todos os Espíritos que não conseguiram evoluir na dimensão extrafísica, até mesmo entidades superiores, algumas, inclusive, construindo mundos no Universo, podem se transviar, dominadas pelo orgulho (?) e serem jogadas na Terra (“anjos decaídos”), onde darão vida, por castigo divino, a formas repugnantes, contendo membros em estado latente, rastejando ou deslizando no solo. Segundo essa execranda tese, esses seres agrupam-se nos lírios do campo e são denominados de “criptógamos carnudos” (vol. I, pág. 313). O Espiritismo afirma o contrário, ensinando que os Espíritos não degeneram, “podem até permanecer estacionários, mas não retrogradam” (”OLE”-Q. 118). Felizmente, essa aberração científico-espiritual não é apanágio da Doutrina Espírita.

 Em verdade, os falsos profetas da erraticidade sempre estão a postos intentando solapar a magnânima e excelsa Doutrina de Jesus, como está sendo verificado, atualmente, com a publicação de obras mediúnicas trazendo fantasias, verdadeiros delírios, indigestos frutos da fascinação espiritual, relatando atividade sexual na erraticidade, com fecundação e nascimentos de Espíritos, de almas de aves e de animais. A aberração é tão intensa que definiram o inusitado fenômeno de “Reencarnação no Plano Espiritual”, ferindo, não somente a codificação kardeciana, como igualmente o vernáculo, desde que reencarnar (prefixo “re” + encarnar, do latim incarnare) é voltar à dimensão física, ou seja, tornar o Espírito a habitar um corpo carnal com o objetivo de se burilar e se aperfeiçoar na senda do progresso a que todos  os seres estão predestinados. Portanto, só se reencarna, é claro, na carne. A criação ou fecundação de Espíritos é essencialmente obra divina. É extrema tolice, intenso disparate, retirar de Deus a criação dos Espíritos. Os que acreditam em tamanha aberração são portadores de santa ingenuidade e merecem de todos os espíritas muita consideração e apreço, não se esquecendo de rogar por eles nas diuturnas preces.


Americo Domingos Nunes Filho









                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: O primordial Nascer de Novo: a reencarnação
Enviado por: Vitor Santos em 09 de Fevereiro de 2014, 10:21
Olá amigo Jorge

Nunca me dei ao trabalho de conhecer a obra de Roustaing, mas se ele via a encarnação na Terra como um purgatório, não posso deixar de concordar com ele, sobretudo para aqueles que são moralmente mais sensiveis, que se preocupam e se impressionam com o sofrimento alheio. Para os outros a brutidade é algo que é normal, pois está mais de acordo com a maneira de ser deles.

O erro, ou melhor, a diferença entre Roustaing a DE é extensão dessa qualidade de purgatório a todas as encarnações em todos os mundos. Se a Terra é um purgatório (embora nem todos o sintam assim, sobretudo aqueles mais jovens que ainda não têm experiência da vida, e a avaliam apenas pelos poucos anos de vida, sob as asas da mãe e do pai, ignorando as horas amargas da velhice, da demência, da doença, que é mais provável nos mais velhos, etc.),  há os mundos regeneradores, numa primeira fase, e os mundos felizes em fases mais avançadas, em que as encarnações, embora sejam sempre uma espécie de prisão à carne, se podem considerar felizes, se comparadas com as da Terra, pelo menos.

Bem hajam
Título: Re: O primordial Nascer de Novo: a reencarnação
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 09 de Fevereiro de 2014, 12:03
Caro Vitor,

A palavra castigo no português que falamos aqui no Brasil é entendida como punição por ato praticado. Nesse sentido, a reencarnação como castigo não é algo com o qual se possa concordar, já que segundo a doutrina espírita não há outra maneira por meio da qual o Espírito possa realmente progredir. Encarnar é agradável ao Espírito? Provavelmente não, uma vez que o Espírito é livre e tem no corpo um instrumento que limita sua liberdade. Mas, podemos compreender o que se passa com a reencarnação para o Espírito por meio de comparações com outras atividades a que o Espírito já encarnado está sujeito. Estudar é uma verdadeira tortura para muitas pessoas, assim como trabalhar também o é. Mas, são coisas indiscutivelmente necessárias, sem as quais o Espírito não pode alcançar novamente a liberdade que tanto preza.

Abraço,
Título: Re: O primordial Nascer de Novo: a reencarnação
Enviado por: Vitor Santos em 09 de Fevereiro de 2014, 13:01
Olá amigo Edmar

Citar
A palavra castigo no português que falamos aqui no Brasil é entendida como punição por ato praticado. Nesse sentido, a reencarnação como castigo não é algo com o qual se possa concordar, já que segundo a doutrina espírita não há outra maneira por meio da qual o Espírito possa realmente progredir.

Concordo com o amigo que a encarnação não é um castigo. E por isso contesto a lei do Karma, apregoada por muitos espíritas, embora sob um nome errado: o determinismo, ou seja a lei causa-efeito, cujo enunciado é que a todo o efeito corresponde, pelo menos, uma causa. O único efeito "conhecido" sem causa é Deus. Pois Ele é Causa Primeira, para doutrina espirita. O determinismo é um principio que eu defendo, mas a lei do Karma não. O determinismo é o oposto de acaso. Não no sentido de que tudo está pré-destinado, mas que tudo deriva de uma sequência de causas que geram efeitos, que por sua vez são causas de outros efeitos e assim por diante.

u ainda diria mais, a encarnação nada tem a haver com justiça. Muito menos com justiça divina. Como o amigo tão bem diz, a base da encarnação é a lei do progresso (essa sim, é uma lei divina, sem dúvida). E mesmo quando a encarnação está a ser desagradável, a vida alerta-nos. Diz-nos que é necessário encontrar, tanto aqui e agora, como na nossa vida futura, já fora deste corpo de carne, todos os meios que nos possam ajudar a superar a dor presente e futura.

O que tem a haver com mérito ou demérito é o mundo onde nos é dado encarnar.     

Citar
Encarnar é agradável ao Espírito? Provavelmente não, uma vez que o Espírito é livre e tem no corpo um instrumento que limita sua liberdade. Mas, podemos compreender o que se passa com a reencarnação para o Espírito por meio de comparações com outras atividades a que o Espírito já encarnado está sujeito. Estudar é uma verdadeira tortura para muitas pessoas, assim como trabalhar também o é. Mas, são coisas indiscutivelmente necessárias, sem as quais o Espírito não pode alcançar novamente a liberdade que tanto preza.

Concordo plenamente. Lá por uma tarefa ser difícil não é um castigo. Todavia, penso que a maioria das vezes as pessoas não gostam de trabalhar porque não estão a realizar aquilo que é a respectiva vocação. Um trabalho pode ser um prazer, mesmo que muito duro, se a pessoa o incorporar como uma missão sua, útil, positiva. Conheço pessoas que trabalharam mesmo muito ao longo da vida e que, ao olhar para trás, bem dizem a vida. Dizem que o tempo passou demasiado depressa, que a vida foi muito positiva. E conheço outras que pouco fizeram e queixam-se da vida.

O que trás felicidade não é não trabalhar. É trabalhar naquilo que se enquadra dentro da nossa vontade. Estar contrariado, a trabalhar, é sentir-se escravo, sem estar a trabalhar é sentir tédio. Tudo depende do trabalho que se têm, em função da nossa vocação. 

bem haja
Título: Re: O primordial Nascer de Novo: a reencarnação
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 09 de Fevereiro de 2014, 14:21
(...)
O que trás felicidade não é não trabalhar. É trabalhar naquilo que se enquadra dentro da nossa vontade. Estar contrariado, a trabalhar, é sentir-se escravo, sem estar a trabalhar é sentir tédio. Tudo depende do trabalho que se têm, em função da nossa vocação. 
(...)

Segundo os Espíritos, é esse o verdadeiro bem-estar (LE, 812).

Abraço,
Título: Re: O primordial Nascer de Novo: a reencarnação
Enviado por: lconforjr em 09 de Fevereiro de 2014, 20:25

...................

      Logo, o primordial não é nascer de novo, não é a reencarnação, mas é ter amor, saber como fazer para tê-lo, e amar.

.........................
Título: Re: O primordial Nascer de Novo: a reencarnação
Enviado por: Brenno Stoklos em 11 de Fevereiro de 2014, 05:11

Logo, o primordial não é nascer de novo, não é a reencarnação.........................



"132. Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?

“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta".

A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo. Deus, porém, na Sua sabedoria, quis que nessa mesma ação eles encontrassem um meio de progredir e de se aproximar Dele. Deste modo, por uma admirável lei da Providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na Natureza".

                                                           O Livro dos Espíritos


Título: Re: O primordial Nascer de Novo: a reencarnação
Enviado por: dgodv em 18 de Fevereiro de 2014, 16:40

u ainda diria mais, a encarnação nada tem a haver com justiça. Muito menos com justiça divina. Como o amigo tão bem diz, a base da encarnação é a lei do progresso (essa sim, é uma lei divina, sem dúvida). E mesmo quando a encarnação está a ser desagradável, a vida alerta-nos. Diz-nos que é necessário encontrar, tanto aqui e agora, como na nossa vida futura, já fora deste corpo de carne, todos os meios que nos possam ajudar a superar a dor presente e futura.


bem haja

Amigo Victor a respeito da sua citação acima eu pergunto:
Será? Não tem nada haver com justiça?

Veja:
No livro Céu e Inferno:
O culpado, a quem perdoa, não fica exonerado, e até que não haja satisfeito à justiça, sofre as conseqüências de suas faltas".
No item 30 prossegue; "As penas, sendo temporárias e  subordinadas ao arrependimento e à reparação, que dependem da livre vontade do homem, são às vezes castigos e remédios que devem cicatrizar as feridas que ocasionam o mal. Os espíritos em castigo são, pois, não como condenados a presídio por um tempo, mas sim como enfermos em um hospital, que sofrem pela enfermidade que é a menor conseqüência de sua falta e dos remédios curativos dolorosos que necessitam"

Livro dos Espíritos.
Questão 764 do Livro dos Espíritos:
Disse Jesus: Quem matou com a espada, pela espada perecerá. Estas palavras não consagram a pena de talião e, assim a morte dada ao assassino não constitui uma aplicação dessa pena?
 “Tomai cuidado! Muito vos tendes enganado a respeito dessas palavras, como acerca de outras.     A pena de talião é a justiça de Deus. É Deus quem a aplica. Todos vós sofreis essa pena a cada instante, pois que sois punidos naquilo em que haveis pecado, nesta existência ou em outra.

Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XXVII – item 21
“O homem sofre a conseqüência de suas faltas; não há uma só infração à lei divina que fique sem correspondente necessidade de reparação.”
“O homem é constantemente o árbitro de sua sorte; pertence-lhe abreviar ou prolongar indefinidamente as suas angústias; a sua felicidade depende exclusivamente da vontade que tenha de praticar o bem.”

Céu e inferno - AS PENAS FUTURAS SEGUNDO O ESPIRITISMO
17º — O arrependimento pode dar-se por toda parte e em qualquer tempo; se for tarde, porém, o culpado sofre por mais tempo. Até que os últimos vestígios da falta desapareçam, a expiação consiste nos sofrimentos físicos e morais que lhe são conseqüentes, seja na vida atual, seja na vida espiritual após a morte, ou ainda em nova existência corporal....
Veja o que Kardec fala na nota de rodapé deste mesmo item:
“A necessidade da reparação é um princípio de rigorosa justiça, que se pode considerar verdadeira lei de reabilitação moral dos Espíritos. Entretanto, essa doutrina religião alguma ainda a proclamou.

Rodrigo
Título: Re: O primordial Nascer de Novo: a reencarnação
Enviado por: lconforjr em 18 de Fevereiro de 2014, 20:55
      Brenno Stoklos

      Conf (msg ant): Logo, o primordial não é nascer de novo, não é a reencarnação. O primordial, o mais importante é ter amor, saber como fazer para tê-lo, e amar.
...

      O amigo Brenno colaborou para essa compreensão, citando:

      Brenno: 132. Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos? “Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição...

      Conf: exato, meu amigo; a própria doutrina afirma que o primordial é ter amor. Conforme a doutrina, a reencarnação, o nascer de novo serve para isso, para aprender a amar, a ter amor.

.....................
Título: Re: O primordial Nascer de Novo: a reencarnação
Enviado por: Brenno Stoklos em 19 de Fevereiro de 2014, 01:03

Conf.............
...............................amor.



Aprender o Amor é apenas uma das necessidades do Espírito.


“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição".


"Para uns, é expiação; para outros, missão".


"Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal".


"Visa ainda outro fim a encarnação".


"pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação".


"Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo".

                                                             O Livro dos Espíritos