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GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 24 de Dezembro de 2010, 10:23

Título: Mediunidade e conhecimento espírita
Enviado por: dOM JORGE em 24 de Dezembro de 2010, 10:23
                   VIVA JESUS!



  Bom-dia! caros irmãos.


MEDIUNIDADE E CONHECIMENTO ESPÍRITA

Uma relação necessária para os espíritas

 
                                         Elerson Márcio dos Santos*


“acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes”. I Co, 12:1

“Diariamente a experiência confirma a nossa opinião de que as dificuldades e desilusões encontradas na prática espírita decorrem da ignorância dos princípios doutrinários” LM, introdução.

  A despeito de se constituir um elemento estruturador da realidade humana, conforme decorre dos lúcidos ensinos do Espiritismo, que em seu discurso jamais abdicou da lógica e dos dados colhidos por uma experimentação segura, a mediunidade – traço de ligação entre o plano espiritual e a dimensão física – permanece desconsiderada, inexplicavelmente, seja pelo repúdio preconceituoso das academias científicas seja pelo fanatismo religioso de muitos.

Mesmo no meio espírita – entre os que deveriam lhe dominar todo alcance - observa-se a vigência de grande incompreensão em torno do tema, por sua vez, tratado com maestria nas inolvidáveis lições do Mestre de Lion.

Deveras, as contradições que se apresentam entre os ensinos de Kardec e a prática mediúnica, que se desenvolve em um sem-número de centros e reuniões espíritas, salvo raras exceções, apontam para a flagrante deficiência de um estudo específico e metódico que deveria sedimentar, previamente, toda e qualquer atividade neste sentido. De sorte que é fácil perceber o véu do sobrenatural e do maravilhoso a envolver médiuns, mediunidades e seus admiradores. Tudo em detrimento da vivência mediúnica saudável indicada por Allan Kardec.

A indispensabilidade de uma apreensão criteriosa dos pressupostos teóricos do Espiritismo se torna evidente, sob o risco de se impingir à prática espírita aquilo que o Codificador se esmerou em dela afastar.

Neste sentido, é preciso diferençar crença, noção intuitiva e simpatia para com as ideias espíritas da convicção metodologicamente alcançada pelo estudo sério. A questão do conhecimento, tocante qualquer área a que ele se refere, atrela-se ao esforço que se despende em adquiri-lo visto que o trabalho do aprendizado é requisito inarredável na compreensão de qualquer ciência. Bem assim com o Espiritismo que não foge à regra. Sobretudo por sua visão da realidade – que determina o espírito imortal como eixo de todas as cogitações - que tangencia todos os ramos da filosofia, da metafísica, da psicologia e da moral se constituindo em um campo imenso que não se pode percorrer em algumas horas, conforme afirmação do próprio Kardec.

Daí não se poder esquecer o caminho que se elege para a sedimentação do conhecimento espírita. Há pontos que devem, necessariamente, ser enfrentados antes de outros, por exigências didáticas, para que o ensino e o aprendizado se mostre prático e eficiente. De fato, não se inicia uma construção senão por seus alicerces sendo inapropriado desvalorizá-los em função do que lhe seja secundário. Portanto, os princípios fundamentais da ciência espírita, quando se desejar aprofundá-la, devem ser estudados previamente para que sua apreensão seja efetivada de forma consistente. E em assuntos que tocam a grandiosidade da vida espiritual e suas graves consequências, não se pode olvidar a clara advertência de Jesus quanto à necessidade da casa ser construída sobre a pedra e não sobre a areia. Pedra consubstanciada em um conhecimento que se lastreia na razão, na lógica, no bom-senso e na experimentação. Areia da fé cega, da crença ilógica, do lugar comum da acomodação intelectual que crê piamente sem a crítica necessária.

O relacionamento com a Doutrina Espírita não dispensa o apoio do conhecimento lúcido que Kardec denominou de fé raciocinada. É recorrente a preocupação do Codificador quanto à necessidade de se afastar as concepções espíritas daquelas místicas e míticas. Nesse sentido, de se notar seu zelo ao cuidar de desconstruir a ideia do sobrenatural e do maravilhoso, que amiúde a ignorância liga à ação dos espíritos, ao tratar o problema logo nos capítulos iniciais de “O Livro dos Médiuns”.

É que a falta de método no aprendizado da Doutrina, da qual resulta uma abordagem equivocada dos princípios doutrinários, enodoará a prática espírita de elementos conceituais também equivocados resultando daí a banalização dos magnos fundamentos do Espiritismo. E pior: por conta de seus próprios adeptos, conforme acentua Kardec em ensino de clara importância:

 

Há, por fim, os espíritas exaltados. A espécie humana seria perfeita, se preferisse sempre o lado bom das coisas. O exagero é prejudicial em tudo. No Espiritismo ele produz uma confiança cega e frequentemente pueril nas manifestações do mundo invisível, fazendo aceitar muito facilmente e sem controle aquilo que a reflexão e o exame demonstrariam ser absurdo ou impossível, pois o entusiasmo não esclarece, ofusca. Esta espécie de adeptos é mais nociva do que útil a causa do Espiritismo. São os menos capazes de convencer, porque se desconfia com razão do seu julgamento. São enganados facilmente por Espíritos mistificadores ou por pessoas que procuram explorar a sua credulidade. Se apenas eles tivessem de sofrer as consequências o mal seria menor, mas o pior é que oferecem, embora sem querer, motivos aos incrédulos que mais procuram zombar do que se convencer e não deixam de imputar a todos o ridículo de alguns. Isso não é justo nem racional, sem dúvida, mas os adversários do Espiritismo, como se sabe, só reconhecem como boa a sua razão e pouco se importam de conhecer a fundo aquilo de que falam. (O Livro dos Médiuns)

 

No que respeita à falta de estudo do Espiritismo e suas consequências na práxis espírita, vê-se que o ridículo de alguns espiritistas pode ser pedra de tropeço para todos. E o uso do pronome indefinido – alguns – não é excludente, antes permite a inclusão das mais variadas classes de trabalhadores espíritas quais sejam os presidentes de Centros, os expositores, os médiuns, os esclarecedores, os coordenadores de atividades, etc. Ainda no contexto, se poderia dar ao verbete “alguns” a conotação adjetiva. E não se estaria muito longe da realidade...

Lado outro, grafe-se em letras gigantes, pode-se concluir que decorre do estudo sério o entendimento de que a condução da mediunidade não prescindirá do adequado comportamento moral, nas linhas da ética Cristã, revivida a contento pela Doutrina. É que a moral espírita resulta da imponente cosmovisão oferecida pela filosofia Espírita.






*    Responsável pelo departamento doutrinário do IESE – Instituto Espírita Semeador de Estrelas


                               PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: MEDIUNIDADE E CONHECIMENTO ESPÍRITA
Enviado por: dOM JORGE em 25 de Abril de 2011, 09:26
                                     VIVA JESUS!


         Bom-dia! queridos irmãos.

                Mediunidade

 Bezerra de Menezes
 

Minha irmã, que a Paz do Senhor nos felicite os corações.

Mediunidade com Jesus é serviço aos semelhantes.

Desenvolver esse recurso é, sobretudo, aprender a servir.

Aqui, alguém fala em nome dos Espíritos desencarnados; ali, um companheiro aplica energias curadoras; além, um cooperador ensina o roteiro da verdade; acolá, outrem enxuga as lágrimas do próximo, semeando consolações. Contudo, é o mesmo poder que opera em todos. É a divina inspiração do Cristo, dinamizada através de mil modos diferentes por reerguer-nos da condição de inferioridade ou de sofrimento ao título de herdeiros do Eterno Pai.

E nessa movimentação bendita de socorro e esclarecimento, não se reclama o título convencional do mundo qualquer que seja, porque a mediunidade cristã, em si, não colide com nenhuma posição social. Constitui fonte do Céu a derramar benefícios na Terra, por intermédio dos corações de boa vontade.

Em razão disso, antes de qualquer sondagem das forças psíquicas, no sentido de se lhes apreciar o desdobramento, vale mais a consagração do trabalhador à caridade legítima, em cujo exercício todas as realizações sublimes da alma podem ser encontradas.

Quem desejar a verdadeira felicidade, há de improvisar felicidade dos outros; quem procure a consolação, para encontrá-la, deverá reconfortar os mais desditosos da humana experiência.

Dar e receber.

Ajudar para ser amparado.

Esclarecer para conquistar a sabedoria e devotar-se ao bem do próximo para alcançar a divindade do amor.

Eis a lei que impera, igualmente, no campo mediúnico, sem cuja observação, o colaborador da Nova Revelação não atravessa os pórticos das rudimentares noções de vida eterna.

Espírito algum construirá a escada de ascensão sem atenção às determinações do auxílio mútuo.

Nesse terreno, portanto, há muito que fazer nos círculos da Doutrina Cristã rediviva, porque não basta ser médium para honrar-se alguém com as bênçãos da luz, tanto quanto não vale possuir uma charrua perfeita, sem a sua aplicação no esforço da sementeira.

A tarefa pede fortaleza no serviço, com ternura no sentimento.

Sem um raciocínio amadurecido para superar a desaprovação provisória da ignorância e da incompreensão e sem as fibras harmônicas do carinho fraterno para socorrê-las, com espírito de solidariedade real, é quase impraticável a jornada para a frente.

Os golpes da sombra martelam o trabalho iluminativo da mente por todos os flancos e imprescindível se torna ao instrumento humano das verdades divinas armar-se convenientemente na fé e na boa vontade incessante, a fim de satisfazer aos imperativos do ministério a que foi convocado.

Age, assim, com isenção de ânimo, sem desalento e sem inquietação, em teu apostolado de curar.

Estende as tuas mãos sobre os doentes que te busquem o concurso de irmã dos infortunados, convicta de que o Senhor é o manancial de todas as bênçãos.

O lavrador semeia, mas é a bondade Divina que faz desabrochar a flor e preparar-se o fruto. É indispensável marchar de alma erguida para o Alto, vigiando, apesar das serpes e dos espinhos que povoam o chão.

Diversos amigos se revelam interessados em luta tarefa de fraternidade e luz e não seria justo que a hesitação te paralisasse os impulsos mais nobres, tão somente porque a opinião do mundo te não entende os propósitos, nem os objetivos da esfera espiritual, de maneira imediata.

Não importa que o templo seja humilde e que os mensageiros compareçam na túnica de extrema simplicidade.

O Mestre Divino ensinava a verdade à frente de um lago e costumava ministrar os dons celestiais sob um teto emprestado; além disso, encontrou os companheiros mais abnegados e fiéis entre pescadores anônimos, integrados na vida singela da natureza.

Não te apoquentes, minha irmã, e segue sem serenidade. Claro está que ainda não temos seguidores leais do Senhor sem a cruz do sacrifício.

A mediunidade é um madeiro de espinhos dilacerantes, mas com o avanço da subida, calvário acima, os acúleos se transformam em flores e os braços da cruz se convertem em asas de luz para a alma livre na eternidade.

Não desprezes a tua oportunidade de servir e prossegue de esperança robusta. A carne é uma estrada breve. Aproveitamo-la sempre que possível na sublime sementeira da caridade perfeita.

Em suma, ser médium no roteiro cristão é dar de si mesmo em nome do Mestre. E foi Ele que nos descerrou a realidade de que somente alcançam a vida verdadeira aqueles que sabem perder a existência em favor de todos os que se constituem seus tutelados e filhos de Deus na Terra.

Segue, pois, para diante, amando e servindo.

Não nos deve preocupar a ausência de alheia compreensão. Antes de cogitarmos do problema de sermos amados, busquemos amar, conforme o Amigo Celeste nos ensinou.

Que Ele nos proteja, nos fortifique e abençoe.

 

Do livro Cartas do Coração, ditado por Espíritos Diversos e psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier.


                     
                                                               PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: MEDIUNIDADE E CONHECIMENTO ESPÍRITA
Enviado por: Nel-M em 25 de Abril de 2011, 10:21
Prezado amigo, Dom Jorge!

Muito obrigado por este post. Tive a impressâo de que estava escrito especialmente para mim (modestia, haha) porque me calou fundo no coraçâo.

Realmente, quanta sabedoria ha nestas mensagens. Estou plenamente de acordo e sempre pensei desta maneira em que ha um perigo constante nos supostos mensagens vindas do mundo espiritual.
Principalmente no que tange a credulidade sin criterios por parte daqueles que recebem alguma mensagem. Isto representa um perigo pois o engano é abundante tanto no mundo fisico como tambem no mundo espiritual e nao devemos acreditar em tudo sem passar tudo pelo crivo do discernimento e do senso comum.
Eu sou uma pessoa desconfiada por natureza e sou bastante céptica quanto aos mensagens e creio que esta é a atitude correta.
Hoje em dia proliferam os mediuns e canalizadores que nada mais perceber uma mensagem do mundo espiritual se apressam em escrever livros e publicar tais mensagems a torto e a direito achando que sao portadores de uma mensagem muito importante que devem comunicar ao mundo.
O resultado sao esses livrs com mensagens que nao aportam nada novo, que falam de coisas que estamos cansados de saber, a todas viastas irrelevantes desde o ponto de visto do conhecimento.
Estamos vivendo uma época dificil, de cambios e mudanças e é de se esperar que tais mesagens tragam novas luzes para que possamos avançar no conhecimento.

Mas o que acontece e que atualmente ha uma avalanche de canalizadores e mediuns que publicam supostos mensagens que nao acrescentam nada e os expoe ao ridiculo.
Isso acontece por uma falta de senso comum e discernimento  temperado com um ego superinchado em busca do reconhecimento e da gloria terrenal.
É preciso ter cuidado com as mensagens que recebemos e devemos estar absolutamente seguros de que e uma mensagem importante e como podemos saber isso?
Pois, nao é dificil diferenciar uma fala mensagem de uma verdadeira. As mensagens açucaradas, do tipo chover sobre molhado acho que nao vem de espiritos superiores e devem permanecer com o medium como uma orientaçao pessoal e nao sair publicando por aí como se tivesse descoberto a roda.

Muito obrigado de novo, irmao e até sempre.
Título: Re: MEDIUNIDADE E CONHECIMENTO ESPÍRITA
Enviado por: dOM JORGE em 08 de Junho de 2011, 12:17
                                     VIVA JESUS!


        Bom-dia! queridos irmãos.

                  Os iraquianos e a mediunidade

Um fato inusitado se deu quando da queda de Saddam Hussein, ex-dirigente máximo do Iraque, destituído do poder em função do desfecho da segunda guerra do Golfo.

Conforme divulgado pela imprensa internacional, os videntes, o adivinhos e os exorcistas, outrora perseguidos pelo governo iraquiano, passaram então a trabalhar livremente no Iraque. Uns se propunham a descobrir pessoas ou objetos desaparecidos, outros expulsavam os maus Espíritos e havia ainda os que curavam, embalados pela leitura de versículos do Alcorão.

O fato comprovou algo que as pessoas bem informadas não ignoram, ou seja, que a mediunidade é uma força que não pode ser detida e, por isso, mais dia menos dia, se impõe, independentemente da permissão de governos ou de pessoas.

O surpreendente no caso não foi, contudo, a eclosão dos fatos mediúnicos, mas sim sua proibição pelos dirigentes de um país que se diz muçulmano e adepto dos ensinamentos atribuídos a Maomé.

Ora, o que ocorreu com Maomé e o levou a escrever o Alcorão foi exatamente uma sucessão de fenômenos mediúnicos. Quando ele tinha 40 anos, o anjo Gabriel lhe apareceu no monte Hira mostrando-lhe um livro que o aconselhou a ler. Três vezes Maomé resistiu a essa ordem e só para escapar ao constrangimento sobre ele exercido é que consentiu em lê-lo. Ele disse então haver sentido “que um livro tinha sido escrito em seu coração”.

Profundamente perturbado com sua visão e de volta ao monte Hira, presa da mais viva agitação, julgou-se ele possuído por Espíritos malignos e ia precipitar-se do alto de um rochedo quando uma voz se fez ouvir: “Ó Maomé! tu és enviado de Deus; eu sou o anjo Gabriel!” Levantando os olhos, ele viu então o anjo sob forma humana, que desapareceu pouco a pouco no horizonte.

Essa visão aumentou-lhe a perturbação, embora a esposa se esforçasse por acalmá-lo. Varaka, primo dela, pessoa afamada por sua sabedoria, explicou-lhe: “Se o que acabas de dizer é verdade, teu marido foi visitado pelo grande Nâmous, que outrora visitou Moisés; ele será profeta deste povo”.

A missão de Maomé não foi, portanto, um cálculo premeditado de sua parte, porque ele mesmo só se convenceu depois de nova aparição do anjo.

O Alcorão não é uma obra escrita por ele de cabeça fria e de maneira continuada, mas o registro feito por seus amigos das palavras que pronunciava quando inspirado, diríamos melhor: mediunizado.

 
                      Editorial- O Consolador


                                                                PAZ, MUITA PAZ!
 
Título: Re: Mediunidade e conhecimento espírita
Enviado por: dOM JORGE em 10 de Junho de 2011, 10:22
                                        VIVA JESUS!


       Bom-dia! queridos irmãos.

              Morte e prorrogação de vida física

Volta e meia ouve-se falar de pessoas que tiveram prorrogada sua vida física, isto é, tiveram adiada sua morte.  André Luiz relata alguns casos. Manoel Philomeno também. Penso que deveríamos examinar melhor essa questão à vista do que está explicitamente declarado no Livro dos Espíritos.

Assim é que, perante o tema, parece estar definitivamente assentado que:

− O próprio Espírito escolhe o gênero de provas por que há de passar, agregada a essa escolha a forma pela qual, em condições normais, sua morte se dará;

− Estão previstos na programação de sua encarnação todos os fatos principais, isto é, aqueles que influirão no seu destino, incluída, evidentemente, a sua morte;

− Fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte o é; chegado esse momento, de uma forma ou de outra, a ele não se pode furtar;

− Quando soar a hora da partida, nada poderá impedir que ela aconteça;

− Se é destino do homem perecer desta ou daquela maneira, subindo, por exemplo, em uma escada que se quebra, ou estando em um local em que um raio irá atingi-lo, as circunstâncias se darão para que desta forma tudo aconteça.

Tudo indica, segundo os Espíritos que ajudaram Kardec na consolidação dos princípios doutrinários, que a morte tem hora marcada. Só o suicídio pode alterar tal fato pela sua antecipação, consciente ou inconscientemente.

É aí que surge a questão.  Como compatibilizar o ensino de Kardec com as informações desses dois notáveis escritores, André Luiz e Manoel Philomeno?

Penso, embora ele não tenha deixado isso bem claro, que a solução está na palavra de André Luiz a respeito daqueles Espíritos que aproveitaram todos os minutos de sua vida e aos quais ele chama de “completistas”. 

“Completistas”, na sua concepção, são os Espíritos que viveram, integralmente, todo o tempo previsto para sua experiência encarnatória. São poucos esses Espíritos. Em geral, nós, não-completistas, morremos antes da hora, porque desperdiçamos saúde, jogando fora energias fundamentais; ignorando hábitos essenciais de higiene física e mental; agredindo a natureza que nos serve; deixando esgotar, irresponsavelmente, o fluido que nos mantém vivos.

Para os “completistas” não teria sentido falar em prorrogação, senão teríamos que admitir a existência de uma nova categoria, acima dos completistas: os supercompletistas.

Desse modo, caberia o instituto da prorrogação, em casos excepcionais, apenas para aqueles que teriam ainda um pouco mais de tempo para viver e que tivessem desperdiçado parte desse tempo ao longo da vida. A prorrogação é, dessa forma, um alento adicional, um reforço energético extremamente precário e de pouca duração. E, na maioria das circunstâncias, tal instituto ocorre para que o encarnado, beneficiado por mérito próprio, possa estender um pouco mais, com sua presença física, seu auxílio a pessoas necessitadas de sua convivência.

     Arthur Bernardes de Oliveira



                                                               PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Mediunidade e conhecimento espírita
Enviado por: dOM JORGE em 12 de Junho de 2011, 10:27
                                        VIVA JESUS!


        Bom-dia! queridos irmãos.

               Nós nos movemos no tempo, mas é ele que se move
em Deus
 

A Teoria da Relatividade de Einstein nos ensina que, embora nós sintamos o tempo como algo móvel, sua mobilidade, na realidade, é ilusória. De fato, as aparências nos enganam. Que o digam os especialistas em ilusão ótica.

Seria, então, o tempo um atributo divino, já que Deus, por ser imutável, é também imóvel?

A favor dessa hipótese ainda se diz muito: “o tempo não tem fronteiras”, seria o tempo, pois, também infinito, sem fim? O substantivo concreto tem limite visível, o abstrato nem invisível o tem. E o tempo é um substantivo abstrato mais importante do que um concreto.

Einstein afirma que um indivíduo em movimento chega ao futuro mais rápido do que quem está parado. Assim, um astronauta viajando muito tempo numa nave espacial, o tempo corre-lhe mais rápido. Para Einstein, nós é que passamos no tempo para o futuro. E com a nossa caminhada até determinado lugar, cria-se uma alteração de tempo em nós tal qual acontece com o espaço. O tempo não vem ao nosso encontro, nós é que vamos ao encontro dele, modificando-o.

Vimos que é como se o tempo se movimentasse, mas que isso é uma ilusão. Já com o espaço, a coisa é clara. Nós nos movemos nele, e essa é a nossa sensação. E o nosso deslocamento no espaço depende também do ritmo de velocidade do nosso movimento nele.

Espaço e tempo são correlativos e estão impregnados um do outro. Com o espaço podemos medir o tempo, e com o tempo podemos medir o espaço. Não é à-toa que se usa muito a expressão “no tempo e no espaço”. Até se diz que não há tempo sem espaço, nem espaço sem tempo. E tudo no Universo é relativo, menos Deus, que é absoluto.

Se Deus é a Causa não causada, a Causa Primeira de todas as coisas, segundo a Doutrina Espírita, e o único Ser incontingente de São Tomás de Aquino, Deus não depende do tempo e do espaço. Nós sim, e tudo o mais que existe é que dependemos de Deus, do espaço e do tempo. Mas o tempo não vai, não vem, e nem fica. É como se ele nem existisse. Nós é que passamos pelo tempo. A nossa condição diante do tempo é oposta à de Deus, que é sempre a mesma coisa, já que Deus e os seus atributos são imutáveis.

Vimos que não existe movimento do tempo. Nós é que passamos pelo tempo. E nós passamos também pelo espaço, nos transformando constantemente. E nós nos transformamos também em nossa evolução espiritual, que é uma constância. Mas não sofreria o tempo, pelo menos em nós, uma espécie de ação relativa de ser movido, não por ele, mas por nós que nele nos movemos? Isso equivaleria a dizermos que o tempo não faz a ação de passar, mas sofre a ação de passar.

Observando-se essas elucubrações sobre o tempo sob o ponto de vista filosófico-teológico a respeito de Deus, essa questão se torna mais complexa ainda. Como diz o dito popular, toda regra tem exceção. E aqui temos um exemplo da verdade desse conhecido rifão. É que Deus, como vimos, é imutável, como o afirmam com mais frequência os orientais. E essa imutabilidade de Deus não permite que Ele passe pelo tempo e nem pelo espaço, mas o tempo, o espaço, nós e tudo o mais que existe é que passamos por Deus. E pela própria Teoria da Relatividade, sabemos que tudo no Universo é relativo, e nada é absoluto, exceto Deus, ou seja, a Causa Primeira de todas as coisas e o único Ser incontingente.

Dessas conjeturas todas, podemos inferir que o tempo é móvel, pelo menos para Deus, confirmando aquela máxima de que toda regra tem exceção. Aliás, Deus transcende toda regra e toda exceção!

            José Reis Chaves


                                                                  PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Mediunidade e conhecimento espírita
Enviado por: dOM JORGE em 07 de Julho de 2011, 11:23
                                         VIVA JESUS!


        Bom-dia! queridos irmãos.

                Mediunidade intuitiva

Sábado à tarde. Um pedido de orientação me fez chegar mais cedo ao Célia Xavier. A jovem não havia entrado em detalhes, apenas queria conversar sobre mediunidade. A pergunta era: como eu posso ter certeza que sou médium?

Se fosse uma mediunidade de vidência ou audiência, a pergunta seria: será que eu não sou louca? Contudo, tratava-se de um tipo de mediunidade classificada por Kardec como intuitiva.

Mediunidade intuitiva é uma classificação que cabe em uma gama diversa de manifestações. Embora Kardec estivesse tratando de médiuns escreventes quando tocou no assunto (1), sua definição se aplica também a médiuns falantes, de pressentimentos, pintores, entre outros.

A descrição da faculdade é simples. O médium percebe o conteúdo do que vai escrever ou falar antes do fenômeno acontecer, e movimenta o lápis ou a garganta de vontade própria. Como não há nenhuma interferência do Espírito comunicante nas vias motoras do médium, não há mudança de caligrafia ou de entonação de voz, a menos que o médium assim o deseje (e o faça por conta própria, muitas vezes para se sentir mais seguro).

O problema dos médiuns intuitivos é a distinção entre seus próprios pensamentos e os pensamentos oriundos dos Espíritos. Há faculdades em que a percepção dos Espíritos é nítida e semelhante à percepção dos órgãos dos sentidos. O mesmo não se dá com a intuição. O médium tem razões para crer que o pensamento não foi criado por ele, mas também não sente segurança para afirmar que é oriundo de um Espírito, e em caso afirmativo, hesita quanto à fidelidade do que está escrevendo.

A mediunidade intuitiva é um conjunto de sugestões espirituais registradas pelo pensamento/sentimento do intermediário que é traduzido, interpretado e registrado por ele. Para se ter noção da precariedade da comunicação intuitiva, faça uma vivência. Peça a um amigo para lhe contar, sem citar nomes, um episódio que aconteceu com ele, em ritmo de narrativa, pegue um lápis e vá anotando da forma possível o que ele diz. Compare o resultado final com uma gravação daquilo que ele narrou. Como se saiu? Imagine agora uma situação em que você não é capaz de ouvir claramente, em que as idéias são percebidas com dificuldade, é necessário manter a concentração sobre o conteúdo, sem dispersar-se e as suas próprias emoções alteram a comunicação com a fonte. Estas são algumas das dificuldades deste tipo de mediunidade.

Kardec estava atento a este tipo de situações quando escreveu sobre o assunto. Acostumado a trabalhar com médiuns mecânicos e semimecânicos, ele assim se refere à mediunidade intuitiva:

“Efetivamente, a distinção (2) é às vezes difícil de fazer-se.”

Uma observação que Kardec faz quanto ao mecanismo desta faculdade é o que se pode chamar de criação simultânea. O médium não cria o texto em sua mente e organiza as idéias para, a seguir, redigir. O pensamento “nasce à medida que a escrita vai sendo traçada e, amiúde, é contrário à idéia que antecipadamente se formara. Pode mesmo estar fora dos limites dos conhecimentos e capacidades do médium”. (O Livro dos Médiuns, parágrafo 180)

Quatro elementos identificadores se encontram, portanto, no texto kardequiano: a falta de impulsos mecânicos, a voluntariedade da escrita mediúnica, a criação simultânea das idéias do texto e a presença de conhecimentos e informações que podem estar além das capacidades do médium.

Mesmo encontrando estas quatro características (e a última é muito importante para a identificação de um médium intuitivo), ainda assim o produto desta mediunidade é passível de mescla com as idéias pessoais do intermediário. Isto faz com que os Espíritos digam a Kardec a seguinte frase:

“São muito comuns (3), mas muito sujeitos a erro, por não poderem, muitas vezes, discernir o que provêm dos Espíritos e o que deles próprios emana”. (O Livro dos Médiuns, parágrafo 191)

Este tipo de faculdade desaponta bastante os que desejam ver fenômenos definitivos, que dão evidências da vida após a morte. Parece-se com o garimpo manual, descarta-se muita areia para encontrar uma ou outra pepita de ouro verdadeiro. O curioso é que os céticos ficam a dizer: “só vejo areia”, e quando surge o ouro vociferam “quem sabe este charlatão não o colocou aí quando nos distraímos”.

Eu expliquei aos poucos estas informações à jovem, que me pareceu um pouco desapontada no final da conversa. Talvez ela tenha sido incentivada a escrever o que lhe ocorria, mas não tenha surgido nada em seu texto que atenda ao quarto critério de Kardec. Tudo indica que continuou em dúvida.

Com o surgimento da Psicologia Analítica, a distinção entre mediunidade intuitiva e animismo ficou ainda mais difícil. Jung afirmou que alguns fenômenos psicológicos nos quais a pessoa se sente um expectador, são frutos da fantasia ou da imaginação ativa; esta última, uma manifestação de arquétipos do inconsciente coletivo, mas isto é assunto para um outro artigo.

Notas:

(1) O Livro dos Médiuns, cap. XV.

(2) Entre o pensamento do Espírito comunicante e o pensamento do médium.

(3) Os médiuns intuitivos.

       Jáder Sampaio


                                                             PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Mediunidade e conhecimento espírita
Enviado por: dOM JORGE em 12 de Julho de 2011, 10:47
                                   VIVA JESUS!


        Bom-dia! queridos irmãos.

               
Tarefa Mediúnica

Mediunidade não é instrumento de mágica, com que os Espíritos Superiores adormeçam a mente dos amigos encarnados, utilizando-os em espetáculos indébitos para a curiosidade humana.

Realmente observamos companheiros que se confiam a entidades não aperfeiçoadas, embora inteligentes, efetuando o fascínio provisório de muitos, no setor das gratificações sentimentais menos construtivas, entretanto, aí temos apenas o encantamento temporário e nada mais.

Tarefa mediúnica, no fundo, é consagração do trabalhador ao ministério do bem.

O fenômeno, dentro dela, surge em último lugar, porque, antes de tudo, representa caridade operante, fé ativa e devotamento ao próximo.

Quem busque orientação para empresas dessa ordem, procure a companhia do Cristo, que não vacilou em aceitar a cruz para servir, dentro do divino amor que lhe inflamava o coração.

Ser medianeiro das forças elevadas que governam a vida é sintonizar-se com a onda renovadora do Evangelho, que instituiu o “amemo-nos uns aos outros”, qual Jesus se dedicou a nós, em todos os dias da vida.

A prosperidade dos sentidos superiores da alma não reside no artificialismo dos fenômenos transitórios e sim na abnegação com que o discípulo da verdade se honra em peregrinar com o Mestre do perdão e da humildade, da renúncia e da vida eterna, auxiliando, sem exceção, aos viajores do escabroso caminho terrestre.

Se pretendes um título na mediunidade que manifesta no mundo as revelações do Senhor, não te fixes tão-só na técnica fenomênica; rejubila-te com as oportunidades de servir, exprimindo boa vontade no socorro a todos os necessitados da senda humana; e, renovando os sofredores e os ignorantes, os perturbados e os tristes, sob o estandarte vivo de teu coração aberto para a Humanidade, abraça-os por tua própria família!

Depois disso, guarda a certeza de que te movimentas para a frente e para o alto, porque Jesus, o Divino Mestre, virá ao teu encontro, inundando-te a jornada de esperança, alegria e luz.

 

Do cap. 20 do livro Mediunidade e Sintonia, de Emmanuel, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.


                                                            PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Mediunidade e conhecimento espírita
Enviado por: dOM JORGE em 17 de Setembro de 2011, 20:18
                                      VIVA JESUS!


         Boa-tarde! queridos irmãos.

               
Os benefícios da
mediunidade  

“Médium quer dizer medianeiro, intermediário. Mediunidade é a faculdade humana, natural, pela qual se estabelecem as relações entre homens e Espíritos. Não é um poder oculto que se possa desenvolver através de práticas rituais ou pelo poder misterioso de um iniciado ou de um guru. A Mediunidade pertence ao campo da comunicação.” (José Herculano Pires)

Nós, seres humanos encarnados, temos absoluta necessidade de comunicação, e, na história da humanidade, nunca conseguimos dispor de tantas técnicas e possibilidades de relacionamento como na atualidade. Inúmeras formas e recursos permitem a interação de uns para com os outros.

E hoje, diante da certeza inconteste da imortalidade, não fica difícil compreender o nosso desejo em nos comunicarmos também como os nossos entes amados, que deixaram  a Terra e vivem na espiritualidade. Temos, também a necessidade de nos relacionarmos com eles.

A mediunidade é o meio de que dispomos para receber as notícias que vem do mundo espiritual. Aliás,  essa faculdade não é novidade para ninguém, pois que existe desde que o homem habita o nosso planeta.

Através dela Moisés recebeu dos Espíritos superiores os dez mandamentos que norteiam a humanidade. Jesus Cristo a utilizou em diversas oportunidades, conforme registra o Novo Testamento. Paulo de Tarso, não a dispensou para realizar o valoroso trabalho de divulgação da Boa Nova que magistralmente fez. Allan Kardec, recorrendo a ela, em sua monumental obra, detalhadamente nos apresentou o mundo espiritual e Francisco Candido Xavier a popularizou de tal maneira que produziu através dela mais de 450 livros, tendo os Espíritos como autores.

A mediunidade é, então, a faculdade que permite a comunicação entre os vivos da Terra com os vivos do mundo espiritual, e, isso, obviamente, tem proporcionado às criaturas uma infinidade de esclarecimentos, orientações e socorro, apontando um rumo seguro para o conhecimento do nosso passado,  iluminando o presente e informando sobre o nosso futuro.

A mediunidade em si é uma faculdade neutra. Tanto pode ser usada para beneficiar a humanidade como para lhe acarretar prejuízos. Logicamente dependerá de como  o médium dela disporá. Uma faca na mão da cozinheira é ferramenta auxiliar na preparação dos alimentos, já na mão do criminoso é uma arma extremamente perigosa.

O médium, ou seja, aquele que é portador e faz uso da mediunidade, tem à sua disposição um mecanismo de imenso e profundo valor. Usando-a devidamente, logrará produzir inúmeros benefícios para a humanidade, pois que os Espíritos benfeitores não perderão uma única oportunidade de incentivar a prática do bem e de ajudar o progresso das coletividades.

Mediante a inspiração e a intuição, esses amigos desencarnados que residem da espiritualidade, aos se aproximarem dos médiuns incentivarão a paz, a harmonia e a serenidade entre os homens, exprimindo bons conselhos e sugerindo uma vida na direção da conquista de valores definitivos.

Através da psicografia e da psicofonia esses notáveis benfeitores já nos presentearam com uma quantidade enorme de livros e de boas mensagens,  apontando caminhos seguros para que trilhemos por veredas de progresso e prosperidade.

Das formas mais diversas e variadas se prestam esses amigos, pela mediunidade, a servirem a humanidade. Os médiuns devem manter a atenção e postura de dignidade, para que os Espíritos equilibrados e bons encontrem sempre as possibilidades de nos socorrer.

Em todos os setores da vida poderemos contar com a presença amigável desses irmãos da espiritualidade, sendo a mediunidade o canal de comunicação que nos liga a eles.

Por se tratar de assunto vasto e muito profundo, num artigo não temos condições de abordá-lo com intensidade, assim, sugerimos aos leitores o estudo de “O Livro dos Médiuns”, de Allan Kardec e de obras correlatas.

Reflitamos...

      Waldenir Aparecido Cuin



                                                          PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Mediunidade e conhecimento espírita
Enviado por: Fatima Silveira em 17 de Setembro de 2011, 22:54
Boa tarde! A paz do amado Jesus seja convosco!

Esse é um assunto que muito me interessa, sou novata no forum e apenas gostaria de deixar minha opinião pessoal, talvez seja a minha dificuldade seja a de muitos outros.

Tive experiências mediunicas na infancia mas nunca tive esclarecimento a respeito, sempre me fizeram medo e a falta de orientação talvez fizeram adormecer esse dom até mesmo para minha segurança. A um tempo atrás por estar vivenciando novamente experiências que muitas pessoas julgam "ilusórias", comecei a estudar por conta própria o Kardecismo, demorei mais de um ano pra ir a uma Casa espírita onde hoje, faço parte de um grupo de estudos da mediunidade além de trbalhar na evangelização de crianças.
No entanto gostaria de dizer algo que acho muito sério, é valido sim para quem deseja realmente o conhecimento, estudar, mas é muito dificil fazê-lo sozinho ainda mais um livro da categoria do Livvro dos Médiuns pois ao longo da leitura vão surgindo dúvidas que se não forem devidamente esclarecidas por pessoas mais bem preparadas acabamos por agir de forma equivocada.
A mediunidade é uma responsabilidade imensa que serve não só pra a comunicação inter mundos, mas acima de tudo para a educação do próprio médium que para atingir um nível de conhecimento ideal para qualquer trbalho, até mesmo o de passes, necessita estar em constante apredizado, em constante vigilia de seus atos e pensamentos, alimentação, enfim, é uma educação rígida e contínua. Eu ainda me encontro "engatinhando" nesse sentido, mas não quero desperdiçar essa oportunidade que me foi concedida de evoluir e auxiliar meu próximo. Essa é minha primeira mensagem no fórum e estou buscando assuntos e pessoas que me ajudem nessa caminhada rumo à luz. Assim como eu, muitos anseiam pelo conhecimento e acho importante dividirmos também o  pouco que já sabemos.  O único conselho que deixo é que quem deseja um estudo sério, além de participar das leituras seja no fórum, seja em casa, procure um grupo organizado nas casa espíritas, lá não somente encontrarão irmãos preparados para nos ajudar nos estudos como tenho certeza, os Espíritos benfeitores de cada lugar estarão prontos a nos guiar da melhor forma nesse aprendizado.
Que Jesus ilumine a todos!
Título: Re: Mediunidade e conhecimento espírita
Enviado por: dOM JORGE em 27 de Setembro de 2011, 15:42
                                           VIVA JESUS!


          Bom-dia! queridos irmãos.

                 
Ciência e Mediunidade


Comprovar cientificamente a mediunidade é objetivo do psiquiatra Sérgio Felipe Oliveira, professor de medicina e espiritualidade da Faculdade de Medicina da USP e membro da Associação Médica-Espírita de São Paulo. Com exames de tomografia, ele analisou a glândula pineal (uma parte do cérebro do tamanho de um feijão) de cerca de mil pessoas. "Os testes mostraram que aqueles com facilidade para manifestar a psicografia e a psicofonia apresentam uma quantidade maior do mineral cristal de apatita na pineal".

Ele também atende, no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, casos de pacientes de doenças como dores crônicas e epilepsia que receberam todos os tipos de tratamento, não tiveram melhora e relatam experiências ligadas à mediunidade.

Uma pesquisa de especialistas da USP e da Universidade Federal de Juiz de Fora, publicada em maio no periódicoThe Journal of Nervous and Mental Disease, comparou médiuns brasileiros com pacientes americanos de transtorno de múltiplas personalidades (caracterizado por alucinações e comportamento duplo).Eles concluíram que os médiuns apresentam prevalências inferiores de distúrbios mentais, do uso de antipsicóticos e melhor interação social.

Pesquisas da Universidade de Montreal, no Canadá, e da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, comprovaram que, durante a oração de freiras e monges católicos, a área do cérebro relacionada à orientação corporal é quase toda desativada, o que justificaria a sensação de desligamento do corpo. Os testes usaram imagens de ressonâncias magnéticas e tomografias feitas no momento do transe.

Mediunidade: um atributo biológico

Mediunidade é uma função natural, existente em todas as religiões. E isso deve acontecer através do campo magnético, sem dúvida. Se a espiritualidade interfere, é pelo campo eletromagnético, que depois é convertido, pela pineal, em estímulos eletroneuroquímicos. Não existe controvérsia entre ciência e espiritualidade, porque a ciência não nega a vida após a morte. Não nega a mediunidade. Não nega a existência do espírito. Também não há uma prova final de que tudo isto existe. Não existe oposição entre o espiritual e o científico. Você pode abordar o espiritual com metodologia científica, e o espiritismo sempre vai optar pela ciência. Essa é uma condição precípua do pensamento espírita. Os cientistas materialistas que disserem "esta é minha opinião pessoal", estarão sendo coerentes. Mas se disserem que a opção materialista é a opinião da ciência, estarão subvertendo aquilo que é a ciência.

A American Medical Association, do Ministério da Saúde dos EUA, possui vários trabalhos publicados sobre mediunidade e a glândula pineal. O Hospital das Clínicas sempre teve tradição de pesquisas na área da espiritualidade e espiritismo. Isso não é muito divulgado pela imprensa, mas existe um grupo de psiquiatras lá defendendo teses sobre isso. Há dois tipos de experiências sendo realizadas: a pesquisa das estruturas do cérebro, responsáveis pela integração espírito/corpo; e outra, que é a pesquisa clínica, das pessoas em transe mediúnico. São testes de hormônios, eletroencefalogramas, tomografias, ressonância magnética, mapeamento cerebral, entre outros. A coleta de hormônios, por exemplo, pode ser feita enquanto o paciente está em estado de transe. E os resultados apresentam alterações significativas.

Chico psicografou centenas de cartas consoladoras dirigidas a familiares saudosos, enviadas pelos parentes domiciliados no mais além. Muitas delas, revelando nomes totalmente desconhecidos pelo médium, foram grafadas com a mesma letra dos falecidos. A prova cientifica disso está apresentada no livro "A Psicografia à Luz da Grafoscopia", de autoria de Carlos Augusto Per Andréa, professor da disciplina de "Identificação Datiloscópica e Grafotécnica" da Universidade Estadual de Londrina, no Paraná.

Divaldo e Chico manifestaram também o fenômeno da Xenoglossia (conhecimento inato de idiomas não aprendidos nesta vida), psicografando textos em alemão, francês, italiano.


Fonte: Revista Isto É Médiuns, Setembro de 2008.



                                                              PAZ, MUITA PAZ!