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GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 25 de Novembro de 2012, 15:45

Título: O Genoma Humano e a Identidade do Espírito
Enviado por: dOM JORGE em 25 de Novembro de 2012, 15:45
                                                                   VIVA JESUS!




               Boa-tarde! queridos irmãos.



                      O Genoma Humano e a Identidade do Espírito



As pesquisas sobre o Genoma Humano fazem surgir controvérsias a respeito da identidade de cada indivíduo. Porém o Espiritismo ensina: a individualidade pertence ao Espírito imortal.


“Por uma aberração da inteligência, pessoas há que só veem nos seres orgânicos a ação da matéria e a esta atribuem todos os nossos atos.” Esta frase aparece no início do comentário de Allan Kardec às questões 147 e 148 de O Livro dos Espíritos[1], a respeito do Materialismo. Os avanços no sequenciamento da molécula do DNA de vários seres vivos, incluindo o ser humano, estão permitindo aos cientistas descobrir as causas de uma série de doenças, como o câncer, proporcionar o desenvolvimento de produtos geneticamente modificados (os produtos transgênicos) e abrir perspectivas quanto à manipulação dos genes ainda durante o processo de formação do feto. Porém, essas pesquisas tem gerado o surgimento de questões éticas como a clonagem de um indivíduo e, recentemente, a questão do comportamento humano ser consequência de determinados genes1.


É sobre essa última questão que desejamos discutir nesta matéria. Ela se enquadra na afirmativa acima de Kardec e o destaque que o Genoma Humano tem recebido da mídia nacional e internacional revela a crença materialista por detrás dele. Motivados por um artigo publicado na revista internacional Journal of Molecular Biology (abril de 2002)[2] e por uma matéria publicada na revista Pesquisa Fapesp Especial (abril de 2003)[3] apresentaremos uma discussão sobre o assunto que consideramos ser de grande interesse ao movimento espírita já que ele envolve a questão da identidade ou individualidade dos Espíritos.


No artigo da referência [2], o professor de Bioética da Faculdade de Medicina da Universidade de Genebra (Suíça), Prof. Dr. Alex Mauron, questiona a crença de que todas as características do ser humano, incluindo os comportamentos e sentimentos de ordem psicológicas, são comandados pelos genes. Ele batiza essa ideia de “Metafísica genômica” pelo fato do Genoma ser considerado como sendo a “alma” de cada indivíduo. Os Espíritos são bastante claros a esse respeito [1]:


“361. Qual a origem das qualidades morais, boas ou más, do homem?


“São as do Espírito nele encarnado. Quanto mais puro é esse Espírito, tanto mais propenso ao bem é o homem.”


370. Da influência dos órgãos se pode inferir a existência de uma relação entre o desenvolvimento dos do cérebro e o das faculdades morais e intelectuais?


“Não confundais o efeito com a causa. O Espírito dispõe sempre das faculdades que lhe são próprias. Ora, não são os órgãos que dão as faculdades, e sim estas que impulsionam o desenvolvimento dos órgãos.”(Grifos nossos).


Um argumento apresentado por Mauron contrário à ideia de que a identidade de uma pessoa está diretamente associada ao seu Genoma é a existência de gêmeos monozigóticos, isto é, que possuem o mesmo Genoma. Desde que dois ou mais gêmeos são indivíduos diferentes, com comportamentos e identidades diferentes, fica evidente que não é o Genoma que determina a identidade. Porém, o professor Mauron não defende nenhuma tese espiritualista. Ele acredita que, em algum momento ao longo do desenvolvimento embrionário, existe algum tipo de evento material que determina a emergência da identidade pessoal do indivíduo. Essa “crença” (note que essa ideia não possui prova científica) reflete a postura materialista por parte do professor Mauron e da comunidade científica.


Por outro lado, apenas para vermos a importância de estarmos cientes dessas discussões, cabe mencionar que a ideia de que o Genoma determina a identidade de uma pessoa, desde o momento da concepção, favorece a luta contra o aborto e contra o uso de embriões humanos nas pesquisas científicas.


Portanto, pelo menos para defender a vida, essa ideia materialista tem alguma serventia.


O Espiritismo sela a questão ao ensinar que a causa de nossos comportamentos e de nossa identidade reside na nossa alma ou Espírito. As questões 150 e 152 de O Livro dos Espíritos[1] elucidam:


“150. A alma, após a morte, conserva a sua individualidade?


“Sim; jamais a perde. Que seria ela, se não a conservasse?”


152. Que prova podemos ter da individualidade da alma depois da morte?


“Não tendes essa prova nas comunicações que recebeis? Se não fôsseis cegos, veríeis; se não fôsseis surdos, ouviríeis; pois que muito amiúde uma voz vos fala, reveladora da existência de um ser que está fora de vós.”
1Um gene é um pedaço da molécula do DNA que é codificado numa proteína, que por sua vez, terá uma determinada função na célula ou no organismo de um ser vivo. Estima-se que o ser humano tenha entre 30 mil e 120 mil genes.


A chave para o problema da identidade de cada indivíduo está na pré-existência da alma que a traz consigo. A prova disso são as comunicações dos Espíritos que ao desencarnarem deixaram apenas o corpo físico e levaram tudo o que aprenderam. Lamentamos que a humanidade não reconhece isso como comprovação da sobrevivência da alma. O Genoma, do ponto de vista da Doutrina Espírita, é, portanto, apenas uma ferramenta do Espírito que o recebe para cumprir determinada tarefa no mundo material.


A compreensão desse importante detalhe está diretamente ligado ao problema levantado pelo professor titular de Ética e Filosofia Política da Universidade de São Paulo, Prof. Dr. Renato Janine Ribeiro, em sua matéria publicada na revista Pesquisa Fapesp Especial de abril de 2003 (referência [3]). O professor Ribeiro também questiona a expectativa de que a descoberta completa do Genoma Humano resolverá todos os problemas do ser humano, mormente, os de ordem psicológica e comportamental. Ele não discorda que esse avanço ajudará a resolver muitos problemas com doenças e insuficiências do ser humano. Mas ele questiona um outro aspecto que é de grande importância para nós espíritas.


O problema pode ser apresentado da seguinte forma, nas palavras do próprio autor[3]: “... há uma enorme tendência do ser humano a querer considerar-se coisa, objeto.” A ideia de que somos dirigidos pelas nossas características genéticas significa que não temos a liberdade de escolha. Apesar de não gostarmos dessa ideia, o professor Ribeiro argumenta que até mesmo a liberdade não é tão valorizada pois “ela implica responsabilidades”[3]. E como as pessoas tem fugido às responsabilidades, uma consequência é que: “...diante disso é comum desejar-se algo que resolva nossos problemas independentemente de nós mesmos.”


Não interessa o que causou nossos problemas e doenças mas sim como resolvê-los. “... se eu puder solucioná-los com um remédio ou cirurgia, não preciso responsabilizar-me, a fundo, por eles. Tratarei a mim mesmo como um objeto.”(Grifos nossos). Assim, a pesquisa do Genoma Humano favorece a filosofia do ser objeto e nos faz lembrar daquele antigo argumento dos que se eximem da reforma íntima: “... o espírito é forte, mas a carne é fraca”. Hoje, esse argumento se torna “... mas o genoma é fraco...”. É mais fácil crer que os nossos temperamentos desequilibrados são decorrentes dos nossos genes do que nos esforçarmos por reformar nossas tendências. É mais fácil acreditar que um dia a Ciência, com uma cirurgia, nos fará seres perfeitos do que acreditar no esforço próprio. Felizes que somos por conhecer a Doutrina Espírita que nos ensina perfeitamente o que é causa e o que é efeito. A causa reside em nosso Espírito. O efeito são os nossos atos, palavras e pensamentos. O corpo físico é apenas instrumento para que possamos trabalhar na obra da co-criação




Alexandre Fontes da Fonseca – Piscataway, New Jersey/USA – afonseca@rutchem.rutgers.edu
ARTIGO PUBLICADO NA REVISTA INTERNACIONAL DE ESPIRITISMO, JANEIRO DE 2004, PGS. 624-626


O autor é Doutor em Física pela UNICAMP e “Post-Doc” no Instituto de Física da USP.
Atualmente, o autor é “Post-Doc” no Departamento de Química de Rutgers, The State University of New Jersey, EUA.


Referências
[1] A. Kardec, O Livro dos Espíritos, Editora FEB, 76
a. Edição, (1995).
[2] A. Mauron, Journal of Molecular Biology Vol. 319, p. 957, (2002).
[3] R. J. Ribeiro, Pesquisa Fapesp Especial de abril, p. 38, (2003).
[4] A. Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, Editora FEB, 112.
a. Edição, (1996).






                                                                                                        PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: O Genoma Humano e a Identidade do Espírito
Enviado por: Kazaoka em 25 de Novembro de 2012, 19:30
Para um texto eminentemente técnico a contribuição que posso dar é do pouco conhecimento que tenho do assunto. E sobre essa questão do genoma, assisti via internet uma palestra do médico e pesquisador espírita Dr. Décio Iandoli Jr., na qual ele aborda essa questão, inclusive chegando a citar o caso dos clones. Segundo ele em sua exposição, o clone tem a mesma coleção de gens do indivíduo que lhe deu origem, porém, é necessária uma nova disposição desses gens na cadeia cromossômica fazendo com que o novo indivíduo, embora tenha a mesma carga genética do doador, ela está ordenada de forma diferente, causa esta que faz o clone ser um indivíduo moralmente diferenciado. E, segundo este médico, em todos os casos de clonagem bem sucedida em animais este rearranjo genético foi observado, assim como foi observado que em todos que fracassaram esta reorganização não ocorreu.

Agora a pergunta; "Que força é essa que age para que ocorra essa reorganização gênica que viabiliza a vida física do indivíduo clonado?"

Acesse este link para ver parte da exposição do Dr. Décio que mencionamos;Décio Iandoli Jr. - "Reencarnação, Fenômeno Biológico" (1/2) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWhHMjNoSmduVEZjIw==)
Título: Re: O Genoma Humano e a Identidade do Espírito
Enviado por: Vitor Santos em 25 de Novembro de 2012, 20:49
Olá

A teoria da selecção natural refere-se aos corpos de carne, não ao espírito. Não precisamos de evocar a reencarnação para a compreender. E trata-se de algo suficientemente demonstrado cientificamente. Ir contra a explicação da ciência, neste caso, só coloca a ridículo os espiritas, em meu entender.

Não há acaso nenhum na selecção natural. Trata-se de um fenómeno que decorre da sobrevivência dos mais aptos para o meio ambiente onde vivem. Se o meio ambiente num local mudar, as espécies que se adaptam a ele alteram-se.   

A reencarnação é a associação de um espírito a um corpo. Não é necessário que a teoria da selecção natural defendida pela ciência esteja errada para que possa existir reencarnação. Não sei onde foram buscar essa ideia. Qualquer dia ainda vão rebuscar a ideia de que a origem do homem é o Adão e a Eva. 

bem hajam
Título: Re: O Genoma Humano e a Identidade do Espírito
Enviado por: Mourarego em 25 de Novembro de 2012, 20:56
Apoiado mano Vitor!
Abraços,
Moura
Título: Re: O Genoma Humano e a Identidade do Espírito
Enviado por: Vitor Santos em 25 de Novembro de 2012, 21:34
Olá amigo Moura Rego

O problema é que é preciso adaptar a realidade para ela caber no que diz o espírito André Luiz. E não chega adaptar a Codificação Espirita, é preciso ir mais longe, e adaptar também a ciência.

bem haja
Título: Re: O Genoma Humano e a Identidade do Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 26 de Novembro de 2012, 16:01
Mano Moura e Vitor Santos.Me coloca nessa lista de concordância,diria numa falas da gíria carioca:"Tô contigo e não abro",os materialistas de plantão que segure sua onda,rsrsrs.
Fiquem na paz.
Título: Re: O Genoma Humano e a Identidade do Espírito
Enviado por: MarcosBorges em 26 de Novembro de 2012, 22:48
O texto do Alexandre é muito bem fundamentado. Conheço-o pela troca de emails, mas não pessoalmente. Ele é ótimo na argumentação.

Porém o que o autor argumenta não deve ser motivo para negar qualquer influência da atividade orgânica nas manifestações de determinados comportamentos (mudanças comportamentais) e até com relação de causa e efeito.

Certamente existem defensores de que todo e qualquer comportamento humano inclusive a personalidade e inteligência tem suas bases genéticas. Embora haja varias linhas de pesquisas que procuram investigar as relações entre genética e comportamento, todas procuram obter conhecimento para averiguar se o comportamento é exclusivamente genético. Nenhum cientista da área, embora tenham as suas crenças, sabem que ainda desconhecem os mecanismos por trás dos comportamentos não patológicos e vários patológicos. E certamente abandonaram as crenças caso verifiquem empiricamente que as razões não são puramente genéticas.

Outra questão é que quando se fala em genoma, se referem a todos os mecanismos nos quais os genes estão envolvidos. Os genes por si só é somente um estrutura macromolecular, com grande diversidade, mas associadas a elas existem varias enzimas dentre outras macromoléculas. O genoma é o conjunto de elementos bioquímicos que permite a transcrição da informação genômica e informação na forma de RNA mensageiro. Assim qualquer fator externo que altere o comportamento de uma das "engrenagens" genomica pode causar mudanças na transcrição informação sem necessariamente haver participação direta dos genes.

Outra questão é que genética não se resume no genoma ou nos genes. Existem vários outros conjuntos de mecanismo (transcriptoma, epigenoma, proteoma, metaboloma, etc.) que alterados provocam profundas e até duradouras alterações fenotípicas.

Assim, descartar alterações produzidas pelas contingências a que estão sujeitas quaisquer reações metabólicas como passíveis de provocar mudanças comportamentais não é uma atitude, no meu ponto de vista, sensata.

Alterações metabólicas podem provocar mudanças de comportamento que às vezes são percebidas pelo sujeito. Expressões de raiva, tristeza, medo, euforia e depressão, e em algumas delas o próprio sujeito (consciência) não se considera o agente, pois para o mesmo não existe nenhuma causa aparente nas relações do cotidiano. Três exemplos comuns: Mudanças hormonais podem causar agudas mudanças de humor que altera o comportamento, expressando um comportamento que não é o normal do sujeito. Febre elevada por causar perturbação no sistema nervoso induzindo a comportamentos agressivos mesmo em pessoas que não tem nenhum histórico associado. Hipoglicemia severa pode levar ao sujeito a ter comportamentos variados (agressividade ou tranquilidade foram do comum) que após a recuperação não se lembra de ter agido desta forma. Tudo isso tem a participação da expressão dos genes. A questão é saber onde estava o espírito nesta hora já que muitos perdem temporariamente a consciência do momento.

As questões do LE que deixa claro o meu argumento:

371. A opinião de que os cretinos e os idiotas teriam uma alma de natureza inferior tem fundamento?
 
       — Não. Eles têm uma alma humana frequentemente mais inteligente do que pensais, e que sofre com a insuficiência dos meios de que dispõe para se comunicar, como o mudo sofre por não poder falar.
 
       372. Qual é o objetivo da Providência ao criar seres desgraçados como  os cretinos e os idiotas?
 
       — São os Espíritos em punição que vivem em corpos de idiotas. Esses Espíritos sofrem com o constrangimento a que estão sujeitos e pela  impossibilidade de manifestar-se através de órgãos não desenvolvidos ou defeituosos.
 
      372 – a) Então não é exato dizer que os órgãos não exercem influência sobre as faculdades?
 
      — Jamais dissemos que os órgãos não exercem influência. Eles a exercem, e muito grande, sobre a manifestação das faculdades, mas não produzem as faculdades. Esta a diferença. Um bom músico, com um mau instrumento, não fará boa música, o que não o impede de ser um bom músico.

É o que eu estava argumentando; o genoma, epigenoma, transcriptoma, proteoma, metaboloma, e "outrossomas"  ;D não produzem as faculdades comportamentais em si mas, alterações em seus mecanismos produzem mudanças significativamente fortes, induzindo manifestações comportamentais que fazem parte dos nossos instintos mais de forma descontrolada e exacerbada (sem a existência de nenhum agente externo): agressividade, medo, euforia, raiva, serenidade, tristeza, desanimo, pseudo-altruísmo (sai doando tudo que tem)...

Abraço fraterno

Marcos Borges 
     
Título: Re: O Genoma Humano e a Identidade do Espírito
Enviado por: Vitor Santos em 27 de Novembro de 2012, 09:50
Olá amigo Marcos

O meu modelo mental é que o nosso corpo de carne é um robô, uma máquina autónoma. E o espírito é o operador inteligente dessa máquina. É um modelo simplista, mas é aquele que me faz sentido.

Quem olha para uma pessoa, numa perspectiva sensorial, vê a máquina e não o espírito.

Em estado normal de consciência, em vigília, no comportamento humano vemos o conjunto corpo+espírito, não é possível separar o que vem do espírito do que vem de corpo, de uma forma clara e objectiva.

Em estado alterado de consciência, a informação não é apenas sensorial. É então que será possível ver no comportamento uma influência mais nítida do espírito. A frase "emancipação do espírito", indicada por Allan Kardec, é muito feliz.

A evolução da máquina, que é o corpo de carne, dá-se via reprodução. É um processo mecânico que demora muitas gerações.

Um espírito não tem conhecimentos suficientes para dominar a máquina que é o corpo de carne. Se fizermos uma analogia com um automóvel, o espírito é o condutor, não é o mecânico. O condutor influência a máquina, e, no extremo, até a pode levar à destruição, por acção ou omissão (negligenciar a manutenção necessária), mas não tem que ter conhecimentos acerca do funcionamento do automóvel para o conduzir.

O espírito pode acelerar o ritmo cardíaco, por via do pensamento e da emoção, mas é o cérebro que mantém o coração a funcionar. O espírito não necessita de estar preocupado com isso.   

Enfim, a ideia de que o corpo é um mecanismo que depende do espírito para funcionar, não parece verossímil. O espírito é o utilizador da máquina e não um órgão da mesma. O meu computador depende de mim, utilizador, para o comandar, mas não depende de mim para funcionar. A partir do momento em que ligo o botão ele funciona sozinho.

Imaginar o espírito como se fosse um órgão do corpo de carne (embora indestrutível), de  que dependem todos os processos no corpo, desde os mais elementares até aos mais complexos, de que depende a evolução da própria espécie, no sentido carnal, é uma visão que não me parece sustentável, face às evidências cientificas.  O espírito é externo à máquina, é apenas o utilizador inteligente. Quanto mais imperfeita é a máquina de carne, menos liberdade tem o espírito para se manifestar.

bem hajam
Título: Re: O Genoma Humano e a Identidade do Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 27 de Novembro de 2012, 12:12
Meu nobre irmão Vitor Santos.Muito bem colocado na sua maneira de raciocinar,eu concordo
plenamente.Em muitas das vezes em meus questionamentos eu procuro entender o que na
verdade seja o espírito que anima o meu corpo,ele não pode ter somente essa função,sendo
ele dotado de inteligência,traz também um arquivo de conhecimentos de outras encarnações,
vez por outra vem-nos reflexos destes conhecimentos,o que estimula eu nunca consegui en-
-tender.Somos sim uma máquina com capacidade para executar diversas funções dentro do
que é possível a um corpo físico,não dependemos mecanicamente do espírito para ele fucio-
-nar,mas será sempre ele o condutor responsável pelo que possa acontecer.Em nosso corpo
físico,trazemos na carga genética,genes na forma de herança biológica,face as semelhanças
físicas existentes,mas é no espírito que se dará as diferenças que irá determinar quem possa ser.
Fique na paz.
Título: Re: O Genoma Humano e a Identidade do Espírito
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 27 de Novembro de 2012, 12:49
"Quanto mais imperfeita é a máquina de carne, menos liberdade tem o espírito para se manifestar."

Vitor meu caro, acho essa frase genial pelo poder de sintese.
Realmente, o espirito é a causa, inteligente, dos efeitos da maquina corpo e por ele esta limitado.