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GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: Regina Prins em 13 de Fevereiro de 2009, 21:10

Título: MEDO DE VER ESPÍRITOS.
Enviado por: Regina Prins em 13 de Fevereiro de 2009, 21:10
[size=10pt][size=10pt]Medo de ver espíritos[/size][/size]
 
Pessoas que às vezes vêem Espíritos são muito comuns. E tão mais comuns, são pessoas que se apavoram diante da simples possibilidade de ver um Espírito.

Isto ocorre, primeiro, porque quase sempre se imagina um Espírito mau ou uma intenção má, por trás destes fenômenos, o que não corresponde à realidade. Há grandes possibilidades de se tratar de um parente desencarnado, de alguém infeliz ou sofredor, de alguém que queira apenas falar conosco, ou de alguém querendo nos dar provas da realidade espiritual e da continuidade da vida após a morte do corpo físico.

Em segundo lugar, o medo nasce do fato de atribuirmos a estes seres um poder que eles, de fato, não têm. Sem dúvida, é nossa ignorância - e o temor, conseqüentemente - que nos colocam à mercê deles. Afinal, autoridade real sobre nós, só Deus e os Espíritos superiores a nós podem ter, e os Espírito Superiores jamais desejarão nosso mal.

Além disso, mesmo que os Espíritos sejam inferiores e tenham o desejo de nos prejudicar, não irão fazê-lo, a não ser que sintonizemos com seus propósitos inferiores, acolhendo seus pensamentos e assimilando seus fluidos. Quando nos resguardamos no ambiente da prece, dos bons pensamentos e da prática do bem, nós nos subtraímos à sua influência e saímos de sua esfera de atuação.

Agora: o medo excessivo é uma janela aberta a alguns Espíritos brincalhões, que se divertem assustando pessoas. Se isto vem ocorrendo com você, experimente ignorar suas tentativas, confiando sempre na Providência de Deus e em seu anjo guardião, e verá que eles terminarão por desistir.

E se você tem visto ou ouvido Espíritos com freqüência, e não sabe como lidar com isto, o melhor a fazer é procurar um bom curso ou grupo de estudos, numa casa espírita séria. Descobrir que você não está só, pôr pra fora seus receios e suas dúvidas, pode ser muito reconfortante. Consulte os responsáveis a respeito da conveniência, ou não, de participar de reuniões de experimentação mediúnica.
 
Livro: Força Interior
Rita Foelker
Título: Re: MEDO DE VER ESPÍRITOS.
Enviado por: Victor Passos em 14 de Fevereiro de 2009, 12:16
Ola AMIGA REGINA
MUITA PAZ

O medo é uma emoção inerente ao homem. Acompanhando a evolução, o medo foi - e continua sendo - necessário para que nossa espécie se preserve. Sem medo, já estaríamos extintos há muito tempo.
Diante de uma situação que desperta o medo, o organismo reage imediatamente. Daniel Goleman, em "Inteligência emocional", descreve com detalhes o que acontece com o sistema nervoso nestas ocasiões. Como uma grande quantidade de adrenalina é liberada na corrente sangüínea, diversas reações ocorrem. É possível que você mesmo já tenha experimentado algumas: o coração dispara e a respiração acelera; sobrevêm a palidez devido a retirada de sangue dos vasos periféricos; o suor inunda a pele; as pupilas se dilatam. Nos preparamos para a fuga ou a luta. O mais comum é a fuga...

Tudo isto é normal. No entanto, existem diversos distúrbios ligados à emoção. Entre eles está o medo patológico, que não tem causa na realidade objetiva e gera uma aflição desmedida. Apresenta-se ou como fobia, ou como o que tem sido denominado "transtorno de pânico".

Pânico, que o dicionário define como "terror infundado", é um termo com origem no deus Pan, da mitologia grega, que com sua forma grotesca, parte homem, parte cabra, se comprazia em assustar as pessoas. Nos ataques de pânico, a pessoa é acometida por terríveis sintomas físicos, sem conseguir identificar a ameaça. Sem aviso prévio, vê-se tomada por vertigens, taquicardia, crise de ansiedade. A sensação devastadora é que a morte é certa - e está próxima! Não há como, nem de que, fugir.

Atualmente, o transtorno de pânico apresenta-se com alta incidência. O tema saiu do âmbito exclusivo dos estudos especializados e tem alcançado a mídia, revelando as aflições íntimas de inúmeras pessoas e a dificuldade em se encontrar a cura definitiva.

Pesquisando a origem do problema, os estudiosos se dividem entre os que crêem em uma causa essencialmente orgânica e os que mantém uma abordagem psicológica, situando na história de vida do paciente os fatores causais. Assim, os tratamentos propostos se apóiam no uso de drogas específicas atuando no sistema nervoso, em terapias comportamentais ou ainda em técnicas que ajudam a controlar os sintomas do pânico.

Joanna de Ângelis, estudando o tema em "Amor, imbatível amor", também declara que não podemos pensar em uma causa única para o transtorno. Uma série de fatores predisponentes e ambientais deve ser levado em consideração. Entre os primeiros, ela coloca a hereditariedade, os fatores genéticos, que possibilitam a predisposição biológica para o distúrbio de pânico. Por outro lado, não descarta que os conflitos infantis, por exemplo, podem ser responsabilizados, direta ou indiretamente, pelas crises.

Os espíritas, naturalmente, são questionados sobre o assunto. O Espiritismo, corroborando as explicações científicas, penetra mais profundamente nas causas. Explica a Doutrina Espírita que o distúrbio do pânico está enraizado no ser imortal, o Espírito, que infringiu as leis divinas. Através da reencarnação, ele imprime em seu novo corpo a necessidade de reparar os erros anteriores, influenciando a constituição íntima dos genes, o que se reflete na predisposição fisiológica para o distúrbio.

Haveria, porém, alguma relação entre a síndrome de pânico e a mediunidade? As crises podem ter algum componente mediúnico? Aqueles que sofrem da síndrome são médiuns em potencial?

Embora o assunto mereça maior esclarecimento, cabe-nos lembrar que médiuns, no sentido de intermediários entre planos diferentes, todos o somos, conforme coloca Allan Kardec, no item 159 de "O Livro dos Médiuns". A faculdade mediúnica é inerente ao homem. Além disso a influência dos Espíritos é constante em nossa vida. No entanto, entre possuir a faculdade e exercê-la a distância é grande. Não por outro motivo, o Codificador prefere reservar o termo "médium" para aqueles em que a faculdade é bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes.

Assim, não podemos – e nem devemos – fazer uma associação direta entre a faculdade mediúnica e o transtorno do pânico. Embora a mediunidade também dependa de uma organização física mais sensível – ou seja, uma predisposição - como ocorre com o distúrbio de pânico, sua finalidade básica é que haja uma comunicação entre espíritos de planos diferentes. Sem que haja comunicação, preferimos catalogar o fenômeno como "anímico", ou seja, um exercício das faculdades da própria alma.

Também não é difícil perceber que, como espírito, o portador da síndrome de pânico sofre a influência de outros espíritos. Quando esta influência é negativa, ou perniciosa, estamos diante de um processo obsessivo. Encarando aquele que sofre o distúrbio como um devedor perante a Lei – o que, afinal, todos somos – que causou prejuízos a outrem, é freqüente que a simples presença deste cobrador, no papel de obsessor, dispare a crise. Através da ação fluídica, associada à corrente mental negativa, que induz o medo e o pavor, que faz aflorar o sentimento de culpa inconsciente, que recorda os sofrimentos anteriormente vividos na erraticidade, ou simplesmente ameaça uma agressão violenta, o obsessor consegue seu intento de aterrorizar. E isto nas situações mais imprevistas.

Observamos, portanto, que como explica Allan Kardec, todo efeito tem uma causa. O pânico, ainda que considerado "infundado", tem também sua causa, que está presente no psiquismo daquele que sofre o distúrbio, e que pode ser ampliada por influências externas.

Conforme ocorre com outros distúrbios emocionais ou mentais, a faculdade mediúnica pode ou não estar presente. O mais importante é buscar tratar-se, utilizando-se dos recursos colocados à disposição pela ciência, seja no campo psiquiátrico ou psicológico, bem como fazer uso da terapêutica espírita, através da fluidoterapia, do estudo edificante e do exercício da caridade. Afinal, renovar as paisagens mentais através do conhecimento e reequilibrar-se perante a Lei através o trabalho em favor de si mesmo e do próximo, constituem-se medidas essenciais para quem busca a cura real.



Pelo Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo