Forum Espirita

GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 22 de Fevereiro de 2011, 11:04

Título: O papel da educação nos conflitos humanos
Enviado por: dOM JORGE em 22 de Fevereiro de 2011, 11:04
                                  VIVA JESUS!


     Bom-dia! queridos irmãos.

             O papel da educação nos
conflitos humanos
A escalada de crimes que vêm ocorrendo no seio de famílias de classe média tem assustado muita gente e os casos, de tão comuns, vão-se tornando assuntos corriqueiros nas pautas das editorias da imprensa que lidam com a polícia.

O que está acontecendo na sociedade brasileira?

As respostas a essa pergunta têm sido as mais diversas, mas pouco se tem falado da crise que se abateu sobre a família e a chamada demissão da autoridade paterna, que, segundo alguns especialistas, seriam a causa primária de tantos problemas.

Amor, respeito e solidariedade, eis valores que alguns psicólogos entendem serem fundamentais à formação de um núcleo familiar equilibrado.

A educação da criatura humana desde o berço é, com efeito, a única forma de resolver em definitivo o problema. Mas, para entendê-lo é preciso que as pessoas se tornem maiores que seus preconceitos e tentem compreender que a alma que dá moralidade e inteligência a uma criança vem ao cenário terráqueo para progredir. Essa é, precipuamente, a finalidade do período da infância, uma fase da existência comum a todos os planetas.

Os Espíritos – ensina o Espiritismo – entram na vida corporal para se aperfeiçoarem e a fraqueza da pouca idade os torna flexíveis e acessíveis aos conselhos da experiência e dos que foram incumbidos de fazê-los progredir.

É nessa fase da existência que se pode reformar o seu caráter e reprimir as suas más inclinações, um dever que Deus confiou aos pais e pelo qual deverão responder.

Se o casal negligencia o cumprimento dessa missão, perdendo a oportunidade que a infância lhe oferece para transmitir valores novos aos seus rebentos, como evitar que o ser reencarnado, ao tornar-se adulto, reincida nos erros e equívocos cometidos no passado

                        Editorial-O Consolador


                                            PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: O papel da educação nos conflitos humanos
Enviado por: Victor Passos em 22 de Fevereiro de 2011, 11:30
Ola muita paz e harmonia
Amigo D.Jorge

Educação à Luz do Espiritismo

          "Há um elemento, que se não costuma fazer pesar na balança e sem o qual a ciência econômica não passa de simples teoria. Esse elemento é a educação, não a educação intelectual, mas a educação moral. Não nos referimos, porém, à educação moral pelos livros e sim à que consiste na arte de formar os caracteres, à que incute hábitos, porquanto a educação é o conjunto de hábitos adquiridos.

          Quando essa arte for conhecida, compreendida e praticada, o homem terá no mundo hábitos de ordem e de previdência para consigo mesmo e para com os seus, de respeito a tudo o que é respeitável, hábitos que lhe permitirão atravessar menos penosamente os maus dias inevitáveis. A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar. Esse o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, o penhor da segurança de todos" (O Livro dos Espíritos - Questão 685 - Nota de Kardec)

          "... é rebuscando a causa primeira dos instintos e das inclinações inatas que se descobrirão os meios mais eficazes de combater os maus e desenvolver os bons. Quando esta causa for conhecida, a educação possuirá a mais poderosa alavanca moralizadora que jamais teve." (Revista Espírita - Junho de 1866 - Comentário de Kardec)

          Ao final da Idade Média, período de obscurantismo em que o pensamento humano foi refreado, a humanidade entrou na Renascença, na qual as artes e a ciência tomaram grande impulso, levando o homem a vislumbrar horizontes novos. Para acompanhar essa eclosão do intelectualismo, surgiu a necessidade de novas escolas e universidades. A partir daí, apareceram as primeiras escolas pedagógicas, tendo como precursores Jean Jacques Rousseau, Pestalozzi e outros. A Educação tornou-se uma ciência cada vez mais progressista, surgindo novos métodos e novas escolas pedagógicas, contando com o contributo de eminentes pedagogos, tais como Piaget, Rogers e Maria Montessori.

          Se por um lado, esses trabalhos e a introdução de novas técnicas didático-pedagógicas auxiliaram o desenvolvimento intelectual do homem, atingindo graus nunca imaginados, principalmente nas áreas da ciência e da tecnologia, não conseguiram resolver os problemas sociais que envolvem o homem e seu semelhante, ocasionando um sério desnível entre o intelectualismo e a moral..

          Por isso, Allan Kardec, já no século passado, conceitua a educação, não como uma ciência e sim como uma arte, único elemento capaz de inverter esse desequilíbrio. "Não a educação intelectual, mas a educação moral", diz ele, complementando: "Não a educação moral pelos livros e sim aquela capaz de formar os caracteres", isto é, os hábitos de ordem e de previdência.

          Para tanto, vem o Espiritismo, a partir dos livros da Codificação, fornecendo vasto material neste campo, quer escritos por autores encarnados, tais como J. Herculano Pires, Rubens Romanelli e Pedro de Camargo (Vinícius), ou através de autores desencarnados, Emmanuel, André Luiz, Joanna de Ângelis, Vianna de Carvalho e tantos outros, como subsídios para que o homem, como ser imortal, retome o equilíbrio intelecto-moral, tão importante para o seu progresso e conseqüentemente para o crescimento espiritual da Humanidade.

          Joanna de Ângelis, no livro Estudos Espíritas (Psicografia de Divaldo Pereira Franco - Edição FEB) afirma: "A educação encontra no Espiritismo respostas precisas para melhor compreensão do educando e maior eficiência do educador no labor produtivo de ensinar a viver, oferecendo os instrumentos do conhecimento e da serenidade, da cultura e da experiência aos reiniciantes do sublime caminho redentor, através dos quais os tornam homens voltados para Deus, o bem e o próximo."

          Vinícius na lição "As gerações futuras", de seu livro O Mestre na Educação - Edição FEB, conta-nos o seguinte fato sobre a educação:

          Licurgo, célebre orador ateniense, fora, certa ocasião, convidado a falar sobre a Educação. Aceitou o convite, sob a condição de lhe concederem três meses de prazo. Findo esse tempo, apresentou-se perante numerosa e seleta assembléia, que aguardava, ávida de curiosidade, a palavra do consagrado tribuno.

          Licurgo apareceu, então, trazendo consigo dois cães e duas lebres. Soltou o primeiro mastim e uma das lebres. A cena foi chocante e bárbara. O cão avança furioso sobre a lebre e a despedaça. Soltou, em seguida, o segundo cachorro e a outra lebre. Aquele pôs-se a brincar com esta amistosamente. Ambos os animais corriam de um lado para o outro, encontrando-se aqui e acolá para se afagarem mutuamente.

          Ergue-se, então, Licurgo na tribuna e conclui, dirigindo-se ao seleto auditório:

          "Eis aí o que é a educação. O primeiro cão é da mesma raça e idade que o segundo. Foi tratado e alimentado em idênticas condições. A diferença entre eles é que um foi educado e o outro não."

          Eis porque, o grande educador e escritor espírita, no livro acima mencionado afirma:

          EDUCAR: EIS O RUMO A SEGUIR, O PROGRAMA DO MOMENTO."

                      Entre saber e brilhar
                      A diferença é sabida:
                      Cultura faz-se num mês,
                      Educação pede a vida.

                      Múcio Teixeira & Francisco Cândido Xavier


Livro: A Educação à Luz do Espiritismo
Lydienio Barreto Menezes